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Revista Top 100 - 2025

A edição 2025 da Revista TOP 100 Distribuidores já está disponível online, trazendo consigo os muito aguardados rankings dos maiores distribuidores de peças para veículos ligeiros, pesados, equipamentos, repintura e pneus. É uma edição que celebra o dinamismo, a resiliência e o espírito de inovação que continuam a definir o setor da distribuição aftermarket em Portugal

A edição 2025 da Revista TOP 100 Distribuidores já está disponível online, trazendo consigo os muito aguardados rankings dos maiores distribuidores de peças para veículos ligeiros, pesados, equipamentos, repintura e pneus. É uma edição que celebra o dinamismo, a resiliência e o espírito de inovação que continuam a definir o setor da distribuição aftermarket em Portugal

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Nº 11 | Ano 2025 | Periodicidade: Bianual | 10€

UMA EDIÇÃO



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João Vieira

joao.vieira@apcomunicacao.com

DIRETOR COMERCIAL

Mário Carmo

mario.carmo@apcomunicacao.com

GESTOR DE CLIENTES

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JORNALISTAS

Joana Mendes

joana.mendes@apcomunicacao.com

Inês Dias

ines.dias@apcomunicacao.com

WEBMASTER

António Valente

ARTE

Hélio Falcão

CRESCIMENTO,

DESAFIOS E

TRANSFORMAÇÃO

O

mercado de distribuição de peças automóveis apresentou em 2024 um novo ciclo

de crescimento, refletindo a vitalidade do setor aftermarket e a sua capacidade de

adaptação num contexto de transformação acelerada. De acordo com os rankings

mais recentes, todas as principais categorias registaram evoluções positivas.

Os 100 Maiores Distribuidores de Peças para Ligeiros atingiram quase 1,6 mil

milhões de euros em faturação, um crescimento de 9,9% face a 2023. Nos veículos pesados, os

25 maiores distribuidores somaram 197,9 milhões de euros, mais 10,5% que no ano anterior.

Já os 25 Maiores Distribuidores de Equipamentos para Oficinas alcançaram 140,7 milhões

de euros, representando um aumento de 8,2%. No segmento de repintura, o crescimento foi

mais moderado, com 97,2 milhões de euros e um acréscimo de 4,3%. Por fim, os 17 principais

distribuidores de pneus atingiram 323 milhões de euros, crescendo 7,2%.

SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS

E CONTABILIDADE

financeiro@apcomunicacao.com

PERIODICIDADE

Bianual

SEDE DA REDAÇÃO E EDITOR

Bela Vista Office

Estrada de Paço de Arcos, 66

2735 - 336 Cacém

Tel. +351 219 288 052

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desta publicação, no todo ou em

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da Revista TOP 100

IMPRESSÃO

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Avenida João Azevedo Coutinho, 643

2775-101 Parede

Site: yellowmaster.pt

N.º de Registo na ERC: 127197

Depósito Legal n.º: 201.608/03

Tiragem: 5.000 exemplares

Este desempenho positivo resulta de diversos fatores estruturais. O envelhecimento do parque

automóvel impulsiona a procura por manutenção e reparação, beneficiando oficinas independentes

e fornecedores de peças. Paralelamente, a retração na compra de carros novos, motivada

por fatores económicos, sociais e culturais, reforça a relevância do aftermarket. A perda do

automóvel como símbolo de status e o maior cuidado com o orçamento familiar têm levado

muitos consumidores a optar pela manutenção do veículo existente, em vez da substituição.

Apesar do otimismo, o mercado enfrenta desafios significativos. A escassez de recursos humanos

qualificados é uma das maiores preocupações, afetando diretamente a produtividade e a capacidade

de resposta. A logística também se tornou um ponto crítico. O aftermarket evoluiu para

um negócio essencialmente logístico, no qual o número excessivo de entregas diárias gera custos

elevados e pressiona toda a cadeia — dos distribuidores aos retalhistas e oficinas. A diferenciação

pelo serviço rápido é uma vantagem competitiva, mas exige equilíbrio entre agilidade, sustentabilidade

e eficiência operacional. Ajustar o número de entregas às reais necessidades das oficinas

e à capacidade dos retalhistas é essencial para manter um modelo sustentável.

O futuro do setor será moldado por três grandes vetores: consolidação, digitalização e sustentabilidade.

A concentração do negócio através de fusões, aquisições e entrada de capital estrangeiro

deverá intensificar-se, enquanto a digitalização dos processos será exponencial, transformando a

logística, a gestão e a relação com o cliente. Entre as principais tendências destacam-se o avanço

das plataformas digitais de gestão e compra de peças, o uso crescente de Inteligência Artificial

para otimizar operações e melhorar a experiência do cliente, e o desenvolvimento de soluções

logísticas mais sustentáveis.

www.apcomunicacao.com

Propriedade // João Vieira

Email // geral@apcomunicacao.com

Consulte o Estatuto Editorial no site:

www.jornaldasoficinas.com

A eletrificação do parque automóvel também trará novas exigências técnicas e oportunidades

de negócio. Em suma, o mercado de distribuição de peças vive um momento de equilíbrio entre

tradição e inovação. O crescimento de 2024 comprova a sua resiliência, mas o futuro exigirá mais

do que expansão: será necessário alinhar tecnologia, sustentabilidade e qualificação humana. As

empresas que conseguirem integrar estes pilares estarão melhor posicionadas para liderar a nova

era do aftermarket e desempenhar um papel central no futuro da mobilidade.

Top100 Aftermarket 2025

03


100

ÍNDICE

06

Reportagem XI Gala

06

TOP 100

Os maiores distribuidores

42

de peças para ligeiros

Os maiores distribuidores

104

de peças para pesados

Os maiores distribuidores

158

de equipamentos

Os maiores distribuidores

88

190

de repintura

Mercado automóvel

em Portugal 2024

Os maiores distribuidores

MAIS VENDAS,

206

de pneus

MENOS EMISSÕES!

O ano de 2024 revelou-se positivo

Peças para ligeiros

para o mercado automóvel português,

52 registando um crescimento global

de 5,6% face a 2023. Segundo dados

Peças para pesados

da ACAP, entre janeiro e dezembro

110 foram matriculados 249.269 novos

162 Equipamentos

veículos automóveis, traduzindo-se numa

recuperação consistente após os desafios

logísticos e económicos que marcaram

194 Repintura

os anos anteriores.

210 Pneus

222

Revisão do MVBER

Em defesa do aftermarket!

A decisão da Comissão Europeia

de prorrogar o MVBER até 2028

garante, por ora, a continuidade

das regras que sustentam

a liberdade de escolha dos

consumidores e a sobrevivência

de milhares de oficinas e

empresas independentes do

pós-venda. No entanto, a

avaliação em curso evidencia

que as mudanças tecnológicas

colocam novos desafios

à concorrência e ao direito

de reparar.

176

Futuro da indústria

automóvel europeia

A ENCRUZILHADA

DO AUTOMÓVEL EUROPEU!

O setor automóvel vive um dos seus

maiores momentos de transformação e

os desafios atuais estão a fazer suar os

CEO das maiores empresas automóveis

na Europa, que temem uma forte crise na

indústria. As marcas europeias não estão a

conseguir acompanhar as regulamentações

que obrigam à redução de emissões de

gases de estufa e veem-se ultrapassadas

pelos fabricantes chineses.

XI Gala TOP 100

NOITE DE GALA

E RECONHECIMENTO!

O salão principal do Casino da Figueira

da Foz voltou a brilhar intensamente na

noite de 17 de outubro, ao receber a XI

Gala TOP 100 Distribuidores e Oficinas,

um dos eventos mais aguardados do setor

aftermarket em Portugal. Mais de 200

convidados marcaram presença numa

celebração que combinou sofisticação,

emoção e reconhecimento, consolidando

a gala como o momento social mais

importante do ano para o setor.

124

20 anos de aftermarket

DUAS DÉCADAS

QUE MUDARAM TUDO!

No ano em que o Jornal das Oficinas

celebra o seu vigésimo aniversário, o

balanço do setor de pós-venda automóvel

reflete uma trajetória marcada por

transformação, resiliência e capacidade

de adaptação. Neste artigo, damos voz

aos protagonistas do aftermarket, que

partilham a sua visão sobre a evolução

do setor e as tendências que moldarão

o seu futuro.

04 Top100 Aftermarket 2025



O AFTERMARKET PORTUGUÊS

EM NOITE DE GALA

E RECONHECIMENTO!

YEARS

AUTOMOTIVE

06 Top100 Aftermarket 2025


O salão principal do Casino da Figueira da Foz voltou a brilhar intensamente na noite

de 17 de outubro, ao receber a XI Gala TOP 100 Distribuidores e Oficinas, um dos eventos

mais aguardados do setor aftermarket em Portugal. Mais de 200 convidados marcaram

presença numa celebração que combinou sofisticação, emoção e reconhecimento,

consolidando a gala como o momento social mais importante do ano para o setor

YEARS

AUTOMOTIVE

Top100 Aftermarket 2025

07


GALA

TOP100

A

edição de 2025 teve um significado

especial, assinalando também o 20.º

aniversário do Jornal das Oficinas,

uma publicação de referência que há

duas décadas acompanha a evolução

do mercado e das empresas portuguesas. Esta

coincidência deu à cerimónia um tom ainda mais

simbólico, refletindo a trajetória de crescimento,

inovação e união do setor ao longo dos anos. Como

já é tradição, os troféus TOP 100 voltaram a distinguir

as empresas distribuidoras e oficinas que

se destacaram pela sua excelência, desempenho e

compromisso com a qualidade. Além disso, foram

entregues os prestigiados prémios Personalidade

Aftermarket e Carreira, que homenageiam figuras

de destaque pelo seu contributo para o desenvolvimento

do setor. Um dos momentos mais

emocionantes da noite foi a entrega dos prémios

individuais. Joaquim Candeias recebeu o Prémio

Personalidade Aftermarket, pela sua liderança inspiradora

e visão estratégica, enquanto Hermínio

Cordeiro foi agraciado com o Prémio Carreira,

em reconhecimento à sua trajetória exemplar e

contributo duradouro para o aftermarket nacional.

A cerimónia foi acompanhada por vídeos com

testemunhos de familiares, amigos e colegas, que

partilharam mensagens de admiração e carinho,

tornando o momento inesquecível.

Uma noite de glamour e emoção

Desde a abertura vibrante com um grupo de tambores,

passando pelos discursos emocionantes dos

premiados, até à elegância do jantar e à partilha

A edição de 2025 teve

um sabor especial.

Coincidiu com o

20.º aniversário do

Jornal das Oficinas,

um marco que

reforçou o simbolismo

da celebração

e homenageou

duas décadas de

valorização do setor

entre profissionais, cada detalhe foi cuidadosamente

preparado para proporcionar uma experiência

memorável. O evento manteve o elevado padrão

de organização que o caracteriza, superando as

expectativas dos convidados e reforçando a reputação

de excelência da Gala TOP 100. Os mais

de 200 participantes foram unânimes em elogiar a

qualidade da cerimónia, a elegância do ambiente

e o prestígio dos prémios. Para muitos, a XI Gala

representou não apenas uma celebração dos melhores,

mas também uma oportunidade única de

networking e fortalecimento de relações de negócio.

Prestígio consolidado

no aftermarket português

Ao longo das suas onze edições, a Gala TOP 100

transformou-se num símbolo de prestígio, reconhecimento

e união no aftermarket português.

Premiar empresas que se destacam pela inovação,

eficiência e profissionalismo é mais do que um

gesto de reconhecimento — é um incentivo ao

desenvolvimento contínuo de todo o setor.

Hoje, receber um prémio na Gala TOP 100 é

sinónimo de excelência, um verdadeiro marco

para qualquer organização ou profissional do aftermarket.

O evento reúne os principais players

YEARS

AUTOMOTIVE

08 Top100 Aftermarket 2025



GALA

TOP100

do mercado, incluindo distribuidores, fabricantes,

fornecedores, oficinas e marcas internacionais,

tornando-se uma plataforma privilegiada para

o networking e para a partilha de experiências.

A consistência e o sucesso de onze edições consecutivas

refletem o compromisso da organização

com a qualidade e a credibilidade, reforçando a

importância da Gala no panorama económico e

empresarial. Combinando tradição e inovação,

o evento reafirma-se como uma celebração da

excelência e da paixão pelo setor automóvel.

O papel essencial

dos patrocinadores

A grandiosidade e o prestígio da Gala TOP 100

só são possíveis graças ao apoio fundamental dos

patrocinadores, cujo contributo assegura que o

evento mantenha o nível de qualidade e sofisticação

que o caracteriza. Organizar uma cerimónia

desta dimensão implica uma logística complexa

— desde o espaço, decoração e entretenimento

até à hospitalidade dos convidados — e os patrocinadores

tornam tudo isso viável.

As marcas associadas à XI Gala partilham dos mesmos

valores de inovação, qualidade e compromisso

com o desenvolvimento do aftermarket, reforçando

a ligação entre o evento e o setor que representa.

Este ano, um recorde de dezassete patrocinadores

contribuiu para o sucesso da Gala: CORTECO,

UFI FILTERS, AUTEL, BREMBO, MEWA,

MANN FILTER, PRO4MATIC, REPSOL, TAB

BATTERIES, RPL QUALITY, TIRSO PNEUS,

OSRAM, BASF, SAMPA, MEAT & DORIA, GO

Como já é tradição, os

emblemáticos troféus

TOP 100 distinguiram

as empresas

distribuidoras

e oficinas que mais

se destacaram pela

excelência, inovação

e desempenho

REPAIR e ORIGINAL BIRTH.

Todos foram homenageados com uma placa comemorativa,

em reconhecimento pelo seu apoio

e parceria estratégica. Essa colaboração reforça a

credibilidade e o alcance do evento, criando uma

relação win-win que beneficia tanto a Gala quanto

as marcas envolvidas.

Uma celebração que inspira o futuro

A XI Gala TOP 100 Distribuidores e Oficinas não

foi apenas uma cerimónia de entrega de prémios

— foi uma celebração da resiliência, do talento e

da capacidade de inovação de um setor essencial

para a economia portuguesa. Numa noite marcada

por glamour, emoção e profissionalismo, o evento

reafirmou o seu papel como principal plataforma

de reconhecimento e networking do aftermarket

nacional.

Com uma década de histórias e conquistas, a Gala

TOP 100 continua a escrever um capítulo de sucesso

na história do setor. O entusiasmo e a energia vividos

no Casino da Figueira da Foz deixaram uma certeza

entre os presentes: a XII edição já é aguardada com

grande expetativa, prometendo novas surpresas, homenagens

e, acima de tudo, a celebração contínua

da excelência no aftermarket português.

YEARS

AUTOMOTIVE

10 Top100 Aftermarket 2025


YEARS

AUTOMOTIVE

Top100 Aftermarket 2025

11


GALA

TOP100

20.º Aniversário JO

Duas décadas de informação e união no aftermarket

Há 20 anos, nascia o Jornal das Oficinas

(JO), uma publicação que se tornou

uma referência incontornável no

aftermarket automóvel em Portugal. Mais

do que o lançamento de um jornal, o seu

aparecimento representou a criação de um

espaço de união, informação e desenvolvimento

para milhares de profissionais ligados

à reparação e ao comércio automóvel.

Desde o primeiro número, em 2005, o JO

assumiu-se como uma publicação independente,

credível e isenta, com a missão de dar

voz a todo o setor, das pequenas oficinas

locais às grandes marcas e distribuidores,

preenchendo um vazio existente no mercado

e construindo uma ponte sólida entre

fabricantes, distribuidores e reparadores.

Ao longo destes 20 anos, o JO destacou-se

por inovar, surpreender e acrescentar valor

ao aftermarket. Sempre atento às transformações

do setor, acompanhou o aparecimento

de grupos de compra internacionais,

o crescimento das redes de oficinas padronizadas

e a evolução tecnológica que hoje

marca profundamente a reparação automóvel.

A cada edição, o JO não se limitou a noticiar,

mas interpretou tendências, deu palco

a diferentes vozes e ajudou empresas e profissionais

a compreender desafios e oportunidades.

A sua apresentação diferenciada, o

rigor editorial e a utilidade prática dos conteúdos

tornaram-no não apenas um jornal,

mas uma verdadeira ferramenta de gestão

Celebrar os 20 anos do Jornal das Oficinas

é celebrar também o percurso do aftermarket

em Portugal. Numa altura de profundas

transformações — com a chegada

dos veículos elétricos, a digitalização e as

novas exigências de clientes cada vez mais

informados — o JO continua a cumprir a

sua missão: informar com rigor, apoiar os

profissionais e ser a voz do setor. O futuro

trará novos desafios, mas também novas

oportunidades, e o JO continuará a evoluir

lado a lado com o mercado, mantendo-se

fiel à sua identidade: um jornal diferente,

que há duas décadas dá voz ao aftermarket.

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AUTOMOTIVE

12 Top100 Aftermarket 2025



GALA

TOP100

Prémio Personalidade Aftermarket – Joaquim Candeias

Liderar com Humanidade no Coração do Aftermarket

O

Managing Director da Ferdinand

Bilstein Portugal é hoje uma das

figuras mais influentes do setor

automóvel português. Quase quatro décadas

depois de iniciar o percurso numa

loja familiar, continua a ser guiado pela

mesma paixão e pelo compromisso com

as pessoas. Com 67 anos e uma carreira

marcada por visão, ética e persistência,

Joaquim Candeias construiu uma trajetória

ímpar no aftermarket automóvel. À

frente da Ferdinand Bilstein Portugal e

com um papel ativo na ACAP e na FIGIEFA,

defende que o verdadeiro sucesso nasce

da combinação entre inovação, qualidade

e valorização humana. Reconhecido com

o Prémio Personalidade Aftermarket 2025,

é o exemplo de uma liderança que acelera

o setor — sem nunca perder o rumo dos

valores.

A história de Joaquim Candeias é, acima

de tudo, a história de uma vida movida

pela paixão e pela persistência. Nascido

na Sé Nova, em Coimbra, há 67 anos, cedo

percebeu que o caminho profissional que

escolheria seria pautado pelo dinamismo e

pela transformação constante. Pai de dois

filhos e avô de seis netos — o seu verdadeiro

centro de gravidade —, é um homem de

convicções fortes, de afetos sólidos e de

uma dedicação notável ao setor automóvel,

onde construiu uma carreira de quase

quatro décadas.

Atualmente é Managing Director da Ferdinand

Bilstein Portugal S.A., empresa de

referência no aftermarket automóvel nacional,

cargo que desempenha com a mesma

energia e curiosidade que o caracterizam

desde os tempos em que, ao lado do pai,

iniciou o percurso na pequena loja de peças

JPeças, em Coimbra. A experiência inicial na

gestão familiar seria o ponto de partida para

um percurso ascendente, onde o trabalho,

o rigor e a visão estratégica se tornaram

marcas pessoais.

Quando começou, foi o dinamismo do setor

automóvel que o fascinou. E esse mesmo

dinamismo continua a ser o combustível

que o mantém ligado a uma área onde

a inovação é constante e o desafio nunca

termina. Para Joaquim Candeias, as peças

automóveis são muito mais do que simples

componentes de mecânica: representam

o coração de um ecossistema que garante

mobilidade, segurança e liberdade. Cada

peça, defende, é um elo essencial de uma

cadeia onde a confiança, a qualidade e a

disponibilidade fazem toda a diferença.

O equilíbrio entre a vida pessoal e profissional

foi sempre sustentado por uma família

unida, que lhe deu o suporte necessário

para crescer e arriscar. Essa estrutura familiar

forte foi o abrigo que lhe permitiu

enfrentar os desafios mais exigentes de

uma carreira longa e intensa.

Nas adversidades, aprendeu a reforçar valores

que considera inegociáveis: adaptação,

valorização das pessoas e das equipas,

confiança e flexibilidade. São estes princípios

que sustentam não apenas o seu estilo

de liderança, mas também o sucesso da

Ferdinand Bilstein Portugal, empresa que

ajudou a consolidar e tornar numa referência

incontornável do aftermarket nacional.

A persistência e a humanidade são as duas

palavras que melhor o definem. Num setor

competitivo e exigente, mantém uma postura

otimista e pragmática, acreditando

que o sucesso é construído todos os dias,

com pequenas conquistas. O seu quotidiano

raramente é igual: divide-se entre a

gestão da empresa e as responsabilidades

associativas, sem deixar de reservar tempo

para o seu ritual após o almoço — uns minutos

de bicicleta, dentro das instalações

da empresa, para oxigenar o pensamento.

Para si, um bom dia de trabalho é aquele em

que sente a equipa alinhada e vê progresso

em projetos estratégicos. Acredita que o

segredo do sucesso está em viver o lema do

grupo: “Fortes Individualmente, Imbatíveis

em Equipa”. É essa filosofia que pauta o

funcionamento interno da empresa e que

tem permitido a construção de um projeto

sólido, sustentado em valores como qualidade,

inovação, serviço ao cliente, sustentabilidade

e valorização do capital humano.

Além do papel na Ferdinand Bilstein Portugal,

Joaquim Candeias é uma figura central

na vida associativa do setor. Desde 2009,

tem desempenhado cargos de relevo, como

Presidente da Divisão de Peças e Acessórios

Independentes (DPAI) da ACAP e membro

do Board da FIGIEFA, entidade europeia

que reúne as principais associações do aftermarket.

Em 2025, assumiu ainda a função

de Vice-Presidente da Direção da ACAP

para o triénio 2025–2027, reforçando o seu

compromisso com o desenvolvimento do

setor a nível nacional e europeu.

Para ele, participar ativamente em projetos

e processos legislativos é fundamental, pois

acredita que só assim se garante uma atuação

equitativa e competitiva no mercado.

As vitórias associativas que mais o orgulham

estão relacionadas com as revisões

do regulamento MVBER, essenciais para

assegurar o acesso justo a peças e informações

técnicas, promovendo concorrência

leal e inovação.

Fora do ambiente empresarial, Joaquim

Candeias revela uma faceta descontraída

e autêntica. Aprecia música — com preferência

por Rod Stewart e Pink Floyd —, é fã

de automobilismo, motociclismo e ténis, e

torce pelo Benfica. Não tem gosto pela cozinha,

mas não resiste a um Bacalhau à Brás

bem confecionado. Nos tempos livres, gosta

de viajar e andar de mota, duas paixões que

traduzem a liberdade que tanto valoriza.

Entre sonhos e conquistas, concretizou um

antigo desejo: comprar um Porsche, símbolo

não de ostentação, mas de realização

pessoal e da ligação emocional que sempre

teve ao mundo automóvel.

Acima de tudo, porém, Joaquim Candeias é

um homem de afetos. A família e os amigos

são a sua grande paixão, o seu verdadeiro

ponto de partida e de chegada. Persistente,

humano e otimista por natureza, continua

a olhar para o futuro com a mesma curiosidade

que o moveu desde o início.

YEARS

AUTOMOTIVE

14 Top100 Aftermarket 2025


YEARS

AUTOMOTIVE

Top100 Aftermarket 2025

15


GALA

TOP100

Prémio Carreira - Hermínio Batalha Cordeiro

Uma vida guiada pelo trabalho,

pela família e pela visão de futuro

Hermínio Batalha Cordeiro nasceu na

vila da Batalha há sessenta e seis

anos e, desde cedo, aprendeu o valor

do esforço e da persistência. Filho de

uma família ligada à pecuária, começou a

trabalhar muito jovem, ainda adolescente,

ajudando os pais e, mais tarde, aos catorze

anos, numa pequena oficina local. A curiosidade

pelo mundo dos motores e a vontade

de aprender abriram-lhe as portas para

o setor dos veículos pesados, onde iniciou

o percurso profissional como caixeiro. Essa

experiência revelou-lhe um universo de

oportunidades e, sobretudo, a perceção

de que o mercado de peças usadas tinha

espaço para crescer.

Foi assim que, com determinação e uma

visão prática dos negócios, comprou o seu

primeiro camião para desmantelar e vender

às peças, montando o embrião daquilo

que viria a tornar-se um grupo empresarial

de referência. No início, trabalhava a partir

da garagem de casa, conciliando a venda

de peças com reparações e assistência. O

sucesso inicial levou-o a adquirir o primeiro

terreno e a construir um pequeno armazém,

onde começou a importar camiões,

maioritariamente da Holanda. Em cada viagem

trazia três veículos: um para revenda

YEARS

AUTOMOTIVE

16 Top100 Aftermarket 2025



GALA

TOP100

imediata, outro para reparar e um terceiro

destinado ao desmantelamento.

A necessidade de manutenção e reparação

originou a criação da oficina própria, e, com

o tempo, o negócio de peças novas, inicialmente

apenas um complemento, ganhou

expressão própria. Em 1995, impulsionado

pelo crescimento do volume de faturação,

decidiu formalizar o projeto empresarial,

criando as empresas HBC II – Peças Auto

e HBC – Reparações Auto, mantendo em

nome individual a venda de camiões. O

sucesso exigiu novas infraestruturas, e as

instalações na Batalha foram-se expandindo

com a aquisição de terrenos vizinhos.

Os anos seguintes foram marcados por

um espírito empreendedor constante.

Em 1998 inaugurou a primeira loja em Alverca,

a que se seguiram Pombal (2000),

Ovar (2002), Porto (2004), Rio Maior (2011)

e, mais recentemente, Seixal (2022). A consolidação

do negócio das peças novas e o

estabelecimento de relações diretas com

fornecedores internacionais de marcas

premium transformaram o grupo HBC

numa referência nacional no setor. A integração

na TEMOT International, em 2016,

representou o reconhecimento de décadas

de trabalho e abriu novas portas ao nível

da distribuição global.

A trajetória de Hermínio Cordeiro foi construída

num tempo em que o acesso ao

crédito era limitado e os juros elevados. A

compra de camiões no estrangeiro, muitas

vezes feita com dinheiro vivo e em diferentes

moedas, exigia coragem e capacidade

de adaptação. Ao longo dos anos, a gestão

rigorosa e o controlo financeiro permitiram

reduzir a dependência da banca, mas os

desafios continuam: margens mais curtas,

impostos elevados e uma concorrência

cada vez mais intensa obrigam a reinventar

estratégias e a manter o foco na eficiência.

A força de Hermínio Cordeiro reside, no

entanto, na sua capacidade de superação.

Para ele, cada obstáculo é uma oportunidade

de provar que o trabalho árduo, aliado

à honestidade e à perseverança, continua

a ser o caminho do sucesso. Foi essa filosofia

que o sustentou nos momentos

mais difíceis — como o trágico acidente

que marcou os primeiros anos da empresa

— e que o motiva a levantar-se todos os

dias, cedo, para ser o primeiro a chegar e

o último a sair.

A ligação à família é outro dos pilares da

sua vida. Casado com Zulmira, companheira

incansável em todas as etapas, é pai de

dois filhos e avô de quatro netos, o seu

maior orgulho. Ver o filho envolvido no negócio

é, para ele, o culminar de uma vida

de dedicação. Acredita na continuidade do

legado familiar e sonha que a paixão pelo

trabalho possa chegar às gerações futuras.

Um dos momentos

mais tocantes da

noite foi a entrega

dos prémios

individuais.Joaquim

Candeias foi

distinguido com o

Prémio Personalidade

Aftermarket,

enquanto Hermínio

Cordeiro recebeu o

Prémio Carreira

O quotidiano de Hermínio Cordeiro mantém-se

simples e genuíno. Continua a visitar

regularmente as lojas do grupo, conduzindo

muitas vezes o camião que faz a

distribuição de peças. Gosta de estar na

linha da frente, próximo dos colaboradores,

clientes e fornecedores, porque acredita

que a presença constante é a melhor forma

de liderança. Não raras vezes, é visto

ao volante de um empilhador, ajudando

a descarregar mercadorias — um gesto

que reflete a humildade de quem nunca

se afastou das origens.

Nos seus valores destaca a seriedade e o

respeito pela palavra dada. Para ele, num

negócio sólido, um aperto de mão vale

tanto quanto um contrato. Quando surgem

problemas, considera essencial olhar

o cliente nos olhos e encontrar soluções

rápidas e justas. É dessa filosofia que nasce

a confiança que marca o relacionamento

com o mercado.

Fora do ambiente empresarial, Hermínio

Cordeiro encontra na agricultura o seu refúgio.

Trabalhar a terra ao volante do trator

é a forma que encontrou para pensar com

serenidade e equilibrar o ritmo exigente

da vida profissional. Gosta de grelhar peixe

para a família, aprecia um bom fado

de Carlos do Carmo e, embora não seja

um adepto fervoroso, torce pelo Benfica.

Prefere os clássicos “westerns” ao cinema

moderno e, tendo conhecido grande parte

da Europa, diz não ter viagens de sonho

por cumprir — o essencial para ele, está

em casa.

Com uma trajetória marcada por coragem,

visão e persistência, Hermínio Batalha Cordeiro

é o exemplo vivo de que o sucesso

se constrói passo a passo, com seriedade e

trabalho. A história do homem que começou

numa pequena garagem e construiu

um império de peças automóveis é, hoje,

motivo de orgulho e inspiração. Por tudo o

que alcançou — e pela forma como o fez —,

é com inteira justiça que recebe o Prémio

Carreira 2025, símbolo do reconhecimento

de uma vida dedicada à empresa, à família

e a Portugal.

YEARS

AUTOMOTIVE

18 Top100 Aftermarket 2025


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• Precisão inigualável do pedal de travão

• Melhor dissipação de calor e gás para optimizar a refrigeração

de sistema de travagem

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uso de petróleo. Ao escolher estes filtros, contribui para um planeta mais limpo sem comprometer o desempenho ou

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O MESMO PROPÓSITO

CRESCER JUNTOS, FORTALECER O NEGÓCIO LOCAL E ELEVAR O

SERVIÇO AO CLIENTE AUTOMÓVEL

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Acesso a marcas

exclusivas

Permite aos parceiros GoShop

trabalhar com um portefólio alargado

de marcas selecionadas.

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Apoio à digitalização

e ao crescimento

Formação, ferramentas tecnológicas

e apoio em marketing para

impulsionar a presença e eficiência

dos nossos parceiros

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Produtos com a

nossa identidade

A nossa marca própria, criada para

oferecer soluções de qualidade,

fiáveis e competitivas.

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Oficinas que partilham

os mesmos valores

Rede oficinal ligada à comunidade

GoShop, com oficinas parceiras

focadas em confiança, técnica e

proximidade ao cliente

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PARCEIRA

Flexível. Técnica. Próxima.

A GoRepair é a rede oficinal dos

parceiros GoShop, criada para

unir oficinas e retalhistas através

de um modelo flexível e

colaborativo.

Sabemos que cada oficina é

diferente — por isso, a GoRepair

permite escolher os módulos e

serviços que melhor se ajustam

à sua realidade.

GoEasy

Soluções digitais que simplificam o dia a dia da oficina.

Permite aceder a informação técnica HaynesPro, identificar peças

e tempos de reparação e elaborar orçamentos com precisão e

rapidez.

GoPlus

Programa de fidelização e campanhas exclusivas que fortalecem

a relação com o cliente final.

Oferece vantagens comerciais, descontos especiais e incentiva a

participação da oficina em ações e eventos da rede.

GoCampus

Acesso a formação técnica presencial e online, através de

parceiros especializados do setor.

Inclui uma biblioteca digital com vídeos, cursos e conteúdos

técnicos para atualização contínua da equipa.

GoService

Serviço de apoio técnico direto, disponível por telefone ou

email, com acompanhamento em português.

Permite realizar diagnósticos e assistência remota, de

mecânicos para mecânicos, garantindo respostas rápidas e

eficazes.


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100

MERCADO

DISTRIBUIDORES

DE PEÇAS PARA LIGEIROS

Os 100 Maiores Distribuidores de Peças para Ligeiros faturaram em 2024

quase 1,6 mil milhões de euros, crescendo 9,9% sobre 2023. Aumentou em 8,6% o n.º de

trabalhadores que superaram os 6,1 mil. A produtividade aumentou para 257 mil euros

por trabalhador

O

mercado

de distribuição de

peças enfrenta uma crescente

concentração, resultado de fusões,

associações e aquisições,

incluindo capital estrangeiro.

Paralelamente, a digitalização dos processos operacionais

transforma profundamente logística e

gestão. As novas formas de mobilidade, como os

veículos elétricos alteram padrões de consumo e

exigem adaptação rápida. A economia circular e

a sustentabilidade introduzem novos operadores,

produtos e modelos de negócio, enquanto gigantes

online e inteligência artificial reconfiguram

toda a cadeia de distribuição. O grande desafio

do setor continua a ser os recursos humanos,

com dificuldades em atrair e reter jovens e gerir

o confronto geracional. A logística, as devoluções

e a gestão de stocks exigem soluções eficientes,

e a capacidade de adaptação às mudanças tecnológicas

e ambientais determinará a vantagem

competitiva futura.

Nesta edição introduzimos as seguintes alterações

para adequar a evolução do Mercado:

• Não incluímos a Stellantis &You, distribuidora

do fabricante do mesmo nome, que tem presença

significativa no mercado, mas com posicionamento

diferente: quase 50% da sua faturação

é realizada fora da sua rede de concessionários.

• 3A Aftermarket, grupo distribuidor que consolida

várias empresas do setor: Euromais, RPL

clima, ATM, Viscopeças e Lusofiltros. Os dados

apresentados correspondem ao consolidado da

empresa, e não incluímos os individuais das filiais.

• M.Coutinho Peças, realiza todas as operações

de Distribuição das marcas da Mercedes e do

grupo VAG, mas por motivos de compliance, a

faturação destas operações é realizada por outra

empresa do Grupo (M.Coutinho Nordeste). O

valor da faturação destas operações é de 6,8 M €.

A situação financeira manteve valores excelentes:

• Os lucros atingiram quase 75 milhões de €, e

unicamente 4 empresas apresentaram prejuízos

(7 no ano 2023).

• Autonomia financeira aumentou para 54,1% do

ativo financiado pelos capitais próprios.

• As rentabilidades médias cresceram para valores

de 4,7% das vendas e 13,1% dos capitais.

• A incidência do VAB nas Vendas é de 18%,

valor pequeno como corresponde a atividade

comercial.

A Sofrapa lidera em volume de negócios e número

de trabalhadores, mas a M.Coutinho Peças seria

líder em vendas, se incluir a faturação realizada

por M.Coutinho Nordeste.

A Centrauto dispõe dos maiores ativos e capitais,

sendo também a maior geradora de resultados

e VAB.

42 Top100 Aftermarket 2025


O SEU PARCEIRO DE

PEÇAS 360º


MERCADO TOP100

TOP 100

MAIORES DISTRIBUIDORES PEÇAS VEÍCULOS LIGEIROS

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓP. 2024 VAB 2024 Nº TRAB. 2024

1 SOFRAPA, S.A. LISBOA 95.431 90.186 55.316 1.474 8.828 15.135 442

2 M. COUTINHO PEÇAS, S.A. PORTO 94.156 73.967 27.616 1.528 7.800 7.561 169

3 CENTRAUTO, LDA. AVEIRO 80.629 69.567 124.654 14.012 102.181 23.463 204

4 CREATE BUSINESS, S.A. LISBOA 68.881 63.363 19.366 59 1.532 1.519 23

5 AUTOZITÂNIA, S.A. LISBOA 68.235 60.936 46.248 3.514 27.337 10.912 146

6 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. AVEIRO 65.389 55.559 44.897 4.023 25.149 14.676 421

7 3A AFTERMARKET - PEÇAS E PNEUS, S.A. COIMBRA 60.237 58.255 38.217 438 10.016 5.755 109

8 AUTO DELTA, LDA. LEIRIA 52.589 47.516 34.647 5.866 25.656 12.198 134

9 NORS AFTERMARKET PORTUGAL, S.A. SETÚBAL 51.363 55.987 57.503 508 27.462 8.351 185

10 VAUNER TRADING, S.A. PORTO 48.667 47.058 37.753 2.199 23.455 8.739 175

11 CAETANO PARTS, LDA. PORTO 47.388 43.997 17.295 917 5.193 6.717 150

12 BOMBÓLEO, LDA LISBOA 43.567 42.924 21.270 1.429 6.815 5.491 97

13 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. LISBOA 32.469 31.047 14.237 993 7.094 5.155 59

14 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. LISBOA 32.338 25.006 19.660 1.215 6.914 5.090 82

15 DRIVE360 - PARTS & SOLUTIONS, LDA. LISBOA 32.328 30.925 18.578 753 644 5.931 166

16 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. LISBOA 30.662 25.780 18.173 2.123 9.350 6.535 104

17 FIMAG, LDA. BRAGA 28.194 23.976 19.577 2.479 14.523 5.507 78

18 JAPPARTS, LDA. PORTO 27.465 26.402 7.057 6 2.809 7.172 273

19 SOULIMA, S.A. LISBOA 24.594 23.488 14.407 351 9.516 3.187 81

20 EUROPEÇAS, S.A LISBOA 23.342 22.964 16.231 -76 5.678 4.431 139

21 BRAGALIS, S.A. BRAGA 22.047 18.007 12.265 455 4.964 2.837 56

22 M.F. PINTO, S.A. LISBOA 21.542 16.800 13.867 1.582 8.563 3.912 56

23 ROMAFE, S.A. PORTO 20.216 17.860 18.301 208 14.047 3.171 69

24 ALECARPEÇAS, LDA. LISBOA 19.287 15.884 10.699 1.409 5.886 4.183 74

25 LEIRILIS, S.A. LEIRIA 17.509 16.602 12.908 539 5.114 3.251 79

26 INOVPEÇAS,S.A. PORTO 17.052 14.862 9.439 748 3.893 3.944 119

27 VIEIRA & FREITAS, LDA. BRAGA 16.300 14.362 15.019 1.537 13.243 3.860 46

28 HUMBERPEÇAS, LDA. AVEIRO 15.118 13.041 9.879 74 2.082 1.920 67

29 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET GROUP, S.A. (REDEINNOV) PORTO 14.774 15.926 4.132 99 890 613 9

30 CREATE BY SANDIA, S.A. FARO 14.764 13.892 6.081 1.640 4.337 4.071 84

31 RODAPEÇAS, S.A. LEIRIA 14.045 12.516 7.624 539 3.609 3.292 99

32 ISUVOL, LDA. SANTARÉM 13.295 13.171 9.743 487 5.974 2.526 69

33 A. VIEIRA, S.A. BRAGA 12.057 11.734 8.678 403 5.296 2.432 60

34 IBEROTURBO, LDA. LISBOA 11.919 12.484 7.558 541 4.148 1.211 16

35 MONDEGOPEÇAS, LDA. COIMBRA 10.598 8.782 7.070 498 3.805 2.608 76

36 J. SOARES & RODRIGUES, LDA. (SOARAUTO) BRAGA 10.379 9.408 6.245 319 1.693 2.146 56

37 INFINIAUTO, LDA. PORTO 10.363 7.568 11.033 1.371 9.652 3.354 40

38 AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A. PORTO 9.344 9.017 8.954 290 6.333 2.089 49

39 ADELINO PEDRO, LDA. (APL EXPRESSO) AÇORES 9.179 8.298 5.338 499 2.941 1.940 51

40 CARDOSO & MAIA, S.A. PORTO 8.156 7.773 11.699 -84 5.512 2.128 75

41 AUTO RECTO, LDA. PORTO 8.075 7.603 6.143 779 5.025 2.056 31

42 GAIAFOR, LDA. PORTO 7.513 6.573 3.923 239 2.035 1.791 49

43 TURBOMAX, LDA. SETÚBAL 7.339 6.697 4.863 522 3.641 1.918 34

44 PAULO & DANIELA, LDA. (PD AUTO) BRAGA 7.218 6.225 5.944 256 2.001 1.583 42

45 JOSÉ FORTUNATO, LDA. (JF AUTO PEÇAS) C. BRANCO 7.158 6.285 5.562 720 3.584 2.037 43

46 PHAARMPEÇAS, LDA. VISEU 6.968 6.171 5.455 474 2.249 2.000 47

47 VALES & VALES, LDA. PORTO 6.847 5.862 3.008 341 1.776 1.645 49

48 TISOAUTO-PEÇAS, LDA. PORTO 6.642 6.100 3.558 216 1.381 1.385 51

49 LUBRINORDESTE, LDA. VILA REAL 6.569 6.209 3.740 429 1.505 1.627 37

50 GLOBESCALA, LDA. LISBOA 6.255 5.624 7.449 655 3.442 1.456 16

44 Top100 Aftermarket 2025


Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓP. 2024 VAB 2024 Nº TRAB. 2024

51 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) PORTO 6.092 6.021 10.196 1.042 9.590 2.398 37

52 AUTOPEÇAS CAB, LDA. SETÚBAL 5.957 5.664 3.900 19 2.725 1.634 57

53 PEÇASRAM, LDA. MADEIRA 5.897 5.897 5.765 545 4.803 1.823 45

54 MAIORPEÇAS, LDA. SANTARÉM 5.593 4.900 3.241 338 2.356 1.136 28

55 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA. LEIRIA 5.250 4.797 3.987 562 2.917 1.194 19

56 HUMBERTO ROMANO & ANDRADE, LDA. BRAGANÇA 5.249 3.927 1.579 81 1.058 257 9

57 AUTOZITÂNIA II, S.A. LISBOA 5.244 3.806 2.947 572 1.949 1.625 30

58 NIPOCAR, LDA. PORTO 5.107 4.384 6.650 662 5.356 1.774 29

59 HOJER ELECTROMECÂNICA, LDA. SANTARÉM 5.104 4.734 4.569 265 2.474 1.091 37

60 BARCELPEÇAS, LDA. BRAGA 5.082 4.425 4.180 333 3.192 997 41

61 NEWCARPRO CENTROS AUTO, LDA. BRAGA 5001 4.374 1.473 193 187 643 11

62 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO,LDA. AVEIRO 4.905 4.839 3.356 221 1.250 1.040 25

63 R3D, LDA. C. BRANCO 4.877 4.560 4.724 411 3.604 1.233 34

64 PRIMOPEÇAS, LDA. BRAGA 4.842 4.049 2.371 69 608 1.032 38

65 FILOURÉM, LDA. SANTARÉM 4.716 4.659 3.755 -33 1.101 834 23

66 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. LISBOA 4.640 4.442 1.890 47 392 768 29

67 JAPOPEÇAS, LDA. AVEIRO 4.548 4.331 5.203 494 4.596 1.126 16

68 AUTO PEÇAS DA GAFANHA DA NAZARÉ, LDA. AUTOPEÇAS.PT) AVEIRO 4.546 4.196 3.859 72 765 897 33

69 DAVASA AUTOMOCIÓN, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 4.484 4.501 3.223 -199 -1.695 547 25

70 RODEÇA - RODRIGUES & EÇA, LDA. AVEIRO 4.443 4.159 2.286 127 1.297 899 33

71 MENAPEÇAS, S.A. LISBOA 4.412 4.251 4.646 120 3.756 1.009 40

72 CYR - COMÉRCIO IBÉRICO DE ROLAMENOS, LDA. LISBOA 4.319 4.425 4.829 13 1.665 1.191 38

73 FRANCECAR, LDA. VISEU 4.275 4.294 4.206 129 2.588 875 22

74 SA GOMES, S.A. (AUTO ESFERA) BRAGA 4.209 2.783 3.995 1.184 2.583 1.971 16

75 REMAIND REVESTIMENTOS INDUSTRIAIS, LDA. BEJA 4.196 4.574 3.556 360 2.731 878 9

76 AUTOAVAL, LDA COIMBRA 4.157 3.785 1.630 271 1.251 888 16

77 GANDRA & FILHOS, LDA. (AUTO FORMIGOSA) V. do CASTELO 4.134 4.020 3.114 71 970 794 30

78 MCS - PEÇAS E ACESSORIOS, LDA. LISBOA 4.125 3.772 3.177 180 1.753 1.039 25

79 ADAICO - AUXILIARES DE AUTOMAÇÃO, LDA. PORTO 4.083 4.100 1.759 206 1.355 494 8

80 GRANMOTOR, LDA. LISBOA 4.077 3.912 2.219 86 989 910 29

81 ELPS, LDA. MADEIRA 4.023 3.692 3.483 290 1.614 987 21

82 POLIBATERIAS, LDA. SETÚBAL 4.009 3.780 2.249 25 1.445 738 11

83 RECIFE - DESMONTAGEM DE VEÍCULOS, LDA. BRAGA 3.984 3.721 5.446 364 3.297 1.950 63

84 REALAUTO - BATERIAS PEÇAS E ACESSÓRIOS, LDA. VILA REAL 3.889 3.644 1.905 59 741 482 20

85 GULOSIPEÇAS, LDA. V. do CASTELO 3.867 3.494 2.054 154 299 877 23

86 MACOS EXTRAS E ACESSÓRIOS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. PORTO 3.834 3.768 6.305 485 5.698 1.164 22

87 P. P. T. - PEÇAS AUTO DE BRAGA, LDA. BRAGA 3.687 2.996 1.596 150 741 906 22

88 FERREIRA & COUTINHO, LDA. BRAGA 3.603 3.164 2.491 203 1.060 864 16

89 AÇORPEÇAS, LDA. P. DELGADA 3.595 3.238 4.390 757 4.049 1.490 21

90 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. SANTARÉM 3.562 3.235 2.755 296 2.130 921 17

91 AUTO FORNECEDORA, LDA. PORTO 3.505 3.440 3.201 109 2.520 801 15

92 SIMPORAL, LDA. LISBOA 3.440 3.969 1.495 221 1.017 1.115 21

93 CANFER - PEÇAS E ACESSÓRIOS AUTO, LDA. LISBOA 3.427 2.735 3.180 406 2.222 1.691 22

94 MERPEÇAS, LDA. AVEIRO 3.384 2.656 1.660 85 618 493 14

95 X-ACTION, LDA. COIMBRA 3.382 3.349 1.485 38 598 588 19

96 FLUXOIMPOR, LDA. PORTO 3.379 3.212 3.355 323 2.709 977 18

97 EUROSPRING - COMPONENTES PARA SUSPENSÃO, S.A. SANTARÉM 3.332 3.563 5.215 514 3.847 1.120 9

98 AGOSTIAUTO, LDA. SETÚBAL 3.327 2.756 1.391 53 497 696 19

99 TRIOTORRES, LDA. LISBOA 3.281 2.999 1.687 24 999 478 21

100 MARCODIESEL, LDA. SETÚBAL 3.258 2.847 2.079 102 1.021 1.316 40

Top100 Aftermarket 2025

45


MERCADO TOP100

TOP 100

EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIOS - DISTRIBUIDORES PEÇAS LIGEIROS

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024

CRESC. VOL.

NEG. 24/23

VOL. NEG. 2023

CRESC. VOL.

NEG. 23/22

VOL. NEG. 2022

CRESC. VOL.

NEG. 22/21

1 SA GOMES, S.A. (AUTO ESFERA) BRAGA 4.209 51,2 2.783 2,4 2.717 -1,6 2.761

2 AUTOZITÂNIA II, S.A. LISBOA 5.244 37,8 3.806 19,0 3.198 13,8 2.809

3 INFINIAUTO, LDA. PORTO 10.363 36,9 7.568 19,7 6.325 11,3 5.684

4 HUMBERTO ROMANO & ANDRADE, LDA. BRAGANÇA 5.249 33,7 3.927 6,8 3.677 18,5 3.104

VOL. NEG. 2021

5 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. LISBOA 32.338 29,3 25.006 9,6 22.818 11,7 20.426

6 M.F. PINTO, S.A. LISBOA 21.542 28,2 16.800 14,5 14.676 11,9 13.112

7 MERPEÇAS, LDA. AVEIRO 3.384 27,4 2.656 13,6 2.338 93,7 1.207

8 M. COUTINHO PEÇAS, S. A. PORTO 94.156 27,3 73.967 6,6 69.416 23,9 56.006

9 CANFER - PEÇAS E ACESSÓRIOS AUTO, LDA. LISBOA 3.427 25,3 2.735 22,2 2.238 - -

10 P. P. T. - PEÇAS AUTO DE BRAGA, LDA. BRAGA 3.687 23,1 2.996 11,5 2.686 5,0 2.558

11 BRAGALIS, S.A. BRAGA 22.047 22,4 18.007 3,6 17.375 4,7 16.588

12 ALECARPEÇAS, LDA. LISBOA 19.287 21,4 15.884 19,3 13.318 22,6 10.864

13 AGOSTIAUTO, LDA. SETÚBAL 3.327 20,7 2.756 25,8 2.191 18,3 1.852

14 MONDEGOPEÇAS, LDA. COIMBRA 10.598 20,7 8.782 17,8 7.455 28,3 5.812

15 PRIMOPEÇAS, LDA. BRAGA 4.842 19,6 4.049 14,4 3.540 26,1 2.807

16 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S. A. LISBOA 30.662 18,9 25.780 12,1 23.006 20,3 19.120

17 J. P. L. R 1 UNIPESSOAL, LDA. AVEIRO 65.389 17,7 55.559 27,1 43.709 17,6 37.177

18 FIMAG, LDA. BRAGA 28.194 17,6 23.976 18,7 20.197 19,7 16.874

19 VALES & VALES, LDA. PORTO 6.847 16,8 5.862 22,6 4.781 37,1 3.486

20 NIPOCAR, LDA. PORTO 5.107 16,5 4.384 7,5 4.077 4,4 3.907

21 PAULO & DANIELA, LDA. (PD AUTO) BRAGA 7.218 16,0 6.225 18,9 5.235 9,1 4.798

22 HUMBERPEÇAS, LDA. AVEIRO 15.118 15,9 13.041 27,3 10.245 0,0 10.245

23 CENTRAUTO, LDA. AVEIRO 80.629 15,9 69.567 15,2 60.371 23,6 48.846

24 BARCELPEÇAS, LDA. BRAGA 5.082 14,8 4.425 12,4 3.936 6,7 3.689

25 INOVPEÇAS, S.A. PORTO 17.052 14,7 14.862 19,4 12.445 23,3 10.095

26 MARCODIESEL, LDA. SETÚBAL 3.258 14,4 2.847 18,6 2.400 5,4 2.276

27 NEWCARPRO - CENTROS AUTO, LDA. BRAGA 5001 14,3 4.374 15,4 3.791 -0,2 3.798

28 GAIAFOR, LDA. PORTO 7.513 14,3 6.573 15,3 5.700 10,7 5.151

29 MAIORPEÇAS, LDA. SANTARÉM 5.593 14,1 4.900 13,0 4.336 15,2 3.763

30 JOSÉ FORTUNATO, LDA. (JF AUTO PEÇAS) C. BRANCO 7.158 13,9 6.285 21,5 5.171 18,1 4.379

31 FERREIRA & COUTINHO, LDA. BRAGA 3.603 13,9 3.164 34,2 2.357 47,7 1.596

32 VIEIRA & FREITAS, LDA. BRAGA 16.300 13,5 14.362 5,5 13.617 5,4 12.925

33 ROMAFE, S.A. PORTO 20.216 13,2 17.860 26,6 14.109 22,7 11.495

34 PHAARMPEÇAS, UNIPESSOAL, LDA. VISEU 6.968 12,9 6.171 21,6 5.076 13,4 4.475

35 RODAPEÇAS, S. A. LEIRIA 14.045 12,2 12.516 10,9 11.290 17,0 9.647

36 AUTOZITÂNIA, S. A. LISBOA 68.235 12,0 60.936 15,6 52.729 24,5 42.344

37 GLOBESCALA, LDA. LISBOA 6.255 11,2 5.624 -7,9 6.108 46,2 4.178

38 AÇORPEÇAS, LDA. P. DELGADA 3.595 11,0 3.238 4,5 3.098 11,2 2.787

39 AUTO DELTA, LDA. LEIRIA 52.589 10,7 47.516 24,5 38.151 12,7 33.866

40 GULOSIPEÇAS, LDA. V. do CASTELO 3.867 10,7 3.494 13,0 3.091 10,0 2.809

41 ADELINO PEDRO, LDA. (APL EXPRESSO) AÇORES 9.179 10,6 8.298 15,2 7.205 15,3 6.250

42 J. SOARES & RODRIGUES, LDA. (SOARAUTO) BRAGA 10.379 10,3 9.408 9,0 8.631 16,0 7.439

43 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. SANTARÉM 3.562 10,1 3.235 17,2 2.760 13,8 2.426

44 AUTOAVAL , LDA COIMBRA 4.157 9,8 3.785 17,6 3.218 14,3 2.815

45 TURBOMAX, LDA. SETÚBAL 7.339 9,6 6.697 18,3 5.663 9,7 5.163

46 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA. LEIRIA 5.250 9,4 4.797 22,8 3.906 13,2 3.451

47 TRIOTORRES, LDA. LISBOA 3.281 9,4 2.999 6,5 2.816 1,9 2.764

48 MCS - PEÇAS E ACESSORIOS, LDA LISBOA 4.125 9,4 3.772 11,3 3.390 11,4 3.043

49 ELPS, LDA. MADEIRA 4.023 9,0 3.692 15,3 3.203 12,9 2.837

50 TISOAUTO-PEÇAS, LDA. PORTO 6.642 8,9 6.100 23,1 4.954 12,1 4.420

46 Top100 Aftermarket 2025


Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024

CRESC. VOL.

NEG. 24/23

VOL. NEG. 2023

CRESC. VOL.

NEG. 23/22

VOL. NEG. 2022

CRESC. VOL.

NEG. 22/21

VOL. NEG. 2021

51 CREATE BUSINESS, S.A. LISBOA 68.881 8,7 63.363 -2,1 64.715 22,2 52.941

52 AUTO PEÇAS DA GAFANHA DA NAZARÉ, LDA. (AUTOPEÇAS.PT) AVEIRO 4.546 8,3 4.196 8,7 3.859 22,1 3.160

53 HOJER ELECTROMECÂNICA, LDA. SANTARÉM 5.104 7,8 4.734 8,5 4.365 2,7 4.249

54 CAETANO PARTS, LDA. PORTO 47.388 7,7 43.997 -2,1 44.945 122,6 20.193

55 RECIFE - DESMONTAGEM DE VEÍCULOS, LDA. BRAGA 3.984 7,1 3.721 - - - -

56 R3D, LDA. C. BRANCO 4.877 7,0 4.560 5,3 4.329 14,0 3.799

57 RODEÇA - RODRIGUES & EÇA, LDA. AVEIRO 4.443 6,8 4.159 17,2 3.550 8,5 3.271

58 REALAUTO - BATERIAS PEÇAS E ACESSÓRIOS, LDA. VILA REAL 3.889 6,7 3.644 16,9 3.118 20,0 2.599

59 CREATE BY SANDIA, S.A. FARO 14.764 6,3 13.892 25,4 11.075 8,2 10.231

60 AUTO RECTO, LDA. PORTO 8.075 6,2 7.603 18,7 6.404 9,6 5.844

61 POLIBATERIAS, LDA. SETÚBAL 4.009 6,1 3.780 12,4 3.362 6,1 3.170

62 SOFRAPA AUTOMOVÉIS, S.A. LISBOA 95.431 5,8 90.186 16,4 77.476 4,0 74.471

63 LUBRINORDESTE, LDA. VILA REAL 6.569 5,8 6.209 10,6 5.615 17,1 4.796

64 LEIRILIS, S.A. LEIRIA 17.509 5,5 16.602 17,1 14.183 8,9 13.023

65 FLUXOIMPOR, LDA. PORTO 3.379 5,2 3.212 2,0 3.149 10,3 2.856

66 AUTOPEÇAS CAB, LDA. SETÚBAL 5.957 5,2 5.664 8,5 5.220 3,4 5.047

67 JAPOPEÇAS, LDA. AVEIRO 4.548 5,0 4.331 6,1 4.083 -1,8 4.159

68 CARDOSO & MAIA, S.A. PORTO 8.156 4,9 7.773 -9,2 8.559 2,3 8.370

69 SOULIMA, S.A. LISBOA 24.594 4,7 23.488 18,4 19.836 11,1 17.861

70 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. LISBOA 32.469 4,6 31.047 8,4 28.647 10,6 25.895

71 DRIVE360 - PARTS & SOLUTIONS, LDA. LISBOA 32.328 4,5 30.925 21,7 25.405 - 0

72 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. (N PEÇAS) LISBOA 4.640 4,5 4.442 13,9 3.901 28,4 3.039

73 GRANMOTOR, LDA. LISBOA 4.077 4,2 3.912 3,6 3.777 7,3 3.520

74 JAPPARTS, LDA. PORTO 27.465 4,0 26.402 11,8 23.624 36,4 17.315

75 MENAPEÇAS, S.A. LISBOA 4.412 3,8 4.251 3,0 4.128 16,5 3.544

76 AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A. PORTO 9.344 3,6 9.017 4,8 8.603 -1,6 8.743

77 VAUNER TRADING, S.A PORTO 48.667 3,4 47.058 8,9 43.207 17,6 36.729

78 3A AFTERMARKET - PEÇAS E PNEUS, S.A. COIMBRA 60.237 3,4 58.255 473,4 10.160 - -

79 GANDRA & FILHOS, LDA. (AUTO FORMIGOSA) V. do CASTELO 4.134 2,8 4.020 27,9 3.142 15,9 2.712

80 A. VIEIRA, S.A. BRAGA 12.057 2,8 11.734 8,2 10.846 6,0 10.231

81 AUTO FORNECEDORA, LDA. PORTO 3.505 1,9 3.440 4,8 3.282 11,6 2.940

82 MACOS EXTRAS E ACESSÓRIOS, LDA. PORTO 3.834 1,8 3.768 5,5 3.570 5,2 3.395

83 EUROPEÇAS, S.A. LISBOA 23.342 1,6 22.964 11,4 20.613 15,0 17.928

84 BOMBÓLEO, LDA. LISBOA 43.567 1,5 42.924 -15,4 50.736 84,7 27.473

85 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO, LDA. AVEIRO 4.905 1,4 4.839 29,6 3.735 23,1 3.033

86 FILOURÉM-COMÉRCIO DE PEÇAS AUTO, LDA. SANTARÉM 4.716 1,2 4.659 11,6 4.173 12,7 3.703

87 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) PORTO 6.092 1,2 6.021 2,6 5.869 23,8 4.739

88 X-ACTION, LDA. COIMBRA 3.382 1,0 3.349 3,6 3.233 10,0 2.940

89 ISUVOL, LDA. SANTARÉM 13.295 0,9 13.171 10,2 11.948 17,6 10.161

90 PEÇASRAM, LDA. MADEIRA 5.897 0,0 5.897 7,6 5.478 10,2 4.971

91 DAVASA AUTOMOCIÓN, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 4.484 -0,4 4.501 -1,1 4.553 5,4 4.319

92 ADAICO - AUXILIARES DE AUTOMAÇÃO, LDA. PORTO 4.083 -0,4 4.100 - - - -

93 FRANCECAR, LDA. VISEU 4.275 -0,4 4.294 15,4 3.720 17,7 3.161

94 CYR - COMÉRCIO IBÉRICO DE ROLAMENOS, LDA. LISBOA 4.319 -2,4 4.425 3,2 4.289 8,7 3.947

95 IBEROTURBO, LDA. LISBOA 11.919 -4,5 12.484 9,6 11.392 3,1 11.052

96 EUROSPRING - COMPONENTES PARA SUSPENSÃO, S.A. SANTARÉM 3.332 -6,5 3.563 - - - -

97 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET GROUP, S.A. (REDEINNOV) PORTO 14.774 -7,2 15.926 13,0 14.094 10,6 12.738

98 NORS AFTERMARKET PORTUGAL, S.A. SETÚBAL 51.363 -8,3 55.987 6,6 52.507 63,9 32.035

99 REMAIND - REVESTIMENTOS INDUSTRIAIS, LDA. BEJA 4.196 -8,3 4.574 16,3 3.934 - -

100 SIMPORAL, LDA. LISBOA 3.440 -13,3 3.969 41,7 2.801 10,4 2.537

Top100 Aftermarket 2025

47


MERCADO TOP100

OS MELHORES

POR CRITÉRIOS

A eleição dos melhores distribuidores por critérios, é uma iniciativa que pretende

premiar as empresas dos vários setores de Distribuição (Peças Ligeiros, Peças Pesados,

Equipamentos, Repintura e Pneus), que mais se destacaram no último ano. A análise

qualitativa obedece a sete critérios previamente definidos que explicamos nesta página

A

s análises e a escolha das Melhores

Empresas incide sobre os “Distribuidores

de Peças para Veículos Ligeiros”,

“Distribuidores de Peças para

Pesados”, “Distribuidores de Equipamentos

Oficinais”, “Distribuidores de Repintura” e

“Distribuidores de Pneus”. Os dados apresentados

correspondem aos publicados na informação IES

relativa ao exercício de 2024 que as empresas entregaram

na AT – Autoridade Tributária.

Análise por critérios

Para eleger as empresas dos Quadros de Honra, a

Revista TOP 100 utilizou um conjunto de indicadores

e rácios económico-financeiros. Estes rácios

permitem fazer um retrato das principais empresas

e setores de atividade. Esta apresentação dos termos

técnicos utilizados permite que o leitor fique a saber

o que significam, como se calculam e se interpretam

os indicadores e rácios utilizados. É este conjunto de

dados e indicadores que permite traçar um retrato

qualitativo da realidade dos distribuidores de peças,

equipamentos e repintura. Os rácios e os indicadores

que fazem o retrato económico e financeiro

das empresas e a avaliação da sua performance

servem de base à escolha das melhores empresas.

Os critérios de seleção das empresas estão baseados

em dados exclusivamente quantitativos referente

aos resultados de 2023 em termos de:

• Capitais Próprios

• Rotação do Ativo

• Crescimento do Volume de Negócios

• Autonomia Financeira

• Produtividade Real

• Rentabilidade das Vendas

• Geração de Emprego

A opção por este grupo de critérios radica no facto

de, em conjunto, permitir avaliar a contribuição

das empresas para a economia, verificar o seu dinamismo,

medir a sua rentabilidade e compreender o

equilíbrio financeiro, que são condições necessárias

para garantir o futuro e a sustentabilidade do negócio.

Capital Próprio

É o valor dos ativos de uma empresa menos os seus

passivos, representando o valor líquido que pertence

aos proprietários ou acionistas. É a diferença entre o

total de ativos e o total de dívidas e é composto por

diversos elementos, como o capital social, reservas,

resultados do exercício e resultados transitados.

Rotação do Ativo

É um indicador financeiro que mede a eficiência

com que uma empresa utiliza os seus ativos para

gerar receitas de vendas. Ele mostra quantas vezes,

num determinado período, o valor total dos ativos

da empresa foi convertido em vendas ou receita

líquida. Um valor mais alto geralmente indica maior

eficiência operacional.

Critérios eliminatórios

para Quadro de Honra

Utilizámos cinco critérios eliminatórios:

• Empresas que não crescem em volume

de negócios

• Empresas que não mantêm ou não

crescem em número de colaboradores

• Empresas que tiveram Resultados Negativos

(prejuízos), no último exercício

• Empresas com Autonomia Financeira

inferior a 25%

• Empresas com produtividade inferior

a 50 mil € por trabalhador

Com as empresas que restam, atribuímos

pontuação máxima (número de

empresas finalistas) à primeira e 1 ponto

à última, obtendo a pontuação final

somando as 7 colunas.

Crescimento do Volume de Negócios

O crescimento do volume de negócios refere-se

ao aumento da receita total de uma empresa

proveniente da venda de bens e serviços, durante

um período específico. É um indicador crucial

da performance financeira e da capacidade da

empresa de gerar receita

Autonomia Financeira

É a capacidade de uma empresa se sustentar com

os seus próprios recursos, sem depender da ajuda

de terceiros para cobrir as despesas básicas. É a

capacidade de financiar as suas operações com o

capital próprio.

Produtividade Real

A Produtividade Real é o indicador mais utilizado

para medir a eficiência da empresa, medindo o

valor da contribuição de cada trabalhador para o

volume de negócios da empresa. Mede a eficiência

da empresa na utilização dos seus recursos humanos,

representando os valores mais elevados e

maior produtividade.

Rentabilidade das Vendas

É um indicador financeiro que mede o lucro líquido

de uma empresa como uma percentagem

do seu volume total de negócios ou vendas. Essencialmente,

mostra quanto do dinheiro que entra

na empresa através das vendas se transforma em

lucro líquido, após a dedução de todos os custos

e despesas.

Geração de Emprego

A Geração de Emprego é uma boa forma de medir

o compromisso da empresa com a sociedade. Um

indicador que dá sinais para a expansão futura da

empresa. O dado indicado refere-se ao número

de funcionários ao serviço da empresa em 31 de

dezembro de 2024 e serve para o cálculo da produtividade

do trabalho.

48 Top100 Aftermarket 2025


mercado .

baterias

Cada bateria

afirma ser a

melhor do

mercado.

provam

isso

As nossas

.

baterias

provam

isso

quando

necessário.

quando

necessário.

C – Exide:

In

C riando o futuro – o caminho da Exide:

Su s t

Criando futuro - o caminho da Exide

Inovação Confiabilidade Su s tentabilidade

Inovação Confiabilidade Sustentabilidade Alta Performance

Alta Performance

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MERCADO TOP100

A Infiniauto, de Manuel Gomes,

foi o 1.º Classificado do quadro

de Honra Distribuidores de Peças

para Veículos Ligeiros

Nº EMPRESA PONTUAÇÃO CRITÉRIOS

1 INFINIAUTO 143

TOP 10

QUADRO

DE HONRA

DISTRIBUIDORES

PEÇAS LIGEIROS

POR CRITÉRIO

2 CENTRAUTO 142

3 AUTO DELTA 133

4 FIMAG 122

5 M.F. PINTO 116

6 FERDINAND BILSTEIN 114

7 ALECARPEÇAS 110

8 AUTOZITÂNIA II 109

9 AUTOZITÂNIA 108

10 CANFER 106

50 Top100 Aftermarket 2025


TOP 10

DISTRIBUIDORES

PEÇAS LIGEIROS

POR CRITÉRIO

Nº EMPRESA

CAPITAL

PRÓPRIO

1 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. 66

2 CENTRAUTO, LDA. 14

3 AUTOZITÂNIA II, S.A. 13

4 AUTO DELTA, LDA. 12

5 ALECARPEÇAS, LDA. 12

6 AUTOZITÂNIA, S.A. 8

7 FIMAG, LDA. 8

8 INFINIAUTO, LDA. 6

9 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. 5

10 M.F. PINTO, S.A. 5

Nº EMPRESA

CRESCIMENTO

VOLUME NEGÓCIOS

1 AUTOZITÂNIA II, S.A. 37,8

2 INFINIAUTO, LDA. 36,9

3 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. 29,3

4 M.F. PINTO, S.A. 28,2

5 CANFER - PEÇAS E ACESSÓRIOS AUTO, LDA. 25,3

6 BRAGALIS, S.A. 22,4

7 ALECARPEÇAS, LDA. 21,4

8 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. 18,9

9 FIMAG, LDA. 17,6

10 NIPOCAR, LDA. 16,5

Nº EMPRESA

CAPITAL

PRÓPRIO

1 CENTRAUTO, LDA. 2,6

2 AUTOZITÂNIA, S.A 2,3

3 AUTO DELTA, LDA. 1,8

4 FIMAG, LDA. 1,8

5 INFINIAUTO, LDA. 1,8

6 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. 1,8

7 M.F. PINTO, S.A. 1,7

8 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. 1,6

9 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. 1,6

10 ALECARPEÇAS, LDA. 1,5

Nº EMPRESA

RENTABILIDADE

VOLUME NEGÓCIOS

1 AÇORPEÇAS, LDA. 21,1

2 CENTRAUTO, LDA. 17,4

3 INFINIAUTO, LDA. 13,2

4 NIPOCAR, LDA. 13,0

5 MACOS EXTRAS E ACESSÓRIOS, LDA. 12,6

6 CANFER - PEÇAS E ACESSÓRIOS AUTO, LDA. 11,8

7 AUTO DELTA, LDA. 11,2

8 AUTOZITÂNIA II, S.A. 10,9

9 JAPOPEÇAS, LDA. 10,9

10 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA 10,7

Nº EMPRESA

ROTAÇÃO

ATIVO

1 AUTOAVAL, LDA. 2,6

2 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. 2,3

3 ALECARPEÇAS, LDA. 1,8

4 BRAGALIS-, S.A. 1,8

5 POLIBATERIAS, LDA. 1,8

6 AUTOZITÂNIA II, S.A. 1,8

7 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S,.A. 1,7

8 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. 1,6

9 M.F. PINTO, S.A. 1,6

10 AUTO DELTA, LDA. 1,5

Nº EMPRESA

AUTONOMIA

FINANCEIRA

1 AÇORPEÇAS, LDA. 92,2

2 MACOS EXTRAS E ACESSÓRIOS, LDA. 90,4

3 JAPOPEÇAS, LDA 88,3

4 INFINIAUTO, LDA. 87,5

5 CENTRAUTO, LDA. 82,0

6 FLUXOIMPOR, LDA. 80,7

7 NIPOCAR, LDA. 80,5

8 AUTO FORNECEDORA, LDA. 78,7

9 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. 77,3

10 AUTOAVAL, LDA. 76,7

Nº EMPRESA

PRODUTIVIDADE

REAL

1 CENTRAUTO, LDA. 115,0

2 AUTO DELTA, LDA. 91,0

3 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. 87,4

4 INFINIAUTO, LDA. 83,9

5 CANFER - PEÇAS E ACESSÓRIOS AUTO, LDA. 76,9

6 AUTOZITÂNIA, S.A 74,7

7 AÇORPEÇAS, LDA. 71,0

8 FIMAG, LDA. 70,6

9 JAPOPEÇAS, LDA 70,4

10 M.F. PINTO, S.A. 69,9

Top100 Aftermarket 2025

51


PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

100

Volume faturação 2024

€100.700.000

MCOUTINHO PEÇAS + AZ AUTO

A

MCOUTINHO PEÇAS+AZ AUTO entrou em 2025 com uma estratégia

clara: consolidar a sua posição como referência no aftermarket

automóvel em Portugal, através de um conjunto de investimentos que

abrangem tecnologia, logística e formação. O objetivo passa por garantir um

serviço de excelência aos clientes e preparar a empresa para os desafios emergentes

do setor. Um dos grandes marcos deste início de ano foi a consolidação

do portal B2B, desenvolvido integralmente por equipas internas. A plataforma

representa um avanço significativo na digitalização da operação, permitindo aos

clientes uma gestão totalmente autónoma da relação comercial — desde encomendas

a devoluções, garantias ou consultas de extratos. Outro passo estratégico

foi a abertura do novo armazém de suporte no Porto, projetado para elevar os

padrões de eficiência logística. Equipado com um sistema WMS customizado,

a infraestrutura serve em simultâneo a AZ AUTO e a MCOUTINHO PEÇAS,

permitindo a realização de centenas de entregas diárias em todo o país com

tempos de resposta mais curtos e maior fiabilidade.

A crescente diversidade de marcas e produtos levou também à ampliação de

infraestruturas: além do novo armazém no Porto, as melhorias introduzidas no

armazém de Lisboa em 2024 criaram capacidade adicional para acompanhar

a expansão do portefólio e assegurar fluxos logísticos ágeis e eficazes. Ao longo

da última década, a MCOUTINHO PEÇAS+AZ AUTO tem registado um

crescimento sustentado de dois dígitos nas vendas, com exceção do período

da pandemia. Esse desempenho deve-se não só ao aumento das vendas das

marcas já existentes, mas também à introdução de novas marcas aftermarket e

à ampliação das gamas disponíveis.

Todas as marcas são selecionadas com base em critérios rigorosos de qualidade

de fabrico, fiabilidade e disponibilidade de stock, estando integrados no sistema

TecDoc para uma identificação rápida e precisa. A empresa destaca-se ainda

pela aposta na disponibilidade permanente de stock e pela oferta de peças

remanufaturadas, alinhadas com as exigências de sustentabilidade e acessibilidade

do mercado.

Com estes investimentos, a MCOUTINHO PEÇAS+AZ AUTO está preparada

para enfrentar os desafios do setor e continuar a afirmar-se como um player

relevante e reconhecido no aftermarket automóvel em Portugal. Entre as principais

linhas estratégicas para os próximos anos destacam-se: a expansão do

portefólio com novas marcas e produtos; o reforço da digitalização em todas

as áreas de negócio; a intensificação da formação para equipa e clientes; a

promoção ativa de práticas sustentáveis em toda a cadeia logística. Combinando

inovação, proximidade e compromisso com os parceiros, a MCOUTINHO

PEÇAS+AZ AUTO reafirma a sua missão: prestar um serviço de excelência,

adaptado às novas exigências do mercado automóvel e às tendências de futuro.

Administrador Miguel Melo

Morada Rua Filipa de Lencastre – 4435-254 Rio Tinto

Telefone 229 772 000 // Email mcoutinhopecas@mcoutinho.pt // Site www.mcoutinhopecas.pt

52

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS AUTO

Posição ranking

100

Volume faturação 2024

€68.235.000

Autozitânia

O

Grupo Autozitânia tem vindo a consolidar a sua presença no mercado

da distribuição de peças automóveis em Portugal, apostando numa

estratégia que alia crescimento sustentado, diversificação da oferta e

digitalização. A visão de ser um parceiro global de referência mantém-se como

linha orientadora, assente em pilares que permanecem inalterados: serviço

de excelência, proximidade, disponibilidade e qualidade. Segundo Ricardo

Venâncio, administrador da empresa, “o nosso principal foco foi, e continua a

ser, a procura contínua pela prestação de um serviço de excelência. Além deste

fator diferenciador, temos reforçado outros como a elevada disponibilidade de

stock, a diversidade da nossa oferta, um portfólio com marcas de qualidade

reconhecida e a proximidade aos nossos clientes, que representam os nossos

principais fatores de diferenciação num mercado tão competitivo”. Entre os

marcos mais recentes da sua trajetória, destacam-se as aquisições da MCD

Garcia e da Rugempeças, movimentos que reforçaram a presença do Grupo na

região de Lisboa e aumentaram a capacidade de resposta local. A integração

dos serviços técnicos e da formação especializada do Grup Eina veio também

ampliar a proposta de valor do Grupo, oferecendo às oficinas portuguesas

ferramentas e informação técnica essenciais para acompanhar a evolução do

setor. No final de 2023, a Autozitânia deu mais um passo estratégico ao entrar

no mercado de pneus, reforçando o seu posicionamento como parceiro global.

Com mais de 120 mil referências em stock, o Grupo destaca-se pela capacidade

de resposta rápida e eficaz às necessidades do dia a dia das oficinas. Além da

disponibilidade, a diversidade do portfólio é outro trunfo: reúne marcas de

prestígio internacional e fabricantes de referência, garantindo padrões elevados

de desempenho e qualidade. A digitalização surge como uma prioridade

estratégica. O Grupo está a avançar com a unificação dos sistemas ERP e dos

catálogos eletrónicos, um processo que permitirá maior eficiência e consistência

operacional. Em paralelo, a plataforma AD360 foi implementada como uma

ferramenta digital de apoio às oficinas, possibilitando a consulta de informação

técnica, identificação de peças e gestão de negócio de forma mais eficiente. Com

a indústria automóvel em plena transformação — da eletrificação à escassez

de mão-de-obra qualificada —, o Grupo Autozitânia assume um papel ativo

no apoio às oficinas. A experiência do Grup Eina tem sido determinante nesta

missão, fornecendo soluções técnicas e de formação que aumentam a eficiência

e a rentabilidade dos negócios. A assinatura AD – Premium Private Brand reforça

o compromisso com qualidade e exclusividade. Produzidos por fabricantes

internacionais de referência, os produtos AD garantem padrões elevados de

fiabilidade e desempenho, beneficiando ainda da credibilidade associada ao

nome do grupo. Com um crescimento sustentado acima da média de mercado

nos últimos cinco anos, o Grupo projeta manter a mesma trajetória em 2025.

Administradores Francisco Neves e Ricardo Venâncio

Morada Avenida das Acácias, Lote AE 2/3 Arroja 1685-654 Famões

Telefone 214 789 100 // Email vendas.odivelas@autozitania.pt // Site www.autozitania.p

54

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

8.º

100

Volume faturação 2024

€52.589.000

Auto Delta

P

ara a Auto Delta, 2025 fica marcado pelo crescimento sustentado e pela

consolidação de projetos conjuntos com as empresas do grupo. É de

salientar que a Auto Delta integra o grupo Dualparts, que passa agora a

ter a Portobello Capital como acionista maioritário: “Este movimento traz mais

solidez financeira, visão estratégica e capacidade de investimento, o que permitirá

acelerar projetos estruturantes, reforçar a inovação e consolidar a presença da

Auto Delta no aftermarket português”, referiu Marcelo Silva, Administrador.

Para o setor, esta parceria significa a continuidade de um operador forte, estável

e comprometido com a modernização e a sustentabilidade do mercado. O ano

de 2025 foi especialmente desafiador, com exigências crescentes em torno da

digitalização, da sustentabilidade e da escassez de mão-de-obra qualificada. A

Auto Delta respondeu de forma proativa, investindo em plataformas digitais mais

eficientes, programas de formação contínua e práticas ambientais responsáveis.

Essa estratégia mostrou que a proximidade com clientes e parceiros, aliada à

flexibilidade operacional e à capacidade de antecipar tendências, é essencial

para liderar num ambiente em transformação. O crescimento sustentado do

negócio e a consolidação de projetos em conjunto com outras empresas do grupo

marcaram o período, evidenciado pelo sucesso das campanhas comerciais, pelo

reforço da rede logística e pelo reconhecimento público da marca, consagrado

com o primeiro lugar no Quadro de Honra dos Distribuidores de Peças para

Ligeiros no TOP 100. A presença conjunta com a AleCarPeças e a Fimag no

salão expoMECÂNICA foi outro momento de destaque, reforçando a coesão

e a força do grupo, ao mesmo tempo que aproximou clientes e fornecedores,

projetando a identidade e a confiança na Auto Delta. As ações de responsabilidade

social e ambiental, como o programa “Papel por Alimentos” e o projeto

“Replantar para Acelerar o Futuro”, consolidam o compromisso da empresa

com a comunidade e o planeta, demonstrando que o seu propósito vai além do

fornecimento de peças. Estas iniciativas fortalecem a cultura interna, motivam

equipas e criam valor junto de clientes e parceiros, num alinhamento com as

exigências de um mercado cada vez mais consciente. Para 2026, a Auto Delta

identifica três grandes tendências que moldarão o aftermarket: a aceleração

da transição energética, a digitalização de processos e a busca incessante por

eficiência e sustentabilidade. A eletrificação dos veículos, os sistemas avançados

de assistência à condução e a gestão inteligente de dados exigirão novas competências

e estratégias. Antecipando-se a essas mudanças, a Auto Delta prepara-se

com um plano assente em três eixos fundamentais: inovação digital, reforço da

formação técnica e aposta em parcerias estratégicas. A empresa continuará

a investir em tecnologia, capacitar profissionais e fortalecer a relação com os

clientes, garantindo respostas rápidas, soluções de qualidade e um serviço cada

vez mais próximo.

Administrador Marcelo Silva

Morada Rua da Fontinha, 77 – Andrinos - 2416-905 Leiria

Telefone 244 830 070 // Email geral@autodelta.pt // Site www.autodelta.pt

56

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

100

Volume faturação 2024

€51.363.000

Nors Aftermarket

Num ano de transformação profunda, a Nors Aftermarket consolidou

a sua identidade ao reunir num único nome as marcas Civiparts, AS

Parts e Onedrive. A mudança, concretizada em 2024, marcou o início

de uma nova etapa para o grupo. “A transição para Nors Aftermarket, ao reunir

todas as marcas sob um nome único, veio consolidar o posicionamento da empresa

como o “player global” que é”, afirmou Isabel Basto, COO Aftermarket

Portugal do Grupo Nors. “Esta operação traduz de forma clara a ambição e

o compromisso com o mercado, reforçando a identidade do grupo. O nome

Nors assume-se como um fator diferenciador num setor altamente competitivo,

transportando consigo a força e a credibilidade de um grupo internacional”,

acrescentou. A unificação da marca foi mais do que uma mudança de identidade

— representou uma nova forma de pensar e operar. Essa visão traduziu-se

em investimento, eficiência e escala, com destaque para as novas instalações

de Perafita, que se tornaram símbolo desse novo posicionamento. “Criaram

as condições ideais para uma atividade mais eficiente e integrada”, explicou.

A fusão dos negócios de ligeiros e pesados numa estrutura comum “permitiu

consolidar processos, eliminar redundâncias e ganhar escala”, tornando a

operação “mais coesa, eficiente e alinhada com as exigências do mercado”,

declarou. Com a operação estabilizada, a Nors Aftermarket centra agora

esforços na especialização técnica e na valorização do conhecimento. “A área

técnica tem vindo a crescer de forma sustentada, refletindo uma aposta clara

na capacitação do mercado — tanto através do fornecimento de equipamentos

e software especializados como pela valorização da formação, como fator

diferenciador”, destacou. Essa aposta estende-se também à relação com os

parceiros e às redes que representam a marca no terreno. TOPCAR, TOP

TRUCK e Fleet Service são o rosto da Nors Aftermarket junto do cliente. “São

pilares estratégicos da atuação da Nors Aftermarket, centrados em reforçar

a ligação com o cliente final”, sublinhou. A TOPCAR “procura afirmar-se

como sinónimo de confiança, qualidade, conveniência e competência”. Já

a TOP TRUCK “é hoje a maior rede de pesados multimarca do país, com

mais de 25 oficinas especializadas, sustentada por um investimento contínuo

em formação, suporte técnico e ligação a marcas e fornecedores”. O Fleet

Service, por sua vez, “foi desenvolvido para fidelizar grandes transportadores,

disponibilizando soluções de apoio à gestão e operação”. A digitalização é

outro eixo central da estratégia. “A aposta na tecnologia é essencial para elevar

a experiência do cliente e aumentar a eficiência operacional”, explicou. Estão

já em desenvolvimento “novas plataformas B2B para potenciar uma maior

autonomia e facilitar a gestão dos clientes”. Os objetivos estratégicos da Nors

Aftermarket estão centrados na melhoria contínua da experiência do cliente

e no reforço da posição no mercado. Para isso, a empresa aposta em quatro

eixos fundamentais como a Inovação, Digitalização, Fidelização de Clientes

e Expansão/Diversificação da oferta.

COO Nors Aftermarket Isabel Basto

Morada R. Silva Aroso 1262, 4455-559 Perafita

Telefone 228 348 790 Email geral.aftermarketpt@nors.com // Site www.nors.com

58

TOP100 AFTERMARKET 2025


A peça-chave

para levar o

seu negócio

mais longe.

No aftermarket, cada minuto conta e cada peça

faz a diferença. Na Nors, não nos limitamos a

fornecer peças: combinamos experiência,

tecnologia e proximidade para garantir rapidez

e apoio constante ao seu negócio.

Conte com a nossa confiança, agilidade e com

uma parceria sólida para que a sua frota esteja

sempre em movimento.

www.nors.com


PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

12º

100

Volume faturação 2024

€43.567.000

Bombóleo

A

Bombóleo, reconhecida especialista em turbos e diesel, entrou em 2025

com uma nova identidade e uma estratégia ambiciosa de crescimento.

Em conjunto com a Iberoturbo, a empresa portuguesa passou a integrar

o Grupo Recalvi – um dos maiores distribuidores de peças em Espanha – assumindo

a nova designação Bombóleo Recalvi Parts SA. O objetivo é claro:

expandir o negócio para além das áreas tradicionais e reforçar a sua presença

no mercado do aftermarket. A história da Bombóleo remonta a mais de seis

décadas, tendo começado na reparação de sistemas Diesel. Desde então, a empresa

diversificou a sua atividade, tornando-se uma referência no setor. Contudo,

segundo Paulo Marques, CEO da Bombóleo e líder do projeto Recalvi Parts em

Portugal, “era preciso um parceiro estratégico para dar o salto”. Esse parceiro

surgiu na Radsa Recambios Auto Diesel, empresa espanhola com forte ligação

ao Grupo Recalvi. O relacionamento evoluiu de uma colaboração próxima até

ao diálogo corporativo, culminando na criação da Bombóleo Recalvi Parts SA,

que passa a ser a extensão da estratégia de globalização do grupo espanhol. Com

a integração, a Bombóleo ganha acesso a novas marcas, bem como à marca

própria RecOficial, cujos produtos têm 95% de fabrico europeu e cuja aposta

recai sobretudo na qualidade. Além disso, continua a disponibilizar peças reconstruídas

com marca do fabricante. Para suportar este crescimento, a empresa

inaugurou uma nova plataforma logística em Leiria, com 2.500 m², reforçando

a capacidade de armazenamento e juntando-se aos sete polos já existentes em

Coina, Oliveira do Hospital, Porto, Braga, Algarve, Massamá e Leiria. A nova

fase da Bombóleo Recalvi Parts passa também por aquisições. O primeiro passo

já foi dado com a entrada no capital da Trustauto, que será rebatizada como

Recalvi Retail. A empresa, com 35 pontos de venda, continuará a ser liderada

pelo seu fundador, Ricardo Ribeiro, e será responsável pelo desenvolvimento

da área de retalho do grupo.

“Vimos para acrescentar, não querendo mudar nada do que se faz de bem

feito na empresa”, sublinha Paulo Marques. A integração da Trustauto trará

ainda mais capilaridade ao negócio e permitirá reforçar a ligação com a rede

oficinal RecOficial e com os parceiros do projeto Atlantic Parts. A Bombóleo

mantém também as suas operações no Brasil e em Angola, procurando criar

sinergias entre os três mercados, especialmente na área da formação técnica,

que será uma das prioridades para 2026. A integração tecnológica será outro

pilar estratégico: apesar de cada empresa manter autonomia operacional, com

call centers e plataformas B2B independentes, as encomendas passarão a ser

geridas por sistemas informáticos integrados. Para Paulo Marques, esta nova

etapa é “um marco na história da empresa”, comparável apenas à sua fundação

e à internacionalização. Com a entrada do fundo de investimento ABAC, que

detém a maioria do capital em Espanha e, por consequência, em Portugal, o

Grupo Recalvi consolidou-se no TOP 10 dos maiores distribuidores de peças

em Espanha, com uma faturação anual superior a 200 milhões de euros.

CEO Paulo Marques

Morada Rua Sebastião e Silva, 28 Zona Industrial de Massamá 2745-838 Queluz

Telefone 214 389 600 // Email bomboleo.@bomboleo.com // Site www.bomboleo.com

60

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

14º

100

Volume faturação 2024

€32.338.000

Krautli Portugal

Em 2025, a Krautli Portugal assinala 35 anos de atividade, consolidando-

-se como um dos principais distribuidores de peças no mercado nacional.

Mais do que um marco cronológico, este aniversário representa resiliência,

continuidade e renovação. Dois anos após a perda inesperada de Markus Krautli,

presidente da empresa, o seu filho, Lucas Krautli, assumiu a liderança com a determinação

de honrar a visão e os valores que marcaram a história da companhia.

Com uma faturação anual de 30 milhões de euros e mais de 70 mil referências

em stock, a Krautli Portugal é hoje um dos maiores players do setor. Para além

da sede, na Póvoa de Santa Iria, a empresa conta com um armazém no Porto e,

desde 2024, também em Coimbra, reforçando a capacidade de distribuição em

todo o país. Membro do grupo Serca, a Krautli dinamiza ainda as lojas Nexus

Shop e desenvolve as redes de oficinas Nexus Auto e Profissional Plus, pilares

estratégicos para responder às necessidades de um mercado em transformação.

A Krautli Portugal nasceu com uma atividade restrita à área dos tacógrafos,

mas cedo diversificou a sua oferta para o setor elétrico e eletrónico, expandindo

continuamente o portefólio. Hoje, a empresa trabalha com mais de cem marcas,

maioritariamente premium, mas também algumas soluções budget, acompanhando

a evolução do parque automóvel e as exigências de diferentes segmentos de

clientes. O diretor-geral, José Pires, sublinha que a filosofia mantém-se intacta:

“Para chegar ao mercado é necessário haver revendedores locais. Procuramos

trabalhar com parceiros que melhor conhecem cada região e conseguem assegurar

serviços alinhados com as oficinas. O sucesso delas será sempre o nosso sucesso.”

Para assinalar o 35.º aniversário, a Krautli organizou várias iniciativas especiais.

Entre elas, destacou-se uma ação comercial “35 dias, 35 marcas, 35 anos” e uma

viagem ao Vietname que reuniu 60 clientes e parceiros. “Foi uma forma excecional

de celebrar e de agradecer a quem tem estado connosco desde o início”,

afirma o diretor de vendas, Carlos Silva. Com 90 colaboradores, a Krautli tem

vindo a reforçar as áreas de logística, marketing e assistência técnica, apostando

em soluções inovadoras para ganhar eficiência. A perda prematura de Markus

Krautli, em 2023, foi um momento de choque para toda a organização. “Ainda

sentimos o meu pai nestas salas. Mas era fundamental mostrar à equipa que a

empresa se mantinha sólida e fiel à sua estratégia”, recorda Lucas Krautli. O

novo presidente sublinha que o maior legado deixado pelo pai é uma cultura de

integridade e resiliência: “Ele acreditava que era preciso tentar. Se falhássemos,

reavaliávamos e seguíamos em frente. Esse espírito permanece na Krautli.” Da

visão empreendedora de Markus Krautli ao presente liderado por Lucas, a Krautli

Portugal percorreu um caminho de crescimento sólido, assente na confiança, na

inovação e na proximidade com os clientes. Hoje, a empresa olha para o futuro

preparada para novos desafios, convicta de que a história escrita até aqui é apenas

o início de um percurso ainda maior.

Presidente Lucas Krautli // Diretor Geral José Pires // Diretor Vendas Carlos Silva

Morada Rua das Marinhas do Tejo, 164-J, 2629-001 Póvoa de Sta. Iria

Telefone 219 535 600 // Email contact@krautli.pt // Site www.krautli.pt

62

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

16º

100

Volume faturação 2024

€30.662.000

bilstein group

Sempre com os olhos postos no futuro, 2025 fica marcado, para o bilstein

group, como o ano em que implementaram o AutoStore. Uma resposta

imediata da empresa para as “limitações significativas de espaço” que até

então estavam a condicionar o negócio. O AutoStore, permitiu ao bilstein group

uma maior produtividade operacional através da alteração do processo logístico

“deixámos de ter o operador a deslocar-se até à peça para passarmos a ter a

peça a chegar diretamente ao operador. Com esta alteração, conquistámos uma

poupança significativa de horas, e isso impacta positivamente a produtividade

e a capacidade de resposta ao mercado”, referiu Joaquim Candeias, diretor

geral. Mas as novidades não ficam por aqui! A sustentabilidade voltou a estar

na ordem do dia, e a empresa decidiu não só investir na sua frota recorrendo

a veículos movidos a energias alternativas, como fez um novo investimento em

painéis fotovoltaicos. Também as redes sociais, ganharam uma nova importância

na vida da empresa. O LinkedIn que apesar de ser uma “iniciativa planeada

há já algum tempo”, “aguardava o momento certo” e veio “reforçar a vertente

institucional e corporativa da empresa, aproximando-nos de um público mais

alinhado com esta perspetiva”, explicou o diretor. O desporto e os projetos

sociais locais há muito que têm uma importância crescente no ‘coração do

bilstein group’, contribuindo para o aumento de notoriedade das marcas febi,

SWAG e Blue Print, junto do público em geral. O futuro é incerto mas o

bilstein group já tem uma estratégia bem delineada para continuar a ser uma

referência no mercado português de peças de reposição: “temos uma estratégia

clara de médio e longo prazo, pautada pelo respeito por todos os players do

mercado nacional”; trabalhar diariamente para “alcançar níveis de eficiência

e de serviço acima da média do setor e investimos fortemente na capacidade

de resposta, suportada por uma logística altamente organizada. Além disso,

seguimos de forma consistente uma estratégia alinhada com a nossa missão e

valores. Não podemos afirmar com certeza que estes são os únicos fatores que

nos diferenciam, mas a experiência tem demonstrado que este é o caminho

certo para alcançar o sucesso e concretizar os nossos objetivos.” No último

ano o bilstein group recebeu distinções internacionais por parte da Global One

Automotive e TEMOT que comprovam o “esforço diário que realizamos para

assegurar elevados níveis de serviço. Estes prémios têm um significado especial

para todos os colaboradores do bilstein group a nível mundial, constituindo uma

forma justa de reconhecer e premiar a dedicação incansável de cada um.” Para

os próximos anos deixa uma garantia: “No futuro, o nosso objetivo passa por

consolidar e dar continuidade à liderança que já alcançámos, assegurando que

todos os nossos parceiros de negócios atinjam o sucesso, enquanto continuamos

a beneficiar das estratégias e parcerias atualmente implementadas e das que

virão a ser desenvolvidas”, concluiu.

Diretor geral Joaquim Candeias

Morada Estrada do Jerumelo nº 863 Casais Carriços 2665-494 Venda do Pinheiro

Telefone 219 663 720 // Email vendas@bilsteingroup.com // Site www.bilsteingroup.com/pt/

64

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

17º

100

Volume faturação 2024

€28.194.000

Fimag

A

Fimag entrou numa nova fase de crescimento e consolidação. A integração

do grupo Dualparts, do qual faz parte, passou recentemente a

contar com a Portobello Capital como acionista maioritária — um passo

estratégico que reforça a solidez, a ambição e a capacidade de investimento de

todo o grupo. Segundo Filipe Souto, administrador da Fimag “A entrada da

Portobello Capital como acionista maioritário do grupo Dualparts permitirá

reforçar investimentos em logística, tecnologia e expansão do catálogo. Estamos

preparados para acompanhar as exigências do mercado e garantir respostas

cada vez mais rápidas e eficazes aos nossos clientes.” Com um portefólio amplo

e diversificado, a Fimag tem vindo a afirmar-se como um pilar estratégico dentro

do grupo Dualparts. A empresa assegura cobertura completa das necessidades

das oficinas e distribuidores, disponibilizando desde peças de manutenção corrente

até componentes mais técnicos e especializados. “A nossa missão é garantir

cobertura total das necessidades dos profissionais do setor. A Fimag complementa

a oferta da Auto Delta e da AleCarPeças, permitindo ao grupo oferecer

uma resposta global e diferenciadora ao aftermarket”, destaca Filipe Souto. A

Fimag tem apostado fortemente na modernização das suas infraestruturas, com

destaque para a ampliação da capacidade de armazenamento e a reformulação

completa da plataforma B2B. “O objetivo é aproveitar as melhores práticas e

funcionalidades dos portais do grupo, criando uma versão mais moderna, intuitiva

e adaptada às necessidades dos clientes. Esta evolução traduz-se em maior

eficiência no processo de encomenda, acesso facilitado à informação e um suporte

técnico mais próximo e ágil”, acrescenta o administrador. A cooperação com a

Auto Delta e a AleCarPeças tem sido essencial para fortalecer o posicionamento

da Fimag no mercado. Esta colaboração tem permitido introduzir novas marcas

internacionais de referência e otimizar sinergias logísticas e comerciais, resultando

numa oferta mais competitiva e eficiente. “Juntos conseguimos oferecer

mais valor ao mercado. Esta parceria reforça a nossa capacidade de resposta

e o compromisso em servir melhor os nossos clientes”, sublinha Filipe Souto.

Num contexto de transformação e desafios logísticos globais, a Fimag define a

sua estratégia com base em três pilares fundamentais: Aumento da capacidade

logística; Digitalização contínua dos processos; e Fortalecimento de parcerias

estratégicas. Esta abordagem permite à empresa manter rapidez, fiabilidade

e flexibilidade, acompanhando a evolução do setor e enfrentando de forma

sólida a entrada de novos players digitais. A presença da Fimag em eventos

como a expoMECÂNICA, ao lado das restantes empresas do grupo, reflete o

compromisso com a proximidade e o relacionamento humano no setor. “Estes

eventos são momentos de valorização das equipas e de partilha com clientes e

fornecedores. O aftermarket é um setor de pessoas e relações de confiança, e é

isso que queremos continuar a fortalecer”, afirma Filipe Souto.

Administrador Filipe Souto

Morada Rua Carlos Magalhães, nº7, Quinta de Cabanas, Dume4700-001 Braga

Telefone 253 607 470 // Email geral@fimag.pt // Site www.fimag.pt

66

TOP100 AFTERMARKET 2025


R U M O A O A U T O M Ó V E L D O F U T U R O

Especialistas no

seu Automóvel

Braga

Maia

Porto

Coimbra

Lisboa


PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

24º

100

Volume faturação 2024

€19.287.000

AleCarPeças

A

AleCarPeças vive um momento de afirmação e crescimento sustentado,

agora integrada no grupo Dualparts, que passou a contar com a Portobello

Capital como acionista maioritário. A entrada deste novo investidor

estratégico marca uma nova etapa na história da empresa e representa um

impulso significativo para o futuro. Segundo Paulo Agostinho, administrador da

AleCarPeças, “este reforço dá-nos maior capacidade de investimento, estabilidade

e visão estratégica, permitindo acelerar o crescimento da empresa, expandir a

nossa rede e continuar a inovar no serviço que prestamos aos clientes”. A abertura

da loja em Albufeira, do armazém no Pinhal Novo e mais recentemente da

nova loja em Viseu, confirma essa dinâmica de expansão e consolidação da rede

logística. As novas unidades já evidenciam resultados positivos, traduzidos em

maior proximidade com o cliente, redução dos tempos de entrega e aumento

da disponibilidade de stock. “Estas unidades reforçam a eficiência logística e

demonstram o compromisso da AleCarPeças em estar cada vez mais próxima

e rápida na resposta às oficinas”, sublinha o administrador. O grupo Dualparts,

que agrega também as empresas Auto Delta e Fimag, tem vindo a afirmar-se

como um ecossistema empresarial integrado, no qual cada marca mantém

a sua identidade, mas beneficia das sinergias criadas em torno de uma visão

comum. “Trabalhamos em sinergia para partilhar know-how, otimizar logística

e ampliar o catálogo, mas sempre preservando a identidade e a proximidade de

cada empresa com os seus clientes. Na prática, esta cooperação traduz-se em

mais opções, maior cobertura e um serviço mais competitivo”, destaca Paulo

Agostinho. Um dos eixos estratégicos da AleCarPeças é o desenvolvimento da

rede de oficinas Open2Garage, um projeto que visa apoiar as oficinas independentes

com formação técnica, ferramentas digitais, ações de marketing e acesso

privilegiado a marcas de referência. Esta iniciativa procura reforçar a competitividade

e profissionalização das oficinas, ajudando-as a enfrentar os desafios

de um mercado cada vez mais exigente e em rápida transformação. Ciente das

mudanças que atravessam o setor pós-venda automóvel, a AleCarPeças aposta

na digitalização, na sustentabilidade e na qualificação contínua. “Apostamos na

digitalização dos processos, no reforço da sustentabilidade nas nossas operações

e em programas de formação contínua, tanto para colaboradores como para

clientes. Acreditamos que a chave está em combinar inovação tecnológica com

o lado humano do negócio”, refere o administrador. Com uma estratégia clara

para os próximos anos, a AleCarPeças e o grupo Dualparts definem como

prioridades o reforço da rede logística, a consolidação da Open2Garage, o

crescimento sustentável e a aposta contínua na inovação digital. “Queremos

continuar a ser um parceiro de confiança, próximo e dinâmico, liderando o

aftermarket em Portugal com visão de futuro e compromisso com os nossos

clientes”, conclui Paulo Agostinho.

Administrador Paulo Agostinho

Morada Av. Afonso III, 587B - Edifício Tágide - 1900-041 Lisboa

Telefone 214 602 465 // Email geral@alecarpecas.pt // Site www.alecarpecas.pt

68

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

25º

100

Volume faturação 2024

€17.509.000

Leirilis

Há 15 anos, a Leirilis deu início a um percurso que hoje se funde com a

solidez da rede europeia Dipart. Celebrar esse marco foi, nas palavras

de Saulo Saco, diretor-geral da empresa, “a confirmação de que fazemos

parte de uma rede sólida, com uma história de sucesso construída na base da

cooperação e da confiança”. A comemoração serviu também para reforçar o

compromisso da empresa: ser mais do que um fornecedor de peças, ser um

parceiro que oferece soluções. A integração no Grupo Dipart em 2017 marcou

um ponto de viragem. A empresa passou a beneficiar de “melhores condições de

compra, acesso a marcas internacionais de prestígio e partilha de boas práticas

entre parceiros europeus”, refere. Isso permitiu ampliar o portfólio e oferecer

às oficinas portuguesas maior diversidade, preços competitivos e uma proposta

de valor diferenciadora. O seu portfólio é construído com base em três critérios

claros: qualidade, relevância e suporte técnico. “Só introduzimos marcas que

tragam inovação real para a oficina”, sublinha. Foi assim com a VIEROL,

símbolo de fiabilidade técnica, e com a Smartsafe, que responde ao desafio da

eletrificação com equipamentos especializados para veículos híbridos e elétricos.

Para a Leirilis, este segmento exige mais do que produto: exige conhecimento.

É nesse contexto que surgem a IQ4Y e o DP Campus, oferecendo formação

certificada e adaptada às necessidades das oficinas. “A grande mais-valia é

a flexibilidade: formação online, acessível em qualquer momento, mas com

certificação oficial. Com esta dupla abordagem, conseguimos garantir que as

oficinas estão permanentemente atualizadas, tanto a nível técnico como de

gestão”, assegura.

A digitalização é outro eixo central. A nova plataforma de gestão integral das

Oficinas DP será um verdadeiro “hub digital”, centralizando processos e libertando

tempo para que os mecânicos se concentrem no essencial. Ao mesmo

tempo, a aposta logística garante que o compromisso “a peça certa, no momento

certo” continue a ser cumprido, mesmo perante o crescimento da procura. As

redes RedService e Oficinas DP também seguem esse caminho de qualidade.

“O objetivo é aumentar a cobertura geográfica, mas sempre com oficinas que

partilhem connosco a visão de profissionalismo e de aposta em serviços de valor

acrescentado”, destaca. Com os olhos postos no futuro, a Leirilis estrutura a

sua estratégia em três pilares essenciais: tecnologia, sustentabilidade e serviços

integrados. Isso significa disponibilizar catálogos digitais mais inteligentes, apoiar

a gestão das oficinas com soluções baseadas em dados e reforçar o acesso a

equipamentos de diagnóstico avançado. Significa também privilegiar marcas

com produtos mais duradouros e otimizar as rotas logísticas para reduzir a

pegada ambiental. E, ainda, olhar para o negócio das oficinas de forma global,

oferecendo não só suporte técnico e formação, mas também software e iniciativas

de marketing local que acrescentam valor.

Diretor Geral Saulo Saco

Morada Rua Paulo VI – Edifício Leirilis, nº 2800 2410-147 Leiria

Telefone 244 850 080 // Email leirilis@leirilis.com // Site www.leirilis.pt

70

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

31º

100

Volume faturação 2024

€14.045.000

Rodapeças

ARodapeças celebrou 35 anos de atividade, no passado dia 01 de junho.

Esta empresa que opera no setor do aftermarket independente (IAM), tem

tido um percurso marcado por crescimento sustentado, graças a uma forte

orientação para o cliente. Para assinalar esta data tão marcante da sua história,

a empresa convidou colaboradores e respetiva família, para se juntarem a uma

festa informal, mas com grande carga emocional. “São as pessoas da Rodapeças

que fazem a diferença todos os dias junto dos nossos clientes, fornecedores e

parceiros. Estes 35 anos, devem-se também a esta equipa de profissionais de

excelência” afirmou Manuel Vicente. No sentido de melhorar a logística junto

dos seus clientes, a Rodapeças investiu num novo armazém central com 1.200 m²

e num sistema inovador de gestão de armazéns (WMS). Desde a sua fundação, a

Rodapeças tem seguido uma estratégia clara de foco nas necessidades do cliente.

Esse compromisso traduz-se numa operação logística intensa, que conta com

mais de 30 viaturas próprias, 21 rotas de distribuição bi-diárias, garantindo uma

qualidade de serviço ajustada à solicitação do mercado. Nos seus 2 armazéns

centrais mais as sete lojas, tem um portefólio com mais de 32.000 referências

em stock, abrangendo desde peças originais (OES), peças afermarket (IAM) e,

peças usadas. “A abertura da primeira loja foi o início de um projeto que hoje

é uma referência no setor. Outro momento decisivo foi o lançamento da marca

PADOR, que reforçou a nossa identidade, a nossa diferenciação e, a confiança

dos clientes. Hoje somos muito mais do que um fornecedor de peças — somos

um parceiro estratégico das oficinas”, recorda Manuel Vicente, gerente da

Rodapeças. Atualmente, a empresa dispõe nas 7 lojas um stock ajustado às

necessidades regionais, que garantem proximidade e flexibilidade no serviço.

Destaca-se por oferecer uma gama alar¬gada de soluções, desde peças originais,

peças IAM e peças usadas. A marca PADOR, tem hoje um portfólio de oferta

focado nos produtos e referências mais importantes do mercado português e,

sempre com o cuidado da oferta ter preços competitivos. As peças usadas têm

uma marca própria ecoRDP, para peças usadas de qualidade superior, já que

são objeto de um tratamento prévio antes da venda. A ecoRDP reforça o compromisso

com a sustentabilidade ambiental e económica. “A procura de peças

usadas tem vindo a aumentar, seja por razões económicas, ambientais ou pela

descontinuidade de produção dos fabricantes.” sublinha Manuel Vicente. Mais do

que ser um fornecedor de peças auto, a Rodapeças aposta em soluções de valor

acrescentado para oficinas, designadamente o programa oficinal Pador Auto

Service, atualmente com mais de 70 oficinas aderentes, que visa apoiar oficinas

parceiras de negócio; a Pador Academy, criada em 2022, oferece formação

técnica e empresarial, com uma oferta de cursos presenciais e online, formando

mais de 200 profissionais do sector, anualmente; e a plataforma digital Pador

Tech Solution, que disponibiliza ferramentas que ajudam as oficinas a otimizar

processos, aumentar eficiência e rentabilidade. Apesar do sucesso, a Rodapeças

olha para o futuro com a consciência de que há muito trabalho pela frente.

Gerentes Manuel Vicente, Sandra Rosa e Pedro Rosa

Morada Rua da Tojeira, nº 6 Cabeço 3105-056 Carriço - Pombal

Telefone 236 959 360 // Email geral@rodapecas.com // Site www.rodapecas.com

72

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

33º

100

Volume faturação 2024

€12.057.000

A.Vieira

Com 51 anos de história, a A.Vieira atravessa um novo ciclo. Guilherme

Mendes, administrador e neto do fundador, assume a liderança com o

compromisso de honrar o legado deixado por José Branco. “Para mim, é

uma honra poder dar continuidade ao legado do meu avô, que sempre foi a minha

maior referência, tanto a nível profissional como pessoal. A sua forma de estar no

mercado, marcada pela honestidade e pelo rigor, é a base daquilo que hoje é a

A.Vieira”, afirmou. O desafio, acrescentou, é manter viva essa voz respeitada no

setor, “ao mesmo tempo que procuramos fazer a empresa crescer e enfrentar os

desafios futuros com a mesma determinação que ele sempre demonstrou”. Entre

esses desafios, destaca-se a expansão do armazém de Baguim, um projeto que “representa

um marco muito importante para a A.Vieira e será certamente o próximo

grande passo da empresa”, referiu. A modernização vai permitir “integrar marcas

com grande potencial e qualidade, bem como alargar a nossa oferta a novos tipos

de produto que até agora não tínhamos capacidade para trabalhar como, por

exemplo, componentes elétricos, sistemas de refrigeração, entre outros que estão a

ser cuidadosamente estudados”, explicou. O administrador sublinhou ainda que o

investimento “será também fundamental para reorganizar e modernizar a imagem da

empresa, tornando a A.Vieira mais atual e alinhada com as exigências do mercado”.

As novas instalações irão trazer igualmente um espaço dedicado à formação, que

ganha um papel estratégico na visão da empresa. “Queremos criar um departamento

especializado em formação, algo que consideramos essencial para o futuro

da empresa e do mercado”, salientou. Além de manter os colaboradores atualizados,

“pretendemos disponibilizar esta informação para apoiar clientes, ajudando-os a

lidar com os desafios cada vez mais complexos da tecnologia automóvel”, reforçou.

A A.Vieira conta hoje com cerca de 40 mil referências em stock e marcas de prestígio

internacional como Hella Pagid, Purflux, UFI ou febi. “Os nossos critérios de

seleção passam por garantir diversidade dentro de cada linha, oferecendo opções

adaptadas às diferentes necessidades dos clientes”, assegurou. A estratégia assenta

num portfólio equilibrado, que inclui “uma marca premium, direcionada para quem

valoriza o mais alto nível de qualidade e exigência; uma marca intermédia, que

assegura padrões elevados mantendo um preço mais competitivo; e também algumas

soluções low cost, que têm vindo a ganhar cada vez mais procura”. Com os olhos

postos no futuro, o administrador garante que os valores da empresa permanecem

inalterados. “Os valores da A.Vieira serão sempre os mesmos e são a base de tudo

o que fazemos: honestidade, dedicação e proximidade, tanto com clientes como

com colaboradores”. E, concluiu: “Queremos reforçar essa proximidade com quem

confia em nós e, nesse sentido, no futuro temos em perspetiva alargar a presença

da A.Vieira à zona da Grande Lisboa, um passo importante para acompanhar o

crescimento da empresa e estar ainda mais próximos de novos mercados e fortalecer

ainda mais os já atuais”.

Administrador Guilherme Mendes

Morada Av. D. Miguel, 250 – Z. I. Baguim Monte – 4435-678 Rio Tinto

Telefone 229 773 410 // Email avieira@avieirasa.pt // Site www.avieirasa.pt

74

TOP100 AFTERMARKET 2025


“50 anos de know-how

ao serviço do aftermarket”

Guimarães - Sede

Rua S. Gonçalo 83, 4801-909 Guimarães | guimaraes@avieirasa.pt | 253 424 130

Rio Tinto - Baguim

Av. D. Miguel, Zona Industrial de Baguim do Monte 4435-678 Rio Tinto | avieira@avieirasa.pt | 229 773 410

Guimarães - Brito

Travessa do Séquito A, Armazém B-4 - Brito 4805-034 Guimarães | brito@avieirasa.pt | 253 470 650

Leça da Leça da Palmeira

Rua Óscar da Silva, 1579, 4450-761 Leça da Palmeira | leca@avieirasa.pt | 229 966 298

Vizela - J.Branco

R. da Rechã 10, 4815-504 Vizela | geral@jbranco.pt | 253 483 105

Santo Tirso - Tabuapeças

R. Silva Araújo 253, 4795-059 Vila das Aves | geral@tabuapecas.pt | 252 871 943


PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

39º

100

Volume faturação 2024

€9.179.000

APL Expresso

Há 22 anos, a APL Expresso começou a desenhar o seu caminho no

aftermarket automóvel. Hoje, é uma referência nos Açores e parte

integrante do grupo Create Business, um marco que, segundo o diretor-geral

Miguel Lopes, mudou por completo o rumo da empresa. “O nosso

caminho tem sido sempre em crescendo, ano após ano, temos conseguido

ajustar-nos ao mercado e à evolução do setor automóvel. Mas foram 2 décadas

a velocidades diferentes, onde se notou claramente o antes e o depois da nossa

entrada na Create”, afirmou. “O conceito de grupo e todas as ferramentas que

soubemos implementar funcionaram como um acelerador, potenciando uma

alavancagem ao negócio da APL”, acrescentou. Essa evolução assentou na

capacidade de adaptação e na ambição de levar mais longe o serviço. “Creio

que o mais desafiante foi o implementar de processos e ferramentas que o

nosso grupo dispõe para desenvolver e apoiar os profissionais da reparação

automóvel”, referiu. “Levar o que de melhor se faz na Europa para as ilhas

foi, sem dúvida, a nossa maior conquista e o que mais impactou no nosso

crescimento”, sublinhou. A nova loja na ilha Terceira é o mais recente símbolo

dessa proximidade. “Se pretendemos ser a empresa de referência do setor,

teríamos de estar presentes e próximos dos clientes”, explicou Miguel Lopes.

“Era algo que ansiávamos há muito, e que está a ter os resultados esperados,

com bastante aceitação por parte dos clientes locais”, confidenciou. Com

este reforço da presença nos Açores, surgiu também a necessidade de alargar

a oferta. “Termos uma oferta alargada permite-nos responder ao envelhecimento

do parque automóvel. Assim damos a alternativa ao cliente de escolher

a qualidade adequada para cada veículo”, salientou. Mas o crescimento da

APL não se mede apenas em novas gamas ou infraestruturas. A aposta na

eficiência operacional tem sido determinante. “Tendo um processo logístico

mais eficiente, com capacidade de operar mais peças em menos tempo, não

só reduz o custo das peças, como permitimos que os nossos clientes também

sejam mais produtivos, aumentando a sua rentabilidade”, destacou. Por detrás

dessa evolução está também uma equipa que cresce e se especializa ao ritmo

da empresa. “A escassez de recursos qualificados empurrou-nos para formar

as pessoas, dotando-as das competências necessárias. Felizmente temos conseguido

reter o talento que vamos desenvolvendo, proporcionando um ambiente

laboral em que as pessoas se revejam”, partilhou. Essa aposta na qualificação

estende-se também aos clientes e parceiros, num esforço conjunto para preparar

o setor para os novos desafios tecnológicos. “Temos desenvolvido várias

formas de dotar as oficinas de conhecimento e equipamentos necessários para

estarem aptas para esta mudança de paradigma. Exemplo disso é o programa

VEXPERT, que lhes dá acesso a formação e todas as ferramentas necessárias

para reparar este tipo de veículos”, finalizou.

Gerentes Miguel Lopes e Vasco Lopes

Morada Pico D´Água Park - Rua 5, Nº 5 e 7, 9600-049 Pico da Pedra - Açores

Telefone 214350937 // Email pecas.apl@createbusiness.pt // Site createbusiness.pt

76

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

46º

100

Volume faturação 2024

€6.968.000

Phaarmpeças

A

Phaarmpeças, empresa de referência na distribuição de peças automóvel,

inaugurou em 2024 novas instalações que simbolizam não apenas o crescimento

contínuo da empresa, mas também o reforço do compromisso com

a qualidade do serviço e com os seus colaboradores. Com mais espaço para stock

e melhores condições de trabalho, a mudança foi motivada pela necessidade de

acompanhar a dimensão que a empresa atingiu ao longo dos anos. “Queria um

edifício amplo, onde fosse prático trabalhar. Agora, nota-se que o funcionamento

é muito mais rápido do que era nas anteriores instalações”, explica o diretor-geral,

Carlos Coelho. O novo pavilhão conta com cerca de 2.000 m² de área coberta e

14.000 m² no total, permitindo armazenar milhares de referências e dar resposta

mais eficiente às exigências do mercado. Em outubro de 2025, inaugurou a sua

Academia de Formação, um espaço que, além da sala de formação, dispõe de uma

“mini-oficina”, com o complemento necessário para cada ação de formação. No

total, esta academia tem mais de 300 m², onde vão ser realizadas diversas ações

de formação para clientes e colaboradores. Fundada há 29 anos, a Phaarmpeças

começou numa garagem de 25 m² e apenas com Carlos Coelho. Hoje, conta com

45 colaboradores e três lojas no distrito de Viseu: na sede, em Viseu, bem como

em Tondela e Oliveira de Frades. Apesar das perspetivas de expansão, Carlos

Coelho prefere consolidar o negócio na região, sem pressa de abrir novas lojas,

“mas essa é sempre uma hipótese em cima da “mesa”, refere. A Phaarmpeças

juntou-se este ano à AD Parts, com o objetivo de poder ter mais ferramentas

“digitais” para os seus clientes e assim poder ter melhores condições, quer a nível

técnico, quer comercial. Mantém parcerias sólidas com marcas de renome como

TRW, Grupo Schaeffler e Bosch, apostando em qualidade e evitando associar-

-se a produtos de baixo desempenho. O serviço de entrega direta continua a ser

uma das bandeiras da empresa. Atualmente, a distribuição é assegurada por 12

viaturas, garantindo prazos rápidos: entre 30 minutos e 1 hora dentro da cidade

de Viseu e três entregas diárias em praticamente todo o distrito de Viseu. Carlos

Coelho sublinha que a reorganização logística foi essencial para reduzir custos e

aumentar a eficiência, sem comprometer a proximidade com o cliente. Depois de

vários anos consecutivos de crescimento, 2025 deverá terminar com um aumento

de vendas na casa dos dois dígitos, face ao ano anterior. O diretor geral acredita

que o segredo está em crescer de forma equilibrada, com foco na equipa: “Tenho

uma superequipa que está sempre a desafiar-me, por isso a motivação é grande.

Queremos continuar a acrescentar valor, para não sermos só “mais uma” casa

de peças, mas sim continuarmos a ser conhecidos como uma empresa que tem

um conjunto de serviços de grande apoio para os profissionais do setor.” Com

novas instalações, parcerias estratégicas e foco na formação, a Phaarmpeças

consolida a sua posição como referência no distrito de Viseu e prepara o futuro

com ambição e equilíbrio.

Diretor geral Carlos Coelho

Morada Rua do Carvalhal, S/N3515-159 Bairro da BarrosaAbraveses, Viseu

Telefone 232 410 270 // E-mail geral@phaarmpecas.pt // Site www.phaarmpecas.pt

78

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

65º

100

Volume faturação 2024

€4.716.000

Filourém

Com mais de duas décadas de atividade, a Filourém consolidou-se como

uma referência no aftermarket nacional. “É natural que existam momentos

marcantes e dias especiais ao longo de 23 anos de existência,

mas todos os dias são importantes, não é chavão, todos fazem parte da nossa

caminhada”, recordou Carlos Gonçalves, diretor-geral da empresa. Entre

os marcos que destaca estão “as duas mudanças de instalações e a última

remodelação e ampliação do atual espaço, em 2023, coincidindo com a comemoração

do 20.º aniversário”. Dois anos após essa remodelação, o impacto

no negócio e na equipa é evidente. “Temos a sensação de que estes dois anos

passaram depressa, mas já não conseguimos imaginar o nosso funcionamento

sem a área em que crescemos. Permitiu-nos adicionar marcas e gamas novas,

aumentar o stock e, naturalmente, deu outras condições e modernidade à

equipa”, referiu. O crescimento da empresa tem acompanhado o ritmo do

mercado, num contexto cada vez mais exigente e competitivo. “Felizmente

temos conseguido crescer no volume de vendas, mas num passado recente já

não foram subidas tão acentuadas; o mercado está extremamente dinâmico

e tem sofrido muitas alterações”, explicou. No entanto, a Filourém mantém

a sua aposta na capacidade de adaptação e na proximidade com o cliente,

procurando “criar valor, fortalecer as relações e desenvolver verdadeiras parcerias

num ambiente muito positivo”. Na seleção das marcas, o responsável

privilegia a complementaridade e a diferenciação no mercado. “É importante

sermos reconhecidos como tendo produtos e marcas específicas e distintas,

de forma a responder a necessidades muito particulares”, afirmou. Além

disso, o diretor-geral sublinhou a relevância das formações realizadas com

os parceiros. “O processo formativo é extremamente importante para melhorar

o conhecimento de todos os agentes — os nossos colaboradores, os

nossos parceiros (fundamental) e também os seus clientes —, que passam a

ter uma maior noção das qualidades, características técnicas e especificidades

de determinado produto”. Com uma logística moderna, a empresa assegura

“entregas bidiárias para quase a totalidade do país e um stock online que é

uma mais-valia para os nossos parceiros”. O objetivo é continuar a integrar

mais fornecedores e “tornar a plataforma B2B mais rápida e eficaz, sempre

a pensar em melhorar o serviço e a experiência do cliente”. Quanto às tendências

do setor, Carlos Gonçalves reconhece que “a fusão e integração de

grupos de compras é algo natural e que deverá continuar nesse sentido”. E

admite: “Na Filourém não excluímos esse cenário e poderemos estar recetivos,

caso seja uma mais-valia para nós e para os nossos parceiros”. O olhar para o

futuro centra-se nas marcas que distinguem a empresa no mercado nacional.

“A médio prazo, queremos ir melhorando o nosso website e, além de uma

marca nova que estamos a trabalhar, o objetivo é mais do que duplicar o stock

da Original Birth e da Zeta Erre”, afirmou Carlos Gonçalves, acrescentando

tratar-se de “um forte investimento a vários níveis, em particular de espaço”.

Gerentes Maria Alzira Reis e Carlos Gonçalves

Morada Estrada do Ribeirinho, n.º 9

Telefone 249 541 244 // Email geral@filourem.com // Site www.filourem.com

80

TOP100 AFTERMARKET 2025


WWW.FILOUREM.COM


PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

67º

100

Volume faturação 2024

€4.548.000

Japopeças

A

Japopeças consolidou ao longo de quase quatro décadas uma posição

de referência no setor de peças automóveis, destacando-se pela sua

especialização em componentes para veículos asiáticos. No entanto, nos

últimos anos, a empresa tem vindo a reforçar a sua presença também no segmento

europeu, num movimento natural que reflete a evolução do próprio mercado.

Segundo Luís Almeida, diretor geral da Japopeças, “o alargamento da linha para

europeus dá-se com as marcas que já representávamos, uma vez que atualmente

os fabricantes, independentemente da sua proveniência, produzem peças para

todos os construtores”. Assim, este crescimento resulta de uma extensão orgânica

dos catálogos das marcas parceiras, sem comprometer a excelência técnica e

o reconhecimento alcançado no segmento asiático, área em que a Japopeças

continua a ser sinónimo de especialização e confiança. A dinâmica do retalho

automóvel tem sofrido transformações profundas, com uma drástica redução dos

níveis de stock nas lojas, o que impôs novos desafios aos grossistas em termos de

disponibilidade e rapidez de resposta. Antecipando esta realidade, a Japopeças

sempre privilegiou elevados níveis de stock e uma criteriosa seleção de marcas,

assegurando um serviço de excelência e uma capacidade logística robusta. A

mudança, em 2017, para um armazém com quase o triplo da área anterior

permitiu acompanhar o crescimento da empresa e responder com eficácia às

exigências do mercado, reforçando a sua posição como parceiro de confiança

no aftermarket. A digitalização tem sido outro pilar estratégico da Japopeças.

“Como é nosso apanágio, começámos por dentro de casa, renovando hardware,

software e processos que impactam desde o atendimento até à logística”, explica

Luís Almeida. O processo é contínuo e evolutivo, mas o maior desafio reside na

nova plataforma online B2B, que representará uma transformação profunda da

experiência do cliente. Mais do que uma atualização tecnológica, trata-se de um

projeto concebido praticamente de raiz, que integrará novas funcionalidades,

como áreas financeira, comercial, de garantias e devoluções, promovendo maior

autonomia e eficiência na relação com os clientes. Na escolha de novas marcas,

a Japopeças mantém critérios rigorosos de qualidade e profundidade de gama.

Nesse sentido, a CTR, fabricante de primeiro equipamento coreano, reforça

o portefólio de marcas bandeira, enquanto FEBEST e JAPACO sublinham a

aposta contínua em peças para veículos asiáticos, oferecendo soluções exclusivas

que anteriormente apenas existiam no catálogo original. Num mercado

português altamente competitivo e cada vez mais pressionado pela entrada de

distribuidores espanhóis, a Japopeças mantém uma estratégia sólida e coerente.

“O nosso posicionamento é simples: oferecer ao mercado uma proposta de valor

assente na qualidade, prestígio e competitividade das marcas representadas,

sustentada num serviço de excelência e no know-how acumulado em 40 anos

de experiência”, destaca o diretor geral.

Diretor Geral Luís Almeida

Morada Rua Manuel Pais Vieira Júnior, 139, Zona Industrial das Travessas 3700-309 São João da Madeira

Telefone 256 203 080 // Email info@japopecas.pt // Site www.japopecas.pt

82

TOP100 AFTERMARKET 2025



PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

82º

100

Volume faturação 2024

€4.009.000

Polibaterias

A

Polibaterias atravessa um período de forte expansão e consolidação no

mercado nacional, reforçando a sua posição como uma das principais

referências no setor das baterias automóveis. No final de 2024, a empresa

concluiu uma importante ampliação das suas instalações, aumentando em 50%

a área coberta e implementando um moderno cais de carga e descarga para

veículos pesados. A este investimento juntou-se a instalação de novas estantes de

paletização, que elevaram a capacidade total de armazenamento para cerca de

30.000 unidades. Esta expansão traduz-se numa maior capacidade de resposta,

melhor oferta ao cliente e significativa redução das ruturas de stock. Entre as

mais recentes novidades destaca-se a introdução da nova gama de baterias

EUROCELL, produzida pela FIAMM, sob a designação EUROCELL STD

PLUS. Esta linha vem reforçar a oferta da Polibaterias com produtos de origem

OEM, idênticos aos que equipam de fábrica diversas marcas automóveis

europeias. Segundo o diretor-geral, Nuno Guerra, os clientes e parceiros já

reconhecem esta gama como sinónimo de qualidade e desempenho de excelência,

o que tem resultado num crescimento expressivo das vendas. O novo catálogo

Eurocell é, atualmente, o mais vasto portefólio de baterias disponível no mercado

nacional, incluindo soluções para veículos elétricos, híbridos e segmentos

específicos. Entre as novidades estão as baterias auxiliares para modelos como

Tesla e Toyota, além de uma nova gama de baterias de tração elétrica, reforçando

o compromisso da empresa com a inovação e diversidade da sua oferta.

A sustentabilidade é outro pilar central da atuação da Polibaterias. A

empresa assume um papel ativo na economia circular, promovendo a

reciclagem de baterias usadas e o encaminhamento de todos os resíduos,

como plásticos, papel, cartão e vidro, para tratamento adequado.

Paralelamente, tem vindo a renovar a sua frota com veículos de baixas

emissões, apostando em modelos bifuel (GPL/gasolina) e híbridos.

Esta política reflete a preocupação da empresa em contribuir para

um planeta mais limpo e para um setor automóvel mais sustentável.

A Polibaterias mantém também uma ligação próxima à comunidade através de

diversas iniciativas sociais, desportivas e formativas. O envolvimento em competições

de destaque, como o MotoGP — onde a FIAMM patrocina a equipa Pramac

e o piloto português Miguel Oliveira — e o Mundial de Superbikes, com a OU-

TDO e a equipa Rokit BMW, reforça a visibilidade das marcas que representa.

A empresa patrocina ainda o piloto Paulo Jorge da Silva no X-Trophy e apoia

eventos locais como o Almada Extreme Sprint e o Torneio de Padel FIAMM/

Polibaterias. A estas ações juntam-se eventos de convívio e formação, como o

recente encontro de Kart Cross com clientes do norte do país, que fortalecem

o relacionamento com parceiros e a comunidade. Com uma equipa dedicada

e investimentos estratégicos, a Polibaterias ambiciona continuar o seu crescimento

sustentado, posicionando-se como o maior operador e distribuidor

nacional de baterias.

Diretor geral Nuno Guerra

Morada Rua Quinta das Rosas, 13 Zona Industrial Casal do Marco 2840-131 Aldeia de Paio Pires

Telefone 212 699 223 // E-mail geral@polibaterias.com // Site www.polibaterias.com

84

TOP100 AFTERMARKET 2025


2025


PEÇAS LIGEIROS

Posição ranking

95º

100

Volume faturação 2024

€3.382.000

X-ACTION

A

X-ACTION é hoje uma referência regional no setor da distribuição de

peças e equipamentos para o setor automóvel, fruto de uma estratégia

sólida baseada na proximidade, qualidade e inovação. Com sede em

Coimbra e uma filial em Condeixa, a empresa assegura uma cobertura eficiente

e de proximidade, apoiada por uma equipa de 18 colaboradores altamente

qualificados. O compromisso de cada elemento com a excelência do serviço e

a satisfação do cliente tem sido um dos principais motores de crescimento da

X-ACTION, que se distingue pela dedicação e pelo rigor técnico que imprime

em todas as áreas de atuação. A empresa estrutura a sua oferta em torno

das marcas distribuídas pela Autozitânia / AD Parts, parceiro estratégico que

garante o acesso a produtos de elevada qualidade e fiabilidade reconhecida.

Através desta parceria, a X-ACTION disponibiliza uma vasta gama de peças

automóveis e equipamentos oficinais, assegurando uma resposta completa às

necessidades dos profissionais do setor. Esta relação de confiança com a AD

tem sido determinante para a introdução contínua de novas gamas e marcas,

reforçando o posicionamento da X-ACTION num mercado cada vez mais

competitivo e exigente. As sinergias estendem-se também à logística, formação

técnica e suporte comercial, fatores que contribuem para o fortalecimento

da capacidade de resposta e a manutenção de elevados padrões de serviço.

Recentemente, a empresa concluiu a ampliação de um dos seus armazéns,

duplicando a capacidade de armazenagem. Este investimento traduz-se numa

gestão de stocks mais eficiente, maior disponibilidade de produtos e tempos de

resposta ainda mais rápidos, elementos essenciais num setor em que a rapidez de

entrega é determinante. O serviço de entregas rápidas, aliás, é um dos principais

pilares da X-ACTION, exigindo uma permanente otimização dos processos

logísticos para dar resposta ao crescimento da procura sem comprometer a

qualidade. Outro eixo estratégico da empresa é a formação técnica. Em parceria

com a AD, a X-ACTION promove regularmente ações destinadas a atualizar

os conhecimentos dos profissionais das oficinas, acompanhando a evolução

tecnológica do setor. O feedback dos participantes tem sido extremamente

positivo, refletindo-se na fidelização dos clientes e no fortalecimento das suas

competências. Atenta às transformações do mercado automóvel, a X-ACTION

tem vindo a preparar-se para responder aos desafios colocados pelo crescimento

do parque de veículos elétricos. A empresa ajusta o seu portefólio de produtos e

equipamentos, apostando em soluções que suportem a manutenção e reparação

deste tipo de veículos. Paralelamente, investe em formação e em ferramentas

específicas, assegurando que os seus clientes estão prontos para enfrentar as

novas exigências tecnológicas. O futuro da X-ACTION assenta em três grandes

prioridades: acompanhar a evolução tecnológica do setor, reforçar a digitalização

dos processos e manter a excelência no serviço ao cliente.

Diretor-geral Filipe Teixeira

Morada Rua Vale Paraíso – Ponte de Eiras – 3020-324 Coimbra

Telefone 239 432 494 // Email info@x-action.pt // Site www.x-action.pt

86

TOP100 AFTERMARKET 2025


MORADA E CONTACTOS

Coimbra: Rua do Vale Paraíso - Ponte de Eiras 3020-324 Coimbra

Condeixa: Rua das Dadas, 2A - Sebal 3150-287 Condeixa-a-Nova

CallCenter: 239432494


100

MERCADO

Mais Vendas, Menos Emissões!

O ano de 2024 revelou-se positivo para o mercado automóvel português, registando um

crescimento global de 5,6% face a 2023. Segundo dados da ACAP, entre janeiro e dezembro

foram matriculados 249.269 novos veículos automóveis, traduzindo-se numa recuperação

consistente após os desafios logísticos e económicos que marcaram os anos anteriores

A

liderança do mercado nacional

manteve-se nas mãos do Grupo

Stellantis, que consolidou a sua

posição de forma incontestável. O

grupo encerrou 2024 com 59.756

viaturas comercializadas, o que representa uma

quota de mercado de 24,7% — ou seja, um em

cada quatro carros novos vendidos em Portugal

pertence a uma das marcas do grupo (Abarth,

Alfa Romeo, Citroën, DS, Fiat, Jeep, Maserati,

Opel ou Peugeot). A vantagem da Stellantis sobre

o segundo grupo automóvel mais vendido foi expressiva,

ascendendo a 12.877 viaturas. Entre as

marcas individuais, a Peugeot destacou-se como a

mais vendida do ano, com 21.611 novas unidades,

um aumento de 4,4% face a 2023. No segundo

lugar ficou a Mercedes-Benz, com 16.649 carros

vendidos, seguida da Dacia, que comercializou

16.214 veículos. A presença da Tesla entre as dez

marcas mais vendidas, ocupando o oitavo lugar

com 9.760 unidades, confirma a crescente penetração

dos veículos elétricos no mercado nacional.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA GANHA FORÇA

Um dos sinais mais marcantes de 2024 foi o avanço

da transição energética no setor automóvel.

Mais de 57,3% dos veículos ligeiros de passageiros

novos matriculados em Portugal utilizavam energias

alternativas — uma combinação de elétricos

e híbridos. Os veículos 100% elétricos já representaram

19,9% das novas matrículas, um número

expressivo que reflete a mudança de mentalidade

dos consumidores e o reforço da oferta por parte

das marcas. Contudo, a ACAP sublinha que o país

ainda enfrenta desafios estruturais para acelerar

este processo, nomeadamente a necessidade de

reforçar a rede de carregamento elétrico e de

estimular o abate de veículos em fim de vida. Em

Portugal, cerca de 1,5 milhões de automóveis com

mais de 20 anos continuam em circulação, o que

levanta preocupações ambientais e de segurança

rodoviária.

SEGMENTOS EM DESTAQUE

No segmento dos ligeiros de passageiros, as vendas

atingiram 209.715 unidades, o que corresponde a

um crescimento de 5,1% em relação a 2023. Já o

mercado de ligeiros de mercadorias registou uma

evolução ainda mais significativa, com 32.304

veículos vendidos — um aumento de 13,3%, impulsionado

pela retoma da atividade económica

e pelo dinamismo do comércio eletrónico. Em

contrapartida, o segmento dos veículos pesados

(de passageiros e mercadorias) registou uma quebra

de 8,3%, totalizando 7.250 novas matrículas.

Este decréscimo reflete as dificuldades que o setor

dos transportes pesados enfrenta, em especial no

contexto de custos energéticos elevados e renovação

lenta das frotas empresariais.

PERSPETIVAS E DESAFIOS

O desempenho de 2024 reforça a confiança do

setor, mas também evidencia a necessidade de

políticas públicas mais robustas para apoiar a

modernização do parque automóvel. A ACAP

defende a reativação e reforço do sistema de incentivos

ao abate de veículos antigos, medida

considerada essencial para reduzir emissões e

estimular a compra de automóveis mais eficientes.

Com as metas europeias de emissões zero até 2035

a aproximarem-se, o caminho da eletrificação é irreversível.

Portugal mostra sinais de estar no rumo

certo, mas a velocidade da mudança dependerá

do equilíbrio entre inovação tecnológica, investimento

em infraestrutura e políticas de incentivo.

Em síntese, 2024 foi um ano de crescimento e

transição para o mercado automóvel português

— com mais vendas, maior presença de veículos

elétricos e uma liderança consolidada pela Stellantis.

O desafio que se segue será transformar

este impulso em sustentabilidade a longo prazo,

garantindo que a mobilidade do futuro seja não

apenas mais eficiente, mas também mais limpa

e acessível.

88 Top100 Aftermarket 2025


24.000 MOTIVOS PARA

CONTINUAR EM MOVIMENTO

CADA PEÇA É

PARTE DE NÓS

Desde que abrimos as nossas portas, temos trabalhado para melhorar a cada dia. Afinal,

é preciso melhorar e não ficar acomodado, para fornecer peças de substituição de alta

qualidade para automóveis. Não é de admirar que já tenhamos colocado mais de 24.000

peças diferentes para automóveis e motos na estrada até agora.

SAIBA

MAIS

Schon unser Gründer Wulf Gaertner war ein leidenschaftlicher Autofan.

Als Rennfahrer in den 50er Jahren brauchte er Ersatzteile, auf die er sich verlassen

konnte. Also gründete er sein eigenes Unternehmen. Mit unbändigem Pioniergeist

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100

MERCADO TOP100

MERCADO

Matrículas de veículos híbridos em Portugal (Por marca)

Marca Energia 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 Total

Mercedes-Benz HEV/Gasóleo 81 325 646 1.049 451 318 113 2 630 1.429 1.295 1.560 7.899

BMW HEV/Gasóleo 17 567 1.562 1.514 1.358 1.165 6.183

Audi HEV/Gasóleo 101 516 921 617 667 384 155 3.361

Hyundai HEV/Gasóleo 108 402 436 190 127 129 1.392

Volvo HEV/Gasóleo 53 98 406 244 249 56 1.106

Kia HEV/Gasóleo 96 255 297 27 195 139 1.009

Peugeot HEV/Gasóleo 10 280 169 123 169 97 36 2 886

Land Rover HEV/Gasóleo 99 109 42 1 84 83 45 34 49 14 560

Renault HEV/Gasóleo 411 411

Ford HEV/Gasóleo 3 67 39 44 73 11 237

Jaguar HEV/Gasóleo 54 42 20 1 117

Citroen HEV/Gasóleo 58 26 17 7 1 109

Mini HEV/Gasóleo 99 99

Ford - Auto Ribeiro HEV/Gasóleo 41 1 42

Mazda HEV/Gasóleo 8 3 11

DS HEV/Gasóleo 4 6 10

Total Gasóleo / Eléctrico 10 419 520 786 1.328 664 396 628 879 2.393 4.086 4.191 3.799 3.333 23.432

Toyota HEV/Gasolina 286 546 340 264 306 832 1.303 2.171 3.716 5.793 6.524 4.131 5.490 5.608 6.600 8.418 53.606

Ford HEV/Gasolina 4 1 3 4 1.997 2.967 3.320 4.308 3.587 16.191

Fiat HEV/Gasolina 1.048 2.288 4.183 3.353 3.503 14.375

Nissan HEV/Gasolina 691 2.240 3.564 3.306 9.801

Honda HEV/Gasolina 789 788 381 176 86 10 1 71 142 233 660 482 609 8.581

Renault HEV/Gasolina 83 845 1.350 2.088 2.053 6.419

90 Top100 Aftermarket 2025


Marca Energia 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 Total

Lexus HEV/Gasolina 68 67 192 58 137 295 337 361 452 559 509 314 291 169 155 342 4.550

Mercedes-Benz HEV/Gasolina 8 16 8 2 233 201 154 211 1.414 1.642 3.889

Mazda HEV/Gasolina 522 650 436 426 598 416 3.048

Hyundai HEV/Gasolina 4 53 43 176 263 617 496 435 558 2.645

Kia HEV/Gasolina 2 75 201 432 196 316 398 486 479 2.585

Peugeot HEV/Gasolina 5 2.320 2.325

Dacia HEV/Gasolina 109 1.092 1.201

Suzuki HEV/Gasolina 52 142 126 217 304 289 1.130

Audi HEV/Gasolina 5 1 1 2 71 184 143 283 303 993

Jeep HEV/Gasolina 65 265 410 740

BMW HEV/Gasolina 2 1 2 2 4 2 3 39 42 68 400 565

Alfa Romeo HEV/Gasolina 160 149 221 530

Volkswagen HEV/Gasolina 60 84 68 56 182 450

Cupra HEV/Gasolina 57 381 438

Mitsubishi HEV/Gasolina 140 204 344

Land Rover HEV/Gasolina 20 34 96 49 59 31 289

Opel HEV/Gasolina 247 247

Seat HEV/Gasolina 160 35 19 9 223

Volvo HEV/Gasolina 14 31 15 4 152 216

Citröen HEV/Gasolina 8 142 150

Maserati HEV/Gasolina 13 68 36 19 136

Skoda HEV/Gasolina 6 13 16 99 134

Mini HEV/Gasolina 132 132

MG HEV/Gasolina 119 119

Jaguar HEV/Gasolina 54 36 18 7 115

Ds HEV/Gasolina 13 13

Porsche HEV/Gasolina 3 1 4

Ferrari HEV/Gasolina 1 1 2

Forthing HEV/Gasolina 1 1

Total Gasolina / Eléctrico 1.151 1.419 922 507 532 1.143 1.647 2.540 4.296 6.602 8.545 9.509 14.996 19.956 25.060 31.687 136.187

Total Híbridos Convencionais 1.151 1.419 932 926 1.052 1.929 2.975 3.204 4.692 7.230 9.424 11.902 19.082 24.147 28.859 35.020 159.619

Volkswagen GNC/Gasolina 1 2 6 7 7 12 35

Fiat GNC/Gasolina 19 21

Seat GNC/Gasolina 11 11

Total Gasolina / GNC 20 2 6 7 7 23 67

Dacia GPL/Gasolina 33 165 257 215 500 1.265 1.295 1.178 966 2.510 4.192 8.424 10.592 31.592

Renault GPL/Gasolina 24 599 846 1.011 1.230 2.780 4.400 10.890

Chevrolet GPL/Gasolina 418 928 650 492 309 27 2.824

Opel GPL/Gasolina 63 202 357 249 326 379 418 180 2.174

Fiat GPL/Gasolina 1 189 188 158 87 16 17 9 22 154 3 3 21 5 25 898

Kia GPL/Gasolina 83 112 148 38 381

Hyundai GPL/Gasolina 18 30 29 51 62 190

Subaru GPL/Gasolina 85

Mitsubishi GPL/Gasolina 60 70

Alfa Romeo GPL/Gasolina 24 21 6 7 2 60

Lancia GPL/Gasolina 9 18 5 32

Mercedes-Benz GPL/Gasolina 3 3

Total Gasolina / GPL 418 932 839 776 867 868 633 1.020 1.749 1.823 2.111 1.815 3.524 5.443 11.209 15.077 49.199

Volkswagen GNL/Gasóleo 3 3

Total Gasóleo / GNL 3 3

Total Geral 1.569 2.351 1.771 1.702 1.939 2.799 3.614 4.231 6.448 9.076 11.538 13.717 22.606 29.590 40.068 50.097 208.888

Top100 Aftermarket 2025

91


100

MERCADO

Matrículas de veículos automóveis em Portugal (Por tipo de veículo)

Total Mercado Veículos

Ligeiros de Passageiros * Ligeiros de Mercadorias ** Total Mercado Ligeiros Pesados de Mercadorias Autocarros

Anos

Automóveis

Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var.

2000 295 490 -0,7 115 040 12,5 410 530 2,6 7 424 5,0 927 42,2 418 881 2,7

2001 260 316 -11,9 93 578 -18,7 353 894 -13,8 6 698 -9,8 874 -5,7 361 466 -13,7

2002 228 574 -12,2 76 813 -17,9 305 387 -13,7 4 742 -36,1 694 -25,1 310 823 -14,0

2003 192 305 -15,9 66 555 -13,4 258 860 -15,2 3 736 -21,2 558 -19,6 263 154 -15,3

2004 200 168 4,1 68 707 3,2 268 875 3,9 4 679 25,2 641 14,9 274 195 4,2

2005 206 399 3,1 66 727 -2,9 273 126 1,6 4 616 -1,3 728 13,6 278 470 1,6

2006 194 607 -5,7 64 582 -3,2 259 189 -5,1 5 406 17,1 579 -20,5 265 174 -4,8

2007 201 700 3,6 68 537 6,1 270 237 4,3 5 644 4,4 725 25,2 276 606 4,3

2008 213 294 5,7 55 499 -19,0 268 793 -0,5 5 536 -1,9 798 10,1 275 127 -0,5

2009 160 947 -24,5 38 972 -29,8 199 919 -25,6 3 213 -42,0 628 -21,3 203 760 -25,9

2010 223 464 38,8 45 734 17,4 269 198 34,7 3 130 -2,6 491 -21,8 272 819 33,9

2011 153 486 -31,3 34 963 -23,6 188 449 -30,0 2 665 -14,9 330 -32,8 191 444 -29,8

2012 95 309 -37,9 16 011 -54,2 111 320 -40,9 1 892 -29,0 223 -32,4 113 435 -40,7

2013 105 921 11,1 18 202 13,7 124 123 11,5 2 392 26,4 174 -22,0 126 689 11,7

2014 142 826 34,8 26 166 43,8 168 992 36,1 3 126 30,7 239 37,4 172 357 36,0

2015 178 503 25,0 30 858 17,9 209 361 23,9 4 039 29,2 254 6,3 213 654 24,0

2016 207 330 16,1 34 890 13,1 242 220 15,7 4 824 19,4 354 39,4 247 398 15,8

2017 222 129 7,1 38 523 10,4 260 652 7,6 5 372 11,4 361 2,0 266 385 7,7

2018 228 327 2,8 39 282 2,0 267 609 2,7 5 133 -4,4 510 41,3 273 252 2,6

2019 223 799 -2,0 38 454 -2,1 262 253 -2,0 4 974 -3,1 601 17,8 267 828 -2,0

2020 145 417 -35,0 27 578 -28,3 172 995 -34,0 3 585 -27,9 412 -31,4 176 992 -33,9

2021 146 637 0,8 28 790 4,4 175 427 1,4 4 264 18,9 586 42,2 180 277 1,9

2022 157 295 7,3 23 637 -17,9 180 932 3,1 4 733 11,0 1496 155,3 187 161 3,8

2023 199 623 26,9 28 523 20,7 228 146 26,1 6 923 46,3 984 -34,2 236 053 26,1

2024 209 715 5,1 32 304 13,3 242 019 6,1 6 400 -7,6 850 -13,6 249 269 5,6

* Inclui desde 2000 Monovolumes com mais de 2300Kg e Ambulâncias.

** Foram retirados desde 2000 os Monovolumes com mais de 2300Kg.

Fonte: ACAP

Matrículas de Veículos Automóveis em Portugal

Automóveis Ligeiros de Passageiros (Por meses)

Mês

2021 % Var. 21/20 2022 % Var. 22/21 2023 % Var. 23/22 2024 % Var. 24/23

Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul.

JAN 10.029 10 029 -30,5 -30,5 9.867 9 867 -1,6 -1,6 14.639 14 639 48,4 48,4 15.737 15 737 7,5 7,5

FEV 8.311 18 340 -59,0 -47,1 11.618 21 485 39,8 17,1 16.080 30 719 38,4 43,0 20.512 36 249 27,6 18,0

MAR 12.699 31 039 19,8 -31,5 13.409 34 894 5,6 12,4 21.472 52 191 60,1 49,6 22.796 59 045 6,2 13,1

ABR 14.809 45 848 438,7 -4,5 12.475 47 369 -15,8 3,3 16.107 68 298 29,1 44,2 17.329 76 374 7,6 11,8

MAI 16.661 62 509 190,2 16,2 12.820 60 189 -23,1 -3,7 19.816 88 114 54,6 46,4 19.850 96 224 0,2 9,2

JUN 18.936 81 445 71,0 25,6 15.554 75 743 -17,9 -7,0 22.041 110 155 41,7 45,4 20.193 116 417 -8,4 5,7

JUL 12.323 93 768 -19,0 17,1 14.665 90 408 19,0 -3,6 16.074 126 229 9,6 39,6 14.550 130 967 -9,5 3,8

AGO 7.971 101 739 -35,8 10,0 11.434 101 842 43,4 0,1 13.050 139 279 14,1 36,8 11.822 142 789 -9,4 2,5

SET 10.786 112 525 -18,2 6,5 12.502 114 344 15,9 1,6 14.077 153 356 12,6 34,1 15.053 157 842 6,9 2,9

OUT 10.576 123 101 -22,7 3,2 12.629 126 973 19,4 3,1 13.863 167 219 9,8 31,7 15.291 173 133 10,3 3,5

NOV 10.928 134 029 -7,6 2,2 15.351 142 324 40,5 6,2 15.769 182 988 2,7 28,6 16.400 189 533 4,0 3,6

DEZ 12.608 146 637 -11,5 0,8 14.971 157 295 18,7 7,3 16.635 199 623 11,1 26,9 20.182 209 715 21,3 5,1

Fonte: ACAP

92 Top100 Aftermarket 2025


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MERCADO

Matrículas de Veículos Automóveis em Portugal

Automóveis Ligeiros de Passageiros (Por segmentos)

Segmento 2020 % Var 20/19 2021 % Var 21/20 2022 % Var 22/21 2023 % Var 23/22 2024 % Var 24/23

A – Citadino 7 453 -60,5 6 940 -6,9 7 833 12,9 7 710 11,1 6 432 -16,6

B – Utilitário 57 970 -30,9 63 621 9,7 67 508 6,1 75 905 19,3 85 002 12,0

C – Compacto/Fam Médio 58 841 -36,7 55 616 -5,5 58 754 5,6 81 257 46,1 81 135 -0,2

D – Executivo/Fam Grande 15 386 -24,9 14 865 -3,4 16 363 10,1 26 719 79,7 27 596 3,3

E – Superior 4 738 -21,6 4 465 -5,8 5 348 19,8 6 163 38,0 8 048 30,6

F – Luxo 1 029 -29,1 1 130 9,8 1 489 31,8 1 869 65,4 1 502 -19,6

Fonte: ACAP

Total 145 417 -35,0 146 637 0,8 157 295 7,3 199 623 26,9 209 715 5,1

Automóveis Ligeiros de Passageiros

Os 50 modelos mais vendidos em 2024

Marca / Modelo

2024 2023

Unid. % Total Unid. %Total

1 DACIA SANDERO 7 760 3,66% 6 424 3,19%

2 PEUGEOT 2008 7 520 3,55% 6 770 3,36%

3 TESLA MODEL 3 6 764 3,19% 4 087 2,03%

4 RENAULT CLIO 6 422 3,03% 5 765 2,86%

5 PEUGEOT 208 6 024 2,85% 6 236 3,09%

6 RENAULT CAPTUR 4 463 2,11% 4 868 2,41%

7 PEUGEOT 308 4 442 2,10% 3 383 1,68%

8 CITROEN C3 4 382 2,07% 3 238 1,61%

9 DACIA DUSTER 4 161 1,97% 3 335 1,65%

10 NISSAN JUKE 4 093 1,93% 1 720 0,85%

11 MERCEDES-BENZ CLASSE A 3 785 1,79% 3 966 1,97%

12 DACIA JOGGER 3 495 1,65% 3 768 1,87%

13 TOYOTA YARIS CROSS 3 316 1,57% 2 114 1,05%

14 SEAT IBIZA 3 185 1,50% 3 223 1,60%

15 OPEL CORSA 3 072 1,45% 3 838 1,90%

16 TESLA MODEL Y 2 932 1,38% 5 063 2,51%

17 NISSAN QASHQAI 2 804 1,32% 2 949 1,46%

18 KIA STONIC 2 587 1,22% 1 907 0,95%

19 VOLVO EX30 2 516 1,19% 8 0,00%

20 HYUNDAI i20 2 365 1,12% 1 517 0,75%

21 VOLKSWAGEN T-ROC 2 351 1,11% 2 079 1,03%

22 TOYOTA YARIS 2 263 1,07% 2 579 1,28%

23 SEAT LEON 2 122 1,00% 1 221 0,61%

24 SEAT ARONA 2 092 0,99% 3 074 1,52%

25 BMW X1 2 089 0,99% 836 0,41%

26 VOLKSWAGEN TAIGO 2 082 0,98% 1 590 0,79%

Marca / Modelo

2024 2023

Unid. % Total Unid. %Total

27 FORD PUMA 2 074 0,98% 2 064 1,02%

28 VOLKSWAGEN T-CROSS 2 007 0,95% 1 571 0,78%

29 FIAT 500 1 903 0,90% 2 989 1,48%

30 BMW SÉRIE 1 1 885 0,89% 2 799 1,39%

31 VOLVO XC40 1 727 0,82% 2 869 1,42%

32 MERCEDES-BENZ CLASSE E 1 673 0,79% 623 0,31%

33 PEUGEOT 3008 1 659 0,78% 2 316 1,15%

34 MERCEDES-BENZ CLASSE C 1 653 0,78% 1 675 0,83%

35 FORD FOCUS 1 584 0,75% 2 287 1,13%

36 TOYOTA C-HR 1 576 0,74% 1 599 0,79%

37 CITROEN C4 1 549 0,73% 1 789 0,89%

38 SKODA OCTAVIA 1 549 0,73% 884 0,44%

39 MERCEDES-BENZ GLA 1 477 0,70% 1 091 0,54%

40 FIAT PANDA 1 477 0,70% 1 005 0,50%

41 MG MG4 1 448 0,68% 458 0,23%

42 BMW SÉRIE 2 1 367 0,65% 2 550 1,26%

43 CITROEN C3 AIRCROSS 1 365 0,64% 1 813 0,90%

44 VOLVO XC60 1 361 0,64% 993 0,49%

45 AUDI A3 1 359 0,64% 1 347 0,67%

46 JEEP AVENGER 1 305 0,62% 477 0,24%

47 HYUNDAI KAUAI 1 277 0,60% 1 741 0,86%

48 BMW SÉRIE i4 1 271 0,60% 1 938 0,96%

49 HYUNDAI TUCSON 1 249 0,59% 1 206 0,60%

50 BMW SÉRIE 5 1 248 0,59% 802 0,40%

Total dos 50 modelos mais vendidos 136 130 64,29% 124 444 61,71%

Total do mercado 211 739 201 646

Fonte: ACAP

94 Top100 Aftermarket 2025


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Issue Ausgabe 15/2024 15/2024

Issue 8/2024

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100

MERCADO

Matrículas de Veículos Automóveis em Portugal

Automóveis Ligeiros de Passageiros (Por cilindrada e potência)

2020 2021 2022 2023 2024

Unid. % Total Unid. % Total Unid. % Total Unid. % Total Unid. % Total

Designação Cilindrada (cm3)

0__750 5942 4,1 13260 9,0 18029 11,5 36390 17,4 41760 19,9

751__1000 41817 28,8 43169 29,4 49049 31,2 57694 27,5 58304 27,8

1001__1250 21695 14,9 21402 14,6 22616 14,4 27168 13,0 32561 15,5

1251__1500 42730 29,4 35883 24,5 34560 22,0 41431 19,8 38439 18,3

1501__1750 7551 5,2 6342 4,3 6745 4,3 9183 4,4 8599 4,1

1751__2000 22305 15,3 23319 15,9 22758 14,5 23448 11,2 25551 12,2

2001__2500 1411 1,0 1418 1,0 1650 1,0 1917 0,9 1867 0,9

2501__... 1966 1,4 1844 1,3 1888 1,2 2392 1,1 2634 1,3

Potência (kW)

0 __ 30 0 0,0 30 0,0 43 0,0 5 0,0 4 0,0

31 __ 40 0 0,0 268 0,2 786 0,4 968 0,5 163 0,1

41 __ 50 760 0,3 1485 1,0 1422 0,6 2060 1,0 2674 1,3

51 __ 60 13243 5,9 11516 7,9 11332 5,1 10237 4,9 8847 4,2

61 __ ... 131414 58,7 133338 90,9 143712 64,2 186353 88,9 198027 94,4

Total 145 417 100,0 146 637 100,0 157 295 100,0 199 623 95,2 209 715 100,0

Fonte: ACAP

Matrículas de Veículos Automóveis em Portugal

Automóveis Ligeiros de Passageiros (Por cilindrada e tipo de energia)

Cm 3 Gasolina Gasóleo

Híbridos

Plug-In

Híbridos

Plug-In

Electricidade Total Gasolina Diesel Convencionais

Convencionais Outros Gasolina Gasóleo

Outros Gasolina Gasóleo

Electricidade Outros Total

2024 2023

0__750 3 41 757 41 760 36 390 36 390

751__1000 36 354 6 898 15 052 58 304 38 460 8 030 11 204 57 694

1001__1250 27 659 120 4 734 25 23 32 561 25 794 770 599 5 27 168

1251__1500 4 733 8 531 13 234 11 941 38 439 5 148 13 863 10 534 11 884 2 41 431

1501__1750 947 363 3 140 4 149 8 599 989 217 2 240 5 737 9 183

1751__2000 642 9 204 6 295 6 955 2 455 25 551 768 8 732 6 851 5 787 1 310 23 448

2001__2500 20 215 221 1 411 1 867 50 283 190 1 394 1 917

2501__... 714 10 498 1 412 2 634 821 122 415 1 034 2 392

Total 71 072 18 443 35 020 15 077 25 891 2 455 41 757 209 715 72 030 23 987 28 859 11 209 25 836 1 310 36 390 2 199 623

Cilindrada Média (cm 3 ) 1096 1 118

Cilindrada Média (cm 3 ) Gasolina 1151 1 152

Cilindrada Média (cm 3 ) Gasóleo 1737 1 672

Cilindrada Média (cm 3 ) Energias alternativas 965 966

Fonte: ACAP

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MERCADO

Parque Automóvel em Portugal

Automóveis Ligeiros de Passageiros, Veículos Ligeiros

de Mercadorias e Pesados

Fonte: ACAP

Parque Automóvel em Portugal

Anos

Ligeiros de Passageiros Ligeiros de Mercadorias Veículos Pesados (*) Total

Unid. % Total Unid. % Total Unid. % Total Unid.

2000 3 593 000 75,6 1 008 000 21,2 149 000 3,1 4 750 000

2001 3 746 000 75,6 1 057 000 21,3 154 000 3,1 4 957 000

2002 3 885 000 75,6 1 095 000 21,3 158 000 3,1 5 138 000

2003 3 966 000 75,7 1 119 000 21,4 156 100 3,0 5 241 100

2004 4 100 000 75,8 1 150 000 21,3 155 700 2,9 5 405 700

2005 4 200 000 76,0 1 170 000 21,2 153 270 2,8 5 523 270

2006 4 290 000 76,3 1 184 000 21,0 151 000 2,7 5 625 000

2007 4 379 000 76,5 1 198 000 20,9 150 100 2,6 5 727 100

2008 4 408 000 76,6 1 200 000 20,8 149 400 2,6 5 757 400

2009 4 457 000 76,7 1 204 000 20,7 148 500 2,6 5 809 500

2010 4 480 000 76,8 1 205 000 20,7 147 600 2,5 5 832 600

2011 4 522 000 77,0 1 206 000 20,5 145 000 2,5 5 873 000

2012 4 497 000 77,4 1 170 000 20,1 140 100 2,4 5 807 100

2013 4 480 000 77,9 1 137 000 19,8 136 200 2,4 5 753 200

2014 4 496 000 78,2 1 118 000 19,5 133 500 2,3 5 747 500

2015 4 538 000 78,5 1 110 000 19,2 133 700 2,3 5 781 700

2016 4 600 000 79,0 1 090 000 18,7 134 700 2,3 5 824 700

2017 4 800 000 79,5 1 100 000 18,2 141 200 2,3 6 041 200

2018 5 015 000 79,8 1 120 000 17,8 146 200 2,3 6 281 200

2019 5 205 000 80,2 1 135 000 17,5 149 300 2,3 6 489 300

2020 5 300 000 80,4 1 140 000 17,3 151 000 2,3 6 591 000

2021 5 410 000 80,6 1 150 000 17,1 152 301 2,3 6 712 301

2022 5 560 000 80,8 1 163 000 16,9 154 000 2,2 6 877 001

2023 5 750 000 81,2 1 177 000 16,6 157 700 2,2 7 084 700

2024 5 970 000 81,3 1 204 000 16,4 169 700 2,3 7 343 700

Veículos Ligeiros de Passageiros, Mercadorias e Pesados

Idade e Número de Veículos em Circulação em Portugal em 31-12-24

Idade

LIGEIROS DE PASSAGEIROS

Unid.

% Total

Idade

LIGEIROS DE MERCADORIAS

Unid.

% Total

Idade

VEÍCULOS PESADOS

Unid.

% Total

Idade média (anos) 14,1

Até 1 ano 195.098 3,3

De 1 a 2 anos 203.480 3,4

De 2 a 3 anos 168.354 2,8

De 3 a 4 anos 168.416 2,8

De 4 a 5 anos 170.449 2,9

De 5 a 10 anos 1.358.846 22,8

De 10 a 15 anos 1.000.903 16,8

De 15 a 20 anos 1.081.402 18,1

Mais de 20 anos 1.623.052 27,2

Total 5.970.000 100,0

Idade média (anos) 16,1

Até 1 ano 28 830 2,4

De 1 a 2 anos 28 324 2,4

De 2 a 3 anos 23 684 2,0

De 3 a 4 anos 29 334 2,4

De 4 a 5 anos 28 219 2,3

De 5 a 10 anos 190 617 15,8

De 10 a 15 anos 146 879 12,2

De 15 a 20 anos 263 994 21,9

Mais de 20 anos 464 119 38,5

Total 1 204 000 100,0

Idade média (anos) 15,8

Até 1 ano 5 052 3,6

De 1 a 2 anos 6 915 4,9

De 2 a 3 anos 4 703 3,3

De 3 a 4 anos 4 399 3,1

De 4 a 5 anos 4 006 2,8

De 5 a 10 anos 27 126 19,2

De 10 a 15 anos 19 106 13,5

De 15 a 20 anos 23 397 16,5

Mais de 20 anos 46 796 33,1

Total 141 500 100,0

Fonte: ACAP

98 Top100 Aftermarket 2025



100

MERCADO

Ligeiros de Passageiros - Veículos Comerciais - Ciclomotores - Motociclos - Quadriciclos

Parque e Densidade Automóvel em Portugal em 31-12-24

Distritos

Ligeiros de Passageiros

e Todo-o-terreno

Ligeiros

de Mercadorias

Total Ligeiros

Pesados

de Mercadorias*

Pesados

de Passageiros

Total Veículos

Automóveis

Habitantes por:

Ligeiro Passageiros

Veículo Automóvel

Aveiro 399 214 88 622 487 836 10 439 1 165 499 440 1,8 1,4

Beja 74 094 23 616 97 710 1 216 188 99 114 2,0 1,5

Braga 467 462 111 836 579 298 9 605 1 650 590 553 1,8 1,4

Bragança 57 690 23 175 80 865 1 763 247 82 875 2,1 1,5

Castelo Branco 89 555 25 955 115 510 2 323 248 118 081 2,0 1,5

Coimbra 228 760 50 490 279 250 5 923 643 285 816 1,8 1,4

Évora 81 168 20 478 101 646 1 751 428 103 825 1,9 1,5

Faro 311 871 61 895 373 766 4 396 939 379 101 1,5 1,2

Guarda 73 626 22 561 96 187 2 814 199 99 200 1,9 1,4

Leiria 286 634 76 559 363 193 12 889 537 376 619 1,6 1,2

Lisboa 1 489 083 220 342 1 709 425 37 142 4 731 1 751 298 1,5 1,3

Portalegre 53 463 14 569 68 032 2 010 92 70 134 1,9 1,5

Porto 964 121 178 194 1 142 315 17 750 2 650 1 162 715 1,9 1,6

Santarém 234 711 61 200 295 911 8 556 809 305 276 1,8 1,4

Setúbal 464 030 66 660 530 690 6 084 1 079 537 853 1,9 1,7

Viana do Castelo 134 567 28 788 163 355 2 979 631 166 965 1,7 1,4

Vila Real 98 893 28 236 127 129 2 261 516 129 906 1,9 1,4

Viseu 191 364 50 134 241 498 6 873 922 249 293 1,8 1,4

Continente 5 700 306 1 153 310 6 853 616 136 774 17 674 7 008 064 1,7 1,4

Açores 126 718 32 458 159 176 2 229 512 161 917 1,9 1,5

Madeira 142 976 18 232 161 208 2 497 1 014 164 719 1,8 1,5

Total 5 970 000 1 204 000 7 174 000 141 500 19 200 7 334 700 1,8 1,4

Fonte: ACAP

100 Top100 Aftermarket 2025



MERCADO TOP100

Automóveis Ligeiros de Passageiros

Parque Automóvel em Portugal em 31-12-24

Marcas

Total

2024

% Total

RENAULT 721.476 12,1

PEUGEOT 573.449 9,6

VOLKSWAGEN 476.937 8,0

MERCEDES-BENZ 449.212 7,5

OPEL 412.641 6,9

BMW 382.584 6,4

CITROEN 340.604 5,7

FORD 305.782 5,1

FIAT 276.930 4,6

TOYOTA 254.287 4,3

SEAT 235.490 3,9

AUDI 230.857 3,9

NISSAN 192.189 3,2

VOLVO 111.298 1,9

HYUNDAI 106.005 1,8

DACIA 96.179 1,6

HONDA 91.467 1,5

KIA 85.250 1,4

SMART 81.537 1,4

SKODA 70.259 1,2

MITSUBISHI 69.998 1,2

Fonte: ACAP

Marcas

Total

2024

% Total

MINI 63.738 1,1

MAZDA 51.759 0,9

ALFA ROMEO 31.391 0,5

TESLA 30.648 0,5

CHEVROLET 29.115 0,5

SUZUKI 29.014 0,5

LAND ROVER 23.332 0,4

ROVER 22.048 0,4

PORSCHE 20.708 0,3

JAGUAR 16.000 0,3

JEEP 15.075 0,3

LANCIA 10.891 0,2

DS 8.830 0,1

LEXUS 7.981 0,1

CUPRA 7.481 0,1

MG 6.549 0,1

DAEWOO 5.940 0,1

CHRYSLER 4.128 0,1

SAAB 3.900 0,1

BYD 3.217 0,1

SUBARU 2.039 0,0

Marcas

Total

2024

% Total

DAIHATSU 1.869 0,0

DODGE 1.595 0,0

FERRARI 947 0,0

MASERATI 835 0,0

POLESTAR 783 0,0

SSANGYONG 749 0,0

BENTLEY 716 0,0

ASTON MARTIN 689 0,0

AUTO RIBEIRO 588 0,0

IVECO 454 0,0

LAMBORGHINI 288 0,0

AUSTIN 193 0,0

INFINITI 137 0,0

LOTUS 121 0,0

KGM 120 0,0

AIWAYS 119 0,0

TATA 112 0,0

OUTRAS MARCAS 1.470 0,0

Total 5.970.000 100,0

102 Top100 Aftermarket 2025


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100

MERCADO

DISTRIBUIDORES

DE PEÇAS PARA PESADOS

Os 25 maiores distribuidores de peças para veículos pesados faturaram em 2024, 197,9 milhões

de euros, mais 10,5% que no ano anterior. Empregam 685 trabalhadores, mais 23 que em 2023,

crescendo 6,5% e aumentando a produtividade para 289 mil euros por trabalhador

O

mercado de distribuição de peças

para veículos pesados em

Portugal tem vindo a afirmar-se

como um exemplo de organização,

profissionalismo e sustentabilidade.

Longe de apresentar uma estrutura

fragmentada e improvisada, como acontece em

alguns mercados europeus, Portugal apostou num

modelo sólido, tecnicamente especializado e com

uma operação estável.

A maturidade do setor reflete-se não apenas na

sua estrutura, mas também na rentabilidade das

empresas e na crescente qualificação da oferta.

Num mercado cada vez mais competitivo, este

setor assume um papel decisivo na rentabilidade

e fiabilidade das frotas. Neste artigo, falamos com

alguns dos protagonistas do mercado, para saber

quais os modelos que lideram as vendas, as mais

recentes inovações em motores e sistemas de assistência

à condução, assim como as perspetivas das

marcas relativamente à situação atual do mercado

Depois de um forte crescimento registado em

2023 e 2024, o setor dos veículos pesados em

Portugal vive uma fase de ajustes. Em linha com

a tendência europeia, o primeiro semestre de

2025 revelou sinais de retração, muito por conta

de alguns constrangimentos em alguns setores

industriais relevantes que não têm estimulado

os indicadores de procura.

O setor pós-venda de veículos pesados em Portugal

é um exemplo de estruturação, profissionalismo

e visão de longo prazo. A articulação entre

oficinas de marca, redes independentes e distribuidores

especializados criou um ecossistema técnico

e comercial robusto, capaz de responder aos desafios

atuais e preparar-se para o futuro. O setor

de distribuição de peças para veículos pesados

apresenta um nível elevado de concentração, com

os cinco maiores distribuidores a controlarem

50% do mercado. Este domínio, aliado à forte

orientação para a exportação, é indicativo de

uma gestão profissional e focada em escala. Em

2024, os 25 principais distribuidores atingiram

um volume de negócios conjunto de 197,9 milhões

de euros. A produtividade por trabalhador

(289 mil euros) e os bons níveis de rentabilidade

confirmam a eficiência destas operações. Os indicadores

financeiros são excelentes:

• Autonomia financeira de 56,9%

• Rentabilidades de 5,3% das vendas e 11,4%

dos capitais

• Unicamente uma empresa com resultados negativos

A Motorbus lidera em todos os critérios quantitativos,

exceto no Emprego e no VAB em que

lidera a HBC II pela importante atividade oficinal

desta empresa.

104 Top100 Aftermarket 2025


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MERCADO TOP100

TOP 25

MAIORES DISTRIBUIDORES PEÇAS PESADOS

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓP. 2024 VAB 2024 Nº TRAB. 2024

1 MOTORBUS, LDA. PORTO 47.014 42.167 34.767 2.243 17.790 4.902 54

2 HBC II, LDA. LEIRIA 25.879 23.006 19.475 1.968 11.618 6.025 94

3 NASACAR, LDA. LISBOA 11.910 10.655 11.368 559 4.287 2.343 31

4 EUROPART PORTUGAL, S.A. PORTO 11.270 11.011 6.399 28 2.226 1.833 40

5 D. COSTA, S.A. (COPEROL) LISBOA 10.974 9.910 9.254 415 4.937 2.576 75

6 SPG - GLOBAL PARTS, LDA. LISBOA 10.938 10.864 6.033 227 2.658 1.898 39

7 RODRIGUES & CARVALHO, LDA. (SELCAR) LISBOA 9.600 8.723 10.367 1.061 8.747 2.155 36

8 GRUPO BARREIRO, SUC. PORTUGAL, LDA. LISBOA 9.007 9.861 4.698 174 2.080 1.232 32

9 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. LEIRIA 8.850 7.087 6.473 596 4.265 3.002 59

10 VIAPESADOS, LDA. V. DO CASTELO 5.766 4.688 3.535 342 1.556 1.181 19

11 SUSPARTES, LDA. SETÚBAL 5.712 3.872 2.581 325 1.769 700 10

12 TECNIAMPER, LDA. LISBOA 4.859 4.488 7.334 161 5.538 856 13

13 VICAUTO, LDA. VISEU 4.253 3.972 3.973 555 3.199 1.099 12

14 VISOPARTS , LDA. VISEU 3.967 3.819 3.548 396 2.672 1.126 13

15 MULTITRUCKS, LDA. LISBOA 3.777 3.148 3.820 167 758 1.018 27

16 PROPESADOS II, LDA. LEIRIA 3.440 2.356 2.498 59 562 763 22

17 BEZARES PORTUGAL, LDA. PORTO 3.287 2.989 2.130 -112 1.507 400 16

18 ECOPARTES, LDA. LEIRIA 2.918 3.111 4.171 174 2.250 678 13

19 IMPORPESADOS, LDA. LEIRIA 2.751 2.517 3.185 307 2.933 616 7

20 POLICALÇO, LDA. PORTO 2.536 2.207 3.166 98 768 593 14

21 DMS-TRUCKS, LDA. LEIRIA 2.222 2.454 5.131 278 4.876 968 16

22 COMERCIALPEÇAS, LDA. PORTO 1.994 1.888 3.254 132 2.091 527 11

23 MANAIACAR, LDA. AVEIRO 1.903 1.131 2.460 204 1.905 608 18

24 BPN, LDA. LEIRIA 1.574 1.645 1.851 49 593 255 5

25 PEÇAS DO TÂMEGA, LDA. PORTO 1.454 1.539 1.374 116 1.062 340 9

TOP 25

EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES PEÇAS PESADOS

Nº NOME EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 CRESC. VOL. NEG. 24/23 VOL. NEG. 2023 CRESC. VOL. NEG. 23/22 VOL. NEG. 2022 CRESC. VOL.NEG. 22/21 VOL. NEG. 2021

1 MANAIACAR, LDA. AVEIRO 1.903 68,3 1.131 -14,1 1.317 1,2 1.301

2 SUSPARTES, LDA. SETÚBAL 5.712 47,5 3.872 -11,3 4.364 6,4 4.100

3 PROPESADOS II, LDA. LEIRIA 3.440 46,0 2.356 18,5 1.988 16,8 1.702

4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS LEIRIA 8.850 24,9 7.087 12,3 6.311 17,7 5.364

5 VIAPESADOS, LDA. V. DO CASTELO 5.766 23,0 4.688 21,0 3.873 15,9 3.342

6 MULTITRUCKS, LDA. LISBOA 3.777 20,0 3.148 18,5 2.656 21,5 2.186

7 POLICALÇO, LDA. PORTO 2.536 14,9 2.207 5,5 2.092 2,2 2.047

8 HBC II, LDA. LEIRIA 25.879 12,5 23.006 19,2 19.304 15,8 16.672

9 NASACAR, LDA. LISBOA 11.910 11,8 10.655 10,4 9.648 17,7 8.199

10 MOTORBUS, LDA. PORTO 47.014 11,5 42.167 18,6 35.545 27,0 27.980

11 D. COSTA, S.A. (COPEROL) LISBOA 10.974 10,7 9.910 -1,1 10.020 12,6 8.896

12 RODRIGUES & CARVALHO, LDA. (SELCAR) LISBOA 9.600 10,1 8.723 20,5 7.238 11,0 6.518

13 BEZARES PORTUGAL, LDA. PORTO 3.287 10,0 2.989 5,5 2.833 18,8 2.384

14 IMPORPESADOS, LDA. LEIRIA 2.751 9,3 2.517 5,6 2.383 15,3 2.067

15 TECNIAMPER, LDA. LISBOA 4.859 8,3 4.488 14,8 3.909 38,3 2.827

16 VICAUTO, LDA. VISEU 4.253 7,1 3.972 6,0 3.746 11,7 3.355

17 COMERCIALPEÇAS, LDA. PORTO 1.994 5,6 1.888 -1,6 1.919 13,8 1.687

18 VISOPARTS, LDA. VISEU 3.967 3,9 3.819 8,1 3.534 17,7 3.002

19 EUROPART PORTUGAL, S.A. PORTO 11.270 2,4 11.011 0,8 10.926 7,0 10.214

20 SPG - GLOBAL PARTS, LDA. LISBOA 10.938 0,7 10.864 -6,5 11.614 106,0 5.638

21 BPN, LDA. LEIRIA 1.574 -4,3 1.645 29,7 1.268 32,5 957

22 PEÇAS DO TÂMEGA, LDA. PORTO 1.454 -5,5 1.539 2,7 1.499 3,7 1.446

23 ECOPARTES, LDA. LEIRIA 2.918 -6,2 3.111 2,9 3.022 14,4 2.641

24 GRUPO BARREIRO, SUC. PORTUGAL LISBOA 9.007 -8,7 9.861 7,9 9.143 8,6 8.417

25 DMS - TRUCKS, LDA. LEIRIA 2.222 -9,5 2.454 8,2 2.268 -2,8 2.333

106 Top100 Aftermarket 2025


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MERCADO TOP100

Jaime Santo, da Imporpesados,

recebeu o troféu 1.º Classificado

do Quadro de Honra Distribuidores

de Peças para Veículos Pesados

Nº EMPRESA

PONTUAÇÃO

CRITÉRIOS

1 IMPORPESADOS, LDA. 52

TOP 10 1010

QUADRO

DE HONRA

DISTRIBUIDORES

PEÇAS PESADOS

POR CRITÉRIO

2 MOTORBUS, LDA. 50

3 MANAIACAR, LDA. 49

4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 48

5 HBC II, LDA. 47

6 VISOPARTS, LDA. 40

7 SUSPARTES, LDA. 38

8 TECNIAMPER, LDA. 34

9 NASACAR, LDA. 31

10 VIAPESADOS, LDA. 31

108 Top100 Aftermarket 2025


TOP 10

DISTRIBUIDORES

PEÇAS PESADOS

POR CRITÉRIO

Nº EMPRESA

CRESCIMENTO

VOLUME NEGÓCIOS

1 MANAIACAR, LDA. 68,3

2 SUSPARTES, LDA. 47,5

3 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 24,9

4 VIAPESADOS, LDA. 23,0

5 HBC II, LDA. 12,5

6 NASACAR, LDA. 11,8

7 MOTORBUS, LDA. 11,5

8 IMPORPESADOS, LDA. 9,3

9 TECNIAMPER, LDA. 8,3

10 COMERCIALPEÇAS, LDA. 5,6

Nº EMPRESA

CAPITAL

PRÓPRIO

1 MOTORBUS, LDA. 17 790

2 HBC II, LDA. 11 618

3 TECNIAMPER, LDA. 5 538

4 NASACAR, LDA. 4 287

5 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 4 265

6 IMPORPESADOS, LDA. 2 933

7 VISOPARTS, LDA. 2 672

8 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 2 658

9 COMERCIALPEÇAS, LDA. 2 091

10 MANAIACAR, LDA. 1 905

Nº EMPRESA

RENTABILIDADE

VOLUME NEGÓCIOS

1 IMPORPESADOS, LDA. 11,2

2 MANAIACAR, LDA. 10,7

3 VISOPARTS, LDA. 10,0

4 HBC II, LDA. 7,6

5 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 6,7

6 COMERCIALPEÇAS, LDA. 6,6

7 VIA PESADOS, LDA. 5,9

8 SUSPARTES, LDA. 5,7

9 MOTORBUS, LDA. 4,8

10 NASACAR, LDA. 4,7

Nº EMPRESA

AUTONOMIA

FINANCEIRA

1 IMPORPESADOS, LDA. 92,1

2 MANAIACAR, LDA. 77,4

3 TECNIAMPER, LDA. 75,5

4 VISOPARTS, LDA. 75,3

5 SUSPARTES, LDA. 68,5

6 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 65,9

7 COMERCIALPEÇAS, LDA. 64,3

8 HBC II, LDA. 59,7

9 MOTORBUS, LDA. 51,2

10 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 44,1

Nº EMPRESA

PRODUTIVIDADE

REAL

1 MOTORBUS, LDA. 90,8

2 IMPORPESADOS, LDA. 88,0

3 VISOPARTS, LDA. 86,6

4 NASACAR, LDA. 75,6

5 SUSPARTES, LDA. 70,0

6 TECNIAMPER, LDA. 65,8

7 HBC II, LDA. 64,1

8 VIA PESADOS, LDA. 62,2

9 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 50,9

10 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 48,7

Nº EMPRESA

GERAÇÃO

EMPREGO

1 MOTORBUS, LDA. 10

2 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 5

3 MANAIACAR, LDA. 5

4 HBC II, LDA. 3

5 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 3

6 VIAPESADOS, LDA. 3

7 IMPORPESADOS, LDA. 1

8 SUSPARTES, LDA. 1

9 COMERCIALPEÇAS, LDA. 1

10 VISOPARTS, LDA. 1

Top100 Aftermarket 2025

109


100

PEÇAS PESADOS

Posição ranking

Volume faturação 2024

€47.014.000

Motorbus

Fundada em agosto de 1995, a Motorbus celebra, em 2025, três décadas

de um percurso exemplar, marcado pela dedicação, pela independência

e por uma cultura familiar que continua a ser o coração da empresa.

O 30.º aniversário foi assinalado na Quinta da Torre Bella, em Vila Nova de

Gaia, num momento simbólico que reuniu colaboradores, clientes e parceiros.

Mais do que uma comemoração, foi um tributo ao caminho trilhado desde

1995 e uma reflexão sobre o futuro de uma marca que cresceu sustentada em

valores, trabalho e determinação. A história da empresa começou pela mão

do seu fundador, Óscar Pereira, que decidiu, após anos de experiência no

setor dos autocarros, abrir uma empresa especializada na venda de peças para

viaturas pesadas. Desde o primeiro dia, o negócio foi alicerçado em princípios

sólidos, na união familiar e numa cultura de proximidade que se mantém até

hoje. “A Motorbus nasce na garagem dos nossos pais, em 1995, e o projeto

desenvolve-se a partir daí. Sempre teve uma matriz familiar muito forte, assente

nos nossos princípios e valores”, recordam os filhos do fundador, Pedro e Joel

Lebre. A transição de gerações aconteceu de forma natural e harmoniosa.

O pai confiou, os filhos arriscaram — e o risco tornou-se parte essencial do

ADN da empresa. A Motorbus optou por um caminho independente, recusando

afiliações e centralizações que pudessem limitar a sua autonomia. Essa

escolha, embora desafiante, foi também o segredo de uma trajetória autêntica,

construída passo a passo, com esforço e persistência. Trinta anos depois, a

Motorbus afirma-se como uma empresa sólida e reconhecida, presente em

22 países e com 65 mil referências ativas. O que começou como um sonho

familiar é hoje uma organização moderna, que combina tradição e inovação.

“Foi um caminho de muita dedicação e trabalho. Em 2004, quando íamos a

feiras internacionais, como a de Frankfurt, ninguém nos queria vender. Fomos

mudando esse cenário com trabalho e consistência”, recordam Pedro e Joel

Lebre. Apesar do crescimento e da projeção internacional, a proximidade

com o cliente continua a ser um dos pilares fundamentais da empresa. A

filosofia é simples: ouvir, compreender e responder com rapidez. “É o cliente

saber que temos a peça que ele necessita, estar atentos ao mercado e garantir

uma entrega imediata.” A relação de confiança estende-se também aos

fornecedores e parceiros, cuja colaboração tem sido essencial para o sucesso

alcançado. A Motorbus mantém ainda uma forte aposta na especialização e

no conhecimento técnico. Num setor em constante transformação, o domínio

do negócio e o respeito pelos parceiros continuam a ser fatores diferenciadores.

“Num mercado tão digital, poucos conhecem verdadeiramente o negócio. O

know-how e a especialização serão cada vez mais importantes”, sublinham

os administradores. O futuro da Motorbus será uma continuidade natural do

seu passado: evoluir sem perder a identidade. A prioridade é reforçar a oferta,

aumentar a gama de produtos e assegurar entregas mais rápidas, sempre com

o compromisso de qualidade que caracteriza a empresa.

Administradores Óscar Pereira, Joel Lebre e Pedro Lebre

Morada Rua Monte de Além, Nº 70 - 90 4410-268 Canela - Vila Nova de Gaia

Telefone 227 300 230 // Email motorbus@motorbus.pt // Site www.motorbus.pt

110

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

PEÇAS PESADOS

Posição ranking

Volume faturação 2024

€25.879.000

HBC II

Com mais de 30 anos de experiência, a HBC II é hoje uma das principais

empresas de distribuição de peças para veículos pesados em Portugal. A

sua história é marcada por um percurso de crescimento sustentado e de

diversificação estratégica, que consolidou a empresa como referência incontornável

no setor. A HBC II nasceu ligada à importação e venda de camiões usados.

O passo seguinte foi a criação de uma oficina própria, que rapidamente levou à

comercialização de peças — primeiro usadas, depois novas. Atualmente, é precisamente

na venda de peças novas que a empresa regista o maior crescimento,

com um modelo de negócio robusto e alinhado com os padrões de qualidade mais

exigentes do mercado. Nos últimos anos, a HBC II tem registado um crescimento

sustentável, reforçando a sua posição no mercado aftermarket de pesados. Conta

atualmente com sete lojas estrategicamente localizadas — Batalha, Pombal,

Albergaria, Vialonga, Ermesinde, Rio Maior e Seixal —, o que permite oferecer

proximidade e um serviço diferenciado aos clientes em todo o território nacional.

A modernização das condições de armazenamento, tanto na sede da Batalha

como nas restantes unidades, trouxe ganhos significativos em termos de logística

e rapidez de resposta, elevando o nível de serviço prestado. Com um stock permanente

superior a 20 mil referências, a HBC II cobre a gama completa de peças

aftermarket para camiões e reboques. Embora historicamente associada à marca

Scania, a empresa diversificou o seu portfólio e hoje trabalha com todas as principais

marcas do mercado. O portfólio é reforçado por parcerias estratégicas com

marcas premium de referência mundial, como Knorr-Bremse, Wabco, Brembo,

ZF, Mann-Filter, Textar, Dinex, Mahle, KS e Vitesco. Em 2024, a empresa passou

a distribuir em exclusividade os lubrificantes Champion, e desde janeiro de 2025

integra também os equipamentos de diagnóstico Jaltest. Paralelamente, a HBC

II aposta no desenvolvimento da sua marca própria TTP (Truck & Trailer Parts),

que alia qualidade a preços competitivos, consolidando-se como uma alternativa

de confiança para oficinas e frotas. A integração no grupo internacional Temot

representa um fator de diferenciação relevante. Este enquadramento garante

acesso privilegiado a fornecedores de primeiro equipamento e a uma rede global

de distribuidores de excelência, fortalecendo a capacidade competitiva da HBC

II. Num setor cada vez mais exigente, a HBC II aposta fortemente na formação

dos seus clientes. A evolução tecnológica, impulsionada por normas ambientais

como a Euro 6, trouxe maior complexidade à reparação de veículos pesados

e tornou imprescindível o acesso a ferramentas avançadas de diagnóstico. “As

ações de formação visam assegurar que os clientes mantêm autonomia e estão

preparados para responder às novas exigências do setor”, sublinha João Cardeiro,

administrador da empresa. Com um percurso sólido e uma visão clara, a HBC II

continua a consolidar a sua posição como distribuidor de referência no aftermarket

de veículos pesados em Portugal.

Administradores Hermínio Batalha Cordeiro e João Cordeiro

Morada Rua Principal, 54, Pinheiros, 2440-321 Batalha

Telefone 244 769 410 // Email batalha@hbc.pt // Site www.hbc.pt

112

TOP100 AFTERMARKET 2025


www.hbc.pt

BATALHA | POMBAL | ALBERGARIA | LISBOA | PORTO | RIO MAIOR | SEIXAL


100

PEÇAS PESADOS

Posição ranking

10º

Volume faturação 2024

€5.766.000

Viapesados

Em 2025, a Viapesados assinala duas décadas de atividade no comércio de

componentes para viaturas pesadas, consolidando-se como uma referência

no setor. Fundada em 2005, em Viana do Castelo, a empresa nasceu da

visão empreendedora de Ricardo e Sandra Carvalho, que continuam a liderar

o projeto com a mesma determinação que marcou o início. Com uma equipa

atual de 25 colaboradores, a Viapesados conheceu, sobretudo nos últimos seis

anos, um crescimento constante e expressivo. O dinamismo do mercado e a

aposta em soluções adaptadas às necessidades dos clientes têm sido fatores

determinantes neste percurso. A empresa opera a partir da sua sede em Viana

do Castelo, um espaço de 700 m² inaugurado em 2022, após duas mudanças

de instalações para responder ao aumento da atividade e ao crescimento da

equipa. Paralelamente, há dois anos abriu uma filial em Braga, com 350 m²,

que rapidamente começou a revelar limitações face ao ritmo de expansão. Já

existe, inclusive, um projeto em curso para acrescentar mais um piso, reforçando

a capacidade logística e de armazenamento. A Viapesados dedica-se à

comercialização de peças novas e recondicionadas para camiões, reboques e

autocarros, abrangendo todas as marcas. A distribuição é assegurada com frota

própria, garantindo entregas num raio de 150 km a partir das duas lojas. Para o

restante território nacional, incluindo ilhas, a empresa trabalha em parceria com

distribuidores especializados. O processo de encomenda é centralizado no call

center, mas a empresa já estuda a criação de uma plataforma online, reforçando

a digitalização do serviço e oferecendo maior comodidade aos clientes. A solidez

da Viapesados deve-se também às parcerias estratégicas com fornecedores

premium, incluindo marcas OE, que reforçam a competitividade e qualidade

da oferta. No campo da formação, a empresa promove sessões em parceria com

fornecedores, envolvendo clientes e colaboradores, de forma a acompanhar as

novidades do setor e fortalecer a relação com o mercado. A presença nas redes

sociais e a comunicação direta via WhatsApp têm-se revelado ferramentas

eficazes para a proximidade com os clientes. Mensalmente, a empresa divulga

novos produtos ou campanhas promocionais, consolidando laços de confiança

e incentivando a fidelização. Apesar do crescimento sustentado, os últimos

anos trouxeram desafios relacionados com o aumento de custos e gestão de

stock. Ricardo Carvalho sublinha a importância de garantir disponibilidade de

produto: “É fundamental não só ter preço, como também ter stock disponível.

Todos os dias trabalhamos nisso.”

Ainda assim, os sócios mantêm uma visão otimista: “Portugal é pequeno e a

concorrência é grande, mas encaramos sempre o futuro com muita positividade.

Um camião nunca pode parar, e nós queremos estar sempre na linha da frente”,

afirma Ricardo Carvalho. Entre a consolidação das operações em Viana do

Castelo e Braga, a aposta na digitalização e a contínua expansão de parcerias,

a empresa reafirma o seu compromisso em manter-se como um parceiro de

confiança para quem depende, todos os dias, da eficiência dos veículos pesados.

Gerentes Ricardo Carvalho e Sandra Carvalho

Morada Rua Engenheiro Celso Rodrigues, Nº 606, 4905-199 Viana do Castelo

Telefone 258 322 651 // Email viapesados@gmail.com // Site www.viapesados.pt

114

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

PEÇAS PESADOS

Posição ranking

13º

Volume faturação 2024

4.253.000

Vicauto

A

Vicauto tem vindo a afirmar-se como uma das principais empresas de

distribuição de peças para veículos pesados em Portugal. O seu percurso

de crescimento sustentado, especialmente desde a entrada no grupo

espanhol ADR em 2017, não tem passado despercebido no competitivo setor

do aftermarket. Segundo Ricardo Almeida, diretor comercial da empresa, dois

fatores foram determinantes para este salto qualitativo: a mudança de instalações

e a integração no grupo ADR. “Tivemos acesso a melhores condições, porque já

trabalhávamos com a grande maioria das marcas que estão no grupo”, sublinha o

responsável. A Vicauto aposta num portefólio composto por marcas de primeiro

equipamento mundialmente reconhecidas, como Dayco, Dinex, Federal Mogul,

Hella, Mann-Filter, Mahle, MS Motorservice, Valeo, Vignal e ZF. A entrada no

grupo ADR trouxe ainda a oportunidade de integrar a marca própria ADR em

gamas como travagem, suspensão e direção — uma alternativa de qualidade a

preços competitivos. Apesar desta abertura, a prioridade da Vicauto permanece

clara: oferecer sempre marcas premium, alinhadas com as exigências dos seus

clientes. “O nosso tipo de cliente exige qualidade. Para alguns produtos temos a

nossa marca própria como alternativa, mas a preferência será sempre premium”,

reforça Ricardo Almeida. A empresa distingue-se pelo forte apoio técnico especializado,

garantido por uma equipa com profundo conhecimento do setor. Essa

proximidade, aliada à confiança mútua, é um dos pilares do relacionamento com

os clientes. Para dar resposta à escassez de produtos e às dificuldades logísticas do

setor, a Vicauto tem reforçado continuamente o seu stock, assegurando rapidez de

resposta. Atualmente, dispõe de cerca de 20.000 referências em stock, cobrindo

Viseu, Guarda, Castelo Branco, Bragança, Aveiro e Vila Real, além de trabalhar

também com exportação, sobretudo para países africanos. A distribuição é feita

através de viaturas próprias e transportadoras, garantindo entregas bidiárias.

Diferentemente de outros players, a Vicauto não aposta numa plataforma B2B,

preferindo manter o contacto direto via call center e balcão, o que permite maior

precisão na encomenda das peças e reduz as devoluções. Um dos grandes diferenciais

da empresa é o serviço 24 horas, disponível inclusive aos fins de semana

e feriados. Este apoio imediato é altamente valorizado pelos clientes, permitindo-

-lhes resolver problemas urgentes sem comprometer a operação das suas frotas.

Com instalações na Zona Empresarial do Campo, em Viseu, a Vicauto dispõe

atualmente de 1.000 m² de área coberta. Contudo, o espaço já se revela insuficiente

face ao crescimento do negócio. Por isso, a empresa prepara a construção de um

segundo piso no armazém, com o objetivo de duplicar a capacidade de stock e

aumentar a eficiência na resposta ao mercado. “Queremos manter a proximidade

com o cliente, com as marcas que ele já conhece, o que também é importante. O

nosso compromisso é fornecer soluções de confiança e estar disponíveis sempre

que o cliente precisar”, conclui Ricardo Almeida.

Gerentes Carlos Alberto e João Manuel

Morada Zona Empresarial do Campo Lote 47-49 3515-342 Viseu

Telefone 232 451 197 // Email geral@vicauto.pt // Site www.vicauto.pt

116

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

PEÇAS PESADOS

Posição ranking

14º

Volume faturação 2024

€3.967.00

Visoparts

Nos últimos anos, a Visoparts tem-se afirmado como uma referência no setor

da distribuição de peças para veículos pesados, registando um crescimento

contínuo e sustentado. Este percurso de sucesso resulta da capacidade da

empresa em adaptar-se às dinâmicas do mercado, mantendo sempre o compromisso

com a qualidade dos produtos e serviços que oferece. A consistência no

aumento do volume de negócios e a consolidação da sua presença no mercado

refletem uma estratégia clara, baseada na inovação e na melhoria contínua. A

confiança conquistada junto dos clientes e parceiros é um dos pilares que sustentam

a posição da Visoparts como um dos players mais relevantes do setor em Portugal.

Recentemente, a empresa implementou iniciativas estratégicas que reforçam a sua

competitividade. Entre elas, destacam-se: a digitalização dos processos internos e

externos, garantindo maior eficiência e agilidade; modernização do sistema de

gestão de stocks, assegurando disponibilidade e rapidez de resposta; expansão do

portfólio de produtos, fruto de novas parcerias estratégicas com fornecedores de

referência; e lançamento de um site intuitivo que facilita o contacto direto com

o cliente e que permite que este possa encontrar tudo o que precisa.A Visoparts

disponibiliza uma ampla gama de peças e componentes para veículos pesados,

integrando tanto marcas originais como peças de aftermarket de elevada qualidade,

que asseguram desempenho e durabilidade. O portfólio está em constante

atualização, de modo a acompanhar as inovações do setor e as necessidades

dos clientes. Embora não possua marca própria, a empresa representa marcas

de prestígio internacional, reconhecidas pela qualidade e fiabilidade, e com as

quais mantém parcerias de longa data. Mais do que fornecer peças, a Visoparts

aposta em serviços de valor acrescentado que reforçam a experiência dos clientes,

como: apoio técnico especializado e serviço pós-venda de excelência; formações

dirigidas a clientes e parceiros, focadas na correta utilização dos componentes e

na eficiência dos veículos; e logística dedicada e eficaz, que assegura entregas

rápidas e reduz tempos de paragem das viaturas. A distribuição de peças para

veículos pesados enfrenta atualmente desafios significativos, como a pressão sobre

as margens comerciais, o aumento dos custos operacionais e a escassez de componentes.

No entanto, a Visoparts tem sabido superar estas dificuldades através

da inovação e de parcerias estratégicas, garantindo a continuidade e a qualidade

do seu serviço. A empresa aposta numa abordagem multicanal, marcada pela

presença ativa em plataformas digitais e redes sociais. Estas ferramentas permitem

não só reforçar a notoriedade da Visoparts, mas também aproximar clientes e

parceiros, através da partilha de conteúdos educativos, novidades e campanhas.

A Visoparts olha para o futuro com otimismo e confiança. Com uma estratégia

sólida, foco na inovação e um portfólio de excelência, a empresa reafirma a sua

missão: oferecer soluções eficientes, tecnológicas e sustentáveis, sempre com o

cliente no centro da sua atuação.

Administradores José Carlos Oliveira e Olga Oliveira

Morada Parque industrial Coimbrões – Estrada Principal – 3500-618 Viseu

Telefone 232 471 427 // Email geral@visoparts.com // Site www.visoparts.com

118

TOP100 AFTERMARKET 2025


Qualidade que cria confiança.


100

PEÇAS PESADOS

Posição ranking

18º

Volume faturação 2024

€2.918.000

Ecopartes

Nos últimos anos, a Ecopartes tem vindo a consolidar a sua posição no

setor da distribuição de peças para veículos pesados, sustentada numa

carteira de clientes sólida e numa visão estratégica que alia inovação,

qualidade e proximidade. A empresa, sediada em Leiria, distingue-se não apenas

pelo fornecimento de peças, mas pelo compromisso em oferecer soluções

completas que vão desde a venda e reconstrução de componentes até ao acompanhamento

técnico e consultoria especializada. Apesar da estabilidade no

volume global de negócios, a Ecopartes tem registado um crescimento notório

em áreas estratégicas, como o mercado externo e a prestação de serviços oficinais

de reconstrução. Essa expansão resulta da aposta numa gama multimarca

diversificada, que inclui componentes novos, usados e reconstruídos, tanto

de origem (OE) como aftermarket, garantindo assim uma resposta ampla e

ajustada às diferentes necessidades do setor. Um dos grandes diferenciais da

Ecopartes é a sua oficina própria dedicada à reconstrução de componentes

cruciais para veículos pesados – motores, caixas de velocidades e diferenciais.

Aqui, a empresa alia know-how técnico, rigor e precisão, disponibilizando produtos

reconstruídos com garantia de um ano e, sempre que viável, a opção

de reparação do próprio componente do cliente. Esta abordagem traduz-se

numa solução economicamente vantajosa, sem comprometer a qualidade ou a

fiabilidade. A Ecopartes orgulha-se de não ser apenas uma “loja de peças”. O

seu valor acrescentado reside na capacidade de compreender e diagnosticar as

necessidades dos clientes, muitas vezes pouco claras, transformando descrições

vagas em soluções concretas e eficazes. Esta postura consultiva garante rapidez,

eficiência e confiança, fatores que resultam numa elevada taxa de fidelização.

A relação personalizada é outro pilar da empresa. Comerciais que visitam

clientes, apoio técnico no ponto de venda, contacto direto em loja e utilização

de novas tecnologias para diagnóstico remoto (com imagens ou vídeos enviados

em tempo real) demonstram a aposta da Ecopartes numa proximidade que vai

muito além da transação comercial. No segundo semestre de 2024, a Ecopartes

iniciou um processo de reestruturação interna que abrangeu áreas comerciais

e de recursos humanos. Atualmente, está a alinhar a sua Política de Gestão

Comercial e de Marketing com uma visão baseada na inovação, antecipação

e informação. Além disso, aposta fortemente na sua marca própria, 2Shift,

privilegiando o fornecimento de material original e de elevada qualidade. A

Ecopartes é hoje uma referência na distribuição de peças para veículos pesados

em Portugal, não apenas pelo seu catálogo diversificado, mas sobretudo pela sua

postura ética, pelo rigor na reconstrução de componentes e pela proximidade

com os clientes. Mais do que vender peças, a empresa assume-se como parceira

estratégica, comprometida com soluções eficazes, duradouras e adaptadas às

novas exigências do setor automóvel.

Administrador Belmiro Santos

Morada Rua Pinhal Cotelo - Lugar de Calmarias - Cova das Faias 2410-480 Pousos

Telefone 244 829 010 // Email ecopartes@ecopartes.com

120

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

PEÇAS PESADOS

Posição ranking

21º

Volume faturação 2024

€1.574.000

BPN

Fundada em 1992, na região de Leiria, a BPN é hoje uma referência incontornável

na distribuição de peças para veículos pesados. O percurso da

empresa, iniciado com a representação de uma única marca, sempre foi

guiado pela aposta na qualidade e pela visão estratégica do seu fundador e diretor-

-geral, Ramiro Santos. Ao longo de mais de três décadas de atividade, a BPN

soube adaptar-se às transformações do setor e aos desafios económicos, mantendo

o foco na sustentabilidade do negócio e na rentabilidade dos seus parceiros. Essa

resiliência traduziu-se em resultados expressivos: mesmo em contexto adverso, com

escassez de divisas no seu principal mercado, a empresa alcançou um crescimento

de 23% nos últimos três anos. Hoje, a BPN oferece um serviço personalizado,

com apoio técnico especializado e um pós-venda eficiente, sempre alinhado com

as reais necessidades dos seus parceiros. Consolidou a sua posição de mercado

através da ampliação contínua da sua oferta, respondendo de forma integral às

necessidades dos clientes. Hoje, o portefólio cobre a totalidade das exigências do

setor, com soluções OEM premium, fruto de parcerias estratégicas com fabricantes

e fornecedores internacionais. Em paralelo, a empresa tem vindo a fortalecer a

sua marca própria QSPRO, que se destaca pela qualidade e competitividade,

nomeadamente na gama de discos e pastilhas de travão. Mais do que produtos,

a BPN oferece serviços de valor acrescentado: apoio técnico especializado, pós-

-venda eficiente e propostas personalizadas, sempre orientadas para a realidade

operacional dos seus clientes. A aposta na formação contínua, na otimização de

processos e na proximidade com o cliente são pilares da sua estratégia de atuação.

O mercado da distribuição de peças para pesados enfrenta hoje obstáculos

significativos, desde a instabilidade no fornecimento até à pressão sobre prazos

de entrega, passando pelo aumento dos custos logísticos e pela obsolescência de

stocks. Para mitigar esses riscos, a BPN apostou na diversificação das fontes de

aquisição e na disponibilização de produtos complementares, otimizando recursos

e reforçando a sua resiliência perante cenários de incerteza. A comunicação da

BPN com o mercado tem uma abordagem direta e segmentada, através de email

marketing, contacto personalizado e presença em eventos estratégicos, como a

FILDA em Luanda, reforçando assim a visibilidade das marcas representadas

e da sua própria identidade. De acordo com Ramiro Santos, a transformação

digital é a grande força motriz do setor para os próximos anos. A BPN encara o

futuro com confiança, alicerçada na inovação, na formação técnica e no serviço

de excelência. A empresa acredita que a proximidade com o cliente, aliada ao

investimento em soluções digitais, será fundamental para enfrentar os desafios

de um setor em constante transformação. Como sublinha Ramiro Santos: “O

futuro da mobilidade também passa pelas nossas mãos.”

Diretor Geral Ramiro Santos

Morada Rua Outeiro do Pomar Casal do Cego Marrazes, 2416-904 Leiria

Telefone 244 830 560 // Email bpn@bpn.com.pt // Site www.bpn.com.pt

122

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

MERCADO

20 ANOS DE AFTERMARKET

DUAS DÉCADAS

QUE MUDARAM TUDO!

No ano em que o Jornal das Oficinas celebra o seu vigésimo aniversário, o balanço

do setor de pós-venda automóvel reflete uma trajetória marcada por transformação,

resiliência e capacidade de adaptação. Nas páginas seguintes, damos voz aos

protagonistas do aftermarket, que partilham a sua visão sobre a evolução do setor

e as tendências que moldarão o seu futuro

124 Top100 Aftermarket 2025


Top100 Aftermarket 2025

125


MERCADO TOP100

Ao longo das duas últimas décadas, o

aftermarket deixou de ser um espaço

fragmentado e artesanal para se

afirmar como uma indústria estruturada,

digital e global. A evolução

não ocorreu de forma linear, mas acompanhou os

grandes ciclos económicos, tecnológicos e sociais

que moldaram o mercado automóvel europeu. A

crescente idade média das viaturas, a mudança no

comportamento dos consumidores e o avanço das

tecnologias de diagnóstico e gestão impulsionaram

o crescimento de um ecossistema mais profissional

e competitivo.

Os responsáveis das marcas do aftermarket reconhecem

que o setor viveu uma autêntica revolução

silenciosa. O que antes era dominado por pequenas

empresas familiares com recursos limitados tornou-

-se num universo altamente especializado, sustentado

por formação técnica, investimento em infraestruturas

e aposta na inovação. A digitalização,

a globalização e a exigência crescente dos clientes

redefiniram os modelos de negócio. As oficinas,

outrora focadas na reparação mecânica, são hoje

centros tecnológicos capazes de lidar com software,

eletrónica e dados.

O setor aprendeu

que já não basta

vender uma peça; é

preciso oferecer um

serviço completo

— planeamento

de compras,

disponibilidade

permanente de

stock, apoio técnico

e formação contínua

aos mecânicos

Da fragmentação à consolidação

Esta transformação reflete-se também na consolidação

da distribuição: grandes grupos e plataformas

digitais impuseram um novo paradigma de

eficiência, logística avançada e cobertura territorial.

A concentração do mercado é apontada como um

fenómeno inevitável. A união de distribuidores sob

redes comuns e a integração em grupos de compra

transformaram a estrutura competitiva. Essa consolidação,

longe de ser apenas um movimento financeiro,

representa um salto de maturidade: permitiu

ganhos de escala, reforçou o poder de negociação e

incentivou a profissionalização. Contudo, os líderes

do setor sublinham que a proximidade com o cliente

continua a ser a essência do negócio. As pequenas e

médias empresas que apostam na especialização, na

rapidez e no serviço de valor acrescentado mantêm

espaço próprio neste ecossistema cada vez mais

exigente. A coexistência entre grandes operadores

globais e distribuidores regionais dinâmicos tem

sido um dos pilares da vitalidade do aftermarket

europeu.

Eletrificação do parque automóvel

Entre as forças que mais moldaram esta evolução

destaca-se a eletrificação do parque automóvel.

Embora ainda coexistam motores térmicos e híbridos,

o avanço dos veículos elétricos está a reconfigurar

a cadeia de valor. Os responsáveis das

marcas encaram esta mudança como um desafio

e uma oportunidade. Se por um lado desaparecem

componentes de desgaste rápido, por outro surgem

novas categorias de produtos e serviços: baterias,

sistemas de gestão térmica, sensores, carregadores e

software de controlo. A transição não será abrupta,

mas progressiva, exigindo requalificação técnica e

investimento contínuo. O setor que souber antecipar

necessidades e adaptar-se à mobilidade eletrificada

terá vantagem competitiva num cenário em que tecnologia

e sustentabilidade se tornam indissociáveis.

O Impacto do comércio eletrónico

O comércio eletrónico é outro vetor decisivo desta

transformação. As plataformas digitais e os marketplaces

redefiniram as relações entre distribuidores,

oficinas e clientes. O acesso à informação e a possibilidade

de comparar preços e disponibilidade

em tempo real aumentaram a transparência e a

eficiência do processo de compra. Contudo, o e-

-commerce não elimina o papel do distribuidor

tradicional — antes o reforça, desde que este ofereça

valor acrescentado através de apoio técnico,

formação e serviço pós-venda. A digitalização é uma

aliada estratégica, mas exige atualização permanente,

segurança de dados e integração de sistemas. O

equilíbrio entre tecnologia e proximidade humana

é hoje a fronteira que distingue as marcas mais

fortes e sustentáveis.

126 Top100 Aftermarket 2025


Formação e competências

A formação surge como outro eixo estruturante do

futuro. A complexidade eletrónica dos veículos, a

presença crescente de sistemas ADAS, a gestão de

dados e o diagnóstico de software exigem competências

que aproximam o mecânico moderno de um

engenheiro especializado. As entidades formadoras,

em parceria com marcas e distribuidores, têm um

papel fundamental na requalificação do setor. Dominar

a alta tensão nos veículos eletrificados, interpretar

dados telemáticos e operar plataformas digitais são

agora requisitos básicos. Paralelamente, competências

humanas como a comunicação com o cliente, a

transparência e o acompanhamento personalizado

tornaram-se diferenciais competitivos. A atratividade

do pós-venda para as novas gerações dependerá da

capacidade de projetar a oficina como um espaço

tecnológico, sustentável e de progressão profissional.

O Papel do MVBER

e a sustentabilidade

O enquadramento regulatório, em especial o regulamento

MVBER, permanece tema central. A

defesa do acesso equitativo à informação técnica e

aos dados do veículo é vista como condição essencial

para a concorrência justa e para a sobrevivência

do aftermarket independente. A revisão do regulamento

deverá garantir que oficinas e distribuidores

independentes continuem a operar em igualdade

de condições com os fabricantes. Num contexto de

veículos conectados, inteligência artificial e novos

modelos de mobilidade, a clareza legislativa será

determinante para assegurar a diversidade e a liberdade

de escolha do consumidor europeu.

A sustentabilidade, por sua vez, deixou de ser uma

tendência para se tornar um imperativo estratégico.

O pós-venda sempre foi, em essência, um setor

sustentável, ao prolongar a vida útil dos veículos e

promover a remanufactura. Hoje, este valor histórico

ganha nova relevância com a adoção de práticas de

economia circular, utilização de materiais reciclados

e gestão responsável de resíduos. A integração de

políticas ESG reforçam o compromisso ambiental.

O consumidor, mais consciente e exigente, valoriza

produtos duradouros e marcas transparentes, fazendo

A captação de jovens

talentos para o

pós-venda passará

necessariamente

por programas de

formação técnica

e parcerias entre

escolas profissionais,

universidades

e empresas

da sustentabilidade não apenas uma exigência legal,

mas um diferencial competitivo.

O Aftermarket do futuro

As perspetivas para os próximos cinco a dez anos

apontam para um aftermarket cada vez mais digital,

sustentável e automatizado. A inteligência artificial

otimizará inventários e preverá necessidades de

manutenção; os veículos conectados gerarão novos

modelos de serviço preditivo; a logística evoluirá

para sistemas de resposta imediata e ecologicamente

eficientes. O parque automóvel europeu continuará

a envelhecer, o que garantirá procura consistente

por manutenção e reparação, mesmo num contexto

de eletrificação progressiva. As oficinas transformar-

-se-ão em verdadeiras “Mobility Service Stations”,

centros integrados de mobilidade que combinam

tecnologia, dados e experiência do cliente.

O futuro do aftermarket será, inevitavelmente, híbrido:

coexistirão motores de combustão, híbridos e

elétricos, integrados numa rede cada vez mais digital

e global. As empresas que compreenderem esta

convergência e investirem em inovação, formação

e sustentabilidade estarão melhor preparadas para

liderar. Mais do que uma fase de transição, o setor

vive uma redefinição estrutural.

O pós-venda do amanhã não será apenas o espaço

onde se repara um automóvel, mas o centro onde se

gere a mobilidade de milhões de pessoas. O sucesso

dependerá da capacidade de antecipar tendências,

adotar tecnologia e manter viva a essência do relacionamento

humano que sempre definiu este mercado.

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Top100 Aftermarket 2025

127


MERCADO TOP100

“O IAM tornou-se

eficiente e organizado,

superando muitas vezes

os serviços oficiais”

GENNARO CHIANESE POZIELLO,

DIRETOR-GERAL DA VEMA

Nos últimos vinte anos, assistimos a uma

transformação notável no mercado

pós-venda independente. O que antes

era um setor de nicho, dominado por

pequenas empresas com estruturas

limitadas e escassa qualificação, tornou-se uma verdadeira

indústria, capaz de gerar emprego, promover

investigação e desenvolvimento e oferecer novas

oportunidades de carreira. Na minha opinião, esta

evolução é também uma resposta concreta à necessidade

global de reduzir o consumo, prolongando a

vida útil dos veículos e contribuindo para a sustentabilidade

ambiental. O envelhecimento do parque

automóvel europeu, frequentemente superior a dez

ou doze anos, alimentou uma procura crescente por

manutenção e reparação. Esse fenómeno beneficiou

as oficinas independentes e os fornecedores de peças,

enquanto o mercado de carros novos, especialmente

na Europa, entrou numa trajetória descendente. O

poder de compra mais limitado, a substituição de

veículos em vez da compra do primeiro carro e a perda

do automóvel como símbolo de status alteraram

profundamente o comportamento do consumidor.

Este cenário impulsionou o setor independente, enquanto

as redes autorizadas dos fabricantes viram os

seus negócios comprimirem-se. Em muitos países,

surgiram grandes empresas consolidadas, que se

tornaram líderes nacionais e adotaram os equipamentos,

softwares e modelos organizacionais mais

modernos. Esse crescimento exigiu profissionalismo,

eficiência e rentabilidade. A entrada de investidores

e fundos de capital privado trouxe uma onda

de fusões e aquisições que remodelou o panorama

europeu. Hoje, já vemos mercados oligopolistas no

Leste Europeu, enquanto o Ocidente permanece

mais fragmentado. Acredito que a consolidação já

atingiu o limite em alguns países, mas noutros ainda

pode avançar, embora de forma mais lenta. Os

Grupos Internacionais de Comércio (ITG) tiveram

um papel essencial ao permitir que organizações

regionais partilhassem informação, metodologias e

boas práticas. Contudo, à medida que os distribuidores

cresceram, alguns ultrapassaram em dimensão

os próprios fornecedores, gerando desequilíbrios e

desalinhamento de interesses. Além disso, a tendência

de replicar estratégias entre ITG reduziu o

espaço para inovação e diferenciação, limitando o

potencial de crescimento sustentável. O comércio

eletrónico e os marketplaces são, no meu entender,

ferramentas complementares, não substitutos do modelo

tradicional. Quando bem utilizados, ampliam

a oferta de produtos, aumentam a transparência

e permitem às oficinas comprar com confiança a

preços competitivos. Mas é fundamental proteger a

cadeia de abastecimento tradicional: o distribuidor

é o elo que garante o suporte técnico e a formação

das oficinas. Entre os desafios mais complexos está

a eletrificação do parque automóvel europeu. Infelizmente,

a Europa não lidera essa tecnologia e as

políticas comunitárias, ao impor o elétrico como

única via, colocam em risco a própria indústria automóvel.

As tarifas de importação favoreceram os

Estados Unidos, não a Europa, e a China assumiu a

dianteira tecnológica. A renovação do parque europeu

far-se-á, inevitavelmente, com veículos chineses

— mais baratos e sustentáveis. Para o pós-venda,

esta é uma oportunidade, desde que os fabricantes

chineses assegurem o fornecimento de peças e informação

técnica. A Europa deve exigir transparência

e garantir que a cadeia produtiva europeia, especialmente

na montagem, permaneça ativa. Apesar

das restrições financeiras e das incertezas políticas

e tecnológicas, acredito que o mercado pós-venda

independente (IAM) continuará resiliente. A crescente

complexidade eletrónica e digital dos veículos

exige novos conhecimentos e formação contínua.

É indispensável atualizar programas educativos e

fortalecer parcerias entre escolas e empresas. Na

Vema, colaboramos com a Faculdade de Engenharia

da Universidade Federico II de Nápoles, financiando

bolsas de estudo e apoiando jovens engenheiros em

projetos e competições. Esta aproximação entre o

mundo académico e a indústria é vital para preparar

a próxima geração de profissionais. O IAM, que

outrora era um mercado menor, tornou-se mais eficiente

e profissional do que muitos serviços oficiais.

A entrada dos fabricantes neste espaço, desviando

o foco do seu negócio principal, dificilmente trará

benefícios reais e poderá até reduzir margens num

ambiente já competitivo.

128 Top100 Aftermarket 2025


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MERCADO TOP100

“O mercado ibérico

mantém-se como

uma das regiões

mais atrativas

e dinâmicas”

RICARDO MATTOS COELHO

INDIRECT BUSINESS MANAGER

PORTUGAL DA AXALTA

Nas últimas décadas, o mercado europeu

de aftermarket automóvel percorreu

um caminho de profunda transformação.

A digitalização, a profissionalização

e a concentração marcaram esta

evolução, embora continue a ser um setor naturalmente

fragmentado. Hoje, enfrentamos um contexto

de crescimento limitado, com o abrandamento das

vendas de veículos novos e a redução da sinistralidade

provocada pelos sistemas ADAS, o que impacta

diretamente o volume de reparações. Ainda assim,

o mercado ibérico mantém-se como uma das regiões

mais atrativas e dinâmicas, onde a Axalta tem

crescido de forma consistente e continua a investir

para assegurar novas oportunidades de desenvolvimento.

A concentração e a consolidação serão,

sem dúvida, tendências determinantes nos próximos

anos. Estas permitem alcançar economias de escala,

melhorar a eficiência logística e reforçar a capacidade

de investimento em digitalização e formação.

Contudo, a fragmentação continuará a coexistir com

esta consolidação, mantendo espaço para empresas

que saibam especializar-se ou integrar-se em grupos

de compras, desempenhando um papel relevante

no equilíbrio do setor. Os grupos de distribuição

têm sido essenciais para elevar o nível de serviço e

profissionalismo no aftermarket. Na Axalta, temos

contribuído ativamente para este processo através

da padronização de procedimentos, da melhoria da

rastreabilidade e da otimização do stock. A formação

técnica e comercial que disponibilizamos aos nossos

parceiros é um exemplo claro do nosso compromisso

com a eficiência e a inovação. O e-commerce tem

sido outro fator de transformação importante. Os

clientes finais beneficiam da transparência e comodidade;

os distribuidores alargam o seu alcance

através de catálogos digitais e logística otimizada; e

as oficinas, ao integrarem plataformas, aumentam

a eficiência e a rentabilidade ao gerir pedidos, cores

e stock num único ambiente. A digitalização é, assim,

um benefício transversal — uma evolução que

fortalece todos os atores do setor. A eletrificação do

parque automóvel surge como um desafio inevitável,

mas também como uma grande oportunidade.

Se, por um lado, reduz a procura por consumíveis

tradicionais, por outro abre portas a novas linhas

de negócio. Na Axalta, temos procurado antecipar

esta mudança com formação especializada através

da Axalta Academy, e com ferramentas como a Irus

Scan e a Irus Mix, que permitem uma reparação

mais precisa e eficiente das carroçarias. Além disso,

grande parte do nosso material de formação foi

transformado em vídeo, tornando o conhecimento

mais acessível e adaptável a profissionais em qualquer

parte do mundo. O futuro da repintura automóvel

exigirá novas competências: eletrónica, diagnóstico

avançado, calibração de sistemas ADAS e domínio

de ferramentas digitais e de gestão. Soluções como

a Axalta Nimbus, a Irus Scan e a Irus Mix tornam

a profissão mais tecnológica, mais precisa e, consequentemente,

mais atrativa para as novas gerações. É

fundamental mostrar aos jovens que trabalhar numa

oficina é mais do que reparar um veículo — é devolver

mobilidade e autonomia às pessoas, dando

propósito e significado a cada intervenção. A sustentabilidade

é outro eixo essencial da transformação do

setor. A gestão de resíduos, a reciclagem de peças e

baterias e a utilização de produtos de baixa emissão

já são práticas consolidadas. A Axalta tem liderado

esta agenda com soluções como a Irus Mix, uma

máquina de mistura totalmente automática, rápida

e mãos-livres, que melhora a eficiência e reduz o

impacto ambiental. Fabricadas com 50% de plástico

reciclado, as suas embalagens ergonómicas refletem

o nosso compromisso com a economia circular. A

isto somam-se as tintas e vernizes de cura rápida e

baixa energia (FCLE), que permitem reparações de

elevada qualidade com menor consumo energético.

O futuro do aftermarket será inevitavelmente mais

digital, eficiente e sustentável. Plataformas integradas

como a Axalta Nimbus permitirão às oficinas gerir

formação, stock e pedidos num único ambiente, aumentando

a produtividade e a precisão. A eletrificação

e os novos materiais redefinirão competências e

produtos, enquanto a sustentabilidade continuará a

orientar a inovação. Acredito firmemente que a combinação

entre digitalização, eficiência operacional e

responsabilidade ambiental é o caminho certo para

um aftermarket mais competitivo, ágil e preparado

para enfrentar os desafios de amanhã.

130 Top100 Aftermarket 2025


“Continuaremos a

garantir que os

veículos circulam

de forma segura

e fiável”

DAVID ZAPATA

COUNTRY DIRECTOR PORTUGAL

& SPAIN DA PHINIA

O

mercado pós-venda automóvel de

hoje é quase irreconhecível quando

o comparamos com o de há apenas

duas décadas. O que antes era

um setor tradicional, fragmentado

e previsível, transformou-se numa indústria global

marcada pela inovação, pela digitalização e pela

chegada de novos protagonistas. A Ásia — e, em

particular, a China — deixou de ser apenas o centro

de produção mundial para se afirmar como origem

de novas marcas de veículos que estão a entrar na

Europa e a alterar a dinâmica competitiva. Paralelamente,

as frotas de automóveis envelhecem, o que

mantém a procura ativa, enquanto as tecnologias

digitais redefinem a forma como trabalhamos e nos

relacionamos com os clientes. O pós-venda tornou-se

um setor rápido, baseado em dados e impulsionado

por expectativas em constante evolução. A consolidação

é uma tendência incontornável e positiva.

Não se trata apenas de crescer em dimensão, mas

de reforçar a solidez e a resiliência num mercado em

que tecnologia, formação e sustentabilidade exigem

investimentos cada vez mais significativos. Os grupos

desempenham um papel essencial nesta evolução:

criam estruturas comuns, promovem a partilha de

conhecimento e permitem que os distribuidores independentes

mantenham a competitividade. São também

um catalisador de transformação digital, profissionalizando

a distribuição de peças e posicionando a

indústria para o futuro. Em muitos aspetos, os grupos

são hoje o verdadeiro motor da mudança. O comércio

eletrónico é outro pilar desta transformação. Todos

beneficiam dele: os distribuidores ganham eficiência,

as oficinas têm acesso a uma oferta mais ampla e os

consumidores desfrutam de conveniência e transparência

inéditas. No entanto, os verdadeiros líderes

serão aqueles que combinarem o digital com o humano

— unindo ferramentas online inteligentes a um

serviço de consultoria qualificado, logística eficiente e

suporte técnico robusto. A tecnologia é indispensável,

mas a diferenciação continuará a vir das pessoas. A

eletrificação, muitas vezes vista como uma ameaça,

é na realidade uma oportunidade extraordinária. É

verdade que reduzirá a procura de algumas peças

tradicionais, mas abrirá novos horizontes: diagnóstico

avançado, sistemas de alta tensão, componentes

especializados e novas formas de manutenção. O

segredo está em investir nas competências certas, nas

ferramentas adequadas e em parcerias estratégicas.

As empresas que se adaptarem com rapidez e visão

não apenas sobreviverão — sairão fortalecidas. Também

o perfil das oficinas está a mudar. As equipas do

futuro precisarão de dominar eletrónica, diagnóstico

e reparação baseada em dados, mas as competências

sociais — comunicação, adaptabilidade, empatia —

serão igualmente determinantes. A atração de novos

talentos passa por mudar a perceção do setor: já não

se trata apenas de reparar carros, mas de inovar, contribuir

para a sustentabilidade e participar ativamente

na mobilidade do futuro. É esta narrativa inspiradora

que precisamos de transmitir às novas gerações. A

sustentabilidade, muitas vezes vista como uma tendência

recente, é na verdade algo que o pós-venda

sempre praticou. Prolongar a vida útil dos veículos

é, em si, uma poderosa forma de reduzir o impacto

ambiental. Hoje, vemos um avanço consistente na

remanufatura, na reciclagem e até no surgimento das

“oficinas verdes”. Reparar bem é uma ação ambiental:

diminui as emissões, evita resíduos e mantém os

veículos eficientes. O pós-venda é, e continuará a

ser, parte essencial da solução sustentável. A entrada

dos fabricantes de automóveis no mercado independente

(IAM) traz mais concorrência, mas também

mais dinamismo. Longe de ser uma ameaça, é um

incentivo à inovação, à agilidade e à transparência.

A concorrência saudável é o motor do progresso —

e, no final, quem mais ganha são as oficinas e os

condutores. Nesse contexto, é fundamental preservar

um enquadramento regulatório equilibrado, especialmente

no que toca ao MVBER. Se o acesso a peças,

ferramentas ou dados dos veículos for restringido, a

concorrência e a escolha do consumidor ficarão em

risco. A abertura e a transparência devem continuar

a ser os pilares de um mercado livre e equilibrado,

garantindo mobilidade segura e acessível para todos.

O futuro do pós-venda será inevitavelmente mais

digital, mais orientado para os serviços e profundamente

sustentável. Diagnóstico baseado em dados,

serviços por assinatura, eletrificação e conectividade

serão a norma.

Top100 Aftermarket 2025

131


MERCADO TOP100

“É essencial transformar

dados em valor,

conhecimento em

competência e

serviço em confiança”

JORGE ZÓZIMO

DIRETOR-GERAL DA T.ACADEMY

O

setor do pós-venda automóvel vive

uma transformação profunda e estrutural.

Em poucas décadas passámos

de uma realidade centrada na

mecânica de peças para um universo

dominado pela eletrónica, pelo software e pelos dados.

As grandes viragens que moldaram este percurso

são claras: a crise financeira, que empurrou clientes

para soluções de reparação eficientes e oficinas independentes;

a digitalização, com a adoção de sistemas

de gestão (DMS), plataformas de e-commerce B2B e

ferramentas de CRM; e a regulação europeia mais

recente, que reforça a concorrência e o acesso à informação

técnica e aos dados do veículo. A prorrogação

do regulamento MVBER até 2028 e a atualização das

respetivas Guidelines clarificam que os dados gerados

pelos veículos são “essenciais” para manutenção e

reparação — um passo decisivo para equilibrar o

jogo entre construtores e independentes. Os modelos

de negócio tradicionais, assentes no balcão e

nos catálogos em papel, cederam lugar a operações

digitais, abertas 24 horas por dia. Plataformas B2B,

redes multimarca, serviços “click-and-collect” e soluções

logísticas com dropship reduziram stocks e

aumentaram eficiência. Ao mesmo tempo, surgiram

novas áreas de especialização — centros de pneus e

de reparação de vidros, serviços móveis de recolha

e entrega, contratos de manutenção para frotas e

pacotes orientados para sistemas ADAS e diagnóstico

avançado. Também a formação profissional evoluiu:

de longas sessões presenciais passou-se para modelos

de blended learning, que combinam o ensino online

(síncrono e assíncrono) com momentos práticos de

curta duração. Esta abordagem mista potencia o

conhecimento e reforça o contacto humano, essencial

à aprendizagem técnica aplicada. O aftermarket português

apresenta vantagens competitivas relevantes

face a outros mercados europeus: forte capilaridade

de oficinas independentes, proximidade com o

cliente e versatilidade multimarcas. Dispomos de um

ecossistema de fornecimento de peças que responde

diariamente às necessidades dos reparadores. Mas

há desafios que não podemos ignorar. O parque

automóvel envelhece — com uma média de 14,2

anos — e, paradoxalmente, os veículos mais recentes

trazem tecnologias cada vez mais complexas: sistemas

ADAS, multimédia e eletrificação. Estes exigem

investimento em equipamentos específicos e, sobretudo,

em conhecimento. Além disso, a digitalização

total dos processos e a adoção de métricas de gestão

tornaram-se vitais para a sobrevivência das empresas

do setor. O nível técnico das oficinas independentes

subiu de forma notável. Hoje, o diagnóstico é

guiado e estruturado, suportado por plataformas

técnicas e por práticas de gestão de qualidade e

atendimento. A introdução do SERMI (Security-

-Related Repair & Maintenance Information) veio

profissionalizar ainda mais o acesso a informações

sensíveis de segurança, impondo procedimentos de

acreditação e autorização. As competências críticas

dos profissionais do futuro abrangem três dimensões

complementares: a técnica, que exige domínio da

alta tensão nos veículos eletrificados, diagnóstico de

avarias complexas, calibração de sistemas ADAS e

gestão térmica de componentes HV — já obrigatórios

desde o novo Regulamento Geral de Segurança

(GSR); a digital, com capacidade para trabalhar em

DMS/CRM, interpretar dados telemáticos, lidar

com cibersegurança e utilizar plataformas digitais;

e a dimensão humana, centrada na relação com o

cliente: comunicação empática, orçamentos transparentes

e acompanhamento contínuo são agora fatores

decisivos de fidelização. A formação é, e continuará

a ser, o eixo que sustenta a competitividade. Esta

responsabilidade deve ser partilhada entre oficinas,

distribuidores, redes, fabricantes e entidades formadoras.

Programas contínuos, com objetivos claros,

avaliação prática e coaching on-the-job, produzem

resultados mais consistentes do que ações isoladas.

A consultoria técnica de apoio e as dinâmicas de

gamificação acrescentam valor, tornando o processo

mais envolvente e eficaz. A eletrificação do parque

automóvel não é o fim do pós-venda; é a sua reinvenção.

Embora haja menos manutenção clássica,

crescem as necessidades ligadas à gestão térmica dos

sistemas HV, substituição de pneus, atualizações de

software, manutenção de circuitos de 12V e diagnóstico

eletrónico. O desafio está lançado: transformar

dados em valor, conhecimento em competência e

serviço em confiança.

132 Top100 Aftermarket 2025


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MERCADO TOP100

“Os independentes

fortes sobrevivem

via especialização

ou alianças”

PEDRO BARROS

DIRETOR-GERAL DA TIPS4Y

Nas últimas duas décadas, o aftermarket

independente em Portugal passou

por uma transformação profunda. O

parque automóvel de ligeiros de passageiros

cresceu 42%, mas envelheceu

significativamente — a idade média das viaturas

subiu de 8,4 para 14,1 anos. Este envelhecimento

gerou uma procura acrescida por peças e serviços,

impulsionando oficinas, distribuidores e redes a

evoluírem em direção a uma operação mais moderna,

tecnológica e eficiente. O que antes era um

setor tradicional, centrado na reparação mecânica,

tornou-se um ecossistema cada vez mais digital, profissional

e credível. As oficinas investiram fortemente

em formação técnica e diagnósticos eletrónicos, enquanto

os distribuidores modernizaram a logística

e os catálogos digitais. As regras europeias também

tiveram um papel determinante, abrindo o mercado

à concorrência e permitindo que os independentes

recebessem viaturas ainda em garantia. Esta abertura,

aliada à consolidação e ao surgimento de redes

oficinais organizadas, trouxe maior confiança dos

clientes: hoje, veículos com menos de quatro anos já

representam 16% das consultas no canal independente.

A tendência de concentração e consolidação

vai intensificar-se. A escala tornou-se crítica para

garantir competitividade: compras centralizadas,

logística mais exigente, integração tecnológica e formação

coordenada são agora fatores decisivos. Margens

comprimidas e custos crescentes em tecnologia

aceleram fusões e aquisições, sobretudo de grupos

regionais que se integram em estruturas ibéricas ou

europeias. Vemos também emergir novos modelos

de integração vertical leve — combinando peça, serviço

e dados —, sinergias logísticas, racionalização

de portefólios e especialização como via de sobrevivência

dos independentes mais fortes. Os grupos

trouxeram disciplina e método: contratos de fornecimento

claros, KPIs, catálogos unificados, campanhas

coordenadas, apoio a TI, crédito e formação. Esta

profissionalização resultou numa melhoria visível do

serviço às oficinas, redução de custos operacionais

e numa reputação mais uniforme entre as redes. O

desafio agora é assegurar que todos estes benefícios

se traduzam de forma consistente em valor percebido

e bem comunicado ao mercado. O e-commerce

e os marketplaces também estão a redesenhar as

relações entre oficinas, distribuidores e clientes. No

B2B, as oficinas ganham em transparência, rapidez

e disponibilidade; no B2C, o consumidor final beneficia

de conveniência e preço. Contudo, a instalação

continua a ser determinante, o que mantém o papel

central do reparador. O valor está a migrar para

quem domina dados — como catálogos e VRM — e

a última milha logística. A eletrificação do parque

automóvel representa simultaneamente uma ameaça

e uma oportunidade. Por um lado, haverá menos

operações recorrentes (como trocas de óleo ou filtros),

o que impacta o volume. Por outro, abrem-se novas

áreas de especialização — sistemas de alta tensão,

baterias, ADAS, climatização térmica e diagnóstico

avançado — que podem gerar tickets médios mais

altos. O segredo estará em investir cedo na formação,

segurança HV e processos específicos, consolidando

novas competências e modelos de negócio. As

competências críticas dos profissionais da reparação

passam pela eletrónica, diagnóstico avançado,

software, telemática, calibração ADAS e gestão de

clientes e equipas. Atrair jovens talentos exige uma

mudança cultural: promover uma imagem moderna

da profissão — tecnológica, sustentável e com propósito

—, oferecer planos de carreira, certificações,

ferramentas de ponta e condições competitivas. É

também essencial apostar na inclusão e nas parcerias

com escolas técnicas, acreditando nas novas gerações

e aprendendo com elas. A entrada dos fabricantes

(OEM) no canal independente (IAM) trouxe nova

pressão competitiva. Com ofertas “one-stop shop”

e redes logísticas robustas, os OEMs desafiam o setor

a responder com valor: proximidade, agilidade,

portefólio diversificado e integração com software

oficinal. O cliente sai beneficiado com mais opções

e o mercado torna-se mais profissional. No entanto,

é essencial garantir regras justas: as alterações no

regulamento europeu MVBER não podem comprometer

a concorrência. É imperativo assegurar

o acesso não discriminatório à informação técnica

e aos dados telemáticos do veículo, a liberdade de

escolha de peças equivalentes e a proibição de práticas

restritivas.

134 Top100 Aftermarket 2025


“Acreditamos que

o futuro do setor

depende da

valorização

do talento”

JAVIER FERNÁNDEZ

DIRETOR DE VENDAS PORTUGAL

& ESPANHA DA MEWA

Foi há dez anos que a Mewa entrou em

velocidade de cruzeiro em Portugal. Este

marco não aconteceu por acaso: coincidiu

com uma melhoria do mercado e com o

facto de já termos conquistado uma presença

sólida no país. Os primeiros passos nunca são

fáceis — e no nosso caso, foram dados em plena

crise económica e financeira, em 2011. Nessa altura,

muitas empresas lutavam pela sobrevivência e mostravam-se

pouco abertas a inovações, mesmo quando

estas eram sinónimo de eficiência e sustentabilidade.

O nosso serviço completo de panos de limpeza

representava algo inédito no mercado português:

uma solução prática, ecológica e economicamente

vantajosa. A partir de meados da década de 2010,

a economia portuguesa começou a recuperar e a

abrir-se à inovação. Ao mesmo tempo, temas como a

sustentabilidade, a economia circular e a preservação

de recursos passaram a ocupar o centro das atenções.

A Mewa estava pronta para responder a essa mudança

— afinal, o nosso sistema de panos de limpeza

com serviço completo sempre foi um exemplo de

reutilização inteligente e redução de desperdício.

A pandemia representou mais um teste à nossa resiliência.

Apesar das dificuldades, conseguimos manter

o nosso serviço, assegurando a continuidade do apoio

aos nossos clientes. Nos últimos anos, temos assistido

à consolidação de grupos empresariais com várias

oficinas, o que os torna mais robustos e nos permite

fornecer soluções integradas a diferentes unidades

de um mesmo cliente. Também é notável o salto

tecnológico que as oficinas portuguesas deram na

última década. Para acompanhar a eletrificação e a

digitalização aceleradas dos veículos, estas empresas

tiveram de modernizar-se. Hoje, ferramentas como

scanners, software de diagnóstico e tecnologia de

laser já fazem parte da rotina de trabalho. Esta

evolução exige profissionais cada vez mais preparados

— pessoas com competências em mecatrónica,

domínio de software e consciência ambiental. Na

Mewa, acreditamos que o futuro do setor depende

não só da inovação tecnológica, mas também da

valorização do talento. Temos tido boas experiências

ao envolver jovens, mostrando-lhes oportunidades de

crescimento e apoiando iniciativas que promovem o

desenvolvimento profissional. Orgulhamo-nos de ser

patrocinadores principais da WorldSkills Germany,

que incentiva jovens de todo o mundo a aperfeiçoar

as suas competências técnicas. Em Portugal, apoiamos

também a competição “Melhor Mecatrónico”,

promovida pelo Jornal das Oficinas, uma iniciativa

que contribui para atrair e formar novos talentos

para o setor. A eletrificação do parque automóvel

representa, sem dúvida, um desafio — mas, para as

oficinas que acompanham a evolução, é também uma

enorme oportunidade. As empresas mais inovadoras

vão destacar-se, e é precisamente a essas que a Mewa

quer continuar a servir. O nosso sistema de panos

de limpeza facilita o trabalho diário, permitindo que

as oficinas se concentrem no essencial: o serviço ao

cliente e a adaptação às novas tecnologias. Sustentabilidade

não é um tema novo para nós — faz parte

do nosso ADN há décadas. Recolhemos os panos

usados, lavamo-los de forma ecológica e devolvemo-

-los prontos a usar. Durante o processo, recuperamos

óleos e gorduras para gerar energia térmica, cobrindo

até 80% das necessidades de aquecimento das linhas

de lavagem e secagem. Também poupamos até 50%

de água potável através de sistemas avançados de

reciclagem. Na logística, apostamos em frotas com

baixas emissões e utilizamos tecnologia digital para

otimizar rotas em toda a Europa. Já começámos a

incorporar camiões movidos a hidrogénio e bicicletas

elétricas — passos concretos rumo a um futuro mais

verde.A nível de comunicação, a Mewa deixou de

ser um hidden champion. Há três anos, assumimos

uma nova identidade visual e passámos a marcar

presença em grandes palcos — desde a Mewa Arena,

casa do clube alemão Mainz 05, até ao patrocínio

das equipas Red Bull–BORA–Hansgrohe no Tour

de France e na Vuelta a España. Essa visibilidade

reforça a nossa mensagem: somos uma marca moderna,

dinâmica e comprometida com o progresso

sustentável. Hoje, com 1.500 clientes em Portugal,

vemos ainda um vasto potencial de crescimento. O

nosso objetivo é claro: continuar a crescer de forma

sustentável, acompanhando e apoiando a modernização

das empresas portuguesas. Acreditamos que

o futuro pertence a quem alia tecnologia, eficiência

e responsabilidade ambiental.

Top100 Aftermarket 2025

135


MERCADO TOP100

“O pós-venda não vai

desaparecer — vai

transformar-se”

ALESSANDRA AIMONE

SALES AREA MANAGER DA OCAP

Nos últimos vinte anos, o mercado pós-

-venda automóvel viveu uma transformação

profunda: deixou de ser um

setor centrado apenas na mecânica

para se tornar um ecossistema guiado

pela tecnologia, pelos serviços e pela inovação. Essa

evolução foi impulsionada por mudanças estruturais

na economia global, pela introdução de legislação

mais exigente e pela disseminação de veículos e componentes

eletrónicos, que reformularam completamente

o parque automóvel europeu. A globalização

desempenhou um papel determinante neste processo.

A deslocalização das fábricas para fora da Europa

tornou-se uma estratégia inevitável para garantir

competitividade em termos de custos e disponibilidade.

A OCAP acompanhou esta dinâmica ao

estabelecer duas unidades produtivas fora de Itália,

o que nos permitiu aumentar a eficiência, melhorar

o serviço e reforçar a presença no mercado internacional.

O segredo do sucesso, no entanto, não está

apenas na expansão geográfica, mas na capacidade

de compreender as necessidades do setor e manter

o foco constante nelas. Hoje, o papel dos grupos é

cada vez mais relevante. O crescimento acelerado

destas estruturas tem levado à absorção de muitos

pequenos operadores, o que impõe um novo equilíbrio

competitivo. Na OCAP, acreditamos que a

cooperação é o caminho certo: trabalhamos lado a

lado com clientes e grupos para preservar a nossa

independência enquanto empresa individual, sem

abdicar da nossa identidade e dos nossos valores.

Outro fenómeno que redefine o pós-venda é o avanço

dos canais de comércio eletrónico. O e-commerce

aproxima os consumidores finais dos produtos, reduzindo

a intermediação e alterando profundamente

o papel das cadeias de distribuição tradicionais.

Este movimento, longe de ser uma ameaça, pode

representar uma oportunidade estratégica para

quem souber adaptar-se e tirar partido das novas

ferramentas digitais. Flexibilidade e digitalização

são, portanto, palavras-chave para o futuro. A eletrificação

do parque automóvel é, sem dúvida, uma

das maiores revoluções da indústria, mas não deve

ser encarada como uma força destrutiva. Trata-se de

uma transformação que exige adaptação, investimento

em competências e modelos de negócio renovados.

Aqueles que abraçarem a mudança e apostarem na

inovação encontrarão novas oportunidades e uma

relevância reforçada no contexto da mobilidade moderna.

A OCAP já está a produzir componentes

específicos para veículos elétricos e continua a investir

em tecnologias de alto desempenho para responder

a esta nova era. Paralelamente, o futuro das oficinas

automóveis está a ser redesenhado pela eletrificação,

pela conectividade e pela digitalização. Estas tendências

exigem um novo conjunto de competências

técnicas e uma abordagem inovadora à formação e

atração de talentos. As empresas que apostarem no

desenvolvimento humano estarão melhor preparadas

para lidar com um setor cada vez mais tecnológico e

exigente. Outro ponto essencial é a sustentabilidade.

O mercado pós-venda, por natureza, oferece uma

prática ambientalmente responsável ao privilegiar a

reparação e substituição de componentes em vez do

descarte. Além disso, cresce o compromisso com embalagens

de baixo impacto ambiental e com fábricas

alimentadas por energias renováveis. A entrada dos

fabricantes de automóveis (OEMs) no mercado pós-

-venda independente (IAM) é um desafio estratégico

que, simultaneamente, impulsiona a inovação e força

todos os intervenientes a evoluir. Neste contexto, é

fundamental que qualquer revisão do regulamento

MVBER salvaguarde os direitos dos operadores

independentes, garantindo-lhes acesso equitativo a

dados e recursos essenciais para a competitividade.

O mercado pós-venda dos próximos cinco a dez anos

será radicalmente diferente do atual. A eletrificação,

a digitalização, os veículos conectados e o suporte da

inteligência artificial criarão novos segmentos, atrairão

novos atores e ampliarão o alcance dos OEMs.

Empresas asiáticas e de outras regiões já demonstram

interesse em estabelecer novas operações na Europa.

O pós-venda não vai desaparecer - vai transformar-

-se. E as empresas que compreenderem essa evolução

e se adaptarem de forma proativa serão as que permanecerão

relevantes e competitivas no longo prazo.

O futuro está a ser moldado agora. Cabe-nos a nós,

enquanto setor, abraçar a mudança, investir na inovação

e continuar a construir um mercado pós-venda

moderno, sustentável e globalmente competitivo.

136 Top100 Aftermarket 2025


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MERCADO TOP100

“Vivemos um tempo de

hiper-regulamentação,

que gera desinformação

e incerteza”

JOAN ALCARAZ

DIRETOR-GERAL DA TAB SPAIN

Mudaram os caminhos, mas não

o destino. A distribuição automóvel

continua a ter a mesma

missão fundamental: responder

eficazmente à procura das oficinas,

que por sua vez servem o verdadeiro cliente

de todos nós — o utilizador final. No entanto, o

cenário competitivo alterou-se profundamente.

Hoje, o principal concorrente do distribuidor

independente é o fabricante do veículo e a sua

rede de serviços oficiais. A diferença é que o canal

independente evoluiu e profissionalizou-se: já não

vende apenas peças, mas também conhecimento,

formação técnica, apoio comercial e serviços de

valor acrescentado. A concentração e a consolidação

do setor são tendências imparáveis, ainda

que a Península Ibérica continue atrasada face ao

resto da Europa. O que muitos percebem como

uma transformação radical é, na verdade, apenas

o início de um processo que se aprofundará nos

próximos anos. Os grupos de distribuição não podem

continuar a limitar-se a ser meros centros de

compra. Os preços atingiram o seu limite, e agora

a sobrevivência passa por oferecer soluções completas

e apoio global às oficinas. Integrar-se num

grupo permite ao distribuidor aceder a recursos e

ferramentas que, de forma isolada, seriam difíceis

de alcançar. Outro fator de mudança incontornável

é o comércio eletrónico, que está a redefinir

as relações entre oficinas, clientes e distribuidores.

As empresas que souberem aproveitar essas novas

plataformas — seja para vender, seja para estreitar

o relacionamento com os seus clientes profissionais

— estarão mais bem posicionadas num mercado

cada vez mais dinâmico. O benefício, neste caso,

é claramente mútuo: ganha quem oferece e ganha

quem consome. A eletrificação do parque automóvel,

por sua vez, representa simultaneamente uma

ameaça e uma oportunidade. O ritmo mais lento

dessa transição dá ao setor de pós-venda o tempo

necessário para se adaptar. Contudo, aqueles que

ignorarem esta mudança profunda arriscam-se a

desaparecer. É fundamental compreender que o

futuro do pós-venda passará por uma nova combinação

de competências — técnicas, digitais e de

gestão — para lidar com veículos não apenas eletrificados,

mas também conectados e parcialmente

autónomos. A atração de jovens talentos para o

setor é outro ponto crucial. O pós-venda vive um

momento entusiasmante e pode ser altamente

atrativo para as novas gerações, que procuram

desafios tecnológicos e oportunidades de crescimento.

A formação contínua será essencial para

preparar esses profissionais para um ambiente em

constante transformação. No campo da sustentabilidade,

o setor tem feito progressos, mas ainda

há um longo caminho a percorrer. As iniciativas

para otimizar recursos, utilizar energias renováveis,

melhorar a logística e reforçar a reciclagem

são exemplos de como as exigências económicas

e ambientais podem convergir positivamente. A

entrada dos fabricantes de automóveis no canal

independente (IAM) é um fenómeno relevante,

mas não determinante. No final, os fabricantes de

veículos continuam a ser clientes dos fabricantes de

componentes, e o equilíbrio entre ambos dependerá

das flutuações do mercado de novos veículos. Em

relação à legislação, o novo regulamento MVBER

procura assegurar a diversidade de opções para o

consumidor final — um objetivo legítimo e necessário.

Contudo, vivemos um momento de “hiper

regulamentação”, que por vezes gera desinformação

e incerteza, dificultando a tomada de decisões

estratégicas. O futuro do mercado pós-venda está

garantido. Continuará a existir daqui a 5, 10 ou 20

anos, mas a grande questão é quem estará presente

e em que condições. As transformações em curso

— concentração empresarial, entrada de veículos

chineses, eletrificação, novas formas de mobilidade

e restrições urbanas — serão enfrentadas por uma

distribuição cada vez mais preparada, moderna e

consciente da necessidade de adaptação. Em suma,

não vivemos uma rutura, mas uma evolução. O

setor pós-venda mostra-se mais forte, profissional e

comprometido com a mudança. E é precisamente

essa capacidade de adaptação que garantirá o seu

papel essencial no futuro da mobilidade.

138 Top100 Aftermarket 2025


“Estamos longe

de uma situação

disruptiva do parque

que conhecemos”

EDUARDO MARTÍ

DIRETOR-GERAL DA

UFI FILTERS IBÉRICA

Nos últimos vinte anos, o setor do pós-

-venda automóvel transformou-se profundamente.

De um mercado local,

físico e centrado quase exclusivamente

na venda de peças mecânicas e na mão

de obra, evoluiu para um ecossistema muito mais

digital, global e fragmentado. Duas forças atuam em

simultâneo e moldam este novo contexto: a eletrificação

do parque automóvel e a digitalização. Ambas

redefinem as regras do jogo, abrindo espaço para

novos intervenientes, como plataformas de comércio

eletrónico e mercados B2B e B2C, e alterando o

próprio mix de vendas, onde as peças tradicionais

para motores térmicos perdem peso face aos componentes

elétricos, software e serviços digitais. Este

novo paradigma trouxe também uma atualização

regulatória. A evolução do enquadramento europeu

MVBER, adaptado aos desafios tecnológicos e

digitais, visa manter a concorrência num contexto

em rápida mutação. Contudo, o impacto das novas

dinâmicas vai além da legislação: o mercado caminha

para uma concentração inevitável. A consolidação é

hoje uma tendência estrutural e imparável. Grandes

distribuidores e plataformas digitais tornam-se cada

vez mais eficientes em logística, tecnologia e marketing,

enquanto fundos de investimento reforçam esta

dinâmica ao financiar grupos de distribuição com

forte potencial de crescimento. No sul da Europa,

onde o setor permanece relativamente fragmentado,

há ainda amplo espaço para fusões e aquisições que,

inevitavelmente, reduzirão o número de distribuidores

independentes e criarão verdadeiros gigantes

da distribuição. Os grupos de distribuição também

evoluíram. Já não são apenas centrais de compras

ou associações de negociação coletiva — são hoje

catalisadores de profissionalização. Criaram infraestruturas

tecnológicas próprias, catálogos eletrónicos,

software de gestão de oficinas e redes de logística

avançada. Promovem marcas próprias, oferecem

formação contínua e reforçam a visibilidade do setor

em feiras e eventos. São estes elementos que têm

sustentado a modernização do pós-venda, garantido

a sua competitividade perante os novos desafios. O

comércio eletrónico e os marketplaces estão a redesenhar

as relações entre oficinas, distribuidores

e consumidores. A digitalização é um processo em

curso e nem todos os intervenientes estão igualmente

preparados. O setor enfrenta uma grande incerteza

tecnológica — a transição energética avança, mas

de forma desigual — e uma conjuntura económico-

-social complexa que contribui para o envelhecimento

do parque automóvel. Este cenário, aliado a

uma sociedade mais digital e individualista, favorece

claramente o crescimento dos canais online. Os

grandes beneficiários desta transformação são os

consumidores, que ganham em preço e rapidez de

entrega; os grandes distribuidores e plataformas, que

capitalizam dados de consumo e criam valor com

as suas marcas próprias; e as oficinas digitalizadas,

que, ao integrarem redes estruturadas, beneficiam

de diagnósticos remotos, pedidos automatizados e

entregas quase imediatas. A eletrificação representa

simultaneamente uma ameaça e uma oportunidade.

Ameaça, porque reduz a procura de componentes

de alta rotação típicos dos motores térmicos. Oportunidade,

porque abre espaço a novas categorias

— gestão térmica de baterias, sensores, software,

carregadores e componentes eletrónicos. Ainda assim,

acredito que a transição será gradual e que o

futuro próximo será dominado por soluções híbridas,

em que o motor de combustão continua a coexistir

com a propulsão elétrica. Esta transição exigirá uma

profunda requalificação dos profissionais do setor. As

oficinas terão de dominar conhecimentos em alta tensão,

eletrónica, diagnóstico de software e calibração

de sistemas ADAS, além de competências em gestão

digital e atendimento remoto. A captação de jovens

talentos para o pós-venda passará necessariamente

por programas de formação técnica e parcerias entre

escolas profissionais, universidades e empresas, bem

como por campanhas que valorizem o setor como um

pilar essencial e tecnológico da mobilidade moderna.

Nos próximos cinco a dez anos, o pós-venda será

inevitavelmente mais digital, mais concentrado e mais

regulado. O mix de produtos continuará a mudar,

acompanhando a transição energética, e a sustentabilidade

será o fio condutor das decisões empresariais.

O setor que outrora se baseava em chaves inglesas

e prateleiras de peças está agora a reinventar-se em

códigos, dados e conectividade

Top100 Aftermarket 2025

139


MERCADO TOP100

“Talvez no futuro

voltemos a valorizar

formatos mais

simples e menos

dependentes

de estruturas

complexas”

HERNÁN MARQUÉS

DIRETOR-GERAL DA SAMPA IBÉRICA

Nas últimas duas décadas, o mercado

pós-venda automóvel tem vivido uma

transformação profunda e, em muitos

casos, imprevisível. O que antes era

um cenário dominado por grandes

importadores de peças sobressalentes, consolidado

e relativamente estável, deu lugar a uma paisagem

muito mais diversa e dinâmica. Hoje, vemos redes

e grupos de compra a expandirem a sua presença,

distribuidores independentes a diversificarem atividades

e marcas internacionais a estabelecerem-se diretamente

na Península Ibérica para gerar negócios

de proximidade. Esta descentralização trouxe vitalidade,

mas também desafios. O mercado continua

altamente atomizado, e embora exista um desejo

de concentração, a realidade económica ditará o

ritmo desse processo. Alguns grupos continuarão

a crescer por via de aquisições, enquanto outros

resistirão de forma independente, sustentados pelo

acesso direto às marcas. Do outro lado da cadeia,

oficinas e frotas mantêm uma postura pragmática:

procuram sempre o melhor preço e serviço. Isso

mantém o equilíbrio instável e o futuro incerto. Há,

contudo, um mérito inegável dos grandes grupos:

trouxeram modernização. O setor aprendeu que

já não basta vender uma peça; é preciso oferecer

um serviço completo — planeamento de compras,

disponibilidade permanente de stock, apoio técnico

e formação contínua aos mecânicos. Esta evolução

tem elevado o nível de profissionalização e contribuído

para que o pós-venda seja cada vez mais

estratégico. O comércio eletrónico é outro vetor que

veio para ficar e está a remodelar completamente

as relações entre oficinas, clientes e distribuidores.

As oficinas, de facto, são as que mais beneficiam

com esta nova dinâmica. Os marketplaces e plataformas

digitais geridas por grupos de distribuição

permitem acesso rápido, transparente e competitivo

a produtos e serviços. Contudo, essa digitalização

também exige investimento constante, atualização

tecnológica e capacidade de competir com plataformas

internacionais que, muitas vezes, distorcem

o equilíbrio de preços e o serviço local. Entretanto,

a eletrificação do parque automóvel abre uma nova

frente de oportunidades. O setor já está em fase de

adaptação, mas os números de venda de determinados

grupos de produtos mostram que os tempos

mudaram. O desafio agora é antecipar-se às necessidades

do mercado, identificar o que será essencial no

novo ecossistema automóvel e continuar a oferecer

soluções relevantes e competitivas. Um dos pontos

mais críticos — e que preocupa todo o setor a nível

global — é a renovação da mão de obra nas oficinas.

Há uma escassez crescente de mecânicos qualificados,

e o futuro depende da nossa capacidade de

atrair as novas gerações. Isso implica modernizar

as oficinas, investir em tecnologia e criar ambientes

de trabalho que despertem o interesse dos jovens,

que já dominam as ferramentas digitais e estão mais

próximos da linguagem tecnológica que o setor

precisa adotar. A sustentabilidade também se tornou

um pilar fundamental. Hoje, qualquer empresa

responsável tem de integrar práticas sustentáveis e

coerentes com as exigências ambientais. Na Sampa

Ibérica, por exemplo, investimos na instalação de

painéis solares que já produzem energia suficiente

para cobrir as nossas necessidades de produção. É

uma contribuição real e tangível para a transição

verde, mas também uma demonstração de que a

indústria de componentes pode ser parte ativa da

solução. Por fim, não podemos ignorar o papel da

legislação. A continuidade e o equilíbrio do setor

pós-venda dependem fortemente de um quadro

regulatório que defenda o acesso do setor independente

à informação e às peças necessárias para a

reparação de veículos. Manter um mercado aberto,

competitivo e diversificado é essencial para garantir

preços acessíveis e qualidade de serviço para todos

os consumidores. O futuro do pós-venda nos próximos

cinco a dez anos ainda é uma incógnita. Tudo

dependerá das exigências do setor de reparação, da

evolução das economias globais e da capacidade de

adaptação das empresas. Custos crescentes e novas

tecnologias obrigarão a repensar modelos de negócio

e, quem sabe, talvez no futuro voltemos a valorizar

formatos mais simples, mais diretos e menos

dependentes de estruturas complexas. O que é certo

é que o setor continuará em movimento. E, como

sempre, sobreviverão — e prosperarão — aqueles

que conseguirem ler o mercado antes dos outros.

140 Top100 Aftermarket 2025



MERCADO TOP100

“O setor encontra-se

num ponto de equilíbrio

dinâmico entre

tradição e inovação”

CARLOS GARCÍA

DIRETOR DE MARKETING

IBERIA DA NITERRA

Nas últimas duas décadas, o mercado

pós-venda automóvel passou

por uma transformação profunda.

Aquilo que antes era um setor fragmentado,

com uma miríade de pequenos

distribuidores e processos essencialmente

manuais, evoluiu para uma indústria altamente

profissionalizada e consolidada. Este movimento

foi impulsionado por fatores como a digitalização, a

globalização e, mais recentemente, pela eletrificação

do parque automóvel — forças que alteraram de

forma definitiva a estrutura, a lógica e o futuro do

pós-venda. Hoje, o mercado caracteriza-se por uma

cadeia cada vez mais integrada e orientada para a

eficiência. Os grandes distribuidores ganharam um

peso considerável, com poder logístico e de compra

que lhes permite operar em larga escala e responder

com rapidez às exigências dos clientes profissionais.

Esta consolidação, embora inevitável, não deve ser

vista apenas como uma ameaça para os pequenos

distribuidores. Estes continuam a ter espaço no

mercado, desde que apostem na especialização, na

proximidade e na oferta de serviços de elevado valor

acrescentado. A chave da sua sobrevivência estará,

muito provavelmente, na integração em grupos de

compra, estruturas que oferecem melhores condições

comerciais, apoio tecnológico e plataformas

logísticas que lhes permitem competir num cenário

cada vez mais exigente. Os grupos de compra

assumem, assim, um papel fundamental no novo

ecossistema do pós-venda. Reúnem distribuidores

sob uma estratégia comum, partilham sistemas de

gestão adaptados ao setor e garantem às oficinas

um serviço mais ágil e fiável — desde prazos de

entrega curtos até catálogos online e soluções B2B

que simplificam o trabalho diário. Este nível de

profissionalização tem beneficiado o cliente final,

que hoje encontra um serviço mais rápido, preciso

e de qualidade superior. Outro vetor essencial de

mudança é o comércio eletrónico. Embora o seu

crescimento no pós-venda esteja a ser mais gradual

do que o inicialmente previsto, é inegável que se trata

de uma tendência irreversível. As especificidades

técnicas das peças e a complexidade de identificar

o componente correto têm atrasado a adesão por

parte do consumidor final, mas o canal online já

é uma realidade consolidada entre profissionais e

distribuidores. A combinação entre plataformas digitais

eficientes e conhecimento técnico continuará

a ser decisiva para o sucesso das empresas neste

domínio. A eletrificação dos veículos representa, por

sua vez, um ponto de viragem. É ao mesmo tempo

uma ameaça e uma oportunidade. A redução gradual

das peças típicas dos motores térmicos — como

velas, embraiagens ou filtros — será inevitável, mas

abre-se um novo universo de procura por sensores,

baterias, sistemas elétricos e software. Além disso, a

eletrificação traz consigo uma nova lógica de serviço,

baseada em competências tecnológicas e em

modelos de negócio sustentáveis. Para as empresas

que investirem em formação, equipamentos adequados

e soluções para veículos elétricos, o futuro

é promissor. Para as que não o fizerem, o risco de

obsolescência será elevado. Neste contexto, o papel

do mecânico também muda radicalmente. O profissional

do futuro precisará de dominar áreas como

eletrónica, diagnóstico avançado, segurança em

alta tensão e software automóvel — competências

que o aproximam mais de um engenheiro do que

de um técnico tradicional. A formação contínua,

através de parcerias com universidades e escolas

técnicas, será determinante para atrair e preparar

novas gerações. A sustentabilidade é outro eixo incontornável.

O mercado pós-venda tem dado passos

firmes na adoção de práticas mais responsáveis:

gestão eficiente de resíduos, utilização de peças remanufaturadas,

otimização logística, embalagens

sustentáveis e programas de reciclagem são já parte

da realidade de muitas empresas. Olhando para

o futuro, o pós-venda será cada vez mais digital,

sustentável e tecnicamente exigente. O comércio

eletrónico continuará a crescer, impulsionado por

ferramentas de inteligência artificial que otimizarão

inventários, preverão necessidades e automatizarão

processos. O parque automóvel, por sua vez, deverá

manter uma transição gradual — com a hibridização

ainda a dominar sobre a eletrificação total — o

que assegura oportunidades significativas tanto para

produtos ligados ao motor de combustão como para

as novas gamas de componentes elétricos.

142 Top100 Aftermarket 2025


“É fundamental

garantir que por

trás de cada transação

exista aconselhamento

e serviço”

JUAN IGNACIO

DIRETOR-GERAL DA

GS YUASA IBERIA

Nas últimas duas décadas, o mercado

pós-venda automóvel viveu uma transformação

profunda, passando de um

ambiente tradicional e fragmentado

para um setor altamente profissionalizado,

digital e exigente. Quando iniciámos a nossa

atividade na GS Yuasa Iberia, éramos apenas três

pessoas num pequeno escritório em Madrid. Hoje,

contamos com uma equipa de 30 profissionais, um

armazém de 3.600 m² e uma operação logística

complexa que reflete a evolução do setor e a nossa

capacidade de adaptação. Este crescimento não é

apenas um sinal de sucesso empresarial, mas o espelho

de um mercado que amadureceu, modernizou-

-se e se tornou mais competitivo. A consolidação

será, sem dúvida, uma tendência que continuará

a marcar o ritmo dos próximos anos. As fusões e

alianças permitem ganhar eficiência, cobertura e

poder de compra, o que é natural num contexto tão

competitivo. No entanto, acredito firmemente que

a chave do futuro estará em manter a proximidade

com o cliente. Na GS Yuasa Iberia, trabalhamos

todos os dias para equilibrar escala e flexibilidade,

apoiando tanto as grandes redes como os distribuidores

e oficinas locais. É nessa relação próxima e

de confiança que se constrói a fidelidade a longo

prazo. Os grupos de compra desempenharam um

papel fundamental na profissionalização do mercado.

Estabeleceram padrões de qualidade, introduziram

ferramentas digitais e promoveram programas de formação

que elevaram o nível de todo o setor. Para nós,

fabricantes, isso significou alinhar produtos, serviços

e suporte técnico com as novas exigências. O resultado

é claro: oficinas e clientes finais beneficiam de

um serviço mais rápido, fiável e homogéneo. Outro

elemento transformador foi o comércio eletrónico. As

plataformas digitais e marketplaces revolucionaram

a forma como oficinas, distribuidores e clientes interagem.

Hoje, é possível comparar preços, consultar

disponibilidade e tomar decisões em segundos. As

oficinas ganharam em agilidade e eficiência, e os

distribuidores ampliaram o seu alcance. Contudo,

é importante recordar que, num setor técnico como

o nosso, a venda online não deve ser apenas um

processo automático. É essencial garantir aconselhamento,

qualidade e serviço pós-venda. O futuro

está no equilíbrio entre a tecnologia e a proximidade

humana — e é exatamente aí que concentramos os

nossos esforços. A eletrificação do parque automóvel

representa uma das maiores oportunidades — e

também um grande desafio — para o mercado pós-

-venda. A transição será gradual: híbridos e elétricos

crescerão fortemente, mas durante anos coexistirão

com um vasto parque de veículos a combustão. Isso

exigirá soluções mistas e um profundo conhecimento

técnico, tanto em baterias de chumbo-ácido como

em lítio. Paralelamente, assistimos a uma transformação

no perfil profissional das oficinas. O mecânico

tradicional dá lugar a um técnico especializado em

eletrónica, diagnóstico avançado e sistemas elétricos

complexos. Para atrair jovens para o setor, devemos

mostrar que este é um campo em plena evolução,

ligado à tecnologia, à mobilidade elétrica e à sustentabilidade.

Oferecer formação, perspetivas de carreira

e um propósito claro é o caminho para renovar o

talento. A sustentabilidade, por sua vez, deixou de

ser uma tendência para se tornar uma realidade

incontornável. A reciclagem de baterias, a redução

do consumo e a otimização da logística são práticas

que já fazem parte do nosso dia a dia. Na GS Yuasa

Iberia, temos orgulho em contribuir para este caminho,

crescendo de forma responsável e ajudando

os nossos clientes a fazer o mesmo. A entrada dos

fabricantes no mercado independente (IAM) traz novos

equilíbrios e uma concorrência mais intensa. No

entanto, acredito que o IAM continua a ter vantagens

únicas: flexibilidade, capilaridade e rapidez. Para

nós, é uma oportunidade para reforçar o papel de

parceiro de confiança, com produtos homologados,

assistência técnica especializada e uma equipa local

que compreende as necessidades reais do terreno. O

futuro do pós-venda será dinâmico e híbrido — com

veículos de diferentes tecnologias a coexistir e com

uma digitalização cada vez mais presente. Mas, acima

de tudo, será um futuro que exigirá aprendizagem

contínua, colaboração e compromisso com a qualidade.

Na GS Yuasa Iberia, estamos preparados para

continuar a acompanhar esta evolução, lado a lado

com os nossos clientes, rumo a um mercado mais

tecnológico, eficiente e sustentável.

Top100 Aftermarket 2025

143


MERCADO TOP100

“Os clientes

do IAM valorizam

a independência,

a liberdade de

escolha e

os preços

competitivos”

GWEN VERFAILLIE

CEO DA SIDEM

Nas últimas duas décadas, o mercado

pós-venda automóvel passou por

uma transformação profunda. De

um negócio fragmentado e regional,

evoluiu para um setor globalmente interligado,

altamente profissional e tecnologicamente

avançado. A consolidação entre distribuidores, o

surgimento de grupos de compras internacionais e a

digitalização dos processos de catalogação, logística

e interação com o cliente mudaram para sempre a

forma como trabalhamos. Em áreas críticas como

direção e suspensão, a qualidade e o desempenho

ao nível do equipamento original deixaram de ser

um diferencial — tornaram-se um requisito básico.

As oficinas de hoje esperam entregas rápidas, gamas

amplas e apoio técnico sólido. Esta realidade levou

fabricantes como a Sidem a inovar continuamente,

tanto na engenharia de produtos como na excelência

do serviço ao cliente. Acredito que a consolidação

continuará, tanto no lado da distribuição como no

da fabricação. A escala oferece poder de compra,

eficiência e capacidade de investimento em novas

tecnologias. No entanto, continuará a haver espaço

para players especializados e de alta qualidade —

como a Sidem — que se distinguem pela profundidade

técnica e pela confiança conquistada junto dos

clientes. Os grandes grupos procuram fornecedores

fortes, fiáveis e independentes, e isso garante que

fabricantes com um foco claro na qualidade e no

serviço mantenham uma posição sólida no mercado.

Os grupos de compras internacionais têm desempenhado

um papel essencial na elevação dos padrões

do setor. Eles impulsionam processos consistentes,

asseguram transparência nos preços e promovem

formação estruturada. Para nós, na Sidem, trabalhar

com estes grupos significa colaborar com parceiros

profissionais que valorizam a precisão dos dados, o

cumprimento de padrões de qualidade e as relações

de longo prazo. Além disso, contribuíram para uma

harmonização internacional sem precedentes: hoje,

um distribuidor em Portugal beneficia do mesmo

apoio estruturado que um parceiro na Alemanha ou

na Bélgica. O comércio eletrónico trouxe uma verdadeira

democratização da informação. As oficinas

têm agora acesso rápido e direto aos dados técnicos

e às opções de produtos, enquanto os distribuidores

expandiram significativamente o seu alcance de

mercado. Em última análise, é o cliente final quem

mais ganha, graças à maior transparência em preços

e qualidade. Para os fabricantes, este cenário representa

um desafio e uma responsabilidade: garantir

que os dados dos produtos sejam impecáveis e estejam

disponíveis em todos os canais digitais. Por isso, a

Sidem investiu fortemente em digitalização, com

iniciativas como o nosso catálogo online premiado e a

gestão centralizada de dados através do sistema PIM

(Product Information Management). A eletrificação

do parque automóvel é outro vetor transformador.

Embora algumas peças tradicionais vejam a procura

diminuir, as componentes de chassis — como direção

e suspensão — permanecem essenciais, e até

mais exigentes, nos veículos elétricos. Estes veículos

são mais pesados e geram um binário instantâneo,

o que aumenta o desgaste dos componentes. Para a

Sidem, este é um campo fértil de inovação: a nossa

experiência em equipamento original permite-nos

desenvolver peças projetadas especificamente para

as plataformas elétricas. O futuro das oficinas também

passará por uma profunda transformação. O

mecânico do amanhã será tanto um técnico prático

quanto um especialista em software e dados. A literacia

digital, o diagnóstico eletrónico e a formação

contínua serão essenciais. A sustentabilidade, por sua

vez, já não é uma opção — é uma obrigação. Na

Sidem, estamos comprometidos com a redução da

pegada de CO₂ através da otimização dos processos

de produção, do uso de energias renováveis e de

embalagens sustentáveis. Outro fator a considerar é a

crescente presença dos OEMs no mercado independente

(IAM). Esta entrada intensifica a concorrência,

mas também valida a relevância do setor. Para fabricantes

independentes como a Sidem, reforça-se

a importância de diferenciar-se pela qualidade, pelo

serviço e pelo suporte técnico. Os clientes do IAM

valorizam a independência, a liberdade de escolha

e os preços competitivos — atributos que os OEMs

dificilmente conseguem igualar. Contudo, esta dinâmica

só se mantém saudável se as regulações, como

o MVBER, continuarem a garantir um acesso justo

aos dados e à concorrência.

144 Top100 Aftermarket 2025


CERTEZA

ABSOLUTA

A VIDA É IMPREVISÍVEL, MAS A TRAVAGEM NÃO O DEVE SER

Numa situação de emergência como esta, são precisos travões reajam

e trabalhem num segundo. A filosofia “zero compromisso” da Bendix,

equipa-o com o mais recente poder de travagem.

PARA UMA ABSOLUTA TRAVAGEM, ESCOLHE BENDIX.


MERCADO TOP100

“Não tenho dúvidas de

que o IAM continuará

a ser competitivo em

todos os sentidos”

MANEL REAL

HEAD OF SALES AFTERMARKET

IBERIA DA CONTITECH

A

evolução do mercado automóvel

nas últimas duas décadas tem sido

verdadeiramente impressionante. O

nosso ecossistema transformou-se por

completo: a indústria, a sociedade,

a mobilidade e os próprios modelos empresariais

alteraram-se de forma profunda. No entanto, se

há um traço que caracteriza o setor pós-venda, é a

sua notável capacidade de adaptação e superação.

Num contexto de mudanças constantes e desafios

crescentes, este mercado soube reinventar-se e

afirmar-se como um pilar essencial da mobilidade

moderna. Hoje, observamos um cenário marcado

pela concentração e consolidação. O aftermarket

continua a atrair empresas dispostas a investir e a

inovar, o que demonstra a sua vitalidade e o seu

potencial de crescimento. Ao mesmo tempo, muitas

organizações enfrentam um desafio estrutural

importante: o da sucessão. Garantir a continuidade

dos negócios familiares e preservar o know-how

acumulado ao longo de décadas é uma prioridade

que exigirá visão estratégica e capacidade de planeamento.

Tudo isto contribui para que o mercado

se mantenha dinâmico, competitivo e em constante

transformação. Neste contexto, o papel dos grupos

de distribuição é absolutamente determinante. São

eles que impulsionam a profissionalização do setor,

gerando valor tangível para os seus parceiros, tanto

a nível nacional como internacional. A sua capacidade

de oferecer soluções integradas, de promover

boas práticas e de potenciar sinergias é fundamental

para o fortalecimento da cadeia de valor. O comércio

eletrónico, por sua vez, veio transformar a forma

como operamos e interagimos. Do ponto de vista

operacional, toda a cadeia beneficia: há ganhos

de eficiência, rapidez e alcance. Mas talvez o mais

relevante seja a transparência que o digital trouxe

ao mercado, sobretudo em relação aos preços e à

disponibilidade de peças. Essa visibilidade contribui

para uma concorrência mais justa e para um

relacionamento mais equilibrado entre fabricantes,

distribuidores e oficinas. A eletrificação é outra realidade

incontornável. Mais do que uma revolução,

representa uma evolução natural do parque circulante

e, consequentemente, uma alteração nas

tipologias de peças e serviços mais procurados. O

setor pós-venda tem de estar preparado para acompanhar

esta transição, antecipando necessidades,

investindo em formação técnica e ajustando o seu

portefólio de produtos e soluções. Contudo, nenhuma

transformação tecnológica será sustentável se

não colocarmos as pessoas no centro. É essencial

detetar e potenciar o talento, criar ambientes de

trabalho saudáveis, oferecer formação contínua e

garantir uma verdadeira conciliação entre a vida

profissional e pessoal. Só assim conseguiremos atrair

e reter os profissionais que farão a diferença no

futuro do nosso setor. A sustentabilidade, por sua

vez, deixou de ser uma tendência para se tornar

uma obrigação. Nos últimos anos, assistimos a uma

crescente sensibilização e a um aumento das ações

concretas neste domínio. Ainda há muito por fazer,

mas o caminho está traçado: reduzir o impacto ambiental,

otimizar processos e adotar práticas responsáveis

são compromissos que todos devemos assumir.

Por fim, em relação às alterações no MVBER, é

fundamental que as autoridades garantam a livre

concorrência em todos os mercados e indústrias.

O equilíbrio competitivo é essencial para que o

setor pós-venda continue a prosperar. Felizmente,

contamos com associações fortes que defendem os

interesses do IAM e asseguram que a nossa voz é

ouvida. Olhando para o futuro, não tenho dúvidas

de que o aftermarket continuará a crescer e a evoluir.

Daqui a cinco ou dez anos, será um setor ainda

mais competente, diversificado e inovador, apoiado

por processos cada vez mais eficientes e pelo poder

transformador da inteligência artificial. O nosso

desafio é acompanhar essa evolução com visão,

coragem e responsabilidade — porque o futuro,

no fundo, começa agora.

146 Top100 Aftermarket 2025


“Todos teremos que

trabalhar com uma

visão menos local

e uma estratégia

completa”

MÓNICA FUENTES

DIRETORA COMERCIAL

DA TEMATIC

Nos últimos anos, assistimos a uma transformação

profunda na distribuição

de peças sobressalentes automóveis.

A maior mudança, sem dúvida, é a

globalização. Já não podemos falar

de grupos nacionais no sentido tradicional. Hoje,

o que existem são filiais locais de grandes grupos

internacionais, com políticas e estratégias definidas a

partir de centros de decisão globais. A concentração

e a consolidação do setor são realidades irreversíveis,

que alteraram de forma definitiva o equilíbrio

competitivo e a forma como se fazem negócios. Esta

nova configuração traz desafios, mas também oportunidades.

Por um lado, exige uma profissionalização

cada vez maior de todos os intervenientes. Os grupos

de compras, por exemplo, evoluíram notoriamente.

Tornaram-se estruturas mais organizadas, com uma

visão internacional e uma capacidade estratégica que

vai muito além da simples negociação de preços. Em

alguns países, desempenham um papel de liderança

na modernização do setor; noutros, continuam a

conciliar o papel de compradores e de defensores de

políticas de grupo. Em qualquer dos casos, é inegável

que a sua atuação se tornou mais global e mais

profissional. O comércio eletrónico é outro vetor

decisivo dessa mudança. E aqui, o grande beneficiado

é a oficina. A digitalização abriu o acesso a um

universo de compras e de informação muito mais

amplo, colocando na palma da mão do reparador

uma variedade de produtos e fornecedores impensável

há poucos anos. A oficina moderna tem hoje

a capacidade de comparar, selecionar e comprar

com rapidez e transparência, o que lhe confere um

poder que antes estava reservado apenas aos grandes

distribuidores. Essa democratização da informação

e do acesso é um passo fundamental na construção

de um mercado mais equilibrado. Mas há um fator

que promete mudar ainda mais profundamente as

regras do jogo: a eletrificação. O veículo elétrico não

é uma tendência passageira, é uma realidade consolidada,

que será integrada a diferentes velocidades

consoante o país, mas que veio para ficar. A eletrificação

representa uma oportunidade para quem

se souber adaptar, mas também uma ameaça para

quem permanecer preso aos modelos tradicionais.

Exigirá novas competências, novos equipamentos,

novas formas de pensar o negócio. Alguns conseguirão

reinventar-se, outros ficarão inevitavelmente

pelo caminho. As novas gerações de profissionais

também estão a transformar o setor. Têm outros

valores, outras motivações e uma relação diferente

com o trabalho. São altamente qualificadas e tecnologicamente

fluentes, mas valorizam o equilíbrio entre

a vida profissional e pessoal, e encaram a carreira

como uma parte — e não o centro — da sua realização

pessoal. Cabe aos que ainda estão no ativo

compreender essa mudança e adaptar-se aos novos

paradigmas, incorporando a digitalização, a automação

e a sustentabilidade como pilares essenciais

do futuro. Falando em sustentabilidade, o pós-venda

tem já uma longa tradição neste campo, ainda que

muitas vezes de forma discreta. A remanufactura,

por exemplo, é uma prática sustentável que existe

há décadas, muito antes de o tema entrar no vocabulário

comum. O que mudou foi a perceção: hoje,

sustentabilidade é uma exigência transversal, um

valor que orienta as decisões de consumo e de negócio.

O setor deve assumir esta vantagem histórica e

reforçar o seu compromisso com a economia circular,

promovendo práticas que reduzam o desperdício e

maximizem a reutilização de recursos. Outro ponto

de viragem é a entrada dos fabricantes de automóveis

no mercado independente (IAM). Este movimento

altera o equilíbrio competitivo, pois os construtores

dispõem de recursos incomparavelmente maiores.

O pós-venda tradicional terá de trabalhar mais e

melhor para se manter competitivo, apostando em

eficiência, qualidade de serviço e acesso à informação.

É essencial garantir que oficinas independentes

e distribuidores tenham um acesso justo a dados técnicos,

ferramentas e peças. Só assim se assegura uma

concorrência saudável e um mercado realmente livre,

onde o cliente final possa escolher em igualdade de

condições. O futuro da distribuição e do pós-venda

será inevitavelmente global. Já não podemos pensar

localmente, nem agir apenas dentro das fronteiras

do nosso país. Precisamos de estratégias amplas, integradas,

que considerem a interdependência dos

mercados, a evolução tecnológica e o comportamento

do consumidor.

Top100 Aftermarket 2025

147


MERCADO TOP100

“A grande

flexibilidade

da distribuição

independente

continua a ser

uma força

difícil de igualar”

JAVIER GONZÁLEZ MORICHE

SALES COORDINATOR IBERIA

DA KYB EUROPE

Nos últimos vinte anos, o mercado pós-

-venda automóvel passou por uma

verdadeira revolução. O que antes

era um setor essencialmente reativo,

centrado na reparação tradicional e

em processos manuais, transformou-se num ecossistema

altamente profissionalizado, digitalizado e

globalizado. Esta evolução foi impulsionada por

múltiplos fatores — tecnológicos, digitais, organizacionais

e até culturais — que alteraram profundamente

a forma como fabricantes, distribuidores,

oficinas e consumidores se relacionam. A introdução

massiva da eletrónica nos veículos foi um ponto de

viragem. As oficinas e os distribuidores tiveram de

se adaptar rapidamente, atualizando conhecimentos

e equipamentos para lidar com sistemas cada

vez mais complexos. Paralelamente, a digitalização

trouxe uma nova lógica de funcionamento: a gestão

de stocks passou a ser automatizada, a venda

online de peças ganhou peso e as plataformas de

informação técnica tornaram-se indispensáveis. O

resultado foi um mercado mais eficiente, mais ágil e,

sobretudo, mais próximo do consumidor final — um

consumidor hoje muito mais informado, exigente

e atento à qualidade e à transparência do serviço.

A globalização e a concentração são outras forças

que têm moldado o setor. A emergência de grandes

grupos trouxe escala, capacidade logística e acesso

a recursos que permitem responder às exigências de

um mercado cada vez mais competitivo. No entanto,

esta concentração não significa o desaparecimento

dos pequenos e médios distribuidores ou das oficinas

independentes. Pelo contrário, estes continuarão a

desempenhar um papel essencial, desde que saibam

diferenciar-se pela especialização, pela proximidade

ao cliente e pela agilidade na resposta. Em suma, o

futuro pertencerá tanto aos grandes players, com

a sua força industrial e organizacional, quanto aos

operadores mais flexíveis, capazes de oferecer um

serviço personalizado e de valor acrescentado. Neste

novo contexto, os grupos de distribuição desempenham

um papel crucial na profissionalização do

setor. A sua atuação contribui para a padronização

de processos, a implementação de modelos de

gestão mais eficientes e o acesso à formação e ao

conhecimento técnico. Além disso, os volumes que

movimentam permitem-lhes negociar melhor com

fornecedores, otimizar a cadeia de abastecimento e

garantir uma disponibilidade de peças que faz toda

a diferença num mercado onde a rapidez é sinónimo

de competitividade. O comércio eletrónico é outro

elemento transformador. As plataformas digitais e os

marketplaces abriram novas oportunidades de negócio,

mas também criaram desafios significativos. O

cliente final beneficia de maior transparência e de

um acesso facilitado à informação e à comparação

de preços. As oficinas, por sua vez, podem tornar-se

mais competitivas se integrarem estas ferramentas,

oferecendo um serviço mais rápido e eficiente. Já

os distribuidores veem-se obrigados a repensar os

seus modelos de operação, investindo em logística,

digitalização e serviços complementares para manter

margens sustentáveis num ambiente de maior

pressão. A eletrificação do parque automóvel surge

como um desafio inevitável, mas também como uma

oportunidade. É verdade que os veículos elétricos

têm menos componentes sujeitos a desgaste, o que

poderá reduzir a procura de determinadas peças.

No entanto, abrem-se novas áreas de especialização

e de negócio, desde os sistemas eletrónicos até

aos componentes de segurança e conforto — como

amortecedores, travões e pneus — que continuarão

a ser fundamentais. As competências críticas do

futuro estarão cada vez mais ligadas à tecnologia:

diagnóstico avançado, domínio de ferramentas

digitais e adaptação aos novos sistemas de propulsão

serão diferenciais determinantes. A atração de

novas gerações para o setor é outro ponto-chave.

É essencial mostrar que a oficina moderna é um

espaço tecnológico, conectado e com potencial de

crescimento. Investir em formação contínua e criar

percursos de carreira claros, são passos indispensáveis

para garantir a renovação de talentos. Nos

próximos cinco a dez anos, o mercado pós-venda

continuará a evoluir num sentido claro: será mais

tecnológico, mais digital, mais concentrado e mais

sustentável. A eletrificação, a digitalização e a formação

contínua serão os pilares de um setor que,

longe de perder relevância, se tornará ainda mais

estratégico para o futuro da mobilidade.

148 Top100 Aftermarket 2025


Sondas.qxp_Maquetación 1 27/3/23 15:42 Página 2

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como os nossos sensores lambda, que reduzem o consumo de combustível e as emissões. Se os principais fabricantes

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de automóveis depositam a sua confiança na DENSO, porque não o deve fazer?

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de automóveis depositam a sua confiança na DENSO, porque não o deve fazer?

aftermarket.iberia@denso-ts.it

aftermarket.iberia@denso-ts.it


MERCADO TOP100

“O consumidor valoriza

marcas responsáveis e

produtos duradouros,

com menor impacto

ambiental”

RAFAEL DIAS

IBERIAN MARKET MANAGER

DA INDASA GROUP

O

aftermarket automóvel vive um momento

de profunda transformação,

impulsionado por uma combinação

de fatores tecnológicos, económicos

e sociais que estão a redefinir

o modo como o setor opera, especialmente nas

áreas de colisão e pintura. Nos últimos anos, assistimos

a uma migração clara para processos mais

estruturados e orientados para a produtividade,

onde o tempo se tornou o recurso mais precioso.

A rapidez e a eficiência deixaram de ser apenas

vantagens competitivas para se tornarem requisitos

de sobrevivência. Hoje, o sucesso mede-se pela capacidade

de entregar resultados em menos tempo,

com qualidade consistente e custos controlados.

Esta transição tem sido fortemente suportada pela

digitalização. A implementação de sistemas CRM e

ERP, a melhoria da comunicação entre os intervenientes

e a integração de plataformas digitais trouxeram

uma nova lógica de funcionamento ao setor.

A gestão deixou de ser apenas empírica e passou a

ser orientada por dados, métricas e indicadores de

desempenho. Contudo, a modernização tecnológica

trouxe também novos desafios. A escassez de

mão de obra qualificada tornou-se um dos maiores

entraves ao crescimento sustentado. As oficinas e

empresas enfrentam dificuldades em recrutar profissionais

com competências técnicas atualizadas,

e essa carência ameaça comprometer a qualidade

e a capacidade de resposta num mercado cada

vez mais exigente. Paralelamente, observa-se uma

tendência de consolidação que deverá intensificar-

-se nos próximos anos. A necessidade de reforço

financeiro, a busca por escala e a falta de sucessão

familiar nas empresas tradicionais estão a levar à

concentração do mercado. No setor de colisão e

pintura, esta tendência ainda é lenta, mas inevitável.

Já no segmento da pintura e dos abrasivos,

a realidade é distinta: as empresas distribuidoras

mantêm-se maioritariamente independentes, valorizando

o conhecimento técnico, a proximidade

ao cliente e o serviço personalizado — atributos

que os grandes grupos têm dificuldade em replicar.

Outro vetor de mudança é o e-commerce. A entrada

dos marketplaces transformou a relação entre

oficinas, clientes e distribuidores, conferindo ao

cliente final um poder inédito. O acesso facilitado

à informação e à comparação de preços aumentou

a transparência e a competitividade. Contudo, é

importante reconhecer que, no setor da colisão e

pintura, o suporte técnico e o acompanhamento

pós-venda continuam a ser diferenciadores cruciais

que o canal digital ainda não consegue reproduzir

com a mesma eficácia. A eletrificação do parque

automóvel surge, por sua vez, como um enorme

campo de oportunidades. Os veículos elétricos

exigem novos materiais, novos processos e, acima

de tudo, novas competências. Na área da pintura,

por exemplo, surgem substratos e acabamentos que

requerem abrasivos específicos e técnicos especialmente

treinados. Este cenário obriga as empresas a

investir em formação e inovação, posicionando-se

não apenas como fornecedores de produtos, mas

como parceiros de conhecimento e desenvolvimento.

Para garantir o futuro do setor, é urgente atrair

as novas gerações. Isso implica uma mudança de

mentalidade: valorizar o ofício, investir em formação

contínua, criar condições técnicas modernas

e promover o reconhecimento da profissão. As

profissões de pintor e bate chapa precisam de se

afirmar como carreiras de futuro, onde a tecnologia

e a sustentabilidade andam de mãos dadas.

E é precisamente na sustentabilidade que reside

outro pilar estratégico. A digitalização de processos,

o desenvolvimento de produtos mais eficientes e

menos poluentes, as boas práticas ambientais e o investimento

em equipamentos com menor consumo

energético são já realidades concretas. A transição

ecológica deixou de ser uma opção e tornou-se uma

exigência do mercado e da sociedade. Nos próximos

cinco a dez anos, o aftermarket será mais técnico,

mais exigente e mais competitivo. A pressão sobre

as margens será inevitável, mas também surgirão

novas fontes de receita ligadas à especialização,

à digitalização e à sustentabilidade. As empresas

que conseguirem adaptar-se rapidamente, investir

nas pessoas e apostar em diferenciação tecnológica

estarão melhor posicionadas para prosperar. O

futuro do setor não será de quem faz mais, mas de

quem faz melhor, com visão, eficiência e propósito.

150 Top100 Aftermarket 2025


“A eletrificação não

é uma ameaça, mas

um novo terreno

de crescimento

e inovação”

AMÍLCAR NASCIMENTO

KEY ACCOUNT & MARKETING

MANAGER DA EXIDE TECHNOLOGIES

Ao longo das últimas duas décadas,

o aftermarket automóvel português

transformou-se profundamente. Assistimos

a uma verdadeira revolução

tecnológica, organizacional e humana,

onde a adaptação se tornou palavra de ordem.

O relacionamento entre profissionais, distribuidores

e clientes mudou, exigindo novas competências,

novas formas de comunicar e uma mentalidade

mais aberta à inovação. Os veículos tornaram-se

cada vez mais sofisticados, com sistemas eletrónicos

avançados, sensores e conectividade digital, o que

obrigou oficinas e técnicos a investir em equipamentos

de diagnóstico modernos e formação contínua.

Paralelamente, verificou-se uma forte concentração

do setor, com fusões e aquisições que deram origem

a grupos empresariais de maior dimensão, mais

competitivos e com maior poder de negociação.

Os consumidores também evoluíram. Tornaram-se

mais informados, recorrem frequentemente à internet

para comparar soluções e procuram alternativas

às oficinas de marca, valorizando qualidade e preço

competitivo. Este novo perfil de cliente impulsionou

o crescimento das redes de oficinas independentes

e multimarcas, que conquistaram espaço graças à

proximidade, flexibilidade e capacidade de personalização

do serviço. O resultado é um aftermarket

mais maduro, tecnológico e orientado para o cliente,

preparado para enfrentar os desafios impostos

pela eletrificação, digitalização e sustentabilidade.

A concentração e consolidação continuarão a

marcar o futuro do setor, promovendo eficiência e

profissionalização, mas também exigindo atenção

à inovação e à diferenciação. Outro vetor decisivo

é o e-commerce. A integração entre lojas físicas,

marketplaces e canais próprios redefine a forma

como oficinas, distribuidores e consumidores interagem.

O marketplace oferece visibilidade e

alcance, enquanto o e-commerce próprio permite

maior controlo sobre a marca, personalização da

experiência e margens mais atrativas. O sucesso

depende da capacidade de equilibrar estes canais e

oferecer uma experiência integrada e competitiva.

A eletrificação representa talvez o maior desafio – e

simultaneamente a maior oportunidade – para o

aftermarket. Por um lado, impõe novas exigências

técnicas, formação específica e investimento em

infraestruturas de carregamento; por outro, abre

espaço à inovação, à criação de soluções sustentáveis

e ao reposicionamento do setor como protagonista

na transição energética. O sucesso passará por

compreender que a eletrificação não é uma ameaça,

mas sim um catalisador de mudança e modernização.

A atração de novas gerações para o setor será

igualmente decisiva. É imperativo criar ambientes

de trabalho inclusivos, flexíveis e tecnologicamente

avançados, capazes de despertar o interesse de

jovens profissionais. A digitalização, a gestão de

dados e a cibersegurança serão competências críticas,

e a formação contínua deixará de ser uma

opção para se tornar uma necessidade permanente.

A sustentabilidade é outro pilar fundamental. A

utilização de componentes reciclados e a adoção

de práticas de economia circular reduzem significativamente

o consumo energético e o impacto

ambiental. O setor automóvel tem sido pioneiro

na integração de políticas ESG, incorporando nos

seus planos estratégicos a eficiência energética, o

reaproveitamento de materiais e o uso de energias

renováveis, como a solar, nas suas operações. E o

que esperar dos próximos cinco a dez anos? Embora

ninguém possua uma bola de cristal, acredito que

o aftermarket continuará a evoluir impulsionado

pela tecnologia, pela sustentabilidade e pelas novas

exigências dos consumidores. Veremos um setor

mais sofisticado, consolidado e digitalizado, onde

a eletrificação, os sistemas ADAS e a gestão inteligente

de dados terão um papel central. O envelhecimento

do parque automóvel e o surgimento

de novos modelos de mobilidade contribuirão para

o crescimento do mercado de peças, que poderá

duplicar até 2040. O futuro do aftermarket será,

portanto, marcado por uma combinação de inovação

tecnológica, sustentabilidade e foco no cliente.

As empresas que souberem equilibrar eficiência,

formação, digitalização e proximidade serão as que

melhor aproveitarão as oportunidades que esta nova

era oferece. Mais do que nunca, adaptar-se deixou

de ser uma opção para se tornar uma condição

essencial para o sucesso.

Top100 Aftermarket 2025

151


MERCADO TOP100

“O consumidor valoriza

marcas responsáveis e

produtos duradouros,

com menor impacto

ambiental”

JOSE LUIS BRAVO

DIRETOR-GERAL IBERIA

DA VTBATTERIES

Nas últimas duas décadas, o aftermarket

automóvel viveu uma das suas maiores

transformações. A globalização,

a digitalização e a profissionalização

redefiniram completamente o setor,

que passou de um mercado fragmentado e local

para um ecossistema altamente estruturado, no qual

distribuidores com presença internacional — como

a VTBatteries — assumem um papel decisivo na

garantia da qualidade, disponibilidade e confiança.

Esta evolução é o reflexo da capacidade de adaptação

do mercado pós-venda independente, que

soube modernizar-se, profissionalizar-se e continuar

a oferecer um serviço de excelência aos profissionais

da reparação, acompanhando o ritmo acelerado da

inovação tecnológica. A concentração continuará a

ser uma tendência dominante. As fusões e aquisições

permitem ganhos de eficiência, maior capacidade

de negociação e uma cobertura internacional

mais ampla. Nos últimos anos, assistimos a uma

consolidação significativa, e tudo indica que este

movimento se intensificará. Os grupos empresariais

têm sido motores de mudança positiva: contribuíram

para padronizar processos, profissionalizar a gestão e

garantir um serviço homogéneo e de qualidade. Na

VTBatteries, a pertença a alianças estratégicas tem

sido fundamental para expandir a nossa presença

e elevar o nível de serviço em mercados distintos.

Acreditamos que, mesmo com o futuro redesenho

dos modelos de gestão, os grupos continuarão a ter

um papel estruturante e essencial na organização

do setor. O comércio eletrónico e os marketplaces

revolucionaram a forma de interagir com o cliente.

O principal beneficiado é, sem dúvida, o consumidor

final, que dispõe hoje de mais informação,

melhores preços e disponibilidade imediata. No

entanto, o e-commerce também representa uma

oportunidade estratégica para os distribuidores que

saibam utilizá-lo não apenas como canal de venda,

mas como uma plataforma de valor acrescentado.

Num contexto em que os produtos pós-venda são

cada vez mais tecnológicos, o conhecimento técnico,

a formação e o apoio pós-venda tornam-se fatores

determinantes de diferenciação. A próxima etapa

será ver o comércio eletrónico evoluir para oferecer

soluções mais completas e integradas, reforçando o

papel do distribuidor como parceiro de confiança.

A eletrificação surge como um ponto de viragem. À

primeira vista, o veículo elétrico, com menos peças

de reposição e menor desgaste, poderia significar

uma redução do negócio tradicional. No entanto,

uma análise mais profunda revela o contrário: as

novas peças são mais complexas e de maior valor,

e surgem componentes inexistentes nos veículos a

combustão — sistemas ADAS, sensores, módulos de

conforto — que ampliam o campo de atuação do

aftermarket. Além disso, todos os veículos elétricos

possuem uma segunda bateria de serviços, o que

abre novas oportunidades para empresas especializadas

como a VTBatteries. Outro desafio crítico

é a escassez de talento técnico. O setor enfrenta

dificuldades em recrutar profissionais qualificados,

especialmente mecânicos, apesar da sua importância

económica e social. As empresas têm, por isso,

a responsabilidade de investir em programas de

formação, retenção e valorização das suas equipas.

Na VTBatteries, acreditamos que atrair e formar

talento é essencial para sustentar o futuro do setor.

É necessário reforçar a colaboração com centros

de ensino, associações e instituições para elevar a

atratividade desta profissão. A sustentabilidade, por

sua vez, já não é uma opção — é uma exigência. O

consumidor valoriza marcas responsáveis e produtos

duradouros, recicláveis e com menor impacto ambiental.

Na VTBatteries, temos integrado práticas

sustentáveis em toda a cadeia de valor, porque sabemos

que o futuro do pós-venda será verde. Um produto

que ignore esta dimensão perderá relevância

e confiança no mercado. A entrada dos fabricantes

de automóveis no mercado independente (IAM)

representa um novo cenário competitivo. Longe

de ser uma ameaça, é uma oportunidade para os

distribuidores reforçarem o seu valor distintivo: a

proximidade, a rapidez e a flexibilidade. Se os fabricantes

reconhecem a importância do IAM, é porque

este continua a ser uma força vital no ecossistema

automóvel. Em paralelo, o enquadramento regulatório,

nomeadamente o MVBER — atualmente em

revisão e prorrogado até 2028 —, será determinante

para garantir a livre concorrência.

152 Top100 Aftermarket 2025


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MERCADO TOP100

“O conceito tradicional

de reparador dará lugar

a verdadeiras Mobility

Service Stations”

DÁRIO AFONSO

DIRETOR-GERAL DA ACM –

AUTOCOACH MANAGEMENT

O

aftermarket automóvel europeu viveu,

nas últimas duas décadas, uma

profunda transformação estrutural

e estratégica. A entrada de grandes

grupos internacionais como a GPC

e a LKQ, suportados por fundos de investimento,

provocou um movimento de consolidação sem precedentes.

A tradicional fragmentação deu lugar a

um mercado mais concentrado, mais integrado e

com maior escala. Hoje, o aftermarket europeu é

uma rede unificada, com três eixos bem definidos:

maior abrangência geográfica dos operadores, oferta

integrada de produtos e serviços, e fronteiras cada

vez mais ténues entre o universo OES (Original

Equipment Supplier) e o IAM (Independent Aftermarket).

Esta convergência criou um mercado

mais maduro, mas também mais competitivo. Em

2012, segundo a Wolk Consulting, existiam na Europa

cerca de 85 mil distribuidores de peças. Em

2024, a FIGIEFA reportava apenas 30 mil — uma

redução para um terço do total em pouco mais de

uma década. Esta concentração reflete um processo

de seleção natural, em que a eficiência operacional,

a digitalização e a capacidade de adaptação se

tornaram determinantes para a sobrevivência. O

IAM representa hoje cerca de 62% do aftermarket

europeu, movimentando aproximadamente 73 mil

milhões de euros. Apesar deste peso, continua a

existir uma fatia de cerca de 45 mil milhões de

euros em disputa, o que revela o potencial ainda

por explorar. Contudo, no segmento de ligeiros e

pesados, a consolidação está praticamente concluída.

A Península Ibérica, que foi uma das últimas

regiões a ser impactada por esta vaga, ainda assistirá

a movimentos adicionais de integração, mas a próxima

fase de crescimento concentrar-se-á noutros

nichos — nomeadamente no setor das máquinas

agrícolas e industriais, onde se antevê um processo

semelhante. Simultaneamente, o mercado europeu

começa a ser observado por fabricantes oriundos

da América Latina, que procuram alternativas ao

mercado norte-americano, condicionado por barreiras

alfandegárias. Este novo fluxo trará maior

diversidade de oferta, mas também um aumento

da pressão competitiva.

Os ITG (International Trading Groups) desempenham

um papel relevante nesta nova arquitetura do

setor. Tradicionalmente focados na compra junto

dos fabricantes, muitos começam agora a evoluir

para “Grupos de Vendas” e, mais recentemente,

para “Grupos de Negócio”, incorporando uma lógica

mais abrangente de gestão, marketing e valor

acrescentado. Esta transição exige um esforço de

capacitação significativa — tanto na gestão empresarial,

como na liderança de equipas e na adoção

de novas metodologias de gestão de desempenho

baseadas em indicadores (KPIs).

A digitalização é outro dos grandes vetores de mudança.

As plataformas digitais B2B e B2C transformaram

a forma como as oficinas interagem com os

distribuidores, melhorando a experiência do cliente,

reduzindo custos e aumentando a transparência.

Hoje, a decisão de uma oficina sobre o fornecedor de

peças é frequentemente determinada pela qualidade

e eficiência da sua plataforma digital. No entanto, estamos

ainda nos primórdios da transformação digital

da cadeia de valor. O avanço da Logística 4.0 — com

inteligência artificial, IoT, machine learning, armazéns

robotizados e entregas autónomas — alterará

profundamente o paradigma de operação.

Num futuro muito próximo, os call center dos distribuidores

de peças serão substituídos parcialmente

por robots com IA. Isto é dizer que a oficina pode

ser “atendida” às 2h da madrugada para tirar uma

dúvida ou colocar uma encomenda, pelo seu fornecedor.

Com armazéns robotizados, a peça pedida

às 2h da madrugada, pode estar preparada para ser

despachada logo que exista quem a transporte. Se

existir entrega noturna “clássica” ou entrega realizada

através de viatura autónoma (no futuro próximo),

então, o “horário” de compra de peças no mercado

tradicional, muda completamente, para 24/7.

Paralelamente, a economia circular tem ganho uma

importância crescente no aftermarket. A valorização

das peças usadas, o surgimento de produtos

reconstruídos e a gestão de resíduos tornaram-se

práticas centrais na sustentabilidade do setor. As

novas regulamentações europeias, como o DPP (Digital

Product Passport) e o EPR (Extended Producer

Responsibility), irão reforçar esta tendência, promovendo

maior rastreabilidade, responsabilidade

ambiental e transparência. O futuro do aftermarket

será, inevitavelmente, mais verde — não por imposi-

154 Top100 Aftermarket 2025


ção, mas por convicção e necessidade de mercado.

No campo da mobilidade, a eletrificação do parque

automóvel europeu avança, mas a sua penetração

ainda é limitada. Em 2024, existiam cerca de seis

milhões de veículos elétricos a bateria (VEBs) na

Europa, representando apenas 1,8% do parque

total, embora as vendas de novos VEBs já alcançassem

12%. A transição energética é, assim,

um processo em curso, condicionado por fatores

económicos e geopolíticos. A atual instabilidade

global, aliada à dependência europeia de energia

acessível, tem atenuado o impulso inicial do Green

Deal. A verdade é que os combustíveis fósseis

continuam a ser, em muitos países, um pilar da

mobilidade quotidiana. Por outro lado, as marcas

chinesas começam a ocupar um espaço relevante

no mercado europeu, com propostas competitivas

em preço e qualidade. Este movimento representa

talvez o maior desafio imediato para o IAM, que

ainda conhece pouco sobre as suas estratégias e

modelos de negócio.

As oficinas do futuro serão espaços altamente digitalizados,

integrando robótica, exosqueletos e sistemas

inteligentes de gestão. O conceito tradicional

de reparador dará lugar a verdadeiras “Mobility

Service Stations”, centros de serviços orientados

para a mobilidade total do cliente. Estas oficinas

operarão com modelos de negócio totalmente novos,

onde a tecnologia e a sustentabilidade estarão

no centro da proposta de valor. A gestão deste novo

ecossistema exigirá perfis de liderança diferentes,

mais orientados para a inovação e para a gestão de

pessoas num ambiente tecnológico e colaborativo.

Um dos grandes desafios do setor é precisamente

atrair e reter talento jovem. Apesar do enorme

avanço tecnológico do aftermarket e da complexidade

digital das viaturas modernas, o setor ainda

não conseguiu comunicar eficazmente esta modernidade

às novas gerações. A imagem de um setor

tradicional e saturado tem afastado jovens empreendedores

e potenciais sucessores de empresas

familiares. É urgente reposicionar a narrativa: se os

jovens vivem e respiram tecnologia, o aftermarket

precisa de mostrar que é, também ele, um setor de

ponta. Isso implica estar presente nas redes sociais,

oferecer carreiras em vez de empregos, e projetos

em vez de funções.

A aplicação de critérios ESG (Environmental,

Social and Governance) torna-se igualmente inevitável.

Estes princípios já são determinantes no

acesso a financiamentos e programas comunitários

e serão, no futuro, parte integrante da competitividade

empresarial. Sustentabilidade e governação

responsável deixarão de ser requisitos externos

para se tornarem fatores internos de diferenciação.

Em termos de dinâmica industrial, os fabricantes

de automóveis ainda não conseguiram afirmar

uma presença significativa no IAM. A exceção é

a Stellantis, que apresentou uma estratégia clara

para conquistar este segmento. Em substituição

aos fabricantes, temos grupos de retalho automóvel,

que têm vindo a fazer o seu percurso junto

do IAM. Falo obviamente do D`Leteren Group

com uma faturação de 6.7 MM€ só no IAM, em

2024. Mas este grupo, adquiriu uma parte deste

IAM, através da compra da PHE (Parts Holding

Europe) em 2022. O que muitos não sabem, é que

a marca Carglass que opera em Portugal, pertence

ao Belron Group, que por sua vez pertence ao

D`Leteren Group e, é um gigante na atividade

dos vidros para viaturas.

O contexto regulatório europeu continua, contudo,

a ser desafiante. A revisão do MVBER tem sido influenciada

por pressões de uma indústria automóvel

em dificuldades, procurando proteger as suas margens

de pós-venda. O papel das associações como a

FIGIEFA, bem como o peso das seguradoras, frotas

e consumidores, será determinante para assegurar

um quadro competitivo equilibrado.

Nos próximos cinco a dez anos, o aftermarket

europeu será mais digital, mais automatizado

e mais sustentável. A logística assumirá um papel

central na cadeia de valor e a diferenciação

ocorrerá através da oferta de serviços e soluções

complementares. Novos conceitos serão desenvolvidos

com a ajuda de novos modelos de negócio,

em que intermediários, terão um papel crítico. A

preocupação da sustentabilidade, fará parte do

negócio, em substituição de ser um requisito legal

e uma chatice. Os players deste setor, necessitam

seguramente de estar muito mais capacitados para

gerir o seu negócio em todas as suas vertentes. Não

existirá espaço para amadorismos…

Top100 Aftermarket 2025

155


MERCADO TOP100

“A concentração

não só continuará,

como se acelerará”

RICHARD IZQUIERDO

DIRETOR DE MARKETING

DA LIZARTE

Nas últimas duas décadas, tenho assistido

a uma verdadeira revolução no mercado

pós-venda europeu. Passámos de

um modelo fragmentado, composto

por pequenas empresas independentes,

para um setor muito mais profissionalizado, tecnificado

e interligado. A digitalização, a globalização

da cadeia de abastecimento e o papel crescente dos

grupos internacionais mudaram completamente o

jogo. Hoje, quem não investe em tecnologia, rastreabilidade

e qualidade simplesmente não consegue

acompanhar o ritmo. O cliente também já não é o

mesmo. Ele deixou de procurar apenas o melhor

preço ou a disponibilidade da peça; agora exige

rapidez, garantia, sustentabilidade e soluções completas.

A perceção do valor evoluiu, e isso obriga-nos

a repensar tudo: desde a forma como operamos até

à maneira como comunicamos. A concentração do

setor, que há alguns anos era apenas uma tendência,

tornou-se uma realidade estrutural. E acredito

que ela não só vai continuar, como vai acelerar. A

necessidade de escala, eficiência e acesso à tecnologia

está a empurrar o mercado para movimentos

de consolidação, tanto horizontais — entre distribuidores

— como verticais — entre fabricantes,

grupos e oficinas. Perante esse cenário, as empresas

independentes enfrentam um desafio claro: ou se

especializam, ou se diferenciam, ou se integram em

redes maiores. Caso contrário, correm o risco de

perder relevância. Eu próprio vejo isso todos os dias.

Aqueles que encontram um nicho, que oferecem algo

verdadeiramente distinto, ainda conseguem competir

com força. Mas a margem para improvisar acabou.

Os grupos de distribuição tiveram um papel essencial

neste processo de transformação. Foram eles

que trouxeram padrões de qualidade, ferramentas

digitais, formação técnica e uma visão estratégica

global. A centralização das compras, a partilha de

conhecimento e a criação de sinergias permitiram

que muitos distribuidores locais se mantivessem vivos

e competitivos num contexto cada vez mais exigente.

Outro fator que transformou profundamente o setor

foi o comércio eletrónico. Não o vejo como uma

ameaça, mas como um reequilíbrio de poder. As oficinas

ganharam autonomia, os distribuidores foram

obrigados a melhorar os seus serviços e o cliente final

passou a ter mais informação e poder de escolha. Na

minha perspetiva, quem realmente beneficia com o

e-commerce é quem se adapta mais rápido, quem

tem plataformas eficientes e propostas de valor claras.

A eletrificação do parque automóvel é, talvez, a

mudança mais disruptiva que enfrentamos. Pode ser

vista como uma ameaça se ficarmos parados, mas

também como uma oportunidade extraordinária se

soubermos reagir. A eletrificação altera a natureza

da manutenção, reduz algumas operações tradicionais,

mas cria novas necessidades — componentes

eletrónicos, sistemas térmicos, conectividade, diagnósticos

inteligentes. É um novo paradigma, e só

quem se prepara de verdade conseguirá aproveitar o

seu potencial. Esta transição também exige um novo

perfil de profissional. O mecânico do futuro precisa

dominar software de diagnóstico, sistemas elétricos e

eletrónicos, mas também desenvolver competências

sociais, como comunicação e atendimento ao cliente.

A formação contínua é indispensável. Acredito que,

se quisermos atrair as novas gerações, precisamos

dignificar esta profissão e mostrar que ela oferece

estabilidade. Na Lizarte, vivemos a sustentabilidade

como parte do nosso ADN. Há mais de 50 anos que

remanufaturamos componentes, prolongando o ciclo

de vida das peças e reduzindo o desperdício. Para

nós, a economia circular não é uma moda — é um

compromisso. Complementamos esse trabalho com

a gestão responsável de resíduos, o uso de energias

renováveis e a otimização logística. Tenho a convicção

de que a sustentabilidade será cada vez mais

um fator competitivo, mas também uma responsabilidade

moral. Olhando para os próximos 5 a 10

anos, estou convicto de que o pós-venda será mais

digital, mais técnico e mais exigente. Veremos uma

integração total de dados, serviços preditivos, veículos

conectados e cadeias logísticas ultra dinâmicas. A

sustentabilidade e a colaboração entre os diferentes

intervenientes serão os eixos centrais. No fim das

contas, acredito que o sucesso neste setor dependerá

da nossa capacidade de antecipar e adaptar.

O futuro do pós-venda pertence a quem encara a

transformação não como uma ameaça, mas como

a melhor oportunidade de crescimento e evolução.

156 Top100 Aftermarket 2025


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ESPECIALIZAÇÃO!

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que somos sinónimo de inovação, qualidade e parcerias sólidas no mercado pós-venda automóvel.

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100

MERCADO

DISTRIBUIDORES

DE EQUIPAMENTOS

Os 25 maiores distribuidores de equipamentos para oficinas faturaram 140,7 milhões

de euros em 2024, mais 8,2% que em 2023, crescimento inferior ao do ano anterior, mas

superior a outros setores. Empregam 671 trabalhadores, mais 29 que no ano anterior, com

aumento da produtividade para 200 mil euros por trabalhador

O

mercado de equipamentos oficinais

em Portugal tem vindo a

atravessar um período de profunda

transformação, impulsionado

pela evolução tecnológica, pelo

surgimento de novos materiais e pelas técnicas de

fabrico mais avançadas. Essa inovação constante

obriga as oficinas a investir em equipamentos cada

vez mais especializados e sofisticados, capazes de

responder às exigências de um parque automóvel

em rápida modernização. Nos últimos anos,

passou-se de veículos com motores de combustão

simples para carros híbridos, elétricos e geridos

por sistemas eletrónicos complexos, tornando

indispensável a atualização dos equipamentos e

ferramentas utilizados pelas oficinas.

O investimento em tecnologia de ponta torna-se,

assim, não apenas uma questão de competitividade,

mas também de garantia de qualidade no

serviço e aumento da faturação. Apesar do preço

continuar a ser um fator relevante, os gestores de

oficinas estão cada vez mais atentos à fiabilidade

e ao suporte técnico dos equipamentos. A procura

de soluções profissionais, com formação adequada,

assistência técnica e contratos de manutenção,

reflete a necessidade de oferecer serviços especializados

que nem todas as oficinas conseguem prestar

atualmente. Quem se equipa de forma adequada,

além de melhorar a eficiência operacional, ganha

vantagens competitivas significativas, consolidando

sua posição no mercado.

A digitalização e a conectividade têm impulsionado

a procura por aparelhos de diagnóstico, ferramentas

de programação e sistemas de gestão de oficina. Paralelamente,

cresce a preocupação com a ergonomia

e a segurança no trabalho, promovendo a adoção de

equipamentos que garantam um ambiente laboral

seguro e produtivo. Além disso, dispositivos que

contribuem para a sustentabilidade e o conforto

nas oficinas são cada vez mais valorizados, criando

oportunidades para serviços de valor acrescentado.

No exercício de 2024, a incidência do Valor Acrescentado

é de 23,3% do Volume de Negócios, sendo

o mais elevado dos setores analisados, pela função

assistência técnica.

A situação financeira mantém valores moderados:

• Nenhuma empresa apresentou resultados negativos

• Autonomia Financeira diminuiu para 47,5%

• As Rentabilidades médias aumentaram, embora

mantendo valores inferiores ao dos outros setores:

3,7% das Vendas e 7,2% dos Capitais

A Lusovouga lidera em todos os critérios quantitativos,

exceto em Lucros em que lidera a Corcet.

158 Top100 Aftermarket 2025


TOP 25

MAIORES DISTRIBUIDORES DE EQUIPAMENTOS

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓP. 2024 VAB 2024 Nº TRAB. 2024

1 LUSAVOUGA, S.A. LISBOA 26.609 28.249 34.676 44 17.924 4.475 109

2 LUSILECTRA, S.A. PORTO 20.047 14.720 16.496 453 6.758 4.275 81

3 BOLAS, LDA. ÉVORA 13.632 13.528 13.414 813 11.734 3.158 59

4 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. BRAGA 10.282 8.239 9.470 605 2.938 2.384 39

5 LUSAVEIRO, S.A. AVEIRO 8.872 9.700 9.813 41 4.522 1.510 33

6 CORCET, LDA PORTO 6.512 5.386 8.321 867 4.786 2.221 27

7 CETRUS, LDA. BRAGA 6.408 5.304 6.391 101 1.909 2.148 49

8 COMETIL, S.A. LISBOA 6.279 6.118 7.142 221 4.683 1.465 30

9 INTERMACO, LDA. AVEIRO 5.038 4.523 3.136 136 1.977 1.224 28

10 PROXIRA, LDA LISBOA 4.199 3.544 1.922 129 731 915 24

11 ROLNORTE, LDA. PORTO 3.954 3.508 2.991 422 2.282 1.092 18

12 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. LISBOA 3.869 2.994 4.529 121 2.635 811 18

13 FERROL 2, S.A. LEIRIA 3.373 3.708 2.342 46 731 640 12

14 LUZDEAIRBAG, LDA. LEIRIA 2.729 2.302 1.816 308 711 916 15

15 MGM - MANUEL GUEDES MARTINS, LDA. PORTO 2.534 2.433 1.578 209 1.193 868 24

16 ALTARODA, S.A. PAREDES 2.356 2.332 2.941 331 252 807 13

17 HÉLDER - MAQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. LEIRIA 2.266 2.238 1.193 90 511 644 17

18 FORWINNERS, LDA. AVEIRO 1.986 1.550 16.120 43 562 453 6

19 GONÇALTEAM, LDA. SETÚBAL 1.752 1.546 1.990 52 782 500 9

20 IMPACTO - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. PORTO 1.712 1.662 1.556 7 1.412 407 7

21 HISPANOR, LDA. BRAGA 1.675 1.571 914 10 712 417 14

22 EUROCOFEMA, LDA. PORTO 1.334 1.242 1.701 104 1.211 389 11

23 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. BRAGA 1.244 1.490 1.064 41 779 315 9

24 MEGANOR, LDA. BRAGANÇA 1.021 1.037 919 44 604 248 8

25 CONVERSA DE MÃOS, LDA. PORTO 1.007 1.089 936 20 490 238 11

TOP 25

EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES DE EQUIPAMENTOS

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 CRESC. VOL. NEG. 24/23 VOL. NEG. 2023 CRESC. VOL. NEG. 23/22 VOL. NEG. 2022 CRESC. VOL.NEG. 22/21 VOL. NEG. 2021

1 LUSILECTRA, S.A. PORTO 20.047 36,2 14.720 12,1 13.135 16,7 11.258

2 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. LISBOA 3.869 29,2 2.994 -13,5 3.463 41,9 2.441

3 FORWINNERS, LDA. AVEIRO 1.986 28,1 1.550 4,9 1.477 -12,7 1.692

4 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. BRAGA 10.282 24,8 8.239 26,2 6.527 30,1 5.015

5 CORCET, LDA PORTO 6.512 20,9 5.386 31,0 4.113 1,1 4.067

6 CETRUS, LDA. BRAGA 6.408 20,8 5.304 10,5 4.802 15,4 4.162

7 LUZDEAIRBAG, LDA. LEIRIA 2.729 18,5 2.302 53,7 1.498 26,8 1.181

8 PROXIRA, LDA. LISBOA 4.199 18,5 3.544 15,8 3.061 45,0 2.111

9 GONÇALTEAM, LDA. SETÚBAL 1.752 13,3 1.546 -23,8 2.029 52,1 1.334

10 ROLNORTE, LDA. PORTO 3.954 12,7 3.508 19,2 2.943 12,8 2.610

11 INTERMACO, LDA. AVEIRO 5.038 11,4 4.523 11,9 4.041 -0,4 4.057

12 EUROCOFEMA, LDA. PORTO 1.334 7,4 1.242 25,1 993 1,1 982

13 HISPANOR, LDA. BRAGA 1.675 6,6 1.571 3,4 1.519 -8,2 1.655

14 MGM - MANUEL GUEDES MARTINS, LDA. PORTO 2.534 4,2 2.433 32,9 1.831 -7,9 1.989

15 IMPACTO - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. PORTO 1.712 3,0 1.662 2,0 1.630 5,2 1.550

16 COMETIL, S.A. LISBOA 6.279 2,6 6.118 22,2 5.008 11,5 4.492

17 HÉLDER - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. LEIRIA 2.266 1,3 2.238 1,7 2.201 7,4 2.049

18 ALTARODA, S.A. PAREDES 2.356 1,0 2.332 7,5 2.170 13,0 1.921

19 BOLAS, LDA. ÉVORA 13.632 0,8 13.528 5,7 12.804 8,1 11.847

20 MEGANOR, LDA. BRAGANÇA 1.021 -1,5 1.037 5,8 980 -6,6 1.049

21 LUSAVOUGA, S.A. LISBOA 26.609 -5,8 28.249 5,9 26.673 5,6 25.257

22 CONVERSA DE MÃOS, LDA. PORTO 1.007 -7,5 1.089 9,1 998 -5,9 1.061

23 LUSAVEIRO, S.A. AVEIRO 8.872 -8,5 9.700 -10,9 10.883 -4,4 11.380

24 FERROL 2, S.A. LEIRIA 3.373 -9,0 3.708 5,1 3.528 1,8 3.464

25 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. BRAGA 1.244 -16,5 1.490 11,5 1.336 28,3 1.041

Top100 Aftermarket 2025

159


MERCADO TOP100

Daniel Ferreira, da KROFTools,

recebeu o troféu 1º Classificado

do Quadro de Honra Distribuidores

de Equipamentos

Nº EMPRESA PONTUAÇÃO CRITÉRIOS

1 KROFTOOLS 73

TOP 10

QUADRO

DE HONRA

DISTRIBUIDORES

EQUIPAMENTOS

POR CRITÉRIO

2 CORCET 72

3 LUSILECTRA 71

4 FONSECA, MATOS & FERREIRA 66

5 BOLAS 62

6 COMETIL 61

7 LUZDEAIRBAG 59

8 EUROCOFEMA 58

9 PROXIRA 51

10 IMPACTO 46

160 Top100 Aftermarket 2025


TOP 10

DISTRIBUIDORES

EQUIPAMENTOS

POR CRITÉRIO

Nº EMPRESA

CRESCIMENTO

VOLUME NEGÓCIOS

1 LUSILECTRA, S.A. 36,2

2 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. 29,2

3 FORWINNERS, LDA. 28,1

4 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. 24,8

5 CORCET, LDA. 20,9

6 CETRUS, LDA. 20,8

7 LUZDEAIRBAG, LDA. 18,5

8 PROXIRA, LDA 18,5

9 GONÇALTEAM, LDA. 13,3

10 ROLNORTE, LDA. 12,7

Nº EMPRESA

GERAÇÃO

EMPREGO

1 LUSILECTRA, S.A. 12

2 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. 8

3 PROXIRA, LDA. 3

4 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. 2

5 LUZDEAIRBAG, LDA. 2

6 COMETIL, S.A. 2

7 EUROCOFEMA, LDA. 1

8 HISPANOR, LDA. 1

9 HÉLDER - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 1

10 FORWINNERS, LDA. 0

Nº EMPRESA

RENTABILIDADE

VOLUME NEGÓCIOS

1 CORCET, LDA 13,3

2 LUZDEAIRBAG, LDA. 11,3

3 ROLNORTE, LDA. 10,7

4 EUROCOFEMA, LDA. 7,8

5 BOLAS, LDA. 6,0

6 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. 5,9

7 HÉLDER - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 4,0

8 COMETIL, S.A. 3,5

9 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. 3,1

10 PROXIRA, LDA. 3,1

Nº EMPRESA

CAPITAL

PRÓPRIO

1 BOLAS, LDA. 11 734

2 LUSILECTRA, S.A. 6 758

3 CORCET, LDA 4 786

4 COMETIL, S.A. 4 683

5 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. 2 938

6 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. 2 635

7 ROLNORTE, LDA. 2 282

8 INTERMACO, LDA. 1 977

9 CETRUS, LDA. 1 909

10 IMPACTO - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 1 412

Nº EMPRESA

AUTONOMIA

FINANCEIRA

1 IMPACTO-MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 90,7

2 BOLAS, LDA. 87,5

3 HISPANOR, LDA. 77,9

4 ROLNORTE, LDA. 76,3

5 EUROCOFEMA, LDA. 71,2

6 COMETIL, S.A. 65,6

7 INTERMACO, LDA. 63,0

8 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. 58,2

9 CORCET, LDA 57,5

10 HÉLDER - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 42,8

Nº EMPRESA

PRODUTIVIDADE

REAL

1 CORCET, LDA 82,3

2 FORWINNERS, LDA. 75,5

3 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. 61,1

4 LUZDEAIRBAG, LDA. 61,1

5 ROLNORTE, LDA. 60,7

6 IMPACTO, LDA. 58,1

7 GONÇALTEAM, LDA. 55,6

8 BOLAS, LDA. 53,5

9 LUSILECTRA, S.A. 52,8

10 COMETIL, S.A. 48,8

Top100 Aftermarket 2025

161


100

EQUIPAMENTOS

Posição ranking

Volume faturação 2024

€10.282.000

KROFtools

AKROFtools celebra 36 anos de um percurso marcado pela superação,

crescimento e consolidação como uma marca de referência no setor das

ferramentas e equipamentos profissionais. Segundo José Bárbara, CEO

da empresa, o maior desafio ao longo destas mais de três décadas foi conquistar

a confiança dos clientes e a aceitação da marca própria, KROFtools – Professional

Tools, lançada há dezassete anos. Num setor em constante evolução, a

empresa soube adaptar-se, investindo continuamente em inovação, formação e

proximidade com o mercado, mantendo como missão oferecer soluções fiáveis

e duradouras aos profissionais. O lançamento da marca própria representou

um verdadeiro ponto de viragem. A sua introdução impulsionou o reconhecimento

da empresa e acelerou o crescimento, fortalecendo a fidelização dos

clientes e a identidade da KROFtools no mercado. Este marco abriu portas

a novos mercados e parcerias estratégicas, fruto do empenho de uma equipa

multidisciplinar – desde a logística à área comercial, técnica, de compras e

marketing – cujo trabalho conjunto tem sido essencial para o sucesso da marca.

A aposta na qualidade e inovação contínua é outro pilar distintivo da

KROFtools. Consciente da exigência do setor automóvel, a empresa realiza

análises constantes às necessidades do mercado, adaptando-se à procura

e garantindo rigor no fabrico, seleção de materiais e controlo de qualidade.

As parcerias tecnológicas e o diálogo permanente com distribuidores e oficinas

permitem à marca desenvolver produtos mais seguros, duráveis e ajustados à

realidade dos profissionais, assegurando o estatuto de referência no segmento.

Para a KROFtools, uma venda só se completa com o serviço pós-venda. Este

acompanhamento personalizado é um dos pilares da diferenciação da marca,

que disponibiliza equipas técnicas no Norte e Sul do país, garantindo assistência

rápida e eficaz. O foco está na satisfação do cliente, através de respostas céleres

e de um suporte técnico especializado, que reforçam a confiança e criam

relações duradouras. Com a inauguração das novas instalações de 6.000 m², a

empresa pretende otimizar a gestão de stock, aumentar a capacidade de armazenamento

e agilizar a distribuição nacional e internacional. A modernização

logística, apoiada em tecnologia, visa melhorar a eficiência e garantir maior

disponibilidade de produtos, respondendo com rapidez às exigências do mercado.

O Departamento de Marketing e Comunicação, dividido entre equipas

de marketing, design e produção/tradução, desempenha um papel fundamental

na consolidação da marca. Através de estratégias multicanal, campanhas

digitais e eventos internacionais, a KROFtools reforça a sua notoriedade e

consolida a presença nacional e internacional, criando conteúdos de valor e

fortalecendo a confiança junto dos clientes. Com presença em vários países, a

empresa aposta numa estratégia de internacionalização baseada em parcerias

locais, comunicação consistente e foco na qualidade. A proximidade comercial

e a adaptação às especificidades de cada mercado são fatores decisivos para o

crescimento além-fronteiras.

Gerentes José Bárbara e Anabela Bárbara

Morada Rua da Devesa nº 8, 4755-307 Barcelos - Braga

Telefone 253 200 250 // Email geral@kroftools.com // Site www.kroftools.com

162 162

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

EQUIPAMENTOS

Posição ranking

Volume faturação 2024

€6.408.000

CETRUS

Celebrando 33 anos de atividade, a CETRUS consolidou-se como uma das

principais empresas portuguesas de distribuição de equipamentos para

oficinas de veículos ligeiros e pesados. Ao longo de mais de três décadas, a

empresa soube responder aos desafios de um mercado em constante transformação,

mantendo como pilares a inovação, a proximidade com o cliente e a aposta em

parcerias duradouras. Segundo Jorge Costa, administrador, “o maior desafio foi

acompanhar as evoluções do setor e adaptar a oferta às necessidades dos clientes,

algo alcançado através de uma seleção criteriosa de parceiros — muitos dos quais

colaboram com a empresa há mais de 20 anos — e de uma postura de serviço

completo, que vai muito além da simples venda de equipamentos.” O portefólio

da CETRUS é hoje vasto e diversificado, cobrindo todas as áreas da oficina automóvel.

A empresa fornece soluções “de A a Z”, equipando oficinas na totalidade,

desde a mecânica à colisão, passando pelos serviços de pneus, inspeção, pintura

e mobiliário técnico. O catálogo integra mais de 20.000 referências, com uma

predominância de representadas europeias, em especial de origem italiana. Esta

amplitude de oferta confere à CETRUS uma posição de destaque num mercado

que valoriza a especialização e a fiabilidade técnica. Com o avanço dos veículos

elétricos, a empresa também se prepara para uma nova era. Embora reconheça

que a eletrificação do parque automóvel será um processo gradual, Jorge Costa

sublinha a importância de as oficinas se manterem atualizadas e investirem em

equipamentos modernos. A CETRUS já disponibiliza soluções para este segmento,

em linha com a sua estratégia de acompanhar a evolução tecnológica e oferecer

equipamentos adequados às novas realidades do setor. A crescente presença da

eletrónica nos equipamentos oficinais tem sido outro vetor de transformação. A

CETRUS responde a esta tendência com uma abordagem proativa: visitas regulares

às fábricas das suas representadas, atualização constante da oferta e formação

contínua das equipas. O objetivo é garantir que os colaboradores estão preparados

para lidar com a sofisticação tecnológica dos novos equipamentos e que os clientes

recebem um serviço de excelência. Um dos fatores que distingue a CETRUS no

mercado é o serviço pós-venda, considerado essencial na fidelização e satisfação

dos clientes. O departamento dedicado conta com sete técnicos especializados que

operam em todo o país, assegurando intervenções de manutenção preventiva e

curativa. A empresa aposta fortemente em contratos de manutenção, permitindo

aos clientes concentrar-se na sua atividade principal, enquanto a CETRUS gere

de forma eficiente o ciclo de vida dos equipamentos. A aposta digital é outro dos

eixos estratégicos da empresa. Os programas 3D inseridos no conceito “chave-

-na-mão” permitem projetar oficinas completas em planta e em três dimensões,

otimizando o espaço e a funcionalidade desde a fase de pré-venda. Com uma

estratégia assente na inovação, na formação e na excelência do serviço, a CETRUS

encara os próximos anos com otimismo.

Administrador Jorge Costa

Morada Rua de Queimados, 59 – Vila Nova de Famalicão

Telefone 252308600 // Email cetrus@cetrus.pt // Site www.cetrus.pt

164 164 TOP100 AFTERMARKET 2025



100

EQUIPAMENTOS

Posição ranking

Volume faturação 2024

€6.279.000

Cometil

Fundada em 1985, em Loures, por Pedro de Jesus, a Cometil é hoje um

dos principais distribuidores de equipamentos oficinais em Portugal e

Espanha. Nasceu de um projeto familiar que envolveu o fundador, a

esposa, e o filho – o atual administrador, também chamado Pedro de Jesus.

Quatro décadas depois, a empresa mantém-se fiel às suas raízes: qualidade,

assistência técnica de excelência e formação especializada. A ligação à marca

norte-americana Hunter é um dos pilares da Cometil. Desde o primeiro ano

de atividade, a empresa assumiu a representação em Portugal, o que moldou a

sua identidade técnica e comercial. O slogan “Com boa assistência e formação,

as vendas acontecem” resume bem a filosofia seguida. Ao longo do tempo, a

Cometil alargou o seu portefólio com marcas premium como Omer, Blitz/Rotary,

Cemb, Butler, Waeco, Hazet/Vigor, Gutmann, AHS, DEA, Schrader Pacific

ou Romess, mantendo o foco em equipamentos robustos, fiáveis e homologados

pelos principais fabricantes automóveis.

Mais recentemente, surgiu a marca própria CAN, criada para oferecer linhas específicas

e personalizadas, mantendo qualidade, mas com soluções mais acessíveis

para os clientes que não conseguem investir nas gamas premium. Atualmente,

a Cometil Portugal conta com 33 colaboradores, distribuídos entre Loures e a

filial de Santo Tirso. Em 2014, a empresa expandiu-se para Espanha, criando a

Cometil España, com sede em Barcelona e uma equipa de vinte pessoas. Os dois

mercados apresentam dinâmicas distintas: em Portugal, os clientes valorizam a

qualidade e o prestígio do equipamento; já em Espanha, predomina a vertente

prática e a preocupação com margens. Ainda assim, a experiência adquirida

em solo português permitiu um crescimento mais rápido no país vizinho, onde a

empresa prepara agora a abertura de uma filial em Madrid, com centro de formação

e exposição. Desde cedo, a Cometil distinguiu-se pelo acompanhamento

técnico. Em 1986, introduziu contratos de manutenção preventiva com preço fixo

e cobertura nacional em 24 horas – algo inédito na altura. Também inovou ao

oferecer três anos de garantia, muito além do habitual um ano fornecido pelos

fabricantes. A formação contínua é outro pilar. A empresa disponibiliza sessões

teóricas e práticas, além de um veículo-escola móvel, que percorre diferentes

regiões em Portugal e Espanha. O objetivo não é apenas ensinar a operar máquinas,

mas mostrar às oficinas como tirar o máximo partido dos equipamentos

e transformá-los em rentabilidade. Com o avanço dos carros elétricos, a Cometil

vê oportunidades de crescimento, sobretudo porque a manutenção de pneus

– área forte da Hunter – ganha ainda mais relevância. No entanto, os desafios

são grandes: a digitalização, ainda em fase de desenvolvimento; a presença

constante em feiras e eventos como a expoMECÂNICA, fundamental para

manter o contacto com clientes; e sobretudo a gestão de pessoas, numa altura

em que a estabilidade da equipa é um trunfo, mas o recrutamento de jovens

técnicos se revela cada vez mais difícil. Quarenta anos depois da sua fundação,

a Cometil continua a ser uma referência no setor de equipamentos oficinais.

Administrador Pedro Joaquim Pequito de Jesus

Morada Rua Cidade de Amesterdão, 4 - Parque Industrial do Arneiro 2660-456 São Julião do Tojal

Telefone 219 379 550 // Email geral@cometil.pt // Site www.cometil.pt

166 166

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

EQUIPAMENTOS

Posição ranking

10º

Volume faturação 2024

€4.199.000

Proxira

A

Proxira escolheu Sintra para dar mais um passo no seu plano de

expansão. A decisão, segundo a empresa, resultou de uma análise

estratégica que combinou dados do e-commerce e a identificação de

um espaço físico numa “localização privilegiada, com excelente acessibilidade”.

O interesse demonstrado por clientes da região, aliado à forte densidade

empresarial e industrial da zona, tornou inevitável a aposta. “Sintra tornou-se

a escolha natural para reforçar a proximidade com os clientes, oferecer um

serviço de maior conveniência e consolidar a expansão da Proxira na área

metropolitana de Lisboa”, afirma Paulo Gaspar, gerente da Proxira. A nova

loja reúne algumas das marcas mais reconhecidas do setor, desde a robustez

da Milwaukee à qualidade da Beta, passando pela novidade Facom. Mas,

segundo um dos fundadores, “a verdadeira força da Proxira não está apenas

em nomes individuais, mas sim na amplitude do portfólio que oferecemos”.

O objetivo é disponibilizar soluções ajustadas a diferentes perfis de clientes,

desde quem está a iniciar atividade até profissionais e empresas que procuram

equipamentos de alto desempenho. Mais do que venda direta, a loja de Sintra

replica o modelo já consolidado no Carregado e em Alverca. O click & collect

permite comprar online e levantar em loja, juntando conveniência ao contacto

físico. O apoio pós-venda, o aconselhamento técnico e a ligação a assistência

certificada reforçam a confiança. “Com esta combinação de serviços, a Proxira

posiciona-se como um verdadeiro parceiro, acompanhando os clientes em todas

as etapas: desde a compra até ao uso prolongado dos produtos”, sublinha.

A equipa foi especialmente preparada para este desafio, com formação em

produtos e soluções, mas também em atendimento. A prioridade, garante a

empresa, é assegurar que cada colaborador consegue compreender as necessidades

específicas de cada cliente e apresentar a solução mais adequada.

Num mercado cada vez mais competitivo e exigente, a Proxira sabe que o

seu papel vai muito além da venda. “O grande desafio é garantir que cada

operação é mais do que uma simples compra. O nosso compromisso é construir

relações de longo prazo, baseadas em confiança, apoio técnico e serviço de

excelência”, destaca. Esse compromisso tem sido reforçado pela digitalização,

que simplifica processos internos, reduz erros e acelera respostas, refletindo-se

numa experiência mais simples e transparente para o cliente. A aposta em

soluções adaptadas à mobilidade elétrica e a incorporação de produtos mais

sustentáveis são outros eixos estratégicos, que visam preparar profissionais e

empresas para um setor em rápida transformação. Doze anos após o início

da atividade, a Proxira olha para o futuro com a ambição renovada. “Mais

do que declarações, o que realmente conta são as ações e podem contar com

muito trabalho, dedicação e compromisso para continuarmos a merecer a

vossa confiança (de clientes e parceiros)”, finaliza Paulo Gaspar.

Gerentes Paulo Gaspar e Marco Faria

Morada Barroso do Diante EN 10 Km 127 lote B fração A

Telefone 964 068 290 // Email lojaonline@proxira.pt // Site www.proxira.pt

168 168

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

EQUIPAMENTOS

Posição ranking

14º

Volume faturação 2024

€2.729.000

LuzDeAirbag

Fundada em 2017, a LuzDeAirbag tem registado um crescimento consistente

de 30 a 40% ao ano, sustentado em três pilares: confiança, inovação

e proximidade com o mercado. Desde a sua origem, a empresa apostou

numa diferenciação baseada na qualidade dos produtos, no rigor técnico e

num suporte pós-venda especializado. O crescimento tem sido igualmente

impulsionado por uma sólida rede de distribuidores e parceiros, pela formação

contínua das equipas e pela introdução regular de soluções tecnológicas que

acompanham a evolução do setor automóvel, com especial foco em diagnóstico

avançado e veículos eletrificados. Em 2023, a LuzDeAirbag tornou-se Autel

Premium Partner e representante oficial da marca em Portugal, assumindo

novas responsabilidades em suporte técnico, gestão de garantias e representação

da Autel. Este estatuto trouxe desafios na organização de uma operação capaz

de responder rapidamente às necessidades do mercado nacional, mantendo a

excelência exigida internacionalmente, mas também abriu oportunidades de

crescimento, reforçando a credibilidade junto de oficinas e distribuidores e permitindo

acesso a produtos de última geração, formação avançada e programas

exclusivos. Recentemente, a empresa passou a ser distribuidora oficial da SUN

em Portugal, acrescentando ao portefólio as linhas de máquinas de ar condicionado

e ATF. A parceria trouxe uma presença sólida da marca no mercado,

com stock nacional, resposta técnica ágil e equipa comercial experiente, reposicionando

a SUN com credibilidade e dinamismo. A LuzDeAirbag oferece uma

solução completa em equipamentos de diagnóstico, incluindo veículos elétricos

e híbridos. O sistema Autel, aliado ao suporte da equipa, garante cobertura

quase total e permite resolver situações que outros equipamentos não conseguem,

consolidando-se como a solução mais eficiente e completa para oficinas

portuguesas. O equipamento IA900WA, por exemplo, integra alinhamento de

direção de alta precisão e calibração ADAS, reduzindo tempos de intervenção

e aumentando produtividade, enquanto, em conjunto com a MaxiSYS, permite

substituir e programar módulos eletrónicos, tornando-se uma ferramenta de

elevado valor técnico. A implementação de um ERP integrado e do serviço

Remote Expert representa um avanço significativo na digitalização, permitindo

gestão automatizada de stock, logística e faturação, assim como suporte remoto

direto nos equipamentos Autel, democratizando o acesso ao conhecimento e

resolvendo casos complexos em tempo real. Paralelamente, a Academia Autel

promove formação certificada e prática, aumentando a eficiência e rentabilidade

das oficinas clientes, reforçando a qualificação técnica e a evolução do pós-venda

automóvel. Para os próximos anos, a empresa prevê expansão das instalações,

alargamento do portefólio, reforço das gamas LDATECH e consolidação de

um ecossistema digital integrado, mantendo a inovação, formação e excelência

no serviço como alicerces do crescimento sustentável e liderança nacional.

Gerente João Silva

Morada Estrada Nacional 113, KM6 Pousos, 2410-478 Leiria

Telefone 308 800 752 // Email info@luzdeairbag.com // Site www.luzdeairbag.com

170 170

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

EQUIPAMENTOS

Posição ranking

15º

Volume faturação 2024

€2.534.000

MGM

Em 2025, a MGM – Manuel Guedes Martins Unipessoal, Lda. celebra 25

anos de existência. Mais do que um marco temporal, esta data simboliza a

consolidação de um sonho que nasceu em 2000, quando Manuel Guedes

Martins decidiu transformar a sua experiência, ambição e visão num projeto

próprio, com identidade, valores e uma missão clara: servir com qualidade,

responsabilidade e confiança o setor oficinal. A fundação da MGM representa

muito mais do que a criação de uma empresa. É a materialização de um

desejo de vida, construído com esforço, perseverança e visão de futuro. Desde

cedo ligado ao mundo do trabalho e movido pela vontade de independência

e inovação, Manuel Guedes Martins decidiu criar algo que refletisse os seus

valores, conhecimentos e ambições. Assim nasceu a MGM, que desde o início

se destacou pela seriedade e pela coragem de fazer diferente e melhor. “Quando

olho para trás, o que mais me emociona não são apenas os equipamentos

instalados ou os negócios concretizados, mas sim os valores e as pessoas que

transformaram esta jornada em algo que valeu a pena. O mais emocionante

talvez seja perceber que aquele sonho pessoal, que um dia parecia distante, hoje

é real, tem nome, equipa, estrutura e futuro”, afirma o fundador. Os primeiros

anos foram um verdadeiro teste à determinação do fundador, que enfrentou

recursos limitados e um mercado competitivo. Foi um período de múltiplas

funções, sacrifícios pessoais e decisões difíceis. Mas, com resiliência e confiança

no projeto, a MGM conseguiu afirmar-se, conquistando a confiança dos clientes.

Hoje, a empresa continua a adaptar-se às exigências do setor oficinal através

da modernização de serviços, investimento na formação contínua da equipa,

representação de marcas internacionais de prestígio e um pós-venda completo

que inclui manutenção, formação e apoio técnico personalizado. O sucesso

da MGM é inseparável da sua equipa. Técnicos, comerciais e administrativos

trabalham diariamente com compromisso, rigor e profissionalismo. A empresa

promove um ambiente colaborativo, onde entreajuda e sentido de pertença são

essenciais para a eficiência e inovação. A empresa construiu, ao longo dos anos,

uma reputação sólida baseada na proximidade com as oficinas, no cumprimento

de compromissos e na entrega de valor real. Para Manuel Guedes Martins,

o maior orgulho não está apenas nos resultados, mas nas pessoas e valores

que moldaram esta história: clientes que se tornaram amigos, colaboradores

que cresceram com a empresa e parceiros que caminharam lado a lado. Na

celebração de 25 anos, o fundador faz questão de agradecer à família, fornecedores,

parceiros, clientes e à sua equipa, todos fundamentais neste percurso.

Com olhos postos no futuro, a MGM mantém viva a ambição de continuar

a inovar, crescer e servir o setor oficinal com a mesma dedicação. “Seguimos

com o mesmo espírito de inovação e profissionalismo, prontos para enfrentar

os desafios dos próximos anos. A experiência construída ao longo de décadas

dá-nos a base sólida para continuar a crescer, inovar e servir com excelência”,

reforça Manuel Guedes Martins.

Gerente Manuel Guedes Martins

Morada Rua do Agro, 150, 4410-089 Serzedo Vila Nova de Gaia

Telefone 227 642 722 // Email geral@mgm.com.pt // Site www.mgm.com.pt

172 172

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

EQUIPAMENTOS

Posição ranking

24º

Volume faturação 2024

€1.021.000

Meganor

Fundada em fevereiro de 2001 por Jorge Pinheiro e sua esposa Sandra Sousa,

a Meganor tem vindo a afirmar-se como uma referência na distribuição

de ferramentas, equipamentos e material para manutenção automóvel,

expandindo progressivamente a sua atuação também para o setor industrial.

Com sede em Soutelo, Vila Verde, a empresa ocupa uma área de 700 m², onde

integra showroom, armazém, escritórios, salas de formação e um moderno

Centro de Assistência Técnica. Desde a sua criação, a Meganor tem trilhado

um caminho de crescimento constante, impulsionado pela visão estratégica

de Jorge Pinheiro e pela gestão rigorosa e estruturada de Sandra Sousa, responsável

pela área financeira e administrativa. A Bahco continua a ser o pilar

central da oferta, com um portefólio cada vez mais completo e inovador. “É a

nossa marca principal, e temos crescido juntos”, afirma o gerente. Contudo,

a Meganor não se limita a uma só bandeira. A aposta na ASTOOLS representa

a busca por diferenciação e resposta direta às necessidades do mercado.

“Fomos os primeiros distribuidores da marca em Portugal. Identificámos onde

a concorrência falhava e procurámos oferecer soluções com mais qualidade e

melhor serviço”, explica. A ASTOOLS inclui uma vasta gama de elevadores,

máquinas de montagem e desmontagem de pneus e mobiliário oficinal personalizável.

Muitas oficinas têm sido desenhadas à medida dos clientes, com o

contributo técnico e consultivo da equipa da Meganor. “Vender não é apenas

transacionar, é criar a necessidade e garantir utilidade real ao cliente”, sublinha

Jorge Pinheiro. Atualmente, a empresa conta com dez colaboradores, quatro dos

quais comerciais que percorrem o país, e aposta fortemente na proximidade com

o cliente. O Centro de Assistência Técnica, criado em parceria com a Bahco, é

um pilar fundamental na estratégia de pós-venda. “Fazemos revisões e vistorias

a equipamentos, como elevadores e máquinas de ar comprimido. Quando um

cliente compra, damos formação para que saiba operar corretamente. Não

vendemos só equipamentos, vendemos confiança”, destaca o responsável. Fora

da garantia, a empresa assegura total independência nas reparações, reforçando

a sua posição como parceiro de longo prazo. O futuro próximo reserva grandes

novidades. A Meganor adquiriu recentemente novas instalações, onde irá instalar

uma oficina modelo e um showroom totalmente equipado para demonstrações

ao vivo. “Queremos que os clientes possam ver, sentir e testar os equipamentos.

Não é o mesmo que ver numa brochura. Aqui poderão conversar, tirar dúvidas

e ver tudo a funcionar”, explica Jorge Pinheiro, entusiasmado com o projeto.

O novo espaço contará com diferentes tipos de elevadores e maquinaria de

última geração, consolidando o posicionamento da empresa como referência

nacional em soluções para oficinas. A celebração dos 25 anos será um marco

importante, com campanhas promocionais, distinções aos melhores clientes e

fornecedores e diversas iniciativas comemorativas.

Gerente Jorge Pinheiro

Morada Centro Empresarial de Soutelo, Pav. 18, L. Larim, Soutelo, 4730-581 Vila Verde

Telefone 253 922 315 // Email info@meganor.com // Site www.meganor.com

174 174

TOP100 AFTERMARKET 2025


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100

MERCADO

FUTURO DA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL NA EUROPA

A ENCRUZILHADA

DO AUTOMÓVEL

EUROPEU

O setor automóvel vive um dos seus maiores momentos de transformação

e os desafios atuais estão a fazer suar os CEO das maiores empresas automóveis

na Europa, que temem uma forte crise na indústria. As marcas europeias não estão

a conseguir acompanhar as regulamentações que obrigam à redução de emissões

de gases de estufa e veem-se ultrapassadas pelos fabricantes chineses que já

se começam a implementar no velho continente

176 Top100 Aftermarket 2025


Top100 Aftermarket 2025

177


MERCADO TOP100

Com as vendas de automóveis na Europa

a diminuir e a concorrência mundial

a aumentar, a indústria implora

por uma mudança de estratégia junto

da Comissão Europeia, para realinhar

os objetivos com a atual realidade. Que rumo terá

o setor? Como poderão as velhas marcas europeias

resistir a estas mudanças? Neste artigo explicamos

o que está em causa e o que andam os grandes

decisores a fazer em relação a este tema.

Os números não deixam dúvidas de que a situação

é crítica. Só na primeira metade de 2025, de

acordo com os dados da ACEA (Associação de

Fabricantes Europeus de Automóveis), as vendas

de automóveis na Europa caíram 2,4%, face ao

mesmo período do ano passado. Já em comparação

com o primeiro semestre de 2019, venderam-se

no período homólogo de 2025 menos 1,56 milhões

de carros. O mercado de veículos elétricos está a

crescer paulatinamente e as marcas chinesas –

como é o caso da BYD, de que quase ninguém

tinha ouvido falar há cinco anos – estão a duplicar

o seu market share na Europa e já correspondem

a 6% das vendas totais neste continente. Já há

notícias de fábricas que anunciam o fecho de portas

e milhares de empregos estão ameaçados.

As metas climáticas estão aí à porta e haverá multas

pesadas para os fabricantes que não as cumpram,

ainda que isso não dependa apenas dos seus esforços

e investimentos. A questão é que muitos dos

grandes fabricantes europeus já perceberam que

não será possível cumpri-las e, perante a entrada

de adversários fortes no mercado, estão a perder

terreno e não têm outra solução a não ser pedir

aos responsáveis políticos que atrasem prazos, para

As vendas fracas,

os elevados preços da

energia, a crescente

concorrência mundial

e um ambiente

regulamentar

e comercial incerto

mergulharam

a indústria automóvel

europeia numa

espiral de crise

que a indústria consiga sobreviver e competir face

à concorrência mundial, que apresenta soluções

equivalentes e muito mais em conta. À pressão da

legislação junta-se a concorrência global e a subida

de preços, deixando o setor em perigo e à beira de

uma catástrofe. Será que o objetivo da neutralidade

carbónica é exequível ou não passa de um tiro no

pé da indústria automóvel? O que pode ser feito

para que os fabricantes europeus de automóveis

consigam dar a volta por cima, neste momento,

fugindo ao que pode ser uma morte anunciada?

Uma crise complexa

Há vários fatores a contribuir para esta crise latente

na indústria automóvel e o primeiro é a própria

legislação que foi criada nos últimos anos. A neutralidade

carbónica é uma meta estabelecida para

2050, com o «Fit for 55» a advogar uma redução

de 55% nas emissões de gases com efeito de estufa

até 2030, comparado com os níveis de 1990,

como parte do Pacto Ecológico Europeu. Além

disso, não se poderão comercializar automóveis

com motor de combustão interna já a partir de

2035, daqui por apenas dez anos. Para cumprir

esta nova regulamentação, os fabricantes fizeram

avultados investimentos, para conseguir responder

às exigências da Europa, com novas tecnologias,

como os veículos elétricos. Isso faz, naturalmente,

com que os carros fiquem mais caros, e com que

as marcas não se sintam em condições de manter

a sustentabilidade do seu negócio, perante consumidores

com cada vez menor poder de compra.

Além disso, para que a transição para a mobilidade

verde seja atrativa para o cliente, é preciso começar

por tornar os veículos elétricos (VE) – muito – mais

competitivos. Mesmo com incentivos, estes tendem

a ter um custo inicial bastante superior ao equivalente

a combustão (ou híbrido) e tal não está ainda

ao alcance da maioria dos europeus. A par disso,

o custo da energia é, ainda, um grande senão na

compra de um VE. A falta de competividade também

neste âmbito é gritante e não se afiguram soluções à

vista. Depois, é fulcral o desenvolvimento de várias

outras áreas paralelas, a começar pela infraestrutura

de carregamento. Sem postos públicos suficientes

(e que se encontrem bem distribuídos!), os veículos

elétricos não podem prosperar, porque os condutores

178 Top100 Aftermarket 2025



MERCADO TOP100

receiam ficar sem bateria, tal qual receiam depender

de estações insuficientes, lentas ou caras.

Uma escolha (pouco) óbvia

Por isso, comprar hoje um veículo elétrico, na

Europa, ainda não é uma escolha óbvia. E se os

consumidores continuam a hesitar no momento

da aquisição é porque não estão reunidas todas as

condições para que se sintam confiantes em «dar

o salto» para a eletrificação. Note-se que 75% das

estações de carregamento da Europa estão localizadas

em apenas três países (Países Baixos, França

e Alemanha), estando disponíveis em todo o continente

apenas cerca de 880.000 carregadores. Contudo,

segundo as estimativas da ACEA, é necessário

que existam, até 2030, 8,8 milhões de pontos de

carregamento, dez vezes mais do que aqueles que

existem neste momento. Isso significa que, até lá,

para que isso fosse uma realidade, teriam de ser

instalados mais 1,5 milhões de carregadores por

ano, o que corresponde a uma velocidade quase dez

vezes superior à taxa atual de instalação, o que, só

por si, levanta muitas dúvidas de que seja possível

acontecer. Por outro lado, a quota dos mercados

de veículos elétricos a bateria na Europa situa-se

nos 15%, o que não é suficiente para o avanço de

uma tecnologia considerada decisiva para o futuro.

Devido à legislação criada, os fabricantes, tanto de

veículos ligeiros, como de veículos pesados, foram

chamados a desenvolver novas tecnologias que permitissem

fazer face aos desafios climáticos e não

há qualquer dúvida de que foram bem-sucedidos.

Neste momento não faltam alternativas, desde veículos

elétricos, veículos híbridos e até a hidrogénio,

com distintas motorizações e autonomias que já não

causam ansiedade. Já não se trata de uma questão

Apesar da prontidão

da indústria, a atual

via regulamentar

corre o risco de a levar

ao fracasso. A razão

é simples: a maioria

das condições que

tornariam possível

esta transição não

existe atualmente

de engenharia, mas sim de desafios sistémicos que

exigem uma evolução de todo um ecossistema que

não se está a desenvolver à velocidade esperada e

imprescindível.

O facto é que falhar os objetivos significa multas

muito pesadas, a recair apenas sobre os fabricantes

de veículos, que, no fundo, acabam por estar

dependentes, como já vimos, de terceiros, quer sejam

os fornecedores de energia, os operadores de

infraestruturas de carregamento, os operadores de

transporte e, necessariamente, os decisores políticos.

E é a eles que a indústria automóvel pede ação:

prevendo problemas económicos e jurídicos no horizonte,

quer uma revisão dos atuais regulamentos

sobre CO 2 o mais depressa possível.

Os estragos já se sentem

Recentemente, a Stellantis anunciou que vai abandonar

o plano estratégico de ter apenas veículos elétricos

em 2030. Na abertura do Salão de Munique

(IAA 2025), Jean-Phillipe Imparato, diretor-executivo

do grupo na Europa, fez o anúncio, afirmando

que as metas de emissões da União Europeia para

2035, que preveem o fim do motor a combustão, são

inalcançáveis para qualquer construtor automóvel,

e mostrando a necessidade de rever os planos de

transição e de procurar alternativas para reduzir

as emissões poluentes. O responsável indica que

a gama da Stellantis será “multi-energia, MHEV,

HEV e PHEV, o que poderá ser muito interessante

em termos de caraterísticas e desempenho”. Por

outra perspetiva, Imparato sugere que a UE avalie

o CO 2 que é poupado em caso de abate: “Ao abater

um carro de 2010, são cerca de 76 gramas de CO 2.

Não quero que me deem dinheiro, quero que se

reconheça apenas que trocar de carro é o suficiente

para obter o nível certo de emissões para o cliente

final estar em conformidade”, aponta.

Antes disso, em finais de 2024, a Volkswagen já dava

conta da possibilidade de encerrar três fábricas na

Alemanha, de eliminar dezenas de milhares e postos

de trabalho e de fazer cortes salariais transversais que

podem chegar aos 10%. Os planos de reestruturação

anunciados passam também pela redução da atividade

em todas as unidades de produção na Alemanha.

Tudo por conta dos elevados custos operacionais do

grupo, numa fase em que este enfrenta dificuldades

relacionadas com a diminuição da procura na Europa

e a intensificação da concorrência de fabricantes

180 Top100 Aftermarket 2025


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MERCADO TOP100

chineses, com os sindicalistas a considerar desde logo

que a transição para os veículos elétricos foi mal

gerida. Só em 2024, a Alemanha – berço de alguns

dos mais famosos fabricantes de automóveis da história

– perdeu 50 mil postos de trabalho neste setor. A

título de exemplo, em Inglaterra, resta agora apenas

uma marca 100% britânica, a Morgan.

Em fevereiro deste ano, depois de ter visto a produção

ser reduzida e de 1500 a 2000 postos de

trabalho terem sido cortados, a fábrica da Audi em

Bruxelas encerrou definitivamente, despedindo três

mil trabalhadores.

Parece que a Europa se virou contra a própria Europa

e está agora a acontecer o impensável, com

as grandes marcas europeias a sucumbir perante a

legislação que não se compadece com os estragos

que vai fazendo, quando deveríamos estar a ver

uma transição suave dos combustíveis fósseis para

a eletrificação do parque automóvel.

Hoje, as empresas europeias não estão apenas a

competir com o resto do mundo, mas sim com os

seus próprios governos, que criaram condições para

a revolução dos veículos elétricos, mas esqueceram-

-se de garantir que seriam também as marcas europeias

a beneficiar disso.

tratégico sobre o Futuro da Indústria Automóvel».

E quando são os habituais vencedores a pedir um

«time-out», é sinal claro de que algo não está bem no

«jogo». A este propósito, Ole Källenius, presidente

da Associação de Fabricantes Europeus de Automóveis

(ACEA) e diretor-executivo da Mercedes-Benz,

já veio dizer que o objetivo continua a ser trabalhar

para as zero emissões, mas defende “uma forma

melhor de lá chegar”. Em entrevista à Euronews,

o responsável lembra que, “enquanto fabricantes,

já investimos centenas de milhares de milhões de

euros e colocámos no mercado centenas de modelos

com emissões zero. No entanto, o mundo evoluiu e

A Comissão Europeia

concedeu mais tempo

aos fabricantes

para cumprirem

as metas de redução

de emissões de CO 2 ,

mas manteve firme

o objetivo para 2035,

quando apenas

modelos de zero

emissões devem

ser vendidos

no mercado da UE

O que fazer?

No papel, o que parecia perfeito, começa a tornar-se

um pesadelo para os construtores, que não conseguem

acompanhar o mercado e entendem que as

restrições aos motores a combustão não são realistas.

Por isso, os mais altos responsáveis do setor

automóvel uniram-se para fazer face aos desafios

mais prementes, estando já em conversações com

a presidente da Comissão Europeia, Usula von der

Leyen, naquilo a que apelidaram de «Diálogo Esa

política e a legislação também precisam de evoluir.

É por isso que estamos a defender uma recalibração

pragmática da trajetória de redução das emissões de

CO 2. Não se trata de abandonar os nossos objetivos,

mas sim de os alinhar com as atuais realidades do

mercado, condições económicas e cenário geopolítico”.

Para assegurar uma transição bem-sucedida

para a mobilidade ecológica, o presidente da ACEA

fala numa “estratégia holística e pragmática da UE,

que não se limite aos objetivos de CO 2. Precisamos

de uma regulamentação mais simples e mais flexível,

de reduzir a burocracia, de recalibrar os objetivos de

forma realista, de incentivos consistentes e a longo

prazo, para promover a adoção pelos consumidores,

bem como de permitir a neutralidade carbónica”.

O CEO da Scania, Christian Levin, que assume a

pasta dos Veículos Comerciais da ACEA, sublinha

que “atualmente podemos oferecer soluções para

todas as necessidades de transporte. No entanto,

apesar da prontidão da indústria, a atual via regulamentar

corre o risco de nos levar ao fracasso,

porque a maioria das condições que tornariam

possível esta transição não existe atualmente”. De

facto, ao abrigo do quadro regulamentar europeu,

os fabricantes de camiões e autocarros são os únicos

expostos a sanções por incumprimento, embora

esta transição dependa também de outros setores

e “isso não é nem justo, nem sequer uma estratégia

industrial inteligente”, alerta Christian Levin.

O que é pedido à Comissão Europeia, neste momento,

é que: Acelere já a revisão do regulamento relativo

ao CO 2 dos veículos pesados e não em 2027, para

garantir que as interdependências entre os setores

dos transportes e da logística sejam plenamente refletidas

no regulamento; que efetue uma avaliação

sólida do estado das condições propícias para o setor

182 Top100 Aftermarket 2025


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MERCADO TOP100

e uma implantação realista em todos os Estados-

-membros: desde a infraestrutura de carregamento

e de hidrogénio, passando pela capacidade da rede,

à paridade dos custos e aos incentivos específicos do

lado da procura; e, por fim, que colabore em grupos

de trabalho centrados na transição da indústria para

que as soluções possam ser adaptadas e para que os

fabricantes europeus de camiões e de autocarros possam

defender a sua liderança mundial. Levin garante

que o setor está “totalmente empenhado em conduzir

a transição para a neutralidade climática, mas tal

não produzirá resultados sem políticas de apoio que

correspondam à nossa urgência e realismo”, salienta,

alertando que o Diálogo Estratégico tem de ser “um

ponto de viragem”, porque é preciso que a Europa

“lidere o caminho dos transportes sustentáveis, salvaguardando

simultaneamente a sua competitividade”.

Adiar ou não adiar?

O debate é crucial, envolve o futuro de mais de 13

milhões de trabalhadores no setor automóvel e já

se fazem também ouvir os partidos, à esquerda e à

direita, com opiniões distintas sobre o rumo a dar

ao assunto. Se, da esquerda se escutam os ambientalistas

clamar pela forte possibilidade de fracassar

as metas climáticas caso a UE ceda aos pedidos da

indústria e adie os prazos, da direita há vozes, como

a do italiano Salvatore de Meo, do Partido Popular

Europeu (PPE), que considera que “a meta imposta

à indústria automóvel é cada vez mais inalcançável

a médio/longo prazo” e o mesmo tem pressionado

“para que os objetivos de sustentabilidade respeitem

também os aspetos sociais e económicos”. De Meo

pede mais “pragmatismo” e acredita que mudar as

metas “significa dar a possibilidade às empresas que

talvez tenham mais dificuldades na adaptação de o

fazerem num prazo diferente”. O PPE já apresentou

mesmo (em dezembro de 2024) um plano de cinco

pontos para aumentar a competitividade no setor

automóvel, pedindo também um quadro regulamentar

simplificado. O partido é acompanhado,

nesta posição, pelos Conservadores e Reformistas

Europeus e pelos Patriotas pela Europa que rejeitam

o foco nos carros elétricos e a regulamentação

excessiva, defendendo soluções alternativas, “como

os biocombustíveis”, que não são considerados pela

legislação existente que, recorde-se, proibirá a venda

de qualquer veículo que produza emissões de CO 2

a partir de 2035.

Atualmente, a quota

de mercado dos

veículos elétricos

a bateria na Europa

estagna em cerca

de 15% - o que

não é suficiente

para o avanço de

uma tecnologia

considerada decisiva

para o futuro

E, se é verdade que as investidas do mercado chinês

têm uma grande influência nesta problemática [já lá

vamos], também não é menos verdade que o principal

inimigo da Europa, neste momento, são os custos.

Tudo aqui é mais caro e, mais do que concorrência de

mercado, as empresas europeias enfrentam dificuldades

internas e a inércia da história. Na Europa, com

fábricas mais antigas e menos tecnológicas, produzir

automóveis torna-se sempre mais dispendioso, se

fizermos as contas e somarmos os custos de consumo

de energia, o preço dos materiais e da mão-de-obra.

As fábricas desatualizadas e menos preparadas para

construir veículos modernos vão ficando mais vazias,

porém as contas continuam a chegar ao final do mês

e o caminho, mais cedo ou mais tarde, é apenas o

da ruína. Tudo custos que uma fábrica mais recente,

na China, não tem.

Um inimigo chamado China

A luta é desigual. As marcas que, no século XIX,

foram responsáveis pela criação daquilo que conhecemos

hoje como automóvel moderno tornaram-se,

com o passar dos anos, dependentes da China, não

só como fornecedor, mas também como mercado de

venda. Começou por importar tecnologia automóvel

para montar veículos dentro das suas fronteiras, mas

graças a um plano estratégico forte, assente em investimentos,

incentivos à produção local e apoio estatal

à inovação, a lógica foi revertida. Hoje, a China é

responsável por cerca de 42% de todos os automóveis

fabricados no mundo e marcas como a BYD, a Geely,

a NIO, ou a Xpeng são líderes nos seus segmentos.

Com o advento dos veículos elétricos, os chineses

rapidamente decifraram o código deste negócio e

duplicaram as vendas. Sendo praticamente o único

país a controlar a produção mundial de baterias e

184 Top100 Aftermarket 2025


Entre os dez fabricantes mundiais já se encontra

a marca chinesa BYD — com previsão de que,

dentro de dois anos, sejam duas ou três a ocupar

o pódio — e dos dez principais fabricantes

de veículos elétricos, seis são chineses

Top100 Aftermarket 2025

185


MERCADO TOP100

graças aos baixos custos de mão-de-obra, a China

transformou-se no principal centro de fabrico de

veículos elétricos, com automóveis cada vez mais

competitivos.

Um dos segredos está na empresa CATL (Contemporary

Amperex Technology Co. Limited),

que é atualmente o maior fabricante de baterias

para veículos elétricos do mundo. Em 2024, aproximadamente

37% dos veículos elétricos vendidos

globalmente utilizavam baterias desta empresa

chinesa. Além de dominar o mercado, a CATL

tem impulsionado inovações importantes, como

o desenvolvimento de plataformas de baterias que

oferecem autonomias superiores a 1.000 km e estações

de troca de baterias mais eficientes. Graças

ao acesso a materiais acessíveis, à capacidade de

produção em massa e a uma estratégia agressiva de

expansão global, a CATL prepara-se para dominar

o mercado de baterias para veículos elétricos. Esta

empresa chinesa já tem uma fábrica na Alemanha,

vai iniciar produção na Hungria ainda este ano ou

no início do próximo e assinou um acordo com a

Stellantis, investindo quatro mil milhões de euros

numa fábrica em Espanha, com o objetivo de fortalecer

a sua posição no mercado internacional e

de reduzir as dependências logísticas.

Assim, a China consegue controlar toda a cadeia

de valor dos carros elétricos, desde a extração de

lítio e cobalto, a produção das baterias e montagem

dos próprios veículos, permitindo-lhe apresentar

carros tecnologicamente avançados, seguros e com

preços muito em conta. Com menos custos, fábricas

mais eficientes, uma estratégia flexível, vantagens de

fornecimento massivas e capacidade para equivaler

à qualidade europeia, conseguem absorver perdas,

adaptar-se depressa e escalar rápido – Um verda-

deiro pesadelo para as marcas europeias.

Os custos de produção são tão baixos e as cadeias

de abastecimento tão eficientes que conseguem até

absorver as tarifas impostas pela UE e, ainda assim,

ter preços mais baixos do que os modelos europeus

equivalentes. Só para termos uma ideia, a BYD

consegue fabricar um carro na Europa por 25.000€.

São mais 25% do que se o fizesse na China e, pasme-

-se, ainda assim, 10.000€ mais barato do que uma

empresa europeia consegue fazer por um carro

semelhante. Continuam a ser rentáveis e chegam

ao mercado europeu mais baratos, mais rápidos e

frequentemente melhores na indústria automóvel.

O crescente domínio

chinês, juntamente

com as tarifas

impostas por Donald

Trump aos automóveis

europeus, colocam a

indústria automóvel

europeia sob forte

pressão para se

adaptar rapidamente

ao novo ambiente

Dentro de portas

Quando a Europa acordou para esta perigosa realidade,

decidiu implementar impostos e agora há

carros chineses a pagar quase 50% em custos extras.

A questão é que isso não resolve o problema, pois,

de acordo com Carlos Tavares, ex-diretor-executivo

da Stellantis, estas tarifas estão a fazer “ricochete”.

Ao invés de afastarem os fabricantes chineses, estão

a obriga-los a construir fábricas na Europa e, deste

modo, as empresas europeias vão acabar a competir

com eles no seu próprio «quintal». Ferdinand Dudenhöffer,

economista e diretor do Centro para a

Pesquisa Automóvel, na Alemanha, é da opinião que

deve haver uma maior aproximação aos chineses, dizendo

mesmo que “seria estúpido não cooperar com

eles, uma vez que estes têm todas as cartas na mão”.

Longe vão os tempos em que o que era chinês se

limitava a ser uma imitação barata do original. Hoje,

as marcas chinesas primam pela qualidade e estão

a dar cartas num mercado reconhecidamente

competitivo como é o europeu. Para conseguirem

tornar-se ainda mais rentáveis, estão a dar o passo

seguinte, que é o de construir fábricas na Europa.

A BYD tem duas em construção, esperando-se que

a primeira, na Hungria, abrigue a sede da empresa

na Europa e um centro de R&D, com a produção a

começar no final deste ano. Já a fábrica da Turquia

representa um investimento de cerca de mil milhões

de dólares e tem início de produção agendado para

março de 2026. Para o futuro está a ser considerada

a possibilidade de construir uma terceira fábrica na

Alemanha. A verdadeira ofensiva asiática ainda não

começou, mas falta muito pouco.

O compromisso da Comissão Europeia

Depois de três reuniões do Diálogo Estratégico,

186 Top100 Aftermarket 2025



MERCADO TOP100

a Comissão Europeia assumiu o compromisso de

apoiar o fabrico de baterias para VE e deu mais flexibilidade

para o cumprimento dos objetivos deste

ano das emissões de CO 2. Mais do que isso, quer

apoiar o acesso da indústria automóvel europeia

a tecnologias estratégicas fundamentais (baterias,

software e condução autónoma), para reduzir encargos

regulamentares.

A Comissão Europeia anunciou também um fundo

de 1,8 mil milhões e euros com o objetivo de criar

uma cadeia de abastecimento segura e competitiva

para as matérias-primas das baterias.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der

Leyen, consciente da necessidade de adaptar a oferta

de automóveis à procura real dos europeus, revelou

uma iniciativa que aposta em veículos mais pequenos

e mais baratos: “Temos de investir em veículos

compactos e económicos, tanto para o mercado europeu

como para satisfazer a forte procura mundial.

Para o efeito, vamos propor trabalhar com a indústria

numa nova iniciativa intitulada «Small Affordable

Cars» [Carros Pequenos a Preços Acessíveis,

em português]. Menos burocracia, menos regras»,

afirmou. A ideia não é inédita e foi recuperada

dos tempos pós-Segunda Guerra Mundial, em que

a escassez de recursos levou ao desenvolvimento

de microcarros, para duas pessoas. Estes veículos

tornaram-se populares até aos anos 60, quando a

recuperação económica permitiu que as famílias

voltassem a comprar carros convencionais.

Agora, von der Leyen acredita que a medida poderá

impulsionar a produção de veículos mais económicos

e competitivos fabricados na Europa e será a forma

de fazer frente à investida da indústria chinesa, pois,

segundo a mesma, “não podemos deixar que a China

e outros conquistem este mercado”. O objetivo é

desenvolver um automóvel elétrico que seja eficiente,

económico e produzido na Europa, com cadeias

de fornecimento locais. Será, assim, um sucessor de

modelos como o Volkswagen Carocha, Renault 4

e Citroën 2CV, que no pós-guerra possibilitaram à

Europa continuar em movimento.

Estratégias das marcas

Enquanto não se chega a um consenso, na Europa,

sobre o que se irá ou não fazer, as marcas já foram

traçando o seu caminho, para tentar sobreviver às

metas impostas. A Volkswagen entrou no mercado

low-cost, com um preço de entrada nos VE que se

O que está em jogo

é nada mais nada

menos do que a

sobrevivência da

indústria automóvel

europeia, amplamente

considerada como

a espinha dorsal

da economia do

continente, apoiando

mais de 13 milhões

de empregos diretos

e indiretos

espera que ronde os 25.000€, com o ID.Cross. Em

sentido inverso, segue a BMW, que aposta num segmento

mais premium, como Neue Klasse iX3, que

deixa de ser um SUV, para ser um «sports activity

vehicle», anunciando mais de 800 km de autonomia

e conferindo um novo estatuto à «era elétrica».

Já a Renault opta por fazer escolhas mais práticas:

a partir do próximo ano passará a utilizar novas

baterias lítio-ferro-fosfato, adequadas para carros

pequenos e médios, que além de menos dispendiosas,

consomem menos energia. A Mercedes-Benz e

a Audi escolhem cortar custos e reestruturar operações,

ao passo que todo o grupo Stellantis, como já

foi mencionado, abandonou o compromisso «Dare

Forward 2030», de apenas vender veículos elétricos

em 2030.

Ainda há saída?

A eletrificação, a inteligência artificial e a urgência

ambiental estão a redesenhar o conceito de mobilidade,

a economia global e o emprego. O automóvel

do futuro já não é apenas um meio de transporte — é

a peça central de uma revolução tecnológica e energética.

A Europa ainda tem opções, mas a janela está

quase a fechar-se e é preciso agir depressa. A China

está a avançar rapidamente, a pressão regulamentar

vai apertando, os custos não param de aumentar

e os empregos já estão a diminuir. Fala-se muito,

mas certezas ainda há poucas. Não se pode parar

e perder tempo. É preciso decidir depressa, ou esta

será apenas a crónica de uma morte anunciada da

indústria automóvel europeia. Irá a Europa agir com

a brevidade necessária? Se isso nos deixa descansados,

Ursula von der Leyen garante que “o futuro dos

carros e os carros do futuro tem de ser construído na

Europa”. Aguardemos.

188 Top100 Aftermarket 2025


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100

MERCADO

DISTRIBUIDORES

DE REPINTURA

Os 25 maiores distribuidores de repintura faturaram em 2024 97,2 milhões de euros,

mais 4,3% que no ano anterior, registando um crescimento inferior ao de 2023.

Empregam 487 trabalhadores, tendo a produtividade média aumentado para 200 mil euros

por trabalhador, já que o emprego não acompanhou o crescimento da faturação (+2,7%)

O

mercado

de repintura automóvel

tem passado por uma profunda

transformação, impulsionada

pela necessidade de maior eficiência,

sustentabilidade e modernização

tecnológica. As oficinas procuram

hoje soluções que permitam rentabilizar tempo e

recursos, com produtos de secagem rápida e sistemas

que otimizam os processos. Esta tendência

reflete-se também na atuação dos distribuidores,

que devem oferecer produtos e tecnologias capazes

de responder à escassez de mão de obra

e às crescentes exigências ambientais.

O avanço de ferramentas como o espectrofotómetro

e softwares de gestão de cores tem revolucionado

o setor, reduzindo erros, desperdícios e

tempos de trabalho. Paralelamente, a evolução

de equipamentos — como pistolas especializadas,

polidoras ergonómicas e cabines de pintura

mais eficientes — tem tornado o processo de

repintura mais sustentável e produtivo.

Outro ponto crítico é a digitalização. Oficinas

que adotam sistemas de gestão integrados

destacam-se pela capacidade de planeamento,

controlo de stocks, orçamentação e comunicação

com fornecedores. Os distribuidores desempenham

aqui um papel determinante, fornecendo

não apenas produtos, mas também suporte técnico

e soluções digitais que ajudem as oficinas

a modernizar-se.

O mercado também tem assistido à consolidação

de grandes grupos de oficinas, o que exige dos

distribuidores uma organização e qualidade de

serviço cada vez maiores. No entanto, as oficinas

independentes continuam a ser a base do setor

e não podem ser esquecidas. É fundamental

apoiá-las na adoção de práticas mais eficientes

e sustentáveis, garantindo que possam competir

num mercado em rápida evolução.

Por fim, a escassez de mão de obra e a falta de

rejuvenescimento do setor impõem um desafio

adicional. Investir na formação e na valorização

dos profissionais será essencial para garantir o

futuro da repintura automóvel.

O exercício de 2024 confirmou recuperação da

situação financeira:

• Excelentes Resultados Líquidos mantendo valores

elevados das Rentabilidades, melhorando

os do exercício anterior: 6,2% das Vendas e

10,6% dos Capitais

• Unicamente uma empresa com Resultados

Negativos.

• Autonomia Financeira elevada: 58,8% dos

Ativos financiados por Capitais Próprios. É o

setor Distribuidor com maior incidência do VAB

sobre o Volume de Negócios: 24,9%.

A Autoflex lidera em todos os critérios quantitativos,

exceto na criação de emprego onde

as Tintas Silaca surgem como o maior empregador.

190 Top100 Aftermarket 2025


TOP 25

MAIORES DISTRIBUIDORES REPINTURA

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓP. 2024 VAB 2024 Nº TRAB. 2024

1 AUTOFLEX, LDA AVEIRO 8.972 8.524 10.471 1.124 10.106 2.369 24

2 LTINTAS, LDA. SETÚBAL 7.573 6.918 6.314 418 3.510 1.653 27

3 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. COIMBRA 7.554 7.751 7.543 652 5.124 1.343 9

4 QUIMIRÉGUA, LDA. VILA REAL 7.380 6.140 10.469 955 6.518 1.993 31

5 PORTEPIM, S.A. COIMBRA 7.282 6.535 9.055 530 7.851 1.235 6

6 COTEQ, S.A. BRAGA 5.386 4.937 3.944 312 3.273 1.188 26

7 CENTROCOR, LDA PORTO 4.865 3.924 5.106 280 3.918 1.161 26

8 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) LISBOA 4.731 4.578 5.551 340 4.792 1.386 26

9 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A. LISBOA 3.868 3.816 3.900 72 685 922 17

10 A. CLEMENTE, LDA (TINTAS SILACA ) PORTO 3.802 3.530 4.824 12 1.731 1.106 47

11 ROBERLO PORTUGAL, LDA. AVEIRO 3.749 3.505 1.713 -34 403 750 16

12 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA LISBOA 3.740 3.602 2.381 130 827 846 24

13 SOTINAR LISBOA, LDA. COIMBRA 3.435 2.915 1.593 250 704 895 15

14 IMPOESTE, S.A. LISBOA 3.052 3.260 4.943 0 287 870 19

15 SODICOR,S.A. LEIRIA 3.021 2.842 3.282 72 1.323 777 24

16 FANLAC, LDA LISBOA 2.897 2.912 3.406 32 573 890 27

17 LOVISTIN, LDA. VISEU 2.769 2.424 3.328 139 1.731 691 13

18 SOTINAR, LDA. COIMBRA 2.741 2.522 1.775 158 910 674 13

19 SOTINAR PORTO, LDA. PORTO 2.230 2.173 2.133 172 1.485 626 10

20 SOTINAR FEIRA, LDA. AVEIRO 2.095 1.889 1.509 215 1.366 630 7

21 GRAVITYPAINT, LDA. LISBOA 1.990 1.806 1.076 149 430 487 10

22 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) PORTO 1.971 1.247 2.438 119 1.059 552 11

23 SOTINAR DOIS, LDA. AVEIRO 1.950 1.874 2.277 214 2.146 582 9

24 ANTÓNIO SANTOS SOUSA, LDA. (MOZELTINTAS) AVEIRO 1.658 1.467 1.790 61 1.161 514 12

25 MEADELA, LDA. V. DO CASTELO 1.597 1.724 2.096 20 1.564 382 20

TOP 25

EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES REPINTURA

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 CRESC. VOL.NEG. 24/23 VOL. NEG. 2023 CRESC. VOL.NEG. 23/22 VOL. NEG. 2022 CRESC. VOL.NEG. 22/21 VOL. NEG. 2021

1 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) PORTO 1.971 58,1 1.247 20,0 1.039 8,8 955

2 CENTROCOR, LDA PORTO 4.865 24,0 3.924 9,3 3.591 10,5 3.250

3 QUIMIRÉGUA, LDA. VILA REAL 7.380 20,2 6.140 19,5 5.136 11,6 4.603

4 SOTINAR LISBOA, LDA. COIMBRA 3.435 17,8 2.915 10,5 2.639 25,0 2.112

5 LOVISTIN, LDA. VISEU 2.769 14,2 2.424 11,4 2.175 5,3 2.066

6 ANTÓNIO DOS SANTOS SOUSA, LDA. (MOZELTINTAS) AVEIRO 1.658 13,0 1.467 16,1 1.264 6,6 1.186

7 PORTEPIM, S.A. COIMBRA 7.282 11,4 6.535 8,3 6.036 2,6 5.882

8 SOTINAR FEIRA, LDA. AVEIRO 2.095 10,9 1.889 5,8 1.785 5,9 1.686

9 GRAVITYPAINT, LDA. LISBOA 1.990 10,2 1.806 24,8 1.447 23,7 1.170

10 LTINTAS, LDA. SETÚBAL 7.573 9,5 6.918 21,9 5.675 -22,3 7.301

11 COTEQ, S.A. BRAGA 5.386 9,1 4.937 20,5 4.098 19,3 3.435

12 SOTINAR, LDA. COIMBRA 2.741 8,7 2.522 8,1 2.334 6,3 2.195

13 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) PORTO 3.802 7,7 3.530 -10,2 3.930 8,5 3.621

14 ROBERLO PORTUGAL, LDA. AVEIRO 3.749 7,0 3.505 9,2 3.211 11,1 2.890

15 SODICOR,S.A. LEIRIA 3.021 6,3 2.842 22,2 2.326 11,8 2.080

16 AUTOFLEX, LDA AVEIRO 8.972 5,3 8.524 22,9 6.934 6,3 6.524

17 SOTINAR DOIS, LDA. AVEIRO 1.950 4,1 1.874 8,1 1.733 10,0 1.575

18 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. LISBOA 3.740 3,8 3.602 14,3 3.150 16,8 2.696

19 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) LISBOA 4.731 3,3 4.578 2,0 4.488 4,7 4.288

20 SOTINAR PORTO, LDA. PORTO 2.230 2,6 2.173 7,7 2.018 5,7 1.909

21 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A LISBOA 3.868 1,4 3.816 12,1 3.403 13,4 3.002

22 FANLAC, LDA LISBOA 2.897 -0,5 2.912 29,0 2.257 13,5 1.988

23 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. COIMBRA 7.554 -2,5 7.751 7,4 7.220 7,1 6.740

24 IMPOESTE, S.A. LISBOA 3.052 -6,4 3.260 -19,8 4.063 -14,0 4.725

25 MEADELA, LDA. V. DO CASTELO 1.597 -7,4 1.724 1,3 1.702 3,7 1.642

Top100 Aftermarket 2025

191


MERCADO TOP100

Joana Silva, da Autoflex,

recebeu o troféu 1º Classificado

do Quadro de Honra Distribuidores

de Repintura

Nº EMPRESA PONTUAÇÃO CRITÉRIOS

1 AUTOFLEX 62

TOP 10

QUADRO

DE HONRA

DISTRIBUIDORES

REPINTURA

POR CRITÉRIO

2 SOTINAR FEIRA 50

3 SOTINAR DOIS 46

4 CENTROCOR 45

5 JCCOR 45

6 ACRILAC 43

7 SOTINAR LISBOA 41

8 COTEQ 36

9 GRAVITYPAINT 32

10 SOTINAR 30

192 Top100 Aftermarket 2025


TOP 10

DISTRIBUIDORES

REPINTURA

POR CRITÉRIO

Nº EMPRESA

CRESCIMENTO

VOLUME NEGÓCIOS

1 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 58,1

2 CENTROCOR, LDA. 24,0

3 SOTINAR LISBOA, LDA. 17,8

4 SOTINAR FEIRA, LDA. 10,9

5 GRAVITYPAINT, LDA. 10,2

6 COTEQ, S.A. 9,1

7 SOTINAR, LDA. 8,7

8 SODICOR,S.A. 6,3

9 AUTOFLEX, LDA. 5,3

10 SOTINAR DOIS, LDA. 4,1

Nº EMPRESA

GERAÇÃO

EMPREGO

1 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 5

2 CENTROCOR, LDA 4

3 AUTOFLEX, LDA 2

4 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. 2

5 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 1

6 SOTINAR LISBOA, LDA. 1

7 GRAVITYPAINT, LDA. 1

8 PORTEPIM, S.A. 0

9 SOTINAR FEIRA, LDA. 0

10 SOTINAR DOIS, LDA. 0

Nº EMPRESA

RENTABILIDADE

VOLUME NEGÓCIOS

1 AUTOFLEX, LDA 12,5

2 SOTINAR DOIS, LDA. 11,0

3 SOTINAR FEIRA, LDA. 10,3

4 GRAVITYPAINT, LDA. 7,5

5 SOTINAR LISBOA, LDA. 7,3

6 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 7,2

7 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 6,0

8 COTEQ, S.A. 5,8

9 SOTINAR, LDA. 5,8

10 CENTROCOR, LDA 5,8

Nº EMPRESA

CAPITAL

PRÓPRIO

1 AUTOFLEX, LDA 10.106

2 PORTEPIM, S.A. 7.851

3 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 4.792

4 CENTROCOR, LDA 3.918

5 COTEQ, S.A. 3.273

6 SOTINAR DOIS, LDA. 2.146

7 SOTINAR FEIRA, LDA. 1.366

8 SOTINAR, LDA. 1.323

9 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 1.059

10 SOTINAR, LDA. 910

Nº EMPRESA

AUTONOMIA

FINANCEIRA

1 AUTOFLEX, LDA 96,5

2 SOTINAR DOIS, LDA. 94,2

3 SOTINAR FEIRA, LDA. 90,5

4 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 86,3

5 COTEQ, S.A. 83,0

6 CENTROCOR, LDA 76,7

7 SOTINAR, LDA. 51,3

8 SOTINAR LISBOA, LDA. 44,2

9 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 43,4

10 SODICOR,S.A. 40,3

Nº EMPRESA

PRODUTIVIDADE

REAL

1 AUTOFLEX, LDA 98,7

2 SOTINAR FEIRA, LDA. 90,0

3 SOTINAR DOIS, LDA. 64,7

4 SOTINAR LISBOA, LDA. 59,7

5 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 53,3

6 SOTINAR, LDA. 51,8

7 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 50,2

8 GRAVITYPAINT, LDA. 48,7

9 COTEQ, S.A. 45,7

10 CENTROCOR, LDA 44,7

Top100 Aftermarket 2025

193


REPINTURA

Posição ranking

100

Volume faturação 2024

€8.972.000

Autoflex

A

Autoflex é atualmente uma referência sólida no setor da repintura automóvel

em Portugal, destacando-se pela combinação entre inovação

tecnológica, formação contínua e um serviço de proximidade ao cliente.

Com 12 pontos de venda distribuídos pelo norte, centro do país e também na

Madeira, o grupo emprega cerca de 80 colaboradores altamente qualificados,

assegurando uma cobertura geográfica eficaz e um acompanhamento técnico-

-comercial próximo das oficinas parceiras. A empresa apresenta uma oferta diversificada

e abrangente de tintas, consumíveis e equipamentos para o mercado

da repintura automóvel. No segmento de tintas, a Autoflex disponibiliza sistemas

de pintura da marca Spies Hecker, nomeadamente Hi-TEC, Hi-FLX e Syrox,

reconhecidos pela sua qualidade e desempenho. O portefólio é complementado

com as marcas Kensay e Caarq, que reforçam a gama de produtos de pintura,

e com uma seleção de marcas de referência em “non paints”, como 3M, Indasa

e Caarq. No que respeita a equipamentos, a Autoflex representa as prestigiadas

marcas Rupes e Festool, sinónimo de fiabilidade e eficiência. Em 2025, a empresa

reforçou a sua aposta em produtos de secagem rápida, apresentando duas

importantes inovações: o Permasolid Speed-TEC HS Speed Surfacer 5500 e o

Permasolid Speed-TEC HS Speed Clear Coat 8820. Estes produtos permitem um

processo de secagem mais célere, sem necessidade de recurso à secagem forçada,

o que se traduz numa redução significativa do consumo energético e numa maior

sustentabilidade das operações oficinais. A formação tem sido, desde sempre, um

pilar estratégico da Autoflex. Ao longo dos seus 25 anos de atividade, o grupo tem

investido intensamente no desenvolvimento de competências técnicas, tanto das

suas equipas internas como dos seus clientes. No centro de formação em Fiães,

são promovidas ações que abordam desde a introdução de novas ferramentas

digitais de gestão oficinal até à utilização de equipamentos de última geração.

Esta aposta contínua em formação reflete-se na qualidade do serviço prestado e

na fidelização dos clientes. A digitalização é outro eixo central na estratégia da

Autoflex. A empresa tem vindo a implementar soluções inovadoras que integram

todas as fases do processo de repintura e gestão oficinal. O serviço de assistência

técnica da Autoflex é outro elemento diferenciador. A empresa privilegia uma

relação de parceria com os clientes, baseada na confiança, na partilha de conhecimento

e na cooperação contínua para melhorar a rentabilidade das oficinas. As

ações de formação técnica e de gestão são adaptadas às necessidades específicas

de cada cliente e podem ser realizadas nas suas próprias instalações ou nos centros

de formação da Autoflex e Spies Hecker. Apesar de um contexto de mercado

desafiante, marcado pela concorrência e por sinais de estagnação, a Autoflex

mantém uma perspetiva otimista. A empresa prevê para 2025 um crescimento

entre 4% e 5%, superando os resultados de 2024 e confirmando a sua trajetória

de evolução sustentada, assente em inovação, eficiência e proximidade ao cliente.

Gerentes Manuel Alves da Silva e António Alves da Silva

Morada Avenida da Zona Industrial, 80 4505-222 Fiães

Telefone 963 405 792 // Email autoflex@autoflex.pt // Site www.autoflex.pt

194

TOP100 AFTERMARKET 2025



REPINTURA

Posição ranking

100

Volume faturação 2024

€7.573.000

LTintas

Com quase meio século de história, a LTintas é hoje uma referência incontornável

no setor da repintura automóvel em Portugal. Fundada em 1978,

a empresa começou a sua atividade numa pequena loja na margem sul

do Tejo e, desde então, construiu um percurso sólido sustentado em três pilares

fundamentais: serviço, qualidade e proximidade com os parceiros. Atualmente,

conta com cinco lojas e uma rede consolidada que reflete o seu compromisso com

a excelência e a inovação. Distribuidora de marcas premium como 3M, Indasa,

Spies Hecker e Syrox (do Grupo Axalta), a LTintas distingue-se pela capacidade

de oferecer soluções completas às oficinas de repintura. “Todas as necessidades

que uma oficina tem, nós damos resposta”, afirma Bruno Pereira, diretor-geral

da empresa. Essa resposta vai desde produtos de gama premium a linhas mais

acessíveis, equilibrando qualidade e competitividade num mercado cada vez mais

exigente. A formação é outro dos pilares estratégicos da LTintas. O centro de

formação em Santa Marta de Corroios é hoje um verdadeiro espaço de inovação,

equipado com as mais recentes tecnologias e ferramentas do setor. Ali realizam-se

formações técnicas, demonstrações de produtos e workshops que atualizam os

profissionais sobre novas práticas e equipamentos. Além disso, a empresa promove

formações on-job, diretamente nas oficinas, acompanhando de perto os desafios

diários dos clientes e recolhendo informações para melhorar continuamente a sua

oferta. A proximidade com os clientes é reforçada pelo acompanhamento técnico

e pela aposta em ferramentas digitais. A LTintas tem sido um agente ativo na

digitalização das oficinas, nomeadamente através da implementação dos softwares

AIM e Phoenix, da Spies Hecker — uma plataforma online de gestão de cores,

stocks e obras, que permite maior controlo e rentabilidade na operação diária. A

parceria com a Spies Hecker, principal marca representada pela LTintas, é considerada

essencial para o crescimento da empresa. “Trabalhamos com parcerias

fortes. Não vendemos por preço, mas por qualidade. A Spies Hecker é um parceiro

que nos apoia no investimento nas oficinas, seja em equipamentos, formação ou

melhoria de imagem”, destaca o diretor-geral. A digitalização do setor, segundo

Bruno Pereira, é um caminho inevitável e já amplamente adotado, inclusive

por oficinas de menor dimensão. Nos últimos anos, a empresa também apostou

fortemente na área de equipamentos de chapa, um segmento que tem registado

excelentes resultados. Essa diversificação permite à LTintas oferecer uma solução

ainda mais completa às oficinas de colisão, respondendo às novas exigências do

mercado. Para Bruno Pereira, o segredo do sucesso passa por encurtar distâncias

entre o retalhista e o cliente. “Hoje, o cliente quer preço, rapidez e qualidade.

O nosso papel é mostrar como os produtos premium permitem fazer o trabalho

mais rápido, com menos energia e maior rentabilidade”, explica. Com o lema

“Temos experiência, garantimos soluções!”, a LTintas continua a olhar para o

futuro com a mesma energia que a viu nascer.

Diretor geral Bruno Pereira

Morada Rua Joaquim Pires Jorge, nº3, Parque Industrial do Feijó - 2810-083 Almada

Telefone 212 588 200 // Email geral@ltintas.pt // Site www.ltintas.pt

196

TOP100 AFTERMARKET 2025



REPINTURA

Posição ranking

100

Volume faturação 2024

€7.380.000

Quimirégua

A

Quimirégua é uma empresa que, desde a sua fundação, tem pautado

a sua atuação por uma gestão criteriosa e responsável de todos os seus

ativos, garantindo a sustentabilidade do negócio e o cumprimento rigoroso

de todos os compromissos assumidos. Esta postura sólida e transparente

permitiu-lhe construir ao longo dos anos uma relação de confiança e equilíbrio

com parceiros e clientes, assegurando a rentabilidade e a estabilidade financeira

da organização. Atualmente, a Quimirégua apresenta uma gama de produtos

amplamente diversificada, o que lhe permite posicionar-se como um fornecedor

global para oficinas de repintura automóvel, oferecendo soluções tanto

na área de produtos “painting” como “non-painting”, além de equipamentos

especializados. A empresa encontra-se num processo de modernização das suas

instalações, com destaque para a conclusão do novo showroom, que representa

um marco importante na sua evolução. A construção de um segundo piso

aumentou significativamente a capacidade de armazenamento e possibilitou

a criação de áreas operacionais dedicadas, reforçando a eficiência e a resposta

às exigências do mercado. Paralelamente, a Quimirégua está a investir fortemente

na digitalização dos seus processos, com o desenvolvimento de um

novo website totalmente adaptado às necessidades dos clientes, permitindo a

realização de requisições, consulta de produtos e acompanhamento em tempo

real das encomendas. Com um serviço de entregas ágil e uma equipa dedicada

de colaboradores, a empresa garante a distribuição diária das mercadorias, o

que, aliado ao seu serviço técnico especializado, diferencia a Quimirégua da

concorrência e fortalece a relação de proximidade e confiança com os clientes.

Segundo o gerente Armando Musqueira, o foco está menos em conquistar novos

clientes e mais em fidelizar os existentes, garantindo-lhes níveis de satisfação

elevados e uma parceria duradoura. A Quimirégua trabalha exclusivamente

com marcas premium, assegurando a máxima qualidade em todos os processos

e produtos fornecidos. A aposta num serviço pós-venda diferenciado é outro

pilar estratégico, combinando a competência dos colaboradores com a rapidez

na resolução de situações, fatores que têm um peso determinante nas parcerias

estabelecidas. Apesar dos desafios impostos pela inflação e pela instabilidade

económica, a empresa mantém uma visão otimista e confiante no futuro. Especializada

no setor da repintura automóvel, a Quimirégua fornece todos os

produtos necessários a uma oficina, garantindo soluções completas, mesmo

quando o artigo não se encontra em stock. A aposta contínua na qualidade é

um dos segredos da sua longevidade, reforçada pelo acompanhamento técnico

prestado aos clientes. Com o armazém central localizado no Porto, a Quimirégua

assegura a logística de todas as operações, realizando entregas diárias

com frota própria e um apoio constante da equipa comercial. Para Armando

Musqueira, a evolução tecnológica e a digitalização do setor são inevitáveis,

mas a verdadeira essência do sucesso continua a residir na proximidade e no

apoio permanente ao cliente.

Gerentes Armando Musqueira e José Manuel Magalhães

Morada Edifício Torre do Sol, Avenida Sacadura Cabral 5050-071 Peso da Régua

Telefone 254 312 073 // Email geral@quimiregua.pt // Site www.quimiregua.pt

198

TOP100 AFTERMARKET 2025


Os nossos parceiros:

Tudo para a

Repintura Automóvel,

mais perto de si.


REPINTURA

Posição ranking

100

Volume faturação 2024

€5.386.000

Coteq

A

Coteq é uma empresa com mais de três décadas de experiência no setor

da repintura automóvel, destacando-se pela solidez das suas infraestruturas,

pela competência da sua equipa e pela capacidade de adaptação

às exigências de um mercado em constante evolução. Localizada em Braga, a

empresa dispõe de um espaço comercial com cerca de 1.000 m², que integra

loja, armazém e escritórios administrativos. Junto a estas instalações encontra-se

o seu centro de treino, composto por duas áreas independentes: uma sala teórica

e uma sala prática equipada com laboratório de tintas, zona de preparação e

cabine de pintura. Este centro, com mais de 30 anos de existência, é um pilar

essencial na atualização técnica da equipa e dos seus clientes. Com uma equipa

de 25 profissionais distribuídos pelos departamentos logístico, comercial, técnico

e administrativo, a Coteq assegura uma resposta completa e eficiente às necessidades

das oficinas de repintura automóvel. Além da loja de Braga, responsável

pelas regiões do Minho e Alto Minho, a empresa conta com uma rede de distribuidores

que cobrem outras zonas geográficas do país, com pontos de venda

em Vila do Conde, Porto, Paços de Ferreira, Vila Real e Chaves. A sua oferta

abrange toda a gama de produtos necessários à repintura automóvel — desde a

preparação ao acabamento —, excluindo apenas equipamentos pesados, como

compressores e cabines de pintura. O portefólio da Coteq é vasto e completo,

mas mantém-se em constante evolução, incorporando inovações tecnológicas que

aumentam a rentabilidade e a eficiência das oficinas. Novos abrasivos, vernizes

energeticamente mais eficientes e soluções de secagem rápida são exemplos de

uma renovação contínua que impulsiona o setor. O centro de treino assume um

papel fundamental neste processo, não só na formação de clientes, mas também

no aperfeiçoamento técnico e comercial da própria equipa. Dada a escassez

de mão de obra nas oficinas, muitas ações de formação são hoje realizadas “on

job”, com técnicos da Coteq a acompanharem os pintores diretamente nos seus

locais de trabalho. A digitalização é outro marco na evolução da empresa. A

gestão técnica e comercial é totalmente suportada por um sistema de CRM, que

elimina o uso de papel e integra funcionalidades como encomendas, relatórios,

prospeção e consulta de catálogos. A Coteq diferencia-se igualmente pelo seu

serviço de proximidade. A maioria das entregas é realizada diretamente pela

empresa, garantindo rapidez, fiabilidade e um contacto próximo com o cliente.

O apoio técnico é outro fator distintivo: os técnicos atuam como consultores,

acompanhando os pintores no seu dia a dia, com o objetivo de otimizar processos,

reduzir repinturas e aumentar a rentabilidade das operações. Com uma

trajetória marcada pela consistência, inovação e dedicação, a Coteq continua a

consolidar-se como uma referência no setor da repintura automóvel em Portugal.

Como sublinha Gil Oliveira, “manter a consistência é difícil, mas acreditamos

que estamos no caminho certo — temos é que ser consistentes”.

Administrador Manuel Oliveira

Morada Rua do Mazagão, 78 – 4705-074 Aveleda Braga

Telefone 253 670 663 // Email geral@coteq.pt // Site www.coteq.pt

200

TOP100 AFTERMARKET 2025



REPINTURA

Posição ranking

100

Volume faturação 2024

€4.865.000

Centrocor

A

Centrocor, com sede em Penafiel e uma segunda loja em Guimarães,

conta atualmente com uma equipa de 27 colaboradores distribuídos

pelas áreas administrativa, armazém, vendas e técnica. Desde a sua

fundação, a empresa tem-se dedicado à comercialização de produtos premium,

oferecendo uma excelente relação qualidade/preço, com o objetivo de

maximizar a rentabilidade das oficinas no seu dia-a-dia. Graças a um amplo

portfólio de soluções e à significativa capacidade de armazenamento nas novas

instalações, a Centrocor consegue atender às necessidades específicas de

cada cliente, mantendo um esforço constante em assegurar a melhor relação

qualidade/preço e contribuindo para níveis superiores de eficiência e excelência.

Nos últimos anos, a empresa tem introduzido regularmente novidades

no mercado, todas testadas previamente pela equipa técnica, garantindo que

os produtos lançados representam uma mais-valia real para os profissionais.

A monitorização contínua das necessidades e desafios dos clientes permite à

Centrocor apresentar soluções ajustadas à realidade diária das oficinas, sem

planos imediatos de expansão das linhas de produtos. A formação constitui

um pilar fundamental da empresa. Além da capacitação interna dos colaboradores,

a Centrocor proporciona aos clientes programas de aprendizagem

sobre mecatrónica, técnicas de polimento, novas tecnologias de reparação de

bate-chapas, manutenção de veículos híbridos e elétricos, bem como sistemas

de ar-condicionado. As novas instalações incorporam uma sala de formação

e um centro de treino totalmente equipados, refletindo a visão da empresa

em oferecer formação prática e atualizada, essencial para que as oficinas se

mantenham competitivas face às constantes mudanças do setor. Desde cedo,

a Centrocor implementou a digitalização dos processos de encomenda e faturação,

bem como soluções internas de gestão de stock e armazenamento,

otimizando técnicas de picking e outras metodologias. A loja online contribui

para o crescimento a nível nacional e reforça o reconhecimento da empresa

como referência no mercado. Recentemente, a estruturação das entregas passou

a combinar estafetas próprios com transportadoras parceiras, aumentando

a rapidez e a abrangência geográfica, garantindo satisfação imediata dos

clientes. O serviço de assistência técnica distingue a Centrocor no mercado,

abrangendo manutenção e reparação de equipamentos oficinais e acompanhamento

especializado na área de pintura, sempre com foco na qualidade,

segurança e otimização de processos. A estratégia de adaptação ao mercado

baseia-se na antecipação de desafios e oportunidades, através de presença em

feiras nacionais e internacionais, monitorização de tendências e avaliação

de produtos e serviços inovadores que beneficiem os clientes. A trajetória da

Centrocor tem refletido uma evolução positiva nos indicadores de faturação,

consolidando a sua posição como referência de excelência no setor automóvel.

Diretor geral Álvaro Magalhães

Morada Av. S. Mamede, 194, 4560-800 S. Mamede Recesinhos, Penafiel

Telefone 255 730 000 // Email geral@centrocor.pt // Site www.centrocor.pt

202

TOP100 AFTERMARKET 2025


SOLUÇÕES PARA A

REPARAÇÃO AUTOMÓVEL

MÁQUINAS

FERRAMENTAS TINTAS SERVIÇOS

PENAFIEL, PORTO

Avenida S. Mamede 194

4560-800 S. Mamede Recesinhos

Tlf: 255 730 000

CREIXOMIL, GUIMARÃES

Rua dos Cutileiros, 3046

4835-044 Creixomil

Tlf: 253 416 055

WWW.CENTROCOR.PT


REPINTURA

Posição ranking

21º

100

Volume faturação 2024

€1.990.000

GravityPaint

A

GravityPaint afirma-se hoje como uma referência sólida no setor da

repintura automóvel, distinguindo-se pela sua capacidade de oferecer

soluções completas e integradas às oficinas de chapa e pintura. Constituída

por dois armazéns com cerca de 450 m² cada, a empresa organiza a

sua operação de forma altamente eficiente: o armazém AF centraliza toda a

logística, receção e expedição de mercadorias, além de acolher os escritórios da

empresa, enquanto o armazém AG abriga o Centro de Formação e o moderno

Showroom, onde são apresentadas as mais recentes tecnologias e soluções do

setor. Atualmente, a equipa é composta por 11 colaboradores que, segundo

Mário Ferreira, diretor geral da GravityPaint, formam uma estrutura ágil e

especializada, capaz de responder às exigências crescentes do mercado. Um

dos marcos mais significativos na trajetória recente da empresa foi a obtenção

da certificação ISO 9001:2015, atribuída pela TÜV NORD CERT GmbH.

Este reconhecimento confirma o compromisso da GravityPaint com a melhoria

contínua dos seus processos de gestão e garante a conformidade com os mais

rigorosos padrões internacionais de qualidade. Com oito anos de presença

consolidada, a GravityPaint tem vindo a expandir continuamente o seu portefólio

de tintas, consumíveis e equipamentos, procurando ser um parceiro global

para as oficinas, oferecendo soluções “de A a Z”. Esta abordagem abrangente,

que cobre desde os sistemas de pintura até aos equipamentos de apoio técnico

e de formação, tem permitido à empresa posicionar-se como uma das mais

completas no setor da colisão automóvel. Atenta à evolução tecnológica e às

necessidades dos seus clientes, a empresa prepara o lançamento de novos equipamentos

dedicados à área da colisão já no próximo ano, reforçando a sua

aposta na inovação. A formação é um dos pilares estratégicos da GravityPaint.

A empresa acredita que o sucesso e a competitividade dependem da atualização

constante de conhecimentos e competências. Em 2025, foram já realizadas diversas

formações técnicas e a recetividade dos clientes tem sido muito positiva,

refletindo a valorização crescente da formação profissional no setor. No campo

da digitalização, a GravityPaint tem investido fortemente na modernização dos

seus processos. Está na reta final do desenvolvimento do novo site institucional

e da loja online, que irão facilitar o acesso dos clientes aos produtos e serviços

da marca. No âmbito logístico, destaca-se a implementação de um inovador

sistema de picking e armazenamento, que veio otimizar a eficiência operacional

e reduzir os tempos de resposta. O serviço de entregas é outro ponto forte da

empresa, com uma cobertura eficiente e fiável. A GravityPaint realiza entregas

bi-diárias com viaturas próprias em todo o distrito de Lisboa e assegura o envio

rápido por transportadora para clientes localizados noutras regiões. O serviço

pós-venda é também uma das grandes apostas da empresa, distinguindo-se pela

assistência técnica certificada nas principais marcas do mercado.

Diretor geral Mário Rui Ferreira

Morada Rua da Bica, Nº17 - Núcleo Empresarial da Venda do Pinheiro II - Armazém AF – 2665-608 Venda do Pinheiro

Telefone 261092574 // Email geral@gravitypaint.pt // Site www.gravitypaint.pt

204

TOP100 AFTERMARKET 2025


261092 574 www.gravitypaint.pt geral@gravitypaint.pt

Rua da Bica, Nº 17 | Núcleo Empresarial da Venda do Pinheiro II - Armazém AF • 2665-608 Venda do Pinheiro


100

MERCADO

DISTRIBUIDORES

DE PNEUS

As 17 empresas incluídas na listagem, faturaram 323 milhões de euros,

com crescimento de 7,2%. A produtividade elevou até 740 mil euros por trabalhador,

em consequência do crescimento do emprego, que é de 436 trabalhadores

a menor ritmo (5,1%) que o da faturação

O

mercado de distribuição de pneus

em Portugal atravessa uma fase de

crescimento estável, impulsionada

pelo aumento do parque automóvel

e pela maior quilometragem

média dos veículos em circulação. Apesar deste

cenário favorável em termos de volume de vendas,

a rentabilidade do setor continua sob forte

pressão, evidenciando um desfasamento entre o

crescimento do negócio e o retorno financeiro

efetivo das empresas.

A expansão do mercado não tem significado,

necessariamente, um aumento proporcional dos

lucros. Muitos retalhistas e oficinas especializadas

enfrentam margens reduzidas, resultantes de custos

operacionais crescentes e de uma concorrência

cada vez mais intensa. Entre os principais fatores

que explicam este desequilíbrio destacam-se a crescente

pressão regulamentar, sobretudo nas áreas

ambiental e de segurança, que exige investimentos

contínuos em conformidade legal; a escassez

de profissionais qualificados, que eleva os custos

laborais; e a necessidade de digitalização dos processos,

que requer novas ferramentas tecnológicas

e formação constante.

Apesar destes desafios, o setor apresenta fundamentos

sólidos e um potencial de crescimento sustentável.

O aumento do número e da diversidade

de veículos — nomeadamente a popularização

dos SUVs e dos modelos eletrificados —, aliado à

maior quilometragem percorrida e à procura por

serviços especializados, assegura um mercado de

substituição dinâmico e de procura estável.

Para converter o crescimento em rentabilidade,

as empresas devem apostar na otimização dos

processos, na formação e retenção de talento, na

diversificação de serviços e numa gestão financeira

rigorosa. A capacidade de adaptação tecnológica

e estratégica será determinante.

Incluímos nesta edição os Distribuidores de Pneus

que tem atividade importadora de marcas, mesmo

que a dimensão não seja muito elevada. Não se

incluem, ao contrário da opção seguida para a

Distribuição de Peças, os Distribuidores que utilizam

marcas de outros importadores.

No exercício de 2024, a Autonomia Financeira foi

de 53,4% dos Ativos financiados pelos Capitais

Próprios, valor elevado para um setor comercial,

mas ligeiramente inferior ao do ano passado. Unicamente

uma empresa teve prejuízos, sendo que

as rentabilidades médias diminuíram ligeiramente

para 4,1% do Volume de Negócios e 10,4% dos

Capitais. A S. José Pneus lidera em todos os indicadores

quantitativos.

206 Top100 Aftermarket 2025


TOP 17

MAIORES DISTRIBUIDORES DE PNEUS

Nº EMPRESA CONCELHO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓPRIO 2024 Nº TRAB. 2024

1 S. JOSÉ PNEUS, LDA. CANTANHEDE 89.187 77.536 63.500 6.840 51.750 75

2 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. V. N. POIARES 42.707 41.626 38.085 1.349 16.822 56

3 NEX TYRES, SUCURSAL PORTUGAL V. F. DE XIRA 37.485 34.414 18.980 618 1.155 22

4 DISPNAL PNEUS, S.A. PENAFIEL 35.399 38.168 24.381 1.263 20.297 42

5 R.S. CONTRERAS, LDA. OEIRAS 17.540 16.106 10.071 439 4.566 28

6 TIRSO PNEUS, LDA. SANTO TIRSO 17.183 15.665 10.144 5 1.730 11

7 TIRESUR PORTUGAL, LDA. ALVERCA 15.032 14.090 12.837 409 2.470 19

8 PNEUS CRUZEIRO, LDA. P. DO LANHOSO 14.580 12.746 14.561 291 5.528 20

9 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. LISBOA 12.830 12.638 7.793 1.127 5.545 21

10 AGUESPORT, LDA. ÁGUEDA 7.742 8.764 10.416 -240 4.079 19

11 PRISMANIL, LDA. GUIMARÃES 6.520 5.939 3.162 465 1.990 10

12 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) BEJA 5.064 4.798 4.317 172 2.507 23

13 TUGA PNEUS, LDA. PORTO 4.973 5.078 3.105 13 399 13

14 CHAVECA E JANEIRA, LDA. FARO 4.691 4.250 3.734 149 2.597 38

15 RODRIGUES E FILHOS, LDA. BRAGA 4.620 3.589 6.711 55 3.250 20

16 PNEURAMA, LDA. PAREDES 4.453 3.227 3.473 185 1.729 12

17 PSI PNEUS, LDA. COIMBRA 3.090 2.753 3.131 117 929 7

TOP 17

EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES DE PNEUS

Nº EMPRESA CONCELHO VOL. NEG. 2024 CRESC. VOL.NEG. 24/23 VOL. NEG. 2023 CRESC. VOL.NEG. 23/22 VOL. NEG. 2022 CRESC. VOL.NEG. 22/21 VOL.NEG. 2021

1 PNEURAMA, LDA. PAREDES 4.453 38,0 3.227 -11,7 3.653 46,9 2.487

2 RODRIGUES E FILHOS , LDA. BRAGA 4.620 28,7 3.589 9,4 3.281 23,1 2.665

3 S. JOSÉ PNEUS, LDA. CANTANHEDE 89.187 15,0 77.536 0,8 76.953 21,0 63.575

4 PNEUS CRUZEIRO, LDA. P. DO LANHOSO 14.580 14,4 12.746 -1,6 12.956 18,4 10.941

5 PSI PNEUS, LDA. COIMBRA 3.090 12,2 2.753 32,2 2.083 25,9 1.655

6 CHAVECA E JANEIRA, LDA. FARO 4.691 10,4 4.250 -0,5 4.273 12,0 3.814

7 PRISMANIL, LDA. GUIMARÃES 6.520 9,8 5.939 20,8 4.915 44,7 3.397

8 TIRSO PNEUS, LDA. SANTO TIRSO 17.183 9,7 15.665 17,1 13.374 10,0 12.157

9 NEX TYRES, SUCURSAL PORTUGAL V. F. DE XIRA 37.485 8,9 34.414 -3,3 35.596 41,9 25.094

10 R.S. CONTRERAS, LDA. OEIRAS 17.540 8,9 16.106 4,5 15.415 17,0 13.177

11 TIRESUR PORTUGAL, LDA. ALVERCA 15.032 6,7 14.090 -4,4 14.741 24,8 11.811

12 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) BEJA 5.064 5,5 4.798 -4,7 5.033 49,6 3.364

13 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. V. N. POIARES 42.707 2,6 41.626 1,5 41.011 1,6 40.363

14 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. LISBOA 12.830 1,5 12.638 -6,2 13.478 42,7 9.447

15 TUGA PNEUS, LDA. PORTO 4.973 -2,1 5.078 18,0 4.304 19,5 3.601

16 DISPNAL PNEUS, S.A. PENAFIEL 35.399 -7,3 38.168 10,5 34.544 18,5 29.147

17 AGUESPORT, LDA. ÁGUEDA 7.742 -11,7 8.764 -17,3 10.600 7,0 9.905

Top100 Aftermarket 2025

207


MERCADO TOP100

Luís Aniceto,

administrador da S. José

Pneus, recebe o Troféu 1º

classificado na categoria

Distribuidores de Pneus

Nº EMPRESA PONTUAÇÃO CRITÉRIOS

1 S. JOSÉ PNEUS 64

TOP 10

QUADRO

DE HONRA

DISTRIBUIDORES

DE PNEUS

POR CRITÉRIO

2 PRISMANIL 47

3 PNEURAMA 47

4 EUROPE RUBBER TREE - TYRES 46

5 ALVES BANDEIRA TYRES 42

6 RODRIGUES E FILHOS 39

7 PNEUS CRUZEIRO 35

8 R.S. CONTRERAS 34

9 CHAVECA E JANEIRA 32

10 EASYPNEUS 31

208 Top100 Aftermarket 2025


TOP 10

DISTRIBUIDORES

DE PNEUS

POR CRITÉRIO

Nº EMPRESA

CRESCIMENTO

VOLUME NEGÓCIOS

1 PNEURAMA, LDA. 38,0

2 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 28,7

3 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 15,0

4 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 14,4

5 PSI PNEUS, LDA. 12,2

6 CHAVECA E JANEIRA, LDA. 10,4

7 PRISMANIL, LDA. 9,8

8 NEX TYRES, SUCURSAL PORTUGAL 8,9

9 R.S. CONTRERAS, LDA. 8,9

10 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) 5,5

Nº EMPRESA

GERAÇÃO

EMPREGO

1 PNEURAMA, LDA. 7

2 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 4

3 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 3

4 PRISMANIL, LDA. 3

5 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 2

6 PSI PNEUS, LDA. 1

7 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. 1

8 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) 1

9 R.S. CONTRERAS, LDA. 1

10 CHAVECA E JANEIRA, LDA. 0

Nº EMPRESA

RENTABILIDADE

VOLUME NEGÓCIOS

1 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. 8,8

2 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 7,7

3 PRISMANIL, LDA. 7,1

4 PNEURAMA, LDA. 4,2

5 PSI PNEUS, LDA. 3,8

6 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) 3,4

7 CHAVECA E JANEIRA, LDA. 3,2

8 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 3,2

9 R.S. CONTRERAS, LDA. 2,5

10 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 2,0

Nº EMPRESA

CAPITAL

PRÓPRIO

1 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 51 750

2 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 16 822

3 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. 5 545

4 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 5 528

5 R.S. CONTRERAS, LDA. 4 566

6 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 3 250

7 CHAVECA E JANEIRA, LDA. 2 597

8 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) 2 507

9 PRISMANIL, LDA. 1 990

10 PNEURAMA, LDA. 1 729

Nº EMPRESA

AUTONOMIA

FINANCEIRA

1 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 81,5

2 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. 71,2

3 CHAVECA E JANEIRA, LDA. 69,6

4 PRISMANIL, LDA. 62,9

5 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) 58,1

6 PNEURAMA, LDA. 49,8

7 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 48,4

8 R.S. CONTRERAS, LDA. 45,3

9 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 44,2

10 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 38,0

Nº EMPRESA

PRODUTIVIDADE

REAL

1 NEX TYRES, SUCURSAL PORTUGAL 1703,9

2 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 1189,2

3 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 762,6

4 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 729,0

5 PRISMANIL, LDA. 652,0

6 R.S. CONTRERAS, LDA. 626,4

7 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. 611,0

8 PSI PNEUS, LDA. 441,4

9 PNEURAMA, LDA. 371,1

10 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 231,0

Top100 Aftermarket 2025

209


100

PNEUS

Posição ranking

Volume faturação 2024

€42.707.000

AB Tyres

Em 2024, a AB Tyres, distribuidor de pneus, lubrificantes e baterias do

Grupo Alves Bandeira, celebrou o seu 25.º aniversário. Mais do que um

marco histórico, o ano ficou assinalado como o melhor da sua trajetória,

refletindo uma aposta contínua na inovação, internacionalização e proximidade

com os clientes. Filipe Bandeira, administrador da empresa, traça um

retrato de uma organização sólida, com vendas ativas em mais de 50 países,

preparada para continuar a crescer de forma sustentável. A AB Tyres trabalha

com mais de 20 marcas, das quais mais de 50% são distribuídas exclusivamente

pela distribuidora portuguesa, representando hoje cerca de 70% das vendas

anuais. A Falken é a mais emblemática, fruto de uma relação de mais de uma

década com o Grupo Sumitomo. Destaque ainda para um conjunto alargado

de outras marcas exclusivas, que permitem abranger todas as necessidades

do mercado. A marca própria Matrax Tyres, Sumitomo, Davanti e CEAT

surgem como complemento à oferta no segmento de ligeiros, 4x4 e UHP, a

CEAT Speciality para o segmento agrícola e a Matoro, também detida pela AB

Tyres, para o segmento de pesados. A gestão de stock é um dos grandes pilares

da empresa. Com um armazém central na Mealhada, a AB Tyres já atinge

capacidade para 150 mil pneus, prevendo expandi-la em 50% já em 2026.

O investimento contempla ainda o reforço da oferta para veículos elétricos,

onde a Falken assume um papel de vanguarda com a gama

e.ZIEX. Com 3.500 clientes ativos, a empresa aposta numa abordagem

híbrida, com uma presença comercial em todo o país, complementada

por uma equipa de telemarketing e serviço de apoio ao cliente.

Os programas AB Partner, Clube AB Tyres e a Plataforma B2B surgem como

três fatores verdadeiramente diferenciadores. O primeiro, lançado há cerca

de 10 anos, integra hoje mais de 100 oficinas e surge como uma das grandes

linhas estratégicas para o próximo ano. O segundo, lançado há 5 anos,

surge como um programa de fidelização com uma proposta única no mercado.

Já o portal B2B é muito mais do que um simples canal de encomendas,

integrando, além do Clube AB Tyres, pesquisa de stock em tempo real, tracking

de pedidos, campanhas promocionais e personalizadas, entre outros.

A internacionalização começou há 12 anos e ganhou tração com a criação

das marcas próprias Matrax Tyres (ligeiros) e Matoro (pesados), apoiadas por

escritórios no Dubai. Hoje, a empresa está presente em mais de 50 países,

resultado do desenvolvimento de um programa único que garante proteção

geográfica, acompanhamento comercial e uma dinâmica promocional inovadora.

Ano após ano, o foco mantém-se em crescer de forma sustentada, mais do que

em quotas de mercado, sempre atento às mudanças regulatórias e tendências

globais, como as políticas de antidumping ou a crescente procura por marcas

económicas. “Estamos há dez anos a crescer com a mesma personalidade,

foco e estratégia. Não mudamos apenas por querer ganhar quota, mas porque

acreditamos num crescimento consistente”, sublinha o administrador.

Administrador Filipe Bandeira

Morada Zona Industrial da Pedrulha, Lote 12 – Mealhada, 3050-183 Casal Comba

Telefone 231 244 200 // Email geral@abtyres.pt // Site www.abtyres.pt

210

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

PNEUS

Posição ranking

Volume faturação 2024

€37.485.000

NEX Tyres

A

NEX assinala o seu 10.º aniversário no mercado nacional com um passo

estratégico de grande relevância: a centralização da sua operação logística

em Leiria. Desde setembro de 2025, a cidade acolhe o novo centro logístico

da empresa, um moderno espaço de 16.500 m², equipado com 15 cais de carga

e descarga, que concentra num único ponto geográfico todo o stock da distribuidora

em Portugal. Com esta mudança, a NEX reforça a sua capacidade de resposta,

reduz prazos de entrega e oferece maior visibilidade e eficiência a todos os

seus clientes. As antigas plataformas do Porto, Póvoa de Santa Iria e Pinhal Novo

cessaram definitivamente a sua atividade, ficando toda a operação agora centralizada

em Leiria. “Com este movimento, a NEX reafirma a sua aposta na inovação

e na excelência do serviço, posicionando Leiria como o novo núcleo da sua rede

logística em Portugal”, sublinha Aldo Machado, diretor-geral da NEX Tyres.

Presente no mercado português desde 2015, a NEX destaca-se pelo portefólio

multiproduto e multissegmento, dispondo de pneus para veículos ligeiros, pesados,

motos, agrícolas e industriais. No setor automóvel, destacam-se marcas

exclusivas como Kleber, Roadx, Landspider e Taurus; no segmento de pesados,

a aposta recai sobre Blacklion, Kumho e Roadx; enquanto na agricultura e

indústria sobressaem nomes como Ozka, Tianli e Goodride. Para assinalar

esta década de atividade, a empresa atualizou também o seu slogan para:“Há

10 anos… mais próximo de si!”, reforçando a confiança conquistada junto

dos clientes ao longo da sua presença no país. A filosofia da NEX assenta

numa relação de proximidade. Com o apoio direto de quatro gestores de conta

experientes, a empresa garante acompanhamento personalizado ao setor do

retalho. A rede de oficinas KSC é um exemplo de programa de fidelização,

complementado por campanhas de incentivo, formações, viagens e catálogos

de pontos, que reforçam a ligação entre a distribuidora e os seus parceiros.

A aposta tecnológica também tem sido prioridade. Recentemente, a plataforma

B2B da NEX foi renovada, passando a disponibilizar informação adicional

para os clientes, e a empresa encontra-se a desenvolver um novo ERP, assim

como melhorias nas suas ferramentas de CRM e Business Intelligence.

Segundo Aldo Machado, o mercado de pneus em Portugal apresenta três

grandes tendências de expansão: nos ligeiros, o crescimento da procura de

pneus específicos para veículos elétricos e híbridos; nos pesados, um aumento

da relevância de produtos com maior eficiência energética e redução

de emissões de CO₂;e na agricultura, uma forte procura por pneus

tecnologicamente avançados que reduzem o consumo e preservam o solo.

O setor, altamente digitalizado, enfrenta ainda desafios constantes de atualização

tecnológica e adaptação a novas regulamentações, como a recente norma

europeia de prevenção da desflorestação (EUDR). O responsável conclui que o

futuro será marcado por uma maior exigência de capital e eficiência logística,

mas também pela consolidação das empresas com maior dimensão e capacidade

de adaptação.

Diretor geral Aldo Machado

Morada R. do Casalinho 6 Fr. B, 2410-477 Leiria

Telefone 219 540 500 // Email geral@nextyres.pt // Site www.nextyres.pt

212

TOP100 AFTERMARKET 2025


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100

PNEUS

Posição ranking

Volume faturação 2024

€35.399.000

Dispnal

Com uma presença consolidada no setor da distribuição de pneus, a Dispnal

destaca-se pela aposta em inovação, proximidade com os clientes e uma

estratégia de crescimento sustentado. Especializada na comercialização

de pneus, jantes para camião e câmaras de ar, a empresa acredita na construção

de parcerias duradouras, assentes na confiança, qualidade de serviço e apoio

constante. Na mais recente edição da Motortec, a Dispnal apresentou a gama de

pneus Prinx, marca que representa em exclusivo na Península Ibérica.De acordo

com o diretor-geral, Rui Chorado, a participação foi “extremamente positiva”,

com os profissionais a destacarem “a qualidade dos produtos, a competitividade

da oferta e a consistência da estratégia de crescimento no mercado ibérico”. A

feira serviu também de palco para a apresentação do projeto “Prinx Partner”, uma

iniciativa que visa criar uma rede sólida de parceiros retalhistas. O objetivo passa por

reforçar a presença da marca no mercado, oferecendo apoio técnico e comercial,

com a ambição de atingir um número expressivo de pontos de venda certificados

e, assim, impulsionar as vendas em toda a Península Ibérica. A gama de pneus

Prinx cobre os segmentos de turismo, SUV e comerciais ligeiros, destacando-se

pela robustez, fiabilidade e durabilidade.Entre as novidades, sobressaem os pneus

desenvolvidos especificamente para viaturas elétricas, concebidos para responder

aos desafios destes veículos, como maior binário, peso adicional, baixo ruído e

eficiência energética. Também a gama All Season merece destaque, pela versatilidade

e segurança ao longo de todo o ano. Para além da exclusividade Prinx, a

Dispnal representa em Portugal marcas reconhecidas como Toyo, Petlas, Sonix,

Nankang, Trazano, Galaxy, Nokian, Ling Long, Mirage e Westlake.No segmento

de competição, trabalha com Hoosier, Nova e Avon, e, em paralelo, distribui todas

as marcas premium, com especial destaque para a Michelin. Na área das câmaras

de ar, a empresa representa Dong Ah e Kleber, e no segmento de jantes para camião,

Maxion, Ako e Alord. Esta diversidade permite à Dispnal responder às diferentes

exigências do mercado, desde gamas mais acessíveis até soluções premium. As

obras do terceiro armazém da Dispnal estão em andamento, prevendo-se que

em breve a empresa disponha de 25.000 m² de armazenamento.Segundo Rui

Chorado, este investimento permitirá melhorar os tempos de resposta, aumentar

a disponibilidade de stock e reforçar a eficiência do serviço prestado aos clientes,

confirmando o compromisso da empresa com a modernização e crescimento

sustentável. Num setor competitivo, a Dispnal enfrenta desafios relacionados com

pressão sobre preços, logística e fidelização de clientes. Ainda assim, aposta em

serviço personalizado, rapidez de resposta, disponibilidade de stock e proximidade

com os parceiros como diferenciais estratégicos. Para Rui Chorado, cada desafio

representa também uma oportunidade de melhoria e de crescimento.

Administrador Rui Chorado

Morada Zona Industrial de Baltar, Lote B3 4585-013 Baltar Paredes

Telefone 255 617 480 // Email dispnal@dispnal.pt // Site www.dispnal.pt

214

TOP100 AFTERMARKET 2025


www.dispnal.pt

ENGINEERED FOR EXCITEMENT.

www.toyotires.eu


PNEUS

Posição ranking

100

Volume faturação 2024

€17.183.000

Tirso Pneus

No competitivo setor da distribuição de pneus, a Tirso Pneus consolidou-se

como uma referência pela sua capacidade de oferecer soluções completas e

diferenciadoras a oficinas e profissionais em todo o país. Com mais de duas

décadas de atividade em Portugal e integrada no Grupo Soledad, a empresa aposta

numa estratégia assente na variedade de oferta multimarcas e multissegmentos,

excelência logística e inovação tecnológica. Fundada há mais de 20 anos, a Tirso

Pneus nasceu com a mesma visão estratégica do Grupo Soledad, que há décadas

se destaca em Espanha. O objetivo era claro: ajudar as oficinas de manutenção e

reparação de pneus a ganhar vantagens competitivas sustentáveis, apoiando tanto

pequenos empresários como grandes frotas. Segundo o diretor-geral, Paulo Santos,

“a nossa prioridade foi sempre garantir o maior stock multimarcas do mercado,

oferecer um serviço logístico eficiente e disponibilizar a equipa de consultores comerciais

mais qualificada”. A par disso, a empresa apostou num apoio em marketing

diferenciado e no desenvolvimento de uma das plataformas B2B mais avançadas

do setor. Para a Tirso Pneus, a eficiência é a base do negócio. A empresa conta

com o apoio dos 18 armazéns do Grupo Soledad na Península Ibérica, incluindo

um centro estratégico perto do Porto. Graças a esta rede, assegura até 5 entregas

diárias em Portugal, garantindo rapidez e disponibilidade em todo o território.

“Temos o maior stock e a melhor consultoria digital para colocar no negócio dos

nossos clientes o pneu de que precisam, quando precisam”, reforça Paulo Santos.

A principal vantagem competitiva da empresa é a sua orientação multimarcas e

multissegmentos, que permite dar resposta a qualquer necessidade: desde pneus

premium e de última geração para veículos novos e elétricos, até opções mais

económicas para um parque automóvel envelhecido. “Independentemente do

perfil do cliente, a Tirso Pneus tem sempre a solução certa, com preços competitivos

e um acompanhamento próximo”, destaca o diretor-geral. A plataforma

eletrónica B2B da Tirso Pneus é considerada uma das mais completas do setor.

Permite compras 24/7, a partir de qualquer dispositivo, oferecendo transparência,

personalização e funcionalidades exclusivas como motor de busca inteligente,

carteira de saldo e programas de fidelização. A combinação entre usabilidade

simples e ampla gama de produtos explica o crescimento contínuo do número

de utilizadores e o elevado nível de satisfação dos clientes. A visão da Tirso Pneus

é clara: estar cada vez mais próxima dos clientes, ouvir as suas necessidades e

oferecer soluções à medida, seja em produtos, serviços ou tecnologia. “O futuro

trará novos desafios, mas estamos preparados para responder. Quer sejam pneus

para veículos elétricos, produtos económicos ou soluções de alto desempenho,

a Tirso Pneus continuará a ser o parceiro de confiança dos profissionais em

Portugal”, conclui Paulo Santos.

Diretor geral Paulo Santos

Morada Rua 25 de Abril nº 190 Agrela 4825-010 Santo Tirso

Telefone 229 699 480 // E-mail tirso@gruposoledad.net // Site www.tirsopneus.com

216

TOP100 AFTERMARKET 2025


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100

PNEUS

Posição ranking

13º

Volume faturação 2024

€4.973.000

TugaPneus

Com um portfólio diversificado e focado em marcas premium para veículos

ligeiros, comerciais, SUV, pesados, empilhadores e OTR, a TugaPneus

conquistou uma posição sólida no mercado, distinguindo-se pela qualidade

dos produtos e pelo serviço próximo e eficiente ao cliente. Desde os

primeiros anos, a TugaPneus tem dado passos consistentes na expansão da sua

capacidade logística. Em 2015, inaugurou um armazém de 1.500 m² no centro

do Porto, com capacidade para 10.000 pneus. Dois anos depois, em resposta

ao crescimento do negócio, triplicou o espaço de armazenagem, passando a

suportar até 30.000 unidades em stock. Atualmente, a empresa conta com uma

equipa de 12 colaboradores — distribuídos entre call center, escritório, armazém

e expedição — e continua a enfrentar novos desafios relacionados com o aumento

da procura. Segundo Filipe Sereno, diretor geral da TugaPneus, a prioridade

para 2026 passa pela abertura de um novo armazém, que permitirá reforçar

o stock disponível e alargar a oferta de produtos, atraindo novos clientes. Com

uma faturação anual a rondar os 5 milhões de euros, a empresa procura manter

em 2025 os mesmos números alcançados no ano anterior, consolidando o ritmo

de crescimento. “O nosso objetivo é fazer igual ou melhor do que 2024, e, em

princípio, vamos conseguir”, afirma Filipe Sereno, confiante no potencial da

operação. A aposta em marcas de referência é um dos fatores que sustentam a

credibilidade da TugaPneus. Entre as exclusividades destacam-se a Massimo

Tyres, para veículos ligeiros, a Techshiel, para pesados, e a Addo India, para

empilhadores. Ainda este ano, está previsto o lançamento de uma nova marca,

reforçando a capacidade da empresa em oferecer soluções diferenciadas, sempre

com foco na durabilidade, fiabilidade e desempenho. Outro ponto forte da

TugaPneus é a digitalização do negócio. Mais de 90% das vendas acontecem

através da sua plataforma B2B, que permite aos clientes gerir encomendas de

forma rápida e eficaz. O modelo digital, aliado a uma forte logística, garante

até quatro entregas diárias na região do Porto e arredores, onde a empresa

mantém o foco estratégico da sua atuação. “Para nós, o segredo do negócio está

na distribuição local. Não nos passa pela cabeça expandir para outras grandes

cidades. Focamo-nos no Porto e nas suas imediações, onde conseguimos garantir

rapidez e eficiência no serviço”, sublinha o diretor. Para o futuro, a visão da

TugaPneus assenta no reforço do papel dos distribuidores no setor. Como defende

Filipe Sereno, são eles que asseguram a disponibilidade de stock, assumem o

investimento e garantem a proximidade com os clientes finais. “Somos nós que

estamos a fazer o trabalho das marcas. Acredito que os distribuidores locais têm

um papel fundamental em garantir a disponibilidade de stock.” Sem grandes

segredos, o sucesso da TugaPneus tem-se construído através da competitividade,

da aposta em marcas de qualidade e de uma distribuição local ágil e eficaz.

Com os olhos postos na expansão da capacidade de armazenagem e no reforço

digital, a empresa prepara-se para encarar 2025 como mais um marco no seu

percurso de crescimento.

Diretor geral Francisco Sereno

Morada Rua Caulino, 215 4445-259 Alfena

Telefone 229 687 004 // Email geral@tugapneus.pt // Site www.tugapneus.pt

218

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

PNEUS

Posição ranking

16º

Volume faturação 2024

€4.453.000

Pneurama

A

Pneurama assume-se, desde 1987, como uma referência no setor da

distribuição de pneus em Portugal, representando, de forma exclusiva,

marcas internacionais de reconhecida qualidade. No segmento

turismo, a empresa é representante nacional das marcas Lassa Tyres, CST

Tires e Saferich Tyre; no segmento industrial de pneus para empilhadores

(E2), trabalha com as marcas Emerald e Ascendo; no de câmaras de ar, com

a Nexen Corp.; e, no segmento camião, com as marcas Aplus e JK Tyre. A

Lassa Tyres, fabricada pela Brisa Bridgestone Sabanci, destaca-se por aliar

a experiência de um dos maiores grupos mundiais à produção de pneus de

elevada durabilidade e performance. É a marca bandeira da Pneurama e reflete

o segmento de qualidade, sustentado numa cultura de fabrico japonesa e em

tecnologia de ponta. A CST Tires, pertencente ao grupo Cheng Shin Rubber

(Maxxis), é o 9.º maior fabricante mundial e apresenta forte especialização

em pneus 4x4 e fora de estrada, além de uma gama moderna para veículos

de passageiros e elétricos. Já a Saferich Tyre representa a opção económica

do portefólio, com uma excelente relação qualidade/preço e presença sólida

no mercado nacional desde 2017. No setor industrial, a Emerald é o maior

exportador indiano de pneus maciços, enquanto a Ascendo, com fabrico na

Indonésia e origem num grupo sul-coreano, acrescenta elevado know-how

técnico. Entre os seus produtos de maior sucesso, destaca-se o Lassa Revola,

lançado em 2024 e que rapidamente se tornou, em 2025, o pneu mais vendido

da empresa, representando mais de 40% das vendas totais. O modelo conquistou

o mercado pela modernidade do piso, elevada durabilidade, classificação

A em piso molhado e preparação para veículos elétricos, incorporando a mais

recente tecnologia “NextGen”. Outros modelos, como o Lassa Competus H/

P3, dedicado a SUV, confirmam o compromisso da marca com a inovação e

a qualidade. A Pneurama comercializa cerca de 3.000 pneus de empilhador

por ano, o que representa cerca de 10% do mercado nacional, consolidando

uma posição relevante neste segmento. O elevado nível de stock garante uma

resposta rápida e eficaz às necessidades de clientes profissionais, oferecendo

também soluções específicas para operações intensivas, como “Stop & Go”

ou 24 horas. Com uma equipa comercial presente em todo o território nacional,

a Pneurama mantém uma relação de proximidade com os seus clientes,

sustentada na confiança, na qualidade das marcas representadas e numa

política comercial coerente. A empresa prepara-se para enfrentar 2026 com

prudência, tendo já garantido um plano de contingência que assegura stocks

suficientes face a eventuais medidas antidumping. A consistência, a experiência

e a capacidade de adaptação continuam a ser os pilares da Pneurama, que em

2025 regista um crescimento de cerca de 20%, resultado direto da consolidação

das suas marcas e do compromisso permanente com o serviço de excelência.

Gerentes José Azevedo da Mota e Hugo Pires de Azevedo

Morada Rua Dr. Mota Pinto, 145 - 4585-186 Gandra – Paredes

Telefone 224 150 008 // Email geral@pneurama.pt // Site www.pneurama.pt

220

TOP100 AFTERMARKET 2025



100

MERCADO

REVISÃO DO MVBER

EM DEFESA

DO AFTER-

MARKET!

222 Top100 Aftermarket 2025


A decisão da Comissão Europeia de prorrogar

o MVBER até 2028 garante, por agora, a

continuidade das regras que sustentam a liberdade

de escolha dos consumidores e a sobrevivência de

milhares

de oficinas e empresas independentes do

pós-venda. No entanto, a avaliação em curso

evidencia que as mudanças tecnológicas —

em especial a digitalização e a conectividade

dos veículos — colocam novos desafios

à concorrência e ao direito de reparar

Top100 Aftermarket 2025

223


MERCADO TOP100

A

revisão do Regulamento de Isenção

por Categoria dos Veículos a

Motor (MVBER, na sigla em inglês)

reacendeu um debate fundamental

sobre o equilíbrio entre inovação

tecnológica, sustentabilidade e concorrência no

mercado automóvel europeu. Desde a sua criação,

o MVBER tem sido essencial para assegurar um

mercado pós-venda automóvel competitivo. O

regulamento permite que fabricantes e operadores

independentes cooperem em certas condições,

sem infringir as regras antitrust da União

Europeia, garantindo que o consumidor possa

escolher onde reparar o seu veículo sem perder a

garantia. Graças a este enquadramento, o setor

automóvel europeu desenvolveu um ecossistema

dinâmico de oficinas independentes, distribuidores

de peças e prestadores de serviços de manutenção.

Esta diversidade assegura preços mais acessíveis,

inovação local e liberdade para os consumidores.

Contudo, a digitalização acelerada dos automóveis

ameaça alterar este equilíbrio. Com a crescente

dependência de software e dados telemáticos, os

fabricantes (OEMs) passam a deter um poder

inédito sobre o funcionamento e a reparação dos

veículos. O controlo do acesso às plataformas digitais,

diagnósticos eletrónicos e atualizações de

software cria barreiras à entrada de operadores

independentes, colocando em risco a concorrência

e, com ela, o direito de reparar a custos justos.

Dados e telemática:

o novo campo de batalha

O maior ponto de tensão da revisão do MVBER

está no acesso aos dados dos veículos. Sem uma

A legislação deve

assegurar que

todas as peças

sejam reparáveis,

substituíveis e

removíveis. O direito

de reparar um

automóvel a preço

acessível é uma

conquista social

e económica que

não pode ser perdida

partilha equitativa das informações telemáticas,

oficinas independentes ficam impedidas de diagnosticar

ou reparar automóveis modernos, que

dependem de atualizações digitais contínuas. Diversas

associações europeias do setor aftermarket

alertam que, se as reformas não enfrentarem firmemente

essa questão, o mercado tornar-se-á

“cativo”, beneficiando apenas os fabricantes que

controlam software, peças e dados. A entrada em

vigor da Lei dos Dados da UE, em setembro de

2025, é um marco positivo, mas ainda insuficiente.

O texto garante aos utilizadores direitos sobre

os dados gerados pelos dispositivos conectados

— incluindo automóveis — e permite que esses

dados sejam partilhados com terceiros. No entanto,

o sucesso dependerá da aplicação prática

e da fiscalização efetiva nos Estados-Membros.

Sem uma implementação robusta e harmonizada,

o risco é que o direito à reparação digital permaneça

apenas no papel. A transparência e o acesso

aos dados são vitais para garantir que as oficinas

independentes possam continuar a oferecer

serviços competitivos, inovadores e sustentáveis.

Direito à reparação

e sustentabilidade

Os veículos são há muito considerados uma boa

prática em termos de reparabilidade. Isto não

é uma coincidência, mas sim o resultado de regulamentação

forte e favorável ao consumidor,

como o Regulamento MVBER, que garante

condições equitativas e uma concorrência leal

entre fabricantes e empresas independentes do

mercado pós-venda. No entanto, com a evolução

da tecnologia e dos mercados, esta reparabilidade

224 Top100 Aftermarket 2025


está em declínio. O aumento da complexidade

eletrónica, a integração de componentes selados

e as práticas de conceção não desmontável estão

a reduzir a capacidade de reparar e prolongar

a vida útil dos automóveis. Essa perda tem impactos

profundos: encarece as reparações, acelera

a substituição prematura de veículos e eleva os

custos das seguradoras, que acabam repassando

aumentos aos consumidores. Além disso, afeta a

sustentabilidade — cada veículo não reparável

representa desperdício de recursos e aumento da

pressão sobre matérias-primas críticas, como as

usadas em baterias de veículos elétricos (BEV).

Garantir a reparabilidade é, portanto, uma

questão não apenas económica, mas também

ambiental e social. Prolongar a vida útil dos

automóveis reduz a necessidade de extração de

recursos, apoia a economia circular e fortalece

a autonomia europeia face às importações de

materiais estratégicos.

O desafio das baterias dos VE

Entre os temas mais sensíveis da revisão do MV-

BER está a reparabilidade das baterias dos veículos

elétricos. Este componente representa até 40%

do valor total de um BEV e concentra grande

parte da sua pegada ambiental. Alguns fabricantes

começaram a adotar práticas que dificultam

a desmontagem e substituição dos módulos de

bateria, como o uso de resinas e materiais selantes

que impedem o acesso interno. Estas escolhas

técnicas, além de aumentar custos e resíduos,

ameaçam criar um monopólio de facto sobre a

manutenção de veículos elétricos. Para evitar tal

cenário, especialistas defendem que o regulamento

europeu vá além da mera “substituibilidade”

e estabeleça a reparabilidade obrigatória das

baterias, assegurando que módulos possam ser

trocados ou recondicionados individualmente.

Essa medida reduziria custos, incentivaria a remanufatura

e mitigaria o impacto ambiental da

mobilidade elétrica.

Peças sobressalentes

e práticas de design

Outro ponto crucial é a disponibilidade de peças

sobressalentes. Embora a maioria dos fabricantes

europeus mantenha o fornecimento por cerca

O regulamento deve

promover estratégias

de conceção modular

para veículos, garantir

a disponibilidade

a longo prazo de

peças sobressalentes

e atualizações de

software relevantes

a preços justos

e não discriminatórios

de 10 anos, não há exigência legal mínima na

União Europeia. Isso permite que alguns produtores,

sobretudo não europeus, negligenciem

o serviço pós-venda ou imponham prazos de

entrega excessivos. Especialistas propõem que

a nova regulamentação estabeleça um período

mínimo de 20 anos de disponibilidade de peças,

a preços justos e não discriminatórios, incluindo

para operadores independentes.

Além disso, é necessário combater práticas de

design que inviabilizam a reparação, como o

giga-casting, que substitui centenas de peças

desmontáveis por grandes blocos fundidos. Essa

técnica, embora eficiente em produção, impede a

substituição parcial de componentes e ameaça o

futuro das oficinas e remanufaturadores europeus.

A legislação deve assegurar que todas as peças

sejam reparáveis, substituíveis e removíveis,

inclusive após o fim da vida útil do veículo.

Prazos máximos de substituição e critérios de

desmontagem devem ser definidos para peças

essenciais, reforçando a eficiência e a segurança

das reparações.

Atualizações de software:

o novo óleo do motor

Se no passado o acesso às peças era a chave da

reparação, hoje o verdadeiro “óleo do motor” é

o software. À medida que os veículos se tornam

computadores sobre rodas, a sua funcionalidade

depende de atualizações regulares. Interromper

esse suporte equivale a decretar a obsolescência

do veículo, mesmo que o hardware esteja em

perfeitas condições.

Top100 Aftermarket 2025

225


MERCADO TOP100

Por isso, propõe-se que as atualizações de software

sejam garantidas por pelo menos 20 anos após

a colocação no mercado, equiparando-se à vida

média dos automóveis europeus. Essa exigência,

inspirada no Regulamento Europeu de Ecodesign

para dispositivos eletrónicos, garantiria que os consumidores

não sejam forçados a substituir veículos

por simples falta de compatibilidade digital.

Combate às práticas anti-reparação

As chamadas práticas anti-reparação tornaram-se

um dos maiores obstáculos à concorrência. Técnicas

de hardware ou software que bloqueiam a

substituição de peças, exigem ferramentas especiais

ou impedem o uso de componentes equivalentes,

criam um monopólio de facto. A proposta em

debate sugere proibir explicitamente qualquer

mecanismo — contratual, digital ou técnico —

que impeça a reparação independente. Oficinas

deveriam poder reprogramar peças, dissociá-las

do número de chassis (VIN) e reutilizá-las noutros

veículos, desde que respeitem as normas de segurança

e rastreabilidade. Essa interoperabilidade é

crucial para assegurar um mercado justo e para

reduzir o desperdício, permitindo a reutilização

de componentes em boas condições.

Transparência e informação técnica

Outro pilar da revisão é o acesso à informação

técnica. O artigo 11.º da proposta europeia prevê

que dados de reparação, recondicionamento

e remanufatura sejam acessíveis gratuitamente

por pelo menos 20 anos após o fim da produção.

O objetivo é garantir que oficinas independentes

tenham acesso igualitário às instruções e

diagnósticos necessários. Especial atenção deve

ser dada aos componentes eletrónicos, cuja reparação

depende fortemente de dados de software

e calibração. Além disso, propõe-se a criação de

uma pontuação de reparabilidade para veículos

elétricos, ajudando consumidores a fazer escolhas

informadas e estimulando os fabricantes a adotar

práticas mais sustentáveis. Contudo, o índice só

será útil se diferenciar claramente os melhores

desempenhos e não recompensar o mero cumprimento

dos requisitos mínimos.

O MVBER é

fundamental

para garantir a

concorrência no

setor do pós-venda.

A extensão e revisão

do MVBER até 2028

e a avaliação em

curso mostram que a

regulamentação tenta

equilibrar o acesso

a peças, dados e

diagnóstico

Novas regras para veículos

em fim de vida

A recente aprovação, pelo Parlamento Europeu, das

novas exigências para veículos em fim de vida (VFV)

reforça o compromisso com a economia circular. O

novo regulamento amplia o foco da legislação para

o design, recolha, remanufatura e reutilização de

componentes, incorporando avanços importantes.

Entre as melhorias destacam-se a definição mais

clara dos operadores de reparação e manutenção,

o reconhecimento da remanufatura como atividade

essencial e o acesso obrigatório à informação técnica.

Também foram introduzidos novos critérios

para evitar que veículos reparáveis sejam prematuramente

classificados como sucata. Estas medidas

complementam o espírito do MVBER, promovendo

uma transição para um setor automóvel mais sustentável,

competitivo e tecnologicamente neutro.

Um equilíbrio delicado

O desafio da revisão do MVBER é equilibrar interesses

legítimos: proteger a inovação dos fabricantes

sem sacrificar a concorrência, o meio ambiente e os

direitos dos consumidores. O direito de reparar um

automóvel a preço acessível é uma conquista social

e económica que não pode ser perdida. Manter um

ecossistema de reparação aberto é vital não só para

os consumidores, mas também para a resiliência

industrial da Europa. Se o MVBER for atualizado

de forma ambiciosa — incorporando as lições da

Lei dos Dados e das novas regras sobre circularidade

—, poderá garantir que a mobilidade do futuro seja

realmente sustentável, acessível e justa. Caso contrário,

corre-se o risco de transformar o automóvel

conectado num símbolo de dependência tecnológica

e de concentração de poder industrial.

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Y E A R S

A U T O M O T I V E

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