Revista Expressão Regional - Edição 348
Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!
Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.
SAÚDE
7 Fatos sobre
Esclerose Múltipla
que você precisa saber
Incidência da doença varia de acordo com as regiões do Brasil
· Avaliações clínicas e exames de imagem são utilizados
para o diagnóstico ·Tratamentos visam controlar
os surtos da doença e ampliar a qualidade de vida
A esclerose múltipla (EM) é
uma doença que compromete
o sistema nervoso central e
atinge principalmente adultos
jovens [1]. Caracterizada por
surtos e remissões, ela apresenta
uma ampla gama de sintomas
que impactam significativamente
a qualidade de vida
dos pacientes. Abaixo, foram
destacadas as 10 principais informações
que todos devem
saber sobre a EM, desde sua incidência
até opções de tratamento
e desafios enfrentados
pelos pacientes.
1. No Brasil,
cerca de 40 mil
pessoas vivem com
Esclerose Múltipla
Estima-se que aproximadamente
40 mil pessoas vivam
com EM no Brasil, com uma
prevalência média de 8,69 casos
por 100.000 habitantes –
podendo chegar a 27,2/100
mil na região sul. A maioria dos
diagnósticos ocorre entre os
20 e 50 anos, embora a doença
possa afetar pessoas de qualquer
idade. Pessoas brancas e
do sexo feminino apresentam
maior probabilidade de serem
diagnosticadas com EM. A maior
incidência é observada nas
regiões sul do país.
2. Sintomas
comuns incluem
fadiga, alterações
na fala, transtornos
visuais e fraqueza
muscular
A Esclerose Múltipla pode
manifestar-se de várias formas
no sistema nervoso central,
resultando em sintomas
neurológicos diversos. Entre
os sintomas mais frequentes
estão neurite óptica, diplopia,
paresia ou alterações
sensitivas e motoras de membros.
Os pacientes podem experienciar
ainda disfunções
de coordenação e equilíbrio,
dor neuropática, espasticidade,
fadiga, disfunções esfinct
e r i a n a s e c o g n i t i v o -
comportamentais.
A doença é caracterizada
por surtos agudos de novos sintomas
ou intensificação dos
existentes, seguidos por períodos
de remissão parcial ou total.
Esses surtos podem variar
em intensidade e frequência
entre os indivíduos, com a progressão
da doença sendo altamente
variável.
3. Diagnóstico
da EM envolve
exames clínicos
detalhados
e de imagem
O diagnóstico da EM é complexo
e baseia-se em exames
clínicos detalhados- documentação
de dois ou mais episódios
sintomáticos, que devem durar
mais de 24 horas e ocorrer
de forma distinta, separados
por período de no mínimo um
mês – além de exames de imagem
como ressonância magnética
e análise do líquido cefalorraquidiano.
4. Medicamentos
e suporte
multidisciplinar
controlam
frequência e
intensidade dos
surtos e ampliam
qualidade de vida
Embora ainda não haja cura,
os tratamentos aprovados para
a doença visam a melhora clínica
e aumento da capacidade funcional
ao reduzir a ocorrência dos
surtos ao longo dos anos, em face
da diminuição da atividade inflamatória.
O tratamento pode
envolver o trabalho conjunto de
neurologista, enfermeiros, psicólogo,
terapeuta ocupacional,
fisioterapeuta e fonoaudiólogo,
conforme as necessidades de reabilitação
de cada paciente.
34