Biomais_74 [ OPS ]
12,14,16,18,20,22,24,26,28,32,33,34,35,38,39,52,53,54,55,58,60,6
12,14,16,18,20,22,24,26,28,32,33,34,35,38,39,52,53,54,55,58,60,6
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Entrevista
Celso Kloss, diretor do Tecpar, revela projetos voltados para transição energética
PRODUÇÃO E
TRANSPORTE DE BIOMASSA
EMPRESAS QUE OPERAM NA PICAGEM E
TRANSPORTE DE BIOMASSA TÊM SE DESTACADO
NO MERCADO COM SOLUÇÕES EFICIENTES
9 772359 458092 0 0 0 7 4
BIOMASS PRODUCTION
AND TRANSPORTATION
COMPANIES OPERATING IN BIOMASS CHOPPING
AND TRANSPORTATION HAVE STOOD OUT IN THE
MARKET WITH EFFICIENT SOLUTIONS
INVESTIMENTO
PESQUISA PRETENDE DESENVOLVER
DIESEL VERDE NO BRASIL A PARTIR
DE BIOMASSAS
INOVAÇÃO
EMPRESA NA BAHIA UTILIZA RESÍDUOS DE
COCO DE PIAÇAVA PARA GERAR ENERGIA
SUMÁRIO
06 | EDITORIAL
Operação segura
08 | CARTAS
10 | NOTAS
20 | ENTREVISTA
30 | PRINCIPAL
36 | INOVAÇÃO
Biomassa de coco de piaçava
40 | FEIRA
Show Florestal 2025
50 | PESQUISA
56 | ARTIGO
62 | AGENDA
64 | OPINIÃO
Do óleo de amendoim ao B100:
a jornada do biodiesel na
transição energética
04 www.REVISTABIOMAIS.com.br
EDITORIAL
A capa desta edição destaca
os picadores Planalto e o piso
móvel Guerreiro
OPERAÇÃO
A
crise climática vem incentivando a busca por matérias-primas sustentáveis, o que tem alavancado o setor de biomassa. Focadas
no segmento, a Planalto Picadores e a Guerreiro Piso Móvel são empresas que vêm acompanhando o crescimento do setor nos
últimos anos, e apresentando soluções que garantem uma operação mais eficiente e segura, em especial para quem atua no
setor de biomassa florestal. Nesta edição da Revista REFERÊNCIA BIOMAIS, destacamos a atuação das duas empresas que têm
se destacado na área de biomassa. O diretor de Novos Negócios e Relações Institucionais do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná)
Celso Kloss, um dos responsáveis pelo Smart Energy – Conferência Internacional de Energias Inteligentes é o entrevistado da edição em
que explana acerca dos projetos para transição energética, além de novas fontes para o mercado de geração de energia renovável. Outras
matérias abordam o uso da biomassa do coco de piaçava para gerar energia, o investimento em pesquisas sobre biomassas, e as novidades
apresentadas na feira Show Florestal, são o destaque. Uma ótima leitura!
SAFE OPERATION
T
he climate crisis has encouraged the search for sustainable raw materials, boosting the Biomass Sector. Focusing on this area, Planalto
Picadores and Guerreiro Piso Móvel are companies that have kept pace with the Sector's growth in recent years, presenting solutions
that guarantee safer and more efficient operations, particularly for those working in the Forest Biomass Sector. This issue of REFERÊNCIA
Biomais highlights the work of these two companies. Celso Kloss, the Director of New Business and Institutional Relations at the Paraná
Institute of Technology (Tecpar) and one of the people responsible for Smart Energy — the International Conference on Intelligent Energies — is
our interviewee this month. He discusses projects for the energy transition and new sources for the renewable energy generation market. Other
articles cover the use of Piassava coconut biomass to generate energy, investment in biomass research, and news from the Show Florestal Fair.
Pleasant reading!
EXPEDIENTE
SEGURA
ANO XII - EDIÇÃO 74 - SETEMBRO 2025
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(fabiomachado@revistabiomais.com.br)
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06 www.REVISTABIOMAIS.com.br
CARTAS
PRINCIPAL
A DRV está sempre à frente, com lançamentos que atendem as necessidades do mercado.
Murilo Carvalho – Lages (SC)
Foto: divulgação
ENTREVISTA
Gostei da entrevista com o professor Carlos Sanquetta. Trouxe um pouco da trajetória do mercado de carbono que tanto
se fala hoje em dia.
Tereza Correia – Loanda (PR)
FEIRA
O setor de biomassa está cada vez mais presente na Fimma, e não foi diferente dessa vez.
Claúdia Gomes – São Paulo (SP)
ESTUDO
Interessante os dados levantados pela ACR, mostra que tanto a biomassa, quanto os
pellets estão em crescimento constante, em especial em Santa Catarina.
José Márcio dos Santos – Nova Lima (MG)
Foto: divulgação
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NOTAS
PODCAST REFERÊNCIA
Podcast REFERÊNCIA, o novo programa tem como objetivo apresentar as pessoas que fazem o setor de base florestal cada vez
melhor e os programas mantiveram o ritmo que nossos expectadores já conhecem. Nesse mês os convidados foram Jonathan
Taborda (foto de cima), gerente comercial da ABB Wood Brasil, empresa especializada em madeira serrada para pallets, e Claudio
Zini (foto de baixo), engenheiro civil e CEO da Pormade, uma das principais indústrias de portas do Brasil. Os programas desse mês
tiveram o apoio de DRV Indústria, Impacto Máquinas e Rotteng.
Jonathan Taborda recorda que seu primeiro contato com a madeira foi na época que seu pai, que trabalhava com transportes,
passou a operar na colheita da madeira em Mato Grosso.
“Estudava de manhã e, à tarde, ia afiar a serra circular na
lima. Na época era na lima, não existia vídea ainda e se
existia no Brasil a gente não tinha. Minha função era chegar
depois do almoço, pegar uma escova de aço, limpar
a serra, colocar em uma bancada, pegar a lima e só parar
quando meu pai achasse que ficou bom”, relata Jonathan.
A ABBWood é especialista na exportação de madeira
serrada para pallets e com o tempo passou a entender
tendências e demandas como oportunidades dentro do
setor, como a exigência de madeira certificada que ganha
força continuamente e passou a ser regra dentro da empresa.
Essa diferenciação tornou-se a principal estratégia
da empresa para competir com outros players do mercado
nacional e, principalmente internacional. “É entregar a madeira
pronta para pregar, que vai direto para a pregadeira
automatizada e flui na produção”, resume o gerente.
Cláudio Zini lembra que sua visão de gestão começou
a se transformar a partir de uma viagem ao Japão,
em 1988. Em uma das visitas, Zini recorda de uma frase
marcante de um especialista japonês: erros são tesouros.
O executivo confessa ter achado curioso no momento e
brincado consigo mesmo: “então eu tô rico.” Esse episódio,
no entanto, seria o ponto de partida para mudanças
profundas em sua forma de liderar. Líder inquieto e aberto
a novas ideias, Zini transformou essa experiência internacional
em base para o crescimento da Pormade.
Para Cláudio Zini, o erro deve ser visto como parte
essencial do processo de inovação. Para o CEO, estimular
o erro é estimular a busca por novos caminhos, desde que
feito de maneira responsável, com envolvimento coletivo.
“O sucesso de uma empresa é em função do número de
experimentos que ela realiza por ano, por mês, por dia. Se
não estamos fracassando, é porque não estamos tentando
o suficiente”, acredita Cláudio.
Os episódios do Podcast
REFERÊNCIA estão disponíveis
no nosso canal do youtube, que
o Leitor pode acessar através do
QR Code:
Fotos: REFERÊNCIA
10 www.REVISTABIOMAIS.com.br
NOTAS
LEILÃO VIABILIZA OBRAS DE 65 USINAS
EM 12 ESTADOS
O Leilão de Energia Nova A5, realizado pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e
pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na segunda quinzena de agosto, bateu recorde histórico
de participação. O certame movimentou R$ 5,5 bilhões em investimentos para viabilizar obras de 65
usinas hidrelétricas em 12 Estados, com início de fornecimento previsto para janeiro de 2030, atendendo
à demanda das distribuidoras no mercado regulado, que abastece consumidores residenciais e
pequenas e médias empresas. A negociação permitiu a contratação de 815,6 MW (megawatts) em potência
e 384,5 MWm (megawatts médios) em eletricidade de usinas a serem construídas em Estados das
regiões sul, sudeste, centro-oeste e nordeste. O montante financeiro negociado foi de R$ 26,6 bilhões.
A entrega de energia ao SIN (Sistema Interligado Nacional) se dará entre janeiro de 2030 e dezembro de
2049. O insumo será entregue aos clientes das distribuidoras Amazonas, Celpe, Coelba, Coelce, Cosern,
Eletropaulo, Energisa e Light.
Foto: divulgação
12 www.REVISTABIOMAIS.com.br
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NOTAS
ENERGIA SOLAR CHEGA NAS ALDEIAS KAYAPÓ NA
AMAZÔNIA
No sul do Pará, um projeto inovador está unindo tecnologia, sustentabilidade e justiça social para transformar a
realidade de comunidades indígenas da etnia Kayapó. O Conexão Kayapó está promovendo a instalação de sistemas
solares com baterias, em aldeias localizadas nas Terras Indígenas Menkragnoti, Baú, Capoto/Jarina e Panará, consideradas
regiões críticas do Arco do Desmatamento. A iniciativa é liderada pela Comerc, empresa de soluções inovadoras
em energia da Vibra, com o apoio do Instituto AYA, Instituto Kabu e Instituto A Gente Transforma. A fase piloto do
projeto, desenvolvido pela Comerc por meio de sua joint-venture com a Micropower, foi concluída em dezembro de
2024 na aldeia Pykany, com investimento de R$ 2 milhões. Nessa etapa, foram instalados 35 sistemas que fornecem
energia 24 horas por dia para residências, escola, posto de saúde e bases de vigilância. Ao todo, a iniciativa beneficiará
mais de 1,5 mil pessoas, com a implantação de energia solar em mais de 160 residências, distribuídas entre 18 aldeias
e 7 bases de monitoramento territorial. O custo estimado para expandir o projeto a todas as aldeias atendidas pelo
Instituto Kabu será superior a R$ 14 milhões.
Foto: Matheus Melo
14 www.REVISTABIOMAIS.com.br
NOTAS
BIOENERGIA EM DEBATE
A XXXI edição da Fenasucro & Agrocana encerrou consolidando a feira como um marco para o setor bioenergético. A
maior feira mundial da bioenergia, realizada em agosto de 2025, superou as expectativas de público e de geração de negócios.
Realizado no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP), o evento reuniu mais de 600 marcas expositoras e visitantes
de mais de 60 países. Segundo Paulo Montabone, diretor do evento, os resultados da edição 2025 demonstram a força e a
relevância da feira para o setor de bioenergia no Brasil e no mundo: “A Fenasucro & Agrocana registrou um público altamente
qualificado, crescimento na visitação e um volume expressivo de intenções de compra. Com esses resultados, estamos
confiantes de que vamos superar os R$ 10,7 bilhões, reforçando a feira como o principal ponto de encontro e geração de
negócios para o setor.” Esta edição contou com a programação de conteúdo da FenaBio, novo espaço da feira dedicado às
discussões sobre o futuro das bioenergias. Em dois palcos simultâneos, seis painéis reuniram especialistas e líderes do setor
para debater estratégias, tecnologias e políticas que podem consolidar o Brasil como referência global em energia limpa.
Foto: divulgação FENASUCRO
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NOTAS
GRUPO PARANAENSE VAI
INVESTIR EM REFINARIA
DE ETANOL DE MILHO
Comprometido com a transição energética e o fortalecimento
da cadeia de biocombustíveis no Brasil, o Grupo
Potencial anunciou que está se programando para investir
R$ 2 bilhões na construção de uma refinaria de etanol de
milho na cidade da Lapa (PR), próxima a Curitiba (PR). O
projeto da usina de etanol está na fase de detalhamento, e
a planta deverá estar em operação em 2028. O novo complexo
será implantado junto à atual estrutura da Potencial
na Lapa, que já abriga uma fábrica de biodiesel, em plena
operação, e uma esmagadora de soja em fase avançada
de construção. Durante a implantação da usina de etanol,
cerca de 1500 trabalhadores serão mobilizados. Quando a
planta estiver em operação, com capacidade para processar
3 mil toneladas de milho por dia, a expectativa é que
sejam criados mais de 300 postos diretos de trabalho além
de oportunidades indiretas. A movimentação do Grupo Potencial
acompanha o crescimento expressivo do etanol de
milho no Brasil. Na safra 2024/2025, a produção nacional
desse biocombustível cresceu 31%, alcançando 8,2 bilhões
de litros, segundo dados da Única (União da Indústria de
Cana-de-Açúcar e Bioenergia).
Foto: divulgação
18 www.REVISTABIOMAIS.com.br
ENTREVISTA
Foto: divulgação
ENTREVISTA
CELSO
KLOSS
Formação: Engenheiro Químico pela UFPR (Universidade Federal
do Paraná); mestre em Tecnologia dos Alimentos pela Universitty of
Georgia (USA)
Education: Chemical Engineering, Federal University of Paraná (Ufpr);
Master’s in Food Technology, University of Georgia (USA)
Cargo: Diretor de Novos Negócios e Relações Institucionais do Tecpar
(Instituto de Tecnologia do Paraná)
Function: Director of New Business and Institutional Relations at the
Paraná Institute of Technology (Tecpar)
ENERGIA
EM DEBATE
ENERGY IN DEBATE
N
esta edição conversamos com o diretor de Novos
Negócios e Relações Institucionais do Tecpar
(Instituto de Tecnologia do Paraná) Celso Kloss. Ele
é um dos responsáveis pelo Smart Energy – Conferência
Internacional de Energias Inteligentes, evento que
acontece anualmente em Curitiba (PR), que surgiu para discutir
questões relacionadas à energia, e evoluiu para abarcar
todas as formas de geração e uso de energia. Nesta conversa,
Celso Kloss fala sobre o projeto de tornar Curitiba um fórum
de discussão sobre a aplicabilidade, evolução e utilização das
formas de geração de energia sem o uso de combustíveis fósseis.
Os projetos do Tecpar voltados para transição energética
também estiveram na pauta da conversa. Confira:
I
n this issue, we speak to Celso Kloss, Director of New
Business and Institutional Relations at the Paraná Institute
of Technology (Tecpar). He is one of the individuals
responsible for the annual Smart Energy – International
Conference on Intelligent Energies event in Curitiba (PR),
which was established to address energy-related issues and
has evolved to encompass all forms of energy generation
and utilization. In this interview, Kloss discusses the project
to develop Curitiba as a platform for exploring the feasibility,
development, and application of energy generation methods
that do not rely on fossil fuels. Tecpar’s energy transition
projects were also on the agenda.
Check it out!
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ENTREVISTA
Conte-nos como um engenheiro químico ingressou
no cenário de energia renovável?
Sou engenheiro químico, formado pela UFPR
(Universidade Federal do Paraná) e tenho mestrado
em Tecnologia de Alimentos pela Universidade da
Geórgia (EUA). Minha carreira contemplou, em um
primeiro momento, trabalhar na Coca-Cola, isso no Rio
de Janeiro (RJ). Na sequência vim para Curitiba, onde
ocupei o cargo de gerente de desenvolvimento de
produtos e depois gerente de controle da qualidade
para as três plantas da Nutrimental. Posteriormente,
ingressei no Tecpar para um projeto de implantação
de sistemas de gestão da qualidade. Após, passei a
coordenar a Rede Paraná Tecnologia e Metrologia.
Desde 2023, fui convidado para retornar ao Tecpar.
Hoje, ocupo a Diretoria de Novos Negócios e Relações
Institucionais.
Como surgiu o Smart Energy?
O evento SmartEnergy, como conferência, surgiu
a partir de um projeto do Tecpar chamado: Programa
Smart Energy; que visava discutir smart grid e questões
relacionadas à energia. Na sequência, o conceito
evoluiu para abarcar todas as formas de geração e
uso de energia, mantendo-se, assim, o nome Smart
Energy.
Qual objetivo do Smart Energy?
Desde o nascimento, o objetivo da Smart Energy
como Conferência Internacional de Energias Inteligentes
sempre foi trazer o estado da arte em relação
à geração de energia, considerando um conceito mais
amplo de transição energética. Passamos a apresentar
o estado da arte em todas as formas de geração:
fotovoltaica, biomassa, biogás.... Mais recentemente,
contemplamos a questão do hidrogênio. O objetivo é
tornar Curitiba um fórum de discussão sobre a aplicabilidade,
evolução e utilização de todas as formas de
geração de energia sem o uso de combustíveis fósseis,
sempre adotando uma postura de ambientalmente
amigável.
E sobre a expectativa com o Smart Energy em
2025?
Para esta edição, buscamos destacar o conceito de
transição energética, que significa dar maior ênfase
à geração da energia com base em fontes renováveis
e sustentáveis. Nesse contexto, o hidrogênio ocupa
How did a Chemical Engineer enter the
renewable Energy Sector?
I am a Chemical Engineer who graduated
from the Federal University of Paraná and hold
a Master’s degree in Food Technology from
the University of Georgia in the USA. I initially
worked for Coca-Cola in Rio de Janeiro. I then
moved to Curitiba, where I initially served as
a Product Development Manager and later as
a Quality Control Manager for Nutrimental’s
three plants. Thereafter, I joined Tecpar to
implement a quality management system for a
project. Subsequently, I coordinated the Paraná
Technology and Metrology Network. In 2023, I
was invited to return to Tecpar. I am currently
Director of New Business and Institutional
Relations.
How did Smart Energy come about?
The Smart Energy conference originated
from a Tecpar project known as the Smart
Energy Program, which aimed to address Smart
Grid and energy-related issues. The concept
subsequently evolved to encompass all forms of
energy generation and use, while retaining the
name Smart Energy.
What is the aim of Smart Energy?
From the outset, the International Conference
on Intelligent Energy has aimed to
showcase the latest developments in energy generation
while considering the broader concept
of energy transition. Initially, we presented the
latest developments in all forms of generation,
including photovoltaics, biomass, and biogas.
More recently, we have considered the issue of
hydrogen. Our goal is to establish Curitiba as a
platform for discussing the feasibility, development,
and application of energy generation
methods that do not rely on fossil fuels, while
maintaining an environmentally friendly
approach.
What would you like to see from Smart
Energy in 2025?
This year, we have emphasized the concept
of energy transition by placing a greater focus
on generating energy from renewable and
22 www.REVISTABIOMAIS.com.br
ENTREVISTA
um papel bem importante, assim como a discussão
sobre eficiência energética, pois, ao melhorar o uso da
energia, consome-se menos e, consequentemente, a
operação se torna mais sustentável. A novidade desta
edição do Smart Energy é a ênfase na utilização do
hidrogênio e na sua importância para a geração de
energia, associada às questões de sustentabilidade.
Trata-se de um foco alinhado ao contexto de ESG,
cada vez mais valorizado por empresas e pela sociedade.
Por que o Tecpar promove o Smart Energy?
O Tecpar apoia e promove o Smart Energy
porque entendemos que a função de um instituto
de tecnologia é trazer conhecimento e apresentar o
estado da arte nas várias tecnologias disponíveis para
o consumo da população do Estado do Paraná. O
Tecpar considera que esse é um papel fundamental,
justamente para levar a discussão sobre esses temas
para o Estado que, muitas vezes são discutidos apenas
em fóruns em São Paulo e Rio de Janeiro, o que limita,
especialmente, a participação de médias e pequenas
empresas locais. Dessa forma, o objetivo do Tecpar é
disseminar o conhecimento tecnológico da maneira
mais intensiva possível.
Como o Tecpar pode contribuir para a transição
energética?
Desenvolvendo projetos que fomentam discussões
sobre o tema. Atualmente, temos dois projetos
estratégicos que estão sendo executados com o apoio
e recursos da Fundação Araucária. O primeiro é o
LabEX, que busca criar um hub com alta capacidade e
competência científica e tecnológica para a transição
energética. E o outro projeto é o B2S, que contempla
sustainable sources. In this context, hydrogen
plays a significant role, as does the discussion
on energy efficiency. By improving the way
energy is used, less is consumed, and consequently,
the process becomes more sustainable.
This year, Smart Energy is focusing on the
importance of hydrogen for energy generation
and its connection to sustainability issues. This
focus aligns with the growing importance of
ESG issues for companies and Society.
Why is Tecpar promoting Smart Energy?
Tecpar supports and promotes Smart
Energy because we believe that the role of a
technology institute is to disseminate knowledge
and showcase the latest technologies
available to the population of the State of
Paraná. We consider this to be a fundamental
role, as it brings discussion of these issues to
the State. These issues are often only discussed
in forums in the States of São Paulo and Rio de
Janeiro, which limits the participation of local
medium and small companies. Tecpar aims to
disseminate technological knowledge as widely
as possible.
In what ways can Tecpar contribute to
the energy transition?
By developing projects that encourage discussion
on the subject. We currently have two
strategic projects underway, supported by the
Araucária Foundation. The first, LabEX, aims
to establish a hub with significant scientific
and technological capabilities for the energy
O objetivo é tornar Curitiba (PR) um fórum de discussão sobre
a aplicabilidade, evolução e utilização de todas as formas de
geração de energia sem o uso de combustíveis fósseis
24 www.REVISTABIOMAIS.com.br
ENTREVISTA
a questão do crédito de carbono, aborda a maneira
como tornar a sociedade mais sustentável, valorizando
a atividade agrícola, com a captura e a estocagem do
carbono. Como a emissão do carbono está diretamente
ligada ao uso de combustíveis fósseis, esse projeto
disponibilizará tecnologias para reduzir a concentração
final do carbono na atmosfera, não apenas diminuindo
a emissão de carbono, mas, principalmente,
promovendo a sua captura e estocagem.
E acerca do papel da biomassa para geração de
energia?
A biomassa se destaca dentro do contexto do
sistema de geração de energia por permitir o aproveitamento
de materiais que, eventualmente, seriam
descartados na natureza, liberando carbono sem
trazer benefícios à sociedade. Ou seja, ao utilizar esses
resíduos gera-se energia e evita-se o descarte inadequado
ou em aterros, dando a eles uma destinação
virtuosa e relevante para a sociedade.
Quais os desafios para transição energética no
Brasil?
O desafio é sempre voltado à questão da oscilação
dos derivados do petróleo. À medida em que
os derivados apresentem valores bastante baixos, a
sociedade acaba fazendo um consumo maior pela
tradição de utilizar derivados de petróleo, sem ter um
compromisso com a redução da emissão de carbono.
Portanto, o desafio está exatamente nisso: em um
primeiro momento, disseminar informações sobre as
várias tecnologias, mas isso não basta. É preciso tornar
a utilização dessas tecnologias mais acessíveis em
termos de custo e fazer com que a sociedade tome
consciência de que a utilização de fontes energéticas
sustentáveis é bom para o planeta e é bom para o
cidadão de maneira geral.
transition. The other project, B2S, examines
carbon credits and how to make Society more
sustainable by valuing agricultural activities
and capturing and storing carbon. As carbon
emissions are directly linked to the use of fossil
fuels, this project will provide technologies to
reduce the final concentration of carbon in the
atmosphere — not only by reducing emissions,
but primarily by promoting capture and
storage.
But what about the role of biomass in
energy generation?
Within the context of the energy generation
system, biomass stands out because it enables
the use of materials that would otherwise be
discarded in nature, releasing carbon without
providing any benefits to Society. In other
words, using this waste to generate energy
avoids improper disposal or landfill, giving it a
valuable and beneficial purpose.
What challenges does Brazil face in its
energy transition?
The fluctuating price of oil derivatives
presents a constant challenge. When prices
are low, Society consumes more due to the
established use of oil derivatives without
committing to reducing carbon emissions. The
first challenge is disseminating information
about the various technologies, but that alone
is not enough. We also need to reduce the cost
of using these technologies and raise awareness
that utilizing sustainable energy sources
benefits the planet and its citizens.
O desafio está em disseminar informações sobre as várias
tecnologias, e tornar a utilização dessas tecnologias mais
acessíveis em termos de custo
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ENTREVISTA
O Paraná tem incentivado, por meio de políticas
e programas, a geração de energia de fontes
renováveis, principalmente no ambiente rural. Isso
tem impulsionado o setor?
Efetivamente esses programas que o governo do
Estado têm disponibilizado para o Paraná e para a sociedade
paranaense de maneira geral tem promovido
grandes mudanças. Notadamente, a disponibilização
de recursos para subvencional a fim de baratear a
utilização e instalação de painéis fotovoltaicos tem trazido
uma condição bastante interessante. O programa
RenovarPR, desenvolvido via Secretaria de Agricultura
e do Abastecimento do Estado do Paraná, disponibiliza
recursos para que o agricultor de pequenas e
médias propriedades possa ter acesso à instalação de
sistemas de geração fotovoltaica e, com isso, obter
os benefícios de geração de energia a partir de uma
fonte renovável e uma fonte sustentável.
Ao fim da sua gestão no Tecpar, que legado
pretende deixar?
É o de uma sociedade mais motivada e estimulada
a utilizar fontes de energia sustentáveis e renováveis.
Embora essas tecnologias geralmente tenham custos
mais elevados de instalação e operação, é importante
que o empresário esteja consciente de que ao
adotá-las, está contribuindo para um meio ambiente
menos poluído e, consequentemente, para melhores
condições de vida da população. No contexto da
transição energética, quanto mais se falar sobre o
tema e estimular projetos de desenvolvimento científico
e tecnológico nas universidades que integram o
sistema de ciência e tecnologia do Paraná, de modo
a reduzir os custos dessas soluções, mais significativa
será a contribuição para a população paranaense e,
logicamente, com possibilidade de expansão para a
sociedade brasileira.
Through its policies and programs,
Paraná has encouraged the generation of
energy from renewable sources, particularly
in rural areas. Has this boosted the Sector?
These programs, made available by the State
Government for Paraná and its Society, have
brought about significant changes. In particular,
providing subsidy funds to reduce the cost
of installing photovoltaic panels has created
an exciting situation. The RenovarPR program,
developed by the Paraná State Secretary of
Agriculture and Supply, provides funding to
enable farmers with small and medium-sized
properties to install photovoltaic generation
systems, thereby benefiting from generating
energy from a renewable and sustainable
source.
What legacy do you intend to leave at
the end of your term at Tecpar?
I want to see a Society that is more motivated
and encouraged to use sustainable and
renewable energy sources. Although these technologies
generally have higher installation and
operating costs, entrepreneurs need to recognize
that by adopting them, they are contributing
to a cleaner environment and, consequently,
improved living conditions for the population.
In the context of the energy transition, the more
we talk about the issue and stimulate scientific
and technological development projects at Paraná’s
universities, the more we can reduce the
costs of these solutions. This will significantly
benefit the population of the State of Paraná
and, logically, could be expanded to benefit
Brazilian Society as a whole.
O hidrogênio ocupa um papel importante, assim como a
discussão sobre eficiência energética, pois, ao melhorar o uso da
energia, consome-se menos e, consequentemente, a operação se
torna mais sustentável
28 www.REVISTABIOMAIS.com.br
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CONFIDENCE
AND SAFETY IN
OPERATION
COMPANIES PRESENT
INNOVATIVE AND ROBUST
SOLUTIONS FOR BIOMASS
CHIPPING AND TRANSPORTATION
O
mercado brasileiro de biomassa está em crescimento
significativo, diversificando suas matrizes
energéticas com ênfase na biomassa florestal e
nos resíduos madeireiros. A transição para fontes
de energia sustentável tem impulsionado esse segmento,
destacando processos fundamentais como a picagem de
madeira, movimentação de cavacos e logística de transporte.
Neste contexto de expansão e inovação, empresas como a
Planalto Picadores e a Guerreiro Piso Móvel têm se posicionado
estrategicamente, acompanhando de perto as transformações
e demandas do setor de biomassa.
T
he Brazilian biomass market is growing to include
other sources without losing focus on forest biomass
and wood waste. The proposal for an energy transition
that utilizes sustainably generated energy has
sparked significant interest in the market. In this segment,
wood waste chipping, wood chip yard handling, and transportation
are essential activities. In this vein, we present Planalto
Picadores and Guerreiro Piso Móvel, two companies
that have kept pace with market growth and demand.
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
31
PRINCIPAL
Fundada em 1998, a Planalto Picadores é uma empresa
brasileira, com sede em Campos Novos (SC), que iniciou
a atividade com importantes parcerias e hoje apresenta ao
mercado um equipamento robusto na construção, com rotores
adequados ao tamanho da máquina e ao diâmetro da
madeira. “São equipamentos produzidos com controle de
qualidade rigoroso, dentro das normas internacionais, da ISO
9001, no sistema de rastreamento de materiais certificados,
além de todos os seus departamentos de criação, produção,
vendas e assistência, trabalharem harmoniosamente ao lado
do cliente”, assegura Luis Carlos Mecabô, sócio-diretor da Planalto
Picadores.
Instalada em uma área coberta de 10 mil m² (metros quadrados),
a Planalto é especialista em picadores para biomassa,
pátios de cavacos para alimentação de caldeiras e alimentadores
automatizados para secagem de grãos. A empresa
também tem importante parceria com TMSA/Kahl na linha
de fabricação de pellets. “Tivemos parcerias importantes,
com transferência de tecnologia, que ajudou a Planalto a alavancar
cerca de 35% de crescimento ao ano por um tempo.
Hoje fabricamos picadores com capacidade de produção de
até 250 toneladas/hora de cavaco. Tivemos um crescimento
gradativo cuidando do nosso cliente, entendendo o mercado
de biomassa e focando a empresa em picadores de madeira
e pátio de cavaco”, explica Luis. “Nossa atuação é baseada em
um comercial eficiente, uma engenharia responsável e atualizada,
na produção com máquinas operatrizes automatizadas,
o que garante controle de qualidade e homogeneidade no
Founded in 1998, Planalto Picadores is a Brazilian company
based in Campos Novos (SC), which began with significant
partnerships. Today, it offers robust equipment with
rotors that are suitable for the machine’s size and the diameter
of the wood being cut. “This equipment is produced with
strict quality control in accordance with ISO 9001 international
standards and a certified materials tracking system,
in addition to all its creative, production, sales and support
departments working harmoniously alongside the client,”
assures Luis Carlos Mecabô, Managing Partner of Planalto
Picadores.
Planalto specializes in biomass chippers, wood chip
yards for boiler feeding, and automated feeders for grain
drying. With a covered area of 10 thousand square meters,
the Company has established itself as a leader in these areas.
The Company has also formed a significant partnership
with TMSA/Kahl for pellet production. “These partnerships
have enabled Planalto to achieve in the past an annual
growth of around 35%. We currently manufacture chippers
with a production capacity of up to 250 tons of chips per
hour. We have grown gradually by taking care of our customers,
understanding the biomass market, and focusing
on producing wood chippers and wood chip yards,” explains
Mecabô. “Our activity is based on efficient commercial service,
responsible and up-to-date engineering, and production
with automated machine tools, which guarantee quality
control, product homogeneity, and customer-oriented technical
assistance,” he adds.
Hoje fabricamos picadores
com capacidade de produção
de até 250 toneladas/
hora de cavaco. Tivemos
um crescimento gradativo
cuidando do nosso cliente,
entendendo o mercado
de biomassa e focando a
empresa em picadores de
madeira e pátio de cavaco
Luis Carlos Mecabô,
sócio-diretor da Planalto Picadores
32
www.REVISTABIOMAIS.com.br
produto fabricado, além de uma assistência técnica próxima
ao cliente”, acrescenta o diretor.
PARCERIAS IMPORTANTES
Clientes de longa data da Planalto atestam os benefícios
proporcionados pelos equipamentos. A ComBio Energia S.A.,
empresa que gera energia térmica renovável para diversos
segmentos industriais, levando soluções baseadas na biomassa,
é cliente da Planalto desde 2014. Atualmente as duas
empresas estão trabalhando em um projeto em Paulínea (SP).
“A Planalto é um ótimo fornecedor em movimentação de biomassa,
pátios de cavaco. São parceiros tradicionais da Com-
Bio”, elogia Paulo Skaf Filho, CEO da ComBio.
Cliente desde 2015, a Riacho Florestal possui oito picadores
da Planalto em sua operação. “Todo serviço de picagem
da Riacho Florestal é da Planalto. Temos muita confiança.
Escolhemos a Planalto pela possibilidade de customização
dos equipamentos para atender nossas necessidades. Em vários
aspectos o que abordamos sempre foi acrescentado ao
projeto. Eles têm uma equipe de venda muito dedicada, tem
disponibilidade de peças, com soluções para o transporte e
manuseio da biomassa”, enaltece Eliseo Ascari, sócio-diretor
da Riacho Florestal e Participações Ltda/Meta Florestal Comércio
e Transporte Ltda. “Temos uma relação muito próxima
que já é além de negócios, é de amizade, depois de tantos
anos de convivência”, orgulha-se Eliseo.
Com duas unidades de produção, a Avelino Bragagnolo
S/A Indústria e Comércio é cliente desde 1999. “Temos total
confiança na tecnologia da Planalto. São equipamentos eficientes.
Temos pátio de cavaco na unidade de papel e emba-
IMPORTANT PARTNERSHIPS
Long-standing Planalto customers attest to the benefits
of the equipment. ComBio Energia S.A., a company that
generates renewable thermal energy and provides biomass-
-based solutions for various industrial segments, has been a
Planalto customer since 2014. Currently, the two companies
are collaborating on a project in Paulínea (SP). “Planalto is
an excellent supplier of biomass handling and wood chip
yard equipment. They are traditional partners of ComBio,”
says Paulo Skaf Filho, ComBio’s Chief Executive.
Riacho Florestal, a customer since 2015, operates eight
Planalto chippers. “Planalto provides all of Riacho Florestal’s
chipping services. We have a lot of confidence in them. We
chose Planalto because it allows us to customize the equipment
to our specific needs. In many ways, everything we
discussed was added to the project. They have a dedicated
sales team, readily available parts, and solutions for biomass
transportation and handling,” says Eliseo Ascari, the
Managing Partner of Riacho Florestal e Participações Ltda./
Meta Florestal Comércio e Transporte Ltda. “After so many
years of working together, we have a very close relationship
that goes beyond business—it is a friendship,” Ascari proudly
states.
Avelino Bragagnolo S/A Indústria e Comércio has been
a customer since 1999 and has two production units. “We
have complete confidence in Planalto’s technology. Their
equipment is efficient. We have a wood chip yard at our paper
and packaging unit, which produces wood chips for the
boilers and chippers at our wood unit to manufacture particle
board. They always help us find solutions when we work
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 33
PRINCIPAL
lagens, para produção de cavacos, para alimentar as caldeiras,
e picadores na unidade de madeira onde fazemos compensados.
Nunca ficamos sem atenção e quando trabalhamos juntos
nos projetos sempre nos ajudam a encontrar soluções”,
destaca Marco Bragagnolo, vice-presidente da empresa.
TRANSPORTE SEGURO
Com duas unidades fabris — uma em Laurentino (SC) e
outra em Lucas do Rio Verde (MT) —, a Guerreiro Piso Móvel
é referência no sul do Brasil e pioneira em Mato Grosso na
fabricação de cavaqueiras para o transporte de biomassa. Referência
em implementos rodoviários, a empresa mantém a
unidade de Mato Grosso totalmente dedicada ao piso móvel
Hyva, indicado para operações que exigem carga e descarga
horizontal.
“Estamos no segmento de biomassa há mais de 20 anos.
Essa experiência no transporte, aliada à nossa expertise na
fabricação de implementos rodoviários, nos permitiu compreender
as dificuldades do setor e desenvolver a solução de
piso móvel para facilitar o trabalho do motorista que transporta
biomassa”, afirma Junior José dos Santos, CEO da Guerreiro.
DESEMPENHO APROVADO
Um dos primeiros clientes de piso móvel da Guerreiro,
Douglas Rescarolli, da Cavacos Rescarolli, empresa sediada
em Brusque (SC), destaca a segurança que o implemento
trouxe para seu negócio. “O piso móvel trouxe muitos benefícios,
eliminou os problemas que tinha com a caçamba
basculante. Acabou com risco de tombamento, risco de vida
do motorista, perda de bens materiais, situações que a gente
sempre temia. A quebra de molas, a dificuldade para entregar
a carga em alguns galpões, tudo isso acabou. Trouxe mais
segurança para a operação”, aponta Douglas, sócio-gerente
da empresa.
A LS Indústria e Comércio de Madeiras, localizada em
Dona Emma (SC), há 2 anos adquiriu o primeiro equipamento
da Guerreiro para transporte de cavaco. “O equipamento
trouxe mais agilidade e segurança na entrega e na operação”,
together on projects, and we never go without attention,”
says Marco Bragagnolo, the Company’s Vice President.
SAFE TRANSPORT
With two factories, one in Laurentino (SC) and the other
in Lucas do Rio Verde (MT), Guerreiro Piso Móvel was a pioneer
in Southern Brazil in the manufacture of wood chip
biomass carriers for transport. With experience in producing
road equipment, Guerreiro now has a unit in Mato Grosso
entirely dedicated to moving floors, which are ideal for operations
requiring horizontal loading and unloading.
“We entered the biomass industry over 20 years ago.
With our experience in transportation and manufacturing
road implements, we understand the difficulties and have
developed moving flooring solutions to make drivers’ jobs
easier,” comments Junior José dos Santos, Chief Executive of
Guerreiro.
PROVEN PERFORMANCE
Douglas Rescarolli of Cavacos Rescarolli in Brusque (SC),
one of Guerreiro’s first mobile floor customers, highlights
the safety that the implement has brought to his business.
“The moving floor has brought many benefits, eliminating
the problems we had with the tipper bucket. It eliminated
the risk of tipping over, endangering the driver’s life, and losing
material goods—situations we always feared. Broken
springs and difficulty delivering cargo to some warehouses
are also a thing of the past. It has made the operation safer,”
says Rescarolli, the Company’s Managing Partner.
Two years ago, LS Indústria e Comércio de Madeiras,
located in Dona Emma (SC), acquired its first piece of equipment
from Guerreiro for transporting wood chips. “This
equipment has increased the efficiency and safety of deliveries
and operations,” reports Claudio Frare, the Company’s
Managing Partner. In 2024, LS purchased a second piece
of equipment, bringing its total to two moving floors for
transporting biomass: one for wood chips and the other for
sawdust. “Guerreiro has always been invaluable in answering
questions and making adjustments. Before, we used a
34 www.REVISTABIOMAIS.com.br
relata Claudio Frare, sócio-diretor da empresa. Em 2024, a LS
adquiriu o segundo equipamento e hoje tem dois pisos móveis
para transporte de biomassa: um para transportar cavaco
e outro para serragem. “A Guerreiro sempre foi muito prestativa
em tirar dúvidas, fazer ajustes. Antes, fazíamos o transporte
com caçamba menor, com risco de tombamento. Com
o implemento de piso móvel a operação ficou mais segura,
com a carga totalmente nivelada, além de ter maior capacidade
para transporte da biomassa”, complementa Claudio.
Com atuação no mercado nacional, a empresa vem conquistando
novos clientes com equipamentos de qualidade
e robustos. “Estamos buscando sempre a perfeição no implemento
rodoviário. Entregamos ao cliente um implemento
com o máximo de rendimento, com qualidade superior
e com alta durabilidade. Como equipe, buscamos sempre
a perfeição. Selecionamos os melhores fornecedores e nos
adaptamos continuamente ao mercado para entregar implementos
de alta qualidade e durabilidade, que proporcionem
grande retorno ao investidor”, garante Junior José dos Santos,
CEO da Guerreiro.
QUALIDADE GARANTIDA
A Guerreiro utiliza a tecnologia piso móvel Hyva em
seus equipamentos para transporte de biomassa. O sistema
é composto por perfis de alumínio, projetada sob medida
conforme a necessidade do cliente. Com a maior capacidade
de carga do Brasil, o semirreboque quatro eixos possue
capacidade interna para transportar 121 m³ (metros cúbicos)
de carga, e a composição Rodotrem chega a 188 m³. Os implementos
possuem chassi monobloco patenteado e ainda
podem ser utilizados em locais com tetos baixos, sem restrição
de altura.
Com operações distintas dentro do segmento, as duas
empresas são exemplos do crescimento e movimentação do
setor.
smaller bucket, which posed a tipping risk. With the moving
floor implement, the operation became safer because the
load is completely leveled, and we have greater capacity for
transporting biomass,” Frare adds.
The Guerreiro operates in the domestic market and has
been winning new customers with its quality and robust
equipment. “We are constantly striving for perfection in
road implements. We strive for the highest possible performance
for our customers, prioritizing quality and durability.
Our goal is to achieve perfection with our team. We seek the
best suppliers and continuously adapt to the market, delivering
quality, durable equipment that provides a great return
for investors,” says the Guerreiro Chief Executive.
GUARANTEED QUALITY
Guerreiro uses Hyva’s moving floor technology in its
biomass transport equipment. The system consists of aluminum
or steel profiles that are custom-designed to match the
length of the implement and the customer’s specific needs.
The four-axle semi-trailer has the largest load capacity in
Brazil, with an internal cargo capacity of 121 m³. The road
train combination reaches a capacity of 188 m³. The trailers
feature a patented monoblock chassis and can be used in
locations with low ceilings, eliminating height restrictions.
The two companies are examples of the growth and
movement within the Sector due to their distinct operations
within it.
Nosso compromisso é com a
perfeição em implementos
rodoviários: mais rendimento
para o cliente, qualidade
excepcional e foco total na
durabilidade
Junior José dos Santos,
CEO da Guerreiro Piso Móvel
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
35
INOVAÇÃO
BIOMASSA DE
COCO
DE PIAÇAVA
EMPRESA ADOTOU O RESÍDUO PARA AQUECIMENTO
DE CALDEIRAS, EM INICIATIVA QUE TAMBÉM
FORTALECE A AGRICULTURA FAMILIAR NA BAHIA
FOTOS DIVULGAÇÃO
36 www.REVISTABIOMAIS.com.br
A
agricultura familiar é responsável por
cerca de 70% dos alimentos consumidos
no Brasil e representa um eixo essencial
da economia, especialmente nas regiões
norte e nordeste. Inserida em uma região de produção
baseada na agricultura familiar, a Binatural,
empresa brasileira especialista na produção de biodiesel,
anunciou uma iniciativa inédita: o uso do coco
de piaçava como biomassa para o aquecimento de
caldeiras em sua unidade de Simões Filho (BA).
A ação alia inovação energética, sustentabilidade
ambiental e impacto social, ao mesmo tempo em que
beneficia diretamente 100 famílias agricultoras da
região, por meio da parceria com uma cooperativa
local. “Essa parceria com a Coopafbasul é a materialização
de um modelo de negócio que acredita no
poder da inovação sustentável com inclusão social.
Estamos valorizando um recurso até então desperdiçado,
impulsionando o desenvolvimento local e
promovendo energia limpa e renovável em escala
industrial”, enaltece André Lavor, CEO e cofundador
da Binatural.
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
37
INOVAÇÃO
ECONOMIA CIRCULAR
Após testes bem-sucedidos iniciados em dezembro
de 2024, a matéria-prima, tradicionalmente descartada
após a extração das fibras da piaçava, passou a
substituir a lenha na geração de energia térmica da
planta industrial. O coco de piaçava demonstrou alto
poder calorífico, otimizando a eficiência das caldeiras
com ganho de produtividade, redução de custos
operacionais e diminuição da pegada de carbono da
operação.
Além do ganho industrial, o impacto social da
iniciativa é expressivo. Com investimento de R$ 562
mil no contrato vigente com a cooperativa, a Binatural
garante a compra de 200 toneladas anuais de coco
de piaçava, gerando renda para os agricultores em
função do volume colhido. A produção local excede
a demanda regional, e a empresa tem absorvido esse
excedente, assegurando que nenhum produto seja
descartado.
Embora existam estudos acadêmicos sobre o uso
do coco de piaçava como fonte energética, não há
registros de sua aplicação em escala industrial no Brasil.
Com esta iniciativa, a Binatural se posiciona como
pioneira na utilização da biomassa de piaçava em caldeiras
de usinas de biodiesel, reforçando seu papel de
liderança na transição energética justa e regenerativa.
Estamos valorizando um recurso até então desperdiçado,
impulsionando o desenvolvimento local e promovendo
energia limpa e renovável em escala industrial
André Lavor , CEO e cofundador da Binatural
38 www.REVISTABIOMAIS.com.br
Com esta iniciativa, a Binatural se posiciona como pioneira
na utilização da biomassa de piaçava em caldeiras de usinas
de biodiesel, reforçando seu papel de liderança na transição
energética justa e regenerativa
INOVAÇÃO NO CAMPO
A ação se soma a outras frentes da empresa voltadas
à valorização de resíduos agrícolas, como o uso da
casca do baru em caldeiras e o reaproveitamento de
UCO (óleo de cozinha usado) como matéria-prima do
biodiesel. Juntas, essas iniciativas evidenciam como a
indústria de biocombustíveis pode atuar como vetor
de transformação social e ambiental no Brasil.
A Binatural é especializada na produção de biodiesel
desde 2006. Registra crescimento exponencial
desde o início de suas atividades marcando presença
como agente transformador da matriz energética brasileira,
fortalecendo a agricultura familiar e na defesa
do meio ambiente, contribuindo para a redução da
emissão de poluentes prejudiciais à saúde e ao planeta.
Sob o slogan: Energia Boa; o propósito da empresa
é transformar o biodiesel em um negócio sustentável
por respeito à vida e ao meio ambiente, gerando desenvolvimento
social e econômico para o país.
Além do biodiesel, que é distribuído a todas as
regiões do país, a Binatural também produz glicerina,
ácido graxo e borra.
André Lavor, CEO e cofundador da Binatural
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
39
FEIRA
SHOW
FLORESTAL
2025
EVENTO REÚNE GRANDES EMPRESAS E CONSOLIDA
MATO GROSSO DO SUL COMO PRINCIPAL POLO
NACIONAL DE PRODUÇÃO DE EUCALIPTO
FOTOS DIVULGAÇÃO
40 www.REVISTABIOMAIS.com.br
E
ntre os dias 19 e 21 de agosto, Três Lagoas
(MS) - reconhecida como a capital mundial da
celulose - foi palco da Show Florestal 2025, Feira
da Indústria do Eucalipto. O evento, que já
figura entre os principais encontros florestais do planeta
no quesito matéria-prima euclipto, atraiu mais de 12
mil visitantes vindos de todas as regiões do Brasil e de
outros 12 países. Profissionais internacionais e brasileiros
de 23 Estados reforçaram o protagonismo do país na
produção sustentável de madeira de eucalipto voltada
para celulose, papel e biomateriais.
A feira apresentou um crescimento notável em relação
à edição inaugural de 2022. Foram 163 empresas
expositoras — um aumento de 25% — que trouxeram
à Arena Mix de Três Lagoas inovações tecnológicas em
máquinas, equipamentos, insumos e serviços para toda
a cadeia produtiva. O público também surpreendeu: se
em 2022 foram 7.188 visitantes, em 2025 esse número
saltou para mais de 12 mil, um crescimento de cerca de
70%.
O destaque da região centro-oeste na eucaliptocultura,
aliado ao alto nível de tecnologia e profissionalização
das empresas brasileiras do setor, atraiu os olhares
do mercado florestal global para o evento. A Show Florestal
cumpriu seu papel ao promover conexões entre
empresas, profissionais, pesquisadores e investidores.
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
41
FEIRA
BACHIEGA
Comemorando 50 anos de atuação no primeiro semestre,
a Bachiega — referência no segmento de piso móvel
— apresentou suas soluções em transporte de biomassa.
Sheila Bachiega, diretora da empresa, destacou a importância
da feira como ponto de encontro com clientes e
parceiros. “É um momento especial. Reencontramos amigos
e clientes, e este ano, tão significativo para nós, será
lembrado também por esta feira que abre muitas portas”,
afirmou Sheila.
BRUNO FOREST
A catarinense Bruno Forest levou à feira seu equipamento
de destaque: o Titan. Consolidado no mercado, o
picador foi o centro das atenções no estande da empresa.
Lucas Antonini, gerente de vendas, ressaltou a versatilidade
do equipamento. “Seja para madeira nativa ou cavaco
de eucalipto, o Titan mantém eficiência e qualidade,
garantindo alta produtividade em todas as regiões do país”,
pontuou Lucas.
DRV
A DRV marcou presença como capa da Revista REFE-
RÊNCIA BIOMAIS, além de colocar na exposição o rotor da
linha Bravo — inovação que proporciona mais economia
e produtividade no campo. Fabiano Mendes, do setor de
marketing, também apresentou outra novidade: o podcast
Prosa Florestal. “Além dos equipamentos, lançamos o podcast
com grandes nomes do setor, para debater os temas
mais relevantes da indústria florestal. A ideia surgiu em
2023 e agora virou realidade”, comemorou Fabiano.
42 www.REVISTABIOMAIS.com.br
GELL
A Gell Techno Solutions esteve na Show Florestal apresentando
suas tecnologias para peletização e geração de
energia. Joel Rosa, gerente de produção da Gell, apontou
que o grande destaque do pellet é agregar valor àquilo
que seria resíduo ou descarte da indústria madeireira. “O
pellet é um produto normatizado, com padrão de qualidade
e formatação e atende um mercado que está crescendo
continuamente, que são as fontes de energia alternativas e
é nesse gap, que trazemos nossas tecnologias”, enalteceu
Joel.
J DE SOUZA
A versatilidade foi o grande diferencial do equipamento
apresentado pela J de Souza na feira. Anderson de
Souza, diretor da empresa, detalhou o Frontal Multifunção,
que se adapta, tanto a tratores, quanto a pás carregadeiras.
“É um verdadeiro coringa na operação. O equipamento
reúne três implementos em um só: ancinho para enleiramento
de resíduos, lâmina para correções em vias e
garfo paleteiro para movimentação de toras ou cargas em
paletes”, relatou Anderson.
PLANALTO
A Planalto apostou no lançamento do picador Forest
Bear como exposição em seu estande. Desenvolvido para
supressão de madeira nativa, o equipamento impressiona
pela robustez. Luis Mecabô, diretor da empresa, recorreu à
tradição da marca. “Com quase 30 anos de atuação, entregamos
ao mercado um picador de mais de 40 toneladas,
resistente e com a qualidade que sempre foi nossa marca
registrada”, orgulhou-se Mecabô.
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
43
FEIRA
RODOVALE
A inovação no transporte de biomassa foi o foco da
Rodovale, que apresentou um novo implemento com
aplicações diferenciadas para o setor florestal. Gabriel
Preto, do setor comercial, elencou os materiais utilizados.
“A estrutura externa em alumínio e o interior em aço
inox garantem durabilidade e resistência a materiais
corrosivos. Além disso, o equipamento é até 800 kg
(quilogramas) mais leve que os modelos convencionais”,
comparou Gabriel.
ROTARY-AX
Em parceria com a Lufer, a Rotary-Ax lançou sua principal
novidade durante a feira, sendo bastante procurada
na edição especial da Show Florestal. Victor Shinohara,
diretor industrial, celebrou a colaboração e a inovação.
“Desenvolvemos juntos a garra Lufer Forest, equipada
com uma coroa de tração quádrupla. É uma tecnologia
que promete movimentar o mercado de implementos
florestais”, comemorou Victor.
VANTEC
Com potência e imponência, a Vantec apresentou o
Kong, seu novo equipamento para supressão de madeira
nativa. “Motor V8 com 842 cv (cavalos de potência), largura
de passagem de 1,25m (metros) e peso total de 41
toneladas. É o verdadeiro rei da floresta”, descreveu Fabio
Grainer, gerente de vendas. Aquiles Vanzin, fundador da
empresa, também celebrou o momento. “É uma grande
satisfação ver o crescimento da Vantec, uma empresa familiar
fundada em 1963, que hoje é referência no setor”,
concluiu Aquiles.
44 www.REVISTABIOMAIS.com.br
CLICK
SHOW
FLORESTAL
2025
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
45
FEIRA
46 www.REVISTABIOMAIS.com.br
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
47
FEIRA
O público também superou expectativas ao longo dos três
dias. Se em 2022 a Show Florestal recebeu 7.188 visitantes,
esta edição teve mais de 12 mil, cerca de 70% a mais,
circulando pelos estandes e áreas demonstrativas
48 www.REVISTABIOMAIS.com.br
PESQUISA
DIESEL VERDE
A PARTIR DE
BIOMASSA
INICIATIVA FINANCIADA PELA FAPESP BUSCA
CRIAR UMA PLATAFORMA NACIONAL
DE PESQUISA EM COMBUSTÍVEL SUSTENTÁVEL
FOTOS DIVULGAÇÃO
50 www.REVISTABIOMAIS.com.br
GREEN DIESEL FROM
BIOMASS
A FAPESP-FUNDED INITIATIVE IS SEEKING TO
CREATE A NATIONAL RESEARCH
PLATFORM FOR SUSTAINABLE FUELS
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
51
PESQUISA
N
a corrida para reduzir as emissões de GEE
(gases de efeito estufa) é essencial substituir
combustíveis fósseis por fontes renováveis. E é
justamente nesse contexto que o IQ (Instituto
de Química) da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em
Araraquara (SP), dá início ao projeto: Materiais aplicados na
transformação de biomassa em diesel verde: do laboratório
ao piloto.
A iniciativa, aprovada pela Fapesp (Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e liderada pela
professora Sandra Helena Pulcinelli, do IQ, prevê o investimento
de cerca de R$ 5 milhões ao longo dos próximos
5 anos em vistas de desenvolver diesel verde, também
conhecido como HVO (Hydrotreated Vegetable Oil). “Esse
projeto foi concebido com a proposta de somar competências
para gerar algo novo e relevante para o Brasil. O diesel
verde já é produzido em outros países, mas sua exploração
aqui ainda é praticamente nula”, explica a professora.
I
n the effort to reduce greenhouse gas emissions,
replacing fossil fuels with renewable
sources is essential. It is in this context that
the Chemistry Institute (IQ) of São Paulo State
University (Unesp), in Araraquara (SP), is launching a
project: “Materials Applied in the Transformation of
Biomass into Green Diesel: From the Laboratory to
the Pilot.”
Approved by Fapesp and led by Professor Sandra
Helena Pulcinelli from IQ, the initiative will receive
around R$5 million in funding over the next five years
to develop green diesel, also known as Hydrotreated
Vegetable Oil (HVO). “This project was conceived to
combine skills to generate something new and relevant
for Brazil. Green diesel is already produced in
other countries, but its use here is practically nonexistent,”
explains Professor Pulcinelli.
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MATÉRIA-PRIMA RENOVÁVEL
Produzido a partir de matérias-primas renováveis
como óleo de cozinha usado, gordura animal e rejeitos da
indústria, o HVO se diferencia do biodiesel tradicional por
utilizar hidrogênio em sua produção. Segundo a professora
Sandra, isso garante uma série de vantagens: menor emissão
de poluentes, maior eficiência na queima, estabilidade
térmica, resistência à oxidação, versatilidade no uso, entre
outras. “Ele pode ser utilizado puro ou misturado com diesel
convencional ou mesmo com biodiesel”, acrescenta.
De acordo com o professor Rodrigo Fernando Costa
Marques, também do IQ e coordenador do Cempec
(Centro de Monitoramento e Pesquisa em Qualidade de
Combustíveis), a ideia do projeto surgiu a partir de uma
visita da embaixatriz da Suécia ao IQ, em 2021. Na ocasião,
um representante da comitiva manifestou interesse em
importar HVO do Brasil. “Comecei a procurar produtores
nacionais e não encontrei nenhum. Aí acendeu uma luz:
se há demanda internacional e nós não produzimos, existe
uma grande oportunidade para a pesquisa e para o país”,
relata.
RENEWABLE RAW MATERIAL
Produced from materials such as used cooking
oil, animal fat, and industrial waste, HVO differs
from traditional biodiesel in that it utilizes hydrogen
in its production. According to Professor Pulcinelli,
this guarantees several advantages, including lower
emissions of pollutants, greater burning efficiency,
thermal stability, and oxidation resistance. It is also
versatile. “It can be used pure or mixed with conventional
diesel or biodiesel,” she adds.
Professor Rodrigo Fernando Costa Marques, also
from IQ and Coordinator of the Fuel Quality Monitoring
and Research Center (Cempec), states that the
idea for the project originated during a visit by the
Swedish Ambassador to IQ in 2021. During that visit,
a delegation member expressed interest in importing
HVO from Brazil. “I started looking for domestic
producers and could not find any. Then, I had an epiphany:
if there is international demand, and we do
not produce it, there is a great opportunity for research
and for the Country,” he says.
Esse projeto foi concebido
com a proposta de somar
competências para gerar algo
novo e relevante para o Brasil.
O diesel verde já é produzido
em outros países, mas sua
exploração aqui ainda é
praticamente nula
Sandra Pulcinelli, professora do
Instituto de Química da Unesp
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
53
PESQUISA
A partir dessa constatação, uma equipe multidisciplinar
foi montada, reunindo pesquisadores experientes em catálise,
análise de combustíveis, reatores e motores. “Vamos
trabalhar desde a seleção da biomassa à caracterização
do diesel produzido, passando pelo desenvolvimento
de catalisadores e pela produção em escala piloto. É um
projeto que cobre toda a cadeia do combustível renovável”,
explica o professor Leandro Pierroni Martins, coordenador
do Grupo de Pesquisa em Catálise (GPCat).
COMO O PROJETO ESTÁ ESTRUTURADO
O projeto está dividido em quatro etapas interligadas,
que vão, desde a escolha das matérias-primas, até os
testes em motores reais. Na primeira fase, a equipe busca
identificar quais fontes de biomassa brasileiras têm maior
potencial para a produção de HVO. A ideia é priorizar
matérias-primas sustentáveis e que não compitam com a
produção de alimentos. Por isso, além de óleos vegetais
brutos e óleo de fritura industrial, o grupo avalia também
fontes não convencionais, como o óleo extraído de larvas
que se alimentam de resíduos orgânicos.
Em paralelo à seleção das biomassas, os pesquisadores
trabalham no desenvolvimento dos catalisadores, componentes
fundamentais para a reação química que transforma
os óleos vegetais em diesel verde.
O processo ocorre por hidrogenação: o hidrogênio é
incorporado às moléculas orgânicas dos óleos, substituindo
o oxigênio e resultando em um combustível mais limpo,
estável e eficiente.
Based on this finding, we established a multidisciplinary
team, comprising researchers with expertise
in catalysis, fuel analysis, reactors, and engines.
“We are going to work on everything from selecting
biomass to characterizing the produced diesel, including
developing catalysts and making it on a pilot
scale. This project covers the entire renewable fuel
chain,” explained Professor Leandro Pierroni Martins,
Coordinator of the Catalysis Research Group (GPCat).
PROJECT STRUCTURE
The project is divided into four interconnected
stages, ranging from choosing raw materials to
testing on real engines. In the first phase, the team
is trying to identify which Brazilian biomass sources
have the most significant potential for producing
HVO. The goal is to prioritize sustainable raw materials
that do not compete with food production. In
addition to crude vegetable oils and industrial frying
oil, the group is evaluating unconventional sources,
such as oil extracted from larvae that feed on organic
waste.
While selecting biomass, the researchers are
developing catalysts, which are fundamental components
of the chemical reaction that transforms
vegetable oils into green diesel. This process is called
hydrogenation, which involves incorporating hydrogen
into the organic molecules of the oils, replacing
oxygen and resulting in a cleaner, more stable, and
more efficient fuel.
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Vamos trabalhar desde a seleção da biomassa à caracterização
do diesel produzido, passando pelo desenvolvimento de
catalisadores e pela produção em escala piloto
Leandro Pierroni Martins, coordenador do Grupo de
Pesquisa em Catálise
Mais do que desenvolver um novo combustível, o
projeto visa criar uma plataforma nacional de pesquisa
em HVO. Isso inclui conhecimento técnico, infraestrutura
compartilhada e metodologias que poderão ser utilizadas
por outros grupos no Brasil.
Para a professora Sandra Pulcinelli, a iniciativa tem o
potencial de influenciar diretamente a política energética
do país. “Já há sinais de que o governo pretende valorizar
o diesel verde. Nossa pesquisa pode embasar regulamentações,
contribuir com dados técnicos e mostrar que é
possível produzir um combustível limpo, eficiente e economicamente
viável”, assegura.
The project’s goal is to develop a new fuel and
create a national HVO research platform. This includes
technical knowledge, shared infrastructure, and
methodologies that other groups in Brazil can use.
According to Professor Pulcinelli, the initiative
has the potential to directly influence the Country’s
energy policy. “There are already signs that the Government
intends to value green diesel. Our research
can support regulations, provide technical data, and
demonstrate the feasibility of producing a clean, efficient,
and economically viable fuel,” she says.
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
55
ARTIGO
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INVESTIGANDO O
USO DE RESÍDUOS DO
PROCESSAMENTO DA
MADEIRA DE EUCALIPTO
PARA A PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEIS
SÓLIDOS COMPACTADOS
FOTOS DIVULGAÇÃO
ALESSANDRO DE PAULA SILVA
UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
AZARIAS MACHADO DE ANDRADE
UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
ANANIAS FRANCISCO DIAS JÚNIOR
UFES (Universidade Federal do Espírito Santo)
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
57
ARTIGO
RESUMO
E
ste trabalho teve por objetivo analisar os
carvões da casca, maravalha e serragem
de Eucalyptus pellita, assim como os briquetes
produzidos desses materiais, carbonizados
em duas temperaturas. Para isso, a casca, maravalha e
serragem oriundas do processamento mecânico foram
carbonizados sob temperaturas de 400ºC e 600ºC. As
propriedades físico-químicas dos carvões produzidos
foram comparadas com as do lenho carbonizado nas
mesmas temperaturas. Em seguida os resíduos car-
bonizados foram briquetados e analisados através da
umidade de equilíbrio, massa específica aparente, taxa
de degradação natural e forçada. A carbonização da
casca da madeira de Eucalyptus pellita proporcionou aumentos
significativos nos rendimentos gravimétricos em
carvão. Houve uma relação positiva entre a temperatura
de carbonização e a umidade de equilíbrio dos briquetes
produzidos com os resíduos carbonizados. Os briquetes
produzidos com o carvão da casca carbonizada a 400ºC
apresentaram elevado ritmo de degradação térmica.
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INTRODUÇÃO
A madeira, desde a antiguidade, é um material muito
importante e que devido as suas diversas utilidades e
escassez nas regiões tradicionalmente consumidoras,
vem valorizando-se ao longo das últimas décadas. Em
alguns setores, o desperdício da madeira pode chegar a
70% da massa original, como é o caso da sua utilização
para transformação em madeira serrada. Tal desperdício
refere-se, basicamente, à grande geração de resíduos
(serragem, maravalhas e costaneiras), que poderiam ser
utilizados para outros fins, como para produção de energia
térmica a partir da combustão ou queima direta.
Outra finalidade seria a utilização para a transformação
em carvão vegetal, pela submissão dos resíduos
de madeira à ação do calor por meio da pirólise, com
o intuito de concentrar carbono e retirar o oxigênio.
Entretanto, durante a conversão da madeira em carvão
vegetal é possível a ocorrência de uma série de fenômenos
físicos e químicos que resultam em outros subprodutos:
uma fração gasosa que pode ser condensada,
permitindo a obtenção do chamado líquido pirolenhoso
e outra parte que culmina em gases não condensáveis
inflamáveis, a exemplo do CO, H 2
, CH 4
e C 2
H 6
. O líquido
pirolenhoso é basicamente constituído por água e
compostos químicos orgânicos como os ácidos acético
e fórmico, o éter, os álcoois metílico e etílico, a acetona e
o alcatrão.
MATERIAIS E MÉTODOS
As árvores de Eucalyptus pellita utilizadas foram
provenientes de um povoamento florestal experimental
com quinze anos de idade situado na UFRRJ, no município
de Seropédica (RJ). Foram coletadas cinco árvores,
de cujos fustes foram retirados seis discos de madeira
com, aproximadamente, 3 cm (centímetros) de espessura,
nas seguintes alturas: a 0,3m (metro) do nível do
solo, DAP 1,30m (diâmetro altura do peito) e a 25%, 50%,
75% e 100% da altura comercial. Na ocasião foi separado
o lenho dos resíduos, sendo eles: casca, maravalha e
serragem, obtidos através de processamentos mecânicos
diversos, em equipamentos da serraria da referida
Instituição. Em seguida, o material foi acondicionado
em embalagens plásticas previamente identificadas e
encaminhado para as etapas subsequentes.
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
59
ARTIGO
DISCUSSÃO
A carbonização da casca da madeira de Eucalyptus
pellita apresentou o maior rendimento em carvão
vegetal (38,27%), quando a temperatura máxima foi de
400°C, sendo este valor 54,44% superior ao menor rendimento
observado para a carbonização da maravalha sob
temperatura máxima de 600°C (24,78%). Pode-se ainda
observar o efeito da temperatura de carbonização sobre
o rendimento gravimétrico em carvão da casca, significativamente
maior, quando comparado aos rendimentos
da maravalha e da serragem. Esse efeito também foi
observado por Vital et al., estudando a influência da inclusão
da casca no rendimento e na qualidade do carvão
vegetal de Eucalyptus grandis.
Para o rendimento em líquido pirolenhoso foi
observado uma tendência bem definida. Os valores
variaram entre 31,87% (carvão da casca/600°C) e 47,59%
(carvão de maravalha/600°C), sendo essa variação de
49,32%. O aumento da temperatura de carbonização
eleva a quantidade de gases formados (condensáveis e
não-condensáveis) sendo que, dentre os condensáveis,
os vapores colaboraram para aumentar a quantidade de
líquido pirolenhoso obtido.
Pode-se observar o efeito da temperatura de carbonização
sobre o rendimento gravimétrico em carvão da casca,
significativamente maior, quando comparado aos rendimentos
da maravalha e da serragem
60 www.REVISTABIOMAIS.com.br
CONCLUSÕES
A carbonização do lenho, da casca, maravalha e da
serragem sob temperatura de 600°C resultou na produção
de carvão vegetal com elevado teor de carbono fixo.
Apesar disso, os briquetes produzidos a partir do carvão
vegetal da casca de Eucalyptus pellita a 600°C tiveram o
maior ritmo de degradação térmica natural, sendo dessa
forma pouco eficientes termicamente.
Houve relação positiva entre a temperatura de
carbonização e a umidade de equilíbrio dos briquetes,
produzidos com os resíduos carbonizados, sendo as
maiores médias de umidade detectadas para os materiais
carbonizados a 600°C.
A fim de se obter briquetes com elevado estoque de
energia, representado por um alto teor de carbono fixo
e que possa fornecer energia durante maior período de
tempo (menor degradação térmica natural) sugere-se
estudos que analisem briquetes produzidos em diferentes
composições dos resíduos carbonizados a 600°C.
Para ler esse conteúdo na íntegra,
acesse o QRcode ao lado:
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
61
AGENDA
OUTUBRO 2025
DESTAQUE
BIOMASS AND BIOENERGY
CONFERENCE | BBC BRAZIL 2025
Data: 28 a 31 de outubro
Local: Sorocaba (SP)
Informações: https://www.bbcbrazil.com.br/
NOVEMBRO 2025
EUROPEAN BIOENERGY FUTURE
Data: 5 e 6 de novembro
Local: Bruxelas (Bélgica)
Informações: https://bioenergyeurope.org/events/
FEVEREIRO 2026
PROGETTO FUOCO
Data: 25 a 28 de fevereiro de 2026
Local: Verona (Itália)
Informações: https://www.progettofuoco.com/
MAIO 2026
COMPOSHOW 2025
Data: 7 a 9 de outubro
Local: Piracicaba (SP)
Informações:
https://composhow.com.br
A feira de compostagem reúne especialistas
que atuam no setor, e abriga também o
III Encontro Técnico de Compostagem. A programação
prevê temas como compostagem
industrial, a compostagem de lodo de esgoto,
de resíduos agroindustriais, novas tecnologias,
políticas públicas, regulamentações e
tendências, entre outros aspectos.
EUBCE 2026 (EUROPEAN BIOMASS
CONFERENCE AND EXHIBITION)
Data: 19 a 22 de maio
Local: Haia (Holanda)
Informações: https://www.eubce.com/
62 www.REVISTABIOMAIS.com.br
VEM AÍ!
01 DE DEZEMBRO DE 2025
APOIO:
ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE
MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS
www
revistareferencia.com.br
comercial@revistareferencia.com.br
OPINIÃO
Foto: divulgação
O
Dia Internacional do Biodiesel, 10 de agosto, marca
a primeira vez em que um motor à combustão
funcionou utilizando óleo de amendoim, em 1893,
pelas mãos do engenheiro mecânico alemão Rudolf
Diesel – que também é o criador do primeiro protótipo de motor
a diesel. No Brasil, o uso do revolucionário combustível produzido
a partir de óleos de origem vegetal ou animal ganhou força
há 20 anos, a partir da criação do PNPB (Programa Nacional de
Produção e Uso do Biodiesel), que instituiu em lei o acréscimo
obrigatório de uma porcentagem de biodiesel ao óleo diesel
fóssil. Marco na transição energética no Brasil, os resultados do
PNPB são notáveis. Em termos ambientais, o programa evitou
a emissão de 240 milhões de toneladas de CO2 (gás carbônico),
contribuindo significativamente para a mitigação das mudanças
climáticas. Economicamente, a produção de 77 bilhões de litros
de biodiesel em 20 anos resultou em uma economia de aproximadamente
US$ 38 bilhões em importações de diesel, conforme
dados do MME (Ministério de Minas e Energia).
Atualmente, a soja representa cerca de 74% do total de óleo
vegetal empregado na fabricação de biodiesel no Brasil e, segundo
a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a
crescente demanda por fontes renováveis na matriz energética
tem estimulado a exploração de uma ampla variedade de espécies
vegetais como alternativas para a produção de biodiesel. A
instituição estima que cerca de 350 plantas possuem potencial
para esse fim. Há também as alternativas de gordura animal, com
o sebo bovino como a segunda maior fonte de produção de biodiesel,
contribuindo com aproximadamente 15% da produção do
país conforme estudo da Fundação Eco+ sobre biocombustíveis.
Outro avanço que veio para consolidar e expandir o setor
foi a sanção da Lei do Combustível do Futuro em outubro de
2024, que estabelece um conjunto de diretrizes para a descarbonização
e a transição energética, incluindo novas regras para
o avanço percentual da mistura de biodiesel. Recentemente, a
proporção obrigatória de biodiesel no diesel aumentou de 14%
para 15% (B15), com a perspectiva de alcançar 20% até março de
2030. Essas iniciativas reforçam o posicionamento dos biocombustíveis
como um eixo estratégico para o desenvolvimento
sustentável do Brasil, promovendo a redução da dependência de
DO ÓLEO DE AMENDOIM
AO B100: A JORNADA DO
BIODIESEL NA TRANSIÇÃO
ENERGÉTICA
combustíveis fósseis e a diminuição da necessidade de importações,
cenário particularmente relevante diante da volatilidade do
mercado global. A evolução do setor ganha força com empresas
que já utilizam frotas com uso exclusivo do biodiesel puro (B100).
A Basf, por exemplo, inclui em sua estratégia logística o uso de
caminhões B100 para o transporte de metilato de sódio (um
catalisador essencial na produção de biodiesel) de sua fábrica em
Guaratinguetá (SP) até as unidades produtoras de seus clientes
em todo o Brasil. Essa iniciativa reflete um ciclo virtuoso de sustentabilidade,
no qual o produto final é utilizado no transporte
de sua própria matéria-prima. Outras empresas da cadeia produtiva
do biodiesel também têm adotado com sucesso o B100,
o que tem impulsionado a oferta de caminhões fabricados para
operar exclusivamente com biocombustível ou em modelos flex,
permitindo a alternância entre diesel e biodiesel puro.
Além dos expressivos ganhos ambientais e econômicos, o
programa de biodiesel gera impactos socioeconômicos fundamentais.
As diretrizes incluem o fomento à aquisição de matérias-primas
do Programa Selo Biocombustível Social, estabelecendo
que as indústrias de biodiesel deverão adquirir até 20%
dos insumos de pequenos produtores até 2026. Esta medida visa
promover a inclusão social na cadeia produtiva, com o Ministério
do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar projetando
um incremento de R$ 600 milhões na renda das famílias participantes
e a expectativa de inclusão de 5 mil novas famílias da
agricultura familiar.
Os resultados positivos alcançados pelo biodiesel e outros
biocombustíveis no Brasil são motivo de celebração. Eles
representam um avanço substancial em direção a uma transição
energética robusta e promissora para o país, consolidando o
Brasil como um ator relevante na construção de um futuro mais
sustentável e equitativo.
Por Ronei Zan
Gerente de contas chave
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