tfg II | museu nômade: sistemas expositivos no espaço urbano
Este trabalho visa traçar um panorama sobre as possibilidades de instalações expográficas em ambientes públicos, com o propósito de ampliar a presença da arte no espaço urbano e expandir o conceito idealizado por Julio Abe “Museu de Rua”. Para isso, serão explorados conceitos da arquitetura efêmera e itinerante, visando a criação de módulos expográficos com ampla flexibilidade de implantação e utilização. A pesquisa abordará desde a origem da museografia até a relevância da arte urbana, buscando promover uma reflexão crítica em relação à concepção de um museu tradicionalmente fechado. O objetivo é ampliar os horizontes conceituais e práticos do museu, integrando-o de forma mais orgânica ao contexto urbano e utilizando a própria cidade como um espaço expositivo dinâmico e vivo.
Este trabalho visa traçar um panorama sobre as possibilidades de instalações expográficas em ambientes públicos, com o propósito de ampliar a presença da arte no espaço urbano e expandir o conceito idealizado por Julio Abe “Museu de Rua”. Para isso, serão explorados conceitos da arquitetura efêmera e itinerante, visando a criação de módulos expográficos com ampla flexibilidade de implantação e utilização.
A pesquisa abordará desde a origem da museografia até a relevância da arte urbana, buscando promover uma reflexão crítica em relação à concepção de um museu tradicionalmente fechado. O objetivo é ampliar os horizontes conceituais e práticos do museu, integrando-o de forma mais orgânica ao contexto urbano e utilizando a própria cidade como um espaço expositivo dinâmico e vivo.
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museu nômade:
sistemas expositivos no espaço urbano
TFG I I
vitor henrique silva e souza
orientador: prof. ms. vasco caldeira
“tudo é tão transitório,
só o fazer comprova o existir”
- dinho almeida
2
4
universidade são judas tadeu
vitor henrique silva e souza
museu nômade:
sistemas expositivos no espaço urbano
projeto de pesquisa apresentado à disciplina
de trabalho final de graduação – II , ministrada
pelo prof. ms. Vasco Alberto Figueiredo Caldeira
da Silva no curso de graduação em arquitetura
e urbanismo da universidade são judas tadeu.
orientador: prof. ms. Vasco Alberto Figueiredo
Caldeira da Silva
São Paulo
2024
6
agradecimentos
Agradeço primeiramente aos meus pais que sempre apoiram meus
estudos e me incentivaram à persistir no que eu queria me dando
todo suporte possível.
Aos meus amigos de vida Carlos, Gustavo, Nathalia, Kelly, Isabella e
Pablo que fizeram e fazem parte da minha evolução como pessoa e
por sempre estado comigo durante anos em momentos felizes e de
adversidades.
A todos os professores da universidade com que sempre deram o
máximo para compartilhar suas experiências, conhecimentos e amor
pela área, sempre estando dispostos a ensinar e aprender com os
alunos.
Aos meus colegas/amigos de trabalho dos escritórios das lojinhas,
que me dão suporte para a realização deste trabalho sempre me incentivando
e lembrando que dará certo.
Ao meu orientador Vasco Caldeira, que confiou na proposta de tema
e me incentiva ao exercício da defesa de minhas próprias ideias e de
me auto questionar.
abstract
This essay aims to outline a panorama of possibilities for expographic
installations in public spaces, with the purpose of expanding the
presence of art in urban areas and extending the concept envisioned
by Julio Abe of a “Street Museum.” To achieve this, concepts of ephemeral
and itinerant architecture will be explored, aiming to create
expographic modules with extensive flexibility for implementation
and use.
The research will delve into the origins of museography to the significance
of urban art, seeking to foster a critical reflection on the
idea of a conventionally closed museum. The goal is to broaden both
conceptual and practical horizons of the museum, integrating it
more organically into the urban context and utilizing the city itself as
a dynamic and living exhibition space.
keywords: urban art, exhibition system, museology
8
resumo
Este trabalho visa traçar um panorama sobre as possibilidades de
instalações expográficas em ambientes públicos, com o propósito de
ampliar a presença da arte no espaço urbano e expandir o conceito
idealizado por Julio Abe “Museu de Rua”. Para isso, serão explorados
conceitos da arquitetura efêmera e itinerante, visando a criação de
módulos expográficos com ampla flexibilidade de implantação e
utilização.
A pesquisa abordará desde a origem da museografia até a relevância
da arte urbana, buscando promover uma reflexão crítica em
relação à concepção de um museu tradicionalmente fechado. O objetivo
é ampliar os horizontes conceituais e práticos do museu, integrando-o
de forma mais orgânica ao contexto urbano e utilizando a
própria cidade como um espaço expositivo dinâmico e vivo.
palavras-chave: arte urbana, sistema expositivo, museologia
9
10
sumário
_00 introdução
13
_01: panorama do pensamento museográfico no meio urbano
16
1.1 - a origem da museografia.
1.2 - análise teórica da ideia de museu contemporâneo.
1.3 - Museu de Rua por Julio Abe.
1.4 - importância da arte urbana em espaços públicos
_02 desmaterialização da ideia do Cubo Branco
32
2.1 ato espontâneo e flexível de ocupar espaços públicos
2.2 abordagem dos sistemas expositivos na prática: exemplos de
espaços públicos para instalações
_03 estudos de caso
54
_04 museu nômade: estudo preliminar
_05 ocupação: anteprojeto
_considerações finais
_referências bibliográficas
64
86
131
138
12
_00
introdução
13
introdução
A ressignificação do espaço através dos anos, agora mais
volátil e dinâmico, atribuiu uma condição quase nômade
ao homem moderno, mas a arquitetura não acompanhou
essa mudança da mesma maneira (BOGÉA, 2010).1
A museologia desempenha um papel crucial na sociedade
atual, servindo como espaços dinâmicos de educação,
reflexão cultural e engajamento com o público. Com o
passar dos anos, vem se destacando em considerar diversos
fatores como uma ênfase crescente na inovação,
acessibilidade e relevância social, essas instituições têm
evoluído para refletir as demandas e aspirações de uma
sociedade em constante mudança.
1 BOGÉA, Marta Vieira.
Cidade Errante: Arquitetura
em movimento. São
Paulo: FAU USP, 2006.
2 AMBROGI, Ingrid. Museu
De Rua: O Espaço
Urbano Como Espaço
Expositivo E A Construção
Da Memória Coletiva,
2016
O novo museu imaginário, espaço mental e pessoal tramado
entre a informação circunstanciada pela memória
e a cultura de cada indivíduo ganha força com as tecnologias
e expande seus limites pessoais na medida em que
pode ser partilhado, realizando a interface pessoal/coletivo
– o olhar, o pensamento, a seleção, pode caminhar do
individual ao coletivo de muitas maneiras. Dessa forma o
conhecimento sobre as produções humanas e seus sentidos,
ganha uma outra dimensão. (AMBROGI,2016) 2
Assim, é necessário ampliar os limites do espaço museológico
para dialogarmos com a arte contemporânea com a
provocação de utilizar o espaço urbano como ateliê para
intervenções artísticas.
14
metodologia
A metodologia a ser aplicada partirá da premissa de
compreender a origem da área de atuação da museologia
desde a sua origem e até o contexto contemporâneo, de
maneira com se relaciona com o desenvolvimento tanto
da arte quanto da própria sociedade e o espaço onde se
insere.
Considerando as críticas à ideia do Cubo Branco e como
isso de certa maneira restringe e limita o pensamento de
expor, de modo com que pense em utilizar todo e qualquer
espaço onde tenha um caráter flexível e itinerante
para se pensar e fazer dele como expositivo.
15
16
_01
capítulo 01
panorama do pensamento museográfico no meio urbano
17
Foto 01: LORRAIN. Claude. Apolo e as Musas no Monte Helion (Parnaso), ó Museum
of Fine Arts (Boston, United States)
Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Claude_Lorrain_Apollo_Muses.jpg
Foto 02: Ruínas da Antiga Biblioteca de Alexandria, em Éfeso (Turquia)
Fonte: https://allthatsinteresting.com/mankinds-greatest-libraries
18
1.1 breve contexto sobre a origem da
museografia
O museu atravessa, de modo contínuo, sucessivas e profundas
transformações e tem em sua atual definição estabelecida,
pelo Instituto Território das Vertentes: “Projetar
um museu no Patrimônio” a proposição de ser uma:
1 BAUER, Jonei Eger. A
Construção de um Discurso
Expográfico: Museu
Irmão Luiz Godofredo
Gartner.UFSC: Florianópolis,
SC, 2014
“Um livro recentemente lançado, pelo ICOM Brasil (25/04/2024)
intitulado Um caminho com múltiplos olhares (*), sintetiza a história
da intensa contribuição brasileira ao processo mundial
em busca de uma definição contemporânea de museu, definição
essa aprovada em 2022, durante a 23a Conferência Geral
do ICOM em Praga, na República Tcheca e reproduzida a seguir:
“Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos
e ao serviço da sociedade que pesquisa, coleciona, conserva, interpreta
e expõe o patrimônio material e imaterial. Abertos ao
público, acessíveis e inclusivos, os museus fomentam a diversidade
e a sustentabilidade. Com a participação das comunidades,
os museus funcionam e comunicam de forma ética e profissional,
proporcionando experiências diversas para educação, fruição,
reflexão e partilha de conhecimentos.” (ICOMBR, 2025, p.
32)
A ideia e o entendimento recorrentes do que pode ser um
museu estãointrinsecamente associados à sua cadeia operatória,
compreendida na conjunção da tríade objeto, coleção
e exposição. Para tanto se faznecessário o aprofundamento
sobre qual a origem dos fenômenos colecionismo e
museu. (BAUER,2014) 1
A museografia, ou a prática de organizar e exibir objetos
em museus, tem suas raízes na Antiguidade, quando co-
19
lecionadores privados exibiam suas coleções para o público
em geral. No entanto, a ideia moderna de museografia
como uma disciplina formalizada e profissionalizada começou
a surgir no século XVIII, durante a era da Ilustração
na Europa.
Um marco importante foi a abertura do Museu Britânico
em Londres, em 1759, que foi um dos primeiros museus públicos
do mundo e estabeleceu um modelo para a exibição
sistemática e educativa de artefatos culturais e históricos.
Durante o século XIX, houve um rápido crescimento no número
de museus e um interesse crescente na classificação
e interpretação de coleções.
A museografia moderna começou a se desenvolver no século
XX, com a profissionalização da prática através da
criação de cursos e programas de estudo específicos, bem
como a adoção de técnicas mais sofisticadas de design de
exposições e gestão de coleções. A ênfase na acessibilidade,
educação e engajamento do público também se tornou
uma parte integral da museografia contemporânea.
Foto 03: Exposição Histórica Seminário de Corupá: Fé, Formação e Recanto de Paz.
Expografia de 2014, desenvolvida por TRÍSCELE.
Fonte: https://www.triscele.com.br/triscele/museu-museologia-e-museografia
20
1.2 análise teórica da ideia de museu
contemporâneo
A palavra “museu” tem sua origem no latim (museum),
derivada do grego mouseion, significando “próprio das musas”,
evocando a ideia de um santuário onde essas divindades
da mitologia grega inspiravam todas as formas
de arte. Na contemporaneidade, essa definição pode ser
reinterpretada como uma convergência entre produção
artística, expografia e espaço urbano, todos voltados
para o enriquecimento humano.
Os museus permanecem como espaços estratégicos, capazes
de promover ideias, estabelecer agendas, suscitar
debates e destacar questões relevantes e controversas
para a sociedade, como liberdade de expressão, identidade
de gênero e sexualidade.
A museologia desempenha um papel crucial na sociedade
contemporânea, funcionando como ambientes dinâmicos
de educação, reflexão cultural e interação com o público.
Ao longo do tempo, destacam-se por considerar diversos
elementos, incluindo uma crescente ênfase em inovação,
acessibilidade e relevância social, adaptando-se para
refletir as demandas e aspirações de uma sociedade em
constante mutação.
Desde sua origem, os museus têm-se empenhado cada
vez mais em representar a diversidade e promover a inclusão
em todas as suas formas. Isso se manifesta na incorporação
de uma vasta gama de perspectivas culturais,
étnicas, sociais e de gênero em suas coleções, exposições
e programas. Adicionalmente, essas instituições adotam
21
políticas e práticas inclusivas para assegurar que todos os
públicos se sintam acolhidos e representados (SANDELL
& NIGHTINGALE, 2012). 1
No entanto, é imprescindível ampliar as fronteiras conceituais
estabelecidas, especialmente a concepção tradicional
de exposição dentro do “Cubo Branco”2, de modo que
qualquer espaço possa ser transformado e compreendido
como um ambiente propício para reflexão e engajamento
por parte de seus frequentadores.
1 SANDELL, Richard; NI-
GHTINGALE, Eithne.
Museums, equality and
social justice. Taylor &
Francis, 2012.
2 O conceito do “cubo
branco” foi popularizado
pelo crítico de arte Brian
O’Doherty em seu ensaio
“Inside the White Cube:
The Ideology of the Gallery
Space”
Foto 04: Exposição Abstract Expressionist New York: The Big Picture, no MoMA (2010).
Fonte: https://www.moma.org/explore/inside_out/2010/10/13/ab-ex-ny-rethinking-the-display-of-the-permanent-collection/
22
É possível notar que ganham dimensão, dentro dos círculos
de reflexão e proposição artística, as práticas discursivas
e ações artísticas críticas no espaço urbano que, dentre
as premissas básicas, está a oposição as intermediações
impostas pelo museu. Artistas e coletivos têm procurado
formas alternativas de produção, ocorrência e veiculação
de suas obras e a construção de espaços alternativos de
interlocução com o público, como forma de ação política
e prática social. Por outro lado, guiado por sua lógica de
processamento e catalogação, o mesmo museu passa a
abrir espaço não só para a exposição de representações de
práticas ocorridas previamente em lugares públicos, como
para fóruns de discussão sobre tais práticas.
(BLOCK,2005) 1
1 BLOCK, René, NOLLERT,
Angelica (dir.). Kollektive
Kreativität/Collective
Creativity. Kassel,
Kunsthalle Fridericianum,
Siemens Arts Program,
2005
Foto 05: Obra de Hélio Oiticica exposta no Instituto Inhotim em Brumadinho, Minas Gerais, Brasil
Fonte: https://abra.com.br/artigos/instituto-inhotim-conheca-o-maior-museu-a-ceu-aberto-do-mundo/
23
1.3 Museu de Rua por Julio Abe
O Museu de Rua, idealizado por Julio Abe1, é um marco na
museografia contemporânea ao propor uma abordagem
inovadora na apresentação do patrimônio cultural em ambientes
urbanos. Em contraste com a tradição dos museus
institucionais, que muitas vezes se restringem a espaços
fechados, este projeto visa transformar as ruas das cidades
em locais de exposição dinâmicos e acessíveis. A proposta
de Abe é descentralizar o acesso à arte e à cultura,
levando exposições e instalações museológicas para espaços
públicos, onde o público pode interagir livremente.
Essa iniciativa tem como objetivo principal democratizar o
acesso à arte e à cultura, integrando-as ao cotidiano das
comunidades urbanas.
1 Julio Abe Wakahara, Arquiteto
e Museólogo formado
pela FAUUSP responsável
pela idealização
do projeto Museu De Rua
Uma das características marcantes do Museu de Rua é
sua integração cuidadosa com o ambiente urbano. As intervenções
artísticas e culturais são planejadas para se
relacionar harmoniosamente com a arquitetura, história
local e identidade cultural de cada comunidade. Ao incorporar
elementos do ambiente urbano em suas instalações
também promove um sentimento de pertencimento entre
os habitantes locais.
Em resumo, o projeto de Julio Abe representa uma abordagem
inovadora na museografia contemporânea, desafiando
as limitações físicas e conceituais dos museus tradicionais.
Ao levar a arte e a cultura para o espaço público
contribui para a inclusão social e a revitalização urbana.
Dessa forma, o projeto exemplifica o potencial transformador
da arte para enriquecer os espaços urbanos e promover
uma sociedade mais inclusiva e participativa.
24
Imagens retiradas do livro
de Julio Abe: Expedição
São Paulo 1985:
Expedição São Paulo 45
anos: uma viagem por
dentro da metrópole.
São Paulo
Foto 06: Museu de Rua no Largo São Francisco
Fonte: Expedição São Paulo 1985: Expedição São Paulo 45 anos: uma viagem por dentro da metrópole.
São Paulo
Foto 07: Museu de Rua no Viaduto do Chá
Fonte: Expedição São Paulo 1985: Expedição São Paulo 45 anos: uma viagem por dentro da metrópole.
São Paulo
25
26
Foto 08: Museu de Rua -Viaduto do Chá -Centro urbano de São Paulo
Fonte: (DHP, 1979:68)
Foto 08: Museu de Rua do Bexiga, dezembro de 1979.
Fonte: Acervo Museu do Bixiga – Mumbi
27
1.4 importância da arte urbana em espaços
públicos
Dando sequência ao que foi apresentado sobre o projeto
Museu de Rua, é necessário destacar que um de seus principais
apelos é buscar a importância na intersecção entre
arte e espaço público, pois transcende as paredes tradicionais
das galerias e museus, alcançando pessoas em seus
ambientes cotidianos.
Ao ocupar espaços públicos, como paredes, fachadas de
prédios, escadarias e muros, a arte urbana cria uma interação
direta com o ambiente urbano, tornando-se parte
integrante da vida nas cidades (DAVIS, 2017).
Por meio da expressão artística em espaços públicos, a
arte urbana também promove o diálogo social e a reflexão
crítica sobre questões contemporâneas, como política,
identidade, justiça social e meio ambiente (ROBINSON,
2018). Ao servir como um meio de expressão para grupos
marginalizados e sub-representados na sociedade, a arte
urbana amplifica vozes e perspectivas que podem não ser
ouvidas nos espaços tradicionais de arte (CLARK, 2019).
1 Davis, M. (2017). The
Aesthetic of Urban Space:
Street Art in Context.
Urban Art Review, 22(3),
163-178
2 Robinson, L. (2018).
Street Art as a Catalyst
for Social Change. Journal
of Social Impact,
25(1), 53-68.
3 Clark, B. (2019). Amplifying
Voices Through
Street Art. Journal of Urban
Art Studies, 8(1), 87-
102
28
Foto 09: Intervenções em prédios no entorno do Viaduto João Goulart/Minhocão
Fonte: https://casacor.abril.com.br/arte/arte-urbana-sp-new-york-times/mobile
29
Um exemplo de arte levada ao espaço público importante
de se ressaltar é o Museu Urbano Tony Garnier, o qual
foi idealizado por iniciativa dos moradores e da companhia
gestora dos edifícios levando murais desenvolvidos pelo
Tony Garnier em empanas cegas de edifícios que estavam
em situações precarizadas na cidade de Lyon na França.
De maneira com que, a própria iniciativa, de certa forma
ocasionou na revitalização da região e assim promovendo
a discussão da importância da ocupação das cidades e a
incorporação da arte urbana no tecido urbano.
1 Maria Isabel Imbronito
é arquiteta e urbanista,
com graduação, mestrado
e doutorado pela FAU
USP. Professora da Universidade
Presbiteriana
Mackenzie e da Universidade
São Judas Tadeu.
Em artigo publicado no portal Vitruvius, a arquiteta Maria
Isabel Imbronito1(2020) disserta:
O Museu Urbano Tony Garnier é uma iniciativa, aplicada sobre
um conjunto residencial moderno projetado em 1917, que facilita
o processo descrito acima, nos âmbitos individual e coletivo.
O conjunto materializa uma proposta de cidade moderna a ser,
ainda hoje, compreendida e vivenciada a partir de princípios que
lhe são próprios. Neste sentido, o museu aproveita-se dos jardins,
dos blocos soltos de habitação e das empenas resultantes
da implantação, nelas introduzindo o plano ideal da cidade moderna
desenhado por Tony Garnier. Estes desenhos, concentração
do pensamento que a cidade formulou sobre si mesma no
início do século 20, são fundamentais para mediar a experiência
do espaço urbano moderno envoltório, amplificando o papel
museal deste fragmento de tecido, ao mesmo tempo em que
reafirma a identidade e a memória coletivas no tempo presente,
inscrevendo retoricamente sobre o patrimônio edificado a sua
própria história e o registro das ideias que lhe deram origem.
30
Foto 09: Painéis do Museu Urbano Tony Garnier, Lyon, França
Fonte: https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/20.236/7610
Foto 10: Painel A Cidade Industrial, Cité-Création sobre desenho de Tony Garnier, Lyon, França
Fonte: https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/20.236/7610
31
32
_02
capítulo 02
desmaterialização da ideia do Cubo Branco
33
O termo Cubo Branco foi utilizado por Brian O’doherty1
(2002) para descrever os espaços expositivos Modernos,
quando do entendimento de que para a fruição das
obras de arte seria necessário um fundo “neutro”. Para
tal, aposta-se portanto em paredes brancas, iluminação
pouco marcada e indireta e um espaçamento entre as
obras, valorizando, assim, a autonomia da forma artística.
Tem como mito fundador a construção do MoMA2 em
Nova Iorque em 1929, com projeto dos arquitetos Philip
Goodwin e Edward Durell Stone. O edifício inaugurou
esse modo de conceber os espaços para a arte em diálogo
com a arquitetura Moderna de então. Esse paradigma
persiste nos dias de hoje, já que muitos museus e espaços
expositivos ainda apostam nessa suposta neutralidade do
espaço. (ROCHA & BOLELLI, 2021) 3
Essa prática é frequentemente associada à padronização
da experiência museal, onde as obras de arte são exibidas em
salas limpas e minimalistas, sem considerar a diversidade
cultural e histórica por trás delas. Essa homogeneização
da experiência pode limitar a capacidade dos visitantes de
se conectar emocional e intelectualmente com as obras,
reduzindo assim seu potencial impacto e significado.
1 Brian O’Doherty foi um
crítico de arte, escritor,
artista visual e acadêmico
irlandês-americano
2 O Museu de Arte Moderna
(Museum of Modern
Art), mais conhecido
como MoMA, é um museu
da cidade de Nova Iorque
3 Rocha, C. M., & Bolelli.
(2021). Entre a caixa preta
e o cubo branco - Panorama
da cenografia e
expografia no Brasil: experiência
de ensino, trocas
e atravessamentos.
In: Anais da Associação
Brasileira de Pesquisa e
Pós-Graduação em Artes
Cênicas (ABRACE)
Além disso, a descontextualização das obras de arte nesse
ambiente pode distorcer sua interpretação, removendo-as
de seus contextos originais históricos, sociais e políticos.
Isso pode resultar em uma compreensão superficial das
obras e de suas significações, comprometendo assim a
missão educativa e informativa das instituições museais.
34
Outra crítica importante a este paradigma é sua tendência
a privilegiar certas formas de arte em detrimento de
outras, marginalizando assim artistas e comunidades que
não se enquadram nesse modelo estético. Essa exclusão
pode perpetuar hierarquias artísticas injustas e limitar a
diversidade de perspectivas representadas nas instituições
museais.
Além disso, o ambiente estéril e impessoal pode criar uma
sensação de alienação entre os visitantes, especialmente
aqueles que não se identificam com o ambiente elitista
muitas vezes associado a esse modelo. Isso pode resultar
na exclusão de públicos diversos e na perpetuação de uma
cultura museal inacessível e intimidante.
Em vista dessas críticas, é imperativo repensar o paradigma
do “cubo branco” na museologia e buscar abordagens mais
inclusivas e contextualizadas para a exibição de obras
de arte. Isso requer uma maior sensibilidade para com a
diversidade cultural e histórica das obras, bem como um
engajamento mais profundo com as comunidades que elas
representam. Somente através de uma prática museal
reflexiva e responsável podemos verdadeiramente atender
às necessidades e expectativas de um público cada vez
mais diversificado e exigente.
35
2.1 ato espontâneo e flexível de ocupar
espaços públicos
Os movimentos de ocupação de espaços públicos são caracterizados
por sua natureza coletiva e participativa,
onde os espaços urbanos são transformados em locais de
encontro, diálogo e expressão cidadã. Esses movimentos
frequentemente reivindicam o direito à cidade, promovendo
uma maior inclusão, diversidade e democratização do
espaço público. Ao ocupar praças, parques, ruas e edifícios
abandonados, os participantes desses movimentos buscam
criar espaços de convivência e interação, onde diferentes
vozes e perspectivas podem ser ouvidas e respeitadas
(CASTELLS, 2012)1.
1 CASTELLS, Manuel. Medeiros,
Carlos Alberto.
Redes de indignação e
esperança: movimentos
sociais na era da internet.
2013.
2 SIMMEL, Georg. The
sociology of georg simmel.
Simon and Schuster,
1950.
A dinâmica da ocupação de espaços públicos oferece insights
valiosos para a prática museográfica contemporânea,
especialmente no que diz respeito ao engajamento
público, diversidade de perspectivas e acessibilidade. Os
museus podem se inspirar na abordagem descentralizada
e participativa dos movimentos de ocupação de espaços
públicos para repensar suas práticas de curadoria, exposição
e programação. Isso pode incluir a criação de espaços
flexíveis e adaptáveis dentro das instituições museais,
onde diferentes comunidades e grupos podem se encontrar,
interagir e co-criar experiências significativas
(SIMMEL, 1950).2
36
Foto 11: Plaza Botero, Medellín, Colômbia
Fonte: https://www.scielo.br/j/cm/a/QmYsNQG4LwkY5zNqCVtZg9n/
Foto 12: Peça de teatro no Minhocão, Esparrama pela Janela
Fonte: https://www.saopaulo.com.br/esparrama-pela-janela-uma-peca-de-teatro-minhocao/
37
A relação entre a ocupação de espaços públicos e a arte
urbana é evidente na medida em que ambos os fenômenos
desafiam as fronteiras convencionais do uso e acesso
aos espaços urbanos, promovendo a apropriação criativa
e coletiva desses espaços pela comunidade. Por meio da
arte urbana, os espaços públicos podem se tornar locais de
expressão cultural, política e social, onde diferentes vozes e
perspectivas encontram espaço para serem ouvidas e valorizadas
(ROSEMANN, 2013).
Além disso, a arte urbana tem o potencial de tornar os
espaços públicos mais acessíveis e inclusivos, ao oferecer
uma forma de expressão que transcende as barreiras linguísticas
e culturais, e ao convidar o público a se envolver
de forma ativa e participativa com o ambiente urbano
(FINKELPEARL, 2017). Ao transformar muros, fachadas e
espaços urbanos subutilizados em telas vivas e interativas,
a arte urbana cria oportunidades para a expressão individual
e coletiva, o diálogo intercultural e a construção de
identidades locais e globais (CHAVES, 2018).
Portanto, a interseção entre o ato de ocupar espaços públicos
e a prática da arte urbana ressalta a importância
do envolvimento criativo e participativo da comunidade na
construção e transformação dos ambientes urbanos. Ambos
os fenômenos contribuem para a vitalidade e diversidade
da vida urbana, promovendo uma maior democratização
do espaço público e fortalecendo os laços sociais
e culturais entre os cidadãos e suas cidades. Assim, reconhecer
e valorizar a relação entre a ocupação de espaços
públicos e a arte urbana é essencial para promover uma
cidade mais inclusiva, vibrante e democrática.
38
Foto 13: Avenida Central de Nova Iorque ocupada pela população
Fonte: https://www.wribrasil.org.br/noticias/espacos-publicos-10-principios-para-conectar-pessoas-e-rua
39
2.2 abordagem dos sistemas expositivos
na prática: exemplos de espaços
públicos para instalações
O principal intuito da elaboração de sistemas expositivos
itinerantes é que são projetados para serem facilmente
transportados e montados em diversos espaços públicos,
como praças, parques, calçadas e áreas urbanas de convivência.
Sua estrutura modular e adaptável possibilita a
configuração de diferentes layouts e temas de exposição,
atendendo às necessidades específicas de cada contexto e
público-alvo.
1 SILVA, A. F. Minhocão
Aberto: Um Estudo sobre
a Ocupação Temporária
do Espaço Público.
Revista de Arquitetura e
Urbanismo, v. 18, n. 3, p.
45-60, 2019.
Dessa maneira para elaboração da pesquisa, pensou-se
em estudar o Elevado João Goulart em São Paulo para
sua implantação, recolhendo dados sobre seu contexto,
histórico e relevância atual como espaço público.
elevado joão goulart/minhocão
O Elevado João Goulart é um ensaio interessante para
esse debate de implantação, visto que nos últimos anos,
o mesmo emergiu como um espaço de potencial transformação
urbana e cultural. Em um movimento liderado por
ativistas, artistas e grupos comunitários, partes do elevado
foram temporariamente fechadas ao tráfego de veículos
aos finais de semana, transformando-se em uma área
de lazer e convívio para os moradores locais e visitantes.
(SILVA, 2019)
40
Foto 14: Elevado João Goulart ocupado por pedestres
Fonte: https://vejasp.abril.com.br/cidades/minhocao-capa-projeto-verde
41
Localizado entre a Praça Roosevelt (centro) e ao Largo Padre
Péricles (zona oeste), inicialmente nomeado de Elevado
Costa e Silva1, sua construção ocorreu devido a um reflexo
de um período de intensas transformações urbanas
na cidade de São Paulo durante a década de 1970. Nesse
período, a cidade passava por um rápido processo de urbanização
e modernização, impulsionado pelo crescimento
econômico e pela migração de populações do interior do
país. A gestão de Paulo Maluf, marcada por uma visão desenvolvimentista,
priorizou a construção de grandes obras
de infraestrutura viária, como o Minhocão, como forma de
lidar com os desafios de uma metrópole em expansão.
1 Batizado em homenagem ao então
presidente Artur da Costa e Silva, segundo
da ditadura militar. No entanto,
Em 23 de junho de 2016, a Câmara
Municipal de São Paulo aprovou a
mudança do nome do viaduto para
Elevado Presidente João Goulart, em
homenagem ao ex-presidente da República
(1961-1964). A lei foi sancionada
pelo prefeito da cidade, Fernando
Haddad em 25 de julho de 2016.
No entanto, desde antes de sua inauguração, a construção
foi alvo de críticas, mostrando-se ser um retrocesso a medida
como a ideia de cidade contemporânea se desenvolvia
Foto 15: Elevado João Goulart
Fonte: https://www.jornalismoeafins.com.br/post/o-futuro-do-minhoc%C3%A3o
42
Foto 16: Convite para a inauguração do Minhocão
no dia 24 de janeiro de 1971
Fonte: Acervo Prefeitura do Município de São
Paulo
Foto 17: Jornal O Estado de São Paulo de 14 de
Janeiro de 1971
Fonte: Acervo Jornal Estado de São Paulo
43
Ao longo das décadas seguintes, o viaduto assumiu novos
significados e funcionalidades, além de sua utilização original
como via de tráfego. Na virada do século XXI, o viaduto
passou por um processo de ressignificação, tornando-se
um espaço de convivência e lazer para os moradores da região
central de São Paulo. Aos finais de semana e durante
as noites, o Minhocão é fechado para o tráfego de veículos,
dando lugar a atividades como caminhadas, ciclismo,
apresentações artísticas e feiras culturais.
O espaço tornou-se um símbolo da diversidade e da efervescência
cultural da cidade de São Paulo. Sua extensão
de aproximadamente 3,5 quilômetros serve como um palco
urbano para uma multiplicidade de práticas e manifestações
culturais. Artistas de rua, grupos de teatro, músicos e
ativistas encontram no Minhocão um espaço de expressão
e interação com a população. Além disso, o viaduto abriga
uma série de equipamentos urbanos, como quadras esportivas,
playgrounds e áreas de descanso, que contribuem
para sua apropriação como espaço público.
Apesar de sua importância como espaço público, o Viaduto
João Goulart também enfrenta uma série de desafios e
controvérsias. O debate sobre sua permanência como via
de tráfego divide opiniões, com alguns grupos defendendo
sua demolição em prol da revitalização urbana, enquanto
outros argumentam a favor de sua preservação como
patrimônio histórico e cultural. Além disso, questões como
segurança, acessibilidade e impactos ambientais também
são objeto de preocupação entre os moradores e frequentadores
do entorno do viaduto.
44
Foto 18: Elevado João Goulart a noite
Fonte: Foto tirada pelo autor em visita
45
elevado joão goulart/minhocão
46
Foto 19: Mapa geral Elevado João Goulart
Fonte: Elaborada pelo Autor
0 500m 47
N
N
estações de metrô que dão acesso ao elevado
0 500m
Foto 20: Mapa Elevado
João Goulart
Fonte: Elaborada pelo
Autor
48
Foto 21: Estação de metro Marechal Deodoro
Fonte: https://estrelabinaria.com/tag/sao-paulo/
É importante destacar que o elevado possui acesso direto
por duas estações de metrô da linha vermelha, tanto a
estação Marechal Deodoro (foto) quanto a estação Santa
Cecilía, mostrando-se como um espaço público com fácil
acesso e de grande mobilidade.
49
N
praças e áreas verdes imediatas
0 500m
Foto 22: Mapa Elevado
João Goulart
Fonte: Elaborada pelo
Autor
50
Foto 23: Praça Marechal Deodoro
Fonte: Gestão Urbana São Paulo
Por estar adensado acima de vias expressas no centro da
cidade, o elevado carece muito de espaços arbóreos no seu
imediato ao longo de seus mais de 3,5 Km de extensão.
51
N
C
A
B
praças e áreas verdes imediatas
estações de metrô
0 500m
Foto 24: Mapa Elevado
João Goulart
Fonte: Elaborada pelo
Autor
52
Foto 24: Mapa Elevado João Goulart
Fonte: Elaborada pelo Autor
Diante das análises realizadas, é importante pensar que
o estudo dos sistemas expositivos a serem propostos
sejam instalados nos pontos de maiores fluxos e pontos de
permanência.
Assim, definiu-se três principais pontos de interesse:
A: Região do elevado acima da praça e estação Marechal
Deodoro, local mais próximo de acesso de quem se desloca
da zona oeste da cidade
B: Acima da estação Santa Cecília, ponto intermediário do
elevado, região que já é conhecida por se mostrar relevante
no processo de revitalização do centro de São Paulo
C: Extremidade do Elevado, redondezas do Largo Padre
Péricles, região significativa pro desenvolvimento da
cidade.
53
54
_03
estudos de caso
55
Na seleção de projetos para estudo de caso, busquei principalmente
em considerar trabalhos que utilizam conceito
da arquitetura efêmera e itinerante que abrem possibilidades
para usos, inspirando-se na escolha de materiais e
pensamentos construtivos e de montagem e sua inserção
no espaço público.
time transitions_ruina arquitetura
O projeto realizado pelo escritório paulistano Ruína Arquitetura
desenvolveu uma instalação pública para a Trienal
de Arquitetura de Sharjah “Beleza da Impermanência:
Uma Arquitetura de Adaptabilidade” nos Emirados Árabes.
No memorial descritivo do projeto o escritório contextualiza:
Localizada na entrada do antigo Mercado de Vegetais Al Jubail
em Sharjah - Emirados Árabes Unidos, a instalação de 18 metros
de altura funciona como um observatório para recuperar
a vista do antigo mercado para a orla marítima. Apesar de ser
considerado um exemplar da arquitetura moderna em Sharjah,
o antigo mercado - construído em 1980 - foi desativado e teve a
sua demolição iminente. A construção de seu sucessor do outro
lado da rua envolveu uma significativa intervenção que incluiu o
aterramento de parte da orla e o consequente afastamento do
seu antecessor de décadas.
Relevante destacar que um dos principais fatores levados
em consideração na elaboração do projeto é a sua construção,
que foi desenvolvida com estrutura em andaimes
para agilidade de montagem e sua possibilidade de reutilização.
56
Foto 25: Foto da instalação edificada
Fonte: https://www.ruina-arq.com/arquitetura/time_transitions
ano: 2023
local: sharjah, emirados árabes unidos
área: 170 m²
categoria: instalação pública
realização: sharjah architecture triennial
curadoria: tosin oshinowo
material : layher uae
montagem / desmontagem: bina uea
57
pavilhão humanidades 2012_
atelier carla juaçaba
O projeto realizado pelo escritório Atelier Carla Juaçaba
buscou projetar um espaço expositvo onde não se tratava
especificamente de uma exposição, que se sucedeu em
transformar o próprio espaço onde foi inserido como a
própria exposição.
ano: 2012
local: Rio de Janeiro, RJ
área: 8000 m²
Os elementos de destaque do projeto são principalmente
o fato de que manteve toda a estrutura local de andaimes
e os integrou ao pavilhão, assim tomou como partido
deixar os mesmos expostos, e de forma harmoniosa se
relacionasse com a natureza e contexto local.
Foto 26: Foto da edificação
Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/01-166107/pavilhao-humanidade2012-slash-carla-juacaba-plus-bia-lessa
58
Foto 27: Foto da edificação
Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/01-166107/pavilhao-humanidade2012-slash-carla-juacaba-plus-bia-lessa
Utilizando tais estruturas, criou-se salas de exposição e
de multíplos usos, onde criou ínumeras atmosferas como
espaços mais fechados e íntimos mas também como
ambientes abertos para vista exterior.
Sua circulação se deu a partir do uso principalmente de
rampas, para que a experiência ocorresse de maneira sútil
e com maior desfrute do usuário do espaço.
59
A relação entre espaços abertos e fechados, sua materialidade
e como foi implatada ao local transformou o pavilhão
num marco. Na maneira em que tema Humanidades
foi tratada em forma física atingiu a apropriação do
público geral, e de certa maneira criou vida própria.
Foto 28: Cortes do pavilhão
Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/01-166107/
pavilhao-humanidade2012-slash-carla-juacaba-plus-
-bia-lessa
60
pavilhão gife_goma oficina
O Pavilhão GIFE, concebido pelo escritório Goma Oficina
foi projetado para a Mostra Gife de Inovação Social, que
ocorreu no Centro Cultural São Paulo. Pavilhão pensado
para criar um espaço unificado e instropectivo para abrigar
a mostra de maneira com que dialogasse com o espaço
existente do Centro Cultural.
Nesse projeto também estruturas de fácil montagem e
desmontagem de maneira modular possibilitando a reconfiguração
do pavilhão.
Foto 29: Foto do pavilhão
Fonte: https://gomaoficina.com/projetos/pavilhao-gife-ccsp/
61
Sobre a pesquisa dos materiais o escritório diz:
“Uma envoltória elíptica em tela agrícola aluminizada foi o
elemento escolhido para a definição do limite e organicidade.
A tela agrícola atendia às nossas expectativas com relação à
compactabilidade, leveza e equilíbrio entre opacidade e translucidez
que desejávamos.
O sistema construtivo adotado para estrutura é utilizado em
fábricas para atender a linhas de montagem na fabricação de
esteiras, racks, e outros dispositivos. Pesquisamos esse material
há alguns anos (mais sobre a pesquisa aqui) e aplicamos ele em
exposições e pavilhões pois acreditamos ser importante para o
debate da sustentabilidade nas construções efêmeras. Sempre
adotamos o uso de materiais que são pensados para o reuso,
sem a implicação de esforços destrutivos e sem a geração de
resíduos.”
ano: 2019
local: Centro Cultural
São Paulo, São Paulo
área: 170 m²
Foto 30: Foto do pavilhão
Fonte: https://gomaoficina.com/projetos/pavilhao-gife-ccsp/
62
Foto 31: Desenho isométrico da modulação proposta
Fonte: https://gomaoficina.com/projetos/pavilhao-gife-ccsp/
conclusão sobre estudos de caso
Os projetos de referências apresentados, mostram como
ponto comum o uso de estruturas leves, transitórias e
com pensamento distribuição modular. Elementos que
serão tomados como partido na elaboração do estudo
preliminar a seguir.
A partir daí, mostrou-se que apesar de claramente os
projetos possuírem uma modulação bem definida, não
significa que estão presos à isso. Assim criando possibilidades
de desdobramentos e ocupações.
63
64
_04
museu nômade
estudo preliminar
65
uma estrutura temporária
Como o ato de expor é em sua essência transitório e temporário,
é importante tomar como partido que sua estrutura
também seja. Mostrando-se adaptável e mútavel respeitando
a cidade como um espaço múltiplo e imprevisível.
Assim, o projeto a ser elaborado nesse trabalho busca explorar
tal condição e seguir tudo que foi dissertado anteriormente:
usar o espaço urbano como espaço expositivo.
Para sua realização, será adotado e executado utilizando o
sistema construtivo de andaimes metálicos, já que o mesmo
possui impressionante versalidade e transitoriedade,
além do mais por ter sido sempre algo tão presente no cotidiano
da cidade contemporânea, a qual está recorrentemente
em processo de mudanças e sempre se reconstruindo
dentro dela mesma.
Com a materialidade base definida, é necessário tomar
atenção no processo de montagem e transporte do mesmo,
de modo com que, nesse trabalho, procurou manter
ao máximo o desenho de peças com tamanhos suficientes
para garantir a facilidade de manuseio e de montagem/
desmontagem. E de maneira com que atenda a norma
NBR 6494 de Segurança de Andaimes.
66
GSPublisherVersion 0.98.100.72
Foto 32: Diagrama de transporte de peças
Elaborado pelo autor
rsion 0.98.100.72
Foto 33: Diagrama de montagem
Elaborado pelo autor
67
modularidade
Partindo de uma modularidade base e projetando peças
de maneiras modulares, as estruturas propostas tendem a
apresentar infinitos arranjos e possibilidades de ocupação,
trazendo a beleza na própria estrutura que é vista como
anunciador da mudança das cidades e dos lugares que conhecemos.
Tendo também como partido a utilização do
mesmo como resgatador da memória e usando a favor da
cidade e mudar a própria perspectiva do sistema que é conhecido
e nos é apresentado de maneira opressora.
Como estudo de possibilidade, definiu-se seguir uma malha
grid de 50x50cm, assim facilitando a divisão do espaço
a ser utilizado. No entanto, é importante destacar que a
malha não mostra um caráter restritivo mas sim de possibilidades
de desbravar a ortogonidade da mesma e também
com o pensamento de que o sistema expositivo proposto
possa ser algo que possa ser utilizado como estudo
de uma nova maneira de se pensar e projetar exposições e
de ocupação do espaço público.
68
Foto 34: Planta de estudo de ocupação da modulação
Elaborado pelo autor
69
peças base
Para este projeto, apesar de mostrar diferentes abordagens,
é importante ter algo para se basear para sua construção,
de maneira que se mantesse coeso independente
da forma e o intuito de como irá ser aplicado esse sistema.
Assim, criou-se um catálogo de materialidade para tal:
_1_base: sapata ajustável em aço galvanizado, com dimensões
variadas a depender de seu porte e necessidade
_2_estrutura: barras de andaime em aço tubular com
15mm de diâmetro
_3_chapa: estrutura metálica perfurada para instalação
de painéis
_4_base expositores: placas ecológicas tetra pak
70
_4
_3
_2
_1
GSPublisherVersion 0.98.100.72
Foto 35: Módulo explodido
Elaborado pelo autor
71
instalações
Como antes mencionado, para a instalação do sistema
a ser proposto é necessário compreender o espaço a ser
inserido. Com o propósito de priorizar a itinerância e a
flexibilidade.
Tendo isso estabelecido, assim sendo proposto como exercício
a elaboração de três conceitos de elaboração possuindo
difentes diretrizes. A quais serão:
_módulo cubo sendo elaborado de maneira com que proporcione
ao usuário a experiência imersiva de uma caixa.
_módulo percurso propondo como experiência um caminho
que se desdobra em si mesmo criando labirintos.
_módulo torre organizando-se não somente como elemento
base para o caráter expositivo mas também pensando
como observatório, mirante e ambiente de permanência.
72
GSPublisherVersion 0.98.100.74
Foto 36: Perspectiva Módulo Torre
Elaborado pelo autor
GSPublisherVersion 0.98.100.72
Foto 37: Perspectiva Módulo Cubo
Elaborado pelo autor
Foto 38: Perspectiva Módulo Percurso
Elaborado pelo autor
GSPublisherVersion 0.98.100.75
73
_módulo cubo
Em contrapartida sobre o que vem sido argumentado
durante a pesquisa, esse módulo foi pensado como uma
possibilidade de seguir com a ideia comum geral do pensamento
museológico, um ambiente neutro e instropectivo.
Modulado com uma malha de 150x150cm para proporcionar
livre circulação entre o mesmo. Possuindo estruturas
na extremidades centrais para fixação de painéis que podem
ser utilizados para adequação de exposições ou como
tela de projeção visto que na caixa central do módulo foi
pensada para adequação de projetores multimídia .
Importante resslatar que o mesmo, apesar de aparentar
possuir uma dimensão fixa, é idealizado para a possibilidade
de desdobramento para ampliação ou redução do módulo
dependendo da necessidade de como será utilizado.
74
estrutura para fixação de
painéis expográficos
caixa para instalação de
projetores de exbição
GSPublisherVersion 0.98.100.74
Foto 39: Perspectiva Módulo Cubo
Elaborado pelo autor
75
4,50
1,50 1,50 1,50
4,50
1,50 1,50 1,50
Foto 40: Planta Baixa Módulo Cubo em escala 1-50
Elaborado pelo autor
76
Foto 41: Corte Módulo Cubo em escala 1-25
Elaborado pelo autor
77
_módulo percurso
Pensado para dar sensação de quebra da ortogonalidade
retangular do que se pensa de uma modulação, esse
módulo apresenta a mais livre das composições e de desdobramentos,
seu partido é pensar na exposição como um
percurso de maneira que seja possível a criação desde módulos
bem espaçados e distríbuidos entre si no espaço até
a elaboração de uma experiência de labirintos.
Devido sua linearidade, os painéis podem a serem instalados
podem possuir diversos tamanhos, com sua disposição
e organização de maneira totalmente livre.
O módulo visa proporcionar principalmente exposições que
tenham caráter de apresentação contínua, tratando da
proposta de ser um caminho com começo meio e fim.
78
Foto 42: Perspectiva Módulo Percurso
Elaborado pelo autor
79
_módulo torre
Seguinndo o conceito conhecido de montagem andaimes,
este módulo foi pensado de maneira que consiga ocupar
espaços reduzido, de maneira que seu desdobramento é
vertical, conseguindo ocupar desde pequenas praças até
empenas cegas de edifícios.
A vedação externa é de chapa metálica perfurada, pensada
como material leve, com permeabilidade visual e como
fixador de painéis expográficos. Possuindo também a circualação
vertical por escada metálica.
Seu percurso possui a proposta similar ao módulo anterior
de se mostrar de maneira mais intropectiva, no entanto foi
pensado para que possa ser utilizado como mirante para
vista ao seu entorno enquanto o usúario passa pela exposição.
80
Foto 43: Perspectiva Módulo Torre
Elaborado pelo autor
81
1,50 1,50 1,50 1,50
1,50 1,50 1,50 1,50 1,50
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
12
13
14
15
16
17
Foto 44: Planta Baixa Módulo Torre em escala 1-50
Elaborado pelo autor
82
315,0 315,0 305,0
Foto 44: Corte Módulo Torre em escala 1-50
Elaborado pelo autor
GSPublisherVersion 0.98.100.72
83
a ideia é que os diferentes módulos propostos consigam ocupar
os mesmos espaços integrando-se entre si, assim proporcionando
diferentes experiências e aproveitando de tudo que o espaço possa
oferecer
84
Foto 46: Módulos inseridos no Minhocão
Elaborado pelo autor
85
86
_05
ocupação
anteprojeto
87
5.1 manifesto
Certamente, é sempre um desafio encontrar maneiras de se
apropriar de espaços, especialmente quando levamos em consideração
a região central da maior metrópole brasileira, São
Paulo. No entanto, pensar na ocupação desse lugar complexo
de maneira mais experimental e como um ponto de encontro
cultural, estimula um exercício projetual no qual dialoga com a
arquitetura do entorno e ressignifica o uso do espaço, convidando
transeuntes a interagir com obras de arte que ocupam ruas,
praças e avenidas.
Para exercício de ensaio, propôs-se três maneiras de ocupação
seguindo os conceitos de modulação apresentados no capítulo
anterior: concentração, percurso e dispersão.
Foto 47: Perspectiva módulo concentração
Elaborado pelo autor
88
Conceitos esses que são inspirados na nomenclatura do circuito de
uma das principais ocupação de espaços públicos que existem:
o carnaval de rua.
Foto 48: Perspectiva módulo percurso
Elaborado pelo autor
E com o objetivo de praticar os conceitos apresentados na pesquisa,
pensou-se como ensaio de pensamento e exercício utilizar a favor da
metalinguagem. Assim, de maneira com que cada módulo aprensente
uma expografia relacionada à algum tema trabalhado.
Foto 49: Perspectiva módulo dispersão
Elaborado pelo autor
89
5.2 módulo 01: concentração
ocupação praça marechal deodoro
Ao percorrer o Elevado Presidente João Goulart, o usuário
se encontra quase sempre cercado por um denso conjunto
de edificações, caracterizado pela baixa permeabilidade
visual e pela escassez de espaços amplos e livres. Nesse
contexto, a instalação de um módulo na Praça Marechal
Deodoro apresenta um paradoxo interessante: embora se
assemelhe a uma edificação, não se trata, tecnicamente,
de uma estrutura fixa, desafiando assim as percepções
convencionais de ocupação urbana.
Essa intervenção foi concebida como uma estrutura vertical
que conecta a Praça Marechal Deodoro ao Elevado,
oferecendo um novo acesso ao espaço elevado. Contudo,
o conceito vai além de uma simples escadaria funcional: a
proposta integra um percurso expográfico, transformando
o interior da estrutura em um espaço de interação cultural
e narrativa arquitetônica.
Para a expografia deste módulo, foram explorados temas
relacionados à desmaterialização do Cubo Branco e aos
conceitos que fundamentam a ideia de museu contemporâneo.
A proposta busca não apenas provocar reflexões
sobre o papel do espaço expositivo na cidade, mas também
ressignificar o uso e a experiência do Elevado, ao inserir
elementos de inovação cultural e diálogo com o entorno.
90
situação
Foto 50: Perspectiva
módulo concentração
Elaborado pelo autor
91
a
b
elevado joão goulart
1,50
1,
1'
C
B
2'
3'
4'
5'
6'
7'
8'
9'
1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50
10'
11'
1,50 1,50
12'
a
b
GSPublisherVersion 0.97.100.80
planta baixa nível 0 | esc 1:100
92
b
c
d
e
6,00
1,50
1,50
1,50
1'
2'
3'
4'
5'
6'
B
7'
8'
9'
C
10'
11'
12'
A
b
c
d
e
praça marechal deodoro
Foto 51: Implantação módulo concentração
Elaborado pelo autor
93
C
B
a b c
A A
d e
1' 1'
2' 2'
3' 3'
4' 4'
5' 5'
6' 6'
7' 7'
8' 8'
9' 9'
10' 10'
11' 11'
12' 12'
C
B
a
b
c
d
e
Foto 52: planta nível 1 módulo concentração
Elaborado pelo autor
planta baixa nível 1 | esc 1:125
94
Foto 53: Perspectiva módulo concentração
Elaborado pelo autor
Para preservar a permeabilidade visual tanto para quem
está dentro quanto para quem está fora, foi adotada uma
tela agrícola como elemento de vedação e suporte para
os painéis expográficos. Por ser uma estrutura vazada, a
tela assegura a translucidez do espaço, promovendo uma
sensação de introspecção sem bloquear completamente a
interação visual com o entorno.
95
C
B
a b c
A A
d e
1' 1'
2' 2'
3' 3'
4' 4'
5' 5'
6' 6'
7' 7'
8' 8'
9' 9'
10' 10'
11' 11'
12' 12'
C
B
a
b
c
d
e
Foto 54: planta nível 2 módulo concentração
Elaborado pelo autor
planta baixa nível 2 | esc 1:125
96
Foto 55: Perspectiva módulo concentração
Elaborado pelo autor
Esse módulo foi pensado em seguir uma malha estrutural
base de 1,50m, aplicada de forma integrada tanto na
orientação horizontal quanto na vertical.
97
12' 11' 10' 9' 8' 7' 6' 5' 4' 3' 2'
16,50
1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50
9,00
7,50
6,00
3,00
0,00
98
GSPublisherVersion 0.97.100.83
CORTE corte AA8 aa | esc 1:50
- 1:50
1,50
1'
O emprego de telas foi projetado não apenas para proporcionar
uma experiência visual instigante de translucidez,
mas também para cumprir um papel crucial na estabilização
do módulo. Como as telas possuem superfícies
vazadas, elas minimizam o efeito de resistência ao vento,
conhecido como efeito vela, que poderia comprometer a
estabilidade da estrutura. Essa solução é especialmente
importante considerando que o módulo foi projetado para
ser leve e de fácil montagem e desmontagem.
NÍVEL MINHOCÃO
9,00
NÍVEL 2
6,00
NÍVEL 1
3,00
NÍVEL 0
0,00
Foto 56: Corte módulo concentração
Elaborado pelo autor
99
a b c d e
600,0
150,0 150,0 150,0 150,0
NÍVEL 3
9,00
NÍVEL 2
6,00
NÍVEL 1
3,00
NÍVEL 0
0,00
Foto 57: Corte módulo concentração
CORTE BBB
Elaborado pelo autor
corte bb | esc 1:50 - 1:50
100
GSPublisherVersion 0.97.100.80
a b c d e
600,0
150,0 150,0 150,0 150,0
NÍVEL 3
9,00
NÍVEL 2
6,00
NÍVEL 1
3,00
NÍVEL 0
0,00
Foto 58: Corte módulo concentração
Elaborado pelo autor
CORTE CCC
corte cc -| esc 1:50
1:50
101
Foto 59: Perspectiva módulo concentração
Elaborado pelo autor
102
Foto 60: Perspectiva módulo concentração
Elaborado pelo autor
103
5.3 módulo 02: percurso
ocupação minhocão
O conceito de percurso em arquitetura está intimamente
relacionado ao trajeto que conecta dois pontos, com ênfase
na experiência de início e fim. No entanto, ao considerar
a implantação de um módulo em um local como o Elevado
Presidente João Goulart (Minhocão), caracterizado originalmente
como uma via expressa com pontos claramente
definidos de origem e destino, observa-se uma transformação
em sua função devido aos debates contemporâneos
que o reposicionam como um espaço de permanência.
Nesse contexto, o percurso em si ganha relevância, sendo
progressivamente valorizado pelas intervenções urbanas
e culturais que ocorrem ao longo de sua extensão. Assim,
tornou-se natural conceber um módulo que tivesse o caminho
como elemento central de seu partido arquitetônico,
destacando e potencializando a experiência do trajeto.
Para a expografia deste módulo, propõe-se abordar temáticas
que dialoguem diretamente com a arte urbana e
a ocupação do espaço público, ressaltando a importância
dessas manifestações na ressignificação e no enriquecimento
do ambiente urbano.
104
Foto 61: Perspectiva módulo percurso
Elaborado pelo autor
situação
105
Foto 62: Perspectiva módulo percurso
Elaborado pelo autor
A estabilidade do módulo foi assegurada por meio da adoção
de um percurso em formato serpenteado, uma estratégia
projetual que reduz significativamente o efeito de
vela provocado pela ação dos ventos. Além disso, foram incorporados
tirantes superiores, que desempenham um papel
crucial no travamento da estrutura, garantindo maior
rigidez e segurança. Essas soluções estruturais dialogam
com o conceito leve e modular do projeto, mantendo sua
funcionalidade e adaptabilidade.
106
GSPublisherVersion 0.97.100.83
GSPublisherVersion 0.97.100.83
GSPublisherVersion 0.97.100.83
GSPublisherVersion 0.97.100.83
Foto 63: Perspectiva explodida módulo percurso
Elaborado pelo autor
107
Foto 64: Perspectiva módulo percurso
Elaborado pelo autor
Seguindo a modulação dos tirantes superiores, foi incorporada
a instalação de uma cobertura composta por uma
malha vazada de tela agrícola. Esse elemento não apenas
complementa a estrutura, mas também contribui para o
conforto ambiental ao criar um jogo de luz e sombra ao
longo do percurso, proporcionando uma experiência mais
agradável para os usuários que transitam pelo espaço.
108
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
W
Y
Z
AA
BB
modulação
2 2
3 3
4 4
5 5
6 6
caminhos
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
W
Y
Z
AA
BB
2.
-
1:100
tirantes superiores
2.
-
1:100
malha superior
2.
-
1:100
Foto 65: Plantas esquemáticas módulo percurso
Elaborado pelo autor
2.
-
1:100
109
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
elevado joão goulart
1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50
39,00
2
1,50
3
1,50
4
6,00
1,50
A
5
1,50
6
planta | esc 1:100
corte | esc 1:100
110
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
Version 0.97.100.83
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
W
Y
Z
AA
BB
39,00
1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50 1,50
1,50 1,50 1,50
2
3
4
5
A
6
Foto 66: Planta baixa módulo
percurso
Elaborado pelo autor
Foto 67: Corte módulo percurso
Elaborado pelo autor
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
W
Y
Z
AA
BB
111
Foto 68: Perspectiva módulo percurso
Elaborado pelo autor
112
3,00 3,00
1,07 1,00 0,50 0,52
0,75 1,50 0,75 0,75 1,50 0,75
vista módulo | esc 1:50
Foto 69: Elevação módulo percurso
Elaborado pelo autor
encaixe realizado por estrutura
em andaime multidirecional
estruturas metálicas
soldadas para
junção de travessas
detalhe encaixe
Foto 70: Detalhes módulo percurso
Elaborado pelo autor
113
5.4 módulo 03: dispersão
largo padre péricles
Segundo GONÇALVES(1998), a dispersão ocorre ao término
do desfile, momento em que os foliões se dispersam,
encerrando a ocupação coletiva do espaço.
Seguindo esse conceito, foi interessante pensar esse módulo
no espaço aonde o minhocão se deságua novamente
na cidade, e um desses pontos é o Largo Padre Péricles,
que marca o acesso à região oeste da cidade.
Para sua ocupação, pensou-se em módulos em pequena
escala que pudessem ocupar esquinas e calçadas, criando
microepaços entre o bairro.
Foto 71: Perspectiva módulo B
Elaborado pelo autor
Para sua expografia, tomou-se como partido a proposta
idealizada por Julio Abe Wakahara sobre o Museu De Rua,
projetando pequenos expositores com fotografias que contam
a história da região aonde está inserida. Neste caso,
contando por meio de fotografias o desenvolvimento da
região, a qual é muito associada à linha do bonde da empresa
Light, que passava 100 anos atrás e fábricas da Vila
Romana, até o desenvolvimento dos atuais pontos, como
o Bairro das Perdizes, Parque da Água Branca e Parque
Antártica.
GSPublisherVersion 0.98.100.74
Foto 72: Perspectiva módulo A
Elaborado pelo autor
114
situação
Foto 73: Perspectiva módulo C
Elaborado pelo autor
GSPublisherVersion 0.98.100.76
115
largo padre péricles
módulo B
módulo A
implantação | esc 1:200
116
GSPublisherVersion 0.98.100.76
praça dom ernesto de paula
módulo C
paróquia são geraldo
av. gen. olímpio da silveira
Foto 74: Implantação de módulos dispersão
Elaborado pelo autor
117
módulo A
Situada na área frontal do largo, voltada para a avenida,
a instalação repousa sobre o gradil da paróquia existente,
utilizando-o como suporte estrutural. Além disso, conta
com uma plataforma elevada, que contribui para a estabilidade
da estrutura, garantindo sua segurança e funcionalidade
no contexto urbano.
Foto 75: Perspectiva módulo A
Elaborado pelo autor
118
A instalação conta com uma base projetada para suportar
painéis em chapa perfurada, uma escolha que visa garantir
a leveza do sistema, ao mesmo tempo em que permite
a permeabilidade visual para os transeuntes e usuários do
espaço. Este elemento estrutural promove uma interação
constante com o ambiente ao redor, mantendo a fluidez
visual e a abertura do espaço.
Foto 76: Perspectiva módulo A
Elaborado pelo autor
119
150,0 150,0 150,0 150,0
A
1
2
3
3
2
1
planta baixa | esc 1:50
corte | esc 1:50
120
GSPublisherVersion 0.98.100.74
150,0 150,0 150,0 150,0 150,0
150,0 150,0
A
1
2
3
Foto 77: Planta baixa módulo A
Elaborado pelo autor
Foto 78: Corte módulo A
Elaborado pelo autor
121
122
Foto 79: Perspectiva módulo A
Elaborado pelo autor
123
módulo B
Da mesma maneira do módulo A, apoia-se no gradil do largo
para sua estabilidade, no entando, foi pensando principalmente
como um sistema de passagem, visto que suas
dimensões são estreitas.
Foto 80: Perspectiva módulo B
Elaborado pelo autor
corte | esc 1:100
Foto 81: Corte módulo B
Elaborado pelo autor
124
GSPublisherVersion 0.98.100.77
planta baixa | esc 1:100
150,0 150,0 150,0 150,0 150,0 150,0 150,0 150,0 150,0 150,0 150,0 150,0 150,0
A A
150,0
Foto 82: Planta módulo B
Elaborado pelo autor
125
módulo C
Posicionada na lateral do largo, a instalação é composta
por uma estrutura modular formada por cubos que, integrados,
configuram um pequeno pavilhão. Além de sua
função como espaço delimitado, a instalação também se
estabelece como um elemento de passagem, promovendo
a interação e o fluxo entre os diferentes pontos do local.
Foto 83: Perspectiva módulo C
Elaborado pelo autor
126
Foto 84: Perspectiva módulo C
Elaborado pelo autor
127
A
300,0 300,0
128
GSPublisherVersion 0.98.100.77
300,0
A
300,0 300,0 300,0
Foto 85: Planta baixa módulo C
Elaborado pelo autor
Foto 86: Corte módulo C
Elaborado pelo autor
129
130
considerações finais
A partir de toda ideia apresentada durante a pesquisa para esse
trabalho, visou traçar um exercício de pensamento de como quebrar
as barreiras impostas do pensamento museológicos de maneira que
abra um leque de possibilidades de ocupação e de novas maneiras
de se expor.
No entanto, foi necessário compreender que o trabalho, além de se
tratar principalmente sobre expografia, traz novas maneiras de se
ocupar a cidade e o espaço urbano de maneira não tão convencional.
E como mencionado na introdução da pesquisa, foi crucial basear
sua elaboração com o pensamento de que a cidade e os espaços
podem ser utilizados como ateliê para intervenções.
Assim, foi de suma importância que a idealização procurasse pensar
na flexibilidade e na itinerância na montagem do projeto, assim
respeitando e adequando na melhor maneira possível no espaço
pensado.
É importante também destacar que, o trabalho realizado pode ser
encarado como uma crítica e reflexão ao que se refere no desenvolvimento
de um trabalho no campo da arquitetura, o qual se mantém
de maneira restrita ao atoleiro imobiliário e desconsidera outras
maneiras de ocupar espaços.
131
lista de imagens
Foto 01: LORRAIN. Claude. Apolo e as Musas
no Monte Helion (Parnaso), ó Museum
of Fine Arts (Boston, United States).
Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Claude_Lorrain_Apollo_Muses.jpg
Foto 02: Ruínas da Antiga Biblioteca de
Alexandria, em Éfeso (Turquia).
Fonte: https://allthatsinteresting.com/
mankinds-greatest-libraries
Foto 03: Exposição Histórica Seminário
de Corupá: Fé, Formação e Recanto de
Paz. Expografia de 2014, desenvolvida por
TRÍSCELE.
Fonte: https://www.triscele.com.br/triscele/museu-museologia-e-museografia
Foto 04: Exposição Abstract Expressionist
New York: The Big Picture, no MoMA
(2010).
Fonte: https://www.moma.org/explore/inside_out/2010/10/13/ab-ex-ny-rethinking-the-display-of-the-permanent-
-collection/
Foto 05: Obra de Hélio Oiticica exposta
no Instituto Inhotim em Brumadinho, Minas
Gerais, Brasil.
Fonte: https://abra.com.br/artigos/insti-
tuto-inhotim-conheca-o-maior-museu-a-
-ceu-aberto-do-mundo/
Foto 06: Museu de Rua no Largo São Francisco.
Fonte: Expedição São Paulo 1985: Expedição
São Paulo 45 anos: uma viagem por dentro da
metrópole. São Paulo.
Foto 07: Museu de Rua no Viaduto do Chá.
Fonte: Expedição São Paulo 1985: Expedição
São Paulo 45 anos: uma viagem por dentro da
metrópole. São Paulo.
Foto 08: Museu de Rua - Viaduto do Chá -
Centro urbano de São Paulo.
Fonte: (DHP, 1979:68)
Foto 09: Museu de Rua do Bexiga, dezembro de
1979.
Fonte: Acervo Museu do Bixiga – Mumbi
Foto 10: Intervenções em prédios no entorno
do Viaduto João Goulart/Minhocão.
Fonte: https://casacor.abril.com.br/arte/arte-
-urbana-sp-new-york-times/mobile
Foto 11: Painéis do Museu Urbano Tony Garnier,
Lyon, França.
Fonte: https://vitruvius.com.br/revistas/read/
arquitextos/20.236/7610
Foto 12: Painel A Cidade Industrial, Cité-Création
sobre desenho de Tony Garnier, Lyon, França.
132
Fonte: https://vitruvius.com.br/revistas/read/
arquitextos/20.236/7610
Foto 13: Plaza Botero, Medellín, Colômbia.
Fonte: https://www.scielo.br/j/cm/a/QmYsNQ-
G4LwkY5zNqCVtZg9n/
Foto 19: Jornal O Estado de São Paulo de
14 de Janeiro de 1971.
Fonte: Acervo Jornal Estado de São Paulo
Foto 20: Elevado João Goulart à noite.
Fonte: Foto tirada pelo autor em visita
Foto 14: Peça de teatro no Minhocão, Esparrama
pela Janela.
Fonte: https://www.saopaulo.com.br/esparrama-pela-janela-uma-peca-de-teatro-minhocao/
Foto 15: Avenida Central de Nova Iorque ocupada
pela população.
Fonte: https://www.wribrasil.org.br/noticias/
espacos-publicos-10-principios-para-conectar-
-pessoas-e-rua
Foto 21: Mapa geral Elevado João Goulart.
Fonte: Elaborada pelo Autor
Foto 22: Mapa Elevado João Goulart.
Fonte: Elaborada pelo Autor
Foto 23: Estação de metro Marechal Deodoro.
Fonte: https://estrelabinaria.com/tag/
sao-paul
Foto 16: Elevado João Goulart ocupado por
pedestres.
Fonte: https://vejasp.abril.com.br/cidades/minhocao-capa-projeto-verde
Foto 17: Elevado João Goulart.
Fonte: https://www.jornalismoeafins.com.br/
post/o-futuro-do-minhoc%C3%A3o
Foto 24: Mapa Elevado João Goulart.
Fonte: Elaborada pelo Autor
Foto 25: Praça Marechal Deodoro.
Fonte: Gestão Urbana São Paulo
Foto 26: Mapa Elevado João Goulart.
Fonte: Elaborada pelo Autor
Foto 18: Convite para a inauguração do Minhocão
no dia 24 de janeiro de 1971.
Fonte: Acervo Prefeitura do Município de São
Paulo
Foto 27: Foto da instalação edificada.
Fonte: https://www.ruina-arq.com/arquitetura/time_transitions
133
Foto 28: Foto da edificação.
Fonte: https://www.archdaily.com.br/
br/01-166107/pavilhao-humanidade-
2012-slash-carla-juacaba-plus-bia-lessa
Foto 29: Foto da edificação.
Fonte: https://www.archdaily.com.br/
br/01-166107/pavilhao-humanidade-
2012-slash-carla-juacaba-plus-bia-lessa
Foto 30: Cortes do pavilhão.
Fonte: https://www.archdaily.com.br/
br/01-166107/pavilhao-humanidade-
2012-slash-carla-juacaba-plus-bia-lessa
Foto 35: Diagrama de montagem.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 36: Planta de estudo de ocupação da modulação.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 37: Módulo explodido.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 38: Perspectiva Módulo Torre.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 39: Perspectiva Módulo Cubo.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 31: Foto do pavilhão.
Fonte: https://gomaoficina.com/projetos/
pavilhao-gife-ccsp/
Foto 32: Foto do pavilhão.
Fonte: https://gomaoficina.com/projetos/
pavilhao-gife-ccsp/
Foto 33: Desenho isométrico da modulação
proposta.
Fonte: https://gomaoficina.com/projetos/
pavilhao-gife-ccsp/
Foto 40: Perspectiva Módulo Percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 41: Perspectiva Módulo Cubo.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 42: Planta Baixa Módulo Cubo em escala
1:50.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 43: Corte Módulo Cubo em escala 1:25.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 34: Diagrama de transporte de peças.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 44: Perspectiva Módulo Percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
134
Foto 45: Perspectiva Módulo Torre.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 46: Planta Baixa Módulo Torre em escala
1:50.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 47: Corte Módulo Torre em escala 1:50.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 48: Módulos inseridos no Minhocão.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 49: Perspectiva módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 55: Perspectiva módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 56: Planta nível 2 módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 57: Perspectiva módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 58: Corte módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 50: Perspectiva módulo percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 51: Perspectiva módulo dispersão.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 52: Perspectiva módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 53: Implantação módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 59: Corte módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 60: Corte módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 61: Perspectiva módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 54: Planta nível 1 módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 62: Perspectiva módulo concentração.
Fonte: Elaborado pelo autor
135
Foto 63: Perspectiva módulo percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 64: Perspectiva módulo percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 65: Perspectiva explodida módulo percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 66: Perspectiva módulo percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 67: Plantas esquemáticas módulo percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 68: Planta baixa módulo percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 69: Corte módulo percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 70: Perspectiva módulo percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 71: Elevação módulo percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 72: Detalhes módulo percurso.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 73: Perspectiva módulo B.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 74: Perspectiva módulo A.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 75: Perspectiva módulo C.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 76: Implantação de módulos dispersão.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 77: Perspectiva módulo A.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 78: Perspectiva módulo A.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 79: Planta baixa módulo A.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 80: Corte módulo A.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 81: Perspectiva módulo A.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 82: Perspectiva módulo B.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 83: Corte módulo B.
Fonte: Elaborado pelo autor
136
Foto 84: Planta módulo B.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 85: Perspectiva módulo C.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 86: Perspectiva módulo C.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 87: Planta baixa módulo C.
Fonte: Elaborado pelo autor
Foto 88: Corte módulo C.
Fonte: Elaborado pelo autor
137
referências bibliográficas
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CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA COLETIVA, 2016
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Gartner.UFSC: Florianópolis, SC, 2014
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139