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ESPECIAL

ENTREVISTA

Edmundo Schmidt

Artista

Construção • Arquitetura • Design • Marcenaria • Paisagismo • Decoração

9 772237 056099 0 0 0 8 1

Inovação com

raízes brasileiras

Empresa transforma legado em

referência global, unindo design,

tecnologia e sustentabilidade

Formóbile 2026: Já começaram os preparativos para a próxima edição




9 772237 056099 0 0 0 8 1

Construção • Arquitetura • Design • Marcenaria • Paisagismo • Decoração

Editorial

Na capa dessa edição a

Indusparquet, indústria

nacional que conquistou

o mundo com qualidade

e sustentabilidade

A Revista Madeireira da Construção www.produtosdemadeira.com.br Ano XVII• Nº81• Setembro 2025

Inovação com

raízes brasileiras

Empresa transforma legado em

referência global, unindo design,

tecnologia e sustentabilidade

ESPECIAL

ENTREVISTA

Edmundo Schmidt

Artista

Formóbile 2026: Já começaram os preparativos para a próxima edição

Ano XVII / Edição n.º 81 / Setembro 2025

ANTI-FINGERPRINT

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04

EXPEDIENTE

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Diretor comercial: Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor executivo: Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação:

Vinicius Santos

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Depto. Comercial: Gerson Penkal

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Depto. de Assinaturas:

assinatura@revistareferencia.com.br

José A. Ferreira

(41) 99203-2091

Orgulho de ser

A madeira é parte da alma brasileira. Símbolo de resistência, diversidade

e beleza, ela traduz a capacidade do país de transformar

recursos naturais em produtos que encantam o mundo. Assim como o

Brasil, a madeira carrega raízes profundas e, ao mesmo tempo, flexibilidade

para se adaptar, projetando no mercado internacional a força da

tradição aliada à inovação. Nesta edição, destacamos em nossa capa a

Indusparquet, referência global pela qualidade de seus produtos e processos

industriais, que elevam a madeira brasileira ao mais alto padrão

internacional. Trazemos também informações da Formóbile 2026, palco

das principais novidades em tecnologia, design e soluções para o setor,

além de análises sobre o mercado de produtos de madeira e suas tendências.

Para completar, apresentamos uma entrevista exclusiva com

o artesão Edmundo Schmidt, que transforma madeira em expressão

artística, reforçando como o talento brasileiro segue conquistando espaço

com autenticidade, qualidade e inspiração. Excelente leitura!

RESISTÊNCIA QUÍMICA

O polipropileno é resistente a

uma ampla variedade de

produtos químicos.

RESISTÊNCIA À UMIDADE

Ideal para banheiros e áreas

molhadas. Obs.: resistência não

significa ser à prova d’água.

RESISTÊNCIA AO IMPACTO

É conhecido por sua alta

resistência ao impacto e

riscos/ abrasão.

Revista PRODUTOS DE MADEIRA

Rua Maranhão, 502 - Água Verde - 80610-000

Curitiba (PR) - Brasil - Fone/Fax: +55 (41) 3333-1023

www.produtosdemadeira.com.br

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Ligação gratuita:

0800 600 2038

Veículo filiado a:

A Revista Referência PRODUTOS DE MADEIRA é uma publicação bimestral e

independente, dirigida aos construtores, engenheiros, arquitetos, designers,

paisagistas, decoradores e consumidores de produtos de madeira para a construção.

A Revista não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos e colunas

assinadas, por entender serem estes materiais de responsabilidade de seus autores.

A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco de dados, sob

qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista

são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos

autorais, exceto para fins didáticos.

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Moka Noci

MATRIZ

R. Alemanha, 197 | Caçador - SC

Fone: 49 3561-5000

FILIAL

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Fone: 43 3511-2300

Acompanhe as novidades em:

www.sincol.com.br



Sumário

06

10 16 24 32

38 44 48 54

07

08....... CARTAS & OPINIÕES

10....... CURTAS & NOVIDADES

24.......

32 .......

ENTREVISTA

EDMUNDO SCHMIDT

PRINCIPAL

MADEIRA BRASILEIRA,

QUALIDADE INTERNACIONAL

44

38.......

.......

AQUI TEM MADEIRA

O SENTIDO DO RECOMEÇO

FEIRA

FORMÓBILE 2026: ESPAÇO MADEIRA

54

.......

MERCADO

CONQUISTANDO O MUNDO

58....... AGENDA

16 ....... SHOWROOM

48.......

INDÚSTRIA

ANÁLISE DETALHADA



Cartas

E X C E L Ê N C I A E M

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação Sacro Legno

FITAS DE BORDO

& PAPÉIS PARA

RECOBRIMENTO

Produto

Impermeável

Ecológico

08

Principal

A excelência do trabalho da

Bonardi deve ser valorizada

continuamente. É um

orgulho do Paraná e do

Brasil que merece todo

sucesso.

Luciano Almeida

Castro (PR)

Arquitetura

O Japão justifica assim a

fama de estar sempre na

vanguarda da inovação

e segue como referência

para o mundo.

Lívia Oliveira

Contagem (MG)

Aqui tem madeira

A fé que move esse

trabalhador é linda. Trazer

para o seu labor aquilo que

é sua razão de vida é de

uma sensibilidade única.

Parabéns!

Claudia Marcondes

São Paulo (SP)

Alta Resistência

ao Intemperismo

Entrega

Eficiente

Desenvolvimento

Rápido de

Novos Padrões

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Internacional

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Curtas & Novidades

10

Podcast

REFERÊNCIA

Podcast REFERÊNCIA, o novo programa tem como objetivo apresentar as pessoas que fazem o setor de base florestal cada

vez melhor e os programas mantiveram o ritmo que nossos expectadores já conhecem. Nesse mês os convidados foram Jonathan

Taborda (foto de cima), gerente comercial da ABB Wood Brasil, empresa especializada em madeira serrada para pallets, e Claudio

Zini (foto de baixo), engenheiro civil e CEO da Pormade, uma das principais indústrias de portas do Brasil. Os programas desse mês

tiveram o apoio de DRV Indústria, Impacto Máquinas e Rotteng.

Jonathan Taborda recorda que seu primeiro contato com a

madeira foi na época que seu pai, que trabalhava com transportes,

passou a operar na colheita da madeira em Mato Grosso.

“Estudava de manhã e, à tarde, ia afiar a serra circular na lima.

Na época era na lima, não existia vídea ainda e se existia no

Brasil a gente não tinha. Minha função era chegar depois do

almoço, pegar uma escova de aço, limpar a serra, colocar em

uma bancada, pegar a lima e só parar quando meu pai achasse

que ficou bom”, relata Jonathan.

A ABBWood é especialista na exportação de madeira serrada

para pallets e com o tempo passou a entender tendências

e demandas como oportunidades dentro do setor, como a exigência

de madeira certificada que ganha força continuamente

e passou a ser regra dentro da empresa. Essa diferenciação

tornou-se a principal estratégia da empresa para competir com

outros players do mercado nacional e, principalmente internacional.

“É entregar a madeira pronta para pregar, que vai direto

para a pregadeira automatizada e flui na produção”, resume o

gerente.

Cláudio Zini lembra que sua visão de gestão começou a se

transformar a partir de uma viagem ao Japão, em 1988. Em

uma das visitas, Zini recorda de uma frase marcante de um especialista

japonês: erros são tesouros. O executivo confessa ter

achado curioso no momento e brincado consigo mesmo: “então

eu tô rico.” Esse episódio, no entanto, seria o ponto de partida

para mudanças profundas em sua forma de liderar. Líder

inquieto e aberto a novas ideias, Zini transformou essa experiência

internacional em base para o crescimento da Pormade.

Para Cláudio Zini, o erro deve ser visto como parte essencial

do processo de inovação. Para o CEO, estimular o erro é estimular

a busca por novos caminhos, desde que feito de maneira

responsável, com envolvimento coletivo. “O sucesso de uma

empresa é em função do número de experimentos que ela realiza

por ano, por mês, por dia. Se não estamos fracassando, é

porque não estamos tentando o suficiente”, acredita Cláudio.

A edição do Podcast REFERÊNCIA

completa com Marcelo Schmid foi

lançada no canal do Youtube da

Revista REFERÊNCIA e pode ser

acessado através do QR Code:

Fotos: REFERÊNCIA



Curtas & Novidades

Parceria estratégica

Foto: divulgação

O EFTA (Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia

de Livre Comércio) é considerado um avanço estratégico para a indústria

brasileira. O entendimento deve fortalecer os laços econômicos do bloco sul-americano

com países europeus e ampliar as exportações do Brasil para Suíça,

Noruega, Islândia e Liechtenstein. Estima-se que cerca de 99% das exportações

brasileiras, entre produtos agrícolas e industriais, terão acesso imediato a esses

mercados quando o acordo entrar em vigor. Segundo avaliação da indústria,

o acordo cria novas oportunidades para ampliar investimentos e a presença

de produtos brasileiros no comércio internacional, ao oferecer condições mais

favoráveis de acesso a mercados relevantes, com alto poder de consumo. A

assinatura também ocorre em momento crítico, em que o setor nacional enfrenta perdas decorrentes de barreiras tarifárias em outros

mercados. O bloco europeu conta com 14,3 milhões de habitantes, PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 1,4 trilhão e ocupa posição de

destaque como origem de investimentos estrangeiros diretos, reforçando seu papel como parceiro estratégico para a integração internacional

do país. Nos últimos 10 anos, a corrente de comércio Brasil-EFTA cresceu 36,7%, com mais de 700 oportunidades de exportação

identificadas e recorde histórico de investimentos bilaterais em 2023, com US$ 46,2 bilhões da EFTA no Brasil e US$ 11,7 bilhões do Brasil

na associação. O acordo prevê redução total de tarifas de importação, regras flexíveis de certificação de origem, eliminação de barreiras

técnicas, proteção à propriedade intelectual e acesso preferencial a produtos agrícolas e industriais. Para o Brasil, isso inclui carnes,

farelo de soja, milho, café torrado e álcool etílico. Também foram definidos mecanismos de administração de quotas para garantir que

os exportadores possam aproveitar integralmente os benefícios do acordo. Com a implementação do acordo, o comércio com o bloco

europeu tende a gerar impacto econômico relevante, aumentando exportações, empregos, produção e renda, além de consolidar a posição

do Brasil como parceiro estratégico de mercados globais.

12

Momento crítico

A indústria brasileira registrou em agosto de 2025 o desempenho

mais fraco para o mês em uma década, segundo a Sondagem Industrial

divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). O levantamento

aponta retração na produção, queda no nível de emprego e redução

da utilização da capacidade instalada, em um período que historicamente

costuma apresentar crescimento. O índice de evolução da produção

recuou para 47,2 pontos, abaixo da linha de 50 pontos que separa expansão

de retração, sendo o pior resultado desde agosto de 2015, quando

o indicador havia ficado em 42,7 pontos. O levantamento também

mostra recuo no número de empregados, com índice de 48,4 pontos,

confirmando retração das contratações entre julho e agosto. Esse resultado

contrasta com a tendência observada nos últimos anos, já que

desde 2020 o setor vinha apresentando aumentos no emprego no período,

com exceção de 2023. Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, a sondagem sinaliza agravamento das dificuldades

enfrentadas pelo setor: “O mês de agosto, que tradicionalmente traz melhora, acabou registrando forte retração. E o que chama atenção

é a queda no emprego, algo que normalmente demora a responder em cenários de crise”, destacou Marcelo. A utilização da capacidade

instalada passou de 71% em julho para 70% em agosto, ficando abaixo do nível de 2024 (72%) e no mesmo patamar de 2023 (70%). Os estoques

permaneceram estáveis: o índice de evolução do nível de estoques marcou 50 pontos e o indicador de estoques efetivos em relação

ao planejado ficou em 49,8 pontos, mostrando ajuste próximo ao esperado pelos empresários. Para setembro, as expectativas também

perderam força. O índice de demanda caiu para 52,3 pontos e o de compra de insumos para 51,3 pontos. Apesar de ainda positivos, os resultados

indicam menor otimismo. Já os indicadores de exportações (46,6 pontos) e de emprego (49,6 pontos) seguem abaixo da linha de

50 pontos, sugerindo manutenção do quadro de retração. “As empresas estão mais cautelosas, tanto em relação às contratações quanto

às exportações. O ambiente de incerteza leva a expectativas menos intensas de crescimento”, concluiu Marcelo.

Foto: divulgação



Curtas & Novidades

FIMMA 2025

14

AXVII edição da FIMMA Brasil (Feira Internacional de Fornecedores

da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis) reafirmou

a importância dos encontros presenciais como motores para o

fortalecimento de relações comerciais, expansão de parcerias e

geração de negócios no setor moveleiro. Realizada entre os dias

4 e 7 de agosto, em Bento Gonçalves (RS), a feira reuniu mais de

300 marcas nacionais e internacionais, superando as expectativas

de público com 20.750 visitantes em busca de soluções em

máquinas, matérias-primas, tecnologia, ferramentas, serviços e

demais segmentos estratégicos da indústria. Com uma estimativa

de R$ 1,74 bilhão em negócios gerados, a FIMMA 2025 atraiu

profissionais de todas as regiões do Brasil e de 31 países. Entre

os participantes estavam gestores industriais, marceneiros, arquitetos,

designers, representantes comerciais e importadores,

que puderam se conectar diretamente com os principais players

da cadeia produtiva de madeira e móveis. Durante a feira, Lisiane

Bonardi, diretora da Bonardi Painéis, empresa que estampava

a capa da edição que circulou na feira, visitou o estande

da Revista REFERÊNCIA e celebrou a importância da feira para

fortalecimento de parcerias comerciais. “As feiras abrem portas

para muitos bons negócios e a parceria com a revista se tornou

uma peça-chave para apresentar nossas novidades de maneira

única e com valorização de todo o mercado”, salientou Lisiane.

Fábio Machado, diretor comercial da Revista PRODUTOS DE MADEIRA

e Lisiane Bonardi, diretora da Bonardi Painéis

PERFILISA

Felipe Bazzo, diretor da Perfilisa, definiu a FIMMA

como “uma feira muito bonita e que abre portas para

novos leads do Brasil e do exterior”. Participando pela

oitava vez do evento, a empresa destacou a excelência

de seus produtos voltados para os segmentos de portas

e móveis. “Apresentamos nossa linha de vedação

para esquadrias e portas, um produto de alta qualidade

e diferenciado no mercado. Também trouxemos

nosso tradicional acabamento para móveis, além de

trilhos e puxadores já amplamente reconhecidos pelo

setor”, detalhou Felipe.

PLASTIBORDO

A Plastibordo levou à FIMMA soluções inovadoras

para o setor moveleiro e de marcenaria, com foco em

revestimentos para MDF e plástico. “Os materiais que

apresentamos são totalmente impermeáveis e resistentes

à água, incluindo nossa fita de bordo, que utiliza

a mesma tecnologia do MDF Ultra”, explicou Lucas

Dietrich, gerente de vendas da empresa. Os dois produtos

foram os grandes destaques do estande, onde

os visitantes puderam comprovar sua resistência:

permaneceram submersos durante os quatro dias da

feira sem apresentar qualquer tipo de dano.

Fotos: divulgação



Showroom em Destaque

COZINHA QUINTO ANDAR – BALSA ARQUITETURA

Em um ambiente moderno e jovial a grande mesa de madeira convida quem

está presente a dividir uma refeição, um vinho e uma vida.

Crédito: Gustavo Xavier / Casacor

Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025

16 17

VARANDA ENCONTRO – BRUNA RAID

A arquitetura desse espaço foi pensada como um convite à pausa, à

conexão e às experiências que se eternizam.

Crédito: Jomar Bragança/ Casacor

Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025

SILÊNCIO FÉRTIL – MAYCON ALTERA

Projetado com técnica, intuição e escuta, ele elege o acolhimento da

madeira, que está na estrutura, no mobiliário criteriosamente escolhido e

nas estantes curvas que moldam a experiência no espaço.

Crédito: Studio NY18/ Casacor

Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025

show room



Showroom em Destaque

LIVING DO COLECIONADOR – JOANA HARDY

Inspirado pela essência do desenho mineiro, o ambiente reúne formas,

matérias e referências particulares do colecionador que atravessam o tempo.

Crédito: Jomar Bragança/ Casacor

Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025

ORIGEM MINAS - CYNTHIA SILVA ARQUITETURA

Aqui o conceito de mineiridade se alia ao estilo contemporâneo para narrar a

tradição do Estado, apresentando o melhor da agroindústria e arte regional.

Crédito: Estudio NY/ Casacor

Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025

18

19

RESTAURANTE MINÉRA - ARCA

As texturas remetem a elementos naturais em um diálogo entre formas orgânicas

e ortogonais que traduzem o encontro entre natureza e ação humana.

Crédito: Jomar Bragança/Casacor

Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025



Showroom em Destaque

PERFUMARIA MAISON DEBOÁ - LETÍCIA MENDES

Os projetistas traduziram esse universo, que gira em torno da sofisticação

discreta, do conforto e do acolhimento, em uma atmosfera que esbanja

aconchego, elegância e sensação de pertencimento.

Crédito: Juliana Vasconcelos/ Casacor

Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025

20

21

PIANO BAR - GLAUCIA BRITO

Os tons terrosos se misturam aos metais dourados, criando uma atmosfera

quente, acolhedora e, ao mesmo tempo, sofisticada.

Crédito: Gustavo Xavier/ Casacor

Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025

LIVING RAÍZES - MANUELA SENNA

Sua composição valoriza formas orgânicas e texturas que evocam memória

e pertencimento.

Crédito: Jomar Bragança/ Casacor

Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-2025



Showroom em Destaque

SALA DOS ESPELHOS - ESC ARQUITETURA

Com ares de instalação, o ambiente evidencia de forma simbólica o ritual do

encontro em torno da mesa, em uma sala de jantar.

Crédito: Studio Tertulia// Casacor

Informações: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/minas-gerais-20258

Madeiras de Teca

22

NOSSOS SERVIÇOS:

COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO

DE MADEIRAS

PRODUÇÃO DE FLORESTAS

DE TECA

PRODUÇÃO DE MADEIRA

SERRADA E SECA

FABRICAÇÃO DE PAINÉIS DE

MADEIRA TECA

CASA BOA VISTA DECA – MARAÚ DESIGN STUDIO

O rústico e o contemporâneo se entrelaçam em texturas, formas e afetos. A

ideia central é a convivência das pessoas e a vivência da casa, semeando um

novo jeito de viver e sonhar.

Crédito: Jomar Bragança/ Casacor

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gbfmadeiras

Rodovia Br, 158 - Santana do Araguaia, PA



Entrevista

Edmundo Schmidt

Arte que reinventa

trajetória de Edmundo Schmidt revela como a madeira

pode atravessar toda uma vida, transformando-se de

24

25

hobby infantil em expressão artística madura. Entre

A

fábricas de móveis, a carreira na engenharia civil e o retorno ao

ofício após a aposentadoria, sua relação com o material nunca

deixou de existir. Ele cria esculturas, quadros, móveis e objetos

de decoração que unem técnica, memória e ousadia estética,

sempre com a madeira como protagonista. Nesta entrevista,

Edmundo compartilha inspirações, processos criativos, desafios

e a força simbólica do reaproveitamento em suas obras.



Entrevista

26

Como foi o início da sua carreira

artística?

Mexo com madeira desde a infância.

A marcenaria era um passatempo

do meu pai e eu, ainda criança, era o

ajudante dele. E desde esta época sou

apaixonado por madeira. No início era

um hobby, mas acabei por montar uma

fábrica de móveis na década de 1980,

no Rio de Janeiro, onde morava. E participar

de outra em Juiz de Fora (MG),

na década de 1990. Não deu certo, e

voltei para a engenharia. Quando me

aposentei, já morando em Juiz de Fora,

voltei ao hobby, fazendo esculturas

e objetos de decoração em madeira.

Posteriormente passei a fazer quadros

usando madeira e outros objetos, tendo

como moldura janelas de madeira

de demolição, coisa bem mineira.

Agora diversifico um pouco as minhas

obras, sempre com foco na madeira, fazendo

não só quadros e derivados, mas

também esculturas, móveis e objetos

de decoração.

Qual é sua fonte de inspiração?

Às vezes vejo na rua, na televisão

ou mesmo na internet alguma imagem

que me impacta, imagem as vezes abstrata,

e me vem a cabeça uma coisa do

tipo: êpa, isso dá um quadro, ou uma

escultura. Não fico procurando estas

imagens, elas simplesmente aparecem,

e me inspiram a fazer uma obra a partir

dela. Outras vezes quero iniciar uma

obra e começo pensando que tipo vai

ser, que materiais vou usar, que forma

básica vai ter e a partir daí posso pegar

dois rumos: ou parto para um desenho

da obra, as vezes um simples esboço,

as vezes um projeto em escala e só

depois de pronto começo a obra. Ou

então vou montando a obra direto, pegando

um pedaço assim, outro assado

e vou montando. É que tenho centenas

de pedaços de madeira e derivados na

oficina, normalmente sobra de outras

obras, e são com estes pedaços que

inicio o desenho da obra. E ainda, mas

raramente, tenho a ideia de um quadro

durante a minha insônia da madrugada.

Tenho insônia com certa frequência, e

uma das minhas fugas dela é ficar imaginando

um quadro. E partir para fazê-

-lo. Já aconteceu de ter uma imagem

na insônia e ela estar tão clara e detalhada,

quando acordo, que o quadro

resultante é exatamente igual ao imaginado

em termos de materiais, formas

e cores. Mas o que sempre me inspira,

é como uma coisa obrigatória no que

faço, é a busca por algo novo, inventar

alguma coisa diferente, ousada, impactante.

Nas formas, nas cores nos

contrastes, no uso de materiais pouco

usuais como coadjuvantes da madeira,

que é sempre minha atriz principal.

ACHO QUE QUEM

NÃO TEM UMA

CONSCIÊNCIA

ECOLÓGICA É

PORQUE AINDA

NÃO PERCEBEU

A GRAVIDADE DO

MOMENTO QUE

ESTAMOS VIVENDO

O que a madeira representa na sua

obra?

Ela é a base de todas as minhas

obras, tudo que faço é em função do

uso que dou a ela. As vezes ela sozinha

ou com seus derivados, como compensado,

MDF e as próprias lascas que sobram

de outras obras. Outras vezes em

conjunto com outros materiais, como

ladrilhos, azulejos, peças de metal, e

até mesmo alguns inusitados, como

corrente e engrenagem de bicicleta,

até mesmo bola de sinuca. Basicamente

minhas obras têm dois tipos de uso

da madeira: dela pura, somente envernizada,

revelando toda a sua beleza intrínseca,

traduzida nas formas, textura,

tons, veios, contrastes. Ou dela pintada,

mas na sua maior parte mostrando

suas camadas, seus veios, com ou sem

outros materiais. Mas é indispensável

a presença da madeira, ela sempre

sobressai em tudo que faço, seja arte,

móveis ou objetos de decoração.

Como a engenharia civil influencia

sua produção artística?

A engenharia, em si, tem influência

muito pequena. Mas a formação

acadêmica, sem dúvida alguma, tem

uma grande influência na minha obra,

principalmente na geometria e na perspectiva.

Por que optar por materiais reaproveitados

nas obras?

Como citei, montei uma fábrica de

móveis no Rio de Janeiro. Mas não

ressaltei que trabalhava principalmente

com pinho de riga, que é uma madeira

de demolição. Ou seja, o reaproveitamento

da madeira sempre esteve

presente naquilo que faço. E esse

reaproveitamento tem dois motivos.

O primeiro de ordem ecológica, resgatando

materiais que iriam para o lixo,

muitas vezes de forma poluidora. Acho

que quem não tem uma consciência

ecológica é porque ainda não percebeu

a gravidade do momento que estamos

vivendo. O outro motivo é a mensagem

que tento passar, ao usar esses materiais

reaproveitados. A de que sempre

é possível uma reciclagem, dando novo

uso a algo que seria jogado fora, descartado.

Isso vale não só para objetos,

mas também para as pessoas, mostrando

que sempre se pode – e se deve – se

reciclar, se atualizar, se reinventar. Juntar

os cacos e ir adiante.

O que te atrai na tridimensionalidade

e no salto das peças?

Não gosto do lugar comum, da

mesmice das coisas. E tento representar

isso nas obras que faço, buscando

mostrar o que é diferente, inusitado,

Edmundo Schmidt

27



Entrevista

28

ousado. Tento usar a terceira dimensão

como um elemento dessa busca, acho

que ela tem muito a ver com isso. Faz

com que a obra, como que saltando da

base, seja impactante, capte a atenção

de quem a vê.

Como une função prática e expressão

artística nos móveis?

Entendo que é fundamental a funcionalidade

do móvel, que seja o mais

adequado possível ao fim que dele se

pretende. O conforto, a segurança, a

ergometria. E isso não é necessariamente

inimigo da estética. Assim, meu

projeto para um móvel é feito de uma

forma interativa, sempre adaptando

a ideia da forma à sua funcionalidade.

Penso em um desenho e de imediato

o associo aos três aspectos que citei

acima: conforto, segurança e ergometria.

Vou adaptando o desenho até que

estes fatores sejam atendidos.

Qual impacto da pandemia e das exposições

virtuais no seu trabalho?

A pandemia teve um grande impacto

não só no meu trabalho, mas

também na minha vida. Tornei-me mais

recluso, não só no período obrigatório,

mas também depois. Mais recluso e

introspectivo. Passei a dar valor a pequenas

coisas, antes despercebidas. E,

é claro, isso teve impacto semelhante

nas minhas obras, de duas maneiras.

Por um lado, uma atenção maior aos

detalhes, dando-lhes uma importância

que não tinham, mas sem que interferissem

no conjunto. Apenas um lustro.

Por outro lado, uma busca por um tipo

de compensação a todo aquele período

triste. Passei a dar ênfase em uma obra

mais viva, com mais cores, mais contrastes,

mais intensidade. Quanto às

exposições virtuais, confesso que sou

das antigas. Prefiro sempre o presencial

ao virtual. A própria palavra virtual

denota um caráter de inexistência real.

Não existe comparação entre ver uma

imagem virtual do quadro de um artista

e ver essa obra ao vivo. São coisas diferentes.

Além disso, no caso das minhas

obras, que são apoiadas na terceira dimensão,

na profundidade, essa diferença

é mais acentuada. Porque a tela de

um celular ou computador só te mostra

duas dimensões, escondendo exatamente

aquilo que mais quero mostrar.

Mas há que se fazer concessões, há

que ser prático, há que se adaptar. E,

como divulgação, não há como fugir da

internet. Assim como foi durante a pandemia:

ou se faz uma exposição virtual,

ou não se faz qualquer exposição. Não

é o ideal, mas se este é inatingível, que

use o que está ao nosso alcance.

SOU

EXTREMAMENTE

ANSIOSO, MAS

QUANDO ESTOU NA

MINHA OFICINA,

NÃO CHAMO DE

ATELIER NEM

MARCENARIA,

SEI LÁ PORQUE,

A ANSIEDADE

SE ESVAI, FICO

TOTALMENTE

ABSORTO, PERCO

ATÉ A NOÇÃO DAS

HORAS

VEM AÍ!

01 DE DEZEMBRO DE 2025

APOIO:

ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE

MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

www

revistareferencia.com.br

comercial@revistareferencia.com.br



Entrevista

30

Trabalha com madeira em diferentes

formas. Existe um tipo de

madeira preferencial que usa no

processo criativo?

Adoro o pinho de riga, que é uma

madeira que antigamente tinha pouco

conceito, tanto que era até usada em

funções menos nobres, como pisos,

vigamento e forros das casas. Mas que

hoje, por ser encontrada quase que

exclusivamente em demolição virou

raridade, e é uma das mais caras. Adoro

sua cor, seus veios marcantes e até seu

cheiro, quando trabalhado. Atualmente

é um tanto difícil de achar, e quando

encontro, se dá, compro. E esta nunca

pinto, sempre uso ao natural, simplesmente

envernizada ou encerada, para

proteção. Gosto também de vasculhar

serrarias, buscando peças há anos expostas

ao tempo que, quando trabalhadas,

sempre revelam uma surpresa, um

tipo de madeira que não se imaginava

que aquele pedaço era. Outra coisa que

faço é vasculhar lojas que trabalham

com madeira de demolição, pensando

na ideia de dar um uso totalmente

novo e diferente daquele que já foi

usado originalmente. Estes três tipos,

respondendo ao que perguntou, são

as que mais gosto de trabalhar. E são,

também, as que mais desafiam meu

processo criativo.

Quais projetos estão no seu horizonte

artístico?

Mexo com madeira porque gosto

muito mesmo. Sou extremamente

ansioso, mas quando estou na minha

oficina, não chamo de atelier nem marcenaria,

sei lá porque, a ansiedade se

esvai, fico totalmente absorto, perco

até a noção das horas. Comecei fazendo

arte por hobby, até que amigos e

parentes começaram a insistir comigo

para divulgar minhas obras. Aconteceu

de me chamarem para fazer uma

exposição individual aqui em Juiz de

Fora, e aí aconteceu uma reviravolta,

passei a expô-las nas redes sociais e as

vendê-las. É sempre bom vender uma

obra, ainda que não seja uma coisa tão

frequente, mas não faço arte para isso.

E poder mostrá-las, ver pessoas gostarem

daquilo que fiz, é gratificante. Estes

são os meus projetos para o futuro:

continuar fazendo arte por muito tempo

e divulgá-las cada vez mais, sejam

em exposições ou mesmo nas redes

sociais. Ainda que nessas, como disse,

não se tenha a noção de profundidade

que é um dos carros-chefes da minha

arte. Quanto ao desafio, o que quero é

poder inovar, buscar o que é novo, diferente,

incomum. É o que tento hoje, e

quero continuar tentando.

Carvalho Fashion Multilaminado por Polido Arquitetura.

iblanco.com.br

Todo mundo

madeira

quer ser

Indusparquet

Madeira de qualidade é Indusparquet.

Líder mundial na fabricação de pisos e

revestimentos de madeira tropical, há mais de 5

décadas. Focados em sustentabilidade, capital

humano e tecnologia, nossos produtos são

únicos, de altíssima qualidade e sofisticação.

Design, tradição e inovação: Excelências que

evoluem a cada dia.

grupoindusparquet.com.br



Principal

Madeira brasileira,

qualidade internacional

32

DA ORIGEM CONTROLADA DA MADEIRA À

CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL, INDÚSTRIA ALIA

RESPONSABILIDADE AMBIENTAL À EXCELÊNCIA

NA SECAGEM E PRODUÇÃO

33

MADEIRA BRASILEIRA: PROJETO RODRIGO LATORRE E THAIS RODRIGUES

FOTO: REINALDO ORTLIEB

A

madeira é, há séculos, um dos

materiais mais nobres utilizados

pelo ser humano. De casas

simples a projetos arquitetônicos sofisticados,

ela carrega em si valores como

aconchego, durabilidade e identidade

cultural. No Brasil, a abundância florestal

e a tradição da marcenaria deram

origem a empresas que transformaram

esse patrimônio em produtos de alto

valor agregado, capazes de conquistar

mercados dentro e fora do país.

Entre essas histórias de sucesso está

a da Indusparquet, fundada em 1970 na

cidade de Tietê (SP), interior do Estado.

A empresa nasceu a partir de uma

herança familiar que remonta aos anos

1920, quando os imigrantes italianos que

chegaram ao Brasil abriram pequenas

oficinas de marcenaria. De geração em

geração, o conhecimento sobre a madeira

se transformou em um negócio

estruturado, que cresceu até se tornar

um dos maiores produtores mundiais de

pisos de madeira tropical.

DA TRADIÇÃO À PRESENÇA

GLOBAL

A vocação exportadora se manifestou

cedo. Ainda em 1976, a companhia

enviou as primeiras peças ao mercado

internacional, e na década seguinte consolidou

presença em diversos países. Nos

anos 1990, o mercado externo já representava

80% da produção, o que exigiu

investimentos pesados em tecnologia e

padrões de qualidade equivalentes aos

mais exigentes do mundo. “O mercado



34

Principal

externo nos educou e nos obrigou a

ter qualidade. Por exigência da Europa,

tivemos que investir em equipamentos

importados e em processos modernos de

beneficiamento”, lembra José Antonio,

sócio-fundador do Grupo Indusparquet.

Essa busca constante por excelência

levou à formação de parcerias estratégicas.

Uma das mais importantes foi com a

Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz

de Queiroz), que há mais de quatro décadas

mantém convênios de pesquisa com

a companhia. Estudantes e professores

colaboraram para o desenvolvimento

de técnicas de secagem e controle de

umidade, fundamentais para garantir a

estabilidade e a durabilidade do piso.

Alunos acompanhados dos seus professores

ministram aulas técnicas em

setores da produção na fábrica de Tietê.

“Esse intercâmbio foi fundamental para

elevar a qualidade do nosso produto. Até

hoje, alunos e pesquisadores nos ajudam

a aprimorar processos”, destaca José.

O crescimento exigiu também uma

expansão física significativa. Em 1989 começou

a ser construída a Fábrica 2, com

mais de 40 mil m² (metros quadrados),

que passou a concentrar as operações a

partir de 1995. A década de 1990 marcou

também a internacionalização em feiras

de prestígio, como Domotex, na Alemanha,

Batimat, na França, e Surfaces,

“O MERCADO

EXTERNO NOS

nos EUA (Estados Unidos da América).

O reconhecimento conquistado no exterior

se somou ao fortalecimento da

EDUCOU E NOS

OBRIGOU A TER

marca no Brasil, com a inauguração de

lojas próprias e centros de distribuição QUALIDADE. POR

que garantiram maior proximidade com

EXIGÊNCIA DA

os clientes.

Atualmente, a Indusparquet conta EUROPA, TIVEMOS

com cinco lojas próprias no Brasil e mais

QUE INVESTIR EM

de 100 revendas em todo o território

nacional. No exterior, está presente em EQUIPAMENTOS

mais de 40 países, com centros de distribuição

próprios, como o inaugurado

IMPORTADOS E

nos EUA em 2010. Possui duas fábricas EM PROCESSOS

que produzem pisos e revestimentos de

MODERNOS DE

madeira, em Tietê e Curitiba (PR), uma

fábrica de compensados em Teixeira BENEFICIAMENTO”

Soares (PR) e uma serraria em Nova

Monte Verde (MT). A expansão também

JOSÉ ANTONIO, SÓCIOpassou

pela aquisição da Masterpiso, em

FUNDADOR DO GRUPO

2011, marca dedicada à produção de pisos

engenheirados, que hoje complementa

INDUSPARQUET

o portfólio da empresa. 35

Foto: Fran Parente Foto: Fran Parente

CORTE MADEIRAS:

FOTO: FRAN PARENTE

Foto: Fran Parente Foto: Fran Parente

Foto: Paulo Altafin

Foto: Fran Parente

SECAGEM: O SEGREDO DA

DURABILIDADE

A madeira utilizada vem principalmente

das regiões norte e centro-oeste

do Brasil, em Estados como Pará, Mato

Grosso, Amazonas, Acre e Rondônia.

Sempre com foco na legalidade e no manejo

responsável, a Indusparquet possui

certificações como FSC® e CARB, que

atestam o respeito a normas ambientais

e de emissão de compostos. “Trabalhamos

com rastreabilidade e com manejo

responsável. Existe concorrência desleal

de quem não segue as regras, mas nosso

compromisso é com a legalidade e a sustentabilidade”,

assegura José.

A estrutura fabril é outro diferencial.

Além de laboratórios próprios e linhas de

produção modernas, a empresa desenvolveu

processos exclusivos de secagem

que garantem maior durabilidade e

resistência. O cuidado se estende ainda

à adaptação dos pisos para diferentes

regiões do país. “No litoral, a taxa de

umidade precisa ser mais alta do que em

Brasília (DF), onde o clima é seco. Esse

cuidado evita problemas na instalação e

aumenta a vida útil do piso”, explica José.

O portfólio da empresa equilibra

tradição e inovação. Os pisos sólidos, que

marcaram a trajetória da marca, continuam

em destaque, mas a tendência de

crescimento dos pisos engenheirados é

clara. Eles oferecem maior estabilidade

e facilidade de instalação, especialmente

valorizados nos EUA, que hoje é o principal

mercado internacional da companhia.

“Os pisos engenheirados estão

ganhando cada vez mais espaço. Eles

atendem a uma demanda por praticidade

sem abrir mão da beleza da madeira”,

enaltece José.

EXPERIÊNCIA NA LOJA DE

CURITIBA

Na unidade da Indusparquet em

Curitiba, Athos Sá, gerente da loja,

destaca o compromisso da marca com

“ESSE CUIDADO E

ATENÇÃO À QUALIDADE

SÃO OS PRINCIPAIS

DIFERENCIAIS

QUE APRESENTAM

AOS CLIENTES NA

HORA DA ESCOLHA,

TRANSMITINDO

CONFIANÇA E

SEGURANÇA PARA

QUEM BUSCA UM

PRODUTO DURÁVEL E

SOFISTICADO”

RICIERI RUI, CONSULTOR

DE VENDAS DA

INDUSPARQUET



Principal

sustentabilidade e responsabilidade ambiental.

Athos explica que os processos

industriais garantem o aproveitamento

integral da madeira oferecida aos clientes.

“Além de sofisticação e qualidade,

muito respeito ao meio ambiente. É o

que existe de melhor no mundo quando

o assunto é revestimento em madeira

natural tropical”, valoriza Athos.

O showroom da unidade foi projetado

para proporcionar uma experiência

sensorial completa, permitindo que os

clientes vejam, toquem e caminhem

sobre os diferentes padrões de piso.

Durante o atendimento, são destacadas

as tecnologias exclusivas de estrutura,

acabamento e encaixe, além de todas

as recomendações e garantias da marca,

garantindo transparência e segurança.

Athos afirma que o atendimento é personalizado

e consultivo, voltado a orientar

cada cliente e também os profissionais

envolvidos no projeto e que a loja oferece

suporte completo, desde a escolha do

produto, até o pós-venda, com instalação

e manutenção especializada realizadas

por parceiros credenciados. “Nossa

equipe é especialista em pisos, paredes,

decks e tetos de madeira e se orgulha

de representar a marca líder mundial do

segmento”, ressalta Athos.

Ricieri Rui, consultor de vendas

da Indusparquet, ressalta que o piso

de madeira maciça, e principalmente

o multistrato, feitos com tecnologia e

inovação 100% Indusparquet, é o melhor

piso de madeira maciça produzido no

mundo, não apenas pela alta tecnologia

“ALÉM DE

SOFISTICAÇÃO E

QUALIDADE, MUITO

RESPEITO AO MEIO

AMBIENTE. É O QUE

EXISTE DE MELHOR

NO MUNDO QUANDO

O ASSUNTO É

REVESTIMENTO EM

MADEIRA NATURAL

TROPICAL”

ATHOS SÁ, GERENTE DA

LOJA, EM CURITIBA

envolvida, como também pelo carinho

na produção e seleção dos produtos

em todas as fases da produção. “Esse

cuidado e atenção à qualidade são os

principais diferenciais que apresentam

aos clientes na hora da escolha, transmitindo

confiança e segurança para quem

busca um produto durável e sofisticado”,

aponta Ricieri.

Sobre as dúvidas e preocupações

mais frequentes, Ricieri comenta que

o cliente tem muita informação publicitária,

muito bem-feitas e muito bonitas,

mas muitas vezes falta tempo ou

conhecimento técnico para entender

o produto, que não é comprado com

frequência na vida. Por isso, ele evita

entrar em discussões sobre preço antes

de mostrar a diferença de qualidade e,

principalmente, o desempenho do piso

ao longo do tempo. “Nosso piso, sendo

bem instalado, e com a limpeza sendo

bem-feita em seu dia a dia, não necessita

de acompanhamento contínuo.

Quando falo com clientes algum tempo

Foto: Paulo Altafin

Foto: Paulo Altafin

36

37

SÓCIOS-DIRETORES JOSÉ BAGGIO E

KIKO ULIANA, FÁBRICA TIETÊ (SP)

depois da entrega, é para receber uma

indicação ou conhecer novas obras que

estão realizando. A melhor propaganda

é feita por clientes satisfeitos, e já vivo

esta realidade há 25 anos distribuindo

Indusparquet no Brasil e para fora do

país”, orgulha-se Ricieri.

FOTO: REINALDO ORTLIEB

PROJETO POR POLIDO / FOTO: ANDRÉ BASTIAN

PROJETO RACINE MOURÃO / FOTO: FELIPE PETROVSKY

PROJETO ERICO LUIZ / FOTO: CLAUS WEUHERMANN

Foto: Paulo Altafin

FUTURO COM RAÍZES SÓLIDAS

A presença global e a solidez conquistada

ao longo de cinco décadas associam

a empresa de seus valores originais: a

qualidade, a confiança no produto e a

proximidade com os clientes. Para o

futuro, a Indusparquet projeta continuar

investindo em tecnologia, inovação

e sustentabilidade, mantendo-se fiel à

essência que construiu sua reputação.

“Quem escolhe madeira busca conforto,

autenticidade e durabilidade. Mesmo

diante da concorrência de outros materiais,

a madeira seguirá tendo seu espaço.

Esse é o valor que entregamos há mais

de cinco décadas e que vamos manter”,

conclui José Antonio.



Aqui tem Madeira

O SENTIDO

DO

RECOMEÇO

38

39

ENTRE SERRAGEM E CRIATIVIDADE, O

ARTESÃO REVELA COMO CADA PEDAÇO

DE MADEIRA CARREGA HISTÓRIAS,

MEMÓRIAS E NOVAS POSSIBILIDADES

Fotos: divulgação

T

ransformar o que seria descartado

em algo novo, útil e belo

é o fio condutor da trajetória

de Paulo Ferrari. Depois de quase três

décadas dedicadas à tecnologia, ele

decidiu mudar radicalmente de rumo e

abraçar a marcenaria, uma paixão antiga

que começou como hobby e hoje

ocupa todo o seu cotidiano. O que antes

era passatempo de fim de semana

virou profissão, identidade e propósito

de vida.

O ponto de virada foi perceber a

quantidade de madeira e móveis de

qualidade que acabavam no lixo. Portas,

janelas, vigas, estrados de cama,

peças que já tinham cumprido sua função

original, mas ainda guardavam estrutura

e beleza, começaram a ganhar

nova vida em seu ateliê.



Aqui tem Madeira

40

Ali, entre ferramentas, serragem e

criatividade, nasceram móveis, objetos

e restaurações que valorizam a história

do material em vez de escondê-la.

“Mais do que apagar imperfeições,

procuro destacar as marcas do tempo.

Cada cicatriz, cada mancha e cada veia

da madeira contam uma história que

merece ser preservada”, atesta Paulo.

Essa visão se conecta diretamente

ao conceito de upcycling, prática que

norteia boa parte de sua produção. Ao

contrário da reciclagem tradicional, que

envolve a transformação do material

em outra matéria-prima, como acontece

com garrafas de vidro ou de alumínio

que são derretidas para virar novos

produtos, o upcycling consiste em usar

o material da forma como ele está,

apenas adaptando-o para uma nova

função. “Um exemplo é uma cama

que virou outra cama, aproveitando o

estrado sem modificar nada. Ou então

um barzinho feito a partir dos pés de

uma cama antiga curvada: simplesmente

posicionei, coloquei as prateleiras e

as bebidas, e ali estava o móvel. Tento

ao máximo não interferir muito, deixar

que a peça original se transforme sozinha.

Até uma veneziana pode se tornar

um móvel quando se coloca apenas os

pés certos. Isso faz parte da minha filosofia”,

explica Paulo.

Foto: Chico Castro

No dia a dia da marcenaria, essa filosofia

se traduz em móveis funcionais,

muitas vezes versáteis, que unem utilidade

e poesia. Há bancos que podem

ser usados como escadas, baús que

se transformam em mesas, peças de

marchetaria sólida montadas a partir

de sobras de madeira. O compromisso

é sempre o mesmo: aproveitar ao máximo

o que seria descartado, respeitando

a essência do material. “Não é fácil.

Nem sempre a peça se encaixa no que

se imagina, e o desafio é justamente

esse: olhar para algo que parece sem

valor e encontrar ali um novo caminho”,

conta Paulo.

“CADA MÓVEL QUE PRODUZO OU RESTAURO CARREGA

TAMBÉM ESSE PROCESSO DE APRENDIZADO, PORQUE

CADA PEÇA É ÚNICA E ME ENSINA ALGO NOVO”

PAULO FERRARI, MARCENEIRO

41



Aqui tem Madeira

A restauração também ocupa espaço

central no trabalho de Paulo. Ele

recebe móveis carregados de história

e valor afetivo, muitas vezes peças de

família que atravessaram gerações.

Nessas situações, o cuidado é ainda

maior. Há casos em que a tarefa é

devolver ao móvel sua forma original,

corrigindo danos causados pelo tempo.

Em outros, a proposta é renovar, dar

nova função sem apagar sua identidade.

“Cada peça tem uma alma. Quando

alguém me traz um móvel antigo, não

está trazendo apenas madeira: está

trazendo lembranças, momentos, memórias.

Meu trabalho é respeitar isso

e devolver o objeto de forma que ele

possa continuar fazendo parte da vida

de alguém”, aponta Paulo.

42

43

Autodidata, o marceneiro aprendeu

experimentando, testando e errando.

“Sempre gostei de colocar a mão na

massa. E fui descobrindo na prática.

Cada móvel que produzo ou restauro

carrega também esse processo de

aprendizado, porque cada peça é única

e me ensina algo novo”, assegura Paulo.

É essa vivência constante, feita de

curiosidade e tentativa, que fortalece

sua identidade como artesão.

Em um mercado dominado por móveis

padronizados, produzidos em larga

escala, seu trabalho aparece como contraponto.

Cada peça é única, feita com

tempo e cuidado, revelando texturas

e marcas que o tempo deixou. Mais do

que oferecer um móvel, Paulo oferece

uma experiência de consumo consciente,

que questiona o desperdício e propõe

uma nova forma de enxergar valor.

“Em um mundo em que tudo é descartável,

o artesanato resiste. A madeira,

mesmo rejeitada, guarda dentro de si a

possibilidade de recomeço. Só ajudo a

revelar isso”, simplifica o marceneiro.

Sua marca portanto alia arte a uma

filosofia que guia cada criação: transformar

descarte em obra, unir utilidade

e poesia, fazer da marcenaria um gesto

de respeito à memória e à natureza.



Feira

FORMÓBILE 2026:

ESPAÇO

MADEIRA

44 45

REFERÊNCIA NA MAIOR FEIRA

MOVELEIRA DA AMÉRICA LATINA,

O ESPAÇO MADEIRA IMPULSIONA

EXPOSITORES DE MADEIRA MACIÇA

E ABASTECE A CADEIA PRODUTIVA

Fotos: divulgação

C

riado para valorizar o universo

da madeira maciça e abrir espaço

para conversas sobre os

caminhos e desafios do setor, o Espaço

Madeira já virou parada obrigatória na

ForMóbile 2026. O ambiente reúne um

verdadeiro ecossistema: indústrias, fornecedores,

revendedores, arquitetos,

designers e marceneiros — todos em

busca de novidades, trocas de experiências

e parcerias que façam sentido

num mercado cada vez mais voltado à

sustentabilidade.



Feira

46

Os preparativos para a próxima

edição da ForMóbile (Feira Internacional

da Indústria de Móveis e Madeira)

estão a todo vapor. Com 85% dos expositores

da edição passada já confirmados

e uma fila crescente de novos interessados,

tudo indica que vem aí um

evento histórico. “O sucesso de 2024

acelerou a comercialização de espaços

como nunca antes. Faltando quase um

ano, a maioria já está reservada — o

que mostra a confiança do mercado e

o papel estratégico da ForMóbile para

o setor moveleiro”, comenta Tatiano

Segalin, business manager da feira.

Para 2026, a aposta é ir além do

tamanho: a feira quer atrair visitantes

com perfil decisor e real interesse em

inovação, negócios e parcerias. Em

2024, foram mais de 52 mil profissionais

circulando pelos corredores. A expectativa

agora é crescer 10% nesse número,

mantendo a experiência leve, produtiva

e cheia de boas conexões.

O Espaço Madeira, que chega à sua

quarta edição, tem se destacado como

um dos ambientes mais movimentados

da feira desde 2018. É lá que expositores

focados em madeira maciça e

produtos relacionados se encontram

para mostrar soluções, trocar ideias e

impulsionar o setor.

“Seguimos investindo para dar mais

visibilidade ao mercado de madeira

maciça e seus fornecedores. O Espaço

Madeira tem sido uma ótima porta de

entrada para novos expositores, que

costumam ampliar sua presença nas

edições seguintes depois de verem os

bons resultados”, explica Tatiano.

SUSTENTABILIDADE E

CRESCIMENTO LADO A LADO

Em 2024, o Espaço Madeira bateu

recorde de participação, com uma vitrine

cheia de inovações, equipamentos

e soluções pensadas para o setor madeireiro

— tudo com foco em práticas

sustentáveis e gestão responsável dos

recursos florestais. E essa pegada continua

firme para 2026.

A Revista REFERÊNCIA, parceira na

criação do Espaço Madeira, já confirma

importantes nomes para a próxima

edição:

•Arte Diamante: Ferramentas de

corte de alta tecnologia

•Bonardi Compensados: Painéis

decorativos, lâminas naturais e soluções

premium

•CCB Coatings: Tintas e vernizes de

alto desempenho

•Fagus-Grecon: Sistemas de medição

e prevenção de faíscas

•Kanefusa: Facas e serras para madeira

e metais

•Teak Brazil: Madeira teca cultivada

com foco sustentável

SOBRE A FORMÓBILE

A ForMóbile se tornou uma plataforma de negócios completa para toda a

indústria de móveis e madeira, nacional e internacionalmente, gerando negócios,

relacionamentos e entregando conteúdo de qualidade em todos os ambientes: digital

e físico, de forma sinérgica. Atualmente, possui um banco de dados qualificado,

com mais de 100 mil contatos de profissionais do setor e diversos canais, como

plataforma digital, site, redes sociais e uma ferramenta de conteúdo e negócios

exclusiva, com a qual é possível promover marcas, lançar produtos, gerar leads e

realizar ações personalizadas para obter um melhor retorno sobre investimentos,

com mais foco e assertividade.

SOBRE A INFORMA MARKETS

A Informa Markets realizadora do evento ForMóbile, conecta pessoas e

mercados por meio de soluções digitais, conteúdo especializado, feiras de negócios,

eventos híbridos e inteligência de mercado, construindo uma jornada de

relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano. Presente

em mais de 30 países, atua há mais de 29 anos na América Latina, e conta

hoje com três unidades de negócios: Brasil, México e Latam Hub, responsáveis

pela entrega de mais de 30 eventos híbridos, portais de notícia e plataformas

digitais de conexão e negócios.

Ao longo dos anos, a ForMóbile

se firmou como o principal ponto de

encontro da indústria moveleira na

América Latina. E o Espaço Madeira

tem sido peça-chave nessa história

- reunindo negócios, soluções e tendências

que mostram como a madeira

maciça pode ser sinônimo de inovação,

sustentabilidade e boas ideias. “Estamos

nos ajustes finais para preencher

os últimos espaços do Espaço Madeira

2026, que promete superar o sucesso

da edição anterior”, adianta Tatiano. “É

um ambiente pensado para fortalecer

o segmento de madeira maciça e dar visibilidade

a quem está inovando nesse

mercado”, completa o business manager

da ForMóbile.

Para saber mais,

acesse o QR Code:

Para saber mais,

acesse o QR Code:

FORMÓBILE 2026 – XI FEIRA INTERNACIONAL DA INDÚSTRIA DE MÓVEIS E MADEIRA

DATA: 30 DE JUNHO A 03 DE JULHO DE 2026

HORÁRIO: 10H ÀS 19H

LOCAL: SÃO PAULO EXPO – SÃO PAULO (SP)

47



Indústria

ANÁLISE

DETALHADA

48

ENTIDADE FAZ ESTUDO SOBRE IMPACTOS

DE NOVAS TARIFAS INTERNACIONAIS NA

REGIÃO SERRANA DE SANTA CATARINA

Fotos: divulgação

49



Indústria

P

ara medir o impacto da aplicação

das tarifas de 50% pelo

governo dos EUA (Estados Unidos

da América) sobre a economia de

Santa Catarina, a Fiesc (Federação das

Indústrias de Santa Catarina) elaborou

um estudo mapeando possíveis cenários

de redução de exportações, para

curto e longo prazos. A nota técnica da

entidade mostra que a região Serrana

de Santa Catarina seria a mais afetada

pelo tarifaço de Trump em qualquer

cenário. “A Fiesc lançou o programa

desTarifaço, para apoiar a indústria

exportadora afetada, com diversas iniciativas

de nossas entidades. Uma das

frentes é a produção de informações

para a tomada de decisão pelas empresas,

pelo poder público e pela própria

federação”, explica o presidente da

entidade, Gilberto Seleme.

Além do cenário mais otimista, de

redução de 30% das exportações, o

estudo considera outros dois cenários,

de redução de 50% e 70% nas vendas

externas para os EUA, situações que

podem ocorrer caso a economia americana

entre em prolongada estagnação

ou crise. Cada cenário foi avaliado com

a manutenção das tarifas por 1 a 2 anos

(curto prazo), mas também para dois a

quatro anos (longo prazo). A queda de

70% das exportações para os EUA teria

impacto de mais de 100 mil empregos

no longo prazo, por exemplo.

A mesorregião norte seria a segunda

mais afetada, com redução de

0,30% do PIB no cenário mais provável,

segundo a nota técnica.

Pablo explica que, embora abrigue

municípios afetados por setores vulneráveis

e com diversificação semelhante

à Serrana, o norte demonstra impactos

ligeiramente menores. “A presença de

centros industriais mais diversificados,

como Joinville (SC) e Jaraguá do Sul

(SC), devem amortecer o impacto à

mesorregião como um todo”, salienta

Pablo.

A terceira região mais impactada,

com recuo de 0,25% do PIB, seria a oeste,

seguida pela mesorregião do Vale

do Itajaí (-0,22%) e do sul, com queda

de 0,17%. A projeção do cenário aponta

que, no período entre 1 e 2 anos de

redução das exportações para os EUA,

a Grande Florianópolis não deve observar

queda do PIB. A situação da capital

e arredores, no entanto, se agrava

no longo prazo (2-4 anos), quando a

mesorregião pode perder 0,99% do PIB

por conta do efeito cascata em setores

como comércio e serviços.

CONFIRA A ÍNTEGRA DO ESTUDO

O economista-chefe da Fiesc, Pablo

Bittencourt, explica que os efeitos da

sobretaxa aos produtos brasileiros

serão mais proeminentes e agudos

50 em regiões e municípios economica-

51

mente menos diversificados e com

alta exposição ao mercado americano.

“Mesmo no cenário mais otimista com

que trabalhamos, estimamos queda de

0,53% no PIB da região Serrana, dada a

menor diversificação industrial e a forte

especialização na produção madeireira,

majoritariamente destinada aos EUA”,

especifica Pablo. Diante do forte impacto,

mesmo no curto prazo (1-2 anos),

uma das consequências esperadas é a

aceleração da estagnação econômica e

a migração populacional, especialmente

para o litoral, padrão já observado

em décadas recentes.

APLICAÇÕES

“A FIESC LANÇOU O PROGRAMA DESTARIFAÇO, PARA APOIAR A INDÚSTRIA

EXPORTADORA AFETADA, COM DIVERSAS INICIATIVAS DE NOSSAS

ENTIDADES. UMA DAS FRENTES É A PRODUÇÃO DE INFORMAÇÕES PARA

A TOMADA DE DECISÃO PELAS EMPRESAS, PELO PODER PÚBLICO E PELA

PRÓPRIA FEDERAÇÃO”

GILBERTO SELEME,

PRESIDENTE DA FIESC

Produtos e soluções para madeira

JORDAN Lacke – uma marca de PLANTAG Coatings GmbH

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VÍDEO EXPLICATIVO



Indústria

CENÁRIOS

A nota técnica da federação industrial

também analisou outros cenários:

o de consequências severas, com a

redução das exportações para os EUA

em 50% tanto no período de 1 a 2 anos

como no longo prazo (2-4 anos), e o de

colapso. Este último projeta queda de

70% das exportações para o mercado

norte-americano, também no curto e

longo prazos. O economista-chefe da

Fiesc destaca que nessas duas projeções,

os cenários seriam reflexos da

piora das condições de demanda nos

EUA. No severo, a economia norte-

-americana apresenta estagnação,

enquanto no cenário de colapso, a

situação é marcada por crise aguda nos

EUA.

52 53

“A PRESENÇA DE

CENTROS INDUSTRIAIS

MAIS DIVERSIFICADOS,

COMO JOINVILLE E

JARAGUÁ DO SUL,

DEVEM AMORTECER

O IMPACTO À

MESORREGIÃO COMO

UM TODO”

PABLO BITTENCOURT,

ECONOMISTA-CHEFE DA

FIESC

IMPACTOS NO PIB

E EMPREGOS NO ESTADO

A nota técnica destaca ainda que

- considerando o cenário de queda de

30% das exportações para os EUA no

período de 1 a 2 anos - o Estado teria

um recuo de R$ 1,2 bilhão no PIB, com

a perda de cerca de 20 mil empregos e

de R$ 171,9 milhões na arrecadação de

ICMS.

Ao avaliar os reflexos do tarifaço

nos municípios de Santa Catarina, o

estudo da Fiesc mostra que Salete (SC)

tem potencial para ser o mais afetado,

considerando o cenário mais provável.

O fato de a cidade ter alto nível de desenvolvimento,

medido por indicador

da Firjan (Federação das Indústrias do

Estado do Rio de Janeiro) pode minimizar

os efeitos. Já o segundo e terceiro

municípios com maior impacto potencial

- Capão Alto (SC) e Itá (SC), contam

com baixo nível de desenvolvimento.

Benedito Novo (SC) e Caçador (SC),

quarto e quinto no ranking, estão classificados

com alto nível de desenvolvimento

municipal.

Paulo explica que o indicador da

Firjan atua como um “multiplicador

para os efeitos negativos em municípios

menos desenvolvidos e como um

atenuador para aqueles com estruturas

mais robustas, e é uma variável crítica

a ser considerada para o planejamento

de políticas públicas e estratégias de recuperação

e diversificação regional.”

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Mercado

CONQUISTANDO

O MUNDO

RELATÓRIO APONTA CRESCIMENTO DAS EXPORTAÇÕES

BRASILEIRAS NO MERCADO MUNDIAL DE PRODUTOS

MOVELEIROS

Fotos: divulgação

54

55

O

comércio exterior vive um

momento de transformações.

Instabilidades geopolíticas,

novas barreiras tarifárias,

concorrência internacional crescente

dentro do mercado brasileiro e mudanças

no comportamento do consumidor

têm impactado diretamente a indústria

de móveis. Esse cenário exige esforço

redobrado das empresas: de um lado,

superar obstáculos; de outro, aproveitar

oportunidades que dependem de

inteligência de mercado, planejamento

estratégico e capacidade de adaptação

para manter a competitividade em escala

global.

O panorama atual revela que o

Brasil ocupa a sétima posição entre os

maiores produtores mundiais de móveis

e colchões, com 439,9 milhões de

peças fabricadas em 2024. Apesar da

relevância produtiva, a participação nas

exportações internacionais do setor é

de apenas 0,5%, evidenciando um espa-

ço ainda pouco explorado. O país reúne

diferenciais importantes matérias-

-primas únicas, design original, práticas

sustentáveis e conformidade crescente

com padrões internacionais e atributos

que reforçam tanto a qualidade quanto

a segurança dos produtos brasileiros

e ampliam as chances de inserção em

novos mercados.

Em termos comerciais, as exportações

de móveis e colchões acabados

atingiram US$ 763,1 milhões em 2024,

resultado que representa aumento de

3,8% em relação a 2023 e crescimento

acumulado de 21,5% em 5 anos. As

importações, por sua vez, chegaram a

US$ 298,3 milhões, garantindo saldo

positivo para a balança setorial. De

acordo com projeções internacionais,

o potencial pode alcançar US$ 930 milhões

anuais caso sejam diversificados

os destinos e agregado maior valor às

exportações.



Mercado

O PANORAMA ATUAL

REVELA QUE O BRASIL

OCUPA A SÉTIMA POSIÇÃO

ENTRE OS MAIORES

PRODUTORES MUNDIAIS DE

MÓVEIS E COLCHÕES, COM

439,9 MILHÕES DE PEÇAS

FABRICADAS EM 2024.

Diante desse quadro, três pontos se

destacam: a necessidade de diversificar

mercados para reduzir a dependência

dos EUA, a pressão competitiva da

China no comércio internacional e o potencial

de expansão que o Brasil ainda

possui, sustentado por escala produtiva

e diferenciais competitivos.

Esses dados fazem parte do relatório:

Do Brasil para o Mundo; elaborado

pelo Iemi (Inteligência de Mercado)

com exclusividade para a Abimóvel

(Associação Brasileira das Indústrias do

Mobiliário) em parceria com a Apex-

Brasil (Agência Brasileira de Promoção

de Exportações e Investimentos), que

reúne informações sobre produção,

exportação e consumo de 2020 a 2024,

além de análises sobre tendências e

perspectivas globais para toda a cadeia

moveleira.

56

ESTOQUE PARA ATENDER

QUALQUER DEMANDA

Entre os produtos embarcados,

83,4% corresponderam a móveis prontos,

especialmente móveis de madeira

para dormitórios (39,2%) e outros

móveis de madeira (28,1%). Os EUA

(Estados Unidos da América) lideraram

como destino das exportações, com

29,6% de participação, seguidos por

Uruguai (10,9%), Chile (6,9%), Reino Unido

(5,9%) e Peru (5,3%). Entretanto, a

imposição recente de tarifas adicionais

de 50% sobre mobiliário de madeira brasileiro

pelos EUA trouxe preocupação

às empresas exportadoras, motivando

debates oficiais em Washington, em

setembro, para a defesa dos interesses

nacionais.

No mercado interno, os polos do

Rio Grande do Sul (32,8%) e de Santa

Catarina (32,6%) se destacaram, seguidos

por Paraná (17,1%), São Paulo

(13,6%) e Minas Gerais (1,9%), que juntos

concentraram 98% das exportações

brasileiras em 2024. Em contrapartida,

a China respondeu por 73,8% das importações,

reforçando a concentração das

compras externas e a necessidade de

medidas de estímulo à produção local.

Além dos móveis acabados, a

cadeia de insumos, componentes e

máquinas também demonstrou desempenho

relevante. Em 2024, as exportações

desse segmento somaram US$

3,58 bilhões, crescimento de 3,5% sobre

o ano anterior e de 59,6% em relação a

2020. Os EUA foram o principal destino

(40,0%), seguidos por Argentina (11,1%)

e Chile (5,7%). Entre os estados exportadores,

Paraná (29,8%) e São Paulo

(29,1%) lideraram, enquanto o Pará foi o

único a registrar queda no comparativo

com 2020.

Contamos com um amplo estoque de madeira seca

ao tempo e em estufa, pronta para qualquer projeto.

@madeireiracordilheira

(49) 3328-0688



Agenda

Outubro 2025

CONGRESSO MOVELEIRO

DATA: 1 e 2

LOCAL: Curitiba (PR)

INFORMAÇÕES: https://www.fiepr.org.br/congresso-moveleiro/inscricao/

O Congresso Nacional Moveleiro 2025, marcado para 1º e 2 de outubro em Curitiba (PR),

propõe uma imersão estratégica com o tema: Conectando Empresas e Gerando Negócios.

Realizado pela Abimóvel e pela Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), o

evento reunirá líderes da indústria, varejo, design, comércio exterior e poder público. A

programação contempla painéis sobre inovação, sustentabilidade, internacionalização,

diversidade e design, além de rodadas de negócios internacionais. A mostra Prêmio Design

da Movelaria Nacional apresentará peças inéditas, e a Casa Conceito vai explorar temas

como bem-estar, morar contemporâneo e soluções inovadoras para o espaço. Com isso,

promete estimular parcerias, inspirar mudanças e fortalecer o setor moveleiro brasileiro.

MADERA 21

DATA: 9 a 12

LOCAL: Corma (Chile)

INFORMAÇÕES: https://www.semanadelamadera.cl/

58

A Madera 21, parte da Corporação Chilena de Madeira, foi fundada em 2001 com o objetivo

de disseminar e promover o uso da madeira nas áreas de construção, engenharia, arquitetura

e design no Chile. A Madera 21 articula os processos de criação e transferência de

conhecimento, possibilitando a capacitação para o desenvolvimento do uso da madeira.

Realizada em conjunto com a Semana de la madera, o evento é um grande polo para a indústria

de base florestal chilena e sul-americana, onde são apresentadas novidades, feitos

negócios e renovam-se parcerias.

Janeiro 2026

ABIMAD

DATA: 27 a 30

LOCAL: São Paulo (SP)

INFORMAÇÕES: https://www.abimad.com.br/

Com mais de 20 anos de história, a Abimad é a principal feira de móveis e acessórios de alta

decoração da América Latina e a única do setor focada em negócios. Direcionada a lojistas

e compradores do Brasil e do exterior, a feira tem duas edições anuais, que trazem o melhor

do design brasileiro e as principais tendências internacionais, através dos seus mais de

140 expositores, distribuídos em uma área de 50 mil m² (metros quadrados). É uma feira

exclusiva e dedicada a quem realmente busca mais dentro do segmento.

Julho 2026

FORMÓBILE

DATA: 30/07 a 03/08

LOCAL: São Paulo (SP)

INFORMAÇÕES: https://www.formobile.com.br/pt/a-feira.html

A ForMóbile é a maior feira de móveis e madeira da América Latina, reunindo toda a cadeia

produtiva do setor moveleiro em um único evento. Realizada em São Paulo (SP),

a feira apresenta as últimas inovações tecnológicas, tendências de design e soluções

industriais para fabricação de móveis. A feira abrange diversos segmentos estratégicos,

como máquinas e equipamentos para marcenaria, ferragens e acessórios para móveis, matérias-primas

e insumos de produção, revestimentos e acabamentos, e automação industrial

e software especializado. Com mais de 50 mil visitantes e 550 marcas expositoras em

sua última edição, a ForMóbile é o principal hub de inovação e networking para quem busca

crescimento e competitividade no mercado moveleiro.



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