REVISTA COAMO_ABRIL 2025
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revista
www.coamo.com.br
abril/2025
ano 51 edição 556
Copa Coamo
Evento começou 26 de
abril, com a regional
Vale do Ivaí, e encerra
em 26 de julho, com a
final em Campo Mourão
Plano Safra Coamo
Cooperativa realiza
campanha de
fornecimento de
insumos para o
plantio de verão
Origem com sabor
Originale, a nova marca da Coamo leva a pureza dos produtos dos
cooperados para a mesa dos brasileiros, com qualidade e sofisticação
expediente
área de ação
mapa da Coamo nos
Estados do PR, SC e MS
76 municípios
em três estados
unidades de
121 recebimento de grãos
Órgão de divulgação da Coamo
ano 51 | edição 556 | abril 2025
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Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos
Reportagens: Ana Paula Bento Pelissari Smith, Antonio Marcio dos Santos, Guilherme Augusto Boller,
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Coamo Agroindustrial Cooperativa
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Os artigos assinados ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.
COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA
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CONSELHO FISCAL: Alessandro Gaspar Colombo, Pedro Augusto Brunetta Borgo e Wagner Quiuli Diniz (Membros Efetivos); Luiz Anselmo Janguas, Carlos Eduardo Esteves Ferreira
e Marcia Regina Ferri (Membros Suplentes).
DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.
Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.
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INTEGRADO DE PRAGAS. DESCARTE CORRETAMENTE AS EMBALAGENS E OS RESTOS DOS PRODUTOS. LEIA ATENTAMENTE
E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO, NA BULA E NA RECEITA. UTILIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL.
índice
Entrevista
10
Heraldo Gobbo, representante comercial e parceiro da Coamo há 40 anos, destaca a evolução do
mercado de sementes de pastagem e o papel da Coamo no desenvolvimento da pecuária brasileira
Alimentos
14
Coamo participa da Expoapras e lança a Originale, nova marca alimentícia da cooperativa. Com
inspiração italiana, produtos trazem a origem dos alimentos produzidos pelos cooperados
22
Copa Coamo
A 17ª edição do evento começou no sábado, 26 de abril, com a regional Vale
do Ivaí. Promovida pela cooperativa há 32 anos, a Copa Coamo tem como
objetivo fortalecer os laços de amizade e integração entre cooperados,
familiares, comunidade e a cooperativa
Plano Safra Coamo
41
Cooperativa lançou recentemente o Plano Safra 2025/26, com o objetivo de garantir aos
cooperados todos os insumos necessários para o plantio e condução da próxima safra de verão
abril/2025 revista
5
ALTA
PERFORMANCE
NA APLICAÇÃO
EQUIPE TÉCNICA ESPECIALIZADA
INSPEÇÃO DE PULVERIZADORES
TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO
DEMONSTRAÇÕES PRÁTICAS
SERVIÇO GRATUITO PARA COOPERADO
governança
Plano Safra e Copa Coamo, importantes benefícios
Estamos chegando ao final
do Plano Safra 2025/2026
da Coamo, que registra
expressiva adesão dos cooperados.
Este importante benefício
apresenta boas condições, com
custo de produção viável e oportunidades
de contrato futuro
para comercialização. É o resultado
de um trabalho grande da
nossa equipe de funcionários, da
capacidade de planejamento e
credibilidade da cooperativa junto
a importantes parceiros fornecedores
de insumos.
Dificilmente, a maioria
dos produtores teria acesso sozinho
a este mercado e aí entra
o cooperativismo de resultados
praticado pela Coamo, onde todos
somos um e unidos somos
gigantes. O Plano Safra é um
excelente benefício que tem a
marca da Coamo e é realizado
pelos estudos e atuação de uma
equipe profissional, estruturada
e comprometida.
Com este trabalho concluído,
agora é esperar a entrega
na hora certa dos melhores
produtos aos cooperados com
a garantia, solidez e segurança
da Coamo. Para plantar daqui há
alguns meses a nova safra, após
um eficiente planejamento e
orientação da nossa equipe técnica,
e esperar por clima regular,
boas produtividades e preços satisfatórios.
No país da produção,
que também é do futebol e do
esporte, os cooperados estão
entrando em outro campo, o do
gramado e da areia, para fazer a
diferença na Copa Coamo 2025,
jogando futebol suíço masculino
e vôlei de areia feminino. Trata-se
de um grande programa de relacionamento
com a família cooperativista,
que começou muito bem
na regional Vale do Ivaí, no sábado,
26 de abril. O evento será realizado
em sete etapas com 31 regionais
e a participação direta de
mais de oito mil atletas nas duas
modalidades esportivas. Além da
presença de 40 mil pessoas nas
regionais e na final programada
para o sábado 26 de julho, na Arcam,
em Campo Mourão.
A Copa Coamo é promovida
desde 1993, portanto,
há 32 anos, e vem cumprindo os
objetivos de integrar e fortalecer
os laços de amizade e integração
entre a diretoria, cooperados
e familiares. O que vemos
nesta 17ª edição é uma grande
festa do cooperativismo com
um ótimo clima, dentro e fora de
campo e das quadras, excelente
organização da nossa equipe de
funcionários voluntários e uma
participação grandiosa de milhares
de cooperados, familiares,
e prestigiada também pela
comunidade, sendo um dos
maiores eventos nos municípios
no Paraná, Santa Catarina e Mato
Grosso do Sul.
"O Plano Safra
da Coamo é um
excelente benefício
que tem a marca
da cooperativa e
é realizado pelos
estudos e atuação
de uma equipe
profissional,
estruturada e
comprometida."
ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI
Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo
abril/2025 revista
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Funcionários, um dos pilares de sustentação da Coamo
Um dos motivos do sucesso da Coamo está na
harmonia entre diretores, cooperados e funcionários,
o que constitui o tripé de sustentação
da cooperativa.
Nesses 54 anos valorizamos o ser humano e
buscamos contribuir para o seu crescimento, além
de investir no desenvolvimento e nas famílias como
importante apoio para a realização pessoal e profissional.
São muitas as ações que alcançam as famílias
dos funcionários e dos cooperados.
Em nossas Diretrizes Corporativas ratificamos
que investimos nos funcionários, viabilizando
o crescimento pessoal e profissional para o atendimento
às necessidades dos mais de 32 mil cooperados.
Contamos com a dedicação e profissionalismo
de um total de 10,5 mil funcionários distribuídos
em 70 profissões, determinantes para que possamos
cumprir a missão da cooperativa em agregar
valor às atividades e entregar resultados para os
cooperados.
A diretoria sempre reconhece e homenageia
os funcionários, que têm um padrão próprio,
que é admirado pelos cooperados e pelas comunidades
onde atuamos. Costumamos dizer, que desde
a unidade de Xanxerê, no Extremo-Oeste de Santa
Catarina, passando por Campo Mourão e outras regiões,
até chegar nas recentes e distantes unidades
da cooperativa em São Gabriel do Oeste e em Sonora,
no Norte do Mato Grosso do Sul, temos uma
Coamo só, com uma única missão, visão e valores.
O nosso “jeitão” Coamo é praticado no dia
a dia de cada funcionário, de cada diretor, na administração
das coisas materiais como no cuidado, relacionamento
e atendimento aos cooperados. Este
estilo faz parte da essência do nosso cooperativismo
e reflete na prestação de serviços com qualidade e
atendimento eficiente aos associados.
Promovemos uma grande prestação de serviços,
que oferecemos desde a orientação no planejamento,
gestão e acompanhamento das suas
atividades, com o fornecimento dos insumos para
implantação e o sucesso das lavouras.
Após a colheita, os funcionários, por meio
de excelente estrutura, recebem grandes volumes
de commodities, armazenam, industrializam, comercializam
e exportam a produção que vem do campo
com origem e sustentabilidade e tem como destino
muitos países e vários continentes. É importante
destacar o trabalho e suporte de muitas áreas que
não aparecem e são conhecidas diretamente pelos
cooperados, como por exemplo a Tecnologia da Informação,
mas que, seguramente, se não existissem
essas áreas, seria impossível o sucesso da nossa cadeia
produtiva.
O cooperativismo é movimento e é realizado
por pessoas e para pessoas. No caso da Coamo
por milhares de funcionários, dedicados e comprometidos,
treinados e desenvolvidos, responsáveis
pela gestão dos recursos e do patrimônio dos cooperados,
por modernas técnicas de administração. É
sempre importante lembrar que as nossas decisões
corporativas são pautadas na perpetuação dos negócios,
na estabilidade administrativa e na construção
de um amanhã melhor aos cooperados.
AIRTON GALINARI
Presidente Executivo da Coamo
abril/2025 revista
9
entrevista
HERALDO LUIZ GOBBO
Representante comercial e parceiro da Coamo há 40 anos, e há 20 na Pastobrás
“É um privilégio fazer parte dessa história, porque a Coamo ajuda os
produtores a crescerem e se desenvolverem com tecnologia e dedicação”
Há quatro décadas, Heraldo
Luiz Gobbo mantém uma
sólida parceria com a Coamo,
construída com persistência,
profissionalismo e dedicação ao
cooperativismo. Representante
comercial da Pastobrás, empresa
especializada em sementes de
pastagem, Gobbo recorda que
tudo começou com uma venda
inicial de três mil quilos, após meses
de visitas à cooperativa. Hoje,
comercializa entre 500 e 600 toneladas
por ano. “A Coamo sempre
me recebeu de braços abertos”,
afirma. Em abril deste ano, Gobbo
foi surpreendido com uma homenagem
na cooperativa, que incluiu
o plantio de um ipê branco na Fazenda
Experimental e a entrega
de uma placa comemorativa. Em
entrevista à Revista Coamo, destaca
a evolução do mercado de
sementes de pastagem e o papel
da Coamo no desenvolvimento da
pecuária, da agricultura e na vida
dos cooperados. “A Coamo é uma
referência no cooperativismo e no
agronegócio. É um privilégio fazer
parte dessa história.”
Revista Coamo: Onde começou
o trabalho do senhor nesta área
comercial de pastagem?
Heraldo Luiz Gobbo: Dentro
da Pastobrás, que tem 20 anos,
eu estou há 19 anos, mas trabalhava
em uma empresa anterior.
Eu fui funcionário público em
Ponta Grossa, cidade que nasci,
onde trabalhei na Prefeitura
por nove anos. Depois, saí da
prefeitura onde era efetivado e
comecei vender produtos veterinários.
Comprava na base e saia
com meu carro vender nas casas
agropecuárias. E posso dizer que
sou muito feliz sendo representante
comercial.
RC: E esta parceria com a Coamo,
quando iniciou?
Gobbo: Esta excelente parceria
e relacionamento com a Coamo
começou há 40 anos. Eu visitava
mensalmente a área de Compras
e após muitas visitas, depois de
uns 10 meses, o Dr. Varago (José
Varago, gerente de Compras da
cooperativa na época) que via
minha insistência, me chamou e
me atendeu pela primeira vez e
daí em diante a minha vida com
a Coamo mudou. Ele me disse
que a cooperativa não trabalhava
com sementes, mas ia começar
a trabalhar. Ele disse: olha, o
senhor nos visita frequentemente
e pela sua dedicação, então
vamos comprar 3.000 quilos de
sementes. Na época, representava
uma boa quantidade. Foi
muito bom, eu fiquei alegre e
empolgado, pois estava pensando
em vender 1.000 quilos
e vendi 3.000. Passado um mês,
o Dr. Varago me ligou de novo
e disse que a semente era boa,
tinha saída e pediu para mandar
mais 3.000 quilos. Hoje estou
vendendo na faixa de 500,
600 toneladas por ano, ou seja,
600.000 quilos de sementes de
pastagem.
RC: Por que o senhor acredita
que ocorreu este aumento e o
sucesso na parceria?
Gobbo: Porque sempre fui mui-
10 revista
abril/2025
to bem recebido e tudo o que
a Coamo me solicitava, como
visitas às unidades eu fazia e
desde aquele tempo eu venho
fazendo. O produto é bom, é
competitivo e eu faço tudo com
muito profissionalismo, amor e
carinho.
RC: Como foi viver o dia 23 de
abril deste ano na Coamo?
Gobbo: Foi inesquecível e jamais
esperava receber uma homenagem
(entrega de placa e plantio
de árvore ipê na Fazenda Experimental
da cooperativa). Eu pensava
que era uma entrevista, mas
o que fizeram para mim eu vou
levar para o resto da vida. Fiquei
emocionado e a minha esposa
que me acompanhou também.
Um momento eterno. É um prêmio,
uma satisfação, pois me dou
bem com todo mundo e todos
me querem muito bem.
Heraldo Luiz Gobbo, é representante comercial e parceiro da Coamo há 40 anos, e há 20
está na Pastobrás. Fundada em 2005 em Ribeirão Preto (SP), considerada a capital brasileira
do agronegócio. O nome Pastobras surgiu da fusão dos nomes “Pasto“ de Pastagem, e
“Bras“ de Brasil. A consolidação da marca ocorreu ao longo dos dez anos de atividade e
hoje é uma realidade no mercado nacional e internacional, isso se deu principalmente pela
equipe técnica comercial que é altamente capacitada e aliada a excelência das sementes
produzidas e comercializadas por meio dos inúmeros canais de distribuição selecionados.
A empresa faz parte do GrupoBras que atua na produção de sementes, construção civil,
madeiras, café, soja e exportação de sementes forrageiras
RC: O senhor visitou o Memorial
Coamo. Qual foi a sua percepção?
Gobbo: Nunca tinha visto uma
coisa igual como esse Memorial.
É uma coisa de outro mundo. Fiquei
emocionado. Nunca tinha
visto uma coisa desse tipo e o
que mais me impressionou foi o
fato da tecnologia nos trazer a
presença do Dr. Aroldo em diversos
momentos. (O memorial
Coamo apresenta a figura do
idealizador Dr. Aroldo em um
holograma na entrada e na saída
do ambiente). Então, eu digo
para todo mundo, que não perca
esta chance, visite este Memorial,
porque é uma maravilha.
abril/2025 revista 11
entrevista
"EU ADMIRO MUITO OS COOPERADOS, OS FUNCIONÁRIOS DA COAMO E A
COOPERATIVA, QUE É UMA REFERÊNCIA NO COOPERATIVISMO E NO AGRONEGÓCIO."
Heraldo Luiz Gobbo recebeu uma homenagem da diretoria da Coamo
RC: Como foi a homenagem na
sala do Dr. Aroldo?
Gobbo: Fui surpreendido pela
presença da diretoria e jamais
imaginava que iria entrar na
sala dele e foi lá que recebi uma
homenagem com uma placa.
Foi um momento emocionante,
a placa com os dizeres, as palavras,
o carinho, o gesto da Coamo.
Eu fiquei até sem palavras
para agradecer. E de lá fomos
para a Fazenda Experimental
onde fui surpreendido novamente,
desta vez para plantar
uma árvore, que é um ipê branco.
Foi uma outra emoção. Então,
considero que foi um dia
histórico e único na minha vida
pessoal e profissional.
Entre as homenagens, está o plantio de uma árvore na Fazenda Experimental da Coamo
Heraldo Gobbo com a esposa durante visita ao Memorial da Coamo
RC: Como é esta relação do senhor
com a Coamo?
Gobbo: Eu só visito a Coamo e
não visito outra cooperativa. Há
40 anos sou recebido pela Coamo
de braços abertos e sou um
profissional muito feliz e realizado.
Eu admiro muito os cooperados,
os funcionários da Coamo
e a cooperativa, que é uma
referência no cooperativismo e
no agronegócio. Sou testemunha
desse trabalho belíssimo
que a Coamo vem fazendo e
transformando a vida dos produtores
e no meu caso, dos pecuaristas.
12 revista
abril/2025
RC: Como o senhor observa o
perfil dos cooperados? O mudou
nesses 40 anos?
Gobbo: Mudou muito, porque
há 40 anos o Brasil exportava as
sementes e as pastagens para a
Austrália com baixos padrões,
de valor cultural 24% e, hoje, o
Brasil exporta para outros países
com padrões elevados, padrões
de 80% de valor cultural e 99%
de pureza. Então teve um crescimento
ano a ano, devagar e consistente,
e hoje é uma fábula.
RC: E quanto a tecnologia nesses
40 anos de parceria com a Coamo?
Gobbo: O desenvolvimento da
pecuária e da agricultura, que
tem uma variedade de semente
que é de pastagem, mas não
vende para pastagens, mas está
vendendo para a agricultura com
plantio no meio do milho e cobertura
de solo. Essa hoje é o carro
chefe, é o que mais vende e a
Pastobrás tem uma linha específica,
especial, de alta qualidade,
que é o que a Coamo trabalha,
com sementes de alta qualidade.
Eu não imaginava que ia ter braquiária,
sementes de pânico, variedade
que iria para agricultura.
RC: Qual é o principal objetivo
de semente de pastagem?
Gobbo: É para engorda, cria,
recria de bovinos, tem semente
para carneiro, para cabrito também,
que é uma semente de porte
baixo, porque é animal pequeno;
para gado de leite também,
para animais novos porque não
aguenta muito pisoteio. E tem
outras variedades que a Embrapa
lançou e que estamos representando.
RC: Qual é o desafio hoje do pecuarista
brasileiro?
Gobbo: A tendência é crescer
e exportar mais sementes, com
foco maior em gado para vários
países. Apesar, de atualmente a
pastagem estar um pouco devagar
por causa da época e da
crise, mas a tendência é começar
a crescer novamente. Mas ser
pecuarista é ter vocação, porque
tem muito pecuarista que não
foi para agricultura e ainda está
só com pecuária. Mas tem muita
gente que tem pecuária e agricultura.
RC: Qual a importância da Coamo
no cooperativismo e na sua
atividade?
Gobbo: É muito importante o
cooperativismo e a Coamo está
em primeiro lugar nesses Estados
onde frequento, no Paraná,
Mato Grosso do Sul e Santa
Catarina. Fico observando
e destaco o atendimento dos
balconistas, dos agrônomos,
dos veterinários, pois é impressionante
a atenção que vocês
dão ao cooperados. Eles são
privilegiados com toda esta assistência
que recebem. É bonito
de ver esse crescimento e relacionamento
com os produtores,
eles se sentem em casa quando
vem à Coamo.
RC: Qual o recado para os cooperados,
funcionários e diretoria
da Coamo?
Gobbo: Eu não vejo uma outra
cooperativa, uma outra empresa
igual a Coamo. Ela ajuda os produtores
a crescerem e se desenvolverem.
Eu tenho certeza de
que eles usam tecnologias, fazem
o melhor e eles vão crescer
cada vez mais. Quero agradecer
e partilhar esta homenagem que
recebi. O meu entendimento é
que o pecuarista, o agricultor,
tem que ter orgulho de ser cooperado
da maior cooperativa da
América Latina.
"É muito importante
o cooperativismo e a
Coamo. Os cooperados
são privilegiados com
toda esta assistência
que recebem. É bonito
de ver esse crescimento
e relacionamento com
os produtores, eles se
sentem em casa quando
vem à cooperativa."
abril/2025 revista 13
alimentos
O melhor do campo
Coamo lança a Originale, marca que traduz a qualidade dos
grãos dos cooperados em produtos refinados e saborosos
14 revista
abril/2025
O
aroma de pães e massas fresquinhas e o
aconchego de uma tradicional cantina italiana
marcaram a participação da Coamo na 42ª
edição da Expoapras. A feira e convenção de supermercados
foi realizada entre os dias 22 e 24 de abril,
no Expotrade Convention Center, em Pinhais (PR), região
metropolitana de Curitiba, e é o maior evento do
Paraná e um dos principais do setor no Brasil. Todo
este cenário foi planejado para o lançamento da linha
Originale, a nova marca de produtos alimentícios da
cooperativa, que conta com inspiração italiana, mas
traz a origem dos alimentos produzidos nos campos
dos mais de 32 mil cooperados da Coamo.
A novidade nasce com o propósito de representar
o que há de melhor em qualidade, tradição
e excelência em processos, voltada especialmente
para o segmento premium. O primeiro produto a
chegar ao mercado com o selo Originale são as farinhas
de trigo puríssima, disponíveis nas versões de
1kg e 5kg, e a integral de 1kg. “O objetivo é trazer
para o consumidor aquilo que a Coamo tem como
principal característica, que é a união dos agricultores
no campo com foco na produção de alimentos
de qualidade, com tradição e excelência”, explica o
gerente Comercial de Alimentos da Coamo, Wagner
Schneider.
De acordo com Schneider o que tem na Originale
é o melhor do mercado em termos de farinha
de trigo. “Temos uma matéria-prima extraída do
miolo do trigo, ou seja, a parte mais nobre da farinha
é o que está dentro dessa embalagem. Então, a
dona de casa, que quer ter um produto em excelência,
pode levar para casa e, com certeza, encontrará
nessa nova farinha o que há de melhor.”
As farinhas de trigo Originale são ideais
para a produção de pães artesanais, focaccias, pizzas,
massas e outras receitas que exigem excelência.
“O lançamento representa uma nova etapa para a
Coamo que lança farinhas premium sob nova marca
Originale no mercado de produtos de valor agregado
e reforça o compromisso da cooperativa com a
inovação e a entrega de alimentos cada vez melhores
aos consumidores”, explica o diretor Comercial,
Rogério Trannin de Mello.
abril/2025 revista 15
alimentos
Boa expectativa de mercado
A participação da Coamo na ExpoApras
além de objetivar o estreitamento do relacionamento
com clientes e a prospecção de novos, é uma
oportunidade para apresentar lançamentos para
toda a cadeia supermercadistas. Segundo Leonardo
Camillo, sucessor do Grupo Camillo Supermercados,
a parceria com a Coamo é de longa data e
o lançamento da Originale já vem carregado com a
confiança da marca. “A Coamo nos atende no varejo
e na indústria, na linha de panificação. É um parceiro
comercial muito importante para nós. Recebemos a
Originale com muita alegria e a certeza de que será
um sucesso. Como visitamos o complexo industrial
Leonardo Camillo, sucessor do Grupo Camillo Supermercados
16 revista
abril/2025
da Coamo, podemos falar com propriedade que conhecemos
o trabalho e a qualidade que os produtos
da cooperativa têm.”
Lucas Chruczeski, gerente de Commodities
do Condor é outro cliente que prestigiou
o estande da Coamo na ExpoApras. O Condor é
uma rede de supermercados que já negocia com
a Coamo há 25 anos. Para ele a linha Originale
vai agregar mais ao portfólio da rede. “É mais um
produto que vem para somar ao mix da Coamo e
estamos com uma boa expectativa com relação a
venda dessas farinhas.”
Elvis Gomes Pinto, do grupo Dilettare explica
que a parceria com a Coamo iniciou há 33
anos. “Um dos primeiros itens que negociamos foi
o Óleo de Soja Coamo, depois fomos expandindo
e hoje atuamos com a cooperativa, no varejo,
atacado e food service. Estamos crescendo ano a
ano, pois nos sentimos seguros com a qualidade da
marca Coamo, pois tem uma procura muito boa em
nossa rede. Estamos também entusiasmados com
o lançamento da Originale que, sem dúvidas, terá
uma boa aceitação.”
Lucas Chruczeski, gerente de Commodities do Condor
Elvis Gomes Pinto, do grupo Dilettare
Aprovada por quem entende
A Coamo Alimentos conta com uma parceria importante na
divulgação dos produtos. Chef Taico, cozinheiro e influencer, conta
com canais no YouTube, Instagram e Facebook, além de um programa
de culinária na rede aberta. Ele esteve no estande da Coamo
para colocar a mão na massa e testar a nova Farinha de Trigo Originale.
“É um prazer trabalhar com a Coamo, pois é uma cooperativa
que investe muito no cooperado. Com assistência técnica em campo,
faz com que esses eles produzam grãos que são transformados
em indústrias de alta tecnologia em produtos excepcionais para
nós, chefes de cozinha.”
Para o influencer e cozinheiro, essa farinha vem com um alto
padrão de qualidade. “Quando se pega uma farinha puríssima que
já é produzida com um trigo especial e depois é feita só do miolinho
do grão do trigo. É uma farinha branquinha que absorve mais líquido
e tem mais sustentação. Depois que cresce, não murcha, se mantém.
É mais um super produto que a Coamo apresenta para o mercado.”
Chef Taico, cozinheiro e influencer
abril/2025 revista 17
alimentos
Estande Coamo
Com espaço de 148 metros quadrados
divididos em dois pisos, o estande da Coamo traz
o tema de uma cantina italiana. A decoração e
ambientação criaram uma imersão no ambiente
italiano, com culinária, sabores, cores e arquitetura
típicas do país. A origem, ancestralidade, força
do campo e o cooperativismo foram expressos
nos elementos decorativos e audiovisuais, transmitindo
a mensagem de que a nova marca Originale
representa os valores da cooperativa. Além
disso, os pratos e produtos expostos e consumidos
durante o evento foram feitos com as farinhas
e margarinas da marca, destacando a tradição e
qualidade da Coamo.
Mauricio Bendixen, diretor superintendente
da Apras, enaltece o retorno da Coamo ao evento
e o lançamento da Originale. “A primeira coisa
que considero superimportante é a Coamo ter voltado
ao nosso evento. O cooperativismo é a mola
propulsora da economia paranaense. Ter a Coamo
aqui, que é a maior cooperativa da América Latina,
para a gente é muito importante. A maior Feira de
Negócios do Paraná tem que ter a maior cooperativa
do estado, que tem o melhor cooperativismo.
Também fico muito feliz de ter o lançamento dessa
marca dentro da ExproApras, uma farinha de trigo
especial que vai ocupar as melhores gôndolas dos
supermercados do Paraná e do Brasil.”
18 revista
abril/2025
Espaço das cooperativas
A ExpoApras trouxe para Curitiba 11 cooperativas
paranaenses, que apresentam seus produtos
e serviços para profissionais de várias partes do país.
Na feira, as cooperativas se concentram na Avenida
Ocepar, onde fica o Espaço Paraná Cooperativo, representando
a força dos negócios cooperativistas e
os impactos na economia regional e nacional, juntamente
com o Sistema Ocepar.
O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto
Ricken, avalia a relevância do cooperativismo
no evento. “As cooperativas agropecuárias do Paraná
são responsáveis por mais de 60% da produção
agrícola do Estado e reúnem cerca de 330 mil
produtores rurais, o que as torna essenciais para o
abastecimento de supermercados e outros pontos
de venda espalhados pelo Estado e pelo país. Nossa
participação, pelo quarto ano consecutivo, é uma
oportunidade para que as 62 cooperativas do ramo
agro mostrem sua força no varejo e possam realizar
negócios com o setor supermercadista do Brasil.”
Para Ricken, a participação da Coamo é importantíssima.
“É a maior cooperativa do Brasil, da
América Latina e é a maior empresa privada do Estado
do Paraná. Com o lançamento da Originale, reforçamos
que o consumidor tem que perceber de
onde vêm os produtos das cooperativas. São produtos
rastreados, que sabemos de onde vem e que podemos
atestar a qualidade e a excelência que têm.”
abril/2025 revista 19
Industrialização na
origem da Coamo
20 revista
abril/2025
alimentos
Não é à toa que a marca Originale foi lançada pela Coamo.
Além de enfocar no fato de os produtos terem origem no
campo, a industrialização está nas origens da cooperativa, que
desde 1975 iniciou o processo de verticalização da produção
com a inauguração de um Moinho de Trigo. 50 anos depois, as
farinhas de trigo chegam com uma novidade para coroar esse
foco de agregar valor à produção dos cooperados.
O firme propósito de consolidar o compromisso com a
comunidade, interna ou externa, tem levado a Coamo a um caminho,
cada vez mais, sólido de construir uma cooperativa ajustada
e capaz de enfrentar todos os desafios dos novos tempos.
Originados dos campos dos seus associados, os grãos
que chegam até as indústrias são processados e ampliam a renda
dos cooperados gerando mais qualidade de vida no campo,
além de garantir divisas para o país.
Após o recebimento da safra dos cooperados, fruto de
todo o trabalho, a produção é encaminhada às indústrias. Com
papel relevante no processo da cadeia produtiva, a Coamo
transforma matéria-prima em óleo de soja degomado, farelo e
em produtos acabados, como óleo, margarinas, gorduras, farinha
de trigo, café, rações e fios de algodão. Estes produtos saem
do complexo industrial da cooperativa para atender as demandas
do mercado consumidor.
História
O processo de industrialização na Coamo começou em
1975 com a implantação do moinho de trigo. Seis anos
mais tarde, em 1981, entrou em funcionamento a primeira
indústria de processamento de óleo de soja. Na sequência
vieram em 1985, a fiação de algodão; 1990, a indústria
de processamento de soja e Terminal Portuário em Paranaguá;
1996, refinaria de óleo de soja; 1999, indústria de
hidrogenação; 2000, fábrica de margarina e gordura vegetal;
2009, torrefação e moagem de café; e 2015, novo
moinho de trigo. Em novembro de 2019, a cooperativa
inaugurou em Dourados (MS), duas novas indústrias para
produção de processamento e refinaria de óleo de soja.
Em 2023, a Fábrica de Rações e para os próximos anos outros
projetos já estão aprovados e em andamento, como é
o caso a indústria de etanol de milho.
abril/2025 revista 21
copa coamo
União em campo e nas quadras
Copa Coamo movimenta atletas e torcedores, reforçando
os laços familiares e o espírito esportivo e cooperativista
José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e da Credicoamo, durante abertura da Copa Coamo em Engenheiro Beltrão
22 revista
abril/2025
A
17ª edição da Copa Coamo de Cooperados
2025 começou no sábado, 26 de abril, com
a regional Vale do Ivaí. O evento, promovido
pela cooperativa há 32 anos, tem como objetivo
fortalecer os laços de amizade e integração entre
cooperados, familiares, diretoria e funcionários, por
meio do futebol suíço masculino e do vôlei de areia
feminino.
A abertura movimentou milhares de pessoas
durante todo o dia nos campos da Arcam em Faxinal,
Ivaiporã, São João do Ivaí, Fênix e Engenheiro
Beltrão. A competição, que é realizada a cada dois
anos, é um dos principais momentos de confraternização
no calendário da cooperativa.
Com a participação de 94 equipes e mil
atletas nas cinco primeiras regionais, o maior evento
rural esportivo do Brasil conheceu os cinco primeiros
campeões classificados para a grande final programada
para o sábado, 26 de julho, na Arcam em
Campo Mourão.
O presidente dos Conselhos de Administração
da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo Gallassini,
destaca a importância da Copa Coamo para
o fortalecimento da integração entre os associados.
"É uma competição muito esperada pelos cooperados,
que participam ativamente com seus familiares.
Eles se sentem em casa, porque a Coamo é a casa
do cooperado", afirma.
Gallassini enfatiza as inovações da competição.
Em 2023, a Copa incluiu o vôlei de areia feminino,
e nesta edição de 2025, jovens de 16 e 17 anos
também participaram no futebol suíço. "O objetivo
é envolver todo o quadro social, masculino e feminino,
proporcionando um dia de esporte e lazer para
toda a família", explica.
O presidente Executivo da Coamo, Airton
Galinari, ressalta o significado da Copa Coamo para
a cooperativa e para os associados. "Cada ano que
passa, temos ainda mais certeza de que foi uma iniciativa
acertada para congregar todo o quadro social
", destaca.
Galinari também fez questão de reconhecer
o trabalho voluntário dos funcionários da Coamo e
Credicoamo na organização do evento. "Sem eles,
essa festa não teria o mesmo brilho. A integração entre
diretoria, funcionários e cooperados ocorre num
ambiente de confraternização e sem discussões sobre
negócios", afirma.
abril/2025 revista 23
copa coamo
CAMPEÕES NO VALE DO IVAÍ
Figueira do Oeste
ENGENHEIRO BELTRÃO
As Patroas
Unidos do Barro Preto
FAXINAL
As Damas do Agro
Porteira Preta
FÊNIX
Equipe Aliança
Ouro Verde
IVAIPORÃ
Jardim Alegre
A Província
SÃO JOÃO DO IVAÍ
Agrobeach
24 revista
abril/2025
Participação feminina
Cristiana Fernandes da Costa Rezende, de Fênix
Walessa Bessani de Azevedo e sua filha, Maria Clara, de Engenheiro Beltrão
A inclusão do vôlei de areia feminino na Copa
Coamo, iniciada em 2023, vem fortalecendo ainda
mais a integração entre cooperados e familiares. Em
Fênix, durante a abertura da 17ª edição da Copa Coamo,
Cristiana Fernandes da Costa Rezende foi uma
das atletas a representar essa participação.
Em 2025, ela esteve pela segunda vez da
competição e avalia positivamente a evolução entre a
primeira e a atual edição. "Na primeira Copa a gente
estava meio nervosa e despreparada. Nesta, já sabíamos
como funcionava e treinamos mais", comenta.
Para Cristiana, a abertura de espaço para a
participação das mulheres foi um avanço importante
dentro da cooperativa. "Foi muito bom a Coamo
ter aberto para as mulheres, porque antes só havia o
futebol masculino", diz.
Walessa Bessani de Azevedo e sua filha, Maria
Clara, de Engenheiro Beltrão, voltaram a jogar
juntas na segunda edição da modalidade. "Na Copa
Coamo passada, nós ganhamos e ficamos em terceiro
lugar na final em Campo Mourão", lembra Walessa.
As duas voltaram a ser campeãs nesta edição e
representarão a unidade de Engenheiro Beltrão na
grande final em Campo Mourão.
Walessa destaca ainda a importância da socialização
proporcionada pelo torneio. "A gente está
aqui também para socializar, interagir com as outras
Com uma trajetória marcada pela tradição,
Joaquim Rodrigues Novo, de Fênix, participou mais
uma vez da Copa Coamo representando a localidade
da Painerinha no futebol suíço. Mesmo após
sofrer uma lesão no primeiro jogo, ele permanepessoas."
Para ela, a presença do vôlei ampliou o envolvimento
das mulheres no evento. "Quando era só
o futebol, geralmente as mulheres vinham somente
para almoçar e ir embora. Hoje, com o vôlei, vem a
família toda e ficamos o dia todo com aquela vibração,
torcendo um para o outro."
Maria Clara ressalta a experiência de jogar
ao lado da mãe. "Mesmo jogando fora da Copa Coamo,
é muito difícil a gente conseguir jogar juntas por
questão de horário e idade. Aqui a gente interage
bastante com as mulheres dos outros cooperados, e
isso é bem bacana." Segundo ela, a preparação para
a competição vem evoluindo. "Cada ano a gente vai
se preparando mais para ter melhor resultado."
Copa Coamo reforça
tradição e integração
abril/2025 revista 25
copa coamo
Regional Vale do Ivaí contou com a participação de 94 equipes e cerca de mil atletas
26 revista
abril/2025
Joaquim Rodrigues Novo, de Fênix
Ouvides Parolin, de Engenheiro Beltrão
ceu apoiando sua equipe. "Joguei desde a primeira
Copa Coamo, sempre com o time da Painerinha,
representando a nossa localidade", comenta o cooperado
que também destaca o compromisso em
participar. "Hoje me machuquei, mas o meu time
continuou jogando e continuamos aqui para participar
e comer o churrasco com os amigos ", diz.
O cooperado ressalta a importância da iniciativa
promovida pela cooperativa. "Isso é uma renovação.
A diretoria plantou essa semente há alguns
anos e é muito bom participar, essa festa é muito
importante para nós", afirma. Para ele, a Copa Coamo
representa um momento especial. "É uma festa
da família mesmo, um dia de lazer. Esquecemos
um pouco os trabalhos no campo e tiramos esse dia
para essa renovação", relata.
A equipe campeã da etapa de Ivaiporã da
Copa Coamo teve como dirigente José Carlos da
Silva, que se emocionou ao comentar a conquista.
"Estou emocionado. Significa muito, porque a gente
luta muito", relata.
O time dele foi campeão em Ivaiporã e a final
foi disputada nos pênaltis. Nos momentos finais
ele tomou uma decisão que, segundo Silva, foi importante
para o desempenho do time. "O meu filho
era goleiro. Eu o tirei e dei a camisa para outro atleta.
A conquista foi comemorada em família.”
O dirigente ressalta que o grupo já vinha de
uma trajetória de sucesso. "Na edição passada fomos
campeões com a mesma equipe. Mudou apenas
o centroavante", conta. Segundo ele, a união
do grupo foi fundamental. "É um time muito unido.
Meu afilhado joga, meu filho também. Todo mundo
se conhece."
Silva também faz questão de destacar a organização
do evento. "É diferente em tudo. Eu entrei
na Coamo em 1984. Sou um dos sócios mais
antigos em Ivaiporã. A Coamo é a minha paixão.
Sou um sócio feliz, feliz de jogar e de participar
dessa empresa."
A participação na Copa Coamo é motivo de
alegria para Ouvides Parolin, de Engenheiro Beltrão.
No dia 26 de abril, data em que se comemora o Dia
do Goleiro, ele destaca a experiência de ser goleiro.
"Se a bola passou é gol. A pressão é muito sofrida",
comenta. Segundo ele, o goleiro costuma ser muito
criticado, mas tem papel fundamental nas partidas.
Com 60 anos, o cooperado acumula longa
experiência no gol. "Joguei uns 35 anos no gol e ainda
continuo brincando", relata. Para ele, o esporte
vai além da competição. "Estar na Copa Coamo é
uma grande alegria. Estamos sempre juntos na cooperativa
e com os amigos."
Além da busca pelo resultado em campo,
abril/2025 revista 27
28 revista
abril/2025
copa coamo
Entre futebol e vôlei de areia, oito integrantes da família estiveram em quadra e no campo
Parolin destaca o espírito de confraternização
que envolve o evento. "Esse é um dia especial
para a gente que é cooperado. É gratificante
ver todas as nossas famílias, amigos e parentes
participando da Copa Coamo."
A Copa Coamo em Ivaiporã contou
novamente com a participação da família Mattei.
Entre futebol e vôlei de areia, oito integrantes
estiveram em quadra e no campo. A tradição
é antiga na competição. Nesta edição, eles
participaram tanto no futebol quanto no vôlei.
As duas filhas de Vinicius disputaram a modalidade
no vôlei de areia, cada uma defendendo
um time diferente. "Uma ficou com o segundo
lugar", destaca. No futebol, a equipe principal
chegou até as semifinais.
A presença da família nas competições
é vista como um momento importante
de integração. "A gente se encontra no evento,
conversa com todo mundo. Não pode deixar
de ser feliz", afirma Mattei.
Além das competições, o cooperado
também mantém viva a memória esportiva da
família. "Tenho troféus em casa que encheriam
uma camioneta. São títulos do futebol
suíço regional e da Copa Coamo", relata.
Com a inserção do vôlei na programação
da Copa Coamo, o envolvimento da família
aumentou ainda mais. "As mulheres treinaram
dois meses para jogar. Algumas nem sabiam
jogar, mas se dedicaram e foram buscar troféus
e medalhas", conta Mattei, já projetando a próxima
edição. "Daqui dois anos estaremos aqui
de novo. Todo mundo já espera".
O espírito esportivo, para ele, é fundamental.
"No futebol, é preciso ter alegria,
saber ganhar e perder. Participamos, lutamos
até onde deu. Para mim, está bom",
afirma e completa que, "a organização da
Coamo é 100%".
abril/2025 revista 29
Jovens Aprendizes
NA TRILHA DO SUCESSO
os bons frutos do Programa Jovens Aprendizes
Em comemoração ao Dia do Aprendiz, celebrado
em 24 de abril, a Coamo reuniu 160 jovens
aprendizes no auditório da cooperativa, em
Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). O encontro
teve como objetivo valorizar os participantes do
programa, que atualmente conta com 460 jovens
atuando nas áreas administrativa e industrial da Coamo
e da Credicoamo.
O presidente dos Conselhos de Administração
da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini,
abriu o evento. Em sua fala, compartilhou parte de
sua trajetória e incentivou os jovens a aproveitarem
as oportunidades oferecidas pelas cooperativas.
“As nossas cooperativas dão oportunidades para o
início da vida profissional e o desenvolvimento de
diversas habilidades técnicas e comportamentais”,
afirmou. “Aproveite tudo isso, estude, se interesse,
pois a Coamo foi feita para várias gerações e está
em constante crescimento.”
A programação do evento incluiu o painel
“Na trilha do sucesso: os bons frutos do Programa Jovens
Aprendizes Coamo”, com a participação do di-
30 revista
abril/2025
José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e da Credicoamo
Antonio Sérgio Gabriel, diretor Administrativo e Financeiro da Coamo
retor Administrativo e Financeiro da Coamo, Antonio
Sérgio Gabriel, e de três ex-jovens aprendizes: Karina
Coelho Ventura Siqueira, Mateus Leal dos Santos
e Gilson Aparecido de Oliveira. Atualmente, Mateus
atua na supervisão de Recrutamento e Seleção, na
gerência de Gestão de Pessoas; Karina é supervisora
Administrativo e Financeiro de TI, da gerência de
Tecnologia da Informação; e Gilson é coordenador
de Vendas, na gerência Comercial de Alimentos.
Antonio Sérgio compartilhou a própria experiência
de quase cinco décadas na cooperativa e
destacou a importância de aproveitar as oportunidades
oferecidas. “Os jovens ex-aprendizes
contaram suas histórias de vida e do apoio que
tiveram na Coamo. São exemplos que inspiram
todos os aprendizes de hoje.”
O programa Jovem Aprendiz tem duração
de dois anos e é realizado em parceria
com o Senac, Senai e CIEE. Com carga horária
de 1.600 horas, entre aulas técnicas e atividades
práticas, a proposta é contribuir com o desenvolvimento
profissional e pessoal dos participantes.
De acordo com o gerente de Gestão de
Pessoas da Coamo, Antonio César Marini, o programa
vai além da formação profissional. “Não
formamos apenas trabalhadores e profissionais,
mas cidadãos, que respeitam as leis, cumprem
seus deveres e buscam seu espaço com disciplina
e perseverança. Na Coamo, eles aprendem
importantes valores que colaboram para o
seu crescimento pessoal e profissional.”
O evento foi finalizado com uma visita
ao Memorial da Coamo, onde os jovens puderam
conhecer mais sobre a história e os princípios
da cooperativa.
abril/2025 revista 31
Jovens Aprendizes
Carreira na Coamo
O psicólogo Mateus Leal, supervisor de Recrutamento
e Seleção, compartilhou sua experiência
com os jovens. Ele ingressou na Coamo há 14 anos
como aprendiz. Ainda na adolescência, recebeu um
desafio da escola e, segundo ele, o esforço foi recompensado
com a aprovação no processo seletivo.
“A partir do momento que a gente entra na Coamo
a gente vê o tamanho dessa empresa”, afirmou. Leal
reforçou a importância de dedicação no ambiente
de trabalho. “Tentava fazer o mais perfeito possível
para demonstrar o bom trabalho, aprender e desenvolver
minhas tarefas”. Após o período como aprendiz,
formou-se em Psicologia e passou a atuar na
área de Recursos Humanos da cooperativa.
Karina Ventura também participou do painel
e relatou seu percurso profissional. Ela iniciou a trajetória
na Coamo há 17 anos, na área de PABX, ainda
como jovem aprendiz. Desde então, passou por diversos
setores, graduou-se em Administração e concluiu
um MBA. Hoje, ocupa o cargo de supervisora
Administrativa Financeira da área de Tecnologia da
Informação. Durante o evento, destacou a importância
do aprendizado contínuo. “O que a gente aprende
aqui na Coamo não tem faculdade nenhuma que
ensina. E nós somos eternos aprendizes”, declarou.
Gilson Oliveira, colaborador da cooperativa
há 27 anos, também começou como jovem aprendiz.
Ele relembrou que, em 1998, foi indicado pela escola
para participar do processo seletivo. “Eram duas
vagas para atender o prédio todo da sede”, contou.
Desde então, atuou em várias áreas da cooperativa.
“Aqui é uma verdadeira escola. Não importa a área
que vocês estão, tenham curiosidade em entender o
que acontece com aquela área e o seu papel”, disse
aos aprendizes presentes.
Mateus Leal dos Santos, supervisor de Recrutamento
e Seleção, na gerência de Gestão de Pessoas
Karina Coelho Ventura Siqueira, supervisora Administrativo
e Financeiro de TI, na gerência de Tecnologia da Informação
Primeiras experiências
O jovem aprendiz Nathan Gabriel Fernandes
dos Santos, de 16 anos, atua no setor de Gestão de Pessoas,
mais precisamente com desenvolvimento profissional
e destaca os aprendizados obtidos com a vivên-
Gilson Aparecido de Oliveira, coordenador de
Vendas, na gerência Comercial de Alimentos
32 revista
abril/2025
cia no ambiente corporativo. Esse é o primeiro emprego
de Nathan. “Até então, nunca havia tido contato direto
com o mundo do trabalho. Para nós, é o primeiro pilar
do mundo profissional. A postura e a responsabilidade
são a base de tudo no mundo corporativo”, comenta.
Apesar de já conhecer a marca da Coamo
por meio de produtos como óleos e margarinas,
ele conta que o contato com a empresa trouxe uma
nova perspectiva. “Quando você chega, você sente
como se fosse tudo novo”, destaca.
Mesmo com pouco tempo de experiência,
Nathan já observa mudanças em sua postura pessoal
e profissional. “Eu vejo principalmente como
responsabilidade. A gente trabalha com treinamento,
temos metas a cumprir. Não posso simplesmente
esquecer uma tarefa. Tenho que valorizar e tratar
como uma coisa importante”, afirma.
O jovem também notou diferenças na forma
como se expressa e se comporta fora da cooperativa.
“Antigamente, na escola, às vezes deixava tarefas
por achar que não eram importantes. Hoje dou mais
valor. Também melhorei minha forma de falar, de me
vestir e a minha dicção.”
Com interesse pela área de comunicação e
comportamento humano, Nathan já planeja o futuro.
“Gostaria de fazer Psicologia. Gosto bastante de
comunicação em geral. Se tiver oportunidade, quem
sabe futuramente possa ser psicólogo na Coamo.”
A jovem Rosalinda Maris Silva atua no Laboratório
de Sementes e trabalha também na área de tecnologia
da informação. Ela vê a oportunidade como
um passo importante para o futuro. “Eu vejo a Coamo
como uma porta de entrada para o meu futuro”, afirmou.
Para Rosalinda, que tem 17 anos e vive com a
mãe, o programa também tem impacto direto na vida
familiar. “Minha mãe se separou, estávamos passando
por dificuldades financeiras. Quando surgiu essa
oportunidade, vi como uma chance de ajudar no meu
crescimento e no da minha família.”
Ela conta que o primeiro salário foi um momento
marcante. A jovem usou parte do valor para
ajudar em casa e realizou um desejo pessoal. “Eu
comprei o meu celular com esse dinheiro. Pode parecer
algo simples, mas foi fruto do meu esforço.”
Nathan Gabriel Fernandes dos Santos
Rosalinda Maris Silva
Estudante de Desenvolvimento de Sistemas, Rosalinda
já faz planos para investir na carreira. “Estou
juntando dinheiro para tirar a carteira e montar meu
computador. Quero continuar na área de desenvolvimento
de sistemas.”
A jovem pretende seguir carreira em tecnologia.
“Quero fazer Ciência da Computação. Vejo a
Coamo como uma porta para continuar nessa área
que eu gosto.”
Além dos aprendizados técnicos e profissionais,
Rosalinda também aponta mudanças no comportamento
pessoal. “A Coamo foi a virada de chave
para a minha postura profissional. Até a questão de
falar ‘bom dia’ ou ‘boa tarde’, que antes eu não tinha
o costume, hoje faz parte do meu dia a dia.”
Rosalinda acredita que a experiência no
programa contribuiu para seu amadurecimento. “O
trabalho afetou minha vida. Melhorou tanto a minha
vida pessoal quanto a profissional.”
abril/2025 revista 33
sustentabilidade
Conservar o solo é a base da produtividade
e do protagonismo agrícola do Brasil
Celebrado em 15 de abril, o Dia Nacional
da Conservação do Solo chama a atenção
para a importância do manejo adequado
da terra como base para uma agricultura sustentável.
A data foi criada para reforçar a necessidade
de práticas que evitem a erosão, preservem
os nutrientes e garantam a fertilidade do solo,
essencial para o futuro do agronegócio.
O presidente do Conselho de Administração
da Coamo, José Aroldo Gallassini, destaca
os avanços conquistados na conservação dos
solos no país e lembrou um marco histórico para
Campo Mourão e para o Brasil: o lançamento
do Plano Nacional de Conservação de Solo, em
1976, na Praça Bento Munhoz da Rocha Neto,
com a presença do então ministro da Agricultura,
Alysson Paulinelli.
“O trabalho aqui foi tão expressivo que
chamou a atenção do Ministério da Agricultura.
O ministro veio até aqui lançar oficialmente o
plano”, recorda Gallassini, destacando o esforço
regional no combate à erosão e na implantação
de técnicas conservacionistas.
Segundo ele, a construção de curvas de
nível e, principalmente, a adoção do sistema de
plantio direto, foram etapas decisivas para transformar
a realidade do campo. “Foi um processo
longo, começando com curvas de nível comuns,
base larga e, depois, a grande virada com o plantio
direto, que veio coroar esse trabalho”, explica
Gallassini.
O plantio direto é amplamente adotado
e reconhecido mundialmente como um método
34 revista
abril/2025
eficiente e sustentável. “A técnica começou nos Estados Unidos e foi trazida para
o Brasil. Com muito esforço técnico e dedicação dos agricultores, ganhou força.
Aqui no Paraná, começou em Rolândia e depois chegou à nossa região”, recorda
o presidente.
Com orgulho, Gallassini destaca o papel da Coamo nesse avanço. “Obtivemos
reconhecimento nacional por essa contribuição. O monumento construído
na praça Bento Munhoz, em Campo Mourão, representa esse legado:
mostra a erosão, a curva de nível e todo o processo de conservação, que mudou
a história da agricultura brasileira.”
Ao refletir sobre as quase cinco décadas de evolução, Gallassini afirma
que, “sem a conservação do solo, o Brasil não teria se tornado esse gigante na
produção de alimentos. Foi o que permitiu transformar terras ácidas e fracas em
áreas produtivas, garantindo o presente e o futuro da agricultura.”
José Aroldo Gallassini, no monumento de conservação de solo em Campo Mourão (PR)
Se perder o solo, perde o patrimônio
As novas gerações precisam
entender o valor da conservação de
solos, e todo dia é dia de conservar o
futuro, segundo o pesquisador, engenheiro
agrônomo, doutor em Ciência
do Solo da Universidade Estadual de
Maringá, Marcelo Augusto Batista.
No dia 15 de abril se comemora
o Dia Nacional de Conservação
de Solo, resultado da aprovação de
uma lei federal 7876, de 13 de novembro
de 1989.
“Basicamente tudo que desenvolvemos
na parte agrícola passa
abril/2025 revista 35
sustentabilidade
em algum momento pelo solo,
então manter e conservar o solo
é um fator importantíssimo, e não
tem como separar. Imagine que
nós fazemos um grande investimento
em um corpo e para ele
nos dar uma resposta, não podemos
perder esse corpo. Então,
conservar o solo é basicamente
isso, temos que manter e melhorar,
e não destruir ou perder
porque quem perde o solo, perde
seu maior patrimônio”, afirma
Batista.
Com experiência de mais
de 20 anos atuando como professor
e palestrante, ele ensina
que para a conservação do solo
é necessário usar de técnicas e
práticas que envolvem engenharia
e fitotecnia. “Chamamos isso
de práticas de caráter vegetativo
e mecânico. Quando a gente
fala de conservação do solo todo
mundo lembra só do terraço,
mas o terraço é uma das técnicas
de caráter mecânico.” Para o pesquisador,
a adubação do solo é
uma prática conservacionista.
Batista diz que existem
uma série de técnicas utilizadas
para conservar o solo e isso
foi desenvolvido ao longo de
muitos anos. “No Brasil melhoramos,
e podemos dizer que
temos um sistema muito bem
desenvolvido para conservar
o solo e com conhecimento. A
geração mais nova não se lembra
dos terraços, das erosões
e voçorocas, que existiam, por
exemplo, na região de Campo
Mourão e no Brasil inteiro. Mas
com o plantio direto, a rotação
de culturas e outras técnicas,
a nossa realidade é diferente
e muito melhor para colher altas
produtividades”, comemora
Batista.
O produtor brasileiro
de forma geral sabe conservar
o solo, conforme o pesquisador.
“O Paraná é uma referência mundial
de conservação do solo. Poucas
pessoas sabem que algumas
microbacias serviram de referências
para estudos internacionais.
Esta deve ser uma missão de
todos os agricultores que tiram
do solo o sustento para si e seus
familiares, e produzem alimentos
para o nosso país e o mundo”,
considera o pesquisador.
Marcelo Augusto Batista,
pesquisador, engenheiro
agrônomo, doutor em Ciência
do Solo da Universidade
Estadual de Maringá (UEM)
36 revista
abril/2025
Conservar para produzir
Há mais de três décadas, Antonio Cesar Diniz, de Campina da Lagoa (PR), adota
práticas conservacionistas e colhe os frutos da produtividade sustentável
Antonio César Diniz, de Campina da Lagoa (PR), adota práticas de conservação de solo, especialmente
o plantio direto, que vem sendo aplicado de forma contínua desde o final da década de 1980
Em Campina da Lagoa (Centro-Oeste do Paraná),
o cooperado da Coamo, Antonio César Diniz,
alia tradição familiar e conhecimento técnico para
preservar o solo e garantir boas produtividades,
mesmo diante de adversidades climáticas. A prática
de conservação adotada, especialmente o plantio
direto, vem sendo aplicada de forma contínua desde
o final da década de 1980.
Médico de formação, Diniz chegou à cidade
em 1978 para atuar como cirurgião geral. No entanto,
a ligação com a terra falou mais alto. “Meus
pais sempre trabalharam com agricultura e pecuária.
Cresci nesse meio e tinha o desejo de retomar essa
origem”, relembra. No ano seguinte à chegada ao
município, ele adquiriu uma área de 43 alqueires e
começou a investir na agricultura.
Na época, o cenário não era promissor.
“Campina da Lagoa estava praticamente toda à venda.
A seca havia castigado a região, e muitos produtores
queriam desistir”, conta. Mesmo assim, decidiu
abril/2025 revista 37
sustentabilidade
Antonio César Diniz com a esposa Sônia Maria Tittoto Diniz mostram o milho segunda
safra com bom desenvolvimento mesmo após longo período sem chuva na área
seguir em frente. Um dos primeiros
passos foi contratar serviços
para a construção de curvas de
nível com esteira. “Desde o início,
tive a preocupação de conservar
o solo. Acreditava que seria
possível produzir sem agredir
a terra”, destaca.
Com o tempo, Diniz passou
a buscar alternativas às práticas
convencionais da época, que
envolviam inúmeras operações
antes do plantio da soja. “Era
preciso gradear, passar herbicida,
nivelar. Fazíamos até cinco
operações antes de plantar. Ouvi
falar de uma nova técnica chamada
plantio direto e fui atrás de
informações”, relata.
Após conhecer melhor
a tecnologia, Diniz adquiriu uma
plantadeira Baldan para iniciar
os trabalhos. “Meu trator na época
não dava conta, então precisei
comprar outro, um pouco mais
potente. Assim seguimos com o
plantio direto, sempre pensando
em preservar o solo e o lençol
freático”, afirma. Segundo ele, a
adoção das curvas de nível e o
manejo conservacionista contribuíram
para a manutenção das
nascentes da propriedade. “Tenho
minas que nunca secaram.
Acredito que isso se deve ao trabalho
contínuo de conservação.”
A produtividade, naturalmente,
acompanhou a evolução
tecnológica. “No início, a
média era de 70 sacas de soja
por alqueire. Com o tempo, as
variedades foram melhorando e
passamos a alcançar resultados
maiores”, diz. A experiência no
campo também traz lembranças
das dificuldades enfrentadas no
controle de plantas daninhas.
“Tinha área infestada de leiteiro.
Chegamos a carregar carretas
com o mato para queimar. Era
um desafio manter a produtividade”,
conta o cooperado.
Apesar das dificuldades,
o plantio direto foi mantido. “Jamais
abandonei. Sempre soube
que revirar a terra destruiria tudo
o que já tínhamos conquistado
em termos de infiltração da
água”, explica. Como exemplo
prático, cita uma forte chuva de
mais de 100 milímetros ocorrida
na região. “Nas áreas com curvas
de nível e plantio direto, a água
sumiu rapidamente. Em outras
áreas, transbordava.”
Mais recentemente, a
38 revista
abril/2025
Antonio César Diniz analisa palhada
com o engenheiro agrônomo da Coamo,
Iury Machry Bomfim. Área será ocupada
com trigo no inverno dentro de um
planejamento de rotação de culturas
prática conservacionista tem
mostrado resultado na lavoura
de milho da segunda safra. Mesmo
com o estresse hídrico enfrentado
entre o fim de fevereiro
e início de abril, a lavoura se manteve
vigorosa. “Não choveu quase
nada no mês de março, justo
quando o milho estava penduando.
Ainda assim, a lavoura seguiu
bem”, observa o associado.
Para Diniz, isso é reflexo
do manejo adotado. “Não tenho
base técnica para afirmar com
certeza, mas acredito que, com
a qualidade do solo, as raízes
aprofundam mais e conseguem
buscar água em maior profundidade”,
diz. O trabalho também
conta com o suporte técnico.
“A orientação do engenheiro
agrônomo da Coamo tem sido
fundamental. Com a aplicação
correta de insumos e nutrientes,
conseguimos manter a sanidade
e a produtividade das lavouras”,
completa.
Para o engenheiro agrônomo
da Coamo, Iury Machry
Bomfim, os bons resultados obtidos
nas últimas safras estão diretamente
ligados à conservação
do solo. “A manutenção da fertilidade,
a rotação de culturas e
o plantio direto são práticas que
têm impacto direto na produtividade.
Aqui na região, temos observado
que áreas com manejo
adequado do solo apresentam
desempenho superior, tanto no
verão quanto no inverno”, explica.
Iury destaca ainda que o
investimento em mix de plantas
de cobertura durante o inverno
tem sido uma estratégia importante
para proteger e melhorar
as características físicas e biológicas
do solo. “A biota do solo
responde bem quando há rotação
de culturas e cobertura permanente.
Isso contribui para diminuir
a compactação, melhorar
a infiltração da água e aumentar
a disponibilidade de nutrientes.”
Ele reforça que, embora
o clima seja um fator que o produtor
não controla, é possível
mitigar os efeitos negativos com
boas práticas de manejo. “A conservação
do solo é uma das principais
ferramentas para garantir
estabilidade na produção. Além
disso, respeitar o meio ambiente,
preservar matas ciliares e cumprir
as exigências legais também
faz parte do processo.”
abril/2025 revista 39
Anti-volatilizante
40 revista
abril/2025
plano safra
Tempo de planejar
Plano Safra da Coamo reforça a relação de confiança com os cooperados.
Com mercado favorável, cooperativa oferece condições estratégicas para
aquisição antecipada e gestão da próxima safra de verão
Cooperados João Maria e Márcio Leandro de Carvalho, de Juranda (PR). Com o milho segunda safra em desenvolvimento, planejamento se volta para a safra de verão
A
Coamo lançou recentemente o Plano Safra
2025/26, com o objetivo de garantir aos cooperados
todos os insumos necessários para
o plantio e condução da próxima safra de verão.
Com tecnologia reconhecida e condições especiais
de aquisição, a cooperativa oferece segurança, planejamento
e oportunidade em um momento considerado
estratégico.
De acordo com Aquiles de Oliveira Dias, diretor
de Suprimentos e Assistência Técnica da Coa-
abril/2025 revista 41
plano safra
Sérgio Bertolla, gerente da Coamo
em Juranda (PR), com o cooperados
João Maria e Márcio Leandro de
Carvalho. Parceria e planejamento
das lavouras
mo, o lançamento ocorreu em um contexto de oscilação
cambial e recuperação parcial nos preços da
soja. “O segredo de uma boa safra começa na escolha
certa, no tempo certo”, afirma e explica que, apesar
do início do ano ter sido marcado por incertezas
nas relações de troca e alta no preço dos insumos, o
momento atual é favorável para aquisição dos insumos.
“O dólar chegou a ultrapassar R$ 6,20, o que
pressionou o mercado e aumentou o custo dos fertilizantes
e defensivos, que são majoritariamente importados.
Mas, recentemente o câmbio recuou para
a faixa de R$ 5,60, permitindo melhores condições
de negociação.”
Segundo ele, a Coamo acompanhou de perto
o mercado e realizou compras antecipadas de fertilizantes,
o que garantiu bons preços. “As condições
que estamos oferecendo são equivalentes às do ano
passado, que teve a melhor relação de troca da última
década”, pontua. O diretor alerta para o cenário
de instabilidade global e ressalta a importância
do planejamento. “Estamos vivendo um momento
de grande volatilidade no mercado internacional.
O produtor pode aproveitar para travar o custo de
produção com contratos futuros, garantindo previsibilidade
e segurança.”
De acordo com o presidente Executivo da
Coamo, Airton Galinari, o plano foi estruturado com
base em um criterioso acompanhamento do mercado
e da realidade do cooperado. “O ciclo de verão
é o principal do ano. A preparação exige muita responsabilidade,
porque é preciso negociar previamente
todos os insumos que serão utilizados a partir
de setembro”, explica.
Além do fornecimento de insumos, a cooperativa
disponibiliza contratos com valores de referência.
Em Campo Mourão, por exemplo, a saca
de soja é negociada a R$ 129, e a de milho, a R$ 67.
“O cooperado está travando seu custo e garantindo
uma relação de troca favorável, o que traz mais segurança
diante da volatilidade do mercado”, pontua.
Segurança no campo
Com a segunda safra ainda em desenvolvimento,
os cooperados João Maria e Márcio Leandro
de Carvalho, de Juranda (PR), já estão com foco no
plantio da safra de verão. Eles aderiram ao Plano Safra
2025/26 da Coamo, que oferece condições diferenciadas
para aquisição de insumos agrícolas. “Temos
a segurança da Coamo para adquirir produtos
42 revista
abril/2025
Engenheiro agrônomo Elias Roveda, da Coamo em Juranda, com o cooperados João Maria e Márcio Leandro de Carvalho
totalmente aprovados pela equipe técnica”, afirma
João Maria. Ele explica que a proposta da cooperativa
resultou em uma condição considerada favorável.
“A conversão em produto teve uma taxa boa, então,
para nós, ficou excelente”, completa.
Para os irmãos, a antecipação do planejamento
é essencial. João Maria mantém a área cultivada
da safra anterior e ressalta que o investimento
segue no mesmo patamar. Já Márcio destaca que a
preparação para o verão começa muito antes do fechamento
do plano. “O grande sucesso da agricultura
pode ser o planejamento antecipado”, diz.
O plantio está previsto para meados de setembro
e início de outubro. Ambos já haviam estruturado
o que seria feito, aguardando apenas o
momento da efetivação. “Com a campanha, a gente
concretiza o pensamento e efetiva os investimentos
com a troca por produto”, explica Márcio.
A estratégia dos cooperados inclui também
a negociação antecipada da comercialização da
produção. João Maria já contratou 30% da soja prevista,
buscando travar os custos. “Todo ano a gente
procura fazer contrato antecipado como uma forma
de segurança”, diz.
A expectativa de produtividade também é
otimista. “O sonho mesmo é passar das 200 sacas
por alqueire”, comenta Márcio. Mesmo cientes da
influência do clima, os irmãos afirmam que seguem
fazendo sua parte no campo, com foco em tecnologias
que favoreçam a produtividade.
O engenheiro agrônomo, Elias Roveda, da
Coamo em Juranda, acompanha os cooperados da
região e afirma que o plano está sendo bem recebido.
“A aceitação tem sido muito boa, mesmo com
investimentos altos. O custo-benefício está compensando”,
destaca.
Segundo ele, o momento do plano é a concretização
de um planejamento que já vinha sendo
feito ao longo do ano. “É a hora de sentar com o
técnico, definir os materiais, os produtos químicos e
tudo que será necessário para a lavoura”, diz.
Roveda também observa um movimento
crescente de busca por inovação. “Os produtores
estão se atualizando, investindo mais, interessados
em tecnologias que aumentem a produtividade e
tragam retorno mais eficiente”, completa.
abril/2025 revista 43
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44 revista
abril/2025
credicoamo
Plano Safra Coamo 25/26: apoio
financeiro da Credicoamo ao associado
Além do clima, planejamento
e prazo também
são companheiros do
produtor rural ao longo da vida.
Atenta a esses pilares, a Coamo
lançou, no início de abril,
o Plano Safra 2025/2026, para
fornecimento dos insumos das
lavouras a serem implantadas
na safra de verão. Com o apoio
financeiro da Credicoamo, são
oferecidas taxas de juros competitivas
e um atendimento
próximo, o que impulsiona o
desenvolvimento dos negócios.
O presidente executivo
da Credicoamo, Alcir José Goldoni,
diz que a cooperativa tem
recursos disponíveis para financiar
os custeios das lavouras
de verão (soja e milho 1ª safra),
com taxas controladas do crédito
rural e com taxas livres (recursos
da própria cooperativa),
com adesão ao Proagro ou Seguro
Agrícola, nos programas
Pronaf, Pronamp e demais.
Goldoni destaca ainda
que o associado, assim que realizar
o orçamento dos insumos
necessários à condução das lavouras,
já pode encaminhar o
projeto técnico para financiar na
Credicoamo. As propostas estão
em andamento e os recursos
com taxas controladas do crédito
serão liberados de acordo com
os limites disponíveis de cada associado
por ano agrícola dentro
do respectivo programa. Quem
já utilizou todo o limite do ano
agrícola, que encerra em 30 de
junho, poderá contratar o financiamento
a partir de 1º de julho.
Além do custeio com
taxas controladas, nas mesmas
condições das demais instituições,
na Credicoamo o associado
participa do rateio das sobras.
Em março de 2025, a cooperativa
creditou mais de R$ 99 milhões
aos sócios, na proporção da movimentação
e do capital social
de cada um, montante que faz
parte das sobras do exercício de
2024. Como mencionam os associados,
o valor das sobras, que
chega a cada família, representa
aquele dinheiro que vem em boa
hora, seja para investimentos ou
para uso no orçamento familiar, e
fica nas comunidades, fomentando
a economia dos municípios.
Alcir José Goldoni,
presidente executivo da Credicoamo
abril/2025 revista 45
credicoamo
Transformando o cuidado em confiança
Credicoamo trabalha para proteger informações dos associados
com as melhores práticas e tecnologias disponíveis no mercado
Dados de 2024 da Federação Brasileira
de Bancos apontam que oito em cada
dez transações bancárias no Brasil são
feitas em canais digitais, o que impõe
cuidado, de forma a garantir que a
segurança sempre seja o alicerce
Ter segurança no ambiente
digital é sinônimo de tranquilidade.
As novas formas
de comércio eletrônico, que provocam
aumento na disponibilidade
de dados, somadas a um bombardeio
de informações diárias
por meio de diversos canais, muitas
vezes apresentando vantagens
tentadoras, criam um cenário de
insegurança e a possibilidade de
golpes. Dados de 2024 da Federação
Brasileira de Bancos apontam
que 8 em cada 10 transações bancárias
no Brasil são feitas em canais
digitais, o que impõe cuidado, de
forma a garantir que a segurança
sempre seja o alicerce.
Esse cuidado, inserido
na missão da Credicoamo, começa
na estrutura de Tecnologia
da Informação (TI), para propiciar
ao associado um ambiente digital
seguro, à altura da confiança
depositada na cooperativa. O
gerente de TI, Keyne Paiva, comenta
que a segurança cibernética
é um dos pilares da Credicoamo
e exige investimentos
em atualizações e modernização.
“Trabalhamos constantemente
para proteger as informações
dos associados com as melhores
práticas e tecnologias disponíveis
no mercado. Há uma equipe
dedicada à cibersegurança, monitorando
sistemas 24 horas por
dia, além de investir em soluções
modernas como criptografia de
dados, autenticação multifator e
análise de riscos. Também promovemos
ações educativas para
46 revista
abril/2025
que todos, funcionários e associados,
estejam atentos a possíveis
ameaças.”
Recentemente, Keyne conduziu
treinamento aos funcionários
com o módulo Gerência de TI,
dentro do Programa de Desenvolvimento
de Talentos da Credicoamo
(PDT). Na percepção de um dos participantes,
o módulo vai ao encontro
dessa prioridade. “Um dos temas
que mais me chama a atenção é a
segurança digital que a Credicoamo
tem, protegendo ao máximo o
recurso do associado. Sempre recebemos
elogios de que nossa cooperativa
cuida muito bem e protege
os recursos dos associados como
nenhuma outra cooperativa ou banco.
É satisfatório trabalhar em uma
empresa com essa seriedade.”
Falando em seriedade, o
tema risco é tratado desta forma
pela Credicoamo. Para o diretor
Financeiro e de Riscos, Elton Alexandre
Scramocin, , “isso significa
proteger os associados, o patrimônio
e garantir a continuidade das
operações e da cooperativa. Isso
vai desde prevenir fraudes financeiras,
até gerenciar riscos de crédito,
mercado, social, ambiental, climático,
operacionais e regulatórios.”
O diretor explica que a Credicoamo
tem uma estrutura dedicada a
isso, com ferramentas, análises e
processos que ajudam na tomada
de decisões responsáveis e mais
seguras. “Buscamos sempre transformar
esse cuidado em confiança
para nossos associados, parceiros
e funcionários. Pois trabalhar com
risco não é evitar o futuro, é estar
preparado para ele.”
INVESTIMENTO EM SEGURANÇA
O presidente Executivo da
Credicoamo, Alcir José Goldoni,
relata que anualmente o orçamento
de investimentos recebe uma
atenção especial para atender as
demandas que elevam o padrão
de confiança dos associados. Esses
investimentos são apresentados e
submetidos à aprovação da Assembleia
Geral de associados.
Conforme o diretor de
Crédito e Governança, José Luiz
Conrado, a Credicoamo investe
constantemente na segurança dos
processos, com ênfase na experiência
do associado. Ele alerta que o associado
da cooperativa ou o cliente
das demais instituições financeiras é
o elo mais vulnerável quando se trata
de golpes e fraudes digitais.
A Credicoamo trabalha de
forma preventiva bem como reativa.
Atua preventivamente ao enviar
mensagens e notificações de alerta
aos mais de 29 mil associados, como
também, estabelece processos de
bloqueio de transações suspeitas
ou com indicativo de possível golpe.
“Este conjunto de ações coloca
a Credicoamo em destaque no que
diz respeito à segurança implementada
e às ações de identificação e,
quando possível, no bloqueio e repatriamento
de recursos de golpes,
quando ocorrem”, explica Conrado.
A cooperativa participa de
campanhas nacionais como “Tem
Cara de Golpe”, promovida pela
Associação Brasileira de Bancos
(ABBC), e #cliqueConsciente, promovida
pela Organização das Cooperativas
Brasileiras (OCB).
ORIENTAÇÕES PARA O ASSOCIADO
• Desconfie de contatos inesperados:
criminosos podem tentar enganar
você por meio de ligações,
e-mails, mensagens no WhatsApp
ou SMS, se passando por funcionários
da Credicoamo ou de outras
instituições, solicitando dados e
senhas. Não forneça nenhum dado
e se tiver dúvida, entre em contato
com a agência de relacionamento.
• Nunca compartilhe senhas ou
códigos de autenticação nem
mesmo com alguém que diga
ser da cooperativa. A Credicoamo
nunca solicita senhas, tokens ou
códigos por telefone, mensagem
ou e-mail. A senha é pessoal e intransferível.
• A Credicoamo não envia links
para acesso e informações. Não
clique em links suspeitos (que
não tenha solicitado). Eles podem
levar a sites falsos criados para
roubar seus dados.
• Use senhas fortes e únicas: evite
datas de nascimento, nomes ou
sequências fáceis. Prefira senhas
longas, misturando letras, números
e símbolos. E se possível, ative
a autenticação em dois fatores.
• Mantenha seu dispositivo seguro
atualizando regularmente o
sistema operacional e os aplicativos
e tenha um bom antivírus
instalado.
• Verifique sempre se está acessando
o site oficial da Credicoamo.
abril/2025 revista 47
formação no campo
Iniciada 29ª turma do programa de
Jovens Líderes Cooperativistas
Participantes aprenderão sobre temas relacionados ao cooperativismo,
liderança, governança, sucessão, planejamento, mercado e gestão
Iniciou em abril mais uma turma de Jovens Líderes
Cooperativistas, realizada em parceria com o
Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo
(Sescoop/PR) e com a Universidade Federal
do Paraná (UFPR). Está é a 29ª edição do programa,
que já formou mais de mil cooperados. O curso é
dividido em quatro módulos presenciais e 12 on-line,
com duração de quatro meses. Em 2025, são 37
participantes dos Estados do Paraná, Santa Catarina
e Mato Grosso do Sul, que aprenderão sobre temas
relacionados ao cooperativismo, liderança, governança,
sucessão, planejamento, mercado e gestão.
Idealizador do programa, que é realizado
desde 1998, o presidente dos Conselhos de Administração
da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini,
diz que é uma satisfação começar mais uma
turma. “Esses jovens levarão para as propriedades
muito conhecimento, que é um dos principais insumos
para o sucesso na lavoura.”
O presidente Executivo da Coamo, Airton
Galinari, avalia a importância do programa. Segundo
ele, os jovens que participam do curso serão os futuros
gestores da cooperativa. “A cooperativa sempre
primou pelo conhecimento, trazendo tecnologia e
48 revista
abril/2025
desenvolvimento ao quadro social,
e esse é o papel do curso de
jovens líderes cooperativistas”,
afirma Galinari.
Para o presidente Executivo
da Credicoamo, Alcir José
Goldoni, essa é uma oportunidade
de os associados conhecerem
profundamente e viverem
as cooperativas das quais fazem
parte. “Não é só saber da cooperativa,
mas vivenciá-la. Os valores
praticados pela Coamo e Credicoamo
são o diferencial.”
O professor da UFPR,
coordenador da formação, Tomas
Sparano Martins, destaca
a parceria entre a cooperativa
e a universidade. “Entendemos
esses projetos como circulares,
onde trazemos informação e conhecimento,
mas também aprendemos
muito com os jovens e
com a cooperativa, podendo refinar
as informações e contribuir
com o cooperativismo no mundo.
A Coamo foi visionária em
oferecer programas para jovens,
há quase 30 anos levando o assunto
‘sucessão’ e pensando nas
futuras gerações.”
O curso de Jovens Líderes
Cooperativistas é valorizado não
só por quem está dentro da cooperativa,
mas por toda a cadeia
agrícola. O presidente da Ocepar,
José Roberto Ricken, afirma que a
Coamo é referência dentro do setor.
“A Coamo tem uma experiência
de quase 40 anos de alinhamento
da nova geração com esse
programa. O jovem precisa entender
o funcionamento da cooperativa
e ser preparado para suceder
seus pais na propriedade”, conta o
dirigente.
Sandra Regina Vendramini
Negri, de Engenheiro Beltrão,
conta que espera levar muitas
informações sobre a Coamo
e o cooperativismo para aplicar
na propriedade. “Sempre quis
participar desse projeto, do qual
meu marido já participou. Fiquei
muito feliz com a chance de fazer
parte desse grupo. Minha expectativa
é que o curso seja de grande
valia e eu auxilie ainda mais
nos negócios da família.”
O cooperado Flavio Fonseca
Chamberlain, de Campo
Mourão, vê o curso com grande
expectativa. “O curso vem para
agregar valor na vida da gente,
dar sequência na propriedade,
ter mais discernimento nas nossas
ações e mais noção de como
nossa cooperativa trabalha. Como
disse o Dr. Aroldo, a Coamo foi feita
para várias gerações, pois tanto
nossa propriedade quanto a cooperativa
são feitas para gerações
futuras”, afirma o jovem líder.
José Roberto Ricken,
presidente da Ocepar,
durante o curso em
Campo Mourão (PR)
Flavio Fonseca Chamberlain, de Campo Mourão
Sandra Vendramini Negri, de Engenheiro Beltrão
abril/2025 revista 49
cooperativismo
Ocepar, há 54 anos contribuindo para a
construção de um mundo melhor
Há quase cinco décadas e meia, a Organização
das Cooperativas do Estado do
Paraná (Ocepar) nascia com a missão de
representar e defender os interesses das cooperativas
filiadas perante as autoridades constituídas
e a sociedade, bem como prestar serviços
adequados ao pleno desenvolvimento das sociedades
cooperativas e de seus integrantes.
Em 1997, começou a exercer também a
função de sindicato patronal das cooperativas,
por isso, a entidade passou a ser denominada
Sindicato e Organização das Cooperativas do
Estado do Paraná e, juntamente com a Federação
e Organização das Cooperativas do Estado
do Paraná (Fecoopar) e o Serviço Nacional de
Aprendizagem do Cooperativismo no Paraná
(Sescoop/PR), compõe um sistema voltado a
promover o crescimento sustentável do cooperativismo
paranaense.
Fundada em 2 de abril de 1971, a Ocepar
completou 54 anos no dia 02 de abril. “Temos
muitos motivos para celebrar esta data,
especialmente em 2025, declarado pela Organização
das Nações Unidas (ONU) como Ano
Internacional das Cooperativas, com o tema
‘Cooperativas constroem um mundo melhor’. É
o que vemos na prática e sentimos orgulho de
contribuir para trazer mais renda, oportunidades,
bem-estar e qualidade de vida às pessoas,
começando pelas comunidades onde nossas
cooperativas estão presentes, mas com efeito
irradiador, pois a riqueza que o setor gera traz
impactos à toda sociedade”, afirma o presidente
do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.
50 revista
abril/2025
Fundada em 2 de abril de
1971, a Ocepar completou
54 anos no dia 02 de abril
AGO
Com a presença de 111 lideranças de 68
cooperativas paranaenses dos sete ramos – agropecuário,
crédito, saúde, trabalho, produção de bens
e serviços, infraestrutura, transporte e consumo –
foram aprovados a prestação de contas de 2024 e
o plano de ação para 2025 das três entidades que
integram o Sistema Ocepar – Ocepar, Fecoopar e
Sescoop/PR, durante Assembleia Geral Ordinária
(AGO) realizada no dia 01 de abril, na sede da entidade,
em Curitiba. A AGO também foi acompanhada
de forma virtual por dirigentes e profissionais de
16 cooperativas, pela plataforma Microsoft Teams.
O vice-governador Darci Piana e a gerente-
-geral do Sistema OCB (Organização das Cooperativas
Brasileiras), Fabíola Mota, compuseram a mesa
de honra, juntamente com o presidente do Sistema
Ocepar, José Roberto Ricken, diretores da Ocepar e
representantes da diretoria de Fecoopar e do Conselho
Administrativo do Sescoop/PR.
Na abertura, Ricken destacou os principais
resultados obtidos pelas 227 cooperativas registradas
no Sistema Ocepar. Segundo o dirigente, apesar
de ter sido desafiador, o ano de 2024 encerrou
de forma positiva. “Tivemos perdas de produção,
redução de preços das principais commodities agrícolas,
dificuldade de acesso ao crédito e juros elevados,
que dificultaram a realização de investimentos.
Isso impactou na trajetória de crescimento do setor
e não poderia ser diferente. As cooperativas agropecuárias
receberam oito milhões de toneladas de
grãos a menos. Assim mesmo, fechamos o ano com
R$ 205 bilhões de faturamento. Isso tem muito a ver
com a estrutura de agroindústria mantida pelas cooperativas
no Estado e com o crescimento do ramo
crédito. São dois fatos relevantes nesse sentido”, enfatizou.
“Nós vamos seguir em nossa trajetória para
chegarmos, no final de 2026 ou em 2027, aos R$ 300
bilhões de faturamento projetados no Plano Paraná
abril/2025 revista 51
cooperativismo
Na abertura da AGO, José
Roberto Ricken, destacou os
principais resultados obtidos
pelas 227 cooperativas
registradas no Sistema Ocepar
Cooperativo 300 (PRC), o planejamento estratégico
do cooperativismo paranaense”, acrescentou.
No ano passado, o setor ultrapassou os quatro
milhões de cooperados, com destaque especial
para as cooperativas de crédito, que possuem 3,7
milhões de associados. “Isso também é uma demonstração
da força do cooperativismo”, comentou
Ricken.
Outro ponto ressaltado pelo presidente do
Sistema Ocepar foi a geração de empregos diretos,
que chegaram a 146 mil no ano passado. “Temos
ainda 10 mil vagas em aberto que não conseguimos
cobrir”, sublinhou. Já o resultado líquido foi de
R$ 10,8 bilhões, valor que está sendo submetido à
apreciação do quadro social, que pode optar por reinvestir
o recurso nas cooperativas ou devolver parte
aos cooperados para que possam aplicar em suas
atividades. De acordo com Ricken, essa prática do
cooperativismo é um dos diferenciais desse modelo
de negócios. “Em uma empresa privada, muito provavelmente
esse montante não voltaria para a cooperativa
ou para o cooperado e, sim, seria destinado
à compra de ações ou outros investimentos”, disse.
Ricken informou que, em 2024, o cooperativismo
paranaense exportou o equivalente a US$ 7,9
bilhões para mais de 150 países e responde pelo
recebimento de cerca de 64% da produção agropecuária
paranaense, sendo que mais da metade desse
total tem algum valor agregado, já que as matérias-
-primas são processadas por meio das 153 agroindústrias
mantidas pelas cooperativas e há ainda oito
unidades em construção. “Isso mostra que o cooperativismo,
de fato, gera desenvolvimento. Há inclusive
dados do Ipardes [Instituto Paranaense Desenvolvimento
Econômico e Social] que mostram que, onde
há uma cooperativa bem-organizada, o IDH [Índice
de Desenvolvimento Humano] é melhor.”
“Nós estamos aqui para ajudar o setor produtivo.
Sempre vamos fazer o possível para apoiar
as cooperativas, que representam a produção do
agronegócio e são o orgulho do nosso Estado. Portanto,
temos que trabalhar juntos porque juntos
somos mais fortes.” A afirmação foi feita pelo vice-
-governador do Paraná, Darci Piana.
52 revista
abril/2025
Com a presença de 111
lideranças de 68 cooperativas
paranaenses foram aprovados a
prestação de contas de 2024 e
o plano de ação para 2025 das
três entidades que integram o
Sistema Ocepar
Piana disse que cabe ao Governo do Estado
promover melhorias nos diversos modais de transporte
para proporcionar condições adequadas ao
escoamento da produção agropecuária. “Nos resta
fazer com que a infraestrutura do Paraná acompanhe
aquilo que vocês estão fazendo, senão, daqui a
alguns anos, vamos ter problemas seríssimos como
já tivemos no passado.”
Segundo o vice-governador, o montante em
investimentos privados nessa área soma R$ 347 bilhões,
nos seis anos e dois meses da gestão de Ratinho
Junior. Além disso, outros R$ 55 milhões estão
sendo destinados às rodovias. “Mais duas licitações
que integram as novas concessões vão acontecer
até maio”, informou. Há ainda previsão de que,
também em maio, ocorra a licitação da ferrovia que
liga Maracaju (MS) a Paranaguá (PR). “São mais de
1.300 quilômetros que vão demandar outros R$ 50
bilhões”, frisou.
José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos
de Administração da Coamo e Credicoamo
diz que a Ocepar é o órgão máximo no Estado de representação
institucional e política. “Na base, temos
um trabalho de organização dos cooperados e da
filosofia do cooperativismo, mas as reivindicações
devem ser feitas por meio da Ocepar, no Paraná, e
da OCB, em Brasília. Considero que realizam um excelente
trabalho, basta ver o relatório apresentado
na assembleia. Parabenizo a diretoria e toda equipe
de profissionais do Sistema Ocepar pelos resultados
alcançados no ano passado e pelo trabalho sério
que realizam. Considero um ano bom, apesar que
em 2023/24 tivemos perda de safra, com a soja e o
milho, e, neste ano, apesar de ter sido menos intenso
que no ano anterior, também teremos perdas devido
ao calor e os preços caindo. O produtor vendeu
todo o estoque e se descapitalizou. Por isso, vamos
mais uma vez depender do trabalho da Ocepar e da
OCB em sensibilizar o governo, talvez com prorrogação
de algumas dívidas dos produtores, um plano
de saneamento de cooperados endividados que
não conseguirão pagar os bancos.”
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema Ocepar
abril/2025 revista 53
Bolo
DE CENOURA
com cobertura durinha
INGREDIENTES
2 cenouras médias descascadas e cortadas em rodelas
1 xícara (chá) de Óleo de Soja Coamo
4 ovos inteiros
2 xícaras (chá) de Farinha de Trigo Coamo Tradicional
2 xícaras (chá) de açúcar
1 tampinha cheia de fermento químico em pó
10 colheres (sopa) de achocolatado em pó
10 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de Margarina Coamo Cremosa
4 colheres (sopa) de leite
MODO DE PREPARO
MARGARINA CREMOSA
@nacozinhadabruninha
Preaqueça o forno em 180 °C, unte e enfarinhe uma forma de alumínio.
Bata as cenouras, o óleo e os ovos no liquidificador até ficar bem homogêneo.
Peneire a farinha e o açúcar em uma travessa grande e misture o conteúdo batido
no liquidificador com um fouet até ficar bem lisinho.
Por último, misture delicadamente o fermento e passe para a forma.
Asse por de 40 minutos na temperatura de 180 °C, até passar no teste do palito.
COBERTURA DURINHA
FARINHA TRADICIONAL
Em uma panelinha, misture 10 colheres (sopa) cheias de achocolatado em pó,
10 colheres (sopa) cheias de açúcar, 2 colheres (sopa) de margarina
Coamo Cremosa e 4 colheres (sopa) de leite.
Mexa bastante em fogo baixo até ferver, então continue mexendo por 2 minutos e
coloque em cima do bolo (rapidinho, pois a calda começa a endurecer).
Demora cerca de 40 minutos para toda a cobertura endurecer completamente.
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