07.10.2025 Visualizações

Anuário L+D 2025

A segunda edição do Anuário L+D reúne 32 projetos de escritórios de Lighting Design de diversas regiões do Brasil. Resultado de um processo editorial criterioso, a publicação reflete a diversidade, o dinamismo e a consolidação da Iluminação Arquitetural no país, compondo um verdadeiro mosaico de talentos e abordagens.

A segunda edição do Anuário L+D reúne 32 projetos de escritórios de Lighting Design de diversas regiões do Brasil. Resultado de um processo editorial criterioso, a publicação reflete a diversidade, o dinamismo e a consolidação da Iluminação Arquitetural no país, compondo um verdadeiro mosaico de talentos e abordagens.

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6 7



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Nossas soluções conectam luz natural e artificial com precisão

e sensibilidade para criar atmosferas que inspiram, acolhem e

acompanham cada momento do seu dia.

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12

Expediente e Editorial Anuário 2025

Capa

MASP – Edifício Pietro Maria Bardi

Projeto de iluminação:

Acenda e Fernanda Carvalho

Lighting Design

Foto original: Feco Hamburger

Composição gráfica: Maria Fraga

Publisher

Thiago Gaya

Editor

Gilberto Franco

Projeto gráfico e diagramação

Maria Fraga, Júlia Morais

Redação

Gabriella Franco

Revisão

Débora Tamayose

Atendimento & Operações

Márcio Silva

Publicação

mosaico de talentos

Em 2024, a Revista L+D iniciou um novo projeto editorial,

transformando-se em Anuário. A primeira edição apresentou vinte

e cinco projetos de escritórios brasileiros de lighting design.

Para a edição 2025, decidimos expandir o alcance e incluir um

número maior de trabalhos. Para isso, fizemos uma convocatória

ampla, convidando todos os escritórios participantes do programa

Escritório Parceiro da L+D – hoje com cerca de 120 integrantes.

A abordagem também mudou: buscamos padronizar perguntas

e a apresentação das legendas, facilitando o diálogo entre

autores e editores. Recebemos 52 projetos de profissionais

de diversas regiões do Brasil, um reflexo do dinamismo, do

crescimento e da consolidação da profissão no país.

O processo de seleção foi concluído em um workshop com a participação

de Gilberto Franco (editor) e Gabriella Franco (redatora), sob a coordenação

de Thiago Gaya (publisher), responsável por organizar o material de

submissão, estruturar a apresentação dos projetos e apoiar editorialmente

todo o processo – conduzido de forma anônima, sem identificação de

autoria ou qualquer outra informação que pudesse direcionar a escolha.

A escolha final levou em conta múltiplas variáveis que vão

além da qualidade da iluminação, como a qualidade das

imagens, o texto de apoio, a tipologia e o contexto arquitetônico

de cada obra. O objetivo foi construir uma publicação que

refletisse o momento atual do lighting design brasileiro.

O resultado foi uma edição mais robusta, tanto em

número de projetos (trinta e dois) como em qualidade de

informação. É mais informação por cm² de página.

Conheça os lançamentos das séries desta sólida e

exclusiva parceria entre Lightsource e Bartenbach

no LEDForum 2025.

Pollux

Série de luminárias montadas com refletores para wallwasher.

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Balizador assimétrico com

refletores para áreas externas.

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São Paulo SP

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www.editoralumiere.com.br

Impressão

Gráfica Elyon

O Anuário L+D não se propõe a premiar ou classificar projetos,

mas a compilar recortes significativos de nossa produção

recente. A publicação que temos hoje em mãos cobre e espelha

a diversidade de talentos, abordagens e origens de uma profissão

cada vez mais espalhada pelos diferentes estados do país.

O que gostamos de fazer é compilar todos em mosaico, para que sejam

comparados, não no sentido classificatório, e sim na percepção da

multiplicidade de respostas que se pode ter para a mesma pergunta. Abra

seu Anuário numa página qualquer, como quem abre um livro de I Ching,

e encontrará uma abordagem diferente da que talvez tivesse pensado para

aquela circunstância. É assim que as ideias circulam e a profissão avança.

Boa leitura!

Thiago, Gil e Gabi.

www.lightsource.com.br

@lightsource_lighting

Exclusive partner

in the Americas



14



16 17



18 19



20 21

Patrocinador Oficial

Mais do que luz. É Everlight.

Iluminação integrativa para ambientes hospitalares

Bem-estar, desempenho e recuperação

acelerada com a luz certa, no ritmo

certo

No Hospital MaterDei, em Nova Lima (MG), a Everlight implementou um projeto

luminotécnico que vai além da função visual: promove saúde, conforto e

equilíbrio biológico.

A partir dos princípios da iluminação integrativa, que considera os efeitos visuais,

emocionais e hormonais da luz sobre o corpo humano, o projeto foi desenhado

para respeitar e apoiar os ritmos circadianos de pacientes e profissionais de

saúde.

Mais do que cumprir normas como a NBR 8995-1 e diretrizes da ANVISA, a

iluminação foi pensada para favorecer o bem-estar e a recuperação.

Pilares do projeto

Temperaturas de cor e intensidades variáveis, que respeitam o ciclo biológico

natural ao longo do dia e da noite;

Espectros ajustados para estimular alerta em turnos diurnos e favorecer o

descanso noturno;

Redução do estresse visual e emocional, com luz que acolhe, orienta e respeita

cada momento da rotina hospitalar;

Tecnologia LED de alta performance, com controle inteligente e foco na

eficiência energética.

Com a Everlight, a iluminação hospitalar transforma-se em uma aliada da saúde.

Técnica e sensível, ela atua em harmonia com o corpo humano, contribuindo

para uma arquitetura do cuidado mais humana, segura e eficaz.

Projetos luminotécnicos

Hospital MaterDei | Nova Lima • MG

Rua Outono, 110 • Bairro Vila Paris

Contagem • Minas Gerais

everlight.com.br

Tel.: (31) 2566-8963



22 23

ONDE A LUZ ENCONTRA A ARTE.

RESGATAMOS 60 ANOS DE TRADIÇÃO

E REUNIMOS TUDO EM UMA ÚNICA MARCA.

Durante décadas, a Itaim foi sinônimo de excelência técnica, respeito ao

especificador e confiança nos projetos de iluminação mais exigentes.

Presente em obras icônicas, sua reputação foi construída com rigor,

seriedade e entrega consistente.

Fotos: Rubens Campo

Agora, esse legado não apenas continua — ele se transforma em um novo

marco para o mercado de iluminação.

LUMINACRIL ITAIM representa o início de uma nova etapa.

Um momento em que a tradição da Itaim se encontra com a estrutura, a

inovação e a energia da Luminacril para oferecer ainda mais consistência,

tecnologia e proximidade aos lighting designers.

Para quem sempre confiou na Itaim, é hora de redescobri-la.

A LUMINACRIL ITAIM é a continuidade da excelência — com mais força

para o futuro.

TEATRO CULTURA ARTÍSTICA – SÃO PAULO, SP

Projeto luminotécnico: studioix

Arquitetura original: Rino Levi

Arquitetura de revitalização: Pura Arquitetura

Arquitetura de intervenção: Paulo Bruna

Painel acústico: Sandra Cinto

Acústica: Acústica & Sônica / José Augusto Nepomuceno

Execução: HTB

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Leia o QRCODE e assista ao vídeo do projeto.

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24 25

80%

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26 27

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Pequena no tamanho, gigante na luz.

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Com um design contemporâneo e compacto, este spot

se integra de forma discreta e sofisticada a qualquer

arquitetura.

Sua ampla variedade de fachos, alto IRC e um UGR

excepcional garantem excelente conforto visual e cores

vibrantes. Isso faz da Mini PRO Spot a escolha ideal

para criar efeitos de luz precisos, destacar produtos,

desenvolver cenários envolventes e valorizar cada

detalhe do ambiente.

Eleve o padrão da sua iluminação com design refinado

e alta performance.

Disponível em 2 tamanhos (Ø52x114mm e Ø52x144mm), versões de canopla para

embutir, trilho ou perfilado, cores branca e preta, fluxo de 935lm a 1560lm, fachos

18° a 50°, CCT 2,7K, 3K e 4K, IRC>90, UGR de 02 a 16 e opcional de antiofuscante

honeycomb.

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28 Sumário Projetos 2025

46 50 54 60

WeLight

Apartamento

Japandi

Arquitetura e Luz

Patrimonium

Contabilidade

Allume

Casa Ponte

Anna Turra

Sonhos – História,

Ciência e Utopia no

Museu do Amanhã

66

72 78

APM Projetos

Gruta Concept

Showroom

Studio Iluz

Residência

Mondesir

Atiaîa Lighting

Design

Memorial

Brumadinho

86

92

96

102

108

concepDUAL

e Acenda

Iluminação

FARM Rio

Apollo Iluminação

Yachthouse by

Pininfarina

LD Studio

Praça Leblon

Castilha

Iluminação

SKR Panorama

Vila Romana

Linha Estúdio

Residência MYS

114

118

124 130

Estúdio

Nina Morelli

Pinga ÃO – Pivô

Lichia Lighting

Apartamento

Vitra Tower

Mingrone

Iluminação

Tienda Inglesa

RBF Lighting

Design

Loft das Artes –

Casa Cor Rio 2024



30

Sumário Projetos 2025

136

140

146

152

Pitá Arquitetura

Escritório CRM

Services

NTZ iluminação

arquitetônica

Casa de Campo

– Araras

Fernanda

Carvalho

Lighting Design

Museu do

Futebol – Estádio

do Pacaembu

OMstudio

Lighting

Soho House

São Paulo

PATROCINADOR OFICIAL 2025

158

164

170

Rafael Leão

lighting design

Nation CT

178

Studio Regina

Bruni

Edifícios Hanami

Senzi Lighting

Escola Aubrick

– Unidade

Campo Belo

180

Studio 220v

Orit – Shopping

Iguatemi Campinas

184

Franco Berriel

Lighting Design

Sesc Franca

Estúdio Carlos

Fortes

Galpão

Estudio Tupi

190

Acenda +

Fernana Carvalho

Lighting Design

MASP – Edifício

Pietro Maria Bardi

Líderes em soluções para:

• Óticas secundárias

• LED Drivers

• Controle DALI

• LEDs e COBs

• Conectividade

• Controle outdoor

• Equipe de especialistas

no Brasil

196

202

208

214

220

Studio FOS

Iluminação

Cyrela by

Pininfarina

De Riggi

Arquitetura de

Iluminação

Natural Lagos

Foco

Luz&Desenho

Loja Conceitual

Tania Bulhões

concepDUAL

Cozinha da

residência Alto

da Gávea

studioix

Teatro Cultura

Artística



32 33

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Athena: Poder absoluto sobre a luz.

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Fone: +55 11 3079-7339

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34 35

RENOVAÇÃO DO MUSEU DO FUTEBOL

Local: São Paulo

Projeto de Iluminação: Fernanda Carvalho Lighting Design

Equipe: Emilia Ramos, Felipe Dans e Luana Alves

Direção Artística e Museografia: Daniela Thomas e Felipe Tassara

Realização: IDBrasil

Foto: Feco Hamburger

A luz que transforma

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Twist

36 37

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Uma ideia com infinitas possibilidades.

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Ainda mais

eficiente e versátil.

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Rotação:15°

⌀68mm

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A luminária Twist Mini vai além da forma: é sobre função, liberdade e

criatividade. Com design inteligente e multifuncional, ela pode ser

usada como sobrepor, pendente ou arandela, permitindo composições

criativas entre teto e parede — ideal para projetos dinâmicos e

autorais.

Em suas múltiplas aplicações, a Twist Mini permite integração de soluções lineares com spots

pontuais, ampliando ainda mais as opções de uso e efeitos de luz.

A Twist Mini é a escolha certa para quem busca soluções criativas, técnicas e elegantes em um só

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A nova geração do embutido Uni eleva a iluminação técnica a um novo patamar de sofisticação. Com

500 lúmens de desempenho em um corpo surpreendentemente compacto de apenas 32mm, esta

luminária foi criada para se integrar com naturalidade aos mais diversos estilos de projeto. Seu design

minimalista une forma e função com equilíbrio preciso, enquanto o alto conforto visual (UGR <10)

torna a Uni a escolha ideal para ambientes que valorizam elegância, bem-estar e acolhimento.

A Uni Pró é prova de que evolução e simplicidade podem caminhar juntas — com luz de qualidade,

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38 39



40 41



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bem-estar, nasce a luz Luxion.

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Foto: Paquito Herrera



LIT LIGHTING DESIGN AWARDS 2025

Junte-se antes de 19 de outubro e tenha a

chance de ser premiado entre as mentes

criativas líderes da indústria.

Os LIT Design Awards reconhecem o trabalho de designers internacionais

de produtos e projetos de iluminação. Acreditamos que a iluminação é

uma combinação de arte e ciência, além de ser um dos elementos mais

importantes do design.

Os LIT Awards foram concebidos para celebrar a criatividade e a inovação

no campo do design de iluminação e suas aplicações. Celebrando sua 8ª

edição, os LIT Design Awards são a comunidade de design de iluminação

que mais cresce no mundo.

2025

32

projetos

WWW.LITAWARDS.COM

(images: top, left to right) : Mr. H by Focus Lighting, Taikang Community Yan Garden by Beijing PRO Lighting Design Co, Zhoushan Ocean Cultural

Center: A Beacon of Maritime Culture by Ning Field Lighting Design Corp., Ltd. , Lambadistis Winery by Archtube Ltd, West Bund Orbit by

brandston partnership inc. , Modern Comics Museum Meets Ancient Ambience by CosmoC Lighting, Ltd., Hotel AKA Alexandria by Studio Atomic,

Kaizhou New City Planning Exhibition Hall by Beijing Puri Lighting Design, Moxy Brooklyn Williamsburg by Within Light Studio.



46 Projeto Apartamento Japandi

47

japandi

A abordagem do projeto transcende

a função técnica, assumindo papel central

na construção de uma identidade espacial.

Localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo, o

apartamento Japandi foi concebido para uma única

moradora, que buscava conforto, modernidade e

tradição familiar. Com planta tipo garden e acesso

a um jardim interno privativo, o imóvel propõe

uma vivência integrada à natureza, com soluções

arquitetônicas inspiradas na estética japonesa.

A materialidade dos interiores evoca a sutileza

dessa referência: o piso de ladrilho, desenvolvido

exclusivamente para o projeto, soma-se à

pedra basaltina e à madeira tauari, criando

uma composição que privilegia equilíbrio,

textura e atemporalidade. O conceito de leveza,

característico da arquitetura japonesa, orientou

também a concepção luminotécnica.

Com o desafio de reinterpretar, a partir de uma

abordagem contemporânea, as tradicionais

luminárias japonesas de papel-arroz, assim como

as divisórias desse mesmo material, o projeto de

lighting design do WeLight propôs planos verticais

retroiluminados como elemento de unidade visual e

difusão homogênea da luz. Essa base de iluminação

geral, de grande apelo visual, complementa-se

com pontos de luz focal para destaque de obras

de arte, áreas de trabalho e de circulação, além da

iluminação da vegetação dos espaços externos.

Vista da mesa de jantar,

com painel retroiluminado

ao fundo. O uso desses

painéis demandou grande

apuro técnico e integração

com detalhes de marcenaria

e serralheria. Em todos os

painéis foram utilizadas fitas

LED 10 W, 1.000 lm, 3.000 K,

com fonte de alimentação

em protocolo DALI.



48 Projeto Apartamento Japandi

49

2 3 4

5

6

O controle automatizado permitiu criar cenas

ajustáveis às diferentes dinâmicas da moradora,

ampliando a flexibilidade e a adaptabilidade do

espaço. Um dos maiores desafios do projeto foi o

desenvolvimento técnico dos planos retroiluminados

aplicados em paredes, tetos e até portas, que

demandaram soluções personalizadas e complexas

em marcenaria e serralheria. A complexidade se

estendeu à escolha de difusores e sistemas de

fixação que garantissem não apenas a estética e

a qualidade da luz, mas também a viabilidade de

manutenção e integração com a automação.

Em ambientes com entrada de luz natural, como

a cozinha, os painéis retroiluminados criam

sensação de conexão com o exterior. A luz

externa e a interna se misturam, preenchendo

o ambiente de forma homogênea.

A abordagem do projeto transcende a função

técnica, assumindo papel central na construção

de uma identidade espacial. Ao tratar a luz

como elemento arquitetônico, o projeto da

WeLight reforça a importância da integração

entre tecnologia e linguagem estética na criação

de ambientes contemporâneos, sensíveis

tanto à tradição quanto à inovação.

2 e 3. Em áreas de menor

incidência de luz natural,

os painéis funcionam como

“janelas” do ambiente.

Todos os painéis utilizam

o mesmo padrão de fita e

fonte dimerizável. Luminárias

embutidas no teto, também

dimerizáveis, complementam

a luz quando necessário

(7,3 W, 478 lm, 34°, 2.700K,

IRC 90, protocolo DALI).

4 e 5. Os painéis foram

empregados em diferentes

situações: paredes,

tetos, portas, cada um

com suas singularidades,

sempre dimerizáveis e

com possibilidade de

manutenção futura.

6. Em ambientes com

entrada de luz natural,

a luz dos painéis serve de

complemento à luz diurna,

misturando-se a ela, com

resultado homogêneo.

Apartamento Japandi

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

WeLight

Jayme Liande (titular)

Ruy Soares (colaborador)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Studio Guilherme Torres

Projeto de paisagismo:

Alex Hanazaki

Fornecedores:

Eklart, Everlight,

Lucchi, MisterLED

Fotografia:

Denilson Machado



50 Projeto Patrimonium Contabilidade

51

1

lanterna

2

1. Detalhe do “corte”

transversal na fachada

do edifício. As sancas

receberam fita de LED com

temperatura de cor 3.000 K.

3

2. A foto mostra a

interação entre andares e

as circulações em frente

ao elevador, que se

apresenta todo em vidro,

permitindo também a

interação visual do conjunto.

Foram utilizados, nas

circulações, pequenos

focos embutidos “no frame”

com lâmpada LED dicroica

(6 W, 36°, 3.000 K).

3. Na imagem, brises

vistos por dentro permitem

a entrada de luz natural.

Sancas contornam as

salas e as fachadas (LED

3.000 K), enquanto perfis

embutidos duplos,

instalados no eixo das

mesas, proporcionam

iluminação de trabalho.



52 Projeto Patrimonium Contabilidade

53

4

“Um prisma plantado no chão, cortado por uma

linha de luz ascendente.” Assim o arquiteto Gustavo

Penna, autor do projeto, definiu sua proposta para

o novo edifício-sede da Patrimonium, empresa de

contabilidade mineira situada em Lagoa da Prata,

pequena cidade a 200 quilômetros a leste da capital.

Como em todo edifício monousuário, a

liberdade e as possibilidades de desenho são

maiores, uma vez que tanto arquiteto como

complementares têm a oportunidade de ditar as

soluções em todas as áreas do projeto. No caso

específico desse edifício, adotou-se para todas

as disciplinas (inclusive iluminação) a repetição

de um padrão para os diferentes andares.

A área central do prédio é vazada, interligando os

andares em torno dos elevadores. Nesse espaço,

durante o dia, o teto de brises cria interessantes

sombras, que se fundem com as linhas da arquitetura.

Conquanto haja essa repetição estrutural e

funcional, uma fina malha de brises horizontais

– esses em padrão aleatório – reveste o edifício,

dando-lhe singularidade. Um único corte em

diagonal interrompe esse padrão, como que

para desvendar o interior do edifício – a “linha

ascendente” mencionada por seu criador.

O espaço de trabalho em cada pavimento do

edifício é único, sem divisória alguma (open space),

deixando aparentes os fluxos de trabalho. A área

central do prédio é vazada, interligando os andares

em torno dos elevadores. Durante o dia, o teto de

brises cria interessantes sombras nesse espaço,

que se fundem com as linhas da arquitetura.

Em consonância com essa leveza da arquitetura,

o projeto de iluminação do escritório mineiro

Arquitetura e Luz adotou perfis lineares embutidos

no forro, garantindo os requisitos de qualidade

para ambientes de trabalho, mas dialogando

com as delgadas linhas dos brises de fachada.

Esse padrão é rompido ou complementado em

ambientes específicos, usando um “léxico” para

cada função: luminárias pontuais (redondas) para

circulações ou pendentes redondos sobre mesas

de reunião informais. No térreo, pendentes em

diferentes alturas preenchem o pé-direito duplo,

conferindo grandiosidade ao espaço de convívio.

À noite, o edifício acende como uma lanterna,

e, para reforçar esse efeito, sancas perimetrais

em todos os seis andares fazem transbordar a

luz através dos brises irregulares, atendendo

com beleza às premissas iniciais do arquiteto.

5

4. Pendentes de diâmetros

diferentes (60cm, 80cm e

100cm), com difusor em

acrílico e fechamento superior

em tecido cru, instalados

na sala de convivência

tornam mais aconchegante o

ambiente, de pé-direito alto.

Cada pendente utiliza quatro

lâmpadas bulbo LED 3.000 K.

5. Um pavimento com

mesas de trabalho,

iluminadas por perfis

embutidos duplos com fita de

LED 3.000 K. Na circulação

entre pilares, pendentes

redondos com desenho

clássico criam intimismo

para as pequenas mesas

de reuniões informais.

6. Prédio visto à noite em

Lagoa da Prata. Ao passar

pelos brises, a iluminação

destacando a presença do

edifício, tornando-o uma

“lanterna” na paisagem.

6

Patrimonium

Contabilidade

Lagoa da Prata, MG

Projeto de iluminação:

Arquitetura e Luz

Sônia Maria Santos

Mendes (titular)

Rafael Moreira, Bruno

Almeida (colaboradores)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Gustavo Penna arquiteto

& associados

Gustavo Penna

(titulares)

Laura Penna e

Norberto Bambozi

(colaboradores)

Projeto de paisagismo:

Medra Paisagismo

Construtora:

Hausen Engenharia

Cliente:

Patrimonium

Contabilidade

Fornecedor:

Iluminar

Fotografia

Ivan Araujo



54 Projeto Casa Ponte

55

1

Situada no bairro do Cacupé, costa oeste

de Florianópolis, Santa Catarina, a Casa Ponte

une o que há de melhor na ilha: contato

com o mar, rochas naturais e vista para a

ponte Hercílio Luz, ícone da cidade.

Sua estrutura sugere leveza, apesar dos

elementos “pesados” que a compõem –

concreto, rochas naturais e metal.

1. No pavimento superior,

luminárias com acabamento

em concreto embutidas

na laje LED 8,5 W, 2.700 K,

on/off criam luz elegante. A

estrutura metálica externa

recebeu luminárias lineares

tubulares LED 8 W, 2.700 K,

on/off, imperceptíveis.

casa

3

2

2. Na vista da fachada

principal, vê-se a iluminação

subaquática da piscina,

feita de perfis de LED

difusos, 3.000 K, on/off,

além da parede de pedras,

iluminada por LED 10 W,

assimétrico, 2.700 K, on/off.

3. O acesso à área externa

de lazer, na parte inferior

da casa, é iluminado por um

perfil de LED 2.700 K, IP67 e

sistema on/off. A luz banha os

perfis verticais suavemente,

indicando o caminho.

ponte



56 Projeto Casa Ponte

57

“Buscamos melhorar a percepção dos usuários sobre as

propriedades físicas do ambiente, transformando o modo

como interagem com ele”.

Situada no bairro do Cacupé, costa oeste

de Florianópolis, Santa Catarina, a Casa Ponte

une o que há de melhor na ilha: contato

com o mar, rochas naturais e vista para a

ponte Hercílio Luz, ícone da cidade.

Sua estrutura sugere leveza, apesar dos

elementos “pesados” que a compõem –

concreto, rochas naturais e metal.

Sobre dois pilares, repousam os dormitórios

e as áreas sociais. Na lateral da casa, um

muro de pedras reforça a estrutura e lembra

as formações rochosas do litoral.

Acima, o teto de estrutura metálica alude ao piso

da ponte Hercílio Luz, estabelecendo um diálogo

visual com a paisagem urbana. A piscina no

térreo avança em direção ao mar, com pedras

dispostas de forma orgânica, criando a ilusão de

continuidade entre o espaço construído e o oceano.

Alinhado à visão dos clientes, o projeto de

iluminação do escritório Allume priorizou

soluções indiretas e com pouca interferência

na arquitetura. Luminárias de foco direcionado

embutidas na laje banham as áreas interiores

da casa com uma luz agradável e vibrante.

Vista frontal da fachada

principal, com todos

os sistemas acesos.



58 Projeto Casa Ponte

59

5

Na escada que conecta os pavimentos, uma moldura

de gesso rebaixada cria um rodapé invertido em

que a iluminação linear acompanha o desenho da

escada. A piscina recebe iluminação subaquática,

com temperatura de cor quente, proporcionando

sensação de conforto, refúgio e acolhimento.

Prezando por uma interferência mínima na

arquitetura e nos entornos, todas as soluções

lumínicas são embutidas no próprio design. Além

disso, possuem sistemas de controle óptico que

reduzem o ofuscamento e a poluição luminosa.

“Buscamos melhorar a percepção dos usuários

sobre as propriedades físicas do ambiente,

transformando como interagem com ele”,

diz Marina Makowiecky, cofundadora do

Allume Arquitetura de Iluminação.

8

6 7

5. O paisagismo no

entorno da casa recebeu

iluminação de projetores

4 W, 48°, 2700 K, on/off,

retomando a integração com

a natureza, mesmo à noite.

6 e 7. A escada de acesso

ao pavimento superior

é iluminada por um perfil

metálico contínuo, com fita

de LED 120°, 2.700 K, on/off.

Já o acesso à parte inferior da

casa, a área íntima, recebeu

um neon flexível 120°, 2700 K,

on/off, que acompanha o

desenho da escada.

8. A conexão entre áreas

externa e externa se dá

pela piscina. Na imagem,

veem-se as luminárias com

acabamento em concreto

embutidas na laje, além

da iluminação na parede

de pedras. A composição

indica a transição para

um espaço mais íntimo.

Casa Ponte

Florianópolis, SC

Projeto de iluminação:

Allume Arquitetura

de Iluminação

Marina Makowiecky

(titular)

Betina Wildi Lins

(colaboradora)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Tetro Arquitetura

Carlos Maia, Débora

Mendes e Igor

Macedo (titulares)

Projeto de paisagismo:

Terraço Paisagismo

Fornecedores:

Interlight, LedsC4

(fornecido por e:light),

Lemca Iluminação,

LightDesign Exporlux,

O/M, Über Licht &

Adesso Brasil

Fotografia:

Joana França



60 Projeto Sonhos: História, Ciência e Utopia no Museu do Amanhã

61

criar o amanhã

em sonho de luz

Em

cartaz de dezembro de 2024 a maio de 2025,

a mostra Sonhos: História, Ciência e Utopia,

no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ),

propôs-se a lançar os visitantes em uma viagem

pelo universo onírico, transitando entre esoterismo,

psicanálise e neurociência para explicá-lo.

As instalações, divididas em núcleos temáticos,

foram inspiradas no livro O oráculo da noite:

a história e a ciência do sono, do neurocientista

Sidarta Ribeiro. A ideia era que a experiência do

público se assemelhasse a um sonho: imersiva,

interativa e com o uso de diferentes percursos.

Para isso, a lighting designer Anna Turra, autora

do projeto de iluminação, explica que a construção

dos espaços foi fruto de um intenso trabalho

de integração entre iluminação, cenografia

(Stella Tennenbaum) e design gráfico (Elaine Ramos).

O projeto de iluminação deveria criar uma

atmosfera distinta em cada núcleo para se adequar

e potencializar os temas tratados. Um sistema

dinâmico de iluminação RGB, programado com

diferentes cenas, podia ainda se alterar em cor e

intensidade conforme a movimentação do público.

As imagens flutuantes

na “Galeria de Sonhos e de

Grandes Sonhadores” são

feitas a partir de projetores

Prolights ECLDisplay com

filtro difusor. Os “sonhadores”

têm seus contornos

suavizados, assumindo

presença etérea no ambiente.



62 Projeto Sonhos: História, Ciência e Utopia no Museu do Amanhã

63

No primeiro ambiente da mostra, “Labirinto”,

o jogo de luzes prepara o visitante para renunciar

à “vida lá fora”. Gobos projetados por elipsoidais

iluminam desenhos nas “paredes” do labirinto,

criando padrões que acendem e apagam

lentamente. A iluminação interna é obtida por

painéis forrados de tyvek, um papel sintético

superfino, e fitas RGB programadas. Aqui, a

constante transformação da luz simboliza o

adormecimento, como que evocando o início

de uma viagem ao inconsciente.

2

A experiência da mostra Sonhos: História, Ciência e Utopia

demonstra o potencial da luz como elemento artístico.

Imaterial como os sonhos, adiciona múltiplos sentidos

aos cenários da exposição, quase que tocando o intangível

de nossa mente.

Saindo desse labirinto, o visitante encontra a

sala “Meditação – Sonhar-Criar”. Durante cinco

minutos, a luz se transforma, sincronizada a

uma audiomeditação conduzida pela voz de

Sidarta Ribeiro, o autor do livro. Desenvolvidas

pela equipe de iluminação junto à de cenografia,

peças translúcidas que remetem a nuvens

ocupam o teto, retroiluminadas por iluminação

RGB, e dançam ao ritmo da fala, contribuindo

para a imersão numa meditação coletiva.

4

2. Os “apartamentos”

na fachada falsa são

retroiluminados por fitas

LED em duas temperaturas,

2.700 K e 4.000 K, com

perfil e difusor com drivers

DMX, programadas pela

mesa MA2. Projetores

ParLED RGBWAUV no forro

complementam a iluminação

3

3. As “nuvens” são

criadas a partir de luzes

Strobo RGB DMX, Wash

Led RGBW DMX e Ribalta P5

RGBW DMX, programadas

em timecode sincronizado

com o áudio da sala pela

mesa MA2. Elas mudam

de cor e acompanham o

ritmo da audiomeditação

5

4. À frente, vemos o projeto

ParLED RGBWAUV criando

spots de luz azul no piso,

além do sistema aéreo de

TuboLEDS com fita LED RGB

pixel a pixel, programadas

pelo MadMapper para

imitar impulsos químicos.

Ao fundo, a fachada é

retroiluminada por fitas LED.

5. No interior dos painéis do

labirinto, foram usadas fitas

LED RGB com driver DMX,

controlada pela mesa MA2. Já

a luz externa é proporcionada

por elipsoidais ETC 575 W

lâmpada HPL com gobos,

programados pela mesa MA2.



64 Projeto Sonhos: História, Ciência e Utopia no Museu do Amanhã

65

O núcleo seguinte trata da qualidade do sono

no contexto da vida urbana e do ponto de vista

neurocientífico. A iluminação do espaço se dá por

um circuito de tubos com fita RGB, em que luzes

coloridas viajam de um lado ao outro, remetendo

tanto aos impulsos químicos do cérebro como

à rapidez da vida urbana. Uma falsa fachada

de prédio complementa a cenografia, com janelas

retroiluminadas e programadas para acender

e apagar, revelando seus “apartamentos”.

A sala que exibe obras do Museu de Imagens

do Inconsciente trata do sonho como potência

artística. Aqui, uma tela tensionada que oferece

luz difusa e homogênea ao ambiente dialoga

com um véu que encobre parcialmente as obras.

Ao fim do trajeto, a sala “Galeria de Sonhos

e de Grandes Sonhadores” mostra projeções

em azul de figuras que representam a busca

pelo sonho e a importância de sonhar com

o futuro. A iluminação direcionada e de

pouca intensidade confere protagonismo

às figuras e as engrandece no ambiente.

A experiência da mostra Sonhos: História, Ciência e

Utopia demonstra o potencial da luz como elemento

artístico. Imaterial como os sonhos, adiciona

múltiplos sentidos aos cenários da exposição,

quase que tocando o intangível de nossa mente.

6 e 8. A cobertura do

ambiente que apresenta

obras do Museu de

Imagens do Inconsciente

foi solucionada com

lâmpadas tubulares LED T8,

18W, 4.000 K, on/off, com

filtro ND aplicado sobre

os tubos, para redução

da intensidade. Sob as

lâmpadas, o fechamento

é de tecido tensionado.

7. Luzes coloridas viajam

de um lado a outro,

em tubos com fita RGB,

remetendo aos impulsos

químicos do cérebro.

7

Sonhos – História,

Ciência e Utopia no

Museu do Amanhã

Rio de Janeiro, RJ

Projeto de iluminação:

Anna Turra

Lighting Design

Anna Turra (titular)

Lina Kaplan

(colaboradora)

Cenografia:

Stella Tennembaum

Projetos

Identidade visual:

Estúdio Gráfico e

Regularswitch

Ilustrações

“Labirinto”:

Julia Jabur

Curadoria:

Sidarta Ribeiro

Coordenação geral:

Museu do Amanhã

Fornecedor:

Santa Luz Ltda.

Fotografia:

Renato Mangolin

6

8



66 Projeto Gruta Concept Showroom

67

entre o bruto

e o refinado

Um showroom com cara de casa: esse foi o

pedido da Gruta Mármores para comemorar

seus 40 anos de história. Desde 1985, a marca

transforma pedras naturais – como mármore,

granito, ônix e quartzito – em peças de

decoração. O novo espaço foi idealizado para

demonstrar o uso dessas pedras em ambientes

reais, além de receber os clientes em um espaço que

transmitisse a essência da empresa: a valorização

da natureza bruta por meio da sofisticação.

Todas as áreas funcionais da “casa” – escritórios,

salas de reunião, diretoria, lavabos – também são

espaços expositivos. O projeto de lighting design

se encarregou de garantir a nuance entre o aspecto

aconchegante de “lar” e o destaque aos produtos.

Realizado pelo escritório APM projetos, da arquiteta

e lighting designer Ana Paula de Moraes, o projeto

desenvolveu soluções que atendessem à diversidade

de texturas, cores e brilho dos materiais.

Na entrada, uma parede expõe placas de

todas as pedras com as quais a Gruta trabalha.

Elas deslizam para fora, para avaliação do cliente,

e são iluminadas individualmente por um pequeno

perfil de LED no teto. A luz uniforme banha as

placas de pedra, valorizando os veios, as tonalidades

e os relevos, e destaca-as do restante do ambiente.

Luminárias embutidas no teto oferecem luz suave

para a área de reunião ao lado. A mesma solução

é adotada no lounge de espera e bate-papo – ali,

a luz destaca os detalhes da parede expositiva,

feita de diferentes tipos de granito.

O lounge de espera tem

painel expositivo de chapas

de mármore, principal

produto da empresa. Cada

placa deslizante do painel

tem iluminação individual

feita de perfis Link Deep de

60 cm, com LED 15 W, 90° e

3.000 K. A mesa de reunião ao

lado recebeu luminárias em

módulos de 8 W e 3.000 K.



68 Projeto Gruta Concept Showroom

69

2

4

2. Na sala expositiva

central, as bancadas recebem

módulos de destaque

retangulares, de 8 W e

3.000 K. Sem iluminação

natural, a área ao fundo tem

teto luminoso com tecnologia

Tunable White, para que a

variação de temperatura

de cor se aproximasse

da composição luminosa

dos outros ambientes. Foi

utilizada tela tensionada

com fitas LED 10 W/m.

3. Os lavabos têm

faixas luminosas com

tela tensionada e

fitas LED 3.000 K e 10 W/m.

A luz destaca os detalhes

das pedras nas paredes,

expostas em todas as

áreas do showroom.

3

Alguns pontos do showroom recebem pouca

ou nenhuma luz natural, como a sala expositiva

central. Para garantir uma cobertura uniforme

de luz, o teto e as paredes são retroiluminados

com telas tensionadas dimerizáveis.

A temperatura de cor das telas pode variar,

simulando a variação entre luz natural e artificial.

5

4. Na sala do diretor

comercial, um pendente

com dois módulos destaque

8 W e 3.000 K (luz direta)

e 20 W e 3.000 K (indireta)

ilumina mesa e ambiente.

O apoio da mesa, de pedra

bruta, foi iluminado por um

projetor de 9 W, 60°, 2.700 K.

5. Vista do lounge de

espera e painel expositivo.

Na sala de reunião, uma luz indireta é

oferecida em camadas por perfis de LED

embutidos na marcenaria. A mesa tem

iluminação pontual, vinda das luminárias no

teto. Nos lavabos, tetos luminosos garantem

uma luz uniforme, essencial para destacar os

detalhes das superfícies de ônix e quartzito.

A sala do diretor alia conforto visual e elegância.

Uma luminária pendente projeta luz para o teto,

evitando reflexos diretos sobre a mesa de reuniões.

A pedra bruta na base da mesa – símbolo do

negócio da empresa – é iluminada por um projetor

embutido no piso. A iluminação, parte essencial

dessa experiência sensorial, dá forma à narrativa da

marca, revelando texturas, contornos e significados.

Na fusão entre o bruto e o refinado, o showroom

da Gruta Mármores oferece aos visitantes

uma imersão na beleza das pedras naturais

em um espaço pensado como extensão do lar.

A iluminação, parte essencial dessa experiência

sensorial, dá forma à narrativa da marca,

revelando texturas, contornos e significados.



70 Projeto Gruta Concept Showroom

71

A iluminação, parte essencial dessa experiência

sensorial, dá forma à narrativa da marca,

revelando texturas, contornos e significados.

8

6. No lounge, foram

aplicadas luminárias

retangulares de 8 W,

48° e 3.000 K, com controle

antiofuscamento.

.

7. A sala de reunião tem

iluminação direta sobre a

mesa (módulos destaque de

8 W, 4.000 K) e luz indireta

em camadas na marcenaria

(perfis LED 3.000 K).

8. Na área expositiva

central, a parede luminosa

ao fundo dá amplitude ao

ambiente (tela tensionada

com fitas LED 10 W/m, de

tecnologia Tunable White).

6 7

Gruta Concept

Showroom

Goiânia, GO

Projeto de iluminação:

APM Projetos

Ana Paula de

Moraes (titular)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Costaveras Arquitetura

Juliano Costa e Bruno

Veras (titular)

Cliente:

Gruta Mármores

Fornecedores:

Eklart, Lemca

Iluminação,

LightDesign Exporlux,

Lutron, Tensoflex.

Fotografia:

Edgard Cesar



72 Projeto Residência Mondesir

73

estar junto,

descansar a sós

Área de descanso da sauna.

A luz indireta, refletida nas

paredes, proporciona uma

atmosfera suave e relaxante,

propícia para a área (perfis

LED 15 W/m, 1.263 lm/m,

2.700 K, dimerizáveis).



74 Projeto Residência Mondesir

75

2 3

2. A área gourmet ganha

vida com uma iluminação de

cor quente, cuidadosamente

paginada nas ripas de

madeira (luminárias sem

borda, 13,2 W, 748 lm,

24°, 2.700 K dimerizáveis).

O nicho da churrasqueira,

de material claro, destaca-se,

complementando a luz geral

do espaço (luminárias de

15W/m, 1263lm/m, 2.700 K,

dimerizáveis).

3. Na sala de jantar,

luminárias retangulares do

tipo “darklight”, criam uma

iluminação direta confortável

e sem brilho. Sempre

obedecendo ao sentido do

forro de madeira, essas

luminárias complementam a

estética de linhas minimalistas

(luminárias sem borda,

13,2W, 748lm, 24°, 2.700 K

dimerizáveis). Pendentes de

formas orgânicas sobre a

mesa de jantar conferem

suavidade ao ambiente.

4. A fachada da casa

de hóspedes é iluminada de

maneira sutil e elegante,

com luz indireta instalada sob

os bancos. Essa iluminação

cria um ambiente acolhedor,

sem interferir na paisagem

ao redor. O design cuidadoso

garante uma atmosfera

tranquila e harmoniosa

(fitas LED 5 W/m, 450 lm/m,

2.700 K, dimerizáveis).

4

A residência Mondesir é um refúgio familiar

localizado em Areal, na região serrana do

Rio de Janeiro. Projetada para oferecer lazer,

descanso e convívio, foi dividida em dois núcleos,

um abrigando as áreas sociais e a suíte dos

proprietários, o outro reservado aos hóspedes.

A integração entre as diferentes zonas da

casa, aliada à permeabilidade entre os espaços

internos e externos, é um dos elementos centrais

dessa arquitetura. A iluminação explora as

superfícies texturizadas, em contraste com as

transparências dos vidros, discretas e pouco

visíveis. As luminárias quase desaparecem

entre as ripas do forro de madeira, deixando

visíveis apenas os efeitos luminosos.

Na sala de jantar, luminárias “darklight” próximo

às paredes de pedra criam um suave efeito

cênico, enquanto pendentes difusos sobre a

mesa equilibram a luz das paredes, oferecendo

uma luz confortável para as refeições. Nos

terraços, luminárias no forro iluminam mesas

e balcão; a iluminação rebatida nos nichos de

trabalho e na churrasqueira, com acabamentos

claros, contribui para o equilíbrio de contrastes,

criando um clima agradável e funcional.



76 Projeto Residência Mondesir

77

5

6

7

5 e 6. Na circulação interna

aos quartos e na fachada

da casa de hóspedes,

a iluminação provém de

luminárias embutidas no

piso, deixando o forro

sem interferências, uma

premissa do projeto nessas

áreas (2,7 W, 150 lm, 80°,

2.700 K, dimerizáveis).

7. Na circulação da sauna,

luminárias de piso, com

diâmetro reduzido e design

discreto, criam feixes de luz

precisos, valorizando o relevo

e a textura das paredes de

pedras. O contraste entre

luz e sombra revela a beleza

natural do material, tornando

o percurso visualmente

envolvente (2,7 W, 150 lm,

80°, 2.700 K, dimerizáveis).

8. A fachada da casa voltada

para a piscina, é marcada

pela luz sob o banco que

circunda a edificação e pela

luz interna dos ambientes.

A luz refletida na madeira

e nas pedras destaca as

texturas naturais e confere

aconchego ao ambiente

externo. Para conforto visual

da área, os beirais foram

preservados de luminárias.

As luminárias quase desaparecem entre as ripas

do forro de madeira, deixando visíveis apenas

os efeitos luminosos.

Na circulação externa que leva aos dormitórios dos

visitantes, diferentes soluções de iluminação são

adotadas, conforme o espaço. Luminárias embutidas

no piso, posicionadas junto ao lambri de madeira

carbonizada que oculta as portas, revelam a textura

escura desse material, além de criar um efeito de

luz indireta no forro de madeira, mais claro. Onde

há bancos de madeira, entre o piso e o jardim, uma

fita de luz sob o assento ilumina suavemente o solo.

Ao combinar iluminação direta e indireta e

ao valorizar com luz rasante seus materiais, o

projeto de iluminação contribui para tornar a

residência um lugar de descanso sensorial, onde

cada detalhe colabora para uma permanência

tranquila e integrada à paisagem.

Residência Mondesir

Areal, RJ

Projeto de iluminação:

Studio Iluz (@studioiluz)

Ines Benevolo (titular)

Renata Costa

Sá Guimarães

(colaboradora)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Jacobsen Arquitetura

Paulo Jacobsen e

Bernardo Jacobsen

(titulares)

Projeto de paisagismo:

Cenário Paisagismo

Fornecedores:

Adriana Yazbek,

Bocci, Lumini, Marset,

O/M, Santa Cole

(fornecido por FAS)

Fotografia:

Luciano Mendes

8



78 Projeto Memorial Brumadinho

79

O mirante, situado no ponto

final do percurso da Fenda,

descortina a paisagem

transformada pela lama.

É um espaço contemplativo

que convida à reflexão e

oferece uma visão do impacto

e da ressignificação do

território, agora dedicado à

memória e à esperança.

Terminais de fibra óptica

tipo endlight com lente

26 mm são integrados ao

concreto para iluminação

uplight da cascata. Utilizam

iluminadores LED 135 W,

2.700K, dimerizáveis, com

capacidade de alimentação

de até 680 fios de fibra

óptica endlight com

diâmetro de 0,75 mm.

Já os filetes de água são

iluminados com uma

mangueira de fibra óptica

tipo sidelight, com 42 fios

cujo diâmetro é de 0,75 mm.

brilho e

presença



80 Projeto Memorial Brumadinho

81

2 3

4

Em janeiro de 2019, uma catástrofe ambiental

atingiu Brumadinho e outros municípios de

Minas Gerais: a barragem 1 da mina Córrego

do Feijão, operada pela mineradora Vale S/A,

se rompeu, liberando 12 milhões de metros

cúbicos de lama de rejeitos de mineração.

Quase 300 vidas perdidas. Para as famílias das

vítimas, silêncio e vazio. Juntos, mobilizaram

a construção de um memorial onde o

luto pudesse ser vivido em coletivo.

O Memorial Brumadinho é fruto do trabalho

dos escritórios Gustavo Penna Arquitetos e

Associados, de arquitetura, e Atiaîa Lighting Design,

de iluminação. Localizado em área rural de pouca

iluminação, o projeto deveria evitar a dispersão

excessiva de luz. Ao mesmo tempo, sua ideia

era contrastar a paisagem terrosa da mineração

com um ambiente sagrado de acolhimento.

Ao longo de todo o memorial, 272 ipês amarelos

homenageiam cada uma das vidas perdidas.

À noite, são iluminados por manchas de luz

dispersas que orientam o caminho até a entrada.

O pavilhão é feito de uma mistura de concreto

com pigmento do rejeito da mineração.

Sua forma retorcida simboliza o choque do

rompimento e a força avassaladora da lama.

A luz na fachada não esconde a brutalidade do

episódio, mas sugere novos caminhos: ao mesmo

tempo que expõe as manchas e irregularidades

do concreto – com luminárias tubulares de efeito

grazing –, destaca o percurso até a entrada – com

perfis de difusor translúcido integrados ao gramado.

No interior do primeiro salão, uma drusa de cristais

presta homenagem às “joias”, forma carinhosa com

que as famílias de Brumadinho chamam as vítimas

da tragédia. Todo dia 25 de janeiro, às 12h28,

horário do rompimento da barragem, um feixe de

luz solar atravessa o espaço e ilumina os cristais.

A iluminação natural é complementada por

miniprojetores orientáveis, integrados aos zenitais.

Nos pequenos rasgos que pincelam o

concreto, foram instalados perfis com difusor

translúcido, criando um jogo de luzes no

chão que remete ao reflexo dos cristais.

2. Vista para a área de

convivência, entre o Pavilhão

de Entrada e a Fenda. Nas

fachadas foram utilizadas

luminárias tubulares de

sobrepor LED com efeito

grazing montadas em linha

contínua em calha drenante,

12 W, 24 W e 36 W, 1.980 lm,

facho elíptico 21° X 48°,

2.700 K, IRC > 90, com

pala antiofuscamento,

IP67, IK08, on-off.

3. O espaço meditativo é

um grande salão multiúso

aberto ao jardim, para onde

suas atividades podem se

abrir. A área de público recebe

iluminação proveniente de

projetores integrados aos

zenitais com fachos médios

para iluminação mais

uniforme. Nesse espaço,

foi explorada a reflexão da

luz das superfícies de forma

mais intensa, minimizando-se

o contraste com o exterior.

Nos zenitais, projetores

orientáveis de sobrepor LED

25 W, 2.202 lm, 23°, 2.700 K,

IRC > 90, dimerizáveis 0-10).

Para a laje inclinada,

luminárias tubulares de

sobrepor LED com efeito

grazing montadas em linha

contínua sobre a parede de

concreto (46/69 W, elíptico

21° X 48°, 2.700 K, IRC > 90,

com pala antiofuscamento,

dimerizável 0-10).

4. Entrada: o choque e

a reflexão. No interior do

salão de entrada, a drusa

de cristais ocupa um lugar

central, como forma de

homenagear as “joias”,

maneira como as famílias

das vítimas se referem a seus

entes queridos perdidos na

tragédia. A iluminação natural

da drusa é complementada

por miniprojetores

orientáveis, com refletor

elipsoidal, lente zoom e

framing shutter. A escuridão,

pincelada por pequenas

frestas de luz, convida à

reflexão sobre o choque

do rompimento e a força

avassaladora da lama (LED

14 W, 4.534 cd, 26°, 2.700 K,

IRC > 90, dimerizáveis).



82 83

5

6

7

5. Entrada do Espaço

Memória e Espaço

Testemunho, salas dedicadas

a preservar a história da

tragédia e homenagear as

vítimas, por meio de fotos e

objetos pessoais. Os planos

verticais desses acessos

são iluminados a partir de

sulcos no concreto que

permitem a instalação de

luminárias com óptica para

iluminação rasante, nesse

caso acendendo o piso e

identificando o percurso.

Foram utilizadas luminárias

tubulares de sobrepor LED

com efeito grazing montadas

em linha contínua, 12 W,

24 W, 36 W; 21°x 48°;

2.700 K, IRC > 90, com

pala antiofuscamento.

6. Fachada frontal: os

planos cegos e beirais

são destacados, marcando

visualmente a fachada da

entrada, início desse espaço

solene. As manchas naturais

da coloração do concreto

de rejeito e as marcas das

formas de armação são

reveladas como cicatrizes,

por meio de luminárias

tubulares de sobrepor LED

com efeito grazing montadas

em linha contínua em calha

drenante, (36 W, 1.980 lm,

21° X 48°, 2.700 K).

7. Aqui, o Monumento

às vítimas transforma-se

em trajetória, entre nomes

e memórias, sob uma

escultura suspensa. Nas

paredes laterais, os nomes

das pessoas levadas pela

tragédia vão surgindo,

como histórias gravadas nas

superfícies. Luminárias de

fibra óptica, representando

flores de ipê, emanam luz

similar à de velas, como

numa procissão, lembrando

a fragilidade da vida ante

a tragédia. Resultado de

intensa colaboração entre

disciplinas, as luminárias

exigiram testes, prédimensionamento

e previsão

de armários para a locação

das fontes (LED 10 W, 2.700K,

on-off, com capacidade de

alimentação de até 120 fios

de fibra óptica endlight com

diâmetro de 0,75 mm).



84 Projeto Memorial Brumadinho

85

As paredes de acesso aos espaços são

iluminadas por luminárias instaladas nos sulcos

do concreto, oferecendo iluminação rasante.

Na superfície branca da escultura-monumento,

está estampado o mapa do Córrego do Feijão.

Olhos geométricos vertem lágrimas, iluminadas

por mangueiras de fibra óptica tipo sidelight.

“O Memorial dá nome e rosto e conta

a história das vítimas. É um ato de

resistência contra o esquecimento.”

Um mirante com vista para o vale marca o

final da experiência do memorial. No fundo

do lago, oscilam as luzes de 272 terminais

de fibra óptica programados para reproduzir

o efeito de um céu estrelado.

A luz é trabalhada no memorial a partir de suas

qualidades mais nobres: brilho e presença. Segundo

a lighting designer Mariana Novaes, titular do Atiaîa,

cada solução foi projetada para convidar o visitante

à reflexão: ora criando luz, ora criando penumbra.

Vista geral para o Memorial:

via de acesso, percursos de

entrada, fachada do Pavilhão,

Poema, Bosque, Fenda,

Monumento. Ao fundo a

paisagem da da barragem de

rejeitos. O efeito de dispersão

da luz para a atmosfera

resultante de soluções uplight

foi minimizado através

de diferentes estratégias:

restrição de horários de

funcionamento, dimerização

e acessórios limitadores de

facho nas luminárias externas.

Seguindo adentro, o visitante encontra um

espaço meditativo, onde o pé-direito variável

se abre para o jardim. Assim como no

salão dos cristais, projetores integrados aos

zenitais no teto criam iluminação difusa.

O projeto de iluminação buscou reduzir o

contraste entre interior e exterior, explorando

também o destaque nas paredes e lajes,

com luminárias de efeito grazing.

O terreno do Memorial é cortado por um

percurso de 230 metros, que termina em uma

escultura-monumento às vítimas. Nas paredes

do corredor, o nome de cada uma é grafado.

Pequenas luminárias em forma de flores de ipê

acompanham os nomes e remetem à luz de velas,

como em uma procissão; essas luminárias foram

desenvolvidas especialmente para o projeto e

instaladas com tecnologia de fibra óptica.

Ao final do percurso, antes da escultura, o visitante

chega ao Espaço Memória e ao Espaço Testemunho,

salas dedicadas a abrigar os restos mortais das

vítimas, além de fotos e objetos pessoais deles.

“Não é um espaço desenvolvido para ser

bonito, agradável, confortável, dosado ou

correto. O Memorial dá nome e rosto e

conta a história das vítimas. É um ato de

resistência contra o esquecimento”, diz.

Memorial Brumadinho

Brumadinho, MG

Projeto de iluminação:

Atiaîa Lighting Design

Mariana Novaes (titular)

Pedro Ferreira,

Bárbara Oliveira e Elisa

Campos (colaboradores)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Gustavo Penna

Arquitetos Associados

Gustavo Penna (titular)

Norberto Bambozzi,

Laura Penna, Letícia

Carneiro, Ricardo Lopes,

Priscila Dias, Alice Flores,

Fernanda Tolentino,

Henrique Neves, Gabriel

de Souza, Eduardo

Magalhães, Julia Lins,

Larissa Freire, Sávio

de Oliveira, Gustavo

Monteiro, Felipe Franco,

Mariana Carvalho,

Rafaela Rennó, Caio

Vieira, Fernanda Freitas,

Matheus Welffort,

Manoel Belisário, Naiara

Costa, André Silva,

Natália Castro, Isabela

Tolentino, Taimara Araujo,

Diana Penna e Tamiris

Bibbó (colaboradores)

Projeto de sinalização:

Greco

Projeto de paisagismo:

Medra Paisagismo

Gerenciamento

de projetos:

Olhar 360

Projeto de expografia

dos Espaços Memória

e Testemunho:

Júlia Peregrino

Iluminação da

expografia dos Espaços

Memória e Testemunho:

Cesar de Ramires

Gerenciamento

de obras:

Maurício Lemos,

VALE S.A.

Fiscalização de obra:

Concremat Engenharia

e Tecnologia

Planejamento de obra:

Reta Engenharia

Execução de obra:

Construcap CCPS

Engenharia e Comércio

Cliente:

Fundação Memorial

de Brumadinho e

Associação de Familiares

de Vítimas e Atingidos

pelo Rompimento da

Barragem Mina Córrego

do Feijão (AVABRUM)

Fornecedores:

Arte em Cena, Fasa Fibra

Ótica, Interlight, Lemca

Iluminação, Lightsource,

Lumicenter, Luxion, O/M

Fotografia:

Pedro Mascaro, Jomar

Bragança, Nitro Histórias

Visuais/Leo Drummond



86 Projeto FARM Rio

87

Em 1997, um estande de 4 m² abrigava as primeiras

peças da FARM Rio, cofundada por Kátia Barros

e Marcello Bastos. As roupas eram inspiradas em

um “encantamento pela descontração carioca e

pela natureza exuberante” do Rio de Janeiro. A

marca chega a 2025 com um estilo consolidado

e mais de cem lojas no Brasil e sete no exterior.

A nova unidade, inaugurada este ano no Shopping

Rio Design Barra, potencializa elementos

desse estilo – como o piso terroso, as curvas, o

provador Oca, as árvores naturais preservadas

e a arara Serpente Cósmica –, ao mesmo

tempo que apresenta novas cores nas paredes,

painéis em marchetaria e vitrine aberta.

a luz

que veste

a marca

As peças expostas ganham

destaque graças a uma

solução de iluminação

discreta: embutidos

orientáveis orbitais com

lâmpada PAR 30 CDMR

LED 20 W, 32°, 1.400 lm,

3.000 K, IRC 95. A luz de

preenchimento no pé-direito

duplo vem de elementos

curvos com tela tensionada

e fitas LED 14,4 W/m,

1.580 lm/m, 3.000 K, IRC 90.

No lounge, as luminárias de

Adriana Yazbek compõem

a ambientação.



88 Projeto FARM Rio

89

O projeto reflete a essência da parceria entre os

escritórios: o apreço pela luz natural – tanto como

elemento do projeto quanto como inspiração.

3 4

2 e 5. Claraboias artificiais

aparecem em três espaços

da loja. Na área principal,

a solução de tela tensionada

contribui com a abundância

de luz na loja, aliada à

presença de uma janela com

orientação oeste. Esta, por

sua vez, recebeu tratamento

com película para filtrar os

raios UV. A intensidade da

luz da claraboia aumenta

ao longo do dia para

acompanhar o cair do sol.

O projeto de iluminação é dos escritórios

concepDUAL, de Diana Joels, e Acenda Iluminação,

de Paula Carnelós, parceria responsável por uma

série de outras lojas FARM nos últimos anos. Diante

da expansão internacional, o projeto no Rio Design

Barra reforça as características locais, mantendo

o padrão de simular uma luz solar e abundante e

incorporando novas soluções, como luminárias

orientáveis distribuídas pelo teto do lounge central,

para simular a vibração natural da luz do sol.

2

5

3 e 4. Na área de

provadores, o protagonismo

migra dos produtos para as

clientes. A composição de

luz é acolhedora, criada pelas

sancas associadas aos planos

verticais com paisagens da

artista Dominique Jardy.

A tela tensionada no lounge

contribui com luz difusa,

com uma sensação visual

semelhante às do pé-direito

alto, mas com fluxo luminoso

inferior (tela tensionada e

fitas LED 9,6 W/m, 1.152

lm/m, 3.000 K, IRC 90).

Na porção da loja, que tem pé-direito duplo, a

luz de preenchimento provém dos elementos

curvos com tela tensionada e fitas de LED. Ao

fundo, uma sanca de luz indireta proporciona

brilho suave, enfatizando a curvatura da parede.

Luminárias decorativas completam a composição

da luz. A protagonista do ambiente, a claraboia

artificial de tela tensionada – elemento que há

anos integra os projetos das lighting designers

para a FARM –, nessa unidade, ganha um recuo

com borda curva, potencializando seu desenho

orgânico e irregular. No centro da loja, ela equilibra

a luz natural que entra pela janela, garantindo

uma cobertura difusa sem eliminar as sombras.

Uma segunda claraboia artificial ilumina a área

de provadores. Ali, no entanto, a ideia foi criar

um ambiente mais acolhedor e menos “solar”,

dando protagonismo ao cliente. Para isso, o fluxo

luminoso da tela tensionada é menor. Sancas

destacam os planos verticais – paredes e cortinas.



90 Projeto FARM Rio

91

6

8

FARM Rio – Shopping

Rio Design Barra

Rio de Janeiro, RJ

Projeto de iluminação:

concepDUAL e

Acenda Iluminação

Diana Joels e Paula

Carnelós (titulares)

Vitória Pamplona

(colaboradora)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Renata Gaia Arquitetura

Renata Gaia (titular)

Cliente:

FARM Rio

Fornecedores:

3M (películas),

Revoluz, Save Energy,

Stella, Tensoflex,

Zacarias Iluminação

Fotografia:

Derek Mangabeira

e Renato Mangolin

7

6 e 8. Os produtos recebem

iluminação homogênea,

proporcionada diretamente

pelos embutidos (lâmpada

PAR 30 CDMR LED 20 W,

32º, 1.400 lm, 3.000 K,

IRC 95) com preenchimento

do fundo por uma sanca

indireta com perfil de LED

difusor baixo e fita LED

25 W/m, 2.700 lm/m, 2.700 K.

7. Os embutidos no

teto são aparentemente

distribuídos de forma

aleatória, acompanhando a

inspiração orgânica da marca.

A distribuição, no entanto, foi

pensada para equilibrar a luz e

evitar manchas nas paredes.

Entre esses dois ambientes, há uma área com

pé-direito simples em que a distribuição das

luminárias ganha um desenho neutro e discreto

de linhas retas. Essa disposição garante uma

luz mais suave, criando uma transição entre

o ambiente mais “solar”, de exposição das

roupas, ao mais acolhedor, dos provadores.

O projeto reflete a essência da parceria entre

os escritórios: o apreço pela luz natural – tanto

como elemento do projeto quanto como

inspiração –, a preferência por soluções

técnicas simples e de custo adequado e a

sensibilidade na compreensão da marca.



92 Projeto Yachthouse by Pininfarina

93

exuberância

1

No bairro Barra Sul, em Balneário Camboriú,

duas torres de quase 300 metros de altura

chamam a atenção de quem transita pelo local.

Trata-se do empreendimento Yachthouse, que

carrega a conhecida marca de design automotivo

Pininfarina. A cidade da costa catarinense

tornou-se ponto de edifícios luxuosos que, um

após o outro, quebram recordes de altura.

Idealizado para atender às mais variadas

necessidades de seus moradores, o condomínio

residencial possui uma infraestrutura de lazer

de 10 mil metros quadrados. São cinco piscinas

externas aquecidas, uma piscina coberta,

um bar panorâmico, quadras poliesportivas,

salas de jogos, salões de festas, cinema,

restaurante, boate com isolamento acústico,

academia, spas e salão de beleza.

As torres desfrutam simultaneamente de vista

para o mar, para a Mata Atlântica e para o rio

Camboriú. Estando a natureza tão presente, o

projeto de interiores, assim como a iluminação

que o acompanha, adotou motivos orgânicos,

buscando equilibrar o luxo e a exuberância do

projeto com a exuberância da natureza em volta.

No hall principal de entrada, perfis flexíveis

acompanham o desenho arredondado do teto de

ACM, remetendo ao dinamismo da marca. Solução

similar é adotada no hall de acesso à área externa,

onde os perfis aparecem integrados à marcenaria

das paredes. No teto, sancas invertidas conferem

leveza à composição. O desenho curvilíneo

dessas linhas e sancas (sempre a 3.000 K) torna

os ambientes mais atraentes ao olhar, além de

contribuir com uma sensação mais acolhedora.

O mesmo princípio é mantido nas demais

áreas, como academia, onde se vê a iluminação

sempre integrada às propostas de interiores.

2

1. No hall principal,

foram utilizados perfis de

LED flexíveis embutidos

em cava no teto de

ACM, seguindo o desenho

orgânico do espaço e

reforçando o conceito

dinâmico da marca.

Com temperatura de cor de

3.000 K, a iluminação cria um

efeito contínuo e acolhedor.

2. No hall de acesso à área

externa, a marcenaria das

paredes incorpora perfis

flexíveis que se conectam

visualmente às sancas

invertidas no teto. A luz

quente (3.000 K) realça o

acabamento e suaviza a

transição para o exterior.



94 Projeto Yachthouse by Pininfarina

95

3 4 5

3. O bar da piscina recebeu

perfis lineares flexíveis

integrados à arquitetura, os

quais reforçam a ambientação

descontraída e elegante.

A luz difusa e quente

valoriza os revestimentos e

proporciona conforto visual.

4. A piscina coberta é

iluminada por perfis

de sobrepor (3.000 K)

embutidos na treliça

metálica da claraboia, criando

à noite um efeito suave

que simula a luz natural. A

iluminação lateral contínua

e os embutidos de solo

(2 W, 3.000 K) marcam a

passagem e a passarela.

5. No lounge no mezanino,

perfis lineares (3.000 K)

embutidos em sancas

no teto combinam-se a

downlights pontuais, criando

diferentes camadas de luz.

6. A academia é iluminada

por perfis lineares

integrados à marcenaria

que proporcionam iluminação

uniforme e funcional,

acompanhando o ritmo do

espaço e favorecendo a

prática de atividades físicas.

Na piscina coberta, perfis luminosos ocultos na

estrutura metálica de sua claraboia criam à noite

um efeito suave, emulando o da luz diurna. Linhas

difusas contínuas garantem a iluminação de suas

laterais. As áreas externas recebem balizadores

tipo coluna ou embutidos em paredes, garantindo

segura e confortável transição entre os ambientes.

Num empreendimento onde boa parte das

orientações de desenho provém dos designers

da marca, cabe ao lighting designer, além de

garantir o sucesso das soluções propostas

com a luz adequada à sua função, preservar

a coesão entre diferentes áreas e soluções,

sem perder de vista essas orientações. “Nosso

norte para esse desafio foi a simplicidade de

soluções”, completa Guilherme Pinheiro, da

Apollo Iluminação, escritório autor do projeto.

6

O projeto de interiores, assim como a iluminação que o

acompanha, adotou motivos orgânicos, buscando equilibrar

o luxo e a exuberância do projeto com a exuberância da

natureza em volta.

Yachthouse by

Pininfarina

Balneário Camboriú, SC

Projeto de iluminação:

Apollo Iluminação

Guilherme Pinheiro

e Priscila Mercial

(titulares)

Karine Camponez

e Nathally Melo

(colaboradores)

Design de interiores:

Home Design

Cliente:

Pasqualotto&GT

Fornecedores:

Lemca Iluminação

Fotografia:

Angelo Borba Fotografia



96 Projeto Praça Leblon – Shopping Leblon

97

No quarto piso do Shopping Leblon, no Rio de

Janeiro, a nova Praça Leblon se propõe a ser mais

que um espaço de alimentação: é uma extensão

da identidade carioca. O projeto de arquitetura,

pensado para materializar a essência carioca de

forma sublime e contemporânea, apostou em

texturas naturais, tons quentes e formas orgânicas

para criar um ambiente leve, vibrante e acolhedor.

O projeto luminotécnico do LD Studio buscou

traduzir o frescor e a leveza propostos na arquitetura

por meio de uma iluminação indireta generosa,

que atua como pano de fundo sensorial para a

experiência dos visitantes. Ao mesmo tempo que

retoma a identidade sofisticada do shopping,

a luz cria um ambiente de descontração.

alma

Salão da nova área. Praça

Leblon com visão para o vazio

à esquerda e fachada com

cobogó. A paginação de forro

metálico, integrada ao sistema

de trilhos, foi desenvolvida

em conjunto com o escritório

ICA Design. A combinação de

generosa iluminação indireta e

iluminação pontual para

as mesas acrescenta

carioca

contraste e conforto visual.



98 Projeto Praça Leblon – Shopping Leblon

99

2. Na área do bar, onde

o desenho da iluminação

acentua a natureza curva

do espaço. O cobogó ao

fundo ganha destaque com

a iluminação grazing.

3. Vista do salão com

área de sofá e banco de

madeira. Luminárias de

embutir com refletor dourado

proporcionam a atmosfera

intimista desejada.

4. Área de sofá e banco

de madeira desenhado

sob medida, com

iluminação linear de baixo

para cima, valorizando o

paisagismo da jardineira,

e pendentes decorativos,

que dão escala ao lugar.

2

3

Segundo a lighting designer e diretora-executiva

do LD Studio, Daniele Valle, o projeto busca

incorporar no ambiente “o Rio sublime e sensorial,

através do uso de texturas, cores e formas”.

Uma das decisões mais importantes foi a liberação

do pé-direito, revelando a estrutura de cubetas do

forro – agora valorizada com uma pintura em tom

terracota pálido. A escolha, feita em colaboração

entre arquitetos e lighting designers, potencializou

o efeito da luz e ampliou a percepção espacial.

A tecnologia Skarlet (Kelving LAB), já utilizada

anteriormente no subsolo do shopping, foi

reaplicada aqui com resultados expressivos. Sua

composição de espectro com presença reforçada

de vermelho oferece uma luz linear indireta que

aquece o ambiente e intensifica sua atmosfera

envolvente. O resultado é uma vibração sutil, mas

perceptível, que eleva o espaço além de sua função

original e o destaca do restante do shopping.

4



100 Projeto Praça Leblon – Shopping Leblon

101

O projeto também se apoia em múltiplas camadas

de iluminação. Pontos de luz sobre as mesas criam

destaque e intimismo; luz rasante nas superfícies

verticais valoriza texturas e volumes arquitetônicos;

luminárias decorativas estrategicamente

posicionadas contribuem para a escala humana

e adicionam personalidade. Algumas dessas

luminárias foram reaproveitadas da antiga praça de

alimentação, escolha que reforça o compromisso

do bom design com o uso inteligente dos recursos.

5

7

Mais que atender a uma função prática, a

iluminação da Praça Leblon foi pensada para

qualificar a experiência no espaço. Em meio ao

fluxo intenso do shopping, ela oferece um respiro,

um calor. Ao iluminar com intenção, o projeto

transforma uma área comercial em um ambiente

aconchegante, elevando o dia a dia do público.

Em tempos em que os espaços de consumo

buscam ressignificar seu papel urbano, o projeto

do LD Studio para a Praça Leblon utiliza a luz

como elemento de acolhimento e identidade.

5. Mesa coletiva e parede

verde, com luminárias

reaproveitadas da antiga

praça de alimentação.

6. Mesas junto ao balcão

curvo, com diferentes

camadas de iluminação:

sistema integrado ao forro

metálico para luz indireta,

pendentes reaproveitados

para luz pontual e iluminação

grazing no cobogó.

7. Acesso da nova área

junto ao vazio principal do

shopping, onde a atmosfera

é reforçada pela iluminação

indireta generosa, em 2.700 K.

6

Uma das decisões mais importantes foi a

liberação do pé-direito, revelando a estrutura

de cubetas do forro – agora valorizada com

uma pintura em tom terracota pálido.

Praça Leblon –

Shopping Leblon

Rio de Janeiro, RJ

Projeto de iluminação:

LD Studio

Mônica Lobo e Daniele

Valle (titulares)

Clarissa Bonotto,

Juliana Valente e Jordan

Rocha (colaboradores)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Índio da Costa Design

Guto Índio da Costa

Projeto de paisagismo:

Gil Fialho

Construtora:

Baggio e Carvalho

Cliente:

Allos

Fornecedores:

Eklart, e:light (Foscarini

e Marset), Kelving Lab,

LightDesign Exporlux

Fotografia:

André Nazareth



102 Projeto SKR Panorama Vila Romana

103

bem-estar e

funcionalidade

Localizado no bairro Vila Romana, zona oeste

de São Paulo, o condomínio Panorama oferece

generoso espaço de lazer aos moradores.

Piscina, quadra de tênis e lareira externa

rodeiam a torre única de 15 andares, com quatro

apartamentos de 177 m² por andar.

O empreendimento foi pensado para atender

às necessidades da região, que atrai público

cada vez mais familiar por sua tranquilidade

e pela proximidade com o centro. Alinhado

a essa demanda, o escritório Castilha

Iluminação projetou soluções que garantem

sobriedade e integração com a arquitetura.

Ao entrar no edifício, o morador é conduzido

por uma marquise entremeada por jardins que

interliga a portaria ao acesso social. Projetores

focais valorizam a vegetação da passarela,

duplicando o desenho das folhas no piso

e criando luz texturizada. Já as lajes de cobertura

das passarelas foram deixadas sem nenhum

ponto de luz; em vez disso, linhas de LED

integradas aos pilares oferecem luz lateral.

A circulação coberta que

interliga a portaria à entrada

social do edifício é iluminada

por perfis LED 2.700 K

instalados como arandelas

nos pilares. Projetores

no jardim (700 lm, 40°)

complementam a iluminação,

rebatendo seus fachos na

cobertura. O banco linear de

concreto recebeu um perfil

LED 2.700 K em sua base,

recurso repetido em outros

locais do empreendimento.



104 Projeto SKR Panorama Vila Romana

105

2. No bicicletário, pendentes

lineares (2.700 K, direto

e indireto), dispostos em

ângulos agudos entre si

dialogam com o desenho

trapezoidal dos perfis LED do

hall de acesso adjacente.

3. Sancas perimetrais

com perfis LED (2.700 K)

garantem a luz ambiente,

enquanto luminárias

embutidas com lâmpada

AR-111 LED (2.700 K, 24°)

oferecem a luz direta que

ressalta brilhos e contrastes.

Essas luminárias são dispostas

num grid preciso e enxuto e

complementam a iluminância

necessária. Um grande banco

sinuoso é iluminado com duas

linhas de perfis LED, flexíveis.

4. O recuo da portaria forma

uma pequena “praça”

iluminada por postes de

3 m de altura, cada um

com três projetores focais

(2.700 K, 40°). A solução

oferece luz ao mesmo

tempo funcional e atraente,

por seu aspecto cênico,

valorizando a vegetação.

2

Com soluções simples, mas criativas, o projeto

priorizou a durabilidade e a baixa manutenção,

itens importantes para um condomínio.

4

3

O banco de concreto complementa a composição,

iluminado por perfil LED em sua base, garantindo

maior conforto visual. Os demais canteiros

nas áreas de estar são iluminados por pequenos

postes de 1,20 metro de altura, com três

projetores que destacam a vegetação.

Para as diversas áreas de lazer internas

do condomínio, o projeto apostou em sancas

invertidas. No salão de festas, por exemplo, elas

criam uma agradável luz ambiente, complementada

por projetores focais que dão brilho a áreas

específicas. Um grande banco sinuoso é iluminado

com perfil LED flexível, quebrando a linearidade do

espaço. Soluções parecidas são adotadas no hall

social, que ganha personalidade com o perfil em

recorte trapezoidal no pórtico de acesso ao elevador.

A academia tem iluminação funcional,

proporcionada por perfis LED lineares no teto –

estes com difusor –, além de embutidos nos nichos

de equipamentos. No bicicletário, foram dispostas

luminárias lineares pendentes, em ângulos que

dinamizam o espaço e “conversam” com o perfil

trapezoidal no hall de acesso adjacente.

Vista de noite, a piscina tem clima de

privacidade e descanso. Sua luz provém

de postes com projetores focais no deck,

complementados por projetores subaquáticos.

Com soluções simples, mas criativas, o projeto

priorizou a durabilidade e a baixa manutenção,

itens importantes para um condomínio.



106 Projeto SKR Panorama Vila Romana

107

5

7

8

SKR Panorama

Vila Romana

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

Castilha Iluminação

Marcos Castilha (titular)

Mayara Pinheiro

(colaboradora)

Projeto de arquitetura:

LE Arquitetos

Luiz Eduardo e Eliana

Medeiros (titulares)

Projeto de Interiores:

Claudia Albertini

Projeto de paisagismo:

Peter Burmeister

Paisagismo

Cliente:

SKR Arquitetura Viva

Fornecedores:

Alloy, Avant, Interlight,

Ledplus, Ledvance,

Lightsource, Lis

Soluções, Lumicenter

e Powerlume

Fotografia:

Maira Acayaba

6

5. Na academia, perfis

lineares LED 2.700 K com

difusor, instalados em

nichos no teto organizam

o espaço, priorizando

sua funcionalidade.

6. Os canteiros de vegetação

que entremeiam as áreas de

estar receberam pequenos

postes de 1,20 metro de

altura, cada um com três

projetores focais orientáveis

2.700 K, imprimindo

texturas interessantes nas

coberturas da circulação.

7. O pórtico de acesso é

iluminado por perfis LED

em recortes não ortogonais.

Nos ambientes de estar

internos, cortineiros luminosos

geram a luz ambiente

necessária, complementados

por embutidos de teto

(AR-111, 2.700 K, 24°).

8. O deck da piscina

é iluminado por

postes com projetores

(2.700 K, 40°), contrastando

com os projetores

subaquáticos em 5.000 K.



108 Projeto Residência MYS

109

No acesso à área social

da casa, a transparência

convida o morador adentro.

À esquerda, o ripado recebe

iluminação uplight (2 W, 11°,

2.700 K), enquanto downlights

embutidos no forro (10 W, 33°,

2.700 K) criam desenhos no

piso e demarcam a entrada.

A iluminação do jardim

que rodeia a casa gera um

interessante jogo de sombra

e luz na empena lateral.

(re)habitar

o cotidiano



110 Projeto Residência MYS

111

2 3

4

A integração entre interno e externo cria

sensação de abertura, enquanto as camadas

de luz proporcionam aos moradores diferentes

atmosferas para o cotidiano.

Projetada para um jovem casal, a Residência

MYS está localizada no Jardim Europa, bairro

arborizado na zona oeste de São Paulo.

Ocupando um terreno de mais de 2 mil metros

quadrados, a casa foi concebida para unir

sofisticação, funcionalidade e integração às

áreas externas – valores que se refletem tanto na

arquitetura quanto no projeto luminotécnico.

A iluminação, assinada pelo Linha Estúdio, assume

papel essencial na construção da atmosfera da

residência. A aposta em camadas de luz, cenas

versáteis e uma relação fluida entre a casa e o

jardim garantiu aconchego, conforto visual e

experiência sensorial em cada espaço da casa.

Logo no acesso à residência, uplights aplicados no

ripado vertical criam uma composição expressiva

e convidativa, conduzindo o morador ao interior da

residência. A iluminação dessa área se completa

com downlights embutidos no forro, que demarcam

sutilmente o percurso até a porta principal – uma

peça vazada que revela parcialmente o interior.

Na área social, a imponente parede de concreto

recebe iluminação assimétrica. Complementos de

brilho pontual e luminárias decorativas reforçam

a ambientação da área social, equilibrando o rigor

geométrico dos materiais com a suavidade da luz.

Ao redor da casa, a iluminação do jardim cria

interessante jogo de luz e sombra sobre a

empena lateral. As cenas mudam ao longo do

dia, graças à variação da luz natural combinada

com a luz artificial projetada – resultado de

um estudo cuidadoso sobre temperaturas de

cor e posicionamento de projetores. A piscina

também integra esse sistema, contribuindo

com luz para a área externa e permitindo

que o deck funcione como extensão da

área social e gourmet, inclusive à noite.

De fora, observa-se a uniformidade luminosa

entre os dois pavimentos. No andar superior, o

uso de perfis de LED embutidos nos cortineiros

permite uma iluminação indireta suave para os

dormitórios e para a varanda, comum entre eles.

5

2. Diferentes soluções

de iluminação conectam

as áreas social e gourmet

ao jardim. As paredes em

concreto da sala de estar

são iluminadas por fonte

linear assimétrica embutida

(16 W/m, 1.700 lm/m,

2.700 K). Downlights de

diferentes fachos (10 W, 33°

e 15°, 2.700 K) completam

o espaço, com luz geral

e brilho focal em pontos

estratégicos. Luminárias de

apoio, como o pendente da

mesa, o pedestal de leitura

e a luminária para área

externa, criam uma camada

extra de luz (todas 2.700 K).

3. As soluções de lighting

design conectam os

pavimentos superior e

inferior. Acima, os perfis de

LED (15 W/m, 1.000 lm/m,

2.700 K) instalados nos

cortineiros permitem

iluminação indireta para o

interior dos dormitórios e para

a varanda comum entre eles.

4. No hall interno entre

a suíte master e o closet

master, uma lona tensionada

(125 W/m, 2.000 lm/m,

2.700 K). permite boa

visualização diante do

espelho. A dimerização

garante conforto ao

longo de todo o dia.

5. Uplights de facho

concentrado (2 W, 11°,

2.700 K) embutidos entre as

ripas de madeira orientam

a entrada para a residência.

Projetores orientáveis

(8,5 W, 45°, 2.700 K) fixados

entre as ripas destacam o

paisagismo e contribuem

para iluminação geral.



112 Projeto Residência MYS

113

6

8

7

6. Diferentes possibilidades

de iluminação conferem

versatilidade aos dormitórios.

A luz rebatida do cortineiro

proporciona luz agradável no

interior, além de compor a

iluminação da varanda e da

fachada. Decorativas ao lado

da poltrona e nas laterais da

cama criam pontos de leitura,

enquanto downlights (6 W,

75°, 2.700 K) preenchem o

restante do ambiente.

7. No lavabo social, os

lighting designers propuseram

lona tensionada vertical (fitas

de 15 W/m, 1.000 lm/m,

2.700 K). Ao abrir a porta, a

luz se acende gradualmente

até seu ponto máximo,

criando uma experiência

agradável e funcional.

Nos dormitórios, o projeto trabalha diferentes

camadas de luz. A iluminação indireta do cortineiro

cumpre múltiplas funções: garante aconchego,

ilumina a varanda de maneira difusa e complementa

a luz da fachada. Luminárias de apoio junto

às poltronas de leitura e nas laterais da cama

ampliam as possibilidades de uso, enquanto

os downlights garantem a luz geral do ambiente.

No hall de acesso à suíte master e no lavabo

social, telas tensionadas oferecem luz difusa e

funcional. Além da estética leve, esses elementos

permitem controle de fluxo luminoso, adaptando-se

a diferentes necessidades e momentos do dia.

Durante o desenvolvimento do projeto,

a equipe enfrentou o desafio de adequar

o orçamento sem renunciar ao conceito

original – já validado com os projetos de

arquitetura e interiores. Foram realizados novos

cálculos e adotadas soluções alternativas para

materiais e equipamentos, garantindo viabilidade

sem comprometer a proposta luminotécnica.

Residência MYS

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

Linha Estúdio

Fabiana Rodriguez

e Leon Fernando

(titulares)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Arquitetura Gui Mattos

Gui Mattos (titular)

Marcos Ribeiro e

Isabella Rodrigues

(colaboradores)

Fornecedores:

Eurolighting,

Flos, Foscarini,

LightDesign Exporlux,

Lightsource, Lumini

Fotografia:

Joana França

8. Destaque para a

iluminação rasante na parede

de concreto da sala. Uma

única luminária assimétrica

linear cria luz contínua em

toda a superfície (16 W/m,

1.700 lm/m, 2.700 K).

Mais que funcional, a luz aqui atua como extensão

da arquitetura. A integração entre interno e

externo cria sensação de abertura, enquanto

as camadas de luz proporcionam aos moradores

diferentes atmosferas para o cotidiano.



114 Projeto Pinga ÃO – Pivô

115

1

do simples

surge o novo

O Pivô é uma associação cultural sem fins lucrativos

que promove intercâmbio, experimentação e

pesquisa em arte. Com unidades na Bahia e

em São Paulo, recebe exposições de artistas do

mundo todo, além de realizar atividades culturais

abertas ao público. No Projeto Vitrine, a associação

convida artistas a ocupar a principal galeria de sua

unidade paulistana, no conhecido edifício Copan.

Desde 2024, quem toma conta da vitrine do Pivô

é a ÃO, marca brasileira de moda experimental e

autoral. Em meio ao térreo do Copan, por onde

passam centenas de pessoas diariamente, a

galeria chama atenção por sua simplicidade.

Ao entrar, o transeunte se vê sob uma ruptura

de desenho luminoso: uma malha de cabos de

aço flutua sob o teto, rotacionada em 45 graus

em relação ao pilar central, abrigando lâmpadas

tubulares de cor neutra, dispostas, por sua

vez, ordenadamente nos cabos. A utilização de

lâmpadas “nuas”, incomum em projetos desse

gênero, cria uma surpresa ao percebermos que,

mesmo expostas, não incomodam tanto quanto

se imaginaria. Sua luz, ao difundir em todas as

direções, reflete nos acabamentos claros da

loja, neutralizando os contrastes. A originalidade

e a simplicidade desse desenho em rotação

convidam o olhar para dentro do espaço.

2

1. Com o interior em tons

frios e claros, as tubulares

(T8 9 W, 4.400 K, 900 lm) dão

destaque às peças expostas

e neutralizam contrastes.

2. No térreo do Copan,

a ÃO ocupa a vitrine do

Pivô com simplicidade

magnética, graças ao grid

flutuante de lâmpadas

tubulares nuas proposto

pelo Estúdio Nina Morelli.



116 Projeto Pinga ÃO – Pivô

117

3

3. Suspensa e levemente

inclinada, a malha de

cabos de aço rotacionada

em 45º tensiona a simetria

da arquitetura e transforma

o teto da vitrine em um

plano dinâmico de luz.

4. As lâmpadas

fluorescentes,

normalmente ocultas,

aqui são protagonistas:

expostas e distribuídas com

precisão, surpreendem por

não ofuscar, em diálogo

com os acabamentos

claros do espaço.

O lighting design é do Estúdio Nina Morelli, que

desde 2022 desenvolve trabalhos de iluminação,

buscando equilibrar técnica e sensibilidade. Nina

Morelli, fundadora do Estúdio e designer gráfica,

conta que a ideia para o grid surgiu em virtude

do baixo orçamento para a iluminação. A solução

foi buscar um resultado visual inovador, dentro

de uma cartela de produtos muito reduzida.

Nos provadores, as mesmas lâmpadas

tubulares são cobertas por placas de

policarbonato, suavizando sua visualização.

Em consonância com o projeto arquitetônico,

a iluminação traz personalidade ao local,

dialogando com seu entorno, particularmente

com o contexto cultural do Copan.

Sua luz, ao difundir em todas as direções, reflete nos

acabamentos claros da loja, neutralizando os contrastes.

A originalidade e a simplicidade desse desenho em

rotação convidam o olhar para dentro do espaço.

5. No provador, as tubulares

foram fixadas acima de chapa

de policarbonato translúcido,

que filtram a luz e conferem

conforto visual sem perder

a identidade do projeto.

6. No embate entre o

industrial e o etéreo, o

projeto de iluminação aposta

na luz como elemento que

une ambas as estéticas.

Pinga ÃO – Pivô

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

Estúdio Nina Morelli

Nina Morelli (titular)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Clube

Gabriel Biselli (titular)

Marc do Nascimento

(colaborador)

Cliente:

Pinga ÃO

Fornecedor:

Ledvance

Fotografia:

Marina Lima

4

5 6



118 Projeto Apartamento Vitra Tower – Itaim Bibi

119

conviver,

com arte

Um sistema de trilhos

magnéticos com módulos

de 10,8 W dimerizáveis,

com óptica focal ou

“wall washer”, ilumina a

exuberante folhagem no

centro da sala de estar.



120 Projeto Apartamento Vitra Tower – Itaim Bibi

121

Um edifício todo envidraçado se impõe em meio

ao Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, mirando

a cidade e, ao mesmo tempo, refletindo-a.

Trata-se do Vitra Tower, do arquiteto Daniel

Libeskind. Nele, cada unidade conta com um

pedacinho generoso do céu de São Paulo.

O escritório Lichia Lighting teve a incumbência

de iluminar um de seus apartamentos.

Além de abrigar um grande acervo de arte, o

apartamento contava com grandes áreas de

convívio, um lounge, uma adega e um grande

jardim. Considerou-se também o desejo de se

preservar a “limpeza” da arquitetura e interiores,

evitando um resultado teatral ou carregado.

2. Linhas de LED em

nichos (degraus) destacam

as diferentes camadas do

espaço. Microluminárias

(6 W, 18°, dimerizáveis)

completam o ambiente.

3. Novamente o sistema de

trilho com módulos atende

aos diferentes ambientes do

apartamento. A diversidade

de fachos garante a leveza

necessária para não dar um

aspecto “teatral” ao ambiente.

4. Vinte e um pendentes

metálicos, assemelhados a

pequenos peixes, compõem o

produto exclusivo criado para

os moradores. Cada unidade

é equipada com miniplacas

de LED, perfazendo 400 lm

de iluminação indireta. O

conjunto é dimerizável.

3

A solução principal foi um trilho com módulos

de alta performance e controle de ofuscamento,

instalados em três linhas esguias embutidas

no teto. Dimerizáveis, com óptica focal e wall

washer, os projetores selecionados são ideais para

iluminar as obras de arte com luz aveludada e

elegante, dando destaque sutil a cada uma, sem

criar sombras duras. A solução de trilho também

garantiu flexibilidade: as obras podem mudar

de lugar, pois o sistema se adapta facilmente.

2

Montagens com linhas de LED em aço corten

retroiluminam o revestimento de ônix da lareira

e do espaço gourmet. A combinação entre

materiais escuros e luz suave resulta em um

ambiente acolhedor, mas de presença marcante.

Linhas de luz reaparecem embutidas na

marcenaria, reforçando a geometria dos

móveis, realçando volumes e conduzindo

o olhar ao longo dos ambientes.

A combinação entre materiais escuros e luz

suave resulta em um ambiente acolhedor,

mas de presença marcante.

4

Os clientes solicitaram também a montagem

de uma peça de iluminação para a mesa de jantar,

espaço de convívio e fruição. Feita de madeira

polida, a mesa exigia iluminação indireta para evitar

reflexos. O escritório propôs um pendente inspirado

em um cardume, carregando cada peixe um módulo

de LED, todos ligados em série. O movimento

orgânico conferiu leveza e originalidade ao espaço,

ainda em harmonia com o projeto de interiores.



122 Projeto Apartamento Vitra Tower – Itaim Bibi

123

5 6

8

7

5. O corredor ganha

dinamismo com as linhas

de LED em nichos na

madeira (piso e teto) e o

sistema de trilhos, que

destaca as obras na parede.

6. Linhas de LED,

instaladas em nichos na

parede de aço corten,

fazem brilhar os objetos.

7. Ao fundo, uma

sanca dá destaque à

parede de madeira.

8. Linhas de LED

distribuídas uniformemente

retroiluminam o revestimento

de ônix da lareira.

O lighting design atuou junto à automação para criar

diferentes cenas com as soluções de iluminação

– da recepção de convidados ao descanso

noturno. Esse nível de controle também ajuda a

otimizar o consumo de energia do apartamento.

O desenho de iluminação e a escolha dos produtos

refletem um traço próprio do escritório, que busca

integrar o lighting design aos detalhes da arquitetura

e adicionar peças autorais à paisagem dos projetos.

O resultado do apartamento é um conjunto

harmônico e versátil, em que cada ponto de luz

tem função e intenção: destacar a arte, promover

convívio e detalhar o espaço com delicadeza.

Apartamento Vitra

Tower – Itaim Bibi

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

Lichia Lighting

Rafaela Romitelli (titular)

Estevão Pessotta

(colaborador)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Guelo Nunes

Arquitetura

Fornecedores:

Coupé, e:light, FAS,

Lumini, Trace

Fotografia:

Evelyn Muller



124 Projeto Tienda Inglesa

125

funcional

e

intuitivo

O projeto de iluminação do escritório Mingrone

Iluminação para o mercado Tienda Inglesa, em

Punta del Este, no Uruguai, propõe uma abordagem

estética inovadora para supermercados e espaços

de varejo. Em vez de adotar uma luz uniforme e

genérica, o projeto aposta na criação de zonas

específicas de iluminação para cada tipo de produto,

guiando o cliente por diferentes atmosferas e

tornando a experiência de compra mais intuitiva.

Localizado no interior de um shopping de luxo

na cidade litorânea, o Tienda Inglesa reúne uma

ampla gama de produtos, desde alimentos frescos

até eletrodomésticos e artigos para o lar. Essa

diversidade exigiu uma solução luminotécnica

flexível, capaz de valorizar os atributos visuais de

cada seção sem perder a unidade visual do espaço.

A estratégia adotada pelo escritório foi a instalação

de um grid luminoso no forro, que organiza o

zoneamento da luz em todo o ambiente. A partir

dessa estrutura, cada área do mercado recebeu

uma solução específica de iluminação, pensada de

acordo com a natureza dos produtos ali expostos.

Na adega, a iluminação foi

integrada ao mobiliário de

forma indireta, remetendo

à ideia de uma cave.

Embutidos no forro de gesso

(10 W, 3.000 K, 55°, on/off)

completam a iluminação

geral, assim como luminárias

intercaladas entre as

pérgolas de madeira (2,4 W,

3.000 K, 40°, on/off).



126 Projeto Tienda Inglesa

127

2

3

5

A estratégia adotada pelo escritório foi a instalação

de um grid luminoso no forro, que organiza

o zoneamento da luz em todo o ambiente.

4

Na área de congelados, por exemplo, lineares

oferecem luz com temperatura de cor neutra

e garantem visibilidade dos produtos nas

gôndolas e nas geladeiras. O piso branco

reflete a luz e “abre” o ambiente.

Já na seção hortifruti, projetores de facho

direcionado destacam as frutas e os vegetais

expostos, dando a eles um aspecto vibrante. A

temperatura de cor e a intensidade da luz mudam

ao longo do dia, conforme a variação da luz natural,

simulando o efeito de uma feira ao ar livre.

Na seção de eletrodomésticos e eletrônicos,

lineares RGB criam atmosfera moderna e

tecnológica. Os cenários de luz podem ser

ajustados conforme a exposição e o perfil dos

produtos, adicionando dinamismo à área.

2. Na área de congelados,

a luz emana de um grid

metálico instalado a 4 metros

de altura. Nele, luminárias

lineares sob medida (2,20 m

de comprimento) preenchem

com exatidão a malha e

garantem homogeneidade,

com temperatura de

cor neutra (4.000 K).

3. No hortifruti, a

iluminação simula o ciclo

natural da luz do dia:

projetores dimerizáveis com

tecnologia Tunable White

foram posicionados no

grid, a 4 metros de altura,

trazendo dinamismo e

fidelidade cromática aos

alimentos expostos.

4. Um dos desejos da

arquitetura era destacar

a madeira do pergolado

por meio da própria luz.

Esse efeito foi alcançado

com embutidos acima da

estrutura que desenham

suas formas por contraste

(2,4 W, 3.000 K, 40°, on/off).

Entre as pérgolas, spots de

sobrepor complementam

a iluminação e reforçam o

ritmo visual do teto (10 W,

3.000 K, 24°, on/off).

5. Para imprimir um ar

contemporâneo ao setor

de eletroeletrônicos, a

iluminação investe em

linearidade e cor: perfis de

LED RGBW contínuos e

dimerizáveis permitem criar

cenários sazonais,

funcionando como

ferramenta de ambientação

e estímulo à compra.



128 Projeto Tienda Inglesa

129

6. Vista externa do

supermercado, na fachada

do shopping: o projeto

de iluminação reforça a

identidade visual do espaço

mesmo em grandes escalas.

7. Nos balcões de

atendimento da padaria,

do açougue, da peixaria e

da rotisseria, a iluminação

busca desaparecer no teto.

Embutidos de alto controle

de ofuscamento guiam o

olhar diretamente para os

produtos (26 W, 3.000 K,

65°, on/off). Já os pendentes

sobre os balcões destacam os

pontos de serviço, orientando

e atraindo o consumidor

(9 W, 3.000 K, on/off).

8. Na área de checkout,

luminárias pendentes

lineares, suspensas a

3 metros de altura, compõem

um desenho marcante no

forro. Com fluxo generoso,

garantem conforto visual

tanto para operadores

quanto para clientes.

A padaria, por sua vez, recebe iluminação mais

quente, reforçando a sensação de conforto e

acolhimento. A luz destaca os tons amadeirados

do pergolado no forro, com luminárias embutidas

acima da estrutura e elementos de sobrepor

entre as pérgolas. Pendentes com controle de

ofuscamento aproximam o cliente dos produtos

e reforçam a sensação de calor desejada.

Na adega, as garrafas são iluminadas de baixo

para cima por perfis lineares incorporados

ao mobiliário, criando profundidade atraente.

Luminárias de embutir no forro de gesso e no

forro de madeira complementam a iluminação

do espaço e guiam o percurso do público.

Enfileirados, os caixas de check-out são

iluminados por perfis lineares pendentes.

Além de garantir conforto visual aos

funcionários e aos consumidores, as peças

reforçam o dinamismo do espaço.

Com soluções que aliam estética, conforto visual

e identidade para cada espaço, o projeto do

escritório Mingrone Iluminação reafirma o valor

do lighting design para experiências de consumo

e se prova ferramenta estratégica no varejo.

7

Tienda Inglesa

Punta del Este, Uruguai

Projeto de iluminação:

Mingrone Iluminação

Antonio Carlos

Mingrone (titular)

Marina Cesar, Natália

Annita e Henrique

Klimas (colaboradores)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Enrique Bañales

e equipe

Comunicação visual:

Design Novarejo

Cliente:

Tienda Inglesa

Fornecedores:

Omega Light

Fotografia:

Divulgação

Tienda Inglesa

6

8

6



130 Projeto Loft das Artes – Casa Cor Rio 2024

131

arte de

1

O Loft das Artes foi um apartamento criado

para a Casa Cor Rio 2024 que combina design

contemporâneo com elementos industriais.

Efêmero, o projeto tinha como objetivo apresentar

tendências de iluminação para ambientes com

arte e servir de cenário para gravação de vídeos

compartilhados nas mídias sociais do evento.

O conceito do escritório RBF Lighting Design para

o espaço foi desenvolver luz acolhedora, capaz de

intermediar o contraste entre as cores vibrantes das

obras de arte e os tons neutros dos revestimentos.

Foram priorizadas soluções de iluminação

confortáveis e discretas, dando mais protagonismo

aos efeitos da luz do que propriamente às luminárias.

Na sala de estar, uma luminária suspensa de

formato curvo oferece luz difusa ao ambiente.

Seu controle de intensidade permite diferentes

usos e jogos de sombra no piso. Para destacar as

pinturas e as esculturas nas paredes, miniprojetores

em trilhos suspensos jogam luz direcionada que

guia o olhar do visitante em direção às obras.

1. Posicionada no centro

da sala de estar, a luminária

suspensa curva agrega

simultaneamente iluminação

difusa e pontual, com

controle de intensidade que

permite diferentes usos. Um

pedestal difuso adiciona

uma iluminação acolhedora

e suave ao canto da sala.

Para valorizar as pinturas e

as esculturas nas paredes,

foram utilizados perfis e trilhos

magnéticos suspensos com

miniprojetores acoplados.

2. A mesa de jantar ganha

fluidez de luz e composição

com a utilização de dois

pendentes de tubo curvado.

A parede ao fundo, que

leva ao quarto, recebeu um

perfil linear com iluminação

assimétrica; ajudando a

direcionar o olhar pelas

obras de arte expostas, e

criando um percurso visual

de conexão entre ambientes.

2

morar



132 Projeto Loft das Artes – Casa Cor Rio 2024

133

3 4

5

O mezanino também se destaca à primeira vista.

A estante com objetos decorativos recebeu perfis

lineares nos nichos, fazendo toda a mobília se

acender em uma temperatura de cor quente.

Seguindo loft adentro, encontra-se a sala de jantar,

onde uma luminária pendente inspirada em um

instrumento de sopro cria pontos de luz difusos

na mesa. Iluminando a parede que conecta a

sala ao quarto, um perfil linear com iluminação

assimétrica cria percurso visual entre os ambientes.

Seu efeito wall washer dialoga com os quadros

expostos e faz da parede uma fonte de brilho.

O conjunto quarto-banheiro-closet completa

o percurso do loft, reunindo suas melhores

qualidades: conforto, acolhimento e bom gosto.

No quarto, o elemento de destaque é a abertura

na parede que abriga a cabeceira da cama.

Seu formato orgânico é acentuado por uma fita

flexível de luz quente, ideal para leitura. A mesma

tonalidade é aplicada na marcenaria e no cortineiro,

complementando a iluminação do quarto.

6

3. No mezanino, os nichos

da estante receberam

perfis lineares com

fita LED COB (8 W/m,

2.700 K) dando destaque

às peças decorativas.

4. No quarto, destaque

para a luz indireta em

tonalidade quente aplicada

na cabeceira da cama.

5. No banheiro, duas

arandelas no próprio

espelho fazem iluminação

frontal, enquanto perfis

lineares iluminam a parede

revestida com cerâmica.

6. Projetores

estrategicamente

colocados criam interessante

efeito de luz e sombra

no caule retorcido.

O projeto oferece possibilidades de

iluminação para diferentes ambientes

de um lar, dando destaque aos

elementos artísticos, mas mantendo

o conforto como princípio.



134 Projeto Loft das Artes – Casa Cor Rio 2024

135

No banheiro, o RBF optou por arandelas

dispostas sobre os dois lados do espelho,

oferecendo luz panorâmica. Perfis lineares

iluminam a parede revestida com cerâmica,

realçando sua cor e sua textura.

Uma luminária com difusor em tela tensionada

no closet retoma o formato orgânico presente

em outros elementos do projeto. Sua luz

preenche o centro do espaço, iluminado

também por perfis embutidos na marcenaria.

7. A composição do quarto

prioriza a iluminação

indireta em tom quente,

aplicada na cabeceira da

cama, nas marcenarias e no

cortineiro, resultando em uma

atmosfera suave e acolhedora.

8. No closet, a forma

orgânica da luminária com

tela tensionada dialoga com

outros elementos presentes

no projeto, proporcionando

iluminação confortável.

8

O projeto do RBF Lighting Design oferece

possibilidades de iluminação para diferentes

ambientes de um lar, dando destaque aos

elementos artísticos, mas mantendo o conforto

como princípio. Segundo Mônica Rio Branco,

cofundadora do RBF, a efemeridade da instalação

lhes deu mais liberdade para criar. “Sem a

interferência de um cliente direto, era como se

projetássemos para nossa própria casa”, diz.

7

Loft das Artes –

Casa Cor Rio 2024

Rio de Janeiro, RJ

Projeto de iluminação:

RBF Lighting Design

Mônica Rio Branco e

Giani Faccini (titulares)

Karine Teixeira e

Luan Vinícius Julião

(colaboradores)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Ana Cano Milman

Arquitetura

Fornecedores:

Allight Design, CIA

de Iluminação,

Dimlux, LightDesign

Exporlux, Lumini,

Luxion, Tensoflex

Fotografia:

Luiza Schreier



136 Projeto Escritório CRM Services

137

minimalismo

Localizado no Sky Galleria, edifício corporativo

em Campinas, o novo escritório da CRM Services

traduz, em sua arquitetura e sua iluminação, a

essência tecnológica da empresa. O acrônimo CRM

– Customer Relationship Management – designa

um tipo de serviço para empresas focado, como

o nome diz, no gerenciamento da relação dessas

empresas com seus clientes. A empresa oferece

um serviço de ponta que envolve alta tecnologia

e quer ser vista como uma marca de vanguarda.

É nesse contexto que se situa o projeto de interiores

– e de iluminação – do escritório Pitá Arquitetura,

apresentando soluções que refletem a essência

tecnológica da marca. Interiores e iluminação

caminharam juntos desde o início para criar um

espaço bem minimalista, sofisticado e luminoso.

Os projetistas aproveitaram a laje nervurada da

estrutura para criar efeitos visuais variados, seja com

acrílico retroiluminado, com sancas de iluminação

indireta ou pela adição de pendentes. Materiais

de toda natureza foram empregados, como aço

inox e placas de revestimento criadas a partir de

resíduos eletrônicos, sempre dosando a sofisticação

e o aspecto conforme o resultado desejado.

A iluminação acompanha essa liberdade de

elementos e estilos de cada ambiente. Na sala de

reuniões, por exemplo, um pendente com desenho

orgânico reproduz as formas curvas de um forro de

aço inox. Na sala da presidência, o forro de gesso

cobre parcialmente a laje de cubetas, deixando

subitamente uma abertura no centro, onde se revela

uma delicada sanca de borda curva, que as ilumina.

2

convidativo

1. Na recepção, cubetas

com revestimento de

aço inox e acrílico,

retroiluminadas, parecem

ampliar o espaço. No

forro de gesso com borda

curva, próximo à fachada,

foi instalado perfil

de LED (3.000 K). O

jardim ao fundo do sofá

recebe luz direcionada por

projetores (9 W, 45°,

2.700 K), visíveis também

pelo nicho na parede

divisória entre recepção

e sala do board.

2. Na copa, a iluminação

indireta das cubetas é

feita por pendente linear

difuso (3.000 K). O

rodapé do balcão de inox

é iluminado com perfil

neon flexível (3.000 K),

enquanto o balcão

lateral recebe arandelas

com lâmpadas defletoras

(7 W, 2.700 K). Na borda

curva do gesso,

uma sanca com iluminação

indireta utiliza perfil 3.000 K.



138 Projeto Escritório CRM Services

139

3

3. Na sala do board, um

pendente de linhas orgânicas

(3.000 K) complementa as

paredes curvas e o forro em

aço inox.. A claraboia artificial

com tela tensionada e perfis

lineares ilumina o jardim de

inverno, complementada

por projetores direcionais

(9W, 45°, 2.700 K) voltados

para a vegetação.

6

7

4. No open office, perfis

com difusores altos em “U”

(3.000 K) iluminam mesas

e teto uniformemente. A

iluminação indireta na sanca

curva do forro, feita com

perfil, adiciona conforto

visual ao ambiente.

4

5

5. Nos lavabos, placas

de terrazzo produzidas

com resíduos eletrônicos

são destacadas por perfis

(3.000 K) aplicados de duas

formas: como arandela acima

do espelho e sobrepostos

no forro ao fundo.

6. Elementos recorrentes no

projeto, as cubetas revestidas

de aço inox e acrílico

mantêm unidade visual e

materialidade luminosa.

A harmonia entre desenho da luz e conceitos de interiores

contribui para definir a essência da marca.

7. No nicho de café da

recepção, o fundo de tela

tensionada é iluminado

em seu perímetro com

perfil (3.000 K), criando um

detalhe delicado e preciso.

8. Na sala da presidência,

pendentes sobre a mesa

marcam presença, enquanto

as cubetas são valorizadas

por sanca indireta com perfil

(3.000 K). O conjunto se

completa com embutidos

pontuais de facho aberto

(27 W, 3.000 K), que

garantem desempenho

técnico e discrição.

Já os lavabos utilizam materiais, revestimentos

e iluminação propositalmente diversos dos

demais ambientes. Neles, os revestimentos,

de tons fechados, são oriundos de resíduos

eletrônicos e iluminados por perfis instalados

ora como arandelas acima do espelho, ora

sobrepostos no forro ao fundo, criando efeito

dégradé que ressalta ainda mais suas texturas.

O open office recupera a simplicidade:

extensos perfis lineares difusos percorrem

o teto de cubetas aparentes, complementado

por algumas áreas com forro e sancas.

A harmonia entre desenho da luz e

conceitos de interiores contribui para

definir a essência da marca.

8

Escritório CRM

Services

Campinas, SP

Projeto de iluminação:

Pitá Arquitetura

Fernanda Tendolini

e Jaqueline Silva

Projeto de arquitetura

e interiores:

Pitá Arquitetura

Cliente:

CRM Services

Fornecedor:

Lumini

Fotografia:

João Prado



140 Projeto Casa de Campo – Araras

141

1

refúgio

2

No alto de uma montanha em Petrópolis, no Rio

de Janeiro, uma casa se integra à paisagem de

pedras, neblina, vegetação nativa e céu aberto.

Com 600 metros quadrados, a residência em estilo

canadense – construída com madeira maciça,

pedras naturais e amplas paredes de vidro – serve

de refúgio de fim de semana para uma família,

oferecendo isolamento e contato com a natureza.

Para reforçar a integração com a paisagem,

o projeto arquitetônico apostou em amplas

aberturas envidraçadas: painéis fixos que vão

do chão ao teto, inclusive na sala de estar com

pé-direito duplo. Essa transparência, no entanto,

trouxe ao projeto luminotécnico o desafio

de evitar excesso de reflexos nos vidros.

1 e 2. O caminho que

conecta a casa à área

gourmet foi iluminado

por balizadores para

lâmpada bolinha (2.500 K,

2,5 W), proporcionando

luz suave e ritmada. A área

gourmet recebeu uplights

(2.700 K, 10º) que rebatem

luz indireta na parede de

pedras a partir do beiral.

Arandelas complementam

a composição.

Pensando nisso, o escritório NTZ Iluminação

Arquitetônica priorizou soluções de luz indireta,

como arandelas e pendentes. Nos quartos, por

exemplo, pendentes nas cabeceiras direcionam a

luz para as paredes, enquanto pendentes de luz

indireta no centro do ambiente valorizam os tetos de

madeira e oferecem iluminação uniforme. Em todos

os embutidos e projetores, foram usados filtros

tipo honeycomb para minimizar o brilho direto.



142 Projeto Casa de Campo – Araras

143

3

O lighting design dá aspecto teatral a toda a propriedade,

chamativa em meio às montanhas. Ainda assim, o projeto

não compete com a paisagem, mas se integra a ela,

valorizando suas cores e suas texturas.

4 5

3. Uplights valorizam o

revestimento de pedras,

transformando o beiral em

rebatedor de luz indireta. Com

isso, prescinde-se do uso de

luminárias sobrepostas..

4. Embutidos de piso

(9 W, 40º, 2.700 K,) valorizam

as texturas das paredes

de madeira maciça e

transformam o beiral em

rebatedor de luz indireta,

fazendo a casa acender

em meio às montanhas.

5. Ao fundo, a fachada

iluminada por uplights. No

primeiro plano, arandelas

de luz indireta assimétricas

(2.700 K, 18 W) iluminam

todo o teto na sala de

pé-direito duplo, e, à

esquerda, balizadores com

lâmpada bolinha criam

contraste entre luz e sombras

no passeio do paisagismo.



144 Projeto Casa de Campo – Araras

145

6

8

Casa de Campo

– Araras

Petrópolis, Rio de

Janeiro, RJ

Projeto de iluminação:

NTZ iluminação

arquitetônica

Ugo Nitzsche (titular)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Studio da Mata

Alexandre Sodré

Projeto de paisagismo:

Studio da Mata

Rita Ribeiro

Fornecedores:

Eklart, Lumera

iluminação, Powerlume

Fotografia:

Enio Soares Fotografia

7

Na sala de estar, a composição luminosa foi

pensada em camadas: perfis com fita de LED

embutidos no piso iluminam a parede de pedras

de baixo para cima. Anteparos metálicos em L

impedem a visão direta das fontes luminosas.

Arandelas assimétricas oferecem luz geral indireta,

realçando a estrutura de madeira do teto. Para

criar pontos de interesse, projetores com facho

de 7° destacam objetos sobre a mesa de centro

e o aparador – que também recebeu um nicho

iluminado internamente com fita de LED.

O terreno inclinado da propriedade é dividido

em três planos: o superior, onde fica a casa e

um amplo deck; um intermediário, com a casa

de hóspedes e o solarium; e o inferior, onde

ficam piscina, academia, escritório, sauna, área

gourmet e adega. Os pavimentos são interligados

por um passeio curvo iluminado por balizadores

que criam alternância de luz no chão.

Toda a luz da casa e das dependências é em

temperatura de cor quente, com exceção da

cozinha, ligeiramente mais neutra, para garantir

funcionalidade. Em todos os ambientes, há

ao menos quatro cenas de luz diferentes que

permitem uma grande variedade de usos.

O lighting design dá aspecto teatral a toda a

propriedade, chamativa em meio às montanhas.

Ainda assim, o projeto não compete com a

paisagem, mas se integra a ela, valorizando suas

cores e suas texturas. A luz indireta e com controle

de ofuscamento impede a dispersão excessiva de

brilho e garante a sensação de refúgio da casa.

6. Na passarela de acesso

ao restaurante e à área

de lazer da cobertura do

hotel, a iluminação de

balizamento (módulos de

LED 2,5 W; 12°; 2.700 K;

170 lm; IP65; IRC > 90)

também serve de rota de fuga

em casos de emergência.

7. Aqui se vê a

composição de luz

completa. Externamente,

embutidos de piso destacam

a parede de pedras e a

palmeira. Internamente, há

o perfil com fita no piso e

as arandelas de luz indireta

assimétricas já mencionadas.

8. Na adega, perfis (2.700 K,

400 lm/m) valorizam textura

e formato abobadado

do teto, gerando luz indireta,

enquanto perfis 45º fixados

verticalmente, e com a

mesma fita, criam contraluz

às garrafas de vinho.



146 Projeto Museu do Futebol – Estádio do Pacaembu

147

Instalado sob as arquibancadas do Estádio

do Pacaembu, em São Paulo, o Museu do

Futebol fechou temporariamente suas portas

para uma renovação. Quinze anos após a

inauguração, constatou-se a necessidade

de atualizar conteúdo e experiências de sua

exposição permanente, à época com projeto

de iluminação desenvolvido pelo LD Studio.

segundo

Nessa nova fase, o conteúdo das 15 salas temáticas

abordou temas atualizados, como o futebol feminino,

o racismo no esporte e outros, visando dialogar

com um público mais amplo. Para acompanhar

essa mudança, o escritório Fernanda Carvalho

Lighting Design recebeu a incumbência de projetar

a iluminação do espaço. sem perder de vista a

valorização da estrutura original do estádio, de 1940.

O projeto de museografia desejava uma luz com

dinamismo, de caráter contemporâneo, utilizando

tecnologias e soluções que pudessem emocionar o

visitante em experiências imersivas, num ambiente

lúdico e vibrante. Além disso, o cliente ressaltou a

importância de atender aos mais diversos públicos.

Novos suportes de acessibilidade ganharam

relevância, deixando evidente a preocupação do

Museu com a atenção às mais diversas pessoas.

No espaço “Jogo de

Corpo”, a lighting designer

propôs linhas luminosas

com mudança de cor

(perfil alto com fita RGBW,

15 W/m, comandada por

DMX), seguindo o conceito

da museografia de criar

um ambiente imersivo

“com pegada de game”.

A comunicação visual

recebeu projetores 17 W,

1.684 lm, 3.000 K, IRC > 90

com acessórios moduladores

de facho e dimmer local.

tempo



148 Projeto Museu do Futebol – Estádio do Pacaembu

149

2 3

4

5

Além da Museografia, outras disciplinas

interagiram com o projeto, em particular

a direção artística, nas mãos de Daniela

Thomas, e a curadoria, nas mãos de Felipe

Tassara. A integração entre ideias e projetos foi

fundamental para a obtenção dos resultados.

Se a arquitetura propõe um percurso linear,

o projeto de iluminação pulsa em diferentes

atmosferas luminosas ao longo da variedade

de soluções expositivas, desde a entrada do

Museu, onde projetores destacam uma infinidade

de quadros coloridos, até a saída, onde as

próprias lâmpadas abandonam o teto para fazer

parte da expografia como elemento cênico.

2. A “Sala Pelé”, com

diferentes suportes

expositivos, é um exemplo

do cuidado necessário quanto

ao equilíbrio da luz entre

eles. Concreto iluminado,

quadrinhos, uma camisa

10 original (em vitrine com

controle de iluminância),

backlights e monitores. Cada

um desses emissores de

luz teve de ser balanceado

junto aos demais com ajuste

de brilho para equalizar.

Equipamentos utilizados:

backlights – fita LED 4,8 W/m,

4.400 K, dimmer local;

iluminação indireta –

projetor 24 W, 3.593 lm,

facho assimétrico, 3.000 K,

on-off; iluminação direta –

projetores 17 W, 1.684 lm,

3.000 K, IRC > 90 com

acessórios moduladores

de facho e dimmer local.

3. O espaço “Rádios” é

uma homenagem ao rádio

e seus narradores com o

futebol. Os visitantes podem

ouvir lances clássicos, vendo

imagens nos monitores. A

iluminação indireta para a

arquibancada (perfil LED,

4,8 W/m, 3.000 K) desenha

o espaço, relembrando

o visitante que há uma

arquibancada acima dele.

Os painéis de rádio

receberam tênue luz direta

(microprojetores 4 W, facho

oval 30 X 60 com honeycomb,

3.000 K) fixados nas divisórias.

Os pilares são destacados

por luz indireta (os mesmos

projetores, com facho 51°).

4. A “Grande Área” é

o ponto de chegada e

acolhimento dos visitantes,

com paredes recheadas de

quadrinhos com imagens

que ilustram o amor dos

colecionadores pelo futebol

brasileiro. Nela, a iluminação

é composta de dois efeitos

complementares: luz indireta

para o fundo da arquibancada

(projetores 24 W, 3.593 lm,

facho assimétrico, 3.000 K) e

luz direta para os quadrinhos

(os mesmos projetores, com

acessórios diferentes, fixados

em trilhos específicos).

5. Espaço “Jogo de Corpo”

em outro momento de cor.



150 Projeto Museu do Futebol – Estádio do Pacaembu

151

6

7

Museu do Futebol –

Estádio do Pacaembu

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

Fernanda Carvalho

Lighting Design

Fernanda Carvalho e

Emilia Ramos (titulares)

Luana Alves e Felipe

Dans (colaboradores)

Direção artística

e museografia:

T + T Projetos

Daniela Thomas e Felipe

Tassara (titulares)

Iara Ito,

Tania Menecucci,

Stella Tennenbaum

(colaboradores)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Mauro Munhoz

Arquitetura

Mauro Munhoz

Direção geral:

Renata Vieira da

Motta e Vitória

Boldrin (IDBrasil)

Coordenação geral

do projeto:

Marília Bonas

Curadoria:

Leonel Kaz, Marcelo

Duarte e Marília Bona

Cliente:

Museu do Futebol

por IDBrasil Cultura,

Educação e Esporte

Fornecedores:

e:light, HPL,

Lemca Iluminação,

Lightsource, Lucchi,

Omega Light,

O/M, Tensoflex

Fotografia:

Feco Hamburger

Se a arquitetura propõe um percurso linear,

o projeto de iluminação pulsa em diferentes

atmosferas luminosas ao longo da variedade

de soluções expositivas.

6. Na sala “Dança do

Futebol”, os visitantes podem

escolher entre imagens

memoráveis de lances do

futebol televisionados. Um

console de controle com

botões coloridos é iluminado

pontualmente por um

miniprojetor com zoom, de

modo a não vazar para o

restante do ambiente. (ECL

mini profile 40, 35 W, zoom

25º-50º, 3.000 K). O totem

também tem iluminação

igualmente controlada

(projetores 17 W, 1.684 lm,

3.000 K, facho modulado por

acessórios, dimmer local).

Ao longo das 15 salas temáticas, a luz também

aponta a navegação, indica caminhos, sinaliza

recursos de acessibilidade e nos lembra de “onde

estamos” ao fazer iluminar as estruturas de

concreto das arquibancadas. (Vale notar que a

renovação dos sistemas de iluminação também

contribuiu para a eficiência energética do Museu.)

Experiente no trabalho com museus, Fernanda

Carvalho une técnica e arte para oferecer

experiências acessíveis e imersivas. Nesse projeto,

fica clara sua intimidade com a museografia,

não apenas oferecendo soluções para a narrativa

curatorial da mostra, mas também, por vezes,

amalgamando-se a ela, como se o discurso

museográfico fosse também o discurso da luz.

7. Um sistema de luminárias

tubulares com acabamento

“frost” responde pela

iluminação geral, guiando

o percurso do visitante

e funcionando como um

respiro entre os ambientes de

contrastes e luzes coloridas.

(luminária difusa com lâmpada

tuboled, 18 W, 3.000 K).



152 Projeto Soho House São Paulo

153

1

2

1 e 2. Sala de estar do bar

principal, iluminada apenas

por peças decorativas:

chandeliers, abajures e

luminárias de piso (lâmpadas

LED A60 E27, 4,5 W, 2.400 K,

350 lm e dimerização Triac).

As arandelas têm lâmpadas

LED Vela Lisa, E14, 4 W,

2.400 K, IRC 90 e 250 lm,

também dimerizáveis.

soho

à la brasil

A rede global de clubes privados Soho House

inaugurou sua primeira unidade no Brasil, em

São Paulo, dentro do complexo de luxo Cidade

Matarazzo, na Bela Vista. Fundada em 1995, na

Inglaterra, a Soho House reúne grandes nomes

do mundo criativo – artistas, publicitários, atores

e músicos – como sócios. Presentes em diversas

cidades ao redor do mundo, os clubes promovem

encontros exclusivos, festas e workshops.

Cada unidade possui estilo e identidade próprios,

com mobiliário e obras de arte locais. Em São

Paulo, a Soho House conta com 32 quartos,

academia, pool bar na cobertura, restaurante e

spa. Seu visual mistura elementos da herança

portuguesa do Brasil – como azulejos, mosaicos

e detalhes coloridos – e do Modernismo brasileiro

– como espaços amplos e ventilados e uso

predominante de concreto, vidro e madeira.

O projeto de iluminação da unidade brasileira

foi desenvolvido pelos escritórios OMstudio

Lighting e LD Studio, em colaboração com o time

de design da própria Soho House, buscando integrar

o lighting design à decoração de cada ambiente.

Globalmente, a marca se destaca pelo uso de

múltiplas camadas de luz, pela transição suave entre

atmosferas diurnas e noturnas e pela versatilidade

no controle da iluminação, adaptando-se a

diferentes usos e ambiências. Na casa de São Paulo

não foi diferente; o projeto de iluminação valorizou

as proporções dos pés-direitos, as aberturas em

arco, as colunas, os eixos espaciais e os layouts.



154 Projeto Soho House São Paulo

155

3

4

5

Foram selecionadas temperaturas de cor quentes

e lâmpadas com controle de intensidade para criar

pontos focais a partir da sobreposição das luzes

de diferentes camadas – indireta, velada, direta,

suave – usando várias luminárias decorativas.

Chandeliers, plafoniers, pendentes, arandelas

e luminárias de quadros, de mesa e de piso

foram produzidos com uso dos mais variados

materiais, desde linho e metal até vidro Murano,

alabastro e cerâmica. Criadas e selecionadas

pelo projeto de interiores da Soho House Design,

tiveram o Studio Gaibola como parceiro local.

As luminárias conferem diferentes personalidades

aos espaços, surpreendendo em cada um deles.

Os chandeliers dão ar de sofisticação e luxo e

evocam realeza; as arandelas retomam a herança

europeia, assim como os abajures clássicos; e

os pendentes trazem a contemporaneidade. A

iluminação dimerizada se ajusta às diversas texturas

de madeiras, tecidos, objetos e cores da casa.

A Soho House São Paulo dialoga com

unidades internacionais, por meio das cores

e dos elementos clássicos, mas se mostra

única em sua brasilidade de materiais,

referências e integração entre ambientes.

3. A sala de estar, ou

drawing room, um espaço

mais aberto que o anterior,

recebe esquema de luminárias

similar (chandeliers,

abajures, luminárias de piso

e arandelas, dimerizáveis).

4. Na sala de jogos, o

destaque é dos grandes

chandeliers clássicos,

sempre com lâmpadas

LED, dimerizáveis por

protocolo Triac. Arandelas

para os quadros, igualmente

dimerizáveis, com lâmpadas

LED Vela Lisa, E14, 4 W,

2.400 K, IRC 90, reforçam o

tom quente do ambiente.

5. Na recepção, chandelier,

abajures e luminária de piso

compõem iluminação suave

e convidativa. Ao fundo, o

quadro de tonalidade dourada

ganha destaque, por meio

das arandelas de 2.400 K.



156 Projeto Soho House São Paulo

157

Foram selecionadas temperaturas de cor

quentes e lâmpadas com controle de intensidade

para criar pontos focais a partir da sobreposição

das luzes de diferentes camadas.

8

7

7. A show kitchen conta

com luminária de sobrepor

no teto e abajures —

sempre dimerizáveis (Triac).

Um perfil de LED sob as

prateleiras dá destaque a

produtos e alimentos (15 W,

1.090 lm/m, 2.500 K, IRC 90).

8. As suítes mostram

escolhas mais discretas

dos lighting designers,

com pendentes e abajures

delicados e de tom mais

quente (dimerizáveis).

Soho House

São Paulo, SP

Projeto de iluminação,

arquitetura, interiores

e paisagismo Soho

House Design e

parceiros locais:

Projeto de iluminação:

OMstudio Lighting

Orlando Marques

(titular)

Camille Laurent,

Débora Torii, Geovanna

Lemos e Juliana Aiko

(colaboradoras)

LD Studio

Mônica Luz Lobo e

Daniele Valle (titulares)

Projeto de arquitetura:

Spol Architects

Projeto de interiores:

Studio Gaibola

Projeto de paisagismo:

Benedito Abbud

Cliente:

Soho House & Co Inc.

Fornecedores:

Golden Art, Ledvance,

LightDesign Exporlux,

Lumicenter, Lumini,

O/M, Stella

Fotografia:

Christopher Sturman



158 Projeto Nation CT

159

alta

1. Iluminação colorida foi

utilizada sobre os armários,

criando apelo estético,

enquanto o contorno linear

branco define o volume

de concreto aparente,

conduzindo o cliente à escada

para o salão principal.

2. A luz indireta colorida

sobre os painéis de tela

suspensos disfarça os limites

da arquitetura e amplia

visualmente o pé-direito. Em

contraste, a luz sob o corrimão

valoriza a perspectiva e

ancora a referência do

observador no branco

(3.000 K), potencializando

ainda mais o impacto da cor.

2

performance1



160 Projeto Nation CT

161

Voltada ao público de bodybuilding, a academia

Nation CT, situada no primeiro pavimento de

uma galeria comercial da avenida Paulista, em

São Paulo, ganha um projeto de lighting design

de alto rigor técnico e impacto visual, assinado

pelo escritório Rafael Leão Lighting Design.

Apesar da localização privilegiada, seu acesso

é pelo pavimento térreo, exigindo estratégias

para conduzir o visitante ao andar de cima. Uma

das premissas iniciais foi transformar o percurso

da escada de acesso em uma experiência

visual marcante. Um pórtico retroiluminado

de forte presença, com iluminação embutida

nos corrimãos, desempenha essa função.

Na fase conceitual, o time de lighting design

pesquisou perfis de redes sociais de fisiculturistas

e academias especializadas, observando que

muitas imagens falhavam em valorizar a definição

muscular dos atletas. Com base nisso, o projeto

investiu em uma modelagem luminosa capaz

de destacar a forma física dos atletas durante

os treinos. Assim, no forro acima dos espelhos,

foram instaladas luminárias lineares, gerando

sombras e contrastes no corpo dos atletas.

O estudo técnico também impactou diretamente

decisões arquitetônicas: o forro sob o mezanino,

inicialmente previsto em cinza-escuro, foi clareado,

para garantir a eficiência da luz indireta.

5

3 4

3. As únicas janelas da

academia estão no salão

principal. Os elementos

arquitetônicos mais

relevantes, como telas,

telhas e paredes de cimento

queimado, foram destacados

para enriquecer a composição.

Pendentes industriais,

equipados com fontes de

facho médio (20 W, 3.000 K),

resolvem a luz ambiente do

pé-direito duplo, área dos

equipamentos mais pesados.

4. Um sistema linear de

sobrepor (3.000 K, 18 W)

em perfil de alumínio foi

posicionado estrategicamente

para proporcionar iluminação

correta e fotogênica

a quem se olha (e se

fotografa) no espelho.

5. O acesso à academia

é marcado pelo pórtico

retroiluminado (fitas LED

internas 3.000 K). As paredes

ao fundo foram iluminadas

para acentuar a percepção

do pé-direito alto e aumentar

a impressão de luminosidade

do ambiente, já que este não

conta com iluminação natural.



162 Projeto Nation CT

163

6 7

8

Nation CT

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

Rafael Leão

lighting design

Rafael Leão (titular)

Henrique Corrêa e

Priscila Galamba

(colaboradores)

Projeto de arquitetura

e interiores:

FAL Design

Laura Falzoni,

Manuel Alves Lima,

Claudia Beirão e

Ricardo Cardoso

Cliente:

Nation CT

Fornecedor:

Cativa Iluminação

Fotografia:

Ana Helena Lima

Uma das premissas iniciais foi transformar o percurso da

escada de acesso em uma experiência visual marcante.

O projeto arquitetônico explora uma estética

industrial, com telas metálicas, cimento queimado,

telhas perfuradas e predominância de preto

e vermelho, as cores da marca. A iluminação

acompanha a linguagem com o uso de luz

direta e colorida acentuando o vermelho em

pontos-chave. No salão central, pendentes

industriais preenchem uniformemente o espaço,

dialogando com a estética do ambiente.

No mezanino do salão central, de pé-direito

baixo, a luz rebatida de wall washers lineares

suaviza a ausência da luz natural, tornando

o ambiente mais agradável aos atletas.

Mais que um projeto de apelo visual, a iluminação

da Nation CT responde a exigências técnicas

específicas. A luz, nesse caso, interfere diretamente

na experiência do público e na eficiência da

academia. O resultado é um espaço de treino com

atmosfera imersiva, livre de ofuscamentos e ruídos

visuais, em que a estética está a serviço da função.

6. Sob o mezanino, a luz

ambiente é resolvida com

pendentes indiretos, criando

uma imagem limpa e livre de

ofuscamento para aqueles

que utilizam os bancos (e

forçosamente olham para

cima). A luminária linear

organiza e direciona o espaço.

7. Enquanto o salão

central é iluminado pelos

pendentes industriais, as

paredes do mezanino ao

fundo são destacadas com

luminárias lineares wall

washer. A solução ajudou

a mitigar a percepção de

pé-direito baixo e a ausência

de luz natural no ambiente.

8. O acesso à escadaria

foi iluminado com LED

vermelho, em luminárias de

lentes colimadoras de facho

fechado, realçando ainda mais

o tom das paredes. A luz sob o

corrimão em 3.000 K fornece

iluminação de segurança

e reequilibra a cena.



164 Projeto Escola Aubrick – Unidade Campo Belo

165

luz do aprender

Fundada em 2009, a Aubrick é uma escola bilíngue

de referência internacional, alinhada aos parâmetros

da Universidade de Cambridge. Sua nova unidade

destinada ao Ensino Fundamental localiza-se no

bairro do Campo Belo, em São Paulo. O edifício

projetado por Andrade Morettin Arquitetos integra

estruturas anteriormente dispersas, atualizando

os espaços físicos conforme as diretrizes mais

recentes do projeto pedagógico da escola.

Com ambientes amplos e flexíveis, a escola

estimula o uso múltiplo das salas e valoriza as áreas

ajardinadas como espaços centrais para o lazer, a

socialização e o ensino ao ar livre. Essa proposta

pedagógica se reflete diretamente no projeto

de iluminação, desenvolvido por Senzi Lighting,

em estreita colaboração com a arquitetura.

A premissa foi criar soluções que se fundissem à

estrutura do edifício. Luminárias foram embutidas

em vigas, rebaixos e perfis estruturais, de

modo a desaparecer na composição e destacar

apenas os efeitos da luz. O uso predominante de

iluminação indireta contribui para o conforto visual

e reforça a sensação de integração espacial.

O pátio central recebeu

iluminação linear com

perfis LED nas circulações

cobertas, enfatizando o

caminho de acesso às salas

de aulas e escadas (24 W/m,

2.180 lm/m, 24°, 3.000 K).



166 Projeto Escola Aubrick – Unidade Campo Belo

167

O pátio central promove o encontro das

dependências da escola. A iluminação linear

por perfis nas circulações cobertas enfatiza

o caminho e a direção de acesso às salas de

aulas e às escadas. Uma luminária pendente de

iluminação direta-indireta e controle de ofuscamento

sobre a mesa da recepção mantém a linguagem

linear. No pátio coberto, luminárias de sobrepor

em forma geométrica espelham o desenho da

mobília, quebrando a linearidade à sua volta.

3

Mais que cumprir requisitos técnicos ou estéticos, o

projeto incorpora a resposta emocional e biológica

à luz como parte essencial da experiência escolar.

2

2. A área da recepção

mantém a linearidade com

luminárias pendentes 3.000 K)

de iluminação indireta, para

maior conforto visual. Um

segundo pendente, mais

baixo, em “O”, delimita a

área das recepcionistas.

3. No pátio coberto,

pendentes hexagonais

de sobrepor relembram

estruturas químicas e

reforçam o caráter lúdico

do espaço (LED 24 W,

2.180 lm/m, 24°, 3.000 K).

Para as salas de aula, a lighting designer

considerou as múltiplas atividades educacionais

proporcionadas pela tecnologia, propondo um

sistema de iluminação dinâmico e responsivo.

A luz acompanha o ciclo natural do dia, ajustando

temperatura de cor e intensidade de maneira

automatizada e conforme o horário. Pela manhã,

tons neutros e frios favorecem o foco e a energia.

Ao final do dia, tons mais quentes induzem ao

relaxamento. A tecnologia também afere a entrada

de luz natural pelas janelas, ajustando os níveis de

iluminação artificial e poupando energia, mas

mantendo a iluminância dentro da norma (500 lux).

Mais que cumprir requisitos técnicos ou estéticos,

o projeto incorpora a resposta emocional e

biológica à luz como parte essencial da experiência

escolar – promovendo bem-estar, favorecendo o

aprendizado e qualificando o cotidiano de alunos e

professores. Uma proposta que equilibra eficiência,

conforto visual e integração com o espaço.



168 Projeto Escola Aubrick – Unidade Campo Belo

169

4

4. Outra vista do pátio

central, iluminado pelos

perfis das circulações

cobertas adjacentes.

5. A imagem mostra

as possibilidades de

iluminação para as salas

de aula. O controle de

luminosidade e a temperatura

de cor atendem às diferentes

funções do espaço. (LED

43 W, 3.600 lm, variação

entre 2.700 K a 6.000 K).

6 a 8. A mesma sala

de aula com diferentes

temperaturas de cor,

respectivamente 3.000 K,

para finais de tarde; 4.000 K,

para manhãs e meio da tarde,

e 5.000 K, para momentos

de maior concentração.

6

7

5

Escola Aubrick –

Unidade Campo Belo

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

Senzi Lighting

Neide Senzi (titular)

Douglas Domingues

(colaborador)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Andrade Morettin

Arquitetos Associados

Vinicius Hernandes de

Andrade e Marcelo H.

Morettin (titulares)

Cliente:

Aubrick Escola Bilíngue

Fornecedores:

Ledvance,

LightDesign Exporlux

Fotografia:

Luiza Schreier

8



170 Projeto Galpão Estudio Tupi

171

As novas instalações do Estudio Tupi –

escritório de arquitetura e design – ocuparam

um antigo galpão no bairro de Pinheiros,

São Paulo, reformado para essa finalidade.

Para desenvolver o projeto de iluminação,

o arquiteto Aldo Urbinati e sua sócia,

Andrea Vosgueritchian, convidaram o

Estúdio Carlos Fortes, parceiro deles

em inúmeros outros projetos.

A fachada do galpão teve suas características

originais preservadas, exceto por algumas inserções

de madeira e caixilharia, refletindo a nova ocupação.

Ao entrar, percebe-se numa visada o edifício todo:

um espaço com pé-direito duplo e uma estrutura de

tesouras de madeira, sustentando um telhado

de duas águas – tudo preservado. Nas laterais,

mezaninos abrigam, acima e abaixo, salas com

as diferentes funções. Ao fundo, uma escada

de lance único dá acesso a esses mezaninos.

Está previsto o uso desse espaço central – a “nave

principal”, como costumam chamá-lo – para

eventos, ocasiões em que podem inclusive utilizar

a escada ao fundo como uma arquibancada.

Essa área central recebeu iluminação direta e

indireta, fixada nas tesouras. A luz indireta realça

as características originais do edifício e compensa

parcialmente a pouca entrada de luz natural; a

iluminação para baixo pode atender tanto ao uso

cotidiano como aos eventos previstos, por meio

de diferentes combinações de acendimentos.

O primeiro ambiente à esquerda é uma oficina

de confecção de maquetes, etapa fundamental

nos projetos do estúdio; à direita, há um

espaço de convivência. Linhas de luz difusa,

perpendiculares às mesas, visam atender às

tarefas de precisão exigidas pela maquetaria.

Retângulos de tela tensionada

retroiluminada ao centro antecipam a rigidez

geométrica que se seguirá adentro.

4

1 3

projeto em sintonia

2

1 . Fachada do Estudio

Tupi, com seu aspecto de

galpão antigo. Das janelas

veem-se, simétricas, a

oficina de maquetes e a

área de espera. Ao centro,

a luz difusa da recepção

(3.000 K) emana pela porta.

2 . Sala de maquetes,

com a iluminação disposta

transversalmente à mesa,

minimizando sombras e

reflexos para quem trabalha.

3 e 4. “Nave central”, como

é chamado esse espaço

de pé-direito quase triplo.

Projetores cilíndricos de

facho médio fixados nas

tesouras iluminam o piso.

Bandejas de iluminação

indireta iluminam

tenuemente a cobertura.



172 Projeto Galpão Estudio Tupi

173

A biblioteca, com cerca de 10 mil

volumes, recebeu iluminação difusa

proveniente de lonas tensionadas.

As salas de trabalho, no térreo,

são iluminadas por pendentes

de iluminação indireta. Todas as

luminárias são controladas por

protocolo DALI, com possibilidade

de variação na temperatura de cor.

Sob os mezaninos laterais, encontram-se

também as estações de trabalho, a sala de

amostras e a sala de espera. Ao fundo, ficam os

sanitários, a copa, a sala de TI e os arquivos.

O mezanino abriga uma biblioteca com

aproximadamente 10 mil volumes, dividida em

dois corredores laterais, interligando a circulação

entre as salas dos sócios à sala de reuniões.

Ao longo de toda a circulação – 16 metros de

cada lado –, uma grande estante tem prateleiras

distribuídas em três níveis, cada um com sua

iluminação dedicada. Uma pequena bancada

serve de local de leitura ou trabalho individual.



174 Projeto Galpão Estudio Tupi

175

A sala de reuniões, com pé-direito duplo, é voltada

para o fundo do terreno e aproveita a única

entrada de luz natural do galpão. A iluminação

indireta das tesouras é repetida aqui e completada

por um retângulo de luz difusa pendente sob

o teto, espelhando o formato da mesa.

Toda a iluminação é controlada por um sistema

de automação DALI, podendo variar de

2.700 K a 4.000 K. Esse sistema permite, além da

programação que emula a variação da luz natural,

o controle individualizado de cada sala. A opção

pelo sistema de iluminação baseado no ciclo

circadiano veio naturalmente, sobretudo pela pouca

incidência de luz natural na maioria dos ambientes.

O cuidado com cada detalhe e a familiaridade com

que a iluminação se integra ao modo de pensar

e fazer do Tupi nesse projeto tornam evidente a

importância da sinergia entre arquitetos e lighting

designers na obtenção de bons resultados.

6

6. As estantes laterais

da biblioteca receberam

iluminação assimétrica

por meio de perfis

integrados à marcenaria.

7. Sala de reunião, ao fundo

do edifício, no pavimento

superior, iluminada por

tela tensionada, também

atrelada ao sistema DALI.

8. Vista da sala de reunião

para a “nave” e a biblioteca.

8

Galpão Estudio Tupi

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

Estúdio Carlos Fortes

Carlos Fortes e Débora

Esposto (titulares)

Murillo Rodrigues

Alves, Yedda Figueredo,

Bianca Veiga, Lucas

Nunes, Marcela Diniz,

Huascar Hideyoshi,

Tamirys Franco

(colaboradores)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Estudio Tupi

@estudiotupi

Aldo Urbinati e Andrea

Bazarian Vosgueritchian

(titulares)

Paisagismo:

Renata Tilli e

Vera Oliveira

Projetos técnicos

e construção:

Saeng

Automação:

GF – Gilberto Floriano

Pedras:

Bellas Artes

Marcenaria:

Online

Caixilhos:

Ulimax

Fornecedores:

LightDesign Exporlux,

Lutron, Tensoflex

Fotos:

Leonardo Finotti

7

O cuidado com cada detalhe e a familiaridade com

que a iluminação se integra ao modo de pensar e fazer

do Tupi nesse projeto tornam evidente a importância

da sinergia entre arquitetos e lighting designers

na obtenção de bons resultados.



176 Projeto Edifícios Hanami

177

Localizados no bairro Batel, em Curitiba, os

edifícios Hanami oferecem uma experiência que

alia a sofisticação à integração com a natureza.

Inspirados em casas suspensas, os apartamentos

se destacam por varandas generosas em

vegetação e espaços internos amplos.

Essa relação com o verde se intensifica por

meio do projeto luminotécnico, assinado pelo

Studio Regina Bruni, que valoriza a paisagem

e as texturas naturais com diferentes nuances

de luz. Nas sacadas, protagonistas da fachada,

projetores uplight de facho médio projetam

sombras das plantas no forro, criando um efeito

dramático e, ao mesmo tempo, confortável

para os moradores. Perfis lineares de luz quente

complementam a cena, proporcionando uma

iluminação externa suave e homogênea.

Na área da piscina, a proposta paisagística se

mantém com um jardim vertical que garante

privacidade sem perder a conexão visual com

a vegetação. Para esse ambiente, o Studio

desenvolveu luminárias personalizadas, desenhadas

para refletir um brilho difuso sobre a superfície da

água – efeito pensado para reforçar a atmosfera de

tranquilidade e continuidade visual com o verde.

O hall de entrada do prédio é um convite à

entrada dos edifícios, onde o uso de elementos

naturais como madeira, mármore e tecidos são

evidenciados pela iluminação em tom quente,

vinda da combinação de vários elementos. A

trama de madeira do teto recebeu perfis de

LED com facho médio e tonalidade quente,

completada por luminárias tipo downlight

com antiofuscantes. Os perfis aparecem

também no cortineiro e em elementos da

marcenaria, valorizando as linhas do espaço.

2

texturas

1

e nuances

1. Vista geral dos edifícios.

No paisagismo das floreiras,

projetores uplight (4 W,

22°, 2.700 K) revelam a

vegetação com jogos de luz

e sombra, projetando suas

formas nas abas da fachada

e ampliando a presença

do verde na arquitetura.

2. O jardim vertical foi

iluminado com delicadeza:

luminárias desenhadas

especialmente para o projeto,

com LEDs de 2,5 W (2.700 K),

lançam luz difusa frontal.

A escolha da luz indireta

também cumpre o papel de

refletir suavemente na piscina,

duplicando seu efeito.

Essa relação com o verde se intensifica por meio do projeto

luminotécnico, que valoriza a paisagem e as texturas naturais

com diferentes nuances de luz.

No espaço gourmet das torres, os mesmos

materiais naturais utilizados no hall conferem

unidade ao projeto de interiores. A iluminação

reforça essa unidade ao destacar o pé-direito

elevado e a trama de madeira no forro. Para isso,

foram aplicados perfis lineares com facho médio,

enquanto a luz direta proporciona iluminação

geral confortável e sem ofuscamento.

Nas academias, para garantir conforto visual durante

os treinos, foram aplicadas linhas contínuas de luz

indireta. Luminárias de embutir com antiofuscante

complementam a iluminação geral do espaço,

mantendo o equilíbrio entre eficiência e estética.

Nos elevadores, o teto de tela tensionada

retroiluminada oferece luz suave, contribuindo

para a atmosfera elegante, em coerência

com o restante do empreendimento.

Combinando vegetação abundante, materiais

naturais e soluções de iluminação cuidadosamente

planejadas, os edifícios Hanami traduzem

um projeto de valorização do bem-estar e

da harmonia entre arquitetura e paisagem.

A atuação do Studio Regina Bruni reforça a

identidade do empreendimento, em que luz,

forma e natureza se integram para compor uma

experiência de morar sofisticada e acolhedora.



178 Projeto Edifícios Hanami

179

3 4

5

6

7

Edifícios Hanami

– Curitiba, PR

Projeto de iluminação:

Studio Regina Bruni

Regina Bruni (titular)

Larissa Bottarelli, Bruna

Lise, Raissa Oçoski

e Dalmo Maurutto

(colaboradores)

Projeto de arquitetura:

Baggio e Schiavon

Arquitetura

Flavio Schiavon (titular)

Projeto de interiores:

Fernanda Cassou

Arquitetura

Projeto de paisagismo:

Studio Laura Gatti

e Alex Hanazaki

Cliente:

Adriática Incorporadora

Fornecedores:

Acluz By RBstudio,

Lemca, LightDesign

Exporlux, Soneres,

Tensoflex

Fotografia:

Eduardo Macarios

3. O hall das torres

recebe os moradores com

sofisticação. Elementos

naturais como madeira,

mármore e tecidos ganham

protagonismo sob uma luz

quente e envolvente. Na

trama de madeira do

teto, perfis de LED com

facho de 30° (2.500 K)

acompanham o desenho.

Entre as tramas, embutidos

antiofuscantes (8,2 W,

968 lm, 24°, 2.700 K) criam

pontos de brilho controlado.

Cortineiros também são

iluminados com perfis

lineares (14,4 W, 2.500 K).

4. Ainda no hall, sobre

a bancada de mármore,

embutidos antiofuscantes

(6,1 W, 24°, 2.700 K)

destacam a textura da pedra

com dramaticidade. Já no

painel de madeira, a luz é

sutil: um perfil linear (9,6 W,

2.500 K) instalado na tabica

permite iluminar sem interferir

visualmente na superfície.

5. No espaço gourmet

das torres, perfis lineares

com facho de 30° (2.500 K)

valorizam o pé-direito alto

e a trama de madeira. A

luz geral é garantida por

downlights antiofuscantes

embutidos no forro (8,2 W, 24°,

2.700 K), enquanto o cortineiro

iluminado (14,4 W/m, 2.500 K)

suaviza a ambiência.

6. Dentro dos

elevadores, a iluminação

acompanha a linguagem

elegante do projeto. A luz é

homogênea e difusa, vinda

de uma tela tensionada com

LEDs (9,6 W, 2.500 K), acima

do ripado de madeira.

7. Linhas de luz contínuas,

com facho orientado para

cima, percorrem todo o teto

da academia (22 W, 2.700 K,

24 V). Embutidos com baixo

índice de ofuscamento (8,2 W,

24°, 2.700 K) completam a

iluminação geral de maneira

eficiente e confortável.



180 Projeto Orit – Shopping Iguatemi Campinas

181

o sol

é para todos

Uma única fonte de luz ilumina a Orit, loja de joias

e relógios de luxo secondhand situada no Shopping

Iguatemi, em Campinas (SP). Inspirada no “sol do

Oriente”, uma luminária circular com filtro âmbar

ocupa o canto leste da loja, como um sol poente.

A solução foi a principal aposta do Studio 220v

para o lighting design do empreendimento, partindo

de um conceito predefinido pela arquitetura.

Segundo a lighting designer Renata Fongaro,

fundadora do 220v, o arquiteto desejava para o

ambiente uma iluminação baixa e de cor âmbar

que remetesse a esse sol. As joias ganhariam

destaque expostas em vitrines fechadas e

revestidas de madeira. Por fim, a mesa de

atendimento, no centro, teria uma grande

luminária para a visualização das peças.

Por se tratar de uma loja de shopping, as ideias

esbarraram em limites de prazo e orçamento.

Considerando isso, o escritório buscou soluções

técnicas que equilibrassem conceito arquitetônico

e viabilidade de execução. Escolheram uma peça

de catálogo de um fornecedor e instalaram nela

filtros e tecidos, de modo a atender ao fluxo, à

temperatura de cor e à distribuição da luz desejados.

A luminária circular no

canto leste da loja, com LED

de 35 W (20.000 lm, 3.000 K +

filtro âmbar a 2.300 K), evoca

o sol poente e se torna o eixo

conceitual do projeto. Única

fonte de luz geral, ela cria uma

atmosfera dourada que banha

o espaço com suavidade

e sensação de calor.



182 Projeto Orit – Shopping Iguatemi Campinas

183

2 3

Orit – Shopping

Iguatemi Campinas

Campinas, SP

Projeto de iluminação:

Studio 220v

Renata Fongaro (titular)

Projeto de arquitetura:

Alan Chu Arquitetura

Alan Chu e Cristiano

Kato (titulares)

Cliente:

Orit

Fornecedores:

CIA de Iluminação,

Led Tec

Fotografia:

Beto Riginik

5

2

Toda a iluminação da Orit é inspirada em

referências cênicas. É funcional, mas bela.

4

2. As vitrines de madeira

recebem iluminação frontal

desenvolvida sob medida (LED

10 W, 1.800 lm, 29°, 2.700 K

+ 5.500 K), cuja combinação

de temperaturas de cor

garante destaque às joias sem

comprometer a ambiência

âmbar da loja. Ao fundo das

vitrines, perfis com fita de

LED (10 W, 1.100 lm, 3.000 K)

rebatem a luz na madeira

e criam um brilho suave.

3 e 4. A mesa de

atendimento no centro da

loja é iluminada por luz

difusa, vinda de uma barra de

LED (22 W, 2.300 lm, 3.000 K).

Para momentos de avaliação,

é acionado um spot de alta

precisão (LED 10 W, 1.600 lm,

3.000 K + 6.500 K). A solução

equilibra acolhimento e

clareza de percepção.

5. Vista da fachada da loja.

Inspirada em cenários teatrais,

a iluminação proporciona

um ar de mistério ao lugar; a

composição em tons terrosos,

a luz âmbar e a ausência

de contrastes bruscos

transportam o visitante a uma

experiência única de compra.

Com a iluminação geral definida, um novo desafio

se impôs: destacar o brilho das peças expostas

sem romper a temperatura de cor do ambiente.

As vitrines de exposição, construídas em madeira

e com fechamento frontal, exigiriam uma solução

específica, não disponível no mercado.

Assim, o 220v desenvolveu luminárias tipo

ribalta com LEDs de diferentes temperaturas,

resultando em uma temperatura de cor de

aproximadamente 3.500 K. Essa luz, rebatida

no fundo da mobília, emana uma temperatura

de cor coerente com o restante do espaço.

Um conceito parecido foi aplicado à mesa de

atendimento, usada para venda e avaliação das

peças. Com maior intensidade, a fonte de luz garante

precisão na visualização dos detalhes das joias.

Toda a iluminação da Orit é inspirada em

referências cênicas. É funcional, mas bela.

Num perpétuo entardecer, o espaço em tons

terrosos e seu sol poente lembra um deserto,

emanando calor. O lighting design dialoga

com o conceito da marca e a arquitetura e

demonstra o bom uso de soluções próprias.



184 Projeto Sesc Franca

185

bem-estar

e encontro

1. Poucos pontos de luz

direta complementam a

iluminação dos grandes

espaços internos. Em

primeiro plano, a grande

escadaria-arquibancada,

acomodada sobre o

aclive do terreno.

2. À tarde, a luz natural

que entra pelos lanternins

da cobertura se funde

com a iluminação

indireta, obtida pelos

projetores lineares de

facho médio (3.000 K).

1 2

O Sesc, instituição voltada ao bem-estar dos

comerciários, oferece ao público uma miríade

de atividades culturais, esportivas, sociais e de

saúde. Suas unidades, espalhadas pelo país,

funcionam como verdadeiros faróis culturais para

as cidades ou os bairros onde são implantados.

Suas estruturas costumam ser abertas, generosas

em sua amplitude, em um esforço de integrar-se ao

meio em que estão inseridas. Em Franca, interior

de São Paulo, uma nova unidade expressa essa

generosidade por meio de balanços que avançam

sobre a calçada, uma bela estrutura de concreto

aparente aberta com sheds e impressionantes

arquibancadas e escadarias internas.



186 Projeto Sesc Franca

187

Vistas em conjunto, as eletrocalhas reforçam

a percepção do ritmo e da lógica estrutural

das edificações.

3

3. No teatro, projetores

lineares dimerizáveis de

facho médio, fixados sob as

passarelas de uso cênico,

fazem a iluminação da plateia.

4. A quadra poliesportiva

recebeu projetores de facho

médio (3.000 K), divididos

em diferentes circuitos.

Uma abertura opcional pode

conectar esse ambiente ao

teatro, permitido seu uso

como plateia adicional.

5. No hall de elevadores,

linhas difusas contínuas

valorizam as cores das

paredes, deixando livre

a parte central.

O projeto de iluminação do escritório franco+berriel

seguiu as premissas do cliente de que todas as

instalações deveriam ser deixadas à mostra, de

modo a facilitar manutenções futuras. Para tornar

o ambiente convidativo, incorporou soluções que

expandem a luz, aproveitam as aberturas de luz

natural e valorizam o projeto arquitetônico.

Localizado em um terreno de aclive, o Sesc

Franca é composto de duas caixas de concreto,

com fachadas rotacionadas entre si em 5° e

esparramadas pela encosta. A cobertura de ambas

é composta de lanternins para iluminação e

ventilação naturais, intercalados por placas solares.

Como não há forro na maioria dos ambientes, a

proposta do lighting design foi criar eletrocalhas

retangulares, fazendo um offset das vigas em

grelha e servindo de sustentação e alimentação

das luminárias. Vistas em conjunto, as

eletrocalhas reforçam a percepção do ritmo

e da lógica estrutural das edificações.

5

Na área de recepção e exposições, esses

retângulos foram divididos em dois Ls, de modo

a criar assimetria na luz difusa, incidindo em

diferentes pontos do ambiente. Seguindo o

estatuto do Sesc, que prioriza a construção de

novas unidades, o projeto de iluminação buscou

soluções de fácil manutenção e baixo custo.

Os pavimentos superiores dos edifícios são cobertos

por lanternins, estruturas em formato serrilhado,

com janelas intercaladas que permitem a entrada

de luz e ventilação. A luz natural dos lanternins

é complementada por iluminação artificial, por

meio de projetores lineares com iluminação

indireta fixados nas passarelas que ladeiam

esses lanternins. À tarde, a luz indireta se funde

à luz natural; à noite, ela recria seu efeito difuso

e valoriza as lajes inclinadas. Sob as passarelas,

projetores retangulares de facho médio cuidam

da iluminação dos grandes vazios abaixo.

4



188 Projeto Sesc Franca

189

6 7

Sesc Franca

São Paulo, SP

8

“Foi um projeto de mais de dez anos, período

em que toda a indústria da iluminação migrou

para o LED, tornando obsoletas quase todas

as especificações do início. Mas o retorno

compensa”, diz Gilberto Franco, sócio fundador

da franco+berriel. Parceiro de longa data do

Sesc, o lighting designer conta que o projeto o

desafiou a trabalhar conceitos como permanência,

conforto e comedimento por meio da luz.

Arrojada, mas clara em sua funcionalidade, a

nova unidade do Sesc mantém viva a proposta

de abertura da instituição, sendo um espaço de

livre acesso e permanência. Parte disso, a luz

colabora com a interação entre interno e externo,

mas também com a experiência do público,

ao modular a atmosfera de cada espaço,

orientar fluxos, destacar usos e reforçar a

vocação acolhedora e plural do projeto.

6. Na área de acolhimento,

estar e exposições, uma

eletrocalha de 10 X 10 cm faz

um offset interno das vigas

em grelha, servindo para

alimentação e fixação das

luminárias. Os retângulos

formados são divididos

em dois Ls, um com

luminárias difusas e outro

com projetores orientáveis,

destinados a exposições.

7. Vista do grande vazio,

com a “comedoria”

(restaurante) ao fundo e

oficinas de atividades no

piso inferior. O vazio é

iluminado por luminárias high

bay de facho médio e pela

luz indireta nos lanternins.

Pendentes decorativos dão

escala à área do restaurante.

8. A iluminação da piscina

é feita por projetores

lineares fixados abaixo das

vigas, com o mínimo de

interferência na arquitetura.

Todas as luminárias foram

posicionadas fora da projeção

da piscina, visando permitir

fácil acesso e manutenção.

Projeto de iluminação:

Franco Berriel

Lighting Design

Gilberto Franco,

Livia Berriel e Juliana

Vicenzi (titulares)

Juliana Scialis, Gabriela

Pera e Gabriel Menezes

(colaboradores)

Projeto de arquitetura

e interiores:

SIAA – Shundi Iwamizu

Arquitetos Associado

Shundi Iwamizu (titular)

Bruno Salvador

(colaborador)

Projeto de paisagismo:

CAP Consultoria

Ambiental

Paisagística Ltda.

Construtora:

JZ Engenharia

Cliente:

Sesc – Serviço Social

do Comércio

Fornecedores:

Lumicenter, Powerlume

Fotografia:

Alessandro Kusuki



190 Projeto MASP – Edifício Pietro Maria Bardi

191

1

2

O novo anexo do Museu de Arte de São

Paulo Assis Chateaubriand (MASP), com seu

revestimento de chapa perfurada preta, parece

absorver a energia da avenida Paulista. Batizado

de Pietro, em homenagem ao idealizador e

primeiro diretor dessa instituição, o edifício abriu

as portas ao público em março de 2025, como

um complemento ao MASP original. Este, por

sua vez, foi rebatizado de Lina em referência à

arquiteta autora do edifício original e esposa de

Pietro. A poética dos nomes ajuda a definir a

contraposição/complementação entre os edifícios,

um vermelho e horizontal, outro preto e vertical.

A reforma do anexo Pietro, originalmente um

edifício residencial, esteve a cargo do escritório

Metro Arquitetos. O edifício passou a contar

com cinco pavimentos para exposições, todos

com pé-direito alto e condições internas

otimizadas à sua função de museu, como

flexibilidade de usos e climatização precisa.

O projeto de iluminação foi fruto de uma parceria

entre os escritórios Acenda e Fernanda Carvalho

Lighting Design. O entendimento das autoras

foi de que o sistema para o Pietro deveria prever

o máximo de flexibilidade de arranjos das

luminárias, para abarcar a variedade de propostas

expositivas. Além disso, os equipamentos deveriam

ter mecanismos de controle de intensidade,

garantindo a preservação das obras de arte.

1. A loja MASP recebe

uma combinação de dois

efeitos de luz: linear wall

washer para as estantes do

perímetro, dando visibilidade

e acentuando a percepção

do espaço como um todo, e

luz pontual com projetores

em trilhos eletrificados para

as gôndolas horizontais onde

os produtos estão expostos.

2. O térreo livre do museu

recebe farta luz natural, em

equilíbrio com a luz que lava

o core da circulação vertical

no lado oposto da imagem.

Ao fundo, restaurante e

loja apresentam iluminação

que destaca as vitrines de

fundo, as mesas e os displays

de objetos. Combinação

de efeitos wall washer na

empena, downlight no piso,

projetores para destaque

na loja e pendentes com

luz direta no restaurante.

3. No andar do laboratório

de restauro, a solução para o

corredor é simples e repete a

relação direta com a proposta

para a grelha do forro. A luz

emitida por uma luminária de

luz difusa e linear de ponta

a ponta banha o cor, como

ocorre nos outros pavimentos.

sobriedade que atrai

3



192 Projeto MASP – Edifício Pietro Maria Bardi

193

O entendimento das autoras foi de que o sistema para o Pietro

deveria prever o máximo de flexibilidade de arranjos das

luminárias, para abarcar a variedade de propostas expositivas.

4 5

Optou-se por um sistema de trilhos eletrificados com

projetores LED 3.500 K dimerizáveis, acompanhado

por acessórios para mudança de facho, controle de

ofuscamento, distribuição luminosa e recorte de luz.

De fácil instalação, o equipamento permite esses

ajustes finos, de acordo com cada exposição.

A farta luz natural que entra pelo pavimento

térreo é reequilibrada pela iluminação wall

washer na empena da circulação vertical. Ao

fundo, restaurante e loja recebem iluminação

de pendentes, complementada por projetores

que destacam vitrines, mesas e objetos.

4. O restaurante convive

com o edifício Lina por

meio de um alto caixilho.

Luminárias pendentes de

cerâmica com distribuição

regular conferem elegância

ao conjunto com mesas,

cadeiras e bancos de

madeira de Lina Bo Bardi.

A luz mais quente que o

entorno e distribuída com

regularidade traz aconchego

e flexibilidade na disposição

das mesas (pendentes de

cerâmica na cor areia, com

lâmpada bulbo filamento

4,7 W, 560 lm, 2.700 K.

5. A escada de concreto

aparente recebe a mesma

luz geral de todas as galerias

expositivas e parece ter

algo especial nela, teatral.



194 Projeto MASP – Edifício Pietro Maria Bardi

195

Para a série de exposições Cinco Ensaios sobre o

MASP, que comemora a inauguração do edifício,

o projeto trouxe soluções personalizadas. Na

seção que expõe 12 telas de Renoir, por exemplo,

projetores de facho oval banham as cortinas

verdes, enquanto fontes pontuais destacam as

obras. Já na exposição “Geometrias”, também

da série, projetores dimerizáveis com lentes

wall washer asseguram o atendimento aos

critérios de conservação do acervo do museu.

A utilização de um sistema versátil de luminárias e

trilhos, com inúmeras opções de acessórios, garantiu

o atendimento a diferentes exigências museográficas

com um sistema aparentemente simples e de

poucos elementos visuais, perfeitamente alinhado

com a sobriedade da arquitetura proposta.

6. A exposição Cinco

Ensaios sobre o MASP:

“Geometrias” foi iluminada

com projetores com lentes

wall washer com dimerização

precisa para garantir os

critérios de conservação

do acervo do MASP.

7. O 10º pavimento é um

pequeno espaço que conta

com o mesmo sistema de

iluminação das demais salas

expositivas e na imagem

aparece com uma obra de

arte que integra uma das

exposições. A luz geral das

galerias é usada para serviços

de manutenção e montagem,

mas também pode ser usada

como luz expositiva, por ter

alta qualidade de renderização

de cores e ser dimerizável.

8. A exposição Cinco

Ensaios sobre o MASP:

“Renoir” trouxe uma sala

com a coleção de 12 telas

do pintor francês. A luz foi

desenhada sob medida

utilizando os equipamentos

especificados no projeto de

iluminação do edifício. A

cortina verde foi banhada

com facho oval deitado,

enquanto a escultura

recebeu luz pontual e a

pintura, luz recortada na

obra(projetores com lentes

wall washer 24 W CRI 92

3.500 K, dimmer on-board)

7

6

8

MASP – Edifício

Pietro Maria Bardi

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

Acenda e Fernanda

Carvalho Lighting Design

Acenda:

Paula Carnelós e

Juliana Elias (titulares)

Rodrigo Galon e Vincys

Rombo (colaboradores)

Fernanda Carvalho

Lighting Design:

Fernanda Carvalho e

Emilia Ramos (titulares)

Luana Alves e Felipe

Dans (colaboradores)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Metro Arquitetos

Gustavo Cedroni e

Martin Corullon

Fornecedores:

Cremme, Erco,

iGuzzini (fornecido

por Osvaldo Matos),

Lemca, Lightsource,

Lucchi, Lumicenter,

Omega Light, O/M

Fotografia:

Feco Hamburger



196 Projeto Cyrela by Pininfarina

197

1. Para o hall social, o

escritório propôs rasgos

iluminados por perfis lineares

flexíveis, com tecnologia LED

integrada (2.700 K, on/off).

Downlights de embutir de

facho médio complementam

a iluminação no nicho de

acesso aos elevadores (LED

5,5 W, 2.700 K, 25°, on/off).

2. As sacadas dos

apartamentos receberam

sancas com perfis lineares

flexíveis (2.700 K, on/off),

controladas pelo morador.

A área do térreo recebeu

minibalizadores embutidos

no piso (0.4 W, 2.700 K),

e embutidos de solo de

diferentes fachos, para

destacar a vegetação (20 W,

2700 K, 10° e 40°, on/off).

conforto

futurista

2

1



198 Projeto Cyrela by Pininfarina

199

Compartilhando uma mesma visão de inovação,

a parceria entre a construtora Cyrela e a marca

italiana Pininfarina resultou em um empreendimento

multifamiliar em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Famosa por seu trabalho no setor automotivo,

a Pininfarina consolida também sua atuação

em arquitetura e design, com uma linguagem

considerada futurista. Essa identidade está presente

na fachada marcante e nas sancas curvas do

edifício, que criam uma fluidez visual contínua entre

teto e paredes – ideia reforçada pela iluminação.

O escritório gaúcho Studio FOS foi responsável

por desenvolver o projeto luminotécnico das áreas

comuns, partindo de um conceito arquitetônico

já definido desde o início. A iluminação foi

pensada para ser confortável e eficiente, com

tonalidade quente em todas as áreas.

Da fachada, veem-se as sacadas dos apartamentos

iluminadas por perfis lineares em sancas,

reforçando o desenho da arquitetura. Controlados

pelos moradores, compõem um desenho

aleatório e variável da fachada. No porte-cochère,

minibalizadores embutidos no piso, com fachos

variados, iluminam a copa das palmeiras e

outras árvores, completando a composição.

3. No salão de festas, a

iluminação indireta nas

sancas e nos cortineiros

vem de perfis lineares

flexíveis (2.700 K, on/off).

Luminárias embutidas no

forro dão destaques a pontos

específicos (6 W, 460 lm,

2.700 K, 36°, dimerizável).

Pendentes anelares com

acabamento dourado

complementam a cena.

4. A sala de jogos também

recebeu perfis lineares

flexíveis nas reentrâncias de

teto e piso (2.700 K, on/off).

No hall social, a linguagem de dinamismo da marca

se manifesta em rasgos iluminados com perfis

flexíveis integrados, que dão tridimensionalidade

ao espaço e reforçam o formato curvo entre parede

e teto. As formas são refletidas nos espelhos,

conferindo aspecto imersivo ao ambiente. Já o

acesso aos elevadores recebeu luminárias de

facho médio que destacam a textura da parede.

A piscina coberta retoma o conceito dos rasgos,

nesse caso mais finos, também com perfis flexíveis.

O pé-direito baixo e o tom acinzentado de todas as

superfícies fazem o ambiente parecer uma gruta,

com entradas de luz que destacam o azul da piscina.

Os degraus e os rodapés dos pilares

também receberam perfis, mas de menor

espessura. A iluminação geral do ambiente foi

complementada com luminárias embutidas no

forro, com acabamento personalizado, para

se integrar aos materiais da arquitetura.

Amplo e com abundante entrada de luz

natural, o salão de festas recebeu soluções que

dinamizam o espaço. As sancas e os cortineiros

receberam o mesmo sistema de perfis LED

indiretos, enquanto os pontos focais, como

as mesas de centro, foram destacados com

luminárias embutidas. Os elementos decorativos

ganham vida com luminárias pendentes

douradas, alinhadas ao projeto de interiores.

Já na sala de jogos, os rasgos se ampliam

novamente, preenchendo o espaço de luz

indireta dos perfis integrados ao forro e

às paredes. A entrada dos elevadores foi

ressaltada com luminárias embutidas no forro,

reforçando a intenção cênica do espaço.

Com soluções integradas à arquitetura, o

projeto de iluminação do Studio FOS valoriza

os elementos orgânicos e fluidos do Cyrela

by Pininfarina, correspondendo assim à

sofisticação que caracteriza a marca.

3

4



200 Projeto Cyrela by Pininfarina

201

Cyrela by Pininfarina

Porto Alegre

Porto Alegre, RS

Projeto de iluminação:

Studio FOS Iluminação

Marilia Saccaro e

Marina Frigeri (titulares)

Leilana Ferreira dos

Santos (colaboradora)

Desenvolvimento

arquitetônico e

projeto legal:

Studio Ronaldo Rezende

Design:

Pininfarina

Projeto de interiores:

Estúdio de Arquitetura

Cássia Kroeff

Projeto de paisagismo:

Benedito Abbud

Arquitetura Paisagística

Cliente:

Cyrela Goldsztein

Fornecedores:

Bella Iluminação,

Interlight, Interpam,

Lumini, Luxion,

MisterLED, Power

Lume, Save

Energy, Stella

Fotografia:

Marcelo Vianna –

Base Fotografia

A piscina coberta segue

a mesma linguagem do

hall, com rasgos iluminados

por perfis lineares flexíveis.

Solução similar foi aplicada

aos degraus e aos rodapés

dos pilares, mas com perfis

de menores dimensões e

intensidade. Luminárias

embutidas no forro

complementam a iluminação

do ambiente (6 W, 460 lm,

2.700 K, 36°, dimerizáveis).

Essa identidade está presente na fachada

marcante e nas sancas curvas do edifício, que

criam uma fluidez visual contínua entre teto e

paredes – ideia reforçada pela iluminação.



202 Projeto Natural Lagos

203

mergulho

Nos acessos cobertos,

miniembutidos recuados

(1,5 W, 30°, 3.000 K) fixados

na estrutura metálica criam

jogo de luzes no caminho.

Um projetor subaquático azul

destaca o avanço do piso

sobre a piscina. O jardim

vertical foi iluminado por

arandelas com hastes de

75 cm fixadas no próprio

muro (3 W, 120°, 3.000 K).

de cabeça



204 Projeto Natural Lagos

205

Com mais de 8 mil metros quadrados, o showroom

da Natural Lagos oferece uma experiência

de compra pouco convencional. Especializada

na construção de lagos ornamentais, piscinas

naturais e ambientes marinhos educativos,

a empresa idealizou um espaço em que os clientes

pudessem ter contato direto com as criações.

São seis ambientes aquáticos de exposição,

além de um extenso bosque que envolve

a área. O lighting design do escritório

De Riggi Arquitetura de Iluminação desenvolveu

soluções a partir de duas prioridades do cliente:

criatividade e inspiração na natureza.

Integrado ao paisagismo, o projeto do

De Riggi garantiu que a iluminação da vegetação

complementasse as áreas de exposição.

As árvores do bosque ganham destaque com

as uplights embutidas no solo que iluminam

suavemente suas copas. O diferencial, no

entanto, vem das luminárias com gobos

instaladas nos galhos, que projetam no chão

desenhos parecidos com as sombras das folhas.

O resultado é uma atmosfera quase encantada.

Para as piscinas naturais – acomodadas entre

rochas e inspiradas nas dolinas ou nos cenotes,

formações geológicas típicas de regiões calcárias –,

foi desenvolvida uma luminária subaquática sob

encomenda. A peça inclui um suporte frontal para

filtros com nuances específicas de cor (impossíveis

de se reproduzir com LEDs RGBW convencionais).

As peças foram instaladas em nichos rochosos

submersos, simulando o efeito da luz solar rebatida

nas paredes de calcário desses ambientes.

Os coqueiros no entorno dos lagos recebem

tratamento discreto, similar ao das árvores,

com uplights embutidas no solo. Nos acessos

descobertos, foram instaladas luminárias

especiais downlight, posicionadas nos canteiros.

Já nos cobertos, o escritório optou por embutidos

recuados com sistema antiofuscante, garantindo

o conforto visual e preservando a paisagem noturna.

A casa de máquinas, situada entre as piscinas,

a 4 metros de profundidade, ganha contraste com

os ambientes aquáticos por meio de perfis neon

LED em tom vermelho. A cor foi escolhida por

minimizar a interferência na visão dos aquários.

2. As piscinas naturais

ganham ar misterioso e

encantado, iluminadas por

luminárias subaquáticas

especiais com filtros de vidro

para diferentes nuances de

cores (10 W, 120°, 10.000 K).

3. Os coqueiros que

compõem o paisagismo

no entorno dos lagos foram

iluminados por embutidos de

solo uplight recuados (9 W,

11°, 3.000 K). Já os acessos

descobertos receberam

downlights especiais (3 W,

120°, 3.000 K) com haste

de 150 cm, posicionadas

nos canteiros dos arbustos,

iluminando-os.

4. O bosque recebeu

embutidos de solo uplight

recuados (9 W, 59°, 3.000 K),

que destacam os troncos e

as copas. Postes especiais

com disco Gobo (22 W, 56°,

3.000 K) criam efeito projetado

de luz e sombras no solo.

Entre elementos subaquáticos, vegetação densa e espaços

técnicos, a iluminação atua de forma precisa e integrada,

promovendo legibilidade, conforto e impacto visual.

4

2

3



206 Projeto Natural Lagos

207

Miniplafons de sobrepor destacam as tubulações

dos tanques de filtragem e as demais

áreas técnicas da casa de máquinas.

O estacionamento, coberto por placas

fotovoltaicas, recebeu miniembutidos recuados,

fixados na estrutura da cobertura, que iluminam

as vagas. Arandelas instaladas entre os

pilares proporcionam iluminação geral.

Nas extremidades, coqueiros plantados nas ilhas

recebem luz de uplights embutidas no solo, o que

destaca sua altura. Para as folhagens, pequenos

postes reúnem spots orientáveis e antiofuscantes,

criando uma iluminação discreta e eficiente.

Entre elementos subaquáticos, vegetação

densa e espaços técnicos, a iluminação atua

de forma precisa e integrada, promovendo

legibilidade, conforto e impacto visual.

5

7

5 e 6. A iluminação da casa

de máquinas foi composta

de perfis de neon LED

vermelhos (8 W/m, 70 lm,

120°), instalados sobre os

acessos, para criar contraste

e interferir minimamente na

contemplação dos visores

subaquáticos. Visores na

casa de máquinas permitem

a contemplação subaquática

das piscinas naturais de

4 metros de profundidade.

7. Miniplafons de sobrepor

(2,7 W, 34°, 3.000 K)

destacam com luz branca

tubulações dos tanques de

filtragem e demais áreas

técnicas da casa de máquinas,

em contraste com o vermelho

predominante do ambiente.

8. As coberturas dos

estacionamentos receberam

placas fotovoltaicas apoiadas

sobre estruturas metálicas.

As vagas foram iluminadas

com miniembutidos recuados

(1,5 W, 30°, 3.000 K), fixados

na estrutura metálica. Entre

um pilar e outro, luminárias

de efeito fixadas nas terças

metálicas produzem uma

“faixa” de luz com 150°

(5,7 W, 3.000 K). Nos

coqueiros embutidos de solo

uplight recuados (9 W, 11°,

3.000 K). Os arbustos são

iluminadas por pequenos

postes com três módulos de

spots recuados orientáveis,

com colmeia antiofuscante

(8,1 W, 34°, 3.000 K).

6

6

Natural Lagos

Araraquara, SP

Projeto de iluminação:

De Riggi Arquitetura

de Iluminação

Daniel De Riggi (titular)

Joyce Gonçalves,

Rebeca Li Hua Em,

Vittória Dell’Avanzi

(colaboradoras)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Jéssica Gomes

Arquitetura

Projeto de paisagismo:

I&O Design

Cliente:

Natural Lagos

Fornecedores:

Alpertone, Directlight,

Eklart, Lucchi, PIX

Fotografia:

Daniel De Riggi



208 Projeto Loja Conceitual Tania Bulhões

209

1

A recém-inaugurada Casa Conceito da marca

Tania Bulhões ocupa um imóvel residencial, da

década de 1970, reformado. A mudança a um

local mais amplo justificou-se pela necessidade de

expansão e pela incorporação de um restaurante.

O projeto de reforma, de autoria do MNMA Studio,

manteve os principais elementos originais da

residência, como molduras ornamentadas, pé-direito

variado e um domo central, introduzindo novos

materiais e mobiliário de linhas contemporâneas.

O projeto de iluminação desenvolvido pelo

escritório Foco Luz & Desenho, das arquitetas

Ana Karina Camasmie e Junia Azenha, abarcou

os diversos usos da loja, como espaços de

apresentação dos produtos, exposição de obras

de arte, restaurante etc. As arquitetas buscaram

sempre um equilíbrio entre luz difusa e luz de

destaque aos produtos sem comprometer o

conforto do ambiente. Além disso, foi fundamental

respeitar e reforçar a identidade visual da marca,

garantindo uma iluminação sofisticada e bem

integrada à arquitetura original do edifício.

1. Área de exposição

de produtos com mesa

central iluminada. A lona

tensionada retroiluminada cria

uma luz difusa homogênea

(2.700 K), enquanto os trilhos

com projetores de LED

iluminam os produtos, sem

gerar sombras excessivas

(2,5 W, 15°, 2.700 K e

12,5 W, 38°, 2.700 K). A

moldura de acabamento na

lona tensionada também

se alinha à composição

do projeto de interiores.

2. Circulação do primeiro

pavimento, em torno

da abóboda central do

restaurante, dé pé-direito

duplo. Um sistema de

iluminação indireta (45°,

2.700 K) ao longo das bordas

do vidro da abóbada, ajuda

a evitar sombras duras.

Luminárias decorativas

completam a cena.

recriar o antigo2



210 Projeto Loja Conceitual Tania Bulhões

211

3 4 5

Essa multiplicidade de ambientes e propostas

distintas exigiu um projeto de iluminação preciso,

que oferecesse unidade visual e funcionalidade ao

mesmo tempo. Cada ambiente teve sua solução

específica; no térreo, por exemplo, a luz difusa foi

obtida por meio de lonas tensionadas, enquanto

trilhos com projetores realçam os produtos. Já em

ambientes menores, a luz difusa é obtida por sancas

de cortineiro. No restaurante, onde o pé-direito

duplo inviabilizou a instalação de luminárias centrais,

optou-se por luz indireta, complementada por

luminárias decorativas sobre as mesas. Desse modo,

foi possível preservar a estrutura arquitetônica

e reforçar a atmosfera intimista do espaço.

Discretas luminárias embutidas e sancas inseriram

distintas camadas de luz com sofisticação, sem

interferir nos elementos “clássicos” da arquitetura.

Os expositores de produtos também

receberam atenção especial, com soluções

personalizadas para cada um deles, de modo

a realçar as peças e minimizar os reflexos.

O banheiro dos clientes, por servir também de vitrine

para os produtos da marca, foi um ambiente à parte,

com arrojadas soluções luminotécnicas. Além da luz

geral, foram utilizadas arandelas no espelho e uma

iluminação decorativa especial para o ambiente.

Transitando entre passado e presente, o projeto

destaca a elegância da construção original,

contribuindo para a nova vocação do edifício.

3. O banheiro, que serve

também de vitrine para

os produtos expostos,

recebeu sofisticadas arandelas

decorativas, além de linhas

de LED (2.700 K) e luminárias

embutidas no teto de espelho

(LED 12,5 W, 38°, 2.700 K).

4. No pavimento térreo, na

loja, o principal desafio foi

equilibrar a luz difusa com

a luz de destaque, exibindo

os produtos sem renunciar

a um ambiente acolhedor.

Para isso, o escritório optou

por uma tela tensionada no

teto (LED line perfil U + fita

2.700 K com difusor alto) e

trilhos com projetores para

destaques pontuais (LED

2,5 W, 15°, 2.700 K).

Na adega, e lounge, ambiente estreito de pé-direito

duplo, com teto espelhado e acabamentos

escuros, o uso de sancas perimetrais e pequenas

luminárias pontuais minimizou a alta absorção de

luz provocada por essa combinação de fatores.

A variedade de acabamentos presentes no

mobiliário, incluindo superfícies metálicas e

reflexivas, também exigiu ajustes minuciosos

na temperatura de cor e na intensidade

da luz, sempre evitando ofuscamento e

garantindo a boa percepção dos produtos.

A iluminação da fachada preservou a linguagem

original da casa, realçando discretamente

pilares e molduras, sem interferir na estética

original da edificação. Os equipamentos

de iluminação integraram-se à arquitetura

existente, sem descaracterizá-la.

Transitando entre passado e presente, o

projeto destaca a elegância da construção

original, contribuindo para a nova vocação

do edifício, agora dedicado à experiência

sensorial e comercial da marca.

5. Para respeitar a arquitetura

original da construção,

cada ambiente recebeu

soluções luminotécnicas

individualizadas, mas sempre

buscando equilíbrio entre luz

difusa e luz direcionada. Na

imagem, vemos prateleiras

com LED (12,5 W, 38°,

2.700 K) e trilhos com

projetores (2,5 W, 15°, 2700 K).



212 Projeto Loja Conceitual Tania Bulhões

213

6

6. Na adega e lounge, os

tetos espelhados foram

desafios de iluminação em

razão de sua absorção de

luz. As soluções incluíram

sanca perimetral para

clarear paredes, pontos

de luz embutidos no

espelho (4 W, 2.700 K) e

iluminação decorativa no

mobiliário. Nas prateleiras,

foram usados perfis de

LED com fita (2.700 K).

7. Com diferentes

acabamentos, o mobiliário

utilizou soluções de

iluminação personalizadas

gerando efeitos distintos

(Perfis com fita LED 5 W/m,

500 lm/m, 2.700 K/ IRC 90).

8. Fachada principal da loja,

com iluminação no piso e

nas cornijas, respeitando a

linguagem original da casa.

7

8

Loja Conceitual

Tania Bulhões

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

Foco Luz & Desenho

Ana Karina Camasmie e

Junia Azenha (titulares)

Camila Concer, Clara

Mezejewski, Lais

Ribeiro, Giovanni Grigio,

Jonatas Oliveira, Bruna

Alves (colaboradores)

Projeto de arquitetura

e interiores:

MNMA studio

Mariana Schmidt

(titular)

Fornecedor:

Lumini

Fotografia:

Guilherme Castroe

Fran Parente



214 Projeto Cozinha da residência Alto da Gávea

215

1 2

1. Na imagem, vê-se a

configuração semiaberta

da cozinha, conectada

com a sala de jantar. A

cena de iluminação é ideal

para trabalho, com a luz da

bancada acesa, proveniente

de fontes distintas de

efeito contínuo (perfil

de LED sob o elemento

suspenso e embutidos

no teto com módulo LED

6,5 W, 50°, 2.700 K).

2. A claraboia foi parte da

intervenção de reforma,

permitindo maior entrada de

luz natural. Um perfil linear

integrado à esquadria (visível

através do vidro) ilumina

as telhas do beiral acima.

a

quantidade

certa

Data de 1988 o projeto do arquiteto carioca

Lucio Costa da “casa que despenca sobre

o abismo” em um terreno de declive no Alto

da Gávea, Rio de Janeiro. Construída para a

família Duvivier-Byington, a residência mira a

Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor.

Sua cozinha, originalmente pequena e

isolada, sempre teve protagonismo na

dinâmica familiar. Com o desejo de integrar o

espaço ao resto da casa sem renunciar a sua

personalidade, os moradores decidiram por

uma reforma estrutural e luminotécnica.



216 Projeto Cozinha da residência Alto da Gávea

217

3. Em primeiro plano, o

espaço da antiga garagem,

seguida da cozinha e da sala

de jantar, agora unificadas.

Nesse dia nublado, essa

cena de luz representa um

momento de uso da ilha em

sua totalidade: além da luz

indireta vinda das prateleiras

e vigas e da luz direta para

os planos de trabalho, a

luz difusa das lâmpadas

tubulares na viga (18 W,

3.000 K) preenche o espaço.

4. A bancada é iluminada

por pendentes “Rio Antigo”

reaproveitados, com lâmpada

PAR 20 EVO 6 W, 25°, 2.700 K,

dimerizável. Pela claraboia,

vê-se o beiral iluminado.

5. Na imagem, destaque

para o beiral do telhado

superior, iluminado (perfil

difuso com fita LED, 2.700 K).

Ao fundo, o efeito produzido

por um projetor floodlight,

posicionado sobre o vidro

(20 W, 100°, 3.000 K). Uma

arandela difusa, oculta

atrás do pilar de concreto,

ilumina suavemente as

prateleiras (4 W, 2.700 K).

A bancada recebe luz de

um perfil contínuo com

difusor, fixado sob a estante

(2.700 K), complementada

por embutidos darklight

no teto (50°, 2.700 K).

Todos os sistemas são

independentes e dimerizáveis.

3

Durante o dia, a claraboia original da arquitetura

de Lucio Costa banha de luz natural o outro lado

da cozinha. À noite, um floodlight posicionado

sobre o vidro garante o mesmo efeito.

5

4

O escritório concepDUAL projetou uma

iluminação capaz de criar cenas distintas para

o espaço de socialização e desfrute. Para isso,

basearam-se no termo sueco Lagom, que significa

“nem muito nem pouco: a quantidade certa”.

A pedido da cliente, a lighting designer Diana

Joels pensou soluções inspiradas em cozinhas

nórdicas, com luzes de distribuição lateral

e temperatura de cor quente. Além disso,

aproveitou a abundância de luz natural vinda

das múltiplas aberturas – zenitais e laterais.



218 Projeto Cozinha da residência Alto da Gávea

219

Três antigos espaços – a sala de jantar, a cozinha

e a garagem – fundiram-se num ambiente único,

sendo os dois últimos conectados por uma ilha

central. Durante o dia, a cena é composta de

uma luz indireta vinda das prateleiras e das vigas,

completadas por uma luz direta para os planos de

trabalho. As lâmpadas tubulares na viga preenchem

e transformam o espaço em “oficina” para trabalhos

manuais da cliente. À noite, destaca-se o brilho

dos pendentes originais da garagem, agora

dispostos sobre a ilha central. Ao fundo, uma luz

indireta vinda da prateleira realça a esquadria

de vidro que substituiu uma antiga parede.

6. Vista da bancada

central, com o beiral

iluminado ao fundo.

6

Minispots com LED integrado embutidos

nos vasos projetam sombras das folhas

no telhado, criando uma transição visual

entre os ambientes interno e externo.

Através da nova claraboia, vê-se o beiral

do charmoso telhado original, agora iluminado

por um perfil linear na esquadria, o qual é

complementado por um perfil assimétrico

integrado à viga, que rebate luz nas telhas.

Durante o dia, a claraboia original da arquitetura

de Lucio Costa banha de luz natural o outro lado

da cozinha. À noite, um floodlight posicionado

sobre o vidro garante o mesmo efeito.

A bancada recebe iluminação contínua de perfil

com difusor baixo sob a estante, complementada

por embutidos darklight no teto, dimerizáveis.

Fechando-se as esquadrias, cria-se uma

configuração mais aconchegante e intimista

no espaço. A pequena mesa de café torna-se o

foco, iluminada pelo pendente de Poul Henningsen.

Ao redor, as soluções integradas à marcenaria

criam hierarquia visual e preenchem o espaço

de luz suave. A cortina é iluminada por uma

fita de aço tensionada entre a esquadria e o

tecido, complementando a composição.

A iluminação na sala de jantar tem níveis de luz

regulados e distribuição controlada no espaço,

a fim de evitar reflexos na janela e preservar a

vista. Os quadros são iluminados por embutidos

assimétricos com driver dimerizável.

Sobre a mesa, a luminária de Lina Bo Bardi adiciona

mais um elemento modernista ao projeto de Costa.

Na cozinha que se abre à paisagem e

à memória, a luz não é excesso nem

ausência – é presença precisa.

Cozinha da residência

Alto da Gávea

Rio de Janeiro, RJ

Projeto de iluminação:

concepDUAL

Diana Joels (titular)

Carla Barros (estagiária)

Projeto de arquitetura

original:

Lucio Costa

Projeto de arquitetura

e interiores (reforma):

Amanda Arcuri

Execução:

Plano C Arquitetura

e Execução

Fornecedores:

Ledvance, Lemca

Iluminação, O/M, Stella,

Lutron (fornecido

por Stelutti)

Fotografia:

Renato Mangolin

7. A iluminação na sala de

jantar pode ser dosada,

permitindo que a vista da

janela participe da cena.

Wall washers iluminam de

modo homogêneo a parede

de quadros à esquerda (6 W,

facho assimétrico, 2700 K).

8

8. Aqui, o conceito de “luz

perfeita” é estar à mesa,

sob a luz do pendente de Poul

Henningsen, completada pela

luz indireta proveniente dos

perfis de LED integrados às

marcenarias e de uma fita

de aço tensionada, locada

entre a esquadria e a cortina.

7



220 Projeto Teatro Cultura Artística

221

1. Vista frontal do teatro

com painel de Di Cavalcanti

e os dois pavimentos abaixo.

Projetores lineares LED

de 51 W e facho elíptico

iluminam o painel de forma

rasante, de baixo para cima,

substituindo o sistema

original, em que braços

externos ultrapassavam a

marquise (30º X 12º, IRC > 90,

3.000 K, dimerizáveis).

2. Vista do acesso principal

do teatro e do painel

artístico. A intensidade de luz

foi calibrada e determinada

em obra, após a afinação e a

vistoria final com o cliente

2

história sob

1

nova luz

Em 2008, um incêndio destruiu parte do Teatro

Cultura Artística, no centro de São Paulo, deixando

preservados apenas a fachada, com o mural de

Di Cavalcanti, e alguns espaços internos. O projeto

do arquiteto italiano Rino Levi funcionava desde

1950 como um ponto de encontro cultural para

intelectuais, empresários e profissionais liberais

da elite paulistana, apreciadores de boa música.

A obra de restauração iniciou em 2022, comandada

pelo arquiteto Paulo Bruna, antigo sócio do

escritório de Levi, que modernizou o edifício

adicionando-lhe duas novas salas de espetáculo.

Reinaugurado em agosto de 2024, o espaço agora

se dedica exclusivamente à música, consolidandose

novamente como referência cultural na cidade.

O projeto de lighting design do studioix buscou

retomar o conceito original da iluminação da época,

preservando o máximo possível dos interiores e

destacando elementos da nova arquitetura.

A iluminação da fachada, por exemplo, foi inspirada

em fotografias antigas do edifício, resgatando o

conceito de “luz lavada”. Mas, em vez de braços

externos ultrapassando a marquise, como no

original, propôs barras de LED dimerizáveis de

facho elíptico, mais rasantes. O resultado é mais

discreto visualmente e com luz controlada.

Para as áreas de circulação e convívio, foram

produzidas luminárias com o mesmo tipo de vidro

craquelado das originais, ora embutidas na laje,

ora sobrepostas a ela. No bar, o pé-direito triplo é

iluminado por projetores LED em trilho suspenso,

que destacam a grande tapeçaria de Sandra Cinto.

A luz parece fazer parte do tecido, misturando-se

às estrelas dispersas no ciano. Iluminada, a

cor vibrante valoriza o formato do espaço.



222 Projeto Teatro Cultura Artística

223

3

5

3 e 4. Sala de concerto

principal. As paredes internas

exibem o desenho em curvas

da artista Sandra Cinto,

“convidando o espectador a

se deixar levar pela música”

(diz a autora). Elaboradas

em colaboração com os

projetistas de acústica, as

formas contribuem para a

adequada reflexão do som

no espaço. Um sistema

linear em LED, levemente

curvado, ilumina a obra

(25 W/m, 3.000 K). Luminárias

downlight embutidas.

O sistema conta com

dimerização independente,

controlada por automação

e acionada a partir da

sala de controle.

5. Vista do teatro em

direção à Praça Roosevelt.

4

Na sala de concerto principal, o pé-direito elevado

exigia um sistema de fácil manutenção. Assim,

foram desenvolvidas luminárias que podem

ser içadas a uma curta distância, a partir de

um pavimento de manutenção acima. A cor de

suas molduras obedeceu ao RAL das paredes

e do forro, garantindo integração visual.

Do palco, é possível ver o sistema linear downlight

que ilumina a plateia percorrendo todo o perímetro

do espaço. Dimerizável, possui presilhas que

facilitam a futura manutenção. A área central é

iluminada por spots tipo downlight com potências e

fachos que variam de acordo com o pé-direito.

A sala tem ainda a opção de adicionar outra

camada de luz, instalada na passarela técnica.

Trata-se de um perfil linear de alumínio com

difusor acrílico e facho assimétrico uplight, de

cor âmbar, para “esquentar” o ambiente.



224 Projeto Teatro Cultura Artística

225

6

8

6. O hall do teatro recebeu

luminárias de embutir,

produzidas com o mesmo

tipo de vidro craquelado

das originais, porém

agora com módulos LED

de 19 W e 3.000 K.

7. Vista do foyer superior.

Aqui, as luminárias de

sobrepor seguem o mesmo

critério das de embutir do

hall. Esse ambiente recebeu

de volta parte do mobiliário

original – concebido por Rino

Levi e Studio D’Arte Palma

(de Lina Bo Bardi e Giancarlo

Palanti) – complementado

com peças da marca ,ovo.

8. Área do bar com

pé-direito triplo iluminada

por projetores LED, montados

em trilho suspenso, para

destacar a tapeçaria da artista

plástica Sandra Cinto. Esses

projetores direcionais são em

LED com 37 W, 3.000 K e dois

tipos de facho (23° e 12°),

dispostos de forma intercalada

(focalizados após instalação).

O projeto de lighting design buscou retomar o conceito

original da iluminação da época, preservando o

máximo possível dos interiores e destacando elementos

da nova arquitetura.

7

Preservação histórica e soluções técnicas

contemporâneas, respeitando o legado do

edifício e suas novas demandas, eis a filosofia

desse projeto. Com intervenções pontuais e

sempre integradas à arquitetura, o lighting design

contribuiu para a atualização do edifício e sua

reinserção na paisagem cultural de São Paulo.

Teatro Cultura

Artística

São Paulo, SP

Projeto de iluminação:

studioix

Guinter Parschalk

e Marlen Díaz

Artigas (titulares)

Amanda Fellisbino,

Maria Carolina Braga,

Natália Mello Morassi,

Thais Longhini

Barbeiro e Viviane

Oda (colaboradoras)

Projeto de arquitetura

e interiores:

Paulo Bruna Arquitetos

e Purarquitetura

Paulo Bruna e Eduardo

Nogueira Martins

Ferreira (titulares)

Cliente:

Sociedade Cultura

Artística

Fornecedores:

Led Tec, Lemca,

Luminacril, Traxon

(fornecido por

New Energy)

Fotografia:

Nelson Kon



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