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Biomais_76Dupla OPS

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Entrevista Gerson Ferraz, especialista em eficiência energética, apresenta cenário do setor

PARCERIA

EFICIENTE

EMPRESA CONECTA

PRODUTORES CERTIFICADOS

DE PELLETS NO BRASIL COM

REDES VAREJISTAS NA

EUROPA

EFFICIENT

PARTNERSHIP

COMPANY CONNECTS CERTIFIED

PELLET PRODUCERS IN BRAZIL

WITH RETAIL CHAINS IN EUROPE

BALANÇO

MATO GROSSO DO SUL SE DESTACA

NA PRODUÇÃO DE BIOENERGIA COM

INVESTIMENTOS A LONGO PRAZO

SOLUÇÃO

CENTRO DE TRATAMENTO GERA ENERGIA

A PARTIR DE RESÍDUOS URBANOS


TECNOLOGIA EXCLUSIVA IMTAB

PAT EN T E



SUMÁRIO

06 | EDITORIAL

Mercado global

08 | CARTAS

10 | NOTAS

18 | ENTREVISTA

26 | PRINCIPAL

32 | SUSTENTÁVEL

Energia a partir de lixo urbano

38 | PRÊMIO

Prêmio REFERÊNCIA

Melhores do Ano 2025

42 | BALANÇO

48 | ARTIGO

54 | AGENDA

56 | OPINIÃO

Nova taxonomia eleva o custo

da inação ESG para empresas e

investidores

04 www.REVISTABIOMAIS.com.br



EDITORIAL

MERCADO

GLOBAL

GLOBAL MARKET

06 www.REVISTABIOMAIS.com.br

A capa desta edição destaca

a LDG Forest Group, empresa

que busca parceiros brasileiros

para produzir pellets.

O

s pellets fabricados no Brasil estão ganhando cada vez mais mercado, principalmente em países da Europa. A matéria de capa

desta edição da Revista REFERÊNCIA BIOMAIS destaca a LDG Forest Group, empresa internacional que faz a distribuição de

pellets certificados para o mercado varejista europeu. Com larga experiência no setor, a empresa busca parceiros brasileiros

para abastecer o mercado internacional de pellets. Mesmo o Brasil sendo um grande gerador de energia de fontes renováveis,

a eficiência energética ainda precisa avançar. É o que afirma o consultor e especialista em gestão e eficiência energética, Gerson Ferraz,

entrevistado da edição. Profissional com atuação na capacitação de profissionais e no desenvolvimento de estratégias para a transição

energética no Brasil, Gerson é fundador e diretor executivo da Jornada da Eficiência e coordenador do Fórum de Eficiência Energética,

evento realizado em parceria com o Smart Energy, em Curitiba (PR). As novidades da feira Composhow, que aconteceu em Piracicaba (SP),

também ganha destaque no mês, que ainda traz um balanço do setor de bioenergia no Mato Grosso do Sul, além da iniciativa de se produzir

energia a partir do lixo urbano em Manaus (AM), entre outras informações do segmento. Uma ótima leitura!

P

ellets manufactured in Brazil are gaining an increasingly large share of the market, particularly in Europe. This issue of REFERÊNCIA Biomais

features LDG Forest Group on the cover, a significant player in this market that distributes certified pellets to the European retail

market. The Company, which has extensive experience in the Sector, is now seeking Brazilian partners to supply the international pellet

market. Despite being a significant producer of renewable energy, Brazil still needs to improve its energy efficiency. This is according to

Gerson Ferraz, a consultant and energy management and efficiency expert, who was interviewed for this issue. Gerson is a professional who trains

others in energy transition strategies in Brazil. He is the Founder and Executive Director of Jornada da Eficiência (Efficiency Journey) and coordinator

of the Energy Efficiency Forum, an event held in partnership with Smart Energy in Curitiba (PR). This month's issue also highlights the latest

news from the Composhow fair, held in Piracicaba (SP), and provides an overview of the Bioenergy Sector in Mato Grosso do Sul. It also covers an

initiative to produce energy from urban waste in Manaus (AM), among other information about the Sector. A must-read!

EXPEDIENTE

ANO XII - EDIÇÃO 76 - NOVEMBRO 2025

Diretor Comercial/Commercial Director:

Fábio Alexandre Machado

(fabiomachado@revistabiomais.com.br)

Diretor Executivo/Executive Director:

Pedro Bartoski Jr

(bartoski@revistabiomais.com.br)

Redação/Writing:

Gisele Rossi

(jornalismo@revistabiomais.com.br)

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Fabiana Tokarski - Supervisão -

Aime Cristine Lima

Letícia Stefanello

(criacao@revistareferencia.com.br)

Dep. Comercial/Sales Departament:

Gerson Penkal

(comercial@revistabiomais.com.br) Fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation: John Wood Moore

Dep. de Assinaturas/Subscription:

José A. Ferreira - (41) 99203-2091

(assinatura@revistabiomais.com.br) - 0800 600 2038

ASSINATURAS

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A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da JOTA Editora

Rua Maranhão, 502 - Água Verde - Cep: 80610-000 - Curitiba (PR) - Brasil

Fone/Fax: +55 (41) 3333-1023

www.jotaeditora.com.br

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de energias limpas e alternativas,

produtores de resíduos para geração e cogeração de energia, instituições

de pesquisa, estudantes universitários, órgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se responsabiliza

por conceitos emitidos em matérias, artigos, anúncios ou colunas

assinadas, por entender serem estes materiais de responsabilidade de

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proibídas sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

REVISTA BIOMAIS is a monthly and independent publication, directed

at clean alternative energy producers and consumers, producers of residues

used for energy generation and cogeneration, research institutions, university

students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities, directly and/

or indirectly linked to the Segment. REVISTA BIOMAIS does not hold itself

responsible for concepts contained in materials, articles, ads or columns signed

by others; these are the responsibility of their authors. The use, reproduction,

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requisitos sejam atendidos e o máximo

retorno do investimento seja alcançado.



CARTAS

PRINCIPAL

A grelha vibratória da DanPower se mostrou muito eficiente. É uma solução que vem

ganhando o mercado.

Ricardo Airosa – Sorocaba (SP)

Foto: divulgação

Direct Drive

Precisão para a

indústria de biomassa.

ENTREVISTA

Achei muito interessante a iniciativa do Senai (AP). Atravessando a fronteira para qualificar os trabalhadores brasileiros.

Joaquim Borges – Bela Vista do Paraíso (PR)

PREMIAÇÃO

Gostei da premiação Troféu Cavaco. É um incentivo para melhorar a qualidade do produto.

Rodolfo Marques – Naviraí (MS)

INOVAÇÃO

A utilização do sargaço na fabricação de matéria-prima para construção civil me

surpreendeu! Parabéns aos envolvidos.

Guilhermina Bastos – Campos Novos (SC)

Foto: divulgação

www.revistabiomais.com.br

na

energia

biomassa

dia informação

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Peletizadora de

alta perfomance

Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

SAIBA MAIS

08 www.REVISTABIOMAIS.com.br



NOTAS

PODCAST REFERÊNCIA

O mês de outubro no Podcast REFERÊNCIA foi marcado

por debates sobre os desafios da gestão, a profissionalização

da indústria madeireira e os caminhos da sucessão

familiar. As conversas abordaram como equilibrar o

legado dos fundadores com a necessidade de inovação

e a implementação de novas tecnologias. Os primeiros

convidados foram Rogério Dalgallo (foto de cima), CEO

da Dalcomad, e Vitoria Dalgallo (foto do meio), Diretora

Corporativa da empresa. O segundo convidado foi Rafael

Lessa (foto de baixo), engenheiro florestal e sócio-proprietário

da IndHub. Os episódios contaram com o apoio da

Contraco Máquinas, Auge do Brasil e da Borroz Indústria e

Comércio de Borrachas.

Rogério e Vitoria Dalgallo, pai e filha, compartilharam

a jornada da Dalcomad, destacando os desafios de

preparar a empresa para o futuro. A conversa abordou a

importância de separar os papéis familiares dos profissionais

e de estruturar a governança. Contudo, não faltou

espaço para lembrar dos conflitos enfrentados por ambos

e as experiências vividas na rotina de trabalho em como

solucionar os problemas. “Neste caso, o importante é tentar

se colocar na posição do outro para tentar ter uma visão

e solução mais adequada”, aconselha a filha acerca da

resolução dos conflitos internos e planejamentos futuros.

Vitoria, que representa a nova geração na gestão, falou

sobre a importância de criar uma cultura empresarial sólida.

“A governança corporativa em uma empresa familiar

não é para engessar, mas sim para dar sustentabilidade e

agilidade ao processo de sucessão”, destacou Vitoria.

Rafael Lessa aprofundou a discussão sobre a profissionalização

de empresas familiares, trazendo sua experiência

como consultor focado na indústria da madeira.

Ele falou sobre a importância de organizar processos,

capacitar a mão de obra e implementar dados para tomar

decisões, saindo do “eu acho”. Refletindo sobre o propósito

de trabalho, Rafael compartilhou sua visão sobre o legado

para o setor. “Quero que a próxima geração herde uma

indústria melhor. Não uma indústria que recebeu algo que

já foi melhor. Quero que seja uma indústria caminhando

para um futuro promissor”, concluiu.

CONSÓRCIO DO PARANÁ NA PRODUÇÃO

DE HIDROGÊNIO RENOVÁVEL

Um consórcio formado pela Copel, Sanepar e outras instituições paranaenses está entre os cinco projetos

que irão compor o plano de investimentos do Brasil para os CIF-ID (Fundos de Investimento Climático – Descarbonização

da Indústria). A proposta do Consórcio Biogas-to-H2 Paraná (B2H2) é usar o biogás gerado em uma

estação de tratamento de esgoto para produzir hidrogênio renovável de baixa emissão de carbono. A seleção foi

promovida pelo MME (Ministério de Minas e Energia), por meio da chamada pública para hubs de hidrogênio de

baixa emissão de carbono para descarbonização da indústria, uma das principais ações do Programa Nacional do

Hidrogênio. O consórcio é liderado pela Copel Geração e Transmissão (Copel GT) e conta também com a participação

das empresas Sanepar, Compagas, Peróxidos do Brasil, Gas Futuro e instituições de ensino e pesquisa como a

UFPR (Universidade Federal do Paraná), Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), CIBiogás, Fundação

Parque Tecnológico Itaipu-Brasil, Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica e o Napi Hidrogênio (Novo Arranjo

de Pesquisa e Inovação em Hidrogênio). A chamada pública contou com 70 inscrições de diferentes regiões do

país. Foram selecionadas cinco propostas com grande potencial de execução até 2035. Além do Paraná, também

foram escolhidas iniciativas da Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Foto: Maurilio Cheli/ Sanepar

Os episódios do Podcast

REFERÊNCIA estão disponíveis

no nosso canal do youtube, que

o Leitor pode acessar através do

QR Code:

Fotos: REFERÊNCIA

Foto: Albari Rosa/ Arquivo AEN

10 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

11



NOTAS

INPASA ANUNCIA CONSTRUÇÃO DE NOVA

BIORREFINARIA EM GOIÁS

Com investimento previsto de R$ 2,4 bilhões, a Inpasa, maior biorrefinaria de etanol de grãos da América

Latina, anunciou a construção de uma nova unidade em Rio Verde (GO). A nova unidade será a nona biorrefinaria

da companhia e a primeira em território goiano, fortalecendo a integração entre agricultura, energia e indústria.

O projeto prevê a geração de até 2.700 empregos diretos e indiretos durante a construção e outros 420 empregos

fixos na fase operacional. A inauguração está prevista para o primeiro trimestre de 2027. A nova unidade terá

capacidade anual para processar 2 milhões de toneladas de grãos, resultando na produção de 1 bilhão de litros de

etanol, 490 mil toneladas de DDGS (ração proteica para bovinos, suínos e aves), 47 mil toneladas de óleo vegetal e

geração estimada de 345 mil GW/h (gigawatts por hora) de energia elétrica a partir de biomassa. Segundo o presidente

da Inpasa, Éder Odvar Lopes, a escolha de Rio Verde reflete uma decisão estratégica baseada na infraestrutura

logística do município. “Rio Verde representa o encontro entre produtividade e sustentabilidade. No coração do

centro-oeste, a nova biorrefinaria vai impulsionar a rotação de culturas, ampliar o uso de energia limpa e fortalecer

a competitividade regional com base na bioeconomia”, destacou.

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NOTAS

BIOENERGIA DE ÁRVORES

CULTIVADAS

Fonte limpa e renovável, a bioenergia florestal já responde por 12,09%

do consumo energético brasileiro. É o que mostra a publicação: Bioenergia

das árvores cultivadas - energia verde para um futuro sustentável; produzida

pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores) em parceria com a Epe (Empresa de

Pesquisa Energética), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)

e Abtcp (Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel). A bioenergia

florestal, derivada de produtos como o licor preto, carvão vegetal e biomassa

lenhosa, é usada tanto pelo setor de árvores cultivadas como também para

abastecer a indústria do país. A bioenergia florestal se mostra cada vez mais

presente na diversificação da matriz de indústrias como a de cimento, de

plástico, alimentícia e cervejeira. A publicação destaca o papel da biomassa

florestal, mostrando que há uma ampla gama de produtos energéticos,

desde os já consolidados, como carvão vegetal, licor preto, cavacos, pellets

e briquetes, até novas soluções, como o gás de síntese para hidrogênio de

baixo carbono, o biometano e os biocombustíveis líquidos, incluindo etanol

2G e SAFs. Em termos ilustrativos, há uma biorrefinaria energética baseada em

árvores cultivadas, com capacidade de escalar e de abrir oportunidades para a

transição de baixo carbono.

Foto: divulgação Bioenergia

14 www.REVISTABIOMAIS.com.br



NOTAS

GERAÇÃO DISTRIBUÍDA CRESCE 60%

O agronegócio brasileiro já concentra 13% da potência instalada de GD (geração distribuída) no país.

A classe de consumo rural registrou um crescimento expressivo de cerca de 60% entre junho de 2023 e

junho de 2025, saltando de 3,5 GW para 5,6 GW (gigawatts), segundo dados da Aneel (Agência Nacional

de Energia Elétrica) reunidos pela ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída). Atualmente, a

potência instalada total de GD no Brasil supera 42 GW, estando presente em mais de 5.500 municípios.

A modalidade, que consiste na produção de energia elétrica próxima ao local de consumo, se consolida

como solução estratégica para o setor rural. “Nesse cenário, a energia elétrica deixou de ser apenas

um insumo operacional e passou a ser considerada um pilar estratégico para garantir produtividade,

competitividade e sustentabilidade no campo. A GD tem papel fundamental na diversificação da matriz

energética, permitindo reduzir emissões, ampliar o acesso à energia em regiões remotas e garantir

maior previsibilidade no fornecimento, sem depender de combustíveis fósseis ou da oscilação hídrica”,

justificou Carlos Evangelista, presidente da ABGD.

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ENTREVISTA

Foto: divulgação

ENTREVISTA

GERSON

FERRAZ

Formação: Engenharia Industrial Elétrica pela Furb (Universidade

Regional de Blumenau); Administração de Marketing pela Única

(Centro Universitário Única)

Education: Electrical Industrial Engineering from the Regional

University of Blumenau (Furb) and Marketing Management from

Única University Center

Cargo: coordenador do Fórum de Eficiência Energética

Function: Coordinator of the Energy Efficiency Forum

EM BUSCA DA

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

C

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K

IN PURSUIT OF ENERGY EFFICIENCY

1 2 3 4

A

pesar do Brasil ser um grande gerador de energia

de fontes renováveis, a eficiência energética ainda

precisa avançar. É o que afirma o consultor e especialista

em gestão e eficiência energética, Gerson

Ferraz, entrevistado nesta edição da Revista REFERÊNCIA

BIOMAIS. Profissional com atuação na capacitação de profissionais

e no desenvolvimento de estratégias para a transição

energética no Brasil, Gerson é fundador e diretor executivo da

Jornada da Eficiência e coordenador do Fórum de Eficiência

Energética, evento realizado em parceria com o Smart Energy,

em Curitiba (PR). Nesta entrevista, Gerson aponta a necessidade

de mais investimentos, políticas públicas e capacitação

profissional para sustentabilidade e inovação energética.

B

razil is a significant producer of renewable energy,

but energy efficiency still needs improvement.

According to Gerson Ferraz, a consultant and

specialist in energy management and efficiency,

interviewed in this issue of REFERÊNCIA BIomais, this is the

case. Ferraz is a professional who trains others and develops

strategies for Brazil's energy transition. He is the Founder

and Executive Director of Jornada da Eficiência (Efficiency

Journey) and the Coordinator of the Energy Efficiency Forum,

an event held in partnership with Smart Energy in Curitiba

(PR). In this interview, Gerson emphasizes the necessity of increased

investment, public policies, and professional training

in sustainability and energy innovation.

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RECEPÇÃO

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ARMAZENAMENTO

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ENTREVISTA

Muito se tem falado em eficiência energética. O

Brasil é eficiente na produção e oferta de energia?

O Brasil é reconhecido por ter uma matriz elétrica

relativamente limpa, com grande participação de fontes

renováveis como a hidrelétrica, a eólica e a solar. No

entanto, quando falamos de eficiência energética, o

desafio vai além da produção, envolve o uso racional da

energia em toda a cadeia. Ainda temos muito a avançar

na gestão do consumo, na modernização de processos

industriais e na adoção de práticas que integrem eficiência,

digitalização e sustentabilidade.

Quais os principais desafios para alcançar a eficiência

energética no Brasil?

O principal desafio é cultural e institucional. A

eficiência energética ainda é vista por muitas empresas

como um projeto técnico pontual, e não como uma

estratégia de gestão. Faltam políticas públicas mais

estruturadas, linhas de financiamento acessíveis e, principalmente,

capacitação profissional. É preciso criar uma

cultura de eficiência, onde medir, gerenciar e melhorar

o desempenho energético seja parte natural da gestão

empresarial.

E acerca da relação entre a eficiência e a transição

energética?

A eficiência energética é o primeiro passo da transição

energética. Antes de substituir fontes fósseis por

renováveis, é essencial reduzir desperdícios e otimizar

o uso da energia já disponível. A transição só é sustentável

quando conseguimos consumir menos e melhor.

Eficiência e transição caminham juntas, uma reduz a

demanda e a outra transforma a oferta.

Que estratégias empresas podem adotar para

alcançar a eficiência energética?

O primeiro passo é conhecer o próprio consumo.

Sem dados confiáveis, não há gestão. A partir daí, é

Much has been said about energy efficiency. Is

Brazil efficient in its energy production and supply?

Brazil is recognized for its relatively clean electricity

matrix, which includes a significant proportion of

renewable energy sources, such as hydroelectric, wind,

and solar power. However, energy efficiency involves

more than just production; it also requires the rational

use of energy throughout the entire process. We still

have a long way to go in managing consumption, modernizing

industrial processes, and adopting practices

that integrate efficiency, digitization, and sustainability.

What are the main challenges to achieving energy

efficiency in Brazil?

The main challenges are cultural and institutional.

Many companies still view energy efficiency as a

one-time technical project rather than a management

strategy. There is a lack of structured public policies,

accessible financing, and professional training. We must

create a culture of efficiency where measuring, managing,

and improving energy performance are natural

parts of business management.

How is efficiency related to the energy transition?

Energy efficiency is the first step toward transitioning

to renewable energy sources. Before replacing fossil

fuels with renewable energy sources, it is essential to

reduce waste and optimize the use of available energy.

The transition is only sustainable if we learn to consume

less and more efficiently. Efficiency and transition go

hand in hand: one reduces demand, while the other

transforms supply.

What strategies can companies adapt to achieve

energy efficiency?

The first step is to understand your own energy consumption.

Without reliable data, management is impos-

"Quando falamos de eficiência energética, o desafio vai

além da produção, envolve o uso racional da energia em

toda a cadeia"

20 www.REVISTABIOMAIS.com.br



ENTREVISTA

ASSISTÊNCIA

possível implementar um sistema de gestão de energia,

adotar indicadores de desempenho, monitorar continuamente

e envolver as equipes em metas de eficiência.

Investir em automação, digitalização e capacitação dos

profissionais também é fundamental. A eficiência é uma

jornada, não um projeto isolado.

Existe uma evolução no panorama atual da eficiência

energética nas indústrias brasileiras?

Há uma evolução positiva, especialmente entre

grandes empresas e setores mais intensivos em energia.

Muitas já perceberam que eficiência energética é

sinônimo de competitividade e sustentabilidade. No entanto,

o potencial ainda é enorme, principalmente nas

pequenas e médias empresas, que carecem de estrutura

técnica e acesso a soluções financeiras. Estamos em um

momento de amadurecimento do tema no ambiente

industrial brasileiro.

sible. Then, you can implement an energy management

system, adopt performance indicators, continuously

monitor, and involve teams in efficiency goals. Investing

in automation, digitization, and professional training

is also essential. Efficiency is a journey, not an isolated

project.

Is the current energy efficiency landscape in

Brazilian industries evolving?

There has been positive progress, particularly

among large companies and in more Energy-Intensive

Sectors. Many have realized that energy efficiency is

synonymous with competitiveness and sustainability.

However, there is still enormous potential, particularly

among small and medium-sized companies that lack

the technical infrastructure and access to financial solutions.

The topic is maturing in the Brazilian industrial

environment.

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útil de seu equipamento.

Como tem avançado no país essa questão?

Nos últimos anos, vimos um crescimento expressivo

na discussão sobre eficiência energética, impulsionado

por programas como o PEE (Programa de Eficiência

Energética) da Aneel (Agência Nacional de Energia

Elétrica) e por iniciativas privadas e setoriais. Além disso,

a digitalização e o avanço das tecnologias de medição e

automação têm democratizado o acesso a soluções antes

restritas a grandes players. A Jornada da Eficiência,

por exemplo, tem contribuído para formar profissionais

e fortalecer essa comunidade no Brasil.

How has this issue progressed in the Country?

In recent years, there has been significant growth in

discussions about energy efficiency, driven by programs

such as the National Electric Energy Agency (Aneel) and

its Energy Efficiency Program (PEE), as well as private

and sectoral initiatives. Additionally, digitization and

advances in measurement and automation technologies

have made solutions previously restricted to large

players more accessible. The Jornada da Eficiência, for

example, has contributed to training professionals and

strengthening the energy efficiency community in Brazil.

Quais as principais fontes de energia tendem a

crescer neste ambiente de transição energética?

As fontes solar e eólica continuarão sendo protagonistas

pela rápida expansão e competitividade. No

entanto, acredito que veremos um crescimento relevante

das fontes distribuídas e híbridas, combinando

solar, biomassa e armazenamento. Essa diversificação

é essencial para dar estabilidade ao sistema e garantir

segurança energética no processo de transição.

Which energy sources are likely to grow in this

energy transition environment?

Solar and wind sources will continue to play a

leading role due to their rapid expansion and competitiveness.

However, I believe we will see significant growth

in distributed and hybrid systems combining solar,

biomass, and storage technologies. This diversification

is essential to providing stability to the system and ensuring

energy security during the transition process.

Como vê o papel das biomassas para geração de

energia?

Sem dúvida, a biomassa tem um papel estratégico

no Brasil, tanto pela disponibilidade de recursos, quanto

pela capacidade de gerar energia de forma descentralizada

e complementar às demais fontes renováveis.

Além disso, ela contribui para a eficiência do sistema ao

What is your view on the role of biomass in

energy generation?

Without a doubt, biomass plays a strategic role in

Brazil due to the availability of resources and its ability

to generate energy in a decentralized manner, complementing

other renewable sources. Additionally, it

contributes to system efficiency by utilizing agricultural

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ENTREVISTA

aproveitar resíduos agrícolas e industriais, transformando

passivos em energia. É um excelente exemplo de

economia circular aplicada ao setor energético.

Foi coordenador do Fórum de Eficiência Energética,

realizado em paralelo ao Smart Energy 2025 em

Curitiba (PR), qual sua avaliação sobre o evento?

O Fórum de Eficiência Energética superou as expectativas.

O evento, como um todo, reuniu mais de 1.100

profissionais, gestores e especialistas de todo o país em

um ambiente de troca genuína e construção coletiva.

Conseguimos conectar iniciativas públicas, privadas e

acadêmicas, mostrando que eficiência energética é um

tema transversal que precisa de colaboração. Foi um

marco importante para fortalecer o diálogo e inspirar

novas ações no setor.

Em 2026 haverá nova edição do fórum?

Sim, teremos nova edição em 2026, com uma proposta

ainda mais conectada à prática. Vamos ampliar os

espaços de imersão e troca entre empresas e especialistas,

incluindo cases reais, painéis temáticos e uma trilha

voltada à gestão de energia nas organizações. A ideia

é que o Fórum continue sendo um ponto de encontro

para quem quer transformar a eficiência energética em

resultado. Além de apresentar para os profissionais as

possibilidades de atuação, soluções, metodologias e

processos, ele cumpre um papel essencial de articulação

entre os diferentes atores do setor e ajuda a manter

a eficiência energética na pauta das empresas e das

políticas públicas. Ao reunir gestores, consultores e fornecedores,

criamos um ecossistema de colaboração e

inovação que acelera a transição energética e fortalece

a competitividade do país.

and industrial waste to generate energy, turning liabilities

into assets. Biomass is an excellent example of the

circular economy applied to the Energy Sector.

You were the Coordinator of the Energy Efficiency

Forum, which was held alongside Smart Energy

2025 in Curitiba (PR). What is your assessment of

the event?

The Energy Efficiency Forum exceeded expectations.

The event brought together more than 1,100 professionals,

managers, and experts from across the Country,

fostering genuine exchange and collaboration. We

connected public, private, and academic initiatives,

demonstrating that energy efficiency is a cross-cutting

issue requiring cooperation. The event was an important

milestone in strengthening dialogue and inspiring new

actions in the Sector.

Will there be a new Forum in 2026?

Yes, and it will be even more connected to practice.

We will expand spaces for companies and experts to interact,

including real case studies, thematic panels, and

a track focused on energy management in organizations.

The Forum will continue to be a meeting point for

individuals seeking to transform energy efficiency into

tangible results. In addition to presenting professionals

with possibilities for action, solutions, methodologies,

and processes, the Forum plays an essential role in coordinating

the different stakeholders in the Sector. It also

helps keep energy efficiency on the agenda of companies

and public policies. By bringing together managers,

consultants, and suppliers, we foster an ecosystem of

collaboration and innovation that accelerates the energy

transition and bolsters the Country's competitiveness.

"As fontes solar e eólica continuarão sendo protagonistas pela

rápida expansão e competitividade. No entanto, acredito que

veremos um crescimento relevante das fontes distribuídas e

híbridas, combinando solar, biomassa e armazenamento"

24 www.REVISTABIOMAIS.com.br



PRINCIPAL

ESPECIALISTA EM EXPORTAÇÃO DE

BIOMASSA BRASILEIRA

EMPRESA CONECTA PRODUTORES

CERTIFICADOS DE PELLETS

NO BRASIL COM REDES DE

SUPERMERCADOS NA EUROPA

FOTOS DIVULGAÇÃO

L

íder no mercado europeu de distribuição de

pellets de madeira certificados e biomassa para

os setores de varejo e energia, a LDG Forest

Group vem atuando para conectar produtores

do mundo todo com as redes varejistas. Com operações

na Dinamarca, Itália e Brasil, a empresa oferece

gestão completa da cadeia de suprimentos, desde a

exportação e embalagem, até o armazenamento e distribuição,

garantindo qualidade, confiabilidade e sustentabilidade.

A LDG é empresa pioneira com profundo conhecimento

sobre silvicultura e biomassa. A LDG tem uma

rede de distribuição e fornecimento para os principais

grupos varejistas da Europa, incluindo estações de empacotamento,

armazenamento e transporte rodo-ferroviário-pluvial

para uma distribuição segura. A empresa

oferece embalagem automatizada e com certificado

ENplus A1, que garante um alto desempenho e segurança

para equipamentos de aquecimento e energia

que utilizam pellets de madeira. A LDG também tem

o certificado FSC que atesta que a madeira provém de

florestas manejadas. Com o crescente mercado para

geração de energia sustentável, a LDG Forest Group

está expandindo sua rede de fornecedores.

SPECIALIST

IN BRAZILIAN

BIOMASS EXPORTS

A COMPANY CONNECTS CERTIFIED

PELLET PRODUCERS IN BRAZIL WITH

WITH SUPERMARKET CHAINS IN EUROPE

L

DG Forest Group is a leader in the European

market for the distribution of certified wood pellets

and biomass to the Retail and Energy Sectors.

The Company has been working to connect

producers from around the world with retail networks.

With operations in Denmark, Italy, and Brazil, LDG Forest

Group offers complete supply chain management, including

export, packaging, storage, and distribution. This

ensures quality, reliability, and sustainability.

LDG is a pioneer with a deep knowhow inside forestry

and biomass. LDG distribute network and supply to

Europe’s leading retail groups, includes bagging facili-

CANADÁ

NORTH AMERICA

DENMARK

CA

US

DK

HUB ITALY

HUB EUROPE

> Oristano (OR)

> Fredericia

> Perugia (PG)

> Antwerp

> Verona (VR)

> Rotterdam

> Livorno (LI)

> Hamburg

> Melzo (MI)

> Gothenburg

> San Salvo (CH)

> Le Havre

> Napoli (NA)

> Dunkirk

> Gioia Tauro (RC)

SOUTH AMERICA

SA

IT

ITALY

26 www.REVISTABIOMAIS.com.br

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

27



PRINCIPAL

"A LDG está pronta para

representar os melhores

produtores de biomassa

do Brasil na Europa"

Natan Bittencourt

Responsável pela Divisão Brasileira

ATUANDO NO BRASIL

Com uma operação no Brasil, a empresa tem feito

parcerias para levar o produto brasileiro para Europa.

“A demanda europeia por biomassa certificada continua

crescendo. A qualidade da produção e os recursos

florestais do Brasil são excepcionais. Estamos aqui para

conectar os produtores brasileiros de pellets e biomassa

com a sólida rede de distribuição da LDG na Europa”,

diz Natan Bittencourt, head da Divisão Brasileira.

“A LDG fornece a estrutura e os canais para atingir

o mercado europeu. Procuramos parcerias com produtores

prontos para exportação, focados em certificação

e sustentabilidade e interessados em uma colaboração

estável de longo prazo”, explica Natan.

Com a finalidade de garantir o fornecimento de

biomassa e pellets para as redes varejistas da Europa,

a LDG está abrindo o mercado e busca parcerias com

produtores certificados e sustentáveis no Brasil, que

tenham capacidade de produção consistente a granel

ou ensacada; compromisso com a sustentabilidade e

ties, warehousing, road-rail-ship to secure the supply.

The Company offers automated packaging and ENplus

A1 certification, which guarantees the high performance

and safety of heating and energy equipment using wood

pellets. LDG also has FSC certifying that wood come from

well managed forests. As the market for sustainable energy

generation grows, LDG Forest Group is expanding its

supplier network.

as certificações que atestam a qualidade do produto;

capacidade para exportação via contêiner ou embarcação;

fornecimento confiável, operação transparente,

e interesse em contratos de compra e venda de longo

prazo. “Fornecemos o caminho para o mercado, a embalagem

e a distribuição. Gerenciamos a logística, a

conformidade e o marketing para que os produtores

possam se concentrar na produção. A LDG está pronta

para representar os melhores produtores de biomassa

do Brasil na Europa”, diz Peter Andreas Lindgreen, CEO

da LDG Forest Group.

BUCANDO PARCERIAS

Impulsionado pela demanda por soluções sustentáveis

e pelas políticas de descarbonização, o mercado

europeu de aquecimento está em crescimento. Os pellets

de madeira têm demanda crescente de usinas de

energia e para aquecimento residencial, tendo países

da Europa Central como principais consumidores no

continente europeu.

Peter Andreas Lindgreen,

CEO da LDG Forest Group

OPERATING IN BRAZIL

The Company has formed partnerships through its

representative office in Brazil to export Brazilian products

to Europe. “Demand for certified biomass in Europe continues

to grow. Brazil’s production quality and forest resources

are exceptional. We are here to connect Brazilian

pellet and biomass producers with LDG’s solid distribution

network in Europe,” says Natan Bittencourt, head of Brazilian

Division.

“LDG provides the structure and channels to reach the

European market. We seek out partnerships with producers

who are ready to export, focused on certification and

sustainability, and interested in stable, long-term collaboration,”

he explains.

To guarantee the supply of biomass and pellets to

European retail chains, LDG is opening the market and

seeking partnerships with certified, sustainable Brazilian

producers who can consistently produce biomass and

pellets in bulk or in bags; are committed to sustainability;

have the necessary certifications to attest to product quality;

can export via container or Vessel; can supply reliably

and transparently; and are interested in long-term purchase

and sale contracts. “We provide the path to market,

packaging, and distribution. We manage logistics, compliance,

and marketing, allowing producers to focus on

production. LDG is ready to represent the best biomass

producers in Brazil and Europe,” says Peter Andreas Lindgreen,

Chief Executive of LDG Forest Group.

SEEKING PARTNERSHIPS

The European heating market is growing due to demand

for sustainable solutions and decarbonization

policies. There is increasing demand for wood pellets for

power plants and residential heating, with Central Europe

as the primary consumers in Europe.

With the qualification for pellet production in Brazil,

LDG has positioned itself as the company responsible

28 www.REVISTABIOMAIS.com.br

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 29



PRINCIPAL

Com a qualificação da produção de pellet no Brasil,

a LDG se posiciona como a empresa responsável para

apresentar o pellet brasileiro no mercado europeu:

avaliando os produtos brasileiros para atender os requisitos

de controle de qualidade europeus, as certificações

e os padrões da UE (União Europeia), a gestão

da exportação por meio do envio do produto para as

instalações da LDG na Europa, proporcionando a armazenagem

e ensacamento adequados, com embalagem

automatizada de alta capacidade, e a distribuição do

produto nas principais redes varejistas. “A LDG opera

uma das instalações de embalagem mais eficientes e

de alta capacidade do mercado europeu de biomassa,

garantindo um fornecimento confiável durante todo o

ano”, assegura Natan Bittencourt.

for introducing Brazilian wood pellets to the European

market by: evaluating Brazilian products to ensure they

meet European quality control requirements, certifications,

and EU standards; managing exports by shipping

products to LDG’s facilities in Europe; providing adequate

storage and bagging; using high-capacity automated

packaging; distributing products to major retail chains.

“LDG operates one of the most efficient and high-capacity

packaging facilities in the European biomass market,

ensuring a reliable year-round supply,” says Bittencourt.

LDG was founded in Denmark and has more than 40

years of experience in the field of forest products and biomass.

LDG has gained extensive experience on the global

stage, focusing on sustainable forest management and

environmentally friendly energy solutions. Operating in

DK 304 IT 386

Capacidade

produtiva constante

(a granel ou ensacada)

Compromisso com

sustentabilidade e

certificação (ENplus)

Capacidade

de exportar

via container ou navio

Operações transparentes

e fornecimento confiável

Interesse em contratos

de fornecimento

de longo prazo

A LDG foi fundada na Dinamarca e tem mais de

40 anos de experiência na área de produtos florestais

e biomassa. A LDG tem ganhado vasta experiência no

cenário global, com ênfase em gestão florestal sustentável

e soluções energéticas ecologicamente corretas.

Com operações na Itália, Escandinávia, Brasil, Polônia,

Países Bálticos, França, Bélgica, Canadá e EUA (Estados

Unidos da América), a LDG se destaca como um player

fundamental nos mercados de pellets de madeira

da Europa, América do Norte e América do Sul. A expansão

estratégica da empresa, incluindo a entrada

no mercado italiano em 2014, e mais recentemente no

Brasil, demonstra o comprometimento em atender às

diversas necessidades de clientes residenciais e comerciais

por meio de uma seleção abrangente de pellets de

madeira, briquetes, toras e cavacos de alta qualidade.

"A Empresa conecta

produtores certificados

de pellets no Brasil com

redes de supermercados

na Europa"

Natan Bittencourt,

Responsável pela Divisão

Brasileira

Italy, Scandinavia, Brazil, Poland, the Baltic States, France,

Belgium, Canada, and the United States, LDG is a leading

player in the wood pellet markets of Europe, North America,

and South America. Its strategic expansion, including,

in 2014, entering the Italian market and, more recently,

the Brazilian market, demonstrates the Company’s commitment

to meeting the diverse needs of residential and

commercial customers with a comprehensive selection

of high-quality wood pellets, briquettes, logs, and wood

chips.

30 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

31



SUSTENTÁVEL

ENERGIA A PARTIR DE

LIXO URBANO

Foto: Fabiola Sinimbú/ Agência Brasil

COM INVESTIMENTO DA INICIATIVA PRIVADA, ATERRO

SANITÁRIO EM MANAUS (AM) VAI GERAR BIOGÁS

FOTOS DIVULGAÇÃO

O

CTTR (Centro de Tratamento e Transformação

de Resíduos), construído em Manaus

(AM), vai aproveitar as emissões de GEE

(gases do efeito estufa) geradas na decomposição

do que é descartado em toda a região metropolitana

da cidade para produzir biogás. Com um terço das

obras concluídas, a nova infraestrutura já pode começar

a receber resíduos de todos os municípios localizados em

um raio de 150 km (quilômetros) da capital do Amazonas.

No Brasil, mais de 41% dos resíduos urbanos tiveram

destinação inadequada em 2023, apontou um relatório

divulgado pela Abrema (Associação Brasileira de

Resíduos e Meio Ambiente). De acordo com o presidente

da entidade, Pedro Maranhão, o modelo do CTTR é uma

das soluções possíveis para o problema da destinação

dos resíduos no país. A iniciativa é a mais adequada para

atender a uma capital como Manaus, com mais de dois

milhões de habitantes. “Estamos trabalhando para que se

encerrem os lixões e as prefeituras deem uma destinação

ambientalmente correta para o seu resíduo”, almeja

Maranhão.

INVESTINDO EM SOLUÇÃO

Atualmente, Manaus envia cerca de 3 mil toneladas

ao dia de recursos descartados pela população para um

antigo depósito de lixo, construído em 1986, e transformado

em aterro sanitário. Localizado no quilômetro 19

da Rodovia AM-010, que liga Manaus ao município de

Itacoatiara (AM), a infraestrutura atingiu o limite de uso

em 2024. Uma decisão do Tjam (Tribunal de Justiça do

Amazonas), em abril de 2024, permitiu a expansão do

antigo espaço para continuidade da atividade até 2028,

quando deverá entrar em funcionamento um novo aterro

em local distinto.

A solução para o problema foi antecipada e partiu de

uma empresa privada, que investiu R$ 200 milhões no

projeto do CTTR, da Marquise Ambiental, com o objetivo

de transformar o que antes era considerado lixo e problema,

em um negócio rentável e sustentável.

“O nosso CTTR tem todo um processo de contenção que

garante que não haverá nenhuma fuga de material, com

um sistema de mantas de última geração, com drenagem

para lagos de contenção, não só das águas pluviais, mas

32 www.REVISTABIOMAIS.com.br

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

33



SUSTENTÁVEL

também da geração de chorume, com monitoramento

de superfície e subsolo, ao redor de todo o equipamento,

garantindo sempre a integridade daquele bioma que está

ao nosso redor”, explica Hugo Nery, diretor-presidente

da Marquise Ambiental, empresa de serviços e soluções

ambientais.

EM FUNCIONAMENTO

A infraestrutura, que ocupa um terreno de 142,8 ha

(hectares), inaugurou em maio de 2025 a primeira célula,

das três previstas, para disposição de resíduos sólidos,

quando passou a ter capacidade de receber e armazenar

1.200 toneladas ao dia. Até a conclusão do projeto, a

capacidade será triplicada.

Além das células impermeabilizadas, o CTTR tem

ainda um sistema de tratamento de chorume, que utiliza

a tecnologia de osmose reversa, capaz de purificar o

líquido contaminante em água desmineralizada para

reúso pela indústria, que também será comercializada.

Na última etapa de conclusão da infraestrutura, com

previsão de começar a operar dois anos após o início

da disposição dos resíduos, será finalizado o sistema de

captação do biogás.

"O nosso CTTR tem todo

um processo de contenção

que garante que não haverá

nenhuma fuga de material, com

monitoramento de superfície

e subsolo, ao redor de todo

o equipamento, garantindo

sempre a integridade do bioma

que está ao nosso redor"

Hugo Nery,

diretor-presidente da empresa

de serviços e soluções ambientais

34 www.REVISTABIOMAIS.com.br



SUSTENTÁVEL

www.metalsulindustrial.com

"Estamos trabalhando para

que se encerrem os lixões

e as prefeituras deem uma

destinação ambientalmente

correta para o seu resíduo"

Pedro Maranhão,

presidente da Abrema

Segundo o empresário, a proximidade à rede de distribuição

de gás natural, derivado de petróleo, permitirá

a inserção do biogás na rede, descarbonizando também

o uso desse gás na cidade, como já ocorre em Fortaleza

(CE), onde outro aterro com esse modelo de empreendimento,

já está em funcionamento, com a diferença

que o biogás é ainda transformado em biometano, para

geração de energia.

“Com a inclusão direta do biometano na rede, todo

e qualquer cliente que se utiliza desse gás verde tem

como mostrar um certificado de descarbonização da sua

própria operação”, explica Nery.

A expectativa dos investidores é que, quando o CTTR

estiver em pleno funcionamento, a planta tenha capacidade

de reduzir as emissões por uso de gás natural em

até 400 milhões de toneladas de CO2e/a.a (gás carbônico

equivalente ao ano).

Para o secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano

e Qualidade Ambiental, Adalberto Maluf, a iniciativa traz,

na sua essência, o conceito de sustentabilidade, alcançando

os aspectos econômico, ambiental e social. “Ter a

disponibilidade do biometano a um preço competitivo

permite que a indústria se consolide, o parque industrial

seja competitivo, trazendo mais empregos, lembrando

que o emprego da indústria é o melhor dos empregos, é

o emprego que mais distribui renda, que paga os melhores

salários, e a indústria representa 20% do PIB (produto

interno bruto), 35% do imposto e 65% da inovação”,

avalia o secretário.

Na MetalSul, criamos equipamentos

sob medida para a secagem eficiente

de biomassa, com economia de

energia e alto desempenho

Sistema de secagem ideal para:

Biomassa

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Polpa de frutas

Lodo frigorífico

Tenha Produtividade com durabilidade,

baixo custo e energia renovável com a

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PRÊMIO REFERÊNCIA 2025

ABB WOOD

A ABB Wood Brazil Ltda. consolida-se como um verdadeiro expoente na indústria de base florestal, sendo a maior e mais

tecnológica serraria do país com foco na produção de madeira para paletes. Integrante do grupo francês Archimbaud, a empresa

se destaca pela sua impressionante capacidade produtiva e por sua estrutura projetada sob o conceito da Indústria

5.0, garantindo excelência em agilidade e confiabilidade no processamento. Sua atuação não se limita apenas ao segmento

de paletes, mas abrange também a sustentável transformação de resíduos (cavacos e serragem) em pellets de madeira. Por

sua excelência e liderança tecnológica no setor, a ABB Wood teve seu mérito reconhecido ao ser uma das vencedoras do

prestigiado Prêmio REFERÊNCIA Melhores do ano.

BENEVIDES MADEIRAS

A Benevides Madeiras Ltda. se destaca no setor florestal brasileiro como uma referência em manejo florestal sustentável

na Amazônia, atuando em áreas de concessão como a Floresta Nacional de Caxiuanã, no Pará. A empresa é reconhecida por

basear sua operação no tripé da sustentabilidade: ecologicamente correta, economicamente viável e socialmente justa, o

que é atestado por certificações como o selo FSC (Forest Stewardship Council), além das ISO 9001, 45001 e 14001. Por seu

trabalho exemplar na Amazônia, aliando a extração racional de madeira nativa com um profundo respeito ao ecossistema e

às comunidades, a Benevides Madeiras é uma das merecedoras do Prêmio REFERÊNCIA 2025.

CONHEÇA OS VENCEDORES DA EDIÇÃO DESTE

ANO DO MAIS TRADICIONAL PRÊMIO DO SETOR

DE BASE FLORESTAL

FORESTOKEN

A ForesToken representa a vanguarda da transformação digital no mercado florestal, atuando como um ecossistema

pioneiro que integra tecnologias de Blockchain e Geointeligência. Seu principal produto, o EyeForest, oferece uma infraestrutura

modular para resolver gargalos históricos do setor, como a falta de crédito para pequenos produtores e a escassez

de matéria-prima. Ao utilizar smart contracts, a plataforma garante rastreabilidade da madeira, segurança jurídica nas transações

de compra e venda, e liquidez para ativos florestais que antes eram ilíquidos, como as florestas de ciclo longo. Essa

inovação tecnológica, que aproxima a cadeia florestal dos grandes centros financeiros, reconhecendo a ForesToken como

um agente de disrupção e eficiência no mercado, culminou na conquista do Prêmio REFERÊNCIA Melhores do ano.

N

o dia 1 de dezembro a indústria de base

florestal brasileira estará em festa, pois

será realizada a cerimônia do Prêmio

REFERÊNCIA 2025. O tradicional evento

que chega a sua vigésima segunda edição é organizado

e realizado pela JOTA Editora que é responsável

pela publicação das revistas REFERÊNCIA Celulose &

Papel, REFERÊNCIA Produtos de Madeira, REFERÊNCIA

Madeira Industrial, REFERÊNCIA Biomais e REFERÊNCIA

Florestal.

Nesta edição, o evento conta com o apoio de:

Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente), Acimderj (Associação

do Comércio e Indústria de Madeiras e Derivados

do Estado do Rio de Janeiro), Aimex (Associação

das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado

do Pará), Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e

Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso),

DRV, Envimat, Formóbile, Himev, Montana Química,

MSM Química e Rotteng.

A abertura do Prêmio REFERÊNCIA Melhores do

Ano de 2025, contará com a participação de Fernando

Castanheira, que é doutor em ciências florestais pela

UnB (Universidade de Brasília) como consultor florestal

para temas relacionados ao setor de base florestal

na defesa do interesse setorial, levando as demandas

da iniciativa privada ao poder público na construção

de pontes para o crescimento, com a palestra:

Panorama do setor florestal em 2025 – cenário atual

e perspectivas. Fábio Machado, diretor comercial da

JOTA Editora, destaca essa palestra e evento como

uma oportunidade de celebração e valorização do

setor. “A noite é uma festa e temos certeza que nosso

palestrante trará conhecimento e informações da

mais alta qualidade para nossos convidados e expectadores.

Será um evento maravilhoso, uma celebração

de quem tanto faz pelo segmento de base florestal

madeireira”, valoriza Fábio.

GBF

A GBF Madeiras Comércio e Exportação é uma empresa que se notabiliza no setor de florestas plantadas, especialmente

no cultivo, industrialização e comércio de madeira de teca, com atuação verticalizada, desde a extração, até a exportação

de painéis e produtos derivados. Com forte presença na região amazônica, mais precisamente no Estado do Pará e em

São Paulo, a empresa se compromete com a sustentabilidade ao realizar o plantio comercial em áreas reflorestadas, como

a Fazenda União Florestal, garantindo a origem legal e rastreada da matéria-prima. A GBF adota uma operação socialmente

correta e ambientalmente responsável, promovendo a industrialização próxima à floresta e valorizando a mão de obra

local. A GBF Madeiras foi agraciada com o Prêmio Melhores do Ano, fundamentalmente pelo investimento contínuo em

florestas plantadas de alto valor e pela excelência em seus produtos de Teca.

INDUSPARQUET

Com mais de cinco décadas de história, o Grupo Indusparquet se consolidou como uma referência mundial na fabricação

de pisos e revestimentos de madeira, englobando as marcas Indusparquet e Masterpiso. O sucesso da empresa reside

na união entre a estética sofisticada da madeira e um rigoroso compromisso com a sustentabilidade, que está no seu DNA.

Toda a matéria-prima é proveniente de florestas manejadas ou reflorestamento certificado pelo FSC, adotando uma política

de desperdício zero. Pioneira no uso de estufas computadorizadas, a Indusparquet assegura a qualidade e a durabilidade

de seus produtos. A sua trajetória de excelência, inovação em produtos e a forte atuação em critérios ESG, elevou ao

patamar de destaque e foi merecidamente reconhecida com o Prêmio REFERÊNCIA 2025.

38 www.REVISTABIOMAIS.com.br

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

39



PRÊMIO REFERÊNCIA 2025

LD CELULOSE

Outra empresa merecedora do Prêmio Melhores do Ano em 2025 é a LD Celulose, grande empresa global, com capacidade

de produção de 500 mil toneladas/ano de celulose solúvel, matéria-prima fundamental para fibras têxteis sustentáveis.

Sua operação no triângulo mineiro é um modelo de sustentabilidade e eficiência, com uso de florestas certificadas

FSC e processo de branqueamento. A empresa recicla cerca de 99% dos resíduos sólidos da fábrica, sendo a maior parte

destinada à sua própria Usina de Compostagem. Este projeto de economia circular transforma os resíduos em fertilizantes

e corretivos de solo (linha LD Agro), utilizados no manejo de suas florestas, garantindo o ciclo sustentável. Sua excelência a

elevou ao patamar de destaque, sendo reconhecida pela excelência em seu trabalho.

VEM AÍ!

LIGNUM BIOMASSA

A Lignum Biomassa é a empresa de soluções energéticas que se destaca pela industrialização sustentável do cavaco de

madeira nativa no Mato Grosso. Com foco na economia circular, a empresa transforma resíduos florestais em combustível

limpo para a agroindústria regional, atendendo fábricas de etanol de milho e secagem de grãos, e promovendo a redução

da emissão de GEE (gases de efeito estufa). Por sua excelência e impacto positivo, a Lignum Biomassa está entre as empresas

reconhecidas na edição de 2025 do Prêmio REFERÊNCIA Melhores do Ano, consolidando sua posição como líder em

soluções renováveis e sustentáveis no seu segmento.

MADIMUNE

A Madimune se estabeleceu como líder no mercado de tratamento e preservação de madeiras, sendo uma Usina de

Preservação de Madeiras com foco em eucalipto tratado para uso em instalações rurais, construção civil e paisagismo. A

empresa opera com tecnologia de ponta, incluindo uma autoclave de última geração, proporcionando a durabilidade,

qualidade e segurança de seus produtos, além de buscar continuamente soluções que respeitem as normas ambientais

e promovam a consciência ecológica. Seu compromisso com a excelência, ética profissional e a entrega de um produto

ecologicamente correto culminaram no reconhecimento de sua atuação, sendo a Madimune uma das empresas agraciadas

na edição de 2025 do Prêmio REFERÊNCIA Melhores do Ano.

REFLORESTAR

A Reflorestar Soluções Florestais se consolida como uma das principais prestadoras de serviços do setor no Brasil,

destacando-se pelos relevantes investimentos em modernização e tecnologia de ponta. Com um aporte de R$ 60 milhões

em mecanização para o ano de 2025, a empresa revolucionou o manejo florestal ao colocar em operação a primeira

máquina de roçada mecanizada em áreas de alta declividade no país, um avanço que alia produtividade, segurança para o

trabalhador e eficiência operacional. Além disso, a Reflorestar é pioneira na neutralização integral das emissões de carbono

em seus contratos, reforçando seu profundo compromisso com a agenda ESG e a sustentabilidade. Seu foco em inovação,

tecnologia e responsabilidade ambiental garantiu à Reflorestar o merecido reconhecimento na edição de 2025 do Prêmio

REFERÊNCIA.

01 DE DEZEMBRO DE 2025

APOIO:

UNIVERSIDADE DO CARBONO

A Universidade do Carbono surge como uma iniciativa educacional pioneira no Brasil com a missão estratégica de

preencher a lacuna de profissionais especializados na área de descarbonização e projetos de carbono. A instituição oferece

programas de excelência, como o MBA em Soluções Baseadas na Natureza, com foco em metodologias de conservação e

restauração florestal (REDD+, ARR) e agricultura regenerativa, preparando líderes com a visão técnica e estratégica necessária

para atuar no mercado global de ativos ambientais. Ao capacitar uma nova força de trabalho para garantir a integridade

e a viabilidade econômica de projetos que promovem a economia de baixo carbono e a floresta em pé, a Universidade do

Carbono demonstra um impacto direto e transformador na sustentabilidade do país, sendo, por essa relevância e inovação

no campo da educação e do clima, aclamada na edição de 2025 do Prêmio REFERÊNCIA Melhores do Ano.

ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE

MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

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BALANÇO

ESTADO SE DESTACA NA

PRODUÇÃO

DE BIOENERGIA

CADEIA PRODUTIVA DO SETOR NO

MATO GROSSO DO SUL INTEGRA ETANOL,

AÇÚCAR, BIOELETRICIDADE, BIOGÁS E BIOMETANO THE STATE STANDS OUT IN

BIOENERGY PRODUCTION

FOTOS DIVULGAÇÃO/ SEMADESC

MATO GROSSO DO SUL'S PRODUCTION

CHAIN INTEGRATES THE FOLLOWING:

ETHANOL, SUGAR, BIOELECTRICITY,

BIOGAS, AND BIOMETHANE

42 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

43



BALANÇO

INVESTIMENTO EM

INFRAESTRUTURA

Atualmente, o Mato Grosso do Sul ocupa posição de

destaque nacional como quarto maior produtor de etanol (a

partir da cana e do milho), quinto maior produtor de açúcar

e quarto maior exportador de bioeletricidade. Também é

pioneiro na produção de biogás e biometano a partir da

vinhaça e um dos principais protagonistas da transição energética

no país. O setor emprega mais de 33 mil trabalhadores

diretamente, movimenta R$ 1,3 bilhão em massa salarial

por ano e responde por 17% do PIB (produto interno bruto)

industrial do Estado. O desempenho coloca o setor como

um dos pilares estratégicos do desenvolvimento econômico

sul-mato-grossense.

Conforme o secretário, o Estado mantém diálogo

permanente com o setor produtivo, por meio da Semadesc

e da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia do

Mato Grosso do Sul), para garantir um ambiente de negócios

competitivo e sustentável.

Entre as ações estruturantes, o governo do Estado tem

investido em infraestrutura logística, ampliando o acesso

das indústrias às rodovias. “Estamos apoiando o asfaltamento

dos acessos de todas as usinas. Em um fim de semana

inauguramos R$ 30 milhões em obras de pavimentação.

Essas melhorias facilitam o escoamento da produção, o

transporte de trabalhadores e fortalecem as exportações de

açúcar e etanol”, pontuou o secretário, durante participação

no XXV Datagro.

INVESTMENT IN

INFRASTRUCTURE

Mato Grosso do Sul currently holds a prominent national

position as the fourth-largest producer of ethanol

(from sugarcane and corn), the fifth-largest producer of

sugar, and the fourth-largest exporter of bioelectricity.

The State is also a pioneer in producing biogas and biomethane

from vinasse and is one of the main drivers of

the Country’s energy transition. The Sector directly employs

more than 33,000 people, generates R$1.3 billion

in wages annually, and accounts for 17% of the State's

industrial GDP. This performance makes the Sector a

strategic pillar of the State's economic development.

According to the Secretary, the State maintains

ongoing dialogue with the productive Sector through

Semadesc and the Association of Bioenergy Producers of

Mato Grosso do Sul (Biosul) to ensure a competitive and

sustainable business environment.

Among the structural actions, the State Government

has invested in logistics infrastructure to expand industry

access to highways. “We are supporting the paving

of access roads to all mills. In one weekend, we inaugurated

R$30 million worth of paving projects. These

improvements facilitate production flow, transportation

of workers, and strengthen sugar and ethanol exports,”

said the Secretary during his participation in the XXV

Datagro conference.

C

om 22 usinas em operação e uma produção

anual superior a 4 bilhões de litros de etanol, o

Mato Grosso do Sul vem se consolidando como

um dos protagonistas nacionais na produção

de bioenergia. Durante a XXV Conferência Internacional

Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em outubro, em

São Paulo, o secretário Jaime Verruck, responsável pela

Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento,

Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul)

destacou o potencial da cadeia produtiva da bioenergia

no Estado, que hoje integra etanol, açúcar, bioeletricidade,

biogás e biometano.

“Mato Grosso do Sul é um dos maiores polos de bioenergia

do país, com investimentos sólidos, governança ambiental

e visão de longo prazo. O etanol, o biogás e o biometano

estão no centro da transição energética e da nova economia

verde que estamos construindo. Nosso papel é garantir políticas

públicas que dêem previsibilidade e segurança para o

setor continuar crescendo”, apontou Jaime.

W

ith 22 operating plants and an annual

ethanol production of over 4 billion liters,

the State of Mato Grosso do Sul has

established itself as a national leader in

bioenergy production. At the XXV Datagro International

Conference on Sugar and Ethanol in São Paulo in October,

Jaime Verruck, the Secretary for the Environment,

Development, Science, Technology, and Innovation for

the State of Mato Grosso do Sul (Semadesc), emphasized

the State's bioenergy production potential, including

ethanol, sugar, bioelectricity, biogas, and biomethane.

“Mato Grosso do Sul is one of the largest bioenergy

hubs in the Country, with solid investments, environmental

governance, and a long-term vision. Ethanol,

biogas, and biomethane are at the center of the energy

transition and the new green economy we are building.

Our role is to ensure public policies that provide predictability

and security for the Sector to continue growing,”

said Verruck.

Foto: Semadesc

"Mato Grosso do Sul é hoje

um dos maiores polos de

bioenergia do país, com

investimentos sólidos,

governança ambiental e

visão de longo prazo"

Jaime Verruck,

secretário de Meio Ambiente,

Desenvolvimento, Ciência,

Tecnologia e Inovação do

Mato Grosso do Sul

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45



BALANÇO

“Nunca pensamos o desenvolvimento do Mato Grosso

do Sul apenas dentro de um mandato. A bioenergia é um

dos setores que elegemos como prioridade, pela capacidade

de gerar resultados sustentáveis e de longo prazo. Esse é um

setor que nos coloca na pauta mundial quando se fala em

transição energética e segurança alimentar”, justificou Jaime

Verruck.

COMPROMISSO COM

SUSTENTABILIDADE

O secretário também reforçou o compromisso de Mato

Grosso do Sul com a meta de se tornar território carbono

neutro até 2030, estabelecida em 2017. No setor sucroenergético,

o Estado já possui uma plataforma própria de

monitoramento de emissões e remoções de GEE (gases de

efeito estufa), chamada Carbon Control.

Segundo Jaime, as usinas de etanol de milho emitiram

1,3 milhão de toneladas de CO₂ equivalentes na última safra

e removeram 2,6 milhões, alcançando um saldo positivo de

1,3 milhão de toneladas. “Esses resultados mostram o compromisso

do setor com a sustentabilidade, além das metas

do RenovaBio. Estamos muito próximos de consolidar a

metodologia que tornará o etanol e o açúcar produzidos em

“We never consider the development of Mato Grosso

do Sul within the scope of a single term of office. Bioenergy

is one of the sectors we have chosen as a priority

due to its ability to produce long-term, sustainable results.

It puts us on the global agenda concerning energy

transition and food security,” Verruck explained.

COMMITMENT TO SUSTAINABILITY

The Secretary reinforced Mato Grosso do Sul's

commitment to becoming Carbon Neutral by 2030, a

goal established in 2017. In the Sugar-energy Sector,

the State has its own platform, called Carbon Control,

for monitoring greenhouse gas (GHG) emissions and

removals.

According to Verruck, corn ethanol plants emitted

1.3 million tons of CO₂ equivalents during the last

harvest and removed 2.6 million tons, resulting in a

net positive balance of 1.3 million tons. “These results

demonstrate the Sector's dedication to sustainability

and the RenovaBio objectives. We are very close to

consolidating the methodology that will make ethanol

and sugar produced in Mato Grosso do Sul completely

Carbon Neutral,” he said.

Foto: Semadesc

Mato Grosso do Sul totalmente carbono neutros”, destacou.

Mato Grosso do Sul também atrai novos investimentos

em biometano, que já somam R$ 1 bilhão. Para estimular o

avanço do setor, o governo reduziu a carga tributária sobre o

biometano e o IPVA de veículos movidos por esse combustível.

Além disso, a Companhia de Gás de Mato Grosso do

Sul já realizou leilões para compra de biometano, com o

objetivo de inserir o biocombustível na rede de gás natural

e descarbonizar o consumo de energia. “O biometano deve

cumprir para o gás natural o mesmo papel que o etanol

cumpriu para a gasolina. Essa é a nossa estratégia de descarbonização

e de fortalecimento da matriz energética limpa”,

afirmou Jaime Verruck.

Segundo o secretário, o momento é de consolidação,

mas também de atenção a três frentes estratégicas: transição

logística, energética e tributária. Ele ressaltou a necessidade

de investimentos em ciência, tecnologia e inovação,

com apoio de instituições como Bndes (Banco Nacional de

Desenvolvimento Econômico e Social) e Finep (Financiadora

de Estudos e Projetos), e alertou para os impactos da reforma

tributária sobre os Estados do centro-oeste. “Estamos

realizando estudos setoriais para entender como as novas

alíquotas vão impactar nossa competitividade. É essencial

garantir que a reforma não reduza a capacidade dos Estados

de apoiar setores estratégicos como o da bioenergia”, alertou.

Mato Grosso do Sul is also attracting new investments

in biomethane, totaling R$1 billion. To stimulate

growth in the Sector, the State Government has reduced

taxes on biomethane and on Ipva for vehicles powered

by this fuel. Additionally, the Mato Grosso do Sul Gas

Company has held auctions to purchase biomethane to

incorporate biofuel into its natural gas network and reduce

emissions from energy consumption. “Biomethane

should play the same role for natural gas as ethanol has

for gasoline. This is our strategy for decarbonization and

strengthening the clean energy matrix,” said Verruck.

According to the Secretary, now is the time for consolidation

and focusing on three strategic areas: logistics,

energy, and tax transition. He emphasized the need

for investments in science, technology, and innovation

with support from institutions such as the National Bank

for Economic and Social Development (Bndes) and the

Financier of Studies and Projects (Finep). He also warned

of the impacts of tax reform on the Midwest States. “We

are conducting sectoral studies to understand how the

new tax rates will affect our competitiveness. It is essential

to ensure that the reform does not reduce the States’

ability to support strategic sectors, such as bioenergy,”

he said.

"A bioenergia é um dos setores que elegemos como prioridade, pela

capacidade de gerar resultados sustentáveis e de longo prazo. Esse é

um setor que nos coloca na pauta mundial quando se fala em transição

energética e segurança alimentar"

Jaime Verruck,

secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento,

Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul

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47



ARTIGO

DISTRIBUIÇÃO DA

BIOMASSA NO CERRADO

E A SUA IMPORTÂNCIA NA

ARMAZENAGEM DO CARBONO

FOTOS DIVULGAÇÃO

JOSÉ GUILHERME ROQUETTE

UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso)

RESUMO

O

Cerrado ocupa cerca de 24% do território

brasileiro e é caracterizado pela presença de

um estrato arbóreo e outro arbustivo, formados

praticamente por árvores de porte médio

e tortuosas, além de gramíneas. A quantidade de biomassa

presente no bioma ainda é pouco conhecida, principalmente

devido às suas diferenças fitofisionômicas. O interesse

pela quantificação da biomassa vem crescendo junto com

o interesse pelo aquecimento global, devido à armazenagem

do carbono nas diferentes frações dos vegetais. No

Cerrado, estes estudos são particularmente importantes

devido a aproximadamente 50% de seu território já ter

sido convertido para outros usos do solo, principalmente

agricultura e pecuária. Neste sentido, foram abordados

os principais fatores relativos à produção da biomassa

vegetal, as características das principais fitofisionomias e os

estoques e padrões de distribuição da biomassa e carbono

na vegetação, destacando, ainda, as estratégias que podem

ser adotadas para sua conservação. Observou-se a carência

de estudos dessa natureza, que podem ser associados com

sensoriamento remoto e sistemas de informações geográficas

para estimativas precisas de biomassa e armazenagem

do carbono, com eficiência de custos e tempo. Além disso,

políticas públicas devem ser incentivadas para maior conservação

do bioma, tendo em vista o potencial econômico

dos seus recursos naturais, com importância, principalmente,

alimentar, medicinal e turística, sobretudo, para as

populações tradicionais do Cerrado.

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49



ARTIGO

INTRODUÇÃO

A partir de 1979, ano em que foi realizado o primeiro

estudo rigoroso a respeito do aquecimento global,

conduzido por cientistas da Academia Nacional dos EUA

(Estados Unidos da América), começaram a se intensificar as

pesquisas e análises objetivando não somente a preservação

da biodiversidade de áreas florestais, mas também

relacionadas a alterações do clima no planeta (Campos,

2001; Seiffert, 2009).

Considerando que a temperatura regula diversos

processos de crescimento e desenvolvimento vegetal,

Watzlawick (2002) afirma que pequenas variações podem

ser capazes de provocar modificações no desenvolvimento

dos ecossistemas florestais. Segundo Seiffert (2009), os

impactos decorrentes da variação na temperatura global

afetarão todo o planeta e poderão comprometer, irremediavelmente,

o equilíbrio dos ecossistemas.

FATORES RELACIONADOS À

PRODUÇÃO DE BIOMASSA

Entende-se por produção primária a quantidade de

matéria seca (biomassa seca) produzida por um vegetal

ou comunidade de vegetais, sendo esta, maior conforme

a capacidade de assimilação de carbono por uma espécie

ou espécies que compõem determinada comunidade de

plantas durante o processo fotossintético (Larcher, 2006).

A quantidade de energia solar interceptada e absorvida,

a capacidade fotossintética, a respiração, o estágio de

desenvolvimento e os fatores edafoclimáticos apresentam

influência direta na quantidade de biomassa produzida

por um vegetal, havendo produção primária sempre que a

taxa fotossintética for maior que a taxa respiratória (Larcher,

2006; Prado; Casali, 2006).

A produção primária compreende todo o conjunto de

materiais orgânicos gerados por organismos autótrofos do

reino vegetal, sendo que, em florestas, geralmente são estimadas

a biomassa viva acima do solo, composta por árvores,

arbustos e gramíneas, a biomassa morta acima do solo,

composta pela serapilheira, troncos caídos e miscelâneas, e

a biomassa abaixo do solo, composta pelas raízes e matéria

orgânica do solo (Coelho, 1982; Martinelli et al., 1994).

BIOMA CERRADO

E SUAS TIPOLOGIAS VEGETAIS

O bioma Cerrado abrange diferentes fisionomias de

vegetação cujas variações são determinadas, de modo

geral, por fatores edáficos e topográficos, como a origem

geológica, a profundidade do solo, a drenagem, a presença

de concreções no perfil, a profundidade do lençol freático e

a textura e fertilidade do solo (Alvin, 1954; Eiten, 1972; Marimon

Junior; Haridasan, 2005; Soares et al., 2015).

A diversidade de ambientes no Cerrado varia, significativamente,

na estrutura horizontal, diferentemente de

ambientes como a Floresta Amazônica e Mata Atlântica, que

possuem ampla variação de acordo com a estratificação vertical,

o que proporciona diversas condições para o estabelecimento

de espécies (Machado et al., 2004).

ESTOQUES DE BIOMASSA VEGETAL E A

IMPORTÂNCIA NA ARMAZENAGEM DO CARBONO

São poucos os estudos de determinação da biomassa

vegetal em fitofisionomias do Cerrado, em sua maioria

relacionados ao Cerrado sentido restrito. A quantidade de

estudos desta natureza pode ser atribuída à dificuldade de

mensuração dos seus componentes de biomassa, devido,

principalmente, às características das espécies adaptadas

a esses ambientes, como a tortuosidade do tronco e a profundidade

no solo atingida pelo sistema radicular.

Nota-se que há um gradiente de biomassa vegetal

aérea (troncos, galhos e folhas) entre as diferentes fitofisionomias

do bioma, em ordem decrescente das formações

florestais para as herbáceo-arbustivas. A razão entre

biomassa aérea e subterrânea (raízes) também se modifica

com a fitofisionomia, sendo maior para as formações florestais

e menor para as formações herbáceo-arbustivas.

Apenas para o Cerrado sentido restrito foi possível se

obter uma média para as biomassas aérea e subterrânea,

sendo iguais a 25,98 Mg.ha-1 e 40,09 Mg.ha-1, respectivamente.Para

as demais fitofisionomias, calculou-se apenas

as médias de biomassa aérea para Cerradão e Campo Sujo,

sendo iguais a 37,92 Mg.ha-1 e 9,72 Mg.ha-1, respectivamente.

50 www.REVISTABIOMAIS.com.br REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

51



ARTIGO

A partir desses estudos, observa-se que a distribuição da

biomassa vegetal varia conforme a composição e estrutura

da fitofisionomia, assim como a proporção entre biomassa

aérea e subterrânea. Observa-se, também, que são necessários

mais estudos de determinação da biomassa vegetal em

diferentes fitofisionomias, a fim de possibilitar estimativas

mais precisas com base na estatística e estrutura e composição

da vegetação.

ESTRATÉGIAS PARA

USO SUSTENTÁVEL

À medida que a expansão agrícola e industrial avança

sobre o Cerrado, são necessárias ferramentas avançadas

de sensoriamento remoto e SIG (Sistemas de Informações

Geográficas), assim como modelos baseados em processos,

para se estimar melhor os impactos das mudanças do uso

do solo e realizar projeções dos seus efeitos no sequestro de

carbono (Batlle-Bayer; Batjes; Bindraban, 2010).

Kennedy et al. (2016) relatam que o planejamento

conjunto de metas econômicas e ambientais em uma escala

de paisagem, pode fazer com que o setor agrícola brasileiro

expanda a sua produção sem deixar de atender aos

requisitos regulatórios, mantendo, assim, a biodiversidade e

a prestação dos serviços ecossistêmicos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

São poucos os trabalhos referentes à quantificação

da biomassa acumulada nas diferentes fitofisionomias do

bioma Cerrado, que, em virtude do contexto atual, mais

especificamente frente às mudanças climáticas, devem ser

estimulados, principalmente pelo grau de devastação que

o bioma chegou ao longo dos anos em razão do modelo de

desenvolvimento adotado no país.

Em se tratando do impacto causado no aquecimento

global pela supressão de quase 50% da vegetação do bioma,

torna-se complexa a mensuração da quantidade de CO2

(dióxido de carbono) já emitida à atmosfera, em virtude da

heterogeneidade da estrutura e composição das fitofisionomias

que compõem o Cerrado. Para isso, o uso de técnicas

de sensoriamento remoto, geoprocessamento e modelagem

estatística podem ser alternativas bastante efetivas para

avaliação desses impactos, com maior rapidez e menor

custo, desde que resultados consistentes sejam obtidos na

quantificação em campo para cada situação encontrada.

É válido ressaltar que a contribuição do Cerrado na emissão

de GEE (gases do efeito estufa) não é realizada somente

pela mudança do uso do solo, mas também é causada

pelo fogo, que atinge o ambiente nas épocas de estiagem

em um processo natural. No entanto, o carbono perdido é

novamente acumulado no período vegetativo, tendo pouca

contribuição para a emissão de GEE em relação às atividades

antrópicas exercidas sobre o bioma.

Estudos relacionados à biodiversidade também devem

ser estimulados visando à obtenção de dados mais abrangentes

sobre o potencial do bioma Cerrado para conservação,

além da identificação dos produtos e subprodutos

que podem ser obtidos e comercializados das espécies

que compõem a vegetação. Somente dando valor (ou

agregando-o) ao Cerrado que a sua supressão passará a ser

desestimulada, como é o caso da Amazônia e Pantanal, e

até mesmo de algumas regiões do Cerrado, que já possuem

múltiplos produtos e subprodutos com valor de mercado,

incluindo o turismo ecológico (ecoturismo), que pode ser

bastante rentável.

Ressalta-se, por fim, a importância de políticas públicas e

trabalhos de conscientização voltados para a conservação e

sustentabilidade do bioma, considerando os benefícios econômicos

e sociais que podem ser obtidos a partir do manejo

mais racional dos seus recursos naturais, além daqueles ambientais,

como a armazenagem de carbono, que contribui

para a mitigação das emissões de GEE.

Essa é uma versão parcial desse conteúdo,

acesse o texto completo pelo QR Code

ao lado:

A razão entre biomassa aérea e subterrânea (raízes) também se

modifica com a fitofisionomia, sendo maior para as formações

florestais e menor para as formações herbáceo-arbustivas

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OPINIÃO

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NOVA TAXONOMIA ELEVA

O CUSTO DA INAÇÃO

ESG PARA EMPRESAS E

INVESTIDORES

E

mpresas brasileiras que desejam continuar acessando

mercados internacionais e atrair capital sustentável

terão, a partir de agora, um novo marco de referência:

a TSB (Taxonomia Sustentável Brasileira), aprovada

em sua versão final em setembro de 2025. O instrumento

regulatório define critérios técnicos para classificar atividades

econômicas como sustentáveis, e já nasce como peça-chave

para fortalecer a credibilidade do país na agenda ESG global.

A TSB oferece uma linguagem comum para sustentabilidade,

o que ajuda a reduzir o risco de greenwashing e melhora

a comparabilidade entre empresas e projetos. Essa padronização

é urgente: um estudo da Climate Policy Initiative (CPI/

PUC-Rio, 2024) mostrou que, no crédito rural, a proporção

de financiamentos considerados verdes pode variar de 1% a

44%, dependendo do critério adotado, uma evidência clara da

fragilidade atual.

Além disso, a taxonomia pode destravar capital. Em 2024,

o Brasil liderou a América Latina em emissões de títulos sustentáveis,

com US$ 11 bilhões em bonds ESG. Uma taxonomia

reconhecida internacionalmente fortalece a credibilidade desses

instrumentos e pode atrair novos fluxos de financiamento

climático. Segundo o IPEA (2023), o país precisará mobilizar R$

700 bilhões até 2030 para cumprir suas metas no Acordo de

Paris. Do ponto de vista regulatório e reputacional, a TSB também

se antecipa às novas exigências do mercado. Pesquisa

da EY (2024) mostra que 85% dos investidores já veem o greenwashing

como um risco crescente, e 64% exigem auditorias

independentes em relatórios ESG. Ao estabelecer critérios

claros, verificáveis e auditáveis, a TSB responde diretamente a

essas demandas, reduzindo riscos de litígios e perdas de valor.

Nas cadeias globais de fornecimento, o impacto será

igualmente expressivo. A União Europeia aprovou legislação

que obriga empresas a identificar e mitigar riscos socioambientais

em suas cadeias produtivas. Empresas nacionais que

não se alinharem à TSB correm o risco de perder contratos,

mercados e certificações.

A taxonomia também responde à crescente demanda por

dados ESG consistentes. Estudo da Refinitiv e da S&P Brasil

ESG (2023) identificou discrepâncias relevantes em notas ESG

de grandes empresas brasileiras, o que já provocou perdas

de valor em companhias dos setores de bebidas, celulose e

aço. A adoção de métricas padronizadas e auditáveis, como

propõe a TSB, pode reverter esse quadro e aumentar a confiança

de investidores e reguladores. Mesmo com aplicação

inicial voluntária, a TSB já impõe um novo padrão de transparência

e governança. Empresas que se adaptarem desde

cedo demonstrarão maturidade ESG, ganhando vantagem

competitiva em um ambiente de negócios cada vez mais

exigente - tanto por parte de bancos quanto de investidores

internacionais.

No cenário internacional, será preciso garantir interoperabilidade

com outras taxonomias já em vigor, como a da União

Europeia e a da China, para evitar barreiras comerciais. A

exclusão de combustíveis fósseis da taxonomia europeia, por

exemplo, pode gerar atritos com setores brasileiros que ainda

dependem dessas fontes energéticas.

A governança da TSB também exigirá atenção. Como

instrumento vivo, ela passará por revisões periódicas, o que

demandará resiliência regulatória por parte das empresas. A

efetividade da taxonomia dependerá de um sistema robusto

de monitoramento, reporte e verificação (MRV), com transparência

e credibilidade no processo de auditoria.

A aprovação da TSB não é apenas mais um marco regulatório.

É uma sinalização clara de que o Brasil está disposto a

disputar protagonismo no mercado de finanças sustentáveis

e, ao mesmo tempo, responder à pressão legítima por maior

integridade nas práticas ESG. Trata-se de uma oportunidade

- e um alerta - para quem ainda não entendeu que sustentabilidade

já é critério de investimento.

Por André Veneziani

vice-presidente Comercial Brasil e Latam da C-MORE Sustainability plataforma de gestão de riscos e ESG

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