Revista Top 100 - 2025
A edição 2025 da Revista TOP 100 Distribuidores já está disponível online, trazendo consigo os muito aguardados rankings dos maiores distribuidores de peças para veículos ligeiros, pesados, equipamentos, repintura e pneus. É uma edição que celebra o dinamismo, a resiliência e o espírito de inovação que continuam a definir o setor da distribuição aftermarket em Portugal
A edição 2025 da Revista TOP 100 Distribuidores já está disponível online, trazendo consigo os muito aguardados rankings dos maiores distribuidores de peças para veículos ligeiros, pesados, equipamentos, repintura e pneus. É uma edição que celebra o dinamismo, a resiliência e o espírito de inovação que continuam a definir o setor da distribuição aftermarket em Portugal
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Nº 11 | Ano 2025 | Periodicidade: Bianual | 10€
UMA EDIÇÃO
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ARTE
Hélio Falcão
CRESCIMENTO,
DESAFIOS E
TRANSFORMAÇÃO
O
mercado de distribuição de peças automóveis apresentou em 2024 um novo ciclo
de crescimento, refletindo a vitalidade do setor aftermarket e a sua capacidade de
adaptação num contexto de transformação acelerada. De acordo com os rankings
mais recentes, todas as principais categorias registaram evoluções positivas.
Os 100 Maiores Distribuidores de Peças para Ligeiros atingiram quase 1,6 mil
milhões de euros em faturação, um crescimento de 9,9% face a 2023. Nos veículos pesados, os
25 maiores distribuidores somaram 197,9 milhões de euros, mais 10,5% que no ano anterior.
Já os 25 Maiores Distribuidores de Equipamentos para Oficinas alcançaram 140,7 milhões
de euros, representando um aumento de 8,2%. No segmento de repintura, o crescimento foi
mais moderado, com 97,2 milhões de euros e um acréscimo de 4,3%. Por fim, os 17 principais
distribuidores de pneus atingiram 323 milhões de euros, crescendo 7,2%.
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Depósito Legal n.º: 201.608/03
Tiragem: 5.000 exemplares
Este desempenho positivo resulta de diversos fatores estruturais. O envelhecimento do parque
automóvel impulsiona a procura por manutenção e reparação, beneficiando oficinas independentes
e fornecedores de peças. Paralelamente, a retração na compra de carros novos, motivada
por fatores económicos, sociais e culturais, reforça a relevância do aftermarket. A perda do
automóvel como símbolo de status e o maior cuidado com o orçamento familiar têm levado
muitos consumidores a optar pela manutenção do veículo existente, em vez da substituição.
Apesar do otimismo, o mercado enfrenta desafios significativos. A escassez de recursos humanos
qualificados é uma das maiores preocupações, afetando diretamente a produtividade e a capacidade
de resposta. A logística também se tornou um ponto crítico. O aftermarket evoluiu para
um negócio essencialmente logístico, no qual o número excessivo de entregas diárias gera custos
elevados e pressiona toda a cadeia — dos distribuidores aos retalhistas e oficinas. A diferenciação
pelo serviço rápido é uma vantagem competitiva, mas exige equilíbrio entre agilidade, sustentabilidade
e eficiência operacional. Ajustar o número de entregas às reais necessidades das oficinas
e à capacidade dos retalhistas é essencial para manter um modelo sustentável.
O futuro do setor será moldado por três grandes vetores: consolidação, digitalização e sustentabilidade.
A concentração do negócio através de fusões, aquisições e entrada de capital estrangeiro
deverá intensificar-se, enquanto a digitalização dos processos será exponencial, transformando a
logística, a gestão e a relação com o cliente. Entre as principais tendências destacam-se o avanço
das plataformas digitais de gestão e compra de peças, o uso crescente de Inteligência Artificial
para otimizar operações e melhorar a experiência do cliente, e o desenvolvimento de soluções
logísticas mais sustentáveis.
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Email // geral@apcomunicacao.com
Consulte o Estatuto Editorial no site:
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A eletrificação do parque automóvel também trará novas exigências técnicas e oportunidades
de negócio. Em suma, o mercado de distribuição de peças vive um momento de equilíbrio entre
tradição e inovação. O crescimento de 2024 comprova a sua resiliência, mas o futuro exigirá mais
do que expansão: será necessário alinhar tecnologia, sustentabilidade e qualificação humana. As
empresas que conseguirem integrar estes pilares estarão melhor posicionadas para liderar a nova
era do aftermarket e desempenhar um papel central no futuro da mobilidade.
Top100 Aftermarket 2025
03
100
ÍNDICE
06
Reportagem XI Gala
06
TOP 100
Os maiores distribuidores
42
de peças para ligeiros
Os maiores distribuidores
104
de peças para pesados
Os maiores distribuidores
158
de equipamentos
Os maiores distribuidores
88
190
de repintura
Mercado automóvel
em Portugal 2024
Os maiores distribuidores
MAIS VENDAS,
206
de pneus
MENOS EMISSÕES!
O ano de 2024 revelou-se positivo
Peças para ligeiros
para o mercado automóvel português,
52 registando um crescimento global
de 5,6% face a 2023. Segundo dados
Peças para pesados
da ACAP, entre janeiro e dezembro
110 foram matriculados 249.269 novos
162 Equipamentos
veículos automóveis, traduzindo-se numa
recuperação consistente após os desafios
logísticos e económicos que marcaram
194 Repintura
os anos anteriores.
210 Pneus
222
Revisão do MVBER
Em defesa do aftermarket!
A decisão da Comissão Europeia
de prorrogar o MVBER até 2028
garante, por ora, a continuidade
das regras que sustentam
a liberdade de escolha dos
consumidores e a sobrevivência
de milhares de oficinas e
empresas independentes do
pós-venda. No entanto, a
avaliação em curso evidencia
que as mudanças tecnológicas
colocam novos desafios
à concorrência e ao direito
de reparar.
176
Futuro da indústria
automóvel europeia
A ENCRUZILHADA
DO AUTOMÓVEL EUROPEU!
O setor automóvel vive um dos seus
maiores momentos de transformação e
os desafios atuais estão a fazer suar os
CEO das maiores empresas automóveis
na Europa, que temem uma forte crise na
indústria. As marcas europeias não estão a
conseguir acompanhar as regulamentações
que obrigam à redução de emissões de
gases de estufa e veem-se ultrapassadas
pelos fabricantes chineses.
XI Gala TOP 100
NOITE DE GALA
E RECONHECIMENTO!
O salão principal do Casino da Figueira
da Foz voltou a brilhar intensamente na
noite de 17 de outubro, ao receber a XI
Gala TOP 100 Distribuidores e Oficinas,
um dos eventos mais aguardados do setor
aftermarket em Portugal. Mais de 200
convidados marcaram presença numa
celebração que combinou sofisticação,
emoção e reconhecimento, consolidando
a gala como o momento social mais
importante do ano para o setor.
124
20 anos de aftermarket
DUAS DÉCADAS
QUE MUDARAM TUDO!
No ano em que o Jornal das Oficinas
celebra o seu vigésimo aniversário, o
balanço do setor de pós-venda automóvel
reflete uma trajetória marcada por
transformação, resiliência e capacidade
de adaptação. Neste artigo, damos voz
aos protagonistas do aftermarket, que
partilham a sua visão sobre a evolução
do setor e as tendências que moldarão
o seu futuro.
04 Top100 Aftermarket 2025
O AFTERMARKET PORTUGUÊS
EM NOITE DE GALA
E RECONHECIMENTO!
YEARS
AUTOMOTIVE
06 Top100 Aftermarket 2025
O salão principal do Casino da Figueira da Foz voltou a brilhar intensamente na noite
de 17 de outubro, ao receber a XI Gala TOP 100 Distribuidores e Oficinas, um dos eventos
mais aguardados do setor aftermarket em Portugal. Mais de 200 convidados marcaram
presença numa celebração que combinou sofisticação, emoção e reconhecimento,
consolidando a gala como o momento social mais importante do ano para o setor
YEARS
AUTOMOTIVE
Top100 Aftermarket 2025
07
GALA
TOP100
A
edição de 2025 teve um significado
especial, assinalando também o 20.º
aniversário do Jornal das Oficinas,
uma publicação de referência que há
duas décadas acompanha a evolução
do mercado e das empresas portuguesas. Esta
coincidência deu à cerimónia um tom ainda mais
simbólico, refletindo a trajetória de crescimento,
inovação e união do setor ao longo dos anos. Como
já é tradição, os troféus TOP 100 voltaram a distinguir
as empresas distribuidoras e oficinas que
se destacaram pela sua excelência, desempenho e
compromisso com a qualidade. Além disso, foram
entregues os prestigiados prémios Personalidade
Aftermarket e Carreira, que homenageiam figuras
de destaque pelo seu contributo para o desenvolvimento
do setor. Um dos momentos mais
emocionantes da noite foi a entrega dos prémios
individuais. Joaquim Candeias recebeu o Prémio
Personalidade Aftermarket, pela sua liderança inspiradora
e visão estratégica, enquanto Hermínio
Cordeiro foi agraciado com o Prémio Carreira,
em reconhecimento à sua trajetória exemplar e
contributo duradouro para o aftermarket nacional.
A cerimónia foi acompanhada por vídeos com
testemunhos de familiares, amigos e colegas, que
partilharam mensagens de admiração e carinho,
tornando o momento inesquecível.
Uma noite de glamour e emoção
Desde a abertura vibrante com um grupo de tambores,
passando pelos discursos emocionantes dos
premiados, até à elegância do jantar e à partilha
A edição de 2025 teve
um sabor especial.
Coincidiu com o
20.º aniversário do
Jornal das Oficinas,
um marco que
reforçou o simbolismo
da celebração
e homenageou
duas décadas de
valorização do setor
entre profissionais, cada detalhe foi cuidadosamente
preparado para proporcionar uma experiência
memorável. O evento manteve o elevado padrão
de organização que o caracteriza, superando as
expectativas dos convidados e reforçando a reputação
de excelência da Gala TOP 100. Os mais
de 200 participantes foram unânimes em elogiar a
qualidade da cerimónia, a elegância do ambiente
e o prestígio dos prémios. Para muitos, a XI Gala
representou não apenas uma celebração dos melhores,
mas também uma oportunidade única de
networking e fortalecimento de relações de negócio.
Prestígio consolidado
no aftermarket português
Ao longo das suas onze edições, a Gala TOP 100
transformou-se num símbolo de prestígio, reconhecimento
e união no aftermarket português.
Premiar empresas que se destacam pela inovação,
eficiência e profissionalismo é mais do que um
gesto de reconhecimento — é um incentivo ao
desenvolvimento contínuo de todo o setor.
Hoje, receber um prémio na Gala TOP 100 é
sinónimo de excelência, um verdadeiro marco
para qualquer organização ou profissional do aftermarket.
O evento reúne os principais players
YEARS
AUTOMOTIVE
08 Top100 Aftermarket 2025
GALA
TOP100
do mercado, incluindo distribuidores, fabricantes,
fornecedores, oficinas e marcas internacionais,
tornando-se uma plataforma privilegiada para
o networking e para a partilha de experiências.
A consistência e o sucesso de onze edições consecutivas
refletem o compromisso da organização
com a qualidade e a credibilidade, reforçando a
importância da Gala no panorama económico e
empresarial. Combinando tradição e inovação,
o evento reafirma-se como uma celebração da
excelência e da paixão pelo setor automóvel.
O papel essencial
dos patrocinadores
A grandiosidade e o prestígio da Gala TOP 100
só são possíveis graças ao apoio fundamental dos
patrocinadores, cujo contributo assegura que o
evento mantenha o nível de qualidade e sofisticação
que o caracteriza. Organizar uma cerimónia
desta dimensão implica uma logística complexa
— desde o espaço, decoração e entretenimento
até à hospitalidade dos convidados — e os patrocinadores
tornam tudo isso viável.
As marcas associadas à XI Gala partilham dos mesmos
valores de inovação, qualidade e compromisso
com o desenvolvimento do aftermarket, reforçando
a ligação entre o evento e o setor que representa.
Este ano, um recorde de dezassete patrocinadores
contribuiu para o sucesso da Gala: CORTECO,
UFI FILTERS, AUTEL, BREMBO, MEWA,
MANN FILTER, PRO4MATIC, REPSOL, TAB
BATTERIES, RPL QUALITY, TIRSO PNEUS,
OSRAM, BASF, SAMPA, MEAT & DORIA, GO
Como já é tradição, os
emblemáticos troféus
TOP 100 distinguiram
as empresas
distribuidoras
e oficinas que mais
se destacaram pela
excelência, inovação
e desempenho
REPAIR e ORIGINAL BIRTH.
Todos foram homenageados com uma placa comemorativa,
em reconhecimento pelo seu apoio
e parceria estratégica. Essa colaboração reforça a
credibilidade e o alcance do evento, criando uma
relação win-win que beneficia tanto a Gala quanto
as marcas envolvidas.
Uma celebração que inspira o futuro
A XI Gala TOP 100 Distribuidores e Oficinas não
foi apenas uma cerimónia de entrega de prémios
— foi uma celebração da resiliência, do talento e
da capacidade de inovação de um setor essencial
para a economia portuguesa. Numa noite marcada
por glamour, emoção e profissionalismo, o evento
reafirmou o seu papel como principal plataforma
de reconhecimento e networking do aftermarket
nacional.
Com uma década de histórias e conquistas, a Gala
TOP 100 continua a escrever um capítulo de sucesso
na história do setor. O entusiasmo e a energia vividos
no Casino da Figueira da Foz deixaram uma certeza
entre os presentes: a XII edição já é aguardada com
grande expetativa, prometendo novas surpresas, homenagens
e, acima de tudo, a celebração contínua
da excelência no aftermarket português.
YEARS
AUTOMOTIVE
10 Top100 Aftermarket 2025
YEARS
AUTOMOTIVE
Top100 Aftermarket 2025
11
GALA
TOP100
20.º Aniversário JO
Duas décadas de informação e união no aftermarket
Há 20 anos, nascia o Jornal das Oficinas
(JO), uma publicação que se tornou
uma referência incontornável no
aftermarket automóvel em Portugal. Mais
do que o lançamento de um jornal, o seu
aparecimento representou a criação de um
espaço de união, informação e desenvolvimento
para milhares de profissionais ligados
à reparação e ao comércio automóvel.
Desde o primeiro número, em 2005, o JO
assumiu-se como uma publicação independente,
credível e isenta, com a missão de dar
voz a todo o setor, das pequenas oficinas
locais às grandes marcas e distribuidores,
preenchendo um vazio existente no mercado
e construindo uma ponte sólida entre
fabricantes, distribuidores e reparadores.
Ao longo destes 20 anos, o JO destacou-se
por inovar, surpreender e acrescentar valor
ao aftermarket. Sempre atento às transformações
do setor, acompanhou o aparecimento
de grupos de compra internacionais,
o crescimento das redes de oficinas padronizadas
e a evolução tecnológica que hoje
marca profundamente a reparação automóvel.
A cada edição, o JO não se limitou a noticiar,
mas interpretou tendências, deu palco
a diferentes vozes e ajudou empresas e profissionais
a compreender desafios e oportunidades.
A sua apresentação diferenciada, o
rigor editorial e a utilidade prática dos conteúdos
tornaram-no não apenas um jornal,
mas uma verdadeira ferramenta de gestão
Celebrar os 20 anos do Jornal das Oficinas
é celebrar também o percurso do aftermarket
em Portugal. Numa altura de profundas
transformações — com a chegada
dos veículos elétricos, a digitalização e as
novas exigências de clientes cada vez mais
informados — o JO continua a cumprir a
sua missão: informar com rigor, apoiar os
profissionais e ser a voz do setor. O futuro
trará novos desafios, mas também novas
oportunidades, e o JO continuará a evoluir
lado a lado com o mercado, mantendo-se
fiel à sua identidade: um jornal diferente,
que há duas décadas dá voz ao aftermarket.
YEARS
AUTOMOTIVE
12 Top100 Aftermarket 2025
GALA
TOP100
Prémio Personalidade Aftermarket – Joaquim Candeias
Liderar com Humanidade no Coração do Aftermarket
O
Managing Director da Ferdinand
Bilstein Portugal é hoje uma das
figuras mais influentes do setor
automóvel português. Quase quatro décadas
depois de iniciar o percurso numa
loja familiar, continua a ser guiado pela
mesma paixão e pelo compromisso com
as pessoas. Com 67 anos e uma carreira
marcada por visão, ética e persistência,
Joaquim Candeias construiu uma trajetória
ímpar no aftermarket automóvel. À
frente da Ferdinand Bilstein Portugal e
com um papel ativo na ACAP e na FIGIEFA,
defende que o verdadeiro sucesso nasce
da combinação entre inovação, qualidade
e valorização humana. Reconhecido com
o Prémio Personalidade Aftermarket 2025,
é o exemplo de uma liderança que acelera
o setor — sem nunca perder o rumo dos
valores.
A história de Joaquim Candeias é, acima
de tudo, a história de uma vida movida
pela paixão e pela persistência. Nascido
na Sé Nova, em Coimbra, há 67 anos, cedo
percebeu que o caminho profissional que
escolheria seria pautado pelo dinamismo e
pela transformação constante. Pai de dois
filhos e avô de seis netos — o seu verdadeiro
centro de gravidade —, é um homem de
convicções fortes, de afetos sólidos e de
uma dedicação notável ao setor automóvel,
onde construiu uma carreira de quase
quatro décadas.
Atualmente é Managing Director da Ferdinand
Bilstein Portugal S.A., empresa de
referência no aftermarket automóvel nacional,
cargo que desempenha com a mesma
energia e curiosidade que o caracterizam
desde os tempos em que, ao lado do pai,
iniciou o percurso na pequena loja de peças
JPeças, em Coimbra. A experiência inicial na
gestão familiar seria o ponto de partida para
um percurso ascendente, onde o trabalho,
o rigor e a visão estratégica se tornaram
marcas pessoais.
Quando começou, foi o dinamismo do setor
automóvel que o fascinou. E esse mesmo
dinamismo continua a ser o combustível
que o mantém ligado a uma área onde
a inovação é constante e o desafio nunca
termina. Para Joaquim Candeias, as peças
automóveis são muito mais do que simples
componentes de mecânica: representam
o coração de um ecossistema que garante
mobilidade, segurança e liberdade. Cada
peça, defende, é um elo essencial de uma
cadeia onde a confiança, a qualidade e a
disponibilidade fazem toda a diferença.
O equilíbrio entre a vida pessoal e profissional
foi sempre sustentado por uma família
unida, que lhe deu o suporte necessário
para crescer e arriscar. Essa estrutura familiar
forte foi o abrigo que lhe permitiu
enfrentar os desafios mais exigentes de
uma carreira longa e intensa.
Nas adversidades, aprendeu a reforçar valores
que considera inegociáveis: adaptação,
valorização das pessoas e das equipas,
confiança e flexibilidade. São estes princípios
que sustentam não apenas o seu estilo
de liderança, mas também o sucesso da
Ferdinand Bilstein Portugal, empresa que
ajudou a consolidar e tornar numa referência
incontornável do aftermarket nacional.
A persistência e a humanidade são as duas
palavras que melhor o definem. Num setor
competitivo e exigente, mantém uma postura
otimista e pragmática, acreditando
que o sucesso é construído todos os dias,
com pequenas conquistas. O seu quotidiano
raramente é igual: divide-se entre a
gestão da empresa e as responsabilidades
associativas, sem deixar de reservar tempo
para o seu ritual após o almoço — uns minutos
de bicicleta, dentro das instalações
da empresa, para oxigenar o pensamento.
Para si, um bom dia de trabalho é aquele em
que sente a equipa alinhada e vê progresso
em projetos estratégicos. Acredita que o
segredo do sucesso está em viver o lema do
grupo: “Fortes Individualmente, Imbatíveis
em Equipa”. É essa filosofia que pauta o
funcionamento interno da empresa e que
tem permitido a construção de um projeto
sólido, sustentado em valores como qualidade,
inovação, serviço ao cliente, sustentabilidade
e valorização do capital humano.
Além do papel na Ferdinand Bilstein Portugal,
Joaquim Candeias é uma figura central
na vida associativa do setor. Desde 2009,
tem desempenhado cargos de relevo, como
Presidente da Divisão de Peças e Acessórios
Independentes (DPAI) da ACAP e membro
do Board da FIGIEFA, entidade europeia
que reúne as principais associações do aftermarket.
Em 2025, assumiu ainda a função
de Vice-Presidente da Direção da ACAP
para o triénio 2025–2027, reforçando o seu
compromisso com o desenvolvimento do
setor a nível nacional e europeu.
Para ele, participar ativamente em projetos
e processos legislativos é fundamental, pois
acredita que só assim se garante uma atuação
equitativa e competitiva no mercado.
As vitórias associativas que mais o orgulham
estão relacionadas com as revisões
do regulamento MVBER, essenciais para
assegurar o acesso justo a peças e informações
técnicas, promovendo concorrência
leal e inovação.
Fora do ambiente empresarial, Joaquim
Candeias revela uma faceta descontraída
e autêntica. Aprecia música — com preferência
por Rod Stewart e Pink Floyd —, é fã
de automobilismo, motociclismo e ténis, e
torce pelo Benfica. Não tem gosto pela cozinha,
mas não resiste a um Bacalhau à Brás
bem confecionado. Nos tempos livres, gosta
de viajar e andar de mota, duas paixões que
traduzem a liberdade que tanto valoriza.
Entre sonhos e conquistas, concretizou um
antigo desejo: comprar um Porsche, símbolo
não de ostentação, mas de realização
pessoal e da ligação emocional que sempre
teve ao mundo automóvel.
Acima de tudo, porém, Joaquim Candeias é
um homem de afetos. A família e os amigos
são a sua grande paixão, o seu verdadeiro
ponto de partida e de chegada. Persistente,
humano e otimista por natureza, continua
a olhar para o futuro com a mesma curiosidade
que o moveu desde o início.
YEARS
AUTOMOTIVE
14 Top100 Aftermarket 2025
YEARS
AUTOMOTIVE
Top100 Aftermarket 2025
15
GALA
TOP100
Prémio Carreira - Hermínio Batalha Cordeiro
Uma vida guiada pelo trabalho,
pela família e pela visão de futuro
Hermínio Batalha Cordeiro nasceu na
vila da Batalha há sessenta e seis
anos e, desde cedo, aprendeu o valor
do esforço e da persistência. Filho de
uma família ligada à pecuária, começou a
trabalhar muito jovem, ainda adolescente,
ajudando os pais e, mais tarde, aos catorze
anos, numa pequena oficina local. A curiosidade
pelo mundo dos motores e a vontade
de aprender abriram-lhe as portas para
o setor dos veículos pesados, onde iniciou
o percurso profissional como caixeiro. Essa
experiência revelou-lhe um universo de
oportunidades e, sobretudo, a perceção
de que o mercado de peças usadas tinha
espaço para crescer.
Foi assim que, com determinação e uma
visão prática dos negócios, comprou o seu
primeiro camião para desmantelar e vender
às peças, montando o embrião daquilo
que viria a tornar-se um grupo empresarial
de referência. No início, trabalhava a partir
da garagem de casa, conciliando a venda
de peças com reparações e assistência. O
sucesso inicial levou-o a adquirir o primeiro
terreno e a construir um pequeno armazém,
onde começou a importar camiões,
maioritariamente da Holanda. Em cada viagem
trazia três veículos: um para revenda
YEARS
AUTOMOTIVE
16 Top100 Aftermarket 2025
GALA
TOP100
imediata, outro para reparar e um terceiro
destinado ao desmantelamento.
A necessidade de manutenção e reparação
originou a criação da oficina própria, e, com
o tempo, o negócio de peças novas, inicialmente
apenas um complemento, ganhou
expressão própria. Em 1995, impulsionado
pelo crescimento do volume de faturação,
decidiu formalizar o projeto empresarial,
criando as empresas HBC II – Peças Auto
e HBC – Reparações Auto, mantendo em
nome individual a venda de camiões. O
sucesso exigiu novas infraestruturas, e as
instalações na Batalha foram-se expandindo
com a aquisição de terrenos vizinhos.
Os anos seguintes foram marcados por
um espírito empreendedor constante.
Em 1998 inaugurou a primeira loja em Alverca,
a que se seguiram Pombal (2000),
Ovar (2002), Porto (2004), Rio Maior (2011)
e, mais recentemente, Seixal (2022). A consolidação
do negócio das peças novas e o
estabelecimento de relações diretas com
fornecedores internacionais de marcas
premium transformaram o grupo HBC
numa referência nacional no setor. A integração
na TEMOT International, em 2016,
representou o reconhecimento de décadas
de trabalho e abriu novas portas ao nível
da distribuição global.
A trajetória de Hermínio Cordeiro foi construída
num tempo em que o acesso ao
crédito era limitado e os juros elevados. A
compra de camiões no estrangeiro, muitas
vezes feita com dinheiro vivo e em diferentes
moedas, exigia coragem e capacidade
de adaptação. Ao longo dos anos, a gestão
rigorosa e o controlo financeiro permitiram
reduzir a dependência da banca, mas os
desafios continuam: margens mais curtas,
impostos elevados e uma concorrência
cada vez mais intensa obrigam a reinventar
estratégias e a manter o foco na eficiência.
A força de Hermínio Cordeiro reside, no
entanto, na sua capacidade de superação.
Para ele, cada obstáculo é uma oportunidade
de provar que o trabalho árduo, aliado
à honestidade e à perseverança, continua
a ser o caminho do sucesso. Foi essa filosofia
que o sustentou nos momentos
mais difíceis — como o trágico acidente
que marcou os primeiros anos da empresa
— e que o motiva a levantar-se todos os
dias, cedo, para ser o primeiro a chegar e
o último a sair.
A ligação à família é outro dos pilares da
sua vida. Casado com Zulmira, companheira
incansável em todas as etapas, é pai de
dois filhos e avô de quatro netos, o seu
maior orgulho. Ver o filho envolvido no negócio
é, para ele, o culminar de uma vida
de dedicação. Acredita na continuidade do
legado familiar e sonha que a paixão pelo
trabalho possa chegar às gerações futuras.
Um dos momentos
mais tocantes da
noite foi a entrega
dos prémios
individuais.Joaquim
Candeias foi
distinguido com o
Prémio Personalidade
Aftermarket,
enquanto Hermínio
Cordeiro recebeu o
Prémio Carreira
O quotidiano de Hermínio Cordeiro mantém-se
simples e genuíno. Continua a visitar
regularmente as lojas do grupo, conduzindo
muitas vezes o camião que faz a
distribuição de peças. Gosta de estar na
linha da frente, próximo dos colaboradores,
clientes e fornecedores, porque acredita
que a presença constante é a melhor forma
de liderança. Não raras vezes, é visto
ao volante de um empilhador, ajudando
a descarregar mercadorias — um gesto
que reflete a humildade de quem nunca
se afastou das origens.
Nos seus valores destaca a seriedade e o
respeito pela palavra dada. Para ele, num
negócio sólido, um aperto de mão vale
tanto quanto um contrato. Quando surgem
problemas, considera essencial olhar
o cliente nos olhos e encontrar soluções
rápidas e justas. É dessa filosofia que nasce
a confiança que marca o relacionamento
com o mercado.
Fora do ambiente empresarial, Hermínio
Cordeiro encontra na agricultura o seu refúgio.
Trabalhar a terra ao volante do trator
é a forma que encontrou para pensar com
serenidade e equilibrar o ritmo exigente
da vida profissional. Gosta de grelhar peixe
para a família, aprecia um bom fado
de Carlos do Carmo e, embora não seja
um adepto fervoroso, torce pelo Benfica.
Prefere os clássicos “westerns” ao cinema
moderno e, tendo conhecido grande parte
da Europa, diz não ter viagens de sonho
por cumprir — o essencial para ele, está
em casa.
Com uma trajetória marcada por coragem,
visão e persistência, Hermínio Batalha Cordeiro
é o exemplo vivo de que o sucesso
se constrói passo a passo, com seriedade e
trabalho. A história do homem que começou
numa pequena garagem e construiu
um império de peças automóveis é, hoje,
motivo de orgulho e inspiração. Por tudo o
que alcançou — e pela forma como o fez —,
é com inteira justiça que recebe o Prémio
Carreira 2025, símbolo do reconhecimento
de uma vida dedicada à empresa, à família
e a Portugal.
YEARS
AUTOMOTIVE
18 Top100 Aftermarket 2025
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dos nossos parceiros
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de um modelo flexível e
colaborativo.
Sabemos que cada oficina é
diferente — por isso, a GoRepair
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e tempos de reparação e elaborar orçamentos com precisão e
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a relação com o cliente final.
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participação da oficina em ações e eventos da rede.
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parceiros especializados do setor.
Inclui uma biblioteca digital com vídeos, cursos e conteúdos
técnicos para atualização contínua da equipa.
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100
MERCADO
DISTRIBUIDORES
DE PEÇAS PARA LIGEIROS
Os 100 Maiores Distribuidores de Peças para Ligeiros faturaram em 2024
quase 1,6 mil milhões de euros, crescendo 9,9% sobre 2023. Aumentou em 8,6% o n.º de
trabalhadores que superaram os 6,1 mil. A produtividade aumentou para 257 mil euros
por trabalhador
O
mercado
de distribuição de
peças enfrenta uma crescente
concentração, resultado de fusões,
associações e aquisições,
incluindo capital estrangeiro.
Paralelamente, a digitalização dos processos operacionais
transforma profundamente logística e
gestão. As novas formas de mobilidade, como os
veículos elétricos alteram padrões de consumo e
exigem adaptação rápida. A economia circular e
a sustentabilidade introduzem novos operadores,
produtos e modelos de negócio, enquanto gigantes
online e inteligência artificial reconfiguram
toda a cadeia de distribuição. O grande desafio
do setor continua a ser os recursos humanos,
com dificuldades em atrair e reter jovens e gerir
o confronto geracional. A logística, as devoluções
e a gestão de stocks exigem soluções eficientes,
e a capacidade de adaptação às mudanças tecnológicas
e ambientais determinará a vantagem
competitiva futura.
Nesta edição introduzimos as seguintes alterações
para adequar a evolução do Mercado:
• Não incluímos a Stellantis &You, distribuidora
do fabricante do mesmo nome, que tem presença
significativa no mercado, mas com posicionamento
diferente: quase 50% da sua faturação
é realizada fora da sua rede de concessionários.
• 3A Aftermarket, grupo distribuidor que consolida
várias empresas do setor: Euromais, RPL
clima, ATM, Viscopeças e Lusofiltros. Os dados
apresentados correspondem ao consolidado da
empresa, e não incluímos os individuais das filiais.
• M.Coutinho Peças, realiza todas as operações
de Distribuição das marcas da Mercedes e do
grupo VAG, mas por motivos de compliance, a
faturação destas operações é realizada por outra
empresa do Grupo (M.Coutinho Nordeste). O
valor da faturação destas operações é de 6,8 M €.
A situação financeira manteve valores excelentes:
• Os lucros atingiram quase 75 milhões de €, e
unicamente 4 empresas apresentaram prejuízos
(7 no ano 2023).
• Autonomia financeira aumentou para 54,1% do
ativo financiado pelos capitais próprios.
• As rentabilidades médias cresceram para valores
de 4,7% das vendas e 13,1% dos capitais.
• A incidência do VAB nas Vendas é de 18%,
valor pequeno como corresponde a atividade
comercial.
A Sofrapa lidera em volume de negócios e número
de trabalhadores, mas a M.Coutinho Peças seria
líder em vendas, se incluir a faturação realizada
por M.Coutinho Nordeste.
A Centrauto dispõe dos maiores ativos e capitais,
sendo também a maior geradora de resultados
e VAB.
42 Top100 Aftermarket 2025
O SEU PARCEIRO DE
PEÇAS 360º
MERCADO TOP100
TOP 100
MAIORES DISTRIBUIDORES PEÇAS VEÍCULOS LIGEIROS
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓP. 2024 VAB 2024 Nº TRAB. 2024
1 SOFRAPA, S.A. LISBOA 95.431 90.186 55.316 1.474 8.828 15.135 442
2 M. COUTINHO PEÇAS, S.A. PORTO 94.156 73.967 27.616 1.528 7.800 7.561 169
3 CENTRAUTO, LDA. AVEIRO 80.629 69.567 124.654 14.012 102.181 23.463 204
4 CREATE BUSINESS, S.A. LISBOA 68.881 63.363 19.366 59 1.532 1.519 23
5 AUTOZITÂNIA, S.A. LISBOA 68.235 60.936 46.248 3.514 27.337 10.912 146
6 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. AVEIRO 65.389 55.559 44.897 4.023 25.149 14.676 421
7 3A AFTERMARKET - PEÇAS E PNEUS, S.A. COIMBRA 60.237 58.255 38.217 438 10.016 5.755 109
8 AUTO DELTA, LDA. LEIRIA 52.589 47.516 34.647 5.866 25.656 12.198 134
9 NORS AFTERMARKET PORTUGAL, S.A. SETÚBAL 51.363 55.987 57.503 508 27.462 8.351 185
10 VAUNER TRADING, S.A. PORTO 48.667 47.058 37.753 2.199 23.455 8.739 175
11 CAETANO PARTS, LDA. PORTO 47.388 43.997 17.295 917 5.193 6.717 150
12 BOMBÓLEO, LDA LISBOA 43.567 42.924 21.270 1.429 6.815 5.491 97
13 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. LISBOA 32.469 31.047 14.237 993 7.094 5.155 59
14 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. LISBOA 32.338 25.006 19.660 1.215 6.914 5.090 82
15 DRIVE360 - PARTS & SOLUTIONS, LDA. LISBOA 32.328 30.925 18.578 753 644 5.931 166
16 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. LISBOA 30.662 25.780 18.173 2.123 9.350 6.535 104
17 FIMAG, LDA. BRAGA 28.194 23.976 19.577 2.479 14.523 5.507 78
18 JAPPARTS, LDA. PORTO 27.465 26.402 7.057 6 2.809 7.172 273
19 SOULIMA, S.A. LISBOA 24.594 23.488 14.407 351 9.516 3.187 81
20 EUROPEÇAS, S.A LISBOA 23.342 22.964 16.231 -76 5.678 4.431 139
21 BRAGALIS, S.A. BRAGA 22.047 18.007 12.265 455 4.964 2.837 56
22 M.F. PINTO, S.A. LISBOA 21.542 16.800 13.867 1.582 8.563 3.912 56
23 ROMAFE, S.A. PORTO 20.216 17.860 18.301 208 14.047 3.171 69
24 ALECARPEÇAS, LDA. LISBOA 19.287 15.884 10.699 1.409 5.886 4.183 74
25 LEIRILIS, S.A. LEIRIA 17.509 16.602 12.908 539 5.114 3.251 79
26 INOVPEÇAS,S.A. PORTO 17.052 14.862 9.439 748 3.893 3.944 119
27 VIEIRA & FREITAS, LDA. BRAGA 16.300 14.362 15.019 1.537 13.243 3.860 46
28 HUMBERPEÇAS, LDA. AVEIRO 15.118 13.041 9.879 74 2.082 1.920 67
29 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET GROUP, S.A. (REDEINNOV) PORTO 14.774 15.926 4.132 99 890 613 9
30 CREATE BY SANDIA, S.A. FARO 14.764 13.892 6.081 1.640 4.337 4.071 84
31 RODAPEÇAS, S.A. LEIRIA 14.045 12.516 7.624 539 3.609 3.292 99
32 ISUVOL, LDA. SANTARÉM 13.295 13.171 9.743 487 5.974 2.526 69
33 A. VIEIRA, S.A. BRAGA 12.057 11.734 8.678 403 5.296 2.432 60
34 IBEROTURBO, LDA. LISBOA 11.919 12.484 7.558 541 4.148 1.211 16
35 MONDEGOPEÇAS, LDA. COIMBRA 10.598 8.782 7.070 498 3.805 2.608 76
36 J. SOARES & RODRIGUES, LDA. (SOARAUTO) BRAGA 10.379 9.408 6.245 319 1.693 2.146 56
37 INFINIAUTO, LDA. PORTO 10.363 7.568 11.033 1.371 9.652 3.354 40
38 AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A. PORTO 9.344 9.017 8.954 290 6.333 2.089 49
39 ADELINO PEDRO, LDA. (APL EXPRESSO) AÇORES 9.179 8.298 5.338 499 2.941 1.940 51
40 CARDOSO & MAIA, S.A. PORTO 8.156 7.773 11.699 -84 5.512 2.128 75
41 AUTO RECTO, LDA. PORTO 8.075 7.603 6.143 779 5.025 2.056 31
42 GAIAFOR, LDA. PORTO 7.513 6.573 3.923 239 2.035 1.791 49
43 TURBOMAX, LDA. SETÚBAL 7.339 6.697 4.863 522 3.641 1.918 34
44 PAULO & DANIELA, LDA. (PD AUTO) BRAGA 7.218 6.225 5.944 256 2.001 1.583 42
45 JOSÉ FORTUNATO, LDA. (JF AUTO PEÇAS) C. BRANCO 7.158 6.285 5.562 720 3.584 2.037 43
46 PHAARMPEÇAS, LDA. VISEU 6.968 6.171 5.455 474 2.249 2.000 47
47 VALES & VALES, LDA. PORTO 6.847 5.862 3.008 341 1.776 1.645 49
48 TISOAUTO-PEÇAS, LDA. PORTO 6.642 6.100 3.558 216 1.381 1.385 51
49 LUBRINORDESTE, LDA. VILA REAL 6.569 6.209 3.740 429 1.505 1.627 37
50 GLOBESCALA, LDA. LISBOA 6.255 5.624 7.449 655 3.442 1.456 16
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Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓP. 2024 VAB 2024 Nº TRAB. 2024
51 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) PORTO 6.092 6.021 10.196 1.042 9.590 2.398 37
52 AUTOPEÇAS CAB, LDA. SETÚBAL 5.957 5.664 3.900 19 2.725 1.634 57
53 PEÇASRAM, LDA. MADEIRA 5.897 5.897 5.765 545 4.803 1.823 45
54 MAIORPEÇAS, LDA. SANTARÉM 5.593 4.900 3.241 338 2.356 1.136 28
55 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA. LEIRIA 5.250 4.797 3.987 562 2.917 1.194 19
56 HUMBERTO ROMANO & ANDRADE, LDA. BRAGANÇA 5.249 3.927 1.579 81 1.058 257 9
57 AUTOZITÂNIA II, S.A. LISBOA 5.244 3.806 2.947 572 1.949 1.625 30
58 NIPOCAR, LDA. PORTO 5.107 4.384 6.650 662 5.356 1.774 29
59 HOJER ELECTROMECÂNICA, LDA. SANTARÉM 5.104 4.734 4.569 265 2.474 1.091 37
60 BARCELPEÇAS, LDA. BRAGA 5.082 4.425 4.180 333 3.192 997 41
61 NEWCARPRO CENTROS AUTO, LDA. BRAGA 5001 4.374 1.473 193 187 643 11
62 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO,LDA. AVEIRO 4.905 4.839 3.356 221 1.250 1.040 25
63 R3D, LDA. C. BRANCO 4.877 4.560 4.724 411 3.604 1.233 34
64 PRIMOPEÇAS, LDA. BRAGA 4.842 4.049 2.371 69 608 1.032 38
65 FILOURÉM, LDA. SANTARÉM 4.716 4.659 3.755 -33 1.101 834 23
66 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. LISBOA 4.640 4.442 1.890 47 392 768 29
67 JAPOPEÇAS, LDA. AVEIRO 4.548 4.331 5.203 494 4.596 1.126 16
68 AUTO PEÇAS DA GAFANHA DA NAZARÉ, LDA. AUTOPEÇAS.PT) AVEIRO 4.546 4.196 3.859 72 765 897 33
69 DAVASA AUTOMOCIÓN, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 4.484 4.501 3.223 -199 -1.695 547 25
70 RODEÇA - RODRIGUES & EÇA, LDA. AVEIRO 4.443 4.159 2.286 127 1.297 899 33
71 MENAPEÇAS, S.A. LISBOA 4.412 4.251 4.646 120 3.756 1.009 40
72 CYR - COMÉRCIO IBÉRICO DE ROLAMENOS, LDA. LISBOA 4.319 4.425 4.829 13 1.665 1.191 38
73 FRANCECAR, LDA. VISEU 4.275 4.294 4.206 129 2.588 875 22
74 SA GOMES, S.A. (AUTO ESFERA) BRAGA 4.209 2.783 3.995 1.184 2.583 1.971 16
75 REMAIND REVESTIMENTOS INDUSTRIAIS, LDA. BEJA 4.196 4.574 3.556 360 2.731 878 9
76 AUTOAVAL, LDA COIMBRA 4.157 3.785 1.630 271 1.251 888 16
77 GANDRA & FILHOS, LDA. (AUTO FORMIGOSA) V. do CASTELO 4.134 4.020 3.114 71 970 794 30
78 MCS - PEÇAS E ACESSORIOS, LDA. LISBOA 4.125 3.772 3.177 180 1.753 1.039 25
79 ADAICO - AUXILIARES DE AUTOMAÇÃO, LDA. PORTO 4.083 4.100 1.759 206 1.355 494 8
80 GRANMOTOR, LDA. LISBOA 4.077 3.912 2.219 86 989 910 29
81 ELPS, LDA. MADEIRA 4.023 3.692 3.483 290 1.614 987 21
82 POLIBATERIAS, LDA. SETÚBAL 4.009 3.780 2.249 25 1.445 738 11
83 RECIFE - DESMONTAGEM DE VEÍCULOS, LDA. BRAGA 3.984 3.721 5.446 364 3.297 1.950 63
84 REALAUTO - BATERIAS PEÇAS E ACESSÓRIOS, LDA. VILA REAL 3.889 3.644 1.905 59 741 482 20
85 GULOSIPEÇAS, LDA. V. do CASTELO 3.867 3.494 2.054 154 299 877 23
86 MACOS EXTRAS E ACESSÓRIOS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. PORTO 3.834 3.768 6.305 485 5.698 1.164 22
87 P. P. T. - PEÇAS AUTO DE BRAGA, LDA. BRAGA 3.687 2.996 1.596 150 741 906 22
88 FERREIRA & COUTINHO, LDA. BRAGA 3.603 3.164 2.491 203 1.060 864 16
89 AÇORPEÇAS, LDA. P. DELGADA 3.595 3.238 4.390 757 4.049 1.490 21
90 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. SANTARÉM 3.562 3.235 2.755 296 2.130 921 17
91 AUTO FORNECEDORA, LDA. PORTO 3.505 3.440 3.201 109 2.520 801 15
92 SIMPORAL, LDA. LISBOA 3.440 3.969 1.495 221 1.017 1.115 21
93 CANFER - PEÇAS E ACESSÓRIOS AUTO, LDA. LISBOA 3.427 2.735 3.180 406 2.222 1.691 22
94 MERPEÇAS, LDA. AVEIRO 3.384 2.656 1.660 85 618 493 14
95 X-ACTION, LDA. COIMBRA 3.382 3.349 1.485 38 598 588 19
96 FLUXOIMPOR, LDA. PORTO 3.379 3.212 3.355 323 2.709 977 18
97 EUROSPRING - COMPONENTES PARA SUSPENSÃO, S.A. SANTARÉM 3.332 3.563 5.215 514 3.847 1.120 9
98 AGOSTIAUTO, LDA. SETÚBAL 3.327 2.756 1.391 53 497 696 19
99 TRIOTORRES, LDA. LISBOA 3.281 2.999 1.687 24 999 478 21
100 MARCODIESEL, LDA. SETÚBAL 3.258 2.847 2.079 102 1.021 1.316 40
Top100 Aftermarket 2025
45
MERCADO TOP100
TOP 100
EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIOS - DISTRIBUIDORES PEÇAS LIGEIROS
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024
CRESC. VOL.
NEG. 24/23
VOL. NEG. 2023
CRESC. VOL.
NEG. 23/22
VOL. NEG. 2022
CRESC. VOL.
NEG. 22/21
1 SA GOMES, S.A. (AUTO ESFERA) BRAGA 4.209 51,2 2.783 2,4 2.717 -1,6 2.761
2 AUTOZITÂNIA II, S.A. LISBOA 5.244 37,8 3.806 19,0 3.198 13,8 2.809
3 INFINIAUTO, LDA. PORTO 10.363 36,9 7.568 19,7 6.325 11,3 5.684
4 HUMBERTO ROMANO & ANDRADE, LDA. BRAGANÇA 5.249 33,7 3.927 6,8 3.677 18,5 3.104
VOL. NEG. 2021
5 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. LISBOA 32.338 29,3 25.006 9,6 22.818 11,7 20.426
6 M.F. PINTO, S.A. LISBOA 21.542 28,2 16.800 14,5 14.676 11,9 13.112
7 MERPEÇAS, LDA. AVEIRO 3.384 27,4 2.656 13,6 2.338 93,7 1.207
8 M. COUTINHO PEÇAS, S. A. PORTO 94.156 27,3 73.967 6,6 69.416 23,9 56.006
9 CANFER - PEÇAS E ACESSÓRIOS AUTO, LDA. LISBOA 3.427 25,3 2.735 22,2 2.238 - -
10 P. P. T. - PEÇAS AUTO DE BRAGA, LDA. BRAGA 3.687 23,1 2.996 11,5 2.686 5,0 2.558
11 BRAGALIS, S.A. BRAGA 22.047 22,4 18.007 3,6 17.375 4,7 16.588
12 ALECARPEÇAS, LDA. LISBOA 19.287 21,4 15.884 19,3 13.318 22,6 10.864
13 AGOSTIAUTO, LDA. SETÚBAL 3.327 20,7 2.756 25,8 2.191 18,3 1.852
14 MONDEGOPEÇAS, LDA. COIMBRA 10.598 20,7 8.782 17,8 7.455 28,3 5.812
15 PRIMOPEÇAS, LDA. BRAGA 4.842 19,6 4.049 14,4 3.540 26,1 2.807
16 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S. A. LISBOA 30.662 18,9 25.780 12,1 23.006 20,3 19.120
17 J. P. L. R 1 UNIPESSOAL, LDA. AVEIRO 65.389 17,7 55.559 27,1 43.709 17,6 37.177
18 FIMAG, LDA. BRAGA 28.194 17,6 23.976 18,7 20.197 19,7 16.874
19 VALES & VALES, LDA. PORTO 6.847 16,8 5.862 22,6 4.781 37,1 3.486
20 NIPOCAR, LDA. PORTO 5.107 16,5 4.384 7,5 4.077 4,4 3.907
21 PAULO & DANIELA, LDA. (PD AUTO) BRAGA 7.218 16,0 6.225 18,9 5.235 9,1 4.798
22 HUMBERPEÇAS, LDA. AVEIRO 15.118 15,9 13.041 27,3 10.245 0,0 10.245
23 CENTRAUTO, LDA. AVEIRO 80.629 15,9 69.567 15,2 60.371 23,6 48.846
24 BARCELPEÇAS, LDA. BRAGA 5.082 14,8 4.425 12,4 3.936 6,7 3.689
25 INOVPEÇAS, S.A. PORTO 17.052 14,7 14.862 19,4 12.445 23,3 10.095
26 MARCODIESEL, LDA. SETÚBAL 3.258 14,4 2.847 18,6 2.400 5,4 2.276
27 NEWCARPRO - CENTROS AUTO, LDA. BRAGA 5001 14,3 4.374 15,4 3.791 -0,2 3.798
28 GAIAFOR, LDA. PORTO 7.513 14,3 6.573 15,3 5.700 10,7 5.151
29 MAIORPEÇAS, LDA. SANTARÉM 5.593 14,1 4.900 13,0 4.336 15,2 3.763
30 JOSÉ FORTUNATO, LDA. (JF AUTO PEÇAS) C. BRANCO 7.158 13,9 6.285 21,5 5.171 18,1 4.379
31 FERREIRA & COUTINHO, LDA. BRAGA 3.603 13,9 3.164 34,2 2.357 47,7 1.596
32 VIEIRA & FREITAS, LDA. BRAGA 16.300 13,5 14.362 5,5 13.617 5,4 12.925
33 ROMAFE, S.A. PORTO 20.216 13,2 17.860 26,6 14.109 22,7 11.495
34 PHAARMPEÇAS, UNIPESSOAL, LDA. VISEU 6.968 12,9 6.171 21,6 5.076 13,4 4.475
35 RODAPEÇAS, S. A. LEIRIA 14.045 12,2 12.516 10,9 11.290 17,0 9.647
36 AUTOZITÂNIA, S. A. LISBOA 68.235 12,0 60.936 15,6 52.729 24,5 42.344
37 GLOBESCALA, LDA. LISBOA 6.255 11,2 5.624 -7,9 6.108 46,2 4.178
38 AÇORPEÇAS, LDA. P. DELGADA 3.595 11,0 3.238 4,5 3.098 11,2 2.787
39 AUTO DELTA, LDA. LEIRIA 52.589 10,7 47.516 24,5 38.151 12,7 33.866
40 GULOSIPEÇAS, LDA. V. do CASTELO 3.867 10,7 3.494 13,0 3.091 10,0 2.809
41 ADELINO PEDRO, LDA. (APL EXPRESSO) AÇORES 9.179 10,6 8.298 15,2 7.205 15,3 6.250
42 J. SOARES & RODRIGUES, LDA. (SOARAUTO) BRAGA 10.379 10,3 9.408 9,0 8.631 16,0 7.439
43 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. SANTARÉM 3.562 10,1 3.235 17,2 2.760 13,8 2.426
44 AUTOAVAL , LDA COIMBRA 4.157 9,8 3.785 17,6 3.218 14,3 2.815
45 TURBOMAX, LDA. SETÚBAL 7.339 9,6 6.697 18,3 5.663 9,7 5.163
46 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA. LEIRIA 5.250 9,4 4.797 22,8 3.906 13,2 3.451
47 TRIOTORRES, LDA. LISBOA 3.281 9,4 2.999 6,5 2.816 1,9 2.764
48 MCS - PEÇAS E ACESSORIOS, LDA LISBOA 4.125 9,4 3.772 11,3 3.390 11,4 3.043
49 ELPS, LDA. MADEIRA 4.023 9,0 3.692 15,3 3.203 12,9 2.837
50 TISOAUTO-PEÇAS, LDA. PORTO 6.642 8,9 6.100 23,1 4.954 12,1 4.420
46 Top100 Aftermarket 2025
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024
CRESC. VOL.
NEG. 24/23
VOL. NEG. 2023
CRESC. VOL.
NEG. 23/22
VOL. NEG. 2022
CRESC. VOL.
NEG. 22/21
VOL. NEG. 2021
51 CREATE BUSINESS, S.A. LISBOA 68.881 8,7 63.363 -2,1 64.715 22,2 52.941
52 AUTO PEÇAS DA GAFANHA DA NAZARÉ, LDA. (AUTOPEÇAS.PT) AVEIRO 4.546 8,3 4.196 8,7 3.859 22,1 3.160
53 HOJER ELECTROMECÂNICA, LDA. SANTARÉM 5.104 7,8 4.734 8,5 4.365 2,7 4.249
54 CAETANO PARTS, LDA. PORTO 47.388 7,7 43.997 -2,1 44.945 122,6 20.193
55 RECIFE - DESMONTAGEM DE VEÍCULOS, LDA. BRAGA 3.984 7,1 3.721 - - - -
56 R3D, LDA. C. BRANCO 4.877 7,0 4.560 5,3 4.329 14,0 3.799
57 RODEÇA - RODRIGUES & EÇA, LDA. AVEIRO 4.443 6,8 4.159 17,2 3.550 8,5 3.271
58 REALAUTO - BATERIAS PEÇAS E ACESSÓRIOS, LDA. VILA REAL 3.889 6,7 3.644 16,9 3.118 20,0 2.599
59 CREATE BY SANDIA, S.A. FARO 14.764 6,3 13.892 25,4 11.075 8,2 10.231
60 AUTO RECTO, LDA. PORTO 8.075 6,2 7.603 18,7 6.404 9,6 5.844
61 POLIBATERIAS, LDA. SETÚBAL 4.009 6,1 3.780 12,4 3.362 6,1 3.170
62 SOFRAPA AUTOMOVÉIS, S.A. LISBOA 95.431 5,8 90.186 16,4 77.476 4,0 74.471
63 LUBRINORDESTE, LDA. VILA REAL 6.569 5,8 6.209 10,6 5.615 17,1 4.796
64 LEIRILIS, S.A. LEIRIA 17.509 5,5 16.602 17,1 14.183 8,9 13.023
65 FLUXOIMPOR, LDA. PORTO 3.379 5,2 3.212 2,0 3.149 10,3 2.856
66 AUTOPEÇAS CAB, LDA. SETÚBAL 5.957 5,2 5.664 8,5 5.220 3,4 5.047
67 JAPOPEÇAS, LDA. AVEIRO 4.548 5,0 4.331 6,1 4.083 -1,8 4.159
68 CARDOSO & MAIA, S.A. PORTO 8.156 4,9 7.773 -9,2 8.559 2,3 8.370
69 SOULIMA, S.A. LISBOA 24.594 4,7 23.488 18,4 19.836 11,1 17.861
70 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. LISBOA 32.469 4,6 31.047 8,4 28.647 10,6 25.895
71 DRIVE360 - PARTS & SOLUTIONS, LDA. LISBOA 32.328 4,5 30.925 21,7 25.405 - 0
72 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. (N PEÇAS) LISBOA 4.640 4,5 4.442 13,9 3.901 28,4 3.039
73 GRANMOTOR, LDA. LISBOA 4.077 4,2 3.912 3,6 3.777 7,3 3.520
74 JAPPARTS, LDA. PORTO 27.465 4,0 26.402 11,8 23.624 36,4 17.315
75 MENAPEÇAS, S.A. LISBOA 4.412 3,8 4.251 3,0 4.128 16,5 3.544
76 AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A. PORTO 9.344 3,6 9.017 4,8 8.603 -1,6 8.743
77 VAUNER TRADING, S.A PORTO 48.667 3,4 47.058 8,9 43.207 17,6 36.729
78 3A AFTERMARKET - PEÇAS E PNEUS, S.A. COIMBRA 60.237 3,4 58.255 473,4 10.160 - -
79 GANDRA & FILHOS, LDA. (AUTO FORMIGOSA) V. do CASTELO 4.134 2,8 4.020 27,9 3.142 15,9 2.712
80 A. VIEIRA, S.A. BRAGA 12.057 2,8 11.734 8,2 10.846 6,0 10.231
81 AUTO FORNECEDORA, LDA. PORTO 3.505 1,9 3.440 4,8 3.282 11,6 2.940
82 MACOS EXTRAS E ACESSÓRIOS, LDA. PORTO 3.834 1,8 3.768 5,5 3.570 5,2 3.395
83 EUROPEÇAS, S.A. LISBOA 23.342 1,6 22.964 11,4 20.613 15,0 17.928
84 BOMBÓLEO, LDA. LISBOA 43.567 1,5 42.924 -15,4 50.736 84,7 27.473
85 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO, LDA. AVEIRO 4.905 1,4 4.839 29,6 3.735 23,1 3.033
86 FILOURÉM-COMÉRCIO DE PEÇAS AUTO, LDA. SANTARÉM 4.716 1,2 4.659 11,6 4.173 12,7 3.703
87 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) PORTO 6.092 1,2 6.021 2,6 5.869 23,8 4.739
88 X-ACTION, LDA. COIMBRA 3.382 1,0 3.349 3,6 3.233 10,0 2.940
89 ISUVOL, LDA. SANTARÉM 13.295 0,9 13.171 10,2 11.948 17,6 10.161
90 PEÇASRAM, LDA. MADEIRA 5.897 0,0 5.897 7,6 5.478 10,2 4.971
91 DAVASA AUTOMOCIÓN, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 4.484 -0,4 4.501 -1,1 4.553 5,4 4.319
92 ADAICO - AUXILIARES DE AUTOMAÇÃO, LDA. PORTO 4.083 -0,4 4.100 - - - -
93 FRANCECAR, LDA. VISEU 4.275 -0,4 4.294 15,4 3.720 17,7 3.161
94 CYR - COMÉRCIO IBÉRICO DE ROLAMENOS, LDA. LISBOA 4.319 -2,4 4.425 3,2 4.289 8,7 3.947
95 IBEROTURBO, LDA. LISBOA 11.919 -4,5 12.484 9,6 11.392 3,1 11.052
96 EUROSPRING - COMPONENTES PARA SUSPENSÃO, S.A. SANTARÉM 3.332 -6,5 3.563 - - - -
97 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET GROUP, S.A. (REDEINNOV) PORTO 14.774 -7,2 15.926 13,0 14.094 10,6 12.738
98 NORS AFTERMARKET PORTUGAL, S.A. SETÚBAL 51.363 -8,3 55.987 6,6 52.507 63,9 32.035
99 REMAIND - REVESTIMENTOS INDUSTRIAIS, LDA. BEJA 4.196 -8,3 4.574 16,3 3.934 - -
100 SIMPORAL, LDA. LISBOA 3.440 -13,3 3.969 41,7 2.801 10,4 2.537
Top100 Aftermarket 2025
47
MERCADO TOP100
OS MELHORES
POR CRITÉRIOS
A eleição dos melhores distribuidores por critérios, é uma iniciativa que pretende
premiar as empresas dos vários setores de Distribuição (Peças Ligeiros, Peças Pesados,
Equipamentos, Repintura e Pneus), que mais se destacaram no último ano. A análise
qualitativa obedece a sete critérios previamente definidos que explicamos nesta página
A
s análises e a escolha das Melhores
Empresas incide sobre os “Distribuidores
de Peças para Veículos Ligeiros”,
“Distribuidores de Peças para
Pesados”, “Distribuidores de Equipamentos
Oficinais”, “Distribuidores de Repintura” e
“Distribuidores de Pneus”. Os dados apresentados
correspondem aos publicados na informação IES
relativa ao exercício de 2024 que as empresas entregaram
na AT – Autoridade Tributária.
Análise por critérios
Para eleger as empresas dos Quadros de Honra, a
Revista TOP 100 utilizou um conjunto de indicadores
e rácios económico-financeiros. Estes rácios
permitem fazer um retrato das principais empresas
e setores de atividade. Esta apresentação dos termos
técnicos utilizados permite que o leitor fique a saber
o que significam, como se calculam e se interpretam
os indicadores e rácios utilizados. É este conjunto de
dados e indicadores que permite traçar um retrato
qualitativo da realidade dos distribuidores de peças,
equipamentos e repintura. Os rácios e os indicadores
que fazem o retrato económico e financeiro
das empresas e a avaliação da sua performance
servem de base à escolha das melhores empresas.
Os critérios de seleção das empresas estão baseados
em dados exclusivamente quantitativos referente
aos resultados de 2023 em termos de:
• Capitais Próprios
• Rotação do Ativo
• Crescimento do Volume de Negócios
• Autonomia Financeira
• Produtividade Real
• Rentabilidade das Vendas
• Geração de Emprego
A opção por este grupo de critérios radica no facto
de, em conjunto, permitir avaliar a contribuição
das empresas para a economia, verificar o seu dinamismo,
medir a sua rentabilidade e compreender o
equilíbrio financeiro, que são condições necessárias
para garantir o futuro e a sustentabilidade do negócio.
Capital Próprio
É o valor dos ativos de uma empresa menos os seus
passivos, representando o valor líquido que pertence
aos proprietários ou acionistas. É a diferença entre o
total de ativos e o total de dívidas e é composto por
diversos elementos, como o capital social, reservas,
resultados do exercício e resultados transitados.
Rotação do Ativo
É um indicador financeiro que mede a eficiência
com que uma empresa utiliza os seus ativos para
gerar receitas de vendas. Ele mostra quantas vezes,
num determinado período, o valor total dos ativos
da empresa foi convertido em vendas ou receita
líquida. Um valor mais alto geralmente indica maior
eficiência operacional.
Critérios eliminatórios
para Quadro de Honra
Utilizámos cinco critérios eliminatórios:
• Empresas que não crescem em volume
de negócios
• Empresas que não mantêm ou não
crescem em número de colaboradores
• Empresas que tiveram Resultados Negativos
(prejuízos), no último exercício
• Empresas com Autonomia Financeira
inferior a 25%
• Empresas com produtividade inferior
a 50 mil € por trabalhador
Com as empresas que restam, atribuímos
pontuação máxima (número de
empresas finalistas) à primeira e 1 ponto
à última, obtendo a pontuação final
somando as 7 colunas.
Crescimento do Volume de Negócios
O crescimento do volume de negócios refere-se
ao aumento da receita total de uma empresa
proveniente da venda de bens e serviços, durante
um período específico. É um indicador crucial
da performance financeira e da capacidade da
empresa de gerar receita
Autonomia Financeira
É a capacidade de uma empresa se sustentar com
os seus próprios recursos, sem depender da ajuda
de terceiros para cobrir as despesas básicas. É a
capacidade de financiar as suas operações com o
capital próprio.
Produtividade Real
A Produtividade Real é o indicador mais utilizado
para medir a eficiência da empresa, medindo o
valor da contribuição de cada trabalhador para o
volume de negócios da empresa. Mede a eficiência
da empresa na utilização dos seus recursos humanos,
representando os valores mais elevados e
maior produtividade.
Rentabilidade das Vendas
É um indicador financeiro que mede o lucro líquido
de uma empresa como uma percentagem
do seu volume total de negócios ou vendas. Essencialmente,
mostra quanto do dinheiro que entra
na empresa através das vendas se transforma em
lucro líquido, após a dedução de todos os custos
e despesas.
Geração de Emprego
A Geração de Emprego é uma boa forma de medir
o compromisso da empresa com a sociedade. Um
indicador que dá sinais para a expansão futura da
empresa. O dado indicado refere-se ao número
de funcionários ao serviço da empresa em 31 de
dezembro de 2024 e serve para o cálculo da produtividade
do trabalho.
48 Top100 Aftermarket 2025
mercado .
baterias
Cada bateria
afirma ser a
melhor do
mercado.
provam
isso
As nossas
.
baterias
provam
isso
quando
necessário.
quando
necessário.
C – Exide:
In
C riando o futuro – o caminho da Exide:
Su s t
Criando futuro - o caminho da Exide
Inovação Confiabilidade Su s tentabilidade
Inovação Confiabilidade Sustentabilidade Alta Performance
Alta Performance
exidegroup.com
MERCADO TOP100
A Infiniauto, de Manuel Gomes,
foi o 1.º Classificado do quadro
de Honra Distribuidores de Peças
para Veículos Ligeiros
Nº EMPRESA PONTUAÇÃO CRITÉRIOS
1 INFINIAUTO 143
TOP 10
QUADRO
DE HONRA
DISTRIBUIDORES
PEÇAS LIGEIROS
POR CRITÉRIO
2 CENTRAUTO 142
3 AUTO DELTA 133
4 FIMAG 122
5 M.F. PINTO 116
6 FERDINAND BILSTEIN 114
7 ALECARPEÇAS 110
8 AUTOZITÂNIA II 109
9 AUTOZITÂNIA 108
10 CANFER 106
50 Top100 Aftermarket 2025
TOP 10
DISTRIBUIDORES
PEÇAS LIGEIROS
POR CRITÉRIO
Nº EMPRESA
CAPITAL
PRÓPRIO
1 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. 66
2 CENTRAUTO, LDA. 14
3 AUTOZITÂNIA II, S.A. 13
4 AUTO DELTA, LDA. 12
5 ALECARPEÇAS, LDA. 12
6 AUTOZITÂNIA, S.A. 8
7 FIMAG, LDA. 8
8 INFINIAUTO, LDA. 6
9 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. 5
10 M.F. PINTO, S.A. 5
Nº EMPRESA
CRESCIMENTO
VOLUME NEGÓCIOS
1 AUTOZITÂNIA II, S.A. 37,8
2 INFINIAUTO, LDA. 36,9
3 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. 29,3
4 M.F. PINTO, S.A. 28,2
5 CANFER - PEÇAS E ACESSÓRIOS AUTO, LDA. 25,3
6 BRAGALIS, S.A. 22,4
7 ALECARPEÇAS, LDA. 21,4
8 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. 18,9
9 FIMAG, LDA. 17,6
10 NIPOCAR, LDA. 16,5
Nº EMPRESA
CAPITAL
PRÓPRIO
1 CENTRAUTO, LDA. 2,6
2 AUTOZITÂNIA, S.A 2,3
3 AUTO DELTA, LDA. 1,8
4 FIMAG, LDA. 1,8
5 INFINIAUTO, LDA. 1,8
6 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. 1,8
7 M.F. PINTO, S.A. 1,7
8 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. 1,6
9 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. 1,6
10 ALECARPEÇAS, LDA. 1,5
Nº EMPRESA
RENTABILIDADE
VOLUME NEGÓCIOS
1 AÇORPEÇAS, LDA. 21,1
2 CENTRAUTO, LDA. 17,4
3 INFINIAUTO, LDA. 13,2
4 NIPOCAR, LDA. 13,0
5 MACOS EXTRAS E ACESSÓRIOS, LDA. 12,6
6 CANFER - PEÇAS E ACESSÓRIOS AUTO, LDA. 11,8
7 AUTO DELTA, LDA. 11,2
8 AUTOZITÂNIA II, S.A. 10,9
9 JAPOPEÇAS, LDA. 10,9
10 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA 10,7
Nº EMPRESA
ROTAÇÃO
ATIVO
1 AUTOAVAL, LDA. 2,6
2 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. 2,3
3 ALECARPEÇAS, LDA. 1,8
4 BRAGALIS-, S.A. 1,8
5 POLIBATERIAS, LDA. 1,8
6 AUTOZITÂNIA II, S.A. 1,8
7 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S,.A. 1,7
8 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. 1,6
9 M.F. PINTO, S.A. 1,6
10 AUTO DELTA, LDA. 1,5
Nº EMPRESA
AUTONOMIA
FINANCEIRA
1 AÇORPEÇAS, LDA. 92,2
2 MACOS EXTRAS E ACESSÓRIOS, LDA. 90,4
3 JAPOPEÇAS, LDA 88,3
4 INFINIAUTO, LDA. 87,5
5 CENTRAUTO, LDA. 82,0
6 FLUXOIMPOR, LDA. 80,7
7 NIPOCAR, LDA. 80,5
8 AUTO FORNECEDORA, LDA. 78,7
9 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. 77,3
10 AUTOAVAL, LDA. 76,7
Nº EMPRESA
PRODUTIVIDADE
REAL
1 CENTRAUTO, LDA. 115,0
2 AUTO DELTA, LDA. 91,0
3 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. 87,4
4 INFINIAUTO, LDA. 83,9
5 CANFER - PEÇAS E ACESSÓRIOS AUTO, LDA. 76,9
6 AUTOZITÂNIA, S.A 74,7
7 AÇORPEÇAS, LDA. 71,0
8 FIMAG, LDA. 70,6
9 JAPOPEÇAS, LDA 70,4
10 M.F. PINTO, S.A. 69,9
Top100 Aftermarket 2025
51
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
2º
100
Volume faturação 2024
€100.700.000
MCOUTINHO PEÇAS + AZ AUTO
A
MCOUTINHO PEÇAS+AZ AUTO entrou em 2025 com uma estratégia
clara: consolidar a sua posição como referência no aftermarket
automóvel em Portugal, através de um conjunto de investimentos que
abrangem tecnologia, logística e formação. O objetivo passa por garantir um
serviço de excelência aos clientes e preparar a empresa para os desafios emergentes
do setor. Um dos grandes marcos deste início de ano foi a consolidação
do portal B2B, desenvolvido integralmente por equipas internas. A plataforma
representa um avanço significativo na digitalização da operação, permitindo aos
clientes uma gestão totalmente autónoma da relação comercial — desde encomendas
a devoluções, garantias ou consultas de extratos. Outro passo estratégico
foi a abertura do novo armazém de suporte no Porto, projetado para elevar os
padrões de eficiência logística. Equipado com um sistema WMS customizado,
a infraestrutura serve em simultâneo a AZ AUTO e a MCOUTINHO PEÇAS,
permitindo a realização de centenas de entregas diárias em todo o país com
tempos de resposta mais curtos e maior fiabilidade.
A crescente diversidade de marcas e produtos levou também à ampliação de
infraestruturas: além do novo armazém no Porto, as melhorias introduzidas no
armazém de Lisboa em 2024 criaram capacidade adicional para acompanhar
a expansão do portefólio e assegurar fluxos logísticos ágeis e eficazes. Ao longo
da última década, a MCOUTINHO PEÇAS+AZ AUTO tem registado um
crescimento sustentado de dois dígitos nas vendas, com exceção do período
da pandemia. Esse desempenho deve-se não só ao aumento das vendas das
marcas já existentes, mas também à introdução de novas marcas aftermarket e
à ampliação das gamas disponíveis.
Todas as marcas são selecionadas com base em critérios rigorosos de qualidade
de fabrico, fiabilidade e disponibilidade de stock, estando integrados no sistema
TecDoc para uma identificação rápida e precisa. A empresa destaca-se ainda
pela aposta na disponibilidade permanente de stock e pela oferta de peças
remanufaturadas, alinhadas com as exigências de sustentabilidade e acessibilidade
do mercado.
Com estes investimentos, a MCOUTINHO PEÇAS+AZ AUTO está preparada
para enfrentar os desafios do setor e continuar a afirmar-se como um player
relevante e reconhecido no aftermarket automóvel em Portugal. Entre as principais
linhas estratégicas para os próximos anos destacam-se: a expansão do
portefólio com novas marcas e produtos; o reforço da digitalização em todas
as áreas de negócio; a intensificação da formação para equipa e clientes; a
promoção ativa de práticas sustentáveis em toda a cadeia logística. Combinando
inovação, proximidade e compromisso com os parceiros, a MCOUTINHO
PEÇAS+AZ AUTO reafirma a sua missão: prestar um serviço de excelência,
adaptado às novas exigências do mercado automóvel e às tendências de futuro.
Administrador Miguel Melo
Morada Rua Filipa de Lencastre – 4435-254 Rio Tinto
Telefone 229 772 000 // Email mcoutinhopecas@mcoutinho.pt // Site www.mcoutinhopecas.pt
52
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS AUTO
Posição ranking
5º
100
Volume faturação 2024
€68.235.000
Autozitânia
O
Grupo Autozitânia tem vindo a consolidar a sua presença no mercado
da distribuição de peças automóveis em Portugal, apostando numa
estratégia que alia crescimento sustentado, diversificação da oferta e
digitalização. A visão de ser um parceiro global de referência mantém-se como
linha orientadora, assente em pilares que permanecem inalterados: serviço
de excelência, proximidade, disponibilidade e qualidade. Segundo Ricardo
Venâncio, administrador da empresa, “o nosso principal foco foi, e continua a
ser, a procura contínua pela prestação de um serviço de excelência. Além deste
fator diferenciador, temos reforçado outros como a elevada disponibilidade de
stock, a diversidade da nossa oferta, um portfólio com marcas de qualidade
reconhecida e a proximidade aos nossos clientes, que representam os nossos
principais fatores de diferenciação num mercado tão competitivo”. Entre os
marcos mais recentes da sua trajetória, destacam-se as aquisições da MCD
Garcia e da Rugempeças, movimentos que reforçaram a presença do Grupo na
região de Lisboa e aumentaram a capacidade de resposta local. A integração
dos serviços técnicos e da formação especializada do Grup Eina veio também
ampliar a proposta de valor do Grupo, oferecendo às oficinas portuguesas
ferramentas e informação técnica essenciais para acompanhar a evolução do
setor. No final de 2023, a Autozitânia deu mais um passo estratégico ao entrar
no mercado de pneus, reforçando o seu posicionamento como parceiro global.
Com mais de 120 mil referências em stock, o Grupo destaca-se pela capacidade
de resposta rápida e eficaz às necessidades do dia a dia das oficinas. Além da
disponibilidade, a diversidade do portfólio é outro trunfo: reúne marcas de
prestígio internacional e fabricantes de referência, garantindo padrões elevados
de desempenho e qualidade. A digitalização surge como uma prioridade
estratégica. O Grupo está a avançar com a unificação dos sistemas ERP e dos
catálogos eletrónicos, um processo que permitirá maior eficiência e consistência
operacional. Em paralelo, a plataforma AD360 foi implementada como uma
ferramenta digital de apoio às oficinas, possibilitando a consulta de informação
técnica, identificação de peças e gestão de negócio de forma mais eficiente. Com
a indústria automóvel em plena transformação — da eletrificação à escassez
de mão-de-obra qualificada —, o Grupo Autozitânia assume um papel ativo
no apoio às oficinas. A experiência do Grup Eina tem sido determinante nesta
missão, fornecendo soluções técnicas e de formação que aumentam a eficiência
e a rentabilidade dos negócios. A assinatura AD – Premium Private Brand reforça
o compromisso com qualidade e exclusividade. Produzidos por fabricantes
internacionais de referência, os produtos AD garantem padrões elevados de
fiabilidade e desempenho, beneficiando ainda da credibilidade associada ao
nome do grupo. Com um crescimento sustentado acima da média de mercado
nos últimos cinco anos, o Grupo projeta manter a mesma trajetória em 2025.
Administradores Francisco Neves e Ricardo Venâncio
Morada Avenida das Acácias, Lote AE 2/3 Arroja 1685-654 Famões
Telefone 214 789 100 // Email vendas.odivelas@autozitania.pt // Site www.autozitania.p
54
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
8.º
100
Volume faturação 2024
€52.589.000
Auto Delta
P
ara a Auto Delta, 2025 fica marcado pelo crescimento sustentado e pela
consolidação de projetos conjuntos com as empresas do grupo. É de
salientar que a Auto Delta integra o grupo Dualparts, que passa agora a
ter a Portobello Capital como acionista maioritário: “Este movimento traz mais
solidez financeira, visão estratégica e capacidade de investimento, o que permitirá
acelerar projetos estruturantes, reforçar a inovação e consolidar a presença da
Auto Delta no aftermarket português”, referiu Marcelo Silva, Administrador.
Para o setor, esta parceria significa a continuidade de um operador forte, estável
e comprometido com a modernização e a sustentabilidade do mercado. O ano
de 2025 foi especialmente desafiador, com exigências crescentes em torno da
digitalização, da sustentabilidade e da escassez de mão-de-obra qualificada. A
Auto Delta respondeu de forma proativa, investindo em plataformas digitais mais
eficientes, programas de formação contínua e práticas ambientais responsáveis.
Essa estratégia mostrou que a proximidade com clientes e parceiros, aliada à
flexibilidade operacional e à capacidade de antecipar tendências, é essencial
para liderar num ambiente em transformação. O crescimento sustentado do
negócio e a consolidação de projetos em conjunto com outras empresas do grupo
marcaram o período, evidenciado pelo sucesso das campanhas comerciais, pelo
reforço da rede logística e pelo reconhecimento público da marca, consagrado
com o primeiro lugar no Quadro de Honra dos Distribuidores de Peças para
Ligeiros no TOP 100. A presença conjunta com a AleCarPeças e a Fimag no
salão expoMECÂNICA foi outro momento de destaque, reforçando a coesão
e a força do grupo, ao mesmo tempo que aproximou clientes e fornecedores,
projetando a identidade e a confiança na Auto Delta. As ações de responsabilidade
social e ambiental, como o programa “Papel por Alimentos” e o projeto
“Replantar para Acelerar o Futuro”, consolidam o compromisso da empresa
com a comunidade e o planeta, demonstrando que o seu propósito vai além do
fornecimento de peças. Estas iniciativas fortalecem a cultura interna, motivam
equipas e criam valor junto de clientes e parceiros, num alinhamento com as
exigências de um mercado cada vez mais consciente. Para 2026, a Auto Delta
identifica três grandes tendências que moldarão o aftermarket: a aceleração
da transição energética, a digitalização de processos e a busca incessante por
eficiência e sustentabilidade. A eletrificação dos veículos, os sistemas avançados
de assistência à condução e a gestão inteligente de dados exigirão novas competências
e estratégias. Antecipando-se a essas mudanças, a Auto Delta prepara-se
com um plano assente em três eixos fundamentais: inovação digital, reforço da
formação técnica e aposta em parcerias estratégicas. A empresa continuará
a investir em tecnologia, capacitar profissionais e fortalecer a relação com os
clientes, garantindo respostas rápidas, soluções de qualidade e um serviço cada
vez mais próximo.
Administrador Marcelo Silva
Morada Rua da Fontinha, 77 – Andrinos - 2416-905 Leiria
Telefone 244 830 070 // Email geral@autodelta.pt // Site www.autodelta.pt
56
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
9º
100
Volume faturação 2024
€51.363.000
Nors Aftermarket
Num ano de transformação profunda, a Nors Aftermarket consolidou
a sua identidade ao reunir num único nome as marcas Civiparts, AS
Parts e Onedrive. A mudança, concretizada em 2024, marcou o início
de uma nova etapa para o grupo. “A transição para Nors Aftermarket, ao reunir
todas as marcas sob um nome único, veio consolidar o posicionamento da empresa
como o “player global” que é”, afirmou Isabel Basto, COO Aftermarket
Portugal do Grupo Nors. “Esta operação traduz de forma clara a ambição e
o compromisso com o mercado, reforçando a identidade do grupo. O nome
Nors assume-se como um fator diferenciador num setor altamente competitivo,
transportando consigo a força e a credibilidade de um grupo internacional”,
acrescentou. A unificação da marca foi mais do que uma mudança de identidade
— representou uma nova forma de pensar e operar. Essa visão traduziu-se
em investimento, eficiência e escala, com destaque para as novas instalações
de Perafita, que se tornaram símbolo desse novo posicionamento. “Criaram
as condições ideais para uma atividade mais eficiente e integrada”, explicou.
A fusão dos negócios de ligeiros e pesados numa estrutura comum “permitiu
consolidar processos, eliminar redundâncias e ganhar escala”, tornando a
operação “mais coesa, eficiente e alinhada com as exigências do mercado”,
declarou. Com a operação estabilizada, a Nors Aftermarket centra agora
esforços na especialização técnica e na valorização do conhecimento. “A área
técnica tem vindo a crescer de forma sustentada, refletindo uma aposta clara
na capacitação do mercado — tanto através do fornecimento de equipamentos
e software especializados como pela valorização da formação, como fator
diferenciador”, destacou. Essa aposta estende-se também à relação com os
parceiros e às redes que representam a marca no terreno. TOPCAR, TOP
TRUCK e Fleet Service são o rosto da Nors Aftermarket junto do cliente. “São
pilares estratégicos da atuação da Nors Aftermarket, centrados em reforçar
a ligação com o cliente final”, sublinhou. A TOPCAR “procura afirmar-se
como sinónimo de confiança, qualidade, conveniência e competência”. Já
a TOP TRUCK “é hoje a maior rede de pesados multimarca do país, com
mais de 25 oficinas especializadas, sustentada por um investimento contínuo
em formação, suporte técnico e ligação a marcas e fornecedores”. O Fleet
Service, por sua vez, “foi desenvolvido para fidelizar grandes transportadores,
disponibilizando soluções de apoio à gestão e operação”. A digitalização é
outro eixo central da estratégia. “A aposta na tecnologia é essencial para elevar
a experiência do cliente e aumentar a eficiência operacional”, explicou. Estão
já em desenvolvimento “novas plataformas B2B para potenciar uma maior
autonomia e facilitar a gestão dos clientes”. Os objetivos estratégicos da Nors
Aftermarket estão centrados na melhoria contínua da experiência do cliente
e no reforço da posição no mercado. Para isso, a empresa aposta em quatro
eixos fundamentais como a Inovação, Digitalização, Fidelização de Clientes
e Expansão/Diversificação da oferta.
COO Nors Aftermarket Isabel Basto
Morada R. Silva Aroso 1262, 4455-559 Perafita
Telefone 228 348 790 Email geral.aftermarketpt@nors.com // Site www.nors.com
58
TOP100 AFTERMARKET 2025
A peça-chave
para levar o
seu negócio
mais longe.
No aftermarket, cada minuto conta e cada peça
faz a diferença. Na Nors, não nos limitamos a
fornecer peças: combinamos experiência,
tecnologia e proximidade para garantir rapidez
e apoio constante ao seu negócio.
Conte com a nossa confiança, agilidade e com
uma parceria sólida para que a sua frota esteja
sempre em movimento.
www.nors.com
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
12º
100
Volume faturação 2024
€43.567.000
Bombóleo
A
Bombóleo, reconhecida especialista em turbos e diesel, entrou em 2025
com uma nova identidade e uma estratégia ambiciosa de crescimento.
Em conjunto com a Iberoturbo, a empresa portuguesa passou a integrar
o Grupo Recalvi – um dos maiores distribuidores de peças em Espanha – assumindo
a nova designação Bombóleo Recalvi Parts SA. O objetivo é claro:
expandir o negócio para além das áreas tradicionais e reforçar a sua presença
no mercado do aftermarket. A história da Bombóleo remonta a mais de seis
décadas, tendo começado na reparação de sistemas Diesel. Desde então, a empresa
diversificou a sua atividade, tornando-se uma referência no setor. Contudo,
segundo Paulo Marques, CEO da Bombóleo e líder do projeto Recalvi Parts em
Portugal, “era preciso um parceiro estratégico para dar o salto”. Esse parceiro
surgiu na Radsa Recambios Auto Diesel, empresa espanhola com forte ligação
ao Grupo Recalvi. O relacionamento evoluiu de uma colaboração próxima até
ao diálogo corporativo, culminando na criação da Bombóleo Recalvi Parts SA,
que passa a ser a extensão da estratégia de globalização do grupo espanhol. Com
a integração, a Bombóleo ganha acesso a novas marcas, bem como à marca
própria RecOficial, cujos produtos têm 95% de fabrico europeu e cuja aposta
recai sobretudo na qualidade. Além disso, continua a disponibilizar peças reconstruídas
com marca do fabricante. Para suportar este crescimento, a empresa
inaugurou uma nova plataforma logística em Leiria, com 2.500 m², reforçando
a capacidade de armazenamento e juntando-se aos sete polos já existentes em
Coina, Oliveira do Hospital, Porto, Braga, Algarve, Massamá e Leiria. A nova
fase da Bombóleo Recalvi Parts passa também por aquisições. O primeiro passo
já foi dado com a entrada no capital da Trustauto, que será rebatizada como
Recalvi Retail. A empresa, com 35 pontos de venda, continuará a ser liderada
pelo seu fundador, Ricardo Ribeiro, e será responsável pelo desenvolvimento
da área de retalho do grupo.
“Vimos para acrescentar, não querendo mudar nada do que se faz de bem
feito na empresa”, sublinha Paulo Marques. A integração da Trustauto trará
ainda mais capilaridade ao negócio e permitirá reforçar a ligação com a rede
oficinal RecOficial e com os parceiros do projeto Atlantic Parts. A Bombóleo
mantém também as suas operações no Brasil e em Angola, procurando criar
sinergias entre os três mercados, especialmente na área da formação técnica,
que será uma das prioridades para 2026. A integração tecnológica será outro
pilar estratégico: apesar de cada empresa manter autonomia operacional, com
call centers e plataformas B2B independentes, as encomendas passarão a ser
geridas por sistemas informáticos integrados. Para Paulo Marques, esta nova
etapa é “um marco na história da empresa”, comparável apenas à sua fundação
e à internacionalização. Com a entrada do fundo de investimento ABAC, que
detém a maioria do capital em Espanha e, por consequência, em Portugal, o
Grupo Recalvi consolidou-se no TOP 10 dos maiores distribuidores de peças
em Espanha, com uma faturação anual superior a 200 milhões de euros.
CEO Paulo Marques
Morada Rua Sebastião e Silva, 28 Zona Industrial de Massamá 2745-838 Queluz
Telefone 214 389 600 // Email bomboleo.@bomboleo.com // Site www.bomboleo.com
60
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
14º
100
Volume faturação 2024
€32.338.000
Krautli Portugal
Em 2025, a Krautli Portugal assinala 35 anos de atividade, consolidando-
-se como um dos principais distribuidores de peças no mercado nacional.
Mais do que um marco cronológico, este aniversário representa resiliência,
continuidade e renovação. Dois anos após a perda inesperada de Markus Krautli,
presidente da empresa, o seu filho, Lucas Krautli, assumiu a liderança com a determinação
de honrar a visão e os valores que marcaram a história da companhia.
Com uma faturação anual de 30 milhões de euros e mais de 70 mil referências
em stock, a Krautli Portugal é hoje um dos maiores players do setor. Para além
da sede, na Póvoa de Santa Iria, a empresa conta com um armazém no Porto e,
desde 2024, também em Coimbra, reforçando a capacidade de distribuição em
todo o país. Membro do grupo Serca, a Krautli dinamiza ainda as lojas Nexus
Shop e desenvolve as redes de oficinas Nexus Auto e Profissional Plus, pilares
estratégicos para responder às necessidades de um mercado em transformação.
A Krautli Portugal nasceu com uma atividade restrita à área dos tacógrafos,
mas cedo diversificou a sua oferta para o setor elétrico e eletrónico, expandindo
continuamente o portefólio. Hoje, a empresa trabalha com mais de cem marcas,
maioritariamente premium, mas também algumas soluções budget, acompanhando
a evolução do parque automóvel e as exigências de diferentes segmentos de
clientes. O diretor-geral, José Pires, sublinha que a filosofia mantém-se intacta:
“Para chegar ao mercado é necessário haver revendedores locais. Procuramos
trabalhar com parceiros que melhor conhecem cada região e conseguem assegurar
serviços alinhados com as oficinas. O sucesso delas será sempre o nosso sucesso.”
Para assinalar o 35.º aniversário, a Krautli organizou várias iniciativas especiais.
Entre elas, destacou-se uma ação comercial “35 dias, 35 marcas, 35 anos” e uma
viagem ao Vietname que reuniu 60 clientes e parceiros. “Foi uma forma excecional
de celebrar e de agradecer a quem tem estado connosco desde o início”,
afirma o diretor de vendas, Carlos Silva. Com 90 colaboradores, a Krautli tem
vindo a reforçar as áreas de logística, marketing e assistência técnica, apostando
em soluções inovadoras para ganhar eficiência. A perda prematura de Markus
Krautli, em 2023, foi um momento de choque para toda a organização. “Ainda
sentimos o meu pai nestas salas. Mas era fundamental mostrar à equipa que a
empresa se mantinha sólida e fiel à sua estratégia”, recorda Lucas Krautli. O
novo presidente sublinha que o maior legado deixado pelo pai é uma cultura de
integridade e resiliência: “Ele acreditava que era preciso tentar. Se falhássemos,
reavaliávamos e seguíamos em frente. Esse espírito permanece na Krautli.” Da
visão empreendedora de Markus Krautli ao presente liderado por Lucas, a Krautli
Portugal percorreu um caminho de crescimento sólido, assente na confiança, na
inovação e na proximidade com os clientes. Hoje, a empresa olha para o futuro
preparada para novos desafios, convicta de que a história escrita até aqui é apenas
o início de um percurso ainda maior.
Presidente Lucas Krautli // Diretor Geral José Pires // Diretor Vendas Carlos Silva
Morada Rua das Marinhas do Tejo, 164-J, 2629-001 Póvoa de Sta. Iria
Telefone 219 535 600 // Email contact@krautli.pt // Site www.krautli.pt
62
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
16º
100
Volume faturação 2024
€30.662.000
bilstein group
Sempre com os olhos postos no futuro, 2025 fica marcado, para o bilstein
group, como o ano em que implementaram o AutoStore. Uma resposta
imediata da empresa para as “limitações significativas de espaço” que até
então estavam a condicionar o negócio. O AutoStore, permitiu ao bilstein group
uma maior produtividade operacional através da alteração do processo logístico
“deixámos de ter o operador a deslocar-se até à peça para passarmos a ter a
peça a chegar diretamente ao operador. Com esta alteração, conquistámos uma
poupança significativa de horas, e isso impacta positivamente a produtividade
e a capacidade de resposta ao mercado”, referiu Joaquim Candeias, diretor
geral. Mas as novidades não ficam por aqui! A sustentabilidade voltou a estar
na ordem do dia, e a empresa decidiu não só investir na sua frota recorrendo
a veículos movidos a energias alternativas, como fez um novo investimento em
painéis fotovoltaicos. Também as redes sociais, ganharam uma nova importância
na vida da empresa. O LinkedIn que apesar de ser uma “iniciativa planeada
há já algum tempo”, “aguardava o momento certo” e veio “reforçar a vertente
institucional e corporativa da empresa, aproximando-nos de um público mais
alinhado com esta perspetiva”, explicou o diretor. O desporto e os projetos
sociais locais há muito que têm uma importância crescente no ‘coração do
bilstein group’, contribuindo para o aumento de notoriedade das marcas febi,
SWAG e Blue Print, junto do público em geral. O futuro é incerto mas o
bilstein group já tem uma estratégia bem delineada para continuar a ser uma
referência no mercado português de peças de reposição: “temos uma estratégia
clara de médio e longo prazo, pautada pelo respeito por todos os players do
mercado nacional”; trabalhar diariamente para “alcançar níveis de eficiência
e de serviço acima da média do setor e investimos fortemente na capacidade
de resposta, suportada por uma logística altamente organizada. Além disso,
seguimos de forma consistente uma estratégia alinhada com a nossa missão e
valores. Não podemos afirmar com certeza que estes são os únicos fatores que
nos diferenciam, mas a experiência tem demonstrado que este é o caminho
certo para alcançar o sucesso e concretizar os nossos objetivos.” No último
ano o bilstein group recebeu distinções internacionais por parte da Global One
Automotive e TEMOT que comprovam o “esforço diário que realizamos para
assegurar elevados níveis de serviço. Estes prémios têm um significado especial
para todos os colaboradores do bilstein group a nível mundial, constituindo uma
forma justa de reconhecer e premiar a dedicação incansável de cada um.” Para
os próximos anos deixa uma garantia: “No futuro, o nosso objetivo passa por
consolidar e dar continuidade à liderança que já alcançámos, assegurando que
todos os nossos parceiros de negócios atinjam o sucesso, enquanto continuamos
a beneficiar das estratégias e parcerias atualmente implementadas e das que
virão a ser desenvolvidas”, concluiu.
Diretor geral Joaquim Candeias
Morada Estrada do Jerumelo nº 863 Casais Carriços 2665-494 Venda do Pinheiro
Telefone 219 663 720 // Email vendas@bilsteingroup.com // Site www.bilsteingroup.com/pt/
64
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
17º
100
Volume faturação 2024
€28.194.000
Fimag
A
Fimag entrou numa nova fase de crescimento e consolidação. A integração
do grupo Dualparts, do qual faz parte, passou recentemente a
contar com a Portobello Capital como acionista maioritária — um passo
estratégico que reforça a solidez, a ambição e a capacidade de investimento de
todo o grupo. Segundo Filipe Souto, administrador da Fimag “A entrada da
Portobello Capital como acionista maioritário do grupo Dualparts permitirá
reforçar investimentos em logística, tecnologia e expansão do catálogo. Estamos
preparados para acompanhar as exigências do mercado e garantir respostas
cada vez mais rápidas e eficazes aos nossos clientes.” Com um portefólio amplo
e diversificado, a Fimag tem vindo a afirmar-se como um pilar estratégico dentro
do grupo Dualparts. A empresa assegura cobertura completa das necessidades
das oficinas e distribuidores, disponibilizando desde peças de manutenção corrente
até componentes mais técnicos e especializados. “A nossa missão é garantir
cobertura total das necessidades dos profissionais do setor. A Fimag complementa
a oferta da Auto Delta e da AleCarPeças, permitindo ao grupo oferecer
uma resposta global e diferenciadora ao aftermarket”, destaca Filipe Souto. A
Fimag tem apostado fortemente na modernização das suas infraestruturas, com
destaque para a ampliação da capacidade de armazenamento e a reformulação
completa da plataforma B2B. “O objetivo é aproveitar as melhores práticas e
funcionalidades dos portais do grupo, criando uma versão mais moderna, intuitiva
e adaptada às necessidades dos clientes. Esta evolução traduz-se em maior
eficiência no processo de encomenda, acesso facilitado à informação e um suporte
técnico mais próximo e ágil”, acrescenta o administrador. A cooperação com a
Auto Delta e a AleCarPeças tem sido essencial para fortalecer o posicionamento
da Fimag no mercado. Esta colaboração tem permitido introduzir novas marcas
internacionais de referência e otimizar sinergias logísticas e comerciais, resultando
numa oferta mais competitiva e eficiente. “Juntos conseguimos oferecer
mais valor ao mercado. Esta parceria reforça a nossa capacidade de resposta
e o compromisso em servir melhor os nossos clientes”, sublinha Filipe Souto.
Num contexto de transformação e desafios logísticos globais, a Fimag define a
sua estratégia com base em três pilares fundamentais: Aumento da capacidade
logística; Digitalização contínua dos processos; e Fortalecimento de parcerias
estratégicas. Esta abordagem permite à empresa manter rapidez, fiabilidade
e flexibilidade, acompanhando a evolução do setor e enfrentando de forma
sólida a entrada de novos players digitais. A presença da Fimag em eventos
como a expoMECÂNICA, ao lado das restantes empresas do grupo, reflete o
compromisso com a proximidade e o relacionamento humano no setor. “Estes
eventos são momentos de valorização das equipas e de partilha com clientes e
fornecedores. O aftermarket é um setor de pessoas e relações de confiança, e é
isso que queremos continuar a fortalecer”, afirma Filipe Souto.
Administrador Filipe Souto
Morada Rua Carlos Magalhães, nº7, Quinta de Cabanas, Dume4700-001 Braga
Telefone 253 607 470 // Email geral@fimag.pt // Site www.fimag.pt
66
TOP100 AFTERMARKET 2025
R U M O A O A U T O M Ó V E L D O F U T U R O
Especialistas no
seu Automóvel
Braga
Maia
Porto
Coimbra
Lisboa
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
24º
100
Volume faturação 2024
€19.287.000
AleCarPeças
A
AleCarPeças vive um momento de afirmação e crescimento sustentado,
agora integrada no grupo Dualparts, que passou a contar com a Portobello
Capital como acionista maioritário. A entrada deste novo investidor
estratégico marca uma nova etapa na história da empresa e representa um
impulso significativo para o futuro. Segundo Paulo Agostinho, administrador da
AleCarPeças, “este reforço dá-nos maior capacidade de investimento, estabilidade
e visão estratégica, permitindo acelerar o crescimento da empresa, expandir a
nossa rede e continuar a inovar no serviço que prestamos aos clientes”. A abertura
da loja em Albufeira, do armazém no Pinhal Novo e mais recentemente da
nova loja em Viseu, confirma essa dinâmica de expansão e consolidação da rede
logística. As novas unidades já evidenciam resultados positivos, traduzidos em
maior proximidade com o cliente, redução dos tempos de entrega e aumento
da disponibilidade de stock. “Estas unidades reforçam a eficiência logística e
demonstram o compromisso da AleCarPeças em estar cada vez mais próxima
e rápida na resposta às oficinas”, sublinha o administrador. O grupo Dualparts,
que agrega também as empresas Auto Delta e Fimag, tem vindo a afirmar-se
como um ecossistema empresarial integrado, no qual cada marca mantém
a sua identidade, mas beneficia das sinergias criadas em torno de uma visão
comum. “Trabalhamos em sinergia para partilhar know-how, otimizar logística
e ampliar o catálogo, mas sempre preservando a identidade e a proximidade de
cada empresa com os seus clientes. Na prática, esta cooperação traduz-se em
mais opções, maior cobertura e um serviço mais competitivo”, destaca Paulo
Agostinho. Um dos eixos estratégicos da AleCarPeças é o desenvolvimento da
rede de oficinas Open2Garage, um projeto que visa apoiar as oficinas independentes
com formação técnica, ferramentas digitais, ações de marketing e acesso
privilegiado a marcas de referência. Esta iniciativa procura reforçar a competitividade
e profissionalização das oficinas, ajudando-as a enfrentar os desafios
de um mercado cada vez mais exigente e em rápida transformação. Ciente das
mudanças que atravessam o setor pós-venda automóvel, a AleCarPeças aposta
na digitalização, na sustentabilidade e na qualificação contínua. “Apostamos na
digitalização dos processos, no reforço da sustentabilidade nas nossas operações
e em programas de formação contínua, tanto para colaboradores como para
clientes. Acreditamos que a chave está em combinar inovação tecnológica com
o lado humano do negócio”, refere o administrador. Com uma estratégia clara
para os próximos anos, a AleCarPeças e o grupo Dualparts definem como
prioridades o reforço da rede logística, a consolidação da Open2Garage, o
crescimento sustentável e a aposta contínua na inovação digital. “Queremos
continuar a ser um parceiro de confiança, próximo e dinâmico, liderando o
aftermarket em Portugal com visão de futuro e compromisso com os nossos
clientes”, conclui Paulo Agostinho.
Administrador Paulo Agostinho
Morada Av. Afonso III, 587B - Edifício Tágide - 1900-041 Lisboa
Telefone 214 602 465 // Email geral@alecarpecas.pt // Site www.alecarpecas.pt
68
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
25º
100
Volume faturação 2024
€17.509.000
Leirilis
Há 15 anos, a Leirilis deu início a um percurso que hoje se funde com a
solidez da rede europeia Dipart. Celebrar esse marco foi, nas palavras
de Saulo Saco, diretor-geral da empresa, “a confirmação de que fazemos
parte de uma rede sólida, com uma história de sucesso construída na base da
cooperação e da confiança”. A comemoração serviu também para reforçar o
compromisso da empresa: ser mais do que um fornecedor de peças, ser um
parceiro que oferece soluções. A integração no Grupo Dipart em 2017 marcou
um ponto de viragem. A empresa passou a beneficiar de “melhores condições de
compra, acesso a marcas internacionais de prestígio e partilha de boas práticas
entre parceiros europeus”, refere. Isso permitiu ampliar o portfólio e oferecer
às oficinas portuguesas maior diversidade, preços competitivos e uma proposta
de valor diferenciadora. O seu portfólio é construído com base em três critérios
claros: qualidade, relevância e suporte técnico. “Só introduzimos marcas que
tragam inovação real para a oficina”, sublinha. Foi assim com a VIEROL,
símbolo de fiabilidade técnica, e com a Smartsafe, que responde ao desafio da
eletrificação com equipamentos especializados para veículos híbridos e elétricos.
Para a Leirilis, este segmento exige mais do que produto: exige conhecimento.
É nesse contexto que surgem a IQ4Y e o DP Campus, oferecendo formação
certificada e adaptada às necessidades das oficinas. “A grande mais-valia é
a flexibilidade: formação online, acessível em qualquer momento, mas com
certificação oficial. Com esta dupla abordagem, conseguimos garantir que as
oficinas estão permanentemente atualizadas, tanto a nível técnico como de
gestão”, assegura.
A digitalização é outro eixo central. A nova plataforma de gestão integral das
Oficinas DP será um verdadeiro “hub digital”, centralizando processos e libertando
tempo para que os mecânicos se concentrem no essencial. Ao mesmo
tempo, a aposta logística garante que o compromisso “a peça certa, no momento
certo” continue a ser cumprido, mesmo perante o crescimento da procura. As
redes RedService e Oficinas DP também seguem esse caminho de qualidade.
“O objetivo é aumentar a cobertura geográfica, mas sempre com oficinas que
partilhem connosco a visão de profissionalismo e de aposta em serviços de valor
acrescentado”, destaca. Com os olhos postos no futuro, a Leirilis estrutura a
sua estratégia em três pilares essenciais: tecnologia, sustentabilidade e serviços
integrados. Isso significa disponibilizar catálogos digitais mais inteligentes, apoiar
a gestão das oficinas com soluções baseadas em dados e reforçar o acesso a
equipamentos de diagnóstico avançado. Significa também privilegiar marcas
com produtos mais duradouros e otimizar as rotas logísticas para reduzir a
pegada ambiental. E, ainda, olhar para o negócio das oficinas de forma global,
oferecendo não só suporte técnico e formação, mas também software e iniciativas
de marketing local que acrescentam valor.
Diretor Geral Saulo Saco
Morada Rua Paulo VI – Edifício Leirilis, nº 2800 2410-147 Leiria
Telefone 244 850 080 // Email leirilis@leirilis.com // Site www.leirilis.pt
70
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
31º
100
Volume faturação 2024
€14.045.000
Rodapeças
ARodapeças celebrou 35 anos de atividade, no passado dia 01 de junho.
Esta empresa que opera no setor do aftermarket independente (IAM), tem
tido um percurso marcado por crescimento sustentado, graças a uma forte
orientação para o cliente. Para assinalar esta data tão marcante da sua história,
a empresa convidou colaboradores e respetiva família, para se juntarem a uma
festa informal, mas com grande carga emocional. “São as pessoas da Rodapeças
que fazem a diferença todos os dias junto dos nossos clientes, fornecedores e
parceiros. Estes 35 anos, devem-se também a esta equipa de profissionais de
excelência” afirmou Manuel Vicente. No sentido de melhorar a logística junto
dos seus clientes, a Rodapeças investiu num novo armazém central com 1.200 m²
e num sistema inovador de gestão de armazéns (WMS). Desde a sua fundação, a
Rodapeças tem seguido uma estratégia clara de foco nas necessidades do cliente.
Esse compromisso traduz-se numa operação logística intensa, que conta com
mais de 30 viaturas próprias, 21 rotas de distribuição bi-diárias, garantindo uma
qualidade de serviço ajustada à solicitação do mercado. Nos seus 2 armazéns
centrais mais as sete lojas, tem um portefólio com mais de 32.000 referências
em stock, abrangendo desde peças originais (OES), peças afermarket (IAM) e,
peças usadas. “A abertura da primeira loja foi o início de um projeto que hoje
é uma referência no setor. Outro momento decisivo foi o lançamento da marca
PADOR, que reforçou a nossa identidade, a nossa diferenciação e, a confiança
dos clientes. Hoje somos muito mais do que um fornecedor de peças — somos
um parceiro estratégico das oficinas”, recorda Manuel Vicente, gerente da
Rodapeças. Atualmente, a empresa dispõe nas 7 lojas um stock ajustado às
necessidades regionais, que garantem proximidade e flexibilidade no serviço.
Destaca-se por oferecer uma gama alar¬gada de soluções, desde peças originais,
peças IAM e peças usadas. A marca PADOR, tem hoje um portfólio de oferta
focado nos produtos e referências mais importantes do mercado português e,
sempre com o cuidado da oferta ter preços competitivos. As peças usadas têm
uma marca própria ecoRDP, para peças usadas de qualidade superior, já que
são objeto de um tratamento prévio antes da venda. A ecoRDP reforça o compromisso
com a sustentabilidade ambiental e económica. “A procura de peças
usadas tem vindo a aumentar, seja por razões económicas, ambientais ou pela
descontinuidade de produção dos fabricantes.” sublinha Manuel Vicente. Mais do
que ser um fornecedor de peças auto, a Rodapeças aposta em soluções de valor
acrescentado para oficinas, designadamente o programa oficinal Pador Auto
Service, atualmente com mais de 70 oficinas aderentes, que visa apoiar oficinas
parceiras de negócio; a Pador Academy, criada em 2022, oferece formação
técnica e empresarial, com uma oferta de cursos presenciais e online, formando
mais de 200 profissionais do sector, anualmente; e a plataforma digital Pador
Tech Solution, que disponibiliza ferramentas que ajudam as oficinas a otimizar
processos, aumentar eficiência e rentabilidade. Apesar do sucesso, a Rodapeças
olha para o futuro com a consciência de que há muito trabalho pela frente.
Gerentes Manuel Vicente, Sandra Rosa e Pedro Rosa
Morada Rua da Tojeira, nº 6 Cabeço 3105-056 Carriço - Pombal
Telefone 236 959 360 // Email geral@rodapecas.com // Site www.rodapecas.com
72
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
33º
100
Volume faturação 2024
€12.057.000
A.Vieira
Com 51 anos de história, a A.Vieira atravessa um novo ciclo. Guilherme
Mendes, administrador e neto do fundador, assume a liderança com o
compromisso de honrar o legado deixado por José Branco. “Para mim, é
uma honra poder dar continuidade ao legado do meu avô, que sempre foi a minha
maior referência, tanto a nível profissional como pessoal. A sua forma de estar no
mercado, marcada pela honestidade e pelo rigor, é a base daquilo que hoje é a
A.Vieira”, afirmou. O desafio, acrescentou, é manter viva essa voz respeitada no
setor, “ao mesmo tempo que procuramos fazer a empresa crescer e enfrentar os
desafios futuros com a mesma determinação que ele sempre demonstrou”. Entre
esses desafios, destaca-se a expansão do armazém de Baguim, um projeto que “representa
um marco muito importante para a A.Vieira e será certamente o próximo
grande passo da empresa”, referiu. A modernização vai permitir “integrar marcas
com grande potencial e qualidade, bem como alargar a nossa oferta a novos tipos
de produto que até agora não tínhamos capacidade para trabalhar como, por
exemplo, componentes elétricos, sistemas de refrigeração, entre outros que estão a
ser cuidadosamente estudados”, explicou. O administrador sublinhou ainda que o
investimento “será também fundamental para reorganizar e modernizar a imagem da
empresa, tornando a A.Vieira mais atual e alinhada com as exigências do mercado”.
As novas instalações irão trazer igualmente um espaço dedicado à formação, que
ganha um papel estratégico na visão da empresa. “Queremos criar um departamento
especializado em formação, algo que consideramos essencial para o futuro
da empresa e do mercado”, salientou. Além de manter os colaboradores atualizados,
“pretendemos disponibilizar esta informação para apoiar clientes, ajudando-os a
lidar com os desafios cada vez mais complexos da tecnologia automóvel”, reforçou.
A A.Vieira conta hoje com cerca de 40 mil referências em stock e marcas de prestígio
internacional como Hella Pagid, Purflux, UFI ou febi. “Os nossos critérios de
seleção passam por garantir diversidade dentro de cada linha, oferecendo opções
adaptadas às diferentes necessidades dos clientes”, assegurou. A estratégia assenta
num portfólio equilibrado, que inclui “uma marca premium, direcionada para quem
valoriza o mais alto nível de qualidade e exigência; uma marca intermédia, que
assegura padrões elevados mantendo um preço mais competitivo; e também algumas
soluções low cost, que têm vindo a ganhar cada vez mais procura”. Com os olhos
postos no futuro, o administrador garante que os valores da empresa permanecem
inalterados. “Os valores da A.Vieira serão sempre os mesmos e são a base de tudo
o que fazemos: honestidade, dedicação e proximidade, tanto com clientes como
com colaboradores”. E, concluiu: “Queremos reforçar essa proximidade com quem
confia em nós e, nesse sentido, no futuro temos em perspetiva alargar a presença
da A.Vieira à zona da Grande Lisboa, um passo importante para acompanhar o
crescimento da empresa e estar ainda mais próximos de novos mercados e fortalecer
ainda mais os já atuais”.
Administrador Guilherme Mendes
Morada Av. D. Miguel, 250 – Z. I. Baguim Monte – 4435-678 Rio Tinto
Telefone 229 773 410 // Email avieira@avieirasa.pt // Site www.avieirasa.pt
74
TOP100 AFTERMARKET 2025
“50 anos de know-how
ao serviço do aftermarket”
Guimarães - Sede
Rua S. Gonçalo 83, 4801-909 Guimarães | guimaraes@avieirasa.pt | 253 424 130
Rio Tinto - Baguim
Av. D. Miguel, Zona Industrial de Baguim do Monte 4435-678 Rio Tinto | avieira@avieirasa.pt | 229 773 410
Guimarães - Brito
Travessa do Séquito A, Armazém B-4 - Brito 4805-034 Guimarães | brito@avieirasa.pt | 253 470 650
Leça da Leça da Palmeira
Rua Óscar da Silva, 1579, 4450-761 Leça da Palmeira | leca@avieirasa.pt | 229 966 298
Vizela - J.Branco
R. da Rechã 10, 4815-504 Vizela | geral@jbranco.pt | 253 483 105
Santo Tirso - Tabuapeças
R. Silva Araújo 253, 4795-059 Vila das Aves | geral@tabuapecas.pt | 252 871 943
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
39º
100
Volume faturação 2024
€9.179.000
APL Expresso
Há 22 anos, a APL Expresso começou a desenhar o seu caminho no
aftermarket automóvel. Hoje, é uma referência nos Açores e parte
integrante do grupo Create Business, um marco que, segundo o diretor-geral
Miguel Lopes, mudou por completo o rumo da empresa. “O nosso
caminho tem sido sempre em crescendo, ano após ano, temos conseguido
ajustar-nos ao mercado e à evolução do setor automóvel. Mas foram 2 décadas
a velocidades diferentes, onde se notou claramente o antes e o depois da nossa
entrada na Create”, afirmou. “O conceito de grupo e todas as ferramentas que
soubemos implementar funcionaram como um acelerador, potenciando uma
alavancagem ao negócio da APL”, acrescentou. Essa evolução assentou na
capacidade de adaptação e na ambição de levar mais longe o serviço. “Creio
que o mais desafiante foi o implementar de processos e ferramentas que o
nosso grupo dispõe para desenvolver e apoiar os profissionais da reparação
automóvel”, referiu. “Levar o que de melhor se faz na Europa para as ilhas
foi, sem dúvida, a nossa maior conquista e o que mais impactou no nosso
crescimento”, sublinhou. A nova loja na ilha Terceira é o mais recente símbolo
dessa proximidade. “Se pretendemos ser a empresa de referência do setor,
teríamos de estar presentes e próximos dos clientes”, explicou Miguel Lopes.
“Era algo que ansiávamos há muito, e que está a ter os resultados esperados,
com bastante aceitação por parte dos clientes locais”, confidenciou. Com
este reforço da presença nos Açores, surgiu também a necessidade de alargar
a oferta. “Termos uma oferta alargada permite-nos responder ao envelhecimento
do parque automóvel. Assim damos a alternativa ao cliente de escolher
a qualidade adequada para cada veículo”, salientou. Mas o crescimento da
APL não se mede apenas em novas gamas ou infraestruturas. A aposta na
eficiência operacional tem sido determinante. “Tendo um processo logístico
mais eficiente, com capacidade de operar mais peças em menos tempo, não
só reduz o custo das peças, como permitimos que os nossos clientes também
sejam mais produtivos, aumentando a sua rentabilidade”, destacou. Por detrás
dessa evolução está também uma equipa que cresce e se especializa ao ritmo
da empresa. “A escassez de recursos qualificados empurrou-nos para formar
as pessoas, dotando-as das competências necessárias. Felizmente temos conseguido
reter o talento que vamos desenvolvendo, proporcionando um ambiente
laboral em que as pessoas se revejam”, partilhou. Essa aposta na qualificação
estende-se também aos clientes e parceiros, num esforço conjunto para preparar
o setor para os novos desafios tecnológicos. “Temos desenvolvido várias
formas de dotar as oficinas de conhecimento e equipamentos necessários para
estarem aptas para esta mudança de paradigma. Exemplo disso é o programa
VEXPERT, que lhes dá acesso a formação e todas as ferramentas necessárias
para reparar este tipo de veículos”, finalizou.
Gerentes Miguel Lopes e Vasco Lopes
Morada Pico D´Água Park - Rua 5, Nº 5 e 7, 9600-049 Pico da Pedra - Açores
Telefone 214350937 // Email pecas.apl@createbusiness.pt // Site createbusiness.pt
76
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
46º
100
Volume faturação 2024
€6.968.000
Phaarmpeças
A
Phaarmpeças, empresa de referência na distribuição de peças automóvel,
inaugurou em 2024 novas instalações que simbolizam não apenas o crescimento
contínuo da empresa, mas também o reforço do compromisso com
a qualidade do serviço e com os seus colaboradores. Com mais espaço para stock
e melhores condições de trabalho, a mudança foi motivada pela necessidade de
acompanhar a dimensão que a empresa atingiu ao longo dos anos. “Queria um
edifício amplo, onde fosse prático trabalhar. Agora, nota-se que o funcionamento
é muito mais rápido do que era nas anteriores instalações”, explica o diretor-geral,
Carlos Coelho. O novo pavilhão conta com cerca de 2.000 m² de área coberta e
14.000 m² no total, permitindo armazenar milhares de referências e dar resposta
mais eficiente às exigências do mercado. Em outubro de 2025, inaugurou a sua
Academia de Formação, um espaço que, além da sala de formação, dispõe de uma
“mini-oficina”, com o complemento necessário para cada ação de formação. No
total, esta academia tem mais de 300 m², onde vão ser realizadas diversas ações
de formação para clientes e colaboradores. Fundada há 29 anos, a Phaarmpeças
começou numa garagem de 25 m² e apenas com Carlos Coelho. Hoje, conta com
45 colaboradores e três lojas no distrito de Viseu: na sede, em Viseu, bem como
em Tondela e Oliveira de Frades. Apesar das perspetivas de expansão, Carlos
Coelho prefere consolidar o negócio na região, sem pressa de abrir novas lojas,
“mas essa é sempre uma hipótese em cima da “mesa”, refere. A Phaarmpeças
juntou-se este ano à AD Parts, com o objetivo de poder ter mais ferramentas
“digitais” para os seus clientes e assim poder ter melhores condições, quer a nível
técnico, quer comercial. Mantém parcerias sólidas com marcas de renome como
TRW, Grupo Schaeffler e Bosch, apostando em qualidade e evitando associar-
-se a produtos de baixo desempenho. O serviço de entrega direta continua a ser
uma das bandeiras da empresa. Atualmente, a distribuição é assegurada por 12
viaturas, garantindo prazos rápidos: entre 30 minutos e 1 hora dentro da cidade
de Viseu e três entregas diárias em praticamente todo o distrito de Viseu. Carlos
Coelho sublinha que a reorganização logística foi essencial para reduzir custos e
aumentar a eficiência, sem comprometer a proximidade com o cliente. Depois de
vários anos consecutivos de crescimento, 2025 deverá terminar com um aumento
de vendas na casa dos dois dígitos, face ao ano anterior. O diretor geral acredita
que o segredo está em crescer de forma equilibrada, com foco na equipa: “Tenho
uma superequipa que está sempre a desafiar-me, por isso a motivação é grande.
Queremos continuar a acrescentar valor, para não sermos só “mais uma” casa
de peças, mas sim continuarmos a ser conhecidos como uma empresa que tem
um conjunto de serviços de grande apoio para os profissionais do setor.” Com
novas instalações, parcerias estratégicas e foco na formação, a Phaarmpeças
consolida a sua posição como referência no distrito de Viseu e prepara o futuro
com ambição e equilíbrio.
Diretor geral Carlos Coelho
Morada Rua do Carvalhal, S/N3515-159 Bairro da BarrosaAbraveses, Viseu
Telefone 232 410 270 // E-mail geral@phaarmpecas.pt // Site www.phaarmpecas.pt
78
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
65º
100
Volume faturação 2024
€4.716.000
Filourém
Com mais de duas décadas de atividade, a Filourém consolidou-se como
uma referência no aftermarket nacional. “É natural que existam momentos
marcantes e dias especiais ao longo de 23 anos de existência,
mas todos os dias são importantes, não é chavão, todos fazem parte da nossa
caminhada”, recordou Carlos Gonçalves, diretor-geral da empresa. Entre
os marcos que destaca estão “as duas mudanças de instalações e a última
remodelação e ampliação do atual espaço, em 2023, coincidindo com a comemoração
do 20.º aniversário”. Dois anos após essa remodelação, o impacto
no negócio e na equipa é evidente. “Temos a sensação de que estes dois anos
passaram depressa, mas já não conseguimos imaginar o nosso funcionamento
sem a área em que crescemos. Permitiu-nos adicionar marcas e gamas novas,
aumentar o stock e, naturalmente, deu outras condições e modernidade à
equipa”, referiu. O crescimento da empresa tem acompanhado o ritmo do
mercado, num contexto cada vez mais exigente e competitivo. “Felizmente
temos conseguido crescer no volume de vendas, mas num passado recente já
não foram subidas tão acentuadas; o mercado está extremamente dinâmico
e tem sofrido muitas alterações”, explicou. No entanto, a Filourém mantém
a sua aposta na capacidade de adaptação e na proximidade com o cliente,
procurando “criar valor, fortalecer as relações e desenvolver verdadeiras parcerias
num ambiente muito positivo”. Na seleção das marcas, o responsável
privilegia a complementaridade e a diferenciação no mercado. “É importante
sermos reconhecidos como tendo produtos e marcas específicas e distintas,
de forma a responder a necessidades muito particulares”, afirmou. Além
disso, o diretor-geral sublinhou a relevância das formações realizadas com
os parceiros. “O processo formativo é extremamente importante para melhorar
o conhecimento de todos os agentes — os nossos colaboradores, os
nossos parceiros (fundamental) e também os seus clientes —, que passam a
ter uma maior noção das qualidades, características técnicas e especificidades
de determinado produto”. Com uma logística moderna, a empresa assegura
“entregas bidiárias para quase a totalidade do país e um stock online que é
uma mais-valia para os nossos parceiros”. O objetivo é continuar a integrar
mais fornecedores e “tornar a plataforma B2B mais rápida e eficaz, sempre
a pensar em melhorar o serviço e a experiência do cliente”. Quanto às tendências
do setor, Carlos Gonçalves reconhece que “a fusão e integração de
grupos de compras é algo natural e que deverá continuar nesse sentido”. E
admite: “Na Filourém não excluímos esse cenário e poderemos estar recetivos,
caso seja uma mais-valia para nós e para os nossos parceiros”. O olhar para o
futuro centra-se nas marcas que distinguem a empresa no mercado nacional.
“A médio prazo, queremos ir melhorando o nosso website e, além de uma
marca nova que estamos a trabalhar, o objetivo é mais do que duplicar o stock
da Original Birth e da Zeta Erre”, afirmou Carlos Gonçalves, acrescentando
tratar-se de “um forte investimento a vários níveis, em particular de espaço”.
Gerentes Maria Alzira Reis e Carlos Gonçalves
Morada Estrada do Ribeirinho, n.º 9
Telefone 249 541 244 // Email geral@filourem.com // Site www.filourem.com
80
TOP100 AFTERMARKET 2025
WWW.FILOUREM.COM
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
67º
100
Volume faturação 2024
€4.548.000
Japopeças
A
Japopeças consolidou ao longo de quase quatro décadas uma posição
de referência no setor de peças automóveis, destacando-se pela sua
especialização em componentes para veículos asiáticos. No entanto, nos
últimos anos, a empresa tem vindo a reforçar a sua presença também no segmento
europeu, num movimento natural que reflete a evolução do próprio mercado.
Segundo Luís Almeida, diretor geral da Japopeças, “o alargamento da linha para
europeus dá-se com as marcas que já representávamos, uma vez que atualmente
os fabricantes, independentemente da sua proveniência, produzem peças para
todos os construtores”. Assim, este crescimento resulta de uma extensão orgânica
dos catálogos das marcas parceiras, sem comprometer a excelência técnica e
o reconhecimento alcançado no segmento asiático, área em que a Japopeças
continua a ser sinónimo de especialização e confiança. A dinâmica do retalho
automóvel tem sofrido transformações profundas, com uma drástica redução dos
níveis de stock nas lojas, o que impôs novos desafios aos grossistas em termos de
disponibilidade e rapidez de resposta. Antecipando esta realidade, a Japopeças
sempre privilegiou elevados níveis de stock e uma criteriosa seleção de marcas,
assegurando um serviço de excelência e uma capacidade logística robusta. A
mudança, em 2017, para um armazém com quase o triplo da área anterior
permitiu acompanhar o crescimento da empresa e responder com eficácia às
exigências do mercado, reforçando a sua posição como parceiro de confiança
no aftermarket. A digitalização tem sido outro pilar estratégico da Japopeças.
“Como é nosso apanágio, começámos por dentro de casa, renovando hardware,
software e processos que impactam desde o atendimento até à logística”, explica
Luís Almeida. O processo é contínuo e evolutivo, mas o maior desafio reside na
nova plataforma online B2B, que representará uma transformação profunda da
experiência do cliente. Mais do que uma atualização tecnológica, trata-se de um
projeto concebido praticamente de raiz, que integrará novas funcionalidades,
como áreas financeira, comercial, de garantias e devoluções, promovendo maior
autonomia e eficiência na relação com os clientes. Na escolha de novas marcas,
a Japopeças mantém critérios rigorosos de qualidade e profundidade de gama.
Nesse sentido, a CTR, fabricante de primeiro equipamento coreano, reforça
o portefólio de marcas bandeira, enquanto FEBEST e JAPACO sublinham a
aposta contínua em peças para veículos asiáticos, oferecendo soluções exclusivas
que anteriormente apenas existiam no catálogo original. Num mercado
português altamente competitivo e cada vez mais pressionado pela entrada de
distribuidores espanhóis, a Japopeças mantém uma estratégia sólida e coerente.
“O nosso posicionamento é simples: oferecer ao mercado uma proposta de valor
assente na qualidade, prestígio e competitividade das marcas representadas,
sustentada num serviço de excelência e no know-how acumulado em 40 anos
de experiência”, destaca o diretor geral.
Diretor Geral Luís Almeida
Morada Rua Manuel Pais Vieira Júnior, 139, Zona Industrial das Travessas 3700-309 São João da Madeira
Telefone 256 203 080 // Email info@japopecas.pt // Site www.japopecas.pt
82
TOP100 AFTERMARKET 2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
82º
100
Volume faturação 2024
€4.009.000
Polibaterias
A
Polibaterias atravessa um período de forte expansão e consolidação no
mercado nacional, reforçando a sua posição como uma das principais
referências no setor das baterias automóveis. No final de 2024, a empresa
concluiu uma importante ampliação das suas instalações, aumentando em 50%
a área coberta e implementando um moderno cais de carga e descarga para
veículos pesados. A este investimento juntou-se a instalação de novas estantes de
paletização, que elevaram a capacidade total de armazenamento para cerca de
30.000 unidades. Esta expansão traduz-se numa maior capacidade de resposta,
melhor oferta ao cliente e significativa redução das ruturas de stock. Entre as
mais recentes novidades destaca-se a introdução da nova gama de baterias
EUROCELL, produzida pela FIAMM, sob a designação EUROCELL STD
PLUS. Esta linha vem reforçar a oferta da Polibaterias com produtos de origem
OEM, idênticos aos que equipam de fábrica diversas marcas automóveis
europeias. Segundo o diretor-geral, Nuno Guerra, os clientes e parceiros já
reconhecem esta gama como sinónimo de qualidade e desempenho de excelência,
o que tem resultado num crescimento expressivo das vendas. O novo catálogo
Eurocell é, atualmente, o mais vasto portefólio de baterias disponível no mercado
nacional, incluindo soluções para veículos elétricos, híbridos e segmentos
específicos. Entre as novidades estão as baterias auxiliares para modelos como
Tesla e Toyota, além de uma nova gama de baterias de tração elétrica, reforçando
o compromisso da empresa com a inovação e diversidade da sua oferta.
A sustentabilidade é outro pilar central da atuação da Polibaterias. A
empresa assume um papel ativo na economia circular, promovendo a
reciclagem de baterias usadas e o encaminhamento de todos os resíduos,
como plásticos, papel, cartão e vidro, para tratamento adequado.
Paralelamente, tem vindo a renovar a sua frota com veículos de baixas
emissões, apostando em modelos bifuel (GPL/gasolina) e híbridos.
Esta política reflete a preocupação da empresa em contribuir para
um planeta mais limpo e para um setor automóvel mais sustentável.
A Polibaterias mantém também uma ligação próxima à comunidade através de
diversas iniciativas sociais, desportivas e formativas. O envolvimento em competições
de destaque, como o MotoGP — onde a FIAMM patrocina a equipa Pramac
e o piloto português Miguel Oliveira — e o Mundial de Superbikes, com a OU-
TDO e a equipa Rokit BMW, reforça a visibilidade das marcas que representa.
A empresa patrocina ainda o piloto Paulo Jorge da Silva no X-Trophy e apoia
eventos locais como o Almada Extreme Sprint e o Torneio de Padel FIAMM/
Polibaterias. A estas ações juntam-se eventos de convívio e formação, como o
recente encontro de Kart Cross com clientes do norte do país, que fortalecem
o relacionamento com parceiros e a comunidade. Com uma equipa dedicada
e investimentos estratégicos, a Polibaterias ambiciona continuar o seu crescimento
sustentado, posicionando-se como o maior operador e distribuidor
nacional de baterias.
Diretor geral Nuno Guerra
Morada Rua Quinta das Rosas, 13 Zona Industrial Casal do Marco 2840-131 Aldeia de Paio Pires
Telefone 212 699 223 // E-mail geral@polibaterias.com // Site www.polibaterias.com
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TOP100 AFTERMARKET 2025
2025
PEÇAS LIGEIROS
Posição ranking
95º
100
Volume faturação 2024
€3.382.000
X-ACTION
A
X-ACTION é hoje uma referência regional no setor da distribuição de
peças e equipamentos para o setor automóvel, fruto de uma estratégia
sólida baseada na proximidade, qualidade e inovação. Com sede em
Coimbra e uma filial em Condeixa, a empresa assegura uma cobertura eficiente
e de proximidade, apoiada por uma equipa de 18 colaboradores altamente
qualificados. O compromisso de cada elemento com a excelência do serviço e
a satisfação do cliente tem sido um dos principais motores de crescimento da
X-ACTION, que se distingue pela dedicação e pelo rigor técnico que imprime
em todas as áreas de atuação. A empresa estrutura a sua oferta em torno
das marcas distribuídas pela Autozitânia / AD Parts, parceiro estratégico que
garante o acesso a produtos de elevada qualidade e fiabilidade reconhecida.
Através desta parceria, a X-ACTION disponibiliza uma vasta gama de peças
automóveis e equipamentos oficinais, assegurando uma resposta completa às
necessidades dos profissionais do setor. Esta relação de confiança com a AD
tem sido determinante para a introdução contínua de novas gamas e marcas,
reforçando o posicionamento da X-ACTION num mercado cada vez mais
competitivo e exigente. As sinergias estendem-se também à logística, formação
técnica e suporte comercial, fatores que contribuem para o fortalecimento
da capacidade de resposta e a manutenção de elevados padrões de serviço.
Recentemente, a empresa concluiu a ampliação de um dos seus armazéns,
duplicando a capacidade de armazenagem. Este investimento traduz-se numa
gestão de stocks mais eficiente, maior disponibilidade de produtos e tempos de
resposta ainda mais rápidos, elementos essenciais num setor em que a rapidez de
entrega é determinante. O serviço de entregas rápidas, aliás, é um dos principais
pilares da X-ACTION, exigindo uma permanente otimização dos processos
logísticos para dar resposta ao crescimento da procura sem comprometer a
qualidade. Outro eixo estratégico da empresa é a formação técnica. Em parceria
com a AD, a X-ACTION promove regularmente ações destinadas a atualizar
os conhecimentos dos profissionais das oficinas, acompanhando a evolução
tecnológica do setor. O feedback dos participantes tem sido extremamente
positivo, refletindo-se na fidelização dos clientes e no fortalecimento das suas
competências. Atenta às transformações do mercado automóvel, a X-ACTION
tem vindo a preparar-se para responder aos desafios colocados pelo crescimento
do parque de veículos elétricos. A empresa ajusta o seu portefólio de produtos e
equipamentos, apostando em soluções que suportem a manutenção e reparação
deste tipo de veículos. Paralelamente, investe em formação e em ferramentas
específicas, assegurando que os seus clientes estão prontos para enfrentar as
novas exigências tecnológicas. O futuro da X-ACTION assenta em três grandes
prioridades: acompanhar a evolução tecnológica do setor, reforçar a digitalização
dos processos e manter a excelência no serviço ao cliente.
Diretor-geral Filipe Teixeira
Morada Rua Vale Paraíso – Ponte de Eiras – 3020-324 Coimbra
Telefone 239 432 494 // Email info@x-action.pt // Site www.x-action.pt
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TOP100 AFTERMARKET 2025
MORADA E CONTACTOS
Coimbra: Rua do Vale Paraíso - Ponte de Eiras 3020-324 Coimbra
Condeixa: Rua das Dadas, 2A - Sebal 3150-287 Condeixa-a-Nova
CallCenter: 239432494
100
MERCADO
Mais Vendas, Menos Emissões!
O ano de 2024 revelou-se positivo para o mercado automóvel português, registando um
crescimento global de 5,6% face a 2023. Segundo dados da ACAP, entre janeiro e dezembro
foram matriculados 249.269 novos veículos automóveis, traduzindo-se numa recuperação
consistente após os desafios logísticos e económicos que marcaram os anos anteriores
A
liderança do mercado nacional
manteve-se nas mãos do Grupo
Stellantis, que consolidou a sua
posição de forma incontestável. O
grupo encerrou 2024 com 59.756
viaturas comercializadas, o que representa uma
quota de mercado de 24,7% — ou seja, um em
cada quatro carros novos vendidos em Portugal
pertence a uma das marcas do grupo (Abarth,
Alfa Romeo, Citroën, DS, Fiat, Jeep, Maserati,
Opel ou Peugeot). A vantagem da Stellantis sobre
o segundo grupo automóvel mais vendido foi expressiva,
ascendendo a 12.877 viaturas. Entre as
marcas individuais, a Peugeot destacou-se como a
mais vendida do ano, com 21.611 novas unidades,
um aumento de 4,4% face a 2023. No segundo
lugar ficou a Mercedes-Benz, com 16.649 carros
vendidos, seguida da Dacia, que comercializou
16.214 veículos. A presença da Tesla entre as dez
marcas mais vendidas, ocupando o oitavo lugar
com 9.760 unidades, confirma a crescente penetração
dos veículos elétricos no mercado nacional.
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA GANHA FORÇA
Um dos sinais mais marcantes de 2024 foi o avanço
da transição energética no setor automóvel.
Mais de 57,3% dos veículos ligeiros de passageiros
novos matriculados em Portugal utilizavam energias
alternativas — uma combinação de elétricos
e híbridos. Os veículos 100% elétricos já representaram
19,9% das novas matrículas, um número
expressivo que reflete a mudança de mentalidade
dos consumidores e o reforço da oferta por parte
das marcas. Contudo, a ACAP sublinha que o país
ainda enfrenta desafios estruturais para acelerar
este processo, nomeadamente a necessidade de
reforçar a rede de carregamento elétrico e de
estimular o abate de veículos em fim de vida. Em
Portugal, cerca de 1,5 milhões de automóveis com
mais de 20 anos continuam em circulação, o que
levanta preocupações ambientais e de segurança
rodoviária.
SEGMENTOS EM DESTAQUE
No segmento dos ligeiros de passageiros, as vendas
atingiram 209.715 unidades, o que corresponde a
um crescimento de 5,1% em relação a 2023. Já o
mercado de ligeiros de mercadorias registou uma
evolução ainda mais significativa, com 32.304
veículos vendidos — um aumento de 13,3%, impulsionado
pela retoma da atividade económica
e pelo dinamismo do comércio eletrónico. Em
contrapartida, o segmento dos veículos pesados
(de passageiros e mercadorias) registou uma quebra
de 8,3%, totalizando 7.250 novas matrículas.
Este decréscimo reflete as dificuldades que o setor
dos transportes pesados enfrenta, em especial no
contexto de custos energéticos elevados e renovação
lenta das frotas empresariais.
PERSPETIVAS E DESAFIOS
O desempenho de 2024 reforça a confiança do
setor, mas também evidencia a necessidade de
políticas públicas mais robustas para apoiar a
modernização do parque automóvel. A ACAP
defende a reativação e reforço do sistema de incentivos
ao abate de veículos antigos, medida
considerada essencial para reduzir emissões e
estimular a compra de automóveis mais eficientes.
Com as metas europeias de emissões zero até 2035
a aproximarem-se, o caminho da eletrificação é irreversível.
Portugal mostra sinais de estar no rumo
certo, mas a velocidade da mudança dependerá
do equilíbrio entre inovação tecnológica, investimento
em infraestrutura e políticas de incentivo.
Em síntese, 2024 foi um ano de crescimento e
transição para o mercado automóvel português
— com mais vendas, maior presença de veículos
elétricos e uma liderança consolidada pela Stellantis.
O desafio que se segue será transformar
este impulso em sustentabilidade a longo prazo,
garantindo que a mobilidade do futuro seja não
apenas mais eficiente, mas também mais limpa
e acessível.
88 Top100 Aftermarket 2025
24.000 MOTIVOS PARA
CONTINUAR EM MOVIMENTO
CADA PEÇA É
PARTE DE NÓS
Desde que abrimos as nossas portas, temos trabalhado para melhorar a cada dia. Afinal,
é preciso melhorar e não ficar acomodado, para fornecer peças de substituição de alta
qualidade para automóveis. Não é de admirar que já tenhamos colocado mais de 24.000
peças diferentes para automóveis e motos na estrada até agora.
SAIBA
MAIS
Schon unser Gründer Wulf Gaertner war ein leidenschaftlicher Autofan.
Als Rennfahrer in den 50er Jahren brauchte er Ersatzteile, auf die er sich verlassen
konnte. Also gründete er sein eigenes Unternehmen. Mit unbändigem Pioniergeist
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100
MERCADO TOP100
MERCADO
Matrículas de veículos híbridos em Portugal (Por marca)
Marca Energia 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 Total
Mercedes-Benz HEV/Gasóleo 81 325 646 1.049 451 318 113 2 630 1.429 1.295 1.560 7.899
BMW HEV/Gasóleo 17 567 1.562 1.514 1.358 1.165 6.183
Audi HEV/Gasóleo 101 516 921 617 667 384 155 3.361
Hyundai HEV/Gasóleo 108 402 436 190 127 129 1.392
Volvo HEV/Gasóleo 53 98 406 244 249 56 1.106
Kia HEV/Gasóleo 96 255 297 27 195 139 1.009
Peugeot HEV/Gasóleo 10 280 169 123 169 97 36 2 886
Land Rover HEV/Gasóleo 99 109 42 1 84 83 45 34 49 14 560
Renault HEV/Gasóleo 411 411
Ford HEV/Gasóleo 3 67 39 44 73 11 237
Jaguar HEV/Gasóleo 54 42 20 1 117
Citroen HEV/Gasóleo 58 26 17 7 1 109
Mini HEV/Gasóleo 99 99
Ford - Auto Ribeiro HEV/Gasóleo 41 1 42
Mazda HEV/Gasóleo 8 3 11
DS HEV/Gasóleo 4 6 10
Total Gasóleo / Eléctrico 10 419 520 786 1.328 664 396 628 879 2.393 4.086 4.191 3.799 3.333 23.432
Toyota HEV/Gasolina 286 546 340 264 306 832 1.303 2.171 3.716 5.793 6.524 4.131 5.490 5.608 6.600 8.418 53.606
Ford HEV/Gasolina 4 1 3 4 1.997 2.967 3.320 4.308 3.587 16.191
Fiat HEV/Gasolina 1.048 2.288 4.183 3.353 3.503 14.375
Nissan HEV/Gasolina 691 2.240 3.564 3.306 9.801
Honda HEV/Gasolina 789 788 381 176 86 10 1 71 142 233 660 482 609 8.581
Renault HEV/Gasolina 83 845 1.350 2.088 2.053 6.419
90 Top100 Aftermarket 2025
Marca Energia 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 Total
Lexus HEV/Gasolina 68 67 192 58 137 295 337 361 452 559 509 314 291 169 155 342 4.550
Mercedes-Benz HEV/Gasolina 8 16 8 2 233 201 154 211 1.414 1.642 3.889
Mazda HEV/Gasolina 522 650 436 426 598 416 3.048
Hyundai HEV/Gasolina 4 53 43 176 263 617 496 435 558 2.645
Kia HEV/Gasolina 2 75 201 432 196 316 398 486 479 2.585
Peugeot HEV/Gasolina 5 2.320 2.325
Dacia HEV/Gasolina 109 1.092 1.201
Suzuki HEV/Gasolina 52 142 126 217 304 289 1.130
Audi HEV/Gasolina 5 1 1 2 71 184 143 283 303 993
Jeep HEV/Gasolina 65 265 410 740
BMW HEV/Gasolina 2 1 2 2 4 2 3 39 42 68 400 565
Alfa Romeo HEV/Gasolina 160 149 221 530
Volkswagen HEV/Gasolina 60 84 68 56 182 450
Cupra HEV/Gasolina 57 381 438
Mitsubishi HEV/Gasolina 140 204 344
Land Rover HEV/Gasolina 20 34 96 49 59 31 289
Opel HEV/Gasolina 247 247
Seat HEV/Gasolina 160 35 19 9 223
Volvo HEV/Gasolina 14 31 15 4 152 216
Citröen HEV/Gasolina 8 142 150
Maserati HEV/Gasolina 13 68 36 19 136
Skoda HEV/Gasolina 6 13 16 99 134
Mini HEV/Gasolina 132 132
MG HEV/Gasolina 119 119
Jaguar HEV/Gasolina 54 36 18 7 115
Ds HEV/Gasolina 13 13
Porsche HEV/Gasolina 3 1 4
Ferrari HEV/Gasolina 1 1 2
Forthing HEV/Gasolina 1 1
Total Gasolina / Eléctrico 1.151 1.419 922 507 532 1.143 1.647 2.540 4.296 6.602 8.545 9.509 14.996 19.956 25.060 31.687 136.187
Total Híbridos Convencionais 1.151 1.419 932 926 1.052 1.929 2.975 3.204 4.692 7.230 9.424 11.902 19.082 24.147 28.859 35.020 159.619
Volkswagen GNC/Gasolina 1 2 6 7 7 12 35
Fiat GNC/Gasolina 19 21
Seat GNC/Gasolina 11 11
Total Gasolina / GNC 20 2 6 7 7 23 67
Dacia GPL/Gasolina 33 165 257 215 500 1.265 1.295 1.178 966 2.510 4.192 8.424 10.592 31.592
Renault GPL/Gasolina 24 599 846 1.011 1.230 2.780 4.400 10.890
Chevrolet GPL/Gasolina 418 928 650 492 309 27 2.824
Opel GPL/Gasolina 63 202 357 249 326 379 418 180 2.174
Fiat GPL/Gasolina 1 189 188 158 87 16 17 9 22 154 3 3 21 5 25 898
Kia GPL/Gasolina 83 112 148 38 381
Hyundai GPL/Gasolina 18 30 29 51 62 190
Subaru GPL/Gasolina 85
Mitsubishi GPL/Gasolina 60 70
Alfa Romeo GPL/Gasolina 24 21 6 7 2 60
Lancia GPL/Gasolina 9 18 5 32
Mercedes-Benz GPL/Gasolina 3 3
Total Gasolina / GPL 418 932 839 776 867 868 633 1.020 1.749 1.823 2.111 1.815 3.524 5.443 11.209 15.077 49.199
Volkswagen GNL/Gasóleo 3 3
Total Gasóleo / GNL 3 3
Total Geral 1.569 2.351 1.771 1.702 1.939 2.799 3.614 4.231 6.448 9.076 11.538 13.717 22.606 29.590 40.068 50.097 208.888
Top100 Aftermarket 2025
91
100
MERCADO
Matrículas de veículos automóveis em Portugal (Por tipo de veículo)
Total Mercado Veículos
Ligeiros de Passageiros * Ligeiros de Mercadorias ** Total Mercado Ligeiros Pesados de Mercadorias Autocarros
Anos
Automóveis
Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var.
2000 295 490 -0,7 115 040 12,5 410 530 2,6 7 424 5,0 927 42,2 418 881 2,7
2001 260 316 -11,9 93 578 -18,7 353 894 -13,8 6 698 -9,8 874 -5,7 361 466 -13,7
2002 228 574 -12,2 76 813 -17,9 305 387 -13,7 4 742 -36,1 694 -25,1 310 823 -14,0
2003 192 305 -15,9 66 555 -13,4 258 860 -15,2 3 736 -21,2 558 -19,6 263 154 -15,3
2004 200 168 4,1 68 707 3,2 268 875 3,9 4 679 25,2 641 14,9 274 195 4,2
2005 206 399 3,1 66 727 -2,9 273 126 1,6 4 616 -1,3 728 13,6 278 470 1,6
2006 194 607 -5,7 64 582 -3,2 259 189 -5,1 5 406 17,1 579 -20,5 265 174 -4,8
2007 201 700 3,6 68 537 6,1 270 237 4,3 5 644 4,4 725 25,2 276 606 4,3
2008 213 294 5,7 55 499 -19,0 268 793 -0,5 5 536 -1,9 798 10,1 275 127 -0,5
2009 160 947 -24,5 38 972 -29,8 199 919 -25,6 3 213 -42,0 628 -21,3 203 760 -25,9
2010 223 464 38,8 45 734 17,4 269 198 34,7 3 130 -2,6 491 -21,8 272 819 33,9
2011 153 486 -31,3 34 963 -23,6 188 449 -30,0 2 665 -14,9 330 -32,8 191 444 -29,8
2012 95 309 -37,9 16 011 -54,2 111 320 -40,9 1 892 -29,0 223 -32,4 113 435 -40,7
2013 105 921 11,1 18 202 13,7 124 123 11,5 2 392 26,4 174 -22,0 126 689 11,7
2014 142 826 34,8 26 166 43,8 168 992 36,1 3 126 30,7 239 37,4 172 357 36,0
2015 178 503 25,0 30 858 17,9 209 361 23,9 4 039 29,2 254 6,3 213 654 24,0
2016 207 330 16,1 34 890 13,1 242 220 15,7 4 824 19,4 354 39,4 247 398 15,8
2017 222 129 7,1 38 523 10,4 260 652 7,6 5 372 11,4 361 2,0 266 385 7,7
2018 228 327 2,8 39 282 2,0 267 609 2,7 5 133 -4,4 510 41,3 273 252 2,6
2019 223 799 -2,0 38 454 -2,1 262 253 -2,0 4 974 -3,1 601 17,8 267 828 -2,0
2020 145 417 -35,0 27 578 -28,3 172 995 -34,0 3 585 -27,9 412 -31,4 176 992 -33,9
2021 146 637 0,8 28 790 4,4 175 427 1,4 4 264 18,9 586 42,2 180 277 1,9
2022 157 295 7,3 23 637 -17,9 180 932 3,1 4 733 11,0 1496 155,3 187 161 3,8
2023 199 623 26,9 28 523 20,7 228 146 26,1 6 923 46,3 984 -34,2 236 053 26,1
2024 209 715 5,1 32 304 13,3 242 019 6,1 6 400 -7,6 850 -13,6 249 269 5,6
* Inclui desde 2000 Monovolumes com mais de 2300Kg e Ambulâncias.
** Foram retirados desde 2000 os Monovolumes com mais de 2300Kg.
Fonte: ACAP
Matrículas de Veículos Automóveis em Portugal
Automóveis Ligeiros de Passageiros (Por meses)
Mês
2021 % Var. 21/20 2022 % Var. 22/21 2023 % Var. 23/22 2024 % Var. 24/23
Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul. Mensal Acumul.
JAN 10.029 10 029 -30,5 -30,5 9.867 9 867 -1,6 -1,6 14.639 14 639 48,4 48,4 15.737 15 737 7,5 7,5
FEV 8.311 18 340 -59,0 -47,1 11.618 21 485 39,8 17,1 16.080 30 719 38,4 43,0 20.512 36 249 27,6 18,0
MAR 12.699 31 039 19,8 -31,5 13.409 34 894 5,6 12,4 21.472 52 191 60,1 49,6 22.796 59 045 6,2 13,1
ABR 14.809 45 848 438,7 -4,5 12.475 47 369 -15,8 3,3 16.107 68 298 29,1 44,2 17.329 76 374 7,6 11,8
MAI 16.661 62 509 190,2 16,2 12.820 60 189 -23,1 -3,7 19.816 88 114 54,6 46,4 19.850 96 224 0,2 9,2
JUN 18.936 81 445 71,0 25,6 15.554 75 743 -17,9 -7,0 22.041 110 155 41,7 45,4 20.193 116 417 -8,4 5,7
JUL 12.323 93 768 -19,0 17,1 14.665 90 408 19,0 -3,6 16.074 126 229 9,6 39,6 14.550 130 967 -9,5 3,8
AGO 7.971 101 739 -35,8 10,0 11.434 101 842 43,4 0,1 13.050 139 279 14,1 36,8 11.822 142 789 -9,4 2,5
SET 10.786 112 525 -18,2 6,5 12.502 114 344 15,9 1,6 14.077 153 356 12,6 34,1 15.053 157 842 6,9 2,9
OUT 10.576 123 101 -22,7 3,2 12.629 126 973 19,4 3,1 13.863 167 219 9,8 31,7 15.291 173 133 10,3 3,5
NOV 10.928 134 029 -7,6 2,2 15.351 142 324 40,5 6,2 15.769 182 988 2,7 28,6 16.400 189 533 4,0 3,6
DEZ 12.608 146 637 -11,5 0,8 14.971 157 295 18,7 7,3 16.635 199 623 11,1 26,9 20.182 209 715 21,3 5,1
Fonte: ACAP
92 Top100 Aftermarket 2025
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MERCADO
Matrículas de Veículos Automóveis em Portugal
Automóveis Ligeiros de Passageiros (Por segmentos)
Segmento 2020 % Var 20/19 2021 % Var 21/20 2022 % Var 22/21 2023 % Var 23/22 2024 % Var 24/23
A – Citadino 7 453 -60,5 6 940 -6,9 7 833 12,9 7 710 11,1 6 432 -16,6
B – Utilitário 57 970 -30,9 63 621 9,7 67 508 6,1 75 905 19,3 85 002 12,0
C – Compacto/Fam Médio 58 841 -36,7 55 616 -5,5 58 754 5,6 81 257 46,1 81 135 -0,2
D – Executivo/Fam Grande 15 386 -24,9 14 865 -3,4 16 363 10,1 26 719 79,7 27 596 3,3
E – Superior 4 738 -21,6 4 465 -5,8 5 348 19,8 6 163 38,0 8 048 30,6
F – Luxo 1 029 -29,1 1 130 9,8 1 489 31,8 1 869 65,4 1 502 -19,6
Fonte: ACAP
Total 145 417 -35,0 146 637 0,8 157 295 7,3 199 623 26,9 209 715 5,1
Automóveis Ligeiros de Passageiros
Os 50 modelos mais vendidos em 2024
Marca / Modelo
2024 2023
Unid. % Total Unid. %Total
1 DACIA SANDERO 7 760 3,66% 6 424 3,19%
2 PEUGEOT 2008 7 520 3,55% 6 770 3,36%
3 TESLA MODEL 3 6 764 3,19% 4 087 2,03%
4 RENAULT CLIO 6 422 3,03% 5 765 2,86%
5 PEUGEOT 208 6 024 2,85% 6 236 3,09%
6 RENAULT CAPTUR 4 463 2,11% 4 868 2,41%
7 PEUGEOT 308 4 442 2,10% 3 383 1,68%
8 CITROEN C3 4 382 2,07% 3 238 1,61%
9 DACIA DUSTER 4 161 1,97% 3 335 1,65%
10 NISSAN JUKE 4 093 1,93% 1 720 0,85%
11 MERCEDES-BENZ CLASSE A 3 785 1,79% 3 966 1,97%
12 DACIA JOGGER 3 495 1,65% 3 768 1,87%
13 TOYOTA YARIS CROSS 3 316 1,57% 2 114 1,05%
14 SEAT IBIZA 3 185 1,50% 3 223 1,60%
15 OPEL CORSA 3 072 1,45% 3 838 1,90%
16 TESLA MODEL Y 2 932 1,38% 5 063 2,51%
17 NISSAN QASHQAI 2 804 1,32% 2 949 1,46%
18 KIA STONIC 2 587 1,22% 1 907 0,95%
19 VOLVO EX30 2 516 1,19% 8 0,00%
20 HYUNDAI i20 2 365 1,12% 1 517 0,75%
21 VOLKSWAGEN T-ROC 2 351 1,11% 2 079 1,03%
22 TOYOTA YARIS 2 263 1,07% 2 579 1,28%
23 SEAT LEON 2 122 1,00% 1 221 0,61%
24 SEAT ARONA 2 092 0,99% 3 074 1,52%
25 BMW X1 2 089 0,99% 836 0,41%
26 VOLKSWAGEN TAIGO 2 082 0,98% 1 590 0,79%
Marca / Modelo
2024 2023
Unid. % Total Unid. %Total
27 FORD PUMA 2 074 0,98% 2 064 1,02%
28 VOLKSWAGEN T-CROSS 2 007 0,95% 1 571 0,78%
29 FIAT 500 1 903 0,90% 2 989 1,48%
30 BMW SÉRIE 1 1 885 0,89% 2 799 1,39%
31 VOLVO XC40 1 727 0,82% 2 869 1,42%
32 MERCEDES-BENZ CLASSE E 1 673 0,79% 623 0,31%
33 PEUGEOT 3008 1 659 0,78% 2 316 1,15%
34 MERCEDES-BENZ CLASSE C 1 653 0,78% 1 675 0,83%
35 FORD FOCUS 1 584 0,75% 2 287 1,13%
36 TOYOTA C-HR 1 576 0,74% 1 599 0,79%
37 CITROEN C4 1 549 0,73% 1 789 0,89%
38 SKODA OCTAVIA 1 549 0,73% 884 0,44%
39 MERCEDES-BENZ GLA 1 477 0,70% 1 091 0,54%
40 FIAT PANDA 1 477 0,70% 1 005 0,50%
41 MG MG4 1 448 0,68% 458 0,23%
42 BMW SÉRIE 2 1 367 0,65% 2 550 1,26%
43 CITROEN C3 AIRCROSS 1 365 0,64% 1 813 0,90%
44 VOLVO XC60 1 361 0,64% 993 0,49%
45 AUDI A3 1 359 0,64% 1 347 0,67%
46 JEEP AVENGER 1 305 0,62% 477 0,24%
47 HYUNDAI KAUAI 1 277 0,60% 1 741 0,86%
48 BMW SÉRIE i4 1 271 0,60% 1 938 0,96%
49 HYUNDAI TUCSON 1 249 0,59% 1 206 0,60%
50 BMW SÉRIE 5 1 248 0,59% 802 0,40%
Total dos 50 modelos mais vendidos 136 130 64,29% 124 444 61,71%
Total do mercado 211 739 201 646
Fonte: ACAP
94 Top100 Aftermarket 2025
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Issue Ausgabe 15/2024 15/2024
Issue 8/2024
Issue 4/2024
Issue 4/2024
Issue 9/2024
100
MERCADO
Matrículas de Veículos Automóveis em Portugal
Automóveis Ligeiros de Passageiros (Por cilindrada e potência)
2020 2021 2022 2023 2024
Unid. % Total Unid. % Total Unid. % Total Unid. % Total Unid. % Total
Designação Cilindrada (cm3)
0__750 5942 4,1 13260 9,0 18029 11,5 36390 17,4 41760 19,9
751__1000 41817 28,8 43169 29,4 49049 31,2 57694 27,5 58304 27,8
1001__1250 21695 14,9 21402 14,6 22616 14,4 27168 13,0 32561 15,5
1251__1500 42730 29,4 35883 24,5 34560 22,0 41431 19,8 38439 18,3
1501__1750 7551 5,2 6342 4,3 6745 4,3 9183 4,4 8599 4,1
1751__2000 22305 15,3 23319 15,9 22758 14,5 23448 11,2 25551 12,2
2001__2500 1411 1,0 1418 1,0 1650 1,0 1917 0,9 1867 0,9
2501__... 1966 1,4 1844 1,3 1888 1,2 2392 1,1 2634 1,3
Potência (kW)
0 __ 30 0 0,0 30 0,0 43 0,0 5 0,0 4 0,0
31 __ 40 0 0,0 268 0,2 786 0,4 968 0,5 163 0,1
41 __ 50 760 0,3 1485 1,0 1422 0,6 2060 1,0 2674 1,3
51 __ 60 13243 5,9 11516 7,9 11332 5,1 10237 4,9 8847 4,2
61 __ ... 131414 58,7 133338 90,9 143712 64,2 186353 88,9 198027 94,4
Total 145 417 100,0 146 637 100,0 157 295 100,0 199 623 95,2 209 715 100,0
Fonte: ACAP
Matrículas de Veículos Automóveis em Portugal
Automóveis Ligeiros de Passageiros (Por cilindrada e tipo de energia)
Cm 3 Gasolina Gasóleo
Híbridos
Plug-In
Híbridos
Plug-In
Electricidade Total Gasolina Diesel Convencionais
Convencionais Outros Gasolina Gasóleo
Outros Gasolina Gasóleo
Electricidade Outros Total
2024 2023
0__750 3 41 757 41 760 36 390 36 390
751__1000 36 354 6 898 15 052 58 304 38 460 8 030 11 204 57 694
1001__1250 27 659 120 4 734 25 23 32 561 25 794 770 599 5 27 168
1251__1500 4 733 8 531 13 234 11 941 38 439 5 148 13 863 10 534 11 884 2 41 431
1501__1750 947 363 3 140 4 149 8 599 989 217 2 240 5 737 9 183
1751__2000 642 9 204 6 295 6 955 2 455 25 551 768 8 732 6 851 5 787 1 310 23 448
2001__2500 20 215 221 1 411 1 867 50 283 190 1 394 1 917
2501__... 714 10 498 1 412 2 634 821 122 415 1 034 2 392
Total 71 072 18 443 35 020 15 077 25 891 2 455 41 757 209 715 72 030 23 987 28 859 11 209 25 836 1 310 36 390 2 199 623
Cilindrada Média (cm 3 ) 1096 1 118
Cilindrada Média (cm 3 ) Gasolina 1151 1 152
Cilindrada Média (cm 3 ) Gasóleo 1737 1 672
Cilindrada Média (cm 3 ) Energias alternativas 965 966
Fonte: ACAP
96 Top100 Aftermarket 2025
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100
MERCADO
Parque Automóvel em Portugal
Automóveis Ligeiros de Passageiros, Veículos Ligeiros
de Mercadorias e Pesados
Fonte: ACAP
Parque Automóvel em Portugal
Anos
Ligeiros de Passageiros Ligeiros de Mercadorias Veículos Pesados (*) Total
Unid. % Total Unid. % Total Unid. % Total Unid.
2000 3 593 000 75,6 1 008 000 21,2 149 000 3,1 4 750 000
2001 3 746 000 75,6 1 057 000 21,3 154 000 3,1 4 957 000
2002 3 885 000 75,6 1 095 000 21,3 158 000 3,1 5 138 000
2003 3 966 000 75,7 1 119 000 21,4 156 100 3,0 5 241 100
2004 4 100 000 75,8 1 150 000 21,3 155 700 2,9 5 405 700
2005 4 200 000 76,0 1 170 000 21,2 153 270 2,8 5 523 270
2006 4 290 000 76,3 1 184 000 21,0 151 000 2,7 5 625 000
2007 4 379 000 76,5 1 198 000 20,9 150 100 2,6 5 727 100
2008 4 408 000 76,6 1 200 000 20,8 149 400 2,6 5 757 400
2009 4 457 000 76,7 1 204 000 20,7 148 500 2,6 5 809 500
2010 4 480 000 76,8 1 205 000 20,7 147 600 2,5 5 832 600
2011 4 522 000 77,0 1 206 000 20,5 145 000 2,5 5 873 000
2012 4 497 000 77,4 1 170 000 20,1 140 100 2,4 5 807 100
2013 4 480 000 77,9 1 137 000 19,8 136 200 2,4 5 753 200
2014 4 496 000 78,2 1 118 000 19,5 133 500 2,3 5 747 500
2015 4 538 000 78,5 1 110 000 19,2 133 700 2,3 5 781 700
2016 4 600 000 79,0 1 090 000 18,7 134 700 2,3 5 824 700
2017 4 800 000 79,5 1 100 000 18,2 141 200 2,3 6 041 200
2018 5 015 000 79,8 1 120 000 17,8 146 200 2,3 6 281 200
2019 5 205 000 80,2 1 135 000 17,5 149 300 2,3 6 489 300
2020 5 300 000 80,4 1 140 000 17,3 151 000 2,3 6 591 000
2021 5 410 000 80,6 1 150 000 17,1 152 301 2,3 6 712 301
2022 5 560 000 80,8 1 163 000 16,9 154 000 2,2 6 877 001
2023 5 750 000 81,2 1 177 000 16,6 157 700 2,2 7 084 700
2024 5 970 000 81,3 1 204 000 16,4 169 700 2,3 7 343 700
Veículos Ligeiros de Passageiros, Mercadorias e Pesados
Idade e Número de Veículos em Circulação em Portugal em 31-12-24
Idade
LIGEIROS DE PASSAGEIROS
Unid.
% Total
Idade
LIGEIROS DE MERCADORIAS
Unid.
% Total
Idade
VEÍCULOS PESADOS
Unid.
% Total
Idade média (anos) 14,1
Até 1 ano 195.098 3,3
De 1 a 2 anos 203.480 3,4
De 2 a 3 anos 168.354 2,8
De 3 a 4 anos 168.416 2,8
De 4 a 5 anos 170.449 2,9
De 5 a 10 anos 1.358.846 22,8
De 10 a 15 anos 1.000.903 16,8
De 15 a 20 anos 1.081.402 18,1
Mais de 20 anos 1.623.052 27,2
Total 5.970.000 100,0
Idade média (anos) 16,1
Até 1 ano 28 830 2,4
De 1 a 2 anos 28 324 2,4
De 2 a 3 anos 23 684 2,0
De 3 a 4 anos 29 334 2,4
De 4 a 5 anos 28 219 2,3
De 5 a 10 anos 190 617 15,8
De 10 a 15 anos 146 879 12,2
De 15 a 20 anos 263 994 21,9
Mais de 20 anos 464 119 38,5
Total 1 204 000 100,0
Idade média (anos) 15,8
Até 1 ano 5 052 3,6
De 1 a 2 anos 6 915 4,9
De 2 a 3 anos 4 703 3,3
De 3 a 4 anos 4 399 3,1
De 4 a 5 anos 4 006 2,8
De 5 a 10 anos 27 126 19,2
De 10 a 15 anos 19 106 13,5
De 15 a 20 anos 23 397 16,5
Mais de 20 anos 46 796 33,1
Total 141 500 100,0
Fonte: ACAP
98 Top100 Aftermarket 2025
100
MERCADO
Ligeiros de Passageiros - Veículos Comerciais - Ciclomotores - Motociclos - Quadriciclos
Parque e Densidade Automóvel em Portugal em 31-12-24
Distritos
Ligeiros de Passageiros
e Todo-o-terreno
Ligeiros
de Mercadorias
Total Ligeiros
Pesados
de Mercadorias*
Pesados
de Passageiros
Total Veículos
Automóveis
Habitantes por:
Ligeiro Passageiros
Veículo Automóvel
Aveiro 399 214 88 622 487 836 10 439 1 165 499 440 1,8 1,4
Beja 74 094 23 616 97 710 1 216 188 99 114 2,0 1,5
Braga 467 462 111 836 579 298 9 605 1 650 590 553 1,8 1,4
Bragança 57 690 23 175 80 865 1 763 247 82 875 2,1 1,5
Castelo Branco 89 555 25 955 115 510 2 323 248 118 081 2,0 1,5
Coimbra 228 760 50 490 279 250 5 923 643 285 816 1,8 1,4
Évora 81 168 20 478 101 646 1 751 428 103 825 1,9 1,5
Faro 311 871 61 895 373 766 4 396 939 379 101 1,5 1,2
Guarda 73 626 22 561 96 187 2 814 199 99 200 1,9 1,4
Leiria 286 634 76 559 363 193 12 889 537 376 619 1,6 1,2
Lisboa 1 489 083 220 342 1 709 425 37 142 4 731 1 751 298 1,5 1,3
Portalegre 53 463 14 569 68 032 2 010 92 70 134 1,9 1,5
Porto 964 121 178 194 1 142 315 17 750 2 650 1 162 715 1,9 1,6
Santarém 234 711 61 200 295 911 8 556 809 305 276 1,8 1,4
Setúbal 464 030 66 660 530 690 6 084 1 079 537 853 1,9 1,7
Viana do Castelo 134 567 28 788 163 355 2 979 631 166 965 1,7 1,4
Vila Real 98 893 28 236 127 129 2 261 516 129 906 1,9 1,4
Viseu 191 364 50 134 241 498 6 873 922 249 293 1,8 1,4
Continente 5 700 306 1 153 310 6 853 616 136 774 17 674 7 008 064 1,7 1,4
Açores 126 718 32 458 159 176 2 229 512 161 917 1,9 1,5
Madeira 142 976 18 232 161 208 2 497 1 014 164 719 1,8 1,5
Total 5 970 000 1 204 000 7 174 000 141 500 19 200 7 334 700 1,8 1,4
Fonte: ACAP
100 Top100 Aftermarket 2025
MERCADO TOP100
Automóveis Ligeiros de Passageiros
Parque Automóvel em Portugal em 31-12-24
Marcas
Total
2024
% Total
RENAULT 721.476 12,1
PEUGEOT 573.449 9,6
VOLKSWAGEN 476.937 8,0
MERCEDES-BENZ 449.212 7,5
OPEL 412.641 6,9
BMW 382.584 6,4
CITROEN 340.604 5,7
FORD 305.782 5,1
FIAT 276.930 4,6
TOYOTA 254.287 4,3
SEAT 235.490 3,9
AUDI 230.857 3,9
NISSAN 192.189 3,2
VOLVO 111.298 1,9
HYUNDAI 106.005 1,8
DACIA 96.179 1,6
HONDA 91.467 1,5
KIA 85.250 1,4
SMART 81.537 1,4
SKODA 70.259 1,2
MITSUBISHI 69.998 1,2
Fonte: ACAP
Marcas
Total
2024
% Total
MINI 63.738 1,1
MAZDA 51.759 0,9
ALFA ROMEO 31.391 0,5
TESLA 30.648 0,5
CHEVROLET 29.115 0,5
SUZUKI 29.014 0,5
LAND ROVER 23.332 0,4
ROVER 22.048 0,4
PORSCHE 20.708 0,3
JAGUAR 16.000 0,3
JEEP 15.075 0,3
LANCIA 10.891 0,2
DS 8.830 0,1
LEXUS 7.981 0,1
CUPRA 7.481 0,1
MG 6.549 0,1
DAEWOO 5.940 0,1
CHRYSLER 4.128 0,1
SAAB 3.900 0,1
BYD 3.217 0,1
SUBARU 2.039 0,0
Marcas
Total
2024
% Total
DAIHATSU 1.869 0,0
DODGE 1.595 0,0
FERRARI 947 0,0
MASERATI 835 0,0
POLESTAR 783 0,0
SSANGYONG 749 0,0
BENTLEY 716 0,0
ASTON MARTIN 689 0,0
AUTO RIBEIRO 588 0,0
IVECO 454 0,0
LAMBORGHINI 288 0,0
AUSTIN 193 0,0
INFINITI 137 0,0
LOTUS 121 0,0
KGM 120 0,0
AIWAYS 119 0,0
TATA 112 0,0
OUTRAS MARCAS 1.470 0,0
Total 5.970.000 100,0
102 Top100 Aftermarket 2025
Soluções para qualquer necessidade de
acumuladores de energia
Amplo portfólio de marcas
Estoque permanente
Flexibilidade e adaptação ao cliente
100
MERCADO
DISTRIBUIDORES
DE PEÇAS PARA PESADOS
Os 25 maiores distribuidores de peças para veículos pesados faturaram em 2024, 197,9 milhões
de euros, mais 10,5% que no ano anterior. Empregam 685 trabalhadores, mais 23 que em 2023,
crescendo 6,5% e aumentando a produtividade para 289 mil euros por trabalhador
O
mercado de distribuição de peças
para veículos pesados em
Portugal tem vindo a afirmar-se
como um exemplo de organização,
profissionalismo e sustentabilidade.
Longe de apresentar uma estrutura
fragmentada e improvisada, como acontece em
alguns mercados europeus, Portugal apostou num
modelo sólido, tecnicamente especializado e com
uma operação estável.
A maturidade do setor reflete-se não apenas na
sua estrutura, mas também na rentabilidade das
empresas e na crescente qualificação da oferta.
Num mercado cada vez mais competitivo, este
setor assume um papel decisivo na rentabilidade
e fiabilidade das frotas. Neste artigo, falamos com
alguns dos protagonistas do mercado, para saber
quais os modelos que lideram as vendas, as mais
recentes inovações em motores e sistemas de assistência
à condução, assim como as perspetivas das
marcas relativamente à situação atual do mercado
Depois de um forte crescimento registado em
2023 e 2024, o setor dos veículos pesados em
Portugal vive uma fase de ajustes. Em linha com
a tendência europeia, o primeiro semestre de
2025 revelou sinais de retração, muito por conta
de alguns constrangimentos em alguns setores
industriais relevantes que não têm estimulado
os indicadores de procura.
O setor pós-venda de veículos pesados em Portugal
é um exemplo de estruturação, profissionalismo
e visão de longo prazo. A articulação entre
oficinas de marca, redes independentes e distribuidores
especializados criou um ecossistema técnico
e comercial robusto, capaz de responder aos desafios
atuais e preparar-se para o futuro. O setor
de distribuição de peças para veículos pesados
apresenta um nível elevado de concentração, com
os cinco maiores distribuidores a controlarem
50% do mercado. Este domínio, aliado à forte
orientação para a exportação, é indicativo de
uma gestão profissional e focada em escala. Em
2024, os 25 principais distribuidores atingiram
um volume de negócios conjunto de 197,9 milhões
de euros. A produtividade por trabalhador
(289 mil euros) e os bons níveis de rentabilidade
confirmam a eficiência destas operações. Os indicadores
financeiros são excelentes:
• Autonomia financeira de 56,9%
• Rentabilidades de 5,3% das vendas e 11,4%
dos capitais
• Unicamente uma empresa com resultados negativos
A Motorbus lidera em todos os critérios quantitativos,
exceto no Emprego e no VAB em que
lidera a HBC II pela importante atividade oficinal
desta empresa.
104 Top100 Aftermarket 2025
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MERCADO TOP100
TOP 25
MAIORES DISTRIBUIDORES PEÇAS PESADOS
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓP. 2024 VAB 2024 Nº TRAB. 2024
1 MOTORBUS, LDA. PORTO 47.014 42.167 34.767 2.243 17.790 4.902 54
2 HBC II, LDA. LEIRIA 25.879 23.006 19.475 1.968 11.618 6.025 94
3 NASACAR, LDA. LISBOA 11.910 10.655 11.368 559 4.287 2.343 31
4 EUROPART PORTUGAL, S.A. PORTO 11.270 11.011 6.399 28 2.226 1.833 40
5 D. COSTA, S.A. (COPEROL) LISBOA 10.974 9.910 9.254 415 4.937 2.576 75
6 SPG - GLOBAL PARTS, LDA. LISBOA 10.938 10.864 6.033 227 2.658 1.898 39
7 RODRIGUES & CARVALHO, LDA. (SELCAR) LISBOA 9.600 8.723 10.367 1.061 8.747 2.155 36
8 GRUPO BARREIRO, SUC. PORTUGAL, LDA. LISBOA 9.007 9.861 4.698 174 2.080 1.232 32
9 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. LEIRIA 8.850 7.087 6.473 596 4.265 3.002 59
10 VIAPESADOS, LDA. V. DO CASTELO 5.766 4.688 3.535 342 1.556 1.181 19
11 SUSPARTES, LDA. SETÚBAL 5.712 3.872 2.581 325 1.769 700 10
12 TECNIAMPER, LDA. LISBOA 4.859 4.488 7.334 161 5.538 856 13
13 VICAUTO, LDA. VISEU 4.253 3.972 3.973 555 3.199 1.099 12
14 VISOPARTS , LDA. VISEU 3.967 3.819 3.548 396 2.672 1.126 13
15 MULTITRUCKS, LDA. LISBOA 3.777 3.148 3.820 167 758 1.018 27
16 PROPESADOS II, LDA. LEIRIA 3.440 2.356 2.498 59 562 763 22
17 BEZARES PORTUGAL, LDA. PORTO 3.287 2.989 2.130 -112 1.507 400 16
18 ECOPARTES, LDA. LEIRIA 2.918 3.111 4.171 174 2.250 678 13
19 IMPORPESADOS, LDA. LEIRIA 2.751 2.517 3.185 307 2.933 616 7
20 POLICALÇO, LDA. PORTO 2.536 2.207 3.166 98 768 593 14
21 DMS-TRUCKS, LDA. LEIRIA 2.222 2.454 5.131 278 4.876 968 16
22 COMERCIALPEÇAS, LDA. PORTO 1.994 1.888 3.254 132 2.091 527 11
23 MANAIACAR, LDA. AVEIRO 1.903 1.131 2.460 204 1.905 608 18
24 BPN, LDA. LEIRIA 1.574 1.645 1.851 49 593 255 5
25 PEÇAS DO TÂMEGA, LDA. PORTO 1.454 1.539 1.374 116 1.062 340 9
TOP 25
EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES PEÇAS PESADOS
Nº NOME EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 CRESC. VOL. NEG. 24/23 VOL. NEG. 2023 CRESC. VOL. NEG. 23/22 VOL. NEG. 2022 CRESC. VOL.NEG. 22/21 VOL. NEG. 2021
1 MANAIACAR, LDA. AVEIRO 1.903 68,3 1.131 -14,1 1.317 1,2 1.301
2 SUSPARTES, LDA. SETÚBAL 5.712 47,5 3.872 -11,3 4.364 6,4 4.100
3 PROPESADOS II, LDA. LEIRIA 3.440 46,0 2.356 18,5 1.988 16,8 1.702
4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS LEIRIA 8.850 24,9 7.087 12,3 6.311 17,7 5.364
5 VIAPESADOS, LDA. V. DO CASTELO 5.766 23,0 4.688 21,0 3.873 15,9 3.342
6 MULTITRUCKS, LDA. LISBOA 3.777 20,0 3.148 18,5 2.656 21,5 2.186
7 POLICALÇO, LDA. PORTO 2.536 14,9 2.207 5,5 2.092 2,2 2.047
8 HBC II, LDA. LEIRIA 25.879 12,5 23.006 19,2 19.304 15,8 16.672
9 NASACAR, LDA. LISBOA 11.910 11,8 10.655 10,4 9.648 17,7 8.199
10 MOTORBUS, LDA. PORTO 47.014 11,5 42.167 18,6 35.545 27,0 27.980
11 D. COSTA, S.A. (COPEROL) LISBOA 10.974 10,7 9.910 -1,1 10.020 12,6 8.896
12 RODRIGUES & CARVALHO, LDA. (SELCAR) LISBOA 9.600 10,1 8.723 20,5 7.238 11,0 6.518
13 BEZARES PORTUGAL, LDA. PORTO 3.287 10,0 2.989 5,5 2.833 18,8 2.384
14 IMPORPESADOS, LDA. LEIRIA 2.751 9,3 2.517 5,6 2.383 15,3 2.067
15 TECNIAMPER, LDA. LISBOA 4.859 8,3 4.488 14,8 3.909 38,3 2.827
16 VICAUTO, LDA. VISEU 4.253 7,1 3.972 6,0 3.746 11,7 3.355
17 COMERCIALPEÇAS, LDA. PORTO 1.994 5,6 1.888 -1,6 1.919 13,8 1.687
18 VISOPARTS, LDA. VISEU 3.967 3,9 3.819 8,1 3.534 17,7 3.002
19 EUROPART PORTUGAL, S.A. PORTO 11.270 2,4 11.011 0,8 10.926 7,0 10.214
20 SPG - GLOBAL PARTS, LDA. LISBOA 10.938 0,7 10.864 -6,5 11.614 106,0 5.638
21 BPN, LDA. LEIRIA 1.574 -4,3 1.645 29,7 1.268 32,5 957
22 PEÇAS DO TÂMEGA, LDA. PORTO 1.454 -5,5 1.539 2,7 1.499 3,7 1.446
23 ECOPARTES, LDA. LEIRIA 2.918 -6,2 3.111 2,9 3.022 14,4 2.641
24 GRUPO BARREIRO, SUC. PORTUGAL LISBOA 9.007 -8,7 9.861 7,9 9.143 8,6 8.417
25 DMS - TRUCKS, LDA. LEIRIA 2.222 -9,5 2.454 8,2 2.268 -2,8 2.333
106 Top100 Aftermarket 2025
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MERCADO TOP100
Jaime Santo, da Imporpesados,
recebeu o troféu 1.º Classificado
do Quadro de Honra Distribuidores
de Peças para Veículos Pesados
Nº EMPRESA
PONTUAÇÃO
CRITÉRIOS
1 IMPORPESADOS, LDA. 52
TOP 10 1010
QUADRO
DE HONRA
DISTRIBUIDORES
PEÇAS PESADOS
POR CRITÉRIO
2 MOTORBUS, LDA. 50
3 MANAIACAR, LDA. 49
4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 48
5 HBC II, LDA. 47
6 VISOPARTS, LDA. 40
7 SUSPARTES, LDA. 38
8 TECNIAMPER, LDA. 34
9 NASACAR, LDA. 31
10 VIAPESADOS, LDA. 31
108 Top100 Aftermarket 2025
TOP 10
DISTRIBUIDORES
PEÇAS PESADOS
POR CRITÉRIO
Nº EMPRESA
CRESCIMENTO
VOLUME NEGÓCIOS
1 MANAIACAR, LDA. 68,3
2 SUSPARTES, LDA. 47,5
3 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 24,9
4 VIAPESADOS, LDA. 23,0
5 HBC II, LDA. 12,5
6 NASACAR, LDA. 11,8
7 MOTORBUS, LDA. 11,5
8 IMPORPESADOS, LDA. 9,3
9 TECNIAMPER, LDA. 8,3
10 COMERCIALPEÇAS, LDA. 5,6
Nº EMPRESA
CAPITAL
PRÓPRIO
1 MOTORBUS, LDA. 17 790
2 HBC II, LDA. 11 618
3 TECNIAMPER, LDA. 5 538
4 NASACAR, LDA. 4 287
5 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 4 265
6 IMPORPESADOS, LDA. 2 933
7 VISOPARTS, LDA. 2 672
8 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 2 658
9 COMERCIALPEÇAS, LDA. 2 091
10 MANAIACAR, LDA. 1 905
Nº EMPRESA
RENTABILIDADE
VOLUME NEGÓCIOS
1 IMPORPESADOS, LDA. 11,2
2 MANAIACAR, LDA. 10,7
3 VISOPARTS, LDA. 10,0
4 HBC II, LDA. 7,6
5 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 6,7
6 COMERCIALPEÇAS, LDA. 6,6
7 VIA PESADOS, LDA. 5,9
8 SUSPARTES, LDA. 5,7
9 MOTORBUS, LDA. 4,8
10 NASACAR, LDA. 4,7
Nº EMPRESA
AUTONOMIA
FINANCEIRA
1 IMPORPESADOS, LDA. 92,1
2 MANAIACAR, LDA. 77,4
3 TECNIAMPER, LDA. 75,5
4 VISOPARTS, LDA. 75,3
5 SUSPARTES, LDA. 68,5
6 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 65,9
7 COMERCIALPEÇAS, LDA. 64,3
8 HBC II, LDA. 59,7
9 MOTORBUS, LDA. 51,2
10 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 44,1
Nº EMPRESA
PRODUTIVIDADE
REAL
1 MOTORBUS, LDA. 90,8
2 IMPORPESADOS, LDA. 88,0
3 VISOPARTS, LDA. 86,6
4 NASACAR, LDA. 75,6
5 SUSPARTES, LDA. 70,0
6 TECNIAMPER, LDA. 65,8
7 HBC II, LDA. 64,1
8 VIA PESADOS, LDA. 62,2
9 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 50,9
10 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 48,7
Nº EMPRESA
GERAÇÃO
EMPREGO
1 MOTORBUS, LDA. 10
2 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 5
3 MANAIACAR, LDA. 5
4 HBC II, LDA. 3
5 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 3
6 VIAPESADOS, LDA. 3
7 IMPORPESADOS, LDA. 1
8 SUSPARTES, LDA. 1
9 COMERCIALPEÇAS, LDA. 1
10 VISOPARTS, LDA. 1
Top100 Aftermarket 2025
109
100
PEÇAS PESADOS
Posição ranking
1º
Volume faturação 2024
€47.014.000
Motorbus
Fundada em agosto de 1995, a Motorbus celebra, em 2025, três décadas
de um percurso exemplar, marcado pela dedicação, pela independência
e por uma cultura familiar que continua a ser o coração da empresa.
O 30.º aniversário foi assinalado na Quinta da Torre Bella, em Vila Nova de
Gaia, num momento simbólico que reuniu colaboradores, clientes e parceiros.
Mais do que uma comemoração, foi um tributo ao caminho trilhado desde
1995 e uma reflexão sobre o futuro de uma marca que cresceu sustentada em
valores, trabalho e determinação. A história da empresa começou pela mão
do seu fundador, Óscar Pereira, que decidiu, após anos de experiência no
setor dos autocarros, abrir uma empresa especializada na venda de peças para
viaturas pesadas. Desde o primeiro dia, o negócio foi alicerçado em princípios
sólidos, na união familiar e numa cultura de proximidade que se mantém até
hoje. “A Motorbus nasce na garagem dos nossos pais, em 1995, e o projeto
desenvolve-se a partir daí. Sempre teve uma matriz familiar muito forte, assente
nos nossos princípios e valores”, recordam os filhos do fundador, Pedro e Joel
Lebre. A transição de gerações aconteceu de forma natural e harmoniosa.
O pai confiou, os filhos arriscaram — e o risco tornou-se parte essencial do
ADN da empresa. A Motorbus optou por um caminho independente, recusando
afiliações e centralizações que pudessem limitar a sua autonomia. Essa
escolha, embora desafiante, foi também o segredo de uma trajetória autêntica,
construída passo a passo, com esforço e persistência. Trinta anos depois, a
Motorbus afirma-se como uma empresa sólida e reconhecida, presente em
22 países e com 65 mil referências ativas. O que começou como um sonho
familiar é hoje uma organização moderna, que combina tradição e inovação.
“Foi um caminho de muita dedicação e trabalho. Em 2004, quando íamos a
feiras internacionais, como a de Frankfurt, ninguém nos queria vender. Fomos
mudando esse cenário com trabalho e consistência”, recordam Pedro e Joel
Lebre. Apesar do crescimento e da projeção internacional, a proximidade
com o cliente continua a ser um dos pilares fundamentais da empresa. A
filosofia é simples: ouvir, compreender e responder com rapidez. “É o cliente
saber que temos a peça que ele necessita, estar atentos ao mercado e garantir
uma entrega imediata.” A relação de confiança estende-se também aos
fornecedores e parceiros, cuja colaboração tem sido essencial para o sucesso
alcançado. A Motorbus mantém ainda uma forte aposta na especialização e
no conhecimento técnico. Num setor em constante transformação, o domínio
do negócio e o respeito pelos parceiros continuam a ser fatores diferenciadores.
“Num mercado tão digital, poucos conhecem verdadeiramente o negócio. O
know-how e a especialização serão cada vez mais importantes”, sublinham
os administradores. O futuro da Motorbus será uma continuidade natural do
seu passado: evoluir sem perder a identidade. A prioridade é reforçar a oferta,
aumentar a gama de produtos e assegurar entregas mais rápidas, sempre com
o compromisso de qualidade que caracteriza a empresa.
Administradores Óscar Pereira, Joel Lebre e Pedro Lebre
Morada Rua Monte de Além, Nº 70 - 90 4410-268 Canela - Vila Nova de Gaia
Telefone 227 300 230 // Email motorbus@motorbus.pt // Site www.motorbus.pt
110
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
PEÇAS PESADOS
Posição ranking
2º
Volume faturação 2024
€25.879.000
HBC II
Com mais de 30 anos de experiência, a HBC II é hoje uma das principais
empresas de distribuição de peças para veículos pesados em Portugal. A
sua história é marcada por um percurso de crescimento sustentado e de
diversificação estratégica, que consolidou a empresa como referência incontornável
no setor. A HBC II nasceu ligada à importação e venda de camiões usados.
O passo seguinte foi a criação de uma oficina própria, que rapidamente levou à
comercialização de peças — primeiro usadas, depois novas. Atualmente, é precisamente
na venda de peças novas que a empresa regista o maior crescimento,
com um modelo de negócio robusto e alinhado com os padrões de qualidade mais
exigentes do mercado. Nos últimos anos, a HBC II tem registado um crescimento
sustentável, reforçando a sua posição no mercado aftermarket de pesados. Conta
atualmente com sete lojas estrategicamente localizadas — Batalha, Pombal,
Albergaria, Vialonga, Ermesinde, Rio Maior e Seixal —, o que permite oferecer
proximidade e um serviço diferenciado aos clientes em todo o território nacional.
A modernização das condições de armazenamento, tanto na sede da Batalha
como nas restantes unidades, trouxe ganhos significativos em termos de logística
e rapidez de resposta, elevando o nível de serviço prestado. Com um stock permanente
superior a 20 mil referências, a HBC II cobre a gama completa de peças
aftermarket para camiões e reboques. Embora historicamente associada à marca
Scania, a empresa diversificou o seu portfólio e hoje trabalha com todas as principais
marcas do mercado. O portfólio é reforçado por parcerias estratégicas com
marcas premium de referência mundial, como Knorr-Bremse, Wabco, Brembo,
ZF, Mann-Filter, Textar, Dinex, Mahle, KS e Vitesco. Em 2024, a empresa passou
a distribuir em exclusividade os lubrificantes Champion, e desde janeiro de 2025
integra também os equipamentos de diagnóstico Jaltest. Paralelamente, a HBC
II aposta no desenvolvimento da sua marca própria TTP (Truck & Trailer Parts),
que alia qualidade a preços competitivos, consolidando-se como uma alternativa
de confiança para oficinas e frotas. A integração no grupo internacional Temot
representa um fator de diferenciação relevante. Este enquadramento garante
acesso privilegiado a fornecedores de primeiro equipamento e a uma rede global
de distribuidores de excelência, fortalecendo a capacidade competitiva da HBC
II. Num setor cada vez mais exigente, a HBC II aposta fortemente na formação
dos seus clientes. A evolução tecnológica, impulsionada por normas ambientais
como a Euro 6, trouxe maior complexidade à reparação de veículos pesados
e tornou imprescindível o acesso a ferramentas avançadas de diagnóstico. “As
ações de formação visam assegurar que os clientes mantêm autonomia e estão
preparados para responder às novas exigências do setor”, sublinha João Cardeiro,
administrador da empresa. Com um percurso sólido e uma visão clara, a HBC II
continua a consolidar a sua posição como distribuidor de referência no aftermarket
de veículos pesados em Portugal.
Administradores Hermínio Batalha Cordeiro e João Cordeiro
Morada Rua Principal, 54, Pinheiros, 2440-321 Batalha
Telefone 244 769 410 // Email batalha@hbc.pt // Site www.hbc.pt
112
TOP100 AFTERMARKET 2025
www.hbc.pt
BATALHA | POMBAL | ALBERGARIA | LISBOA | PORTO | RIO MAIOR | SEIXAL
100
PEÇAS PESADOS
Posição ranking
10º
Volume faturação 2024
€5.766.000
Viapesados
Em 2025, a Viapesados assinala duas décadas de atividade no comércio de
componentes para viaturas pesadas, consolidando-se como uma referência
no setor. Fundada em 2005, em Viana do Castelo, a empresa nasceu da
visão empreendedora de Ricardo e Sandra Carvalho, que continuam a liderar
o projeto com a mesma determinação que marcou o início. Com uma equipa
atual de 25 colaboradores, a Viapesados conheceu, sobretudo nos últimos seis
anos, um crescimento constante e expressivo. O dinamismo do mercado e a
aposta em soluções adaptadas às necessidades dos clientes têm sido fatores
determinantes neste percurso. A empresa opera a partir da sua sede em Viana
do Castelo, um espaço de 700 m² inaugurado em 2022, após duas mudanças
de instalações para responder ao aumento da atividade e ao crescimento da
equipa. Paralelamente, há dois anos abriu uma filial em Braga, com 350 m²,
que rapidamente começou a revelar limitações face ao ritmo de expansão. Já
existe, inclusive, um projeto em curso para acrescentar mais um piso, reforçando
a capacidade logística e de armazenamento. A Viapesados dedica-se à
comercialização de peças novas e recondicionadas para camiões, reboques e
autocarros, abrangendo todas as marcas. A distribuição é assegurada com frota
própria, garantindo entregas num raio de 150 km a partir das duas lojas. Para o
restante território nacional, incluindo ilhas, a empresa trabalha em parceria com
distribuidores especializados. O processo de encomenda é centralizado no call
center, mas a empresa já estuda a criação de uma plataforma online, reforçando
a digitalização do serviço e oferecendo maior comodidade aos clientes. A solidez
da Viapesados deve-se também às parcerias estratégicas com fornecedores
premium, incluindo marcas OE, que reforçam a competitividade e qualidade
da oferta. No campo da formação, a empresa promove sessões em parceria com
fornecedores, envolvendo clientes e colaboradores, de forma a acompanhar as
novidades do setor e fortalecer a relação com o mercado. A presença nas redes
sociais e a comunicação direta via WhatsApp têm-se revelado ferramentas
eficazes para a proximidade com os clientes. Mensalmente, a empresa divulga
novos produtos ou campanhas promocionais, consolidando laços de confiança
e incentivando a fidelização. Apesar do crescimento sustentado, os últimos
anos trouxeram desafios relacionados com o aumento de custos e gestão de
stock. Ricardo Carvalho sublinha a importância de garantir disponibilidade de
produto: “É fundamental não só ter preço, como também ter stock disponível.
Todos os dias trabalhamos nisso.”
Ainda assim, os sócios mantêm uma visão otimista: “Portugal é pequeno e a
concorrência é grande, mas encaramos sempre o futuro com muita positividade.
Um camião nunca pode parar, e nós queremos estar sempre na linha da frente”,
afirma Ricardo Carvalho. Entre a consolidação das operações em Viana do
Castelo e Braga, a aposta na digitalização e a contínua expansão de parcerias,
a empresa reafirma o seu compromisso em manter-se como um parceiro de
confiança para quem depende, todos os dias, da eficiência dos veículos pesados.
Gerentes Ricardo Carvalho e Sandra Carvalho
Morada Rua Engenheiro Celso Rodrigues, Nº 606, 4905-199 Viana do Castelo
Telefone 258 322 651 // Email viapesados@gmail.com // Site www.viapesados.pt
114
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
PEÇAS PESADOS
Posição ranking
13º
Volume faturação 2024
4.253.000
Vicauto
A
Vicauto tem vindo a afirmar-se como uma das principais empresas de
distribuição de peças para veículos pesados em Portugal. O seu percurso
de crescimento sustentado, especialmente desde a entrada no grupo
espanhol ADR em 2017, não tem passado despercebido no competitivo setor
do aftermarket. Segundo Ricardo Almeida, diretor comercial da empresa, dois
fatores foram determinantes para este salto qualitativo: a mudança de instalações
e a integração no grupo ADR. “Tivemos acesso a melhores condições, porque já
trabalhávamos com a grande maioria das marcas que estão no grupo”, sublinha o
responsável. A Vicauto aposta num portefólio composto por marcas de primeiro
equipamento mundialmente reconhecidas, como Dayco, Dinex, Federal Mogul,
Hella, Mann-Filter, Mahle, MS Motorservice, Valeo, Vignal e ZF. A entrada no
grupo ADR trouxe ainda a oportunidade de integrar a marca própria ADR em
gamas como travagem, suspensão e direção — uma alternativa de qualidade a
preços competitivos. Apesar desta abertura, a prioridade da Vicauto permanece
clara: oferecer sempre marcas premium, alinhadas com as exigências dos seus
clientes. “O nosso tipo de cliente exige qualidade. Para alguns produtos temos a
nossa marca própria como alternativa, mas a preferência será sempre premium”,
reforça Ricardo Almeida. A empresa distingue-se pelo forte apoio técnico especializado,
garantido por uma equipa com profundo conhecimento do setor. Essa
proximidade, aliada à confiança mútua, é um dos pilares do relacionamento com
os clientes. Para dar resposta à escassez de produtos e às dificuldades logísticas do
setor, a Vicauto tem reforçado continuamente o seu stock, assegurando rapidez de
resposta. Atualmente, dispõe de cerca de 20.000 referências em stock, cobrindo
Viseu, Guarda, Castelo Branco, Bragança, Aveiro e Vila Real, além de trabalhar
também com exportação, sobretudo para países africanos. A distribuição é feita
através de viaturas próprias e transportadoras, garantindo entregas bidiárias.
Diferentemente de outros players, a Vicauto não aposta numa plataforma B2B,
preferindo manter o contacto direto via call center e balcão, o que permite maior
precisão na encomenda das peças e reduz as devoluções. Um dos grandes diferenciais
da empresa é o serviço 24 horas, disponível inclusive aos fins de semana
e feriados. Este apoio imediato é altamente valorizado pelos clientes, permitindo-
-lhes resolver problemas urgentes sem comprometer a operação das suas frotas.
Com instalações na Zona Empresarial do Campo, em Viseu, a Vicauto dispõe
atualmente de 1.000 m² de área coberta. Contudo, o espaço já se revela insuficiente
face ao crescimento do negócio. Por isso, a empresa prepara a construção de um
segundo piso no armazém, com o objetivo de duplicar a capacidade de stock e
aumentar a eficiência na resposta ao mercado. “Queremos manter a proximidade
com o cliente, com as marcas que ele já conhece, o que também é importante. O
nosso compromisso é fornecer soluções de confiança e estar disponíveis sempre
que o cliente precisar”, conclui Ricardo Almeida.
Gerentes Carlos Alberto e João Manuel
Morada Zona Empresarial do Campo Lote 47-49 3515-342 Viseu
Telefone 232 451 197 // Email geral@vicauto.pt // Site www.vicauto.pt
116
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
PEÇAS PESADOS
Posição ranking
14º
Volume faturação 2024
€3.967.00
Visoparts
Nos últimos anos, a Visoparts tem-se afirmado como uma referência no setor
da distribuição de peças para veículos pesados, registando um crescimento
contínuo e sustentado. Este percurso de sucesso resulta da capacidade da
empresa em adaptar-se às dinâmicas do mercado, mantendo sempre o compromisso
com a qualidade dos produtos e serviços que oferece. A consistência no
aumento do volume de negócios e a consolidação da sua presença no mercado
refletem uma estratégia clara, baseada na inovação e na melhoria contínua. A
confiança conquistada junto dos clientes e parceiros é um dos pilares que sustentam
a posição da Visoparts como um dos players mais relevantes do setor em Portugal.
Recentemente, a empresa implementou iniciativas estratégicas que reforçam a sua
competitividade. Entre elas, destacam-se: a digitalização dos processos internos e
externos, garantindo maior eficiência e agilidade; modernização do sistema de
gestão de stocks, assegurando disponibilidade e rapidez de resposta; expansão do
portfólio de produtos, fruto de novas parcerias estratégicas com fornecedores de
referência; e lançamento de um site intuitivo que facilita o contacto direto com
o cliente e que permite que este possa encontrar tudo o que precisa.A Visoparts
disponibiliza uma ampla gama de peças e componentes para veículos pesados,
integrando tanto marcas originais como peças de aftermarket de elevada qualidade,
que asseguram desempenho e durabilidade. O portfólio está em constante
atualização, de modo a acompanhar as inovações do setor e as necessidades
dos clientes. Embora não possua marca própria, a empresa representa marcas
de prestígio internacional, reconhecidas pela qualidade e fiabilidade, e com as
quais mantém parcerias de longa data. Mais do que fornecer peças, a Visoparts
aposta em serviços de valor acrescentado que reforçam a experiência dos clientes,
como: apoio técnico especializado e serviço pós-venda de excelência; formações
dirigidas a clientes e parceiros, focadas na correta utilização dos componentes e
na eficiência dos veículos; e logística dedicada e eficaz, que assegura entregas
rápidas e reduz tempos de paragem das viaturas. A distribuição de peças para
veículos pesados enfrenta atualmente desafios significativos, como a pressão sobre
as margens comerciais, o aumento dos custos operacionais e a escassez de componentes.
No entanto, a Visoparts tem sabido superar estas dificuldades através
da inovação e de parcerias estratégicas, garantindo a continuidade e a qualidade
do seu serviço. A empresa aposta numa abordagem multicanal, marcada pela
presença ativa em plataformas digitais e redes sociais. Estas ferramentas permitem
não só reforçar a notoriedade da Visoparts, mas também aproximar clientes e
parceiros, através da partilha de conteúdos educativos, novidades e campanhas.
A Visoparts olha para o futuro com otimismo e confiança. Com uma estratégia
sólida, foco na inovação e um portfólio de excelência, a empresa reafirma a sua
missão: oferecer soluções eficientes, tecnológicas e sustentáveis, sempre com o
cliente no centro da sua atuação.
Administradores José Carlos Oliveira e Olga Oliveira
Morada Parque industrial Coimbrões – Estrada Principal – 3500-618 Viseu
Telefone 232 471 427 // Email geral@visoparts.com // Site www.visoparts.com
118
TOP100 AFTERMARKET 2025
Qualidade que cria confiança.
100
PEÇAS PESADOS
Posição ranking
18º
Volume faturação 2024
€2.918.000
Ecopartes
Nos últimos anos, a Ecopartes tem vindo a consolidar a sua posição no
setor da distribuição de peças para veículos pesados, sustentada numa
carteira de clientes sólida e numa visão estratégica que alia inovação,
qualidade e proximidade. A empresa, sediada em Leiria, distingue-se não apenas
pelo fornecimento de peças, mas pelo compromisso em oferecer soluções
completas que vão desde a venda e reconstrução de componentes até ao acompanhamento
técnico e consultoria especializada. Apesar da estabilidade no
volume global de negócios, a Ecopartes tem registado um crescimento notório
em áreas estratégicas, como o mercado externo e a prestação de serviços oficinais
de reconstrução. Essa expansão resulta da aposta numa gama multimarca
diversificada, que inclui componentes novos, usados e reconstruídos, tanto
de origem (OE) como aftermarket, garantindo assim uma resposta ampla e
ajustada às diferentes necessidades do setor. Um dos grandes diferenciais da
Ecopartes é a sua oficina própria dedicada à reconstrução de componentes
cruciais para veículos pesados – motores, caixas de velocidades e diferenciais.
Aqui, a empresa alia know-how técnico, rigor e precisão, disponibilizando produtos
reconstruídos com garantia de um ano e, sempre que viável, a opção
de reparação do próprio componente do cliente. Esta abordagem traduz-se
numa solução economicamente vantajosa, sem comprometer a qualidade ou a
fiabilidade. A Ecopartes orgulha-se de não ser apenas uma “loja de peças”. O
seu valor acrescentado reside na capacidade de compreender e diagnosticar as
necessidades dos clientes, muitas vezes pouco claras, transformando descrições
vagas em soluções concretas e eficazes. Esta postura consultiva garante rapidez,
eficiência e confiança, fatores que resultam numa elevada taxa de fidelização.
A relação personalizada é outro pilar da empresa. Comerciais que visitam
clientes, apoio técnico no ponto de venda, contacto direto em loja e utilização
de novas tecnologias para diagnóstico remoto (com imagens ou vídeos enviados
em tempo real) demonstram a aposta da Ecopartes numa proximidade que vai
muito além da transação comercial. No segundo semestre de 2024, a Ecopartes
iniciou um processo de reestruturação interna que abrangeu áreas comerciais
e de recursos humanos. Atualmente, está a alinhar a sua Política de Gestão
Comercial e de Marketing com uma visão baseada na inovação, antecipação
e informação. Além disso, aposta fortemente na sua marca própria, 2Shift,
privilegiando o fornecimento de material original e de elevada qualidade. A
Ecopartes é hoje uma referência na distribuição de peças para veículos pesados
em Portugal, não apenas pelo seu catálogo diversificado, mas sobretudo pela sua
postura ética, pelo rigor na reconstrução de componentes e pela proximidade
com os clientes. Mais do que vender peças, a empresa assume-se como parceira
estratégica, comprometida com soluções eficazes, duradouras e adaptadas às
novas exigências do setor automóvel.
Administrador Belmiro Santos
Morada Rua Pinhal Cotelo - Lugar de Calmarias - Cova das Faias 2410-480 Pousos
Telefone 244 829 010 // Email ecopartes@ecopartes.com
120
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
PEÇAS PESADOS
Posição ranking
21º
Volume faturação 2024
€1.574.000
BPN
Fundada em 1992, na região de Leiria, a BPN é hoje uma referência incontornável
na distribuição de peças para veículos pesados. O percurso da
empresa, iniciado com a representação de uma única marca, sempre foi
guiado pela aposta na qualidade e pela visão estratégica do seu fundador e diretor-
-geral, Ramiro Santos. Ao longo de mais de três décadas de atividade, a BPN
soube adaptar-se às transformações do setor e aos desafios económicos, mantendo
o foco na sustentabilidade do negócio e na rentabilidade dos seus parceiros. Essa
resiliência traduziu-se em resultados expressivos: mesmo em contexto adverso, com
escassez de divisas no seu principal mercado, a empresa alcançou um crescimento
de 23% nos últimos três anos. Hoje, a BPN oferece um serviço personalizado,
com apoio técnico especializado e um pós-venda eficiente, sempre alinhado com
as reais necessidades dos seus parceiros. Consolidou a sua posição de mercado
através da ampliação contínua da sua oferta, respondendo de forma integral às
necessidades dos clientes. Hoje, o portefólio cobre a totalidade das exigências do
setor, com soluções OEM premium, fruto de parcerias estratégicas com fabricantes
e fornecedores internacionais. Em paralelo, a empresa tem vindo a fortalecer a
sua marca própria QSPRO, que se destaca pela qualidade e competitividade,
nomeadamente na gama de discos e pastilhas de travão. Mais do que produtos,
a BPN oferece serviços de valor acrescentado: apoio técnico especializado, pós-
-venda eficiente e propostas personalizadas, sempre orientadas para a realidade
operacional dos seus clientes. A aposta na formação contínua, na otimização de
processos e na proximidade com o cliente são pilares da sua estratégia de atuação.
O mercado da distribuição de peças para pesados enfrenta hoje obstáculos
significativos, desde a instabilidade no fornecimento até à pressão sobre prazos
de entrega, passando pelo aumento dos custos logísticos e pela obsolescência de
stocks. Para mitigar esses riscos, a BPN apostou na diversificação das fontes de
aquisição e na disponibilização de produtos complementares, otimizando recursos
e reforçando a sua resiliência perante cenários de incerteza. A comunicação da
BPN com o mercado tem uma abordagem direta e segmentada, através de email
marketing, contacto personalizado e presença em eventos estratégicos, como a
FILDA em Luanda, reforçando assim a visibilidade das marcas representadas
e da sua própria identidade. De acordo com Ramiro Santos, a transformação
digital é a grande força motriz do setor para os próximos anos. A BPN encara o
futuro com confiança, alicerçada na inovação, na formação técnica e no serviço
de excelência. A empresa acredita que a proximidade com o cliente, aliada ao
investimento em soluções digitais, será fundamental para enfrentar os desafios
de um setor em constante transformação. Como sublinha Ramiro Santos: “O
futuro da mobilidade também passa pelas nossas mãos.”
Diretor Geral Ramiro Santos
Morada Rua Outeiro do Pomar Casal do Cego Marrazes, 2416-904 Leiria
Telefone 244 830 560 // Email bpn@bpn.com.pt // Site www.bpn.com.pt
122
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
MERCADO
20 ANOS DE AFTERMARKET
DUAS DÉCADAS
QUE MUDARAM TUDO!
No ano em que o Jornal das Oficinas celebra o seu vigésimo aniversário, o balanço
do setor de pós-venda automóvel reflete uma trajetória marcada por transformação,
resiliência e capacidade de adaptação. Nas páginas seguintes, damos voz aos
protagonistas do aftermarket, que partilham a sua visão sobre a evolução do setor
e as tendências que moldarão o seu futuro
124 Top100 Aftermarket 2025
Top100 Aftermarket 2025
125
MERCADO TOP100
Ao longo das duas últimas décadas, o
aftermarket deixou de ser um espaço
fragmentado e artesanal para se
afirmar como uma indústria estruturada,
digital e global. A evolução
não ocorreu de forma linear, mas acompanhou os
grandes ciclos económicos, tecnológicos e sociais
que moldaram o mercado automóvel europeu. A
crescente idade média das viaturas, a mudança no
comportamento dos consumidores e o avanço das
tecnologias de diagnóstico e gestão impulsionaram
o crescimento de um ecossistema mais profissional
e competitivo.
Os responsáveis das marcas do aftermarket reconhecem
que o setor viveu uma autêntica revolução
silenciosa. O que antes era dominado por pequenas
empresas familiares com recursos limitados tornou-
-se num universo altamente especializado, sustentado
por formação técnica, investimento em infraestruturas
e aposta na inovação. A digitalização,
a globalização e a exigência crescente dos clientes
redefiniram os modelos de negócio. As oficinas,
outrora focadas na reparação mecânica, são hoje
centros tecnológicos capazes de lidar com software,
eletrónica e dados.
O setor aprendeu
que já não basta
vender uma peça; é
preciso oferecer um
serviço completo
— planeamento
de compras,
disponibilidade
permanente de
stock, apoio técnico
e formação contínua
aos mecânicos
Da fragmentação à consolidação
Esta transformação reflete-se também na consolidação
da distribuição: grandes grupos e plataformas
digitais impuseram um novo paradigma de
eficiência, logística avançada e cobertura territorial.
A concentração do mercado é apontada como um
fenómeno inevitável. A união de distribuidores sob
redes comuns e a integração em grupos de compra
transformaram a estrutura competitiva. Essa consolidação,
longe de ser apenas um movimento financeiro,
representa um salto de maturidade: permitiu
ganhos de escala, reforçou o poder de negociação e
incentivou a profissionalização. Contudo, os líderes
do setor sublinham que a proximidade com o cliente
continua a ser a essência do negócio. As pequenas e
médias empresas que apostam na especialização, na
rapidez e no serviço de valor acrescentado mantêm
espaço próprio neste ecossistema cada vez mais
exigente. A coexistência entre grandes operadores
globais e distribuidores regionais dinâmicos tem
sido um dos pilares da vitalidade do aftermarket
europeu.
Eletrificação do parque automóvel
Entre as forças que mais moldaram esta evolução
destaca-se a eletrificação do parque automóvel.
Embora ainda coexistam motores térmicos e híbridos,
o avanço dos veículos elétricos está a reconfigurar
a cadeia de valor. Os responsáveis das
marcas encaram esta mudança como um desafio
e uma oportunidade. Se por um lado desaparecem
componentes de desgaste rápido, por outro surgem
novas categorias de produtos e serviços: baterias,
sistemas de gestão térmica, sensores, carregadores e
software de controlo. A transição não será abrupta,
mas progressiva, exigindo requalificação técnica e
investimento contínuo. O setor que souber antecipar
necessidades e adaptar-se à mobilidade eletrificada
terá vantagem competitiva num cenário em que tecnologia
e sustentabilidade se tornam indissociáveis.
O Impacto do comércio eletrónico
O comércio eletrónico é outro vetor decisivo desta
transformação. As plataformas digitais e os marketplaces
redefiniram as relações entre distribuidores,
oficinas e clientes. O acesso à informação e a possibilidade
de comparar preços e disponibilidade
em tempo real aumentaram a transparência e a
eficiência do processo de compra. Contudo, o e-
-commerce não elimina o papel do distribuidor
tradicional — antes o reforça, desde que este ofereça
valor acrescentado através de apoio técnico,
formação e serviço pós-venda. A digitalização é uma
aliada estratégica, mas exige atualização permanente,
segurança de dados e integração de sistemas. O
equilíbrio entre tecnologia e proximidade humana
é hoje a fronteira que distingue as marcas mais
fortes e sustentáveis.
126 Top100 Aftermarket 2025
Formação e competências
A formação surge como outro eixo estruturante do
futuro. A complexidade eletrónica dos veículos, a
presença crescente de sistemas ADAS, a gestão de
dados e o diagnóstico de software exigem competências
que aproximam o mecânico moderno de um
engenheiro especializado. As entidades formadoras,
em parceria com marcas e distribuidores, têm um
papel fundamental na requalificação do setor. Dominar
a alta tensão nos veículos eletrificados, interpretar
dados telemáticos e operar plataformas digitais são
agora requisitos básicos. Paralelamente, competências
humanas como a comunicação com o cliente, a
transparência e o acompanhamento personalizado
tornaram-se diferenciais competitivos. A atratividade
do pós-venda para as novas gerações dependerá da
capacidade de projetar a oficina como um espaço
tecnológico, sustentável e de progressão profissional.
O Papel do MVBER
e a sustentabilidade
O enquadramento regulatório, em especial o regulamento
MVBER, permanece tema central. A
defesa do acesso equitativo à informação técnica e
aos dados do veículo é vista como condição essencial
para a concorrência justa e para a sobrevivência
do aftermarket independente. A revisão do regulamento
deverá garantir que oficinas e distribuidores
independentes continuem a operar em igualdade
de condições com os fabricantes. Num contexto de
veículos conectados, inteligência artificial e novos
modelos de mobilidade, a clareza legislativa será
determinante para assegurar a diversidade e a liberdade
de escolha do consumidor europeu.
A sustentabilidade, por sua vez, deixou de ser uma
tendência para se tornar um imperativo estratégico.
O pós-venda sempre foi, em essência, um setor
sustentável, ao prolongar a vida útil dos veículos e
promover a remanufactura. Hoje, este valor histórico
ganha nova relevância com a adoção de práticas de
economia circular, utilização de materiais reciclados
e gestão responsável de resíduos. A integração de
políticas ESG reforçam o compromisso ambiental.
O consumidor, mais consciente e exigente, valoriza
produtos duradouros e marcas transparentes, fazendo
A captação de jovens
talentos para o
pós-venda passará
necessariamente
por programas de
formação técnica
e parcerias entre
escolas profissionais,
universidades
e empresas
da sustentabilidade não apenas uma exigência legal,
mas um diferencial competitivo.
O Aftermarket do futuro
As perspetivas para os próximos cinco a dez anos
apontam para um aftermarket cada vez mais digital,
sustentável e automatizado. A inteligência artificial
otimizará inventários e preverá necessidades de
manutenção; os veículos conectados gerarão novos
modelos de serviço preditivo; a logística evoluirá
para sistemas de resposta imediata e ecologicamente
eficientes. O parque automóvel europeu continuará
a envelhecer, o que garantirá procura consistente
por manutenção e reparação, mesmo num contexto
de eletrificação progressiva. As oficinas transformar-
-se-ão em verdadeiras “Mobility Service Stations”,
centros integrados de mobilidade que combinam
tecnologia, dados e experiência do cliente.
O futuro do aftermarket será, inevitavelmente, híbrido:
coexistirão motores de combustão, híbridos e
elétricos, integrados numa rede cada vez mais digital
e global. As empresas que compreenderem esta
convergência e investirem em inovação, formação
e sustentabilidade estarão melhor preparadas para
liderar. Mais do que uma fase de transição, o setor
vive uma redefinição estrutural.
O pós-venda do amanhã não será apenas o espaço
onde se repara um automóvel, mas o centro onde se
gere a mobilidade de milhões de pessoas. O sucesso
dependerá da capacidade de antecipar tendências,
adotar tecnologia e manter viva a essência do relacionamento
humano que sempre definiu este mercado.
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Top100 Aftermarket 2025
127
MERCADO TOP100
“O IAM tornou-se
eficiente e organizado,
superando muitas vezes
os serviços oficiais”
GENNARO CHIANESE POZIELLO,
DIRETOR-GERAL DA VEMA
“
Nos últimos vinte anos, assistimos a uma
transformação notável no mercado
pós-venda independente. O que antes
era um setor de nicho, dominado por
pequenas empresas com estruturas
limitadas e escassa qualificação, tornou-se uma verdadeira
indústria, capaz de gerar emprego, promover
investigação e desenvolvimento e oferecer novas
oportunidades de carreira. Na minha opinião, esta
evolução é também uma resposta concreta à necessidade
global de reduzir o consumo, prolongando a
vida útil dos veículos e contribuindo para a sustentabilidade
ambiental. O envelhecimento do parque
automóvel europeu, frequentemente superior a dez
ou doze anos, alimentou uma procura crescente por
manutenção e reparação. Esse fenómeno beneficiou
as oficinas independentes e os fornecedores de peças,
enquanto o mercado de carros novos, especialmente
na Europa, entrou numa trajetória descendente. O
poder de compra mais limitado, a substituição de
veículos em vez da compra do primeiro carro e a perda
do automóvel como símbolo de status alteraram
profundamente o comportamento do consumidor.
Este cenário impulsionou o setor independente, enquanto
as redes autorizadas dos fabricantes viram os
seus negócios comprimirem-se. Em muitos países,
surgiram grandes empresas consolidadas, que se
tornaram líderes nacionais e adotaram os equipamentos,
softwares e modelos organizacionais mais
modernos. Esse crescimento exigiu profissionalismo,
eficiência e rentabilidade. A entrada de investidores
e fundos de capital privado trouxe uma onda
de fusões e aquisições que remodelou o panorama
europeu. Hoje, já vemos mercados oligopolistas no
Leste Europeu, enquanto o Ocidente permanece
mais fragmentado. Acredito que a consolidação já
atingiu o limite em alguns países, mas noutros ainda
pode avançar, embora de forma mais lenta. Os
Grupos Internacionais de Comércio (ITG) tiveram
um papel essencial ao permitir que organizações
regionais partilhassem informação, metodologias e
boas práticas. Contudo, à medida que os distribuidores
cresceram, alguns ultrapassaram em dimensão
os próprios fornecedores, gerando desequilíbrios e
desalinhamento de interesses. Além disso, a tendência
de replicar estratégias entre ITG reduziu o
espaço para inovação e diferenciação, limitando o
potencial de crescimento sustentável. O comércio
eletrónico e os marketplaces são, no meu entender,
ferramentas complementares, não substitutos do modelo
tradicional. Quando bem utilizados, ampliam
a oferta de produtos, aumentam a transparência
e permitem às oficinas comprar com confiança a
preços competitivos. Mas é fundamental proteger a
cadeia de abastecimento tradicional: o distribuidor
é o elo que garante o suporte técnico e a formação
das oficinas. Entre os desafios mais complexos está
a eletrificação do parque automóvel europeu. Infelizmente,
a Europa não lidera essa tecnologia e as
políticas comunitárias, ao impor o elétrico como
única via, colocam em risco a própria indústria automóvel.
As tarifas de importação favoreceram os
Estados Unidos, não a Europa, e a China assumiu a
dianteira tecnológica. A renovação do parque europeu
far-se-á, inevitavelmente, com veículos chineses
— mais baratos e sustentáveis. Para o pós-venda,
esta é uma oportunidade, desde que os fabricantes
chineses assegurem o fornecimento de peças e informação
técnica. A Europa deve exigir transparência
e garantir que a cadeia produtiva europeia, especialmente
na montagem, permaneça ativa. Apesar
das restrições financeiras e das incertezas políticas
e tecnológicas, acredito que o mercado pós-venda
independente (IAM) continuará resiliente. A crescente
complexidade eletrónica e digital dos veículos
exige novos conhecimentos e formação contínua.
É indispensável atualizar programas educativos e
fortalecer parcerias entre escolas e empresas. Na
Vema, colaboramos com a Faculdade de Engenharia
da Universidade Federico II de Nápoles, financiando
bolsas de estudo e apoiando jovens engenheiros em
projetos e competições. Esta aproximação entre o
mundo académico e a indústria é vital para preparar
a próxima geração de profissionais. O IAM, que
outrora era um mercado menor, tornou-se mais eficiente
e profissional do que muitos serviços oficiais.
A entrada dos fabricantes neste espaço, desviando
o foco do seu negócio principal, dificilmente trará
benefícios reais e poderá até reduzir margens num
ambiente já competitivo.
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MERCADO TOP100
“O mercado ibérico
mantém-se como
uma das regiões
mais atrativas
e dinâmicas”
RICARDO MATTOS COELHO
INDIRECT BUSINESS MANAGER
PORTUGAL DA AXALTA
Nas últimas décadas, o mercado europeu
de aftermarket automóvel percorreu
um caminho de profunda transformação.
A digitalização, a profissionalização
e a concentração marcaram esta
evolução, embora continue a ser um setor naturalmente
fragmentado. Hoje, enfrentamos um contexto
de crescimento limitado, com o abrandamento das
vendas de veículos novos e a redução da sinistralidade
provocada pelos sistemas ADAS, o que impacta
diretamente o volume de reparações. Ainda assim,
o mercado ibérico mantém-se como uma das regiões
mais atrativas e dinâmicas, onde a Axalta tem
crescido de forma consistente e continua a investir
para assegurar novas oportunidades de desenvolvimento.
A concentração e a consolidação serão,
sem dúvida, tendências determinantes nos próximos
anos. Estas permitem alcançar economias de escala,
melhorar a eficiência logística e reforçar a capacidade
de investimento em digitalização e formação.
Contudo, a fragmentação continuará a coexistir com
esta consolidação, mantendo espaço para empresas
que saibam especializar-se ou integrar-se em grupos
de compras, desempenhando um papel relevante
no equilíbrio do setor. Os grupos de distribuição
têm sido essenciais para elevar o nível de serviço e
profissionalismo no aftermarket. Na Axalta, temos
contribuído ativamente para este processo através
da padronização de procedimentos, da melhoria da
rastreabilidade e da otimização do stock. A formação
técnica e comercial que disponibilizamos aos nossos
parceiros é um exemplo claro do nosso compromisso
com a eficiência e a inovação. O e-commerce tem
sido outro fator de transformação importante. Os
clientes finais beneficiam da transparência e comodidade;
os distribuidores alargam o seu alcance
através de catálogos digitais e logística otimizada; e
as oficinas, ao integrarem plataformas, aumentam
a eficiência e a rentabilidade ao gerir pedidos, cores
e stock num único ambiente. A digitalização é, assim,
um benefício transversal — uma evolução que
fortalece todos os atores do setor. A eletrificação do
parque automóvel surge como um desafio inevitável,
mas também como uma grande oportunidade.
Se, por um lado, reduz a procura por consumíveis
tradicionais, por outro abre portas a novas linhas
de negócio. Na Axalta, temos procurado antecipar
esta mudança com formação especializada através
da Axalta Academy, e com ferramentas como a Irus
Scan e a Irus Mix, que permitem uma reparação
mais precisa e eficiente das carroçarias. Além disso,
grande parte do nosso material de formação foi
transformado em vídeo, tornando o conhecimento
mais acessível e adaptável a profissionais em qualquer
parte do mundo. O futuro da repintura automóvel
exigirá novas competências: eletrónica, diagnóstico
avançado, calibração de sistemas ADAS e domínio
de ferramentas digitais e de gestão. Soluções como
a Axalta Nimbus, a Irus Scan e a Irus Mix tornam
a profissão mais tecnológica, mais precisa e, consequentemente,
mais atrativa para as novas gerações. É
fundamental mostrar aos jovens que trabalhar numa
oficina é mais do que reparar um veículo — é devolver
mobilidade e autonomia às pessoas, dando
propósito e significado a cada intervenção. A sustentabilidade
é outro eixo essencial da transformação do
setor. A gestão de resíduos, a reciclagem de peças e
baterias e a utilização de produtos de baixa emissão
já são práticas consolidadas. A Axalta tem liderado
esta agenda com soluções como a Irus Mix, uma
máquina de mistura totalmente automática, rápida
e mãos-livres, que melhora a eficiência e reduz o
impacto ambiental. Fabricadas com 50% de plástico
reciclado, as suas embalagens ergonómicas refletem
o nosso compromisso com a economia circular. A
isto somam-se as tintas e vernizes de cura rápida e
baixa energia (FCLE), que permitem reparações de
elevada qualidade com menor consumo energético.
O futuro do aftermarket será inevitavelmente mais
digital, eficiente e sustentável. Plataformas integradas
como a Axalta Nimbus permitirão às oficinas gerir
formação, stock e pedidos num único ambiente, aumentando
a produtividade e a precisão. A eletrificação
e os novos materiais redefinirão competências e
produtos, enquanto a sustentabilidade continuará a
orientar a inovação. Acredito firmemente que a combinação
entre digitalização, eficiência operacional e
responsabilidade ambiental é o caminho certo para
um aftermarket mais competitivo, ágil e preparado
para enfrentar os desafios de amanhã.
130 Top100 Aftermarket 2025
“Continuaremos a
garantir que os
veículos circulam
de forma segura
e fiável”
DAVID ZAPATA
COUNTRY DIRECTOR PORTUGAL
& SPAIN DA PHINIA
O
mercado pós-venda automóvel de
hoje é quase irreconhecível quando
o comparamos com o de há apenas
duas décadas. O que antes era
um setor tradicional, fragmentado
e previsível, transformou-se numa indústria global
marcada pela inovação, pela digitalização e pela
chegada de novos protagonistas. A Ásia — e, em
particular, a China — deixou de ser apenas o centro
de produção mundial para se afirmar como origem
de novas marcas de veículos que estão a entrar na
Europa e a alterar a dinâmica competitiva. Paralelamente,
as frotas de automóveis envelhecem, o que
mantém a procura ativa, enquanto as tecnologias
digitais redefinem a forma como trabalhamos e nos
relacionamos com os clientes. O pós-venda tornou-se
um setor rápido, baseado em dados e impulsionado
por expectativas em constante evolução. A consolidação
é uma tendência incontornável e positiva.
Não se trata apenas de crescer em dimensão, mas
de reforçar a solidez e a resiliência num mercado em
que tecnologia, formação e sustentabilidade exigem
investimentos cada vez mais significativos. Os grupos
desempenham um papel essencial nesta evolução:
criam estruturas comuns, promovem a partilha de
conhecimento e permitem que os distribuidores independentes
mantenham a competitividade. São também
um catalisador de transformação digital, profissionalizando
a distribuição de peças e posicionando a
indústria para o futuro. Em muitos aspetos, os grupos
são hoje o verdadeiro motor da mudança. O comércio
eletrónico é outro pilar desta transformação. Todos
beneficiam dele: os distribuidores ganham eficiência,
as oficinas têm acesso a uma oferta mais ampla e os
consumidores desfrutam de conveniência e transparência
inéditas. No entanto, os verdadeiros líderes
serão aqueles que combinarem o digital com o humano
— unindo ferramentas online inteligentes a um
serviço de consultoria qualificado, logística eficiente e
suporte técnico robusto. A tecnologia é indispensável,
mas a diferenciação continuará a vir das pessoas. A
eletrificação, muitas vezes vista como uma ameaça,
é na realidade uma oportunidade extraordinária. É
verdade que reduzirá a procura de algumas peças
tradicionais, mas abrirá novos horizontes: diagnóstico
avançado, sistemas de alta tensão, componentes
especializados e novas formas de manutenção. O
segredo está em investir nas competências certas, nas
ferramentas adequadas e em parcerias estratégicas.
As empresas que se adaptarem com rapidez e visão
não apenas sobreviverão — sairão fortalecidas. Também
o perfil das oficinas está a mudar. As equipas do
futuro precisarão de dominar eletrónica, diagnóstico
e reparação baseada em dados, mas as competências
sociais — comunicação, adaptabilidade, empatia —
serão igualmente determinantes. A atração de novos
talentos passa por mudar a perceção do setor: já não
se trata apenas de reparar carros, mas de inovar, contribuir
para a sustentabilidade e participar ativamente
na mobilidade do futuro. É esta narrativa inspiradora
que precisamos de transmitir às novas gerações. A
sustentabilidade, muitas vezes vista como uma tendência
recente, é na verdade algo que o pós-venda
sempre praticou. Prolongar a vida útil dos veículos
é, em si, uma poderosa forma de reduzir o impacto
ambiental. Hoje, vemos um avanço consistente na
remanufatura, na reciclagem e até no surgimento das
“oficinas verdes”. Reparar bem é uma ação ambiental:
diminui as emissões, evita resíduos e mantém os
veículos eficientes. O pós-venda é, e continuará a
ser, parte essencial da solução sustentável. A entrada
dos fabricantes de automóveis no mercado independente
(IAM) traz mais concorrência, mas também
mais dinamismo. Longe de ser uma ameaça, é um
incentivo à inovação, à agilidade e à transparência.
A concorrência saudável é o motor do progresso —
e, no final, quem mais ganha são as oficinas e os
condutores. Nesse contexto, é fundamental preservar
um enquadramento regulatório equilibrado, especialmente
no que toca ao MVBER. Se o acesso a peças,
ferramentas ou dados dos veículos for restringido, a
concorrência e a escolha do consumidor ficarão em
risco. A abertura e a transparência devem continuar
a ser os pilares de um mercado livre e equilibrado,
garantindo mobilidade segura e acessível para todos.
O futuro do pós-venda será inevitavelmente mais
digital, mais orientado para os serviços e profundamente
sustentável. Diagnóstico baseado em dados,
serviços por assinatura, eletrificação e conectividade
serão a norma.
Top100 Aftermarket 2025
131
MERCADO TOP100
“É essencial transformar
dados em valor,
conhecimento em
competência e
serviço em confiança”
JORGE ZÓZIMO
DIRETOR-GERAL DA T.ACADEMY
O
setor do pós-venda automóvel vive
uma transformação profunda e estrutural.
Em poucas décadas passámos
de uma realidade centrada na
mecânica de peças para um universo
dominado pela eletrónica, pelo software e pelos dados.
As grandes viragens que moldaram este percurso
são claras: a crise financeira, que empurrou clientes
para soluções de reparação eficientes e oficinas independentes;
a digitalização, com a adoção de sistemas
de gestão (DMS), plataformas de e-commerce B2B e
ferramentas de CRM; e a regulação europeia mais
recente, que reforça a concorrência e o acesso à informação
técnica e aos dados do veículo. A prorrogação
do regulamento MVBER até 2028 e a atualização das
respetivas Guidelines clarificam que os dados gerados
pelos veículos são “essenciais” para manutenção e
reparação — um passo decisivo para equilibrar o
jogo entre construtores e independentes. Os modelos
de negócio tradicionais, assentes no balcão e
nos catálogos em papel, cederam lugar a operações
digitais, abertas 24 horas por dia. Plataformas B2B,
redes multimarca, serviços “click-and-collect” e soluções
logísticas com dropship reduziram stocks e
aumentaram eficiência. Ao mesmo tempo, surgiram
novas áreas de especialização — centros de pneus e
de reparação de vidros, serviços móveis de recolha
e entrega, contratos de manutenção para frotas e
pacotes orientados para sistemas ADAS e diagnóstico
avançado. Também a formação profissional evoluiu:
de longas sessões presenciais passou-se para modelos
de blended learning, que combinam o ensino online
(síncrono e assíncrono) com momentos práticos de
curta duração. Esta abordagem mista potencia o
conhecimento e reforça o contacto humano, essencial
à aprendizagem técnica aplicada. O aftermarket português
apresenta vantagens competitivas relevantes
face a outros mercados europeus: forte capilaridade
de oficinas independentes, proximidade com o
cliente e versatilidade multimarcas. Dispomos de um
ecossistema de fornecimento de peças que responde
diariamente às necessidades dos reparadores. Mas
há desafios que não podemos ignorar. O parque
automóvel envelhece — com uma média de 14,2
anos — e, paradoxalmente, os veículos mais recentes
trazem tecnologias cada vez mais complexas: sistemas
ADAS, multimédia e eletrificação. Estes exigem
investimento em equipamentos específicos e, sobretudo,
em conhecimento. Além disso, a digitalização
total dos processos e a adoção de métricas de gestão
tornaram-se vitais para a sobrevivência das empresas
do setor. O nível técnico das oficinas independentes
subiu de forma notável. Hoje, o diagnóstico é
guiado e estruturado, suportado por plataformas
técnicas e por práticas de gestão de qualidade e
atendimento. A introdução do SERMI (Security-
-Related Repair & Maintenance Information) veio
profissionalizar ainda mais o acesso a informações
sensíveis de segurança, impondo procedimentos de
acreditação e autorização. As competências críticas
dos profissionais do futuro abrangem três dimensões
complementares: a técnica, que exige domínio da
alta tensão nos veículos eletrificados, diagnóstico de
avarias complexas, calibração de sistemas ADAS e
gestão térmica de componentes HV — já obrigatórios
desde o novo Regulamento Geral de Segurança
(GSR); a digital, com capacidade para trabalhar em
DMS/CRM, interpretar dados telemáticos, lidar
com cibersegurança e utilizar plataformas digitais;
e a dimensão humana, centrada na relação com o
cliente: comunicação empática, orçamentos transparentes
e acompanhamento contínuo são agora fatores
decisivos de fidelização. A formação é, e continuará
a ser, o eixo que sustenta a competitividade. Esta
responsabilidade deve ser partilhada entre oficinas,
distribuidores, redes, fabricantes e entidades formadoras.
Programas contínuos, com objetivos claros,
avaliação prática e coaching on-the-job, produzem
resultados mais consistentes do que ações isoladas.
A consultoria técnica de apoio e as dinâmicas de
gamificação acrescentam valor, tornando o processo
mais envolvente e eficaz. A eletrificação do parque
automóvel não é o fim do pós-venda; é a sua reinvenção.
Embora haja menos manutenção clássica,
crescem as necessidades ligadas à gestão térmica dos
sistemas HV, substituição de pneus, atualizações de
software, manutenção de circuitos de 12V e diagnóstico
eletrónico. O desafio está lançado: transformar
dados em valor, conhecimento em competência e
serviço em confiança.
132 Top100 Aftermarket 2025
SIDEM
DIREÇÃO E
SUSPENSÃO.
SIDEM.EU
MERCADO TOP100
“Os independentes
fortes sobrevivem
via especialização
ou alianças”
PEDRO BARROS
DIRETOR-GERAL DA TIPS4Y
Nas últimas duas décadas, o aftermarket
independente em Portugal passou
por uma transformação profunda. O
parque automóvel de ligeiros de passageiros
cresceu 42%, mas envelheceu
significativamente — a idade média das viaturas
subiu de 8,4 para 14,1 anos. Este envelhecimento
gerou uma procura acrescida por peças e serviços,
impulsionando oficinas, distribuidores e redes a
evoluírem em direção a uma operação mais moderna,
tecnológica e eficiente. O que antes era um
setor tradicional, centrado na reparação mecânica,
tornou-se um ecossistema cada vez mais digital, profissional
e credível. As oficinas investiram fortemente
em formação técnica e diagnósticos eletrónicos, enquanto
os distribuidores modernizaram a logística
e os catálogos digitais. As regras europeias também
tiveram um papel determinante, abrindo o mercado
à concorrência e permitindo que os independentes
recebessem viaturas ainda em garantia. Esta abertura,
aliada à consolidação e ao surgimento de redes
oficinais organizadas, trouxe maior confiança dos
clientes: hoje, veículos com menos de quatro anos já
representam 16% das consultas no canal independente.
A tendência de concentração e consolidação
vai intensificar-se. A escala tornou-se crítica para
garantir competitividade: compras centralizadas,
logística mais exigente, integração tecnológica e formação
coordenada são agora fatores decisivos. Margens
comprimidas e custos crescentes em tecnologia
aceleram fusões e aquisições, sobretudo de grupos
regionais que se integram em estruturas ibéricas ou
europeias. Vemos também emergir novos modelos
de integração vertical leve — combinando peça, serviço
e dados —, sinergias logísticas, racionalização
de portefólios e especialização como via de sobrevivência
dos independentes mais fortes. Os grupos
trouxeram disciplina e método: contratos de fornecimento
claros, KPIs, catálogos unificados, campanhas
coordenadas, apoio a TI, crédito e formação. Esta
profissionalização resultou numa melhoria visível do
serviço às oficinas, redução de custos operacionais
e numa reputação mais uniforme entre as redes. O
desafio agora é assegurar que todos estes benefícios
se traduzam de forma consistente em valor percebido
e bem comunicado ao mercado. O e-commerce
e os marketplaces também estão a redesenhar as
relações entre oficinas, distribuidores e clientes. No
B2B, as oficinas ganham em transparência, rapidez
e disponibilidade; no B2C, o consumidor final beneficia
de conveniência e preço. Contudo, a instalação
continua a ser determinante, o que mantém o papel
central do reparador. O valor está a migrar para
quem domina dados — como catálogos e VRM — e
a última milha logística. A eletrificação do parque
automóvel representa simultaneamente uma ameaça
e uma oportunidade. Por um lado, haverá menos
operações recorrentes (como trocas de óleo ou filtros),
o que impacta o volume. Por outro, abrem-se novas
áreas de especialização — sistemas de alta tensão,
baterias, ADAS, climatização térmica e diagnóstico
avançado — que podem gerar tickets médios mais
altos. O segredo estará em investir cedo na formação,
segurança HV e processos específicos, consolidando
novas competências e modelos de negócio. As
competências críticas dos profissionais da reparação
passam pela eletrónica, diagnóstico avançado,
software, telemática, calibração ADAS e gestão de
clientes e equipas. Atrair jovens talentos exige uma
mudança cultural: promover uma imagem moderna
da profissão — tecnológica, sustentável e com propósito
—, oferecer planos de carreira, certificações,
ferramentas de ponta e condições competitivas. É
também essencial apostar na inclusão e nas parcerias
com escolas técnicas, acreditando nas novas gerações
e aprendendo com elas. A entrada dos fabricantes
(OEM) no canal independente (IAM) trouxe nova
pressão competitiva. Com ofertas “one-stop shop”
e redes logísticas robustas, os OEMs desafiam o setor
a responder com valor: proximidade, agilidade,
portefólio diversificado e integração com software
oficinal. O cliente sai beneficiado com mais opções
e o mercado torna-se mais profissional. No entanto,
é essencial garantir regras justas: as alterações no
regulamento europeu MVBER não podem comprometer
a concorrência. É imperativo assegurar
o acesso não discriminatório à informação técnica
e aos dados telemáticos do veículo, a liberdade de
escolha de peças equivalentes e a proibição de práticas
restritivas.
134 Top100 Aftermarket 2025
“Acreditamos que
o futuro do setor
depende da
valorização
do talento”
JAVIER FERNÁNDEZ
DIRETOR DE VENDAS PORTUGAL
& ESPANHA DA MEWA
Foi há dez anos que a Mewa entrou em
velocidade de cruzeiro em Portugal. Este
marco não aconteceu por acaso: coincidiu
com uma melhoria do mercado e com o
facto de já termos conquistado uma presença
sólida no país. Os primeiros passos nunca são
fáceis — e no nosso caso, foram dados em plena
crise económica e financeira, em 2011. Nessa altura,
muitas empresas lutavam pela sobrevivência e mostravam-se
pouco abertas a inovações, mesmo quando
estas eram sinónimo de eficiência e sustentabilidade.
O nosso serviço completo de panos de limpeza
representava algo inédito no mercado português:
uma solução prática, ecológica e economicamente
vantajosa. A partir de meados da década de 2010,
a economia portuguesa começou a recuperar e a
abrir-se à inovação. Ao mesmo tempo, temas como a
sustentabilidade, a economia circular e a preservação
de recursos passaram a ocupar o centro das atenções.
A Mewa estava pronta para responder a essa mudança
— afinal, o nosso sistema de panos de limpeza
com serviço completo sempre foi um exemplo de
reutilização inteligente e redução de desperdício.
A pandemia representou mais um teste à nossa resiliência.
Apesar das dificuldades, conseguimos manter
o nosso serviço, assegurando a continuidade do apoio
aos nossos clientes. Nos últimos anos, temos assistido
à consolidação de grupos empresariais com várias
oficinas, o que os torna mais robustos e nos permite
fornecer soluções integradas a diferentes unidades
de um mesmo cliente. Também é notável o salto
tecnológico que as oficinas portuguesas deram na
última década. Para acompanhar a eletrificação e a
digitalização aceleradas dos veículos, estas empresas
tiveram de modernizar-se. Hoje, ferramentas como
scanners, software de diagnóstico e tecnologia de
laser já fazem parte da rotina de trabalho. Esta
evolução exige profissionais cada vez mais preparados
— pessoas com competências em mecatrónica,
domínio de software e consciência ambiental. Na
Mewa, acreditamos que o futuro do setor depende
não só da inovação tecnológica, mas também da
valorização do talento. Temos tido boas experiências
ao envolver jovens, mostrando-lhes oportunidades de
crescimento e apoiando iniciativas que promovem o
desenvolvimento profissional. Orgulhamo-nos de ser
patrocinadores principais da WorldSkills Germany,
que incentiva jovens de todo o mundo a aperfeiçoar
as suas competências técnicas. Em Portugal, apoiamos
também a competição “Melhor Mecatrónico”,
promovida pelo Jornal das Oficinas, uma iniciativa
que contribui para atrair e formar novos talentos
para o setor. A eletrificação do parque automóvel
representa, sem dúvida, um desafio — mas, para as
oficinas que acompanham a evolução, é também uma
enorme oportunidade. As empresas mais inovadoras
vão destacar-se, e é precisamente a essas que a Mewa
quer continuar a servir. O nosso sistema de panos
de limpeza facilita o trabalho diário, permitindo que
as oficinas se concentrem no essencial: o serviço ao
cliente e a adaptação às novas tecnologias. Sustentabilidade
não é um tema novo para nós — faz parte
do nosso ADN há décadas. Recolhemos os panos
usados, lavamo-los de forma ecológica e devolvemo-
-los prontos a usar. Durante o processo, recuperamos
óleos e gorduras para gerar energia térmica, cobrindo
até 80% das necessidades de aquecimento das linhas
de lavagem e secagem. Também poupamos até 50%
de água potável através de sistemas avançados de
reciclagem. Na logística, apostamos em frotas com
baixas emissões e utilizamos tecnologia digital para
otimizar rotas em toda a Europa. Já começámos a
incorporar camiões movidos a hidrogénio e bicicletas
elétricas — passos concretos rumo a um futuro mais
verde.A nível de comunicação, a Mewa deixou de
ser um hidden champion. Há três anos, assumimos
uma nova identidade visual e passámos a marcar
presença em grandes palcos — desde a Mewa Arena,
casa do clube alemão Mainz 05, até ao patrocínio
das equipas Red Bull–BORA–Hansgrohe no Tour
de France e na Vuelta a España. Essa visibilidade
reforça a nossa mensagem: somos uma marca moderna,
dinâmica e comprometida com o progresso
sustentável. Hoje, com 1.500 clientes em Portugal,
vemos ainda um vasto potencial de crescimento. O
nosso objetivo é claro: continuar a crescer de forma
sustentável, acompanhando e apoiando a modernização
das empresas portuguesas. Acreditamos que
o futuro pertence a quem alia tecnologia, eficiência
e responsabilidade ambiental.
Top100 Aftermarket 2025
135
MERCADO TOP100
“O pós-venda não vai
desaparecer — vai
transformar-se”
ALESSANDRA AIMONE
SALES AREA MANAGER DA OCAP
Nos últimos vinte anos, o mercado pós-
-venda automóvel viveu uma transformação
profunda: deixou de ser um
setor centrado apenas na mecânica
para se tornar um ecossistema guiado
pela tecnologia, pelos serviços e pela inovação. Essa
evolução foi impulsionada por mudanças estruturais
na economia global, pela introdução de legislação
mais exigente e pela disseminação de veículos e componentes
eletrónicos, que reformularam completamente
o parque automóvel europeu. A globalização
desempenhou um papel determinante neste processo.
A deslocalização das fábricas para fora da Europa
tornou-se uma estratégia inevitável para garantir
competitividade em termos de custos e disponibilidade.
A OCAP acompanhou esta dinâmica ao
estabelecer duas unidades produtivas fora de Itália,
o que nos permitiu aumentar a eficiência, melhorar
o serviço e reforçar a presença no mercado internacional.
O segredo do sucesso, no entanto, não está
apenas na expansão geográfica, mas na capacidade
de compreender as necessidades do setor e manter
o foco constante nelas. Hoje, o papel dos grupos é
cada vez mais relevante. O crescimento acelerado
destas estruturas tem levado à absorção de muitos
pequenos operadores, o que impõe um novo equilíbrio
competitivo. Na OCAP, acreditamos que a
cooperação é o caminho certo: trabalhamos lado a
lado com clientes e grupos para preservar a nossa
independência enquanto empresa individual, sem
abdicar da nossa identidade e dos nossos valores.
Outro fenómeno que redefine o pós-venda é o avanço
dos canais de comércio eletrónico. O e-commerce
aproxima os consumidores finais dos produtos, reduzindo
a intermediação e alterando profundamente
o papel das cadeias de distribuição tradicionais.
Este movimento, longe de ser uma ameaça, pode
representar uma oportunidade estratégica para
quem souber adaptar-se e tirar partido das novas
ferramentas digitais. Flexibilidade e digitalização
são, portanto, palavras-chave para o futuro. A eletrificação
do parque automóvel é, sem dúvida, uma
das maiores revoluções da indústria, mas não deve
ser encarada como uma força destrutiva. Trata-se de
uma transformação que exige adaptação, investimento
em competências e modelos de negócio renovados.
Aqueles que abraçarem a mudança e apostarem na
inovação encontrarão novas oportunidades e uma
relevância reforçada no contexto da mobilidade moderna.
A OCAP já está a produzir componentes
específicos para veículos elétricos e continua a investir
em tecnologias de alto desempenho para responder
a esta nova era. Paralelamente, o futuro das oficinas
automóveis está a ser redesenhado pela eletrificação,
pela conectividade e pela digitalização. Estas tendências
exigem um novo conjunto de competências
técnicas e uma abordagem inovadora à formação e
atração de talentos. As empresas que apostarem no
desenvolvimento humano estarão melhor preparadas
para lidar com um setor cada vez mais tecnológico e
exigente. Outro ponto essencial é a sustentabilidade.
O mercado pós-venda, por natureza, oferece uma
prática ambientalmente responsável ao privilegiar a
reparação e substituição de componentes em vez do
descarte. Além disso, cresce o compromisso com embalagens
de baixo impacto ambiental e com fábricas
alimentadas por energias renováveis. A entrada dos
fabricantes de automóveis (OEMs) no mercado pós-
-venda independente (IAM) é um desafio estratégico
que, simultaneamente, impulsiona a inovação e força
todos os intervenientes a evoluir. Neste contexto, é
fundamental que qualquer revisão do regulamento
MVBER salvaguarde os direitos dos operadores
independentes, garantindo-lhes acesso equitativo a
dados e recursos essenciais para a competitividade.
O mercado pós-venda dos próximos cinco a dez anos
será radicalmente diferente do atual. A eletrificação,
a digitalização, os veículos conectados e o suporte da
inteligência artificial criarão novos segmentos, atrairão
novos atores e ampliarão o alcance dos OEMs.
Empresas asiáticas e de outras regiões já demonstram
interesse em estabelecer novas operações na Europa.
O pós-venda não vai desaparecer - vai transformar-
-se. E as empresas que compreenderem essa evolução
e se adaptarem de forma proativa serão as que permanecerão
relevantes e competitivas no longo prazo.
O futuro está a ser moldado agora. Cabe-nos a nós,
enquanto setor, abraçar a mudança, investir na inovação
e continuar a construir um mercado pós-venda
moderno, sustentável e globalmente competitivo.
136 Top100 Aftermarket 2025
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Um movimento perfeito é o
primeiro elemento do motor.
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Long Life+1, para além da constante qualidade DAYCO.
MERCADO TOP100
“Vivemos um tempo de
hiper-regulamentação,
que gera desinformação
e incerteza”
JOAN ALCARAZ
DIRETOR-GERAL DA TAB SPAIN
Mudaram os caminhos, mas não
o destino. A distribuição automóvel
continua a ter a mesma
missão fundamental: responder
eficazmente à procura das oficinas,
que por sua vez servem o verdadeiro cliente
de todos nós — o utilizador final. No entanto, o
cenário competitivo alterou-se profundamente.
Hoje, o principal concorrente do distribuidor
independente é o fabricante do veículo e a sua
rede de serviços oficiais. A diferença é que o canal
independente evoluiu e profissionalizou-se: já não
vende apenas peças, mas também conhecimento,
formação técnica, apoio comercial e serviços de
valor acrescentado. A concentração e a consolidação
do setor são tendências imparáveis, ainda
que a Península Ibérica continue atrasada face ao
resto da Europa. O que muitos percebem como
uma transformação radical é, na verdade, apenas
o início de um processo que se aprofundará nos
próximos anos. Os grupos de distribuição não podem
continuar a limitar-se a ser meros centros de
compra. Os preços atingiram o seu limite, e agora
a sobrevivência passa por oferecer soluções completas
e apoio global às oficinas. Integrar-se num
grupo permite ao distribuidor aceder a recursos e
ferramentas que, de forma isolada, seriam difíceis
de alcançar. Outro fator de mudança incontornável
é o comércio eletrónico, que está a redefinir
as relações entre oficinas, clientes e distribuidores.
As empresas que souberem aproveitar essas novas
plataformas — seja para vender, seja para estreitar
o relacionamento com os seus clientes profissionais
— estarão mais bem posicionadas num mercado
cada vez mais dinâmico. O benefício, neste caso,
é claramente mútuo: ganha quem oferece e ganha
quem consome. A eletrificação do parque automóvel,
por sua vez, representa simultaneamente uma
ameaça e uma oportunidade. O ritmo mais lento
dessa transição dá ao setor de pós-venda o tempo
necessário para se adaptar. Contudo, aqueles que
ignorarem esta mudança profunda arriscam-se a
desaparecer. É fundamental compreender que o
futuro do pós-venda passará por uma nova combinação
de competências — técnicas, digitais e de
gestão — para lidar com veículos não apenas eletrificados,
mas também conectados e parcialmente
autónomos. A atração de jovens talentos para o
setor é outro ponto crucial. O pós-venda vive um
momento entusiasmante e pode ser altamente
atrativo para as novas gerações, que procuram
desafios tecnológicos e oportunidades de crescimento.
A formação contínua será essencial para
preparar esses profissionais para um ambiente em
constante transformação. No campo da sustentabilidade,
o setor tem feito progressos, mas ainda
há um longo caminho a percorrer. As iniciativas
para otimizar recursos, utilizar energias renováveis,
melhorar a logística e reforçar a reciclagem
são exemplos de como as exigências económicas
e ambientais podem convergir positivamente. A
entrada dos fabricantes de automóveis no canal
independente (IAM) é um fenómeno relevante,
mas não determinante. No final, os fabricantes de
veículos continuam a ser clientes dos fabricantes de
componentes, e o equilíbrio entre ambos dependerá
das flutuações do mercado de novos veículos. Em
relação à legislação, o novo regulamento MVBER
procura assegurar a diversidade de opções para o
consumidor final — um objetivo legítimo e necessário.
Contudo, vivemos um momento de “hiper
regulamentação”, que por vezes gera desinformação
e incerteza, dificultando a tomada de decisões
estratégicas. O futuro do mercado pós-venda está
garantido. Continuará a existir daqui a 5, 10 ou 20
anos, mas a grande questão é quem estará presente
e em que condições. As transformações em curso
— concentração empresarial, entrada de veículos
chineses, eletrificação, novas formas de mobilidade
e restrições urbanas — serão enfrentadas por uma
distribuição cada vez mais preparada, moderna e
consciente da necessidade de adaptação. Em suma,
não vivemos uma rutura, mas uma evolução. O
setor pós-venda mostra-se mais forte, profissional e
comprometido com a mudança. E é precisamente
essa capacidade de adaptação que garantirá o seu
papel essencial no futuro da mobilidade.
138 Top100 Aftermarket 2025
“Estamos longe
de uma situação
disruptiva do parque
que conhecemos”
EDUARDO MARTÍ
DIRETOR-GERAL DA
UFI FILTERS IBÉRICA
Nos últimos vinte anos, o setor do pós-
-venda automóvel transformou-se profundamente.
De um mercado local,
físico e centrado quase exclusivamente
na venda de peças mecânicas e na mão
de obra, evoluiu para um ecossistema muito mais
digital, global e fragmentado. Duas forças atuam em
simultâneo e moldam este novo contexto: a eletrificação
do parque automóvel e a digitalização. Ambas
redefinem as regras do jogo, abrindo espaço para
novos intervenientes, como plataformas de comércio
eletrónico e mercados B2B e B2C, e alterando o
próprio mix de vendas, onde as peças tradicionais
para motores térmicos perdem peso face aos componentes
elétricos, software e serviços digitais. Este
novo paradigma trouxe também uma atualização
regulatória. A evolução do enquadramento europeu
MVBER, adaptado aos desafios tecnológicos e
digitais, visa manter a concorrência num contexto
em rápida mutação. Contudo, o impacto das novas
dinâmicas vai além da legislação: o mercado caminha
para uma concentração inevitável. A consolidação é
hoje uma tendência estrutural e imparável. Grandes
distribuidores e plataformas digitais tornam-se cada
vez mais eficientes em logística, tecnologia e marketing,
enquanto fundos de investimento reforçam esta
dinâmica ao financiar grupos de distribuição com
forte potencial de crescimento. No sul da Europa,
onde o setor permanece relativamente fragmentado,
há ainda amplo espaço para fusões e aquisições que,
inevitavelmente, reduzirão o número de distribuidores
independentes e criarão verdadeiros gigantes
da distribuição. Os grupos de distribuição também
evoluíram. Já não são apenas centrais de compras
ou associações de negociação coletiva — são hoje
catalisadores de profissionalização. Criaram infraestruturas
tecnológicas próprias, catálogos eletrónicos,
software de gestão de oficinas e redes de logística
avançada. Promovem marcas próprias, oferecem
formação contínua e reforçam a visibilidade do setor
em feiras e eventos. São estes elementos que têm
sustentado a modernização do pós-venda, garantido
a sua competitividade perante os novos desafios. O
comércio eletrónico e os marketplaces estão a redesenhar
as relações entre oficinas, distribuidores
e consumidores. A digitalização é um processo em
curso e nem todos os intervenientes estão igualmente
preparados. O setor enfrenta uma grande incerteza
tecnológica — a transição energética avança, mas
de forma desigual — e uma conjuntura económico-
-social complexa que contribui para o envelhecimento
do parque automóvel. Este cenário, aliado a
uma sociedade mais digital e individualista, favorece
claramente o crescimento dos canais online. Os
grandes beneficiários desta transformação são os
consumidores, que ganham em preço e rapidez de
entrega; os grandes distribuidores e plataformas, que
capitalizam dados de consumo e criam valor com
as suas marcas próprias; e as oficinas digitalizadas,
que, ao integrarem redes estruturadas, beneficiam
de diagnósticos remotos, pedidos automatizados e
entregas quase imediatas. A eletrificação representa
simultaneamente uma ameaça e uma oportunidade.
Ameaça, porque reduz a procura de componentes
de alta rotação típicos dos motores térmicos. Oportunidade,
porque abre espaço a novas categorias
— gestão térmica de baterias, sensores, software,
carregadores e componentes eletrónicos. Ainda assim,
acredito que a transição será gradual e que o
futuro próximo será dominado por soluções híbridas,
em que o motor de combustão continua a coexistir
com a propulsão elétrica. Esta transição exigirá uma
profunda requalificação dos profissionais do setor. As
oficinas terão de dominar conhecimentos em alta tensão,
eletrónica, diagnóstico de software e calibração
de sistemas ADAS, além de competências em gestão
digital e atendimento remoto. A captação de jovens
talentos para o pós-venda passará necessariamente
por programas de formação técnica e parcerias entre
escolas profissionais, universidades e empresas, bem
como por campanhas que valorizem o setor como um
pilar essencial e tecnológico da mobilidade moderna.
Nos próximos cinco a dez anos, o pós-venda será
inevitavelmente mais digital, mais concentrado e mais
regulado. O mix de produtos continuará a mudar,
acompanhando a transição energética, e a sustentabilidade
será o fio condutor das decisões empresariais.
O setor que outrora se baseava em chaves inglesas
e prateleiras de peças está agora a reinventar-se em
códigos, dados e conectividade
Top100 Aftermarket 2025
139
MERCADO TOP100
“Talvez no futuro
voltemos a valorizar
formatos mais
simples e menos
dependentes
de estruturas
complexas”
HERNÁN MARQUÉS
DIRETOR-GERAL DA SAMPA IBÉRICA
Nas últimas duas décadas, o mercado
pós-venda automóvel tem vivido uma
transformação profunda e, em muitos
casos, imprevisível. O que antes era
um cenário dominado por grandes
importadores de peças sobressalentes, consolidado
e relativamente estável, deu lugar a uma paisagem
muito mais diversa e dinâmica. Hoje, vemos redes
e grupos de compra a expandirem a sua presença,
distribuidores independentes a diversificarem atividades
e marcas internacionais a estabelecerem-se diretamente
na Península Ibérica para gerar negócios
de proximidade. Esta descentralização trouxe vitalidade,
mas também desafios. O mercado continua
altamente atomizado, e embora exista um desejo
de concentração, a realidade económica ditará o
ritmo desse processo. Alguns grupos continuarão
a crescer por via de aquisições, enquanto outros
resistirão de forma independente, sustentados pelo
acesso direto às marcas. Do outro lado da cadeia,
oficinas e frotas mantêm uma postura pragmática:
procuram sempre o melhor preço e serviço. Isso
mantém o equilíbrio instável e o futuro incerto. Há,
contudo, um mérito inegável dos grandes grupos:
trouxeram modernização. O setor aprendeu que
já não basta vender uma peça; é preciso oferecer
um serviço completo — planeamento de compras,
disponibilidade permanente de stock, apoio técnico
e formação contínua aos mecânicos. Esta evolução
tem elevado o nível de profissionalização e contribuído
para que o pós-venda seja cada vez mais
estratégico. O comércio eletrónico é outro vetor que
veio para ficar e está a remodelar completamente
as relações entre oficinas, clientes e distribuidores.
As oficinas, de facto, são as que mais beneficiam
com esta nova dinâmica. Os marketplaces e plataformas
digitais geridas por grupos de distribuição
permitem acesso rápido, transparente e competitivo
a produtos e serviços. Contudo, essa digitalização
também exige investimento constante, atualização
tecnológica e capacidade de competir com plataformas
internacionais que, muitas vezes, distorcem
o equilíbrio de preços e o serviço local. Entretanto,
a eletrificação do parque automóvel abre uma nova
frente de oportunidades. O setor já está em fase de
adaptação, mas os números de venda de determinados
grupos de produtos mostram que os tempos
mudaram. O desafio agora é antecipar-se às necessidades
do mercado, identificar o que será essencial no
novo ecossistema automóvel e continuar a oferecer
soluções relevantes e competitivas. Um dos pontos
mais críticos — e que preocupa todo o setor a nível
global — é a renovação da mão de obra nas oficinas.
Há uma escassez crescente de mecânicos qualificados,
e o futuro depende da nossa capacidade de
atrair as novas gerações. Isso implica modernizar
as oficinas, investir em tecnologia e criar ambientes
de trabalho que despertem o interesse dos jovens,
que já dominam as ferramentas digitais e estão mais
próximos da linguagem tecnológica que o setor
precisa adotar. A sustentabilidade também se tornou
um pilar fundamental. Hoje, qualquer empresa
responsável tem de integrar práticas sustentáveis e
coerentes com as exigências ambientais. Na Sampa
Ibérica, por exemplo, investimos na instalação de
painéis solares que já produzem energia suficiente
para cobrir as nossas necessidades de produção. É
uma contribuição real e tangível para a transição
verde, mas também uma demonstração de que a
indústria de componentes pode ser parte ativa da
solução. Por fim, não podemos ignorar o papel da
legislação. A continuidade e o equilíbrio do setor
pós-venda dependem fortemente de um quadro
regulatório que defenda o acesso do setor independente
à informação e às peças necessárias para a
reparação de veículos. Manter um mercado aberto,
competitivo e diversificado é essencial para garantir
preços acessíveis e qualidade de serviço para todos
os consumidores. O futuro do pós-venda nos próximos
cinco a dez anos ainda é uma incógnita. Tudo
dependerá das exigências do setor de reparação, da
evolução das economias globais e da capacidade de
adaptação das empresas. Custos crescentes e novas
tecnologias obrigarão a repensar modelos de negócio
e, quem sabe, talvez no futuro voltemos a valorizar
formatos mais simples, mais diretos e menos
dependentes de estruturas complexas. O que é certo
é que o setor continuará em movimento. E, como
sempre, sobreviverão — e prosperarão — aqueles
que conseguirem ler o mercado antes dos outros.
140 Top100 Aftermarket 2025
MERCADO TOP100
“O setor encontra-se
num ponto de equilíbrio
dinâmico entre
tradição e inovação”
CARLOS GARCÍA
DIRETOR DE MARKETING
IBERIA DA NITERRA
Nas últimas duas décadas, o mercado
pós-venda automóvel passou
por uma transformação profunda.
Aquilo que antes era um setor fragmentado,
com uma miríade de pequenos
distribuidores e processos essencialmente
manuais, evoluiu para uma indústria altamente
profissionalizada e consolidada. Este movimento
foi impulsionado por fatores como a digitalização, a
globalização e, mais recentemente, pela eletrificação
do parque automóvel — forças que alteraram de
forma definitiva a estrutura, a lógica e o futuro do
pós-venda. Hoje, o mercado caracteriza-se por uma
cadeia cada vez mais integrada e orientada para a
eficiência. Os grandes distribuidores ganharam um
peso considerável, com poder logístico e de compra
que lhes permite operar em larga escala e responder
com rapidez às exigências dos clientes profissionais.
Esta consolidação, embora inevitável, não deve ser
vista apenas como uma ameaça para os pequenos
distribuidores. Estes continuam a ter espaço no
mercado, desde que apostem na especialização, na
proximidade e na oferta de serviços de elevado valor
acrescentado. A chave da sua sobrevivência estará,
muito provavelmente, na integração em grupos de
compra, estruturas que oferecem melhores condições
comerciais, apoio tecnológico e plataformas
logísticas que lhes permitem competir num cenário
cada vez mais exigente. Os grupos de compra
assumem, assim, um papel fundamental no novo
ecossistema do pós-venda. Reúnem distribuidores
sob uma estratégia comum, partilham sistemas de
gestão adaptados ao setor e garantem às oficinas
um serviço mais ágil e fiável — desde prazos de
entrega curtos até catálogos online e soluções B2B
que simplificam o trabalho diário. Este nível de
profissionalização tem beneficiado o cliente final,
que hoje encontra um serviço mais rápido, preciso
e de qualidade superior. Outro vetor essencial de
mudança é o comércio eletrónico. Embora o seu
crescimento no pós-venda esteja a ser mais gradual
do que o inicialmente previsto, é inegável que se trata
de uma tendência irreversível. As especificidades
técnicas das peças e a complexidade de identificar
o componente correto têm atrasado a adesão por
parte do consumidor final, mas o canal online já
é uma realidade consolidada entre profissionais e
distribuidores. A combinação entre plataformas digitais
eficientes e conhecimento técnico continuará
a ser decisiva para o sucesso das empresas neste
domínio. A eletrificação dos veículos representa, por
sua vez, um ponto de viragem. É ao mesmo tempo
uma ameaça e uma oportunidade. A redução gradual
das peças típicas dos motores térmicos — como
velas, embraiagens ou filtros — será inevitável, mas
abre-se um novo universo de procura por sensores,
baterias, sistemas elétricos e software. Além disso, a
eletrificação traz consigo uma nova lógica de serviço,
baseada em competências tecnológicas e em
modelos de negócio sustentáveis. Para as empresas
que investirem em formação, equipamentos adequados
e soluções para veículos elétricos, o futuro
é promissor. Para as que não o fizerem, o risco de
obsolescência será elevado. Neste contexto, o papel
do mecânico também muda radicalmente. O profissional
do futuro precisará de dominar áreas como
eletrónica, diagnóstico avançado, segurança em
alta tensão e software automóvel — competências
que o aproximam mais de um engenheiro do que
de um técnico tradicional. A formação contínua,
através de parcerias com universidades e escolas
técnicas, será determinante para atrair e preparar
novas gerações. A sustentabilidade é outro eixo incontornável.
O mercado pós-venda tem dado passos
firmes na adoção de práticas mais responsáveis:
gestão eficiente de resíduos, utilização de peças remanufaturadas,
otimização logística, embalagens
sustentáveis e programas de reciclagem são já parte
da realidade de muitas empresas. Olhando para
o futuro, o pós-venda será cada vez mais digital,
sustentável e tecnicamente exigente. O comércio
eletrónico continuará a crescer, impulsionado por
ferramentas de inteligência artificial que otimizarão
inventários, preverão necessidades e automatizarão
processos. O parque automóvel, por sua vez, deverá
manter uma transição gradual — com a hibridização
ainda a dominar sobre a eletrificação total — o
que assegura oportunidades significativas tanto para
produtos ligados ao motor de combustão como para
as novas gamas de componentes elétricos.
142 Top100 Aftermarket 2025
“É fundamental
garantir que por
trás de cada transação
exista aconselhamento
e serviço”
JUAN IGNACIO
DIRETOR-GERAL DA
GS YUASA IBERIA
Nas últimas duas décadas, o mercado
pós-venda automóvel viveu uma transformação
profunda, passando de um
ambiente tradicional e fragmentado
para um setor altamente profissionalizado,
digital e exigente. Quando iniciámos a nossa
atividade na GS Yuasa Iberia, éramos apenas três
pessoas num pequeno escritório em Madrid. Hoje,
contamos com uma equipa de 30 profissionais, um
armazém de 3.600 m² e uma operação logística
complexa que reflete a evolução do setor e a nossa
capacidade de adaptação. Este crescimento não é
apenas um sinal de sucesso empresarial, mas o espelho
de um mercado que amadureceu, modernizou-
-se e se tornou mais competitivo. A consolidação
será, sem dúvida, uma tendência que continuará
a marcar o ritmo dos próximos anos. As fusões e
alianças permitem ganhar eficiência, cobertura e
poder de compra, o que é natural num contexto tão
competitivo. No entanto, acredito firmemente que
a chave do futuro estará em manter a proximidade
com o cliente. Na GS Yuasa Iberia, trabalhamos
todos os dias para equilibrar escala e flexibilidade,
apoiando tanto as grandes redes como os distribuidores
e oficinas locais. É nessa relação próxima e
de confiança que se constrói a fidelidade a longo
prazo. Os grupos de compra desempenharam um
papel fundamental na profissionalização do mercado.
Estabeleceram padrões de qualidade, introduziram
ferramentas digitais e promoveram programas de formação
que elevaram o nível de todo o setor. Para nós,
fabricantes, isso significou alinhar produtos, serviços
e suporte técnico com as novas exigências. O resultado
é claro: oficinas e clientes finais beneficiam de
um serviço mais rápido, fiável e homogéneo. Outro
elemento transformador foi o comércio eletrónico. As
plataformas digitais e marketplaces revolucionaram
a forma como oficinas, distribuidores e clientes interagem.
Hoje, é possível comparar preços, consultar
disponibilidade e tomar decisões em segundos. As
oficinas ganharam em agilidade e eficiência, e os
distribuidores ampliaram o seu alcance. Contudo,
é importante recordar que, num setor técnico como
o nosso, a venda online não deve ser apenas um
processo automático. É essencial garantir aconselhamento,
qualidade e serviço pós-venda. O futuro
está no equilíbrio entre a tecnologia e a proximidade
humana — e é exatamente aí que concentramos os
nossos esforços. A eletrificação do parque automóvel
representa uma das maiores oportunidades — e
também um grande desafio — para o mercado pós-
-venda. A transição será gradual: híbridos e elétricos
crescerão fortemente, mas durante anos coexistirão
com um vasto parque de veículos a combustão. Isso
exigirá soluções mistas e um profundo conhecimento
técnico, tanto em baterias de chumbo-ácido como
em lítio. Paralelamente, assistimos a uma transformação
no perfil profissional das oficinas. O mecânico
tradicional dá lugar a um técnico especializado em
eletrónica, diagnóstico avançado e sistemas elétricos
complexos. Para atrair jovens para o setor, devemos
mostrar que este é um campo em plena evolução,
ligado à tecnologia, à mobilidade elétrica e à sustentabilidade.
Oferecer formação, perspetivas de carreira
e um propósito claro é o caminho para renovar o
talento. A sustentabilidade, por sua vez, deixou de
ser uma tendência para se tornar uma realidade
incontornável. A reciclagem de baterias, a redução
do consumo e a otimização da logística são práticas
que já fazem parte do nosso dia a dia. Na GS Yuasa
Iberia, temos orgulho em contribuir para este caminho,
crescendo de forma responsável e ajudando
os nossos clientes a fazer o mesmo. A entrada dos
fabricantes no mercado independente (IAM) traz novos
equilíbrios e uma concorrência mais intensa. No
entanto, acredito que o IAM continua a ter vantagens
únicas: flexibilidade, capilaridade e rapidez. Para
nós, é uma oportunidade para reforçar o papel de
parceiro de confiança, com produtos homologados,
assistência técnica especializada e uma equipa local
que compreende as necessidades reais do terreno. O
futuro do pós-venda será dinâmico e híbrido — com
veículos de diferentes tecnologias a coexistir e com
uma digitalização cada vez mais presente. Mas, acima
de tudo, será um futuro que exigirá aprendizagem
contínua, colaboração e compromisso com a qualidade.
Na GS Yuasa Iberia, estamos preparados para
continuar a acompanhar esta evolução, lado a lado
com os nossos clientes, rumo a um mercado mais
tecnológico, eficiente e sustentável.
Top100 Aftermarket 2025
143
MERCADO TOP100
“Os clientes
do IAM valorizam
a independência,
a liberdade de
escolha e
os preços
competitivos”
GWEN VERFAILLIE
CEO DA SIDEM
Nas últimas duas décadas, o mercado
pós-venda automóvel passou por
uma transformação profunda. De
um negócio fragmentado e regional,
evoluiu para um setor globalmente interligado,
altamente profissional e tecnologicamente
avançado. A consolidação entre distribuidores, o
surgimento de grupos de compras internacionais e a
digitalização dos processos de catalogação, logística
e interação com o cliente mudaram para sempre a
forma como trabalhamos. Em áreas críticas como
direção e suspensão, a qualidade e o desempenho
ao nível do equipamento original deixaram de ser
um diferencial — tornaram-se um requisito básico.
As oficinas de hoje esperam entregas rápidas, gamas
amplas e apoio técnico sólido. Esta realidade levou
fabricantes como a Sidem a inovar continuamente,
tanto na engenharia de produtos como na excelência
do serviço ao cliente. Acredito que a consolidação
continuará, tanto no lado da distribuição como no
da fabricação. A escala oferece poder de compra,
eficiência e capacidade de investimento em novas
tecnologias. No entanto, continuará a haver espaço
para players especializados e de alta qualidade —
como a Sidem — que se distinguem pela profundidade
técnica e pela confiança conquistada junto dos
clientes. Os grandes grupos procuram fornecedores
fortes, fiáveis e independentes, e isso garante que
fabricantes com um foco claro na qualidade e no
serviço mantenham uma posição sólida no mercado.
Os grupos de compras internacionais têm desempenhado
um papel essencial na elevação dos padrões
do setor. Eles impulsionam processos consistentes,
asseguram transparência nos preços e promovem
formação estruturada. Para nós, na Sidem, trabalhar
com estes grupos significa colaborar com parceiros
profissionais que valorizam a precisão dos dados, o
cumprimento de padrões de qualidade e as relações
de longo prazo. Além disso, contribuíram para uma
harmonização internacional sem precedentes: hoje,
um distribuidor em Portugal beneficia do mesmo
apoio estruturado que um parceiro na Alemanha ou
na Bélgica. O comércio eletrónico trouxe uma verdadeira
democratização da informação. As oficinas
têm agora acesso rápido e direto aos dados técnicos
e às opções de produtos, enquanto os distribuidores
expandiram significativamente o seu alcance de
mercado. Em última análise, é o cliente final quem
mais ganha, graças à maior transparência em preços
e qualidade. Para os fabricantes, este cenário representa
um desafio e uma responsabilidade: garantir
que os dados dos produtos sejam impecáveis e estejam
disponíveis em todos os canais digitais. Por isso, a
Sidem investiu fortemente em digitalização, com
iniciativas como o nosso catálogo online premiado e a
gestão centralizada de dados através do sistema PIM
(Product Information Management). A eletrificação
do parque automóvel é outro vetor transformador.
Embora algumas peças tradicionais vejam a procura
diminuir, as componentes de chassis — como direção
e suspensão — permanecem essenciais, e até
mais exigentes, nos veículos elétricos. Estes veículos
são mais pesados e geram um binário instantâneo,
o que aumenta o desgaste dos componentes. Para a
Sidem, este é um campo fértil de inovação: a nossa
experiência em equipamento original permite-nos
desenvolver peças projetadas especificamente para
as plataformas elétricas. O futuro das oficinas também
passará por uma profunda transformação. O
mecânico do amanhã será tanto um técnico prático
quanto um especialista em software e dados. A literacia
digital, o diagnóstico eletrónico e a formação
contínua serão essenciais. A sustentabilidade, por sua
vez, já não é uma opção — é uma obrigação. Na
Sidem, estamos comprometidos com a redução da
pegada de CO₂ através da otimização dos processos
de produção, do uso de energias renováveis e de
embalagens sustentáveis. Outro fator a considerar é a
crescente presença dos OEMs no mercado independente
(IAM). Esta entrada intensifica a concorrência,
mas também valida a relevância do setor. Para fabricantes
independentes como a Sidem, reforça-se
a importância de diferenciar-se pela qualidade, pelo
serviço e pelo suporte técnico. Os clientes do IAM
valorizam a independência, a liberdade de escolha
e os preços competitivos — atributos que os OEMs
dificilmente conseguem igualar. Contudo, esta dinâmica
só se mantém saudável se as regulações, como
o MVBER, continuarem a garantir um acesso justo
aos dados e à concorrência.
144 Top100 Aftermarket 2025
CERTEZA
ABSOLUTA
A VIDA É IMPREVISÍVEL, MAS A TRAVAGEM NÃO O DEVE SER
Numa situação de emergência como esta, são precisos travões reajam
e trabalhem num segundo. A filosofia “zero compromisso” da Bendix,
equipa-o com o mais recente poder de travagem.
PARA UMA ABSOLUTA TRAVAGEM, ESCOLHE BENDIX.
MERCADO TOP100
“Não tenho dúvidas de
que o IAM continuará
a ser competitivo em
todos os sentidos”
MANEL REAL
HEAD OF SALES AFTERMARKET
IBERIA DA CONTITECH
A
evolução do mercado automóvel
nas últimas duas décadas tem sido
verdadeiramente impressionante. O
nosso ecossistema transformou-se por
completo: a indústria, a sociedade,
a mobilidade e os próprios modelos empresariais
alteraram-se de forma profunda. No entanto, se
há um traço que caracteriza o setor pós-venda, é a
sua notável capacidade de adaptação e superação.
Num contexto de mudanças constantes e desafios
crescentes, este mercado soube reinventar-se e
afirmar-se como um pilar essencial da mobilidade
moderna. Hoje, observamos um cenário marcado
pela concentração e consolidação. O aftermarket
continua a atrair empresas dispostas a investir e a
inovar, o que demonstra a sua vitalidade e o seu
potencial de crescimento. Ao mesmo tempo, muitas
organizações enfrentam um desafio estrutural
importante: o da sucessão. Garantir a continuidade
dos negócios familiares e preservar o know-how
acumulado ao longo de décadas é uma prioridade
que exigirá visão estratégica e capacidade de planeamento.
Tudo isto contribui para que o mercado
se mantenha dinâmico, competitivo e em constante
transformação. Neste contexto, o papel dos grupos
de distribuição é absolutamente determinante. São
eles que impulsionam a profissionalização do setor,
gerando valor tangível para os seus parceiros, tanto
a nível nacional como internacional. A sua capacidade
de oferecer soluções integradas, de promover
boas práticas e de potenciar sinergias é fundamental
para o fortalecimento da cadeia de valor. O comércio
eletrónico, por sua vez, veio transformar a forma
como operamos e interagimos. Do ponto de vista
operacional, toda a cadeia beneficia: há ganhos
de eficiência, rapidez e alcance. Mas talvez o mais
relevante seja a transparência que o digital trouxe
ao mercado, sobretudo em relação aos preços e à
disponibilidade de peças. Essa visibilidade contribui
para uma concorrência mais justa e para um
relacionamento mais equilibrado entre fabricantes,
distribuidores e oficinas. A eletrificação é outra realidade
incontornável. Mais do que uma revolução,
representa uma evolução natural do parque circulante
e, consequentemente, uma alteração nas
tipologias de peças e serviços mais procurados. O
setor pós-venda tem de estar preparado para acompanhar
esta transição, antecipando necessidades,
investindo em formação técnica e ajustando o seu
portefólio de produtos e soluções. Contudo, nenhuma
transformação tecnológica será sustentável se
não colocarmos as pessoas no centro. É essencial
detetar e potenciar o talento, criar ambientes de
trabalho saudáveis, oferecer formação contínua e
garantir uma verdadeira conciliação entre a vida
profissional e pessoal. Só assim conseguiremos atrair
e reter os profissionais que farão a diferença no
futuro do nosso setor. A sustentabilidade, por sua
vez, deixou de ser uma tendência para se tornar
uma obrigação. Nos últimos anos, assistimos a uma
crescente sensibilização e a um aumento das ações
concretas neste domínio. Ainda há muito por fazer,
mas o caminho está traçado: reduzir o impacto ambiental,
otimizar processos e adotar práticas responsáveis
são compromissos que todos devemos assumir.
Por fim, em relação às alterações no MVBER, é
fundamental que as autoridades garantam a livre
concorrência em todos os mercados e indústrias.
O equilíbrio competitivo é essencial para que o
setor pós-venda continue a prosperar. Felizmente,
contamos com associações fortes que defendem os
interesses do IAM e asseguram que a nossa voz é
ouvida. Olhando para o futuro, não tenho dúvidas
de que o aftermarket continuará a crescer e a evoluir.
Daqui a cinco ou dez anos, será um setor ainda
mais competente, diversificado e inovador, apoiado
por processos cada vez mais eficientes e pelo poder
transformador da inteligência artificial. O nosso
desafio é acompanhar essa evolução com visão,
coragem e responsabilidade — porque o futuro,
no fundo, começa agora.
146 Top100 Aftermarket 2025
“Todos teremos que
trabalhar com uma
visão menos local
e uma estratégia
completa”
MÓNICA FUENTES
DIRETORA COMERCIAL
DA TEMATIC
Nos últimos anos, assistimos a uma transformação
profunda na distribuição
de peças sobressalentes automóveis.
A maior mudança, sem dúvida, é a
globalização. Já não podemos falar
de grupos nacionais no sentido tradicional. Hoje,
o que existem são filiais locais de grandes grupos
internacionais, com políticas e estratégias definidas a
partir de centros de decisão globais. A concentração
e a consolidação do setor são realidades irreversíveis,
que alteraram de forma definitiva o equilíbrio
competitivo e a forma como se fazem negócios. Esta
nova configuração traz desafios, mas também oportunidades.
Por um lado, exige uma profissionalização
cada vez maior de todos os intervenientes. Os grupos
de compras, por exemplo, evoluíram notoriamente.
Tornaram-se estruturas mais organizadas, com uma
visão internacional e uma capacidade estratégica que
vai muito além da simples negociação de preços. Em
alguns países, desempenham um papel de liderança
na modernização do setor; noutros, continuam a
conciliar o papel de compradores e de defensores de
políticas de grupo. Em qualquer dos casos, é inegável
que a sua atuação se tornou mais global e mais
profissional. O comércio eletrónico é outro vetor
decisivo dessa mudança. E aqui, o grande beneficiado
é a oficina. A digitalização abriu o acesso a um
universo de compras e de informação muito mais
amplo, colocando na palma da mão do reparador
uma variedade de produtos e fornecedores impensável
há poucos anos. A oficina moderna tem hoje
a capacidade de comparar, selecionar e comprar
com rapidez e transparência, o que lhe confere um
poder que antes estava reservado apenas aos grandes
distribuidores. Essa democratização da informação
e do acesso é um passo fundamental na construção
de um mercado mais equilibrado. Mas há um fator
que promete mudar ainda mais profundamente as
regras do jogo: a eletrificação. O veículo elétrico não
é uma tendência passageira, é uma realidade consolidada,
que será integrada a diferentes velocidades
consoante o país, mas que veio para ficar. A eletrificação
representa uma oportunidade para quem
se souber adaptar, mas também uma ameaça para
quem permanecer preso aos modelos tradicionais.
Exigirá novas competências, novos equipamentos,
novas formas de pensar o negócio. Alguns conseguirão
reinventar-se, outros ficarão inevitavelmente
pelo caminho. As novas gerações de profissionais
também estão a transformar o setor. Têm outros
valores, outras motivações e uma relação diferente
com o trabalho. São altamente qualificadas e tecnologicamente
fluentes, mas valorizam o equilíbrio entre
a vida profissional e pessoal, e encaram a carreira
como uma parte — e não o centro — da sua realização
pessoal. Cabe aos que ainda estão no ativo
compreender essa mudança e adaptar-se aos novos
paradigmas, incorporando a digitalização, a automação
e a sustentabilidade como pilares essenciais
do futuro. Falando em sustentabilidade, o pós-venda
tem já uma longa tradição neste campo, ainda que
muitas vezes de forma discreta. A remanufactura,
por exemplo, é uma prática sustentável que existe
há décadas, muito antes de o tema entrar no vocabulário
comum. O que mudou foi a perceção: hoje,
sustentabilidade é uma exigência transversal, um
valor que orienta as decisões de consumo e de negócio.
O setor deve assumir esta vantagem histórica e
reforçar o seu compromisso com a economia circular,
promovendo práticas que reduzam o desperdício e
maximizem a reutilização de recursos. Outro ponto
de viragem é a entrada dos fabricantes de automóveis
no mercado independente (IAM). Este movimento
altera o equilíbrio competitivo, pois os construtores
dispõem de recursos incomparavelmente maiores.
O pós-venda tradicional terá de trabalhar mais e
melhor para se manter competitivo, apostando em
eficiência, qualidade de serviço e acesso à informação.
É essencial garantir que oficinas independentes
e distribuidores tenham um acesso justo a dados técnicos,
ferramentas e peças. Só assim se assegura uma
concorrência saudável e um mercado realmente livre,
onde o cliente final possa escolher em igualdade de
condições. O futuro da distribuição e do pós-venda
será inevitavelmente global. Já não podemos pensar
localmente, nem agir apenas dentro das fronteiras
do nosso país. Precisamos de estratégias amplas, integradas,
que considerem a interdependência dos
mercados, a evolução tecnológica e o comportamento
do consumidor.
Top100 Aftermarket 2025
147
MERCADO TOP100
“A grande
flexibilidade
da distribuição
independente
continua a ser
uma força
difícil de igualar”
JAVIER GONZÁLEZ MORICHE
SALES COORDINATOR IBERIA
DA KYB EUROPE
Nos últimos vinte anos, o mercado pós-
-venda automóvel passou por uma
verdadeira revolução. O que antes
era um setor essencialmente reativo,
centrado na reparação tradicional e
em processos manuais, transformou-se num ecossistema
altamente profissionalizado, digitalizado e
globalizado. Esta evolução foi impulsionada por
múltiplos fatores — tecnológicos, digitais, organizacionais
e até culturais — que alteraram profundamente
a forma como fabricantes, distribuidores,
oficinas e consumidores se relacionam. A introdução
massiva da eletrónica nos veículos foi um ponto de
viragem. As oficinas e os distribuidores tiveram de
se adaptar rapidamente, atualizando conhecimentos
e equipamentos para lidar com sistemas cada
vez mais complexos. Paralelamente, a digitalização
trouxe uma nova lógica de funcionamento: a gestão
de stocks passou a ser automatizada, a venda
online de peças ganhou peso e as plataformas de
informação técnica tornaram-se indispensáveis. O
resultado foi um mercado mais eficiente, mais ágil e,
sobretudo, mais próximo do consumidor final — um
consumidor hoje muito mais informado, exigente
e atento à qualidade e à transparência do serviço.
A globalização e a concentração são outras forças
que têm moldado o setor. A emergência de grandes
grupos trouxe escala, capacidade logística e acesso
a recursos que permitem responder às exigências de
um mercado cada vez mais competitivo. No entanto,
esta concentração não significa o desaparecimento
dos pequenos e médios distribuidores ou das oficinas
independentes. Pelo contrário, estes continuarão a
desempenhar um papel essencial, desde que saibam
diferenciar-se pela especialização, pela proximidade
ao cliente e pela agilidade na resposta. Em suma, o
futuro pertencerá tanto aos grandes players, com
a sua força industrial e organizacional, quanto aos
operadores mais flexíveis, capazes de oferecer um
serviço personalizado e de valor acrescentado. Neste
novo contexto, os grupos de distribuição desempenham
um papel crucial na profissionalização do
setor. A sua atuação contribui para a padronização
de processos, a implementação de modelos de
gestão mais eficientes e o acesso à formação e ao
conhecimento técnico. Além disso, os volumes que
movimentam permitem-lhes negociar melhor com
fornecedores, otimizar a cadeia de abastecimento e
garantir uma disponibilidade de peças que faz toda
a diferença num mercado onde a rapidez é sinónimo
de competitividade. O comércio eletrónico é outro
elemento transformador. As plataformas digitais e os
marketplaces abriram novas oportunidades de negócio,
mas também criaram desafios significativos. O
cliente final beneficia de maior transparência e de
um acesso facilitado à informação e à comparação
de preços. As oficinas, por sua vez, podem tornar-se
mais competitivas se integrarem estas ferramentas,
oferecendo um serviço mais rápido e eficiente. Já
os distribuidores veem-se obrigados a repensar os
seus modelos de operação, investindo em logística,
digitalização e serviços complementares para manter
margens sustentáveis num ambiente de maior
pressão. A eletrificação do parque automóvel surge
como um desafio inevitável, mas também como uma
oportunidade. É verdade que os veículos elétricos
têm menos componentes sujeitos a desgaste, o que
poderá reduzir a procura de determinadas peças.
No entanto, abrem-se novas áreas de especialização
e de negócio, desde os sistemas eletrónicos até
aos componentes de segurança e conforto — como
amortecedores, travões e pneus — que continuarão
a ser fundamentais. As competências críticas do
futuro estarão cada vez mais ligadas à tecnologia:
diagnóstico avançado, domínio de ferramentas
digitais e adaptação aos novos sistemas de propulsão
serão diferenciais determinantes. A atração de
novas gerações para o setor é outro ponto-chave.
É essencial mostrar que a oficina moderna é um
espaço tecnológico, conectado e com potencial de
crescimento. Investir em formação contínua e criar
percursos de carreira claros, são passos indispensáveis
para garantir a renovação de talentos. Nos
próximos cinco a dez anos, o mercado pós-venda
continuará a evoluir num sentido claro: será mais
tecnológico, mais digital, mais concentrado e mais
sustentável. A eletrificação, a digitalização e a formação
contínua serão os pilares de um setor que,
longe de perder relevância, se tornará ainda mais
estratégico para o futuro da mobilidade.
148 Top100 Aftermarket 2025
Sondas.qxp_Maquetación 1 27/3/23 15:42 Página 2
Get inside
Get inside
• Indicado para uma ampla gama de
veículos
• Otimiza o rendimento do motor
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veículos
• Reduz as emissões de CO2
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O desempenho de qualquer veículo depende de cada componente do motor funcionar de forma perfeita.
A tecnologia avançada das sondas DENSO cuida do motor para o manter a funcionar em condições ótimas.
Por isso, não é surpreendente que nove em cada dez carros estejam equipados com peças DENSO originais. Produtos
O desempenho de qualquer veículo depende de cada componente do motor funcionar de forma perfeita.
como os nossos sensores lambda, que reduzem o consumo de combustível e as emissões. Se os principais fabricantes
A tecnologia avançada das sondas DENSO cuida do motor para o manter a funcionar em condições ótimas.
de automóveis depositam a sua confiança na DENSO, porque não o deve fazer?
Por isso, não é surpreendente que nove em cada dez carros estejam equipados com peças DENSO originais. Produtos
como os nossos sensores lambda, que reduzem o consumo de combustível e as emissões. Se os principais fabricantes
de automóveis depositam a sua confiança na DENSO, porque não o deve fazer?
aftermarket.iberia@denso-ts.it
aftermarket.iberia@denso-ts.it
MERCADO TOP100
“O consumidor valoriza
marcas responsáveis e
produtos duradouros,
com menor impacto
ambiental”
RAFAEL DIAS
IBERIAN MARKET MANAGER
DA INDASA GROUP
O
aftermarket automóvel vive um momento
de profunda transformação,
impulsionado por uma combinação
de fatores tecnológicos, económicos
e sociais que estão a redefinir
o modo como o setor opera, especialmente nas
áreas de colisão e pintura. Nos últimos anos, assistimos
a uma migração clara para processos mais
estruturados e orientados para a produtividade,
onde o tempo se tornou o recurso mais precioso.
A rapidez e a eficiência deixaram de ser apenas
vantagens competitivas para se tornarem requisitos
de sobrevivência. Hoje, o sucesso mede-se pela capacidade
de entregar resultados em menos tempo,
com qualidade consistente e custos controlados.
Esta transição tem sido fortemente suportada pela
digitalização. A implementação de sistemas CRM e
ERP, a melhoria da comunicação entre os intervenientes
e a integração de plataformas digitais trouxeram
uma nova lógica de funcionamento ao setor.
A gestão deixou de ser apenas empírica e passou a
ser orientada por dados, métricas e indicadores de
desempenho. Contudo, a modernização tecnológica
trouxe também novos desafios. A escassez de
mão de obra qualificada tornou-se um dos maiores
entraves ao crescimento sustentado. As oficinas e
empresas enfrentam dificuldades em recrutar profissionais
com competências técnicas atualizadas,
e essa carência ameaça comprometer a qualidade
e a capacidade de resposta num mercado cada
vez mais exigente. Paralelamente, observa-se uma
tendência de consolidação que deverá intensificar-
-se nos próximos anos. A necessidade de reforço
financeiro, a busca por escala e a falta de sucessão
familiar nas empresas tradicionais estão a levar à
concentração do mercado. No setor de colisão e
pintura, esta tendência ainda é lenta, mas inevitável.
Já no segmento da pintura e dos abrasivos,
a realidade é distinta: as empresas distribuidoras
mantêm-se maioritariamente independentes, valorizando
o conhecimento técnico, a proximidade
ao cliente e o serviço personalizado — atributos
que os grandes grupos têm dificuldade em replicar.
Outro vetor de mudança é o e-commerce. A entrada
dos marketplaces transformou a relação entre
oficinas, clientes e distribuidores, conferindo ao
cliente final um poder inédito. O acesso facilitado
à informação e à comparação de preços aumentou
a transparência e a competitividade. Contudo, é
importante reconhecer que, no setor da colisão e
pintura, o suporte técnico e o acompanhamento
pós-venda continuam a ser diferenciadores cruciais
que o canal digital ainda não consegue reproduzir
com a mesma eficácia. A eletrificação do parque
automóvel surge, por sua vez, como um enorme
campo de oportunidades. Os veículos elétricos
exigem novos materiais, novos processos e, acima
de tudo, novas competências. Na área da pintura,
por exemplo, surgem substratos e acabamentos que
requerem abrasivos específicos e técnicos especialmente
treinados. Este cenário obriga as empresas a
investir em formação e inovação, posicionando-se
não apenas como fornecedores de produtos, mas
como parceiros de conhecimento e desenvolvimento.
Para garantir o futuro do setor, é urgente atrair
as novas gerações. Isso implica uma mudança de
mentalidade: valorizar o ofício, investir em formação
contínua, criar condições técnicas modernas
e promover o reconhecimento da profissão. As
profissões de pintor e bate chapa precisam de se
afirmar como carreiras de futuro, onde a tecnologia
e a sustentabilidade andam de mãos dadas.
E é precisamente na sustentabilidade que reside
outro pilar estratégico. A digitalização de processos,
o desenvolvimento de produtos mais eficientes e
menos poluentes, as boas práticas ambientais e o investimento
em equipamentos com menor consumo
energético são já realidades concretas. A transição
ecológica deixou de ser uma opção e tornou-se uma
exigência do mercado e da sociedade. Nos próximos
cinco a dez anos, o aftermarket será mais técnico,
mais exigente e mais competitivo. A pressão sobre
as margens será inevitável, mas também surgirão
novas fontes de receita ligadas à especialização,
à digitalização e à sustentabilidade. As empresas
que conseguirem adaptar-se rapidamente, investir
nas pessoas e apostar em diferenciação tecnológica
estarão melhor posicionadas para prosperar. O
futuro do setor não será de quem faz mais, mas de
quem faz melhor, com visão, eficiência e propósito.
150 Top100 Aftermarket 2025
“A eletrificação não
é uma ameaça, mas
um novo terreno
de crescimento
e inovação”
AMÍLCAR NASCIMENTO
KEY ACCOUNT & MARKETING
MANAGER DA EXIDE TECHNOLOGIES
Ao longo das últimas duas décadas,
o aftermarket automóvel português
transformou-se profundamente. Assistimos
a uma verdadeira revolução
tecnológica, organizacional e humana,
onde a adaptação se tornou palavra de ordem.
O relacionamento entre profissionais, distribuidores
e clientes mudou, exigindo novas competências,
novas formas de comunicar e uma mentalidade
mais aberta à inovação. Os veículos tornaram-se
cada vez mais sofisticados, com sistemas eletrónicos
avançados, sensores e conectividade digital, o que
obrigou oficinas e técnicos a investir em equipamentos
de diagnóstico modernos e formação contínua.
Paralelamente, verificou-se uma forte concentração
do setor, com fusões e aquisições que deram origem
a grupos empresariais de maior dimensão, mais
competitivos e com maior poder de negociação.
Os consumidores também evoluíram. Tornaram-se
mais informados, recorrem frequentemente à internet
para comparar soluções e procuram alternativas
às oficinas de marca, valorizando qualidade e preço
competitivo. Este novo perfil de cliente impulsionou
o crescimento das redes de oficinas independentes
e multimarcas, que conquistaram espaço graças à
proximidade, flexibilidade e capacidade de personalização
do serviço. O resultado é um aftermarket
mais maduro, tecnológico e orientado para o cliente,
preparado para enfrentar os desafios impostos
pela eletrificação, digitalização e sustentabilidade.
A concentração e consolidação continuarão a
marcar o futuro do setor, promovendo eficiência e
profissionalização, mas também exigindo atenção
à inovação e à diferenciação. Outro vetor decisivo
é o e-commerce. A integração entre lojas físicas,
marketplaces e canais próprios redefine a forma
como oficinas, distribuidores e consumidores interagem.
O marketplace oferece visibilidade e
alcance, enquanto o e-commerce próprio permite
maior controlo sobre a marca, personalização da
experiência e margens mais atrativas. O sucesso
depende da capacidade de equilibrar estes canais e
oferecer uma experiência integrada e competitiva.
A eletrificação representa talvez o maior desafio – e
simultaneamente a maior oportunidade – para o
aftermarket. Por um lado, impõe novas exigências
técnicas, formação específica e investimento em
infraestruturas de carregamento; por outro, abre
espaço à inovação, à criação de soluções sustentáveis
e ao reposicionamento do setor como protagonista
na transição energética. O sucesso passará por
compreender que a eletrificação não é uma ameaça,
mas sim um catalisador de mudança e modernização.
A atração de novas gerações para o setor será
igualmente decisiva. É imperativo criar ambientes
de trabalho inclusivos, flexíveis e tecnologicamente
avançados, capazes de despertar o interesse de
jovens profissionais. A digitalização, a gestão de
dados e a cibersegurança serão competências críticas,
e a formação contínua deixará de ser uma
opção para se tornar uma necessidade permanente.
A sustentabilidade é outro pilar fundamental. A
utilização de componentes reciclados e a adoção
de práticas de economia circular reduzem significativamente
o consumo energético e o impacto
ambiental. O setor automóvel tem sido pioneiro
na integração de políticas ESG, incorporando nos
seus planos estratégicos a eficiência energética, o
reaproveitamento de materiais e o uso de energias
renováveis, como a solar, nas suas operações. E o
que esperar dos próximos cinco a dez anos? Embora
ninguém possua uma bola de cristal, acredito que
o aftermarket continuará a evoluir impulsionado
pela tecnologia, pela sustentabilidade e pelas novas
exigências dos consumidores. Veremos um setor
mais sofisticado, consolidado e digitalizado, onde
a eletrificação, os sistemas ADAS e a gestão inteligente
de dados terão um papel central. O envelhecimento
do parque automóvel e o surgimento
de novos modelos de mobilidade contribuirão para
o crescimento do mercado de peças, que poderá
duplicar até 2040. O futuro do aftermarket será,
portanto, marcado por uma combinação de inovação
tecnológica, sustentabilidade e foco no cliente.
As empresas que souberem equilibrar eficiência,
formação, digitalização e proximidade serão as que
melhor aproveitarão as oportunidades que esta nova
era oferece. Mais do que nunca, adaptar-se deixou
de ser uma opção para se tornar uma condição
essencial para o sucesso.
Top100 Aftermarket 2025
151
MERCADO TOP100
“O consumidor valoriza
marcas responsáveis e
produtos duradouros,
com menor impacto
ambiental”
JOSE LUIS BRAVO
DIRETOR-GERAL IBERIA
DA VTBATTERIES
Nas últimas duas décadas, o aftermarket
automóvel viveu uma das suas maiores
transformações. A globalização,
a digitalização e a profissionalização
redefiniram completamente o setor,
que passou de um mercado fragmentado e local
para um ecossistema altamente estruturado, no qual
distribuidores com presença internacional — como
a VTBatteries — assumem um papel decisivo na
garantia da qualidade, disponibilidade e confiança.
Esta evolução é o reflexo da capacidade de adaptação
do mercado pós-venda independente, que
soube modernizar-se, profissionalizar-se e continuar
a oferecer um serviço de excelência aos profissionais
da reparação, acompanhando o ritmo acelerado da
inovação tecnológica. A concentração continuará a
ser uma tendência dominante. As fusões e aquisições
permitem ganhos de eficiência, maior capacidade
de negociação e uma cobertura internacional
mais ampla. Nos últimos anos, assistimos a uma
consolidação significativa, e tudo indica que este
movimento se intensificará. Os grupos empresariais
têm sido motores de mudança positiva: contribuíram
para padronizar processos, profissionalizar a gestão e
garantir um serviço homogéneo e de qualidade. Na
VTBatteries, a pertença a alianças estratégicas tem
sido fundamental para expandir a nossa presença
e elevar o nível de serviço em mercados distintos.
Acreditamos que, mesmo com o futuro redesenho
dos modelos de gestão, os grupos continuarão a ter
um papel estruturante e essencial na organização
do setor. O comércio eletrónico e os marketplaces
revolucionaram a forma de interagir com o cliente.
O principal beneficiado é, sem dúvida, o consumidor
final, que dispõe hoje de mais informação,
melhores preços e disponibilidade imediata. No
entanto, o e-commerce também representa uma
oportunidade estratégica para os distribuidores que
saibam utilizá-lo não apenas como canal de venda,
mas como uma plataforma de valor acrescentado.
Num contexto em que os produtos pós-venda são
cada vez mais tecnológicos, o conhecimento técnico,
a formação e o apoio pós-venda tornam-se fatores
determinantes de diferenciação. A próxima etapa
será ver o comércio eletrónico evoluir para oferecer
soluções mais completas e integradas, reforçando o
papel do distribuidor como parceiro de confiança.
A eletrificação surge como um ponto de viragem. À
primeira vista, o veículo elétrico, com menos peças
de reposição e menor desgaste, poderia significar
uma redução do negócio tradicional. No entanto,
uma análise mais profunda revela o contrário: as
novas peças são mais complexas e de maior valor,
e surgem componentes inexistentes nos veículos a
combustão — sistemas ADAS, sensores, módulos de
conforto — que ampliam o campo de atuação do
aftermarket. Além disso, todos os veículos elétricos
possuem uma segunda bateria de serviços, o que
abre novas oportunidades para empresas especializadas
como a VTBatteries. Outro desafio crítico
é a escassez de talento técnico. O setor enfrenta
dificuldades em recrutar profissionais qualificados,
especialmente mecânicos, apesar da sua importância
económica e social. As empresas têm, por isso,
a responsabilidade de investir em programas de
formação, retenção e valorização das suas equipas.
Na VTBatteries, acreditamos que atrair e formar
talento é essencial para sustentar o futuro do setor.
É necessário reforçar a colaboração com centros
de ensino, associações e instituições para elevar a
atratividade desta profissão. A sustentabilidade, por
sua vez, já não é uma opção — é uma exigência. O
consumidor valoriza marcas responsáveis e produtos
duradouros, recicláveis e com menor impacto ambiental.
Na VTBatteries, temos integrado práticas
sustentáveis em toda a cadeia de valor, porque sabemos
que o futuro do pós-venda será verde. Um produto
que ignore esta dimensão perderá relevância
e confiança no mercado. A entrada dos fabricantes
de automóveis no mercado independente (IAM)
representa um novo cenário competitivo. Longe
de ser uma ameaça, é uma oportunidade para os
distribuidores reforçarem o seu valor distintivo: a
proximidade, a rapidez e a flexibilidade. Se os fabricantes
reconhecem a importância do IAM, é porque
este continua a ser uma força vital no ecossistema
automóvel. Em paralelo, o enquadramento regulatório,
nomeadamente o MVBER — atualmente em
revisão e prorrogado até 2028 —, será determinante
para garantir a livre concorrência.
152 Top100 Aftermarket 2025
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MERCADO TOP100
“O conceito tradicional
de reparador dará lugar
a verdadeiras Mobility
Service Stations”
DÁRIO AFONSO
DIRETOR-GERAL DA ACM –
AUTOCOACH MANAGEMENT
O
aftermarket automóvel europeu viveu,
nas últimas duas décadas, uma
profunda transformação estrutural
e estratégica. A entrada de grandes
grupos internacionais como a GPC
e a LKQ, suportados por fundos de investimento,
provocou um movimento de consolidação sem precedentes.
A tradicional fragmentação deu lugar a
um mercado mais concentrado, mais integrado e
com maior escala. Hoje, o aftermarket europeu é
uma rede unificada, com três eixos bem definidos:
maior abrangência geográfica dos operadores, oferta
integrada de produtos e serviços, e fronteiras cada
vez mais ténues entre o universo OES (Original
Equipment Supplier) e o IAM (Independent Aftermarket).
Esta convergência criou um mercado
mais maduro, mas também mais competitivo. Em
2012, segundo a Wolk Consulting, existiam na Europa
cerca de 85 mil distribuidores de peças. Em
2024, a FIGIEFA reportava apenas 30 mil — uma
redução para um terço do total em pouco mais de
uma década. Esta concentração reflete um processo
de seleção natural, em que a eficiência operacional,
a digitalização e a capacidade de adaptação se
tornaram determinantes para a sobrevivência. O
IAM representa hoje cerca de 62% do aftermarket
europeu, movimentando aproximadamente 73 mil
milhões de euros. Apesar deste peso, continua a
existir uma fatia de cerca de 45 mil milhões de
euros em disputa, o que revela o potencial ainda
por explorar. Contudo, no segmento de ligeiros e
pesados, a consolidação está praticamente concluída.
A Península Ibérica, que foi uma das últimas
regiões a ser impactada por esta vaga, ainda assistirá
a movimentos adicionais de integração, mas a próxima
fase de crescimento concentrar-se-á noutros
nichos — nomeadamente no setor das máquinas
agrícolas e industriais, onde se antevê um processo
semelhante. Simultaneamente, o mercado europeu
começa a ser observado por fabricantes oriundos
da América Latina, que procuram alternativas ao
mercado norte-americano, condicionado por barreiras
alfandegárias. Este novo fluxo trará maior
diversidade de oferta, mas também um aumento
da pressão competitiva.
Os ITG (International Trading Groups) desempenham
um papel relevante nesta nova arquitetura do
setor. Tradicionalmente focados na compra junto
dos fabricantes, muitos começam agora a evoluir
para “Grupos de Vendas” e, mais recentemente,
para “Grupos de Negócio”, incorporando uma lógica
mais abrangente de gestão, marketing e valor
acrescentado. Esta transição exige um esforço de
capacitação significativa — tanto na gestão empresarial,
como na liderança de equipas e na adoção
de novas metodologias de gestão de desempenho
baseadas em indicadores (KPIs).
A digitalização é outro dos grandes vetores de mudança.
As plataformas digitais B2B e B2C transformaram
a forma como as oficinas interagem com os
distribuidores, melhorando a experiência do cliente,
reduzindo custos e aumentando a transparência.
Hoje, a decisão de uma oficina sobre o fornecedor de
peças é frequentemente determinada pela qualidade
e eficiência da sua plataforma digital. No entanto, estamos
ainda nos primórdios da transformação digital
da cadeia de valor. O avanço da Logística 4.0 — com
inteligência artificial, IoT, machine learning, armazéns
robotizados e entregas autónomas — alterará
profundamente o paradigma de operação.
Num futuro muito próximo, os call center dos distribuidores
de peças serão substituídos parcialmente
por robots com IA. Isto é dizer que a oficina pode
ser “atendida” às 2h da madrugada para tirar uma
dúvida ou colocar uma encomenda, pelo seu fornecedor.
Com armazéns robotizados, a peça pedida
às 2h da madrugada, pode estar preparada para ser
despachada logo que exista quem a transporte. Se
existir entrega noturna “clássica” ou entrega realizada
através de viatura autónoma (no futuro próximo),
então, o “horário” de compra de peças no mercado
tradicional, muda completamente, para 24/7.
Paralelamente, a economia circular tem ganho uma
importância crescente no aftermarket. A valorização
das peças usadas, o surgimento de produtos
reconstruídos e a gestão de resíduos tornaram-se
práticas centrais na sustentabilidade do setor. As
novas regulamentações europeias, como o DPP (Digital
Product Passport) e o EPR (Extended Producer
Responsibility), irão reforçar esta tendência, promovendo
maior rastreabilidade, responsabilidade
ambiental e transparência. O futuro do aftermarket
será, inevitavelmente, mais verde — não por imposi-
154 Top100 Aftermarket 2025
ção, mas por convicção e necessidade de mercado.
No campo da mobilidade, a eletrificação do parque
automóvel europeu avança, mas a sua penetração
ainda é limitada. Em 2024, existiam cerca de seis
milhões de veículos elétricos a bateria (VEBs) na
Europa, representando apenas 1,8% do parque
total, embora as vendas de novos VEBs já alcançassem
12%. A transição energética é, assim,
um processo em curso, condicionado por fatores
económicos e geopolíticos. A atual instabilidade
global, aliada à dependência europeia de energia
acessível, tem atenuado o impulso inicial do Green
Deal. A verdade é que os combustíveis fósseis
continuam a ser, em muitos países, um pilar da
mobilidade quotidiana. Por outro lado, as marcas
chinesas começam a ocupar um espaço relevante
no mercado europeu, com propostas competitivas
em preço e qualidade. Este movimento representa
talvez o maior desafio imediato para o IAM, que
ainda conhece pouco sobre as suas estratégias e
modelos de negócio.
As oficinas do futuro serão espaços altamente digitalizados,
integrando robótica, exosqueletos e sistemas
inteligentes de gestão. O conceito tradicional
de reparador dará lugar a verdadeiras “Mobility
Service Stations”, centros de serviços orientados
para a mobilidade total do cliente. Estas oficinas
operarão com modelos de negócio totalmente novos,
onde a tecnologia e a sustentabilidade estarão
no centro da proposta de valor. A gestão deste novo
ecossistema exigirá perfis de liderança diferentes,
mais orientados para a inovação e para a gestão de
pessoas num ambiente tecnológico e colaborativo.
Um dos grandes desafios do setor é precisamente
atrair e reter talento jovem. Apesar do enorme
avanço tecnológico do aftermarket e da complexidade
digital das viaturas modernas, o setor ainda
não conseguiu comunicar eficazmente esta modernidade
às novas gerações. A imagem de um setor
tradicional e saturado tem afastado jovens empreendedores
e potenciais sucessores de empresas
familiares. É urgente reposicionar a narrativa: se os
jovens vivem e respiram tecnologia, o aftermarket
precisa de mostrar que é, também ele, um setor de
ponta. Isso implica estar presente nas redes sociais,
oferecer carreiras em vez de empregos, e projetos
em vez de funções.
A aplicação de critérios ESG (Environmental,
Social and Governance) torna-se igualmente inevitável.
Estes princípios já são determinantes no
acesso a financiamentos e programas comunitários
e serão, no futuro, parte integrante da competitividade
empresarial. Sustentabilidade e governação
responsável deixarão de ser requisitos externos
para se tornarem fatores internos de diferenciação.
Em termos de dinâmica industrial, os fabricantes
de automóveis ainda não conseguiram afirmar
uma presença significativa no IAM. A exceção é
a Stellantis, que apresentou uma estratégia clara
para conquistar este segmento. Em substituição
aos fabricantes, temos grupos de retalho automóvel,
que têm vindo a fazer o seu percurso junto
do IAM. Falo obviamente do D`Leteren Group
com uma faturação de 6.7 MM€ só no IAM, em
2024. Mas este grupo, adquiriu uma parte deste
IAM, através da compra da PHE (Parts Holding
Europe) em 2022. O que muitos não sabem, é que
a marca Carglass que opera em Portugal, pertence
ao Belron Group, que por sua vez pertence ao
D`Leteren Group e, é um gigante na atividade
dos vidros para viaturas.
O contexto regulatório europeu continua, contudo,
a ser desafiante. A revisão do MVBER tem sido influenciada
por pressões de uma indústria automóvel
em dificuldades, procurando proteger as suas margens
de pós-venda. O papel das associações como a
FIGIEFA, bem como o peso das seguradoras, frotas
e consumidores, será determinante para assegurar
um quadro competitivo equilibrado.
Nos próximos cinco a dez anos, o aftermarket
europeu será mais digital, mais automatizado
e mais sustentável. A logística assumirá um papel
central na cadeia de valor e a diferenciação
ocorrerá através da oferta de serviços e soluções
complementares. Novos conceitos serão desenvolvidos
com a ajuda de novos modelos de negócio,
em que intermediários, terão um papel crítico. A
preocupação da sustentabilidade, fará parte do
negócio, em substituição de ser um requisito legal
e uma chatice. Os players deste setor, necessitam
seguramente de estar muito mais capacitados para
gerir o seu negócio em todas as suas vertentes. Não
existirá espaço para amadorismos…
Top100 Aftermarket 2025
155
MERCADO TOP100
“A concentração
não só continuará,
como se acelerará”
RICHARD IZQUIERDO
DIRETOR DE MARKETING
DA LIZARTE
Nas últimas duas décadas, tenho assistido
a uma verdadeira revolução no mercado
pós-venda europeu. Passámos de
um modelo fragmentado, composto
por pequenas empresas independentes,
para um setor muito mais profissionalizado, tecnificado
e interligado. A digitalização, a globalização
da cadeia de abastecimento e o papel crescente dos
grupos internacionais mudaram completamente o
jogo. Hoje, quem não investe em tecnologia, rastreabilidade
e qualidade simplesmente não consegue
acompanhar o ritmo. O cliente também já não é o
mesmo. Ele deixou de procurar apenas o melhor
preço ou a disponibilidade da peça; agora exige
rapidez, garantia, sustentabilidade e soluções completas.
A perceção do valor evoluiu, e isso obriga-nos
a repensar tudo: desde a forma como operamos até
à maneira como comunicamos. A concentração do
setor, que há alguns anos era apenas uma tendência,
tornou-se uma realidade estrutural. E acredito
que ela não só vai continuar, como vai acelerar. A
necessidade de escala, eficiência e acesso à tecnologia
está a empurrar o mercado para movimentos
de consolidação, tanto horizontais — entre distribuidores
— como verticais — entre fabricantes,
grupos e oficinas. Perante esse cenário, as empresas
independentes enfrentam um desafio claro: ou se
especializam, ou se diferenciam, ou se integram em
redes maiores. Caso contrário, correm o risco de
perder relevância. Eu próprio vejo isso todos os dias.
Aqueles que encontram um nicho, que oferecem algo
verdadeiramente distinto, ainda conseguem competir
com força. Mas a margem para improvisar acabou.
Os grupos de distribuição tiveram um papel essencial
neste processo de transformação. Foram eles
que trouxeram padrões de qualidade, ferramentas
digitais, formação técnica e uma visão estratégica
global. A centralização das compras, a partilha de
conhecimento e a criação de sinergias permitiram
que muitos distribuidores locais se mantivessem vivos
e competitivos num contexto cada vez mais exigente.
Outro fator que transformou profundamente o setor
foi o comércio eletrónico. Não o vejo como uma
ameaça, mas como um reequilíbrio de poder. As oficinas
ganharam autonomia, os distribuidores foram
obrigados a melhorar os seus serviços e o cliente final
passou a ter mais informação e poder de escolha. Na
minha perspetiva, quem realmente beneficia com o
e-commerce é quem se adapta mais rápido, quem
tem plataformas eficientes e propostas de valor claras.
A eletrificação do parque automóvel é, talvez, a
mudança mais disruptiva que enfrentamos. Pode ser
vista como uma ameaça se ficarmos parados, mas
também como uma oportunidade extraordinária se
soubermos reagir. A eletrificação altera a natureza
da manutenção, reduz algumas operações tradicionais,
mas cria novas necessidades — componentes
eletrónicos, sistemas térmicos, conectividade, diagnósticos
inteligentes. É um novo paradigma, e só
quem se prepara de verdade conseguirá aproveitar o
seu potencial. Esta transição também exige um novo
perfil de profissional. O mecânico do futuro precisa
dominar software de diagnóstico, sistemas elétricos e
eletrónicos, mas também desenvolver competências
sociais, como comunicação e atendimento ao cliente.
A formação contínua é indispensável. Acredito que,
se quisermos atrair as novas gerações, precisamos
dignificar esta profissão e mostrar que ela oferece
estabilidade. Na Lizarte, vivemos a sustentabilidade
como parte do nosso ADN. Há mais de 50 anos que
remanufaturamos componentes, prolongando o ciclo
de vida das peças e reduzindo o desperdício. Para
nós, a economia circular não é uma moda — é um
compromisso. Complementamos esse trabalho com
a gestão responsável de resíduos, o uso de energias
renováveis e a otimização logística. Tenho a convicção
de que a sustentabilidade será cada vez mais
um fator competitivo, mas também uma responsabilidade
moral. Olhando para os próximos 5 a 10
anos, estou convicto de que o pós-venda será mais
digital, mais técnico e mais exigente. Veremos uma
integração total de dados, serviços preditivos, veículos
conectados e cadeias logísticas ultra dinâmicas. A
sustentabilidade e a colaboração entre os diferentes
intervenientes serão os eixos centrais. No fim das
contas, acredito que o sucesso neste setor dependerá
da nossa capacidade de antecipar e adaptar.
O futuro do pós-venda pertence a quem encara a
transformação não como uma ameaça, mas como
a melhor oportunidade de crescimento e evolução.
156 Top100 Aftermarket 2025
ELPARTS I JAKOPARTS
UM SÉCULO DE
ESPECIALIZAÇÃO!
A Hert+Buss comemora com orgulho os seus 100 anos de história de sucesso. Há já um século
que somos sinónimo de inovação, qualidade e parcerias sólidas no mercado pós-venda automóvel.
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100
MERCADO
DISTRIBUIDORES
DE EQUIPAMENTOS
Os 25 maiores distribuidores de equipamentos para oficinas faturaram 140,7 milhões
de euros em 2024, mais 8,2% que em 2023, crescimento inferior ao do ano anterior, mas
superior a outros setores. Empregam 671 trabalhadores, mais 29 que no ano anterior, com
aumento da produtividade para 200 mil euros por trabalhador
O
mercado de equipamentos oficinais
em Portugal tem vindo a
atravessar um período de profunda
transformação, impulsionado
pela evolução tecnológica, pelo
surgimento de novos materiais e pelas técnicas de
fabrico mais avançadas. Essa inovação constante
obriga as oficinas a investir em equipamentos cada
vez mais especializados e sofisticados, capazes de
responder às exigências de um parque automóvel
em rápida modernização. Nos últimos anos,
passou-se de veículos com motores de combustão
simples para carros híbridos, elétricos e geridos
por sistemas eletrónicos complexos, tornando
indispensável a atualização dos equipamentos e
ferramentas utilizados pelas oficinas.
O investimento em tecnologia de ponta torna-se,
assim, não apenas uma questão de competitividade,
mas também de garantia de qualidade no
serviço e aumento da faturação. Apesar do preço
continuar a ser um fator relevante, os gestores de
oficinas estão cada vez mais atentos à fiabilidade
e ao suporte técnico dos equipamentos. A procura
de soluções profissionais, com formação adequada,
assistência técnica e contratos de manutenção,
reflete a necessidade de oferecer serviços especializados
que nem todas as oficinas conseguem prestar
atualmente. Quem se equipa de forma adequada,
além de melhorar a eficiência operacional, ganha
vantagens competitivas significativas, consolidando
sua posição no mercado.
A digitalização e a conectividade têm impulsionado
a procura por aparelhos de diagnóstico, ferramentas
de programação e sistemas de gestão de oficina. Paralelamente,
cresce a preocupação com a ergonomia
e a segurança no trabalho, promovendo a adoção de
equipamentos que garantam um ambiente laboral
seguro e produtivo. Além disso, dispositivos que
contribuem para a sustentabilidade e o conforto
nas oficinas são cada vez mais valorizados, criando
oportunidades para serviços de valor acrescentado.
No exercício de 2024, a incidência do Valor Acrescentado
é de 23,3% do Volume de Negócios, sendo
o mais elevado dos setores analisados, pela função
assistência técnica.
A situação financeira mantém valores moderados:
• Nenhuma empresa apresentou resultados negativos
• Autonomia Financeira diminuiu para 47,5%
• As Rentabilidades médias aumentaram, embora
mantendo valores inferiores ao dos outros setores:
3,7% das Vendas e 7,2% dos Capitais
A Lusovouga lidera em todos os critérios quantitativos,
exceto em Lucros em que lidera a Corcet.
158 Top100 Aftermarket 2025
TOP 25
MAIORES DISTRIBUIDORES DE EQUIPAMENTOS
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓP. 2024 VAB 2024 Nº TRAB. 2024
1 LUSAVOUGA, S.A. LISBOA 26.609 28.249 34.676 44 17.924 4.475 109
2 LUSILECTRA, S.A. PORTO 20.047 14.720 16.496 453 6.758 4.275 81
3 BOLAS, LDA. ÉVORA 13.632 13.528 13.414 813 11.734 3.158 59
4 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. BRAGA 10.282 8.239 9.470 605 2.938 2.384 39
5 LUSAVEIRO, S.A. AVEIRO 8.872 9.700 9.813 41 4.522 1.510 33
6 CORCET, LDA PORTO 6.512 5.386 8.321 867 4.786 2.221 27
7 CETRUS, LDA. BRAGA 6.408 5.304 6.391 101 1.909 2.148 49
8 COMETIL, S.A. LISBOA 6.279 6.118 7.142 221 4.683 1.465 30
9 INTERMACO, LDA. AVEIRO 5.038 4.523 3.136 136 1.977 1.224 28
10 PROXIRA, LDA LISBOA 4.199 3.544 1.922 129 731 915 24
11 ROLNORTE, LDA. PORTO 3.954 3.508 2.991 422 2.282 1.092 18
12 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. LISBOA 3.869 2.994 4.529 121 2.635 811 18
13 FERROL 2, S.A. LEIRIA 3.373 3.708 2.342 46 731 640 12
14 LUZDEAIRBAG, LDA. LEIRIA 2.729 2.302 1.816 308 711 916 15
15 MGM - MANUEL GUEDES MARTINS, LDA. PORTO 2.534 2.433 1.578 209 1.193 868 24
16 ALTARODA, S.A. PAREDES 2.356 2.332 2.941 331 252 807 13
17 HÉLDER - MAQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. LEIRIA 2.266 2.238 1.193 90 511 644 17
18 FORWINNERS, LDA. AVEIRO 1.986 1.550 16.120 43 562 453 6
19 GONÇALTEAM, LDA. SETÚBAL 1.752 1.546 1.990 52 782 500 9
20 IMPACTO - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. PORTO 1.712 1.662 1.556 7 1.412 407 7
21 HISPANOR, LDA. BRAGA 1.675 1.571 914 10 712 417 14
22 EUROCOFEMA, LDA. PORTO 1.334 1.242 1.701 104 1.211 389 11
23 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. BRAGA 1.244 1.490 1.064 41 779 315 9
24 MEGANOR, LDA. BRAGANÇA 1.021 1.037 919 44 604 248 8
25 CONVERSA DE MÃOS, LDA. PORTO 1.007 1.089 936 20 490 238 11
TOP 25
EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES DE EQUIPAMENTOS
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 CRESC. VOL. NEG. 24/23 VOL. NEG. 2023 CRESC. VOL. NEG. 23/22 VOL. NEG. 2022 CRESC. VOL.NEG. 22/21 VOL. NEG. 2021
1 LUSILECTRA, S.A. PORTO 20.047 36,2 14.720 12,1 13.135 16,7 11.258
2 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. LISBOA 3.869 29,2 2.994 -13,5 3.463 41,9 2.441
3 FORWINNERS, LDA. AVEIRO 1.986 28,1 1.550 4,9 1.477 -12,7 1.692
4 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. BRAGA 10.282 24,8 8.239 26,2 6.527 30,1 5.015
5 CORCET, LDA PORTO 6.512 20,9 5.386 31,0 4.113 1,1 4.067
6 CETRUS, LDA. BRAGA 6.408 20,8 5.304 10,5 4.802 15,4 4.162
7 LUZDEAIRBAG, LDA. LEIRIA 2.729 18,5 2.302 53,7 1.498 26,8 1.181
8 PROXIRA, LDA. LISBOA 4.199 18,5 3.544 15,8 3.061 45,0 2.111
9 GONÇALTEAM, LDA. SETÚBAL 1.752 13,3 1.546 -23,8 2.029 52,1 1.334
10 ROLNORTE, LDA. PORTO 3.954 12,7 3.508 19,2 2.943 12,8 2.610
11 INTERMACO, LDA. AVEIRO 5.038 11,4 4.523 11,9 4.041 -0,4 4.057
12 EUROCOFEMA, LDA. PORTO 1.334 7,4 1.242 25,1 993 1,1 982
13 HISPANOR, LDA. BRAGA 1.675 6,6 1.571 3,4 1.519 -8,2 1.655
14 MGM - MANUEL GUEDES MARTINS, LDA. PORTO 2.534 4,2 2.433 32,9 1.831 -7,9 1.989
15 IMPACTO - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. PORTO 1.712 3,0 1.662 2,0 1.630 5,2 1.550
16 COMETIL, S.A. LISBOA 6.279 2,6 6.118 22,2 5.008 11,5 4.492
17 HÉLDER - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. LEIRIA 2.266 1,3 2.238 1,7 2.201 7,4 2.049
18 ALTARODA, S.A. PAREDES 2.356 1,0 2.332 7,5 2.170 13,0 1.921
19 BOLAS, LDA. ÉVORA 13.632 0,8 13.528 5,7 12.804 8,1 11.847
20 MEGANOR, LDA. BRAGANÇA 1.021 -1,5 1.037 5,8 980 -6,6 1.049
21 LUSAVOUGA, S.A. LISBOA 26.609 -5,8 28.249 5,9 26.673 5,6 25.257
22 CONVERSA DE MÃOS, LDA. PORTO 1.007 -7,5 1.089 9,1 998 -5,9 1.061
23 LUSAVEIRO, S.A. AVEIRO 8.872 -8,5 9.700 -10,9 10.883 -4,4 11.380
24 FERROL 2, S.A. LEIRIA 3.373 -9,0 3.708 5,1 3.528 1,8 3.464
25 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. BRAGA 1.244 -16,5 1.490 11,5 1.336 28,3 1.041
Top100 Aftermarket 2025
159
MERCADO TOP100
Daniel Ferreira, da KROFTools,
recebeu o troféu 1º Classificado
do Quadro de Honra Distribuidores
de Equipamentos
Nº EMPRESA PONTUAÇÃO CRITÉRIOS
1 KROFTOOLS 73
TOP 10
QUADRO
DE HONRA
DISTRIBUIDORES
EQUIPAMENTOS
POR CRITÉRIO
2 CORCET 72
3 LUSILECTRA 71
4 FONSECA, MATOS & FERREIRA 66
5 BOLAS 62
6 COMETIL 61
7 LUZDEAIRBAG 59
8 EUROCOFEMA 58
9 PROXIRA 51
10 IMPACTO 46
160 Top100 Aftermarket 2025
TOP 10
DISTRIBUIDORES
EQUIPAMENTOS
POR CRITÉRIO
Nº EMPRESA
CRESCIMENTO
VOLUME NEGÓCIOS
1 LUSILECTRA, S.A. 36,2
2 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. 29,2
3 FORWINNERS, LDA. 28,1
4 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. 24,8
5 CORCET, LDA. 20,9
6 CETRUS, LDA. 20,8
7 LUZDEAIRBAG, LDA. 18,5
8 PROXIRA, LDA 18,5
9 GONÇALTEAM, LDA. 13,3
10 ROLNORTE, LDA. 12,7
Nº EMPRESA
GERAÇÃO
EMPREGO
1 LUSILECTRA, S.A. 12
2 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. 8
3 PROXIRA, LDA. 3
4 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. 2
5 LUZDEAIRBAG, LDA. 2
6 COMETIL, S.A. 2
7 EUROCOFEMA, LDA. 1
8 HISPANOR, LDA. 1
9 HÉLDER - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 1
10 FORWINNERS, LDA. 0
Nº EMPRESA
RENTABILIDADE
VOLUME NEGÓCIOS
1 CORCET, LDA 13,3
2 LUZDEAIRBAG, LDA. 11,3
3 ROLNORTE, LDA. 10,7
4 EUROCOFEMA, LDA. 7,8
5 BOLAS, LDA. 6,0
6 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. 5,9
7 HÉLDER - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 4,0
8 COMETIL, S.A. 3,5
9 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. 3,1
10 PROXIRA, LDA. 3,1
Nº EMPRESA
CAPITAL
PRÓPRIO
1 BOLAS, LDA. 11 734
2 LUSILECTRA, S.A. 6 758
3 CORCET, LDA 4 786
4 COMETIL, S.A. 4 683
5 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. 2 938
6 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. 2 635
7 ROLNORTE, LDA. 2 282
8 INTERMACO, LDA. 1 977
9 CETRUS, LDA. 1 909
10 IMPACTO - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 1 412
Nº EMPRESA
AUTONOMIA
FINANCEIRA
1 IMPACTO-MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 90,7
2 BOLAS, LDA. 87,5
3 HISPANOR, LDA. 77,9
4 ROLNORTE, LDA. 76,3
5 EUROCOFEMA, LDA. 71,2
6 COMETIL, S.A. 65,6
7 INTERMACO, LDA. 63,0
8 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. 58,2
9 CORCET, LDA 57,5
10 HÉLDER - MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 42,8
Nº EMPRESA
PRODUTIVIDADE
REAL
1 CORCET, LDA 82,3
2 FORWINNERS, LDA. 75,5
3 KROFTOOLS PROFESSIONAL TOOLS, LDA. 61,1
4 LUZDEAIRBAG, LDA. 61,1
5 ROLNORTE, LDA. 60,7
6 IMPACTO, LDA. 58,1
7 GONÇALTEAM, LDA. 55,6
8 BOLAS, LDA. 53,5
9 LUSILECTRA, S.A. 52,8
10 COMETIL, S.A. 48,8
Top100 Aftermarket 2025
161
100
EQUIPAMENTOS
Posição ranking
4º
Volume faturação 2024
€10.282.000
KROFtools
AKROFtools celebra 36 anos de um percurso marcado pela superação,
crescimento e consolidação como uma marca de referência no setor das
ferramentas e equipamentos profissionais. Segundo José Bárbara, CEO
da empresa, o maior desafio ao longo destas mais de três décadas foi conquistar
a confiança dos clientes e a aceitação da marca própria, KROFtools – Professional
Tools, lançada há dezassete anos. Num setor em constante evolução, a
empresa soube adaptar-se, investindo continuamente em inovação, formação e
proximidade com o mercado, mantendo como missão oferecer soluções fiáveis
e duradouras aos profissionais. O lançamento da marca própria representou
um verdadeiro ponto de viragem. A sua introdução impulsionou o reconhecimento
da empresa e acelerou o crescimento, fortalecendo a fidelização dos
clientes e a identidade da KROFtools no mercado. Este marco abriu portas
a novos mercados e parcerias estratégicas, fruto do empenho de uma equipa
multidisciplinar – desde a logística à área comercial, técnica, de compras e
marketing – cujo trabalho conjunto tem sido essencial para o sucesso da marca.
A aposta na qualidade e inovação contínua é outro pilar distintivo da
KROFtools. Consciente da exigência do setor automóvel, a empresa realiza
análises constantes às necessidades do mercado, adaptando-se à procura
e garantindo rigor no fabrico, seleção de materiais e controlo de qualidade.
As parcerias tecnológicas e o diálogo permanente com distribuidores e oficinas
permitem à marca desenvolver produtos mais seguros, duráveis e ajustados à
realidade dos profissionais, assegurando o estatuto de referência no segmento.
Para a KROFtools, uma venda só se completa com o serviço pós-venda. Este
acompanhamento personalizado é um dos pilares da diferenciação da marca,
que disponibiliza equipas técnicas no Norte e Sul do país, garantindo assistência
rápida e eficaz. O foco está na satisfação do cliente, através de respostas céleres
e de um suporte técnico especializado, que reforçam a confiança e criam
relações duradouras. Com a inauguração das novas instalações de 6.000 m², a
empresa pretende otimizar a gestão de stock, aumentar a capacidade de armazenamento
e agilizar a distribuição nacional e internacional. A modernização
logística, apoiada em tecnologia, visa melhorar a eficiência e garantir maior
disponibilidade de produtos, respondendo com rapidez às exigências do mercado.
O Departamento de Marketing e Comunicação, dividido entre equipas
de marketing, design e produção/tradução, desempenha um papel fundamental
na consolidação da marca. Através de estratégias multicanal, campanhas
digitais e eventos internacionais, a KROFtools reforça a sua notoriedade e
consolida a presença nacional e internacional, criando conteúdos de valor e
fortalecendo a confiança junto dos clientes. Com presença em vários países, a
empresa aposta numa estratégia de internacionalização baseada em parcerias
locais, comunicação consistente e foco na qualidade. A proximidade comercial
e a adaptação às especificidades de cada mercado são fatores decisivos para o
crescimento além-fronteiras.
Gerentes José Bárbara e Anabela Bárbara
Morada Rua da Devesa nº 8, 4755-307 Barcelos - Braga
Telefone 253 200 250 // Email geral@kroftools.com // Site www.kroftools.com
162 162
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
EQUIPAMENTOS
Posição ranking
7º
Volume faturação 2024
€6.408.000
CETRUS
Celebrando 33 anos de atividade, a CETRUS consolidou-se como uma das
principais empresas portuguesas de distribuição de equipamentos para
oficinas de veículos ligeiros e pesados. Ao longo de mais de três décadas, a
empresa soube responder aos desafios de um mercado em constante transformação,
mantendo como pilares a inovação, a proximidade com o cliente e a aposta em
parcerias duradouras. Segundo Jorge Costa, administrador, “o maior desafio foi
acompanhar as evoluções do setor e adaptar a oferta às necessidades dos clientes,
algo alcançado através de uma seleção criteriosa de parceiros — muitos dos quais
colaboram com a empresa há mais de 20 anos — e de uma postura de serviço
completo, que vai muito além da simples venda de equipamentos.” O portefólio
da CETRUS é hoje vasto e diversificado, cobrindo todas as áreas da oficina automóvel.
A empresa fornece soluções “de A a Z”, equipando oficinas na totalidade,
desde a mecânica à colisão, passando pelos serviços de pneus, inspeção, pintura
e mobiliário técnico. O catálogo integra mais de 20.000 referências, com uma
predominância de representadas europeias, em especial de origem italiana. Esta
amplitude de oferta confere à CETRUS uma posição de destaque num mercado
que valoriza a especialização e a fiabilidade técnica. Com o avanço dos veículos
elétricos, a empresa também se prepara para uma nova era. Embora reconheça
que a eletrificação do parque automóvel será um processo gradual, Jorge Costa
sublinha a importância de as oficinas se manterem atualizadas e investirem em
equipamentos modernos. A CETRUS já disponibiliza soluções para este segmento,
em linha com a sua estratégia de acompanhar a evolução tecnológica e oferecer
equipamentos adequados às novas realidades do setor. A crescente presença da
eletrónica nos equipamentos oficinais tem sido outro vetor de transformação. A
CETRUS responde a esta tendência com uma abordagem proativa: visitas regulares
às fábricas das suas representadas, atualização constante da oferta e formação
contínua das equipas. O objetivo é garantir que os colaboradores estão preparados
para lidar com a sofisticação tecnológica dos novos equipamentos e que os clientes
recebem um serviço de excelência. Um dos fatores que distingue a CETRUS no
mercado é o serviço pós-venda, considerado essencial na fidelização e satisfação
dos clientes. O departamento dedicado conta com sete técnicos especializados que
operam em todo o país, assegurando intervenções de manutenção preventiva e
curativa. A empresa aposta fortemente em contratos de manutenção, permitindo
aos clientes concentrar-se na sua atividade principal, enquanto a CETRUS gere
de forma eficiente o ciclo de vida dos equipamentos. A aposta digital é outro dos
eixos estratégicos da empresa. Os programas 3D inseridos no conceito “chave-
-na-mão” permitem projetar oficinas completas em planta e em três dimensões,
otimizando o espaço e a funcionalidade desde a fase de pré-venda. Com uma
estratégia assente na inovação, na formação e na excelência do serviço, a CETRUS
encara os próximos anos com otimismo.
Administrador Jorge Costa
Morada Rua de Queimados, 59 – Vila Nova de Famalicão
Telefone 252308600 // Email cetrus@cetrus.pt // Site www.cetrus.pt
164 164 TOP100 AFTERMARKET 2025
100
EQUIPAMENTOS
Posição ranking
8º
Volume faturação 2024
€6.279.000
Cometil
Fundada em 1985, em Loures, por Pedro de Jesus, a Cometil é hoje um
dos principais distribuidores de equipamentos oficinais em Portugal e
Espanha. Nasceu de um projeto familiar que envolveu o fundador, a
esposa, e o filho – o atual administrador, também chamado Pedro de Jesus.
Quatro décadas depois, a empresa mantém-se fiel às suas raízes: qualidade,
assistência técnica de excelência e formação especializada. A ligação à marca
norte-americana Hunter é um dos pilares da Cometil. Desde o primeiro ano
de atividade, a empresa assumiu a representação em Portugal, o que moldou a
sua identidade técnica e comercial. O slogan “Com boa assistência e formação,
as vendas acontecem” resume bem a filosofia seguida. Ao longo do tempo, a
Cometil alargou o seu portefólio com marcas premium como Omer, Blitz/Rotary,
Cemb, Butler, Waeco, Hazet/Vigor, Gutmann, AHS, DEA, Schrader Pacific
ou Romess, mantendo o foco em equipamentos robustos, fiáveis e homologados
pelos principais fabricantes automóveis.
Mais recentemente, surgiu a marca própria CAN, criada para oferecer linhas específicas
e personalizadas, mantendo qualidade, mas com soluções mais acessíveis
para os clientes que não conseguem investir nas gamas premium. Atualmente,
a Cometil Portugal conta com 33 colaboradores, distribuídos entre Loures e a
filial de Santo Tirso. Em 2014, a empresa expandiu-se para Espanha, criando a
Cometil España, com sede em Barcelona e uma equipa de vinte pessoas. Os dois
mercados apresentam dinâmicas distintas: em Portugal, os clientes valorizam a
qualidade e o prestígio do equipamento; já em Espanha, predomina a vertente
prática e a preocupação com margens. Ainda assim, a experiência adquirida
em solo português permitiu um crescimento mais rápido no país vizinho, onde a
empresa prepara agora a abertura de uma filial em Madrid, com centro de formação
e exposição. Desde cedo, a Cometil distinguiu-se pelo acompanhamento
técnico. Em 1986, introduziu contratos de manutenção preventiva com preço fixo
e cobertura nacional em 24 horas – algo inédito na altura. Também inovou ao
oferecer três anos de garantia, muito além do habitual um ano fornecido pelos
fabricantes. A formação contínua é outro pilar. A empresa disponibiliza sessões
teóricas e práticas, além de um veículo-escola móvel, que percorre diferentes
regiões em Portugal e Espanha. O objetivo não é apenas ensinar a operar máquinas,
mas mostrar às oficinas como tirar o máximo partido dos equipamentos
e transformá-los em rentabilidade. Com o avanço dos carros elétricos, a Cometil
vê oportunidades de crescimento, sobretudo porque a manutenção de pneus
– área forte da Hunter – ganha ainda mais relevância. No entanto, os desafios
são grandes: a digitalização, ainda em fase de desenvolvimento; a presença
constante em feiras e eventos como a expoMECÂNICA, fundamental para
manter o contacto com clientes; e sobretudo a gestão de pessoas, numa altura
em que a estabilidade da equipa é um trunfo, mas o recrutamento de jovens
técnicos se revela cada vez mais difícil. Quarenta anos depois da sua fundação,
a Cometil continua a ser uma referência no setor de equipamentos oficinais.
Administrador Pedro Joaquim Pequito de Jesus
Morada Rua Cidade de Amesterdão, 4 - Parque Industrial do Arneiro 2660-456 São Julião do Tojal
Telefone 219 379 550 // Email geral@cometil.pt // Site www.cometil.pt
166 166
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
EQUIPAMENTOS
Posição ranking
10º
Volume faturação 2024
€4.199.000
Proxira
A
Proxira escolheu Sintra para dar mais um passo no seu plano de
expansão. A decisão, segundo a empresa, resultou de uma análise
estratégica que combinou dados do e-commerce e a identificação de
um espaço físico numa “localização privilegiada, com excelente acessibilidade”.
O interesse demonstrado por clientes da região, aliado à forte densidade
empresarial e industrial da zona, tornou inevitável a aposta. “Sintra tornou-se
a escolha natural para reforçar a proximidade com os clientes, oferecer um
serviço de maior conveniência e consolidar a expansão da Proxira na área
metropolitana de Lisboa”, afirma Paulo Gaspar, gerente da Proxira. A nova
loja reúne algumas das marcas mais reconhecidas do setor, desde a robustez
da Milwaukee à qualidade da Beta, passando pela novidade Facom. Mas,
segundo um dos fundadores, “a verdadeira força da Proxira não está apenas
em nomes individuais, mas sim na amplitude do portfólio que oferecemos”.
O objetivo é disponibilizar soluções ajustadas a diferentes perfis de clientes,
desde quem está a iniciar atividade até profissionais e empresas que procuram
equipamentos de alto desempenho. Mais do que venda direta, a loja de Sintra
replica o modelo já consolidado no Carregado e em Alverca. O click & collect
permite comprar online e levantar em loja, juntando conveniência ao contacto
físico. O apoio pós-venda, o aconselhamento técnico e a ligação a assistência
certificada reforçam a confiança. “Com esta combinação de serviços, a Proxira
posiciona-se como um verdadeiro parceiro, acompanhando os clientes em todas
as etapas: desde a compra até ao uso prolongado dos produtos”, sublinha.
A equipa foi especialmente preparada para este desafio, com formação em
produtos e soluções, mas também em atendimento. A prioridade, garante a
empresa, é assegurar que cada colaborador consegue compreender as necessidades
específicas de cada cliente e apresentar a solução mais adequada.
Num mercado cada vez mais competitivo e exigente, a Proxira sabe que o
seu papel vai muito além da venda. “O grande desafio é garantir que cada
operação é mais do que uma simples compra. O nosso compromisso é construir
relações de longo prazo, baseadas em confiança, apoio técnico e serviço de
excelência”, destaca. Esse compromisso tem sido reforçado pela digitalização,
que simplifica processos internos, reduz erros e acelera respostas, refletindo-se
numa experiência mais simples e transparente para o cliente. A aposta em
soluções adaptadas à mobilidade elétrica e a incorporação de produtos mais
sustentáveis são outros eixos estratégicos, que visam preparar profissionais e
empresas para um setor em rápida transformação. Doze anos após o início
da atividade, a Proxira olha para o futuro com a ambição renovada. “Mais
do que declarações, o que realmente conta são as ações e podem contar com
muito trabalho, dedicação e compromisso para continuarmos a merecer a
vossa confiança (de clientes e parceiros)”, finaliza Paulo Gaspar.
Gerentes Paulo Gaspar e Marco Faria
Morada Barroso do Diante EN 10 Km 127 lote B fração A
Telefone 964 068 290 // Email lojaonline@proxira.pt // Site www.proxira.pt
168 168
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
EQUIPAMENTOS
Posição ranking
14º
Volume faturação 2024
€2.729.000
LuzDeAirbag
Fundada em 2017, a LuzDeAirbag tem registado um crescimento consistente
de 30 a 40% ao ano, sustentado em três pilares: confiança, inovação
e proximidade com o mercado. Desde a sua origem, a empresa apostou
numa diferenciação baseada na qualidade dos produtos, no rigor técnico e
num suporte pós-venda especializado. O crescimento tem sido igualmente
impulsionado por uma sólida rede de distribuidores e parceiros, pela formação
contínua das equipas e pela introdução regular de soluções tecnológicas que
acompanham a evolução do setor automóvel, com especial foco em diagnóstico
avançado e veículos eletrificados. Em 2023, a LuzDeAirbag tornou-se Autel
Premium Partner e representante oficial da marca em Portugal, assumindo
novas responsabilidades em suporte técnico, gestão de garantias e representação
da Autel. Este estatuto trouxe desafios na organização de uma operação capaz
de responder rapidamente às necessidades do mercado nacional, mantendo a
excelência exigida internacionalmente, mas também abriu oportunidades de
crescimento, reforçando a credibilidade junto de oficinas e distribuidores e permitindo
acesso a produtos de última geração, formação avançada e programas
exclusivos. Recentemente, a empresa passou a ser distribuidora oficial da SUN
em Portugal, acrescentando ao portefólio as linhas de máquinas de ar condicionado
e ATF. A parceria trouxe uma presença sólida da marca no mercado,
com stock nacional, resposta técnica ágil e equipa comercial experiente, reposicionando
a SUN com credibilidade e dinamismo. A LuzDeAirbag oferece uma
solução completa em equipamentos de diagnóstico, incluindo veículos elétricos
e híbridos. O sistema Autel, aliado ao suporte da equipa, garante cobertura
quase total e permite resolver situações que outros equipamentos não conseguem,
consolidando-se como a solução mais eficiente e completa para oficinas
portuguesas. O equipamento IA900WA, por exemplo, integra alinhamento de
direção de alta precisão e calibração ADAS, reduzindo tempos de intervenção
e aumentando produtividade, enquanto, em conjunto com a MaxiSYS, permite
substituir e programar módulos eletrónicos, tornando-se uma ferramenta de
elevado valor técnico. A implementação de um ERP integrado e do serviço
Remote Expert representa um avanço significativo na digitalização, permitindo
gestão automatizada de stock, logística e faturação, assim como suporte remoto
direto nos equipamentos Autel, democratizando o acesso ao conhecimento e
resolvendo casos complexos em tempo real. Paralelamente, a Academia Autel
promove formação certificada e prática, aumentando a eficiência e rentabilidade
das oficinas clientes, reforçando a qualificação técnica e a evolução do pós-venda
automóvel. Para os próximos anos, a empresa prevê expansão das instalações,
alargamento do portefólio, reforço das gamas LDATECH e consolidação de
um ecossistema digital integrado, mantendo a inovação, formação e excelência
no serviço como alicerces do crescimento sustentável e liderança nacional.
Gerente João Silva
Morada Estrada Nacional 113, KM6 Pousos, 2410-478 Leiria
Telefone 308 800 752 // Email info@luzdeairbag.com // Site www.luzdeairbag.com
170 170
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
EQUIPAMENTOS
Posição ranking
15º
Volume faturação 2024
€2.534.000
MGM
Em 2025, a MGM – Manuel Guedes Martins Unipessoal, Lda. celebra 25
anos de existência. Mais do que um marco temporal, esta data simboliza a
consolidação de um sonho que nasceu em 2000, quando Manuel Guedes
Martins decidiu transformar a sua experiência, ambição e visão num projeto
próprio, com identidade, valores e uma missão clara: servir com qualidade,
responsabilidade e confiança o setor oficinal. A fundação da MGM representa
muito mais do que a criação de uma empresa. É a materialização de um
desejo de vida, construído com esforço, perseverança e visão de futuro. Desde
cedo ligado ao mundo do trabalho e movido pela vontade de independência
e inovação, Manuel Guedes Martins decidiu criar algo que refletisse os seus
valores, conhecimentos e ambições. Assim nasceu a MGM, que desde o início
se destacou pela seriedade e pela coragem de fazer diferente e melhor. “Quando
olho para trás, o que mais me emociona não são apenas os equipamentos
instalados ou os negócios concretizados, mas sim os valores e as pessoas que
transformaram esta jornada em algo que valeu a pena. O mais emocionante
talvez seja perceber que aquele sonho pessoal, que um dia parecia distante, hoje
é real, tem nome, equipa, estrutura e futuro”, afirma o fundador. Os primeiros
anos foram um verdadeiro teste à determinação do fundador, que enfrentou
recursos limitados e um mercado competitivo. Foi um período de múltiplas
funções, sacrifícios pessoais e decisões difíceis. Mas, com resiliência e confiança
no projeto, a MGM conseguiu afirmar-se, conquistando a confiança dos clientes.
Hoje, a empresa continua a adaptar-se às exigências do setor oficinal através
da modernização de serviços, investimento na formação contínua da equipa,
representação de marcas internacionais de prestígio e um pós-venda completo
que inclui manutenção, formação e apoio técnico personalizado. O sucesso
da MGM é inseparável da sua equipa. Técnicos, comerciais e administrativos
trabalham diariamente com compromisso, rigor e profissionalismo. A empresa
promove um ambiente colaborativo, onde entreajuda e sentido de pertença são
essenciais para a eficiência e inovação. A empresa construiu, ao longo dos anos,
uma reputação sólida baseada na proximidade com as oficinas, no cumprimento
de compromissos e na entrega de valor real. Para Manuel Guedes Martins,
o maior orgulho não está apenas nos resultados, mas nas pessoas e valores
que moldaram esta história: clientes que se tornaram amigos, colaboradores
que cresceram com a empresa e parceiros que caminharam lado a lado. Na
celebração de 25 anos, o fundador faz questão de agradecer à família, fornecedores,
parceiros, clientes e à sua equipa, todos fundamentais neste percurso.
Com olhos postos no futuro, a MGM mantém viva a ambição de continuar
a inovar, crescer e servir o setor oficinal com a mesma dedicação. “Seguimos
com o mesmo espírito de inovação e profissionalismo, prontos para enfrentar
os desafios dos próximos anos. A experiência construída ao longo de décadas
dá-nos a base sólida para continuar a crescer, inovar e servir com excelência”,
reforça Manuel Guedes Martins.
Gerente Manuel Guedes Martins
Morada Rua do Agro, 150, 4410-089 Serzedo Vila Nova de Gaia
Telefone 227 642 722 // Email geral@mgm.com.pt // Site www.mgm.com.pt
172 172
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
EQUIPAMENTOS
Posição ranking
24º
Volume faturação 2024
€1.021.000
Meganor
Fundada em fevereiro de 2001 por Jorge Pinheiro e sua esposa Sandra Sousa,
a Meganor tem vindo a afirmar-se como uma referência na distribuição
de ferramentas, equipamentos e material para manutenção automóvel,
expandindo progressivamente a sua atuação também para o setor industrial.
Com sede em Soutelo, Vila Verde, a empresa ocupa uma área de 700 m², onde
integra showroom, armazém, escritórios, salas de formação e um moderno
Centro de Assistência Técnica. Desde a sua criação, a Meganor tem trilhado
um caminho de crescimento constante, impulsionado pela visão estratégica
de Jorge Pinheiro e pela gestão rigorosa e estruturada de Sandra Sousa, responsável
pela área financeira e administrativa. A Bahco continua a ser o pilar
central da oferta, com um portefólio cada vez mais completo e inovador. “É a
nossa marca principal, e temos crescido juntos”, afirma o gerente. Contudo,
a Meganor não se limita a uma só bandeira. A aposta na ASTOOLS representa
a busca por diferenciação e resposta direta às necessidades do mercado.
“Fomos os primeiros distribuidores da marca em Portugal. Identificámos onde
a concorrência falhava e procurámos oferecer soluções com mais qualidade e
melhor serviço”, explica. A ASTOOLS inclui uma vasta gama de elevadores,
máquinas de montagem e desmontagem de pneus e mobiliário oficinal personalizável.
Muitas oficinas têm sido desenhadas à medida dos clientes, com o
contributo técnico e consultivo da equipa da Meganor. “Vender não é apenas
transacionar, é criar a necessidade e garantir utilidade real ao cliente”, sublinha
Jorge Pinheiro. Atualmente, a empresa conta com dez colaboradores, quatro dos
quais comerciais que percorrem o país, e aposta fortemente na proximidade com
o cliente. O Centro de Assistência Técnica, criado em parceria com a Bahco, é
um pilar fundamental na estratégia de pós-venda. “Fazemos revisões e vistorias
a equipamentos, como elevadores e máquinas de ar comprimido. Quando um
cliente compra, damos formação para que saiba operar corretamente. Não
vendemos só equipamentos, vendemos confiança”, destaca o responsável. Fora
da garantia, a empresa assegura total independência nas reparações, reforçando
a sua posição como parceiro de longo prazo. O futuro próximo reserva grandes
novidades. A Meganor adquiriu recentemente novas instalações, onde irá instalar
uma oficina modelo e um showroom totalmente equipado para demonstrações
ao vivo. “Queremos que os clientes possam ver, sentir e testar os equipamentos.
Não é o mesmo que ver numa brochura. Aqui poderão conversar, tirar dúvidas
e ver tudo a funcionar”, explica Jorge Pinheiro, entusiasmado com o projeto.
O novo espaço contará com diferentes tipos de elevadores e maquinaria de
última geração, consolidando o posicionamento da empresa como referência
nacional em soluções para oficinas. A celebração dos 25 anos será um marco
importante, com campanhas promocionais, distinções aos melhores clientes e
fornecedores e diversas iniciativas comemorativas.
Gerente Jorge Pinheiro
Morada Centro Empresarial de Soutelo, Pav. 18, L. Larim, Soutelo, 4730-581 Vila Verde
Telefone 253 922 315 // Email info@meganor.com // Site www.meganor.com
174 174
TOP100 AFTERMARKET 2025
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www.meganor.com
100
MERCADO
FUTURO DA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL NA EUROPA
A ENCRUZILHADA
DO AUTOMÓVEL
EUROPEU
O setor automóvel vive um dos seus maiores momentos de transformação
e os desafios atuais estão a fazer suar os CEO das maiores empresas automóveis
na Europa, que temem uma forte crise na indústria. As marcas europeias não estão
a conseguir acompanhar as regulamentações que obrigam à redução de emissões
de gases de estufa e veem-se ultrapassadas pelos fabricantes chineses que já
se começam a implementar no velho continente
176 Top100 Aftermarket 2025
Top100 Aftermarket 2025
177
MERCADO TOP100
Com as vendas de automóveis na Europa
a diminuir e a concorrência mundial
a aumentar, a indústria implora
por uma mudança de estratégia junto
da Comissão Europeia, para realinhar
os objetivos com a atual realidade. Que rumo terá
o setor? Como poderão as velhas marcas europeias
resistir a estas mudanças? Neste artigo explicamos
o que está em causa e o que andam os grandes
decisores a fazer em relação a este tema.
Os números não deixam dúvidas de que a situação
é crítica. Só na primeira metade de 2025, de
acordo com os dados da ACEA (Associação de
Fabricantes Europeus de Automóveis), as vendas
de automóveis na Europa caíram 2,4%, face ao
mesmo período do ano passado. Já em comparação
com o primeiro semestre de 2019, venderam-se
no período homólogo de 2025 menos 1,56 milhões
de carros. O mercado de veículos elétricos está a
crescer paulatinamente e as marcas chinesas –
como é o caso da BYD, de que quase ninguém
tinha ouvido falar há cinco anos – estão a duplicar
o seu market share na Europa e já correspondem
a 6% das vendas totais neste continente. Já há
notícias de fábricas que anunciam o fecho de portas
e milhares de empregos estão ameaçados.
As metas climáticas estão aí à porta e haverá multas
pesadas para os fabricantes que não as cumpram,
ainda que isso não dependa apenas dos seus esforços
e investimentos. A questão é que muitos dos
grandes fabricantes europeus já perceberam que
não será possível cumpri-las e, perante a entrada
de adversários fortes no mercado, estão a perder
terreno e não têm outra solução a não ser pedir
aos responsáveis políticos que atrasem prazos, para
As vendas fracas,
os elevados preços da
energia, a crescente
concorrência mundial
e um ambiente
regulamentar
e comercial incerto
mergulharam
a indústria automóvel
europeia numa
espiral de crise
que a indústria consiga sobreviver e competir face
à concorrência mundial, que apresenta soluções
equivalentes e muito mais em conta. À pressão da
legislação junta-se a concorrência global e a subida
de preços, deixando o setor em perigo e à beira de
uma catástrofe. Será que o objetivo da neutralidade
carbónica é exequível ou não passa de um tiro no
pé da indústria automóvel? O que pode ser feito
para que os fabricantes europeus de automóveis
consigam dar a volta por cima, neste momento,
fugindo ao que pode ser uma morte anunciada?
Uma crise complexa
Há vários fatores a contribuir para esta crise latente
na indústria automóvel e o primeiro é a própria
legislação que foi criada nos últimos anos. A neutralidade
carbónica é uma meta estabelecida para
2050, com o «Fit for 55» a advogar uma redução
de 55% nas emissões de gases com efeito de estufa
até 2030, comparado com os níveis de 1990,
como parte do Pacto Ecológico Europeu. Além
disso, não se poderão comercializar automóveis
com motor de combustão interna já a partir de
2035, daqui por apenas dez anos. Para cumprir
esta nova regulamentação, os fabricantes fizeram
avultados investimentos, para conseguir responder
às exigências da Europa, com novas tecnologias,
como os veículos elétricos. Isso faz, naturalmente,
com que os carros fiquem mais caros, e com que
as marcas não se sintam em condições de manter
a sustentabilidade do seu negócio, perante consumidores
com cada vez menor poder de compra.
Além disso, para que a transição para a mobilidade
verde seja atrativa para o cliente, é preciso começar
por tornar os veículos elétricos (VE) – muito – mais
competitivos. Mesmo com incentivos, estes tendem
a ter um custo inicial bastante superior ao equivalente
a combustão (ou híbrido) e tal não está ainda
ao alcance da maioria dos europeus. A par disso,
o custo da energia é, ainda, um grande senão na
compra de um VE. A falta de competividade também
neste âmbito é gritante e não se afiguram soluções à
vista. Depois, é fulcral o desenvolvimento de várias
outras áreas paralelas, a começar pela infraestrutura
de carregamento. Sem postos públicos suficientes
(e que se encontrem bem distribuídos!), os veículos
elétricos não podem prosperar, porque os condutores
178 Top100 Aftermarket 2025
MERCADO TOP100
receiam ficar sem bateria, tal qual receiam depender
de estações insuficientes, lentas ou caras.
Uma escolha (pouco) óbvia
Por isso, comprar hoje um veículo elétrico, na
Europa, ainda não é uma escolha óbvia. E se os
consumidores continuam a hesitar no momento
da aquisição é porque não estão reunidas todas as
condições para que se sintam confiantes em «dar
o salto» para a eletrificação. Note-se que 75% das
estações de carregamento da Europa estão localizadas
em apenas três países (Países Baixos, França
e Alemanha), estando disponíveis em todo o continente
apenas cerca de 880.000 carregadores. Contudo,
segundo as estimativas da ACEA, é necessário
que existam, até 2030, 8,8 milhões de pontos de
carregamento, dez vezes mais do que aqueles que
existem neste momento. Isso significa que, até lá,
para que isso fosse uma realidade, teriam de ser
instalados mais 1,5 milhões de carregadores por
ano, o que corresponde a uma velocidade quase dez
vezes superior à taxa atual de instalação, o que, só
por si, levanta muitas dúvidas de que seja possível
acontecer. Por outro lado, a quota dos mercados
de veículos elétricos a bateria na Europa situa-se
nos 15%, o que não é suficiente para o avanço de
uma tecnologia considerada decisiva para o futuro.
Devido à legislação criada, os fabricantes, tanto de
veículos ligeiros, como de veículos pesados, foram
chamados a desenvolver novas tecnologias que permitissem
fazer face aos desafios climáticos e não
há qualquer dúvida de que foram bem-sucedidos.
Neste momento não faltam alternativas, desde veículos
elétricos, veículos híbridos e até a hidrogénio,
com distintas motorizações e autonomias que já não
causam ansiedade. Já não se trata de uma questão
Apesar da prontidão
da indústria, a atual
via regulamentar
corre o risco de a levar
ao fracasso. A razão
é simples: a maioria
das condições que
tornariam possível
esta transição não
existe atualmente
de engenharia, mas sim de desafios sistémicos que
exigem uma evolução de todo um ecossistema que
não se está a desenvolver à velocidade esperada e
imprescindível.
O facto é que falhar os objetivos significa multas
muito pesadas, a recair apenas sobre os fabricantes
de veículos, que, no fundo, acabam por estar
dependentes, como já vimos, de terceiros, quer sejam
os fornecedores de energia, os operadores de
infraestruturas de carregamento, os operadores de
transporte e, necessariamente, os decisores políticos.
E é a eles que a indústria automóvel pede ação:
prevendo problemas económicos e jurídicos no horizonte,
quer uma revisão dos atuais regulamentos
sobre CO 2 o mais depressa possível.
Os estragos já se sentem
Recentemente, a Stellantis anunciou que vai abandonar
o plano estratégico de ter apenas veículos elétricos
em 2030. Na abertura do Salão de Munique
(IAA 2025), Jean-Phillipe Imparato, diretor-executivo
do grupo na Europa, fez o anúncio, afirmando
que as metas de emissões da União Europeia para
2035, que preveem o fim do motor a combustão, são
inalcançáveis para qualquer construtor automóvel,
e mostrando a necessidade de rever os planos de
transição e de procurar alternativas para reduzir
as emissões poluentes. O responsável indica que
a gama da Stellantis será “multi-energia, MHEV,
HEV e PHEV, o que poderá ser muito interessante
em termos de caraterísticas e desempenho”. Por
outra perspetiva, Imparato sugere que a UE avalie
o CO 2 que é poupado em caso de abate: “Ao abater
um carro de 2010, são cerca de 76 gramas de CO 2.
Não quero que me deem dinheiro, quero que se
reconheça apenas que trocar de carro é o suficiente
para obter o nível certo de emissões para o cliente
final estar em conformidade”, aponta.
Antes disso, em finais de 2024, a Volkswagen já dava
conta da possibilidade de encerrar três fábricas na
Alemanha, de eliminar dezenas de milhares e postos
de trabalho e de fazer cortes salariais transversais que
podem chegar aos 10%. Os planos de reestruturação
anunciados passam também pela redução da atividade
em todas as unidades de produção na Alemanha.
Tudo por conta dos elevados custos operacionais do
grupo, numa fase em que este enfrenta dificuldades
relacionadas com a diminuição da procura na Europa
e a intensificação da concorrência de fabricantes
180 Top100 Aftermarket 2025
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MERCADO TOP100
chineses, com os sindicalistas a considerar desde logo
que a transição para os veículos elétricos foi mal
gerida. Só em 2024, a Alemanha – berço de alguns
dos mais famosos fabricantes de automóveis da história
– perdeu 50 mil postos de trabalho neste setor. A
título de exemplo, em Inglaterra, resta agora apenas
uma marca 100% britânica, a Morgan.
Em fevereiro deste ano, depois de ter visto a produção
ser reduzida e de 1500 a 2000 postos de
trabalho terem sido cortados, a fábrica da Audi em
Bruxelas encerrou definitivamente, despedindo três
mil trabalhadores.
Parece que a Europa se virou contra a própria Europa
e está agora a acontecer o impensável, com
as grandes marcas europeias a sucumbir perante a
legislação que não se compadece com os estragos
que vai fazendo, quando deveríamos estar a ver
uma transição suave dos combustíveis fósseis para
a eletrificação do parque automóvel.
Hoje, as empresas europeias não estão apenas a
competir com o resto do mundo, mas sim com os
seus próprios governos, que criaram condições para
a revolução dos veículos elétricos, mas esqueceram-
-se de garantir que seriam também as marcas europeias
a beneficiar disso.
tratégico sobre o Futuro da Indústria Automóvel».
E quando são os habituais vencedores a pedir um
«time-out», é sinal claro de que algo não está bem no
«jogo». A este propósito, Ole Källenius, presidente
da Associação de Fabricantes Europeus de Automóveis
(ACEA) e diretor-executivo da Mercedes-Benz,
já veio dizer que o objetivo continua a ser trabalhar
para as zero emissões, mas defende “uma forma
melhor de lá chegar”. Em entrevista à Euronews,
o responsável lembra que, “enquanto fabricantes,
já investimos centenas de milhares de milhões de
euros e colocámos no mercado centenas de modelos
com emissões zero. No entanto, o mundo evoluiu e
A Comissão Europeia
concedeu mais tempo
aos fabricantes
para cumprirem
as metas de redução
de emissões de CO 2 ,
mas manteve firme
o objetivo para 2035,
quando apenas
modelos de zero
emissões devem
ser vendidos
no mercado da UE
O que fazer?
No papel, o que parecia perfeito, começa a tornar-se
um pesadelo para os construtores, que não conseguem
acompanhar o mercado e entendem que as
restrições aos motores a combustão não são realistas.
Por isso, os mais altos responsáveis do setor
automóvel uniram-se para fazer face aos desafios
mais prementes, estando já em conversações com
a presidente da Comissão Europeia, Usula von der
Leyen, naquilo a que apelidaram de «Diálogo Esa
política e a legislação também precisam de evoluir.
É por isso que estamos a defender uma recalibração
pragmática da trajetória de redução das emissões de
CO 2. Não se trata de abandonar os nossos objetivos,
mas sim de os alinhar com as atuais realidades do
mercado, condições económicas e cenário geopolítico”.
Para assegurar uma transição bem-sucedida
para a mobilidade ecológica, o presidente da ACEA
fala numa “estratégia holística e pragmática da UE,
que não se limite aos objetivos de CO 2. Precisamos
de uma regulamentação mais simples e mais flexível,
de reduzir a burocracia, de recalibrar os objetivos de
forma realista, de incentivos consistentes e a longo
prazo, para promover a adoção pelos consumidores,
bem como de permitir a neutralidade carbónica”.
O CEO da Scania, Christian Levin, que assume a
pasta dos Veículos Comerciais da ACEA, sublinha
que “atualmente podemos oferecer soluções para
todas as necessidades de transporte. No entanto,
apesar da prontidão da indústria, a atual via regulamentar
corre o risco de nos levar ao fracasso,
porque a maioria das condições que tornariam
possível esta transição não existe atualmente”. De
facto, ao abrigo do quadro regulamentar europeu,
os fabricantes de camiões e autocarros são os únicos
expostos a sanções por incumprimento, embora
esta transição dependa também de outros setores
e “isso não é nem justo, nem sequer uma estratégia
industrial inteligente”, alerta Christian Levin.
O que é pedido à Comissão Europeia, neste momento,
é que: Acelere já a revisão do regulamento relativo
ao CO 2 dos veículos pesados e não em 2027, para
garantir que as interdependências entre os setores
dos transportes e da logística sejam plenamente refletidas
no regulamento; que efetue uma avaliação
sólida do estado das condições propícias para o setor
182 Top100 Aftermarket 2025
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e uma implantação realista em todos os Estados-
-membros: desde a infraestrutura de carregamento
e de hidrogénio, passando pela capacidade da rede,
à paridade dos custos e aos incentivos específicos do
lado da procura; e, por fim, que colabore em grupos
de trabalho centrados na transição da indústria para
que as soluções possam ser adaptadas e para que os
fabricantes europeus de camiões e de autocarros possam
defender a sua liderança mundial. Levin garante
que o setor está “totalmente empenhado em conduzir
a transição para a neutralidade climática, mas tal
não produzirá resultados sem políticas de apoio que
correspondam à nossa urgência e realismo”, salienta,
alertando que o Diálogo Estratégico tem de ser “um
ponto de viragem”, porque é preciso que a Europa
“lidere o caminho dos transportes sustentáveis, salvaguardando
simultaneamente a sua competitividade”.
Adiar ou não adiar?
O debate é crucial, envolve o futuro de mais de 13
milhões de trabalhadores no setor automóvel e já
se fazem também ouvir os partidos, à esquerda e à
direita, com opiniões distintas sobre o rumo a dar
ao assunto. Se, da esquerda se escutam os ambientalistas
clamar pela forte possibilidade de fracassar
as metas climáticas caso a UE ceda aos pedidos da
indústria e adie os prazos, da direita há vozes, como
a do italiano Salvatore de Meo, do Partido Popular
Europeu (PPE), que considera que “a meta imposta
à indústria automóvel é cada vez mais inalcançável
a médio/longo prazo” e o mesmo tem pressionado
“para que os objetivos de sustentabilidade respeitem
também os aspetos sociais e económicos”. De Meo
pede mais “pragmatismo” e acredita que mudar as
metas “significa dar a possibilidade às empresas que
talvez tenham mais dificuldades na adaptação de o
fazerem num prazo diferente”. O PPE já apresentou
mesmo (em dezembro de 2024) um plano de cinco
pontos para aumentar a competitividade no setor
automóvel, pedindo também um quadro regulamentar
simplificado. O partido é acompanhado,
nesta posição, pelos Conservadores e Reformistas
Europeus e pelos Patriotas pela Europa que rejeitam
o foco nos carros elétricos e a regulamentação
excessiva, defendendo soluções alternativas, “como
os biocombustíveis”, que não são considerados pela
legislação existente que, recorde-se, proibirá a venda
de qualquer veículo que produza emissões de CO 2
a partir de 2035.
Atualmente, a quota
de mercado dos
veículos elétricos
a bateria na Europa
estagna em cerca
de 15% - o que
não é suficiente
para o avanço de
uma tecnologia
considerada decisiva
para o futuro
E, se é verdade que as investidas do mercado chinês
têm uma grande influência nesta problemática [já lá
vamos], também não é menos verdade que o principal
inimigo da Europa, neste momento, são os custos.
Tudo aqui é mais caro e, mais do que concorrência de
mercado, as empresas europeias enfrentam dificuldades
internas e a inércia da história. Na Europa, com
fábricas mais antigas e menos tecnológicas, produzir
automóveis torna-se sempre mais dispendioso, se
fizermos as contas e somarmos os custos de consumo
de energia, o preço dos materiais e da mão-de-obra.
As fábricas desatualizadas e menos preparadas para
construir veículos modernos vão ficando mais vazias,
porém as contas continuam a chegar ao final do mês
e o caminho, mais cedo ou mais tarde, é apenas o
da ruína. Tudo custos que uma fábrica mais recente,
na China, não tem.
Um inimigo chamado China
A luta é desigual. As marcas que, no século XIX,
foram responsáveis pela criação daquilo que conhecemos
hoje como automóvel moderno tornaram-se,
com o passar dos anos, dependentes da China, não
só como fornecedor, mas também como mercado de
venda. Começou por importar tecnologia automóvel
para montar veículos dentro das suas fronteiras, mas
graças a um plano estratégico forte, assente em investimentos,
incentivos à produção local e apoio estatal
à inovação, a lógica foi revertida. Hoje, a China é
responsável por cerca de 42% de todos os automóveis
fabricados no mundo e marcas como a BYD, a Geely,
a NIO, ou a Xpeng são líderes nos seus segmentos.
Com o advento dos veículos elétricos, os chineses
rapidamente decifraram o código deste negócio e
duplicaram as vendas. Sendo praticamente o único
país a controlar a produção mundial de baterias e
184 Top100 Aftermarket 2025
Entre os dez fabricantes mundiais já se encontra
a marca chinesa BYD — com previsão de que,
dentro de dois anos, sejam duas ou três a ocupar
o pódio — e dos dez principais fabricantes
de veículos elétricos, seis são chineses
Top100 Aftermarket 2025
185
MERCADO TOP100
graças aos baixos custos de mão-de-obra, a China
transformou-se no principal centro de fabrico de
veículos elétricos, com automóveis cada vez mais
competitivos.
Um dos segredos está na empresa CATL (Contemporary
Amperex Technology Co. Limited),
que é atualmente o maior fabricante de baterias
para veículos elétricos do mundo. Em 2024, aproximadamente
37% dos veículos elétricos vendidos
globalmente utilizavam baterias desta empresa
chinesa. Além de dominar o mercado, a CATL
tem impulsionado inovações importantes, como
o desenvolvimento de plataformas de baterias que
oferecem autonomias superiores a 1.000 km e estações
de troca de baterias mais eficientes. Graças
ao acesso a materiais acessíveis, à capacidade de
produção em massa e a uma estratégia agressiva de
expansão global, a CATL prepara-se para dominar
o mercado de baterias para veículos elétricos. Esta
empresa chinesa já tem uma fábrica na Alemanha,
vai iniciar produção na Hungria ainda este ano ou
no início do próximo e assinou um acordo com a
Stellantis, investindo quatro mil milhões de euros
numa fábrica em Espanha, com o objetivo de fortalecer
a sua posição no mercado internacional e
de reduzir as dependências logísticas.
Assim, a China consegue controlar toda a cadeia
de valor dos carros elétricos, desde a extração de
lítio e cobalto, a produção das baterias e montagem
dos próprios veículos, permitindo-lhe apresentar
carros tecnologicamente avançados, seguros e com
preços muito em conta. Com menos custos, fábricas
mais eficientes, uma estratégia flexível, vantagens de
fornecimento massivas e capacidade para equivaler
à qualidade europeia, conseguem absorver perdas,
adaptar-se depressa e escalar rápido – Um verda-
deiro pesadelo para as marcas europeias.
Os custos de produção são tão baixos e as cadeias
de abastecimento tão eficientes que conseguem até
absorver as tarifas impostas pela UE e, ainda assim,
ter preços mais baixos do que os modelos europeus
equivalentes. Só para termos uma ideia, a BYD
consegue fabricar um carro na Europa por 25.000€.
São mais 25% do que se o fizesse na China e, pasme-
-se, ainda assim, 10.000€ mais barato do que uma
empresa europeia consegue fazer por um carro
semelhante. Continuam a ser rentáveis e chegam
ao mercado europeu mais baratos, mais rápidos e
frequentemente melhores na indústria automóvel.
O crescente domínio
chinês, juntamente
com as tarifas
impostas por Donald
Trump aos automóveis
europeus, colocam a
indústria automóvel
europeia sob forte
pressão para se
adaptar rapidamente
ao novo ambiente
Dentro de portas
Quando a Europa acordou para esta perigosa realidade,
decidiu implementar impostos e agora há
carros chineses a pagar quase 50% em custos extras.
A questão é que isso não resolve o problema, pois,
de acordo com Carlos Tavares, ex-diretor-executivo
da Stellantis, estas tarifas estão a fazer “ricochete”.
Ao invés de afastarem os fabricantes chineses, estão
a obriga-los a construir fábricas na Europa e, deste
modo, as empresas europeias vão acabar a competir
com eles no seu próprio «quintal». Ferdinand Dudenhöffer,
economista e diretor do Centro para a
Pesquisa Automóvel, na Alemanha, é da opinião que
deve haver uma maior aproximação aos chineses, dizendo
mesmo que “seria estúpido não cooperar com
eles, uma vez que estes têm todas as cartas na mão”.
Longe vão os tempos em que o que era chinês se
limitava a ser uma imitação barata do original. Hoje,
as marcas chinesas primam pela qualidade e estão
a dar cartas num mercado reconhecidamente
competitivo como é o europeu. Para conseguirem
tornar-se ainda mais rentáveis, estão a dar o passo
seguinte, que é o de construir fábricas na Europa.
A BYD tem duas em construção, esperando-se que
a primeira, na Hungria, abrigue a sede da empresa
na Europa e um centro de R&D, com a produção a
começar no final deste ano. Já a fábrica da Turquia
representa um investimento de cerca de mil milhões
de dólares e tem início de produção agendado para
março de 2026. Para o futuro está a ser considerada
a possibilidade de construir uma terceira fábrica na
Alemanha. A verdadeira ofensiva asiática ainda não
começou, mas falta muito pouco.
O compromisso da Comissão Europeia
Depois de três reuniões do Diálogo Estratégico,
186 Top100 Aftermarket 2025
MERCADO TOP100
a Comissão Europeia assumiu o compromisso de
apoiar o fabrico de baterias para VE e deu mais flexibilidade
para o cumprimento dos objetivos deste
ano das emissões de CO 2. Mais do que isso, quer
apoiar o acesso da indústria automóvel europeia
a tecnologias estratégicas fundamentais (baterias,
software e condução autónoma), para reduzir encargos
regulamentares.
A Comissão Europeia anunciou também um fundo
de 1,8 mil milhões e euros com o objetivo de criar
uma cadeia de abastecimento segura e competitiva
para as matérias-primas das baterias.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der
Leyen, consciente da necessidade de adaptar a oferta
de automóveis à procura real dos europeus, revelou
uma iniciativa que aposta em veículos mais pequenos
e mais baratos: “Temos de investir em veículos
compactos e económicos, tanto para o mercado europeu
como para satisfazer a forte procura mundial.
Para o efeito, vamos propor trabalhar com a indústria
numa nova iniciativa intitulada «Small Affordable
Cars» [Carros Pequenos a Preços Acessíveis,
em português]. Menos burocracia, menos regras»,
afirmou. A ideia não é inédita e foi recuperada
dos tempos pós-Segunda Guerra Mundial, em que
a escassez de recursos levou ao desenvolvimento
de microcarros, para duas pessoas. Estes veículos
tornaram-se populares até aos anos 60, quando a
recuperação económica permitiu que as famílias
voltassem a comprar carros convencionais.
Agora, von der Leyen acredita que a medida poderá
impulsionar a produção de veículos mais económicos
e competitivos fabricados na Europa e será a forma
de fazer frente à investida da indústria chinesa, pois,
segundo a mesma, “não podemos deixar que a China
e outros conquistem este mercado”. O objetivo é
desenvolver um automóvel elétrico que seja eficiente,
económico e produzido na Europa, com cadeias
de fornecimento locais. Será, assim, um sucessor de
modelos como o Volkswagen Carocha, Renault 4
e Citroën 2CV, que no pós-guerra possibilitaram à
Europa continuar em movimento.
Estratégias das marcas
Enquanto não se chega a um consenso, na Europa,
sobre o que se irá ou não fazer, as marcas já foram
traçando o seu caminho, para tentar sobreviver às
metas impostas. A Volkswagen entrou no mercado
low-cost, com um preço de entrada nos VE que se
O que está em jogo
é nada mais nada
menos do que a
sobrevivência da
indústria automóvel
europeia, amplamente
considerada como
a espinha dorsal
da economia do
continente, apoiando
mais de 13 milhões
de empregos diretos
e indiretos
espera que ronde os 25.000€, com o ID.Cross. Em
sentido inverso, segue a BMW, que aposta num segmento
mais premium, como Neue Klasse iX3, que
deixa de ser um SUV, para ser um «sports activity
vehicle», anunciando mais de 800 km de autonomia
e conferindo um novo estatuto à «era elétrica».
Já a Renault opta por fazer escolhas mais práticas:
a partir do próximo ano passará a utilizar novas
baterias lítio-ferro-fosfato, adequadas para carros
pequenos e médios, que além de menos dispendiosas,
consomem menos energia. A Mercedes-Benz e
a Audi escolhem cortar custos e reestruturar operações,
ao passo que todo o grupo Stellantis, como já
foi mencionado, abandonou o compromisso «Dare
Forward 2030», de apenas vender veículos elétricos
em 2030.
Ainda há saída?
A eletrificação, a inteligência artificial e a urgência
ambiental estão a redesenhar o conceito de mobilidade,
a economia global e o emprego. O automóvel
do futuro já não é apenas um meio de transporte — é
a peça central de uma revolução tecnológica e energética.
A Europa ainda tem opções, mas a janela está
quase a fechar-se e é preciso agir depressa. A China
está a avançar rapidamente, a pressão regulamentar
vai apertando, os custos não param de aumentar
e os empregos já estão a diminuir. Fala-se muito,
mas certezas ainda há poucas. Não se pode parar
e perder tempo. É preciso decidir depressa, ou esta
será apenas a crónica de uma morte anunciada da
indústria automóvel europeia. Irá a Europa agir com
a brevidade necessária? Se isso nos deixa descansados,
Ursula von der Leyen garante que “o futuro dos
carros e os carros do futuro tem de ser construído na
Europa”. Aguardemos.
188 Top100 Aftermarket 2025
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100
MERCADO
DISTRIBUIDORES
DE REPINTURA
Os 25 maiores distribuidores de repintura faturaram em 2024 97,2 milhões de euros,
mais 4,3% que no ano anterior, registando um crescimento inferior ao de 2023.
Empregam 487 trabalhadores, tendo a produtividade média aumentado para 200 mil euros
por trabalhador, já que o emprego não acompanhou o crescimento da faturação (+2,7%)
O
mercado
de repintura automóvel
tem passado por uma profunda
transformação, impulsionada
pela necessidade de maior eficiência,
sustentabilidade e modernização
tecnológica. As oficinas procuram
hoje soluções que permitam rentabilizar tempo e
recursos, com produtos de secagem rápida e sistemas
que otimizam os processos. Esta tendência
reflete-se também na atuação dos distribuidores,
que devem oferecer produtos e tecnologias capazes
de responder à escassez de mão de obra
e às crescentes exigências ambientais.
O avanço de ferramentas como o espectrofotómetro
e softwares de gestão de cores tem revolucionado
o setor, reduzindo erros, desperdícios e
tempos de trabalho. Paralelamente, a evolução
de equipamentos — como pistolas especializadas,
polidoras ergonómicas e cabines de pintura
mais eficientes — tem tornado o processo de
repintura mais sustentável e produtivo.
Outro ponto crítico é a digitalização. Oficinas
que adotam sistemas de gestão integrados
destacam-se pela capacidade de planeamento,
controlo de stocks, orçamentação e comunicação
com fornecedores. Os distribuidores desempenham
aqui um papel determinante, fornecendo
não apenas produtos, mas também suporte técnico
e soluções digitais que ajudem as oficinas
a modernizar-se.
O mercado também tem assistido à consolidação
de grandes grupos de oficinas, o que exige dos
distribuidores uma organização e qualidade de
serviço cada vez maiores. No entanto, as oficinas
independentes continuam a ser a base do setor
e não podem ser esquecidas. É fundamental
apoiá-las na adoção de práticas mais eficientes
e sustentáveis, garantindo que possam competir
num mercado em rápida evolução.
Por fim, a escassez de mão de obra e a falta de
rejuvenescimento do setor impõem um desafio
adicional. Investir na formação e na valorização
dos profissionais será essencial para garantir o
futuro da repintura automóvel.
O exercício de 2024 confirmou recuperação da
situação financeira:
• Excelentes Resultados Líquidos mantendo valores
elevados das Rentabilidades, melhorando
os do exercício anterior: 6,2% das Vendas e
10,6% dos Capitais
• Unicamente uma empresa com Resultados
Negativos.
• Autonomia Financeira elevada: 58,8% dos
Ativos financiados por Capitais Próprios. É o
setor Distribuidor com maior incidência do VAB
sobre o Volume de Negócios: 24,9%.
A Autoflex lidera em todos os critérios quantitativos,
exceto na criação de emprego onde
as Tintas Silaca surgem como o maior empregador.
190 Top100 Aftermarket 2025
TOP 25
MAIORES DISTRIBUIDORES REPINTURA
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓP. 2024 VAB 2024 Nº TRAB. 2024
1 AUTOFLEX, LDA AVEIRO 8.972 8.524 10.471 1.124 10.106 2.369 24
2 LTINTAS, LDA. SETÚBAL 7.573 6.918 6.314 418 3.510 1.653 27
3 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. COIMBRA 7.554 7.751 7.543 652 5.124 1.343 9
4 QUIMIRÉGUA, LDA. VILA REAL 7.380 6.140 10.469 955 6.518 1.993 31
5 PORTEPIM, S.A. COIMBRA 7.282 6.535 9.055 530 7.851 1.235 6
6 COTEQ, S.A. BRAGA 5.386 4.937 3.944 312 3.273 1.188 26
7 CENTROCOR, LDA PORTO 4.865 3.924 5.106 280 3.918 1.161 26
8 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) LISBOA 4.731 4.578 5.551 340 4.792 1.386 26
9 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A. LISBOA 3.868 3.816 3.900 72 685 922 17
10 A. CLEMENTE, LDA (TINTAS SILACA ) PORTO 3.802 3.530 4.824 12 1.731 1.106 47
11 ROBERLO PORTUGAL, LDA. AVEIRO 3.749 3.505 1.713 -34 403 750 16
12 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA LISBOA 3.740 3.602 2.381 130 827 846 24
13 SOTINAR LISBOA, LDA. COIMBRA 3.435 2.915 1.593 250 704 895 15
14 IMPOESTE, S.A. LISBOA 3.052 3.260 4.943 0 287 870 19
15 SODICOR,S.A. LEIRIA 3.021 2.842 3.282 72 1.323 777 24
16 FANLAC, LDA LISBOA 2.897 2.912 3.406 32 573 890 27
17 LOVISTIN, LDA. VISEU 2.769 2.424 3.328 139 1.731 691 13
18 SOTINAR, LDA. COIMBRA 2.741 2.522 1.775 158 910 674 13
19 SOTINAR PORTO, LDA. PORTO 2.230 2.173 2.133 172 1.485 626 10
20 SOTINAR FEIRA, LDA. AVEIRO 2.095 1.889 1.509 215 1.366 630 7
21 GRAVITYPAINT, LDA. LISBOA 1.990 1.806 1.076 149 430 487 10
22 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) PORTO 1.971 1.247 2.438 119 1.059 552 11
23 SOTINAR DOIS, LDA. AVEIRO 1.950 1.874 2.277 214 2.146 582 9
24 ANTÓNIO SANTOS SOUSA, LDA. (MOZELTINTAS) AVEIRO 1.658 1.467 1.790 61 1.161 514 12
25 MEADELA, LDA. V. DO CASTELO 1.597 1.724 2.096 20 1.564 382 20
TOP 25
EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES REPINTURA
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2024 CRESC. VOL.NEG. 24/23 VOL. NEG. 2023 CRESC. VOL.NEG. 23/22 VOL. NEG. 2022 CRESC. VOL.NEG. 22/21 VOL. NEG. 2021
1 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) PORTO 1.971 58,1 1.247 20,0 1.039 8,8 955
2 CENTROCOR, LDA PORTO 4.865 24,0 3.924 9,3 3.591 10,5 3.250
3 QUIMIRÉGUA, LDA. VILA REAL 7.380 20,2 6.140 19,5 5.136 11,6 4.603
4 SOTINAR LISBOA, LDA. COIMBRA 3.435 17,8 2.915 10,5 2.639 25,0 2.112
5 LOVISTIN, LDA. VISEU 2.769 14,2 2.424 11,4 2.175 5,3 2.066
6 ANTÓNIO DOS SANTOS SOUSA, LDA. (MOZELTINTAS) AVEIRO 1.658 13,0 1.467 16,1 1.264 6,6 1.186
7 PORTEPIM, S.A. COIMBRA 7.282 11,4 6.535 8,3 6.036 2,6 5.882
8 SOTINAR FEIRA, LDA. AVEIRO 2.095 10,9 1.889 5,8 1.785 5,9 1.686
9 GRAVITYPAINT, LDA. LISBOA 1.990 10,2 1.806 24,8 1.447 23,7 1.170
10 LTINTAS, LDA. SETÚBAL 7.573 9,5 6.918 21,9 5.675 -22,3 7.301
11 COTEQ, S.A. BRAGA 5.386 9,1 4.937 20,5 4.098 19,3 3.435
12 SOTINAR, LDA. COIMBRA 2.741 8,7 2.522 8,1 2.334 6,3 2.195
13 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) PORTO 3.802 7,7 3.530 -10,2 3.930 8,5 3.621
14 ROBERLO PORTUGAL, LDA. AVEIRO 3.749 7,0 3.505 9,2 3.211 11,1 2.890
15 SODICOR,S.A. LEIRIA 3.021 6,3 2.842 22,2 2.326 11,8 2.080
16 AUTOFLEX, LDA AVEIRO 8.972 5,3 8.524 22,9 6.934 6,3 6.524
17 SOTINAR DOIS, LDA. AVEIRO 1.950 4,1 1.874 8,1 1.733 10,0 1.575
18 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. LISBOA 3.740 3,8 3.602 14,3 3.150 16,8 2.696
19 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) LISBOA 4.731 3,3 4.578 2,0 4.488 4,7 4.288
20 SOTINAR PORTO, LDA. PORTO 2.230 2,6 2.173 7,7 2.018 5,7 1.909
21 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A LISBOA 3.868 1,4 3.816 12,1 3.403 13,4 3.002
22 FANLAC, LDA LISBOA 2.897 -0,5 2.912 29,0 2.257 13,5 1.988
23 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. COIMBRA 7.554 -2,5 7.751 7,4 7.220 7,1 6.740
24 IMPOESTE, S.A. LISBOA 3.052 -6,4 3.260 -19,8 4.063 -14,0 4.725
25 MEADELA, LDA. V. DO CASTELO 1.597 -7,4 1.724 1,3 1.702 3,7 1.642
Top100 Aftermarket 2025
191
MERCADO TOP100
Joana Silva, da Autoflex,
recebeu o troféu 1º Classificado
do Quadro de Honra Distribuidores
de Repintura
Nº EMPRESA PONTUAÇÃO CRITÉRIOS
1 AUTOFLEX 62
TOP 10
QUADRO
DE HONRA
DISTRIBUIDORES
REPINTURA
POR CRITÉRIO
2 SOTINAR FEIRA 50
3 SOTINAR DOIS 46
4 CENTROCOR 45
5 JCCOR 45
6 ACRILAC 43
7 SOTINAR LISBOA 41
8 COTEQ 36
9 GRAVITYPAINT 32
10 SOTINAR 30
192 Top100 Aftermarket 2025
TOP 10
DISTRIBUIDORES
REPINTURA
POR CRITÉRIO
Nº EMPRESA
CRESCIMENTO
VOLUME NEGÓCIOS
1 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 58,1
2 CENTROCOR, LDA. 24,0
3 SOTINAR LISBOA, LDA. 17,8
4 SOTINAR FEIRA, LDA. 10,9
5 GRAVITYPAINT, LDA. 10,2
6 COTEQ, S.A. 9,1
7 SOTINAR, LDA. 8,7
8 SODICOR,S.A. 6,3
9 AUTOFLEX, LDA. 5,3
10 SOTINAR DOIS, LDA. 4,1
Nº EMPRESA
GERAÇÃO
EMPREGO
1 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 5
2 CENTROCOR, LDA 4
3 AUTOFLEX, LDA 2
4 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. 2
5 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 1
6 SOTINAR LISBOA, LDA. 1
7 GRAVITYPAINT, LDA. 1
8 PORTEPIM, S.A. 0
9 SOTINAR FEIRA, LDA. 0
10 SOTINAR DOIS, LDA. 0
Nº EMPRESA
RENTABILIDADE
VOLUME NEGÓCIOS
1 AUTOFLEX, LDA 12,5
2 SOTINAR DOIS, LDA. 11,0
3 SOTINAR FEIRA, LDA. 10,3
4 GRAVITYPAINT, LDA. 7,5
5 SOTINAR LISBOA, LDA. 7,3
6 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 7,2
7 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 6,0
8 COTEQ, S.A. 5,8
9 SOTINAR, LDA. 5,8
10 CENTROCOR, LDA 5,8
Nº EMPRESA
CAPITAL
PRÓPRIO
1 AUTOFLEX, LDA 10.106
2 PORTEPIM, S.A. 7.851
3 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 4.792
4 CENTROCOR, LDA 3.918
5 COTEQ, S.A. 3.273
6 SOTINAR DOIS, LDA. 2.146
7 SOTINAR FEIRA, LDA. 1.366
8 SOTINAR, LDA. 1.323
9 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 1.059
10 SOTINAR, LDA. 910
Nº EMPRESA
AUTONOMIA
FINANCEIRA
1 AUTOFLEX, LDA 96,5
2 SOTINAR DOIS, LDA. 94,2
3 SOTINAR FEIRA, LDA. 90,5
4 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 86,3
5 COTEQ, S.A. 83,0
6 CENTROCOR, LDA 76,7
7 SOTINAR, LDA. 51,3
8 SOTINAR LISBOA, LDA. 44,2
9 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 43,4
10 SODICOR,S.A. 40,3
Nº EMPRESA
PRODUTIVIDADE
REAL
1 AUTOFLEX, LDA 98,7
2 SOTINAR FEIRA, LDA. 90,0
3 SOTINAR DOIS, LDA. 64,7
4 SOTINAR LISBOA, LDA. 59,7
5 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 53,3
6 SOTINAR, LDA. 51,8
7 JORGE CANCELA, LDA. (JCCOR) 50,2
8 GRAVITYPAINT, LDA. 48,7
9 COTEQ, S.A. 45,7
10 CENTROCOR, LDA 44,7
Top100 Aftermarket 2025
193
REPINTURA
Posição ranking
1º
100
Volume faturação 2024
€8.972.000
Autoflex
A
Autoflex é atualmente uma referência sólida no setor da repintura automóvel
em Portugal, destacando-se pela combinação entre inovação
tecnológica, formação contínua e um serviço de proximidade ao cliente.
Com 12 pontos de venda distribuídos pelo norte, centro do país e também na
Madeira, o grupo emprega cerca de 80 colaboradores altamente qualificados,
assegurando uma cobertura geográfica eficaz e um acompanhamento técnico-
-comercial próximo das oficinas parceiras. A empresa apresenta uma oferta diversificada
e abrangente de tintas, consumíveis e equipamentos para o mercado
da repintura automóvel. No segmento de tintas, a Autoflex disponibiliza sistemas
de pintura da marca Spies Hecker, nomeadamente Hi-TEC, Hi-FLX e Syrox,
reconhecidos pela sua qualidade e desempenho. O portefólio é complementado
com as marcas Kensay e Caarq, que reforçam a gama de produtos de pintura,
e com uma seleção de marcas de referência em “non paints”, como 3M, Indasa
e Caarq. No que respeita a equipamentos, a Autoflex representa as prestigiadas
marcas Rupes e Festool, sinónimo de fiabilidade e eficiência. Em 2025, a empresa
reforçou a sua aposta em produtos de secagem rápida, apresentando duas
importantes inovações: o Permasolid Speed-TEC HS Speed Surfacer 5500 e o
Permasolid Speed-TEC HS Speed Clear Coat 8820. Estes produtos permitem um
processo de secagem mais célere, sem necessidade de recurso à secagem forçada,
o que se traduz numa redução significativa do consumo energético e numa maior
sustentabilidade das operações oficinais. A formação tem sido, desde sempre, um
pilar estratégico da Autoflex. Ao longo dos seus 25 anos de atividade, o grupo tem
investido intensamente no desenvolvimento de competências técnicas, tanto das
suas equipas internas como dos seus clientes. No centro de formação em Fiães,
são promovidas ações que abordam desde a introdução de novas ferramentas
digitais de gestão oficinal até à utilização de equipamentos de última geração.
Esta aposta contínua em formação reflete-se na qualidade do serviço prestado e
na fidelização dos clientes. A digitalização é outro eixo central na estratégia da
Autoflex. A empresa tem vindo a implementar soluções inovadoras que integram
todas as fases do processo de repintura e gestão oficinal. O serviço de assistência
técnica da Autoflex é outro elemento diferenciador. A empresa privilegia uma
relação de parceria com os clientes, baseada na confiança, na partilha de conhecimento
e na cooperação contínua para melhorar a rentabilidade das oficinas. As
ações de formação técnica e de gestão são adaptadas às necessidades específicas
de cada cliente e podem ser realizadas nas suas próprias instalações ou nos centros
de formação da Autoflex e Spies Hecker. Apesar de um contexto de mercado
desafiante, marcado pela concorrência e por sinais de estagnação, a Autoflex
mantém uma perspetiva otimista. A empresa prevê para 2025 um crescimento
entre 4% e 5%, superando os resultados de 2024 e confirmando a sua trajetória
de evolução sustentada, assente em inovação, eficiência e proximidade ao cliente.
Gerentes Manuel Alves da Silva e António Alves da Silva
Morada Avenida da Zona Industrial, 80 4505-222 Fiães
Telefone 963 405 792 // Email autoflex@autoflex.pt // Site www.autoflex.pt
194
TOP100 AFTERMARKET 2025
REPINTURA
Posição ranking
2º
100
Volume faturação 2024
€7.573.000
LTintas
Com quase meio século de história, a LTintas é hoje uma referência incontornável
no setor da repintura automóvel em Portugal. Fundada em 1978,
a empresa começou a sua atividade numa pequena loja na margem sul
do Tejo e, desde então, construiu um percurso sólido sustentado em três pilares
fundamentais: serviço, qualidade e proximidade com os parceiros. Atualmente,
conta com cinco lojas e uma rede consolidada que reflete o seu compromisso com
a excelência e a inovação. Distribuidora de marcas premium como 3M, Indasa,
Spies Hecker e Syrox (do Grupo Axalta), a LTintas distingue-se pela capacidade
de oferecer soluções completas às oficinas de repintura. “Todas as necessidades
que uma oficina tem, nós damos resposta”, afirma Bruno Pereira, diretor-geral
da empresa. Essa resposta vai desde produtos de gama premium a linhas mais
acessíveis, equilibrando qualidade e competitividade num mercado cada vez mais
exigente. A formação é outro dos pilares estratégicos da LTintas. O centro de
formação em Santa Marta de Corroios é hoje um verdadeiro espaço de inovação,
equipado com as mais recentes tecnologias e ferramentas do setor. Ali realizam-se
formações técnicas, demonstrações de produtos e workshops que atualizam os
profissionais sobre novas práticas e equipamentos. Além disso, a empresa promove
formações on-job, diretamente nas oficinas, acompanhando de perto os desafios
diários dos clientes e recolhendo informações para melhorar continuamente a sua
oferta. A proximidade com os clientes é reforçada pelo acompanhamento técnico
e pela aposta em ferramentas digitais. A LTintas tem sido um agente ativo na
digitalização das oficinas, nomeadamente através da implementação dos softwares
AIM e Phoenix, da Spies Hecker — uma plataforma online de gestão de cores,
stocks e obras, que permite maior controlo e rentabilidade na operação diária. A
parceria com a Spies Hecker, principal marca representada pela LTintas, é considerada
essencial para o crescimento da empresa. “Trabalhamos com parcerias
fortes. Não vendemos por preço, mas por qualidade. A Spies Hecker é um parceiro
que nos apoia no investimento nas oficinas, seja em equipamentos, formação ou
melhoria de imagem”, destaca o diretor-geral. A digitalização do setor, segundo
Bruno Pereira, é um caminho inevitável e já amplamente adotado, inclusive
por oficinas de menor dimensão. Nos últimos anos, a empresa também apostou
fortemente na área de equipamentos de chapa, um segmento que tem registado
excelentes resultados. Essa diversificação permite à LTintas oferecer uma solução
ainda mais completa às oficinas de colisão, respondendo às novas exigências do
mercado. Para Bruno Pereira, o segredo do sucesso passa por encurtar distâncias
entre o retalhista e o cliente. “Hoje, o cliente quer preço, rapidez e qualidade.
O nosso papel é mostrar como os produtos premium permitem fazer o trabalho
mais rápido, com menos energia e maior rentabilidade”, explica. Com o lema
“Temos experiência, garantimos soluções!”, a LTintas continua a olhar para o
futuro com a mesma energia que a viu nascer.
Diretor geral Bruno Pereira
Morada Rua Joaquim Pires Jorge, nº3, Parque Industrial do Feijó - 2810-083 Almada
Telefone 212 588 200 // Email geral@ltintas.pt // Site www.ltintas.pt
196
TOP100 AFTERMARKET 2025
REPINTURA
Posição ranking
4º
100
Volume faturação 2024
€7.380.000
Quimirégua
A
Quimirégua é uma empresa que, desde a sua fundação, tem pautado
a sua atuação por uma gestão criteriosa e responsável de todos os seus
ativos, garantindo a sustentabilidade do negócio e o cumprimento rigoroso
de todos os compromissos assumidos. Esta postura sólida e transparente
permitiu-lhe construir ao longo dos anos uma relação de confiança e equilíbrio
com parceiros e clientes, assegurando a rentabilidade e a estabilidade financeira
da organização. Atualmente, a Quimirégua apresenta uma gama de produtos
amplamente diversificada, o que lhe permite posicionar-se como um fornecedor
global para oficinas de repintura automóvel, oferecendo soluções tanto
na área de produtos “painting” como “non-painting”, além de equipamentos
especializados. A empresa encontra-se num processo de modernização das suas
instalações, com destaque para a conclusão do novo showroom, que representa
um marco importante na sua evolução. A construção de um segundo piso
aumentou significativamente a capacidade de armazenamento e possibilitou
a criação de áreas operacionais dedicadas, reforçando a eficiência e a resposta
às exigências do mercado. Paralelamente, a Quimirégua está a investir fortemente
na digitalização dos seus processos, com o desenvolvimento de um
novo website totalmente adaptado às necessidades dos clientes, permitindo a
realização de requisições, consulta de produtos e acompanhamento em tempo
real das encomendas. Com um serviço de entregas ágil e uma equipa dedicada
de colaboradores, a empresa garante a distribuição diária das mercadorias, o
que, aliado ao seu serviço técnico especializado, diferencia a Quimirégua da
concorrência e fortalece a relação de proximidade e confiança com os clientes.
Segundo o gerente Armando Musqueira, o foco está menos em conquistar novos
clientes e mais em fidelizar os existentes, garantindo-lhes níveis de satisfação
elevados e uma parceria duradoura. A Quimirégua trabalha exclusivamente
com marcas premium, assegurando a máxima qualidade em todos os processos
e produtos fornecidos. A aposta num serviço pós-venda diferenciado é outro
pilar estratégico, combinando a competência dos colaboradores com a rapidez
na resolução de situações, fatores que têm um peso determinante nas parcerias
estabelecidas. Apesar dos desafios impostos pela inflação e pela instabilidade
económica, a empresa mantém uma visão otimista e confiante no futuro. Especializada
no setor da repintura automóvel, a Quimirégua fornece todos os
produtos necessários a uma oficina, garantindo soluções completas, mesmo
quando o artigo não se encontra em stock. A aposta contínua na qualidade é
um dos segredos da sua longevidade, reforçada pelo acompanhamento técnico
prestado aos clientes. Com o armazém central localizado no Porto, a Quimirégua
assegura a logística de todas as operações, realizando entregas diárias
com frota própria e um apoio constante da equipa comercial. Para Armando
Musqueira, a evolução tecnológica e a digitalização do setor são inevitáveis,
mas a verdadeira essência do sucesso continua a residir na proximidade e no
apoio permanente ao cliente.
Gerentes Armando Musqueira e José Manuel Magalhães
Morada Edifício Torre do Sol, Avenida Sacadura Cabral 5050-071 Peso da Régua
Telefone 254 312 073 // Email geral@quimiregua.pt // Site www.quimiregua.pt
198
TOP100 AFTERMARKET 2025
Os nossos parceiros:
Tudo para a
Repintura Automóvel,
mais perto de si.
REPINTURA
Posição ranking
5º
100
Volume faturação 2024
€5.386.000
Coteq
A
Coteq é uma empresa com mais de três décadas de experiência no setor
da repintura automóvel, destacando-se pela solidez das suas infraestruturas,
pela competência da sua equipa e pela capacidade de adaptação
às exigências de um mercado em constante evolução. Localizada em Braga, a
empresa dispõe de um espaço comercial com cerca de 1.000 m², que integra
loja, armazém e escritórios administrativos. Junto a estas instalações encontra-se
o seu centro de treino, composto por duas áreas independentes: uma sala teórica
e uma sala prática equipada com laboratório de tintas, zona de preparação e
cabine de pintura. Este centro, com mais de 30 anos de existência, é um pilar
essencial na atualização técnica da equipa e dos seus clientes. Com uma equipa
de 25 profissionais distribuídos pelos departamentos logístico, comercial, técnico
e administrativo, a Coteq assegura uma resposta completa e eficiente às necessidades
das oficinas de repintura automóvel. Além da loja de Braga, responsável
pelas regiões do Minho e Alto Minho, a empresa conta com uma rede de distribuidores
que cobrem outras zonas geográficas do país, com pontos de venda
em Vila do Conde, Porto, Paços de Ferreira, Vila Real e Chaves. A sua oferta
abrange toda a gama de produtos necessários à repintura automóvel — desde a
preparação ao acabamento —, excluindo apenas equipamentos pesados, como
compressores e cabines de pintura. O portefólio da Coteq é vasto e completo,
mas mantém-se em constante evolução, incorporando inovações tecnológicas que
aumentam a rentabilidade e a eficiência das oficinas. Novos abrasivos, vernizes
energeticamente mais eficientes e soluções de secagem rápida são exemplos de
uma renovação contínua que impulsiona o setor. O centro de treino assume um
papel fundamental neste processo, não só na formação de clientes, mas também
no aperfeiçoamento técnico e comercial da própria equipa. Dada a escassez
de mão de obra nas oficinas, muitas ações de formação são hoje realizadas “on
job”, com técnicos da Coteq a acompanharem os pintores diretamente nos seus
locais de trabalho. A digitalização é outro marco na evolução da empresa. A
gestão técnica e comercial é totalmente suportada por um sistema de CRM, que
elimina o uso de papel e integra funcionalidades como encomendas, relatórios,
prospeção e consulta de catálogos. A Coteq diferencia-se igualmente pelo seu
serviço de proximidade. A maioria das entregas é realizada diretamente pela
empresa, garantindo rapidez, fiabilidade e um contacto próximo com o cliente.
O apoio técnico é outro fator distintivo: os técnicos atuam como consultores,
acompanhando os pintores no seu dia a dia, com o objetivo de otimizar processos,
reduzir repinturas e aumentar a rentabilidade das operações. Com uma
trajetória marcada pela consistência, inovação e dedicação, a Coteq continua a
consolidar-se como uma referência no setor da repintura automóvel em Portugal.
Como sublinha Gil Oliveira, “manter a consistência é difícil, mas acreditamos
que estamos no caminho certo — temos é que ser consistentes”.
Administrador Manuel Oliveira
Morada Rua do Mazagão, 78 – 4705-074 Aveleda Braga
Telefone 253 670 663 // Email geral@coteq.pt // Site www.coteq.pt
200
TOP100 AFTERMARKET 2025
REPINTURA
Posição ranking
6º
100
Volume faturação 2024
€4.865.000
Centrocor
A
Centrocor, com sede em Penafiel e uma segunda loja em Guimarães,
conta atualmente com uma equipa de 27 colaboradores distribuídos
pelas áreas administrativa, armazém, vendas e técnica. Desde a sua
fundação, a empresa tem-se dedicado à comercialização de produtos premium,
oferecendo uma excelente relação qualidade/preço, com o objetivo de
maximizar a rentabilidade das oficinas no seu dia-a-dia. Graças a um amplo
portfólio de soluções e à significativa capacidade de armazenamento nas novas
instalações, a Centrocor consegue atender às necessidades específicas de
cada cliente, mantendo um esforço constante em assegurar a melhor relação
qualidade/preço e contribuindo para níveis superiores de eficiência e excelência.
Nos últimos anos, a empresa tem introduzido regularmente novidades
no mercado, todas testadas previamente pela equipa técnica, garantindo que
os produtos lançados representam uma mais-valia real para os profissionais.
A monitorização contínua das necessidades e desafios dos clientes permite à
Centrocor apresentar soluções ajustadas à realidade diária das oficinas, sem
planos imediatos de expansão das linhas de produtos. A formação constitui
um pilar fundamental da empresa. Além da capacitação interna dos colaboradores,
a Centrocor proporciona aos clientes programas de aprendizagem
sobre mecatrónica, técnicas de polimento, novas tecnologias de reparação de
bate-chapas, manutenção de veículos híbridos e elétricos, bem como sistemas
de ar-condicionado. As novas instalações incorporam uma sala de formação
e um centro de treino totalmente equipados, refletindo a visão da empresa
em oferecer formação prática e atualizada, essencial para que as oficinas se
mantenham competitivas face às constantes mudanças do setor. Desde cedo,
a Centrocor implementou a digitalização dos processos de encomenda e faturação,
bem como soluções internas de gestão de stock e armazenamento,
otimizando técnicas de picking e outras metodologias. A loja online contribui
para o crescimento a nível nacional e reforça o reconhecimento da empresa
como referência no mercado. Recentemente, a estruturação das entregas passou
a combinar estafetas próprios com transportadoras parceiras, aumentando
a rapidez e a abrangência geográfica, garantindo satisfação imediata dos
clientes. O serviço de assistência técnica distingue a Centrocor no mercado,
abrangendo manutenção e reparação de equipamentos oficinais e acompanhamento
especializado na área de pintura, sempre com foco na qualidade,
segurança e otimização de processos. A estratégia de adaptação ao mercado
baseia-se na antecipação de desafios e oportunidades, através de presença em
feiras nacionais e internacionais, monitorização de tendências e avaliação
de produtos e serviços inovadores que beneficiem os clientes. A trajetória da
Centrocor tem refletido uma evolução positiva nos indicadores de faturação,
consolidando a sua posição como referência de excelência no setor automóvel.
Diretor geral Álvaro Magalhães
Morada Av. S. Mamede, 194, 4560-800 S. Mamede Recesinhos, Penafiel
Telefone 255 730 000 // Email geral@centrocor.pt // Site www.centrocor.pt
202
TOP100 AFTERMARKET 2025
SOLUÇÕES PARA A
REPARAÇÃO AUTOMÓVEL
MÁQUINAS
FERRAMENTAS TINTAS SERVIÇOS
PENAFIEL, PORTO
Avenida S. Mamede 194
4560-800 S. Mamede Recesinhos
Tlf: 255 730 000
CREIXOMIL, GUIMARÃES
Rua dos Cutileiros, 3046
4835-044 Creixomil
Tlf: 253 416 055
WWW.CENTROCOR.PT
REPINTURA
Posição ranking
21º
100
Volume faturação 2024
€1.990.000
GravityPaint
A
GravityPaint afirma-se hoje como uma referência sólida no setor da
repintura automóvel, distinguindo-se pela sua capacidade de oferecer
soluções completas e integradas às oficinas de chapa e pintura. Constituída
por dois armazéns com cerca de 450 m² cada, a empresa organiza a
sua operação de forma altamente eficiente: o armazém AF centraliza toda a
logística, receção e expedição de mercadorias, além de acolher os escritórios da
empresa, enquanto o armazém AG abriga o Centro de Formação e o moderno
Showroom, onde são apresentadas as mais recentes tecnologias e soluções do
setor. Atualmente, a equipa é composta por 11 colaboradores que, segundo
Mário Ferreira, diretor geral da GravityPaint, formam uma estrutura ágil e
especializada, capaz de responder às exigências crescentes do mercado. Um
dos marcos mais significativos na trajetória recente da empresa foi a obtenção
da certificação ISO 9001:2015, atribuída pela TÜV NORD CERT GmbH.
Este reconhecimento confirma o compromisso da GravityPaint com a melhoria
contínua dos seus processos de gestão e garante a conformidade com os mais
rigorosos padrões internacionais de qualidade. Com oito anos de presença
consolidada, a GravityPaint tem vindo a expandir continuamente o seu portefólio
de tintas, consumíveis e equipamentos, procurando ser um parceiro global
para as oficinas, oferecendo soluções “de A a Z”. Esta abordagem abrangente,
que cobre desde os sistemas de pintura até aos equipamentos de apoio técnico
e de formação, tem permitido à empresa posicionar-se como uma das mais
completas no setor da colisão automóvel. Atenta à evolução tecnológica e às
necessidades dos seus clientes, a empresa prepara o lançamento de novos equipamentos
dedicados à área da colisão já no próximo ano, reforçando a sua
aposta na inovação. A formação é um dos pilares estratégicos da GravityPaint.
A empresa acredita que o sucesso e a competitividade dependem da atualização
constante de conhecimentos e competências. Em 2025, foram já realizadas diversas
formações técnicas e a recetividade dos clientes tem sido muito positiva,
refletindo a valorização crescente da formação profissional no setor. No campo
da digitalização, a GravityPaint tem investido fortemente na modernização dos
seus processos. Está na reta final do desenvolvimento do novo site institucional
e da loja online, que irão facilitar o acesso dos clientes aos produtos e serviços
da marca. No âmbito logístico, destaca-se a implementação de um inovador
sistema de picking e armazenamento, que veio otimizar a eficiência operacional
e reduzir os tempos de resposta. O serviço de entregas é outro ponto forte da
empresa, com uma cobertura eficiente e fiável. A GravityPaint realiza entregas
bi-diárias com viaturas próprias em todo o distrito de Lisboa e assegura o envio
rápido por transportadora para clientes localizados noutras regiões. O serviço
pós-venda é também uma das grandes apostas da empresa, distinguindo-se pela
assistência técnica certificada nas principais marcas do mercado.
Diretor geral Mário Rui Ferreira
Morada Rua da Bica, Nº17 - Núcleo Empresarial da Venda do Pinheiro II - Armazém AF – 2665-608 Venda do Pinheiro
Telefone 261092574 // Email geral@gravitypaint.pt // Site www.gravitypaint.pt
204
TOP100 AFTERMARKET 2025
261092 574 www.gravitypaint.pt geral@gravitypaint.pt
Rua da Bica, Nº 17 | Núcleo Empresarial da Venda do Pinheiro II - Armazém AF • 2665-608 Venda do Pinheiro
100
MERCADO
DISTRIBUIDORES
DE PNEUS
As 17 empresas incluídas na listagem, faturaram 323 milhões de euros,
com crescimento de 7,2%. A produtividade elevou até 740 mil euros por trabalhador,
em consequência do crescimento do emprego, que é de 436 trabalhadores
a menor ritmo (5,1%) que o da faturação
O
mercado de distribuição de pneus
em Portugal atravessa uma fase de
crescimento estável, impulsionada
pelo aumento do parque automóvel
e pela maior quilometragem
média dos veículos em circulação. Apesar deste
cenário favorável em termos de volume de vendas,
a rentabilidade do setor continua sob forte
pressão, evidenciando um desfasamento entre o
crescimento do negócio e o retorno financeiro
efetivo das empresas.
A expansão do mercado não tem significado,
necessariamente, um aumento proporcional dos
lucros. Muitos retalhistas e oficinas especializadas
enfrentam margens reduzidas, resultantes de custos
operacionais crescentes e de uma concorrência
cada vez mais intensa. Entre os principais fatores
que explicam este desequilíbrio destacam-se a crescente
pressão regulamentar, sobretudo nas áreas
ambiental e de segurança, que exige investimentos
contínuos em conformidade legal; a escassez
de profissionais qualificados, que eleva os custos
laborais; e a necessidade de digitalização dos processos,
que requer novas ferramentas tecnológicas
e formação constante.
Apesar destes desafios, o setor apresenta fundamentos
sólidos e um potencial de crescimento sustentável.
O aumento do número e da diversidade
de veículos — nomeadamente a popularização
dos SUVs e dos modelos eletrificados —, aliado à
maior quilometragem percorrida e à procura por
serviços especializados, assegura um mercado de
substituição dinâmico e de procura estável.
Para converter o crescimento em rentabilidade,
as empresas devem apostar na otimização dos
processos, na formação e retenção de talento, na
diversificação de serviços e numa gestão financeira
rigorosa. A capacidade de adaptação tecnológica
e estratégica será determinante.
Incluímos nesta edição os Distribuidores de Pneus
que tem atividade importadora de marcas, mesmo
que a dimensão não seja muito elevada. Não se
incluem, ao contrário da opção seguida para a
Distribuição de Peças, os Distribuidores que utilizam
marcas de outros importadores.
No exercício de 2024, a Autonomia Financeira foi
de 53,4% dos Ativos financiados pelos Capitais
Próprios, valor elevado para um setor comercial,
mas ligeiramente inferior ao do ano passado. Unicamente
uma empresa teve prejuízos, sendo que
as rentabilidades médias diminuíram ligeiramente
para 4,1% do Volume de Negócios e 10,4% dos
Capitais. A S. José Pneus lidera em todos os indicadores
quantitativos.
206 Top100 Aftermarket 2025
TOP 17
MAIORES DISTRIBUIDORES DE PNEUS
Nº EMPRESA CONCELHO VOL. NEG. 2024 VOL. NEG. 2023 ATIVO 2024 RES. LIQ. 2024 CAP. PRÓPRIO 2024 Nº TRAB. 2024
1 S. JOSÉ PNEUS, LDA. CANTANHEDE 89.187 77.536 63.500 6.840 51.750 75
2 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. V. N. POIARES 42.707 41.626 38.085 1.349 16.822 56
3 NEX TYRES, SUCURSAL PORTUGAL V. F. DE XIRA 37.485 34.414 18.980 618 1.155 22
4 DISPNAL PNEUS, S.A. PENAFIEL 35.399 38.168 24.381 1.263 20.297 42
5 R.S. CONTRERAS, LDA. OEIRAS 17.540 16.106 10.071 439 4.566 28
6 TIRSO PNEUS, LDA. SANTO TIRSO 17.183 15.665 10.144 5 1.730 11
7 TIRESUR PORTUGAL, LDA. ALVERCA 15.032 14.090 12.837 409 2.470 19
8 PNEUS CRUZEIRO, LDA. P. DO LANHOSO 14.580 12.746 14.561 291 5.528 20
9 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. LISBOA 12.830 12.638 7.793 1.127 5.545 21
10 AGUESPORT, LDA. ÁGUEDA 7.742 8.764 10.416 -240 4.079 19
11 PRISMANIL, LDA. GUIMARÃES 6.520 5.939 3.162 465 1.990 10
12 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) BEJA 5.064 4.798 4.317 172 2.507 23
13 TUGA PNEUS, LDA. PORTO 4.973 5.078 3.105 13 399 13
14 CHAVECA E JANEIRA, LDA. FARO 4.691 4.250 3.734 149 2.597 38
15 RODRIGUES E FILHOS, LDA. BRAGA 4.620 3.589 6.711 55 3.250 20
16 PNEURAMA, LDA. PAREDES 4.453 3.227 3.473 185 1.729 12
17 PSI PNEUS, LDA. COIMBRA 3.090 2.753 3.131 117 929 7
TOP 17
EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES DE PNEUS
Nº EMPRESA CONCELHO VOL. NEG. 2024 CRESC. VOL.NEG. 24/23 VOL. NEG. 2023 CRESC. VOL.NEG. 23/22 VOL. NEG. 2022 CRESC. VOL.NEG. 22/21 VOL.NEG. 2021
1 PNEURAMA, LDA. PAREDES 4.453 38,0 3.227 -11,7 3.653 46,9 2.487
2 RODRIGUES E FILHOS , LDA. BRAGA 4.620 28,7 3.589 9,4 3.281 23,1 2.665
3 S. JOSÉ PNEUS, LDA. CANTANHEDE 89.187 15,0 77.536 0,8 76.953 21,0 63.575
4 PNEUS CRUZEIRO, LDA. P. DO LANHOSO 14.580 14,4 12.746 -1,6 12.956 18,4 10.941
5 PSI PNEUS, LDA. COIMBRA 3.090 12,2 2.753 32,2 2.083 25,9 1.655
6 CHAVECA E JANEIRA, LDA. FARO 4.691 10,4 4.250 -0,5 4.273 12,0 3.814
7 PRISMANIL, LDA. GUIMARÃES 6.520 9,8 5.939 20,8 4.915 44,7 3.397
8 TIRSO PNEUS, LDA. SANTO TIRSO 17.183 9,7 15.665 17,1 13.374 10,0 12.157
9 NEX TYRES, SUCURSAL PORTUGAL V. F. DE XIRA 37.485 8,9 34.414 -3,3 35.596 41,9 25.094
10 R.S. CONTRERAS, LDA. OEIRAS 17.540 8,9 16.106 4,5 15.415 17,0 13.177
11 TIRESUR PORTUGAL, LDA. ALVERCA 15.032 6,7 14.090 -4,4 14.741 24,8 11.811
12 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) BEJA 5.064 5,5 4.798 -4,7 5.033 49,6 3.364
13 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. V. N. POIARES 42.707 2,6 41.626 1,5 41.011 1,6 40.363
14 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. LISBOA 12.830 1,5 12.638 -6,2 13.478 42,7 9.447
15 TUGA PNEUS, LDA. PORTO 4.973 -2,1 5.078 18,0 4.304 19,5 3.601
16 DISPNAL PNEUS, S.A. PENAFIEL 35.399 -7,3 38.168 10,5 34.544 18,5 29.147
17 AGUESPORT, LDA. ÁGUEDA 7.742 -11,7 8.764 -17,3 10.600 7,0 9.905
Top100 Aftermarket 2025
207
MERCADO TOP100
Luís Aniceto,
administrador da S. José
Pneus, recebe o Troféu 1º
classificado na categoria
Distribuidores de Pneus
Nº EMPRESA PONTUAÇÃO CRITÉRIOS
1 S. JOSÉ PNEUS 64
TOP 10
QUADRO
DE HONRA
DISTRIBUIDORES
DE PNEUS
POR CRITÉRIO
2 PRISMANIL 47
3 PNEURAMA 47
4 EUROPE RUBBER TREE - TYRES 46
5 ALVES BANDEIRA TYRES 42
6 RODRIGUES E FILHOS 39
7 PNEUS CRUZEIRO 35
8 R.S. CONTRERAS 34
9 CHAVECA E JANEIRA 32
10 EASYPNEUS 31
208 Top100 Aftermarket 2025
TOP 10
DISTRIBUIDORES
DE PNEUS
POR CRITÉRIO
Nº EMPRESA
CRESCIMENTO
VOLUME NEGÓCIOS
1 PNEURAMA, LDA. 38,0
2 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 28,7
3 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 15,0
4 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 14,4
5 PSI PNEUS, LDA. 12,2
6 CHAVECA E JANEIRA, LDA. 10,4
7 PRISMANIL, LDA. 9,8
8 NEX TYRES, SUCURSAL PORTUGAL 8,9
9 R.S. CONTRERAS, LDA. 8,9
10 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) 5,5
Nº EMPRESA
GERAÇÃO
EMPREGO
1 PNEURAMA, LDA. 7
2 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 4
3 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 3
4 PRISMANIL, LDA. 3
5 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 2
6 PSI PNEUS, LDA. 1
7 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. 1
8 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) 1
9 R.S. CONTRERAS, LDA. 1
10 CHAVECA E JANEIRA, LDA. 0
Nº EMPRESA
RENTABILIDADE
VOLUME NEGÓCIOS
1 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. 8,8
2 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 7,7
3 PRISMANIL, LDA. 7,1
4 PNEURAMA, LDA. 4,2
5 PSI PNEUS, LDA. 3,8
6 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) 3,4
7 CHAVECA E JANEIRA, LDA. 3,2
8 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 3,2
9 R.S. CONTRERAS, LDA. 2,5
10 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 2,0
Nº EMPRESA
CAPITAL
PRÓPRIO
1 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 51 750
2 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 16 822
3 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. 5 545
4 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 5 528
5 R.S. CONTRERAS, LDA. 4 566
6 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 3 250
7 CHAVECA E JANEIRA, LDA. 2 597
8 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) 2 507
9 PRISMANIL, LDA. 1 990
10 PNEURAMA, LDA. 1 729
Nº EMPRESA
AUTONOMIA
FINANCEIRA
1 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 81,5
2 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. 71,2
3 CHAVECA E JANEIRA, LDA. 69,6
4 PRISMANIL, LDA. 62,9
5 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) 58,1
6 PNEURAMA, LDA. 49,8
7 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 48,4
8 R.S. CONTRERAS, LDA. 45,3
9 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 44,2
10 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 38,0
Nº EMPRESA
PRODUTIVIDADE
REAL
1 NEX TYRES, SUCURSAL PORTUGAL 1703,9
2 S. JOSÉ PNEUS, LDA. 1189,2
3 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 762,6
4 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 729,0
5 PRISMANIL, LDA. 652,0
6 R.S. CONTRERAS, LDA. 626,4
7 EUROPE RUBBER TREE - TYRES, LDA. 611,0
8 PSI PNEUS, LDA. 441,4
9 PNEURAMA, LDA. 371,1
10 RODRIGUES E FILHOS, LDA. 231,0
Top100 Aftermarket 2025
209
100
PNEUS
Posição ranking
2º
Volume faturação 2024
€42.707.000
AB Tyres
Em 2024, a AB Tyres, distribuidor de pneus, lubrificantes e baterias do
Grupo Alves Bandeira, celebrou o seu 25.º aniversário. Mais do que um
marco histórico, o ano ficou assinalado como o melhor da sua trajetória,
refletindo uma aposta contínua na inovação, internacionalização e proximidade
com os clientes. Filipe Bandeira, administrador da empresa, traça um
retrato de uma organização sólida, com vendas ativas em mais de 50 países,
preparada para continuar a crescer de forma sustentável. A AB Tyres trabalha
com mais de 20 marcas, das quais mais de 50% são distribuídas exclusivamente
pela distribuidora portuguesa, representando hoje cerca de 70% das vendas
anuais. A Falken é a mais emblemática, fruto de uma relação de mais de uma
década com o Grupo Sumitomo. Destaque ainda para um conjunto alargado
de outras marcas exclusivas, que permitem abranger todas as necessidades
do mercado. A marca própria Matrax Tyres, Sumitomo, Davanti e CEAT
surgem como complemento à oferta no segmento de ligeiros, 4x4 e UHP, a
CEAT Speciality para o segmento agrícola e a Matoro, também detida pela AB
Tyres, para o segmento de pesados. A gestão de stock é um dos grandes pilares
da empresa. Com um armazém central na Mealhada, a AB Tyres já atinge
capacidade para 150 mil pneus, prevendo expandi-la em 50% já em 2026.
O investimento contempla ainda o reforço da oferta para veículos elétricos,
onde a Falken assume um papel de vanguarda com a gama
e.ZIEX. Com 3.500 clientes ativos, a empresa aposta numa abordagem
híbrida, com uma presença comercial em todo o país, complementada
por uma equipa de telemarketing e serviço de apoio ao cliente.
Os programas AB Partner, Clube AB Tyres e a Plataforma B2B surgem como
três fatores verdadeiramente diferenciadores. O primeiro, lançado há cerca
de 10 anos, integra hoje mais de 100 oficinas e surge como uma das grandes
linhas estratégicas para o próximo ano. O segundo, lançado há 5 anos,
surge como um programa de fidelização com uma proposta única no mercado.
Já o portal B2B é muito mais do que um simples canal de encomendas,
integrando, além do Clube AB Tyres, pesquisa de stock em tempo real, tracking
de pedidos, campanhas promocionais e personalizadas, entre outros.
A internacionalização começou há 12 anos e ganhou tração com a criação
das marcas próprias Matrax Tyres (ligeiros) e Matoro (pesados), apoiadas por
escritórios no Dubai. Hoje, a empresa está presente em mais de 50 países,
resultado do desenvolvimento de um programa único que garante proteção
geográfica, acompanhamento comercial e uma dinâmica promocional inovadora.
Ano após ano, o foco mantém-se em crescer de forma sustentada, mais do que
em quotas de mercado, sempre atento às mudanças regulatórias e tendências
globais, como as políticas de antidumping ou a crescente procura por marcas
económicas. “Estamos há dez anos a crescer com a mesma personalidade,
foco e estratégia. Não mudamos apenas por querer ganhar quota, mas porque
acreditamos num crescimento consistente”, sublinha o administrador.
Administrador Filipe Bandeira
Morada Zona Industrial da Pedrulha, Lote 12 – Mealhada, 3050-183 Casal Comba
Telefone 231 244 200 // Email geral@abtyres.pt // Site www.abtyres.pt
210
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
PNEUS
Posição ranking
3º
Volume faturação 2024
€37.485.000
NEX Tyres
A
NEX assinala o seu 10.º aniversário no mercado nacional com um passo
estratégico de grande relevância: a centralização da sua operação logística
em Leiria. Desde setembro de 2025, a cidade acolhe o novo centro logístico
da empresa, um moderno espaço de 16.500 m², equipado com 15 cais de carga
e descarga, que concentra num único ponto geográfico todo o stock da distribuidora
em Portugal. Com esta mudança, a NEX reforça a sua capacidade de resposta,
reduz prazos de entrega e oferece maior visibilidade e eficiência a todos os
seus clientes. As antigas plataformas do Porto, Póvoa de Santa Iria e Pinhal Novo
cessaram definitivamente a sua atividade, ficando toda a operação agora centralizada
em Leiria. “Com este movimento, a NEX reafirma a sua aposta na inovação
e na excelência do serviço, posicionando Leiria como o novo núcleo da sua rede
logística em Portugal”, sublinha Aldo Machado, diretor-geral da NEX Tyres.
Presente no mercado português desde 2015, a NEX destaca-se pelo portefólio
multiproduto e multissegmento, dispondo de pneus para veículos ligeiros, pesados,
motos, agrícolas e industriais. No setor automóvel, destacam-se marcas
exclusivas como Kleber, Roadx, Landspider e Taurus; no segmento de pesados,
a aposta recai sobre Blacklion, Kumho e Roadx; enquanto na agricultura e
indústria sobressaem nomes como Ozka, Tianli e Goodride. Para assinalar
esta década de atividade, a empresa atualizou também o seu slogan para:“Há
10 anos… mais próximo de si!”, reforçando a confiança conquistada junto
dos clientes ao longo da sua presença no país. A filosofia da NEX assenta
numa relação de proximidade. Com o apoio direto de quatro gestores de conta
experientes, a empresa garante acompanhamento personalizado ao setor do
retalho. A rede de oficinas KSC é um exemplo de programa de fidelização,
complementado por campanhas de incentivo, formações, viagens e catálogos
de pontos, que reforçam a ligação entre a distribuidora e os seus parceiros.
A aposta tecnológica também tem sido prioridade. Recentemente, a plataforma
B2B da NEX foi renovada, passando a disponibilizar informação adicional
para os clientes, e a empresa encontra-se a desenvolver um novo ERP, assim
como melhorias nas suas ferramentas de CRM e Business Intelligence.
Segundo Aldo Machado, o mercado de pneus em Portugal apresenta três
grandes tendências de expansão: nos ligeiros, o crescimento da procura de
pneus específicos para veículos elétricos e híbridos; nos pesados, um aumento
da relevância de produtos com maior eficiência energética e redução
de emissões de CO₂;e na agricultura, uma forte procura por pneus
tecnologicamente avançados que reduzem o consumo e preservam o solo.
O setor, altamente digitalizado, enfrenta ainda desafios constantes de atualização
tecnológica e adaptação a novas regulamentações, como a recente norma
europeia de prevenção da desflorestação (EUDR). O responsável conclui que o
futuro será marcado por uma maior exigência de capital e eficiência logística,
mas também pela consolidação das empresas com maior dimensão e capacidade
de adaptação.
Diretor geral Aldo Machado
Morada R. do Casalinho 6 Fr. B, 2410-477 Leiria
Telefone 219 540 500 // Email geral@nextyres.pt // Site www.nextyres.pt
212
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PNEUS
Posição ranking
4º
Volume faturação 2024
€35.399.000
Dispnal
Com uma presença consolidada no setor da distribuição de pneus, a Dispnal
destaca-se pela aposta em inovação, proximidade com os clientes e uma
estratégia de crescimento sustentado. Especializada na comercialização
de pneus, jantes para camião e câmaras de ar, a empresa acredita na construção
de parcerias duradouras, assentes na confiança, qualidade de serviço e apoio
constante. Na mais recente edição da Motortec, a Dispnal apresentou a gama de
pneus Prinx, marca que representa em exclusivo na Península Ibérica.De acordo
com o diretor-geral, Rui Chorado, a participação foi “extremamente positiva”,
com os profissionais a destacarem “a qualidade dos produtos, a competitividade
da oferta e a consistência da estratégia de crescimento no mercado ibérico”. A
feira serviu também de palco para a apresentação do projeto “Prinx Partner”, uma
iniciativa que visa criar uma rede sólida de parceiros retalhistas. O objetivo passa por
reforçar a presença da marca no mercado, oferecendo apoio técnico e comercial,
com a ambição de atingir um número expressivo de pontos de venda certificados
e, assim, impulsionar as vendas em toda a Península Ibérica. A gama de pneus
Prinx cobre os segmentos de turismo, SUV e comerciais ligeiros, destacando-se
pela robustez, fiabilidade e durabilidade.Entre as novidades, sobressaem os pneus
desenvolvidos especificamente para viaturas elétricas, concebidos para responder
aos desafios destes veículos, como maior binário, peso adicional, baixo ruído e
eficiência energética. Também a gama All Season merece destaque, pela versatilidade
e segurança ao longo de todo o ano. Para além da exclusividade Prinx, a
Dispnal representa em Portugal marcas reconhecidas como Toyo, Petlas, Sonix,
Nankang, Trazano, Galaxy, Nokian, Ling Long, Mirage e Westlake.No segmento
de competição, trabalha com Hoosier, Nova e Avon, e, em paralelo, distribui todas
as marcas premium, com especial destaque para a Michelin. Na área das câmaras
de ar, a empresa representa Dong Ah e Kleber, e no segmento de jantes para camião,
Maxion, Ako e Alord. Esta diversidade permite à Dispnal responder às diferentes
exigências do mercado, desde gamas mais acessíveis até soluções premium. As
obras do terceiro armazém da Dispnal estão em andamento, prevendo-se que
em breve a empresa disponha de 25.000 m² de armazenamento.Segundo Rui
Chorado, este investimento permitirá melhorar os tempos de resposta, aumentar
a disponibilidade de stock e reforçar a eficiência do serviço prestado aos clientes,
confirmando o compromisso da empresa com a modernização e crescimento
sustentável. Num setor competitivo, a Dispnal enfrenta desafios relacionados com
pressão sobre preços, logística e fidelização de clientes. Ainda assim, aposta em
serviço personalizado, rapidez de resposta, disponibilidade de stock e proximidade
com os parceiros como diferenciais estratégicos. Para Rui Chorado, cada desafio
representa também uma oportunidade de melhoria e de crescimento.
Administrador Rui Chorado
Morada Zona Industrial de Baltar, Lote B3 4585-013 Baltar Paredes
Telefone 255 617 480 // Email dispnal@dispnal.pt // Site www.dispnal.pt
214
TOP100 AFTERMARKET 2025
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PNEUS
Posição ranking
6º
100
Volume faturação 2024
€17.183.000
Tirso Pneus
No competitivo setor da distribuição de pneus, a Tirso Pneus consolidou-se
como uma referência pela sua capacidade de oferecer soluções completas e
diferenciadoras a oficinas e profissionais em todo o país. Com mais de duas
décadas de atividade em Portugal e integrada no Grupo Soledad, a empresa aposta
numa estratégia assente na variedade de oferta multimarcas e multissegmentos,
excelência logística e inovação tecnológica. Fundada há mais de 20 anos, a Tirso
Pneus nasceu com a mesma visão estratégica do Grupo Soledad, que há décadas
se destaca em Espanha. O objetivo era claro: ajudar as oficinas de manutenção e
reparação de pneus a ganhar vantagens competitivas sustentáveis, apoiando tanto
pequenos empresários como grandes frotas. Segundo o diretor-geral, Paulo Santos,
“a nossa prioridade foi sempre garantir o maior stock multimarcas do mercado,
oferecer um serviço logístico eficiente e disponibilizar a equipa de consultores comerciais
mais qualificada”. A par disso, a empresa apostou num apoio em marketing
diferenciado e no desenvolvimento de uma das plataformas B2B mais avançadas
do setor. Para a Tirso Pneus, a eficiência é a base do negócio. A empresa conta
com o apoio dos 18 armazéns do Grupo Soledad na Península Ibérica, incluindo
um centro estratégico perto do Porto. Graças a esta rede, assegura até 5 entregas
diárias em Portugal, garantindo rapidez e disponibilidade em todo o território.
“Temos o maior stock e a melhor consultoria digital para colocar no negócio dos
nossos clientes o pneu de que precisam, quando precisam”, reforça Paulo Santos.
A principal vantagem competitiva da empresa é a sua orientação multimarcas e
multissegmentos, que permite dar resposta a qualquer necessidade: desde pneus
premium e de última geração para veículos novos e elétricos, até opções mais
económicas para um parque automóvel envelhecido. “Independentemente do
perfil do cliente, a Tirso Pneus tem sempre a solução certa, com preços competitivos
e um acompanhamento próximo”, destaca o diretor-geral. A plataforma
eletrónica B2B da Tirso Pneus é considerada uma das mais completas do setor.
Permite compras 24/7, a partir de qualquer dispositivo, oferecendo transparência,
personalização e funcionalidades exclusivas como motor de busca inteligente,
carteira de saldo e programas de fidelização. A combinação entre usabilidade
simples e ampla gama de produtos explica o crescimento contínuo do número
de utilizadores e o elevado nível de satisfação dos clientes. A visão da Tirso Pneus
é clara: estar cada vez mais próxima dos clientes, ouvir as suas necessidades e
oferecer soluções à medida, seja em produtos, serviços ou tecnologia. “O futuro
trará novos desafios, mas estamos preparados para responder. Quer sejam pneus
para veículos elétricos, produtos económicos ou soluções de alto desempenho,
a Tirso Pneus continuará a ser o parceiro de confiança dos profissionais em
Portugal”, conclui Paulo Santos.
Diretor geral Paulo Santos
Morada Rua 25 de Abril nº 190 Agrela 4825-010 Santo Tirso
Telefone 229 699 480 // E-mail tirso@gruposoledad.net // Site www.tirsopneus.com
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Posição ranking
13º
Volume faturação 2024
€4.973.000
TugaPneus
Com um portfólio diversificado e focado em marcas premium para veículos
ligeiros, comerciais, SUV, pesados, empilhadores e OTR, a TugaPneus
conquistou uma posição sólida no mercado, distinguindo-se pela qualidade
dos produtos e pelo serviço próximo e eficiente ao cliente. Desde os
primeiros anos, a TugaPneus tem dado passos consistentes na expansão da sua
capacidade logística. Em 2015, inaugurou um armazém de 1.500 m² no centro
do Porto, com capacidade para 10.000 pneus. Dois anos depois, em resposta
ao crescimento do negócio, triplicou o espaço de armazenagem, passando a
suportar até 30.000 unidades em stock. Atualmente, a empresa conta com uma
equipa de 12 colaboradores — distribuídos entre call center, escritório, armazém
e expedição — e continua a enfrentar novos desafios relacionados com o aumento
da procura. Segundo Filipe Sereno, diretor geral da TugaPneus, a prioridade
para 2026 passa pela abertura de um novo armazém, que permitirá reforçar
o stock disponível e alargar a oferta de produtos, atraindo novos clientes. Com
uma faturação anual a rondar os 5 milhões de euros, a empresa procura manter
em 2025 os mesmos números alcançados no ano anterior, consolidando o ritmo
de crescimento. “O nosso objetivo é fazer igual ou melhor do que 2024, e, em
princípio, vamos conseguir”, afirma Filipe Sereno, confiante no potencial da
operação. A aposta em marcas de referência é um dos fatores que sustentam a
credibilidade da TugaPneus. Entre as exclusividades destacam-se a Massimo
Tyres, para veículos ligeiros, a Techshiel, para pesados, e a Addo India, para
empilhadores. Ainda este ano, está previsto o lançamento de uma nova marca,
reforçando a capacidade da empresa em oferecer soluções diferenciadas, sempre
com foco na durabilidade, fiabilidade e desempenho. Outro ponto forte da
TugaPneus é a digitalização do negócio. Mais de 90% das vendas acontecem
através da sua plataforma B2B, que permite aos clientes gerir encomendas de
forma rápida e eficaz. O modelo digital, aliado a uma forte logística, garante
até quatro entregas diárias na região do Porto e arredores, onde a empresa
mantém o foco estratégico da sua atuação. “Para nós, o segredo do negócio está
na distribuição local. Não nos passa pela cabeça expandir para outras grandes
cidades. Focamo-nos no Porto e nas suas imediações, onde conseguimos garantir
rapidez e eficiência no serviço”, sublinha o diretor. Para o futuro, a visão da
TugaPneus assenta no reforço do papel dos distribuidores no setor. Como defende
Filipe Sereno, são eles que asseguram a disponibilidade de stock, assumem o
investimento e garantem a proximidade com os clientes finais. “Somos nós que
estamos a fazer o trabalho das marcas. Acredito que os distribuidores locais têm
um papel fundamental em garantir a disponibilidade de stock.” Sem grandes
segredos, o sucesso da TugaPneus tem-se construído através da competitividade,
da aposta em marcas de qualidade e de uma distribuição local ágil e eficaz.
Com os olhos postos na expansão da capacidade de armazenagem e no reforço
digital, a empresa prepara-se para encarar 2025 como mais um marco no seu
percurso de crescimento.
Diretor geral Francisco Sereno
Morada Rua Caulino, 215 4445-259 Alfena
Telefone 229 687 004 // Email geral@tugapneus.pt // Site www.tugapneus.pt
218
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
PNEUS
Posição ranking
16º
Volume faturação 2024
€4.453.000
Pneurama
A
Pneurama assume-se, desde 1987, como uma referência no setor da
distribuição de pneus em Portugal, representando, de forma exclusiva,
marcas internacionais de reconhecida qualidade. No segmento
turismo, a empresa é representante nacional das marcas Lassa Tyres, CST
Tires e Saferich Tyre; no segmento industrial de pneus para empilhadores
(E2), trabalha com as marcas Emerald e Ascendo; no de câmaras de ar, com
a Nexen Corp.; e, no segmento camião, com as marcas Aplus e JK Tyre. A
Lassa Tyres, fabricada pela Brisa Bridgestone Sabanci, destaca-se por aliar
a experiência de um dos maiores grupos mundiais à produção de pneus de
elevada durabilidade e performance. É a marca bandeira da Pneurama e reflete
o segmento de qualidade, sustentado numa cultura de fabrico japonesa e em
tecnologia de ponta. A CST Tires, pertencente ao grupo Cheng Shin Rubber
(Maxxis), é o 9.º maior fabricante mundial e apresenta forte especialização
em pneus 4x4 e fora de estrada, além de uma gama moderna para veículos
de passageiros e elétricos. Já a Saferich Tyre representa a opção económica
do portefólio, com uma excelente relação qualidade/preço e presença sólida
no mercado nacional desde 2017. No setor industrial, a Emerald é o maior
exportador indiano de pneus maciços, enquanto a Ascendo, com fabrico na
Indonésia e origem num grupo sul-coreano, acrescenta elevado know-how
técnico. Entre os seus produtos de maior sucesso, destaca-se o Lassa Revola,
lançado em 2024 e que rapidamente se tornou, em 2025, o pneu mais vendido
da empresa, representando mais de 40% das vendas totais. O modelo conquistou
o mercado pela modernidade do piso, elevada durabilidade, classificação
A em piso molhado e preparação para veículos elétricos, incorporando a mais
recente tecnologia “NextGen”. Outros modelos, como o Lassa Competus H/
P3, dedicado a SUV, confirmam o compromisso da marca com a inovação e
a qualidade. A Pneurama comercializa cerca de 3.000 pneus de empilhador
por ano, o que representa cerca de 10% do mercado nacional, consolidando
uma posição relevante neste segmento. O elevado nível de stock garante uma
resposta rápida e eficaz às necessidades de clientes profissionais, oferecendo
também soluções específicas para operações intensivas, como “Stop & Go”
ou 24 horas. Com uma equipa comercial presente em todo o território nacional,
a Pneurama mantém uma relação de proximidade com os seus clientes,
sustentada na confiança, na qualidade das marcas representadas e numa
política comercial coerente. A empresa prepara-se para enfrentar 2026 com
prudência, tendo já garantido um plano de contingência que assegura stocks
suficientes face a eventuais medidas antidumping. A consistência, a experiência
e a capacidade de adaptação continuam a ser os pilares da Pneurama, que em
2025 regista um crescimento de cerca de 20%, resultado direto da consolidação
das suas marcas e do compromisso permanente com o serviço de excelência.
Gerentes José Azevedo da Mota e Hugo Pires de Azevedo
Morada Rua Dr. Mota Pinto, 145 - 4585-186 Gandra – Paredes
Telefone 224 150 008 // Email geral@pneurama.pt // Site www.pneurama.pt
220
TOP100 AFTERMARKET 2025
100
MERCADO
REVISÃO DO MVBER
EM DEFESA
DO AFTER-
MARKET!
222 Top100 Aftermarket 2025
A decisão da Comissão Europeia de prorrogar
o MVBER até 2028 garante, por agora, a
continuidade das regras que sustentam a liberdade
de escolha dos consumidores e a sobrevivência de
milhares
de oficinas e empresas independentes do
pós-venda. No entanto, a avaliação em curso
evidencia que as mudanças tecnológicas —
em especial a digitalização e a conectividade
dos veículos — colocam novos desafios
à concorrência e ao direito de reparar
Top100 Aftermarket 2025
223
MERCADO TOP100
A
revisão do Regulamento de Isenção
por Categoria dos Veículos a
Motor (MVBER, na sigla em inglês)
reacendeu um debate fundamental
sobre o equilíbrio entre inovação
tecnológica, sustentabilidade e concorrência no
mercado automóvel europeu. Desde a sua criação,
o MVBER tem sido essencial para assegurar um
mercado pós-venda automóvel competitivo. O
regulamento permite que fabricantes e operadores
independentes cooperem em certas condições,
sem infringir as regras antitrust da União
Europeia, garantindo que o consumidor possa
escolher onde reparar o seu veículo sem perder a
garantia. Graças a este enquadramento, o setor
automóvel europeu desenvolveu um ecossistema
dinâmico de oficinas independentes, distribuidores
de peças e prestadores de serviços de manutenção.
Esta diversidade assegura preços mais acessíveis,
inovação local e liberdade para os consumidores.
Contudo, a digitalização acelerada dos automóveis
ameaça alterar este equilíbrio. Com a crescente
dependência de software e dados telemáticos, os
fabricantes (OEMs) passam a deter um poder
inédito sobre o funcionamento e a reparação dos
veículos. O controlo do acesso às plataformas digitais,
diagnósticos eletrónicos e atualizações de
software cria barreiras à entrada de operadores
independentes, colocando em risco a concorrência
e, com ela, o direito de reparar a custos justos.
Dados e telemática:
o novo campo de batalha
O maior ponto de tensão da revisão do MVBER
está no acesso aos dados dos veículos. Sem uma
A legislação deve
assegurar que
todas as peças
sejam reparáveis,
substituíveis e
removíveis. O direito
de reparar um
automóvel a preço
acessível é uma
conquista social
e económica que
não pode ser perdida
partilha equitativa das informações telemáticas,
oficinas independentes ficam impedidas de diagnosticar
ou reparar automóveis modernos, que
dependem de atualizações digitais contínuas. Diversas
associações europeias do setor aftermarket
alertam que, se as reformas não enfrentarem firmemente
essa questão, o mercado tornar-se-á
“cativo”, beneficiando apenas os fabricantes que
controlam software, peças e dados. A entrada em
vigor da Lei dos Dados da UE, em setembro de
2025, é um marco positivo, mas ainda insuficiente.
O texto garante aos utilizadores direitos sobre
os dados gerados pelos dispositivos conectados
— incluindo automóveis — e permite que esses
dados sejam partilhados com terceiros. No entanto,
o sucesso dependerá da aplicação prática
e da fiscalização efetiva nos Estados-Membros.
Sem uma implementação robusta e harmonizada,
o risco é que o direito à reparação digital permaneça
apenas no papel. A transparência e o acesso
aos dados são vitais para garantir que as oficinas
independentes possam continuar a oferecer
serviços competitivos, inovadores e sustentáveis.
Direito à reparação
e sustentabilidade
Os veículos são há muito considerados uma boa
prática em termos de reparabilidade. Isto não
é uma coincidência, mas sim o resultado de regulamentação
forte e favorável ao consumidor,
como o Regulamento MVBER, que garante
condições equitativas e uma concorrência leal
entre fabricantes e empresas independentes do
mercado pós-venda. No entanto, com a evolução
da tecnologia e dos mercados, esta reparabilidade
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está em declínio. O aumento da complexidade
eletrónica, a integração de componentes selados
e as práticas de conceção não desmontável estão
a reduzir a capacidade de reparar e prolongar
a vida útil dos automóveis. Essa perda tem impactos
profundos: encarece as reparações, acelera
a substituição prematura de veículos e eleva os
custos das seguradoras, que acabam repassando
aumentos aos consumidores. Além disso, afeta a
sustentabilidade — cada veículo não reparável
representa desperdício de recursos e aumento da
pressão sobre matérias-primas críticas, como as
usadas em baterias de veículos elétricos (BEV).
Garantir a reparabilidade é, portanto, uma
questão não apenas económica, mas também
ambiental e social. Prolongar a vida útil dos
automóveis reduz a necessidade de extração de
recursos, apoia a economia circular e fortalece
a autonomia europeia face às importações de
materiais estratégicos.
O desafio das baterias dos VE
Entre os temas mais sensíveis da revisão do MV-
BER está a reparabilidade das baterias dos veículos
elétricos. Este componente representa até 40%
do valor total de um BEV e concentra grande
parte da sua pegada ambiental. Alguns fabricantes
começaram a adotar práticas que dificultam
a desmontagem e substituição dos módulos de
bateria, como o uso de resinas e materiais selantes
que impedem o acesso interno. Estas escolhas
técnicas, além de aumentar custos e resíduos,
ameaçam criar um monopólio de facto sobre a
manutenção de veículos elétricos. Para evitar tal
cenário, especialistas defendem que o regulamento
europeu vá além da mera “substituibilidade”
e estabeleça a reparabilidade obrigatória das
baterias, assegurando que módulos possam ser
trocados ou recondicionados individualmente.
Essa medida reduziria custos, incentivaria a remanufatura
e mitigaria o impacto ambiental da
mobilidade elétrica.
Peças sobressalentes
e práticas de design
Outro ponto crucial é a disponibilidade de peças
sobressalentes. Embora a maioria dos fabricantes
europeus mantenha o fornecimento por cerca
O regulamento deve
promover estratégias
de conceção modular
para veículos, garantir
a disponibilidade
a longo prazo de
peças sobressalentes
e atualizações de
software relevantes
a preços justos
e não discriminatórios
de 10 anos, não há exigência legal mínima na
União Europeia. Isso permite que alguns produtores,
sobretudo não europeus, negligenciem
o serviço pós-venda ou imponham prazos de
entrega excessivos. Especialistas propõem que
a nova regulamentação estabeleça um período
mínimo de 20 anos de disponibilidade de peças,
a preços justos e não discriminatórios, incluindo
para operadores independentes.
Além disso, é necessário combater práticas de
design que inviabilizam a reparação, como o
giga-casting, que substitui centenas de peças
desmontáveis por grandes blocos fundidos. Essa
técnica, embora eficiente em produção, impede a
substituição parcial de componentes e ameaça o
futuro das oficinas e remanufaturadores europeus.
A legislação deve assegurar que todas as peças
sejam reparáveis, substituíveis e removíveis,
inclusive após o fim da vida útil do veículo.
Prazos máximos de substituição e critérios de
desmontagem devem ser definidos para peças
essenciais, reforçando a eficiência e a segurança
das reparações.
Atualizações de software:
o novo óleo do motor
Se no passado o acesso às peças era a chave da
reparação, hoje o verdadeiro “óleo do motor” é
o software. À medida que os veículos se tornam
computadores sobre rodas, a sua funcionalidade
depende de atualizações regulares. Interromper
esse suporte equivale a decretar a obsolescência
do veículo, mesmo que o hardware esteja em
perfeitas condições.
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MERCADO TOP100
Por isso, propõe-se que as atualizações de software
sejam garantidas por pelo menos 20 anos após
a colocação no mercado, equiparando-se à vida
média dos automóveis europeus. Essa exigência,
inspirada no Regulamento Europeu de Ecodesign
para dispositivos eletrónicos, garantiria que os consumidores
não sejam forçados a substituir veículos
por simples falta de compatibilidade digital.
Combate às práticas anti-reparação
As chamadas práticas anti-reparação tornaram-se
um dos maiores obstáculos à concorrência. Técnicas
de hardware ou software que bloqueiam a
substituição de peças, exigem ferramentas especiais
ou impedem o uso de componentes equivalentes,
criam um monopólio de facto. A proposta em
debate sugere proibir explicitamente qualquer
mecanismo — contratual, digital ou técnico —
que impeça a reparação independente. Oficinas
deveriam poder reprogramar peças, dissociá-las
do número de chassis (VIN) e reutilizá-las noutros
veículos, desde que respeitem as normas de segurança
e rastreabilidade. Essa interoperabilidade é
crucial para assegurar um mercado justo e para
reduzir o desperdício, permitindo a reutilização
de componentes em boas condições.
Transparência e informação técnica
Outro pilar da revisão é o acesso à informação
técnica. O artigo 11.º da proposta europeia prevê
que dados de reparação, recondicionamento
e remanufatura sejam acessíveis gratuitamente
por pelo menos 20 anos após o fim da produção.
O objetivo é garantir que oficinas independentes
tenham acesso igualitário às instruções e
diagnósticos necessários. Especial atenção deve
ser dada aos componentes eletrónicos, cuja reparação
depende fortemente de dados de software
e calibração. Além disso, propõe-se a criação de
uma pontuação de reparabilidade para veículos
elétricos, ajudando consumidores a fazer escolhas
informadas e estimulando os fabricantes a adotar
práticas mais sustentáveis. Contudo, o índice só
será útil se diferenciar claramente os melhores
desempenhos e não recompensar o mero cumprimento
dos requisitos mínimos.
O MVBER é
fundamental
para garantir a
concorrência no
setor do pós-venda.
A extensão e revisão
do MVBER até 2028
e a avaliação em
curso mostram que a
regulamentação tenta
equilibrar o acesso
a peças, dados e
diagnóstico
Novas regras para veículos
em fim de vida
A recente aprovação, pelo Parlamento Europeu, das
novas exigências para veículos em fim de vida (VFV)
reforça o compromisso com a economia circular. O
novo regulamento amplia o foco da legislação para
o design, recolha, remanufatura e reutilização de
componentes, incorporando avanços importantes.
Entre as melhorias destacam-se a definição mais
clara dos operadores de reparação e manutenção,
o reconhecimento da remanufatura como atividade
essencial e o acesso obrigatório à informação técnica.
Também foram introduzidos novos critérios
para evitar que veículos reparáveis sejam prematuramente
classificados como sucata. Estas medidas
complementam o espírito do MVBER, promovendo
uma transição para um setor automóvel mais sustentável,
competitivo e tecnologicamente neutro.
Um equilíbrio delicado
O desafio da revisão do MVBER é equilibrar interesses
legítimos: proteger a inovação dos fabricantes
sem sacrificar a concorrência, o meio ambiente e os
direitos dos consumidores. O direito de reparar um
automóvel a preço acessível é uma conquista social
e económica que não pode ser perdida. Manter um
ecossistema de reparação aberto é vital não só para
os consumidores, mas também para a resiliência
industrial da Europa. Se o MVBER for atualizado
de forma ambiciosa — incorporando as lições da
Lei dos Dados e das novas regras sobre circularidade
—, poderá garantir que a mobilidade do futuro seja
realmente sustentável, acessível e justa. Caso contrário,
corre-se o risco de transformar o automóvel
conectado num símbolo de dependência tecnológica
e de concentração de poder industrial.
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Y E A R S
A U T O M O T I V E
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