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Biomais_74 [ OPS ]

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Entrevista

Celso Kloss, diretor do Tecpar, revela projetos voltados para transição energética

PRODUÇÃO E

TRANSPORTE DE BIOMASSA

EMPRESAS QUE OPERAM NA PICAGEM E

TRANSPORTE DE BIOMASSA TÊM SE DESTACADO

NO MERCADO COM SOLUÇÕES EFICIENTES

9 772359 458092 0 0 0 7 4

BIOMASS PRODUCTION

AND TRANSPORTATION

COMPANIES OPERATING IN BIOMASS CHOPPING

AND TRANSPORTATION HAVE STOOD OUT IN THE

MARKET WITH EFFICIENT SOLUTIONS

INVESTIMENTO

PESQUISA PRETENDE DESENVOLVER

DIESEL VERDE NO BRASIL A PARTIR

DE BIOMASSAS

INOVAÇÃO

EMPRESA NA BAHIA UTILIZA RESÍDUOS DE

COCO DE PIAÇAVA PARA GERAR ENERGIA




SUMÁRIO

06 | EDITORIAL

Operação segura

08 | CARTAS

10 | NOTAS

20 | ENTREVISTA

30 | PRINCIPAL

36 | INOVAÇÃO

Biomassa de coco de piaçava

40 | FEIRA

Show Florestal 2025

50 | PESQUISA

56 | ARTIGO

62 | AGENDA

64 | OPINIÃO

Do óleo de amendoim ao B100:

a jornada do biodiesel na

transição energética

04 www.REVISTABIOMAIS.com.br



EDITORIAL

A capa desta edição destaca

os picadores Planalto e o piso

móvel Guerreiro

OPERAÇÃO

A

crise climática vem incentivando a busca por matérias-primas sustentáveis, o que tem alavancado o setor de biomassa. Focadas

no segmento, a Planalto Picadores e a Guerreiro Piso Móvel são empresas que vêm acompanhando o crescimento do setor nos

últimos anos, e apresentando soluções que garantem uma operação mais eficiente e segura, em especial para quem atua no

setor de biomassa florestal. Nesta edição da Revista REFERÊNCIA BIOMAIS, destacamos a atuação das duas empresas que têm

se destacado na área de biomassa. O diretor de Novos Negócios e Relações Institucionais do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná)

Celso Kloss, um dos responsáveis pelo Smart Energy – Conferência Internacional de Energias Inteligentes é o entrevistado da edição em

que explana acerca dos projetos para transição energética, além de novas fontes para o mercado de geração de energia renovável. Outras

matérias abordam o uso da biomassa do coco de piaçava para gerar energia, o investimento em pesquisas sobre biomassas, e as novidades

apresentadas na feira Show Florestal, são o destaque. Uma ótima leitura!

SAFE OPERATION

T

he climate crisis has encouraged the search for sustainable raw materials, boosting the Biomass Sector. Focusing on this area, Planalto

Picadores and Guerreiro Piso Móvel are companies that have kept pace with the Sector's growth in recent years, presenting solutions

that guarantee safer and more efficient operations, particularly for those working in the Forest Biomass Sector. This issue of REFERÊNCIA

Biomais highlights the work of these two companies. Celso Kloss, the Director of New Business and Institutional Relations at the Paraná

Institute of Technology (Tecpar) and one of the people responsible for Smart Energy — the International Conference on Intelligent Energies — is

our interviewee this month. He discusses projects for the energy transition and new sources for the renewable energy generation market. Other

articles cover the use of Piassava coconut biomass to generate energy, investment in biomass research, and news from the Show Florestal Fair.

Pleasant reading!

EXPEDIENTE

SEGURA

ANO XII - EDIÇÃO 74 - SETEMBRO 2025

Diretor Comercial/Commercial Director:

Fábio Alexandre Machado

(fabiomachado@revistabiomais.com.br)

Diretor Executivo/Executive Director:

Pedro Bartoski Jr

(bartoski@revistabiomais.com.br)

Redação/Writing:

Gisele Rossi

(jornalismo@revistabiomais.com.br)

Dep. de Criação/Graphic Design:

Fabiana Tokarski - Supervisão -

Aime Cristine Lima

(criacao@revistareferencia.com.br)

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Gerson Penkal

(comercial@revistabiomais.com.br) Fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation: John Wood Moore

Dep. de Assinaturas/Subscription:

José A. Ferreira - (41) 99203-2091

(assinatura@revistabiomais.com.br) - 0800 600 2038

ASSINATURAS

0800 600 2038

A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da JOTA Editora

Rua Maranhão, 502 - Água Verde - Cep: 80610-000 - Curitiba (PR) - Brasil

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www.jotaeditora.com.br

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de energias limpas e alternativas,

produtores de resíduos para geração e cogeração de energia, instituições

de pesquisa, estudantes universitários, órgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se responsabiliza

por conceitos emitidos em matérias, artigos, anúncios ou colunas

assinadas, por entender serem estes materiais de responsabilidade de

seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento

de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e

outras criações intelectuais da REVISTA BIOMAIS são terminantemente

proibídas sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

REVISTA BIOMAIS is a monthly and independent publication, directed

at clean alternative energy producers and consumers, producers of residues

used for energy generation and cogeneration, research institutions, university

students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities, directly and/

or indirectly linked to the Segment. REVISTA BIOMAIS does not hold itself

responsible for concepts contained in materials, articles, ads or columns signed

by others; these are the responsibility of their authors. The use, reproduction,

appropriation, databank storage, in any form or means, of the text, photos

and other intellectual property of REVISTA BIOMAIS are strictly forbidden

without written authorization of the holder of the authorial rights, except for

educational purposes.

06 www.REVISTABIOMAIS.com.br



CARTAS

PRINCIPAL

A DRV está sempre à frente, com lançamentos que atendem as necessidades do mercado.

Murilo Carvalho – Lages (SC)

Foto: divulgação

ENTREVISTA

Gostei da entrevista com o professor Carlos Sanquetta. Trouxe um pouco da trajetória do mercado de carbono que tanto

se fala hoje em dia.

Tereza Correia – Loanda (PR)

FEIRA

O setor de biomassa está cada vez mais presente na Fimma, e não foi diferente dessa vez.

Claúdia Gomes – São Paulo (SP)

ESTUDO

Interessante os dados levantados pela ACR, mostra que tanto a biomassa, quanto os

pellets estão em crescimento constante, em especial em Santa Catarina.

José Márcio dos Santos – Nova Lima (MG)

Foto: divulgação

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na

energia

biomassa

dia informação

@revistabiomais

/revistabiomais

Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

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NOTAS

PODCAST REFERÊNCIA

Podcast REFERÊNCIA, o novo programa tem como objetivo apresentar as pessoas que fazem o setor de base florestal cada vez

melhor e os programas mantiveram o ritmo que nossos expectadores já conhecem. Nesse mês os convidados foram Jonathan

Taborda (foto de cima), gerente comercial da ABB Wood Brasil, empresa especializada em madeira serrada para pallets, e Claudio

Zini (foto de baixo), engenheiro civil e CEO da Pormade, uma das principais indústrias de portas do Brasil. Os programas desse mês

tiveram o apoio de DRV Indústria, Impacto Máquinas e Rotteng.

Jonathan Taborda recorda que seu primeiro contato com a madeira foi na época que seu pai, que trabalhava com transportes,

passou a operar na colheita da madeira em Mato Grosso.

“Estudava de manhã e, à tarde, ia afiar a serra circular na

lima. Na época era na lima, não existia vídea ainda e se

existia no Brasil a gente não tinha. Minha função era chegar

depois do almoço, pegar uma escova de aço, limpar

a serra, colocar em uma bancada, pegar a lima e só parar

quando meu pai achasse que ficou bom”, relata Jonathan.

A ABBWood é especialista na exportação de madeira

serrada para pallets e com o tempo passou a entender

tendências e demandas como oportunidades dentro do

setor, como a exigência de madeira certificada que ganha

força continuamente e passou a ser regra dentro da empresa.

Essa diferenciação tornou-se a principal estratégia

da empresa para competir com outros players do mercado

nacional e, principalmente internacional. “É entregar a madeira

pronta para pregar, que vai direto para a pregadeira

automatizada e flui na produção”, resume o gerente.

Cláudio Zini lembra que sua visão de gestão começou

a se transformar a partir de uma viagem ao Japão,

em 1988. Em uma das visitas, Zini recorda de uma frase

marcante de um especialista japonês: erros são tesouros.

O executivo confessa ter achado curioso no momento e

brincado consigo mesmo: “então eu tô rico.” Esse episódio,

no entanto, seria o ponto de partida para mudanças

profundas em sua forma de liderar. Líder inquieto e aberto

a novas ideias, Zini transformou essa experiência internacional

em base para o crescimento da Pormade.

Para Cláudio Zini, o erro deve ser visto como parte

essencial do processo de inovação. Para o CEO, estimular

o erro é estimular a busca por novos caminhos, desde que

feito de maneira responsável, com envolvimento coletivo.

“O sucesso de uma empresa é em função do número de

experimentos que ela realiza por ano, por mês, por dia. Se

não estamos fracassando, é porque não estamos tentando

o suficiente”, acredita Cláudio.

Os episódios do Podcast

REFERÊNCIA estão disponíveis

no nosso canal do youtube, que

o Leitor pode acessar através do

QR Code:

Fotos: REFERÊNCIA

10 www.REVISTABIOMAIS.com.br



NOTAS

LEILÃO VIABILIZA OBRAS DE 65 USINAS

EM 12 ESTADOS

O Leilão de Energia Nova A5, realizado pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e

pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na segunda quinzena de agosto, bateu recorde histórico

de participação. O certame movimentou R$ 5,5 bilhões em investimentos para viabilizar obras de 65

usinas hidrelétricas em 12 Estados, com início de fornecimento previsto para janeiro de 2030, atendendo

à demanda das distribuidoras no mercado regulado, que abastece consumidores residenciais e

pequenas e médias empresas. A negociação permitiu a contratação de 815,6 MW (megawatts) em potência

e 384,5 MWm (megawatts médios) em eletricidade de usinas a serem construídas em Estados das

regiões sul, sudeste, centro-oeste e nordeste. O montante financeiro negociado foi de R$ 26,6 bilhões.

A entrega de energia ao SIN (Sistema Interligado Nacional) se dará entre janeiro de 2030 e dezembro de

2049. O insumo será entregue aos clientes das distribuidoras Amazonas, Celpe, Coelba, Coelce, Cosern,

Eletropaulo, Energisa e Light.

Foto: divulgação

12 www.REVISTABIOMAIS.com.br


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NOTAS

ENERGIA SOLAR CHEGA NAS ALDEIAS KAYAPÓ NA

AMAZÔNIA

No sul do Pará, um projeto inovador está unindo tecnologia, sustentabilidade e justiça social para transformar a

realidade de comunidades indígenas da etnia Kayapó. O Conexão Kayapó está promovendo a instalação de sistemas

solares com baterias, em aldeias localizadas nas Terras Indígenas Menkragnoti, Baú, Capoto/Jarina e Panará, consideradas

regiões críticas do Arco do Desmatamento. A iniciativa é liderada pela Comerc, empresa de soluções inovadoras

em energia da Vibra, com o apoio do Instituto AYA, Instituto Kabu e Instituto A Gente Transforma. A fase piloto do

projeto, desenvolvido pela Comerc por meio de sua joint-venture com a Micropower, foi concluída em dezembro de

2024 na aldeia Pykany, com investimento de R$ 2 milhões. Nessa etapa, foram instalados 35 sistemas que fornecem

energia 24 horas por dia para residências, escola, posto de saúde e bases de vigilância. Ao todo, a iniciativa beneficiará

mais de 1,5 mil pessoas, com a implantação de energia solar em mais de 160 residências, distribuídas entre 18 aldeias

e 7 bases de monitoramento territorial. O custo estimado para expandir o projeto a todas as aldeias atendidas pelo

Instituto Kabu será superior a R$ 14 milhões.

Foto: Matheus Melo

14 www.REVISTABIOMAIS.com.br



NOTAS

BIOENERGIA EM DEBATE

A XXXI edição da Fenasucro & Agrocana encerrou consolidando a feira como um marco para o setor bioenergético. A

maior feira mundial da bioenergia, realizada em agosto de 2025, superou as expectativas de público e de geração de negócios.

Realizado no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP), o evento reuniu mais de 600 marcas expositoras e visitantes

de mais de 60 países. Segundo Paulo Montabone, diretor do evento, os resultados da edição 2025 demonstram a força e a

relevância da feira para o setor de bioenergia no Brasil e no mundo: “A Fenasucro & Agrocana registrou um público altamente

qualificado, crescimento na visitação e um volume expressivo de intenções de compra. Com esses resultados, estamos

confiantes de que vamos superar os R$ 10,7 bilhões, reforçando a feira como o principal ponto de encontro e geração de

negócios para o setor.” Esta edição contou com a programação de conteúdo da FenaBio, novo espaço da feira dedicado às

discussões sobre o futuro das bioenergias. Em dois palcos simultâneos, seis painéis reuniram especialistas e líderes do setor

para debater estratégias, tecnologias e políticas que podem consolidar o Brasil como referência global em energia limpa.

Foto: divulgação FENASUCRO

16 www.REVISTABIOMAIS.com.br


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NOTAS

GRUPO PARANAENSE VAI

INVESTIR EM REFINARIA

DE ETANOL DE MILHO

Comprometido com a transição energética e o fortalecimento

da cadeia de biocombustíveis no Brasil, o Grupo

Potencial anunciou que está se programando para investir

R$ 2 bilhões na construção de uma refinaria de etanol de

milho na cidade da Lapa (PR), próxima a Curitiba (PR). O

projeto da usina de etanol está na fase de detalhamento, e

a planta deverá estar em operação em 2028. O novo complexo

será implantado junto à atual estrutura da Potencial

na Lapa, que já abriga uma fábrica de biodiesel, em plena

operação, e uma esmagadora de soja em fase avançada

de construção. Durante a implantação da usina de etanol,

cerca de 1500 trabalhadores serão mobilizados. Quando a

planta estiver em operação, com capacidade para processar

3 mil toneladas de milho por dia, a expectativa é que

sejam criados mais de 300 postos diretos de trabalho além

de oportunidades indiretas. A movimentação do Grupo Potencial

acompanha o crescimento expressivo do etanol de

milho no Brasil. Na safra 2024/2025, a produção nacional

desse biocombustível cresceu 31%, alcançando 8,2 bilhões

de litros, segundo dados da Única (União da Indústria de

Cana-de-Açúcar e Bioenergia).

Foto: divulgação

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ENTREVISTA

Foto: divulgação

ENTREVISTA

CELSO

KLOSS

Formação: Engenheiro Químico pela UFPR (Universidade Federal

do Paraná); mestre em Tecnologia dos Alimentos pela Universitty of

Georgia (USA)

Education: Chemical Engineering, Federal University of Paraná (Ufpr);

Master’s in Food Technology, University of Georgia (USA)

Cargo: Diretor de Novos Negócios e Relações Institucionais do Tecpar

(Instituto de Tecnologia do Paraná)

Function: Director of New Business and Institutional Relations at the

Paraná Institute of Technology (Tecpar)

ENERGIA

EM DEBATE

ENERGY IN DEBATE

N

esta edição conversamos com o diretor de Novos

Negócios e Relações Institucionais do Tecpar

(Instituto de Tecnologia do Paraná) Celso Kloss. Ele

é um dos responsáveis pelo Smart Energy – Conferência

Internacional de Energias Inteligentes, evento que

acontece anualmente em Curitiba (PR), que surgiu para discutir

questões relacionadas à energia, e evoluiu para abarcar

todas as formas de geração e uso de energia. Nesta conversa,

Celso Kloss fala sobre o projeto de tornar Curitiba um fórum

de discussão sobre a aplicabilidade, evolução e utilização das

formas de geração de energia sem o uso de combustíveis fósseis.

Os projetos do Tecpar voltados para transição energética

também estiveram na pauta da conversa. Confira:

I

n this issue, we speak to Celso Kloss, Director of New

Business and Institutional Relations at the Paraná Institute

of Technology (Tecpar). He is one of the individuals

responsible for the annual Smart Energy – International

Conference on Intelligent Energies event in Curitiba (PR),

which was established to address energy-related issues and

has evolved to encompass all forms of energy generation

and utilization. In this interview, Kloss discusses the project

to develop Curitiba as a platform for exploring the feasibility,

development, and application of energy generation methods

that do not rely on fossil fuels. Tecpar’s energy transition

projects were also on the agenda.

Check it out!

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ENTREVISTA

Conte-nos como um engenheiro químico ingressou

no cenário de energia renovável?

Sou engenheiro químico, formado pela UFPR

(Universidade Federal do Paraná) e tenho mestrado

em Tecnologia de Alimentos pela Universidade da

Geórgia (EUA). Minha carreira contemplou, em um

primeiro momento, trabalhar na Coca-Cola, isso no Rio

de Janeiro (RJ). Na sequência vim para Curitiba, onde

ocupei o cargo de gerente de desenvolvimento de

produtos e depois gerente de controle da qualidade

para as três plantas da Nutrimental. Posteriormente,

ingressei no Tecpar para um projeto de implantação

de sistemas de gestão da qualidade. Após, passei a

coordenar a Rede Paraná Tecnologia e Metrologia.

Desde 2023, fui convidado para retornar ao Tecpar.

Hoje, ocupo a Diretoria de Novos Negócios e Relações

Institucionais.

Como surgiu o Smart Energy?

O evento SmartEnergy, como conferência, surgiu

a partir de um projeto do Tecpar chamado: Programa

Smart Energy; que visava discutir smart grid e questões

relacionadas à energia. Na sequência, o conceito

evoluiu para abarcar todas as formas de geração e

uso de energia, mantendo-se, assim, o nome Smart

Energy.

Qual objetivo do Smart Energy?

Desde o nascimento, o objetivo da Smart Energy

como Conferência Internacional de Energias Inteligentes

sempre foi trazer o estado da arte em relação

à geração de energia, considerando um conceito mais

amplo de transição energética. Passamos a apresentar

o estado da arte em todas as formas de geração:

fotovoltaica, biomassa, biogás.... Mais recentemente,

contemplamos a questão do hidrogênio. O objetivo é

tornar Curitiba um fórum de discussão sobre a aplicabilidade,

evolução e utilização de todas as formas de

geração de energia sem o uso de combustíveis fósseis,

sempre adotando uma postura de ambientalmente

amigável.

E sobre a expectativa com o Smart Energy em

2025?

Para esta edição, buscamos destacar o conceito de

transição energética, que significa dar maior ênfase

à geração da energia com base em fontes renováveis

e sustentáveis. Nesse contexto, o hidrogênio ocupa

How did a Chemical Engineer enter the

renewable Energy Sector?

I am a Chemical Engineer who graduated

from the Federal University of Paraná and hold

a Master’s degree in Food Technology from

the University of Georgia in the USA. I initially

worked for Coca-Cola in Rio de Janeiro. I then

moved to Curitiba, where I initially served as

a Product Development Manager and later as

a Quality Control Manager for Nutrimental’s

three plants. Thereafter, I joined Tecpar to

implement a quality management system for a

project. Subsequently, I coordinated the Paraná

Technology and Metrology Network. In 2023, I

was invited to return to Tecpar. I am currently

Director of New Business and Institutional

Relations.

How did Smart Energy come about?

The Smart Energy conference originated

from a Tecpar project known as the Smart

Energy Program, which aimed to address Smart

Grid and energy-related issues. The concept

subsequently evolved to encompass all forms of

energy generation and use, while retaining the

name Smart Energy.

What is the aim of Smart Energy?

From the outset, the International Conference

on Intelligent Energy has aimed to

showcase the latest developments in energy generation

while considering the broader concept

of energy transition. Initially, we presented the

latest developments in all forms of generation,

including photovoltaics, biomass, and biogas.

More recently, we have considered the issue of

hydrogen. Our goal is to establish Curitiba as a

platform for discussing the feasibility, development,

and application of energy generation

methods that do not rely on fossil fuels, while

maintaining an environmentally friendly

approach.

What would you like to see from Smart

Energy in 2025?

This year, we have emphasized the concept

of energy transition by placing a greater focus

on generating energy from renewable and

22 www.REVISTABIOMAIS.com.br



ENTREVISTA

um papel bem importante, assim como a discussão

sobre eficiência energética, pois, ao melhorar o uso da

energia, consome-se menos e, consequentemente, a

operação se torna mais sustentável. A novidade desta

edição do Smart Energy é a ênfase na utilização do

hidrogênio e na sua importância para a geração de

energia, associada às questões de sustentabilidade.

Trata-se de um foco alinhado ao contexto de ESG,

cada vez mais valorizado por empresas e pela sociedade.

Por que o Tecpar promove o Smart Energy?

O Tecpar apoia e promove o Smart Energy

porque entendemos que a função de um instituto

de tecnologia é trazer conhecimento e apresentar o

estado da arte nas várias tecnologias disponíveis para

o consumo da população do Estado do Paraná. O

Tecpar considera que esse é um papel fundamental,

justamente para levar a discussão sobre esses temas

para o Estado que, muitas vezes são discutidos apenas

em fóruns em São Paulo e Rio de Janeiro, o que limita,

especialmente, a participação de médias e pequenas

empresas locais. Dessa forma, o objetivo do Tecpar é

disseminar o conhecimento tecnológico da maneira

mais intensiva possível.

Como o Tecpar pode contribuir para a transição

energética?

Desenvolvendo projetos que fomentam discussões

sobre o tema. Atualmente, temos dois projetos

estratégicos que estão sendo executados com o apoio

e recursos da Fundação Araucária. O primeiro é o

LabEX, que busca criar um hub com alta capacidade e

competência científica e tecnológica para a transição

energética. E o outro projeto é o B2S, que contempla

sustainable sources. In this context, hydrogen

plays a significant role, as does the discussion

on energy efficiency. By improving the way

energy is used, less is consumed, and consequently,

the process becomes more sustainable.

This year, Smart Energy is focusing on the

importance of hydrogen for energy generation

and its connection to sustainability issues. This

focus aligns with the growing importance of

ESG issues for companies and Society.

Why is Tecpar promoting Smart Energy?

Tecpar supports and promotes Smart

Energy because we believe that the role of a

technology institute is to disseminate knowledge

and showcase the latest technologies

available to the population of the State of

Paraná. We consider this to be a fundamental

role, as it brings discussion of these issues to

the State. These issues are often only discussed

in forums in the States of São Paulo and Rio de

Janeiro, which limits the participation of local

medium and small companies. Tecpar aims to

disseminate technological knowledge as widely

as possible.

In what ways can Tecpar contribute to

the energy transition?

By developing projects that encourage discussion

on the subject. We currently have two

strategic projects underway, supported by the

Araucária Foundation. The first, LabEX, aims

to establish a hub with significant scientific

and technological capabilities for the energy

O objetivo é tornar Curitiba (PR) um fórum de discussão sobre

a aplicabilidade, evolução e utilização de todas as formas de

geração de energia sem o uso de combustíveis fósseis

24 www.REVISTABIOMAIS.com.br



ENTREVISTA

a questão do crédito de carbono, aborda a maneira

como tornar a sociedade mais sustentável, valorizando

a atividade agrícola, com a captura e a estocagem do

carbono. Como a emissão do carbono está diretamente

ligada ao uso de combustíveis fósseis, esse projeto

disponibilizará tecnologias para reduzir a concentração

final do carbono na atmosfera, não apenas diminuindo

a emissão de carbono, mas, principalmente,

promovendo a sua captura e estocagem.

E acerca do papel da biomassa para geração de

energia?

A biomassa se destaca dentro do contexto do

sistema de geração de energia por permitir o aproveitamento

de materiais que, eventualmente, seriam

descartados na natureza, liberando carbono sem

trazer benefícios à sociedade. Ou seja, ao utilizar esses

resíduos gera-se energia e evita-se o descarte inadequado

ou em aterros, dando a eles uma destinação

virtuosa e relevante para a sociedade.

Quais os desafios para transição energética no

Brasil?

O desafio é sempre voltado à questão da oscilação

dos derivados do petróleo. À medida em que

os derivados apresentem valores bastante baixos, a

sociedade acaba fazendo um consumo maior pela

tradição de utilizar derivados de petróleo, sem ter um

compromisso com a redução da emissão de carbono.

Portanto, o desafio está exatamente nisso: em um

primeiro momento, disseminar informações sobre as

várias tecnologias, mas isso não basta. É preciso tornar

a utilização dessas tecnologias mais acessíveis em

termos de custo e fazer com que a sociedade tome

consciência de que a utilização de fontes energéticas

sustentáveis é bom para o planeta e é bom para o

cidadão de maneira geral.

transition. The other project, B2S, examines

carbon credits and how to make Society more

sustainable by valuing agricultural activities

and capturing and storing carbon. As carbon

emissions are directly linked to the use of fossil

fuels, this project will provide technologies to

reduce the final concentration of carbon in the

atmosphere — not only by reducing emissions,

but primarily by promoting capture and

storage.

But what about the role of biomass in

energy generation?

Within the context of the energy generation

system, biomass stands out because it enables

the use of materials that would otherwise be

discarded in nature, releasing carbon without

providing any benefits to Society. In other

words, using this waste to generate energy

avoids improper disposal or landfill, giving it a

valuable and beneficial purpose.

What challenges does Brazil face in its

energy transition?

The fluctuating price of oil derivatives

presents a constant challenge. When prices

are low, Society consumes more due to the

established use of oil derivatives without

committing to reducing carbon emissions. The

first challenge is disseminating information

about the various technologies, but that alone

is not enough. We also need to reduce the cost

of using these technologies and raise awareness

that utilizing sustainable energy sources

benefits the planet and its citizens.

O desafio está em disseminar informações sobre as várias

tecnologias, e tornar a utilização dessas tecnologias mais

acessíveis em termos de custo

26 www.REVISTABIOMAIS.com.br


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ENTREVISTA

O Paraná tem incentivado, por meio de políticas

e programas, a geração de energia de fontes

renováveis, principalmente no ambiente rural. Isso

tem impulsionado o setor?

Efetivamente esses programas que o governo do

Estado têm disponibilizado para o Paraná e para a sociedade

paranaense de maneira geral tem promovido

grandes mudanças. Notadamente, a disponibilização

de recursos para subvencional a fim de baratear a

utilização e instalação de painéis fotovoltaicos tem trazido

uma condição bastante interessante. O programa

RenovarPR, desenvolvido via Secretaria de Agricultura

e do Abastecimento do Estado do Paraná, disponibiliza

recursos para que o agricultor de pequenas e

médias propriedades possa ter acesso à instalação de

sistemas de geração fotovoltaica e, com isso, obter

os benefícios de geração de energia a partir de uma

fonte renovável e uma fonte sustentável.

Ao fim da sua gestão no Tecpar, que legado

pretende deixar?

É o de uma sociedade mais motivada e estimulada

a utilizar fontes de energia sustentáveis e renováveis.

Embora essas tecnologias geralmente tenham custos

mais elevados de instalação e operação, é importante

que o empresário esteja consciente de que ao

adotá-las, está contribuindo para um meio ambiente

menos poluído e, consequentemente, para melhores

condições de vida da população. No contexto da

transição energética, quanto mais se falar sobre o

tema e estimular projetos de desenvolvimento científico

e tecnológico nas universidades que integram o

sistema de ciência e tecnologia do Paraná, de modo

a reduzir os custos dessas soluções, mais significativa

será a contribuição para a população paranaense e,

logicamente, com possibilidade de expansão para a

sociedade brasileira.

Through its policies and programs,

Paraná has encouraged the generation of

energy from renewable sources, particularly

in rural areas. Has this boosted the Sector?

These programs, made available by the State

Government for Paraná and its Society, have

brought about significant changes. In particular,

providing subsidy funds to reduce the cost

of installing photovoltaic panels has created

an exciting situation. The RenovarPR program,

developed by the Paraná State Secretary of

Agriculture and Supply, provides funding to

enable farmers with small and medium-sized

properties to install photovoltaic generation

systems, thereby benefiting from generating

energy from a renewable and sustainable

source.

What legacy do you intend to leave at

the end of your term at Tecpar?

I want to see a Society that is more motivated

and encouraged to use sustainable and

renewable energy sources. Although these technologies

generally have higher installation and

operating costs, entrepreneurs need to recognize

that by adopting them, they are contributing

to a cleaner environment and, consequently,

improved living conditions for the population.

In the context of the energy transition, the more

we talk about the issue and stimulate scientific

and technological development projects at Paraná’s

universities, the more we can reduce the

costs of these solutions. This will significantly

benefit the population of the State of Paraná

and, logically, could be expanded to benefit

Brazilian Society as a whole.

O hidrogênio ocupa um papel importante, assim como a

discussão sobre eficiência energética, pois, ao melhorar o uso da

energia, consome-se menos e, consequentemente, a operação se

torna mais sustentável

28 www.REVISTABIOMAIS.com.br


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30 www.REVISTABIOMAIS.com.br


CONFIDENCE

AND SAFETY IN

OPERATION

COMPANIES PRESENT

INNOVATIVE AND ROBUST

SOLUTIONS FOR BIOMASS

CHIPPING AND TRANSPORTATION

O

mercado brasileiro de biomassa está em crescimento

significativo, diversificando suas matrizes

energéticas com ênfase na biomassa florestal e

nos resíduos madeireiros. A transição para fontes

de energia sustentável tem impulsionado esse segmento,

destacando processos fundamentais como a picagem de

madeira, movimentação de cavacos e logística de transporte.

Neste contexto de expansão e inovação, empresas como a

Planalto Picadores e a Guerreiro Piso Móvel têm se posicionado

estrategicamente, acompanhando de perto as transformações

e demandas do setor de biomassa.

T

he Brazilian biomass market is growing to include

other sources without losing focus on forest biomass

and wood waste. The proposal for an energy transition

that utilizes sustainably generated energy has

sparked significant interest in the market. In this segment,

wood waste chipping, wood chip yard handling, and transportation

are essential activities. In this vein, we present Planalto

Picadores and Guerreiro Piso Móvel, two companies

that have kept pace with market growth and demand.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

31


PRINCIPAL

Fundada em 1998, a Planalto Picadores é uma empresa

brasileira, com sede em Campos Novos (SC), que iniciou

a atividade com importantes parcerias e hoje apresenta ao

mercado um equipamento robusto na construção, com rotores

adequados ao tamanho da máquina e ao diâmetro da

madeira. “São equipamentos produzidos com controle de

qualidade rigoroso, dentro das normas internacionais, da ISO

9001, no sistema de rastreamento de materiais certificados,

além de todos os seus departamentos de criação, produção,

vendas e assistência, trabalharem harmoniosamente ao lado

do cliente”, assegura Luis Carlos Mecabô, sócio-diretor da Planalto

Picadores.

Instalada em uma área coberta de 10 mil m² (metros quadrados),

a Planalto é especialista em picadores para biomassa,

pátios de cavacos para alimentação de caldeiras e alimentadores

automatizados para secagem de grãos. A empresa

também tem importante parceria com TMSA/Kahl na linha

de fabricação de pellets. “Tivemos parcerias importantes,

com transferência de tecnologia, que ajudou a Planalto a alavancar

cerca de 35% de crescimento ao ano por um tempo.

Hoje fabricamos picadores com capacidade de produção de

até 250 toneladas/hora de cavaco. Tivemos um crescimento

gradativo cuidando do nosso cliente, entendendo o mercado

de biomassa e focando a empresa em picadores de madeira

e pátio de cavaco”, explica Luis. “Nossa atuação é baseada em

um comercial eficiente, uma engenharia responsável e atualizada,

na produção com máquinas operatrizes automatizadas,

o que garante controle de qualidade e homogeneidade no

Founded in 1998, Planalto Picadores is a Brazilian company

based in Campos Novos (SC), which began with significant

partnerships. Today, it offers robust equipment with

rotors that are suitable for the machine’s size and the diameter

of the wood being cut. “This equipment is produced with

strict quality control in accordance with ISO 9001 international

standards and a certified materials tracking system,

in addition to all its creative, production, sales and support

departments working harmoniously alongside the client,”

assures Luis Carlos Mecabô, Managing Partner of Planalto

Picadores.

Planalto specializes in biomass chippers, wood chip

yards for boiler feeding, and automated feeders for grain

drying. With a covered area of 10 thousand square meters,

the Company has established itself as a leader in these areas.

The Company has also formed a significant partnership

with TMSA/Kahl for pellet production. “These partnerships

have enabled Planalto to achieve in the past an annual

growth of around 35%. We currently manufacture chippers

with a production capacity of up to 250 tons of chips per

hour. We have grown gradually by taking care of our customers,

understanding the biomass market, and focusing

on producing wood chippers and wood chip yards,” explains

Mecabô. “Our activity is based on efficient commercial service,

responsible and up-to-date engineering, and production

with automated machine tools, which guarantee quality

control, product homogeneity, and customer-oriented technical

assistance,” he adds.

Hoje fabricamos picadores

com capacidade de produção

de até 250 toneladas/

hora de cavaco. Tivemos

um crescimento gradativo

cuidando do nosso cliente,

entendendo o mercado

de biomassa e focando a

empresa em picadores de

madeira e pátio de cavaco

Luis Carlos Mecabô,

sócio-diretor da Planalto Picadores

32

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produto fabricado, além de uma assistência técnica próxima

ao cliente”, acrescenta o diretor.

PARCERIAS IMPORTANTES

Clientes de longa data da Planalto atestam os benefícios

proporcionados pelos equipamentos. A ComBio Energia S.A.,

empresa que gera energia térmica renovável para diversos

segmentos industriais, levando soluções baseadas na biomassa,

é cliente da Planalto desde 2014. Atualmente as duas

empresas estão trabalhando em um projeto em Paulínea (SP).

“A Planalto é um ótimo fornecedor em movimentação de biomassa,

pátios de cavaco. São parceiros tradicionais da Com-

Bio”, elogia Paulo Skaf Filho, CEO da ComBio.

Cliente desde 2015, a Riacho Florestal possui oito picadores

da Planalto em sua operação. “Todo serviço de picagem

da Riacho Florestal é da Planalto. Temos muita confiança.

Escolhemos a Planalto pela possibilidade de customização

dos equipamentos para atender nossas necessidades. Em vários

aspectos o que abordamos sempre foi acrescentado ao

projeto. Eles têm uma equipe de venda muito dedicada, tem

disponibilidade de peças, com soluções para o transporte e

manuseio da biomassa”, enaltece Eliseo Ascari, sócio-diretor

da Riacho Florestal e Participações Ltda/Meta Florestal Comércio

e Transporte Ltda. “Temos uma relação muito próxima

que já é além de negócios, é de amizade, depois de tantos

anos de convivência”, orgulha-se Eliseo.

Com duas unidades de produção, a Avelino Bragagnolo

S/A Indústria e Comércio é cliente desde 1999. “Temos total

confiança na tecnologia da Planalto. São equipamentos eficientes.

Temos pátio de cavaco na unidade de papel e emba-

IMPORTANT PARTNERSHIPS

Long-standing Planalto customers attest to the benefits

of the equipment. ComBio Energia S.A., a company that

generates renewable thermal energy and provides biomass-

-based solutions for various industrial segments, has been a

Planalto customer since 2014. Currently, the two companies

are collaborating on a project in Paulínea (SP). “Planalto is

an excellent supplier of biomass handling and wood chip

yard equipment. They are traditional partners of ComBio,”

says Paulo Skaf Filho, ComBio’s Chief Executive.

Riacho Florestal, a customer since 2015, operates eight

Planalto chippers. “Planalto provides all of Riacho Florestal’s

chipping services. We have a lot of confidence in them. We

chose Planalto because it allows us to customize the equipment

to our specific needs. In many ways, everything we

discussed was added to the project. They have a dedicated

sales team, readily available parts, and solutions for biomass

transportation and handling,” says Eliseo Ascari, the

Managing Partner of Riacho Florestal e Participações Ltda./

Meta Florestal Comércio e Transporte Ltda. “After so many

years of working together, we have a very close relationship

that goes beyond business—it is a friendship,” Ascari proudly

states.

Avelino Bragagnolo S/A Indústria e Comércio has been

a customer since 1999 and has two production units. “We

have complete confidence in Planalto’s technology. Their

equipment is efficient. We have a wood chip yard at our paper

and packaging unit, which produces wood chips for the

boilers and chippers at our wood unit to manufacture particle

board. They always help us find solutions when we work

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 33


PRINCIPAL

lagens, para produção de cavacos, para alimentar as caldeiras,

e picadores na unidade de madeira onde fazemos compensados.

Nunca ficamos sem atenção e quando trabalhamos juntos

nos projetos sempre nos ajudam a encontrar soluções”,

destaca Marco Bragagnolo, vice-presidente da empresa.

TRANSPORTE SEGURO

Com duas unidades fabris — uma em Laurentino (SC) e

outra em Lucas do Rio Verde (MT) —, a Guerreiro Piso Móvel

é referência no sul do Brasil e pioneira em Mato Grosso na

fabricação de cavaqueiras para o transporte de biomassa. Referência

em implementos rodoviários, a empresa mantém a

unidade de Mato Grosso totalmente dedicada ao piso móvel

Hyva, indicado para operações que exigem carga e descarga

horizontal.

“Estamos no segmento de biomassa há mais de 20 anos.

Essa experiência no transporte, aliada à nossa expertise na

fabricação de implementos rodoviários, nos permitiu compreender

as dificuldades do setor e desenvolver a solução de

piso móvel para facilitar o trabalho do motorista que transporta

biomassa”, afirma Junior José dos Santos, CEO da Guerreiro.

DESEMPENHO APROVADO

Um dos primeiros clientes de piso móvel da Guerreiro,

Douglas Rescarolli, da Cavacos Rescarolli, empresa sediada

em Brusque (SC), destaca a segurança que o implemento

trouxe para seu negócio. “O piso móvel trouxe muitos benefícios,

eliminou os problemas que tinha com a caçamba

basculante. Acabou com risco de tombamento, risco de vida

do motorista, perda de bens materiais, situações que a gente

sempre temia. A quebra de molas, a dificuldade para entregar

a carga em alguns galpões, tudo isso acabou. Trouxe mais

segurança para a operação”, aponta Douglas, sócio-gerente

da empresa.

A LS Indústria e Comércio de Madeiras, localizada em

Dona Emma (SC), há 2 anos adquiriu o primeiro equipamento

da Guerreiro para transporte de cavaco. “O equipamento

trouxe mais agilidade e segurança na entrega e na operação”,

together on projects, and we never go without attention,”

says Marco Bragagnolo, the Company’s Vice President.

SAFE TRANSPORT

With two factories, one in Laurentino (SC) and the other

in Lucas do Rio Verde (MT), Guerreiro Piso Móvel was a pioneer

in Southern Brazil in the manufacture of wood chip

biomass carriers for transport. With experience in producing

road equipment, Guerreiro now has a unit in Mato Grosso

entirely dedicated to moving floors, which are ideal for operations

requiring horizontal loading and unloading.

“We entered the biomass industry over 20 years ago.

With our experience in transportation and manufacturing

road implements, we understand the difficulties and have

developed moving flooring solutions to make drivers’ jobs

easier,” comments Junior José dos Santos, Chief Executive of

Guerreiro.

PROVEN PERFORMANCE

Douglas Rescarolli of Cavacos Rescarolli in Brusque (SC),

one of Guerreiro’s first mobile floor customers, highlights

the safety that the implement has brought to his business.

“The moving floor has brought many benefits, eliminating

the problems we had with the tipper bucket. It eliminated

the risk of tipping over, endangering the driver’s life, and losing

material goods—situations we always feared. Broken

springs and difficulty delivering cargo to some warehouses

are also a thing of the past. It has made the operation safer,”

says Rescarolli, the Company’s Managing Partner.

Two years ago, LS Indústria e Comércio de Madeiras,

located in Dona Emma (SC), acquired its first piece of equipment

from Guerreiro for transporting wood chips. “This

equipment has increased the efficiency and safety of deliveries

and operations,” reports Claudio Frare, the Company’s

Managing Partner. In 2024, LS purchased a second piece

of equipment, bringing its total to two moving floors for

transporting biomass: one for wood chips and the other for

sawdust. “Guerreiro has always been invaluable in answering

questions and making adjustments. Before, we used a

34 www.REVISTABIOMAIS.com.br


relata Claudio Frare, sócio-diretor da empresa. Em 2024, a LS

adquiriu o segundo equipamento e hoje tem dois pisos móveis

para transporte de biomassa: um para transportar cavaco

e outro para serragem. “A Guerreiro sempre foi muito prestativa

em tirar dúvidas, fazer ajustes. Antes, fazíamos o transporte

com caçamba menor, com risco de tombamento. Com

o implemento de piso móvel a operação ficou mais segura,

com a carga totalmente nivelada, além de ter maior capacidade

para transporte da biomassa”, complementa Claudio.

Com atuação no mercado nacional, a empresa vem conquistando

novos clientes com equipamentos de qualidade

e robustos. “Estamos buscando sempre a perfeição no implemento

rodoviário. Entregamos ao cliente um implemento

com o máximo de rendimento, com qualidade superior

e com alta durabilidade. Como equipe, buscamos sempre

a perfeição. Selecionamos os melhores fornecedores e nos

adaptamos continuamente ao mercado para entregar implementos

de alta qualidade e durabilidade, que proporcionem

grande retorno ao investidor”, garante Junior José dos Santos,

CEO da Guerreiro.

QUALIDADE GARANTIDA

A Guerreiro utiliza a tecnologia piso móvel Hyva em

seus equipamentos para transporte de biomassa. O sistema

é composto por perfis de alumínio, projetada sob medida

conforme a necessidade do cliente. Com a maior capacidade

de carga do Brasil, o semirreboque quatro eixos possue

capacidade interna para transportar 121 m³ (metros cúbicos)

de carga, e a composição Rodotrem chega a 188 m³. Os implementos

possuem chassi monobloco patenteado e ainda

podem ser utilizados em locais com tetos baixos, sem restrição

de altura.

Com operações distintas dentro do segmento, as duas

empresas são exemplos do crescimento e movimentação do

setor.

smaller bucket, which posed a tipping risk. With the moving

floor implement, the operation became safer because the

load is completely leveled, and we have greater capacity for

transporting biomass,” Frare adds.

The Guerreiro operates in the domestic market and has

been winning new customers with its quality and robust

equipment. “We are constantly striving for perfection in

road implements. We strive for the highest possible performance

for our customers, prioritizing quality and durability.

Our goal is to achieve perfection with our team. We seek the

best suppliers and continuously adapt to the market, delivering

quality, durable equipment that provides a great return

for investors,” says the Guerreiro Chief Executive.

GUARANTEED QUALITY

Guerreiro uses Hyva’s moving floor technology in its

biomass transport equipment. The system consists of aluminum

or steel profiles that are custom-designed to match the

length of the implement and the customer’s specific needs.

The four-axle semi-trailer has the largest load capacity in

Brazil, with an internal cargo capacity of 121 m³. The road

train combination reaches a capacity of 188 m³. The trailers

feature a patented monoblock chassis and can be used in

locations with low ceilings, eliminating height restrictions.

The two companies are examples of the growth and

movement within the Sector due to their distinct operations

within it.

Nosso compromisso é com a

perfeição em implementos

rodoviários: mais rendimento

para o cliente, qualidade

excepcional e foco total na

durabilidade

Junior José dos Santos,

CEO da Guerreiro Piso Móvel

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

35


INOVAÇÃO

BIOMASSA DE

COCO

DE PIAÇAVA

EMPRESA ADOTOU O RESÍDUO PARA AQUECIMENTO

DE CALDEIRAS, EM INICIATIVA QUE TAMBÉM

FORTALECE A AGRICULTURA FAMILIAR NA BAHIA

FOTOS DIVULGAÇÃO

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A

agricultura familiar é responsável por

cerca de 70% dos alimentos consumidos

no Brasil e representa um eixo essencial

da economia, especialmente nas regiões

norte e nordeste. Inserida em uma região de produção

baseada na agricultura familiar, a Binatural,

empresa brasileira especialista na produção de biodiesel,

anunciou uma iniciativa inédita: o uso do coco

de piaçava como biomassa para o aquecimento de

caldeiras em sua unidade de Simões Filho (BA).

A ação alia inovação energética, sustentabilidade

ambiental e impacto social, ao mesmo tempo em que

beneficia diretamente 100 famílias agricultoras da

região, por meio da parceria com uma cooperativa

local. “Essa parceria com a Coopafbasul é a materialização

de um modelo de negócio que acredita no

poder da inovação sustentável com inclusão social.

Estamos valorizando um recurso até então desperdiçado,

impulsionando o desenvolvimento local e

promovendo energia limpa e renovável em escala

industrial”, enaltece André Lavor, CEO e cofundador

da Binatural.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

37


INOVAÇÃO

ECONOMIA CIRCULAR

Após testes bem-sucedidos iniciados em dezembro

de 2024, a matéria-prima, tradicionalmente descartada

após a extração das fibras da piaçava, passou a

substituir a lenha na geração de energia térmica da

planta industrial. O coco de piaçava demonstrou alto

poder calorífico, otimizando a eficiência das caldeiras

com ganho de produtividade, redução de custos

operacionais e diminuição da pegada de carbono da

operação.

Além do ganho industrial, o impacto social da

iniciativa é expressivo. Com investimento de R$ 562

mil no contrato vigente com a cooperativa, a Binatural

garante a compra de 200 toneladas anuais de coco

de piaçava, gerando renda para os agricultores em

função do volume colhido. A produção local excede

a demanda regional, e a empresa tem absorvido esse

excedente, assegurando que nenhum produto seja

descartado.

Embora existam estudos acadêmicos sobre o uso

do coco de piaçava como fonte energética, não há

registros de sua aplicação em escala industrial no Brasil.

Com esta iniciativa, a Binatural se posiciona como

pioneira na utilização da biomassa de piaçava em caldeiras

de usinas de biodiesel, reforçando seu papel de

liderança na transição energética justa e regenerativa.

Estamos valorizando um recurso até então desperdiçado,

impulsionando o desenvolvimento local e promovendo

energia limpa e renovável em escala industrial

André Lavor , CEO e cofundador da Binatural

38 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Com esta iniciativa, a Binatural se posiciona como pioneira

na utilização da biomassa de piaçava em caldeiras de usinas

de biodiesel, reforçando seu papel de liderança na transição

energética justa e regenerativa

INOVAÇÃO NO CAMPO

A ação se soma a outras frentes da empresa voltadas

à valorização de resíduos agrícolas, como o uso da

casca do baru em caldeiras e o reaproveitamento de

UCO (óleo de cozinha usado) como matéria-prima do

biodiesel. Juntas, essas iniciativas evidenciam como a

indústria de biocombustíveis pode atuar como vetor

de transformação social e ambiental no Brasil.

A Binatural é especializada na produção de biodiesel

desde 2006. Registra crescimento exponencial

desde o início de suas atividades marcando presença

como agente transformador da matriz energética brasileira,

fortalecendo a agricultura familiar e na defesa

do meio ambiente, contribuindo para a redução da

emissão de poluentes prejudiciais à saúde e ao planeta.

Sob o slogan: Energia Boa; o propósito da empresa

é transformar o biodiesel em um negócio sustentável

por respeito à vida e ao meio ambiente, gerando desenvolvimento

social e econômico para o país.

Além do biodiesel, que é distribuído a todas as

regiões do país, a Binatural também produz glicerina,

ácido graxo e borra.

André Lavor, CEO e cofundador da Binatural

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

39


FEIRA

SHOW

FLORESTAL

2025

EVENTO REÚNE GRANDES EMPRESAS E CONSOLIDA

MATO GROSSO DO SUL COMO PRINCIPAL POLO

NACIONAL DE PRODUÇÃO DE EUCALIPTO

FOTOS DIVULGAÇÃO

40 www.REVISTABIOMAIS.com.br


E

ntre os dias 19 e 21 de agosto, Três Lagoas

(MS) - reconhecida como a capital mundial da

celulose - foi palco da Show Florestal 2025, Feira

da Indústria do Eucalipto. O evento, que já

figura entre os principais encontros florestais do planeta

no quesito matéria-prima euclipto, atraiu mais de 12

mil visitantes vindos de todas as regiões do Brasil e de

outros 12 países. Profissionais internacionais e brasileiros

de 23 Estados reforçaram o protagonismo do país na

produção sustentável de madeira de eucalipto voltada

para celulose, papel e biomateriais.

A feira apresentou um crescimento notável em relação

à edição inaugural de 2022. Foram 163 empresas

expositoras — um aumento de 25% — que trouxeram

à Arena Mix de Três Lagoas inovações tecnológicas em

máquinas, equipamentos, insumos e serviços para toda

a cadeia produtiva. O público também surpreendeu: se

em 2022 foram 7.188 visitantes, em 2025 esse número

saltou para mais de 12 mil, um crescimento de cerca de

70%.

O destaque da região centro-oeste na eucaliptocultura,

aliado ao alto nível de tecnologia e profissionalização

das empresas brasileiras do setor, atraiu os olhares

do mercado florestal global para o evento. A Show Florestal

cumpriu seu papel ao promover conexões entre

empresas, profissionais, pesquisadores e investidores.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

41


FEIRA

BACHIEGA

Comemorando 50 anos de atuação no primeiro semestre,

a Bachiega — referência no segmento de piso móvel

— apresentou suas soluções em transporte de biomassa.

Sheila Bachiega, diretora da empresa, destacou a importância

da feira como ponto de encontro com clientes e

parceiros. “É um momento especial. Reencontramos amigos

e clientes, e este ano, tão significativo para nós, será

lembrado também por esta feira que abre muitas portas”,

afirmou Sheila.

BRUNO FOREST

A catarinense Bruno Forest levou à feira seu equipamento

de destaque: o Titan. Consolidado no mercado, o

picador foi o centro das atenções no estande da empresa.

Lucas Antonini, gerente de vendas, ressaltou a versatilidade

do equipamento. “Seja para madeira nativa ou cavaco

de eucalipto, o Titan mantém eficiência e qualidade,

garantindo alta produtividade em todas as regiões do país”,

pontuou Lucas.

DRV

A DRV marcou presença como capa da Revista REFE-

RÊNCIA BIOMAIS, além de colocar na exposição o rotor da

linha Bravo — inovação que proporciona mais economia

e produtividade no campo. Fabiano Mendes, do setor de

marketing, também apresentou outra novidade: o podcast

Prosa Florestal. “Além dos equipamentos, lançamos o podcast

com grandes nomes do setor, para debater os temas

mais relevantes da indústria florestal. A ideia surgiu em

2023 e agora virou realidade”, comemorou Fabiano.

42 www.REVISTABIOMAIS.com.br


GELL

A Gell Techno Solutions esteve na Show Florestal apresentando

suas tecnologias para peletização e geração de

energia. Joel Rosa, gerente de produção da Gell, apontou

que o grande destaque do pellet é agregar valor àquilo

que seria resíduo ou descarte da indústria madeireira. “O

pellet é um produto normatizado, com padrão de qualidade

e formatação e atende um mercado que está crescendo

continuamente, que são as fontes de energia alternativas e

é nesse gap, que trazemos nossas tecnologias”, enalteceu

Joel.

J DE SOUZA

A versatilidade foi o grande diferencial do equipamento

apresentado pela J de Souza na feira. Anderson de

Souza, diretor da empresa, detalhou o Frontal Multifunção,

que se adapta, tanto a tratores, quanto a pás carregadeiras.

“É um verdadeiro coringa na operação. O equipamento

reúne três implementos em um só: ancinho para enleiramento

de resíduos, lâmina para correções em vias e

garfo paleteiro para movimentação de toras ou cargas em

paletes”, relatou Anderson.

PLANALTO

A Planalto apostou no lançamento do picador Forest

Bear como exposição em seu estande. Desenvolvido para

supressão de madeira nativa, o equipamento impressiona

pela robustez. Luis Mecabô, diretor da empresa, recorreu à

tradição da marca. “Com quase 30 anos de atuação, entregamos

ao mercado um picador de mais de 40 toneladas,

resistente e com a qualidade que sempre foi nossa marca

registrada”, orgulhou-se Mecabô.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

43


FEIRA

RODOVALE

A inovação no transporte de biomassa foi o foco da

Rodovale, que apresentou um novo implemento com

aplicações diferenciadas para o setor florestal. Gabriel

Preto, do setor comercial, elencou os materiais utilizados.

“A estrutura externa em alumínio e o interior em aço

inox garantem durabilidade e resistência a materiais

corrosivos. Além disso, o equipamento é até 800 kg

(quilogramas) mais leve que os modelos convencionais”,

comparou Gabriel.

ROTARY-AX

Em parceria com a Lufer, a Rotary-Ax lançou sua principal

novidade durante a feira, sendo bastante procurada

na edição especial da Show Florestal. Victor Shinohara,

diretor industrial, celebrou a colaboração e a inovação.

“Desenvolvemos juntos a garra Lufer Forest, equipada

com uma coroa de tração quádrupla. É uma tecnologia

que promete movimentar o mercado de implementos

florestais”, comemorou Victor.

VANTEC

Com potência e imponência, a Vantec apresentou o

Kong, seu novo equipamento para supressão de madeira

nativa. “Motor V8 com 842 cv (cavalos de potência), largura

de passagem de 1,25m (metros) e peso total de 41

toneladas. É o verdadeiro rei da floresta”, descreveu Fabio

Grainer, gerente de vendas. Aquiles Vanzin, fundador da

empresa, também celebrou o momento. “É uma grande

satisfação ver o crescimento da Vantec, uma empresa familiar

fundada em 1963, que hoje é referência no setor”,

concluiu Aquiles.

44 www.REVISTABIOMAIS.com.br


CLICK

SHOW

FLORESTAL

2025

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

45


FEIRA

46 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

47


FEIRA

O público também superou expectativas ao longo dos três

dias. Se em 2022 a Show Florestal recebeu 7.188 visitantes,

esta edição teve mais de 12 mil, cerca de 70% a mais,

circulando pelos estandes e áreas demonstrativas

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PESQUISA

DIESEL VERDE

A PARTIR DE

BIOMASSA

INICIATIVA FINANCIADA PELA FAPESP BUSCA

CRIAR UMA PLATAFORMA NACIONAL

DE PESQUISA EM COMBUSTÍVEL SUSTENTÁVEL

FOTOS DIVULGAÇÃO

50 www.REVISTABIOMAIS.com.br


GREEN DIESEL FROM

BIOMASS

A FAPESP-FUNDED INITIATIVE IS SEEKING TO

CREATE A NATIONAL RESEARCH

PLATFORM FOR SUSTAINABLE FUELS

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

51


PESQUISA

N

a corrida para reduzir as emissões de GEE

(gases de efeito estufa) é essencial substituir

combustíveis fósseis por fontes renováveis. E é

justamente nesse contexto que o IQ (Instituto

de Química) da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em

Araraquara (SP), dá início ao projeto: Materiais aplicados na

transformação de biomassa em diesel verde: do laboratório

ao piloto.

A iniciativa, aprovada pela Fapesp (Fundação de

Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e liderada pela

professora Sandra Helena Pulcinelli, do IQ, prevê o investimento

de cerca de R$ 5 milhões ao longo dos próximos

5 anos em vistas de desenvolver diesel verde, também

conhecido como HVO (Hydrotreated Vegetable Oil). “Esse

projeto foi concebido com a proposta de somar competências

para gerar algo novo e relevante para o Brasil. O diesel

verde já é produzido em outros países, mas sua exploração

aqui ainda é praticamente nula”, explica a professora.

I

n the effort to reduce greenhouse gas emissions,

replacing fossil fuels with renewable

sources is essential. It is in this context that

the Chemistry Institute (IQ) of São Paulo State

University (Unesp), in Araraquara (SP), is launching a

project: “Materials Applied in the Transformation of

Biomass into Green Diesel: From the Laboratory to

the Pilot.”

Approved by Fapesp and led by Professor Sandra

Helena Pulcinelli from IQ, the initiative will receive

around R$5 million in funding over the next five years

to develop green diesel, also known as Hydrotreated

Vegetable Oil (HVO). “This project was conceived to

combine skills to generate something new and relevant

for Brazil. Green diesel is already produced in

other countries, but its use here is practically nonexistent,”

explains Professor Pulcinelli.

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MATÉRIA-PRIMA RENOVÁVEL

Produzido a partir de matérias-primas renováveis

como óleo de cozinha usado, gordura animal e rejeitos da

indústria, o HVO se diferencia do biodiesel tradicional por

utilizar hidrogênio em sua produção. Segundo a professora

Sandra, isso garante uma série de vantagens: menor emissão

de poluentes, maior eficiência na queima, estabilidade

térmica, resistência à oxidação, versatilidade no uso, entre

outras. “Ele pode ser utilizado puro ou misturado com diesel

convencional ou mesmo com biodiesel”, acrescenta.

De acordo com o professor Rodrigo Fernando Costa

Marques, também do IQ e coordenador do Cempec

(Centro de Monitoramento e Pesquisa em Qualidade de

Combustíveis), a ideia do projeto surgiu a partir de uma

visita da embaixatriz da Suécia ao IQ, em 2021. Na ocasião,

um representante da comitiva manifestou interesse em

importar HVO do Brasil. “Comecei a procurar produtores

nacionais e não encontrei nenhum. Aí acendeu uma luz:

se há demanda internacional e nós não produzimos, existe

uma grande oportunidade para a pesquisa e para o país”,

relata.

RENEWABLE RAW MATERIAL

Produced from materials such as used cooking

oil, animal fat, and industrial waste, HVO differs

from traditional biodiesel in that it utilizes hydrogen

in its production. According to Professor Pulcinelli,

this guarantees several advantages, including lower

emissions of pollutants, greater burning efficiency,

thermal stability, and oxidation resistance. It is also

versatile. “It can be used pure or mixed with conventional

diesel or biodiesel,” she adds.

Professor Rodrigo Fernando Costa Marques, also

from IQ and Coordinator of the Fuel Quality Monitoring

and Research Center (Cempec), states that the

idea for the project originated during a visit by the

Swedish Ambassador to IQ in 2021. During that visit,

a delegation member expressed interest in importing

HVO from Brazil. “I started looking for domestic

producers and could not find any. Then, I had an epiphany:

if there is international demand, and we do

not produce it, there is a great opportunity for research

and for the Country,” he says.

Esse projeto foi concebido

com a proposta de somar

competências para gerar algo

novo e relevante para o Brasil.

O diesel verde já é produzido

em outros países, mas sua

exploração aqui ainda é

praticamente nula

Sandra Pulcinelli, professora do

Instituto de Química da Unesp

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

53


PESQUISA

A partir dessa constatação, uma equipe multidisciplinar

foi montada, reunindo pesquisadores experientes em catálise,

análise de combustíveis, reatores e motores. “Vamos

trabalhar desde a seleção da biomassa à caracterização

do diesel produzido, passando pelo desenvolvimento

de catalisadores e pela produção em escala piloto. É um

projeto que cobre toda a cadeia do combustível renovável”,

explica o professor Leandro Pierroni Martins, coordenador

do Grupo de Pesquisa em Catálise (GPCat).

COMO O PROJETO ESTÁ ESTRUTURADO

O projeto está dividido em quatro etapas interligadas,

que vão, desde a escolha das matérias-primas, até os

testes em motores reais. Na primeira fase, a equipe busca

identificar quais fontes de biomassa brasileiras têm maior

potencial para a produção de HVO. A ideia é priorizar

matérias-primas sustentáveis e que não compitam com a

produção de alimentos. Por isso, além de óleos vegetais

brutos e óleo de fritura industrial, o grupo avalia também

fontes não convencionais, como o óleo extraído de larvas

que se alimentam de resíduos orgânicos.

Em paralelo à seleção das biomassas, os pesquisadores

trabalham no desenvolvimento dos catalisadores, componentes

fundamentais para a reação química que transforma

os óleos vegetais em diesel verde.

O processo ocorre por hidrogenação: o hidrogênio é

incorporado às moléculas orgânicas dos óleos, substituindo

o oxigênio e resultando em um combustível mais limpo,

estável e eficiente.

Based on this finding, we established a multidisciplinary

team, comprising researchers with expertise

in catalysis, fuel analysis, reactors, and engines.

“We are going to work on everything from selecting

biomass to characterizing the produced diesel, including

developing catalysts and making it on a pilot

scale. This project covers the entire renewable fuel

chain,” explained Professor Leandro Pierroni Martins,

Coordinator of the Catalysis Research Group (GPCat).

PROJECT STRUCTURE

The project is divided into four interconnected

stages, ranging from choosing raw materials to

testing on real engines. In the first phase, the team

is trying to identify which Brazilian biomass sources

have the most significant potential for producing

HVO. The goal is to prioritize sustainable raw materials

that do not compete with food production. In

addition to crude vegetable oils and industrial frying

oil, the group is evaluating unconventional sources,

such as oil extracted from larvae that feed on organic

waste.

While selecting biomass, the researchers are

developing catalysts, which are fundamental components

of the chemical reaction that transforms

vegetable oils into green diesel. This process is called

hydrogenation, which involves incorporating hydrogen

into the organic molecules of the oils, replacing

oxygen and resulting in a cleaner, more stable, and

more efficient fuel.

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Vamos trabalhar desde a seleção da biomassa à caracterização

do diesel produzido, passando pelo desenvolvimento de

catalisadores e pela produção em escala piloto

Leandro Pierroni Martins, coordenador do Grupo de

Pesquisa em Catálise

Mais do que desenvolver um novo combustível, o

projeto visa criar uma plataforma nacional de pesquisa

em HVO. Isso inclui conhecimento técnico, infraestrutura

compartilhada e metodologias que poderão ser utilizadas

por outros grupos no Brasil.

Para a professora Sandra Pulcinelli, a iniciativa tem o

potencial de influenciar diretamente a política energética

do país. “Já há sinais de que o governo pretende valorizar

o diesel verde. Nossa pesquisa pode embasar regulamentações,

contribuir com dados técnicos e mostrar que é

possível produzir um combustível limpo, eficiente e economicamente

viável”, assegura.

The project’s goal is to develop a new fuel and

create a national HVO research platform. This includes

technical knowledge, shared infrastructure, and

methodologies that other groups in Brazil can use.

According to Professor Pulcinelli, the initiative

has the potential to directly influence the Country’s

energy policy. “There are already signs that the Government

intends to value green diesel. Our research

can support regulations, provide technical data, and

demonstrate the feasibility of producing a clean, efficient,

and economically viable fuel,” she says.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

55


ARTIGO

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INVESTIGANDO O

USO DE RESÍDUOS DO

PROCESSAMENTO DA

MADEIRA DE EUCALIPTO

PARA A PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEIS

SÓLIDOS COMPACTADOS

FOTOS DIVULGAÇÃO

ALESSANDRO DE PAULA SILVA

UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

AZARIAS MACHADO DE ANDRADE

UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

ANANIAS FRANCISCO DIAS JÚNIOR

UFES (Universidade Federal do Espírito Santo)

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

57


ARTIGO

RESUMO

E

ste trabalho teve por objetivo analisar os

carvões da casca, maravalha e serragem

de Eucalyptus pellita, assim como os briquetes

produzidos desses materiais, carbonizados

em duas temperaturas. Para isso, a casca, maravalha e

serragem oriundas do processamento mecânico foram

carbonizados sob temperaturas de 400ºC e 600ºC. As

propriedades físico-químicas dos carvões produzidos

foram comparadas com as do lenho carbonizado nas

mesmas temperaturas. Em seguida os resíduos car-

bonizados foram briquetados e analisados através da

umidade de equilíbrio, massa específica aparente, taxa

de degradação natural e forçada. A carbonização da

casca da madeira de Eucalyptus pellita proporcionou aumentos

significativos nos rendimentos gravimétricos em

carvão. Houve uma relação positiva entre a temperatura

de carbonização e a umidade de equilíbrio dos briquetes

produzidos com os resíduos carbonizados. Os briquetes

produzidos com o carvão da casca carbonizada a 400ºC

apresentaram elevado ritmo de degradação térmica.

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INTRODUÇÃO

A madeira, desde a antiguidade, é um material muito

importante e que devido as suas diversas utilidades e

escassez nas regiões tradicionalmente consumidoras,

vem valorizando-se ao longo das últimas décadas. Em

alguns setores, o desperdício da madeira pode chegar a

70% da massa original, como é o caso da sua utilização

para transformação em madeira serrada. Tal desperdício

refere-se, basicamente, à grande geração de resíduos

(serragem, maravalhas e costaneiras), que poderiam ser

utilizados para outros fins, como para produção de energia

térmica a partir da combustão ou queima direta.

Outra finalidade seria a utilização para a transformação

em carvão vegetal, pela submissão dos resíduos

de madeira à ação do calor por meio da pirólise, com

o intuito de concentrar carbono e retirar o oxigênio.

Entretanto, durante a conversão da madeira em carvão

vegetal é possível a ocorrência de uma série de fenômenos

físicos e químicos que resultam em outros subprodutos:

uma fração gasosa que pode ser condensada,

permitindo a obtenção do chamado líquido pirolenhoso

e outra parte que culmina em gases não condensáveis

inflamáveis, a exemplo do CO, H 2

, CH 4

e C 2

H 6

. O líquido

pirolenhoso é basicamente constituído por água e

compostos químicos orgânicos como os ácidos acético

e fórmico, o éter, os álcoois metílico e etílico, a acetona e

o alcatrão.

MATERIAIS E MÉTODOS

As árvores de Eucalyptus pellita utilizadas foram

provenientes de um povoamento florestal experimental

com quinze anos de idade situado na UFRRJ, no município

de Seropédica (RJ). Foram coletadas cinco árvores,

de cujos fustes foram retirados seis discos de madeira

com, aproximadamente, 3 cm (centímetros) de espessura,

nas seguintes alturas: a 0,3m (metro) do nível do

solo, DAP 1,30m (diâmetro altura do peito) e a 25%, 50%,

75% e 100% da altura comercial. Na ocasião foi separado

o lenho dos resíduos, sendo eles: casca, maravalha e

serragem, obtidos através de processamentos mecânicos

diversos, em equipamentos da serraria da referida

Instituição. Em seguida, o material foi acondicionado

em embalagens plásticas previamente identificadas e

encaminhado para as etapas subsequentes.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

59


ARTIGO

DISCUSSÃO

A carbonização da casca da madeira de Eucalyptus

pellita apresentou o maior rendimento em carvão

vegetal (38,27%), quando a temperatura máxima foi de

400°C, sendo este valor 54,44% superior ao menor rendimento

observado para a carbonização da maravalha sob

temperatura máxima de 600°C (24,78%). Pode-se ainda

observar o efeito da temperatura de carbonização sobre

o rendimento gravimétrico em carvão da casca, significativamente

maior, quando comparado aos rendimentos

da maravalha e da serragem. Esse efeito também foi

observado por Vital et al., estudando a influência da inclusão

da casca no rendimento e na qualidade do carvão

vegetal de Eucalyptus grandis.

Para o rendimento em líquido pirolenhoso foi

observado uma tendência bem definida. Os valores

variaram entre 31,87% (carvão da casca/600°C) e 47,59%

(carvão de maravalha/600°C), sendo essa variação de

49,32%. O aumento da temperatura de carbonização

eleva a quantidade de gases formados (condensáveis e

não-condensáveis) sendo que, dentre os condensáveis,

os vapores colaboraram para aumentar a quantidade de

líquido pirolenhoso obtido.

Pode-se observar o efeito da temperatura de carbonização

sobre o rendimento gravimétrico em carvão da casca,

significativamente maior, quando comparado aos rendimentos

da maravalha e da serragem

60 www.REVISTABIOMAIS.com.br


CONCLUSÕES

A carbonização do lenho, da casca, maravalha e da

serragem sob temperatura de 600°C resultou na produção

de carvão vegetal com elevado teor de carbono fixo.

Apesar disso, os briquetes produzidos a partir do carvão

vegetal da casca de Eucalyptus pellita a 600°C tiveram o

maior ritmo de degradação térmica natural, sendo dessa

forma pouco eficientes termicamente.

Houve relação positiva entre a temperatura de

carbonização e a umidade de equilíbrio dos briquetes,

produzidos com os resíduos carbonizados, sendo as

maiores médias de umidade detectadas para os materiais

carbonizados a 600°C.

A fim de se obter briquetes com elevado estoque de

energia, representado por um alto teor de carbono fixo

e que possa fornecer energia durante maior período de

tempo (menor degradação térmica natural) sugere-se

estudos que analisem briquetes produzidos em diferentes

composições dos resíduos carbonizados a 600°C.

Para ler esse conteúdo na íntegra,

acesse o QRcode ao lado:

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

61


AGENDA

OUTUBRO 2025

DESTAQUE

BIOMASS AND BIOENERGY

CONFERENCE | BBC BRAZIL 2025

Data: 28 a 31 de outubro

Local: Sorocaba (SP)

Informações: https://www.bbcbrazil.com.br/

NOVEMBRO 2025

EUROPEAN BIOENERGY FUTURE

Data: 5 e 6 de novembro

Local: Bruxelas (Bélgica)

Informações: https://bioenergyeurope.org/events/

FEVEREIRO 2026

PROGETTO FUOCO

Data: 25 a 28 de fevereiro de 2026

Local: Verona (Itália)

Informações: https://www.progettofuoco.com/

MAIO 2026

COMPOSHOW 2025

Data: 7 a 9 de outubro

Local: Piracicaba (SP)

Informações:

https://composhow.com.br

A feira de compostagem reúne especialistas

que atuam no setor, e abriga também o

III Encontro Técnico de Compostagem. A programação

prevê temas como compostagem

industrial, a compostagem de lodo de esgoto,

de resíduos agroindustriais, novas tecnologias,

políticas públicas, regulamentações e

tendências, entre outros aspectos.

EUBCE 2026 (EUROPEAN BIOMASS

CONFERENCE AND EXHIBITION)

Data: 19 a 22 de maio

Local: Haia (Holanda)

Informações: https://www.eubce.com/

62 www.REVISTABIOMAIS.com.br


VEM AÍ!

01 DE DEZEMBRO DE 2025

APOIO:

ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE

MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

www

revistareferencia.com.br

comercial@revistareferencia.com.br


OPINIÃO

Foto: divulgação

O

Dia Internacional do Biodiesel, 10 de agosto, marca

a primeira vez em que um motor à combustão

funcionou utilizando óleo de amendoim, em 1893,

pelas mãos do engenheiro mecânico alemão Rudolf

Diesel – que também é o criador do primeiro protótipo de motor

a diesel. No Brasil, o uso do revolucionário combustível produzido

a partir de óleos de origem vegetal ou animal ganhou força

há 20 anos, a partir da criação do PNPB (Programa Nacional de

Produção e Uso do Biodiesel), que instituiu em lei o acréscimo

obrigatório de uma porcentagem de biodiesel ao óleo diesel

fóssil. Marco na transição energética no Brasil, os resultados do

PNPB são notáveis. Em termos ambientais, o programa evitou

a emissão de 240 milhões de toneladas de CO2 (gás carbônico),

contribuindo significativamente para a mitigação das mudanças

climáticas. Economicamente, a produção de 77 bilhões de litros

de biodiesel em 20 anos resultou em uma economia de aproximadamente

US$ 38 bilhões em importações de diesel, conforme

dados do MME (Ministério de Minas e Energia).

Atualmente, a soja representa cerca de 74% do total de óleo

vegetal empregado na fabricação de biodiesel no Brasil e, segundo

a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a

crescente demanda por fontes renováveis na matriz energética

tem estimulado a exploração de uma ampla variedade de espécies

vegetais como alternativas para a produção de biodiesel. A

instituição estima que cerca de 350 plantas possuem potencial

para esse fim. Há também as alternativas de gordura animal, com

o sebo bovino como a segunda maior fonte de produção de biodiesel,

contribuindo com aproximadamente 15% da produção do

país conforme estudo da Fundação Eco+ sobre biocombustíveis.

Outro avanço que veio para consolidar e expandir o setor

foi a sanção da Lei do Combustível do Futuro em outubro de

2024, que estabelece um conjunto de diretrizes para a descarbonização

e a transição energética, incluindo novas regras para

o avanço percentual da mistura de biodiesel. Recentemente, a

proporção obrigatória de biodiesel no diesel aumentou de 14%

para 15% (B15), com a perspectiva de alcançar 20% até março de

2030. Essas iniciativas reforçam o posicionamento dos biocombustíveis

como um eixo estratégico para o desenvolvimento

sustentável do Brasil, promovendo a redução da dependência de

DO ÓLEO DE AMENDOIM

AO B100: A JORNADA DO

BIODIESEL NA TRANSIÇÃO

ENERGÉTICA

combustíveis fósseis e a diminuição da necessidade de importações,

cenário particularmente relevante diante da volatilidade do

mercado global. A evolução do setor ganha força com empresas

que já utilizam frotas com uso exclusivo do biodiesel puro (B100).

A Basf, por exemplo, inclui em sua estratégia logística o uso de

caminhões B100 para o transporte de metilato de sódio (um

catalisador essencial na produção de biodiesel) de sua fábrica em

Guaratinguetá (SP) até as unidades produtoras de seus clientes

em todo o Brasil. Essa iniciativa reflete um ciclo virtuoso de sustentabilidade,

no qual o produto final é utilizado no transporte

de sua própria matéria-prima. Outras empresas da cadeia produtiva

do biodiesel também têm adotado com sucesso o B100,

o que tem impulsionado a oferta de caminhões fabricados para

operar exclusivamente com biocombustível ou em modelos flex,

permitindo a alternância entre diesel e biodiesel puro.

Além dos expressivos ganhos ambientais e econômicos, o

programa de biodiesel gera impactos socioeconômicos fundamentais.

As diretrizes incluem o fomento à aquisição de matérias-primas

do Programa Selo Biocombustível Social, estabelecendo

que as indústrias de biodiesel deverão adquirir até 20%

dos insumos de pequenos produtores até 2026. Esta medida visa

promover a inclusão social na cadeia produtiva, com o Ministério

do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar projetando

um incremento de R$ 600 milhões na renda das famílias participantes

e a expectativa de inclusão de 5 mil novas famílias da

agricultura familiar.

Os resultados positivos alcançados pelo biodiesel e outros

biocombustíveis no Brasil são motivo de celebração. Eles

representam um avanço substancial em direção a uma transição

energética robusta e promissora para o país, consolidando o

Brasil como um ator relevante na construção de um futuro mais

sustentável e equitativo.

Por Ronei Zan

Gerente de contas chave

para Metilato na Basf

Foto: divulgação

64 www.REVISTABIOMAIS.com.br


DE 07 A 09

DE OUTUBRO DE 2025

3°encontro técnico de compostagem

2025

feira brasileira de compostagem

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SUSTENTABILID ADE




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