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Florestal_272Web

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DESTAQUE

Entrevista: Renato Rosenberg apresenta planos e metas para concessões florestais no Brasil

PESO PESADO

ABSOLUTO

EQUIPAMENTO ROBUSTO

PARA TRANSFORMAR A

SUPRESSÃO VEGETAL EM

QUALQUER TERRENO

CHEGA AO BRASIL

9 772359 465045 0 0 2 7 2

ABSOLUTE HEAVYWEIGHT

ROBUST EQUIPMENT TO TRANSFORM

VEGETATION SUPPRESSION IN ANY

TERRAIN ARRIVES IN BRAZIL






Soluções

Florestais

Controle de formigas

Gestão eficiente da aplicação

de Isca formicida

O sistema VERION é capaz de

regular tanto a aplicação sistemática

de isca formicida, como a aplicação

localizada de 3 níveis de sobre dose

de acordo com a visualização do

operador.

Controle de adubação

O Fertil pode controlar até 3 produtos

de forma independente, com

doses fixas ou variadas através de

mapas de recomendação. Além de ter

acessórios, como: sensor de queda de

adubo, sensor de profundidade, entre

outros.

Corte de seção automático

e produtos para pulverização

Gestão da Informação do

Campo GIC

A inovação que faltava para a

gestão agrícola

Sistema de gestão que engloba todos

os processos executados no campo,

permitindo a geração automática de

relatórios e integração com outros

sistemas.

Colheita florestal

Mapas de microplanejamento

O inovador sistema de gestão para a

colheita FULL TREE traz funcionalidades

como o apontamento de número

de árvores colhidas, viagens de

arraste, tempo de deslocamento vazio e

cheio. Além do cálculo de eficiência em

tempo real.

Linha hidráulica para o setor florestal

Com um equipamento prático e com

funcionalidade simples, o sistema VERION

proporciona eficiência na aplicação e

controle da dose, e qualidade em produtos

de reposição, como: filtros, válvulas,

bombas, agitadores, tampas, conexões,

entre outros.

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• As dimensões de construção do rotator são

padronizados, e assim compatíveis com

qualquer equipamento.

• Molas de alta qualidade com estabilidade

de mais de 10 milhões de ciclos, palhetas

e bucha central processados com alta

precisão garantem maior durabilidade,

movimento uniforme e maior força.

• Os vedantes de alta qualidade,

de fabricantes líderes europeus,

são ligados a estrutura em ferro

fundido, proporcionando

excelente aderência ao eixo

de aço, cuja superfície é

processada de forma

especial.

• Parafusos de matéria-prima

de alta resistência,

selecionados para garantir

uma margem de segurança

suficiente.

• Rolamentos de esfera, de agulhas e de rolos

provenientes dos principais fabricantes

mundiais. Para rotatores com uma

capacidade de carga a partir de 6 toneladas

são utilizados rolamentos - superior e

inferior, o que aumenta sua força

consideravelmente.

• O corpo do rotator é fabricado a

partir de ferro fundido de

altíssima resistência, fundido

em empresas Europeias de

acordo com os mais altos

padrões, garantindo assim

uma estrutura durável e

confiável.

• Mesa de aço, que é

reforçada com cunha

especial patenteada,

garante ao rotator uma

junção robusta e

segura entre o rotator

e a garra.

Linha de Rotatores

Carregadores

leves

Máquinas de

Construção

Carregadores

médios

Fueiro

Florestal

Forwarders

Harvesters

Manipulador

de material

Construção

Demolição

Garras

traçadoras

Possuímos uma linha de rotatores completos, inclusive linha de mineração

VERION distribuidor

exclusivo

STAND A5D




SUMÁRIO

52

SUPRESSÃO

VEGETAL

ABRIL 2025

12 Editorial

14 Cartas

16 Bastidores

18 Notas

34 Frases

36 Entrevista

50 Coluna

52 Principal

60 Manejo

68 Genética

72 Compostagem

76 Formação

80 Artigo

86 Agenda

88 Espaço Aberto

68

72

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

21 Armac

13 BKT

15 Bruno

19 Carrocerias Bachiega

71 Composhow

83 D’Antonio Equipamentos

08 Denis Cimaf

02 Dinagro

33 DRV Ferramentas

35 Emex Brasil

61 Engeforest

92 Envimat

23 Envimat/CBI

75 Envimat/Compostagem

11 Envu

65 Equilíbrio Florestal

45 Feldermann Forest

85 Felipe Diesel

51 Francio Soluções Florestais

04 Himev

39 J de Souza

67 Planflora

89 Prêmio Referência 2025

37 Rocha Facas

29 Rodovale

17 Rotary-Ax

25 Rotor Equipamentos

49 Sergomel

87 Show Florestal

90 Sparta Brasil

27 Tecmater

63 Unibrás

31 Vantec

06 Verion

47 Vermeer Brasil

41 Watanabe

43 WDS Pneumática

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O Herbicida seletivo da Envu para impedir as daninhas

desde o início e em todas as épocas do ano

Aplicação

Pré e Pós-Plantio

Das culturas do

eucalipto e pinus

Seletividade

Não afeta o

desenvolvimento

das culturas do

eucalipto e pinus

Flexibilidade

Permite aplicação

em épocas úmidas

e secas

Efeito Recarga

Promove atividade

residual no controle

de plantas daninhas,

mesmo após longos

períodos sem chuvas

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EDITORIAL

Da maneira certa

O crescimento sustentável do setor florestal depende de

uma legislação sólida e de processos bem estruturados. Regras

claras garantem segurança jurídica, estimulam investimentos

e promovem a conservação ambiental. O manejo responsável

das florestas não apenas impulsiona a economia, mas também

preserva recursos para as futuras gerações. Com fiscalização

eficiente e incentivos adequados, o Brasil pode consolidar-se

como líder em produção florestal sustentável. Nessa edição,

os implementos e soluções da Sparta Brasil para supressão

vegetal, as novidades sobre a engenharia florestal, a clonagem

da maior araucária brasileira, o manejo florestal em crescimento,

nosso caderno de compostagem e uma entrevista exclusiva

com Renato Rosenberg, diretor de concessões florestais do

SFB (Serviço Florestal Brasileiro), que apresenta as novidades

e planos para o crescimento das operações. Excelente leitura a

todos!

2

1

ABSOLUTE HEAVYWEIGHT

ROBUST EQUIPMENT TO TRANSFORM

VEGETATION SUPPRESSION IN ANY

TERRAIN ARRIVES IN BRAZIL

Na capa dessa edição a Sparta

Brasil, que traz o melhor da

supressão vegetal mundial

para o Brasil

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXVII • Nº272 • Abril 2025

DESTAQUE

Entrevista: Renato Rosenberg apresenta planos e metas para concessões florestais no Brasil

PESO PESADO

ABSOLUTO

EQUIPAMENTO ROBUSTO

PARA TRANSFORMAR A

SUPRESSÃO VEGETAL EM

QUALQUER TERRENO

CHEGA AO BRASIL

9 772359 465045 0 0 2 7 2

THE CORRECT WAY

Sustainable growth in the Forest Sector depends on sound

legislation and well-structured processes. Clear rules provide

legal certainty, encourage investment, and promote environmental

protection. Responsible forest management boosts

the economy and preserves resources for future generations.

With effective oversight and appropriate incentives, Brazil can

consolidate its position as a leader in sustainable forest production.

In this issue, you will find Sparta Brasil’s implements

and solutions for weed control, news on forestry technology,

the cloning of Brazil’s largest araucaria, forest management

in growth, our composting booklet, and an exclusive interview

with Renato Rosenberg, Director of Forest Concessions at the

Brazilian Forest Service (SFB), who presents the news and plans

for the growth of operations. Pleasant reading!

Iniciativas no Pará e Amazonas fortalecem

o papel do manejo florestal

Entrevista com

Renato Rosenberg,

diretor de concessões

florestais do SFB

3

EXPEDIENTE

ANO XXVII - EDIÇÃO 272 - ABRIL 2025

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Vinicius Santos

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Gabriel Dalla Costa Berger

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Ana Paula Vogler

Maria Soares

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal

Kauê Angeli

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

José A. Ferreira

(41) 99203-2091

ASSINATURAS

0800 600 2038

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GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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A LONG WAY

TOGETHER

FORESTLAND

Projetado para as aplicações mais exigentes, o FORESTLAND é o mais recente e inovador

pneu diagonal da BKT para o setor agroflorestal, mas também pode ser utilizado em algumas

operações agrícolas, como paisagismo e silagem. A sua carcaça de poliéster e composto

específico da banda de rodagem tornam-no particularmente resistente a cortes e lacerações,

enquanto a parede lateral robusta garante um longo ciclo de vida do produto. As principais

características do FORESTLAND são excelente tração em terrenos brandos, boa aderência em

qualquer solo graças aos blocos rígidos e reforçados da banda de rodagem, um alto nível de

estabilidade graças à forte construção dos talões e propriedades de autolimpeza superiores.

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CARTAS

DESTAQUE

Tecnologia: cadeia de custódia é importante aliada para o rastreio da madeira nativa

Capa da Edição 271 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de março de 2025

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

CAMINHO

PARA O FUTURO

IMPLEMENTO PARA ABERTURA

E MANUTENÇÃO DE ESTRADAS

VICINAIS É NOVA ALTERNATIVA

PARA O SETOR

Ano XXVII • Nº271 • Março 2025

ROADS FOR THE FUTURE

EQUIPMENT FOR OPENING AND

MAINTAINING SECONDARY ROADS IS

A NEW ALTERNATIVE FOR THE SECTOR

PRINCIPAL

Por João Marcos Gouveia, Jaguariaíva (PR)

O trabalho da Watanabe é muito importante. É uma indústria nacional, tradicional

e que tem apresentado excelentes soluções para o setor.

MANEJO

Foto: divulgação

Por César Augusto Lemos, Rondonópolis (MT)

O potencial da preservação que o manejo faz é inigualável. Muito

importante a valorização por parte da esfera pública dessa prática que

protege as florestas.

RESTAURAÇÃO

Por Evandro Siqueira, Campinas (SP)

A restauração das florestas abre um mercado de grande potencial: o de carbono.

Quem estiver atento pode estar um passo a frente em um mercado emergente.

Foto: divulgacão

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Revista Referência Florestal

@referenciaflorestal

@revistareferencia9702

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

jornalismo@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL

ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


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IMPRESSIONA O MERCADO

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vem surpreendendo o mercado pela sua versatilidade e desempenho. O sucesso do

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BASTIDORES

Revista

Foto: REFERÊNCIA

Foto: REFERÊNCIA

EVENTO

Durante o evento Biotech Fair em Porto Alegre (RS), a

Revista REFERÊNCIA através do diretor comercial Fábio

Machado, recebeu a visita de Leonardo de Zorzi, CEO

da Global Prime Wood e presidente do Sindimadeira

(RS), Daniel Chies, gestor florestal da Madem e

presidente da Ageflor e Clóvis Rech, diretor da Porthus

Empreendimentos.

FEIRA

O diretor florestal da TFC (The Forest Company),

José Sawinski Júnior, esteve prestigiando o

estande da Revista REFERÊNCIA na Biotech

Fair em Porto Alegre (RS), ao lado do diretor

comercial Fábio Machado.

ALTA

PAGANDO AINDA MAIS

A prévia da carga tributária (peso dos impostos

e demais tributos sobre a economia) subiu para

32,32% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2024,

conforme divulgado pelo Tesouro Nacional. Em

2023, o mesmo indicador tinha atingido 30,26%,

diferença de 2,06 pontos percentuais. Segundo o

Tesouro, vários fatores pesaram para o aumento

da carga tributária. O principal foi o crescimento

da economia, que aumentou a arrecadação dos

tributos sobre bens e serviços em 0,81 ponto percentual

do PIB em nível federal no ano passado.

Somente a arrecadação da Cofins (Contribuição

para o Financiamento da Seguridade Social), tributo

diretamente ligado às vendas, subiu 0,42 ponto.

ABRIL 2025

FLORESTA DIZIMADA

O ano começa com um aumento alarmante no desmatamento

da Amazônia, que registrou crescimento de 68%

em comparação com janeiro de 2024. O total de 133 km²

devastados marca a sexta maior taxa de destruição florestal

já registrada para o mês, representando a destruição

de mais de 400 campos de futebol por dia. Esse cenário

é um sinal claro de que a pressão sobre a Amazônia

aumenta, exigindo ações mais rigorosas do governo Lula.

O aumento do desmatamento é mais visível em alguns

Estados da região amazônica. Mato Grosso foi o mais

afetado, concentrando 45% da destruição registrada,

seguido por Roraima com 23% e Pará com 20%. Juntos,

esses três Estados foram responsáveis por 88% do desmatamento

da Amazônia em janeiro de 2025.

BAIXA

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NOTAS

Podcast REFERÊNCIA

Durante o mês de março o estúdio do Podcast REFERÊNCIA teve a alegria de receber convidados muito importantes para o

desenvolvimento do segmento de base florestal, no reflorestamento e no manejo florestal sustentável. Os entrevistados desses episódios

foram Deryck Martins (foto de cima), presidente da Aimex (Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do

Pará) e especialista em gestão florestal. O outro convidado foi Leonardo Lenz (foto de baixo), é formado em direito e é sócio proprietário

da Immergrün e diretor executivo do Grupo Lenz. Os episódios tiveram o apoio da Máquinas Águia, Bonardi e MSM Química.

Deryck relatou que seu interesse na biologia e na engenharia florestal foi por gostar muito da floresta e de viajar, que era possibilidades

abertas por essas áreas. O entrevistado comentou

que em relação a formação de novos engenheiros foi percebido

uma tendência de novos engenheiros preservacionistas,

que não entendem tão bem a forma de se utilizar a floresta.

“Criamos no Pará um sistema de residência florestal, onde os

estudante têm uma verdadeira vivência de campo para saber

como é a realidade do manejo”, explicou Deryck. Segundo

ele, o manejo florestal sustentável é a estratégia essencial

para conservar as florestas e manter o equilíbrio ambiental.

Ao promover o uso responsável dos recursos naturais, essa

prática assegura a regeneração das áreas exploradas e evita

o desmatamento descontrolado. “As florestas manejadas

corretamente funcionam como importantes sumidouros de

carbono, capturando e armazenando CO2 da atmosfera, contribuindo

diretamente no combate às mudanças climáticas”,

apontou Deryck.

No episódio com Leonardo Lenz as explanações foram

focadas na construção com madeira e o wood frame. Leonardo

relatou que a madeira esteve presente na sua família

desde a chegada de seu pai ao Brasil, na década de 1930.

“Meu pai começou nessa atividade há muito tempo. Quando

ele chegou em Bituruna (PR) trabalhou em empresas da

região até que iniciou sua própria indústria, a Madebio, que

iniciou serrando imbuia e depois migrou para o mercado de

compensados”, relatou Leonardo.

Sobre o mercado de wood frame, que passa do setor

madeireiro para o de construção civil, foi um dos desafios

apresentados. O outro foi entender as reais possibilidades

do mercado, devido a necessidade de homologação do tipo

de construção para ser liberada a operação. “Hoje temos a

normatização do wood frame, a regulamentação de tudo

que pode e não pode ser feito. Trabalhamos em conjunto

com a Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente) para construir essa normatização

e logo teremos atualizações para abrir ainda mais as

possibilidades”, valorizou Leonardo.

Os episódios completos o Leitor pode conferir

no canal do youtube da Revista REFERÊNCIA:

Fotos: REFERÊNCIA

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NOTAS

Verba ampliada

O orçamento da Embrapa (Empresa Brasileira de Psquisa e Agropecuária) para 2025 foi aprovado no Congresso Nacional,

trazendo um importante avanço na recuperação dos recursos financeiros da Empresa. Após anos de restrições,

a projeção orçamentária para 2025 indica um repasse de R$ 364 milhões para despesas discricionárias, o maior valor

desde 2019 e que representa crescimento de 114% em relação a 2024. O orçamento 2025 da Embrapa contará ainda

com recursos do Novo PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) , de aproximadamente R$ 148 milhões.

Com o orçamento aprovado, a Embrapa poderá retomar investimentos e fortalecer suas ações em pesquisa e inovação,

essenciais para a competitividade da agricultura brasileira. “Este orçamento é decisivo para a empresa recuperar

sua atuação plena, garantir a continuidade dos projetos e permitir novas ações estratégicas para o país. O valor aprovado

representa uma virada, materializa o compromisso do governo com a pesquisa agropecuária e o reconhecimento do

Congresso Nacional da necessidade de investir em ciência”, alerta a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

Os recursos adicionais permitirão à Embrapa modernizar laboratórios, atualizar campos experimentais e investir em

novas tecnologias, garantindo que a agricultura brasileira se mantenha competitiva no cenário global. A continuidade e

ampliação dos projetos de pesquisa e desenvolvimento são fundamentais para enfrentar os desafios atuais e futuros e

assegurar a sustentabilidade do setor agropecuário nacional.

A aprovação mais que dobra o orçamento de 2025 em comparação com 2024, quando considerados os valores

para pagamentos de despesas discricionárias. Na mesma etapa em que se encontra agora o andamento do processo

orçamentário (após aprovação pelo Congresso Nacional), para 2024 o valor era de R$ 156.474.099,00, ao passo que em

2025 subiu para R$ 335.192.799,00 (aumento de 114%). Soma-se a esse valor, em 2025, emendas individuais, fazendo

com que o orçamento total para pagamento de despesas discricionárias seja de R$ 364.112.908,00.

Foto: divulgação

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NOTAS

Foto: divulgação

Regular é preciso

A Comissão de Assuntos Jurídicos da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul) discutiu sobre a

ratificação dos imóveis em faixa de fronteira. Imóveis de fronteira são aqueles que estão em uma faixa de até 150

km (quilômetros) da fronteira terrestre com outros países.

Segundo Nestor Hein, diretor jurídico da entidade, a regularização dessas áreas é necessária para que o produtor

evite o cancelamento do registro imobiliário, o que geraria uma nova tramitação em relação às propriedades.

“Essa data vem se arrastando já faz um bom tempo, mas agora é um prazo final”, declarou.

A ratificação está prevista na lei número 13.178, de 22 de outubro de 2025, que determina que a ação ocorra

até 22 de outubro deste ano. A medida deve ser feita por proprietários com imóveis com área superior a 15 módulos

fiscais na data de 22 de outubro de 2015, ainda que desmembrados ou fracionados posteriormente, precisam

requerer a ratificação.

A equipe jurídica da Farsul criou uma cartilha para auxiliar o produtor rural no processo da ratificação de sua

propriedade. Além da discussão sobre propriedade, a comissão também discutiu a documentação necessária para

que produtores possam se defender juridicamente em caso de invasões de terra. “O produtor precisa já fazer uma

notícia-crime, que hoje se faz online, mas necessita de registro, fotografias, CAR, CCIR, registro de posse atualizado

para poder ajuizar as reintegrações”, orienta Nestor.

Além dessa regulação, os municípios conveniados ao ITR (Imposto sobre Propriedade Territorial Rural) do

estado do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de abril para informar à Receita Federal o VTN (Valor da Terra Nua).

Esse valor é uma das bases de cálculo utilizadas para o ITR, e a declaração é uma exigência para as localidades

conveniadas com a Receita Federal.

Os valores informados devem refletir o preço de mercado da terra nua, em um levantamento técnico realizado

por profissionais habilitados. Terra nua é considerado o imóvel rural que, por natureza, compreende o solo com

sua superfície e respectiva mata, floresta ou pastagem nativa, ou qualquer outra forma de vegetação natural. Portanto,

qualquer construção, instalação ou melhoramento, assim como qualquer cultura permanente, árvores de

florestas plantadas e pastagens cultivadas são classificadas como investimentos e não entram neste cálculo.

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NOTAS

Fortalecendo as florestas

No Dia Internacional das Florestas o MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) e o Mapa (Ministério

da Agricultura e Pecuária), realizaram o evento: Floresta de Valor – Oportunidades de Investimento nas Cadeias

Produtivas. O encontro aconteceu na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília (DF).

De acordo com a diretora-executiva da Florestar (Associação Paulista de Produtores, Fornecedores e Consumidores

de Florestas Plantadas), Fernanda Abilio, o evento reforçou a união dos ministérios da Agricultura e do Meio

Ambiente, aliando produção e conservação como uma diretriz para o setor, em comemoração ao Dia Internacional

das Florestas.

A Florestar vem contribuindo como membro da câmara setorial de florestas plantadas, avaliando projetos do edital

de chamamento público que tem como objetivo avaliar e selecionar projetos estratégicos voltados a estimular o

plantio de florestas produtivas, apoiar a recuperação de vegetação nativa e recompor áreas degradadas.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lembrou que todas as florestas têm valor. “Somos uma potência na

agricultura porque somos uma potência hídrica. Somos uma potência hídrica porque somos uma potência florestal”,

relativou Marina. No evento também estavam: o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e

Cooperativismo, Pedro Neto; o presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais

Renováveis), Rodrigo Agostinho, e outras autoridades. “Tivemos a oportunidade de falar para todos estes representantes

e reforçar sobre como o setor florestal paulista é relevante e qual a nossa participação e impacto dentro do

cenário nacional de floretas plantadas”, complementou Fernanda.

Na ocasião, a Florestar foi homenageada pela contribuição nas avaliações do edital de chamamento público dos

projetos. A diretora-executiva da Florestar recebeu a homenagem do secretário-adjunto da Secretaria de Inovação,

Pedro Neto.

Foto: divulgação

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NOTAS

Foto: divulgação

Trabalhando em conjunto

A Amif (Associação Mineira da Indústria Florestal) realizou o Primeiro Encontro Nacional das Associações Estaduais

do setor florestal brasileiro, em Belo Horizonte (MG). O evento reuniu representantes de diferentes entidades para promover

a troca de experiências e fortalecer a atuação do setor nos estados e em âmbito nacional.

O encontro teve como principal objetivo otimizar processos, padrões e estruturas de governança das associações estaduais,

de modo a buscar ainda mais alinhamento e eficiência na representação do setor. “O que fizemos foi a discussão

de como melhorar ainda mais os resultados e a prestação de serviços para o setor e para as nossas empresas associadas

e patrocinadoras. Foi um orgulho para a Amif sediar o primeiro encontro e a gente segue aqui também disponível, sempre,

para todas as entidades, para compartilhar experiências dos trabalhos que são realizados na Amif”, destacou Adriana

Maugeri, presidente da associação.

Paralelamente ao evento principal, também houve uma reunião específica para os profissionais de comunicação das

entidades, com foco no fortalecimento da imagem do setor florestal nas redes sociais e no uso estratégico das novas tecnologias

digitais para ampliar o reconhecimento das ações desenvolvidas.

Entre as entidades presentes estavam a Amif (MG), ACR (SC), Reflore (MS), Apre (PR), Cedagro (ES), Florestar (SP),

ARE Florestas (MT), Abaf (BA) Florestar (SP) e IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores). O evento também contou com palestras

de especialistas, como o promotor do Ministério Público de Minas Gerais e Coordenador do Centro de Apoio Operacional

das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, que abordou estratégias

para o fortalecimento do relacionamento institucional com entidades críticas. Já Laila Katina, da assessoria da presidência

da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), falou sobre governança colaborativa e compliance. O

sucesso do encontro reafirma a importância da colaboração entre as associações estaduais e sinaliza um novo momento

para a atuação conjunta do setor florestal no Brasil. A Amif segue comprometida em fomentar essa sinergia e impulsionar

o desenvolvimento sustentável da indústria florestal brasileira, atenta aos seus objetivos estratégicos.

26 www.referenciaflorestal.com.br


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NOTAS

Floresta que dá futuro

A região do Bolsão em Mato Grosso do Sul é um celeiro de oportunidades para o desenvolvimento profissional

e pessoal. O berço de todo este processo de crescimento está sendo trilhado por mulheres que estão no curso tecnólogo

em silvicultura, capacitação de nível superior ofertado pela UEMS (Universidade Estadual do Mato Grosso

do Sul) em parceria com as prefeituras municipais de Água Clara (MS) e Ribas do Rio Pardo (MS) e as empresas MS

Florestal e Suzano, respectivamente.

“São cursos novos na grade curricular das universidades. Só existem mais três cursos no interior de São Paulo e

do Espírito Santo. A região do Bolsão, em Mato Grosso do Sul, é o coração da silvicultura no Brasil e nada mais justo

que tenhamos aqui esse tipo de capacitação, mais direcionada e específica”, explica o professor Allan Motta Couto,

docente da UEMS (Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul) e coordenador do curso da UEMS, em Água Clara.

O professor detalha que a maioria dos participantes do curso de silvicultura são mulheres e que já trabalham

nos viveiros de mudas e em outros setores das empresas do setor florestal.

O curso de silvicultura é oferecido no polo da UEMS em Água Clara e ministrado na Escola Municipal Márcia

Cristina Fioratti Javarez, que oferece um espaço muito bem adequado com ambiente climatizado e equipamentos

como telões de alta tecnologia sensíveis ao tato, laboratórios equipados, conexão de internet, além de uma logística

primorosa com transporte para as aulas práticas de campo. O professor Allan também ressalta que a parceria

com a indústria é fundamental para a promoção do curso. “A MS Florestal identificou uma demanda social e decidiu

também investir na capacitação. A união dos três parceiros, prefeituras, empresas e UEMS, possibilitou a criação

desse curso em Água Clara e Ribas do Rio Pardo”, completou Allan.

Foto: divulgação

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Referência Florestal

temos uma condição

especial para esta edição.

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NOTAS

Rota definida

A CNA (Comissão Nacional de Silvicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) realizou a primeira

reunião de 2025 para traçar um panorama da cadeia produtiva da borracha natural e definir as demandas e

pautas prioritárias para o ano. A reunião foi conduzida pelo presidente da Comissão, Antônio Ginack, e contou com

o apoio da Assessora Técnica da CNA, Eduarda Lee. Também participaram representantes das federações estaduais e

do setor produtivo.

O presidente apresentou aos membros da comissão um panorama da cadeia produtiva da borracha natural no

país e mostrou os últimos movimentos do mercado. “Passamos por um tempo em que secas, queimadas, geadas,

preços e taxas de importação muito baixas deixaram o produtor inseguro. Os preços pagos não cobriam sobremaneira

os custos de produção, mas hoje a cadeia passa por um momento de melhor alavancagem de valor da borracha

natural.”, destacou Antônio.

Outro tema tratado foi a Lei de Bioinsumos. A assessora técnica da CNA, Letícia Barony, apresentou os principais

pontos que devem ser observados pelos produtores rurais e destacou a importância da lei, que está em fase de regulamentação.

“A CNA está atenta para que a lei garanta segurança jurídica para os produtores rurais”, destaca Letícia.

Eduarda Lee apresentou as ações e conquistas do setor em 2024. Segundo ela, além da Lei dos Bioinsumos, a

CNA atuou também em outras frentes, como a exclusão da silvicultura do rol das atividades potencialmente poluidoras,

debate sobre a necessidade de atualização Lei de Proteção de Cultivares, apoio à aprovação do Programa de

Aceleração da Transição Energética e outras propostas legislativas. “Atuamos em diversas áreas para fomentar os

avanços para o setor. Um outro exemplo é que o índice de referência de importação da borracha natural desenvolvido

pela CNA, em parceria com o Instituto de Economia Agrícola, se consolidou como referência para o setor”, explicou

Eduarda.

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NOTAS

Para continuar à frente

Minas Gerais já tem seu Plano Estadual Agrícola para o Desenvolvimento Sustentável de Florestas Plantadas.

O documento, coordenado pela Superintendência de Fomento Florestal – Sub Secretaria de Agricultura Familiar e

Desenvolvimento Rural Sustentável, abrange temas como a legislação das florestas plantadas; panorama do setor

florestal do Brasil e em Minas Gerais; Selo Verde e Cadastro Ambiental Rural; Cadeias de Negócios da Base Florestal,

pontos fortes e fracos da cadeia, dentre outros.

A silvicultura, que envolve o cultivo e o manejo sustentável das florestas, é essencial tanto para a economia

quanto para a preservação ambiental do Estado. O superintendente de fomento florestal da Secretaria, Miguel

Ribon Júnior, explica que a ideia é oferecer uma visão estratégica da cadeia da silvicultura, direcionando melhor o

planejamento do setor a fim de atrair novos investimentos, com ênfase na identificação de oportunidades para micro

e pequenas empresas. “Esperamos que o documento ajude a fomentar o desenvolvimento de novos mercados

e negócios; gere emprego e renda nas comunidades rurais; incentive os pequenos e médios produtores rurais de

florestas plantadas e crie novas oportunidades de trabalho e o aumento de renda. Estamos certos de que isso pode

ser alcançado através do fortalecimento da cadeia produtiva; do incentivo ao empreendedorismo e da promoção

de políticas públicas que apoiem o desenvolvimento rural sustentável”, observou Miguel. Segundo ele, os próximos

passos serão a implementação, execução e avaliação que serão feitas pela Superintendência de Fomento Florestal,

com apoio dos membros da Câmara Setorial de Silvicultura – Cepa (Conselho Estadual de Política Agrícola).

A expectativa é que, com o plano, principalmente os pequenos e médios produtores rurais florestais, tenham

mais clareza quanto à linhas de financiamento para o setor, agroindústrias que utilizam produtos oriundos de florestas

plantadas como matéria-prima, o sistema ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta), treinamentos e recursos

sobre técnicas de plantio, manejo e mercado de produtos florestais.

Foto: divulgação

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FRASES

Foto: divulgação

O objetivo do evento é

oferecer reciclagem técnica

e capacitação para toda a

indústria florestal mineira,

desde pequenos a grandes

produtores. O Florestas Uai

proporciona espaços para troca

de experiências e apresentação

das melhores práticas do setor”

Adriana Maugeri, presidente da Amif

(Associação Mineira da Indústria Florestal),

sobre o evento Florestas Uai

“Minas já é referência

em florestas plantadas

e tem uma indústria

robusta que movimenta

siderurgia, celulose

e bioenergia. Com

incentivos estratégicos

e um ambiente de

negócios favorável,

o Governo de Minas,

por meio da Invest

Minas, está pronto para

conectar investidores”

“Estamos diante de uma exigência

totalmente desconectada da realidade

do país. Se essa regra for mantida, os

planos de manejo florestal sustentável,

fundamentais para a conservação da

floresta em pé, ficarão inviabilizados.

Isso coloca em risco não apenas o

desenvolvimento econômico local,

mas também a política ambiental do

Brasil, que tem no manejo um dos

seus principais aliados na redução do

desmatamento ilegal”

João Paulo Braga, diretor-presidente da

Invest Minas

Ednei Blasius, presidente do CIPEM (Centro

das Indústrias Produtoras e Exportadoras de

Madeira do Estado de Mato Grosso) sobre nova

norma governamental que inviabiliza produção e

comércio legal de madeira nativa

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ENTREVISTA

Sustentabilidade

LEVADA

A SÉRIO

Sustainability taken

seriously

Foto: divulgação

ENTREVISTA

A

s concessões florestais desempenham um papel

essencial na promoção do manejo florestal

sustentável, garantindo o uso responsável dos

recursos naturais e a preservação das florestas

públicas. Com a crescente demanda por práticas mais sustentáveis,

o setor enfrenta desafios e oportunidades. Para discutir

esses temas, conversamos com Renato Rosenberg, diretor de

concessões florestais do SFB (Serviço Florestal Brasileiro).

Renato Rosenberg

F

orest concessions are essential for promoting

sustainable forest management, ensuring the responsible

use of natural resources, and conserving

public forests. As demand for more sustainable

practices grows, the Sector faces challenges and

opportunities. We spoke with Renato Rosenberg, Director of Forest

Concessions at the Brazilian Forest Service (SFB), to discuss

these issues.

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Engenheiro Ambiental formado pela Escola Politécnica da

Universidade de São Paulo (Poli/USP) e mestre em Economia

pela UnB (Universidade de Brasília), Renato atualmente

ocupa o cargo de Diretor de Concessões no SFB. Com uma

sólida experiência profissional, ele se destaca por sua

expertise em planejamento, modelagem e implementação

de concessões e PPPs (parcerias público-privadas) nas áreas

ambiental e de infraestrutura.

Environmental Engineer with a degree from the Polytechnic

School of the University of São Paulo (Poli/USP) and a

Master’s degree in Economics from the University of Brasília

(UnB), Rosenberg currently holds the position of Director of

Concessions at the SFB. With solid professional experience,

he stands out for his expertise in designing, modeling, and

implementing concessions and Public-Private Partnerships

(PPPs) in the Environmental and Infrastructure Sectors.

36 www.referenciaflorestal.com.br



ENTREVISTA

>> Como foi sua trajetória profissional até chegar ao cargo

atual?

Sou engenheiro ambiental de formação, da primeira turma

de engenharia ambiental da USP (Universidade de São Paulo).

Na época do vestibular, ingressei na Escola Politécnica da USP

para cursar Engenharia, mas ainda não tinha certeza sobre

qual especialização seguir. Nos primeiros 2 anos, estudei bastante

matemática, física e química, e ainda estava em dúvida

sobre qual caminho tomar. Foi então que surgiu o curso de

Engenharia Ambiental, e decidi seguir por essa área. Concluí

minha graduação e comecei a atuar na área ambiental. Logo

após me formar, assumi um cargo na Secretaria de Meio Ambiente

do Estado de São Paulo, onde fui diretor de diagnósticos

ambientais. Coordenei alguns projetos importantes voltados

à gestão ambiental e políticas públicas entre 2007 e 2008.

Com o tempo, percebi que apenas o conhecimento técnico da

engenharia não era suficiente para lidar com os desafios ambientais.

As questões envolviam não apenas diagnósticos ambientais,

mas também o entendimento de como funcionam os

mercados, as políticas econômicas e os instrumentos financeiros

para gestão ambiental. Foi essa percepção que me levou

a aprofundar meus estudos em economia e, posteriormente,

a atuar em Brasília (DF), onde passei a trabalhar diretamente

com essas questões.

>> De que forma está estruturado o SFB?

Dentro do SFB, a diretoria é dividida em três áreas, todas

igualmente desafiadoras. A primeira é a área de estruturação,

onde analisamos quais florestas públicas têm viabilidade para

concessão. Esse processo envolve estudos técnicos, econômicos

e jurídicos, além da elaboração dos editais e contratos.

Também conduzimos audiências públicas, consultas a comunidades

indígenas e demais processos de consulta necessários

para viabilizar as concessões. A segunda é a área de gestão de

contratos, responsável por fiscalizar e garantir o cumprimento

das obrigações contratuais. Isso inclui cobranças, reequilíbrios

financeiros e monitoramento da execução dos compromissos

assumidos pelos concessionários. A terceira é a área de

monitoramento, que utiliza tecnologia avançada para acompanhar

as concessões. Usamos imagens de satélite, LiDAR e

outros sistemas para verificar se as operações estão seguindo

as diretrizes estabelecidas. Isso inclui garantir que o volume

de madeira extraído esteja dentro do permitido no plano de

manejo e que apenas as espécies autorizadas estejam sendo

colhidas. Essa área também faz a metragem da madeira

explorada para calcular corretamente as taxas de concessão.

São desafios grandes, mas fundamentais para garantir uma

gestão eficiente e sustentável dos recursos florestais.

>> Quais são os principais benefícios do manejo florestal

sustentável?

As concessões florestais são um dos melhores instrumentos

para manter a floresta em pé, ao mesmo tempo em que

geram emprego, renda e desenvolvimento econômico na

Amazônia. Elas promovem a legalização das atividades ma-

How did you come to your current position?

I am an Environmental Engineer by training from the

first class of Environmental Engineering at the University

of São Paulo (USP). When I took the entrance

exam, I went to the Polytechnic School of USP to study

engineering, but I was still unsure of the specialization

I wanted to pursue. I studied math, physics, and

chemistry for the first two years but was still unsure

about my path. Then, the Environmental Engineering

Program was started, and I decided to pursue that field.

I graduated and started working in the environmental

field. Soon after graduation, I worked as the Director of

Environmental Diagnostics at the São Paulo State Department

of the Environment. Between 2007 and 2008,

I coordinated some critical projects focused on environmental

management and public policy. Over time,

I realized that technical engineering knowledge alone

was not enough to address ecological challenges. It

required environmental diagnostics and an understanding

of how markets, economic policies, and financial

instruments work for environmental management. This

realization led me to further my studies in economics

and later to work in Brasília (DF), where I began to work

directly with these issues.

How is the SFB structured?

Within the Brazilian Forest Service (SFB), the directorate

is divided into three equally challenging areas. The

first is the structuring area, where we analyze what

public forests are suitable for concessions. This process

involves conducting technical, economic, and legal studies,

as well as drafting notices and contracts. We also

conduct public hearings, consultations with indigenous

communities, and other consultation processes necessary

to make concessions viable. The second is contract

management, which monitors and ensures compliance

with contractual obligations. This includes collection,

financial reconciliation, and monitoring of the concessionaires’

fulfillment of their commitments. The third is

monitoring, which uses advanced technology to monitor

the concessions. We utilize satellite imagery, LiDAR,

and other systems to verify that operations adhere to

established guidelines. This includes ensuring that the

amount of timber harvested is within the limits of the

management plan and that only authorized species

are harvested. This area also measures the timber

harvested so that concession fees can be calculated

correctly. These are significant challenges, but they are

fundamental to ensuring the efficient and sustainable

management of forest resources.

What are the main benefits of Sustainable Forest

Management (SFM)?

Forest concessions are one of the best tools to conserve

forests while creating jobs, income, and economic de-

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ENTREVISTA

deireiras e a arrecadação de tributos para municípios, Estados

e a União. Acreditamos que o modelo de concessão e o

manejo sustentável deveriam ser aplicados em uma escala

ainda maior do que vemos hoje. Trata-se de uma política

pública bem estruturada, com benefícios claros, tanto para

a conservação ambiental, quanto para o desenvolvimento

socioeconômico das regiões florestais. Em geral, os benefícios

da conservação são difusos, ou seja, impactam toda a sociedade,

mas nem sempre de forma visível ou imediata. Estamos

falando de serviços ambientais como a regulação climática,

a vapotranspiração (que influencia o regime de chuvas no

sul e sudeste do Brasil) e a conservação da biodiversidade.

Esses serviços beneficiam tanto o Brasil quanto o mundo, mas

muitas vezes não são percebidos com clareza pelo público.

O grande desafio é alinhar esses benefícios coletivos com

incentivos privados para que os proprietários de terra tenham

razões econômicas para manter a floresta em pé. O manejo

sustentável viabiliza essa equação, pois gera renda para quem

atua na floresta sem comprometer sua conservação. Esse

equilíbrio entre benefícios ambientais e econômicos é o grande

diferencial do modelo de concessão florestal.

>> Dentro das suas responsabilidades, onde exatamente entra

o seu papel?

Meu papel está mais ligado à legislação, à articulação política

e à conscientização. Temos uma equipe técnica extremamente

qualificada e comprometida, além de uma parceria muito

forte com o Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Social),

que conduz grande parte da estruturação dos projetos.

No entanto, essa estrutura precisa estar alinhada com o mercado

para garantir interesse nos projetos. Também é essencial

manter diálogo com atores políticos, pois o apoio institucional

é fundamental para o desenvolvimento das concessões. Além

disso, precisamos interagir com o MP (Ministério Público),

TCU (Tribunal de Contas da União), CGU (Controladoria Geral

da União), empresas e até mesmo com o setor ambiental

organizado, que também tem influência sobre esses projetos.

Meu papel é justamente conectar todas essas frentes. Preciso

entender um pouco de cada aspecto, técnico, econômico e jurídico,

e costurar os interesses para que os projetos avancem.

>> Seu cargo, no melhor entendimento da palavra, tem também

uma parte política?

De certa forma, sim, mas com um forte viés técnico. Enquanto

os tomadores de decisão políticos lidam com questões

estratégicas e diretrizes mais amplas, minha função envolve

um trabalho técnico essencial para embasar essas decisões.

Por exemplo, se o Ibama altera a regulamentação de uma

portaria, preciso avaliar como essa mudança impacta a gestão

dos contratos e a estruturação dos projetos. Também analiso

os retornos financeiros das concessões para garantir que os

contratos sejam equilibrados e sustentáveis. Ao mesmo tempo,

preciso entender os objetivos e preocupações de todos os

envolvidos para que o processo avance. O TCU, por exemplo,

analisa os projetos antes de autorizarmos a licitação, e sua

velopment in the Amazon. They promote the legalization

of harvesting activities and the collection of taxes

for Municipalities, States, and the Federal Government.

We believe that the concession model and sustainable

management should be applied on an even larger scale

than we see today. It is a well-structured public policy

with clear benefits for environmental conservation

and socio-economic development in forest regions. In

general, the benefits of conservation are diffuse, i.e.,

they affect society as a whole, but not always visibly

or immediately. We are talking about environmental

services such as climate regulation, evapotranspiration

(which influences rainfall in the south and southeast of

Brazil), and biodiversity conservation. These services

benefit Brazil and the world but are often not perceived

by the public. The big challenge is balancing these

collective benefits with private incentives, giving landowners

economic reasons to keep the forest standing.

Sustainable management makes this equation possible

by generating income for those who work in the forest

without compromising its conservation. This balance

between environmental and economic benefits is a

great advantage of the forest concession model.

What is your role within your responsibilities?

My role is more related to legislation, policy coordination,

and awareness raising. We have an extremely

qualified and committed technical team and a firm partnership

with the National Bank for Social Development

(BNDES), which is responsible for much of the structuring

of the projects. However, this structure must be

aligned with the market to ensure the project’s interest.

Also, we must interact with the Attorney General’s Office

(Ministério Público), the Federal Audit Office (TCU),

the Comptroller General’s Office (CGU), companies,

and the organized Environmental Sector, which also

influences these projects. My role is to connect all these

fronts. I need to understand each technical, economic,

and legal aspect a little, and I must bring interests

together so that the projects can move forward.

Does your position have a political aspect in the best

sense?

In a way, yes, but with a strong technical bias. While

the political decision-makers deal with strategic issues

and broader guidelines, my role involves essential

technical work to support those decisions. For example,

if Ibama changes a regulation, I have to assess how this

change will affect the management of contracts and

the structuring of projects. I also analyze the financial

returns of the concessions to ensure that the contracts

are balanced and sustainable. At the same time, I need

to understand the goals and concerns of all stakeholders

to move the process forward. The TCU, for example,

analyzes the projects before we approve the bidding

40 www.referenciaflorestal.com.br



ENTREVISTA

principal preocupação é a qualidade dos estudos e a viabilidade

financeira. Não podemos correr o risco de estruturar concessões

que gerem ganhos excessivos para o setor privado,

deixando dinheiro público na mesa. Por isso, me antecipo às

exigências do TCU, participo de reuniões com técnicos e políticos

e busco garantir que os processos não fiquem parados

por meses devido a pendências. Embora meu cargo não seja

estritamente político, é necessário dialogar constantemente

com todos esses atores para que os projetos sejam viabilizados.

>> Tem observado progresso nas concessões florestais?

Nos últimos 2 anos, tivemos um avanço significativo com uma

alteração na Lei de Finanças Públicas. A principal mudança

foi a permissão para incluir o carbono nas modelagens de

concessões. Antes, isso era vedado por lei. Agora, com essa

flexibilização, surgem diversas oportunidades. Uma dessas

oportunidades são as concessões de restauração, onde a

principal fonte de receita vem da comercialização de créditos

de carbono associados à conservação da floresta. Outra mudança

relevante é a inclusão do carbono nas modelagens de

manejo florestal. Isso permite que as concessionárias, além

de comercializarem madeira de forma sustentável, também

obtenham créditos de carbono, tornando os projetos ainda

mais viáveis economicamente.

>> Como equilibrar o desenvolvimento econômico com a

preservação ambiental em um país onde o setor público tem

um papel tão expressivo?

Primeiro, é importante diferenciar as florestas plantadas

(pinus e eucalipto) das florestas nativas, que são nosso foco

principal nas concessões. Embora estejamos avançando

em projetos com florestas plantadas, nosso trabalho ainda

se concentra majoritariamente na gestão sustentável das

florestas naturais. A resposta para esse dilema é o manejo

florestal sustentável. No manejo, a exploração de madeira é

feita de maneira controlada, sempre abaixo da capacidade

de regeneração natural da floresta. Esse conceito é a própria

process, and their main concern is the quality of the

studies and the financial viability. We cannot run the

risk of structuring concessions that generate excessive

profits for the Private Sector and leave public money on

the table. That is why I anticipate the TCU’s demands,

take part in meetings with technicians and politicians,

and try to ensure that processes do not get stuck for

months because of unresolved issues. Although my position

is not strictly political, it is necessary to dialogue

constantly with all these actors to make projects viable.

Have you seen any progress on forest concessions?

In the last two years, we have made significant progress

with an amendment to the Public Finance Law. The

most notable change was to include carbon in the

modeling of concessions. Previously, this was prohibited

by law. Now, with this relaxation, there are several

opportunities. One of these opportunities is restoration

concessions, where the primary source of revenue

comes from the sale of carbon credits associated with

forest conservation. Another significant change is the

inclusion of carbon in forest management models. This

allows concessionaires to earn carbon credits selling

sustainable timber, making the projects more economically

viable.

How do you reconcile economic development with environmental

protection in a country where the Public

Sector plays such an important role?

First, it is essential to distinguish between planted forests

(pine and eucalyptus) and native forests, our principal

focus in the concessions. Although we are making

progress in our planted forest projects, our work is still

primarily focused on the sustainable management of

natural forests. The answer to this dilemma is sustainable

forestry. In Sustainable Forest Management (SFM),

timber is harvested in a controlled manner, consistently

below the natural regeneration capacity of the forest.

Trata-se de uma política pública bem estruturada, com

benefícios claros, tanto para a conservação ambiental,

quanto para o desenvolvimento socioeconômico das

regiões florestais

42 www.referenciaflorestal.com.br



ENTREVISTA

definição de sustentabilidade: colher madeira em um ritmo

que permita a reposição natural, garantindo que as gerações

futuras tenham acesso aos mesmos recursos. Para se ter uma

ideia, permitimos a extração de apenas quatro a cinco árvores

por hectare a cada 30 anos. Em contrapartida, o setor privado,

além de obter retorno econômico, assume uma série de

obrigações voltadas à conservação. Além disso, a própria presença

do setor privado na floresta auxilia na proteção da área.

Há uma questão patrimonial importante na Amazônia. Assim

como um terreno urbano abandonado tende a ser invadido,

uma floresta sem presença do Estado ou de uma atividade

econômica legal se torna vulnerável a ocupações irregulares,

desmatamento ilegal e extração clandestina de madeira. O

manejo florestal sustentável é, portanto, a grande estratégia

para garantir a conservação da floresta, gerando benefícios

econômicos e ambientais ao mesmo tempo.

>> Como a tecnologia vem sendo aplicada nos trabalhos de

concessões?

Atualmente, todo o processo de licitação e concessão já é

digital. Porém, estamos desenvolvendo um sistema de gestão

dos contratos para tornar toda a interlocução com as concessionárias

completamente digital. Já possuímos uma área de

monitoramento altamente tecnológica, que utiliza análise de

imagens de satélite e outras ferramentas digitais para acompanhar

as operações. Esse sistema será integrado à gestão

contratual, permitindo que os dados de volume produzido sejam

repassados de forma automatizada. Essa transformação

digital é um grande avanço, mas criar os parâmetros corretos

para esse modelo não é simples. De qualquer forma, esse é o

caminho do futuro, e acreditamos muito nesse processo. Para

facilitar ainda mais essa modernização, as recentes alterações

na legislação nos permitiram adotar algumas padronizações

nos contratos. Estamos trabalhando nisso, sempre respeitando

o equilíbrio econômico e as obrigações previstas. Vale lembrar

que um contrato desse tipo, incluindo seus anexos, pode

chegar a 400 páginas. Então, qualquer modificação exige muito

cuidado. Nosso objetivo tem sido encontrar um caminho

eficiente para a padronização, dentro dos limites legais.

>> O monitoramento também é totalmente digital? Onde e

como é feito esse monitoramento?

A gente tem um contrato com a Planet, então, a cada quinze

dias, eles nos enviam um relatório sobre a degradação florestal.

Com essas informações, conseguimos comparar com

o plano de manejo e identificar possíveis divergências. As

áreas monitoradas são bem extensas e de difícil acesso, então

o grosso do monitoramento é feito de forma remota, via

satélite, e temos grande confiança nesse método. Contamos

com equipes que fazem vistorias em campo pelo menos uma

vez por ano. Temos uma equipe em Santarém (PA) e outra em

Porto Velho (RO). Esses times visitam as UPAs (Unidades de

Proteção Ambiental) para verificar se há qualquer irregularidade.

Até puxando um gancho sobre isso, no Mato Grosso,

que hoje é um dos principais Estados de produção do manejo,

This concept is the very definition of sustainability:

harvesting the forest at a rate that allows for natural

replenishment, ensuring that future generations have

access to the same resources. To give you an idea, we

allow only four to five trees per hectare to be harvested

every 30 years. In return, the Private Sector takes on

a series of conservation obligations in addition to the

economic return. In addition, the very presence of the

Private Sector in the forest helps to protect the area.

There is an important cultural heritage issue in the

Amazon. Just as abandoned urban areas are prone to

invasion, a forest without the presence of the State or

legal economic activity becomes vulnerable to irregular

occupation, illegal deforestation, and clandestine

harvesting. Therefore, Sustainable Forest Management

is the primary strategy for ensuring forest conservation

while generating economic and environmental benefits.

How has technology been used in concessions?

Currently, the entire bidding and concession process is

already digital. However, we are developing a contract

management system, making all dialogue with

concessionaires completely digital. We already have a

high-tech monitoring area that uses satellite imagery

and other digital tools to monitor operations. This system

will be integrated with the contract management

system so that data on production can be sent automatically.

This digital transformation is a significant step

forward, but creating the correct parameters for this

model is not easy. However, it is the way of the future,

and we strongly believe in this process. To further facilitate

this modernization, recent changes in legislation

have allowed us to adopt some standardization in contracts.

We are working on this, always respecting the

economic balance and the established obligations. It is

worth remembering that a contract of this type, including

its annexes, can be as long as four hundred pages.

So, any change requires excellent care. We aim to find

an efficient way to standardize within the legal limits.

Is the monitoring all digital? Where and how is this

monitoring done?

We have a contract with Planet, so they send us a

report on forest degradation every two weeks. We can

compare this information with the management plan

and identify any discrepancies. The monitored areas are

vast and complex to access, so most of the monitoring

is done remotely via satellite, and we have tremendous

confidence in this method. We have teams that conduct

field inspections at least once a year. We have one team

in Santarém (PA) and another in Porto Velho (RO). These

teams visit the Environmental Protection Units (UPA)

to check for irregularities. To have an idea, in the State

of Mato Grosso, now one of the most critical states in

managed production, almost all the land is privately

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contato@feldermann.com.br


ENTREVISTA

tem praticamente todas as suas áreas privadas e por isso o

monitoramento é feito pelo Ibama ou pela esfera estadual.

>> De que forma as concessões florestais têm incorporado

exigências relacionadas às mudanças climáticas?

É importante contextualizar um ponto: conseguimos comparar

áreas concedidas com áreas não concedidas e comprovar

que, nas concessões, há uma conservação muito maior do

estoque florestal. Esse é o principal benefício climático do manejo.

Pode parecer um contrassenso à primeira vista, como

o manejo pode gerar benefícios climáticos? Na prática, ele

reduz a pressão sobre áreas naturais não manejadas. Nossa

principal interação com o tema climático hoje está na incorporação

da dinâmica do carbono nos modelos de concessão.

Isso permite que quem realiza o manejo pleiteie certificações

junto a entidades sérias viabilizando a geração de créditos de

carbono. Além disso, também estamos avançando nas concessões

de restauração, que são uma novidade dentro desse

contexto. Sobre as concessões de restauração é um tema

novo, mas muito caro à pasta. Estamos trabalhando nisso há

cerca de um ano e meio, começando com um projeto piloto

chamado Bom Futuro, em Rondônia. Essa área tem aproximadamente

15 mil ha (hectares) degradados. Já realizamos

a consulta pública e interações com o setor privado e com a

comunidade indígena local. Nosso objetivo é lançar esse projeto

ainda neste semestre ou no início do próximo. Trata-se

de um investimento de cerca de R$ 200 milhões, então é algo

bastante significativo. Esse é apenas o começo. Temos quase

4 milhões de ha de áreas públicas aptas para concessões de

restauração. Enquanto o manejo florestal tradicional consiste

na extração controlada de poucas espécies e posterior regeneração

da floresta ao longo de décadas, na restauração o

foco está no carbono.

>> É nesse tipo de concessão que entra o mercado de créditos

carbono?

Exatamente. Nossa ideia é ser flexível e, com o tempo, explorar

alternativas além do carbono, como silvicultura e turismo

sustentável. Mas, no momento, estamos focados no carbono

porque ele tem um potencial enorme.

>> Como funciona a ponte entre poder público e entidades

privadas?

Mantemos um canal de comunicação aberto com o setor

privado, pois é essencial garantir que haja interesse nos projetos

que estruturamos. Fazemos isso com total transparência

e, frequentemente, realizamos o que chamamos de Market

Sounding, ou seja, escutamos o mercado de forma ativa para

entender suas demandas. Além disso, organizamos reuniões

temáticas, participamos de eventos do setor e buscamos responder

todas as dúvidas e questionamentos. A troca de informações

é fundamental para aprimorar os processos e garantir

que as concessões sejam bem-sucedidas.

owned, so Ibama or the State authorities carry out the

monitoring.

How have climate change requirements been incorporated

into forest concessions?

It is essential to put one point in context – we have been

able to compare areas that have been concessioned

with regions that have not been concessioned, and we

have been able to show that in the concessions, there

is much greater conservation of forest cover. This is the

main climate benefit of management. It may seem like

a contradiction in terms of how management can generate

climate benefits. In practice, it reduces pressure

on unmanaged natural areas. Our principal interaction

with today’s climate issue is incorporating carbon

dynamics into concession models. This allows those

who do the management to apply for certification from

reputable bodies and thus generate carbon credits. We

are also progressing with restoration concessions, a

novelty in this context. Restoration concessions are a

new issue that we are very passionate about. We have

been working on it for about a year and a half, starting

with a pilot project called Bom Futuro in Rondônia. This

area has about 15 thousand hectares of degraded land.

We have already conducted public consultations and

interactions with the Private Sector and the local indigenous

community. Our goal is to launch this project this

semester or early next semester. It is a very significant

investment of about 200 million reais. This is just the

beginning. We have almost 4 million hectares of public

land suitable for restoration concessions. While traditional

forest management is the controlled harvesting

of a few species and the subsequent forest regeneration

over decades, restoration focuses on carbon.

Is that the kind of concession the carbon market comes

in with?

Exactly. Our idea is to be flexible and, over time, explore

alternatives other than carbon, such as forestry and

sustainable tourism. But right now, we focus on carbon

because it has enormous potential.

How do you bridge the gap between the Public and

Private Sectors?

We maintain an open communication channel with

the Private Sector because it is essential to ensure

interest in the projects we structure. We do this with

total transparency and often conduct market sounding,

meaning we actively listen to the market to understand

its needs. We also organize thematic meetings,

participate in industry events, and try to answer all

doubts and questions. The exchange of information is

essential to improve processes and ensure the success

of concessions.

46 www.referenciaflorestal.com.br



ENTREVISTA

>> Possui perspectivas e metas para as concessões nos próximos

anos?

Temos uma meta bastante ousada de alcançar 5 milhões de

ha concedidos até o final do próximo ano. Hoje temos cerca

de 1,3 milhão de ha, então será um crescimento significativo.

Estamos estruturando projetos para superar essa meta, mas

há desafios. Depois da fase de estruturação, vem a parte de

consulta pública e audiências, que naturalmente demanda

tempo. Percebemos que acelerar essa etapa pode gerar problemas

futuros, como questionamentos do ministério público.

Então, buscamos um equilíbrio: avançar rapidamente, mas garantindo

um processo bem fundamentado. Além disso, temos

uma meta específica para concessões de restauração: 200 mil

ha concedidos até o próximo ano.

>> Qual é o seu maior objetivo à frente da direção de concessões?

Acredito que meu maior legado será a concessão de restauração.

Criar um modelo de concessão do zero dentro do

governo federal é um desafio enorme. Foi um processo de

convencimento intenso, desde as equipes técnicas até o ministério

público e as comunidades locais. Se conseguirmos

lançar a primeira concessão federal de restauração baseada

em carbono, será um marco histórico. Além disso, aumentar a

escala das concessões de manejo sustentável também é uma

prioridade. Mas vejo a concessão de restauração como algo

transformador, que pode abrir um novo mercado. Conversando

com empresas do setor privado, percebemos que, se

o Brasil atingir escala nesse segmento, a receita gerada pode

se tornar comparável à exportação de carne bovina. O mercado

global busca mecanismos confiáveis de compensação de

emissões, e os créditos de carbono gerados em concessões

de restauração têm um valor muito superior a outros tipos de

créditos, por serem baseados em florestas tropicais. Esse é

um potencial gigantesco para o país.

Do you have any prospects and targets for concessions

in the next few years?

We have a bold target to reach 5 million hectares by

the end of next year. Today, we have about 1.3 million

hectares, which will significantly increase. We are

structuring projects to exceed this target, but there

are challenges. After the structuring phase comes the

public consultation and hearings, which naturally take

time. We realized that speeding up this stage could lead

to future problems, such as questions from the public

prosecutor’s office. So, we tried to strike a balance:

move quickly but ensure the process is sound. We also

have a specific target for restoration concessions: 200

thousand hectares by next year.

What is your primary objective as head of concessions?

I believe my most significant legacy will be restoration

concessions. Creating a concessions model within the

Federal Government is a huge challenge. It has been an

intense persuasion process, from the technical teams to

the Attorney General’s office to the local communities. If

we succeed in launching the first federal carbon-based

restoration concession, it will be a historic milestone. In

addition, expanding the scope of sustainable management

concessions is also a priority. However, I see the

restoration concession as something transformative

that can creat a new market. When we talk to the

Private Sector, we realize that if Brazil achieves scale in

this segment, the revenues generated could be comparable

to beef exports. The global market is looking for

reliable mechanisms to offset emissions, and the carbon

credits generated in restoration concessions have a

much higher value than other types of credits because

they are based on tropical forests. This is a massive

opportunity for the Country.

Esse equilíbrio entre benefícios ambientais e

econômicos é o grande diferencial do modelo de

concessão florestal

48 www.referenciaflorestal.com.br



COLUNA

Diretriz sem raiz não

sustenta manejo

Gabriel Berger

GB Manejo de Árvores – Educação Profissional

e Corporativa

Engenheiro Florestal e Segurança do Trabalho

gbmanejodearvores.com.br

gabriel@gbmanejodearvores.com.br

Foto: divulgação

Procedimentos bem escritos não garantem boas práticas: entenda os desafios da

implementação no campo e como superá-los

O

Leitor já deve ter vivido esse cenário: um procedimento

técnico é revisado com rigor, aprovado

pelas lideranças e amplamente divulgado. A expectativa

é de que ele vá transformar as práticas

de manejo no campo, elevar a segurança, garantir

o atendimento à legislação e melhorar os resultados. Mas,

algumas semanas ou meses depois, a realidade é outra — a mudança

ficou só no papel. O que foi desenhado com tanto cuidado

na matriz não se traduz na prática das equipes operacionais.

No manejo de árvores, esse descompasso é comum. As

diretrizes muitas vezes não alcançam as áreas remotas onde os

profissionais precisam decidir, em tempo real, o que fazer com

uma árvore em conflito com a rede elétrica, por exemplo. E isso

não acontece por má vontade ou negligência. Há uma série de

fatores que impedem que os procedimentos virem, de fato,

boas práticas.

O PAPEL DOS PROCEDIMENTOS

As instruções técnicas e manuais operacionais são instrumentos

fundamentais. São eles que organizam o conhecimento,

estabelecem padrões e servem de base para decisões técnicas.

Mas seu papel é limitado se forem tratados como peças de

comunicação unidirecional. Quando um procedimento é produzido

sem escuta ativa dos profissionais que vão aplicá-lo, ele

corre o risco de ser tecnicamente correto, porém inaplicável na

prática.

Além disso, é comum que os documentos utilizem uma linguagem

excessivamente técnica, que não conversa com o dia a

dia das equipes de campo. A consequência é um distanciamento

entre o que se espera (no papel) e o que se realiza (na prática).

CAPACITAÇÃO OU LEITURA OBRIGATÓRIA?

Outro ponto crítico é a forma como os novos procedimentos

são implantados. Em muitos casos, essa implantação se resume

a uma leitura obrigatória, o envio de um e-mail com a nova

versão ou, na melhor das hipóteses, uma apresentação online.

Espera-se que, a partir disso, o colaborador mude a forma como

executa uma atividade praticada há anos.

Mas a mudança de comportamento no campo exige mais do

que isso. Exige formação prática, com espaço para perguntas,

simulações, correções e alinhamento com a realidade local. Capacitação

não é repasse de conteúdo — é construção de conhecimento

com base na experiência e na escuta.

QUANDO A CULTURA BLOQUEIA A MUDANÇA

O mesmo vale para os procedimentos. Se o novo padrão

técnico entra em choque com a cultura instalada no campo, ele

dificilmente será absorvido. Isso inclui crenças como: “sempre

fiz assim e nunca deu problema”; e “isso só atrasa o serviço”; ou

“a fiscalização nunca cobra isso.”

Para transformar práticas, é preciso também transformar

cultura. E cultura se muda com tempo, consistência e bons

exemplos. Supervisores e líderes de equipe precisam ser os

primeiros a dar o exemplo, aplicar o novo padrão e apoiar quem

tenta fazer diferente. A liderança técnica precisa estar presente,

acompanhar o campo e ser referência confiável para as dúvidas

que surgirem.

MULTIPLICADORES E O PODER DA ESCUTA

Uma estratégia cada vez mais eficaz é a formação de multiplicadores

internos — profissionais experientes, respeitados

pelo grupo, que passam por uma formação técnica e pedagógica

para ajudar na disseminação das diretrizes no campo. Eles falam

a linguagem da equipe, conhecem o contexto local e conseguem

adaptar as orientações à realidade de cada frente de trabalho.

Além disso, esses multiplicadores funcionam como pontes

entre o campo e a área técnica. São eles que trazem os feedbacks

sobre o que funciona, o que precisa ser ajustado e quais

são as principais dificuldades enfrentadas pelas equipes. Isso alimenta

um processo de melhoria contínua que faz sentido para

todos os envolvidos.

O CAMINHO É SISTÊMICO

Não existe fórmula mágica. Para que as diretrizes de manejo

de árvores realmente cheguem ao campo e se tornem prática, é

preciso adotar uma abordagem sistêmica que envolva:

• Elaboração participativa dos procedimentos, com envolvimento

dos profissionais de campo;

• Linguagem acessível, visual e compatível com a realidade

operacional;

• Capacitações práticas, com simulações reais e acompanhamento

posterior;

• Fortalecimento da liderança técnica no campo;

• Formação de multiplicadores internos com apoio contínuo;

• Avaliação constante da aderência às diretrizes e ajustes

com base em dados e relatos do campo.

É dessa forma que o conhecimento técnico sai dos documentos

e se traduz em ações seguras, eficazes e ambientalmente

corretas no campo.

50 www.referenciaflorestal.com.br



PRINCIPAL

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA:

O FUTURO SEM RETORNO DA

SUPRESSÃO VEGETAL

Linha de equipamentos de trituração

vegetal acima e abaixo do solo, aprovado

nos cinco continentes com desempenho e

durabilidade nas condições mais difíceis

Fotos: divulgação e Emanoel Caldeira

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Ainovação na supressão vegetal tem transformado o

setor florestal, tornando-o mais eficiente e econômico

nos processos subsequentes. Novas tecnologias

permitem operações mais rápidas, precisas e com

menor impacto ambiental, garantindo a preservação

do solo e a regeneração natural. Equipamentos modernos, como

trituradores florestais de alto rendimento com sistemas hidráulicos

avançados, oferecem desempenho superior em áreas complexas e

de difícil acesso. Um exemplo dessa evolução é a Prinoth, referência

em máquinas robustas e eficientes, como o Raptor 800, projetado

para enfrentar os desafios da supressão vegetal com potência

e precisão incomparáveis, diminuindo etapas, processos e tempo.

A empresa Alemã, Prinoth GmbH Controle de Vegetação, (pertencente

ao grupo HTI, High Technology Industries) reconhecida

mundialmente pela sua alta tecnologia e robustez, escolheu em

2023 a Sparta Brasil para ser distribuidor no território brasileiro dos

seus equipamentos florestais. A Sparta Brasil, com mais de 15 anos

de experiência com foco e dedicação exclusivamente aos equipamentos

de trituração florestal alcançou esta importante aliança

em instalar definitivamente a marca Prinoth, que antigamente era

conhecida por AHWI, no mercado brasileiro. Celso Kossaka, diretor

da Sparta Brasil, destacou a honra e satisfação de ter assumido

este compromisso de confiança perante o cliente final e a Prinoth.

“Sabemos que o sucesso deste negócio é sempre definido pelo

custo x benefício na operação e depende muito da capacidade

de execução destes fantásticos equipamentos de classe mundial,

sobretudo aliado ao pós-vendas”, ressalta Celso.

A gama de produtos que a Prinoth oferece é um menu completo

para quem precisa de instrumentos para controle de vegetação

e supressão vegetal. Dentre eles, no portfólio encontram-se

cabeçotes trituradores e fresas, acionados na tomada de força

para tratores agrícolas de 50 cv (cavalos) a 500 cv de potência

ou hidraulicamente, que podem ser acoplados em escavadeiras,

minicarregadeiras e pás-carregadeiras. Possui, também, uma

linha completa de autopropelidos, iniciando pelo Raptor 100 de

controle remoto, Raptor 200, até o maior da categoria produzido

mundialmente que é o Raptor 800, e até o presente momento não

existe outro que possa rivalizar tanto em performance como em

consumo de combustível.

Sede Prinoth Alemanha

Innovation and

Technology: The

Future of Vegetation

Suppression with No

Turning Back

Line of above and below-ground mulchers

proven on five continents for performance

and durability under the most challenging

conditions

I

nnovations in vegetation suppression have transformed

the Forestry Sector, making subsequent

operations more efficient and cost-effective. New

technologies enable faster and more precise operations

with less environmental impact, ensuring soil

conservation and natural regeneration. Modern equipment,

such as high-performance forestry mulchers with advanced

hydraulic systems, offers superior performance in complex

and difficult-to-access areas. An example of this evolution

is Prinoth, a benchmark supplier of robust and efficient

machines such as the Raptor 800, designed to meet the

challenges of vegetation control with unparalleled power

and precision, reducing steps, processes, and time.

The German company Prinoth GmbH Vegetation Control

(part of the High Technology Industries Group - HTI),

recognized worldwide for its high technology and robustness,

chose Sparta Brasil in 2023 as Brazil’s distributor of

its forestry equipment. Sparta Brasil, with more than 15

years of experience focused exclusively on forestry mulchers,

has achieved this vital alliance by definitively installing the

Prinoth brand, formerly AHWI, in the Brazilian market. Celso

Kossaka, Director of Sparta Brasil, emphasized the honor

and satisfaction of having made this commitment of trust

to the end customer and Prinoth. “We know that the cost

vs benefit in operation always defines the success of this

business and depends much on the ability of this extraordinary

world-class equipment, combined with the after-sales

service,” said Kossaka.

The Prinoth product range is a complete menu for those

needing vegetation control management. The range includes

mulchers and grinders powered by the PTO of agricultural

tractors, ranging from 50 hp to 500 hp, or hydraulically

attached to excavators, skid-steers, and wheel loaders. It

also has a complete range of self-propelled tractors, from

the remote-controlled Raptor 100 to the largest of its kind

Abril 2025

53


PRINCIPAL

Esses equipamentos surgem para suprir as grandes demandas

do segmento de base florestal, que exige cada dia mais velocidade

e produtividade. Os investimentos nos segmentos de celulose,

biomassa e o mercado da madeira tem crescido e a exigência

de mais material traz consigo a necessidade de uma área pronta

para uma nova cultura o mais rápido possível. “É um grande passo

que o setor florestal brasileiro está dando para aumentar a sua

performance de produtividade, economia de tempo, processos e

redução de custos. Tudo isto acompanhado com maior qualidade

no solo para a próxima atividade”, aponta Celso.

RAPTOR 800: FORÇA BRUTA

O Raptor 800, pode trabalhar em supressão vegetal, limpeza

de áreas com plantio em pé (áreas sinistradas), efetuando o reset

e realinhamento, se destaca pelo eixo de transmissão reforçado,

que reduz perdas de potência e melhora a eficiência energética

em até 30%. Este equipamento com a combinação dos modelos

de cabeçotes M900 e SB1200, é capaz de ir a 40 cm (centímetros)

de profundidade no solo. Com sistema de ferramentas adequado,

pode efetuar a trituração de pedras para abertura de estradas

nos talhões. O triturador florestal M900m, equipado com barra

de empurrar hidráulica, porta de projeção e sistema de rotor de

ferramentas UPT patenteado, garante trituração eficaz e acabamento

superior. Já o rebaixador de tocos SB1200m, com largura

de trabalho de 1,25m (metro) e rotor de 120 cm de diâmetro,

opera a até 30 cm de profundidade, desenhado exclusivamente

para trabalho sobre linhas de tocos e realinhamento de plantio.

Esse equipamento de alto desempenho da Prinoth combina

potência, eficiência e tecnologia de ponta para atender às demanproduced

in the world, the Raptor 800, which cannot be

matched in terms of performance and fuel consumption.

These machines are designed to meet the high demands

of the forestry industry, which is increasingly looking for

speed and productivity. Investments in the pulp, biomass,

and wood markets are growing, and the demand for more

material brings with it the need to prepare an area for a

new crop as quickly as possible. “It is a big step that the

Brazilian Forestry Sector is taking to increase its productivity

performance, save time and processes, and reduce costs. All

this goes hand in hand with better soil quality for the next

activity,” says Kossaka.

RAPTOR 800: BRUTE FORCE

The Raptor 800, which can be used for vegetation

clearing, standing crop clearing, resetting, and realigning,

features a reinforced drive shaft that reduces power loss and

improves energy efficiency by up to 30%. With the combination

of the M900 and SB1200 heads, this unit can dig 40 cm

into the ground. The right tool system can crush rocks to clear

the roads in fields. The M900m forestry mulcher, equipped

with a hydraulic push bar, projection door, and patented UPT

tool rotor system, ensures efficient shredding and a superior

finish. The SB1200m stump remover, with a working width of

1.25 m and a rotor diameter of 120 cm, operates at a depth

of up to 30 cm and is designed exclusively for stump clearing

and planting reorientation.

This heavy-duty Prinoth machine combines power,

efficiency, and cutting-edge technology to meet the most

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das mais exigentes do setor. Equipada com um motor CAT C18 de

640 HP e torque máximo de até 2953N/m (Newton por metro) oferece

força impressionante para operações pesadas. Suas esteiras

D5 de até 800 mm (milímetros) garantem excelente mobilidade e

estabilidade, mesmo em terrenos desafiadores. Com peso total de

até 27 toneladas, a máquina mantém uma distribuição otimizada

da pressão no solo, variando de 540 g/cm² a 420 g/cm², conforme

a largura da esteira.

Projetada para oferecer segurança e conforto ao operador,

conta com recursos avançados como sistema de extinção de

incêndio, câmera de visão traseira e sistema de lubrificação central.

Além disso, sua inclinação lateral de até 30° e frontal de 45°

(graus) permite operar em terrenos inclinados com confiança. Com

tecnologia Bosch Rexroth na transmissão hidráulica e tanque de

combustível de 820 litros, esta máquina garante alto rendimento

e durabilidade. “Robusta e inovadora, é a escolha ideal para quem

busca eficiência e confiabilidade no setor florestal e de manejo

ambiental”, valoriza Celso.

PRINOTH: PARA TODOS OS TIPOS DE SUPRESSÃO

A Prinoth se destaca ao oferecer soluções completas para

supressão vegetal e limpeza de áreas, atendendo às mais diversas

demandas do setor. Sua linha inclui cabeçotes de tomada de

força para tratores agrícolas, garantindo eficiência no manejo

rural. As fresas Ox Rotovators proporcionam alto desempenho

abaixo do solo. Já os cabeçotes trituradores, sejam frontais ou

para escavadeiras, oferecem robustez e precisão, adaptando-se

a diferentes cenários operacionais. No segmento de biomassa,

possui o cabeçote triturador para recuperação da massa vegetal

para geração de energia.

demanding requirements in the Sector. It offers impressive

strength for heavy-duty work, equipped with a 640 hp CAT

C18 engine and a maximum torque of up to 2953 N/m. Its

D5 track widths of up to 800 mm ensure excellent mobility

and stability even on rugged terrain. With a total weight of

up to 27 tons, the machine maintains an optimized ground

pressure distribution of 540 g/cm² to 420 g/cm², depending

on the track width.

Designed for operator safety and comfort, it has

advanced features such as a fire extinguishing system, a

rearview camera, and a central lubrication system. In addition,

its ability to tilt up to 30° sideways and 45° forward

allows it to operate with confidence on sloping terrain. With

Bosch Rexroth technology in the hydraulic transmission

and an 820-liter fuel tank, this machine guarantees high

performance and durability. “Robust and innovative, it is the

ideal choice for those looking for efficiency and reliability in

forestry and environmental management,” says Kossaka.

PRINOTH: FOR ALL TYPES OF SUPPRESSION

Prinoth stands out for offering complete solutions for

vegetation suppression and land clearing that meet the most

diverse requirements in the Sector. Its range includes power

take-offs for agricultural tractors, guaranteeing efficiency in

rural management. Ox Rotovator offers high performance

under the ground. Whether front or excavator-mounted,

mulcher heads offer robustness and precision, adapting to

different working scenarios. In the Biomass Sector, there

is a special head to recover mulched material for energy

production.

Abril 2025

55


PRINCIPAL

CONHEÇA UM POUCO SOBRE CADA UMA DESSAS LINHAS:

Trituradores Grizzly na tomada de força para tratores agrícolas

de 50 hp a 500 hp: Os cabeçotes na tomada de força da Prinoth

estão na ponta da tecnologia com seu sistema patenteado, embreagem

turbo que é banhada a óleo, evita que o choque do cardan

venha a danificar o trator. O rotor sendo totalmente exposto para

fazer o contato de trituração e com o sentido de rotação de cima

para baixo, facilita o ataque em árvores e evita acidentes com

arames que venham a enrolar no rotor e façam o chicote contra a

cabine do operador, que podem ser fatais. Conta também com a

tecnologia W-Kinematic, que mantém ângulos iguais e em forma

de W do eixo da tomada de força, que permite maior elevação

do cabeçote e aumenta a vida útil do eixo da tomada de força.

Fresas Ox Rotovators: A família de cabeçotes Ox Rotovators

tem capacidade de fresa de 40 cm de profundidade e com diversas

larguras operacionais de 45 cm a 230 cm. Destaque para o modelo

OX R1000m com 45 cm de largura, trituração de 30 cm de profundidade

e que possui um subsolador que pode ser graduado em 15

cm a mais, no total podendo alcançar 45 cm abaixo do solo, com

opção do sistema de resfriamento nas correias de transmissão.

Focados em robustez e desempenho, as fresas conseguem realizar

sua atividade de maneira eficiente e rápida, preparando o terreno

com precisão para a próxima atividade do solo.

Trituradores hidráulicos Frontais Grizzly: Acoplável nas minicarregadeiras

pela facilidade de transporte em caminhões de menor

porte, nas pás carregadeiras em terrenos planos onde supera

terrenos adversos com maior velocidade, bem como nos veículos

fellers sobre rodas, podendo ser utilizado em qualquer outro

veículo frontal com capacidade de vazão, pressão e deslocamento

em baixas velocidades, conforme recomendado pelo fabricante.

Trituradores hidráulicos para Escavadeira Grizzly: Para escavadeiras

de 3,5 a 32 toneladas, é a classe de triturador mais

familiar no mercado brasileiro, devido a facilidade no uso com

escavadeiras. É um verdadeiro canivete suíço, faz o trabalho em

terrenos planos, acidentados e declivosos com grande desenvoltura,

mantendo baixos custos de manutenção. São o que há de

Cabeçote na TDF trator agrícola

OX R1000m

LEARN MORE ABOUT

EACH OF THESE LINES:

Grizzly PTO mulchers for

agricultural tractors from

50 to 500 HP: Prinoth PTOs are

state-of-the-art with their patented

oil-immersed turbo-clutch system that prevents the shock

of the drive shaft from damaging the tractor. The rotor is

fully exposed for shredding contact, and the direction of

rotation is top to bottom, making it easier to attack trees and

preventing potentially fatal accidents with wires wrapping

around the rotor and whipping into the cab. It also features

W-Kinematic technology, which maintains equal, W-shaped

angles of the PTO shaft, allowing for more significant head

lift and increasing the service life of the PTO shaft.

Ox Rotovator: The Ox Rotovator head family has a 40

cm deep cutting capacity and various working widths from

45 cm to 230 cm. A highlight is the OX R1000m model with

a working width of 45 cm, a grinding depth of 30 cm, and a

subsoiler that can be extended by an additional 15 cm to a

total of 45 cm below the ground, with the option of a cooling

system on the drive belts. Designed for robustness and

performance, the grinders can work efficiently and quickly,

preparing the ground accurately for the next soil operation.

Grizzly hydraulic front-mount mulchers: Can be attached

to skid-steer loaders for easy transport on smaller trucks, to

wheel loaders on flat terrain where it can overcome rough

terrain with more incredible speed, as well as to wheeled

harvesters, and can be used on any other front-mount vehicle

with the flow, pressure and low-speed displacement capacity

recommended by the manufacturer.

Grizzly hydraulic mulchers for excavators, from 3.5 to 32

tons, are the most popular mulchers in the Brazilian market

due to their ease of use with excavators. It is a real Swiss

Army knife that efficiently works on flat, hilly, and sloping

terrain while maintaining low maintenance costs. They are

the ultimate in versatility and practicality in forestry operations,

as their strength and durability are ensured by the

quality of their structure, designed with the best available

engineering.

In the Biomass Sector, Prinoth presents the H600, a

machine with a large capacity for mulching and collecting

the processed plant mass, which can be coupled to RT400,

56 www.referenciaflorestal.com.br


Triturador frontal hidráulico M450s-1900

Triturador hidráulico para escavadeiras

Triturador para biomassa H600 em trator agrícola

Triturador para biomassa H600 em veículo BMH480

melhor em versatilidade e praticidade na operação florestal, pois

tem resistência e durabilidade asseguradas pela qualidade da

sua estrutura, projetada com o melhor da engenharia disponível.

No segmento de Biomassa, a Prinoth apresenta o H600, equipamento

de grande capacidade de trituração e de coleta da massa

vegetal processada, que pode ser acoplado nos veículos Raptor

400, BMH480 ou em tratores agrícolas de maior porte com câmbio

CVT. Este equipamento versátil é a resposta para a necessidade

de recuperação do material triturado para geração de energia,

gerando ganhos substanciais conforme as necessidades de cada

empresa. “A Sparta Brasil, está sempre atenta às necessidades da

nossa realidade e em conjunto com as novas tecnologias, com

objetivo de trazer o que há de melhor para o desenvolvimento

das empresas do setor florestal do Brasil. Sempre visamos que

o cliente cada vez mais conquiste os resultados e produtividade

desejados”, assegura Celso.

BMH480 vehicles, or larger agricultural tractors with CVT

transmission. This versatile equipment addresses the need

to recover shredded material for energy production, generating

significant profits tailored to each company’s needs.

“Sparta Brasil is always attentive to the needs of our reality

and, together with new technologies, aims to provide the

best for the development of companies in the Forestry Sector

in Brazil. Our goal is always for the customer to achieve the

desired results and productivity,” says Kossaka.

FAMÍLIA RAPTOR: VEÍCULOS AUTOPROPELIDOS

• Raptor 100: Conjunto com controle remoto, para declividades de 45° frontal e lateral

• Raptor 200: Veículo com cabeçote frontal, 190 hp, declividades de 45° frontal e 30° lateral

• Raptor 300: Veículo com cabeçote frontal, 275 hp, declividades de 45° frontal e 30° lateral

• Raptor 400: Veículo com cabeçote frontal, 402 hp, declividades de 45° frontal e 30° lateral

• Raptor 500: Veículo com cabeçote frontal, 440 hp, declividades de 45° frontal e 30° lateral

• Raptor 800: Veículo com cabeçote frontal, 640 hp, declividades de 45° frontal e 30° lateral

Celso Kossaka, diretor da Sparta Brasil

Abril 2025

57


PRINCIPAL

QUEM USA, APROVA

Os operadores do setor florestal têm aprovado amplamente

o Raptor 800, destacando sua potência, eficiência e economia de

combustível. Sua robustez e tecnologia avançada garantem maior

produtividade e menor desgaste dos componentes, tornando-o a

escolha ideal para operações intensivas de supressão vegetal. Por

isso, quem já conheceu o equipamento, não mede palavras para

exaltar todas as suas qualidades.

Ermeson Schappo, proprietário da B&S, explica que a escolha

pela Raptor 800 foi fácil, pois as características do equipamento

chamam atenção. “É a maior máquina do mundo para essa operação,

sendo muito robusta e com um motor de alta potência”,

explica Ermeson. Na trituração de resíduos florestais a máquina

atinge resultados que não são comparáveis a seus concorrentes.

“É um equipamento único, pois consegue ter uma eficiência na

trituração em áreas de sinistro, com árvores já formadas, que nenhuma

outra máquina entrega, pois o conjunto cabeçote e motor

foram projetados para essa alta eficiência. É uma autonomia de

10h a 12h (horas) contínuas e, se feito o reabastecimento, pode

rodar sem parar”, valoriza o diretor.

Para Ermeson o equipamento é realmente impressionante,

principalmente por sua eficiência e velocidade na execução da

atividade. “O Raptor 800 é capaz de executar tarefas em curto

espaço de tempo e com qualidade, que é o grande problema que

o setor florestal tem enfrentado nesta década e percebemos que

vai se acentuar nestes próximos anos. Possuo um outro veículo

de trituração, mas não é comparável, tanto na capacidade de

trabalho como no consumo de diesel, pois o Raptor 800 de 640cv

tem consumido quase o mesmo que o outro veículo de 275cv”,

valoriza Ermeson.

“O Raptor melhora em todos os sentidos a operação. Quando

vemos por onde ele passa, temos resultados de grande valia, que

não agridem ou danificam a área, mas pelo contrário, melhoram o

APPROVED BY THOSE WHO USE THEM

The Raptor 800 is widely acclaimed by forestry operators

for its power, efficiency, and fuel economy. Its ruggedness

and advanced technology ensure greater productivity and

less wear and tear on components, making it the ideal choice

for intensive vegetation control operations. As a result, those

who have seen the machine are quick to praise its qualities.

Ermeson Schappo, owner of B&S, explains that choosing

the Raptor 800 was easy because of the machine’s

impressive features. “It is the largest machine in the world

for this operation, it is very robust, and it has a powerful

engine,” Schappo explains. When it comes to shredding

forest waste, the machine achieves results unmatched by

those of its competitors. “It is a unique piece of equipment

because it manages to shred efficiently in areas where there

have been accidents, with trees already formed, which no

other machine can do because the head and the engine are

designed for this high efficiency. It has an autonomy of 10 to

12 hours of continuous use, and when refueled, it can work

non-stop,” says Schappo.

For Schappo, the machine is imposing, mainly because

of its efficiency and speed of operation. “The Raptor 800

can get the job done in a short time and with quality, which

is the biggest problem the forestry industry has faced this

decade and which we can see will increase in the next few

years. I have another mulcher, but it is not comparable in

performance and diesel fuel consumption because the 640hp

Raptor 800 uses almost as much diesel as the other 275hp

machine,” says Schappo.

The Raptor improves operations in every way. When

we look at where it is going, we are getting very valuable

results that do not harm or damage the area, but on the

58 www.referenciaflorestal.com.br


solo e preparam o terreno para a nova cultura transformando essa

madeira em adubação natural do terreno”, explica Ermeson. Sobre

os resíduos gerados, o Raptor 800 é uma máquina que surpreende

em todos os quesitos. “É tudo mais bonito com a Raptor. Só não

podemos dizer que somos 100% ecologicamente corretos, pois

ela tem a queima do diesel, mas tirando isso, é uma soma muito

grande de benefícios para a operação e para o meio ambiente,

pois uma máquina sozinha atende o trabalho de muitos outros

implementos”, exalta Ermeson.

Equipamento que não para é o maior sonho de quem trabalha

no campo, o Raptor 800 foi projetado para enfrentar todos os

desafios encontrados pela frente, sem manutenção constante ou

paradas técnicas. “O Raptor conta com um sistema de manutenção

preventiva que facilita muito nossa operação. Em algumas

partes da máquina acontece a lubrificação automática das peças

e a entrega técnica do implemento feita pela Sparta garante que

saibamos exatamente como agir em relação às demandas da

máquina”, elogia Ermeson.

Sobre o futuro desse tipo de operação, Ermeson é muito otimista

sobre o uso de implementos desse porte e como eles podem

melhorar a operação no campo, pois a B&S está nesse mercado

desde 2017 e esse tipo de equipamento é o futuro da atividade.

Ele destaca a importância da parceria da empresa com a Sparta

Brasil, que abriu as portas para a chegada do equipamento por

aqui. “Precisamos de máquinas fortes e que possam desempenhar

cada vez melhor dentro da floresta. A Sparta Brasil é um parceiro

que tivemos o prazer de conhecer em 2024 e em menos de um ano

já trouxemos a primeira Raptor 800 para o Brasil. E, queremos que

seja a primeira de muitas, pois nós da B&S trabalhamos focando

na dedicação no campo e no atendimento dos nossos clientes

com a excelência que já nos marca no mercado”, conclui Ermeson.

Ermeson Schappo, proprietário da B&S

contrary, improve the soil and prepare the ground for the

next crop, turning this wood into natural fertilizer for the

land,” explains Schappo. Regarding waste, the Raptor 800 is

a machine that surprises in every way. “Everything is better

with the Raptor. The only thing we cannot say is that we are

100% environmentally friendly, because it burns diesel, but

apart from being a huge sum of benefits for the farm and

the environment, as one machine alone does the work of

many other machines,” says Schappo.

A piece of equipment that never stops and the ultimate

dream of anyone working in the field, the Raptor 800 is

designed to take on future challenges without constant

maintenance or technical downtime. “The Raptor has a preventive

maintenance system that makes our job much easier.

Some parts of the machine are automatically lubricated, and

the technical support provided by Sparta ensures that we

know exactly how to deal with the machine’s requirements,”

says Schappo.

As for the future of this type of operation, Schappo is

very optimistic about using implements of this size and how

they can improve operations in the field, as B&S has been

in this market since 2017, and this type of equipment is the

future of the activity. He highlights the importance of his

company’s partnership with Sparta Brasil, which has opened

the door for the equipment to arrive here. “We need strong

machines that can perform better in the forest. Sparta Brasil

is a partner we met in 2024, and in less than a year, we have

already brought the first Raptor 800 to Brazil. And we want

it to be the first of many because at B&S, we are focused on

getting out in the field and serving our customers with the

excellence that already sets us apart in the marketplace,”

concludes Schappo.

Abril 2025

59


MANEJO

Floresta

RENTÁVEL

Iniciativas no Pará e Amazonas

fortalecem o papel do manejo

florestal sustentável na proteção

das florestas e geração de renda

Fotos: divulgação

60 www.referenciaflorestal.com.br



MANEJO

ACoomflona (Cooperativa Mista da Flona do

Tapajós) é uma organização de ribeirinhos

que consegue unir as duas coisas. Os integrantes

da Coomflona vivem nas 21 comunidades

da Reserva de Proteção Ambiental Floresta

do Tapajós, no município de Belterra (PA), na região

do baixo Amazonas. Criada em 2005, a Coomflona possui o

selo FSC, uma certificação internacional que identifica produtos

originados de florestas manejados de forma responsável.

Os ribeirinhos trabalham com a copaíba, a andiroba,

a apicultura e o artesanato comunitário.

A maior parte da renda da cooperativa vem da venda

de toras de madeiras. Parte da extração vai para a movelaria

Anambé que produz mesas, cadeiras, armários e

outros objetos com madeira extraída de forma sustentável.

“Aqui tudo é planejado, tudo é feito dentro de um projeto

maior. Até a forma como as árvores são abatidas têm que

ter um jeito, porque é de impacto reduzido, sem o uso de

maquinários pesados, tratores”, explica Arimar Rodrigues,

coordenador da movelaria Anambé.

A extração segue várias etapas – como delimitação,

inventário e outros cuidados – antes do corte das árvores.

Ao contrário do senso comum, a planta não é substituída

por uma nova muda, é a própria floresta que se regenera.

A retirada da madeira é feita de acordo com o ritmo de

crescimento da área. “Imagine cultivarmos uma muda

dentro de um viveiro e colocá-la dentro do mato. Seria a

mesma coisa que sair daqui da Flona e ir lá para os Estados

Unidos da América), onde não sei falar inglês. Ficaria perdido”,

exemplifica em tom de brincadeira Arimar.

O vice-presidente da Coomflona, Daniel Rocha, destaca

o grande potencial dos resíduos da floresta, como os

galhos. “Hoje, vemos móveis em grandes hotéis, móveis

rústicos que custam uma fortuna em dólar. A Austrália,

que também tem florestas muito protegidas, tem a base

da movelaria feita com o que é recolhido do chão”, observa

Daniel.

Essas características, que os cooperados entendem

como possibilidades para o melhor aproveitamento da

extração, continuam em desenvolvimento. Os cooperados

ainda não conseguem aproveitar todo esse potencial.

Atualmente, mais de mil famílias são beneficiadas pela

produção sustentável dos 316 cooperados.

APOIO TÉCNICO

O diretor técnico do Sebrae (Serviço Brasileiro de

Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Bruno Quick, visitou

as instalações da Coomflona para conhecer as práticas

de manejo sustentável da Floresta Tapajós. “O que esses

cooperados fazem aqui é de um potencial riquíssimo. É a

prova de que é possível associar desenvolvimento econômico

com sustentabilidade. Nós do Sebrae vamos atuar

62 www.referenciaflorestal.com.br


0800 180 3000

R. URUGUAI, 2100

PQ. IND. CEL QUITO JUNQUEIRA

RIBEIRÃO PRETO - SP

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MANEJO

junto com a cooperativa para qualificar e potencializar o

trabalho desenvolvido aqui”, apontou Bruno.

O Sebrae já apoiou a cooperativa na estruturação da

cooperativa levando capacitação em gestão e em questões

técnicas para melhorar o dia a dia. Mas o apoio agora

busca uma capacitação mais ampla com conexões corporativas

e acesso a mercados. A Coomflona é um dos empreendimentos

selecionados pelo Sebrae para aprimorar

seus processos e ser uma referência para o país, com foco

na bioeconomia e em economia sustentável.

O Sebrae pretende fazer conexões corporativas com

agentes da moveleira, com foco no design. Essa é uma das

20 iniciativas que receberão oficinas de capacitação do Sebrae

ainda no primeiro semestre. De acordo com o designer

da Assintecal e consultor do Sebrae, Walter Rodrigues,

a proposta é criar uma linha autoral de produtos para que

a cooperativa possa trabalhar no mercado com marca

própria. “A ideia é que, a partir de abril, possamos iniciar

oficinas de design com eles. Não para ensinar a fazer os

produtos, pois isso eles já sabem fazer com excelência,

mas para orientar sobre como se apresentar ao mercado e

se posicionar comercialmente”, ressaltou Walter.

NO AMAZONAS

No dia 21 de março, data na qual é celebrado o Dia

Internacional das Florestas, o Idam (Instituto de Desenvolvimento

Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do

Hoje, vemos móveis em

grandes hotéis, móveis

rústicos que custam uma

fortuna em dólar. A Austrália,

que também tem florestas

muito protegidas, tem a base

da movelaria feita com o que

é recolhido do chão

Daniel Rocha, vice presidente da

Coomflona

64 www.referenciaflorestal.com.br

Abril 2025

64



MANEJO

Amazonas) realizou uma ação para destacar os benefícios

do Manejo Florestal Sustentável para a conciliação entre

geração de renda e preservação ambiental no Estado.

Além disso, o órgão informa o passo-a-passo para implementação

do modelo de gestão pelo produtor rural.

O manejo florestal é a única forma de utilizar os recursos

naturais da reserva legal, obrigatória nos imóveis rurais

e que, no Amazonas, representa 80% da área total da propriedade.

Além de colaborar com a manutenção e preservação

do bioma amazônico, a gestão florestal sustentável

é uma importante ferramenta social, por colaborar com

a ocupação econômica e o sustento das famílias produtoras.

“O manejo florestal pode ser implementado por

agricultores familiares, produtores florestais, moradores

de unidades de conservação estaduais, de comunidades

tradicionais e por assentados de reforma agrária”, informou

Katrinne Morais, gerente de apoio à GPM (Produção

Florestal Madeireira), do Idam.

Os interessados em iniciar ou regularizar a produção

florestal do seu imóvel podem procurar uma das 75 Unidades

Locais (Unloc) ou postos avançados do Idam para

obter mais informações sobre capacitação e, também, em

relação ao auxílio para obtenção de licenças ambientais e

implementação de boas práticas de manejo, todos oferecidos

gratuitamente.

Para extrair recursos em Reserva Legal, o proprietário

precisa obter um PMFS (Plano de Manejo Florestal Sustentável),

que é elaborado pela equipe do Idam e autorizado

pelo Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Estado do

Amazonas). “É o documento técnico básico que contém as

regras, métodos e prazos para exploração de espécies presentes

na propriedade”, explicou Katrinne.

Para iniciar a solicitação do documento, é preciso comprovar

a posse do imóvel, o que pode ser feito ao apresentar

o registro do imóvel e escritura ou título; após a

comprovação, é realizada a identificação das APP (Áreas de

Preservação Permanente) e AUM (Área de Uso Múltiplo);

e, na sequência, ocorre o macrozoneamento do imóvel.

O segundo passo é obter o CAR (Cadastro Ambiental

Rural), seguido da realização do inventário florestal e, por

último, a elaboração das peças técnicas, o PMFS (Plano

de Manejo Florestal Sustentável), em pequena escala e o

plano operacional de exploração. “Nossa equipe realiza o

inventário florestal, elabora a peça técnica e encaminha

para aprovação do órgão competente”, finalizou Katrinne.

Uma vez tendo toda a documentação correta, o manejo é

liberado, dentro de padrões já estabelecidos pelos órgãos

competentes, que serão responsáveis pelo monitoramento

e fiscalização do manejo.

66 www.referenciaflorestal.com.br


O clone de Eucalyptus grandis

Planflora GPC23 tem excelente

desempenho na industrialização

de móveis, esquadrias, molduras,

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+genética

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GENÉTICA

Restaurando a

HISTÓRIA

Araucária com

mais de 700 anos

que caiu durante

temporal é clonada

no Paraná

Foto: divulgação

E

quipe da Embrapa Florestas (Empresa Brasileira

de Pesquisa Agropecuária), conseguiu clonar uma

araucária (Araucaria angustifolia) de cerca de 700

anos que tombou durante um temporal no Paraná,

um feito inédito na pesquisa florestal brasileira. A

árvore, com 42m (metros) de altura, era considerada a maior

do estado da espécie, que é um símbolo da paisagem local. O

projeto de resgate genético resultou em mudas clonadas que

foram plantadas em Cruz Machado (PR), cidade onde a árvore

original estava.

A clonagem de uma planta tão antiga apresentou grandes

desafios, pois a regenerabilidade de tecidos de árvores idosas é

reduzida. No entanto, o pesquisador conseguiu produzir quatro

mudas de tronco, preservando o DNA da árvore original. “Resgatar

uma araucária tão antiga e cloná-la com sucesso é uma

conquista científica”, comemora Ivar Wendling, pesquisador da

Embrapa.

Por serem originárias de tecidos adultos, as mudas clonadas

irão originar árvores de porte menor mas que começam a

produzir pinhão mais cedo do que uma árvore convencional,

o que pode beneficiar produtores rurais interessados no uso

sustentável da espécie. O pinhão, além de ser um alimento tradicional,

tem valor comercial crescente e pode representar uma

fonte de renda adicional para agricultores.

No entanto, Ivar alerta que as mudas ainda são delicadas e

requerem cuidados especiais nos primeiros anos de desenvolvimento,

incluindo irrigação e controle de competidores naturais.

68 www.referenciaflorestal.com.br


“A árvore original sobreviveu por séculos, mas essas mudas

precisam de atenção para que possam crescer saudáveis e

continuar esse legado”, explica Ivar.

A CLONAGEM

A técnica usada para esta clonagem foi a enxertia, que

consiste em unir um fragmento da planta original a uma muda

jovem. No caso da araucária clonada, logo que a árvore caiu

foram coletados brotos (foto á direita), que foram então enxertados

em mudas já estabelecidas, garantindo que o novo

indivíduo possua o mesmo material genético da planta original.

Esse processo permite a regeneração da árvore a partir de

suas próprias células, mantendo características como resistência

e produtividade.

O enxerto pode ser feito a partir de brotos do tronco ou

do galho da árvore, resultando em diferentes formatos de

plantas. As mudas de tronco tendem a crescer como árvores

convencionais, enquanto as de galho originam as chamadas

mini araucárias. Os dois tipos produzem pinhões mais precocemente.

Após a enxertia, as mudas passam por um período de

crescimento antes do plantio definitivo em campo.

No caso de árvores idosas, a clonagem é mais difícil devido

à baixa capacidade de regeneração dos tecidos mais velhos.

Com o passar dos anos, as células das plantas, reduzem sua

taxa de multiplicação e perdem parte de sua capacidade de

originar novos indivíduos.

Além disso, árvores muito antigas possuem um sistema

hormonal diferente do de plantas jovens, o que pode dificultar

o crescimento dos enxertos e reduzir o sucesso da clonagem.

No caso desta araucária, com idade estimada em cerca de 700

anos, o pesquisador da Embrapa precisou realizar experimentos

para identificar as condições ideais de cultivo das mudas

clonadas. O sucesso do procedimento representa um avanço

na tecnologia florestal, abrindo caminho para a conservação

genética de outras árvores centenárias.

CLONES PLANTADOS EM LOCAIS SIMBÓLICOS

O plantio das mudas ocorreu em dois locais distintos. Uma

delas foi levada de volta à propriedade rural de Terezinha de

Jesus Wrubleski, onde a araucária original estava. “Fico muito

feliz de poder ter essa nova árvore aqui, como uma filha da

antiga”, comemora a proprietária. Segundo Terezinha, a antiga

araucária atraía visitantes interessados em sua imponência,

e a nova muda representa uma continuação dessa história.

“Minha família já está há mais de 70 anos nessa propriedade

e a araucária era parte da nossa família. Agora, poderemos

mostrar a sua filha”, celebra Terezinha. Outra muda foi plantada

no Colégio Agrícola de Cruz Machado, em um evento com

estudantes, professores e autoridades locais.

A escolha do colégio agrícola como local para receber a

muda reforça a importância da educação na conservação da

biodiversidade. Para o diretor da instituição, Anilton César Michels,

a presença da araucária servirá como ferramenta didática

para os alunos. “Esse é um momento histórico para nossa

escola e para a cidade”, destaca Anilton. Segundo o diretor

pedagógico da instituição, Anderson Kaziuk, o plantio incentivará

os alunos a desenvolver o cultivo da araucária em suas

Foto: Secretaria de Turismo de Cruz Machado

propriedades, consorciado com a erva-mate, diversificando a

produção e gerando renda para a agricultura familiar.

Para os estudantes, a oportunidade de acompanhar o

crescimento de uma árvore clonada é uma experiência única.

“Quero voltar daqui a alguns anos para ver como ela está e

quem sabe colher alguns pinhões”, cogitou o aluno Reginaldo

Litka. A professora Ana Carolina Majolo reforça que o aprendizado

sobre a araucária pode mudar a percepção dos alunos sobre

o uso sustentável da floresta. “Antes, muitos viam a árvore

como um empecilho. Agora, entendem que ela pode ser um

recurso valioso”, valoriza Ana.

MANIPULAÇÃO

A técnica de clonagem utilizada pelos cientistas permitiu

a produção de mudas a partir de brotos de tronco, garantindo

que a nova geração mantenha a genética da árvore original.

Diferente das mudas geradas por sementes, que podem re-

Abril 2025

69


GENÉTICA

sultar em árvores geneticamente variadas, as mudas clonadas

preservam características únicas da planta mãe, como por

exemplo o formato dos pinhões na época de produção. Além

do plantio das mudas, os estudantes do colégio agrícola participaram

de uma palestra sobre a importância da araucária na

biodiversidade e seu potencial econômico para a agricultura

familiar. A espécie, que já cobriu grandes extensões do sul do

país, hoje está ameaçada pela exploração descontrolada realizada

no passado. “Precisamos encontrar formas de preservar

a araucária e, ao mesmo tempo, torná-la economicamente

viável para os produtores”, ressalta Ivar.

O projeto também prevê a doação de uma das mudas

clonadas para o Governo do Estado do Paraná e a preservação

de outra na coleção genética de araucária da Embrapa Florestas,

garantindo a continuidade das pesquisas sobre a espécie.

“Essa árvore tem um DNA único e precisamos estudar o que a

tornou tão resistente”, conclui Ivar.

ARAUCÁRIA DE TRONCO VERSUS ARAUCÁRIA

DE GALHO

“A araucária é uma espécie com uma fisiologia bastante diferenciada:

é a única árvore onde é possível separar totalmente

o tronco e os galhos. Entender isso nos permitiu aprimorar

a técnica de clonagem via enxertia, proporcionando mudas

de tronco e de galho”, revela o pesquisador. “Daqui a cerca de

quatro anos, quando as árvores estiverem melhor estabelecidas,

também poderemos fazer clones destes clones e, assim,

replicar este material genético”, explica Ivar.

As mudas de araucária produzidas via enxertia podem ser

originadas de brotos de tronco ou de galho, resultando em

características distintas. Mudas de galho dão origem a mini

araucárias, sem a presença de tronco, que atingem no máximo

de 3m a 5m de altura e produzem pinhões precocemente. Os

pinhões gerados por estas mini araucárias são normais e darão

origem a árvores de tamanho normal. Já mudas de tronco dão

origem a árvores de morfologia normal, com a presença de

tronco e galhos, embora possivelmente não atinjam a mesma

altura da árvore original, uma vez que são coletados brotos

maduros. A genética da árvore original se mantém.

A árvore original sobreviveu

por séculos, mas essas mudas

precisam de atenção para que

possam crescer saudáveis e

continuar esse legado

Ivar Wendling,

pesquisador da Embrapa

Foto: Katia Pichelli

70 www.referenciaflorestal.com.br


DE 07 A 09

DE OUTUBRO DE 2025

3°encontro técnico de compostagem

2025

feira brasileira de compostagem

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LODOS INDUSTRIAIS, RESÍDUOS ORGÂNICOS, COMPOST BARN E ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO

DA TRANSFORMAÇÃO

BIOQUÍMICA DA COMPOSTAGEM

um processo natural de reciclagem

Fotos: divulgação

72 www.referenciaflorestal.com.br


Acompostagem é um processo natural de reciclagem

de resíduos e matéria orgânica, em

um material semelhante ao húmus, conhecido

como composto. Este processo é impulsionado

por diversas reações bioquímicas que

convertem os resíduos e a matéria orgânica em nutrientes

benéficos para o solo. A transformação bioquímica na compostagem

é um fenômeno complexo que envolve múltiplas

etapas e a ação de diversos microrganismos.

FASES DA COMPOSTAGEM

O processo de compostagem pode ser dividido em três

fases principais: a fase mesofílica, a fase termofílica e a fase

de maturação.

FASE MESOFÍLICA

A fase mesofílica é a primeira etapa da compostagem,

onde a matéria orgânica é decomposta por microrganismos

mesofílicos, que prosperam em temperaturas entre 20°C e

50°C (graus Celsius). Neste estágio, bactérias e fungos começam

a quebrar os materiais mais facilmente degradáveis,

como açúcares simples e aminoácidos. A atividade microbiana

gera calor, o que eleva a temperatura do composto,

preparando-o para a próxima fase.

FASE TERMOFÍLICA

A fase termofílica ocorre quando a temperatura do

composto atinge faixas acima de 50°C. Esta elevação da

temperatura é causada pela intensa atividade de microrganismos

termofílicos, especializados em decompor materiais

mais resistentes, como celulose e lignina. A alta temperatura

ajuda a eliminar patógenos e sementes de ervas daninhas,

tornando o composto mais seguro para uso agrícola.

FASE DE ESTABILIZAÇÃO E MATURAÇÃO

Na fase de estabilização e maturação, a temperatura do

composto começa a diminuir, e microrganismos mesofílicos

retornam para finalizar a decomposição da matéria orgânica.

Durante esta etapa, compostos complexos são transformados

em substâncias húmicas estáveis, enriquecendo o

solo com nutrientes essenciais.

ATIVIDADE BIOLÓGICA DO PROCESSO

Diversos microrganismos desempenham papéis cruciais

nas diferentes fases da compostagem. Entre os principais,

destacam-se:

• Bactérias: são os principais agentes de decomposição

na compostagem, responsáveis por quebrar a matéria

orgânica em compostos mais simples.

Abril 2025

73


COMPOSTAGEM

• Fungos: auxiliam na decomposição de materiais

mais complexos, como a celulose e a lignina.

• Actinobactérias: são vitais na degradação de

compostos resistentes e na produção de substâncias antibacterianas

que ajudam a sanitizar o composto.

• Protozoários e Nematóides: contribuem para o

controle populacional de bactérias, consumindo-as e reciclando

nutrientes dentro do sistema de compostagem.

FATORES QUE INFLUENCIAM A COMPOSTAGEM

A eficiência da compostagem é influenciada por vários

fatores, incluindo:

• Relação Carbono/Nitrogênio (C/N): uma relação

equilibrada de carbono e nitrogênio é essencial para a atividade

microbiana.

• Oxigenação: aeração adequada é crucial para

manter a atividade dos microrganismos aeróbicos e evitar a

formação de odores desagradáveis.

• Umidade: a umidade deve ser mantida entre 40%

e 60% para garantir um ambiente propício para os microrganismos.

• Temperatura: a temperatura ajuda a controlar a

atividade microbiana e a progressão das fases de compostagem.

• Peso e Tamanho das Partículas: materiais maiores

devem ser triturados para aumentar a superfície de

contato e acelerar a decomposição.

Após a transformação dos resíduos ou da matéria orgânica

em composto é possível obter, conforme a qualidade

do processo da compostagem, vários produtos ou subprodutos.

As diferenças em geral estão nas características do

resíduo ou da matéria orgânica tratada. Podemos afirmar

que a compostagem tem no seu processo duas fases a

serem destacadas dentro do processo de compostagem: a

fase do tratamento físico e biológico e a fase da ciclagem

química dos nutrientes. A transformação bioquímica da

compostagem é um processo vital para a reciclagem de

matéria orgânica e a produção de um valioso recurso para

a agricultura e o meio ambiente. A compreensão das etapas

e dos fatores que influenciam a compostagem permite

otimizar o processo e maximizar os benefícios do composto

produzido. Ao incorporar a compostagem em nossas práticas

diárias, contribuímos para um futuro mais sustentável e

equilibrado.

Pergunte ao Tomita

Caso tenha alguma dúvida sobre

o sistema de compostagem,

envie sua pergunta para o e-mail

jornalismo@revistareferência.com.br e

saiba tudo sobre compostagem florestal.

74 www.referenciaflorestal.com.br



FORMAÇÃO

Futuro

DA PROFISSÃO

76 www.referenciaflorestal.com.br


Prioridades e desafios da

coordenação nacional para

2025 para a formação de

novos engenheiros florestais

Fotos: CONFEA

Abril 2025

77


FORMAÇÃO

D

urante o Encontro de Líderes do Sistema

Confea/Crea (Conselho Federal de Engenharia

e Agronomia – Conselho Regional

de Engenharia e Agronomia) e Mútua,

realizado no início do ano, em Brasília (DF),

o engenheiro florestal e professor da Utfpr (Universidade

Tecnológica Federal do Paraná) de Dois Vizinhos (PR),

Eleandro Brun, foi eleito Coordenador Nacional das CCEEF

(Câmaras Especializadas de Engenharia Florestal). O cargo

representa um grande compromisso e avanço para a engenharia

florestal no Brasil, colocando os profissionais do

setor na vanguarda das discussões nacionais.

Brun, que já atuava como coordenador nacional-adjunto

em 2024, ressaltou que 2025 será um ano crucial para

a modalidade, especialmente pela relevância da COP30 –

XXX Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que

ocorrerá em Belém (PA), em novembro. Segundo ele, a

engenharia florestal estará diretamente envolvida nas discussões

e soluções voltadas às mudanças climáticas.

Entre as prioridades da coordenação para este ano,

destacam-se a participação ativa na COP30, o fortalecimento

da fiscalização ambiental e a inserção de novas

tecnologias nos processos de monitoramento. A CCEEF

pretende elaborar um conjunto de informações que demonstrem

a atuação dos engenheiros florestais nas questões

climáticas e acompanhar de perto o Acordo de Cooperação

Técnica firmado entre o Confea e o Ibama para

fiscalização junto ao Sinaflor (Sistema Nacional de Controle

da Origem de Produtos Florestais). Outras pautas incluem

o fortalecimento do acervo técnico profissional e operacional

e o incentivo a programas de transferência de recursos

aos Creas para ampliar a fiscalização.

A coordenação também tem buscado ampliar a interlocução

com o governo e o Congresso Nacional. Em 2024,

a CCEEF iniciou um diálogo com os Ministérios das Cidades

e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, especialmente

no âmbito do Programa de Cidades Verdes e Resilientes.

“O objetivo é fomentar a arborização urbana como ferramenta

para melhoria climática e ambiental das cidades,

além de contribuir para a formulação da Política Nacional

de Arborização Urbana. Além disso, a coordenação busca

avançar na efetivação do acordo de cooperação técnica

com o Ibama, visando uma fiscalização mais transparente

e técnica”, afirmou Eleandro

Outro ponto de atenção é o aprimoramento das ações

de fiscalização dos Creas. A CCEEF, segundo Eleandro, tem

atuado junto às câmaras regionais e representantes do

plenário para promover a troca de experiências e boas

práticas, incentivando uma fiscalização mais eficiente e

integrada. “A estratégia inclui o fortalecimento da parceria

78 www.referenciaflorestal.com.br


entre conselheiros, inspetores e agentes de fiscalização,

visando um trabalho conjunto mais eficaz”, apontou

Eleandro.

No que se refere à inovação, a coordenação está alinhada

às metas nacionais de fiscalização para o período

de 2025-2027, que preveem a inserção de novas tecnologias

nos processos fiscalizatórios. “A ideia é fomentar

o uso de dados e bancos de informações de sistemas governamentais

para tornar a fiscalização mais inteligente e

dinâmica, sem abrir mão da fiscalização de campo quando

necessária”, valorizou o novo coordenador.

Com essas iniciativas, Eleandro Brun espera consolidar

um novo patamar de fiscalização, mais orientativa e

tecnologicamente avançada, promovendo a atuação legal

e ética dos profissionais. Além disso, deseja fortalecer o

reconhecimento da engenharia florestal como essencial

para o desenvolvimento sustentável e a luta contra as

mudanças climáticas. Entre as metas prioritárias, está

a implementação definitiva da fiscalização no Sinaflor,

garantindo que apenas profissionais habilitados possam

atuar na gestão florestal.

A atuação da CCEEF em 2025 promete avanços significativos

para a engenharia florestal, reforçando seu papel

na formulação de políticas públicas, no uso de tecnologia

para monitoramento ambiental e na construção de soluções

sustentáveis para o Brasil.

A estratégia inclui o

fortalecimento da parceria

entre conselheiros,

inspetores e agentes de

fiscalização, visando um

trabalho conjunto mais

eficaz

Eleandro Brun, coordenador

nacional das CCEEF

Abril 2025

79


ARTIGO

Crescimento e capacidade

produtiva de espécies

tradicionais e alternativas em

SANTA CATARINA

Fotos: divulgação

80 www.referenciaflorestal.com.br


ÉRICA BARBOSA PEREIRA DE SOUZA

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)

VINICIUS CHAUSSARD VENTURINI

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)

DANIELA HOFFMANN

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)

THIAGO FLORIANI STEPKA

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)

LEANDRO DE OLIVEIRA WOLFF

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)

MATHEUS SCHUTZ CEOLA

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)

GERSON DOS SANTOS LISBOA

UFG (UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS)

Abril 2025

81


ARTIGO

RESUMO

O

profissional florestal terá sucesso ao

prever resultados de alternativas,

garantindo a escolha eficaz da opção

de manejo adequado. Objetivou-se,

realizar a Anatro (análise de tronco)

completa em árvores de diâmetro médio quadrático

(dg), e Anatro parcial em árvores de altura dominante,

das espécies de Pinus elliottii Engelm e Pinus

taeda L., além de Pinus patula Schiede & Deppe e

Cupressus lusitanicaMill. espécies alternativas na silvicultura

do planalto serrano de Santa Catarina. Com

o propósito de determinar o crescimento e a produção

para a variável diâmetro (cm), onde a espécie

de Pinus taeda apresentou o maior valor assintótico

de 35,0 cm pelo modelo biológico de Chapman &

Richards. Realizou-se a classificação de sitio pelo método

da curva-guia (modelo de Schumacher) e elaborou-se

o mapa temático da classificação de sítio por

meio da Krigagem, identificando-se a maior capacidade

máxima produtiva para a espécie Pinus patula

82 www.referenciaflorestal.com.br


com IS (índice de sítio) médio de 27m (metros), e IS

médio de 21m para o gênero pinus. A espécie Pinus

patula apresentou ótimo desenvolvimento produtivo,

sendo comparativa as espécies Pinus taeda e

Pinus elliottii, ressaltando-se que esta apresentou a

maior capacidade máxima produtiva entre os sítios

classificados.

INTRODUÇÃO

Dos objetivos de um gestor florestal, suprir

a demanda industrial com um fluxo contínuo de

produtos e serviços florestais, está diretamente

relacionado ao emprego de ferramentas direcionadas

a prognose do crescimento e da produção,

nas atividades do planejamento florestal. Assim,

segundo Daniel Yared (1987), o crescimento de um

povoamento florestal pode ser conhecido por meio

de medições periódicas do inventário contínuo, ou

pela análise de tronco completa e parcial, também

conhecida como Anatro, para espécies com anéis de

crescimento visíveis.

Com base nas informações obtidas na Anatro

parcial e completa, pode-se ajustar modelos mate-

O profissional florestal

terá sucesso ao

prever resultados de

alternativas, garantindo

a escolha eficaz da

opção de manejo

adequado

Disco de corte para Feller

Usinagem

• Disco de Corte para Feller

conforme modelo ou amostra,

fabricado em aço de alta

qualidade;

• Discos com encaixe para

utilização de até 20

ferramentas, conforme

diâmetro externo do disco;

Caldeiraria

• Diâmetro externo e encaixe

central de acordo com

padrão do cabeçote;

•Discos especiais;

Detalhe de encaixe para

ferramentas de 4 lados

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Abril 2025

83


ARTIGO

máticos que permitem obter estimativas para diversas

variáveis da floresta, possuindo grande importância

na modelagem do crescimento e da produção

florestal (Clutter et al., 1983). Por exemplo, por meio

dos modelos biológicos, pode-se representar uma

função de produção, como taxa de crescimento em

relação ao tempo, ou ainda, expressar a taxa de

crescimento relativo, que proporciona obtenção de

informações do crescimento em relação ao tamanho

do volume ou peso (Scolforo, 1998).

Na modelagem em nível de povoamento, relações

como a função Y=f (I, S) em que Y é a variável

dependente em função da idade (I) e do índice de

sítio (S), resultando em estimativas consistentes que

permitem avaliar o efeito da capacidade produtiva,

onde idades técnicas de corte diferentes são obtidas

para cada índice de sítio (Campos; Leite, 2013).

Portanto, a determinação da qualidade do sítio,

constitui um dos primeiros e mais importantes passos

para se conseguir um planejamento adequado,

podendo este ser orientado por recurso de mapas

temáticos bem elaborados, com interpolação e

espacialização da altura dominante, realizadas por

meio da krigagem, a qual considera a dependência

espacial, estimativas sem tendências e variância

mínima para a confecção destes mapas (Yamamoto;

Landim, 2013).

Desta forma no desenvolvimento deste trabalho

teve-se como objetivo, realizar a Anatro completa

em árvores de diâmetro médio quadrático, e Anatro

parcial em árvores de altura dominante (hdom), das

espécies tradicionais Pinus elliottii Engelm e Pinus

taedaL., além de Pinus patula Schiede & Deppe. e

Cupressus lusitanicaMill. espécies alternativas na

silvicultura regional do planalto serrano de Santa

Catarina. Com o propósito de determinar o crescimento

e a produção para as variáveis DAP, volume

individual do ano um ao final do ciclo de rotação (21

anos), além de realizar a classificação de sítio pelo

método da curva guia e a interpolação das classes

produtivas com a técnica da krigagem.

CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL

O trabalho foi desenvolvido em uma área com

84 www.referenciaflorestal.com.br


Com base nas informações

obtidas na Anatro parcial e

completa, pode-se ajustar

modelos matemáticos que

permitem obter estimativas

para diversas variáveis da

floresta, possuindo grande

importância na modelagem

do crescimento e da

produção florestal

plantios das espécies de Pinus elliottii, Pinus taeda,

Pinus patula e Cupressus lusitanica, de 16 anos de

idade, localizada na área rural do município de Cerro

Negro (SC).

Subdividida em diferentes talhões, contendo

uma das espécies em cada um, as quais foram implantadas

em um espaçamento de 2m x 2,5m, onde,

ao longo dos anos, foram realizadas duas podas.

Com relação a desbastes, o talhão com a espécie de

Pinus taeda passou por dois desbastes, sendo um

aos 9 anos e outro aos 12 anos, retirando-se aproximadamente

50% das árvores em cada intervenção.

Já nos talhões com Pinus elliottii, Pinus patula e

Cupressus lusitanica, ocorreu somente uma intervenção

aos 12 anos com o mesmo peso de desbaste

proposto para Pinus taeda.

Essa é uma versão parcial desse

conteúdo, o material completo

pode ser acessado em: https://ojs.

observatoriolatinoamericano.com/ojs/

index.php/olel/article/view/9293/5874

Abril 2025

85


AGENDA

AGENDA 2025

MAIO

2025

Imagem: reprodução

Congresso de Plantações Florestais

Data: 12 a 16

Local: Porto Alegre (RS)

Informações: https://www.ipef.br/

noticias/congresso_plantacoes_

florestais_2025_save_the_date.aspx

MAIO

2025

MAI

2025

X WORKSHOP PCMF

O evento pretende aprofundar o conhecimento e

promover as pesquisas com espécies de Corymbia spp.,

apresentando alguns trabalhos realizados pelo IPEF,

abrangendo aspectos como importância econômica,

qualidade da madeira, manejo, nutrição, melhoramento

genético e resistência a pragas e doenças. Além disso,

discutirá o estado da arte de Corymbia em países como

Austrália e África do Sul, discutindo avanços na clonagem

e hibridação, avaliando o potencial para o uso industrial.

X Workshop PCMF

Data: 20 a 22

Local: Piracicaba (SP)

Informações:https://www.ipef.br/eventos/

evento.aspx?id=577

Imagem: reprodução

Composhow

Data: 7 a 9

Local: Piracicaba (SP)

Informações:

https://composhow.com.br/

OUTUBRO

2025

AGO

2025

SHOW FLORESTAL

O Show Florestal tem como objetivo impulsionar

o crescimento do mercado industrial de florestas

plantadas, fomentar a inovação e gerar novos

negócios. A edição de 2025 já conta com mais de 120

expositores confirmados. O Estado de Mato Grosso

do Sul vem recebendo investimentos significativos

por grandes empresas que atuam no setor florestal.

Atualmente, o estado tem a segunda maior área

plantada com eucalipto no Brasil. São 1.329.132 ha

(hectares) atrás apenas de Minas Gerais.

86 www.referenciaflorestal.com.br


A Feira da Indústria do Eucalipto

Três Lagoas - MS

19 a 21

Agosto

de 2025

Organização:

Apoio Master:

/showflorestal

www.showflorestal.com.br

/showflorestal


ESPAÇO ABERTO

Foto: divulgação

O futuro

É HOJE

Por Carlos Eduardo Bleinroth, engenheiro

de Produção pela Ufsc (Universidade

Federal de Santa Catarina) e especialista

em gestão pública. Atua desde 2019 como

diretor da BR40 Assessoria e Tecnologia

Como a internet das

coisas se relaciona com a

indústria 4.0?

Aquarta revolução industrial, também conhecida como

Indústria 4.0, é marcada pela fusão de tecnologias que

está borrando as linhas entre os mundos físico, digital

e biológico. No coração dessa transformação está a IoT

(Internet das Coisas, em inglês), que desempenha um

papel crucial ao conectar dispositivos, coletar dados em tempo real

e otimizar processos industriais. Este artigo explora a intersecção

entre a IoT e a Indústria 4.0, destacando como essa integração está

revolucionando a manufatura e outros setores industriais.

A Indústria 4.0 representa uma mudança fundamental na forma

como as fábricas e os sistemas de produção operam. Baseia-se em

quatro princípios, são eles: Interconectividade: A capacidade de conectar

máquinas, dispositivos e sensores através da IoT; Informação

Transparente: A criação de cópias digitais dos processos físicos para

uma melhor tomada de decisão; Assistência Técnica: O uso de sistemas

ciberfísicos para ajudar humanos na tomada de decisões e na

resolução de problemas; Decisões Descentralizadas: Sistemas ciberfísicos

que tomam decisões por conta própria com base em dados

coletados em tempo real.

A IoT refere-se à rede de dispositivos físicos que se conectam

e trocam dados entre si e com sistemas centrais. Na indústria, isso

inclui sensores, atuadores, máquinas e sistemas de TI. Os principais

componentes da IoT industrial são: Sensores e Atuadores: Dispositivos

que coletam dados e executam ações com base nesses dados;

Conectividade: Redes que permitem a comunicação entre dispositivos

IoT; Análise de Dados: Ferramentas que processam grandes

volumes de dados para extrair insights; Automação: Sistemas que

usam dados para automatizar processos industriais.

A IoT é a espinha dorsal da Indústria 4.0, permitindo uma interconectividade

sem precedentes entre dispositivos e sistemas. Aqui

estão algumas maneiras pelas quais a IoT contribui para a Indústria

4.0: coleta de dados em tempo real, manutenção preditiva, otimização

de processos, cadeia de suprimentos inteligente, automação e

robótica.

A integração da IoT na Indústria 4.0 traz uma série de benefícios

que transformam o setor industrial: Eficiência Operacional: A capacidade

de monitorar e otimizar processos em tempo real aumenta

significativamente a eficiência operacional, redução de custos,

qualidade melhorada, flexibilidade e adaptabilidade, segurança aumentada.

Apesar dos muitos benefícios, a integração da IoT na Indústria

4.0 também apresenta desafios: segurança cibernética, interoperabilidade,

privacidade de dados e investimento inicial.

A relação entre a IoT e a Indústria 4.0 é fundamental para a

transformação da manufatura e de outros setores industriais. A IoT

proporciona a conectividade e os dados necessários para otimizar

processos, prever falhas, melhorar a qualidade dos produtos e

reduzir custos. Embora existam desafios a serem superados, os benefícios

da integração da IoT na Indústria 4.0 são claros e transformadores.

À medida que a tecnologia continua a evoluir, espera-se

que a IoT desempenhe um papel cada vez mais central na revolução

industrial em curso, moldando um futuro mais eficiente, seguro e

inovador.

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