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Biomais_75Dupla OPS

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Entrevista Pedro Fauro fala sobre oferta de curso para operador de biomassa no Senai (AP)

INNOVATION IN

VIBRATING GRATES

TECHNOLOGICAL ADVANCEMENTS IN

THE MANUFACTURE OF BOILERS WITH

VIBRATING GRATES ENSURE GREATER

EFFICIENCY IN BIOMASS COMBUSTION

INOVAÇÃO EM

GRELHAS VIBRATÓRIAS

DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA

É PIONEIRA NA FABRICAÇÃO DE

CALDEIRA COM GRELHA VIBRATÓRIA,

QUE GARANTE MAIS EFICIÊNCIA NA

QUEIMA DE BIOMASSA

INOVAÇÃO

PESQUISADORES MISTURAM

SARGAÇO EM MATÉRIA-PRIMA

PARA USO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

PREMIAÇÃO

SEMINÁRIO DE BIOMASSA FLORESTAL

PREMIA FORNECEDORES DE CAVACO






SUMÁRIO

08 | EDITORIAL

Desenvolvimento do setor

10 | CARTAS

12 | NOTAS

24 | ENTREVISTA

34 | PRINCIPAL

40 | PREMIAÇÃO

Troféu cavaco

44 | FEIRA

Victam Latam 2025

50 | INOVAÇÃO

56 | ARTIGO

62 | AGENDA

64 | OPINIÃO

IA no serviço público: o investimento

que pode mudar a relação do

cidadão com o Estado

06 www.REVISTABIOMAIS.com.br



EDITORIAL

A caldeira com grelha vibratória

da DanPower é o destaque na

capa desta edição

DESENVOLVIMENTO

DO SETOR

O

mercado de biomassa no Brasil tem crescido e se profissionalizado cada vez mais. Nesta edição da Revista Referência Biomais,

trazemos dois exemplos dessa evolução: a fabricação com tecnologia 100% nacional da grelha vibratória e o curso profissionalizante

para operadores de biomassa. A caldeira com grelha vibratória para queima de biomassa e resíduos sólidos é uma

especialidade da DanPower, empresa sediada em Piracicaba (SP), que desenvolveu o modelo brasileiro a partir de experiências

conhecidas em países da Europa e dos EUA (Estados Unidos da América). Na editoria Entrevista conversamos com Pedro Henrique Fauro,

gerente de Educação e Tecnologia do SENAI Amapá, que em parceria com o Campus de Ofícios e Qualificações de Excelência, da Guiana

Francesa, tem ofertado cursos de operador de central de biomassa, profissionalizando o setor no Estado que vem se destacando na produção

nacional de biomassa florestal. Destaque também para reportagens que informam sobre o uso na construção civil do sargaço, uma

biomassa do mar; a premiação dos melhores fornecedores de cavaco da Be8 e as novidades apresentadas na Victam Latam 2025 também

estão na edição. Aproveite a leitura!

SECTOR DEVELOPMENT

T

he Brazilian biomass market is growing and becoming increasingly professional. In this issue of REFERÊNCIA Biomais, we present two

examples of this evolution: the production of vibrating grates using 100% Brazilian technology, and a professional training course for

biomass operators. DanPower, a company based in Piracicaba (SP), specializes in boilers with vibrating grates for burning biomass and

solid waste. The Company developed the Brazilian model based on experiences in European countries and the USA. In the Interview

Section, we speak with Pedro Henrique Fauro, Education and Technology Manager at SENAI Amapá. In partnership with the Campus of Trades and

Qualifications of Excellence in French Guiana, SENAI Amapá has been offering courses for biomass plant operators, helping to professionalize the

Sector in the State. Amapá has been standing out in the national production of forest biomass. Other articles report on the use of sargassum algae,

a marine biomass, in building construction, as well as the awards for the best wood chip suppliers from Be8. The latest news presented at VICTAM

LatAm 2025 is also included in this issue, along with other information of interest to the Sector. Pleasant reading!

EXPEDIENTE

ANO XII - EDIÇÃO 75 - OUTUBRO 2025

Diretor Comercial/Commercial Director:

Fábio Alexandre Machado

(fabiomachado@revistabiomais.com.br)

Diretor Executivo/Executive Director:

Pedro Bartoski Jr

(bartoski@revistabiomais.com.br)

Redação/Writing:

Gisele Rossi

(jornalismo@revistabiomais.com.br)

Dep. de Criação/Graphic Design:

Fabiana Tokarski - Supervisão -

Aime Cristine Lima

Letícia Stefanello

(criacao@revistareferencia.com.br)

Dep. Comercial/Sales Departament:

Gerson Penkal

(comercial@revistabiomais.com.br) Fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation: John Wood Moore

Dep. de Assinaturas/Subscription:

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(assinatura@revistabiomais.com.br) - 0800 600 2038

ASSINATURAS

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A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da JOTA Editora

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www.jotaeditora.com.br

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de energias limpas e alternativas,

produtores de resíduos para geração e cogeração de energia, instituições

de pesquisa, estudantes universitários, órgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se responsabiliza

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assinadas, por entender serem estes materiais de responsabilidade de

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REVISTA BIOMAIS is a monthly and independent publication, directed

at clean alternative energy producers and consumers, producers of residues

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and other intellectual property of REVISTA BIOMAIS are strictly forbidden

without written authorization of the holder of the authorial rights, except for

educational purposes.

C

M

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CMY

K

NAVEGANDO PELO

FUTURO DA BIOMASSA

COM A ANDRITZ

A transição energética global exige

soluções sustentáveis, eficientes e

escaláveis — e a biomassa está no centro

dessa transformação. Para empresas que

desejam se destacar nesse cenário,

contar com tecnologia de ponta não é

apenas uma vantagem: é uma necessidade

estratégica. A ANDRITZ é fornecedora

global de tecnologias e serviços

para plantas de biomassa, com expertise

em entregar soluções completas para a

produção de pellets de madeira com

qualidade para exportação.

Inovação que transforma

resíduos em energia e

crescimento

Nossos sistemas combinam tecnologia

de ponta, automação completa, controle

preciso de processos e suporte técnico

total, garantindo operações seguras,

eficientes e preparadas para crescer.

Mais do que fornecer equipamentos, a

ANDRITZ atua como parceira desde o

planejamento até a entrega — como no

caso da nova planta da LDF Energy, em

Otacílio Costa (SC). Um projeto entregue

em apenas seis meses, que já nasce

como referência em inovação, sustenta-

bilidade e alto desempenho no setor de

bioenergia.

Tecnologia, agilidade e confiança para

transformar biomassa em energia limpa e

oportunidades.

Com a ANDRITZ, o futuro da bioenergia

já está em operação.

08 www.REVISTABIOMAIS.com.br



CARTAS

PRINCIPAL

Estão de parabéns a Planalto e a Guerreiro pela qualidade dos seus equipamentos que sempre

garantem eficiência na operação.

Vitor Marcondes – Timbó (SC)

Foto: divulgação

Direct Drive

Precisão para a

indústria de biomassa.

ENTREVISTA

O Smart Energy cresce a cada edição e pessoas como o Celso Kloss contribuem para fazer o Paraná avançar.

Manuel Diniz – São José dos Pinhais (PR)

FEIRA

A Show Florestal 2025 foi muito boa e melhor ainda foi ver a Revista REFERÊNCIA marcando presença na feira.

Cláudia Nascimento - Naviraí (MS)

INOVAÇÃO

Muito interessante o uso da biomassa de coco de piaçava para aquecimento. Hoje em

dia se aproveita tudo!

Marcel Gonçalves – Votuporanga (SP)

Foto: divulgação

www.revistabiomais.com.br

na

energia

biomassa

dia informação

@revistabiomais

/revistabiomais

Peletizadora de

alta perfomance

Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

SAIBA MAIS

10 www.REVISTABIOMAIS.com.br



NOTAS

PODCAST REFERÊNCIA

O mês de setembro no Podcast REFERÊNCIA foi dedicado

a um tema estratégico para o setor de base florestal

e industrial: o mercado de carbono e como a tecnologia

pode transformar desafios climáticos em oportunidades de

negócio. O episódio foi especial e contou com dois convidados:

Clarissa de Souza (foto de cima), CEO da Vankka Carbon,

e Alessandro Panasolo (foto de baixo), sócio-investidor

da empresa, uma Climate Tech paranaense. O episódio

contou com o apoio da própria Vankka Carbon.

Os especialistas explicaram conceitos fundamentais

para as empresas que buscam se adequar às novas exigências

ambientais e de mercado. Clarissa de Souza, que é

engenheira ambiental, desmistificou o conceito de crédito

de carbono, que está cada vez mais presente nas discussões

sobre sustentabilidade e ESG. “Quando a gente fala

um crédito de carbono, significa uma tonelada de carbono

removida da atmosfera ou que deixou de ser emitida. Isso

é um crédito de carbono”, explicou Clarissa. Ela também

detalhou que essa quantificação é feita por meio de inventários

anuais de emissões de GEE (gases de efeito estufa).

Alessandro Panasolo, advogado com doutorado em

engenharia florestal, abordou a nova legislação brasileira

sobre o mercado regulado de emissões e o posicionamento

estratégico do país neste cenário. Ele afirmou que

a combinação de uma matriz energética limpa e um setor

florestal avançado confere uma vantagem competitiva

única ao Brasil. “O que para o Brasil é uma grande oportunidade,

porque o Brasil tem uma capacidade muito grande

de produzir bons projetos de restauração ecológica, de

recuperação de área degradada, para que de fato seja

um grande player de crédito de carbono para o mundo”,

ressaltou Alessandro.

Os convidados também apresentaram a plataforma

Vankka Carbon Score, um software que utiliza tecnologia

para automatizar o inventário de emissões e remoções de

carbono, oferecendo agilidade e segurança para as empresas

na gestão de seus ativos ambientais. Segundo a Vankka

Carbon, a ferramenta torna o processo de inventário até

60 vezes mais rápido, permitindo que as companhias, especialmente

as do setor florestal, identifiquem e valorizem

seus estoques de carbono de forma eficiente e estratégica.

ENERGIA LIMPA COM DESCONTO NA LUZ

A Fiems (Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul) lançou o programa: Em Conta - Associação

de Energia Renovável. Por meio da iniciativa, consumidores podem pagar até 20% mais barato pela energia elétrica

residencial. A energia é fornecida diretamente das usinas próprias do programa. Para ter acesso ao benefício, é preciso

apresentar contas de luz acima de R$ 250 por mês. A adesão ao programa não tem fidelidade, e o cliente conta

com uma equipe completa de especialistas para auxiliar na transição energética. As mais de 250 usinas fotovoltaicas

próprias da Fiems e de seus associados têm potencial de gerar 6.500 MWh (megawatts) por mês, o suficiente

para alimentar mais de 18,5 mil residências. A gestão do programa é feita pelo CSI (Centro de Sustentabilidade da

Indústria) da Fiems. O diretor Robson Del Casale ressalta o trabalho feito pela federação para dar retorno à sociedade

sul-mato-grossense em um período de progresso da economia. “A população de Mato Grosso do Sul tem o

direito de participar desse momento de crescimento econômico do Estado e colher os frutos desse desenvolvimento,

participando das ações de sustentabilidade e tendo vantagens concretas, como o desconto na conta de luz e o

aproveitamento de uma energia mais barata e de fonte renovável”, concluiu.

Os episódios do Podcast

REFERÊNCIA estão disponíveis

no nosso canal do youtube, que

o Leitor pode acessar através do

QR Code:

Fotos: REFERÊNCIA

Foto: divulgação

12 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

13



NOTAS

SENAI (MS) MODERNIZA

LABORATÓRIO

O ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa),

localizado em Três Lagoas (MS), foi credenciado

para atender uma nova linha de pesquisa junto à Embrapii

(Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).

O Desenvolvimento de Novos Biomateriais e Insumos

Renováveis será a quarta área habilitada para estudos e

vem acompanhada da modernização do laboratório. Até

então, a unidade Embrapii na área de Transformação da

Biomassa contava com três linhas credenciadas: Bioprocessos

e Biotecnologia Integrada; Energia e Sustentabilidade;

e Tecnologias de Descarbonização (CCUS). Para dar

suporte ao desenvolvimento das pesquisas, foi executada

a modernização da casa de vegetação. Segundo a coordenadora

de pesquisa industrial do ISI Biomassa, Larissa

Okamura, a inovação acontece quando ciência, tecnologia

e indústria caminham juntas. “Por isso, estamos

constantemente aprimorando nossa infraestrutura para

entregar soluções robustas e de alto impacto à bioeconomia”,

garante. O laboratório foi equipado com sistemas

totalmente automatizados de controle de temperatura,

umidade, luminosidade e fertirrigação, garantindo condições

precisas e reprodutíveis para experimentos.

Foto: divulgação FIEMS

14 www.REVISTABIOMAIS.com.br



NOTAS

ASSISTÊNCIA

SMART ENERGY 2026

As políticas públicas para ampliar o uso das energias limpas e sustentáveis foram o foco principal

da Smart Energy 2025 – Conferência Internacional de Energias Renováveis; que contou com palestra de

abertura do presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Sandoval Feitosa Neto, e outras

autoridades do setor energético no país. O evento foi promovido pela Fiep (Federação das Indústrias

do Estado do Paraná) e pelo Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) e organizado pela Rede Paraná

Tecnologia e Metrologia. O evento aconteceu em Curitiba (PR) e contou com Feira de Negócios e Fórum

Eficiência Energética. Para 2026, a conferência já tem data confirmada e voltará a ser realizada em

três dias: de 21 a 23 de setembro. “Chegando à nona edição, a conferência se fortalece como um evento

tradicional sobre energias renováveis. É um espaço para debater, fomentar ideias e gerar negócios”,

enfatizou a superintendente da Rede Paraná Tecnologia e Metrologia, Iramar Severiano

TÉCNICA NO

BRASIL

Contamos com peças de reposição originais

e assistência técnica especializada para sua

peletizadora KAHL, garantindo manutenções

rápidas e eficientes que prolongam a vida

útil de seu equipamento.

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NOTAS

COPEL INVESTE EM USINAS REVERSÍVEIS

No Citeenel (Congresso de Inovação Tecnológica e Eficiência Energética do Setor Elétrico), que

ocorreu em Manaus (AM), o presidente da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica), Daniel

Slaviero, elogiou o estímulo da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) à inovação e sinalizou

investimentos da companhia paranaense em usinas reversíveis. “Já foram investidos R$ 46 bilhões em

Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação no Brasil. Agradecemos à Aneel por estimular os PDIs.

A Copel já tem exemplos consolidados e irá avançar em projetos de usinas reversíveis, como fontes de

geração limpa e renovável aptas a suprir rapidamente a demanda por potência energética. O suporte à

inovação é o primeiro estímulo a projetos que dão resultados sólidos e incentivam o desenvolvimento de

novas tecnologias”, elogiou. O investimento em projetos de usinas hidrelétricas reversíveis está entre as

prioridades da Copel, segundo Daniel Slaviero. São modelos que permitem flexibilidade na geração para

suprir a demanda por energia, já utilizados em larga escala em países como China e EUA (Estados Unidos

da América) e com grande potencial para utilização no Brasil, pioneiro em hidrelétricas.

Foto: divulgação

18 www.REVISTABIOMAIS.com.br



NOTAS

ENERGIA SOLAR

GERANDO EMPREGOS

A energia solar fotovoltaica segue em trajetória

de expansão acelerada no Brasil e pode chegar

a representar cerca de 33% de toda a matriz

elétrica nacional até 2030. O avanço da tecnologia,

a queda nos custos de instalação e a ampliação

do acesso a crédito têm impulsionado a adoção

do modelo em ritmo constante, com impactos

expressivos na economia real. Desde o início da

década passada, mais de 1 milhão de empregos já

foram gerados diretamente na cadeia produtiva

da energia solar, e a expectativa é de que esse

número ultrapasse os 3,6 milhões nos próximos 5

anos, sendo que, desde 2012, o setor já gerou mais

de 1,4 milhão de empregos diretos e indiretos.

Trata-se de um movimento estruturante, que vai

além da pauta ambiental e transforma a dinâmica

de competitividade entre empresas brasileiras.

Em um cenário de tarifas energéticas elevadas e

aumento na exigência por práticas sustentáveis, a

energia solar tem sido adotada não apenas como

alternativa ecológica, mas como uma resposta

inteligente a desafios financeiros e operacionais.

Foto: divulgação

20 www.REVISTABIOMAIS.com.br



NOTAS

PARQUE EÓLICO É CERTIFICADO PARA

EMISSÃO DE CRÉDITOS DE CARBONO

O Parque Eólico Monte Verde, da EDP, multinacional que atua em todos os segmentos do setor elétrico, foi

certificado para a emissão de créditos de carbono. Este é o segundo maior projeto de créditos de carbono a

partir da geração de energia renovável do país, registrado no GCC (Global Carbon Council), e o primeiro projeto

da EDP no mundo a receber a certificação. Localizado nos municípios de Pedro Avelino (RN) e Lajes (RN), o

parque tem capacidade instalada de 319 MW (megawatts) e gera, em média, 1,8 milhão de MWh de energia

renovável por ano, tendo a capacidade de evitar a emissão de, aproximadamente, 533.243 toneladas de CO2

(gás carbônico) na atmosfera, anualmente. A certificação é um marco na estratégia da EDP e reforça o avanço

da empresa em atuar para liderar a transição energética globalmente. No Brasil, a empresa já opera um portfólio

100% renovável e tem focado em oferecer soluções que contribuam para a descarbonização de pequenas,

médias e grandes empresas no país.

Foto: divulgação EDP

22 www.REVISTABIOMAIS.com.br



ENTREVISTA

Foto: Assessoria de Imprensa Senai Amapá

ENTREVISTA

PEDRO HENRIQUE

FAURO

Formação: Engenharia Química pela Ueap (Universidade do Estado

do Amapá), mestre em Ciências Farmacêuticas e doutor em Inovação

Farmacêutica pela Ufap (Universidade Federal do Amapá).

Education: Chemical Engineering from the State University of

Amapá (Ueap), Master’s in Pharmaceutical Sciences, and Doctorate in

Pharmaceutical Innovation from the Federal University of Amapá (Ufap).

Cargo: Gerente de Educação e Tecnologia do Senai Amapá.

Function: Education and Technology Manager at Senai Amapá

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

PARA BIOMASSA

PROFESSIONAL EDUCATION FOR BIOMASS

PÁTIOS DE BIOMASSA

Agilidade, robustez e eficiência em um só sistema.

O

Amapá é um Estado que vem se destacando

na produção e exportação de biomassa

florestal e está profissionalizando a mão de

obra. Por meio de parceria com o Campus

de Ofícios e Qualificações de Excelência, da Guiana

Francesa, o Senai (AP) já formou duas turmas de operador

de central de biomassa. Nesta edição da Revista

REFERÊNCIA BIOMAIS, conversamos com o gerente de

Educação e Tecnologia do Senai (AP), Pedro Henrique

Fauro, que há 4 anos atua na instituição. Nesta conversa

ele aborda a importância da parceria com a instituição

francesa, empresas do setor, e os resultados que estão

sendo obtidos com a qualificação profissional.

T

he State of Amapá has been standing out in the

production and export of forest biomass, and is

now professionalizing its workforce. In partnership

with the Campus of Trades and Qualifications

of Excellence in French Guiana, Senai (AP) has already

trained two teams of biomass plant operators. In this

issue of REFERÊNCIA Biomais, we speak to Pedro Henrique

Fauro, Education and Technology Manager at Senai (AP),

who has worked at the institution for four years. In this

interview, he discusses the importance of the partnership

with the French institution and companies in the Sector,

as well as the results being achieved through professional

qualifications.

Apresentamos o sistema integrado da Bruno para recepção, transformação

de toras em cavacos, transporte e armazenamento de biomassa, ideal para

alimentar caldeiras e gerar energia térmica com alto desempenho.

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ENTREVISTA

Como foi sua trajetória profissional até assumir a

gerência no Senai (AP)?

Iniciei no Senai (AP) no ano de 2021 como instrutor

da área de alimentos. Porém, com dois meses de

atividade, comecei a trabalhar com a escrita de projetos

para fortalecimento dos processos produtivos na Amazônia

e no Amapá, tendo um projeto aprovado no início

de 2022 no valor de R$ 3 milhões junto a Finep (Financiadora

de Estudos e Projetos). Após isso assumi o cargo

de coordenador de Tecnologia e Inovação no Senai (AP),

atuando com consultorias, desenvolvimento de produtos

e startups, sempre transversal a área de educação.

Em 2023, ascendi a posição de gerente de Educação e

Tecnologia na instituição, sendo responsável pelas duas

áreas de atuação de modo abrangente, com diversos

projetos aprovados e parcerias estratégicas com Petrobras,

Finep, Equatorial Energia, CNPq, entre outros, bem

como expansão da atuação em cursos de qualificação

dentro do Estado.

O Senai (AP) promoveu curso de formação de

operador de central de biomassa, em parceria com

o Campus de Ofícios e Qualificações de Excelência,

da Guiana Francesa. Como surgiu a oportunidade de

ofertar este curso?

As conversas iniciaram em 2023, sendo realizadas

visitas técnicas em algumas empresas nas cidades de

Saint Georges de L’Oyapock e Kouru, onde identificou-se

a carência de profissionais com as habilidades

necessárias para operar equipamentos ou participarem

das atividades produtivas. Diante disso, foi montada em

conjunto com o Campus de Excelência da Guiana Francesa,

a estrutura para atendimento dos alunos e o perfil

formativo que atendesse as empresas locais. A primeira

turma iniciou as aulas no início de 2024 e a finalização

do curso aconteceu em novembro daquele ano. No dia

Could you tell me how your professional career

unfolded until you took on the management position

at Senai (AP)?

I started at Senai (AP) in 2021 as a food instructor.

After two months, however, I began working on

writing projects to strengthen production processes in

the Amazon and Amapá Region. One of these projects

was approved by the Financier of Studies and Projects

(Finep) in early 2022, receiving funding of R$3 million.

Subsequently, I took on the role of Technology and

Innovation Coordinator at Senai (AP), where I worked

in consulting, product development, and start-ups, all

within the field of education. In 2023, I was promoted to

Education and Technology Manager at Senai (AP), responsible

for both areas of activity, with several approved

projects and strategic partnerships with notable

organizations, including Petrobras, Finep, Equatorial

Energia, and CNPq, among others. I also expanded the

qualification course activity within the State.

Senai (AP) ran a training course for biomass

plant operators in partnership with the Campus of

Trades and Qualifications of Excellence in French

Guiana. How did the opportunity to offer this

course arise?

Discussions began in 2023, involving technical

visits to companies in the Saint-Georges-de-l’Oyapock

and Kourou Regions. During these visits, a shortage

of professionals with the necessary skills to operate

equipment or participate in productive activities was

identified. In view of this, we established a structure to

support students. We developed a training profile tailored

to meet the needs of local companies in collaboration

with the French Guiana Campus of Excellence. The

first class began in early 2024 and ended in November

of that year. Our second class graduated on 4 July 2025,

Uma obra de arte

Tão afiada

quanto a espada

de um samurai

sabres

dentes de corte

ponteiras substituíveis

acessórios

disco de feller

coroas de tração

Facas para picadores

rotary-ax.com.br

em corte florestal

Somos parceiros do Campus de Ofícios e Qualificações de

Excelência da Guiana Francesa e possuímos um acordo

de cooperação que permite as formações das turmas em

operadores de biomassa

26 www.REVISTABIOMAIS.com.br

sabres

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ENTREVISTA

04 de julho de 2025 formamos a segunda turma e essa

parceria prevê até cinco ciclos formativos.

A entidade é parceira da instituição da Guiana

Francesa? Há outros cursos ofertados em parceria

com o Senai (AP)?

Somos parceiros e possuímos um acordo de cooperação

assinado em 2023, o qual permite o intercâmbio

das informações, bem como as formações das turmas

em operadores de biomassa. No momento possuímos

esse curso em andamento e estamos realizando tratativas

para expandir para outras áreas de atuação, além de

consultorias para a área de eficiência energética e produção

de miniusinas de biomassa na região de fronteira

entre Brasil e França, no Oiapoque (AP).

and this partnership plans to offer up to five training

cycles.

Is the entity a partner of the institution in

French Guiana? Are there other courses offered in

partnership with Senai (AP)?

We are partners and have had a cooperation agreement

in place since 2023, allowing for the exchange

of information and the training of biomass operator

classes. We are currently running a course and are

discussing the expansion into other areas of activity,

including consulting services for energy efficiency and

the production of mini-biomass plants in the border

region between Brazil and French Guiana, specifically

in Oiapoque.

JSIC EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA

Por que foi criado o curso formação de operador

de central de biomassa?

O curso vem para nivelar os profissionais que irão

atuar dentro das unidades fabris, com as especificidades

sendo definidas pelas empresas, visto as necessidades

pontuais. Portanto, foi um curso construído de forma

bilateral e com participação efetiva das empresas privadas

envolvidas, garantindo que os discentes possam

alcançar com efetividade as competências para atuarem

nas áreas de transição energética, mais especificamente

o trabalho com biomassas.

Quais os principais eixos do curso?

O curso é dividido em oito módulos, sendo: Sistema

de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho; Fundamentos

da Biomassa; Biomassa; Análise de Água; Mecânica

dos Fluidos; Termodinâmica; Motores e Comandos

Elétricos, além de Controle e Automação. Cada módulo

possui 40h (horas), o que totaliza uma carga horária de

320h de formação.

Quem pode fazer o curso?

Os requisitos básicos para entrada no curso são ter

16 anos e ensino médio completo. Nesse momento,

a parceria é realizada em acordo com o Campus da

Guiana Francesa, onde são indicados profissionais que

irão compor as turmas. Contudo, é possível realizar

parcerias com outras instituições de nível nacional para

a execução do processo formativo.

Quantos alunos já passaram pelo curso?

Já foram formados 20 alunos nas duas primeiras turmas,

com expectativas de 50 alunos formados ao fim do

28 www.REVISTABIOMAIS.com.br

Why was the biomass plant operator training

course created?

The course aims to level the playing field for

professionals who will work in manufacturing units,

with specifics defined by companies according to their

particular requirements. It was therefore a course

developed bilaterally, with the effective participation of

the private companies involved, to ensure that students

can develop the necessary skills to work in the field of

energy transition, specifically in the biomass area.

What are the main areas covered by the course?

The course is divided into eight modules: Occupational

Health and Safety Management Systems, Fundamentals

of Biomass, Water Analysis, Fluid Mechanics,

Thermodynamics, Electric Motors and Controls, and

Control and Automation. Each module is 40 hours long,

totaling 320 hours of training.

Who can take the course?

The basic requirements for admission are being

16 years of age and having completed high school.

Currently, the partnership is being carried out in

agreement with the French Guiana Campus, where the

professionals who will teach the course are appointed.

However, it is possible to establish partnerships with

other national institutions to deliver the training.

How many students have taken the course so

far?

Twenty students have graduated from the first two

classes, and it is expected that a further 30 students will

graduate by the end of the cycle set out in the coope-

São anos de experiência

disponível na área de peletização, em

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MERCADO



ENTREVISTA

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ciclo previsto no acordo de cooperação. As atividades

são realizadas no Centro de Formação de Macapá (AP).

Quais os desafios para promoção do curso?

Um dos maiores desafios dentro da execução atual

é a língua estrangeira, visto que os alunos se comuniration

agreement. The activities are carried out at the

Macapá Training Centre in the State of Amapá.

Há expectativa de novas turmas desse curso?

Sim, a parceria entre o Senai (AP) e o Campus prevê

a formação de, pelo menos, mais três turmas novas.

Desse total, uma inicia ainda em 2025 e as outras duas

em 2026.

E acerca do mercado de trabalho para os alunos

do curso de formação de operador de central de

biomassa?

Hoje todos os alunos formados nas duas primeiras

turmas atuam na área em empresas localizadas na

Guiana Francesa, ou seja, 100% de empregabilidade.

Além disso, existem estudos no Amapá e no Brasil para

expandir a disponibilidade dessa nova matriz energética

como alternativa verde.

Are there plans for new classes for this course?

Yes, the partnership between Senai (AP) and the

Campus provides for at least three new classes to be

formed. One will begin in 2025, and the other two will

start in 2026.

What opportunities are there in the job market

for students of the biomass plant operator training

course?

Currently, all students who have graduated from

the first two classes are employed in the Sector at

companies based in French Guiana, achieving a 100%

employment rate. Additionally, studies are underway

in Amapá and Brazil to increase the availability of this

new green energy source.

Na MetalSul, criamos equipamentos

sob medida para a secagem eficiente

de biomassa, com economia de

energia e alto desempenho

Conforme dados do Comex, o Amapá foi o segundo

Estado brasileiro no ranking de exportação

de biomassa florestal em 2023. A biomassa florestal

é a principal matéria-prima trabalhada no curso? Há

abordagem para outras biomassas?

Sim. A biomassa florestal é mais utilizada atualmente

na composição de geração energética, contudo são

aplicadas novas possíveis composições de resíduos

da exploração agroextrativista, como caroços de açaí,

cascas e tortas, frutos da extração de oleaginosas. Em

grau de comparação, existem evidências que o poder

calorífico do caroço de açaí é maior que o da biomassa

florestal, compondo estudos presentes e futuros para

melhoria das análises operativas, com qualidade e

segurança.

According to Comex data, Amapá was the

second-largest Brazilian State in terms of forest

biomass exports in 2023. Is forest biomass the primary

raw material covered in the course? Is there

an approach to other types of biomass?

Yes. Although forest biomass is currently the most

widely used material for energy generation, new possible

compositions of agro-extractive waste are being

explored, such as açaí pits, husks, and cakes — the

by-products of oilseed extraction. Evidence suggests

that the calorific value of açaí pits is higher than that

of forest biomass. Current and future studies aim to

improve operational analysis, quality, and safety in this

area.

What are the challenges in promoting the

course?

One of the biggest challenges in the current implementation

is the use of foreign languages. Students

Sistema de secagem ideal para:

Biomassa

Fertilizantes

Polpa de frutas

Lodo frigorífico

Tenha Produtividade com durabilidade,

baixo custo e energia renovável com a

MetalSul Industrial!

O curso vem para nivelar os profissionais que irão atuar dentro

das unidades fabris. Foi construído de forma bilateral e com

participação efetiva das empresas privadas

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ENTREVISTA

cam em francês, porém com alguns se comunicando

em português, o que exige a participação de um intérprete

nas aulas formativas, tanto no estágio na Guiana

Francesa, quanto no Amapá. Porém, os profissionais

que atuam no projeto, inclusive eu, estão participando

de capacitações em linguagens ou já tem o domínio da

língua francesa, adquirida de outras experiências, o que

facilita essa aproximação.

Como deseja ser lembrado na sua gestão como

gerente de Educação e Tecnologia do Senai (AP)?

Desejo antes de tudo, é deixar um compromisso

real com a escuta ativa, uma gestão que não tomou

decisões sozinha, mas que ouviu estudantes, professores,

parceiros da indústria e a sociedade amapaense

em cada passo. Quero ser lembrado por ter ajudado a

construir uma educação profissional que não apenas

forma para o trabalho, mas que inspira transformação

de vida, especialmente para nossa juventude. Que amplia

horizontes e cria pontes entre o talento amapaense

e as oportunidades reais de desenvolvimento do nosso

Estado. Desejo deixar como marca um Senai mais próximo

da indústria, mas também mais conectado com o

coração das pessoas. Uma instituição que entende que

inovar não é só sobre tecnologia, mas sobre cuidar das

pessoas, enxergar potencial onde muitos só veem estatística

e formar profissionais que não apenas operam

máquinas, mas que ajudam a mover o Amapá rumo ao

futuro. Se ao final da minha gestão puder olhar para trás

e ver que mais jovens encontraram seu caminho, que

mais empresas confiaram na educação como motor da

produtividade, e que deixamos estruturas mais fortes e

humanas para as próximas gerações, então terei cumprido

meu papel. O legado, para mim, não está no que

deixamos pronto, mas no que deixamos possível.

communicate in French, but some communicate in

Portuguese. This requires an interpreter to participate

in training classes during internships in French Guiana

and Amapá. However, the project’s professionals,

including myself, are taking language training courses

or already have French skills acquired through other

experiences, which facilitates this approach.

How would you like to be remembered in your

role as Education and Technology Manager at

Senai (AP)?

Above all, I want to be remembered for my commitment

to active listening. I did not make decisions alone;

I listened to students, teachers, industry partners, and

Amapá society at every step. I want to be remembered

for helping build a professional education system that

trains people for work and inspires life transformation,

especially for our youth. This broadens horizons and

builds bridges between Amapá talent and real opportunities

for development in our State. I want to leave

behind a Senai that is closer to industry but also more

connected to people’s hearts. I want Senai to be an institution

that understands innovation is not just about

technology but also about caring for people, seeing

potential where many see only statistics, and training

professionals who operate machines and help move

Amapá toward the future. If, at the end of my term, I

can look back and see that more young people have

found their way, that more companies have embraced

education as a driver of productivity, and that we have

established stronger, more humane structures for

future generations, then I will have fulfilled my role. To

me, legacy is not about what we leave behind but what

we make possible.

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

O legado, para mim, não está no que deixamos pronto, mas no

que deixamos possível

32 www.REVISTABIOMAIS.com.br



PRINCIPAL

ACELERANDO A

INOVAÇÃO EM

GRELHAS

VIBRATÓRIAS

EMPRESA DESENVOLVE

SOLUÇÕES QUE REFORÇAM

O POTENCIAL DAS GRELHAS

VIBRATÓRIAS EM PROJETOS

DE ALTO DESEMPENHO E

BAIXA EMISSÃO

FOTOS DIVULGAÇÃO

ACCELERATING INNOVATION

IN VIBRATING GRATES

A COMPANY DEVELOPS SOLUTIONS THAT

MAXIMIZE THE POTENTIAL OF VIBRATING

BOILER GRATES FOR HIGH-PERFORMANCE,

LOW-EMISSION PROJECTS

34 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

35



PRINCIPAL

C B

“A entrada da caldeira

com grelha vibratória

om soluções próprias de engenharia e um histórico

de excelência em projetos, a DanPower

fabricante de caldeiras, aposta na inovação

para melhorar a eficiência na geração de energia.

A empresa que está instalada em Piracicaba (SP), com

duas unidades que somam 28 mil m² (metros quadrados) de

área fabril, tem se consolidado como referência ao adotar

e aprimorar tecnologias das grelhas vibratórias. A solução

vem conquistando espaço no mundo pela robustez, pela

capacidade de operar com diferentes tipos de combustíveis

e umidades, teor de cinzas e pelo desempenho ambiental

superior em relação aos sistemas tradicionais.

Pioneira no Brasil na fabricação de caldeira com grelha

vibratória, com tecnologia própria 100% nacional, a DanPower

detém a tecnologia desde 2015 e fez a primeira instalação

em 2017. Desde então, já foram mais de 30 projetos,

a maioria já instalados, atendendo todas regiões do Brasil e

segmentos como usinas de etanol de milho, indústria química,

alimentícia, papel, herbicida e termoelétrica.

“A entrada da caldeira com grelha vibratória no mercado

brasileiro representa uma inovação relevante no setor de

geração de energia térmica e aproveitamento de resíduos,

especialmente em setores como papel e celulose, sucroenergético,

e biomassa em geral. Em 2021 decidimos suspender

a fabricação dos outros tipos de grelhados, devido a comprovação

e aceitação do mercado da grelha vibratória. Na

relação custo x benefício para os clientes não fazia sentido

manter a produção de outras grelhas”, afirma Daniel Gomes,

gerente comercial e de suprimentos da DanPower.

oiler manufacturer Dan-Power is committed to innovation,

improving energy generation efficiency

through its own engineering solutions and a history

of excellence in projects. Based in Piracicaba

(SP) and with two units totaling 28,000 m² of manufacturing

space, the Company has established itself as a benchmark

by adopting and improving vibrating grate technologies.

This robust solution can operate with various types of fuel,

differing moisture levels, and varying ash contents, and offers

superior environmental perfor-mance compared to traditional

systems.

DanPower is a pioneer in Brazil in the manufacture of

boilers with vibrating grates using 100% national technology.

The Company has possessed the technology since 2015

and made its first installation in 2017. Since then, more

than 30 projects have been complet-ed, serving all regions

of Brazil and various segments, including corn ethanol, the

chemi-cal, food, paper, herbicide, and thermoelectric industry

plants.

“The entry of the boiler with vibrating grate into the

Brazilian market represents a signifi-cant innovation in the

thermal power generation and waste utilization segments,

espe-cially in Sectors such as Pulp and Paper, Sugar and

Ethanol, and Biomass in general. In 2021, we decided to stop

manufacturing other types of grates due to the market’s

ac-ceptance of the vibrating grate. In terms of cost-benefit

for customers, it did not make sense to continue producing

other types of grates,” says Daniel Gomes, DanPower’s Sales

and Supply Manager.

VANTAGENS DO MODELO

A evolução das grelhas para caldeiras acompanha a necessidade

de adaptar-se a combustíveis diversos, desde carvão

mineral até biomassas complexas. Cada modelo trouxe

contribuições relevantes, mas também apresentou limitações

que, na prática, representam custos adicionais, maior

risco de falhas e interrupções não programadas.

Foi para superar esses obstáculos que a grelha vibratória

se consolidou como alternativa de maior confiabilidade.

“Trata-se de uma tecnologia versátil, indicada tanto

para a queima de combustíveis sólidos e combinados com

combustíveis líquidos ou gasosos. Sua refrigeração a água,

integrada ao próprio sistema de alimentação da caldeira,

confere durabilidade e estabilidade operacional, com disponibilidade

acima dos 98%”, explica Daniel.

“Além disso, dispensa fundidos, o que reduz significativamente

os custos de manutenção. Outro diferencial é a capacidade

de processar combustíveis com alto teor de umidade

– até 60% – sem perda de eficiência. Em comparação ao leito

fluidizado, a grelha vibratória consome menos energia, não

exige areia como utilidade adicional e dispensa a queima de

combustíveis fósseis para iniciar o funcionamento, simplificando

a operação e reduzindo custos”, completa o gerente.

Essas vantagens não são apenas teóricas, estão comprovadas

em cases internacionais. Nos EUA (Estados Unidos

da América), a Detroit Stoker Company modernizou uma

usina de energia renovável em Massachusetts com grelhas

Hydrograte, substituindo sistemas convencionais que apresentavam

falhas recorrentes. O retrofit resultou em maior estabilidade

operacional, redução significativa dos custos de

manutenção e melhor controle de emissões, garantindo que

resíduos sólidos, altamente úmidos e de difícil queima fossem

transformados em energia de forma segura e eficiente.

no mercado brasileiro

representa uma

inovação relevante

no setor de geração

de energia térmica e

aproveitamento de

resíduos”

Daniel Gomes, gerente

comercial e de suprimentos

da DanPower

ADVANTAGES OF THE MODEL

The evolution of boiler grate systems has been driven

by the need to adapt to different fuels, ranging from coal to

complex biomass. While each grate model has made signifi-

-cant contributions, it also has limitations that result in additional

costs, an increased risk of failure, and unscheduled

interruptions in practice.

The vibrating grate was developed to overcome these

obstacles and has established itself as a more reliable alternative.

“It is a versatile technology suitable for burning solid

fuels, as well as fuels combined with liquid or gaseous fuels.

Its water cooling, integrated into the boiler’s feeding system,

provides durability and operational stability with an availability

rate above 98%,” Gomes explains.

‘In addition, it does not require castings, which significantly

reduces maintenance costs.’ Another advantage is its

ability to process fuels with a moisture content of up to 60%

without any loss of efficiency. Compared to fluidized beds,

vibrating grate boilers con-sume less energy, do not require

sand as an additional structural input, and do not re-quire

fossil fuels to start up, thus simplifying operation and reducing

costs,” adds the Manager.

These advantages are not just theoretical — they have

been proven in international cas-es. In the United States,

for example, the Detroit Stoker Company modernized a renewa-ble

energy plant in Massachusetts by replacing conventional

systems that had recurring failures with Hydrograte

grates. This resulted in greater operational stability,

a significant reduction in maintenance costs, and better

36 www.REVISTABIOMAIS.com.br

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 37



PRINCIPAL

Na Dinamarca, foram desenvolvidas caldeiras a vapor

para combustão de palha agrícola e outros combustíveis celulósicos.

Utilizando grelhas vibratórias refrigeradas a água,

a empresa assegurou confiabilidade de longo prazo, baixos

níveis de emissão e custos operacionais reduzidos. O projeto

se tornou um exemplo de como a tecnologia pode ser aplicada

em larga escala, aliando sustentabilidade e desempenho.

Outro case marcante vem da Tailândia. Na implantação

da usina Mahachai Green Power, pioneira no uso de resíduos

de coco – cascas, talos, folhas e troncos – como fonte energética.

A planta, equipada com caldeira de alta pressão e

grelha vibratória especialmente projetada, gera 9,9 MW de

eletricidade. Além do impacto ambiental positivo, o projeto

trouxe benefícios sociais, criando empregos locais e agregando

valor econômico a um resíduo antes descartado.

SOLUÇÕES EXCLUSIVAS

Além das grelhas vibratórias, a DanPower incorpora soluções

exclusivas em seus recuperadores de calor. Nos pré-aquecedores

de ar, por exemplo, os tubos lisos convencionais

são substituídos por tubos espiralados. Essa configuração

aumenta a turbulência dos gases, eleva a temperatura do

metal e reduz a condensação. O efeito direto é uma menor

incidência de corrosão.

emission control, ensuring that solid, highly moist, and difficult-to-burn

waste could be safely and efficiently converted

into energy.

In Denmark, steam boilers were developed for burning

agricultural straw and other cellulosic fuels. Using water-

-cooled vibrating grates, the company ensured long-term

reliability, low emissions, and reduced operating costs. The

project became an example of how the technology can be

applied on a large scale, combining sustainability and performance.

Another notable case comes from Thailand. The Mahachai

Green Power plant pioneered the use of coconut waste—husks,

stalks, leaves, and trunks—as an energy source.

The plant, equipped with a high-pressure boiler and a specially

designed vibrating grate, generates 9.9 MW of electricity.

In addition to its positive environmental impact, the

project brought social benefits, creating local jobs and adding

economic value to a waste product that was previously

discarded.

DANPOWER’S UNIQUE SOLUTIONS

In addition to vibrating grates, DanPower incorporates

unique solutions into its heat re-covery systems. For

example, in air preheaters, conventional smooth tubes are

replaced by spiral tubes. This configuration increases gas

Nos economizadores, a diferença é ainda mais marcante.

Os tubos lisos são substituídos por tubos aletados do tipo

H-Fin. Esse design assegura alta eficiência na transferência

de calor para a água, pois as aletas são totalmente soldadas

por alta frequência. Além disso, o arranjo construtivo com

tubos alinhados e aletas mais espaçadas facilita a passagem

dos gases e reduz o acúmulo de cinzas resultando em limpeza

mais eficiente pelos sopradores de fuligem e maior confiabilidade

na operação.

“A grelha vibratória DanPower foi desenvolvida em conjunto

com especialistas do mercado europeu que já fabricavam

este tipo de grelhado há anos. A aceitação do mercado

foi além das expectativas iniciais, devido a eficiência na

queima de diferentes biomassas, umidades e teores de cinzas.

Como exemplos, podemos citar: a exigência no fornecimento

de caldeiras para a queima de lignina nos processos

de E2G, devido ao seu baixo ponto de fusão e problemas relacionados

a sinterização de materiais minerais e cinzas que

ocorre em outros tipos de grelhados; devido a recorrência

de compra deste equipamento por alguns clientes, em virtude

da alta disponibilidade que este equipamento entrega;

substituição de outros tipos de grelhados pela grelha vibratória

em caldeiras existentes”, destaca Daniel.

Com 340 funcionários a empresa também é fornecedora

da sua tecnologia para fabricar caldeira com grelha vibratória

para uma empresa na Argentina. Porém o mercado internacional

não é o foco da DanPower, que está começando

agora a prospectar o mercado da América Latina.

Ao adotar a grelha vibratória como eixo central de seus

projetos e combiná-la com soluções próprias de engenharia,

a DanPower demonstra que é possível aliar sustentabilidade,

confiabilidade operacional e viabilidade econômica, preparando

o setor energético para os desafios de um futuro de

baixas emissões.

“A grelha vibratória

foi desenvolvida

em conjunto com

especialistas do

mercado europeu que já

fabricavam este tipo de

grelhado há anos"

Daniel Gomes, gerente

comercial e de suprimentos

da DanPower

turbulence, raises the metal tempera-ture, and reduces condensation.

The direct result is reduced corrosion.

The difference is even more striking in economizers.

Smooth tubes are replaced by H-Fin finned tubes. This design

ensures high heat transfer efficiency to water because

the fins are fully welded using high-frequency welding. Additionally,

the construction arrange-ment, featuring aligned

tubes and widely spaced fins, allows gases to pass more

easily and reduces ash accumulation. This results in more

efficient cleaning by soot blowers and greater operational

reliability.

The DanPower vibrating grate was developed in collaboration

with European market ex-perts who have years of

experience manufacturing this type of grate. It has received

widespread market acceptance due to its efficiency in burning

various kinds of biomass with differing moisture levels

and ash contents. Examples include supplying boilers for

burning lignin in second ethanol generation processes due

to its low melting point, re-solving issues related to the sintering

of mineral materials and ash in other types of grates,

and replacing these grates with vibrating grates in existing

boilers. Gomes points out that some customers have repeatedly

purchased this equipment due to its high avail-ability.

The Company, which employs 340 workers, also supplies

its boiler manufacturing tech-nology, featuring vibrating

grates, to a company in Argentina. However, DanPower is

not yet focused on the international market but is now beginning

to prospect the Latin Ameri-can market.

By adopting the vibrating grate as the central axis of

its projects and combining it with its own engineering solutions,

DanPower demonstrates that sustainability, operational

reli-ability, and economic viability can be combined,

thereby preparing the Energy Sector for the challenges of a

low-emission future.

38 www.REVISTABIOMAIS.com.br

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

39



PREMIAÇÃO

TROFÉU

CAVACO

SEMINÁRIO DE BIOMASSA FLORESTAL, PROMOVIDO PELA

EMPRESA BE8, PREMIOU FORNECEDORES QUE ENTREGAM

CAVACOS COM MELHORES DESEMPENHO

FOTOS ASSESSORIA DE IMPRENSA BE8

Foto: divulgação

O

IV Seminário de Biomassa Florestal,

promovido pela Be8, empresa produtora

de biocombustível, realizado no último

mês de setembro, em Passo Fundo (RS),

premiou empresas que se destacaram como melhores

fornecedores de cavaco. A premiação foi nas categorias

cavacos de bronze, prata e ouro.

O Troféu Cavaco de Ouro Be8 2025, reconheceu os

fornecedores que mais se destacaram pela excelência

na qualidade da biomassa, com os melhores desempenhos

nos critérios de umidade e granulometria. “Em

2024, a Be8 avançou na política de compra de biomassa

florestal, primando pela qualidade do cavaco. Isso permitiu

que a rastreabilidade saltasse de 40% para 100%,

contribuindo para a conquista da certificação CARB (California

Air Resources Board), anunciada em abril deste

ano”, destacou Leandro Zat, vice-presidente da Be8.

Foram premiadas as empresas que fornecem a biomassa

para as unidades fabris da Be8 em Passo Fundo

e Marialva (PR). Confira os premiados no Rio Grande do

Sul: Cavaco de Ouro: Rodrigues Madeiras; Cavaco de

Prata: FM Agroflorestal e Cavaco de Bronze: Transportadora

Secchin. No Paraná: Cavaco de Ouro: Ouro Verde

Biomassa e Cavaco de Bronze: Rittes.

40 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

41



PREMIAÇÃO

TROFÉU SUSTENTÁVEL

Como novidade desta edição, foi entregue o Troféu

Sustentável, parte do Programa Trilha de Descarbonização

ESG da Be8, lançado em 2023. A empresa premiada

foi a Centenaro Cavacos.

As empresas premiadas também receberam cheques

simbólicos de bonificação referentes ao desempenho

no período 2024/2025. Cia Energética Rio das Antas

e Serraria Maier também foram reconhecidas, ao lado de

representantes de La Paloma (Paraguai), A.R Negócios

Florestais Ltda, Ziani Reflorestadora e Luis Carlos Brogio,

de Nova Marilândia (MT).

“O seminário é uma oportunidade para fortalecer

parcerias, debater soluções sustentáveis e impulsionar

a inovação no setor de biomassa. Contamos com a

presença de especialistas e profissionais comprometidos

com o desenvolvimento do segmento, compartilhando

experiências, ideias e boas práticas”, completou

Leandro.

Entre os palestrantes estiveram Daniel Chies, presidente

da Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas Florestais),

que abordou a atual situação florestal, e Débora

Pasa, engenheira florestal e CEO da Brasil Carbono, que

apresentou iniciativas voltadas à geração de créditos de

carbono e à implementação de projetos de pagamento

por serviços ambientais, com foco na conservação

florestal, proteção da biodiversidade e restauração de

ecossistemas.

Em 2024, avançamos

na política de compra

de biomassa florestal,

primando pela qualidade

do cavaco. Isso permitiu

que a rastreabilidade

saltasse de 40% para

100%, contribuindo para a

conquista da certificação

CARB (California Air

Resources Board)

Leandro Zat,

vice-presidente da Be8

Ainda na ocasião foi feita a assinatura de dois contratos

de fornecimento do novo biocombustível Be8 Be-

Vant® com empresas parceiras do setor florestal. As empresas

FM Agroflorestal e Rodrigues Madeiras passam a

utilizar 100% de biodiesel Be8 BeVant® em suas frotas,

reforçando o compromisso com práticas de transporte

mais limpas e sustentáveis. A iniciativa representa um

avanço significativo na transição energética do setor,

promovendo o uso de combustíveis renováveis e de

baixo impacto ambiental. O combustível tem potencial

de reduzir em até 99% as emissões do tanque à roda

quando comparado ao diesel de origem fóssil, o que foi

confirmado durante a fase de testes realizada pela FM

Agroflorestal. Em um período de 2,5 meses, a empresa

registrou redução de 99% nas emissões de CO₂ (gás

carbônico) em comparação ao uso anterior de diesel S10

com mistura B14 (adição de 14% de biodiesel ao óleo

diesel, em vigor no país até julho de 2025). O desempenho

dos caminhões permaneceu estável, sem alterações

perceptíveis, e o consumo foi considerado equivalente.

Em agosto, a FM Agroflorestal iniciou a operação do

segundo caminhão movido a Be8 BeVant®.

42 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

43



FEIRA

VICTAM

LATAM

2025

SEGUNDA EDIÇÃO NO BRASIL DA FEIRA INTERNACIONAL

ATRAIU VISITANTES DO CONTINENTE E SE CONSOLIDOU

ENTRE PÚBLICO E EXPOSITORES

FOTOS DIVULGAÇÃO

44 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

45



FEIRA

C

om o dobro de expositores em relação

a 2023 e 20 mil m² de exposição, a

Victam Latam atraiu mais de 300

empresas de 20 países e um público de

mais de 6 mil visitantes no Expo Center Norte, em

São Paulo (SP), em meados de setembro. O evento

se consolidou como o maior ponto de encontro da

América Latina para inovação, tecnologia e negócios

para indústrias do setor de nutrição animal e

processamento de grãos. “Essa expansão comprova

como o Brasil é estratégico para o setor. Em apenas

duas edições, a feira se consolidou como principal

ponto de encontro da América Latina”, afirmou

Sebas van den Ende, diretor-geral da Victam

Corporation. Organizada pela holandesa Victam

Corporation em parceria com a Interlink Exhibi-

tions, a mostra conectou fornecedores, produtores,

pesquisadores e profissionais do setor, promovendo

negócios globais e troca de conhecimento. O

encontro reuniu empresas locais e multinacionais

de diversos países, apresentando equipamentos,

tecnologias de automação e insumos. A presença

de profissionais de grandes indústrias reforçou a diversidade

do público e a conexão entre diferentes

elos da cadeia. Para 2027, a expectativa é manter

o ritmo de crescimento, com projeção superior a

50% do volume de negócios e a criação do novo

pavilhão.

A Revista REFERÊNCIA BIOMAIS também esteve

presente na feira ao lado de clientes e parceiros

que desenvolvem soluções para o setor de biomassa,

nutrição animal e processamento de grãos.

AMANDUS KHAL

“É a segunda vez que participamos da feira no Brasil. Na edição

internacional a Kahl sempre participa. A Victam Latam é

uma feira muito boa, interessante para o setor. Nesta edição

trouxemos o Expander, um equipamento que aumenta a

conversão alimentar e é um diferencial nosso no mercado.”

Marcelo Joaquim – gerente comercial da Amandus Khal

Foto: Assessoria de Imprensa VICTAM LatAm 2025

ANDRITZ

“A ANDRITZ é uma das empresas fundadoras da Victam

Latam e, nesta edição de 2025, reunimos todos os nossos

gerentes e parceiros comerciais da América Latina para

atender clientes vindos de mais de 20 países. A avaliação

é extremamente positiva. O público da feira é composto

majoritariamente por tomadores de decisão, o que proporcionou

discussões relevantes sobre projetos futuros. Realizamos

o lançamento exclusivo de soluções inovadoras para

automação e digitalização, tecnologias únicas no segmento.

Também apresentamos a nova extrusora Exmax 1021 e

nossas plantas modulares de 10 ton/h para produção de

ração. Estamos especialmente felizes com o reconhecimento

recebido pela PremieRPet (GrandFoods), premiada pelos

organizadores da Victam como uma das melhores empresas

em boas práticas de fabricação. Sentimo-nos co-homenageados,

dado o forte vínculo tecnológico que mantemos com

essa empresa.”

Marinaldo Campos – Vice-Presidente Global da Unidade de

Negócios de Equipamentos da ANDRITZ

46 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

47



FEIRA

CPM

“A CPM é pioneira na Victam Holanda/Alemanha. É uma

feira que faltava no Brasil para atender o segmento, reunir

o mercado, aproximar contatos. Foi muito produtiva para

troca de informação e onde aproveitamos para fomentar

o nosso pós-venda e peças de reposição. Apresentamos a

peletizadora 7726, uma máquina híbrida que atende vários

mercados, com pouca mudança de configuração pode ser

usada para produção de ração animal ou para biomassa.”

Maycon Sandrs – gerente de território da CPM América

VANTEC

“A Victam Latam é uma feira de grande relevância para o setor.

Nesta edição, registramos um volume significativo de prospecções,

com potencial para atender tanto grandes quanto

pequenos empresários. Apresentamos equipamentos voltados

à nutrição animal, destacando nosso rotor de moinho martelo

como diferencial e tecnológico, além da linha de movimentação.

Esta foi a segunda participação da Vantec na Victam, e já

confirmamos nossa presença na próxima edição.”

Robson Linhares Balbinot – supervisor de Marketing

da Vantec

TMSA

“Desde 2023 participamos da Victam Latam. Em 2022

estávamos nos EUA (Estados Unidos da América) na Geaps

Exchange e nos convidaram para participar da primeira

edição no Brasil. Nesta edição de 2025, aumentamos nosso

estande. É uma feira mais de relacionamento, onde encontramos

clientes, apresentamos as novidades. Destacamos

na feira o lançamento do Mega Flex Dryer, além dos nossos

transportadores de correntes e de tecnologias para Indústria

4.0 como Noctua Iot.”

Fabio Paludo – diretor da TMSA

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49



INOVAÇÃO

BIOMASSA

DO MAR

PESQUISADORES BRASILEIROS APROVEITAM SARGAÇO

NA FABRICAÇÃO DE MATÉRIA-PRIMA PARA

CONSTRUÇÃO CIVIL E NA PRODUÇÃO DE PAINÉIS

FOTOS DIVULGAÇÃO

SEA BIOMASS

BRAZILIAN SCIENTISTS UTILIZE SARGASSUM SEAWEED

TO PRODUCE RAW MATERIALS FOR BUILDING

CONSTRUCTION AND WOOD PANEL MANUFACTURE

50 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

51



INOVAÇÃO

P

esquisadores brasileiros desenvolveram uma

argila cerâmica mais leve que a normalmente

utilizada na construção civil graças à adição

de algas do gênero Sargassum no processo

de fabricação. A inovação foi publicada pela Fapesp

(Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São

Paulo).

Comuns na região central do oceano Atlântico,

essas algas marrons, também conhecidas como

sargaço, têm se deslocado em grandes quantidades

para praias do Caribe, dos EUA (Estados Unidos da

América) e da região norte brasileira, onde tornaram-

-se um problema. Seu acúmulo nas praias pode trazer

efeitos nocivos à saúde humana por causa dos gases

emitidos durante a decomposição, além de prejudicar

o turismo, a pesca e a biodiversidade local.

B

razilian scientists have developed a lighter

ceramic clay for construction by adding

algae of the Sargassum genus to the

manufacturing process. This innovation

was published by the São Paulo Research Foundation

(Fapesp).

The brown algae, also known as sargassum seaweed,

are common in the central Atlantic Ocean

and have been washing up in large quantities on

beaches in the Caribbean, the United States, and

northern Brazil. There, they have become a problem.

Their accumulation on beaches can have harmful

effects on human health due to the gases emitted

during decomposition. Additionally, they harm tourism,

fishing, and local biodiversity.

“Typically, sargassum seaweed is collected and

Foto: João Adriano Rossignolo/ FZEA-USP

Foto: João Adriano Rossignolo/ FZEA-USP

Normalmente, o sargaço

é coletado e descartado

em aterros sanitários. Por

isso, decidimos pesquisar

uma forma de aproveitar

essa grande quantidade de

biomassa nas praias”

João Adriano Rossignolo,

professor de Engenharia de

Biossistemas da USP

“Normalmente, o sargaço é coletado e descartado

em aterros sanitários sem qualquer uso prático. Por

isso, decidimos pesquisar uma forma de aproveitar

essa grande quantidade de biomassa nas praias”,

aponta João Adriano Rossignolo, professor do Departamento

de Engenharia de Biossistemas da FZEA-USP

(Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos

da Universidade de São Paulo), que coordenou o

estudo.

ESTUDO EM PARCERIA

Em parceria com pesquisadores da Ufscar (Universidade

Federal de São Carlos), o grupo da USP testou

o uso da alga na fabricação de argilas cerâmicas,

utilizadas na construção civil para diminuir o peso do

concreto, em lajes para melhorar o conforto térmico

e na jardinagem. A investigação contou com apoio da

Fapesp.

O sargaço foi incorporado às amostras nas proporções

de 20% e 40% – e também 0%, para comparação.

Em seguida, as amostras foram moldadas e

sinterizadas (processo que compacta a argila por calor,

tornando-a sólida) a temperaturas de 800°C, 900°C e

1.000°C (graus Celsius) em fornos convencionais e de

micro-ondas.

disposed of in landfills without being put to any

practical use. That is why we decided to research a

way to take advantage of this large amount of biomass

on beaches,” said João Adriano Rossignolo,

Professor in the Department of Biosystems Engineering

at the Faculty of Animal Science and Food Engineering

at the University of São Paulo (Fzea-USP),

who coordinated the study.

PARTNERSHIP STUDY

In collaboration with scientists from the Federal

University of São Carlos (UFSCar), the University

of São Paulo (USP) group investigated the use

of sargassum seaweed in ceramic clay production

for applications in building construction, including

concrete slabs for enhanced thermal comfort, as

well as gardening purposes. Fapesp supported the

research.

Sargassum seaweed was incorporated into the samples

at 20% and 40% levels, as well as at 0% for comparison

purposes. The samples were molded and

sintered (a process that compacts clay using heat to

solidify it) at 800°, 900°, and 1,000° Celsius in both

conventional and microwave ovens.

Once the materials were ready, several tests

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INOVAÇÃO

Com os materiais prontos, foram realizados

diversos ensaios para avaliar fatores como absorção

de água, porosidade e resistência à compressão. Além

disso, foi feita uma comparação entre o ciclo de vida

(metodologia que avalia os impactos ambientais de

um produto desde a extração da matéria-prima até o

descarte final) da argila expandida convencional e das

diferentes formulações acrescidas de sargaço.

Os resultados, publicados no Journal of Materials

in Civil Engineering, indicam que a adição de sargaço

levou a uma redução na densidade aparente dos

agregados de argila cerâmica leve, especialmente na

concentração de 40%. No entanto, apenas os materiais

sinterizados em forno de micro-ondas atenderam aos

requisitos de resistência para todas as temperaturas.

Quanto ao ciclo de vida, as versões com sargaço

apresentaram melhor desempenho ambiental em

comparação à argila expandida comum.

were performed to evaluate factors such as water

absorption, porosity, and compressive strength. Additionally,

a comparison was made between the life

cycle of conventional expanded clay and the different

formulations with added sargassum seaweed.

This methodology assesses the environmental impacts

of a product from raw material extraction to

final disposal.

The results, published in the Journal of Materials

in Civil Engineering, indicate that adding sargassum

seaweed reduces the apparent density of lightweight

ceramic clay aggregates, particularly at a concentration

of 40%. However, only materials sintered

in a microwave oven met the strength requirements

at all temperatures. In terms of life cycle assessment,

versions with sargassum seaweed performed better

than conventional expanded clay.

Os resultados foram surpreendentes, pois conseguimos usar 30% de

sargaço nos painéis e substituir 100% do calcário com as suas cinzas,

com resultados que atendem plenamente às normas vigentes

João Adriano Rossignolo,

professor de Engenharia de Biossistemas da USP

ALTERNATIVA VIÁVEL

Isso levou os pesquisadores a concluírem que os

agregados de argila cerâmica leve com sargaço sinterizado

em forno micro-ondas são uma alternativa viável

para mitigar os prejuízos provocados pela grande

quantidade da alga no litoral, com consumo reduzido

de recursos naturais e maior eficiência energética.

Além desse trabalho, a equipe avaliou a viabilidade

de usar a alga na produção de painéis particulados,

destinados à indústria de móveis e à construção civil,

e em telhas de fibrocimento, colocando as cinzas de

sargaço como substitutas do calcário. “Os resultados

foram surpreendentes, pois conseguimos usar 30%

de sargaço nos painéis e substituir 100% do calcário

com as suas cinzas, com resultados que atendem

plenamente às normas vigentes para esses produtos e

melhoram a durabilidade e as propriedades mecânicas

dos materiais”, relata Rossignolo.

VIABLE ALTERNATIVE

Scientists concluded that lightweight ceramic

clay aggregates with microwave-sintered sargassum

seaweed are a viable alternative for mitigating

the damage caused by large amounts of seaweed

on the coast. This alternative reduces the consumption

of natural resources and increases energy efficiency.

The team also evaluated the feasibility of using

the algae to produce particleboard for the furniture

and construction industries, as well as fiber cement

tiles, substituting sargassum seaweed ash for limestone.

Rossignolo reports, “The results were surprising,

as we were able to use 30% sargassum seaweed

in the panels and replace 100% of the limestone,

with its ashes. The results fully comply with current

standards for these products and improve the durability

and mechanical properties of the materials.”

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55



ARTIGO

BIOMASSA DE

BAMBU

COMO RECURSO BIOENERGÉTICO

FOTOS DIVULGAÇÃO

GUSTAVO VARGAS DA SILVA

UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)

DANIEL TAVARES DE FARIAS

UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)

RODRIGO COLDEBELLA

UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)

WANESSA LUNARDI WACHT

UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)

CRISTIANE PEDRAZZI

UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)

RESUMO

B

uscar alternativas sustentáveis para diversificar

a matriz energética tornou-se uma meta a ser

alcançada por todas as nações. A biomassa de

bambu pode ser uma dessas alternativas por

ser uma fonte de energia neutra em CO 2

(gás carbônico)

com a possibilidade de uso como combustível na forma

sólida, líquida ou gasosa. Neste estudo objetivou-se

avaliar o efeito da idade de 12 e 7 anos nas propriedades

químicas e energéticas de colmos de Dendrocalamus

giganteus. Para isso, foram determinados os teores de

extrativos totais, de lignina, de materiais voláteis, de cinzas

e de carbono fixo, além da densidade básica, poder

calorífico superior e densidade energética dos colmos.

Também foram realizadas as avaliações de rendimento

gravimétrico do carvão vegetal e do licor pirolenhoso

produzidos a partir da carbonização do material. Os

bambus com 12 e 7 anos de idade apresentaram boas

propriedades químicas para fins energéticos. Os valores

de teor de lignina, materiais voláteis, carbono fixo e cinzas

foram semelhantes entre as idades. Entretanto, o poder

calorífico líquido, densidade energética, rendimento

gravimétrico do carvão vegetal e ácido pirolenhoso

aumentaram com o aumento da idade, e os maiores

valores foram verificados para os colmos com 12 anos. A

espécie Dendrocalamus giganteus apresentou propriedades

físico-químicas e energéticas, e atendem aos

critérios de qualidade esperados para o aproveitamento

dessa biomassa para produção de energia térmica.

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57



ARTIGO

As propriedades químicas e

energéticas de Dendrocalamus

giganteus mostraram que essa

biomassa é adequada para uso

como recurso bioenergético,

em sua forma in natura ou

como carvão vegetal

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado com amostras de bambu da

espécie Dendrocalamus giganteus coletadas de duas

touceiras distintas, sendo uma com 12 e outra com 7

anos de idade. Ambos os plantios não sofreram nenhum

tipo de interferência ou manejo no seu ciclo. O bambuzal

está localizado em uma propriedade rural familiar

na cidade de Júlio de Castilhos (RS). Com auxílio de

motosserra, colmos com 12 e 7 anos, B12 e B7 respectivamente,

foram selecionados e acondicionados em local

seco, com ventilação natural durante o período de abril a

dezembro de 2019.

INTRODUÇÃO

O constante crescimento populacional traz consigo

algumas demandas, como o aumento da necessidade de

matrizes energéticas renováveis.

A queima de combustíveis fósseis, que hoje é a

maior fonte de energia do planeta, gera poluição e

consequentemente mudanças climáticas em decorrência

da emissão de GEE (gases de efeito estufa). Os danos

ambientais e o esgotamento das fontes de combustíveis

fósseis tornaram o desenvolvimento de energia sustentável

uma temática complexa, holística e que considera

crescimento econômico, sociedade e meio ambiente na

transição para fontes alternativas de energia uma meta a

ser alcançada pelas nações (Gunnarsdóttir et al., 2021).

De acordo com a AIE (Agência Internacional de

Energia - 2021), a transição de fontes de eletricidade não

renováveis para fontes alternativas e renováveis acelerou

em um ritmo inesperado no ano de 2020, e estima que

haja uma expansão muito maior desse cenário após

a pandemia da Covid-19 pelo novo coronavírus (Sars-

-Cov-2). Dessas fontes renováveis de energia, a biomassa

representa uma fonte de energia térmica usada em

praticamente todos os setores, tornando-se uma alternativa

para a diversificação da matriz energética mundial,

diminuindo a dependência de combustíveis de origem

fóssil (Aragão Pedrosso et al., 2018).

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59



ARTIGO

As amostras foram levadas ao Laquim (Laboratório

de Química da Madeira) da UFSM (Universidade Federal

de Santa Maria), e todos os colmos coletados foram

seccionados com auxílio de serra circular e reduzidos a

colmos com aproximadamente 5 cm (centímetros) de

altura. A densidade básica foi determinada de acordo

com o método de imersão em água, como descrito por

Vidal (1984). Os colmos com 5 cm de altura foram imersos

em água até a completa saturação das fibras para

obter o volume saturado pelo princípio de Arquimedes.

Em seguida, a massa a 0% de umidade foi determinada

secando as amostras em estufa a 105ºC (graus Celsius).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise de variância mostrou que houve variação

significativa para o percentual médio de extrativos

totais, sendo observado valores médios de 13,40% e

16,50% para os colmos com 12 e 7 anos, respectivamente.

Os maiores teores de extrativos totais foram obtidos

nas análises dos colmos mais jovens, com 7 anos de

idade. Resultados semelhantes foram encontrados por

Marinho et al. (2012), que, ao analisarem amostras de

Dendrocalamus giganteus com idade entre 2 e 6 anos,

verificaram redução do teor de extrativos totais com o

incremento da idade, observando valores de 12,91% e

7,87% para colmos com 2 e 6 anos, respectivamente.

Vale et al. – 2017 -, também verificaram a tendência de

decréscimo no teor de extrativos totais para amostras de

Bambusa vulgaris Var. vulgaris à medida que os colmos

envelhecem, observando valores de 6,33%, 5,59% e

3,85% para as idades 1, 2 e 3, respectivamente.

CONCLUSÕES

As propriedades químicas e energéticas de Dendrocalamus

giganteus mostraram que essa biomassa é

adequada para uso como recurso bioenergético, em sua

forma in natura ou como carvão vegetal. Exibindo características

semelhantes ou superiores a outras fontes de

recurso bioenergético encontradas na literatura, como

o eucalipto, biomassa comercialmente utilizada como

fonte de energia térmica.

A biomassa constituída de colmos in natura de bambu

com 12 anos apresentou teor de lignina, materiais

voláteis, carbono fixo e cinzas semelhantes em relação

aos colmos com 7 anos. Porém, os valores de densidade

básica e densidade energética cresceram significativamente

com o aumento da idade.

A qualidade do carvão vegetal também tem variação

em relação à idade dos colmos. O rendimento gravimétrico

do carvão vegetal e ácido pirolenhoso foi mais elevado

nos colmos com 12 anos; para o mesmo material

também foi verificado os menores teores de umidade.

EQUIPAMENTOS

PARA

BIOMASSA

Para acessar esse conteúdo na íntegra,

acesse QRCode ao lado:

@Nicolettimaq

(15) 9 9729-3181

(15) 3273-2142 | (15) 3273-2090

contato@nicolettimaq.com.br

Rod, Raposo Tavares KM 162

Itapetininga - SP

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61



AGENDA

FEVEREIRO 2026

DESTAQUE

VEM AÍ!

ERA 2026 – EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL

DE ENERGIAS RENOVÁVEIS, ENERGIAS

LIMPAS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Data: 2 a 4 de fevereiro de 2026

Local: Oran (Argélia)

Informações: https://era.dz/

FEVEREIRO 2026

PROGETTO FUOCO

Data: 25 a 28 de fevereiro de 2026

Local: Verona (Itália)

Informações: https://www.progettofuoco.com/

MARÇO 2026

EUROPEAN

BIOENERGY FUTURE

Data: 5 a 6 de novembro

Local: Bruxelas (Bélgica)

Informações:

https://bioenergyeurope.org/ebf2025/

01 DE DEZEMBRO DE 2025

BIOMASSA EXPO JAPAN

Data: 17 a 19 de março de 2026

Local: Osaka (Japão)

Informações: https://www.wsew.jp/hub/en-gb/

about/bm.html

MAIO 2026

Organizada pela Bioenergy Europe, a edição

de 2025 da EBF (Futuro Europeu da Bioenergia)

oferece uma oportunidade para networking

focado e conexão direta com os principais interessados

e tomadores de decisão, mantendo a

tradição do evento de ser um ponto de encontro

fundamental para o setor.

APOIO:

EUBCE 2026 (EUROPEAN BIOMASS

CONFERENCE AND EXHIBITION)

Data: 19 a 22 de maio

Local: Haia (Holanda)

Informações: https://www.eubce.com/

ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE

MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

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OPINIÃO

Foto: divulgação

IA NO SERVIÇO PÚBLICO: O

INVESTIMENTO QUE PODE

MUDAR A RELAÇÃO DO

CIDADÃO COM O ESTADO

O

Brasil se prepara para dar um salto significativo na

adoção de IA (inteligência artificial) com o impulso

do governo. Após o anúncio de investimentos

na casa dos R$ 23 bilhões até 2028 para iniciativas

que vão desde infraestrutura e capacitação até o desenvolvimento

de aplicações em áreas críticas como saúde, educação,

serviços públicos e inovação empresarial, o tema avança com a

criação do grupo de trabalho que vai gerir o plano. O montante,

que é superior ao destinado por países como França, Itália e

Reino Unido, coloca o país em posição de destaque no cenário

internacional.

A aplicação de IA no setor público pode transformar a

forma como o Estado entrega serviços à população, trazendo

ganhos de eficiência, acessibilidade e qualidade. Nesse

contexto, assistentes e agentes inteligentes assumem papéis

complementares. Os assistentes de IA podem ser voltados ao

apoio direto ao cidadão ou ao profissional, como no caso da

saúde para registro de anotações médicas, apoio a diagnósticos

com base em exames e imagens, sugestão de tratamentos

e atendimento via chatbots, que ficam disponíveis 24h (horas)

por dia.

Na educação, esses assistentes podem funcionar como

tutores personalizados, capazes de adaptar conteúdos de

acordo com o perfil do estudante, oferecer simulações virtuais

de laboratórios e apoiar no aprendizado de idiomas e matérias

escolares. No setor de finanças, é possível fornecer informações

ao cidadão em tempo real, e no âmbito jurídico, oferecer

suporte inicial por meio de chatbots e revisão de documentos

legais. Já os agentes de IA têm um papel mais estratégico e autônomo,

sendo capazes de analisar grandes volumes de dados

e executar ações de forma proativa. As ferramentas podem,

por exemplo, detectar fraudes em tempo real em sistemas

financeiros, como no monitoramento de pagamentos de benefícios

sociais e aposentadorias; otimizar o uso de recursos em

cadeias logísticas, garantindo maior eficiência na distribuição

de vacinas, merenda escolar e medicamentos.

Também é possível realizar análises preditivas de riscos

para prever enchentes, deslizamentos e outros desastres naturais,

auxiliando a defesa civil; coordenar processos complexos

em serviços regulatórios, como a análise de pedidos de licenciamento

ambiental; e até automatizar o controle de qualidade

em fábricas e na infraestrutura pública, com inspeção inteligente

de obras, rodovias e sistemas de transporte.

Diferente dos assistentes, que respondem a demandas

específicas, os agentes atuam de maneira mais independente,

tomando decisões dentro de parâmetros pré-definidos e

acelerando processos que exigiriam muito tempo e esforço

humano. Construir soluções inteligentes pode parecer um

projeto demorado, mas existem maneiras de fazer com que

os assistentes e agentes avancem. É essencial contar com

plataformas robustas de IA que combinem diferentes tecnologias,

como IA Generativa, PLN (Processamento de Linguagem

Natural) e Machine Learning. Essas soluções oferecem

estruturas completas de serviços, frameworks e componentes

de IA corporativa, permitindo que governos e instituições

implementem assistentes e agentes inteligentes de forma ágil

e eficiente. Além de acelerar a entrega de soluções, garantem

segurança, privacidade e governança de dados, reduzindo

riscos e aumentando a confiabilidade das aplicações.

O desafio do Brasil não está apenas em investir, mas em

transformar esse investimento em resultados concretos para

a população. A combinação de políticas públicas estruturadas

com o uso de plataformas tecnológicas robustas pode acelerar

a adoção de assistentes e agentes de IA de forma escalável e

sustentável. Se bem implementada, a estratégia colocará o

país na vanguarda global, modernizando serviços públicos,

fortalecendo a transparência e aumentando a eficiência do

Estado. Mais do que acompanhar uma tendência, trata-se de

usar a IA como um catalisador de desenvolvimento social,

econômico e institucional, garantindo que cada real investido

gere valor para os cidadãos.

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