Florestal_278Dupla OPS
18,20,22,24,26,28,32,34,36,38,40,42,44,48,49,50,51,54,56,59,60,62,66,69,70,73,76,77,78,82,84,88
18,20,22,24,26,28,32,34,36,38,40,42,44,48,49,50,51,54,56,59,60,62,66,69,70,73,76,77,78,82,84,88
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DESTAQUE
SILVICULTURA: dados consolidados apresentam crescimento contínuo do setor no Brasil
PROTEÇÃO COM
INTELIGÊNCIA
MANEJO INTEGRADO E
GENÉTICA AVANÇADA
ASSEGURAM FLORESTAS
PRODUTIVAS E SAUDÁVEIS
PROTECTION WITH
INTELLIGENCE
INTEGRATED MANAGEMENT
AND ADVANCED GENETICS
ENSURE PRODUCTIVE
AND HEALTHY FORESTS
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SUMÁRIO
OUTUBRO 2025
46
PANORAMA
DE DOENÇAS
FLORESTAIS
10 Editorial
12 Cartas
14 Bastidores
16 Notas
30 Frases
32 Entrevista
44 Coluna
46 Principal
52 Silvicultura
58 Evento
62 Minuto Floresta
64 Manejo
68 Compostagem
74 Produção
80 Artigo
86 Agenda
88 Espaço Aberto
68
80
ANUNCIANTES DA EDIÇÃO
11 BKT
15 Bruno
17 Carrocerias Bachiega
77 D’Antonio Equipamentos
19 Denis Cimaf
02 Dinagro
37 DRV Ferramentas
39 Emex Brasil
43 Engeforest
92 Envimat
21 Envimat
71 Envimat
09 Envu
87 ExpoMinas 2026
57 Feldermann Forest
79 Felipe Diesel
85 Fratex
61 Grupo Hidrau Torque
04 Himev
33 J de Souza
89 Lignum Latin America 2026
29 Máquina Solo
81 Motocana
63 Planflora
67 Prêmio REFERÊNCIA
27 Rodovale
13 Rotary-Ax
25 Rotor Equipamentos
55 Sergomel
65 Sindimade/Floema
90 Sparta Brasil
23 Tecmater
35 Unibrás
45 Vale do Tibagi
83 Valfer Ferramentas
06 Vantec
31 Watanabe
41 WDS Pneumática
08 www.referenciaflorestal.com.br
EDITORIAL
O futuro está
nos detalhes
Assim como em uma floresta, onde cada folha, cada galho e cada
raiz cumpre um papel essencial para o equilíbrio do ecossistema, também
no setor florestal os detalhes fazem toda a diferença. É no cuidado
minucioso que se garante produtividade, sustentabilidade e longevidade.
Nesta edição, trazemos a Dinagro, especialista em iscas formicidas,
com toda sua expertise no controle de doenças florestais, um
desafio que exige atenção técnica e estratégias precisas para proteger
as árvores e assegurar a qualidade da produção. Também abordamos
o sistema ILPF, que integra lavoura, pecuária e floresta, ampliando a
eficiência do uso da terra. Em seguida, apresentamos dados atualizados
sobre a indústria florestal, fundamentais para compreender o momento
e planejar o futuro do setor. Por fim, uma entrevista exclusiva com José
Sawinski Junior, CSO da Cenibra, que compartilha seus conhecimentos
e experiência na silvicultura brasileira e a importância da aliança entre
poder público e iniciativa privada. Afinal, no setor florestal, são os detalhes
que sustentam a grandeza. Até a próxima!.
THE FUTURE LIES IN THE DETAILS
Just as every leaf, branch, and root plays an essential role in maintaining
the balance of a forest ecosystem, details also make all the difference
in the forestry sector. Meticulous care guarantees productivity,
sustainability, and longevity. In this edition, we feature Dinagro, a pest
control specialist with expertise in ant bait. Pest control is a technical
challenge that requires precise strategies to protect trees and ensure
production quality. We also discuss the Ilpf system, which integrates
crops, livestock, and forestry to increase land-use efficiency. Next,
we present updated data on the forestry industry, which is essential
for understanding the Sector’s current state and planning its future.
Finally, an exclusive interview with José Sawinski Junior, CSO of Cenibra,
who shares his knowledge and experience in Brazilian silviculture and
highlights the importance of the alliance between the public and private
sectors. After all, it is the details that sustain greatness in the Forestry
Sector. Pleasant reading, until next time!
EXPEDIENTE
ANO XXVII - EDIÇÃO 278 - OUTUBRO 2025
Diretor Comercial / Commercial Director
Fábio Alexandre Machado
fabiomachado@revistareferencia.com.br
Diretor Executivo / Executive Director
Pedro Bartoski Jr
bartoski@revistareferencia.com.br
Redação / Writing
Vinicius Santos
jornalismo@revistareferencia.com.br
Colunista
Gabriel Dalla Costa Berger
Depto. de Criação / Graphic Design
Fabiana Tokarski - Supervisão
Aime Cristine Lima
Letícia Stefanello
criacao@revistareferencia.com.br
Tradução / Translation
John Wood Moore
Depto. Comercial / Sales Departament
Gerson Penkal
comercial@revistareferencia.com.br
fone: +55 (41) 3333-1023
Depto. de Assinaturas / Subscription
assinatura@revistareferencia.com.br
José A. Ferreira
(41) 99203-2091
2
Entrevista com José
Sawinski Junior, CSO
da Cenibra
ASSINATURAS
0800 600 2038
Periodicidade Advertising
GARANTIDA GARANTEED
Veículo filiado a:
1
Na capa dessa edição, a
Dinagro, especialista em
soluções para combate de
doenças florestais
Evento técnico apresentou protocolos únicos
para produtividade na silvicultura
A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product
www.referenciaflorestal.com.br
Ano XXVII • Nº278 • Outubro 2025
DESTAQUE
PROTEÇÃO COM
INTELIGÊNCIA
9 772359 465106 0 0 2 7 8
SILVICULTURA: dados consolidados apresentam crescimento contínuo do setor no Brasil
MANEJO INTEGRADO E
GENÉTICA AVANÇADA
ASSEGURAM FLORESTAS
PRODUTIVAS E SAUDÁVEIS
PROTECTION WITH
INTELLIGENCE
INTEGRATED MANAGEMENT
AND ADVANCED GENETICS
ENSURE PRODUCTIVE
AND HEALTHY FORESTS
3
A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,
dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,
instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,
ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente
ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor
Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em
matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais
de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,
armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos
textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são
terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos
direitos autorais, exceto para fins didáticos.
Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication
directed at the producers and consumers of the good and services of the
lumberz industry, research institutions, university students, governmental
agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked
to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself
responsible for the concepts contained in the material, articles or columns
signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,
themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage
under any form or means of the texts, photographs and other intellectual
property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited
without the written authorization of the holders of the authorial rights.
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CARTAS
DESTAQUE ENTREVISTA: Robinson Cannaval Jr. menciona os objetivos e metas de sua gestão no Ipef
A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product
DO BRASIL
Capa da Edição 277 da
Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,
mês de setembro de 2025
www.referenciaflorestal.com.br
Ano XXVII • Nº277 • Setembro 2025
NEW HORIZONS
OF PRODUCTIVITY
INVESTMENTS IN TECHNOLOGY
ARE GROWING TO MEET AN
INCREASINGLY DEMANDING MARKET
NOVOS HORIZONTES
DA PRODUTIVIDADE
INVESTIMENTOS EM TECNOLOGIA
CRESCEM PARA ATENDER UM
MERCADO CADA VEZ MAIS
EXIGENTE
PARA O MUNDO
PRINCIPAL
Por Francisco Lima Soares, Telêmaco Borba (PR)
A DRV tem se consolidado como uma empresa que fortalece o setor com suas
soluções. Parabéns a todos e continue o bom trabalho.
ENTREVISTA
Foto: divulgação
Por Márcia Castro Lopes, Belém (PA)
O incentivo à pesquisa é muito importante para garantir o futuro do
segmento. Que a nova direção traga progresso para o instituto.
SHOW FLORESTAL
Por Flávio José Almeida, Palmas (PR)
Muito importante a oportunidade que os eventos oferecem de aproximar e
reforçar laços comerciais e de amizade. Essa é a essência do segmento.
Foto: Malinovski
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Revista Referência Florestal
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E-mails, críticas e sugestões podem ser
enviados também para redação
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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.
rotaryax
rotaryaxoficial
BASTIDORES
Revista
Foto: REFERÊNCIA
Foto: REFERÊNCIA
PARCERIA
O Podcast REFERÊNCIA produziu mais um
episódio, nessa oportunidade com o diretor da
BM2C, Jefferson Mendes, sobre os meandros do
setor florestal. Em breve no canal do youtube da
Revista REFERÊNCIA.
PARCERIA
A parceria entre a Tecmater e a REFERÊNCIA
FLORESTAL continua um sucesso, principalmente
na divulgação da bota florestal, um produto com
melhor custo-benefício do mercado. Na foto, o
diretor comercial da Revista REFERÊNCIA, Fábio
Machado com o diretor da Tecmater, Rafael Franco.
FOREST KING: POTÊNCIA QUE TRANSFORMA
MADEIRA EM PRODUTIVIDADE
Alta performance, versatilidade e baixo custo em um só equipamento
14 www.referenciaflorestal.com.br
ALTA
TRANSPORTE MAIS BARATO
Em setembro, o diesel apresentou queda nos
preços em relação a agosto, segundo o IPTL (Índice
de Preços Edenred Ticket Log). O tipo comum teve
redução de 0,32%, com média de R$ 6,17, e o S-10
caiu 0,16%, chegando a R$ 6,21. A diminuição ajuda
a aliviar os custos do setor de transporte, que é diretamente
impactado pelas oscilações no valor dos
combustíveis. Regionalmente, o nordeste foi a única
região com alta no diesel comum (+0,16%). A maior
queda do tipo comum ocorreu no norte (-0,74%),
enquanto o S-10 teve maior recuo no sul (-0,33%),
que também registrou os menores preços: R$ 5,99
para o comum e R$ 6,04 para o S-10.
OUTUBRO 2025
FOGO MAIS INTENSO
Desde 2015, os desastres causados por incêndios florestais
aumentaram significativamente, com quase metade
dos mais destrutivos ocorrendo na última década. Um
estudo recente aponta forte relação entre esses eventos
e o crescimento de condições extremas de secura e vento,
atribuídas à crise climática global. Regiões com clima
mediterrâneo e florestas temperadas de coníferas estão
entre as mais vulneráveis. Já áreas de savana tropical,
como o cerrado brasileiro, enfrentam riscos menores
por ora. O estudo foi liderado por Callum Cunningham,
da Universidade da Tasmânia, e publicado na revista
Science, com colaboração de pesquisadores australianos,
americanos e da Munich Re.
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NOTAS
Podcast REFERÊNCIA
O mês de setembro no Podcast REFERÊNCIA foi dedicado
a um tema estratégico para o setor de base florestal
e industrial: o mercado de carbono e como a tecnologia
pode transformar desafios climáticos em oportunidades
de negócio. O episódio foi especial e contou com dois convidados:
Clarissa de Souza (foto de cima), CEO da Vankka
Carbon, e Alessandro Panasolo (foto de baixo), sócio-investidor
da empresa, uma Climate Tech paranaense. O
episódio contou com o apoio da própria Vankka Carbon.
Os especialistas explicaram conceitos fundamentais
para as empresas que buscam se adequar às novas
exigências ambientais e de mercado. Clarissa de Souza,
que é engenheira ambiental, desmistificou o conceito
de crédito de carbono, que está cada vez mais presente
nas discussões sobre sustentabilidade e ESG. “Quando a
gente fala um crédito de carbono, significa uma tonelada
de carbono removida da atmosfera ou que deixou de ser
emitida. Isso é um crédito de carbono”, explicou Clarissa.
Ela também detalhou que essa quantificação é feita por
meio de inventários anuais de emissões de GEE (gases de
efeito estufa).
Alessandro Panasolo, advogado com doutorado em
engenharia florestal, abordou a nova legislação brasileira
sobre o mercado regulado de emissões e o posicionamento
estratégico do país neste cenário. Ele afirmou que a
combinação de uma matriz energética limpa e um setor
florestal avançado confere uma vantagem competitiva
única ao Brasil. “O que para o Brasil é uma grande oportunidade,
porque o Brasil tem uma capacidade muito grande
de produzir bons projetos de restauração ecológica, de
recuperação de área degradada, para que de fato seja
um grande player de crédito de carbono para o mundo”,
ressaltou Alessandro.
Os convidados também apresentaram a plataforma
Vankka Carbon Score, um software que utiliza tecnologia
para automatizar o inventário de emissões e remoções
de carbono, oferecendo agilidade e segurança para as
empresas na gestão de seus ativos ambientais. Segundo a
Vankka Carbon, a ferramenta torna o processo de inventário
até 60 vezes mais rápido, permitindo que as companhias,
especialmente as do setor florestal, identifiquem e
valorizem seus estoques de carbono de forma eficiente e
estratégica.
Os episódios completos o Leitor pode conferir
no canal do youtube da Revista REFERÊNCIA:
Fotos: REFERÊNCIA
16 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Informação valiosa
O segundo evento presencial da Expedição Silvicultura, realizado na capital capixaba, debateu o futuro do setor
florestal do Estado. O encontro apresentou palestras e promoveu a troca de informações que devem orientar novas
ações para o fomento da silvicultura no Espírito Santo. A iniciativa de coleta de dados da expedição foi destacada pelos
participantes. O professor Gilson Fernandes, da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), ressaltou o impacto
acadêmico e a inovação da ação. “Excelente o evento e a ideia da Expedição de fazer esse levantamento. Vai revolucionar
a maneira de ver inventário florestal no Brasil. A base de dados que será coletada nesses dois meses vai gerar um
material extraordinário para estudos acadêmicos”, apontou Gilson.
A necessidade de dados precisos para o Estado foi um ponto central nas discussões. Pedro Galveas, pesquisador da
Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Florestas, sublinhou como o trabalho da Expedição preencherá
lacunas existentes. “Temos números no Espírito Santo, mas não são totalmente confiáveis. Com esse levantamento,
vamos ter não só a área em hectares, mas também a produtividade e a saúde dos eucaliptos. É isso que vai nos ajudar”,
explicou Pedro.
Gilmar Dadalto, presidente da Cedagro (Centro de Desenvolvimento do Agronegócio), complementou a visão sobre
a metodologia inovadora e a importância do trabalho de campo para a precisão das informações: “O diferencial é que,
além do geoprocessamento, haverá trabalho de campo, que é fundamental para a precisão das informações sobre a
cobertura florestal, produtividade, produção e inventário do Estado”, concluiu Gilmar.
O evento foi organizado em parceria entre a Canopy Remote Sensing Solutions, a Embrapa Florestas e a Paulo
Cardoso Comunicações, reunindo especialistas e profissionais do setor. Foram debatidos temas para impulsionar o
desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva florestal.
Foto: divulgação
18 www.referenciaflorestal.com.br Outubro 2025 19
NOTAS
Carbono em pauta
Representantes de instituições de ciência e tecnologia, governo, setor financeiro e ONGs se reuniram na sede da
Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), em Brasília (DF), para dar continuidade à construção coletiva
de bases voltadas ao monitoramento de carbono em sistemas de produção agropecuários e florestais. A iniciativa faz
parte da Aliança Agro Sustentável Brasil, que reúne diferentes expertises para subsidiar e formular políticas públicas
que impulsionem o Programa Caminho Verde no Brasil.
A Embrapa participa da Aliança com especialistas em várias frentes, especialmente voltadas ao desenvolvimento
de tecnologias sustentáveis, ferramentas de monitoramento e protocolos para medir e reduzir emissão de GEE (gases
do efeito estufa). Fazem parte também o CCARbon/USP (Centro de Pesquisa em Carbono para Agricultura Tropical da
Universidade de São Paulo) e o FGVAGRO (Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas). Além disso,
a organização do evento contou com a parceria do Grupo de Políticas Públicas da Esalq (Escola Superior de Agricultura
Luiz de Queiroz) e, com o apoio do ICS (Instituto Clima e Sociedade).
O Programa Caminho Verde substitui o antes denominado PNPCD (Programa Nacional de Conversão de Pastagens
Degradadas em Sistemas Agropecuários e Florestais Sustentáveis) e tem como objetivo converter ou recuperar áreas de
pastagens degradadas e fomentar boas práticas de manejo que estimulem a captura de carbono nas áreas degradadas.
A expectativa do Governo Federal, com a execução desse Programa, é converter 40 milhões de ha (hectares) de pastagens
degradadas em terras produtivas em 10 anos. Com isso, é possível praticamente dobrar a produção de alimentos
no Brasil sem desmatamento e sem expansão sobre áreas de vegetação nativa.
Segundo a presidente da Empresa, Silvia Massruhá, a pesquisa feita na Embrapa é o alicerce para políticas públicas
ambiciosas e eficazes. “Ao reunirmos gestores para debater o monitoramento de carbono, estamos construindo juntos
as ferramentas que permitirão ao Programa Caminho Verde Brasil converter 40 milhões de ha de pastagens degradadas
em sistemas produtivos sustentáveis. Nosso papel é ser a ponte entre o conhecimento científico e a ação governamental,
oferecendo soluções que garantam a credibilidade das metas brasileiras”, sustenta Silvia.
Foto: divulgação
20 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Valorização da inovação
O governo do Rio Grande do Sul, por meio da Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e
Irrigação), promoveu durante a XLVIII Expointer, um debate sobre o Programa Integra RS. A iniciativa busca ampliar a
adoção do Sistema de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) no Estado, com a meta de expandir em 1 milhão de
ha (hectares) a prática que alia produtividade, sustentabilidade e diversificação de renda no campo.
O encontro reuniu o secretário da Agricultura, Edivilson Brum, o coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante,
o diretor de projetos da Rede ILPF, William Marchió, além do presidente do Irga (Instituto Rio Grandense do Arroz),
Eduardo Bonatto, e do presidente da Emater/Ascar (RS), Luciano Schwerz. As entidades destacaram a importância da
difusão de tecnologias e da capacitação de técnicos para levar o sistema aos produtores rurais gaúchos.
Edivilson Brum ressaltou que a maioria das propriedades no Estado tem de um a 50 bovinos e que a vocação do
gaúcho para criar e produzir é decisiva para o futuro da agropecuária. Ele lembrou que as mudanças climáticas já impactam
o setor produtivo e que todos, dos grandes aos pequenos produtores, precisam se adaptar. “O papel de instituições
aqui é fundamental para apoiar o produtor e impulsionar o sucesso da agricultura”, enalteceu Edivilson.
Para Jackson Brilhante, a expansão da ILPF depende da articulação entre governo, entidades e a rede de extensão
rural. “O programa fomenta a qualificação da equipe técnica, especialmente da extensão, para que a aplicação das
práticas chegue às propriedades em todo o Estado”, destacou Jackson. William Marchió recordou que a Rede ILPF foi
criada em 2006 e que a produção brasileira já está entre as mais sustentáveis do mundo. “O desafio é comunicar essa
expertise, reconhecida no setor, também para a população urbana, mostrando como a tecnologia sustentável gera
valor. É uma estratégia que beneficia as famílias rurais e fortalece comunidades”, explicou William.
Foto: divulgação
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NOTAS
Silvicultura que salva
Foto: divulgação
A pouco mais de um mês da COP30, a IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) lança um documento com iniciativas do
setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração de nativas que evidenciam as contribuições
desse setor para a mitigação das mudanças climáticas. O caderno: Setor florestal brasileiro pelo clima; faz um voo
rasante no inovador business model desenvolvido pelo segmento de soluções baseadas na natureza nos mais de 100
anos de atuação dessa agroindústria.
São ao todo 26 cases que passam pelo desenvolvimento da agricultura tropical, a conservação de florestas nativas,
o manejo sustentável, os cuidados com a água, o solo e a biodiversidade. O caderno ainda trata da atuação social das
empresas, das atividades de silvicultura de nativas, da remoção de carbono da atmosfera, do processo de descarbonização
de fábricas e da produção de bionergia, entre outros temas.
Participam da publicação com exemplos de suas operações Arauco Brasil, Biomas, Bracell, Carbon2Nature, Cenibra,
CMPC, Dexco, Eldorado Brasil, Gerdau, Guararapes, Ibema, Irani, Klabin, LD Celulose, Melhoramentos, re.green, Smurfit
Westrock, Suzano, Sylvamo, Symbiosis, TTG Brasil e Veracel. Também contribuíram para o caderno instituições como o
Ipef (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais), SIF (Sociedade de Investigações Florestais) e Reflore.
Maior exportador de celulose do mundo, o setor brasileiro de árvores cultivadas é referência global de bioeconomia,
mostrando como é possível produzir e conservar. Oferece produtos biodegradáveis e recicláveis, feitos a partir de
matéria-prima renovável, para o dia a dia de 2 bilhões de planetários. São livros, embalagens de papel, roupas de fios
como viscose, lenços de papel, pisos e painéis, cápsulas de remédio, caixas de papelão, entre inúmeros outros.
As árvores são um dos mais antigos e eficientes mecanismos da natureza para manutenção da saúde do planeta. O
setor é um dos maiores plantadores de árvores do mundo: são 1,8 milhão de árvores plantadas todos os dias. Atualmente,
as áreas de plantio no Brasil somam 10,5 milhões de ha (hectares) e, paralelamente, o setor ainda conserva
outros 7,01 milhões de ha de vegetação nativa — uma área superior aos territórios da Bélgica e da Suíça somados.
24 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Chegou a conta
O Paraná é um dos Estados brasileiros mais afetados pelo tarifaço norte-americano às importações. De acordo com
estimativas do setor madeireiro, as empresas já somam 6 mil demissões e, se a situação perdurar por mais 60 dias,
esse número pode se elevar para 10 mil demissões. A Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) realizou uma audiência
pública para discutir os efeitos das tarifas impostas pelos EUA (Estados Unidos da América) ao setor de madeira e derivados.
O encontro reuniu deputados, lideranças empresariais e representantes do governo estadual.
De acordo com as entidades que representam o setor madeireiro, entre elas Apre Florestas (Associação Paranaense
de Empresas de Base Florestal) e a Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente),
o cenário enfrentado pelas empresas paranaenses é preocupante. Enquanto até julho deste ano as tarifas estavam em
10%, saltaram para 50% após medidas unilaterais dos EUA.
Além dos empregos, o maior risco é a substituição do Brasil por outros fornecedores internacionais. Se não houver
negociação até o final deste ano, o Brasil provavelmente será substituído no mercado e reverter esse quadro será bem
difícil.
O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, revelou que o governo estadual tem buscado alternativas
para mitigar os impactos imediatos da taxação. Entre elas, a liberação de créditos de ICMS e a proposta de autorizar o
Estado a comprar créditos das empresas, que deve ser encaminhada à Alep nos próximos dias.
O deputado estadual Artagão Júnior, presidente do Bloco da Madeira na Alep, ressaltou a importância da união
política em torno do tema. “Esse movimento político provocado pela Alep veio para impactar, para agregar forças. Podemos
contar com mais de 300 parlamentares em Brasília (DF) para que essa pressão reverbere lá”, defende Artagão.
Foto: divulgação
26 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Manejo para quem precisa
O MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) realizou, em Belém (PA), um seminário que debateu
o manejo florestal comunitário e familiar na Amazônia. A iniciativa foi promovida em parceria com o SFB (Serviço
Florestal Brasileiro).
No evento foram aprofundados o diálogo com as comunidades que realizam o manejo sustentável madeireiro e
não madeireiro, para debater os desafios ao fortalecimento das cadeias de valor de seus produtos. Participaram representantes
de instituições federais, governos estaduais, academia e sociedade civil.
O diretor do Departamento de Florestas da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais
do MMA, Thiago Belote, destacou a importância do evento para integrar a atuação do MMA e demais entidades parceiras
com as comunidades locais. “Nosso compromisso é assegurar que as políticas públicas de manejo comunitário
coloquem no centro aqueles que vivem e dependem da floresta. São essas pessoas que, ao mesmo tempo em que
garantem seu sustento, desempenham um papel fundamental na conservação da biodiversidade e na construção de
soluções para os grandes desafios ambientais que enfrentamos”, afirmou Thiago.
Realizado com o apoio do IIEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil), o evento contou também com a
apresentação e a discussão dos resultados parciais do levantamento de iniciativas de manejo de produtos florestais
da bioeconomia na Amazônia, que atualiza as informações sobre os empreendimentos comunitários.
A diretora de Fomento Florestal do SFB, Clarisse Cruz, enfatizou a importância de uma atuação coordenada para
fortalecer estes empreendimentos. “São trabalhos que geram renda, ao mesmo tempo que conservam a floresta em
pé, contribuindo para a conservação da biodiversidade, a redução do desmatamento e a mitigação das mudanças do
clima”, destacou Clarisse.
Foto: divulgação
28 www.referenciaflorestal.com.br
FRASES
Foto: divulgação
O documentário é algo
inédito para o setor
de árvores cultivadas.
Dá visibilidade sem
precedentes a um setor
que orgulha o Brasil, ao
aliar ciência, inovação e
sustentabilidade
Paulo Hartung, presidente da IBÁ (Indústria
Brasileira de Árvores) sobre o documentário
Novas Raízes – Escolhas do Futuro que valoriza a
silvicultura nacional
“Através do manejo
florestal conseguimos
dar continuidade para as
futuras gerações no setor,
mantendo a floresta em pé,
que é o mais importante.
Infelizmente, alguns
entraves vêm dificultando
a atuação, principalmente
com o aumento da
burocracia”
“A atividade do setor
florestal é de longo
prazo e não podemos
ter mudanças repentinas
nas regras do jogo.
Essa atualização é
fundamental para dar
estabilidade ao setor”
Ednei Blasius, presidente do Cipem (Centro das
Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira
de Mato Grosso) durante visita a indústrias de
Aripuanã
Ailson Loper, diretor executivo da Apre Florestas
sobre parceria com a FAEP (Federação da
Agricultura do Estado do Paraná)
30 www.referenciaflorestal.com.br
ENTREVISTA
Floresta no
SANGUE
Forest in the blood
Foto: divulgação
ENTREVISTA
CABEÇOTE MULTIFUNCIONAL
CORTE, TRAÇAMENTO, CARREGAMENTO E SHOVEL LOG EM
UM SÓ EQUIPAMENTO. DISPONÍVEL EM 5 MODELOS, COMPATÍVEIS
COM MÁQUINAS DE 5 A 45 TONELADAS.
C
om uma trajetória marcada pelo legado familiar,
pioneirismo acadêmico e atuação estratégica no
setor florestal, José Sawinski Junior se consolidou
como uma das vozes mais influentes no setor de
florestas plantadas no Brasil. Nesta entrevista, ele compartilha
sua visão sobre os principais desafios e oportunidades da
profissão, o papel transformador da bioeconomia, a força do
associativismo e a contribuição decisiva das empresas na construção
de políticas públicas.
J
osé Sawinski Junior has established himself as one
of the most influential voices in the Planted Forest
Sector in Brazil, with a career marked by family legacy,
academic pioneering, and strategic action in
the Forestry Sector. In this interview, he discusses the key challenges
and opportunities within the profession, the transformative
potential of the bioeconomy, the power of associations,
and the vital role of companies in shaping public policy.
José Sawinski
Junior
ATIVIDADE/ ACTIVITY:
Engenheiro florestal formado pela UNC (Universidade do Contestado).
Possui MBA em Marketing pela FGV (Fundação Getúlio Vargas)
e MBA Internacional Executive in Management pela Baldwin
Wallace University/FAE. É mestre e doutor em Economia e Política
Florestal pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). Ao longo
de sua trajetória profissional, atuou como executivo em empresas
de destaque no setor, como WestRock e The Forest Company.
Atualmente, é Assessor de Sustentabilidade da Presidência, CSO na
Cenibra, contribuindo estrategicamente para o desenvolvimento
sustentável da companhia.
Forestry Engineer who graduated from the University of Contestado
(UNC). He also holds an MBA in Marketing from the Getulio
Vargas Foundation (FGV) and an International Executive MBA in
Management from Baldwin Wallace University/FAE. He also has a
Master’s degree and a Doctorate in Forestry Economics and Policy
from the Federal University of Paraná (Ufpr). Throughout his professional
career, he has served as an executive at leading companies
in the Sector, such as WestRock and The Forest Company. He
currently serves as Chief Sustainability Officer (CSO) in the Office of
the President at Cenibra, where he contributes strategically to the
Company’s sustainable development.
MATRIZ
J de Souza Indústria Metalúrgica LTDA
BR 116 - Nº 5828, KM 247
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Localidade de Bom Jesus
32 www.referenciaflorestal.com.br
ENTREVISTA
>> O que o levou a escolher a Engenharia Florestal como
área de formação e carreira?
Essa escolha está no meu DNA. Meu avô foi funcionário da
antiga Lumber, a maior serraria da América Latina no início
do século passado, localizada em Três Barras (SC). Meu pai
também trilhou o caminho florestal, atuando com viveiros e
produção de mudas. A Engenharia Florestal sempre esteve
presente na minha vida, moldada pela trajetória da minha
família e pelas histórias que ouvi desde cedo. Além disso,
cresci em uma região onde as florestas plantadas eram parte
concreta da paisagem e da economia local. Esse ambiente,
aliado à influência familiar, foi decisivo para que seguisse
essa carreira. Não me vejo em outra profissão que não seja
a Engenharia Florestal — ela representa quem sou. Hoje, já
estamos na quarta geração: meu filho mais velho, Carlos,
está cursando Engenharia Florestal. É uma história que continua
com muito orgulho, carregando valores, conhecimento
e paixão pela floresta.
What led you to choose Forestry Engineering as your
field of study and career?
This choice is in my DNA. My grandfather worked for
Lumber, the largest sawmill in Latin America, at the beginning
of the last century. It was located in Três Barras.
My father also pursued a career in forestry, working with
nurseries and seedling production. Forestry Engineering
has always been a part of my life, shaped by my family’s
history and the stories I heard from an early age. I also
grew up in a region where planted forests were an integral
part of the landscape and local economy. This environment,
combined with family influence, was instrumental
in shaping my career choice. I cannot see myself in
any other profession — Forestry Engineering represents
who I am. Today, we are in our fourth generation: my
eldest son, Carlos, is studying Forestry Engineering. It is a
story that continues with great pride, passing on values,
knowledge, and a passion for the forest.
>> Como foi sua trajetória acadêmica e o que mais marcou
seu período de estudos na UNC (Universidade do Contestado)
e na UFPR (Universidade Federal do Paraná)?
O que mais me marcou foi fazer parte da primeira turma de
Engenharia Florestal de Santa Catarina, na UNC. Quando iniciamos,
a estrutura ainda era bastante embrionária. As aulas
precisavam ser adaptadas e, muitas vezes, era necessário
viajar até Curitiba (PR) ou visitar empresas, já que nos dois
primeiros anos a universidade ainda não contava com uma
infraestrutura consolidada. A partir do terceiro ano, a UNC
começou a ganhar força: surgiram os primeiros laboratórios
e uma estrutura acadêmica mais robusta. Foi um verdadeiro
período de ouro, impulsionado por um convênio com a
UFPR, que trouxe avanços significativos para a formação dos
alunos. Após minha graduação, em 1997, mudei-me para
Curitiba e ingressei no mestrado da UFPR, na área de Economia
e Política Florestal. Esse foi um período intenso, produtivo
e profundamente enriquecedor, que ampliou minha visão
de mundo para além da floresta. Passei a compreender
com mais profundidade temas como economia, estratégia,
planejamento e marketing — fundamentos essenciais para
complementar a formação técnica com uma abordagem voltada
à gestão empresarial.
What was your academic career like, and what had the
most significant impact on your time studying at the
University of Contestado (UNC) and the Federal University
of Paraná (Ufpr)?
Being part of the first Forestry Engineering class in Santa
Catarina, at UNC, was what marked me most. When
we started, the structure was still relatively embryonic.
Classes had to be adapted, and we often had to travel
to Curitiba or visit companies, since the University did
not yet have a consolidated infrastructure in the first
two years. From the third year onwards, however, UNC
began to flourish: the first laboratories appeared, and a
more robust academic structure was established. It was
a golden era, driven by an agreement with Ufpr, which
significantly advanced student training. After graduating
in 1997, I moved to Curitiba and enrolled in a Master’s
programme in Forest Economics and Policy at Ufpr. This
was an intense, productive, and enriching period that
broadened my worldview beyond the forest. I gained a
deeper understanding of topics such as economics, strategy,
planning, and marketing — essential fundamentals
that complemented my technical training with a business
management approach.
Controle eficaz de saúvas e
quenquéns
Econômico e seguro para uso
agrícola e florestal
>> Em sua visão, quais são os principais desafios da profissão
de engenheiro florestal no Brasil?
Um dos principais desafios enfrentados pelos profissionais
de Engenharia Florestal no Brasil está na grande quantidade
de instituições que oferecem o curso. Embora muitos
engenheiros sejam formados anualmente, o mercado nem
sempre consegue absorver todos, o que torna a inserção
profissional um dos primeiros obstáculos da carreira. Além
disso, o cenário atual exige competências que vão muito
além do domínio técnico. Habilidades como trabalho em
equipe, comunicação interpessoal, liderança e visão estratégica
são cada vez mais valorizadas — especialmente na
iniciativa privada. No entanto, essas competências ainda são
In your view, what are the main challenges facing Forestry
Engineers in Brazil today?
One of the main challenges faced by Forestry Engineering
professionals in Brazil is the large number of institutions
offering the course. Although many engineers graduate
each year, the market is not always able to absorb them
all, making it one of the first obstacles they must overcome
in their careers. Furthermore, the current scenario
demands skills that extend far beyond technical expertise.
Skills such as teamwork, interpersonal communication,
leadership, and strategic vision are increasingly valued
— especially in the Private Sector. However, these
skills are still rarely addressed in traditional Engineering
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Proteção inteligente para
sua floresta
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ENTREVISTA
pouco abordadas nas grades curriculares tradicionais das
engenharias, o que torna essencial que o estudante busque
seu próprio desenvolvimento nessas áreas, por meio de cursos
complementares, vivências práticas e experiências extracurriculares.
Apesar dos desafios, há caminhos promissores.
O terceiro setor e os concursos públicos têm se mostrado
alternativas interessantes, com oportunidades consistentes
e em expansão. A concorrência é alta, mas há espaço para
quem se dedica, está disposto a sair da zona de conforto,
mudar de cidade, conhecer novas culturas e ampliar seus
horizontes. Profissionais com esse perfil — resilientes, versáteis
e abertos ao aprendizado contínuo — certamente encontrarão
seu lugar no mercado e construirão uma trajetória
de sucesso.
>> Sua dissertação já tratava de comparações econômicas
entre espécies florestais e agrícolas. O que mudou nesse
cenário de rentabilidade ao longo dos últimos 20 anos?
A produção de madeira no Brasil, especialmente de pinus e
eucalipto, vem se consolidando ao longo dos anos, impulsionando
a expansão da área florestal e o crescimento de
diversas indústrias. O país se tornou líder mundial na produção
de celulose, o que fortaleceu significativamente o setor
de florestas plantadas. Esse avanço também impulsionou o
agronegócio, outro pilar da economia brasileira. O Brasil é
referência global na produção de soja e carne — atividades
que, assim como as florestas plantadas, competem por um
recurso essencial: a terra. Em várias regiões, a expansão
da soja tem pressionado áreas destinadas à silvicultura,
gerando disputas por espaço. Hoje, as florestas plantadas
de eucalipto estão concentradas principalmente em Minas
Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Bahia. Já no sul do
país, o pinus predomina. Embora outros Estados também
apresentem atividade florestal, esses são os principais polos.
Apesar da competição territorial, cada cultura parece ter
encontrado seu espaço, respeitando as vocações regionais
e contribuindo de forma complementar para o desenvolvimento
econômico do Brasil.
>> O que a bioeconomia da erva-mate representa para o
setor florestal e para a região sul do país?
A erva-mate é uma cultura profundamente enraizada na
tradição do sul do Brasil. Registros de mais de um século
mostram embarcações carregadas com a planta e cenas
do processo artesanal de secagem, evidenciando sua ligação
histórica com a colonização da região. Durante muito
tempo, seu uso esteve restrito à forma cancheada para o
chimarrão. No entanto, o mercado vem ampliando seu olhar
sobre a erva-mate, impulsionado pelo potencial de seus
componentes — como cafeína e antioxidantes — reconhecidos
por seus benefícios à saúde e à qualidade de vida.
Com o avanço da bioeconomia, surgem novas aplicações em
bebidas energéticas, cosméticos, alimentos e produtos farmacêuticos.
Em nosso estudo de doutorado, identificamos
mais de 190 marcas atuando no Brasil e no exterior com
produtos derivados de erva-mate, excluindo chimarrão e te-
curricula, making it essential for students to seek their
own development in these areas through complementary
courses, practical experiences, and extracurricular activities.
Despite the challenges, promising paths exist. The
Third-Party Sector and Civil Service exams have proven
to be interesting alternatives, offering consistent and
expanding opportunities. Competition is high, but there
is room for those who are dedicated, willing to leave
their comfort zone, move to a new city, learn about new
cultures, and broaden their horizons. Professionals with
this profile — resilient, versatile, and open to continuous
learning — will undoubtedly find their place in the market
and build a successful career.
Your dissertation already addressed economic comparisons
between forest and agricultural species. How
has this profitability scenario changed over the last 20
years?
Over the years, timber production in Brazil, mainly pine
and eucalyptus, has consolidated, driving the expansion
of forest areas and the growth of various industries.
Brazil has become a world leader in pulp production,
significantly strengthening the Planted Forest Sector. This
advance has also boosted agribusiness, another pillar
of the Brazilian economy. Brazil is a global benchmark
in soybean and meat production — activities that, like
planted forests, compete for an essential resource: land.
In several regions, the expansion of soybeans has pressured
areas designated for forestry, generating disputes
over land use. Currently, eucalyptus forests are primarily
located in Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo,
and Bahia. In the South of the Country, pine predominates.
While other states also have forestry activity, these
are the main centers. Despite territorial competition, it
appears that each crop has found its niche, respecting
regional specializations and contributing to Brazil’s economic
development in a complementary manner.
What role does the yerba mate industry play in the Forestry
Sector and in the Southern Region of the Country?
Yerba mate is a deeply traditional crop in Southern Brazil.
Records dating back more than a century depict ships
loaded with the plant and scenes of the artisanal drying
process, highlighting its historical connection to the
colonization of the Region. For a long time, its use was
limited to chimarrão. However, the market has expanded
its view of yerba mate, recognizing the potential of its
components, such as caffeine and antioxidants, which
are known to promote health and improve quality of
life. As the bioeconomy advances, new applications are
emerging in energy drinks, cosmetics, food, and pharmaceutical
products. In my doctoral study, I identified
over 190 brands in Brazil and abroad that offer yerba
mate-derived products, excluding chimarrão and tererê.
These high-value items represent an excellent opportunity
for producers. Proper management of cultivation areas
36 www.referenciaflorestal.com.br
ENTREVISTA
rerê. São itens de alto valor agregado, que representam uma
excelente oportunidade para os produtores. Com o manejo
adequado das áreas de cultivo, é possível atender a esses
nichos específicos e expandir significativamente o mercado
da erva-mate, agregando inovação à tradição.
>> Como enxerga o papel das empresas de base florestal,
na construção de políticas públicas e no diálogo com governos?
As empresas do setor florestal têm se posicionado de forma
cada vez mais ativa junto às esferas de governo, contribuindo
para o diálogo na construção de políticas públicas. Entre
os principais pleitos estão a melhoria da infraestrutura, a
simplificação dos processos de licenciamento ambiental
para atividades de baixo impacto e a revisão das questões
tributárias — três desafios estruturais que ainda demandam
atenção. Outro ponto crítico é a qualificação da mão
de obra. Muitas empresas têm buscado parcerias com o
poder público para implementar programas de capacitação
e treinamento, especialmente voltados às comunidades
do entorno das indústrias, fortalecendo a economia local
e promovendo inclusão produtiva. Esse engajamento tem
sido consistente, seja por iniciativas individuais ou por meio
de associações representativas. Além disso, o setor tem
demonstrado à sociedade que a atividade de base florestal
— em especial as florestas plantadas — é sustentável e alinhada
aos pilares social, ambiental e econômico, reforçando
seu papel estratégico no desenvolvimento do país.
>> De que forma a atuação em entidades associativas contribuem
para fortalecer o setor?
Essa atuação consistente das empresas junto ao poder
público ganha ainda mais força quando realizada de forma
coletiva, especialmente por meio do modelo cooperativo e
das entidades associativas. As associações estaduais e a IBÁ
são exemplos de instituições respeitadas, íntegras e com
ampla representatividade. Os associados dessas entidades
contam com uma base institucional sólida, pautada por altos
padrões de compliance e credibilidade, o que fortalece a
interlocução do setor diante das esferas públicas e privadas.
Por isso, acredito que o associativismo é o melhor caminho.
enables the targeting of these specific niches, significantly
expanding the yerba mate market while introducing
innovation to tradition.
How do you see the role of forestry companies in
shaping public policy and engaging in dialogue with
governments?
Companies in the Forestry Sector have been taking an
increasingly active stance with government bodies and
contributing to the dialogue on developing public policy.
Their main demands include infrastructure improvements,
simplified environmental licensing processes for
low-impact activities, and a review of tax issues — three
structural challenges that still require attention. Another
critical issue is workforce training. Many companies have
partnered with public authorities to implement training
and capacity-building programs, particularly in communities
surrounding industrial facilities. These programs
strengthen the local economy and promote productive
inclusion. This engagement has been consistent, whether
through individual initiatives or representative associations.
Additionally, the Sector has demonstrated to
society that forest-based activities, particularly those
involving planted forests, are sustainable and aligned
with the social, environmental, and economic pillars. This
reinforces their strategic role in the Country’s development.
How does involvement in associations help strengthen
the Sector?
Consistent engagement with public authorities by companies
gains strength when carried out collectively, primarily
through cooperative models and associations. State
associations and IBÁ are examples of respected, credible
institutions with broad representation. Their members
have a solid institutional foundation guided by high
standards of compliance and credibility. This strengthens
the Sector’s dialogue with the public and private spheres.
That is why I believe association is the best way forward.
Participating in a fair and well-organized representation
structure is essential to ensuring progress and protecting
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
Tecnologia em Fueiros
Segurança em Catracas
Precisão
em Balanças
O X da questão
no transporte de
carga florestal.
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nossa principal prioridade.
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para integrar tecnologia,
segurança e precisão para
gerar produtividade.
O equilíbrio perfeito no transporte
e na movimentação de madeira.
A concorrência é alta, mas há espaço para quem se
dedica, está disposto a sair da zona de conforto, mudar de
cidade, conhecer novas culturas e ampliar seus horizontes
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38 www.referenciaflorestal.com.br
ENTREVISTA
Estar inserido em uma estrutura de representação justa e
bem-organizada é essencial para garantir avanços e proteger
os interesses legítimos do setor florestal. As associações
cumprem esse papel com excelência, promovendo diálogo,
articulação e apoio técnico, contribuindo para que a atividade
florestal continue crescendo de forma sustentável, estratégica
e alinhada aos pilares social, ambiental e econômico.
>> Já teve passagem pela vida política. O que essa experiência
trouxe para sua carreira?
Fui vereador entre 2005 e 2008, período em que também
exerci a presidência da Câmara. Cumpri apenas um mandato,
por escolha própria, sem disputar a reeleição. Foi uma
experiência extremamente rica e transformadora. Meu pai
também havia sido vereador em tempos mais antigos, e
cresci ouvindo suas histórias sobre política — sobre a importância
da representação e de fazer o que é certo. Entrei na
vida pública com esse espírito: o de contribuir, colaborar e
cumprir meu papel com integridade. Tenho plena convicção
de que fiz o melhor que pude. Essa vivência me proporcionou
um entendimento profundo sobre o funcionamento do
governo, suas hierarquias e os processos decisórios. Ao longo
da minha trajetória na iniciativa privada, essa bagagem
política foi essencial para construir diálogos com o poder
público de forma ética, transparente e respeitosa.
>> Quais competências o profissional florestal precisa desenvolver
para se destacar em um mercado cada vez mais
competitivo e tecnológico?
Acredito que o aprendizado técnico, embora essencial, é
mais direto e acessível. O verdadeiro desafio está no desenvolvimento
interpessoal. É preciso buscar autoconhecimento
e aprender a se conectar com os outros — saber liderar
e ser liderado, colaborar em equipe, lidar com conflitos e
respeitar diferentes perspectivas. As competências mais
relevantes hoje estão nessa dimensão humana. Enquanto o
domínio técnico pode ser facilmente avaliado, o diferencial
está em como esse conhecimento é aplicado em sintonia
com as pessoas, os objetivos da empresa e os interesses da
sociedade. É essa capacidade de se relacionar com empatia,
clareza e propósito que constrói pontes e realmente transforma
a atuação profissional.
>> Que tendências ou oportunidades enxerga para o futuro
da silvicultura e da bioeconomia no Brasil?
O Brasil, com sua vasta extensão territorial e abundância
de recursos naturais, oferece inúmeras oportunidades para
o setor florestal. Temos acompanhado diversos anúncios
de expansão de empresas de base florestal e a construção
de novas plantas industriais, o que reforça a importância
estratégica da silvicultura. Afinal, toda nova fábrica — independentemente
do segmento — representa aumento na
demanda por madeira, impulsionando o desenvolvimento
das florestas plantadas dentro da cadeia de valor industrial.
O futuro da silvicultura no Brasil é promissor. Contamos com
vantagens competitivas e comparativas relevantes, como
the legitimate interests of the Forestry Sector. Associations
excel in this role by promoting dialogue, coordination,
and providing technical support. They contribute
to the sustainable and strategic growth of the Forestry
Sector, aligning with the social, environmental, and
economic pillars.
You have also had a stint in politics. What did that experience
bring to your career?
I was a City Councilman from 2005 to 2008 and also
served as Head of the City Council during that time. I
served only one term by choice and did not run for reelection.
It was a vibrant and transformative experience.
My father was also a city councilman, and I grew up
listening to his stories about politics and the importance
of representation, as well as the value of doing what is
right. I entered public life with this mindset: to contribute,
collaborate, and fulfill my role with integrity. I am fully
convinced that I did the best I could. This experience gave
me a profound understanding of how the government
operates, including its hierarchies and decision-making
processes. Throughout my career in the Private Sector,
my political background has been essential to building
ethical, transparent, and respectful dialogues with public
authorities.
What skills do forestry professionals need to develop to
stand out in an increasingly competitive and technological
market?
I believe that technical learning, although essential, is
more straightforward and accessible. The real challenge
lies in interpersonal development. You need to seek
self-knowledge and learn to connect with others — know
how to lead and be led, collaborate as a team, deal with
conflicts, and respect different perspectives. The most
relevant skills today lie in this human dimension. While
technical mastery can be easily assessed, the difference
lies in how this knowledge is applied in harmony with
people, company objectives, and society’s interests. It is
this ability to relate with empathy, clarity, and purpose
that builds bridges and truly transforms professional
performance.
What trends or opportunities do you foresee for the
future of forestry and the Bioeconomy in Brazil?
Brazil’s vast territory and abundance of natural resources
offer countless opportunities for the Forestry Sector.
Several forestry-based companies have announced
expansions and the construction of new industrial plants,
which reinforces the strategic importance of the Forestry
Sector. Every new factory, regardless of its segment, represents
an increase in demand for timber and drives the
development of planted forests within the industrial value
chain. The future of forestry in Brazil is promising. Brazil
has significant competitive and comparative advantages,
including fertile soil, ample water resources, and a vast
40 www.referenciaflorestal.com.br
ENTREVISTA
solo fértil, disponibilidade de água e território amplo — fatores
que nos posicionam como líderes naturais nesse setor.
No contexto da bioeconomia, além da produção de madeira,
há uma cadeia crescente de produtos não madeireiros com
alto valor agregado, como alimentos, cosméticos e insumos
farmacêuticos. Embora a qualificação da mão de obra ainda
seja um desafio, os profissionais que se dedicam à atividade
florestal demonstram alto nível de comprometimento e excelência
em performance, contribuindo diretamente para a
evolução do setor. O país também possui grande potencial
no mercado de créditos de carbono, ampliando ainda mais
as possibilidades de atuação sustentável. Com uma diversidade
de espécies — algumas já consolidadas e muitas ainda
por explorar — o Brasil está em posição privilegiada para
expandir sua silvicultura de forma inovadora, estratégica e
ambientalmente responsável.
>> Qual maior sonho que gostaria de ser lembrado em sua
trajetória profissional?
Acredito que o verdadeiro legado está nas relações humanas
— no convívio, nas experiências compartilhadas e nas
trocas genuínas com as pessoas que cruzam nosso caminho
ao longo da vida. Desejo que todos que estiveram, que estão
e que ainda estarão comigo nessa jornada mantenham
sempre uma visão otimista, mas com os pés no chão. Que
ajam com retidão, comprometimento, companheirismo e lealdade
— valores que considero fundamentais e pelos quais
gostaria de ser lembrado. Meu sonho é ver o Brasil consolidado
como uma potência florestal mundial em todas as suas
dimensões: pelas florestas plantadas, pelos serviços ecossistêmicos,
pela bioeconomia, pelas florestas nativas e por
toda a riqueza da nossa biodiversidade. Que esse imenso
potencial se converta em oportunidades reais de emprego e
renda, promovendo inclusão social e desenvolvimento sustentável.
Com visão estratégica, responsabilidade ambiental
e valorização das pessoas, o Brasil tem todas as condições
para assumir um papel de liderança na economia verde global
— de forma inovadora, justa e duradoura.
territory. These factors position us as natural leaders in
this Sector. In the context of the Bioeconomy, in addition
to wood production, a growing chain of high-value
non-wood products is emerging, including food, cosmetics,
and pharmaceutical inputs. Although training the
workforce remains challenging, forestry professionals
demonstrate a high level of commitment and excellence,
contributing directly to the Sector’s evolution. Brazil
also has excellent potential in the carbon credit market,
which further expands the possibilities for sustainable
action. Brazil is well-positioned to expand its forestry in
an innovative, strategic, and environmentally responsible
manner, given its diverse range of species — some
already well-established and many still to be explored.
Brazil is well-positioned to expand its forestry industry in
an innovative, strategic, and environmentally responsible
manner.
In closing, what is your greatest dream or legacy in your
professional career?
I believe the true legacy lies in human relationships — the
interactions, shared experiences, and genuine exchanges
with the people who cross our paths in life. I hope that
everyone who has been with me, is with me, and will be
with me on this journey always maintains an optimistic
outlook while keeping their feet firmly on the ground. I
hope they act with integrity, commitment, camaraderie,
and loyalty — values I consider fundamental, and by
which I would like to be remembered. My dream is to
see Brazil established as a global leader in forestry in all
areas: planted forests, ecosystem services, the bioeconomy,
native forests, and our diverse biodiversity. I hope
this immense potential translates into real employment
and income opportunities, promoting social inclusion and
sustainable development. With strategic vision, environmental
responsibility, and a commitment to people, Brazil
has everything it needs to take on a leadership role in the
global green economy in an innovative, fair, and lasting
way.
Meu sonho é ver o Brasil consolidado como uma potência
florestal mundial em todas as suas dimensões: pelas
florestas plantadas, pelos serviços ecossistêmicos, pela
bioeconomia, pelas florestas nativas e por toda a riqueza
da nossa biodiversidade
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Foto: divulgação
Mesmo sob calor extremo, o uso da roupa anticorte é indispensável para quem
opera motosserra. Entenda como a tecnologia ameniza o desconforto térmico.
T
rabalhar com motosserra é uma atividade que
exige atenção constante, técnica apurada e
equipamentos de proteção adequados. Entre
esses, a roupa anticorte é obrigatória. Ela é o
principal escudo entre o operador e a corrente
de corte — um erro de segundos pode ser fatal. Mas, sob o sol
intenso do verão brasileiro, o desafio do calor se impõe como
uma realidade difícil de ignorar.
PROTEÇÃO QUE RESPIRA
As roupas anticorte foram pensadas desde a sua origem
para equilibrar proteção e ventilação. Apesar de contarem com
até oito camadas internas de fibras sintéticas, capazes de interromper
instantaneamente o movimento da corrente em caso
de contato, essas mesmas fibras possuem estrutura projetada
para permitir respiração e transpiração natural da pele. A tecnologia
empregada nos tecidos favorece a passagem do ar e a
evaporação do suor, mantendo o conforto térmico dentro do
possível, mesmo em jornadas longas sob o calor.
DIRETO SOBRE A PELE — COM EXCEÇÕES
Diferentemente do que muitos ainda acreditam, a roupa
anticorte pode ser usada diretamente sobre a pele, dispensando
camadas adicionais de tecido. Essa característica reduz o volume,
melhora a mobilidade e ajuda a dissipar o calor corporal.
A exceção fica para as atividades realizadas em redes
elétricas, onde é obrigatória a utilização de uma vestimenta
retardante à chama (FR) sob a roupa anticorte, para garantir
proteção também contra o arco elétrico.
CONJUNTO COMPLETO DE SEGURANÇA
A vestimenta completa é composta por calça, camisa e luvas
anticorte, formando um conjunto que protege as principais
áreas de risco durante o uso da motosserra. Em se tratando
de calças anticorte, há diferentes configurações disponíveis no
mercado. Alguns modelos oferecem proteção integral de 360°,
cobrindo toda a circunferência das pernas, enquanto outros
apresentam proteção apenas nas regiões frontal e laterais. A
escolha do modelo deve levar em conta o tipo de operação, a
postura de trabalho e o tempo de uso diário, de modo a equilibrar
segurança, conforto e mobilidade.
corpo e reduzindo o atrito em pontos de dobra. Isso se traduz
em menor fadiga e maior segurança, especialmente em operações
prolongadas.
CALOR EXIGE PLANEJAMENTO
Mesmo assim, a sensação térmica durante o trabalho continua
sendo um desafio. A combinação de sol, esforço físico e
camadas de tecido protetivo exige cuidados adicionais: pausas
regulares, hidratação constante e planejamento das atividades
em horários de menor incidência solar. Essas medidas, longe
de representar perda de produtividade, são fundamentais para
preservar a saúde e manter a atenção — fatores essenciais para
prevenir acidentes.
SEGURANÇA É UM ATO DE RESPONSABILIDADE
Vale lembrar que a roupa anticorte não substitui outros
equipamentos de proteção individual, mas atua em conjunto
com eles. Botas de segurança, perneira, capacete, abafadores,
protetor facial, óculos de proteção, camisa e luva anticorte
completam o conjunto de EPI (equipamento de proteção individual)
necessário para uma operação segura.
O uso correto da roupa anticorte deve ser encarado não
como uma obrigação, mas como um ato de responsabilidade.
Cada camada de fibra representa uma barreira entre o profissional
e o risco. E cada gota de suor, um lembrete do equilíbrio
que se busca diariamente entre segurança, conforto e desempenho.
O FUTURO DO VESTUÁRIO FLORESTAL
O futuro do vestuário de proteção florestal segue avançando.
Novos materiais prometem unir leveza, resistência e conforto
térmico ainda maiores.
Mas, enquanto o calor seguir desafiando quem trabalha
sob o sol, o compromisso com a prevenção e o uso correto dos
EPIs continua sendo a melhor tecnologia disponível — aquela
que salva vidas.
TECNOLOGIA E ERGONOMIA EM CAMPO
Os avanços tecnológicos também trouxeram ganhos importantes
em ergonomia e conforto. As peças atuais são mais leves,
ajustadas e flexíveis, favorecendo o movimento natural do
44 www.referenciaflorestal.com.br
Foto: divulgação
PRINCIPAL
Panorama de doenças
FLORESTAIS
Principais doenças e o manejo
integrado no setor florestal brasileiro
Fotos: divulgação
Bióloga Autora: Doutora Cristiane de Pieri -
Consultora Técnica Comercial Dinagro
O
setor florestal brasileiro expande-se ano
a ano, segundo o relatório anual da IBÁ
(Indústria Brasileira de Árvores, 2024), com
10,2 milhões de ha (hectares) de florestas
plantadas abrangendo espécies florestais
como o pinus (19% do total do setor, 1,92 milhão de ha), a
acácia, a seringueira, a teca, a araucária (espécies que ocupam
cerca de 500 mil ha), e também agora as nativas plantadas.
Entretanto, a eucaliptocultura consolidou-se como uma
das principais atividades do setor florestal brasileiro, abrangendo
7,83 milhões de ha, o que corresponde a 76% da
área total plantada. Dados com certeza ainda maiores serão
evidenciados neste ano de 2025. Esse número representa
um crescimento de 41% nos últimos 10 anos, evidenciando
a crescente importância dessa cultura na economia florestal
brasileira, fornecendo matéria-prima essencial para segmentos
estratégicos como papel e celulose, carvão vegetal
para siderurgia, painéis, móveis e biomassa para geração de
energia e construção civil.
O Brasil é líder mundial em produtividade de Eucalyptus
spp., e essa cadeia produtiva tem importante papel socioeconômico,
gerando empregos, renda e contribuindo para o
desenvolvimento de comunidades rurais. Além disso, a elevada
produtividade obtida nos plantios brasileiros, comparada
a outros países, é resultado da combinação entre condições
edafoclimáticas favoráveis, avanços em melhoramento genético,
técnicas silviculturais modernas e investimentos em
pesquisa e tecnologia.
46 www.referenciaflorestal.com.br Outubro 2025 47
PRINCIPAL
Em relação à distribuição dos plantios florestais pelo
território brasileiro, os principais Estados são Minas Gerais
(mais de 2 milhões de 200 mil ha), Mato Grosso do Sul (mais
de 1 milhão e 300 mil ha), São Paulo (quase 1 milhão de ha),
Paraná (mais de 400 mil ha) e Santa Catarina (mais de 300
mil ha), que juntos somam 69% da área plantada do Brasil.
No entanto, esse cenário de alta produtividade e expansão
territorial, frequentemente em sistemas homogêneos de
monocultivo, também aumenta a vulnerabilidade dos plantios
a fatores abióticos, como exemplos o déficit hídrico, a má formação
radicular, o excesso de água, o vento, o fogo, a geada,
a fitotoxicidade por herbicidas, entre outros e, bióticos, entre
os quais as doenças exercem papel de destaque.
As doenças florestais representam uma das maiores
ameaças à sustentabilidade e à competitividade da eucaliptocultura
nacional, podendo causar, desde perdas localizadas
em viveiros, até severos prejuízos em áreas de produção, resultando
em perdas expressivas de produtividade e qualidade
da madeira. Patógenos como fungos, bactérias e organismos
do solo têm capacidade de reduzir o crescimento, comprometer
a qualidade da madeira e, em casos extremos, provocar
a morte de árvores. Além disso, a introdução e adaptação de
novos agentes fitopatogênicos, favorecidos pelas mudanças
climáticas e pelo comércio global de mudas e materiais vegetais,
intensificam os riscos fitossanitários.
Neste contexto, o estudo das doenças na eucaliptocultura
é de fundamental importância, não apenas pela necessidade
de minimizar perdas econômicas, mas também por sua
relevância na manutenção da competitividade do setor e na
adoção de práticas de manejo integrado mais sustentáveis. A
compreensão da epidemiologia, biologia, ecologia e da diversidade
de patógenos envolvidos e da interação destes com o
hospedeiro e o ambiente é essencial para orientar programas
de melhoramento genético, políticas de vigilância fitossanitária
e estratégias de monitoramento e manejo eficazes que
assegurem a continuidade do papel de destaque do Brasil no
setor florestal mundial.
Mancha de Calonectria
(Fungo: = complexo Cylindrocladium spp.)*
ENTRE AS PRINCIPAIS DOENÇAS QUE AFETAM A
EUCALIPTOCULTURA NO BRASIL, DESTACAM-SE:
1. DOENÇAS FOLIARES
Constituem um dos principais entraves nos estágios iniciais
da eucaliptocultura, afetando, além de viveiros, talhões
jovens, quando a planta depende de uma área foliar saudável
para seu crescimento.
1.1 - Ferrugem do eucalipto
(Fungo: Austropuccinia psidii)
A ferrugem do eucalipto, causada por Austropuccinia
psidii, é uma das doenças foliares mais importantes da eucaliptocultura
brasileira, afetando principalmente mudas, plantas
jovens e brotações novas. Os primeiros sintomas incluem
pequenas pústulas amareladas ou alaranjadas na face inferior
das folhas, que evoluem para lesões necróticas à medida que
o tecido é destruído pelo patógeno. Frequentemente observa-se
deformação de folhas e brotos, encurvamento, queda
prematura das folhas e pequenas rachaduras nos galhos e
troncos. Em ataques severos, a doença pode comprometer
o crescimento inicial da planta, perda da dominância apical,
reduzir a área fotossintética e até levar à morte plantas jovens.
A ferrugem se manifesta preferencialmente em condições
de alta umidade e temperaturas que variam de 21˚C (graus
Celsius) a 27˚C ± 1˚C, propagando-se rapidamente em plantios
adensados e em regiões com clima favorável à germinação
dos esporos.
1.2 - Mancha de Calonectria
(Fungo: = complexo Cylindrocladium spp.)*
A mancha de Calonectria é uma doença foliar de importância
significativa em eucaliptos, especialmente em viveiros
e talhões jovens. O patógeno infecta principalmente folhas,
brotações e ponteiros, causando lesões necróticas circulares
a irregulares de coloração marrom nas folhas basais, que podem
coalescer e formar manchas maiores. Com a progressão
da doença, observa-se desfolha prematura, principalmente
Foto: Prof. Dr. Edson Luiz Furtado (FCA, Unesp – Botucatu, SP)
Ferrugem do eucalipto
(Fungo: Austropuccinia psidii)
Foto: Prof. Dr. Edson Luiz Furtado (FCA, Unesp – Botucatu, SP)
no terço inferior das árvores, comprometendo a área foliar
e reduzindo a fotossíntese. Em casos severos, o patógeno
pode afetar pontas de ramos e brotações, levando à morte
de ponteiros e ao atraso do crescimento das mudas. Fatores
como alta umidade, adensamento de plantas e temperatura
relativamente alta (≥ 25˚C) favorecem a propagação rápida do
fungo e acometem plantios de até 3 anos de idade. Em sistemas
de viveiros, a doença pode causar perdas significativas
de mudas, enquanto em campo contribui para a redução de
vigor e desenvolvimento inicial das árvores.
1.3 - Manchas de bacterioses
(Bactérias: Pseudomonas spp. e Xanthomonas spp.)
As manchas foliares bacterianas em eucalipto, causadas
por espécies de Xanthomonas e Pseudomonas, constituem
doenças foliares de menor frequência, mas com impacto relevante
em viveiros e plantios jovens de eucalipto. As infecções
por xanthomonas geralmente se manifestam como lesões necróticas
pequenas e amareladas nas folhas, com bordas bem
delimitadas e, em alguns casos, halo clorótico. Em condições
favoráveis de umidade elevada, as lesões podem coalescer,
levando à queda precoce das folhas e comprometimento
do crescimento das mudas. Na sintomatologia causada por
pseudomonas, observa-se manchas irregulares e translúcidas,
frequentemente acompanhadas de exsudação bacteriana
que pode formar gotículas sobre a superfície foliar. As folhas
afetadas apresentam necrose progressiva, podendo ocorrer
desfolha e deformação de brotações jovens. Fatores como
alta umidade, chuva frequente, adensamento de mudas e
ferimentos mecânicos favorecem a infecção e a disseminação
dessas bactérias. Os sintomas podem ser observados em
condições de longo período de molhamento foliar, períodos
chuvosos e de altas temperaturas. Embora a mortalidade de
Foto: Prof. Dr. Edson Luiz Furtado (FCA, Unesp – Botucatu, SP)
Murcha de Ceratocistis
(Fungo: Ceratocystis spp.)
plantas adultas seja rara, o impacto se reflete principalmente
na redução de vigor, atraso do crescimento inicial e necessidade
de manejo fitossanitário intensivo em viveiros e áreas
de novas de plantios.
2. DOENÇAS VASCULARES
São doenças que atingem os tecidos vasculares, comprometendo
assim o transporte de água e nutrientes, levando
à murcha, o decaimento progressivo da árvore ou ainda à
morte súbita.
2.1 - Murcha de Ceratocistis
(Fungo: Ceratocystis spp.)
A murcha de Ceratocystis, causada principalmente por
Ceratocystis fimbriata, é considerada uma das doenças vasculares
mais destrutivas em plantios de eucalipto no Brasil. O
patógeno penetra geralmente por ferimentos no colo, raízes
ou tronco, frequentemente associados a práticas silviculturais
ou ao ataque de insetos. Os primeiros sintomas observados
são murcha repentina da copa e amarelecimento ou escurecimento
das folhas, que permanecem presas à planta mesmo
após a morte. Internamente, nota-se o escurecimento dos
vasos condutores em cortes transversais e longitudinais
do tronco e ramos, formando estrias ou anéis de coloração
marrom a marrom escuro no lenho. Em muitos casos ocorre
exsudação de resina ou goma no tronco próximo ao ponto
de infecção. O avanço da doença resulta em seca progressiva
de ramos, em estágios mais severos, formação de cancros no
tronco e morte súbita da planta. Esses sintomas podem levar
à mortalidade em larga escala, representando significativo
impacto econômico para a eucaliptocultura. As condições
favoráveis para o seu desenvolvimento é alta temperatura,
gradagem, poda e maiores evidência em solos arenosos.
Foto: Prof. Dr. Edson Luiz Furtado (FCA, Unesp – Botucatu, SP)
48 www.referenciaflorestal.com.br
Outubro 2025
49
PRINCIPAL
2.2 - Murcha de Ralstonia
(Bactéria: Ralstonia spp.)
A doença causada por Ralstonia solanacearum em eucalipto,
também conhecidas como murcha bacteriana, é um patógeno
vascular de importância crescente, especialmente em
mudas e plantios jovens. O microrganismo invade o sistema
vascular pela raiz ou ferimentos no colo, bloqueando o fluxo
de água e nutrientes. Os principais sintomas incluem murcha
súbita da copa, amarelamento ou arroxeamento das folhas,
inicialmente em alguns ramos e, posteriormente, em toda a
planta, com desfolha basal. Observa-se frequentemente a
morte regressiva das mudas afetadas. Em cortes do colo ou
raízes, o lenho pode apresentar exsudação do pus bacteriano:
material leitoso ou viscoso, característica da colonização
bacteriana do xilema. Fatores predisponentes incluem solos
encharcados, altas temperaturas e estresse hídrico, que favorecem
a proliferação da bactéria e a manifestação rápida
dos sintomas. Embora seja mais comum em mudas, em condições
severas a bactéria pode comprometer plantas jovens
em campo, resultando em perdas significativas de produção.
2.3 - Murcha de Erwinia
(Bactéria: Erwinia spp.)
As doenças causadas por espécies do gênero Erwinia em
eucalipto caracterizam-se principalmente por podridões e
murchas bacterianas, afetando tanto mudas quanto árvores
jovens em campo. A infecção geralmente ocorre por ferimentos
em raízes, tronco ou ramos, permitindo a entrada
da bactéria nos tecidos vasculares. Os principais sintomas
incluem amolecimento e descoloração do colo e da base do
caule, murcha de ramos e folhas, seguida de seca e pequenas
lesões observadas nas nervuras, e necrose progressiva dos
Patógenos como fungos,
bactérias e organismos
do solo têm capacidade
de reduzir o crescimento,
comprometer a qualidade
da madeira e, em casos
extremos, provocar a
morte de árvores
Foto: Prof. Dr. Edson Luiz Furtado (FCA, Unesp – Botucatu, SP)
Murcha de Ralstonia
(Bactéria: Ralstonia spp.)
tecidos. Em casos severos, ocorre a morte rápida ou gradual
da planta. A doença tende a se desenvolver em condições
de alta umidade, solos mal drenados e estresse ambiental,
que favorecem a multiplicação da bactéria. Embora menos
frequente que outras bactérias fitopatogênicas do eucalipto,
Erwinia pode causar perdas significativas em viveiros e talhões
jovens, exigindo atenção no manejo sanitário e na escolha de
áreas de plantio.
O MIDP (manejo integrado de doenças de plantas) é uma
estratégia que combina métodos culturais, físicos, mecânicos,
químicos, biológicos e genéticos para reduzir a incidência e a
severidade de fitopatógenos de forma sustentável no campo.
Atualmente as práticas no campo devem ir além de tratos
culturais como a rotação de cultura, ou plantios consorciados,
espaçamento adequado, irrigação e drenagem, o uso de
clones resistentes ou moderadamente resistentes, da rotação
de ingredientes ativos entre fungicidas sistêmicos e protetores
de contato, bactericidas, é preciso inovar, acrescentar
ferramentas no manejo integrado e o enfoque em extratos
botânicos e agentes biológicos têm ganhado destaque devido
à menor toxicidade, redução do uso de agroquímicos e de
impactos ambientais, menor risco de resistência ao patógeno,
compatibilidade com sistemas de produção, buscando o
equilíbrio entre produção e ecologia e possibilitando a indução
de mecanismos naturais de defesa das plantas.
Os agentes biológicos envolvem o uso de microrganismos
ou de produtos derivados do seu metabolismo para controlar
patógenos de plantas. Alguns deles agindo diretamente
sobre o fitopatógeno, atuam por mecanismos como competição,
antibiose, parasitismo ou promovendo e induzindo a
resistência do hospedeiro à doenças. Alguns exemplos são
os fungos benéficos dos gêneros Trichoderma spp., Gliocladium
spp., capazes de antagonizar fungos fitopatogênicos
por competição e produção de enzimas líticas; bactérias dos
gêneros Bacillus spp., Pseudomonas fluorescens, que atuam
produzindo antibióticos, sideróforos e estimulando respostas
defensivas da planta; microrganismos endofíticos (fungos e
bactérias) que habitam o interior da planta e fortalecem a
Foto: Prof. Dr. Edson Luiz Furtado (FCA, Unesp – Botucatu, SP)
resistência natural a patógenos que podem ser utilizados na
inoculação de mudas, irrigação com suspensões microbianas
ou formulações comerciais de biofungicidas.
Já os extratos vegetais são preparados a partir de folhas,
sementes, cascas, raízes flores ou frutos de diversas plantas,
contendo compostos bioativos com efeito antifúngico, antibacteriano
ou nematicida. Possuem ação direta sobre os
patógenos, inibindo o crescimento micelial, a germinação de
esporos ou a multiplicação bacteriana ou ainda como indutores
de resistência, promovendo o estímulo da produção de
compostos secundários, como alcaloides, flavonoides, taninos
e óleos essenciais, aumentando a produção de fitoalexinas e
lignificação estimulando respostas de defesa da planta. Alguns
exemplos: o Neem (Azadirachta indica) e o Ruibarbo chinês
(Rheum palmatum).
Assim, o manejo integrado de doenças representa um
pilar essencial para a sustentabilidade da eucaliptocultura no
Brasil, uma vez que possibilitam reduzir perdas econômicas,
preservar a longevidade dos plantios e minimizar o impacto
ambiental decorrente do uso excessivo de defensivos químicos.
A integração de medidas genéticas, culturais, biológicas
e químicas permite não apenas controlar os principais fitopatógenos,
mas também promover maior equilíbrio ecológico
no sistema de produção, contribuindo diretamente para a
competitividade do setor florestal brasileiro, assegurando
produtividade, qualidade da madeira e resiliência, frente a
cenários de intensificação de pragas e doenças.
Os extratos vegetais
são preparados a partir
de folhas, sementes,
cascas, raízes flores
ou frutos de diversas
plantas, contendo
compostos bioativos
com efeito antifúngico,
antibacteriano ou
nematicida
*Nota: O gênero Cylindrocladium, frequentemente citado na literatura mais antiga como agente causal de manchas foliares e tombamento de mudas
em eucalipto, foi reclassificado como Calonectria com base em estudos filogenéticos e análises moleculares. Assim, ambos os termos referem-se ao mesmo
grupo de patógenos, sendo Calonectria a nomenclatura atualmente aceita.
50 www.referenciaflorestal.com.br Outubro 2025 51
SILVICULTURA
Produção florestal
EM ALTA
Silvicultura e manejo
impulsionam recordes e
exportações em todo o Brasil
Fotos: divulgação
O
Brasil alcançou em 2024 um marco
histórico na produção florestal, com
valor total de R$ 44,3 bilhões, crescimento
de 16,7% em relação ao ano
anterior. A atividade está presente
em 4.921 municípios e continua sendo impulsionada
principalmente pela silvicultura, que responde por R$
37,2 bilhões do total, com alta de 17,4%. Desde 1998,
a silvicultura supera a extração vegetal em valor de
produção, consolidando-se como o principal motor da
cadeia florestal brasileira.
A extração vegetal também apresentou desempenho
positivo, com crescimento de 13% e valor de produção
superior a R$ 7 bilhões. Os dados são da PEVS
(Pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura), divulgada
pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo Carlos Alfredo Guedes, gerente de
Agricultura do IBGE, o setor tem sido impulsionado por
avanços tecnológicos e pela valorização da celulose no
mercado internacional. “Comparando 2019 com 2024,
a produção cresceu 140%, reflexo direto do preço elevado
da celulose e dos investimentos em tecnologia e
expansão das áreas plantadas”, analisa Carlos.
Entre os produtos madeireiros da silvicultura, todos
os grupos registraram crescimento. A madeira destinada
à fabricação de papel e celulose teve aumento
de 28% no valor da produção. A madeira em tora para
outras finalidades cresceu 18%, o carvão vegetal subiu
6,3% e a lenha teve alta de 7%.
A área total de florestas plantadas no país chegou
a 9,9 milhões de ha (hectares), com acréscimo de
217,8 mil ha em 2024, o equivalente a 2,2% de crescimento.
O eucalipto domina o cenário, ocupando 7,7
milhões de ha, seguido pelo pinus. Juntas, essas espécies
representam 96,2% da cobertura florestal voltada
à silvicultura comercial.
52 www.referenciaflorestal.com.br
Outubro 2025
53
SILVICULTURA
MATO GROSSO DO SUL
GANHA PROTAGONISMO
O crescimento da silvicultura foi especialmente
expressivo em Mato Grosso do Sul, que passou da
sétima para a quinta posição no ranking nacional de
valor de produção. O Estado tem atraído fábricas e
investimentos devido ao clima favorável ao cultivo de
eucalipto e à disponibilidade de terras. O município de
Três Lagoas (MS) se destacou ao subir da sexta para
a segunda posição entre os maiores produtores, com
R$ 579,2 milhões em valor de produção, sendo R$ 567
milhões provenientes da madeira em tora para papel e
celulose. O volume produzido foi de 5,6 milhões de m3
(metros cúbicos), crescimento de 159,6% em relação
ao ano anterior.
Ribas do Rio Pardo também se consolidou como
referência, com a maior área plantada do Brasil, totalizando
381,6 mil ha, aumento de 17,4% em relação a
2023. A participação nacional do município passou de
3,4% para 3,9%. No total, Mato Grosso do Sul possui
1,5 milhão de ha de florestas plantadas, dos quais
99,6% são de eucalipto. Seis dos dez municípios com
maiores áreas de florestas plantadas estão no Estado,
reforçando sua liderança no setor.
Minas Gerais continua sendo o Estado com maior
valor de produção na silvicultura, com R$ 8,5 bilhões,
o equivalente a 22,8% do total nacional. O Estado também
lidera na produção de carvão vegetal, com 83,3%
do volume nacional, embora tenha registrado queda
de 6,8% na quantidade e de 0,5% no valor da produção.
João Pinheiro (MG), terceiro maior município em
valor de produção, gerou R$ 456,1 milhões, com destaque
para o carvão vegetal, apesar da redução de 24,4%
na quantidade e de 18,1% no valor nominal.
EXPORTAÇÕES E EXTRATIVISMO
EM ASCENSÃO
A celulose consolidou sua importância nas exportações
brasileiras. Segundo dados da Secex (Secretaria
de Comércio Exterior), foram exportadas 19,7 milhões
de toneladas em 2024, gerando US$ 10,6 bilhões, um
aumento de 33,2% em relação ao ano anterior. O produto
ocupou o oitavo lugar no ranking das exportações
nacionais. O setor de madeira em tora para papel e
celulose manteve sua trajetória de crescimento, atingindo
R$ 14,9 bilhões em valor de produção, com alta
de 28%. Em volume, foram produzidos 122,1 milhões
de m3, superando o recorde anterior de 113 milhões
em 2023.
A participação dos produtos madeireiros continua
dominante na silvicultura, representando 98,3%
do valor total. O crescimento foi de 17,4% em áreas
plantadas e de 15,4% na extração vegetal, revertendo
a tendência de estabilidade observada desde 2021.
Na extração vegetal, os produtos madeireiros também
lideram, com 65,6% do valor total, seguidos pelos alimentícios
(28,6%), ceras (3,4%), oleaginosos (1,7%) e
outros (0,8%).
54 www.referenciaflorestal.com.br
SILVICULTURA
Comparando 2019 com 2024,
a produção cresceu 140%,
reflexo direto do preço
elevado da celulose e dos
investimentos em tecnologia e
expansão das áreas plantadas
Carlos Alfredo Guedes,
gerente de Agricultura do IBGE
Em 2024, o valor da produção obtido por meio
da extração vegetal apresentou um aumento de 13%,
totalizando R$ 7 bilhões. Nos anos anteriores, o crescimento
foi modesto, com variações de 0,3% em 2023 e
queda de 0,3% em 2022. A alta atual foi impulsionada
principalmente pela produção de carvão vegetal, que
cresceu 43%. Mato Grosso e Pará responderam por
59,6% da quantidade total extraída de madeira em
tora, representando 77% do valor de produção nacional.
O Pará manteve a liderança, com 4,5 milhões de
m3, apesar da redução de 10,4% na extração.
Dos grupos que compõem a exploração extrativista,
apenas os produtos aromáticos e tanantes registraram
queda no valor da produção, com retrações de
45,6% e 8,7%, respectivamente. Até 2020, a exploração
extrativista de madeira vinha perdendo espaço, sendo
gradualmente substituída pela produção oriunda de
florestas cultivadas. No entanto, desde 2021, houve
retomada, especialmente com o avanço da produção
de madeira em tora e carvão vegetal.
PERSPECTIVAS PARA O SETOR
Os dados da PEVS 2024 confirmam o vigor da
cadeia florestal brasileira, com destaque para a silvicultura
como principal vetor de crescimento. O avanço
tecnológico, a valorização da celulose e a expansão
das áreas plantadas têm impulsionado o setor, que se
consolida como estratégico para a economia nacional.
A diversificação regional, com destaque para Mato
Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná, reforça a capilaridade
da produção e abre novas oportunidades para
investimentos e desenvolvimento sustentável.
Com recordes sucessivos, aumento nas exportações
e expansão territorial, o Brasil reafirma sua posição
como potência florestal global. A tendência é de
continuidade no crescimento, com foco em inovação,
sustentabilidade e competitividade internacional. O
setor florestal, cada vez mais integrado à indústria e
ao comércio exterior, mostra que suas raízes estão
fincadas no presente, mas com os olhos voltados para
o futuro.
56 www.referenciaflorestal.com.br
EVENTO
“Foi um evento completo da área técnica, que trouxe
a silvicultura prática para a sala de aula”, destacou Pedro,
entusiasmado com o formato dinâmico e objetivo adotado.
A proposta foi transmitir experiências reais do campo,
desde o planejamento até a colheita, abordando toda a
cadeia da silvicultura com protocolos aplicados na prática
florestal.
Segundo o diretor, a alta demanda da consultoria e de
seus clientes evidenciou a necessidade de um evento estruturado
e técnico. “Tivemos participantes de 17 estados
brasileiros e representantes de cinco países: Paraguai, Peru,
Argentina, Chile e Uruguai”, ressaltou Pedro, reforçando o
alcance internacional da iniciativa.
A equipe da Francio Soluções Florestais se dedicou
intensamente para entregar uma experiência única. “Todos
estavam satisfeitos. Foram 30 horas de treinamento contínuo,
com conteúdo técnico de alto nível. A estrutura foi pensada
para garantir acesso à informação de qualidade, e a resposta
do público superou todas as expectativas”, acrescentou.
A procura foi tão intensa que, 30 dias antes do evento,
todas as vagas presenciais já estavam esgotadas. Por isso, a
organização abriu uma versão online, com transmissão ao
Foi um evento
completo da área
técnica, que trouxe
a silvicultura prática
para a sala de aula
Pedro Francio Filho,
diretor da Francio Soluções
Florestais
ForestMax
EVENTO TÉCNICO APRESENTOU PROTOCOLOS
ÚNICOS PARA PRODUTIVIDADE NA SILVICULTURA
Fotos: Francio Soluções Florestais
D
e 9 a 11 de setembro de 2025, foi realizado o
ForestMax, evento que se consolidou como
um dos mais relevantes do calendário florestal
nacional. A imersão técnica, promovida pela
Francio Soluções Florestais, teve como foco a
capacitação prática e estratégica de produtores e profissionais
do setor, reunindo conteúdos essenciais para o sucesso
da silvicultura moderna.
Com uma programação voltada a quem busca produtividade,
sustentabilidade e retorno econômico, o evento
abordou os fundamentos da silvicultura de alta performance
— do planejamento à colheita.
Entre os temas trabalhados ao longo dos três dias estiveram
o planejamento e a implantação de florestas de uso
múltiplo, a escolha da área, o preparo do solo e a definição
do material genético ideal. Também foram discutidos os fertilizantes
e herbicidas mais indicados para cada fase do cultivo,
além da sequência operacional das atividades florestais e o
momento certo para cada intervenção no campo. O objetivo
foi capacitar os participantes para uma tomada de decisão
segura e embasada nas melhores práticas.
Pedro Francio Filho, diretor da Francio Soluções Florestais
e organizador do evento, compartilhou os bastidores e os
desafios de realizar um encontro desse porte:
58 www.referenciaflorestal.com.br Outubro 2025 59
EVENTO
vivo e gravação disponível na plataforma da empresa. “Nunca
imaginávamos tanto sucesso. As salas estavam lotadas, e
muita gente tentou se inscrever na última hora, mas não
havia mais espaço”, comentou Pedro.
Marcelo Schmid, sócio-diretor do Grupo Index, também
elogiou o evento: “É um evento fabuloso, sem igual no país.
O ForestMax é de suma importância, pois o Brasil precisa
melhorar a produtividade de suas florestas — e esse evento
abre portas para suprir essa demanda. As informações trazidas
pela equipe da Francio Soluções Florestais são essenciais
para a valorização do setor florestal, que é uma verdadeira
vocação do nosso país.”
Manoel de Freitas, engenheiro florestal e um dos grandes
nomes da silvicultura nacional, valorizou o foco em educação
e transmissão de conhecimento. “No ForestMax pude conhecer
as práticas mais recentes e adequadas ao momento atual
da silvicultura. Um evento como esse é uma oportunidade
única de aprender o verdadeiro estado da arte do nosso setor,
tanto para nosso crescimento pessoal, quanto profissional.”
Carlos Bocangel, participante vindo do Peru, enalteceu a
experiência: “Viemos com a mente aberta e ficamos muito
felizes em participar, questionar e aprender com o conteúdo
prático. Levamos uma bagagem valiosa de conhecimento de
volta para casa.”
Já Martin Vargas, gerente de produção da Campo
Morumbi, do Paraguai, destacou: “Um evento excelente,
com muita informação e tecnologia. Esses aprendizados
certamente contribuirão para o crescimento da silvicultura
em nosso país.”
A expectativa para a próxima edição já está criada. A
equipe iniciou o planejamento do ForestMax 2026, mantendo
a proposta de ser um evento técnico exclusivo do setor
florestal brasileiro. “Já temos muita gente nos procurando.
Foi satisfatório para os participantes, patrocinadores e para
todos nós da Francio Soluções Florestais”, concluiu Pedro.
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MINUTO FLORESTA
PULVERIZAÇÃO
INTELIGENTE
Aplicação via drone transforma
práticas florestais com eficiência,
segurança e sustentabilidade
Aaplicação de defensivos agrícolas com drones
vem se consolidando como prática inovadora
e eficiente no setor florestal. Aliando precisão,
agilidade e sustentabilidade, essa tecnologia tem
transformado o manejo das áreas de cultivo e
apresenta vantagens expressivas quando comparada a métodos
tradicionais. Este material, produzido pela Envu Floresta,
empresa especializada em soluções para o setor, reúne orientações
fundamentais sobre boas práticas de aplicação via drone
e integra a visão de especialistas acadêmicos sobre o futuro da
silvicultura.
Entre os benefícios, destacam-se a precisão no direcionamento
dos produtos, a capacidade de atingir áreas declivosas
ou de difícil acesso e a redução do tempo de deslocamento
das equipes. Outro ponto de grande relevância é a menor exposição
dos trabalhadores aos defensivos, reforçando a saúde
ocupacional e a responsabilidade social das operações. Do ponto
de vista operacional, a automação garante repetibilidade,
assegurando padronização, além de eliminar a compactação
do solo, comum em operações terrestres. A economia de água
também chama atenção: aplicações de 20 L.ha-1 (litros por
hectare) contra 100 a 200 L.ha-1 em métodos tradicionais. “Os
drones permitem aplicações localizadas, reduzem custos e integram-se
a sistemas digitais, com potencial para pulverizações
em taxa variável e registros detalhados das operações”, salienta
Samuel Assis, professor de engenharia rural da Ufes (Universidade
Federal do Espirito Santo) e coordenador do LabMAP (Laboratório
de Mecanização e Agricultura de Precisão e Digital).
Para que a eficiência seja alcançada, é preciso respeitar
parâmetros técnicos. A Envu recomenda volumes de calda de
20 a 40 L.ha-1, altura de voo entre 1,5m e 3m (metros) e faixa
de deposição de 3m a 5m. A configuração de voo também é
determinante: deslocamento perpendicular ao vento, bicos
bem distribuídos e velocidade média de 18 km/h. “Alturas mais
baixas favorecem a deposição e reduzem a deriva, enquanto
alturas maiores ampliam a faixa tratada, mas aumentam o risco
de dispersão. Já velocidades entre 4 e 6 m/s-1 oferecem maior
uniformidade de aplicação”, sublinha Samuel.
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As condições ambientais precisam ser igualmente observadas.
A recomendação é operar em temperaturas abaixo de 30°C
(graus Celsius), com umidade relativa acima de 55% e ventos
entre 3 e 10 km/h. “Temperaturas elevadas aceleram a evaporação
das gotas, sendo a combinação delas ainda mais restritiva
as aplicações, enquanto baixa umidade reduz sua eficiência.
Já ventos acima de 9 km/h aumentam significativamente a
deriva”, alerta Samuel. Para mitigar esses riscos, a tecnologia é
aliada: estações meteorológicas portáteis, aplicativos, sensores
embarcados e plataformas de geoprocessamento permitem
avaliar a viabilidade em tempo real e registrar as condições no
momento da aplicação.
Outro ponto crucial está na prevenção da deriva. A recomendação
é priorizar gotas médias a grossas, respeitando distância
mínima de 20m de áreas sensíveis, conforme a Portaria
do Ministério da Agricultura. “Gotas finas oferecem cobertura,
mas têm maior risco de deriva; médias equilibram segurança; e
grossas reduzem perdas fora do alvo, sendo mais adequadas a
herbicidas de solo”, salienta Samuel.
A Envu Floresta reforça seu pioneirismo ao trazer essas
recomendações e soluções específicas para o setor. O produto
Fordor Flex, por exemplo, é o único da categoria com recomendação
oficial em bula para aplicação via drone. Esse avanço
abre espaço para práticas sustentáveis e aponta caminhos para
a modernização da atividade florestal. Para Samuel, a chave
está em entender o posicionamento dos drones no sistema de
manejo: “Não se deve vê-los como substitutos imediatos, mas
como ferramentas complementares, que exigem maior conhecimento
em tecnologia de aplicação”, conclui Samuel.
Mais do que tendência, a pulverização aérea com drones já
é uma realidade que redefine conceitos de manejo. Com apoio
de empresas especializadas e a contribuição de especialistas
acadêmicos, o setor florestal encontra na tecnologia uma aliada
estratégica, capaz de unir eficiência, rastreabilidade e segurança,
atributos indispensáveis para uma silvicultura sustentável.
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NA PRODUÇÃO DE MUDAS
MANEJO
FLORESTA
em pé
Dia da Árvore marca incentivo ao manejo florestal
sustentável no Amazonas
Fotos: divulgação
C
omemorado em 21 de setembro, o Dia da Árvore
é uma data que reforça a importância de práticas
que aliem desenvolvimento econômico à
preservação ambiental. No Amazonas, o Ipaam
(Instituto de Proteção Ambiental do Estado
do Amazonas) desempenha papel fundamental ao orientar
empreendedores e produtores rurais sobre o manejo florestal
sustentável, uma estratégia que permite a exploração legal de
madeira e outros produtos florestais, ao mesmo tempo em
que fortalece a conservação da biodiversidade.
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MANEJO
O manejo florestal sustentável oferece uma série de
vantagens ambientais, sociais e econômicas. Entre elas
estão: mitigação das mudanças climáticas, por meio da fixação
de carbono; proteção dos solos e dos recursos hídricos;
geração de emprego e renda para comunidades locais; e
garantia de recursos madeireiros de forma contínua e legal.
Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço,
essa prática permite que os recursos da floresta sejam
utilizados de maneira responsável. “O manejo florestal
sustentável contribui para a conservação da biodiversidade,
protege o solo e os recursos hídricos, e ajuda a mitigar as
mudanças climáticas. Economicamente, gera emprego e
renda para comunidades locais, promove investimentos
privados e assegura a produção contínua de recursos florestais”,
acredita Gustavo.
Além disso, o manejo sustentável assegura que as florestas
permaneçam produtivas e preservadas, equilibrando
exploração e conservação para as futuras gerações. Socialmente,
fortalece a gestão participativa e melhora a qualidade
de vida das populações que dependem diretamente da
floresta.
LEGISLAÇÃO VIGENTE
A atividade é regulamentada por normas federais e
estaduais. A Lei Federal número 12.651/2012, conhecida
como Código Florestal, estabelece diretrizes para a proteção
da vegetação nativa e prevê penalidades para infrações,
como a exploração sem autorização. No âmbito estadual, a
Resolução número 35/2022 do Cemaam (Conselho Estadual
de Meio Ambiente) define os procedimentos técnicos para
elaboração e avaliação dos PMFS (Planos de Manejo Florestal
Sustentável), tanto de maior quanto de menor impacto,
em florestas nativas e formações sucessoras.
Já o Decreto número 51.355/2025 estipula multas para
infrações relacionadas ao manejo florestal, no valor de R$ 1
mil por ha (hectare) ou fração. Após a notificação, o infrator
tem 20 dias para apresentar defesa ou efetuar o pagamento.
A coordenadora da Gerência de Controle Florestal do
Ipaam, Crystianne Bentes, explica que o instituto é responsável
pelo licenciamento, monitoramento e fiscalização dos
planos de manejo. “O papel do Ipaam é licenciar, autorizando
a exploração florestal mediante aprovação do PMFS;
monitorar as atividades para garantir o cumprimento dos
planos e da legislação; e fiscalizar, realizando vistorias e
combatendo atividades ilegais, como desmatamento e extração
irregular”, detalha Crystianne.
O processo inicia com a solicitação da Apat (Autorização
Prévia para Análise Técnica), feita diretamente no site do
Ipaam. O plano técnico submetido deve conter o inventário
florestal, o volume de exploração previsto e as espécies que
serão manejadas.
Todo o procedimento é integrado ao sistema federal
Sinaflor (Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos
Florestais) o que garante rastreabilidade e transparência.
Após a aprovação, a madeira é acompanhada desde
o corte até o destino final, assegurando sua origem legal e
combatendo o comércio irregular.
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01 DE DEZEMBRO DE 2025
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ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE
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LODOS INDUSTRIAIS, RESÍDUOS ORGÂNICOS, COMPOST BARN E ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO
OS DESAFIOS DA COMPOSTAGEM DE RESÍDUOS
ORGÂNICOS URBANOS E AGROINDUSTRIAIS
Análise dos obstáculos e oportunidades
para a gestão sustentável de resíduos
Fotos: divulgação
Acompostagem é um processo biológico essencial
para o manejo sustentável dos resíduos
orgânicos, sendo fundamental tanto em
ambientes urbanos quanto na agroindústria.
Entretanto, a implementação eficaz desse processo
enfrenta vários desafios técnicos, ambientais, econômicos
e sociais. Estou apresentando uma análise abrangente
dos principais obstáculos encontrados na compostagem
de resíduos orgânicos urbanos e dos resíduos oriundos da
agroindústria no contexto brasileiro.
1. DESAFIOS NA COMPOSTAGEM DE RESÍDUOS
ORGÂNICOS URBANOS
• Coleta seletiva e segregação inadequada:
- A separação correta dos resíduos orgânicos nas cidades
ainda é limitada. Muitos municípios não possuem
sistemas de coleta seletiva eficientes, resultando em contaminação
dos resíduos orgânicos com materiais recicláveis
ou rejeitos, o que dificulta o processo de compostagem e
reduz a qualidade do composto final.
• Infraestrutura insuficiente:
- A falta de centrais de compostagem e de tecnologias
apropriadas para o tratamento dos resíduos urbanos é um
entrave comum. Investimentos em infraestrutura e logística
são necessários para ampliar a capacidade de tratamento
e otimizar o transporte dos resíduos até as unidades de
compostagem.
• Baixo engajamento da população:
- A conscientização pública sobre a importância da separação
e destinação correta dos resíduos orgânicos ainda
é baixa. Campanhas educativas e incentivos são fundamentais
para ampliar a participação da sociedade.
• Controle sanitário e de odores:
- Se mal feita a compostagem urbana, especialmente
em áreas densamente povoadas, pode gerar odores desagradáveis
e atrair vetores, como insetos e roedores, caso
não seja devidamente controlada. Esse fator dificulta a
aceitação social do processo.
• Legislação e regulamentação:
- As normas para o manejo e destinação dos resíduos
orgânicos variam entre municípios e estados, criando insegurança
jurídica e dificultando a padronização de práticas
sustentáveis.
2. DESAFIOS NA COMPOSTAGEM DE RESÍDUOS
ORGÂNICOS DA AGROINDÚSTRIA
• Grande volume e sazonalidade:
- A agroindústria gera quantidades expressivas de resíduos,
muitas vezes concentradas em períodos específicos
do ano, o que pode sobrecarregar as instalações de compostagem
e dificultar o planejamento operacional.
68 www.referenciaflorestal.com.br Outubro 2025 69
• Composição heterogênea dos resíduos:
- Os resíduos agroindustriais podem variar bastante
em suas características físico-químicas, o que exige ajustes
constantes nos processos de compostagem para garantir a
qualidade do composto e evitar problemas como odores e
lixiviados.
• Necessidade de transporte e logística:
- Muitas agroindústrias estão localizadas em áreas
rurais distantes dos centros consumidores do composto,
encarecendo o transporte e dificultando a comercialização
do produto final.
• Ausência de incentivos econômicos:
- A falta de políticas públicas e incentivos financeiros
para o reaproveitamento dos resíduos dificulta a adoção
em larga escala da compostagem na agroindústria.
• Controle ambiental:
- O manejo inadequado pode gerar impactos ambientais,
como a contaminação de solos e águas superficiais
pelo chorume, exigindo monitoramento rigoroso e tecnologias
específicas para mitigar esses riscos.
3. OPORTUNIDADES E CAMINHOS PARA
SUPERAÇÃO
Apesar dos desafios, a compostagem de resíduos orgânicos
urbanos e agroindustriais apresenta importantes
oportunidades para a promoção da economia circular e da
sustentabilidade ambiental. Entre as principais estratégias
para superar os obstáculos estão:
A compostagem de resíduos
orgânicos urbanos e da
agroindústria é uma alternativa
sustentável e estratégica para
o manejo de resíduos, redução
de emissões de GEE (gases de
efeito estufa) e produção de
insumos para a agricultura
• Investimento em infraestrutura e modernização tecnológica
dos sistemas de coleta e tratamento;
• Desenvolvimento de políticas públicas de incentivo à
compostagem, incluindo subsídios e linhas de crédito;
• Educação ambiental para engajar a sociedade e os
produtores rurais/agroindustriais;
• Criação de marcos regulatórios claros e harmonizados
em âmbito nacional;
• Fomento à pesquisa e inovação para o aproveitamento
de diferentes tipos de resíduos e produção de compostos
de alta qualidade.
A compostagem de resíduos orgânicos urbanos e da
agroindústria é uma alternativa sustentável e estratégica
para o manejo de resíduos, redução de emissões de GEE
(gases de efeito estufa) e produção de insumos para a agricultura.
No entanto, sua efetiva implementação depende
da superação de desafios estruturais, culturais e econômicos.
O fortalecimento de políticas públicas, a educação
ambiental e o investimento em tecnologia são fundamentais
para transformar esses desafios em oportunidades de
desenvolvimento sustentável.
Pergunte ao Tomita
Caso tenha alguma dúvida sobre
o sistema de compostagem,
envie sua pergunta para o e-mail
jornalismo@revistareferência.com.br e
saiba tudo sobre compostagem florestal.
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Especial
LODOS INDUSTRIAIS, RESÍDUOS ORGÂNICOS, COMPOST BARN E ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO
Fotos: divulgação Máquina Solo
SUSTENTABILIDADE E ENERGIA LIMPA
Compostagem na indústria de papel e celulose abre
portas para aproveitamento total de matérias-primas
Aindústria brasileira de papel e celulose tem avançado
significativamente em práticas de sustentabilidade
ao adotar a compostagem como ferramenta
estratégica para transformar resíduos em fertilizantes
orgânicos. O que antes era um passivo ambiental
agora retorna ao solo como insumo agrícola, fortalecendo a
economia circular e diminuindo a dependência de fertilizantes
minerais importados.
Para atender esse mercado de grande potencial, quem oferece
soluções completas é a Máquina Solo. A empresa, com mais
de 27 anos de trajetória e quase 800 equipamentos distribuídos
em todo o Brasil, consolidou-se como parceira estratégica dos setores
agroflorestal, de reciclagem e da indústria de papel e celulose.
Atuando na conexão entre tecnologias globais e os desafios
locais, a empresa oferece soluções completas para trituração de
madeira, processos de compostagem e produção de biomassa.
Mais do que equipamentos, a Máquina Solo entrega inovação e
sustentabilidade, reforçando a visão de que resíduos podem se
transformar em insumos de alto valor. Com isso, contribui para
aumentar a produtividade e a lucratividade de seus clientes, ao
mesmo tempo em que fortalece a economia circular e a responsabilidade
ambiental em segmentos fundamentais para o país.
Um exemplo que se sobressai das soluções da Máquina Solo
para a compostagem vem da LD Celulose, referência na produção
de celulose solúvel. A companhia desenvolveu um sistema
de compostagem em larga escala que utiliza lodos, sobras de
madeira e materiais alcalinos para produzir fertilizantes capazes
de corrigir a acidez típica dos solos tropicais. Os resíduos passam
por etapas de mistura, tombamento e aeração em pátios de
compostagem, ocupando uma área de 60 mil m² (metros quadrados),
dos quais 20 mil m² são cobertos. Essa infraestrutura conta
com 18 máquinas e uma equipe de 35 profissionais. Projetada
para receber até 144 mil toneladas de resíduos por ano, a unidade
atualmente processa cerca de 120 mil toneladas anuais. Só
em 2024, foram produzidas 43 mil toneladas de corretivo de solo
e 22 mil toneladas de fertilizante orgânico, que além de impulsionar
o crescimento dos eucaliptus da própria LD Celulose, também
beneficiam culturas externas como café, alho e soja. Ensaios
em campo comprovaram aumentos médios de produtividade de
6% na horticultura e de até 4 sacas por ha (hectare) na soja.
Pedro Cardoso, coordenador de compostagem na LD Celulose,
destaca o impacto dessa iniciativa. “A celulose, dentro da indústria,
é um produto altamente sustentável e de fácil reposição,
porque vem de uma fonte renovável. No processo de compostagem,
reaproveitamos resíduos de diferentes etapas industriais
para produzir fertilizantes e condicionadores de solo aplicados ao
manejo agrícola. Utilizamos revolvedores de leiras no processo
de aeração, garantindo melhor metabolismo microbiano. Quando
os equipamentos são robustos, suportam o ritmo operacional
diário com mais eficiência, o que reduz custos e aumenta a disponibilidade
da operação”, assegura Pedro.
TECNOLOGIAS APLICADAS
Para tornar essa operação viável, a LD Celulose conta com
equipamentos fornecidos pela Máquina Solo, como o Menart
SP-50 e o TANA Shark. Na compostagem industrial, é essencial
dispor de máquinas capazes de enfrentar desafios diários e assegurar
a continuidade da operação.
O triturador TANA Shark, considerado um dos mais versáteis
do mercado, consegue processar até 12 tipos de resíduos, incluindo
cascas, galhadas, tocos, raízes e madeira. Sua capacidade
varia entre 5 e 50 toneladas por hora, disponível em versões
móveis ou estacionárias, movidas a diesel ou energia elétrica.
Essa versatilidade garante biomassa homogênea, acelerando
a decomposição. Já o Menart SP-50 é referência internacional
em revolvimento de leiras, proporcionando aeração e homogeneização
adequadas para acelerar a decomposição e alcançar
compostos de qualidade. Com produtividade entre 1 mil e 4 mil
toneladas por hora, o equipamento otimiza a gestão de resíduos
e transforma subprodutos, como lodos e cascas, em fertilizantes
orgânicos de alto valor agregado.
Maycon Pereira, CEO da Máquina Solo, explica o papel desses
equipamentos no processo. “Trituradores e revolvedores são
fundamentais na compostagem. O triturador fornece o material
estruturante e a fonte de carbono necessários, enquanto os revolvedores
garantem homogeneização e oxigenação das leiras.
Quem faz a compostagem são as bactérias; as máquinas criam
as condições ideais para que elas trabalhem. Dessa forma, aceleramos
o processo e aumentamos a eficiência na produção de
fertilizantes”, pontua Maycon.
DESAFIOS E GANHOS ECONÔMICOS
Ao falar sobre a implantação do projeto, Pedro destaca que o
maior desafio foi desenvolver um processo confiável para o uso
agronômico, substituindo a antiga percepção dos resíduos como
simples descarte. “Hoje, esses materiais são reconhecidos como
insumos valiosos, comparáveis a produtos já consolidados no
mercado, o que garante confiança tanto para uso interno quanto
para clientes externos”, sublinha Pedro. Além da contribuição
ambiental, a iniciativa também trouxe benefícios financeiros. A
redução de custos com transporte e destinação final de resíduos,
somada ao aproveitamento nas florestas e no mercado, fortaleceu
a sustentabilidade do negócio e garantiu retorno econômico
consistente.
Além da contribuição ambiental, a iniciativa também trouxe
benefícios financeiros. A redução de custos com transporte e
destinação final de resíduos, somada ao aproveitamento nas
florestas e no mercado, fortaleceu a sustentabilidade do negócio
e garantiu retorno econômico consistente. Outro ponto de destaque
foi a regularização do processo de pós-venda da Máquina
Solo, com a adoção de um contrato de manutenção preventiva
que trouxe previsibilidade e eficiência à operação. “A gente teve
a grata surpresa de regularizar o nosso processo de pós-venda
de manutenção, a qual fechamos um contrato de manutenção
preventiva. Isso nos atende muito bem e a gente eliminou aquelas
surpresas indesejadas que a gente tem dentro do processo. E
hoje a máquina roda muito bem”, comemora Pedro Cardoso.
A parceria com a Máquina Solo e a fabricante Menart também
garantiu um estoque adequado de peças, facilitando a
reposição imediata em caso de necessidade. “Em qualquer peça
que estrague, a gente terá reposição com facilidade. E também a
SP50, ela possui uma facilidade de manutenção. O que dentro de
um processo de tratamento de resíduos é de suma importância
quando se vê a questão de custo. A minha operação tem um custo
bem tranquilo quando se fala nos processos de revolvedores
da Menart”, complementa Pedro Cardoso.
72 www.referenciaflorestal.com.br Outubro 2025 73
PRODUÇÃO
Paraná fortalece
SETOR
FLORESTAL
Estado bate recorde e lidera
produção de madeira,
lenha e erva-mate
Fotos: divulgação
74 www.referenciaflorestal.com.br
Julho 2024
75
PRODUÇÃO
Outro destaque é a liderança na produção
de lenha proveniente de florestas plantadas.
O Estado produziu cerca de 14 milhões de m3
(metros cúbicos), o equivalente a 26% da produção
nacional. O Rio Grande do Sul aparece
em segundo lugar, com 10,9 milhões de m3 e
20,1% do total. A região sul do Estado como
um todo responde por 60,6% da produção nacional
de lenha, evidenciando sua relevância
para o setor.
A capilaridade da produção florestal no
Paraná é outro fator que chama atenção.
Dos 399 municípios do Estado, 391 estão diretamente
envolvidos na atividade. General
Carneiro (PR), localizado na região sul, lidera
o ranking nacional em valor de produção da
silvicultura, com R$ 637,2 milhões. Desse
total, R$ 612,7 milhões são provenientes da
produção de madeira, R$ 13,8 milhões da
lenha e R$ 10,8 milhões do carvão vegetal. Os
dois últimos produtos tiveram aumento de
15% na quantidade produzida em relação ao
ano anterior.
O
Paraná alcançou um novo
marco na produção florestal
nacional ao registrar R$ 6,9
bilhões em valor de produção
em 2024, segundo dados
da PEVS (Pesquisa da Extração Vegetal e da
Silvicultura), divulgada pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse resultado
representa um crescimento de 20,7%
em relação ao ano anterior e consolida o Estado
como vice-líder no ranking nacional, atrás
apenas de Minas Gerais, que detém 19,4% da
produção. O Paraná responde por 15,6% do
total nacional, enquanto São Paulo ocupa a
terceira posição com 12,9%. Juntos, os três Estados
concentram 48% da produção florestal
brasileira.
A silvicultura é o principal motor da produção
florestal paranaense, representando
91,65% do valor total, com R$ 6,34 bilhões.
Esse segmento, que envolve o cultivo de
florestas para fins comerciais, teve um crescimento
de 24,09% em relação a 2023. O Paraná
se destaca como o maior produtor nacional
de madeira em tora para outras finalidades,
sendo responsável por 32,1% do volume total
produzido no país.
A silvicultura é o principal
motor da produção florestal
paranaense, representando
91,65% do valor total,
com R$ 6,34 bilhões.
Disco de corte para Feller
• Disco de Corte para Feller
conforme modelo ou amostra,
fabricado em aço de alta
qualidade;
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utilização de até 20
ferramentas, conforme
diâmetro externo do disco;
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Outubro 2025 77
PRODUÇÃO
Além de General Carneiro, outros quatro
municípios paranaenses figuram entre os 15
maiores produtores de silvicultura do país.
São eles Sengés (PR), em oitavo lugar com R$
367 milhões; Cruz Machado (PR), em décimo
primeiro com R$ 304 milhões; Telêmaco Borba
(PR), em décimo quarto com R$ 281 milhões;
e Bituruna (PR), em décimo quinto com R$
275 milhões.
A extração vegetal, que corresponde à
exploração de recursos naturais não cultivados,
representa 8,35% da produção florestal
do Paraná, totalizando R$ 577 milhões. Nesse
segmento, o Estado ocupa a terceira posição
nacional. São Mateus do Sul (PR) é o principal
município paranaense nesse tipo de produção,
ocupando o oitavo lugar no ranking nacional
com R$ 117,7 milhões.
A produção de erva-mate é outro ponto
de destaque. O Paraná concentra 85,8% da
produção nacional, com valor estimado em
R$ 117 milhões. Nove municípios lideram a
produção em 2024, sendo São Mateus do Sul
o maior produtor individual, responsável por
17,2% do total nacional. Apesar de manter o
mesmo volume do ano anterior, a extração de
erva-mate gerou R$ 522,8 milhões em valor
de produção, sendo o segundo maior entre os
produtos não madeireiros. Houve, no entanto,
uma redução de 11,3% em relação a 2023.
O pinhão também teve desempenho expressivo
entre os produtos não madeireiros. O
valor da produção cresceu 15,1%, alcançando
R$ 76,8 milhões, mesmo com um aumento
modesto de 0,7% na quantidade produzida.
O Paraná lidera a produção nacional, respondendo
por 35,4% do volume total. No que diz
respeito à área plantada, o Paraná ocupa a
terceira posição nacional, com 1,2 milhão de
ha cobertos por espécies florestais cultivadas.
Esse número representa um aumento de
1,6% em relação ao ano anterior. A área é
equivalente à de São Paulo, que registrou uma
leve redução de 0,7%. Minas Gerais lidera com
2,2 milhões de ha, seguido por Mato Grosso
do Sul com 1,5 milhão.
O Estado também se destaca no cultivo
de pinus, possuindo a maior área plantada do
país com 670,7 mil ha. Além disso, há 464,4
mil ha destinados ao cultivo de eucalipto e
22,6 mil ha para outras espécies. Na indústria
de papel e celulose, o eucalipto é utilizado
para produzir celulose de fibra curta, empregada
na fabricação de papéis para impressão,
escrita e uso sanitário. Já o pinus é matéria-
-prima para celulose de fibra longa, voltada
à produção de papéis de maior resistência e
qualidade superior.
A Pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura
é uma iniciativa do IBGE que coleta
dados sobre a quantidade e o valor da produção
florestal no Brasil. Ela abrange tanto a silvicultura
quanto o extrativismo vegetal, além
de apresentar informações sobre as áreas
ocupadas pelas atividades florestais. Os dados
de 2024 reforçam a posição estratégica do Paraná
como um dos principais protagonistas da
cadeia produtiva florestal nacional, com forte
impacto econômico e territorial.
A extração vegetal, que
corresponde à exploração de
recursos naturais não cultivados,
representa 8,35% da produção
florestal do Paraná, totalizando
R$ 577 milhões
78 www.referenciaflorestal.com.br Outubro 2025 79
ARTIGO
Influência do substrato na
composição do
CUSTO DE PRODUÇÃO E
QUALIDADE DE MUDAS
de Pinus taeda L.
em viveiro florestal
Fotos: divulgação
MOT_ANUNCIO_908L TMAX.pdf 1 25/09/2025 16:13
GUILHERME NICHELE DA ROCHA
USP/ESALQ (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO/ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUÍZ DE QUEIROZ)
LAIS MADASCHI
ARBORGEN
AUGUSTO MASSARO GONZAGA
UMA FLORESTAL
ANDRESSA VASCONCELOS FLORES
UFSC (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA)
RODRIGO EIJI HAKAMADA
USP/ ESALQ (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO/ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUÍZ DE QUEIROZ)
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
80 www.referenciaflorestal.com.br Outubro 2025 81
ARTIGO
INTRODUÇÃO
A área de floresta plantada no Brasil cresceu de 3,7 milhões
de ha (hectares) em 1990 (IBGE - Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística, 2021) para 9,94 milhões de ha
em 2023 (IBÁ - Indústria Brasileira de Árvores, 2021). O
gênero pinus apresenta grande importância, com destaque
para o Pinus taeda L., que representa 19% do plantio
florestal brasileiro em 2023, totalizando 1,9 milhão de ha
(IBÁ, 2021). As plantações do mesmo estão concentradas
na região sul do Brasil, especialmente nos Estados do Paraná
e Santa Catarina, onde as condições edafoclimáticas
favorecem altas produtividades (Dobner Junior & Campoe,
2019).
Facas Industriais
PRODUTOS
RESUMO
O
crescimento de florestas plantadas no
Brasil e a importância do Pinus taeda,
destacam a necessidade de substratos
adequados nos viveiros, pois influenciam
diretamente na qualidade e custos da
produção. O objetivo deste trabalho foi analisar a emergência
de plântulas da espécie em diferentes substratos;
identificar e quantificar a interferência de matocompetição
no tubete no rendimento operacional; identificar como o
substrato influi sobre os custos de produção e se interfere
na qualidade das mudas. O experimento foi realizado em
viveiro de pesquisa florestal testando os substratos Comercial
A e Comercial B, e substratos reaproveitados do
processo de seleção e de lavagem. Foram analisadas taxa
de germinação das sementes, velocidade de emergência
das plântulas, capacidade de retenção de água, frequência
de matocompetição nos tubetes, rendimento operacional
de seleção de mudas, custos de produção e qualidade
das mudas. Quanto aos resultados obtidos: observou-se
maior emergência das plântulas no tratamento com 100%
substrato Comercial A, pois este proporcionou maior capacidade
de retenção de água do substrato e velocidade de
germinação das sementes. Os substratos reaproveitados
apresentaram maior frequência de tubetes com matocompetição.
Isto influenciou no rendimento operacional de
seleção das mudas. As diferentes taxas de germinação e
rendimentos operacionais influenciaram na composição do
custo de produção, principalmente com mão de obra. Os
substratos influenciaram, principalmente, no desenvolvimento
radicular, com todos apresentando qualidade satisfatória.
Conclui-se que o tratamento 10A é o mais indicado
para produção de mudas.
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ARTIGO
A produtividade também depende das práticas de
manejo e, em parte, da qualidade das mudas plantadas
(Dranski et al., 2015). E esse atributo está relacionado
com o regime de crescimento das mudas no viveiro, que
influenciará na capacidade fisiológica das mudas no campo
(Del Campo et al., 2010).
Em viveiro, um fator limitante para o desenvolvimento
e qualidade das mudas é o substrato utilizado (Simões et
al., 2012). Ele é responsável por fornecer as condições físicas,
químicas e biológicas às mudas, principalmente nas fases
iniciais de desenvolvimento (Fermino & Kämpf, 2012).
Por isso, é desejável que seja uniforme em sua composição
e preparo; tenha alta capacidade de retenção de água;
seja isento de pragas, patógenos e sementes de plantas
daninhas e; principalmente, viável economicamente (Pozza
et al., 2007).
Diversos substratos são utilizados em viveiros no Brasil,
como casca de pinus, turfa, vermiculita, entre diversos
outros (Fernandes et al., 2006), havendo uma ampla variedade
de opções. Alguns destes substratos são oriundos de
resíduos da agroindústria, mas não representam, necessariamente,
alternativas de menor custo, por apresentarem
oscilações no preço, a depender de sua disponibilidade
(Simões et al., 2012).
A variação entre
substratos pode
influenciar nos custos
com mão-de-obra ou
máquinas e uso de
adubos ou defensivos
adicionais, além da
qualidade das mudas
Para isso, analisar o tipo de substrato e rendimentos
dos viveiros florestais são essenciais para compreender os
custos de produção (Silva et al., 2015). A variação entre
substratos pode influenciar nos custos com mão-de-obra
ou máquinas e uso de adubos ou defensivos adicionais,
além da qualidade das mudas. A gestão estratégica de
custos representa a compreensão da estrutura dos custos
de uma empresa em busca de uma vantagem competitiva
(Shank & Govindarajan, 1997).
Essa é uma versão parcial desse
artigo, o material completo pode
ser acessado pelo QR Code:
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AGENDA
AGENDA 2025
Imagem: reprodução
IX Congresso de formigas cortadeiras
Data: 22 e 23
Local: Piracicaba (SP)
Informações: https://www.ipef.br/
eventos/evento.aspx?id=572
OUTUBRO
2025
NOV
2025
FORESTECH EXPO
A Forestech Expo Poland é um evento especializado
em tecnologias para silvicultura e manejo de madeira,
realizado no Ptak Warsaw Expo, o maior centro de
feiras da Europa Central. Seu objetivo é reunir todos os
setores da indústria, promovendo conexões comerciais
e oportunidades de negócios. A feira permite comparar
ofertas do mercado polonês, encontrar parceiros
estratégicos e participar de conferências, workshops
e congressos que ampliam o conhecimento técnico e
apresentam as tecnologias mais recentes do setor. Uma
oportunidade única para profissionais da área.
NOVEMBRO
2025
Forestech Expo
Data: 4 a 6
Local: Varsóvia (Polônia)
Informações:
https://forestechexpopoland.com/en/
Imagem: reprodução
LXVI Reunião Técnico-científica
do PTSM
Data: 5 e 6
Local: Ribas do Rio Pardo (MS)
Informações: https://www.ipef.br/
eventos/evento.aspx?id=587
NOVEMBRO
2025
NOV
2025
LXVI REUNIÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA
DO PTSM
O PTSM - Programa Cooperativo sobre Silvicultura e Manejo
do Ipef (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais) tem como
objetivo promover a discussão sobre avanços científicos
e práticas operacionais voltados ao manejo ecológico e
conservação do solo em plantações florestais, com ênfase
em estratégias que melhorem a qualidade física, química e
biológica do solo. Além disso, abordar desafios e inovações
tecnológicas, como a utilização de indicadores biológicos
de qualidade do solo, utilização de bioinsumos e manejo
de resíduos que possam aumentar a resiliência do sítio e a
produtividade florestal, bem como contribuir para a diminuição
dos custos de produção.
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ESPAÇO ABERTO
Foto: divulgação
Liderança
HUMANIZADA
Por Vanessa Reis, economista
formada pela PUC-Campinas (Pontifícia
Universidade Católica) e tem
especializações em controladoria,
auditoria e tributação. Atua como CFO
da VideoJet
Características, vantagens
e como desenvolvê-la no
mundo corporativo
Aliderança humanizada se destaca como um dos estilos
de gestão mais valorizados no ambiente corporativo.
Esse modelo de liderança busca aprimorar o ambiente
de trabalho, aumentando o engajamento, a satisfação
e a eficiência das equipes. Nesse contexto, adotar uma
gestão humanizada pode se tornar um grande diferencial competitivo.
Afinal, os profissionais buscam empresas que estejam em sintonia
com seus valores e objetivos, tanto no aspecto profissional quanto
pessoal. Quando essa sintonia abrange a gestão e o estilo de liderança,
a tendência é que o negócio como um todo experimente um crescimento
significativo, não concorda?
A liderança humanizada é uma abordagem de gestão que se concentra
não apenas nos resultados, mas também no bem-estar e no
envolvimento dos colaboradores. Isso significa que os líderes consideram
o aspecto humano ao desenvolver suas estratégias. Dessa forma,
a equipe é conduzida com maior empatia e proximidade. Atualmente,
esse estilo de liderança tem ganhado destaque no mercado. Afinal,
ele também serve como uma maneira de promover a satisfação e o
desempenho dos liderados, criando um ambiente de trabalho mais
harmonioso e colaborativo.
Líderes que adotam uma postura humanizada estão constantemente
em busca de crescimento pessoal, especialmente em áreas
como autoconhecimento, autocrítica e inteligência emocional. Esses
fatores contribuem para o aumento da eficiência dos talentos e, por
consequência, para a rentabilidade da empresa. Implementar uma liderança
humanizada exige uma transformação na maneira de pensar,
baseada em pilares como: comunicação clara e eficaz; atenção às necessidades
dos colaboradores; integração das equipes; e alinhamento
dos processos com o perfil dos profissionais.
5 ETAPAS PARA CULTIVAR UMA LIDERANÇA HUMANIZADA:
Avalie o perfil dos líderes: é essencial examinar o perfil das lideranças
para identificar quais habilidades e competências precisam ser
desenvolvidas, de acordo com as exigências do cargo.
Promova o autoconhecimento: os líderes devem investir no autoconhecimento
para identificar seus pontos fortes e áreas de melhoria.
Incentive a auto avaliação através de feedbacks, dinâmicas ou testes
de personalidade, facilitando o desenvolvimento pessoal e profissional.
Desenvolva programas de capacitação de liderança: investir em
programas de desenvolvimento de liderança é crucial para que os
gestores aprimorem suas competências e se tornem profissionais
mais completos, independentemente do modelo de gestão adotado.
Incentive feedbacks construtivos: uma comunicação eficiente
é essencial para a liderança humanizada. Promover uma cultura de
feedbacks construtivos pode fortalecer esse processo e melhorar a
relação entre equipes.
Alinhe processos com as necessidades dos colaboradores: para
garantir uma liderança humanizada, é importante adaptar os processos
da empresa de acordo com as necessidades dos funcionários, planejando
ações e estratégias que os façam sentir-se valorizados.
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O PROBLEMA
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