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Revista Coamo_outubro

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revista coamo Coamo em rede ano 51 edição 562 outubro/2025

revista

www.coamo.com.br

Rosane e Eleandro Marcon,

de Pitanga (PR)

outubro/2025

ano 51 edição 562

Coamo em rede

UBS NO MS

Coamo inaugura

Unidades de

Beneficiamento

de Sementes em

Dourados e Maracaju

Meio século

Entreposto

de Mamborê

completa 50 anos

Com uma estrutura tecnológica robusta e integrada, a Coamo conecta

cooperados, unidades e funcionários em um grande sistema de informações,

garantindo agilidade, segurança e eficiência nas operações diárias


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Estados do PR, SC e MS

76 municípios

em três estados

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121 recebimento de grãos

Órgão de divulgação da Coamo

ano 51 | edição 562 | outubro 2025

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Contato: comunicacao@coamo.com.br (44) 3599-8129 WhatsApp (44) 9 9957-5951

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens: Ana Paula Bento Pelissari Smith, Antonio Marcio dos Santos, Guilherme Augusto Boller,

Ilivaldo Duarte de Campos, Ruthielle Borsuk da Silva Granado e Wilson Bibiano Lima

Designer gráfico: Aline Aristides Bazan, Marcos Gabriel Batista dos Santos e Raquel Sumie Eishima

Contato publicitário

- Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários. Contato: (11) 5092-3305

- Guerreiro Agromarketing. Contato: (44) 99180-4450

Coamo Agroindustrial Cooperativa

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte.

Os artigos assinados ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Jonathan Henrique Welz Negri,

Joaquim Peres Montans, Ricardo Accioly Calderari, Emilio Magne Guerreiro Junior, Wilson Pereira de Godoy, João Marco Nicaretta e Igor Eduardo de Mello Schreiner.

CONSELHO FISCAL: Alessandro Gaspar Colombo, Pedro Augusto Brunetta Borgo e Wagner Quiuli Diniz (Membros Efetivos); Luiz Anselmo Janguas, Carlos Eduardo Esteves Ferreira

e Marcia Regina Ferri (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.


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índice

Entrevista

10

Pesquisadora Mariangela Hungria destaca o avanço dos bioinsumos, a importância da ciência e as

oportunidades para uma agricultura mais sustentável, eficiente e alinhada aos desafios do futuro

Campo mais digital

14

Com inovação e tecnologia, a Coamo amplia conexões, otimiza processos e aproxima ainda mais

o cooperado por meio de ferramentas digitais que modernizam o dia a dia da cooperativa

23

Beneficiamento de sementes

A Coamo inaugurou em Dourados e Maracaju (MS) modernas estruturas

voltadas à produção e conservação de sementes. Os investimentos ampliam

a capacidade de atendimento, garantem qualidade, fortalecem a presença

da cooperativa no Estado e beneficiam diretamente os cooperados da região

Memorial Coamo

44

Com um ano de atividades, espaço registra mais de dez mil visitas, preserva a história da

cooperativa, aproxima cooperados, funcionários e comunidade, e reforça o espírito cooperativista

outubro/2025 revista

5


Eficiência superior

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governança

Garantia de qualidade com tecnologia de ponta

A

Coamo tem um papel

fundamental em levar soluções

aos cooperados,

transformando conhecimento

em prática produtiva. A instalação

de duas novas e modernas

Unidades de Beneficiamento de

Sementes (UBS) no Mato Grosso

do Sul, nos Municípios de

Dourados e Maracaju, permitem

uma maior eficiência logística e

operacional. Com essas novas

unidades, os cooperados desse

estado terão acesso a sementes

beneficiadas, tratadas e armazenadas

com tecnologia de ponta.

Esse novo sistema de

beneficiamento é um importante

investimento de aproximadamente

R$ 60 milhões, resultado

de um projeto de longo tempo e

da grande participação dos cooperados.

Com essas duas modernas

unidades com tecnologia

de armazenamento climatizado,

equipamentos de última geração

e uma capacidade para 250 mil

sacas de sementes cada, o objetivo

da Coamo é garantir qualidade,

segurança e eficiência no

fornecimento de sementes aos

cooperados.

Além de aumentar a nossa

estrutura, o que a Coamo busca

sempre é gerar mais produtividade

e renda para seu quadro

social. Com satisfação, estamos

recebendo o reconhecimento

em relação à germinação e à

qualidade das sementes Coamo.

As novas UBSs fazem parte

do Programa Sementeiros de

Excelência, que aprimora todo

o processo de seleção e produção

com um rigoroso sistema de

gestão de qualidade, permitindo

assim, a rastreabilidade das sementes

desde a implantação dos

campos de multiplicação até a

comercialização.

Após selecionar o que

tem de melhor na produção, a

etapa de beneficiamento é o estágio

final, garantindo condições

ideais de umidade e temperatura

(entre 13 e 15 graus), preservando

o vigor das sementes.

Outro trabalho importante

realizado dentro da UBS é o

Tratamento Industrial de Sementes,

com máquinas modernas e

características que as tornam únicas

também em nível mundial.

A Coamo está sempre

perto dos cooperado buscando

a excelência, com investimentos

eficientes para atender o que

eles precisam e melhorar as condições

para produzir mais com

custos menores.

"A instalação de duas

novas e modernas

Unidades de

Beneficiamento de

Sementes (UBS) no

Mato Grosso do Sul, nos

Municípios de Dourados

e Maracaju, permitem

uma maior eficiência

logística e operacional"

ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

outubro/2025 revista

7

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gestão

A inovação está no DNA da Coamo

Com o título “Coamo em rede”, a matéria principal

da edição da Revista Coamo de outubro

2025, destaca a importância da inovação

com suas ferramentas digitais na trajetória da cooperativa

e de seus cooperados, atendidos sempre

com eficiência e agilidade na busca da excelência

no desenvolvimento das suas atividades.

Com certeza, os negócios não existem sem

a tecnologia da informação, pois ela é fundamental

e junto com a inovação, a Coamo pode ampliar conexões,

otimizar processos e aproximar ainda mais

o cooperado por meio de diversas ferramentas digitais

que modernizam o dia a dia da cooperativa.

Desta forma, a Coamo está sempre ligada à tecnologia

e se preocupa em aprimorar as soluções digitais

conforme a necessidade dos cooperados.

A tecnologia está cada vez mais presente no

relacionamento com os cooperados, mas a essência

do cooperativismo e o atendimento presencial permanecem

como pilares das relações e do trabalho

da Coamo. Assim, o formato digital é um complemento

e não substitui o contato direto entre cooperativa

e cooperado nas suas operações, sendo um

forte valor nesses 55 anos da Coamo.

Por meio da Gerência de Tecnologia da Informação

(GTI), a Coamo atualmente tem mais de 360

aplicações no suporte às atividades internas e externas

da cooperativa e desses, mais de 240 fazem parte

do nosso Sistema de Informações Coamo (SIC).

A nossa TI é responsável pelo desenvolvimento

de centenas de aplicações, das quais resultam

soluções com aplicativos móveis e aplicações

web, que facilitam o uso das informações. Do total,

44 aplicações têm conexão direta com produtos e

serviços utilizados pelos cooperados, ou seja, que

impactam diretamente nas suas atividades. No início

com o Cooperado Online, depois com os avanços e

o surgimento do APP Coamo, que era mais básico e

avançou com muitas funções. Também se destacam

o Portal do Cooperado, Gestor Rural, as operações

da retirada de produtos agrícolas, da fixação da produção,

do Coamo Máquinas, entre outros.

Assim, evidencia-se o trabalho da Coamo

em criar soluções próprias e alinhadas às necessidades

dos cooperados. Essas tecnologias vêm transformando

e para melhor, a rotina deles, com acesso

fácil e prático aos aplicativos, sistemas integrados e

soluções móveis, na palma da mão, e estão mudando

a forma como gerenciam suas operações. Desde

o planejamento e o acompanhamento de suas

lavouras até o agendamento para retirada de insumos,

tudo pode ser feito de forma remota com muita

rapidez e eficiência, sem perder o relacionamento

com a cooperativa.

Vivemos uma jornada de transformação

com tecnologia e inovação bem aceita pelos cooperados,

que fortalece a governança, amplia a eficiência

e principalmente, garante a segurança na gestão

dos dados e serviços. E tudo alinhado com o foco

da Coamo, que visa o desenvolvimento com a disseminação

do uso de tecnologias, a diversificação e o

aumento da produtividade e renda no meio rural.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

outubro/2025 revista

9


entrevista

MARIÂNGELA HUNGRIA

Engenheira agrônoma, doutora em Ciência do Solo e pesquisadora da Embrapa Soja

“A agricultura do futuro será cada vez mais sustentável, baseada em

ciência, inovação e no uso inteligente dos recursos naturais.”

Engenheira agrônoma, doutora

em Ciência do Solo e

pesquisadora da Embrapa

Soja, Mariangela Hungria é

uma das principais referências

mundiais em biotecnologia e

microbiologia do solo. Em 2025,

recebeu o Prêmio Mundial de

Alimentação, considerado o “Nobel”

da agricultura, em reconhecimento

às contribuições da ciência

brasileira para a sustentabilidade

da produção de alimentos. Autora

de centenas de publicações e

tecnologias, ela defende a integração

entre pesquisa, inovação

e sustentabilidade como base

para o futuro do campo.

Nesta entrevista à Revista

Coamo, Mariangela aborda sobre

o papel do cooperativismo

na geração de desenvolvimento

técnico e social, o avanço dos

bioinsumos e da fixação biológica

de nitrogênio, e destaca como

o investimento em ciência e capacitação

é essencial para garantir

produtividade, rentabilidade

e menor impacto ambiental nas

lavouras brasileiras

Revista Coamo: Qual é na sua opinião a importância do

cooperativismo como instrumento de desenvolvimento

técnico, econômico e social para milhares de pessoas

nos cinco continentes?

Mariangela: Agradeço imensamente o espaço. Tenho

enorme admiração pela Coamo, por sua força organizacional

e pela capacidade de transformar conhecimento

em resultados no campo. A cooperativa é um exemplo

de que o desenvolvimento econômico e social pode caminhar

junto com a sustentabilidade e a valorização das

pessoas. Que todos continuem acreditando na ciência

e na união, dois pilares que sustentam o progresso do

agro brasileiro. O cooperativismo é, sem dúvida, uma

das soluções mais eficazes para as limitações do setor

agrícola. Desde o início da minha carreira, vejo nele um

modelo que prioriza o bem-estar do agricultor — não

o lucro da instituição, mas o resultado coletivo. É um

sistema que oferece benefícios sustentáveis, favorece

a imagem do produtor e amplia o acesso a mercados.

Acredito que, no futuro, o cooperativismo poderá até

ser reconhecido com um selo de sustentabilidade e

agricultura regenerativa.

RC: A Coamo também atua fortemente com culturas

como milho e trigo. Como as tecnologias de bioinsumos

e coinoculação podem ser aplicadas de forma mais

ampla nessas culturas, gerando redução de custos e aumento

de produtividade?

Mariangela: Temos resultados muito interessantes não

só com soja e milho, mas também com trigo. O desafio

10 revista

outubro/2025


Mariangela Hungria é engenheira agrônoma, doutora em Ciência do Solo e pesquisadora da Embrapa Soja. Referência

internacional em biotecnologia e microbiologia do solo, com destaque em fixação biológica de nitrogênio e

desenvolvimento de inoculantes para diversas culturas. Autora de mais de 500 publicações e 20 tecnologias, orientou

centenas de alunos e atua em projetos com instituições do Brasil e do exterior. Membro da Academia Brasileira de

Ciências e da Academia Mundial de Ciências, recebeu prêmios como o World Food Prize (2025), CNPq Mulheres e

Ciência (2025) e foi eleita pela Forbes como uma das mulheres mais influentes do agronegócio.

Reconhecida internacionalmente pelo trabalho com inoculantes e bioinsumos, a pesquisadora recebeu em 2025 o

Prêmio Mundial de Alimentação, considerado o “Nobel” da agricultura. Nesta entrevista, ela fala sobre o papel do

cooperativismo, a importância da pesquisa e as oportunidades da agricultura sustentável para o futuro do produtor

brasileiro.

outubro/2025 revista 11


entrevista

"O RECONHECIMENTO INTERNACIONAL REFORÇA O VALOR DA CIÊNCIA

BRASILEIRA E O IMPACTO DAS SOLUÇÕES DESENVOLVIDAS PARA O CAMPO."

é que o mercado privado concentra

seus esforços em culturas

de maior expressão comercial.

No entanto, as oportunidades

são amplas, especialmente em

leguminosas e forrageiras tropicais,

como o feijão, tão importante

para o Paraná. A Coamo tem

um papel fundamental em levar

essas soluções ao cooperado,

transformando conhecimento

científico em prática produtiva.

RC: A rápida evolução dos bioinsumos

exige atualização constante.

Como a senhora enxerga

o papel das parcerias entre instituições

de pesquisa, como a

Embrapa, e cooperativas como a

Coamo nesse processo de disseminação

de conhecimento?

Mariangela: O avanço dos bioinsumos

foi extraordinário, especialmente

após 2020, impulsionado

pela crise dos fertilizantes

e pela criação do Plano Nacional

de Bioinsumos. Muitos produtores

que antes eram céticos começaram

a testar essas tecnologias

e comprovaram o que a pesquisa

já dizia: é possível produzir mais,

com menor custo e impacto ambiental.

Hoje, vivemos um momento

de consolidação. Há avanços,

mas também desafios, como

a falta de profissionais qualificados

em microbiologia e manejo

biológico. Parcerias entre Embrapa

e cooperativas são essenciais

para oferecer treinamento técnico

e assistência de qualidade aos

agricultores.

RC: Como foi receber o Prêmio

Mundial de Alimentação 2025,

considerado o “Nobel” da agricultura?

Mariangela: Foi uma surpresa

imensa. Quando recebi a ligação,

achei que estavam me convidando

para palestrar, e não

para me anunciar como vencedora.

É a consagração de uma

carreira dedicada à pesquisa pública

e ao campo brasileiro. Esse

prêmio me deu a oportunidade

de falar ao mundo sobre três temas

muito importantes: o valor

“A pesquisa

pública tem papel

fundamental

na geração de

conhecimento e no

desenvolvimento de

tecnologias acessíveis

para o produtor rural.”

12 revista

outubro/2025


dos bioinsumos, o papel essencial

da pesquisa e a presença

das mulheres na ciência, ainda

pouco visível em muitos setores

da agricultura.

RC: A fixação biológica do nitrogênio

na soja é uma referência

mundial. Que resultados a Embrapa

tem alcançado em termos

de sustentabilidade e rentabilidade

para o agricultor?

Mariangela: A fixação biológica

do nitrogênio é um dos maiores

casos de sucesso da agricultura

brasileira. Graças a ela, deixamos

de emitir cerca de 260 milhões

de toneladas de CO2 equivalente

por safra, apenas na soja. No

milho, os ganhos também são

expressivos. Com a tecnologia

de inoculação, podemos reduzir

em até 25% o uso de adubação

nitrogenada, mantendo a produtividade

e diminuindo emissões.

É um resultado que mostra como

ciência e sustentabilidade podem

andar juntas.

RC: O Brasil é líder mundial no

uso da Fixação Biológica de Nitrogênio

(FBN). Qual o papel da

Coamo na expansão e correta

aplicação dessas tecnologias?

Mariangela: A Coamo pode

ser protagonista nesse processo.

Para isso, é essencial investir

não apenas em infraestrutura,

mas também em profissionais

qualificados e biofábricas modernas,

capazes de atender às

demandas dos cooperados com

produtos de alta qualidade e

em embalagens adequadas. As

cooperativas têm a vantagem de

pensar no longo prazo, e podem

liderar a transição para uma agricultura

mais limpa, eficiente e

com menor emissão de gases de

efeito estufa.

RC: Em sua visão, quais são os

principais desafios e oportunidades

para a Coamo na transição

para uma agricultura de baixo

carbono?

Mariangela: As cooperativas

representam o modelo ideal de

equilíbrio entre produtividade

e responsabilidade ambiental.

Elas podem guiar o agricultor

para um novo tipo de lucro, não

apenas financeiro, mas também

ambiental e social. A biotecnologia

do solo, especialmente a

fixação biológica do nitrogênio,

se encaixa perfeitamente nesse

conceito. A Coamo tem todas

as condições de liderar o uso

de tecnologias sustentáveis,

baseadas em dados científicos

sólidos e adaptadas à realidade

do produtor.

RC: Uma mensagem final aos

cooperados, funcionários e leitores.

Mariangela: Acreditem na ciência,

valorizem o cooperativismo

e invistam na sustentabilidade.

A agricultura do futuro é aquela

que produz mais, com menos

impacto. A Coamo e seus cooperados

têm todas as condições

de serem referência mundial

nesse caminho, unindo produtividade,

inovação e responsabilidade

ambiental.

“Parcerias entre

instituições

de pesquisa e

cooperativas

fortalecem a difusão

de tecnologias

e asseguram ao

agricultor acesso a

soluções inovadoras

adaptadas à realidade

do campo.”

outubro/2025 revista 13


campo mais digital

Tecnologia transforma

a rotina dos cooperados

Aplicativos, sistemas integrados e soluções móveis estão mudando a forma como

os cooperados da Coamo gerenciam suas atividades. Do acompanhamento de

lavouras ao agendamento para retirada de insumos, tudo pode ser feito de forma

remota com rapidez, eficiência e sem perder o contato com a cooperativa

"A gente não

enfrenta mais fila.

Isso ajuda bastante,

principalmente na

época de plantio e

colheita, quando tudo

é muito corrido."

Rosane Moreira de Souza Marcon,

cooperada em Pitanga (PR)

14 revista

outubro/2025


Rosane e o esposo Eleandro Marcon fazendo retirada de produtos agendados pelo App Coamo.

Na cooperativa todo o processo de armazenagem e entrega insumos é realizado de maneira digital

A

presença da tecnologia na produção agrícola

está cada vez mais consolidada, e na Coamo

essa realidade tem se intensificado nos últimos

anos. Aplicativos, plataformas e sistemas digitais

estão transformando a rotina dos cooperados e

funcionários, simplificando processos, otimizando o

tempo e fortalecendo a relação com a cooperativa.

A informatização é uma ferramenta estratégica

da Coamo, que conecta o campo à cooperativa

e oferece suporte às atividades diárias. A Gerência

de Tecnologia da Informação (GTI) é responsável por

desenvolver, implementar e manter sistemas, ferramentas

e aplicações que atendem às diversas áreas

da cooperativa, incluindo industrialização, transporte,

financeiro, cadastro de cooperados, faturamento,

assistência técnica, recepção de grãos, entre outros.

No campo, os sistemas desenvolvidos pela

Coamo se somam às inovações aplicadas pelos produtores

em máquinas, equipamentos e sistemas de

gestão agrícola. A combinação entre as soluções digitais

e a prática produtiva resulta em mais precisão,

controle e sustentabilidade nas operações.

Entre os recursos disponibilizados estão sistemas

internos de gestão, plataformas digitais de comunicação,

monitoramento e análise de dados, além

do aplicativo Coamo, que permite aos cooperados

realizar operações como emissão de notas fiscais,

agendamento e retirada de produtos, acompanhamento

de cargas, previsões de tempo e informações

do mercado financeiro.

As ferramentas desenvolvidas pela cooperativa

permitem que dados sejam processados em

tempo real, facilitando a tomada de decisões e o

planejamento de ações. A cooperada Rosane Moreira

de Souza Marcon, de Pitanga (Centro do Paraná),

vive essa transformação no dia a dia. Há mais de 30

outubro/2025 revista 15


campo mais digital

anos envolvida com a agricultura, ela passou a atuar

com mais intensidade nas atividades da lavoura após

o marido, Eleandro Marcon, sofrer um problema de

saúde. Hoje, é responsável por toda a parte burocrática

da propriedade. Ela destaca que essas ferramentas

se tornaram essenciais na rotina da propriedade.

“O aplicativo da Coamo, por exemplo, foi muito bom

na questão das notas eletrônicas e ajuda muito na retirada

de insumos. A gente utiliza bastante”, afirma.

Rosane divide as atividades da lavoura com

o marido, auxiliando na parte administrativa e também

no acompanhamento das operações. Ela explica

que as soluções tecnológicas trouxeram agilidade

e economia de tempo. “A gente não enfrenta mais

fila. Isso ajuda bastante, principalmente na época de

plantio e colheita, quando tudo é muito corrido.”

Além de facilitar as tarefas operacionais, as

inovações permitem o acompanhamento das entregas

e da qualidade dos grãos. “Mesmo estando

na lavoura, consigo ver como está a qualidade do

grão entregue na unidade, por meio do aplicativo”,

comenta. Atualmente, mais de 22 mil cooperados

utilizam o App Coamo.

A cooperada acredita que o uso da tecnologia

e o atendimento presencial se complementam.

“Uma coisa não anula a outra. Pelo contrário, é muito

benéfico. A gente ganha tempo, mas continua tendo

o atendimento humano quando precisa”, ressalta.

O cooperado Jailson Ramos, de Boa Ventura

de São Roque (Centro do Paraná), destaca

que os sistemas transformaram a rotina no campo.

Envolvido diretamente com a agricultura desde

2020, ele viu nas ferramentas digitais uma forma

de ter mais qualidade de vida e eficiência. “Quando

me associei à Coamo, comecei a usar o aplicativo.

Consigo fazer pagamentos, agendar retirada

de produtos e acompanhar cargas entregues

durante a safra. O tempo que eu gastava em fila,

"Sempre estive

ligado à tecnologia. A

cooperativa se preocupa

em atualizar e aprimorar

as soluções digitais

conforme a necessidade

dos cooperados."

Jailson Ramos, cooperado em Boa

Ventura de São Roque (PR)

16 revista

outubro/2025


Jailson Ramos e o engenheiro agrônomo, Davi Alves Valério, realizam acompanhamento pelos aplicativos

agora uso para trabalhar na propriedade”, conta.

Ele destaca que a adaptação às ferramentas

digitais foi tranquila. “Sempre estive ligado à tecnologia.

A cooperativa se preocupa em atualizar e aprimorar

as soluções digitais conforme a necessidade

dos cooperados. Antes o aplicativo era mais básico,

agora tem mais funções. A equipe da Coamo antecipa

as dificuldades do dia a dia e ajusta as ferramentas

para facilitar nossas operações.” Ele acrescenta

que o uso das ferramentas não substitui o atendimento

presencial. “Pelo contrário, fortalece a relação

com os colaboradores e permite que o contato presencial

seja mais produtivo.”

Na assistência técnica, os profissionais da

Coamo utilizam um aplicativo que permite acessar

informações detalhadas sobre a propriedade do

cooperado, planejar visitas e registrar dados da lavoura.

“No momento que faço a visita e o cooperado

não consegue acompanhar, eu lanço no aplicativo

todas as informações, fotos e observações da lavoura.

Assim que sincronizo, ele tem acesso a tudo que

coletei no campo”, explica o engenheiro agrônomo,

Davi Alves Valério, da Coamo em Boa Ventura de

São Roque.

O aplicativo também possibilita o agendamento

de visitas e compartilhamento de dados entre

o corpo técnico e os cooperados, garantindo que

todos os envolvidos tenham acesso às informações

necessárias para o planejamento e execução das

atividades. “Mesmo os cooperados que não estão

na propriedade todos os dias conseguem acompanhar

nossas visitas e dados coletados. Isso propicia

o acesso à informação e ajuda no planejamento da

semana de trabalho”, comenta Valério.

outubro/2025 revista 17


campo mais digital

A INFORMATIZAÇÃO QUE CONECTA

O CAMPO E A COOPERATIVA

A gerência de Tecnologia da Informação

(GTI) tem conduzido uma jornada de transformação

que fortalece a governança, amplia a eficiência

e garante segurança na gestão dos dados e serviços.

De acordo com o gerente de Tecnologia da

Informação da Coamo, Ailton de Almeida Queiroz,

o foco do trabalho está em aplicar soluções que

atendam ao propósito principal da cooperativa:

oferecer serviços padronizados ao cooperado.

“Nós buscamos todas as inovações possíveis de serem

implementadas na cooperativa, avaliando custo,

eficiência e aplicabilidade para cada momento”,

explica. Segundo ele, cada serviço desenvolvido

tem como objetivo dar suporte às atividades das

diversas áreas da cooperativa, garantindo que o

cooperado seja atendido de forma ágil e segura.

“O desafio é manter a modernidade na mesma

velocidade em que o negócio da Coamo se transforma.

Nosso propósito é apoiar o crescimento da

cooperativa”, afirma Queiroz.

A tecnologia está presente em todos os

momentos da jornada do cooperado. Desde o planejamento

da safra até o pós-colheita, há sistemas

e ferramentas que apoiam decisões, agilizam atendimentos

e garantem informações seguras. “Em

cada etapa do negócio, seja física, financeira ou de

conhecimento, existe uma ferramenta por trás, preparada

para auxiliar o cooperado e o colaborador.”

A TI da Coamo conta com uma equipe em

expansão, refletindo o crescimento contínuo da

cooperativa. Atualmente, são cerca de 270 funcionários

próprios e 50 terceiros, número que deve

chegar a 375 profissionais até o final do próximo

ano. Essa estrutura dá suporte a uma rede robusta

de sistemas e serviços, sustentada por dois data

centers próprios, que garantem segurança. “Se

ocorrer qualquer incidente elétrico ou físico em um

"O desafio é manter

a modernidade na

mesma velocidade

em que o negócio da

Coamo se transforma.

Nosso propósito é

apoiar o crescimento

da cooperativa."

Ailton Queiroz, gerente de

Tecnologia da Informação da Coamo

18 revista

outubro/2025


A inovação sempre

fez parte da trajetória

da cooperativa e está

diretamente ligada

ao atendimento aos

cooperados.

Airton Galinari, presidente

Executivo da Coamo

dos centros, o outro assume automaticamente,

sem parar o serviço. Temos uma política e uma

estrutura de contingência que mitigam o risco

de paralisações.”

De acordo com o presidente Executivo

da Coamo, Airton Galinari, a inovação

sempre fez parte da trajetória da cooperativa

e está diretamente ligada ao atendimento aos

cooperados. “Os negócios não existem sem

a tecnologia da informação. Em uma empresa

do porte da Coamo, é indispensável estar

atualizado para atender com eficiência e agilidade”,

afirma.

Conforme o presidente, a Coamo investe

continuamente em sistemas e ferramentas

que modernizam as atividades, tanto nas

operações internas quanto na relação com os

cooperados. “Quando o cooperado entrega o

grão, todo o processo é automatizado. Os dados

vão direto para a sua conta, sem necessidade

de anotações manuais”, explica.

A aplicação de ferramentas digitais

na Coamo abrange todas as áreas. Logística,

controle de estoques, manutenção de frota e

auditorias são processos automatizados, integrados

e monitorados em tempo real. “Hoje temos

uma frota grande e toda ela é controlada

de forma automatizada, desde o transporte até

a manutenção. São 120 unidades operando

com sistemas informatizados, o que seria impossível

de fazer manualmente.”

A cooperativa mantém uma equipe

técnica especializada, como engenharia de dados

e análise de sistemas, reforçando a governança

e o suporte às operações. Para Galinari,

a inovação está no próprio DNA da Coamo.

Desde a sua fundação, a cooperativa adota soluções

que transformam a realidade do campo

e modernizam suas práticas internas. “Inovação

não é apenas algo disruptivo. É fazer,

a cada dia, os processos de forma melhor do

que no dia anterior”, resume Galinari.

outubro/2025 revista 19


Tractus Smart

BASE FORTE, LAVOURA PRODUTIVA

ENERGIA CERTA

PARA GARANTIR ALTAS

PRODUTIVIDADES

A tecnologia premium de Tractus Reforce otimiza a

resposta da lavoura submetida a estresses bióticos e

abióticos que podem ocorrer durante o

desenvolvimento da cultura.

O produto promove equilíbrio nutricional e estímulo

fisiológico, aumenta a eficiência fotossintética e

fortalece o metabolismo antioxidante das plantas.

20 revista

outubro/2025


campo mais digital

Embora a tecnologia esteja cada vez

mais presente no relacionamento com o cooperado,

a essência do cooperativismo e o

atendimento presencial permanecem como

pilares da Coamo. O digital, segundo o presidente,

complementa e não substitui o contato

direto. “Oferecer opções tecnológicas não

tem nada a ver com perder a essência do acolhimento.

O cooperado gosta de ir na Coamo,

conversar com a equipe, tomar um café. Isso

não vai mudar. Mas, ele também quer rapidez,

e o aplicativo oferece essa opção. Nós vamos

continuar oferecendo tecnologia e acolhimento.

Essa combinação é o que fortalece a

Coamo”, explica Galinari.

Conheça algumas dessas ferramentas:

APP COAMO

Ambiente digital para proporcionar uma nova experiência de interação do cooperado

com a Coamo. Permite realizar operações como fixação de produtos agrícolas, liquidação

de débitos e créditos, intenção e contrato de venda de produtos agrícolas, agendamento

de retirada de produtos, emissão da NFP-e (nota fiscal do produtor eletrônica), consultas

diversas, além de outras operações.

PORTAL DO COOPERADO

Plataforma web que permite realizar operações como fixação de produtos agrícolas,

liquidação de débitos e créditos, intenção e contrato de venda de produtos agrícolas,

agendamento de retirada de produtos, emissão da NFP-e (nota fiscal do produtor

eletrônica), consultas diversas, entre outras operações.

GESTOR RURAL

Possibilita a gestão financeira da propriedade com o controle dos insumos, estoque e sua

produção agrícola. Permite o cooperado importar todos os dados de operações feitas na

Coamo e também incluir dados de operações realizadas fora da Coamo.

FIDELIZA

Programa de relacionamento e fidelização de cooperados, que premia com pontos todas

as aquisições de bens de fornecimento, e que posteriormente poderão ser trocados por

produtos ou serviços oferecidos em um catálogo.

A Gerência de Tecnologia da Informação

(GTI) da Coamo administra atualmente 361

aplicações que dão suporte às atividades internas

e externas da cooperativa. Desse total, 246

compõem o Sistema de Informações Coamo

(SIC), desenvolvido em Uniface.

A equipe interna de TI é responsável

pelo desenvolvimento de 274 aplicações, demonstrando

a capacidade técnica instalada

dentro da cooperativa. Entre as soluções, há

14 aplicativos móveis e 53 aplicações web, que

facilitam o acesso e o uso das informações. Do

conjunto total, 44 aplicações têm conexão direta

com produtos e serviços utilizados pelos

cooperados, ou seja, impactam diretamente o

atendimento no campo e nas unidades. Destas,

41 foram desenvolvidas internamente, sendo 2

aplicativos mobile e 6 aplicações web, evidenciando

o trabalho da Coamo em criar soluções

próprias e integradas às necessidades do cooperado.

RECEITUÁRIO AGRONÔMICO E VETERINÁRIO

Controle e validação dos receituários agronômicos emitidos pela cooperativa nos

processos de venda e transferência de defensivos agrícolas. Atualmente, as receitas são

assinadas pelo aplicativo do agrônomo. Essa aplicação é uma redundância (plano "B")

se a unidade tiver algum problema. Controle e validação dos receituários veterinários

emitidos pela cooperativa nos processos de venda e transferência de produtos

veterinários controlados.

APP DO AGRÔNOMO E VETERINÁRIO

Aplicativo móvel que possibilita ao agrônomo e veterinário prestar assistência técnica

ao cooperado, contemplando as funcionalidades como receituário agronômico digital,

recomendações técnicas , agenda, meus cooperados, área de atuação, biblioteca técnica,

geração de croqui, posicionamento técnico, notificações, clima e cotações pecuárias.

RECEBIMENTO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS

Processo de recebimento de produto agrícola do produtor em silos da Coamo ou silos de

armazém de terceiros, para posterior retirada, fixação ou transferência. Com processo de

identificação do veículo e produtor, classificação do produto, pesagens, geração da nota

pesagem e inclusão do produto na carteira do produtor. Contempla o recebimento de

Sementes pelas UBS´s.

FIXAÇÃO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS

Cálculo da Venda dos produtos agrícolas entregues pelo produtor à Coamo gerando

um crédito no sistema DEBCRED ou amortização de débito ou financiamento. A origem

da fixação pode ser pelas modalidades (preço do dia, VAPF, VA, EGF, VGF) e de origens

(ATEND, APP Coamo, COL, e Contratos).

PLANO DE FORNECIMENTO DE INSUMOS AGRÍCOLAS

Permite realizar ações especiais de fornecimento de insumos agrícolas para oferecer

aos cooperados descontos que são proporcionais à aquisição de pacotes de insumos, e

progressivos em relação à tecnologia desejada.

CLASSIFICADOS COAMO MÁQUINAS

Portal desenvolvido para a Coamo com a finalidade de apoiar os cooperados na

divulgação (para venda) dos seus maquinários usados. Também são divulgados nessa

plataforma o portfólio de equipamentos novos que a Coamo fornece aos cooperados.

outubro/2025 revista 21


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22 revista

outubro/2025


sementes

Eventos foram prestigiados por cooperados, diretores da Coamo, gerentes das unidades do MS, autoridades e lideranças locais e regionais

Coamo inaugura novas Unidades de

Beneficiamento de Sementes no MS

Cada unidade tem capacidade para 250 mil sacas de sementes, com tecnologia

de armazenamento climatizado e equipamentos de última geração

Inauguradas no dia 27 de outubro, as novas Unidades

de Beneficiamento de Sementes (UBS) da

Coamo em Dourados e Maracaju, no Mato Grosso

do Sul, representam mais um avanço na estrutura da

cooperativa para atender os cooperados da região.

Cada unidade tem capacidade para 250 mil sacas

de sementes, com tecnologia de armazenamento

climatizado e equipamentos de última geração. Os

investimentos somam cerca de R$ 60 milhões e têm

como objetivo garantir qualidade, segurança e eficiência

no fornecimento aos cooperados. Os eventos

foram prestigiados por cooperados, diretores da

Coamo, gerentes das unidades do MS, autoridades

e lideranças locais e regionais.

De acordo com o presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo e Credicoamo, José

Aroldo Gallassini, o novo sistema de beneficiamento

é um importante investimento realizado pela cooperativa

no Mato Grosso do Sul, resultado da participação

ativa dos cooperados na Coamo. “Temos um

quadro de cooperados muito importante no Estado.

O volume de insumos adquiridos é significativo, e

outubro/2025 revista 23


sementes

Inauguração em Dourados

Diretoria da Coamo participou das inaugurações no MS

isso viabiliza economicamente os investimentos.”

Segundo Gallassini, além de ampliar a estrutura,

o objetivo é gerar mais produtividade e renda

no campo. “Temos visto a satisfação e o reconhecimento

quanto à germinação e à qualidade das sementes

Coamo”, conclui.

O presidente Executivo da Coamo, Airton

Galinari, destaca que as duas novas unidades fazem

parte de um projeto de longo prazo voltado à

melhoria dos serviços oferecidos aos cooperados.

“Esse é mais um dos sonhos que a gente tinha para

o Mato Grosso do Sul. Enquanto empresa, talvez

esse investimento não fosse o melhor dos negócios,

mas é um benefício para o cooperado, pensando na

qualidade do serviço que prestamos.”

Segundo ele, o projeto integra o Programa

Sementeiros de Excelência, que aprimora todo o

processo de seleção e produção. “Criamos uma estrutura

de equipe para selecionar o que há de melhor

na produção. Essa etapa de beneficiamento é o

estágio final, garantindo condições ideais de temperatura

e umidade.”

Nas novas UBS, a temperatura é mantida entre

13 e 15 graus, preservando o vigor das sementes. O

presidente Executivo também reforça que as unidades

refletem a confiança no cooperado sul-mato-grossense.

“Temos apoio total do nosso Conselho de Administração

porque percebemos essa participação efetiva

do quadro social. O relacionamento entre cooperado

e cooperativa está cada vez mais fortalecido.”

O diretor de Suprimentos e Assistência Técnica

da Coamo, Aquiles de Oliveira Dias, ressalta

que as novas Unidades de Beneficiamento de Sementes

representam uma evolução no fornecimento

do insumo para os cooperados. “Inauguramos dois

armazéns climatizados, com capacidade de 250 mil

José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo

24 revista

outubro/2025


Apresentação sobre o

Tratamento Industrial de

Sementes que conta com

máquinas modernas que

garantem qualidade em

todo o processo

sacas cada. Isso é um grande benefício, pois ficará

armazenada em condições ideais e preservando seu

padrão até o plantio.”

Segundo Dias, o tratamento industrial garante

precisão na dosagem dos produtos e proteção

contra pragas e doenças, com benefícios diretos para

o cooperado. “O tratamento industrial é superior ao

que pode ser feito na fazenda. Garantimos que cada

semente seja recoberta de forma uniforme, o que

não ocorre nas aplicações manuais”, explica.

Dias lembra que a expansão da Coamo no

Estado é resultado de um trabalho iniciado há duas

décadas. “Há 20 anos a Coamo decidiu se instalar no

Mato Grosso do Sul não para fazer uma experiência,

mas para apresentar o cooperativismo e permanecer.

Essas unidades de beneficiamento são mais um

passo. À medida que os cooperados continuarem

respondendo em volume, poderemos construir outras

estruturas semelhantes em diferentes regiões

do estado”, pondera.

De acordo com o gerente de Sementes da

Coamo, Roberto Destro, a concretização dos novos

empreendimentos é resultado de um planejamen-

Assista a reportagem no

canal da Coamo no YouTube.

Aponte o leitor de QR Code

na imagem ao lado.

to iniciado há cerca de três anos. “Depois de muitas

reuniões, estudos de viabilidade e desenvolvimento

de projeto, chegamos a essa estrutura que hoje é

uma das maiores do Brasil”, afirma. Ele reitera que

a nova máquina de tratamento de sementes industrial

é considerada a maior do país, com características

que a tornam única também em nível mundial.

“É uma máquina desenvolvida especialmente para

atender às necessidades da Coamo e dos cooperados,

permitindo o armazenamento em condição

ideal até próximo à data do plantio”, explica Destro.

outubro/2025 revista 25


26 revista

outubro/2025


sementes

Segundo ele, a implantação das novas unidades

permitirá maior eficiência logística e operacional. "Com

as novas unidades, os cooperados do Mato Grosso do

Sul terão acesso a sementes beneficiadas, tratadas e

armazenadas com tecnologia de ponta, mais próximas

de suas propriedades e prontas para o uso no momento

ideal. É mais um serviço que a Coamo oferece ao cooperado,

garantindo eficiência em toda a cadeia produtiva”,

conclui.

Para os cooperados, o investimento representa

proximidade, comodidade e segurança. Gilberto Kiyoharu

Nishioka, de Dourados, avalia que a unidade era uma

antiga reivindicação dos cooperados da região. “Trouxe

comodidade para nós produtores rurais, que podemos

utilizar a estrutura da Coamo e manter nossas sementes

até próximo ao dia do plantio”, destaca.

Ele lembra que a refrigeração contribui diretamente

para a longevidade da semente. “Como foi dito

na palestra, a cada cinco graus que se diminui na temperatura,

mantém-se mais longeva. Assim, não perdemos o

padrão de qualidade”, explica.

Nishioka também comenta a satisfação com o

atendimento e a qualidade das sementes da Coamo.

“Sempre fomos bem atendidos e com produtos de qualidade.

Tudo começa com uma boa germinação e um

bom estabelecimento de plantas. De nada adianta uma

variedade de alto teto produtivo se a semente não tiver

padrão”, observa.

A cooperada Juliana Villani Minervini, de Maracaju,

também destaca a importância das novas estruturas.

“Estamos muito felizes com esse investimento. Para

nós, produtores, a semente é o bem mais precioso que

temos. Essa estrutura de armazenagem, tratamento e refrigeração

é um presente.” Ela conta que, antes, havia

preocupação com o armazenamento após a aquisição.

“Era uma dúvida constante sobre onde deixar a semente

até o plantio. Agora temos essa segurança”, diz.

Juliana reforça que a confiança e a parceria entre

cooperativa e cooperados são fundamentais. “A Coamo

mostra, com esse investimento, a preocupação em melhorar

cada vez mais as condições de trabalho e produção dos

cooperados. É uma relação de confiança e parceria que dá

segurança para continuarmos investindo. Só temos a agradecer

e parabenizar a Coamo”, ressalta.

Aquiles Dias, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo

Gilberto Kiyoharu Nishioka, cooperado em Dourados

Cooperada Juliana Villani Minervini, de Maracaju

outubro/2025 revista 27


como referências no atendimento aos cooperados e

no desenvolvimento das comunidades locais.

A história da Coamo em Mamborê se confunde

com a dos cooperados, que acompanharam

a evolução da agricultura, a sucessão familiar

no campo e o fortalecimento do cooperativismo

como modelo de organização. A trajetória da família

Spilka é um exemplo dessa caminhada. Airton

recorda que, antes da Coamo, cultivava miunidades

Cinco décadas de desenvolvimento

e cooperativismo em Mamborê

Unidade da Coamo completa 50 anos, reafirmando a importância da expansão

iniciada em 1975 e o papel do cooperativismo no desenvolvimento regional

Henrique e Airton Spilka: trajetória da família se confunde com a evolução da Coamo em Mamborê

Em 2025, a Coamo celebra 50 anos de presença

em Engenheiro Beltrão e Mamborê (Centro-

-Oeste do Paraná). Foram as primeiras unidades

abertas fora de Campo Mourão, onde a cooperativa

foi fundada em 1970. A expansão iniciada em

1975 marcou um passo decisivo na história da cooperativa,

levando o cooperativismo a novas regiões

e fortalecendo a integração entre os produtores.

Cinco décadas depois, as unidades permanecem

28 revista

outubro/2025


lho, algodão e arroz e comercializava a produção

com cerealistas. “Às vezes recebia e às vezes perdia.

Quando pagavam, era o preço que queriam”,

relembra.

Segundo ele, a mudança veio com a instalação

da cooperativa. “Quando a Coamo chegou a Mamborê,

meu pai logo se associou e começou a plantar

soja. No primeiro ano foram cinco alqueires, depois foi

aumentando e fomos crescendo. Eu me associei em

1986 e continuamos tocando a propriedade”, conta.

Segundo Spilka, a instalação da cooperativa

foi decisiva para o desenvolvimento local. “Onde a

Coamo se instala, a cidade se desenvolve. Ela ajudou

muitas famílias. Foi assim com meu pai, depois

comigo e agora com meu filho, Henrique”, afirma.

Ele lembra que o crescimento veio acompanhado

da renovação do maquinário, do acesso à

tecnologia e do apoio da assistência técnica. A segurança

na comercialização também é apontada como

diferencial. “Na Coamo é diferente. A gente deposita,

vende quando quiser, e está seguro. É uma confiança

que temos”, frisa.

A história da família no cooperativismo se

estende às novas gerações. Henrique Spilka cresceu

acompanhando o trabalho do avô e do pai. “Até

hoje temos o trator 50x, onde aprendi a trabalhar. É

uma recordação que vai ficar para sempre. Eu peguei

a transição do trabalho mais mecânico para o

Airton e Henrique Spilka tem acompanhamento e orientação da Coamo

tecnológico, com GPS e taxa variável”, relata.

Henrique observa que a cooperativa sempre

incentivou a sucessão. “Quando meu avô faleceu, o

serviço não parou, continuou o legado que ele deixou.

Já estou ensinando meus filhos e eles também

gostam da agricultura. O papel da Coamo nesse incentivo

é fundamental”, diz.

Sobre os próximos 50 anos, pai e filho demonstram

confiança. “Eu espero que mantenha esse

ritmo de crescimento. A Coamo é uma cooperativa

sólida, séria e competente. A tendência é crescer

cada vez mais”, diz Airton. Henrique acredita que a

organização está preparada para o futuro. “A Coamo

tem um modelo de gestão que garante continuidade.

Eu vejo que daqui a 50 anos ela continuará sólida,

crescendo e apoiando o cooperado”, conclui.

outubro/2025 revista 29


unidades

Carlos Chagas Ferreira e Carlos Eduardo, pai e filho, acompanharam o desenvolvimento da Coamo em Mamborê e cresceram juntos com a cooperativa

O cooperado Carlos Chagas Ferreira, também

vivenciou essa trajetória de crescimento e sustentação

da Coamo. Ele chegou em Mamborê em

1979, aos 19 anos. Formado em técnico agrícola, iniciou

sua atividade em área arrendada. “Os primeiros

anos foram muito difíceis. Tinha que fazer curva de

nível, passar calcário. E era complicado conseguir o

insumo. Mas, sempre com apoio da cooperativa fomos

trabalhando e evoluindo", ressalta.

Ferreira lembra que o suporte da cooperativa

foi decisivo para a aquisição de terras e para a organização

de sua atividade. “A Coamo faz parte da nossa

vida. Aprendi a administrar olhando a forma como a

cooperativa era administrada. Isso foi fundamental.”

Ele destaca também a transformação da estrutura

logística e industrial ao longo dos anos. “No

início, entregávamos produtos em Mamborê porque

não tinha recebimento no Guarani, que fica a três

quilômetros da unidade. A evolução foi muito boa.”

Para ele, os principais benefícios da Coamo

são a segurança e a confiança. “Tanto faz ter dez

sacas ou 100 mil sacas de soja, é pago na hora. Os

insumos estão disponíveis sem precisar estocar na

propriedade. Isso traz tranquilidade.”

A trajetória da família também se estende à

nova geração. Carlos Eduardo Esteves Ferreira, filho

de Carlos Chagas, cresceu acompanhando a rotina

agrícola. Engenheiro agrônomo, fez estágio na cooperativa

e participou de programas de incentivo aos

jovens cooperados. “Eu posso dizer que conheço

a Coamo desde criança. Os programas ajudaram a

criar esse elo da nova geração com o campo. Hoje,

posso contribuir na gestão rural e dar continuidade

ao trabalho iniciado pelo meu pai”, afirma.

Ele destaca a transformação da agricultura

e a contribuição da cooperativa na atualidade. “A

aproximação com o cooperado é fundamental. O

corpo técnico está sempre presente, a parte digital é

dinâmica, e isso ajuda muito na tomada de decisão.

A confiança na cooperativa é primordial. Ela está

30 revista

outubro/2025


Carlos Chagas Ferreira com o primeiro trator adquirido em Mamborê

Cooperados destacam a importância da assistência técnica da Coamo

sempre do nosso lado e isso é muito importante.”

O gerente da Coamo em Mamborê, Paulo

Nicolau Mocci, observa que o marco de cinco

décadas demonstra a importância da cooperativa

para os cooperados. “Esses 50 anos representam

a evolução tecnológica, a geração de renda

e o desenvolvimento de toda a região”, afirma.

Segundo Mocci, a unidade se consolidou

com base em valores que sempre orientaram a

atuação da Coamo. “A diretoria sempre prega seriedade,

honestidade, valores e, principalmente,

o foco no cooperado. Esse tripé, diretoria, cooperados

e funcionários trabalhando juntos, é o

que mantém a cooperativa forte”, observa.

Com 42 anos de história na Coamo, o

gerente destaca a importância da confiança construída

ao longo do tempo. “A credibilidade que

o cooperado tem na Coamo é o segredo dessa

longevidade. A cooperativa está sempre preocupada

em levar desenvolvimento, gerar negócios e

manter o cooperado na atividade. Esse é o grande

diferencial”, ressalta.

O presidente Executivo da Coamo, Airton

Galinari, reitera que Mamborê foi o terceiro município

a receber unidades da cooperativa. “Uma

ideia que nasceu em 1970, dentro de Campo

Mourão, se expandiu para toda a região. Foi uma

decisão arrojada, tomada apenas cinco anos

após a fundação”, explica. Segundo Galinari, a

escolha de expandir tão cedo foi estratégica. “A

cooperativa precisava crescer para se manter e

fazer negócios de forma diferente. Precisava de

escala e relevância no mercado, e a forma de fazer

isso era ocupar novas áreas além de Campo

Mourão. Engenheiro Beltrão e Mamborê foram

escolhidas pelas suas características e vocações

agrícolas e pecuárias, e a expansão foi um sucesso”,

afirma.

Ele reforça que essas duas unidades tiveram

papel decisivo na estrutura da Coamo. “Foram

o trampolim para que tantas outras unidades

pudessem existir. É um marco importante. Elas

deram sustentação para a cooperativa crescer”,

observa.

Para o presidente, o desempenho de

Mamborê consolidou a identidade da cooperativa.

“É uma grande unidade, com uma fidelidade

muito grande do cooperado. O volume de produtos

recebidos e a participação na comercialização

e compra de insumos são muito expressivos.

Isso tudo foi criando a identidade da Coamo e

reforçando a sua estrutura”, avalia.

De acordo com ele, o impacto da presença

da Coamo vai além da produção agrícola. “A

estruturação beneficiou o município, que pôde

crescer e se desenvolver, e os cooperados, pelo

ganho em qualidade de vida e pela melhoria nas

condições de trabalho no campo.”

outubro/2025 revista 31


Coamo amplia capacidade industrial em

Dourados e reforça agregação de valor à soja

Com ampliação de 30% na capacidade de processamento,

unidade industrial transforma a produção dos cooperados em

alimentos e fortalece a presença da cooperativa no Estado

A

industrialização é uma das atividades que

mais agrega valor à produção agrícola.

No Mato Grosso do Sul, a Coamo mantém

uma moderna planta industrial em Dourados,

responsável pelo processamento de soja e refino

de óleo, contribuindo para o desenvolvimento

regional e para o fortalecimento da cadeia produtiva

dos cooperados.

A unidade iniciou suas operações em

2019, após dois anos e meio de obras. “A planta

entrou em operação em novembro de 2019.

A pedra fundamental foi lançada em 2016, e

desde então operamos de forma contínua”,

explica o engenheiro químico, Paulo Ricardo

Zanuto Dias, gerente da unidade industrial de

Dourados.

A indústria reúne duas operações em um

mesmo complexo. “Aqui é uma instalação completa.

Temos linhas de recebimento, beneficiamento,

secagem e armazenamento de soja, além

das plantas de preparação e extração, refinaria

de óleo, utilidades, áreas de apoio e um labora-

32 revista

outubro/2025


tório industrial completo para acompanhamento

de processos e liberação de produtos finais”, descreve

Zanuto.

A Coamo ampliou recentemente a capacidade

de processamento da unidade. A planta,

que inicialmente operava com três mil toneladas

de soja por dia, passou a processar quatro mil toneladas,

um aumento de 30% na capacidade. “A

planta sempre operou com carga cheia desde o

início. Hoje conseguimos processar mais de 1,3

milhão de toneladas de soja por ano e refinar 720

toneladas de óleo por dia”, destaca o gerente.

O trabalho é realizado de forma contínua.

A indústria funciona 24 horas por dia e sete dias

por semana, garantindo eficiência na transformação

da produção. “A ampliação ocorreu em

função da disponibilidade de grãos no estado e

do crescimento da produção dos cooperados. A

Coamo decidiu pela ampliação da unidade para

atender melhor esse avanço e agregar valor à

produção local”, explica Zanuto.

Com a planta localizada próxima aos

cooperados do Mato Grosso do Sul, a logística

de entrega e o aproveitamento da produção se

tornaram mais eficientes. “A indústria recebe produtos

diretamente dos campos dos cooperados,

mas também das entregas nos entrepostos. Essa

estrutura facilita o escoamento da produção e

mantém o valor agregado mais próximo da origem”,

acrescenta o gerente.

A Coamo mantém em suas indústrias o

mesmo padrão de qualidade em todas as etapas,

desde o recebimento do grão até o produto

final. “A cooperativa investe de forma constante

para garantir produtividade, segurança e atendimento

às normas, legislações e certificações”,

afirma Zanuto.

Com processos modernos e rigoroso

controle laboratorial, a unidade de Dourados

reforça a responsabilidade da Coamo com a segurança

alimentar e com o padrão dos produtos

oferecidos aos consumidores.

Presente há 21 anos no Mato Grosso do

Sul, a cooperativa continua ampliando sua presença

industrial e fortalecendo sua atuação no

estado, transformando a produção dos cooperados

em alimentos e consolidando sua contribuição

para o desenvolvimento regional.

outubro/2025 revista 33


plantio

Safra de verão avança na área da Coamo

Progresso das atividades no campo é considerado normal, sustentado por

boas condições climáticas e pelo trabalho técnico que orienta os cooperados

O

plantio da safra de verão 2025/26 segue

em ritmo acelerado em toda a área de

ação da Coamo. O progresso das atividades

no campo é considerado normal, sustentado

por boas condições climáticas e pelo

trabalho técnico que orienta os cooperados. As

expectativas apontam para crescimento da área

cultivada e manutenção de produtividades nas

culturas de soja e milho.

Segundo o engenheiro agrônomo, Lucas

Gouvêa Vilela Esperandino, coordenador de Suporte

Técnico da Coamo, a expectativa é de crescimento

da área. “A produção deve acompanhar

esse aumento, refletindo também o avanço das

tecnologias aplicadas e o manejo eficiente adotado

pelos produtores”, comenta.

O clima, fator determinante para o sucesso

da safra, vem apresentando comportamento

favorável neste início de ciclo. O engenheiro

agrônomo observa que as precipitações estão

ocorrendo com regularidade em praticamente

todas as regiões de atuação da Coamo.

Com o avanço das operações no campo,

o manejo de plantas daninhas é um dos pontos

de atenção. O agrônomo explica que a melhor

estratégia depende de cada situação. “Depende

muito da condição real da planta daninha, do tamanho

e do tempo disponível entre a aplicação

e o plantio”, afirma.

Segundo ele, a recomendação ideal deve

ser feita pelo engenheiro agrônomo responsável

pela área. “O profissional técnico da Coamo está

capacitado para avaliar o estágio da planta, o histórico

da área e indicar o melhor manejo. A presença

no campo é essencial para uma tomada de

decisão segura.”

34 revista

outubro/2025


Ele destaca ainda que a cooperativa oferece

produtos adequados para cada situação. “A

Coamo tem excelentes insumos e um corpo técnico

altamente capacitado para oferecer suporte e

amparo ao cooperado”, reforça.

Esperandino destaca que o uso de tecnologia

tem se tornado um diferencial entre os

cooperados da Coamo. “Em 1973, em Campo

Mourão, iniciou o plantio direto, uma ferramenta

essencialmente consagrada e que transformou

a agricultura. Desde então, a evolução tanto na

soja quanto no milho, tem proporcionado mais

facilidade no manejo e aumento das produtividades.

Nossos cooperados estão utilizando as

melhores ferramentas disponíveis, o que se reflete

diretamente em produtividade e eficiência

no campo.”

Entre os aprendizados recentes, o engenheiro

agrônomo destaca a importância da

gestão do solo como base de qualquer sistema

produtivo. “O primeiro ponto é entender como

está a área nos aspectos químico, físico e biológico”,

afirma. A análise química é o ponto de partida

para correções de nutrientes e adequações

do manejo. “A partir dela é possível definir a necessidade

de fósforo, potássio, gesso ou calcário.”

Na sequência, vêm as correções físicas, que

envolvem o controle da compactação e o uso de

plantas de cobertura. “Essas plantas favorecem o

equilíbrio biológico.”

O agrônomo ressalta ainda que o sucesso

da safra depende da soma de fatores: clima favorável,

adoção de tecnologia e suporte técnico

qualificado. “Esse trabalho é sustentado por uma

equipe ampla e especializada. A proximidade

entre engenheiros agrônomos e cooperados garante

agilidade nas decisões e acompanhamento

em todas as fases do ciclo produtivo. Nosso papel

é orientar, planejar e apoiar desde o preparo

do solo até a colheita”, explica.

Assista entrevista com o

engenheiro agrônomo,

Lucas Gouvêa Vilela

Esperandino

outubro/2025 revista 35


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36 revista

outubro/2025


A

colheita de trigo nas áreas de atuação

da Coamo vem registrando

uma das melhores produtividades

dos últimos anos, resultado das condições

climáticas favoráveis e do bom manejo

adotado pelos cooperados. Mesmo com

as variações de temperatura e a ocorrência

de geadas em algumas regiões, o desempenho

da cultura tem superado expectativas.

Além dos bons resultados nesta safra,

a cultura segue com papel fundamental

no sistema produtivo, contribuindo para a

rotação de culturas, o manejo do solo e o

equilíbrio da atividade agrícola.

Segundo o cooperado, Carlos Lucachevicz,

de Pitanga (Centro do Paraná),

o desenvolvimento da cultura e as condições

climáticas contribuíram para uma

boa produtividade. Lucachevicz é produtor

tradicional de trigo e mantém o culticolheita

TRIGO COM BONS

RESULTADOS

Condições climáticas

favoráveis e manejo adequado

garantem boa colheita e

valorizam o papel da cultura na

sustentabilidade das lavouras

Engenheiro agrônomo,

Marcelo Santana, com

o cooperado, Carlos

Lucachevicz, de Pitanga

outubro/2025 revista 37


colheita

Vicente, Felipe e Carlos Lucachevicz, de Pitanga (PR)

vo todos os anos. O cooperado explica que

a cultura traz benefícios importantes para o

manejo das lavouras e para a preparação

do solo. “Eu sempre falo: nas áreas que nós

temos trigo, sempre colhemos 10, 15 sacas

de soja a mais, e ainda ajuda no controle das

plantas daninhas”, explica.

O cooperado destaca que faz um

manejo de solo com adubação de sistema,

prática que considera fundamental para o

bom desempenho das lavouras. “Meu investimento

é sempre com uma boa adubação,

para que a cultura seguinte se beneficie também”,

comenta. Neste ano, a área cultivada

pela família foi de 450 alqueires e a produtividade

superou as expectativas. “Está surpreendendo,

com produtividade acima de

200 sacas por alqueire. Estamos satisfeitos

com o desempenho da lavoura.”

O cooperado, Lucas Lawryniuk, também

de Pitanga, avalia o ciclo como um dos

melhores dos últimos anos, tanto em produtividade

quanto em qualidade dos grãos.

“Este ano foi muito bom para o trigo. Fazia

anos que não colhíamos tanto”, comenta.

Segundo ele, o clima contribuiu significativamente

para o desenvolvimento da cultura.

“O clima foi bom e nós estamos muito satisfeitos

com a colheita”, acrescenta.

De acordo com o cooperado, as

chuvas ocorreram de forma regular e a

geada não causou prejuízos. “Plantamos

no mês de junho, para escapar da geada. A

nossa região é bem fria. Mas, graças a Deus,

nós estamos colhendo um resultado muito

bom, uma média de 180 sacas por alqueire”,

explica.

Embora o preço do grão tenha diminuído

em relação a anos anteriores, o cooperado

ressalta que o rendimento da produção

compensa. Ele reforça que a persistência é

fundamental na cultura. “O produtor tem

que ser insistente, plantar todo ano. Eu nunca

deixei plantar 80 ou 100 alqueires de trigo

por ano.” Além da produtividade, ele destaca

a boa qualidade do grão nesta safra.

A parceria com a Coamo, que já dura

mais de três décadas, é apontada por Lawryniuk

como um fator importante para a continuidade

do trabalho.

38 revista

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Cooperado Lucas Lawryniuk avalia o ciclo como um dos melhores dos últimos anos

O engenheiro agrônomo, Marcelo

Santana, da Coamo em Pitanga, confirma

que a região tem tradição na produção do

cereal e que neste ano as condições climáticas

favoreceram o desenvolvimento das

lavouras. “Estamos em uma região com

tradição muito forte de produção de trigo.

Tivemos um cenário com boa distribuição

de chuva, desde a implantação da cultura

até no final do ciclo”, afirma.

Segundo ele, as temperaturas

mais baixas também contribuíram para o

bom desempenho das lavouras. “Foi um

ano mais frio, o que favoreceu também

o desenvolvimento da cultura. Algumas

áreas onde o plantio foi mais cedo, tivemos

um pouco de problema com geada.

Mas, no contexto geral, um ano excepcional

para a produção. Provavelmente, nos

últimos dez anos, é a maior média final

de trigo na região. Há cooperados superando

as 200 sacas por alqueire. Mas, se

tratando de Pitanga, que é um município

com grande extensão rural e com uma

ampla janela de semeadura, acreditamos

fechar entre 160 e 165 sacas por alqueire

de média no município.” Em relação à

área cultivada, o engenheiro agrônomo

explica que houve uma leve redução em

comparação ao ano anterior. “Os cooperados

buscaram algumas alternativas em

virtude dos outros anos, que não tiveram

um bom potencial de produção. Isso refletiu

na área”, destaca.

outubro/2025 revista 39


pecuária

Coamo e MSD Saúde Animal promovem

Semana Acadêmica Veterinária

Evento reforça o compromisso com a capacitação

técnica e a difusão de boas práticas na pecuária

A

capacitação profissional é uma prática constante

na Coamo, que mantém parcerias estratégicas

voltadas ao desenvolvimento e à

atualização dos seus profissionais. Um exemplo recente

foi a realização da Semana Acadêmica Veterinária,

promovida em parceria com a MSD Saúde

Animal.

O encontro reuniu médicos veterinários da

cooperativa em um programa de formação voltado

à gestão dos sistemas de produção de leite e de

gado de corte, além do manejo de baixo estresse

dos rebanhos. Segundo o analista de Suporte Técnico

da Coamo, Clécio Jorge Hansen Mangolin, a

iniciativa integra as ações da cooperativa em levar

Além das discussões teóricas, a programação incluiu atividades práticas, com demonstrações em propriedades de cooperados

40 revista

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Encontro reuniu médicos veterinários da cooperativa em um programa de formação voltado à gestão dos sistemas de produção

conhecimento e tecnologia aos cooperados.

“A Coamo vem, ao longo dos anos, investindo

na capacitação do seu quadro técnico. Entendemos

que o conhecimento precisa chegar

até o cooperado, levando o que há de mais

moderno e eficiente na atividade pecuária”,

destaca Mangolin.

Durante o evento, foram abordados

temas considerados prioritários pela equipe

técnica, como a gestão de indicadores de

produção e a análise de rentabilidade das

propriedades leiteiras e de corte. De acordo

com Mangolin, o objetivo é que os veterinários

estejam preparados para orientar os

cooperados sobre como identificar gargalos

produtivos e tomar decisões mais assertivas.

“Capacitamos os médicos veterinários para

que levem ao cooperado o entendimento sobre

a importância da gestão, dos indicadores

e de como agir quando a propriedade não

está sendo lucrativa”, explica.

Além das discussões teóricas, a programação

incluiu atividades práticas, com

demonstrações em propriedades de cooperados.

Uma das ações foi a aplicação do programa

‘Criando Conexão’, voltado ao manejo

de baixo estresse. A proposta é difundir técnicas

que priorizem o respeito aos animais e

a segurança dos trabalhadores, eliminando o

uso de instrumentos de coerção e ruídos excessivos.

“O animal deve ser tratado com respeito.

O pecuarista percebe que, ao adotar

esse método, há benefícios diretos, como ganho

de peso, mais imunidade e até aumento

outubro/2025 revista 41


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42 revista

outubro/2025


pecuária

na fertilidade do rebanho”, explica Mangolin.

O coordenador técnico de bem-estar

animal da MSD Saúde Animal, Antony Paulo

Luenenberg, apresentou a palestra sobre manejo

de baixo estresse e bem-estar animal. O

tema faz parte do programa de capacitação

desenvolvido para os profissionais da área

técnica, com foco na difusão de boas práticas

na pecuária. De acordo com Luenenberg, o

objetivo é mostrar como o manejo adequado

influencia diretamente o desempenho e a produtividade

dos rebanhos. “Apresentamos o

serviço de capacitação em bem-estar animal e

manejo de baixo estresse, que busca reduzir o

estresse dos animais, melhorar o desempenho

e permitir a identificação precoce de doenças”,

explica o coordenador.

Segundo ele, a adoção dessas técnicas

traz ganhos práticos dentro das propriedades,

refletindo tanto na saúde dos animais

quanto na segurança dos manejadores. “Os

principais benefícios estão dentro da porteira.

Ao mudar o comportamento no manejo, é

possível reduzir acidentes, melhorar a relação

entre o homem e o animal e identificar doenças

mais cedo, o que impacta diretamente na

produtividade”, destaca.

Luenenberg reforça que o bem-estar

animal é uma realidade consolidada na pecuária

e que sua aplicação resulta em propriedades

mais produtivas e sustentáveis. “Por muito

tempo acreditava-se que o bem-estar animal

não trazia resultados. Hoje, a ciência comprova

o contrário: quanto mais bem-estar, melhor a

produtividade e os resultados dentro da fazenda”,

afirma.

Gustavo de Marchi Bordon, consultor

em pecuária da MSD, que auxiliou na coordenação

do programa Criando Conexões, voltado

ao manejo de curral com baixo estresse,

comenta que a iniciativa permite aos profissionais

treinar técnicas de manejo e replicar

o conhecimento junto aos cooperados. “O

programa consiste em técnicas de manejo de

curral, com parte teórica e prática, para que os

médicos veterinários possam treinar, aprender

e transmitir esse conhecimento aos cooperados”,

explica Bordon.

O objetivo do programa vai além do

manejo animal, incluindo a segurança e bem-

-estar dos profissionais envolvidos na atividade.

“O foco é melhorar a produção dos

animais e também a qualidade de vida dos

manejadores e veterinários, evitando acidentes

e promovendo um ambiente mais calmo

para todos”, ressalta.

outubro/2025 revista 43


legado

Memorial Coamo comemora um ano

Desde a inauguração, o local recebeu mais de dez mil visitantes entre

cooperados, familiares, estudantes e integrantes da comunidade

O

Memorial Coamo completou um ano de

funcionamento e se consolidou como um

espaço de preservação da história da cooperativa

e de valorização do cooperativismo. Desde

a inauguração, o local recebeu mais de dez mil visitantes

entre cooperados, familiares, estudantes e

integrantes da comunidade, tornando-se um ponto

de referência para quem deseja conhecer a trajetória

da Coamo.

Com tecnologia moderna e interatividade, o

Memorial Coamo proporciona aos visitantes uma experiência

única, passando por três eixos, o passado, o

presente e o futuro. O presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo

Gallassini, destaca a emoção de acompanhar a evolução

da cooperativa ao longo de mais de cinco décadas.

“Fico feliz ao ver uma sala especial para os fundadores

mostrando como foi o início da Coamo, e sou grato pela

homenagem com uma sala em meu nome, inclusive

com um Jeep do mesmo ano, 1968, quando cheguei

para iniciar o trabalho de extensão rural em Campo

Mourão. É a história da cooperativa, mas apresentada

44 revista

outubro/2025


Antonio Sérgio Gabriel, diretor

Administrativo e Financeiro da Coamo,

e José Aroldo Gallassini, presidente do

Conselho de Administração

de uma forma moderna. É algo de grande importância

para toda a comunidade”, observa.

Gallassini lembra que o espaço tem cumprido

um papel educativo ao receber grupos escolares

e contribuir com o aprendizado dos estudantes.

“Para as crianças que visitam, é uma oportunidade

de ter uma noção real da história de Campo Mourão,

da agricultura e da Coamo como um todo. O

memorial mostra toda essa história, da orientação

técnica e recebimento da produção até a industrialização,

exportação e o cooperativismo que continua

transformando vidas”, conclui.

O diretor Administrativo e Financeiro da Coamo,

Antonio Sérgio Gabriel, participou ativamente do

processo de concepção do espaço. Segundo ele, o

memorial aproxima a cooperativa da comunidade.

“As pessoas passam a conhecer melhor o trabalho da

Coamo, o que ela faz, de onde surgiu e como opera.

Muitas vezes, conhecem apenas os números divulgados,

mas aqui é possível compreender o papel social

da cooperativa”, observa.

A gerente pedagógica da Secretaria de Educação

de Campo Mourão, Giseli Florentim, revela

que os alunos do terceiro ano do ensino fundamental

estão participando de visitas ao memorial. Ela

conta que a experiência tem proporcionado aprendizado

prático e despertado o interesse dos estudantes

sobre o cooperativismo e o desenvolvimento

regional. “Os alunos vêm e interagem, porque aqui

é diferente. É um memorial tecnológico, com toda

a parte histórica de como iniciou Campo Mourão, o

cooperativismo, o legado que vem até a atualidade,

com toda essa tecnologia, logística e dinâmica. Estar

aqui é um reencontro com a história da Coamo, de

Campo Mourão e de muitas famílias que têm ligação

com a cooperativa”, ressalta Giseli.

Entre os grupos que participaram das visitas

estão alunos do Colégio Estadual Adaucto da

Silva Rocha, de Luiziana (Centro-Oeste do Paraná).

Essa oportunidade permitiu que os estudantes e

professores conhecessem a história da cooperativa

e compreendessem sua importância para o desenvolvimento

regional. A professora Daniely Benini,

acompanhou a turma e ressalta o valor educativo e

social da experiência. “O memorial mostra o quanto

é fundamental ter uma cooperativa e como ela auxilia

no desenvolvimento do município. Aqui pudemos

ver a história desde o início, algo que muitos

não conheciam. A cada sala, descobrimos pioneiros

da nossa região, pessoas conhecidas dos alunos, o

que reforça a importância do cooperativismo para

Luiziana e para todo o entorno”, destaca.

Para a estudante Gabryelly Vieira de Souza,

a visita foi marcante e apresentou uma nova pers-

outubro/2025 revista 45


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46 revista

outubro/2025


legado

Visita do Colégio Estadual Adaucto

da Silva Rocha, de Luiziana. Alunos

Mateus da Costa, Gabryelly Vieira de

Souza e Lue Augusto Veres Ferri; e a

professora Daniely Benini

pectiva sobre o cooperativismo. “Antes de vir, a professora

pediu um trabalho sobre a Coamo, mas o que

vimos aqui foi muito além do que imaginávamos. É

uma experiência real, com história e reflexão”, conta.

O governador do Paraná, Carlos Massa

Ratinho Junior, foi uma das autoridades que visitaram

o Memorial Coamo neste primeiro ano de atividades.

“É algo que nos enche de orgulho. É uma

oportunidade de conhecer mais a fundo a história

da Coamo, já vista por todos que vivem um pouco

da agricultura, dessa evolução do Brasil, com detalhes,

a transformação ao longo desses últimos 50

anos. É ver essa que se transformou, da união de 79

agricultores, na maior cooperativa da América Latina”,

salienta.

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto

Ricken, destaca a importância de materializar a

história. “Em nome da Ocepar, eu quero parabenizá-

-los. É um belo trabalho que foi feito ao longo desses

54 anos e que teremos aí séculos pela frente, o que

reforça a importância de deixar essas emoções materializadas.

Como que você faz para materializar uma

emoção? Só fazendo um memorial. Nossos netos,

bisnetos em algum momento vão poder rever essa

história de uma forma organizada e valorizar isso que

foi muito bem-feito”, revela.

José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar

Governador Ratinho Júnior e secretários de Estado em visita ao memorial

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48 revista

outubro/2025


credicoamo

O reflexo da confiança

Presente em 51 municípios

do Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul, mais

de 30 mil associados e mais de

550 funcionários: retrato geral

da Credicoamo, uma das maiores

cooperativas de crédito rural

do país. Cresce, inova e mantém

seus princípios desde sua implantação,

no ano de 1989, quando

29 cooperados da Coamo

fundaram a Credicoamo para ser

o braço financeiro dos cooperados

da Coamo, oferecendo produtos

e serviços para fomento da

produção e desenvolvimento da

atividade dos associados.

Em junho deste ano,

com relação ao mesmo período

de 2024, registrava crescimento

de 18,6% em operações de

crédito, 33% a mais em sobras;

um crescimento de 7,86% em

Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo

ativos administrados. O número

de funcionários ampliou 7,4% e

o de associados 6,9%.

Crescimento que é reflexo

da confiança do associado em

sua cooperativa de crédito. Com

gestão e valores, a Credicoamo é

uma força no segmento e, junto

à Coamo, é símbolo de potência,

inovação e boas práticas.

A posição expressiva da

Credicoamo está na mídia e é

motivo de orgulho para os dirigentes

e funcionários. Ela figura

entre as 100 maiores empresas

do Paraná, na posição 59. A Revista

e Editora Amanhã divulgou,

no mês de setembro, o ranking

das 100 Maiores Empresas do

Paraná, estabelecido através do

índice Valor Ponderado de Grandeza

(VPG), construído pela Revista

Amanhã em parceria com

a empresa de auditoria PwC. O índice

reflete o tamanho e o desempenho

das empresas a partir de

um cálculo que considera os três

grandes números de um balanço:

patrimônio líquido, receita líquida

e lucro líquido ou prejuízo. O ranking

é baseado em balanços do

exercício de 2024. (Fonte: revista

Paraná Cooperativo).

Sistema que olha para seu associado

No dia 16 de outubro de

2025 comemorou-se o Dia Internacional

do Cooperativismo de

Crédito, com o tema “Cooperação

por um mundo próspero”.

Um sistema que olha para o desenvolvimento

do seu associado

e que está sempre promovendo a

inclusão social, a educação financeira

com produtos e serviços que

agregam benefícios ao associado

e sua família, destaca o presidente

Executivo da Credicoamo, Alcir

José Goldoni. O dirigente reconhece

que o associado e o funcionário

da Credicoamo são protagonistas

do cooperativismo de

crédito, pois agem com confiança,

solidariedade e compromisso

com o bem comum, transformando

muitas vidas. “Somos muito

mais que crédito, somos uma

solução financeira sustentável! E,

com isso, oferecemos bem-estar

econômico, social e financeiro aos

nossos associados e funcionários”.

outubro/2025 revista 49


credicoamo

Três gerações

na Credicoamo

Mais de três décadas vivenciando os benefícios do

cooperativismo de crédito da Credicoamo. Hideo

Hoshino, de Engenheiro Beltrão (PR), é associado

desde o ano de 1993. Os filhos, Carlos, Celso e Hélio

também são sócios e a neta, Geovana, é associada

através do Futuro Coop, programa para crianças e

adolescentes de 10 a 17 anos, associados por pais

e avós que valorizam a importância da educação

financeira desde cedo. Hideo conta que todas as

necessidades para a produção são atendidas pela

Coamo e a Credicoamo é seu suporte financeiro.

“Tem todos os produtos e serviços, com custos mais

em conta”. Hideo também elogia a segurança que a

Credicoamo proporciona e o benefício das sobras.

“Ser cooperado Credicoamo faz parte do nosso desenvolvimento no

agronegócio. É o apoio necessário para enfrentar os desafios, melhorar a

produção e investimentos em equipamentos e tecnologia. A Credicoamo,

através de sua equipe tem um atendimento próximo e todos entendem a

realidade e desafios que o produtor rural enfrenta a casa safra, nos dando

segurança para seguir em frente. Além disso temos o retorno dos resultados

da cooperativa, a promoção de ações sociais e desenvolvimento da

região. A Credicoamo é muito mais que uma instituição financeira, é uma

parceira que acredita no potencial do produtor rural. Caminhamos juntos

para um futuro próspero e cooperativo”.

Sibelle Almeida Wunsche Nunes, de Mamborê (PR)

50 revista

outubro/2025


“O associado ganha tempo

e tem vantagens em tudo”

O associado da Credicoamo é o dono de uma

cooperativa de 36 anos (que serão completados em 17

de novembro de 2025) e que ao longo desta trajetória

tem somente resultados positivos. “Sempre com distribuição

de sobras aos associados, uma cooperativa muito

bem administrada”, declara o presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo e Credicoamo, José

Aroldo Gallassini. A Credicoamo não pertence a nenhuma

central, é uma cooperativa independente, exclusiva

do quadro social da Coamo. “Pode ter o luxo de financiar

100% da necessidade de crédito do quadro social”.

Com profissionalismo e seriedade, constrói facilidades

ao associado: “A Credicoamo pode fazer financiamento

de todo custeio de soja, milho e trigo dos

associados. Ela pode financiar a parte pecuária: vaca

leiteira, gado de corte, gado de leite. E, ela pode financiar

todos os investimentos que ele fizer, desde trator,

colheitadeira, todos os implementos. Então, é uma facilidade

muito grande”. O associado tem no cooperativismo

de crédito da Credicoamo um grande aliado.

Do ponto de vista econômico, a vantagem é expressiva,

além disso, a qualidade de vida e o lazer também

saem ganhando. Ou seja, a missão da Credicoamo, de

agregar renda ao associado por meio de soluções financeiras

sustentáveis, é sustentada no dia a dia, trazendo

vantagens econômicas, que consequentemente

geram qualidade de vida e bem-estar a toda a família.

Gallassini destaca que o associado entra no

entreposto e tem tudo, de farmácia veterinária a acesso

ao crédito. No mundo corrido de hoje, o presidente

do conselho entende que o associado consegue

ganhar tempo através do trabalho da Coamo e da

Credicoamo, aliado à solidez das cooperativas, com

uma filosofia de trabalho séria e comprometida em

fazer o melhor para o quadro social. “Ele entrou na

Credicoamo, a situação econômica dele está toda ali.

Ganha tempo e tem vantagens em tudo. É algo importante

que não é para qualquer um, não é toda região

que tem isso, como nós temos”.

José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo e Credicoamo

PRODUTOS E SERVIÇOS

Captação de recursos

Depósito à vista (conta corrente)

Aplicações financeiras - Poupança Rural, RDC – Recibo de Depósito

Cooperativo e LCA – Letra de Crédito do Agronegócio

Operações de Crédito

Custeios agrícola e pecuário

Comercialização: estocagem de soja, milho e trigo

Investimentos agrícola e pecuário, diversificados, crédito fundiário

Programas socioambientais e climáticos: Moradia Feliz,

financiamento de sistema de energia solar, financiamento da

conectividade rural e urbana, investimento sustentável – meio

ambiente, mobilidade sustentável

Financiamentos de veículos e caminhões

Empréstimos para Capital de Giro e para reforma e manutenção de

máquinas, equipamentos e implementos agropecuários

Cartão de crédito e cheque especial

Seguros: agrícola; veículos, caminhões, máquinas e

equipamentos; barracões, empresarial, residencial; sistema de

energia solar; seguro de vida, APC e demais ramos de seguro.

Consórcios

Serviços

Recebimentos de boleto, carnê e através de débito/Pix automático,

dos serviços prestados por empresas prestadoras de serviços

Aplicativo Mobile/Internet Banking – segurança nas transações

outubro/2025 revista 51


52 revista

outubro/2025


reconhecimento

Coamo recebe, pelo segundo ano

consecutivo, o Selo ODS Ouro

A Coamo foi novamente reconhecida com o Selo

ODS Ouro, concedido pelo Instituto ODS, em cerimônia

realizada no dia 9 de setembro, no Teatro

Municipal de Osasco, em São Paulo. O evento reuniu

mais de 140 entidades de todas as regiões do Brasil.

Para o coordenador de Sustentabilidade Ambiental

da Coamo, Djalma Lucio de Oliveira, o momento

foi de grande emoção e significado. “Representar

a Coamo em um evento tão especial reforça nosso

compromisso coletivo com um futuro melhor. Essa

conquista consolida nosso posicionamento não

apenas como a maior cooperativa do país, mas também

pelo destaque em nossas ações alinhadas à

sustentabilidade”, destaca.

O reconhecimento confirma o alinhamento das diretrizes

da cooperativa com os 17 Objetivos de Desenvolvimento

Sustentável (ODS) da ONU, envolvendo

práticas ambientais, sociais e de governança.

No processo de certificação, a Coamo apresentou

17 projetos auditados, cada um vinculado a um dos

ODS. Entre eles, ações como o projeto “Transportes

do MS: Ação Contra a Mudança Global do Clima”

(ODS 13), o Terminal Portuário de Paranaguá com

foco em “Vida na Água” (ODS 14), e iniciativas nos

entrepostos ligadas ao “Fome Zero e Agricultura

Sustentável” (ODS 2). Em Campo Mourão, projetos

voltados à saúde, igualdade de gênero e redução

das desigualdades também se destacaram.

Segundo o presidente Executivo da Coamo, Airton

Galinari, cada projeto guarda estreita relação com

os valores corporativos da Coamo, refletindo em

impactos positivos para cooperados, colaboradores

e comunidades. O desafio, agora, é ampliar ainda

mais esse compromisso. “A conquista do Selo Ouro

não é um ponto de chegada, mas um incentivo para

continuarmos avançando em boas práticas, fortalecendo

a qualidade de vida e atuando de forma

exemplar em todos os ODS”, reforça Galinari.

outubro/2025 revista 53


MARGARINA ORIGINALE

brownie de

chocolate

INGREDIENTES

200 g de Margarina Originale

300 g de chocolate meio amargo

4 ovos

270 g de açúcar cristal

45 g de Farinha de Trigo Originale

30 g de chocolate em pó 50% cacau Uma receita por @lucasalencar_blog

MODO DE PREPARO

Derreta a margarina e o chocolate em banho-maria.

Depois, acrescente os ovos e o açúcar, misture

bem e finalize incorporando a farinha de trigo e o

chocolate em pó.

FARINHA ORIGINALE

Transfira a mistura para uma forma papel-manteiga

e leve ao forno preaquecido a 180 °C por 25 minutos.

Veja essa

e outras

receitas

imperdíveis.

coamoalimentos.com.br

CoamoAlimentos



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