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Revista Recap - Março | Abril - EDIÇÃO 139

A Revista Recap é uma publicação da SP Combustíveis, distribuída com o objetivo de levar aos associados informações exclusivas e atualizadas sobre o setor.

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REVISTA

Março | Abril 2025 - Nº 139

Publicação da SP Combustíveis



NESTA EDIÇÃO

04 06

EDITORIAL

PERFIL

Fraude não se

combate com injustiça

12 14

Crescimento tende a

superar a meta

10

ASSESSORIA JURÍDICA

Recuperação de

Crédito do ICMS-ST

18

SEGURANÇA

Crime organizado já

atua em 22 estados

do país

CAPA

Vem aí -

30 e 31 de outubro

Conexão Revenda 2025

E30

Aumento do teor de

anido da gasolina é

seguro, garante IMT

22 24 26

EMPREGO CONVENIÊNCIA FEIRA

Mão-de-obra: Vem Bumbar

ajuda imigrantes em

parceria com o Recap

Tendências para

o consumo

ExpoPostos: dada a

largada para o maior

evento do setor

SP COMBUSTÍVEIS

Associação dos Revendedores

do Comércio Varejista de

Derivados de Petróleo e Afins

no Estado de São Paulo

RECAP - Sindicato do Comércio

Varejista de Derivados de

Petróleo de Campinas e Região

www. recap.org.br

@recap.oficial

Rua José Augusto César, 233

Jd. Chapadão - Campinas - SP

CEP 13070-062

Fone: (19) 3284-2450

DIRETOR RESPONSÁVEL

Emílio Martins

EDITORES

Flávio Lamas

Caio Augusto

REPORTAGENS

Rosemeire Guidoni

Flávio Lamas

DESIGN GRÁFICO

Daniele Constantino

DEPARTAMENTO COMERCIAL

José Maria dos Santos

(11) 98724-9650

IMPRESSÃO

Lince- Gráfica e Editora

TIRAGEM

10.000 exemplares

Comprovante de postagem

disponível aos anunciantes

As opiniões dos artigos assinados e

informações dos anúncios não são de

responsabilidade da Revista Recap.


EDITORIAL

Fraude não

se combate

com injustiça

Se não bastasse a revenda estar submetida a competir

com bandidos travestidos de empresários, temos a frente

um risco eminente, o PL 399/2025, projeto de lei que tramita

na Câmara Federal e que acende um alerta importante

para os setores varejista e retalhista

Emílio Martins

Presidente do Recap

Não podemos combater

a fraude com medidas que

penalizam agentes errados.

O projeto, que busca endurecer

as punições às irregularidades

praticadas no mercado

de combustíveis, acerta

no alvo ao mirar os que agem

com dolo e má-fé, mas erra o

golpe quando transfere a culpa

ao elo mais visível e vulnerável

da cadeia: o varejo.

Hoje, Postos Revendedores

e TRR’s seguem sendo

responsabilizados por irregularidades

que não podem

ser detectadas no momento

do recebimento do produto.

Um exemplo claro e que

mais nos causa preocupação

é a fraude no teor de biodiesel,

que ocorre em bases

de algumas distribuidoras

inidôneas, que utilizam este

tipo de fraude para conseguir

baratear o diesel e competir

deslealmente com

outras Cias que cumprem o

que determina a legislação.

Até o momento, esta modalidade

de fraude, que tem

crescido muito no Brasil, só

pode ser identificada em

l a b o r a t ó r i o , d e i x a n d o

revendedores e retalhistas

em situação de extrema vulnerabilidade,

pois a mistura

B14, somente é encontrada

nos tanques desses dois

agentes.

Nesse novo cenário, com

a crescente presença de biocombustíveis

e a complexidade

técnica dos produtos,

é essencial que a legislação

e a fiscalização evoluam também,

punindo quem deve

ser punido. A chegada em

breve de equipamentos portáteis

à ANP é um avanço e

temos que apoiar esta evolução.

Mas é preciso ir além:

não se pode decretar a suspensão

de atividades com

04 RECAP


base em desconformidades

que o agente sequer tem meios

de detectar. E é isso que

este PL 399/2025 propõe,

alterando a Lei nº 9847,

conhecida como a Lei de

Penalidades, onerando os

valores das multas de forma

exponencial e, por critérios

subjetivos, podendo suspender

a atividade do agente flagrado

comercializando produtos

em desconformidade.

Defendemos, como sempre

fizemos, o endurecimento

contra o dolo, o

ganho ilícito e o crime organizado,

instalado em todos

os elos da cadeia. Mas também

defendemos o direito à

justiça, ao contraditório e à

diferenciação clara entre o

fraudador e o empresário

que trabalha dentro da lei

que, devido à sua complexidade,

está submetido no

seu dia-a-dia a problemas

c o m e q u i p a m e n t o s e

pequenas desconformidades

que podem comprometer

seu negócio se não houver

dosimetria clara na aplicação

de penalidades.

Chamo a atenção de

todos, que há uma diferença

crucial entre suspender as atividades

de uma distribuidora

e fechar um Posto Revendedor

ao público. Enquanto

uma distribuidora consegue

retomar suas atividades sem

grandes danos à sua imagem,

um posto de combustíveis de

porte médio no Brasil, que

atende entre 400 e 500 clientes

por dia — pode ter

decretada, na prática, sua

“pena capital”. Mesmo uma

suspensão de poucos dias

pode inviabilizar financeiramente

esse negócio.

No que diz respeito ao

teor de biodiesel, não é aceitável

que irregularidades

cometidas exclusivamente

por distribuidoras, que são as

únicas responsáveis legais e

técnicas pela mistura, se

revertam em penalidades ao

revendedor, que sequer tem

acesso direto ao biocombustível.

Atualmente, 100%

da mistura B14 é feita no carregamento

do caminhãotanque,

nas bases das distribuidoras.

Assim, os postos e

TRRs são, na maioria dos

casos, as primeiras vítimas

dessas fraudes.

Ao defendermos esse posicionamento,

não estamos

isentando o segmento da

revenda de responsabilidade

ou dolo, de forma alguma.

Temos plena consciência de

que o crime está, infelizmente,

organizado e presente em

todos os elos da cadeia,

inclusive no varejo. Contudo,

reafirmamos que a imensa

maioria dos empresários do

varejo e retalho atua de forma

ética e legal.

Nossa expectativa é que a

fraude seja combatida com

inteligência, tecnologia,

informação, rastreabilidade

e responsabilidade técnica

— não com punição cega e

generalizada, ainda mais

neste tipo de desconformidade,

o Teor de Biodiesel no

diesel, onde com raras exceções,

varejistas e retalhistas

são as primeiras das vítimas

das Cias Fraudadoras.

Por fim, uma mensagem

aos empresários varejistas e

retalhistas que se submetem

no seu dia a dia aos riscos do

negócio, a Fecombustiveis,

juntamente com os 34 sindicatos

que representa pelo

Brasil, incluindo Recap,

seguirão vigilantes e atuantes

para que o setor seja fiscalizado

com rigor e assertividade,

mas também com

justiça, aplicando os rigores

das punições a quem realmente

merece ser punido.

RECAP 05


PERFIL

ZEINA

LATIF

A economista Zeina

Diretor da GHBP

Latif, sócia-diretora

da Gibraltar

Consulting, fez uma

análise sobre as

tendências da

economia brasileira

este ano,

especialmente para

esta edição da

Recap Revista.

Zeina explica os

efeitos da tarifa de

10% aplicada pelo

governo do

presidente

americano Donald

Trump sobre o etanol

brasileiro, os 25%

sobre o aço e faz

uma ressalta: sobre o

etanol, o impacto é

pequeno, porque

apenas cerca de 1%

da produção é

exportada para

os EUA.

Crescimento tende a superar a meta,

mas inflação deve ser acima do topo

06 RECAP


Por Rose Guidoni

Do ponto de vista econômico,

quais as perspectivas a

senhora prevê para o Brasil

em 2025, considerando a

inflação, o IPCA, a taxa de

desemprego, o câmbio e os

demais indicadores?

Vou tomar aqui como referência

o que hoje é o consenso

de mercado, de acordo com o

boletim Focus do Banco Central.

O mercado financeiro

espera um PIB um pouco abaixo

de 2% de crescimento e isto

representa uma desaceleração

em relação ao 3,4% de

2024. Essa desaceleração é realmente

o mais provável, porque

temos um quadro de juros mais

elevados impactando a economia.

Ao mesmo tempo também

não vemos o mesmo espaço

do governo para fazer políticas

de estímulo. Nem seria

sábio, na verdade, fazer mais

estímulos porque já estamos

com inflação alta.

Ainda assim, acredito que

seja possível obter números

melhores que esse esperado

pelo mercado. O que se

observa nos últimos anos é

uma surpresa com o crescimento

do Brasil. O motivo disso,

na minha visão, é a volta

das reformas estruturais desde

2016, que vem aumentando

o potencial de crescimento

do país, ou seja, vem aumentando

e tem fortalecido estruturalmente,

permitindo maior

crescimento. Além disso, a gente

sabe do bom resultado do

agronegócio este ano. Vamos

descobrir isso, na verdade,

com a divulgação do PIB do primeiro

trimestre, mas todos os

sinais são de bons números do

agro, que ajudam também pelo

seu efeito direto, que não é

enorme, porque a gente sabe o

peso no PIB não é grande, mas

de qualquer forma tem um efeito

direto e tem efeito indireto

na economia. O crescimento

tende a ser acima desses 2%

que o mercado está projetando.

Sobre inflação, sim, é uma

projeção salgada, inflação acima

do topo da meta.

A inflação, no seu entender,

revela tendência ao descontrole?

O mercado projeta uma variação

de 5,65%, ou seja, quase

5,7% para o IPCA este ano. A

meta é 3%, o topo da meta é

4,5%. Apesar disso, não é um

quadro de descontrole inflacionário

e acho que também existe

algum espaço para resultados

um pouco mais modestos.

Não muito, pois, afinal, o efeito

da taxa de juros tem defasagens,

porque quando o Banco

Central sobe os juros a inflação

cede, mas demora. De qualquer

forma, o que a gente

observa é que vai diminuindo,

o efeito do câmbio ocorre, a

pressão cambial gera pressão

de custos na economia, como

ZEINA LATIF

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observamos na pressão no atacado,

mas aparentemente vai

perdendo força também.

O grande foco do Banco

Central é a inflação de serviços.

Isso por causa impacto do

mercado de trabalho muito

apertado, que tem elevado as

correções salariais. A tendência

é perder força também, se

não agora, mas no segundo

semestre. Então, sim, é uma

inflação sensivelmente acima

da meta, bastante acima da

meta, mas vejo uma possibilidade

de ter número um pouco

melhor. Não é uma inflação

fora de controle, é um Banco

Central que está agindo também

para conter e isso é

importante. Quando a gente

pensa, por exemplo, nos ajustes

salariais, quando há pouca

confiança no trabalho do Banco

Central, esses ajustes ficam

até mais inflados. O empresário

faz o ajuste do salário e

depois dá um jeito de repassar

para os preços, porque vê que

a inflação está alta. Repassa o

custo da mão de obra e o custo

do salário para os preços

finais. Acho que esse tipo de

movimento tende a perder força

ao longo do ano.

Sobre câmbio não há muito

a dizer, a volatilidade é muito

grande, um contexto de preocupações

com a política fiscal,

é um contexto com preocupações

do cenário internacional.

Essa volatilidade vai seguir e

RECAP 07


PERFIL

exige muita cautela de quem

está na linha de frente, porque

gera muita volatilidade também

nas tomadas de decisão.

Em sua visão, como as tarifas

aplicadas pelo governo

norte-americano a produtos

brasileiros podem impactar

a economia nacional?

Eu diria que o Brasil está

numa posição privilegiada. A

economia brasileira é muito

fechada, impomos muitas tarifas

e muitas barreiras ao

comércio. Isso prejudica o nosso

crescimento no longo prazo,

mas neste momento é um

fator que ajuda a blindar o

país desse cenário internacional

mais tumultuado. A outra

questão é que nós não somos

muito relevantes no comércio

com os Estados Unidos. O Brasil

tem um deficit comercial

com os Estados Unidos. Teremos

essa tarifa de 10% imposta

pelos EUA sobre os nossos

produtos, com exceção do

aço, que vai ser de 25%, mas o

fato é que são efeitos muito

mais setoriais do que macroeconômicos.

E, por outro lado,

é possível que tenha os setores

ganhadores. Na hora que a

China faz a retaliação contra

os Estados Unidos, significa o

espaço para o Brasil aumentar

os embarques da agropecuária

para a China, como aconteceu

no primeiro governo

Trump. Isso tende a acontecer

novamente agora.

Fica a discussão do que vai

acontecer com a indústria.

Eventualmente, o Brasil pode

conquistar algum mercado,

vendendo para países que hoje

são penalizados ou pode ter

também uma pressão para

mais entrada de produtos

importados da China. Aqui, no

caso, o foco maior é no aço.

Então, fica um efeito que não

está claro em relação à nossa

indústria, mas de uma forma

geral não dá pra gente dizer

que o Brasil vai ser muito

impactado. Os impactos são

setoriais, não acredito que

teremos mudanças relevantes

de projeção do PIB em função

desse quadro externo. Claro

que isso é o que dá para enxergar

por ora. Se tivermos uma

recessão mundial muito forte,

teremos que reavaliar. Porém,

mesmo assim, reavaliar, mas

não no sentido de ter um tombo

na economia brasileira. Seriam

efeitos mais transitórios. Por

esse aspecto, o Brasil está bem

posicionado. Podemos dizer

que a nossa diplomacia tem

sido muito cautelosa nas relações

com Estados Unidos e China,

e isso ajuda.

Especificamente sobre o

mercado de etanol, se for

aplicada a tarifa de reciprocidade,

quais os reflexos

para o país e para o setor de

combustíveis?

O governo brasileiro tem

negociado, mas é importante

ressaltar que as exportações

de etanol para os Estados Unidos

são menos ou em torno

de 1% da produção do país.

Isso significa que a tarifa de

10% não vai trazer um grande

abalo para o setor. Claro que

impacta para os envolvidos

diretamente, mas não é um

grande abalo para o setor.

Além disso, alguns especialistas

ressaltam que em função

das características do nosso

etanol, não é um produto que

se substitui facilmente. E lembrando

que outros países fornecedores

de etanol vão ser

muito mais punidos. Eu diria

que há uma chance de evitar

tarifas adicionais, e mesmo que

ocorram, não é fácil para os

Estados Unidos substituírem o

nosso produto, que eles

dependem ainda. A produção

doméstica deles não seria suficiente.

Vamos ter que aguardar

um pouco mais para ver como

vai evoluir.

Como os conflitos internacionais

nas áreas produtoras

de petróleo impactam

a economia nacional e o

setor de petróleo?

Temos observado que os

conflitos no Oriente Médio

estão produzindo um impacto

muito limitado. E há um cuidado

muito grande também das

partes, dos negociadores,

06 08 RECAP


para não deixar a crise se

estender e impactar diretamente

países que têm grande

peso na OPEP. Por isso, não

vejo maiores preocupações

nesse sentido. Claro que pode

gerar volatilidades, mas não

vejo risco para pressões mais

profundas.

Voltando no tempo, veremos

que tivemos uma elevação

muito forte quando eclodiu

o conflito da Ucrânia e Rússia.

A elevação se deu por causa

da importância da Rússia

no mercado, mas isso já é algo

que foi superado. E é bom lembrar

que aquele conflito aconteceu

no período pós-Covid,

quando houve queda de investimentos

no setor. Na época

havia restrições de oferta,

potencializadas pelo conflito.

Por outro lado, a discussão

sobre risco de recessão mundial

também limita o aumento

do preço do petróleo. Não

vejo por hora elementos para

trazer pressões adicionais relevantes

no preço de petróleo.

Volatilidade sim, mas pressões

significativas não.

Neste ano, a COP30 será

realizada no Brasil, em

novembro. Quais oportunidades

isso pode trazer para

o país, do ponto de vista econômico,

uma vez que um

dos principais temas em discussão

será o financiamento

para descarbonização, destinado

aos países menos

favorecidos?

Na COP de 2024, realizada

em Baku, no Azerbaijão, estabeleceu-se

uma meta, vamos

dizer assim, de recursos. Mas

ainda não se falou de onde

virão. A impressão é que está

muito pouco amarrado esse

tema, que se enfraquece também

com a postura dos Estados

Unidos em relação a essa

questão ambiental. Ainda mais

nesse momento de grandes

incertezas do mundo.

O risco da COP no Brasil ser

uma cópia de Baku, com poucos

avanços, hoje parece o cenário

mais provável. De qualquer

forma, esse tema, claro, continua

no radar, é uma demanda

da sociedade, uma demanda

do setor privado. O Brasil está

numa posição de poder atrair

recursos para essa transição,

mas, sem dúvida, esse é um

tema que agora perde relevância

no contexto atual.

Qual sua avaliação sobre a

reforma tributária? Em sua

visão, ela conseguirá reduzir

(ou acabar) com a sonegação

fiscal, um dos principais fatores

causadores da concorrência

desleal no mercado de

combustíveis?

O IVA (Imposto sobre Valor

Agregado) é um fator que estimula

as pessoas e as empresas

a pedirem nota fiscal para

poder ter crédito tributário,

ZEINA LATIF

para recuperar impostos

pagos nas cadeias anteriores.

Isso é algo que pode ajudar a

reduzir a sonegação no Brasil.

Claro que não elimina o risco de

notas falsas, que vai continuar

existindo, para as pessoas tentarem

criar créditos tributários,

no caso ilegal. Acho que a direção

no geral vai ser de reduzir a

sonegação. Está claro que esta

é a aposta do governo. Talvez

isso venha ajudar inclusive

mais à frente a reduzir um pouco

a alíquota-base.

Falando sobre concorrência

desleal, qual sua opinião

sobre o PL que visa caracterizar

o Devedor Contumaz?

São dois projetos que

estão tramitando do Congresso

sobre o Devedor Contumaz.

No Senado está avançando

mais, embora tenha

questões pendentes, principalmente

em relação ao papel

da Receita, mas certamente

são medidas na direção correta

para tornar o ambiente de concorrência

mais equilibrado. É

sabido que muitas empresas se

valem disso para terem margens

maiores, preços mais competitivos

e sempre esperando

de alguma forma algum tipo

de acordo adiante. Isso é um

diagnóstico muito claro dentro

da Receita. Esse tema começou

em 2022, mas que é foco do

atual governo. Então, tem boas

chances de avançar.

RECAP 09


ASSESSORIA JURÍDICA

Recuperação de Crédito do ICMS-ST

Em outubro de 2017, o Sindicato

do Comércio Varejista

de Derivados de Petróleo de

Campinas – RECAP, patrocinado

pelo escritório Monteiro e

Monteiro Advogados, ajuizou

a Ação Ordinária Coletiva nº

1062687-41.2017.8.26.0053,

com o objetivo de assegurar

aos seus associados o direito à

restituição do ICMS pago a

maior no regime de substituição

tributária, nos casos em

que a base de cálculo presumida

pelo Estado é superior

ao valor real da operação final

– tese fixada pelo Supremo Tribunal

Federal no julgamento

do RE nº 593.849/MG (Tema

201 da Repercussão Geral),

em decisão favorável aos

contribuintes.

Em setembro de 2018, a

ação do RECAP transitou em

julgado de forma favorável,

assegurando aos associados o

direito de reaver os valores

pagos indevidamente, com

correção monetária e juros

de mora, em razão da diferença

entre o valor da base de cálculo

presumida (preço de pauta)

e o preço final de venda

dos combustíveis praticado

pelo varejista.

O período de abrangência

para recuperação dos créditos

é de outubro de 2016 a

dezembro de 2020, para os

contribuintes que aderiram ao

Regime Optativo de Tributação

– ROT, e de outubro de 2016 a

abril de 2023, para aqueles que

não aderiram ao ROT.

Com o trânsito em julgado

da decisão, a restituição dos

créditos deve ser realizada

exclusivamente pela via administrativa,

junto à Secretaria da

Fazenda do Estado de São Paulo

(SEFAZ/SP).

Para conduzir esse processo

com segurança e eficiência, o

escritório Monteiro e Monteiro

Advogados firmou parceria com

a Buttini Moraes e a BM Tax, consultorias

especializadas na apuração,

homologação e monetização

de créditos de ICMS-ST

no Estado de São Paulo.

A apuração dos valores e a

geração dos arquivos digitais exigidos

pela legislação estadual

dependem da apresentação de

documentos fiscais relativos ao

período, tais como: Cupom Fiscal

Eletrônico SAT (CF-e), Controle

de Estoque (Kardex), EFD-

ICMS/IPI com o registro 1300

(Movimentação Diária de Combustíveis),

entre outros.

A legislação vigente admite

diversas possibilidades de

aproveitamento dos créditos

recuperados, inclusive de forma

cumulativa, conforme a

estratégia e o interesse do contribuinte,

dentre elas: a compensação

escritural, com

débitos próprios de ICMS;

liquidação de débito fiscal

constituído, do próprio posto,

de outro estabelecimento

do mesmo titular ou até mesmo

de terceiros, transferência

para substituto tributário,

inscrito no Estado de São

Paulo, fornecedor ou outro

estabelecimento da mesma

empresa ou transferência ou

venda para qualquer contribuinte

inscrito no Cadastro de

Contribuintes do ICMS do Estado

de São Paulo, como sujeito

passivo por substituição tributária

(RPA-ST), desde que esteja

em situação cadastral ativa.

Importante destacar que

todos os varejistas de combustíveis

atualmente associados

ao RECAP têm direito

aos benefícios dessa decisão

judicial, mesmo que não fossem

associados na época

dos fatos geradores dos créditos

e do ajuizamento da

ação. Ou seja, basta estar associado

ao sindicato no momento

da adesão ao projeto de

recuperação para usufruir dos

efeitos da ação coletiva.

Para esclarecer dúvidas ou

formalizar a adesão ao contrato

de recuperação de créditos,

os associados devem entrar em

contato com o Paulo Ferezin

(Buttini Moraes) – (11) 96497-

9963 ou o Bruno Monteiro (Monteiro

e Monteiro Advogados) –

(11) 99784-9700.

10 RECAP



SEGURANÇA

Crime organizado já atua

em 22 estados do país

Em reunião dos principais

setores de fiscalização do

governo, o ministro da Justiça

e Segurança Pública,

Ricardo Lewandowski, anunciou

a abertura de inquérito

na Polícia Federal exclusivamente

para investigar a atuação

do crime organizado

na distribuição de combustíveis

no País. Ao mesmo

tempo, o Núcleo Estratégico

de Combate ao Crime

Organizado revelou um

mapa mostrando a infiltração

de facções criminosas

em 941 postos de combustíveis

localizados em ao

menos 22 estados. ''É um

inquérito mais amplo e

abrangente da Polícia Federal'',

disse o ministro, ao explicar

que já há informações

sobre controle de refinarias,

usinas de etanol e importação

irregular de nafta.

Segundo o ministro

Lewandowski, a infiltração

do crime organizado já se

tornou um problema generalizado

no país. ''A migração

de atividades ilegais do

crime organizado atinge

muitos setores legalizados.

Nas últimas eleições, por

exemplo, tivemos de forma

pontual candidatos do crime

organizado dentre os

candidatos a prefeitos e

vereadores'', disse ele.

Com o inquérito na Polícia

Federal, o governo pretende

atacar em três frentes:

lavagem de dinheiro, adulteração

de combustíveis e

formação de cartéis, tanto

para elevar preços como

para baixar e influenciar o

mercado.

O jornal Folha de S. Paulo

publicou reportagem sobre

o mapa produzido pelo

Núcleo Estratégico de Combate

ao Crime Organizado,

onde aponta São Paulo e

Goiás como os estados com

maior penetração de organizações

criminosas na venda

de combustíveis. Em São

Paulo, foram identificados

290 postos sob suspeita,

seguido por Goiás, com

163. Na sequência, aparecem

Rio de Janeiro (146),

Bahia (103) e Rio Grande do

12 RECAP


Norte (88).

Outra revelação se refere

à sofisticação das atividades

ilegal. Algumas redes,

por exemplo, atuam com

ampla ramificação, em diferentes

regiões do país.

O mapeamento dos postos

suspeitos, que chegou a

941 endereços, foi construído

a partir de investigações

de lavagem de dinheiro,

sobre sócios com antecedentes

criminais e envolvimento

em operações policiais,

como roubo de cargas

e uso de laranjas.

O mapa, produzido a partir

de informações do setor,

está no Núcleo Estratégico

de Combate ao Crime Organizado,

coordenado pelo

Ministério da Justiça e Segurança

Pública. O grupo conta

com representantes da

Polícia Federal, Receita

Federal, Coaf (Conselho de

Controle de Atividades

Financeiras), Agência Nacional

do Petróleo, Gás Natural

e Biocombustíveis -

ANP e Ministério de Minas

e Energia.

O ministro Lewandowiski

disse que existem na Polícia

Federal vários inquéritos.

"Mas são setoriais, focados

em investigar problemas

Estudo do Fórum Brasileiro de

Segurança Pública mostra que

o crime organizado lucra mais com

combustível do que com cocaína.

localizados [postos de combustíveis].

O que queremos

é realizar um inquérito mais

amplo e abrangente", disse

na ocasião.

A reportagem da Folha

de S. Paulo ouviu também o

promotor Fábio Bechara, do

Ministério Público de São

Paulo, com larga atuação no

combate ao crime organizado.

Segundo ele, a presença

da criminalidade no setor

de combustíveis remonta

ao final dos anos 1990, mas

se intensificou nos últimos

anos. "Inicialmente, os postos

eram atrativos pela

intensa circulação de dinheiro

em espécie, o que facilitava

a conversão de recursos

ilícitos em valores aparentemente

lícitos. Com o

tempo, essa prática evoluiu",

diz o promotor, que é

integrante do Gaeco (Grupo

de Atuação Especial de Combate

ao Crime Organizado).

Para o promotor, as

falhas no modelo de fiscalização

e a complexidade de

normas fiscais criam um

cenário de conflito normativo

que é explorado de forma

ilícita.

O setor de combustíveis

representou 13,1% do PIB

industrial em 2021 e gerou

R$ 90 bilhões em arrecadação.

Estudo do Fórum Brasileiro

de Segurança Pública

mostra que o crime organizado

lucra mais com combustível

do que com cocaína.

"Estamos diante de uma

atuação cada vez mais

ampla e estruturada do crime

organizado", afirmou

Nivio Nascimento, assessor

internacional do Fórum.

A receita gerada pelo crime

na área de combustíveis

e lubrificantes equivale a R$

61,5 bilhões, segundo o

estudo. O lucro com cocaína

é estimado em R$ 15

bilhões. Estima-se que fraudes

e sonegação nesse segmento

causem perdas fiscais

anuais de até R$ 23

bilhões, segundo o mesmo

trabalho.

RECAP 13


CAPA

VEM AÍ - 30 e 31 DE OUTUBRO

Conexão Revenda 2025

1º Encontros

dos Revendedores

de Combustíveis

do Interior Paulista

Durante dois dias, no

final de outubro, Campinas

sediará o 1º Encontro dos

Revendedores de Combustíveis

do Interior Paulista, o

Conexão Revenda Interior

Paulista 2025, com intensa

14 RECAP


programação que inclui

palestras sobre os mais relevantes

temas para o setor e

a participação de especialistas

e lideranças de destaque

nacional.

‘‘Queremos que a revenda

acompanhe e discuta

assuntos de grande importância,

para impactar nos

seus negócios’’, disse o presidente

do Recap, Emílio Mart

i n s , d u r a n t e o p r é -

lançamento do evento, em

março.

Além dessa intensa atividade,

haverá espaço também

para Feira de Negócios,

com grandes marcas

apresentando produtos e

serviços, além da presença

das distribuidoras e entidades

do segmento. ‘‘É importante

um evento de grande

porte para integrar os

revendedores e discutir

assuntos que influenciam o

nosso dia a dia e impactam

o futuro dos nossos negócios’’,

acentuou o presidente

do Recap.

O Conexão Revenda Interior

Paulista 2025 acontecerá

nos dias 30 e 31 de outubro,

no pavilhão do Expo

Dom Pedro, um centro de

convenções estrategicamente

localizado na rodovia

Dom Pedro, com fácil

acesso por várias rodovias

estaduais paulistas. O local

conta com uma estrutura

projetada para encontros

de negócios e interatividade

para atender às expectativas

dos participantes.

Já estão confirmados

nomes como o secretário

estadual de Segurança

Pública, Guilherme Derrite,

o comentarista político Caio

Coppolla, o cientista político

Fernando Schuler, o piloto

César Urnhani e o jornalista

Rodolfo Schneider, da

Rede Band, que atuará

como mediador. Há vários

outros nomes de expressão

nacional em fase de confirmação.

No último dia, haverá

uma atração especial –

um show com o humorista

Matheus Ceará.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

TERÁ OFICINA DE GERENTES

Uma programação muito

importante do evento será a

Oficina de Gerentes, com

palestras especiais.

Já estão confirmadas

algumas dessas atividades:

Palestra - ‘‘Equipe Campeã’’

- Marcelo Borja - especialista

em Capacitação de

Pessoas, com foco em resultados

e planejamento estratégico.

Desenvolvimento de

conteúdos de Treinamento

para Varejo e Liderança.

Palestra - ‘‘Gestão

Financeira’’ - Carlos Bispo -

Formado em ciências Contábeis,

com MBA em gestão

financeira, epseiclista no

varejo de combustíveis.

Estão confirmados também

como palestrantes

Ricardo Pires e Diogo Locatelli.

RECAP 15




E30

Aumento do teor

de anido na gasolina

é seguro, garante IMT

Foto: pexels.com

Os testes realizados pelo

Instituto Mauá de Tecnologia

(IMT) aprovaram a mistura

E30 (gasolina com 30% de etanol

anidro), considerando o

produto viável do ponto de vista

técnico e ambiental

18 RECAP


Com o objetivo de reduzir

as emissões do setor

automotivo, o maior uso de

biocombustíveis é um dos

pilares da Lei do Combustív

e l d o F u t u r o ( L e i

14.993/24). No caso dos veículos

leves, a principal

mudança será a elevação

do percentual de etanol anidro

adicionado à gasolina.

Para tanto, o Instituto Mauá

de Tecnologia (IMT) realizou

vários ensaios com a

nova mistura, a fim de

garantir a segurança do produto.

A lei permite que a mistura

de etanol anidro na gasolina

passe a ser de 22% a

35%, com o E30 sendo o primeiro

passo. A data de

implementação do novo

teor, no entanto, ainda não

está definida. De todo

modo, o IMT garantiu que a

mistura é viável tanto do

ponto de vista técnico quanto

ambiental.

“Testamos somente veículos

movidos exclusivamente

à gasolina (16 automóveis

e 13 motocicletas,

com diferentes datas de

fabricação), uma vez que os

modelos flex permitem

qualquer teor de etanol”,

explicou Renato Romio,

gerente de divisão do IMT,

durante o Simpósio de Eficiência

Energética, Emissões

e Combustíveis, realizado

em 16 de abril pela

Associação Brasileira de

Engenharia Automotiva

(AEA).

Segundo o especialista,

foram analisadas questões

técnicas e emissões com os

teores E27 (atual), E30 e

E32. Na parte técnica, foram


E30

considerados os seguintes

testes:

• partida a frio e estabilidade

de marcha lenta;

• aceleração a frio;

• aceleração a quente;

• retomada de velocidade

(teste de lombada).

Já os ensaios de emissões

mediram os gases de

escapamento, em ciclo urbano

e rodoviário. No caso

das motocicletas, também

foi medido o consumo de

combustível.

O estudo concluiu que os

veículos abastecidos com

E30 apresentaram comportamento

similar ao da gasolina

E27, demonstrando que

os sistemas eletrônicos de

controle e injeção – inclusive

em modelos carburados

– se adaptaram ao novo

combustível.

Mais etanol

melhora a octanagem

Outro ponto destacado

por Romio é o fato de que o

etanol tem o poder de

melhorar a octanagem da

gasolina. “Antes da adição

de etanol era utilizado

chumbo tetraetila, que é

muito poluente”, disse ele.

Porém, ele considera que

pode haver um limite para

adição de etanol na gasolina.

“Acredito que os próximos

acréscimos, se é que

haverá propostas nesse sentido,

terão que ser cada vez

mais cuidadosos e testados”,

afirmou.

Para motoristas que

não quiserem usar o novo

produto, a alternativa será

optar pela gasolina premium.

Foto: AEA

Renato Romio apresenta resultados dos ensaios com E30, durante evento da AEA

20 RECAP


Foto: Ricardo Botelho/MME

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante evento de Apresentação dos testes em motores do E30

Ministro diz que Brasil pode se tornar

independente da gasolina com o E30

Ao anunciar os resultados

dos testes, no final de

março, o ministro de Minas

e Energia, Alexandre Silveira,

destacou que o E30 poderá

tornar o Brasil independente

da importação de

gasolina.

Segundo ele, a transição

do E27 para o E30 evitará a

importação de 760 milhões

de litros de gasolina por

ano, impulsionando a produção

nacional de biocombustíveis.

Isso representará

um aumento de 1,5 bilhão

de litros na demanda por

etanol e um investimento

estimado em R$ 9 bilhões

no setor. “O E30 é seguro

para nossa frota de duas e

quatro rodas. Com ele, o Brasil

deixará de ser refém do

mercado internacional e da

volatilidade dos preços

externos. O preço da gasolina

será determinado pela

competitividade interna, e

não pelo preço de paridade

de importação”, destacou.

Os testes do IMT foram

acompanhados por entidades

do setor automotivo,

como Anfavea, Sindipeças,

Abraciclo e Abeifa. Com a

comprovação da viabilidade

técnica, a proposta de

ampliação da mistura para

30% deverá ser encaminhada

ao Conselho Nacional de

Política Energética (CNPE)

ainda neste ano.

RECAP 21


EMPREGO

Frederico Eurico: ‘‘Passo significativo’’

Eduardo Valdivia: ‘‘Mais prestação de serviço’’

Mão-de-obra: Vem Bumbar ajuda

imigrantes em parceria com o Recap

O Recap está firmando

parceria com a empresa Vem

Bumbar, a primeira plataforma

de empregos no Brasil voltada

exclusivamente para imigrantes

e grupos subrepresentados,

com o propósito

de promover a inclusão e

a diversidade no mercado de

trabalho. O objetivo é oferecer

mais uma opção de mãode-obra

treinada e qualifica-

da para trabalhar nos postos

de combustíveis, criando

oportunidades para imigrantes

e ocupando espaços

onde a cada ano fica mais difícil

conseguir profissionais.

Bumbar significa trabalhar

em gíria Angolana.

O vice-presidente do

Recap, Eduardo Valdívia,

explica o que esta parceria

significa para o sindicato:

“Esta diretoria do Recap tem

como objetivo especial a

prestação de serviços que

sejam relevantes ao revendedor

e ao negócio do posto.

Entendemos que a

melhor forma de atingirmos

tal objetivo seja pela apresentação

de novos projetos,

ou ainda pela melhoria das

parcerias já firmadas. Uma

dor que sabemos ser sofrida

22 RECAP


por todos os revendedores,

independentemente de bandeira,

cidade ou número de

postos que opere, é a dificuldade

de contratação de mão

de obra. Pensando nisso, decidimos

que o Recap poderia

oferecer algum serviço que

traga alguma facilidade ao

associado, e encontramos na

Vem Bumbar um parceiro que

poderá trazer esse auxílio.”

Já o diretor da Vem Bumbar,

Frederico Eurico, ressalta

que ''é com grande entusiasmo

que anunciamos a nova

parceria com o RECAP, porque

essa união representa

um passo significativo em

direção à inclusão social e à

valorização da diversidade

no ambiente de trabalho. A

Vem Bumbar oferece treinamento

profissional, consultoria

de imagem para integração

ao mercado, além de

letramento racial para

empresas, contribuindo para

a construção de ambientes

corporativos mais justos,

diversos e preparados para o

futuro''.

Com raízes no Brasil e em

expansão para Angola, a Vem

Bumbar trabalha para impactar

positivamente dois mercados

dinâmicos e repletos de

talentos ainda subaproveitados,

conectando profissionais

a empresas que valorizam

a diversidade. Também oferece

suporte para empregadores

que buscam criar ambientes

mais inclusivos, capacita

imigrantes e jovens profissionais

para que alcancem

seu potencial máximo.

Nas próximas semanas o

associado receberá informações

sobre esse novo serviço

do Recap.


CONVENIÊNCIA

Tendências para o consumo

Uma pesquisa

publicada pelo site Brazil

Journal revela mudanças

no consumo de

alimentos e bebidas com

atributos funcionais

claramente comunicados,

como repor proteínas e

sais minerais e manter-se

acordado. São

tendências na evolução

dos hábitos de compra

dos brasileiros, que

servem como dicas para

a Conveniência dos

postos de combustíveis.

A reportagem mostra

resultados da pesquisa ConsumerWise

da McKinsey,

que monitora trimestralmente

o comportamento do

consumidor, via supermercados

e atacarejos. Por esses

levantamentos percebe-se

três tendências que se destacaram

e devem se consolidar

a partir do ano passado: avanço

dos alimentos funcionais,

novo canal de compras de

beleza e dieta mais proteica.

Funcionais - Desde a

pandemia, o brasileiro prioriza

alimentos e bebidas

com atributos funcionais.

Entre janeiro e novembro

do ano passado, aumentaram

em 48% as vendas de

suplementos para academia,

como whey, creatina e

power coffee, e 24% nas de

isotônicos, mesmo com alta

de preços no período.

24 RECAP


Tendência - a expectativa

é de manutenção dessa

preferência, pois 84% dos

brasileiros dizem que pretendem

continuar investindo

em saúde. O Brasil é o

segundo mercado mundial

de academias e o primeiro

da América Latina. São quase

60 mil unidades no país,

um aumento de 17% em

relação a 2022.

Proteína no prato - A

dieta do brasileiro está sendo

reforçada com proteína.

Produtos mais econômicos,

como carne bovina e ovo,

cresceram acima da média.

Na busca por valor, as

opções de proteína empanada

se destacaram nas vendas

em 2024.

Tendência - Para 2025 a

proteína deve seguir em alta

no cardápio. A chave para

gerenciar o ano será acompanhar

o preço da carne

bovina e a evolução do preço

médio e da disponibilidade

de substitutos, como

os empanados.

As empresas do varejo

terão a missão de entender

esses movimentos e inclinações

para estar à altura

do desafio de servir um cliente

que busca cada vez

mais valor por real investido

e faz questão de ser atendido

nas suas necessidades

individuais.

Mais detalhes, leia a

reportagem completa no

site do Brazil Journal:

https://braziljournal.com/onbusiness/alimentos-funcionaisbeleza-na-farmacia-e-proteinano-prato-o-que-o-consumidordeve-buscar-em-2025/


FEIRA

ExpoPostos & Conveniência 2026: dada

a largada para o maior evento do setor

Com área 20% maior do que a edição de 2024, a ExpoPostos &

Conveniência 2026 promete trazer mais novidades relacionadas à

tecnologia, além do foco na internacionalização

Mesmo faltando quase

um ano e meio para sua realização,

marcada para os dias

8 a 10 de setembro de 2026,

60% da área total de exposição

da ExpoPostos & Conveniência

já foram contratados.

O índice foi resultado do

evento de lançamento, realizado

nos dias 2 e 3 de abril,

no São Paulo Expo.

“A edição de 2024 foi um

sucesso, foi a maior ExpoPostos

já realizada, mas estamos

otimistas para 2026. Tanto

que contratamos um pavilhão

a mais, o que garante

uma área de exposições 20%

maior”, disse Renata Sahd,

gerente da ExpoPostos &

Conveniência. Segundo ela,

em 2026 a área total será de

12 mil metros quadrados - e

apenas no evento de lançamento,

7 mil metros quadrados

foram comercializados.

“Isso superou nossas expectativas”,

completou.

Tecnologia, inovação

e internacionalização

De acordo com Tatiana

Zaccaro, diretora da GL Exhibitions

Brasil, a edição de

2026 deve trazer um grande

foco em inovações tecnológicas.

“Fizemos um trabalho

de prospecção, junto com a

Fecombustíveis e Abieps, visitando

eventos internacionais,

como a The Nacs Show e a

NRF, nos Estados Unidos, e

identificamos uma forte tendência

de crescimento de

soluções baseadas em inteligência

artificial, internet das

coisas (IoT), automação,

entre outras”, afirmou.

Tatiana destaca que essas

ferramentas estão cada vez

mais presentes no setor, e

não somente nas lojas de con-

26 RECAP


veniência. “No posto, por

exemplo, a inteligência artificial

pode identificar comportamentos

do cliente, como

hábitos de compra, o que

contribui para a personalização

do atendimento. A análise

de dados também possibilita

decisões estratégicas

para o revendedor, por exemplo

a inclusão de algum novo

produto ou negócio” explicou.

Outro ponto alto da Expo-

Postos & Conveniência 2026

deve ser a internacionalização.

“No ano passado, tivemos

forte presença da Claec

(Comissão Latino-americana

de Empresários de Combustíveis,

e na próxima edição

esperamos ainda mais

empresas e visitantes da América

Latina”, afirmou.

Em todas as edições, a

ExpoPostos & Conveniência

realiza um congresso internacional,

com temas de interesse

para o mercado, que

envolvem desde o cenário

econômico até boas práticas

de operação. Para 2026, a

grade de palestras ainda está

sendo definida.


CAMPANHA

Postos de combustíveis

recebem doação para

campanha do agasalho de Campinas

Cerca de 20 postos de combustíveis

de Campinas, localizados

em esquinas estratégicas

da cidade, estão recebendo

doações para a Campanha

do Agasalho 2025, iniciativa

da Prefeitura, que no ano passado

arrecadou 50 toneladas.

A campanha foi lançada no

gabinete do prefeito Dario

Saad e o presidente do Recap,

Emílio Martins, falou em

nome das entidades parceiras

que ajudaram a viabilizar a

ação deste ano. ‘‘Estaremos

sempre juntos para atender a

esta camada carente da nossa

cidade’’, disse ele.

A secretária de Desenvolvimento

e Assistência social,

Vandecléya Moro resaltou

que ‘‘nossa meta é superar as

doações do ano passado e

atender aos abrigos municipais,

entidades parceiras, serviços

de atendimento a moradores

em situação de rua e ao

Varal Solidário, dia em que

vamos até esta população

carente e entregamos os

donativos’’.

A secretária Vandecléya fez

questão de salientar a necessidade

de mais doações de roupas

masculinas, justamente o

maior contingente de público

atendido. ‘‘Os homens precisam

doar mais’’, pediu ela. O

prefeito Dario Saad também

reforçou este pedido, embora

o objetivo seja atender também

as necessidades de roupas

femininas, infantis, calçados

e cobertores.

28 RECAP


PARCERIA

O Recap firmou parceria

com o Vera Cruz Plano

de Saúde, um dos mais tradicionais

do Brasil, para

oferecer aos seus associados

cobertura completa,

rede própria e credenciada

de alta qualidade, além de

hospitais próprios com

atendimento humanizado.

Plano de Saúde Vera Cruz,

uma nova parceria do Recap

Com o Plano de Saúde

Vera Cruz, os associados ao

Recap contam com vantagens

exclusivas, como 30%

de desconto na primeira

mensalidade e redução de

carência exclusiva. Os planos

empresariais são a partir

de duas vidas, com valores a

partir de R$ 135,00 por mês.

Com uma história marcada

pela excelência e compromisso

com o bem-estar, o

Plano de Saúde Vera Cruz

construiu uma trajetória sólida

ao longo das décadas,

sempre priorizando o cuidado

com seus beneficiários e

investindo em uma rede própria

de atendimento de alta

qualidade.

A estrutura do plano é

formada por hospitais e unidades

de saúde renomadas,

como o Hospital Vera Cruz e

Vera Cruz Casa de Saúde,

que se destacam por seu

atendimento humanizado e

tecnologia de ponta.

Reforçando esse compromisso

com a saúde, o

Vera Cruz dá mais um passo

importante ao firmar a parceria

estratégica com o

Recap. Essa união é um grande

marco, pois amplia o acesso

à saúde de qualidade

para os associados, que agora

contam com desconto e

condições especiais para

contratação do plano, tornando

o cuidado ainda

mais acessível.

Com esse olhar atento às

necessidades e foco contínuo

em melhorias, o Vera

Cruz Plano de Saúde segue

investindo em inovação, parcerias

e qualidade no atendimento.

A missão de cuidar

da saúde das pessoas segue

firme, com soluções cada

vez mais personalizadas,

acessíveis e eficazes, garantindo

mais segurança e

tranquilidade para cada

beneficiário.


ARTIGO

Isenção do IR:

O barato que sai caro

O governo mandou ao

Congresso uma proposta para

isentar do imposto de renda

quem ganha até R$ 5 mil por

mês. A princípio, parece uma

boa notícia: mais dinheiro no

bolso do trabalhador que

ganha menos. Infelizmente,

quando se analisam os detalhes

da proposta com atenção,

o que parece solução

pode se transformar em um

novo problema – e grande.

Toda vez que qualquer

governo começa a perder

popularidade, aumenta a tentação

de adotar medidas populistas.

Elas soam bem, inicialmente

agradam muita gente e

geram manchetes positivas. A

conta salgada vem depois. É o

que está acontecendo agora.

Com a queda de popularidade

do governo, a estratégia

tem sido simples: agradar com

medidas de apelo imediato. A

mais recente é a proposta de

isenção do IR para quem ganha

até R$ 5 mil por mês. A proposta

seria efetiva se fosse financiada

por um corte de gastos

equivalente à perda de arrecadação

que vai causar – por

exemplo, uma reforma administrativa

ou a extinção de penduricalhos,

como o auxílioperu

de Natal, pagos a parcelas

do funcionalismo público.

Só que não foi isso o que

foi proposto.

Para cobrir a perda de arrecadação,

o governo quer taxar

ainda mais quem já paga imposto.

A proposta é criar um novo

tributo sobre a distribuição de

lucros e dividendos, além de um

adicional de imposto de renda

para quem ganha mais de R$ 50

mil por mês.

Isso pode, inclusive, eventualmente

ser considerado

bitributação pela Justiça. Se

isso acontecer, a expectativa

de compensação de arrecadação

do governo será frustrada,

fragilizando ainda mais as já

combalidas contas públicas.

Empresários já pagam imposto

de renda sobre os resultados

de suas empresas. Agora,

o governo quer tributá-los

novamente quando esse lucro

for distribuído aos sócios ou

acionistas. A bitributação não

para por aí: se a pessoa receber

acima de R$ 50 mil por

mês, pagará um adicional de

imposto de renda.

Além do risco jurídico, há

outro obstáculo à proposta: o

próprio Congresso. Os parlamentares

seriam diretamente

afetados pela nova cobrança.

Será que votarão contra seus

próprios interesses?

Mas a questão mais grave,

estrutural, é outra. Hoje, o

Brasil tem 212 milhões de habitantes.

Apenas 44 milhões

declaram imposto de renda.

Desses, só 28 milhões efetivamente

pagam atualmente. Os

demais já são isentos. Com a

nova medida, no máximo 16

milhões de brasileiros pagarão

imposto de renda para bancar

gastos públicos destinados a

212 milhões de brasileiros. Em

outras palavras, cada contribuinte

do imposto de renda precisará

bancar gastos públicos –

que vêm crescendo com a

expansão dos programas sociais

como Bolsa Família, Pé de

Meia, Auxílio Gás e outros –

para 13 brasileiros.

Um regime em que cada

vez menos gente paga e cada

vez mais gente recebe não

tem como se sustentar ao

longo do tempo, pois incentiva

as pessoas a deixarem de

trabalhar e a saírem do grupo

dos que pagam para irem ao

grupo dos que recebem.

A diferença entre medidas

verdadeiramente benéficas e

medidas populistas está aí: nas

primeiras, os benefícios se sustentam

ao longo do tempo; já

as últimas trazem ganhos de

curto prazo, mas ao custo de

perdas maiores no futuro.

Ricardo Amorim, economista

mais influente do Brasil, segundo a

revista Forbes, e influenciador nº 1

no Linkedin

30 RECAP



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