RBS Magazine Ed 64
• Fotovoltaico e o Acordo de Paris: o papel da energia solar na redução de emissões até 2050 • Impactos da reforma tributária na locação de usina solar sua escolha inteligente em energia solar • Polimax reforça posição no mercado solar com estruturas 100% nacionais e suporte técnico especializado • Entrevista com Graziella Albuquerque, responsável por estudos e advocacy na Revolusolar • Solar Tritec revoluciona energia solar com tecnologia para áreas não convencionais • Fixações Inox e Fachadas Inteligentes: segurança e durabilidade em destaque • Entrevista com Vinicius Ayrão Engenheiro Eletricista Técnico do SINDISTAL • Crédito para facilitar o acesso a carregadores e baterias • Campo Grande se torna a capital brasileira da Geração Distribuída em junho de 2025
• Fotovoltaico e o Acordo de Paris: o papel da energia solar na redução de emissões até 2050 • Impactos da reforma tributária na
locação de usina solar sua escolha inteligente em energia solar • Polimax reforça posição no mercado solar com estruturas 100% nacionais e suporte técnico especializado • Entrevista com Graziella Albuquerque, responsável por estudos e advocacy na Revolusolar • Solar Tritec revoluciona energia solar com tecnologia para áreas não convencionais • Fixações Inox e Fachadas Inteligentes: segurança e durabilidade em destaque • Entrevista com Vinicius Ayrão Engenheiro Eletricista Técnico do SINDISTAL • Crédito para facilitar o acesso a carregadores e baterias • Campo Grande se torna a capital brasileira da Geração Distribuída em junho de 2025
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PCHs E CGHs
IMPACTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA NA LOCAÇÃO DE USINA SOLAR
by
27°FórumGD
FÓRUM REGIONAL DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA COM FONTES RENOVÁVEIS
REGIÃO SUDESTE
28 E 29
MAIO
2025
VOL. 09 N° 64 - MAIO 2025
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RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL
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ISSN 2526-7167
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Expediente
PUBLICAÇÃO
índice
04
06
07
08
10
11
Fotovoltaico e o Acordo de Paris: o
papel da energia solar na redução de
emissões até 2050
Impactos da reforma tributária na
locação de usina solar sua escolha
inteligente em energia solar
Polimax reforça posição no mercado solar
com estruturas 100% nacionais
e suporte técnico especializado
Entrevista com Graziella Albuquerque,
responsável por estudos e advocacy na
Revolusolar
Solar Tritec revoluciona energia solar com
tecnologia para áreas não convencionais
Fixações Inox e Fachadas Inteligentes:
segurança e durabilidade em destaque
Curitiba - PR – Brasil
www.revistabrasilsolar.com
CHEFE DE EDIÇÃO
Tiago Cassol Severo
JORNALISTA RESPONSÁVEL
Enaira Schoemberger
DIREÇÃO COMERCIAL
Tiago Fraga
EQUIPE COMERCIAL
Claudio Fraga, Luan Ignacio Dias
COMITÊ EDITORIAL
Colaboradores da edição
DISTRIBUIÇÃO
Carlos Alberto Castilhos
REDES SOCIAIS
Nilvia Maria Marques
EDIÇÃO DE ARTE
Vórus Design e Web
www.vorusdesign.com.br
CAPA
Carolina Agostini Mendes
APOIO
ABGD / TECPAR / WBA - Associação Mundial
de Bioenergia Solar / Instituto BESC / CBCN
/ Portal Brasileiro de Energia Solar / NEEAL
- Núcleo de Estudo em Energia Alternativa /
ABEAMA
DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA
Empresas do setor de energia solar
fotovoltaica, geração distribuída e energias
renováveis, sustentabilidade, câmaras
e federações de comércio e indústria,
universidades, assinantes, centros de
pesquisas, além de ser distribuído em grande
quantidade nas principais feiras e eventos do
setor de energia solar, energias renováveis,
construção sustentável e meio ambiente.
TIRAGEM: 5.000 exemplares
VERSÕES: Impressa / eletrônica
PUBLICAÇÃO: Bimestral
CONTATO: +55 (41) 3225.6693 - (41) 3222.6661
E-MAIL: contato@grupofrg.com.br
12
Campo Grande se torna a capital brasileira
da Geração Distribuída em junho de 2025
13
Crédito para facilitar o acesso a
carregadores e baterias
A Revista RBS é uma publicação do
14
Entrevista com Vinicius Ayrão Engenheiro
Eletricista Técnico do SINDISTAL
Para reprodução parcial ou completa das
informações da RBS Magazine - Revista Brasil Solar
é obrigatório a citação da fonte.
Os artigos e matérias assinados por colunistas e
ou colaboradores, não correspondem a opinião
da RBS Magazine - Revista Brasil Solar, sendo
de inteira responsabilidade do autor.
RBS Magazine 3
Fotovoltaico e o Acordo de Paris:
o papel da energia solar na
redução de emissões até 2050
A tecnologia fotovoltaica (FV) desempenha um papel fundamental na descarbonização
da matriz energética global, contribuindo para a redução das emissões de gases de
efeito estufa (GEE) e a transição para uma economia de baixo carbono.
Por: Ricardo Scarpi - Diretor Comercial GS Solar
A
Geração de Energia Limpa
e Renovável fotovoltaica
converte a luz solar diretamente
em eletricidade sem
emissões durante a operação,
diferentemente de fontes fósseis
(carvão, gás natural e petróleo).
Está tecnologia reduz as emissões
de CO₂. A substituição de termelétricas
a carvão ou gás por sistemas FV
evita a liberação de grandes quantidades
de CO₂. Por exemplo, cada
MWh de energia solar pode evitar a
emissão de 0,5 a 1 tonelada de CO₂,
dependendo da fonte substituída.
Estima-se que, globalmente, a
energia solar já evite mais de
1 bilhão de toneladas de CO₂
por ano (dados da IEA, 2023).
O crescimento e a capacidade instalada
global de FV ultrapassou 1 TW
(terawatt) em 2023, com projeções
de atingir 5,5 TW até 2030 (IRENA).
O Ciclo de Vida Sustentável é algo a
ser observado, embora a fabricação
de painéis solares envolva emissões
(extração de silício, transporte), o
"PAYBACK ENERGÉTICO” (tempo
para compensar a energia gasta na
produção) é de 1 a 3 anos, enquanto a
vida útil dos painéis é de 25 a 30 anos.
A Reciclagem de painéis (vidro,
alumínio, silício) está em
expansão, reduzindo resíduos.
O Mercado Fotovoltaico terá que começar
a se familiarizar com selos e
certificações como ACV e EPD (ACV
significa Avaliação do Ciclo de Vida e
EPD significa Declaração Ambiental
do Produto), para convergirem aos
pré requisitos de certificados com
LEED, AQUA, GBC Casa e Condomínio
do mercado de construção cívil
Os desafios e oportunidades irão
requerer, em um futuro próximo,
soluções como armazenamento
ou hibridização com outras fontes
renováveis (eólica, hidrelétrica).
A tecnologia fotovoltaica é uma das
principais alavancas para alcançar
as metas do Acordo de Paris (limitar
o aquecimento global a 1,5°C). Sua
adoção em massa, combinada com
políticas públicas e inovação, pode
garantir até 30% da redução global
de emissões no setor elétrico até
2050 (cenário Net Zero da IEA).
4
RBS Magazine
A Solução Perfeita em Fixadores para Estruturas Fotovoltaicas
EM FIXADORES PARA ESTRUTURAS FOTOVOLTAICAS
LUDUFIX
Impactos da reforma
tributária na locação
de usina solar sua
escolha inteligente
em energia solar
A
Reforma Tributária trará
mudanças profundas para
o setor de energia solar.
Analisamos, na prática, o
impacto para uma usina
de 1,4 MWp, com investimento de R$
5,5 milhões e receita simulada de R$
1,224 milhão/ano (no lucro presumido),
baseada em tarifa regulada com
deságio de 40% e contratos de locação
a preço fixo.
Cenários analisados:
• Hoje: carga tributária de 12,57%;
• 2027: início da CBS (8,7%) e carga
de 17%;
• 2033: CBS + IBS totalizando
22,13%.
O aumento projetado na carga
tributária chega a 76% até 2033. Para
manter a rentabilidade, seria necessário
elevar a receita bruta em cerca
de 22% — algo dicil em contratos de
locação com preço fixo. Sem espaço
para repasse integral, a rentabilidade
dos projetos sofrerá forte queda.
Apenas a inflação não será suficiente
para recompor as margens.
Principais riscos:
• Preço fixado: ausência de cláusulas
de repasse dos novos tributos.
• Redução da margem: riscos de
inviabilidade econômica em poucos
anos.
Possíveis estratégias:
• Revisão contratual com cláusulas
de reequilíbrio financeiro.
• Mudança do modelo de negócio
para reduzir a carga tributária em
até 15%.
• Diversificação de receita, como
venda de créditos de carbono e
oferta de novos serviços.
Conclusão:
Projetos de geração distribuída
precisam ser reavaliados imediatamente.
Antecipar-se às mudanças é
essencial para proteger o investimento
e assegurar retorno a longo prazo.
Sobre o autor
Thiago Bao Ribeiro atua há 20
anos como advogado tributarista
especializado em energia
renovável. Trabalha com planejamento
tributário de empresas
da cadeia do setor, obtenção de
benecios como REIDI e isenções
de ICMS, estruturação de
negócios para implantação de
usinas e assessoria em operações
de M&A de projetos de geração
de energia.
6
RBS Magazine
Polimax reforça posição no mercado
solar com estruturas 100% nacionais
e suporte técnico especializado
A
Polimax é uma fabricante
especializada em estruturas
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com produção
100% nacional e um compromisso
firme com a qualidade, a
segurança e a agilidade. Com foco
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para telhado, solo e carport,
sempre com engenharia própria e
materiais de alto desempenho.
Todos os nossos produtos acompanham
datasheets técnicos completos,
manuais de montagem detalhados
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suporte total desde o planejamento
até a instalação. Nossas estruturas
são laudadas por laboratórios reconhecidos,
como o Lactec, garantindo
segurança, durabilidade e conformidade
com as exigências do mercado.
Além disso, oferecemos um pós-
-venda ativo e técnico, com atendimento
rápido e humanizado para
integradores, engenheiros e distribuidores
de todo o Brasil. Nosso time
está pronto para auxiliar em dúvidas,
orientações e acompanhamentos
após a entrega do material.
A Polimax também se destaca
pela agilidade logística, com envios
programados e suporte em todas as
etapas do pedido. Nosso objetivo vai
além de vender estruturas: queremos
ser um parceiro estratégico para
nossos clientes, oferecendo soluções
que facilitam o dia a dia em obra e
contribuem para o crescimento do
mercado solar brasileiro.
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Polimax, escolhe
confiabilidade,
estrutura técnica
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que entende as
necessidades de quem
está no campo.
RBS Magazine 7
Entrevista
Energia solar como ferramenta de
transformação social nas favelas.
Graziella Albuquerque, responsável por
estudos e advocacy na Revolusolar,
detalha como a primeira cooperativa
solar em favelas brasileiras reduz
custos e fortalece a autonomia dos
moradores
A Revolusolar instalou 172 kW em sistemas solares comunitários no Morro da Babilônia e Chapéu-Mangueira,
gerando 200 MWh e economia de R$ 200 mil para famílias de baixa renda. Para Graziella Albuquer-
que, líder da área de estudos e advocacy da organização, o acesso à energia limpa é também um direito
social — e deve estar no centro da agenda de transição energética no país. Nesta entrevista a RBS Magazine,
ela destaca os desafios técnicos, regulatórios e financeiros para levar a geração distribuída às periferias
urbanas, compartilha os aprendizados do modelo comunitário da Revolusolar e propõe caminhos para que
ninguém fique para trás no processo.
RBS Magazine - Você está à frente de
um trabalho que conecta sustentabilidade,
inclusão e transformação social.
Quais aprendizados a liderança da
Revolusolar em comunidades como o
Morro da Babilônia te trouxe sobre o
impacto real da energia solar na vida
das pessoas?
GRAZIELLA ALBUQUERQUE - A
liderança da Revolusolar nas comunidades
do Morro da Babilônia e Chapéu-Mangueira
revelou que a energia
solar é muito mais do que uma tecnologia
— é uma ferramenta de transformação
social. Em territórios marcados
por desigualdade econômica e vulnerabilidade
energética, a instalação de
sistemas solares comunitários não só
reduz as contas de luz, mas também
promove a democratização do acesso
à energia limpa, fortalece a autoestima
dos moradores e cria oportunidades
econômicas locais. Aprendemos que
a transição energética precisa ser inclusiva,
respeitando a realidade e as
necessidades de cada comunidade.
Esse modelo fortalece o senso de pertencimento
e empoderamento, transformando
consumidores passivos em
"A partir do
projeto-piloto da
Revolusolar no
Morro da Babilônia,
com a criação da
primeira cooperativa
de energia solar em
favelas do Brasil..."
protagonistas da geração de energia
limpa.
A partir do projeto-piloto da Revolusolar
no Morro da Babilônia, com
a criação da primeira cooperativa de
energia solar em favelas do Brasil,
desenvolvemos nossa metodologia
de atuação, que chamamos de Ciclo
Solar. O Ciclo busca envolver os moradores
em todas as etapas de implementação
do projeto, com capacitação
profissional, ações de educação e cultura.
Após a implementação, os moradores
também realizam a manutenção
dos sistemas, aspecto fundamental de
sustentabilidade da metodologia, que
também gera novas oportunidades de
emprego e renda localmente.
RBS Magazine: Que obstáculos ainda
precisam ser enfrentados para que a
geração distribuída chegue de forma
mais estruturada às periferias urbanas,
e como a Revolusolar tem atuado
para superar barreiras técnicas, regulatórias
e financeiras?
Os principais desafios para expandir
a aplicação da geração distribuída em
periferias urbanas envolvem questões
técnicas, regulatórias e financeiras.
Tecnicamente, a infraestrutura dos
imóveis nessas comunidades impõe
restrições às instalações, fazendo com
que precisemos investir fortemente
em adequação estrutural, além da
adoção de modelos como o de geração
compartilhada. Além disso, a atuação
errática da distribuidora, desde a
homologação dos sistemas até a compensação
dos créditos, é outro ele-
8
RBS Magazine
Entrevista
"Reconhecimentos como o Prêmio Empreendedor Social
são fundamentais para dar visibilidade ao trabalho que
estamos realizando e para legitimar o modelo de energia
solar comunitária como uma alternativa viável para a
transformação social..."
mento que prejudica a operação. Regularmente,
apesar dos avanços com o
Marco Legal da Geração Distribuída
(Lei 14.300/2022), a implementação
local ainda enfrenta entraves burocráticos
e falta de incentivos específicos
para áreas de baixa renda. Ainda não
existem incentivos regulatórios específicos
para essa modalidade. Uma
cooperativa de energia solar na favela,
com usinas e consumidores na mesma
comunidade, paga o mesmo de TUSD
que uma grande usina solar que direciona
energia para empreendimentos
comerciais privados e clientes de alta
renda, por exemplo. Financeiramente,
o alto custo inicial dos sistemas é uma
barreira significativa, e a limitação de
mecanismos de financiamento ainda
trava a expansão da solução.
A Revolusolar atua em várias frentes
para superar esses obstáculos.
Buscamos parcerias estratégicas
com empresas, fundações filantrópicas
e órgãos públicos para viabilizar
os projetos. Além disso, atuamos
com a frente de advocacy para propor
políticas públicas e ajustes regulatórios
que reconheçam as especificidades
das favelas e nossas
propostas buscam também capacitar
moradores poderem manter os sistemas,
garantindo sustentabilidade a
longo prazo.
RBS Magazine: Qual o papel da Revolusolar
no cenário nacional de transição
energética e como você pretende
contribuir, no 28º Fórum GD Sudeste,
com a perspectiva das comunidades
que hoje estão fora do centro do debate
energético?
A Revolusolar desempenha um papel
fundamental na articulação entre a
transição energética e a inclusão social.
Promovemos projetos de energia
solar comunitária nas favelas e atuamos
em frentes de advocacy para salvaguardas
socioambientais, propostas
de economia circular e indústria nacional
para o setor. Demonstramos
que a democratização da energia é
possível e essencial para garantir que
os benefícios dessa transição chegue
para todos, principalmente aqueles
em situação de maior vulnerabilidade!
No 28º Fórum GD Sudeste, nosso
compromisso é trazer a perspectiva da
Geração Distribuída de Interesse Social
(GDIS), conceito criado pela Revolusolar,
para sistematizar esse modelo
de energia solar social e coloca as
pessoas que muitas vezes são marginalizadas
no centro dos debates energéticos.
Vamos garantir que políticas
públicas e investimentos em geração
distribuída considerem os contextos
sociais. Vamos propor soluções que
incentivem modelos comunitários, integração
com políticas habitacionais
e outras específicas para garantir que
ninguém fique para trás na transição
energética.
RBS Magazine: A Revolusolar já recebeu
importantes reconhecimentos,
como a indicação ao Prêmio Empreendedor
Social da Folha de S.Paulo.
Na sua visão, que peso têm esses prêmios
para dar visibilidade ao empreendedorismo
no terceiro setor e atrair
novos apoiadores para causas sociais
como a energia limpa nas favelas?
Reconhecimentos como o Prêmio
Empreendedor Social são fundamentais
para dar visibilidade ao trabalho
que estamos realizando e para legitimar
o modelo de energia solar comunitária
como uma alternativa viável
para a transformação social. Esses prêmios
ajudam a construir a legitimidade
da organização e da nossa solução,
e abrem portas para novos parceiros,
demonstrando que é possível integrar
sustentabilidade e inclusão social
de maneira inovadora e eficaz. Além
disso, reforçam a importância dessa
agenda por conta do apelo popular.
Além de demonstrarem que é possível
criar modelos inovadores com e para
as comunidades.
RBS Magazine: Durante a divulgação
do prêmio, a Folha de S.Paulo divulgou
que a Revolusolar já instalou 172
kW em sistemas solares comunitários,
gerando 200 MWh e proporcionando
uma economia de R$ 200 mil — com
redução média de 40% na conta de
luz. O que esses números revelam sobre
o potencial da energia solar nas
favelas e como você enxerga a escalabilidade
desse modelo?
Esses números demonstram o impacto
econômico direto da energia solar
nas favelas e comprovam ser possível
promover economia e sustentabilidade
simultaneamente. A redução média
de 40% na conta de luz representa
um alívio significativo para famílias
de baixa renda e um incentivo para a
expansão desse modelo. O potencial
de escalabilidade é grande, especialmente
se conseguirmos superar barreiras
estruturais como financiamento
e adaptação regulatória. A Revolusolar
está empenhada em criar parcerias
que permitam replicar e ampliar essas
iniciativas, buscando um modelo que
possa ser adotado em outras comunidades
pelo Brasil.
RBS Magazine 9
Solar Tritec revoluciona
energia solar com tecnologia
para áreas não convencionais
A
Solar Tritec foi reconhecida
por desenvolver
flutuadores inovadores
que viabilizam
a instalação de placas
solares em locais desafiadores,
como corpos d’água e solos contaminados.
Um dos destaques
é o projeto com a UTE Paulínia
Verde e a Holu Energia, que
possibilitou a instalação de uma
usina fotovoltaica de 200kWp
sobre um aterro sanitário em
Paulínia (SP). Nessas áreas, a
presença de substâncias químicas
e a instabilidade do solo dificultam
a perfuração necessária
para estruturas tradicionais.
Com essa tecnologia, possibilita-
-se gerar energia limpa em locais
antes inutilizáveis.
Além disso, o sistema solar
flutuante, desenvolvido em parceria
com a Intech, aproveita supercies
aquáticas subutilizadas
para geração sustentável. Compavel
com módulos padrão e
com alta escalabilidade, o sistema
mantém a eficiência energética
graças ao resfriamento
natural da água. A Solar Tritec
convida novos parceiros a fazer
parte dessa revolução em energia
renovável.
10
RBS Magazine
FIXAÇÕES INOX E FACHADAS INTELIGENTES:
segurança e durabilidade em destaque
Na arquitetura contemporânea,
onde estética
e desempenho
caminham juntos,
as soluções de fixação
em aço inoxidável ganham
protagonismo. Essenciais para
garantir a durabilidade de fachadas
e guarda-corpos, os fixadores
INOX-PAR se destacam
pela resistência à corrosão, desde
que aplicados corretamente.
A eficiência do inox depende da
integridade de sua camada passiva,
exigindo cuidados como o
uso de ferramentas exclusivas,
ausência de contaminação por
ferro e passivação completa de
fábrica evitando cortes e adaptações
em campo.
Na vanguarda da construção
sustentável, as fachadas
com sistemas BIPV (Building
Integrated Photovoltaics) integram
células fotovoltaicas aos
elementos arquitetônicos, como
painéis de vidro translúcido com
semicondutores CIGS ou CdTe.
O desafio está na compatibilização
custos e engenharia metálica:
ancoragens precisam prever
passagens de fiação e eventuais
usinagens nos perfis, exigindo
precisão desde a especificação.
Já os guarda-corpos ativos,
cada vez mais presentes em projetos
de alto padrão, demandam
soluções de ancoragem que
absorvam esforços de tração e
compressão. O atendimento à
norma NBR 14718 é indispensável
para garantir segurança sem
comprometer o design.
Sistemas bem ancorados
não apenas sustentam estrutu-
ras — sustentam a confiança no
projeto.
Somos parceiros de empresas
nacionais e internacionais,
como a GS SOLAR BIPV, especialista
em projetos especiais.
Junte-se a nós e faça parte da
inovação em BIPV!
RBS Magazine 11
Campo Grande se torna a capital
brasileira da GERAÇÃO DISTRIBUÍDA
em junho de 2025
Realizado pelo Grupo FRG Mídias & Eventos, o
29º Fórum GD Centro-Oeste acontece nos dias 25 e 26 de junho
O
29º Fórum GD Centro-Oeste,
organizado
pelo Grupo FRG Mídias
& Eventos, acontece
em Campo Grande
(MS) nos dias 25 e 26 de junho de
2025. O evento reúne especialistas
e empresas para discutir avanços
e desafios da geração distribuída
com fontes renováveis. Em paralelo,
o encontro também sediará o
Fórum de Mercado Livre de Energia
(MLE), com foco nas oportunidades
dessa modalidade, que
permite negociação direta entre
consumidores e geradores.
Em dezembro de 2024, a potência
instalada de energia solar no
estado do Mato Grosso do Sul alcançou
1.436,85 MW, um aumento
de 45% em relação ao período
homólogo, de acordo com dados
do Painel de Geração Distribuída
da Agência Nacional de Energia
Elétrica (ANEEL). O estado possui
126.930 unidades geradoras distribuídas
em 79 municípios. Campo
Grande, a capital, se destaca com
327,2 MW de produção, ocupando
a terceira posição no ranking nacional
entre as capitais.
O CEO do Grupo FRG, Tiago
Fraga, destacou a importância
de Campo Grande como sede do
evento, enfatizando o papel estratégico
da cidade no cenário nacional
de energia renovável. “O Fórum
GD Centro-Oeste volta a Campo
Grande depois de dois anos, o que
é muito gratificante por diversos
motivos, como o destaque da cidade
no número de conexões de
geração distribuída e seu potencial
instalado. Além disso, Mato Grosso
do Sul e a região Centro-Oeste têm
se consolidado como motores da
matriz elétrica nacional, com grande
participação do agronegócio e
um crescimento significativo nas
fontes renováveis”, afirmou.
Fraga também apontou os
benecios do evento como um
espaço para fomentar negócios e
alinhar estratégias no setor. “Estamos
certos de que o Fórum cumprirá
seu papel de promover um
ambiente propício para negócios,
networking e discussão de desafios
e oportunidades. Nosso objetivo
é reunir toda a cadeia produtiva,
desde integradores e distribuidores
até fabricantes, para compartilhar
resultados e alinhar estratégias,
sempre em sintonia com as demandas
do setor”, comenta.
12
RBS Magazine
Crédito para facilitar o acesso
a carregadores e baterias
Para atender a demanda crescente, Diretor Executivo de Varejo do banco BV
destaca a importância do acesso ao crédito para financiamento de
sistemas de armazenamento de energia
"Segundo estudo da
Greener Consultoria,
são estimados
R$22,5 bilhões
em investimentos
em sistemas de
baterias até 2030, o
que irá impulsionar
um novo ciclo de
crescimento na
geração solar
distribuída e
no processo
de transição
energética
nacional..."
O
mercado brasileiro de armazenamento
de energia
deve registrar um crescimento
significativo nos
próximos anos. Segundo
estudo da Greener Consultoria, são
estimados R$22,5 bilhões em investimentos
em sistemas de baterias até
2030, o que irá impulsionar um novo
ciclo de crescimento na geração solar
distribuída e no processo de transição
energética nacional. E para acompanhar
esse ritmo, é fundamental que o
acesso às fontes renováveis seja cada
vez mais estimulado.
“Faz-se cada vez mais necessária
a expansão do acesso às fontes
de energia renováveis. O Brasil tem
acompanhado a tendência mundial
de ampliação do uso de energia fotovoltaica.
Para garantir o acesso a
esse modelo é fundamental que se
crie mecanismos de crédito para financiamento
tanto para os painéis,
quanto para os sistemas de armazenamento
de energia”, afirma Flávio
Suchek, diretor executivo de Varejo
do banco BV, que no último trimestre
do ano passado registrou crescimento
de 21,4% no volume de contratos
de financiamentos solares.
O banco BV, líder do financiamento
de placas solares no país, vê
com otimismo o amadurecimento do
setor e o crescimento das soluções
acopladas ao sistema fotovoltaico.
Com a inserção das baterias, carregadores
e inversores como parte essencial
da operação, a tendência é que
os projetos passem a ser desenhados
com maior sofisticação técnica, refletindo
também o perfil de um consumidor
mais consciente e exigente.
“Além de garantir uma operação
mais eficiente, os sistemas de armazenamento
contribuem para uma
redução da sobrecarga das redes elétricas
e maior estabilidade no fornecimento.
Esse movimento amplia a
necessidade de alinhamento de todo
o ecossistema e a viabilidade depende
tanto da oferta de equipamentos,
quanto do oferecimento de soluções
acessíveis e uma regulação que
acompanhe a evolução tecnológica”,
disse Suchek.
Flávio Suchek
Diretor executivo de Varejo
do banco BV
RBS Magazine 13
Entrevista
Entrevista com Vinicius Ayrão
Engenheiro Eletricista
Técnico do SINDISTAL
"O rápido crescimento da energia solar no Brasil gerou uma forte demanda
por mão de obra, mas sem o tempo necessário para capacitação adequada."
RBS Magazine - Considerando o crescimento
da geração distribuída de
energia solar, quais são os principais
desafios técnicos que o setor de instalações
fotovoltaicas enfrenta atualmente,
especialmente em relação à
inovação tecnológica, às normas de
instalação e à integração desses sistemas
às redes de distribuição de energia?
VINICIUS AYRÃO - Com os avanços
regulatórios e tecnológicos, o principal
desafio atual é compreender como
as novas tecnologias se integram aos
modelos de negócios existentes — ou
aos que ainda serão criados — e definir
os perfis de clientes ideais para
cada tipo de solução.
Por exemplo, consumidores que sofrem
com falta ou má qualidade de
energia tendem a adotar sistemas com
armazenamento, mesmo sem foco no
tempo de retorno do investimento. Já
clientes do grupo A avaliam diferentes
caminhos: migrar para o mercado
livre, instalar sistemas solares conectados
ao SCEE ou adotar soluções híbridas.
Além disso, no estado do Rio de Janeiro,
ainda não há uma normalização
específica por parte das distribuidoras
para sistemas de armazenamento. Isso
pode gerar dificuldades iniciais nos
primeiros pedidos de conexão.
RBS Magazine - Em relação à qualificação
da mão de obra, como você avalia
o atual nível de formação técnica
dos profissionais de instalação de sistemas
fotovoltaicos e quais iniciativas
ou parcerias o SINDISTAL tem promovido
para desenvolver programas
de capacitação e atender à demanda
por especialistas em energia solar?
O rápido crescimento da energia solar
no Brasil gerou uma forte demanda
por mão de obra, mas sem o tempo
necessário para capacitação adequada.
Isso impacta tanto os projetos quanto
a execução e o comissionamento.
Infelizmente, temos observado em
diversos estados — não apenas no
RJ — instalações mal executadas, uso
inadequado de materiais e vícios que
podem gerar curtos-circuitos e até incêndios.
O SINDISTAL atua ativamente nesse
cenário, promovendo e apoiando
eventos técnicos (SEMIN, Energy
DAY e Fórum GD), além de manter
parcerias com o Sebrae e com o Sistema
Firjan, voltadas à capacitação de
empresários e trabalhadores da área.
RBS Magazine - Poderia citar alguma
ação ou proposta concreta do SIN-
DISTAL em prol de regulamentações
ou incentivos que estimulem a transição
para fontes limpas de energia?
Em parceria com o Sebrae, o SIN-
DISTAL lançou uma capacitação em
ESG com subsídio financeiro para os
associados interessados, promovendo
boas práticas ambientais, sociais e de
governança no setor.
RBS Magazine - Do ponto de vista dos
instaladores, quais são as principais
barreiras regulatórias ou operacionais
que ainda dificultam o desenvolvimento
da geração distribuída solar
no Rio de Janeiro, por exemplo, em
processos de conexão junto às distribuidoras,
na tributação sobre a geração
própria (como ICMS) ou em outros
aspectos práticos que impactam a
expansão do setor?
A falta de clareza das distribuidoras
em relação aos processos e os constantes
atrasos nas análises técnicas e
obras de conexão representam entraves
significativos para o avanço da GD
solar no Rio de Janeiro.
Além disso, a cobrança de ICMS sobre
a TUSD na injeção de energia compromete
a atratividade econômica dos
projetos, especialmente para consumidores
de pequeno e médio porte,
reduzindo o ritmo de expansão da GD
no estado.
RBS Magazine - Quais propostas você
considera mais efetivas para ampliar
a adoção da energia solar pela indústria
e pelo setor de serviços, considerando
que esses segmentos são grandes
consumidores de energia?
Em minha visão, a definição pela
ANEEL sobre como será feita a compensação
de energia após o fim do
período de transição será um divisor
de águas. A indústria precisa de previsibilidade
regulatória para realizar
investimentos de maior porte.
Além disso, políticas como o IPTU
Verde e incentivos para que novas
construções de grande porte (shoppings,
centros comerciais, etc.) incluam
geração solar podem acelerar significativamente
a adoção dessa fonte
no setor produtivo.
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FOTOVOLTAICO E O ACORDO DE PARIS: O PAPEL DA ENERGIA SOLAR
NA REDUÇÃO DE EMISSÕES ATÉ 2050
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