Revista Analytica Ed. 137
Revista Analytica Ed. 137
Revista Analytica Ed. 137
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EDITORIAL
Revista
Ano 23 - Edição 137 - Julho 2025
Nesta edição 137 da Revista Analytica,
seguimos firmes na missão que nos acompanha
há mais de duas décadas: oferecer
conteúdo técnico, atual e relevante para
os profissionais da indústria que vivem a
tecnologia, com os pés na inovação e os
olhos no futuro.
Abrimos com dois artigos científicos que
refletem essa proposta. O primeiro, de
autoria do estimado colaborador Carlos
Eduardo Rodrigues Costa, aborda um
tema crítico para a indústria farmacêutica:
“Gestão de projetos em P&D farmacêutico:
como evitar as 5 armadilhas que
atrasam produtos”. Com clareza e domínio
técnico, Carlos Eduardo entrega um
verdadeiro mapa de riscos e estratégias
práticas, essencial para equipes que desejam
ganhar eficiência e competitividade.
O segundo artigo, igualmente relevante,
lança luz sobre os caminhos da energia
limpa: “Estudo da utilização de microalgas
para a produção de biodiesel”. Uma
abordagem científica que une inovação,
sustentabilidade e aplicabilidade industrial,
reforçando o papel da pesquisa como
resposta concreta aos desafios ambientais
e energéticos do nosso tempo.
E como inovação se constrói em muitas
frentes, nossas colunas especiais também
entregam temas extremamente necessários.
No Blog dos Cientistas, desvendamos
o universo do ESG nos laboratórios, com
um olhar técnico e ao mesmo tempo estratégico
sobre práticas ambientais, sociais e
de governança que hoje são inegociáveis.
Na coluna HPLC Insights, entramos a fundo
nas decisões críticas do analista cromatográfico
com o tema: “Modo gradiente
ou isocrático em HPLC: fundamentos e
aplicações”. Um conteúdo que une teoria
e prática de forma direta, como deve ser.
Em Logística e Saúde, trazemos orientações
claras e aplicáveis sobre os requisitos
necessários para a validação de
transportadoras no setor de saúde,
ponto vital para a integridade e rastreabilidade
dos insumos que sustentam a
cadeia laboratorial e industrial.
Na já consagrada coluna P&D Analítico e
Farmacêutico, o alerta é técnico e necessário:
“Oxidação induzida por excipientes:
a ameaça silenciosa na estabilidade
farmacêutica”. Um tema que exige atenção
dos desenvolvedores de medicamentos
e que reforça a importância de cada
componente da formulação.
E para fechar o ciclo, a coluna Química
e Meio Ambiente nos conduz por um
tema que une ciência, história e segurança:
“A arte e o perigo de alguns
pigmentos”. Um conteúdo instigante,
que revela como a beleza das cores
pode esconder riscos insuspeitos.
A cada nova edição, reafirmamos que nosso
compromisso é com o conhecimento
aplicado, com a inovação que transforma.
E nada disso seria possível sem nossos
anunciantes, que há tantos anos acreditam
e investem neste projeto editorial. A
vocês, nossa sincera gratidão. Vocês são
parte fundamental desta história.
Seguimos juntos, construindo pontes
entre teoria e prática, entre pesquisa
e aplicação, entre hoje e o amanhã da
tecnologia industrial.
Boa leitura!
Luciene Almeida
Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:
FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS | MEIO AMBIENTE | BIOTECNOLOGIA | LIFE SCIENCE
Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.
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Realização: Futurlab
Editora Responsável: Luciene Almeida | redacao@futurlab.com.br
Para assinaturas / renovação: Daniela Faria | 11 98357-9843 | assinatura@futurlab.com.br
Coordenação de Arte: FC DESIGN - contato@fcdesign.com.br
Impressão: Gráfica Hawaii | Periodicidade: Bimestral
Revista
Ano 23 - Edição 137 - Julho 2025
ÍNDICE
01 Editorial
06
Publique na Analytica
ARTIGO 1
08
Rayssa Teixeira de Brito, Giovanna Alkmin Teles de Paula, Camila Cunha de Moraes,
Márcio Henrique Maranhão Maia, Daniela Santos Silva.
07 Agenda
ESTUDO DA UTILIZAÇÃO DOS ÓLEOS DE MICROALGAS
PARA A PRODUÇÃO DE BIODIESEL
MATÉRIA DE CAPA
Carlos Eduardo Rodrigues Costa
24
GESTÃO DE PROJETOS EM P&D FARMACÊUTICO: COMO
EVITAR AS 5 ARMADILHAS QUE ATRASAM PRODUTOS
30
Química no Meio Ambiente
HPLC Insights 32
38
Logística e Saúde
P&D Analítico e Farmacotécnico 42
2
Revista Analytica | Julho 2025
Em Foco 50
46
Blog dos Cientistas
Revista
Ano 23 - Edição 137 - Julho 2025
ÍNDICE REMISSIVO DE ANUNCIANTES
ordem alfabética
Anunciante pág. Anunciante pág.
ALFA 2ª CAPA / 43
KASVI
3ª CAPA
ANALITICA LATIN AMERICA 49
BCQ
4ª CAPA
BIOBANK BRASIL SUMMIT 51
CRAL 09
GREINER 33
LABORALTEC 04
NOVA ANALITICA 13
OHAUS 19 / 37
VEOLIA 23
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Conselho Editorial
Carla Utecher, Pesquisadora Científica e chefe da seção de controle Microbiológico do serviço de controle de Qualidade do I.Butantan - Chefia Gonçalvez Mothé, Prof ª Titular da Escola de Química da Escola de
Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Elisabeth de Oliveira, Profª. Titular IQ-USP - Fernando Mauro Lanças, Profª. Titular da Universidade de São Paulo e Fundador do Grupo de Cromatografia (CROMA)
do Instituto de Química de São Carlos - Helena Godoy, FEA / Unicamp - Marcos E berlin, Profª de Química da Unicamp, Vice-Presidente das Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas e Sociedade Internacional
de Especteometria de Massas - Margarete Okazaki, Pesquisadora Cientifica do Centro de Ciências e Qualidade de Alimentos do Ital - Margareth Marques, U.S Pharmacopeia - Maria Aparecida Carvalho de
Medeiros, Profª. Depto. de Saneamento Ambiental-CESET/UNICAMP - Maria Tavares, Profª do Instituto de Química da Universidade de São Paulo - Shirley Abrantes Pesquisadora titular em Saúde Pública do INCQS
da Fundação Oswaldo Cruz - Ubaldinho Dantas, Diretor Presidente de OSCIP Biotema, Ciência e Tecnologia, e Secretário Executivo da Associação Brasileira de Agribusiness.
Colaboraram nesta Edição:
Maria Mayara Saraiva de Sousa, Maurício Ferreira da Rosa, Junior Romeo Deoti, Daniele Fernanda de Oliveira Rocha, Rogerio Aparecido Machado, Ingrid Ferreira Costa.
Revista Analytica | Julho 2025
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Revista
Ano 23 - Edição 137 - Julho 2025
PUBLIQUE NA ANALYTICA
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Experimental, Resultados, Discussão, Conclusão,
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Observação: É importante frisar que a Revista Analytica não informa a previsão sobre quando o artigo será publicado. Isso se deve ao fato
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nesse sentido. Além disso, por questões estratégicas, a revista é bimestral, o que incorre a possibilidade de menos artigos serem publicados –
levando em conta uma média de três artigos por edição. Por esse motivo, não exigimos artigos inéditos – dando a liberdade para os autores
disponibilizarem seu material em outras publicações.
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Revista Analytica | Julho 2025
ENVIE SEU TRABALHO
Luciene Almeida – Redação
redacao@futurlab.com.br
CASO PRECISE DE INFORMAÇÕES ADICIONAIS, ENVIE UM E-MAIL PARA A REDAÇÃO.
agenda
CONGRESSO SUSTENTÁVEL 2025
Data: 1–2 de julho de 2025
Local: Belém, PA
Formato: presencial
Foco: sustentabilidade empresarial, economia circular, ESG
Mais Informações: ccfb.com.br
RECICLAÇÃO 2025
Data: 25–27 de julho de 2025
Local: Curitiba, PR
Formato: presencial
Foco: reciclagem industrial, resíduos sólidos, logística reversa
Mais Informações: ccfb.com.br
ABRAFARMA FUTURE TRENDS
Data: 13-14 de agosto de 2025
Local: Distrito Anhembi, São Paulo, SP
Foco: varejo farmacêutico, inovação e digitalização
Mais Informações: simtax.com.br
FI SOUTH AMERICA (FOOD INGREDIENTS SOUTH
AMERICA – FISA)
Data: 26–28 de agosto de 2025
Local: São Paulo Expo, São Paulo, SP
Foco: ingredientes alimentícios, inovação e P&D
Mais Informações: foodbizbrasil.com
FILMAMBIENTE 14
Data: 27 de agosto – 7 de setembro de 2025
Local: Rio de Janeiro, RJ
Formato: híbrido
Foco: cinema e debates sobre meio ambiente global
Mais Informações: ccfb.com.br, crqsp.org.br
ANALÍTICA LATIN AMERICA
Data: 23–25 de setembro de 2025
Local: São Paulo Expo, São Paulo, SP
Foco: análise química, laboratórios, controle de qualidade
Mais Informações: crqsp.org.br
ABRAFATI SHOW
Data: 23–25 de setembro de 2025
Local: São Paulo Expo, São Paulo, SP
Foco: tintas, química aplicada, fornecedores e formulações
Mais Informações: feirasenegocios.com.br
FENASAN 2025 – SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE
Data: 21–23 de outubro de 2025
Local: Expo Center Norte, São Paulo, SP
Foco: tecnologias para água, resíduos, efluentes e sustentabilidade
Mais Informações: crqsp.org.br, feirasenegocios.com.br
ECOEXPO 2025
Data: 21–23 de outubro de 2025
Local: São Paulo, SP
Foco: gestão de resíduos, reciclagem, economia circular
Mais Informações: abrifar.org.br
ENERCLEAN 2025
Data: 28–30 de outubro de 2025
Local: Americana, SP
Foco: energia limpa, eficiência energética, descarbonização
Mais Informações: ccfb.com.br
II CONGRESSO BIOMASSA E BIOENERGIA (BBC BRAZIL)
Data: 28–31 de outubro de 2025
Local: Sorocaba, SP
Foco: biocombustíveis, bioenergia, pesquisa aplicada
Mais Informações: ccfb.com.br
IN-COSMETICS LATIN AMERICA
Data: 23–24 de setembro de 2025
Local: Expo Center Norte, São Paulo, SP
Foco: matérias-primas, fragrâncias, P&D em cosméticos
Mais Informações: abrifar.org.br
COP30
Data: 10–21 de novembro de 2025
Local: Belém, PA
Foco: mudanças climáticas, políticas públicas, saúde planetária
Mais Informações: ccfb.com.br
Revista Analytica | Julho 2025
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Artigo 1
ESTUDO DA UTILIZAÇÃO DOS ÓLEOS DE
MICROALGAS PARA A PRODUÇÃO DE BIODIESEL.
Autores: Rayssa Teixeira de Brito, Giovanna
Alkmin Teles de Paula, Camila Cunha de
Moraes. Márcio Henrique Maranhão Maia,
Daniela Santos Silva.
Colégio Técnico "Antônio Teixeira Fernandes”,
Rua Paraibuna, 78, Jardim São Dimas - 12245-
020 - São José dos Campos-SP, Brasil
8
Revista Analytica | Julho 2025
Resumo
O crescimento acelerado
da demanda por energia
tem elevado os impactos
ambientais, destacando a
necessidade de alternativas
sustentáveis, como o
biodiesel, especialmente
quando produzido
a partir de microalgas.
Essas se destacam pela
alta eficiência fotossintética,
manejo simples,
produtividade elevada e
baixa competição com
cultivos alimentares,
sendo uma alternativa
viável ao petróleo.
Diferente do petróleo,
o biodiesel é produzido
por transesterificação de
óleos vegetais, animais
ou descartes, reagindo
com um álcool para gerar
glicerina e biodiesel.
Embora o Brasil seja grande
produtor de soja, sua
viabilidade econômica
para biodiesel é limitada
pelas flutuações do mercado
financeiro, enquanto
o uso de microalgas se
mostra mais promissor. A
legislação brasileira, por
meio do CNPE, estabeleceu
metas de adição de
biodiesel ao diesel, como
parte do Programa Nacional
de Produção e Uso de
Biodiesel (PNPB), que visa
promover a produção
interna e a inclusão social
de pequenos agricultores.
As microalgas, com alto
teor de lipídios, são ideais
para biodiesel devido ao
rápido crescimento e eficiência
produtiva. Entre
os processos de produção
de biodiesel, destacam-se
a esterificação,
hidroesterificação, pirólise
e transesterificação,
sendo este último o mais
Artigo 1
comum. Diante disso, o
algae are attractive for
Use of Biodiesel (PNPB).
uso de microalgas para
biodiesel production due
Microalgae with high lipid
produção de biodiesel se
destaca como uma alternativa
sustentável, com
alta produtividade e baixa
demanda por recursos,
sem competir com áreas
destinadas à produção de
alimentos, mostrando-se
promissora para o futuro
energético renovável.
Palavras-chave: Obtenção
de biodiesel, biodie-
to their efficient photosynthesis,
easy management,
high productivity, and
minimal competition with
the food market, making
them a viable alternative
to traditional oil sources.
Biodiesel is produced by
reacting oils from vegetables,
animals, or waste
with alcohol to produce
glycerin and biodiesel,
unlike petroleum. Whi-
content are well-suited for
biodiesel production due
to their rapid reproduction
and high efficiency. Biodiesel
production methods
may involve esterification,
hydroesterification,
pyrolysis, and transesterification,
with the latter
being the most common.
Considering the potential
of microalgae for biodiesel
sel, extração de óleo, aná-
le Brazil is a major soy
production, it emerges as
lise de biocombustível,
producer, the economic
a sustainable alternative
rendimento, microalgas,
viability of soy for biodie-
with high productivity and
biodiesel de microalgas,
transesterificação.
ABSTRACT
The increasing demand for
sel is limited by market
fluctuations, whereas the
use of microalgae shows
more promise. In Brazil,
the CNPE (National Ener-
minimal resource requirements,
without competing
with areas designated for
food production.
energy has raised concerns
about its environmental
impact, emphasizing the
need for sustainable energy
sources like biodiesel,
gy Policy Council) has set
goals to promote domestic
biodiesel production
and the social inclusion
of small farmers through
Keywords: biodiesel
production, biodiesel, oil
extraction, biodiesel analysis,
efficiency, micro-algae,
particularly when derived
the National Program
biodiesel from microalgae,
10
Revista Analytica | Julho 2025
from microalgae. Micro-
for the Production and
transesterification.
INTRODUÇÃO
De acordo com Bondarik,
Pilatti, Horst (2018), com
o crescimento acelerado
e a alta demanda no setor
energético, os impactos
ambientais associados a
ele também aumentam,
tornando essencial a
busca por alternativas
de geração de energia e
combustíveis mais sustentáveis
para substituir
as fontes não renováveis
atualmente utilizadas.
Ainda conforme Bondarik,
Pilatti, Horst (2018),
a produção de biodiesel
a partir de fontes primárias
naturais surge como
uma solução promissora,
se destacando pela sua
sustentabilidade e rentabilidade
em larga escala
quando produzido a
partir de microalgas.
De acordo com Souza
et al. (2023), a utilização
das microalgas se
torna mais viável, neste
contexto, devido sua
alta eficiência fotossintética,
fácil manejo, alta
produtividade e baixa
competição com outros
tipos de cultivo, por isso,
representam uma alternativa
viável para substituir
fontes energéticas
não renováveis, como
o petróleo, adquirindo
um grande papel ao
serem consideradas processos
ecologicamente
corretos, uma vez que
reciclam eficientemente
contaminantes de meios
líquidos e gasosos.
Como Torquato (2019)
diz, diferente do petróleo,
o biodiesel pode ser produzido
pelo processo de
transesterificação, a partir
do óleo de origem animal,
vegetal ou descarte
de óleo, que reage com
um álcool e produz glicerina
e biodiesel. Como
produto existe diversas
variedades, como por
exemplo: óleo de palma,
óleo de milho, restos de
comida, gordura bovina,
óleo de soja dentre
outros (BARBOSA, 2023).
Como o Brasil é um dos
maiores produtores de
soja do mundo, a produção
de biodiesel a partir
dessa fonte poderia, em
teoria, ser viável, entretanto,
além de ser uma
importante fonte de alimentação
no país, a soja é
uma commodity influenciada
pelas variações no
mercado financeiro, e
essas flutuações podem
tornar economicamente
desvantajosa a produção
de biodiesel a partir desse
recurso (MORAES et al.,
2017). No Brasil, o Conselho
Nacional de Política
Energética (CNPE) estabeleceu
um cronograma
para a adição obrigatória
de biodiesel ao óleo diesel
vendido ao consumidor
final (BARBOSA, 2023).
Revista Analytica | Julho 2025
11
Artigo 1
Alcoforado (2021) refor-
que em 2022 haveria um
segundo o Governo Fede-
ça que, considerando os
custos de produção e a
percentual mínimo de
14% de biodiesel (B14)
ral Brasileiro, é o quarto
maior produtor mundial.
demanda por combustíveis,
o biodiesel derivado
de microalgas se mostra
uma alternativa eficiente
aos combustíveis convencionais,
isso é especialmente
relevante para os meios
de transporte, ajudando a
preservar a biodiversidade
e reduzir a poluição e a alta
produtividade das microalgas
que, quando utilizadas
de maneira adequada,
a matéria-prima não se
tornará escassa.
No Brasil, o Conselho
Nacional de Política Energética
(CNPE) estabeleceu
um cronograma de evolução
da adição obrigatória
do biodiesel no óleo diesel
vendido ao consumidor
e em 2023 se alcançaria
15% (B15) (BRASIL, 2016).
Segundo Bondarik, Pilatti,
Horst (2018), por meio
do Programa Nacional de
Produção e Uso de Biodiesel
(PNPB), a utilização de
biodiesel foi estimulada
através do estabelecimento
de dois objetivos:
garantir a produção e o
consumo interno de biodiesel,
e promover a diversificação
das fontes de
matérias- primas, a inclusão
social e o desenvolvimento
regional, gerando
emprego e renda para
pequenos agricultores
rurais, com tais e anteriores
incentivos, o país tornou-se
o segundo produ-
As microalgas são compostas
basicamente por
proteínas, carboidratos,
ácidos nucléicos e ácidos
graxos. Os ácidos graxos
são encontrados em
membranas, produtos de
armazenamento, metabólitos,
entre outros Em algumas
espécies, os ácidos
graxos representam 40%
do seu peso seco. Para a
produção de biodiesel
são necessárias microalgas
que contenham alto
teor de lipídios e sejam de
fácil cultivo. As melhores
algas para produzir biodiesel
são as microalgas
com diâmetro inferior a 2
mm, pois produzem mais
óleo e crescem mais rápida
e facilmente do que as
12
Revista Analytica | Julho 2025
final em 2016 por meio da
Lei N° 13.263, prevendo
tor mundial de biodiesel
em 2010, e atualmente,
macroalgas (HERNÁNDE-
Z-PERÉZ, LABBÉ, 2014).
Análise sensível de amostras
Artigo 1
14
Revista Analytica | Julho 2025
Segundo Lubiana (2014)
algas são um grupo composto
por organismos
unicelulares, eucariontes
ou procariontes, e produzem
clorofila a partir de
fotossíntese, sendo tradicionalmente
divididos em
dois termos: microalgas,
que possuem dimensões
microscópicas, e macroalgas
de dimensões macroscópicas.
Ainda segundo
Lubiana, embora as microalgas
sejam organismos
fotossintéticos invisíveis
a olho nu, muitas delas
conseguem se agrupar em
colônias e filamentos, deixando-as
visíveis ao olhar
humano, mas não chegando
a simular tecidos
vegetais como as colônias
macroscópicas.
Segundo Cavalcante
(2018), para a produção
de biodiesel, existe
diversos vários métodos
de obtenção, dentre os
quais pode se destacar
a esterificação, a hidroesterificação,
a pirólise
e a transesterificação.
Ainda a partir da mesma
autoria, a esterificação é
caracterizada pela reação
de um ácido com um
álcool para a obtenção
de um éster, a hidroesterificação
por uma
reação entre água e triglicerídeos,
a pirólise por
converter uma estrutura
química orgânica em
outra por meio de calor e
a transesterificação pela
conversão de oleaginosas
em ésteres metílicos
ou etílicos de ácidos
graxos, sendo o processo
mais comum na produção
de biodiesel.
As fontes utilizadas nesta
pesquisa foram obtidas a
partir de artigos científicos,
revisões bibliográficas,
teses de doutorado e Trabalhos
de Conclusão de
Curso (TCC), acessados por
meio do Google Acadêmico.
Além disso, em 9 de
junho de 2024, foi criado
um questionário via Google
Forms, que foi disponibilizado
em 10 de junho
de 2024. O questionário
permaneceu aberto por 30
dias, com a participação de
respondentes anônimos.
O objetivo desta pesquisa
é realizar uma revisão
de literatura sobre os
métodos de produção de
biodiesel, com ênfase em
alternativas sustentáveis.
Entre essas, destaca-se o
uso de microalgas, uma
matéria-prima que apresenta
vantagens econômicas
devido à baixa
demanda por recursos
hídricos e à alta produtividade
por área cultivada.
Além disso, o cultivo de
microalgas não compete
com o uso de terras destinadas
à produção de
alimentos, tornando-se
uma opção promissora
para a produção renovável
de biodiesel.
METODOLOGIA
A presente pesquisa realizou-se
utilizando as fontes
de informações retiradas
de revistas, artigos científicos
e artigos de revisão,
ademais foram retiradas
de teses de doutorado,
dissertações de mestrado
e de Trabalhos de Conclusão
de Curso (TCC),
obtidos pelo Google
Acadêmico. Utilizou-se de
palavras-chaves: obtenção
de biodiesel, biodiesel,
catálise enzimática,
extração de óleo, índice de
acidez (IA), cromatografia
em camada delgada, preparo
de solução, análise
de biocombustível e rendimento.
Foram retiradas
as informações acerca dos
equipamentos utilizados
do canal “Ciência Chave",
criado por Edmilson Jr.,
encontrado no Youtube.
Com os seguintes buscadores:
obtenção de biodiesel,
biodiesel, catálise
enzimática, extração de
óleo; foram encontrados
cerca de 100.000 artigos,
entre 2014 e 2024, por
buscador. Já com o restante
das palavras chaves
foram encontrados 12480
resultados por pesquisa.
Criou-se um questionário
no dia 09 de junho
de 2024 por meio da
ferramenta Formulários
Google e publicado no
dia 10 do mesmo mês
e ano permanecendo
aberta pelo período de
30 dias corridos, para
que fosse realizada uma
pesquisa de campo relacionada
ao tema deste
Trabalho de Conclusão
de Curso (TCC) com perguntas
claras, objetivas
e respondidas de forma
anônima de modo a
garantir o anonimato
dos voluntários. Dentre
as perguntas formuladas
no questionário, foram
apontados os seguintes
questionamentos: “Em
qual região do Brasil
você mora?”; “Caso seja
de São José dos Campos,
qual a região que
habita?”, “Se você morar
em São José dos Campos,
em qual região do
Vale do Paraíba você se
encontra?”; “Você possui
algum veículo? Se sim,
ele é manual ou automático?”;
“Qual tipo de combustível
você costuma
utilizar para abastecer
o seu veículo?”; “Você
costuma utilizar qual
tipo de transporte com
mais frequência?”; ”Você
conhece o biodiesel?”.
PARTE EXPERIMENTAL
Foi realizada uma obtenção
experimental de
biodiesel por transesterificação
no Laboratório
de Química do Colégio
Técnico Antônio Teixeira
Fernandes Unidade Cen-
Revista Analytica | Julho 2025
15
Artigo 1
16
Revista Analytica | Julho 2025
tro nos dias 17 e 18 de
outubro de 2024 a partir
do óleo vegetal puro de
algas marinhas da marca
Organo que foi comprado
por meio da internet,
no website da própria
marca. Foram utilizadas
as seguintes vidrarias: um
balão de fundo chato de
500 mL, duas provetas de
100 mL, duas provetas de
50 mL, uma pipeta volumétrica
de 1 mL, quatro
suportes universais, duas
mangueiras de 30 cm, um
condensador em bolhas,
uma rolha, três garras,
um funil de decantação
500 mL, duas argolas,
um Erlenmeyer de 250
mL, um funil pequeno,
um papel de filtro e um
béquer de 50 mL. Foi
utilizada uma manta de
aquecimento da marca
Fisatom de voltagem 230
V e os seguintes reagentes:
1 mL de Ácido Sulfúrico,
30 mL de Glicerol Sorbitol
Plus; comprado em
comércio de essências;
90 mL de Óleo Vegetal de
algas marinhas, 160 mL
de água destilada, 1,5 g
de Hidróxido de Sódio,
Sulfito de Sódio Anidro e
Carvão ativado.
A primeira etapa do experimento
foi a montagem
de um sistema de refluxo
do qual é composto por
dois suportes universais,
um balão de fundo chato
de 500 mL, uma rolha,
um condensador em
bolhas, duas mangueira,
três garras, uma manta de
aquecimento 220 V e por
uma fonte de água corrente
(torneira). Logo em
seguida da montagem
do sistema, adicionou-se
ao balão de fundo chato
100 mL de água destilada,
1 mL de ácido sulfúrico e
90 mL de óleo vegetal de
algas marinhas, e aqueceu-se
essa solução a
60°C. Deixou-se o sistema
em funcionamento por 60
minutos, até perceber-se
a formação de uma coloração
escurecida, característica
da mistura e deixou-se
o produto obtido
em repouso por 12 horas.
Na segunda etapa preparou-se
o sistema de
decantação com um
suporte universal, um funil
de decantação de 500 mL,
uma argola e um Erlenmeyer
250 mL. A solução
obtida da etapa anterior
foi transferida para funil de
decantação, e foi adicionada
50 mL da solução de
hidróxido de sódio (50 mL
de água destilada e 1,5g
de hidróxido de sódio),
agitou-se 1 vez o funil e
retirou-se a fase de resíduos.
Logo em seguida, foi
adicionado 10 mL de água
destilada repetindo o processo
de agitação e retirada
de resíduos. Por fim, foi
feito o mesmo processo
novamente substituindo
os 50 mL de água destilada
por 30 mL de glicerol
e foi transferida a fase de
interesse para um Erlenmeyer
de 250mL e a outra
foi descartada.
Na última etapa foi realizada
a filtração comum
do produto no processo
anterior com os seguintes
equipamentos: um
béquer de 50 mL, um
funil pequeno, um suporte
universal, uma argola
e um papel de filtro. Foi
adicionada a mistura
obtida na decantação
uma pequena quantidade
incerta de carvão
ativado e sulfito de
sódio anidro, e por fim,
foi transferida a solução
para o funil contendo
o papel de filtro que foi
filtrada de forma a reter
resíduos sólidos, assim
obtendo ao final do processo
cerca de 10 mL de
biodiesel bruto.
formas para reduzir a
emissão de gases do
efeito estufa, emitidos,
sobretudo, pela queima
de combustíveis fósseis
no mundo e pelo desflorestamento
no Brasil, o
que coloca em evidência
a crise energética(GAL-
BIATTI, 2018).
Conforme os apontamentos
de Galbiatti, 2018, o
Brasil gera a maior parte
de sua energia elétrica a
partir de grandes usinas
hidrelétricas, embora
essas fontes sejam renováveis,
elas provocam significativos
impactos sociais
e ambientais. Por isso, o
consumo consciente de
energia e a busca por fontes
renováveis alternativas
são temas de importância
mundial, dos quais o Brasil
também participa.
Sendo assim, a pesquisa
de campo criada no dia
09 de junho de 2024 faz
uma série de questionamentos
acerca do conhecimento
e utilização
popular sobre o biodiesel.
E que com o fechamento
do formulário e a
consequente finalização
no recebimento de pronunciamentos
do questionário
foram obtidas as
seguintes estatísticas:
RESULTADO E DISCUS-
SÃO
As mudanças climáticas
são um dos temas
que mais preocupam
os Estados na atualidade,
os quais discutem
Figura 1: Pergunta do formulário a respeito do principal meio de transporte diário.
Fonte: As autoras, 2024.
Revista Analytica | Julho 2025
17
Artigo 1
Nesse sentido, é perceptível
que através dos dados
coletados da Figura 1, um
dos questionamentos feitos
no formulário, 75,3%
dos candidatos possuem
carro como principal meio
de locomoção diária, e é
Figura 2: Pergunta do formulário a respeito do combustível mais utilizado na presença
de veículo próprio.
Fonte: As autoras, 2024.
apresentado também o
ônibus como segundo
meio de transporte mais
usado com 40,1%
Tipo
combustível
de
número de
respostas
Frequência de
utilização
Ademais, também é notá-
Gasolina Comum 100 61,7%
vel, a partir da Figura 2 que
Gasolina Aditivada 27 16,7%
61,7% da parcela social
utiliza da Gasolina Comum
como combustível majo-
Etanol Comum 46 28,4%
Diesel S-10 4 2,5%
ritário de uso para o abas-
Biodiesel 0 0%
tecimento de veículos próprios.
E em uma segunda
análise, o Etanol Comum
Gás
Veicular(GNV)
Natural
5 3,1%
vem como segunda opção
mais implementada em
Tabela 1: Uso mais frequente de combustíveis para abastecimento de veículos
Fonte: As autoras, 2024.
meios de transporte privado
com 28,4%. Dessa
colocá-las em um estudo
dentre as respostas vistas
maneira, após observar as
mais aprofundado sobre os
no formulário, que é apre-
18
Revista Analytica | Julho 2025
porcentagens foi possível
combustíveis mais usuais,
sentado na tabela acima:
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Artigo 1
20
Revista Analytica | Julho 2025
Logo, é possível considerar
que 0% dos candidatos do
questionário para análise
de campo não utilizam de
biocombustíveis para o
abastecimento de veículos
demonstrando a falta
de venda em postos de
abastecimento e o baixo
conhecimento de biodiesel
por parte da parcela
social envolvida.
Na análise experimental
realizada nos dias 17 e
18 de outubro de 2024
foi feita a síntese de
biodiesel à base de óleo
de algas marinhas. Em
um primeiro momento
foi feito o sistema de
refluxo, onde ocorreu o
processo de transesterificação,
do qual é representado
pela seguinte
equação geral química:
Na realidade, no experimento
feito em laboratório
foi analisado que a
Figura 3: Reação geral de transesterificação
Fonte: PERES, RODRIGO, 2023
mistura que contemplava
Ácido Sulfúrico, água
destilada e Óleo vegetal
de algas marinhas havia
apresentado uma cor
nívea inicialmente antes
de submetê-la ao sistema
em funcionamento pois a
solução ainda está suscetível
a reações e a quebra
de ligações químicas.
À medida que a mistura
era aquecida a 60° em um
fluxo contínuo de água
proveniente de uma fonte,
a coloração da mistura foi
escurecendo, uma vez que
a reação de transesterificação
estava ocorrendo e
fazendo com que a quebra
Figura 4: Sistema de Refluxo para a síntese
de biodiesel
Fonte: As autoras, 2024.
de ligações químicas e a
formação de um novo produto
acontecesse simultaneamente
à ela.
Ademais, a formação de
gases em meio a evaporação
de parte da mistura
fazia com que pequenos
estouros ocorressem em
meio a pequena quantidade
da mistura e a presença
ácida no meio.
O processo de obtenção
do biodiesel não se
resume apenas a reação
de transesterificação,
ele conta com toda uma
cadeia produtiva, que
se estende desde a preparação
da matéria prima,
como por exemplo,
etapas de neutralização,
até estágios de purificação,
como a decantação
(TRINDADE, ELLEN, 2019).
Com isso, no momento da
decantação; procedimento
utilizado para purificar
parcialmente o biocombustível;
foi perceptível, ao
longo dos procedimentos
repetitivos de misturação
e descarte de fases não
interessantes, que o biodiesel
parcialmente puro
e com alta turbidez hídrica
ficou mais viscoso ao
fim do processo.
Por isso, foi feita a filtração
como fechamento
da análise experimental
para retardar a turbidez
da água presente no
meio e para a neutralização
do ácido adicionado
à mistura, além de
reter alguns resquícios
impuros do biocombustível,
assim obtendo-se
ao final da síntese cerca
de 10 mL de biodiesel a
partir do óleo vegetal de
algas marinhas.
Figura 5: Filtração do biodiesel impuro e
com turbidez hídrica
Fonte: As autoras, 2024.
CONCLUSÃO
Com isso, as microalgas
apresentam-se como uma
alternativa promissora e
sustentável para a produção
de biodiesel, especialmente
em um cenário
global de crise energética
e crescente demanda por
fontes renováveis. Este
estudo demonstrou que as
microalgas, devido às suas
características de rápido
crescimento, alta produtividade
e baixo consumo de
recursos hídricos, podem
ser cultivadas sem competir
com áreas destinadas
à produção de alimentos.
Além disso, a transesterificação,
método escolhido
para a obtenção do biodiesel
neste trabalho, mostrou-se
eficaz na conversão
de óleo de microalgas em
biodiesel, resultando na
produção de aproximadamente
10 mL de biodiesel
bruto, demonstrando seus
processos de síntese de
forma experimental desde
o sistema de refluxo até a
filtração. Os dados coletados
por meio do questio-
Revista Analytica | Julho 2025
21
Artigo 1
22
Revista Analytica | Julho 2025
nário Forms indicam que
existe uma consciência
crescente sobre a utilização
de biocombustíveis,
embora a dependência de
combustíveis fósseis ainda
seja alta e os biocombustíveis
não sejam utilizados
e vendidos em postos de
abastecimento de maneira
frequente. A pesquisa
reforça a importância de
políticas públicas que
incentivem a produção e
uso de biodiesel a partir de
microalgas, alinhando-se
aos objetivos do Programa
Nacional de Produção e
Uso de Biodiesel (PNPB) no
Brasil. Portanto, a utilização
de microalgas como matéria-
prima para a produção
de biodiesel não apenas
contribui para a diversificação
da matriz energética
brasileira, mas também
representa uma estratégia
eficaz para mitigar os
impactos ambientais associados
ao uso de combustíveis
fósseis, promovendo
um futuro mais sustentável
e economicamente viável.
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global e seus impactos sobre a saúde humana. 2021.
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Bahia. 2018. Disponível em: <http://repositorio.ufba.br/ri/
handle/ri/28245>.
Matéria de Capa
GESTÃO DE PROJETOS EM P&D FARMACÊUTICO:
COMO EVITAR AS 5 ARMADILHAS QUE ATRASAM
PRODUTOS
Autor: Carlos Eduardo Rodrigues Costa¹
¹Consultor independente.
24
Revista Analytica | Julho 2025
Resumo
O sucesso de novos
medicamentos no mercado
depende cada vez
mais de uma gestão de
projetos de Pesquisa e
Desenvolvimento (P&D)
estruturada, estratégica e
integrada. Este artigo discute
criticamente as cinco
principais armadilhas que
comprometem projetos
de P&D farmacêutico:
falhas no planejamento de
cronogramas, falta de integração
entre áreas, negligência
nos estudos de
estabilidade, indefinição
do Perfil de Qualidade do
Produto (QTPP) e decisões
tomadas sem embasamento
em análise de risco.
São apresentadas práticas
e metodologias robustas
para a prevenção desses
desvios, visando fortalecer
a eficiência operacional,
a qualidade do produto e
a capacidade inovadora
das organizações farmacêuticas.
Com enfoque na
gestão integrada, cultura
da qualidade e tomada
de decisão baseada em
dados, este trabalho propõe
uma visão moderna e
estratégica para o desenvolvimento
farmacotécnico
de alta performance.
Palavras-chave: gestão
de projetos, P&D farmacêutico,
desenvolvimento
farmacotécnico, QTPP,
estabilidade, integração
de áreas.
Abstract
The success of new drugs
in the market increasingly
depends on structured, strategic,
and integrated project
management within Research
and Development (R&D).
This article critically discusses
the five main pitfalls that
undermine pharmaceutical
R&D projects: schedule
planning failures, lack of
cross-functional integration,
negligence in stability studies,
unclear definition of the
QTPP (Quality Target Product
Profile), and decisions made
Matéria de Capa
without risk-based analysis.
Practical methodologies to
prevent these deviations are
presented, aiming to strengthen
operational efficiency,
product quality, and innovation
capacity in pharmaceutical
organizations.
Entretanto, observa-se
que a falha na gestão de
projetos, mais do que
os próprios desafios
técnicos, é frequentemente
a potencial causa
primária de atrasos,
orçamentos extrapo-
2. Materiais e Métodos
A metodologia deste
estudo compreendeu:
• Revisão crítica de diretrizes
internacionais (ICH
Q8, Q9, Q10; FDA; EMA;
ANVISA).
Keywords: project management,
pharmaceutical R&D,
pharmaceutical development,
QTPP, stability, cross-
-functional integration.
lados e produtos com
desempenho aquém do
esperado. Erros de planejamento,
ausência de
comunicação eficiente
• Análise de publicações
científicas recentes sobre
gestão de projetos na
indústria farmacêutica.
• Integração de práticas
1. Introdução
A indústria farmacêutica
moderna está imersa em
um ambiente de forte
competitividade, impulsionado
pela necessidade
de inovar rapidamente e
atender a padrões de qualidade
cada vez mais rigorosos,
em consonância
com exigências regulatórias
internacionais. Neste
cenário, a área de Pesquisa
e Desenvolvimento (P&D)
farmacêutico não apenas
sustenta a inovação,
como também atua como
ponto estratégico para o
crescimento sustentável
das organizações.
entre áreas, negligência
em estudos de estabilidade,
indefinição dos
parâmetros críticos de
qualidade e decisões
baseadas em pressões
imediatistas e não em
dados concretos são
armadilhas recorrentes.
Com base nesse contexto,
o presente artigo propõe
uma análise crítica das
cinco principais armadilhas
enfrentadas por projetos
de P&D farmacêutico,
oferecendo soluções
práticas para abordagens
e ações técnicas.
de gestão preconizadas
pelo Project Management
Institute (PMI).
• Incorporação da experiência
prática do autor em
mais de 15 anos atuando
em P&D farmacêutico.
• Avaliação reais de
cenários para análise de
impactos e propostas de
medidas corretivas.
Essa abordagem multidimensional
permitiu uma
visão técnica, prática e
atualizada sobre a gestão
eficiente de projetos
farmacêuticos.
Revista Analytica | Julho 2025
25
Matéria de Capa
3. Resultados e Discussão
3.1. Planejamento de
Cronograma Inadequado
• Elaboração de cronogramas
baseados em históricos
reais de projetos
similares e benchmarks
internacionais.
• Retrabalhos e reprocessamentos
de lotes piloto.
• Atrasos na submissão de
documentos regulatórios.
Descrição do problema:
Cronogramas irreais,
construídos com base
em expectativas otimistas
e sem considerar as
incertezas típicas do
desenvolvimento far-
• Inclusão de revisões de
progresso trimestrais, com
atualização dinâmica do
cronograma e flexibilização
estruturada para absorção
de atrasos inevitáveis.
Estratégias preventivas:
• Criação de Comitês Multidisciplinares
de Projeto,
com representantes de
todas as áreas estratégicas.
macêutico, são uma das
maiores fontes de atrasos
e retrabalhos.
3.2. Falta de Integração
entre Áreas
• Estabelecimento de
KPIs compartilhados para
todas as áreas envolvidas
Impactos:
• Compressão de atividades
críticas sem margens
de segurança.
• Ineficiência na gestão
de recursos.
• Risco de não cumprimento
de milestones
regulatórios.
Descrição do problema:
O desenvolvimento de
um novo medicamento
exige a colaboração
orquestrada de diversas
áreas. Quando os
departamentos trabalham
em "silos", a perda
de informações e os
desalinhamentos técnicos
são inevitáveis.
no projeto.
• Uso intensivo de plataformas
colaborativas digitais
(como JIRA, Trello, Asana)
para gestão de atividades e
comunicação centralizada.
3.3. Fragilidades em
Estudos de Estabilidade
Descrição do problema:
26
Revista Analytica | Julho 2025
Estratégias preventivas:
• Definição de marcos
críticos (go/no-go
points) alinhados a
entregas tangíveis.
Impactos:
• Atrasos nas etapas dos
projetos.
• Inconsistências em dossiês
regulatórios.
Os estudos de estabilidade
são obrigatórios para
a definição da vida útil e
dos requisitos de armazenamento
de medicamentos.
Falhas nesse
Matéria de Capa
processo são críticas e
• Validação de proto-
• Atualização periódica do
podem inviabilizar todo
colos de estabilidade
QTPP conforme o avanço
o desenvolvimento.
considerando o QTPP e
dos estudos e dados de
Impactos:
os atributos críticos de
qualidade (CQAs).
laboratório.
• Atrasos significativos no
projeto e na aprovação
regulatória.
3.4. Ausência de Definição
Clara do QTPP
• Integração sistêmica entre
QTPP, atributos críticos
(CQAs), parâmetros críticos
• Retirada de produtos
do mercado, em casos
Descrição do problema:
O QTPP é o guia central
de processo (CPPs) e métodos
analíticos.
mais críticos (falhas não
detectadas e observadas
em farmacovigilância)
para o desenvolvimento
de um medicamento,
definindo atributos que
3.5. Decisões sem Análise
de Risco
• Recalls e prejuízos de
imagem, em casos extremos
de necessidade de
suspensão ou descontinuação
do produto.
impactam a segurança,
eficácia e qualidade.
Impactos:
• Falta de foco nas atividades
críticas.
Descrição do problema:
Alterações durante o
projeto sem análise
adequada de riscos
técnicos, regulatórios e
comerciais comprome-
Estratégias preventivas:
• Condução de estudos
• Dificuldade em atender
requisitos regulatórios e
tem a previsibilidade e
a qualidade final.
super acelerados em
paralelo com estudos
acelerados e de longa
duração para antecipação
de tendências.
de mercado.
• Redução da robustez do
produto.
Impactos:
• Aumento da probabilidade
de desvios técnicos
e de qualidade.
Estratégias preventivas:
• Uso de modelagem
• Definição estruturada
• Falhas regulatórias.
preditiva de estabilidade
baseada em dados
de degradação forçada.
do QTPP, fundamentada
em dados clínicos, regulatórios
e mercadológicos.
• Risco de não cumprimento
de prazos críticos.
Revista Analytica | Julho 2025
27
Matéria de Capa
Estratégias preventivas:
• Implementação sistemática
de análises de risco,
utilizando ferramentas
como FMEA (Failure
Mode and Effects Analysis)
e HACCP (Hazard
Analysis and Critical
Control Points).
4. Figura 1: Fluxograma da Gestão Integrada
• Avaliações de impacto
regulatório
obrigatórias
para todas as alterações
de processo ou materiais.
• Documentação robusta
e análise de comparabilidade,
garantindo a
rastreabilidade e a integridade
dos processos
de decisão.
Observações importantes:
• Desenvolvimento Farmacotécnico
é o grande
executor técnico nas eta-
• Desenvolvimento Analítico
lidera os estudos de
estabilidade e validações
analíticas.
• Controle de Qualidade
atua muito forte nos
testes laboratoriais e
certificações.
• Assuntos Regulatórios
ganha protagonismo na
documentação e submis-
Conclusão
A gestão eficiente de projetos
em P&D farmacêutico
não é mais uma opção, é
uma necessidade estratégica.
A complexidade crescente
dos medicamentos,
o rigor das autoridades
regulatórias e as expectativas
de mercado impõem
a necessidade de processos
ágeis, transparentes e
cientificamente robustos.
28
Revista Analytica | Julho 2025
pas iniciais.
• Garantia da Qualidade
(GQ) assume papel de
aprovação em praticamente
todas as etapas.
são do dossiê.
• Produção assume papel
mais intenso a partir da
validação de processos
e lançamento.
A prevenção das armadilhas
discutidas, como
planejamento deficiente,
falta de integração, fragilidades
em estabilidade,
indefinição do QTPP e
Matéria de Capa
ausência de análise de risco,
é fundamental para o
sucesso de qualquer pipeline
de desenvolvimento.
Adotar práticas baseadas
em dados, promover
a integração real entre
áreas, antecipar cenários
críticos e cultivar uma
cultura de qualidade são
diferenciais que, além de
evitar falhas, impulsionam
a inovação, a competitividade
e a sustentabilidade
da indústria farmacêutica.
Agradecimentos
Agradeço profundamente
aos colegas das áreas
de desenvolvimento
farmacotécnico, controle
de qualidade, garantia
da qualidade, produção
e assuntos regulatórios,
cujas experiências e insights
foram fundamentais
para a construção das
reflexões apresentadas.
Atividade / Etapa
P&D
Farmacotécnico
P&D
Assuntos
GQ CQ
Analítico
Regulatórios
Produção
Definição do QTPP R C A C C I
Planejamento
Estratégico do Projeto
Formação de Comitê
Multidisciplinar
Desenvolvimento
Farmacotécnico
Desenvolvimento
Analítico
Condução de Estudos
de Estabilidade
Análise de Riscos e
Impacto
R C A C C I
A A A A A A
R C I I I C
C R I A I I
C R A R C I
R R A C C C
Validação de Processo R C A I C R
Preparação de
Documentação
Regulatória
Submissão
Regulatória
Lançamento de
Produto
C C C I R I
I I C I R I
C C A C C R
Legenda:
• Responsável (R): quem executa a tarefa.
• Aprovador (A): quem toma a decisão final ou responde pela tarefa.
• Consultado (C): quem deve ser ouvido antes da execução.
• Informado (I): quem deve ser informado após a execução.
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Guide) – 6ª ed. 2017.
5. KASTRUP, E.K. Desenvolvimento de medicamentos:
da pesquisa à produção. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2016.
Carlos Eduardo Rodrigues Costa
Farmacêutico industrial com 20 anos de experiência em gestão em diversas áreas na indústria farmacêutica, incluindo Controle de
Qualidade, P&D e Validação de Processos. Especialista em otimização e melhoria contínua, com domínio em instrumentação analítica
avançada e desenvolvimento de produtos.
Revista Analytica | Julho 2025
29
Química no Meio Ambiente
A ARTE E O PERIGO DE ALGUNS PIGMENTOS
30
Revista Analytica | Julho 2025
O ambiente de trabalho é
cada vez mais monitorado
no intuito de se evitar
doenças ocupacionais.
Lembrando que, o
ambiente de trabalho, é
o meio ambiente onde a
pessoa trabalha.
Meio ambiente, não é só
o pantanal, a Amazônia,
as cachoeiras, mas todo
lugar onde estejamos. Afinal,
MEIO AMBIENTE, é o
AMBIENTE onde moramos,
trabalhamos, nos divertimos,
enfim, VIVEMOS.
Desejamos aqui, mostrar
como uma contaminação
pode passar desapercebida,
e quando percebida,
pode ser tarde demais.
Para o orgulho de nós brasileiros,
um dos maiores
pintores do século XX foi
João Cândido Portinari,
conhecido e chamado por
Candido Portinari.
Suas obras como os painéis,
Guerra e Paz, abrilhantam
honrosamente o
prédio da ONU.
O motivo da morte deste
grande artista foi algo que
nunca devia ser esquecido,
contaminação por chumbo,
derivado dos pigmentos
usados em suas obras.
Um famosíssimo pintor,
também foi contaminado
por pigmentos, Van
Gogh, não morreu pela
contaminação, mas sofreu
deste mal. Outros pintores
do passado também
morreram sob suspeita
de contaminação. Mas a
época, não havia como ter
certeza, pois a tecnologia
não era suficiente para
determinação exata de
suas respectivas mortes.
Os pigmentos a base de
chumbo, crômio, arsênio,
mercúrio e cádmio,
foram utilizados, e ainda
alguns utilizados em
obras artísticas.
Alguns exemplos de cores
associados a substancias
químicas metálicas utilizadas
na história estão a
seguir: famoso azul-egípcio,
um silicato de cobre,
antimoniato de chumbo,
conhecido como amarelo
de nápoles, tetróxido de
chumbo, o vermelho de
chumbo, temos branco
de chumbo, considerado
o pigmento branco mais
importante da história,
formado por uma mistura
de carbonato de chumbo
básico, e carbonato de
chumbo. Continuando, o
“realgar”, sulfeto de arsênio
vermelho, e o ouropigmento,
amarelo. Temos
ainda o amarelo de chumbo-estanho,
vermelho e
laranja de crômio (PbO·Pb-
CrO4) diferindo apenas a
sua cor devido tamanhos
distintos das partículas,
verde de crômio composto
por óxido de crômio
(Cr2O3), amarelo de zinco
(K2O·4ZnCrO4·3H2O) e
amarelo limão (BaCrO4),
laranjas vermelhos e amarelos
de cádmio, compostos
por sulfeto de cádmio
(CdS), podendo conter
zinco ou sulfeto de selênio
em solução solida, assim
clareando o amarelo ou
escurecendo o vermelho.
O problemático, verde de
arsênio ou verde paris,
formas variadas de arsenito
de cobre, letais e já a
época conhecidos como
pesticidas perigosos.
Acreditem, existe ainda
produção moderna para
pigmentos com metais,
a maioria com produção
externa, e com poucas
informações sobre o perigo
de contaminação nos seus
recipientes e embalagens.
Gostaríamos de deixar claro,
que estes tipos de pigmentos
não fazem mais
parte, isto a muito tempo,
das tintas comumente
usadas em pinturas imobiliárias
e até de recreação.
Mas, qual o motivo para
se manter este tipo de
pigmento ainda em
produção?
Por exemplo, restauração
de obras antigas, ou
mesmo, qualidade da
pintura artística.
Poderíamos achar que
em pleno século XXI, a
maioria dos pigmentos
artísticos não seriam
mais perigosos. Mas,
algumas características
dos pigmentos
com metais, ainda não
foram suplantadas pelos
pigmentos modernos.
Como em alguns casos,
brilho, capacidade de
cobertura, cores “vibrantes”,
dentre outros efeitos
óticos que uma obra
artística exige para sua
devida compreensão da
expressão do artista.
O fato de adentrarmos a
este assunto, é enfatizar
a atenção do temos a
disposição no trabalho,
ou mesmo no nosso cotidiano
em casa.
A contaminação do
ambiente onde estamos,
por menor que seja, pode
ser a longo prazo, algo
que possa nos levar a uma
condição crítica de saúde,
e em alguns irreversível.
Tomemos como exemplo,
consumir alimentos com
quantidade considerada
ínfima de algum poluente
(microplástico, como já foi
abordado nesta coluna)
ou inalarmos um poluente
orgânico contido no
ar (compostos orgânicos
voláteis, também abordado
nesta coluna).
Momentaneamente, pode
não alterar nossa saúde,
mas o acúmulo de poluente
no nosso organismo,
pode acarretar sérios problemas,
que nem sempre
podemos reverter, ou até
mesmo tratar.
Nosso maior bem, é nossa
saúde, e MEIO AMBIENTE,
é onde nós estamos.
Portanto, temos que estar
alertas aos locais onde
estamos e ao que estamos
consumindo, seja alimento,
água ou ar que respiramos.
Rogerio Aparecido Machado
Bacharel em Química com atribuições tecnológicas - (1987), latu sensu em Qualidade na área de Engenharia (1991), mestrado em
Saneamento Ambiental pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1999) e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São
Paulo (2003). Atualmente é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Faculdade São Bernardo do Campo além de Químico
Responsável do Instituto Presbiteriano Mackenzie.
HPLC Insights
MODO GRADIENTE OU ISOCRÁTICO EM
HPLC – FUNDAMENTOS E APLICAÇÕES
No desenvolvimento de
durante toda a análise. Se
• Menor flexibilidade de
métodos em Cromato-
a separação se inicia com
retenção seletiva.
grafia Líquida de Alta
60% de água e 40% de
Eficiência (HPLC), uma das
acetonitrila, por exemplo,
2. Fundamentos do
primeiras decisões estraté-
essa proporção não muda.
Modo Gradiente
gicas que o analista precisa
tomar é: modo isocrático
Características:
No modo gradiente,
ou modo gradiente? Essa
• Simples de configurar e
a composição da fase
escolha afeta não apenas
reproduzir
móvel varia ao longo da
a eficiência da separação,
corrida. Por exemplo,
mas também a robustez
• Ideal para amostras
pode-se iniciar com 90%
do método, o tempo de
com analitos de polari-
de água e aumentar pro-
análise, o consumo de
dade similar
gressivamente o teor de
solventes e até mesmo na
acetonitrila até 100%.
validação regulatória.
• Menor tempo de reequilíbrio
entre corridas
Características:
Neste artigo, vamos dis-
• Aumenta significativa-
cutir os fundamentos
• Curvas de calibração
mente a resolução para
técnicos de cada modo
mais lineares
misturas complexas
de eluição, compará-los
e indicar quando aplicar
Limitações:
• Melhora o perfil de picos
cada abordagem.
• Pode ser ineficiente para
tardios
misturas complexas com
1. Fundamentos do
compostos muito apola-
• Reduz o tempo de análi-
Modo Isocrático
res ou muito polares
se quando bem ajustado
32
Revista Analytica | Julho 2025
No modo isocrático, a
composição da fase móvel
permanece constante
• Pico largo ou retido
excessivamente para
analitos tardios
• Mais sensível a pequenas
variações de volume
morto e tempo
making a difference
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HPLC Insights
Tipos de Gradiente:
• Gradiente linear
5. Comparação Técnica Entre Isocrático e Gradiente
• Gradiente escalonado
• Gradiente concavo/convexo
(curvas programadas).
3. Quando Usar o Modo
4. Quando Usar o Modo
6. Estratégias para Desen-
Isocrático?
Gradiente?
volvimento de Métodos
• Amostras com grande
• Métodos de rotina com
amostras bem caracterizadas
• Análises de compostos
com faixa estreita de
polaridade
variação de polaridade
• Misturas complexas,
como extratos naturais,
tecidos, medicamentos
multicomponentes ou
resíduos em matriz
A definição entre modo
isocrático ou gradiente
deve ser tomada com
base em dados experimentais
iniciais. Sempre
que possível, recomenda-se
iniciar o desenvolvimento
utilizando o
• Métodos que serão
aplicados em grande
escala e precisam de
alta reprodutibilidade
• Quando é necessário eluir
compostos muito retidos
em tempo razoável
• Em desenvolvimento
modo isocrático, por sua
simplicidade operacional,
facilidade de validação e
controle mais direto das
variáveis envolvidas.
• Quando a separação
completa é atingida em
menos de 10 minutos
de métodos para validação
regulatória com
maior seletividade
6.1 Início com Modo
Isocrático: Avaliação
Simplificada
• Situações com equipa-
• Quando a sensibilida-
O desenvolvimento deve
34
Revista Analytica | Julho 2025
mentos mais simples ou
sem controle preciso de
gradiente.
de em LC-MS depende
de reduzir o tempo de
retenção.
começar testando composições
fixas de fase
móvel com diferentes
proporções entre os solventes
orgânicos e aquosos,
permitindo:
• Observar o comportamento
individual dos analitos
em termos de retenção
e simetria de pico
• Avaliar se há distribuição
homogênea dos picos ao
longo do tempo de corrida
• Determinar se a separação
desejada pode ser
alcançada sem necessidade
de programação de
gradiente
Vantagens:
• Redução da complexidade
do método
• Curvas de calibração
mais lineares
• Reequilíbrio mínimo
entre injeções
• Maior robustez para
aplicações de rotina e
controle de qualidade.
6.2 Conversão para
Gradiente: Quando e
Como Fazer
Se os testes com o modo
isocrático indicarem:
• Picos com retenção
excessiva ou tempo de
análise muito longo
• Picos sobrepostos no
início ou fim da corrida
• Matriz complexa com
compostos muito polares
e muito apolares
Então o uso do modo
gradiente se torna necessário.
Como aplicar:
• Use os dados de retenção
do isocrático como ponto
de partida para modelar
um gradiente linear.
• Ajuste o tempo de eluição
desejado com base
nos extremos de retenção
observados.
6.3 Otimização da Inclinação
do Gradiente
Se a opção pelo modo
gradiente se mantiver,
ajuste a inclinação para:
• Aumentar a seletividade
entre compostos de
retenção próxima
• Reduzir o tempo total
de análise
• Evitar compressão de
picos (co-eluição).
6.4 Ajuste Fino do Gradiente
e Robustez
Ao definir o gradiente, é
importante considerar:
• Inclinação do gradiente:
mais suave para aumentar
seletividade, mais inclinado
para reduzir tempo.
• Volume e tempo de reequilíbrio:
normalmente
de 8–12 volumes de coluna,
ajustado conforme a
fase estacionária e perfil
de retenção.
HPLC Insights
• Lavagem pós-gradiente:
essencial para eluir
compostos fortemente
retidos e evitar carryover
em métodos sensíveis.
Além disso, validar a
estabilidade da linha de
base durante o reequilíbrio
é essencial para
métodos com detecção
UV em baixos comprimentos
de onda.
6.5 Escolha da Coluna e
Estabilidade do Sistema
A escolha da fase estacionária
deve considerar o
tipo de eluição:
• Colunas tradicionais (C18,
C8) são eficientes para
isocrático com compostos
moderadamente polares
• Colunas core-shell ou
híbridas são ideais para
gradientes rápidos e
matrizes complexas
• Avalie a estabilidade
química da coluna com
relação à variação de pH
e à intensidade do solvente
orgânico durante
o gradiente.
6.6 Considerações para
LC-MS
Para análises com espectrometria
de massas:
• Prefira tampões voláteis
(ácido fórmico, formiato
de amônio) e evite fosfatos
• Use gradientes curtos
e eficientes, ajustados
para maximizar a ionização
na fonte
• Programe uma fase final
de "flush" com alto teor
orgânico para remover
compostos aderentes.
Conclusão
A escolha entre modo
isocrático e modo gradiente
deve ser feita com
base na complexidade da
amostra, requisitos regulatórios,
robustez desejada
e tempo disponível
para análise. Entender
os fundamentos de cada
abordagem é essencial
para construir métodos
eficientes, reprodutíveis e
validados com confiança.
Analistas que dominam
esses conceitos conseguem
desenvolver
métodos mais racionais,
com menor tempo de
ajuste e maior aplicabilidade
industrial.
Referências Bibliográficas
• Snyder, L. R., Kirkland, J. J., & Dolan, J. W. (2011). Introduction
to Modern Liquid Chromatography. Wiley.
• Neue, U. D. (1997). HPLC Columns: Theory, Technology,
and Practice. Wiley-VCH.
• Swartz, M. E., & Krull, I. S. (2012). Handbook of Analytical
Validation. CRC Press.
• ICH Q2(R1) – Validation of Analytical Procedures.
36
Revista Analytica | Julho 2025
Edwin Bueno
Engenheiro químico e especialista em cromatografia, com mais de 13 anos de experiência no desenvolvimento de métodos analíticos.
Atualmente é diretor técnico da Atuallabs e consultor técnico de grandes indústrias, dedica-se a otimizar processos, garantir a
qualidade analítica e disseminar boas práticas laboratoriais, contribuindo para a excelência do setor.
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Differential
Weighing
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Library
Pipette
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Batch Printing
Revista Analytica | Julho 2025
37
Explorer Semi-Micro | OHAUS Contato: ohaus.br@ohaus.com | https://br.ohaus.com/pt-br
Logística e Saúde
REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A
VALIDAÇÃO DE TRANSPORTADORAS NO
SETOR DE SAÚDE
O transporte de mate-
Licenças
Sanitárias:
da CAT A (UN2900 e UN
riais biológicos no setor
Garantia de Confor-
2814), garantindo que
de saúde é regido por
midade
sejam manuseadas ade-
normas rigorosas que
As licenças sanitárias são
quadamente
durante
asseguram segurança,
fundamentais para auto-
todo o trajeto.
qualidade e conformi-
rizar as transportadoras a
dade. Além de atender
operar no setor da saúde:
Licença Ambiental: Pre-
regulamentações como
servação e Responsabi-
a RDC 504/2021, a Reso-
Licença de Funcionamen-
lidade
lução ANTT 5998/2022
to Sanitária
A licença ambiental é obri-
e a nova RDC ANVISA
Emitida pela Vigilância
gatória para transportado-
978/2025 (que revo-
Sanitária estadual ou
ras que movimentam pro-
ga a anterior RDC
municipal, ela assegura
dutos perigosos, incluindo
786/2023), as transpor-
que a transportadora
materiais
biológicos
tadoras devem cumprir
cumpre as exigências de
classificados como Classe
requisitos obrigatórios,
segurança e boas prá-
6.2, UN 3373 - Categoria
incluindo licenças espe-
ticas no transporte de
B, conforme regulamen-
cíficas, capacitação do
materiais biológicos.
tação internacional, com
pessoal,
higienização
exceção das empresas que
de veículos, Procedi-
Autorização Especial da
possuam
DECLARAÇÃO
mentos
Operacionais
ANVISA
DE ATIVIDADE DISPENSA-
Padrão (POPs), sinali-
Necessária em casos
DA OU ISENTA DE LICEN-
zação de embalagens,
específicos, como trans-
CIAMENTO, o que ocorre
documentação de não
porte de amostras bioló-
quando o local qual a
38
Revista Analytica | Julho 2025
conformidades e validação
de rotas.
gicas sujeitas a controle
mais rigoroso, como os
empresa está estabelecida
não está inserido em APM
Logística e Saúde
ou APRM e sua implantação
não envolve supressão
de vegetação nativa nem
intervenção em área de
preservação permanente.
Finalidade
Certificar que a transportadora
adota práticas
que minimizam impactos
ambientais, especialmente
em casos de acidentes
ou vazamentos e protocolos
claros de descarte
e tratamento de resíduos.
Enquadramento Econômico:
O Risco de um
CNPJ Incorreto
A adequação do CNPJ
ao ramo de transporte
de materiais biológicos
é crucial para a conformidade
legal. Transportadoras
precisam estar
devidamente enquadradas
em atividades
econômicas compatíveis
com o transporte
de produtos perigosos,
conforme exigido por
normas regulatórias.
Por que isso é importante?
Validade de licenças
Licenças sanitárias e
ambientais podem ser
invalidadas se o CNPJ
estiver incompatível
com a atividade exercida,
conforme exigências
da autoridade licenciadora
(baseadas no CNAE
vinculado à atividade
principal e secundária
da empresa
Riscos ao contratante:
Caso um contratante
opte por uma transportadora
com enquadramento
inadequado, ele pode
ser co-responsabilizado
por falhas ou incidentes
durante o transporte.
Capacitação do Pessoal
Envolvido
Conforme exigido
pela RDC 504/2021,
pela Resolução ANTT
5998/2022 e reforçado
pela RDC 978/2025,
todos os envolvidos no
transporte, especialmente
os condutores, devem
ser capacitados.
Treinamento Obrigatório
Boas práticas no transporte
de materiais biológicos,
manuseio de embalagens
específicas e gestão de
emergências, como vazamentos
e acidentes.
Certificação
Todos os treinamentos
devem ser documentados
e certificados,
podendo ser exigidos em
auditorias e fiscalizações.
Treinamento Baseado nos
POPs
Todos os colaboradores
precisam ser treinados
para seguir os procedimentos
definidos.
Higienização Protocolada
dos Veículos
A higienização dos veículos
é essencial para evitar
contaminações cruzadas
e garantir a segurança dos
materiais transportados.
POP de Higienização
Documentar o processo
de limpeza e desinfecção,
incluindo produtos e
métodos utilizados.
Revista Analytica | Julho 2025
39
Logística e Saúde
Registro e Frequência
Conformidade Internacio-
a empresa contratante
Os registros devem ser
nal
estão alinhadas pelas
mantidos para auditorias
Sinalizações devem seguir
correções
necessárias
e revisões periódicas e
estes devem estar alinhados
com o s Manuais,
POPs e Documentos de
uso diário da empresa.
padrões globais, como as
Instruções de Embalagem
P650 da IATA.
Etiquetas Padrão
durante todo o trajeto.
Relatórios Detalhados
Cada não conformidade
deve ser documentada
com informações com-
Procedimentos Operacionais
Padrão (POPs) Bem
Definidos
Os POPs garantem a
padronização de processos
e a conformidade com
as normas regulatórias.
Material Biológico Categoria
A' ou 'Categoria B',
Indicação de cuidados
especiais, como 'Frágil'
ou 'Manter Refrigerado.
Documentação das Não
Conformidades
pletas sobre o ocorrido e
as medidas tomadas.
Validação das Rotas
A validação de rotas é
uma prática essencial,
sobretudo, para transporte
de medicamentos,
Abrangência
Devem cobrir todas as
etapas do transporte,
desde a coleta até a entrega,
incluindo tratativas
de não conformidades.
A gestão de não conformidades
é essencial para
a melhoria contínua dos
processos de transporte.
Tratativa de Incidentes
Identificar a causa raiz e
para garantir que os
materiais sejam transportados
com segurança
e eficiência e estejam
em consonância com
o determinado pelos
fabricantes, em caso de
Sinalização das Embalagens
A sinalização correta das
implementar ações corretivas
e preventivas.
Isto é um ponto crucial
medicamentos assim
como com os embarcadores,
em caso de
embalagens é exigida
pela evidência em caso
biológicos, afim de se
pela RDC 504/2021,
de fiscalização sanitá-
conservar
estabilidade
40
Revista Analytica | Julho 2025
RDC 978/2025 e normas
internacionais.
ria, qual confirma que
a empresa contratada e
do material até que este
seja analisado.
P&D Analítico e Farmacotécnico
Estudo de Riscos
Analisar potenciais atrasos,
condições climáticas
e pontos críticos ao longo
do trajeto e não se engane;
embora seja cobrado literalmente
pela RDC 430 da
ANVISA no transporte de
medicamentos, a prática
de realizar análise também
em rotas de materiais biológicos,
demonstra a preocupação
pela previsibilidade/
ação preventiva.
Monitoramento em Tempo
Real
Utilizar tecnologia para
rastrear os veículos e as
condições das cargas é
exigência multi-regulamentar
e isto, garante
que todo o trajeto está
sendo monitorado e
possibilitando correções
durante o trajeto
assim como registrando
pontos de melhorias no
processo, não somente
a questão de localização,
como também no
registro da oscilação de
temperatura dentro das
embalagens terciárias
no caso de materiais
biológicos ou no compartimento
de carga do
veículo pelo transporte
de medicamentos
Conclusão
A validação de transportadoras
no setor de
saúde requer atenção a
diversos aspectos, incluindo
licenças sanitárias e
ambientais, capacitação
do pessoal, higienização
de veículos, POPs, sinalização
de embalagens,
documentação de não
conformidades e validação
de rotas. Além disso,
o enquadramento correto
do CNPJ para a atividade
de transporte de produtos
perigosos é uma preocupação
crucial. Transportadoras
que não possuem o
enquadramento adequado
podem comprometer
a legalidade e a segurança
de suas operações, além
de gerar riscos significativos
para os contratantes.
Garantir que sua transportadora
atenda a
todos esses requisitos
não é apenas uma questão
de conformidade,
mas uma responsabilidade
para proteger a
saúde e a segurança de
todos os envolvidos.
Dr. Cristhian Roiz
Autor de vários artigos e um nome de referência no setor de transporte de cargas da saúde e regulamentações, é fundador do Programa de
Qualificação do Transporte para Saúde (PQTS), uma iniciativa que visa a melhoria contínua dos processos de transporte e armazenamento de
produtos da saúde por meio da capacitação, auditorias e consultorias especializadas, e do curso de Formação de Auditores Especialistas. Esse
curso já capacitou profissionais em 11 estados brasileiros e internacionalmente, consolidando-se como uma das principais formações para
aqueles que buscam especialização em auditorias e consultorias para o transporte de materiais biológicos e medicamentos.
Revista Analytica | Julho 2025
41
P&D Analítico e Farmacotécnico
OXIDAÇÃO INDUZIDA POR EXCIPIENTES:
A AMEAÇA SILENCIOSA NA
ESTABILIDADE FARMACÊUTICA
Quando se fala em
degradação oxidativa, é
natural voltar os olhos
para o insumo ativo, sua
estrutura química e sua
suscetibilidade a agentes
reativos. No entanto, há
um fator muitas vezes
negligenciado, e que
pode ser decisivo na estabilidade
do produto final:
os próprios excipientes.
A química que acontece
nas sombras
conservantes e flavori-
metálicos
catalíticos
zantes,
podem gerar
(como ferro ou cobre)
Alguns
excipientes
espécies reativas de
favorece a formação
comumente utilizados,
oxigênio (EROs) duran-
de peróxidos e radicais
como polietilenoglicol
te sua degradação
livres, que se tornam
42
Revista Analytica | Julho 2025
(PEG), povidona (PVP),
poloxâmeros, polissorbatos
e até certos
natural. A exposição ao
calor, à luz, à umidade
ou à presença de traços
catalisadores invisíveis
de reações de oxidação
sobre o princípio ativo.
P&D Analítico e Farmacotécnico
O impacto pode ser ain-
ro, condições de síntese,
priedade da formula-
da mais expressivo em
armazenagem, e pureza
ção como um todo. Isso
formulações líquidas
ou semi-sólidas, onde a
mobilidade molecular
favorece o contato entre
os radicais e o fármaco.
No entanto, mesmo em
formas sólidas, a libera-
da matéria-prima. Assim,
dois lotes de um mesmo
PEG ou PVP podem gerar
perfis de degradação
radicalmente distintos
quando combinados ao
mesmo fármaco.
significa que os excipientes
também devem ser
estudados quanto ao seu
potencial de gerar peróxidos,
radicais ou outros
intermediários reativos.
ção lenta e contínua de
peróxidos ao longo do
tempo pode comprometer
a integridade da
formulação, promovendo
alterações de cor, odor,
perfil de impurezas e até
perda de potência.
Excipientes “inocentes”
nem sempre são neutros
Estudos demonstram
que diferentes lotes de
O polietilenoglicol, por
exemplo, é um conhecido
gerador de peróxidos
durante o armazenamento,
especialmente sob
exposição à luz e calor. Sua
capacidade de iniciar reações
em cadeia oxidativas
é amplamente documentada,
particularmente em
formulações que contêm
fármacos sensíveis a oxidação,
como aqueles com
Testes específicos, como
titulação iodométrica,
medição de peróxidos
via espectrofotometria,
ensaios de compatibilidade
binária com o IFA
(insumo ativo) e até técnicas
avançadas como
EPR (ressonância paramagnética
eletrônica),
podem ser empregados
para prever e controlar
esses efeitos.
excipientes podem variar
significativamente em sua
carga oxidante residual,
mesmo quando cumprem
grupos amina, tiol ou fenol.
A importância da caracterização
pré-formulação
Negligenciar essa etapa
pode resultar em ciclos de
desenvolvimento retraba-
44
Revista Analytica | Julho 2025
as especificações oficiais.
Isso se deve a fatores
como origem do políme-
A estabilidade deve ser
tratada como uma pro-
lhados e em falhas ou problemas
inesperados nos
estudos de longa duração.
P&D Analítico e Farmacotécnico
Estratégias de mitigação
Várias estratégias podem
ser adotadas para mitigar
os efeitos da oxidação
induzida por excipientes:
• Seleção de excipientes
com baixo teor de peróxidos,
com histórico de
estabilidade comprovado
e controle de fornecedor;
• Padronização de lotes e
critérios de recebimento
com testes de peróxidos e
metais catalíticos;
• Uso de antioxidantes
compatíveis com a formulação
(como BHT, BHA ou
ácido ascórbico), capazes
de interromper a cadeia de
oxidação sem interferir na
eficácia do fármaco;
• Aplicação de quelantes
metálicos, como EDTA,
para neutralizar íons de
metais de transição;
• Controle rigoroso das
condições de processamento
e armazenagem
dos excipientes e do produto
acabado;
• Desenvolvimento de
embalagens apropriadas,
opacas, barreira ao
oxigênio ou com atmosfera
modificada.
Conclusão
A degradação oxidativa
nem sempre é causada
diretamente pela molécula
ativa, ou algo extra
formulação. Em muitos
casos, o agente instabilizante
está ao lado dela,
disfarçado de excipiente
funcional. Reconhecer
e controlar esse
risco é uma estratégia de
otimização dos estudos
de desenvolvimento, de
garantia de robustez da
formulação, previsibilidade
da estabilidade e
de qualidade e segurança
do produto acabado.
Carlos Eduardo Rodrigues Costa
Farmacêutico industrial com 20 anos de experiência em gestão em diversas áreas na indústria farmacêutica, incluindo Controle de
Qualidade, P&D e Validação de Processos. Especialista em otimização e melhoria contínua, com domínio em instrumentação analítica
avançada e desenvolvimento de produtos.
Revista Analytica | Julho 2025
45
Blog dos Cientistas
DESVENDANDO O ESG NOS LABORATÓRIOS
Como implementar o conceito de ESG (Ambiental, Social e de Governança) em laboratórios
dedicados às áreas de química, ciências da vida e biotecnologia?
Nos últimos anos, o
conceito ESG tem se
tornado um ponto focal
em diversas áreas da
sociedade, incluindo os
laboratórios
científicos.
ESG, que representa
os pilares Ambiental,
Social e de Governança,
não é mais uma simples
tendência, mas sim um
movimento que reflete
a necessidade premente
de integração de práticas
sustentáveis, éticas
e responsáveis em todos
os setores. Para os profissionais
e estudantes de
química, ciências da vida
e biotecnologia, a adoção
do ESG nos labora-
científicos mais robustos
e socialmente benéficos.
ESG: Uma Visão Geral
Abrangente
Para implementar efetivamente
o ESG nos
laboratórios, é crucial
entender os três pilares
que o sustentam:
Na busca por laboratórios
mais sustentáveis, a
dimensão ambiental do
ESG desempenha um
papel vital. A redução de
resíduos é um ponto crucial,
podendo ser alcançada
por meio da implementação
de técnicas de
reciclagem, reutilização
46
Revista Analytica | Julho 2025
tórios não apenas ressoa
com os valores contemporâneos,
mas também
impulsiona resultados
Dimensão Ambiental:
Criando um Laboratório
Ecologicamente
Consciente
e eliminação responsável
de substâncias químicas.
A eficiência energética
também se destaca como
Blog dos Cientistas
uma oportunidade sig-
(DEI) é fundamental para
uma cultura de ética e
nificativa para reduzir o
a construção de equipes
responsabilidade. Além
impacto ambiental. Além
disso, a escolha de materiais
sustentáveis, o uso
responsável da água e a
adoção de tecnologias
limpas são abordagens
que não apenas beneficiam
o meio ambiente,
mas também podem economizar
recursos finan-
mais criativas e produtivas.
A valorização da diversidade
de gênero, raça, origem
étnica e orientação
sexual é um compromisso
que não apenas fortalece
o ambiente laboratorial,
mas também se reflete em
resultados científicos mais
inovadores e abrangentes.
disso, uma estrutura
de governança sólida
contribui para a confiabilidade
dos resultados
científicos, garantindo
que as descobertas
sejam respaldadas por
processos confiáveis e
transparentes.
ceiros a longo prazo.
Responsabilidade
Social nos Laboratórios
A dimensão social do
ESG envolve a promoção
da segurança e bem-estar
dos funcionários do laboratório.
Isso inclui medidas
como treinamentos regulares
em segurança, fornecimento
de equipamentos
de proteção individual
adequados e a criação de
um ambiente de trabalho
saudável. Além disso, a
promoção da diversidade,
equidade e inclusão
Governança Ética e
Transparente: Alicerces
para o Futuro
A governança eficaz
é um pilar crucial do
ESG. A tomada de decisões
éticas e a adesão
a regulamentações
são fundamentais para
garantir a integridade
das operações laboratoriais.
Isso inclui a comunicação
transparente
dos resultados da pesquisa,
o gerenciamento
de conflitos de interesse
e a promoção de
Etapas Práticas para
Implementar o ESG:
Avaliação Holística do
Laboratório
A implementação do
ESG começa com uma
avaliação completa do
estado atual do laboratório.
Isso envolve uma
análise profunda das
práticas ambientais,
sociais e de governança
já em vigor. Identificar
áreas de força e fraqueza
é essencial para desenvolver
um plano sólido
de implementação.
Revista Analytica | Julho 2025
47
Blog dos Cientistas
Estabelecimento de
Metas Mensuráveis e
Alinhadas
Uma vez que a avaliação
inicial tenha sido realizada,
é hora de estabelecer
metas específicas,
mensuráveis, alcançáveis,
relevantes e com prazo
(SMART) para a implementação
do ESG. Essas
metas guiarão o processo,
permitindo que os laboratórios
acompanhem o
progresso e realizem ajustes
conforme necessário.
Engajamento da Equipe
e Conscientização
O sucesso da implementação
do ESG depende
do envolvimento e comprometimento
de toda a
equipe do laboratório. É
essencial criar conscientização
sobre os princípios
ESG, enfatizando como
essas práticas contribuem
não apenas para a sustentabilidade,
mas também
para o fortalecimento da
pesquisa e inovação.
Execução e Monitoramento
Contínuo
Com as metas definidas e a
equipe engajada, é hora de
implementar as mudanças
planejadas. Isso envolve a
adaptação de processos
e a adoção de novas práticas.
O monitoramento
contínuo é crucial para
garantir que as mudanças
estejam tendo o impacto
desejado e para identificar
oportunidades adicionais
de melhoria.
Conclusão
Em resumo, a implementação
bem-sucedida
do ESG nos laboratórios
de química, ciências
da vida e biotecnologia
é uma jornada que exige
compromisso, planejamento
cuidadoso e
envolvimento de toda a
equipe. Ao adotar práticas
sustentáveis, éticas
e responsáveis, esses
laboratórios não apenas
atendem às expectativas
da sociedade
moderna, mas também
fortalecem sua própria
eficácia e impacto.
Por isso, a integração
do ESG não é apenas
uma tendência, é uma
abordagem que define
o caminho para laboratórios
mais conscientes
e resultados científicos
que beneficiam a todos.
Saiba mais em:
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48
Revista Analytica | Julho 2025
Ingrid Ferreira Costa
Founder & CEO da Biochemie. Bacharel em Química. Bacharel em Química com Atribuições Tecnológicas. Mestrado em Ciências Farmacêuticas. Especialista
em Growth Hacking. MBA em Marketing Estratégico Digital. Auditora Interna na ABNT ISO/IEC 17025:2017. Auditora Externa na ABNT ISO/IEC 17025:2017.
Auditora Interna na ABNT ISO/IEC ISO 9001:2015. Auditora Líder na ABNT ISO/IEC 17025:2017, ABNT ISO/IEC 15189:2015 e ABNT ISO/IEC 17043:2011. Se você
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Em Foco
OTIMIZE A HOMOGENEIZAÇÃO DE SOLUÇÕES
COM O VORTEX BASIC 2.800 RPM
A homogeneização de soluções é
Além disso, também conta com dois
• Controle de qualidade industrial:
uma etapa essencial na rotina de
modos de operação, “Contínuo” e
preparo de soluções-padrão ou
diversos laboratórios, seja em pes-
“Toque”, o que oferece mais flexibi-
amostras em setores alimentícios,
quisas científicas, análises clínicas
ou na preparação de reagentes. Esse
lidade para atender às necessidades
específicas da sua rotina laboratorial.
farmacêuticos e cosméticos.
processo requer precisão e confiabilidade,
uma vez que qualquer variação
pode comprometer os resultados.
Aplicações práticas do Vortex Basic
O Vortex Basic é versátil e pode ser
• Educação e pesquisa: apoio a atividades
práticas em laboratórios didáticos
e centros de pesquisa científica.
Pensando nisso, o Vortex Basic
2.800 RPM foi desenvolvido para
oferecer eficiência, segurança e
praticidade no manuseio de diferentes
tipos de líquidos.
utilizado em diversos setores laboratoriais,
dentre eles:
• Análises clínicas: homogeneização
de amostras de sangue, urina e
Compacto, robusto e fácil de operar,
o Vortex Basic 2.800 RPM é a escolha
certa para quem busca desempenho
com confiança.
50
Revista Analytica | Julho 2025
Com certificação ISO 9001, ele
garante qualidade em cada etapa do
processo. Já a sua base com ventosas,
permite estabilidade total durante o
uso, bem como fixação em bancadas.
secreções para exames diagnósticos.
• Microbiologia: suspensão uniforme
de microrganismos e preparo
de soluções em tubos de ensaio
ou frascos.
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seu processo.
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única, biodiversidade,
agricultura sustentável e
networking estratégico.
Realização e consultoria
Em Foco
THINCERT® HTS 96 POÇOS: EFICIÊNCIA E PRECISÃO
PARA CULTURAS CELULARES DE ALTO DESEMPENHO
A Greiner Bio-One oferece ao mercado
o ThinCert® HTS 96 Poços, uma
solução desenvolvida para otimizar
ensaios celulares, coculturas e estudos
de permeabilidade, especialmente
em aplicações que exigem
triagem de alto desempenho (High
Throughput Screening – HTS).
O produto consiste em uma placa
com 96 insertos de membrana
com poros, ideal para estabelecer
modelos de barreiras biológicas,
• Compatibilidade com platafor-
insertos celulares confiáveis e de alta
como epitélios e endotélios. Seu
mas automatizadas, atendendo às
performance para diversas aplica-
design permite uma manipulação
demandas de HTS;
ções em biologia celular, toxicologia,
eficiente, com estabilidade e exce-
testes de transporte celular e desen-
lente compatibilidade com sistemas
• Otimização no uso de reagentes,
volvimento de fármacos.
automatizados,
proporcionando
contribuindo para redução de cus-
escalabilidade, padronização e alta
tos operacionais;
Para saber mais sobre esse e
reprodutibilidade nos processos.
outros produtos de nosso portifó-
• Estrutura robusta, que proporcio-
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52
Revista Analytica | Julho 2025
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que garante uniformidade e
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O ThinCert® HTS 96 Poços faz parte
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Em Foco
DESVENDE A COMPOSIÇÃO ELEMENTAR COM O
ICP OES ICAP SÉRIE PRO DA THERMO SCIENTIFIC!
Mergulhe no universo da análise
elementar com a robustez
e o desempenho superior do
ICP OES iCAP série PRO da
Thermo Scientific. Projetado
para lidar com amostras de
matriz complexa e fornecer
detecção multi-elementar
sensível, este espectrômetro
ICP-OES simultâneo de
bancada otimiza seu espaço
de laboratório e minimiza a
manutenção do usuário.
Equipado com uma tocha
vertical, um monocromador
echelle purgado e um detector
CID (Charge Injection
Device), o ICP OES iCAP série
PRO oferece uma análise
completa e confiável. Seu
gerador de RF de estado
sólido de 27.12 MHz garante
a estabilidade do plasma em
diversas matrizes de amostra,
enquanto três controladores
de fluxo de massa (MFCs)
independentes proporcionam
controle preciso dos
gases nebulizador, plasma e
auxiliar, assegurando estabilidade
a longo prazo.
A versatilidade do ICP OES
iCAP série PRO é ampliada
pela opção de adicionar um
gás adicional ao plasma através
de um MFC integrado, permitindo
a análise de amostras
com alta concentração de sais
(até 30% de TDS) ou amostras
orgânicas. A segurança é primordial,
com um sensor de
dreno com intertravamento
que desliga o sistema em caso
de vazamento, protegendo
suas amostras.
Revista Analytica | Julho 2025
53
A precisão e a estabilidade são
garantidas por um monocromador
echelle com controle
termostático e um prisma de
dispersão cruzada, alcançando
uma resolução de 7 pm e
minimizando interferências.
O detector CID de acesso aleatório
oferece cobertura de
comprimento de onda total
de 167.021 a 852.145 nm, com
um modo UV aprimorado para
melhor sensibilidade e limites
de detecção para elementos na
faixa de 167.021 a 240.063 nm.
O software Thermo Scientific
Qtegra ISDS simplifica o fluxo
de trabalho, permitindo adicionar
comprimentos de onda,
criar métodos, analisar amostras
e pós-processar dados
simultaneamente à aquisição.
Descubra o poder da análise
semiquantitativa com
o recurso SemiQuant do
software Qtegra ISDS!
O recurso SemiQuant utiliza
inteligência artificial e redes
neurais profundas para simplificar
a correção intra e
inter-elementar, selecionando
automaticamente picos
não interferidos. Ideal para
triagem rápida de amostras
e identificação de tendências
elementares, o SemiQuant
fornece informações valiosas
sobre a composição da amostra
sem a necessidade de executar
soluções de calibração.
Esta inovadora ferramenta
libera todo o potencial do
detector CID do ICP OES iCAP
série PRO, aproveitando o
espectro de emissão completo
para identificar interferências
e determinar concentrações
elementares aproximadas, juntamente
com um nível de confiança.
O SemiQuant otimiza o
desenvolvimento de métodos,
melhora o desempenho analítico
e enriquece a interpreta-
• Peptide Mapping
• Intact Protein Analysis
• Aggregate analysis
• Charge Variant Analysis
• Glycan Analysis
• RNA and Oligonucleotide Analysis
• Gene Therapy Analysis
• Host Cell Protein Analysis
• Multi-Attribute Method Saiba mais em:
• Antibody Drug Conjugate Analysis
www.analiticaweb.com.br
• Estabilidade de plasma
superior com gerador de RF
de estado sólido.
• Controle preciso de gases
com MFCs independentes.
• Versatilidade para amostras
com alta concentração de sais
e orgânicas.
• Segurança aprimorada
com sensor de dreno com
intertravamento.
• Alta resolução e minimização
de interferências com
monocromador echelle.
• Cobertura de comprimento
de onda completa com
detector CID.
Thermo Scientific Orbitrap Exploris
• Software Qtegra ISDS intui-
BioPharma Platform
tivo e eficiente.
• Recurso SemiQuant para
análise semiquantitativa rápida
e inteligente.
ção dos resultados.
Confidently characterize
Benefícios do without ICP compromise
OES
Impressione-se com a versatilidade
e o desempenho
iCAP série PRO:
do ICP OES iCAP série PRO.
• Análise robusta de matrizes
complexas.
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a um novo patamar!
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(11) 2162-8080
Em Foco
UMA SOLUÇÃO ESTRATÉGICA PARA AS
DEMANDAS ATUAIS
A medicina regenerativa tem inaugurado
uma nova era na saúde,
com terapias que promovem a
recuperação estrutural e funcional
de tecidos e órgãos. Um exemplo
emblemático dessa evolução são
as terapias celulares com células
CAR-T, entre outras modalidades
emergentes. Estima-se que o mercado
global dessas tecnologias,
avaliado em US$ 14,6 bilhões em
2024, poderá alcançar US$ 35,6
Diante desse cenário, os PODs —
• Produção de dispositivos médicos
bilhões até 2032.
salas limpas modulares pré-fabricadas
em contêineres — surgem
• CDMOs (Contract Development and
Esse crescimento acelerado
como uma alternativa inovadora
Manufacturing Organizations)
também se reflete no desenvolvimento
de produtos biológicos
e no aumento das exigências da
cadeia de produção farmacêutica.
Contudo, a expansão dessas
soluções enfrenta obstáculos
importantes — entre eles, o alto
à construção tradicional baseada
em alvenaria. Com um conceito
plug & play, essas unidades podem
ser aplicadas não apenas em terapias
celulares, mas também em
diversos setores regulados, como:
• Pesquisa e desenvolvimento
Projetados e construídos fora do
local de instalação, em ambientes
industriais controlados, os PODs
possibilitam maior agilidade, fle-
custo de fabricação, os desafios
logísticos e, sobretudo, a infraes-
• Indústria farmacêutica e biotecno-
xibilidade e previsibilidade. A pré-
-fabricação reduz riscos de atraso,
trutura necessária para garantir
lógica
mitiga imprevistos com mão de
ambientes estéreis ao longo de
todo o processo produtivo.
• Operações assépticas (fill & finish)
obra local e acelera significativamente
o cronograma dos projetos.
Revista Analytica | Julho 2025
55
Em Foco
PODs – Solução para os Desafios
da Infraestrutura Tradicional
A construção convencional de salas
limpas — baseada em alvenaria —
impõe desafios significativos:
• Altos custos de instalação e manutenção;
• Longos prazos de execução;
• Dependência de mão de obra
especializada local;
• Dificuldade de expansão modular;
• Complexidade nas etapas de qualificação
e validação.
Com múltiplas configurações previamente
testadas e aprovadas, as
salas limpas modulares também
oferecem facilidade de integração
A solução modular desenvolvida
pela GCON (www.gconbio.com)
de ambientes. Uma vez definido o
escopo técnico, o sistema permite o
com estruturas já existentes, além
entrega unidades já validadas e
cumprimento rigoroso de prazos e
de permitir expansões escalona-
comissionadas, otimizando as eta-
orçamentos — atributos essenciais
das — um requisito comum no
pas finais do projeto e reduzindo
em um mercado que exige alta con-
56
Revista Analytica | Julho 2025
campo das terapias avançadas.
os custos associados à qualificação
fiabilidade e rapidez de resposta.
Em Foco
ÁGUA ULTRAPURA: O ELEMENTO VITAL PARA
O SUCESSO EM ANÁLISES POR HPLC
A busca por resultados precisos e
confiáveis em análises laboratoriais
têm impulsionado avanços significativos
nas técnicas analíticas. Entre
estas, destaca-se a Cromatografia
Líquida de Alta Eficiência (HPLC),
método fundamental em diversos
setores, desde a indústria farmacêutica
até análises ambientais.
A HPLC é uma técnica sofisticada
que permite identificar, separar e
quantificar componentes de misturas
complexas com alta precisão.
Seu diferencial está na utilização
O uso de água de qualidade inferior
pode comprometer todo o processo
que atendem aos mais rigorosos
requisitos da técnica. A empresa
de alta pressão para promover
analítico, introduzindo contami-
garante conformidade com padrões
separações mais rápidas e eficien-
nantes que afetam o desempenho
internacionais de qualidade e oferece
tes, oferecendo maior resolução e
cromatográfico, a resolução e a con-
suporte técnico especializado 24/7,
reprodutibilidade em comparação
com métodos tradicionais.
fiabilidade dos resultados. Por isso,
laboratórios que buscam excelência
em suas análises por HPLC devem
com cobertura nacional, programas
de manutenção preventiva e treinamento
de operadores. Com mais de
No entanto, um aspecto importante
frequentemente subestimado é a
qualidade da água utilizada neste
processo. A água ultrapura desempenha
um papel fundamental na
HPLC, sendo o reagente utilizado
em maior volume. Para análises de
alta sensibilidade, é imprescindível
o uso de água Tipo I+ ultrapura,
com resistividade superior a 18 MΩ.
cm e níveis de Carbono Orgânico
Total (TOC) inferiores a 5 ppb e para
UHPLC inferiores a 2ppb.
priorizar o uso de água ultrapura,
garantindo assim a precisão e reprodutibilidade
de seus resultados.
Para atender essa demanda crítica,
a ELGA LabWater, especialista em
purificação de água laboratorial desde
1937, oferece soluções confiáveis
que minimizam riscos em análises
laboratoriais. O PURELAB Chorus 1
Analytical Research, sistema de bancada
que fornece água ultrapura com
18,2 MΩ.cm (Tipo I/I+) e TOC inferior
a 2 ppb, é um exemplo das soluções
85 anos de expertise e constante inovação
tecnológica, a ELGA LabWater
é a escolha segura para laboratórios
que priorizam a excelência em suas
análises por HPLC.
Para mais informações ou para
solicitar uma demonstração, entre
em contato com a ELGA LabWater.
Revista Analytica | Julho 2025
57
Em Foco
DESVENDE O UNIVERSO ELEMENTAL COM O ICPTOF!
Imagine obter a análise elementar
completa, em tempo
real, de cada amostra. O icpTOF
revoluciona a espectrometria
de massas com plasma indutivamente
acoplado (ICP-MS),
oferecendo detecção simultânea
de todos os isótopos a uma
velocidade sem precedentes.
Seja para analisar nanopartículas
individuais, células
isoladas ou realizar imageamento
por ablação a laser,
o icpTOF entrega resultados
com resolução e precisão
incomparáveis. Sua alta
resolução de massa de 6000
permite a separação de íons
interferentes, enquanto a
medição simultânea de todos
os isótopos elimina a influência
de flutuações na fonte e na
amostra, garantindo razões
A velocidade de detecção
do icpTOF é surpreendente,
registrando um espectro
de massa completo a cada
12-50 µs. Essa característica o
torna a ferramenta ideal para
capturar sinais transientes
e pixels de ablação a laser.
Para aplicações que exigem
o máximo de detalhes e a
detecção de partículas ainda
menores, o icpTOF S2 oferece
sensibilidade maximizada,
elevando a resolução da ima-
isotópicas precisas, próximas
rápidos, como os gerados em
gem e proporcionando um
58
Revista Analytica | Julho 2025
aos limites estatísticos.
análises de inclusões fluidas
alto sinal-ruído (SNR).
Em Foco
O software TOFpilot simplifica
todo o fluxo de trabalho,
integrando o controle
do icpTOF com diversos
sistemas de introdução de
amostra. Com workflows
intuitivos, a análise eficiente
de líquidos, partículas,
células e sólidos torna-se
uma realidade. Além disso,
interfaces com softwares
externos facilitam o controle
de configurações
complexas, envolvendo
automostradores líquidos e
sistemas de ablação a laser.
Com o icpTOF, você tem:
• Todos os elementos,
o tempo todo: Capture
espectros de massa completos
continuamente, sem
perder nenhum analito ou
sinal de interferência.
• Alta resolução de massa: Eleve o nível da sua análise
elementar. Descubra o
Separe íons interferentes
com um poder de resolução
de 6000.
poder do icpTOF!
Aplicações Relacionadas
• Razões isotópicas precisas: Aquisição espectral de massas
Elimine a susceptibilidade a de alta velocidade e análise
simultânea de todos os
flutuações e alcance precisão
elementos são recursos de
próxima aos limites estatísticos.
Thermo Scientific Orbitrap Exploris
BioPharma Platform
desempenho inerentes a todos
os TOFs TOFWERK, tornando
• Detecção de alta velocidade:
Ideal para sinais transien-
a linha de produtos icpTOF o
detector ICP-MS ideal para análise
de partículas/células indivites
rápidos, com registro de
Confidently characterize
espectro a cada without 12-50 µs. compromise duais de múltiplos elementos
• Máxima sensibilidade (icp-
TOF S2): Aumente a resolução
da imagem e detecte partículas
menores com alto SNR.
• Peptide Mapping
• Intact Protein Analysis
• Aggregate analysis
• Charge Variant Analysis
• Glycan Analysis
• RNA and Oligonucleotide Analysis
• Gene Therapy Analysis
• Host Cell Protein Analysis
• Multi-Attribute Method
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Revista Analytica | Julho 2025
59
Em Foco
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a CRAL se consolidou como uma
placas de Petri até 140 mm (lisa,
Laboratórios de análises e patologia
empresa de tradição, compromisso
e inovação, aliando atendimento
de excelência à força de uma
com 1 ou 2 divisões, tipo Rodac),
microplacas com até 96 orifícios,
alças de 1 µL, 10 µL e em formato
clínica, indústrias, hospitais, institutos
e centros de pesquisa, farmácias
e veterinárias.
indústria de renome e mantendo
sólidas parcerias com empresas
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internacional de qualidade.
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pautada na qualidade, mantemos
o compromisso de fabricar e distri-
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de meios de cultura para atender
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comercial, que terá o maior prazer
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Revista Analytica | Julho 2025
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Equipe capacitada e comprometida
Acreditações: REBLAS / CGCRE-INMETRO /ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017
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