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edição de 20 de outubro de 2025

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propmark.com.br ANO 61 - Nº 3.064 - 20 de outubro de 2025 R$ 20,00

Mercado de experiências ganha

escala e reforça papel estratégico

O setor de live marketing vive um ciclo de consolidação e crescimento, com previsão de movimentar mais de R$ 100 bilhões neste ano, segundo o ‘13º Anuário

Brasileiro de Live Marketing’. Em um cenário em que a atenção do público é cada vez mais disputada, as marcas buscam unir propósito, tecnologia e

emoção para criar conexões reais e duradouras. As ativações de marcas deixaram de ser ações pontuais e passaram a ocupar papel estratégico nas jornadas

de consumo, tornando-se um elo entre cultura, entretenimento e negócios. O propmark ouviu profissionais de agências para entender como o mercado

amadurece, amplia formatos e transforma criatividade em resultado — consolidando um novo tempo para as experiências ao vivo no Brasil. pág. 24

Divulgação

Em expansão, Propeg

comemora 60 anos

Alê Oliveira

O CEO Vitor Barros espera crescer 13% em

faturamento até o fim de 2025 com investimentos

em talentos e ferramentas de

inteligência artificial. Aniversário celebrado

neste domingo (19) tem campanha com o

mote ‘Vamos inverter a lógica’, divulgada

com peças de out of home, ações digitais e

institucionais. pág. 50

propmark indica os melhores do ano

Sessenta nomes, entre profissionais, agências e campanhas, disputam o Prêmio Melhores

do propmark 2025. Das 20 categorias, cinco são novidades — TV Fechada, Plataforma de

Streaming, Plataforma de Publicidade, Profissional de Veículo e Entidade do Mercado. A votação

é popular e começa nesta segunda-feira (20), no site do propmark. pág. 57

Divulgação

Monks mira status de

expert em full service

Marina Pires, managing director da Monks no Brasil, combina

experiência em dados, tecnologia e storytelling. Em

entrevista, ela detalha as transformações da agência após

o rebranding global e reflete sobre os desafios de liderar

uma operação nativa digital. pág. 18

Vencedores recebem o Troféu Garra

2025 em cerimônia em São Paulo

A Associação de Profissionais de Propaganda (APP Brasil) realizou a 24ª edição do Prêmio

Contribuição Profissional - Troféu Garra, no Memorial da América Latina, em SP. Entre os

profissionais reconhecidos pela premiação neste ano estão nomes como Luiza Helena Trajano

(Magazine Luiza), Tiago Ferrentini (propmark), Heloisa Santana (Ampro), Fabio Meneghatti

(Greenz), André Kassu (CP+B) e Fernand Alphen (Propeg). pág. 56




editorial

Armando Ferrentini

O live marketing e a emoção

O

live marketing está mais vivo do que nunca. As experiências ao vivo voltaram com

tudo após a pandemia de Covid-19 e, mesmo passados cinco anos da crise sanitária,

a busca das pessoas pelos eventos presenciais segue em alta. E as agências

dão show na criação de ativações cada vez mais sofisticadas, tecnológicas, imersivas

e que funcionam como chamariz para tornar as marcas mais próximas das pessoas.

Toda a estratégia gira em torno de se diferenciar em uma época em que a atenção das

pessoas vale ouro. Emoção é a palavra da vez no setor e a regra é criar vínculos verdadeiros

para conectar marcas e consumidores.

Em 2025, a consolidação do live marketing dentro das estratégias de comunicação

dos clientes veio exatamente da maturação de ações que unem tecnologia e emoção,

transformando o ao vivo em uma ferramenta de construção de valor.

De acordo com o ‘13º Anuário Brasileiro de Live Marketing’, o segmento deve movimentar

mais de R$ 100 bilhões neste ano, somando ações de ativação, eventos e experiências

de marca. Uma observação a ser feita é que as ativações viraram entretenimento puro,

como uma simples roda-gigante ou interações divertidas dentro do território da marca.

E são as agências que elevam o sarrafo criativo da categoria. Não é exagero dizer como

muita gente se impressionou com o alto nível das ativações de marcas em festivais

como o The Town, por exemplo, realizado em setembro último, em São Paulo.

Lideranças ouvidas pela reportagem apontam para um mercado que se expande e se

reinventa. Especial nesta edição mostra como a cultura pop virou idioma universal, a

personalização tornou-se regra e as métricas passaram a incluir, além de dados e performance,

a dimensão intangível da conexão emocional entre marcas e público.

No fundo, o live marketing vive um novo momento de protagonismo, com as marcas

deixando definitivamente de enxergar as experiências como ações pontuais. Já faz tempo

que o live deixou de ser tático para se tornar estratégico, mas os projetos atuais

ajudam a elevar o setor a outro patamar. É engraçado até como as pessoas estão com

as expectativas cada vez maiores pelo que poderão encontrar em ativações de marcas.

“Entendo que neste novo ciclo o sarrafo das experiências vai subir, principalmente em

relação às experiências sensoriais. Marcas estão cada vez mais ávidas por experiências

que representem melhor seus atributos e se diferenciem da concorrência”, pontuou

Marcelo Lenhard, CEO da Hands, que criou para Seara Gourmet ativação sensorial na

área VIP do The Town que levou a marca a ser a mais comentada das redes sociais, com

60% a mais de venda dos produtos no festival.

Uma novidade é o entendimento de que o evento se tornou uma mídia em si. Isso porque

as experiências geram conteúdo e pautas que se desdobram em todos os canais

antes e depois da execução. Outra tendência é o aumento dos eventos proprietários

como ativos de relacionamento. As agências dizem que as marcas entenderam que, ao

controlar a narrativa, transformam o evento em plataforma contínua de engajamento.

Por sua vez, Marília Queiroz, presidente da ARC (agência de shopper marketing do Publicis

Groupe), enxerga o avanço do setor como reflexo das marcas recuperando a conexão

gerada pelo presencial. E dá uma declaração que sentencia como a experiência move o

interesse das pessoas. “O e-commerce tornou as compras mais rápidas e convenientes

do que nunca. O que faz alguém sair de casa para visitar uma loja é a experiência”, crava.

60 anos

Assim como este veículo, a Propeg completa seis décadas de existência em 2025, mais

precisamente neste domingo, 19 de outubro. Com fôlego de uma agência independente

com atuação nacional, tem plano de reposicionamento liderado pela consultoria FF

Aceleradora Criativa, do publicitário Fábio Fernandes. A expectativa é crescer aproximadamente

13% em faturamento até o fim de 2025. Vida longa à Propeg!

Frase: O processo interior tem necessidade de critérios exteriores

(Ludwig Wittgenstein).

as Mais lidas da seMana no propMark.coM.br

A BETC Havas conquistou a conta do AliExpress Brasil. A partir de agora, a

agência liderada por Erh Ray será responsável pela estratégia e execução

de campanhas, atuando de forma integrada para impulsionar o crescimento.

BETC Havas vence concorrência

por AliExpress Brasil

Camila Naito é a nova diretora-geral

de produção do Grupo Dreamers

O Grupo Dreamers anunciou Camila Naito como diretora-geral de produção.

Agora, ela comandará a área estratégica de produção, sob a liderança dos

CCOs da Artplan e do Grupo Dreamers, Rodrigo Almeida, o Monte, e Rafael Gil.

Globo dá inicio à comercialização

das cotas da F1 2026

A Globo divulgou o seu plano comercial para a temporada 2026 da F1,

que retorna à emissora após um período na Band. Estão sendo oferecidas

seis cotas para as marcas associarem seus conteúdos comerciais ao projeto.

Cada cota do pacote está avaliada em R$ 125 milhões.

O El Ojo confirmou novos nomes de conferencistas para a edição 2025,

que acontece em novembro próximo. Entre os nomes da nova lista

está o do brasileiro Rodrigo Jatene, CCO Latam da Wieden+Kennedy.

El Ojo 2025 confirma outros nomes

de conferencistas; brasileiro está na lista

Lápis Raro é adquirida

pelo Grupo Partners

O Grupo Partners adquiriu 100% das ações da Lápis Raro. Fundada

por mulheres, a Lápis Raro permanece sob a liderança da atual CEO,

Grasiela Scalioni, ao lado da CCO, Cris Cortez.

4 20 de outubro de 2025 - jornal propmark



Experiências ao

vivo aquecem o live

marketing no país

índice

Setor deve movimentar mais

de R$ 100 bilhões em 2025

com ativações e eventos em

geral. Lideranças ouvidas

em especial falam sobre a

recuperação da conexão

das marcas com o público

gerada pelo presencial.

24

Alê Oliveira

Freepik

Daniela Toviansky/Divulgação Globo

propmark

propmark.com.br

Jor na lis ta res pon sá vel

Ar man do Fer ren ti ni

Publisher

Tiago Ferrentini

Editora-chefe

Kelly Dores

Editores

Janaina Langsdorff

Paulo Macedo

Vinícius Novaes

Editora-assistente

Adrieny Magalhães

Repórteres

Bruna Nunes

Vitor Kadooka

Editor de fotografia

Alê Oliveira

Editor de arte

Lucas Boccatto

Revisão

José Carlos Boanerges

Publicidade

Gerente de contas

Mel Floriano

mel@propmark.com.br

tel. (11) 2065 0748

Assinaturas

www.propmark.com.br/signup

assinaturas@propmark.com.br

tel. (11) 2065 0737

Lançamento de livro de Luiz Lara

lota Livraria da Travessa, em SP

Luiz Lara, chairman da TBWA, foi prestigiado por mais

de 500 pessoas no lançamento de seu livro ‘A alma

brasileira do negócio – Da era de ouro à era digital,

como a comunicação transforma o mundo’. Escrita

em parceria com o jornalista Thales Guaracy, a obra

resgata a carreira do criador da Lew’Lara e bastidores

da propaganda. pág. 60

Upfront Globo apresenta novidades

em programação e publicidade

Evento reuniu agências, anunciantes e parceiros.

Manzar Feres, diretora de negócios integrados em

publicidade, disse que o foco é reforçar a potência do

ecossistema. Ela participou das apresentações ao lado

de Paulo Marinho, presidente da Globo. pág. 12

Redação

Rua François Coty, 228

01524-030 - São Paulo – SP

tel. (11) 2065 0772 / 0766

redacao@propmark.com.br

@propmark

propmark

propmark

As ma té rias as si na das não re pre sen tam

ne ces sa ria men te a opi nião des te jor nal,

po den do até mes mo ser con trá rias a ela.

Nunno Fonseca/Divulgação Estadão Blue Studio

Editorial .............................................................................4

Última Hora .......................................................................8

Curtas .................................................................................10

Mídia ..................................................................................12

Entrevista ..........................................................................18

ESG no MKT ........................................................................22

Especial Live Mkt ..............................................................24

Mercado .............................................................................45

Marcas ...............................................................................49

Agências ............................................................................50

Conexão Ásia .....................................................................52

Quem Fez ...........................................................................54

Out of Home ......................................................................55

Troféu Garra ......................................................................56

Melhores do propmark .....................................................57

Opinião...............................................................................58

Inspiração ..........................................................................59

Click do Alê ........................................................................60

Última Página ....................................................................62

Estadão Blue Studio

amplia debate sobre

o câncer com projeto

Conteúdo qualificado e

multiplataforma respaldam o

trabalho feito pelo Estadão Blue

Studio com mediação de jornalistas

da redação do jornal, sob o

comando de Luís Fernando Bovo.

O projeto ‘Retratos do câncer’

2026 terá novidades. pág. 16

6 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


No topo da criatividade, a Sherpa42 é

reconhecida pelo seu DNA criativo. Nossas

entregas são credenciais vivas que comprovam:

somos experts em transformar desafios em

jornadas inesquecíveis, conectando pessoas,

experiências e histórias que inspiram e deixam

marcas no mundo.


conexões

última hora

LinkedIn

Post: Camila Naito é a nova diretora-

-geral de produção do Grupo Dreamers

Que sorte a nossa.

Rodrigo Almeida (Monte)

Post: Paula Munhoz assume como diretora

de marketing de chocolates da

Nestlé

Sua trajetória na Nestlé é fantástica.

Agnaldo De Oliveira Gonçalves

três décadas

A Petrobras tem campanha com filme estrelado pelo ator Rodrigo Santoro (foto) e criado

pela Ogilvy para celebrar três décadas de incentivo ao cinema brasileiro. “São 600 filmes

patrocinados em 30 anos. O desafio era passar a dimensão dessa enorme produção nos

curtos formatos publicitários”, conta Mathias Almeida, executive creative director da agência.

Santoro relembra cenas que vão de ‘Carlota Joaquina, princesa do Brasil’ a ‘O agente secreto’.

“O sucesso do cinema brasileiro é fruto de uma semente regada com paciência e apoio

consistente de empresas que acreditaram na nossa cultura”, frisa Fernando Meirelles, diretor

e sócio da O2, que produziu o filme. A direção é de Fred Luz.

Post: BETC Havas vence concorrência

por AliExpress Brasil

Parabéns, Erh Ray, e toda equipe!

Leonardo Crespo

Post: Dreamers lança Lovely

Tá gigante, liderando mudanças!

Nino da Silva

Post: Dalton Pastore: ‘A ESPM é uma

missão’

Um grande e talentoso amigo da indústria. Respeito

e gratidão por ele e seu sócio Cláudio Carillo.

Paschoal Fabra Neto

É um dos melhores profissionais do mercado.

Literalmente, dá aula!

Thomaz Naves

Instagram

Post: Ian Black assume como VP de

comunidades e influência da WMc-

Cann

Brilha como sempre, amado.

Horizontes abençoados!

Patrícia Weiss

Vai anotando essa revolução! Vai com tudo!

Anne Liz

15 de dezembro

O canal de notícias SBT

News estreia no dia 15

de dezembro com 24

horas de progrmação. O

anúncio acaba de ser feito

pelo Grupo Silvio Santos.

A marca, até então ligada exclusivamente ao portal digital do Sistema Brasileiro de Televisão

(SBT), evolui para uma operação multiplataforma, distribuída pelas principais operadoras de

TV por assinatura com transmissão ao vivo pelo YouTube e presença em canais de streaming

gratuito (Fast) para TVs conectadas. A estreia será precedida por um evento de lançamento nos

estúdios do SBT, no Complexo Anhanguera, em São Paulo, no dia 11 de dezembro.

Duailibi Essencial

“A experiência nos leva a compreender que tudo que é incrível não é falso”

(cardeal de Retz).

dorinho

retail media club

Retail Media Club é o

think tank dedicado a

conhecimento, insights e

práticas sobre retail media

que acaba de ser lançado

pela MMA com apoio do

Mercado Ads. O primeiro

encontro reuniu líderes de

marketing, dados e mídia

(foto). A MMA apresentou

uma pesquisa, feita pela

Hibou Pesquisa & Insights a partir de mais de 400 respondentes e dezenas de entrevistas

com profissionais do mercado. O documento será revelado no MMA Innovate Brasil 2025,

no Transamerica Expo, em São Paulo, no próximo dia 29. O objetivo do Retail Media Club é

impulsionar resultados para toda a indústria por meio de uma série de pesquisa, playbook,

videocasts, encontros, conteúdo, networking, artigos e entrevistas sobre data insights,

plataformas e investimento, entre outros temas.

Nova ferrameNta

O Terra & Vivo Ads apresenta o

Vivo Ads Track. Diferentemente

de soluções baseadas em

cookies, a nova ferramenta de

mídia utiliza dados first-party

da base da Vivo para conectar

marcas a consumidores

verificados. “As campanhas

poderão ser definidas com

eficiência e assertividade,

porque não haverá desperdício de impressão. A marca deixa de falar com todo mundo e passa

a conversar com quem realmente importa, em qualquer lugar da internet”, promete Júlio

Tortorello, head de negócios do Terra & Vivo Ads. De acordo com informação da Nielsen citada

pelo Terra & Vivo Ads, 34% do investimento em mídia online no Brasil é desperdiçado.

8 20 de outubro de 2025 - jornal propmark



curtas

Divulgação

BETC Havas ConquisTa aliExprEss E

ConTraTa rEnaTa valio Como vp dE mídia

Após conquistar as contas do Grupo L’Occitane, PicPay, H2OH! e Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus

no Brasil, a BETC Havas foi escolhida pela AliExpress após concorrência. A agência, comandada

pelo CEO e CCO Erh Ray, desenvolverá a estratégia e executará campanhas de forma integrada

para impulsionar o crescimento e a consolidação da marca. “O nosso desafio é transformar

essa potência global em ideias criativas”, declara em nota Erh Ray, enquanto a copresidente

Carol Boccia reforça a união de “criatividade e inteligência estratégica”. A expectativa de Briza

Bueno, diretora do AliExpress, é intensificar ações experimentais com conteúdo proprietário e

cocriado a fim de aproximar os consumidores. “Já iniciaremos nossos trabalhos no 11.11, data

mais importante do calendário”, antecipa Briza. Os clientes da agência passam a contar com o

trabalho de Renata Valio (foto), que acaba de ser contratada como vice-presidente de mídia.

“Com minha experiência de integrar o pensamento estratégico criativo ao pensamento de mídia,

somada ao set de ferramentas que temos, vamos gerar ainda mais resultados para nossos

clientes”, comenta Renata, que em mais de 25 anos de carreira conduziu projetos para Nike,

Coca-Cola, Heineken, Mondelez, Ford, IBM e iFood em passagens por F/Nazca Saatchi & Saatchi,

Age, JWT, Wieden+Kennedy, McGarry Bowen, Ogilvy, DM9 e UM - Mediabrands no Brasil.

Dojo Divulgará títulos originais Do Prime viDeo

Reprodução

Dm9 reestrutura área De criação

Divulgação

Cena de ‘A mulher da casa abandonada’, primeiro projeto de divulgação para títulos originais

A série documental ‘A mulher da casa abandonada’ é o primeiro projeto da Dojo para as

produções originais do Prime Video, da Amazon. ‘Tremembé’ também possui ações programadas

para os próximos meses. A agência já realiza comunicação always on para a marca desde

2020. Agora, passa a atuar na estratégia e criação de conteúdos de divulgação para títulos

originais lançados pelo Prime Video no Brasil, com foco nas redes sociais. “Cada lançamento

é uma oportunidade de criar conversas que fogem do óbvio, especialmente quando partimos

da cultura na busca de caminhos criativos que gerem identificação real com o público. É assim

que vamos atuar nessa nova frente, transformando conteúdo em conexão”, comenta Thiago

Baron, fundador e CCO da Dojo.

Equipe atuará de forma mais integrada para acompanhar debates relevantes da sociedade

Liderada pelo CCO Yuri Mussoly, a área de criação da DM9 recebe Marcelo Bruzessi como

executive creative director (ECD) e Victor Ambrósio (ex-TikTok). Já Cleber Pereira foi promovido

a head de design. A equipe já tem os ECDs Nina Lucato e Gustavo Alves “Guzera”, além da VP

de produção Anna Luiza Ferraz. A nova diretora de conteúdo Rosália Oliveira reforça o núcleo

conduzido por Paradela. O modelo de trabalho mais orgânico e integrado vem no momento

de “repensar estruturas e trazer perfis que entendam as marcas como plataformas culturais

vivas”, frisa Yuri Mussoly. “A DM9 sempre foi sinônimo de ousadia criativa. Essa reformulação

reforça nossa ambição de continuar liderando discussões relevantes na publicidade”, conclui o

CEO Pipo Calazans.

africa tem nova vP De estratégia Kevin Kim chega à neooh camila naito assume ProDução Do Dreamers

Rodrigo Pirim/ Divulgação Africa Creative

Divulgação

Divulgação

Mariana Corradi e Ana Kuroki: entrega com olhares diversos

A nova vice-presidente de estratégia da Africa Creative é Mariana

Corradi, que trabalhará ao lado da CSO Ana Kuroki. “Acredito

na potência da estratégia quando ela está conectada

com diferentes olhares, comportamentos e culturas”, declara

Mariana. Ana destaca a união de repertórios complementares

e alinhamento de visão para estratégias mais criativas. “A

nossa parceria tem tudo para fortalecer o time, ampliar nosso

olhar e impulsionar a entrega estratégica da agência”, atesta

a executiva. Mariana tem 25 anos de carreira. Na Globosat,

GNT, Troiano, NBS Rio, Santa Clara, AlmapBBDO, Alpargatas e

LePub participou de cases para Oi, Bob’s e Bomnegócio.com,

Neosaldina, Quem Disse, Berenice?, Cervejaria Colorado, Elma

Chips, Antarctica, Diageo e Havaianas.

Executivo trabalhará como head comercial de programática

A empresa de mídia out of home NEOOH anuncia a contratação

de Kevin Kim como head comercial de programática.

No escopo de trabalho, otimização de investimentos e fidelização

estão entre as principais promessas feitas a marcas

e agências para potencializar resultados turbinados pela

análise de dados. “O mercado está atravessando uma mudança

profunda na forma como compra publicidade. E a NEOOH

enxergou e trabalhou para isso há muito tempo. Aqui, o

inventário é 95% digital e disponível a todas as DSPs. Estamos

iniciando um processo de repaginação da solução, sistemas e

processos, com dados metrificados”, revela Kim, que ao longo

de oito anos de experiência trabalhou na JCDecaux, JLL e Vosh

Agency.

Rafael Gil, Camila Naito e Rodrigo Almeida: excelência do craft

Camila Naito acaba de assumir o cargo de diretora-geral de

produção do Grupo Dreamers, sob a liderança dos CCOs da

Artplan e do Dreamers, Rodrigo Almeida e Rafael Gil,

respectivamente. A executiva responde também ao CFO da

holding, Jorge Rosolino. “A produção se conecta ainda mais à

criatividade e à inovação”, avisa Camila Naito. Formada em

rádio e TV pela FAAP, ela iniciou carreira em 2005 e atuou na

McCann, Craft, VML, Africa Creative e na produtora Hungry Man.

Tem projetos assinados para Grupo Petrópolis, Vivo, Banco do

Brasil, GM, Seara, Mastercard, Santander e L’Oréal. “A liderança

da Camila representa um passo importante para consolidarmos

uma produção ainda mais estratégica, sem abrir mão da

excelência e do craft”, comentam Almeida e Gil.

10 20 de outubro de 2025 - jornal propmark



mídia

Globo apresenta novas soluções de

publicidade e as estreias para 2026

No Upfront 2026, executivos revelaram como o ecossistema de

telas do grupo vem trazendo resultados concretos para as marcas

Divulgação

Sabrina Sato e Fábio Porchat apresentaram as novidades do Globoplay e os novos formatos publicitários da plataforma, como o Pause Ads e o Dynamic Ad Insertion

Vitor Kadooka

Com a proposta de apresentar um

ecossistema cada vez mais integrado,

a Globo realizou o Upfront

2026 no Auditório Ibirapuera, em São

Paulo, no dia 13 de outubro. O evento

reuniu agências, anunciantes e parceiros

para comunicar as novidades em

programação, soluções publicitárias e

tecnologia.

Manzar Feres, diretora de negócios

integrados em publicidade, conversou

com o propmark e revelou que o

foco de 2026 será reforçar a potência

desse ecossistema. “Exercitamos muito

a estratégia de usar todos os nossos

meios de comunicação e distribuição

de conteúdo e mensagens, inclusive

com forte presença nas redes sociais”.

O movimento é resultado do projeto

interno ‘Uma só Globo’, que unifica

TV, streaming, plataformas digitais e

redes sociais.

Globoplay

A plataforma de streaming do grupo

se consolidou como a maior do Brasil.

Segundo a Kantar Ibope Media, o serviço

registra tempo médio diário de 2h08min

por usuário, superando concorrentes

como YouTube e Netflix.

“O público pode zapear, mas para e

fica no Globoplay, inclusive os jovens.

É o número um em engajamento entre

eles”, assegura Manzar. Entre as novas

oportunidades publicitárias, estão o

Pause Ads em vídeo. Antes somente

em função estática, o formato é exibido

quando o usuário pausa o conteúdo, o

que, segundo Manzar, garante impacto

sem interromper a experiência.

Outra aposta é a evolução do DAI

(Dynamic Ad Insertion), que integra

dados de mídia e comportamento, permitindo

mensuração precisa e otimização

contínua de públicos e criativos.

A Globo também ampliará a produção

de vídeos verticais. Atualmente, são

mais de três mil por mês nos portais

g1, ge, gshow e Receitas. A meta é expandir

o formato para o Globoplay e as

redes sociais.

DTV+

O Magalu será uma das primeiras

marcas a explorar o formato, com a

campanha ‘Black das blacks’, durante a

Black Friday, em novembro. Como aliada

na criação e gestão de campanhas, a

inteligência artificial já mapeia oportunidades

de contextualização em todos

os pilares de conteúdo e será mais uma

ferramenta utilizada ao lado da DTV+.

“A IA já está incorporada ao nosso dia a

dia. Ela nos ajuda a aumentar a produtivi-

“Exercitamos

muito a

estratégia de

usar todos os

nossos meios”

12 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


OOH com propósito

e impacto real.

Isso é Mude.

Líder em Parques e Orlas.

Presente no Parque do Povo

e em mais de 10 parques em São Paulo.

Na imagem, Parque do Povo, no Itaim Bibi, São Paulo


dade, prever resultados e otimizar campanhas.

É uma aliada tanto na parte criativa

quanto na operacional”, explica Manzar.

O sistema analisa o espelho de programação

e o calendário editorial para identificar

temas e contextos que possam se

conectar às marcas, informando anunciantes

em tempo real sobre possíveis

inserções contextuais.

Divulgação

‘Vale Tudo’

A estratégia multiplataforma se traduz

em resultados concretos. A novela

‘Vale Tudo’ tornou-se um fenômeno cultural

e comercial em 2025, alcançando

150 milhões de pessoas na TV Globo,

com recordes de engajamento digital.

O capítulo sobre a morte da personagem

Odete Roitman aumentou em

132% o consumo ao vivo no Globoplay

e gerou o maior volume de conversas

espontâneas no X (ex-Twitter) desde

2020. “Passamos uma temporada inteira

inovando em dramaturgia e entregando

essa visão de ecossistema às

marcas”, diz Manzar. O sucesso também

se refletiu nos negócios, com breaks

esgotados e campanhas integradas

de Omo, Subway, Dove, Zé Delivery, Corona,

Itaú e iFood. “A TV aberta é o que

sustenta a força da Globo como plataforma

de negócios. Com esse alcance,

conseguimos democratizar ainda mais

o acesso e criar oportunidades também

para pequenas e médias empresas”, esclarece

Manzar.

NoVa programação

Com três frentes de conteúdo — entretenimento,

esporte e jornalismo —, a Globo

se consolida, nas palavras de Manzar,

como a “casa desses pilares no Brasil”.

Em 2025, o grupo alcançou 196 milhões

de pessoas e registrou média de 3h46min

diárias de permanência, o maior tempo

de consumo dos últimos dez anos.

eNTreTeNimeNTo

Na dramaturgia, a emissora vive

um novo ciclo de experimentação. Entre

as estreias, estão os microdramas

e novelas curtas em formato vertical

voltadas para o consumo mobile, como

‘Tudo por uma segunda chance’, com

Jade Picon; e ‘Cinderela e o segredo do

pobre milionário’, com Gustavo Mioto.

Na TV aberta, chegam ‘3 Graças’, de Aguinaldo

Silva; ‘Coração acelerado’, com

temática sertaneja e protagonismo feminino;

e ‘A nobreza do amor’, produção

ambientada entre Brasil e África.

O ‘Big Brother Brasil’ 26 ganhará formato

inédito. Além dos grupos Pipoca e

Camarote, ex-BBBs formarão uma terceira

equipe. O público terá papel mais ativo

ao escolher participantes em cinco casas

Andréa Beltrão protagoniza ‘Antártida’, novo longa-metragem da Globo gravado no primeiro estúdio virtual do grupo

Daniela Toviansky/Divulgação Globo

Manzar Feres e Paulo Marinho participaram das apresentações do Upfront 2026

de vidro espalhadas pelo país, podendo

ainda substituir jogadores e controlar os

big fones. A votação se estenderá também

para o Globoplay, com o lançamento

de uma edição especial do ‘Cartola BBB’.

O humor ganha novos programas como o

ET, de Eduardo Sterblitch e Tatá Werneck,

no Multishow e Globoplay.

No streaming, o Globoplay amplia seu

portfólio de produções originais com

‘Juntas e separadas’ e ‘Jogada de risco’,

além de novas temporadas de ‘Os outros’,

‘Sessão de terapia’, ‘Vermelho sangue’

e ‘Pablo e Luisão’. O thriller ‘Antártida’,

“A TV aberta é o

que sustenta a

força da Globo”

estrelado por Andréa Beltrão e Marina

Ruy Barbosa, será o primeiro longa gravado

no estúdio virtual inaugurado pela

Globo com tecnologia Unreal. A música

também ganha espaço. Além de festivais

como Rock in Rio, Lollapalooza e Circuito

Sertanejo, a emissora amplia a cobertura

de eventos regionais, incluindo o São

João do Nordeste, apresentado por Wesley

Safadão, e o Motoweek, em Brasília.

Tem ainda o ‘Natal em Gramado’, que estreia

na programação de fim de ano.

esporTe

A Globo comemora o alcance de 130

milhões de pessoas com a Copa do Mundo

de Clubes e a força do Brasileirão

2025, que manteve 50 milhões de torcedores

exclusivamente nas transmissões

da emissora, mesmo com os direitos pulverizados.

A próxima edição, transmitida

entre o canal aberto e o SporTV, projeta

uma receita de quase R$ 2 bilhões para

a Globo, que terá Ronaldinho Gaúcho e

Denilson Show como apresentadores, enquanto

a Fórmula 1 retorna ao canal em

2026. O ge TV, canal digital gratuito, prepara

a primeira cobertura do Mundial. Já

o futebol feminino ganhará espaço fixo

na grade de sábado da TV Globo.

JorNalismo

O GloboNews ganha novo estúdio em

comemoração aos 30 anos do canal. E,

pela primeira vez, num ano eleitoral, o

debate entre os candidatos à Presidência

será exibido no horário da novela

das nove, logo após o ‘Jornal Nacional’.

O ‘Globo Repórter’ terá William Bonner ao

lado de Sandra Annenberg; e o ‘Fantástico’

trará novas séries, como ‘Mentes digitais’,

sobre inteligência artificial; e ‘Código

da vida’, sobre genética e medicina.

O g1, que completa 20 anos, lançará novo

aplicativo centrado em vídeos verticais.

C

M

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CM

MY

CY

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14 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


Quando o bem-estar

vira experiência de marca

de frente pro mar.


mídia

Estadão planeja ‘Retratos do câncer’

2026 com mais influenciadores

Projeto desenvolvido pelo Blue Studio será lançado no primeiro

trimestre e evento presencial deve ocorrer em junho do próximo ano

Janaina Langsdorff

O

Blue Studio, hub de conteúdo publicitário do Estadão,

realizou a quinta edição do ‘Retratos do

câncer’ pela primeira vez em formato híbrido no

dia 31 de julho de 2025. Do auditório da Unibes Cultural,

em São Paulo, o evento foi transmitido no canal do

Estadão no YouTube. A decisão não poderia ser mais

acertada.

Já são mais de 25 milhões de impactos no ambiente

digital, sendo três milhões de visualizações nas redes

sociais, enquanto o jornal superou o volume de nove

milhões. Os resultados foram mensurados por meio de

dashboard com indicadores quantitativos e qualitativos

e por pesquisa de satisfação (NPS).

“O apelo multiplataforma é essencial para ampliar o

alcance e a relevância da comunicação sobre o câncer,

um tema que exige sensibilidade e clareza”, aponta Luís

Fernando Bovo, diretor do Estadão Blue Studio. Patrocinada

por A.C.Camargo Cancer Center, Johnson & Johnson,

MSD e Novartis, com apoio do Einstein Hospital Israelita e

da Oncoguia, a iniciativa reuniu especialistas, lideranças

públicas e privadas, representantes da sociedade civil e

pacientes para debater os avanços, desafios e perspectivas

da oncologia no Brasil.

Conteúdo qualificado e experiências humanizadas

ancoraram o trabalho de curadoria feito pelo Estadão

Blue Studio com mediação de jornalistas da redação do

jornal. A criadora de conteúdo Fabiana Justus, em tratamento

contra leucemia mieloide aguda, participou das

discussões. Um videodocumentário com quatro histórias

reais de superação foi exibido nos intervalos dos painéis

e, posteriormente, distribuído nas mídias sociais do veículo,

ampliando o alcance da mensagem e a conscientização

sobre o câncer no país.

A integração do evento com o jornal, portal, mídias

sociais e videodocumentários “permitiu adaptar o conteúdo

aos diferentes modos de consumo de informação,

alcançando públicos diversos com mensagens personalizadas”,

conta Bovo.

Diferentes formatos e contextos tornaram o conteúdo

mais próximo, empático e acessível a múltiplos

pontos de contato. “O uso combinado das plataformas

possibilita medir engajamento, ajustar abordagens

e ampliar o impacto social, garantindo que informações

sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e superação

cheguem de forma clara e transformadora ao

maior número possível de pessoas, e com relevância

também para as marcas parceiras engajadas no tema”,

observa Bovo.

Especialistas, lideranças, representantes da sociedade civil e pacientes discutiram os avanços da oncologia no Brasil

“Apelo multiplataforma é

essencial para ampliar o

alcance da comunicação

sobre o câncer”

Nunno Fonseca/Divulgação Estadão Blue Studio

Luís Fernando Bovo: maratona de ‘Mitos e verdades’

Tiago Queiroz/ Divulgação Estadão Blue Studio

Sexta edição

O Estadão Blue Studio já trabalha na edição de 2026.

Está prevista a criação de uma plataforma de conscientização

sobre o câncer, reforçando o compromisso com

a informação de qualidade e o engajamento social. Influenciadores

terão mais espaço no trabalho feito pelo

Estadão Blue Studio Influency. “A nossa ideia é usá-los de

maneira mais ampla em 2026. Queremos falar mais sobre

o câncer, alertando para a prevenção e os cuidados,

e os influenciadores têm papel decisivo nessa estratégia”,

aponta Bovo.

A iniciativa deve promover uma abordagem ampla e

humanizada sobre o tema. O lançamento do projeto está

previsto para o primeiro trimestre do ano, com programação

contínua, formatos e linguagens voltadas à saúde

e ao bem-estar até a realização do evento presencial,

que deve ocorrer em junho. Data, local e patrocinadores

ainda serão confirmados.

A maratona ‘Mitos e verdades’, com vídeos diários de

aproximadamente 90 segundos, será exibida às vésperas

do encontro. “Nessas pílulas de conteúdo, médicos

convidados esclarecem dúvidas, combatem desinformações

e ampliam o conhecimento do público sobre

o câncer, em uma contagem regressiva educativa que

reforça o nosso papel como fonte confiável de informação”,

antecipa Bovo.

Palestras, ativações temáticas, atrações especiais,

personalidades e influenciadores engajados na causa

consolidam a iniciativa, transformada em um movimento

de conscientização e mobilização social. O evento

também terá transmissão ao vivo.

16 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


27 DEZ ------ 02 JAN

SAIBA MAIS


entrevista

Marina pires

managing director da Monks no Brasil

‘Do it like a monk’

Marina Pires tem passagens por empresas

como Accenture e Google, além de experiência

como educadora na ESPM e profissional de

marketing na Africa Creative e na Editora Abril.

Na Monks, onde atua como managing director

do Brasil desde 2024, ela combina sua vivência

em tecnologia com a criatividade que o

marketing exige. Desde sua chegada, a agência

passou por transformações. “Quando a Monks

nasceu, há cerca de 15 anos, surgiu como

Media.Monks, um nome que representava o

digital como meio. A partir do momento em

que percebemos que o digital deixou de ser

meio e passou a ser tudo, esse termo não fazia

mais sentido. Por isso, nos tornamos apenas

Monks, uma casa criativa que une dados,

tecnologia e storytelling”. Na entrevista a seguir,

a executiva relata os principais detalhes da

operação no país e reflete sobre o momento

do mercado e os desafios de liderar uma

agência nativa digital em constante evolução.

Vitor Kadooka

Qual é a média de idade de quem trabalha na Monks? Como avalia

a juniorização?

Temos uma base muito jovem, o que nos obriga a nos atualizar. Nossa gênese em conteúdo

explica isso. A Monks começa no Brasil com uma frente forte de produção e rapidamente

se associa à Circus, agência latino-americana com DNA de social media. Isso

trouxe muita gente nativa de redes. Hoje, nossa base é majoritariamente jovem, com

idade média entre 23 e 25 anos. Isso não significa “juniorização”. Acreditamos que quem

vive o ambiente domina linguagem, códigos e dinâmicas. Nos cargos de liderança, também

somos uma agência relativamente jovem, já que investimos bastante no desenvolvimento

de profissionais após as aquisições, e a média da liderança é de 36 anos.

Além do viés etário, quais as outras formas de incentivo a um corpo

diverso?

O programa Rockets traz diversidade e inclusão não apenas pelo viés etário, mas também

social, pensando em minorias e grupos sub-representados. A diversidade, para a

gente, ultrapassa a questão da idade. Quando olhamos para o mercado e seus desafios,

acredito que estamos caminhando para uma nova fase à medida que o trabalho mais

operacional ou processual dá espaço à tecnologia, e disciplinas mais antigas, como filosofia,

sociologia e antropologia, voltam a ganhar relevância. São áreas que exigem estudo

profundo. Esse repertório está, muitas vezes, associado a perfis com maior idade,

Divulgação

ou seja, pessoas com mestrado, doutorado, anos dedicados à pesquisa, que agora se

tornam essenciais para dar sentido à complexidade que vivemos. Essa também é uma

forma de diversidade ao trazer, inclusive, acadêmicos, que antes estavam desconectados

do mundo corporativo.

Como funciona o programa Rockets e há quanto tempo vocês o

realizam?

Existe há cerca de cinco ou seis anos. Ele sempre teve recortes sociodemográficos;

já tivemos temporadas focadas em mulheres, em pessoas LGBTQIA+ e, recentemente,

em PCDs. Cada edição prioriza um grupo, porque as necessidades e as skills são

diferentes, e o objetivo é desenvolver essas pessoas. É um programa consistente,

com duração de dois anos, e tem uma taxa de efetivação alta entre 85% e 90%.

As pessoas se adaptam muito bem à nossa cultura, e quando não conseguimos

efetivar alguém é uma dor enorme, porque elas se tornam parte do nosso dia a

dia. Temos muito orgulho do Rockets, mas também um grande senso de responsabilidade.

Muitas iniciativas de inclusão acabam frustradas quando o desejo não

encontra suporte real nas companhias. Nosso foco é garantir consistência no recrutamento,

treinamento e, principalmente, na permanência dessas pessoas por mais

tempo do que o próprio programa.

Quantas pessoas participam por temporada?

Na última, tivemos nove pessoas. Esse número varia conforme a nossa capacidade

18 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


“Na disputa por atenção, a marca

não precisa ser do entretenimento

— ela precisa ser entertaining”

de efetivar as turmas. Fazemos projeções para garantir o maior índice possível de

permanência. Quando há dúvidas sobre o crescimento de determinada área, somos

mais conservadores — como neste ano.

Você tem passagens por empresas com tecnologia no centro dos

negócios. No caso da Monks, ocorre a união de marketing com

dados. Como você avalia a forma como sua trajetória a ajudou a

chegar à cadeira de managing director do Brasil?

Olha, eu não consigo imaginar estar nessa cadeira sem essa passagem. Eu não vou

mentir para você dizendo que eu tinha um plano linear. Mas, olhando em retrospectiva,

vejo que faz sentido ou que consegui dar sentido à medida que as oportunidades foram

aparecendo. A curiosidade sempre me guiou de forma quase patológica. Eu quero entender,

quero me sentir minimamente dentro do mundo em que estou. E a tecnologia

dá essa pista: quando você a segue, ela geralmente gera mudanças de comportamento,

culturais, econômicas, políticas e até regulatórias. Eu não venho desse background.

Fiz comunicação, depois fui para semiótica; não tenho formação hard tech. Mas, passo

a passo, fui me cercando de pessoas técnicas, que admiro muito, e fui gostando desse

papel de tradução em que olho para o mundo dos hard skills, técnico, muitas vezes

autorreferente, e aprendo a falar essa língua. Não fluentemente a ponto de programar,

mas o suficiente para traduzir conversas mais subjetivas e criativas.

Como essa cultura se conecta à expansão global e às aquisições

pela S4?

A Monks sempre foi muito orientada a plataformas digitais e soluções de tecnologia de

ponta, sempre conectadas ao universo da comunicação e do marketing. Nunca fomos

um parceiro de robótica nem pure player. Quando surgiu a possibilidade de ser adquirida

pela S4, isso ocorreu junto com outras 33 aquisições pelo mundo. A S4, ao se consolidar

após a saída do grupo do WPP, quis construir uma plataforma de serviços de marketing

sem redundâncias, formada por players complementares. Essas 34 empresas

compartilhavam atributos: todas nativas digitais, ágeis, com um backbone leve e fundadores

muito presentes. Mais importante: todas acreditavam que tudo é conectável e

modular. No Brasil, uma aquisição-chave foi a Hakun, à época um dos maiores players

de mídia digital de performance da América Latina, o que trouxe força ao negócio local.

Mas o ‘Media’ do nome original não se referia exatamente à compra

de mídia, certo?

Exato. A ‘mídia’ do nome vinha da ideia de ‘meios’, no sentido de Marshall McLuhan,

como interfaces e não como espaço publicitário. No Brasil, a aquisição da Hakun

deu a impressão de que estávamos dobrando a aposta no negócio de mídia, quando,

na verdade, era o oposto: queríamos acesso à tecnologia e à engenharia para

encontrar novas formas de engajar pessoas e construir marcas, evocando nosso

passado criativo e tecnológico.

E o nome ‘Monks’ tem uma história interessante, certo?

Quando cheguei aqui, perguntei sobre o nome e me contaram que ele vem de um dito

holandês “do it like a monk”, ou seja, “se quiser fazer bem, faça como um monge”. Muita

gente até hoje acha que somos “monkeys”, mas o nome fala sobre presença, sobre aceitar

que não controlamos o futuro nem o passado. É uma filosofia de craft, de prática e

atenção. É curioso pensar que uma empresa de tecnologia — que usa tecnologia para

resolver problemas e impulsionar criatividade — tem origem numa ideia quase espiritual.

É o que vocês chamam de ‘real time brand’?

Exato. Esse é um pouco do nosso ponto de vista mais recente: como construir marcas

em tempo real. Não se trata de estar “always on”. É o “real time” no sentido do momento

que está diante de nós. Pensar dessa forma traz alento, porque é muito angustiante

viver projetando o futuro. Por mais que o presente não esteja dos melhores, é nele que

temos poder de ação. Planejar é bom, ajuda a reagir mais rápido, mas o planejamento

que tenta controlar o futuro às vezes nos tira do presente. Pensar como ‘monks’ nos

lembra do que realmente podemos controlar: quais são as melhores ferramentas, metodologias

e times para agir neste momento.

Você comentou sobre clientes nativos digitais com os quais já

trabalhavam bastante, e recentemente conseguiram a conta

completa da Leroy Merlin, que não é um cliente nativo digital.

Como tem sido essa parceria com eles?

Isso é muito legal, porque a gente sente muita afinidade com clientes como streamings

e big techs, que são parte importante do nosso portfólio no Brasil e fora. Mas o que percebemos

é que os modus operandis das marcas digitais acabam criando benchmarks

também para negócios que eram prioritariamente analógicos. Nossa fluência nesse

universo acaba atraindo clientes em transformação digital acelerada ou que querem

entender como ser híbridos mais bem-sucedidos. A loja física continua fazendo sentido,

talvez mais do que nunca, porque a experiência concreta é mandatória. Ao mesmo tempo,

o processo de pesquisa e convencimento acontece no meio digital. Então, não acho

que toda marca deva abrir mão da presença física, mas também não pode se comportar

como se ainda estivéssemos nos anos 1980, quando nada disso importava.

O que fez a Leroy Merlin apostar na Monks para além do trabalho

de performance?

Quando a Leroy nos procurou, já estava satisfeita com o trabalho de performance e

mídia digital, mas percebeu que nosso pensamento estratégico fazia sentido para os

desafios de crescimento. Estrategicamente, a Leroy tem presença regional muito forte.

O pensamento regional de mídia hoje bebe muito do olhar capilar que o digital trouxe.

Essa lógica “um para um”, altamente customizada, aplicada ao out of home digital, por

exemplo, gera grande impacto, pois é digital, mas também tangível. Nosso time não

está treinado apenas para pensar em grande impacto, mas também em relevância específica.

Esse olhar digital ajuda inclusive a repensar o offline. Ainda que as caixinhas

entre on e off façam cada vez menos sentido, os budgets ainda são organizados assim.

Como funciona a tecnologia Monks.Flow?

É mais do que uma tecnologia, é uma solução. Ela combina e encadeia várias APIs para

facilitar que gestores de marketing otimizem processos. Falamos muito sobre a ideia de

que existem as agências e os “agentes”. A inteligência artificial nos permitiu criar esses

agentes ou, como eu gosto de chamar, “entes”. São entes com alta autonomia, baseados

em LLMs, que trabalham de forma coordenada entre si. Isso tem sido muito valioso,

porque reduz a complexidade das nossas soluções e dá grande autonomia aos clientes,

que podem formatá-los de acordo com suas necessidades. Além disso, o custo de desenvolvimento

e implementação vem diminuindo, o que reduz o receio da experimentação.

Como esses agentes funcionam na prática?

Vou dar um exemplo: criamos um agente que atua como um CMO dentro da Monks. Ele foi

treinado com inputs dos principais CMOs de determinado segmento. Assim, quando fazemos

uma estratégia, colocamos esse agente para criticá-la. Em outra ocasião, ao preparar

demos para líderes de mercado, treinamos um agente com todos os últimos Grand Prix

de Cannes Lions e o colocamos para analisar nossos trabalhos. O Monks.Flow faz parte da

nossa estratégia interna — mas a gente não vende esses agentes.

O que o reconhecimento como primeira agência brasileira do programa

de marketing do TikTok representa para vocês?

Acho que isso representa, primeiro, um reconhecimento da nossa dedicação em nos tornarmos

especialistas nas plataformas onde atuamos. Além disso, esse reconhecimento

é, antes de tudo, um selo importante que nos qualifica e certifica para o mercado. Até

pouco tempo atrás, éramos um segredo bem guardado, mas nosso time tem trabalhado

de forma consistente para nos colocar no mapa. Queremos ser reconhecidos como

especialistas no que está disponível agora. A agência especialista existe para reduzir o

risco do aprendizado e maximizar seus resultados. Sem gente qualificada, certificação

e investimento de tempo e energia, seríamos apenas entusiastas. E precisamos ser

mais do que isso para atrair investimentos e construir a reputação de um parceiro full

service capaz de navegar o presente com excelência.

O que diferencia a Monks das outras agências?

O que nos diferencia hoje são, prioritariamente, três coisas na nossa operação, que já

tem tempo no país, mas se renovou e vem crescendo muito. A primeira é a nossa gênese

nativa digital. A gente nasce nesse tempo presente e isso nos dá muita fluência

e possibilidade de navegação em um cenário que muda o tempo inteiro — e isso nos

ajuda a fluir com os desafios dos nossos clientes. Acho que outro ponto muito interessante

é que não somos grandes demais, a ponto de ficarmos amorosos ou apegados ao

que já fizemos, nem pequenos demais para sermos instáveis e suscetíveis às incertezas

do momento. Temos um tamanho adequado para os desafios que a gente enfrenta com

os nossos clientes. E, por fim, somos uma plataforma de serviços de marketing criativos,

com muita familiaridade com a lógica de comunidades e com a cultura pop. Isso nos dá

facilidade de fazer sinapses, gerar estratégias de engajamento que levam em conta a

paixão das pessoas e o que e onde elas querem colocar sua atenção.

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 19



PÓS-GRADUAÇÃO ESPM

THE MARKETING POWERHOUSE


esg no mkt

Alê Oliveira

Mobilização global

pela paz e pelo clima

A esperança não está apenas nos acordos de

cúpula, mas na mobilização de toda a sociedade

Alexis Thuller Pagliarini

Na semana passada, a notícia do acordo de cessar-

-fogo entre Israel e Hamas trouxe um alívio ao

coração do mundo.

Enquanto a poeira baixa sobre o conflito, a visão de

reféns retornando para casa e a pausa nos combates em

Gaza resgatam a humanidade em um dos seus dramas

mais antigos e dolorosos.

A diplomacia que medeia a paz no Oriente Médio é

a mesma que deve mediar a sobrevivência do planeta

na COP30.

Neste cenário de mobilização, a responsabilidade

se apresenta em três pilares essenciais:

1. Países: O Compromisso da Governança Global. A

COP30 será o palco onde os governos devem reafirmar

a ciência e a necessidade de ação imediata.

Alexis Thuller Pagliarini

é sócio-fundador da ESG4

alexis@criativista.com.br

Esta trégua, ainda que provisória e repleta de desafios,

não é apenas um feito diplomático; é um lembrete

importante de que, mesmo nos abismos da violência, a

esperança pela paz é a força motriz que une nações.

Outro evento deve ser lembrado. No próximo mês, o

Brasil sediará a COP30 em Belém, no coração da Amazônia.

E o que pode haver em comum entre um acordo de

paz no Oriente Médio e uma conferência sobre o clima?

Ambos os eventos representam a necessidade urgente

de cooperação multilateral e a crença inabalável

em um mundo melhor.

A COP30, a 30ª Conferência das Partes das Nações

Unidas sobre Mudança do Clima, é a nossa “trégua climática”

global.

Embora a logística de Belém, incluindo a estrutura

hoteleira, apresente desafios previsíveis para um evento

dessa magnitude, a pauta central é de fundamental

importância para o futuro da humanidade.

A crise climática é a guerra invisível que ameaça a

todos, e a Amazônia, como sede, amplifica a urgência e o

protagonismo do Brasil em oferecer soluções baseadas

na natureza e na transição energética.

A ameaça do aquecimento global, que caminha para

ultrapassar a meta de 1,5°C estabelecida no Acordo de

Paris, exige que os países não apenas renovem, mas

intensifiquem seus compromissos, suas Contribuições

Nacionalmente Determinadas (NDCs).

O multilateralismo, a despeito do ritmo lento e dos

interesses divergentes, continua sendo a única ferramenta

capaz de enfrentar desafios que transcendem

fronteiras.

O desafio é transformar promessas em ação concreta,

garantindo financiamento climático e tecnologias

renováveis para os países em desenvolvimento.

2. Empresas: O Alinhamento Estratégico com os

ODS. O setor privado não pode mais dissociar o lucro

da responsabilidade social e ambiental.

É imperativo que as organizações incorporem os

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da

ONU, especialmente o ODS 13 (Ação Contra a Mudança

Global do Clima), em seus planejamentos de negócios.

Gerenciar riscos climáticos é, hoje, gerenciar a própria

continuidade do negócio.

Investir nos ODS não é caridade, mas uma estratégia

de sobrevivência e aumento de valor corporativo em

sociedades que exigem sustentabilidade e inclusão.

3. Indivíduos: A Ética do Cotidiano. A maior mobilização,

contudo, começa em cada um de nós.

Paz é mais do que a ausência de guerra; é uma

atitude de respeito socioambiental e de ética no dia

a dia.

É a escolha de consumo, a defesa da ciência e a

vigilância constante sobre as políticas que afetam o

futuro coletivo.

A trégua em Gaza e a Conferência do Clima na Amazônia

são faróis que apontam para o mesmo destino:

a busca por um futuro onde a coexistência e a sustentabilidade

sejam a norma, e não a exceção.

A esperança não está apenas nos acordos de cúpula,

mas na mobilização incessante de toda a sociedade

em prol do bem comum.

22 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


HANDS.AG

THE EMOTION DRIVEN AGENCY

O QUE A

GENTE FEZ PRA

SEARA GOURMET

NO THE TOWN,

NÃO SE LÊ.

A EXPERIÊNCIA MAIS SURPREENDENTE E DISRUPTIVA

DO FESTIVAL, ELEITA PELO PROMOVIEW.

ESCANEIE O QR CODE E VEJA COMO FOI


especial live mkt

Marketing de experiências ganha escala

e profundidade estratégica em 2025

O propmark reuniu vozes das principais agências do país e a Ampro, para refletir sobre como

o setor se estrutura para integrar o físico e o digital, equilibrar propósito e performance e

transformar cultura e tecnologia em pilares permanentes da comunicação contemporânea

Divulgação

A ‘Beats Little Monster Mansion’, criada pela Sherpa42, reuniu performances, ativações interativas e DJ sets em um ambiente com cultura pop, celebração e fãs de Lady Gaga

Adrieny Magalhães

e Bruna Nunes

De festivais de música a convenções

corporativas, de arenas digitais

a espaços públicos, o marketing

de experiências vive um novo ciclo

de maturidade. Em 2025, o setor consolidou

seu papel como elo entre tecnologia

e emoção, ampliando fronteiras e

transformando o ao vivo em uma ferramenta

de construção de valor.

Segundo o ‘13º Anuário Brasileiro de

Live Marketing’, o setor deve movimentar

mais de R$ 100 bilhões no ano, somando

ações de ativação, eventos e experiências

de marca. Em um mundo com tanta

disputa por atenção, vai se destacar

quem entregar relevância com emoção.

As lideranças ouvidas pela reportagem

apontam para um mercado que se

expande e se reinventa. As experiências

deixaram de ser ações pontuais e se tornaram

parte contínua da estratégia das

marcas. A cultura pop virou idioma universal,

a personalização tornou-se regra

e as métricas passaram a incluir, além de

dados e performance, a dimensão intangível

da conexão emocional.

Para Heloisa Santana, presidente-

-executiva da Associação de Marketing

Promocional (Ampro), o momento é de

consolidação e responsabilidade. “Temos

trabalhado de forma concreta e coletiva

para que boas práticas sejam a base das

decisões das agências. Isso se reflete

tanto em iniciativas como, por exemplo,

o Comitê ESG, que desenvolve diretrizes

e indicadores para o setor, quanto em

programas de formação e sensibilização

sobre diversidade, inclusão e integridade

nas relações de trabalho.”

Ela explica que a entidade tem reforçado

o papel de referência na cons-

trução de diretrizes de mercado e na

formação de profissionais, com foco

em qualificação e sustentabilidade.

“Há crescimento, novas oportunidades

e reconhecimento do marketing de experiências

como disciplina estratégica

— mas também há pressão por resultados

imediatos e margens comprimidas”,

analisa.

Para Heloisa, a evolução passa por

modelos de negócio mais equilibrados.

“O setor precisa avançar em modelos

de remuneração mais justos, relações

contratuais equilibradas e uma cultura

de colaboração e sustentabilidade socioambiental.”

Ela acredita que o desafio é

garantir que o ritmo de expansão venha

acompanhado de responsabilidade e

consistência.

Os executivos entrevistados também

destacam que as experiências hoje se

estendem para muito além do evento

— elas se transformam em conteúdo,

conversa e relacionamento. Nesse novo

contexto, a tecnologia atua como amplificadora

do impacto, enquanto dados

e criatividade se combinam para gerar

valor de longo prazo.

Diversidade, acessibilidade e ESG

também deixaram de ser diferenciais e

passaram a compor a base de qualquer

projeto relevante. O público exige marcas

que traduzam discursos em prática e que

criem pontes reais com as pessoas.

Neste especial, o propmark reúne

executivos que compartilham um diagnóstico

comum: o futuro das experiências

está na integração entre emoção

e resultado. Em um setor cada vez mais

competitivo, criar impacto mensurável

sem perder a capacidade de emocionar é

o desafio — e também o caminho — que

move a próxima fase do marketing de

experiências no Brasil.

24 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


especial live mkt

DM9 investe no phygital guiado por

dados para ampliar o impacto das ações

Agência prepara fan experiences e conteúdo ao vivo para a Copa

do Mundo e recomenda brand safety para as eleições em 2026

Bruna Nunes

Divulgação

Osalto observado pela DM9 no live marketing

em 2025 é resultado da combinação entre tecnologia,

cultura e propósito. Na avaliação de

Breno Ferreira, vice-presidente de brand experience

da agência, o setor ganhou escala porque uniu o

phygital com dados de ponta a ponta, além do entretenimento

como motor de relevância e “maturidade

operacional”.

As marcas deixaram de apenas comprar um evento

e passaram a “construir jornadas, que geram conteúdo,

comunidade e base própria de dados”. Essa mudança de

postura elevou a “eficiência de investimento e impacto

duradouro”, explica.

Espaço da Latam assinado pela DM9, no festival The Town 2025, realizado em setembro

“A diferença agora é

menos espetáculo e

mais efeito útil para

a jornada da marca”

Breno Ferreira: “A experiência saiu do ‘grande dia’”

Tendências e resulTados

Os destaques são experiências phygitais mais maduras,

imersões tecnológicas com propósito, cultura

pop, collabs com fandoms e creators, e a otimização

em tempo real via dados. “A diferença, agora, é menos

espetáculo e mais efeito útil para a jornada da marca

e da audiência”, resume. Houve também uma mudança

na forma de planejar as ativações. “A experiência

saiu do ‘grande dia’ e virou plataforma contínua de

comunicação. Planejamos o aquecimento, o pico e o

resfriamento como um só sistema. Isso prolonga a

conversa e transforma awareness em relacionamento

mensurável”, detalha.

O debate sobre a democratização das experiências

ganha evidência no setor. Para o executivo, acessibilidade

e inclusão não podem ser etapas pensadas apenas

no fim do processo criativo. “Com formatos modulares

e replicáveis, parcerias locais reduzem custo

e aumentam legitimidade e distribuição digital para

ampliar alcance e políticas de inclusão. A acessibilidade

vai desde o briefing até o orçamento, não como

um adendo. Quando isso vira governança, a democratização,

de fato, acontece”, reforça.

A inovação deve ser colocada a serviço do propósito,

e não o contrário. “Começamos pelo efeito desejado,

o que a pessoa deve sentir e fazer. A tecnologia entra

como meio para diminuir a fricção, amplificar significado

e gerar memória compartilhável. Se não cumprir esses

três papéis, não entra. Emoção, primeiro; inovação

como acelerador do sentido”.

Para além dos cases, ESG e diversidade são temas

incorporados à gestão, e não apenas à narrativa. Essas

práticas incluem cenografia circular, logística otimizada

— com rotas e fornecedores locais —, acessibilidade

integral e curadoria diversa em palco, equipe

e cadeia de fornecimento. “É prática de gestão, não

ação pontual”, alerta.

No balanço deste ano, a agência destaca sua entrega

para os clientes Latam e iFood durante o festival The

Town, realizado em setembro. “A Latam foi um cliente

pontual, que nos procurou especificamente para criar e

executar uma ação especial no festival. Já o iFood é um

cliente da casa, com quem temos uma parceria contínua

há três anos, desenvolvendo todas as suas ações de

live marketing”, comenta o executivo. “Essas ativações

fazem parte de uma estratégia integrada de comunicação,

conectando experiência, conteúdo e linguagem de

marca em todos os pontos de contato durante eventos

importantes como o The Town”, complementa.

Apesar do crescimento, o executivo reconhece que

equilibrar ambição criativa e eficiência, formar talentos

híbridos, manter padrão, obedecer ao compliance e segurança,

sem travar a experiência e unificar métricas de

marca e performance, são alguns dos desafios do mercado.

“Quem domina essa equação cresce com rentabilidade

e consistência”, salienta.

Na visão de Ferreira, o resultado de uma boa experiência

de marca se apoia em “estratégia clara (objetivos

e papel na jornada), execução sem atrito (logística, UX e

acessibilidade) e conteúdo”. A mensuração acompanha

o trabalho. “Quando propósito, experiência e dados contam

a mesma história, o resultado aparece”, sintetiza.

Para 2026, a DM9 já projeta movimentos em torno

da Copa do Mundo e eleições. “Esses momentos criam

picos de celebração coletiva e debate público. As oportunidades

do próximo ciclo estão em fan experiences bem

estruturadas e conteúdo ao vivo. Na agenda eleitoral,

neutralidade absoluta e brand safety”, prevê Ferreira.

“As marcas passaram a coproduzir cultura. Isso eleva

o nível de curadoria e muda a régua de sucesso para

tempo de atenção e força de comunidade. O ganho é

relevância orgânica e recorrência”, finaliza o vice-presidente

de brand experience da DM9.

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 25


especial live mkt

Batux aumenta portfólio e fortalece

protagonismo criativo no Nordeste

Com tecnologia proprietária e foco em regionalidade, agência expande

portfólio e projeta 2026 com novos contratos e ações internacionais

Adrieny Magalhães

O

primeiro semestre de 2025 marcou um novo ciclo

para a Batux. A agência ampliou seu portfólio

com clientes como Kenvue (Sempre Livre, Carefree

e O.B.), BRF (Perdigão e Deline), Cooxupé e Betânia,

além de consolidar o relacionamento com marcas como

Coca-Cola. “Foi um semestre de muito movimento

interno, de estruturação e novos negócios”, resume

Chris Bradley, CEO da agência.

O segundo semestre, tradicionalmente mais intenso,

começou com o mesmo ritmo. A agência desenvolveu

ações promocionais para KitKat na Fórmula 1 e para

Chocoberry, em parceria com a Netflix, aproveitando o

lançamento da nova temporada de ‘Stranger things’. O

destaque, porém, veio com a promoção ‘Gole premiado

Coca-Cola’, considerada por Chris um divisor de águas no

formato promocional. “Foi uma das campanhas mais ousadas

em âmbito global, com tecnologia proprietária de

reconhecimento de imagem e machine learning. O consumidor

não precisa usar nota fiscal ou PIN code. Basta

dar um gole de Coca-Cola e já está concorrendo à final

da Libertadores.”

Para a CEO, esse tipo de integração ilustra como o

digital e o físico devem operar como partes da mesma

jornada. “No ‘Gole premiado’, a experiência nasce no

consumo físico do produto e se desdobra digitalmente.

Buscamos integrações fluidas, naturais e centradas no

comportamento do consumidor.”

Chris acredita que as experiências deixaram de ser

ações pontuais para se tornarem parte contínua das estratégias

de marca. “Hoje, os projetos estão ligados aos

objetivos de negócio — seja para gerar sell-out, awareness

ou engajamento. O importante é sair da mesmice e

trazer ideias fora do lugar-comum.”

Entre as tendências que se consolidaram, ela destaca

o avanço das experiências phygitais e o uso de inteligência

artificial. “As marcas querem ser relevantes de forma

genuína. Isso passa por entender contextos culturais,

regionais e sociais.”

Essa conexão com a cultura é um traço marcante

da agência. “A cultura pop é um dos principais motores

de conexão com o público. Incorporamos seus códigos

e linguagens, seja nas ativações juninas, explorando a

identidade e o humor nordestino, ou em promoções que

dialogam com futebol, música e entretenimento”, diz.

A executiva também reforça a importância da democratização

das experiências. “Acreditamos que democratizar

é levar experiências relevantes para diferentes

públicos e regiões. As festas populares, como o São João,

são exemplo disso. Quando as marcas falam a linguagem

local e respeitam a cultura regional, o resultado é genuíno

e potente. A agência atua tanto nas grandes praças,

como Caruaru e Campina Grande, quanto em eventos

Praça Perdigão, criada pela Batux no São João de Caruaru, transformou espaço em ponto de encontro

“Democratizar é levar

experiências relevantes

para diferentes públicos

e regiões”

Chris Bradley: experiências conectadas e emoção

Fotos: Divulgação

menores no interior, com resultados consistentes.”

Mesmo com o avanço tecnológico, a executiva afirma

que a emoção continua no centro das experiências. “A

inovação só faz sentido quando desperta emoção. O ser

humano está se isolando cada vez mais e acreditamos

que as experiências físicas serão cada vez mais necessárias

para o envolvimento do consumidor.”

Chris também destaca o papel da agência na transformação

do setor. “A integração entre live marketing,

conteúdo e mídia está redesenhando o papel das agências.

Deixamos de ser executores e passamos a construir

estratégias. Hoje somos parceiros estratégicos dos

clientes e responsáveis por gerar dados, conteúdo e valor

em todo o funil.”

Comprometida com os princípios ESG, a Batux é signatária

do Pacto Global da ONU e adota práticas que promovem

inclusão e desenvolvimento regional. “Nossos

projetos valorizam a cultura local, promovem inclusão

e incentivam negócios regionais. No São João, trabalhamos

com empreendedores e fornecedores locais, aplicando

na prática os princípios ESG.”

Para 2026, o otimismo é evidente. “Será um ano de

grande volume de projetos, impulsionado pela Copa do

Mundo”, antecipa a executiva. “As eleições podem gerar

retração em alguns segmentos, mas já temos projetos

fechados para o ano inteiro. E vem aí um projeto de grande

porte para uma marca global, com possibilidade de

expansão para toda a América Latina.”

26 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


especial live mkt

BFerraz integra entretenimento e

tecnologia como ‘antídoto à solidão’

Estratégia potencializa a capacidade da agência de promover conexão

entre marcas e pessoas em “uma sociedade cada vez mais distante”

Bruna Nunes

As fronteiras entre experiência, entretenimento

e tecnologia desapareceram para a BFerraz em

2025. Essa é a conclusão de Enricco Benetti, co-

-CEO da agência, que aponta uma nova era para o live

marketing. “As marcas entenderam que o ao vivo não

é mais um evento isolado, mas um sistema vivo de engajamento

que conecta dados, conteúdo e emoção em

tempo real”, diz.

Benetti explica que a inteligência artificial ganhou

protagonismo, pois o ‘spatial computing’ — tecnologia

que combina realidade aumentada, sensores e ambientes

digitais — começou a redefinir o jeito de criar experiências

imersivas. “Tudo passou a acontecer de forma

conectada, entre o físico e o digital, entre o humano e

o tecnológico. O live marketing se tornou o coração pulsante

da comunicação integrada, o lugar onde cultura,

performance e tecnologia se encontram para gerar impacto

real”, define.

Em 2025, a integração entre os elementos que compõem

o universo da experiência de marca — como o ao

vivo, o digital, o entretenimento e a influência — “passou

a trabalhar em conjunto, construindo jornadas contínuas

em vez de ações pontuais. As marcas deixaram de

criar eventos e passaram a criar ecossistemas”.

A cultura dos creators também ganhou protagonismo.

“É ali que a experiência ganha voz, se espalha e se

transforma em comunidade. A tecnologia se consolidou

como aliada, com AR, VR e IA elevando o nível, enquanto

a sustentabilidade se tornou o filtro de tudo, tanto no

design das ativações quanto na escolha dos parceiros”,

observa. Benetti resume 2025 como “o ano em que a tecnologia

aprendeu a servir à emoção, e a emoção voltou a

ser o maior diferencial competitivo das marcas”.

Antídoto à solidão

Experiências ao vivo deixaram de ser o encerramento

de uma campanha e se transformaram em ponto de

partida das ações. Essa transformação, segundo Benetti,

responde a uma necessidade social. “Vivemos uma epidemia

de solidão. A experiência ao vivo virou o antídoto

para uma sociedade cada vez mais distante, porque resgata

o que é mais essencial: estar junto, sentir junto e

pertencer a algo maior”, reflete.

O co-CEO defende a criação de toolkits capazes de

escalar ideias sem perder a individualidade, além de

reconhecer a diversidade do Brasil, democratizando a

experiência a partir do entendimento de que “não existe

uma única forma de estar presente, mas muitas. É preciso

pensar em modelos adaptáveis, multiplicáveis e apropriados

localmente, respeitando as diferenças culturais

e os códigos de cada região”, afirma Benetti. As promoções,

por exemplo, evoluíram para o ‘promotainment’,

Criado pela BFerraz, o Santander SMusic insere o banco no universo musical e oferece experiências em shows

Enricco Benetti: ao vivo virou o antídoto para a solidão

experiências que vendem enquanto entretêm.

Divulgação

eventos regenerAtivos

A sustentabilidade avançou do discurso de redução

de impacto para o de eventos regenerativos. “Não falamos

mais apenas em reduzir impacto, mas em devolver

algo positivo ao ambiente e à comunidade”, esclarece

Benetti. Para ele, o que define o sucesso de uma estratégia

de live marketing é quando a experiência deixa de

ser um momento pontual e passa a ser uma memória.

“Hoje, existem metodologias muito mais avançadas

para medir o retorno de uma live experience. Usamos

reconhecimento facial e corporal, leitura de fluxo de visitantes

e até algoritmos que analisam a presença e exposição

das marcas dentro de arenas e ativações”, detalha.

Um dos projetos que sintetizam essa visão é o Santander

SMusic, plataforma criada pela BFerraz para

inserir o banco no universo musical. “Desenvolvemos

espaços de hospitalidade exclusivos, com conceito de

camarotes pensados para oferecer experiências personalizadas

em cada show”, explica o executivo.

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 27


especial live mkt

Fibra.ag aposta em inclusão e

tecnologia para fortalecer conexões

Agência cresce com novos clientes e reforça propósito de criar

experiências acessíveis e integradas à jornada do consumidor

Adrieny Magalhães

Para a Fibra.ag, 2025 tem sido um ano de consolidação

e expansão. O crescimento em volume e faturamento

veio acompanhado da entrada de novos

clientes — muitos deles de segmentos que antes não

buscavam agências especializadas em experiências.

“Mais do que números, o que realmente nos chamou

a atenção foi o movimento de clientes que antes não

buscavam por agências de live marketing, mas que

agora estão dentro de casa”, afirma Desiree Rodrigues,

COO da agência.

A executiva destaca que o brand experience deixou

de ser um formato pontual e se tornou peça essencial no

pipeline de comunicação das marcas. “Hoje, a conexão

precisa ser entendida como uma jornada, não como um

único momento isolado. Essa relação deve ser contínua,

com pontos de contato recorrentes que reforcem o vínculo

entre marca e consumidor.”

Com essa visão, a Fibra.ag registrou um primeiro semestre

sólido e mantém perspectivas positivas para o

restante do ano. “As demandas continuam altas e estamos

ampliando a carteira com novos clientes que antes

não atendíamos”, afirma Desiree.

Ela explica que, no setor, o termo ‘evento’ já se tornou

limitado. “Antes, pensávamos em ações pontuais. Agora,

falamos em experiências que se estendem, se desdobram

nas mídias digitais e envolvem influenciadores e

consumidores que se tornam propagadores das marcas.

O ‘boca a boca’ nunca foi tão poderoso.”

Entre as tendências que se firmaram em 2025, a executiva

destaca as experiências imersivas, a diversidade

cultural e a acessibilidade. Um dos cases mais marcantes

foi o da Fiat no Lollapalooza, que incluiu um simulador

sensorial para pessoas com deficiência. “Foi incrível

testemunhar a alegria de quem, muitas vezes, pela

primeira vez, teve acesso a uma experiência de marca

dentro de um festival. Inclusão não é apenas acesso, é

vivência. Isso é o que gera memória afetiva.”

A executiva observa que o conceito phygital se consolidou

como um padrão, mas exige cuidado. “O ‘ao vivo’

pode ser o ponto de partida ou a continuidade do que a

marca já faz online. O digital precisa se integrar naturalmente

ao físico”, explica.

Para Desiree, as marcas precisam acompanhar o pulso

cultural do momento. “Marcas conectadas à cultura

constroem valor e engajamento. Quando falamos em

experiências, o público precisa se ver nelas, sentir que

aquilo é uma extensão de quem ele é”. Esse olhar cultural,

segundo ela, transforma o consumidor em um aliado

e num verdadeiro porta-voz da marca.

A COO também reforça que o entendimento das realidades

regionais é essencial para a democratização do

acesso às experiências. “O Brasil é extenso e diverso. É

No Rock in Rio 2024, a Fibra.ag desenvolveu para a Coca-Cola um estande totalmente alimentado por energia limpa

“O digital precisa

se integrar

naturalmente

ao físico”

Desiree Rodrigues: inovação a serviço da emoção

Fotos: Divulgação

crucial conhecer as regiões onde as ativações acontecem

e falar de forma verdadeira com o público. A experiência

só é significativa quando faz sentido localmente.”

No equilíbrio entre inovação e emoção, Desiree é categórica.

“Não é sobre equilibrar, é sobre usar a inovação

a favor da emoção. A tecnologia precisa servir à história,

intensificar sentimentos e gerar memória afetiva. Só assim

criamos relacionamentos duradouros.”

Ao falar de resultados, ela reforça que o sucesso de

uma ação vai além dos indicadores de alcance. “Conexão

emocional é o verdadeiro legado de uma experiência

alinhada à essência da marca. Quando isso acontece, o

retorno vem em fidelidade e conversão em vendas.”

A executiva acredita que as agências de experiência

têm papel crescente dentro do ecossistema de comunicação.

“Hoje, o foco é a interação direta e emocional com

o público. As agências deixaram de atuar apenas na execução

e se tornaram parceiras estratégicas das marcas,

construindo valor e credibilidade.”

Olhando para 2026, ela aposta em um cenário de forte

engajamento com a Copa do Mundo e em um uso ainda

mais intenso da inteligência artificial. “A Copa é uma

oportunidade de união em um momento polarizado. A

IA permitirá experiências personalizadas, ampliando o

alcance das microculturas e entregando narrativas que

realmente conectam. Mas, acima de tudo, a necessidade

de conexões humanas continuará sendo o pilar central

do marketing de experiência.”

28 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


A liberdade

de ser quem se é.

O BODY (Body Open Defines You) é a

mais recente experiência de alto

impacto da Holding Clube, pensada

para redefinir a narrativa sobre o

corpo, alma e a mente. Em 08 de

Novembro, no Hotel Unique, mentes

inovadoras, questionadoras e criativas

integrarão um ambiente singular de

troca, aprendizado e desconstrução de

padrões. Descubra toda a potência do

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PARCEIROS:

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EXPERIÊNCIA

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especial live mkt

Sherpa42 cresce com foco em dados,

métricas e resultados de negócio

Nova fase da agência combina mensuração, tecnologia e cultura pop

em projetos que unem precisão estratégica e autenticidade criativa

Fotos: Divulgação

A Sherpa42 lançou o Johnnie Walker Blonde & Citrus com ativações no Carnaval

O Nike Unreal Baile transformou a Fabriketa em São Paulo em uma celebração cultural

Adrieny Magalhães

“O

live marketing deixa de ser um

substituto tímido da presença

física e volta a ser um ativo

estratégico de conteúdo e brand equity”.

A afirmação de João Ribeiro, CEO da

Sherpa42, sintetiza o momento vivido

pela agência — e pelo próprio setor. Em

2025, a empresa registrou crescimento

de 80% em relação ao ano anterior,

aumento do ticket médio e volume expressivo

de projetos. Mas, mais do que

números, o período simbolizou uma mudança

de mentalidade: foco em integração,

mensuração e propósito.

“O mercado prioriza projetos que

entregam dados e retorno imediato,

mas sem abrir mão do valor social e do

conteúdo orgânico”, analisa o executivo.

“Quem investe em estratégia, integração

e execução com foco em resultado tem

vantagem competitiva”. O raciocínio traduz

o posicionamento da agência, que

tem se mostrado mais seletiva e propositiva

— e vem colhendo resultados.

Após um ciclo acelerado, a Sherpa42

mira um segundo semestre de crescimento

sustentado, com a abertura de

uma unidade em Brasília para atender

o Banco do Brasil, em contrato de cinco

anos. “Não esperamos repetir o salto

percentual do primeiro semestre, mas

seguimos otimistas. O foco está em rentabilidade

e retenção, com roadmaps

conectados ao negócio dos clientes”,

João Ribeiro: uso de dados, cultura e propósito como motores das experiências

explica o executivo.

Para ele, a principal transformação do

mercado está na forma como as marcas

enxergam as experiências. “Elas deixaram

de ser ações pontuais e passaram

a integrar roadmaps contínuos de comunicação.

Quando planejadas desde a

concepção, essas jornadas geram valor,

engajamento e dados que sustentam decisões”.

Essa evolução tem mudado também

o papel das agências. “Deixamos de

ser executores para atuar como parceiros

estratégicos, influenciando escolhas

e resultados”, afirma.

As experiências imersivas e sensoriais

se consolidaram como padrão, agora

impulsionadas por camadas tecnológicas

mais sofisticadas. “Sustentabilidade,

acessibilidade e diversidade deixaram

de ser diferenciais e viraram exigências”,

reforça o CEO. Ele destaca também

a ascensão das microexperiências locais,

com formatos menores e replicáveis

que mantêm relevância cultural sem perder

escala.

O phygital segue no centro das estratégias.

“Replicar o presencial no digital

não basta. Cada ação deve ser pensada

como um ecossistema em que o físico

gera os dados e o digital prolonga a

narrativa com recompensas e conteúdo

exclusivo.”

Na interseção entre cultura e estratégia,

Ribeiro enxerga o diferencial criativo

da agência. “Trabalhar com fandoms,

criadores e códigos meméticos traz

uma relevância imediata, mas exige

escuta cultural constante. O desafio é

equilibrar ativismo cultural com consistência

de marca. A ação precisa ser genuína,

não oportunista.”

Essa escuta se reflete em cases recentes

que ampliam o repertório da

Sherpa42. No Carnaval, o Johnnie Walker

Blonde & Citrus ganhou as ruas de São

Paulo e do Rio com ativações de lifestyle

que impactaram mais de 250 mil foliões.

No Air Max Day, o projeto Nike Unreal

Baile transformou a Fabriketa em uma

celebração de cultura urbana, reunindo

mais de 20 artistas e criadores. E, no Rio,

a Beats Little Monster Mansion, inspirada

em Lady Gaga, virou ponto de encontro

do fandom da cantora, com mais de 7,5

milhões de impressões de conteúdo. “Esses

projetos mostram o que nos move:

unir inteligência cultural e craft criativo”,

resume o CEO da agência.

A agenda ESG também é pilar de gestão.

A Sherpa42 mantém uma cadeia de

fornecedores orientada para práticas

sustentáveis e foi reconhecida com o

selo de carbono neutro da Planton. “Responsabilidade

ambiental e inovação caminham

juntas”, diz o executivo.

Para 2026, a perspectiva é de um ano

de intensidade e sensibilidade. “A Copa

do Mundo abre uma janela enorme de

conexão, enquanto as eleições pedem

neutralidade e governança de mensagem”,

analisa. “A resposta será trabalhar

com squads ágeis, métricas em tempo

real e roteiros que conectem propósito e

responsabilidade.”

30 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


especial live mkt

Projetos devem entregar uma história

relevante e não apenas dar brindes

Experiências phygital, narrativas em tempo real, conteúdo sob demanda,

sustentabilidade e inclusão prometem nortear as ações da Eagle

Bruna Nunes

A

tecnologia só faz sentido quando amplia a capacidade

de emocionar. Essa é a visão que guia a

Eagle Agência no live marketing, setor que em

2025 consolidou a inovação como aliada de experiências

capazes de atingir o coração das pessoas. Para a

CEO Brenda Maia, o avanço da inteligência artificial, da

análise de dados e da automação ampliou a capacidade

das marcas de desenhar experiências personalizadas e

mensuráveis.

“O live marketing passou a ser visto como uma plataforma

de relacionamento contínuo, e não como uma

ação isolada de visibilidade. Esse amadurecimento traz

novos formatos, parceiros e, sobretudo, métricas de valor”,

diferencia a executiva.

O setor chega a um estágio de desenvolvimento

mais consciente de seu papel. “As imersões combinam

conteúdo, interatividade e tecnologia, transformando

o público em parte da narrativa. Já a sustentabilidade

deixou de ser discurso e passou a fazer parte do planejamento

desde a concepção, com materiais reutilizáveis,

logística otimizada e inclusão de fornecedores locais. E a

cultura pop, por sua vez, aproxima marcas e públicos ao

dialogar com repertórios da música, da moda e do entretenimento”,

afirma.

Ainda sobre o relacionamento com o público, Brenda

afirma que cada ação precisa estar conectada a uma

narrativa que vai do digital às redes. “O resultado é um

ciclo virtuoso, com eventos que geram conteúdo, dados

e relacionamento, retroalimentando a estratégia de comunicação”,

comenta.

EntrEgas

Entre os cases de 2025, a Eagle destaca o estande da

Pluxee no Congresso Nacional de Gestão de Pessoas (Conarh),

realizado em São Paulo, em agosto. “Foi um projeto

pensado para um público que dedica sua rotina a cuidar

dos profissionais de recursos humanos”, diz Brenda.

O espaço simulou o dia a dia dos clientes da marca

com um vagão de metrô cenográfico e experiências interativas,

como o boliche humano e o PluxeeCast, podcast

produzido ao vivo. “O resultado de uma boa experiência

é relação. Não se mede apenas pela repercussão ou pelo

número de interações, mas pela capacidade de permanecer

na memória e gerar continuidade”, reflete a CEO.

Para ela, experiências bem-sucedidas conseguem “traduzir

os valores da marca de forma tangível, envolvendo

o público de modo pessoal e criando uma percepção de

coerência entre discurso e prática”.

O impacto positivo da integração do setor de live

marketing com o entretenimento é um dos braços desse

resultado. “Quando o público sai de uma ação levando

uma história que faz sentido e não apenas um brinde ou

A Eagle assinou o espaço da Pluxee no Conarh, que simulou um vagão de metrô com experiências e podcast ao vivo

Brenda Maia: capacidade de permanecer na memória

Divulgação

“O resultado de uma boa

experiência é relação”

um post, sabemos que o trabalho cumpriu o seu papel.

É uma evolução natural: sair do palco corporativo e ocupar

o palco cultural, onde o público participa por escolha,

não por obrigação”, resume.

Futuro

Com eleições e Copa do Mundo em 2026, a expectativa

é de um ano intenso. “Eventos esportivos e políticos

trazem um ambiente de mobilização global, e o público

estará mais conectado do que nunca”, antecipa Brenda.

Devem ganhar espaço as experiências phygital 2.0 e híbridas

mais imersivas; narrativas em tempo real, com

storytelling vivo, adaptado a contextos que mudam rapidamente;

conteúdos sob demanda, com eventos de

vida útil estendida, disponíveis em diferentes formatos

e tempos; além da sustentabilidade e inclusão, em que

cada ação será avaliada não só pelo impacto visual, mas

pela herança deixada.

“O desafio é integrar dados e criatividade, pensar

em KPIs desde o briefing, definir o que queremos medir,

gerar reconhecimento, conversão, fidelização, e usar tecnologia

para acompanhamento em tempo real”, finaliza.

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 31


especial live mkt

tm1 reafirma o valor das experiências na

construção de ecossistemas de marcas

Com resultados recordes e cases para Netflix, Mercado Livre e Vale,

agência fortalece o papel das experiências no ecossistema de marcas

Adrieny Magalhães

Mercado Livre Experience 2025 reuniu 15 mil empreendedores em dois dias de conteúdo e networking, em projeto da tm1

Bernardo Dinardi: experiências como plataformas de relacionamento

“A tecnologia

deve

amplificar

a ideia, não

substituí-la”

Fotos: Divulgação

designers de memórias

futuras e influenciadores de decisões

no presente”. A definição “Somos

de Bernardo Dinardi, CEO da tm1, sintetiza

o olhar da agência sobre o momento atual

do mercado. Para ele, as experiências

deixaram de ser ações pontuais e passaram

a ocupar o centro da estratégia de

marca. “As empresas entenderam que o

evento não é o ponto final, mas o início

de uma narrativa contínua”, afirma.

Essa visão tem rendido resultados

concretos. Em 2025, a tm1 alcançou

faturamento recorde em seus 16 anos

de operação, validando a estratégia

de se posicionar como parceira estratégica

— e não apenas executora — de

grandes projetos. “O mercado de brand

experience vive um momento de virada”,

resume Dinardi.

O segundo semestre promete ser ainda

mais intenso, com entregas para CCXP,

GP Brasil de F1 e uma grande ação de lançamento

para um gigante do streaming.

“Temos projetos que combinam cultura

pop, tecnologia e propósito, o que amplia

o alcance das marcas e o impacto emocional

do público”, diz.

Entre os exemplos dessa abordagem

está a ativação da Vale no Web Summit

Rio, que uniu tecnologia e sensorialidade.

“Combinamos café da Amazônia,

uma árvore de LED e uma exposição de

Bob Wolfenson com uma experiência

de realidade aumentada que colocava

o público no coração da floresta”, conta.

“A tecnologia deve amplificar a ideia, não

substituí-la.”

Dinardi observa que o setor entrou

em uma nova fase, em que as marcas

passaram a criar eventos proprietários

como ativos de relacionamento. “Disney,

NBA, Netflix e Mercado Livre entendem

que, ao controlar a narrativa, transformam

o evento em uma plataforma contínua

de engajamento. É sobre vender

pertencimento, não ingresso.”

O executivo destaca ainda o poder da

imersão multissensorial como ferramenta

de conexão. “Seja presencial, digital ou

híbrida, é ela que constrói a memória de

longo prazo”. Ele reforça que sustentabilidade

e acessibilidade já não são tendências,

mas pontos de partida obrigatórios.

“São urgências sociais e ambientais

que precisam nortear toda a criação.”

No centro dessa transformação está o

entendimento de que o evento se tornou

uma mídia em si. “As experiências geram

conteúdo e pautas que se desdobram em

todos os canais antes e depois da execução.

Nosso papel é garantir que elas alimentem

o ecossistema de comunicação

e negócios da marca”, afirma o CEO.

Essa perspectiva se reflete em cases

como o Mercado Livre Experience 2025,

que reuniu 15 mil empreendedores em

dois dias de conteúdo e conexões. “Foi

um espaço de escuta e propósito. O evento

mostra que as experiências deixaram

de ser momentos isolados e se tornaram

plataformas de relacionamento.”

Para ele, o maior desafio das agências

hoje é ler o mercado no timing certo.

“Precisamos liderar as transformações,

investir em capacitação e entender que

operação e cultura andam juntas.”

Olhando para 2026, a tm1 projeta um

ciclo guiado pela força das comunidades

online no mundo físico. A Casa CazéTV,

projeto cocriado com o canal que revolucionou

a transmissão esportiva no país,

deve materializar esse conceito. “O público

não vai apenas assistir, ele atravessa a

tela e vira parte do elenco. Assim como a

Disney transporta para mundos mágicos,

a Casa CazéTV transporta a comunidade

para dentro da transmissão. É sobre pertencer”,

conclui Dinardi.

32 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


especial live mkt

‘Chega de bids com dez participantes’,

diz Ronaldo Ferreira Jr., da agência Um.a

Aumento de demandas, sobrecarga de trabalho e pressão por

resultados contrastam com margens de lucro cada vez mais enxutas

Bruna Nunes

A

mesma relevância conquistada pelo live marketing

elevou a pressão para equilibrar entrega,

qualidade e sustentabilidade financeira. “Os

clientes nunca exigiram tanto ‘fazer mais com menos’.

As agências estão sobrecarregadas, as demandas aumentam,

mas os budgets e, consequentemente, as

margens de lucro, diminuem”, reclama Ronaldo Ferreira

Jr., sócio-fundador da Um.a Diversidade Criativa,

agência do grupo Agaxtur e do grupo Águia Branca.

Ainda assim, o ano posicionou o live marketing como

uma das ferramentas mais eficazes para aproximar marcas

e pessoas. “Em um contexto de forte polarização,

esse ambiente touch, de experiências reais, é extremamente

positivo para os negócios”, afirma Ferreira Jr.

O destaque da agência é a ‘Casa do seguro’, que será

instalada em novembro, durante a COP30, em Belém

(PA), para a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

Inspirada na Amazônia, a estrutura foi projetada

como uma “embaixada do setor”, reunindo empresas,

entidades e representantes de governos em fóruns, encontros

bilaterais e experiências culturais e imersivas. “O

projeto une tradição e inovação, envolve cerca de 70 profissionais

e fornecedores locais, e está sendo executado

com padrões de qualidade e práticas alinhadas às metas

da COP”, detalha o executivo.

Ferreira vê formatos híbridos como uma aposta

certeira para as empresas. Isso porque reduz barreiras

de acesso, além de permitir a participação presencial

e digital das pessoas, onde quer que elas estejam. “Tornaremos

o live marketing ainda mais acessível quando

mostrarmos que eventos menores, itinerantes e híbridos

permitem que mais pessoas participem e se sintam

parte da experiência, mesmo longe dos grandes centros”,

reflete.

evolução

Segundo Ferreira Jr., o avanço da inteligência artificial

tem influenciado o setor, mas o conteúdo segue como o

principal ativo. “A curadoria deve estar conectada com

pessoas reais, respeitando a diversidade de perfis e interesses.

É o que realmente cria motivos capazes de atrair

o público”, afirma. Para ele, o live marketing se consolidou

como ferramenta de conteúdo relevante e personalização

emocional. “A tecnologia que realmente funciona

é aquela que traz simplicidade. O equilíbrio está em não

tirar o protagonismo das pessoas — elas continuam sendo

o centro da experiência”, define.

A cobrança por resultados evidencia a preocupação

com a perenidade das relações entre agências e clientes.

“Ter bons clientes é o principal desafio. Clientes que

entendam a importância de contratos de longo prazo e

ajam de forma sustentável com as agências e com toda

A Um.a Diversidade Criativa assina a ‘Casa do seguro’, que será instalada em novembro, na COP30, em Belém (PA)

Ronaldo Ferreira Jr.: pressão por ‘fazer mais com menos’

Fotos: Divulgação

“Existe o risco de os

investimentos migrarem

para grandes ações, o

que pode comprometer

o desempenho”

a cadeia de fornecedores”, adverte.

Ronaldo Ferreira Jr. também faz um alerta sobre a prática

de concorrências com muitos participantes. “Chega

de bids com dez agências, em que apenas uma vence e

as outras nove desperdiçam tempo e investimento. Essa

conta não fecha e, no fim, deixa o serviço mais caro para

o próprio cliente”, provoca.

Como resultado de um bom trabalho, o executivo

destaca a importância do feedback. “As empresas que

se organizam para ouvir e entender seus consumidores,

e abrem espaço para que as suas percepções sejam consideradas,

são as que constroem experiências de marca

verdadeiramente positivas e duradouras”, acredita.

Planos

Ferreira Jr. lembra que os eventos do próximo ano,

como a Copa do Mundo, vão impactar os budgets dos

clientes. “As agências que conseguirem participar, ativando

as marcas de seus clientes, terão a oportunidade

de gerar excelentes resultados”, prevê. Mas fica o alerta:

“Em ciclos de grandes eventos, existe o risco de os investimentos

de marketing migrarem dos projetos regulares

para as grandes ações, o que pode comprometer o desempenho

anual das agências”, afirma.

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 33


especial live mkt

Hands explora apelo sensorial para

transformar marcas em memórias

Com foco em emoção e estratégia, agência reitera o papel do brand

experience e assina cases para Seara Gourmet, Shell e O Boticário

Adrieny Magalhães

Transformar emoção em estratégia é o que move a

Hands.ag. Para Marcelo Lenhard, CEO da agência, o

live marketing evoluiu para um território que vai

além da execução: tornou-se ferramenta de construção

de marca e conexão humana. Ele define o cenário

atual de forma direta: “O brand experience é cada vez

mais relevante na agenda estratégica de nossos clientes.

O pós-pandemia alavancou não só maiores investimentos,

como subimos para a agenda dos CMOs”.

No primeiro semestre de 2025, a Hands registrou

crescimento em novos negócios, conquistando contas

como Seara Gourmet e Shell, além de melhor performance

com clientes já atendidos, como Avenue e O Boticário.

A expectativa é de um segundo semestre ainda mais

aquecido, com crescimento de 11% em relação a 2024.

Na visão de Lenhard, a transformação do setor passa

por um amadurecimento no olhar das marcas. “Marcas

que compreenderem o impacto do sensorial na experiência

acelerarão a mudança da percepção qualitativa de

seus produtos e serviços.”

Esse entendimento aparece de forma clara no Seara

Gourmet Experience, projeto assinado pela Hands no

The Town 2025. A ação ocupou a área VIP do festival e

combinou gastronomia, som e efeitos visuais em uma

experiência que recebeu mais de 3 mil pessoas.

Tannia Fukuda, diretora de marketing da Seara, conta

que o objetivo era criar algo inédito. “O nosso objetivo

era encantar o público no The Town, trazendo uma experiência

nunca realizada antes e marcante, sendo a primeira

marca a criar uma ativação no VIP. Seara Gourmet,

em parceria com a Hands, proporcionou um momento

único unindo gastronomia, som e efeitos especiais com

projeção de imagens. O resultado não poderia ser diferente.

Fomos a marca mais comentada nas redes sociais,

com 60% a mais de vendas dos produtos no festival e

avaliação superpositiva da experiência.”

Para Lenhard, o case reflete a essência do que move

a agência. “Uma boa narrativa que surpreenda o consumidor

provavelmente amplificará os resultados de alcance

e retenção de mensagem.”

Ele também observa que a integração entre físico e

digital já faz parte da rotina das grandes marcas. “Todas

as grandes marcas já trabalham com suas agências de

brand experience, propaganda e PR superintegradas.”

Na avaliação do CEO, a democratização das experiências

também evoluiu. “Anos atrás, apenas grandes

marcas lançavam mão de ocasiões para movimentos

de contato presencial com seus consumidores. Vejo que

marcas médias e até pequenas têm usado muito bem as

experiências ao vivo somadas às ações digitais de amplificação.

Isso faz com que um número muito maior de

pontos de contato presencial seja criado.”

Fotos: Divulgação

Ação Seara Gourmet Experience, criada pela Hands, produziu uma atmosfera imersiva e sofisticada para o público VIP

Marcelo Lenhard, da Hands.ag: ações surpreendentes

Quando o assunto é desafio, o executivo não hesita:

“Gestão de pessoas. Esse é o X da questão. Sem um trabalho

frequente de desenvolvimento de pessoas e consolidação

da cultura, não é possível vencer e prosperar

em nosso mercado.”

Sobre o futuro, o executivo acredita que 2026 trará

ainda mais oportunidades. “Entendo que neste novo

Tannia Fukuda, da Seara: encantamento

ciclo o sarrafo das experiências vai subir, principalmente

em relação às experiências sensoriais. Marcas estão

cada vez mais ávidas por experiências que representem

melhor seus atributos e se diferenciem da concorrência.

As pessoas estão com as expectativas cada vez maiores

quanto ao que poderão encontrar em ativações de marcas.”

34 20 de outubro de 2025 - jornal propmark



especial live mkt

Integração entre agências e formatos

guia o crescimento da Holding Clube

Ju Ferraz analisa a expansão do grupo e defende que marcas devem

unir cultura, propósito e tecnologia em experiências que emocionem

Adrieny Magalhães

Coke Studio, da Coca-Cola, executado pela Samba (Holding Clube), destacou nomes da nova cena musical no The Town 2025

Gui Nabhan/Divulgação Holding Club

Ju Ferraz: futuro das experiências passa pela integração

entre cultura e pessoas

Leca Novo/Divulgação Holding Club

“A maior tendência que

move o live marketing

são as pessoas”

Para Ju Ferraz, sócia e diretora de negócios e RP

da Holding Clube, o mercado de experiências vive

um novo ciclo de maturidade. O foco deixou de ser

apenas o espetáculo e passou a envolver estratégia,

propósito e integração entre disciplinas.

O desempenho do grupo no primeiro semestre de

2025 confirma o avanço do setor. “A Banco_ e a Samba,

que são as agências de live marketing da Holding Clube,

foram as responsáveis por termos atingido quase 50%

da meta de crescimento definida para o ano”, diz Ju. Segundo

ela, o resultado é fruto do aumento no volume de

projetos e da integração entre as áreas do grupo, que

reúne sete agências com entregas complementares.

A executiva observa que as marcas estão mais conscientes

sobre o papel das experiências dentro da jornada

de comunicação. Ela conta que as marcas entenderam

que o live marketing é uma estratégia muito mais

ampla do que se imagina. “Hoje, existe um planejamento

maior de onde o ao vivo vai ser executado, pois a premissa

principal é: como essa ativação vai não só transformar

a rotina do seu público em um momento pontual,

mas também acompanhar esse consumidor para outros

momentos de sua vida.”

O segundo semestre, tradicionalmente aquecido por

eventos e campanhas de varejo, reforça esse movimento.

“Vivemos um segundo semestre superaquecido”,

comenta Ju. Ela relembra a participação do grupo no

The Town 2025, onde uma ampla gama de marcas promoveu

experiências que se integravam com o festival

como um todo. Para o fim do ano, a Holding Clube se organiza

para as duas maiores datas do varejo nacional, a

Black Friday e o Natal.

Com a agenda lotada, o desafio passa a ser o foco.

“Em meio a tantas ofertas, a experiência é que vai se

sobressair diante de um público que mudou totalmente

seus hábitos de consumo. Hoje, o consumidor quer ser

surpreendido por meio de ações e oportunidades que

integrem o físico, o digital e as novas tecnologias.”

Apesar de acompanhar as tendências, Ju prefere

olhar além dos modismos. “Eu nunca falo muito sobre

tendências, até porque muitas são passageiras e acabam

tendo só um momento de hype, e eu também acredito

fielmente que a maior tendência que move o live

marketing são sempre as pessoas.”

Entre os temas que se consolidaram de forma permanente,

ela cita acessibilidade e sustentabilidade. Para Ju,

não é uma tendência, mas sim uma obrigação das marcas

e agências. “Uma ativação que não é feita para todos

não é uma experiência, pois experiência não pode ser

algo limitante.”

A integração entre o físico e o digital, outro ponto

central do mercado, é conduzida com apoio da Roda Trade,

agência de dados e relacionamento da Holding Clube.

Entre os cases mais marcantes, ela cita o Coke Studio, da

Coca-Cola, executado pela Samba, no The Town. “O projeto

se tornou um catalisador cultural muito forte que

se destacou no festival, por trazermos nomes da cena

musical emergente para serem atrações.”

Olhando para 2026, ela projeta um cenário otimista.

“Já estamos com uma gama de projetos em desenvolvimento

voltados à Copa do Mundo para marcas, e teremos

inclusive a segunda edição de um projeto proprietário

da Holding Clube, o Torcida Nº1”, revela. “Vemos um

ano que segue com um calendário aquecido pela quantidade

de festivais, shows e datas sazonais estratégicas.”

36 20 de outubro de 2025 - jornal propmark



especial live mkt

‘Democratizar é tirar o live do eixo

Rio-São Paulo’, sugere executiva da Pros

A co-CEO Fernanda Tchernobilsky recorre à estratégia phygital para

expandir formatos adaptados a diferentes cidades e orçamentos

Bruna Nunes

É

notável que o setor de live marketing deixou de ser

sinônimo de espetáculo pontual, e na Pros o conceito

de phygital agora é sobre utilidade, otimização

e tecnologias que simplificam essa jornada. “O mercado

de live marketing se fortaleceu em 2025, com mais

marcas apostando em experiências e tornando esse pilar

mais estratégico. A gente falou tanto de ‘phygital’ e

‘imersão’ nos últimos anos que parecia um hype eterno.

Mas, em 2025, isso já é prática”, afirma Fernanda Tchernobilsky,

co-CEO da agência.

A tecnologia, nesse contexto, é uma ferramenta de

aproximação, que conexão e emoção. “O uso de realidade

virtual e realidade mista são provas disso. Artifícios como

esses podem te teletransportar para outros lugares e até

mesmo para outros corpos, como fiz no SXSW, vivendo a

história de um menino autista no seu primeiro aniversário”,

lembra. “O equilíbrio está em usar a tecnologia como

aliada para contar boas histórias, ampliar a experiência

e emocionar o público. Recursos como dados, inteligência

artificial e interatividade permitem entender desejos,

personalizar jornadas e criar experiências mais significativas”,

complementa ela.

Fernanda cita o festival The Town 2025, realizado em

setembro em São Paulo. Os cases de Trident, que buscou

consolidar sua presença nos territórios da cultura pop, lifestyle

e moda; e de Club Social Snack, que usou o festival

para fortalecer aa sua relação com a cultura urbana, se

destacaram como exemplos do potencial de conexão das

ativações estratégicas. “O live marketing permite que as

marcas se aproximem dos consumidores em momentos

de alta relevância, conectando diferentes canais e potencializando

conversas em redes sociais e plataformas

digitais”, comenta.

Ainda sobre a evolução do mercado neste ano, Fernanda

recomenda que o setor desenvolva formatos modulares,

itinerantes e adequados a diferentes orçamentos e

regiões. “Democratizar é tirar o live do eixo Rio-São Paulo.

Pensar em formatos adaptados a diferentes cidades e orçamentos.

Prestigiar produções locais com fornecedores

e creators regionais, gerar pertencimento e reduzir custo.

É muito importante ter acessibilidade real, como libras,

legendas, ingresso social e transmissão digital”, enumera.

entreter sem interrupção

A personalização é especialmente valorizada pela geração

Z, que “nasceu e vive no digital” e busca inovações

que “aproximam, despertam sentimentos e refletem seus

valores”, observa Fernanda. Ela defende que as marcas

adotem o entretenimento como linguagem, e não como

interrupção. “Nos últimos anos, o entretenimento ganhou

ainda mais força devido às mudanças no comportamento

do consumidor, que quer ser impactado com conteúdos

A Pros assina a ‘Loja de inconveniência’ , ação da Vibra que promoveu um circuito com embalagens informativas

Fernanda Tchernobilsky: “Prestigiar produções locais”

Fotos: Divulgação

“É muito importante ter

acessibilidade real, como

libras, legendas, ingresso

social e transmissão

digital”

realmente úteis e linguagem pertinente”, analisa.

Na Pros, essa visão se traduz em projetos que unem

criatividade, propósito e resultado. Um exemplo é o trabalho

feito para a Vibra, que lidera o ‘Movimento violência

sexual zero’ ao lado do Instituto Liberta, Childhood Brasil

e Grupo Mulheres do Brasil. Entre as iniciativas, está a experiência

imersiva ‘Loja de inconveniência’.

A ação desafiou as expectativas dos visitantes. Em vez

de produtos que facilitam o dia a dia, eles encontraram

um circuito com embalagens redesenhadas, que trouxeram

dados oficiais sobre a violência sexual de crianças

e adolescentes no Brasil. O projeto não parou na ação

pontual. “A loja continua sendo executada em versões

menores, além de treinamento e convocação de outras

empresas no movimento”, conta Fernanda..

Em 2026, as oportunidades virão da escuta ativa das

comunidades e do alinhamento entre marcas e criadores

“para identificarmos conversas e comportamentos que

podem inspirar experiências”, finaliza.

38 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


especial live mkt

Faturamento da Bullet registra alta

de 40% no primeiro semestre de 2025

Período reporta um aumento de 37% também em volume de

trabalhos guiados por vivências reais e não apenas por visibilidade

Adrieny Magalhães

Ter visualização é diferente de proporcionar uma

vivência real com a marca. A afirmação de Gica

Trierweiler, CSO da Bullet, sintetiza a maturidade

de um mercado que evolui para além do impacto pontual

e que busca experiências com propósito e valor

de marca. No primeiro semestre de 2025, a agência

registrou um alta de 40% no faturamento e de 37%

no volume total de trabalhos em relação ao mesmo

período do ano anterior.

O resultado é fruto de um mix de entregas cada vez

mais diverso, que inclui promoções, propaganda, digital

e social. “As marcas voltaram a investir em experiências

com propósito, enxergando o live marketing

como parte da estratégia e não mais como uma ação

pontual”, diz. A executiva também destaca a redução

no volume de concorrências, que caiu para 25%, enquanto

o número de parcerias anuais com clientes

saltou para 75%.

O desafio está em justificar o investimento em

experiências dentro das empresas, que seguem mais

confortáveis em aprovar verbas para campanhas digitais.

“É muito mais fácil aprovar um milhão de reais

para uma campanha de mídia do que para uma experiência

ao vivo. Mas não dá para comparar. O digital entrega

números; o live entrega sentimento, memória e

conexão”, afirma.

É justamente essa distinção que gera valores intangíveis

para as marcas, construindo awareness, preferência

e fidelização. A executiva vê constância como palavra-chave.

“Uma boa experiência não termina quando

o evento acaba, ela reverbera, gera conversa, alimenta

o digital, o boca a boca e a reputação”, elenca Gica.

Na relação de tendências, sustentabilidade e diversidade

não são mais diferenciais, e sim obrigações. “O

mesmo vale para a tecnologia. O phygital já virou default.

Mas não é sobre o gadget da vez, é sobre o que

você vai fazer com ele”, indica. A Gica propõe utilizar a

inovação a serviço da emoção.

Um dos exemplos mais marcantes de 2025 foi o

projeto de cem anos da Chevrolet. “Eventos corporativos

desse porte costumam seguir um formato muito

estabelecido. A gente quis olhar para isso de um jeito

diferente, trazendo leveza e entretenimento para

dentro da celebração sem perder a solenidade que o

momento pedia”, explica.

O público foi surpreendido com performances musicais

e artísticas, incluindo Paulo Miklos entrando no

palco dentro de um carro, além de trilha ao vivo e dançarinos.

“A tecnologia estava lá, mas de forma invisível,

dando suporte à narrativa. O resultado foi incrível, com

um evento altamente avaliado, repercussão espontânea

e encantamento.”

Celebração dos cem anos da marca Chevrolet uniu tecnologia e emoção em experiência idealizada pela Bullet

“O live entrega

sentimento, memória

e conexão”

Gica Trierweiler: estratégia, emoção e propósito

Fotos: Divulgação

A cultura pop também tem papel fundamental nessa

construção. “A cultura pop virou o idioma das marcas.

O público quer ver propósito e verdade nas colaborações.

O live é o palco perfeito para isso acontecer

de forma genuína, quando a marca entende o universo

cultural e respeita seus códigos.”

Para todos

Democratizar experiências é mais do que levar

eventos para novas praças. É sobre entender o Brasil

real e abrir espaço para diferentes vozes e olhares,

para que as pessoas se vejam representadas. “Quando

a marca faz isso de forma consistente, ela realmente

cria pontes e passa a fazer parte da cultura local”, revela

Gica.

Os resultados não podem ser medidos apenas por

números. “Claro que é importante olhar para métricas,

mas o que realmente pesa é o que não cabe nelas: o

intangível, o quanto aquela vivência ficou na memória

das pessoas e mudou a forma como elas enxergam

a marca.”

Emoções coletivas aguardam 2026. “A Copa e as

eleições vão mobilizar o país como poucas ações conseguem.

As marcas que entenderem esse contexto

como uma oportunidade de criar encontros reais, e

não apenas exposição, vão sair na frente. Será o ano

de unir propósito e emoção — de transformar o ao vivo

em diálogo com a sociedade.”

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 39


especial live mkt

Black Friday e Natal devem ajudar

o Grupo Full a crescer 25% em 2025

Holding adquiriu em setembro a Trade Plus, especializada em ações

no varejo, reforçando posicionamento como hub completo de soluções

O

faturamento do Grupo

Full cresceu 11% no primeiro

semestre de 2025.

Com 18 anos de atuação, a

empresa reúne as operações

Fullpromo, Full Labs e Promolog.

Em setembro, anunciou a

aquisição da Trade Plus, agência

especializada em ativações

e promoções no varejo.

O movimento reforça o plano

da companhia de ampliar o seu

escopo de serviços no universo

live, posicionando-se como um

hub completo de soluções. “A

nossa expectativa é de que tenhamos

um crescimento de 25%

em 2025, especialmente diante

de Black Friday, Natal e projetos

junto ao varejo nacional já em

andamento”, destaca Rodrigo

Medeiros, CEO do Grupo Full.

Com Nivea, Grupo JBS,

L’Oréal, Unilever e Barilla entre

seus clientes, Medeiros espe-

Rodrigo Medeiros: plano de expansão, otimização de processos e foco no varejo

Onze MC avançou 15% com as conquistas

de Record, Replay Jeans e Grupo Boticário

Divulgação

ra um ambiente desafiador

para 2026, mas propício para

o crescimento. “É um cenário

complexo, principalmente por

conta das mudanças relacionadas

ao impacto da reforma

tributária. Em paralelo, estamos

otimistas, revisando processos

internos e aumentando

os nossos índices de performance

operacional e administrativa”,

relata.

Medeiros destaca um case

que enfatiza o poder da holding

em unir as expertises

de live marketing. No projeto

‘Sabor que vira prêmio’, a Nestlé

concentrou atenção nos

mercados das regiões Norte e

Nordeste, combinando promoção,

logística, ativação em loja,

desenvolvimento de brindes e

uso de tecnologias proprietárias,

além de leitura e análise

de notas fiscais.

Parceiro de longa data, Itaú fortalece escopo

de trabalho com ativações e eventos, já de

olho na agenda de 2026 e Copa do Mundo

Divulgação

A

conquista das contas da Record, Moët Hennessy,

Replay Jeans e Grupo Boticário contribuiu para

aumentar em 15% o faturamento da Onze Marketing

e Comunicação neste ano.

Parcerias de longa data também entram na conta,

com ativações e eventos para Itaú e Icatu Seguros. Um

dos destaques foi o ‘Cubo conecta’, principal evento do

hub de inovação do Itaú em 2025. Com 1,5 mil pessoas,

transmissão ao vivo e mais de 20 palestras, a programação

reuniu debates, promoveu conexões e marcou o

lançamento da nova marca Cubo.

Marcio Carvalho, CEO da Onze MC, reafirma a relevância

do encontro. “Fizemos história ao celebrar os dez

anos do maior hub de inovação da América Latina, com

um evento que reafirmou o protagonismo do Cubo nas

discussões sobre o futuro da inovação, da tecnologia e

do empreendedorismo”, afirma.

De olho no calenDário

Segundo Carvalho, a parceria com o Itaú segue intensa.

“Já estamos trabalhando para o calendário do Itaú em

2026, que promete ser agitado, ainda mais com a Copa

do Mundo, que leva patrocínio oficial do banco. Eventos

como esses trazem oportunidades únicas para fortalecer

a experiência de marca.”

A Onze MC pretende ampliar a sua atuação junto aos

clientes por meio de novas ativações e projetos de brand

experience. Internamente, a agência investe em letramento

e aplicações de inteligência artificial, otimizando processos

e reafirmando o seu compromisso com a inovação.

Marcio Carvalho: letramento e inteligência artificial

40 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


especial live mkt

Experiências com propósito e cultura

movem novo ciclo dentro da Atenas.ag

A agência celebra 18 anos com expansão internacional, quatro

shortlists em Cannes e aposta em branding experience como ativo

Adrieny Magalhães

A

Atenas.ag completou 18 anos em 2025 celebrando

uma nova fase. O marco veio acompanhado de

uma identidade visual reformulada e de um posicionamento

que reforça o propósito da agência: criar

experiências com impacto duradouro. “A nova identidade

chega para traduzir estratégia, representatividade,

inovação criativa, seriedade com calor humano

e nossa raiz contemporânea”, afirma Quércia Andrade,

co-CEO e fundadora da Atenas.ag.

O semestre foi de conquistas e expansão. Após encerrar

2024 com crescimento de 15% no faturamento, a

agência manteve o ritmo e ganhou dez novos clientes

em segmentos como bebidas, tecnologia, varejo e entretenimento.

Entregou projetos para marcas como Heineken,

Amstel, TIM, Rexona, BR Mania, Eisenbahn e Sol

nos principais festivais do país. A expansão da plataforma

#VemPraRoda, que levou o samba ao King’s Day em

Amsterdã, marcou a estreia internacional da Atenas.ag.

O resultado consolidou o primeiro semestre com quatro

shortlists em Cannes Lions, para Itaú e Heineken.

“Esses resultados reforçam que o live marketing vive

um momento de protagonismo, com as marcas compreendendo

o poder da experiência como plataforma estratégica

de construção de valor, relacionamento e resultados”, resume

Quércia. Para o segundo semestre, o plano é ampliar o

crescimento sustentado por novos contratos e plataformas

proprietárias. Entre os projetos recentes, estão ativações

da Flash no Congresso Nacional de Gestão de Pessoas, a

Convenção Revoada Rommanel e ações no The Town com

Eisenbahn, Trident, Johnnie Walker, Amstel Vibes e Nissin.

Com mais de 80 colaboradores — 70% mulheres e

80% da liderança feminina —, a estrutura reforça o compromisso

com diversidade e cultura de equipe. “Recebemos

o selo Great Place to Work como reconhecimento

nos pilares de clima organizacional, cultura e gestão de

pessoas”, destaca. Para a executiva, os desafios do mercado

passam por integrar criatividade, dados e performance.

“É um mercado cada vez mais exigente, e nosso

foco está em manter o equilíbrio entre inovação, propósito

e impacto real nos negócios dos clientes.”

Para Quércia, as marcas deixaram de enxergar as experiências

como ações pontuais. “Hoje, elas entendem que

o live marketing é um vetor de branding experience, uma

extensão viva da marca”. Ela explica que a agência tem

apostado em estratégias de longo prazo, criando plataformas

que se desdobram em música, esporte, arte e gastronomia.

“Não criamos apenas eventos, criamos ecossistemas

de marca que se transformam em comunidades.”

A integração entre o físico e o digital, segundo Quércia,

continua sendo um dos pontos centrais do trabalho

da Atenas.ag. “Quando falamos em branding experience,

o phygital não é um acessório, ele é o próprio tecido que

Atenas.ag levou o ritmo e a energia do samba para o King’s Day, em Amsterdã, em projeto para a marca Amstel

“Criamos ecossistemas

de marca que se

transformam em

comunidades”

Quércia Andrade: foco em branding experience

Fotos: Divulgação

costura a experiência”. A executiva defende que cada

ponto de contato deve ser planejado como parte da

mesma narrativa. “O digital amplia e prolonga a vida do

evento, transforma a experiência em conteúdo e alimenta

dados estratégicos para as próximas fases.”

Na visão dela, a cultura é o novo idioma das marcas.

“Hoje, quem não fala a linguagem das pessoas não é ouvido”.

Ela lembra o projeto #HeineQueen, que levou diversidade

ao centro da conversa global durante o show

de Madonna em Copacabana. “Trabalhar com esse olhar

significa traduzir códigos culturais em experiências.”

Democratizar as experiências, para a executiva, significa

descentralizar. “Um projeto pode nascer em São

Paulo e viajar pelo país, assumindo sotaques e vivências

diferentes, sem perder sua essência. Democratizar também

é ouvir, adaptar e construir junto.”

Sobre o uso da tecnologia, Quércia resume: “Na Atenas.ag,

a tecnologia é meio, não fim. Ela só faz sentido

quando amplifica a emoção humana”. O equilíbrio entre

inovação e emoção, diz ela, é o que transforma ações em

memórias. “Um bom projeto precisa provocar não apenas

deslumbre visual, mas sentimento genuíno.”

Para 2026, a expectativa é de um cenário fértil para

experiências conectadas à cultura, ao esporte e à cidadania.

“Copa e eleições criam um ambiente de engajamento

coletivo. Vamos continuar investindo em narrativas

de longo prazo e uso inteligente de dados para gerar

impacto real”, conclui Quércia.

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 41


especial live mkt

ARC prioriza ‘criar pertencimento’

nas experiências dos anunciantes

Marília Queiroz, presidente da agência, vê o avanço do setor como

reflexo das marcas para recuperar a conexão gerada pelo presencial

Bruna Nunes

Mais que um canal de engajamento,

o live marketing se tornou

uma das principais pontes por

meio das quais as marcas voltam a encontrar

as pessoas. Sob a liderança de

Marília Queiroz, a ARC cria experiências

de marca capazes de garantir conexão

emocional positiva e memorável. A

executiva reflete sobre o poder do encontro

presencial em meio à maré de

digitalização. “O avanço da estratégia

digital fez perder a conexão com o cliente,

a euforia gerada pela venda online,

a busca pela eficiência e melhorias de

processos... agora estamos em busca

de recuperar a conexão social e a experiência

com o consumidor”, afirma.

Nesse cenário, eventos e ativações

presenciais voltaram a ter protagonismo,

justamente por criarem vínculos reais

entre marcas e suas audiências. Marília

enxerga essa mudança como um novo

capítulo na relação entre agências e

clientes. “As agências precisam se posicionar

como parceiros de negócios, como

sócios dos clientes. Não é mais sobre um

logo na parede, é sobre criar cultura, criar

história para as marcas, ecossistemas”,

reforça a presidente da ARC. Na agência,

essa filosofia se reflete no dia a dia. Mais

do que uma ação pontual, a experiência

hoje é tratada como parte da comunicação

integrada das marcas. “Brand experience

e live marketing deixaram de ser

eventos isolados e se tornaram sistemas

vivos de relacionamento. A experiência é

a nossa mídia”, define Marília.

Esse olhar voltado para a conexão

com a audiência também impulsionou

uma aproximação com o entretenimento

e o fortalecimento do

ambiente omnichannel. “Agora as experiências

devem ser olhadas em um

ambiente omnichannel. A experiência

é a nossa mídia. Entretenimento é emoção,

e quanto mais uma ação mexer com

as emoções, mais conexão entre marcas

e pessoas ela vai provocar”, sintetiza

a líder da ARC.

A executiva acredita que o crescimento

do live marketing em 2025 está

diretamente ligado à capacidade do

O projeto da ARC para a parceria de Movida e Disney iniciou em 2024, mas atravessou 2025 como ‘plataforma de encantamento’

Marília Queiroz: “Vivências que transcendem produto. É sobre sentir, pertencer e viver”

setor de integrar tecnologia, propósito

e repertório cultural. Entre as tendências

que se consolidaram, ela cita o uso

de inteligência artificial e automação

para personalização em escala, o foco

em sustentabilidade e responsabilidade

social, e as colaborações estratégicas

entre marcas.

Segundo Marília, as empresas estão

“O que faz alguém

sair de casa para

visitar uma loja

é a experiência”

Fotos: Divulgação

deixando de vender apenas produtos

para oferecer vivências. “As grandes marcas

estão deixando de vender ‘só produto’

e começam a oferecer experiências e

serviços. Retiros, clubes, cafés, encontros

que geram conexão real com as pessoas,

vivências que transcendem o produto, é

sobre sentir, pertencer e viver algo memorável,

é sobre criar pertencimento”,

exemplifica. Nesse contexto, o ponto de

venda também assume um novo papel.

“O e-commerce tornou as compras mais

rápidas e convenientes do que nunca. O

que faz alguém sair de casa para visitar

uma loja é a experiência”, diz.

Entre as entregas que marcaram o

ano, Marília destaca o projeto desenvolvido

para a Movida, em parceria com a

Disney. Lançada no Natal de 2024, a iniciativa

evoluiu para uma ‘plataforma de

encantamento’, que atravessou 2025.

“Criamos uma experiência única nas lojas,

com ambientes temáticos, brindes

exclusivos e um modelo de atendimento

encantador. O resultado foi expressivo

em vendas e receita, consolidando a ARC

como parceira estratégica e de negócios”,

celebra.

42 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


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especial live mkt

Dream Experience destaca que marcas

exigem mais consistência e governança

Rafael Arraes, diretor da agência de brand experience da Dream Factory,

ressalta conquista da conta da Sabesp e expansão no mercado de SP

Bruna Nunes

O

live marketing passou de vitrine a ativo estratégico

nas jornadas das marcas. Em 2025, a Dream

Experience, agência de brand experience da Dream

Factory, consolidou um novo ciclo de crescimento

combinando tecnologia, acessibilidade e propósito.

“O setor passou a ocupar um papel mais estratégico,

não apenas como ferramenta de visibilidade, mas como

ativo de construção de valor”, afirma Rafael Arraes,

diretor da agência. Segundo ele, três movimentos

foram decisivos para essa virada: a integração entre

conteúdo, dados e experiência; o avanço de projetos

via leis de incentivo; e a retomada do investimento em

entretenimento ao vivo, em um contexto mais confiante

e conectado.

Entre as tendências que moldaram o ano, Arraes

destaca que as imersões tecnológicas deixaram de ser

espetáculo para se tornarem plataformas narrativas.

Além disso, cita o protagonismo da sustentabilidade e

da cultura pop como o “código universal para conectar

marcas e audiência”. No entanto, o ponto de virada, em

sua avaliação, veio com a adoção de IAs generativas de

imagens e vídeos. “É impossível não destacar também a

revolução das IAs generativas de imagens e vídeos, que

estão levando os pitchings de apresentação de projetos

para clientes a um nível sem precedentes”, afirma.

Ele observa ainda que a acessibilidade entrou definitivamente

na pauta, tanto no design das experiências

quanto na curadoria de conteúdo. “Não é mais diferencial,

é responsabilidade. Pensar acessibilidade desde a

concepção é o que garante impacto real e diversidade

de públicos”, reforça.

Para o diretor, a tecnologia é o meio, não o fim, e foi

essa mentalidade que transformou o papel das agências.

“Na Dream Experience, a regra é simples: a ideia

vem antes do recurso. A tecnologia entra depois, para

servir à história que queremos contar”, conta.

Conquistas e desafios

O ano marcou também a expansão da Dream Experience

no mercado de São Paulo, com a conquista

da conta da Sabesp. “Esse foi um ano especial. A conta

consolida nossa presença no estado e simboliza a maturidade

do modelo que construímos”, afirma Arraes. A

agência montou uma equipe exclusiva de dez profissionais

alocados na sede da companhia, responsável por

planejar, criar e executar desde ações de endomarketing

até eventos corporativos e experiências proprietárias.

O primeiro grande projeto dessa parceria foi a instalação

sensorial ‘A água reverbera a nossa natureza’,

criada para o festival The Town. “A proposta era que os

visitantes produzissem sons a partir de canos interativos,

que se transformavam em efeitos visuais de água

Ação da Dream Experience para a Sabesp durante o festival The Town 2025, em São Paulo

“Na Dream Experience a

regra é simples: a ideia

vem antes do recurso”

Rafael Arraes: “Maturidade do modelo que construímos”

Fotos: Divulgação

reverberando nas paredes do espaço — um ambiente

imersivo de luzes e reflexos”, detalha o diretor.

Arraes reforça que a democratização do live marketing

começa no desenho dos projetos. “Isso envolve

descentralizar geografias, ocupar espaços públicos e

combinar recursos de incentivo com patrocínios privados.

Outro ponto é pensar experiências com modularidade

e itinerância, que permitam levar uma mesma ideia

a diferentes contextos”. Ele também defende que ESG

e diversidade já não são diferenciais, e sim fundamentos.

“Estão em toda a cadeia, da concepção à execução.

Projetos com impacto social mensurável, curadorias

representativas e operações sustentáveis tornaram-se

mandatórios”, afirma.

Arraes reconhece que o mercado exige cada vez mais

consistência e governança. “As marcas querem inovação

contínua, mensuração precisa e governança impecável,

o que exige times multidisciplinares, gestão de talentos

e governança criativa”, comenta. Em sua percepção, atualmente

“o maior desafio é a formação de novos talentos

multidisciplinares para o mercado”. “Um bom projeto

precisa mover pessoas, gerar valor para o negócio e permanecer

na lembrança coletiva. As métricas evoluíram,

hoje falamos de tempo de permanência, engajamento

emocional, ROI social e reverberação orgânica. Mas o indicador

mais forte continua sendo o mesmo: o quanto

a marca consegue ser lembrada pelo que fez o público

sentir”, finaliza o diretor da Dream Experience.

44 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


mercado

Receita do Publicis Groupe alcança US$

4 bi, alta de 5,7% no terceiro trimestre

Holding francesa projeta crescimento anual de 5,5%, puxado por

soluções em inteligência artificial e avanço nos negócios dos clientes

A

receita orgânica do Publicis Groupe

cresceu 5,7% no terceiro trimestre

de 2025, para cerca de US$ 4

bilhões. A margem operacional do grupo

superou o índice de 18%. “Foi outro período

que superou as expectativas, sem

recuo nas demandas dos clientes. Continuamos

mostrando nossa habilidade de

ganhar participação de mercado graças

ao modelo guiado por inteligência artificial”,

diz em comunicado Arthur Sadoun,

chairman e CEO do Publicis Groupe.

No ranking de expansão das regiões,

a liderança é da América Latina (9,6%),

seguida por América do Norte (7%), Ásia-

-Pacífico (6,5%) e Europa (2,8%). Oriente

Médio e África encolheram 3%. A curva

de expansão indica otimismo para o re-

Arthur Sadoun, chairman e CEO do Publicis Groupe: período superou expectativas

Divulgação

sultado anual, que deve atingir 5,5% de

crescimento orgânico. “Estamos agora

construindo 2026. A expectativa é superar

a performance da indústria mais uma

vez, pelo sétimo ano consecutivo”, declara

Sadoun. Com o posicionamento ‘Power

of one’, a rede vem de uma sequência positiva

de desempenho, após crescimento

orgânico de 5,9% no segundo trimestre.

BR Media (influência), Lotame (soluções

de dados e identidade para marketing

digital), Atomic 212 (agência de

mídia independente da Austrália), Captiv8

(plataforma de marketing de influência),

p-Value (comunicação médica), Adopt (esporte

e cultura) e Moov AI (dados e inteligência

artificial) estão entre as aquisições

realizadas no primeiro semestre do ano.

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jornal propmark - 20 de outubro de 2025 45


mercado

Vinicius Amano/Unsplash

Crise do metanol ameaça a imagem

das marcas de bebidas destiladas

De acordo com dados do Ministério da Saúde, São Paulo é o estado

com maior concentração de casos investigados até o momento

Nova onda de intoxicações de bebidas destiladas traz à tona um problema recorrente da categoria: a adulteração clandestina por metanol

Vinícius Novaes

Nas últimas semanas, o Brasil tem

acompanhado uma escalada de

casos de intoxicação por metanol

relacionados ao consumo de bebidas

destiladas adulteradas.

Dados do Ministério da Saúde mostram

que, até o dia 13 de outubro, foram

registradas 213 notificações, sendo 32

casos confirmados e 181 em investigação.

Em relação aos casos suspeitos, São

Paulo é o estado com maior concentração,

contabilizando cerca de cem em investigação.

Em seguida, aparecem Pernambuco

com 43 suspeitas, Espírito Santo (9), Rio

Grande do Sul (6), Rio de Janeiro (5), Mato

Grosso do Sul (4), Piauí (4), Goiás (3), Maranhão

(2), Alagoas (2), Minas Gerais (1),

Paraná (1) e Rondônia com um.

Substância extremamente tóxica, o

metanol é utilizado em solventes e combustíveis.

Especialistas dizem que uma

pequena quantidade já é suficiente para

causar graves problemas de saúde, como

cegueira, falência múltipla dos órgãos e

até a morte.

Essa nova onda de intoxicações traz

à tona um problema recorrente no setor

de bebidas: a adulteração clandestina

com metanol, utilizado por falsificadores

para aumentar a margem de lucro.

Diante dos casos, os ministérios da

Justiça e da Saúde apresentaram ações

emergenciais para coibir a falsificação de

bebidas destiladas. Entre as ações, estão

a notificação compulsória de casos suspeitos,

criação de um comitê para discutir

o fortalecimento da fiscalização etc.

Marcelo Boschi, professor de marketing

e coordenador dos cursos de pós-graduação

da ESPM Rio, avalia que, no curto

prazo, a situação deverá afetar a imagem

das marcas de bebidas destiladas.

“Além do problema de saúde pública

gravíssima, que reverbera nas vendas,

mostra a vulnerabilidade de um setor

que, historicamente, é acusado de negligência

na manutenção das marcas”, diz.

O professor relembra o caso da cerveja

mineira Backer, contaminada por

dietilenoglicol e monoetilenoglicol, substâncias

tóxicas utilizadas na indústria de

bebidas como anticongelantes.

Em janeiro de 2020, pessoas que

“Não se trata de

um problema

da marca A, B

ou C de bebidas

destiladas”

tomaram as cervejas adulteradas apresentaram

sintomas graves de intoxicação

– à época, dez consumidores perderam

a vida e 29 tiveram problemas

renais agudos.

“Diferentemente da Backer, hoje, eu

vejo que marcas individualmente não estão

afetadas, porque não se trata de um

problema da marca A, B ou C de bebidas

destiladas, nem de uma bebida específica,

se você levar em consideração as subdivisões

dessa categoria”, defende.

FalsiFicação é crime

Em carta aberta, a ABBD (Associação

Brasileira de Bebidas Destiladas) manifestou

apoio às vítimas de intoxicação

por metanol e enfatiza que a falsificação

não é um acidente, mas um crime que

afeta consumidores, comerciantes e os

fabricantes originais.

“Ampliamos campanhas para orientar

consumidores e estabelecimentos a

verificarem a procedência das bebidas.

Estamos promovendo ações como o Programa

Bebida Segura, engajando bares,

restaurantes e pontos de venda”, diz um

trecho da nota.

46 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


mercado

Levantamento mostra avanço do content

commerce como tendência na Black Friday

Estudo do Kwai revela ainda o que os brasileiros querem comprar na

data promocional, com eletrônicos (50%) liderando entre as categorias

Pesquisa do Kwai mostrou que 84%

pretendem realizar compras na

Black Friday deste ano. O levantamento

também reforça o avanço do

content commerce como tendência

que une consumo e entretenimento

em vídeo, e destaca a evolução da plataforma

como um espaço que integra

descoberta e compra.

O estudo revelou ainda a alta intenção

de compra em categorias de maior

valor agregado. Do total de entrevistados,

50% demonstraram interesse em

eletrônicos, 49% em roupas e acessórios,

e 39% em eletrodomésticos. Além disso,

70% afirmam que pretendem adquirir ao

menos um item entre as cinco categorias

mais buscadas: eletrônicos, eletrodomésticos,

roupas e acessórios, móveis e

artigos para casa e decoração.

Nesse cenário, a plataforma de e-

-commerce Kwai Shop também ganha

25% dos entrevistados não definiram orçamento para a Black Friday

Unsplash

relevância entre os usuários que conhecem

a ferramenta: 57% planejam comprar

diretamente pelo app, reforçando a

união entre conteúdo e comércio.

O perfil do consumidor no Kwai reflete

maturidade e alto poder de compra: 58%

têm mais de 36 anos. Entre os usuários

acima de 45 anos, 35% planejam gastar

mais de R$ 800 em eletrodomésticos e

34% em eletrônicos. Já entre os de 24 a

45 anos, 10% também pretendem investir

acima de R$ 800 na Black Friday.

Cerca de 25% dos entrevistados não

definiram seu orçamento para a Black

Friday, especialmente entre o público

feminino (28% ainda indecisas). Nesse

cenário, o conteúdo aparece como elemento

central da jornada de compra:

39% usam o Kwai para descobrir ofertas,

35% assistem a vídeos de outras pessoas

usando produtos e 18% já compraram

após ver um anúncio no app.

Grupo Partners adquire 100% da Lápis

Raro, que continua sob mesma liderança

Negociação reforça portfólio do conglomerado de comunicação

de Minas Gerais, que projeta superar faturamento de R$ 100 milhões

O

Grupo Partners, um dos principais

conglomerados de comunicação

corporativa de Minas

Gerais, adquiriu 100% das ações da

Lápis Raro. Fundada por mulheres,

a Lápis Raro permanece sob a liderança

da atual CEO, Grasiela Scalioni,

ao lado da CCO, Cris Cortez.

Com a negociação, Carla Madeira

segue atuando como presidente

do Conselho de Administração da

empresa, posição que ocupa há

dois anos.

“Esse movimento, desejado e planejado,

garante que a mudança de

controle não afete a operação, a cultura ou a qualidade

das entregas. Agora, a Lápis segue em frente, ainda

mais preparada para levar seu pensamento de marca

e criatividade para o mercado nacional. Nada muda,

tudo fica melhor”, disse Carla Madeira.

Luiza Lacerda, Dino Sávio, Cris Cortez, Grasi Scalioni, Dino Bastos e Carla Madeira

Com a aquisição, o Grupo Partners passa a oferecer

ao mercado serviços de comunicação 360 graus, complementando

um portfólio composto ainda pela Lebbe,

que atua no digital; a Corp, assessoria de imprensa

e relações públicas; e a Buscar ID, agência de dados

Divulgação

– além de participação societária na

PR Tech Mention.

Com escritórios em Belo Horizonte

(MG), Brasília (DF), São Paulo-SP e

São Luiz (MA), o Grupo Partners atua

em 15 estados e conta atualmente

com mais de 500 colaboradores. Em

fase de expansão, a holding projeta

um faturamento agregado superior

a R$ 100 milhões até o fim de 2026.

“A agência tem se destacado por

sua abordagem inovadora e papel

consultivo junto a grandes marcas,

e isso é um ativo essencial na estratégia

de negócio do Grupo Partners.

Tudo ficará melhor com a entrada da Lápis Raro. Novas

oportunidades de expansão nacional, alinhadas à

vocação integradora da empresa, trarão oportunidades

de crescimento e reconhecimento”, revela Dino

Bastos, presidente do Grupo Partners.

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 47


mercado

Pixel Show teve mais de 200 atrações

e cerca de 30 horas de programação

Festival de arte, criatividade e inovação reuniu mais de 40 mil pessoas

em um fim de semana de muita inspiração e conhecimento na ESPM

Fotos: Divulgação

Professores de design da ESPM também ministraram workshops no evento

Visitantes puderam participar de atividades lúdicas e experimentais

Um dos maiores festivais internacionais

de arte, criatividade e inovação

da América Latina, o Pixel

Show, em sua 20ª edição, atraiu mais

de 40 mil visitantes nos últimos dias 11

e 12, na ESPM, em São Paulo, de acordo

com os organizadores.

O evento contou com mais de 200

atrações e cerca de 30 horas de programação,

com nomes do cenário de arte,

criatividade e inovação nacional e internacional,

além de atividades para todos

os públicos e idades.

“Ver tanta gente circulando pelos espaços,

participando das experiências e

se conectando por meio da criatividade

foi extremamente gratificante. Eventos

como este mostram o potencial que a

economia criativa tem de transformar realidades,

gerar novas oportunidades de

negócios e inspirar pessoas de todas as

idades. A participação do público é o que

dá sentido a tudo isso”, explica Símon

Szacher, diretor da Zupi Live, idealizadora

e produtora do Pixel Show.

Com a parceria de 3M, Leo Madeiras,

Atlas Cerâmica e Posca, o evento foi uma

oportunidade para o público adquirir conhecimento

sobre o que há de mais inovador

no setor e fazer networking, além

de conhecer nomes da indústria criativa

nacional e internacional em painéis sobre

diversos assuntos ligados à área.

Entre os principais nomes internacionais,

estavam Liam Proniewicz, diretor de

arte na Territory Studio, que falou sobre o

Público interagiu com ativações e experiências imersivas durante o festival

processo criativo para as cenas cinematográficas

dentro do jogo e a sequência

de abertura da campanha de Call of Duty:

‘Black Ops 6’; e Luke Carson, fundador da

Works, que em sua palestra falou sobre

colaborações intencionais, trazendo cases

inspiradores.

Entre as atividades, o público teve a

chance de aproveitar espaços como Neon

Space e Graffiti Digital, para dar asas à

criatividade; jogos em VR, juntando a

experiência virtual e física, além de expe-

rimentarem jogos analógicos como o jenga

gigante e o wall pong e board games.

O festival também mostrou que a

criatividade vai além do artesanato, e

que analógico e tecnológico podem caminhar

juntos.

Hideki Uehara, participante do Pixel

Show desde 2019 e criador da experiência

Feed your Feed, explica como a atividade

une tecnologia, criatividade e gastronomia,

promovendo ao participante uma

sensação imersiva.

“Para esta ativação, foi utilizada a

realidade aumentada para proporcionar

uma experiência gastronômica para as

pessoas, integrando os cinco sentidos,

não apenas a audição e a visão, como a

maioria das atrações. Conseguimos concentrar

todos de uma só vez, a partir da

comida. E não haveria uma oportunidade

melhor de trazer isso do que nesse evento,

mostrando que a tecnologia está atrelada

a muito mais coisas além dos jogos

e da programação.”

DESIGN

Uma das novidades desta edição

foi a parceria com o curso de design da

ESPM, que foi responsável por cerca de 15

workshops, ministrados por profissionais

da instituição, que trouxeram tanto as visões

acadêmicas sobre o assunto quanto

as inovações ligadas ao setor de economia

criativa.

“O Pixel Show na ESPM SP foi um verdadeiro

marco para o curso de design no

campus, pulsou negócios e criatividade,

trocas e conexões incríveis entre estudantes,

professores e profissionais do

mercado. Essa parceria celebra o poder

do design em transformar ideias em

impacto real e reforça o compromisso

da ESPM em aproximar ensino, inovação,

negócios e prática. Quando a educação e

o mercado caminham juntos, o resultado

é extraordinário”, destacou Carolina Bustos

Raffainer, coordenadora do curso de

design da ESPM.

48 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


marcas

Grupo Silvio Santos lança campanha

da Bet do Milhão inspirada em nostalgia

‘Show do Milhão’

motivou plataforma,

que une jogo online

e entretenimento

A

Todos Querem Jogar (TQJ), empresa que tem investimento

do Grupo Silvio Santos, apresenta a

campanha de posicionamento de marca da Bet

do Milhão, sua primeira plataforma de jogos online e

apostas esportivas.

O projeto é inspirado no clássico programa de TV

‘Show do milhão’, cuja comunicação destaca a confiança

como protagonista, reunindo o que o Grupo Silvio Santos

define como credibilidade, diversão e responsabilidade.

A narrativa resgata o chamado: “Vem pra cá, vem

pra cá!”. A campanha está sendo apresentada em rede

nacional pelo SBT e pelas emissoras afiliadas TV Norte

e VTV, também investidoras da TQJ. A ação publicitária

conta ainda com divulgação no digital nas plataformas

oficiais do SBT e da Bet do Milhão.

Criada pela agência WT.AG, a comunicação foi produzida

em cenário digital para gerar experiências

em lugares como padarias, salões de beleza ou uma

barraca de pastel de feira. Esses ambientes são o palco

para três filmes – ‘O café de milhões’, ‘A unha de milhões’

e ‘A feira de milhões’ – que utilizam linguagem de

quiz, efeitos sonoros e visuais inspirados no ‘Show do

milhão’, além de easter eggs que remetem ao universo

da televisão.

“A Bet do Milhão nasce inspirada no universo dos

grandes game shows, especialmente o icônico ‘Show do

Milhão’. Trazemos para o público a mesma combinação

de entretenimento, emoção e confiança que sempre

C

marcaram o Grupo Silvio Santos. Nossa campanha reforça

exatamente isso: a confiança em uma plataforma que

M

entrega diversão com responsabilidade”, afirma Mariana Y

Kannebley, diretora de marketing da TQJ.

CM

“Chegamos ao mercado com foco total na experiência

dos jogadores. Queremos que cada aposta seja vivida

MY

CY

com a mesma energia e entusiasmo dos programas que

CMY

fazem parte da memória afetiva do brasileiro. Almejamos

ser reconhecidos como a primeira casa de apostas

K

quando o assunto é jogos responsáveis”, complementa

Leonardo Sampaio, CEO da TQJ.

Dudu Rodrigues, diretor de criação da WT.AG, explica

a proposta criativa da campanha. “Queremos nos

diferenciar no mercado de apostas. E a gente está

propondo isso com elementos da produção, usando

paredes de LED e trazendo toda a história ligada ao

cotidiano dos brasileiros”. Além da campanha de lançamento,

a WT.AG foi responsável por todo o processo

de criação da Bet do Milhão. A agência desenvolveu

a identidade visual, o posicionamento estratégico da

marca e faz também toda a gestão das redes sociais

e conteúdos digitais.

Campanha criada Anuncio pela GrandesNomes WT.AG Preto para 14,5x16.pdf a Bet do 1 Milhão 31/07/2024 é divulgada 21:25:23 em rede nacional pelo SBT e pelas emissoras afiliadas

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Divulgação

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 49


agências

Propeg celebra 60 anos com a previsão

de crescer 13% no faturamento em 2025

Novo ciclo de expansão tem plano de reposicionamento liderado pela

consultoria FF Aceleradora Criativa, do publicitário Fábio Fernandes

Divulgação

O projeto ‘Human croquis’, criado para a agência de modelos Star Models, ganhou Leão de Ouro na categoria Print do Cannes Lions 2013 com alerta sobre transtornos alimentares

Janaina Langsdorff

A

Propeg completa 60 anos de operação

neste domingo (19). Foi fundada

por Rodrigo Sá Meneses e

seu pai, Oswaldo Sá Meneses, em Salvador

(BA). Hoje, possui unidades de negócios

nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro,

Brasília (DF), Goiânia (GO) e Recife

(PE), além da capital soteropolitana. Um

dos maiores grupos de comunicação independentes

do Brasil, tem hoje plano

de reposicionamento engendrado pela

consultoria FF Aceleradora Criativa, do

publicitário Fábio Fernandes. A expectativa

é crescer cerca de 13% em faturamento

até o fim de 2025.

Os investimentos incidem em talentos

e ferramentas de inteligência artificial

“para aumentar a produtividade e

complementar a criatividade de nossas

campanhas”, revela o CEO Vitor Barros,

que comanda um time de lideranças

formado por Fernando Barros (chairman),

Marcos Fonseca (vice-presidente

executivo), Gustavo Giudice (CFO), Fernand

Alphen (CSO), Roberto Tourinho

(diretor-executivo), Emerson Braga (CCO)

e Hermes Zambini (CCO). Com 260 funcionários,

a agência “vive um momento

emblemático”, garante Barros.

Com o pulso da riqueza cultural brasileira,

a Propeg enfrenta a competição

entre as agências, acirrada também

em meio a rivais com operações independentes

- movimento que ganhou força

nos últimos anos. “A diversidade faz

parte do DNA da agência e é um diferencial

com relação ao mercado”, confirma

Barros.

Segundo o executivo, “a Propeg se posiciona

como uma das poucas agências

independentes que estão entre as maiores

do país e, com contas de anunciantes

privados e públicos, é reconhecida como

uma potência criativa completa pelo

vasto conhecimento do país”, completa

Barros. A meta é intensificar a criação de

ideias capazes de emocionar.

Caixa Econômica Federal, Petrobras,

Neoenergia, Grupo 3M, Grupo M. Dias

Branco, Prefeitura de São Paulo, Sebrae

e Agência Brasileira de Promoção Internacional

do Turismo (Embratur) estão

entre os clientes que usufruem das vantagens

de um parceiro que consegue

tomar decisões de forma mais ágil, estabelecer

proximidade no dia a dia e implementar

uma representação genuína de

identidades locais.

“A diversidade faz

parte do DNA da

agência e é

um diferencial

com relação

ao mercado”

50 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


Fotos: Divulgação

Vencedor de Leão de Prata na categoria Film do Cannes Lions 2018, ‘True colors’, da Propeg para o Grupo Gay da Bahia, mostrou a relação de filho e pai, que fez transição de gênero

“Essa liberdade nos dá espaço para

criar com mais ousadia e foco em resultados

que realmente fazem diferença para

cada mercado. Estamos completando 60

anos com uma bagagem enorme, mas

com a mesma inquietude e vontade de

inovar de quem está começando”, atesta

Barros, que é vice-presidente global da

WPI (Worldwide Partners Inc.), rede sediada

em Denver (EUA), formada por cerca

de cem agências independentes de 50

países, que somam faturamento anual

de aproximadamente US$ 5 bilhões.

Criatividade

Em 2013, a Propeg ganhou o Leão

de Ouro na categoria Print do Festival

Internacional de Criatividade Cannes

Lions com o projeto ‘Human croquis’, elaborado

para a agência de modelos Star

Models. As peças, que alertavam para os

transtornos alimentares no universo da

moda, comparavam os esboços de um

estilista com a foto de uma modelo real.

“Você não é um esboço. Diga não à anorexia”,

advertia a campanha.

Outro trabalho premiado é ‘True colors’,

que conquistou Leão de Prata em

Film no ano de 2018. O vídeo produzido

para o Grupo Gay da Bahia (GGB) mostrava

a relação de um garoto e seu pai,

que havia feito transição de gênero. Já a

campanha ‘Chá de reparação’ foi desenvolvida

para o GGB em 2025.

A lista de campanhas deste ano inclui

‘Drone balloon’, para a Neoenergia. “Já

imaginou se cai um balão aqui?”. Para

espalhar o alerta, um drone acoplado a

um balão cenográfico sobrevoou as localidades

atendidas pela empresa, que

atua nas áreas de geração, transmissão,

distribuição e comercialização de energia.

Está presente em 18 estados e no

Distrito Federal.

Vitor Barros, CEO da Propeg: liberdade criativa abre espaço para inovar com mais ousadia

Da energia para a saúde, o conceito

criativo trabalhado em uma ação idealizada

para o governo do Rio de Janeiro

associou frutas - que dão sabor aos vapes

- em processo de apodrecimento a

pulmões para conscientizar sobre os malefícios

dos cigarros eletrônicos.

Já o tema explorado para a Petrobras

é a transição energética. A Propeg assina,

por exemplo, um projeto multiplataforma

com 56 conteúdos, entre ativações,

vídeos, infográficos, webstories, pílulas

de rádio e cinco seminários, aglutinados

no hub ‘Energia em transição’.

“Estamos

completando

60 anos com

a mesma

inquietude”

Um dos melhores filmes publicitários

de 2025, segundo a publicação Lürzer’s

Archive, ‘My first letter’ conta a história

da pernambucana Maria Edelzuita, que

aprendeu a escrever aos 93 anos e enviou

a sua primeira carta ao Papai Noel

no Natal de 2024. A produção foi criada

para o governo de Pernambuco.

A criatividade humana segue à frente

da tecnologia. “A inteligência artificial

nunca substituirá o talento humano,

porque a criatividade é algo inato ao ser.

Na publicidade, já é perceptível que a IA

potencializa a produtividade e amplia

repertórios, mas a criação do novo continua

sendo uma capacidade exclusivamente

humana”, defende Barros.

A Propeg acompanha as novas demandas

e oportunidades abertas pelas

inovações do mercado, mas “não acredito

que os postos de trabalho serão reduzidos,

e sim transformados”, pontua o

executivo.

Comemoração

Os 60 anos da Propeg serão comemorados

em campanha com estreia marcada

para este domingo (19). O mote é

‘Vamos inverter a lógica’, que apresenta

episódios cotidianos em posições opostas.

Um papagaio com um pirata no ombro

e uma gema branca com clara amarela

são alguns exemplos.

O intuito é reforçar que, “mesmo após

seis décadas, a Propeg segue inquieta,

criativa e em constante evolução”, assegura

Vitor Barros. A estratégia, desenvolvida

pela própria agência, tem plano

de mídia integrado com peças de out of

home nas capitais onde a Propeg opera,

além de ações digitais e institucionais.

Um teaser nas redes sociais antecipou a

celebração com a pergunta “O que será

que eles estão fazendo?”.

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 51


conexão ásia

Mirela Tavares

mirela@conexaoasia.com.br

Jun Yan

é doutor em sociologia e professor da Universidade de Xangai

“O debate é o começo da solução”

A frase acima, citada pelo professor

Jun Yan, doutor em sociologia e

professor da Universidade de Xangai,

sintetiza a experiência da China

de enfrentar desafios por meio do

diálogo. Mencionada por ele ao

responder sobre a presença reduzida

de mulheres em multinacionais

chinesas no Brasil – empresas que são

tema do seu estudo atual –, ela reflete

uma mentalidade coletiva voltada à

busca conjunta por melhorias. Um

princípio que se percebe, ao longo

da entrevista a seguir, como uma

oportunidade em várias áreas, diante

das inúmeras possibilidades de

cooperação entre China e Brasil.

Divulgação

Mirela Tavares

Especial para o propmark

Xangai é vista como uma metrópole

grandiosa e vibrante, mas quais aspectos

do cotidiano requerem atenção?

Em certo sentido, Xangai é realmente esse tipo de cidade.

Nos anos 1930, alguns escritores japoneses a chamaram

de “Cidade Mágica”, um rótulo que talvez carregasse

conotações pejorativas no início, mas que evocava um

imaginário urbano de aventura e oportunidade. Mais tarde,

Xangai se apropriou do termo e o incorporou à sua

própria narrativa. Para profissionais estrangeiros, a vida

cotidiana está ligada – mas também se distingue – a

essa imagem de “Cidade Mágica”. A primeira adaptação

é à vida digital. Pagamentos via celular são quase universais,

com WeChat e Alipay servindo como ferramentas

essenciais para transporte, comida, serviços e contas. A

segunda é o idioma. Embora Xangai seja a cidade mais

cosmopolita da China, o inglês não é amplamente usado.

Algum domínio do chinês não só facilita o trabalho, mas

também melhora significativamente a conveniência do

dia a dia e a integração com a comunidade. A terceira diz

respeito aos estilos chineses de coordenação organizacional

e ritmo de trabalho. O rápido desenvolvimento foi

alcançado graças à diligência e à alta eficiência organizacional

– características de uma “cultura da nova era”

ainda pouco familiar aos estrangeiros. Muitas equipes

trabalham com metas claras, comunicação intensa e ciclos

rápidos, o que exige agilidade para transitar entre

regras formais (restrições rígidas) e normas informais

(restrições flexíveis). Para quem chega, compreender

essa combinação de ritmo e normas é mais importante

do que simplesmente memorizar procedimentos.

Quais são as áreas de estudo mais procuradas

na Universidade de Xangai e, em sua

disciplina, quais linhas de pesquisa despertam

maior interesse?

De modo geral, os cursos mais procurados nas universidades

chinesas são voltados para áreas aplicadas,

estreitamente ligadas ao mercado de trabalho. Na Universidade

de Xangai, os programas mais concorridos são

os de publicidade, direito, economia e administração e,

nas ciências exatas, ciência da computação e inteligência

artificial. Essa tendência acompanha as expectativas

do mercado, o avanço industrial e uma correspondência

mais precisa entre “habilidades e empregos”. Há, naturalmente,

exceções: observando as escolhas dos mais

bem colocados no Gaokao (exame nacional de admissão

às universidades), percebe-se que disciplinas fundamentais,

como matemática e filosofia, continuam atraentes,

refletindo a preferência de algumas famílias por

“capacidades de longo ciclo”, em vez de uma colocação

profissional imediata. Na área da sociologia, os temas

preferidos incluem sociologia urbana, voltada à governança

das megacidades, além de teoria sociológica e

história da sociologia. O primeiro está alinhado à rápida

urbanização e ao aprimoramento da governança na China,

oferecendo uma janela essencial para compreender

“Os cursos mais

procurados nas

universidades chinesas

são voltados para

áreas aplicadas”

52 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


“As empresas chinesas no Brasil demonstram maior

conformidade, formalização e grau de localismo”

as condições básicas do país; o segundo, embora pareça

mais teórico, desenvolve de forma sistemática a capacidade

de distinguir conceitos, raciocinar sobre causas

e avaliar evidências – habilidades transferíveis que beneficiam

trajetórias profissionais variadas. Os métodos

quantitativos e estatísticos são um ponto forte distinto

da sociologia na Universidade de Xangai. Nosso currículo

valoriza a reflexão metodológica e a alfabetização em

dados; esses elementos se integram bem ao estudo

da governança urbana, das relações de trabalho e da

análise organizacional, proporcionando uma transição

relativamente fluida para funções em análise de dados

e apoio à pesquisa.

Costuma-se dizer que a China é um país

de engenheiros. Como essa mentalidade

técnica se traduz no cotidiano acadêmico e

profissional?

Após muitos anos de investimento na educação básica

e superior, a China formou uma ampla e qualificada

força de trabalho em engenharia, que sustenta diretamente

seus avanços tecnológicos e seu crescimento

econômico acelerado. Essa consequente orientação

“engenharia-técnica” influenciou profundamente a vida

acadêmica e profissional do país: as avaliações tendem

a privilegiar o “como realizar” objetivos de engenharia

e resultados aplicados verificáveis, bem como o impacto

social, enquanto dedicam comparativamente menos

atenção ao “por que” e a questões ontológicas ou teóricas

fundamentais. Essa preferência pelo que é mensurável

e tangível está intimamente ligada à alocação

de recursos, à avaliação de desempenho e à colaboração

entre universidades e empresas – uma orientação

institucional observável de forma empírica. Dito isso, o

cenário está mudando rapidamente. Há um consenso

crescente, no nível das políticas públicas, sobre o valor

da pesquisa básica; as universidades vêm ajustando sua

governança acadêmica para resultados de longo prazo;

e as empresas passam a incluir pesquisa fundamental

e tecnologias de base em seus portfólios estratégicos.

Em outras palavras, a “mentalidade de engenheiro” está

sendo reequilibrada: entre a produtização de curto ciclo

e a inovação fundamental de longo ciclo, os agentes

buscam uma combinação mais sustentável. No campo

profissional, esse pensamento enfatiza o alcance de

metas, a viabilidade e os resultados finais, o que pode

levar a um investimento insuficiente na construção de

bases de longo prazo. Isso se manifesta tanto no ritmo

dos projetos quanto na estrutura de talentos e nos orçamentos.

No entanto, assim como no meio acadêmico, as

empresas líderes estão elevando a importância estratégica

da pesquisa fundamental e prospectiva – incorporando

“variáveis lentas” (métodos, padrões, capacidades

de plataforma e tecnologias comuns) à sua estrutura

organizacional. Trata-se não de uma mudança súbita,

mas de um processo de “reequilíbrio” condicionado pela

trajetória, que leva tempo para se consolidar.

E qual a importância de áreas como propaganda

e marketing para um país que se

mostra cada vez mais para o mundo?

Não sou especialista nessas áreas, portanto, não farei

especulações sobre suas lógicas técnicas internas. De

forma ampla, contudo, a China tem a necessidade de se

apresentar adequadamente ao mundo, e essas disciplinas

ocupam um papel central nessa tarefa. A eficácia

depende das duas pontas da ponte. Internamente, é

preciso compreender verdadeiramente a cultura e as lógicas

sociais chinesas, destilando delas elementos que

possuam vitalidade e, ao mesmo tempo, ressonância

humana universal. Externamente, é necessário dominar

a comunicação intercultural – traduzindo “o que desejamos

dizer” em “o que o outro lado está disposto e apto

a ouvir”. Sob uma perspectiva econômico-sociológica,

trata-se não apenas da produção de conteúdo, mas também

do arranjo institucional. Quem atua como mediador

intercultural? Que formas organizacionais – instituições

de mídia, centros de pesquisa, universidades, empresas

– devem assumir a responsabilidade pela narrativa

e pela difusão? Como alcançar um posicionamento de

identidade estável e credibilidade no mercado simbólico

global? O cerne do soft power não está em exercer influência

avassaladora, mas em possibilitar compreensão e

reciprocidade civilizacional, contribuindo assim para o

bem-estar público em sentido amplo.

De acordo com sua pesquisa atual, que impressões

tem sobre o perfil e a atuação das

empresas chinesas no Brasil?

Minha amostra é limitada; portanto, uma conclusão

seria prematura. No entanto, minha impressão inicial é

que, em comparação com o que realizei na África e em

outras regiões menos desenvolvidas, as empresas chinesas

no Brasil demonstram maior conformidade, formalização

e grau de localismo, aproximando-se mais do

modelo ideal de corporação multinacional. Isso reflete

a maturidade institucional do país, que exige equilíbrio

entre padrões, custos e flexibilidade. Quanto aos efeitos

de mercado, observo sob duas vertentes: uma “dura”,

que diz respeito à tecnologia e processos. Tecnologias

competitivas podem gerar choques estruturais de curto

prazo, mas também efeitos positivos de médio e longo

prazo, como ganhos de eficiência, estímulo a ecossistemas

e “efeitos de aprendizado” por meio da circulação

de talentos. A vertente “suave” refere-se à cultura organizacional

e gerencial: ideias sobre gestão da qualidade,

colaboração baseada em processos e paradigmas de

avaliação de desempenho podem deixar marcas duradouras

nos ecossistemas empresariais locais. A direção

dessas transformações é incerta e provavelmente bidirecional:

à medida que o mercado brasileiro influencia

as empresas chinesas, essas mesmas empresas também

se reescrevem nesse processo, em vez de exportar

uma “chinesidade” fixa e monolítica. Essa dupla inserção

costuma determinar o grau de legitimidade e de estabilidade

operacional no longo prazo.

Ainda há uma predominância masculina

nos cargos de liderança nas empresas chinesas

que se apresentam no Brasil. Como

tem evoluído o papel da mulher executiva

na China e quais avanços destacaria?

Essa é uma questão global e tem sido amplamente debatida

na China. Desde 1949, a participação das mulheres

no mercado de trabalho e seu status social melhoraram

de forma significativa. O ditado “as mulheres sustentam

metade do céu” expressa bem sua importância nas funções

de trabalho e de liderança. Ao mesmo tempo, pesquisas

e reportagens recentes chamam a atenção para

as barreiras de carreira relacionadas à maternidade e

para os persistentes “tetos de vidro”. Essas observações

não se contradizem: avanços macroestruturais nas oportunidades

podem coexistir com vieses organizacionais

em nível micro. De forma positiva, a conscientização sobre

o tema tem crescido entre gerações e na esfera pública,

e respostas práticas vêm sendo exploradas, como

modelos mais inclusivos de cuidado infantil e trabalho

flexível; maior transparência em critérios de promoção

e avaliação de desempenho; e programas organizacionais

de treinamento e acolhimento voltados ao enfrentamento

do viés de gênero. As divergências continuam,

mas, na experiência chinesa, “o debate é o começo da

solução”. Com a entrada das novas gerações no mercado

de trabalho, o aumento da presença feminina no ensino

superior e em cargos profissionais e a contínua institucionalização

da governança organizacional, é provável

que ocorram melhorias estruturais, ainda que de forma

não linear e incremental.

O que empresas e universidades brasileiras

podem aprender com o ecossistema de

inovação e tecnologia de Xangai?

Eu destacaria três pontos. Primeiro é essencial aprofundar

a colaboração entre universidades e empresas,

bem como o processo de transferência da pesquisa para

o mercado. A China tem avançado de maneira notável

nesse aspecto: há cada vez mais startups cujos fundadores

e principais tecnólogos vêm do meio acadêmico,

e os mecanismos que conectam resultados de pesquisa

a oportunidades de mercado tornaram-se mais fluidos.

No entanto, colaboração não significa simples “terceirização”.

Ela deve ser orientada por problemas concretos,

com necessidades e métricas definidas em conjunto, fechando

o ciclo completo de “pesquisa, cenário, produto,

retorno”. Depois, é preciso priorizar as cadeias de valor

completas e os ecossistemas de inovação. Sob o encanto

da arrecadação de impostos e da geração de empregos

vindos de grandes projetos isolados, muitas localidades

acabam negligenciando elos “pequenos” que, na

prática, são nós críticos. Construir as condições de base

– padrões, certificações, serviços de auditoria e testes,

canais de mobilidade de talentos e financiamento – é o

que sustenta o desenvolvimento e a inovação de forma

contínua. Por fim, adotar o long-termism governamental

e a continuidade das políticas públicas: manter canais de

comunicação frequentes e abertos com universidades e

empresas e oferecer apoio institucional a investimentos

de retorno lento no curto prazo (como financiamento à

pesquisa e orientação industrial). Na China, essa tríade

gerou um efeito cumulativo que combina escala, organização

e política. Em vez de idolatrar um único “megaprojeto”,

o mais prudente é começar pela estruturação de

uma engenharia de sistemas.

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 53


quem fez

Kelly Dores

interina

kelly@propmark.com.br

Next

Daikin

Fotos Divulgação

Título: ‘Onde tem Daikin, todo mundo quer ficar’

Diretor de criação: inácio Ramos

Atendimento: Juliana Benbassat e Priscila Santos

Diretor de arte: Jean Carlo

Redação: Eduardo Pandolfo

Finalização e IA: Darlan Souza

Mídia off: Patricia Ramos e Beatriz monteiro

Mídia on: Bruno Luz, Gabriel Guerra e isabela Pimenta

Agência do Grupo Dreamers, a Next colocou um urso polar no

filme da marca para mostrar como o ambiente fica mais confortável

em espaços climatizados pela Daikin, tanto para humanos

quanto para visitantes de outras espécies. O ator Eriberto Leão

também aparece no vídeo, que tem tom bem-humorado.

mulleNlowe e um

nEVE

Título: ‘Pezinhos’

Diretor de criação: Fabio nunes

Criação: andré havt, Fabio nunes, Caio Borges, Lucas

Witier e Vinicius Lima

Atendimento: Lucas Giglio e Rafael hattenberger

Planejamento: Bianca Reame e Danilo Caldas

Conteúdo: Camila Farias e milena Gabriel

O filme mostra pés femininos em um banheiro, antes de Deborah

Secco aparecer, pegar o papel higiênico e revelar a

mensagem da marca: “Aqui (no banheiro) nos despimos das

nossas camadas para sermos nós mesmas e deixamos as

camadas de Neve cuidarem da gente”. O vídeo termina com

o mote ‘Neve, cuidado e maciez inconfundíveis’.

almapbbdo

yamaha

Título: ‘nova yamaha Ténéré 700. Você ligado no off’

Produto: Ténéré 700

Campanha: Lançamento

Presidente e CEO: Filipe Bartholomeu

CCO: Pernil

Direção de criação: Dudu Barcelos e iron Brito

Criação: amanda Pirovani e Renata Casonato

Campanha divulga a chegada da Ténéré 700 ao mercado brasileiro de

motocicletas. Filme faz uma ode à terra, mostrando como tudo um dia

foi trilha e barro, em um cenário típico para os aventureiros. Com gravação

feita nos Cânions do Viana, em Bom Jesus (PI), ação apresenta a

moto como a chave para transformar a rotina em liberdade.

54 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


Out of Home

A MÍDIA QUE MAIS CRESCE NO BRASIL

Adsmovil expande uso da plataforma

Personas para campanhas em OOH

Já utilizada em ações digitais, ferramenta passa a aplicar dados de

mobilidade no planejamento, ativação e mensuração de mídia exterior

A

Adsmovil anunciou a ampliação do uso da plataforma

Personas para o setor de mídia OOH em toda a América

Latina. A solução, já utilizada em campanhas digitais,

passa a integrar dados de mobilidade no planejamento, ativação

e mensuração de ações em mídia exterior.

Desenvolvido com base em inteligência geo-behavior, o

Personas analisa trajetos cotidianos e cruza essas informações

com pontos de contato estratégicos. O objetivo é permitir o planejamento

de campanhas orientadas por comportamento real

de deslocamento, substituindo modelos tradicionais baseados

apenas em mapas estáticos ou proximidade geográfica.

Alberto Pardo, CEO e fundador da Adsmovil, acredita que

o avanço representa uma mudança no modo de avaliar o

meio: “Em OOH, a pergunta já não é apenas onde estão as telas,

mas quem está diante delas e qual impacto elas geram

para o negócio”.

A SVP da Adsmovil OOH, Mariana Correa de Toledo, acrescenta

que a leitura de mobilidade é central para o desempenho das campanhas.

“Os dados de mobilidade não são um complemento; são o

coração de uma estratégia OOH eficaz”, completa a executiva.

Recurso analisa trajetos cotidianos e cruza essas informações com pontos de contato

We OOH reformula conselho consultivo,

Divulgação

que será presidido por Mônica Lamas

Com ampla experiência, executiva vai atuar no desenvolvimento

de estratégias para a expansão de ativos e crescimento de receita

A

We OOH apresentou a nova formação

de seu conselho consultivo,

que passa a ser presidido

por Mônica Lamas, com a participação

dos executivos Ernesto Cavasin e Alessandro

Batista, além do sócio-fundador

Tiago Brito Ferreira (CEO da We OOH) e

da sócia-diretora Izabella Esper.

Mônica Lamas foi chief commercial

officer da GRU Airport (que administra

o aeroporto de Guarulhos, em São

Paulo) e da CCR Aeroportos (atual Motiva).

Além disso, tem passagens pela

Whirlpool, Banco Itaú e Booz Allen.

Atualmente, faz parte de conselhos de

administração de grandes empresas

A sócia-diretora Izabella Esper, Mônica Lamas e o sócio-fundador Tiago Brito Ferreira

Divulgação

como AgroGalaxy e Vertimob e do Instituto

Reditus.

“É um desafio ser presidente do conselho

consultivo de uma empresa em

rápida expansão como a We OOH. Minha

expectativa é poder trazer a experiência

adquirida em uma multinacional

para dar a um negócio familiar uma governança

ainda mais sólida”, aponta a

executiva, que foi CEO da Clear Channel.

A executiva vai atuar no desenvolvimento

de estratégias para a expansão

de ativos e crescimento de receita,

bem como no reposicionamento da

marca e em iniciativas que levem a

melhorias na eficiência da operação.

patrocínio

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 55


troféu garra

APP entrega Troféu Garra em cerimônia

no Memorial da América Latina, em SP

Prêmio reconhece nomes que ajudam a fortalecer o mercado da

publicidade; entre os laureados está Tiago Ferrentini, do propmark

Vitor Kadooka

No último dia 16, a Associação de

Profissionais de Propaganda (APP

Brasil) realizou a 24ª edição do

Prêmio Contribuição Profissional - Troféu

Garra, no Memorial da América Latina,

em São Paulo. A premiação reconhece

profissionais que contribuíram de

forma relevante para o desenvolvimento

e fortalecimento do mercado publicitário

brasileiro. Entre os homenageados

da noite, o publisher do propmark, Tiago

Ferrentini, foi laureado na categoria Comunicação

e Conteúdo.

Em seu discurso de agradecimento,

ele destacou o legado de Armando

Ferrentini, seu pai, fundador do veículo

e referência no jornalismo de propaganda.

“O ano era 1965. Um jovem de 22

anos, sonhador, inquieto, ousado e com

muita vontade de subir na vida, teve

uma brilhante ideia. Armando Ferrentini

respondia pelo departamento comercial

do Diário Popular e tinha recebido como

desafio atrair os grandes anunciantes do

varejo”, lembrou.

Segundo o executivo, foi nesse contexto

que nasceu no antigo Diário Popular, o

Dipo, a coluna Asteriscos, que “contava

os bastidores da publicidade brasileira

com um olhar voltado para o que os publicitários

estavam criando”. Ele lembrou

ainda que “não raro, profissionais ainda

bem jovens, como Washington Olivetto,

iam até o Diário Popular para apresentar

seus mais recentes trabalhos”.

Tiago destacou que desses encontros

“nasceram grandes amizades” e um espírito

de colaboração que marcou o início

do jornalismo publicitário no país. “A amizade,

e também a formação de advogado,

acredito eu, forjaram nele, e no time

do propmark, o caráter de defensores

intransigentes da atividade publicitária”,

afirmou.

O presidente da APP Brasil, Afonso

Abelhão, que assumiu a gestão em abril

deste ano para um mandato de dois

anos, também discursou durante a cerimônia.

“A gente sempre reforça que o

prêmio não é por CNPJ, é por CPF, é pelo

legado que entrega à nossa indústria da

comunicação.”

Vencedores, representantes e diretoria da APP se reúnem no palco da premiação para comemorar a entrega do Troféu Garra 2025

Tiago e Armando Ferrentini, do propmark, celebram o Troféú Garra 2025

Ele ressaltou que o atual momento da

APP busca refletir as transformações do

mercado. “Pela primeira vez, a gente tem

mulheres poderosas no nosso conselho,

e isso é muito representativo. Levou 87

anos, mas a gente chega lá, e é só o começo”,

disse.

Abelhão também destacou o avanço

da presença regional da associação, que

realizou 12 Fest’Up em 2025 e já tem 16

“A gente sempre

reforça que o

prêmio não é por

CNPJ, é por CPF,

é pelo legado”

Fotos: Alê Oliveira

programados para o próximo ano, consolidando

o plano de expansão. “As APPs

regionais têm um papel fundamental na

expansão e no fortalecimento da nossa

unidade em todo o país. São elas que

mantêm viva a presença da APP nas mais

diversas regiões”, afirmou o presidente.

Como novidade desta edição, a premiação

também teve uma categoria específica

para as lideranças regionais que

se destacaram pelo trabalho à frente das

representações locais da entidade.

Além de Tiago Ferrentini, também foram

premiados neste ano Luiza Helena

Trajano (Magazine Luiza), Heloisa Santana

(Ampro), Fabio Meneghatti (Greenz),

André Kassu(CP+B) e Fernand Alphen

(Propeg).

O evento reuniu associados, lideranças

do mercado e representantes de diversas

regiões do país. Atualmente, a APP

conta com cerca de 1,2 mil associados e

presença em 25 cidades.

A 24ª edição do Prêmio Contribuição

Profissional - Troféu Garra contou com

o apoio das marcas Amigos do Mercado,

Baccarelli, Biggie, Creativosbr, Crisálida,

Dualmídia, Globo, Grandes Nomes da Propaganda,

Marcas pelo Mundo, Memorial

da América Latina, propmark, Record,

governo de São Paulo, Talento Incluir,

Unilever e UOL.

56 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


melhores do propmark

Conheça os

60 indicados ao

Prêmio Melhores

do propmark 2025

A novidade da edição deste ano é

a inclusão de cinco categorias: TV

Fechada, Plataforma de Streaming,

Plataforma de Publicidade,

Profissional de Veículo e Entidade

O

propmark divulgou a lista com

60 nomes, entre profissionais e

empresas, que estão concorrendo

ao Prêmio Melhores do propmark

2025. Neste ano, a premiação ganhou

cinco categorias — TV Fechada, Plataforma

de Streaming, Plataforma de

Publicidade, Profissional de Veículo e

Entidade do Mercado.

Na categoria de Agência de Publicidade,

estão concorrendo AlmapBBDO, BETC

Havas e DPZ. A BETC Havas, inclusive, foi

a agência com o maior número de indicações

da premiação deste ano: três. A

DPZ aparece, ao lado da Africa Creative,

AlmapBBDO e WMcCann, como a segunda

com mais indicações: duas.

Em Agência de Live Marketing, disputam

B&Partners&Co, Sherpa42 e Hands.

Enquanto em Empresa de OOH, estão

Eletromidia, NEOOH e OOH Brasil. Já na

categoria de TV Aberta, os finalistas são

Globo, Record e SBT. E, na novata TV Fechada,

estão CNN Brasil, Times Brasil |

CNBC e Jovem Pan News.

Outra novidade neste ano, a categoria

de Entidade do Mercado contempla ABA

(Associação Brasileira de Anunciantes),

Abap (Espaço de Articulação Coletiva do

Ecossistema Publicitário) e Cenp.

Das 20 categorias, sete homenageiam

os profissionais do mercado. Vinicius

Stanzione (Leo), Sophie Shönburg (BETC

Havas) e Aaron Sutton (Africa Creative)

concorrem em Profissional de Criação.

Na área de marketing, disputam

Tannia Fukuda (Seara), Nathalia Garcia

(Bradesco) e Marina Daineze (Vivo).

Novidade na premiação, a categoria

de Profissional de Veículo tem os seguintes

concorrentes: Fabiano Freitas

(RecordTV), Andréa Sanches (Globo) e

Priscila Stoliar (SBT).

Critérios

Uma banca formada por jornalistas

e integrantes do propmark indicou três

finalistas em cada categoria para a audiência

do site votar.

Entre os critérios adotados para a escolha

dos finalistas estão o desempenho

criativo em premiações como o Cannes

Lions, a performance em negócios e o

papel dos profissionais no desenvolvimento

de estratégias criativas e comprovadamente

eficazes.

A votação, aberta e gratuita, ocorre a

partir desta segunda-feira (20) e segue

até o dia 17 de novembro. O vencedor em

cada categoria será aquele que tiver o

maior número de votos.

Os 20 vencedores serão reconhecidos

em matérias publicadas com o perfil de

cada um e fotos de Alê Oliveira no propmark

de 1º de dezembro. Haverá a entrega

de placas comemorativas aos ganhadores,

em data a ser divulgada.

Últimos venCedores

A edição de 2024 do Melhores do

propmark teve 15 vencedores. Na categoria

Agência de Publicidade, a Africa

Creative foi a vencedora, enquanto o Itaú

venceu como Anunciante.

A BFerraz conquistou a categoria de

Agência de Live Marketing. Entre as três

empresas de OOH que concorriam, a vencedora

foi a Eletromidia. Na categoria Plataforma,

quem venceu foi o YouTube. Já em

Veículo, a Globo ficou em primeiro lugar.

Também venceram Angerson Vieira

(Profissional de Criação), André Scaciota

(Profissional de Marketing), Marcio Oliveira

(Profissional de Atendimento), Andreia

Abud (Profissional de Mídia), Fabiana

Antacli (Profissional de PR) e Gabriela

Onofre (Liderança de Agência).

Prêmio melhores do ProPmark 2025

categoria

indicados

Agência de Publicidade

Agência de Live Marketing

Anunciante

Empresa de OOH

Plataforma de Conteúdo

TV Aberta

TV Fechada

Plataforma de Streaming

Plataforma de Publicidade

Campanha

Profissional de Criação

Profissional de Marketing

Profissional de Veículo

Liderança de Agência

Profissional de Atendimento

& Negócios

Profissional de Mídia

Profissional de PR

Empresa de OOH Especializada

Entidade do Mercado

Destaque do Ano

AlmapBBDO

BETC Havas

DPZ

B&Partners.co

Hands

Sherpa42

Betano

Itaú

TIM

Eletromidia

NEOOH

OOH Brasil

Instagram

UOL

YouTube

Globo

Record

SBT

CNN Brasil

Jovem Pan News

Times Brasil | CNBC

Globoplay

Netflix

Prime

Amazon Ads

Mercado Ads

Samsung Ads

‘Feito’

‘Pedigree Caramelo’

‘The Amazon greenventory‘

Aaron Sutton

Sophie Shönburg

Vinicius Stanzione

Marina Daineze

Nathalia Garcia

Tannia Fukuda

Andréa Sanches

Fabiano Freitas

Priscila Stoliar

Antonio Fadiga

Benjamin Yung

Marcia Esteves

Bruno Panico

Flavia Braga

Isabel Julianelli

Ana Paula Sanches

André Scaciota

Gabriela Amato

Kerena Neves

Sandra Azedo

Paula Ganem

Action

Mude

RZK

ABA

Abap

Cenp

Estadão 150 Anos

Mercado Livre

Propeg 60 Anos

(Galeria/Itaú)

(AlmapBBDO/Pedigree)

(Africa Creative/Natura)

(Africa Creative)

(BETC Havas)

(Leo)

(Vivo)

(Bradesco)

(Seara)

(Globo)

(RecordTV)

(SBT)

(Artplan)

(DPZ)

(Lew’Lara\TBWA)

(Dentsu)

(BETC Havas)

(DM9)

(Publicis)

(WMcCann)

(VML)

(WMcCann)

(David)

(Publicis Groupe)

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 57


opinião

Divulgação

Futuro pede

nova mentalidade

Bruno Guerrero

Vivemos em uma era de imediatismo. O mundo

corporativo é dominado por relatórios semanais,

metas trimestrais, métricas de engajamento

em tempo real. Tudo é medido, comparado, auditado.

O curto prazo se tornou soberano — e, muitas vezes,

sufocante. Nesse ambiente, líderes, empresas e até

mesmo indivíduos acabam jogando como se estivessem

em um campeonato esportivo: vencer o próximo pitch,

garantir a maior fatia de mercado, conquistar aquele

prêmio que trará prestígio imediato. Mas será que a vida,

os negócios ou a própria cultura podem ser reduzidos a

uma disputa de vencedores e vencidos?

O autor Simon Sinek, em ‘The infinite game’, nos provoca

a pensar diferente. Inspirado na obra de James P.

Carse, ele distingue dois tipos de jogos. Jogos finitos são

aqueles com regras claras, jogadores conhecidos e um

objetivo definido: futebol, xadrez, tênis. Eles têm início,

meio e fim, e no final há sempre um campeão. Já os

jogos infinitos não possuem linha de chegada. Os participantes

entram e saem, as regras podem mudar, e o

propósito não é vencer — é continuar jogando. Negócios,

política, relacionamentos, ciência, cultura: todos pertencem

a essa segunda categoria.

Quando confundimos as duas lógicas, os efeitos podem

ser devastadores. Ao aplicar a mentalidade finita

em jogos infinitos, líderes sacrificam o futuro em nome

do trimestre, organizações abandonam sua essência

para perseguir métricas superficiais e profissionais se

exaurem em carreiras que parecem não ter propósito. O

resultado é visível: aumento de burnout, rotatividade de

talentos, perda de relevância e incapacidade de adaptação

diante de mudanças profundas.

Para sustentar-se em jogos infinitos, Sinek propõe

cinco princípios que funcionam como um guia para líderes,

empresas e também para indivíduos:

• 1. Causa justa – Mais do que uma missão ou um slogan,

trata-se de um ideal maior que inspira e orienta escolhas.

É o que dá sentido ao esforço coletivo e cria resiliência

mesmo em tempos de crise.

• 2. Times de confiança – Ambientes nos quais as pessoas

se sentem seguras para errar, aprender e evoluir. Sem

confiança, equipes se fecham, a inovação não floresce e

a colaboração se torna frágil.

• 3. Adversários dignos – Rivais que nos obrigam a melhorar,

em vez de inimigos que precisamos destruir. O

mercado é mais fértil quando existe respeito mútuo,

competição saudável e aprendizado constante.

• 4. Flexibilidade existencial – A capacidade de mudar

radicalmente quando necessário, mesmo que isso traga

perdas no curto prazo. A história mostra que as organizações

que sobrevivem são aquelas que sabem se reinventar

antes que seja tarde demais.

• 5. Coragem para liderar – Talvez o princípio mais difícil.

Liderar com a mentalidade infinita exige convicção

para enfrentar críticas, pressão por resultados imediatos

e a tentação de atalhos fáceis. É preciso coragem para

defender uma visão de futuro em um mundo que cobra

vitórias instantâneas.

Essa forma de pensar altera profundamente a maneira

como entendemos o sucesso. O que realmente

importa não é quem “ganhou hoje”, mas quem estará

vivo, relevante e inspirador daqui a 10, 20 ou 50 anos. O

verdadeiro desafio não é alcançar a próxima meta — é

sustentar uma trajetória capaz de atravessar gerações.

Essa reflexão vale para empresas, mas também para

indivíduos. Carreiras não precisam ser vistas como corridas

para conquistar cargos e títulos, mas como jornadas

de aprendizado e contribuição contínua. Relações não

precisam ser contadas em vitórias e derrotas, mas em

vínculos que resistem ao tempo. E culturas não precisam

girar em torno do que é tendência agora, mas daquilo

que deixa marcas duradouras. Em um mundo onde a

pressa domina, talvez a maior revolução seja recuperar

a paciência. O jogo infinito nos convida a trocar a ansiedade

do resultado pelo prazer da construção, a obsessão

pelo ganho imediato pela serenidade de saber que estamos

criando algo que fará sentido muito além de nós.

No fundo, a vida não é sobre chegar primeiro, mas

sobre continuar presente. Não é sobre erguer um troféu,

mas sobre deixar um legado. Não é sobre vencer, mas

sobre durar. E essa pode ser a pergunta mais importante

que cada um de nós — líderes, marcas, profissionais, cidadãos

— precisa se fazer: estamos jogando para vencer

ou para continuar jogando?

Bruno Guerrero

é chief growth officer da Altermark

“Conceito de Simon

Sinek provoca

líderes e empresas a

repensarem métricas

imediatistas

e adotar visão

de longo prazo”

58 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


inspiração

Tempo de tainha

Fotos: Divulgação

“Volto de Floripa sempre com essa imagem na cabeça. A melhor

forma de se inspirar é simplesmente parar, observar... e confiar”

Andrei Croisfelt

Especial para o propmark

Nos últimos dois anos, Florianópolis passou a fazer parte da minha rotina e da minha

vida. Vou pra lá com certa frequência e, a cada visita, algo em mim desacelera. O

barulho diminui. O tempo muda. O olhar muda. Como se a ilha soubesse me lembrar

do que realmente importa.

Foi lá que, certa manhã, parei para assistir a uma cena que, por mais simples que pareça,

prendeu minha atenção: pescadores de tainha reunidos na areia, olhando o mar, em silêncio.

À primeira vista, parece que estão apenas ali, esperando. Mas, na verdade, estão lendo

sinais, sentindo o vento, observando o comportamento das ondas, das aves, da luz. Nada é

por acaso. Eles sabem quando agir — e, mais importante, sabem quando não agir.

Aquela imagem me tocou profundamente. Talvez porque ela conversasse diretamente

com algo que vive em mim desde sempre. Eu cresci perto da água. O mar e o rio sempre

foram parte do meu cenário e da minha história. Meu avô era pescador. Meu pai também.

Passei boa parte da infância ouvindo histórias de maré, de peixe, de redes que se lançam e

se recolhem com esperança. Lembro-me de acordar cedo com meu pai para ver o sol nascer

na beira do rio, e de como ele olhava o céu antes de decidir se saía com o barco ou não. Não

era só intuição — era conhecimento, respeito pela natureza, leitura de sinais que não estão

nos livros. Um tipo de sabedoria que não se ensina, mas se vive.

Essa memória voltou com força naquela manhã em Florianópolis. E me dei conta de

como esses aprendizados simples e antigos ainda fazem sentido — especialmente no mundo

profissional. Porque, no fundo, construir boas relações com clientes é muito parecido

com pescar no tempo da tainha. A gente vive num mundo que valoriza a pressa, o imediatismo,

a resposta rápida. Mas o que realmente faz diferença é saber ouvir, entender o

momento certo, criar confiança. Como na pesca artesanal, não adianta lançar a rede na hora

errada. É preciso paciência, escuta e precisão.

E ninguém faz isso sozinho. Na praia, são vários pescadores: um observa, outro comanda,

outros puxam a rede juntos. Existe sincronia, respeito ao tempo e ao papel de cada um. O

sucesso depende da coordenação — não da força individual. E penso em como isso também

vale para os negócios. Os melhores resultados surgem quando há alinhamento, clareza de

propósito e colaboração de verdade. Quando cada um sabe seu papel e confia no outro.

Hoje em dia, com tantas demandas urgentes, é fácil esquecer disso. Mas sigo acreditando

que as relações mais sólidas — e as parcerias mais duradouras — são aquelas que respeitam

o tempo de maturação. Aquelas que sabem esperar a hora certa. E que se constroem

como essa pesca: em silêncio, juntos, com atenção ao que vem do outro lado.

Volto de Floripa sempre com essa imagem na cabeça. E com a sensação de que, às vezes,

a melhor forma de se inspirar é simplesmente parar, observar... e confiar.

Andrei Croisfelt é co-CEO do Grupo Vati

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 59


click do alê

Alê Oliveira

aleoliveira@propmark.com.br

Fotos: Alê Oliveira

Luiz Lara, chairman da TBWA no

Brasil e presidente do Cenp

Lara vive noite histórica

Luiz Lara, chairman da TBWA no Brasil e presidente do Cenp, foi prestigiado por mais de 500 pessoas no lançamento de seu livro ‘A alma brasileira do negócio – Da era de ouro à era

digital, como a comunicação transforma o mundo’. Escrita em parceria com o jornalista Thales Guaracy e publicada pela Matrix Editora, a obra resgata a carreira de Lara, revelando os

bastidores da criação da Lew’Lara, agência cofundada em 1992 com Jaques Lewkowicz, e reflete sobre a consolidação tecnológica e da IA no mercado publicitário. A noite de autógrafos

ocorreu no último dia 15, na livraria da Travessa, em São Paulo.

Manzar Feres faz uma selfie com o autor ao fundo

Melissa Vogel e Luiz Lara

Luiz Lara com João Doria

Marcia Esteves e Luiz Lara

60 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


Fotos: Alê Oliveira

Julio Casares, José Luiz Gandini e Ângelo de Sá Júnior

Marcos Quintela e Luiz Lara

Luiz Lara e Nelcina Tropardi

Lara e Filipe Bartholomeu

Autor com Maílson da Nóbrega

Alexandre Guerreiro, Renata Bokel, Hugo Rodrigues e Márcio Santoro

Equipe da Lew’Lara\TBWA na lotada Livraria da Travessa,

no Shopping Iguatemi

Família presente: Alexandre Porto (genro), Ana Tereza

(filha), Lara, Bia Lara (mulher) e Francisco Lara (filho)

Lara com Jussara Marques (assistente), Bia Lara (sua

mulher) e Tereza Akisawa (assistente)

jornal propmark - 20 de outubro de 2025 61


última página

Alê Oliveira

Marketing é

para profissionais

Stalimir Vieira

é diretor da Base de Marketing

stalimircom@gmail.com

Stalimir Vieira

O

marketing (se é que se pode chamar assim) do

governo Bolsonaro era de uma tosquice de dar

dó. Puro amadorismo, como fiz questão de registrar

aqui em diversas ocasiões.

Havia quem avaliasse que aquilo era proposital, alinhado

com o gosto de seus eleitores, tudo feito de caso

pensado. Só que não.

O amadorismo em todas as instâncias era autêntico,

no conteúdo, na forma e na absoluta falta de planejamento.

O resultado, todos vimos: o desmoronamento da

imagem do governo e a perda da eleição em 2022.

O governo Lula começou com os mesmos vícios,

achando que, à semelhança de outras áreas, o marketing

também podia ser tocado pela companheirada.

Lembram-se da sucessão de trapalhadas da gestão

de Paulo Pimenta à frente da Secom?

E das suas consequências, como a queda vertiginosa

nos índices de aprovação de Lula?

Diferentemente de Bolsonaro e de seu entorno, que

se orgulhavam da própria estupidez e nada fizeram, o

petista foi rápido no gatilho e colocou um publicitário

brilhante para cuidar da comunicação: Sidônio Palmeira,

o marqueteiro que, aliás, assumiu sua campanha para

presidente num momento em que ela fazia água.

A diferença na qualidade da comunicação do governo

deu um salto admirável. Não há ponto sem nó. Não há

pergunta sem resposta. Não há oportunidade perdida.

E tudo realizado com impecável profissionalismo. Como

costuma ocorrer quando se trabalha do jeito certo, as

consequências positivas se revelam rapidamente.

Se, durante as enchentes no Rio Grande do Sul, Pimenta

conseguiu a proeza de transformar uma ocasião

em que o governo federal poderia demonstrar grandeza,

numa avalanche de politicagem e controvérsia, Sidônio

fez do escândalo da adulteração de bebidas com metanol

uma oportunidade de marcar a eficiência do governo

Lula nas emergências, por meio do uso irrepreensível da

imagem do ministro Alexandre Padilha.

Impossível, inclusive, não comparar Padilha do metanol

com Pazuello da Covid e compreender por que perdemos

tantas vidas à época da pandemia.

Da mesma forma que podemos compreender, hoje,

a indiscutível melhora na avaliação da gestão Lula e

os índices inquestionáveis que apontam um cenário

ideal para a sua reeleição em 2026, não importam os

adversários.

Fica evidente que trabalhar o marketing de governo

com capacidade técnica é determinante para a otimização

da informação pública.

Afinal, é o profissionalismo na comunicação de massa

que faz crescer um estado de confiança na população,

não importam as ideologias, os credos ou os protestos

da oposição.

A divulgação competente de iniciativas de valor, realizadas

com organização e método, por gente preparada,

faz perceber aos brasileiros que governar voltou

a ser um ato de alta responsabilidade, e não mais uma

improvisação de gente incompetente e de poucas luzes

intelectuais.

Sidônio Palmeira à frente da Secom trouxe alívio para

o governo e deve orgulhar todos aqueles que sempre

acreditaram e defenderam a relevância do marketing

bem aplicado em benefício da sociedade.

“É o profissionalismo

na comunicação de

massa que faz crescer

um estado de confiança

na população”

62 20 de outubro de 2025 - jornal propmark


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As pessoas vão sentir

um frio na barriga.

Ou não vão sentir nada.

Elas vão cantar no chuveiro, comentar no churrasco.

Ou vão deletar da memória.

Suas pupilas vão se dilatar alguns milímetros.

Ou ficar iguais.

Elas vão rir, chorar, compartilhar.

Ou desligar.

As pessoas vão querer ver de novo.

Ou dar skip.

Elas vão fazer piada usando aquilo.

Ou fazer piada daquilo.

Vão se emocionar, dançar, se contorcer.

Ou torcer o nariz.

Vão se lembrar daquilo décadas depois.

Ou esquecer no segundo seguinte.

Uma ideia pode ser f#d@. Ou não.

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