Anuário L+D 2025
A segunda edição do Anuário L+D reúne 32 projetos de escritórios de Lighting Design de diversas regiões do Brasil. Resultado de um processo editorial criterioso, a publicação reflete a diversidade, o dinamismo e a consolidação da Iluminação Arquitetural no país, compondo um verdadeiro mosaico de talentos e abordagens.
A segunda edição do Anuário L+D reúne 32 projetos de escritórios de Lighting Design de diversas regiões do Brasil. Resultado de um processo editorial criterioso, a publicação reflete a diversidade, o dinamismo e a consolidação da Iluminação Arquitetural no país, compondo um verdadeiro mosaico de talentos e abordagens.
Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!
Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.
anuário 2025
2
stella.com.br
IP67
S.GROUND
A EVOLUÇÃO DA LUZ NO SEU JARDIM.
GARANTIA H2OFF
Conheça a solução autoral da Stella composta pelo Sistema Block
e pela Caixa de Instalação Orbital, um diferencial extra da família
S.GROUND para manter a água longe do seu produto.
Acesse e descubra
todos os detalhes
Iluminar inspira
6 7
Iluminação Para Viver
Lighting to Live By
Nossas soluções conectam luz natural e artificial com precisão
e sensibilidade para criar atmosferas que inspiram, acolhem e
acompanham cada momento do seu dia.
Our world-class solutions harmonize control of natural and
electric light to create better spaces to work, live, and play.
Lutron is a proud sponsor of
12
Expediente e Editorial Anuário 2025
Capa
MASP – Edifício Pietro Maria Bardi
Projeto de iluminação:
Acenda e Fernanda Carvalho
Lighting Design
Foto original: Feco Hamburger
Composição gráfica: Maria Fraga
Publisher
Thiago Gaya
Editor
Gilberto Franco
Projeto gráfico e diagramação
Maria Fraga, Júlia Morais
Redação
Gabriella Franco
Revisão
Débora Tamayose
Atendimento & Operações
Márcio Silva
Publicação
mosaico de talentos
Em 2024, a Revista L+D iniciou um novo projeto editorial,
transformando-se em Anuário. A primeira edição apresentou vinte
e cinco projetos de escritórios brasileiros de lighting design.
Para a edição 2025, decidimos expandir o alcance e incluir um
número maior de trabalhos. Para isso, fizemos uma convocatória
ampla, convidando todos os escritórios participantes do programa
Escritório Parceiro da L+D – hoje com cerca de 120 integrantes.
A abordagem também mudou: buscamos padronizar perguntas
e a apresentação das legendas, facilitando o diálogo entre
autores e editores. Recebemos 52 projetos de profissionais
de diversas regiões do Brasil, um reflexo do dinamismo, do
crescimento e da consolidação da profissão no país.
O processo de seleção foi concluído em um workshop com a participação
de Gilberto Franco (editor) e Gabriella Franco (redatora), sob a coordenação
de Thiago Gaya (publisher), responsável por organizar o material de
submissão, estruturar a apresentação dos projetos e apoiar editorialmente
todo o processo – conduzido de forma anônima, sem identificação de
autoria ou qualquer outra informação que pudesse direcionar a escolha.
A escolha final levou em conta múltiplas variáveis que vão
além da qualidade da iluminação, como a qualidade das
imagens, o texto de apoio, a tipologia e o contexto arquitetônico
de cada obra. O objetivo foi construir uma publicação que
refletisse o momento atual do lighting design brasileiro.
O resultado foi uma edição mais robusta, tanto em
número de projetos (trinta e dois) como em qualidade de
informação. É mais informação por cm² de página.
Conheça os lançamentos das séries desta sólida e
exclusiva parceria entre Lightsource e Bartenbach
no LEDForum 2025.
Pollux
Série de luminárias montadas com refletores para wallwasher.
Recessed
Recessed
Trimless
Track
Mira
Balizador assimétrico com
refletores para áreas externas.
Rua Catalunha, 350, 05329-030
São Paulo SP
ld@editoralumiere.com.br
www.editoralumiere.com.br
Impressão
Gráfica Elyon
O Anuário L+D não se propõe a premiar ou classificar projetos,
mas a compilar recortes significativos de nossa produção
recente. A publicação que temos hoje em mãos cobre e espelha
a diversidade de talentos, abordagens e origens de uma profissão
cada vez mais espalhada pelos diferentes estados do país.
O que gostamos de fazer é compilar todos em mosaico, para que sejam
comparados, não no sentido classificatório, e sim na percepção da
multiplicidade de respostas que se pode ter para a mesma pergunta. Abra
seu Anuário numa página qualquer, como quem abre um livro de I Ching,
e encontrará uma abordagem diferente da que talvez tivesse pensado para
aquela circunstância. É assim que as ideias circulam e a profissão avança.
Boa leitura!
Thiago, Gil e Gabi.
www.lightsource.com.br
@lightsource_lighting
Exclusive partner
in the Americas
14
16 17
18 19
20 21
Patrocinador Oficial
Mais do que luz. É Everlight.
Iluminação integrativa para ambientes hospitalares
Bem-estar, desempenho e recuperação
acelerada com a luz certa, no ritmo
certo
No Hospital MaterDei, em Nova Lima (MG), a Everlight implementou um projeto
luminotécnico que vai além da função visual: promove saúde, conforto e
equilíbrio biológico.
A partir dos princípios da iluminação integrativa, que considera os efeitos visuais,
emocionais e hormonais da luz sobre o corpo humano, o projeto foi desenhado
para respeitar e apoiar os ritmos circadianos de pacientes e profissionais de
saúde.
Mais do que cumprir normas como a NBR 8995-1 e diretrizes da ANVISA, a
iluminação foi pensada para favorecer o bem-estar e a recuperação.
Pilares do projeto
Temperaturas de cor e intensidades variáveis, que respeitam o ciclo biológico
natural ao longo do dia e da noite;
Espectros ajustados para estimular alerta em turnos diurnos e favorecer o
descanso noturno;
Redução do estresse visual e emocional, com luz que acolhe, orienta e respeita
cada momento da rotina hospitalar;
Tecnologia LED de alta performance, com controle inteligente e foco na
eficiência energética.
Com a Everlight, a iluminação hospitalar transforma-se em uma aliada da saúde.
Técnica e sensível, ela atua em harmonia com o corpo humano, contribuindo
para uma arquitetura do cuidado mais humana, segura e eficaz.
Projetos luminotécnicos
Hospital MaterDei | Nova Lima • MG
Rua Outono, 110 • Bairro Vila Paris
Contagem • Minas Gerais
everlight.com.br
Tel.: (31) 2566-8963
22 23
ONDE A LUZ ENCONTRA A ARTE.
RESGATAMOS 60 ANOS DE TRADIÇÃO
E REUNIMOS TUDO EM UMA ÚNICA MARCA.
Durante décadas, a Itaim foi sinônimo de excelência técnica, respeito ao
especificador e confiança nos projetos de iluminação mais exigentes.
Presente em obras icônicas, sua reputação foi construída com rigor,
seriedade e entrega consistente.
Fotos: Rubens Campo
Agora, esse legado não apenas continua — ele se transforma em um novo
marco para o mercado de iluminação.
LUMINACRIL ITAIM representa o início de uma nova etapa.
Um momento em que a tradição da Itaim se encontra com a estrutura, a
inovação e a energia da Luminacril para oferecer ainda mais consistência,
tecnologia e proximidade aos lighting designers.
Para quem sempre confiou na Itaim, é hora de redescobri-la.
A LUMINACRIL ITAIM é a continuidade da excelência — com mais força
para o futuro.
TEATRO CULTURA ARTÍSTICA – SÃO PAULO, SP
Projeto luminotécnico: studioix
Arquitetura original: Rino Levi
Arquitetura de revitalização: Pura Arquitetura
Arquitetura de intervenção: Paulo Bruna
Painel acústico: Sandra Cinto
Acústica: Acústica & Sônica / José Augusto Nepomuceno
Execução: HTB
lighting experts
@luminacril-itaim
company/luminacril-itaim
Patrocinador oficial
lighting experts
Leia o QRCODE e assista ao vídeo do projeto.
luminacril-itaim.com.br
luminacril-itaim.com.br
24 25
80%
60%
26 27
Mini PRO Spot
Pequena no tamanho, gigante na luz.
Conheça a Mini PRO Spot, a solução perfeita que une
minimalismo e elegância para elevar o seu projeto.
Com um design contemporâneo e compacto, este spot
se integra de forma discreta e sofisticada a qualquer
arquitetura.
Sua ampla variedade de fachos, alto IRC e um UGR
excepcional garantem excelente conforto visual e cores
vibrantes. Isso faz da Mini PRO Spot a escolha ideal
para criar efeitos de luz precisos, destacar produtos,
desenvolver cenários envolventes e valorizar cada
detalhe do ambiente.
Eleve o padrão da sua iluminação com design refinado
e alta performance.
Disponível em 2 tamanhos (Ø52x114mm e Ø52x144mm), versões de canopla para
embutir, trilho ou perfilado, cores branca e preta, fluxo de 935lm a 1560lm, fachos
18° a 50°, CCT 2,7K, 3K e 4K, IRC>90, UGR de 02 a 16 e opcional de antiofuscante
honeycomb.
www.lumicenter.com
28 Sumário Projetos 2025
46 50 54 60
WeLight
Apartamento
Japandi
Arquitetura e Luz
Patrimonium
Contabilidade
Allume
Casa Ponte
Anna Turra
Sonhos – História,
Ciência e Utopia no
Museu do Amanhã
66
72 78
APM Projetos
Gruta Concept
Showroom
Studio Iluz
Residência
Mondesir
Atiaîa Lighting
Design
Memorial
Brumadinho
86
92
96
102
108
concepDUAL
e Acenda
Iluminação
FARM Rio
Apollo Iluminação
Yachthouse by
Pininfarina
LD Studio
Praça Leblon
Castilha
Iluminação
SKR Panorama
Vila Romana
Linha Estúdio
Residência MYS
114
118
124 130
Estúdio
Nina Morelli
Pinga ÃO – Pivô
Lichia Lighting
Apartamento
Vitra Tower
Mingrone
Iluminação
Tienda Inglesa
RBF Lighting
Design
Loft das Artes –
Casa Cor Rio 2024
30
Sumário Projetos 2025
136
140
146
152
Pitá Arquitetura
Escritório CRM
Services
NTZ iluminação
arquitetônica
Casa de Campo
– Araras
Fernanda
Carvalho
Lighting Design
Museu do
Futebol – Estádio
do Pacaembu
OMstudio
Lighting
Soho House
São Paulo
PATROCINADOR OFICIAL 2025
158
164
170
Rafael Leão
lighting design
Nation CT
178
Studio Regina
Bruni
Edifícios Hanami
Senzi Lighting
Escola Aubrick
– Unidade
Campo Belo
180
Studio 220v
Orit – Shopping
Iguatemi Campinas
184
Franco Berriel
Lighting Design
Sesc Franca
Estúdio Carlos
Fortes
Galpão
Estudio Tupi
190
Acenda +
Fernana Carvalho
Lighting Design
MASP – Edifício
Pietro Maria Bardi
Líderes em soluções para:
• Óticas secundárias
• LED Drivers
• Controle DALI
• LEDs e COBs
• Conectividade
• Controle outdoor
• Equipe de especialistas
no Brasil
196
202
208
214
220
Studio FOS
Iluminação
Cyrela by
Pininfarina
De Riggi
Arquitetura de
Iluminação
Natural Lagos
Foco
Luz&Desenho
Loja Conceitual
Tania Bulhões
concepDUAL
Cozinha da
residência Alto
da Gávea
studioix
Teatro Cultura
Artística
32 33
o2promo.com.br
Athena: Poder absoluto sobre a luz.
LUZES | PERSIANAS | CONTROLES
Há 30 anos, a Steluti conecta você ao portfólio completo de soluções
premium Lutron — tecnologia de iluminação e automação feita sob medida
para as necessidades de cada projeto.
DIAMOND ELITE DEALER
Fone: +55 11 3079-7339
www.steluti.com.br
34 35
RENOVAÇÃO DO MUSEU DO FUTEBOL
Local: São Paulo
Projeto de Iluminação: Fernanda Carvalho Lighting Design
Equipe: Emilia Ramos, Felipe Dans e Luana Alves
Direção Artística e Museografia: Daniela Thomas e Felipe Tassara
Realização: IDBrasil
Foto: Feco Hamburger
A luz que transforma
www.lemca.com.br
Twist
36 37
mini
Uma ideia com infinitas possibilidades.
pró
Ainda mais
eficiente e versátil.
Orientável
Rotação:15°
⌀68mm
Fixa
A luminária Twist Mini vai além da forma: é sobre função, liberdade e
criatividade. Com design inteligente e multifuncional, ela pode ser
usada como sobrepor, pendente ou arandela, permitindo composições
criativas entre teto e parede — ideal para projetos dinâmicos e
autorais.
Em suas múltiplas aplicações, a Twist Mini permite integração de soluções lineares com spots
pontuais, ampliando ainda mais as opções de uso e efeitos de luz.
A Twist Mini é a escolha certa para quem busca soluções criativas, técnicas e elegantes em um só
produto.
⌀22mm
Twist Mini.
Ilumine do seu jeito!
⌀32mm
A nova geração do embutido Uni eleva a iluminação técnica a um novo patamar de sofisticação. Com
500 lúmens de desempenho em um corpo surpreendentemente compacto de apenas 32mm, esta
luminária foi criada para se integrar com naturalidade aos mais diversos estilos de projeto. Seu design
minimalista une forma e função com equilíbrio preciso, enquanto o alto conforto visual (UGR <10)
torna a Uni a escolha ideal para ambientes que valorizam elegância, bem-estar e acolhimento.
A Uni Pró é prova de que evolução e simplicidade podem caminhar juntas — com luz de qualidade,
sem excessos.
Patrocinador oficial
Venha visitar o novo showroom da Cia!
Av. dos Tajurás, 285 - Cidade Jardim/SP
www.ciadeiluminacao.com.br
38 39
40 41
Onde a inovação encontra o
bem-estar, nasce a luz Luxion.
luxion.com.br
Acesse o QRCode
e conheça mais.
Foto: Paquito Herrera
LIT LIGHTING DESIGN AWARDS 2025
Junte-se antes de 19 de outubro e tenha a
chance de ser premiado entre as mentes
criativas líderes da indústria.
Os LIT Design Awards reconhecem o trabalho de designers internacionais
de produtos e projetos de iluminação. Acreditamos que a iluminação é
uma combinação de arte e ciência, além de ser um dos elementos mais
importantes do design.
Os LIT Awards foram concebidos para celebrar a criatividade e a inovação
no campo do design de iluminação e suas aplicações. Celebrando sua 8ª
edição, os LIT Design Awards são a comunidade de design de iluminação
que mais cresce no mundo.
2025
32
projetos
WWW.LITAWARDS.COM
(images: top, left to right) : Mr. H by Focus Lighting, Taikang Community Yan Garden by Beijing PRO Lighting Design Co, Zhoushan Ocean Cultural
Center: A Beacon of Maritime Culture by Ning Field Lighting Design Corp., Ltd. , Lambadistis Winery by Archtube Ltd, West Bund Orbit by
brandston partnership inc. , Modern Comics Museum Meets Ancient Ambience by CosmoC Lighting, Ltd., Hotel AKA Alexandria by Studio Atomic,
Kaizhou New City Planning Exhibition Hall by Beijing Puri Lighting Design, Moxy Brooklyn Williamsburg by Within Light Studio.
46 Projeto Apartamento Japandi
47
japandi
A abordagem do projeto transcende
a função técnica, assumindo papel central
na construção de uma identidade espacial.
Localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo, o
apartamento Japandi foi concebido para uma única
moradora, que buscava conforto, modernidade e
tradição familiar. Com planta tipo garden e acesso
a um jardim interno privativo, o imóvel propõe
uma vivência integrada à natureza, com soluções
arquitetônicas inspiradas na estética japonesa.
A materialidade dos interiores evoca a sutileza
dessa referência: o piso de ladrilho, desenvolvido
exclusivamente para o projeto, soma-se à
pedra basaltina e à madeira tauari, criando
uma composição que privilegia equilíbrio,
textura e atemporalidade. O conceito de leveza,
característico da arquitetura japonesa, orientou
também a concepção luminotécnica.
Com o desafio de reinterpretar, a partir de uma
abordagem contemporânea, as tradicionais
luminárias japonesas de papel-arroz, assim como
as divisórias desse mesmo material, o projeto de
lighting design do WeLight propôs planos verticais
retroiluminados como elemento de unidade visual e
difusão homogênea da luz. Essa base de iluminação
geral, de grande apelo visual, complementa-se
com pontos de luz focal para destaque de obras
de arte, áreas de trabalho e de circulação, além da
iluminação da vegetação dos espaços externos.
Vista da mesa de jantar,
com painel retroiluminado
ao fundo. O uso desses
painéis demandou grande
apuro técnico e integração
com detalhes de marcenaria
e serralheria. Em todos os
painéis foram utilizadas fitas
LED 10 W, 1.000 lm, 3.000 K,
com fonte de alimentação
em protocolo DALI.
48 Projeto Apartamento Japandi
49
2 3 4
5
6
O controle automatizado permitiu criar cenas
ajustáveis às diferentes dinâmicas da moradora,
ampliando a flexibilidade e a adaptabilidade do
espaço. Um dos maiores desafios do projeto foi o
desenvolvimento técnico dos planos retroiluminados
aplicados em paredes, tetos e até portas, que
demandaram soluções personalizadas e complexas
em marcenaria e serralheria. A complexidade se
estendeu à escolha de difusores e sistemas de
fixação que garantissem não apenas a estética e
a qualidade da luz, mas também a viabilidade de
manutenção e integração com a automação.
Em ambientes com entrada de luz natural, como
a cozinha, os painéis retroiluminados criam
sensação de conexão com o exterior. A luz
externa e a interna se misturam, preenchendo
o ambiente de forma homogênea.
A abordagem do projeto transcende a função
técnica, assumindo papel central na construção
de uma identidade espacial. Ao tratar a luz
como elemento arquitetônico, o projeto da
WeLight reforça a importância da integração
entre tecnologia e linguagem estética na criação
de ambientes contemporâneos, sensíveis
tanto à tradição quanto à inovação.
2 e 3. Em áreas de menor
incidência de luz natural,
os painéis funcionam como
“janelas” do ambiente.
Todos os painéis utilizam
o mesmo padrão de fita e
fonte dimerizável. Luminárias
embutidas no teto, também
dimerizáveis, complementam
a luz quando necessário
(7,3 W, 478 lm, 34°, 2.700K,
IRC 90, protocolo DALI).
4 e 5. Os painéis foram
empregados em diferentes
situações: paredes,
tetos, portas, cada um
com suas singularidades,
sempre dimerizáveis e
com possibilidade de
manutenção futura.
6. Em ambientes com
entrada de luz natural,
a luz dos painéis serve de
complemento à luz diurna,
misturando-se a ela, com
resultado homogêneo.
Apartamento Japandi
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
WeLight
Jayme Liande (titular)
Ruy Soares (colaborador)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Studio Guilherme Torres
Projeto de paisagismo:
Alex Hanazaki
Fornecedores:
Eklart, Everlight,
Lucchi, MisterLED
Fotografia:
Denilson Machado
50 Projeto Patrimonium Contabilidade
51
1
lanterna
2
1. Detalhe do “corte”
transversal na fachada
do edifício. As sancas
receberam fita de LED com
temperatura de cor 3.000 K.
3
2. A foto mostra a
interação entre andares e
as circulações em frente
ao elevador, que se
apresenta todo em vidro,
permitindo também a
interação visual do conjunto.
Foram utilizados, nas
circulações, pequenos
focos embutidos “no frame”
com lâmpada LED dicroica
(6 W, 36°, 3.000 K).
3. Na imagem, brises
vistos por dentro permitem
a entrada de luz natural.
Sancas contornam as
salas e as fachadas (LED
3.000 K), enquanto perfis
embutidos duplos,
instalados no eixo das
mesas, proporcionam
iluminação de trabalho.
52 Projeto Patrimonium Contabilidade
53
4
“Um prisma plantado no chão, cortado por uma
linha de luz ascendente.” Assim o arquiteto Gustavo
Penna, autor do projeto, definiu sua proposta para
o novo edifício-sede da Patrimonium, empresa de
contabilidade mineira situada em Lagoa da Prata,
pequena cidade a 200 quilômetros a leste da capital.
Como em todo edifício monousuário, a
liberdade e as possibilidades de desenho são
maiores, uma vez que tanto arquiteto como
complementares têm a oportunidade de ditar as
soluções em todas as áreas do projeto. No caso
específico desse edifício, adotou-se para todas
as disciplinas (inclusive iluminação) a repetição
de um padrão para os diferentes andares.
A área central do prédio é vazada, interligando os
andares em torno dos elevadores. Nesse espaço,
durante o dia, o teto de brises cria interessantes
sombras, que se fundem com as linhas da arquitetura.
Conquanto haja essa repetição estrutural e
funcional, uma fina malha de brises horizontais
– esses em padrão aleatório – reveste o edifício,
dando-lhe singularidade. Um único corte em
diagonal interrompe esse padrão, como que
para desvendar o interior do edifício – a “linha
ascendente” mencionada por seu criador.
O espaço de trabalho em cada pavimento do
edifício é único, sem divisória alguma (open space),
deixando aparentes os fluxos de trabalho. A área
central do prédio é vazada, interligando os andares
em torno dos elevadores. Durante o dia, o teto de
brises cria interessantes sombras nesse espaço,
que se fundem com as linhas da arquitetura.
Em consonância com essa leveza da arquitetura,
o projeto de iluminação do escritório mineiro
Arquitetura e Luz adotou perfis lineares embutidos
no forro, garantindo os requisitos de qualidade
para ambientes de trabalho, mas dialogando
com as delgadas linhas dos brises de fachada.
Esse padrão é rompido ou complementado em
ambientes específicos, usando um “léxico” para
cada função: luminárias pontuais (redondas) para
circulações ou pendentes redondos sobre mesas
de reunião informais. No térreo, pendentes em
diferentes alturas preenchem o pé-direito duplo,
conferindo grandiosidade ao espaço de convívio.
À noite, o edifício acende como uma lanterna,
e, para reforçar esse efeito, sancas perimetrais
em todos os seis andares fazem transbordar a
luz através dos brises irregulares, atendendo
com beleza às premissas iniciais do arquiteto.
5
4. Pendentes de diâmetros
diferentes (60cm, 80cm e
100cm), com difusor em
acrílico e fechamento superior
em tecido cru, instalados
na sala de convivência
tornam mais aconchegante o
ambiente, de pé-direito alto.
Cada pendente utiliza quatro
lâmpadas bulbo LED 3.000 K.
5. Um pavimento com
mesas de trabalho,
iluminadas por perfis
embutidos duplos com fita de
LED 3.000 K. Na circulação
entre pilares, pendentes
redondos com desenho
clássico criam intimismo
para as pequenas mesas
de reuniões informais.
6. Prédio visto à noite em
Lagoa da Prata. Ao passar
pelos brises, a iluminação
destacando a presença do
edifício, tornando-o uma
“lanterna” na paisagem.
6
Patrimonium
Contabilidade
Lagoa da Prata, MG
Projeto de iluminação:
Arquitetura e Luz
Sônia Maria Santos
Mendes (titular)
Rafael Moreira, Bruno
Almeida (colaboradores)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Gustavo Penna arquiteto
& associados
Gustavo Penna
(titulares)
Laura Penna e
Norberto Bambozi
(colaboradores)
Projeto de paisagismo:
Medra Paisagismo
Construtora:
Hausen Engenharia
Cliente:
Patrimonium
Contabilidade
Fornecedor:
Iluminar
Fotografia
Ivan Araujo
54 Projeto Casa Ponte
55
1
Situada no bairro do Cacupé, costa oeste
de Florianópolis, Santa Catarina, a Casa Ponte
une o que há de melhor na ilha: contato
com o mar, rochas naturais e vista para a
ponte Hercílio Luz, ícone da cidade.
Sua estrutura sugere leveza, apesar dos
elementos “pesados” que a compõem –
concreto, rochas naturais e metal.
1. No pavimento superior,
luminárias com acabamento
em concreto embutidas
na laje LED 8,5 W, 2.700 K,
on/off criam luz elegante. A
estrutura metálica externa
recebeu luminárias lineares
tubulares LED 8 W, 2.700 K,
on/off, imperceptíveis.
casa
3
2
2. Na vista da fachada
principal, vê-se a iluminação
subaquática da piscina,
feita de perfis de LED
difusos, 3.000 K, on/off,
além da parede de pedras,
iluminada por LED 10 W,
assimétrico, 2.700 K, on/off.
3. O acesso à área externa
de lazer, na parte inferior
da casa, é iluminado por um
perfil de LED 2.700 K, IP67 e
sistema on/off. A luz banha os
perfis verticais suavemente,
indicando o caminho.
ponte
56 Projeto Casa Ponte
57
“Buscamos melhorar a percepção dos usuários sobre as
propriedades físicas do ambiente, transformando o modo
como interagem com ele”.
Situada no bairro do Cacupé, costa oeste
de Florianópolis, Santa Catarina, a Casa Ponte
une o que há de melhor na ilha: contato
com o mar, rochas naturais e vista para a
ponte Hercílio Luz, ícone da cidade.
Sua estrutura sugere leveza, apesar dos
elementos “pesados” que a compõem –
concreto, rochas naturais e metal.
Sobre dois pilares, repousam os dormitórios
e as áreas sociais. Na lateral da casa, um
muro de pedras reforça a estrutura e lembra
as formações rochosas do litoral.
Acima, o teto de estrutura metálica alude ao piso
da ponte Hercílio Luz, estabelecendo um diálogo
visual com a paisagem urbana. A piscina no
térreo avança em direção ao mar, com pedras
dispostas de forma orgânica, criando a ilusão de
continuidade entre o espaço construído e o oceano.
Alinhado à visão dos clientes, o projeto de
iluminação do escritório Allume priorizou
soluções indiretas e com pouca interferência
na arquitetura. Luminárias de foco direcionado
embutidas na laje banham as áreas interiores
da casa com uma luz agradável e vibrante.
Vista frontal da fachada
principal, com todos
os sistemas acesos.
58 Projeto Casa Ponte
59
5
Na escada que conecta os pavimentos, uma moldura
de gesso rebaixada cria um rodapé invertido em
que a iluminação linear acompanha o desenho da
escada. A piscina recebe iluminação subaquática,
com temperatura de cor quente, proporcionando
sensação de conforto, refúgio e acolhimento.
Prezando por uma interferência mínima na
arquitetura e nos entornos, todas as soluções
lumínicas são embutidas no próprio design. Além
disso, possuem sistemas de controle óptico que
reduzem o ofuscamento e a poluição luminosa.
“Buscamos melhorar a percepção dos usuários
sobre as propriedades físicas do ambiente,
transformando como interagem com ele”,
diz Marina Makowiecky, cofundadora do
Allume Arquitetura de Iluminação.
8
6 7
5. O paisagismo no
entorno da casa recebeu
iluminação de projetores
4 W, 48°, 2700 K, on/off,
retomando a integração com
a natureza, mesmo à noite.
6 e 7. A escada de acesso
ao pavimento superior
é iluminada por um perfil
metálico contínuo, com fita
de LED 120°, 2.700 K, on/off.
Já o acesso à parte inferior da
casa, a área íntima, recebeu
um neon flexível 120°, 2700 K,
on/off, que acompanha o
desenho da escada.
8. A conexão entre áreas
externa e externa se dá
pela piscina. Na imagem,
veem-se as luminárias com
acabamento em concreto
embutidas na laje, além
da iluminação na parede
de pedras. A composição
indica a transição para
um espaço mais íntimo.
Casa Ponte
Florianópolis, SC
Projeto de iluminação:
Allume Arquitetura
de Iluminação
Marina Makowiecky
(titular)
Betina Wildi Lins
(colaboradora)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Tetro Arquitetura
Carlos Maia, Débora
Mendes e Igor
Macedo (titulares)
Projeto de paisagismo:
Terraço Paisagismo
Fornecedores:
Interlight, LedsC4
(fornecido por e:light),
Lemca Iluminação,
LightDesign Exporlux,
O/M, Über Licht &
Adesso Brasil
Fotografia:
Joana França
60 Projeto Sonhos: História, Ciência e Utopia no Museu do Amanhã
61
criar o amanhã
em sonho de luz
Em
cartaz de dezembro de 2024 a maio de 2025,
a mostra Sonhos: História, Ciência e Utopia,
no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ),
propôs-se a lançar os visitantes em uma viagem
pelo universo onírico, transitando entre esoterismo,
psicanálise e neurociência para explicá-lo.
As instalações, divididas em núcleos temáticos,
foram inspiradas no livro O oráculo da noite:
a história e a ciência do sono, do neurocientista
Sidarta Ribeiro. A ideia era que a experiência do
público se assemelhasse a um sonho: imersiva,
interativa e com o uso de diferentes percursos.
Para isso, a lighting designer Anna Turra, autora
do projeto de iluminação, explica que a construção
dos espaços foi fruto de um intenso trabalho
de integração entre iluminação, cenografia
(Stella Tennenbaum) e design gráfico (Elaine Ramos).
O projeto de iluminação deveria criar uma
atmosfera distinta em cada núcleo para se adequar
e potencializar os temas tratados. Um sistema
dinâmico de iluminação RGB, programado com
diferentes cenas, podia ainda se alterar em cor e
intensidade conforme a movimentação do público.
As imagens flutuantes
na “Galeria de Sonhos e de
Grandes Sonhadores” são
feitas a partir de projetores
Prolights ECLDisplay com
filtro difusor. Os “sonhadores”
têm seus contornos
suavizados, assumindo
presença etérea no ambiente.
62 Projeto Sonhos: História, Ciência e Utopia no Museu do Amanhã
63
No primeiro ambiente da mostra, “Labirinto”,
o jogo de luzes prepara o visitante para renunciar
à “vida lá fora”. Gobos projetados por elipsoidais
iluminam desenhos nas “paredes” do labirinto,
criando padrões que acendem e apagam
lentamente. A iluminação interna é obtida por
painéis forrados de tyvek, um papel sintético
superfino, e fitas RGB programadas. Aqui, a
constante transformação da luz simboliza o
adormecimento, como que evocando o início
de uma viagem ao inconsciente.
2
A experiência da mostra Sonhos: História, Ciência e Utopia
demonstra o potencial da luz como elemento artístico.
Imaterial como os sonhos, adiciona múltiplos sentidos
aos cenários da exposição, quase que tocando o intangível
de nossa mente.
Saindo desse labirinto, o visitante encontra a
sala “Meditação – Sonhar-Criar”. Durante cinco
minutos, a luz se transforma, sincronizada a
uma audiomeditação conduzida pela voz de
Sidarta Ribeiro, o autor do livro. Desenvolvidas
pela equipe de iluminação junto à de cenografia,
peças translúcidas que remetem a nuvens
ocupam o teto, retroiluminadas por iluminação
RGB, e dançam ao ritmo da fala, contribuindo
para a imersão numa meditação coletiva.
4
2. Os “apartamentos”
na fachada falsa são
retroiluminados por fitas
LED em duas temperaturas,
2.700 K e 4.000 K, com
perfil e difusor com drivers
DMX, programadas pela
mesa MA2. Projetores
ParLED RGBWAUV no forro
complementam a iluminação
3
3. As “nuvens” são
criadas a partir de luzes
Strobo RGB DMX, Wash
Led RGBW DMX e Ribalta P5
RGBW DMX, programadas
em timecode sincronizado
com o áudio da sala pela
mesa MA2. Elas mudam
de cor e acompanham o
ritmo da audiomeditação
5
4. À frente, vemos o projeto
ParLED RGBWAUV criando
spots de luz azul no piso,
além do sistema aéreo de
TuboLEDS com fita LED RGB
pixel a pixel, programadas
pelo MadMapper para
imitar impulsos químicos.
Ao fundo, a fachada é
retroiluminada por fitas LED.
5. No interior dos painéis do
labirinto, foram usadas fitas
LED RGB com driver DMX,
controlada pela mesa MA2. Já
a luz externa é proporcionada
por elipsoidais ETC 575 W
lâmpada HPL com gobos,
programados pela mesa MA2.
64 Projeto Sonhos: História, Ciência e Utopia no Museu do Amanhã
65
O núcleo seguinte trata da qualidade do sono
no contexto da vida urbana e do ponto de vista
neurocientífico. A iluminação do espaço se dá por
um circuito de tubos com fita RGB, em que luzes
coloridas viajam de um lado ao outro, remetendo
tanto aos impulsos químicos do cérebro como
à rapidez da vida urbana. Uma falsa fachada
de prédio complementa a cenografia, com janelas
retroiluminadas e programadas para acender
e apagar, revelando seus “apartamentos”.
A sala que exibe obras do Museu de Imagens
do Inconsciente trata do sonho como potência
artística. Aqui, uma tela tensionada que oferece
luz difusa e homogênea ao ambiente dialoga
com um véu que encobre parcialmente as obras.
Ao fim do trajeto, a sala “Galeria de Sonhos
e de Grandes Sonhadores” mostra projeções
em azul de figuras que representam a busca
pelo sonho e a importância de sonhar com
o futuro. A iluminação direcionada e de
pouca intensidade confere protagonismo
às figuras e as engrandece no ambiente.
A experiência da mostra Sonhos: História, Ciência e
Utopia demonstra o potencial da luz como elemento
artístico. Imaterial como os sonhos, adiciona
múltiplos sentidos aos cenários da exposição,
quase que tocando o intangível de nossa mente.
6 e 8. A cobertura do
ambiente que apresenta
obras do Museu de
Imagens do Inconsciente
foi solucionada com
lâmpadas tubulares LED T8,
18W, 4.000 K, on/off, com
filtro ND aplicado sobre
os tubos, para redução
da intensidade. Sob as
lâmpadas, o fechamento
é de tecido tensionado.
7. Luzes coloridas viajam
de um lado a outro,
em tubos com fita RGB,
remetendo aos impulsos
químicos do cérebro.
7
Sonhos – História,
Ciência e Utopia no
Museu do Amanhã
Rio de Janeiro, RJ
Projeto de iluminação:
Anna Turra
Lighting Design
Anna Turra (titular)
Lina Kaplan
(colaboradora)
Cenografia:
Stella Tennembaum
Projetos
Identidade visual:
Estúdio Gráfico e
Regularswitch
Ilustrações
“Labirinto”:
Julia Jabur
Curadoria:
Sidarta Ribeiro
Coordenação geral:
Museu do Amanhã
Fornecedor:
Santa Luz Ltda.
Fotografia:
Renato Mangolin
6
8
66 Projeto Gruta Concept Showroom
67
entre o bruto
e o refinado
Um showroom com cara de casa: esse foi o
pedido da Gruta Mármores para comemorar
seus 40 anos de história. Desde 1985, a marca
transforma pedras naturais – como mármore,
granito, ônix e quartzito – em peças de
decoração. O novo espaço foi idealizado para
demonstrar o uso dessas pedras em ambientes
reais, além de receber os clientes em um espaço que
transmitisse a essência da empresa: a valorização
da natureza bruta por meio da sofisticação.
Todas as áreas funcionais da “casa” – escritórios,
salas de reunião, diretoria, lavabos – também são
espaços expositivos. O projeto de lighting design
se encarregou de garantir a nuance entre o aspecto
aconchegante de “lar” e o destaque aos produtos.
Realizado pelo escritório APM projetos, da arquiteta
e lighting designer Ana Paula de Moraes, o projeto
desenvolveu soluções que atendessem à diversidade
de texturas, cores e brilho dos materiais.
Na entrada, uma parede expõe placas de
todas as pedras com as quais a Gruta trabalha.
Elas deslizam para fora, para avaliação do cliente,
e são iluminadas individualmente por um pequeno
perfil de LED no teto. A luz uniforme banha as
placas de pedra, valorizando os veios, as tonalidades
e os relevos, e destaca-as do restante do ambiente.
Luminárias embutidas no teto oferecem luz suave
para a área de reunião ao lado. A mesma solução
é adotada no lounge de espera e bate-papo – ali,
a luz destaca os detalhes da parede expositiva,
feita de diferentes tipos de granito.
O lounge de espera tem
painel expositivo de chapas
de mármore, principal
produto da empresa. Cada
placa deslizante do painel
tem iluminação individual
feita de perfis Link Deep de
60 cm, com LED 15 W, 90° e
3.000 K. A mesa de reunião ao
lado recebeu luminárias em
módulos de 8 W e 3.000 K.
68 Projeto Gruta Concept Showroom
69
2
4
2. Na sala expositiva
central, as bancadas recebem
módulos de destaque
retangulares, de 8 W e
3.000 K. Sem iluminação
natural, a área ao fundo tem
teto luminoso com tecnologia
Tunable White, para que a
variação de temperatura
de cor se aproximasse
da composição luminosa
dos outros ambientes. Foi
utilizada tela tensionada
com fitas LED 10 W/m.
3. Os lavabos têm
faixas luminosas com
tela tensionada e
fitas LED 3.000 K e 10 W/m.
A luz destaca os detalhes
das pedras nas paredes,
expostas em todas as
áreas do showroom.
3
Alguns pontos do showroom recebem pouca
ou nenhuma luz natural, como a sala expositiva
central. Para garantir uma cobertura uniforme
de luz, o teto e as paredes são retroiluminados
com telas tensionadas dimerizáveis.
A temperatura de cor das telas pode variar,
simulando a variação entre luz natural e artificial.
5
4. Na sala do diretor
comercial, um pendente
com dois módulos destaque
8 W e 3.000 K (luz direta)
e 20 W e 3.000 K (indireta)
ilumina mesa e ambiente.
O apoio da mesa, de pedra
bruta, foi iluminado por um
projetor de 9 W, 60°, 2.700 K.
5. Vista do lounge de
espera e painel expositivo.
Na sala de reunião, uma luz indireta é
oferecida em camadas por perfis de LED
embutidos na marcenaria. A mesa tem
iluminação pontual, vinda das luminárias no
teto. Nos lavabos, tetos luminosos garantem
uma luz uniforme, essencial para destacar os
detalhes das superfícies de ônix e quartzito.
A sala do diretor alia conforto visual e elegância.
Uma luminária pendente projeta luz para o teto,
evitando reflexos diretos sobre a mesa de reuniões.
A pedra bruta na base da mesa – símbolo do
negócio da empresa – é iluminada por um projetor
embutido no piso. A iluminação, parte essencial
dessa experiência sensorial, dá forma à narrativa da
marca, revelando texturas, contornos e significados.
Na fusão entre o bruto e o refinado, o showroom
da Gruta Mármores oferece aos visitantes
uma imersão na beleza das pedras naturais
em um espaço pensado como extensão do lar.
A iluminação, parte essencial dessa experiência
sensorial, dá forma à narrativa da marca,
revelando texturas, contornos e significados.
70 Projeto Gruta Concept Showroom
71
A iluminação, parte essencial dessa experiência
sensorial, dá forma à narrativa da marca,
revelando texturas, contornos e significados.
8
6. No lounge, foram
aplicadas luminárias
retangulares de 8 W,
48° e 3.000 K, com controle
antiofuscamento.
.
7. A sala de reunião tem
iluminação direta sobre a
mesa (módulos destaque de
8 W, 4.000 K) e luz indireta
em camadas na marcenaria
(perfis LED 3.000 K).
8. Na área expositiva
central, a parede luminosa
ao fundo dá amplitude ao
ambiente (tela tensionada
com fitas LED 10 W/m, de
tecnologia Tunable White).
6 7
Gruta Concept
Showroom
Goiânia, GO
Projeto de iluminação:
APM Projetos
Ana Paula de
Moraes (titular)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Costaveras Arquitetura
Juliano Costa e Bruno
Veras (titular)
Cliente:
Gruta Mármores
Fornecedores:
Eklart, Lemca
Iluminação,
LightDesign Exporlux,
Lutron, Tensoflex.
Fotografia:
Edgard Cesar
72 Projeto Residência Mondesir
73
estar junto,
descansar a sós
Área de descanso da sauna.
A luz indireta, refletida nas
paredes, proporciona uma
atmosfera suave e relaxante,
propícia para a área (perfis
LED 15 W/m, 1.263 lm/m,
2.700 K, dimerizáveis).
74 Projeto Residência Mondesir
75
2 3
2. A área gourmet ganha
vida com uma iluminação de
cor quente, cuidadosamente
paginada nas ripas de
madeira (luminárias sem
borda, 13,2 W, 748 lm,
24°, 2.700 K dimerizáveis).
O nicho da churrasqueira,
de material claro, destaca-se,
complementando a luz geral
do espaço (luminárias de
15W/m, 1263lm/m, 2.700 K,
dimerizáveis).
3. Na sala de jantar,
luminárias retangulares do
tipo “darklight”, criam uma
iluminação direta confortável
e sem brilho. Sempre
obedecendo ao sentido do
forro de madeira, essas
luminárias complementam a
estética de linhas minimalistas
(luminárias sem borda,
13,2W, 748lm, 24°, 2.700 K
dimerizáveis). Pendentes de
formas orgânicas sobre a
mesa de jantar conferem
suavidade ao ambiente.
4. A fachada da casa
de hóspedes é iluminada de
maneira sutil e elegante,
com luz indireta instalada sob
os bancos. Essa iluminação
cria um ambiente acolhedor,
sem interferir na paisagem
ao redor. O design cuidadoso
garante uma atmosfera
tranquila e harmoniosa
(fitas LED 5 W/m, 450 lm/m,
2.700 K, dimerizáveis).
4
A residência Mondesir é um refúgio familiar
localizado em Areal, na região serrana do
Rio de Janeiro. Projetada para oferecer lazer,
descanso e convívio, foi dividida em dois núcleos,
um abrigando as áreas sociais e a suíte dos
proprietários, o outro reservado aos hóspedes.
A integração entre as diferentes zonas da
casa, aliada à permeabilidade entre os espaços
internos e externos, é um dos elementos centrais
dessa arquitetura. A iluminação explora as
superfícies texturizadas, em contraste com as
transparências dos vidros, discretas e pouco
visíveis. As luminárias quase desaparecem
entre as ripas do forro de madeira, deixando
visíveis apenas os efeitos luminosos.
Na sala de jantar, luminárias “darklight” próximo
às paredes de pedra criam um suave efeito
cênico, enquanto pendentes difusos sobre a
mesa equilibram a luz das paredes, oferecendo
uma luz confortável para as refeições. Nos
terraços, luminárias no forro iluminam mesas
e balcão; a iluminação rebatida nos nichos de
trabalho e na churrasqueira, com acabamentos
claros, contribui para o equilíbrio de contrastes,
criando um clima agradável e funcional.
76 Projeto Residência Mondesir
77
5
6
7
5 e 6. Na circulação interna
aos quartos e na fachada
da casa de hóspedes,
a iluminação provém de
luminárias embutidas no
piso, deixando o forro
sem interferências, uma
premissa do projeto nessas
áreas (2,7 W, 150 lm, 80°,
2.700 K, dimerizáveis).
7. Na circulação da sauna,
luminárias de piso, com
diâmetro reduzido e design
discreto, criam feixes de luz
precisos, valorizando o relevo
e a textura das paredes de
pedras. O contraste entre
luz e sombra revela a beleza
natural do material, tornando
o percurso visualmente
envolvente (2,7 W, 150 lm,
80°, 2.700 K, dimerizáveis).
8. A fachada da casa voltada
para a piscina, é marcada
pela luz sob o banco que
circunda a edificação e pela
luz interna dos ambientes.
A luz refletida na madeira
e nas pedras destaca as
texturas naturais e confere
aconchego ao ambiente
externo. Para conforto visual
da área, os beirais foram
preservados de luminárias.
As luminárias quase desaparecem entre as ripas
do forro de madeira, deixando visíveis apenas
os efeitos luminosos.
Na circulação externa que leva aos dormitórios dos
visitantes, diferentes soluções de iluminação são
adotadas, conforme o espaço. Luminárias embutidas
no piso, posicionadas junto ao lambri de madeira
carbonizada que oculta as portas, revelam a textura
escura desse material, além de criar um efeito de
luz indireta no forro de madeira, mais claro. Onde
há bancos de madeira, entre o piso e o jardim, uma
fita de luz sob o assento ilumina suavemente o solo.
Ao combinar iluminação direta e indireta e
ao valorizar com luz rasante seus materiais, o
projeto de iluminação contribui para tornar a
residência um lugar de descanso sensorial, onde
cada detalhe colabora para uma permanência
tranquila e integrada à paisagem.
Residência Mondesir
Areal, RJ
Projeto de iluminação:
Studio Iluz (@studioiluz)
Ines Benevolo (titular)
Renata Costa
Sá Guimarães
(colaboradora)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Jacobsen Arquitetura
Paulo Jacobsen e
Bernardo Jacobsen
(titulares)
Projeto de paisagismo:
Cenário Paisagismo
Fornecedores:
Adriana Yazbek,
Bocci, Lumini, Marset,
O/M, Santa Cole
(fornecido por FAS)
Fotografia:
Luciano Mendes
8
78 Projeto Memorial Brumadinho
79
O mirante, situado no ponto
final do percurso da Fenda,
descortina a paisagem
transformada pela lama.
É um espaço contemplativo
que convida à reflexão e
oferece uma visão do impacto
e da ressignificação do
território, agora dedicado à
memória e à esperança.
Terminais de fibra óptica
tipo endlight com lente
26 mm são integrados ao
concreto para iluminação
uplight da cascata. Utilizam
iluminadores LED 135 W,
2.700K, dimerizáveis, com
capacidade de alimentação
de até 680 fios de fibra
óptica endlight com
diâmetro de 0,75 mm.
Já os filetes de água são
iluminados com uma
mangueira de fibra óptica
tipo sidelight, com 42 fios
cujo diâmetro é de 0,75 mm.
brilho e
presença
80 Projeto Memorial Brumadinho
81
2 3
4
Em janeiro de 2019, uma catástrofe ambiental
atingiu Brumadinho e outros municípios de
Minas Gerais: a barragem 1 da mina Córrego
do Feijão, operada pela mineradora Vale S/A,
se rompeu, liberando 12 milhões de metros
cúbicos de lama de rejeitos de mineração.
Quase 300 vidas perdidas. Para as famílias das
vítimas, silêncio e vazio. Juntos, mobilizaram
a construção de um memorial onde o
luto pudesse ser vivido em coletivo.
O Memorial Brumadinho é fruto do trabalho
dos escritórios Gustavo Penna Arquitetos e
Associados, de arquitetura, e Atiaîa Lighting Design,
de iluminação. Localizado em área rural de pouca
iluminação, o projeto deveria evitar a dispersão
excessiva de luz. Ao mesmo tempo, sua ideia
era contrastar a paisagem terrosa da mineração
com um ambiente sagrado de acolhimento.
Ao longo de todo o memorial, 272 ipês amarelos
homenageiam cada uma das vidas perdidas.
À noite, são iluminados por manchas de luz
dispersas que orientam o caminho até a entrada.
O pavilhão é feito de uma mistura de concreto
com pigmento do rejeito da mineração.
Sua forma retorcida simboliza o choque do
rompimento e a força avassaladora da lama.
A luz na fachada não esconde a brutalidade do
episódio, mas sugere novos caminhos: ao mesmo
tempo que expõe as manchas e irregularidades
do concreto – com luminárias tubulares de efeito
grazing –, destaca o percurso até a entrada – com
perfis de difusor translúcido integrados ao gramado.
No interior do primeiro salão, uma drusa de cristais
presta homenagem às “joias”, forma carinhosa com
que as famílias de Brumadinho chamam as vítimas
da tragédia. Todo dia 25 de janeiro, às 12h28,
horário do rompimento da barragem, um feixe de
luz solar atravessa o espaço e ilumina os cristais.
A iluminação natural é complementada por
miniprojetores orientáveis, integrados aos zenitais.
Nos pequenos rasgos que pincelam o
concreto, foram instalados perfis com difusor
translúcido, criando um jogo de luzes no
chão que remete ao reflexo dos cristais.
2. Vista para a área de
convivência, entre o Pavilhão
de Entrada e a Fenda. Nas
fachadas foram utilizadas
luminárias tubulares de
sobrepor LED com efeito
grazing montadas em linha
contínua em calha drenante,
12 W, 24 W e 36 W, 1.980 lm,
facho elíptico 21° X 48°,
2.700 K, IRC > 90, com
pala antiofuscamento,
IP67, IK08, on-off.
3. O espaço meditativo é
um grande salão multiúso
aberto ao jardim, para onde
suas atividades podem se
abrir. A área de público recebe
iluminação proveniente de
projetores integrados aos
zenitais com fachos médios
para iluminação mais
uniforme. Nesse espaço,
foi explorada a reflexão da
luz das superfícies de forma
mais intensa, minimizando-se
o contraste com o exterior.
Nos zenitais, projetores
orientáveis de sobrepor LED
25 W, 2.202 lm, 23°, 2.700 K,
IRC > 90, dimerizáveis 0-10).
Para a laje inclinada,
luminárias tubulares de
sobrepor LED com efeito
grazing montadas em linha
contínua sobre a parede de
concreto (46/69 W, elíptico
21° X 48°, 2.700 K, IRC > 90,
com pala antiofuscamento,
dimerizável 0-10).
4. Entrada: o choque e
a reflexão. No interior do
salão de entrada, a drusa
de cristais ocupa um lugar
central, como forma de
homenagear as “joias”,
maneira como as famílias
das vítimas se referem a seus
entes queridos perdidos na
tragédia. A iluminação natural
da drusa é complementada
por miniprojetores
orientáveis, com refletor
elipsoidal, lente zoom e
framing shutter. A escuridão,
pincelada por pequenas
frestas de luz, convida à
reflexão sobre o choque
do rompimento e a força
avassaladora da lama (LED
14 W, 4.534 cd, 26°, 2.700 K,
IRC > 90, dimerizáveis).
82 83
5
6
7
5. Entrada do Espaço
Memória e Espaço
Testemunho, salas dedicadas
a preservar a história da
tragédia e homenagear as
vítimas, por meio de fotos e
objetos pessoais. Os planos
verticais desses acessos
são iluminados a partir de
sulcos no concreto que
permitem a instalação de
luminárias com óptica para
iluminação rasante, nesse
caso acendendo o piso e
identificando o percurso.
Foram utilizadas luminárias
tubulares de sobrepor LED
com efeito grazing montadas
em linha contínua, 12 W,
24 W, 36 W; 21°x 48°;
2.700 K, IRC > 90, com
pala antiofuscamento.
6. Fachada frontal: os
planos cegos e beirais
são destacados, marcando
visualmente a fachada da
entrada, início desse espaço
solene. As manchas naturais
da coloração do concreto
de rejeito e as marcas das
formas de armação são
reveladas como cicatrizes,
por meio de luminárias
tubulares de sobrepor LED
com efeito grazing montadas
em linha contínua em calha
drenante, (36 W, 1.980 lm,
21° X 48°, 2.700 K).
7. Aqui, o Monumento
às vítimas transforma-se
em trajetória, entre nomes
e memórias, sob uma
escultura suspensa. Nas
paredes laterais, os nomes
das pessoas levadas pela
tragédia vão surgindo,
como histórias gravadas nas
superfícies. Luminárias de
fibra óptica, representando
flores de ipê, emanam luz
similar à de velas, como
numa procissão, lembrando
a fragilidade da vida ante
a tragédia. Resultado de
intensa colaboração entre
disciplinas, as luminárias
exigiram testes, prédimensionamento
e previsão
de armários para a locação
das fontes (LED 10 W, 2.700K,
on-off, com capacidade de
alimentação de até 120 fios
de fibra óptica endlight com
diâmetro de 0,75 mm).
84 Projeto Memorial Brumadinho
85
As paredes de acesso aos espaços são
iluminadas por luminárias instaladas nos sulcos
do concreto, oferecendo iluminação rasante.
Na superfície branca da escultura-monumento,
está estampado o mapa do Córrego do Feijão.
Olhos geométricos vertem lágrimas, iluminadas
por mangueiras de fibra óptica tipo sidelight.
“O Memorial dá nome e rosto e conta
a história das vítimas. É um ato de
resistência contra o esquecimento.”
Um mirante com vista para o vale marca o
final da experiência do memorial. No fundo
do lago, oscilam as luzes de 272 terminais
de fibra óptica programados para reproduzir
o efeito de um céu estrelado.
A luz é trabalhada no memorial a partir de suas
qualidades mais nobres: brilho e presença. Segundo
a lighting designer Mariana Novaes, titular do Atiaîa,
cada solução foi projetada para convidar o visitante
à reflexão: ora criando luz, ora criando penumbra.
Vista geral para o Memorial:
via de acesso, percursos de
entrada, fachada do Pavilhão,
Poema, Bosque, Fenda,
Monumento. Ao fundo a
paisagem da da barragem de
rejeitos. O efeito de dispersão
da luz para a atmosfera
resultante de soluções uplight
foi minimizado através
de diferentes estratégias:
restrição de horários de
funcionamento, dimerização
e acessórios limitadores de
facho nas luminárias externas.
Seguindo adentro, o visitante encontra um
espaço meditativo, onde o pé-direito variável
se abre para o jardim. Assim como no
salão dos cristais, projetores integrados aos
zenitais no teto criam iluminação difusa.
O projeto de iluminação buscou reduzir o
contraste entre interior e exterior, explorando
também o destaque nas paredes e lajes,
com luminárias de efeito grazing.
O terreno do Memorial é cortado por um
percurso de 230 metros, que termina em uma
escultura-monumento às vítimas. Nas paredes
do corredor, o nome de cada uma é grafado.
Pequenas luminárias em forma de flores de ipê
acompanham os nomes e remetem à luz de velas,
como em uma procissão; essas luminárias foram
desenvolvidas especialmente para o projeto e
instaladas com tecnologia de fibra óptica.
Ao final do percurso, antes da escultura, o visitante
chega ao Espaço Memória e ao Espaço Testemunho,
salas dedicadas a abrigar os restos mortais das
vítimas, além de fotos e objetos pessoais deles.
“Não é um espaço desenvolvido para ser
bonito, agradável, confortável, dosado ou
correto. O Memorial dá nome e rosto e
conta a história das vítimas. É um ato de
resistência contra o esquecimento”, diz.
Memorial Brumadinho
Brumadinho, MG
Projeto de iluminação:
Atiaîa Lighting Design
Mariana Novaes (titular)
Pedro Ferreira,
Bárbara Oliveira e Elisa
Campos (colaboradores)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Gustavo Penna
Arquitetos Associados
Gustavo Penna (titular)
Norberto Bambozzi,
Laura Penna, Letícia
Carneiro, Ricardo Lopes,
Priscila Dias, Alice Flores,
Fernanda Tolentino,
Henrique Neves, Gabriel
de Souza, Eduardo
Magalhães, Julia Lins,
Larissa Freire, Sávio
de Oliveira, Gustavo
Monteiro, Felipe Franco,
Mariana Carvalho,
Rafaela Rennó, Caio
Vieira, Fernanda Freitas,
Matheus Welffort,
Manoel Belisário, Naiara
Costa, André Silva,
Natália Castro, Isabela
Tolentino, Taimara Araujo,
Diana Penna e Tamiris
Bibbó (colaboradores)
Projeto de sinalização:
Greco
Projeto de paisagismo:
Medra Paisagismo
Gerenciamento
de projetos:
Olhar 360
Projeto de expografia
dos Espaços Memória
e Testemunho:
Júlia Peregrino
Iluminação da
expografia dos Espaços
Memória e Testemunho:
Cesar de Ramires
Gerenciamento
de obras:
Maurício Lemos,
VALE S.A.
Fiscalização de obra:
Concremat Engenharia
e Tecnologia
Planejamento de obra:
Reta Engenharia
Execução de obra:
Construcap CCPS
Engenharia e Comércio
Cliente:
Fundação Memorial
de Brumadinho e
Associação de Familiares
de Vítimas e Atingidos
pelo Rompimento da
Barragem Mina Córrego
do Feijão (AVABRUM)
Fornecedores:
Arte em Cena, Fasa Fibra
Ótica, Interlight, Lemca
Iluminação, Lightsource,
Lumicenter, Luxion, O/M
Fotografia:
Pedro Mascaro, Jomar
Bragança, Nitro Histórias
Visuais/Leo Drummond
86 Projeto FARM Rio
87
Em 1997, um estande de 4 m² abrigava as primeiras
peças da FARM Rio, cofundada por Kátia Barros
e Marcello Bastos. As roupas eram inspiradas em
um “encantamento pela descontração carioca e
pela natureza exuberante” do Rio de Janeiro. A
marca chega a 2025 com um estilo consolidado
e mais de cem lojas no Brasil e sete no exterior.
A nova unidade, inaugurada este ano no Shopping
Rio Design Barra, potencializa elementos
desse estilo – como o piso terroso, as curvas, o
provador Oca, as árvores naturais preservadas
e a arara Serpente Cósmica –, ao mesmo
tempo que apresenta novas cores nas paredes,
painéis em marchetaria e vitrine aberta.
a luz
que veste
a marca
As peças expostas ganham
destaque graças a uma
solução de iluminação
discreta: embutidos
orientáveis orbitais com
lâmpada PAR 30 CDMR
LED 20 W, 32°, 1.400 lm,
3.000 K, IRC 95. A luz de
preenchimento no pé-direito
duplo vem de elementos
curvos com tela tensionada
e fitas LED 14,4 W/m,
1.580 lm/m, 3.000 K, IRC 90.
No lounge, as luminárias de
Adriana Yazbek compõem
a ambientação.
88 Projeto FARM Rio
89
O projeto reflete a essência da parceria entre os
escritórios: o apreço pela luz natural – tanto como
elemento do projeto quanto como inspiração.
3 4
2 e 5. Claraboias artificiais
aparecem em três espaços
da loja. Na área principal,
a solução de tela tensionada
contribui com a abundância
de luz na loja, aliada à
presença de uma janela com
orientação oeste. Esta, por
sua vez, recebeu tratamento
com película para filtrar os
raios UV. A intensidade da
luz da claraboia aumenta
ao longo do dia para
acompanhar o cair do sol.
O projeto de iluminação é dos escritórios
concepDUAL, de Diana Joels, e Acenda Iluminação,
de Paula Carnelós, parceria responsável por uma
série de outras lojas FARM nos últimos anos. Diante
da expansão internacional, o projeto no Rio Design
Barra reforça as características locais, mantendo
o padrão de simular uma luz solar e abundante e
incorporando novas soluções, como luminárias
orientáveis distribuídas pelo teto do lounge central,
para simular a vibração natural da luz do sol.
2
5
3 e 4. Na área de
provadores, o protagonismo
migra dos produtos para as
clientes. A composição de
luz é acolhedora, criada pelas
sancas associadas aos planos
verticais com paisagens da
artista Dominique Jardy.
A tela tensionada no lounge
contribui com luz difusa,
com uma sensação visual
semelhante às do pé-direito
alto, mas com fluxo luminoso
inferior (tela tensionada e
fitas LED 9,6 W/m, 1.152
lm/m, 3.000 K, IRC 90).
Na porção da loja, que tem pé-direito duplo, a
luz de preenchimento provém dos elementos
curvos com tela tensionada e fitas de LED. Ao
fundo, uma sanca de luz indireta proporciona
brilho suave, enfatizando a curvatura da parede.
Luminárias decorativas completam a composição
da luz. A protagonista do ambiente, a claraboia
artificial de tela tensionada – elemento que há
anos integra os projetos das lighting designers
para a FARM –, nessa unidade, ganha um recuo
com borda curva, potencializando seu desenho
orgânico e irregular. No centro da loja, ela equilibra
a luz natural que entra pela janela, garantindo
uma cobertura difusa sem eliminar as sombras.
Uma segunda claraboia artificial ilumina a área
de provadores. Ali, no entanto, a ideia foi criar
um ambiente mais acolhedor e menos “solar”,
dando protagonismo ao cliente. Para isso, o fluxo
luminoso da tela tensionada é menor. Sancas
destacam os planos verticais – paredes e cortinas.
90 Projeto FARM Rio
91
6
8
FARM Rio – Shopping
Rio Design Barra
Rio de Janeiro, RJ
Projeto de iluminação:
concepDUAL e
Acenda Iluminação
Diana Joels e Paula
Carnelós (titulares)
Vitória Pamplona
(colaboradora)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Renata Gaia Arquitetura
Renata Gaia (titular)
Cliente:
FARM Rio
Fornecedores:
3M (películas),
Revoluz, Save Energy,
Stella, Tensoflex,
Zacarias Iluminação
Fotografia:
Derek Mangabeira
e Renato Mangolin
7
6 e 8. Os produtos recebem
iluminação homogênea,
proporcionada diretamente
pelos embutidos (lâmpada
PAR 30 CDMR LED 20 W,
32º, 1.400 lm, 3.000 K,
IRC 95) com preenchimento
do fundo por uma sanca
indireta com perfil de LED
difusor baixo e fita LED
25 W/m, 2.700 lm/m, 2.700 K.
7. Os embutidos no
teto são aparentemente
distribuídos de forma
aleatória, acompanhando a
inspiração orgânica da marca.
A distribuição, no entanto, foi
pensada para equilibrar a luz e
evitar manchas nas paredes.
Entre esses dois ambientes, há uma área com
pé-direito simples em que a distribuição das
luminárias ganha um desenho neutro e discreto
de linhas retas. Essa disposição garante uma
luz mais suave, criando uma transição entre
o ambiente mais “solar”, de exposição das
roupas, ao mais acolhedor, dos provadores.
O projeto reflete a essência da parceria entre
os escritórios: o apreço pela luz natural – tanto
como elemento do projeto quanto como
inspiração –, a preferência por soluções
técnicas simples e de custo adequado e a
sensibilidade na compreensão da marca.
92 Projeto Yachthouse by Pininfarina
93
exuberância
1
No bairro Barra Sul, em Balneário Camboriú,
duas torres de quase 300 metros de altura
chamam a atenção de quem transita pelo local.
Trata-se do empreendimento Yachthouse, que
carrega a conhecida marca de design automotivo
Pininfarina. A cidade da costa catarinense
tornou-se ponto de edifícios luxuosos que, um
após o outro, quebram recordes de altura.
Idealizado para atender às mais variadas
necessidades de seus moradores, o condomínio
residencial possui uma infraestrutura de lazer
de 10 mil metros quadrados. São cinco piscinas
externas aquecidas, uma piscina coberta,
um bar panorâmico, quadras poliesportivas,
salas de jogos, salões de festas, cinema,
restaurante, boate com isolamento acústico,
academia, spas e salão de beleza.
As torres desfrutam simultaneamente de vista
para o mar, para a Mata Atlântica e para o rio
Camboriú. Estando a natureza tão presente, o
projeto de interiores, assim como a iluminação
que o acompanha, adotou motivos orgânicos,
buscando equilibrar o luxo e a exuberância do
projeto com a exuberância da natureza em volta.
No hall principal de entrada, perfis flexíveis
acompanham o desenho arredondado do teto de
ACM, remetendo ao dinamismo da marca. Solução
similar é adotada no hall de acesso à área externa,
onde os perfis aparecem integrados à marcenaria
das paredes. No teto, sancas invertidas conferem
leveza à composição. O desenho curvilíneo
dessas linhas e sancas (sempre a 3.000 K) torna
os ambientes mais atraentes ao olhar, além de
contribuir com uma sensação mais acolhedora.
O mesmo princípio é mantido nas demais
áreas, como academia, onde se vê a iluminação
sempre integrada às propostas de interiores.
2
1. No hall principal,
foram utilizados perfis de
LED flexíveis embutidos
em cava no teto de
ACM, seguindo o desenho
orgânico do espaço e
reforçando o conceito
dinâmico da marca.
Com temperatura de cor de
3.000 K, a iluminação cria um
efeito contínuo e acolhedor.
2. No hall de acesso à área
externa, a marcenaria das
paredes incorpora perfis
flexíveis que se conectam
visualmente às sancas
invertidas no teto. A luz
quente (3.000 K) realça o
acabamento e suaviza a
transição para o exterior.
94 Projeto Yachthouse by Pininfarina
95
3 4 5
3. O bar da piscina recebeu
perfis lineares flexíveis
integrados à arquitetura, os
quais reforçam a ambientação
descontraída e elegante.
A luz difusa e quente
valoriza os revestimentos e
proporciona conforto visual.
4. A piscina coberta é
iluminada por perfis
de sobrepor (3.000 K)
embutidos na treliça
metálica da claraboia, criando
à noite um efeito suave
que simula a luz natural. A
iluminação lateral contínua
e os embutidos de solo
(2 W, 3.000 K) marcam a
passagem e a passarela.
5. No lounge no mezanino,
perfis lineares (3.000 K)
embutidos em sancas
no teto combinam-se a
downlights pontuais, criando
diferentes camadas de luz.
6. A academia é iluminada
por perfis lineares
integrados à marcenaria
que proporcionam iluminação
uniforme e funcional,
acompanhando o ritmo do
espaço e favorecendo a
prática de atividades físicas.
Na piscina coberta, perfis luminosos ocultos na
estrutura metálica de sua claraboia criam à noite
um efeito suave, emulando o da luz diurna. Linhas
difusas contínuas garantem a iluminação de suas
laterais. As áreas externas recebem balizadores
tipo coluna ou embutidos em paredes, garantindo
segura e confortável transição entre os ambientes.
Num empreendimento onde boa parte das
orientações de desenho provém dos designers
da marca, cabe ao lighting designer, além de
garantir o sucesso das soluções propostas
com a luz adequada à sua função, preservar
a coesão entre diferentes áreas e soluções,
sem perder de vista essas orientações. “Nosso
norte para esse desafio foi a simplicidade de
soluções”, completa Guilherme Pinheiro, da
Apollo Iluminação, escritório autor do projeto.
6
O projeto de interiores, assim como a iluminação que o
acompanha, adotou motivos orgânicos, buscando equilibrar
o luxo e a exuberância do projeto com a exuberância da
natureza em volta.
Yachthouse by
Pininfarina
Balneário Camboriú, SC
Projeto de iluminação:
Apollo Iluminação
Guilherme Pinheiro
e Priscila Mercial
(titulares)
Karine Camponez
e Nathally Melo
(colaboradores)
Design de interiores:
Home Design
Cliente:
Pasqualotto>
Fornecedores:
Lemca Iluminação
Fotografia:
Angelo Borba Fotografia
96 Projeto Praça Leblon – Shopping Leblon
97
No quarto piso do Shopping Leblon, no Rio de
Janeiro, a nova Praça Leblon se propõe a ser mais
que um espaço de alimentação: é uma extensão
da identidade carioca. O projeto de arquitetura,
pensado para materializar a essência carioca de
forma sublime e contemporânea, apostou em
texturas naturais, tons quentes e formas orgânicas
para criar um ambiente leve, vibrante e acolhedor.
O projeto luminotécnico do LD Studio buscou
traduzir o frescor e a leveza propostos na arquitetura
por meio de uma iluminação indireta generosa,
que atua como pano de fundo sensorial para a
experiência dos visitantes. Ao mesmo tempo que
retoma a identidade sofisticada do shopping,
a luz cria um ambiente de descontração.
alma
Salão da nova área. Praça
Leblon com visão para o vazio
à esquerda e fachada com
cobogó. A paginação de forro
metálico, integrada ao sistema
de trilhos, foi desenvolvida
em conjunto com o escritório
ICA Design. A combinação de
generosa iluminação indireta e
iluminação pontual para
as mesas acrescenta
carioca
contraste e conforto visual.
98 Projeto Praça Leblon – Shopping Leblon
99
2. Na área do bar, onde
o desenho da iluminação
acentua a natureza curva
do espaço. O cobogó ao
fundo ganha destaque com
a iluminação grazing.
3. Vista do salão com
área de sofá e banco de
madeira. Luminárias de
embutir com refletor dourado
proporcionam a atmosfera
intimista desejada.
4. Área de sofá e banco
de madeira desenhado
sob medida, com
iluminação linear de baixo
para cima, valorizando o
paisagismo da jardineira,
e pendentes decorativos,
que dão escala ao lugar.
2
3
Segundo a lighting designer e diretora-executiva
do LD Studio, Daniele Valle, o projeto busca
incorporar no ambiente “o Rio sublime e sensorial,
através do uso de texturas, cores e formas”.
Uma das decisões mais importantes foi a liberação
do pé-direito, revelando a estrutura de cubetas do
forro – agora valorizada com uma pintura em tom
terracota pálido. A escolha, feita em colaboração
entre arquitetos e lighting designers, potencializou
o efeito da luz e ampliou a percepção espacial.
A tecnologia Skarlet (Kelving LAB), já utilizada
anteriormente no subsolo do shopping, foi
reaplicada aqui com resultados expressivos. Sua
composição de espectro com presença reforçada
de vermelho oferece uma luz linear indireta que
aquece o ambiente e intensifica sua atmosfera
envolvente. O resultado é uma vibração sutil, mas
perceptível, que eleva o espaço além de sua função
original e o destaca do restante do shopping.
4
100 Projeto Praça Leblon – Shopping Leblon
101
O projeto também se apoia em múltiplas camadas
de iluminação. Pontos de luz sobre as mesas criam
destaque e intimismo; luz rasante nas superfícies
verticais valoriza texturas e volumes arquitetônicos;
luminárias decorativas estrategicamente
posicionadas contribuem para a escala humana
e adicionam personalidade. Algumas dessas
luminárias foram reaproveitadas da antiga praça de
alimentação, escolha que reforça o compromisso
do bom design com o uso inteligente dos recursos.
5
7
Mais que atender a uma função prática, a
iluminação da Praça Leblon foi pensada para
qualificar a experiência no espaço. Em meio ao
fluxo intenso do shopping, ela oferece um respiro,
um calor. Ao iluminar com intenção, o projeto
transforma uma área comercial em um ambiente
aconchegante, elevando o dia a dia do público.
Em tempos em que os espaços de consumo
buscam ressignificar seu papel urbano, o projeto
do LD Studio para a Praça Leblon utiliza a luz
como elemento de acolhimento e identidade.
5. Mesa coletiva e parede
verde, com luminárias
reaproveitadas da antiga
praça de alimentação.
6. Mesas junto ao balcão
curvo, com diferentes
camadas de iluminação:
sistema integrado ao forro
metálico para luz indireta,
pendentes reaproveitados
para luz pontual e iluminação
grazing no cobogó.
7. Acesso da nova área
junto ao vazio principal do
shopping, onde a atmosfera
é reforçada pela iluminação
indireta generosa, em 2.700 K.
6
Uma das decisões mais importantes foi a
liberação do pé-direito, revelando a estrutura
de cubetas do forro – agora valorizada com
uma pintura em tom terracota pálido.
Praça Leblon –
Shopping Leblon
Rio de Janeiro, RJ
Projeto de iluminação:
LD Studio
Mônica Lobo e Daniele
Valle (titulares)
Clarissa Bonotto,
Juliana Valente e Jordan
Rocha (colaboradores)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Índio da Costa Design
Guto Índio da Costa
Projeto de paisagismo:
Gil Fialho
Construtora:
Baggio e Carvalho
Cliente:
Allos
Fornecedores:
Eklart, e:light (Foscarini
e Marset), Kelving Lab,
LightDesign Exporlux
Fotografia:
André Nazareth
102 Projeto SKR Panorama Vila Romana
103
bem-estar e
funcionalidade
Localizado no bairro Vila Romana, zona oeste
de São Paulo, o condomínio Panorama oferece
generoso espaço de lazer aos moradores.
Piscina, quadra de tênis e lareira externa
rodeiam a torre única de 15 andares, com quatro
apartamentos de 177 m² por andar.
O empreendimento foi pensado para atender
às necessidades da região, que atrai público
cada vez mais familiar por sua tranquilidade
e pela proximidade com o centro. Alinhado
a essa demanda, o escritório Castilha
Iluminação projetou soluções que garantem
sobriedade e integração com a arquitetura.
Ao entrar no edifício, o morador é conduzido
por uma marquise entremeada por jardins que
interliga a portaria ao acesso social. Projetores
focais valorizam a vegetação da passarela,
duplicando o desenho das folhas no piso
e criando luz texturizada. Já as lajes de cobertura
das passarelas foram deixadas sem nenhum
ponto de luz; em vez disso, linhas de LED
integradas aos pilares oferecem luz lateral.
A circulação coberta que
interliga a portaria à entrada
social do edifício é iluminada
por perfis LED 2.700 K
instalados como arandelas
nos pilares. Projetores
no jardim (700 lm, 40°)
complementam a iluminação,
rebatendo seus fachos na
cobertura. O banco linear de
concreto recebeu um perfil
LED 2.700 K em sua base,
recurso repetido em outros
locais do empreendimento.
104 Projeto SKR Panorama Vila Romana
105
2. No bicicletário, pendentes
lineares (2.700 K, direto
e indireto), dispostos em
ângulos agudos entre si
dialogam com o desenho
trapezoidal dos perfis LED do
hall de acesso adjacente.
3. Sancas perimetrais
com perfis LED (2.700 K)
garantem a luz ambiente,
enquanto luminárias
embutidas com lâmpada
AR-111 LED (2.700 K, 24°)
oferecem a luz direta que
ressalta brilhos e contrastes.
Essas luminárias são dispostas
num grid preciso e enxuto e
complementam a iluminância
necessária. Um grande banco
sinuoso é iluminado com duas
linhas de perfis LED, flexíveis.
4. O recuo da portaria forma
uma pequena “praça”
iluminada por postes de
3 m de altura, cada um
com três projetores focais
(2.700 K, 40°). A solução
oferece luz ao mesmo
tempo funcional e atraente,
por seu aspecto cênico,
valorizando a vegetação.
2
Com soluções simples, mas criativas, o projeto
priorizou a durabilidade e a baixa manutenção,
itens importantes para um condomínio.
4
3
O banco de concreto complementa a composição,
iluminado por perfil LED em sua base, garantindo
maior conforto visual. Os demais canteiros
nas áreas de estar são iluminados por pequenos
postes de 1,20 metro de altura, com três
projetores que destacam a vegetação.
Para as diversas áreas de lazer internas
do condomínio, o projeto apostou em sancas
invertidas. No salão de festas, por exemplo, elas
criam uma agradável luz ambiente, complementada
por projetores focais que dão brilho a áreas
específicas. Um grande banco sinuoso é iluminado
com perfil LED flexível, quebrando a linearidade do
espaço. Soluções parecidas são adotadas no hall
social, que ganha personalidade com o perfil em
recorte trapezoidal no pórtico de acesso ao elevador.
A academia tem iluminação funcional,
proporcionada por perfis LED lineares no teto –
estes com difusor –, além de embutidos nos nichos
de equipamentos. No bicicletário, foram dispostas
luminárias lineares pendentes, em ângulos que
dinamizam o espaço e “conversam” com o perfil
trapezoidal no hall de acesso adjacente.
Vista de noite, a piscina tem clima de
privacidade e descanso. Sua luz provém
de postes com projetores focais no deck,
complementados por projetores subaquáticos.
Com soluções simples, mas criativas, o projeto
priorizou a durabilidade e a baixa manutenção,
itens importantes para um condomínio.
106 Projeto SKR Panorama Vila Romana
107
5
7
8
SKR Panorama
Vila Romana
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
Castilha Iluminação
Marcos Castilha (titular)
Mayara Pinheiro
(colaboradora)
Projeto de arquitetura:
LE Arquitetos
Luiz Eduardo e Eliana
Medeiros (titulares)
Projeto de Interiores:
Claudia Albertini
Projeto de paisagismo:
Peter Burmeister
Paisagismo
Cliente:
SKR Arquitetura Viva
Fornecedores:
Alloy, Avant, Interlight,
Ledplus, Ledvance,
Lightsource, Lis
Soluções, Lumicenter
e Powerlume
Fotografia:
Maira Acayaba
6
5. Na academia, perfis
lineares LED 2.700 K com
difusor, instalados em
nichos no teto organizam
o espaço, priorizando
sua funcionalidade.
6. Os canteiros de vegetação
que entremeiam as áreas de
estar receberam pequenos
postes de 1,20 metro de
altura, cada um com três
projetores focais orientáveis
2.700 K, imprimindo
texturas interessantes nas
coberturas da circulação.
7. O pórtico de acesso é
iluminado por perfis LED
em recortes não ortogonais.
Nos ambientes de estar
internos, cortineiros luminosos
geram a luz ambiente
necessária, complementados
por embutidos de teto
(AR-111, 2.700 K, 24°).
8. O deck da piscina
é iluminado por
postes com projetores
(2.700 K, 40°), contrastando
com os projetores
subaquáticos em 5.000 K.
108 Projeto Residência MYS
109
No acesso à área social
da casa, a transparência
convida o morador adentro.
À esquerda, o ripado recebe
iluminação uplight (2 W, 11°,
2.700 K), enquanto downlights
embutidos no forro (10 W, 33°,
2.700 K) criam desenhos no
piso e demarcam a entrada.
A iluminação do jardim
que rodeia a casa gera um
interessante jogo de sombra
e luz na empena lateral.
(re)habitar
o cotidiano
110 Projeto Residência MYS
111
2 3
4
A integração entre interno e externo cria
sensação de abertura, enquanto as camadas
de luz proporcionam aos moradores diferentes
atmosferas para o cotidiano.
Projetada para um jovem casal, a Residência
MYS está localizada no Jardim Europa, bairro
arborizado na zona oeste de São Paulo.
Ocupando um terreno de mais de 2 mil metros
quadrados, a casa foi concebida para unir
sofisticação, funcionalidade e integração às
áreas externas – valores que se refletem tanto na
arquitetura quanto no projeto luminotécnico.
A iluminação, assinada pelo Linha Estúdio, assume
papel essencial na construção da atmosfera da
residência. A aposta em camadas de luz, cenas
versáteis e uma relação fluida entre a casa e o
jardim garantiu aconchego, conforto visual e
experiência sensorial em cada espaço da casa.
Logo no acesso à residência, uplights aplicados no
ripado vertical criam uma composição expressiva
e convidativa, conduzindo o morador ao interior da
residência. A iluminação dessa área se completa
com downlights embutidos no forro, que demarcam
sutilmente o percurso até a porta principal – uma
peça vazada que revela parcialmente o interior.
Na área social, a imponente parede de concreto
recebe iluminação assimétrica. Complementos de
brilho pontual e luminárias decorativas reforçam
a ambientação da área social, equilibrando o rigor
geométrico dos materiais com a suavidade da luz.
Ao redor da casa, a iluminação do jardim cria
interessante jogo de luz e sombra sobre a
empena lateral. As cenas mudam ao longo do
dia, graças à variação da luz natural combinada
com a luz artificial projetada – resultado de
um estudo cuidadoso sobre temperaturas de
cor e posicionamento de projetores. A piscina
também integra esse sistema, contribuindo
com luz para a área externa e permitindo
que o deck funcione como extensão da
área social e gourmet, inclusive à noite.
De fora, observa-se a uniformidade luminosa
entre os dois pavimentos. No andar superior, o
uso de perfis de LED embutidos nos cortineiros
permite uma iluminação indireta suave para os
dormitórios e para a varanda, comum entre eles.
5
2. Diferentes soluções
de iluminação conectam
as áreas social e gourmet
ao jardim. As paredes em
concreto da sala de estar
são iluminadas por fonte
linear assimétrica embutida
(16 W/m, 1.700 lm/m,
2.700 K). Downlights de
diferentes fachos (10 W, 33°
e 15°, 2.700 K) completam
o espaço, com luz geral
e brilho focal em pontos
estratégicos. Luminárias de
apoio, como o pendente da
mesa, o pedestal de leitura
e a luminária para área
externa, criam uma camada
extra de luz (todas 2.700 K).
3. As soluções de lighting
design conectam os
pavimentos superior e
inferior. Acima, os perfis de
LED (15 W/m, 1.000 lm/m,
2.700 K) instalados nos
cortineiros permitem
iluminação indireta para o
interior dos dormitórios e para
a varanda comum entre eles.
4. No hall interno entre
a suíte master e o closet
master, uma lona tensionada
(125 W/m, 2.000 lm/m,
2.700 K). permite boa
visualização diante do
espelho. A dimerização
garante conforto ao
longo de todo o dia.
5. Uplights de facho
concentrado (2 W, 11°,
2.700 K) embutidos entre as
ripas de madeira orientam
a entrada para a residência.
Projetores orientáveis
(8,5 W, 45°, 2.700 K) fixados
entre as ripas destacam o
paisagismo e contribuem
para iluminação geral.
112 Projeto Residência MYS
113
6
8
7
6. Diferentes possibilidades
de iluminação conferem
versatilidade aos dormitórios.
A luz rebatida do cortineiro
proporciona luz agradável no
interior, além de compor a
iluminação da varanda e da
fachada. Decorativas ao lado
da poltrona e nas laterais da
cama criam pontos de leitura,
enquanto downlights (6 W,
75°, 2.700 K) preenchem o
restante do ambiente.
7. No lavabo social, os
lighting designers propuseram
lona tensionada vertical (fitas
de 15 W/m, 1.000 lm/m,
2.700 K). Ao abrir a porta, a
luz se acende gradualmente
até seu ponto máximo,
criando uma experiência
agradável e funcional.
Nos dormitórios, o projeto trabalha diferentes
camadas de luz. A iluminação indireta do cortineiro
cumpre múltiplas funções: garante aconchego,
ilumina a varanda de maneira difusa e complementa
a luz da fachada. Luminárias de apoio junto
às poltronas de leitura e nas laterais da cama
ampliam as possibilidades de uso, enquanto
os downlights garantem a luz geral do ambiente.
No hall de acesso à suíte master e no lavabo
social, telas tensionadas oferecem luz difusa e
funcional. Além da estética leve, esses elementos
permitem controle de fluxo luminoso, adaptando-se
a diferentes necessidades e momentos do dia.
Durante o desenvolvimento do projeto,
a equipe enfrentou o desafio de adequar
o orçamento sem renunciar ao conceito
original – já validado com os projetos de
arquitetura e interiores. Foram realizados novos
cálculos e adotadas soluções alternativas para
materiais e equipamentos, garantindo viabilidade
sem comprometer a proposta luminotécnica.
Residência MYS
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
Linha Estúdio
Fabiana Rodriguez
e Leon Fernando
(titulares)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Arquitetura Gui Mattos
Gui Mattos (titular)
Marcos Ribeiro e
Isabella Rodrigues
(colaboradores)
Fornecedores:
Eurolighting,
Flos, Foscarini,
LightDesign Exporlux,
Lightsource, Lumini
Fotografia:
Joana França
8. Destaque para a
iluminação rasante na parede
de concreto da sala. Uma
única luminária assimétrica
linear cria luz contínua em
toda a superfície (16 W/m,
1.700 lm/m, 2.700 K).
Mais que funcional, a luz aqui atua como extensão
da arquitetura. A integração entre interno e
externo cria sensação de abertura, enquanto
as camadas de luz proporcionam aos moradores
diferentes atmosferas para o cotidiano.
114 Projeto Pinga ÃO – Pivô
115
1
do simples
surge o novo
O Pivô é uma associação cultural sem fins lucrativos
que promove intercâmbio, experimentação e
pesquisa em arte. Com unidades na Bahia e
em São Paulo, recebe exposições de artistas do
mundo todo, além de realizar atividades culturais
abertas ao público. No Projeto Vitrine, a associação
convida artistas a ocupar a principal galeria de sua
unidade paulistana, no conhecido edifício Copan.
Desde 2024, quem toma conta da vitrine do Pivô
é a ÃO, marca brasileira de moda experimental e
autoral. Em meio ao térreo do Copan, por onde
passam centenas de pessoas diariamente, a
galeria chama atenção por sua simplicidade.
Ao entrar, o transeunte se vê sob uma ruptura
de desenho luminoso: uma malha de cabos de
aço flutua sob o teto, rotacionada em 45 graus
em relação ao pilar central, abrigando lâmpadas
tubulares de cor neutra, dispostas, por sua
vez, ordenadamente nos cabos. A utilização de
lâmpadas “nuas”, incomum em projetos desse
gênero, cria uma surpresa ao percebermos que,
mesmo expostas, não incomodam tanto quanto
se imaginaria. Sua luz, ao difundir em todas as
direções, reflete nos acabamentos claros da
loja, neutralizando os contrastes. A originalidade
e a simplicidade desse desenho em rotação
convidam o olhar para dentro do espaço.
2
1. Com o interior em tons
frios e claros, as tubulares
(T8 9 W, 4.400 K, 900 lm) dão
destaque às peças expostas
e neutralizam contrastes.
2. No térreo do Copan,
a ÃO ocupa a vitrine do
Pivô com simplicidade
magnética, graças ao grid
flutuante de lâmpadas
tubulares nuas proposto
pelo Estúdio Nina Morelli.
116 Projeto Pinga ÃO – Pivô
117
3
3. Suspensa e levemente
inclinada, a malha de
cabos de aço rotacionada
em 45º tensiona a simetria
da arquitetura e transforma
o teto da vitrine em um
plano dinâmico de luz.
4. As lâmpadas
fluorescentes,
normalmente ocultas,
aqui são protagonistas:
expostas e distribuídas com
precisão, surpreendem por
não ofuscar, em diálogo
com os acabamentos
claros do espaço.
O lighting design é do Estúdio Nina Morelli, que
desde 2022 desenvolve trabalhos de iluminação,
buscando equilibrar técnica e sensibilidade. Nina
Morelli, fundadora do Estúdio e designer gráfica,
conta que a ideia para o grid surgiu em virtude
do baixo orçamento para a iluminação. A solução
foi buscar um resultado visual inovador, dentro
de uma cartela de produtos muito reduzida.
Nos provadores, as mesmas lâmpadas
tubulares são cobertas por placas de
policarbonato, suavizando sua visualização.
Em consonância com o projeto arquitetônico,
a iluminação traz personalidade ao local,
dialogando com seu entorno, particularmente
com o contexto cultural do Copan.
Sua luz, ao difundir em todas as direções, reflete nos
acabamentos claros da loja, neutralizando os contrastes.
A originalidade e a simplicidade desse desenho em
rotação convidam o olhar para dentro do espaço.
5. No provador, as tubulares
foram fixadas acima de chapa
de policarbonato translúcido,
que filtram a luz e conferem
conforto visual sem perder
a identidade do projeto.
6. No embate entre o
industrial e o etéreo, o
projeto de iluminação aposta
na luz como elemento que
une ambas as estéticas.
Pinga ÃO – Pivô
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
Estúdio Nina Morelli
Nina Morelli (titular)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Clube
Gabriel Biselli (titular)
Marc do Nascimento
(colaborador)
Cliente:
Pinga ÃO
Fornecedor:
Ledvance
Fotografia:
Marina Lima
4
5 6
118 Projeto Apartamento Vitra Tower – Itaim Bibi
119
conviver,
com arte
Um sistema de trilhos
magnéticos com módulos
de 10,8 W dimerizáveis,
com óptica focal ou
“wall washer”, ilumina a
exuberante folhagem no
centro da sala de estar.
120 Projeto Apartamento Vitra Tower – Itaim Bibi
121
Um edifício todo envidraçado se impõe em meio
ao Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, mirando
a cidade e, ao mesmo tempo, refletindo-a.
Trata-se do Vitra Tower, do arquiteto Daniel
Libeskind. Nele, cada unidade conta com um
pedacinho generoso do céu de São Paulo.
O escritório Lichia Lighting teve a incumbência
de iluminar um de seus apartamentos.
Além de abrigar um grande acervo de arte, o
apartamento contava com grandes áreas de
convívio, um lounge, uma adega e um grande
jardim. Considerou-se também o desejo de se
preservar a “limpeza” da arquitetura e interiores,
evitando um resultado teatral ou carregado.
2. Linhas de LED em
nichos (degraus) destacam
as diferentes camadas do
espaço. Microluminárias
(6 W, 18°, dimerizáveis)
completam o ambiente.
3. Novamente o sistema de
trilho com módulos atende
aos diferentes ambientes do
apartamento. A diversidade
de fachos garante a leveza
necessária para não dar um
aspecto “teatral” ao ambiente.
4. Vinte e um pendentes
metálicos, assemelhados a
pequenos peixes, compõem o
produto exclusivo criado para
os moradores. Cada unidade
é equipada com miniplacas
de LED, perfazendo 400 lm
de iluminação indireta. O
conjunto é dimerizável.
3
A solução principal foi um trilho com módulos
de alta performance e controle de ofuscamento,
instalados em três linhas esguias embutidas
no teto. Dimerizáveis, com óptica focal e wall
washer, os projetores selecionados são ideais para
iluminar as obras de arte com luz aveludada e
elegante, dando destaque sutil a cada uma, sem
criar sombras duras. A solução de trilho também
garantiu flexibilidade: as obras podem mudar
de lugar, pois o sistema se adapta facilmente.
2
Montagens com linhas de LED em aço corten
retroiluminam o revestimento de ônix da lareira
e do espaço gourmet. A combinação entre
materiais escuros e luz suave resulta em um
ambiente acolhedor, mas de presença marcante.
Linhas de luz reaparecem embutidas na
marcenaria, reforçando a geometria dos
móveis, realçando volumes e conduzindo
o olhar ao longo dos ambientes.
A combinação entre materiais escuros e luz
suave resulta em um ambiente acolhedor,
mas de presença marcante.
4
Os clientes solicitaram também a montagem
de uma peça de iluminação para a mesa de jantar,
espaço de convívio e fruição. Feita de madeira
polida, a mesa exigia iluminação indireta para evitar
reflexos. O escritório propôs um pendente inspirado
em um cardume, carregando cada peixe um módulo
de LED, todos ligados em série. O movimento
orgânico conferiu leveza e originalidade ao espaço,
ainda em harmonia com o projeto de interiores.
122 Projeto Apartamento Vitra Tower – Itaim Bibi
123
5 6
8
7
5. O corredor ganha
dinamismo com as linhas
de LED em nichos na
madeira (piso e teto) e o
sistema de trilhos, que
destaca as obras na parede.
6. Linhas de LED,
instaladas em nichos na
parede de aço corten,
fazem brilhar os objetos.
7. Ao fundo, uma
sanca dá destaque à
parede de madeira.
8. Linhas de LED
distribuídas uniformemente
retroiluminam o revestimento
de ônix da lareira.
O lighting design atuou junto à automação para criar
diferentes cenas com as soluções de iluminação
– da recepção de convidados ao descanso
noturno. Esse nível de controle também ajuda a
otimizar o consumo de energia do apartamento.
O desenho de iluminação e a escolha dos produtos
refletem um traço próprio do escritório, que busca
integrar o lighting design aos detalhes da arquitetura
e adicionar peças autorais à paisagem dos projetos.
O resultado do apartamento é um conjunto
harmônico e versátil, em que cada ponto de luz
tem função e intenção: destacar a arte, promover
convívio e detalhar o espaço com delicadeza.
Apartamento Vitra
Tower – Itaim Bibi
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
Lichia Lighting
Rafaela Romitelli (titular)
Estevão Pessotta
(colaborador)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Guelo Nunes
Arquitetura
Fornecedores:
Coupé, e:light, FAS,
Lumini, Trace
Fotografia:
Evelyn Muller
124 Projeto Tienda Inglesa
125
funcional
e
intuitivo
O projeto de iluminação do escritório Mingrone
Iluminação para o mercado Tienda Inglesa, em
Punta del Este, no Uruguai, propõe uma abordagem
estética inovadora para supermercados e espaços
de varejo. Em vez de adotar uma luz uniforme e
genérica, o projeto aposta na criação de zonas
específicas de iluminação para cada tipo de produto,
guiando o cliente por diferentes atmosferas e
tornando a experiência de compra mais intuitiva.
Localizado no interior de um shopping de luxo
na cidade litorânea, o Tienda Inglesa reúne uma
ampla gama de produtos, desde alimentos frescos
até eletrodomésticos e artigos para o lar. Essa
diversidade exigiu uma solução luminotécnica
flexível, capaz de valorizar os atributos visuais de
cada seção sem perder a unidade visual do espaço.
A estratégia adotada pelo escritório foi a instalação
de um grid luminoso no forro, que organiza o
zoneamento da luz em todo o ambiente. A partir
dessa estrutura, cada área do mercado recebeu
uma solução específica de iluminação, pensada de
acordo com a natureza dos produtos ali expostos.
Na adega, a iluminação foi
integrada ao mobiliário de
forma indireta, remetendo
à ideia de uma cave.
Embutidos no forro de gesso
(10 W, 3.000 K, 55°, on/off)
completam a iluminação
geral, assim como luminárias
intercaladas entre as
pérgolas de madeira (2,4 W,
3.000 K, 40°, on/off).
126 Projeto Tienda Inglesa
127
2
3
5
A estratégia adotada pelo escritório foi a instalação
de um grid luminoso no forro, que organiza
o zoneamento da luz em todo o ambiente.
4
Na área de congelados, por exemplo, lineares
oferecem luz com temperatura de cor neutra
e garantem visibilidade dos produtos nas
gôndolas e nas geladeiras. O piso branco
reflete a luz e “abre” o ambiente.
Já na seção hortifruti, projetores de facho
direcionado destacam as frutas e os vegetais
expostos, dando a eles um aspecto vibrante. A
temperatura de cor e a intensidade da luz mudam
ao longo do dia, conforme a variação da luz natural,
simulando o efeito de uma feira ao ar livre.
Na seção de eletrodomésticos e eletrônicos,
lineares RGB criam atmosfera moderna e
tecnológica. Os cenários de luz podem ser
ajustados conforme a exposição e o perfil dos
produtos, adicionando dinamismo à área.
2. Na área de congelados,
a luz emana de um grid
metálico instalado a 4 metros
de altura. Nele, luminárias
lineares sob medida (2,20 m
de comprimento) preenchem
com exatidão a malha e
garantem homogeneidade,
com temperatura de
cor neutra (4.000 K).
3. No hortifruti, a
iluminação simula o ciclo
natural da luz do dia:
projetores dimerizáveis com
tecnologia Tunable White
foram posicionados no
grid, a 4 metros de altura,
trazendo dinamismo e
fidelidade cromática aos
alimentos expostos.
4. Um dos desejos da
arquitetura era destacar
a madeira do pergolado
por meio da própria luz.
Esse efeito foi alcançado
com embutidos acima da
estrutura que desenham
suas formas por contraste
(2,4 W, 3.000 K, 40°, on/off).
Entre as pérgolas, spots de
sobrepor complementam
a iluminação e reforçam o
ritmo visual do teto (10 W,
3.000 K, 24°, on/off).
5. Para imprimir um ar
contemporâneo ao setor
de eletroeletrônicos, a
iluminação investe em
linearidade e cor: perfis de
LED RGBW contínuos e
dimerizáveis permitem criar
cenários sazonais,
funcionando como
ferramenta de ambientação
e estímulo à compra.
128 Projeto Tienda Inglesa
129
6. Vista externa do
supermercado, na fachada
do shopping: o projeto
de iluminação reforça a
identidade visual do espaço
mesmo em grandes escalas.
7. Nos balcões de
atendimento da padaria,
do açougue, da peixaria e
da rotisseria, a iluminação
busca desaparecer no teto.
Embutidos de alto controle
de ofuscamento guiam o
olhar diretamente para os
produtos (26 W, 3.000 K,
65°, on/off). Já os pendentes
sobre os balcões destacam os
pontos de serviço, orientando
e atraindo o consumidor
(9 W, 3.000 K, on/off).
8. Na área de checkout,
luminárias pendentes
lineares, suspensas a
3 metros de altura, compõem
um desenho marcante no
forro. Com fluxo generoso,
garantem conforto visual
tanto para operadores
quanto para clientes.
A padaria, por sua vez, recebe iluminação mais
quente, reforçando a sensação de conforto e
acolhimento. A luz destaca os tons amadeirados
do pergolado no forro, com luminárias embutidas
acima da estrutura e elementos de sobrepor
entre as pérgolas. Pendentes com controle de
ofuscamento aproximam o cliente dos produtos
e reforçam a sensação de calor desejada.
Na adega, as garrafas são iluminadas de baixo
para cima por perfis lineares incorporados
ao mobiliário, criando profundidade atraente.
Luminárias de embutir no forro de gesso e no
forro de madeira complementam a iluminação
do espaço e guiam o percurso do público.
Enfileirados, os caixas de check-out são
iluminados por perfis lineares pendentes.
Além de garantir conforto visual aos
funcionários e aos consumidores, as peças
reforçam o dinamismo do espaço.
Com soluções que aliam estética, conforto visual
e identidade para cada espaço, o projeto do
escritório Mingrone Iluminação reafirma o valor
do lighting design para experiências de consumo
e se prova ferramenta estratégica no varejo.
7
Tienda Inglesa
Punta del Este, Uruguai
Projeto de iluminação:
Mingrone Iluminação
Antonio Carlos
Mingrone (titular)
Marina Cesar, Natália
Annita e Henrique
Klimas (colaboradores)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Enrique Bañales
e equipe
Comunicação visual:
Design Novarejo
Cliente:
Tienda Inglesa
Fornecedores:
Omega Light
Fotografia:
Divulgação
Tienda Inglesa
6
8
6
130 Projeto Loft das Artes – Casa Cor Rio 2024
131
arte de
1
O Loft das Artes foi um apartamento criado
para a Casa Cor Rio 2024 que combina design
contemporâneo com elementos industriais.
Efêmero, o projeto tinha como objetivo apresentar
tendências de iluminação para ambientes com
arte e servir de cenário para gravação de vídeos
compartilhados nas mídias sociais do evento.
O conceito do escritório RBF Lighting Design para
o espaço foi desenvolver luz acolhedora, capaz de
intermediar o contraste entre as cores vibrantes das
obras de arte e os tons neutros dos revestimentos.
Foram priorizadas soluções de iluminação
confortáveis e discretas, dando mais protagonismo
aos efeitos da luz do que propriamente às luminárias.
Na sala de estar, uma luminária suspensa de
formato curvo oferece luz difusa ao ambiente.
Seu controle de intensidade permite diferentes
usos e jogos de sombra no piso. Para destacar as
pinturas e as esculturas nas paredes, miniprojetores
em trilhos suspensos jogam luz direcionada que
guia o olhar do visitante em direção às obras.
1. Posicionada no centro
da sala de estar, a luminária
suspensa curva agrega
simultaneamente iluminação
difusa e pontual, com
controle de intensidade que
permite diferentes usos. Um
pedestal difuso adiciona
uma iluminação acolhedora
e suave ao canto da sala.
Para valorizar as pinturas e
as esculturas nas paredes,
foram utilizados perfis e trilhos
magnéticos suspensos com
miniprojetores acoplados.
2. A mesa de jantar ganha
fluidez de luz e composição
com a utilização de dois
pendentes de tubo curvado.
A parede ao fundo, que
leva ao quarto, recebeu um
perfil linear com iluminação
assimétrica; ajudando a
direcionar o olhar pelas
obras de arte expostas, e
criando um percurso visual
de conexão entre ambientes.
2
morar
132 Projeto Loft das Artes – Casa Cor Rio 2024
133
3 4
5
O mezanino também se destaca à primeira vista.
A estante com objetos decorativos recebeu perfis
lineares nos nichos, fazendo toda a mobília se
acender em uma temperatura de cor quente.
Seguindo loft adentro, encontra-se a sala de jantar,
onde uma luminária pendente inspirada em um
instrumento de sopro cria pontos de luz difusos
na mesa. Iluminando a parede que conecta a
sala ao quarto, um perfil linear com iluminação
assimétrica cria percurso visual entre os ambientes.
Seu efeito wall washer dialoga com os quadros
expostos e faz da parede uma fonte de brilho.
O conjunto quarto-banheiro-closet completa
o percurso do loft, reunindo suas melhores
qualidades: conforto, acolhimento e bom gosto.
No quarto, o elemento de destaque é a abertura
na parede que abriga a cabeceira da cama.
Seu formato orgânico é acentuado por uma fita
flexível de luz quente, ideal para leitura. A mesma
tonalidade é aplicada na marcenaria e no cortineiro,
complementando a iluminação do quarto.
6
3. No mezanino, os nichos
da estante receberam
perfis lineares com
fita LED COB (8 W/m,
2.700 K) dando destaque
às peças decorativas.
4. No quarto, destaque
para a luz indireta em
tonalidade quente aplicada
na cabeceira da cama.
5. No banheiro, duas
arandelas no próprio
espelho fazem iluminação
frontal, enquanto perfis
lineares iluminam a parede
revestida com cerâmica.
6. Projetores
estrategicamente
colocados criam interessante
efeito de luz e sombra
no caule retorcido.
O projeto oferece possibilidades de
iluminação para diferentes ambientes
de um lar, dando destaque aos
elementos artísticos, mas mantendo
o conforto como princípio.
134 Projeto Loft das Artes – Casa Cor Rio 2024
135
No banheiro, o RBF optou por arandelas
dispostas sobre os dois lados do espelho,
oferecendo luz panorâmica. Perfis lineares
iluminam a parede revestida com cerâmica,
realçando sua cor e sua textura.
Uma luminária com difusor em tela tensionada
no closet retoma o formato orgânico presente
em outros elementos do projeto. Sua luz
preenche o centro do espaço, iluminado
também por perfis embutidos na marcenaria.
7. A composição do quarto
prioriza a iluminação
indireta em tom quente,
aplicada na cabeceira da
cama, nas marcenarias e no
cortineiro, resultando em uma
atmosfera suave e acolhedora.
8. No closet, a forma
orgânica da luminária com
tela tensionada dialoga com
outros elementos presentes
no projeto, proporcionando
iluminação confortável.
8
O projeto do RBF Lighting Design oferece
possibilidades de iluminação para diferentes
ambientes de um lar, dando destaque aos
elementos artísticos, mas mantendo o conforto
como princípio. Segundo Mônica Rio Branco,
cofundadora do RBF, a efemeridade da instalação
lhes deu mais liberdade para criar. “Sem a
interferência de um cliente direto, era como se
projetássemos para nossa própria casa”, diz.
7
Loft das Artes –
Casa Cor Rio 2024
Rio de Janeiro, RJ
Projeto de iluminação:
RBF Lighting Design
Mônica Rio Branco e
Giani Faccini (titulares)
Karine Teixeira e
Luan Vinícius Julião
(colaboradores)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Ana Cano Milman
Arquitetura
Fornecedores:
Allight Design, CIA
de Iluminação,
Dimlux, LightDesign
Exporlux, Lumini,
Luxion, Tensoflex
Fotografia:
Luiza Schreier
136 Projeto Escritório CRM Services
137
minimalismo
Localizado no Sky Galleria, edifício corporativo
em Campinas, o novo escritório da CRM Services
traduz, em sua arquitetura e sua iluminação, a
essência tecnológica da empresa. O acrônimo CRM
– Customer Relationship Management – designa
um tipo de serviço para empresas focado, como
o nome diz, no gerenciamento da relação dessas
empresas com seus clientes. A empresa oferece
um serviço de ponta que envolve alta tecnologia
e quer ser vista como uma marca de vanguarda.
É nesse contexto que se situa o projeto de interiores
– e de iluminação – do escritório Pitá Arquitetura,
apresentando soluções que refletem a essência
tecnológica da marca. Interiores e iluminação
caminharam juntos desde o início para criar um
espaço bem minimalista, sofisticado e luminoso.
Os projetistas aproveitaram a laje nervurada da
estrutura para criar efeitos visuais variados, seja com
acrílico retroiluminado, com sancas de iluminação
indireta ou pela adição de pendentes. Materiais
de toda natureza foram empregados, como aço
inox e placas de revestimento criadas a partir de
resíduos eletrônicos, sempre dosando a sofisticação
e o aspecto conforme o resultado desejado.
A iluminação acompanha essa liberdade de
elementos e estilos de cada ambiente. Na sala de
reuniões, por exemplo, um pendente com desenho
orgânico reproduz as formas curvas de um forro de
aço inox. Na sala da presidência, o forro de gesso
cobre parcialmente a laje de cubetas, deixando
subitamente uma abertura no centro, onde se revela
uma delicada sanca de borda curva, que as ilumina.
2
convidativo
1. Na recepção, cubetas
com revestimento de
aço inox e acrílico,
retroiluminadas, parecem
ampliar o espaço. No
forro de gesso com borda
curva, próximo à fachada,
foi instalado perfil
de LED (3.000 K). O
jardim ao fundo do sofá
recebe luz direcionada por
projetores (9 W, 45°,
2.700 K), visíveis também
pelo nicho na parede
divisória entre recepção
e sala do board.
2. Na copa, a iluminação
indireta das cubetas é
feita por pendente linear
difuso (3.000 K). O
rodapé do balcão de inox
é iluminado com perfil
neon flexível (3.000 K),
enquanto o balcão
lateral recebe arandelas
com lâmpadas defletoras
(7 W, 2.700 K). Na borda
curva do gesso,
uma sanca com iluminação
indireta utiliza perfil 3.000 K.
138 Projeto Escritório CRM Services
139
3
3. Na sala do board, um
pendente de linhas orgânicas
(3.000 K) complementa as
paredes curvas e o forro em
aço inox.. A claraboia artificial
com tela tensionada e perfis
lineares ilumina o jardim de
inverno, complementada
por projetores direcionais
(9W, 45°, 2.700 K) voltados
para a vegetação.
6
7
4. No open office, perfis
com difusores altos em “U”
(3.000 K) iluminam mesas
e teto uniformemente. A
iluminação indireta na sanca
curva do forro, feita com
perfil, adiciona conforto
visual ao ambiente.
4
5
5. Nos lavabos, placas
de terrazzo produzidas
com resíduos eletrônicos
são destacadas por perfis
(3.000 K) aplicados de duas
formas: como arandela acima
do espelho e sobrepostos
no forro ao fundo.
6. Elementos recorrentes no
projeto, as cubetas revestidas
de aço inox e acrílico
mantêm unidade visual e
materialidade luminosa.
A harmonia entre desenho da luz e conceitos de interiores
contribui para definir a essência da marca.
7. No nicho de café da
recepção, o fundo de tela
tensionada é iluminado
em seu perímetro com
perfil (3.000 K), criando um
detalhe delicado e preciso.
8. Na sala da presidência,
pendentes sobre a mesa
marcam presença, enquanto
as cubetas são valorizadas
por sanca indireta com perfil
(3.000 K). O conjunto se
completa com embutidos
pontuais de facho aberto
(27 W, 3.000 K), que
garantem desempenho
técnico e discrição.
Já os lavabos utilizam materiais, revestimentos
e iluminação propositalmente diversos dos
demais ambientes. Neles, os revestimentos,
de tons fechados, são oriundos de resíduos
eletrônicos e iluminados por perfis instalados
ora como arandelas acima do espelho, ora
sobrepostos no forro ao fundo, criando efeito
dégradé que ressalta ainda mais suas texturas.
O open office recupera a simplicidade:
extensos perfis lineares difusos percorrem
o teto de cubetas aparentes, complementado
por algumas áreas com forro e sancas.
A harmonia entre desenho da luz e
conceitos de interiores contribui para
definir a essência da marca.
8
Escritório CRM
Services
Campinas, SP
Projeto de iluminação:
Pitá Arquitetura
Fernanda Tendolini
e Jaqueline Silva
Projeto de arquitetura
e interiores:
Pitá Arquitetura
Cliente:
CRM Services
Fornecedor:
Lumini
Fotografia:
João Prado
140 Projeto Casa de Campo – Araras
141
1
refúgio
2
No alto de uma montanha em Petrópolis, no Rio
de Janeiro, uma casa se integra à paisagem de
pedras, neblina, vegetação nativa e céu aberto.
Com 600 metros quadrados, a residência em estilo
canadense – construída com madeira maciça,
pedras naturais e amplas paredes de vidro – serve
de refúgio de fim de semana para uma família,
oferecendo isolamento e contato com a natureza.
Para reforçar a integração com a paisagem,
o projeto arquitetônico apostou em amplas
aberturas envidraçadas: painéis fixos que vão
do chão ao teto, inclusive na sala de estar com
pé-direito duplo. Essa transparência, no entanto,
trouxe ao projeto luminotécnico o desafio
de evitar excesso de reflexos nos vidros.
1 e 2. O caminho que
conecta a casa à área
gourmet foi iluminado
por balizadores para
lâmpada bolinha (2.500 K,
2,5 W), proporcionando
luz suave e ritmada. A área
gourmet recebeu uplights
(2.700 K, 10º) que rebatem
luz indireta na parede de
pedras a partir do beiral.
Arandelas complementam
a composição.
Pensando nisso, o escritório NTZ Iluminação
Arquitetônica priorizou soluções de luz indireta,
como arandelas e pendentes. Nos quartos, por
exemplo, pendentes nas cabeceiras direcionam a
luz para as paredes, enquanto pendentes de luz
indireta no centro do ambiente valorizam os tetos de
madeira e oferecem iluminação uniforme. Em todos
os embutidos e projetores, foram usados filtros
tipo honeycomb para minimizar o brilho direto.
142 Projeto Casa de Campo – Araras
143
3
O lighting design dá aspecto teatral a toda a propriedade,
chamativa em meio às montanhas. Ainda assim, o projeto
não compete com a paisagem, mas se integra a ela,
valorizando suas cores e suas texturas.
4 5
3. Uplights valorizam o
revestimento de pedras,
transformando o beiral em
rebatedor de luz indireta. Com
isso, prescinde-se do uso de
luminárias sobrepostas..
4. Embutidos de piso
(9 W, 40º, 2.700 K,) valorizam
as texturas das paredes
de madeira maciça e
transformam o beiral em
rebatedor de luz indireta,
fazendo a casa acender
em meio às montanhas.
5. Ao fundo, a fachada
iluminada por uplights. No
primeiro plano, arandelas
de luz indireta assimétricas
(2.700 K, 18 W) iluminam
todo o teto na sala de
pé-direito duplo, e, à
esquerda, balizadores com
lâmpada bolinha criam
contraste entre luz e sombras
no passeio do paisagismo.
144 Projeto Casa de Campo – Araras
145
6
8
Casa de Campo
– Araras
Petrópolis, Rio de
Janeiro, RJ
Projeto de iluminação:
NTZ iluminação
arquitetônica
Ugo Nitzsche (titular)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Studio da Mata
Alexandre Sodré
Projeto de paisagismo:
Studio da Mata
Rita Ribeiro
Fornecedores:
Eklart, Lumera
iluminação, Powerlume
Fotografia:
Enio Soares Fotografia
7
Na sala de estar, a composição luminosa foi
pensada em camadas: perfis com fita de LED
embutidos no piso iluminam a parede de pedras
de baixo para cima. Anteparos metálicos em L
impedem a visão direta das fontes luminosas.
Arandelas assimétricas oferecem luz geral indireta,
realçando a estrutura de madeira do teto. Para
criar pontos de interesse, projetores com facho
de 7° destacam objetos sobre a mesa de centro
e o aparador – que também recebeu um nicho
iluminado internamente com fita de LED.
O terreno inclinado da propriedade é dividido
em três planos: o superior, onde fica a casa e
um amplo deck; um intermediário, com a casa
de hóspedes e o solarium; e o inferior, onde
ficam piscina, academia, escritório, sauna, área
gourmet e adega. Os pavimentos são interligados
por um passeio curvo iluminado por balizadores
que criam alternância de luz no chão.
Toda a luz da casa e das dependências é em
temperatura de cor quente, com exceção da
cozinha, ligeiramente mais neutra, para garantir
funcionalidade. Em todos os ambientes, há
ao menos quatro cenas de luz diferentes que
permitem uma grande variedade de usos.
O lighting design dá aspecto teatral a toda a
propriedade, chamativa em meio às montanhas.
Ainda assim, o projeto não compete com a
paisagem, mas se integra a ela, valorizando suas
cores e suas texturas. A luz indireta e com controle
de ofuscamento impede a dispersão excessiva de
brilho e garante a sensação de refúgio da casa.
6. Na passarela de acesso
ao restaurante e à área
de lazer da cobertura do
hotel, a iluminação de
balizamento (módulos de
LED 2,5 W; 12°; 2.700 K;
170 lm; IP65; IRC > 90)
também serve de rota de fuga
em casos de emergência.
7. Aqui se vê a
composição de luz
completa. Externamente,
embutidos de piso destacam
a parede de pedras e a
palmeira. Internamente, há
o perfil com fita no piso e
as arandelas de luz indireta
assimétricas já mencionadas.
8. Na adega, perfis (2.700 K,
400 lm/m) valorizam textura
e formato abobadado
do teto, gerando luz indireta,
enquanto perfis 45º fixados
verticalmente, e com a
mesma fita, criam contraluz
às garrafas de vinho.
146 Projeto Museu do Futebol – Estádio do Pacaembu
147
Instalado sob as arquibancadas do Estádio
do Pacaembu, em São Paulo, o Museu do
Futebol fechou temporariamente suas portas
para uma renovação. Quinze anos após a
inauguração, constatou-se a necessidade
de atualizar conteúdo e experiências de sua
exposição permanente, à época com projeto
de iluminação desenvolvido pelo LD Studio.
segundo
Nessa nova fase, o conteúdo das 15 salas temáticas
abordou temas atualizados, como o futebol feminino,
o racismo no esporte e outros, visando dialogar
com um público mais amplo. Para acompanhar
essa mudança, o escritório Fernanda Carvalho
Lighting Design recebeu a incumbência de projetar
a iluminação do espaço. sem perder de vista a
valorização da estrutura original do estádio, de 1940.
O projeto de museografia desejava uma luz com
dinamismo, de caráter contemporâneo, utilizando
tecnologias e soluções que pudessem emocionar o
visitante em experiências imersivas, num ambiente
lúdico e vibrante. Além disso, o cliente ressaltou a
importância de atender aos mais diversos públicos.
Novos suportes de acessibilidade ganharam
relevância, deixando evidente a preocupação do
Museu com a atenção às mais diversas pessoas.
No espaço “Jogo de
Corpo”, a lighting designer
propôs linhas luminosas
com mudança de cor
(perfil alto com fita RGBW,
15 W/m, comandada por
DMX), seguindo o conceito
da museografia de criar
um ambiente imersivo
“com pegada de game”.
A comunicação visual
recebeu projetores 17 W,
1.684 lm, 3.000 K, IRC > 90
com acessórios moduladores
de facho e dimmer local.
tempo
148 Projeto Museu do Futebol – Estádio do Pacaembu
149
2 3
4
5
Além da Museografia, outras disciplinas
interagiram com o projeto, em particular
a direção artística, nas mãos de Daniela
Thomas, e a curadoria, nas mãos de Felipe
Tassara. A integração entre ideias e projetos foi
fundamental para a obtenção dos resultados.
Se a arquitetura propõe um percurso linear,
o projeto de iluminação pulsa em diferentes
atmosferas luminosas ao longo da variedade
de soluções expositivas, desde a entrada do
Museu, onde projetores destacam uma infinidade
de quadros coloridos, até a saída, onde as
próprias lâmpadas abandonam o teto para fazer
parte da expografia como elemento cênico.
2. A “Sala Pelé”, com
diferentes suportes
expositivos, é um exemplo
do cuidado necessário quanto
ao equilíbrio da luz entre
eles. Concreto iluminado,
quadrinhos, uma camisa
10 original (em vitrine com
controle de iluminância),
backlights e monitores. Cada
um desses emissores de
luz teve de ser balanceado
junto aos demais com ajuste
de brilho para equalizar.
Equipamentos utilizados:
backlights – fita LED 4,8 W/m,
4.400 K, dimmer local;
iluminação indireta –
projetor 24 W, 3.593 lm,
facho assimétrico, 3.000 K,
on-off; iluminação direta –
projetores 17 W, 1.684 lm,
3.000 K, IRC > 90 com
acessórios moduladores
de facho e dimmer local.
3. O espaço “Rádios” é
uma homenagem ao rádio
e seus narradores com o
futebol. Os visitantes podem
ouvir lances clássicos, vendo
imagens nos monitores. A
iluminação indireta para a
arquibancada (perfil LED,
4,8 W/m, 3.000 K) desenha
o espaço, relembrando
o visitante que há uma
arquibancada acima dele.
Os painéis de rádio
receberam tênue luz direta
(microprojetores 4 W, facho
oval 30 X 60 com honeycomb,
3.000 K) fixados nas divisórias.
Os pilares são destacados
por luz indireta (os mesmos
projetores, com facho 51°).
4. A “Grande Área” é
o ponto de chegada e
acolhimento dos visitantes,
com paredes recheadas de
quadrinhos com imagens
que ilustram o amor dos
colecionadores pelo futebol
brasileiro. Nela, a iluminação
é composta de dois efeitos
complementares: luz indireta
para o fundo da arquibancada
(projetores 24 W, 3.593 lm,
facho assimétrico, 3.000 K) e
luz direta para os quadrinhos
(os mesmos projetores, com
acessórios diferentes, fixados
em trilhos específicos).
5. Espaço “Jogo de Corpo”
em outro momento de cor.
150 Projeto Museu do Futebol – Estádio do Pacaembu
151
6
7
Museu do Futebol –
Estádio do Pacaembu
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
Fernanda Carvalho
Lighting Design
Fernanda Carvalho e
Emilia Ramos (titulares)
Luana Alves e Felipe
Dans (colaboradores)
Direção artística
e museografia:
T + T Projetos
Daniela Thomas e Felipe
Tassara (titulares)
Iara Ito,
Tania Menecucci,
Stella Tennenbaum
(colaboradores)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Mauro Munhoz
Arquitetura
Mauro Munhoz
Direção geral:
Renata Vieira da
Motta e Vitória
Boldrin (IDBrasil)
Coordenação geral
do projeto:
Marília Bonas
Curadoria:
Leonel Kaz, Marcelo
Duarte e Marília Bona
Cliente:
Museu do Futebol
por IDBrasil Cultura,
Educação e Esporte
Fornecedores:
e:light, HPL,
Lemca Iluminação,
Lightsource, Lucchi,
Omega Light,
O/M, Tensoflex
Fotografia:
Feco Hamburger
Se a arquitetura propõe um percurso linear,
o projeto de iluminação pulsa em diferentes
atmosferas luminosas ao longo da variedade
de soluções expositivas.
6. Na sala “Dança do
Futebol”, os visitantes podem
escolher entre imagens
memoráveis de lances do
futebol televisionados. Um
console de controle com
botões coloridos é iluminado
pontualmente por um
miniprojetor com zoom, de
modo a não vazar para o
restante do ambiente. (ECL
mini profile 40, 35 W, zoom
25º-50º, 3.000 K). O totem
também tem iluminação
igualmente controlada
(projetores 17 W, 1.684 lm,
3.000 K, facho modulado por
acessórios, dimmer local).
Ao longo das 15 salas temáticas, a luz também
aponta a navegação, indica caminhos, sinaliza
recursos de acessibilidade e nos lembra de “onde
estamos” ao fazer iluminar as estruturas de
concreto das arquibancadas. (Vale notar que a
renovação dos sistemas de iluminação também
contribuiu para a eficiência energética do Museu.)
Experiente no trabalho com museus, Fernanda
Carvalho une técnica e arte para oferecer
experiências acessíveis e imersivas. Nesse projeto,
fica clara sua intimidade com a museografia,
não apenas oferecendo soluções para a narrativa
curatorial da mostra, mas também, por vezes,
amalgamando-se a ela, como se o discurso
museográfico fosse também o discurso da luz.
7. Um sistema de luminárias
tubulares com acabamento
“frost” responde pela
iluminação geral, guiando
o percurso do visitante
e funcionando como um
respiro entre os ambientes de
contrastes e luzes coloridas.
(luminária difusa com lâmpada
tuboled, 18 W, 3.000 K).
152 Projeto Soho House São Paulo
153
1
2
1 e 2. Sala de estar do bar
principal, iluminada apenas
por peças decorativas:
chandeliers, abajures e
luminárias de piso (lâmpadas
LED A60 E27, 4,5 W, 2.400 K,
350 lm e dimerização Triac).
As arandelas têm lâmpadas
LED Vela Lisa, E14, 4 W,
2.400 K, IRC 90 e 250 lm,
também dimerizáveis.
soho
à la brasil
A rede global de clubes privados Soho House
inaugurou sua primeira unidade no Brasil, em
São Paulo, dentro do complexo de luxo Cidade
Matarazzo, na Bela Vista. Fundada em 1995, na
Inglaterra, a Soho House reúne grandes nomes
do mundo criativo – artistas, publicitários, atores
e músicos – como sócios. Presentes em diversas
cidades ao redor do mundo, os clubes promovem
encontros exclusivos, festas e workshops.
Cada unidade possui estilo e identidade próprios,
com mobiliário e obras de arte locais. Em São
Paulo, a Soho House conta com 32 quartos,
academia, pool bar na cobertura, restaurante e
spa. Seu visual mistura elementos da herança
portuguesa do Brasil – como azulejos, mosaicos
e detalhes coloridos – e do Modernismo brasileiro
– como espaços amplos e ventilados e uso
predominante de concreto, vidro e madeira.
O projeto de iluminação da unidade brasileira
foi desenvolvido pelos escritórios OMstudio
Lighting e LD Studio, em colaboração com o time
de design da própria Soho House, buscando integrar
o lighting design à decoração de cada ambiente.
Globalmente, a marca se destaca pelo uso de
múltiplas camadas de luz, pela transição suave entre
atmosferas diurnas e noturnas e pela versatilidade
no controle da iluminação, adaptando-se a
diferentes usos e ambiências. Na casa de São Paulo
não foi diferente; o projeto de iluminação valorizou
as proporções dos pés-direitos, as aberturas em
arco, as colunas, os eixos espaciais e os layouts.
154 Projeto Soho House São Paulo
155
3
4
5
Foram selecionadas temperaturas de cor quentes
e lâmpadas com controle de intensidade para criar
pontos focais a partir da sobreposição das luzes
de diferentes camadas – indireta, velada, direta,
suave – usando várias luminárias decorativas.
Chandeliers, plafoniers, pendentes, arandelas
e luminárias de quadros, de mesa e de piso
foram produzidos com uso dos mais variados
materiais, desde linho e metal até vidro Murano,
alabastro e cerâmica. Criadas e selecionadas
pelo projeto de interiores da Soho House Design,
tiveram o Studio Gaibola como parceiro local.
As luminárias conferem diferentes personalidades
aos espaços, surpreendendo em cada um deles.
Os chandeliers dão ar de sofisticação e luxo e
evocam realeza; as arandelas retomam a herança
europeia, assim como os abajures clássicos; e
os pendentes trazem a contemporaneidade. A
iluminação dimerizada se ajusta às diversas texturas
de madeiras, tecidos, objetos e cores da casa.
A Soho House São Paulo dialoga com
unidades internacionais, por meio das cores
e dos elementos clássicos, mas se mostra
única em sua brasilidade de materiais,
referências e integração entre ambientes.
3. A sala de estar, ou
drawing room, um espaço
mais aberto que o anterior,
recebe esquema de luminárias
similar (chandeliers,
abajures, luminárias de piso
e arandelas, dimerizáveis).
4. Na sala de jogos, o
destaque é dos grandes
chandeliers clássicos,
sempre com lâmpadas
LED, dimerizáveis por
protocolo Triac. Arandelas
para os quadros, igualmente
dimerizáveis, com lâmpadas
LED Vela Lisa, E14, 4 W,
2.400 K, IRC 90, reforçam o
tom quente do ambiente.
5. Na recepção, chandelier,
abajures e luminária de piso
compõem iluminação suave
e convidativa. Ao fundo, o
quadro de tonalidade dourada
ganha destaque, por meio
das arandelas de 2.400 K.
156 Projeto Soho House São Paulo
157
Foram selecionadas temperaturas de cor
quentes e lâmpadas com controle de intensidade
para criar pontos focais a partir da sobreposição
das luzes de diferentes camadas.
8
7
7. A show kitchen conta
com luminária de sobrepor
no teto e abajures —
sempre dimerizáveis (Triac).
Um perfil de LED sob as
prateleiras dá destaque a
produtos e alimentos (15 W,
1.090 lm/m, 2.500 K, IRC 90).
8. As suítes mostram
escolhas mais discretas
dos lighting designers,
com pendentes e abajures
delicados e de tom mais
quente (dimerizáveis).
Soho House
São Paulo, SP
Projeto de iluminação,
arquitetura, interiores
e paisagismo Soho
House Design e
parceiros locais:
Projeto de iluminação:
OMstudio Lighting
Orlando Marques
(titular)
Camille Laurent,
Débora Torii, Geovanna
Lemos e Juliana Aiko
(colaboradoras)
LD Studio
Mônica Luz Lobo e
Daniele Valle (titulares)
Projeto de arquitetura:
Spol Architects
Projeto de interiores:
Studio Gaibola
Projeto de paisagismo:
Benedito Abbud
Cliente:
Soho House & Co Inc.
Fornecedores:
Golden Art, Ledvance,
LightDesign Exporlux,
Lumicenter, Lumini,
O/M, Stella
Fotografia:
Christopher Sturman
158 Projeto Nation CT
159
alta
1. Iluminação colorida foi
utilizada sobre os armários,
criando apelo estético,
enquanto o contorno linear
branco define o volume
de concreto aparente,
conduzindo o cliente à escada
para o salão principal.
2. A luz indireta colorida
sobre os painéis de tela
suspensos disfarça os limites
da arquitetura e amplia
visualmente o pé-direito. Em
contraste, a luz sob o corrimão
valoriza a perspectiva e
ancora a referência do
observador no branco
(3.000 K), potencializando
ainda mais o impacto da cor.
2
performance1
160 Projeto Nation CT
161
Voltada ao público de bodybuilding, a academia
Nation CT, situada no primeiro pavimento de
uma galeria comercial da avenida Paulista, em
São Paulo, ganha um projeto de lighting design
de alto rigor técnico e impacto visual, assinado
pelo escritório Rafael Leão Lighting Design.
Apesar da localização privilegiada, seu acesso
é pelo pavimento térreo, exigindo estratégias
para conduzir o visitante ao andar de cima. Uma
das premissas iniciais foi transformar o percurso
da escada de acesso em uma experiência
visual marcante. Um pórtico retroiluminado
de forte presença, com iluminação embutida
nos corrimãos, desempenha essa função.
Na fase conceitual, o time de lighting design
pesquisou perfis de redes sociais de fisiculturistas
e academias especializadas, observando que
muitas imagens falhavam em valorizar a definição
muscular dos atletas. Com base nisso, o projeto
investiu em uma modelagem luminosa capaz
de destacar a forma física dos atletas durante
os treinos. Assim, no forro acima dos espelhos,
foram instaladas luminárias lineares, gerando
sombras e contrastes no corpo dos atletas.
O estudo técnico também impactou diretamente
decisões arquitetônicas: o forro sob o mezanino,
inicialmente previsto em cinza-escuro, foi clareado,
para garantir a eficiência da luz indireta.
5
3 4
3. As únicas janelas da
academia estão no salão
principal. Os elementos
arquitetônicos mais
relevantes, como telas,
telhas e paredes de cimento
queimado, foram destacados
para enriquecer a composição.
Pendentes industriais,
equipados com fontes de
facho médio (20 W, 3.000 K),
resolvem a luz ambiente do
pé-direito duplo, área dos
equipamentos mais pesados.
4. Um sistema linear de
sobrepor (3.000 K, 18 W)
em perfil de alumínio foi
posicionado estrategicamente
para proporcionar iluminação
correta e fotogênica
a quem se olha (e se
fotografa) no espelho.
5. O acesso à academia
é marcado pelo pórtico
retroiluminado (fitas LED
internas 3.000 K). As paredes
ao fundo foram iluminadas
para acentuar a percepção
do pé-direito alto e aumentar
a impressão de luminosidade
do ambiente, já que este não
conta com iluminação natural.
162 Projeto Nation CT
163
6 7
8
Nation CT
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
Rafael Leão
lighting design
Rafael Leão (titular)
Henrique Corrêa e
Priscila Galamba
(colaboradores)
Projeto de arquitetura
e interiores:
FAL Design
Laura Falzoni,
Manuel Alves Lima,
Claudia Beirão e
Ricardo Cardoso
Cliente:
Nation CT
Fornecedor:
Cativa Iluminação
Fotografia:
Ana Helena Lima
Uma das premissas iniciais foi transformar o percurso da
escada de acesso em uma experiência visual marcante.
O projeto arquitetônico explora uma estética
industrial, com telas metálicas, cimento queimado,
telhas perfuradas e predominância de preto
e vermelho, as cores da marca. A iluminação
acompanha a linguagem com o uso de luz
direta e colorida acentuando o vermelho em
pontos-chave. No salão central, pendentes
industriais preenchem uniformemente o espaço,
dialogando com a estética do ambiente.
No mezanino do salão central, de pé-direito
baixo, a luz rebatida de wall washers lineares
suaviza a ausência da luz natural, tornando
o ambiente mais agradável aos atletas.
Mais que um projeto de apelo visual, a iluminação
da Nation CT responde a exigências técnicas
específicas. A luz, nesse caso, interfere diretamente
na experiência do público e na eficiência da
academia. O resultado é um espaço de treino com
atmosfera imersiva, livre de ofuscamentos e ruídos
visuais, em que a estética está a serviço da função.
6. Sob o mezanino, a luz
ambiente é resolvida com
pendentes indiretos, criando
uma imagem limpa e livre de
ofuscamento para aqueles
que utilizam os bancos (e
forçosamente olham para
cima). A luminária linear
organiza e direciona o espaço.
7. Enquanto o salão
central é iluminado pelos
pendentes industriais, as
paredes do mezanino ao
fundo são destacadas com
luminárias lineares wall
washer. A solução ajudou
a mitigar a percepção de
pé-direito baixo e a ausência
de luz natural no ambiente.
8. O acesso à escadaria
foi iluminado com LED
vermelho, em luminárias de
lentes colimadoras de facho
fechado, realçando ainda mais
o tom das paredes. A luz sob o
corrimão em 3.000 K fornece
iluminação de segurança
e reequilibra a cena.
164 Projeto Escola Aubrick – Unidade Campo Belo
165
luz do aprender
Fundada em 2009, a Aubrick é uma escola bilíngue
de referência internacional, alinhada aos parâmetros
da Universidade de Cambridge. Sua nova unidade
destinada ao Ensino Fundamental localiza-se no
bairro do Campo Belo, em São Paulo. O edifício
projetado por Andrade Morettin Arquitetos integra
estruturas anteriormente dispersas, atualizando
os espaços físicos conforme as diretrizes mais
recentes do projeto pedagógico da escola.
Com ambientes amplos e flexíveis, a escola
estimula o uso múltiplo das salas e valoriza as áreas
ajardinadas como espaços centrais para o lazer, a
socialização e o ensino ao ar livre. Essa proposta
pedagógica se reflete diretamente no projeto
de iluminação, desenvolvido por Senzi Lighting,
em estreita colaboração com a arquitetura.
A premissa foi criar soluções que se fundissem à
estrutura do edifício. Luminárias foram embutidas
em vigas, rebaixos e perfis estruturais, de
modo a desaparecer na composição e destacar
apenas os efeitos da luz. O uso predominante de
iluminação indireta contribui para o conforto visual
e reforça a sensação de integração espacial.
O pátio central recebeu
iluminação linear com
perfis LED nas circulações
cobertas, enfatizando o
caminho de acesso às salas
de aulas e escadas (24 W/m,
2.180 lm/m, 24°, 3.000 K).
166 Projeto Escola Aubrick – Unidade Campo Belo
167
O pátio central promove o encontro das
dependências da escola. A iluminação linear
por perfis nas circulações cobertas enfatiza
o caminho e a direção de acesso às salas de
aulas e às escadas. Uma luminária pendente de
iluminação direta-indireta e controle de ofuscamento
sobre a mesa da recepção mantém a linguagem
linear. No pátio coberto, luminárias de sobrepor
em forma geométrica espelham o desenho da
mobília, quebrando a linearidade à sua volta.
3
Mais que cumprir requisitos técnicos ou estéticos, o
projeto incorpora a resposta emocional e biológica
à luz como parte essencial da experiência escolar.
2
2. A área da recepção
mantém a linearidade com
luminárias pendentes 3.000 K)
de iluminação indireta, para
maior conforto visual. Um
segundo pendente, mais
baixo, em “O”, delimita a
área das recepcionistas.
3. No pátio coberto,
pendentes hexagonais
de sobrepor relembram
estruturas químicas e
reforçam o caráter lúdico
do espaço (LED 24 W,
2.180 lm/m, 24°, 3.000 K).
Para as salas de aula, a lighting designer
considerou as múltiplas atividades educacionais
proporcionadas pela tecnologia, propondo um
sistema de iluminação dinâmico e responsivo.
A luz acompanha o ciclo natural do dia, ajustando
temperatura de cor e intensidade de maneira
automatizada e conforme o horário. Pela manhã,
tons neutros e frios favorecem o foco e a energia.
Ao final do dia, tons mais quentes induzem ao
relaxamento. A tecnologia também afere a entrada
de luz natural pelas janelas, ajustando os níveis de
iluminação artificial e poupando energia, mas
mantendo a iluminância dentro da norma (500 lux).
Mais que cumprir requisitos técnicos ou estéticos,
o projeto incorpora a resposta emocional e
biológica à luz como parte essencial da experiência
escolar – promovendo bem-estar, favorecendo o
aprendizado e qualificando o cotidiano de alunos e
professores. Uma proposta que equilibra eficiência,
conforto visual e integração com o espaço.
168 Projeto Escola Aubrick – Unidade Campo Belo
169
4
4. Outra vista do pátio
central, iluminado pelos
perfis das circulações
cobertas adjacentes.
5. A imagem mostra
as possibilidades de
iluminação para as salas
de aula. O controle de
luminosidade e a temperatura
de cor atendem às diferentes
funções do espaço. (LED
43 W, 3.600 lm, variação
entre 2.700 K a 6.000 K).
6 a 8. A mesma sala
de aula com diferentes
temperaturas de cor,
respectivamente 3.000 K,
para finais de tarde; 4.000 K,
para manhãs e meio da tarde,
e 5.000 K, para momentos
de maior concentração.
6
7
5
Escola Aubrick –
Unidade Campo Belo
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
Senzi Lighting
Neide Senzi (titular)
Douglas Domingues
(colaborador)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Andrade Morettin
Arquitetos Associados
Vinicius Hernandes de
Andrade e Marcelo H.
Morettin (titulares)
Cliente:
Aubrick Escola Bilíngue
Fornecedores:
Ledvance,
LightDesign Exporlux
Fotografia:
Luiza Schreier
8
170 Projeto Galpão Estudio Tupi
171
As novas instalações do Estudio Tupi –
escritório de arquitetura e design – ocuparam
um antigo galpão no bairro de Pinheiros,
São Paulo, reformado para essa finalidade.
Para desenvolver o projeto de iluminação,
o arquiteto Aldo Urbinati e sua sócia,
Andrea Vosgueritchian, convidaram o
Estúdio Carlos Fortes, parceiro deles
em inúmeros outros projetos.
A fachada do galpão teve suas características
originais preservadas, exceto por algumas inserções
de madeira e caixilharia, refletindo a nova ocupação.
Ao entrar, percebe-se numa visada o edifício todo:
um espaço com pé-direito duplo e uma estrutura de
tesouras de madeira, sustentando um telhado
de duas águas – tudo preservado. Nas laterais,
mezaninos abrigam, acima e abaixo, salas com
as diferentes funções. Ao fundo, uma escada
de lance único dá acesso a esses mezaninos.
Está previsto o uso desse espaço central – a “nave
principal”, como costumam chamá-lo – para
eventos, ocasiões em que podem inclusive utilizar
a escada ao fundo como uma arquibancada.
Essa área central recebeu iluminação direta e
indireta, fixada nas tesouras. A luz indireta realça
as características originais do edifício e compensa
parcialmente a pouca entrada de luz natural; a
iluminação para baixo pode atender tanto ao uso
cotidiano como aos eventos previstos, por meio
de diferentes combinações de acendimentos.
O primeiro ambiente à esquerda é uma oficina
de confecção de maquetes, etapa fundamental
nos projetos do estúdio; à direita, há um
espaço de convivência. Linhas de luz difusa,
perpendiculares às mesas, visam atender às
tarefas de precisão exigidas pela maquetaria.
Retângulos de tela tensionada
retroiluminada ao centro antecipam a rigidez
geométrica que se seguirá adentro.
4
1 3
projeto em sintonia
2
1 . Fachada do Estudio
Tupi, com seu aspecto de
galpão antigo. Das janelas
veem-se, simétricas, a
oficina de maquetes e a
área de espera. Ao centro,
a luz difusa da recepção
(3.000 K) emana pela porta.
2 . Sala de maquetes,
com a iluminação disposta
transversalmente à mesa,
minimizando sombras e
reflexos para quem trabalha.
3 e 4. “Nave central”, como
é chamado esse espaço
de pé-direito quase triplo.
Projetores cilíndricos de
facho médio fixados nas
tesouras iluminam o piso.
Bandejas de iluminação
indireta iluminam
tenuemente a cobertura.
172 Projeto Galpão Estudio Tupi
173
A biblioteca, com cerca de 10 mil
volumes, recebeu iluminação difusa
proveniente de lonas tensionadas.
As salas de trabalho, no térreo,
são iluminadas por pendentes
de iluminação indireta. Todas as
luminárias são controladas por
protocolo DALI, com possibilidade
de variação na temperatura de cor.
Sob os mezaninos laterais, encontram-se
também as estações de trabalho, a sala de
amostras e a sala de espera. Ao fundo, ficam os
sanitários, a copa, a sala de TI e os arquivos.
O mezanino abriga uma biblioteca com
aproximadamente 10 mil volumes, dividida em
dois corredores laterais, interligando a circulação
entre as salas dos sócios à sala de reuniões.
Ao longo de toda a circulação – 16 metros de
cada lado –, uma grande estante tem prateleiras
distribuídas em três níveis, cada um com sua
iluminação dedicada. Uma pequena bancada
serve de local de leitura ou trabalho individual.
174 Projeto Galpão Estudio Tupi
175
A sala de reuniões, com pé-direito duplo, é voltada
para o fundo do terreno e aproveita a única
entrada de luz natural do galpão. A iluminação
indireta das tesouras é repetida aqui e completada
por um retângulo de luz difusa pendente sob
o teto, espelhando o formato da mesa.
Toda a iluminação é controlada por um sistema
de automação DALI, podendo variar de
2.700 K a 4.000 K. Esse sistema permite, além da
programação que emula a variação da luz natural,
o controle individualizado de cada sala. A opção
pelo sistema de iluminação baseado no ciclo
circadiano veio naturalmente, sobretudo pela pouca
incidência de luz natural na maioria dos ambientes.
O cuidado com cada detalhe e a familiaridade com
que a iluminação se integra ao modo de pensar
e fazer do Tupi nesse projeto tornam evidente a
importância da sinergia entre arquitetos e lighting
designers na obtenção de bons resultados.
6
6. As estantes laterais
da biblioteca receberam
iluminação assimétrica
por meio de perfis
integrados à marcenaria.
7. Sala de reunião, ao fundo
do edifício, no pavimento
superior, iluminada por
tela tensionada, também
atrelada ao sistema DALI.
8. Vista da sala de reunião
para a “nave” e a biblioteca.
8
Galpão Estudio Tupi
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
Estúdio Carlos Fortes
Carlos Fortes e Débora
Esposto (titulares)
Murillo Rodrigues
Alves, Yedda Figueredo,
Bianca Veiga, Lucas
Nunes, Marcela Diniz,
Huascar Hideyoshi,
Tamirys Franco
(colaboradores)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Estudio Tupi
@estudiotupi
Aldo Urbinati e Andrea
Bazarian Vosgueritchian
(titulares)
Paisagismo:
Renata Tilli e
Vera Oliveira
Projetos técnicos
e construção:
Saeng
Automação:
GF – Gilberto Floriano
Pedras:
Bellas Artes
Marcenaria:
Online
Caixilhos:
Ulimax
Fornecedores:
LightDesign Exporlux,
Lutron, Tensoflex
Fotos:
Leonardo Finotti
7
O cuidado com cada detalhe e a familiaridade com
que a iluminação se integra ao modo de pensar e fazer
do Tupi nesse projeto tornam evidente a importância
da sinergia entre arquitetos e lighting designers
na obtenção de bons resultados.
176 Projeto Edifícios Hanami
177
Localizados no bairro Batel, em Curitiba, os
edifícios Hanami oferecem uma experiência que
alia a sofisticação à integração com a natureza.
Inspirados em casas suspensas, os apartamentos
se destacam por varandas generosas em
vegetação e espaços internos amplos.
Essa relação com o verde se intensifica por
meio do projeto luminotécnico, assinado pelo
Studio Regina Bruni, que valoriza a paisagem
e as texturas naturais com diferentes nuances
de luz. Nas sacadas, protagonistas da fachada,
projetores uplight de facho médio projetam
sombras das plantas no forro, criando um efeito
dramático e, ao mesmo tempo, confortável
para os moradores. Perfis lineares de luz quente
complementam a cena, proporcionando uma
iluminação externa suave e homogênea.
Na área da piscina, a proposta paisagística se
mantém com um jardim vertical que garante
privacidade sem perder a conexão visual com
a vegetação. Para esse ambiente, o Studio
desenvolveu luminárias personalizadas, desenhadas
para refletir um brilho difuso sobre a superfície da
água – efeito pensado para reforçar a atmosfera de
tranquilidade e continuidade visual com o verde.
O hall de entrada do prédio é um convite à
entrada dos edifícios, onde o uso de elementos
naturais como madeira, mármore e tecidos são
evidenciados pela iluminação em tom quente,
vinda da combinação de vários elementos. A
trama de madeira do teto recebeu perfis de
LED com facho médio e tonalidade quente,
completada por luminárias tipo downlight
com antiofuscantes. Os perfis aparecem
também no cortineiro e em elementos da
marcenaria, valorizando as linhas do espaço.
2
texturas
1
e nuances
1. Vista geral dos edifícios.
No paisagismo das floreiras,
projetores uplight (4 W,
22°, 2.700 K) revelam a
vegetação com jogos de luz
e sombra, projetando suas
formas nas abas da fachada
e ampliando a presença
do verde na arquitetura.
2. O jardim vertical foi
iluminado com delicadeza:
luminárias desenhadas
especialmente para o projeto,
com LEDs de 2,5 W (2.700 K),
lançam luz difusa frontal.
A escolha da luz indireta
também cumpre o papel de
refletir suavemente na piscina,
duplicando seu efeito.
Essa relação com o verde se intensifica por meio do projeto
luminotécnico, que valoriza a paisagem e as texturas naturais
com diferentes nuances de luz.
No espaço gourmet das torres, os mesmos
materiais naturais utilizados no hall conferem
unidade ao projeto de interiores. A iluminação
reforça essa unidade ao destacar o pé-direito
elevado e a trama de madeira no forro. Para isso,
foram aplicados perfis lineares com facho médio,
enquanto a luz direta proporciona iluminação
geral confortável e sem ofuscamento.
Nas academias, para garantir conforto visual durante
os treinos, foram aplicadas linhas contínuas de luz
indireta. Luminárias de embutir com antiofuscante
complementam a iluminação geral do espaço,
mantendo o equilíbrio entre eficiência e estética.
Nos elevadores, o teto de tela tensionada
retroiluminada oferece luz suave, contribuindo
para a atmosfera elegante, em coerência
com o restante do empreendimento.
Combinando vegetação abundante, materiais
naturais e soluções de iluminação cuidadosamente
planejadas, os edifícios Hanami traduzem
um projeto de valorização do bem-estar e
da harmonia entre arquitetura e paisagem.
A atuação do Studio Regina Bruni reforça a
identidade do empreendimento, em que luz,
forma e natureza se integram para compor uma
experiência de morar sofisticada e acolhedora.
178 Projeto Edifícios Hanami
179
3 4
5
6
7
Edifícios Hanami
– Curitiba, PR
Projeto de iluminação:
Studio Regina Bruni
Regina Bruni (titular)
Larissa Bottarelli, Bruna
Lise, Raissa Oçoski
e Dalmo Maurutto
(colaboradores)
Projeto de arquitetura:
Baggio e Schiavon
Arquitetura
Flavio Schiavon (titular)
Projeto de interiores:
Fernanda Cassou
Arquitetura
Projeto de paisagismo:
Studio Laura Gatti
e Alex Hanazaki
Cliente:
Adriática Incorporadora
Fornecedores:
Acluz By RBstudio,
Lemca, LightDesign
Exporlux, Soneres,
Tensoflex
Fotografia:
Eduardo Macarios
3. O hall das torres
recebe os moradores com
sofisticação. Elementos
naturais como madeira,
mármore e tecidos ganham
protagonismo sob uma luz
quente e envolvente. Na
trama de madeira do
teto, perfis de LED com
facho de 30° (2.500 K)
acompanham o desenho.
Entre as tramas, embutidos
antiofuscantes (8,2 W,
968 lm, 24°, 2.700 K) criam
pontos de brilho controlado.
Cortineiros também são
iluminados com perfis
lineares (14,4 W, 2.500 K).
4. Ainda no hall, sobre
a bancada de mármore,
embutidos antiofuscantes
(6,1 W, 24°, 2.700 K)
destacam a textura da pedra
com dramaticidade. Já no
painel de madeira, a luz é
sutil: um perfil linear (9,6 W,
2.500 K) instalado na tabica
permite iluminar sem interferir
visualmente na superfície.
5. No espaço gourmet
das torres, perfis lineares
com facho de 30° (2.500 K)
valorizam o pé-direito alto
e a trama de madeira. A
luz geral é garantida por
downlights antiofuscantes
embutidos no forro (8,2 W, 24°,
2.700 K), enquanto o cortineiro
iluminado (14,4 W/m, 2.500 K)
suaviza a ambiência.
6. Dentro dos
elevadores, a iluminação
acompanha a linguagem
elegante do projeto. A luz é
homogênea e difusa, vinda
de uma tela tensionada com
LEDs (9,6 W, 2.500 K), acima
do ripado de madeira.
7. Linhas de luz contínuas,
com facho orientado para
cima, percorrem todo o teto
da academia (22 W, 2.700 K,
24 V). Embutidos com baixo
índice de ofuscamento (8,2 W,
24°, 2.700 K) completam a
iluminação geral de maneira
eficiente e confortável.
180 Projeto Orit – Shopping Iguatemi Campinas
181
o sol
é para todos
Uma única fonte de luz ilumina a Orit, loja de joias
e relógios de luxo secondhand situada no Shopping
Iguatemi, em Campinas (SP). Inspirada no “sol do
Oriente”, uma luminária circular com filtro âmbar
ocupa o canto leste da loja, como um sol poente.
A solução foi a principal aposta do Studio 220v
para o lighting design do empreendimento, partindo
de um conceito predefinido pela arquitetura.
Segundo a lighting designer Renata Fongaro,
fundadora do 220v, o arquiteto desejava para o
ambiente uma iluminação baixa e de cor âmbar
que remetesse a esse sol. As joias ganhariam
destaque expostas em vitrines fechadas e
revestidas de madeira. Por fim, a mesa de
atendimento, no centro, teria uma grande
luminária para a visualização das peças.
Por se tratar de uma loja de shopping, as ideias
esbarraram em limites de prazo e orçamento.
Considerando isso, o escritório buscou soluções
técnicas que equilibrassem conceito arquitetônico
e viabilidade de execução. Escolheram uma peça
de catálogo de um fornecedor e instalaram nela
filtros e tecidos, de modo a atender ao fluxo, à
temperatura de cor e à distribuição da luz desejados.
A luminária circular no
canto leste da loja, com LED
de 35 W (20.000 lm, 3.000 K +
filtro âmbar a 2.300 K), evoca
o sol poente e se torna o eixo
conceitual do projeto. Única
fonte de luz geral, ela cria uma
atmosfera dourada que banha
o espaço com suavidade
e sensação de calor.
182 Projeto Orit – Shopping Iguatemi Campinas
183
2 3
Orit – Shopping
Iguatemi Campinas
Campinas, SP
Projeto de iluminação:
Studio 220v
Renata Fongaro (titular)
Projeto de arquitetura:
Alan Chu Arquitetura
Alan Chu e Cristiano
Kato (titulares)
Cliente:
Orit
Fornecedores:
CIA de Iluminação,
Led Tec
Fotografia:
Beto Riginik
5
2
Toda a iluminação da Orit é inspirada em
referências cênicas. É funcional, mas bela.
4
2. As vitrines de madeira
recebem iluminação frontal
desenvolvida sob medida (LED
10 W, 1.800 lm, 29°, 2.700 K
+ 5.500 K), cuja combinação
de temperaturas de cor
garante destaque às joias sem
comprometer a ambiência
âmbar da loja. Ao fundo das
vitrines, perfis com fita de
LED (10 W, 1.100 lm, 3.000 K)
rebatem a luz na madeira
e criam um brilho suave.
3 e 4. A mesa de
atendimento no centro da
loja é iluminada por luz
difusa, vinda de uma barra de
LED (22 W, 2.300 lm, 3.000 K).
Para momentos de avaliação,
é acionado um spot de alta
precisão (LED 10 W, 1.600 lm,
3.000 K + 6.500 K). A solução
equilibra acolhimento e
clareza de percepção.
5. Vista da fachada da loja.
Inspirada em cenários teatrais,
a iluminação proporciona
um ar de mistério ao lugar; a
composição em tons terrosos,
a luz âmbar e a ausência
de contrastes bruscos
transportam o visitante a uma
experiência única de compra.
Com a iluminação geral definida, um novo desafio
se impôs: destacar o brilho das peças expostas
sem romper a temperatura de cor do ambiente.
As vitrines de exposição, construídas em madeira
e com fechamento frontal, exigiriam uma solução
específica, não disponível no mercado.
Assim, o 220v desenvolveu luminárias tipo
ribalta com LEDs de diferentes temperaturas,
resultando em uma temperatura de cor de
aproximadamente 3.500 K. Essa luz, rebatida
no fundo da mobília, emana uma temperatura
de cor coerente com o restante do espaço.
Um conceito parecido foi aplicado à mesa de
atendimento, usada para venda e avaliação das
peças. Com maior intensidade, a fonte de luz garante
precisão na visualização dos detalhes das joias.
Toda a iluminação da Orit é inspirada em
referências cênicas. É funcional, mas bela.
Num perpétuo entardecer, o espaço em tons
terrosos e seu sol poente lembra um deserto,
emanando calor. O lighting design dialoga
com o conceito da marca e a arquitetura e
demonstra o bom uso de soluções próprias.
184 Projeto Sesc Franca
185
bem-estar
e encontro
1. Poucos pontos de luz
direta complementam a
iluminação dos grandes
espaços internos. Em
primeiro plano, a grande
escadaria-arquibancada,
acomodada sobre o
aclive do terreno.
2. À tarde, a luz natural
que entra pelos lanternins
da cobertura se funde
com a iluminação
indireta, obtida pelos
projetores lineares de
facho médio (3.000 K).
1 2
O Sesc, instituição voltada ao bem-estar dos
comerciários, oferece ao público uma miríade
de atividades culturais, esportivas, sociais e de
saúde. Suas unidades, espalhadas pelo país,
funcionam como verdadeiros faróis culturais para
as cidades ou os bairros onde são implantados.
Suas estruturas costumam ser abertas, generosas
em sua amplitude, em um esforço de integrar-se ao
meio em que estão inseridas. Em Franca, interior
de São Paulo, uma nova unidade expressa essa
generosidade por meio de balanços que avançam
sobre a calçada, uma bela estrutura de concreto
aparente aberta com sheds e impressionantes
arquibancadas e escadarias internas.
186 Projeto Sesc Franca
187
Vistas em conjunto, as eletrocalhas reforçam
a percepção do ritmo e da lógica estrutural
das edificações.
3
3. No teatro, projetores
lineares dimerizáveis de
facho médio, fixados sob as
passarelas de uso cênico,
fazem a iluminação da plateia.
4. A quadra poliesportiva
recebeu projetores de facho
médio (3.000 K), divididos
em diferentes circuitos.
Uma abertura opcional pode
conectar esse ambiente ao
teatro, permitido seu uso
como plateia adicional.
5. No hall de elevadores,
linhas difusas contínuas
valorizam as cores das
paredes, deixando livre
a parte central.
O projeto de iluminação do escritório franco+berriel
seguiu as premissas do cliente de que todas as
instalações deveriam ser deixadas à mostra, de
modo a facilitar manutenções futuras. Para tornar
o ambiente convidativo, incorporou soluções que
expandem a luz, aproveitam as aberturas de luz
natural e valorizam o projeto arquitetônico.
Localizado em um terreno de aclive, o Sesc
Franca é composto de duas caixas de concreto,
com fachadas rotacionadas entre si em 5° e
esparramadas pela encosta. A cobertura de ambas
é composta de lanternins para iluminação e
ventilação naturais, intercalados por placas solares.
Como não há forro na maioria dos ambientes, a
proposta do lighting design foi criar eletrocalhas
retangulares, fazendo um offset das vigas em
grelha e servindo de sustentação e alimentação
das luminárias. Vistas em conjunto, as
eletrocalhas reforçam a percepção do ritmo
e da lógica estrutural das edificações.
5
Na área de recepção e exposições, esses
retângulos foram divididos em dois Ls, de modo
a criar assimetria na luz difusa, incidindo em
diferentes pontos do ambiente. Seguindo o
estatuto do Sesc, que prioriza a construção de
novas unidades, o projeto de iluminação buscou
soluções de fácil manutenção e baixo custo.
Os pavimentos superiores dos edifícios são cobertos
por lanternins, estruturas em formato serrilhado,
com janelas intercaladas que permitem a entrada
de luz e ventilação. A luz natural dos lanternins
é complementada por iluminação artificial, por
meio de projetores lineares com iluminação
indireta fixados nas passarelas que ladeiam
esses lanternins. À tarde, a luz indireta se funde
à luz natural; à noite, ela recria seu efeito difuso
e valoriza as lajes inclinadas. Sob as passarelas,
projetores retangulares de facho médio cuidam
da iluminação dos grandes vazios abaixo.
4
188 Projeto Sesc Franca
189
6 7
Sesc Franca
São Paulo, SP
8
“Foi um projeto de mais de dez anos, período
em que toda a indústria da iluminação migrou
para o LED, tornando obsoletas quase todas
as especificações do início. Mas o retorno
compensa”, diz Gilberto Franco, sócio fundador
da franco+berriel. Parceiro de longa data do
Sesc, o lighting designer conta que o projeto o
desafiou a trabalhar conceitos como permanência,
conforto e comedimento por meio da luz.
Arrojada, mas clara em sua funcionalidade, a
nova unidade do Sesc mantém viva a proposta
de abertura da instituição, sendo um espaço de
livre acesso e permanência. Parte disso, a luz
colabora com a interação entre interno e externo,
mas também com a experiência do público,
ao modular a atmosfera de cada espaço,
orientar fluxos, destacar usos e reforçar a
vocação acolhedora e plural do projeto.
6. Na área de acolhimento,
estar e exposições, uma
eletrocalha de 10 X 10 cm faz
um offset interno das vigas
em grelha, servindo para
alimentação e fixação das
luminárias. Os retângulos
formados são divididos
em dois Ls, um com
luminárias difusas e outro
com projetores orientáveis,
destinados a exposições.
7. Vista do grande vazio,
com a “comedoria”
(restaurante) ao fundo e
oficinas de atividades no
piso inferior. O vazio é
iluminado por luminárias high
bay de facho médio e pela
luz indireta nos lanternins.
Pendentes decorativos dão
escala à área do restaurante.
8. A iluminação da piscina
é feita por projetores
lineares fixados abaixo das
vigas, com o mínimo de
interferência na arquitetura.
Todas as luminárias foram
posicionadas fora da projeção
da piscina, visando permitir
fácil acesso e manutenção.
Projeto de iluminação:
Franco Berriel
Lighting Design
Gilberto Franco,
Livia Berriel e Juliana
Vicenzi (titulares)
Juliana Scialis, Gabriela
Pera e Gabriel Menezes
(colaboradores)
Projeto de arquitetura
e interiores:
SIAA – Shundi Iwamizu
Arquitetos Associado
Shundi Iwamizu (titular)
Bruno Salvador
(colaborador)
Projeto de paisagismo:
CAP Consultoria
Ambiental
Paisagística Ltda.
Construtora:
JZ Engenharia
Cliente:
Sesc – Serviço Social
do Comércio
Fornecedores:
Lumicenter, Powerlume
Fotografia:
Alessandro Kusuki
190 Projeto MASP – Edifício Pietro Maria Bardi
191
1
2
O novo anexo do Museu de Arte de São
Paulo Assis Chateaubriand (MASP), com seu
revestimento de chapa perfurada preta, parece
absorver a energia da avenida Paulista. Batizado
de Pietro, em homenagem ao idealizador e
primeiro diretor dessa instituição, o edifício abriu
as portas ao público em março de 2025, como
um complemento ao MASP original. Este, por
sua vez, foi rebatizado de Lina em referência à
arquiteta autora do edifício original e esposa de
Pietro. A poética dos nomes ajuda a definir a
contraposição/complementação entre os edifícios,
um vermelho e horizontal, outro preto e vertical.
A reforma do anexo Pietro, originalmente um
edifício residencial, esteve a cargo do escritório
Metro Arquitetos. O edifício passou a contar
com cinco pavimentos para exposições, todos
com pé-direito alto e condições internas
otimizadas à sua função de museu, como
flexibilidade de usos e climatização precisa.
O projeto de iluminação foi fruto de uma parceria
entre os escritórios Acenda e Fernanda Carvalho
Lighting Design. O entendimento das autoras
foi de que o sistema para o Pietro deveria prever
o máximo de flexibilidade de arranjos das
luminárias, para abarcar a variedade de propostas
expositivas. Além disso, os equipamentos deveriam
ter mecanismos de controle de intensidade,
garantindo a preservação das obras de arte.
1. A loja MASP recebe
uma combinação de dois
efeitos de luz: linear wall
washer para as estantes do
perímetro, dando visibilidade
e acentuando a percepção
do espaço como um todo, e
luz pontual com projetores
em trilhos eletrificados para
as gôndolas horizontais onde
os produtos estão expostos.
2. O térreo livre do museu
recebe farta luz natural, em
equilíbrio com a luz que lava
o core da circulação vertical
no lado oposto da imagem.
Ao fundo, restaurante e
loja apresentam iluminação
que destaca as vitrines de
fundo, as mesas e os displays
de objetos. Combinação
de efeitos wall washer na
empena, downlight no piso,
projetores para destaque
na loja e pendentes com
luz direta no restaurante.
3. No andar do laboratório
de restauro, a solução para o
corredor é simples e repete a
relação direta com a proposta
para a grelha do forro. A luz
emitida por uma luminária de
luz difusa e linear de ponta
a ponta banha o cor, como
ocorre nos outros pavimentos.
sobriedade que atrai
3
192 Projeto MASP – Edifício Pietro Maria Bardi
193
O entendimento das autoras foi de que o sistema para o Pietro
deveria prever o máximo de flexibilidade de arranjos das
luminárias, para abarcar a variedade de propostas expositivas.
4 5
Optou-se por um sistema de trilhos eletrificados com
projetores LED 3.500 K dimerizáveis, acompanhado
por acessórios para mudança de facho, controle de
ofuscamento, distribuição luminosa e recorte de luz.
De fácil instalação, o equipamento permite esses
ajustes finos, de acordo com cada exposição.
A farta luz natural que entra pelo pavimento
térreo é reequilibrada pela iluminação wall
washer na empena da circulação vertical. Ao
fundo, restaurante e loja recebem iluminação
de pendentes, complementada por projetores
que destacam vitrines, mesas e objetos.
4. O restaurante convive
com o edifício Lina por
meio de um alto caixilho.
Luminárias pendentes de
cerâmica com distribuição
regular conferem elegância
ao conjunto com mesas,
cadeiras e bancos de
madeira de Lina Bo Bardi.
A luz mais quente que o
entorno e distribuída com
regularidade traz aconchego
e flexibilidade na disposição
das mesas (pendentes de
cerâmica na cor areia, com
lâmpada bulbo filamento
4,7 W, 560 lm, 2.700 K.
5. A escada de concreto
aparente recebe a mesma
luz geral de todas as galerias
expositivas e parece ter
algo especial nela, teatral.
194 Projeto MASP – Edifício Pietro Maria Bardi
195
Para a série de exposições Cinco Ensaios sobre o
MASP, que comemora a inauguração do edifício,
o projeto trouxe soluções personalizadas. Na
seção que expõe 12 telas de Renoir, por exemplo,
projetores de facho oval banham as cortinas
verdes, enquanto fontes pontuais destacam as
obras. Já na exposição “Geometrias”, também
da série, projetores dimerizáveis com lentes
wall washer asseguram o atendimento aos
critérios de conservação do acervo do museu.
A utilização de um sistema versátil de luminárias e
trilhos, com inúmeras opções de acessórios, garantiu
o atendimento a diferentes exigências museográficas
com um sistema aparentemente simples e de
poucos elementos visuais, perfeitamente alinhado
com a sobriedade da arquitetura proposta.
6. A exposição Cinco
Ensaios sobre o MASP:
“Geometrias” foi iluminada
com projetores com lentes
wall washer com dimerização
precisa para garantir os
critérios de conservação
do acervo do MASP.
7. O 10º pavimento é um
pequeno espaço que conta
com o mesmo sistema de
iluminação das demais salas
expositivas e na imagem
aparece com uma obra de
arte que integra uma das
exposições. A luz geral das
galerias é usada para serviços
de manutenção e montagem,
mas também pode ser usada
como luz expositiva, por ter
alta qualidade de renderização
de cores e ser dimerizável.
8. A exposição Cinco
Ensaios sobre o MASP:
“Renoir” trouxe uma sala
com a coleção de 12 telas
do pintor francês. A luz foi
desenhada sob medida
utilizando os equipamentos
especificados no projeto de
iluminação do edifício. A
cortina verde foi banhada
com facho oval deitado,
enquanto a escultura
recebeu luz pontual e a
pintura, luz recortada na
obra(projetores com lentes
wall washer 24 W CRI 92
3.500 K, dimmer on-board)
7
6
8
MASP – Edifício
Pietro Maria Bardi
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
Acenda e Fernanda
Carvalho Lighting Design
Acenda:
Paula Carnelós e
Juliana Elias (titulares)
Rodrigo Galon e Vincys
Rombo (colaboradores)
Fernanda Carvalho
Lighting Design:
Fernanda Carvalho e
Emilia Ramos (titulares)
Luana Alves e Felipe
Dans (colaboradores)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Metro Arquitetos
Gustavo Cedroni e
Martin Corullon
Fornecedores:
Cremme, Erco,
iGuzzini (fornecido
por Osvaldo Matos),
Lemca, Lightsource,
Lucchi, Lumicenter,
Omega Light, O/M
Fotografia:
Feco Hamburger
196 Projeto Cyrela by Pininfarina
197
1. Para o hall social, o
escritório propôs rasgos
iluminados por perfis lineares
flexíveis, com tecnologia LED
integrada (2.700 K, on/off).
Downlights de embutir de
facho médio complementam
a iluminação no nicho de
acesso aos elevadores (LED
5,5 W, 2.700 K, 25°, on/off).
2. As sacadas dos
apartamentos receberam
sancas com perfis lineares
flexíveis (2.700 K, on/off),
controladas pelo morador.
A área do térreo recebeu
minibalizadores embutidos
no piso (0.4 W, 2.700 K),
e embutidos de solo de
diferentes fachos, para
destacar a vegetação (20 W,
2700 K, 10° e 40°, on/off).
conforto
futurista
2
1
198 Projeto Cyrela by Pininfarina
199
Compartilhando uma mesma visão de inovação,
a parceria entre a construtora Cyrela e a marca
italiana Pininfarina resultou em um empreendimento
multifamiliar em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Famosa por seu trabalho no setor automotivo,
a Pininfarina consolida também sua atuação
em arquitetura e design, com uma linguagem
considerada futurista. Essa identidade está presente
na fachada marcante e nas sancas curvas do
edifício, que criam uma fluidez visual contínua entre
teto e paredes – ideia reforçada pela iluminação.
O escritório gaúcho Studio FOS foi responsável
por desenvolver o projeto luminotécnico das áreas
comuns, partindo de um conceito arquitetônico
já definido desde o início. A iluminação foi
pensada para ser confortável e eficiente, com
tonalidade quente em todas as áreas.
Da fachada, veem-se as sacadas dos apartamentos
iluminadas por perfis lineares em sancas,
reforçando o desenho da arquitetura. Controlados
pelos moradores, compõem um desenho
aleatório e variável da fachada. No porte-cochère,
minibalizadores embutidos no piso, com fachos
variados, iluminam a copa das palmeiras e
outras árvores, completando a composição.
3. No salão de festas, a
iluminação indireta nas
sancas e nos cortineiros
vem de perfis lineares
flexíveis (2.700 K, on/off).
Luminárias embutidas no
forro dão destaques a pontos
específicos (6 W, 460 lm,
2.700 K, 36°, dimerizável).
Pendentes anelares com
acabamento dourado
complementam a cena.
4. A sala de jogos também
recebeu perfis lineares
flexíveis nas reentrâncias de
teto e piso (2.700 K, on/off).
No hall social, a linguagem de dinamismo da marca
se manifesta em rasgos iluminados com perfis
flexíveis integrados, que dão tridimensionalidade
ao espaço e reforçam o formato curvo entre parede
e teto. As formas são refletidas nos espelhos,
conferindo aspecto imersivo ao ambiente. Já o
acesso aos elevadores recebeu luminárias de
facho médio que destacam a textura da parede.
A piscina coberta retoma o conceito dos rasgos,
nesse caso mais finos, também com perfis flexíveis.
O pé-direito baixo e o tom acinzentado de todas as
superfícies fazem o ambiente parecer uma gruta,
com entradas de luz que destacam o azul da piscina.
Os degraus e os rodapés dos pilares
também receberam perfis, mas de menor
espessura. A iluminação geral do ambiente foi
complementada com luminárias embutidas no
forro, com acabamento personalizado, para
se integrar aos materiais da arquitetura.
Amplo e com abundante entrada de luz
natural, o salão de festas recebeu soluções que
dinamizam o espaço. As sancas e os cortineiros
receberam o mesmo sistema de perfis LED
indiretos, enquanto os pontos focais, como
as mesas de centro, foram destacados com
luminárias embutidas. Os elementos decorativos
ganham vida com luminárias pendentes
douradas, alinhadas ao projeto de interiores.
Já na sala de jogos, os rasgos se ampliam
novamente, preenchendo o espaço de luz
indireta dos perfis integrados ao forro e
às paredes. A entrada dos elevadores foi
ressaltada com luminárias embutidas no forro,
reforçando a intenção cênica do espaço.
Com soluções integradas à arquitetura, o
projeto de iluminação do Studio FOS valoriza
os elementos orgânicos e fluidos do Cyrela
by Pininfarina, correspondendo assim à
sofisticação que caracteriza a marca.
3
4
200 Projeto Cyrela by Pininfarina
201
Cyrela by Pininfarina
Porto Alegre
Porto Alegre, RS
Projeto de iluminação:
Studio FOS Iluminação
Marilia Saccaro e
Marina Frigeri (titulares)
Leilana Ferreira dos
Santos (colaboradora)
Desenvolvimento
arquitetônico e
projeto legal:
Studio Ronaldo Rezende
Design:
Pininfarina
Projeto de interiores:
Estúdio de Arquitetura
Cássia Kroeff
Projeto de paisagismo:
Benedito Abbud
Arquitetura Paisagística
Cliente:
Cyrela Goldsztein
Fornecedores:
Bella Iluminação,
Interlight, Interpam,
Lumini, Luxion,
MisterLED, Power
Lume, Save
Energy, Stella
Fotografia:
Marcelo Vianna –
Base Fotografia
A piscina coberta segue
a mesma linguagem do
hall, com rasgos iluminados
por perfis lineares flexíveis.
Solução similar foi aplicada
aos degraus e aos rodapés
dos pilares, mas com perfis
de menores dimensões e
intensidade. Luminárias
embutidas no forro
complementam a iluminação
do ambiente (6 W, 460 lm,
2.700 K, 36°, dimerizáveis).
Essa identidade está presente na fachada
marcante e nas sancas curvas do edifício, que
criam uma fluidez visual contínua entre teto e
paredes – ideia reforçada pela iluminação.
202 Projeto Natural Lagos
203
mergulho
Nos acessos cobertos,
miniembutidos recuados
(1,5 W, 30°, 3.000 K) fixados
na estrutura metálica criam
jogo de luzes no caminho.
Um projetor subaquático azul
destaca o avanço do piso
sobre a piscina. O jardim
vertical foi iluminado por
arandelas com hastes de
75 cm fixadas no próprio
muro (3 W, 120°, 3.000 K).
de cabeça
204 Projeto Natural Lagos
205
Com mais de 8 mil metros quadrados, o showroom
da Natural Lagos oferece uma experiência
de compra pouco convencional. Especializada
na construção de lagos ornamentais, piscinas
naturais e ambientes marinhos educativos,
a empresa idealizou um espaço em que os clientes
pudessem ter contato direto com as criações.
São seis ambientes aquáticos de exposição,
além de um extenso bosque que envolve
a área. O lighting design do escritório
De Riggi Arquitetura de Iluminação desenvolveu
soluções a partir de duas prioridades do cliente:
criatividade e inspiração na natureza.
Integrado ao paisagismo, o projeto do
De Riggi garantiu que a iluminação da vegetação
complementasse as áreas de exposição.
As árvores do bosque ganham destaque com
as uplights embutidas no solo que iluminam
suavemente suas copas. O diferencial, no
entanto, vem das luminárias com gobos
instaladas nos galhos, que projetam no chão
desenhos parecidos com as sombras das folhas.
O resultado é uma atmosfera quase encantada.
Para as piscinas naturais – acomodadas entre
rochas e inspiradas nas dolinas ou nos cenotes,
formações geológicas típicas de regiões calcárias –,
foi desenvolvida uma luminária subaquática sob
encomenda. A peça inclui um suporte frontal para
filtros com nuances específicas de cor (impossíveis
de se reproduzir com LEDs RGBW convencionais).
As peças foram instaladas em nichos rochosos
submersos, simulando o efeito da luz solar rebatida
nas paredes de calcário desses ambientes.
Os coqueiros no entorno dos lagos recebem
tratamento discreto, similar ao das árvores,
com uplights embutidas no solo. Nos acessos
descobertos, foram instaladas luminárias
especiais downlight, posicionadas nos canteiros.
Já nos cobertos, o escritório optou por embutidos
recuados com sistema antiofuscante, garantindo
o conforto visual e preservando a paisagem noturna.
A casa de máquinas, situada entre as piscinas,
a 4 metros de profundidade, ganha contraste com
os ambientes aquáticos por meio de perfis neon
LED em tom vermelho. A cor foi escolhida por
minimizar a interferência na visão dos aquários.
2. As piscinas naturais
ganham ar misterioso e
encantado, iluminadas por
luminárias subaquáticas
especiais com filtros de vidro
para diferentes nuances de
cores (10 W, 120°, 10.000 K).
3. Os coqueiros que
compõem o paisagismo
no entorno dos lagos foram
iluminados por embutidos de
solo uplight recuados (9 W,
11°, 3.000 K). Já os acessos
descobertos receberam
downlights especiais (3 W,
120°, 3.000 K) com haste
de 150 cm, posicionadas
nos canteiros dos arbustos,
iluminando-os.
4. O bosque recebeu
embutidos de solo uplight
recuados (9 W, 59°, 3.000 K),
que destacam os troncos e
as copas. Postes especiais
com disco Gobo (22 W, 56°,
3.000 K) criam efeito projetado
de luz e sombras no solo.
Entre elementos subaquáticos, vegetação densa e espaços
técnicos, a iluminação atua de forma precisa e integrada,
promovendo legibilidade, conforto e impacto visual.
4
2
3
206 Projeto Natural Lagos
207
Miniplafons de sobrepor destacam as tubulações
dos tanques de filtragem e as demais
áreas técnicas da casa de máquinas.
O estacionamento, coberto por placas
fotovoltaicas, recebeu miniembutidos recuados,
fixados na estrutura da cobertura, que iluminam
as vagas. Arandelas instaladas entre os
pilares proporcionam iluminação geral.
Nas extremidades, coqueiros plantados nas ilhas
recebem luz de uplights embutidas no solo, o que
destaca sua altura. Para as folhagens, pequenos
postes reúnem spots orientáveis e antiofuscantes,
criando uma iluminação discreta e eficiente.
Entre elementos subaquáticos, vegetação
densa e espaços técnicos, a iluminação atua
de forma precisa e integrada, promovendo
legibilidade, conforto e impacto visual.
5
7
5 e 6. A iluminação da casa
de máquinas foi composta
de perfis de neon LED
vermelhos (8 W/m, 70 lm,
120°), instalados sobre os
acessos, para criar contraste
e interferir minimamente na
contemplação dos visores
subaquáticos. Visores na
casa de máquinas permitem
a contemplação subaquática
das piscinas naturais de
4 metros de profundidade.
7. Miniplafons de sobrepor
(2,7 W, 34°, 3.000 K)
destacam com luz branca
tubulações dos tanques de
filtragem e demais áreas
técnicas da casa de máquinas,
em contraste com o vermelho
predominante do ambiente.
8. As coberturas dos
estacionamentos receberam
placas fotovoltaicas apoiadas
sobre estruturas metálicas.
As vagas foram iluminadas
com miniembutidos recuados
(1,5 W, 30°, 3.000 K), fixados
na estrutura metálica. Entre
um pilar e outro, luminárias
de efeito fixadas nas terças
metálicas produzem uma
“faixa” de luz com 150°
(5,7 W, 3.000 K). Nos
coqueiros embutidos de solo
uplight recuados (9 W, 11°,
3.000 K). Os arbustos são
iluminadas por pequenos
postes com três módulos de
spots recuados orientáveis,
com colmeia antiofuscante
(8,1 W, 34°, 3.000 K).
6
6
Natural Lagos
Araraquara, SP
Projeto de iluminação:
De Riggi Arquitetura
de Iluminação
Daniel De Riggi (titular)
Joyce Gonçalves,
Rebeca Li Hua Em,
Vittória Dell’Avanzi
(colaboradoras)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Jéssica Gomes
Arquitetura
Projeto de paisagismo:
I&O Design
Cliente:
Natural Lagos
Fornecedores:
Alpertone, Directlight,
Eklart, Lucchi, PIX
Fotografia:
Daniel De Riggi
208 Projeto Loja Conceitual Tania Bulhões
209
1
A recém-inaugurada Casa Conceito da marca
Tania Bulhões ocupa um imóvel residencial, da
década de 1970, reformado. A mudança a um
local mais amplo justificou-se pela necessidade de
expansão e pela incorporação de um restaurante.
O projeto de reforma, de autoria do MNMA Studio,
manteve os principais elementos originais da
residência, como molduras ornamentadas, pé-direito
variado e um domo central, introduzindo novos
materiais e mobiliário de linhas contemporâneas.
O projeto de iluminação desenvolvido pelo
escritório Foco Luz & Desenho, das arquitetas
Ana Karina Camasmie e Junia Azenha, abarcou
os diversos usos da loja, como espaços de
apresentação dos produtos, exposição de obras
de arte, restaurante etc. As arquitetas buscaram
sempre um equilíbrio entre luz difusa e luz de
destaque aos produtos sem comprometer o
conforto do ambiente. Além disso, foi fundamental
respeitar e reforçar a identidade visual da marca,
garantindo uma iluminação sofisticada e bem
integrada à arquitetura original do edifício.
1. Área de exposição
de produtos com mesa
central iluminada. A lona
tensionada retroiluminada cria
uma luz difusa homogênea
(2.700 K), enquanto os trilhos
com projetores de LED
iluminam os produtos, sem
gerar sombras excessivas
(2,5 W, 15°, 2.700 K e
12,5 W, 38°, 2.700 K). A
moldura de acabamento na
lona tensionada também
se alinha à composição
do projeto de interiores.
2. Circulação do primeiro
pavimento, em torno
da abóboda central do
restaurante, dé pé-direito
duplo. Um sistema de
iluminação indireta (45°,
2.700 K) ao longo das bordas
do vidro da abóbada, ajuda
a evitar sombras duras.
Luminárias decorativas
completam a cena.
recriar o antigo2
210 Projeto Loja Conceitual Tania Bulhões
211
3 4 5
Essa multiplicidade de ambientes e propostas
distintas exigiu um projeto de iluminação preciso,
que oferecesse unidade visual e funcionalidade ao
mesmo tempo. Cada ambiente teve sua solução
específica; no térreo, por exemplo, a luz difusa foi
obtida por meio de lonas tensionadas, enquanto
trilhos com projetores realçam os produtos. Já em
ambientes menores, a luz difusa é obtida por sancas
de cortineiro. No restaurante, onde o pé-direito
duplo inviabilizou a instalação de luminárias centrais,
optou-se por luz indireta, complementada por
luminárias decorativas sobre as mesas. Desse modo,
foi possível preservar a estrutura arquitetônica
e reforçar a atmosfera intimista do espaço.
Discretas luminárias embutidas e sancas inseriram
distintas camadas de luz com sofisticação, sem
interferir nos elementos “clássicos” da arquitetura.
Os expositores de produtos também
receberam atenção especial, com soluções
personalizadas para cada um deles, de modo
a realçar as peças e minimizar os reflexos.
O banheiro dos clientes, por servir também de vitrine
para os produtos da marca, foi um ambiente à parte,
com arrojadas soluções luminotécnicas. Além da luz
geral, foram utilizadas arandelas no espelho e uma
iluminação decorativa especial para o ambiente.
Transitando entre passado e presente, o projeto
destaca a elegância da construção original,
contribuindo para a nova vocação do edifício.
3. O banheiro, que serve
também de vitrine para
os produtos expostos,
recebeu sofisticadas arandelas
decorativas, além de linhas
de LED (2.700 K) e luminárias
embutidas no teto de espelho
(LED 12,5 W, 38°, 2.700 K).
4. No pavimento térreo, na
loja, o principal desafio foi
equilibrar a luz difusa com
a luz de destaque, exibindo
os produtos sem renunciar
a um ambiente acolhedor.
Para isso, o escritório optou
por uma tela tensionada no
teto (LED line perfil U + fita
2.700 K com difusor alto) e
trilhos com projetores para
destaques pontuais (LED
2,5 W, 15°, 2.700 K).
Na adega, e lounge, ambiente estreito de pé-direito
duplo, com teto espelhado e acabamentos
escuros, o uso de sancas perimetrais e pequenas
luminárias pontuais minimizou a alta absorção de
luz provocada por essa combinação de fatores.
A variedade de acabamentos presentes no
mobiliário, incluindo superfícies metálicas e
reflexivas, também exigiu ajustes minuciosos
na temperatura de cor e na intensidade
da luz, sempre evitando ofuscamento e
garantindo a boa percepção dos produtos.
A iluminação da fachada preservou a linguagem
original da casa, realçando discretamente
pilares e molduras, sem interferir na estética
original da edificação. Os equipamentos
de iluminação integraram-se à arquitetura
existente, sem descaracterizá-la.
Transitando entre passado e presente, o
projeto destaca a elegância da construção
original, contribuindo para a nova vocação
do edifício, agora dedicado à experiência
sensorial e comercial da marca.
5. Para respeitar a arquitetura
original da construção,
cada ambiente recebeu
soluções luminotécnicas
individualizadas, mas sempre
buscando equilíbrio entre luz
difusa e luz direcionada. Na
imagem, vemos prateleiras
com LED (12,5 W, 38°,
2.700 K) e trilhos com
projetores (2,5 W, 15°, 2700 K).
212 Projeto Loja Conceitual Tania Bulhões
213
6
6. Na adega e lounge, os
tetos espelhados foram
desafios de iluminação em
razão de sua absorção de
luz. As soluções incluíram
sanca perimetral para
clarear paredes, pontos
de luz embutidos no
espelho (4 W, 2.700 K) e
iluminação decorativa no
mobiliário. Nas prateleiras,
foram usados perfis de
LED com fita (2.700 K).
7. Com diferentes
acabamentos, o mobiliário
utilizou soluções de
iluminação personalizadas
gerando efeitos distintos
(Perfis com fita LED 5 W/m,
500 lm/m, 2.700 K/ IRC 90).
8. Fachada principal da loja,
com iluminação no piso e
nas cornijas, respeitando a
linguagem original da casa.
7
8
Loja Conceitual
Tania Bulhões
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
Foco Luz & Desenho
Ana Karina Camasmie e
Junia Azenha (titulares)
Camila Concer, Clara
Mezejewski, Lais
Ribeiro, Giovanni Grigio,
Jonatas Oliveira, Bruna
Alves (colaboradores)
Projeto de arquitetura
e interiores:
MNMA studio
Mariana Schmidt
(titular)
Fornecedor:
Lumini
Fotografia:
Guilherme Castroe
Fran Parente
214 Projeto Cozinha da residência Alto da Gávea
215
1 2
1. Na imagem, vê-se a
configuração semiaberta
da cozinha, conectada
com a sala de jantar. A
cena de iluminação é ideal
para trabalho, com a luz da
bancada acesa, proveniente
de fontes distintas de
efeito contínuo (perfil
de LED sob o elemento
suspenso e embutidos
no teto com módulo LED
6,5 W, 50°, 2.700 K).
2. A claraboia foi parte da
intervenção de reforma,
permitindo maior entrada de
luz natural. Um perfil linear
integrado à esquadria (visível
através do vidro) ilumina
as telhas do beiral acima.
a
quantidade
certa
Data de 1988 o projeto do arquiteto carioca
Lucio Costa da “casa que despenca sobre
o abismo” em um terreno de declive no Alto
da Gávea, Rio de Janeiro. Construída para a
família Duvivier-Byington, a residência mira a
Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor.
Sua cozinha, originalmente pequena e
isolada, sempre teve protagonismo na
dinâmica familiar. Com o desejo de integrar o
espaço ao resto da casa sem renunciar a sua
personalidade, os moradores decidiram por
uma reforma estrutural e luminotécnica.
216 Projeto Cozinha da residência Alto da Gávea
217
3. Em primeiro plano, o
espaço da antiga garagem,
seguida da cozinha e da sala
de jantar, agora unificadas.
Nesse dia nublado, essa
cena de luz representa um
momento de uso da ilha em
sua totalidade: além da luz
indireta vinda das prateleiras
e vigas e da luz direta para
os planos de trabalho, a
luz difusa das lâmpadas
tubulares na viga (18 W,
3.000 K) preenche o espaço.
4. A bancada é iluminada
por pendentes “Rio Antigo”
reaproveitados, com lâmpada
PAR 20 EVO 6 W, 25°, 2.700 K,
dimerizável. Pela claraboia,
vê-se o beiral iluminado.
5. Na imagem, destaque
para o beiral do telhado
superior, iluminado (perfil
difuso com fita LED, 2.700 K).
Ao fundo, o efeito produzido
por um projetor floodlight,
posicionado sobre o vidro
(20 W, 100°, 3.000 K). Uma
arandela difusa, oculta
atrás do pilar de concreto,
ilumina suavemente as
prateleiras (4 W, 2.700 K).
A bancada recebe luz de
um perfil contínuo com
difusor, fixado sob a estante
(2.700 K), complementada
por embutidos darklight
no teto (50°, 2.700 K).
Todos os sistemas são
independentes e dimerizáveis.
3
Durante o dia, a claraboia original da arquitetura
de Lucio Costa banha de luz natural o outro lado
da cozinha. À noite, um floodlight posicionado
sobre o vidro garante o mesmo efeito.
5
4
O escritório concepDUAL projetou uma
iluminação capaz de criar cenas distintas para
o espaço de socialização e desfrute. Para isso,
basearam-se no termo sueco Lagom, que significa
“nem muito nem pouco: a quantidade certa”.
A pedido da cliente, a lighting designer Diana
Joels pensou soluções inspiradas em cozinhas
nórdicas, com luzes de distribuição lateral
e temperatura de cor quente. Além disso,
aproveitou a abundância de luz natural vinda
das múltiplas aberturas – zenitais e laterais.
218 Projeto Cozinha da residência Alto da Gávea
219
Três antigos espaços – a sala de jantar, a cozinha
e a garagem – fundiram-se num ambiente único,
sendo os dois últimos conectados por uma ilha
central. Durante o dia, a cena é composta de
uma luz indireta vinda das prateleiras e das vigas,
completadas por uma luz direta para os planos de
trabalho. As lâmpadas tubulares na viga preenchem
e transformam o espaço em “oficina” para trabalhos
manuais da cliente. À noite, destaca-se o brilho
dos pendentes originais da garagem, agora
dispostos sobre a ilha central. Ao fundo, uma luz
indireta vinda da prateleira realça a esquadria
de vidro que substituiu uma antiga parede.
6. Vista da bancada
central, com o beiral
iluminado ao fundo.
6
Minispots com LED integrado embutidos
nos vasos projetam sombras das folhas
no telhado, criando uma transição visual
entre os ambientes interno e externo.
Através da nova claraboia, vê-se o beiral
do charmoso telhado original, agora iluminado
por um perfil linear na esquadria, o qual é
complementado por um perfil assimétrico
integrado à viga, que rebate luz nas telhas.
Durante o dia, a claraboia original da arquitetura
de Lucio Costa banha de luz natural o outro lado
da cozinha. À noite, um floodlight posicionado
sobre o vidro garante o mesmo efeito.
A bancada recebe iluminação contínua de perfil
com difusor baixo sob a estante, complementada
por embutidos darklight no teto, dimerizáveis.
Fechando-se as esquadrias, cria-se uma
configuração mais aconchegante e intimista
no espaço. A pequena mesa de café torna-se o
foco, iluminada pelo pendente de Poul Henningsen.
Ao redor, as soluções integradas à marcenaria
criam hierarquia visual e preenchem o espaço
de luz suave. A cortina é iluminada por uma
fita de aço tensionada entre a esquadria e o
tecido, complementando a composição.
A iluminação na sala de jantar tem níveis de luz
regulados e distribuição controlada no espaço,
a fim de evitar reflexos na janela e preservar a
vista. Os quadros são iluminados por embutidos
assimétricos com driver dimerizável.
Sobre a mesa, a luminária de Lina Bo Bardi adiciona
mais um elemento modernista ao projeto de Costa.
Na cozinha que se abre à paisagem e
à memória, a luz não é excesso nem
ausência – é presença precisa.
Cozinha da residência
Alto da Gávea
Rio de Janeiro, RJ
Projeto de iluminação:
concepDUAL
Diana Joels (titular)
Carla Barros (estagiária)
Projeto de arquitetura
original:
Lucio Costa
Projeto de arquitetura
e interiores (reforma):
Amanda Arcuri
Execução:
Plano C Arquitetura
e Execução
Fornecedores:
Ledvance, Lemca
Iluminação, O/M, Stella,
Lutron (fornecido
por Stelutti)
Fotografia:
Renato Mangolin
7. A iluminação na sala de
jantar pode ser dosada,
permitindo que a vista da
janela participe da cena.
Wall washers iluminam de
modo homogêneo a parede
de quadros à esquerda (6 W,
facho assimétrico, 2700 K).
8
8. Aqui, o conceito de “luz
perfeita” é estar à mesa,
sob a luz do pendente de Poul
Henningsen, completada pela
luz indireta proveniente dos
perfis de LED integrados às
marcenarias e de uma fita
de aço tensionada, locada
entre a esquadria e a cortina.
7
220 Projeto Teatro Cultura Artística
221
1. Vista frontal do teatro
com painel de Di Cavalcanti
e os dois pavimentos abaixo.
Projetores lineares LED
de 51 W e facho elíptico
iluminam o painel de forma
rasante, de baixo para cima,
substituindo o sistema
original, em que braços
externos ultrapassavam a
marquise (30º X 12º, IRC > 90,
3.000 K, dimerizáveis).
2. Vista do acesso principal
do teatro e do painel
artístico. A intensidade de luz
foi calibrada e determinada
em obra, após a afinação e a
vistoria final com o cliente
2
história sob
1
nova luz
Em 2008, um incêndio destruiu parte do Teatro
Cultura Artística, no centro de São Paulo, deixando
preservados apenas a fachada, com o mural de
Di Cavalcanti, e alguns espaços internos. O projeto
do arquiteto italiano Rino Levi funcionava desde
1950 como um ponto de encontro cultural para
intelectuais, empresários e profissionais liberais
da elite paulistana, apreciadores de boa música.
A obra de restauração iniciou em 2022, comandada
pelo arquiteto Paulo Bruna, antigo sócio do
escritório de Levi, que modernizou o edifício
adicionando-lhe duas novas salas de espetáculo.
Reinaugurado em agosto de 2024, o espaço agora
se dedica exclusivamente à música, consolidandose
novamente como referência cultural na cidade.
O projeto de lighting design do studioix buscou
retomar o conceito original da iluminação da época,
preservando o máximo possível dos interiores e
destacando elementos da nova arquitetura.
A iluminação da fachada, por exemplo, foi inspirada
em fotografias antigas do edifício, resgatando o
conceito de “luz lavada”. Mas, em vez de braços
externos ultrapassando a marquise, como no
original, propôs barras de LED dimerizáveis de
facho elíptico, mais rasantes. O resultado é mais
discreto visualmente e com luz controlada.
Para as áreas de circulação e convívio, foram
produzidas luminárias com o mesmo tipo de vidro
craquelado das originais, ora embutidas na laje,
ora sobrepostas a ela. No bar, o pé-direito triplo é
iluminado por projetores LED em trilho suspenso,
que destacam a grande tapeçaria de Sandra Cinto.
A luz parece fazer parte do tecido, misturando-se
às estrelas dispersas no ciano. Iluminada, a
cor vibrante valoriza o formato do espaço.
222 Projeto Teatro Cultura Artística
223
3
5
3 e 4. Sala de concerto
principal. As paredes internas
exibem o desenho em curvas
da artista Sandra Cinto,
“convidando o espectador a
se deixar levar pela música”
(diz a autora). Elaboradas
em colaboração com os
projetistas de acústica, as
formas contribuem para a
adequada reflexão do som
no espaço. Um sistema
linear em LED, levemente
curvado, ilumina a obra
(25 W/m, 3.000 K). Luminárias
downlight embutidas.
O sistema conta com
dimerização independente,
controlada por automação
e acionada a partir da
sala de controle.
5. Vista do teatro em
direção à Praça Roosevelt.
4
Na sala de concerto principal, o pé-direito elevado
exigia um sistema de fácil manutenção. Assim,
foram desenvolvidas luminárias que podem
ser içadas a uma curta distância, a partir de
um pavimento de manutenção acima. A cor de
suas molduras obedeceu ao RAL das paredes
e do forro, garantindo integração visual.
Do palco, é possível ver o sistema linear downlight
que ilumina a plateia percorrendo todo o perímetro
do espaço. Dimerizável, possui presilhas que
facilitam a futura manutenção. A área central é
iluminada por spots tipo downlight com potências e
fachos que variam de acordo com o pé-direito.
A sala tem ainda a opção de adicionar outra
camada de luz, instalada na passarela técnica.
Trata-se de um perfil linear de alumínio com
difusor acrílico e facho assimétrico uplight, de
cor âmbar, para “esquentar” o ambiente.
224 Projeto Teatro Cultura Artística
225
6
8
6. O hall do teatro recebeu
luminárias de embutir,
produzidas com o mesmo
tipo de vidro craquelado
das originais, porém
agora com módulos LED
de 19 W e 3.000 K.
7. Vista do foyer superior.
Aqui, as luminárias de
sobrepor seguem o mesmo
critério das de embutir do
hall. Esse ambiente recebeu
de volta parte do mobiliário
original – concebido por Rino
Levi e Studio D’Arte Palma
(de Lina Bo Bardi e Giancarlo
Palanti) – complementado
com peças da marca ,ovo.
8. Área do bar com
pé-direito triplo iluminada
por projetores LED, montados
em trilho suspenso, para
destacar a tapeçaria da artista
plástica Sandra Cinto. Esses
projetores direcionais são em
LED com 37 W, 3.000 K e dois
tipos de facho (23° e 12°),
dispostos de forma intercalada
(focalizados após instalação).
O projeto de lighting design buscou retomar o conceito
original da iluminação da época, preservando o
máximo possível dos interiores e destacando elementos
da nova arquitetura.
7
Preservação histórica e soluções técnicas
contemporâneas, respeitando o legado do
edifício e suas novas demandas, eis a filosofia
desse projeto. Com intervenções pontuais e
sempre integradas à arquitetura, o lighting design
contribuiu para a atualização do edifício e sua
reinserção na paisagem cultural de São Paulo.
Teatro Cultura
Artística
São Paulo, SP
Projeto de iluminação:
studioix
Guinter Parschalk
e Marlen Díaz
Artigas (titulares)
Amanda Fellisbino,
Maria Carolina Braga,
Natália Mello Morassi,
Thais Longhini
Barbeiro e Viviane
Oda (colaboradoras)
Projeto de arquitetura
e interiores:
Paulo Bruna Arquitetos
e Purarquitetura
Paulo Bruna e Eduardo
Nogueira Martins
Ferreira (titulares)
Cliente:
Sociedade Cultura
Artística
Fornecedores:
Led Tec, Lemca,
Luminacril, Traxon
(fornecido por
New Energy)
Fotografia:
Nelson Kon
Garanta sua vaga! Garanta sua vaga! Garanta sua vaga!
226 227
06 e 07 de novembro de 2025
Centro Brasileiro Britânico - CBB
São Paulo - Brasil
Novo ponto de encontro do varejo
O RDforum estreia reunindo os protagonistas do retail em uma
imersão de conhecimento e networking. Conteúdo técnico,
conceitual e inspiracional, unindo design, arquitetura e negócios
para criar experiências únicas e fortalecer marcas.
Palestrantes Confirmados
as novas linhas XYZ
são resultado de
processos produtivos
de alta precisão,
garantindo qualidade
excepcional
em todos os níveis
(ótico, espectro
e rendimento).
uma proposta de
qualidade superior
para todos os planos
de iluminação: teto,
parede e solo.
@light_design_exporlux
lightdesign.com.br
Sarah Fairhurst
Dalziel & Pow
Reino Unido
Bel Lobo
be.bo.
Brasil
Renata Gomide
Grupo Boticário
Brasil
Julio Takano
KT Arquitetura de Negócios
Brasil
Marcos Morrone
Design Novarejo
Brasil
Manoel Alves Lima
FAL Design Estratégico
Brasil
Richard Bennett
Dalziel & Pow
Reino Unido
Michael Grubb
Michael Grubb Studio
Reino Unido
Ana Clara Cordeiro
FARM Rio
Brasil
Vanessa Sandrini
VaS Continuum
Brasil
Caio Camargo
[varejocast]
Brasil
patrocínio diamante
patrocínio ouro
instituição de Ensino Parceira apoio Institucional mídias parceiras
realização
Inscreva-se em www.rdforum.com.br
@rdforum
228
Tubo Pro: uma luminária que honra o espírito da Tubo original, agora
equipada com um sistema ótico de alto desempenho, capaz de alcançar
UGR<16 ou UGR<19, dependendo da versão (LO/HO).