Produtosdemadeira_81Dupla OPS
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ESPECIAL
ENTREVISTA
Edmundo Schmidt
Artista
Construção • Arquitetura • Design • Marcenaria • Paisagismo • Decoração
9 772237 056099 0 0 0 8 1
Inovação com
raízes brasileiras
Empresa transforma legado em
referência global, unindo design,
tecnologia e sustentabilidade
Formóbile 2026: Já começaram os preparativos para a próxima edição
9 772237 056099 0 0 0 8 1
Construção • Arquitetura • Design • Marcenaria • Paisagismo • Decoração
Editorial
Na capa dessa edição a
Indusparquet, indústria
nacional que conquistou
o mundo com qualidade
e sustentabilidade
A Revista Madeireira da Construção www.produtosdemadeira.com.br Ano XVII• Nº81• Setembro 2025
Inovação com
raízes brasileiras
Empresa transforma legado em
referência global, unindo design,
tecnologia e sustentabilidade
ESPECIAL
ENTREVISTA
Edmundo Schmidt
Artista
Formóbile 2026: Já começaram os preparativos para a próxima edição
Ano XVII / Edição n.º 81 / Setembro 2025
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José A. Ferreira
(41) 99203-2091
Orgulho de ser
A madeira é parte da alma brasileira. Símbolo de resistência, diversidade
e beleza, ela traduz a capacidade do país de transformar
recursos naturais em produtos que encantam o mundo. Assim como o
Brasil, a madeira carrega raízes profundas e, ao mesmo tempo, flexibilidade
para se adaptar, projetando no mercado internacional a força da
tradição aliada à inovação. Nesta edição, destacamos em nossa capa a
Indusparquet, referência global pela qualidade de seus produtos e processos
industriais, que elevam a madeira brasileira ao mais alto padrão
internacional. Trazemos também informações da Formóbile 2026, palco
das principais novidades em tecnologia, design e soluções para o setor,
além de análises sobre o mercado de produtos de madeira e suas tendências.
Para completar, apresentamos uma entrevista exclusiva com
o artesão Edmundo Schmidt, que transforma madeira em expressão
artística, reforçando como o talento brasileiro segue conquistando espaço
com autenticidade, qualidade e inspiração. Excelente leitura!
RESISTÊNCIA QUÍMICA
O polipropileno é resistente a
uma ampla variedade de
produtos químicos.
RESISTÊNCIA À UMIDADE
Ideal para banheiros e áreas
molhadas. Obs.: resistência não
significa ser à prova d’água.
RESISTÊNCIA AO IMPACTO
É conhecido por sua alta
resistência ao impacto e
riscos/ abrasão.
Revista PRODUTOS DE MADEIRA
Rua Maranhão, 502 - Água Verde - 80610-000
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independente, dirigida aos construtores, engenheiros, arquitetos, designers,
paisagistas, decoradores e consumidores de produtos de madeira para a construção.
A Revista não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos e colunas
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qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista
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MATRIZ
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Sumário
06
10 16 24 32
38 44 48 54
07
08....... CARTAS & OPINIÕES
10....... CURTAS & NOVIDADES
24.......
32 .......
ENTREVISTA
EDMUNDO SCHMIDT
PRINCIPAL
MADEIRA BRASILEIRA,
QUALIDADE INTERNACIONAL
44
38.......
.......
AQUI TEM MADEIRA
O SENTIDO DO RECOMEÇO
FEIRA
FORMÓBILE 2026: ESPAÇO MADEIRA
54
.......
MERCADO
CONQUISTANDO O MUNDO
58....... AGENDA
16 ....... SHOWROOM
48.......
INDÚSTRIA
ANÁLISE DETALHADA
Cartas
E X C E L Ê N C I A E M
Foto: divulgação
Foto: divulgação
Foto: divulgação Sacro Legno
FITAS DE BORDO
& PAPÉIS PARA
RECOBRIMENTO
Produto
Impermeável
Ecológico
08
Principal
A excelência do trabalho da
Bonardi deve ser valorizada
continuamente. É um
orgulho do Paraná e do
Brasil que merece todo
sucesso.
Luciano Almeida
Castro (PR)
Arquitetura
O Japão justifica assim a
fama de estar sempre na
vanguarda da inovação
e segue como referência
para o mundo.
Lívia Oliveira
Contagem (MG)
Aqui tem madeira
A fé que move esse
trabalhador é linda. Trazer
para o seu labor aquilo que
é sua razão de vida é de
uma sensibilidade única.
Parabéns!
Claudia Marcondes
São Paulo (SP)
Alta Resistência
ao Intemperismo
Entrega
Eficiente
Desenvolvimento
Rápido de
Novos Padrões
Certificação
Florestal
Internacional
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de Repetição
de Cores
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Curtas & Novidades
10
Podcast
REFERÊNCIA
Podcast REFERÊNCIA, o novo programa tem como objetivo apresentar as pessoas que fazem o setor de base florestal cada
vez melhor e os programas mantiveram o ritmo que nossos expectadores já conhecem. Nesse mês os convidados foram Jonathan
Taborda (foto de cima), gerente comercial da ABB Wood Brasil, empresa especializada em madeira serrada para pallets, e Claudio
Zini (foto de baixo), engenheiro civil e CEO da Pormade, uma das principais indústrias de portas do Brasil. Os programas desse mês
tiveram o apoio de DRV Indústria, Impacto Máquinas e Rotteng.
Jonathan Taborda recorda que seu primeiro contato com a
madeira foi na época que seu pai, que trabalhava com transportes,
passou a operar na colheita da madeira em Mato Grosso.
“Estudava de manhã e, à tarde, ia afiar a serra circular na lima.
Na época era na lima, não existia vídea ainda e se existia no
Brasil a gente não tinha. Minha função era chegar depois do
almoço, pegar uma escova de aço, limpar a serra, colocar em
uma bancada, pegar a lima e só parar quando meu pai achasse
que ficou bom”, relata Jonathan.
A ABBWood é especialista na exportação de madeira serrada
para pallets e com o tempo passou a entender tendências
e demandas como oportunidades dentro do setor, como a exigência
de madeira certificada que ganha força continuamente
e passou a ser regra dentro da empresa. Essa diferenciação
tornou-se a principal estratégia da empresa para competir com
outros players do mercado nacional e, principalmente internacional.
“É entregar a madeira pronta para pregar, que vai direto
para a pregadeira automatizada e flui na produção”, resume o
gerente.
Cláudio Zini lembra que sua visão de gestão começou a se
transformar a partir de uma viagem ao Japão, em 1988. Em
uma das visitas, Zini recorda de uma frase marcante de um especialista
japonês: erros são tesouros. O executivo confessa ter
achado curioso no momento e brincado consigo mesmo: “então
eu tô rico.” Esse episódio, no entanto, seria o ponto de partida
para mudanças profundas em sua forma de liderar. Líder
inquieto e aberto a novas ideias, Zini transformou essa experiência
internacional em base para o crescimento da Pormade.
Para Cláudio Zini, o erro deve ser visto como parte essencial
do processo de inovação. Para o CEO, estimular o erro é estimular
a busca por novos caminhos, desde que feito de maneira
responsável, com envolvimento coletivo. “O sucesso de uma
empresa é em função do número de experimentos que ela realiza
por ano, por mês, por dia. Se não estamos fracassando, é
porque não estamos tentando o suficiente”, acredita Cláudio.
A edição do Podcast REFERÊNCIA
completa com Marcelo Schmid foi
lançada no canal do Youtube da
Revista REFERÊNCIA e pode ser
acessado através do QR Code:
Fotos: REFERÊNCIA
Curtas & Novidades
Parceria estratégica
Foto: divulgação
O EFTA (Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia
de Livre Comércio) é considerado um avanço estratégico para a indústria
brasileira. O entendimento deve fortalecer os laços econômicos do bloco sul-americano
com países europeus e ampliar as exportações do Brasil para Suíça,
Noruega, Islândia e Liechtenstein. Estima-se que cerca de 99% das exportações
brasileiras, entre produtos agrícolas e industriais, terão acesso imediato a esses
mercados quando o acordo entrar em vigor. Segundo avaliação da indústria,
o acordo cria novas oportunidades para ampliar investimentos e a presença
de produtos brasileiros no comércio internacional, ao oferecer condições mais
favoráveis de acesso a mercados relevantes, com alto poder de consumo. A
assinatura também ocorre em momento crítico, em que o setor nacional enfrenta perdas decorrentes de barreiras tarifárias em outros
mercados. O bloco europeu conta com 14,3 milhões de habitantes, PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 1,4 trilhão e ocupa posição de
destaque como origem de investimentos estrangeiros diretos, reforçando seu papel como parceiro estratégico para a integração internacional
do país. Nos últimos 10 anos, a corrente de comércio Brasil-EFTA cresceu 36,7%, com mais de 700 oportunidades de exportação
identificadas e recorde histórico de investimentos bilaterais em 2023, com US$ 46,2 bilhões da EFTA no Brasil e US$ 11,7 bilhões do Brasil
na associação. O acordo prevê redução total de tarifas de importação, regras flexíveis de certificação de origem, eliminação de barreiras
técnicas, proteção à propriedade intelectual e acesso preferencial a produtos agrícolas e industriais. Para o Brasil, isso inclui carnes,
farelo de soja, milho, café torrado e álcool etílico. Também foram definidos mecanismos de administração de quotas para garantir que
os exportadores possam aproveitar integralmente os benefícios do acordo. Com a implementação do acordo, o comércio com o bloco
europeu tende a gerar impacto econômico relevante, aumentando exportações, empregos, produção e renda, além de consolidar a posição
do Brasil como parceiro estratégico de mercados globais.
12
Momento crítico
A indústria brasileira registrou em agosto de 2025 o desempenho
mais fraco para o mês em uma década, segundo a Sondagem Industrial
divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). O levantamento
aponta retração na produção, queda no nível de emprego e redução
da utilização da capacidade instalada, em um período que historicamente
costuma apresentar crescimento. O índice de evolução da produção
recuou para 47,2 pontos, abaixo da linha de 50 pontos que separa expansão
de retração, sendo o pior resultado desde agosto de 2015, quando
o indicador havia ficado em 42,7 pontos. O levantamento também
mostra recuo no número de empregados, com índice de 48,4 pontos,
confirmando retração das contratações entre julho e agosto. Esse resultado
contrasta com a tendência observada nos últimos anos, já que
desde 2020 o setor vinha apresentando aumentos no emprego no período,
com exceção de 2023. Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, a sondagem sinaliza agravamento das dificuldades
enfrentadas pelo setor: “O mês de agosto, que tradicionalmente traz melhora, acabou registrando forte retração. E o que chama atenção
é a queda no emprego, algo que normalmente demora a responder em cenários de crise”, destacou Marcelo. A utilização da capacidade
instalada passou de 71% em julho para 70% em agosto, ficando abaixo do nível de 2024 (72%) e no mesmo patamar de 2023 (70%). Os estoques
permaneceram estáveis: o índice de evolução do nível de estoques marcou 50 pontos e o indicador de estoques efetivos em relação
ao planejado ficou em 49,8 pontos, mostrando ajuste próximo ao esperado pelos empresários. Para setembro, as expectativas também
perderam força. O índice de demanda caiu para 52,3 pontos e o de compra de insumos para 51,3 pontos. Apesar de ainda positivos, os resultados
indicam menor otimismo. Já os indicadores de exportações (46,6 pontos) e de emprego (49,6 pontos) seguem abaixo da linha de
50 pontos, sugerindo manutenção do quadro de retração. “As empresas estão mais cautelosas, tanto em relação às contratações quanto
às exportações. O ambiente de incerteza leva a expectativas menos intensas de crescimento”, concluiu Marcelo.
Foto: divulgação
Curtas & Novidades
FIMMA 2025
14
AXVII edição da FIMMA Brasil (Feira Internacional de Fornecedores
da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis) reafirmou
a importância dos encontros presenciais como motores para o
fortalecimento de relações comerciais, expansão de parcerias e
geração de negócios no setor moveleiro. Realizada entre os dias
4 e 7 de agosto, em Bento Gonçalves (RS), a feira reuniu mais de
300 marcas nacionais e internacionais, superando as expectativas
de público com 20.750 visitantes em busca de soluções em
máquinas, matérias-primas, tecnologia, ferramentas, serviços e
demais segmentos estratégicos da indústria. Com uma estimativa
de R$ 1,74 bilhão em negócios gerados, a FIMMA 2025 atraiu
profissionais de todas as regiões do Brasil e de 31 países. Entre
os participantes estavam gestores industriais, marceneiros, arquitetos,
designers, representantes comerciais e importadores,
que puderam se conectar diretamente com os principais players
da cadeia produtiva de madeira e móveis. Durante a feira, Lisiane
Bonardi, diretora da Bonardi Painéis, empresa que estampava
a capa da edição que circulou na feira, visitou o estande
da Revista REFERÊNCIA e celebrou a importância da feira para
fortalecimento de parcerias comerciais. “As feiras abrem portas
para muitos bons negócios e a parceria com a revista se tornou
uma peça-chave para apresentar nossas novidades de maneira
única e com valorização de todo o mercado”, salientou Lisiane.
Fábio Machado, diretor comercial da Revista PRODUTOS DE MADEIRA
e Lisiane Bonardi, diretora da Bonardi Painéis
PERFILISA
Felipe Bazzo, diretor da Perfilisa, definiu a FIMMA
como “uma feira muito bonita e que abre portas para
novos leads do Brasil e do exterior”. Participando pela
oitava vez do evento, a empresa destacou a excelência
de seus produtos voltados para os segmentos de portas
e móveis. “Apresentamos nossa linha de vedação
para esquadrias e portas, um produto de alta qualidade
e diferenciado no mercado. Também trouxemos
nosso tradicional acabamento para móveis, além de
trilhos e puxadores já amplamente reconhecidos pelo
setor”, detalhou Felipe.
PLASTIBORDO
A Plastibordo levou à FIMMA soluções inovadoras
para o setor moveleiro e de marcenaria, com foco em
revestimentos para MDF e plástico. “Os materiais que
apresentamos são totalmente impermeáveis e resistentes
à água, incluindo nossa fita de bordo, que utiliza
a mesma tecnologia do MDF Ultra”, explicou Lucas
Dietrich, gerente de vendas da empresa. Os dois produtos
foram os grandes destaques do estande, onde
os visitantes puderam comprovar sua resistência:
permaneceram submersos durante os quatro dias da
feira sem apresentar qualquer tipo de dano.
Fotos: divulgação
Showroom em Destaque
COZINHA QUINTO ANDAR – BALSA ARQUITETURA
Em um ambiente moderno e jovial a grande mesa de madeira convida quem
está presente a dividir uma refeição, um vinho e uma vida.
Crédito: Gustavo Xavier / Casacor
Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025
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VARANDA ENCONTRO – BRUNA RAID
A arquitetura desse espaço foi pensada como um convite à pausa, à
conexão e às experiências que se eternizam.
Crédito: Jomar Bragança/ Casacor
Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025
SILÊNCIO FÉRTIL – MAYCON ALTERA
Projetado com técnica, intuição e escuta, ele elege o acolhimento da
madeira, que está na estrutura, no mobiliário criteriosamente escolhido e
nas estantes curvas que moldam a experiência no espaço.
Crédito: Studio NY18/ Casacor
Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025
show room
Showroom em Destaque
LIVING DO COLECIONADOR – JOANA HARDY
Inspirado pela essência do desenho mineiro, o ambiente reúne formas,
matérias e referências particulares do colecionador que atravessam o tempo.
Crédito: Jomar Bragança/ Casacor
Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025
ORIGEM MINAS - CYNTHIA SILVA ARQUITETURA
Aqui o conceito de mineiridade se alia ao estilo contemporâneo para narrar a
tradição do Estado, apresentando o melhor da agroindústria e arte regional.
Crédito: Estudio NY/ Casacor
Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025
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RESTAURANTE MINÉRA - ARCA
As texturas remetem a elementos naturais em um diálogo entre formas orgânicas
e ortogonais que traduzem o encontro entre natureza e ação humana.
Crédito: Jomar Bragança/Casacor
Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025
Showroom em Destaque
PERFUMARIA MAISON DEBOÁ - LETÍCIA MENDES
Os projetistas traduziram esse universo, que gira em torno da sofisticação
discreta, do conforto e do acolhimento, em uma atmosfera que esbanja
aconchego, elegância e sensação de pertencimento.
Crédito: Juliana Vasconcelos/ Casacor
Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025
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PIANO BAR - GLAUCIA BRITO
Os tons terrosos se misturam aos metais dourados, criando uma atmosfera
quente, acolhedora e, ao mesmo tempo, sofisticada.
Crédito: Gustavo Xavier/ Casacor
Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025
LIVING RAÍZES - MANUELA SENNA
Sua composição valoriza formas orgânicas e texturas que evocam memória
e pertencimento.
Crédito: Jomar Bragança/ Casacor
Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025
Showroom em Destaque
SALA DOS ESPELHOS - ESC ARQUITETURA
Com ares de instalação, o ambiente evidencia de forma simbólica o ritual do
encontro em torno da mesa, em uma sala de jantar.
Crédito: Studio Tertulia// Casacor
Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-20258
Madeiras de Teca
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NOSSOS SERVIÇOS:
COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO
DE MADEIRAS
PRODUÇÃO DE FLORESTAS
DE TECA
PRODUÇÃO DE MADEIRA
SERRADA E SECA
FABRICAÇÃO DE PAINÉIS DE
MADEIRA TECA
CASA BOA VISTA DECA – MARAÚ DESIGN STUDIO
O rústico e o contemporâneo se entrelaçam em texturas, formas e afetos. A
ideia central é a convivência das pessoas e a vivência da casa, semeando um
novo jeito de viver e sonhar.
Crédito: Jomar Bragança/ Casacor
Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025
+55 (94) 98409-4005
gbfmadeiras
Rodovia Br, 158 - Santana do Araguaia, PA
Entrevista
Edmundo Schmidt
Arte que reinventa
trajetória de Edmundo Schmidt revela como a madeira
pode atravessar toda uma vida, transformando-se de
24
25
hobby infantil em expressão artística madura. Entre
A
fábricas de móveis, a carreira na engenharia civil e o retorno ao
ofício após a aposentadoria, sua relação com o material nunca
deixou de existir. Ele cria esculturas, quadros, móveis e objetos
de decoração que unem técnica, memória e ousadia estética,
sempre com a madeira como protagonista. Nesta entrevista,
Edmundo compartilha inspirações, processos criativos, desafios
e a força simbólica do reaproveitamento em suas obras.
Entrevista
26
Como foi o início da sua carreira
artística?
Mexo com madeira desde a infância.
A marcenaria era um passatempo
do meu pai e eu, ainda criança, era o
ajudante dele. E desde esta época sou
apaixonado por madeira. No início era
um hobby, mas acabei por montar uma
fábrica de móveis na década de 1980,
no Rio de Janeiro, onde morava. E participar
de outra em Juiz de Fora (MG),
na década de 1990. Não deu certo, e
voltei para a engenharia. Quando me
aposentei, já morando em Juiz de Fora,
voltei ao hobby, fazendo esculturas
e objetos de decoração em madeira.
Posteriormente passei a fazer quadros
usando madeira e outros objetos, tendo
como moldura janelas de madeira
de demolição, coisa bem mineira.
Agora diversifico um pouco as minhas
obras, sempre com foco na madeira, fazendo
não só quadros e derivados, mas
também esculturas, móveis e objetos
de decoração.
Qual é sua fonte de inspiração?
Às vezes vejo na rua, na televisão
ou mesmo na internet alguma imagem
que me impacta, imagem as vezes abstrata,
e me vem a cabeça uma coisa do
tipo: êpa, isso dá um quadro, ou uma
escultura. Não fico procurando estas
imagens, elas simplesmente aparecem,
e me inspiram a fazer uma obra a partir
dela. Outras vezes quero iniciar uma
obra e começo pensando que tipo vai
ser, que materiais vou usar, que forma
básica vai ter e a partir daí posso pegar
dois rumos: ou parto para um desenho
da obra, as vezes um simples esboço,
as vezes um projeto em escala e só
depois de pronto começo a obra. Ou
então vou montando a obra direto, pegando
um pedaço assim, outro assado
e vou montando. É que tenho centenas
de pedaços de madeira e derivados na
oficina, normalmente sobra de outras
obras, e são com estes pedaços que
inicio o desenho da obra. E ainda, mas
raramente, tenho a ideia de um quadro
durante a minha insônia da madrugada.
Tenho insônia com certa frequência, e
uma das minhas fugas dela é ficar imaginando
um quadro. E partir para fazê-
-lo. Já aconteceu de ter uma imagem
na insônia e ela estar tão clara e detalhada,
quando acordo, que o quadro
resultante é exatamente igual ao imaginado
em termos de materiais, formas
e cores. Mas o que sempre me inspira,
é como uma coisa obrigatória no que
faço, é a busca por algo novo, inventar
alguma coisa diferente, ousada, impactante.
Nas formas, nas cores nos
contrastes, no uso de materiais pouco
usuais como coadjuvantes da madeira,
que é sempre minha atriz principal.
ACHO QUE QUEM
NÃO TEM UMA
CONSCIÊNCIA
ECOLÓGICA É
PORQUE AINDA
NÃO PERCEBEU
A GRAVIDADE DO
MOMENTO QUE
ESTAMOS VIVENDO
O que a madeira representa na sua
obra?
Ela é a base de todas as minhas
obras, tudo que faço é em função do
uso que dou a ela. As vezes ela sozinha
ou com seus derivados, como compensado,
MDF e as próprias lascas que sobram
de outras obras. Outras vezes em
conjunto com outros materiais, como
ladrilhos, azulejos, peças de metal, e
até mesmo alguns inusitados, como
corrente e engrenagem de bicicleta,
até mesmo bola de sinuca. Basicamente
minhas obras têm dois tipos de uso
da madeira: dela pura, somente envernizada,
revelando toda a sua beleza intrínseca,
traduzida nas formas, textura,
tons, veios, contrastes. Ou dela pintada,
mas na sua maior parte mostrando
suas camadas, seus veios, com ou sem
outros materiais. Mas é indispensável
a presença da madeira, ela sempre
sobressai em tudo que faço, seja arte,
móveis ou objetos de decoração.
Como a engenharia civil influencia
sua produção artística?
A engenharia, em si, tem influência
muito pequena. Mas a formação
acadêmica, sem dúvida alguma, tem
uma grande influência na minha obra,
principalmente na geometria e na perspectiva.
Por que optar por materiais reaproveitados
nas obras?
Como citei, montei uma fábrica de
móveis no Rio de Janeiro. Mas não
ressaltei que trabalhava principalmente
com pinho de riga, que é uma madeira
de demolição. Ou seja, o reaproveitamento
da madeira sempre esteve
presente naquilo que faço. E esse
reaproveitamento tem dois motivos.
O primeiro de ordem ecológica, resgatando
materiais que iriam para o lixo,
muitas vezes de forma poluidora. Acho
que quem não tem uma consciência
ecológica é porque ainda não percebeu
a gravidade do momento que estamos
vivendo. O outro motivo é a mensagem
que tento passar, ao usar esses materiais
reaproveitados. A de que sempre
é possível uma reciclagem, dando novo
uso a algo que seria jogado fora, descartado.
Isso vale não só para objetos,
mas também para as pessoas, mostrando
que sempre se pode – e se deve – se
reciclar, se atualizar, se reinventar. Juntar
os cacos e ir adiante.
O que te atrai na tridimensionalidade
e no salto das peças?
Não gosto do lugar comum, da
mesmice das coisas. E tento representar
isso nas obras que faço, buscando
mostrar o que é diferente, inusitado,
Edmundo Schmidt
27
Entrevista
28
ousado. Tento usar a terceira dimensão
como um elemento dessa busca, acho
que ela tem muito a ver com isso. Faz
com que a obra, como que saltando da
base, seja impactante, capte a atenção
de quem a vê.
Como une função prática e expressão
artística nos móveis?
Entendo que é fundamental a funcionalidade
do móvel, que seja o mais
adequado possível ao fim que dele se
pretende. O conforto, a segurança, a
ergometria. E isso não é necessariamente
inimigo da estética. Assim, meu
projeto para um móvel é feito de uma
forma interativa, sempre adaptando
a ideia da forma à sua funcionalidade.
Penso em um desenho e de imediato
o associo aos três aspectos que citei
acima: conforto, segurança e ergometria.
Vou adaptando o desenho até que
estes fatores sejam atendidos.
Qual impacto da pandemia e das exposições
virtuais no seu trabalho?
A pandemia teve um grande impacto
não só no meu trabalho, mas
também na minha vida. Tornei-me mais
recluso, não só no período obrigatório,
mas também depois. Mais recluso e
introspectivo. Passei a dar valor a pequenas
coisas, antes despercebidas. E,
é claro, isso teve impacto semelhante
nas minhas obras, de duas maneiras.
Por um lado, uma atenção maior aos
detalhes, dando-lhes uma importância
que não tinham, mas sem que interferissem
no conjunto. Apenas um lustro.
Por outro lado, uma busca por um tipo
de compensação a todo aquele período
triste. Passei a dar ênfase em uma obra
mais viva, com mais cores, mais contrastes,
mais intensidade. Quanto às
exposições virtuais, confesso que sou
das antigas. Prefiro sempre o presencial
ao virtual. A própria palavra virtual
denota um caráter de inexistência real.
Não existe comparação entre ver uma
imagem virtual do quadro de um artista
e ver essa obra ao vivo. São coisas diferentes.
Além disso, no caso das minhas
obras, que são apoiadas na terceira dimensão,
na profundidade, essa diferença
é mais acentuada. Porque a tela de
um celular ou computador só te mostra
duas dimensões, escondendo exatamente
aquilo que mais quero mostrar.
Mas há que se fazer concessões, há
que ser prático, há que se adaptar. E,
como divulgação, não há como fugir da
internet. Assim como foi durante a pandemia:
ou se faz uma exposição virtual,
ou não se faz qualquer exposição. Não
é o ideal, mas se este é inatingível, que
use o que está ao nosso alcance.
SOU
EXTREMAMENTE
ANSIOSO, MAS
QUANDO ESTOU NA
MINHA OFICINA,
NÃO CHAMO DE
ATELIER NEM
MARCENARIA,
SEI LÁ PORQUE,
A ANSIEDADE
SE ESVAI, FICO
TOTALMENTE
ABSORTO, PERCO
ATÉ A NOÇÃO DAS
HORAS
VEM AÍ!
01 DE DEZEMBRO DE 2025
APOIO:
ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE
MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS
www
revistareferencia.com.br
comercial@revistareferencia.com.br
Entrevista
30
Trabalha com madeira em diferentes
formas. Existe um tipo de
madeira preferencial que usa no
processo criativo?
Adoro o pinho de riga, que é uma
madeira que antigamente tinha pouco
conceito, tanto que era até usada em
funções menos nobres, como pisos,
vigamento e forros das casas. Mas que
hoje, por ser encontrada quase que
exclusivamente em demolição virou
raridade, e é uma das mais caras. Adoro
sua cor, seus veios marcantes e até seu
cheiro, quando trabalhado. Atualmente
é um tanto difícil de achar, e quando
encontro, se dá, compro. E esta nunca
pinto, sempre uso ao natural, simplesmente
envernizada ou encerada, para
proteção. Gosto também de vasculhar
serrarias, buscando peças há anos expostas
ao tempo que, quando trabalhadas,
sempre revelam uma surpresa, um
tipo de madeira que não se imaginava
que aquele pedaço era. Outra coisa que
faço é vasculhar lojas que trabalham
com madeira de demolição, pensando
na ideia de dar um uso totalmente
novo e diferente daquele que já foi
usado originalmente. Estes três tipos,
respondendo ao que perguntou, são
as que mais gosto de trabalhar. E são,
também, as que mais desafiam meu
processo criativo.
Quais projetos estão no seu horizonte
artístico?
Mexo com madeira porque gosto
muito mesmo. Sou extremamente
ansioso, mas quando estou na minha
oficina, não chamo de atelier nem marcenaria,
sei lá porque, a ansiedade se
esvai, fico totalmente absorto, perco
até a noção das horas. Comecei fazendo
arte por hobby, até que amigos e
parentes começaram a insistir comigo
para divulgar minhas obras. Aconteceu
de me chamarem para fazer uma
exposição individual aqui em Juiz de
Fora, e aí aconteceu uma reviravolta,
passei a expô-las nas redes sociais e as
vendê-las. É sempre bom vender uma
obra, ainda que não seja uma coisa tão
frequente, mas não faço arte para isso.
E poder mostrá-las, ver pessoas gostarem
daquilo que fiz, é gratificante. Estes
são os meus projetos para o futuro:
continuar fazendo arte por muito tempo
e divulgá-las cada vez mais, sejam
em exposições ou mesmo nas redes
sociais. Ainda que nessas, como disse,
não se tenha a noção de profundidade
que é um dos carros-chefes da minha
arte. Quanto ao desafio, o que quero é
poder inovar, buscar o que é novo, diferente,
incomum. É o que tento hoje, e
quero continuar tentando.
Carvalho Fashion Multilaminado por Polido Arquitetura.
iblanco.com.br
Todo mundo
madeira
quer ser
Indusparquet
Madeira de qualidade é Indusparquet.
Líder mundial na fabricação de pisos e
revestimentos de madeira tropical, há mais de 5
décadas. Focados em sustentabilidade, capital
humano e tecnologia, nossos produtos são
únicos, de altíssima qualidade e sofisticação.
Design, tradição e inovação: Excelências que
evoluem a cada dia.
grupoindusparquet.com.br
Principal
Madeira brasileira,
qualidade internacional
32
DA ORIGEM CONTROLADA DA MADEIRA À
CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL, INDÚSTRIA ALIA
RESPONSABILIDADE AMBIENTAL À EXCELÊNCIA
NA SECAGEM E PRODUÇÃO
33
MADEIRA BRASILEIRA: PROJETO RODRIGO LATORRE E THAIS RODRIGUES
FOTO: REINALDO ORTLIEB
A
madeira é, há séculos, um dos
materiais mais nobres utilizados
pelo ser humano. De casas
simples a projetos arquitetônicos sofisticados,
ela carrega em si valores como
aconchego, durabilidade e identidade
cultural. No Brasil, a abundância florestal
e a tradição da marcenaria deram
origem a empresas que transformaram
esse patrimônio em produtos de alto
valor agregado, capazes de conquistar
mercados dentro e fora do país.
Entre essas histórias de sucesso está
a da Indusparquet, fundada em 1970 na
cidade de Tietê (SP), interior do Estado.
A empresa nasceu a partir de uma
herança familiar que remonta aos anos
1920, quando os imigrantes italianos que
chegaram ao Brasil abriram pequenas
oficinas de marcenaria. De geração em
geração, o conhecimento sobre a madeira
se transformou em um negócio
estruturado, que cresceu até se tornar
um dos maiores produtores mundiais de
pisos de madeira tropical.
DA TRADIÇÃO À PRESENÇA
GLOBAL
A vocação exportadora se manifestou
cedo. Ainda em 1976, a companhia
enviou as primeiras peças ao mercado
internacional, e na década seguinte consolidou
presença em diversos países. Nos
anos 1990, o mercado externo já representava
80% da produção, o que exigiu
investimentos pesados em tecnologia e
padrões de qualidade equivalentes aos
mais exigentes do mundo. “O mercado
34
Principal
externo nos educou e nos obrigou a
ter qualidade. Por exigência da Europa,
tivemos que investir em equipamentos
importados e em processos modernos de
beneficiamento”, lembra José Antonio,
sócio-fundador do Grupo Indusparquet.
Essa busca constante por excelência
levou à formação de parcerias estratégicas.
Uma das mais importantes foi com a
Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz
de Queiroz), que há mais de quatro décadas
mantém convênios de pesquisa com
a companhia. Estudantes e professores
colaboraram para o desenvolvimento
de técnicas de secagem e controle de
umidade, fundamentais para garantir a
estabilidade e a durabilidade do piso.
Alunos acompanhados dos seus professores
ministram aulas técnicas em
setores da produção na fábrica de Tietê.
“Esse intercâmbio foi fundamental para
elevar a qualidade do nosso produto. Até
hoje, alunos e pesquisadores nos ajudam
a aprimorar processos”, destaca José.
O crescimento exigiu também uma
expansão física significativa. Em 1989 começou
a ser construída a Fábrica 2, com
mais de 40 mil m² (metros quadrados),
que passou a concentrar as operações a
partir de 1995. A década de 1990 marcou
também a internacionalização em feiras
de prestígio, como Domotex, na Alemanha,
Batimat, na França, e Surfaces,
“O MERCADO
EXTERNO NOS
nos EUA (Estados Unidos da América).
O reconhecimento conquistado no exterior
se somou ao fortalecimento da
EDUCOU E NOS
OBRIGOU A TER
marca no Brasil, com a inauguração de
lojas próprias e centros de distribuição QUALIDADE. POR
que garantiram maior proximidade com
EXIGÊNCIA DA
os clientes.
Atualmente, a Indusparquet conta EUROPA, TIVEMOS
com cinco lojas próprias no Brasil e mais
QUE INVESTIR EM
de 100 revendas em todo o território
nacional. No exterior, está presente em EQUIPAMENTOS
mais de 40 países, com centros de distribuição
próprios, como o inaugurado
IMPORTADOS E
nos EUA em 2010. Possui duas fábricas EM PROCESSOS
que produzem pisos e revestimentos de
MODERNOS DE
madeira, em Tietê e Curitiba (PR), uma
fábrica de compensados em Teixeira BENEFICIAMENTO”
Soares (PR) e uma serraria em Nova
Monte Verde (MT). A expansão também
JOSÉ ANTONIO, SÓCIOpassou
pela aquisição da Masterpiso, em
FUNDADOR DO GRUPO
2011, marca dedicada à produção de pisos
engenheirados, que hoje complementa
INDUSPARQUET
o portfólio da empresa. 35
Foto: Fran Parente Foto: Fran Parente
CORTE MADEIRAS:
FOTO: FRAN PARENTE
Foto: Fran Parente Foto: Fran Parente
Foto: Paulo Altafin
Foto: Fran Parente
SECAGEM: O SEGREDO DA
DURABILIDADE
A madeira utilizada vem principalmente
das regiões norte e centro-oeste
do Brasil, em Estados como Pará, Mato
Grosso, Amazonas, Acre e Rondônia.
Sempre com foco na legalidade e no manejo
responsável, a Indusparquet possui
certificações como FSC® e CARB, que
atestam o respeito a normas ambientais
e de emissão de compostos. “Trabalhamos
com rastreabilidade e com manejo
responsável. Existe concorrência desleal
de quem não segue as regras, mas nosso
compromisso é com a legalidade e a sustentabilidade”,
assegura José.
A estrutura fabril é outro diferencial.
Além de laboratórios próprios e linhas de
produção modernas, a empresa desenvolveu
processos exclusivos de secagem
que garantem maior durabilidade e
resistência. O cuidado se estende ainda
à adaptação dos pisos para diferentes
regiões do país. “No litoral, a taxa de
umidade precisa ser mais alta do que em
Brasília (DF), onde o clima é seco. Esse
cuidado evita problemas na instalação e
aumenta a vida útil do piso”, explica José.
O portfólio da empresa equilibra
tradição e inovação. Os pisos sólidos, que
marcaram a trajetória da marca, continuam
em destaque, mas a tendência de
crescimento dos pisos engenheirados é
clara. Eles oferecem maior estabilidade
e facilidade de instalação, especialmente
valorizados nos EUA, que hoje é o principal
mercado internacional da companhia.
“Os pisos engenheirados estão
ganhando cada vez mais espaço. Eles
atendem a uma demanda por praticidade
sem abrir mão da beleza da madeira”,
enaltece José.
EXPERIÊNCIA NA LOJA DE
CURITIBA
Na unidade da Indusparquet em
Curitiba, Athos Sá, gerente da loja,
destaca o compromisso da marca com
“ESSE CUIDADO E
ATENÇÃO À QUALIDADE
SÃO OS PRINCIPAIS
DIFERENCIAIS
QUE APRESENTAM
AOS CLIENTES NA
HORA DA ESCOLHA,
TRANSMITINDO
CONFIANÇA E
SEGURANÇA PARA
QUEM BUSCA UM
PRODUTO DURÁVEL E
SOFISTICADO”
RICIERI RUI, CONSULTOR
DE VENDAS DA
INDUSPARQUET
Principal
sustentabilidade e responsabilidade ambiental.
Athos explica que os processos
industriais garantem o aproveitamento
integral da madeira oferecida aos clientes.
“Além de sofisticação e qualidade,
muito respeito ao meio ambiente. É o
que existe de melhor no mundo quando
o assunto é revestimento em madeira
natural tropical”, valoriza Athos.
O showroom da unidade foi projetado
para proporcionar uma experiência
sensorial completa, permitindo que os
clientes vejam, toquem e caminhem
sobre os diferentes padrões de piso.
Durante o atendimento, são destacadas
as tecnologias exclusivas de estrutura,
acabamento e encaixe, além de todas
as recomendações e garantias da marca,
garantindo transparência e segurança.
Athos afirma que o atendimento é personalizado
e consultivo, voltado a orientar
cada cliente e também os profissionais
envolvidos no projeto e que a loja oferece
suporte completo, desde a escolha do
produto, até o pós-venda, com instalação
e manutenção especializada realizadas
por parceiros credenciados. “Nossa
equipe é especialista em pisos, paredes,
decks e tetos de madeira e se orgulha
de representar a marca líder mundial do
segmento”, ressalta Athos.
Ricieri Rui, consultor de vendas
da Indusparquet, ressalta que o piso
de madeira maciça, e principalmente
o multistrato, feitos com tecnologia e
inovação 100% Indusparquet, é o melhor
piso de madeira maciça produzido no
mundo, não apenas pela alta tecnologia
“ALÉM DE
SOFISTICAÇÃO E
QUALIDADE, MUITO
RESPEITO AO MEIO
AMBIENTE. É O QUE
EXISTE DE MELHOR
NO MUNDO QUANDO
O ASSUNTO É
REVESTIMENTO EM
MADEIRA NATURAL
TROPICAL”
ATHOS SÁ, GERENTE DA
LOJA, EM CURITIBA
envolvida, como também pelo carinho
na produção e seleção dos produtos
em todas as fases da produção. “Esse
cuidado e atenção à qualidade são os
principais diferenciais que apresentam
aos clientes na hora da escolha, transmitindo
confiança e segurança para quem
busca um produto durável e sofisticado”,
aponta Ricieri.
Sobre as dúvidas e preocupações
mais frequentes, Ricieri comenta que
o cliente tem muita informação publicitária,
muito bem-feitas e muito bonitas,
mas muitas vezes falta tempo ou
conhecimento técnico para entender
o produto, que não é comprado com
frequência na vida. Por isso, ele evita
entrar em discussões sobre preço antes
de mostrar a diferença de qualidade e,
principalmente, o desempenho do piso
ao longo do tempo. “Nosso piso, sendo
bem instalado, e com a limpeza sendo
bem-feita em seu dia a dia, não necessita
de acompanhamento contínuo.
Quando falo com clientes algum tempo
Foto: Paulo Altafin
Foto: Paulo Altafin
36
37
SÓCIOS-DIRETORES JOSÉ BAGGIO E
KIKO ULIANA, FÁBRICA TIETÊ (SP)
depois da entrega, é para receber uma
indicação ou conhecer novas obras que
estão realizando. A melhor propaganda
é feita por clientes satisfeitos, e já vivo
esta realidade há 25 anos distribuindo
Indusparquet no Brasil e para fora do
país”, orgulha-se Ricieri.
FOTO: REINALDO ORTLIEB
PROJETO POR POLIDO / FOTO: ANDRÉ BASTIAN
PROJETO RACINE MOURÃO / FOTO: FELIPE PETROVSKY
PROJETO ERICO LUIZ / FOTO: CLAUS WEUHERMANN
Foto: Paulo Altafin
FUTURO COM RAÍZES SÓLIDAS
A presença global e a solidez conquistada
ao longo de cinco décadas associam
a empresa de seus valores originais: a
qualidade, a confiança no produto e a
proximidade com os clientes. Para o
futuro, a Indusparquet projeta continuar
investindo em tecnologia, inovação
e sustentabilidade, mantendo-se fiel à
essência que construiu sua reputação.
“Quem escolhe madeira busca conforto,
autenticidade e durabilidade. Mesmo
diante da concorrência de outros materiais,
a madeira seguirá tendo seu espaço.
Esse é o valor que entregamos há mais
de cinco décadas e que vamos manter”,
conclui José Antonio.
Aqui tem Madeira
O SENTIDO
DO
RECOMEÇO
38
39
ENTRE SERRAGEM E CRIATIVIDADE, O
ARTESÃO REVELA COMO CADA PEDAÇO
DE MADEIRA CARREGA HISTÓRIAS,
MEMÓRIAS E NOVAS POSSIBILIDADES
Fotos: divulgação
T
ransformar o que seria descartado
em algo novo, útil e belo
é o fio condutor da trajetória
de Paulo Ferrari. Depois de quase três
décadas dedicadas à tecnologia, ele
decidiu mudar radicalmente de rumo e
abraçar a marcenaria, uma paixão antiga
que começou como hobby e hoje
ocupa todo o seu cotidiano. O que antes
era passatempo de fim de semana
virou profissão, identidade e propósito
de vida.
O ponto de virada foi perceber a
quantidade de madeira e móveis de
qualidade que acabavam no lixo. Portas,
janelas, vigas, estrados de cama,
peças que já tinham cumprido sua função
original, mas ainda guardavam estrutura
e beleza, começaram a ganhar
nova vida em seu ateliê.
Aqui tem Madeira
40
Ali, entre ferramentas, serragem e
criatividade, nasceram móveis, objetos
e restaurações que valorizam a história
do material em vez de escondê-la.
“Mais do que apagar imperfeições,
procuro destacar as marcas do tempo.
Cada cicatriz, cada mancha e cada veia
da madeira contam uma história que
merece ser preservada”, atesta Paulo.
Essa visão se conecta diretamente
ao conceito de upcycling, prática que
norteia boa parte de sua produção. Ao
contrário da reciclagem tradicional, que
envolve a transformação do material
em outra matéria-prima, como acontece
com garrafas de vidro ou de alumínio
que são derretidas para virar novos
produtos, o upcycling consiste em usar
o material da forma como ele está,
apenas adaptando-o para uma nova
função. “Um exemplo é uma cama
que virou outra cama, aproveitando o
estrado sem modificar nada. Ou então
um barzinho feito a partir dos pés de
uma cama antiga curvada: simplesmente
posicionei, coloquei as prateleiras e
as bebidas, e ali estava o móvel. Tento
ao máximo não interferir muito, deixar
que a peça original se transforme sozinha.
Até uma veneziana pode se tornar
um móvel quando se coloca apenas os
pés certos. Isso faz parte da minha filosofia”,
explica Paulo.
Foto: Chico Castro
No dia a dia da marcenaria, essa filosofia
se traduz em móveis funcionais,
muitas vezes versáteis, que unem utilidade
e poesia. Há bancos que podem
ser usados como escadas, baús que
se transformam em mesas, peças de
marchetaria sólida montadas a partir
de sobras de madeira. O compromisso
é sempre o mesmo: aproveitar ao máximo
o que seria descartado, respeitando
a essência do material. “Não é fácil.
Nem sempre a peça se encaixa no que
se imagina, e o desafio é justamente
esse: olhar para algo que parece sem
valor e encontrar ali um novo caminho”,
conta Paulo.
“CADA MÓVEL QUE PRODUZO OU RESTAURO CARREGA
TAMBÉM ESSE PROCESSO DE APRENDIZADO, PORQUE
CADA PEÇA É ÚNICA E ME ENSINA ALGO NOVO”
PAULO FERRARI, MARCENEIRO
41
Aqui tem Madeira
A restauração também ocupa espaço
central no trabalho de Paulo. Ele
recebe móveis carregados de história
e valor afetivo, muitas vezes peças de
família que atravessaram gerações.
Nessas situações, o cuidado é ainda
maior. Há casos em que a tarefa é
devolver ao móvel sua forma original,
corrigindo danos causados pelo tempo.
Em outros, a proposta é renovar, dar
nova função sem apagar sua identidade.
“Cada peça tem uma alma. Quando
alguém me traz um móvel antigo, não
está trazendo apenas madeira: está
trazendo lembranças, momentos, memórias.
Meu trabalho é respeitar isso
e devolver o objeto de forma que ele
possa continuar fazendo parte da vida
de alguém”, aponta Paulo.
42
43
Autodidata, o marceneiro aprendeu
experimentando, testando e errando.
“Sempre gostei de colocar a mão na
massa. E fui descobrindo na prática.
Cada móvel que produzo ou restauro
carrega também esse processo de
aprendizado, porque cada peça é única
e me ensina algo novo”, assegura Paulo.
É essa vivência constante, feita de
curiosidade e tentativa, que fortalece
sua identidade como artesão.
Em um mercado dominado por móveis
padronizados, produzidos em larga
escala, seu trabalho aparece como contraponto.
Cada peça é única, feita com
tempo e cuidado, revelando texturas
e marcas que o tempo deixou. Mais do
que oferecer um móvel, Paulo oferece
uma experiência de consumo consciente,
que questiona o desperdício e propõe
uma nova forma de enxergar valor.
“Em um mundo em que tudo é descartável,
o artesanato resiste. A madeira,
mesmo rejeitada, guarda dentro de si a
possibilidade de recomeço. Só ajudo a
revelar isso”, simplifica o marceneiro.
Sua marca portanto alia arte a uma
filosofia que guia cada criação: transformar
descarte em obra, unir utilidade
e poesia, fazer da marcenaria um gesto
de respeito à memória e à natureza.
Feira
FORMÓBILE 2026:
ESPAÇO
MADEIRA
44 45
REFERÊNCIA NA MAIOR FEIRA
MOVELEIRA DA AMÉRICA LATINA,
O ESPAÇO MADEIRA IMPULSIONA
EXPOSITORES DE MADEIRA MACIÇA
E ABASTECE A CADEIA PRODUTIVA
Fotos: divulgação
C
riado para valorizar o universo
da madeira maciça e abrir espaço
para conversas sobre os
caminhos e desafios do setor, o Espaço
Madeira já virou parada obrigatória na
ForMóbile 2026. O ambiente reúne um
verdadeiro ecossistema: indústrias, fornecedores,
revendedores, arquitetos,
designers e marceneiros — todos em
busca de novidades, trocas de experiências
e parcerias que façam sentido
num mercado cada vez mais voltado à
sustentabilidade.
Feira
46
Os preparativos para a próxima
edição da ForMóbile (Feira Internacional
da Indústria de Móveis e Madeira)
estão a todo vapor. Com 85% dos expositores
da edição passada já confirmados
e uma fila crescente de novos interessados,
tudo indica que vem aí um
evento histórico. “O sucesso de 2024
acelerou a comercialização de espaços
como nunca antes. Faltando quase um
ano, a maioria já está reservada — o
que mostra a confiança do mercado e
o papel estratégico da ForMóbile para
o setor moveleiro”, comenta Tatiano
Segalin, business manager da feira.
Para 2026, a aposta é ir além do
tamanho: a feira quer atrair visitantes
com perfil decisor e real interesse em
inovação, negócios e parcerias. Em
2024, foram mais de 52 mil profissionais
circulando pelos corredores. A expectativa
agora é crescer 10% nesse número,
mantendo a experiência leve, produtiva
e cheia de boas conexões.
O Espaço Madeira, que chega à sua
quarta edição, tem se destacado como
um dos ambientes mais movimentados
da feira desde 2018. É lá que expositores
focados em madeira maciça e
produtos relacionados se encontram
para mostrar soluções, trocar ideias e
impulsionar o setor.
“Seguimos investindo para dar mais
visibilidade ao mercado de madeira
maciça e seus fornecedores. O Espaço
Madeira tem sido uma ótima porta de
entrada para novos expositores, que
costumam ampliar sua presença nas
edições seguintes depois de verem os
bons resultados”, explica Tatiano.
SUSTENTABILIDADE E
CRESCIMENTO LADO A LADO
Em 2024, o Espaço Madeira bateu
recorde de participação, com uma vitrine
cheia de inovações, equipamentos
e soluções pensadas para o setor madeireiro
— tudo com foco em práticas
sustentáveis e gestão responsável dos
recursos florestais. E essa pegada continua
firme para 2026.
A Revista REFERÊNCIA, parceira na
criação do Espaço Madeira, já confirma
importantes nomes para a próxima
edição:
•Arte Diamante: Ferramentas de
corte de alta tecnologia
•Bonardi Compensados: Painéis
decorativos, lâminas naturais e soluções
premium
•CCB Coatings: Tintas e vernizes de
alto desempenho
•Fagus-Grecon: Sistemas de medição
e prevenção de faíscas
•Kanefusa: Facas e serras para madeira
e metais
•Teak Brazil: Madeira teca cultivada
com foco sustentável
SOBRE A FORMÓBILE
A ForMóbile se tornou uma plataforma de negócios completa para toda a
indústria de móveis e madeira, nacional e internacionalmente, gerando negócios,
relacionamentos e entregando conteúdo de qualidade em todos os ambientes: digital
e físico, de forma sinérgica. Atualmente, possui um banco de dados qualificado,
com mais de 100 mil contatos de profissionais do setor e diversos canais, como
plataforma digital, site, redes sociais e uma ferramenta de conteúdo e negócios
exclusiva, com a qual é possível promover marcas, lançar produtos, gerar leads e
realizar ações personalizadas para obter um melhor retorno sobre investimentos,
com mais foco e assertividade.
SOBRE A INFORMA MARKETS
A Informa Markets realizadora do evento ForMóbile, conecta pessoas e
mercados por meio de soluções digitais, conteúdo especializado, feiras de negócios,
eventos híbridos e inteligência de mercado, construindo uma jornada de
relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano. Presente
em mais de 30 países, atua há mais de 29 anos na América Latina, e conta
hoje com três unidades de negócios: Brasil, México e Latam Hub, responsáveis
pela entrega de mais de 30 eventos híbridos, portais de notícia e plataformas
digitais de conexão e negócios.
Ao longo dos anos, a ForMóbile
se firmou como o principal ponto de
encontro da indústria moveleira na
América Latina. E o Espaço Madeira
tem sido peça-chave nessa história
- reunindo negócios, soluções e tendências
que mostram como a madeira
maciça pode ser sinônimo de inovação,
sustentabilidade e boas ideias. “Estamos
nos ajustes finais para preencher
os últimos espaços do Espaço Madeira
2026, que promete superar o sucesso
da edição anterior”, adianta Tatiano. “É
um ambiente pensado para fortalecer
o segmento de madeira maciça e dar visibilidade
a quem está inovando nesse
mercado”, completa o business manager
da ForMóbile.
Para saber mais,
acesse o QR Code:
Para saber mais,
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FORMÓBILE 2026 – XI FEIRA INTERNACIONAL DA INDÚSTRIA DE MÓVEIS E MADEIRA
DATA: 30 DE JUNHO A 03 DE JULHO DE 2026
HORÁRIO: 10H ÀS 19H
LOCAL: SÃO PAULO EXPO – SÃO PAULO (SP)
47
Indústria
ANÁLISE
DETALHADA
48
ENTIDADE FAZ ESTUDO SOBRE IMPACTOS
DE NOVAS TARIFAS INTERNACIONAIS NA
REGIÃO SERRANA DE SANTA CATARINA
Fotos: divulgação
49
Indústria
P
ara medir o impacto da aplicação
das tarifas de 50% pelo
governo dos EUA (Estados Unidos
da América) sobre a economia de
Santa Catarina, a Fiesc (Federação das
Indústrias de Santa Catarina) elaborou
um estudo mapeando possíveis cenários
de redução de exportações, para
curto e longo prazos. A nota técnica da
entidade mostra que a região Serrana
de Santa Catarina seria a mais afetada
pelo tarifaço de Trump em qualquer
cenário. “A Fiesc lançou o programa
desTarifaço, para apoiar a indústria
exportadora afetada, com diversas iniciativas
de nossas entidades. Uma das
frentes é a produção de informações
para a tomada de decisão pelas empresas,
pelo poder público e pela própria
federação”, explica o presidente da
entidade, Gilberto Seleme.
Além do cenário mais otimista, de
redução de 30% das exportações, o
estudo considera outros dois cenários,
de redução de 50% e 70% nas vendas
externas para os EUA, situações que
podem ocorrer caso a economia americana
entre em prolongada estagnação
ou crise. Cada cenário foi avaliado com
a manutenção das tarifas por 1 a 2 anos
(curto prazo), mas também para dois a
quatro anos (longo prazo). A queda de
70% das exportações para os EUA teria
impacto de mais de 100 mil empregos
no longo prazo, por exemplo.
A mesorregião norte seria a segunda
mais afetada, com redução de
0,30% do PIB no cenário mais provável,
segundo a nota técnica.
Pablo explica que, embora abrigue
municípios afetados por setores vulneráveis
e com diversificação semelhante
à Serrana, o norte demonstra impactos
ligeiramente menores. “A presença de
centros industriais mais diversificados,
como Joinville (SC) e Jaraguá do Sul
(SC), devem amortecer o impacto à
mesorregião como um todo”, salienta
Pablo.
A terceira região mais impactada,
com recuo de 0,25% do PIB, seria a oeste,
seguida pela mesorregião do Vale
do Itajaí (-0,22%) e do sul, com queda
de 0,17%. A projeção do cenário aponta
que, no período entre 1 e 2 anos de
redução das exportações para os EUA,
a Grande Florianópolis não deve observar
queda do PIB. A situação da capital
e arredores, no entanto, se agrava
no longo prazo (2-4 anos), quando a
mesorregião pode perder 0,99% do PIB
por conta do efeito cascata em setores
como comércio e serviços.
CONFIRA A ÍNTEGRA DO ESTUDO
O economista-chefe da Fiesc, Pablo
Bittencourt, explica que os efeitos da
sobretaxa aos produtos brasileiros
serão mais proeminentes e agudos
50 em regiões e municípios economica-
51
mente menos diversificados e com
alta exposição ao mercado americano.
“Mesmo no cenário mais otimista com
que trabalhamos, estimamos queda de
0,53% no PIB da região Serrana, dada a
menor diversificação industrial e a forte
especialização na produção madeireira,
majoritariamente destinada aos EUA”,
especifica Pablo. Diante do forte impacto,
mesmo no curto prazo (1-2 anos),
uma das consequências esperadas é a
aceleração da estagnação econômica e
a migração populacional, especialmente
para o litoral, padrão já observado
em décadas recentes.
APLICAÇÕES
“A FIESC LANÇOU O PROGRAMA DESTARIFAÇO, PARA APOIAR A INDÚSTRIA
EXPORTADORA AFETADA, COM DIVERSAS INICIATIVAS DE NOSSAS
ENTIDADES. UMA DAS FRENTES É A PRODUÇÃO DE INFORMAÇÕES PARA
A TOMADA DE DECISÃO PELAS EMPRESAS, PELO PODER PÚBLICO E PELA
PRÓPRIA FEDERAÇÃO”
GILBERTO SELEME,
PRESIDENTE DA FIESC
Produtos e soluções para madeira
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ACESSE NOSSO
VÍDEO EXPLICATIVO
Indústria
CENÁRIOS
A nota técnica da federação industrial
também analisou outros cenários:
o de consequências severas, com a
redução das exportações para os EUA
em 50% tanto no período de 1 a 2 anos
como no longo prazo (2-4 anos), e o de
colapso. Este último projeta queda de
70% das exportações para o mercado
norte-americano, também no curto e
longo prazos. O economista-chefe da
Fiesc destaca que nessas duas projeções,
os cenários seriam reflexos da
piora das condições de demanda nos
EUA. No severo, a economia norte-
-americana apresenta estagnação,
enquanto no cenário de colapso, a
situação é marcada por crise aguda nos
EUA.
52 53
“A PRESENÇA DE
CENTROS INDUSTRIAIS
MAIS DIVERSIFICADOS,
COMO JOINVILLE E
JARAGUÁ DO SUL,
DEVEM AMORTECER
O IMPACTO À
MESORREGIÃO COMO
UM TODO”
PABLO BITTENCOURT,
ECONOMISTA-CHEFE DA
FIESC
IMPACTOS NO PIB
E EMPREGOS NO ESTADO
A nota técnica destaca ainda que
- considerando o cenário de queda de
30% das exportações para os EUA no
período de 1 a 2 anos - o Estado teria
um recuo de R$ 1,2 bilhão no PIB, com
a perda de cerca de 20 mil empregos e
de R$ 171,9 milhões na arrecadação de
ICMS.
Ao avaliar os reflexos do tarifaço
nos municípios de Santa Catarina, o
estudo da Fiesc mostra que Salete (SC)
tem potencial para ser o mais afetado,
considerando o cenário mais provável.
O fato de a cidade ter alto nível de desenvolvimento,
medido por indicador
da Firjan (Federação das Indústrias do
Estado do Rio de Janeiro) pode minimizar
os efeitos. Já o segundo e terceiro
municípios com maior impacto potencial
- Capão Alto (SC) e Itá (SC), contam
com baixo nível de desenvolvimento.
Benedito Novo (SC) e Caçador (SC),
quarto e quinto no ranking, estão classificados
com alto nível de desenvolvimento
municipal.
Paulo explica que o indicador da
Firjan atua como um “multiplicador
para os efeitos negativos em municípios
menos desenvolvidos e como um
atenuador para aqueles com estruturas
mais robustas, e é uma variável crítica
a ser considerada para o planejamento
de políticas públicas e estratégias de recuperação
e diversificação regional.”
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Mercado
CONQUISTANDO
O MUNDO
RELATÓRIO APONTA CRESCIMENTO DAS EXPORTAÇÕES
BRASILEIRAS NO MERCADO MUNDIAL DE PRODUTOS
MOVELEIROS
Fotos: divulgação
54
55
O
comércio exterior vive um
momento de transformações.
Instabilidades geopolíticas,
novas barreiras tarifárias,
concorrência internacional crescente
dentro do mercado brasileiro e mudanças
no comportamento do consumidor
têm impactado diretamente a indústria
de móveis. Esse cenário exige esforço
redobrado das empresas: de um lado,
superar obstáculos; de outro, aproveitar
oportunidades que dependem de
inteligência de mercado, planejamento
estratégico e capacidade de adaptação
para manter a competitividade em escala
global.
O panorama atual revela que o
Brasil ocupa a sétima posição entre os
maiores produtores mundiais de móveis
e colchões, com 439,9 milhões de
peças fabricadas em 2024. Apesar da
relevância produtiva, a participação nas
exportações internacionais do setor é
de apenas 0,5%, evidenciando um espa-
ço ainda pouco explorado. O país reúne
diferenciais importantes matérias-
-primas únicas, design original, práticas
sustentáveis e conformidade crescente
com padrões internacionais e atributos
que reforçam tanto a qualidade quanto
a segurança dos produtos brasileiros
e ampliam as chances de inserção em
novos mercados.
Em termos comerciais, as exportações
de móveis e colchões acabados
atingiram US$ 763,1 milhões em 2024,
resultado que representa aumento de
3,8% em relação a 2023 e crescimento
acumulado de 21,5% em 5 anos. As
importações, por sua vez, chegaram a
US$ 298,3 milhões, garantindo saldo
positivo para a balança setorial. De
acordo com projeções internacionais,
o potencial pode alcançar US$ 930 milhões
anuais caso sejam diversificados
os destinos e agregado maior valor às
exportações.
Mercado
O PANORAMA ATUAL
REVELA QUE O BRASIL
OCUPA A SÉTIMA POSIÇÃO
ENTRE OS MAIORES
PRODUTORES MUNDIAIS DE
MÓVEIS E COLCHÕES, COM
439,9 MILHÕES DE PEÇAS
FABRICADAS EM 2024.
Diante desse quadro, três pontos se
destacam: a necessidade de diversificar
mercados para reduzir a dependência
dos EUA, a pressão competitiva da
China no comércio internacional e o potencial
de expansão que o Brasil ainda
possui, sustentado por escala produtiva
e diferenciais competitivos.
Esses dados fazem parte do relatório:
Do Brasil para o Mundo; elaborado
pelo Iemi (Inteligência de Mercado)
com exclusividade para a Abimóvel
(Associação Brasileira das Indústrias do
Mobiliário) em parceria com a Apex-
Brasil (Agência Brasileira de Promoção
de Exportações e Investimentos), que
reúne informações sobre produção,
exportação e consumo de 2020 a 2024,
além de análises sobre tendências e
perspectivas globais para toda a cadeia
moveleira.
56
ESTOQUE PARA ATENDER
QUALQUER DEMANDA
Entre os produtos embarcados,
83,4% corresponderam a móveis prontos,
especialmente móveis de madeira
para dormitórios (39,2%) e outros
móveis de madeira (28,1%). Os EUA
(Estados Unidos da América) lideraram
como destino das exportações, com
29,6% de participação, seguidos por
Uruguai (10,9%), Chile (6,9%), Reino Unido
(5,9%) e Peru (5,3%). Entretanto, a
imposição recente de tarifas adicionais
de 50% sobre mobiliário de madeira brasileiro
pelos EUA trouxe preocupação
às empresas exportadoras, motivando
debates oficiais em Washington, em
setembro, para a defesa dos interesses
nacionais.
No mercado interno, os polos do
Rio Grande do Sul (32,8%) e de Santa
Catarina (32,6%) se destacaram, seguidos
por Paraná (17,1%), São Paulo
(13,6%) e Minas Gerais (1,9%), que juntos
concentraram 98% das exportações
brasileiras em 2024. Em contrapartida,
a China respondeu por 73,8% das importações,
reforçando a concentração das
compras externas e a necessidade de
medidas de estímulo à produção local.
Além dos móveis acabados, a
cadeia de insumos, componentes e
máquinas também demonstrou desempenho
relevante. Em 2024, as exportações
desse segmento somaram US$
3,58 bilhões, crescimento de 3,5% sobre
o ano anterior e de 59,6% em relação a
2020. Os EUA foram o principal destino
(40,0%), seguidos por Argentina (11,1%)
e Chile (5,7%). Entre os estados exportadores,
Paraná (29,8%) e São Paulo
(29,1%) lideraram, enquanto o Pará foi o
único a registrar queda no comparativo
com 2020.
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ao tempo e em estufa, pronta para qualquer projeto.
@madeireiracordilheira
(49) 3328-0688
Agenda
Outubro 2025
CONGRESSO MOVELEIRO
DATA: 1 e 2
LOCAL: Curitiba (PR)
INFORMAÇÕES: https://www.fiepr.org.br/congresso-moveleiro/inscricao/
O Congresso Nacional Moveleiro 2025, marcado para 1º e 2 de outubro em Curitiba (PR),
propõe uma imersão estratégica com o tema: Conectando Empresas e Gerando Negócios.
Realizado pela Abimóvel e pela Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), o
evento reunirá líderes da indústria, varejo, design, comércio exterior e poder público. A
programação contempla painéis sobre inovação, sustentabilidade, internacionalização,
diversidade e design, além de rodadas de negócios internacionais. A mostra Prêmio Design
da Movelaria Nacional apresentará peças inéditas, e a Casa Conceito vai explorar temas
como bem-estar, morar contemporâneo e soluções inovadoras para o espaço. Com isso,
promete estimular parcerias, inspirar mudanças e fortalecer o setor moveleiro brasileiro.
MADERA 21
DATA: 9 a 12
LOCAL: Corma (Chile)
INFORMAÇÕES: https://www.semanadelamadera.cl/
58
A Madera 21, parte da Corporação Chilena de Madeira, foi fundada em 2001 com o objetivo
de disseminar e promover o uso da madeira nas áreas de construção, engenharia, arquitetura
e design no Chile. A Madera 21 articula os processos de criação e transferência de
conhecimento, possibilitando a capacitação para o desenvolvimento do uso da madeira.
Realizada em conjunto com a Semana de la madera, o evento é um grande polo para a indústria
de base florestal chilena e sul-americana, onde são apresentadas novidades, feitos
negócios e renovam-se parcerias.
Janeiro 2026
ABIMAD
DATA: 27 a 30
LOCAL: São Paulo (SP)
INFORMAÇÕES: https://www.abimad.com.br/
Com mais de 20 anos de história, a Abimad é a principal feira de móveis e acessórios de alta
decoração da América Latina e a única do setor focada em negócios. Direcionada a lojistas
e compradores do Brasil e do exterior, a feira tem duas edições anuais, que trazem o melhor
do design brasileiro e as principais tendências internacionais, através dos seus mais de
140 expositores, distribuídos em uma área de 50 mil m² (metros quadrados). É uma feira
exclusiva e dedicada a quem realmente busca mais dentro do segmento.
Julho 2026
FORMÓBILE
DATA: 30/07 a 03/08
LOCAL: São Paulo (SP)
INFORMAÇÕES: https://www.formobile.com.br/pt/a-feira.html
A ForMóbile é a maior feira de móveis e madeira da América Latina, reunindo toda a cadeia
produtiva do setor moveleiro em um único evento. Realizada em São Paulo (SP),
a feira apresenta as últimas inovações tecnológicas, tendências de design e soluções
industriais para fabricação de móveis. A feira abrange diversos segmentos estratégicos,
como máquinas e equipamentos para marcenaria, ferragens e acessórios para móveis, matérias-primas
e insumos de produção, revestimentos e acabamentos, e automação industrial
e software especializado. Com mais de 50 mil visitantes e 550 marcas expositoras em
sua última edição, a ForMóbile é o principal hub de inovação e networking para quem busca
crescimento e competitividade no mercado moveleiro.