08.05.2025 Visualizações

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nas Escolas



O BioSines, é um projeto desenvolvido pelo Município de Sines, que

necessita da colaboração de toda a população para que possa ter

sucesso, e assim ajudar a nossa saúde e a natureza.

Pensámos que gostarias de participar neste desafio, de ficar a

conhecer o projeto e divulgá-lo junto dos teus amigos e família, pois

precisamos da ajuda de todos.

Aceita esta missão e torna-te um “Embaixador da Compostagem”

Embaixador

da Compostagem

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O Município de Sines está preocupado com a quantidade de lixo

que é produzido diariamente. Sabias que cada pessoa em Portugal,

produz cerca de 1 Kg de lixo por dia? E que grande parte desse lixo

resulta da nossa alimentação?

Sabias que?

Se o lixo for reciclado, serve para fazer novos materiais ou fertilizar o

nosso solo, mas se o lixo não for reciclado, é depositado num aterro

sanitário que é uma estrutura escavada no solo, do tamanho de 10

campos de futebol!

Aqui o lixo é depositado em camadas e tapado. São materiais que já

não poderão ser aproveitados e que aqui irão ficar ao longo de

centenas de anos.

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Reciclagem de embalagens

O Lixo que não é reciclado, é depositado

num Aterro Sanitário

O Projeto X irá tem como objetivo recolher e transformar a parte

desse lixo que é biodegradável (que apodrece), em alimento para as

plantas. Dentro de um contentor que se chama compostor, com a

tua ajuda e com a ajuda de pequenos microrganismos, fungos,

alguns insetos e de minhocas, o lixo se transformará num rico

fertilizante natural.

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Porque precisamos de aproveitar os restos de comida que sobram

da preparação das tuas refeições: as cascas de fruta, as cascas de

cenoura e batata, os talos das couves, os restos de alface, os caroços

das maçãs, entre outros, para os transformar num adubo natural,

muito rico para as plantas, que se chama composto. Isto é possível

através da compostagem.

O que é a compostagem?

Já reparaste que a Natureza não produz “lixo”? Na Natureza todos os

resíduos orgânicos, aqueles que apodrecem, são transformados, num

processo natural, que de forma circular, voltam a ser um recurso para

as plantas.

O Ciclo da Matéria Orgância

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A compostagem é um processo biológico de transformação da

matéria orgânica, por ação de microrganismos e outros pequenos

invertebrados, num composto, um fertilizante natural parecido com o

solo (terra) e com alto valor nutritivo para as plantas. Para que isto

aconteça de forma mais rápida, eficiente e sem causar maus cheiros,

utiliza-se um compostor, deposita-se os biorresíduos em camadas e

controlam-se algumas condições como a humidade, a temperatura e

o oxigénio.

A matéria orgânica, os biorresíduos, são restos de comida da tua

cozinha e resíduos do teu jardim ou horta.

O Composto

O composto que se obtém no fim do processo poderá ser utilizado

como adubo, uma vez que melhora bastante a qualidade e a estrutura

do solo.

O composto possui umas defesas que ajudam o solo e as plantas a

defenderem-se de doenças, protegendo-os de agentes patogénicos. É

o mesmo que acontece connosco. Quando temos uma alimentação

saudável, rica de vitaminas e nutrientes, estamos mais protegidos

contra algumas doenças como gripes e constipações.

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Quais são as vantagens de

praticarmos a Compostagem?

- Evita o uso de fertilizantes químicos;

- Previne doenças e pragas no solo e nas plantas;

- O composto é um material rico em nutrientes;

- O composto melhora a estrutura do solo;

- O composto retém a humidade e os nutrientes no solo;

- Poupa-se dinheiro ao produzir-se um fertilizante de forma natural;

- Reduz-se a quantidade de resíduos que vai para o aterro sanitário

e isso nota-se no nosso caixote de lixo;

- Melhora o ambiente e a nossa qualidade de vida.

Material e condições necessárias

- Resíduos verdes e castanhos;

- Um compostor;

- Acesso a água;

- Tesoura de podar (para diminuir a dimensão dos resíduos que vão

para o compostor);

- Uma forqueta de arejamento ou ancinho (para remexer o material

dentro do compostor);

- Um termómetro;

- Um regador;

- Terra ou composto acelerador

(terra para plantas).

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Como montar o compostor?

O compostor é muito fácil de montar

e é constituído por quatro peças:

- Tampa

- Corpo

- Porta

- Base

Que podem ser facilmente montadas

por encaixe, como ilustra o esquema ao lado.

Para que a compostagem decorra da melhor

forma possível, há algumas regras que devem

ser adotadas:

- Utilizar resíduos verdes, que são os que são mais

ricos em azoto. A maioria são provenientes da nossa

alimentação.

- Utilizar resíduos castanhos que são os que são mais

ricos em carbono. São resíduos mais secos e lenhosos.

- A quantidade de resíduos castanhos deve ser o dobro da quantidade

de resíduos verdes e devem ser colocados em camadas.

Castanhos

Verdes

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- Há resíduos que se deve evitar colocar no compostor por demorarem

muito tempo a decompor-se ou por perturbarem o processo de

compostagem. É o caso dos citrinos que podem alterar o pH da pilha

de composto tais como os limões, laranjas ou clementinas.

- Há materiais que não podem ser colocados dentro do compostor

porque não se decompõem, ou porque têm substâncias que são

tóxicas, não adequadas à produção de um fertilizante natural.

Ver a tabela, em seguida, com mais informação sobre exemplos

destes tipos de resíduos.

Resíduos a colocar no compostor:

Resíduos verdes

- Fruta;

- Hortaliça;

- Legumes;

- Cereais;

- Borras de Café;

- Sacos de Chá;

- Relva;

- Restos de Plantas;

- Cascas de Ovo;

- Migalhas de Pão;

Resíduos castanhos

- Palha;

- Feno;

- Aparas de madeira;

- Serradura;

- Relva Seca;

- Erva Seca;

- Ramos;

- Cinzas de madeira;

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Resíduos a a evitar colocar no compostor:

- Papel e cartão

- Citrinos (Reduzem o pH dentro do

compustor)

- Salada Temperada

- Relva verde em grandes quantidades

- Materiais muito rijos (cascas de noz,

caroços de pêssego...)

Resíduos que NÃO se deve colocar no compostor

- Comida cozinhada

- Ossos e espinhas

- Carne, peixe e marisco

- Óleos e gorduras

- Lacticínios

- Cinzas de carvão mineral

- Excrementos de animais

domésticos

- Beatas de cigarros

- Materiais não orgânicos

(vidro, plástico e metal)

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Água:

É necessário acesso a água para regar o material dentro do

compostor, pois para que se dê a decomposição de forma

eficiente, é necessário que haja humidade na pilha de

composto. Para verificar se necessitamos de regar a pilha,

fazemos o “Teste Esponja”.

Oxigénio:

Para que a decomposição se dê de forma eficiente e sem

causar mau cheiro, é necessário arejar o material dentro do

compostor, fazendo circular o oxigénio, e isso consegue-se

com o auxílio da forqueta para revirar o material dentro do

compostor.

Temperatura:

No auge do processo de decomposição, na fase termófila, dá-se a

libertação de calor, o que faz aumentar a temperatura dentro da pilha

de composto. O aumento da temperatura é um bom indicador

que o processo está a decorrer de forma prevista, no entanto este

valor deverá manter-se entre os 50ºC e 60ºC. Acima de 65ºC pode

por em risco toda a compostagem, queimando o material e

afetando os microrganismos.

Tamanho dos materiais:

O material a decompor deve estar em pequenos pedaços de

forma a maximizar a superfície de contacto com os

microrganismos. Por outro lado, partículas demasiado pequenas

favorecem a compactação e consequentemente limitam a

circulação de oxigénio e água. Materiais estruturantes (como os

ramos) ajudam a garantir o espaçamento adequado e devem ser

colocados no fundo do compostor.

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Como instalar o compostor

Deve optar-se por um local à sombra e abrigado do

vento para posicionar o compositor, prevenindo assim

a desidratação do composto. Além disso, o compositor

deverá ser colocado diretamente sobre o solo,

favorecendo a entrada de microrganismos e outros

pequenos seres vivos, como as minhocas, que

desempenharão um papel crucial na

compostagem, além de facilitar a

drenagem dos lixiviados (líquido que resulta

do processo).

O processo

1 Cortam-se os resíduos castanhos e verdes em

pequenos pedaços. Uma tesoura de poda pode

ser uma ferramenta útil para este fim.

2 No fundo do compostor colocam-se

aleatoriamente ramos da grossura de um dedo

(promovendo o arejamento e impedindo a

compactação).

3 Adiciona-se uma camada de 5 a 10 cm de resíduos castanhos.

4 Adiciona-se no máximo uma mão cheia de terra ou composto

acelerador; esta quantidade conterá microrganismos suficientes para

iniciar o processo de compostagem.

5 Adiciona-se uma camada de resíduos verdes;

6 Cobre-se com outra camada de resíduos castanhos. A última

camada a adicionar deve ser sempre de resíduos castanhos, para

diminuir os problemas de maus cheiros e a proliferação de insetos e

outros animais indesejáveis.

7 Rega-se cada camada de forma a manter um teor de humidade

adequado. Ver o “Teste Esponja”.

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A utilização do composto

- Quando o composto estiver pronto deve ser

retirado do compostor pela pequena porta na parte

inferior do contentor. Deverá ter uma aparência

semelhante a terra, de cor escura

- Usa-se um crivo para separar o material que ainda

não foi degradado e volta-se a colocar dentro do

compostor.

- Deixa-se o compostor repousar 2 a 4 semanas antes da sua aplicação,

especialmente em plantas sensíveis. Deverá ficar num sítio arejado e

protegido da chuva. Esta fase de repouso é designada por fase de

maturação.

- Se for adicionado a um vaso, a proporção deverá ser de 2 partes de

terra e 1 parte de composto.

- Se for adicionado a um terreno, e tivermos uma boa quantidade de

composto, deverá ser espalhado por todo o terreno.

- Se for para colocar na nossa horta e não tivermos muita quantidade,

deveremos depositar junto ao pé das nossas culturas.

Teste de Esponja

Retira-se um pouco de composto com a mão e aperta-se como se

fosse uma esponja:

- Se escorrer água significa que a pilha de composto está demasiado

húmida.

- Se, ao largar, a mão ficar completamente seca significa que necessita

de adicionar água.

- Se a mão ficar húmida, mas sem escorrer, significa que tem a

humidade correta.

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Saber mais e inscrições:

Município de Sines

Largo Ramos da Costa, 21-A

7520-159 Sines

Tel. 269 630 600

Email (geral) geral@mun-sines.pt

Inscrições: Formulário Online e Balcão único

www.sines.pt


Já ouviste falar do saco laranja?

Para além deste tipo de compostagem que podes fazer na escola ou

até em casa (caso tenhas um terreno, jardim ou quintal), o município

de Sines também faz outro tipo de compostagem. É uma

compostagem de grandes dimensões à escala industrial que

aproveita os resíduos dos restos alimentares das tuas refeições,

incluindo comida cozinhada, ossos, espinhas e até guardanapos que

não se utiliza na compostagem doméstica. Esses resíduos são

colocados num saco laranja e depois depositados no contentor do lixo

comum (indiferenciado), para depois serem separados no Centro de

Gestão de Resíduos da Ambilital e aproveitados para produzir

composto.

A tua família também pode participar neste

projeto. Para receberes estes sacos e contribuíres

para este projeto, informa-te aqui:

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- Faz corresponder os resíduos à categoria correspondente:

Castanhos, Verdes ou que não entram no compostor (vermelho).

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- Faz corresponder os resíduos à categoria correspondente:

Castanhos, Verdes ou que não entram no compostor (vermelho).

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