13.08.2025 Visualizações

REVISTA COAMO - JULHO DE 2025

Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!

Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.

revista coamo Copa da família ano 51 edição 559 julho/2025

revista

www.coamo.com.br

Representantes das equipes

campeãs no futebol suíço e

no vôlei de areia

julho/2025

ano 51 edição 559

Copa da família

A força do esporte, o valor da cooperação e a alegria das famílias marcaram

a Copa Coamo 2025. O evento foi um momento de convivência, união e

celebração entre cooperados, familiares, diretoria e funcionários


AF126 2025 - 07723 ANUNCIO JULHO 2025 PROMOCAO ORIGINALE.indd 1 17/07/25 15:21


15:21

expediente

área de ação

mapa da Coamo nos

Estados do PR, SC e MS

76 municípios

em três estados

unidades de

121 recebimento de grãos

Órgão de divulgação da Coamo

ano 51 | edição 559 | julho 2025

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Contato: comunicacao@coamo.com.br (44) 3599-8129 WhatsApp (44) 9 9957-5951

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens: Ana Paula Bento Pelissari Smith, Antonio Marcio dos Santos, Guilherme Augusto Boller,

Ilivaldo Duarte de Campos, Ruthielle Borsuk da Silva Granado e Wilson Bibiano Lima

Designer gráfico: Aline Aristides Bazan, Marcos Gabriel Batista dos Santos e Raquel Sumie Eishima

Contato publicitário

- Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários. Contato: (11) 5092-3305

- Guerreiro Agromarketing. Contato: (44) 99180-4450

Coamo Agroindustrial Cooperativa

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte.

Os artigos assinados ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Jonathan Henrique Welz Negri,

Joaquim Peres Montans, Ricardo Accioly Calderari, Emilio Magne Guerreiro Junior, Wilson Pereira de Godoy, João Marco Nicaretta e Igor Eduardo de Mello Schreiner.

CONSELHO FISCAL: Alessandro Gaspar Colombo, Pedro Augusto Brunetta Borgo e Wagner Quiuli Diniz (Membros Efetivos); Luiz Anselmo Janguas, Carlos Eduardo Esteves Ferreira

e Marcia Regina Ferri (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.



índice

Entrevista

10

Vanir Zanatta, presidente do Sistema Ocesc, destaca o fortalecimento do cooperativismo catarinense

e as prioridades da entidade para ampliar a representatividade e desenvolver o setor no Brasil

Final da Copa Coamo

14

Milhares de cooperados, familiares e colaboradores celebraram a integração, o esporte e o

cooperativismo na final da Copa Coamo, realizada em Campo Mourão com muita emoção e união

Últimas regionais

26

As regionais Centro e Sede encerraram as etapas classificatórias da Copa Coamo com integração,

torcida e emoção, definindo os últimos classificados para a final em Campo Mourão

34

Encontro de Inverno

Tecnologia, manejo eficiente e soluções sustentáveis marcaram o Encontro

de Inverno na Fazenda Experimental da Coamo, em Campo Mourão (PR).

Cooperados participaram de um evento com orientações técnicas para

elevar a produtividade das culturas e fortalecer os resultados no campo

julho/2025 revista

5


C

M

Y

M

Y

Y

Y

K


governança

Muito mais do que um projeto de esporte e lazer

A

Copa Coamo é um programa

de relacionamento

e um espetáculo diferenciado

que vem desde a sua

primeira edição, em 1993, sendo

muito elogiada pelos cooperados.

E novamente, neste ano, a

17ª edição da Copa Coamo foi

perfeita, do início ao fim e marcada

por muitos bons e emocionantes

momentos. O evento

é muito esperado pelas famílias

e a chegada da modalidade do

vôlei de areia em 2023 foi muito

bem-recebida pelas mulheres

cooperadas, esposas e filhas, e

deu maior valor a Copa Coamo,

ao trabalho da diretoria e dos

funcionários que, como voluntários,

deram novamente um show

e fizeram a melhor copa de todas

as edições.

Tudo o que a Coamo

faz é grande, e a Copa Coamo

também é um evento grandioso,

sendo um programa de relacionamento

com muito sucesso

que reúne e fortalece os laços de

amizade congregando somente

dentro das quadras e campos

mais 7.500 atletas e dirigentes, e

alcançando um público estimado

de 50 mil pessoas em todas

as 31 regionais no Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul.

A ideia da Copa Coamo

foi sendo consolidada ano após

ano com a promoção do evento

voltado aos cooperados e seus familiares,

que ultrapassa as disputas

esportivas, mas fortalece o vínculo

e a união entre diretoria, quadro

social e funcionários, se constituindo

no tripé de sustentação da

Coamo. A cooperativa mostra e

reafirma o seu compromisso com

o bem-estar e a felicidade da família

cooperada, sendo o torneio um

incomparável programa de relacionamento

unindo esporte, lazer

e a integração.

A grande final foi uma

confraternização expressiva e

marcou o coroamento de todo

um excelente trabalho de vários

meses pela nossa equipe organizadora,

com a participação dos

atletas e dirigentes campeões,

das torcidas e de quem veio para

ver a festa e saborear o tradicional

costelão, uma das marcas da

nossa copa em todas as regionais

e na etapa final, com presença de

cinco mil pessoas.

Parabenizamos a todos

os funcionários pelo excelente

espírito de participação e voluntariado,

a todos os atletas

e dirigentes, e principalmente

às famílias, um dos diferenciais

para o sucesso da Copa Coamo

com todo o sentimento de pertencimento,

fazendo do evento

uma grande festa de alegria,

entusiasmo e de valorização ao

cooperativismo.

"Tudo o que a Coamo

faz é grande, e a Copa

Coamo também é um

evento grandioso,

sendo um programa

de relacionamento

com muito sucesso

que reúne e fortalece

os laços de amizade

entre a família

cooperativista."

ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

julho/2025 revista

7


MUITO MAIS QUE BORO

MUITO MAIS QUE BORO

MUITO MAIS QUE BORO

NUTRIÇÃO EQUILIBRADA DURANTE TODO O CICLO

NUTRIÇÃO EQUILIBRADA DURANTE TODO O CICLO

NUTRIÇÃO EQUILIBRADA DURANTE TODO O CICLO


gestão

A Copa da família Coamo

O

semblante de felicidade dos cooperados e

das famílias resume bem o que foi a Copa

Coamo 2025, com mais de 7.500 atletas

e dirigentes no vôlei de areia feminino e no futebol

suíço masculino. E após meses de trabalho na

organização demos o pontapé para a largada das

regionais no sábado, 26 de abril, no Vale do Ivaí. E

outras seis etapas vieram na sequência para cumprir

o calendário de 31 regionais antes da fase final, dia

26 de julho, com a festa dos campeões em evento

fantástico na Arcam, em Campo Mourão.

Destaco aqui os agradecimentos da diretoria

Executiva a participação e envolvimento de todos

os milhares de cooperados e familiares que vivem

intensamente este grande programa de integração,

que tem na amizade e no relacionamento pontos

fortes e determinantes para o seu sucesso ao longo

dos últimos 32 anos.

A Copa Coamo é incomparável, consolidada

pela família cooperativista. Mas importante endossar

a qualidade do padrão Coamo nos eventos,

seja em pequenos ou grandes como foi este que é

o maior do gênero no ambiente esportivo rural. Para

organizar e fazer acontecer uma Copa Coamo contamos

com envolvimento, vontade, alegria e voluntariado

de mais de dois mil funcionários e familiares

nas regionais e na fase final.

Foi um trabalho muito bem-organizado pela

nossa equipe da CCO, pensando em todos os detalhes,

principalmente na grande final com milhares

de pessoas assistindo e se emocionado com o cerimonial,

repleto de atrações e momentos marcantes.

O cerimonial teve como mote a ‘Sucessão

familiar’. A entrada da chama olímpica e o acendimento

da pira foi realizada pela família Bartchechen,

de Araruna. O enredo muito bem pensado e materializado

sobre o futuro das famílias com o processo

da sucessão provocou uma grande reflexão nos

presentes, e vem ao encontro de todo um grande

trabalho que estamos fazendo por meio das nossas

ações, visando cumprir uma importante missão da

cooperativa: apoiar a continuidade das atividades

das famílias. E como resultado, com um trabalho

sustentável, que elas tenham viabilidade nos seus

negócios com rentabilidade.

Então, comemoramos o sucesso da Copa

Coamo 2025, um evento extraordinário, que vem se

consolidando e sendo melhor a cada nova edição,

mantendo a verdadeira essência do cooperativismo

praticado pela cooperativa. Um movimento que vem

propiciando agregação de valor, com o sentimento

de pertencimento, e com muita organização, felicidade

e qualidade vida para milhares de pessoas.

"Parabéns aos cooperados

que vivem intensamente

esse grande evento de

esporte, lazer e integração."

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

julho/2025 revista

9


entrevista

VANIR ZANATTA

Presidente do Sistema Ocesc

“Onde há uma cooperativa, há mais desenvolvimento, mais educação,

mais cidadania, mais segurança e melhores serviços”.

À

frente do Sistema Ocesc

Vanir Zanatta conduz uma

gestão pautada na valorização

da representatividade, no

fortalecimento institucional e na

expansão internacional do cooperativismo

catarinense. Em entrevista

à Revista Coamo, o presidente

destaca as prioridades de

sua atuação, entre elas a construção

de um planejamento estratégico

para o período de 2025 a

2030, o reforço da presença institucional

junto às cooperativas e o

estreitamento do relacionamento

com o poder público. “Estamos

dando os primeiros passos para

ampliar a internacionalização do

cooperativismo catarinense”, afirma.

Zanatta também ressalta a

relevância histórica e econômica

do setor em Santa Catarina, onde

58% da população está vinculada

a cooperativas. Com foco no

desenvolvimento sustentável,

inclusão produtiva e geração de

renda, o presidente observa que

o cooperativismo tem papel essencial

na qualidade de vida da

população.

Revista Coamo: Quais são os

seus desafios à frente do Sistema

Ocesc?

Vanir Zanatta: Assumi a presidência

do Sistema Ocesc em 2024,

com o compromisso de fortalecer

ainda mais o protagonismo do

cooperativismo catarinense em

nível estadual, nacional e internacional.

Entre as metas da nossa

gestão, destaco o aumento da

representatividade das cooperativas

de todos os ramos. O Sistema

Ocesc precisa estar mais presente

nas pontas, tanto com visitas institucionais

quanto técnicas, para

ouvir e alavancar ainda mais as

cooperativas. Estamos dando os

primeiros passos para ampliar a internacionalização

do cooperativismo

catarinense. Em agosto, estaremos

em uma missão a Portugal

para apresentar e prospectar negócios

para o cooperativismo de

Santa Catarina. Queremos mostrar

ao mundo que o nosso cooperativismo

é sólido, com produtos e

serviços de qualidade e promove

o desenvolvimento econômico

com justiça social.

RC: Como está o planejamento

estratégico do cooperativismo

catarinense?

Zanatta: Estamos elaborando

um planejamento estratégico

para o Sistema Ocesc. Após um

mapeamento que está em andamento,

teremos uma gestão

de processos, metas e objetivos

bem definidos para o período

de 2025 a 2030. Na frente de

representatividade política, reforçamos

os laços com à Frente

Parlamentar do Cooperativismo

de Santa Catarina (Frencoop/

SC), e estamos atuando em sintonia

com o governo estadual

para voltarmos com o Conselho

Estadual do Cooperativismo (Cecoop),

garantindo um ambiente

mais favorável e políticas públicas

voltadas ao setor.

RC: Então, sua gestão busca o

desenvolvimento do sistema?

Zanatta: Sim, a nossa gestão representa

o compromisso com as

lideranças cooperativistas catarinenses

e as demandas de suas

cooperativas, a construção cole-

10 revista

julho/2025


tiva fruto de diálogo, escuta ativa

e decisões colegiadas. Ao final,

queremos que a gestão alcance

reconhecimentos ainda maiores

para o Sistema Ocesc e para

o cooperativismo catarinense

como referência de desenvolvimento

sustentável e que constrói

um futuro melhor para todos.

Vanir Zanatta é o atual presidente do Sistema Ocesc, eleito para o mandato 2024–2028.

Também é presidente da Cooperja. É natural de Jacinto Machado (SC) e possui uma trajetória

de mais de três décadas dedicada ao cooperativismo catarinense. É graduado em ciências

contábeis pela Univille (Joinville) e possui especializações em gestão de cooperativas pela

Unisul e em administração pela Unesc. O presidente do Sistema Ocesc foi sócio-fundador e é expresidente

da Credija, onde atuou como presidente por 14 anos. Atualmente também preside

a Cooperativa Central Brasileira de Arroz (Brazilrice), contribuindo para o desenvolvimento do

setor orizícola nacional. É o atual vice-presidente da Fecoagro/SC.

RC: Quais são as principais virtudes

das cooperativas de SC?

Zanatta: As cooperativas catarinenses

são reconhecidas nacionalmente

pela seriedade na

gestão, pelo comprometimento

com a comunidade e pela capacidade

de gerar resultados com

responsabilidade social. São

instituições que reúnem pessoas

em torno de um propósito

comum e que valorizam, em

sua essência, o equilíbrio entre

eficiência econômica e inclusão

social. Com o cooperativismo

enraizado como cultura, seus

valores prosperaram em nossa

terra e firmamos a governança

democrática, a transparência

nas decisões, e a solidariedade

entre os cooperados e tantos

outros. Entre as principais virtudes

do cooperativismo de Santa

Catarina, destacam-se a capacidade

de adaptação, o espírito

de inovação e o foco na perenidade

dos negócios. As cooperativas

catarinenses também possuem

um diferencial importante:

fazem parte da vida das pessoas.

Elas não são apenas modelos de

negócio, são redes de apoio, desenvolvimento

e pertencimento.

Por isso, o cooperativismo aqui

julho/2025 revista 11


entrevista

não é apenas um setor, é um

movimento social e econômico

que constrói um futuro mais

equilibrado e humano.

RC: Quais os principais ramos do

cooperativismo catarinense?

Zanatta: O cooperativismo é um

dos pilares do desenvolvimento

de Santa Catarina. Nós geramos

mais de 100 mil empregos diretos

e somamos mais de 4,7 milhões

de catarinenses cooperados

— o que representa 58% da

população do Estado. Trata-se

de um modelo que movimenta a

economia, distribui renda e promove

inclusão produtiva em larga

escala. As cooperativas atuam

nos principais setores da economia

catarinense. O agro é o principal

ramo em faturamento, porém,

o crédito tem maior número

de cooperados, então do agro

à saúde, do crédito à infraestrutura,

do consumo ao transporte,

trabalho e bens, todos ajudam a

conectar o pequeno produtor, os

consumidores, o empreendedor

e o prestador de serviços a oportunidades

reais de crescimento e

sustentabilidade dos negócios.

Além do impacto econômico, o

cooperativismo contribui com a

qualidade de vida das pessoas,

pois reinveste seus resultados na

própria comunidade.

RC: Como avalia a atuação do

cooperativismo catarinense?

Zanatta: De uma importância socioeconômica

ímpar. Hoje somos

o estado mais cooperativista do

Brasil, com 253 cooperativas registradas

no Sistema Ocesc, que

geraram mais de 102 mil empregos

diretos e movimentaram R$

91 bilhões em receitas em 2024.

Nosso estado soma mais de 4,7

milhões de cooperados, o que

corresponde a 58% da população

do estado, aqui cooperar é

cultural. Outro resultado relevante

de 2024 foi o de exportações

de produtos cooperativistas:

atingimos o marco de R$11,6 bilhões,

o que representa cerca de

17,2% das exportações agropecuárias

do estado. Isso demonstra

a força desse modelo que,

além de econômico, é social e

humano.

RC: Como o cooperativismo é relevante

na história e na qualidade

de vida?

Zanatta: O cooperativismo é

fundamental para o estado, a

história de Santa Catarina e do

cooperativismo é conjunta e inseparável.

Ao longo dos anos o

setor evoluiu muito, passando

de uma atuação essencialmente

produtiva para um papel estratégico

de protagonismo no desenvolvimento

sustentável. Hoje

o nosso estado tem uma das

melhores distribuições de renda,

os melhores índices de IDH

e a melhor qualidade de vida do

país, e esses são marcos que o

nosso movimento ajudou a construir.

Podemos ter uma dimensão

mais clara disso ao olhar para os

impostos sobre receita de 2024,

que atingiram R$ 3,9 bilhões em

arrecadação. Todo esse montante

recebido pelo Estado retorna

para a sociedade em forma de

creches, hospitais, segurança, estradas

e outros serviços públicos.

Há ainda toda injeção na economia

que os empregos e negócios

gerados pelo cooperativismo

proporcionam, fazendo o dinheiro

circular por diversas camadas

e proporcionando qualidade de

vida aos cooperados, colaboradores

e comunidade em geral.

Vanir Zanatta, presidente do Sistema Ocesc

RC: Quais os entraves enfrentados

pelo cooperativismo?

Zanatta: Queremos uma logística

mais eficiente, pois nossas

estruturas de portos e estradas

ficam aquém de nossa vontade

de empreender. A falta de mão

12 revista

julho/2025


"QUEREMOS MOSTRAR AO MUNDO QUE O NOSSO COOPERATIVISMO É SÓLIDO

E PROMOVE O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO COM JUSTIÇA SOCIAL"

de obra também está se tornando

limitante na hora de novos

investimentos. Os recursos, além

de caros, ficaram bastante escassos.

Somam se a isso todos os

riscos cibernéticos e digitais que

enfrentamos no dia a dia. Mas

mesmo com desafios a serem

vencidos, o modelo tem sido um

grande motor de transformação

socioeconômica para Santa Catarina.

Nosso movimento é organizado

politicamente, tanto em

nível estadual quanto nacional,

e trabalha intensamente junto às

casas legislativas, executivas e judiciárias

em prol do cooperativismo.

Esse trabalho conjunto entre

as OCES e OCB pressiona e dá

suporte técnico ao estado para

que possamos seguir gerando

desenvolvimento e renda para

os brasileiros.

RC: Presidente, o cooperativismo

brasileiro é sinônimo de referência

e de desenvolvimento?

Zanatta: Ele é um dos pilares do

desenvolvimento nacional. Presente

em todos os estados e em

praticamente todos os setores

da economia, ele contribui de

forma decisiva para a geração de

renda, inclusão produtiva e desenvolvimento

regional. Estamos

falando de um modelo que gera

mais de 500 mil empregos diretos

no Brasil e reúne mais de 20

milhões de cooperados. Em muitas

localidades, a cooperativa é a

principal — quando não a única —

referência de dinamismo econômico,

assistência técnica, acesso

a crédito e transformação social.

No agro, as cooperativas são responsáveis

por cerca de 50% de

toda a produção nacional, fortalecendo

a segurança alimentar,

as exportações e o abastecimento

interno. No crédito, democratizam

o acesso ao sistema financeiro,

especialmente em regiões

onde os bancos tradicionais não

chegam. E o mesmo se repete

em todos os outros ramos. Portanto,

apoiar o cooperativismo

brasileiro é apostar em um país

mais justo, equilibrado e sustentável.

É construir um Brasil que

cresce sem deixar ninguém para

trás, ou como costumamos falar,

um futuro melhor para todos.

RC: Quais são os planos da

Ocesc para o futuro?

Zanatta: Prevemos um futuro

positivo e promissor. Quando

olhamos as projeções para os

próximos três anos (2025-2027),

está previsto um crescimento de

34,7% no número de cooperados;

23,7% nos empregos gerados;

e 35,2% no faturamento. Em

termos de cooperados, a previsão

de nossos técnicos é de que

em 2025 atinjamos 5,2 milhões

de associados; 109,9 mil empregos

proporcionados; e um faturamento

de R$ 100,9 bilhões.

RC: Como o senhor observa a

atuação da Coamo em benefício

dos cooperados do extremo

Oeste catarinense?

Zanatta: A Coamo é uma referência

nacional em gestão, produtividade

e comprometimento

com o cooperado. Sua presença

no extremo Oeste catarinense

veio somar com as coirmãs da região,

buscando dar mais competitividade,

acesso a tecnologias

de ponta e segurança na comercialização

da produção agropecuária

para os cooperados locais.

O impacto da Coamo vai além

dos números, a cooperativa impulsiona

o desenvolvimento das

comunidades onde está inserida,

gera empregos, movimenta a

economia local e fortalece o sentimento

de pertencimento dos

produtores a uma cooperativa.

É um exemplo claro de como o

cooperativismo, quando bem estruturado,

transforma a realidade

no campo e nas cidades. O Sistema

Ocesc reconhece e valoriza

essa atuação. A Coamo honra

os princípios cooperativistas e

mostra, na prática, o poder que

as cooperativas têm de construir

um agro mais sustentável, integrado

e cooperativo.

julho/2025 revista 13


copa coamo

UM SHOW DE COPA COAMO

Milhares de cooperados e familiares participaram da final em Campo Mourão,

celebrando integração, esporte e cooperativismo. Evento reuniu atletas de três

Estados e destacou a força da união nos campos e nas quadras

14 revista

julho/2025


A

Copa Coamo 2025 foi um show! Milhares

de pessoas entre cooperados e familiares,

funcionários e convidados, do Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul, prestigiaram sábado,

dia 26 de julho em Campo Mourão, a final do maior

evento esportivo rural do Brasil mobilizando diversas

comunidades, destacando a participação ativa

do público e fortalecendo os laços entre os envolvidos

no cooperativismo rural.

A programação do cerimonial de abertura

destacou a sucessão familiar e contou com a entrada

e desfile das delegações, o hasteamento das bandeiras

e outras atrações. A entrada da chama olímpica

foi conduzida pelo cooperado Estefano, da família

Bartchechen, de Araruna (Paraná). Em seguida, seu

filho Adriano, da equipe Santa Ana e Amigos, deu

continuidade ao processo de transição até o acendimento

da pira ser realizado pelo jovem Miguel, que

está na terceira geração da família cooperada. Fernanda,

esposa do Adriano e mãe do Miguel, atleta

de vôlei, também participou da cerimônia.

No juramento dos atletas, Zenilda Parteka

Olipa, da equipe Meninas do Campo, de Goioerê

(Paraná), participou ao lado do esposo Maurício e

do filho Luiz. A cerimônia reforçou a valorização da

família no ambiente cooperativo.

No ginásio da Arcam, o público acompanhou

a mensagem da diretoria da Coamo e um

espetáculo artístico apresentado pelo grupo Sou

Arte, de Campo Mourão. A apresentação marcou

o encerramento do cerimonial de abertura e antecedeu

a confraternização entre os mais de 650

atletas finalistas.

As disputas envolveram 33 equipes de futebol

suíço e 33 de vôlei de areia, que se enfrentaram

em 98 partidas realizadas ao longo do dia, nos cinco

campos de futebol e três quadras de areia. As partidas

foram marcadas por disciplina, bom nível técnico

e incentivo das torcidas.

Ao fim das competições, foram conhecidos

os campeões das duas modalidades. No vôlei

de areia, o título ficou com a equipe Amargoso

Voleibol, de Pitanga (Paraná), que venceu na final a

equipe Aurora, de Amambai (Mato Grosso do Sul).

O terceiro lugar foi conquistado por As Patroas, de

Engenheiro Beltrão (Paraná), e o quarto lugar pela

equipe Fica Gelo, de Tupãssi (Paraná).

No futebol suíço, a equipe Araucária, de

julho/2025 revista 15


Mangueirinha (Paraná), sagrou-se campeã ao vencer

a equipe Vila Nova, de Manoel Ribas (Paraná).

O terceiro colocado foi o União Forekevics, de Boa

Ventura de São Roque (Paraná), e o quarto lugar

ficou com a equipe Nossa Senhora Aparecida, de

Peabiru (Paraná).

Um dos destaques da programação foi a

Rua do Cooperativismo, instalada próxima aos campos

e quadras. O espaço proporcionou interação

com o público por meio de estações que apresentaram

produtos e serviços das áreas de Cooperativismo,

Alimentos, Sustentabilidade, Comunicação e

Credicoamo.

O presidente do Conselho de Administração

da Coamo, José Aroldo Gallassini, reforça a

importância da Copa Coamo como uma iniciativa

voltada ao relacionamento com os cooperados.

Segundo ele, a competição vai além das disputas

esportivas e se consolida como um projeto estratégico

que une esporte, lazer e a integração. “Tudo

o que a Coamo faz é grande, e esta Copa Coamo

também é um evento grandioso, um programa de

relacionamento, reunindo mais de sete mil atletas

e dirigentes.”

José Aroldo Gallassini e Airton Galinari no cerimonial de abertura

Autoridades durante o hasteamento das bandeiras

16 revista

julho/2025


copa coamo

Um dos destaques da programação foi a Rua do Cooperativismo. Espaço proporcionou interação com o público por meio de estações

que apresentaram produtos e serviços das áreas de Cooperativismo, Alimentos, Sustentabilidade, Comunicação e Credicoamo

Segundo ele, a Copa Coamo também fortalece

os vínculos entre cooperados, familiares,

colaboradores e diretoria, e simboliza um dos

compromissos da cooperativa com o bem-estar

dos associados. “É uma iniciativa que se consolidou

ao longo dos anos como uma ação estratégica

de relacionamento com o quadro social. É um

dia de confraternização, em que todos participam

seja na torcida, nas partidas ou no tradicional costelão”,

comenta.

A presença das famílias nas etapas da Copa

Coamo é vista por Gallassini como um dos principais

diferenciais do evento. “Esse é o sucesso da Copa: a

participação da família como um todo. Vêm os atletas,

mas também vêm os pais, os avós e as crianças

pequenas. É uma grande confraternização. Esse é o

cooperativismo.”

O encerramento da Copa Coamo 2025 marcou

uma trajetória iniciada em abril, com a realização

das fases regionais. Para o presidente Executivo

da Coamo, Airton Galinari, o resultado é fruto de um

esforço coletivo que se estende por vários meses.

“O evento é realizado com o voluntariado dos nossos

funcionários, que participam com alegria porque

sabem que estão fazendo algo de valor”, afirma. Ele

destaca o envolvimento de diferentes profissionais

na organização. “Tudo isso foi feito por engenheiros,

contadores, administradores, soldadores e muitos

outros profissionais, pela força e energia do puro

voluntariado.”

Mais de dois mil funcionários do Grupo Coamo

atuaram diretamente na organização da Copa

Coamo. “Dos 11 mil funcionários da cooperativa,

mais de dois mil participam diretamente da realização

do evento. Mas, na verdade, todos participam.

Existe uma procura para fazer parte da equipe. A alegria

está em tudo aquilo que fazem, com vontade de

fazer bem-feito.”

Apesar do caráter competitivo da disputa,

o presidente reforça que a participação e o espírito

de união são os principais pilares do evento. “Para

nós, todos são vencedores. Quem participou, quem

jogou e quem torceu. Todos contribuíram para o sucesso

da Copa Coamo.”

Presente na final da Copa Coamo, o secretário

da Agricultura do Paraná, Marcio Nunes, destaca

o simbolismo da ocasião e a importância do cooperativismo

no desenvolvimento do Estado. “É essa

festa do cooperativismo. Ver os cooperados reunidos

nessa festa que é o esporte. O evento representa

muito mais do que uma competição, trata-se de

uma oportunidade de reunir as famílias, promover a

sucessão familiar no campo e valorizar o trabalho do

produtor rural.”

Nunes relembra uma frase frequentemente

dita por José Aroldo Gallassini, presidente do Con-

julho/2025 revista 17


copa coamo

selho de Administração da Coamo: “Sonhar e sonhar

grande”. Ele reforça que esse espírito está presente

em todas as ações da cooperativa. “Tudo que

a Coamo faz é muito grande”, pontua.

Nunes enaltece ainda o papel do cooperativismo

paranaense no crescimento da economia estadual.

“O Paraná é um celeiro do cooperativismo. E

ver todos esses cooperados reunidos, é uma satisfação

também para quem cuida da agricultura. Como

agricultor e engenheiro agrônomo, é um momento

extraordinário ser secretário de Estado da Agricultura.

Sei da importância que o cooperativismo tem

para o Paraná.”

Representando o Sistema Ocepar, o superintendente

Robson Mafioletti, destaca a importância

do evento para o cooperativismo paranaense

e brasileiro. “Estou aqui representando o Sistema,

que hoje reúne 262 cooperativas, quatro milhões

de cooperados e R$ 205 bilhões de faturamento no

Paraná”, afirma. Para Mafioletti, a realização da Copa

Coamo vai além dos números.

Mafioletti enfatiza a participação ativa das

famílias, o envolvimento dos jovens e a presença

das esposas dos cooperados, destacando a mobilização

promovida pela copa. “A gente vê o orgulho

das famílias. É muito emocionante. É um trabalho

de muitos meses, e o mais importante: foi feito em

casa. Esses bravos funcionários da Coamo organizaram

tudo. É um dia de celebração do cooperativismo”,

observa.

O superintendente lembra ainda que este

é o Ano Internacional das Cooperativas, conforme

declarado pela Organização das Nações Unidas

(ONU), o que deu ainda mais significado ao momento.

“Para nós, do Sistema Ocepar, é só orgulho e gratidão”,

resume.

Parte dos voluntários, responsáveis por toda organização da Copa Coamo. Mais de dois mil funcionários do Grupo Coamo atuaram diretamente na organização do evento

18 revista

julho/2025


Um dos pontos altos da cerimônia de abertura foi o acendimento da pira, protagonizado pela família Bartchechen, de Araruna (PR), representando o elo entre gerações

no meio cooperativista. O jovem Miguel teve a responsabilidade de acender a pira, acompanhado pelos pais, Adriano e Fernanda, e pelo avô Estefano

A final da Copa Coamo foi marcada por momentos

de integração, emoção e simbolismo, reunindo

cooperados e familiares em um ambiente de

celebração e cooperação. Um dos pontos altos da

cerimônia de abertura foi o acendimento da pira,

protagonizado pela família Bartchechen, de Araruna

(Paraná), representando o elo entre gerações no

meio cooperativista.

O jovem Miguel teve a responsabilidade de

acender a pira, acompanhado pelos pais, Adriano e

Fernanda, e pelo avô Estefano. "Foi muito legal estar

com toda a minha família. Vou guardar isso na memória",

conta Miguel.

Miguel também falou sobre a continuidade

da atuação da família no campo. “Na verdade, quando

eu era mais novo, queria seguir outro caminho,

ser jogador. Mas não deu certo. Agora, estou muito

feliz com essa segunda opção. A Coamo confiou em

mim, e minha família também. Sou grato por isso.

Se Deus quiser, vou continuar não só participando

da Copa Coamo, mas também ajudando meu pai

lá no sítio. A Copa Coamo me deu a oportunidade

de brincar, de jogar bola e me divertir com a família.

Isso é muito importante.”

O processo do acendimento da pira foi

conduzido simbolicamente pela família. "Foi uma

emoção muito grande. Me senti honrado por representar

tantos cooperados. A homenagem não

foi só para mim, foi para todos os cooperados da

Coamo", afirma Adriano Bartchechen. Ele destaca

ainda a longa relação da família com a cooperativa.

“A Coamo é uma família. Representamos mais de

32 mil associados.”

Fernanda Bartchechen também participa da

homenagem. Ela ressalta a importância da presença

feminina na Copa Coamo e no cooperativismo.

“Para nós, da família Bartchechen, foi uma honra representar

tantas famílias cooperadas. E as mulheres,

estando inseridas na copa pela segunda vez, vieram

abrilhantar ainda mais esse evento”, diz.

Segundo Fernanda, a participação feminina

resgatou o gosto pelo esporte em muitas mulheres.

“Algumas descobriram agora que gostam de praticar

determinada modalidade. Continuamos torcendo

por nossos maridos, filhos e pais, mas hoje também

somos atletas.”

julho/2025 revista 19


copa coamo

Zenilda Parteka Olipa, de Goioerê (PR), no juramento dos atletas

A abertura ainda contou com um momento

simbólico que reforçou a valorização da família no

ambiente cooperativo. No tradicional juramento do

atleta, Zenilda Parteka Olipa, da equipe Meninas do

Campo, de Goioerê, participou acompanhada do

esposo, Maurício, e do filho, Luiz.

Zenilda acompanha as fases regionais da

Copa Coamo desde a segunda edição, mas esteve

pela primeira vez em Campo Mourão para a final do

evento. “Eu nunca tinha participado de uma final em

Campo Mourão. Então, eu não tinha noção da grandeza

desse evento. E eu digo que é até difícil de colocar

em palavras o que foi esse dia, porque foi um

dia muito especial.”

Ela destaca o ambiente de integração entre

os participantes. “Os jogos foram incríveis, a torcida

fez bonito e dava para sentir no ar aquela energia

boa de união e de amizade.”

Para ela, o momento mais marcante foi a

abertura do evento, quando foi convidada a fazer

o juramento do atleta. “Eu me senti muito honrada.

Eu sabia que ia ser emocionante subir ao palco ao

lado do meu esposo e do meu filho, mas foi muito

mais emocionante do que eu podia imaginar. Foi

sensacional, são memórias que levarei para sempre

comigo. Então, gratidão à Coamo por permitir que

eu vivenciasse tamanha experiência.”

Zenilda com o esposo, Maurício, e o filho, Luiz

20 revista

julho/2025


No vôlei de areia, o título ficou com a equipe

Amargoso Voleibol, de Pitanga (Paraná). A vitória

teve um sabor especial para o grupo, que retornou

à competição com o objetivo claro de reverter o resultado

da edição anterior. “Ano passado nós perdemos

a final no tie-break”, relembra Vanessa Santos

Petranski. Naquela ocasião, o time enfrentou dificuldades

físicas e não contava com atletas reservas. “Tivemos

uma atleta com câimbras, nós não tínhamos

ninguém para substituir. Nós estávamos com a derrota

entalada ainda.”

O retorno à decisão foi encarado com determinação

e, segundo Vanessa, a preparação e o foco

fizeram a diferença. “Esse ano nós viemos com tudo,

com a cabeça boa, buscando não errar tanto para

conseguir ser campeãs. Tivemos jogos bem difíceis,

melhorou muito o nível da Copa Coamo em relação à

anterior”, destaca. Para Vanessa, o crescimento técnico

das equipes exigiu ainda mais dedicação. “Não teve

nenhum jogo fácil. Todos foram muito disputados.”

A final da Copa Coamo reuniu equipes de

diferentes regionais em uma disputa marcada pela

participação de familiares e pela integração no esporte.

Entre os destaques, esteve o time Araucária,

de Mangueirinha, que conquistou o título após uma

competição acirrada. Clóvis Zatti, goleiro da equipe,

comenta sobre a experiência de jogar ao lado do

filho Yohann. “Eu sempre pensei em ser campeão

com ele. No ano passado não conseguimos chegar,

mas agora fomos campeões. É um orgulho muito

grande”, afirma.

Clóvis destaca ainda a dificuldade e o valor

de jogar em família. “Não é fácil, eu tenho 60 anos, e

ter um filho que joga na equipe junto, e sermos campeões,

isso não é para todos. Aqui só vem os campeões,

só vem os melhores. Quando você chega a

uma final e é campeão, é um grande desafio. Nós,

como um grande time, fomos merecedores dessa

conquista.”

Yohann Zatti fala sobre o significado da vitória

e da festa dentro de campo. “É uma satisfação

muito grande. Essa copa a cada vez vem sendo

maior. Ser campeão junto com meu pai não tem explicação.

Durante todo o dia, equipes boas jogaram,

várias campeãs de outras regionais, então significa

muito para nós.”

julho/2025 revista 21


copa coamo

Equipe de vôlei Diaporthe, de Palmas (Paraná), contou com torcida organizada

A equipe Diaporthe, de Palmas (Paraná),

fez história na final da Copa Coamo

ao representar a região no vôlei de areia

feminino. A participação foi marcada pela

união familiar e pelo bom humor: os maridos

das atletas formaram uma animada

torcida organizada, com camisetas personalizadas

para apoiar as esposas. “É um

orgulho vestir a camisa e torcer por elas”,

disseram. O grupo foi formado por amigas

que se reuniam semanalmente para treinar,

fortalecendo os laços dentro e fora da quadra.

“A gente criou uma conexão tão boa

que queremos continuar nos encontrando

mesmo após o evento.” A equipe celebrou

não só o esporte, mas o espírito do cooperativismo

e a força da integração familiar.

Durante o cerimonial de encerramento, também foram

premiadas oito receitas da campanha Receitas

de Origem da Família Coamo. As receitas foram indicadas

por representantes das regionais finalistas

nas modalidades de vôlei e futebol.

22 revista

julho/2025


CAMPEÕES DA COPA COAMO

FUTEBOL SUÍÇO MASCULINO

1993 Sambatti (Campo Mourão)

1994 Grêmio Caçador (Coronel Vivida)

1995 Flamengo (Manoel Ribas)

1997 Rio do Meio (Pitanga)

1999 Bela Vista (Campo Mourão)

2001 Fantin (Mamborê)

2003 Fantin (Mamborê)

2005 Boa Esperança (Toledo)

2007 Xiqueirinho (Araruna)

2009 Joia do Oeste (Nova Santa Rosa)

2011 Amigos do Darce (Cândido de Abreu)

2013 UTI (Pitanga)

2015 Araucária (Mangueirinha)

2017 Caçador/Linha Tortelli/Alto Pinhal (Coronel Vivida)

2019 UTI (Pitanga)

2023 Linha Lageado (Vila Nova)

2025 Araucária (Mangueirinha)

VÔLEI DE AREIA FEMININO

2023 Maracaju (Maracaju)

2025 Amargoso Voleibol (Pitanga)

NÚMEROS DA COPA COAMO 2025

Nadja Mauad, apresentadora do Globo Esporte PR, Ilivaldo Duarte, Assessor de

Comunicação da Coamo, e Alcir Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo

A jornalista Nadja Mauad, repórter esportiva e apresentadora

do Globo Esporte Paraná, transmitiu ao vivo o programa

direto da Arcam, em Campo Mourão, durante a final da

Copa Coamo 2025. A presença de Nadja marcou seu retorno

ao evento após dois anos. “É como se estivesse voltando para

casa. Aqui me sinto muito bem, falando de esporte, de vida”,

declara.

Nadja destaca a sensação de pertencimento proporcionada

pela Coamo e os valores compartilhados com o

evento. “A Coamo faz a gente se sentir parte. É um evento que

pensa na família, tem valores muito fortes com os quais me

identifico”, afirma.

Ela também produziu uma reportagem especial com

a família Bartchechen, de Araruna (PR), que participou da cerimônia

de abertura acendendo a pira olímpica. A abordagem

da reportagem ressaltou a preocupação da Coamo com a sucessão

familiar, tema que ela valoriza.

A jornalista compara sua experiência na Copa Coamo

com outras coberturas esportivas que realizou ao longo da

carreira. “Fiz Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil, Copa do

Mundo e estivemos nas Olimpíadas em Paris no ano passado.

Mas, essa conexão de família, de apaixonados, esse ambiente,

só encontramos na Copa Coamo.”

Sobre o impacto da transmissão especial, Nadja comemora

os resultados. “Apresentamos o Globo Esporte inteiro de

Campo Mourão, da Copa Coamo. A audiência foi superior até

mesmo à dos jornais. Isso mostra como a gente atinge cada paranaense.

Tenho certeza que a gente tocou o coração de cada

paranaense sobre cooperativismo, família e esporte. Resultados

assim de audiência só acontecem quando a pessoa que está em

casa vê verdade, vê sentimento e vê pertencimento.”

julho/2025 revista 23


copa coamo

EQUIPE CAMPEÃ: Araucária, de Mangueirinha (Paraná)

FUTEBOL

SUÍÇO

VICE-CAMPEÃ: Vila Nova,

de Manoel Ribas (Paraná)

3º LUGAR: União

Forekevics, de Boa

Ventura de São Roque

(Paraná)

4º LUGAR: Nossa Senhora

Aparecida, de Peabiru

(Paraná)

24 revista

julho/2025


EQUIPE CAMPEÃ: Amargoso Voleibol, de Pitanga (Paraná)

VÔLEI DE

AREIA

VICE-CAMPEÃ: Aurora, de

Amambai (Mato Grosso

do Sul)

3º LUGAR: As Patroas,

de Engenheiro Beltrão

(Paraná)

4º LUGAR: Fica Gelo, de

Tupãssi (Paraná)

julho/2025 revista 25


tal, Manoel Ribas, Boa Ventura de São Roque e Pitanga.

Com o encerramento da rodada, foram definidos

os classificados para a final do evento, realizada 26

de julho, em Campo Mourão.

Por ter sido a regional com o maior númecopa

coamo

Espírito de união marca a Regional Centro

A

Regional Centro da Copa Coamo reuniu centenas

de cooperados, familiares e comunidades

no sábado, 28 de junho. O evento foi

marcado pela integração e espírito cooperativista. Os

jogos foram realizados em Cândido de Abreu, Palmi-

26 revista

julho/2025


ro de equipes inscritas em ambas as modalidades,

Manoel Ribas também garantiu vaga para os vice-

-campeões, assim como ocorreu na regional de São

Domingos (SC).

De acordo com o diretor Industrial da Coamo,

Divaldo Correa, a mobilização e a presença expressiva

do público foram pontos de destaque em todas as

unidades. “Foi um sábado frio, mas sem chuva e com

alegria, integração e uma excelente participação dos

cooperados e familiares, e das comunidades”, afirma.

Ele acompanhou de perto a organização

e o envolvimento dos colaboradores. “Em Pitanga,

por exemplo, vimos uma presença de mais de

1.500 pessoas reunidas em uma festa do cooperativismo.

Comemoramos uma etapa Centro muito

bem organizada pelos nossos funcionários voluntários

que, novamente, deram um show dentro e

fora de campo na preparação e recepção aos participantes”,

destaca.

Em Pitanga, a família Renczeczen foi uma

das que se envolveram completamente com a competição.

Antonio Osni, conhecido como Nei, é um

participante ativo da Copa Coamo. “Participo desde

a primeira Copa Coamo e, cada vez, me sinto

mais satisfeito”, conta. Atualmente, Nei atua como

técnico e acompanha as partidas fora das quatro

linhas. “Por muito tempo eu joguei futebol, agora

estou fora de campo comandando, mas faço questão

de estar junto.”

A esposa, Janete, também participa ativamente.

“Estou sempre presente. Tem que dar uma

força para eles também”, comenta. Ela torceu também

para a nora Railer, que competiu no vôlei feminino.

Railer comenta que a experiência foi única.

“Todos os outros anos a gente vinha torcer para o

marido, mas esse ano nós pudemos jogar e ficamos

muito felizes. Ganhamos três jogos”, celebra. E ela já

pensa na próxima copa. “Estamos nos planejando

para montar mais times e continuar treinando.”

O filho do casal, Cristiano, reforça o sentimento

de união. “É muito legal ter todo mundo participando.

Pai, mãe, esposa e filhos juntos. Isso é muito

importante”, frisa.

O espírito da Copa Coamo não se resume

Família Renczeczen, de Pitanga

Silvestre Lemkhul, de Manoel Ribas, participou com um grupo de veteranos

Rosângela Schmoeller Mazieiro e Rafaela Mazieiro, de Manoel Ribas

julho/2025 revista 27


copa coamo

aos resultados dentro de campo. Silvestre Lemkhul,

de Manoel Ribas, participou com um grupo de veteranos

do futebol. “A gente se inscreveu só para

participar, porque tinha jogador que queria jogar,

mas estava sem time”, relata. O grupo, formado por

amigos da comunidade Alto Paciência, encarou a

competição como uma oportunidade de reencontro.

“Viemos para brincar, dar risada, estar junto. O

importante é a costela, a camisa, a brincadeira”, resume.

Segundo ele, a ideia agora é manter o grupo

mais ativo. “Vamos ver se a gente faz um treino a

cada 15 dias, pelo menos, para ir melhorando. Queremos

participar de novo na próxima copa. Todos

juntos.”

Outro exemplo de união familiar foi protagonizado

por Rosângela Schmoeller Mazieiro e Rafaela

Mazieiro, mãe e filha, que jogaram juntas em

Manoel Ribas. A equipe foi formada por integrantes

da mesma família. “Achei incrível essa ideia do vôlei

das mulheres, porque antes era só os homens que

participavam. Essa abertura que a Coamo deu para

nós foi muito boa. É a família reunida num dia de festa,

num dia de esporte. Indico para quem não veio

este ano, que venha no próximo. Foi maravilhoso. A

comida estava ótima, a costela deliciosa. Estou muito

feliz por estar aqui.”

Rafaela revela que se sente em casa jogando

com a família. De acordo com ela, além da própria

equipe, os rostos nas quadras adversárias são

familiares. “Todos são times familiares, e isso é muito

legal para gente se sentir bem.”

Antes da Copa, mãe e filha não costumavam

jogar juntas. Rafaela, que não jogava desde os 13

anos, retornou agora para atuar ao lado da mãe. “Já

estamos nos preparando para a próxima edição.” A

torcida também foi reforçada por parentes. “Estiveram

presentes meu avô, marido, tias, o pessoal da

comunidade”, relata Rafaela.

Também em Manoel Ribas, Paula Regina

Schmidt foi vice-campeã com a equipe Castelo. Pela

quantidade de times participantes, a etapa de Manoel

Ribas também classificou os segundos colocados

para a final. “Foi uma experiência incrível jogar a

Copa Coamo. Foi muito emocionante”, relata. Sobre

a trajetória da equipe, Paula comenta que foi uma

emoção sem explicação. “A conexão entre as jogadoras

foi essencial. É tudo muito bom, é parente,

amiga, então é uma interação muito legal.”

Cristiano Luiz de Pra, campeão em Pitanga

pela equipe Juventude do Arroio Grande, também

destaca a relevância da amizade no sucesso da equipe.

“A Copa Coamo é uma união de pessoas, de amizade.

A gente tem esse time já faz um bom tempo

e a gente não troca. Cooperativismo é amizade. Nós

estamos com a Coamo, e ela está conosco.”

Paula Regina Schmidt, de Manoel Ribas

Cristiano Luiz de Pra, de Pitanga

28 revista

julho/2025


CAMPEÕES NA REGIONAL CENTRO

Aperol

BOA VENTURA

União Forekevicz

Pé na areia

CÂNDIDO DE ABREU

Paraíso das Serras

No Limite

MANOEL RIBAS

Castelo

Agro no Vôlei

PALMITAL

Meia Boca Juniors

Amargoso Voleibol

PITANGA

Juventude Arroio Grande

julho/2025 revista 29


30 revista

julho/2025


copa coamo

Família, esporte e integração

na Regional Sede

A

manhã de 12 de julho começou movimentada

em Araruna, Campo Mourão e Peabiru.

Unidades da Coamo nos três municípios

sediaram a última regional classificatória da Copa

Coamo, reunindo 55 equipes de cooperados em

disputas nas modalidades de futebol suíço e vôlei

de areia. Mais do que uma competição, o evento

promoveu a integração entre cooperados, familiares

e colaboradores da cooperativa.

Em Araruna, a família Bartchechen esteve

presente de forma completa. Adriano participou das

atividades esportivas acompanhado da esposa Fernanda

e do filho Miguel. Para ele, a Copa Coamo é

uma tradição que movimenta não só os agricultores,

mas toda a cidade. “É uma festa, e o mais importante

é que estamos todos juntos”, afirma.

Fernanda participou do vôlei de areia feminino

e destaca a importância da presença das mulheres.

“Hoje é dia de cooperativismo, de compartilhamento,

de celebrar a nossa família.” Segundo ela,

a equipe foi formada por amigas da cidade. “Ninguém

é profissional, mas nós somos felizes jogando

vôlei de areia.”

Miguel, o filho do casal, participou pela primeira

vez e relembra que, na edição anterior, acompanhou

a competição como espectador. “Estava

ansioso por esse dia. É muito bom estar aqui com

minha família reunida, jogando e me divertindo.”

julho/2025 revista 31


copa coamo

Outro exemplo da presença familiar no

evento foi Almir Américo, também de Araruna. Cooperado

e ex-atleta da Copa Coamo, ele acompanhou

a regional como dirigente de equipe, enquanto

o filho Gustavo entrou em campo. Almir destaca

o significado da competição. “É um dia que a gente

espera e se prepara para participar com a família. A

nossa presença é certa nessas datas da Copa Coamo.

Até 2010 eu jogava. Hoje, sigo apoiando como

dirigente do time.”

Ele também valoriza o espaço destinado à

família dentro da programação. “É importante estar

com a família. Lá na propriedade estamos sempre

trabalhando, e aqui é um momento de confraternização.

A família deve estar presente.”

Além da presença dos cooperados, a regional

contou com o apoio dos colaboradores da

Coamo, que atuaram na organização e acompanhamento

das partidas. A etapa foi marcada pelo envolvimento

de diferentes gerações e pela preparação

das equipes que avançaram para a final.

A Regional Sede também foi palco de histórias

que reforçam o espírito cooperativista da competição.

A família Avanço, de Peabiru, por exemplo,

participou de maneira ativa, dentro e fora de campo.

Carlos teve a oportunidade de disputar o futebol

suíço ao lado do filho Carlos Henrique, de 16 anos.

“É uma realização poder jogar ao lado do meu filho”,

relata o cooperado. Ele também comenta o significado

do evento para a sua família. “É um dia para se

passar em família, dentro ou fora de campo, com os

amigos, com os cooperados. A Copa Coamo é um

momento de união e confraternização.”

Enquanto pai e filho estavam no gramado,

a esposa Viviane Avanço representava a equipe de

vôlei feminino. “Somos bicampeãs e é sempre um

prazer jogar com amigas. Treinamos juntas e hoje é

dia de confraternizar com as outras mulheres.”

Viviane também ressalta a importância do

envolvimento familiar. “Ter meu filho jogando, meu

esposo em campo, e ainda contar com a torcida

do mais novo aqui com a gente, é uma experiência

muito boa.”

Carlos Henrique, estreante na competição

Família Bartchechen, de Araruna

Família Américo, de Araruna

Família Avanço, de Peabiru

32 revista

julho/2025


comentou a alegria em participar da sua primeira

Copa Coamo e ainda ao lado do meu pai. “Foi o

momento de fazer o meu melhor para conquistarmos

o título.”

Outro grupo que se destacou na regional foi

a equipe de vôlei feminino representada por Rubia

Cristhina Primon. Ela integrou a equipe Sambati e

venceu em Campo Mourão. “Estamos felizes. A vitória

significou muito para nós”, afirma. Rubia lembra

que, na edição anterior, o grupo chegou até a semifinal.

“Na copa passada, nós fomos até a semifinal,

mas não conseguimos avançar. Esse ano, conseguimos

chegar até a final e ser campeãs.”

Rubia Cristhina Primon, de Campo Mourão

CAMPEÕES NA REGIONAL SEDE

Conexão

ARARUNA

Santa Ana e Amigos

Sambati

CAMPO MOURÃO

Casca de Bala

Nossa Senhora Aparecida

PEABIRU

Nossa Senhora Aparecida

julho/2025 revista 33


encontro de inverno

CAMPO DO CONHECIMENTO

Pesquisa aplicada e compartilhamento de conhecimento marcam o Encontro de

Inverno com cooperados na Fazenda Experimental da Coamo em Campo Mourão

34 revista

julho/2025


A

Coamo realizou, entre os dias 24 e 26 de junho,

a 19ª edição do Encontro de Inverno

na Fazenda Experimental em Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná). O evento reuniu cooperados

do Paraná e de Santa Catarina. Nos três

dias, os participantes percorreram cinco estações

temáticas de pesquisa, com foco em culturas de

inverno. Além das estações, o evento contou com

uma palestra sobre o cenário atual e as perspectivas

do mercado agrícola.

O presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

destaca a importância da atividade em conjunto

com instituições de pesquisa que desenvolvem estudos

na Fazenda Experimental e repassam as informações

diretamente aos cooperados. “É um trabalho

muito importante, sempre com o objetivo de

aumentar a renda do quadro social.”

Segundo ele, a participação expressiva dos

cooperados demonstra o interesse por novas tecnologias

que possam melhorar o sistema produtivo.

“O encontro permite apresentar novas tecnologias

e fornecê-las aos cooperados, garantindo mais

produtividade.”

Gallassini reforça ainda o compromisso da

cooperativa com os associados. “A Coamo é voltada

para as necessidades dos cooperados e este encontro

é prova disso. São 19 edições de disseminação

de conhecimento para que eles possam produzir

com modernas tecnologias e orientações corretas

da nossa equipe da assistência técnica.”

O encontro de cooperados na Fazenda Experimental

faz parte de uma trajetória que retrata

os primeiros anos da cooperativa, quando surgiram

julho/2025 revista 35


encontro de inverno

os dias de campo como ferramenta para disseminação

de conhecimento e tecnologia no meio rural.

De acordo com o presidente Executivo da Coamo,

Airton Galinari, o cooperado participa, entende e

já sabe há muito tempo que o que é apresentado

são tecnologias testadas. Segundo ele, o objetivo é

garantir mais segurança e viabilidade para as atividades

dos cooperados que confiam na cooperativa

e sabem que os mais de 400 agrônomos e veterinários

levam uma tecnologia testada, com segurança.

“Buscamos as melhores tecnologias, testamos nas

nossas fazendas experimentais e levamos com confiança

para que o cooperado aplique e tenha os melhores

resultados na sua propriedade.”

O diretor de Suprimentos e Assistência Técnica

da Coamo, Aquiles de Oliveira Dias, reitera que

o evento já é tradicional e que a estrutura foi preparada

para garantir o conforto dos participantes,

independentemente das condições climáticas. “Se

estiver frio, chover ou fazer sol, o evento está pronto

para receber os cooperados. A Coamo investiu para

oferecer um ambiente adequado de aprendizado

para todos.”

O Encontro de Inverno integrou a programação

dos 50 anos da Fazenda Experimental da

Coamo. Em 2025, a unidade também realizou o Encontro

de Verão no início do ano e se prepara para

uma edição antecipada do evento no fim de dezembro,

tanto no Paraná quanto no Mato Grosso do Sul.

“Essa antecipação é estratégica. Assim, o cooperado

terá acesso às informações técnicas quando suas

lavouras de soja e milho estiverem em desenvolvimento”,

explica Dias.

O gerente de Assistência Técnica da Coamo,

Marcelo Sumiya, destaca a importância do encontro

no calendário técnico da cooperativa. “Os assuntos

apresentados no encontro refletem diretamente os

desafios vividos pelos cooperados no campo”, afirma

Sumiya.

Ele ressalta que o evento é uma oportunidade

para o cooperado se preparar melhor para os desafios

agronômicos e de gestão. “É um dia intenso

de trabalho técnico, onde ele mergulha nos temas

que impactam diretamente a rentabilidade da pro-

José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo

Aquiles de Oliveira Dias, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica

36 revista

julho/2025


priedade. O foco é entender como agir diante dos

desafios da safra e minimizar os riscos climáticos,

que são próprios de uma atividade a céu aberto.”

Sumiya avalia que a realização do evento,

mesmo com os desafios climáticos, reforça o compromisso

da cooperativa com a difusão de conhecimento.

“Tivemos dois dias com geada e muito frio,

mas a participação dos cooperados motiva a equipe

a buscar sempre o melhor.”

O coordenador da Fazenda Experimental da

Coamo em Campo Mourão, João Carlos Bonani, revela

que cerca de duas mil pessoas passaram pelo

evento, incluindo cooperados, parceiros e técnicos.

“Nossa avaliação é de que conseguimos cumprir o

papel de transmitir o conhecimento proposto nas

estações”, afirma Bonani.

Ele reforça que a estrutura da Fazenda Experimental

vem sendo aprimorada ano após ano,

com investimentos em conforto e infraestrutura. “A

diretoria não tem poupado esforços para investir

em infraestrutura. As barracas estão maiores, estandes

fechados, sistema de som e banheiros climatizados”,

explica.

A atenção agora se volta para o Encontro

de Verão, que será realizado em dezembro também

em Campo Mourão. A novidade segue o modelo

já adotado em Dourados (MS), onde o evento

é realizado há dois anos. “Devido ao sucesso em

Dourados, vamos trazer esse formato para Campo

Mourão. Será o 38º Encontro de Verão, com foco na

soja e no milho”, diz. Bonani explica que o período

é estratégico, pois as culturas estarão em pleno desenvolvimento.

“Vamos ter soja desde o início do

desenvolvimento até áreas mais adiantadas. Ainda

será possível ajustar manejos e fazer posicionamentos

técnicos.”

Ainda segundo Bonani, a participação dos

cooperados tem sido constante e é considerada

um termômetro para a equipe. “Não faria sentido

preparar tudo isso e não ter ninguém presente. A

participação é o que nos motiva. Nenhuma instituição

dura tanto tempo se não for relevante. Esse

será um ano inédito, com três eventos em um mesmo

ciclo”, destaca.

Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica

João Carlos Bonani, coordenador da Fazenda Experimental em Campo Mourão

Jeferson Souza, da Agrinvest, fez uma palestra para os cooperados

onde abordou o cenário atual e perspectiva para o mercado agrícola

julho/2025 revista 37


agenciadois.com.br

UNIPORT 4530

Reduza o uso de insumos

em até 10% com a tecnologia

de controle bico a bico.

Eleve o nível da sua pulverização com o Uniport 4530. O sistema bico

a bico desliga automaticamente a aplicação em áreas já pulverizadas.

Além de evitar sobreposições e o uso excessivo de produtos, sua lavoura

ganha com uma aplicação uniforme e precisa.

Reservatório de 4.500 L e

barras de 36 ou 42 metros

Transmissão 4x4 inteligente:

mais tração em diferentes solos

jacto.com

38 revista

julho/2025

Veja toda a

inovação do

Uniport 4530


agenciadois.com.br

encontro de inverno

Feira de Negócios

Durante o Encontro de Inverno, realizado

na Fazenda Experimental da Coamo em Campo

Mourão, os cooperados puderam visitar a Feira

de Negócios. O evento contou com a participação

de 106 empresas parceiras e apresentou um

portfólio diversificado de produtos e serviços,

com destaque para itens das áreas de lojas de

peças, produtos veterinários e máquinas agrícolas.

“Foi uma oportunidade para os cooperados

conhecerem o portfólio completo das nossas lojas”,

afirma o diretor de Suprimentos e Assistência

Técnica, Aquiles de Oliveira Dias.

A Feira de Negócios da Coamo ofereceu

condições especiais e prazos diferenciados para

aquisição de insumos, lubrificantes, pneus, medicamentos

veterinários, rações e suplementos,

entre outros produtos. Segundo o gerente de

Fornecimento de Bens de Lojas da Coamo, Paulo

Roberto Bacini, a feira integra uma ação comercial

tradicional da cooperativa, realizada anualmente

nesta época do ano. “É bastante aguardada pelos

cooperados. Durante os três dias do Encontro de

Inverno, os visitantes puderam conferir de perto

os produtos oferecidos pelos parceiros comerciais”,

detalha Bacini.

Um dos diferenciais desta edição foi a

ampliação dos benefícios do programa de fidelidade

da Coamo. “Uma novidade é que todos os

produtos adquiridos durante a Feira de Negócios

geraram pontos em dobro no programa Fideliza”,

destaca. Desde a criação do programa, mais de

R$ 400 milhões em pontos já foram distribuídos

aos cooperados, que podem utilizá-los na aquisição

de produtos nas lojas da Coamo.

julho/2025 revista 39


principalmente três espécies: Commelina benghalensis,

Commelina erecta e Commelina diffusa. “A

benghalensis é a mais comum e se diferencia por

formar estruturas de rizomas e sementes subterrâneas,

o que facilita a identificação e, em alguns casos,

é a mais fácil de controlar.”

As diferenças entre as espécies foram demonstradas

na estação, inclusive em vasos, para facilitar

o reconhecimento por parte dos cooperados.

Segundo o agrônomo, cada espécie pode exigir um

manejo específico, sendo fundamental conversar

com a equipe técnica para definir as melhores estratégias.

“A orientação é manter a área limpa no período

de entressafra por exemplo da colheita do Milho

segunda safra e o plantio da soja”, explica Suss. Nesse

intervalo, o uso de herbicidas pré-emergentes

pode contribuir para a redução do banco de semenencontro

de inverno

Desafios e soluções no manejo de trapoeraba

A trapoeraba está entre as plantas daninhas

que vem causando preocupação nas lavouras. Presente

ao longo de todo o ano, a planta compete

com as culturas por recursos essenciais e tem se expandido

nas áreas de produção dos três Estados de

atuação da Coamo. No Encontro de Inverno, foram

apresentadas mais de 50 parcelas com alternativas

de controle, com foco em estratégias diferenciadas

para cada espécie de trapoeraba.

De acordo com o engenheiro agrônomo,

Itamar Leandro Suss, analista de Suporte Técnico da

Coamo, a trapoeraba é uma planta daninha de difícil

manejo. “Ela vem aumentando a cada ano e exige

atenção dos cooperados para uma série de fatores,

inclusive a identificação correta da espécie presente

na área”, comenta.

Segundo ele, no campo, são encontradas

40 revista

julho/2025


tes e limitar o fluxo de emergência da planta.

O planejamento do manejo deve considerar

o tipo de solo, palhada e o intervalo entre aplicação

e plantio da cultura a ser implantada, assim como as

condições climáticas. “Em áreas com ocorrência de

geadas, por exemplo, é preciso esperar a rebrota da

planta para realizar o controle”, comenta Suss se referindo

ao período de frio no final de junho.

A estação apresentou vários cenários envolvendo

as principais culturas distribuídas em blocos

com tratamentos variados, desde aplicações em

áreas com diferentes manejos para o trigo até manejo

de dessecação pré-plantio e aplicações em

pós-emergência das culturas de milho e soja. “Ferramentas

existem. O desafio é encaixar a solução no

contexto de cada cultura e manejo. A trapoeraba tem

sido abordada com frequência porque é um problema

recorrente. A cada ano, uma planta daninha se

destaca, e o produtor precisa estar atento para evitar

prejuízos à lavoura.”

Além da reprodução por sementes, a trapoeraba

pode se multiplicar por fragmentos vegetativos

(pedaços de ramos), o que exige atenção especial no

uso de equipamentos e no tráfego de máquinas. A

disseminação já ocorre em todas as regiões de atuação

da cooperativa.

Segundo o pesquisador Fernando Storniolo

Adegas, da Embrapa Soja, a planta daninha está

presente tanto no verão quanto no inverno e é conhecida

pelos produtores há muitos anos, mas tem

se tornado cada vez mais difícil de manejar. Além

de competir com as culturas por água, luz e nutrientes,

a trapoeraba pode atuar como hospedeira de

nematoides e percevejos, ampliando seu potencial

de danos às lavouras. “Ela pode reduzir a produti-

Lucas Ricardo Vanzzo (Campo Mourão), Glaici Kelly Pereira (Mamborê),

Jhonathan Matochec Pinto (Mangueirinha), Itamar Leandro Suss (Campo

Mourão), Bruno Acadio Jacoby Stuany (Bragantina), Diego Scharan (Coronel

Vivida) e Matheus Ferreira Cumani (Campo Mourão)

Fernando Adegas,

da Embrapa Soja

Rubem Silvério de

Oliveira Júnior,

da UEM

CARLOS NESPOLO E LAURA NESPOLO

Campo Mourão (PR)

"Participamos sempre dos encontros na Fazenda

Experimental da Coamo. As estações apresentaram

temas relevantes e confirmaram o que já

aplicamos com o suporte técnico da Coamo. Ver na

prática o que é pesquisado reforça nossa confiança

nas orientações recebidas e mostra que estamos

seguindo o caminho certo na propriedade."

CLEIMAR, SIMONE E YANA NEUMANN

Pinhão (PR)

“Participar desse evento é sempre muito proveitoso.

A cada visita, adquirimos mais conhecimento.

Com tantas pragas e doenças surgindo, precisamos

estar atualizados. Esses encontros ajudam

no planejamento da safra. É uma oportunidade

de crescimento conjunto, que enriquece nosso

trabalho no campo.”

julho/2025 revista 41


42 revista

julho/2025


encontro de inverno

vidade de culturas como soja, milho e trigo, além

de favorecer a sobrevivência de pragas e doenças”,

explica Adegas.

Na prática, são identificadas quatro espécies

diferentes, com destaque para a Commelina

benghalensis, mais comum nas lavouras. No entanto,

outras espécies com características morfológicas

distintas têm se expandido. “As espécies mais recentes

apresentam folhas mais finas e crescimento mais

ereto, o que influencia diretamente na eficácia dos

herbicidas”, afirma o pesquisador. Embora todas tenham

flores azuis, diferenças nas pétalas ajudam na

identificação.

A identificação correta da espécie é essencial

para definir o tipo de controle. Conforme Adegas,

controlar a planta ainda pequena é sempre

mais eficiente. “Estratégias que combinam herbicidas

pré e pós-emergentes têm apresentado bons

resultados, desde que aplicadas nas fases iniciais

da infestação. A trapoeraba aparece em diferentes

fases do sistema produtivo, sobrevivendo à entressafra

e ao cultivo sucessivo. Ela costuma permanecer

no campo após a soja, se desenvolver durante o cultivo

do milho e também surgir no meio das lavouras

de trigo”, observa.

Para evitar a perenização da planta, o manejo

deve ser contínuo e abranger todo o sistema de

produção. “É preciso tratar a trapoeraba de forma

integrada, como fazemos com outras plantas daninhas.

O solo coberto e os controles ao longo de todas

as culturas são fundamentais”, orienta Adegas.

O professor Rubem Silvério de Oliveira Júnior,

da Universidade Estadual de Maringá (UEM),

reitera que, embora não haja casos confirmados de

resistência a herbicidas, o controle dessa planta é

considerado difícil. “Ela tem estruturas de sobrevivência

que dificultam a ação dos produtos, como

folhas com pelos, sementes subterrâneas e baixa capacidade

de molhamento”, explica.

Por essas razões, o controle da trapoeraba

não pode se basear em uma única aplicação ou produto.

“O que funciona bem para trapoeraba é um

sistema de manejo eficiente”, afirma o pesquisador.

Isso envolve o uso de palha de cobertura na entressafra,

aplicação de herbicidas pré-emergentes

no início do ciclo e produtos pós-emergentes para

plantas já estabelecidas.

Um ponto importante é realizar o controle

enquanto as plantas ainda são pequenas. “Quando

o agricultor deixa formar touceiras ou plantas

maiores, ele precisa de mais aplicações e produtos,

tornando o processo mais caro e complexo”, alerta

Oliveira. O manejo precoce, com foco em plantas jovens,

oferece melhor resultado e maior viabilidade

econômica.

Na escolha do herbicida, o agricultor deve

observar dois critérios fundamentais: eficácia e seletividade.

“Não basta controlar. O produto precisa ser

eficiente e compatível com a cultura e o momento

da aplicação”, destaca.

O professor lembra que com o avanço da

colheita do milho segunda safra, o período se torna

uma janela estratégica para o controle de plantas

daninhas. “Esse intervalo entre a colheita e o plantio

da soja permite que as plantas daninhas aproveitem

espaço e recursos para crescer. Por isso, é o momento

ideal para focar o controle de plantas pequenas.

O objetivo é chegar ao plantio da soja com a área

limpa, sem moitas e sem plantas adultas que entrem

competindo com a lavoura de soja”, reforça Oliveira.

ELISIO RENATO CECONI

Ipuaçu (SC)

"Foi minha primeira vez no Encontro de Inverno

da Coamo e gostei muito. A estrutura estava

impecável. São informações valiosas para nossa

realidade. Eventos como este mantêm os cooperados

atualizados. Ver os testes de produtos no

campo nos dá segurança. Volto para casa mais

preparado para tomar decisões na lavoura."

VALDIR NILO EBERHARDT

Toledo (PR)

“Participo há muitos anos dos encontros na Fazenda

Experimental. Ver as tecnologias de perto

e conversar com os técnicos faz toda a diferença.

Também gostei da palestra de mercado, que esclarece

muito mais quando estamos presentes.

Para mim, dia de aprendizado é prioridade. Mesmo

com frio ou chuva, vale a pena estar aqui.”

julho/2025 revista 43


encontro de inverno

Fitonematoides no sistema de produção:

ocorrência, distribuição e manejo

Os nematoides fitoparasitas são organismos

microscópicos que vivem no solo e atacam as raízes

das plantas. Embora muitas vezes não sejam visíveis

no campo, interferem na absorção de água e nutrientes,

provocando sintomas como murcha, amarelecimento,

atraso no desenvolvimento e, em casos

mais severos, morte das plantas.

De acordo com o engenheiro agrônomo,

Lucas Gouvêa Vilela Esperandino, coordenador de

Suporte Técnico da Coamo, os nematoides ocorrem

em todo o território brasileiro e, com exceção

do nematoide de cisto, todos os principais gêneros

são nativos dos solos. Entre os mais comuns, estão

o Pratylenchus brachyurus (nematoide das lesões

radiculares), Meloidogyne incógnita e Meloidogyne

javanica (nematoide das galhas), Rotylenchulus reniformis

(associado ao algodão) e o próprio nematoide

de cisto.

A identificação correta do problema começa

pela amostragem. “Quando o produtor identifica

uma reboleira na lavoura, é importante coletar amostras

e encaminhar para análise a fim de identificar o

gênero e a espécie presentes”, explica Esperandino.

O diagnóstico técnico é essencial para definir estratégias

eficazes de manejo.

Segundo ele, o controle dos nematoides deve

ser preventivo e integrado. As ações incluem manejo

cultural, químico e biológico, além do uso de biotecnologias.

A escolha de cultivares resistentes ou tolerantes,

a aplicação de agentes biológicos como fungos e

bactérias, e o uso criterioso de nematicidas fazem parte

desse conjunto. A rotação de culturas é um dos pilares

mais relevantes. “Apresentamos no Encontro de

Inverno cerca de 20 opções de cultivo que podem ser

utilizadas para melhorar o sistema de produção e auxiliar

no controle dos nematoides”, afirma.

44 revista

julho/2025


Jonatan Decol (Pitanga), Andressa Tailine Ferreira de Freitas (Paulistânia), Pedro

Lima Mamud (Boa Esperança), João Claudio Dalmina (Quinta do Sol), Mônica

Caldeira (Dourados), Amanda Hellen Alves Rodrigues (Campo Mourão) e Lucas

Gouvêa Vilela Esperandino (Campo Mourão)

Culturas como milheto, aveia, braquiária, mix

de plantas de cobertura, trigo e milho em consórcio

com braquiária são alternativas viáveis. Além disso,

a melhoria da qualidade química, física e biológica

do solo contribui para o controle. “Quanto maior a

diversidade de raízes no solo, menor a compactação

e melhor o ambiente para o desenvolvimento das

plantas”, reforça.

A principal forma de disseminação dos nematoides

entre áreas é por meio do maquinário

agrícola. Por isso, é recomendada a limpeza de equipamentos

entre operações em diferentes talhões,

especialmente quando se sabe da presença do problema.

A atenção deve ser redobrada quando se utilizam

máquinas terceirizadas.

Conforme Esperandino, a detecção visual

no campo é possível apenas em situações de desequilíbrio

populacional. “O nematoide é considerado

um inimigo oculto. Quando em equilíbrio, não é

perceptível. Mas, em altas infestações, o cooperado

observa reboleiras, plantas menores e folhas amareladas”,

destaca o agrônomo.

A professora e pesquisadora, Cláudia Dias

Arieira, da Universidade Estadual de Maringá (UEM),

ressalta que as práticas culturais são fundamentais

para a redução das populações desses organismos.

O uso de plantas de cobertura que não servem de

alimento aos nematoides pode reduzir sua presença

no solo. “O objetivo é tirar a comida do nematoide.

Soja e milho são os alimentos preferenciais. Com a

escolha certa, é possível diminuir a população no

sistema de produção”, explica a pesquisadora. Para

isso, é essencial identificar corretamente as espécies

presentes por meio de análise específica, que pode

ser feita com apoio técnico da cooperativa.

Após o diagnóstico, o cooperado pode optar

por tratamentos químicos e biológicos. “O tratamento

químico é indicado principalmente na cultura da soja,

enquanto os produtos biológicos podem ser utilizados

tanto na soja quanto nas culturas de cobertura”,

orienta Cláudia. A escolha das plantas para rotação

deve ser feita com acompanhamento técnico especializado,

levando em consideração o planejamento

de manejo a curto, médio e longo prazo.

Cláudia revela que a presença de nematoides

pode passar despercebida, principalmente

em solos mais estruturados. “No Sul do Brasil, onde

predomina o manejo conservacionista, muitas vezes

não há reboleiras visíveis. Nesses casos, é importante

observar se o ciclo da soja está antecipando ou se

a produtividade está abaixo do esperado”, destaca.

Imagens de satélite também podem ajudar a identificar

reboleiras que não são visíveis a olho nu.

Segundo a pesquisadora, a convivência com

os nematoides é um dos caminhos adotados. “Eliminar

o nematoide é impossível. Por isso, o foco está

em aprender a conviver com ele por meio de um sistema

de manejo adequado. O principal cuidado é

na soja, que é a cultura mais sensível. Mas, o manejo

deve ser feito em todas as etapas do sistema produtivo.

A estratégia de manejo contínuo contribui para

manter o equilíbrio biológico no solo e reduzir os

danos causados pelos nematoides”, reforça Cláudia.

Cláudia Dias

Arieira, da UEM

julho/2025 revista 45


encontro de inverno

Tecnologia de Aplicação: precisão, eficiência e

sustentabilidade no uso de defensivos

A tecnologia de aplicação é um dos pilares

para o uso racional e eficaz dos defensivos agrícolas.

Aplicações bem planejadas e executadas garantem

que o produto atinja o alvo com a dose correta, no

momento certo e com mínima perda para o ambiente.

Isso resulta em maior eficiência no controle de

pragas, doenças e plantas daninhas, além de otimizar

o uso dos insumos.

Durante o Encontro de Inverno, foram abordados

os principais fatores que influenciam a qualidade

da pulverização. O foco esteve na escolha

adequada de pontas, volume de calda, cobertura e

penetração das gotas, além das condições ambientais

ideais para a aplicação. Dinâmicas demonstraram

o comportamento de diferentes tipos de

pontas e tamanhos de gotas, com vazões de 50 e

150 litros por hectare em plantas de milho. A comparação

visual mostrou os efeitos da deposição de

gotas finas, médias e grossas, permitindo aos cooperados

compreenderem como essas variáveis afetam

a eficiência da aplicação.

O engenheiro agrônomo, Vinícius Francisco

Albarello, analista de Suporte Técnico da Coamo,

destaca que um dos principais erros cometidos pelos

produtores está na padronização da pulverização

ao longo de todo o ciclo da lavoura. Segundo ele, é

comum os produtores manterem o mesmo bico e a

mesma vazão do início ao fim, o que compromete a

46 revista

julho/2025


estratégia de controle. “O ideal é ter várias opções

de pontas e trabalhar com diferentes vazões ao longo

do ciclo, adequando-se às condições climáticas e

às exigências da cultura.”

Albarello explica que a escolha da ponta

de pulverização influencia diretamente na eficiência

da aplicação. “As pontas podem trabalhar

com gotas extremamente finas até ultra grossas”,

aponta. Gotas finas proporcionam melhor cobertura,

mas são mais vulneráveis à evaporação e à

deriva. Já as gotas grossas oferecem maior segurança

contra perdas, mas tendem a ter menor

penetração no dossel da planta, o que reduz a

eficácia no controle, principalmente de doenças.

Por isso, segundo ele, o equilíbrio entre segurança

e eficiência deve guiar a escolha do tipo de

gota. “O produtor precisa manejar os tipos de

gotas ao longo do ciclo para atingir seu objetivo,

seja o controle de doenças, pragas ou questões

nutricionais da planta.”

Quanto ao volume ideal da calda, Albarello

Diego Mario Boiani (Xanxerê), Marlon de Barros (Peabiru), Carlos Vinícius

Precinotto (Mamborê), Vinicius Francisco Albarello (Campo Mourão), Victor

Hugo Matias Cangussu de Moura (Engenheiro Beltrão) e Vitor Luis Freitas Groff

(Cantagalo). Mateus Wilhelm (Spraytec), Kleber Gomes (TeeJet) e Cristiano

Machado (TeeJet)

destaca que não há uma fórmula única. “A melhor

maneira de definir o volume da calda é avaliando a

aplicação com o apoio da assistência técnica”, orienta.

A recomendação é que o cooperado consulte o

engenheiro agrônomo responsável pela propriedade

para verificar se a pulverização está sendo eficaz.

Caso contrário, ajustes na estratégia devem ser adotados

para garantir o melhor desempenho.

Além da eficiência, a tecnologia de aplicação

impacta nos custos da lavoura. “Muitas vezes, o

uso excessivo de produto pode acarretar aumento

de custo. Aplicar da maneira correta traz mais resultado,

mais eficiência, mais sustentabilidade e, com

certeza, mais produtividade”, destaca Albarello.

Outro fator essencial é a atenção às condições

climáticas. “A campo, não conseguimos controlar

o clima, mas podemos definir estratégias

para mitigar os riscos. Temperaturas elevadas aceleram

a evaporação das gotas, principalmente as

mais finas. Por outro lado, em situações de orvalho

ou umidade excessiva, o risco de escorrimento aumenta.

O produtor precisa monitorar o clima e ajustar

o tamanho da gota conforme a situação – maior

em ambientes mais quentes, menor em casos de

excesso de umidade.”

Diante de tantas variáveis, o apoio técnico

é fundamental. “O cooperado deve buscar orientação

sempre que tiver dúvidas. O corpo técnico da

Coamo está preparado para prestar assistência, recomendar

estratégias e acompanhar o processo de

aplicação”, reforça Albarello. Ele acrescenta que os

fornecedores de pontas e adjuvantes também são

parceiros importantes na construção de uma aplicação

eficiente.

Albarello lembra que o cuidado com a pulverização

tem reflexo direto no resultado da lavoura.

“Capricho no momento da aplicação significa mais

resultado na hora da colheita. Cada detalhe, desde

a manutenção do equipamento até a escolha das

pontas e o monitoramento do clima, contribui para o

sucesso da safra. O produtor investe em insumos de

qualidade, busca novas tecnologias e quer produtividade.

Para isso, precisa garantir que a aplicação

seja bem-feita.”

julho/2025 revista 47


SEU ALIADO

NO CONTROLE

DE DOENÇAS

DO INÍCIO AO FIM.

BELYAN ®

BLAVITY ®

KEYRA ®

ZERO FITO.

AMPLO ESPECTRO DE CONTROLE.

PROTEÇÃO DA MÁXIMA PRODUTIVIDADE.

CONTROLE DA FERRUGEM E MANCHA-ALVO.

BAIXA DOSAGEM, RÁPIDA ABSORÇÃO.

FACILIDADE DE MANUSEIO E APLICAÇÃO.

AMPLO ESPECTRO DE CONTROLE.

CONTROLE DE CERCÓSPORA E FERRUGEM.

DESENVOLVIDO ESPECIALMENTE PARA O FIM DO CICLO.

Na batalha constante contra doenças que

ameaçam a produtividade da soja, apresentamos

o Escudo Verde BASF: uma seleção de

fungicidas que inclui Belyan ® , Blavity ® e Keyra ® ,

trazendo proteção eficiente e contínua para sua

lavoura, em todos os momentos.

Com o Escudo Verde BASF, você tem

a vantagem de contar com o que melhor

se adapta às necessidades do seu cultivo,

maximizando a proteção e a produtividade.

BELYAN ® + BLAVITY ® + KEYRA ®

0800 0192 500

agriculture.basf.com/br/pt.html

fazenda-agro.basf.com

@basf_agro_br

BASF Agro Brasil

BASF Agricultural Solutions

BASF.AgroBrasil

BASF Soluções para Agricultura.

Juntos pelo seu Legado.

ATENÇÃO

ESTE PRODUTO É PERIGOSO À SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AO MEIO AMBIENTE.

USO AGRÍCOLA. VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO. CONSULTE SEMPRE UM

AGRÔNOMO. INFORME-SE E REALIZE O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. DESCARTE CORRETAMENTE AS

EMBALAGENS 48 revista E OS julho/2025 RESTOS DOS PRODUTOS. LEIA ATENTAMENTE E SIGA AS INSTRUÇÕES

CONTIDAS NO RÓTULO, NA BULA E NA RECEITA. UTILIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL.


tão ciclo, potencial produtivo, rusticidade, tolerância

ao complexo de enfezamento e reação às principais

doenças.

Dois pontos foram ressaltados na estação

como essenciais: a tolerância dos híbridos às pragas

e às doenças. “Trouxemos esses dois pontos como

foco para apoiar o cooperado na tomada de decisão”,

explica Paes. Entre as pragas mais relevantes,

estão o complexo de lagartas, percevejos, cigarrinha-do-milho

e o pulgão.

De acordo com o agrônomo, o complexo

de lagartas tem se tornado uma preocupação crescente,

inclusive pela possibilidade de quebra de

biotecnologias. “As lagartas têm atacado espigas

com intensidade nas duas últimas safras, exigindo

atenção redobrada”, observa. A cigarrinha-do-milho

e o pulgão também continuam em foco. “A cigarriencontro

de inverno

Critérios essenciais para

escolha de híbridos de milho

Na estação técnica dedicada aos híbridos

de milho, durante o Encontro de Inverno da Coamo,

os cooperados tiveram a oportunidade de conhecer

em detalhes os principais critérios que devem

ser considerados na hora de escolher os materiais a

serem utilizados na próxima safra. Ao todo, 24 híbridos

que integram o portfólio da cooperativa foram

apresentados no campo, com foco comparativo e

orientações práticas.

Segundo o engenheiro agrônomo, Bruno

Lopes Paes, analista de Suporte Técnico da Coamo,

a diversidade genética disponível é ampla, e a escolha

correta depende da realidade de cada propriedade.

“Cabe a cada cooperado conversar com seu

engenheiro agrônomo, entender sua realidade, a

época de plantio e o que espera em termos de produtividade”,

afirma. Entre os critérios destacados es-

julho/2025 revista 49


encontro de inverno

Daniel Carneiro (Campo Mourão), Cleiton Souza Bukoski (Mamborê), Jefferson

Wellington Volpatto Jede (Toledo), Bruno Lopes Paes (Campo Mourão) e Andrew

Gomes (Quarto Centenário)

nha apresentou baixa infestação recentemente, mas

ainda está presente. Já o pulgão teve pressão maior

nesta safra. Por isso, é preciso manter os manejos necessários”,

reforça.

Entre as doenças, a mancha de bipolaris

aparece como ponto de atenção. A genética dos

híbridos vem evoluindo quanto à resistência, mas o

acompanhamento técnico segue sendo indispensável.

“As genéticas avançaram muito na tolerância ao

complexo de enfezamento, mas ainda é preciso cuidado

e atenção ao manejo integrado”, destaca Paes.

A fase atual da produção também exige planejamento.

Com a colheita positiva em 2025, o momento

é de planejamento para safra 2026. “Quem

está colhendo bem agora precisa repor os nutrientes

retirados do solo. Nosso objetivo é antecipar

possíveis problemas e mostrar de forma prática as

características de cada híbrido”, afirma.

O trabalho realizado na Fazenda Experimental

da Coamo, segundo ele, é complementado pelos

dias de campo realizados nas unidades da cooperativa.

“Cada entreposto tem sua realidade de solo,

clima e época de plantio. Por isso, os cooperados

devem considerar as orientações locais, além das

observações feitas aqui na fazenda. Com um portfólio

amplo e informações técnicas atualizadas, o

cooperado pode ser mais assertivo na escolha dos

materiais que melhor se adaptam à sua região e ao

seu planejamento produtivo”, conclui Paes.

Serviços veterinários disponibilizados pela

Coamo para o correto manejo do rebanho

A Coamo disponibiliza uma ampla gama de

serviços veterinários para apoiar o manejo eficiente

da atividade agropecuária dos cooperados. O objetivo

é garantir saúde, produtividade e bem-estar

dos animais, resultando em maior rentabilidade das

propriedades. Entre os serviços oferecidos estão o

acompanhamento sanitário, nutricional e reprodutivo,

assistência em piscicultura, além do planejamento

estratégico da propriedade, com suporte técnico

especializado.

O médico veterinário, Clécio Jorge Hansen

Mangolin, analista de Suporte Técnico da Coamo, explica

que o departamento veterinário da Coamo está

Thales Henrique Fernandes de Quadros (Pinhão), Felipe Galvani Chieregatti

(Toledo), Bruno Vinicius Pereira Fornari (Campo Mourão), Natan Oliveira de

Almeida (Altamira do Paraná), Amanda Rodrigues da Silva (Manoel Ribas),

Gustavo dos Santos Pitlovanciv (Pitanga), Jeferson Silvestre (Moreira Sales) e

Clécio Jorge Hansen Mangolin (Campo Mourão)

50 revista

julho/2025


estruturado em grupos de assistência técnica, que

incluem áreas como nutrição, reprodução, planejamento

e orientações técnicas para os cooperados.

“Buscamos sempre mais rentabilidade, visando a

eficiência produtiva por hectare nas propriedades”,

afirma Mangolin.

Para ampliar o suporte, a Coamo contratou

recentemente um engenheiro de pesca, que integra

a equipe e oferece suporte técnico na área de piscicultura

e dietas nutricionais, considerada uma das

áreas mais importantes do manejo. “Temos programas

de cálculo de dieta, ferramentas para análise da

qualidade da fibra utilizada na alimentação e recursos

como o ultrassom, que demonstramos para os

cooperados os benefícios práticos dessas tecnologias”,

explica o veterinário.

No aspecto sanitário, a equipe trabalha com

o conhecimento detalhado da propriedade e da região,

permitindo identificar os desafios específicos

de doenças que podem afetar os rebanhos locais.

“Montamos calendários sanitários preventivos que

detalham as ações a serem realizadas ao longo do

ano, sempre com foco na prevenção. Como diz o ditado,

prevenir é melhor que remediar, e essa convicção

é reforçada com os dados que mostramos aos

cooperados”, destaca Mangolin.

Ele explica que o acompanhamento sanitário

adequado tem impacto direto na saúde do rebanho

e na produtividade, ajudando a evitar perdas

significativas para a pecuária.

Mangolin destaca que a assistência técnica

especializada proporciona ganhos a longo prazo.

Ele detalha que as propriedades que contam com

veterinários inseridos de forma ativa no manejo

têm melhor adaptação às variações de preço do

mercado, com menor impacto da sazonalidade. “As

propriedades assistidas têm mais controle do custo

de produção e conseguem identificar onde é

adequado economizar, evitando cortes que possam

comprometer a produtividade. Por exemplo, muitas

vezes a melhor alternativa nutricional não é reduzir

a alimentação, mas sim aumentá-la para obter mais

produção”, explica.

Os programas nutricionais da Coamo fornecem

cálculos e informações que auxiliam o cooperado

na tomada de decisão, otimizando resultados

julho/2025 revista 51


ONDE TEM AGRO,

TEM STIHL

ƒ

Precisando de uma força extra no trabalho

diário? A motosserra STIHL MS 162 é a

solução ideal para uma ampla variedade de

tarefas. Combinando tecnologia e potência,

é perfeita para uso em casa e em pequenas

propriedades. Corta lenha e galhos com

eficiência e conta com a durabilidade que

só a STIHL garante.

stihl.com.br

@STIHLBRASIL

@STIHLOFICIAL

STIHL BRASIL

STIHL BRASIL OFICIAL

52 revista

julho/2025


encontro de inverno

econômicos e produtivos.

Atualmente, a cooperativa conta com um

quadro técnico robusto, composto por 43 médicos

veterinários, 12 técnicos agropecuários e um

engenheiro de pesca, número que representa

um crescimento de cerca de 90% nos últimos dez

anos. “A Coamo tem investido continuamente no

segmento veterinário para ampliar a assistência e

o suporte ao pecuarista”, reforça Mangolin.

Além do atendimento individual, a Coamo

mantém grupos de assistência veterinária,

conhecidos como GAVE, que funcionam de forma

semelhante aos grupos de assistência agrícola.

“Atualmente temos dois grupos de assistência

veterinária, e os melhores resultados vêm desses

grupos. Isso ocorre porque o veterinário atende

um número restrito de cooperados, geralmente

entre 12 e 15, e está mais presente na propriedade”,

explica. Essa proximidade permite que o

profissional leve mais tecnologia e informações

de qualidade aos produtores, o que se reflete em

resultados melhores na produção e na gestão do

rebanho.

Mangolin ressalta que muitos cooperados

desconheciam a existência desses grupos, e a divulgação

tem ampliado a participação. “A presença

constante do veterinário permite que ele acompanhe

melhor as necessidades da propriedade,

oferecendo orientações personalizadas e contribuindo

para a melhoria contínua do manejo”.

Durante o Encontro de Inverno, a diretoria da Coamo plantou uma árvore

em comemoração aos 50 anos da Fazenda Experimental em Campo Mourão

julho/2025 revista 53


credicoamo

Credicoamo informa sobre o Plano

Safra 25/26 do Governo Federal

Associado deve

procurar sua agência

de relacionamento

Nos dias 30 de junho e 1º de julho de 2025, o

Governo Federal lançou o Plano Safra 25/26 da

Agricultura Familiar e Agricultura Empresarial,

respectivamente. O Plano oferece recursos para financiar

atividades agrícolas e pecuárias, contemplando

operações de custeio, comercialização e investimento.

Foram destinados R$594,9 bilhões em crédito.

A Credicoamo está disponibilizando mais

de R$3 bilhões para o ano safra 25/26, fortalecendo

a missão da cooperativa de crédito, de agregar

renda aos associados por meio de soluções finan-

54 revista

julho/2025


Limites de financiamentos para cada

programa e novas taxas de juros

Para o Pronaf, está limitado a R$250

mil por CPF para quem possui Declaração de

Aptidão ao Pronaf (DAP) ou Cadastro Nacional

da Agricultura Familiar (CAF) válido. A renda

do pronafiano é de R$500 mil. A taxa é de

6,5% ao ano para o milho e de 8% para a soja.

Para o Pronamp, o limite de crédito

é de R$1,5 milhão para os associados que

possuem até R$3,5 milhões de renda anual,

comprovada pela Declaração do Imposto de

Renda. Até o plano safra passado era de R$3

milhões de renda anual, uma mudança significativa.

“Acreditamos que poderemos enquadrar

um volume maior de associados nesta

categoria, com taxa de 10% ao ano”, explica

Dilmar.

Para o Demais Produtores, o limite de

crédito é de R$3 milhões no ano safra 25/26,

com taxa oficial de 14%. Esta categoria contempla

os associados que possuem renda superior

a R$3,5 milhões ou que não se enquadrem

no Pronaf e Pronamp.

aos associados, com juros e prazos oficiais, e, de forma

rápida, disponibilizando recursos para o associado

financiar sua máquina ou equipamento.

Uma novidade apresentada pelo governo no

lançamento do plano é a unificação do Programa de

Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos

Naturais (Moderagro) e do Programa de Incentivo

à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária

(Inovagro). O objetivo é simplificar o acesso ao crédito.

Seguro agrícola

Disponível a todos os associados e cooperados

Coamo, com condições que somente a Credicoamo

possui. São taxas e produtividade especiais

para cada associado, “respeitando a produtividade

própria e coberturas de sinistro por talhão”, garante

o Diretor de Negócios.

Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro)

O valor de enquadramento no Proagro para

a agricultura familiar foi reduzido de R$270 mil para

R$200 mil por ano agrícola. Já o número de acionamentos

permitidos no período de cinco anos agrícolas

foi reduzido de cinco para três. Se um produtor

acionar o Proagro mais de três vezes dentro de

cinco anos, ele poderá ficar de fora do programa na

próxima safra. Informações podem ser obtidas nas

agências de relacionamento da Credicoamo.

ceiras sustentáveis. O Diretor de Negócios, Dilmar

Antônio Peri, destaca: “Teremos recursos suficientes

com muita tranquilidade e aproveitamos para pedir

aos associados que procurem suas agências de relacionamento,

as quais já estão preparadas para acatar

os projetos e propostas para as culturas de verão

25/26, com liberação imediata”.

Recursos suficientes para financiamentos de

investimentos com recursos controlados e a juros oficiais

A Credicoamo tem recursos para atender

Dilmar Antônio Peri, diretor de Negócios da Credicoamo

julho/2025 revista 55


PARCERIA QUE TE FAZ CRESCER


homenagem

Cooperativismo paranaense se despede

de Guntolf van Kaick e Wilson Thiesen

Guntolf van Kaick

Wilson Thiesen

O

cooperativismo paranaense se despediu

recentemente de dois de seus principais

líderes. Guntolf van Kaick e Wilson Thiesen,

que tiveram papel fundamental na estruturação e no

fortalecimento do sistema cooperativista no Paraná e

no Brasil, faleceram nos dias 29 de junho e 7 de julho,

respectivamente, deixando legados marcantes.

Guntolf van Kaick foi o primeiro presidente

da Ocepar, conduzindo a organização em quatro

mandatos entre os anos 1970 e 1980. Engenheiro

agrônomo, natural de Guaraqueçaba (PR), van Kaick

foi um dos responsáveis pela consolidação do

sistema cooperativista paranaense. Ele faleceu aos

90 anos, em Curitiba, em decorrência de pneumonia.

O velório foi realizado no dia 30 de junho, com

sepultamento no Cemitério Luterano da capital.

Wilson Thiesen, que também presidiu a

Ocepar e, posteriormente, a OCB nacional, faleceu

aos 83 anos. Formado em Agronomia pela UFPR,

Thiesen atuou como dirigente cooperativista por

mais de quatro décadas, com forte presença em

articulações políticas e econômicas em prol do

setor. Foi um dos responsáveis pela mobilização das

cooperativas na década de 1980 e esteve à frente de

ações como a quebra do monopólio de sementes

de algodão e a Marcha a Brasília em 1989.

“Wilson teve uma vida exemplar de

profissionalismo. Todos os líderes cooperativistas

precisam seguir seu exemplo”, declarou Elias Zydek,

presidente da Frimesa, que esteve com Thiesen na

manhã do falecimento.

Ambos os líderes foram homenageados por

cooperativas, entidades setoriais e lideranças de

diversas regiões do país. A trajetória de Guntolf van

Kaick e Wilson Thiesen permanece como referência

para o cooperativismo nacional, em um momento

em que os princípios e valores do setor seguem

ganhando relevância econômica e social.

julho/2025 revista 57


Pãozinho

recheado

com creme de avelã

INGREDIENTES PARA A MASSA

6 g de fermento biológico seco

180 ml de leite

2 colheres (chá) de baunilha

1 ovo grande

30 g de leite em pó

60 ml de Óleo de Soja Coamo

70 g de açúcar

450 g de Farinha de Trigo Originale

3 g de sal

250 g de creme de avelã para rechear

FARINHA ORIGINALE

Uma receita por @flamboesa

PARA A CALDA

120 g de açúcar

120 ml de água

PREPARO DA MASSA

Em uma tigela, misture o leite morno, o açúcar, o fermento, o óleo de soja,

o ovo levemente batido, a baunilha e o leite em pó. Em seguida, adicione

a Farinha de Trigo Originale junto com o sal e sove bem a massa — ou

utilize uma batedeira com gancho — por cerca de 15 minutos, até que

fique lisa. Transfira para uma tigela untada, cubra com plástico e deixe

descansar em um local quente por aproximadamente uma hora e meia,

até dobrar de volume. Coloque a massa sobre uma bancada enfarinhada,

pressione levemente para retirar o ar e abra com um rolo até formar um

retângulo de cerca de 60 x 35 cm. Espalhe uma camada fina de creme

de avelã sobre toda a massa — caso esteja muito firme, aqueça alguns

segundos no micro-ondas para facilitar. Dobre um terço da massa em

direção ao centro pelo lado esquerdo e, depois, dobre o terço restante por

cima, de modo a cobrir toda a camada de creme. Com essa nova forma

retangular, abra delicadamente até alcançar aproximadamente 20 x 35

cm. Corte a massa em 6 a 8 tiras no sentido do comprimento e enrole

cada uma, escondendo a ponta na base para manter o formato. Distribua

os pães em uma assadeira untada, deixando espaço entre eles, e deixe

crescer novamente enquanto o forno preaquece a 170 °C. Leve para assar

por cerca de 20 minutos ou até que fiquem dourados.

PREPARO DA CALDA

Misture o açúcar e a água em uma panela. Leve ao fogo médio e, sem

mexer, deixe ferver; depois disso, cozinhe por mais 12 a 15 minutos

até a calda engrossar levemente. Assim que os pães saírem do forno,

pincele a calda ainda quente sobre eles e finalize com uma leve

camada de açúcar de confeiteiro polvilhado por cima. Bom apetite!

Veja o

vídeo dessa

e outras

receitas.

coamoalimentos.com.br

CoamoAlimentos


Transforme sua

participação em

benefícios

Aproveite as vantagens do

programa de fidelidade

da Coamo

Saiba mais em coamo.com.br

ou procure a sua unidade


Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!