Guia para escolas
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nas Escolas
O BioSines, é um projeto desenvolvido pelo Município de Sines, que
necessita da colaboração de toda a população para que possa ter
sucesso, e assim ajudar a nossa saúde e a natureza.
Pensámos que gostarias de participar neste desafio, de ficar a
conhecer o projeto e divulgá-lo junto dos teus amigos e família, pois
precisamos da ajuda de todos.
Aceita esta missão e torna-te um “Embaixador da Compostagem”
Embaixador
da Compostagem
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O Município de Sines está preocupado com a quantidade de lixo
que é produzido diariamente. Sabias que cada pessoa em Portugal,
produz cerca de 1 Kg de lixo por dia? E que grande parte desse lixo
resulta da nossa alimentação?
Sabias que?
Se o lixo for reciclado, serve para fazer novos materiais ou fertilizar o
nosso solo, mas se o lixo não for reciclado, é depositado num aterro
sanitário que é uma estrutura escavada no solo, do tamanho de 10
campos de futebol!
Aqui o lixo é depositado em camadas e tapado. São materiais que já
não poderão ser aproveitados e que aqui irão ficar ao longo de
centenas de anos.
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Reciclagem de embalagens
O Lixo que não é reciclado, é depositado
num Aterro Sanitário
O Projeto X irá tem como objetivo recolher e transformar a parte
desse lixo que é biodegradável (que apodrece), em alimento para as
plantas. Dentro de um contentor que se chama compostor, com a
tua ajuda e com a ajuda de pequenos microrganismos, fungos,
alguns insetos e de minhocas, o lixo se transformará num rico
fertilizante natural.
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Porque precisamos de aproveitar os restos de comida que sobram
da preparação das tuas refeições: as cascas de fruta, as cascas de
cenoura e batata, os talos das couves, os restos de alface, os caroços
das maçãs, entre outros, para os transformar num adubo natural,
muito rico para as plantas, que se chama composto. Isto é possível
através da compostagem.
O que é a compostagem?
Já reparaste que a Natureza não produz “lixo”? Na Natureza todos os
resíduos orgânicos, aqueles que apodrecem, são transformados, num
processo natural, que de forma circular, voltam a ser um recurso para
as plantas.
O Ciclo da Matéria Orgância
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A compostagem é um processo biológico de transformação da
matéria orgânica, por ação de microrganismos e outros pequenos
invertebrados, num composto, um fertilizante natural parecido com o
solo (terra) e com alto valor nutritivo para as plantas. Para que isto
aconteça de forma mais rápida, eficiente e sem causar maus cheiros,
utiliza-se um compostor, deposita-se os biorresíduos em camadas e
controlam-se algumas condições como a humidade, a temperatura e
o oxigénio.
A matéria orgânica, os biorresíduos, são restos de comida da tua
cozinha e resíduos do teu jardim ou horta.
O Composto
O composto que se obtém no fim do processo poderá ser utilizado
como adubo, uma vez que melhora bastante a qualidade e a estrutura
do solo.
O composto possui umas defesas que ajudam o solo e as plantas a
defenderem-se de doenças, protegendo-os de agentes patogénicos. É
o mesmo que acontece connosco. Quando temos uma alimentação
saudável, rica de vitaminas e nutrientes, estamos mais protegidos
contra algumas doenças como gripes e constipações.
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Quais são as vantagens de
praticarmos a Compostagem?
- Evita o uso de fertilizantes químicos;
- Previne doenças e pragas no solo e nas plantas;
- O composto é um material rico em nutrientes;
- O composto melhora a estrutura do solo;
- O composto retém a humidade e os nutrientes no solo;
- Poupa-se dinheiro ao produzir-se um fertilizante de forma natural;
- Reduz-se a quantidade de resíduos que vai para o aterro sanitário
e isso nota-se no nosso caixote de lixo;
- Melhora o ambiente e a nossa qualidade de vida.
Material e condições necessárias
- Resíduos verdes e castanhos;
- Um compostor;
- Acesso a água;
- Tesoura de podar (para diminuir a dimensão dos resíduos que vão
para o compostor);
- Uma forqueta de arejamento ou ancinho (para remexer o material
dentro do compostor);
- Um termómetro;
- Um regador;
- Terra ou composto acelerador
(terra para plantas).
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Como montar o compostor?
O compostor é muito fácil de montar
e é constituído por quatro peças:
- Tampa
- Corpo
- Porta
- Base
Que podem ser facilmente montadas
por encaixe, como ilustra o esquema ao lado.
Para que a compostagem decorra da melhor
forma possível, há algumas regras que devem
ser adotadas:
- Utilizar resíduos verdes, que são os que são mais
ricos em azoto. A maioria são provenientes da nossa
alimentação.
- Utilizar resíduos castanhos que são os que são mais
ricos em carbono. São resíduos mais secos e lenhosos.
- A quantidade de resíduos castanhos deve ser o dobro da quantidade
de resíduos verdes e devem ser colocados em camadas.
Castanhos
Verdes
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- Há resíduos que se deve evitar colocar no compostor por demorarem
muito tempo a decompor-se ou por perturbarem o processo de
compostagem. É o caso dos citrinos que podem alterar o pH da pilha
de composto tais como os limões, laranjas ou clementinas.
- Há materiais que não podem ser colocados dentro do compostor
porque não se decompõem, ou porque têm substâncias que são
tóxicas, não adequadas à produção de um fertilizante natural.
Ver a tabela, em seguida, com mais informação sobre exemplos
destes tipos de resíduos.
Resíduos a colocar no compostor:
Resíduos verdes
- Fruta;
- Hortaliça;
- Legumes;
- Cereais;
- Borras de Café;
- Sacos de Chá;
- Relva;
- Restos de Plantas;
- Cascas de Ovo;
- Migalhas de Pão;
Resíduos castanhos
- Palha;
- Feno;
- Aparas de madeira;
- Serradura;
- Relva Seca;
- Erva Seca;
- Ramos;
- Cinzas de madeira;
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Resíduos a a evitar colocar no compostor:
- Papel e cartão
- Citrinos (Reduzem o pH dentro do
compustor)
- Salada Temperada
- Relva verde em grandes quantidades
- Materiais muito rijos (cascas de noz,
caroços de pêssego...)
Resíduos que NÃO se deve colocar no compostor
- Comida cozinhada
- Ossos e espinhas
- Carne, peixe e marisco
- Óleos e gorduras
- Lacticínios
- Cinzas de carvão mineral
- Excrementos de animais
domésticos
- Beatas de cigarros
- Materiais não orgânicos
(vidro, plástico e metal)
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Água:
É necessário acesso a água para regar o material dentro do
compostor, pois para que se dê a decomposição de forma
eficiente, é necessário que haja humidade na pilha de
composto. Para verificar se necessitamos de regar a pilha,
fazemos o “Teste Esponja”.
Oxigénio:
Para que a decomposição se dê de forma eficiente e sem
causar mau cheiro, é necessário arejar o material dentro do
compostor, fazendo circular o oxigénio, e isso consegue-se
com o auxílio da forqueta para revirar o material dentro do
compostor.
Temperatura:
No auge do processo de decomposição, na fase termófila, dá-se a
libertação de calor, o que faz aumentar a temperatura dentro da pilha
de composto. O aumento da temperatura é um bom indicador
que o processo está a decorrer de forma prevista, no entanto este
valor deverá manter-se entre os 50ºC e 60ºC. Acima de 65ºC pode
por em risco toda a compostagem, queimando o material e
afetando os microrganismos.
Tamanho dos materiais:
O material a decompor deve estar em pequenos pedaços de
forma a maximizar a superfície de contacto com os
microrganismos. Por outro lado, partículas demasiado pequenas
favorecem a compactação e consequentemente limitam a
circulação de oxigénio e água. Materiais estruturantes (como os
ramos) ajudam a garantir o espaçamento adequado e devem ser
colocados no fundo do compostor.
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Como instalar o compostor
Deve optar-se por um local à sombra e abrigado do
vento para posicionar o compositor, prevenindo assim
a desidratação do composto. Além disso, o compositor
deverá ser colocado diretamente sobre o solo,
favorecendo a entrada de microrganismos e outros
pequenos seres vivos, como as minhocas, que
desempenharão um papel crucial na
compostagem, além de facilitar a
drenagem dos lixiviados (líquido que resulta
do processo).
O processo
1 Cortam-se os resíduos castanhos e verdes em
pequenos pedaços. Uma tesoura de poda pode
ser uma ferramenta útil para este fim.
2 No fundo do compostor colocam-se
aleatoriamente ramos da grossura de um dedo
(promovendo o arejamento e impedindo a
compactação).
3 Adiciona-se uma camada de 5 a 10 cm de resíduos castanhos.
4 Adiciona-se no máximo uma mão cheia de terra ou composto
acelerador; esta quantidade conterá microrganismos suficientes para
iniciar o processo de compostagem.
5 Adiciona-se uma camada de resíduos verdes;
6 Cobre-se com outra camada de resíduos castanhos. A última
camada a adicionar deve ser sempre de resíduos castanhos, para
diminuir os problemas de maus cheiros e a proliferação de insetos e
outros animais indesejáveis.
7 Rega-se cada camada de forma a manter um teor de humidade
adequado. Ver o “Teste Esponja”.
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A utilização do composto
- Quando o composto estiver pronto deve ser
retirado do compostor pela pequena porta na parte
inferior do contentor. Deverá ter uma aparência
semelhante a terra, de cor escura
- Usa-se um crivo para separar o material que ainda
não foi degradado e volta-se a colocar dentro do
compostor.
- Deixa-se o compostor repousar 2 a 4 semanas antes da sua aplicação,
especialmente em plantas sensíveis. Deverá ficar num sítio arejado e
protegido da chuva. Esta fase de repouso é designada por fase de
maturação.
- Se for adicionado a um vaso, a proporção deverá ser de 2 partes de
terra e 1 parte de composto.
- Se for adicionado a um terreno, e tivermos uma boa quantidade de
composto, deverá ser espalhado por todo o terreno.
- Se for para colocar na nossa horta e não tivermos muita quantidade,
deveremos depositar junto ao pé das nossas culturas.
Teste de Esponja
Retira-se um pouco de composto com a mão e aperta-se como se
fosse uma esponja:
- Se escorrer água significa que a pilha de composto está demasiado
húmida.
- Se, ao largar, a mão ficar completamente seca significa que necessita
de adicionar água.
- Se a mão ficar húmida, mas sem escorrer, significa que tem a
humidade correta.
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Saber mais e inscrições:
Município de Sines
Largo Ramos da Costa, 21-A
7520-159 Sines
Tel. 269 630 600
Email (geral) geral@mun-sines.pt
Inscrições: Formulário Online e Balcão único
www.sines.pt
Já ouviste falar do saco laranja?
Para além deste tipo de compostagem que podes fazer na escola ou
até em casa (caso tenhas um terreno, jardim ou quintal), o município
de Sines também faz outro tipo de compostagem. É uma
compostagem de grandes dimensões à escala industrial que
aproveita os resíduos dos restos alimentares das tuas refeições,
incluindo comida cozinhada, ossos, espinhas e até guardanapos que
não se utiliza na compostagem doméstica. Esses resíduos são
colocados num saco laranja e depois depositados no contentor do lixo
comum (indiferenciado), para depois serem separados no Centro de
Gestão de Resíduos da Ambilital e aproveitados para produzir
composto.
A tua família também pode participar neste
projeto. Para receberes estes sacos e contribuíres
para este projeto, informa-te aqui:
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- Faz corresponder os resíduos à categoria correspondente:
Castanhos, Verdes ou que não entram no compostor (vermelho).
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- Faz corresponder os resíduos à categoria correspondente:
Castanhos, Verdes ou que não entram no compostor (vermelho).
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