22.07.2025 Visualizações

Revista Analytica Ed. 137

Revista Analytica Ed. 137

Revista Analytica Ed. 137

SHOW MORE
SHOW LESS

Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!

Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.



EDITORIAL

Revista

Ano 23 - Edição 137 - Julho 2025

Nesta edição 137 da Revista Analytica,

seguimos firmes na missão que nos acompanha

há mais de duas décadas: oferecer

conteúdo técnico, atual e relevante para

os profissionais da indústria que vivem a

tecnologia, com os pés na inovação e os

olhos no futuro.

Abrimos com dois artigos científicos que

refletem essa proposta. O primeiro, de

autoria do estimado colaborador Carlos

Eduardo Rodrigues Costa, aborda um

tema crítico para a indústria farmacêutica:

“Gestão de projetos em P&D farmacêutico:

como evitar as 5 armadilhas que

atrasam produtos”. Com clareza e domínio

técnico, Carlos Eduardo entrega um

verdadeiro mapa de riscos e estratégias

práticas, essencial para equipes que desejam

ganhar eficiência e competitividade.

O segundo artigo, igualmente relevante,

lança luz sobre os caminhos da energia

limpa: “Estudo da utilização de microalgas

para a produção de biodiesel”. Uma

abordagem científica que une inovação,

sustentabilidade e aplicabilidade industrial,

reforçando o papel da pesquisa como

resposta concreta aos desafios ambientais

e energéticos do nosso tempo.

E como inovação se constrói em muitas

frentes, nossas colunas especiais também

entregam temas extremamente necessários.

No Blog dos Cientistas, desvendamos

o universo do ESG nos laboratórios, com

um olhar técnico e ao mesmo tempo estratégico

sobre práticas ambientais, sociais e

de governança que hoje são inegociáveis.

Na coluna HPLC Insights, entramos a fundo

nas decisões críticas do analista cromatográfico

com o tema: “Modo gradiente

ou isocrático em HPLC: fundamentos e

aplicações”. Um conteúdo que une teoria

e prática de forma direta, como deve ser.

Em Logística e Saúde, trazemos orientações

claras e aplicáveis sobre os requisitos

necessários para a validação de

transportadoras no setor de saúde,

ponto vital para a integridade e rastreabilidade

dos insumos que sustentam a

cadeia laboratorial e industrial.

Na já consagrada coluna P&D Analítico e

Farmacêutico, o alerta é técnico e necessário:

“Oxidação induzida por excipientes:

a ameaça silenciosa na estabilidade

farmacêutica”. Um tema que exige atenção

dos desenvolvedores de medicamentos

e que reforça a importância de cada

componente da formulação.

E para fechar o ciclo, a coluna Química

e Meio Ambiente nos conduz por um

tema que une ciência, história e segurança:

“A arte e o perigo de alguns

pigmentos”. Um conteúdo instigante,

que revela como a beleza das cores

pode esconder riscos insuspeitos.

A cada nova edição, reafirmamos que nosso

compromisso é com o conhecimento

aplicado, com a inovação que transforma.

E nada disso seria possível sem nossos

anunciantes, que há tantos anos acreditam

e investem neste projeto editorial. A

vocês, nossa sincera gratidão. Vocês são

parte fundamental desta história.

Seguimos juntos, construindo pontes

entre teoria e prática, entre pesquisa

e aplicação, entre hoje e o amanhã da

tecnologia industrial.

Boa leitura!

Luciene Almeida

Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:

FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS | MEIO AMBIENTE | BIOTECNOLOGIA | LIFE SCIENCE

Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.

Para novidades na área de instrumentação analítica, controle

de qualidade e pesquisa, acessem nossas redes sociais:

/RevistaAnalytica

/revista-analytica

/revistaanalytica

EXPEDIENTE

Realização: Futurlab

Editora Responsável: Luciene Almeida | redacao@futurlab.com.br

Para assinaturas / renovação: Daniela Faria | 11 98357-9843 | assinatura@futurlab.com.br

Coordenação de Arte: FC DESIGN - contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica Hawaii | Periodicidade: Bimestral


Revista

Ano 23 - Edição 137 - Julho 2025

ÍNDICE

01 Editorial

06

Publique na Analytica

ARTIGO 1

08

Rayssa Teixeira de Brito, Giovanna Alkmin Teles de Paula, Camila Cunha de Moraes,

Márcio Henrique Maranhão Maia, Daniela Santos Silva.

07 Agenda

ESTUDO DA UTILIZAÇÃO DOS ÓLEOS DE MICROALGAS

PARA A PRODUÇÃO DE BIODIESEL

MATÉRIA DE CAPA

Carlos Eduardo Rodrigues Costa

24

GESTÃO DE PROJETOS EM P&D FARMACÊUTICO: COMO

EVITAR AS 5 ARMADILHAS QUE ATRASAM PRODUTOS

30

Química no Meio Ambiente

HPLC Insights 32

38

Logística e Saúde

P&D Analítico e Farmacotécnico 42

2

Revista Analytica | Julho 2025

Em Foco 50

46

Blog dos Cientistas


Revista

Ano 23 - Edição 137 - Julho 2025

ÍNDICE REMISSIVO DE ANUNCIANTES

ordem alfabética

Anunciante pág. Anunciante pág.

ALFA 2ª CAPA / 43

KASVI

3ª CAPA

ANALITICA LATIN AMERICA 49

BCQ

4ª CAPA

BIOBANK BRASIL SUMMIT 51

CRAL 09

GREINER 33

LABORALTEC 04

NOVA ANALITICA 13

OHAUS 19 / 37

VEOLIA 23

Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:

FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS | MEIO AMBIANTE | LIFE SCIENCE

Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.

Conselho Editorial

Carla Utecher, Pesquisadora Científica e chefe da seção de controle Microbiológico do serviço de controle de Qualidade do I.Butantan - Chefia Gonçalvez Mothé, Prof ª Titular da Escola de Química da Escola de

Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Elisabeth de Oliveira, Profª. Titular IQ-USP - Fernando Mauro Lanças, Profª. Titular da Universidade de São Paulo e Fundador do Grupo de Cromatografia (CROMA)

do Instituto de Química de São Carlos - Helena Godoy, FEA / Unicamp - Marcos E berlin, Profª de Química da Unicamp, Vice-Presidente das Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas e Sociedade Internacional

de Especteometria de Massas - Margarete Okazaki, Pesquisadora Cientifica do Centro de Ciências e Qualidade de Alimentos do Ital - Margareth Marques, U.S Pharmacopeia - Maria Aparecida Carvalho de

Medeiros, Profª. Depto. de Saneamento Ambiental-CESET/UNICAMP - Maria Tavares, Profª do Instituto de Química da Universidade de São Paulo - Shirley Abrantes Pesquisadora titular em Saúde Pública do INCQS

da Fundação Oswaldo Cruz - Ubaldinho Dantas, Diretor Presidente de OSCIP Biotema, Ciência e Tecnologia, e Secretário Executivo da Associação Brasileira de Agribusiness.

Colaboraram nesta Edição:

Maria Mayara Saraiva de Sousa, Maurício Ferreira da Rosa, Junior Romeo Deoti, Daniele Fernanda de Oliveira Rocha, Rogerio Aparecido Machado, Ingrid Ferreira Costa.

Revista Analytica | Julho 2025

3




Revista

Ano 23 - Edição 137 - Julho 2025

PUBLIQUE NA ANALYTICA

Normas de publicação

A Revista Analytica, em busca de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas

para publicação de artigos aos autores interessados.

Bimestralmente, a Revista Analytica publica

editoriais, artigos originais, revisões, casos

educacionais, resumos de teses etc. Os editores

levarão em consideração para publicação toda

e qualquer contribuição que possua correlação

com as análises industriais, instrumentação e o

controle de qualidade.

Os manuscritos deverão ser escritos em

português (ortografia oficial), com Abstract

detalhado em inglês. O Resumo e o

Abstract deverão conter as palavras-chave

e keywords, respectivamente.

Todas as fotos, ilustrações, gráficos, desenhos

e fórmulas que comporem o artigo, devem ser

enviados separadamente, em alta resolução

e com os devidos créditos, para uma perfeita

reprodução. Todas deverão estar devidamente

identificadas e com a indicação no texto de

onde deverão ser colocadas.

Os trabalhos deverão ser enviados por e-mail,

ordenados em título, nome e sobrenomes

completos dos autores e nome da instituição

onde o estudo foi realizado. Além disso, o

nome do autor correspondente, com endereço

completo, telefone e e-mail. Seguidos por

Resumo, Palavras-chave, Abstract, Keywords,

Introdução, Materiais e Métodos, Parte

Experimental, Resultados, Discussão, Conclusão,

Agradecimentos e Referências bibliográficas.

As referências deverão constar no texto de

acordo com as normas ABNT.

Evite utilizar abstracts como referências.

Referências de contribuições ainda não

publicadas deverão ser mencionadas como

"no prelo" ou "in press".

Todas as contribuições serão revisadas e

analisadas pelo comitê editorial. Os autores

deverão informar todo e qualquer conflito

de interesse existente, em particular aqueles

de natureza financeira relativo a companhias

interessadas ou envolvidas em produtos ou

processos que estejam relacionados com a

contribuição e o manuscrito apresentado.

Após a aprovação do artigo, os autores

deverão preencher e assinar o termo de

compromisso enviado pela redação, atestando

a originalidade do artigo, bem como a

participação de todos os envolvidos.

Observação: É importante frisar que a Revista Analytica não informa a previsão sobre quando o artigo será publicado. Isso se deve ao fato

que, tendo em vista a revista também possuir um perfil comercial – além do técnico cientifico -, a decisão sobre a publicação dos artigos pesa

nesse sentido. Além disso, por questões estratégicas, a revista é bimestral, o que incorre a possibilidade de menos artigos serem publicados –

levando em conta uma média de três artigos por edição. Por esse motivo, não exigimos artigos inéditos – dando a liberdade para os autores

disponibilizarem seu material em outras publicações.

6

Revista Analytica | Julho 2025

ENVIE SEU TRABALHO

Luciene Almeida – Redação

redacao@futurlab.com.br

CASO PRECISE DE INFORMAÇÕES ADICIONAIS, ENVIE UM E-MAIL PARA A REDAÇÃO.


agenda

CONGRESSO SUSTENTÁVEL 2025

Data: 1–2 de julho de 2025

Local: Belém, PA

Formato: presencial

Foco: sustentabilidade empresarial, economia circular, ESG

Mais Informações: ccfb.com.br

RECICLAÇÃO 2025

Data: 25–27 de julho de 2025

Local: Curitiba, PR

Formato: presencial

Foco: reciclagem industrial, resíduos sólidos, logística reversa

Mais Informações: ccfb.com.br

ABRAFARMA FUTURE TRENDS

Data: 13-14 de agosto de 2025

Local: Distrito Anhembi, São Paulo, SP

Foco: varejo farmacêutico, inovação e digitalização

Mais Informações: simtax.com.br

FI SOUTH AMERICA (FOOD INGREDIENTS SOUTH

AMERICA – FISA)

Data: 26–28 de agosto de 2025

Local: São Paulo Expo, São Paulo, SP

Foco: ingredientes alimentícios, inovação e P&D

Mais Informações: foodbizbrasil.com

FILMAMBIENTE 14

Data: 27 de agosto – 7 de setembro de 2025

Local: Rio de Janeiro, RJ

Formato: híbrido

Foco: cinema e debates sobre meio ambiente global

Mais Informações: ccfb.com.br, crqsp.org.br

ANALÍTICA LATIN AMERICA

Data: 23–25 de setembro de 2025

Local: São Paulo Expo, São Paulo, SP

Foco: análise química, laboratórios, controle de qualidade

Mais Informações: crqsp.org.br

ABRAFATI SHOW

Data: 23–25 de setembro de 2025

Local: São Paulo Expo, São Paulo, SP

Foco: tintas, química aplicada, fornecedores e formulações

Mais Informações: feirasenegocios.com.br

FENASAN 2025 – SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE

Data: 21–23 de outubro de 2025

Local: Expo Center Norte, São Paulo, SP

Foco: tecnologias para água, resíduos, efluentes e sustentabilidade

Mais Informações: crqsp.org.br, feirasenegocios.com.br

ECOEXPO 2025

Data: 21–23 de outubro de 2025

Local: São Paulo, SP

Foco: gestão de resíduos, reciclagem, economia circular

Mais Informações: abrifar.org.br

ENERCLEAN 2025

Data: 28–30 de outubro de 2025

Local: Americana, SP

Foco: energia limpa, eficiência energética, descarbonização

Mais Informações: ccfb.com.br

II CONGRESSO BIOMASSA E BIOENERGIA (BBC BRAZIL)

Data: 28–31 de outubro de 2025

Local: Sorocaba, SP

Foco: biocombustíveis, bioenergia, pesquisa aplicada

Mais Informações: ccfb.com.br

IN-COSMETICS LATIN AMERICA

Data: 23–24 de setembro de 2025

Local: Expo Center Norte, São Paulo, SP

Foco: matérias-primas, fragrâncias, P&D em cosméticos

Mais Informações: abrifar.org.br

COP30

Data: 10–21 de novembro de 2025

Local: Belém, PA

Foco: mudanças climáticas, políticas públicas, saúde planetária

Mais Informações: ccfb.com.br

Revista Analytica | Julho 2025

7


Artigo 1

ESTUDO DA UTILIZAÇÃO DOS ÓLEOS DE

MICROALGAS PARA A PRODUÇÃO DE BIODIESEL.

Autores: Rayssa Teixeira de Brito, Giovanna

Alkmin Teles de Paula, Camila Cunha de

Moraes. Márcio Henrique Maranhão Maia,

Daniela Santos Silva.

Colégio Técnico "Antônio Teixeira Fernandes”,

Rua Paraibuna, 78, Jardim São Dimas - 12245-

020 - São José dos Campos-SP, Brasil

8

Revista Analytica | Julho 2025

Resumo

O crescimento acelerado

da demanda por energia

tem elevado os impactos

ambientais, destacando a

necessidade de alternativas

sustentáveis, como o

biodiesel, especialmente

quando produzido

a partir de microalgas.

Essas se destacam pela

alta eficiência fotossintética,

manejo simples,

produtividade elevada e

baixa competição com

cultivos alimentares,

sendo uma alternativa

viável ao petróleo.

Diferente do petróleo,

o biodiesel é produzido

por transesterificação de

óleos vegetais, animais

ou descartes, reagindo

com um álcool para gerar

glicerina e biodiesel.

Embora o Brasil seja grande

produtor de soja, sua

viabilidade econômica

para biodiesel é limitada

pelas flutuações do mercado

financeiro, enquanto

o uso de microalgas se

mostra mais promissor. A

legislação brasileira, por

meio do CNPE, estabeleceu

metas de adição de

biodiesel ao diesel, como

parte do Programa Nacional

de Produção e Uso de

Biodiesel (PNPB), que visa

promover a produção

interna e a inclusão social

de pequenos agricultores.

As microalgas, com alto

teor de lipídios, são ideais

para biodiesel devido ao

rápido crescimento e eficiência

produtiva. Entre

os processos de produção

de biodiesel, destacam-se

a esterificação,

hidroesterificação, pirólise

e transesterificação,

sendo este último o mais



Artigo 1

comum. Diante disso, o

algae are attractive for

Use of Biodiesel (PNPB).

uso de microalgas para

biodiesel production due

Microalgae with high lipid

produção de biodiesel se

destaca como uma alternativa

sustentável, com

alta produtividade e baixa

demanda por recursos,

sem competir com áreas

destinadas à produção de

alimentos, mostrando-se

promissora para o futuro

energético renovável.

Palavras-chave: Obtenção

de biodiesel, biodie-

to their efficient photosynthesis,

easy management,

high productivity, and

minimal competition with

the food market, making

them a viable alternative

to traditional oil sources.

Biodiesel is produced by

reacting oils from vegetables,

animals, or waste

with alcohol to produce

glycerin and biodiesel,

unlike petroleum. Whi-

content are well-suited for

biodiesel production due

to their rapid reproduction

and high efficiency. Biodiesel

production methods

may involve esterification,

hydroesterification,

pyrolysis, and transesterification,

with the latter

being the most common.

Considering the potential

of microalgae for biodiesel

sel, extração de óleo, aná-

le Brazil is a major soy

production, it emerges as

lise de biocombustível,

producer, the economic

a sustainable alternative

rendimento, microalgas,

viability of soy for biodie-

with high productivity and

biodiesel de microalgas,

transesterificação.

ABSTRACT

The increasing demand for

sel is limited by market

fluctuations, whereas the

use of microalgae shows

more promise. In Brazil,

the CNPE (National Ener-

minimal resource requirements,

without competing

with areas designated for

food production.

energy has raised concerns

about its environmental

impact, emphasizing the

need for sustainable energy

sources like biodiesel,

gy Policy Council) has set

goals to promote domestic

biodiesel production

and the social inclusion

of small farmers through

Keywords: biodiesel

production, biodiesel, oil

extraction, biodiesel analysis,

efficiency, micro-algae,

particularly when derived

the National Program

biodiesel from microalgae,

10

Revista Analytica | Julho 2025

from microalgae. Micro-

for the Production and

transesterification.


INTRODUÇÃO

De acordo com Bondarik,

Pilatti, Horst (2018), com

o crescimento acelerado

e a alta demanda no setor

energético, os impactos

ambientais associados a

ele também aumentam,

tornando essencial a

busca por alternativas

de geração de energia e

combustíveis mais sustentáveis

para substituir

as fontes não renováveis

atualmente utilizadas.

Ainda conforme Bondarik,

Pilatti, Horst (2018),

a produção de biodiesel

a partir de fontes primárias

naturais surge como

uma solução promissora,

se destacando pela sua

sustentabilidade e rentabilidade

em larga escala

quando produzido a

partir de microalgas.

De acordo com Souza

et al. (2023), a utilização

das microalgas se

torna mais viável, neste

contexto, devido sua

alta eficiência fotossintética,

fácil manejo, alta

produtividade e baixa

competição com outros

tipos de cultivo, por isso,

representam uma alternativa

viável para substituir

fontes energéticas

não renováveis, como

o petróleo, adquirindo

um grande papel ao

serem consideradas processos

ecologicamente

corretos, uma vez que

reciclam eficientemente

contaminantes de meios

líquidos e gasosos.

Como Torquato (2019)

diz, diferente do petróleo,

o biodiesel pode ser produzido

pelo processo de

transesterificação, a partir

do óleo de origem animal,

vegetal ou descarte

de óleo, que reage com

um álcool e produz glicerina

e biodiesel. Como

produto existe diversas

variedades, como por

exemplo: óleo de palma,

óleo de milho, restos de

comida, gordura bovina,

óleo de soja dentre

outros (BARBOSA, 2023).

Como o Brasil é um dos

maiores produtores de

soja do mundo, a produção

de biodiesel a partir

dessa fonte poderia, em

teoria, ser viável, entretanto,

além de ser uma

importante fonte de alimentação

no país, a soja é

uma commodity influenciada

pelas variações no

mercado financeiro, e

essas flutuações podem

tornar economicamente

desvantajosa a produção

de biodiesel a partir desse

recurso (MORAES et al.,

2017). No Brasil, o Conselho

Nacional de Política

Energética (CNPE) estabeleceu

um cronograma

para a adição obrigatória

de biodiesel ao óleo diesel

vendido ao consumidor

final (BARBOSA, 2023).

Revista Analytica | Julho 2025

11


Artigo 1

Alcoforado (2021) refor-

que em 2022 haveria um

segundo o Governo Fede-

ça que, considerando os

custos de produção e a

percentual mínimo de

14% de biodiesel (B14)

ral Brasileiro, é o quarto

maior produtor mundial.

demanda por combustíveis,

o biodiesel derivado

de microalgas se mostra

uma alternativa eficiente

aos combustíveis convencionais,

isso é especialmente

relevante para os meios

de transporte, ajudando a

preservar a biodiversidade

e reduzir a poluição e a alta

produtividade das microalgas

que, quando utilizadas

de maneira adequada,

a matéria-prima não se

tornará escassa.

No Brasil, o Conselho

Nacional de Política Energética

(CNPE) estabeleceu

um cronograma de evolução

da adição obrigatória

do biodiesel no óleo diesel

vendido ao consumidor

e em 2023 se alcançaria

15% (B15) (BRASIL, 2016).

Segundo Bondarik, Pilatti,

Horst (2018), por meio

do Programa Nacional de

Produção e Uso de Biodiesel

(PNPB), a utilização de

biodiesel foi estimulada

através do estabelecimento

de dois objetivos:

garantir a produção e o

consumo interno de biodiesel,

e promover a diversificação

das fontes de

matérias- primas, a inclusão

social e o desenvolvimento

regional, gerando

emprego e renda para

pequenos agricultores

rurais, com tais e anteriores

incentivos, o país tornou-se

o segundo produ-

As microalgas são compostas

basicamente por

proteínas, carboidratos,

ácidos nucléicos e ácidos

graxos. Os ácidos graxos

são encontrados em

membranas, produtos de

armazenamento, metabólitos,

entre outros Em algumas

espécies, os ácidos

graxos representam 40%

do seu peso seco. Para a

produção de biodiesel

são necessárias microalgas

que contenham alto

teor de lipídios e sejam de

fácil cultivo. As melhores

algas para produzir biodiesel

são as microalgas

com diâmetro inferior a 2

mm, pois produzem mais

óleo e crescem mais rápida

e facilmente do que as

12

Revista Analytica | Julho 2025

final em 2016 por meio da

Lei N° 13.263, prevendo

tor mundial de biodiesel

em 2010, e atualmente,

macroalgas (HERNÁNDE-

Z-PERÉZ, LABBÉ, 2014).


Análise sensível de amostras


Artigo 1

14

Revista Analytica | Julho 2025

Segundo Lubiana (2014)

algas são um grupo composto

por organismos

unicelulares, eucariontes

ou procariontes, e produzem

clorofila a partir de

fotossíntese, sendo tradicionalmente

divididos em

dois termos: microalgas,

que possuem dimensões

microscópicas, e macroalgas

de dimensões macroscópicas.

Ainda segundo

Lubiana, embora as microalgas

sejam organismos

fotossintéticos invisíveis

a olho nu, muitas delas

conseguem se agrupar em

colônias e filamentos, deixando-as

visíveis ao olhar

humano, mas não chegando

a simular tecidos

vegetais como as colônias

macroscópicas.

Segundo Cavalcante

(2018), para a produção

de biodiesel, existe

diversos vários métodos

de obtenção, dentre os

quais pode se destacar

a esterificação, a hidroesterificação,

a pirólise

e a transesterificação.

Ainda a partir da mesma

autoria, a esterificação é

caracterizada pela reação

de um ácido com um

álcool para a obtenção

de um éster, a hidroesterificação

por uma

reação entre água e triglicerídeos,

a pirólise por

converter uma estrutura

química orgânica em

outra por meio de calor e

a transesterificação pela

conversão de oleaginosas

em ésteres metílicos

ou etílicos de ácidos

graxos, sendo o processo

mais comum na produção

de biodiesel.

As fontes utilizadas nesta

pesquisa foram obtidas a

partir de artigos científicos,

revisões bibliográficas,

teses de doutorado e Trabalhos

de Conclusão de

Curso (TCC), acessados por

meio do Google Acadêmico.

Além disso, em 9 de

junho de 2024, foi criado

um questionário via Google

Forms, que foi disponibilizado

em 10 de junho

de 2024. O questionário

permaneceu aberto por 30

dias, com a participação de

respondentes anônimos.

O objetivo desta pesquisa

é realizar uma revisão

de literatura sobre os

métodos de produção de

biodiesel, com ênfase em

alternativas sustentáveis.

Entre essas, destaca-se o

uso de microalgas, uma

matéria-prima que apresenta

vantagens econômicas

devido à baixa

demanda por recursos

hídricos e à alta produtividade

por área cultivada.

Além disso, o cultivo de

microalgas não compete

com o uso de terras destinadas

à produção de

alimentos, tornando-se

uma opção promissora

para a produção renovável

de biodiesel.


METODOLOGIA

A presente pesquisa realizou-se

utilizando as fontes

de informações retiradas

de revistas, artigos científicos

e artigos de revisão,

ademais foram retiradas

de teses de doutorado,

dissertações de mestrado

e de Trabalhos de Conclusão

de Curso (TCC),

obtidos pelo Google

Acadêmico. Utilizou-se de

palavras-chaves: obtenção

de biodiesel, biodiesel,

catálise enzimática,

extração de óleo, índice de

acidez (IA), cromatografia

em camada delgada, preparo

de solução, análise

de biocombustível e rendimento.

Foram retiradas

as informações acerca dos

equipamentos utilizados

do canal “Ciência Chave",

criado por Edmilson Jr.,

encontrado no Youtube.

Com os seguintes buscadores:

obtenção de biodiesel,

biodiesel, catálise

enzimática, extração de

óleo; foram encontrados

cerca de 100.000 artigos,

entre 2014 e 2024, por

buscador. Já com o restante

das palavras chaves

foram encontrados 12480

resultados por pesquisa.

Criou-se um questionário

no dia 09 de junho

de 2024 por meio da

ferramenta Formulários

Google e publicado no

dia 10 do mesmo mês

e ano permanecendo

aberta pelo período de

30 dias corridos, para

que fosse realizada uma

pesquisa de campo relacionada

ao tema deste

Trabalho de Conclusão

de Curso (TCC) com perguntas

claras, objetivas

e respondidas de forma

anônima de modo a

garantir o anonimato

dos voluntários. Dentre

as perguntas formuladas

no questionário, foram

apontados os seguintes

questionamentos: “Em

qual região do Brasil

você mora?”; “Caso seja

de São José dos Campos,

qual a região que

habita?”, “Se você morar

em São José dos Campos,

em qual região do

Vale do Paraíba você se

encontra?”; “Você possui

algum veículo? Se sim,

ele é manual ou automático?”;

“Qual tipo de combustível

você costuma

utilizar para abastecer

o seu veículo?”; “Você

costuma utilizar qual

tipo de transporte com

mais frequência?”; ”Você

conhece o biodiesel?”.

PARTE EXPERIMENTAL

Foi realizada uma obtenção

experimental de

biodiesel por transesterificação

no Laboratório

de Química do Colégio

Técnico Antônio Teixeira

Fernandes Unidade Cen-

Revista Analytica | Julho 2025

15


Artigo 1

16

Revista Analytica | Julho 2025

tro nos dias 17 e 18 de

outubro de 2024 a partir

do óleo vegetal puro de

algas marinhas da marca

Organo que foi comprado

por meio da internet,

no website da própria

marca. Foram utilizadas

as seguintes vidrarias: um

balão de fundo chato de

500 mL, duas provetas de

100 mL, duas provetas de

50 mL, uma pipeta volumétrica

de 1 mL, quatro

suportes universais, duas

mangueiras de 30 cm, um

condensador em bolhas,

uma rolha, três garras,

um funil de decantação

500 mL, duas argolas,

um Erlenmeyer de 250

mL, um funil pequeno,

um papel de filtro e um

béquer de 50 mL. Foi

utilizada uma manta de

aquecimento da marca

Fisatom de voltagem 230

V e os seguintes reagentes:

1 mL de Ácido Sulfúrico,

30 mL de Glicerol Sorbitol

Plus; comprado em

comércio de essências;

90 mL de Óleo Vegetal de

algas marinhas, 160 mL

de água destilada, 1,5 g

de Hidróxido de Sódio,

Sulfito de Sódio Anidro e

Carvão ativado.

A primeira etapa do experimento

foi a montagem

de um sistema de refluxo

do qual é composto por

dois suportes universais,

um balão de fundo chato

de 500 mL, uma rolha,

um condensador em

bolhas, duas mangueira,

três garras, uma manta de

aquecimento 220 V e por

uma fonte de água corrente

(torneira). Logo em

seguida da montagem

do sistema, adicionou-se

ao balão de fundo chato

100 mL de água destilada,

1 mL de ácido sulfúrico e

90 mL de óleo vegetal de

algas marinhas, e aqueceu-se

essa solução a

60°C. Deixou-se o sistema

em funcionamento por 60

minutos, até perceber-se

a formação de uma coloração

escurecida, característica

da mistura e deixou-se

o produto obtido

em repouso por 12 horas.

Na segunda etapa preparou-se

o sistema de

decantação com um

suporte universal, um funil

de decantação de 500 mL,

uma argola e um Erlenmeyer

250 mL. A solução

obtida da etapa anterior

foi transferida para funil de

decantação, e foi adicionada

50 mL da solução de

hidróxido de sódio (50 mL

de água destilada e 1,5g

de hidróxido de sódio),

agitou-se 1 vez o funil e

retirou-se a fase de resíduos.

Logo em seguida, foi

adicionado 10 mL de água

destilada repetindo o processo

de agitação e retirada

de resíduos. Por fim, foi

feito o mesmo processo

novamente substituindo

os 50 mL de água destilada

por 30 mL de glicerol

e foi transferida a fase de

interesse para um Erlenmeyer

de 250mL e a outra

foi descartada.


Na última etapa foi realizada

a filtração comum

do produto no processo

anterior com os seguintes

equipamentos: um

béquer de 50 mL, um

funil pequeno, um suporte

universal, uma argola

e um papel de filtro. Foi

adicionada a mistura

obtida na decantação

uma pequena quantidade

incerta de carvão

ativado e sulfito de

sódio anidro, e por fim,

foi transferida a solução

para o funil contendo

o papel de filtro que foi

filtrada de forma a reter

resíduos sólidos, assim

obtendo ao final do processo

cerca de 10 mL de

biodiesel bruto.

formas para reduzir a

emissão de gases do

efeito estufa, emitidos,

sobretudo, pela queima

de combustíveis fósseis

no mundo e pelo desflorestamento

no Brasil, o

que coloca em evidência

a crise energética(GAL-

BIATTI, 2018).

Conforme os apontamentos

de Galbiatti, 2018, o

Brasil gera a maior parte

de sua energia elétrica a

partir de grandes usinas

hidrelétricas, embora

essas fontes sejam renováveis,

elas provocam significativos

impactos sociais

e ambientais. Por isso, o

consumo consciente de

energia e a busca por fontes

renováveis alternativas

são temas de importância

mundial, dos quais o Brasil

também participa.

Sendo assim, a pesquisa

de campo criada no dia

09 de junho de 2024 faz

uma série de questionamentos

acerca do conhecimento

e utilização

popular sobre o biodiesel.

E que com o fechamento

do formulário e a

consequente finalização

no recebimento de pronunciamentos

do questionário

foram obtidas as

seguintes estatísticas:

RESULTADO E DISCUS-

SÃO

As mudanças climáticas

são um dos temas

que mais preocupam

os Estados na atualidade,

os quais discutem

Figura 1: Pergunta do formulário a respeito do principal meio de transporte diário.

Fonte: As autoras, 2024.

Revista Analytica | Julho 2025

17


Artigo 1

Nesse sentido, é perceptível

que através dos dados

coletados da Figura 1, um

dos questionamentos feitos

no formulário, 75,3%

dos candidatos possuem

carro como principal meio

de locomoção diária, e é

Figura 2: Pergunta do formulário a respeito do combustível mais utilizado na presença

de veículo próprio.

Fonte: As autoras, 2024.

apresentado também o

ônibus como segundo

meio de transporte mais

usado com 40,1%

Tipo

combustível

de

número de

respostas

Frequência de

utilização

Ademais, também é notá-

Gasolina Comum 100 61,7%

vel, a partir da Figura 2 que

Gasolina Aditivada 27 16,7%

61,7% da parcela social

utiliza da Gasolina Comum

como combustível majo-

Etanol Comum 46 28,4%

Diesel S-10 4 2,5%

ritário de uso para o abas-

Biodiesel 0 0%

tecimento de veículos próprios.

E em uma segunda

análise, o Etanol Comum

Gás

Veicular(GNV)

Natural

5 3,1%

vem como segunda opção

mais implementada em

Tabela 1: Uso mais frequente de combustíveis para abastecimento de veículos

Fonte: As autoras, 2024.

meios de transporte privado

com 28,4%. Dessa

colocá-las em um estudo

dentre as respostas vistas

maneira, após observar as

mais aprofundado sobre os

no formulário, que é apre-

18

Revista Analytica | Julho 2025

porcentagens foi possível

combustíveis mais usuais,

sentado na tabela acima:


BALANÇAS SEMI-MICRO OHAUS

Se você trabalha na indústria farmacêutica, num ambiente laboratorial versátil, em indústrias

regulamentadas e procura simplicidade e confiabilidade a um preço acessível, a OHAUS tem a

solução ideal para satisfazer a diversas necessidades.

• A nossa balança de referência Explorer Semi-Micro tem desempenho excepcional e recursos

avançados, que asseguram medições precisas e consistentes, rastreabilidade confiável e capacidades

abrangentes para registros de dados.

• A balança Adventurer Semi-Micro é reconhecida pela sua versatilidade, adaptando-se perfeitamente

a vários ambientes laboratoriais e industriais. A sua flexibilidade faz dela um ativo inestimável

para pesquisadores e todo tipo de usuário

• Para aqueles que dão prioridade à confiabilidade sem sobrecarregar o seu orçamento, indicamos

a Pioneer Semi-Micro. Esta balança oferece um excelente desempenho e valor, por um

preço econômico.

Explorer Semi-Micro | OHAUS Contato: ohaus.br@ohaus.com | https://br.ohaus.com/pt-br


Artigo 1

20

Revista Analytica | Julho 2025

Logo, é possível considerar

que 0% dos candidatos do

questionário para análise

de campo não utilizam de

biocombustíveis para o

abastecimento de veículos

demonstrando a falta

de venda em postos de

abastecimento e o baixo

conhecimento de biodiesel

por parte da parcela

social envolvida.

Na análise experimental

realizada nos dias 17 e

18 de outubro de 2024

foi feita a síntese de

biodiesel à base de óleo

de algas marinhas. Em

um primeiro momento

foi feito o sistema de

refluxo, onde ocorreu o

processo de transesterificação,

do qual é representado

pela seguinte

equação geral química:

Na realidade, no experimento

feito em laboratório

foi analisado que a

Figura 3: Reação geral de transesterificação

Fonte: PERES, RODRIGO, 2023

mistura que contemplava

Ácido Sulfúrico, água

destilada e Óleo vegetal

de algas marinhas havia

apresentado uma cor

nívea inicialmente antes

de submetê-la ao sistema

em funcionamento pois a

solução ainda está suscetível

a reações e a quebra

de ligações químicas.

À medida que a mistura

era aquecida a 60° em um

fluxo contínuo de água

proveniente de uma fonte,

a coloração da mistura foi

escurecendo, uma vez que

a reação de transesterificação

estava ocorrendo e

fazendo com que a quebra

Figura 4: Sistema de Refluxo para a síntese

de biodiesel

Fonte: As autoras, 2024.

de ligações químicas e a

formação de um novo produto

acontecesse simultaneamente

à ela.

Ademais, a formação de

gases em meio a evaporação

de parte da mistura

fazia com que pequenos

estouros ocorressem em


meio a pequena quantidade

da mistura e a presença

ácida no meio.

O processo de obtenção

do biodiesel não se

resume apenas a reação

de transesterificação,

ele conta com toda uma

cadeia produtiva, que

se estende desde a preparação

da matéria prima,

como por exemplo,

etapas de neutralização,

até estágios de purificação,

como a decantação

(TRINDADE, ELLEN, 2019).

Com isso, no momento da

decantação; procedimento

utilizado para purificar

parcialmente o biocombustível;

foi perceptível, ao

longo dos procedimentos

repetitivos de misturação

e descarte de fases não

interessantes, que o biodiesel

parcialmente puro

e com alta turbidez hídrica

ficou mais viscoso ao

fim do processo.

Por isso, foi feita a filtração

como fechamento

da análise experimental

para retardar a turbidez

da água presente no

meio e para a neutralização

do ácido adicionado

à mistura, além de

reter alguns resquícios

impuros do biocombustível,

assim obtendo-se

ao final da síntese cerca

de 10 mL de biodiesel a

partir do óleo vegetal de

algas marinhas.

Figura 5: Filtração do biodiesel impuro e

com turbidez hídrica

Fonte: As autoras, 2024.

CONCLUSÃO

Com isso, as microalgas

apresentam-se como uma

alternativa promissora e

sustentável para a produção

de biodiesel, especialmente

em um cenário

global de crise energética

e crescente demanda por

fontes renováveis. Este

estudo demonstrou que as

microalgas, devido às suas

características de rápido

crescimento, alta produtividade

e baixo consumo de

recursos hídricos, podem

ser cultivadas sem competir

com áreas destinadas

à produção de alimentos.

Além disso, a transesterificação,

método escolhido

para a obtenção do biodiesel

neste trabalho, mostrou-se

eficaz na conversão

de óleo de microalgas em

biodiesel, resultando na

produção de aproximadamente

10 mL de biodiesel

bruto, demonstrando seus

processos de síntese de

forma experimental desde

o sistema de refluxo até a

filtração. Os dados coletados

por meio do questio-

Revista Analytica | Julho 2025

21


Artigo 1

22

Revista Analytica | Julho 2025

nário Forms indicam que

existe uma consciência

crescente sobre a utilização

de biocombustíveis,

embora a dependência de

combustíveis fósseis ainda

seja alta e os biocombustíveis

não sejam utilizados

e vendidos em postos de

abastecimento de maneira

frequente. A pesquisa

reforça a importância de

políticas públicas que

incentivem a produção e

uso de biodiesel a partir de

microalgas, alinhando-se

aos objetivos do Programa

Nacional de Produção e

Uso de Biodiesel (PNPB) no

Brasil. Portanto, a utilização

de microalgas como matéria-

prima para a produção

de biodiesel não apenas

contribui para a diversificação

da matriz energética

brasileira, mas também

representa uma estratégia

eficaz para mitigar os

impactos ambientais associados

ao uso de combustíveis

fósseis, promovendo

um futuro mais sustentável

e economicamente viável.

REFERÊNCIAS

Alcoforado, F. Aquecimento global, mudança climática

global e seus impactos sobre a saúde humana. 2021.

Disponível em: <https://www.linkedin.com/pulse/aqueci-

mento-global-mudan%C3%A7aclim%C3%A1tica-e-seus-

-impactos-sobre-fernando>

Barbosa, D. Avaliação da produção de biodiesel de algas-

-análise exergética, exergoeconômica e exergoambiental.

Master's thesis. Universidade Federal do Rio Grande do

Norte. 2023. Disponível em: <https://repositorio.ufrn.br/

handle/123456789/57152>.

BONDARIK, R.; PILATTI, L.; HORST, D. Uma visão geral

sobre o potencial de geração de energias renováveis no

Brasil. Interciencia. v. 43, n. 10, p. 680-688, 2018. Disponível

em: <https://www.interciencia.net/wp-content/uploads/2018/10/680-

HORST-43_10.pdf>.

GALBIATTI, P. Energia e mudanças climáticas:

impactos socioambientais das hidrelétricas e diversificação

da matriz energética brasileira. Opinión

Jurídica, v. 17, n. 33, p. 123-147, 2018. Disponível em:

<http://www.scielo.org.co/scielo.php?pid=S1692-

25302018000100123&script=sci_arttext>.

HERNÁNDEZ, A.; LABBÉ, J. Microalgas, cultivo y beneficios.

Revista de biología marina y oceanografía, v. 49, n. 2, p.

157-173, 2014. Disponível em: <https://www.scielo.cl/

scielo.php?pid=S0718- 19572014000200001&script=sci_arttext&tlng=pt>.

LUBIANA, K. Microalgas: ecologia, biodiversidade e importância.

IV Botânica no Inverno. Universidade Federal do

Paraná. 2014. Disponível em: <https://www.researchgate.

net/profile/Karoline- Magalhaes/publication/313302649_

Microalgas_ecologia_biodiversidade_e_importan cia/

links/5894ec1d92851c8bb672d0a1/Microalgas-ecologia-

-biodiversidade-e- importancia.pdf>.

MORAES, A. et al. Avanços técnico-científicos em SIPA no

subtrópico brasileiro. In: Congresso brasileiro de sistemas

integrados de produção agropecuária, 1.; encontro de

integração lavoura-pecuária no sul do brasil, cascavel.

palestras: intensificação com sustentabilidade. Pato Branco:

UTFPR. p. 102–124. ISBN - 978-85-99584-10-1, 2017.

Disponível em: <https://www.utfpr.edu.br/patobranco/

estruturauniversitaria/diretorias/dirgrad/cursos/ coagr/

eventos/cbsipa-eilpsb>.

PERES, S. RODRIGO, W. Biodiesel: do caminhão ao

avião(V.6, N.6, P.4, 2023). Universidade Federal do ABC.

Website, v. 6, n. 6, p. 4, 2023. Disponível em:<https://gec.

proec.ufabc.edu.br/o-que-que-a-ciencia-tem/biodiesel-

-do-caminhao- ao-aviao/>.

PRATES, C.; PIEROBON, E.; COSTA, R. Formação do mercado

de biodiesel no Brasil. Biblioteca Digital. Departamento de

Gás, Petróleo e Fontes Alternativas de Energia do BNDS.

2007. Disponível em: <https://web.bndes.gov.br/bib/

jspui/bitstream/1408/2528/1/BS%2025%20Forma%C3

%A7%C3%A3o%20do%20mercado%20de%20biodiesel%20no%20brasil_P.pdf>

SANTOS, K. Prospecção tecnológica da produção de

biodiesel a partir de microalgas no Brasil. Universidade

de Brasília. 2017. Disponível em: <https://bdm.unb.br/

bitstream/10483/20092/1/2017_KamilaCavalcantedos-

Santos.pdf>.

SOUZA, M. Cultivo da microalga marinha Chlorella

minutissima em fotobiorreator integrado (coluna de

bolhas-tubular) internamente iluminado visando à obtenção

de biomassa para a produção de biodiesel. Doctoral

dissertation. Universidade de São Paulo. 2018. Disponível

em: <https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/USP_de20406ec8069e73f93a733a46f53cde>

TORQUATO, D. Análise da produção de biodiesel a partir da

etanólise de óleo refinado e residual. Trabalho de Conclusão

de Curso(TCC). Universidade Federal da Paraíba. 2019.

Disponível em: <https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/25358/1/TCCfinal%20-

%20Davi.pd>.

TRINDADE, C. ELLEN, D. Síntese de biodiesel a partir da

transesrterificação do óleo de palma neutralizado por rota

etanólica e catálise heterogênea. Universidade Federal do

Sul e do Sudeste do Pará. Seminário de Iniciação Científica.

2019. Disponível em: <https://sic.unifesspa.edu.br/

images/SIC2019/ORAL/170_CayckTrindadeRibeiro.pdf>.

XAVIER, V. O Controle de produção dos Biocombustíveis: À

Luz do Ordenamento Jurídico Brasileiro contemporâneo,

analisando o Impacto Ambiental Relacionado. Trabalho

de Conclusão de Curso(TCC). Universidade Federal da

Bahia. 2018. Disponível em: <http://repositorio.ufba.br/ri/

handle/ri/28245>.



Matéria de Capa

GESTÃO DE PROJETOS EM P&D FARMACÊUTICO:

COMO EVITAR AS 5 ARMADILHAS QUE ATRASAM

PRODUTOS

Autor: Carlos Eduardo Rodrigues Costa¹

¹Consultor independente.

24

Revista Analytica | Julho 2025

Resumo

O sucesso de novos

medicamentos no mercado

depende cada vez

mais de uma gestão de

projetos de Pesquisa e

Desenvolvimento (P&D)

estruturada, estratégica e

integrada. Este artigo discute

criticamente as cinco

principais armadilhas que

comprometem projetos

de P&D farmacêutico:

falhas no planejamento de

cronogramas, falta de integração

entre áreas, negligência

nos estudos de

estabilidade, indefinição

do Perfil de Qualidade do

Produto (QTPP) e decisões

tomadas sem embasamento

em análise de risco.

São apresentadas práticas

e metodologias robustas

para a prevenção desses

desvios, visando fortalecer

a eficiência operacional,

a qualidade do produto e

a capacidade inovadora

das organizações farmacêuticas.

Com enfoque na

gestão integrada, cultura

da qualidade e tomada

de decisão baseada em

dados, este trabalho propõe

uma visão moderna e

estratégica para o desenvolvimento

farmacotécnico

de alta performance.

Palavras-chave: gestão

de projetos, P&D farmacêutico,

desenvolvimento

farmacotécnico, QTPP,

estabilidade, integração

de áreas.

Abstract

The success of new drugs

in the market increasingly

depends on structured, strategic,

and integrated project

management within Research

and Development (R&D).

This article critically discusses

the five main pitfalls that

undermine pharmaceutical

R&D projects: schedule

planning failures, lack of

cross-functional integration,

negligence in stability studies,

unclear definition of the

QTPP (Quality Target Product

Profile), and decisions made


Matéria de Capa

without risk-based analysis.

Practical methodologies to

prevent these deviations are

presented, aiming to strengthen

operational efficiency,

product quality, and innovation

capacity in pharmaceutical

organizations.

Entretanto, observa-se

que a falha na gestão de

projetos, mais do que

os próprios desafios

técnicos, é frequentemente

a potencial causa

primária de atrasos,

orçamentos extrapo-

2. Materiais e Métodos

A metodologia deste

estudo compreendeu:

• Revisão crítica de diretrizes

internacionais (ICH

Q8, Q9, Q10; FDA; EMA;

ANVISA).

Keywords: project management,

pharmaceutical R&D,

pharmaceutical development,

QTPP, stability, cross-

-functional integration.

lados e produtos com

desempenho aquém do

esperado. Erros de planejamento,

ausência de

comunicação eficiente

• Análise de publicações

científicas recentes sobre

gestão de projetos na

indústria farmacêutica.

• Integração de práticas

1. Introdução

A indústria farmacêutica

moderna está imersa em

um ambiente de forte

competitividade, impulsionado

pela necessidade

de inovar rapidamente e

atender a padrões de qualidade

cada vez mais rigorosos,

em consonância

com exigências regulatórias

internacionais. Neste

cenário, a área de Pesquisa

e Desenvolvimento (P&D)

farmacêutico não apenas

sustenta a inovação,

como também atua como

ponto estratégico para o

crescimento sustentável

das organizações.

entre áreas, negligência

em estudos de estabilidade,

indefinição dos

parâmetros críticos de

qualidade e decisões

baseadas em pressões

imediatistas e não em

dados concretos são

armadilhas recorrentes.

Com base nesse contexto,

o presente artigo propõe

uma análise crítica das

cinco principais armadilhas

enfrentadas por projetos

de P&D farmacêutico,

oferecendo soluções

práticas para abordagens

e ações técnicas.

de gestão preconizadas

pelo Project Management

Institute (PMI).

• Incorporação da experiência

prática do autor em

mais de 15 anos atuando

em P&D farmacêutico.

• Avaliação reais de

cenários para análise de

impactos e propostas de

medidas corretivas.

Essa abordagem multidimensional

permitiu uma

visão técnica, prática e

atualizada sobre a gestão

eficiente de projetos

farmacêuticos.

Revista Analytica | Julho 2025

25


Matéria de Capa

3. Resultados e Discussão

3.1. Planejamento de

Cronograma Inadequado

• Elaboração de cronogramas

baseados em históricos

reais de projetos

similares e benchmarks

internacionais.

• Retrabalhos e reprocessamentos

de lotes piloto.

• Atrasos na submissão de

documentos regulatórios.

Descrição do problema:

Cronogramas irreais,

construídos com base

em expectativas otimistas

e sem considerar as

incertezas típicas do

desenvolvimento far-

• Inclusão de revisões de

progresso trimestrais, com

atualização dinâmica do

cronograma e flexibilização

estruturada para absorção

de atrasos inevitáveis.

Estratégias preventivas:

• Criação de Comitês Multidisciplinares

de Projeto,

com representantes de

todas as áreas estratégicas.

macêutico, são uma das

maiores fontes de atrasos

e retrabalhos.

3.2. Falta de Integração

entre Áreas

• Estabelecimento de

KPIs compartilhados para

todas as áreas envolvidas

Impactos:

• Compressão de atividades

críticas sem margens

de segurança.

• Ineficiência na gestão

de recursos.

• Risco de não cumprimento

de milestones

regulatórios.

Descrição do problema:

O desenvolvimento de

um novo medicamento

exige a colaboração

orquestrada de diversas

áreas. Quando os

departamentos trabalham

em "silos", a perda

de informações e os

desalinhamentos técnicos

são inevitáveis.

no projeto.

• Uso intensivo de plataformas

colaborativas digitais

(como JIRA, Trello, Asana)

para gestão de atividades e

comunicação centralizada.

3.3. Fragilidades em

Estudos de Estabilidade

Descrição do problema:

26

Revista Analytica | Julho 2025

Estratégias preventivas:

• Definição de marcos

críticos (go/no-go

points) alinhados a

entregas tangíveis.

Impactos:

• Atrasos nas etapas dos

projetos.

• Inconsistências em dossiês

regulatórios.

Os estudos de estabilidade

são obrigatórios para

a definição da vida útil e

dos requisitos de armazenamento

de medicamentos.

Falhas nesse


Matéria de Capa

processo são críticas e

• Validação de proto-

• Atualização periódica do

podem inviabilizar todo

colos de estabilidade

QTPP conforme o avanço

o desenvolvimento.

considerando o QTPP e

dos estudos e dados de

Impactos:

os atributos críticos de

qualidade (CQAs).

laboratório.

• Atrasos significativos no

projeto e na aprovação

regulatória.

3.4. Ausência de Definição

Clara do QTPP

• Integração sistêmica entre

QTPP, atributos críticos

(CQAs), parâmetros críticos

• Retirada de produtos

do mercado, em casos

Descrição do problema:

O QTPP é o guia central

de processo (CPPs) e métodos

analíticos.

mais críticos (falhas não

detectadas e observadas

em farmacovigilância)

para o desenvolvimento

de um medicamento,

definindo atributos que

3.5. Decisões sem Análise

de Risco

• Recalls e prejuízos de

imagem, em casos extremos

de necessidade de

suspensão ou descontinuação

do produto.

impactam a segurança,

eficácia e qualidade.

Impactos:

• Falta de foco nas atividades

críticas.

Descrição do problema:

Alterações durante o

projeto sem análise

adequada de riscos

técnicos, regulatórios e

comerciais comprome-

Estratégias preventivas:

• Condução de estudos

• Dificuldade em atender

requisitos regulatórios e

tem a previsibilidade e

a qualidade final.

super acelerados em

paralelo com estudos

acelerados e de longa

duração para antecipação

de tendências.

de mercado.

• Redução da robustez do

produto.

Impactos:

• Aumento da probabilidade

de desvios técnicos

e de qualidade.

Estratégias preventivas:

• Uso de modelagem

• Definição estruturada

• Falhas regulatórias.

preditiva de estabilidade

baseada em dados

de degradação forçada.

do QTPP, fundamentada

em dados clínicos, regulatórios

e mercadológicos.

• Risco de não cumprimento

de prazos críticos.

Revista Analytica | Julho 2025

27


Matéria de Capa

Estratégias preventivas:

• Implementação sistemática

de análises de risco,

utilizando ferramentas

como FMEA (Failure

Mode and Effects Analysis)

e HACCP (Hazard

Analysis and Critical

Control Points).

4. Figura 1: Fluxograma da Gestão Integrada

• Avaliações de impacto

regulatório

obrigatórias

para todas as alterações

de processo ou materiais.

• Documentação robusta

e análise de comparabilidade,

garantindo a

rastreabilidade e a integridade

dos processos

de decisão.

Observações importantes:

• Desenvolvimento Farmacotécnico

é o grande

executor técnico nas eta-

• Desenvolvimento Analítico

lidera os estudos de

estabilidade e validações

analíticas.

• Controle de Qualidade

atua muito forte nos

testes laboratoriais e

certificações.

• Assuntos Regulatórios

ganha protagonismo na

documentação e submis-

Conclusão

A gestão eficiente de projetos

em P&D farmacêutico

não é mais uma opção, é

uma necessidade estratégica.

A complexidade crescente

dos medicamentos,

o rigor das autoridades

regulatórias e as expectativas

de mercado impõem

a necessidade de processos

ágeis, transparentes e

cientificamente robustos.

28

Revista Analytica | Julho 2025

pas iniciais.

• Garantia da Qualidade

(GQ) assume papel de

aprovação em praticamente

todas as etapas.

são do dossiê.

• Produção assume papel

mais intenso a partir da

validação de processos

e lançamento.

A prevenção das armadilhas

discutidas, como

planejamento deficiente,

falta de integração, fragilidades

em estabilidade,

indefinição do QTPP e


Matéria de Capa

ausência de análise de risco,

é fundamental para o

sucesso de qualquer pipeline

de desenvolvimento.

Adotar práticas baseadas

em dados, promover

a integração real entre

áreas, antecipar cenários

críticos e cultivar uma

cultura de qualidade são

diferenciais que, além de

evitar falhas, impulsionam

a inovação, a competitividade

e a sustentabilidade

da indústria farmacêutica.

Agradecimentos

Agradeço profundamente

aos colegas das áreas

de desenvolvimento

farmacotécnico, controle

de qualidade, garantia

da qualidade, produção

e assuntos regulatórios,

cujas experiências e insights

foram fundamentais

para a construção das

reflexões apresentadas.

Atividade / Etapa

P&D

Farmacotécnico

P&D

Assuntos

GQ CQ

Analítico

Regulatórios

Produção

Definição do QTPP R C A C C I

Planejamento

Estratégico do Projeto

Formação de Comitê

Multidisciplinar

Desenvolvimento

Farmacotécnico

Desenvolvimento

Analítico

Condução de Estudos

de Estabilidade

Análise de Riscos e

Impacto

R C A C C I

A A A A A A

R C I I I C

C R I A I I

C R A R C I

R R A C C C

Validação de Processo R C A I C R

Preparação de

Documentação

Regulatória

Submissão

Regulatória

Lançamento de

Produto

C C C I R I

I I C I R I

C C A C C R

Legenda:

• Responsável (R): quem executa a tarefa.

• Aprovador (A): quem toma a decisão final ou responde pela tarefa.

• Consultado (C): quem deve ser ouvido antes da execução.

• Informado (I): quem deve ser informado após a execução.

Referências Bibliográficas

1. INTERNATIONAL CONFERENCE ON HARMONISATION.

ICH Q8 (R2) – Pharmaceutical Development. 2009.

2. ANVISA. Resolução de Diretoria Colegiada (RDC)

Nº 658, de 30 de março de 2022 – Boas Práticas de

Fabricação.

3. FDA. Guidance for Industry: Quality Systems Approach

to Pharmaceutical CGMP Regulations. 2006.

4. PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. A Guide to the

Project Management Body of Knowledge (PMBOK

Guide) – 6ª ed. 2017.

5. KASTRUP, E.K. Desenvolvimento de medicamentos:

da pesquisa à produção. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara

Koogan, 2016.

Carlos Eduardo Rodrigues Costa

Farmacêutico industrial com 20 anos de experiência em gestão em diversas áreas na indústria farmacêutica, incluindo Controle de

Qualidade, P&D e Validação de Processos. Especialista em otimização e melhoria contínua, com domínio em instrumentação analítica

avançada e desenvolvimento de produtos.

Revista Analytica | Julho 2025

29


Química no Meio Ambiente

A ARTE E O PERIGO DE ALGUNS PIGMENTOS

30

Revista Analytica | Julho 2025

O ambiente de trabalho é

cada vez mais monitorado

no intuito de se evitar

doenças ocupacionais.

Lembrando que, o

ambiente de trabalho, é

o meio ambiente onde a

pessoa trabalha.

Meio ambiente, não é só

o pantanal, a Amazônia,

as cachoeiras, mas todo

lugar onde estejamos. Afinal,

MEIO AMBIENTE, é o

AMBIENTE onde moramos,

trabalhamos, nos divertimos,

enfim, VIVEMOS.

Desejamos aqui, mostrar

como uma contaminação

pode passar desapercebida,

e quando percebida,

pode ser tarde demais.

Para o orgulho de nós brasileiros,

um dos maiores

pintores do século XX foi

João Cândido Portinari,

conhecido e chamado por

Candido Portinari.

Suas obras como os painéis,

Guerra e Paz, abrilhantam

honrosamente o

prédio da ONU.

O motivo da morte deste

grande artista foi algo que

nunca devia ser esquecido,

contaminação por chumbo,

derivado dos pigmentos

usados em suas obras.

Um famosíssimo pintor,

também foi contaminado

por pigmentos, Van

Gogh, não morreu pela

contaminação, mas sofreu

deste mal. Outros pintores

do passado também

morreram sob suspeita

de contaminação. Mas a

época, não havia como ter

certeza, pois a tecnologia

não era suficiente para

determinação exata de

suas respectivas mortes.

Os pigmentos a base de

chumbo, crômio, arsênio,

mercúrio e cádmio,

foram utilizados, e ainda

alguns utilizados em

obras artísticas.

Alguns exemplos de cores

associados a substancias

químicas metálicas utilizadas

na história estão a

seguir: famoso azul-egípcio,

um silicato de cobre,

antimoniato de chumbo,

conhecido como amarelo

de nápoles, tetróxido de

chumbo, o vermelho de

chumbo, temos branco

de chumbo, considerado

o pigmento branco mais

importante da história,

formado por uma mistura

de carbonato de chumbo

básico, e carbonato de

chumbo. Continuando, o

“realgar”, sulfeto de arsênio

vermelho, e o ouropigmento,

amarelo. Temos

ainda o amarelo de chumbo-estanho,

vermelho e

laranja de crômio (PbO·Pb-

CrO4) diferindo apenas a

sua cor devido tamanhos

distintos das partículas,

verde de crômio composto

por óxido de crômio

(Cr2O3), amarelo de zinco

(K2O·4ZnCrO4·3H2O) e

amarelo limão (BaCrO4),

laranjas vermelhos e amarelos

de cádmio, compostos

por sulfeto de cádmio

(CdS), podendo conter

zinco ou sulfeto de selênio

em solução solida, assim

clareando o amarelo ou

escurecendo o vermelho.

O problemático, verde de

arsênio ou verde paris,

formas variadas de arsenito

de cobre, letais e já a

época conhecidos como

pesticidas perigosos.


Acreditem, existe ainda

produção moderna para

pigmentos com metais,

a maioria com produção

externa, e com poucas

informações sobre o perigo

de contaminação nos seus

recipientes e embalagens.

Gostaríamos de deixar claro,

que estes tipos de pigmentos

não fazem mais

parte, isto a muito tempo,

das tintas comumente

usadas em pinturas imobiliárias

e até de recreação.

Mas, qual o motivo para

se manter este tipo de

pigmento ainda em

produção?

Por exemplo, restauração

de obras antigas, ou

mesmo, qualidade da

pintura artística.

Poderíamos achar que

em pleno século XXI, a

maioria dos pigmentos

artísticos não seriam

mais perigosos. Mas,

algumas características

dos pigmentos

com metais, ainda não

foram suplantadas pelos

pigmentos modernos.

Como em alguns casos,

brilho, capacidade de

cobertura, cores “vibrantes”,

dentre outros efeitos

óticos que uma obra

artística exige para sua

devida compreensão da

expressão do artista.

O fato de adentrarmos a

este assunto, é enfatizar

a atenção do temos a

disposição no trabalho,

ou mesmo no nosso cotidiano

em casa.

A contaminação do

ambiente onde estamos,

por menor que seja, pode

ser a longo prazo, algo

que possa nos levar a uma

condição crítica de saúde,

e em alguns irreversível.

Tomemos como exemplo,

consumir alimentos com

quantidade considerada

ínfima de algum poluente

(microplástico, como já foi

abordado nesta coluna)

ou inalarmos um poluente

orgânico contido no

ar (compostos orgânicos

voláteis, também abordado

nesta coluna).

Momentaneamente, pode

não alterar nossa saúde,

mas o acúmulo de poluente

no nosso organismo,

pode acarretar sérios problemas,

que nem sempre

podemos reverter, ou até

mesmo tratar.

Nosso maior bem, é nossa

saúde, e MEIO AMBIENTE,

é onde nós estamos.

Portanto, temos que estar

alertas aos locais onde

estamos e ao que estamos

consumindo, seja alimento,

água ou ar que respiramos.

Rogerio Aparecido Machado

Bacharel em Química com atribuições tecnológicas - (1987), latu sensu em Qualidade na área de Engenharia (1991), mestrado em

Saneamento Ambiental pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1999) e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São

Paulo (2003). Atualmente é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Faculdade São Bernardo do Campo além de Químico

Responsável do Instituto Presbiteriano Mackenzie.


HPLC Insights

MODO GRADIENTE OU ISOCRÁTICO EM

HPLC – FUNDAMENTOS E APLICAÇÕES

No desenvolvimento de

durante toda a análise. Se

• Menor flexibilidade de

métodos em Cromato-

a separação se inicia com

retenção seletiva.

grafia Líquida de Alta

60% de água e 40% de

Eficiência (HPLC), uma das

acetonitrila, por exemplo,

2. Fundamentos do

primeiras decisões estraté-

essa proporção não muda.

Modo Gradiente

gicas que o analista precisa

tomar é: modo isocrático

Características:

No modo gradiente,

ou modo gradiente? Essa

• Simples de configurar e

a composição da fase

escolha afeta não apenas

reproduzir

móvel varia ao longo da

a eficiência da separação,

corrida. Por exemplo,

mas também a robustez

• Ideal para amostras

pode-se iniciar com 90%

do método, o tempo de

com analitos de polari-

de água e aumentar pro-

análise, o consumo de

dade similar

gressivamente o teor de

solventes e até mesmo na

acetonitrila até 100%.

validação regulatória.

• Menor tempo de reequilíbrio

entre corridas

Características:

Neste artigo, vamos dis-

• Aumenta significativa-

cutir os fundamentos

• Curvas de calibração

mente a resolução para

técnicos de cada modo

mais lineares

misturas complexas

de eluição, compará-los

e indicar quando aplicar

Limitações:

• Melhora o perfil de picos

cada abordagem.

• Pode ser ineficiente para

tardios

misturas complexas com

1. Fundamentos do

compostos muito apola-

• Reduz o tempo de análi-

Modo Isocrático

res ou muito polares

se quando bem ajustado

32

Revista Analytica | Julho 2025

No modo isocrático, a

composição da fase móvel

permanece constante

• Pico largo ou retido

excessivamente para

analitos tardios

• Mais sensível a pequenas

variações de volume

morto e tempo


making a difference

PARA ENSAIOS DE TRANSPORTE

E COCULTURA HIGH-THROUGHPUT

INSERTOS THINCERT ® HTS 96 POÇOS

/ Ideais para estudos de transporte, ensaios de migração

e invação, culturas organotípicas e screenings de

toxicidade

/ 96 poços com design compatível para aplicações

high-throughput e sistemas automatizados

/ Membrana de policarbonato com opções de poros de

0.4, 3 e 8 μm

Acesse nosso site

www.gbo.com

Greiner Bio-One Brasil Produtos Medicos Hospitalares Ltda / Avenida Affonso Pansan / n° 1967 / Americana - São Paulo / Brasil

TELEFONE: (19) 3468-9600 / E-MAIL info@br.gbo.com


HPLC Insights

Tipos de Gradiente:

• Gradiente linear

5. Comparação Técnica Entre Isocrático e Gradiente

• Gradiente escalonado

• Gradiente concavo/convexo

(curvas programadas).

3. Quando Usar o Modo

4. Quando Usar o Modo

6. Estratégias para Desen-

Isocrático?

Gradiente?

volvimento de Métodos

• Amostras com grande

• Métodos de rotina com

amostras bem caracterizadas

• Análises de compostos

com faixa estreita de

polaridade

variação de polaridade

• Misturas complexas,

como extratos naturais,

tecidos, medicamentos

multicomponentes ou

resíduos em matriz

A definição entre modo

isocrático ou gradiente

deve ser tomada com

base em dados experimentais

iniciais. Sempre

que possível, recomenda-se

iniciar o desenvolvimento

utilizando o

• Métodos que serão

aplicados em grande

escala e precisam de

alta reprodutibilidade

• Quando é necessário eluir

compostos muito retidos

em tempo razoável

• Em desenvolvimento

modo isocrático, por sua

simplicidade operacional,

facilidade de validação e

controle mais direto das

variáveis envolvidas.

• Quando a separação

completa é atingida em

menos de 10 minutos

de métodos para validação

regulatória com

maior seletividade

6.1 Início com Modo

Isocrático: Avaliação

Simplificada

• Situações com equipa-

• Quando a sensibilida-

O desenvolvimento deve

34

Revista Analytica | Julho 2025

mentos mais simples ou

sem controle preciso de

gradiente.

de em LC-MS depende

de reduzir o tempo de

retenção.

começar testando composições

fixas de fase

móvel com diferentes


proporções entre os solventes

orgânicos e aquosos,

permitindo:

• Observar o comportamento

individual dos analitos

em termos de retenção

e simetria de pico

• Avaliar se há distribuição

homogênea dos picos ao

longo do tempo de corrida

• Determinar se a separação

desejada pode ser

alcançada sem necessidade

de programação de

gradiente

Vantagens:

• Redução da complexidade

do método

• Curvas de calibração

mais lineares

• Reequilíbrio mínimo

entre injeções

• Maior robustez para

aplicações de rotina e

controle de qualidade.

6.2 Conversão para

Gradiente: Quando e

Como Fazer

Se os testes com o modo

isocrático indicarem:

• Picos com retenção

excessiva ou tempo de

análise muito longo

• Picos sobrepostos no

início ou fim da corrida

• Matriz complexa com

compostos muito polares

e muito apolares

Então o uso do modo

gradiente se torna necessário.

Como aplicar:

• Use os dados de retenção

do isocrático como ponto

de partida para modelar

um gradiente linear.

• Ajuste o tempo de eluição

desejado com base

nos extremos de retenção

observados.

6.3 Otimização da Inclinação

do Gradiente

Se a opção pelo modo

gradiente se mantiver,

ajuste a inclinação para:

• Aumentar a seletividade

entre compostos de

retenção próxima

• Reduzir o tempo total

de análise

• Evitar compressão de

picos (co-eluição).

6.4 Ajuste Fino do Gradiente

e Robustez

Ao definir o gradiente, é

importante considerar:

• Inclinação do gradiente:

mais suave para aumentar

seletividade, mais inclinado

para reduzir tempo.

• Volume e tempo de reequilíbrio:

normalmente

de 8–12 volumes de coluna,

ajustado conforme a

fase estacionária e perfil

de retenção.


HPLC Insights

• Lavagem pós-gradiente:

essencial para eluir

compostos fortemente

retidos e evitar carryover

em métodos sensíveis.

Além disso, validar a

estabilidade da linha de

base durante o reequilíbrio

é essencial para

métodos com detecção

UV em baixos comprimentos

de onda.

6.5 Escolha da Coluna e

Estabilidade do Sistema

A escolha da fase estacionária

deve considerar o

tipo de eluição:

• Colunas tradicionais (C18,

C8) são eficientes para

isocrático com compostos

moderadamente polares

• Colunas core-shell ou

híbridas são ideais para

gradientes rápidos e

matrizes complexas

• Avalie a estabilidade

química da coluna com

relação à variação de pH

e à intensidade do solvente

orgânico durante

o gradiente.

6.6 Considerações para

LC-MS

Para análises com espectrometria

de massas:

• Prefira tampões voláteis

(ácido fórmico, formiato

de amônio) e evite fosfatos

• Use gradientes curtos

e eficientes, ajustados

para maximizar a ionização

na fonte

• Programe uma fase final

de "flush" com alto teor

orgânico para remover

compostos aderentes.

Conclusão

A escolha entre modo

isocrático e modo gradiente

deve ser feita com

base na complexidade da

amostra, requisitos regulatórios,

robustez desejada

e tempo disponível

para análise. Entender

os fundamentos de cada

abordagem é essencial

para construir métodos

eficientes, reprodutíveis e

validados com confiança.

Analistas que dominam

esses conceitos conseguem

desenvolver

métodos mais racionais,

com menor tempo de

ajuste e maior aplicabilidade

industrial.

Referências Bibliográficas

• Snyder, L. R., Kirkland, J. J., & Dolan, J. W. (2011). Introduction

to Modern Liquid Chromatography. Wiley.

• Neue, U. D. (1997). HPLC Columns: Theory, Technology,

and Practice. Wiley-VCH.

• Swartz, M. E., & Krull, I. S. (2012). Handbook of Analytical

Validation. CRC Press.

• ICH Q2(R1) – Validation of Analytical Procedures.

36

Revista Analytica | Julho 2025

Edwin Bueno

Engenheiro químico e especialista em cromatografia, com mais de 13 anos de experiência no desenvolvimento de métodos analíticos.

Atualmente é diretor técnico da Atuallabs e consultor técnico de grandes indústrias, dedica-se a otimizar processos, garantir a

qualidade analítica e disseminar boas práticas laboratoriais, contribuindo para a excelência do setor.


BALANÇAS SEMI-MICRO

HPLC

OHAUS

Insights

EXPLORER Semi-Micro

Balança referência para Indústrias sob Normas Regulatórias

• A Explorer tem célula de carga de alta precisão usinada a partir de um

monobloco de metal. O recurso AutoCal TM de calibração interna

automática entregam alta precisão e durabilidade para laboratórios em

ambientes industriais.

• Recursos como gerenciamento de usuários em quatro níveis, com proteção

por senha e sistema de registros de dados não-editáveis juntos a um alto

nível de possibilidades de configuração, são diferenciais para que as

balanças Explorer possam atender à aplicações regulatórias

• Um terminal destacável da balança, com tela colorida sensível ao toque,

sensores de Infravermelho programáveis, ionizador integrado opcional,

portas automáticas e capela sem moldura, tornam as balanças Explorer

fáceis e convenientes de usar.

Automatic Doors

Ionizer

USB Connection

Detachable Display

Weighing Functions

Weighing

Percent

Weighing

Density

Determination

Filing Formulation Statistical

Quality Control

Parts Counting

Check Weighing

Dynamic

Weighing

Totalization

Differential

Weighing

Fill Weight

Variation

Library

Pipette

Calibration

Peak Hold

Batch Printing

Revista Analytica | Julho 2025

37

Explorer Semi-Micro | OHAUS Contato: ohaus.br@ohaus.com | https://br.ohaus.com/pt-br


Logística e Saúde

REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A

VALIDAÇÃO DE TRANSPORTADORAS NO

SETOR DE SAÚDE

O transporte de mate-

Licenças

Sanitárias:

da CAT A (UN2900 e UN

riais biológicos no setor

Garantia de Confor-

2814), garantindo que

de saúde é regido por

midade

sejam manuseadas ade-

normas rigorosas que

As licenças sanitárias são

quadamente

durante

asseguram segurança,

fundamentais para auto-

todo o trajeto.

qualidade e conformi-

rizar as transportadoras a

dade. Além de atender

operar no setor da saúde:

Licença Ambiental: Pre-

regulamentações como

servação e Responsabi-

a RDC 504/2021, a Reso-

Licença de Funcionamen-

lidade

lução ANTT 5998/2022

to Sanitária

A licença ambiental é obri-

e a nova RDC ANVISA

Emitida pela Vigilância

gatória para transportado-

978/2025 (que revo-

Sanitária estadual ou

ras que movimentam pro-

ga a anterior RDC

municipal, ela assegura

dutos perigosos, incluindo

786/2023), as transpor-

que a transportadora

materiais

biológicos

tadoras devem cumprir

cumpre as exigências de

classificados como Classe

requisitos obrigatórios,

segurança e boas prá-

6.2, UN 3373 - Categoria

incluindo licenças espe-

ticas no transporte de

B, conforme regulamen-

cíficas, capacitação do

materiais biológicos.

tação internacional, com

pessoal,

higienização

exceção das empresas que

de veículos, Procedi-

Autorização Especial da

possuam

DECLARAÇÃO

mentos

Operacionais

ANVISA

DE ATIVIDADE DISPENSA-

Padrão (POPs), sinali-

Necessária em casos

DA OU ISENTA DE LICEN-

zação de embalagens,

específicos, como trans-

CIAMENTO, o que ocorre

documentação de não

porte de amostras bioló-

quando o local qual a

38

Revista Analytica | Julho 2025

conformidades e validação

de rotas.

gicas sujeitas a controle

mais rigoroso, como os

empresa está estabelecida

não está inserido em APM


Logística e Saúde

ou APRM e sua implantação

não envolve supressão

de vegetação nativa nem

intervenção em área de

preservação permanente.

Finalidade

Certificar que a transportadora

adota práticas

que minimizam impactos

ambientais, especialmente

em casos de acidentes

ou vazamentos e protocolos

claros de descarte

e tratamento de resíduos.

Enquadramento Econômico:

O Risco de um

CNPJ Incorreto

A adequação do CNPJ

ao ramo de transporte

de materiais biológicos

é crucial para a conformidade

legal. Transportadoras

precisam estar

devidamente enquadradas

em atividades

econômicas compatíveis

com o transporte

de produtos perigosos,

conforme exigido por

normas regulatórias.

Por que isso é importante?

Validade de licenças

Licenças sanitárias e

ambientais podem ser

invalidadas se o CNPJ

estiver incompatível

com a atividade exercida,

conforme exigências

da autoridade licenciadora

(baseadas no CNAE

vinculado à atividade

principal e secundária

da empresa

Riscos ao contratante:

Caso um contratante

opte por uma transportadora

com enquadramento

inadequado, ele pode

ser co-responsabilizado

por falhas ou incidentes

durante o transporte.

Capacitação do Pessoal

Envolvido

Conforme exigido

pela RDC 504/2021,

pela Resolução ANTT

5998/2022 e reforçado

pela RDC 978/2025,

todos os envolvidos no

transporte, especialmente

os condutores, devem

ser capacitados.

Treinamento Obrigatório

Boas práticas no transporte

de materiais biológicos,

manuseio de embalagens

específicas e gestão de

emergências, como vazamentos

e acidentes.

Certificação

Todos os treinamentos

devem ser documentados

e certificados,

podendo ser exigidos em

auditorias e fiscalizações.

Treinamento Baseado nos

POPs

Todos os colaboradores

precisam ser treinados

para seguir os procedimentos

definidos.

Higienização Protocolada

dos Veículos

A higienização dos veículos

é essencial para evitar

contaminações cruzadas

e garantir a segurança dos

materiais transportados.

POP de Higienização

Documentar o processo

de limpeza e desinfecção,

incluindo produtos e

métodos utilizados.

Revista Analytica | Julho 2025

39


Logística e Saúde

Registro e Frequência

Conformidade Internacio-

a empresa contratante

Os registros devem ser

nal

estão alinhadas pelas

mantidos para auditorias

Sinalizações devem seguir

correções

necessárias

e revisões periódicas e

estes devem estar alinhados

com o s Manuais,

POPs e Documentos de

uso diário da empresa.

padrões globais, como as

Instruções de Embalagem

P650 da IATA.

Etiquetas Padrão

durante todo o trajeto.

Relatórios Detalhados

Cada não conformidade

deve ser documentada

com informações com-

Procedimentos Operacionais

Padrão (POPs) Bem

Definidos

Os POPs garantem a

padronização de processos

e a conformidade com

as normas regulatórias.

Material Biológico Categoria

A' ou 'Categoria B',

Indicação de cuidados

especiais, como 'Frágil'

ou 'Manter Refrigerado.

Documentação das Não

Conformidades

pletas sobre o ocorrido e

as medidas tomadas.

Validação das Rotas

A validação de rotas é

uma prática essencial,

sobretudo, para transporte

de medicamentos,

Abrangência

Devem cobrir todas as

etapas do transporte,

desde a coleta até a entrega,

incluindo tratativas

de não conformidades.

A gestão de não conformidades

é essencial para

a melhoria contínua dos

processos de transporte.

Tratativa de Incidentes

Identificar a causa raiz e

para garantir que os

materiais sejam transportados

com segurança

e eficiência e estejam

em consonância com

o determinado pelos

fabricantes, em caso de

Sinalização das Embalagens

A sinalização correta das

implementar ações corretivas

e preventivas.

Isto é um ponto crucial

medicamentos assim

como com os embarcadores,

em caso de

embalagens é exigida

pela evidência em caso

biológicos, afim de se

pela RDC 504/2021,

de fiscalização sanitá-

conservar

estabilidade

40

Revista Analytica | Julho 2025

RDC 978/2025 e normas

internacionais.

ria, qual confirma que

a empresa contratada e

do material até que este

seja analisado.


P&D Analítico e Farmacotécnico

Estudo de Riscos

Analisar potenciais atrasos,

condições climáticas

e pontos críticos ao longo

do trajeto e não se engane;

embora seja cobrado literalmente

pela RDC 430 da

ANVISA no transporte de

medicamentos, a prática

de realizar análise também

em rotas de materiais biológicos,

demonstra a preocupação

pela previsibilidade/

ação preventiva.

Monitoramento em Tempo

Real

Utilizar tecnologia para

rastrear os veículos e as

condições das cargas é

exigência multi-regulamentar

e isto, garante

que todo o trajeto está

sendo monitorado e

possibilitando correções

durante o trajeto

assim como registrando

pontos de melhorias no

processo, não somente

a questão de localização,

como também no

registro da oscilação de

temperatura dentro das

embalagens terciárias

no caso de materiais

biológicos ou no compartimento

de carga do

veículo pelo transporte

de medicamentos

Conclusão

A validação de transportadoras

no setor de

saúde requer atenção a

diversos aspectos, incluindo

licenças sanitárias e

ambientais, capacitação

do pessoal, higienização

de veículos, POPs, sinalização

de embalagens,

documentação de não

conformidades e validação

de rotas. Além disso,

o enquadramento correto

do CNPJ para a atividade

de transporte de produtos

perigosos é uma preocupação

crucial. Transportadoras

que não possuem o

enquadramento adequado

podem comprometer

a legalidade e a segurança

de suas operações, além

de gerar riscos significativos

para os contratantes.

Garantir que sua transportadora

atenda a

todos esses requisitos

não é apenas uma questão

de conformidade,

mas uma responsabilidade

para proteger a

saúde e a segurança de

todos os envolvidos.

Dr. Cristhian Roiz

Autor de vários artigos e um nome de referência no setor de transporte de cargas da saúde e regulamentações, é fundador do Programa de

Qualificação do Transporte para Saúde (PQTS), uma iniciativa que visa a melhoria contínua dos processos de transporte e armazenamento de

produtos da saúde por meio da capacitação, auditorias e consultorias especializadas, e do curso de Formação de Auditores Especialistas. Esse

curso já capacitou profissionais em 11 estados brasileiros e internacionalmente, consolidando-se como uma das principais formações para

aqueles que buscam especialização em auditorias e consultorias para o transporte de materiais biológicos e medicamentos.

Revista Analytica | Julho 2025

41


P&D Analítico e Farmacotécnico

OXIDAÇÃO INDUZIDA POR EXCIPIENTES:

A AMEAÇA SILENCIOSA NA

ESTABILIDADE FARMACÊUTICA

Quando se fala em

degradação oxidativa, é

natural voltar os olhos

para o insumo ativo, sua

estrutura química e sua

suscetibilidade a agentes

reativos. No entanto, há

um fator muitas vezes

negligenciado, e que

pode ser decisivo na estabilidade

do produto final:

os próprios excipientes.

A química que acontece

nas sombras

conservantes e flavori-

metálicos

catalíticos

zantes,

podem gerar

(como ferro ou cobre)

Alguns

excipientes

espécies reativas de

favorece a formação

comumente utilizados,

oxigênio (EROs) duran-

de peróxidos e radicais

como polietilenoglicol

te sua degradação

livres, que se tornam

42

Revista Analytica | Julho 2025

(PEG), povidona (PVP),

poloxâmeros, polissorbatos

e até certos

natural. A exposição ao

calor, à luz, à umidade

ou à presença de traços

catalisadores invisíveis

de reações de oxidação

sobre o princípio ativo.



P&D Analítico e Farmacotécnico

O impacto pode ser ain-

ro, condições de síntese,

priedade da formula-

da mais expressivo em

armazenagem, e pureza

ção como um todo. Isso

formulações líquidas

ou semi-sólidas, onde a

mobilidade molecular

favorece o contato entre

os radicais e o fármaco.

No entanto, mesmo em

formas sólidas, a libera-

da matéria-prima. Assim,

dois lotes de um mesmo

PEG ou PVP podem gerar

perfis de degradação

radicalmente distintos

quando combinados ao

mesmo fármaco.

significa que os excipientes

também devem ser

estudados quanto ao seu

potencial de gerar peróxidos,

radicais ou outros

intermediários reativos.

ção lenta e contínua de

peróxidos ao longo do

tempo pode comprometer

a integridade da

formulação, promovendo

alterações de cor, odor,

perfil de impurezas e até

perda de potência.

Excipientes “inocentes”

nem sempre são neutros

Estudos demonstram

que diferentes lotes de

O polietilenoglicol, por

exemplo, é um conhecido

gerador de peróxidos

durante o armazenamento,

especialmente sob

exposição à luz e calor. Sua

capacidade de iniciar reações

em cadeia oxidativas

é amplamente documentada,

particularmente em

formulações que contêm

fármacos sensíveis a oxidação,

como aqueles com

Testes específicos, como

titulação iodométrica,

medição de peróxidos

via espectrofotometria,

ensaios de compatibilidade

binária com o IFA

(insumo ativo) e até técnicas

avançadas como

EPR (ressonância paramagnética

eletrônica),

podem ser empregados

para prever e controlar

esses efeitos.

excipientes podem variar

significativamente em sua

carga oxidante residual,

mesmo quando cumprem

grupos amina, tiol ou fenol.

A importância da caracterização

pré-formulação

Negligenciar essa etapa

pode resultar em ciclos de

desenvolvimento retraba-

44

Revista Analytica | Julho 2025

as especificações oficiais.

Isso se deve a fatores

como origem do políme-

A estabilidade deve ser

tratada como uma pro-

lhados e em falhas ou problemas

inesperados nos

estudos de longa duração.


P&D Analítico e Farmacotécnico

Estratégias de mitigação

Várias estratégias podem

ser adotadas para mitigar

os efeitos da oxidação

induzida por excipientes:

• Seleção de excipientes

com baixo teor de peróxidos,

com histórico de

estabilidade comprovado

e controle de fornecedor;

• Padronização de lotes e

critérios de recebimento

com testes de peróxidos e

metais catalíticos;

• Uso de antioxidantes

compatíveis com a formulação

(como BHT, BHA ou

ácido ascórbico), capazes

de interromper a cadeia de

oxidação sem interferir na

eficácia do fármaco;

• Aplicação de quelantes

metálicos, como EDTA,

para neutralizar íons de

metais de transição;

• Controle rigoroso das

condições de processamento

e armazenagem

dos excipientes e do produto

acabado;

• Desenvolvimento de

embalagens apropriadas,

opacas, barreira ao

oxigênio ou com atmosfera

modificada.

Conclusão

A degradação oxidativa

nem sempre é causada

diretamente pela molécula

ativa, ou algo extra

formulação. Em muitos

casos, o agente instabilizante

está ao lado dela,

disfarçado de excipiente

funcional. Reconhecer

e controlar esse

risco é uma estratégia de

otimização dos estudos

de desenvolvimento, de

garantia de robustez da

formulação, previsibilidade

da estabilidade e

de qualidade e segurança

do produto acabado.

Carlos Eduardo Rodrigues Costa

Farmacêutico industrial com 20 anos de experiência em gestão em diversas áreas na indústria farmacêutica, incluindo Controle de

Qualidade, P&D e Validação de Processos. Especialista em otimização e melhoria contínua, com domínio em instrumentação analítica

avançada e desenvolvimento de produtos.

Revista Analytica | Julho 2025

45


Blog dos Cientistas

DESVENDANDO O ESG NOS LABORATÓRIOS

Como implementar o conceito de ESG (Ambiental, Social e de Governança) em laboratórios

dedicados às áreas de química, ciências da vida e biotecnologia?

Nos últimos anos, o

conceito ESG tem se

tornado um ponto focal

em diversas áreas da

sociedade, incluindo os

laboratórios

científicos.

ESG, que representa

os pilares Ambiental,

Social e de Governança,

não é mais uma simples

tendência, mas sim um

movimento que reflete

a necessidade premente

de integração de práticas

sustentáveis, éticas

e responsáveis em todos

os setores. Para os profissionais

e estudantes de

química, ciências da vida

e biotecnologia, a adoção

do ESG nos labora-

científicos mais robustos

e socialmente benéficos.

ESG: Uma Visão Geral

Abrangente

Para implementar efetivamente

o ESG nos

laboratórios, é crucial

entender os três pilares

que o sustentam:

Na busca por laboratórios

mais sustentáveis, a

dimensão ambiental do

ESG desempenha um

papel vital. A redução de

resíduos é um ponto crucial,

podendo ser alcançada

por meio da implementação

de técnicas de

reciclagem, reutilização

46

Revista Analytica | Julho 2025

tórios não apenas ressoa

com os valores contemporâneos,

mas também

impulsiona resultados

Dimensão Ambiental:

Criando um Laboratório

Ecologicamente

Consciente

e eliminação responsável

de substâncias químicas.

A eficiência energética

também se destaca como


Blog dos Cientistas

uma oportunidade sig-

(DEI) é fundamental para

uma cultura de ética e

nificativa para reduzir o

a construção de equipes

responsabilidade. Além

impacto ambiental. Além

disso, a escolha de materiais

sustentáveis, o uso

responsável da água e a

adoção de tecnologias

limpas são abordagens

que não apenas beneficiam

o meio ambiente,

mas também podem economizar

recursos finan-

mais criativas e produtivas.

A valorização da diversidade

de gênero, raça, origem

étnica e orientação

sexual é um compromisso

que não apenas fortalece

o ambiente laboratorial,

mas também se reflete em

resultados científicos mais

inovadores e abrangentes.

disso, uma estrutura

de governança sólida

contribui para a confiabilidade

dos resultados

científicos, garantindo

que as descobertas

sejam respaldadas por

processos confiáveis e

transparentes.

ceiros a longo prazo.

Responsabilidade

Social nos Laboratórios

A dimensão social do

ESG envolve a promoção

da segurança e bem-estar

dos funcionários do laboratório.

Isso inclui medidas

como treinamentos regulares

em segurança, fornecimento

de equipamentos

de proteção individual

adequados e a criação de

um ambiente de trabalho

saudável. Além disso, a

promoção da diversidade,

equidade e inclusão

Governança Ética e

Transparente: Alicerces

para o Futuro

A governança eficaz

é um pilar crucial do

ESG. A tomada de decisões

éticas e a adesão

a regulamentações

são fundamentais para

garantir a integridade

das operações laboratoriais.

Isso inclui a comunicação

transparente

dos resultados da pesquisa,

o gerenciamento

de conflitos de interesse

e a promoção de

Etapas Práticas para

Implementar o ESG:

Avaliação Holística do

Laboratório

A implementação do

ESG começa com uma

avaliação completa do

estado atual do laboratório.

Isso envolve uma

análise profunda das

práticas ambientais,

sociais e de governança

já em vigor. Identificar

áreas de força e fraqueza

é essencial para desenvolver

um plano sólido

de implementação.

Revista Analytica | Julho 2025

47


Blog dos Cientistas

Estabelecimento de

Metas Mensuráveis e

Alinhadas

Uma vez que a avaliação

inicial tenha sido realizada,

é hora de estabelecer

metas específicas,

mensuráveis, alcançáveis,

relevantes e com prazo

(SMART) para a implementação

do ESG. Essas

metas guiarão o processo,

permitindo que os laboratórios

acompanhem o

progresso e realizem ajustes

conforme necessário.

Engajamento da Equipe

e Conscientização

O sucesso da implementação

do ESG depende

do envolvimento e comprometimento

de toda a

equipe do laboratório. É

essencial criar conscientização

sobre os princípios

ESG, enfatizando como

essas práticas contribuem

não apenas para a sustentabilidade,

mas também

para o fortalecimento da

pesquisa e inovação.

Execução e Monitoramento

Contínuo

Com as metas definidas e a

equipe engajada, é hora de

implementar as mudanças

planejadas. Isso envolve a

adaptação de processos

e a adoção de novas práticas.

O monitoramento

contínuo é crucial para

garantir que as mudanças

estejam tendo o impacto

desejado e para identificar

oportunidades adicionais

de melhoria.

Conclusão

Em resumo, a implementação

bem-sucedida

do ESG nos laboratórios

de química, ciências

da vida e biotecnologia

é uma jornada que exige

compromisso, planejamento

cuidadoso e

envolvimento de toda a

equipe. Ao adotar práticas

sustentáveis, éticas

e responsáveis, esses

laboratórios não apenas

atendem às expectativas

da sociedade

moderna, mas também

fortalecem sua própria

eficácia e impacto.

Por isso, a integração

do ESG não é apenas

uma tendência, é uma

abordagem que define

o caminho para laboratórios

mais conscientes

e resultados científicos

que beneficiam a todos.

Saiba mais em:

https://biochemie.com.br/

48

Revista Analytica | Julho 2025

Ingrid Ferreira Costa

Founder & CEO da Biochemie. Bacharel em Química. Bacharel em Química com Atribuições Tecnológicas. Mestrado em Ciências Farmacêuticas. Especialista

em Growth Hacking. MBA em Marketing Estratégico Digital. Auditora Interna na ABNT ISO/IEC 17025:2017. Auditora Externa na ABNT ISO/IEC 17025:2017.

Auditora Interna na ABNT ISO/IEC ISO 9001:2015. Auditora Líder na ABNT ISO/IEC 17025:2017, ABNT ISO/IEC 15189:2015 e ABNT ISO/IEC 17043:2011. Se você

tiver interesse em cursos, treinamentos in company ou dúvidas sobre esse tema, entre em contato pelo e-mail: contato@biochemie.com.br.



Em Foco

OTIMIZE A HOMOGENEIZAÇÃO DE SOLUÇÕES

COM O VORTEX BASIC 2.800 RPM

A homogeneização de soluções é

Além disso, também conta com dois

• Controle de qualidade industrial:

uma etapa essencial na rotina de

modos de operação, “Contínuo” e

preparo de soluções-padrão ou

diversos laboratórios, seja em pes-

“Toque”, o que oferece mais flexibi-

amostras em setores alimentícios,

quisas científicas, análises clínicas

ou na preparação de reagentes. Esse

lidade para atender às necessidades

específicas da sua rotina laboratorial.

farmacêuticos e cosméticos.

processo requer precisão e confiabilidade,

uma vez que qualquer variação

pode comprometer os resultados.

Aplicações práticas do Vortex Basic

O Vortex Basic é versátil e pode ser

• Educação e pesquisa: apoio a atividades

práticas em laboratórios didáticos

e centros de pesquisa científica.

Pensando nisso, o Vortex Basic

2.800 RPM foi desenvolvido para

oferecer eficiência, segurança e

praticidade no manuseio de diferentes

tipos de líquidos.

utilizado em diversos setores laboratoriais,

dentre eles:

• Análises clínicas: homogeneização

de amostras de sangue, urina e

Compacto, robusto e fácil de operar,

o Vortex Basic 2.800 RPM é a escolha

certa para quem busca desempenho

com confiança.

50

Revista Analytica | Julho 2025

Com certificação ISO 9001, ele

garante qualidade em cada etapa do

processo. Já a sua base com ventosas,

permite estabilidade total durante o

uso, bem como fixação em bancadas.

secreções para exames diagnósticos.

• Microbiologia: suspensão uniforme

de microrganismos e preparo

de soluções em tubos de ensaio

ou frascos.

Acesse o portal.kasvi.com.br e descubra

como ele pode transformar o

seu processo.

Contato

Portal.kasvi.com.br

(41) 3535-0900

WhatsApp: (41) 9 9663-0055


O FUTURO

DOS BIOBANCOS

NO BRASIL

COMEÇA AGORA

Evento inédito no Brasil

sobre biobancos, especialistas

nacionais e internacionais

confirmados.

SÃO PAULO

9 DE SETEMBRO

ESPAÇO AROEIRA

Foco em saúde

única, biodiversidade,

agricultura sustentável e

networking estratégico.

Realização e consultoria


Em Foco

THINCERT® HTS 96 POÇOS: EFICIÊNCIA E PRECISÃO

PARA CULTURAS CELULARES DE ALTO DESEMPENHO

A Greiner Bio-One oferece ao mercado

o ThinCert® HTS 96 Poços, uma

solução desenvolvida para otimizar

ensaios celulares, coculturas e estudos

de permeabilidade, especialmente

em aplicações que exigem

triagem de alto desempenho (High

Throughput Screening – HTS).

O produto consiste em uma placa

com 96 insertos de membrana

com poros, ideal para estabelecer

modelos de barreiras biológicas,

• Compatibilidade com platafor-

insertos celulares confiáveis e de alta

como epitélios e endotélios. Seu

mas automatizadas, atendendo às

performance para diversas aplica-

design permite uma manipulação

demandas de HTS;

ções em biologia celular, toxicologia,

eficiente, com estabilidade e exce-

testes de transporte celular e desen-

lente compatibilidade com sistemas

• Otimização no uso de reagentes,

volvimento de fármacos.

automatizados,

proporcionando

contribuindo para redução de cus-

escalabilidade, padronização e alta

tos operacionais;

Para saber mais sobre esse e

reprodutibilidade nos processos.

outros produtos de nosso portifó-

• Estrutura robusta, que proporcio-

lio, acesse www.gbo.com, ou entre

Entre os principais benefícios, des-

na segurança e facilidade no manu-

em contato pelo info@br.gbo.com.

tacam-se:

seio durante os ensaios.

52

Revista Analytica | Julho 2025

• Membrana com poros de alta qualidade,

que garante uniformidade e

consistência nos resultados;

O ThinCert® HTS 96 Poços faz parte

da linha ThinCert® da Greiner

Bio-One, reconhecida por oferecer

Para mais informações:

Departamento de Marketing

Tel.: +55 19 3468 9600

E-mail: info@br.gbo.com


Em Foco

DESVENDE A COMPOSIÇÃO ELEMENTAR COM O

ICP OES ICAP SÉRIE PRO DA THERMO SCIENTIFIC!

Mergulhe no universo da análise

elementar com a robustez

e o desempenho superior do

ICP OES iCAP série PRO da

Thermo Scientific. Projetado

para lidar com amostras de

matriz complexa e fornecer

detecção multi-elementar

sensível, este espectrômetro

ICP-OES simultâneo de

bancada otimiza seu espaço

de laboratório e minimiza a

manutenção do usuário.

Equipado com uma tocha

vertical, um monocromador

echelle purgado e um detector

CID (Charge Injection

Device), o ICP OES iCAP série

PRO oferece uma análise

completa e confiável. Seu

gerador de RF de estado

sólido de 27.12 MHz garante

a estabilidade do plasma em

diversas matrizes de amostra,

enquanto três controladores

de fluxo de massa (MFCs)

independentes proporcionam

controle preciso dos

gases nebulizador, plasma e

auxiliar, assegurando estabilidade

a longo prazo.

A versatilidade do ICP OES

iCAP série PRO é ampliada

pela opção de adicionar um

gás adicional ao plasma através

de um MFC integrado, permitindo

a análise de amostras

com alta concentração de sais

(até 30% de TDS) ou amostras

orgânicas. A segurança é primordial,

com um sensor de

dreno com intertravamento

que desliga o sistema em caso

de vazamento, protegendo

suas amostras.

Revista Analytica | Julho 2025

53


A precisão e a estabilidade são

garantidas por um monocromador

echelle com controle

termostático e um prisma de

dispersão cruzada, alcançando

uma resolução de 7 pm e

minimizando interferências.

O detector CID de acesso aleatório

oferece cobertura de

comprimento de onda total

de 167.021 a 852.145 nm, com

um modo UV aprimorado para

melhor sensibilidade e limites

de detecção para elementos na

faixa de 167.021 a 240.063 nm.

O software Thermo Scientific

Qtegra ISDS simplifica o fluxo

de trabalho, permitindo adicionar

comprimentos de onda,

criar métodos, analisar amostras

e pós-processar dados

simultaneamente à aquisição.

Descubra o poder da análise

semiquantitativa com

o recurso SemiQuant do

software Qtegra ISDS!

O recurso SemiQuant utiliza

inteligência artificial e redes

neurais profundas para simplificar

a correção intra e

inter-elementar, selecionando

automaticamente picos

não interferidos. Ideal para

triagem rápida de amostras

e identificação de tendências

elementares, o SemiQuant

fornece informações valiosas

sobre a composição da amostra

sem a necessidade de executar

soluções de calibração.

Esta inovadora ferramenta

libera todo o potencial do

detector CID do ICP OES iCAP

série PRO, aproveitando o

espectro de emissão completo

para identificar interferências

e determinar concentrações

elementares aproximadas, juntamente

com um nível de confiança.

O SemiQuant otimiza o

desenvolvimento de métodos,

melhora o desempenho analítico

e enriquece a interpreta-

• Peptide Mapping

• Intact Protein Analysis

• Aggregate analysis

• Charge Variant Analysis

• Glycan Analysis

• RNA and Oligonucleotide Analysis

• Gene Therapy Analysis

• Host Cell Protein Analysis

• Multi-Attribute Method Saiba mais em:

• Antibody Drug Conjugate Analysis

www.analiticaweb.com.br

• Estabilidade de plasma

superior com gerador de RF

de estado sólido.

• Controle preciso de gases

com MFCs independentes.

• Versatilidade para amostras

com alta concentração de sais

e orgânicas.

• Segurança aprimorada

com sensor de dreno com

intertravamento.

• Alta resolução e minimização

de interferências com

monocromador echelle.

• Cobertura de comprimento

de onda completa com

detector CID.

Thermo Scientific Orbitrap Exploris

• Software Qtegra ISDS intui-

BioPharma Platform

tivo e eficiente.

• Recurso SemiQuant para

análise semiquantitativa rápida

e inteligente.

ção dos resultados.

Confidently characterize

Benefícios do without ICP compromise

OES

Impressione-se com a versatilidade

e o desempenho

iCAP série PRO:

do ICP OES iCAP série PRO.

• Análise robusta de matrizes

complexas.

Eleve sua análise elementar

a um novo patamar!

• Detecção multi-elementar

sensível.

E-mail: revista@novanalitica.com.br

For more information Telefone visit: www.thermofisher.com/MAM

(11) 2162-8080


Em Foco

UMA SOLUÇÃO ESTRATÉGICA PARA AS

DEMANDAS ATUAIS

A medicina regenerativa tem inaugurado

uma nova era na saúde,

com terapias que promovem a

recuperação estrutural e funcional

de tecidos e órgãos. Um exemplo

emblemático dessa evolução são

as terapias celulares com células

CAR-T, entre outras modalidades

emergentes. Estima-se que o mercado

global dessas tecnologias,

avaliado em US$ 14,6 bilhões em

2024, poderá alcançar US$ 35,6

Diante desse cenário, os PODs —

• Produção de dispositivos médicos

bilhões até 2032.

salas limpas modulares pré-fabricadas

em contêineres — surgem

• CDMOs (Contract Development and

Esse crescimento acelerado

como uma alternativa inovadora

Manufacturing Organizations)

também se reflete no desenvolvimento

de produtos biológicos

e no aumento das exigências da

cadeia de produção farmacêutica.

Contudo, a expansão dessas

soluções enfrenta obstáculos

importantes — entre eles, o alto

à construção tradicional baseada

em alvenaria. Com um conceito

plug & play, essas unidades podem

ser aplicadas não apenas em terapias

celulares, mas também em

diversos setores regulados, como:

• Pesquisa e desenvolvimento

Projetados e construídos fora do

local de instalação, em ambientes

industriais controlados, os PODs

possibilitam maior agilidade, fle-

custo de fabricação, os desafios

logísticos e, sobretudo, a infraes-

• Indústria farmacêutica e biotecno-

xibilidade e previsibilidade. A pré-

-fabricação reduz riscos de atraso,

trutura necessária para garantir

lógica

mitiga imprevistos com mão de

ambientes estéreis ao longo de

todo o processo produtivo.

• Operações assépticas (fill & finish)

obra local e acelera significativamente

o cronograma dos projetos.

Revista Analytica | Julho 2025

55


Em Foco

PODs – Solução para os Desafios

da Infraestrutura Tradicional

A construção convencional de salas

limpas — baseada em alvenaria —

impõe desafios significativos:

• Altos custos de instalação e manutenção;

• Longos prazos de execução;

• Dependência de mão de obra

especializada local;

• Dificuldade de expansão modular;

• Complexidade nas etapas de qualificação

e validação.

Com múltiplas configurações previamente

testadas e aprovadas, as

salas limpas modulares também

oferecem facilidade de integração

A solução modular desenvolvida

pela GCON (www.gconbio.com)

de ambientes. Uma vez definido o

escopo técnico, o sistema permite o

com estruturas já existentes, além

entrega unidades já validadas e

cumprimento rigoroso de prazos e

de permitir expansões escalona-

comissionadas, otimizando as eta-

orçamentos — atributos essenciais

das — um requisito comum no

pas finais do projeto e reduzindo

em um mercado que exige alta con-

56

Revista Analytica | Julho 2025

campo das terapias avançadas.

os custos associados à qualificação

fiabilidade e rapidez de resposta.


Em Foco

ÁGUA ULTRAPURA: O ELEMENTO VITAL PARA

O SUCESSO EM ANÁLISES POR HPLC

A busca por resultados precisos e

confiáveis em análises laboratoriais

têm impulsionado avanços significativos

nas técnicas analíticas. Entre

estas, destaca-se a Cromatografia

Líquida de Alta Eficiência (HPLC),

método fundamental em diversos

setores, desde a indústria farmacêutica

até análises ambientais.

A HPLC é uma técnica sofisticada

que permite identificar, separar e

quantificar componentes de misturas

complexas com alta precisão.

Seu diferencial está na utilização

O uso de água de qualidade inferior

pode comprometer todo o processo

que atendem aos mais rigorosos

requisitos da técnica. A empresa

de alta pressão para promover

analítico, introduzindo contami-

garante conformidade com padrões

separações mais rápidas e eficien-

nantes que afetam o desempenho

internacionais de qualidade e oferece

tes, oferecendo maior resolução e

cromatográfico, a resolução e a con-

suporte técnico especializado 24/7,

reprodutibilidade em comparação

com métodos tradicionais.

fiabilidade dos resultados. Por isso,

laboratórios que buscam excelência

em suas análises por HPLC devem

com cobertura nacional, programas

de manutenção preventiva e treinamento

de operadores. Com mais de

No entanto, um aspecto importante

frequentemente subestimado é a

qualidade da água utilizada neste

processo. A água ultrapura desempenha

um papel fundamental na

HPLC, sendo o reagente utilizado

em maior volume. Para análises de

alta sensibilidade, é imprescindível

o uso de água Tipo I+ ultrapura,

com resistividade superior a 18 MΩ.

cm e níveis de Carbono Orgânico

Total (TOC) inferiores a 5 ppb e para

UHPLC inferiores a 2ppb.

priorizar o uso de água ultrapura,

garantindo assim a precisão e reprodutibilidade

de seus resultados.

Para atender essa demanda crítica,

a ELGA LabWater, especialista em

purificação de água laboratorial desde

1937, oferece soluções confiáveis

que minimizam riscos em análises

laboratoriais. O PURELAB Chorus 1

Analytical Research, sistema de bancada

que fornece água ultrapura com

18,2 MΩ.cm (Tipo I/I+) e TOC inferior

a 2 ppb, é um exemplo das soluções

85 anos de expertise e constante inovação

tecnológica, a ELGA LabWater

é a escolha segura para laboratórios

que priorizam a excelência em suas

análises por HPLC.

Para mais informações ou para

solicitar uma demonstração, entre

em contato com a ELGA LabWater.

Revista Analytica | Julho 2025

57


Em Foco

DESVENDE O UNIVERSO ELEMENTAL COM O ICPTOF!

Imagine obter a análise elementar

completa, em tempo

real, de cada amostra. O icpTOF

revoluciona a espectrometria

de massas com plasma indutivamente

acoplado (ICP-MS),

oferecendo detecção simultânea

de todos os isótopos a uma

velocidade sem precedentes.

Seja para analisar nanopartículas

individuais, células

isoladas ou realizar imageamento

por ablação a laser,

o icpTOF entrega resultados

com resolução e precisão

incomparáveis. Sua alta

resolução de massa de 6000

permite a separação de íons

interferentes, enquanto a

medição simultânea de todos

os isótopos elimina a influência

de flutuações na fonte e na

amostra, garantindo razões

A velocidade de detecção

do icpTOF é surpreendente,

registrando um espectro

de massa completo a cada

12-50 µs. Essa característica o

torna a ferramenta ideal para

capturar sinais transientes

e pixels de ablação a laser.

Para aplicações que exigem

o máximo de detalhes e a

detecção de partículas ainda

menores, o icpTOF S2 oferece

sensibilidade maximizada,

elevando a resolução da ima-

isotópicas precisas, próximas

rápidos, como os gerados em

gem e proporcionando um

58

Revista Analytica | Julho 2025

aos limites estatísticos.

análises de inclusões fluidas

alto sinal-ruído (SNR).


Em Foco

O software TOFpilot simplifica

todo o fluxo de trabalho,

integrando o controle

do icpTOF com diversos

sistemas de introdução de

amostra. Com workflows

intuitivos, a análise eficiente

de líquidos, partículas,

células e sólidos torna-se

uma realidade. Além disso,

interfaces com softwares

externos facilitam o controle

de configurações

complexas, envolvendo

automostradores líquidos e

sistemas de ablação a laser.

Com o icpTOF, você tem:

• Todos os elementos,

o tempo todo: Capture

espectros de massa completos

continuamente, sem

perder nenhum analito ou

sinal de interferência.

• Alta resolução de massa: Eleve o nível da sua análise

elementar. Descubra o

Separe íons interferentes

com um poder de resolução

de 6000.

poder do icpTOF!

Aplicações Relacionadas

• Razões isotópicas precisas: Aquisição espectral de massas

Elimine a susceptibilidade a de alta velocidade e análise

simultânea de todos os

flutuações e alcance precisão

elementos são recursos de

próxima aos limites estatísticos.

Thermo Scientific Orbitrap Exploris

BioPharma Platform

desempenho inerentes a todos

os TOFs TOFWERK, tornando

• Detecção de alta velocidade:

Ideal para sinais transien-

a linha de produtos icpTOF o

detector ICP-MS ideal para análise

de partículas/células indivites

rápidos, com registro de

Confidently characterize

espectro a cada without 12-50 µs. compromise duais de múltiplos elementos

• Máxima sensibilidade (icp-

TOF S2): Aumente a resolução

da imagem e detecte partículas

menores com alto SNR.

• Peptide Mapping

• Intact Protein Analysis

• Aggregate analysis

• Charge Variant Analysis

• Glycan Analysis

• RNA and Oligonucleotide Analysis

• Gene Therapy Analysis

• Host Cell Protein Analysis

• Multi-Attribute Method

• Antibody Drug Conjugate Saiba mais Analysis em:

• Software TOFpilot: www.analiticaweb.com.br

Simplifique o controle do

instrumento e automatize

o fluxo de trabalho para

diversas aplicações.

ou imagens de ablação a laser.

E-mail: revista@novanalitica.com.br

For more information visit: www.thermofisher.com/MAM

Telefone (11) 2162-8080

Revista Analytica | Julho 2025

59


Em Foco

LINHA DE PRODUTOS PARA MICROBIOLOGIA CRAL

Presente no mercado desde 1977,

mais diversas rotinas laboratoriais:

Atendimento:

a CRAL se consolidou como uma

placas de Petri até 140 mm (lisa,

Laboratórios de análises e patologia

empresa de tradição, compromisso

e inovação, aliando atendimento

de excelência à força de uma

com 1 ou 2 divisões, tipo Rodac),

microplacas com até 96 orifícios,

alças de 1 µL, 10 µL e em formato

clínica, indústrias, hospitais, institutos

e centros de pesquisa, farmácias

e veterinárias.

indústria de renome e mantendo

sólidas parcerias com empresas

reconhecidas mundialmente.

L e T. Produzidos em Sala Limpa

com certificação ISO 13485, padrão

internacional de qualidade.

Venha ser nosso parceiro de

negócios!

Com uma política fortemente

pautada na qualidade, mantemos

o compromisso de fabricar e distri-

Linha de Meios de Cultura:

A CRAL possui uma linha completa

de meios de cultura para atender

Entre em contato com o nosso time

comercial, que terá o maior prazer

em atendê-lo.

buir produtos confiáveis, com foco

na satisfação do cliente.

às mais diversas áreas. São centenas

de versões de ágares, caldos,

CRAL, SUA PARCEIRA DE NEGÓCIOS

extratos, meios, peptonas, meios

60

Revista Analytica | Julho 2025

Descartáveis para Microbiologia

– CRALPLAST:

Destaque no mercado pela qualidade

e variedade, atendendo às

cromogênicos e suplementos para

análises clínicas, indústria de alimentos,

laticínios, indústria farmacêutica,

recursos hídricos e muito mais.

CRAL - Suprindo a saúde com qualidade e inovação desde 1977

Empresa certificada ISO 9001:2015 / ISO 13485:2016

Contatos: (11) 3454-7000 ou (11) 2712-7000

e-mail: contato@cralplast.com.br

Site: www.cralplast.com.br


Agite com precisão,

escolha

Soluções versáteis e robustas

para homogeneização em seu

Conheça as opções disponíveis:

Vórtex Multifuncional

K40-1010 – 110V | K40-1020 – 220V

• Velocidade ajustável de 0 a 3.300 rpm

• Modos de operação: Toque ou Contínuo

• Duas plataformas inclusas: Plana e Cônica

• Corpo em alumínio com base em aço para maior estabilidade

Vórtex Basic

K45-2810 – 110V | K45-2820 – 220V

• Velocidade fixa de 2.800 rpm

• Modos de operação: Toque ou Contínuo

• Plataforma cônica e base com ventosas

Converse com o

nosso time comercial.

(41) 3535-0900

(41) 9 9663-0055

portal.kasvi.com.br


DESDE 2000

Conceito de qualidade em Microbiologia

Novas e modernas instalações

Equipe capacitada e comprometida

Acreditações: REBLAS / CGCRE-INMETRO /ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017

comercial@bcq.com.br - www.bcq.com.br - TEL.: 55 11 5083-5444

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!