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Revista VerAcidade - Jornal Noturno 024

Revista Laboratorial do turma do segundo ano do turno noturno (Jornal 024) de Jornalismo da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Referente ao ano de 2025.

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resenha

O clube do livro que acontece num bar

crítica e cerveja gelada, em um espaço de encontro e de trocas

Por Sarah Galindo

Quando somos crianças, o incentivo à leitura pode vir

de muitos lados — pais, escola, professores atentos.

Já na vida adulta, somos nós mesmos que precisamos

manter esse hábito aceso. Onde podemos saciar nossa

fome por sentido, por companhia, por novas ideias?

A resposta pode vir de onde menos se espera: de um

bar.

Entre o aroma de caldos e o tilintar de copos, participei

do encontro mensal do Cevadas Literárias, clube de

leitura que transforma o restaurante Cia do Caldinho,

em Bauru, em um palco de conversas profundas — regadas

a cerveja, empatia e literatura.

Na vida adulta, fazer parte de algo exige coragem — principalmente quando a mesa já está posta

e os assuntos parecem antigos conhecidos. Mas logo ao entrar, uma amiga e eu fomos acolhidas

com gentileza. Bruno, um dos idealizadores do projeto, nos recebeu com um sorriso, e Laís,

participante antiga, fez as apresentações. Era como chegar a uma casa onde, mesmo sem convite

formal, o lugar já era seu.

Na conversa com Bruno, ele contou sobre os primeiros passos do Cevadas:

“Surgiu de uma conversa despretensiosa entre amigos que queriam retomar o hábito da leitura”.

No início, tudo era improvisado: grupo de WhatsApp, leituras individuais, encontros casuais em

bares da cidade.

“A gente se encontrava num bar e bebia uma cerveja enquanto falava dos livros. Era pra ser leve, divertido”.

Hoje, o clube tem endereço, microfone e caixa de som.

Cerveja gelada, cardápio na mesa, e começa o debate.

O clube se reúne sempre na última terça-feira do mês, e os

livros do próximo encontro são divulgados com antecedência

pelo Instagram @cevadasliterarias. A ideia é simples: uma

leitura por prazer, feita sem pressa, com liberdade para participar

— ou não — do encontro.

A bebida, embora esteja no nome, não é uma exigência. Há

quem beba, há quem não. Mas o ambiente é tão confortável,

tão descontraído, que tomar uma cerveja ali se torna quase

um gesto de relaxamento — como se o corpo dissesse: agora

posso ouvir com calma.

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