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ENTREVISTA: Gilberto Seleme, novo presidente da Fiesc, revela os desafios da gestão na Federação
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AND INNOVATION
PARANÁ-BASED COMPANY CELEBRATES
EIGHT DECADES, CONSOLIDATED AND
RECOGNIZED IN NATIONAL AND
INTERNATIONAL MARKET FOR
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80 ANOS DE
PIONEIRISMO
E INOVAÇÃO
EMPRESA PARANAENSE CELEBRA OITO
DÉCADAS CONSOLIDADA E RECONHECIDA
NO MERCADO NACIONAL E INTERNACIONAL
DE MÁQUINAS PARA O SETOR MADEIREIRO
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ANUNCIANTES DA EDIÇÃO
ABB Wood Brazil 63
Abimci 67
Aimex 69
Arte Diamante 92
Bonardi Química 43
Bruno 09
Contraco 31
Dallabona Máquinas 45
DRV Ferramentas 19
EHW do Brasil 59
Engecass 21
ForMóbile 61
Imalpal Group 55
Impacto Máquinas 91
Indumec 39
Lignum Latin America 2026 89
Máquinas Águia 23
Máquinas Aliança 83
Mendes Máquinas 02
Microtec 11
Mill Indústrias 15
Minimax 17
Mion & Mosole 33
Miruna 77
Montana Química 07
MSM Química 27
Omeco 46
Omil 29
Pika Retech 25
Pika Retech 57
Plantag do Brasil 81
Prêmio Referência 2025 87
Rotteng 04
Timbermaq 13
Top Solid 41
TTS - Timber Treatment Solutions 85
Vantec 35
Weco do Brasil 37
MADEIRA
SUMÁRIO
08 Editorial
10 Cartas
12 Bastidores
14 Notas
32 Aplicação
34 Frases
36 Entrevista
48 Principal 80 anos inovando
54 Tarifaço
64 Marcenaria
70 Abimci
72 Química na Madeira
74 Estudo
78 Móveis
82 Artigo
88 Agenda
90 Espaço Aberto
Ideal para aplicação em
casas pré-fabricadas,
móveis, portas, janelas,
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forros, divisórias,
carroceria e estruturas
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estruturas de madeira.
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06
referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
EDITORIAL
ATRAVESSANDO
GERAÇÕES
N
esta edição da Revista REFERÊNCIA MADEIRA
INDUSTRIAL destacamos os 80 anos da Omeco,
empresa paranaense consolidada no mercado
global de máquinas e equipamentos para o setor
madeireiro. Pioneira em inovação, a empresa
celebrou suas oito décadas com um almoço festivo na sede
localizada em Curitiba (PR). Na editoria de Entrevista conversamos
com o novo presidente da Fiesc (Federação das Indústrias
do Estado de Santa Catarina), Gilberto Seleme, empresário
do ramo madeireiro, que já integrou a direção da Federação
e agora assumiu o desafio de presidir a instituição. As consequências
do tarifaço dos EUA (Estados Unidos da América)
sobre produtos brasileiros e a mobilização de empresários e
autoridades é tema de matéria publicada nesta edição, assim
como a realização do XII Congresso Nacional Moveleiro e os
dados apresentados pelo Anuário da ACR (Associação Catarinense
de Empresas Florestais). As ações de diferentes regiões
para estimular as indústrias e a sustentabilidade são temas da
edição. Uma ótima leitura!
NA CAPA
A CAPA DESTA EDIÇÃO
DESTACA A EVOLUÇÃO DAS
MÁQUINAS DA EMPRESA
OMECO
EXPEDIENTE
ANO XXVII - EDIÇÃO 278 - OUTUBRO 2025
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVII • Nº278 • Outubro 2025
ENTREVISTA: Gilberto Seleme, novo presidente da Fiesc, revela os desafios da gestão na Federação
80 YEARS OF
PIONEERING
AND INNOVATION
PARANÁ-BASED COMPANY CELEBRATES
EIGHT DECADES, CONSOLIDATED AND
RECOGNIZED IN NATIONAL AND
INTERNATIONAL MARKET FOR
WOODWORKING MACHINERY
80 ANOS DE
PIONEIRISMO
E INOVAÇÃO
EMPRESA PARANAENSE CELEBRA OITO
DÉCADAS CONSOLIDADA E RECONHECIDA
NO MERCADO NACIONAL E INTERNACIONAL
DE MÁQUINAS PARA O SETOR MADEIREIRO
Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado
fabiomachado@revistareferencia.com.br
Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.
bartoski@revistareferencia.com.br
Resíduos
Industriais
Pallets e
Caixarias
Troncos e
Raizes
Resíduos
Urbanos
ACROSS GENERATIONS
T
his issue of REFERÊNCIA Madeira Industrial marks
the 80th anniversary of Omeco, a Paraná-based
company that has established a reputation in the
global forest product industry machinery and equipment
market. A pioneer in innovation, Omeco
celebrated its eight decades with a festive lunch at its headquarters
in Curitiba (PR). In the Interview Section, we speak
with Gilberto Seleme, the new President of the Federation of
Industries of Santa Catarina (Fiesc). Seleme is a businessman in
the forest product industry and was previously a member of the
Federation’s board. He has now taken on the challenge of presiding
over the institution. This issue features an article on the
consequences of the United States’ tariff on Brazilian products,
as well as the mobilization of businesspeople and authorities.
It also includes coverage of the XII National Furniture Congress
and data from the Santa Catarina Association of Forestry Companies
(ACR) Yearbook. This issue also examines the actions
taken by various regions to stimulate industry and promote
sustainability. Pleasant reading!
08
referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
ASSINATURAS
0800 600 2038
Periodicidade Advertising
GARANTIDA GARANTEED
Redação / Writing
Gisele Rossi
jornalismo@revistareferencia.com.br
Depto. de Criação / Graphic Design
Fabiana Tokarski / Supervisão
Aime Cristine
Letícia Stefanello
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Depto. Comercial / Sales Departament
Gerson Penkal
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fone: +55 (41) 3333-1023
Tradução / Translation - John Wood Moore
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assinatura@revistareferencia.com.br
José A. Ferreira
(41) 99203-2091
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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e
consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos
governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao
segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por
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Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and
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governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based
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ENTREVISTA: especialista Leandro Varges e a importância do uso da inteligência artificial nas empresas
CARTAS
CARTAS
CAPA DA EDIÇÃO 277 DA
REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE SETEMBRO DE 2025
PRINCIPAL
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVII • Nº277 • Setembro 2025
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EFICIÊNCIA E COMPETITIVIDADE
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INDUSTRY CENTRALIZE THE PRODUCTION PROCESS,
PREVENT DATA LOSS, AND ENSURE GREATER
EFFICIENCY AND COMPETITIVENESS
ESTUDO
Por Marlene Marins –
Campinas (SP)
Interessante os números
apresentados pela ACR.
Mostram a força da nossa
indústria de painéis. Pena
que uma próxima edição
do estudo não deverá
ser tão positiva, devido a
taxação dos EUA (Estados
Unidos da América).
Por Humberto Guanaes –
Arapongas (PR)
É instigante ver como os softwares hoje fazem
toda diferença na produção, ainda mais quando
são tão certeiros e conectados como os da
TopSolid!
Foto: divulgação
Foto: divulgação
Foto: Concrete Show
Foto: Madeflona
FINANCIAMENTO
Por Ivan Gouveia –
Rondonópolis (MT)
Com investimento e
vontade de fazer vemos
que todas as regiões do
Brasil têm capacidade
produtiva.
ABIMCI
Por Olavo de Castro –
Rio de Janeiro (RJ)
Parabéns para a iniciativa da Abimci, que
tem divulgado para o setor da construção
civil o compensado plastificado certificado.
Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os
e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.
As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é
fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.
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E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:
jornalismo@revistareferencia.com.br
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FEIRA
DURANTE A FEIRA VICTAM LATAM EM SÃO PAULO (SP), RECEBEMOS
A VISITA DO DIRETOR DA WECO DO BRASIL, MARIO PRONCHNOW,
RECEBIDO PELO COMERCIAL DA REVISTA, GERSON PENKAL.
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WG8C1 – Fabricação de Caixas
Operação estável e precisa
Mais proteção e baixo custo
Flexibiliza o setor de embalagem
ALTA
EXPORTAÇÃO EM ALTA
NO MS
A receita com a exportação
de produtos industriais de
Mato Grosso do Sul alcançou
em agosto US$ 667,7 milhões,
representando um crescimento
de 11% em relação ao mesmo
mês de 2024, conforme levantamento
do Observatório da
Indústria da Fiems (Federação
das Indústrias do Estado do
Mato Grosso do Sul). Esse
resultado foi o melhor já registrado
para o mês em toda
a série histórica. Em relação à
participação relativa, em agosto,
a indústria foi responsável
por 74% de toda a receita de
exportação de Mato Grosso
do Sul. No acumulado do ano,
essa participação atingiu 70%.
BAIXA
PRODUÇÃO E EMPREGO
DA INDÚSTRIA MINEIRA
RECUAM
A Sondagem Industrial de Minas
Gerais, divulgada pela Fiemg
(Federação das Indústrias do Estado
de Minas Gerais), mostrou
queda da produção em agosto,
com o índice em 44,3 pontos,
abaixo da linha dos 50 pontos.
O emprego industrial também
apresentou retração, registrando
45,8 pontos, enquanto a utilização
da capacidade instalada
permaneceu abaixo do usual. As
perspectivas para os próximos
seis meses recuaram e atingiram
o menor patamar para setembro
em 10 anos, com queda
nas expectativas de demanda,
emprego e compra de matérias-
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NOTAS
PODCAST REFERÊNCIA
O mês de setembro no Podcast REFERÊNCIA foi
dedicado a um tema estratégico para o setor de base
florestal e industrial: o mercado de carbono e como a
tecnologia pode transformar desafios climáticos em
oportunidades de negócio. O episódio foi especial e
contou com dois convidados: Clarissa de Souza (foto de
cima), CEO da Vankka Carbon, e Alessandro Panasolo
(foto de baixo), sócio-investidor da empresa, uma Climate
Tech paranaense. O episódio contou com o apoio
da própria Vankka Carbon.
Os especialistas explicaram conceitos fundamentais
para as empresas que buscam se adequar às novas
exigências ambientais e de mercado. Clarissa de Souza,
que é engenheira ambiental, desmistificou o conceito
de crédito de carbono, que está cada vez mais presente
nas discussões sobre sustentabilidade e ESG. “Quando
a gente fala um crédito de carbono, significa uma tonelada
de carbono removida da atmosfera ou que deixou
de ser emitida. Isso é um crédito de carbono”, explicou
Clarissa. Ela também detalhou que essa quantificação
é feita por meio de inventários anuais de emissões de
GEE (gases de efeito estufa).
Alessandro Panasolo, advogado com doutorado
em engenharia florestal, abordou a nova legislação
brasileira sobre o mercado regulado de emissões e o
posicionamento estratégico do país neste cenário. Ele
afirmou que a combinação de uma matriz energética
limpa e um setor florestal avançado confere uma vantagem
competitiva única ao Brasil. “O que para o Brasil
é uma grande oportunidade, porque o Brasil tem uma
capacidade muito grande de produzir bons projetos de
restauração ecológica, de recuperação de área degradada,
para que de fato seja um grande player de crédito
de carbono para o mundo”, ressaltou Alessandro.
Os convidados também apresentaram a plataforma
Vankka Carbon Score, um software que utiliza tecnologia
para automatizar o inventário de emissões e remoções
de carbono, oferecendo agilidade e segurança
para as empresas na gestão de seus ativos ambientais.
Segundo a Vankka Carbon, a ferramenta torna o processo
de inventário até 60 vezes mais rápido, permitindo
que as companhias, especialmente as do setor florestal,
identifiquem e valorizem seus estoques de carbono de
forma eficiente e estratégica.
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E EFICIÊNCIA EM CADA CORTE
Os episódios completos o Leitor pode
conferir no canal do youtube da Revista
REFERÊNCIA:
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NOTAS
PRENSAS TERMO HIDRÁULICAS:
ANTES E DEPOIS
Há mais de 60 anos a Indumec é sinônimo e referência em qualidade e inovação no setor
de máquinas para a indústria madeireira. Desde a sua fundação, a empresa se destaca
pelo compromisso em desenvolver soluções eficientes para cada cliente, acompanhando
o desenvolvimento do mercado. A evolução das prensas Indumec é um reflexo desse compromisso.
O modelo clássico amplamente utilizado pela indústria, abriu caminho para a tecnologia
de ponta presente nos equipamentos atuais. Hoje, a empresa sediada em Curitiba
(PR), possui prensas modernas que combinam engenharia de precisão, design aprimorado e
eficiência energética, proporcionando maior produtividade e custo-benefício aos clientes. A
experiência acumulada ao longo dos anos permitiu a empresa aperfeiçoar os equipamentos,
garantindo qualidade, confiabilidade nos produtos, segurança e alta durabilidade. “Mais
difícil do que vender a primeira máquina, é vender a segunda ou a terceira para o mesmo
cliente, devido a alta qualidade e a durabilidade dos nossos equipamentos”, destaca Stefan
Koller, o sócio-fundador da empresa reconhecida pelos mais de 60 anos de tradição, inovação
e qualidade.
Antes:
1984 Hoje
Depois:
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Nossas Soluções:
Detecção e extinção de calor em dois níveis: topo da correia e no nível dos rolos (defeitos
nos rolamentos dos rolos são frequentemente a fonte de incêndio).
Detector de chamas pode ser instalada opcionalmente.
O sistema pode ser projetado de acordo com as normas NFPA ou VdS.
Componentes com aprovações FM ou VdS.
O sistema é aplicável a diferentes tipos de transportadores: transportador de correia,
transportador de arraste ou Redler, transportador por corrente de calha, transportador helicoidal.
Difusores com fechamento automaticamente estão disponíveis para áreas com alta poluição.
O sistema de proteção do transportador pode ser combinado com um sistema de extinção
de faíscas para rampas de descarga antes e depois do transportador.
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NOTAS
DEXCO COMPLETA 30 ANOS
DE CERTIFICAÇÃO FSC
O Brasil está entre os líderes mundiais em certificação florestal: ocupou a quinta posição em
2022, e já acumulava mais de 9,5 milhões de ha (hectares) certificados até março de 2025,
com mais de 150 certificados de manejo florestal e 1.330 cadeias de custódia certificadas,
segundo dados do FSC Brasil. Entre 2022 e 2023, os investimentos em certificações voluntárias,
como FSC e Cerflor, cresceram 40%, refletindo o valor estratégico deste modelo de produção
para empresas que buscam sustentabilidade real e rastreável, segundo dados da IBÁ
(Indústria Brasileira de Árvores). A trajetória sustentável do setor brasileiro começou no meio
dos anos 1990, com a Dexco, então Duratex, sendo a primeira empresa do hemisfério sul e
a quinta do mundo a obter certificação FSC de manejo florestal em 1995, e se consolidou ao
longo das décadas seguintes. “Não se trata apenas de uma certificação, mas de um compromisso
contínuo com o aprimoramento das nossas práticas de manejo, saúde e segurança do
trabalho, responsabilidade socioambiental e inovação”, afirma Guilherme Setubal, diretor de
ESG da Dexco. “Sermos pioneiros lá em 1995 foi só o começo. Hoje, seguimos como referência
técnica e influenciando positivamente o setor com boas práticas”, completa.
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NOTAS
MATO GROSSO
ALCANÇA RESULTADO POSITIVO
O Senai Mato Grosso obteve a nota 8,1 no Idap (Indicador de Desempenho da Avaliação
Profissional) 2025, o melhor resultado do estado desde o início da série histórica, em 2009.
No ano passado, o Senai MT já havia registrado a inédita marca de 7,2 pontos no Idap. A
nova conquista reforça a curva de evolução da instituição e comprova a efetividade das ações
de planejamento e melhoria contínua na formação técnica. Segundo o presidente do Sistema
Fiemt (Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso), Silvio Rangel, o resultado é fruto
da dedicação das equipes pedagógicas, instrutores, gestores e da confiança da indústria.
“Esse avanço mostra que nosso planejamento está no caminho certo e que a constância
no trabalho gera resultados. É uma conquista coletiva de todo o time Senai e da diretoria
que apoia e investe na qualidade da educação profissional em Mato Grosso”, destacou. O
desempenho histórico do Senai MT reforça o papel estratégico da educação profissional na
geração de profissionais qualificados e no desenvolvimento da indústria regional.
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NOTAS
São José dos Pinhais
PESQUISA SOBRE ESG
PREOCUPA
A pesquisa: Índice ESG de Maturidade
de Asseguração de 2025; realizada
pela KPMG, rede global de firmas independentes
que presta serviços profissionais
de auditoria, tributos e consultoria,
revelou um dado inédito: 76% das
empresas ainda permanecem em estágios
iniciais ou intermediários na implementação
de práticas ESG (da sigla em inglês,
meio ambiente, social e governança). O
levantamento entrevistou 1.320 executivos
e membros de conselhos em diversos
setores e regiões globais, representando,
em conjunto, uma receita média de
US$ 16,8 bilhões. Segundo o estudo, as
organizações que se destacam em práticas
de sustentabilidade e governança
apresentam três diferenciais claros: forte
engajamento do conselho, uso avançado
de tecnologias digitais e integração estratégica
dos fatores ESG às operações.
Em contrapartida, empresas em estágio
inicial ou intermediários ainda enfrentam
desafios significativos, como estruturas de
governança limitadas e sistemas de dados
pouco desenvolvidos. “Qualidade da
informação para apoiar a tomada da decisão
é e seguirá a ser o tema da década.
O fato de 76% das empresas estarem em
estágios iniciais ou intermediários é preocupante
e deve servir de alerta também
para as empresas brasileiras”, destaca a
sócia líder de ESG na KPMG nas Américas,
Nelmara Arbex.
-PROJETOS SOB MEDIDA
-LINHA COMPLETA PARA SERRARIAS
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AUTOMAÇÃO ROBUSTA,
PRODUÇÃO CERTEIRA
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NOTAS
ReJIT
Sistema de Emulsão de Nano-Parafina
ECONOMIA CIRCULAR
NO PARÁ
Em um contexto de emergência climática que afeta diretamente a vida e a economia
global, a sustentabilidade consolida-se como uma tendência central e uma poderosa
alavanca para a transformação dos modelos de produção. Neste cenário, a Fiepa (Federação
das Indústrias do Estado do Pará) está redefinindo o papel do setor produtivo
na construção de um futuro mais equilibrado, por meio de iniciativas em parceria
com empresas e instituições. São projetos que incluem trocas de conhecimento,
educação ambiental, economia circular, destinação correta de resíduos e reciclagem,
entre outras ações. Um exemplo dessa atuação é a parceria com o Instituto Rever,
entidade gestora sem fins lucrativos criada pela indústria para estruturar a logística
reversa de embalagens, e o CIP (Centro das Indústrias do Pará). Um protocolo de
intenções foi assinado entre eles, visando impulsionar ações de sustentabilidade na
região. O Conselho Temático de Meio Ambiente da Fiepa também desempenha um
papel fundamental nessa rede. “A indústria tem um papel fundamental na promoção
da sustentabilidade, pois concentra significativos recursos e capacidade tecnológica
para impactar positivamente o meio ambiente e as comunidades”, destaca Deryck
Martins, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da Fiepa.
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pikaretech.com
Foto: divulgação FIEPA
24 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
NOTAS
MAPA DA
DESCARBONIZAÇÃO
Em uma iniciativa inédita, o sistema Fiems (Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul) está
conduzindo uma pesquisa para avaliar o nível de maturidade, percepção e potencial de investimento das indústrias
do Estado em relação a práticas de descarbonização, eficiência energética e gestão ESG. A iniciativa
tem como metas mapear o grau de conhecimento e ações em andamento nas empresas sobre temas vinculados
à sustentabilidade industrial, bem como identificar barreiras, oportunidades e demandas de apoio
técnico e financeiro para a transição energética e ambiental. A partir dos dados levantados, pretende-se
subsidiar a formulação de estratégias da Fiems para fomentar práticas sustentáveis e estruturar instrumentos
de apoio (como linhas de crédito, programas de capacitação e consultorias especializadas). O diretor de sustentabilidade
da Fiems, Robson Del Casale, destaca que a pesquisa visa estimular o protagonismo do setor
industrial sul-mato-grossense na agenda de baixo carbono.
AVALIAÇÃO 10
CUPIM SUBTERRÂNEO
NORMA ASTM D:3345-74 (1999)
• Líder no tratamento inseticida de painéis de
madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e
outros) por adição à cola e tratamento
superficial;
• Indicadores: EC 257-842-9 /
CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;
• Compatível com resinas de última geração;
• Formulado líquido de emulsão concentrada a
base d’água, não contendo Hidrocarbonetos
aromáticos;
• Fácil diluição em água, para tratamentos por
imersão de madeiras serradas.
CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e
tratamento superficial, posteriormente estes painéis foram submetidos ao ataque de
CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999) (Stabd Test Method
for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to
Termites obtendo resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o
ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo assim, a Norma de Preservação de
Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).
26 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
Foto: divulgação
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www.msmquimica.ind.br msm@msmquimica.ind.br
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NOTAS
INDÚSTRIA DO SUL
SEGUE COM DEMISSÕES
Somos especialistas na produção de
máquinas personalizadas para o
beneficiamento de madeira, com
diversos tipos de plainas, serras
múltiplas, alimentadores e
descarregadores.
A indústria catarinense teve em agosto seu primeiro saldo negativo no número de
trabalhadores em 2025. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados)
mostram o fechamento de 1.754 vagas no setor no primeiro mês de
vigência das tarifas impostas pelos EUA (Estados Unidos da América) aos produtos
brasileiros. Mais diretamente ligados às exportações, as indústrias de móveis e
madeira tiveram saldo negativo de 1.236 postos de trabalho no mês. Entre os municípios
que mais foram afetados estão Lages (SC), com fechamento de 287 vagas
no setor de madeira, e Caçador (SC), que encerrou 281 vagas no setor de madeira
e móveis. “Este é, infelizmente, um movimento já esperado. Conforme estudo de
cenário elaborado pela Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina),
a manutenção das tarifas nos níveis atuais coloca em risco 20 mil empregos em Santa
Catarina até 2027. Por isso, reforçamos a urgência de abertura de negociações com o
governo dos EUA”, justifica o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme.
Foto: divulgação
28 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
Entre em contato
NOTAS
MOVELSUL
BRASIL
LANÇA CAMPANHA
Principal feira de móveis da América Latina,
a Movelsul Brasil, realizada desde 1977 pelo
Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário
de Bento Gonçalves), lançou a campanha
de divulgação da 25ª edição. “Tá na Movelsul”
é o mote da campanha da feira que vai acontecer
em agosto de 2026, em Bento Gonçalves
(RS). “Em 2025, recebemos 20 mil visitantes de
47 países. Público qualificado, em busca de
tendências e negócios com as principais marcas
do mercado nacional. A nova campanha
vem justamente para traduzir o dinamismo da
feira. Ideias, design, networking, resultados,
tudo isso ‘tá na Movelsul’, sendo um evento
estratégico para expositores e visitantes”,
comenta Cíntia Weirich, presidente do Sindmóveis.
Lançado em 2025, o Movelsul Conecta
é o pavilhão que reúne marcas de móveis
planejados, mobiliário corporativo, decoração
e soluções para o varejo e será ampliado
em 2026. A Arena de Conteúdos, onde são
apresentadas palestras, e a mostra do Prêmio
Salão Design (principal premiação brasileira de
design moveleiro), continuam integrando os
atrativos do Movelsul Conecta.
Fotos: divulgação Vagão Filmes
30 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
APLICAÇÃO
Foto: divulgação
ARQUITETURA
VERDE
Com foco em design e compromisso ambiental,
a Neobambu apresenta ao mercado brasileiro
sua linha de madeira termotratada, ideal para
projetos de arquitetura que buscam sofisticação
com responsabilidade ecológica. Produzida em
fábricas especializadas na Finlândia, a madeira
Thermowood® da Neobambu é desenvolvida
a partir dos pinheiros finlandeses e do Spruce
escandinavo. O processo patenteado de modificação
térmica, realizado exclusivamente com vapor
e calor, sem adição de produtos químicos, transforma
permanentemente as propriedades físicas
e químicas da madeira, tornando-a extremamente
estável e durável.
Segurança inteligente com IA na produção moveleira
CONSTRUÇÃO
SUSTENTÁVEL
Com matéria-prima nórdica proveniente de florestas
próximas e manejo certificado, a madeira termotratada
atua como reservatório natural de carbono,
sendo também 100% reciclável. “Conseguimos
unir estética, conforto e durabilidade com impacto
ambiental mínimo em um só produto. Mesmo em
climas desafiadores, e a capacidade de manter a
forma original sem a necessidade de manutenção
ou tratamento de superfície”, explica Francine
Ferrari, sócia-fundadora da Neobambu. A madeira
termotratada, quando exposta ao tempo, adquire
naturalmente um tom prateado mais intenso que
da sua forma inicial, o que valoriza fachadas, decks
e superfícies decorativas.
Foto: André Nazareth @andrenazarethfoto
O mundo já nos conhece.
Agora é a vez do Brasil.
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info@mionmosole.it
32 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
FRASES
“É HORA DE UNIÃO E DE AÇÃO CONCRETA. PRECISAMOS
QUE O GOVERNO FEDERAL ABRA NEGOCIAÇÕES URGENTES
COM OS EUA, MAS TAMBÉM QUE TENHAMOS MECANISMOS
DE ACOMPANHAMENTO E APOIO IMEDIATO ÀS EMPRESAS E
TRABALHADORES”
EDSON VASCONCELOS, PRESIDENTE DA FIEP (FEDERAÇÃO DAS
INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ) A RESPEITO DA TAXAÇÃO DOS
EUA (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) SOBRE PRODUTOS BRASILEIROS
“NÃO
EXISTE NENHUM
CAMINHO
ESTRATÉGICO QUE
NÃO SEJA O DA
SUSTENTABILIDADE, E
A ECONOMIA CIRCULAR
É A FERRAMENTA
MAIS ACESSÍVEL PARA
PRATICAMENTE TODOS OS
SETORES”
“FOI MUITO IMPORTANTE A IDA DA CNI E DA
DELEGAÇÃO DE EMPRESÁRIOS AOS EUA. A AMCHAM
E A US CHAMBERS TAMBÉM TÊM AJUDADO. ESSA
PARCERIA É MUITO IMPORTANTE PARA ESCLARECER
AO GOVERNO DOS EUA QUE NÃO TEM JUSTIFICATIVA
ESTE TARIFAÇO”
GERALDO ALCKMIN, VICE-PRESIDENTE DO BRASIL E MINISTRO DO
DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS
DAN IOSCHPE, 2º
VICE-PRESIDENTE
DA FIESP
(FEDERAÇÃO DAS
INDÚSTRIAS DO
ESTADO DE SÃO
PAULO)
“O SISTEMA FERROVIÁRIO
NACIONAL É MUITO IMPORTANTE
PARA A INDÚSTRIA. HOJE, O
TRANSPORTE É O PRINCIPAL GARGALO
QUE TEMOS PARA ENFRENTAR A
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL”
Foto: Everton Amaro/FIESP
WAGNER CARDOSO, SUPERINTENDENTE
DE INFRAESTRUTURA DA CNI
(CONFEDERAÇÃO NACIONAL
DA INDÚSTRIA) EM FÓRUM SOBRE
TRANSPORTE DE CARGAS
34 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
ENTREVISTA
LIDERANÇA COM
CONHECIMENTO NA FIESC
KNOWLEDGEABLE
LEADERSHIP AT FIESC
O
empresário do ramo madeireiro, Gilberto Seleme,
natural de Caçador (SC) assumiu no último mês de
agosto a presidência da Fiesc (Federação das Indústrias
do Estado de Santa Catarina), em uma solenidade
conduzida pela jornalista Sônia Bridi, também
natural de Caçador, e prestigiada pelo governador do Estado,
Jorginho Mello, pelo presidente da CNI (Confederação Nacional
da Indústria), Ricardo Alban, entre outras autoridades. O novo
presidente assumiu em meio ao temporal do tarifaço imposto
pelos EUA (Estados Unidos da América), que atinge fortemente
a cadeia produtiva florestal, de grande importância no Estado
catarinense. Em entrevista para a Revista REFERÊNCIA MADEIRA
INDUSTRIAL, Gilberto reforça a importância do setor industrial
para o desenvolvimento econômico e as ações da Fiesc para desenvolver
e valorizar a indústria e os trabalhadores do Estado.
ENTREVISTA
G
ilberto Seleme, a businessman in the timber industry,
was born in Caçador, Santa Catarina. He took over as
President of the Federation of Industries of the State
of Santa Catarina (Fiesc) in August last year, in a ceremony
conducted by Sônia Bridi, a journalist and fellow
native of Caçador. Jorginho Mello, the State Governor, also attended
the event, as did Ricardo Alban, the President of the National Confederation
of Industry (CNI), and other authorities. The new President
took office amid the storm of tariffs imposed by the United States,
which have severely affected the forestry production chain — a sector
of great importance in Santa Catarina. In an interview with the RE-
FERÊNCIA Madeira Industrial, Seleme emphasized the importance
of the Industrial Sector for economic development, as well as Fiesc’s
efforts to develop and enhance the industry and its workforce in the
State.
Foto: Assessoria de Imprensa da Fiesc
36 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
GILBERTO SELEME
FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ENGENHEIRO CIVIL PELA PUC-PR
(PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ)
CARGO: PRESIDENTE DA FIESC (FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS
DO ESTADO DE SANTA CATARINA)
PROFESSIONAL EDUCATION: CIVIL ENGINEERING FROM THE
PONTIFICAL CATHOLIC UNIVERSITY OF PARANÁ (PUC-PR)
FUNCTION: PRESIDENT OF THE FEDERATION OF INDUSTRIES OF THE
STATE OF SANTA CATARINA (FIESC)
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ENTREVISTA
CONTE-NOS COMO UM MADEIREIRO CHE-
GOU À PRESIDÊNCIA DA FIESC?
A entidade tem 75 anos de história e, durante
este tempo, teve 10 presidentes. Sou o 11º e já
trabalhei ao lado de seis presidentes, integrando
seis diretorias. Também já ocupei a vice-presidência
regional. Nos últimos 7 anos, atuei como primeiro
vice-presidente. Posso dizer que acompanho a Fiesc
há 40 anos e que conheço bem a sua trajetória. Minha
gestão tem como propósito dar continuidade
ao planejamento estratégico existente, ajustando
o que for necessário. A economia é dinâmica, a
geopolítica também, mas o nosso norte está bem
definido.
O QUE TE REPRESENTA ASSUMIR A PRESI-
DÊNCIA DA FIESC?
É uma grande satisfação e responsabilidade.
A Fiesc é uma organização sólida, que atua com
excelência em educação, saúde do trabalhador e
diversas outras frentes. Temos uma equipe muito
boa, muito competente, e isso ajuda no nosso desafio.
Talvez pudesse estar pensando em desacelerar
um pouco e dedicar mais tempo ao lado pessoal,
mas sinto que ainda tenho muito a contribuir com
o setor industrial, que é fundamental para Santa
Catarina e para o Brasil. Atualmente, a indústria
emprega 934 mil pessoas no Estado e responde por
28,5% do PIB catarinense. Temos um compromisso
permanente com trabalhadores, empresários e com
a sociedade. Estou aqui para contribuir com o que
for necessário.
QUAIS OS PRINCIPAIS DESAFIOS NO CAR-
GO?
Cheguei e ganhei de presente o tarifaço. É um
temporal que gostaríamos que passasse logo. A
cadeia florestal é a mais afetada. Mas este é o tema
do momento. Temos desafios importantes em mão
de obra. Precisamos de infraestrutura melhor em
nossas rodovias, principalmente as federais, além de
melhorar nossos portos e aeroportos; e enfrentar o
custo alto da energia e a complexidade dos impostos,
para citar outros exemplos. É muito trabalho
pela frente, mas estamos preparados para atuar de
forma prática e direta.
SANTA CATARINA É UM DOS PRINCIPAIS ES-
TADOS DO BRASIL DA CADEIA PRODUTIVA DA
MADEIRA, COM INDÚSTRIAS DIVERSIFICADAS.
COMO VÊ O CENÁRIO ATUAL, COM ALTAS TA-
XAS E A INVESTIGAÇÃO NOS EUA SOBRE OS
PRODUTOS DE MADEIRA BRASILEIROS?
A madeira é destaque nas nossas exportações:
37% do que mandamos para os EUA são produtos
HOW DID SOMEONE INVOLVED IN FO-
RESTRY BECOME PRESIDENT OF THE FEDE-
RATION OF INDUSTRIES OF THE STATE OF
SANTA CATARINA (FIESC)?
The entity has a 75-year history and has had
10 presidents during this period. I am the eleventh
president and have worked with six of them, serving
on six Boards of Directors. I have also held the
position of Regional Vice-President. For the past
seven years, I have served as First Vice-President.
I have been following Fiesc for 40 years, so I am
familiar with its history. My management style is
to continue the existing strategic planning while
making necessary adjustments. The economy and
geopolitics are dynamic, but our direction is well-
-defined.
WHAT DOES BECOMING PRESIDENT OF
FIESC MEAN TO YOU?
It is both a great satisfaction and a great responsibility.
Fiesc is a solid organization that excels
in education, worker health, and several other
areas. We have a very competent team that helps
us overcome challenges. I could perhaps consider
slowing down a bit and dedicating more time to my
personal life. However, I feel that I still have a lot
to contribute to the Industrial Sector, which is fundamental
for Santa Catarina and Brazil. Currently,
Industry employs 934,000 people in the State and
accounts for 28.5% of Santa Catarina’s GDP. We are
committed to our workers, entrepreneurs, and society.
I am here to contribute whatever is necessary.
WHAT ARE THE MAIN CHALLENGES OF
YOUR POSITION?
When I arrived, I was greeted with a massive
tax increase. It is a storm we hope will pass quickly.
The Forestry Sector has been hit the hardest. This is
the issue of the moment. We have significant labor
challenges. We need better infrastructure on our
highways, especially federal ones, as well as improvements
to our ports and airports. Furthermore,
we also need to address the high cost of energy
and the complexity of taxes. There is a lot of work
ahead, but we are prepared to take practical and
direct action.
SANTA CATARINA IS ONE OF BRAZIL’S LE-
ADING STATES IN THE FOREST PRODUCT PRO-
DUCTION CHAIN, BOASTING A DIVERSE RAN-
GE OF INDUSTRIES. WHAT IS YOUR OPINION
ON THE CURRENT SCENARIO INVOLVING
HIGH TARIFFS AND THE U.S. INVESTIGATION
INTO BRAZILIAN FOREST PRODUCTS?
Wood is a key highlight of our exports: thirty-
Tradição, inovação e
qualidade superior.
PRENSAS TERMO HIDRÁULICAS
Maior qualidade e tecnologia de
prensagem
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ENTREVISTA
de madeira. Então, o cenário atual, falando em tarifaço,
é, no mínimo, muito desafiador. O aumento
das tarifas gera incertezas para as empresas do
setor e para os trabalhadores. Mas estamos trabalhando
em tudo isso. Nosso objetivo é proteger a
competitividade da indústria catarinense, manter
empregos e continuar investindo em inovação, qualidade
e sustentabilidade, uma das marcas do setor
da madeira em Santa Catarina.
COMO A ENTIDADE PODE AJUDAR OS
EMPRESÁRIOS ATINGIDOS COM AS NOVAS
TAXAS?
Desde o anúncio do tarifaço, estamos trabalhando
para ajudar quem foi prejudicado. Temos
falado com associações de classe, de produtos, com
governos, lideranças políticas, feito reuniões com
consulados, sindicatos e conversado com representantes
nos EUA. A construção do pacote de medidas
do governo do Estado teve nossa participação
direta e ele foi lançado aqui na Fiesc. No último dia
28 (de agosto), lançamos um plano especial, o des-
Tarifaço, com uma ajuda robusta. Ele prevê apoio na
busca por crédito e benefícios governamentais, consultoria
para abertura de novos mercados, adequação
de produtos e linhas de produção, consultoria
jurídica sobre recursos da CLT e negociações sindicais.
As nossas entidades - Sesi, Senai e IEL - estão
mobilizadas para ajudar o empresário a atravessar
esta fase. Temos até capacitação para trabalhadores
em inatividade.
EM 2026 JÁ COMEÇAM A VALER NOVAS
REGRAS DA REFORMA TRIBUTÁRIA NO BRASIL.
AS INDÚSTRIAS ESTÃO PREPARADAS PARA
ESTE NOVO CENÁRIO?
Esta reforma era necessária. Para Santa Catarina,
ela traz algumas preocupações, pois a cobrança
do imposto passa a ser no destino, não mais onde
ocorre a produção. Como somos um Estado que
produz mais do que consome, a tendência é que
percamos arrecadação. Mas a reforma, embora não
seja a ideal, traz benefícios, como a desoneração
das exportações e a simplificação do sistema.
-seven percent of what we send to the U.S. consists
of forest products. Therefore, the current scenario
of high tariffs is, at the very least, very challenging.
The increase in tariffs creates uncertainty for companies
and workers in the Sector. However, we are
addressing these issues. Our goal is to protect
the competitiveness of Santa Catarina’s industry,
maintain jobs, and continue investing in innovation,
quality, and sustainability—hallmarks of the Forest
Product Sector in Santa Catarina.
IN WHAT WAYS CAN THE ENTITY HELP
ENTREPRENEURS AFFECTED BY THE NEW
TARIFFS?
Since the rate hike was announced, we have
been working to help those who have been affected.
We have talked to trade and product associations,
governments, and political leaders. We
have held meetings with consulates and unions and
spoken with representatives in the U.S. We played
a direct role in developing the State Government’s
package of measures, which was launched at Fiesc.
On August 28, we launched a special plan called
“desTarifaço” that provides substantial assistance.
It provides support in seeking credit and government
benefits, consulting for opening new markets,
adapting products and production lines, and offering
legal advice on CLT resources and union negotiations.
Our entities—Sesi, Senai, and IEL—are
mobilized to assist entrepreneurs in navigating this
phase. We even offer training for inactive workers.
IN 2026, NEW TAX REFORM RULES WILL
TAKE EFFECT IN BRAZIL. ARE COMPANIES
PREPARED FOR THIS NEW SCENARIO?
This reform was necessary. For Santa Catarina,
however, it raises some concerns because the tax
will now be collected at the destination rather than
where production takes place. Since we produce
more than we consume, we will likely incur a loss in
revenue. However, although the reform is not ideal,
it does have benefits, such as tax relief on exports
and a simpler system.
A ECONOMIA É DINÂMICA, A GEOPOLÍTICA TAMBÉM, MAS O NOSSO
NORTE ESTÁ BEM DEFINIDO
40 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
ENTREVISTA
A FIESC TEM UM TRABALHO FORTE DE
INTEGRAÇÃO DA INDÚSTRIA COM A SOCIE-
DADE, OFERECE SERVIÇOS COMO FARMÁCIA
E CLÍNICA DE SAÚDE. ESSES PROJETOS DA
ÁREA DE SAÚDE JÁ ATENDEM TODAS AS RE-
GIÕES DO ESTADO?
A saúde do trabalhador é fundamental. A Fiesc
sempre pensou assim, e nossa gestão seguirá trabalhando
neste sentido, cuidando tanto da saúde física
quanto da saúde mental. Nossos serviços estão
em todas as regiões do Estado. Temos uma rede
de farmácias, a farmaSesi, com mais de 70 filiais,
oferecendo desconto especial para trabalhadores
da indústria. No Sesi, temos clínicas de saúde, academias
de ginástica, todo um suporte para tratar e
estimular uma vida saudável. Temos até um circuito
de corrida de rua para que o trabalhador, sua família
e a comunidade participem. Estamos sempre ampliando
a rede e levando este tipo de serviço para
mais pessoas.
A INOVAÇÃO, A TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
E AS PRÁTICAS ESG SÃO EXTREMAMENTE
IMPORTANTES NOS DIAS ATUAIS. COMO PRE-
TENDE DESENVOLVER ESSAS INICIATIVAS JUN-
TO ÀS INDÚSTRIAS?
A inovação é fundamental para a indústria. Nosso
setor é muito tecnológico e precisamos estar
atentos ao que pode nos ajudar a produzir mais.
Muitas das tecnologias que desenvolvemos são, depois,
levadas para outros setores da economia. Toda
a parte de energia limpa, transição energética e
reaproveitamento de recursos está em nosso radar.
Temos 10 institutos de inovação e tecnologia, que
nos apoiam nisso, e temos nosso centro universitário,
o UniSenai, que trata destes temas na graduação
e pós-graduação, preparando profissionais para
esta realidade. No caso do ESG, temos uma equipe
de responsabilidade social e outra de educação
executiva dando apoio neste assunto. Sabemos que
muitas empresas, países e consumidores, especialmente
os jovens, valorizam muito o cuidado com a
natureza, a transparência nos negócios e o compromisso
com a comunidade. Por isso nos dedicamos
ao tema.
FIESC STRIVES TO INTEGRATE INDUSTRY
WITH SOCIETY BY OFFERING SERVICES SUCH
AS PHARMACIES AND HEALTH CLINICS. DO
THESE HEALTHCARE PROJECTS SERVE ALL
REGIONS OF THE STATE?
Worker health is fundamental. Fiesc has always
believed this, and our management will continue to
work in this direction to prioritize physical and mental
health. Our services are available throughout the
State. We have a network of more than 70 pharmacies,
“FarmaSesi”, which offers special discounts to
industry workers. At Sesi, we provide health clinics
and gyms, along with all the necessary support
to promote a healthy lifestyle. We even have a
running track on the street for workers, their families,
and the community to enjoy. We continually
expand our network to bring these services to an
increasing number of people.
INNOVATION, ENERGY TRANSITION, AND
ESG PRACTICES ARE ALL CRITICAL TODAY.
HOW DO YOU PLAN TO DEVELOP THESE INI-
TIATIVES WITHIN THE INDUSTRIAL SECTOR?
Innovation is fundamental to the Industrial
Sector. Our Sector is highly technological, so we
must pay attention to what can help us produce
more. Many of the technologies we develop are
then adopted by other sectors of the economy.
Everything related to clean energy, the energy
transition, and resource reuse is on our radar. Ten
innovation and technology institutes support us in
this effort, and our University Center, “UniSenai”,
addresses these topics in its undergraduate and
graduate programs, preparing professionals for this
reality. Regarding ESG, our social responsibility and
executive education teams provide support in this
area. We know that many companies, countries,
and consumers—especially young people—greatly
value caring for nature, transparent business practices,
and community commitment. That is why we
are dedicated to this issue.
HOW WOULD YOU EVALUATE THE NATIO-
NAL POLICY FOR THE INDUSTRIAL SECTOR?
A MADEIRA É DESTAQUE NAS EXPORTAÇÕES DE SANTA CATARINA: 37%
DO QUE MANDAMOS PARA OS EUA SÃO PRODUTOS DE MADEIRA.
ENTÃO, FALANDO EM TARIFAÇO, É UM MOMENTO MUITO DESAFIADOR
A Bonardi está preparada para atender
diversos segmentos da madeira:
Compensados, MDP e MDF. Estrutura
fabril com grande capacidade produtiva.
Pensando em sempre melhorar, ampliamos
a capacidade em planta de formol e
resinas garantindo expansão no mercado
de painéis.
42 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
ENTREVISTA
COMO AVALIA A POLÍTICA NACIONAL PARA
O SETOR INDUSTRIAL?
O Brasil precisa de uma política industrial efetiva
e de longo prazo. Estamos passando por um momento
difícil. O governo federal deveria estar mais
atento ao potencial da indústria, que é o setor que
mais inova e que movimenta os demais segmentos
da economia. Muitas ações são tímidas. Às vezes,
abre-se uma linha de crédito, mas geralmente é pequena
e logo acaba. O rumo precisa ser mais claro,
para que o industrial tenha segurança para investir.
Nossa pesquisa mostra que os empresários estão
inseguros para investir. Queremos uma política mais
firme, porque a indústria é a base do emprego no
país.
QUAL A EXPECTATIVA PARA O SETOR IN-
DUSTRIAL CATARINENSE NOS PRÓXIMOS
ANOS?
No ano passado, tivemos um crescimento de
mais de 7%. Para 2025, a expectativa é bem menor.
Contribuem para isso a alta dos juros, a valorização
do dólar e o aumento dos insumos. Agora o tarifaço.
Mas para os próximos anos, acreditamos que a
indústria catarinense continuará sólida, pois temos
empresas inovadoras, resilientes, que investem em
tecnologia, qualificação da mão de obra e novos
mercados.
QUE HISTÓRIA PRETENDE DEIXAR COMO
PRESIDENTE DA FIESC?
Gostaria de deixar o legado da realização, do
trabalho e da união. É com o trabalho que conseguimos
crescer. Foi isso, também, que fez nossa indústria
ser o que é hoje: uma referência no país e no
mundo. E sozinho é mais difícil conseguir as coisas,
por isso falo em união. Também falo em associativismo.
Aqui na Fiesc temos 142 sindicatos filiados. São
eles que captam as urgências das empresas, unem
os empreendedores em torno de pautas comuns, e
nós estamos aqui representando os setores deles e
defendendo seus interesses. Com trabalho e união,
podemos realizar muitas coisas boas.
Brazil needs an effective long-term industrial
policy. We are going through a difficult period. The
Federal Government should pay more attention
to the potential of the Industrial Sector, as it is the
most innovative and drives other segments of the
economy. Many actions are timid. Sometimes, a
line of credit is opened, but it is typically small and
quickly depleted. A clearer direction is needed so
that industrialists feel secure enough to invest. Our
research shows that entrepreneurs are hesitant to
invest. We want firmer policies because industry is
the basis of employment in the Country.
WHAT ARE THE EXPECTATIONS FOR THE
INDUSTRIAL SECTOR IN SANTA CATARINA IN
THE COMING YEARS?
Last year, we experienced over 7% growth. The
expectation for 2025 is much lower. Contributing to
this are high interest rates, the appreciation of the
dollar, and increased input costs. Then there is the
tariff hike. However, we believe that Santa Catarina’s
industry will remain solid in the coming years
because it is home to innovative, resilient companies
that invest in technology, workforce training,
and new markets.
WHAT LEGACY DO YOU WANT TO LEAVE
AS PRESIDENT OF FIESC?
I want to be remembered for my achievements,
hard work, and ability to bring people together. It is
through hard work that we have achieved our growth.
This is also what has made our industry what it is
today: a benchmark in Brazil and around the world.
Achieving things alone is more difficult, which is
why I emphasize unity. I also emphasize the importance
of association. Here at Fiesc, we have 142
affiliated business associations. These associations
understand the urgent needs of companies and
unite entrepreneurs around common agendas. We
represent their sectors and defend their interests.
Through hard work and unity, we can accomplish
great things.
O BRASIL PRECISA DE UMA POLÍTICA INDUSTRIAL EFETIVA
E DE LONGO PRAZO
44 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
Nossos secadores de lâminas se destacam pela
robustez estrutural, eficiência energética e baixo
custo operacional, oferecendo alta produtividade e
confiabilidade em diferentes escalas de produção.
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desenvolvemos soluções versáteis e adaptáveis tanto
em secadores como em prensas manuais ou automáticas,
para os mercados mais exigentes do mundo,
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THE GLOBAL MARKET FOR
PLYWOOD AND LAMINATED
WOOD MACHINERY
48 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
OUTUBRO 2025 49
PRINCIPAL
Pioneira em equipamentos para indústria madeireira
a Omeco Máquinas comemora 80 anos de
fundação em 2025 consolidada no mercado e
otimista com o futuro. “A Omeco é pioneira na
América Latina na fabricação de máquinas para
madeira laminada e compensada. Novos lançamentos e
inovações tecnológicas sempre foram uma constante em
nossa história”, assinala Afrânio Andrade, engenheiro
mecânico por formação, sócio-administrador que atua na
empresa há 50 anos.
Com clientes em 32 países, “a experiência com exportações
e com a instalação de equipamentos em diversos
locais exigiu saltos tecnológicos que ainda não são comuns
no mercado brasileiro”, destaca o diretor industrial, Bruno
Oscar Kertscher. “A Omeco iniciou como uma oficina de
conserto de máquinas, passou a fabricar peças e, em seguida,
máquinas completas. Desde o início, ofereceu soluções
diferenciadas para seus clientes”, comenta Bruno, que
iniciou sua trajetória na empresa há 46 anos.
De acordo com o diretor, ao longo dos anos, a Omeco
“estruturou uma cadeia de fabricação sólida e uma rede de
empresas parceiras que fornecem componentes conforme
especificações de projeto. O desenvolvimento sustentável
sempre foi viabilizado por uma equipe de projetos dedicada
à inovação e por uma estrutura de manufatura comprometida.
Nos últimos anos, a produtividade das máquinas passou
a estar diretamente ligada à conectividade, com monitoramento
remoto, gerenciamento de dados em nuvem e
conformidade com normas de segurança para operadores,
tanto no Brasil, quanto na União Europeia”, afirma Bruno.
Apioneer in wood industry equipment,
Omeco Máquinas will celebrate its 80th
anniversary in 2025. The Company is
optimistic about the future. “Omeco is a
pioneer in Latin America in the manufacture
of machines for laminated wood and plywood. New
product launches and technological innovations have
been a constant in our history,” says Afrânio Andrade,
Managing Director and Partner, who has worked at the
Company for 50 years.
With customers in 32 countries, Bruno Oscar Kertscher,
Industrial Director, who started his career at the
Company 46 years ago, points out that “the experience
with exports and the installation of equipment in various
locations required technological leaps that are not yet
common in the Brazilian market. Omeco began as a
machine repair shop, transitioned to manufacturing
parts, and ultimately built complete machines. From
the beginning, it has offered differentiated solutions to
its customers.”
According to Kertscher, “Omeco has built a solid
manufacturing chain and a network of partner companies
that supply components according to design specifications.
Sustainable development has always been made
possible by a project team dedicated to innovation and
a manufacturing structure committed to quality. In recent
years, machine productivity has become directly linked
to connectivity, with remote monitoring, cloud data
management, and compliance with safety standards
for operators in Brazil and the European Union (EU).”
DO PARANÁ PARA O MUNDO
Fundada em 04 de outubro de 1945, em Curitiba (PR),
com o nome Oficina Mecânica Construtora (Omeco), a
primeira sede foi na então Rua Ivaí (atualmente Av. Getúlio
Vargas). Em 1960 a Omeco muda-se para o bairro Portão,
na Rua M, hoje Engenheiro Heitor Gomes, passa a adquirir
alguns galpões para abrigar a produção e, em 2005, aos 60
anos, inaugurou a sede na Avenida das Indústrias, em um
terreno de 40 mil m² (metros quadrados) com uma fábrica de
14 mil m² e uma área administrativa de 1.200 m². Foram três
endereços nestes 80 anos, muitas inovações desenvolvidas
para atender o setor, além da abertura de novos mercados.
Em busca de soluções, a trajetória da Omeco traz alguns
destaques como o desenvolvimento da sua primeira prensa
a quente em 1956 e o primeiro secador de lâminas (veneer
dryer) em 1962. O ano de 1976, foi um marco para a empresa,
quando exportou uma fábrica turnkey de compensados
para a Bolívia (empresa Sobolma). Neste projeto, além de
suas máquinas, a Omeco foi responsável pela aquisição de
todos os demais equipamentos, caldeira, torno, faqueadeira,
projeto elétrico, projeto de vapor, etc. Desta forma,
adquiriu expertise no dimensionamento e na engenharia
destas instalações. Isto permitiu que nos anos seguintes
fosse responsável pela implantação de vários projetos de
fábricas completas no Brasil, incluindo projetos de viabilidade,
especialmente aqueles que requeriam financiamento
bancário. Quem queria uma fábrica de compensados pedia
tudo para a Omeco.
Juntadeira de sarrafos (1971), secador de madeira serrada
de alta temperatura (1980), press dryer (1985), prensa
31 pratos com carregador automático (1989), torno roleteiro
(1995), prensa de melamina (2000) e secador de 6 pistas
(2003), são algumas das inovações lançadas pela Omeco
em sua trajetória de oito décadas.
FROM PARANÁ TO THE WORLD
Omeco was founded on October 4, 1945, in Curitiba,
Paraná, under the name Oficina Mecânica Construtora.
The first headquarters were located on Rua Ivaí, which is
now Avenida Getúlio Vargas. In 1960, Omeco relocated
to the Portão neighborhood on Rua Engenheiro Heitor
Gomes (formerly Rua M) and acquired several warehouses
to house its production facilities. In 2005, after 60
years, Omeco inaugurated its headquarters on Avenida
das Indústrias. The new location covered 40,000 m² and
included a 14,000 m² factory and a 1,200 m² administrative
area. Over the past 80 years, there have been three
addresses, numerous innovations developed to serve
the Sector, and the opening of new markets.
Omeco’s trajectory is highlighted by the development
of its first hot press in 1956 and its first veneer
dryer in 1962, among other solutions. 1976 was a milestone
year for the Company when it exported a turnkey
plywood factory to Bolivia (Sobolma). For this project,
Omeco was responsible not only for its own machines
but also for acquiring all other necessary equipment, including
boilers, lathes, knife machines, electrical designs,
and steam designs. This project allowed Omeco to gain
expertise in designing and engineering these facilities.
This expertise enabled Omeco to implement several
complete factory projects in Brazil in subsequent years,
including feasibility studies, particularly those requiring
bank financing. Anyone wanting a plywood factory asked
Omeco for everything.
Some of the innovations launched by Omeco over its
eight-decade history include the strip jointing machine
50 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
OUTUBRO 2025 51
PRINCIPAL
Mantendo sua tradição de inovação, neste ano a empresa
apresenta seu novo lançamento. Trata-se do secador
de lâminas, com aquecimento por ar quente, que dispensa
a caldeira a vapor. “Entre outras vantagens, o equipamento
custa 30% menos no investimento inicial, economiza 13% de
combustível e produz 20% a mais que as linhas tradicionais
a vapor. Isto faz com que o retorno do investimento se dê
na metade do tempo necessário para os sistemas convencionais”,
orgulha-se Afrânio.
Atenta as oscilações do mercado, e sofrendo a concorrência
das máquinas da China, com seus preços imbatíveis,
a Omeco fez uma parceria com um fabricante chinês para
prensas convencionais, que as produzem com os necessários
requisitos de robustez e qualidade. “Além de vender,
montamos, prestamos assistência técnica e garantia para
estas máquinas. O cliente então pode comprar uma máquina
chinesa da Omeco com nosso suporte de garantia
e pós-venda. Para prensas automáticas e secadores, não
obstante as máquinas chinesas, possuímos uma tecnologia
diferenciada, que nos assegura um mercado tanto no Brasil
como no exterior” explica Afrânio.
NOVO LANÇAMENTO
VANTAGENS DO SISTEMA:
• Menor custo de implantação dos
equipamentos;
• Maior produtividade do secador devido ao
maior potencial térmico fornecido;
• Não é necessário caldeira;
• Equipamento sem inspeção anual e
operadores qualificados pela NR-13;
• Não é necessário tratamento da água e
equipamentos pressurizados;
• Menor consumo de cavaco devido a injeção
direta do calor;
• Controle independente de temperatura por
câmara;
• Menor custo de manutenção (não possui
bombas, purgadores, etc);
• Equipamento projetado para queima de
resíduos (serragem, casca, cavaco);
(1971), the high-temperature lumber dryer (1980), the
press dryer (1985), the 31-plate press with an automatic
loader (1989), the roller lathe (1995), the melamine press
(2000), and the 6-track dryer (2003).
Maintaining its tradition of innovation, the Company
is presenting its new launch this year. It is a hot-air-heated
veneer dryer that does not require a steam boiler.
“Among other advantages, the equipment requires
30% less initial investment, saves 13% in fuel costs, and
produces 20% more than traditional steam lines. This means
that the return on investment occurs in half the time
required for conventional systems,” Andrade points out.
In response to market fluctuations and competition
from Chinese machines with unbeatable prices, Omeco
has partnered with a Chinese manufacturer of conventional
presses that produce machines with the necessary
robustness and quality. “In addition to selling these
machines, we assemble them and provide technical
assistance and a warranty. Customers can purchase a Chinese
machine from Omeco and receive our warranty and
after-sales support. For automatic presses and dryers,
however, we have unique technology that secures our
market share in Brazil and abroad,” Andrade assures us.
CELEBRATING 80 YEARS
“We feel gratitude and pride for having come this
far with a committed team, a stable financial situation,
and equipment that the market recognizes as valuable.
This is especially impressive when we consider all the
COMEMORANDO 80 ANOS
“O sentimento é de gratidão e de orgulho por chegar
até aqui com uma equipe comprometida, em uma situação
financeira estável e produzindo equipamentos que o mercado
reconhece seu valor. Especialmente se levarmos em
conta todas as adversidades que o empresário enfrenta em
nosso país: custo Brasil, juros astronômicos, inflação, câmbio
desfavorável, sindicatos, etc. São algumas das razões
que fazem com que pouquíssimas empresas cheguem tão
longe”, completa o sócio.
“Às vezes nos perguntamos como conseguimos tal
longevidade, e acredito que foi por não nos prendermos
aos problemas do momento, mas sim por buscarmos alternativas.
Já vivenciamos diversos ciclos de vida de produtos
e enfrentamos diferentes fases nos mercados nacional e
internacional. Vejo a Omeco cada vez mais consolidada
como uma empresa de engenharia, oferecendo soluções
em máquinas e processos para a fabricação de laminados
de madeira. Essas soluções envolvem tecnologias e equipamentos
de diversas partes do mundo. Nesse cenário, a
assistência técnica e a área de vendas ganham ainda mais
relevância para a sobrevivência da empresa e para a geração
de novas soluções e oportunidades de negócio. Hoje,
contamos com uma equipe altamente capacitada para
enfrentar as próximas ondas do mercado, com uma dinâmica
de mudança bastante ágil”, pontua Bruno. “Também
fechamos parceria com a Woodbriks, que é uma equipe de
vendas jovem e atuante, mostrando que também nesta área
estamos preparados para nossa continuidade”, conclui o
diretor Bruno Kertscher
Um almoço festivo na sede da empresa marcou as
comemorações de aniversário no último 4 de outubro. O
evento reuniu diretores, funcionários, familiares e clientes.
Afrânio Andrade agradeceu a presença de todos e destacou
a importância dos que contribuíram para que a empresa
chegasse aos 80 anos reconhecida pelo mercado, entre
clientes e funcionários. “A história da Omeco não seria
possível sem pessoas que dedicaram a vida à empresa”,
afirmou Afrânio ao destacar trajetória de colaboradores
que começaram como jovem aprendiz e estão há mais de
40 anos na empresa. “Uma em cada mil indústrias chega a
essa idade e é com muita alegria que comemoramos essa
data. Essa celebração é também um momento de olhar para
o futuro com otimismo e responsabilidade, prontos para
inovar, crescer de forma sustentável e continuar construindo
uma história que honra o passado, vive intensamente o
presente e acredita nas possibilidades do amanhã”, disse
Afrânio Andrade.
adversities that entrepreneurs face in our Country: Brazil’s
high costs (Custo Brasil), astronomical interest rates,
inflation, unfavorable exchange rates, and labor unions,
among others. These are some of the reasons why very
few companies make it this far,” says Andrade.
“We sometimes wonder how we managed to achieve
such longevity. I believe it was because, rather than
getting caught up in the problems of the moment, we
sought alternatives. We have experienced several product
life cycles and faced different phases in domestic
and international markets. I see Omeco becoming
increasingly established as an engineering company
that offers solutions for the machinery and processes
involved in manufacturing wood veneers. These solutions
incorporate technologies and equipment from around
the world. In this scenario, technical assistance and sales
are even more critical for the Company’s survival and
generating new solutions and business opportunities,”
says Industrial Director Kertscher. “We have also entered
a partnership with Woodbriks, a young and dynamic sales
team, demonstrating our commitment to continuity in
this area,” concludes Kertscher.
A festive lunch at the Company’s headquarters
marked the anniversary celebrations on October 4. The
event brought together directors, employees, family
members, and customers. Andrade thanked everyone
for attending and emphasized the importance of the
people who have contributed to the Company’s 80 years
of success, both among customers and employees.
“Omeco’s history would not be possible without people
who dedicated their lives to the Company,” he said,
highlighting the career paths of employees who started
as young apprentices and have worked for the Company
for over 40 years. “Only one in a thousand companies
reaches this age, and it is with great joy that we celebrate
this milestone. This celebration is also a time to look to
the future with optimism and responsibility, ready to innovate,
grow sustainably, and continue building a history
that honors the past, living intensely in the present and
believing in the possibilities of tomorrow,” Andrade said.
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TARIFAÇO
IMPACTOS
DA TAXAÇÃO DOS EUA NO
SETOR MADEIREIRO DO PARANÁ
54 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
TARIFAÇO
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G
arantir a sobrevivência do setor madeireiro
paranaense diante das tarifas
impostas pelos EUA (Estados Unidos
da América) aos produtos brasileiros
foi tema central de uma audiência
pública realizada na Alep (Assembleia Legislativa
do Estado do Paraná). O evento reuniu deputados,
empresários, representantes do governo do
Estado e do Poder Público para discutir medidas
sobre o tema. O deputado Alexandre Curi (PSD),
presidente da casa e um dos organizadores do
evento, reconhece a gravidade do momento. “O
setor madeireiro do Paraná foi o mais afetado por
essa taxação, com quase 5 mil pessoas demitidas e
muitos funcionários trabalhando em casa, prestes
a serem demitidos”, ressaltou.
O SETOR MADEIREIRO DO
PARANÁ FOI O MAIS
AFETADO POR ESSA TAXAÇÃO, COM
QUASE 5 MIL PESSOAS DEMITIDAS E
MUITOS FUNCIONÁRIOS
TRABALHANDO EM CASA, PRESTES
A SEREM DEMITIDOS
DEPUTADO ALEXANDRE CURI,
PRESIDENTE DA ALEP
56 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
TARIFAÇO
O líder do Bloco Madeira na Alep, deputado
Artagão Júnior (PSD) também esteve presente
na audiência. “O tarifaço inviabiliza a exportação.
O produto fica restrito ao mercado interno, naturalmente
baixando o preço e inviabilizando a atividade
econômica”, justificou o deputado. “Muitos
setores estão sendo diretamente impactados por
conta desta falta de diálogo entre os EUA e o Brasil”,
complementou Luiz Fernando Guerra (União),
presidente da Comissão de Indústria, Comércio,
Emprego e Renda. “É uma questão política, é
uma decisão do governo federal americano. O
que a gente precisa é ter soluções. Não podemos
é concordar com as demissões”, apontou Fábio
Oliveira (Podemos), vice-presidente da mesma
comissão. Ele relembrou que o Paraná gerou 100
mil empregos até setembro deste ano. “Podemos
perder tudo o que construímos em 2025.”
O TARIFAÇO
INVIABILIZA A
EXPORTAÇÃO. O PRODUTO FICA
RESTRITO AO MERCADO INTERNO,
NATURALMENTE BAIXANDO O
PREÇO E INVIABILIZANDO A
ATIVIDADE ECONÔMICA
DEPUTADO ARTAGÃO JÚNIOR,
LÍDER DO BLOCO MADEIRA NA ALEP
PROJETA E CONSTRÓI PLANTAS COMPLETAS E
PERSONALIZADAS PARA PRODUÇÃO DE PELLETS,
UTILIZANDO QUALQUER TIPO DE MADEIRA,
INCLUSIVE 100% EUCALIPTO.
SOLUÇÕES ESTRATÉGICAS PARA PLANTAS JÁ EXISTENTES (RETRO FIT)
PRESENTE EM MAIS DE 20 PAÍSES, 4 CONTINENTES
58 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
Foto: divulgação ABIMCI
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Email: c.haas@ehw-maschinen.com
Endereço : Via Piave, 21 | Isola Vicentina (VI) | Italia
TARIFAÇO
CENÁRIO NO PARANÁ
Desde o dia 6 de agosto, o setor está entre os
que tiveram seus produtos submetidos a tarifas de
50% ao entrarem nos EUA, após determinação do
presidente Donald Trump. Apesar de ser o sétimo
produto mais exportado pelo Paraná, a madeira
ocupa a primeira posição quando se trata especificamente
da relação comercial com os EUA, representando
39% dos US$ 1,58 bilhão exportado ao
país, à frente do setor metalmecânico, que representa
25%, destacou João Arthur Mohr, gerente de
Assuntos Estratégicos da Fiep (Federação das Indústrias
do Estado do Paraná). Na sequência, aparecem
papel e celulose (3%), couro (3%), pescados
(2%), cerâmica (2%), móveis (1%), café e mate (1%),
sucos (1%), além de mel, carne e siderurgia, cada
um com participação inferior a 1%. Os demais 24%
são compostos de outros produtos. De todos esses
segmentos, apenas os setores de sucos, papel
e celulose não foram taxados.
Conforme Mohr, o setor madeireiro tem um
diferencial em relação aos demais: a produção é
feita de forma a atender características específicas
da cultura norte-americana, como a adoção do sistema
wood frame na construção civil, não havendo
alternativas de mercado fora dos EUA. “A decoração
interna dessas casas, chamadas de molduras,
são fabricadas por três fábricas no Paraná, com
mais de 4 mil funcionários. Eles exportam 100% da
sua produção aos EUA”, ilustrou.
Ao todo, o setor madeireiro emprega cerca
de 38 mil pessoas no Paraná. Dos 399 municípios
paranaenses, 266 contam com operários do setor.
Paulo Roberto Pupo, superintendente da Abimci
(Associação Brasileira Da Indústria de Madeira
Processada Mecanicamente), calcula seis mil demissões
devido à crise gerada. Há cerca de 5500
funcionários em férias coletivas e mais de 1.100
em day-off. “Se as tarifas permanecerem por mais
60 dias, teremos mais 5 mil demissões”, alertou.
Municípios paranaenses como Guarapuava (PR),
Telêmaco Borba (PR) e Bituruna (PR) são alguns
que concentram trabalhadores do setor. No último,
87% dos operários das indústrias estão no
ramo madeireiro.
MUITOS SETORES ESTÃO SENDO DIRETAMENTE IMPACTADOS POR
CONTA DESTA FALTA DE DIÁLOGO ENTRE OS EUA E O BRASIL
DEPUTADO LUIZ FERNANDO GUERRA,
PRESIDENTE DA COMISSÃO DE INDÚSTRIA, COMÉRCIO, EMPREGO E RENDA
60 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
TARIFAÇO
Pupo ressaltou que as tarifas estabelecem uma
competitividade desleal, tornando impossível ao
setor madeireiro competir com países submetidos
a tarifas bem mais baixas. “Os nossos vizinhos têm
taxas de 10%, a Europa 15% e a Indonésia 19%.
No Vietnam, 20%, e na China, 35%. Sobra alguma
chance para nós? Zero. Estaremos fora do jogo.
O fator que mais nos preocupa é a substituição
no mercado. O sujeito acha um novo fornecedor,
e perdemos o mix que tínhamos construído há 30
anos”, alertou Pupo.
Conforme Gabriel Perdonsini Vieira, diretor de
Operações Portuárias da Portos Paraná, o tarifaço
resultou na redução de 1 mil containers exportados
mensalmente. “Sentimos redução de empregos
na parte de retroárea, na logística da formação
dessas cargas e inclusive no transporte interno.”
MEDIDAS EFETIVAS
Edson Vasconcelos, presidente da Fiep, destacou
a necessidade de criação de um comitê de crise
no âmbito da Alep para acompanhar a situação
do setor com periodicidade. Mohr listou demandas
da federação em relação ao governo estadual
e federal, elencando como prioridades a liberação
do ICMS às empresas atingidas, a criação de uma
linha de financiamento emergencial do BNDES, a
reativação do PSE (Programa Seguro-Emprego) e a
ampliação do Reintegra, programa de crédito.
Ainda no final de setembro, representantes da
Abimci, da Fiep e do setor madeireiro, reuniram-se
com o secretário estadual da Fazenda, Norberto
Ortigara, para reforçar os pedidos de adequação
das medidas estaduais anunciadas para as indústrias
exportadoras. Segundo os empresários,
as ações disponibilizadas não atendem às reais
necessidades do setor produtivo tanto com relação
a valores, quanto com relação aos prazos. Em
resposta, o secretário estadual da Fazenda alegou
que vai intensificar a dedicação do quadro de servidores
para agilizar as homologações. “Criamos
uma estratégia mais rápida para dar vazão aos créditos
do ICMS.” Ele acrescentou que a secretaria
vai estudar outras formas de redução de tributos
e tentar acelerar os processos de financiamento
no BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do
Extremo Sul).
Após a audiência na Alep o deputado federal
Pedro Lupion (PP), presidente da FPA (Frente
Parlamentar da Agropecuária) na Câmara dos
Deputados, anunciou a realização de uma reunião
em Brasília (DF) para levar a situação das indústrias
madeireiras aos demais deputados.
MADEIRA SERRADA PARA PALETES
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O CHARME
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DO PISO DE TACO
O REVESTIMENTO DE MADEIRA QUE SURGIU NOS PALÁCIOS
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64 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
OUTUBRO 2025 65
MARCENARIA
D
e palácios históricos a apartamentos
contemporâneos, o piso de taco mantém
um lugar especial na arquitetura e
na decoração. Sua presença é marcante
pela estética e também pelo conforto e
pela durabilidade que oferece. Ao longo dos séculos,
esse revestimento soube se reinventar, se adaptando
a diferentes estilos e permanecendo como símbolo de
bom gosto.
Para a arquiteta Isabella Nalon, que atua no mercado
há 25 anos, o que mantém o taco tão atual é
a soma de qualidades únicas. “Ele oferece conforto
térmico, porque não é gelado ao toque, e conforto
acústico, já que a madeira absorve sons”, explica. Ela
também destaca a possibilidade de restauração. “Mesmo
depois de décadas, basta lixar e aplicar resina para
que ele recupere sua aparência original, o que o torna
uma opção sustentável e econômica.”
Em residências, o piso se sobressai especialmente
em salas, quartos e home offices, criando uma atmosfera
aconchegante. Também pode aparecer em
lavabos, onde a umidade é limitada. Em ambientes comerciais,
seu uso cresce em espaços como boutiques,
escritórios de alto padrão e restaurantes, trazendo
calor e sofisticação.
SOLUÇÃO NA ÉPOCA
A história do piso de taco remete à França do século
XVI, quando arquitetos italianos ligados à corte de
Catarina de Médici buscaram alternativas aos pisos de
pedra e mármore. A solução encontrada foi criar placas
de madeira em padrões geométricos que, além de evitar
danos estruturais causados pela umidade, levavam
sofisticação aos ambientes. No início, eram produzidas
com madeiras nobres como carvalho e nogueira,
montadas manualmente peça por peça. De símbolo de
OFERECE CONFORTO
TÉRMICO, PORQUE
NÃO É GELADO AO TOQUE, E
CONFORTO ACÚSTICO, JÁ QUE
A MADEIRA ABSORVE SONS
ISABELLA NALON, ARQUITETA
66 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
MARCENARIA
elegância nos palácios, ele se espalhou pela Europa e,
mais tarde, chegou à América, conquistando também
o Brasil.
A montagem do taco é um dos pontos que mais
influenciam no resultado final. Espinha de peixe, escama
de peixe, diagonal, amarração, chevron ou o tradicional
parquet são apenas algumas das possibilidades
que podem transformar um mesmo material em estilos
completamente diferentes.
Segundo Isabella, a versatilidade é um de seus
maiores trunfos. “O taco é neutro e se adapta a todos
os estilos de decoração. A madeira escolhida, o acabamento
e o padrão de instalação é que vão definir o
estilo final”, atesta. Essa neutralidade permite que o
piso dialogue tanto com móveis clássicos de madeira
entalhada quanto com peças modernas de linhas retas
ou até ambientes industriais com cimento queimado.
MAIS DO QUE MADEIRA
Produzido com espécies nobres como peroba,
cumaru e tauari, o piso de taco pode ter acabamentos
foscos, acetinados, brilhantes, tingidos ou tratados
com óleo. Atualmente, além da madeira maciça, existem
versões pré-fabricadas com lâminas coladas em
bases estruturadas, facilitando a instalação e oferecendo
maior estabilidade. “Peças entre 20 cm e 30 cm
MESMO DEPOIS DE
DÉCADAS, BASTA
LIXAR E APLICAR RESINA PARA
QUE ELE RECUPERE SUA
APARÊNCIA ORIGINAL, O QUE O
TORNA UMA OPÇÃO
SUSTENTÁVEL E ECONÔMICA
ISABELLA NALON, ARQUITETA
(centímetros) de comprimento e espessura de 1,5 cm a
2 cm caracterizam o taco”, explica a arquiteta. Tábuas
corridas ou peças muito pequenas entram em outras
classificações.
Outro diferencial está na manutenção. A limpeza é
simples, exigindo apenas vassoura de cerdas macias e
pano levemente úmido. Produtos abrasivos e excesso
de água devem ser evitados para preservar o acabamento
e a integridade da madeira.
A Força
da Floresta
na COP30
A Amazônia é mais do que um patrimônio natural. É uma
oportunidade única de conciliar desenvolvimento econômico,
conservação da biodiversidade e valorização das comunidades que
vivem da floresta.
Agência EKO
A Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Pará
(Aimex) defende o manejo florestal sustentável como caminho
seguro para preservar a Amazônia e, ao mesmo tempo, gerar
trabalho, renda e dignidade.
Com rastreabilidade, inovação tecnológica e compromisso
ambiental, o setor florestal paraense prova que é possível unir
produção e conservação, garantindo que cada árvore retirada seja
parte de um ciclo planejado de regeneração e equilíbrio.
Na COP30, o mundo olha para a Amazônia. E nós mostramos que
o futuro se constrói com sustentabilidade, responsabilidade e
respeito à floresta.
Aimex. Nosso negócio é a floresta em pé.
aimex.com.br @aimex__brasil aimexbrasil
68 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
ABIMCI
VII ENCAPP REUNIRÁ CADEIA DE PORTAS DE
MADEIRA EM CURITIBA
O ENCONTRO DA CADEIA PRODUTIVA DA PORTA – ENCAPP SERÁ REALIZADO
EM SETEMBRO DE 2026 E REUNIRÁ FORNECEDORES E FABRICANTES
DO SEGMENTO DE TODO O BRASIL
Aedição do Encapp (Encontro da Cadeia
Produtiva da Porta), vai reunir, entre os
dias 15 e 17 de setembro de 2026, toda
a cadeia produtiva de portas de madeira
do Brasil. Realizado pela Abimci (Associação
Brasileira da Indústria de Madeira Processada
Mecanicamente), por meio do PSQ-PME (Programa
Setorial da Qualidade de Portas de Madeira para Edificações),
o evento acontece dentro da SIM (Semana
Internacional da Madeira), concomitante à VI Lignum
Latin America, no Expotrade Convention Center, em
Pinhais (PR).
Ao estar dentro do mesmo pavilhão onde ocorre a
Lignum Latin America, o Encapp terá um amplo espaço
de exposição que vai possibilitar a participação de
um maior número de empresas fornecedoras. Na edição
de 2024, o Encontro contou com uma área expositiva
de 552 m 2 (metros quadrados), proporcionando
maior interação entre visitantes e fornecedores.
O VII Encapp reunirá fornecedores de toda a
cadeia produtiva, incluindo madeiras, núcleos para
portas, adesivos, colas, chapas, painéis, ferragens,
tintas, vernizes, abrasivos, vedações, revestimentos,
preservantes, embalagens, máquinas e ferramentas
de corte.
Todos os expositores terão acesso exclusivo à
Rodada de Negócios, que acontecerá durante os três
dias da feira, no período da manhã. Nas rodadas, os
fornecedores que expõem no Encapp terão contato
direto com os fabricantes de portas de madeira que
participam do PSQ-PME.
Na edição de 2024, foram realizadas 504 rodadas,
nas quais 25 empresas expositoras apresentaram lançamentos
em ferragens, acessórios, núcleos, painéis,
acabamentos, insumos, equipamentos e serviços. A
dinâmica do evento, com negociações pela manhã
e visitação à feira à tarde, cria um ambiente estratégico
para o fortalecimento de parcerias no setor. As
empresas interessadas em participar do VII Encapp
podem entrar em contato prévio com a Abimci pelo
e-mail: secretaria@abimci.com.br. Em breve, será
divulgada a planta do evento com os espaços disponíveis.
Fotos: divulgação Abimci
70 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
QUÍMICA NA MADEIRA
COMO ESCOLHER O
PRESERVATIVO IDEAL
PARA MADEIRA:
ESPECIALISTA APRESENTA CRITÉRIOS E SOLUÇÕES
PARA DIFERENTES APLICAÇÕES
Fotos: divulgação
Amadeira é um dos materiais mais utilizados na
construção civil, no design e até em aplicações
industriais. Sua versatilidade, estética e resistência
tornam-na uma escolha frequente, mas,
para garantir que mantenha suas propriedades
ao longo do tempo, é essencial adotar cuidados de preservação.
O uso de preservativos específicos protege contra
cupins, fungos e outros agentes biológicos que comprometem,
tanto a durabilidade, quanto a segurança estrutural.
Escolher o preservativo adequado pode parecer um
desafio, especialmente diante da variedade de produtos
disponíveis. No entanto, alguns critérios ajudam a orientar
a decisão, como o tipo de uso da madeira, o ambiente em
que ela será instalada e o método de aplicação possível.
Estruturas externas, em contato com o solo ou sujeitas à
umidade, exigem soluções mais robustas, enquanto peças
decorativas ou de manutenção podem ser tratadas com
produtos de aplicação mais prática.
Um dos preservativos mais tradicionais e eficazes do
mercado é o Osmose K33C, desenvolvido para aplicação
em autoclave. Trata-se de um produto hidrossolúvel que penetra
profundamente nas fibras da madeira, proporcionando
proteção de longo prazo contra fungos apodrecedores
e insetos xilófagos. Por ser aplicado em ambiente industrial,
o tratamento garante uniformidade e alto nível de desempenho.
Esse preservativo é indicado para peças de madeira
que terão contato direto com o solo, como mourões, estacas,
dormentes e postes. Nessas situações, a exposição à
umidade e ao ataque biológico é intensa, o que exige uma
solução de alto desempenho. Além disso, a durabilidade
do Osmose K33C reduz a necessidade de substituições frequentes,
resultando em economia e sustentabilidade para
projetos de médio e longo prazo.
Outra solução importante é o MOQ OX50, um preservativo
hidrossolúvel concentrado que se destaca pela
praticidade, contendo o elemento Boro. Diferentemente do
Osmose K33C, além da sua aplicação em autoclaves, a madeira
pode ser tratada por meio de imersão industrial. Essa
flexibilidade torna o produto ideal para outras aplicações,
como por exemplo, na imunização de carretéis para cabos e
cordoalhas.
O MOQ OX50 garante elevada proteção contra fungos
e cupins nas mais variadas estruturas de madeira. E é portanto,
uma alternativa eficiente para obras onde as peças
poderão estar continuamente expostas.
Ao avaliar a escolha entre os dois preservativos, é importante
considerar o nível de exigência do projeto. Obras
que envolvem estruturas críticas ou com alto grau de exposição
ambiental, incluindo o contato com água salgada ou
salobra, pedem tratamentos com o do Osmose K33C. Já
em aplicações de menor risco biológico, o MOQ OX50 irá
oferecer a proteção adequada ao uso.
Além das características técnicas, outro aspecto relevante
é a segurança. Produtos certificados por empresas com
experiência no setor, como a Montana Química, proporcionam
a qualidade e o desempenho esperado. Isso traz tranquilidade
a engenheiros, arquitetos e profissionais da construção,
que podem contar com soluções de elevado padrão
para preservar o investimento realizado em madeira.
O uso de preservativos também está alinhado às práticas
de sustentabilidade. Ao prolongar a vida útil da madeira,
reduz-se a necessidade de corte e reposição, contribuindo
para o manejo mais responsável dos recursos florestais.
A aplicação correta dos produtos amplia não apenas a
durabilidade das peças, mas também a eficiência de toda a
cadeia produtiva.
Preservar a madeira não é apenas uma questão estética,
mas um investimento em segurança, economia e responsabilidade
ambiental. Produtos como o Osmose K33C e o
MOQ OX50 exemplificam como a tecnologia pode oferecer
soluções adaptadas a diferentes necessidades, garantindo
que a madeira continue a desempenhar seu papel de forma
plena em obras e projetos ao longo de muitos anos.
SOBRE A MONTANA
A Montana Química é uma indústria especializada na
formulação de produtos de alta performance para a construção
civil. Reconhecida como autoridade no mercado, a
empresa oferece uma linha completa de soluções para tratamento,
proteção, preservação e acabamento de madeiras,
além de produtos para substratos como pedra, tecido e alvenaria.
Também atua no segmento de preservativos industriais
para madeira e desenvolve produtos de alta performance
para a indústria moveleira. Com sede em São Paulo
e filial em Porto Alegre, a Montana Química conta com uma
ampla rede de revendas em todo o Brasil. Em 2014, lançou
a marca Monsa para expandir sua atuação no mercado
internacional. Atualmente, a empresa possui unidades de
negócios em diversos países sul-americanos, incluindo uma
filial em Medellín, na Colômbia, inaugurada em 2017, e outra
no Uruguai, estabelecida em 2019.
JACKSON VIDAL
Químico Pesquisador da Montana Química, é graduado em
Química pela UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa),
possui MBA em Gestão Estratégica Empresarial, e Mestrado em
Ciências - Tecnologia de Produtos Florestais pela ESALQ/USP
(Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz)
72 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
OUTUBRO 2025
73
ESTUDO
PRODUTOS PARA
EXPORTAÇÃO
ANUÁRIO DA ACR (ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE EMPRESAS
FLORESTAIS) TRAZ DADOS SOBRE O SETOR DE PORTAS,
MOLDURAS E MÓVEIS DE MADEIRA
Fotos: divulgação
O
mercado dos EUA (Estados Unidos
da América) é o principal
comprador de portas, molduras
e móveis de madeira produzidos
no Brasil, conforme indica
o Anuário Estatístico de Base Florestal para
o Estado de Santa Catarina 2025 (Ano Base
2024). No segmento de molduras, o mercado
norte-americano foi o destino de mais de 98%
do volume de produtos exportados no último
ano.
A atividade e oscilações do setor de
construção civil é um fator importante, que
afeta diretamente a produção dos produtos
relacionados. E apesar das instabilidades, nos
últimos 10 anos, houve crescimento na pro-
dução de portas e móveis de madeira, e estabilidade
no setor de molduras, com evolução
nas exportações dos três produtos.
PORTAS DE MADEIRA
Nos últimos 10 anos, o mercado nacional
de portas de madeira passou por mudanças
que levou a uma retração na produção. Em
2015 foram 8,1 milhões de portas e em 2024 a
produção totalizou 7,4 milhões de unidades.
Ao mesmo tempo que a produção teve uma
queda de 1% ao ano, na década, conforme
a publicação baseada em dados do Comex/
Stat (Ministério do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços) a exportação cresceu
em média 7% ao ano.
74 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
OUTUBRO 2025 75
ESTUDO
Santa Catarina é um dos principais produtores
e exportadores de portas de madeira,
seguido pelo Paraná e Rio Grande do Sul.
Em 2024 respondeu por 72% do volume exportado,
que somou 171 mil toneladas de
portas de madeira, sendo os EUA o principal
destino, com 89%, seguido por Porto Rico
(1.4%) e Reino Unido (1,1,%). O programa de
Certificação de Conformidade de Portas e a
consolidação da norma ABNT NBR 15.930,
contribuíram para fortalecer o produto brasileiro
no mercado internacional.
MOLDURAS DE MADEIRA
Já a produção de molduras de madeira
se manteve estável nos últimos 10 anos, com
um volume em torno de 950 mil m³ (metros
cúbicos) ao ano. Baseada principalmente em
madeira de pinus, Paraná e Santa Catarina,
Estados que possuem maiores plantações
dessa espécie, concentram a indústria deste
segmento.
Na última década houve um crescimento
de 6,2% ao ano das exportações. Em 2024 o
Paraná foi responsável pela exportação de
59% do total e Santa Catarina 38%, seguido
do Rio Grande do Sul com 3%. O volume
total de produção de molduras de madeira
no ano passado foi de 211 mil toneladas. O
mercado dos EUA foi o principal destino das
exportações do setor, representando 98,1%
do mercado, seguido pelo Canadá (0,9%) e
Portugal (0,4%).
NOS ÚLTIMOS 10
ANOS HOUVE
CRESCIMENTO NA
PRODUÇÃO DE PORTAS E
MÓVEIS DE MADEIRA, E
ESTABILIDADE NO SETOR DE
MOLDURAS, COM EVOLUÇÃO
NAS EXPORTAÇÕES DOS
TRÊS PRODUTOS
EVOLUÇÃO NAS EXPORTAÇÕES
DE 2015-2024
PORTAS DE MADEIRA – 7% ao ano
MOLDURAS DE MADEIRA – 6,2% ao ano
MÓVEIS DE MADEIRA – 3,4% ao ano
MÓVEIS DE MADEIRA
Ainda conforme dados do Anuário, a indústria
de móveis de madeira no Brasil teve
um crescimento mais modesto entre 2020 e
2024, passando de 437,5 milhões de peças
para 439,9 milhões de unidades. Já a exportação
teve uma evolução em valor de 3,4%
ao ano na última década, devido a demanda
consistente, especialmente dos EUA.
Santa Catarina se consolidou também
como o maior exportador de móveis de
madeira, respondendo por 39% do volume
exportado em 2024, seguido por Rio Grande
do Sul, responsável por 33% e Paraná 16,4%
do total exportado. Os EUA, Uruguai e Reino
Unido foram os principais destinos dos móveis
de madeira no Brasil.
Os dados do anuário mostram a importância
do mercado norte-americano para os
produtos de maior valor agregado de madeira
do Brasil, fortemente atingido pelo tarifaço
imposto neste ano.
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Indústria da Madeira
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OUTUBRO 2025 77
MÓVEIS
CONECTANDO
A CADEIA MOVELEIRA
CONGRESSO NACIONAL MOVELEIRO 2025 FOI REALIZADO EM
CURITIBA (PR) REUNINDO NOMES DE REFERÊNCIA NO SETOR
Fotos: divulgação FIEP
AXII edição do Congresso Nacional Moveleiro
aconteceu em Curitiba (PR) no
início de outubro. O evento promovido
pelo Sistema Fiep (Federação das Indústrias
do Estado do Paraná) e pela
Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do
Mobiliário), aconteceu no Campus da Indústria e reuniu
nomes de referência do varejo, da arquitetura, da
tecnologia, da economia e da indústria, conectando
tendências globais com os desafios reais das empresas
brasileiras do setor.
O evento contou com o Selo Curitiba Cidade
Criativa do Design da Unesco, concedido pelo comitê
gestor ligado ao Instituto Municipal do Turismo.
O selo reforça o papel da capital paranaense como
referência internacional no segmento.
O presidente da Abimóvel, Irineu Munhoz, ressaltou
que a edição teve o objetivo de criar conexões
que geram novas oportunidades para o setor. “Este
ano, o tema que nos guia é: Conectando empresas e
gerando negócios. Acreditamos que, quando fortalecemos
os laços entre indústria, design, tecnologia,
varejo e mercados internacionais, abrimos portas e
ampliamos a competitividade, a sustentabilidade e
novas oportunidades para o setor”, atestou Munhoz,
que é também vice-presidente da Fiep e coordenador
do Conselho Setorial da Indústria Moveleira da
entidade.
78 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
OUTUBRO 2025 79
MÓVEIS
PALESTRAS E MOSTRAS
Entre os principais palestrantes do congresso
esteve Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho
do Magazine Luiza; João Appolinário, fundador da
Polishop, com insights sobre inovação, posicionamento
de mercado e construção de marcas longevas;
Caito Maia, fundador da Chilli Beans, que abordou
como construir marcas que viram cultura e criam
conexões reais com o público; Patricia Pomerantzeff,
arquiteta e influenciadora, que mostrou como o design
de interiores pode impulsionar a colaboração
entre arquitetos, marceneiros e fabricantes; Anderson
Rios, especialista em indústria 4.0; e Caio Megale,
da XP Inc., com uma análise sobre as tendências
econômicas e os cenários de mercado.
ACREDITAMOS QUE,
QUANDO FORTALECEMOS
OS LAÇOS ENTRE INDÚSTRIA,
DESIGN, TECNOLOGIA, VAREJO E
MERCADOS INTERNACIONAIS,
ABRIMOS PORTAS E AMPLIAMOS A
COMPETITIVIDADE
IRINEU MUNHOZ,
PRESIDENTE DA ABIMÓVEL
Além das palestras e painéis, o Congresso Nacional
Moveleiro 2025 também ofereceu experiências
como uma mostra que apresentou os 56 projetos
finalistas do Prêmio Design da Movelaria Nacional,
iniciativa da Abimóvel com apoio da ApexBrasil
(Agência Brasileira de Promoção de Exportações e
Investimentos) e do Sebrae, destacando o que há de
mais inovador no design de mobiliário brasileiro.
Além disso, com foco na internacionalização do
setor, o congresso também sediou uma edição especial
do Projeto Comprador, realizado pela Abimóvel,
em parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto
Brazilian Furniture. A ação reuniu fabricantes nacionais
e compradores estrangeiros em encontros estratégicos,
fomentando exportações e fortalecendo a
imagem do mobiliário brasileiro no mercado global.
Outra atração foi a Casa Conceito, assinada pela
arquiteta Katalin Stammer e com estrutura da empresa
AEF Modular, feita com materiais sustentáveis
como madeira de reflorestamento, MDF certificado
e corda náutica. O espaço foi um convite à reflexão
sobre a convivência, o combate à solidão e a promoção
do bem-estar por meio da arquitetura e do
design.
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OUTUBRO 2025 81
Ácido bórico
ARTIGO
H 3
BO 3
ADIÇÃO DE BORO
EM FOLHEADOS
DE PINUS
E SEU EFEITO NAS PROPRIEDADES
DO COMPENSADO
Fotos: divulgação
Bórax
Na 2
[B 4
O 5
(OH) 4
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DOT
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-
ARTIGO
RESUMO
E
ste trabalho avaliou a influência da impregnação
de compostos de boro, em três concentrações,
em lâminas de Pinus sp. e seu efeito nas
propriedades do compensado. O experimento
foi conduzido em delineamento inteiramente
casualizado, em esquema fatorial 3 × 3 + 1, com três
compostos de boro (ácido bórico, bórax e octaborato
dissódico tetraidratado) e três concentrações de solução
(1%, 3% e 5%) mais a testemunha. Os painéis foram produzidos
com três ou cinco lâminas, dependendo do teste,
impregnadas por imersão em soluções de compostos
de boro por 15 min (minutos) e coladas com adesivo de
ureia-formaldeído. A densidade aparente, absorção de
água, expansão em espessura, higroscopicidade, resistência
à flexão estática (paralela e perpendicular às fibras)
e resistência ao cisalhamento foram avaliadas. Todos os
testes foram realizados seguindo o Comitê Europeu de
Normalização, e os resultados foram comparados aos
requisitos da Abimci (Associação Brasileira de Madeira
Processada Mecanicamente). Com base nos resultados,
recomenda-se a utilização de ácido bórico na concentração
de 1% ou 3% ou os demais compostos testados na
concentração de 1%.
INTRODUÇÃO
Segundo a Abimci, a produção de compensados
no Brasil atingiu 3,08 milhões de m³ (metros cúbicos)
em 2018, com 73,8% destinados à exportação, utilizando
como matéria-prima madeira de pinus (principalmente) e
madeira tropical nativa (sumaúma - Ceiba pentandra e paricá
- Schizolobium amazonicum ). No entanto, devido ao
bom formato do tronco do pinus, à facilidade de laminação
e colagem, os fabricantes de compensados utilizam
sua madeira desde o início da década de 1990 (Almeida
et al ., 2012; Mendes e outros, 2013; Sanquetta e outros,
2019). Para atender à demanda, o plantio de florestas
de Pinus spp. tem se expandido e atualmente ocupa 1,93
milhão de ha (hectares) (19,54% da área total), concentrados
na região sul do Brasil. Segundo a IBÁ (Indústria Brasileira
de Árvores, 2022), a madeira de pinho é transformada
principalmente em madeira serrada e painéis, como
o compensado. As propriedades físico-mecânicas do
compensado estão intimamente relacionadas às espécies
utilizadas como matéria-prima, incluindo características
genéticas. Apesar de sua baixa durabilidade, as madeiras
macias são mais fáceis de unir do que as madeiras duras
e são favorecidas por sua estrutura celular, que influencia
sua porosidade e permeabilidade, com um efeito claro na
ligação adesiva (Asante e outros, 2022; Kollmann; Kuenzi;
Stamm, 1975; Zhuang; Cloutier; Koubaa, 2023).
MATERIAL E MÉTODOS
Lâminas de Pinus sp. descascadas rotativamente (1,5
mm – milímetros - de espessura) foram obtidas de uma
empresa localizada em Imbituva (PR), e secas artificialmente
até 6% de umidade e armazenadas em tempera-
tura ambiente. As facetas foram classificadas quanto à
presença de nós e fissuras, massa e divididas homogeneamente
entre os tratamentos. As facetas foram cortadas
em 60 cm × 60 cm (centímetros) e imersas, à temperatura
ambiente (25°C -30°C – graus Celsius), em diferentes soluções
(50 L de água) de compostos de boro por 15 min,
enquanto as lâminas de controle foram imersas em água
pura. O tempo de imersão seguiu Purslow (19874). A adsorção
da solução conservante, para madeira permeável
e fina, como as lâminas de pinho utilizadas na pesquisa,
ocorre nos primeiros 5 a 10 min de imersão ou imersão,
com tendência a se estabilizar após 15 min.
FABRICAÇÃO DE COMPENSADO
O compensado foi fabricado em laboratório, em uma
prensa hidráulica automática (Solab, SL 12/150, Piracicaba,
Brasil), com duas placas horizontais aquecidas eletricamente
a 140°C, com área de prensagem de 60 cm × 60
cm. O tempo e a pressão de prensagem foram de 10 min
e 980 kPa, respectivamente.
Foram utilizadas três facetas por painel, mas o teste
de resistência ao cisalhamento teve cinco facetas. Como
os painéis eram destinados ao uso interno, foi utilizado
adesivo líquido de ureia-formaldeído (UF).
Líderes em projeto, fabricação e instalação de
equipamentos de preservação de madeira
AS PROPRIEDADES FÍSICO-MECÂNICAS DO COMPENSADO ESTÃO
INTIMAMENTE RELACIONADAS ÀS ESPÉCIES UTILIZADAS COMO
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OUTUBRO 2025 85
ARTIGO
H
o
B
o
H
VEM AÍ!
o
H
ANÁLISE ESTATÍSTICA
O experimento foi conduzido em delineamento
inteiramente casualizado em arranjo fatorial 3 × 3 + 1
(compostos de boro × concentrações da solução, mais
controle), totalizando 10 tratamentos. Foram realizados
testes de suposição (Cochran: normalidade; Shapiro-Wilk:
homogeneidade de variância, ambos para p < 0,05) e, em
seguida, os dados foram submetidos à análise de variância
(Anova) com o teste F (p < 0,05).
PROPRIEDADES FÍSICAS
De acordo com a ANOVA, a interação entre o composto
de boro e a concentração foi significativa (teste F; p
< 0,01) para o MC. De acordo com o teste de Tukey, não
houve diferença significativa entre as médias para os compostos
de boro apenas na concentração de 1%.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
De acordo com a Anova, a interação entre o composto
de boro e a concentração foi significativa para a resistência
à flexão paralela às fibras tanto para MOE (teste F;
p < 0,01) quanto para MOR (teste F; p < 0,01). De acordo
com os resultados, o bórax apresentou as maiores médias
absolutas de MOE nas concentrações de 1% e 3%, que
não diferiram significativamente do DOT. Para a concentração
de 5%, o efeito do composto de boro não foi significativo
no MOE (teste F; p > 0,05), que foi o mesmo para
o MOR na concentração de 1%. O bórax apresentou a
maior média de MOR na concentração de 3%, mas a menor
na concentração de 5%, enquanto o DOT apresentou
a maior média absoluta (não diferiu significativamente do
ácido bórico).
86 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
CONCLUSÕES
Considerando o bom desempenho nas propriedades
físico-mecânicas, recomendamos o uso do ácido bórico
na concentração de 1% ou 3%, ou os demais compostos
na concentração de 1%.
Os compostos de boro tornaram o compensado mais
higroscópico, exceto aqueles tratados com ácido bórico
na concentração de 1%. No entanto, o aumento da higroscopicidade
não degradou a qualidade do compensado.
O compensado tratado com ácido bórico a 1% e bórax
a 1% apresentou menor absorção de água em comparação
ao controle. O mesmo resultado foi alcançado com
ácido bórico a 3% para o inchamento em espessura após
2h (horas). Em geral, os compostos de boro não afetaram
o inchamento em espessura.
O compensado tratado com bórax na concentração
de 3% apresentou maior flexão estática paralela às fibras
em comparação ao controle. Em geral, os compostos de
boro não afetaram a resistência à flexão perpendicular às
fibras. Para resistência ao cisalhamento, o compensado
tratado com ácido bórico a 1% e 3% apresentou os melhores
resultados.
De forma geral, os painéis atenderam aos requisitos
de qualidade da Abimci, quanto à CM, densidade aparente
e resistência à flexão paralela às fibras.
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01 DE DEZEMBRO DE 2025
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AGENDA
AGENDA
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JUNHO 2026
2 A 4
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DU BOIS 2026
LOCAL: NANTES (FRANÇA)
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.
TIMBERSHOW.COM/
JUNHO 2026
30 DE JUNHO A
03 DE JULHO
FORMÓBILE
LOCAL: SÃO PAULO (SP)
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.
FORMOBILE.COM.BR/PT/HOME.
HTML
AGOSTO 2026
17 A 20
MOVELSUL
LOCAL: BENTO GONÇALVES (RS)
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.
SINDMOVEIS.COM.BR/
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02 A 05 DE DEZEMBRO DE 2025
LOCAL: MOSCOU (RÚSSIA)
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PRINCIPAL FEIRA INTERNACIONAL DE MÁQUINAS,
EQUIPAMENTOS E TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO
DE MÓVEIS PARA MARCENARIA NA RÚSSIA E NA
CEI (COMUNIDADE QUE REÚNE EX-REPÚBLICAS
SOVIÉTICAS). ESTA EDIÇÃO TERÁ NOVOS SETORES
COMO MÓVEIS, FABRICAÇÃO DE JANELAS E PORTAS,
GERANDO NOVAS OPORTUNIDADES COMERCIAIS
E AMPLIANDO O ESCOPO DA FEIRA QUE É
CONSIDERADA A PRINCIPAL PORTA DE ENTRADA
PARA O MERCADO RUSSO DE MARCENARIA.
Imagem: reprodução
88 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025
ESPAÇO ABERTO
DESVENDANDO O ENIGMA
DO PROPÓSITO E LIDERANÇA:
CONSTRUINDO CONEXÕES RESILIENTES ATRAVÉS
DA CULTURA DE EMPATIA NO TRABALHO
N
o mundo corporativo contemporâneo,
onde as pressões por inovação, produtividade
e resultados nunca foram tão
intensas, há uma pergunta que ecoa em
praticamente todas as organizações: como
construir times resilientes, engajados e capazes de ir além
das metas? A resposta, acredito, passa por um elemento
que muitas vezes é subestimado, mas que se mostra cada
vez mais indispensável: a empatia.
Não falo da empatia como um exercício de simpatia
ocasional ou um gesto de gentileza passageiro. Refiro-me
à empatia como uma verdadeira ferramenta estratégica
de liderança, capaz de transformar culturas organizacionais,
fortalecer conexões e gerar resultados sustentáveis.
Quando líderes e organizações compreendem que ser
empático não é apenas uma qualidade desejável, mas
uma competência essencial para potencializar talentos, o
ambiente de trabalho se torna mais humano e, ao mesmo
tempo, mais eficiente.
É comum associar a empatia apenas ao campo das
relações interpessoais. No entanto, seu papel vai muito
além disso. Assim como a diversidade, que já se consolidou
como um valor e um diferencial competitivo para as
empresas, a empatia deve ser compreendida como uma
lente estratégica, um meio de compreender os porquês
que movem cada indivíduo dentro da organização e de
alinhar esses propósitos individuais ao propósito coletivo
da companhia. Quando líderes exercem a empatia de
forma genuína, eles não apenas reconhecem talentos,
eles revelam potenciais ocultos. Criam-se condições para
que cada pessoa se sinta vista, valorizada e pertencente à
cultura organizacional. E pertencimento, hoje, é uma das
QUANDO LÍDERES
EXERCEM A EMPATIA DE
FORMA GENUÍNA, ELES NÃO APENAS
RECONHECEM TALENTOS, ELES
REVELAM POTENCIAIS OCULTOS
POR
MÁRCIO
ALENCAR
CEO E DIRETOR
DE MARKETING E
NEGÓCIOS DA ALELO
moedas mais valiosas para a retenção de talentos e para
o desempenho de equipes de alto nível.
Na prática, liderar com empatia é criar um espaço de
confiança em que as pessoas possam ser quem realmente
são. É entender que resultados excepcionais nascem da
combinação entre alta performance e bem-estar. É reconhecer
que o papel do líder não se limita a definir metas,
mas também a inspirar, compreender e conectar. Há uma
consequência natural nesse processo: quando o time está
bem, o líder também está bem. Esse equilíbrio, que parece
simples à primeira vista, exige disciplina, escuta ativa e
uma visão de longo prazo. Líderes que cultivam a empatia
constroem relações mais sólidas e geram resiliência coletiva
diante dos desafios inevitáveis do mercado.
A empatia também tem uma relação direta com o propósito.
Empresas que deixam claros seus porquês e que
ao mesmo tempo procuram compreender os porquês
de seus colaboradores, estabelecem uma conexão mais
profunda e duradoura. Essa clareza fortalece a confiança,
reduz ruídos e cria uma cultura em que cada pessoa
entende o impacto de sua contribuição. Vivemos em um
cenário em que tecnologia e os dados ditam grande parte
das transformações empresariais, mas é fundamental
lembrar que no centro de toda essa revolução estão as
pessoas. É o olhar humano e empático que dará sentido
às inovações, transformando-as em algo que realmente
gera valor.
Desvendar o enigma do propósito e da liderança é
compreender que empatia não é apenas um traço de
caráter, mas um pilar de gestão. É aceitar que a performance
sustentável depende, acima de tudo, de conexões
genuínas entre pessoas, líderes e organizações. No fim do
dia, empresas não existem para si mesmas, elas existem
porque existem pessoas. E quanto mais forte for a rede
de conexões humanas que sustenta uma organização,
mais resiliente e preparada para o futuro ela será.
Foto: divulgação
90 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2025