Revista VerAcidade - Jornal Noturno 024
Revista Laboratorial do turma do segundo ano do turno noturno (Jornal 024) de Jornalismo da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Referente ao ano de 2025.
Revista Laboratorial do turma do segundo ano do turno noturno (Jornal 024) de Jornalismo da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP).
Referente ao ano de 2025.
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O REFÚGIO ANIMAL NO CORAÇÃO DO INTERIOR
Maria Cecília Gradin Itokagi e Pietra Perez
A cada segundo, 15 animais silvestres morrem
por atropelamentos - uma estimativa de 475
milhões de casos por ano. O dado impactante é do
Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estrada
e escancara uma realidade fortemente observada
também na região de Bauru, que conta
com uma instituição que exerce papel crucial na
reabilitação de vidas silvestres, vítimas dos impactos
da ocupação e da ação humana.
O Zoológico Municipal acolhe e reabilita
animais atingidos nas rodovias e também que sofrem
com as consequências da expansão urbana,
-
das, que, segundo a bióloga da unidade, Samantha
Pereira Lima, estão entre os principais motivos da
migração forçada das espécies selvagens para áreas
urbanizadas.
O espaço atua ainda em prol da preservação
e da manutenção da biodiversidade, do equilíbrio
ambiental, da educação e como núcleo de
Filhotes de macacos-prego
Fonte: Samantha Pereira Lima
O processo de urbanização de áreas verdes,
que dão lugar a rodovias e condomínios, por
exemplo, leva animais de vida livre a buscar alternativas
de ambientes em busca de alimentos e
parceiros para reprodução. “Mas não têm capacidade
para suportar [esses locais]”, diz a bióloga.
Samantha destaca o crescente número de
novos residenciais em Bauru. Embora seja exigido
um relatório de impacto ambiental para autorização
e construção desses empreendimentos, essa
medida acaba não sendo efetivamente respeitada.
“Querendo ou não, a gente está cada vez
difícil manter a fauna silvestre isolada do ser humano
(...) Na verdade, o ser humano é quem está
invadindo o espaço dos animais. Quem chegou
primeiro não fomos nós”, frisa a bióloga.
Esse contato é prejudicial não só para o
ecossistema, mas também para a saúde dos animais,
muitas vezes, alimentados inadequadamente
por seres humanos.
Outro problema recorrente em Bauru, as
queimadas - seja as criminosas ou as decorrentes
da estiagem - também forçam a fuga dos animais
de seus habitats naturais.
De acordo com a APASS - Associação Protetora
dos Animais Silvestres de Assis, a estiagem
até 30% no número de animais feridos pelo fogo.
Nos episódios de queimadas em Bauru, o
Corpo de Bombeiros e a Secretaria Municipal do
Meio Ambiente são acionados. A prioridade, em
meio à urgência, se concentra na eliminação dos
focos de fogo em detrimento do resgate dos animais,
que, em alguns casos, desenvolvem sequelas
decorrentes das lesões.
-
possibilitado de retornar à natureza, podendo ser
destinado para um Centro de Triagem de Animais
Silvestres ou também direcionado, se possível,
para o plantel do Zoológico de Bauru. “No caso de
sobrevivência, em que o animal está apto a voltar
para natureza, nós servimos de suporte aos animais
de vida livre”, explica.
A Polícia Ambiental também se responsabiliza
por resgate de animais em situação de risco
e aciona o Zoo em casos de necessidade de suporte
veterinário ou para a aplicação de anestésicos em
animais de grande porte, como a onça parda, muito
comum na região.
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