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REVISTA COAMO_ABRIL 2025

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revista

www.coamo.com.br

abril/2025

ano 51 edição 556

Copa Coamo

Evento começou 26 de

abril, com a regional

Vale do Ivaí, e encerra

em 26 de julho, com a

final em Campo Mourão

Plano Safra Coamo

Cooperativa realiza

campanha de

fornecimento de

insumos para o

plantio de verão

Origem com sabor

Originale, a nova marca da Coamo leva a pureza dos produtos dos

cooperados para a mesa dos brasileiros, com qualidade e sofisticação



expediente

área de ação

mapa da Coamo nos

Estados do PR, SC e MS

76 municípios

em três estados

unidades de

121 recebimento de grãos

Órgão de divulgação da Coamo

ano 51 | edição 556 | abril 2025

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Contato: comunicacao@coamo.com.br (44) 3599-8129 WhatsApp (44) 9 9957-5951

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens: Ana Paula Bento Pelissari Smith, Antonio Marcio dos Santos, Guilherme Augusto Boller,

Ilivaldo Duarte de Campos, Ruthielle Borsuk da Silva Granado e Wilson Bibiano Lima

Designer gráfico: Aline Aristides Bazan, Marcos Gabriel Batista dos Santos e Raquel Sumie Eishima

Contato publicitário

- Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários. Contato: (11) 5092-3305

- Guerreiro Agromarketing. Contato: (44) 99180-4450

Coamo Agroindustrial Cooperativa

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte.

Os artigos assinados ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Jonathan Henrique Welz Negri,

Joaquim Peres Montans, Ricardo Accioly Calderari, Emilio Magne Guerreiro Junior, Wilson Pereira de Godoy, João Marco Nicaretta e Igor Eduardo de Mello Schreiner.

CONSELHO FISCAL: Alessandro Gaspar Colombo, Pedro Augusto Brunetta Borgo e Wagner Quiuli Diniz (Membros Efetivos); Luiz Anselmo Janguas, Carlos Eduardo Esteves Ferreira

e Marcia Regina Ferri (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.


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E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO, NA BULA E NA RECEITA. UTILIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL.


índice

Entrevista

10

Heraldo Gobbo, representante comercial e parceiro da Coamo há 40 anos, destaca a evolução do

mercado de sementes de pastagem e o papel da Coamo no desenvolvimento da pecuária brasileira

Alimentos

14

Coamo participa da Expoapras e lança a Originale, nova marca alimentícia da cooperativa. Com

inspiração italiana, produtos trazem a origem dos alimentos produzidos pelos cooperados

22

Copa Coamo

A 17ª edição do evento começou no sábado, 26 de abril, com a regional Vale

do Ivaí. Promovida pela cooperativa há 32 anos, a Copa Coamo tem como

objetivo fortalecer os laços de amizade e integração entre cooperados,

familiares, comunidade e a cooperativa

Plano Safra Coamo

41

Cooperativa lançou recentemente o Plano Safra 2025/26, com o objetivo de garantir aos

cooperados todos os insumos necessários para o plantio e condução da próxima safra de verão

abril/2025 revista

5


ALTA

PERFORMANCE

NA APLICAÇÃO

EQUIPE TÉCNICA ESPECIALIZADA

INSPEÇÃO DE PULVERIZADORES

TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO

DEMONSTRAÇÕES PRÁTICAS

SERVIÇO GRATUITO PARA COOPERADO


governança

Plano Safra e Copa Coamo, importantes benefícios

Estamos chegando ao final

do Plano Safra 2025/2026

da Coamo, que registra

expressiva adesão dos cooperados.

Este importante benefício

apresenta boas condições, com

custo de produção viável e oportunidades

de contrato futuro

para comercialização. É o resultado

de um trabalho grande da

nossa equipe de funcionários, da

capacidade de planejamento e

credibilidade da cooperativa junto

a importantes parceiros fornecedores

de insumos.

Dificilmente, a maioria

dos produtores teria acesso sozinho

a este mercado e aí entra

o cooperativismo de resultados

praticado pela Coamo, onde todos

somos um e unidos somos

gigantes. O Plano Safra é um

excelente benefício que tem a

marca da Coamo e é realizado

pelos estudos e atuação de uma

equipe profissional, estruturada

e comprometida.

Com este trabalho concluído,

agora é esperar a entrega

na hora certa dos melhores

produtos aos cooperados com

a garantia, solidez e segurança

da Coamo. Para plantar daqui há

alguns meses a nova safra, após

um eficiente planejamento e

orientação da nossa equipe técnica,

e esperar por clima regular,

boas produtividades e preços satisfatórios.

No país da produção,

que também é do futebol e do

esporte, os cooperados estão

entrando em outro campo, o do

gramado e da areia, para fazer a

diferença na Copa Coamo 2025,

jogando futebol suíço masculino

e vôlei de areia feminino. Trata-se

de um grande programa de relacionamento

com a família cooperativista,

que começou muito bem

na regional Vale do Ivaí, no sábado,

26 de abril. O evento será realizado

em sete etapas com 31 regionais

e a participação direta de

mais de oito mil atletas nas duas

modalidades esportivas. Além da

presença de 40 mil pessoas nas

regionais e na final programada

para o sábado 26 de julho, na Arcam,

em Campo Mourão.

A Copa Coamo é promovida

desde 1993, portanto,

há 32 anos, e vem cumprindo os

objetivos de integrar e fortalecer

os laços de amizade e integração

entre a diretoria, cooperados

e familiares. O que vemos

nesta 17ª edição é uma grande

festa do cooperativismo com

um ótimo clima, dentro e fora de

campo e das quadras, excelente

organização da nossa equipe de

funcionários voluntários e uma

participação grandiosa de milhares

de cooperados, familiares,

e prestigiada também pela

comunidade, sendo um dos

maiores eventos nos municípios

no Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul.

"O Plano Safra

da Coamo é um

excelente benefício

que tem a marca

da cooperativa e

é realizado pelos

estudos e atuação

de uma equipe

profissional,

estruturada e

comprometida."

ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

abril/2025 revista

7


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gestão

Funcionários, um dos pilares de sustentação da Coamo

Um dos motivos do sucesso da Coamo está na

harmonia entre diretores, cooperados e funcionários,

o que constitui o tripé de sustentação

da cooperativa.

Nesses 54 anos valorizamos o ser humano e

buscamos contribuir para o seu crescimento, além

de investir no desenvolvimento e nas famílias como

importante apoio para a realização pessoal e profissional.

São muitas as ações que alcançam as famílias

dos funcionários e dos cooperados.

Em nossas Diretrizes Corporativas ratificamos

que investimos nos funcionários, viabilizando

o crescimento pessoal e profissional para o atendimento

às necessidades dos mais de 32 mil cooperados.

Contamos com a dedicação e profissionalismo

de um total de 10,5 mil funcionários distribuídos

em 70 profissões, determinantes para que possamos

cumprir a missão da cooperativa em agregar

valor às atividades e entregar resultados para os

cooperados.

A diretoria sempre reconhece e homenageia

os funcionários, que têm um padrão próprio,

que é admirado pelos cooperados e pelas comunidades

onde atuamos. Costumamos dizer, que desde

a unidade de Xanxerê, no Extremo-Oeste de Santa

Catarina, passando por Campo Mourão e outras regiões,

até chegar nas recentes e distantes unidades

da cooperativa em São Gabriel do Oeste e em Sonora,

no Norte do Mato Grosso do Sul, temos uma

Coamo só, com uma única missão, visão e valores.

O nosso “jeitão” Coamo é praticado no dia

a dia de cada funcionário, de cada diretor, na administração

das coisas materiais como no cuidado, relacionamento

e atendimento aos cooperados. Este

estilo faz parte da essência do nosso cooperativismo

e reflete na prestação de serviços com qualidade e

atendimento eficiente aos associados.

Promovemos uma grande prestação de serviços,

que oferecemos desde a orientação no planejamento,

gestão e acompanhamento das suas

atividades, com o fornecimento dos insumos para

implantação e o sucesso das lavouras.

Após a colheita, os funcionários, por meio

de excelente estrutura, recebem grandes volumes

de commodities, armazenam, industrializam, comercializam

e exportam a produção que vem do campo

com origem e sustentabilidade e tem como destino

muitos países e vários continentes. É importante

destacar o trabalho e suporte de muitas áreas que

não aparecem e são conhecidas diretamente pelos

cooperados, como por exemplo a Tecnologia da Informação,

mas que, seguramente, se não existissem

essas áreas, seria impossível o sucesso da nossa cadeia

produtiva.

O cooperativismo é movimento e é realizado

por pessoas e para pessoas. No caso da Coamo

por milhares de funcionários, dedicados e comprometidos,

treinados e desenvolvidos, responsáveis

pela gestão dos recursos e do patrimônio dos cooperados,

por modernas técnicas de administração. É

sempre importante lembrar que as nossas decisões

corporativas são pautadas na perpetuação dos negócios,

na estabilidade administrativa e na construção

de um amanhã melhor aos cooperados.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

abril/2025 revista

9


entrevista

HERALDO LUIZ GOBBO

Representante comercial e parceiro da Coamo há 40 anos, e há 20 na Pastobrás

“É um privilégio fazer parte dessa história, porque a Coamo ajuda os

produtores a crescerem e se desenvolverem com tecnologia e dedicação”

Há quatro décadas, Heraldo

Luiz Gobbo mantém uma

sólida parceria com a Coamo,

construída com persistência,

profissionalismo e dedicação ao

cooperativismo. Representante

comercial da Pastobrás, empresa

especializada em sementes de

pastagem, Gobbo recorda que

tudo começou com uma venda

inicial de três mil quilos, após meses

de visitas à cooperativa. Hoje,

comercializa entre 500 e 600 toneladas

por ano. “A Coamo sempre

me recebeu de braços abertos”,

afirma. Em abril deste ano, Gobbo

foi surpreendido com uma homenagem

na cooperativa, que incluiu

o plantio de um ipê branco na Fazenda

Experimental e a entrega

de uma placa comemorativa. Em

entrevista à Revista Coamo, destaca

a evolução do mercado de

sementes de pastagem e o papel

da Coamo no desenvolvimento da

pecuária, da agricultura e na vida

dos cooperados. “A Coamo é uma

referência no cooperativismo e no

agronegócio. É um privilégio fazer

parte dessa história.”

Revista Coamo: Onde começou

o trabalho do senhor nesta área

comercial de pastagem?

Heraldo Luiz Gobbo: Dentro

da Pastobrás, que tem 20 anos,

eu estou há 19 anos, mas trabalhava

em uma empresa anterior.

Eu fui funcionário público em

Ponta Grossa, cidade que nasci,

onde trabalhei na Prefeitura

por nove anos. Depois, saí da

prefeitura onde era efetivado e

comecei vender produtos veterinários.

Comprava na base e saia

com meu carro vender nas casas

agropecuárias. E posso dizer que

sou muito feliz sendo representante

comercial.

RC: E esta parceria com a Coamo,

quando iniciou?

Gobbo: Esta excelente parceria

e relacionamento com a Coamo

começou há 40 anos. Eu visitava

mensalmente a área de Compras

e após muitas visitas, depois de

uns 10 meses, o Dr. Varago (José

Varago, gerente de Compras da

cooperativa na época) que via

minha insistência, me chamou e

me atendeu pela primeira vez e

daí em diante a minha vida com

a Coamo mudou. Ele me disse

que a cooperativa não trabalhava

com sementes, mas ia começar

a trabalhar. Ele disse: olha, o

senhor nos visita frequentemente

e pela sua dedicação, então

vamos comprar 3.000 quilos de

sementes. Na época, representava

uma boa quantidade. Foi

muito bom, eu fiquei alegre e

empolgado, pois estava pensando

em vender 1.000 quilos

e vendi 3.000. Passado um mês,

o Dr. Varago me ligou de novo

e disse que a semente era boa,

tinha saída e pediu para mandar

mais 3.000 quilos. Hoje estou

vendendo na faixa de 500,

600 toneladas por ano, ou seja,

600.000 quilos de sementes de

pastagem.

RC: Por que o senhor acredita

que ocorreu este aumento e o

sucesso na parceria?

Gobbo: Porque sempre fui mui-

10 revista

abril/2025


to bem recebido e tudo o que

a Coamo me solicitava, como

visitas às unidades eu fazia e

desde aquele tempo eu venho

fazendo. O produto é bom, é

competitivo e eu faço tudo com

muito profissionalismo, amor e

carinho.

RC: Como foi viver o dia 23 de

abril deste ano na Coamo?

Gobbo: Foi inesquecível e jamais

esperava receber uma homenagem

(entrega de placa e plantio

de árvore ipê na Fazenda Experimental

da cooperativa). Eu pensava

que era uma entrevista, mas

o que fizeram para mim eu vou

levar para o resto da vida. Fiquei

emocionado e a minha esposa

que me acompanhou também.

Um momento eterno. É um prêmio,

uma satisfação, pois me dou

bem com todo mundo e todos

me querem muito bem.

Heraldo Luiz Gobbo, é representante comercial e parceiro da Coamo há 40 anos, e há 20

está na Pastobrás. Fundada em 2005 em Ribeirão Preto (SP), considerada a capital brasileira

do agronegócio. O nome Pastobras surgiu da fusão dos nomes “Pasto“ de Pastagem, e

“Bras“ de Brasil. A consolidação da marca ocorreu ao longo dos dez anos de atividade e

hoje é uma realidade no mercado nacional e internacional, isso se deu principalmente pela

equipe técnica comercial que é altamente capacitada e aliada a excelência das sementes

produzidas e comercializadas por meio dos inúmeros canais de distribuição selecionados.

A empresa faz parte do GrupoBras que atua na produção de sementes, construção civil,

madeiras, café, soja e exportação de sementes forrageiras

RC: O senhor visitou o Memorial

Coamo. Qual foi a sua percepção?

Gobbo: Nunca tinha visto uma

coisa igual como esse Memorial.

É uma coisa de outro mundo. Fiquei

emocionado. Nunca tinha

visto uma coisa desse tipo e o

que mais me impressionou foi o

fato da tecnologia nos trazer a

presença do Dr. Aroldo em diversos

momentos. (O memorial

Coamo apresenta a figura do

idealizador Dr. Aroldo em um

holograma na entrada e na saída

do ambiente). Então, eu digo

para todo mundo, que não perca

esta chance, visite este Memorial,

porque é uma maravilha.

abril/2025 revista 11


entrevista

"EU ADMIRO MUITO OS COOPERADOS, OS FUNCIONÁRIOS DA COAMO E A

COOPERATIVA, QUE É UMA REFERÊNCIA NO COOPERATIVISMO E NO AGRONEGÓCIO."

Heraldo Luiz Gobbo recebeu uma homenagem da diretoria da Coamo

RC: Como foi a homenagem na

sala do Dr. Aroldo?

Gobbo: Fui surpreendido pela

presença da diretoria e jamais

imaginava que iria entrar na

sala dele e foi lá que recebi uma

homenagem com uma placa.

Foi um momento emocionante,

a placa com os dizeres, as palavras,

o carinho, o gesto da Coamo.

Eu fiquei até sem palavras

para agradecer. E de lá fomos

para a Fazenda Experimental

onde fui surpreendido novamente,

desta vez para plantar

uma árvore, que é um ipê branco.

Foi uma outra emoção. Então,

considero que foi um dia

histórico e único na minha vida

pessoal e profissional.

Entre as homenagens, está o plantio de uma árvore na Fazenda Experimental da Coamo

Heraldo Gobbo com a esposa durante visita ao Memorial da Coamo

RC: Como é esta relação do senhor

com a Coamo?

Gobbo: Eu só visito a Coamo e

não visito outra cooperativa. Há

40 anos sou recebido pela Coamo

de braços abertos e sou um

profissional muito feliz e realizado.

Eu admiro muito os cooperados,

os funcionários da Coamo

e a cooperativa, que é uma

referência no cooperativismo e

no agronegócio. Sou testemunha

desse trabalho belíssimo

que a Coamo vem fazendo e

transformando a vida dos produtores

e no meu caso, dos pecuaristas.

12 revista

abril/2025


RC: Como o senhor observa o

perfil dos cooperados? O mudou

nesses 40 anos?

Gobbo: Mudou muito, porque

há 40 anos o Brasil exportava as

sementes e as pastagens para a

Austrália com baixos padrões,

de valor cultural 24% e, hoje, o

Brasil exporta para outros países

com padrões elevados, padrões

de 80% de valor cultural e 99%

de pureza. Então teve um crescimento

ano a ano, devagar e consistente,

e hoje é uma fábula.

RC: E quanto a tecnologia nesses

40 anos de parceria com a Coamo?

Gobbo: O desenvolvimento da

pecuária e da agricultura, que

tem uma variedade de semente

que é de pastagem, mas não

vende para pastagens, mas está

vendendo para a agricultura com

plantio no meio do milho e cobertura

de solo. Essa hoje é o carro

chefe, é o que mais vende e a

Pastobrás tem uma linha específica,

especial, de alta qualidade,

que é o que a Coamo trabalha,

com sementes de alta qualidade.

Eu não imaginava que ia ter braquiária,

sementes de pânico, variedade

que iria para agricultura.

RC: Qual é o principal objetivo

de semente de pastagem?

Gobbo: É para engorda, cria,

recria de bovinos, tem semente

para carneiro, para cabrito também,

que é uma semente de porte

baixo, porque é animal pequeno;

para gado de leite também,

para animais novos porque não

aguenta muito pisoteio. E tem

outras variedades que a Embrapa

lançou e que estamos representando.

RC: Qual é o desafio hoje do pecuarista

brasileiro?

Gobbo: A tendência é crescer

e exportar mais sementes, com

foco maior em gado para vários

países. Apesar, de atualmente a

pastagem estar um pouco devagar

por causa da época e da

crise, mas a tendência é começar

a crescer novamente. Mas ser

pecuarista é ter vocação, porque

tem muito pecuarista que não

foi para agricultura e ainda está

só com pecuária. Mas tem muita

gente que tem pecuária e agricultura.

RC: Qual a importância da Coamo

no cooperativismo e na sua

atividade?

Gobbo: É muito importante o

cooperativismo e a Coamo está

em primeiro lugar nesses Estados

onde frequento, no Paraná,

Mato Grosso do Sul e Santa

Catarina. Fico observando

e destaco o atendimento dos

balconistas, dos agrônomos,

dos veterinários, pois é impressionante

a atenção que vocês

dão ao cooperados. Eles são

privilegiados com toda esta assistência

que recebem. É bonito

de ver esse crescimento e relacionamento

com os produtores,

eles se sentem em casa quando

vem à Coamo.

RC: Qual o recado para os cooperados,

funcionários e diretoria

da Coamo?

Gobbo: Eu não vejo uma outra

cooperativa, uma outra empresa

igual a Coamo. Ela ajuda os produtores

a crescerem e se desenvolverem.

Eu tenho certeza de

que eles usam tecnologias, fazem

o melhor e eles vão crescer

cada vez mais. Quero agradecer

e partilhar esta homenagem que

recebi. O meu entendimento é

que o pecuarista, o agricultor,

tem que ter orgulho de ser cooperado

da maior cooperativa da

América Latina.

"É muito importante

o cooperativismo e a

Coamo. Os cooperados

são privilegiados com

toda esta assistência

que recebem. É bonito

de ver esse crescimento

e relacionamento com

os produtores, eles se

sentem em casa quando

vem à cooperativa."

abril/2025 revista 13


alimentos

O melhor do campo

Coamo lança a Originale, marca que traduz a qualidade dos

grãos dos cooperados em produtos refinados e saborosos

14 revista

abril/2025


O

aroma de pães e massas fresquinhas e o

aconchego de uma tradicional cantina italiana

marcaram a participação da Coamo na 42ª

edição da Expoapras. A feira e convenção de supermercados

foi realizada entre os dias 22 e 24 de abril,

no Expotrade Convention Center, em Pinhais (PR), região

metropolitana de Curitiba, e é o maior evento do

Paraná e um dos principais do setor no Brasil. Todo

este cenário foi planejado para o lançamento da linha

Originale, a nova marca de produtos alimentícios da

cooperativa, que conta com inspiração italiana, mas

traz a origem dos alimentos produzidos nos campos

dos mais de 32 mil cooperados da Coamo.

A novidade nasce com o propósito de representar

o que há de melhor em qualidade, tradição

e excelência em processos, voltada especialmente

para o segmento premium. O primeiro produto a

chegar ao mercado com o selo Originale são as farinhas

de trigo puríssima, disponíveis nas versões de

1kg e 5kg, e a integral de 1kg. “O objetivo é trazer

para o consumidor aquilo que a Coamo tem como

principal característica, que é a união dos agricultores

no campo com foco na produção de alimentos

de qualidade, com tradição e excelência”, explica o

gerente Comercial de Alimentos da Coamo, Wagner

Schneider.

De acordo com Schneider o que tem na Originale

é o melhor do mercado em termos de farinha

de trigo. “Temos uma matéria-prima extraída do

miolo do trigo, ou seja, a parte mais nobre da farinha

é o que está dentro dessa embalagem. Então, a

dona de casa, que quer ter um produto em excelência,

pode levar para casa e, com certeza, encontrará

nessa nova farinha o que há de melhor.”

As farinhas de trigo Originale são ideais

para a produção de pães artesanais, focaccias, pizzas,

massas e outras receitas que exigem excelência.

“O lançamento representa uma nova etapa para a

Coamo que lança farinhas premium sob nova marca

Originale no mercado de produtos de valor agregado

e reforça o compromisso da cooperativa com a

inovação e a entrega de alimentos cada vez melhores

aos consumidores”, explica o diretor Comercial,

Rogério Trannin de Mello.

abril/2025 revista 15


alimentos

Boa expectativa de mercado

A participação da Coamo na ExpoApras

além de objetivar o estreitamento do relacionamento

com clientes e a prospecção de novos, é uma

oportunidade para apresentar lançamentos para

toda a cadeia supermercadistas. Segundo Leonardo

Camillo, sucessor do Grupo Camillo Supermercados,

a parceria com a Coamo é de longa data e

o lançamento da Originale já vem carregado com a

confiança da marca. “A Coamo nos atende no varejo

e na indústria, na linha de panificação. É um parceiro

comercial muito importante para nós. Recebemos a

Originale com muita alegria e a certeza de que será

um sucesso. Como visitamos o complexo industrial

Leonardo Camillo, sucessor do Grupo Camillo Supermercados

16 revista

abril/2025


da Coamo, podemos falar com propriedade que conhecemos

o trabalho e a qualidade que os produtos

da cooperativa têm.”

Lucas Chruczeski, gerente de Commodities

do Condor é outro cliente que prestigiou

o estande da Coamo na ExpoApras. O Condor é

uma rede de supermercados que já negocia com

a Coamo há 25 anos. Para ele a linha Originale

vai agregar mais ao portfólio da rede. “É mais um

produto que vem para somar ao mix da Coamo e

estamos com uma boa expectativa com relação a

venda dessas farinhas.”

Elvis Gomes Pinto, do grupo Dilettare explica

que a parceria com a Coamo iniciou há 33

anos. “Um dos primeiros itens que negociamos foi

o Óleo de Soja Coamo, depois fomos expandindo

e hoje atuamos com a cooperativa, no varejo,

atacado e food service. Estamos crescendo ano a

ano, pois nos sentimos seguros com a qualidade da

marca Coamo, pois tem uma procura muito boa em

nossa rede. Estamos também entusiasmados com

o lançamento da Originale que, sem dúvidas, terá

uma boa aceitação.”

Lucas Chruczeski, gerente de Commodities do Condor

Elvis Gomes Pinto, do grupo Dilettare

Aprovada por quem entende

A Coamo Alimentos conta com uma parceria importante na

divulgação dos produtos. Chef Taico, cozinheiro e influencer, conta

com canais no YouTube, Instagram e Facebook, além de um programa

de culinária na rede aberta. Ele esteve no estande da Coamo

para colocar a mão na massa e testar a nova Farinha de Trigo Originale.

“É um prazer trabalhar com a Coamo, pois é uma cooperativa

que investe muito no cooperado. Com assistência técnica em campo,

faz com que esses eles produzam grãos que são transformados

em indústrias de alta tecnologia em produtos excepcionais para

nós, chefes de cozinha.”

Para o influencer e cozinheiro, essa farinha vem com um alto

padrão de qualidade. “Quando se pega uma farinha puríssima que

já é produzida com um trigo especial e depois é feita só do miolinho

do grão do trigo. É uma farinha branquinha que absorve mais líquido

e tem mais sustentação. Depois que cresce, não murcha, se mantém.

É mais um super produto que a Coamo apresenta para o mercado.”

Chef Taico, cozinheiro e influencer

abril/2025 revista 17


alimentos

Estande Coamo

Com espaço de 148 metros quadrados

divididos em dois pisos, o estande da Coamo traz

o tema de uma cantina italiana. A decoração e

ambientação criaram uma imersão no ambiente

italiano, com culinária, sabores, cores e arquitetura

típicas do país. A origem, ancestralidade, força

do campo e o cooperativismo foram expressos

nos elementos decorativos e audiovisuais, transmitindo

a mensagem de que a nova marca Originale

representa os valores da cooperativa. Além

disso, os pratos e produtos expostos e consumidos

durante o evento foram feitos com as farinhas

e margarinas da marca, destacando a tradição e

qualidade da Coamo.

Mauricio Bendixen, diretor superintendente

da Apras, enaltece o retorno da Coamo ao evento

e o lançamento da Originale. “A primeira coisa

que considero superimportante é a Coamo ter voltado

ao nosso evento. O cooperativismo é a mola

propulsora da economia paranaense. Ter a Coamo

aqui, que é a maior cooperativa da América Latina,

para a gente é muito importante. A maior Feira de

Negócios do Paraná tem que ter a maior cooperativa

do estado, que tem o melhor cooperativismo.

Também fico muito feliz de ter o lançamento dessa

marca dentro da ExproApras, uma farinha de trigo

especial que vai ocupar as melhores gôndolas dos

supermercados do Paraná e do Brasil.”

18 revista

abril/2025


Espaço das cooperativas

A ExpoApras trouxe para Curitiba 11 cooperativas

paranaenses, que apresentam seus produtos

e serviços para profissionais de várias partes do país.

Na feira, as cooperativas se concentram na Avenida

Ocepar, onde fica o Espaço Paraná Cooperativo, representando

a força dos negócios cooperativistas e

os impactos na economia regional e nacional, juntamente

com o Sistema Ocepar.

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto

Ricken, avalia a relevância do cooperativismo

no evento. “As cooperativas agropecuárias do Paraná

são responsáveis por mais de 60% da produção

agrícola do Estado e reúnem cerca de 330 mil

produtores rurais, o que as torna essenciais para o

abastecimento de supermercados e outros pontos

de venda espalhados pelo Estado e pelo país. Nossa

participação, pelo quarto ano consecutivo, é uma

oportunidade para que as 62 cooperativas do ramo

agro mostrem sua força no varejo e possam realizar

negócios com o setor supermercadista do Brasil.”

Para Ricken, a participação da Coamo é importantíssima.

“É a maior cooperativa do Brasil, da

América Latina e é a maior empresa privada do Estado

do Paraná. Com o lançamento da Originale, reforçamos

que o consumidor tem que perceber de

onde vêm os produtos das cooperativas. São produtos

rastreados, que sabemos de onde vem e que podemos

atestar a qualidade e a excelência que têm.”

abril/2025 revista 19


Industrialização na

origem da Coamo

20 revista

abril/2025


alimentos

Não é à toa que a marca Originale foi lançada pela Coamo.

Além de enfocar no fato de os produtos terem origem no

campo, a industrialização está nas origens da cooperativa, que

desde 1975 iniciou o processo de verticalização da produção

com a inauguração de um Moinho de Trigo. 50 anos depois, as

farinhas de trigo chegam com uma novidade para coroar esse

foco de agregar valor à produção dos cooperados.

O firme propósito de consolidar o compromisso com a

comunidade, interna ou externa, tem levado a Coamo a um caminho,

cada vez mais, sólido de construir uma cooperativa ajustada

e capaz de enfrentar todos os desafios dos novos tempos.

Originados dos campos dos seus associados, os grãos

que chegam até as indústrias são processados e ampliam a renda

dos cooperados gerando mais qualidade de vida no campo,

além de garantir divisas para o país.

Após o recebimento da safra dos cooperados, fruto de

todo o trabalho, a produção é encaminhada às indústrias. Com

papel relevante no processo da cadeia produtiva, a Coamo

transforma matéria-prima em óleo de soja degomado, farelo e

em produtos acabados, como óleo, margarinas, gorduras, farinha

de trigo, café, rações e fios de algodão. Estes produtos saem

do complexo industrial da cooperativa para atender as demandas

do mercado consumidor.

História

O processo de industrialização na Coamo começou em

1975 com a implantação do moinho de trigo. Seis anos

mais tarde, em 1981, entrou em funcionamento a primeira

indústria de processamento de óleo de soja. Na sequência

vieram em 1985, a fiação de algodão; 1990, a indústria

de processamento de soja e Terminal Portuário em Paranaguá;

1996, refinaria de óleo de soja; 1999, indústria de

hidrogenação; 2000, fábrica de margarina e gordura vegetal;

2009, torrefação e moagem de café; e 2015, novo

moinho de trigo. Em novembro de 2019, a cooperativa

inaugurou em Dourados (MS), duas novas indústrias para

produção de processamento e refinaria de óleo de soja.

Em 2023, a Fábrica de Rações e para os próximos anos outros

projetos já estão aprovados e em andamento, como é

o caso a indústria de etanol de milho.

abril/2025 revista 21


copa coamo

União em campo e nas quadras

Copa Coamo movimenta atletas e torcedores, reforçando

os laços familiares e o espírito esportivo e cooperativista

José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e da Credicoamo, durante abertura da Copa Coamo em Engenheiro Beltrão

22 revista

abril/2025


A

17ª edição da Copa Coamo de Cooperados

2025 começou no sábado, 26 de abril, com

a regional Vale do Ivaí. O evento, promovido

pela cooperativa há 32 anos, tem como objetivo

fortalecer os laços de amizade e integração entre

cooperados, familiares, diretoria e funcionários, por

meio do futebol suíço masculino e do vôlei de areia

feminino.

A abertura movimentou milhares de pessoas

durante todo o dia nos campos da Arcam em Faxinal,

Ivaiporã, São João do Ivaí, Fênix e Engenheiro

Beltrão. A competição, que é realizada a cada dois

anos, é um dos principais momentos de confraternização

no calendário da cooperativa.

Com a participação de 94 equipes e mil

atletas nas cinco primeiras regionais, o maior evento

rural esportivo do Brasil conheceu os cinco primeiros

campeões classificados para a grande final programada

para o sábado, 26 de julho, na Arcam em

Campo Mourão.

O presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

destaca a importância da Copa Coamo para

o fortalecimento da integração entre os associados.

"É uma competição muito esperada pelos cooperados,

que participam ativamente com seus familiares.

Eles se sentem em casa, porque a Coamo é a casa

do cooperado", afirma.

Gallassini enfatiza as inovações da competição.

Em 2023, a Copa incluiu o vôlei de areia feminino,

e nesta edição de 2025, jovens de 16 e 17 anos

também participaram no futebol suíço. "O objetivo

é envolver todo o quadro social, masculino e feminino,

proporcionando um dia de esporte e lazer para

toda a família", explica.

O presidente Executivo da Coamo, Airton

Galinari, ressalta o significado da Copa Coamo para

a cooperativa e para os associados. "Cada ano que

passa, temos ainda mais certeza de que foi uma iniciativa

acertada para congregar todo o quadro social

", destaca.

Galinari também fez questão de reconhecer

o trabalho voluntário dos funcionários da Coamo e

Credicoamo na organização do evento. "Sem eles,

essa festa não teria o mesmo brilho. A integração entre

diretoria, funcionários e cooperados ocorre num

ambiente de confraternização e sem discussões sobre

negócios", afirma.

abril/2025 revista 23


copa coamo

CAMPEÕES NO VALE DO IVAÍ

Figueira do Oeste

ENGENHEIRO BELTRÃO

As Patroas

Unidos do Barro Preto

FAXINAL

As Damas do Agro

Porteira Preta

FÊNIX

Equipe Aliança

Ouro Verde

IVAIPORÃ

Jardim Alegre

A Província

SÃO JOÃO DO IVAÍ

Agrobeach

24 revista

abril/2025


Participação feminina

Cristiana Fernandes da Costa Rezende, de Fênix

Walessa Bessani de Azevedo e sua filha, Maria Clara, de Engenheiro Beltrão

A inclusão do vôlei de areia feminino na Copa

Coamo, iniciada em 2023, vem fortalecendo ainda

mais a integração entre cooperados e familiares. Em

Fênix, durante a abertura da 17ª edição da Copa Coamo,

Cristiana Fernandes da Costa Rezende foi uma

das atletas a representar essa participação.

Em 2025, ela esteve pela segunda vez da

competição e avalia positivamente a evolução entre a

primeira e a atual edição. "Na primeira Copa a gente

estava meio nervosa e despreparada. Nesta, já sabíamos

como funcionava e treinamos mais", comenta.

Para Cristiana, a abertura de espaço para a

participação das mulheres foi um avanço importante

dentro da cooperativa. "Foi muito bom a Coamo

ter aberto para as mulheres, porque antes só havia o

futebol masculino", diz.

Walessa Bessani de Azevedo e sua filha, Maria

Clara, de Engenheiro Beltrão, voltaram a jogar

juntas na segunda edição da modalidade. "Na Copa

Coamo passada, nós ganhamos e ficamos em terceiro

lugar na final em Campo Mourão", lembra Walessa.

As duas voltaram a ser campeãs nesta edição e

representarão a unidade de Engenheiro Beltrão na

grande final em Campo Mourão.

Walessa destaca ainda a importância da socialização

proporcionada pelo torneio. "A gente está

aqui também para socializar, interagir com as outras

Com uma trajetória marcada pela tradição,

Joaquim Rodrigues Novo, de Fênix, participou mais

uma vez da Copa Coamo representando a localidade

da Painerinha no futebol suíço. Mesmo após

sofrer uma lesão no primeiro jogo, ele permanepessoas."

Para ela, a presença do vôlei ampliou o envolvimento

das mulheres no evento. "Quando era só

o futebol, geralmente as mulheres vinham somente

para almoçar e ir embora. Hoje, com o vôlei, vem a

família toda e ficamos o dia todo com aquela vibração,

torcendo um para o outro."

Maria Clara ressalta a experiência de jogar

ao lado da mãe. "Mesmo jogando fora da Copa Coamo,

é muito difícil a gente conseguir jogar juntas por

questão de horário e idade. Aqui a gente interage

bastante com as mulheres dos outros cooperados, e

isso é bem bacana." Segundo ela, a preparação para

a competição vem evoluindo. "Cada ano a gente vai

se preparando mais para ter melhor resultado."

Copa Coamo reforça

tradição e integração

abril/2025 revista 25


copa coamo

Regional Vale do Ivaí contou com a participação de 94 equipes e cerca de mil atletas

26 revista

abril/2025


Joaquim Rodrigues Novo, de Fênix

Ouvides Parolin, de Engenheiro Beltrão

ceu apoiando sua equipe. "Joguei desde a primeira

Copa Coamo, sempre com o time da Painerinha,

representando a nossa localidade", comenta o cooperado

que também destaca o compromisso em

participar. "Hoje me machuquei, mas o meu time

continuou jogando e continuamos aqui para participar

e comer o churrasco com os amigos ", diz.

O cooperado ressalta a importância da iniciativa

promovida pela cooperativa. "Isso é uma renovação.

A diretoria plantou essa semente há alguns

anos e é muito bom participar, essa festa é muito

importante para nós", afirma. Para ele, a Copa Coamo

representa um momento especial. "É uma festa

da família mesmo, um dia de lazer. Esquecemos

um pouco os trabalhos no campo e tiramos esse dia

para essa renovação", relata.

A equipe campeã da etapa de Ivaiporã da

Copa Coamo teve como dirigente José Carlos da

Silva, que se emocionou ao comentar a conquista.

"Estou emocionado. Significa muito, porque a gente

luta muito", relata.

O time dele foi campeão em Ivaiporã e a final

foi disputada nos pênaltis. Nos momentos finais

ele tomou uma decisão que, segundo Silva, foi importante

para o desempenho do time. "O meu filho

era goleiro. Eu o tirei e dei a camisa para outro atleta.

A conquista foi comemorada em família.”

O dirigente ressalta que o grupo já vinha de

uma trajetória de sucesso. "Na edição passada fomos

campeões com a mesma equipe. Mudou apenas

o centroavante", conta. Segundo ele, a união

do grupo foi fundamental. "É um time muito unido.

Meu afilhado joga, meu filho também. Todo mundo

se conhece."

Silva também faz questão de destacar a organização

do evento. "É diferente em tudo. Eu entrei

na Coamo em 1984. Sou um dos sócios mais

antigos em Ivaiporã. A Coamo é a minha paixão.

Sou um sócio feliz, feliz de jogar e de participar

dessa empresa."

A participação na Copa Coamo é motivo de

alegria para Ouvides Parolin, de Engenheiro Beltrão.

No dia 26 de abril, data em que se comemora o Dia

do Goleiro, ele destaca a experiência de ser goleiro.

"Se a bola passou é gol. A pressão é muito sofrida",

comenta. Segundo ele, o goleiro costuma ser muito

criticado, mas tem papel fundamental nas partidas.

Com 60 anos, o cooperado acumula longa

experiência no gol. "Joguei uns 35 anos no gol e ainda

continuo brincando", relata. Para ele, o esporte

vai além da competição. "Estar na Copa Coamo é

uma grande alegria. Estamos sempre juntos na cooperativa

e com os amigos."

Além da busca pelo resultado em campo,

abril/2025 revista 27


28 revista

abril/2025


copa coamo

Entre futebol e vôlei de areia, oito integrantes da família estiveram em quadra e no campo

Parolin destaca o espírito de confraternização

que envolve o evento. "Esse é um dia especial

para a gente que é cooperado. É gratificante

ver todas as nossas famílias, amigos e parentes

participando da Copa Coamo."

A Copa Coamo em Ivaiporã contou

novamente com a participação da família Mattei.

Entre futebol e vôlei de areia, oito integrantes

estiveram em quadra e no campo. A tradição

é antiga na competição. Nesta edição, eles

participaram tanto no futebol quanto no vôlei.

As duas filhas de Vinicius disputaram a modalidade

no vôlei de areia, cada uma defendendo

um time diferente. "Uma ficou com o segundo

lugar", destaca. No futebol, a equipe principal

chegou até as semifinais.

A presença da família nas competições

é vista como um momento importante

de integração. "A gente se encontra no evento,

conversa com todo mundo. Não pode deixar

de ser feliz", afirma Mattei.

Além das competições, o cooperado

também mantém viva a memória esportiva da

família. "Tenho troféus em casa que encheriam

uma camioneta. São títulos do futebol

suíço regional e da Copa Coamo", relata.

Com a inserção do vôlei na programação

da Copa Coamo, o envolvimento da família

aumentou ainda mais. "As mulheres treinaram

dois meses para jogar. Algumas nem sabiam

jogar, mas se dedicaram e foram buscar troféus

e medalhas", conta Mattei, já projetando a próxima

edição. "Daqui dois anos estaremos aqui

de novo. Todo mundo já espera".

O espírito esportivo, para ele, é fundamental.

"No futebol, é preciso ter alegria,

saber ganhar e perder. Participamos, lutamos

até onde deu. Para mim, está bom",

afirma e completa que, "a organização da

Coamo é 100%".

abril/2025 revista 29


Jovens Aprendizes

NA TRILHA DO SUCESSO

os bons frutos do Programa Jovens Aprendizes

Em comemoração ao Dia do Aprendiz, celebrado

em 24 de abril, a Coamo reuniu 160 jovens

aprendizes no auditório da cooperativa, em

Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). O encontro

teve como objetivo valorizar os participantes do

programa, que atualmente conta com 460 jovens

atuando nas áreas administrativa e industrial da Coamo

e da Credicoamo.

O presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

abriu o evento. Em sua fala, compartilhou parte de

sua trajetória e incentivou os jovens a aproveitarem

as oportunidades oferecidas pelas cooperativas.

“As nossas cooperativas dão oportunidades para o

início da vida profissional e o desenvolvimento de

diversas habilidades técnicas e comportamentais”,

afirmou. “Aproveite tudo isso, estude, se interesse,

pois a Coamo foi feita para várias gerações e está

em constante crescimento.”

A programação do evento incluiu o painel

“Na trilha do sucesso: os bons frutos do Programa Jovens

Aprendizes Coamo”, com a participação do di-

30 revista

abril/2025


José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e da Credicoamo

Antonio Sérgio Gabriel, diretor Administrativo e Financeiro da Coamo

retor Administrativo e Financeiro da Coamo, Antonio

Sérgio Gabriel, e de três ex-jovens aprendizes: Karina

Coelho Ventura Siqueira, Mateus Leal dos Santos

e Gilson Aparecido de Oliveira. Atualmente, Mateus

atua na supervisão de Recrutamento e Seleção, na

gerência de Gestão de Pessoas; Karina é supervisora

Administrativo e Financeiro de TI, da gerência de

Tecnologia da Informação; e Gilson é coordenador

de Vendas, na gerência Comercial de Alimentos.

Antonio Sérgio compartilhou a própria experiência

de quase cinco décadas na cooperativa e

destacou a importância de aproveitar as oportunidades

oferecidas. “Os jovens ex-aprendizes

contaram suas histórias de vida e do apoio que

tiveram na Coamo. São exemplos que inspiram

todos os aprendizes de hoje.”

O programa Jovem Aprendiz tem duração

de dois anos e é realizado em parceria

com o Senac, Senai e CIEE. Com carga horária

de 1.600 horas, entre aulas técnicas e atividades

práticas, a proposta é contribuir com o desenvolvimento

profissional e pessoal dos participantes.

De acordo com o gerente de Gestão de

Pessoas da Coamo, Antonio César Marini, o programa

vai além da formação profissional. “Não

formamos apenas trabalhadores e profissionais,

mas cidadãos, que respeitam as leis, cumprem

seus deveres e buscam seu espaço com disciplina

e perseverança. Na Coamo, eles aprendem

importantes valores que colaboram para o

seu crescimento pessoal e profissional.”

O evento foi finalizado com uma visita

ao Memorial da Coamo, onde os jovens puderam

conhecer mais sobre a história e os princípios

da cooperativa.

abril/2025 revista 31


Jovens Aprendizes

Carreira na Coamo

O psicólogo Mateus Leal, supervisor de Recrutamento

e Seleção, compartilhou sua experiência

com os jovens. Ele ingressou na Coamo há 14 anos

como aprendiz. Ainda na adolescência, recebeu um

desafio da escola e, segundo ele, o esforço foi recompensado

com a aprovação no processo seletivo.

“A partir do momento que a gente entra na Coamo

a gente vê o tamanho dessa empresa”, afirmou. Leal

reforçou a importância de dedicação no ambiente

de trabalho. “Tentava fazer o mais perfeito possível

para demonstrar o bom trabalho, aprender e desenvolver

minhas tarefas”. Após o período como aprendiz,

formou-se em Psicologia e passou a atuar na

área de Recursos Humanos da cooperativa.

Karina Ventura também participou do painel

e relatou seu percurso profissional. Ela iniciou a trajetória

na Coamo há 17 anos, na área de PABX, ainda

como jovem aprendiz. Desde então, passou por diversos

setores, graduou-se em Administração e concluiu

um MBA. Hoje, ocupa o cargo de supervisora

Administrativa Financeira da área de Tecnologia da

Informação. Durante o evento, destacou a importância

do aprendizado contínuo. “O que a gente aprende

aqui na Coamo não tem faculdade nenhuma que

ensina. E nós somos eternos aprendizes”, declarou.

Gilson Oliveira, colaborador da cooperativa

há 27 anos, também começou como jovem aprendiz.

Ele relembrou que, em 1998, foi indicado pela escola

para participar do processo seletivo. “Eram duas

vagas para atender o prédio todo da sede”, contou.

Desde então, atuou em várias áreas da cooperativa.

“Aqui é uma verdadeira escola. Não importa a área

que vocês estão, tenham curiosidade em entender o

que acontece com aquela área e o seu papel”, disse

aos aprendizes presentes.

Mateus Leal dos Santos, supervisor de Recrutamento

e Seleção, na gerência de Gestão de Pessoas

Karina Coelho Ventura Siqueira, supervisora Administrativo

e Financeiro de TI, na gerência de Tecnologia da Informação

Primeiras experiências

O jovem aprendiz Nathan Gabriel Fernandes

dos Santos, de 16 anos, atua no setor de Gestão de Pessoas,

mais precisamente com desenvolvimento profissional

e destaca os aprendizados obtidos com a vivên-

Gilson Aparecido de Oliveira, coordenador de

Vendas, na gerência Comercial de Alimentos

32 revista

abril/2025


cia no ambiente corporativo. Esse é o primeiro emprego

de Nathan. “Até então, nunca havia tido contato direto

com o mundo do trabalho. Para nós, é o primeiro pilar

do mundo profissional. A postura e a responsabilidade

são a base de tudo no mundo corporativo”, comenta.

Apesar de já conhecer a marca da Coamo

por meio de produtos como óleos e margarinas,

ele conta que o contato com a empresa trouxe uma

nova perspectiva. “Quando você chega, você sente

como se fosse tudo novo”, destaca.

Mesmo com pouco tempo de experiência,

Nathan já observa mudanças em sua postura pessoal

e profissional. “Eu vejo principalmente como

responsabilidade. A gente trabalha com treinamento,

temos metas a cumprir. Não posso simplesmente

esquecer uma tarefa. Tenho que valorizar e tratar

como uma coisa importante”, afirma.

O jovem também notou diferenças na forma

como se expressa e se comporta fora da cooperativa.

“Antigamente, na escola, às vezes deixava tarefas

por achar que não eram importantes. Hoje dou mais

valor. Também melhorei minha forma de falar, de me

vestir e a minha dicção.”

Com interesse pela área de comunicação e

comportamento humano, Nathan já planeja o futuro.

“Gostaria de fazer Psicologia. Gosto bastante de

comunicação em geral. Se tiver oportunidade, quem

sabe futuramente possa ser psicólogo na Coamo.”

A jovem Rosalinda Maris Silva atua no Laboratório

de Sementes e trabalha também na área de tecnologia

da informação. Ela vê a oportunidade como

um passo importante para o futuro. “Eu vejo a Coamo

como uma porta de entrada para o meu futuro”, afirmou.

Para Rosalinda, que tem 17 anos e vive com a

mãe, o programa também tem impacto direto na vida

familiar. “Minha mãe se separou, estávamos passando

por dificuldades financeiras. Quando surgiu essa

oportunidade, vi como uma chance de ajudar no meu

crescimento e no da minha família.”

Ela conta que o primeiro salário foi um momento

marcante. A jovem usou parte do valor para

ajudar em casa e realizou um desejo pessoal. “Eu

comprei o meu celular com esse dinheiro. Pode parecer

algo simples, mas foi fruto do meu esforço.”

Nathan Gabriel Fernandes dos Santos

Rosalinda Maris Silva

Estudante de Desenvolvimento de Sistemas, Rosalinda

já faz planos para investir na carreira. “Estou

juntando dinheiro para tirar a carteira e montar meu

computador. Quero continuar na área de desenvolvimento

de sistemas.”

A jovem pretende seguir carreira em tecnologia.

“Quero fazer Ciência da Computação. Vejo a

Coamo como uma porta para continuar nessa área

que eu gosto.”

Além dos aprendizados técnicos e profissionais,

Rosalinda também aponta mudanças no comportamento

pessoal. “A Coamo foi a virada de chave

para a minha postura profissional. Até a questão de

falar ‘bom dia’ ou ‘boa tarde’, que antes eu não tinha

o costume, hoje faz parte do meu dia a dia.”

Rosalinda acredita que a experiência no

programa contribuiu para seu amadurecimento. “O

trabalho afetou minha vida. Melhorou tanto a minha

vida pessoal quanto a profissional.”

abril/2025 revista 33


sustentabilidade

Conservar o solo é a base da produtividade

e do protagonismo agrícola do Brasil

Celebrado em 15 de abril, o Dia Nacional

da Conservação do Solo chama a atenção

para a importância do manejo adequado

da terra como base para uma agricultura sustentável.

A data foi criada para reforçar a necessidade

de práticas que evitem a erosão, preservem

os nutrientes e garantam a fertilidade do solo,

essencial para o futuro do agronegócio.

O presidente do Conselho de Administração

da Coamo, José Aroldo Gallassini, destaca

os avanços conquistados na conservação dos

solos no país e lembrou um marco histórico para

Campo Mourão e para o Brasil: o lançamento

do Plano Nacional de Conservação de Solo, em

1976, na Praça Bento Munhoz da Rocha Neto,

com a presença do então ministro da Agricultura,

Alysson Paulinelli.

“O trabalho aqui foi tão expressivo que

chamou a atenção do Ministério da Agricultura.

O ministro veio até aqui lançar oficialmente o

plano”, recorda Gallassini, destacando o esforço

regional no combate à erosão e na implantação

de técnicas conservacionistas.

Segundo ele, a construção de curvas de

nível e, principalmente, a adoção do sistema de

plantio direto, foram etapas decisivas para transformar

a realidade do campo. “Foi um processo

longo, começando com curvas de nível comuns,

base larga e, depois, a grande virada com o plantio

direto, que veio coroar esse trabalho”, explica

Gallassini.

O plantio direto é amplamente adotado

e reconhecido mundialmente como um método

34 revista

abril/2025


eficiente e sustentável. “A técnica começou nos Estados Unidos e foi trazida para

o Brasil. Com muito esforço técnico e dedicação dos agricultores, ganhou força.

Aqui no Paraná, começou em Rolândia e depois chegou à nossa região”, recorda

o presidente.

Com orgulho, Gallassini destaca o papel da Coamo nesse avanço. “Obtivemos

reconhecimento nacional por essa contribuição. O monumento construído

na praça Bento Munhoz, em Campo Mourão, representa esse legado:

mostra a erosão, a curva de nível e todo o processo de conservação, que mudou

a história da agricultura brasileira.”

Ao refletir sobre as quase cinco décadas de evolução, Gallassini afirma

que, “sem a conservação do solo, o Brasil não teria se tornado esse gigante na

produção de alimentos. Foi o que permitiu transformar terras ácidas e fracas em

áreas produtivas, garantindo o presente e o futuro da agricultura.”

José Aroldo Gallassini, no monumento de conservação de solo em Campo Mourão (PR)

Se perder o solo, perde o patrimônio

As novas gerações precisam

entender o valor da conservação de

solos, e todo dia é dia de conservar o

futuro, segundo o pesquisador, engenheiro

agrônomo, doutor em Ciência

do Solo da Universidade Estadual de

Maringá, Marcelo Augusto Batista.

No dia 15 de abril se comemora

o Dia Nacional de Conservação

de Solo, resultado da aprovação de

uma lei federal 7876, de 13 de novembro

de 1989.

“Basicamente tudo que desenvolvemos

na parte agrícola passa

abril/2025 revista 35


sustentabilidade

em algum momento pelo solo,

então manter e conservar o solo

é um fator importantíssimo, e não

tem como separar. Imagine que

nós fazemos um grande investimento

em um corpo e para ele

nos dar uma resposta, não podemos

perder esse corpo. Então,

conservar o solo é basicamente

isso, temos que manter e melhorar,

e não destruir ou perder

porque quem perde o solo, perde

seu maior patrimônio”, afirma

Batista.

Com experiência de mais

de 20 anos atuando como professor

e palestrante, ele ensina

que para a conservação do solo

é necessário usar de técnicas e

práticas que envolvem engenharia

e fitotecnia. “Chamamos isso

de práticas de caráter vegetativo

e mecânico. Quando a gente

fala de conservação do solo todo

mundo lembra só do terraço,

mas o terraço é uma das técnicas

de caráter mecânico.” Para o pesquisador,

a adubação do solo é

uma prática conservacionista.

Batista diz que existem

uma série de técnicas utilizadas

para conservar o solo e isso

foi desenvolvido ao longo de

muitos anos. “No Brasil melhoramos,

e podemos dizer que

temos um sistema muito bem

desenvolvido para conservar

o solo e com conhecimento. A

geração mais nova não se lembra

dos terraços, das erosões

e voçorocas, que existiam, por

exemplo, na região de Campo

Mourão e no Brasil inteiro. Mas

com o plantio direto, a rotação

de culturas e outras técnicas,

a nossa realidade é diferente

e muito melhor para colher altas

produtividades”, comemora

Batista.

O produtor brasileiro

de forma geral sabe conservar

o solo, conforme o pesquisador.

“O Paraná é uma referência mundial

de conservação do solo. Poucas

pessoas sabem que algumas

microbacias serviram de referências

para estudos internacionais.

Esta deve ser uma missão de

todos os agricultores que tiram

do solo o sustento para si e seus

familiares, e produzem alimentos

para o nosso país e o mundo”,

considera o pesquisador.

Marcelo Augusto Batista,

pesquisador, engenheiro

agrônomo, doutor em Ciência

do Solo da Universidade

Estadual de Maringá (UEM)

36 revista

abril/2025


Conservar para produzir

Há mais de três décadas, Antonio Cesar Diniz, de Campina da Lagoa (PR), adota

práticas conservacionistas e colhe os frutos da produtividade sustentável

Antonio César Diniz, de Campina da Lagoa (PR), adota práticas de conservação de solo, especialmente

o plantio direto, que vem sendo aplicado de forma contínua desde o final da década de 1980

Em Campina da Lagoa (Centro-Oeste do Paraná),

o cooperado da Coamo, Antonio César Diniz,

alia tradição familiar e conhecimento técnico para

preservar o solo e garantir boas produtividades,

mesmo diante de adversidades climáticas. A prática

de conservação adotada, especialmente o plantio

direto, vem sendo aplicada de forma contínua desde

o final da década de 1980.

Médico de formação, Diniz chegou à cidade

em 1978 para atuar como cirurgião geral. No entanto,

a ligação com a terra falou mais alto. “Meus

pais sempre trabalharam com agricultura e pecuária.

Cresci nesse meio e tinha o desejo de retomar essa

origem”, relembra. No ano seguinte à chegada ao

município, ele adquiriu uma área de 43 alqueires e

começou a investir na agricultura.

Na época, o cenário não era promissor.

“Campina da Lagoa estava praticamente toda à venda.

A seca havia castigado a região, e muitos produtores

queriam desistir”, conta. Mesmo assim, decidiu

abril/2025 revista 37


sustentabilidade

Antonio César Diniz com a esposa Sônia Maria Tittoto Diniz mostram o milho segunda

safra com bom desenvolvimento mesmo após longo período sem chuva na área

seguir em frente. Um dos primeiros

passos foi contratar serviços

para a construção de curvas de

nível com esteira. “Desde o início,

tive a preocupação de conservar

o solo. Acreditava que seria

possível produzir sem agredir

a terra”, destaca.

Com o tempo, Diniz passou

a buscar alternativas às práticas

convencionais da época, que

envolviam inúmeras operações

antes do plantio da soja. “Era

preciso gradear, passar herbicida,

nivelar. Fazíamos até cinco

operações antes de plantar. Ouvi

falar de uma nova técnica chamada

plantio direto e fui atrás de

informações”, relata.

Após conhecer melhor

a tecnologia, Diniz adquiriu uma

plantadeira Baldan para iniciar

os trabalhos. “Meu trator na época

não dava conta, então precisei

comprar outro, um pouco mais

potente. Assim seguimos com o

plantio direto, sempre pensando

em preservar o solo e o lençol

freático”, afirma. Segundo ele, a

adoção das curvas de nível e o

manejo conservacionista contribuíram

para a manutenção das

nascentes da propriedade. “Tenho

minas que nunca secaram.

Acredito que isso se deve ao trabalho

contínuo de conservação.”

A produtividade, naturalmente,

acompanhou a evolução

tecnológica. “No início, a

média era de 70 sacas de soja

por alqueire. Com o tempo, as

variedades foram melhorando e

passamos a alcançar resultados

maiores”, diz. A experiência no

campo também traz lembranças

das dificuldades enfrentadas no

controle de plantas daninhas.

“Tinha área infestada de leiteiro.

Chegamos a carregar carretas

com o mato para queimar. Era

um desafio manter a produtividade”,

conta o cooperado.

Apesar das dificuldades,

o plantio direto foi mantido. “Jamais

abandonei. Sempre soube

que revirar a terra destruiria tudo

o que já tínhamos conquistado

em termos de infiltração da

água”, explica. Como exemplo

prático, cita uma forte chuva de

mais de 100 milímetros ocorrida

na região. “Nas áreas com curvas

de nível e plantio direto, a água

sumiu rapidamente. Em outras

áreas, transbordava.”

Mais recentemente, a

38 revista

abril/2025


Antonio César Diniz analisa palhada

com o engenheiro agrônomo da Coamo,

Iury Machry Bomfim. Área será ocupada

com trigo no inverno dentro de um

planejamento de rotação de culturas

prática conservacionista tem

mostrado resultado na lavoura

de milho da segunda safra. Mesmo

com o estresse hídrico enfrentado

entre o fim de fevereiro

e início de abril, a lavoura se manteve

vigorosa. “Não choveu quase

nada no mês de março, justo

quando o milho estava penduando.

Ainda assim, a lavoura seguiu

bem”, observa o associado.

Para Diniz, isso é reflexo

do manejo adotado. “Não tenho

base técnica para afirmar com

certeza, mas acredito que, com

a qualidade do solo, as raízes

aprofundam mais e conseguem

buscar água em maior profundidade”,

diz. O trabalho também

conta com o suporte técnico.

“A orientação do engenheiro

agrônomo da Coamo tem sido

fundamental. Com a aplicação

correta de insumos e nutrientes,

conseguimos manter a sanidade

e a produtividade das lavouras”,

completa.

Para o engenheiro agrônomo

da Coamo, Iury Machry

Bomfim, os bons resultados obtidos

nas últimas safras estão diretamente

ligados à conservação

do solo. “A manutenção da fertilidade,

a rotação de culturas e

o plantio direto são práticas que

têm impacto direto na produtividade.

Aqui na região, temos observado

que áreas com manejo

adequado do solo apresentam

desempenho superior, tanto no

verão quanto no inverno”, explica.

Iury destaca ainda que o

investimento em mix de plantas

de cobertura durante o inverno

tem sido uma estratégia importante

para proteger e melhorar

as características físicas e biológicas

do solo. “A biota do solo

responde bem quando há rotação

de culturas e cobertura permanente.

Isso contribui para diminuir

a compactação, melhorar

a infiltração da água e aumentar

a disponibilidade de nutrientes.”

Ele reforça que, embora

o clima seja um fator que o produtor

não controla, é possível

mitigar os efeitos negativos com

boas práticas de manejo. “A conservação

do solo é uma das principais

ferramentas para garantir

estabilidade na produção. Além

disso, respeitar o meio ambiente,

preservar matas ciliares e cumprir

as exigências legais também

faz parte do processo.”

abril/2025 revista 39


Anti-volatilizante

40 revista

abril/2025


plano safra

Tempo de planejar

Plano Safra da Coamo reforça a relação de confiança com os cooperados.

Com mercado favorável, cooperativa oferece condições estratégicas para

aquisição antecipada e gestão da próxima safra de verão

Cooperados João Maria e Márcio Leandro de Carvalho, de Juranda (PR). Com o milho segunda safra em desenvolvimento, planejamento se volta para a safra de verão

A

Coamo lançou recentemente o Plano Safra

2025/26, com o objetivo de garantir aos cooperados

todos os insumos necessários para

o plantio e condução da próxima safra de verão.

Com tecnologia reconhecida e condições especiais

de aquisição, a cooperativa oferece segurança, planejamento

e oportunidade em um momento considerado

estratégico.

De acordo com Aquiles de Oliveira Dias, diretor

de Suprimentos e Assistência Técnica da Coa-

abril/2025 revista 41


plano safra

Sérgio Bertolla, gerente da Coamo

em Juranda (PR), com o cooperados

João Maria e Márcio Leandro de

Carvalho. Parceria e planejamento

das lavouras

mo, o lançamento ocorreu em um contexto de oscilação

cambial e recuperação parcial nos preços da

soja. “O segredo de uma boa safra começa na escolha

certa, no tempo certo”, afirma e explica que, apesar

do início do ano ter sido marcado por incertezas

nas relações de troca e alta no preço dos insumos, o

momento atual é favorável para aquisição dos insumos.

“O dólar chegou a ultrapassar R$ 6,20, o que

pressionou o mercado e aumentou o custo dos fertilizantes

e defensivos, que são majoritariamente importados.

Mas, recentemente o câmbio recuou para

a faixa de R$ 5,60, permitindo melhores condições

de negociação.”

Segundo ele, a Coamo acompanhou de perto

o mercado e realizou compras antecipadas de fertilizantes,

o que garantiu bons preços. “As condições

que estamos oferecendo são equivalentes às do ano

passado, que teve a melhor relação de troca da última

década”, pontua. O diretor alerta para o cenário

de instabilidade global e ressalta a importância

do planejamento. “Estamos vivendo um momento

de grande volatilidade no mercado internacional.

O produtor pode aproveitar para travar o custo de

produção com contratos futuros, garantindo previsibilidade

e segurança.”

De acordo com o presidente Executivo da

Coamo, Airton Galinari, o plano foi estruturado com

base em um criterioso acompanhamento do mercado

e da realidade do cooperado. “O ciclo de verão

é o principal do ano. A preparação exige muita responsabilidade,

porque é preciso negociar previamente

todos os insumos que serão utilizados a partir

de setembro”, explica.

Além do fornecimento de insumos, a cooperativa

disponibiliza contratos com valores de referência.

Em Campo Mourão, por exemplo, a saca

de soja é negociada a R$ 129, e a de milho, a R$ 67.

“O cooperado está travando seu custo e garantindo

uma relação de troca favorável, o que traz mais segurança

diante da volatilidade do mercado”, pontua.

Segurança no campo

Com a segunda safra ainda em desenvolvimento,

os cooperados João Maria e Márcio Leandro

de Carvalho, de Juranda (PR), já estão com foco no

plantio da safra de verão. Eles aderiram ao Plano Safra

2025/26 da Coamo, que oferece condições diferenciadas

para aquisição de insumos agrícolas. “Temos

a segurança da Coamo para adquirir produtos

42 revista

abril/2025


Engenheiro agrônomo Elias Roveda, da Coamo em Juranda, com o cooperados João Maria e Márcio Leandro de Carvalho

totalmente aprovados pela equipe técnica”, afirma

João Maria. Ele explica que a proposta da cooperativa

resultou em uma condição considerada favorável.

“A conversão em produto teve uma taxa boa, então,

para nós, ficou excelente”, completa.

Para os irmãos, a antecipação do planejamento

é essencial. João Maria mantém a área cultivada

da safra anterior e ressalta que o investimento

segue no mesmo patamar. Já Márcio destaca que a

preparação para o verão começa muito antes do fechamento

do plano. “O grande sucesso da agricultura

pode ser o planejamento antecipado”, diz.

O plantio está previsto para meados de setembro

e início de outubro. Ambos já haviam estruturado

o que seria feito, aguardando apenas o

momento da efetivação. “Com a campanha, a gente

concretiza o pensamento e efetiva os investimentos

com a troca por produto”, explica Márcio.

A estratégia dos cooperados inclui também

a negociação antecipada da comercialização da

produção. João Maria já contratou 30% da soja prevista,

buscando travar os custos. “Todo ano a gente

procura fazer contrato antecipado como uma forma

de segurança”, diz.

A expectativa de produtividade também é

otimista. “O sonho mesmo é passar das 200 sacas

por alqueire”, comenta Márcio. Mesmo cientes da

influência do clima, os irmãos afirmam que seguem

fazendo sua parte no campo, com foco em tecnologias

que favoreçam a produtividade.

O engenheiro agrônomo, Elias Roveda, da

Coamo em Juranda, acompanha os cooperados da

região e afirma que o plano está sendo bem recebido.

“A aceitação tem sido muito boa, mesmo com

investimentos altos. O custo-benefício está compensando”,

destaca.

Segundo ele, o momento do plano é a concretização

de um planejamento que já vinha sendo

feito ao longo do ano. “É a hora de sentar com o

técnico, definir os materiais, os produtos químicos e

tudo que será necessário para a lavoura”, diz.

Roveda também observa um movimento

crescente de busca por inovação. “Os produtores

estão se atualizando, investindo mais, interessados

em tecnologias que aumentem a produtividade e

tragam retorno mais eficiente”, completa.

abril/2025 revista 43


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44 revista

abril/2025


credicoamo

Plano Safra Coamo 25/26: apoio

financeiro da Credicoamo ao associado

Além do clima, planejamento

e prazo também

são companheiros do

produtor rural ao longo da vida.

Atenta a esses pilares, a Coamo

lançou, no início de abril,

o Plano Safra 2025/2026, para

fornecimento dos insumos das

lavouras a serem implantadas

na safra de verão. Com o apoio

financeiro da Credicoamo, são

oferecidas taxas de juros competitivas

e um atendimento

próximo, o que impulsiona o

desenvolvimento dos negócios.

O presidente executivo

da Credicoamo, Alcir José Goldoni,

diz que a cooperativa tem

recursos disponíveis para financiar

os custeios das lavouras

de verão (soja e milho 1ª safra),

com taxas controladas do crédito

rural e com taxas livres (recursos

da própria cooperativa),

com adesão ao Proagro ou Seguro

Agrícola, nos programas

Pronaf, Pronamp e demais.

Goldoni destaca ainda

que o associado, assim que realizar

o orçamento dos insumos

necessários à condução das lavouras,

já pode encaminhar o

projeto técnico para financiar na

Credicoamo. As propostas estão

em andamento e os recursos

com taxas controladas do crédito

serão liberados de acordo com

os limites disponíveis de cada associado

por ano agrícola dentro

do respectivo programa. Quem

já utilizou todo o limite do ano

agrícola, que encerra em 30 de

junho, poderá contratar o financiamento

a partir de 1º de julho.

Além do custeio com

taxas controladas, nas mesmas

condições das demais instituições,

na Credicoamo o associado

participa do rateio das sobras.

Em março de 2025, a cooperativa

creditou mais de R$ 99 milhões

aos sócios, na proporção da movimentação

e do capital social

de cada um, montante que faz

parte das sobras do exercício de

2024. Como mencionam os associados,

o valor das sobras, que

chega a cada família, representa

aquele dinheiro que vem em boa

hora, seja para investimentos ou

para uso no orçamento familiar, e

fica nas comunidades, fomentando

a economia dos municípios.

Alcir José Goldoni,

presidente executivo da Credicoamo

abril/2025 revista 45


credicoamo

Transformando o cuidado em confiança

Credicoamo trabalha para proteger informações dos associados

com as melhores práticas e tecnologias disponíveis no mercado

Dados de 2024 da Federação Brasileira

de Bancos apontam que oito em cada

dez transações bancárias no Brasil são

feitas em canais digitais, o que impõe

cuidado, de forma a garantir que a

segurança sempre seja o alicerce

Ter segurança no ambiente

digital é sinônimo de tranquilidade.

As novas formas

de comércio eletrônico, que provocam

aumento na disponibilidade

de dados, somadas a um bombardeio

de informações diárias

por meio de diversos canais, muitas

vezes apresentando vantagens

tentadoras, criam um cenário de

insegurança e a possibilidade de

golpes. Dados de 2024 da Federação

Brasileira de Bancos apontam

que 8 em cada 10 transações bancárias

no Brasil são feitas em canais

digitais, o que impõe cuidado, de

forma a garantir que a segurança

sempre seja o alicerce.

Esse cuidado, inserido

na missão da Credicoamo, começa

na estrutura de Tecnologia

da Informação (TI), para propiciar

ao associado um ambiente digital

seguro, à altura da confiança

depositada na cooperativa. O

gerente de TI, Keyne Paiva, comenta

que a segurança cibernética

é um dos pilares da Credicoamo

e exige investimentos

em atualizações e modernização.

“Trabalhamos constantemente

para proteger as informações

dos associados com as melhores

práticas e tecnologias disponíveis

no mercado. Há uma equipe

dedicada à cibersegurança, monitorando

sistemas 24 horas por

dia, além de investir em soluções

modernas como criptografia de

dados, autenticação multifator e

análise de riscos. Também promovemos

ações educativas para

46 revista

abril/2025


que todos, funcionários e associados,

estejam atentos a possíveis

ameaças.”

Recentemente, Keyne conduziu

treinamento aos funcionários

com o módulo Gerência de TI,

dentro do Programa de Desenvolvimento

de Talentos da Credicoamo

(PDT). Na percepção de um dos participantes,

o módulo vai ao encontro

dessa prioridade. “Um dos temas

que mais me chama a atenção é a

segurança digital que a Credicoamo

tem, protegendo ao máximo o

recurso do associado. Sempre recebemos

elogios de que nossa cooperativa

cuida muito bem e protege

os recursos dos associados como

nenhuma outra cooperativa ou banco.

É satisfatório trabalhar em uma

empresa com essa seriedade.”

Falando em seriedade, o

tema risco é tratado desta forma

pela Credicoamo. Para o diretor

Financeiro e de Riscos, Elton Alexandre

Scramocin, , “isso significa

proteger os associados, o patrimônio

e garantir a continuidade das

operações e da cooperativa. Isso

vai desde prevenir fraudes financeiras,

até gerenciar riscos de crédito,

mercado, social, ambiental, climático,

operacionais e regulatórios.”

O diretor explica que a Credicoamo

tem uma estrutura dedicada a

isso, com ferramentas, análises e

processos que ajudam na tomada

de decisões responsáveis e mais

seguras. “Buscamos sempre transformar

esse cuidado em confiança

para nossos associados, parceiros

e funcionários. Pois trabalhar com

risco não é evitar o futuro, é estar

preparado para ele.”

INVESTIMENTO EM SEGURANÇA

O presidente Executivo da

Credicoamo, Alcir José Goldoni,

relata que anualmente o orçamento

de investimentos recebe uma

atenção especial para atender as

demandas que elevam o padrão

de confiança dos associados. Esses

investimentos são apresentados e

submetidos à aprovação da Assembleia

Geral de associados.

Conforme o diretor de

Crédito e Governança, José Luiz

Conrado, a Credicoamo investe

constantemente na segurança dos

processos, com ênfase na experiência

do associado. Ele alerta que o associado

da cooperativa ou o cliente

das demais instituições financeiras é

o elo mais vulnerável quando se trata

de golpes e fraudes digitais.

A Credicoamo trabalha de

forma preventiva bem como reativa.

Atua preventivamente ao enviar

mensagens e notificações de alerta

aos mais de 29 mil associados, como

também, estabelece processos de

bloqueio de transações suspeitas

ou com indicativo de possível golpe.

“Este conjunto de ações coloca

a Credicoamo em destaque no que

diz respeito à segurança implementada

e às ações de identificação e,

quando possível, no bloqueio e repatriamento

de recursos de golpes,

quando ocorrem”, explica Conrado.

A cooperativa participa de

campanhas nacionais como “Tem

Cara de Golpe”, promovida pela

Associação Brasileira de Bancos

(ABBC), e #cliqueConsciente, promovida

pela Organização das Cooperativas

Brasileiras (OCB).

ORIENTAÇÕES PARA O ASSOCIADO

• Desconfie de contatos inesperados:

criminosos podem tentar enganar

você por meio de ligações,

e-mails, mensagens no WhatsApp

ou SMS, se passando por funcionários

da Credicoamo ou de outras

instituições, solicitando dados e

senhas. Não forneça nenhum dado

e se tiver dúvida, entre em contato

com a agência de relacionamento.

• Nunca compartilhe senhas ou

códigos de autenticação nem

mesmo com alguém que diga

ser da cooperativa. A Credicoamo

nunca solicita senhas, tokens ou

códigos por telefone, mensagem

ou e-mail. A senha é pessoal e intransferível.

• A Credicoamo não envia links

para acesso e informações. Não

clique em links suspeitos (que

não tenha solicitado). Eles podem

levar a sites falsos criados para

roubar seus dados.

• Use senhas fortes e únicas: evite

datas de nascimento, nomes ou

sequências fáceis. Prefira senhas

longas, misturando letras, números

e símbolos. E se possível, ative

a autenticação em dois fatores.

• Mantenha seu dispositivo seguro

atualizando regularmente o

sistema operacional e os aplicativos

e tenha um bom antivírus

instalado.

• Verifique sempre se está acessando

o site oficial da Credicoamo.

abril/2025 revista 47


formação no campo

Iniciada 29ª turma do programa de

Jovens Líderes Cooperativistas

Participantes aprenderão sobre temas relacionados ao cooperativismo,

liderança, governança, sucessão, planejamento, mercado e gestão

Iniciou em abril mais uma turma de Jovens Líderes

Cooperativistas, realizada em parceria com o

Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo

(Sescoop/PR) e com a Universidade Federal

do Paraná (UFPR). Está é a 29ª edição do programa,

que já formou mais de mil cooperados. O curso é

dividido em quatro módulos presenciais e 12 on-line,

com duração de quatro meses. Em 2025, são 37

participantes dos Estados do Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul, que aprenderão sobre temas

relacionados ao cooperativismo, liderança, governança,

sucessão, planejamento, mercado e gestão.

Idealizador do programa, que é realizado

desde 1998, o presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

diz que é uma satisfação começar mais uma

turma. “Esses jovens levarão para as propriedades

muito conhecimento, que é um dos principais insumos

para o sucesso na lavoura.”

O presidente Executivo da Coamo, Airton

Galinari, avalia a importância do programa. Segundo

ele, os jovens que participam do curso serão os futuros

gestores da cooperativa. “A cooperativa sempre

primou pelo conhecimento, trazendo tecnologia e

48 revista

abril/2025


desenvolvimento ao quadro social,

e esse é o papel do curso de

jovens líderes cooperativistas”,

afirma Galinari.

Para o presidente Executivo

da Credicoamo, Alcir José

Goldoni, essa é uma oportunidade

de os associados conhecerem

profundamente e viverem

as cooperativas das quais fazem

parte. “Não é só saber da cooperativa,

mas vivenciá-la. Os valores

praticados pela Coamo e Credicoamo

são o diferencial.”

O professor da UFPR,

coordenador da formação, Tomas

Sparano Martins, destaca

a parceria entre a cooperativa

e a universidade. “Entendemos

esses projetos como circulares,

onde trazemos informação e conhecimento,

mas também aprendemos

muito com os jovens e

com a cooperativa, podendo refinar

as informações e contribuir

com o cooperativismo no mundo.

A Coamo foi visionária em

oferecer programas para jovens,

há quase 30 anos levando o assunto

‘sucessão’ e pensando nas

futuras gerações.”

O curso de Jovens Líderes

Cooperativistas é valorizado não

só por quem está dentro da cooperativa,

mas por toda a cadeia

agrícola. O presidente da Ocepar,

José Roberto Ricken, afirma que a

Coamo é referência dentro do setor.

“A Coamo tem uma experiência

de quase 40 anos de alinhamento

da nova geração com esse

programa. O jovem precisa entender

o funcionamento da cooperativa

e ser preparado para suceder

seus pais na propriedade”, conta o

dirigente.

Sandra Regina Vendramini

Negri, de Engenheiro Beltrão,

conta que espera levar muitas

informações sobre a Coamo

e o cooperativismo para aplicar

na propriedade. “Sempre quis

participar desse projeto, do qual

meu marido já participou. Fiquei

muito feliz com a chance de fazer

parte desse grupo. Minha expectativa

é que o curso seja de grande

valia e eu auxilie ainda mais

nos negócios da família.”

O cooperado Flavio Fonseca

Chamberlain, de Campo

Mourão, vê o curso com grande

expectativa. “O curso vem para

agregar valor na vida da gente,

dar sequência na propriedade,

ter mais discernimento nas nossas

ações e mais noção de como

nossa cooperativa trabalha. Como

disse o Dr. Aroldo, a Coamo foi feita

para várias gerações, pois tanto

nossa propriedade quanto a cooperativa

são feitas para gerações

futuras”, afirma o jovem líder.

José Roberto Ricken,

presidente da Ocepar,

durante o curso em

Campo Mourão (PR)

Flavio Fonseca Chamberlain, de Campo Mourão

Sandra Vendramini Negri, de Engenheiro Beltrão

abril/2025 revista 49


cooperativismo

Ocepar, há 54 anos contribuindo para a

construção de um mundo melhor

Há quase cinco décadas e meia, a Organização

das Cooperativas do Estado do

Paraná (Ocepar) nascia com a missão de

representar e defender os interesses das cooperativas

filiadas perante as autoridades constituídas

e a sociedade, bem como prestar serviços

adequados ao pleno desenvolvimento das sociedades

cooperativas e de seus integrantes.

Em 1997, começou a exercer também a

função de sindicato patronal das cooperativas,

por isso, a entidade passou a ser denominada

Sindicato e Organização das Cooperativas do

Estado do Paraná e, juntamente com a Federação

e Organização das Cooperativas do Estado

do Paraná (Fecoopar) e o Serviço Nacional de

Aprendizagem do Cooperativismo no Paraná

(Sescoop/PR), compõe um sistema voltado a

promover o crescimento sustentável do cooperativismo

paranaense.

Fundada em 2 de abril de 1971, a Ocepar

completou 54 anos no dia 02 de abril. “Temos

muitos motivos para celebrar esta data,

especialmente em 2025, declarado pela Organização

das Nações Unidas (ONU) como Ano

Internacional das Cooperativas, com o tema

‘Cooperativas constroem um mundo melhor’. É

o que vemos na prática e sentimos orgulho de

contribuir para trazer mais renda, oportunidades,

bem-estar e qualidade de vida às pessoas,

começando pelas comunidades onde nossas

cooperativas estão presentes, mas com efeito

irradiador, pois a riqueza que o setor gera traz

impactos à toda sociedade”, afirma o presidente

do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

50 revista

abril/2025


Fundada em 2 de abril de

1971, a Ocepar completou

54 anos no dia 02 de abril

AGO

Com a presença de 111 lideranças de 68

cooperativas paranaenses dos sete ramos – agropecuário,

crédito, saúde, trabalho, produção de bens

e serviços, infraestrutura, transporte e consumo –

foram aprovados a prestação de contas de 2024 e

o plano de ação para 2025 das três entidades que

integram o Sistema Ocepar – Ocepar, Fecoopar e

Sescoop/PR, durante Assembleia Geral Ordinária

(AGO) realizada no dia 01 de abril, na sede da entidade,

em Curitiba. A AGO também foi acompanhada

de forma virtual por dirigentes e profissionais de

16 cooperativas, pela plataforma Microsoft Teams.

O vice-governador Darci Piana e a gerente-

-geral do Sistema OCB (Organização das Cooperativas

Brasileiras), Fabíola Mota, compuseram a mesa

de honra, juntamente com o presidente do Sistema

Ocepar, José Roberto Ricken, diretores da Ocepar e

representantes da diretoria de Fecoopar e do Conselho

Administrativo do Sescoop/PR.

Na abertura, Ricken destacou os principais

resultados obtidos pelas 227 cooperativas registradas

no Sistema Ocepar. Segundo o dirigente, apesar

de ter sido desafiador, o ano de 2024 encerrou

de forma positiva. “Tivemos perdas de produção,

redução de preços das principais commodities agrícolas,

dificuldade de acesso ao crédito e juros elevados,

que dificultaram a realização de investimentos.

Isso impactou na trajetória de crescimento do setor

e não poderia ser diferente. As cooperativas agropecuárias

receberam oito milhões de toneladas de

grãos a menos. Assim mesmo, fechamos o ano com

R$ 205 bilhões de faturamento. Isso tem muito a ver

com a estrutura de agroindústria mantida pelas cooperativas

no Estado e com o crescimento do ramo

crédito. São dois fatos relevantes nesse sentido”, enfatizou.

“Nós vamos seguir em nossa trajetória para

chegarmos, no final de 2026 ou em 2027, aos R$ 300

bilhões de faturamento projetados no Plano Paraná

abril/2025 revista 51


cooperativismo

Na abertura da AGO, José

Roberto Ricken, destacou os

principais resultados obtidos

pelas 227 cooperativas

registradas no Sistema Ocepar

Cooperativo 300 (PRC), o planejamento estratégico

do cooperativismo paranaense”, acrescentou.

No ano passado, o setor ultrapassou os quatro

milhões de cooperados, com destaque especial

para as cooperativas de crédito, que possuem 3,7

milhões de associados. “Isso também é uma demonstração

da força do cooperativismo”, comentou

Ricken.

Outro ponto ressaltado pelo presidente do

Sistema Ocepar foi a geração de empregos diretos,

que chegaram a 146 mil no ano passado. “Temos

ainda 10 mil vagas em aberto que não conseguimos

cobrir”, sublinhou. Já o resultado líquido foi de

R$ 10,8 bilhões, valor que está sendo submetido à

apreciação do quadro social, que pode optar por reinvestir

o recurso nas cooperativas ou devolver parte

aos cooperados para que possam aplicar em suas

atividades. De acordo com Ricken, essa prática do

cooperativismo é um dos diferenciais desse modelo

de negócios. “Em uma empresa privada, muito provavelmente

esse montante não voltaria para a cooperativa

ou para o cooperado e, sim, seria destinado

à compra de ações ou outros investimentos”, disse.

Ricken informou que, em 2024, o cooperativismo

paranaense exportou o equivalente a US$ 7,9

bilhões para mais de 150 países e responde pelo

recebimento de cerca de 64% da produção agropecuária

paranaense, sendo que mais da metade desse

total tem algum valor agregado, já que as matérias-

-primas são processadas por meio das 153 agroindústrias

mantidas pelas cooperativas e há ainda oito

unidades em construção. “Isso mostra que o cooperativismo,

de fato, gera desenvolvimento. Há inclusive

dados do Ipardes [Instituto Paranaense Desenvolvimento

Econômico e Social] que mostram que, onde

há uma cooperativa bem-organizada, o IDH [Índice

de Desenvolvimento Humano] é melhor.”

“Nós estamos aqui para ajudar o setor produtivo.

Sempre vamos fazer o possível para apoiar

as cooperativas, que representam a produção do

agronegócio e são o orgulho do nosso Estado. Portanto,

temos que trabalhar juntos porque juntos

somos mais fortes.” A afirmação foi feita pelo vice-

-governador do Paraná, Darci Piana.

52 revista

abril/2025


Com a presença de 111

lideranças de 68 cooperativas

paranaenses foram aprovados a

prestação de contas de 2024 e

o plano de ação para 2025 das

três entidades que integram o

Sistema Ocepar

Piana disse que cabe ao Governo do Estado

promover melhorias nos diversos modais de transporte

para proporcionar condições adequadas ao

escoamento da produção agropecuária. “Nos resta

fazer com que a infraestrutura do Paraná acompanhe

aquilo que vocês estão fazendo, senão, daqui a

alguns anos, vamos ter problemas seríssimos como

já tivemos no passado.”

Segundo o vice-governador, o montante em

investimentos privados nessa área soma R$ 347 bilhões,

nos seis anos e dois meses da gestão de Ratinho

Junior. Além disso, outros R$ 55 milhões estão

sendo destinados às rodovias. “Mais duas licitações

que integram as novas concessões vão acontecer

até maio”, informou. Há ainda previsão de que,

também em maio, ocorra a licitação da ferrovia que

liga Maracaju (MS) a Paranaguá (PR). “São mais de

1.300 quilômetros que vão demandar outros R$ 50

bilhões”, frisou.

José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo e Credicoamo

diz que a Ocepar é o órgão máximo no Estado de representação

institucional e política. “Na base, temos

um trabalho de organização dos cooperados e da

filosofia do cooperativismo, mas as reivindicações

devem ser feitas por meio da Ocepar, no Paraná, e

da OCB, em Brasília. Considero que realizam um excelente

trabalho, basta ver o relatório apresentado

na assembleia. Parabenizo a diretoria e toda equipe

de profissionais do Sistema Ocepar pelos resultados

alcançados no ano passado e pelo trabalho sério

que realizam. Considero um ano bom, apesar que

em 2023/24 tivemos perda de safra, com a soja e o

milho, e, neste ano, apesar de ter sido menos intenso

que no ano anterior, também teremos perdas devido

ao calor e os preços caindo. O produtor vendeu

todo o estoque e se descapitalizou. Por isso, vamos

mais uma vez depender do trabalho da Ocepar e da

OCB em sensibilizar o governo, talvez com prorrogação

de algumas dívidas dos produtores, um plano

de saneamento de cooperados endividados que

não conseguirão pagar os bancos.”

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema Ocepar

abril/2025 revista 53


Bolo

DE CENOURA

com cobertura durinha

INGREDIENTES

2 cenouras médias descascadas e cortadas em rodelas

1 xícara (chá) de Óleo de Soja Coamo

4 ovos inteiros

2 xícaras (chá) de Farinha de Trigo Coamo Tradicional

2 xícaras (chá) de açúcar

1 tampinha cheia de fermento químico em pó

10 colheres (sopa) de achocolatado em pó

10 colheres (sopa) de açúcar

2 colheres (sopa) de Margarina Coamo Cremosa

4 colheres (sopa) de leite

MODO DE PREPARO

MARGARINA CREMOSA

@nacozinhadabruninha

Preaqueça o forno em 180 °C, unte e enfarinhe uma forma de alumínio.

Bata as cenouras, o óleo e os ovos no liquidificador até ficar bem homogêneo.

Peneire a farinha e o açúcar em uma travessa grande e misture o conteúdo batido

no liquidificador com um fouet até ficar bem lisinho.

Por último, misture delicadamente o fermento e passe para a forma.

Asse por de 40 minutos na temperatura de 180 °C, até passar no teste do palito.

COBERTURA DURINHA

FARINHA TRADICIONAL

Em uma panelinha, misture 10 colheres (sopa) cheias de achocolatado em pó,

10 colheres (sopa) cheias de açúcar, 2 colheres (sopa) de margarina

Coamo Cremosa e 4 colheres (sopa) de leite.

Mexa bastante em fogo baixo até ferver, então continue mexendo por 2 minutos e

coloque em cima do bolo (rapidinho, pois a calda começa a endurecer).

Demora cerca de 40 minutos para toda a cobertura endurecer completamente.

Veja essa

e outras

receitas

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coamoalimentos.com.br

CoamoAlimentos



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