Biomais_75Dupla OPS
14,16,18,20,22,26,28,30,32,36,37,38,39,41,42,43,46,47,48,49,52,53,54,55,57,58,60,64
14,16,18,20,22,26,28,30,32,36,37,38,39,41,42,43,46,47,48,49,52,53,54,55,57,58,60,64
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Entrevista Pedro Fauro fala sobre oferta de curso para operador de biomassa no Senai (AP)
INNOVATION IN
VIBRATING GRATES
TECHNOLOGICAL ADVANCEMENTS IN
THE MANUFACTURE OF BOILERS WITH
VIBRATING GRATES ENSURE GREATER
EFFICIENCY IN BIOMASS COMBUSTION
INOVAÇÃO EM
GRELHAS VIBRATÓRIAS
DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA
É PIONEIRA NA FABRICAÇÃO DE
CALDEIRA COM GRELHA VIBRATÓRIA,
QUE GARANTE MAIS EFICIÊNCIA NA
QUEIMA DE BIOMASSA
INOVAÇÃO
PESQUISADORES MISTURAM
SARGAÇO EM MATÉRIA-PRIMA
PARA USO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
PREMIAÇÃO
SEMINÁRIO DE BIOMASSA FLORESTAL
PREMIA FORNECEDORES DE CAVACO
SUMÁRIO
08 | EDITORIAL
Desenvolvimento do setor
10 | CARTAS
12 | NOTAS
24 | ENTREVISTA
34 | PRINCIPAL
40 | PREMIAÇÃO
Troféu cavaco
44 | FEIRA
Victam Latam 2025
50 | INOVAÇÃO
56 | ARTIGO
62 | AGENDA
64 | OPINIÃO
IA no serviço público: o investimento
que pode mudar a relação do
cidadão com o Estado
06 www.REVISTABIOMAIS.com.br
EDITORIAL
A caldeira com grelha vibratória
da DanPower é o destaque na
capa desta edição
DESENVOLVIMENTO
DO SETOR
O
mercado de biomassa no Brasil tem crescido e se profissionalizado cada vez mais. Nesta edição da Revista Referência Biomais,
trazemos dois exemplos dessa evolução: a fabricação com tecnologia 100% nacional da grelha vibratória e o curso profissionalizante
para operadores de biomassa. A caldeira com grelha vibratória para queima de biomassa e resíduos sólidos é uma
especialidade da DanPower, empresa sediada em Piracicaba (SP), que desenvolveu o modelo brasileiro a partir de experiências
conhecidas em países da Europa e dos EUA (Estados Unidos da América). Na editoria Entrevista conversamos com Pedro Henrique Fauro,
gerente de Educação e Tecnologia do SENAI Amapá, que em parceria com o Campus de Ofícios e Qualificações de Excelência, da Guiana
Francesa, tem ofertado cursos de operador de central de biomassa, profissionalizando o setor no Estado que vem se destacando na produção
nacional de biomassa florestal. Destaque também para reportagens que informam sobre o uso na construção civil do sargaço, uma
biomassa do mar; a premiação dos melhores fornecedores de cavaco da Be8 e as novidades apresentadas na Victam Latam 2025 também
estão na edição. Aproveite a leitura!
SECTOR DEVELOPMENT
T
he Brazilian biomass market is growing and becoming increasingly professional. In this issue of REFERÊNCIA Biomais, we present two
examples of this evolution: the production of vibrating grates using 100% Brazilian technology, and a professional training course for
biomass operators. DanPower, a company based in Piracicaba (SP), specializes in boilers with vibrating grates for burning biomass and
solid waste. The Company developed the Brazilian model based on experiences in European countries and the USA. In the Interview
Section, we speak with Pedro Henrique Fauro, Education and Technology Manager at SENAI Amapá. In partnership with the Campus of Trades and
Qualifications of Excellence in French Guiana, SENAI Amapá has been offering courses for biomass plant operators, helping to professionalize the
Sector in the State. Amapá has been standing out in the national production of forest biomass. Other articles report on the use of sargassum algae,
a marine biomass, in building construction, as well as the awards for the best wood chip suppliers from Be8. The latest news presented at VICTAM
LatAm 2025 is also included in this issue, along with other information of interest to the Sector. Pleasant reading!
EXPEDIENTE
ANO XII - EDIÇÃO 75 - OUTUBRO 2025
Diretor Comercial/Commercial Director:
Fábio Alexandre Machado
(fabiomachado@revistabiomais.com.br)
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educational purposes.
C
M
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CM
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CMY
K
NAVEGANDO PELO
FUTURO DA BIOMASSA
COM A ANDRITZ
A transição energética global exige
soluções sustentáveis, eficientes e
escaláveis — e a biomassa está no centro
dessa transformação. Para empresas que
desejam se destacar nesse cenário,
contar com tecnologia de ponta não é
apenas uma vantagem: é uma necessidade
estratégica. A ANDRITZ é fornecedora
global de tecnologias e serviços
para plantas de biomassa, com expertise
em entregar soluções completas para a
produção de pellets de madeira com
qualidade para exportação.
Inovação que transforma
resíduos em energia e
crescimento
Nossos sistemas combinam tecnologia
de ponta, automação completa, controle
preciso de processos e suporte técnico
total, garantindo operações seguras,
eficientes e preparadas para crescer.
Mais do que fornecer equipamentos, a
ANDRITZ atua como parceira desde o
planejamento até a entrega — como no
caso da nova planta da LDF Energy, em
Otacílio Costa (SC). Um projeto entregue
em apenas seis meses, que já nasce
como referência em inovação, sustenta-
bilidade e alto desempenho no setor de
bioenergia.
Tecnologia, agilidade e confiança para
transformar biomassa em energia limpa e
oportunidades.
Com a ANDRITZ, o futuro da bioenergia
já está em operação.
08 www.REVISTABIOMAIS.com.br
CARTAS
PRINCIPAL
Estão de parabéns a Planalto e a Guerreiro pela qualidade dos seus equipamentos que sempre
garantem eficiência na operação.
Vitor Marcondes – Timbó (SC)
Foto: divulgação
Direct Drive
Precisão para a
indústria de biomassa.
ENTREVISTA
O Smart Energy cresce a cada edição e pessoas como o Celso Kloss contribuem para fazer o Paraná avançar.
Manuel Diniz – São José dos Pinhais (PR)
FEIRA
A Show Florestal 2025 foi muito boa e melhor ainda foi ver a Revista REFERÊNCIA marcando presença na feira.
Cláudia Nascimento - Naviraí (MS)
INOVAÇÃO
Muito interessante o uso da biomassa de coco de piaçava para aquecimento. Hoje em
dia se aproveita tudo!
Marcel Gonçalves – Votuporanga (SP)
Foto: divulgação
www.revistabiomais.com.br
na
mí
energia
biomassa
dia informação
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Peletizadora de
alta perfomance
Publicações Técnicas da JOTA EDITORA
SAIBA MAIS
10 www.REVISTABIOMAIS.com.br
NOTAS
PODCAST REFERÊNCIA
O mês de setembro no Podcast REFERÊNCIA foi dedicado
a um tema estratégico para o setor de base florestal
e industrial: o mercado de carbono e como a tecnologia
pode transformar desafios climáticos em oportunidades de
negócio. O episódio foi especial e contou com dois convidados:
Clarissa de Souza (foto de cima), CEO da Vankka Carbon,
e Alessandro Panasolo (foto de baixo), sócio-investidor
da empresa, uma Climate Tech paranaense. O episódio
contou com o apoio da própria Vankka Carbon.
Os especialistas explicaram conceitos fundamentais
para as empresas que buscam se adequar às novas exigências
ambientais e de mercado. Clarissa de Souza, que é
engenheira ambiental, desmistificou o conceito de crédito
de carbono, que está cada vez mais presente nas discussões
sobre sustentabilidade e ESG. “Quando a gente fala
um crédito de carbono, significa uma tonelada de carbono
removida da atmosfera ou que deixou de ser emitida. Isso
é um crédito de carbono”, explicou Clarissa. Ela também
detalhou que essa quantificação é feita por meio de inventários
anuais de emissões de GEE (gases de efeito estufa).
Alessandro Panasolo, advogado com doutorado em
engenharia florestal, abordou a nova legislação brasileira
sobre o mercado regulado de emissões e o posicionamento
estratégico do país neste cenário. Ele afirmou que
a combinação de uma matriz energética limpa e um setor
florestal avançado confere uma vantagem competitiva
única ao Brasil. “O que para o Brasil é uma grande oportunidade,
porque o Brasil tem uma capacidade muito grande
de produzir bons projetos de restauração ecológica, de
recuperação de área degradada, para que de fato seja
um grande player de crédito de carbono para o mundo”,
ressaltou Alessandro.
Os convidados também apresentaram a plataforma
Vankka Carbon Score, um software que utiliza tecnologia
para automatizar o inventário de emissões e remoções de
carbono, oferecendo agilidade e segurança para as empresas
na gestão de seus ativos ambientais. Segundo a Vankka
Carbon, a ferramenta torna o processo de inventário até
60 vezes mais rápido, permitindo que as companhias, especialmente
as do setor florestal, identifiquem e valorizem
seus estoques de carbono de forma eficiente e estratégica.
ENERGIA LIMPA COM DESCONTO NA LUZ
A Fiems (Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul) lançou o programa: Em Conta - Associação
de Energia Renovável. Por meio da iniciativa, consumidores podem pagar até 20% mais barato pela energia elétrica
residencial. A energia é fornecida diretamente das usinas próprias do programa. Para ter acesso ao benefício, é preciso
apresentar contas de luz acima de R$ 250 por mês. A adesão ao programa não tem fidelidade, e o cliente conta
com uma equipe completa de especialistas para auxiliar na transição energética. As mais de 250 usinas fotovoltaicas
próprias da Fiems e de seus associados têm potencial de gerar 6.500 MWh (megawatts) por mês, o suficiente
para alimentar mais de 18,5 mil residências. A gestão do programa é feita pelo CSI (Centro de Sustentabilidade da
Indústria) da Fiems. O diretor Robson Del Casale ressalta o trabalho feito pela federação para dar retorno à sociedade
sul-mato-grossense em um período de progresso da economia. “A população de Mato Grosso do Sul tem o
direito de participar desse momento de crescimento econômico do Estado e colher os frutos desse desenvolvimento,
participando das ações de sustentabilidade e tendo vantagens concretas, como o desconto na conta de luz e o
aproveitamento de uma energia mais barata e de fonte renovável”, concluiu.
Os episódios do Podcast
REFERÊNCIA estão disponíveis
no nosso canal do youtube, que
o Leitor pode acessar através do
QR Code:
Fotos: REFERÊNCIA
Foto: divulgação
12 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
13
NOTAS
SENAI (MS) MODERNIZA
LABORATÓRIO
O ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa),
localizado em Três Lagoas (MS), foi credenciado
para atender uma nova linha de pesquisa junto à Embrapii
(Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).
O Desenvolvimento de Novos Biomateriais e Insumos
Renováveis será a quarta área habilitada para estudos e
vem acompanhada da modernização do laboratório. Até
então, a unidade Embrapii na área de Transformação da
Biomassa contava com três linhas credenciadas: Bioprocessos
e Biotecnologia Integrada; Energia e Sustentabilidade;
e Tecnologias de Descarbonização (CCUS). Para dar
suporte ao desenvolvimento das pesquisas, foi executada
a modernização da casa de vegetação. Segundo a coordenadora
de pesquisa industrial do ISI Biomassa, Larissa
Okamura, a inovação acontece quando ciência, tecnologia
e indústria caminham juntas. “Por isso, estamos
constantemente aprimorando nossa infraestrutura para
entregar soluções robustas e de alto impacto à bioeconomia”,
garante. O laboratório foi equipado com sistemas
totalmente automatizados de controle de temperatura,
umidade, luminosidade e fertirrigação, garantindo condições
precisas e reprodutíveis para experimentos.
Foto: divulgação FIEMS
14 www.REVISTABIOMAIS.com.br
NOTAS
ASSISTÊNCIA
SMART ENERGY 2026
As políticas públicas para ampliar o uso das energias limpas e sustentáveis foram o foco principal
da Smart Energy 2025 – Conferência Internacional de Energias Renováveis; que contou com palestra de
abertura do presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Sandoval Feitosa Neto, e outras
autoridades do setor energético no país. O evento foi promovido pela Fiep (Federação das Indústrias
do Estado do Paraná) e pelo Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) e organizado pela Rede Paraná
Tecnologia e Metrologia. O evento aconteceu em Curitiba (PR) e contou com Feira de Negócios e Fórum
Eficiência Energética. Para 2026, a conferência já tem data confirmada e voltará a ser realizada em
três dias: de 21 a 23 de setembro. “Chegando à nona edição, a conferência se fortalece como um evento
tradicional sobre energias renováveis. É um espaço para debater, fomentar ideias e gerar negócios”,
enfatizou a superintendente da Rede Paraná Tecnologia e Metrologia, Iramar Severiano
TÉCNICA NO
BRASIL
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NOTAS
COPEL INVESTE EM USINAS REVERSÍVEIS
No Citeenel (Congresso de Inovação Tecnológica e Eficiência Energética do Setor Elétrico), que
ocorreu em Manaus (AM), o presidente da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica), Daniel
Slaviero, elogiou o estímulo da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) à inovação e sinalizou
investimentos da companhia paranaense em usinas reversíveis. “Já foram investidos R$ 46 bilhões em
Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação no Brasil. Agradecemos à Aneel por estimular os PDIs.
A Copel já tem exemplos consolidados e irá avançar em projetos de usinas reversíveis, como fontes de
geração limpa e renovável aptas a suprir rapidamente a demanda por potência energética. O suporte à
inovação é o primeiro estímulo a projetos que dão resultados sólidos e incentivam o desenvolvimento de
novas tecnologias”, elogiou. O investimento em projetos de usinas hidrelétricas reversíveis está entre as
prioridades da Copel, segundo Daniel Slaviero. São modelos que permitem flexibilidade na geração para
suprir a demanda por energia, já utilizados em larga escala em países como China e EUA (Estados Unidos
da América) e com grande potencial para utilização no Brasil, pioneiro em hidrelétricas.
Foto: divulgação
18 www.REVISTABIOMAIS.com.br
NOTAS
ENERGIA SOLAR
GERANDO EMPREGOS
A energia solar fotovoltaica segue em trajetória
de expansão acelerada no Brasil e pode chegar
a representar cerca de 33% de toda a matriz
elétrica nacional até 2030. O avanço da tecnologia,
a queda nos custos de instalação e a ampliação
do acesso a crédito têm impulsionado a adoção
do modelo em ritmo constante, com impactos
expressivos na economia real. Desde o início da
década passada, mais de 1 milhão de empregos já
foram gerados diretamente na cadeia produtiva
da energia solar, e a expectativa é de que esse
número ultrapasse os 3,6 milhões nos próximos 5
anos, sendo que, desde 2012, o setor já gerou mais
de 1,4 milhão de empregos diretos e indiretos.
Trata-se de um movimento estruturante, que vai
além da pauta ambiental e transforma a dinâmica
de competitividade entre empresas brasileiras.
Em um cenário de tarifas energéticas elevadas e
aumento na exigência por práticas sustentáveis, a
energia solar tem sido adotada não apenas como
alternativa ecológica, mas como uma resposta
inteligente a desafios financeiros e operacionais.
Foto: divulgação
20 www.REVISTABIOMAIS.com.br
NOTAS
PARQUE EÓLICO É CERTIFICADO PARA
EMISSÃO DE CRÉDITOS DE CARBONO
O Parque Eólico Monte Verde, da EDP, multinacional que atua em todos os segmentos do setor elétrico, foi
certificado para a emissão de créditos de carbono. Este é o segundo maior projeto de créditos de carbono a
partir da geração de energia renovável do país, registrado no GCC (Global Carbon Council), e o primeiro projeto
da EDP no mundo a receber a certificação. Localizado nos municípios de Pedro Avelino (RN) e Lajes (RN), o
parque tem capacidade instalada de 319 MW (megawatts) e gera, em média, 1,8 milhão de MWh de energia
renovável por ano, tendo a capacidade de evitar a emissão de, aproximadamente, 533.243 toneladas de CO2
(gás carbônico) na atmosfera, anualmente. A certificação é um marco na estratégia da EDP e reforça o avanço
da empresa em atuar para liderar a transição energética globalmente. No Brasil, a empresa já opera um portfólio
100% renovável e tem focado em oferecer soluções que contribuam para a descarbonização de pequenas,
médias e grandes empresas no país.
Foto: divulgação EDP
22 www.REVISTABIOMAIS.com.br
ENTREVISTA
Foto: Assessoria de Imprensa Senai Amapá
ENTREVISTA
PEDRO HENRIQUE
FAURO
Formação: Engenharia Química pela Ueap (Universidade do Estado
do Amapá), mestre em Ciências Farmacêuticas e doutor em Inovação
Farmacêutica pela Ufap (Universidade Federal do Amapá).
Education: Chemical Engineering from the State University of
Amapá (Ueap), Master’s in Pharmaceutical Sciences, and Doctorate in
Pharmaceutical Innovation from the Federal University of Amapá (Ufap).
Cargo: Gerente de Educação e Tecnologia do Senai Amapá.
Function: Education and Technology Manager at Senai Amapá
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
PARA BIOMASSA
PROFESSIONAL EDUCATION FOR BIOMASS
PÁTIOS DE BIOMASSA
Agilidade, robustez e eficiência em um só sistema.
O
Amapá é um Estado que vem se destacando
na produção e exportação de biomassa
florestal e está profissionalizando a mão de
obra. Por meio de parceria com o Campus
de Ofícios e Qualificações de Excelência, da Guiana
Francesa, o Senai (AP) já formou duas turmas de operador
de central de biomassa. Nesta edição da Revista
REFERÊNCIA BIOMAIS, conversamos com o gerente de
Educação e Tecnologia do Senai (AP), Pedro Henrique
Fauro, que há 4 anos atua na instituição. Nesta conversa
ele aborda a importância da parceria com a instituição
francesa, empresas do setor, e os resultados que estão
sendo obtidos com a qualificação profissional.
T
he State of Amapá has been standing out in the
production and export of forest biomass, and is
now professionalizing its workforce. In partnership
with the Campus of Trades and Qualifications
of Excellence in French Guiana, Senai (AP) has already
trained two teams of biomass plant operators. In this
issue of REFERÊNCIA Biomais, we speak to Pedro Henrique
Fauro, Education and Technology Manager at Senai (AP),
who has worked at the institution for four years. In this
interview, he discusses the importance of the partnership
with the French institution and companies in the Sector,
as well as the results being achieved through professional
qualifications.
Apresentamos o sistema integrado da Bruno para recepção, transformação
de toras em cavacos, transporte e armazenamento de biomassa, ideal para
alimentar caldeiras e gerar energia térmica com alto desempenho.
1 2 3
RECEPÇÃO/
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MOVIMENTAÇÃO/
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ENTREVISTA
Como foi sua trajetória profissional até assumir a
gerência no Senai (AP)?
Iniciei no Senai (AP) no ano de 2021 como instrutor
da área de alimentos. Porém, com dois meses de
atividade, comecei a trabalhar com a escrita de projetos
para fortalecimento dos processos produtivos na Amazônia
e no Amapá, tendo um projeto aprovado no início
de 2022 no valor de R$ 3 milhões junto a Finep (Financiadora
de Estudos e Projetos). Após isso assumi o cargo
de coordenador de Tecnologia e Inovação no Senai (AP),
atuando com consultorias, desenvolvimento de produtos
e startups, sempre transversal a área de educação.
Em 2023, ascendi a posição de gerente de Educação e
Tecnologia na instituição, sendo responsável pelas duas
áreas de atuação de modo abrangente, com diversos
projetos aprovados e parcerias estratégicas com Petrobras,
Finep, Equatorial Energia, CNPq, entre outros, bem
como expansão da atuação em cursos de qualificação
dentro do Estado.
O Senai (AP) promoveu curso de formação de
operador de central de biomassa, em parceria com
o Campus de Ofícios e Qualificações de Excelência,
da Guiana Francesa. Como surgiu a oportunidade de
ofertar este curso?
As conversas iniciaram em 2023, sendo realizadas
visitas técnicas em algumas empresas nas cidades de
Saint Georges de L’Oyapock e Kouru, onde identificou-se
a carência de profissionais com as habilidades
necessárias para operar equipamentos ou participarem
das atividades produtivas. Diante disso, foi montada em
conjunto com o Campus de Excelência da Guiana Francesa,
a estrutura para atendimento dos alunos e o perfil
formativo que atendesse as empresas locais. A primeira
turma iniciou as aulas no início de 2024 e a finalização
do curso aconteceu em novembro daquele ano. No dia
Could you tell me how your professional career
unfolded until you took on the management position
at Senai (AP)?
I started at Senai (AP) in 2021 as a food instructor.
After two months, however, I began working on
writing projects to strengthen production processes in
the Amazon and Amapá Region. One of these projects
was approved by the Financier of Studies and Projects
(Finep) in early 2022, receiving funding of R$3 million.
Subsequently, I took on the role of Technology and
Innovation Coordinator at Senai (AP), where I worked
in consulting, product development, and start-ups, all
within the field of education. In 2023, I was promoted to
Education and Technology Manager at Senai (AP), responsible
for both areas of activity, with several approved
projects and strategic partnerships with notable
organizations, including Petrobras, Finep, Equatorial
Energia, and CNPq, among others. I also expanded the
qualification course activity within the State.
Senai (AP) ran a training course for biomass
plant operators in partnership with the Campus of
Trades and Qualifications of Excellence in French
Guiana. How did the opportunity to offer this
course arise?
Discussions began in 2023, involving technical
visits to companies in the Saint-Georges-de-l’Oyapock
and Kourou Regions. During these visits, a shortage
of professionals with the necessary skills to operate
equipment or participate in productive activities was
identified. In view of this, we established a structure to
support students. We developed a training profile tailored
to meet the needs of local companies in collaboration
with the French Guiana Campus of Excellence. The
first class began in early 2024 and ended in November
of that year. Our second class graduated on 4 July 2025,
Uma obra de arte
Tão afiada
quanto a espada
de um samurai
sabres
dentes de corte
ponteiras substituíveis
acessórios
disco de feller
coroas de tração
Facas para picadores
rotary-ax.com.br
em corte florestal
Somos parceiros do Campus de Ofícios e Qualificações de
Excelência da Guiana Francesa e possuímos um acordo
de cooperação que permite as formações das turmas em
operadores de biomassa
26 www.REVISTABIOMAIS.com.br
sabres
dentes de corte
ponteiras substituíveis
acessórios
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ENTREVISTA
04 de julho de 2025 formamos a segunda turma e essa
parceria prevê até cinco ciclos formativos.
A entidade é parceira da instituição da Guiana
Francesa? Há outros cursos ofertados em parceria
com o Senai (AP)?
Somos parceiros e possuímos um acordo de cooperação
assinado em 2023, o qual permite o intercâmbio
das informações, bem como as formações das turmas
em operadores de biomassa. No momento possuímos
esse curso em andamento e estamos realizando tratativas
para expandir para outras áreas de atuação, além de
consultorias para a área de eficiência energética e produção
de miniusinas de biomassa na região de fronteira
entre Brasil e França, no Oiapoque (AP).
and this partnership plans to offer up to five training
cycles.
Is the entity a partner of the institution in
French Guiana? Are there other courses offered in
partnership with Senai (AP)?
We are partners and have had a cooperation agreement
in place since 2023, allowing for the exchange
of information and the training of biomass operator
classes. We are currently running a course and are
discussing the expansion into other areas of activity,
including consulting services for energy efficiency and
the production of mini-biomass plants in the border
region between Brazil and French Guiana, specifically
in Oiapoque.
JSIC EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA
Por que foi criado o curso formação de operador
de central de biomassa?
O curso vem para nivelar os profissionais que irão
atuar dentro das unidades fabris, com as especificidades
sendo definidas pelas empresas, visto as necessidades
pontuais. Portanto, foi um curso construído de forma
bilateral e com participação efetiva das empresas privadas
envolvidas, garantindo que os discentes possam
alcançar com efetividade as competências para atuarem
nas áreas de transição energética, mais especificamente
o trabalho com biomassas.
Quais os principais eixos do curso?
O curso é dividido em oito módulos, sendo: Sistema
de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho; Fundamentos
da Biomassa; Biomassa; Análise de Água; Mecânica
dos Fluidos; Termodinâmica; Motores e Comandos
Elétricos, além de Controle e Automação. Cada módulo
possui 40h (horas), o que totaliza uma carga horária de
320h de formação.
Quem pode fazer o curso?
Os requisitos básicos para entrada no curso são ter
16 anos e ensino médio completo. Nesse momento,
a parceria é realizada em acordo com o Campus da
Guiana Francesa, onde são indicados profissionais que
irão compor as turmas. Contudo, é possível realizar
parcerias com outras instituições de nível nacional para
a execução do processo formativo.
Quantos alunos já passaram pelo curso?
Já foram formados 20 alunos nas duas primeiras turmas,
com expectativas de 50 alunos formados ao fim do
28 www.REVISTABIOMAIS.com.br
Why was the biomass plant operator training
course created?
The course aims to level the playing field for
professionals who will work in manufacturing units,
with specifics defined by companies according to their
particular requirements. It was therefore a course
developed bilaterally, with the effective participation of
the private companies involved, to ensure that students
can develop the necessary skills to work in the field of
energy transition, specifically in the biomass area.
What are the main areas covered by the course?
The course is divided into eight modules: Occupational
Health and Safety Management Systems, Fundamentals
of Biomass, Water Analysis, Fluid Mechanics,
Thermodynamics, Electric Motors and Controls, and
Control and Automation. Each module is 40 hours long,
totaling 320 hours of training.
Who can take the course?
The basic requirements for admission are being
16 years of age and having completed high school.
Currently, the partnership is being carried out in
agreement with the French Guiana Campus, where the
professionals who will teach the course are appointed.
However, it is possible to establish partnerships with
other national institutions to deliver the training.
How many students have taken the course so
far?
Twenty students have graduated from the first two
classes, and it is expected that a further 30 students will
graduate by the end of the cycle set out in the coope-
São anos de experiência
disponível na área de peletização, em
âmbito nacional e internacional.
Máquinas, peças, conhecimento técnico
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MERCADO
ENTREVISTA
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ciclo previsto no acordo de cooperação. As atividades
são realizadas no Centro de Formação de Macapá (AP).
Quais os desafios para promoção do curso?
Um dos maiores desafios dentro da execução atual
é a língua estrangeira, visto que os alunos se comuniration
agreement. The activities are carried out at the
Macapá Training Centre in the State of Amapá.
Há expectativa de novas turmas desse curso?
Sim, a parceria entre o Senai (AP) e o Campus prevê
a formação de, pelo menos, mais três turmas novas.
Desse total, uma inicia ainda em 2025 e as outras duas
em 2026.
E acerca do mercado de trabalho para os alunos
do curso de formação de operador de central de
biomassa?
Hoje todos os alunos formados nas duas primeiras
turmas atuam na área em empresas localizadas na
Guiana Francesa, ou seja, 100% de empregabilidade.
Além disso, existem estudos no Amapá e no Brasil para
expandir a disponibilidade dessa nova matriz energética
como alternativa verde.
Are there plans for new classes for this course?
Yes, the partnership between Senai (AP) and the
Campus provides for at least three new classes to be
formed. One will begin in 2025, and the other two will
start in 2026.
What opportunities are there in the job market
for students of the biomass plant operator training
course?
Currently, all students who have graduated from
the first two classes are employed in the Sector at
companies based in French Guiana, achieving a 100%
employment rate. Additionally, studies are underway
in Amapá and Brazil to increase the availability of this
new green energy source.
Na MetalSul, criamos equipamentos
sob medida para a secagem eficiente
de biomassa, com economia de
energia e alto desempenho
Conforme dados do Comex, o Amapá foi o segundo
Estado brasileiro no ranking de exportação
de biomassa florestal em 2023. A biomassa florestal
é a principal matéria-prima trabalhada no curso? Há
abordagem para outras biomassas?
Sim. A biomassa florestal é mais utilizada atualmente
na composição de geração energética, contudo são
aplicadas novas possíveis composições de resíduos
da exploração agroextrativista, como caroços de açaí,
cascas e tortas, frutos da extração de oleaginosas. Em
grau de comparação, existem evidências que o poder
calorífico do caroço de açaí é maior que o da biomassa
florestal, compondo estudos presentes e futuros para
melhoria das análises operativas, com qualidade e
segurança.
According to Comex data, Amapá was the
second-largest Brazilian State in terms of forest
biomass exports in 2023. Is forest biomass the primary
raw material covered in the course? Is there
an approach to other types of biomass?
Yes. Although forest biomass is currently the most
widely used material for energy generation, new possible
compositions of agro-extractive waste are being
explored, such as açaí pits, husks, and cakes — the
by-products of oilseed extraction. Evidence suggests
that the calorific value of açaí pits is higher than that
of forest biomass. Current and future studies aim to
improve operational analysis, quality, and safety in this
area.
What are the challenges in promoting the
course?
One of the biggest challenges in the current implementation
is the use of foreign languages. Students
Sistema de secagem ideal para:
Biomassa
Fertilizantes
Polpa de frutas
Lodo frigorífico
Tenha Produtividade com durabilidade,
baixo custo e energia renovável com a
MetalSul Industrial!
O curso vem para nivelar os profissionais que irão atuar dentro
das unidades fabris. Foi construído de forma bilateral e com
participação efetiva das empresas privadas
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ENTREVISTA
cam em francês, porém com alguns se comunicando
em português, o que exige a participação de um intérprete
nas aulas formativas, tanto no estágio na Guiana
Francesa, quanto no Amapá. Porém, os profissionais
que atuam no projeto, inclusive eu, estão participando
de capacitações em linguagens ou já tem o domínio da
língua francesa, adquirida de outras experiências, o que
facilita essa aproximação.
Como deseja ser lembrado na sua gestão como
gerente de Educação e Tecnologia do Senai (AP)?
Desejo antes de tudo, é deixar um compromisso
real com a escuta ativa, uma gestão que não tomou
decisões sozinha, mas que ouviu estudantes, professores,
parceiros da indústria e a sociedade amapaense
em cada passo. Quero ser lembrado por ter ajudado a
construir uma educação profissional que não apenas
forma para o trabalho, mas que inspira transformação
de vida, especialmente para nossa juventude. Que amplia
horizontes e cria pontes entre o talento amapaense
e as oportunidades reais de desenvolvimento do nosso
Estado. Desejo deixar como marca um Senai mais próximo
da indústria, mas também mais conectado com o
coração das pessoas. Uma instituição que entende que
inovar não é só sobre tecnologia, mas sobre cuidar das
pessoas, enxergar potencial onde muitos só veem estatística
e formar profissionais que não apenas operam
máquinas, mas que ajudam a mover o Amapá rumo ao
futuro. Se ao final da minha gestão puder olhar para trás
e ver que mais jovens encontraram seu caminho, que
mais empresas confiaram na educação como motor da
produtividade, e que deixamos estruturas mais fortes e
humanas para as próximas gerações, então terei cumprido
meu papel. O legado, para mim, não está no que
deixamos pronto, mas no que deixamos possível.
communicate in French, but some communicate in
Portuguese. This requires an interpreter to participate
in training classes during internships in French Guiana
and Amapá. However, the project’s professionals,
including myself, are taking language training courses
or already have French skills acquired through other
experiences, which facilitates this approach.
How would you like to be remembered in your
role as Education and Technology Manager at
Senai (AP)?
Above all, I want to be remembered for my commitment
to active listening. I did not make decisions alone;
I listened to students, teachers, industry partners, and
Amapá society at every step. I want to be remembered
for helping build a professional education system that
trains people for work and inspires life transformation,
especially for our youth. This broadens horizons and
builds bridges between Amapá talent and real opportunities
for development in our State. I want to leave
behind a Senai that is closer to industry but also more
connected to people’s hearts. I want Senai to be an institution
that understands innovation is not just about
technology but also about caring for people, seeing
potential where many see only statistics, and training
professionals who operate machines and help move
Amapá toward the future. If, at the end of my term, I
can look back and see that more young people have
found their way, that more companies have embraced
education as a driver of productivity, and that we have
established stronger, more humane structures for
future generations, then I will have fulfilled my role. To
me, legacy is not about what we leave behind but what
we make possible.
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
O legado, para mim, não está no que deixamos pronto, mas no
que deixamos possível
32 www.REVISTABIOMAIS.com.br
PRINCIPAL
ACELERANDO A
INOVAÇÃO EM
GRELHAS
VIBRATÓRIAS
EMPRESA DESENVOLVE
SOLUÇÕES QUE REFORÇAM
O POTENCIAL DAS GRELHAS
VIBRATÓRIAS EM PROJETOS
DE ALTO DESEMPENHO E
BAIXA EMISSÃO
FOTOS DIVULGAÇÃO
ACCELERATING INNOVATION
IN VIBRATING GRATES
A COMPANY DEVELOPS SOLUTIONS THAT
MAXIMIZE THE POTENTIAL OF VIBRATING
BOILER GRATES FOR HIGH-PERFORMANCE,
LOW-EMISSION PROJECTS
34 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
35
PRINCIPAL
C B
“A entrada da caldeira
com grelha vibratória
om soluções próprias de engenharia e um histórico
de excelência em projetos, a DanPower
fabricante de caldeiras, aposta na inovação
para melhorar a eficiência na geração de energia.
A empresa que está instalada em Piracicaba (SP), com
duas unidades que somam 28 mil m² (metros quadrados) de
área fabril, tem se consolidado como referência ao adotar
e aprimorar tecnologias das grelhas vibratórias. A solução
vem conquistando espaço no mundo pela robustez, pela
capacidade de operar com diferentes tipos de combustíveis
e umidades, teor de cinzas e pelo desempenho ambiental
superior em relação aos sistemas tradicionais.
Pioneira no Brasil na fabricação de caldeira com grelha
vibratória, com tecnologia própria 100% nacional, a DanPower
detém a tecnologia desde 2015 e fez a primeira instalação
em 2017. Desde então, já foram mais de 30 projetos,
a maioria já instalados, atendendo todas regiões do Brasil e
segmentos como usinas de etanol de milho, indústria química,
alimentícia, papel, herbicida e termoelétrica.
“A entrada da caldeira com grelha vibratória no mercado
brasileiro representa uma inovação relevante no setor de
geração de energia térmica e aproveitamento de resíduos,
especialmente em setores como papel e celulose, sucroenergético,
e biomassa em geral. Em 2021 decidimos suspender
a fabricação dos outros tipos de grelhados, devido a comprovação
e aceitação do mercado da grelha vibratória. Na
relação custo x benefício para os clientes não fazia sentido
manter a produção de outras grelhas”, afirma Daniel Gomes,
gerente comercial e de suprimentos da DanPower.
oiler manufacturer Dan-Power is committed to innovation,
improving energy generation efficiency
through its own engineering solutions and a history
of excellence in projects. Based in Piracicaba
(SP) and with two units totaling 28,000 m² of manufacturing
space, the Company has established itself as a benchmark
by adopting and improving vibrating grate technologies.
This robust solution can operate with various types of fuel,
differing moisture levels, and varying ash contents, and offers
superior environmental perfor-mance compared to traditional
systems.
DanPower is a pioneer in Brazil in the manufacture of
boilers with vibrating grates using 100% national technology.
The Company has possessed the technology since 2015
and made its first installation in 2017. Since then, more
than 30 projects have been complet-ed, serving all regions
of Brazil and various segments, including corn ethanol, the
chemi-cal, food, paper, herbicide, and thermoelectric industry
plants.
“The entry of the boiler with vibrating grate into the
Brazilian market represents a signifi-cant innovation in the
thermal power generation and waste utilization segments,
espe-cially in Sectors such as Pulp and Paper, Sugar and
Ethanol, and Biomass in general. In 2021, we decided to stop
manufacturing other types of grates due to the market’s
ac-ceptance of the vibrating grate. In terms of cost-benefit
for customers, it did not make sense to continue producing
other types of grates,” says Daniel Gomes, DanPower’s Sales
and Supply Manager.
VANTAGENS DO MODELO
A evolução das grelhas para caldeiras acompanha a necessidade
de adaptar-se a combustíveis diversos, desde carvão
mineral até biomassas complexas. Cada modelo trouxe
contribuições relevantes, mas também apresentou limitações
que, na prática, representam custos adicionais, maior
risco de falhas e interrupções não programadas.
Foi para superar esses obstáculos que a grelha vibratória
se consolidou como alternativa de maior confiabilidade.
“Trata-se de uma tecnologia versátil, indicada tanto
para a queima de combustíveis sólidos e combinados com
combustíveis líquidos ou gasosos. Sua refrigeração a água,
integrada ao próprio sistema de alimentação da caldeira,
confere durabilidade e estabilidade operacional, com disponibilidade
acima dos 98%”, explica Daniel.
“Além disso, dispensa fundidos, o que reduz significativamente
os custos de manutenção. Outro diferencial é a capacidade
de processar combustíveis com alto teor de umidade
– até 60% – sem perda de eficiência. Em comparação ao leito
fluidizado, a grelha vibratória consome menos energia, não
exige areia como utilidade adicional e dispensa a queima de
combustíveis fósseis para iniciar o funcionamento, simplificando
a operação e reduzindo custos”, completa o gerente.
Essas vantagens não são apenas teóricas, estão comprovadas
em cases internacionais. Nos EUA (Estados Unidos
da América), a Detroit Stoker Company modernizou uma
usina de energia renovável em Massachusetts com grelhas
Hydrograte, substituindo sistemas convencionais que apresentavam
falhas recorrentes. O retrofit resultou em maior estabilidade
operacional, redução significativa dos custos de
manutenção e melhor controle de emissões, garantindo que
resíduos sólidos, altamente úmidos e de difícil queima fossem
transformados em energia de forma segura e eficiente.
no mercado brasileiro
representa uma
inovação relevante
no setor de geração
de energia térmica e
aproveitamento de
resíduos”
Daniel Gomes, gerente
comercial e de suprimentos
da DanPower
ADVANTAGES OF THE MODEL
The evolution of boiler grate systems has been driven
by the need to adapt to different fuels, ranging from coal to
complex biomass. While each grate model has made signifi-
-cant contributions, it also has limitations that result in additional
costs, an increased risk of failure, and unscheduled
interruptions in practice.
The vibrating grate was developed to overcome these
obstacles and has established itself as a more reliable alternative.
“It is a versatile technology suitable for burning solid
fuels, as well as fuels combined with liquid or gaseous fuels.
Its water cooling, integrated into the boiler’s feeding system,
provides durability and operational stability with an availability
rate above 98%,” Gomes explains.
‘In addition, it does not require castings, which significantly
reduces maintenance costs.’ Another advantage is its
ability to process fuels with a moisture content of up to 60%
without any loss of efficiency. Compared to fluidized beds,
vibrating grate boilers con-sume less energy, do not require
sand as an additional structural input, and do not re-quire
fossil fuels to start up, thus simplifying operation and reducing
costs,” adds the Manager.
These advantages are not just theoretical — they have
been proven in international cas-es. In the United States,
for example, the Detroit Stoker Company modernized a renewa-ble
energy plant in Massachusetts by replacing conventional
systems that had recurring failures with Hydrograte
grates. This resulted in greater operational stability,
a significant reduction in maintenance costs, and better
36 www.REVISTABIOMAIS.com.br
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 37
PRINCIPAL
Na Dinamarca, foram desenvolvidas caldeiras a vapor
para combustão de palha agrícola e outros combustíveis celulósicos.
Utilizando grelhas vibratórias refrigeradas a água,
a empresa assegurou confiabilidade de longo prazo, baixos
níveis de emissão e custos operacionais reduzidos. O projeto
se tornou um exemplo de como a tecnologia pode ser aplicada
em larga escala, aliando sustentabilidade e desempenho.
Outro case marcante vem da Tailândia. Na implantação
da usina Mahachai Green Power, pioneira no uso de resíduos
de coco – cascas, talos, folhas e troncos – como fonte energética.
A planta, equipada com caldeira de alta pressão e
grelha vibratória especialmente projetada, gera 9,9 MW de
eletricidade. Além do impacto ambiental positivo, o projeto
trouxe benefícios sociais, criando empregos locais e agregando
valor econômico a um resíduo antes descartado.
SOLUÇÕES EXCLUSIVAS
Além das grelhas vibratórias, a DanPower incorpora soluções
exclusivas em seus recuperadores de calor. Nos pré-aquecedores
de ar, por exemplo, os tubos lisos convencionais
são substituídos por tubos espiralados. Essa configuração
aumenta a turbulência dos gases, eleva a temperatura do
metal e reduz a condensação. O efeito direto é uma menor
incidência de corrosão.
emission control, ensuring that solid, highly moist, and difficult-to-burn
waste could be safely and efficiently converted
into energy.
In Denmark, steam boilers were developed for burning
agricultural straw and other cellulosic fuels. Using water-
-cooled vibrating grates, the company ensured long-term
reliability, low emissions, and reduced operating costs. The
project became an example of how the technology can be
applied on a large scale, combining sustainability and performance.
Another notable case comes from Thailand. The Mahachai
Green Power plant pioneered the use of coconut waste—husks,
stalks, leaves, and trunks—as an energy source.
The plant, equipped with a high-pressure boiler and a specially
designed vibrating grate, generates 9.9 MW of electricity.
In addition to its positive environmental impact, the
project brought social benefits, creating local jobs and adding
economic value to a waste product that was previously
discarded.
DANPOWER’S UNIQUE SOLUTIONS
In addition to vibrating grates, DanPower incorporates
unique solutions into its heat re-covery systems. For
example, in air preheaters, conventional smooth tubes are
replaced by spiral tubes. This configuration increases gas
Nos economizadores, a diferença é ainda mais marcante.
Os tubos lisos são substituídos por tubos aletados do tipo
H-Fin. Esse design assegura alta eficiência na transferência
de calor para a água, pois as aletas são totalmente soldadas
por alta frequência. Além disso, o arranjo construtivo com
tubos alinhados e aletas mais espaçadas facilita a passagem
dos gases e reduz o acúmulo de cinzas resultando em limpeza
mais eficiente pelos sopradores de fuligem e maior confiabilidade
na operação.
“A grelha vibratória DanPower foi desenvolvida em conjunto
com especialistas do mercado europeu que já fabricavam
este tipo de grelhado há anos. A aceitação do mercado
foi além das expectativas iniciais, devido a eficiência na
queima de diferentes biomassas, umidades e teores de cinzas.
Como exemplos, podemos citar: a exigência no fornecimento
de caldeiras para a queima de lignina nos processos
de E2G, devido ao seu baixo ponto de fusão e problemas relacionados
a sinterização de materiais minerais e cinzas que
ocorre em outros tipos de grelhados; devido a recorrência
de compra deste equipamento por alguns clientes, em virtude
da alta disponibilidade que este equipamento entrega;
substituição de outros tipos de grelhados pela grelha vibratória
em caldeiras existentes”, destaca Daniel.
Com 340 funcionários a empresa também é fornecedora
da sua tecnologia para fabricar caldeira com grelha vibratória
para uma empresa na Argentina. Porém o mercado internacional
não é o foco da DanPower, que está começando
agora a prospectar o mercado da América Latina.
Ao adotar a grelha vibratória como eixo central de seus
projetos e combiná-la com soluções próprias de engenharia,
a DanPower demonstra que é possível aliar sustentabilidade,
confiabilidade operacional e viabilidade econômica, preparando
o setor energético para os desafios de um futuro de
baixas emissões.
“A grelha vibratória
foi desenvolvida
em conjunto com
especialistas do
mercado europeu que já
fabricavam este tipo de
grelhado há anos"
Daniel Gomes, gerente
comercial e de suprimentos
da DanPower
turbulence, raises the metal tempera-ture, and reduces condensation.
The direct result is reduced corrosion.
The difference is even more striking in economizers.
Smooth tubes are replaced by H-Fin finned tubes. This design
ensures high heat transfer efficiency to water because
the fins are fully welded using high-frequency welding. Additionally,
the construction arrange-ment, featuring aligned
tubes and widely spaced fins, allows gases to pass more
easily and reduces ash accumulation. This results in more
efficient cleaning by soot blowers and greater operational
reliability.
The DanPower vibrating grate was developed in collaboration
with European market ex-perts who have years of
experience manufacturing this type of grate. It has received
widespread market acceptance due to its efficiency in burning
various kinds of biomass with differing moisture levels
and ash contents. Examples include supplying boilers for
burning lignin in second ethanol generation processes due
to its low melting point, re-solving issues related to the sintering
of mineral materials and ash in other types of grates,
and replacing these grates with vibrating grates in existing
boilers. Gomes points out that some customers have repeatedly
purchased this equipment due to its high avail-ability.
The Company, which employs 340 workers, also supplies
its boiler manufacturing tech-nology, featuring vibrating
grates, to a company in Argentina. However, DanPower is
not yet focused on the international market but is now beginning
to prospect the Latin Ameri-can market.
By adopting the vibrating grate as the central axis of
its projects and combining it with its own engineering solutions,
DanPower demonstrates that sustainability, operational
reli-ability, and economic viability can be combined,
thereby preparing the Energy Sector for the challenges of a
low-emission future.
38 www.REVISTABIOMAIS.com.br
REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
39
PREMIAÇÃO
TROFÉU
CAVACO
SEMINÁRIO DE BIOMASSA FLORESTAL, PROMOVIDO PELA
EMPRESA BE8, PREMIOU FORNECEDORES QUE ENTREGAM
CAVACOS COM MELHORES DESEMPENHO
FOTOS ASSESSORIA DE IMPRENSA BE8
Foto: divulgação
O
IV Seminário de Biomassa Florestal,
promovido pela Be8, empresa produtora
de biocombustível, realizado no último
mês de setembro, em Passo Fundo (RS),
premiou empresas que se destacaram como melhores
fornecedores de cavaco. A premiação foi nas categorias
cavacos de bronze, prata e ouro.
O Troféu Cavaco de Ouro Be8 2025, reconheceu os
fornecedores que mais se destacaram pela excelência
na qualidade da biomassa, com os melhores desempenhos
nos critérios de umidade e granulometria. “Em
2024, a Be8 avançou na política de compra de biomassa
florestal, primando pela qualidade do cavaco. Isso permitiu
que a rastreabilidade saltasse de 40% para 100%,
contribuindo para a conquista da certificação CARB (California
Air Resources Board), anunciada em abril deste
ano”, destacou Leandro Zat, vice-presidente da Be8.
Foram premiadas as empresas que fornecem a biomassa
para as unidades fabris da Be8 em Passo Fundo
e Marialva (PR). Confira os premiados no Rio Grande do
Sul: Cavaco de Ouro: Rodrigues Madeiras; Cavaco de
Prata: FM Agroflorestal e Cavaco de Bronze: Transportadora
Secchin. No Paraná: Cavaco de Ouro: Ouro Verde
Biomassa e Cavaco de Bronze: Rittes.
40 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
41
PREMIAÇÃO
TROFÉU SUSTENTÁVEL
Como novidade desta edição, foi entregue o Troféu
Sustentável, parte do Programa Trilha de Descarbonização
ESG da Be8, lançado em 2023. A empresa premiada
foi a Centenaro Cavacos.
As empresas premiadas também receberam cheques
simbólicos de bonificação referentes ao desempenho
no período 2024/2025. Cia Energética Rio das Antas
e Serraria Maier também foram reconhecidas, ao lado de
representantes de La Paloma (Paraguai), A.R Negócios
Florestais Ltda, Ziani Reflorestadora e Luis Carlos Brogio,
de Nova Marilândia (MT).
“O seminário é uma oportunidade para fortalecer
parcerias, debater soluções sustentáveis e impulsionar
a inovação no setor de biomassa. Contamos com a
presença de especialistas e profissionais comprometidos
com o desenvolvimento do segmento, compartilhando
experiências, ideias e boas práticas”, completou
Leandro.
Entre os palestrantes estiveram Daniel Chies, presidente
da Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas Florestais),
que abordou a atual situação florestal, e Débora
Pasa, engenheira florestal e CEO da Brasil Carbono, que
apresentou iniciativas voltadas à geração de créditos de
carbono e à implementação de projetos de pagamento
por serviços ambientais, com foco na conservação
florestal, proteção da biodiversidade e restauração de
ecossistemas.
Em 2024, avançamos
na política de compra
de biomassa florestal,
primando pela qualidade
do cavaco. Isso permitiu
que a rastreabilidade
saltasse de 40% para
100%, contribuindo para a
conquista da certificação
CARB (California Air
Resources Board)
Leandro Zat,
vice-presidente da Be8
Ainda na ocasião foi feita a assinatura de dois contratos
de fornecimento do novo biocombustível Be8 Be-
Vant® com empresas parceiras do setor florestal. As empresas
FM Agroflorestal e Rodrigues Madeiras passam a
utilizar 100% de biodiesel Be8 BeVant® em suas frotas,
reforçando o compromisso com práticas de transporte
mais limpas e sustentáveis. A iniciativa representa um
avanço significativo na transição energética do setor,
promovendo o uso de combustíveis renováveis e de
baixo impacto ambiental. O combustível tem potencial
de reduzir em até 99% as emissões do tanque à roda
quando comparado ao diesel de origem fóssil, o que foi
confirmado durante a fase de testes realizada pela FM
Agroflorestal. Em um período de 2,5 meses, a empresa
registrou redução de 99% nas emissões de CO₂ (gás
carbônico) em comparação ao uso anterior de diesel S10
com mistura B14 (adição de 14% de biodiesel ao óleo
diesel, em vigor no país até julho de 2025). O desempenho
dos caminhões permaneceu estável, sem alterações
perceptíveis, e o consumo foi considerado equivalente.
Em agosto, a FM Agroflorestal iniciou a operação do
segundo caminhão movido a Be8 BeVant®.
42 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
43
FEIRA
VICTAM
LATAM
2025
SEGUNDA EDIÇÃO NO BRASIL DA FEIRA INTERNACIONAL
ATRAIU VISITANTES DO CONTINENTE E SE CONSOLIDOU
ENTRE PÚBLICO E EXPOSITORES
FOTOS DIVULGAÇÃO
44 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
45
FEIRA
C
om o dobro de expositores em relação
a 2023 e 20 mil m² de exposição, a
Victam Latam atraiu mais de 300
empresas de 20 países e um público de
mais de 6 mil visitantes no Expo Center Norte, em
São Paulo (SP), em meados de setembro. O evento
se consolidou como o maior ponto de encontro da
América Latina para inovação, tecnologia e negócios
para indústrias do setor de nutrição animal e
processamento de grãos. “Essa expansão comprova
como o Brasil é estratégico para o setor. Em apenas
duas edições, a feira se consolidou como principal
ponto de encontro da América Latina”, afirmou
Sebas van den Ende, diretor-geral da Victam
Corporation. Organizada pela holandesa Victam
Corporation em parceria com a Interlink Exhibi-
tions, a mostra conectou fornecedores, produtores,
pesquisadores e profissionais do setor, promovendo
negócios globais e troca de conhecimento. O
encontro reuniu empresas locais e multinacionais
de diversos países, apresentando equipamentos,
tecnologias de automação e insumos. A presença
de profissionais de grandes indústrias reforçou a diversidade
do público e a conexão entre diferentes
elos da cadeia. Para 2027, a expectativa é manter
o ritmo de crescimento, com projeção superior a
50% do volume de negócios e a criação do novo
pavilhão.
A Revista REFERÊNCIA BIOMAIS também esteve
presente na feira ao lado de clientes e parceiros
que desenvolvem soluções para o setor de biomassa,
nutrição animal e processamento de grãos.
AMANDUS KHAL
“É a segunda vez que participamos da feira no Brasil. Na edição
internacional a Kahl sempre participa. A Victam Latam é
uma feira muito boa, interessante para o setor. Nesta edição
trouxemos o Expander, um equipamento que aumenta a
conversão alimentar e é um diferencial nosso no mercado.”
Marcelo Joaquim – gerente comercial da Amandus Khal
Foto: Assessoria de Imprensa VICTAM LatAm 2025
ANDRITZ
“A ANDRITZ é uma das empresas fundadoras da Victam
Latam e, nesta edição de 2025, reunimos todos os nossos
gerentes e parceiros comerciais da América Latina para
atender clientes vindos de mais de 20 países. A avaliação
é extremamente positiva. O público da feira é composto
majoritariamente por tomadores de decisão, o que proporcionou
discussões relevantes sobre projetos futuros. Realizamos
o lançamento exclusivo de soluções inovadoras para
automação e digitalização, tecnologias únicas no segmento.
Também apresentamos a nova extrusora Exmax 1021 e
nossas plantas modulares de 10 ton/h para produção de
ração. Estamos especialmente felizes com o reconhecimento
recebido pela PremieRPet (GrandFoods), premiada pelos
organizadores da Victam como uma das melhores empresas
em boas práticas de fabricação. Sentimo-nos co-homenageados,
dado o forte vínculo tecnológico que mantemos com
essa empresa.”
Marinaldo Campos – Vice-Presidente Global da Unidade de
Negócios de Equipamentos da ANDRITZ
46 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
47
FEIRA
CPM
“A CPM é pioneira na Victam Holanda/Alemanha. É uma
feira que faltava no Brasil para atender o segmento, reunir
o mercado, aproximar contatos. Foi muito produtiva para
troca de informação e onde aproveitamos para fomentar
o nosso pós-venda e peças de reposição. Apresentamos a
peletizadora 7726, uma máquina híbrida que atende vários
mercados, com pouca mudança de configuração pode ser
usada para produção de ração animal ou para biomassa.”
Maycon Sandrs – gerente de território da CPM América
VANTEC
“A Victam Latam é uma feira de grande relevância para o setor.
Nesta edição, registramos um volume significativo de prospecções,
com potencial para atender tanto grandes quanto
pequenos empresários. Apresentamos equipamentos voltados
à nutrição animal, destacando nosso rotor de moinho martelo
como diferencial e tecnológico, além da linha de movimentação.
Esta foi a segunda participação da Vantec na Victam, e já
confirmamos nossa presença na próxima edição.”
Robson Linhares Balbinot – supervisor de Marketing
da Vantec
TMSA
“Desde 2023 participamos da Victam Latam. Em 2022
estávamos nos EUA (Estados Unidos da América) na Geaps
Exchange e nos convidaram para participar da primeira
edição no Brasil. Nesta edição de 2025, aumentamos nosso
estande. É uma feira mais de relacionamento, onde encontramos
clientes, apresentamos as novidades. Destacamos
na feira o lançamento do Mega Flex Dryer, além dos nossos
transportadores de correntes e de tecnologias para Indústria
4.0 como Noctua Iot.”
Fabio Paludo – diretor da TMSA
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49
INOVAÇÃO
BIOMASSA
DO MAR
PESQUISADORES BRASILEIROS APROVEITAM SARGAÇO
NA FABRICAÇÃO DE MATÉRIA-PRIMA PARA
CONSTRUÇÃO CIVIL E NA PRODUÇÃO DE PAINÉIS
FOTOS DIVULGAÇÃO
SEA BIOMASS
BRAZILIAN SCIENTISTS UTILIZE SARGASSUM SEAWEED
TO PRODUCE RAW MATERIALS FOR BUILDING
CONSTRUCTION AND WOOD PANEL MANUFACTURE
50 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
51
INOVAÇÃO
P
esquisadores brasileiros desenvolveram uma
argila cerâmica mais leve que a normalmente
utilizada na construção civil graças à adição
de algas do gênero Sargassum no processo
de fabricação. A inovação foi publicada pela Fapesp
(Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São
Paulo).
Comuns na região central do oceano Atlântico,
essas algas marrons, também conhecidas como
sargaço, têm se deslocado em grandes quantidades
para praias do Caribe, dos EUA (Estados Unidos da
América) e da região norte brasileira, onde tornaram-
-se um problema. Seu acúmulo nas praias pode trazer
efeitos nocivos à saúde humana por causa dos gases
emitidos durante a decomposição, além de prejudicar
o turismo, a pesca e a biodiversidade local.
B
razilian scientists have developed a lighter
ceramic clay for construction by adding
algae of the Sargassum genus to the
manufacturing process. This innovation
was published by the São Paulo Research Foundation
(Fapesp).
The brown algae, also known as sargassum seaweed,
are common in the central Atlantic Ocean
and have been washing up in large quantities on
beaches in the Caribbean, the United States, and
northern Brazil. There, they have become a problem.
Their accumulation on beaches can have harmful
effects on human health due to the gases emitted
during decomposition. Additionally, they harm tourism,
fishing, and local biodiversity.
“Typically, sargassum seaweed is collected and
Foto: João Adriano Rossignolo/ FZEA-USP
Foto: João Adriano Rossignolo/ FZEA-USP
Normalmente, o sargaço
é coletado e descartado
em aterros sanitários. Por
isso, decidimos pesquisar
uma forma de aproveitar
essa grande quantidade de
biomassa nas praias”
João Adriano Rossignolo,
professor de Engenharia de
Biossistemas da USP
“Normalmente, o sargaço é coletado e descartado
em aterros sanitários sem qualquer uso prático. Por
isso, decidimos pesquisar uma forma de aproveitar
essa grande quantidade de biomassa nas praias”,
aponta João Adriano Rossignolo, professor do Departamento
de Engenharia de Biossistemas da FZEA-USP
(Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos
da Universidade de São Paulo), que coordenou o
estudo.
ESTUDO EM PARCERIA
Em parceria com pesquisadores da Ufscar (Universidade
Federal de São Carlos), o grupo da USP testou
o uso da alga na fabricação de argilas cerâmicas,
utilizadas na construção civil para diminuir o peso do
concreto, em lajes para melhorar o conforto térmico
e na jardinagem. A investigação contou com apoio da
Fapesp.
O sargaço foi incorporado às amostras nas proporções
de 20% e 40% – e também 0%, para comparação.
Em seguida, as amostras foram moldadas e
sinterizadas (processo que compacta a argila por calor,
tornando-a sólida) a temperaturas de 800°C, 900°C e
1.000°C (graus Celsius) em fornos convencionais e de
micro-ondas.
disposed of in landfills without being put to any
practical use. That is why we decided to research a
way to take advantage of this large amount of biomass
on beaches,” said João Adriano Rossignolo,
Professor in the Department of Biosystems Engineering
at the Faculty of Animal Science and Food Engineering
at the University of São Paulo (Fzea-USP),
who coordinated the study.
PARTNERSHIP STUDY
In collaboration with scientists from the Federal
University of São Carlos (UFSCar), the University
of São Paulo (USP) group investigated the use
of sargassum seaweed in ceramic clay production
for applications in building construction, including
concrete slabs for enhanced thermal comfort, as
well as gardening purposes. Fapesp supported the
research.
Sargassum seaweed was incorporated into the samples
at 20% and 40% levels, as well as at 0% for comparison
purposes. The samples were molded and
sintered (a process that compacts clay using heat to
solidify it) at 800°, 900°, and 1,000° Celsius in both
conventional and microwave ovens.
Once the materials were ready, several tests
52 www.REVISTABIOMAIS.com.br
INOVAÇÃO
Com os materiais prontos, foram realizados
diversos ensaios para avaliar fatores como absorção
de água, porosidade e resistência à compressão. Além
disso, foi feita uma comparação entre o ciclo de vida
(metodologia que avalia os impactos ambientais de
um produto desde a extração da matéria-prima até o
descarte final) da argila expandida convencional e das
diferentes formulações acrescidas de sargaço.
Os resultados, publicados no Journal of Materials
in Civil Engineering, indicam que a adição de sargaço
levou a uma redução na densidade aparente dos
agregados de argila cerâmica leve, especialmente na
concentração de 40%. No entanto, apenas os materiais
sinterizados em forno de micro-ondas atenderam aos
requisitos de resistência para todas as temperaturas.
Quanto ao ciclo de vida, as versões com sargaço
apresentaram melhor desempenho ambiental em
comparação à argila expandida comum.
were performed to evaluate factors such as water
absorption, porosity, and compressive strength. Additionally,
a comparison was made between the life
cycle of conventional expanded clay and the different
formulations with added sargassum seaweed.
This methodology assesses the environmental impacts
of a product from raw material extraction to
final disposal.
The results, published in the Journal of Materials
in Civil Engineering, indicate that adding sargassum
seaweed reduces the apparent density of lightweight
ceramic clay aggregates, particularly at a concentration
of 40%. However, only materials sintered
in a microwave oven met the strength requirements
at all temperatures. In terms of life cycle assessment,
versions with sargassum seaweed performed better
than conventional expanded clay.
Os resultados foram surpreendentes, pois conseguimos usar 30% de
sargaço nos painéis e substituir 100% do calcário com as suas cinzas,
com resultados que atendem plenamente às normas vigentes
João Adriano Rossignolo,
professor de Engenharia de Biossistemas da USP
ALTERNATIVA VIÁVEL
Isso levou os pesquisadores a concluírem que os
agregados de argila cerâmica leve com sargaço sinterizado
em forno micro-ondas são uma alternativa viável
para mitigar os prejuízos provocados pela grande
quantidade da alga no litoral, com consumo reduzido
de recursos naturais e maior eficiência energética.
Além desse trabalho, a equipe avaliou a viabilidade
de usar a alga na produção de painéis particulados,
destinados à indústria de móveis e à construção civil,
e em telhas de fibrocimento, colocando as cinzas de
sargaço como substitutas do calcário. “Os resultados
foram surpreendentes, pois conseguimos usar 30%
de sargaço nos painéis e substituir 100% do calcário
com as suas cinzas, com resultados que atendem
plenamente às normas vigentes para esses produtos e
melhoram a durabilidade e as propriedades mecânicas
dos materiais”, relata Rossignolo.
VIABLE ALTERNATIVE
Scientists concluded that lightweight ceramic
clay aggregates with microwave-sintered sargassum
seaweed are a viable alternative for mitigating
the damage caused by large amounts of seaweed
on the coast. This alternative reduces the consumption
of natural resources and increases energy efficiency.
The team also evaluated the feasibility of using
the algae to produce particleboard for the furniture
and construction industries, as well as fiber cement
tiles, substituting sargassum seaweed ash for limestone.
Rossignolo reports, “The results were surprising,
as we were able to use 30% sargassum seaweed
in the panels and replace 100% of the limestone,
with its ashes. The results fully comply with current
standards for these products and improve the durability
and mechanical properties of the materials.”
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55
ARTIGO
BIOMASSA DE
BAMBU
COMO RECURSO BIOENERGÉTICO
FOTOS DIVULGAÇÃO
GUSTAVO VARGAS DA SILVA
UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)
DANIEL TAVARES DE FARIAS
UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)
RODRIGO COLDEBELLA
UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)
WANESSA LUNARDI WACHT
UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)
CRISTIANE PEDRAZZI
UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)
RESUMO
B
uscar alternativas sustentáveis para diversificar
a matriz energética tornou-se uma meta a ser
alcançada por todas as nações. A biomassa de
bambu pode ser uma dessas alternativas por
ser uma fonte de energia neutra em CO 2
(gás carbônico)
com a possibilidade de uso como combustível na forma
sólida, líquida ou gasosa. Neste estudo objetivou-se
avaliar o efeito da idade de 12 e 7 anos nas propriedades
químicas e energéticas de colmos de Dendrocalamus
giganteus. Para isso, foram determinados os teores de
extrativos totais, de lignina, de materiais voláteis, de cinzas
e de carbono fixo, além da densidade básica, poder
calorífico superior e densidade energética dos colmos.
Também foram realizadas as avaliações de rendimento
gravimétrico do carvão vegetal e do licor pirolenhoso
produzidos a partir da carbonização do material. Os
bambus com 12 e 7 anos de idade apresentaram boas
propriedades químicas para fins energéticos. Os valores
de teor de lignina, materiais voláteis, carbono fixo e cinzas
foram semelhantes entre as idades. Entretanto, o poder
calorífico líquido, densidade energética, rendimento
gravimétrico do carvão vegetal e ácido pirolenhoso
aumentaram com o aumento da idade, e os maiores
valores foram verificados para os colmos com 12 anos. A
espécie Dendrocalamus giganteus apresentou propriedades
físico-químicas e energéticas, e atendem aos
critérios de qualidade esperados para o aproveitamento
dessa biomassa para produção de energia térmica.
56 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
57
ARTIGO
As propriedades químicas e
energéticas de Dendrocalamus
giganteus mostraram que essa
biomassa é adequada para uso
como recurso bioenergético,
em sua forma in natura ou
como carvão vegetal
MATERIAL E MÉTODOS
O estudo foi realizado com amostras de bambu da
espécie Dendrocalamus giganteus coletadas de duas
touceiras distintas, sendo uma com 12 e outra com 7
anos de idade. Ambos os plantios não sofreram nenhum
tipo de interferência ou manejo no seu ciclo. O bambuzal
está localizado em uma propriedade rural familiar
na cidade de Júlio de Castilhos (RS). Com auxílio de
motosserra, colmos com 12 e 7 anos, B12 e B7 respectivamente,
foram selecionados e acondicionados em local
seco, com ventilação natural durante o período de abril a
dezembro de 2019.
INTRODUÇÃO
O constante crescimento populacional traz consigo
algumas demandas, como o aumento da necessidade de
matrizes energéticas renováveis.
A queima de combustíveis fósseis, que hoje é a
maior fonte de energia do planeta, gera poluição e
consequentemente mudanças climáticas em decorrência
da emissão de GEE (gases de efeito estufa). Os danos
ambientais e o esgotamento das fontes de combustíveis
fósseis tornaram o desenvolvimento de energia sustentável
uma temática complexa, holística e que considera
crescimento econômico, sociedade e meio ambiente na
transição para fontes alternativas de energia uma meta a
ser alcançada pelas nações (Gunnarsdóttir et al., 2021).
De acordo com a AIE (Agência Internacional de
Energia - 2021), a transição de fontes de eletricidade não
renováveis para fontes alternativas e renováveis acelerou
em um ritmo inesperado no ano de 2020, e estima que
haja uma expansão muito maior desse cenário após
a pandemia da Covid-19 pelo novo coronavírus (Sars-
-Cov-2). Dessas fontes renováveis de energia, a biomassa
representa uma fonte de energia térmica usada em
praticamente todos os setores, tornando-se uma alternativa
para a diversificação da matriz energética mundial,
diminuindo a dependência de combustíveis de origem
fóssil (Aragão Pedrosso et al., 2018).
58 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA
59
ARTIGO
As amostras foram levadas ao Laquim (Laboratório
de Química da Madeira) da UFSM (Universidade Federal
de Santa Maria), e todos os colmos coletados foram
seccionados com auxílio de serra circular e reduzidos a
colmos com aproximadamente 5 cm (centímetros) de
altura. A densidade básica foi determinada de acordo
com o método de imersão em água, como descrito por
Vidal (1984). Os colmos com 5 cm de altura foram imersos
em água até a completa saturação das fibras para
obter o volume saturado pelo princípio de Arquimedes.
Em seguida, a massa a 0% de umidade foi determinada
secando as amostras em estufa a 105ºC (graus Celsius).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise de variância mostrou que houve variação
significativa para o percentual médio de extrativos
totais, sendo observado valores médios de 13,40% e
16,50% para os colmos com 12 e 7 anos, respectivamente.
Os maiores teores de extrativos totais foram obtidos
nas análises dos colmos mais jovens, com 7 anos de
idade. Resultados semelhantes foram encontrados por
Marinho et al. (2012), que, ao analisarem amostras de
Dendrocalamus giganteus com idade entre 2 e 6 anos,
verificaram redução do teor de extrativos totais com o
incremento da idade, observando valores de 12,91% e
7,87% para colmos com 2 e 6 anos, respectivamente.
Vale et al. – 2017 -, também verificaram a tendência de
decréscimo no teor de extrativos totais para amostras de
Bambusa vulgaris Var. vulgaris à medida que os colmos
envelhecem, observando valores de 6,33%, 5,59% e
3,85% para as idades 1, 2 e 3, respectivamente.
CONCLUSÕES
As propriedades químicas e energéticas de Dendrocalamus
giganteus mostraram que essa biomassa é
adequada para uso como recurso bioenergético, em sua
forma in natura ou como carvão vegetal. Exibindo características
semelhantes ou superiores a outras fontes de
recurso bioenergético encontradas na literatura, como
o eucalipto, biomassa comercialmente utilizada como
fonte de energia térmica.
A biomassa constituída de colmos in natura de bambu
com 12 anos apresentou teor de lignina, materiais
voláteis, carbono fixo e cinzas semelhantes em relação
aos colmos com 7 anos. Porém, os valores de densidade
básica e densidade energética cresceram significativamente
com o aumento da idade.
A qualidade do carvão vegetal também tem variação
em relação à idade dos colmos. O rendimento gravimétrico
do carvão vegetal e ácido pirolenhoso foi mais elevado
nos colmos com 12 anos; para o mesmo material
também foi verificado os menores teores de umidade.
EQUIPAMENTOS
PARA
BIOMASSA
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Itapetininga - SP
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61
AGENDA
FEVEREIRO 2026
DESTAQUE
VEM AÍ!
ERA 2026 – EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL
DE ENERGIAS RENOVÁVEIS, ENERGIAS
LIMPAS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Data: 2 a 4 de fevereiro de 2026
Local: Oran (Argélia)
Informações: https://era.dz/
FEVEREIRO 2026
PROGETTO FUOCO
Data: 25 a 28 de fevereiro de 2026
Local: Verona (Itália)
Informações: https://www.progettofuoco.com/
MARÇO 2026
EUROPEAN
BIOENERGY FUTURE
Data: 5 a 6 de novembro
Local: Bruxelas (Bélgica)
Informações:
https://bioenergyeurope.org/ebf2025/
01 DE DEZEMBRO DE 2025
BIOMASSA EXPO JAPAN
Data: 17 a 19 de março de 2026
Local: Osaka (Japão)
Informações: https://www.wsew.jp/hub/en-gb/
about/bm.html
MAIO 2026
Organizada pela Bioenergy Europe, a edição
de 2025 da EBF (Futuro Europeu da Bioenergia)
oferece uma oportunidade para networking
focado e conexão direta com os principais interessados
e tomadores de decisão, mantendo a
tradição do evento de ser um ponto de encontro
fundamental para o setor.
APOIO:
EUBCE 2026 (EUROPEAN BIOMASS
CONFERENCE AND EXHIBITION)
Data: 19 a 22 de maio
Local: Haia (Holanda)
Informações: https://www.eubce.com/
ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE
MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS
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comercial@revistareferencia.com.br
OPINIÃO
Foto: divulgação
IA NO SERVIÇO PÚBLICO: O
INVESTIMENTO QUE PODE
MUDAR A RELAÇÃO DO
CIDADÃO COM O ESTADO
O
Brasil se prepara para dar um salto significativo na
adoção de IA (inteligência artificial) com o impulso
do governo. Após o anúncio de investimentos
na casa dos R$ 23 bilhões até 2028 para iniciativas
que vão desde infraestrutura e capacitação até o desenvolvimento
de aplicações em áreas críticas como saúde, educação,
serviços públicos e inovação empresarial, o tema avança com a
criação do grupo de trabalho que vai gerir o plano. O montante,
que é superior ao destinado por países como França, Itália e
Reino Unido, coloca o país em posição de destaque no cenário
internacional.
A aplicação de IA no setor público pode transformar a
forma como o Estado entrega serviços à população, trazendo
ganhos de eficiência, acessibilidade e qualidade. Nesse
contexto, assistentes e agentes inteligentes assumem papéis
complementares. Os assistentes de IA podem ser voltados ao
apoio direto ao cidadão ou ao profissional, como no caso da
saúde para registro de anotações médicas, apoio a diagnósticos
com base em exames e imagens, sugestão de tratamentos
e atendimento via chatbots, que ficam disponíveis 24h (horas)
por dia.
Na educação, esses assistentes podem funcionar como
tutores personalizados, capazes de adaptar conteúdos de
acordo com o perfil do estudante, oferecer simulações virtuais
de laboratórios e apoiar no aprendizado de idiomas e matérias
escolares. No setor de finanças, é possível fornecer informações
ao cidadão em tempo real, e no âmbito jurídico, oferecer
suporte inicial por meio de chatbots e revisão de documentos
legais. Já os agentes de IA têm um papel mais estratégico e autônomo,
sendo capazes de analisar grandes volumes de dados
e executar ações de forma proativa. As ferramentas podem,
por exemplo, detectar fraudes em tempo real em sistemas
financeiros, como no monitoramento de pagamentos de benefícios
sociais e aposentadorias; otimizar o uso de recursos em
cadeias logísticas, garantindo maior eficiência na distribuição
de vacinas, merenda escolar e medicamentos.
Também é possível realizar análises preditivas de riscos
para prever enchentes, deslizamentos e outros desastres naturais,
auxiliando a defesa civil; coordenar processos complexos
em serviços regulatórios, como a análise de pedidos de licenciamento
ambiental; e até automatizar o controle de qualidade
em fábricas e na infraestrutura pública, com inspeção inteligente
de obras, rodovias e sistemas de transporte.
Diferente dos assistentes, que respondem a demandas
específicas, os agentes atuam de maneira mais independente,
tomando decisões dentro de parâmetros pré-definidos e
acelerando processos que exigiriam muito tempo e esforço
humano. Construir soluções inteligentes pode parecer um
projeto demorado, mas existem maneiras de fazer com que
os assistentes e agentes avancem. É essencial contar com
plataformas robustas de IA que combinem diferentes tecnologias,
como IA Generativa, PLN (Processamento de Linguagem
Natural) e Machine Learning. Essas soluções oferecem
estruturas completas de serviços, frameworks e componentes
de IA corporativa, permitindo que governos e instituições
implementem assistentes e agentes inteligentes de forma ágil
e eficiente. Além de acelerar a entrega de soluções, garantem
segurança, privacidade e governança de dados, reduzindo
riscos e aumentando a confiabilidade das aplicações.
O desafio do Brasil não está apenas em investir, mas em
transformar esse investimento em resultados concretos para
a população. A combinação de políticas públicas estruturadas
com o uso de plataformas tecnológicas robustas pode acelerar
a adoção de assistentes e agentes de IA de forma escalável e
sustentável. Se bem implementada, a estratégia colocará o
país na vanguarda global, modernizando serviços públicos,
fortalecendo a transparência e aumentando a eficiência do
Estado. Mais do que acompanhar uma tendência, trata-se de
usar a IA como um catalisador de desenvolvimento social,
econômico e institucional, garantindo que cada real investido
gere valor para os cidadãos.
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