106 - APIs Standard de Rede como Motor de Inovação Global
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Webinar em parceria com MEO
APIs STANDARD DE REDE COMO
MOTOR DE INOVAÇÃO GLOBAL
#106
Mai.
2025
APIs Standard de Rede como Motor de Inovação Global
GAME CHANGER
EM ECOSSISTEMA
Há um novo paradigma de mercado, que junta telcos,
developers e big tech e maximiza todas as suas capacidades
e ferramentas tecnológicas, com destaque para a IA. Para a
aplicações, a imaginação é o limite. E o país tem aqui uma
enorme oportunidade, se a souber aproveitar.
Está aberto o caminho para uma nova era de
colaboração para a criação de novas aplicações
inovadoras. As telcos estão a disponibilizar
APIs standard de rede, que permitem
amplificar e expandir as capacidades de
integração entre redes móveis e os sistemas
de software. A partir daqui os developers
estão a criar múltiplas aplicações conectadas,
cada vez mais inovadoras. Como interface, há
tecnológicas a assumir a missão de acelerar
esta nova era, que já começa a beneficiar em
força da disrupção da IA. O país tem aqui um
futuro promissor como um verdadeiro hub, se
souber aproveitar bem este enorme potencial.
A garantia foi dada no mais recente webinar
da APDC, em parceria com a MEO, sobre “APIs
Standard de Rede como Motor de Inovação
Global”.
a Nova Economia de Infraestruturas Digitais”,
não tem dúvidas de que estas interfaces estão
“a transformar a economia”, abrindo caminho
para uma nova geração de aplicações.
Trata-se mesmo de um novo paradigma, em
que se estão a dar aos criadores “melhores e
mais poderosas ferramentas, para construir
mais e melhores aplicações”. Como explica,
“se olharmos para as capacidades que um
operador de comunicações consegue entregar
ao ecossistema de criadores de aplicações,
engloba todas as novas capacidades que
está a desenvolver. Desde o 5G, a mais
recente evolução da rede móvel, aos dados e
funcionalidades criadas dentro da rede. O que
fazem através da oferta das APIs (Application
Programming Interface).
As aplicações que estão a ser desenvolvidas
atualmente já são altamente conectadas,
o que mostra que as ferramentas para as
construir têm evoluído significativamente.
Tudo graças a dois mundos, que têm
trabalhado para a criação de todas as apps: o
mundo dos operadores de telecomunicações,
que facilitam a conectividade através das
suas redes, e o mundo dos developers e das
empresas que constroem as soluções. Juntos,
têm migrado para um ambiente muito mais
ligado e assente num paradigma cloud.
Foi assim que Marco António Silva, National
Innovation Officer da Microsoft, começou por
explicar o novo mundo das APIs, interfaces
que permitem a comunicação e a integração
entre sistemas e aplicações. O orador, que
apresentou o tema das “APIs - Agentes de IA e
REVOLUÇÃO COM COOPERAÇÃO E
STANDARDIZAÇÃO
Mas, tendo em conta que todas as telcos estão
a apostar nesta área, e perante a necessidade
de governação e de criar standards para
garantir soluções globais e seguras, está a ser
criado um verdadeiro ecossistema mundial,
através da GSMA. A aposta é a construção de
APIs com base em use cases, o que, para o
gestor, “quer dizer que nos estamos a centrar
nas aplicações e nas capacidades disponíveis,
juntar os dois mundos e construir uma API
global, mais ou menos estandardizada. Para
que a comunidade de developers consiga
passar de operador para operador e contar que
já têm as mesmas capacidades disponíveis
globalmente”.
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Através desta metodologia, acredita que se
vai “conseguir efetivamente chegar a todos
e construir a verdadeira API universal, para
conectar todas estas aplicações a todos os
operadores.
É um problema complexo, mas que está
a ser endereçado de forma colaborativa e
interativa”. Destaca que “existe agora uma
comunidade bastante grande de developers
no mundo inteiro, que está a construir estas
aplicações e que está habituada a fazer
algumas integrações de forma natural com
as APIs. Também os operadores já estão a
colaborar para construir as APIs, para garantir
que não existem 50 ou 100 APIs diferentes para
fazer a mesma coisa, o que seria um pesadelo
e mataria todo o potencial que poderíamos
retirar desta abordagem”,
A Microsoft também tem neste âmbito um
papel a desempenhar, até porque já tinha
uma uma comunidade bastante grande
de developers, uma software house que
produz frameworks e uma cloud que está
globalmente disponível. Assim, “passou a
colaborar na construção e materialização deste
potencial, fornecendo uma ligação entre as
comunidades de developers e operadores que
estão a fornecer funcionalidades, de acordo
com os standards que estão a ser construídos
colaborativamente”, explica Marco Silva.
Assim, foi criada, através do Azure
Programmable Connectivity, uma camada
intermédia de integração, que permite
aos developers chegarem facilmente aos
operadores que fornecem os serviços de
APIs. E que as telcos cheguem rapidamente
ao ecossistema de developers, que estão
disponíveis no Azure.
Marco António Silva
National Innovation Officer,
Microsoft
Carlos Bouça Carlos Marco Bouça António
Silva
Diretor de Engenharia e
National Operações, Innovation Officer, MEO Microsoft
Esta é uma interface que, na sua opinião, tem
vantagens inegáveis para ambas as partes: é
uma forma dos operadores integrarem as suas
APIs numa única plataforma; e de dar apoio à
comunidade de developers para conseguirem
implementar os use cases. Permite ainda a estes
“ter uma aplicação globalmente distribuída e
com vários operadores”, o que permite fazer
uma integração de funcionalidades com uma
única credencial que chega a todo o lado.
“Trata-se de uma construção algo interativa.
A própria definição dos use cases e a
implementação do standard estão a ser
construídos. Começou focada em três use
cases ou funcionalidades – SIM swap detection,
number verification e device location
Paulo Rego
Diretor de Produto e Pré-Venda,
MEO Empresas
APIs Standard de Rede como Motor de Inovação Global
verification - mas está a ser estendida a áreas
como a quality of demand, carrier billing e
discover optimal latency end-point.
Para este responsável, há já “muitas
capacidades concretas para resolver problemas
de segurança, de qualidade de serviço e para
aumentar a forma como os utilizadores finais
estão a tirar partir das aplicações”. Também
os developers conseguem, com a plataforma
da Microsoft, dar melhores experiências e
aumentar o valor que entregam. Este é um
valor que não pode ser afastado da grande
transformação que está a ocorrer com a
inteligência artificial (IA). Esta “veio mudar
o mundo e está a mudar todos os dias”, pelo
que a nova fronteira que agora se perfila é a
do mundo dos agentes de IA, os agentic AI.
A contrário dos chatbots, que só responde a
questões, um agente tem um conjunto de
novas capacidades que lhe permitem definir
um plano, de ir buscar informação e de agir, de
acordo com as instruções do utilizador.
“Já vemos até os chatbots a ficarem mais
inteligentes, com mais capacidades. Isto está
a desbloquear um ROI incrível que antes não
existia. As aplicações hoje já conseguem ser
um assistente, que permite um aumento
de produtividade. Que será cada vez mais
potenciada quanto mais o agente tiver
capacidade de fazer as coisas certas e de tomar
as melhores decisões. “Se nós lhe demos as
melhores APIs, vamos começar a ver mais use
cases a crescer em cima disso” e para os mais
variados setores, garante o orador.
Esta “evolução de um mundo dos LLMs e dos
GPTs e outros” para cenários de agentes mais
complexos resultará, na sua perspetiva, em
aplicações com sistemas multi-agentes, que
falam uns com os outros e colaboram para
conseguir fazer coisas ainda mais complexas.
E vão conseguir “fazer um bocadinho de tudo”,
um “canivete suíço onde vão estar as APIs de
rede. Será verdadeiramente transformador.
Há aqui muito poder para revolucionar a
economia”, garante.
UMA NOVA ERA DE POTENCIAL ILIMITADO
Para falar sobre tudo o que se deve saber
sobre APIs de rede para competir e inovar no
mercado digital, realizou-se de seguida um
debate entre vários players. Carlos Bouça,
diretor de Engenharia e Operações da MEO
começou por destacar que todo este mundo
surgiu com a transformação dos telemóveis
em supercomputadores, que hoje são
verdadeiros assistentes pessoais das pessoas e
com a transformação das redes, que evoluíram
para uma arquitetura diferente
“A forma como os dados existem na rede
e como são expostos é fundamental sobre
dois aspetos: os dados estarem num formato
que permita aos developers desenvolver as
aplicações sem o esforço da preocupação com
a sua qualidade e a sua estruturação; o tema
do consentimento, que é necessário ser obtido
de cada utilizador para que os dados sejam
utilizáveis”, explica, adiantando que “o papel
do operador é criar um campo liso, um plano
perfeito para que os developers possam, em
cima de dados perfeitamente standardizados
em qualquer parte do mundo e qualquer
linguagem, desenvolver uma aplicação”.
O 5G API Sprint é um exemplo de uma iniciativa,
lançada pela MEO Empresas, que disponibiliza
as APIs standard da rede MEO para que as
empresas, startups e developers possam
desenvolver um protótipo ou redesenhar uma
aplicação. O desafio foi lançado em novembro
do ano passado, no âmbito da Web Summit,
e Paulo Rego, diretor de Produto e Pré-Venda
da MEO Empresas, refere que concorreram 22
empresas. Destas, foram selecionadas as três
empresas vencedoras.
Uma das vencedoras foi a PluggableAI, que
desenvolveu uma solução que revoluciona a
interação e o engagement entre as marcas
e os fãs, ao medir a ligação emocional entre
ambos, com recurso a IA, sensores e APIs de
redes de localização.
Como explica o CTO desta startup, Luís Moreira
o objetivo foi criar uma nova era do fun
engagement. Para isso, desenvolveram o
Fanmeter, um medidor de fãs centrado na
medição de ligações emocionais entre adeptos
e o que o que estão a viver, seja um jogo de
futebol, um evento musical ou cultural ou outra
qualquer iniciativa. Através de um smartphone
e com recurso à IA, com base em dados não
intrusivos e anonimizados, a app estima um
score de engagement, sendo que no final do
evento o utilizador com o score mais elevado
é eleito o fun of the match. Foram integradas,
através do programa da MEO, duas APIs de
rede – location retreaval e location verification
- o que oferece capacidades em termos de
segurança significativas.
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INFINIDADE DE NOVAS APLICAÇÕES
Marco Costa acrescenta que as APIs são
cada vez mais um game changer, apesar
desde ecossistema entre aplicações e redes
já existir há algum tempo. É que finalmente
se conseguiu desbloquear todo o seu
potencial para tirar partido dos dados e criar
novas funcionalidades. “Estamos a viver o
maior momento de transformação de tudo,
da economia e do potencial tecnológico”,
destacando a nova geração da IA e as novas
capacidades da rede, que vem permitir mais
cenários de inovação.
“A standartização destas funcionalidades e
o foco nos use cases permite agora tirar o
máximo partido imediato do máximo de uses
cases para acelerar esta nova economia. Por
isso, é um game changer na forma como está
a ser adotada e pelo momento onde estamos.
Desbloqueamos a economia das APIs e novas
capacidades dentro das aplicações para novos
casos de uso. Gosto a abordagem que está a ser
seguida globalmente, de encontrar use cases,
desenhar, standardizar, pôr em produção e
disponibilizar”, remata.
Dentro da evolução do catálogo da MEO, as APIs
disponíveis no portal estão essencialmente
agrupadas em questões de localização e
autenticação dos utilizadores, assim como de
qualidade de serviço. Ao todo, são oferecidas
cinco APIs, mas Carlos Bouça diz que haverá
brevemente evoluções ao nível da oferta.
Luís Moreira
CTO, Pluggable AI
Sandra Fazenda Almeida
Diretora Executiva, APDC
Paulo Rego acrescenta que ainda se estão “a
dar os primeiros passos no aproveitamento de
todos estes recursos”, sendo que atualmente
são os setores da saúde, banca e mobilidade
que podem ter uma perceção mais imediata
da criação de valor. A oferta da MEO já está,
por exemplo, em projetos-piloto de integração
em software houses e fintechs, para
validar de forma seamless a identidade dos
cartões SIM. “Estamos a dar ferramentas de
cobertura nacional e de criação de valor, que
acrescentam eficiência, sem colocar em causa
a experiência do cliente e até com um reforço
desta”, assegura.
E o futuro é promissor, com o aparecimento
de novos devices e uma infinidade de novas
aplicações. Para Carlos Bouça, o desafio
continuará a ser a garantia dos consentimentos
dos utilizadores. E este é um trabalho muito
relevante que a MEO está a desenvolver no
Cindy Barardo
Event Project Manager, APDC
(Moderadora)
APIs Standard de Rede como Motor de Inovação Global
âmbito do 5G API Sprint: “claramente estamos
a investir na criação de um ecossistema
de developers. Portugal tem aqui um
enorme potencial. Temos, como os demais
operadores do mercado, das melhores redes
de comunicações ao nível mundial, excelentes
centros de desenvolvimento e podemos fazer
produtos de ponta de nível mundial”.
O tema do consentimento tem sido o mais
complexo de endereçar, em todo este processo.
Para o gestor, “há 10 milhões de pessoas que
têm de entender o funcionamento disto.
O cliente final tem de estar consciente e
aprender. Há muita aprendizagem por parte
de todos, porque este novo mundo oferece um
enorme potencial para toda a sociedade. Não
só de como utilizar, mas também de entender
e perceber que se trata de uma ferramenta e
não uma substituição das pessoas”, garante.
O responsável da Microsoft acrescenta
que Portugal se está a tornar “num hub de
inovação dentro da Europa. Quando falamos
em desenhar use cases que não existem,
estamos a inovar, a tentar integrar dentro das
aplicações novos uses cases. O país tem um
posicionamento estratégico à escala europeia
e até mundial. Estamos a criar um ecossistema
de inovação tecnológica, de fintechs. Temos
tudo o que é necessário para que isto tenha
um bom potencial e que seja até pioneiro
em alguns casos. Temos de ter capacidade
de escalar, de chegar aos consumidores e de
os conhecer. É uma missão nossa conseguir
chegar aí”.
Neste âmbito, o CTO da PluggableAI aconselha
todos os developers a experimentar: “as APis
disponíveis são muito fáceis de integrar e a
standartização ajuda no processo. Está tudo
apresentado de uma forma clara e simples.
O objetivo é manter este processo interativo,
sendo uma meta muito importante, porque
vão existir use cases onde as APIs funcionam e
outros em que não”.
Mas num mercado onde as APIs estão a crescer
rapidamente, gigante como a Microsoft terão,
cada vez, mais de ligar as comunidades
das telcos e da comunidade de developers.
Facilitando a aceleração, numa ótica de
market place, das APIs aos developers. E dos
operadores poderem colocar, com facilidade,
as suas ofertas e capacidades através da
interface. Marco Silva diz que a tecnologia
está a trabalhar muito próximo destes dois
ecossistemas já há muitos anos, sendo até uma
missão do grupo. É um player de colaboração
e de integração. Relativamente à IA, que é “a
próxima geração de aplicações”, a dos agentes,
que funcionam em cima de APIs.
A rematar, Paulo Rego diz que hoje todas
as empresas que têm na inovação um fator
distintivo e de competitividade terão de estar
atentas a este novo mundo. No entanto, na fase
atual, ainda de early adopters, só aquelas que
têm preocupações concretas de segurança e
usabilidade nas suas aplicações, plataformas
e sistemas é que estão atentas. Ou seja, as
fintechs e software houses que estão na linha
da frente, porque o tema da segurança e da
fraude bancária é mais crítico. E deixa claro:
“se acreditamos que isto é uma tecnologia
que acrescenta valor e que contribui para a
competitividade, todas as empresas terão de a
usar. A questão é o nível de adoção. Quem se
atrasar, vai ficar para trás”.
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Reportagem
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