Revista Newslab Ed. 192
Revista Newslab Ed. 192
Revista Newslab Ed. 192
Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!
Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.
R$ 25,00
Integração diagnóstica completa
para o seu laboratório
Portfólio completo com análises clínicas, genética, patologia,
toxicologia e telediagnóstico por imagem
• Impacto em cerca de 2.100 municípios, abrangendo 38% do território
nacional;
• 14 Núcleos Técnicos de Operacionais em 11 estados;
• Portfólio completo em análises clínicas, patologia, genética, toxicologia
e telediagnóstico por imagem;
• Soluções que impulsionam a qualidade e o crescimento dos laboratórios
parceiros;
Descubra como podemos impulsionar o crescimento do seu laboratório. Estande n.º 109
0800 643 8100 alvaroapoio.com.br @alvaroapoio
Editorial
revista
Encerramos o ano de 2025 com o sentimento
de missão cumprida e o olhar voltado
para o futuro da Medicina Diagnóstica.
Cada edição da Revista Newslab reflete o
esforço coletivo de pesquisadores, docentes,
profissionais de laboratório e empresas
que acreditam, assim como nós, no poder
transformador do conhecimento aplicado.
Nesta última edição do ano, reunimos temas
de alta relevância científica e prática. Em
nossos artigos científicos, exploramos
questões essenciais da atualidade: É confiável
usar a creatinina urinária em avaliações
clínicas de suplementação com creatina? – um
debate que ganha força à medida que cresce
o interesse por suplementação esportiva e
performance; Infecção por HPV e suas consequências
no desenvolvimento do câncer do
colo do útero – um alerta contínuo à prevenção
e ao diagnóstico precoce; e Interações
medicamentosas em pacientes com câncer
de mama – uma revisão de literatura que
aprofunda um aspecto crítico do tratamento
oncológico e sua segurança terapêutica.
Trazemos também estreias e reestreias
que marcam este fechamento de ciclo. A
Dra. Alice Sampaio Del Colletto inaugura
a coluna Diagnóstico Veterinário, um espaço
que amplia o olhar da Newslab para a medicina
animal e sua interface com a ciência
diagnóstica. Já o Grupo FIDI, referência
nacional em diagnóstico por imagem e
maior prestador de serviços do SUS, assume
a coluna Diagnóstico por Imagem, reafirmando
nosso compromisso com a excelência
técnica e o atendimento humanizado.
Entre as reflexões que instigam o leitor, o
Dr. Gabriel Miranda aborda um tema que
tem despertado atenção e controvérsias:
Hipervitaminose – o perigo silencioso da moda
das vitaminas. Um alerta necessário sobre os
excessos de uma tendência que, embora bem-
-intencionada, pode gerar sérios riscos à saúde.
E, com o brilhantismo de sempre, Andreza
Martins analisa a nova diretriz da Sociedade
Brasileira de Cardiologia em Avaliação do
Risco Cardiovascular em Pacientes Hipertensos:
Análise Crítica do Lipidograma e Novos
Biomarcadores Segundo a DBHA 2025. Um
texto que redefine a forma de interpretar
o risco cardiovascular, integrando ciência,
prática clínica e inovação.
Ao encerrarmos este ciclo, registramos
nossa sincera gratidão a todos os anunciantes,
parceiros, colunistas e amigos
que caminharam conosco em 2025, fortalecendo
a Revista Newslab como referência
nacional em difusão de conhecimento
técnico e científico. A confiança, o apoio e
o entusiasmo de cada um de vocês tornam
possível a continuidade deste projeto
que há mais de três décadas une ciência,
inovação e prática profissional. Nosso agradecimento
se estende também aos leitores,
cuja presença constante e engajada é o que
dá sentido ao nosso trabalho.
A Revista Newslab encerra 2025 reafirmando
sua vocação: ser ponte entre o conhecimento
e a prática, entre a pesquisa e o cuidado.
Que esta edição inspire reflexões, desperte
novas ideias e fortaleça a convicção de que
Luciene Almeida
Editora – Revista Newslab
Ano 32 - Edição 192 - Novembro 2025
a ciência diagnóstica é, acima de tudo, um
compromisso com a vida.
Desejamos a todos os nossos leitores,
colunistas, parceiros e anunciantes um
novo ano de grandes descobertas, conquistas
e conexões.
Boa leitura e até breve,
Luciene Almeida
Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,
acessem nossas redes sociais:
/revistanewslab
/revistanewslab
/revistanewslab
@revista_newslab
EXPEDIENTE
Realização: FUTURLAB
Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@futurlab.com.br
Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@futurlab.com.br
Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@futurlab.com.br
Comercial: Daniele Nogueira (11) 98140-8900 | comercial3@futurlab.com.br
Diagramação e Arte: FC Design | contato@fcdesign.com.br
Impressão: Gráfica Forma Certa | Periodiciade: Bimestral
2
Ano 32 - Número 192 - Novembro 2025
ISSN 0104 - 8384
Newslab - Tel.: (11) 98357-9843
www.newslab.com.br - david.kernbaum@futurlab.com.br
HELIOS
HTC
cHEGOU NO BRASIL!
Transforme o seu laboratório com o sistema automatizado de IFA com o HELIOS®
HTC: tecnologia de ponta que reúne processamento e leitura automáticos, da
pipetagem à análise de imagem, em um único equipamento compacto e eficiente.
Principais Vantagens:
Totalmente Automatizado
Desde o carregamento da amostra
até a obtenção dos resultados.
Em apenas 4 horas e meia, , desde o
início, os resultados estarão
disponíveis.
Todo processo automatizado.
Alta Capacidade e Flexibilidade
Até 190 amostras (com possibilidade de
aumentar a capacidade), 20 lâminas e até 4
ensaios diferentes em uma única execução.
Diluições feitas automaticamente, sem
necessidade de pré-diluição.
Tecnologia HTC
Módulo exclusivo de controle de temperatura e
umidade (HTC), mantendo a estabilidade da
reação, em qualquer circunstância climática .
Saiba Mais!
Resultados Digitais e Rastreáveis
Slides e amostras com código de
barras para rastreabilidade
completa.
Arquivo com os resultados
obtidos.
Gerenciamento de relatórios
com apenas um clique!
Design Compacto
Altura de 57cm , largura de 65 cm e
profundidade de 75cm.
Parâmetros Disponíveis
ANA HEP-2
DNA
ANCA Ethanol
ANCA Formalin
rLKS (tecidos)
Endomísio IgA
Endomísio IgG
contato@nachbr.com.br
(11) 93736-4545
Normas de Publicação
para artigos e informes de mercado
revista
A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para
publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.
Ano 32 - Edição 192 - Novembro 2025
Informações aos autores
Bimestralmente, a Revista NewsLab
publica editoriais, artigos originais, revisões,
casos educacionais, resumos de
teses etc. Os editores levarão em consideração
para publicação toda e qualquer
contribuição que possua correlação
com a medicina diagnóstica.
Todas as contribuições serão revisadas
e analisadas pelos revisores. Os autores
deverão informar todo e qualquer
conflito de interesse existente, em particular
aqueles de natureza financeira
relativo a companhias interessadas ou
envolvidas em produtos ou processos
que estejam relacionados com a contribuição
e o manuscrito apresentado.
Acompanhando o artigo deve vir o termo
de compromisso assinado por todos
os autores, atestando a originalidade
do artigo, bem como a participação de
todos os envolvidos.
Os manuscritos deverão ser escritos em
português, mas com Abstract detalhado
em inglês. O Resumo e o Abstract
deverão conter as palavras-chave e
keywords, respectivamente.
As fotos e ilustrações devem preferencialmente
ser enviadas na forma original,
para uma perfeita reprodução.
Se o autor preferir mandá-las por e-mail,
pedimos que a resolução do escaneamento
seja de 300 dpi’s, com extensão
em TIF ou JPG.
Os manuscritos deverão estar digitados
e enviados por e-mail, ordenados em
título, nome e sobrenomes completos
dos autores e nome da instituição onde
o estudo foi realizado. Além disso, o
nome do autor correspondente, com
endereço completo fone/fax e e-mail
também deverão constar. Seguidos
por resumo, palavras-chave, abstract,
keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais
e Métodos, Parte Experimental,
Resultados e Discussão, Conclusão)
agradecimentos, referências bibliográficas,
tabelas e legendas.
As referências deverão constar no texto
com o sobrenome do devido autor,
seguido pelo ano da publicação, segundo
norma ABNT 10520.
As identificações completas de cada
referência citadas no texto devem vir
listadas no fim, com o sobrenome do
autor em primeiro lugar seguido pela
sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas
dos prenomes. Título: subtítulo do artigo.
Título do livro/periódico, volume,
fascículo, página inicial e ano.
Evite utilizar abstracts como referências.
Referências de contribuições ainda não
publicadas deverão ser mencionadas
como “no prelo” ou “in press”.
Os trabalhos deverão ser enviados para:
Luciene Almeida – Redação
E-mail: redacao@futurlab.com.br
Contato
A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos
vários canais de comunicação para você, nosso leitor.
REDAÇÃO: Rua Doutor Guilherme Bannitz, 126, 8º Andar - Conj. 81
CV: 10543 Itaim Bibi, São Paulo, SP, 04532-060.
WhatsApp: (11) 98357-9856
E-mail: redacao@futurlab.com.br.
Acesse nosso site: www.newslab.com.br
Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa, acessem nossas redes sociais:
/revistanewslab
/revistanewslab
/revistanewslab
@revista_newslab
Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país.
Os artigos e informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Newslab.
Filiado à:
4
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
PROTEÇÃO O ANO TODO
Medix é cuidado garantido
em todas as etapas.
Feliz e próspero 2026!
Confira e transforme
seu laboratório
medixbrasil
www.medixbrasil.com.br
Índice remissivo de
anunciantes
ordem alfabética
revista
Ano 32 - Edição 192 - Novembro 2025
ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.
ADVAGEN 117
ALFA 31
ALIFAX 47
APPARAT 08-09
AUTOBIO 55
BECKMAN COULTER 161
BINDINGSITE 1ª CAPA | 49
BIOCON 15
BIOSYSTEMS 45
CELER 57
CELLAVISION 77
CLOT 13
CRAL 29 | 35
DASA 2ª CAPA | 79
DB APOIO
4ª CAPA
DESCARPACK 99
DYMIND 17 | 153
EBRAM 73
ERBA 53
FIRSTLAB 81
GREINER 85
GRUPO STRA 37
HAMILTON 123
IBMP 91
JMORAES 43
KALLABMED 95
LABMARKETPLACE 155
LABOR HEALTH SUPPLY 71
LABOR LINE 103
LABREDE 149
LIFOTRONIC 23
MEDIX 05
MEDTEST 39
MH LAB 119 | 147
NACH BRASIL 03 | 151
NIHON KOHDEN 19 | 66-67
NOVA BIOMEDICAL 109
PERFECTA 27
PNCQ 121
QUALLYX 107
SARSTEDT 111
SBAC 137
SNIBE 113
SYSMEX 89
VEOLIA 125
WIENER 25
ZYBIO 133
Conselho Editorial
Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição
humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa
da Universidade de São Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da
Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela
USP/SP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério
– Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto
de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de
Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.
Colaboraram nesta Edição:
Humberto Façanha; Fábia Bezerra; Jorge Luiz Silva Araújo-Filho; Helena Varela de Araújo; Rafaele Loureiro; Bruna Garcia; Fernanda Vitelli Lins; Délio J. Ciriaco de Oliveira; Waldirene Nicioli; Silvânia Ramalho; Luiz Arthur
Calheiros Leite; Alice Sampaio Dell Colletto; André Virtos; Mitiko Sugiyama; Odair Virtos; Maria Clara da Silva Mesquita Silveira; Catherine Bueno Domingueti; Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues; Flávio Henrique dos Santos
Nascimento; Gabriel Miranda; Emilly Galvão Tenório de Brito; Grazielle Martins Grangeiro; José Jorge Sol Posto dos Santos e Rafael Euzébio;
6
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
ÍNDICE
revista
Ano 32 - Edição 192 - Novembro 2025
11
ARTIGO CIENTÍFICO I
É CONFIÁVEL USAR A CREATININA
URINÁRIA EM AVALIAÇÕES
CLÍNICAS DE SUPLEMENTAÇÃO
COM CREATINA?
Autor: Marco Machado.
MATÉRIA DE CAPA
58
CONHEÇA O SISTEMA EXENT®
NOVO SALTO TECNOLÓGICO DA BINDING
SITE NO DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO
DE GAMOPATIAS MONOCLONAIS E DO
MIELOMA MÚLTIPLO.
10 - Agenda
76 - Auditoria e Qualidade
80 - LABNEWS
88 - Minuto Laboratório
94 - Biossegurança I
98 - Biossegurança II
102 - Citometria de Fluxo
106 - Direito e Saúde
114 - Biomedicina e Oncologia
116 - Bancada e Gestão
120 - Diagnóstico por imagem
126 - Diagnóstico Veterinário
128 - OFAC Brasil
138 - Microrganismos e Saúde
144 - Hematologia
146 - Informes de Mercado
20
ARTIGO CIENTÍFICO II
INFECÇÃO POR HPV E
SUAS CONSEQUÊNCIAS NO
DESENVOLVIMENTO DO
CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
34
ARTIGO CIENTÍFICO III
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
EM PACIENTES COM CÂNCER
DE MAMA - UMA REVISÃO DE
LITERATURA
64
GESTÃO LABORATORIAL
GESTÃO ECONÔMICA DE VANGUARDA
PARA LABORATÓRIOS CLÍNICOS
VOLUME 13: LABORATÓRIOS – GESTÃO
PELA QUALIDADE TOTAL (GQT / TQC):
GESTÃO ESTRATÉGICA DE LONGO
PRAZO – INOVAÇÃO - EFICÁCIA
132
PARASITOLOGIA CLÍNICA
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
DAS PARASITOSES EMERGENTES:
DESAFIOS E INOVAÇÕES
Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia
Galdino Schiavetti, Dra. Paula Gabriele Fernandes
Quaresma Bergonsi.
Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel
Wolf, Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.
Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.
Autor: Rafael Euzébio.
Pureza impecável
Utilizamos métodos de purificação avançados para
garantir que nossos reagentes sejam totalmente
livres de impurezas. Dessa forma, evitamos
qualquer interferência indesejada nos resultados,
proporcionando maior precisão e confiabilidade.
Consistência garantida
Nossa produção segue rigorosos padrões de
qualidade para garantir consistência entre lotes.
Isso significa que você pode contar com a mesma
qualidade e desempenho excepcionais em cada
reagente adquirido, proporcionando resultados
consistentes ao longo do tempo.
Sensibilidade excepcional
Nossos reagentes são altamente sensíveis,
permitindo a detecção precisa de alvos
bioquímicos mesmo em concentrações
extremamente baixas. Isso amplia o escopo de
suas pesquisas e análises, proporcionando insights
valiosos.
Suporte técnico especializado
Nossa equipe de biomédicos treinados está
disponível para oferecer suporte técnico
especializado. Se surgirem dúvidas ou dificuldades,
estamos prontos para ajudá-lo, fornecendo
orientações claras e soluções eficazes. Sua
satisfação e sucesso são nossas principais
prioridades.
Resultados altamente precisos
Nossos reagentes são projetados para fornecer
resultados altamente precisos e confiáveis. Isso
permite que você tenha plena confiança nos dados
obtidos, baseando suas conclusões em informações
sólidas e fundamentadas.
Facilidade e eficiência
Desenvolvemos protocolos simples e de fácil
entendimento para garantir que você possa utilizar
nossos reagentes com conveniência e eficiência.
Queremos simplificar seu trabalho, para que você possa
focar no que realmente importa: suas descobertas e
resultados.
linha
completa
de reagentes
Nossa prioridade é garantir que nossos reagentes
sejam produzidos em conformidade com os mais
altos padrões de qualidade. Isso nos permite
fornecer resultados confiáveis e consistentes em
todas as aplicações.
equipdiagnostica.com.br
AGENDA
AGENDA DE EVENTOS 2026
FEIRA HOSPITALAR 2026
19 A 22 DE MAIO DE 2026 | DAS 11H ÀS 20H
SÃO PAULO EXPO
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.HOSPITALAR.COM/PT/HOME.HTML
FCE PHARMA | FCE COSMETIQUE 2026
1 A 3 DE JUNHO DE 2026 | DAS 11H ÀS 19H
SÃO PAULO EXPO
INFORMAÇÕES: HTTPS://FCEPHARMA.COM.BR/
51º CONGRESSO BRASILEIRO DE ANÁLISES CLÍNICAS (CBAC)
28 DE JUNHO A 1º DE JULHO DE 2026
PAVILHÃO 3 | RIOCENTRO, RIO DE JANEIRO
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.SBAC.ORG.BR/CBAC/
CONGRESSO SUL MINEIRO DE LABORATÓRIOS CLÍNICOS - XII EDIÇÃO
13 A 15 DE AGOSTO DE 2026
CENTRO DE CONVENÇÕES DO HOTEL GUANABARA
AVENIDA DR, GETÚLIO VARGAS, 423 - CENTRO - SÃO LOURENÇO/MG
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.CONGRESSOSULMINEIRO.COM.BR/
58º CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL (CBPCML)
SETEMBRO DE 2026
FLORIANÓPOLIS, SC
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.SBPC.ORG.BR/PT/
10
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
É CONFIÁVEL USAR A CREATININA
URINÁRIA EM AVALIAÇÕES CLÍNICAS DE
SUPLEMENTAÇÃO COM CREATINA?
ARTIGO CIENTÍFICO I
Autor: Marco Machado
Fundação Universitária de Itaperuna (FUNITA), Itaperuna, RJ, Brasil
* Imagem ilustrativa
Resumo
A creatinina urinária é amplamente utilizada como marcador
da função renal, mas sua validade em pacientes que fazem
suplementação com creatina é questionável. A literatura
demonstra que a suplementação eleva os níveis de creatinina
na urina, o que pode levar a interpretações equivocadas por
parte de profissionais de saúde. Este artigo discute as limitações
do uso da creatinina urinária como indicador isolado da
função renal em indivíduos suplementados, apresentando
evidências que sustentam a segurança da creatina e destacando
a necessidade de avaliações clínicas mais criteriosas para
evitar diagnósticos errôneos e prejuízos terapêuticos.
Palavras-chaves: Creatina; Creatinina urinária; Função renal;
Suplementação alimentar; Diagnóstico clínico.
Abstract
Urinary creatinine is widely used as a marker of kidney
function, but its validity in individuals supplemented
with creatine is questionable. The literature shows that
supplementation increases urinary creatinine levels,
which can lead to misinterpretation by healthcare professionals.
This article discusses the limitations of using
urinary creatinine as a sole indicator of renal function in
supplemented individuals, presenting evidence supporting
the safety of creatine and highlighting the need for
more rigorous clinical assessments to avoid misdiagnoses
and therapeutic setbacks.
Keywords: Creatine; Urinary creatinine; Renal function;
Dietary supplementation; Clinical diagnosis.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 11
Autor: Marco Machado.
ARTIGO CIENTÍFICO I
A creatinina urinária (ou
a depuração urinária
concentrações de creatinina
no sangue e na
em pacientes suplementados
com creatina,
ou estimativas da taxa
urina podem ser usadas
à luz das evidências
de filtração glomerular
para calcular a depura-
científicas disponíveis.
– TFG – baseadas em
ção da creatinina, que
creatinina) tem sido
guarda uma correlação
Entretanto, já foi demons-
recomendada
como
aproximada com a TFG
trado que o aumento na
instrumento de avalia-
(Vanmassenhove et al,
concentração plasmática
ção da saúde renal. A
2013). No entanto, em
de creatina, que acom-
taxa quase constante
indivíduos que fazem
panha a suplementação,
de conversão da crea-
uso de suplementação
eleva a taxa de excreção,
tina em creatinina em
com creatina, este mar-
o que pode confundir
indivíduos
saudáveis
cador pode gerar inter-
muitos profissionais na
permite um teste rápi-
pretações equivocadas,
avaliação da condição
do e de baixo custo que
levantando
dúvidas
renal de seus pacientes
auxilia o profissional
sobre sua adequação
(Franz et al, 2021; Willis
na avaliação da fun-
como parâmetro iso-
et al, 2010). Franz et al.
ção renal do paciente
lado de avaliação da
(2021) mostraram que
(Vanmassenhove et al,
função renal nesse con-
a suplementação com
2013). A creatinina é
texto específico.
creatina (CrS) por 7 dias
removida do sangue
resultou em valores
pelos rins, principal-
O objetivo deste artigo
médios de 22,5 mg de
mente por filtração glo-
é discutir criticamente a
creatinina/dl de urina,
merular, mas também
confiabilidade da creati-
enquanto o grupo contro-
por secreção tubular
nina urinária como indi-
le (sem suplementação)
proximal. Assim, as
cador de função renal
apresentou 11,6 mg/dl.
12
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Autor: Marco Machado.
ARTIGO CIENTÍFICO I
Para compreender os
possíveis equívocos na
po de literatura, ainda
há considerável debate
esquelético (Antonio
et al, 2021). A creatina
avaliação da função
sobre a segurança da
desempenha um papel
renal de usuários de
suplementação
com
fundamental no funcio-
creatina, é necessário
creatina (CrS). As preo-
namento do músculo
revisar brevemente a
cupações com a segu-
esquelético e cardíaco,
função metabólica da
rança parecem estar
dos neurônios e de mui-
creatina, sua segurança
associadas a estudos
tos outros tecidos com
e sua ampla utilização
de caso mal interpreta-
alta demanda energé-
clínica. A creatina é
dos, relatos anedóticos
tica no corpo. A defici-
um dos suplementos
(Antonio et al, 2021)
ência de creatina, bem
dietéticos mais estu-
e/ou
desinformação
como doenças relacio-
dados. Uma busca no
(Kreider et al, 2025a).
nadas ao transporte e/
PubMed.gov com o
ou síntese de creatina,
termo “suplementação
A creatina é um com-
têm sérias implicações
de creatina” (realiza-
posto
nitrogenado
negativas para a saúde,
da em 17 de junho de
orgânico que pode ser
como atrasos mentais
2025) retornou um
sintetizado endogena-
e no desenvolvimento
total de 3062 resumos.
mente ou obtido por
(Antonio et al, 2021;
Em comparação “suple-
meio do consumo de
Kreider et al, 2025b).
mentação de cafeína”
carne, peixe e aves. Ela
e “suplementação de
é armazenada nas for-
Dada a importância da
Whey Protein” retorna-
mas livre e fosforilada
creatina na produção
ram 919 e 1318 resu-
(fosfocreatina, CrP) em
de energia e a limitada
mos
respectivamente.
vários tecidos, mas prin-
capacidade de síntese
Apesar do extenso cor-
cipalmente no músculo
endógena, a suplemen-
14
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
1
Um
falta
MÊS
PARA SAIR DE CARRO NOVO
carro 0km te espera!
QUER SABER MAIS?
Escaneie o QR Code e fale conosco.
Autor: Marco Machado.
ARTIGO CIENTÍFICO I
tação tem promovido
melhorias no desempe-
loesclerose segmentar e
focal e síndrome nefró-
doenças (Machado,
2021; Kreider et al,
nho muscular e pare-
tica recorrente iniciou
2025b) — e mesmo
ce ser um adjuvante
a suplementação com
quando há plausibilida-
eficaz no tratamento
creatina, o que aumen-
de fisiológica e raciona-
de doenças neurode-
tou seus níveis de creati-
lidade para sua utiliza-
generativas, miopatias,
nina e foi incorretamente
ção intradialítica (Van
diabetes e em idosos,
interpretado como dete-
der Veen et al, 2021) —
especialmente quando
rioração da função renal
precisamos prestar mais
combinada com exercí-
(Antonio et al, 2021). Exis-
atenção aos métodos
cios físicos (Antonio et
tem centenas de estudos
de avaliação da função
al, 2021; Kreider 2025b).
publicados nas últimas
renal de pessoas que
duas décadas que suge-
fazem uso da creatina.
Desde o surgimento da
rem que a creatina,
Atitudes preconceituo-
suplementação com cre-
quando administrada em
sas podem impedir que
atina, surgiram dúvidas
doses recomendadas, é
os pacientes se bene-
quanto a efeitos colate-
segura (Almeida et al,
ficiem plenamente de
rais e eventos adversos. As
2020; Almeida et al, 2022;
seus tratamentos.
principais preocupações
Machado et al, 2022).
começaram a surgir em
Como explicado ante-
1997, quando três mor-
No momento atual, em
riormente, já ocorre-
tes foram erroneamente
que a suplementação
ram
interpretações
associadas à suplementa-
com creatina é propos-
equivocadas que indu-
ção pela mídia. Em 1998,
ta como tratamento
ziram opiniões precon-
um jovem com glomeru-
adjuvante para diversas
ceituosas de médicos e
16
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
ARTIGO CIENTÍFICO I
nutricionistas quanto
à segurança da suplementação
com creatina
(Willis et al, 2010;
Antonio et al, 2021).
Diversos estudos
demonstram que essa
suplementação não
apenas é segura, como
útil no tratamento de
várias enfermidades.
Diante das evidências
atuais, é desejável que
sociedades científicas e
órgãos reguladores avaliem
a necessidade de
revisão das orientações
clínicas sobre o uso da
creatinina urinária como
parâmetro isolado, especialmente
em pacientes
em uso de creatina, já
que não há consenso
normativo explícito
sobre essa situação.
O uso isolado da creatinina
urinária como
marcador da função
renal em indivíduos
suplementados
com
creatina pode induzir a
diagnósticos errôneos e
interferir negativamente
em condutas clínicas.
É fundamental que os
profissionais da saúde
estejam atentos às particularidades
bioquímicas
da suplementação e utilizem
múltiplos parâmetros
de avaliação. Recomendam-se
diretrizes
clínicas mais claras sobre
essa questão, especialmente
em um contexto
de crescente uso terapêutico
da creatina.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, D.; COLOMBINI, A.; MACHADO, M. Creatine
supplementation improves performance, but
is it safe? Double-blind placebo-controlled study.
Journal of Sports Medicine and Physical Fitness,
v. 60, n. 7, p. 1034-1039, jul. 2020. DOI: 10.23736/
S0022-4707.20.10437-7.
ALMEIDA, D.; PEREIRA, R.; BORGES, E. Q.; RAW-
SON, E. S.; ROCHA, L. S.; MACHADO, M. Creatine
supplementation improves physical performance,
without negative effects on health markers, in
young weightlifters. Journal of Science in Sport
and Exercise, v. 4, p. 255-265, 2022.
ANTONIO, J.; CANDOW, D. G.; FORBES, S. C. et al.
Common questions and misconceptions about
creatine supplementation: what does the scientific
evidence really show? Journal of the International
Society of Sports Nutrition, v. 18, n. 1, p. 1-17,
2021. DOI: 10.1186/s12970-021-00412-w.
FRANZ, S.; SKOPP, G.; MUSSHOFF, F. The effect
of creatine ingestion on urinary creatinine concentration:
does supplementation mask a heavy
dilution? Drug Testing and Analysis, 2021. DOI:
10.1002/dta.3165.
KREIDER, R. B.; GONZALEZ, D. E.; HINES, K.; GIL, A.;
BONILLA, D. A. Safety of creatine supplementation:
analysis of the prevalence of reported side
effects in clinical trials and adverse event reports.
Journal of the International Society of Sports
Nutrition, v. 22, supl. 1, p. 2488937, set. 2025. DOI:
10.1080/15502783.2025.2488937.
KREIDER, R. B. et al. Creatine supplementation
is safe, beneficial throughout the lifespan, and
should not be restricted. Frontiers in Nutrition,
v. 12, p. 1578564, 4 abr. 2025. DOI: 10.3389/
fnut.2025.1578564.
MACHADO, M. Should we use urinary creatinine
to evaluate patients supplemented with creatine?
The Journal of Sports Medicine and Physical Fitness,
v. 62, p. 1, 2021.
MACHADO, M.; GUIMARÃES, P.; FORBES, S. C.
Safety of creatine supplementation: where are
we now? Gazzetta Medica Italiana. Archivio per le
Scienze Mediche, v. 181, p. 597-598, 2022.
VAN DER VEEN, Y. et al. Chronic dialysis patients are
depleted of creatine: review and rationale for intradialytic
creatine supplementation. Nutrients, v. 13, n.
8, p. 2709, 2021. DOI: 10.3390/nu13082709.
VANMASSENHOVE, J.; VANHOLDER, R.; NAGLER, E.;
VAN BIESEN, W. Urinary and serum biomarkers for
the diagnosis of acute kidney injury: an in-depth
review of the literature. Nephrology Dialysis
Transplantation, v. 28, n. 2, p. 254-273, 2013. DOI:
10.1093/ndt/gfs380.
WILLIS, J.; JONES, R.; NWOKOLO, N.; LEVY, J. Protein
and creatine supplements and misdiagnosis of
kidney disease. BMJ, v. 340, p. b5027, 2010. DOI:
10.1136/bmj.b5027.
Declaração de Conflito de Interesses
O autor declara não haver conflito de interesse com qualquer organização
financeira em relação ao material discutido no manuscrito.
18
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
ARTIGO CIENTÍFICO II
INFECÇÃO POR HPV E SUAS CONSEQUÊNCIAS
NO DESENVOLVIMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
Autoras:
Franciele Casusa Silva
Maria Julia Galdino Schiavetti
Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi
FAM - FACULDADE DE AMERICANA
Fonte: Sedicias, 2024
Resumo
O Papilomavírus Humano (HPV) é uma infecção sexualmente
transmissível e está associada à ocorrência de câncer do colo
do útero, bem como de outras doenças genitais. A vacinação
contra o HPV tem um papel crucial na prevenção dessas
doenças, especialmente quando é administrada antes do
início da atividade sexual. As vacinas contra o HPV são efetivas
em prevenir contra as cepas virais de alto risco, como as
de genótipos 16 e 18, que são responsáveis por uma grande
porção dos casos de câncer cervical. A imunização precoce
proporciona vantagens significativas, uma vez que diminui
o risco de contrair o HPV e, consequentemente, o risco de
contrair o câncer de colo do útero. Essa ação preventiva é
fundamentada em estudos que comprovam a eficácia e a
segurança das vacinas contra o HPV. Sendo assim, a vacinação
é uma estratégia indispensável na saúde pública, contribuindo
para a diminuição da incidência de câncer de colo do
útero e melhorando a qualidade de vida das mulheres.
Abstract
The Human Papillomavirus (HPV) is a virus that is
transmitted mainly through sex and is linked to the
emergence of cervical cancer, as well as other genital
diseases. HPV vaccination plays a crucial role in preventing
these diseases, especially when it is administered
before the start of sexual activity. HPV vaccines
are effective in preventing high-risk viral strains, such
as character 16 and 18, which are responsible for a
large portion of cervical cancer cases. Early immunization
provides significant advantages, as it reduces
the risk of contracting HPV and, consequently, the risk
of contracting cervical cancer. This preventive action
is based on studies that prove the effectiveness and
safety of HPV vaccines. Therefore, vaccination is an
essential public health strategy, contributing to reducing
the incidence of cervical cancer and improving
women's quality of life.
Palavras-chaves: Vacinação; HPV; Câncer do colo do útero.
Keywords: Vaccination; HPV; Cervical cancer.
20
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Introdução
Em face do cenário atual,
o câncer do colo de útero
é um dos tipos mais
comuns de câncer entre
as mulheres. ‘’...Segundo
o instituto nacional de
câncer, estima-se que
entre os anos 2023-2025
ocorram 17.010 novos
casos por ano sendo a
taxa bruta de incidência
de 15,38 casos por 100
mil mulheres’’ (INCA,
2022) é uma doença
com um histórico natural
conhecido de evolução
lenta, pois representa
um problema de saúde
pública significativo
devido à sua alta prevalência,
transmissão
e impacto na saúde. A
importância da detecção
precoce é fundamental
para reduzir a incidência
e mortalidade associada
a essa doença (Ferreira
et. al.,2022).
A transmissão do vírus
ocorre por contato direto
com pele ou mucosas
infectadas. A principal forma
de contágio é por meio
da atividade sexual, que
pode envolver contato
oral-genital, genital-genital
ou até manual-genital.
Dessa forma, a infecção
pelo HPV (Papilomavírus
Humano) pode ser
transmitida mesmo na
ausência de penetração
vaginal. Além disso, durante
o parto, o vírus pode ser
transmitido da mãe para
o recém-nascido, o que
pode resultar na formação
de lesões cutaneomucosas
ou papilomatose recorrente
da laringe (Bazzo,2021).
Estudos epidemiológicos
do tipo caso-controle indicam
que a presença do
HPV, especialmente dos
genótipos 16 e 18, está
ARTIGO CIENTÍFICO II
Fonte: Corrêa, 2017. Fonte: Corrêa, 2017.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 21
Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,
Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.
ARTIGO CIENTÍFICO II
associada a um aumento
significativo no risco de
desenvolvimento do câncer
de colo do útero. Esses
dois tipos virais, classificados
como de alto risco, são
responsáveis por cerca de
70% dos casos dessa neoplasia
(Aldrighi,2006).
Fonte: Corrêa, 2017.
Fonte: Corrêa, 2017.
O HPV pode ser evitado
através da vacinação,
oferecendo proteção ao
longo prazo ajudando a
prevenir a infecção pelo
vírus ao decorrer da vida
adulta, assim reduzindo a
incidência do câncer e as
taxas de mortalidade. Em
2023, o Brasil registrou a
aplicação de 6,1 milhões
(2,80%) de doses da vacina
contra o HPV (Brasil,2023).
A vacina recebe o nome
de Quadrivalente contra
o Papiloma Vírus Humano
(HPV) e é encontrada
na rede pública do SUS
(Sistema único de saúde)
gratuita para crianças.
Diferente para adultos que
está disponível apenas na
rede privada com exceção
para pacientes imunossuprimidos
e transplantados.
Portanto, é fundamental
implementar práticas
educativas para aumentar
o conhecimento
sobre a importância do
HPV e da vacina entre
adolescentes e seus responsáveis.
O objetivo é
reduzir as taxas de mortalidade
e a transmissão
do vírus do HPV.
22
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,
Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.
ARTIGO CIENTÍFICO II
Metodologia
Este trabalho buscou
descrever os principais
achados relacionados
ao impacto da infecção
por HPV no desenvolvimento
do câncer do colo
do útero. Para isso, foi
realizada uma revisão de
literatura com enfoque
narrativo. As fontes de
informação foram obtidas
nas bases de dados
SciELO, PubMed e Google
Acadêmico, onde
foram selecionados artigos
científicos e outros
recursos relevantes,
incluindo vídeos educacionais.
Utilizamos descritores
em português e
inglês, como 'vacinação
contra HPV', 'prevenção
do câncer do colo do
útero', 'eficácia da vacina
HPV' e 'HPV cervical cancer
prevention'.
Visão pelo espéculo
Fonte: Dot.Lib,2023
Após a triagem inicial,
os artigos selecionados
foram submetidos a uma
análise detalhada e organizados
a eficácia da vacinação,
taxas de prevenção, recomendações
de políticas
de saúde e seus efeitos
conforme sua na incidência do câncer
relevância e rigor metodológico.A
do colo do útero.
análise dos
dados foi realizada por
meio de uma abordagem
qualitativa, focando nos
principais achados sobre
Desenvolvimento
A infecção pelo Papilomavírus
Humano (HPV)
configura-se como uma
24
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
NOVA GERAÇÃO
Sistemas integrados para química clínica
e imunoturbidimetria
• Produtividades que variam de 150 a 420 testes/horas
• Modelos com ISE e sem ISE
• Detecção de coágulos para maior segurança na pipetagem das amostras
• Linha exclusiva de reagentes dedicados com código de barras
• Tecnologia Host Query (HL7)
• Assessoria Técnica e Científica em todo território nacional.
(+55) 11-2162-0200
wlbrasil@wiener-lab.com
Wiener lab. Brasil
@wienerlab.brasil
Wiener lab. Brasil
www.wiener-lab.com
Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,
Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.
ARTIGO CIENTÍFICO II
das Infecções Sexualmente
Transmissíveis (ISTs)
são responsáveis por
cerca de 70% dos casos
do útero, alcançando o
paramétrio, porém sem
mais prevalentes mun-
(Campaner, 2020).
atingir a parede pélvica.
dialmente, acometendo
No estádio III, observa-se
tanto homens quanto
O estadiamento clínico
comprometimento
da
mulheres. No entanto,
do câncer do colo ute-
parte inferior da vagina
suas implicações clínicas
rino é uma ferramenta
ou envolvimento do
são mais graves no sexo
fundamental para o pla-
assoalho pélvico, poden-
feminino, especialmente
nejamento terapêutico e
do ocasionar obstruções
por sua forte associação
para a avaliação do prog-
ureterais.
Finalmente,
com o desenvolvimento
nóstico da paciente. O
o estádio IV representa
do câncer do colo do úte-
sistema de estadiamento
o grau mais avançado,
ro (OMS,2023).
classifica a doença de
com disseminação da
0 a IV, conforme o grau
neoplasia para além do
O câncer do colo do
de invasão do tumor. No
trato genital, afetando
útero é uma neoplasia
estádio 0, o carcinoma
órgãos como bexiga,
maligna que se desen-
ainda está confinado à
reto, pulmões ou fígado
volve a partir de altera-
camada superficial de
(Pfaffenzeller, Franciosi &
ções celulares no epi-
células do epitélio cer-
Cardoso, 2021).
télio do colo uterino a
vical. Já no estádio I, há
principal causa é a infec-
invasão do estroma cer-
O diagnóstico precoce do
ção persistente pelo
vical, porém ainda sem
câncer do colo do útero é
Papilomavírus Humano
disseminação para outras
fundamental para a redu-
(HPV),
especialmente
estruturas. À medida que
ção da morbimortalidade
pelos tipos oncogênicos
a doença progride, o
associada à doença. No
de alto risco, como os
estádio II envolve a exten-
Brasil, o principal méto-
subtipos 16 e 18, que
são do tumor para além
do de rastreamento é o
26
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Produção homologada. Confiança comprovada.
Na Perfecta, cada produto é resultado de um processo rigoroso de seleção. Trabalhamos com fabricantes e parceiros criteriosamente
selecionados e homologados que compartilham do nosso compromisso com a qualidade, confiabilidade e oferecendo ótimo preço.
A marca Perfecta é a garantia de desempenho, segurança e confiança absoluta no seu laboratório.
Microscopia
Vidraria
Cubetas
Cromatografia
Filtração Plásticos Manuseio de Líquidos
Teflon / Barras Magnéticas
Diversos
Porcelanas
Descubra todas
as soluções
Perfecta
Rua Ibitinga, 538 - CEP: 03186 020 - São Paulo - SP - Tel.:
@perfecta.lab
(11) 2965 6722 - perfectalab.com.br
Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,
Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.
ARTIGO CIENTÍFICO II
exame
citopatológico,
O tratamento do câncer
A combinação de radiote-
conhecido como Papa-
do colo do útero depen-
rapia externa e braquite-
nicolau. Esse exame con-
de
fundamentalmente
rapia (radioterapia inter-
siste na coleta de células
do estádio clínico da
na) com quimioterapia
do colo uterino durante
doença, além da idade,
concomitante é o padrão
a consulta ginecológica,
estado geral de saúde
estabelecido
(Alvarenga
possibilitando a identifi-
e desejo reprodutivo
et al., 2022).
cação de alterações celu-
da paciente. As opções
lares indicativas de lesões
terapêuticas
disponíveis
A vacinação contra o
pré-cancerígenas ou can-
incluem cirurgia, radio-
Papilomavírus
Humano
cerígenas (SBCO, 2022).
terapia,
quimioterapia,
(HPV) representa uma das
Durante o atendimento
braquiterapia e, mais
estratégias mais eficazes
clínico, o profissional
recentemente, imunote-
na prevenção do câncer
também avalia sinais
rapia. Em estágios iniciais
do colo do útero e de
e sintomas visíveis,
da doença, a cirurgia é a
outras neoplasias relacio-
como verrugas genitais
abordagem preferencial,
nadas ao vírus. As vacinas
ou outras lesões que
com o objetivo de remo-
disponíveis são desenvol-
possam sugerir infec-
ver completamente o
vidas por meio de técnicas
ção por HPV, principal
tecido afetado. Nos casos
biotecnológicas
avança-
agente etiológico do
mais avançados, especial-
das, utilizando partículas
câncer cervical. Além
mente quando o tumor
semelhantes ao vírus
do Papanicolau, outros
apresenta diâmetro igual
(VLPs – virus-like particles),
exames
complemen-
ou superior a 4 cm ou já
que imitam sua estrutura
tares são empregados
invadiu tecidos pélvicos
sem conter material gené-
para um diagnóstico
e linfonodos, a estratégia
tico, tornando-as seguras
mais preciso, como a
terapêutica requer uma
e eficazes. Essas partículas
colposcopia e a biópsia.
abordagem multimodal.
são produzidas a partir do
28
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,
Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.
ARTIGO CIENTÍFICO II
gene viral L1, inserido em
O Programa Nacional
redução da transmissão
sistemas como células de
de Imunizações (PNI),
do vírus na população
insetos ou leveduras, sen-
por meio do SUS, reco-
(Butantan, 2023).
do posteriormente purifi-
menda a aplicação da
cadas e combinadas com
vacina
quadrivalente
Discussão
adjuvantes para aplicação
para meninas de 9 a 14
Em virtude dos fatos
(Bray et al., 2018).
anos e meninos de 11 a
mencionados, a infecção
14 anos, com duas doses
pelo HPV é, sem dúvida,
Desde o lançamento
administradas em um
a principal causa do cân-
das primeiras vacinas
intervalo de seis meses.
cer cervical, sendo sua
em 2006, diferentes
A vacinação é mais eficaz
persistência e evolução
formulações
foram
quando realizada antes
para lesões precursoras
desenvolvidas e classifi-
do início da vida sexual,
um fator determinante
cadas de acordo com a
momento em que ainda
no
desenvolvimento
quantidade de subtipos
não houve exposição ao
de neoplasias intrae-
virais que protegem:
vírus (Brasil, 2024).
piteliais que, quando
bivalente, quadrivalen-
não tratadas adequada-
te e nonavalente. No
Além da prevenção do
mente, podem resultar
Brasil, estão disponíveis
câncer cervical, a vaci-
em câncer invasivo. A
as vacinas bivalente
nação também oferece
prevenção, por meio da
(Cervarix®), que prote-
proteção contra outros
educação, exames perió-
ge contra os tipos 16 e
tipos de cânceres rela-
dicos e, principalmente,
18, e a quadrivalente
cionados ao HPV, como
da vacinação, é funda-
(Gardasil®), que também
os de ânus, pênis e oro-
mental para reduzir a
abrange os tipos 6 e 11,
faringe,
especialmente
incidência dessa patolo-
causadores de verrugas
em meninos, contri-
gia e melhorar a saúde
genitais (Coelho, 2023).
buindo ainda para a
das mulheres.
30
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,
Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.
ARTIGO CIENTÍFICO II
A vacinação contra o
segura, capaz de reduzir
cia e orientações, que
HPV tem mostrado resul-
significativamente
os
foram essenciais para o
tados promissores na
casos de câncer do colo
desenvolvimento
deste
diminuição das lesões
do útero. Este trabalho
trabalho.
Estendemos
precursoras e, conse-
tem como
finalidade
nossos agradecimentos a
quentemente, na redu-
ressaltar a importância
todos os professores que
ção do risco de câncer
da imunização. Destaca-
contribuíram significati-
cervical,
especialmente
-se que facilitar o acesso
vamente para nossa for-
quando
administrada
à vacina e promover a
mação ao longo do curso,
antes da exposição aos
informação da população
em especial aos professo-
tipos virais de maior
são ações fundamentais
res, Dr. Luiz Antonio Apa-
risco. Portanto, a imple-
para o enfrentamento
recido e Dr. Luis Antonio
mentação de políticas
dessa enfermidade.
Peroni, que integraram
públicas eficazes e aces-
a banca avaliadora do
síveis é essencial para
Agradecimento
TCC e cujas contribui-
alcançar um impacto
Agradecemos aos nossos
ções foram essenciais
significativo na saúde
familiares, pelo apoio,
para o aprimoramento
coletiva e contribuir para
incentivo e compreen-
deste trabalho. Por fim,
a diminuição da carga do
são ao longo de toda a
agradecemos à FAM –
câncer cervical em nossa
nossa trajetória acadê-
Faculdade de Americana,
sociedade.
mica. À nossa orienta-
pela estrutura oferecida e
dora Dra. Paula Gabriele
pelo compromisso com
Conclusão
Fernandes
Quaresma
a qualidade do ensino,
Conclui-se que a vacina-
Bergonsi,
expressamos
que possibilitaram a rea-
ção contra o HPV é uma
profunda gratidão por
lização deste Trabalho de
medida preventiva e
sua dedicação, paciên-
Conclusão de Curso.
32
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Referência bibliografica
ALVARENGA , Natalia Oliveira et al. Câncer de colo
de útero: do diagnóstico ao tratamento, em 2022.
Disponível em: file:///C:/Users/User/Downloads/
45454-113619-1-PB.pdf;
Acesso em: 31 jul. 2024.
BAZZO, Maria Luiza et al.Protocolo Brasileiro para
Infecções Sexualmente Transmissíveis 2020: infecção
pelo papilomavírus humano (HPV). 2021.Disponíve-
lem:https://www.scielo.br/j/ress/a/xLM3FTG5mnT-
M8kHT7b8HLpn/#. Acesso em: 10 mar. 2024.
BEZERRIL, Amanda et al. Conhecimento de acadêmicos
de enfermagem sobre a vacina contra o
papilomavírus humano.SciELO.2022 Disponível
em: https://www.scielo.br/j/ape/a/DGzbDrVHZT-
CyPvNh9YJr3bf/?format=html&lang=pt#.
Acesso em: 03 set. 2024.
BULA, Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
vacina papilomavírus humano 9-valente (recombinante).
Disponível em: https://saude.msd.com.br/
wp-content/uploads/sites/91/2022/12/G9-bula-
-profissional.pdf. Acesso em: 23 maio 2024.
BULA, Secretaria de Estado da Saúde Coordenadoria
de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos
de Saúde INSTITUTO BUTANTAN. vacina papilomavírus
humano 6, 11, 16, e 18 (recombinante).
Disponível em: https://butantan.gov.br/assets/
pdf/soros_vacinas/vacinas/Bula-Vacina-Papilo-
mavirus-Humano-6-11-16-e-18-Recombinante-
-Instituto-Butantan-Paciente-Consulta-Remedios.
pdf. Acesso em: 21 maio 2024.
CARDOSO, Eugênia Márcia Moreira. Aspectos históricos,
fisiopatológicos e preventivos da infecção
por papilomavírus humano - HPV. 2012. Trabalho
de Conclusão de Curso (Especialização em Atenção
Básica em Saúde da Família) - Universidade Federal
de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2012. Disponível
em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/6269.pdf.
Acesso em: 06 nov. 2024.
CARVALHO; SILVA; VAL; BAZZO; SILVEIRA. Protocolo
Brasileiro para Infecções Sexualmente Transmissíveis
2020: infecção pelo papilomavírus humano
(HPV), 2021. Disponível em: https://www.scielo.
br/j/ress/a/xLM3FTG5mnTM8kHT7b8HLpn/#.
Acesso em: 26 abr. 2024.
COELHO, Roberta Cíntia Sousa et al. Impacto
da vacina contra HPV na incidência de
lesões pré-neoplásicas. 2023. Disponível em:
[file:///C:/Users/User/Downloads/11592-Artigo-138536-2-10-20230209%20(1).pdf].
Acesso em:
03 nov. 2024.
EVA GRUPO BRASILEIRO DE TUMORES GINECOLO-
GICOS. TRATAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO
ÚTERO, 2024. Disponível em: https://eva.org.br/
vConteudo/tratamento-do-cancer-do-colo-do-utero.
Acesso em: 01 maio 2024.
FEITOSA, Renata;PONTES,Elenir.Levantamento dos
hábitos de vida e fatores associados à ocorrência
de câncer de tabagistas do município de Sidrolândia
(MS, Brasil).SciELO.2011 Disponível em:https://
www.scielo.br/j/csc/a/dtsNqx5tvNK4pTZnY5C6S-
LK/#. Acesso em: 05 maio 2024.
FILHO, Agnaldo.Emprego dos marcadores de prognóstico
no tratamento para o carcinoma invasor
de colo.SciELO.2009. Disponível em:https://www.
scielo.br/j/rbgo/a/vKNf6LQybTpGthvFHTJHjjD/#.
Acesso em: 03 set. 2024
GUIMARÃES, Gustavo. Os dez anos de vacina contra
HPV no SUS, 2024. Disponível em: https://www.
iucr.com.br/post/os-dez-anos-de-vacina-contra-
-hpv-no-sus Acesso em: 10/05/2024
Instituto Nacional do Câncer. Papanicolau (exame
preventivo de colo de útero), 2011. Disponível em:
https://more.ufsc.br/tese_dissert/inserir_tese_dissert.
Acesso em: 23 maio 2024.
JÚNIOR; PORRO; TOMIMORI. Infecção pelo papilomavírus
humano: etiopatogenia, biologia molecular
e manifestações clínicas, 2011. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/abd/a/W8xQS6MSSk7tT-
8CLRCnbs8f/. Acesso em: 20 abr. 2024.
LETO , Maria das Graças et al. Infecção pelo papilomavírus
humano: etiopatogenia,biologia molecular
e manifestações clínicas.2011. Disponível em
: https://www.scielo.br/j/abd/a/W8xQS6MSSk7tT-
8CLRCnbs8f/?format=pdf.
Acesso em: 24 jul. 2024.
LIMA CÂMARA, Geni N. N.; CRUZ, Márcio Rojas;
VERAS, Verônica Sales; MARTINS, Cláudia Renata F. Os
papilomavírus humanos – HPV: histórico, morfologia
e ciclo biológico. Universitas Ciências da Saúde, 2003.
Disponível em: file:///C:/Users/User/Downloads/
502-1755-1-PB.pdf. Acesso em: 06 nov. 2024.
MDHealth Educação Médica Independente.
NOVAS IMUNOTERAPIAS PARA O TRATAMENTO
DE CÂNCER CERVICAL MOSTRAM BALSTILIMABE
E ZALIFRELIMABE COMO OPÇÕES PROMISSORAS
DE TRATAMENTO, 2020. Disponível em: https://
oncologiabrasil.com.br/novas-imunoterapias-para-
-o-tratamento-de-cancer-cervical-mostram-balsti-
limabe-e-zalifrelimabe-como-opcoes-promissoras-
-de-tratamento/. Acesso em: 01 maio 2024.
MEDEIROS, Tainah. A PARTIR DE QUE IDADE FAZER
O PAPANICOLAOU? | DICAS DE SAÚDE, 2016.
Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/
contato/. Acesso em: 23 maio 2024.
MINISTÉRIO DA SAÚDE GOV.BR. HPV, 2024. Disponível
em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/
saude-de-a-a-z/h/hpv#:~:text=Exame%20preventivo%20contra%20o%20HPV,antes%20de%20
se%20tornarem%20c%C3%A2ncer. Acesso em: 26
maio 2024.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAðDE.
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.. HPV e câncer
do colo do útero. Disponível em: https://www.
paho.org/pt/topicos/hpv-e-cancer-do-colo-do-utero.
Acesso em: 15 mar. 2024.
PALMER; KAVANAGH; CUSCHIERI; CAMERON;
GRAHAM; WILSON; ROY. Incidência de câncer
cervical invasivo após vacinação bivalente contra
papilomavírus humano: um estudo observacional
de base populacional sobre idade na imunização,
dose e privação, 2024. Disponível em: https://
pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38247547/. Acesso em:
21 maio 2024.
PFAFFENZELLER, M. S., FRANCIOSI, M. L. M., and
CADOSO, A. M.
Câncer de colo uterino.,2021. Disponível
em:https://books.scielo.org/id/hj25v/pdf/cardoso-9786586545494-06.pdf.
Acesso em: 16 jul. 2024.
RAMA, Cristina Helena; ROTELI-MARTINS, Cecília
Maria; DERCHAIN, Sophie Françoise Mauricette.
Detecção sorológica de anti-HPV 16 e 18 e sua
associação com os achados do papanicolaou em
adolescentes e mulheres jovens. 2006. Disponível
em: https://www.scielo.br/j/ramb/a/NDdG3BDGx-
VPg8NmVCHGR84y/#. Acesso em: 7 nov. 2024
RUSSOMANO, Fabio. Principais Questões sobre
HPV: prevenção, diagnóstico e abordagem,2019.
Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.
fiocruz.br/atencao-mulher/principais-questoes-
-sobre-hpv-prevencao-diagnostico-e-abordagem/#:~:text=A%20infec%C3%A7%C3%A3o%20
pelo%20HPV%20(Papilomav%C3%ADrus,precursora%20do%20c%C3%A2ncer%20de%20colo.
Acesso em: 12 abr. 2024.
SECRETARIA DE ESTADO DE SAUDE. A vacina contra
o HPV esta disponível no sus. Disponívelem:https://www.saude.mg.gov.br/hpv#:~:text=O%20
Brasil%2C%20por%20meio%20do,e%20v%C3%A-
Dtimas%20de%20viol%C3%AAncia%20sexual.
Acesso em: 08 mar. 2024.
SEDICIAS, Sheila. HPV na mulher: o que é, sintomas,
transmissão e tratamento, 2024. Disponível em:
https://www.tuasaude.com/sintomas-de-hpv/.
Acesso em: 05 maio 2024.
WAHEED; SCHILLER; STANLEY; FRANCO; POLJAK;
KJAER; PINO; KLIS; LOEFF; BAAYVacinação contra o
papilomavírus humano em adultos: impacto, oportunidades
e desafios – um relatório de reunião,
2021. Disponível em: https://bmcproc.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12919-021-00217-4.
Acesso em: 15 maio 2024.
ARTIGO CIENTÍFICO II
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 33
ARTIGO CIENTÍFICO III
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS EM
PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA - UMA REVISÃO DE LITERATURA
DRUG INTERACTIONS IN BREAST CANCER PATIENTS - A LITERATURE REVIEW
Autores:
Pamela Fagundes Wolf 1 ,
Ana Clara Michel Wolf 2-3 ,
Lucas Michel Wolf 4 ,
Jonas Michel Wolf 5-7
1 - Pontifícia Universidade Católica, Porto Alegre, RS, Brasil
2 - Serviço de oncologia, Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS, Brasil
3 - Curso de enfermagem, Universidade La Salle, Canoas, RS, Brasil
4 - Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, RS, Brasil
5 - Escritório de gestão da prática clínica, Hospital Moinhos de Vento,
Porto Alegre, RS, Brasil
6 - Núcleo de Apoio à Pesquisa, Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS, Brasil
7 - Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS, Brasil
* Imagem ilustrativa
Resumo
Introdução: As taxas de incidência para câncer de mama têm
aumentado em países de baixo e médio desenvolvimento,
inclusive no Brasil. O uso de vários medicamentos pode
aumentar a ocorrência de interações medicamentosas,
podendo aumentar a toxicidade do tratamento ou diminuir
a sua eficácia. Objetivo: Nesse contexto, o objetivo desta
pesquisa foi o de revisar os estudos que analisaram as interações
medicamentosas em pacientes que estão em tratamento
oncológico para o câncer de mama e descrever as interações
clinicamente relevantes. Métodos: Esse estudo foi elaborado a
partir de uma revisão da literatura nas bases de dados: Cochrane,
Scielo, Pubmed no período de 2018 a 2023. As palavras-chave
utilizadas foram “drug-drug interactions”, “chemotherapy” e
“breast cancer”. Foram selecionados 5 estudos para análise.
Os estudos demonstraram uma alta frequência de interações
medicamentosas. Resultados: A gravidade da interação mais
frequente foi a moderada, os métodos de triagem utilizados
com maior frequência foram MedscapeTM, MicromedexTM
e Drugs.comTM. A ciclofosfamida foi o medicamento que
mais causou interações medicamentosas nos pacientes
avaliados nos estudos. Os pacientes utilizavam entre 5 e
15 medicamentos concomitantemente à quimioterapia.
Conclusão: A prática clínica deve incluir a revisão regular
da lista de medicamentos dos pacientes que fazem uso no
seu domicílio, ou durante a internação e a verificação de
potenciais interações medicamentosas ao prescrever novos
medicamentos ou por meio de uma consulta farmacêutica.
Palavras-chaves: Interações medicamentosas, quimioterapia,
câncer de mama.
Abstract
Introduction: Breast cancer incidence rates have been
increasing in low- and middle-income countries,
including Brazil. The use of multiple medications can
increase the occurrence of drug-drug interactions,
potentially enhancing treatment toxicity or reducing its
effectiveness. Objective: In this context, the objective
of this research was to review studies that analyzed
drug-drug interactions in patients undergoing cancer
treatment for breast cancer and to describe clinically
relevant interactions. Methods: This study was conducted
through a literature review using the databases Cochrane,
Scielo, and PubMed from 2018 to 2023. The keywords
used were “drug-drug interactions,” “chemotherapy,” and
“breast cancer.” Five studies were selected for analysis.
The studies demonstrated a high frequency of drugdrug
interactions. Results: The most frequent interaction
severity was moderate, and the most commonly used
screening methods were Medscape, Micromedex,
and Drugs.com. Cyclophosphamide was the drug
most associated with interactions among the evaluated
patients. Patients used between 5 and 15 medications
concomitantly with chemotherapy. Conclusion: Clinical
practice should include regular reviews of patients’
medication lists, whether for home use or during
hospitalization, and the assessment of potential drug
interactions when prescribing new medications or
through a pharmaceutical consultation.
Keywords: Drug-drug interactions, chemotherapy, breast
cancer.
34
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
A CRAL conecta tradição e inovação
em uma nova identidade que une todas
as suas marcas.
COMPLETA LINHA DE DESCARTÁVEIS.
LINHA PARA COLETA DE SANGUE.
VIDRARIA DE ALTA QUALIDADE.
LINHA DE SWABS COM E SEM MEIO.
CURATIVOS HOSPITALAR E PÓS COLETA.
EQUIPAMENTOS.
DESCARTÁVEIS PARA BIOLOGIA MOLECULAR.
MICROPIPETAS.
HIGIENIZAÇÃO E LIMPEZA.
LINHA DE TESTES RÁPIDOS.
DESCARTÁVEIS PARA DIABETES.
CRAL. Uma marca, muitas soluções.
Agora, com uma só identidade.
Cotia, SP.
contato@cralplast.com.br
+55 (11) 2712 - 7000 / 3454 - 7000
www.cralplast.com.br
Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,
Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.
ARTIGO CIENTÍFICO III
Introdução
As taxas de incidência
de câncer de mama têm
Os fatores de risco mais
comuns para o câncer
de mama incluem idade
medicamentos simultaneamente.
Além do
tratamento oncológico,
aumentado em países
avançada, sexo feminino,
elas também fazem uso
de baixa e média renda,
menarca precoce, meno-
de medicamentos de
incluindo o Brasil. Esse
pausa tardia, nuliparida-
suporte para reduzir
aumento pode estar
de, ausência de amamen-
os efeitos adversos da
associado ao envelhe-
tação, histórico familiar,
quimioterapia. O uso de
cimento da população,
tecido mamário denso e
múltiplos
medicamen-
aos fatores relacionados
histórico de radioterapia
tos pode aumentar a
ao estilo de vida e ao
torácica. As principais
ocorrência de interações
maior uso de exames de
opções terapêuticas para
medicamentosas, poten-
rastreamento do câncer
o tratamento do câncer
cialmente ampliando a
de mama, os quais são
de mama são a cirurgia do
toxicidade do tratamen-
recomendados
pelo
tumor primário, a avalia-
to ou reduzindo sua efi-
Ministério da Saúde do
ção do comprometimen-
cácia.⁵,⁶ Outros fatores,
Brasil para mulheres
to axilar e a radioterapia
como idade avançada,
com idades entre 50
como tratamento local,
sexo, variações gené-
e 69 anos. 1,2 O câncer
além da terapia medica-
ticas e comorbidades,
de mama é a principal
mentosa sistêmica, que
também aumentam o
causa de morte relacio-
inclui quimioterapia e
risco de interações medi-
nada ao câncer entre
hormonioterapia.⁴
camentosas.
Pacientes
as mulheres. Em 2020,
oncológicos com mais
foram registradas apro-
Pacientes com câncer de
de 60 anos apresentam
ximadamente 12 mortes
mama
frequentemen-
maior prevalência de
por 100.000 mulheres.³
te utilizam múltiplos
doenças como hiper-
36
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Solução completa
para rastreamento do
câncer do colo do útero
COOL IDEAS
GP-100
Processador Automatizado
para Citologia em Meio Líquido
iPonatic II
Biologia Molecular PoCT
Testes de DNA-HPV, IST e outros.
Solução para
Conservação Celular
É o meio ideal de preservação e
transporte de amostras coletadas
para testes de DNA-HPV, IST e
exames citológicos.
+ 6
+
milhões
de amostras
processadas
no Brasil
Líder de Citologia
em Meio Líquido
no Brasil
Presença Global
5
Continentes
+ 14
Países
Internalize o portfólio completo para saúde da mulher em seu laboratório!
47 3183-8200
grupostra.com.br
contato@grupostra.com.br
grupo_stra grupostra
Catálogo Digital
ARTIGO CIENTÍFICO III
tensão e diabetes, o que
pode exigir o uso de múltiplos
medicamentos.
Portanto, a polifarmácia,
um fator que pode contribuir
para as interações
medicamentosas, é uma
questão comum enfrentada
pelos pacientes
com câncer durante o
tratamento.⁷,⁸
medicamentos foram
associados a esses eventos
adversos fatais.⁹
Embora o risco de interações
medicamentosas
seja bem conhecido,
sua prevalência entre
pacientes com câncer
continua elevada. Em
muitas situações, os sistemas
de saúde não dis-
Nesse contexto, o objetivo
desta pesquisa foi
revisar estudos que
analisaram interações
medicamentosas em
pacientes em tratamento
oncológico para
câncer de mama e descrever
interações clinicamente
relevantes.
Métodos
Um estudo relatou
ponibilizam às equipes
Este estudo foi realizado
uma alta incidência de
médicas um prontuário
por meio de uma revisão
eventos adversos fatais
eletrônico
integrado
da literatura utilizan-
associados ao uso de
que centralize todas as
do as bases de dados
medicamentos, com
18,2% da amostra de
pacientes evoluindo
para óbito. Neste estudo,
os pacientes utilizaram
em média 12 ou
mais medicamentos nas
suas últimas horas de
vida. Idade avançada,
polifarmácia, comorbidades
e prescrição
ou uso inadequado de
informações sobre o
uso de medicamentos
pelos pacientes oncológicos.
Além disso, os
médicos e farmacêuticos
da atenção primária
e ambulatorial podem
não estar totalmente
cientes das potenciais
interações medicamentosas
envolvendo agentes
antineoplásicos. 10,11
Cochrane, SciELO e
PubMed, no período de
2018 a 2023. As palavras-
-chave utilizadas foram
“drug-drug interactions”,
“chemotherapy” e “breast
cancer”, juntamente
com seus correspondentes
em português:
“interações medicamentosas”,
“quimioterapia” e
“câncer de mama”.
38
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Conheça à Medtest.
Temos a SOLUÇÃO ideal para o
seu laboratório.
Hematologia
Conheça à Medtest.
Temos a SOLUÇÃO ideal para o
seu laboratório.
Bioquímica
Hematologia
point of care
Bioquímica
pré-analítico
point of care
Microbiologia
pré-analítico
quimioluminescência
Microbiologia
Coagulação quimioluminescência
e Uroanálise
Coagulação e Uroanálise
Nossa logística
Utilizamos recursos Nossa de logística tecnologia de
dispositivos eletronicos, qualificando
a nossa entrega.
Utilizamos recursos de tecnologia de
dispositivos eletronicos, qualificando
a nossa entrega.
medtest.com.br
71 2108.4020
comercial@medtest.com.br
Serviço
Dispomos Serviçode um time técnico e cientifico,
100% Dispomos capacitado de um time por técnico nossos e cientifico, parceiros, a
100% capacitado por nossos parceiros, a
disposição para atendê-los a qualquer
disposição para atendê-los a qualquer
momento.
Soluções integradas em diagnóstico
medtest.com.br
comercial@medtest.com.br
momento.
Soluções integradas em diagnóstico
www.medtest.com.br
A Medtest está nos principais
canais digitais, para melhor
atendê-lo.
www.medtest.com.br
A Medtest está nos principais
canais digitais, para melhor
atendê-lo.
Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,
Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.
ARTIGO CIENTÍFICO III
Os critérios de inclusão
foram: estudos observacionais
envolvendo
quando os efeitos de um
medicamento são alterados
pela presença de
(toxicidade ou perda de
eficácia), na gravidade
clínica do efeito (leve,
pacientes com câncer
outro fármaco, alimento
moderado ou grave) e na
de mama que relataram
ou exposição ambien-
probabilidade de que o
a prevalência de intera-
tal. 13 Às interações
desfecho adverso esteja
ções
medicamentosas
medicamentosas
em
relacionado à interação.
em um ou mais grupos
pacientes
oncológicos
Essas interações podem
de pacientes submeti-
podem levar à falha do
ser classificadas como
dos a tratamento onco-
tratamento ou a reações
improváveis,
possíveis,
lógico para câncer de
adversas aos medica-
suspeitas, prováveis ou
mama. Os critérios de
mentos. Alguns estudos
estabelecidas.
Intera-
exclusão incluíram arti-
indicam que as intera-
ções
medicamentosas
gos com foco em estu-
ções
medicamentosas
menores ou leves geral-
dos de medicamentos
são responsáveis por 5%
mente não requerem
in vivo e in vitro.
a 30% das reações adver-
modificações na terapia,
sas a medicamentos e
pois suas consequências
Referencial Teórico
por
aproximadamente
clínicas são limitadas.
Pacientes com câncer são
4% dos óbitos entre
Interações
moderadas
submetidos a regimes
pacientes com câncer. 14,15
frequentemente reque-
terapêuticos complexos,
rem ajustes na dosagem
que incluem agentes
As interações medica-
ou aumento do monito-
quimioterápicos e múl-
mentosas são geralmen-
ramento. Interações gra-
tiplos medicamentos, o
te descritas com base
ves devem ser evitadas
que aumenta o risco de
nos medicamentos ou
sempre que possível,
interações medicamen-
classes
farmacológicas
pois podem resultar em
tosas. 12 Uma interação
envolvidas, no mecanis-
toxicidade
potencial-
medicamentosa
ocorre
mo ou efeito resultante
mente séria.. 16
40
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Os mecanismos de
interações medicamentosas
podem ser
sentam polifarmácia,
especialmente os idosos
com câncer em estágio
lismo de medicamentos,
desempenhando
um papel crítico no
ARTIGO CIENTÍFICO III
classificados em duas
avançado. O risco de inte-
metabolismo de agen-
categorias
principais:
rações medicamentosas
tes
quimioterápicos
farmacodinâmicos
e
clinicamente
significati-
devido às potenciais
farmacocinéticos.
Uma
vas aumenta à medida
toxicidades
associa-
interação farmacodinâ-
que cresce o número de
das. Estas enzimas são
mica ocorre quando um
medicamentos adminis-
fundamentais na fase
medicamento interfere
trados simultaneamente.
1 do metabolismo dos
em outro no local de
Um estudo de Guthrie
medicamentos,
prin-
ação ou altera a resposta
et al. (2015)¹⁸ constatou
cipalmente através de
esperada. Essa interação
que o risco de interações
reações de oxidação-
pode resultar em poten-
medicamentosas clinica-
-redução, e contribuem
cialização, sinergia ou
mente relevantes aumen-
para a depuração de
redução do efeito tera-
tou cinco vezes quando
aproximadamente 75%
pêutico desejado. Um
pelo menos cinco medi-
dos medicamentos atu-
exemplo de interação
camentos foram utiliza-
almente disponíveis. 19
farmacodinâmica é a
dos simultaneamente e
Além disso, um único
combinação de dois ou
doze vezes quando pelo
medicamento pode ser
mais agentes antimicro-
menos dez medicamen-
metabolizado por uma
bianos para tratar um
tos foram administrados
ou mais enzimas CYP.
microrganismo resisten-
concomitantemente.
Por exemplo, a dexame-
te, resultando em um
tasona é metabolizada
efeito sinérgico. 17
As enzimas do cito-
pela CYP3A4, enquanto
cromo P450 (CYP) são
o letrozol é metabo-
Pacientes com câncer
uma família de enzimas
lizado pelas enzimas
frequentemente
apre-
envolvidas no metabo-
CYP3A4 e CYP2A6. 20
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 41
Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,
Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.
ARTIGO CIENTÍFICO III
Embora a maioria das enzimas
CYP seja encontrada
no fígado, elas também
ses medicamentos causarem
toxicidades graves.
O metabolismo media-
lizados, mas também de
diversos outros fatores,
incluindo a saúde geral
estão presentes em diver-
do pelas enzimas CYP
do paciente, idade,
sos órgãos, como intesti-
desempenha um papel
presença de comorbi-
nos, cérebro, rins e pele.
crucial na determinação
dades, possível disfun-
Entre as mais de cinquenta
do perfil farmacocinético
ção orgânica, a estreita
isoformas da enzima CYP
desses agentes, influen-
janela terapêutica dos
em humanos, as CYP3A4,
ciando a manutenção de
medicamentos envolvi-
CYP2D6 e CYP2C9 desem-
níveis sanguíneos ótimos
dos e fatores genéticos
penham papéis signifi-
e a depuração adequada
específicos do pacien-
cativos,
metabolizando
dos medicamentos. Se a
te. 23 Outros fatores que
aproximadamente 27%,
depuração do medica-
podem
desencadear
13% e 10% dos medica-
mento for muito lenta,
interações medicamen-
mentos, respectivamente.
pode ocorrer acúmulo
tosas incluem o uso de
Esse padrão também se
e toxicidade. Por outro
medicamentos de ven-
aplica aos agentes qui-
lado, se a depuração for
da livre (OTC), suple-
mioterápicos, nos quais
muito rápida, a terapia
mentos herbais e doses
a maior parte do meta-
pode ser ineficaz devido
elevadas de vitaminas
bolismo é mediada pelas
à concentração insufi-
durante o tratamento
enzimas CYP3A4, CYP2D6
ciente do medicamento
do câncer. 24-27
ou CYP2C9. 19,21
no local do tumor. 22
Resultados
Compreender o metabo-
As potenciais consequ-
A pesquisa resultou em
lismo dos agentes qui-
ências clínicas das inte-
30 artigos. Entretanto,
mioterápicos é essencial
rações medicamentosas
apenas cinco foram sele-
devido à complexidade do
dependem não apenas
cionados para análise,
câncer e ao potencial des-
dos medicamentos uti-
pois atenderam a todos
42
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,
Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.
ARTIGO CIENTÍFICO III
os critérios de inclusão.
Esses artigos focaram
em estudos envolvendo
pacientes com câncer
de mama e relataram a
prevalência, frequência
e gravidade das interações
medicamentosas
nessas populações.
Foram excluídos os artigos
que não descreviam
os medicamentos utilizados
pelos pacientes
durante o tratamento
do câncer. Observou-
-se que a maioria dos
estudos identificou uma
prevalência significativa
de interações medicamentosas
em pacientes
com câncer de mama.
Os resultados dos estudos
estão apresentados
na Tabela 1.
É importante destacar
que os estudos que
avaliaram interações
medicamentosas entre
Tabela 1. Estudos que avaliaram potenciais interações medicamentosas
durante o tratamento do câncer de mama.
Autores
Desenho do
estudo
Método de
triagem
Número médio
de
medicamentos
em uso
Amostra
Número de interações
encontradas
Resultados
BIBI et al., Transversal Micromedex TM 7 150 437 Leves (12,4%)
(2021) 28 e Medscape TM Moderadas (24,3%)
Graves (62,2%)
9 77 Pacientes ≥
DOMÍNG Coorte Medscape TM e
(2021) 29 UEZ et al.,
Drugs.com TM 70 anos
RASSY et Coorte Claude Bernard
(2022) 30 padrão)
al.,
(Conjunto
DEGU &
KEBEDE,
(2021) 31 Transversal Medscape e
WebMD
Online e as
diretrizes da
Sociedade
Europeia de
Oncologia
Médica para
câncer de mama
15 (a) Tamoxifeno:
Entre
5 e 9
3670
Inibidores da
aromatase:
7437
≥ 18 anos
107 pacientes
≥ 18 anos
MAHFOU Transversal Lexicomp TM ,
5 40 pacientes ≥
(2023) 32 Drugs.com TM Z et al.,
Micromedex TM ,
18 anos
719 Leves (18,0%)
Moderadas (74,0%)
Graves (8,0%)
Início do estudo (b) :
Tamoxifeno: 497
Inibidores da aromatase:
592
Tamoxifeno:
Leves (2,8%)
Moderadas (51,1%)
Graves (45,7%)
Contraindicadas (0,4%)
Inibidores da aromatase
Leve (0.0%)
Moderada (99,3%)
Grave (0,3%)
Contraindicada (0,3%)
18 Leves (8,0%)
Moderadas (11,2%)
Graves (2,0%)
Lexicomp TM : 14
Drugs.com TM : 22
Micromedex TM : 15
C (57,2%)
X (42,8%)
Drugs.com: Moderada
(86,4%)
Grave (9,1%)
Micromedex: Moderada
(46,7%)
Grave (53,3%)
(a) A maioria dos pacientes utilizou mais de 15 medicamentos (30,5%
dos pacientes na coorte de tamoxifeno e 33,5% na coorte de inibidores
da aromatase).
(b) A tabela mostra apenas os resultados equivalentes ao início do
estudo, para fins demonstrativos. O estudo revelou o número de
pacientes que apresentaram alguma interação medicamentosa, e não
o número de interações encontradas, ao contrário do que foi demonstrado
em outros estudos.
(c) C = moderada; X = contraindicada
44
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
human - centred biotech
Do controle à precisão:
automação que
transforma resultados.
A15 Stool chega para revolucionar as análises fecais, unindo praticidade,
desempenho e confiabilidade.
Separadamente, para resultados clínicos mais completos,
o kit de D-Dímero BioSystems garante rapidez e precisão
no diagnóstico de distúrbios tromboembólicos.
Mais automação. Mais qualidade. Mais BioSystems.
BioSystems - Brasil
www.biosystemsne.com.br
vendedores@biosystemsne.com.br
(81) 2127 6969 / (81) 9 9789 9090 Clinical Analysis
Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,
Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.
ARTIGO CIENTÍFICO III
ciclofosfamida e hidroclorotiazida,
assim como
entre ciclofosfamida e
alopurinol, podem estar
desatualizados devido
à data de publicação,
conforme descrito na
Tabela 2. Portanto, são
necessários mais estudos
para avaliar a ocorrência
dessas interações
em pacientes com
câncer. Um estudo mais
recente, de Hsu et al.
(2019)³³, avaliou pacientes
que receberam
ciclofosfamida durante
o tratamento do câncer
de mama e fizeram uso
simultâneo de hidroclorotiazida.
A análise
de dois grupos, aqueles
que receberam hidroclorotiazida
juntamente
com ciclofosfamida e
aqueles que não utilizaram
hidroclorotiazida,
não revelou diferenças
estatisticamente significativas
nas taxas de hos-
Tabela 2. Interações relevantes descritas nos estudos
Interações
medicamentosas
Ciclofosfamida
+
Hidroclorotiazi
da
Ciclofosfamida
+ Alopurinol
Tamoxifeno +
fluoxetina ou
paroxetina ou
fluoxetina
Docetaxel ou
Paclitaxel +
Atorvastatina
ou Sinvastatina
pitalização e interrupção
do tratamento entre
os grupos expostos e
não expostos. Assim,
estudos atualizados são
essenciais para fornecer
suporte sólido às equipes
de saúde e auxiliar
na prática clínica.
Discussão
Autores
Bibi et al. (2021)28
conduziram um estudo
incluindo 150 pacientes
com câncer de mama
em tratamento padrão.
O estudo revelou que a
Mecanismo de ação
BIBI et al., (2021) 28 ;
DOMÍNGUEZ et al., A combinação pode causar aumento do risco de
2021; DEGU A & mielossupressão.
KEBEDE K.,
(2021). 31
O alopurinol pode aumentar os níveis de ciclofosfamida,
DEGU A &
KEBEDE K.,
(2023) 32
(2021) 31 ;
elevando o risco de mielossupressão.
MAHFOUZ et al.,
RASSY et al.,
(2022) 30 Inibidores da recaptação de serotonina podem inibir a
enzima CYP2D6, que converte o tamoxifeno em
endoxifeno, seu metabólito ativo.
DOMÍNGUEZ et al.,
(2021) 29 O uso de paclitaxel ou docetaxel concomitantemente com
atorvastatina pode aumentar o risco de neuropatia, que é
um efeito adverso destes medicamentos.
média de medicamentos
utilizados por paciente
foi de sete. A análise das
interações medicamentosas
foi realizada através
das ferramentas Micromedex
e Medscape,
identificando potenciais
interações em 92% dos
pacientes. Ao considerar
os grupos de medicamentos,
32% das interações
ocorreram entre
medicamentos
antineoplásicos,
62,9% entre
medicamentos antineoplásicos
e de suporte e
46
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,
Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.
ARTIGO CIENTÍFICO III
5% entre medicamentos
antineoplásicos e medicamentos
utilizados
Em uma coorte que avaliou
77 pacientes idosos
com câncer de mama
tratados com tamoxifeno
e aqueles tratados com
inibidores da aromatase.
para tratar comorbida-
com 70 anos ou mais,
Na coorte de tamoxi-
des. Interações maiores
observou-se uma media-
feno, foram relatadas
foram observadas em
na de seis medicamentos
interações
medicamen-
62,2% dos pacientes,
por paciente. A avaliação
tosas em 497 dos 3.670
enquanto 25,3% tiveram
das interações medica-
pacientes (13,5%) no
interações
moderadas.
mentosas foi realizada
início do estudo. Dentre
Notavelmente, as inte-
nas bases de dados
eles, 254 (51,1%) tiveram
rações mais frequentes
Medscape e Drugs.
interações moderadas e
envolveram
doxorrubi-
com. Este estudo iden-
227 (45,7%) tiveram inte-
cina + dexametasona e
tificou 719 interações
rações graves. À medida
ciclofosfamida + doxor-
medicamentosas, sendo
que o estudo avançava,
rubicina.
Identificou-se
74% classificadas como
as interações medica-
que a presença de
interações
moderadas
mentosas
continuaram
comorbidades, o núme-
e 8% como interações
a ser observadas em um
ro de medicamentos
maiores. A interação
número significativo de
utilizados e a seleção do
mais frequente observa-
pacientes: 42,4% no ano
protocolo de tratamen-
da foi entre paclitaxel e
1, 41,0% no ano 2, 40,9%
to do câncer de mama
trastuzumabe. 29
no ano 3, 35,5% no ano
estavam relacionados ao
4 e 33,9% no ano 5. A
número de interações.
Um estudo baseado em
predominância
dessas
O protocolo com maior
duas coortes avaliou as
interações foi modera-
número de interações
interações
medicamen-
da, passando de 60,4%
envolveu taxanos, doxor-
tosas ao longo de cinco
no ano 1 para 80,6% no
rubicina e ciclofosfamida.
anos entre pacientes
ano 5. Por outro lado, a
48
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,
Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.
ARTIGO CIENTÍFICO III
ocorrência de interações
medicamentosas graves
diminuiu constantemen-
Medscape e WebMD,
além das diretrizes da
Sociedade Europeia
e doxorrubicina (1,9%),
que causaram interações
leves. No entanto,
te ao longo do tempo,
de Oncologia Médica
a ciclofosfamida e a
de 37,3% no ano 1 para
(ESMO) para o câncer de
hidroclorotiazida foram
16,9% no ano 5. Ao ana-
mama. Foi identificada
responsáveis por 1,9%
lisar os medicamentos
a prevalência de intera-
das interações medica-
mais
frequentemente
ções
medicamentosas
mentosas graves. 31
causadores dessas inte-
em 18 pacientes (16,8%).
rações, destacaram-se os
A maioria das pacientes
Um estudo observa-
inibidores seletivos da
utilizava entre cinco e
cional
retrospectivo
recaptação da serotonina
nove
medicamentos
incluiu 40 pacientes
(ISRS), como a paroxetina,
(84,0%). As interações
com câncer de mama.
ou fluoxetina e a duloxe-
moderadas foram as
A mediana do número
tina, além dos antiácidos
mais frequentes (11,0%),
de medicamentos utili-
contendo
bicarbonato
enquanto 8% das par-
zados por paciente foi
de sódio e diosmectita. 30
ticipantes do estudo
cinco. As análises de
apresentaram interações
interação medicamen-
Foi realizada uma revisão
medicamentosas
leves.
tosa foram realizadas
dos prontuários médi-
No entanto, aproxima-
utilizando três bancos
cos de 107 pacientes
damente 2,0% tiveram
de dados: Lexicomp,
com câncer de mama
interações medicamen-
Drugs.com e Micro-
em tratamento. Neste
tosas graves. Os medica-
medex. De acordo
estudo, as interações
mentos com interações
com o banco de dados
medicamentosas foram
mais frequentes foram
Lexicomp, 12 pacien-
avaliadas
utilizando
cimetidina e prometa-
tes (30,0%) com câncer
as ferramentas online
zina (2,8%) e cimetidina
de mama tiveram 14
50
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
interações medicamentosas
potenciais
(Categoria C = 57,2%,
interação entre doxorrubicina
e fluoxetina foi
detectada duas vezes
grupo de pacientes, que
utilizam uma variedade
de medicamentos,
ARTIGO CIENTÍFICO III
Categoria X = 42,8%).
e foi classificada como
incluindo
quimiotera-
De acordo com Drugs.
Categoria X, moderada
pia, terapia hormonal,
com, 15 pacientes
e maior pelas bases de
terapias de suporte e
(37,5%) tiveram 22 inte-
dados Lexicomp, Drugs.
medicamentos
para
rações medicamentosas
com e Micromedex,
tratamento de comorbi-
potenciais (moderada =
respectivamente.
A
dades. Essa relação entre
86,4%, grave = 9,1%).
gravidade da interação
polifarmácia e interações
De acordo com Micro-
foi classificada de forma
medicamentosas
tam-
medex, 13 pacientes
diferente dependendo da
bém foi observada em
(32,5%) tiveram 15 inte-
base de dados utilizada. 32
outros estudos. 18,34
rações medicamentosas
potenciais (moderada =
Os estudos demonstra-
O estudo de Bibi et al.
46,7%; grave = 53,3%).
ram que os pacientes
(2021)28 revelaram que
A interação mais fre-
faziam uso de pelo
92% dos pacientes apre-
quente
encontrada
menos cinco medica-
sentavam potenciais inte-
no estudo foi entre
mentos simultaneamen-
rações medicamentosas,
ciclofosfamida e hidro-
te, enquanto o estudo de
das quais 62,2% foram
clorotiazida. Interações
Rassy et al. (2022)30 mos-
classificadas como graves
entre doxorrubicina e
traram maior percentual
de acordo com os méto-
captopril foram detec-
de pacientes em uso de
dos de triagem utilizados.
tadas três vezes, clas-
15 ou mais medicamen-
Entretanto, a maioria das
sificadas como graves
tos concomitantemente.
interações
medicamen-
apenas pela base de
Isso sugere que a poli-
tosas encontradas nos
dados Micromedex. A
farmácia é comum nesse
estudos descritos nesta
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 51
Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,
Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.
ARTIGO CIENTÍFICO III
revisão foram classificadas
como moderadas,
concordando com acha-
de interações medicamentosas
com o tamoxifeno,
um medicamento
com tamoxifeno envolveram
antidepressivos
(escitalopram, venlafaxina
dos de outros estudos
amplamente utilizado no
e quetiapina).
que também avaliaram
tratamento do câncer de
interações
medicamen-
mama. A fluoxetina e a
Pacientes com câncer
tosas em pacientes com
paroxetina inibem forte-
submetidos à quimiote-
outros tipos de cân-
mente a enzima CYP2D6,
rapia também enfrentam
cer. 14,35 Interações graves
responsável pela conver-
um risco aumentado de
em pacientes com câncer
são do tamoxifeno em
distúrbios
eletrolíticos,
podem resultar em danos
endoxifeno, seu metabó-
levando ao prolonga-
irreversíveis, levando à
lito ativo. Estas interações
mento do intervalo QT
falha terapêutica ou à
podem afetar a eficácia
corrigido (QTc). Entre as
toxicidade.
Interações
do tamoxifeno, portanto
classes de medicamentos
moderadas
geralmente
essas combinações devem
comumente co adminis-
requerem ajustes posoló-
ser evitadas. 36,37 Liang et
tradas com maior poten-
gicos ou monitoramento
al., (2020)38 avaliaram a
cial de prolongamento
mais próximo, o que
prevalência de interações
do intervalo QT estão os
pode aumentar a carga
medicamentosas
em
antidepressivos, antipsi-
de trabalho das equipes
pacientes submetidos a
cóticos, antimicrobianos,
médica e farmacêutica.
quimioterapia oral ou tera-
altas doses de lopera-
pia hormonal. Cerca de
mida, analgésicos como
Inibidores seletivos da
metade dos pacientes no
metadona e tramadol
recaptação da serotonina
estudo tinham diagnósti-
e certos antieméticos.
(ISRS), como a paroxetina
co de câncer de mama. As
Finalmente, os medica-
e a fluoxetina, foram iden-
interações mais frequen-
mentos que inibem o
tificados como causadores
tes durante o tratamento
metabolismo das terapias
52
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
ARTIGO CIENTÍFICO III
antineoplásicas administradas
por via oral, como
os antidepressivos que
domiciliar e a verificação
de potenciais interações
medicamentosas
desempenhar um papel
crucial na melhoria da
qualidade de vida e da
inibem o metabolismo
na prescrição de novos
segurança dos pacientes
do tamoxifeno, podem
medicamentos ou por
com cancro da mama.
aumentar a probabilidade
de prolongamento do
intervalo QT. 39
Conclusão
Embora o presente estudo
não aborda aspectos
relacionados à adesão
ao tratamento, as reações
adversas decorrentes
de interações medicamentosas
podem ser
um fator adicional na
redução da adesão do
paciente ao tratamento,
principalmente no contexto
do atendimento
ambulatorial. A prática
clínica deve incluir a
revisão regular das listas
de medicamentos
dos pacientes para uso
meio de consulta farmacêutica.
A prevalência de
interações medicamentosas
pode aumentar de
acordo com o número
e os mecanismos de
ação dos medicamentos
utilizados pelos pacientes.
Portanto, é importante
enfatizar que as
estratégias de manejo
da farmacoterapia são
essenciais para melhorar
a qualidade do atendimento
e os resultados
do tratamento para
pacientes com câncer
de mama. Uma abordagem
multidisciplinar e
a utilização de registos
médicos eletrônicos
centralizados podem
Referências
1. Migowski A, Silva GAE, Dias MBK, Diz MDPE,
Sant'Ana DR, Nadanovsky P. Guidelines for
early detection of breast cancer in Brazil.
II - New national recommendations, main evidence,
and controversies. Cad Saude Publica.
2018;34(6):e00074817. English, Portuguese. doi:
10.1590/0102-311X00074817.
2. Sung H, Ferlay J, Siegel RL, Laversanne M,
Soerjomataram I, Jemal A, Bray F. Global Cancer
Statistics 2020: GLOBOCAN Estimates of Incidence
and Mortality Worldwide for 36 Cancers in 185
Countries. CA Cancer J Clin. 2021;71(3):209-249.
doi: 10.3322/caac.21660.
3. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação
de Prevenção e Vigilância. Divisão de Detecção
Precoce e Apoio à Organização de Rede. Dados e
números sobre câncer de mama: Relatório Anual
2022. Rio de Janeiro; 2022. Available at: <www.
inca.gov.br/mama>.
4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção
à Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia
e Insumos Estratégicos. Portaria Conjunta nº
5, de 18 de abril de 2019. Aprova as Diretrizes
Diagnósticas e Terapêuticas do Carcinoma de
Mama. Available at: https://www.gov.br/saude/
pt-br/assuntos/protocolos-clinicos-e-diretrizes-
-terapeuticas-pcdt/arquivos/2019/ddt_carcinoma_cancerde_mama.pdf.
Access 14 set. 2023.
5. Lim HS, Ju Lee H, Seok Lee K, Sook Lee E,
Jang IJ, Ro J. Clinical implications of CYP2D6
genotypes predictive of tamoxifen pharmacokinetics
in metastatic breast cancer. J Clin
Oncol. 2007;25(25):3837-45. doi: 10.1200/
JCO.2007.11.4850.
6. Balducci L, Goetz-Parten D, Steinman MA.
Polypharmacy and the management of the older
cancer patient. Ann Oncol. 2013;24 Suppl 7(Suppl
7):vii36-40. doi: 10.1093/annonc/mdt266.
7. Scripture CD, Figg WD. Drug interactions in cancer
therapy. Nat Rev Cancer. 2006 Jul;6(7):546-58.
doi: 10.1038/nrc1887. Erratum in: Nat Rev Cancer.
2006;6(9):741.
8. Barzaman K, Karami J, Zarei Z, Hosseinzadeh
A, Kazemi MH, Moradi-Kalbolandi S,
Safari E, Farahmand L. Breast cancer: Biology,
biomarkers, and treatments. Int Immunopharmacol.
2020;84:106535. doi: 10.1016/j.
intimp.2020.106535.
9. Buajordet I, Ebbesen J, Erikssen J, Brørs O, Hilberg
T. Fatal adverse drug events: the paradox of
drug treatment. J Intern Med. 2001;250(4):327-41.
54
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,
Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.
ARTIGO CIENTÍFICO III
doi: 10.1046/j.1365-2796.2001.00892.x.
10. Katsura C, Ogunmwonyi I, Kankam HK, Saha
S. Breast cancer: presentation, investigation and
management. Br J Hosp Med (Lond). 2022;83(2):1-
7. doi: 10.12968/hmed.2021.0459.
11. van Leeuwen RW, Swart EL, Boven E, Boom
FA, Schuitenmaker MG, Hugtenburg JG. Potential
drug interactions in cancer therapy: a prevalence
study using an advanced screening method. Ann
Oncol. 2011;22(10):2334-41. doi: 10.1093/annonc/
mdq761.
12. Ramos-Esquivel A, Víquez-Jaikel Á, Fernández
C. Potential Drug-Drug and Herb-Drug
Interactions in Patients With Cancer: A Prospective
Study of Medication Surveillance. J Oncol
Pract. 2017;13(7):e613-e622. doi: 10.1200/
JOP.2017.020859.
13. Petric D. Drug Interactions and Drug Interaction
Checkers. Academia Letters. 2021;2.
14. Akram M, Iqbal M, Daniyal M, Khan AU. Awareness
and current knowledge of breast cancer.
Biol Res. 2017;50(1):33. doi: 10.1186/s40659-017-
0140-9.
15. Ismail M, Noor S, Harram U, Haq I, Haider I,
Khadim F, Khan Q, Ali Z, Muhammad T, Asif M.
Potential drug-drug interactions in outpatient
department of a tertiary care hospital in Pakistan:
a cross-sectional study. BMC Health Serv Res.
2018;18(1):762. doi: 10.1186/s12913-018-3579-7.
16. Harbeck N, Gnant M. Breast cancer. Lancet.
2017;389(10074):1134-1150.
17. Palleria C, Di Paolo A, Giofrè C, Caglioti C,
Leuzzi G, Siniscalchi A, De Sarro G, Gallelli L.
Pharmacokinetic drug-drug interaction and their
implication in clinical management. J Res Med Sci.
2013;18(7):601-10.
18. Guthrie B, Makubate B, Hernandez-Santiago
V, Dreischulte T. The rising tide of polypharmacy
and drug-drug interactions: population database
analysis 1995-2010. BMC Med. 2015;13:74. doi:
10.1186/s12916-015-0322-7.
19. Rendic S, Guengerich FP. Survey of Human
Oxidoreductases and Cytochrome P450 Enzymes
Involved in the Metabolism of Xenobiotic
and Natural Chemicals. Chem Res Toxicol.
2015;28(1):38-42. doi: 10.1021/tx500444e.
20. Linardi A, Damiani D, Longui CA. The use of
aromatase inhibitors in boys with short stature:
what to know before prescribing? Arch Endocrinol
Metab. 2017;61(4):391-397. doi: 10.1590/2359-
3997000000284.
21. Zhang YN, Xia KR, Li CY, Wei BL, Zhang B.
Review of Breast Cancer Pathologigcal Image
Processing. Biomed Res Int. 2021;2021:1994764.
doi: 10.1155/2021/1994764.
22. Wang F, Zhang X, Wang Y, Chen Y, Lu H,
Meng X, Ye X, Chen W. Activation/Inactivation
of Anticancer Drugs by CYP3A4: Influencing
Factors for Personalized Cancer Therapy. Drug
Metab Dispos. 2023;51(5):543-559. doi: 10.1124/
dmd.122.001131.
23. Zhang H, Davis CD, Sinz MW, Rodrigues
AD. Cytochrome P450 reaction-phenotyping:
an industrial perspective. Expert Opin
Drug Metab Toxicol. 2007;3(5):667-87. doi:
10.1517/17425255.3.5.667.
24. DeRemer D. Clinically Relevant Drug
Interactions in the Cancer Setting. J Adv Pract
Oncol. 2022;13(3):231-235. doi: 10.6004/
jadpro.2022.13.3.10.
25. Riechelmann RP, Del Giglio A. Drug interactions
in oncology: how common are they? Ann
Oncol. 2009;20(12):1907-12. doi: 10.1093/annonc/
mdp369.
26. Kang SP, Ratain MJ. Inconsistent labeling of
food effect for oral agents across therapeutic areas:
differences between oncology and non-oncology
products. Clin Cancer Res. 2010;16(17):4446-
51. doi: 10.1158/1078-0432.CCR-10-0663.
27. Veronesi U, Boyle P, Goldhirsch A, Orecchia
R, Viale G. Breast cancer. Lancet. 2005
May;365(9472):1727-41. doi: 10.1016/S0140-
6736(05)66546-4.
28. Bibi R, Azhar S, Iqbal A, Jabeen H, Kalsoom
UE, Iqbal MM, Nazeer M. Prevalence of potential
drug-drug interactions in breast cancer
patients and determination of their risk factors.
J Oncol Pharm Pract. 2021;27(7):1616-1622. doi:
10.1177/1078155220963212.
29. Domínguez JAA, Jiménez-Alonso JJ, Jiménez-Galán
R, Dueñas-González A. Breast cancer,
placing drug interactions in the spotlight: is
polypharmacy the cause of everything?. Clin
Transl Oncol. 2021;23:65-73. doi:10.1007/s12094-
020-02386-8.
30. Rassy E, Bardet A, Bougacha O, Gantzer L,
Lekens B, Delaloge S, André F, Michiels S, Pistilli
B. Association of Adherence to Endocrine Therapy
Among Patients With Breast Cancer and
Potential Drug-Drug Interactions. JAMA Netw
Open. 2022;5(12):e2244849. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2022.44849.
31. Degu A, Kebede K. Drug-related problems
and its associated factors among breast
cancer patients at the University of Gondar
Comprehensive Specialized Hospital, Ethiopia:
A hospital-based retrospective cross-sectional
study. J Oncol Pharm Pract. 2021;27(1):88-98.
doi:10.1177/1078155220914710.
CONTRIBUIÇÕES DOS AUTORES
Pamela F. Wolf e Jonas M. Wolf escreveram o primeiro rascunho do
manuscrito e contribuíram para a revisão da literatura e discussão
dos resultados. Ambos os autores contribuíram e aprovaram o
manuscrito final.
AGRADECIMENTOS
Este estudo não recebeu nenhum subsídio específico de agências de
financiamento dos setores público, comercial ou sem fins lucrativos.
CONFLITOS DE INTERESSE
Os autores declaram não haver conflitos de interesse.
32. Mahfouz M, Alkhalid ZN, Birand N.
Determination of drug-drug interaction
in breast cancer patients receiving doxorubicin
and cyclophosphamide regimen. J
Oncol Pharm Pract. 2024;30(5):830-843. doi:
10.1177/10781552231189700.
33. Hsu CD, Hinton SP, Reeder-Hayes KE, Sanoff HK,
Lund JL. Association between Concomitant Use of
Hydrochlorothiazide and Adverse Chemotherapy-
-Related Events among Older Women with Breast
Cancer Treated with Cyclophosphamide. Cancer
Epidemiol Biomarkers Prev. 2020;29(2):520-523.
doi: 10.1158/1055-9965.EPI-19-1079.
34. Hoemme A, Barth H, Haschke M, Krähenbühl S,
Strasser F, Lehner C, von Kameke A, Wälti T, Thürlimann
B, Früh M, Driessen C, Joerger M. Prognostic
impact of polypharmacy and drug interactions in
patients with advanced cancer. Cancer Chemother
Pharmacol. 2019;83(4):763-774. doi: 10.1007/
s00280-019-03783-9.
35. Li Z, Wei H, Li S, Wu P, Mao X. The Role of Progesterone
Receptors in Breast Cancer. Drug Des
Devel Ther. 2022 Jan 26;16:305-314. doi: 10.2147/
DDDT.S336643.
36. Kelly CM, Juurlink DN, Gomes T, Duong-Hua
M, Pritchard KI, Austin PC, Paszat LF. Selective
serotonin reuptake inhibitors and breast cancer
mortality in women receiving tamoxifen: a population
based cohort study. BMJ. 2010;340:c693.
doi: 10.1136/bmj.c693.
37. Winters S, Martin C, Murphy D, Shokar NK.
Breast Cancer Epidemiology, Prevention, and
Screening. Prog Mol Biol Transl Sci. 2017;151:1-32.
doi: 10.1016/bs.pmbts.2017.07.002.
38. Liang Y, Zhang H, Song X, Yang Q. Metastatic
heterogeneity of breast cancer: Molecular
mechanism and potential therapeutic targets.
Semin Cancer Biol. 2020;60:14-27. doi: 10.1016/j.
semcancer.2019.08.012.
39. Rogala BG, Charpentier MM, Nguyen MK, Landolf
KM, Hamad L, Gaertner KM. Oral Anticancer
Therapy: Management of Drug Interactions.
J Oncol Pract. 2019;15(2):81-90. doi: 10.1200/
JOP.18.00483.
56
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
TESTES RÁPIDOS
CONHEÇA OS TESTES DO
PORTFÓLIO DA CELER
DOENÇAS INFECCIOSAS:
Covid-19 (RMS:80537410083)
Dengue NS1 (RMS: 80537410103)
Influenza A/B (RMS: 80537410078)
Combo: Influenza + COVID-19 (RMS: 80537410105)
FERTILIDADE:
Beta-HCG (RMS: 80537410121)
Amnioquick (RMS:808686360283)
Premaquick (RMS:808686360305)
PARASITOLÓGICO
Adenovírus/Rotavírus
Rotavírus (RMS: 80537410127)
CARDÍACO:
(RMS: 80537410130)
INFECÇÕES SEXUALMENTE
TRANSMISSÍVEIS:
Gonorreia (RMS: 80537410143)
HCV (RMS:80537410138)
Combo: HIV-HCV-HBsAg-Sífilis (RMS: 80537410136)
HIV 1/2 (RMS: 80537410134)
HBsAg (RMS: 80537410142)
Sífilis (RMS: 80537410137)
Clamídia (RMS: 80537410149)
MARCADOR TUMORAL:
Sangue oculto nas fezes (RMS: 80537410081)
Troponina I One Step (RMS:80537410135)
SOLUÇÕES RÁPIDAS, PRÁTICAS E ACESSÍVEIS!
Rua Padre Eustáquio, 1133 Subloja 11
Cep: 30710-580
Belo Horizonte/MG. Brasil
+55 (31) 3413-0814
comercial@celer.ind.br
MATÉRIA DE CAPA
CONHEÇA O SISTEMA EXENT®
Novo salto tecnológico da Binding Site no diagnóstico
e monitoramento de Gamopatias Monoclonais e do
Mieloma Múltiplo.
A tecnologia diagnóstica é fundamental para
melhorar a eficiência na detecção de doenças
hematológicas, como os diversos tipos de
Gamopatias Monoclonais e seu agravamento:
o Mieloma Múltiplo.
De tempos em tempos, surge uma
nova ferramenta capaz de elevar o
patamar diagnóstico, oferecendo
simplicidade, ainda mais precisão
e segurança aos resultados.
É o que a Binding Site, empresa
do grupo Thermo Fisher Scientific,
líder mundial em serviços
científicos, tem conquistado com
o EXENT®, sistema de identificação
e medição de proteínas especiais
no soro cuja tecnologia base
é a espectrometria de massas.
Tudo de forma 100% automatizada,
oferecendo um diagnóstico
ainda mais rápido e preciso,
impactando positivamente a
rotina laboratorial e clínica, tornando
o diagnóstico ainda mais
precoce – e salvando vidas.
58 Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
COMO FUNCIONA O EXENT®
Para se chegar aos resultados, o Sistema culas já conhecidas. O grande desafio solucionado
pela Binding Site foi aplicar este conceito
EXENT® utiliza a tecnologia de espectrometria
de massas MALDI-ToF (em português, em Hematologia, permitindo a identificação
Ionização por Dessorção a Laser Assistida por das Proteínas Monoclonais (Proteína M) dos
Matriz – Tempo de Vôo), técnica já utilizada pacientes sem a existência de uma biblioteca
para identificar moléculas grandes, como peptídeos
e proteínas. Em microbiologia clínica, produz uma imunoglobulina única, resultando
de amostras, já que cada célula plasmática
a identificação destas moléculas é realizada em uma Proteína M com grande variabilidade
comparando-as com uma biblioteca de molé-
de paciente para paciente.
MATÉRIA DE CAPA
Os processos de identificação da Proteína
M pelo sistema EXENT® incluem
imunopurificação, desassociação das
cadeias pesadas e leves das imunoglobulinas
e da Proteína M, e, finalmente,
ionização da amostra, que permite a
formação de um espectro específico
para cada paciente. Pacientes sem
Gamopatias possuem 3 espectros
(referentes às cadeias leves policlonais
lambda, cadeias leves policlonais kappa
e cadeias leves policlonais “kappa
pesada”), enquanto pacientes com
Gamopatias Monoclonais apresentam,
ainda, um espectro adicional, que indica
a presença da Proteína M, ou seja,
imunoglobulinas monoclonais.
Além da identificação da Proteína M, a integração
do Sistema EXENT® com a Plataforma Optilite®
da Binding Site também permite a quantificação
desta proteína e das imunoglobulinas
policlonais do paciente. Outras características
incluem a diferenciação de imunoterápicos que
estão sendo utilizados no tratamento e a identificação
de características da proteína M que
podem ser associadas a fatores prognósticos,
como a glicosilação.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
59
MATÉRIA DE CAPA
BENEFÍCIOS PARA PROFISSIONAIS DE
SAÚDE E PACIENTES
O EXENT® reúne uma série de vantagens que impactam a prática clínica e
o cuidado ao paciente.
Maior sensibilidade: é capaz de detectar a presença
de proteína M no soro em concentrações
extremamente baixas, possibilitando um diagnóstico
precoce e preciso do Mieloma Múltiplo.
Monitoramento aprimorado: o monitoramento
da doença é feito em nível molecular, dando mais
precisão e segurança à avaliação de resposta ao
tratamento e reduzindo a necessidade de biópsias
invasivas da medula óssea.
Tomada de decisão aprimorada: diferencia com
precisão a proteína M de outros elementos, otimizando
a escolha terapêutica.
Abordagem proativa: possíveis recaídas são
detectadas precocemente, permitindo ajustes
mais rápidos e personalizados no tratamento.
Diferenciação entre as doenças: o EXENT® facilita
a distinção entre as Gamopatias Monoclonais
de Significado Indeterminado (MGUS), o
Mieloma Múltiplo e outras doenças, ajudando
a evitar diagnósticos inconclusivos e exames
adicionais desnecessários.
Automatização: reduz a carga de trabalho
manual e dá mais eficiência operacional aos
laboratórios, diminuindo o tempo demandado
a todo o processo.
Exames tradicionais como a imunofixação e a eletroforese
de proteínas não são automatizados e
não tem a quantificação como base, pois requerem
uma análise visual e passível de subjetividade do
hematologista. Ou seja, a imprecisão é muito maior.
“A grande sensibilidade do EXENT® possibilita
quantificar e monitorar mesmo níveis muito baixos
de proteína M, o que é fundamental para se
diagnosticar e monitorar o Mieloma Múltiplo”, e
com a vantagem da utilização de amostras de
soro, explica a diretora científica da Binding Site
Brasil, Dra. Elyara Soares.
VANTAGENS DO EXENT®
Conheça os principais benefícios da nova solução da Binding Site
Maior sensibilidade
Comparado a métodos convencionais como eletroforese de proteínas ou imunofixação, o EXENT®
permite detectar proteínas monoclonais em níveis muito mais baixos.
Automatização
Redução de etapas manuais no preparo das amostras, o que melhora consistência e throughput.
Identificação específica
Como se baseia na massa molecular específica da cadeia leve (ou pesada) da imunoglobulina, permite
“rastrear” o pico monoclonal ao longo do tempo.
Doença residual
Permite melhor monitoramento de pacientes que alcançaram níveis muito baixos de doença residual
— ou seja, onde técnicas clássicas deixam de detectar.
60 Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
EXENT® E OPTILITE®:
TECNOLOGIAS QUE SE COMPLETAM PARA MELHORAR O DIAGNÓSTICO
!
Tanto o EXENT® quanto o Optilite® são tecnologias avançadas da Binding Site
para o diagnóstico e monitoramento de doenças hematológicas como o
Mieloma Múltiplo e outras Gamopatias Monoclonais.
MATÉRIA DE CAPA
Trata-se, no entanto, de técnicas e metodologias
diferentes que, justamente por isso, são complementares.
Uma não chegou para substituir
a outra – e sim para se avançar ainda mais na
precisão diagnóstica.
Enquanto o EXENT® é extremamente sensível
para detectar a mais diminuta quantidade de
imunoglobulina, por meio da razão massa-carga
da amostra, o Optilite® foca em concentrações
maiores e mais abrangentes.
Tanto que no laudo final do exame, são integrados
os valores obtidos em ambos os equipamentos.
Solução
De acordo com a International Myeloma Foundation
(IMF), mais de 176 mil novos casos de Mieloma
Múltiplo são registrados por ano em todo o mundo.
O avanço no tratamento alcançado nos últimos
anos está fazendo com que muitos pacientes
atinjam concentrações de proteína M abaixo dos
limites detectáveis pelas técnicas convencionais.
Por isso, o EXENT® não chega para substituir o
Optilite®, e sim para detalhar ainda mais a análise.
Porém, mesmo dentro deste grupo, persistem
diferenças significativas na progressão da doença
– o que sugere que as tecnologias atuais
não estão conseguindo identificar a
doença residual.
O Sistema EXENT® foi pensado e criado
justamente para atender essa necessidade
clínica até então não suprida, oferecendo
métodos de análise ainda mais
sensíveis, que auxiliam a diferenciar
subgrupos de pacientes.
Dessa maneira, a chegada do Sistema
EXENT® oferece mais recursos para que
o diagnóstico e o monitoramento do
Mieloma Múltiplo e outras Gamopatias
Monoclonais sejam os mais minuciosos
possíveis. É a tecnologia a favor da vida!
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
61
MATÉRIA DE CAPA
CONHEÇA ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE O EXENT® E O OPTILITE®
Tecnologia utilizada
Optilite®: tem como base tecnológica a turbidimetria
para a quantificação de proteínas
especiais, como as cadeias leves livres kappa e
lambda no soro.
EXENT®: baseia-se na espectrometria de
massa (MALDI-ToF), possibilitando uma
identificação ainda mais detalhada da proteína
M e suas alterações.
Sensibilidade e especificidade
Optilite®: altamente sensível na quantificação
de proteínas.
EXENT®: altamente sensível na quantificação
de proteínas e maior especificidade na identificação
de subtipos de proteínas M e de pequenas
variações estruturais.
Aplicação clínica
Optilite®: quantificação precisa das imunoglobulinas
e das cadeias leves livres (kappa e
lambda), utilizado no diagnóstico e monitoramento
de MGUS e do Mieloma Múltiplo.
EXENT®: especializado na detecção e caracterização
da proteína M, diferenciando entre clones
monoclonais e policlonais. Identifica ainda modificações
pós-traducionais e clones secundários.
Quando o EXENT® e o Optilite® são utilizados em conjunto, é possível se fazer tanto uma medição
quantitativa de imunoglobulinas IgG, IgA e IgM, quanto qualitativa de IgG, IgA, IgM, kappa
total e lambda total.
EXENT: INÍCIO DE UMA NOVA FASE NA
PRECISÃO DIAGNÓSTICA
À partir de agora, o EXENT® será o novo coração
da operação da Binding Site, marcando o início
de uma trajetória decisiva da empresa. Essa tecnologia
representa uma inovação de ruptura,
capaz de transformar profundamente a prática
clínica e elevar o padrão de monitoramento dos
pacientes, oferecendo precisão e sensibilidade
sem precedentes.
Os pacientes brasileiros logo terão acesso a uma
tecnologia que já começa a redefinir a medicina
laboratorial na Europa e Estados Unidos – e que
simboliza a vanguarda da Binding Site no diagnóstico
de precisão.
Para sustentar essa nova era, estamos estruturando
uma equipe dedicada, unindo expertise científica
e força comercial, e conduzindo negociações
para instalar o primeiro Sistema EXENT® no país.
Entre em contato:
E-mail: tbs-info.bra@thermofisher.com
Site: www.freelite.com.br
62 Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Utilização do Ensaio GAM EXENT ®* :
Guia passo a passo
Liberação Revisão Medição Solicitação
Não
Se uma amostra basal não estiver disponível,
recomenda-se restabelecer a linha de base do
paciente utilizando o Ensaio GAM EXENT para
identificar a proteína M e sua massa molecular
única, que pode ser usada para monitoramento.
Medir amostras seriais por
IFE e o ensaio GAM EXENT
Confirmar a proteína M do paciente. Isso pode
ser feito utilizando duas amostras de soro
coletadas com intervalo de um a três meses.
Um pico identificado pelo Ensaio GAM EXENT
que é persistente (mesma massa molecular)
em vários pontos no tempo e corresponde
ao isotipo do IFE pode ser considerado
como a proteína M do paciente.
Você tem
amostras de
soro basais?
Revisar os resultados do Ensaio
GAM EXENT e relatar clone(s)
relevante(s)/persistente(s)
Sim
As amostras de soro basais são essenciais
para identificar a proteína M de um paciente,
juntamente com sua massa molecular única.
Isso pode ser usado para monitorar com precisão
a proteína M específica em pontos no tempo
subsequentes durante o tratamento.
Medir as amostras de acompanhamento
utilizando o Ensaio GAM EXENT
Monitorar a proteína M do paciente usando
a massa molecular única com uma precisão
de ±4 m/z. O aumento da especificidade
ajuda a resolver os desafios de interpretação
de bandas oligoclonais e interferência
de anticorpos terapêuticos.
Revisar e registrar a proteína M do paciente para análise e rastreamento futuros. Outros picos oligoclonais (transientes)
podem ser incluídos como comentário, pois a importância clínica dos picos oligoclonais não é bem compreendida.
1. Relatar os resultados finais ao médico
solicitante ou ao laboratório.
2. Salvar os resultados do paciente no banco
de dados para análises futuras.
Amostra de soro basal
Momento 1 Momento 2 Momento 3 Momento 4
PIDXXX
PIDXXX
IgG total
IgA total
IgM total
MATÉRIA DE CAPA
Resumo
Ao utilizar o Ensaio GAM EXENT, é útil uma linha de base ou amostras de soro de pré-tratamento para determinar a proteína M
do paciente. Isso pode ser usado para monitorar a doença do paciente durante o tratamento. No entanto, amostras basais nem
sempre estão disponíveis. Este fluxograma explica como gerar resultados significativos, esteja ou não disponível uma amostra
basal. Consulte o seu MSL local do EXENT para obter informações adicionais ou esclarecer dúvidas sobre o estabelecimento
da linha de base dos pacientes utilizando o Ensaio GAM EXENT.
Descubra como seu laboratório pode se beneficiar
visitando thermofisher.com/bindingsite
*O Ensaio GAM EXENT refere-se ao Isotipo de Imunoglobulina (GAM) para o Analisador EXENT®.
EXENT é uma marca registrada da The Binding Site Group Limited (Birmingham, UK) em certos países.
A disponibilidade do produto está sujeita a análise regulatória específica do país. Não disponível para uso nos EUA ou na China.
JUNHO DE 2025 | BAT009_0525
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
63
GESTÃO LABORATORIAL
GESTÃO ECONÔMICA DE VANGUARDA PARA
LABORATÓRIOS CLÍNICOS
VOLUME 13: LABORATÓRIOS – GESTÃO PELA QUALIDADE TOTAL
(GQT / TQC): GESTÃO ESTRATÉGICA DE LONGO PRAZO –
INOVAÇÃO - EFICÁCIA
Por Humberto Façanha da Costa Filho
Introdução geral
Em 2025, a Unidos Consultoria
e Treinamento
completou 25 anos de
existência, cumprindo
fielmente a sua razão
de existir: fazer o possível
para socializar tudo
que conhecemos sobre
gestão de laboratórios
clínicos, pois acreditamos
firmemente que a divisão
do conhecimento é na
verdade, a multiplicação
das oportunidades para
todos, resultando em
uma sociedade mais justa
e um País melhor. Criamos
o PROGELAB – Programa
Nacional para Profissionalização
da Gestão
Laboratorial, cujo macro
OBJETIVO é disponibilizar
uma solução prática em
gestão econômica profissional,
com fundamento
científico e em exemplos
reais advindos da rotina
do dia a dia dos laboratórios
clínicos, para os
gestores cuja formação
não é administração,
acessível não somente
aos grandes, mas também
aos pequenos e médios
laboratórios. A VISÃO do
PROGELAB é aumentar a
competitividade e reduzir
o risco de insolvência dos
laboratórios clínicos do
País, proporcionando a
manutenção dos empregos
e uma justa remuneração
aos seus acionistas.
Volume 13: Laboratórios
– Gestão pela Qualidade
Total (GQT/TQC):
Gestão Estratégica de
Longo Prazo – Inovação
– Eficácia
• Resumo dos volumes
anteriores da Coleção
Foram identificados
os fatores determinantes
para o sucesso
64
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
dos investimentos em
se refere a dimensão da
inerentes aos negócios
GESTÃO LABORATORIAL
laboratórios
clínicos.
importância do merca-
nas análises clínicas.
Destes vamos estudar
do, no que tange para
Permanecendo
no
de forma permanente
definir o sucesso ou fra-
assunto, estudamos o
o fator que dá o título
casso dos investimen-
mais importante dos
para a Coleção: Gestão
tos em laboratórios
riscos, que é a insol-
Econômica de Vanguar-
clínicos. Passo seguinte
vência (falência; que-
da para Laboratórios
tratamos do futuro que
bra) dos laboratórios e
Clínicos. Iniciamos a
o mercado nos reserva
apresentamos a “Teoria
análise do “Mercado”,
e da Matriz das Pers-
da Operação Ótima”, por
identificado como um
pectivas Empresariais,
nós desenvolvida, que
fator decisivo para o
que relaciona a ges-
visa reduzir os riscos
sucesso dos empreen-
tão econômica com o
mantendo ainda, um
dimentos nas análises
mercado. Na sequência
padrão ético de ope-
clínicas. Apresentamos
finalizamos o tema do
ração. Passo seguinte
o conceito da primeira
mercado, com uma
iniciamos o macro fun-
e da segunda disrupção
análise para onde vão
damento do PROGELAB,
no mercado. Continua-
os laboratórios clínicos
que é a GQT/TQC e o SIG
mos debatendo o tema
(“Quo vadis”). Em con-
com conceitos gerais e
abordando as grandes
tinuidade
iniciamos
controle de processos.
tendências que deter-
outro importante fator
Neste eBook continua-
minaram novos tempos
determinante para o
mos tratando do assun-
para os laboratórios.
sucesso dos investi-
to com o tema da ges-
Após abordamos uma
mentos em laborató-
tão estratégica de longo
questão definitiva que
rios: a gestão dos riscos
prazo, inovação e eficácia.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 65
GRUPO BLISTER
MADE IN TOMIOKA
JAPAN
GESTÃO LABORATORIAL
• Gestão estratégica de
longo prazo – Inovação
(Deming Prize, Malcolm
Baldrige National Qua-
um modelo sistêmico
de gestão adotado por
– Eficácia
lity Award, European
inúmeras organizações
No eBook anterior abor-
Quality Prize, Prêmio
de classe mundial. São
damos o conceito do
Nacional da Qualidade
construídos sobre uma
controle de processos
e Prêmio Ibero-Ameri-
base de conceitos fun-
na Gestão pela Qualida-
cano da Qualidade) não
damentais,
essenciais
de Total (GQT) ou Con-
é significativa, porque
à obtenção da excelên-
trole Total da Qualidade
existe quase que um
cia do desempenho. O
(TQC em inglês). Agora
“consenso” entre eles.
Modelo de Excelência
um tema também de
Estes prêmios se asse-
da Gestão® (MEG), em
muita relevância: a
melham muito devido
razão de sua flexibilida-
gestão estratégica de
ao fato de serem inspira-
de e – principalmente
longo prazo, caminho
dos e até mesmo basea-
– por não prescrever
indispensável para a
dos uns nos outros,
ferramentas e práticas
inovação dos laborató-
com diferenças quanto
de gestão específicas,
rios. Não conhecemos
ao enfoque principal,
pode ser útil para a ava-
outro meio para alcan-
ou quanto à área de
liação, ao diagnóstico e
çar este objetivo a não
atuação. Vamos anali-
ao desenvolvimento do
ser através dos requi-
sar o vigente no Brasil:
sistema de gestão de
sitos presentes nos
Prêmio Nacional da
qualquer tipo de orga-
prêmios de qualidade.
Qualidade (PNQ), orga-
nização. O MEG está
A variação das exigên-
nizado pela Fundação
alicerçado sobre um
cias entre os principais
Nacional da Qualidade
conjunto de conceitos
prêmios mundiais da
(FNQ). Seus Critérios de
fundamentais da exce-
excelência em gestão
Excelência
constituem
lência da gestão. Estes
68
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
conceitos originaram os
Fundamentos da Excelência,
os quais, por sua
vez, são a base dos Critérios
de Excelência da
FNQ. Estes Fundamentos
são os seguintes:
1. Pensamento sistêmico;
2. Aprendizado organizacional;
3. Cultura de inovação;
4. Liderança e constância
de propósitos;
5. Orientação por processos
e informações;
6. Visão de futuro;
7. Geração de valor;
8. Valorização das pessoas;
9. Conhecimento sobre
o cliente e o mercado;
10. Desenvolvimento
de parcerias;
11. Responsabilidade
social.
Para os laboratórios
clínicos (caso do nosso
programa PROGELAB) é
muito importante o fundamento
de número “5”
(Orientação por processos
e informações), cujo
conceito é: “Compreensão
e segmentação do conjunto
das atividades e dos
processos da organização
que agregam valor para
as partes interessadas,
sendo que a tomada de
decisões e a execução de
ações devem ter como
base a medição e a análise
do desempenho, levando-se
em consideração as
informações disponíveis,
além de incluírem-se os
riscos identificados”.
Modelo de Excelência da Gestão®.
Fonte: Critérios de Excelência 2010,2009,pg.19.
GESTÃO LABORATORIAL
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 69
GESTÃO LABORATORIAL
O Modelo de Excelência
da Gestão® (MEG) é
a organização considerada
como um sistema
resultados quantitativos
decorrentes do sistema
baseado em onze Funda-
orgânico e adaptável
de gestão, observan-
mentos da Excelência e
ao ambiente externo. O
do-se pelo menos três
colocado em prática por
critério de número “5”
períodos consecutivos,
meio de oito Critérios
(Informações e Conhe-
coerentes com ciclos de
(2010):
cimento) é a envoltória
planejamento e de aná-
1. Liderança;
dos demais, exatamente
lise do desempenho na
2. Estratégias e Planos;
pela sua característica
organização;
3. Clientes;
de fundamentar as deci-
4. Sociedade;
sões baseadas em dados
2- Níveis de desempe-
5. Informações e Conhe-
e fatos conduzindo ao
nho esperados – asso-
cimento;
critério “8” (Resultados),
ciados aos principais
6. Pessoas;
onde todas as repercus-
requisitos de partes
7. Processos;
sões são quantificadas.
interessadas – para os
8. Resultados.
resultados que os expres-
As informações que
sam a fim de permitir
O Modelo de Excelên-
seguem são requeridas
avaliar se esses requisitos
cia da Gestão® (MEG) é
para a sua construção
foram atendidos;
representado pela figura
(Critério 8 – Resultados):
mostrada a seguir, suge-
1- Séries históricas de
3- Referenciais com-
rindo uma visão sistêmica
resultados
relevantes
parativos
pertinentes
da gestão organizacional:
que permitam analisar
– para os resultados
a sua tendência recente.
da organização que
Esta figura, representa-
Para tanto, é requeri-
são comparáveis – no
tiva do MEG, simboliza
da a apresentação de
mercado ou no setor
70
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Somos
Somos
GPTW
Receber a certificação GPTW é o
reconhecimento de um trabalho feito
com propósito, respeito e dedicação,
valores que nos movem todos os dias.
Essa conquista reflete não apenas o
cuidado com as pessoas que fazem parte
da Labor, mas também o compromisso
que temos com nossos clientes: oferecer
sempre o melhor, com qualidade,
confiança e responsabilidade.
Somos Labor.
Somos Great
Place to Work.
OUT 2025-OUT 2026
Brasil
loja.laborhs.com.br
blog
GESTÃO LABORATORIAL
de atuação, na sua
região de atuação ou
O Programa Nacional
para Profissionalização
• Conclusão
Fica evidente que o GES-
mundialmente a fim de
da Gestão Laboratorial
TÃO ESTRATÉGICA DE
permitir avaliar o nível
– PROGELAB, desenvol-
LONGO PRAZO é uma
de competitividade dos
vido pela Unidos Con-
etapa determinante para
resultados
alcançados
sultoria e Treinamento
um controle prático efi-
pela organização.
é composto por um
ciente e eficaz de qual-
conjunto de Sistemas
quer organização, dentre
Os indicadores de
de TI, cujos indicadores
as quais se incluem os
desempenho de um
de desempenho (ID’s)
laboratórios clínicos. É
laboratório de análises
têm suas metas estabe-
um dos fundamentos da
clínicas que mensuram
lecidas por um proces-
GQT/TQC, portanto, do
os resultados alcan-
so de benchmarking
SIG e do PROGELAB. Nes-
çados, devem estar
competitivo, de âmbito
te, os Limites de Especifi-
alinhados no “Balan-
nacional, se tornando
cação Superior e Inferior
ced Scorecard” (BSC),
um programa inédi-
(LSE; LIE) são determina-
integrante do Plane-
to no Brasil, quiçá no
dos pelos gestores dos
jamento
Estratégico,
mundo, que avalia
laboratórios
(“clientes
onde todas as partes
competitividade e ris-
dos processos a serem
interessadas
dispõem
co de insolvência dos
controlados”) e, em últi-
de indicadores nas
laboratórios. A sua
ma análise, decorrem
perspectivas pertinen-
especialidade é a gestão
de um processo de ben-
tes, viabilizando uma
econômica dessas orga-
chmarking competitivo
avaliação completa de
nizações, sendo acessí-
com âmbito nacional.
todos os principais pro-
vel para empresas dos
São as metas de todos
cessos da organização.
mais diversos portes.
os processos econômi-
72
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
GESTÃO LABORATORIAL
cos monitorados por um
conjunto de indicadores
É neste contexto que se
insere a proposta desta
próprio SIG.
de desempenho (Itens de
Coleção: uma pequena
A Unidos Consultoria
controle e de verificação
colaboração para ajudar
e Treinamento desen-
– Outcomes e drivers).
os gestores laboratoriais
volveu o PROGELAB
Estas metas decorrem
enfrentarem este grande
– Programa Nacional
do valor médio e do
desafio presente e futuro,
para
Profissionalização
benchmark do banco de
não só da sobrevivência,
da Gestão Laboratorial,
dados da Unidos Consul-
mas de tornarem suas
composto pelos segmen-
toria e Treinamento. Pelo
organizações competiti-
tos de “CAPACITAÇÃO” e
exposto, fica claro que
vas e rentáveis! Esta é a
de “GESTÃO APLICADA”.
atualmente não basta
nossa seara. No próximo
Nestes são disponibiliza-
simplesmente se formar
eBook da Coleção, iremos
dos diversos cursos bem
e abrir um novo laborató-
continuar com a aborda-
como vários produtos
rio. Não existe mais espa-
gem do Programa Nacio-
de tecnologia da infor-
ço para a aventura, para
nal para Profissionaliza-
mação, dentre os quais,
o amadorismo na gestão
ção da Gestão Laborato-
destacamos o Sistema de
destes negócios. Há sim,
rial – PROGELAB, parte
Apoio à Decisão – Ges-
a imperiosa necessidade
integrante de um SIG
tão de Riscos – Ranking
de gestões profissionais
– Sistema Integrado de
Nacional da Compe-
nos laboratórios. Se não
Gestão, baseado na GQT
tência Gerencial (SAD-
formos
competitivos,
– Gestão pela Qualidade
-GR-RNCG). Nunca o
não
sobreviveremos
Total (TQC em inglês),
apoio às decisões foi tão
como empreendedores!
abordando o tema do
simples, completo, cien-
74
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
tífico e acessível: identificação
de problemas
de pequeno e médio
porte. A utilização de
petitiva, para decidir de
forma inteligente. Boa
GESTÃO LABORATORIAL
(diagnóstico) e análise de
um Sistema de Apoio à
leitura, melhor proveito.
causas, proporcionando
Decisão (SAD) decorre,
Esperando termos con-
a visualização das ações
fundamentalmente,
da
tribuído para a gestão
corretivas e preventivas
competição cada vez
na área das análises clí-
(soluções).
Finalmente,
maior entre as organi-
nicas, nos despedimos
este sistema contempla
algo único em termos
de gestão econômica
para laboratórios, inédito
mesmo mundialmente: o
RANKING NACIONAL DA
zações, bem como da
necessidade de obter de
forma rápida, informações
cruciais para o processo
decisório. Um SAD
é responsável por captar
até a próxima edição da
revista NewsLab.
Humberto Façanha
Diretor da Unidos Consultoria e Treinamento
Telefone e WhatsApp: 51-9.9841-5153
humberto@unidosconsultoria.com.br
www.unidosconsultoria.com.br
COMPETÊNCIA
GEREN-
e elaborar informações
CIAL! Tudo implantado
contidas em uma base de
à distância, via internet,
dados,
transformando-
acessível aos laboratórios
-os em vantagem com-
Humberto Façanha da Costa Filho
Engenheiro, professor, escritor e articulista. Atualmente é consultor financeiro
da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), professor das seguintes
Instituições de Ensino: UNISBAC – Universidade Corporativa da SBAC; Instituto
Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA), curso de Pós-Graduação
em Análises Clínicas e da Faculdade de Tecnologia GAP, curso de Especialização
em MBA Gestão Laboratorial. CEO da Unidos Consultoria e Treinamento.
www.unidosconsultoria.com.br
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 75
AUDITORIA E QUALIDADE
PEQUENAS GRANDES MUDANÇAS:
AJUSTES SIMPLES QUE GERAM GRANDES
IMPACTOS NA QUALIDADE
Por Waldirene Nicioli
Muitas vezes, quando
falamos em melhoria
da qualidade, logo
pensamos em grandes
investimentos, novas
tecnologias ou mudanças
estruturais profundas.
Mas a experiência
mostra que, no cotidiano
laboratorial, são os
pequenos ajustes que,
somados, constroem
resultados consistentes
e sustentáveis. A excelência,
afinal, é mais consequência
da constância do
que da grandiosidade.
Quem trabalha em laboratório
sabe: cada detalhe
importa. Um simples
ajuste no fluxo de amostras
pode reduzir retra-
balhos, uma revisão na
comunicação interna
pode evitar atrasos, e
uma orientação mais
clara ao paciente pode
diminuir a necessidade
de recoletas. Pequenas
ações, quando bem
pensadas, eliminam gargalos
silenciosos e fortalecem
a confiabilidade
dos resultados.
A melhoria contínua se
alimenta dessas percepções
sutis, de observar
o que ninguém vê, de
questionar o que sempre
foi feito do mesmo jeito.
O profissional atento
percebe que a qualidade
não está apenas
nos indicadores ou nos
relatórios, mas nos gestos
diários de cuidado e
atenção. São as pequenas
decisões, tomadas
com responsabilidade e
propósito, que moldam
a cultura da qualidade
de uma instituição.
Um dos grandes diferenciais
de um sistema de
gestão maduro é justamente
essa capacidade
de enxergar oportunidades
de aprimoramento
no dia a dia. Isso inclui
desde revisar formulários
que se tornaram complexos
demais até repensar
o posicionamento
de uma bancada para
otimizar a ergonomia
da equipe. Essas peque-
76
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Inteligência artificial em hematologia
para laboratórios de todos os tamanhos
CellaVision® DC-1
O analisador DC-1 pode ser
implementado em laboratórios de
pequeno volume de amostras ou
conectado a uma rede de laboratórios.
Capacidade: 1 lâmina
Rendimento: 10 lâminas/hora*
CellaVision® DM1200
CellaVision® DM9600
O DM1200 é adequado para laboratórios O DM9600 é ideal para laboratórios
de médio e grande volume de amostras:
de grande volume de amostras:
Capacidade: 12 lâminas
Capacidade: 96 lâminas, com
Rendimento: 20 lâminas/hora*
acesso contínuo
Rendimento: 30 lâminas/hora*
*O tempo de processamento pode variar, a depender da qualidade do esfregaço, concentração de leucócitos e número de não leucócitos
EVOLVING MICROSCOPY | ELEVATING HEALTHCARE
VISITE NOSSO
WEBSITE
AUDITORIA E QUALIDADE
nas melhorias, muitas
vezes invisíveis aos olhos
externos, têm impacto
aprender com os resultados,
mesmo quando eles
não saem exatamente
equipamentos novos,
mas se constroem com
disciplina e propósito.
direto na produtividade,
como o planejado.
na segurança e no clima
A excelência, portanto,
organizacional.
Nas auditorias, é
não está apenas nas
comum
identificar
grandes conquistas, mas
Vale lembrar que toda
laboratórios que, mes-
nas pequenas decisões
grande
transformação
mo sem grandes recur-
diárias que mantêm o
começa com um primeiro
sos, alcançam níveis
laboratório em evolução
passo. Ninguém precisa
altíssimos de desempe-
constante. Porque qua-
revolucionar o labora-
nho justamente porque
lidade não é um projeto
tório de um dia para o
investem em atitudes
com data para acabar, é
outro. Pelo contrário, o
simples: revisar perio-
um hábito. E quando esse
segredo está em criar
dicamente seus proces-
hábito se enraíza, cada
um ambiente em que a
sos, escutar suas equi-
pequena mudança deixa
mudança seja natural,
pes e aprender com as
de ser detalhe para se
bem-vinda e contínua.
não
conformidades.
tornar parte da essência
Um espaço onde as pes-
Essa maturidade se
do que fazemos: garan-
soas se sintam à vontade
traduz em eficiência e
tir resultados confiáveis
para sugerir melhorias,
confiança, valores que
e cuidado genuíno em
testar novas ideias e
não se compram com
cada etapa do processo.
Autora:
Waldirene Nicioli
Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Especialista em Farmacologia Clínica, Proprietária Examinare Análises
Clínicas, Proprietária Laboratório Prime Inovare, Auditora líder Sistema Nacional de Acreditação - SNA/DICQ, Membro fundadora da Central de
Negócios do Grupo ACB - Análises Clínicas Brasil e ABRALAB - Associação Brasileira de Laboratórios, Membro do Grupo Técnico de Trabalho em
Análises Clínicas do CRF/PR, Uma das fundadoras da OFAC Brasil - Organização Feminina de Análises Clínicas.
78
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
70 mil
1.352
1,2 milhão
3.200
Seja um parceiro Chromatox:
chromatox.com.br
LABNEWS
AVALIAÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR
EM PACIENTES HIPERTENSOS: ANÁLISE CRÍTICA DO LIPIDOGRAMA
E NOVOS BIOMARCADORES SEGUNDO A DBHA 2025
A nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia redefine a forma como medimos o
risco cardiovascular — do lipidograma básico à era dos biomarcadores preditivos.
Por: Andreza Martins
Introdução
A Diretriz Brasileira de
Hipertensão Arterial –
2025 (DBHA 2025) marca
um ponto de inflexão
na abordagem clínica da
hipertensão no Brasil.
Elaborada em conjunto
pela Sociedade Brasileira
de Cardiologia
(SBC), Sociedade Brasileira
de Hipertensão
(SBH) e Sociedade Brasileira
de Nefrologia
(SBN), a nova diretriz
consolida avanços científicos
e atualiza condutas
que refletem uma
visão mais integrada,
preventiva e personalizada
do cuidado com o
paciente hipertenso.
Mais do que uma atualização
técnica, o documento
propõe uma
mudança de paradigma:
a hipertensão deixa
de ser vista apenas como
uma elevação numérica
da pressão arterial para
ser compreendida como
um distúrbio sistêmico
e multifatorial, com
impactos vasculares,
metabólicos e inflamatórios
que se estendem
por todo o organismo.
Com 154 páginas e
mais de 30% de recomendações
inéditas
em relação à edição
anterior, a DBHA 2025
reforça a necessidade
de um olhar ampliado
sobre o paciente — da
detecção precoce ao
monitoramento contínuo,
passando por uma
estratificação de risco
cada vez mais precisa.
Entre os destaques,
estão a inclusão do
escore PREVENT¹ como
ferramenta de referência
para estimativa do
¹ PREVENT (Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events): escore de risco cardiovascular desenvolvido a partir de coortes norte-americanas contemporâneas e validado para aplicação na população brasileira. Utiliza variáveis
como idade, sexo, pressão arterial sistólica, colesterol total, HDL, diabetes, tabagismo e uso de anti-hipertensivos para estimar a probabilidade de eventos cardiovasculares em 10 anos. A DBHA 2025 recomenda sua adoção progressiva
em substituição ao escore de Framingham, por apresentar melhor desempenho preditivo em faixas etárias intermediárias e em pacientes com múltiplos fatores de risco.
80
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
CENTRÍFUGA
VEICULAR E8
Inovação e pioneirismo
na coleta domiciliar.
Quais os benefícios de contar com
essa novidade EXCLUSIVA da Firstlab?
Agilidade:
Centrifugação rápida e otimização do
processamento das amostras.
Qualidade:
Resultados precisos,
estimulando a redução
no índice de recoletas
e interferentes analíticos.
Uma parceria com a
Segurança:
Tampa com visor transplante,
base antiderrapante,
desligamento automático e
temporizador com alarme.
Facilidade de uso:
Leve e compacta, é
perfeita para o uso em
campo. Conta ainda
com operação simples
e intuitiva.
Certificada pelo FDA e ISO 13485:2016. Produto sob registro ANVISA n.º 81628880089.
SOLICITE UM ORÇAMENTO COM SEU CONSULTOR AGORA MESMO E
TRAGA MAIS SEGURANÇA E AGILIDADE PARA SUA COLETA DOMICILIAR!
Conheça nossa linha de
produtos para seu laboratório.
Acesse: portal.firstlab.ind.br
41 3888 0888 | 0800 710 0888
atendimento@firstlab.ind.br
LABNEWS
risco global, o reconhecimento
da pré-hipertensão
como categoria
clínica ativa, e a incorporação
de novos biomarcadores
e métodos
de imagem na avaliação
cardiovascular.
Essas mudanças apontam
para o futuro da
medicina cardiovascular:
uma prática orientada
por dados, predição
e personalização.
Dentro desse novo cenário,
o presente artigo
analisa um dos eixos
mais relevantes da diretriz
— a avaliação do
risco cardiovascular
em pacientes hipertensos,
com foco especial
no lipidograma e nos
biomarcadores emergentes
que estão transformando
a forma de
prever e prevenir eventos
cardiovasculares.
O Papel do Lipidograma
na Avaliação Complementar
do Paciente
Hipertenso
A solicitação do lipidograma
de rotina continua
sendo uma prática
inegociável em todos
os pacientes com hipertensão
arterial (HA),
idealmente na primeira
consulta e, no mínimo,
uma vez ao ano.
“O lipidograma deixou de
ser um painel numérico para
se tornar um espelho metabólico.
Cada fração lipídica
conta uma parte da história
do risco cardiovascular.”
A DBHA 2025 mantém
os quatro parâmetros
fundamentais para a
quantificação do risco
dislipidêmico:
82
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
A diretriz recomenda
dar maior ênfase ao
Dislipidemia como Fator
de Risco Cardiovascular
medida laboratorial, mas
uma ação preventiva de
LABNEWS
colesterol
não-HDL,
(FRCV) Independente
alto impacto clínico.
por refletir de forma
mais ampla o conteúdo
A DBHA 2025 reafirma
que a dislipidemia é um
Rumo a uma Estratifi-
de lipoproteínas atero-
FRCV
independente
cação de Risco Perso-
gênicas — especialmente
útil em pacientes com
hipertrigliceridemia,
e modificável, cuja
detecção requer intervenção
terapêutica e
nalizada: O Papel dos
Novos Biomarcadores
Um dos pontos mais
síndrome
metabólica
educacional imediata.
inovadores da DBHA
ou diabetes mellitus.
2025 é a incorporação
A coexistência entre
de
biomarcadores
O LDLc, embora continue
central, deve ser
interpretado no con-
hipertensão e dislipidemia
é um sinergismo
deletério, em que a
emergentes e métodos
de imagem avançados
à estratificação do risco
texto clínico global. A
agressão
hemodinâ-
cardiovascular.
fórmula de Friedewald
(CT – [HDL + TG/5])
ainda é válida, mas sua
confiabilidade se limita
a triglicerídeos < 400
mica da HA acelera o
transporte lipídico para
o endotélio, perpetuando
a inflamação e a
disfunção vascular.
A diretriz reconhece
que a avaliação clássica
(lipidograma, glicemia,
função renal) deve ser
mg/dL. Acima disso,
complementada
por
recomenda-se método
Assim, identificar e tratar
marcadores
prediti-
direto de dosagem.
a dislipidemia não é uma
vos, capazes de refinar
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 83
LABNEWS
o prognóstico, especialmente
em pacientes de
liar de DAC precoce,
risco alto sem causa
disfunção
assintomática.
ventricular
risco intermediário
aparente ou resposta
subótima a terapia
• Ajudam a diferenciar
Entre os biomarcado-
hipolipemiante.
remodelamento fisioló-
res destacados estão:
gico de cardiomiopatia
Lipoproteína(a) [Lp(a)]
Troponina ultrassensível
hipertensiva incipiente.
• Determinada genetica-
(Tn-us)
mente, atua como mar-
• Detecta lesão miocár-
• Escore de cálcio coro-
cador de risco residual
dica subclínica e ajuda a
nariano (CAC)
e não é influenciada por
identificar pacientes com
• Método de imagem não
dieta ou estatinas.
risco de insuficiência
invasivo que quantifica
cardíaca mesmo antes
o depósito de cálcio nas
• Concentrações ele-
da manifestação clínica.
artérias coronárias.
vadas (≥ 50 mg/dL)
associam-se a doença
• Sua elevação discreta
• Um escore >100 Agats-
coronariana
precoce,
em hipertensos pode
ton aumenta significati-
estenose aórtica calci-
sinalizar
microlesão
vamente a probabilidade
ficada e eventos cardiovasculares
recorrentes.
• Sua dosagem é indicada
em pacientes
com histórico fami-
endotelial persistente.
• Peptídeos natriuréticos
(BNP e NT-proBNP)
• Indicados em hipertensos
com suspeita de
de eventos coronarianos
em 10 anos, mesmo com
LDL normal.
Esses parâmetros, conforme
destaca a dire-
84
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
LABNEWS
triz, não substituem
o lipidograma, mas
o contextualizam —
transformando a estratificação
de risco em um
processo mais preciso e
personalizado.
Da Estratificação à
Prevenção Preditiva
A DBHA 2025 propõe uma
transição importante: da
estratificação tradicional
para a prevenção
personalizada baseada
em risco global.
“Estamos saindo da era
do tratamento uniforme
para a era da vigilância
personalizada.”
Essa abordagem é coerente
com o movimento
mundial de medicina
cardiovascular de precisão,
em que algoritmos
de risco, genética e biomarcadores
convergem
para decisões terapêuticas
individualizadas.
O laboratório diante
da nova rotina da
hipertensão
Marcadores como Lipoproteína(a),
troponina
ultrassensível, peptídeos
natriuréticos (BNP/
NT-proBNP) e o escore
de cálcio coronariano
já eram reconhecidos
como preditores de risco
cardiovascular.
Com a nova diretriz, passam
a integrar de forma
mais sistemática os protocolos
de avaliação de
pacientes hipertensos,
especialmente na estratificação
de risco intermediário
ou incerto.
O uso integrado do
escore PREVENT, lipidograma
expandido, Lp(a)
e marcadores cardíacos
permite intervenções
proativas — antes que
A Diretriz Brasileira de
Hipertensão Arterial –
2025 (DBHA 2025) não
apresenta novos biomarcadores,
mas redefine
a frequência e a
abrangência com que
Essa atualização amplia a
responsabilidade técnica
dos laboratórios clínicos,
que deverão garantir
métodos de alta sensibilidade,
padronização
interlaboratorial e
o dano vascular se manifeste
clinicamente.
devem ser utilizados
na prática clínica.
interpretação consistente
dos resultados.
86
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
A migração desses exames
do contexto especia-
avaliação passa a exigir
painéis mais amplos e
estratificação do risco
cardiovascular baseada
LABNEWS
lizado para a rotina assis-
interpretados em con-
em evidências.
tencial demanda ajustes
junto com os demais
operacionais, capacitação
indicadores de risco.
Quer
acompanhar
de equipes e integração
outras análises sobre
com sistemas de apoio à
Os marcadores são
diretrizes, biomarcado-
decisão clínica.
conhecidos, mas seu
res e tendências na área
uso passa a ser manda-
laboratorial e médica?
O principal ponto de
tário.
Convido você a me
atenção não é a novi-
Na prática, isso repre-
acompanhar no LinkedIn,
dade tecnológica, mas
senta uma mudança de
onde compartilho con-
a incorporação efetiva
escala. O desafio para o
teúdos técnicos e refle-
desses parâmetros à
setor laboratorial é asse-
xões sobre inovação em
rotina de avaliação.
gurar acesso, qualidade
saúde:
linkedin.com/in/
analítica e comunica-
andrezapatriciamartins
Com a DBHA 2025, o
lipidograma isolado
deixa de ser suficiente: a
ção técnica eficiente
com o corpo clínico, consolidando
seu papel na
Referência
Brandão AA, Rodrigues CIS, Bortolotto LA,
Armstrong AC, Mulinari RA, Feitosa ADM, et al.
Diretriz Brasileira de Hipertensão
Arterial – 2025. Arq Bras Cardiol.
2025;122(9):e20250624. DOI: 10.36660/
abc.20250624
Autora:
Andreza Martins
Biomédica (UNIRIO), mestre em Bioquímica Médica (UFRJ) e MBA em Marketing Digital (IBRA). Atua há mais de 20 anos na interface entre
ciência, educação e inovação em saúde. Especialista em conteúdo médico e educação digital, é sócia fundadora da Cúbica, estúdio
especializado em conteúdo técnico e soluções educacionais digitais para o setor da saúde.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 87
MINUTO LABORATÓRIO
IMERSÃO NO MAPA GLOBAL DA QUALIDADE:
DESAFIOS E CONQUISTAS
Por Fábia Bezerra
A Sociedade Internacional
da Qualidade
(ISQua) foi fundada em
1985 com o objetivo de
promover melhorias na
qualidade e segurança
da Qualidade que aconteceu
pela segunda vez em
sua história, aqui no Brasil.
Nem preciso dizer o quanto
participar deste evento
demonstra um enorme
A partir dos desafios e
experiências bem-sucedidas
de outros países,
me inteirei melhor a
como adaptar soluções
inovadoras a nossa rea-
dos cuidados em saúde
comprometimento
com
lidade, como por exem-
em nível global. Possui
conexão com mais de
70 países e é a responsável
por avaliar e reco-
a excelência profissional e
agrega valor ao currículo
de qualquer profissional
da saúde. Onde temos a
plo, os treinamentos
corporativos. Sabemos
o quão desafiador é
repetir ano após ano os
nhecer a competência
chance de interagir com
treinamentos
padrões
das instituições que realizam
acreditações na
área da saúde, inclusive
em nosso país.
Tive a oportunidade de
participar este ano da 41º
Conferência Internacional
líderes globais, representantes
de organizações
como WHO, JCI, IHI, ANVI-
SA, IBES, ONA e outras
acreditadoras. O que fortalece
conexões e abre
portas para colaborações
internacionais.
e garantir a adesão das
equipes. E desta experiência,
me inteirei sobre
a Gamificação.
O modelo de Gamificação
é uma abordagem
que utiliza elementos
88
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
O tempo é ouro
para os rins!
Migrar da proteinúria para albuminúria é evolução
A ciência evoluiu: a albuminúria é o novo padrão para
detectar precocemente a Doença Renal Crônica 1 .
Mas nem toda tecnologia é igual. A Sysmex oferece
sensibilidade superior, capaz de identificar alterações sutis
e concentrações mínimas de albumina com precisão. Eleve
o padrão do seu laboratório: excelência em diagnóstico
começa com a tecnologia certa.
Visite www.sysmex.com.br
UC-1000
UC-3500
Urinálise • Hematologia • Hemostasia • Citometria de Fluxo
1
NAH, E. H. et al. Screening of chronic kidney disease in
primary health. Ann. Public Health Rep., v. 1, n. 1, p. 1–10, 2021.
MINUTO LABORATÓRIO
de jogos — como pontos,
desafios, recompensas
e rankings — para
tornar o aprendizado
mais envolvente, eficaz
e motivador. Essa metodologia
tem ganhado
destaque por transformar
conteúdos técnicos
e obrigatórios em
experiências interativas
e prazerosas, especialmente
em ambientes
hospitalares e institucionais
onde o treinamento
contínuo é essencial.
Podemos envolver nosso
time, e buscar a criatividade
de cada um,
para planejar treinamentos
mais estimulantes
e capazes de causarem
mais efeitos de retenção
do conhecimento. Esta
manobra gera senso de
pertencimento e aumenta
o comprometimento.
Um bom exemplo, é o
treinamento de lavagem
de mãos: podemos
realizar Quizzes interativos
com perguntas
sobre técnica, tempo
de fricção, uso de produtos
e momentos adequados
para higienização.
Podemos também,
pensar em um sistema
de recompensas como:
90
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Kit Biomol
ZDC
Até 23 pacientes
por placa
Controle Interno
da reação
Todos os reagentes
fornecidos
Teste Multiplex com
excelente
custo-benefício
Estabilidade dos
reagentes por até
3 ciclos de
descongelamento
Teste molecular discriminatório para
Zika, Dengue (4 sorotipos) e
Chikungunya. Resultados precisos em
até 4 horas com tecnologia RT-qPCR.
Kit IBMP Biomol
ZDC
Kit IBMP Biomol
ZDC
Exclusividade: Único teste molecular do mercado que
diferencia os quatro sorotipos da Dengue (DENV-1, DENV-2,
DENV-3 e DENV-4), além de detectar Zika e Chikungunya.
Rapidez: Resultados confiáveis em até 4 horas.
Porque escolher o
Kit Biomol ZDC
Flexibilidade: Pode ser fracionado e tem estabilidade para
até 3 ciclos de descongelamento.
Confiabilidade: Possui controle interno endógeno,
garantindo a qualidade da reação.
Custo-benefício: Teste Multiplex, permitindo a detecção
simultânea de zika, dengue e chikingunya em uma única
reação.
Fale com o
comercial
+55 (41) 3165-4240
+55 (41) 99178-4728
comercial@ibmp.org.br
MINUTO LABORATÓRIO
pontos entre equipes,
ranking do mês, certi-
rativa, foi sobre Comunicação
Efetiva: formamos
e receptor do plantão
e o ambiente se tornou
ficações do tipo: líder
grupos de quatro pes-
tão barulhento que foi
que mais mobilizou sua
soas onde simulamos
difícil para o receptor
equipe, setor com maior
que: A primeira pessoa
conseguir entender o
adesão, melhor desem-
era o enfermeiro res-
emissor. Após a pas-
penho coletivo etc.
ponsável pela passa-
sagem do plantão, o
gem de plantão dentro
observador
apontou
Associe o sucesso do
de um ambiente muito
que o emissor por mais
treinamento
gamifica-
barulhento, a segunda
que estivesse concen-
do a indicadores estratégicos,
como redução
pessoa era o profissional
que estava receben-
trado na passagem das
informações, estas não
de infecções hospita-
do o plantão, a terceira
estavam
obedecendo
lares ou melhoria nos
resultados de auditorias.
Evidenciando à
todos que o plano não é
apenas “divertido”, mas
também alinhado aos
objetivos da Instituição.
Outra aula que participei
– inclusive bem inte-
pessoa era um observador
e a quarta, o advogado
do paciente que
assistia a tudo. Os organizadores
desta dinâmica
colocaram som alto,
ficaram interrompendo
a fala de todos os grupos,
fizeram de tudo
para distrair o emissor
uma ordem de dados de
cada paciente, às vezes
começava pela pressão,
outras pela diurese e
alguns casos iniciava a
passagem falando do
acompanhante, o emissor,
embora estivesse
com uma ficha de passagem
nas mãos, não
92
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
seguia uma sequência.
Com isso, se perdia nas
de gravidade e que toda
informação repassada,
que nos ajuda a adaptar
soluções inovadoras
MINUTO LABORATÓRIO
informações recebidas.
fosse realizada um rea-
à realidade local. É um
dback ao ser registrada
espaço para comparti-
O Advogado do pacien-
– especialmente dados
lhar desafios e descobrir
te que também estava
críticos. Com estas
novas abordagens para
observando,
sugeriu
pequenas
manobras,
superá-los. E estas foram
algumas manobras: a
primeira é que seguissem
uma ordem padrão
de informações, onde
fizessem a passagem do
plantão seguindo tópicos,
de preferência que
começassem pelo grau
em outra rodada de
dinâmica, conseguimos
atingir 100% de Meta 2.
A conferência promove
conexões com instituições
do mundo todo,
nos trazendo ideias
só algumas das aulas
desta imersão incrível
que esta conferência
nos proporcionou. No
próximo ano, a Conferência
será em Dublin e
espero que a gente se
encontre por lá!
Autora:
Fábia Bezerra
Biomédica, pós-graduada em Gestão da Qualidade e Auditoria em Saúde.
Gerente Nacional de Qualidade da Hapvida Diagnóstico.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 93
BIOSSEGURANÇA I
RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA:
O DESAFIO DA BIOSSEGURANÇA NA SAÚDE
CONTEMPORÂNEA
Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Aryanne Mendes Pereira, Gabriela Pontual Dornellas Camara, Maitê Dias Dino
A biossegurança constitui
A abordagem Saúde
O uso inadequado de
um elemento essencial
Única, que reconhece a
antimicrobianos
em
para prevenir a exposi-
interdependência
entre
hospitais e comunidades
ção a agentes biológicos
seres humanos, animais
favorece a seleção de bac-
e limitar a dissemina-
e ecossistemas, oferece
térias
multirresistentes,
ção de microrganismos
resistentes. A resistência
antimicrobiana (RAM) é
uma estrutura para compreender
os impactos
da RAM e implementar
como Klebsiella pneumoniae
e Acinetobacter
baumannii, aumentando
reconhecida como uma
medidas de biossegu-
a
morbimortalidade,
das principais ameaças
globais, emergindo de
práticas inadequadas em
rança de forma integrada,
incluindo o uso correto
de equipamentos
prolongando o tempo
de internação e sobrecarregando
os sistemas
hospitais,
laboratórios
de proteção individual
de saúde. Além disso, a
e na produção agropecuária,
comprometendo
a eficácia terapêutica e
aumentando os riscos
(EPIs), higienização das
mãos, descarte seguro
de resíduos biológicos
e monitoramento
exposição a microrganismos
resistentes pode
gerar impactos indiretos,
como a necessidade de
ocupacionais e ambien-
ambiental
constante
tratamentos mais agres-
tais (Silva et al., 2025).
(Ajose et al., 2024).
sivos, aumento da toxici-
94
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
BIOSSEGURANÇA I
dade medicamentosa e
complicações secundárias
decorrentes da hos-
Estudos brasileiros
identificaram cepas
resistentes de Escheri-
-adquiridos, vacinação
adequada, monitoramento
sanitário contí-
pitalização
prolongada
chia coli e Salmonella
nuo e manejo correto
(Fernández Salgueiro et
spp. em suínos, aves
de dejetos, reduzindo a
al., 2024). Protocolos de
e bovinos, incluindo
circulação de microrga-
biossegurança, incluindo
resistência a antimi-
nismos resistentes e pro-
isolamento de pacientes
crobianos críticos para
tegendo a saúde coletiva
infectados,
monitora-
humanos (Ferreira et
(Silva et al., 2025).
mento
microbiológico
al., 2025). Os impac-
contínuo,
treinamento
tos indiretos na saúde
Sabemos que o ambien-
periódico das equipes e
incluem maior vulnera-
te atua como reservató-
programas de uso racio-
bilidade dos animais a
rio de genes de resistên-
nal de antimicrobianos,
infecções oportunistas,
cia, sendo influenciado
são fundamentais para
necessidade de tera-
por resíduos hospitala-
mitigar esses efeitos
pias combinadas mais
res, efluentes urbanos
(WHO, 2023).
complexas e risco de
e agroindustriais que
transmissão de pató-
transportam microrga-
O uso de antimicro-
genos resistentes para
nismos resistentes para
bianos para preven-
trabalhadores e consu-
rios, solos e vegetação,
ção ou promoção de
midores. Medidas de
facilitando a transferên-
crescimento
contribui
biossegurança eficazes
cia horizontal de resis-
para a disseminação
nesse contexto envol-
tência e a exposição de
de resistência, afetan-
vem controle de acesso
comunidades humanas
do a produtividade e
a instalações, quaren-
e animais (La Rosa et
a segurança alimentar.
tena de animais recém-
al., 2025). Os impactos
96
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
indiretos incluem contaminação
de recursos
hídricos, comprometi-
cação comunitária, são
cruciais para minimizar
riscos biológicos e
(Ferreira et al., 2025).
Apesar dos desafios de
comunicação entre seto-
BIOSSEGURANÇA I
mento de ecossistemas
preservar a integridade
res e lacunas na capaci-
e aumento da circu-
ambiental (Rhouma et
tação profissional (Ajose
lação de patógenos
al., 2023).
et al., 2024; WHO, 2023),
multirresistentes
em
investir em educação
populações
vulnerá-
Concluímos que a imple-
continuada,
protocolos
veis. Estratégias de
mentação da aborda-
padronizados e moni-
biossegurança ambien-
gem Saúde Única no
toramento
ambiental
tal, como tratamento
Brasil é essencial para
reforça a biossegurança
adequado de efluen-
enfrentar a resistência
como elemento central
tes, monitoramento de
antimicrobiana,
inte-
de prevenção e controle
antimicrobianos
em
grando vigilância labo-
da RAM, promovendo
água e solo, planeja-
ratorial, redução do uso
impactos positivos na
mento seguro de áreas
de antimicrobianos na
saúde humana, animal
de descarte de resíduos
agropecuária e incentivo
e ambiental (Silva et al.,
agropecuários e edu-
a práticas sustentáveis
2025; Ajose et al., 2024).
Autores:
Jorge Luiz Silva Araújo-Filho
(@dr.biossegurança)
Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;
palestrante e consultor em biossegurança.
Contato: drbiosseguranca@gmail.com
Aryanne Mendes Pereira
Acadêmica de Medicina, Uninassau
Gabriela Pontual Dornellas Camara
Acadêmica de Medicina, Uninassau
Maitê Dias Dino
Acadêmico de Medicina, Uninassau
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 97
BIOSSEGURANÇA II
SUSTENTABILIDADE & BIOSSEGURANÇA:
O DESAFIO PARA O EQUILÍBRIO ENTRE O DESCARTE
SEGURO E A RESPONSABILIDADE AMBIENTAL
Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Rhayane Mirelli Maria Queiroz do Nascimento, Allany Mikaelly da Silva
A biossegurança conta
com normas para pre-
contaminação cruzada.
Contudo, o tratamen-
Analisar a importância
da biossegurança no
venir
contaminações
to também traz riscos
manejo de resíduos
dos trabalhadores e do
ambiente, o que consiste
em uma prática sustentável
até certo nível,
uma vez que o excesso
de cuidados voltados
à contaminação gera o
aumento de resíduos,
e torna-se um impasse
voltado à responsabilidade
ambiental. (Penna,
et al., 2020).
Em 2021, 39% dos hospitais
não dispunham
de serviços de gestão de
resíduos. Isso implica no
indiretos à saúde ao
liberar agentes tóxicos
no meio ambiente, se
não houver manuseio
correto. (OMS, 2021)
O desequilíbrio das
atividades de saúde
gera prejuízo ambiental,
prova disso é que
o setor de saúde é responsável
por 4,6% das
emissões de gases do
efeito estufa. É necessário
analisar possíveis
atividades para o
equilíbrar a segurança
hospitalares, destacando
os desafios de conciliar
a segurança biológica
dos profissionais
com práticas ambientalmente
sustentáveis.
No Ambiente hospitalar,
a biossegurança é
essencial no manejo dos
Resíduos de Serviços de
Saúde (RSS), que envolvem
materiais potencialmente
contaminantes e
podem causar acidentes
e disseminação de
patógenos, ao exigir os
descarte incorreto de
biológica e a ambien-
princípios:
precaução,
materiais e na possível
tal (Tee, et al., 2024).
responsabilidade e hie-
98
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Não é só um coletor.
É Descarpack.
BIOSSEGURANÇA II
rarquização dos riscos
(Garcia; Zanetti-Ramos,
2004; Penna et al., 2010).
O PGRSS deve estar
disponível para consulta
da equipe por
clagem de materiais,
otimização de rotas e
diminuição do volume
detalhar as etapas
total de resíduos. Sua
Além disso, a biossegu-
do resíduo, desde a
efetividade
depende
rança protege a saúde
segregação, ao sepa-
do conhecimento e
do trabalhador. Entre
rar conforme risco e
capacitação
contínua
2018 e 2022, o Ministé-
tipo, como infectantes,
da equipe (Almeida;
rio da Saúde registrou
químicos e perfurocor-
Reinert Junior, 2022;
329.176 acidentes de
tantes, o acondiciona-
Penna et al., 2010).
trabalho com exposição
mento em recipientes
a material biológico no
apropriados,
coleta
A disposição final dos
Brasil, sendo 179.225
e transporte interno,
RSS,
normalmente
(54,4%) com profissio-
armazenamento
tem-
envolve aterros sani-
nais da enfermagem,
porário e tratamen-
tários, aterros de resí-
principalmente
técni-
to, até a disposição
duos controlados de
cos e auxiliares. Esses
ambientalmente
cor-
classe I, aterros contro-
acidentes, se causados
reta (Almeida; Reinert
lado, lixão e valas. Atu-
por
perfurocortantes,
Junior, 2022).
almente há o aumento
são vias importantes de
exacerbado dos RSS,
transmissão de hepatite
Além de garantir segu-
acredita-se que a
B, C e HIV, o que exige o
rança, o PGRSS contribui
melhor forma de dimi-
uso de EPIs, capacitação
para a sustentabilidade
nuir esses excessos é a
periódica e monitora-
institucional, ao propor
reinserção do material
mento de protocolos
redução de plásticos,
na cadeia produtiva.
(BRASIL, 2023).
reutilização ou reci-
(Nery; Georges, 2024).
100
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
É necessário a análise
com segurança de como
diminuir o descarte de
que a área da saúde
ignora, por vezes, o prejuízo
ambiental causado
e a aplicação rigorosa
de protocolos evitam
acidentes e contamina-
BIOSSEGURANÇA II
lixo hospitalar, o material
(Borowy, 2020).
ções, mas fornece risco
descartado pode ser útil
ambiental, consideran-
para uso posterior, o que
O PGRSS organiza todas
do que o setor de saúde
contribui para a redução
as etapas do manejo
causa uma parcela rele-
do aumento de resídu-
de resíduos e fornece
vante das emissões de
os no meio ambiente.
diretrizes que reduzem
gases do efeito estufa e
Os resíduos de saúde
riscos
ocupacionais
do descarte de resíduos
podem vir a impactar de
e promovem práticas
sólidos. Conclui-se que
forma médica, sanitária,
sustentáveis.
conciliar
biosseguran-
ambiental e econômica,
ça e sustentabilidade
por isso, é útil equilibrar
A capacitação contí-
requer planejamento e
esses campos, uma vez
nua dos profissionais
ações integradas.
Autores:
Jorge Luiz Silva Araújo-Filho
(@dr.biossegurança)
Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;
palestrante e consultor em biossegurança.
Contato: drbiosseguranca@gmail.com
Rhayane Mirelli Maria Queiroz do
Nascimento
Acadêmica de Medicina, Uninassau
Allany Mikaelly da Silva
Acadêmica de Medicina, Uninassau
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 101
CITOMETRIA DE FLUXO
AUTOMAÇÃO EM CITOMETRIA DE FLUXO
Por Fernanda Vitelli Lins, Rafaele Loureiro de Azevedo, Bruna Garcia Nogueira e Helena Varela de Araújo
A automação de processos
em laboratórios
clínicos não é um tema
recente, uma vez que os
primeiros analisadores
automatizados de bioquímica
foram lançados
em 1956. No entanto,
testes que demandam
processamento especializado,
como a citometria
de fluxo, ainda
representam um desafio
significativo para a
implementação de soluções
automatizadas.
De modo geral, a automação
laboratorial tem
como principal vantagem
o aumento da eficiência.
Nos processos
manuais tradicionais,
além do alto consumo de
tempo dos profissionais,
há sempre o risco associado
a erros humanos.
A citometria de fluxo clínica
exige um processo
meticuloso de preparo
das amostras biológicas,
que inclui marcação
com anticorpos, lavagens,
centrifugação,
incubação e, em alguns
casos, etapas adicionais,
como a desagregação
manual de tecidos para
obtenção de células em
suspensão. Além disso,
a análise dos dados
adquiridos no citômetro
requer treinamento
especializado e demanda
considerável de tempo.
Dessa forma, erros
podem ocorrer em qualquer
uma dessas etapas.
As soluções de automação
em citometria de fluxo
podem ser classificadas
em algumas categorias
principais, que visam otimizar
etapas específicas
da rotina laboratorial:
Preparação de Amostras
• Dissociação de Tecidos
Na rotina de um laboratório
clínico de citome-
102
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
CENTRÍFUGAS LABORLINE
ROTOR HORIZONTAL
OUTRAS CENTRÍFUGAS
ROTOR ÂNGULO FIXO
Durante a centrifugação, o tubo fica
na posição horizontal.
Qualidade das amostras, pois a
separação do coágulo se torna
eficaz, ficando no fundo do tubo;
Maior capacidade de tubos por
Rotor.
Durante a centrifugação, o tubo fica
na posição diagonal.
Separação do coágulo
parcialmente na parede
lateral do tubo;
Uso de poucos tubos por Rotor.
CITOMETRIA DE FLUXO
tria de fluxo, é comum o
recebimento de tecidos,
especialmente linfono-
dos, com mínima interação
do profissional
com a amostra, aumen-
mizados, otimizando
o tempo e reduzindo
variabilidade.
dos, para avaliação de
tam a biossegurança,
neoplasias
hematológi-
especialmente
em
Exemplos: PS-10 (Sys-
cas. Existem no mercado
testes realizados em
mex), FACSDuet (BD
sistemas capazes de
pacientes HIV positi-
Biosciences) e CellMek
automatizar a dissociação
vos. Exemplo: Aquios
(Beckman Coulter).
desses tecidos, conver-
CL (Beckman Coulter).
tendo-os em suspensões
Análise de Dados
celulares. O processo
• Sistemas Automati-
Tradicionalmente, a aná-
manual, além de demo-
zados de Preparação
lise e interpretação de
rado, expõe o citome-
de Amostras
dados de citometria de
trista a possíveis agentes
Nos últimos anos, esses
fluxo multicolor são reali-
infecciosos. Assim, a
sistemas vêm ganhando
zadas por meio da inspe-
automação dessa etapa
destaque. Eles permitem
ção visual de histogramas
não apenas aumenta a
o processamento auto-
e gráficos bivariados. Essa
eficiência, como também
matizado de amostras
abordagem, que inclui o
aprimora a biosseguran-
para diferentes tipos
uso de estratégias como
ça da equipe. Exemplo:
de testes, desde subpo-
gating hierárquico e boo-
MACS Tissue Dissociation
pulações
linfocitárias
lean, reconhecimento de
(Miltenyi Biotec).
até imunofenotipagem
padrões e back gating,
voltada ao diagnóstico
tem servido bem aos labo-
• Sistemas Automati-
onco-hematológico.
ratórios clínicos ao longo
zados para Subpopu-
Além disso, são capazes
dos anos, sendo uma
lações Linfocitárias
de preparar coquetéis
ferramenta valiosa para
Equipamentos
fecha-
de anticorpos custo-
cientistas e patologistas.
104
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Entretanto, o gating
manual depende de decisões
subjetivas, o que
Analisar manualmente
conjuntos de dados de
alta dimensionalidade
em inteligência artificial
têm se tornado grandes
aliados do citometrista.
CITOMETRIA DE FLUXO
limita a reprodutibilida-
e avaliar simultanea-
Essas tecnologias são
de. Com o aumento do
mente a expressão de
particularmente úteis em
número de marcadores e
múltiplos
marcadores
análises de pesquisa de
fluorocromos utilizados
em cada célula é uma
doença residual mensu-
em diagnósticos clínicos,
tarefa
extremamente
rável (DRM), nas quais é
o número de possíveis
complexa — em muitos
necessário examinar um
combinações de gráficos
casos, impraticável.
número muito elevado
cresce exponencialmen-
de eventos.
te — complexidade que
se torna ainda maior
com a introdução da
citometria espectral.
Por isso, o desenvolvimento
de algoritmos
de clustering e o uso de
ferramentas baseadas
Referências
Insuasti-Beltran, G., & Al-Attar, A. (2024).
Automation in flow cytometry. Clinics in Laboratory
Medicine, 44(3), 455–463. https://doi.
org/10.1016/j.cll.2024.04.007
Al-Attar, A., Kumar, K. R., Untersee, D., O'Driscoll, M.,
Ventura, M. F. S., & Lin, L. (2024). Automation in flow
cytometry: Guidelines and review of systems. Cytometry
Part B: Clinical Cytometry, 106(4), 308–320.
https://doi.org/10.1002/cyto.b.22125
Autoras:
Helena Varela de Araújo
Biomédica graduada pela UFRN e pela University of Kent
(Inglaterra). Especialista em Hematologia pelo Hospital
Albert Einstein. Tem MBA em Gestão de Saúde pelo Centro
Universitário São Camilo. Aluna de cursos na área de Marketing
na ESPM. Foi assistente técnica do laboratório de citometria de
fluxo do Whitehead Institute, MIT. Atualmente é supervisora
do laboratório de citometria clínica do Beth Israel Deaconess
- Harvard Medical School. Fundadora do @HemoFlow, maior
página de ensino em citometria de fluxo do Instagram.
Rafaele Loureiro de Azevedo
Bióloga graduada pela Universidade Estácio de Sá,
CRBio/RJ 121828/02-D. Especialista em hematologia
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em
Imunobiológicos por BioManguinhos/Fundação Oswaldo
Cruz. Atualmente é analista de inovação e operações
farmacêuticas da Fiocruz/RJ. Tem experiência em
Controle de Qualidade, Citometria de Fluxo e expressão de
anticorpos monoclonais in vitro. É criadora de conteúdo e
professora do @HemoFlow.
Bruna Garcia Nogueira
Farmacêutica graduada pela UnB, CRF/SP 95286.
Especialista em Hematologia pelo Hospital Albert
Einstein, com aperfeiçoamento em Citometria de
Fluxo pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Analista
especializada em citometria de fluxo no Hospital
Albert Einstein. Criadora de conteúdo e professora
do @HemoFlow
Fernanda Vitelli Lins
Formada em Biomedicina pela Universidade
Católica de Brasília, Mestre em Patologia Molecular
pela Universidade de Brasília. Atualmente Flow
Cytometry Senior Specialist no Children's Research
Institute at UT Southwestern Medical Center.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 105
DIREITO E SAÚDE
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA)
NO ATENDIMENTO DOS LABORATÓRIOS
E OS DESAFIOS LEGAIS
Por Délio Ciriaco
Prezado(a) Leitor(a),
seja bem, vindo(a) a esta
análise jurídica!
Nos últimos anos, a
inteligência artificial (IA)
deixou de ser uma promessa
distante para se
tornar uma ferramenta
concreta e transformadora
em diversas áreas,
incluindo o setor da saúde.
Nos laboratórios de
análises clínicas, a aplicação
da IA tem ganhado
destaque, especialmente
no atendimento ao
paciente laboratorial. A
capacidade de fornecer
respostas rápidas, precisas
e padronizadas tem
impactado positivamente
tanto a experiência do
paciente quanto a eficiência
operacional das
unidades laboratoriais.
O desafio do atendimento
em laboratórios:
Laboratórios de análises
clínicas enfrentam
um volume crescente
de pacientes e exames,
o que exige agilidade e
organização no atendimento,
gestão e cada vez
mais obediência jurídica
as normas e regulamentações
do setor.
Além disso, os pacientes
têm se tornado cada vez
mais exigentes: desejam
informações rápidas,
claras e personalizadas
sobre seus exames, prazos
de entrega, orientações
para coleta, entre
outros, todas estas questões
que facilmente transitam
entre áreas: técnica,
gestão e mais uma vez
nossa área jurídica. Isto é
um fato e não mais uma
tendência de mercado.
Tradicionalmente, esse
atendimento é realizado
por profissionais administrativos,
via telefone,
e-mail ou presencialmente.
Porém, esse modelo
tende a gerar filas, atrasos
e, muitas vezes, sobrecarga
nas equipes. É nesse
cenário que a inteligência
artificial surge como
uma aliada estratégica,
desde que seja um espelho
fiel e impecável da
segurança jurídica que o
Laboratório necessita.
Como a IA atua no
atendimento em linhas
gerais:
A principal aplicação da
IA no atendimento ao
paciente em laboratórios
106
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
| A EEciência que o seu laboratório precisa
HM86
Analisador Hematológico
Automático
Tecnologia de dispersão a laser para maior
precisão, processa 60 amostras/h e analisa
28 parâmetros. Autoloader para 50 tubos.
Desempenho e eeciência para o seu laboratório!
Conheça melhor nossa linha de reagentes
hematológicos compatíveis com mais de
20 modelos de analisadores
LINHA 3D
LINHA HMG86
Diluente • Lisante • Detergente
Diluente • Lisante D/H • Detergente
E também temos nossa linha de corantes
hematológicos compatíveis
Kit Policolor
Corante Color HA
Mais informações com nossa equipe de vendas
qlxdiagnosticos@gmail.com
(11) 91870-9044
Entre em contato
DIREITO E SAÚDE
é por meio de assistentes
virtuais (chatbots) e
sistemas automatizados
linha telefônica ou aguardar
um retorno por e-mail.
A qualquer hora, mesmo
estratégicas, como identificar
dúvidas recorrentes,
avaliar a performance dos
de resposta, que conse-
fora do horário comer-
serviços e mapear oportu-
guem compreender per-
cial, o paciente pode tirar
nidades de melhoria.
guntas feitas em lingua-
dúvidas ou obter instru-
gem natural e fornecer
ções com apenas alguns
MAS E A SEGURANÇA
respostas imediatas, 24
toques no celular.
JURÍDICA?
horas por dia, o que certamente
ajuda na operação,
Para o laboratório, a
Cuidados e limitações
atrai clientes e dá dinamis-
IA reduz significativa-
jurídicas:
mo para o Laboratório.
mente o volume de
Embora a IA traga inú-
atendimentos manuais,
meros benefícios, é
Esses sistemas podem
permitindo que a equi-
importante ressaltar que
responder desde dúvidas
pe humana foque em
ela não substitui com-
simples — como horário
casos mais complexos e
pletamente o contato
de funcionamento, locali-
em tarefas que exigem
humano e ao meu sentir,
zação e orientações para
empatia ou julgamento
não substituirá tão cedo,
jejum — até consultas
clínico. Isso resulta em
ainda mais no setor da
mais específicas, como o
maior
produtividade,
saúde, onde olhos nos
status de exames, prazos
redução de custos ope-
olhos, um aperto de mão
previstos de liberação de
racionais e aumento na
importa, faz a diferença!
resultados e informações
satisfação dos pacien-
sobre convênios.
tes, o que também con-
Questões delicadas ou que
tribui para a fidelização.
envolvam
interpretação
Benefícios para o pacien-
médica devem ser encami-
te e para o Laboratório:
Além disso, os sistemas
nhadas para profissionais
Para o paciente, o prin-
baseados em IA registram
qualificados, sem dúvidas.
cipal benefício é a agi-
e analisam os atendimen-
Não cabe ao Laboratório
lidade na obtenção de
tos realizados, gerando
clinicar, apenas liberar os
informações. Não é mais
dados valiosos para a
dados contidos nos laudos
necessário esperar na
tomada de decisões
para a clínica médica.
108
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Todos os medidores hospitalares de glicose
e cetona são realmente iguais para
pacientes em estado crítico?
StatStrip ® Glicose/Cetona
Quando a precisão é essencial, escolha o medidor
testado e comprovado em cuidados intensivos.
StatStrip® é o único medidor de glicose aprovado pela
FDA para uso em pacientes em estado crítico — incluindo
amostras capilares, arteriais e venosas. Validado por centros
médicos renomados, nossos dados abrangem mais de 19.000
pacientes de todas as idades e condições.
Sem interferências clínicas conhecidas:
Confie nos resultados para qualquer paciente, a qualquer
momento.
Teste de cetona BHB:
A forma mais precisa de detectar CAD.
Resistente a quedas, leitura fácil e escaneamento rápido:
Feito para enfermeiros ocupados e a rotina real dos hospitais.
Cibersegurança integrada:
Proteção dos dados do paciente para que você possa focar
no cuidado.
Para saber mais visite nosso site: novabiomedical.com
ou nos envie e-mail: br-info@novabio.com
Nova Biomedical I Rua Massena, 107 I Jardim Canadá I Nova Lima/MG I CEP: 34.007-746
DIREITO E SAÚDE
Mas para muito além
disso, é essencial garantir
a segurança dos dados
para o melhor resultado
da IA e atendimento
as normas jurídicas do
lidade em expansão. À
medida que a tecnologia
avança e se torna mais
dos pacientes, obede-
setor laboratorial.
acessível, é esperado que
cendo à Lei Geral de Pro-
cada vez mais labora-
teção de Dados (LGPD).
Outro ponto importante
tórios adotem soluções
é o aperfeiçoamento
inteligentes para apri-
Riscos e desafios que
contínuo desses siste-
morar sua comunicação
exigem supervisão:
mas. A IA precisa ser
com o paciente.
Apesar das vantagens,
alimentada com informa-
há riscos significativos
ções corretas, atualizadas
Mais do que uma ques-
que tornam a supervisão
e adaptadas a legislação
tão de inovação, investir
humana indispensável
continuamente,
para
em IA no atendimento é
É difícil determinar a res-
espelhar a realidade da
uma estratégia para ofe-
ponsabilidade por um
legislação e à realidade
recer mais qualidade,
erro da IA. A responsabi-
do Laboratório. Sem isso,
segurança e eficiência,
lidade é do provedor de
há o risco de repassar
colocando o paciente no
saúde, do desenvolvedor
orientações erradas ou
centro do cuidado, sem
da IA ou do Laboratório?
desatualizadas, o que
perder a humanização
pode comprometer a
que tanto caracteriza a
Para tanto, é necessário
confiança do paciente e
área da saúde.
um arcabouço legal cla-
violar a norma jurídica.
ro para garantir a segu-
A discussão busca equi-
rança dos pacientes, não
Um caminho sem volta:
librar inovação com
basta mais um contrato
O uso da inteligência
a garantia de direitos
de prestação de servi-
artificial no atendimento
e segurança para os
ços, mas sim, um termo
ao paciente em laborató-
pacientes.
de conduta a ser elabo-
rios de análises clínicas
rado juridicamente e
não é mais uma tendên-
A forma correta de usar
gerido entre as partes
cia futura, mas uma rea-
a IA:
110
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
DIREITO E SAÚDE
A abordagem ideal para
um laboratório de análi-
a perguntas não clínicas,
liberando a equipe para
ger os dados do paciente,
sobretudo os dados
ses clínicas é um modelo
focar no paciente;
sensíveis dos pacientes.
híbrido, no qual a IA atua
como uma ferramenta
II. Não pode a IA fornecer
Por fim, ressaltamos que
de apoio, nunca dispen-
a interpretação de resul-
um mercado tão compe-
sando a figura humana.
tados e a comunicação
titivo e regulado, contar
de informações clínicas
com uma assessoria jurí-
Desta forma, ao meu
aos pacientes, apenas
dica laboratorial qualifi-
sentir, devemos usar a
uma comunicação ini-
cada é um investimento
IA de uma forma juridi-
cial, administrativa e
estratégico e imprescin-
camente corrente e de
operacional, não técnica;
dível para o sucesso e sus-
maneira ainda, bem,
tentabilidade do negócio.
cautelosa,
sugerindo
III. Mantenha a transpa-
os seguintes itens de
rência com o paciente,
Proteção jurídica ao
cuidados e atenção por
informando-o quando a IA
seu laboratório! Está
parte do Laboratório:
é utilizada no processo;
em nosso DNA está
luta!
I. Use a IA para automati-
IV. Adote protocolos
zar tarefas administrativas
rigorosos de privacidade
Obrigado e um grande
(operacionas) e responder
e segurança para prote-
abraço a todos!
Autor:
Délio J. Ciriaco de Oliveira
(OAB/SP 298.538) - Advogado em São Paulo, Professor e Palestrante, sócio do escritório CIRIACO ADVOGADOS, localizado em São Paulo – Capital,
atuando na ASSESSORIA JURÍDICA E DEFESA de Laboratórios de Análises Clínicas em todo o Brasil.
@ciriacoadvogados
112
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
MAGLUMI ® β-CTx
MAGLUMI ® P1NP total
BIOMEDICINA E ONCOLOGIA:
CIÊNCIA EM FOCO
CÂNCER DE MAMA HER2+:
T-DM1 DISPONÍVEL NO SUS
Por Dra. Alice Sampaio Del Colletto
Introdução: A incorporação
do trastuzumab-emtansina
(T-DM1,
ado-trastuzumab emtansine)
ao rol terapêutico
representa um marco no
tratamento do câncer
de mama HER2-positivo
no Brasil. Com evidência
clínica robusta — especialmente
em pacientes
com doença residual
após tratamento neoadjuvante
— T-DM1 oferece
uma alternativa que
reduz recidiva e melhora
desfechos em subgrupos
de alto risco.
Evidência clínica e
impacto
Estudos randomizados e
análises de seguimento
mostraram que T-DM1
reduz a taxa de recidiva
em pacientes com doença
residual pós-neoadjuvância
em comparação
com o manejo padrão
anterior. Esses dados
sustentam seu uso adjuvante
em pacientes que
não alcançaram resposta
patológica completa,
mudando o padrão
terapêutico para esse
grupo (1,3). Além disso,
registros do “mundo
real” confirmam eficácia
e perfis de segurança
compatíveis com os
ensaios clínicos (4,5).
Benefícios para o SUS
No contexto do SUS, a
disponibilidade de T-DM1
traz benefícios potenciais
importantes: redução
de recidivas que pode
diminuir necessidade de
tratamentos posteriores
mais intensos, possível
melhoria na sobrevida
a médio e longo prazo
e impacto positivo na
qualidade de vida das
pacientes ao oferecer
terapia dirigida com
perfil comprovado (6). A
incorporação também
alinha o Brasil às diretrizes
internacionais que
recomendam T-DM1 para
pacientes com doença
residual de alto risco.
Desafios de implementação
A ampliação do acesso
exige atenção a barreiras
logísticas e financeiras
— custo do medicamento,
planejamento
orçamentário das secretarias
de saúde, cadeia
114
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
de frio, capacitação para
administração e monitorização.
É essencial
(2) criação de centros
referenciais regionais
para administração e
lacional é indispensável
planejamento orçamentário,
protocolos clínicos
BIOMEDICINA E ONCOLOGIA:
CIÊNCIA EM FOCO
estruturar
protocolos
seguimento;
bem definidos e sistemas
locais de seleção de
(3) protocolos de moni-
de monitorização que
pacientes,
vigilância
torização
laboratoriais
garantam acesso seguro,
de eventos adversos
e clínicos padronizados;
racional e equitativo.
(principalmente hepatotoxicidade,
trombocitopenia
e toxicidades
relacionadas ao fígado) e
integração com equipes
multidisciplinares (7,8).
Recomendações práticas
Para implementação
segura e equitativa no
SUS recomendamos:
(1) critérios claros de elegibilidade
baseados em
evidência (doença residual
pós-neoadjuvância);
(4) programas de educação
contínua para equipes
e pacientes;
(5) avaliação contínua
de custo-efetividade
com dados nacionais.
Conclusão
A chegada do trastuzumab-emtansina
ao SUS
é um avanço terapêutico
relevante para mulheres
com câncer de mama
HER2-positivo de alto risco.
Para traduzir benefício
clínico em ganho popu-
Referências
1. von Minckwitz G, Huang CS, Mano MS, et al.
Trastuzumab Emtansine for Residual Invasive
HER2-Positive Breast Cancer. N Engl J Med.
2019;380(7):617–28.
2. Hurvitz SA, Martin M, Symmans WF, et al.
Neoadjuvant trastuzumab emtansine vs trastuzumab
plus taxane in HER2-positive breast
cancer (KRISTINE): final analysis. J Clin Oncol.
2022;40(8):930–40.
3. Geyer CE Jr, Loibl S, Rastogi P, et al. Long-Term
Follow-Up of KATHERINE Trial: Adjuvant T-DM1
vs Trastuzumab in Residual HER2-Positive Breast
Cancer. Lancet Oncol. 2025;26(3):215–27.
4. Montemurro F, Guarneri V, Park YH, et al. Trastuzumab
emtansine in routine clinical practice
for HER2-positive advanced breast cancer: real-
-world data. Breast. 2024;72:118–25.
5. Emens LA, Esteva FJ, Bermejo B, et al. Safety
and efficacy of ado-trastuzumab emtansine in
clinical practice: a real-world analysis. Breast
Cancer Res Treat. 2023;189(2):327–37.
6. Modi S, Saura C, Yamashita T, et al. Trastuzumab
Deruxtecan versus Trastuzumab Emtansine
in HER2-Positive Metastatic Breast Cancer. N
Engl J Med. 2022;387(1):9–20.
7. Ministério da Saúde (Brasil). CONITEC. Incorporação
do Trastuzumabe Entansina (T-DM1)
no SUS para câncer de mama HER2-positivo
residual. Brasília: 2024.
8. Cardoso F, Senkus E, Costa A, et al. ESMO
Clinical Practice Guidelines: HER2-positive early
breast cancer. Ann Oncol. 2023;34(4):259–76.
Autora:
Dra. Alice Sampaio Del Colletto
Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo -USP, biomédica com habilitação em histotecnologia clínica e anatomia. Atua como
coordenadora dos cursos de Biomedicina e Medicina Veterinária no Centro Universitário Estácio de Santo André. Pró-Reitora de Pesquisa, Extensão
e Internacionalização Centro Universitário Estácio de Santo André. Pesquisadora associada ao Laboratório de Biotecnologia e Bioengenharia Celular
e Molecular da UFABC. Suas áreas de atuação envolvem anatomia comparada, histotecnologia, imuno-histoquímica, oncologia, biotecnologia e
pesquisa translacional em saúde.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 115
BANCADA E GESTÃO
HIPERVITAMINOSE:
O PERIGO SILENCIOSO DA MODA DAS VITAMINAS
Por Gabriel Miranda
Nos últimos tempos,
parece que descobrimos
a nova fonte da juventude:
soros milagrosos,
coquetéis de vitaminas
vendidos como se fossem
café para “dar um up”, exames
em pacotes prontos
como se saúde fosse um
combo de fast food. A
promessa? Energia instantânea,
imunidade de
super-herói e bem-estar
em cápsulas ou agulhas.
A realidade? Estamos
flertando com um problema
sério: a hipervitaminose.
A lógica por trás desse
modismo é perigosa e
simplista: “se vitamina
faz bem, mais vitamina
deve fazer melhor”.
Nada poderia estar mais
distante da verdade.
Vitaminas em excesso
também intoxicam.
Vitaminas lipossolúveis
como: A, D, E e K, acabam
acumulando silenciosamente
no organismo
e, com o tempo,
podem causar danos
hepáticos, renais e neurológicos.
Mesmo as
hidrossolúveis, quando
usadas em megadoses
constantes, desregulam
processos metabólicos
e geram efeitos colaterais
importantes.
O excesso de vitamina
A, por exemplo, pode
levar à sobrecarga hepática,
aumento da pressão
intracraniana, alterações
cutâneas e ósseas, com
risco de osteopenia
associada à maior reabsorção
óssea estimulada
pelo retinol. No caso da
vitamina D, a intoxicação
provoca hipercalcemia,
com repercussões renais
importantes, como nefrocalcinose
e insuficiência
renal, além de arritmias
cardíacas. A vitamina E,
em altas doses, interfere
na coagulação e pode
aumentar o risco de sangramentos
por antagonismo
à vitamina K. Mesmo
esta última, embora
menos associada à toxicidade,
pode desequilibrar
a ação de anticoagulantes
orais quando utilizada
sem controle.
116
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
TESTES RÁPIDOS
Agilidade no diagnóstico
de doenças infecciosas
Confiança, precisão e rapidez para auxiliar profissionais
da saúde no diagnóstico de doenças infecciosas.
Conheça nossas soluções:
HIV 1.2 1
Detecção qualitativa dos anticorpos do HIV tipos 1 e 2.
HBsAg 2
Detecção qualitativa do antígeno de superfície da Hepatite B.
HCV 3
Detecção dos anticorpos do vírus da Hepatite C.
Sífilis 4
Detecção qualitativa dos anticorpos IgG e IgM
para Treponema pallidum.
Combo Rotavírus e Adenovírus 5
Detecção qualitativa de Rotavírus e Adenovírus.
Descubra como nossos testes
rápidos podem transformar o
dia a dia da sua equipe.
ADVAGEN.COM.BR
(11) 4013-1476/1611
COMERCIAL@ADVAGEN.COM.BR
1Registro ANVISA nº 81325990115. 2 Registro ANVISA nº 81325990116. 3 Registro ANVISA nº 81325990114.
4 Registro ANVISA nº 81325990113.
5 Registro ANVISA nº 81325990065.
Sua parceira em
diagnóstico de excelência.
BANCADA E GESTÃO
Falando das vitaminas
hidrossolúveis, temos a
alterações enzimáticas e
distúrbios no equilíbrio
tério e responsabilidade.
Vitaminas são fundamen-
vitamina C, que quando
hidroeletrolítico.
tais em doses adequadas,
consumida em excesso,
mas em excesso podem
pode provocar distúr-
Como profissionais da
se tornar venenos silen-
bios
gastrointestinais,
saúde e gestores labora-
ciosos. Ignorar essa rea-
aumentar o risco de
toriais, precisamos assu-
lidade é fechar os olhos
cálculos renais por oxa-
mir nossa responsabilida-
para um problema que
lato de cálcio e interferir
de nesse processo. Não
já está acontecendo de
em testes laboratoriais,
é porque uma vitamina
forma crescente nos con-
gerando
resultados
está “na moda” que deve
sultórios e laboratórios. É
falsos. O uso contínuo
ser suplementada, e nem
hora de questionar práti-
e indiscriminado de
toda queixa do pacien-
cas automatizadas, edu-
complexos
vitamínicos
te requer um coquetel
car pacientes e colegas,
em altas doses sobre-
intravenoso. Saúde não
e devolver às decisões
carrega vias metabóli-
se resume a números em
clínicas o espaço que per-
cas hepáticas e renais,
um laudo, nem a tendên-
tence à medicina basea-
podendo
desencadear
cias de mercado. Ela se
da em evidências, não às
respostas inflamatórias,
constrói com ciência, cri-
modas passageiras.
Autor:
Gabriel Miranda
Biomédico, Pós-graduado em Análises Clínicas, Pós-graduado em Hematologia – INML, Auditor Interno – Norma PALC 2021
Sócio-proprietário do Laboratório Dovalle.
118
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Faabrricaadoo
CCCCCOOONNHHHHEEEÇÇAAAAAAAA UUUMMM PPPOOOUUUCCCCCOOO DDDAAAAAAAASSSSS LLLLIIIIINNHHHHAAAAAAAASSSSS DDDAAAAAAAA MMMHHHHLLLLAAAAAAAAB
Teeveeeeeccccccnnnnn ooooiboolllooooibooggreiiiirlrpaaaaas rlrpaaaaávrlrpaaaannnnn çrlrpaaaa dddddrlrpaaaaas ppprlrpaaaaróoarrrrrlrpaaaaas dddddreiiiirlrpaaaa ggnnnnn tósssoisssttatttreiiiiccccccooooiboosssoisssas pppróoarrrreeveeeeeccccccreiiiisssoisssooooiboosssoisss,as ccccccooooiboommas rlrpaaaalll
pppeeveeeeeróoarrrrfooooibooróoarrrrmmrlrpaaaannnnn cccccceeveeeeeaseeveeeeeasróoarrrreeveeeeesssoisssulll
AAAAAAAAPPPLLLLIIIIICCCCCAAAAAAAAÇÇÕEEESSSSS
LLLLaaaaaaaabbboooooooorrrrrrrraaaaaaaattttttttórrrrrrrriiiiiiiioooooooossssssss ddddddddeeeeeeee AAAAAAAAnnnnnnnnááállllllliiiiiiiisssssssseeeeeeeessssssss CCCCClllllllínnnnnnnniiiiiiiicccccaaaaaaaassssssss
CCCCCoooooooonnnnnnnnttttttttrrrrrrrroooooooollllllleeeeeeee ddddddddeeeeeeee †uuuuaaaaaaaallllllliiiiiiiiddddddddaaaaaaaa ddddddddeeeeeeee IIIIInnnnnnnndddddddduuuussssssssttttttttrrrrrrrriiiiiiiiaaaaaaaalllllll
UUURRIIIIITT
UUURRIIIIITT
CCCCCAAAAAAAA-333311AAAAAAAA
AAAAAAAAtttttttt¼ 3333000 tttttttteeeeeeeesssssssstttttttteeeeeeeessssssss//hoooooooorrrrrrrraaaaaaaa
(5555000 TT//HHHH cccccoooooooommmmmmmm IIIIISSSSSEEE)..
CCCCCoooooooonnnnnnnnssssssssuuuummmmmmmmoooooooo uuuulllllll ttttttttrrrrrrrraaaaaaaabbbaaaaaaaaiiiiiiiiÐoooooooo
SSSSSiiiiiiiisssssssstttttttteeeeeeeemmmmmmmmaaaaaaaa aaaaaaaabbbeeeeeeeerrrrrrrr ttttttttoooooooo ddddddddeeeeeeee rrrrrrrreeeeeeeeaaaaaaaa ÆeeeeeeeennnnnnnntttttttteeeeeeeessssssssÉ
ÄeeeeeeeeÐívvveeeeeeeelllllll ppppaaaaaaaarrrrrrrraaaaaaaa ddddddddiiiiiiii eeeeeeeerrrrrrrreeeeeeeennnnnnnntttttttteeeeeeeessssssss pppprrrrrrrroooooooottttttttoooooooocccccoooooooollllllloooooooossssssss..
44000000
CCCCCAAAAAAAA- 4433000AAAAAAAA
PPPrrrrrrrreeeeeeeeccccciiiiiiiissssssssà oooooooo óppppttttttttiiiiiiiicccccaaaaaaaa aaaaaaaavvvaaaaaaaannnnnnnnËaaaaaaaa ddddddddaaaaaaaa
SSSSSiiiiiiiisssssssstttttttteeeeeeeemmmmmmmmaaaaaaaa ddddddddeeeeeeee rrrrrrrreeeeeeee rrrrrrrriiiiiiii Æeeeeeeeerrrrrrrraaaaaaaa ËÃ oooooooo 2244h
Æaaaaaaaarrrrrrrraaaaaaaannnnnnnnttttttttiiiiiiiinnnnnnnnddddddddoooooooo eeeeeeeessssssssttttttttaaaaaaaabbbiiiiiiiillllllliiiiiiiiddddddddaaaaaaaa ddddddddeeeeeeee ddddddddoooooooossssssss
rrrrrrrreeeeeeeeaaaaaaaa Æeeeeeeeennnnnnnntttttttteeeeeeeessssssss
tttttttteeeeeeeesssssssstttttttteeeeeeeessssssss//hoooooooorrrrrrrraaaaaaaa
ttatttrlrpaaaa dddddooooiboosssoisssas ccccccooooiboonnnnnfiáveeveeeeereiiiisssoisssas ppprlrpaaaaróoarrrrrlrpaaaaas lllrlrpaaaaaooooibooróoarrrrrlrpaaaattattttóróoarrrrreiiiiooooiboosssoissss
dddddeeveeeeeasttatttooooiboodddddooooiboosssoisssasooooiboosssoisssas pppooooibooróoarrrr ttattteeveeeeesssoisss.
PPPeeeeeeeessssssssquuuuiiiiiiiissssssssaaaaaaaa & DDDeeeeeeeesssssssseeeeeeeennnnnnnnvvvoooooooolllllllvvviiiiiiiimmmmmmmmeeeeeeeennnnnnnnttttttttoooooooo
MMMeeeeeeeeddddddddiiiiiiiiccccciiiiiiiinnnnnnnnaaaaaaaa
UUURRIIIIITT
CCCCCAAAAAAAA-22000000
UUURRIIIIITT UUUSSSSS -55000000
Veeeeeeeetttttttteeeeeeeerrrrrrrriiiiiiiinnnnnnnnááárrrrrrrriiiiiiiiaaaaaaaa
AAAAAAAAlllllll ttttttttoooooooo ddddddddeeeeeeeesssssssseeeeeeeemmmmmmmmppppeeeeeeeennnnnnnnhoooooooo cccccoooooooommmmmmmm bbbaaaaaaaaiiiiiiiiÐoooooooo
cccccuuuussssssssttttttttoooooooo ppppoooooooorrrrrrrr tttttttteeeeeeeesssssssstttttttteeeeeeee..
2222 ppppaaaaaaaarrrrrrrrââmmmmmmmmeeeeeeeettttttttrrrrrrrroooooooossssssss ddddddddeeeeeeee sssssssseeeeeeeeddddddddiiiiiiiimmmmmmmmeeeeeeeennnnnnnnttttttttoooooooo +
1144 ppppaaaaaaaarrrrrrrrââmmmmmmmmeeeeeeeettttttttrrrrrrrroooooooossssssss ddddddddeeeeeeee ttttttttiiiiiiiirrrrrrrraaaaaaaa
CCCCCoooooooommmmmmmmppppaaaaaaaa ccccc ttttttttoooooooo
IIIIInnnnnnnntttttttteeeeeeeerrrrrrrraaaaaaaa ccccceeeeeeee aaaaaaaammmmmmmmiiiiiiiiÆááávvveeeeeeee lllllll ááá ccccciiiiiiiilllllll ddddddddeeeeeeee ooooooooppppeeeeeeeerrrrrrrraaaaaaaarrrrrrrr..
22 eeeeeeeemmmmmmmm 11
RReeeeeeeessssssssuuuulllllll ttttttttaaaaaaaa ddddddddoooooooossssssss cccccoooooooommmmmmmmppppllllllleeeeeeeettttttttoooooooossssssss eeeeeeeemmmmmmmm mmmmmmmmiiiiiiiinnnnnnnnuuuuttttttttoooooooossssssss
cwWe}^gWews|z
poorr:
ttatttrlrpaaaaas
oWTve}m{j{oWUwm{}mi{f~|ff{ji{`a|[ ~z
qunyYn VPOVthyZlySy\NndKnyJ_ndnyIIySyMtx_nySypX
]kk{b ``r{k`fHR [[GG{{{im QFgEDQsgDCLz
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
O IMPACTO DAS DOENÇAS
CARDIOVASCULARES NA SAÚDE DOS HOMENS
Por Dr. Harley De Nicola
As doenças cardiovasculares
estão entre as principais
causas de morte
em homens em todo
o mundo. Problemas
como infarto, derrame
(AVC), insuficiência cardíaca
e pressão alta não
apenas encurtam a vida,
mas também reduzem a
qualidade do dia a dia,
trazendo limitações físicas
e emocionais.
Por que os homens têm
mais risco?
Os homens apresentam
maior probabilidade de
desenvolver doenças
cardiovasculares em
idades mais jovens do
que as mulheres. Isso
ocorre por uma combinação
de fatores. Do
ponto de vista biológico,
eles não contam com
a proteção hormonal
que o estrogênio oferece
às mulheres antes
da menopausa. Além
disso, a pressão arterial
e o colesterol costumam
se alterar mais cedo no
sexo masculino.
No entanto, a questão
não se limita à biologia. O
estilo de vida tem enorme
impacto. Hábitos como
fumar, beber em excesso,
manter uma alimentação
rica em gordura e açúcar
e não praticar atividade
física são mais comuns
entre os homens. O
estresse relacionado ao
trabalho e às responsabilidades
também aumentam
o risco de pressão
alta e infartos.
A resistência em procurar
ajuda
Um ponto crítico é que os
homens, em geral, procuram
menos os serviços
de saúde. Muitos evitam
consultas de rotina e só
marcam exames quando
já apresentam sintomas
graves. Isso faz com que
doenças silenciosas,
como hipertensão e diabetes,
avancem por anos
sem diagnóstico. Quando
finalmente descobertas,
120
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
muitas vezes já evoluíram
para situações mais
graves, como um infarto,
sociedade. Internações,
uso contínuo de medicamentos
e procedimentos
o funcionamento das
válvulas e a presença de
derrames pericárdicos.
um derrame, problemas
complexos, como cirur-
É amplamente empre-
renais e até de visão.
gias de revascularização,
gada na insuficiência
geram altos custos.
cardíaca, valvopatias e
Consequências além do
cardiopatias congênitas.
corpo
Papel do diagnóstico
As doenças cardiovascu-
por imagem nas doen-
• A tomografia cardíaca,
lares não afetam apenas
ças cardiovasculares.
especialmente com múl-
o coração e o cérebro.
Diagnósticos por imagem
tiplos detectores, oferece
Após um evento grave, é
mais precisos, ajudam a
imagens detalhadas das
comum que os homens
escolher o melhor trata-
artérias coronárias, sendo
enfrentem
ansiedade,
mento e prevenir com-
útil na avaliação da ate-
medo, disfunção erétil e
plicações. Eles permitem
rosclerose e na detecção
até depressão. As limita-
ver como o coração está
precoce de doença arte-
ções físicas podem difi-
funcionando e detectar
rial coronariana. O escore
cultar o trabalho, a vida
problemas antes que
de cálcio coronariano e
sexual e a convivência
causem sintomas graves.
a angiotomografia coro-
social, impactando dire-
nária são ferramentas
tamente a autoestima e
• A ecocardiografia é fre-
importantes para estrati-
o bem-estar.
quentemente o primei-
ficação de risco.
ro exame utilizado na
Além disso, essas doen-
avaliação cardíaca. Por
• A ressonância magné-
ças representam um
meio de ultrassom, per-
tica do coração é con-
grande peso econômico,
mite analisar o tamanho
siderada
padrão-ouro
tanto para os sistemas
das cavidades, a função
para análise da função
de saúde quanto para a
sistólica e diastólica,
e da morfologia cardía-
122
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Microlab Prep: Pipetador para PCR,
Diluições, Clean-UP, Reformatação
Microlab Prep: Pipetador para
Diluições, Clean-UP, Reformatação
Diluições, Clean-UP, Reforma
de Amostras e mais
de Amostras e mais
de Amostras e mais
+55 11 9 5914 5000 ou joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com
https://www.hamiltoncompany.com/hamilton-prep-cap
+55 11 9 5914 5000 ou joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com
https://www.hamiltoncompany.com/hamilton-prep-cap
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
ca, além de caracterizar
o tecido miocárdico. É
fundamental em cardiomiopatias,
miocardites,
fibrose miocárdica e
viabilidade miocárdica
pós-infarto.
• Exames como cintilografia
miocárdica e PET-CT
avaliam a perfusão e a
viabilidade do miocárdio.
cardíaca ou cardiomegalia,
bem como no
monitoramento de dispositivos
implantáveis.
O poder da prevenção
Apesar da gravidade, o
cenário pode ser mudado.
A adoção de hábitos
saudáveis é a melhor forma
de prevenir doenças
cardiovasculares: manter
Conclusão
As doenças cardiovasculares
são um grande
desafio para a saúde dos
homens, afetando não
apenas a expectativa de
vida, mas também a vida
emocional, social e econômica.
No entanto, com
informação, prevenção e
acompanhamento médi-
São úteis na investigação
uma alimentação equili-
co, é possível reduzir os
de isquemia, infarto e resposta
ao tratamento de
revascularização.
brada, praticar exercícios
regularmente, parar de
fumar, reduzir o consumo
riscos e conquistar um
futuro mais saudável.
• Apesar de mais simples,
a radiografia de
tórax ainda tem papel
relevante na avaliação
de álcool e controlar o
peso. Consultas médicas
periódicas também são
fundamentais para identificar
fatores de risco
Referências
1. World Health Organization (WHO). Cardiovascular
diseases (CVDs). Disponível em: https://
www.who.int.
2. Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Diretrizes de Prevenção Cardiovascular. Arq.
Bras. Cardiol., 2022.
inicial de pacientes com
suspeita de insuficiência
antes que se transformem
em doenças graves.
3. Benjamin EJ, Muntner P, Alonso A, et al. Heart
Disease and Stroke Statistics—2019 Update.
Circulation. 2019;139(10):e56–e528.
Autor:
Dr. Harley De Nicola
Médico, Professor Doutor do Depto. de Radiologia da Unifesp-Escola Paulista de Medicina e Superintende médico da FIDI.
124
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO
BIÓPSIA LÍQUIDA: REVOLUÇÃO NO
DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO DE CÂNCER
Por Dra. Alice Sampaio Del Colletto
Introdução: A biópsia
líquida surge como uma
ferramenta inovadora no
diagnóstico precoce de
câncer em cães. Diferente
das biopsias tradicionais,
este exame analisa fragmentos
de DNA tumoral
no sangue, oferecendo
uma alternativa não invasiva
e mais segura. Pesquisas
recentes mostram
que essa abordagem permite
detectar tumores
ainda em estágio inicial
e acompanhar a progressão
da doença, abrindo
novas possibilidades de
tratamento eficaz.
O que é a biópsia líquida
A biópsia líquida identifica
fragmentos de DNA
tumoral circulante no sangue,
reduzindo a necessidade
de procedimentos
invasivos e estressantes.
Estudos clínicos com cães
mostraram que a técnica
consegue detectar
diversos tipos de câncer
com alta sensibilidade e
especificidade (Chibuk et
al., 2023). Além disso, o
exame pode ser repetido
com facilidade, permitindo
monitoramento contínuo
sem risco adicional
ao animal.
Benefícios no diagnóstico
precoce
A detecção precoce do
câncer é fundamental
para aumentar as chances
de sucesso do tratamento.
Estudos mostram
que a biópsia líquida
pode identificar tumores
antes do surgimento de
sinais clínicos, permitindo
intervenções mais
rápidas e precisas (Chibuk
et al., 2023; Reams et
al., 2023). Esse avanço é
especialmente relevante
para cães, cujos sintomas
iniciais frequentemente
passam despercebidos
pelos tutores.
Monitoramento e
recorrência
Além do diagnóstico inicial,
a biópsia líquida permite
acompanhar a resposta
ao tratamento e
detectar recidivas precocemente.
Estudos demonstram
que a técnica é eficaz
para monitoramento
de doença residual, ofere-
126
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
cendo informações valiosas
para oncologistas
• Capacitar as equipes
veterinárias para inter-
quisas, espera-se que
essa tecnologia se torne
DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO
ajustarem terapias e pla-
pretar os resultados e
uma ferramenta rotineira
nejarem
seguimentos
orientar os tutores sobre
nas clínicas veterinárias,
individualizados
(Chi-
as implicações clínicas.
promovendo um cuida-
buk et al., 2023; Reams
do mais humanizado e
et al., 2024).
Conclusão:
resultados significativa-
A biópsia líquida repre-
mente melhores para
Implementação na prá-
senta um avanço trans-
cães com câncer.
tica veterinária
formador na oncologia
Para aproveitar plenamente
os benefícios da biópsia
líquida, recomenda-se:
• Integrar o exame aos
protocolos de triagem de
câncer em cães de risco;
veterinária. Ao detectar
fragmentos de DNA
tumoral de forma precisa
e segura, o exame possibilita
diagnósticos mais
rápidos e tratamentos
mais eficazes, ao mesmo
Referências
1. Chibuk J, Reams R, et al. Clinical Validation of a
Blood-Based Liquid Biopsy Test Integrating Cell-
-Free DNA Quantification and Next-Generation
Sequencing for Cancer Screening in Dogs.
2. Reams R, Chibuk J, et al. Clinical Experience with
Next-Generation Sequencing-Based Liquid Biopsy
Testing for Cancer Detection in Dogs: A Review of
1,500 Consecutive Clinical Cases.
• Padronizar a coleta e
tempo que reduz procedimentos
invasivos e
3. Chibuk J, Reams R, et al. Next-Generation
Sequencing-Based Liquid Biopsy May Be Used for
Detection of Residual Disease and Cancer Recur-
o processamento das
amostras;
o estresse dos animais.
Com o avanço das pes-
rence Monitoring in Dogs.
4. Reams R, Chibuk J, et al. Noninvasive Blood-Based
Cancer Detection in Veterinary Medicine.
Autora:
Dra. Alice Sampaio Del Colletto
Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo -USP, biomédica com habilitação em histotecnologia clínica e anatomia. Atua como
coordenadora dos cursos de Biomedicina e Medicina Veterinária no Centro Universitário Estácio de Santo André. Pró-Reitora de Pesquisa, Extensão
e Internacionalização Centro Universitário Estácio de Santo André. Pesquisadora associada ao Laboratório de Biotecnologia e Bioengenharia Celular
e Molecular da UFABC. Suas áreas de atuação envolvem anatomia comparada, histotecnologia, imuno-histoquímica, oncologia, biotecnologia e
pesquisa translacional em saúde.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 127
OFAC BRASIL
SAIR DA BANCADA NÃO É O FIM
MAS PODE SER O COMEÇO.
Por Daniela Helena Bini Gouvea de Paula
De 1.000 exames por
mês a mais de 15.000. De
três pessoas para uma
equipe com dez profissionais.
De um laboratório
manual fundado
pelo pai para uma sede
automatizada, moderna
e estratégica. Conheça
a história inspiradora de
Daniela Bini e Roberto
Marcos Gouvêa de Paula,
que transformaram o
Laboratório São Rafael,
em Iturama (MG), com
base em pilares que
qualquer gestor de
laboratório pode adotar
para crescer.
Uma das maiores dificuldades
de um gestor
de laboratório é sair
da bancada e assumir
a visão estratégica da
empresa. A história do
Laboratório São Rafael
mostra que essa virada
é possível quando
guiada por pilares
sólidos como mentalidade,
planejamento,
capacitação, confiança
e investimento.
128
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
OFAC BRASIL
A trajetória começou
com um legado: o laboratório
criado há mais
de 30 anos pelo pai de
Daniela Bini, o biomédico
Ítalo Rafael Bini. No início,
Daniela atuava na recepção,
Roberto na coleta, e
o pai assumia os exames
e a gestão. Era um laboratório
100% manual, com
Ao identificarem as
na cidade como Rafael e
pouco controle financei-
limitações da estrutura
ao arcanjo da saúde.
ro, nenhuma automação
antiga e sonharem com
e nem mesmo compu-
um futuro mais promis-
O primeiro pilar foi a
tador. Os exames eram
sor, Daniela e Roberto
mentalidade. Eles sabiam
liberados em máquina de
decidiram pedir ao
onde queriam chegar e
datilografar, e o controle
pai a oportunidade de
começaram a se prepa-
de atendimento era feito
assumir o laboratório e
rar para isso. O segundo
em cadernos. Mesmo
recomeçar com a própria
passo foi o planejamento.
assim, a cartela de clien-
identidade. Assim nas-
Como não havia caixa para
tes conquistada naquela
ceu o Laboratório São
grandes
investimentos,
época seria a base do
Rafael, uma homenagem
organizaram prioridades,
novo laboratório.
ao pai que era conhecido
metas e prazos. Esse hábi-
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 129
OFAC BRASIL
to se mantém até hoje,
O quarto pilar foi a con-
dos, automatizaram o
com revisões trimestrais
fiança. Daniela treinou
laboratório, adquiriram
e planejamentos estraté-
pessoalmente as biomé-
novos equipamentos e
gicos anuais conduzidos
dicas por dois anos antes
sistemas como o Unilab
com apoio de consulto-
de delegar completa-
e o Acredits, e constru-
rias especializadas.
mente a bancada. Hoje,
íram uma sede própria
o laboratório é tecnica-
com salas temáticas
O terceiro pilar foi a capa-
mente independente da
para crianças, pacien-
citação. Daniela come-
presença dos gestores.
tes em jejum e um
çou estudando sozinha,
Roberto ainda atua em
ambiente pensado para
fez cursos técnicos e de
algumas coletas, espe-
acolher com conforto.
gestão, participou de
cialmente de pacientes
congressos e buscou con-
antigos que confiam em
Além disso, entenderam
sultorias. Em uma dessas
seu atendimento, mas
que crescer exige visibili-
jornadas, conheceu a
também está em pro-
dade. O marketing come-
OFAC Brasil. A proximida-
cesso de transição para
çou de forma simples, feito
de com a comunidade e
dedicar-se
exclusiva-
por Daniela, e evoluiu para
o acesso a treinamentos
mente à gestão.
um trabalho estruturado
atualizados fizeram tanta
com assessoria, tráfego
diferença que, em 2025,
O quinto pilar foi o
pago, ações com influen-
ela investiu em um plano
investimento.
Com
ciadores, presença em
de educação continuada
processos claros e indi-
redes sociais e estratégias
para toda a equipe.
cadores bem defini-
criativas para engajamen-
130
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
to local. Um exemplo foi
• Treinamento e capaci-
lidade de crescimento,
OFAC BRASIL
o uso de brindes perso-
tação: investir continua-
vontade de aprender,
nalizados — como copos
mente em aprendizado.
disciplina para planejar
de café — em troca de
e coragem para confiar
avaliações no Google. O
• Confiança: delegar e
na equipe, Daniela Bini e
resultado: mais de 350
formar uma equipe forte
Roberto transformaram
avaliações com média
e segura.
um laboratório manual e
altíssima de satisfação.
familiar em uma referên-
• Investimento: crescer
cia regional com mais de
Os pilares do São Rafael:
com base em dados e
15.000 exames por mês.
• Visão: saber onde se
processos.
Como a própria Daniela
quer chegar, mesmo com
diz: “Todo mundo que
poucos recursos.
A história do São Rafael
hoje é grande, um dia
é a prova de que não é
foi pequeno. O segredo é
• Planejamento: agir
preciso começar grande
começar e manter os pés
com metas claras e estra-
para alcançar grandes
no chão, mas com a cabe-
tégias definidas.
resultados. Com menta-
ça no futuro.”
Autor:
Daniela Helena Bini Gouvea de Paula
Biomédica, formada há 17 anos! Responsável pela Gestão da Garantia da Qualidade no Laboratório São Rafael há 9 anos.
Pós Graduada na área de Auditoria.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 131
PARASITOLOGIA
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DAS
PARASITOSES EMERGENTES:
DESAFIOS E INOVAÇÕES
Por Rafael Euzébio
Caros leitores, dando continuidade
à nossa jornada
pela Parasitologia, esta
edição da propõe um olhar
atento sobre os bastidores
do diagnóstico laboratorial.
Diante da crescente
circulação de parasitas
emergentes e reemergentes,
como Angiostrongylus
cantonensis, Trypanosoma
cruzi, Plasmodium vivax
e Leishmania infantum,
os laboratórios clínicos
assumem papel central na
vigilância epidemiológica
e no controle de surtos.
Mais do que identificar
o agente etiológico,
diagnosticar parasitoses
hoje significa integrar
conhecimento técnico,
tecnologia e pensamento
crítico, transformando
o laboratório em um verdadeiro
posto avançado
de vigilância em saúde.
O diagnóstico como
barreira estratégica
O diagnóstico parasitológico
não é apenas um
procedimento técnico, é
uma ferramenta estratégica
de saúde pública.
A detecção precoce de
casos suspeitos permite
interromper cadeias de
transmissão e orientar
medidas de controle em
tempo real.
Porém, esse processo
enfrenta obstáculos:
heterogeneidade de protocolos
entre laboratórios,
falta de padronização nas
coletas, subnotificação
e redução da formação
prática em parasitologia
diagnóstica.
A realidade é que, diante
da expansão de áreas
endêmicas e da globalização
de vetores, o
laboratório deve estar
preparado para encontrar
o que antes era considerado
raro.
Métodos clássicos: a
base que sustenta a
confiabilidade
Apesar dos avanços
tecnológicos, os métodos
parasitológicos
clássicos permanecem
insubstituíveis. O exame
parasitológico de fezes
(EPF) continua sendo o
principal instrumento
na rotina, especialmente
quando executado
com técnicas de concentração
(Hoffman, Faust,
Ritchie) que aumentam
a sensibilidade.
132
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
PARASITOLOGIA
Da mesma forma, gota
Sorologia e imuno-
Contudo, o profissional
espessa e esfregaço
delgado seguem como
padrão-ouro para malária,
permitindo não só a
detecção, mas também
a quantificação e identificação
de espécies.
No entanto, o que diferencia
um resultado confiável
de um erro diagnóstico
é a qualificação
do profissional, a padronização
dos procedimentos
operacionais (POPs)
e a qualidade do microscópio
e das lâminas. A
automação e a digitalização
vêm surgindo como
aliadas, mas a acuidade
do olhar treinado ainda é
indispensável.
diagnóstico: a era dos
testes rápidos e de alta
sensibilidade
A sorologia revolucionou
o diagnóstico indireto
de parasitoses. Técnicas
como ELISA, IFI e imunocromatografia
rápida
têm ampliado a capacidade
de rastreio, especialmente
para infecções
crônicas ou de difícil
visualização direta.
Nos últimos anos, kits
comerciais para doença
de Chagas, leishmaniose
visceral e toxoplasmose
evoluíram em
sensibilidade, e alguns
já apresentam validação
para uso automatizado
em plataformas multiparamétricas.
deve estar atento às limitações:
reação cruzada
com outros agentes,
persistência de IgG após
cura e baixa especificidade
em áreas endêmicas.
Por isso, a interpretação
integrada dos resultados,
combinando achados
laboratoriais, dados
clínicos e contexto
epidemiológico, é uma
competência essencial
para o biomédico e
demais analistas clínicos.
Biologia molecular:
precisão e rastreabilidade
A introdução da biologia
molecular trouxe um
salto de sensibilidade e
especificidade sem precedentes.
Técnicas como
134
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
PCR, qPCR e LAMP vêm
O desafio, contudo, é
imagens microscópicas
PARASITOLOGIA
sendo aplicadas tanto
em pesquisa quanto
em rotina diagnóstica
para detecção de DNA
parasitário em sangue,
líquor, tecidos e fezes.
tornar essas metodologias
acessíveis. Ainda há
uma lacuna significativa
entre os centros de referência
e os laboratórios
de rotina, especialmen-
sejam analisadas remotamente
por especialistas.
Plataformas baseadas
em inteligência
artificial já são capazes
de identificar formas
• Na doença de Chagas,
a PCR tem sido crucial
para identificar infecções
congênitas e monitorar
falhas terapêuticas.
te no setor público. A
ampliação de redes
regionais de referência
molecular e o compartilhamento
de protocolos
validados são passos
parasitárias em lâminas
digitalizadas com alta
acurácia, uma inovação
promissora para regiões
com escassez de profissionais
experientes.
• Em malária, a qPCR permite
diferenciar espécies
e detectar coinfecções
que passariam despercebidas
ao microscópio.
urgentes para democratizar
o acesso à biologia
molecular aplicada à
parasitologia.
Inovação diagnóstica:
Outra tendência é o
uso de biossensores e
microchips de detecção
rápida, integrando nanotecnologia
e imunodiag-
• Para leishmaniose
visceral, o DNA do parasita
pode ser identifica-
o papel das novas tecnologias
A teleparasitologia e o
nóstico para resultados
em minutos. Essas tecnologias
apontam para
do em medula óssea,
diagnóstico digital têm
um futuro em que a
sangue periférico e aspirado
esplênico com alta
sensibilidade.
ganhado força como
soluções de suporte
técnico, permitindo que
vigilância parasitológica
poderá ser descentralizada,
com testes realizados
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 135
PARASITOLOGIA
diretamente em campo,
mas com a mesma confiabilidade
dos laboratórios
centrais.
Box Técnico – Métodos e Aplicações no Diagnóstico de Parasitoses Emergentes
Nota prática para profissionais
de saúde
A qualidade do diagnóstico
depende de três
pilares: capacitação técnica,
padronização de
processos e comunicação
com a equipe clínica.
O biomédico precisa
atuar não apenas como
executor, mas como
intérprete do dado laboratorial,
correlacionando
achados com o contexto
epidemiológico e contribuindo
ativamente com
a vigilância em saúde.
Um olhar para o futuro
O futuro do diagnóstico
parasitológico será
integrativo e preditivo.
A combinação de dados
laboratoriais, ferramentas
moleculares e vigilância
digital permitirá
identificar surtos antes
mesmo de sua manifestação
clínica.
Entretanto, o sucesso
dessa revolução depende
da valorização dos
profissionais de análises
clínicas e do investimen-
to contínuo em treinamento,
infraestrutura e
pesquisa aplicada.
Na próxima edição da
NewsLab, exploraremos
as novas terapias antiparasitárias
e o panorama
da resistência emergente,
um tema que promete
transformar novamente
a fronteira da Parasitologia
no Brasil.
Autor:
Rafael Euzébio
Biomédico habilitado em Análises Clínicas e Citologia Oncótica, Mestrando em Ensino em Ciências da Saúde, MBA em Auditoria, Acreditação e
Qualidade dos Serviços de Saúde. Especialista em Análises Clínicas, Fundador e Consultor da Raeusi Biomed (@raeusibiomed), Coord. das Pós-
Graduações Diagnóstico Laboratorial e Análises Clínicas, e Hematologia e Imuno-hematologia do UBM.
136
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
MICRORGANISMOS E SAÚDE
O ENVOLVIMENTO DA ESCHERICHIA COLI
NA PATOGÊNESE DA SEPSE:
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL E DESAFIOS TERAPÊUTICOS
Por Dra. Gleiciere Maia Silva, Gabriel Luiz de Sousa Santos, Laura Santos Gonçalves, Rebeca Linhares dos Santos, Renatta Queiroz Gomes Lopes
A sepse é definida como
uma disfunção orgânica
com risco de vida
causada por uma resposta
desregulada do
hospedeiro a infecção
(Singer et al., 2016). A
sua rápida progressão
para choque séptico
gerando uma falência
de múltiplos órgãos torna
o reconhecimento
precoce e o tratamento
adequado absolutamente
fundamentais.
Quanto ao estudo da
sepse, diversos agentes
podem ocasionar esta
disfunção, contudo as
bactérias Gram-negativas,
entre as quais Escherichia
coli, desempenham
papel substancial.
A compreensão de como
E. coli contribui para a
patogênese da sepse,
bem como de como o
diagnóstico laboratorial
e as opções terapêuticas
enfrentam desafios
específicos, constitui
tema de grande relevância
para a prática
clínica e pesquisa.
A E. coli é um patógeno
frequentemente
implicado em diversas
infecções, destacando-se
as do trato
urinário, as intra-abdominais
e as bacteremias,
podendo evoluir
para quadros graves
de sepse e choque
séptico. Evidências
clínicas apontam que
a detecção exclusiva
de E. coli em hemoculturas
está fortemente
relacionada a um pior
prognóstico, refletido
em maior necessidade
de internação em
unidades de terapia
intensiva, uso de ventilação
mecânica e
elevação das taxas de
mortalidade.
138
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Um estudo realiza-
Na pesquisa de sepse
(LPS), um componente
MICRORGANISMOS E SAÚDE
do em Medellín, na
murina foram avaliados
estrutural da membrana
Colômbia, envolvendo
84 isolados ST131 e
externa das bactérias
458 pacientes, obser-
observaram que o sta-
Gram-negativas
que
vou que a E. coli isolada
tus molecular de ExPEC
atua como um potente
apenas em amostras
foi o preditor mais con-
desencadeador da res-
sanguíneas apresenta-
sistente da gravidade,
posta imune do hospe-
ram mortalidade sig-
superando dessa forma
deiro. Essa endotoxina
nificativamente supe-
a simples presença dos
ativa de forma intensa
rior em comparação
genes de virulência indi-
o sistema imunológico
as detectadas apenas
viduais. Os achados des-
inato, promovendo a
em culturas de urina.
se experimento sugere
liberação de mediado-
(Reyes et al., 2019).
que a determinação do
res inflamatórios e o
Outros fatores tam-
perfil ExPEC/UPEC é cru-
desencadeamento
de
bém influenciam na
cial para compreender
complexas cascatas de
virulência desse pató-
a severidade da sepse
citocinas. Como conse-
genos, estudos expe-
causada por E.coli.
quência, ocorre ativação
rimentais demonstra-
(Murino et al., 2020).
da coagulação, disfun-
ram que o potencial de
ção endotelial e lesão
virulência das linha-
A patogênese da sepse
tecidual difusa, eventos
gens da E. coli podem
causada por Escherichia
que, em conjunto, con-
variar de acordo com
coli está intimamente
tribuem para o colapso
perfil molecular do
relacionada à liberação
hemodinâmico caracte-
tipo de patógeno.
do
lipopolissacarídeo
rístico da sepse grave.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 139
MICRORGANISMOS E SAÚDE
Estudos experimentais,
tanto em modelos de
manece como o método
padrão-ouro para
Além disso, o uso prévio
de antimicrobianos
endotoxemia
quanto
o diagnóstico das
pode reduzir ainda mais
em infecções sistê-
infecções de corren-
a taxa de detecção bac-
micas por E. coli viva,
te sanguínea, sendo,
teriana, comprometen-
demonstram que cito-
portanto, essencial na
do a acurácia do exame.
cinas pró-inflamatórias
determinação
etioló-
como o fator de necrose
gica da sepse. Apesar
No caso específico de
tumoral alfa (TNF-α), a
de sua importância,
infecções causadas por
interleucina-1 (IL-1) e
esse método apresenta
E. coli, a identificação
a interleucina-6 (IL-6)
limitações significativas
precisa da espécie e a
desempenham
papel
que impactam direta-
determinação do perfil
central na progressão
mente a conduta clínica.
de suscetibilidade anti-
da resposta inflamatória
Entre elas, destacam-se
microbiana são etapas
para falência múltipla
o tempo prolongado
cruciais para orientar
de órgãos. Esses acha-
de processamento, que
uma terapia eficaz. Con-
dos reforçam o papel
pode ultrapassar 48 a 72
tudo, o atraso inerente
crucial do desequilíbrio
horas até a detecção e
aos métodos conven-
entre os mecanismos
identificação do micror-
cionais pode limitar o
pró e anti-inflamatórios
ganismo, e a baixa sen-
sucesso do tratamento
na gravidade e desfe-
sibilidade
diagnóstica,
empírico inicial, espe-
cho da sepse por E. coli.
apenas cerca de 40%
cialmente em cenários
(KAECH et at., 2006).
dos pacientes sépticos
clínicos críticos, onde a
apresentam
culturas
rapidez na instituição
A hemocultura per-
sanguíneas
positivas.
da terapia adequada
140
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
é determinante para o
prognóstico do pacien-
De acordo com a revisão
“Laboratory Evaluation
zada e precisa no manejo
da sepse por E. coli
MICRORGANISMOS E SAÚDE
te (Duncan et al., 2021).
of Sepsis”, esses parâ-
(FULTON II et al., 2023).
metros
laboratoriais
Os
biomarcadores
constituem
elementos
Em países de baixa e
desempenham um papel
essenciais para a ava-
média renda, os desafios
fundamental no diag-
liação da gravidade e
relacionados ao manejo
nóstico, monitoramento
evolução do quadro
da sepse são ainda mais
e estratificação de risco
séptico. No entanto,
pronunciados. A indis-
em pacientes com sepse,
persistem
limitações
ponibilidade ou o atraso
embora nenhum deles
importantes, tanto na
na realização de exames
apresente
especificida-
capacidade de identifi-
microbiológicos, a res-
de para infecções por E.
car o agente etiológico
trição no acesso a anti-
coli. Entre os parâmetros
de forma precoce quan-
microbianos de última
mais empregados na
to na determinação do
geração e a ausência de
prática clínica, desta-
momento ideal para a
programas estruturados
cam-se a contagem de
intervenção
terapêuti-
de stewardship antimi-
leucócitos, a proteína
ca. Essas lacunas refor-
crobiano
configuram
C-reativa (PCR), a pro-
çam a necessidade de
barreiras
significativas
calcitonina (PCT) e o
avanços
diagnósticos
à condução adequada
lactato sérico, além de
que integrem biomar-
dos casos. Além disso,
outros marcadores bio-
cadores moleculares e
a alta prevalência de
químicos
associados
dados clínicos, permi-
infecções graves e de
à disfunção orgânica
tindo uma abordagem
sepse, frequentemente
(DUNCAN et al., 2021).
mais rápida, individuali-
documentada em revi-
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 141
MICRORGANISMOS E SAÚDE
sões sobre sepse pediátrica
e global, reflete
de fortalecimento dos
sistemas de diagnóstico,
senta uma condição
de alta complexidade
o impacto desigual dos
vigilância e uso racional
e risco elevado. Nesse
recursos
diagnósticos
de antimicrobianos em
contexto, fatores como
e terapêuticos entre os
países com recursos
mecanismos de virulên-
diferentes
contextos
limitados (WOOLDRID-
cia bacteriana, resposta
socioeconômicos.
GE et al., 2021).
inflamatória exacerbada
do hospedeiro e resis-
Essas limitações têm
A sepse causada por
tência
antimicrobiana
efeitos diretos sobre o
E. coli configura um
progressiva
interagem
manejo das infecções
importante
desafio
de maneira sinérgica,
por E. coli. Atrasos na
clínico e laboratorial,
agravando o prognós-
identificação do agente
demandando
uma
tico e dificultando o
etiológico, falhas na insti-
abordagem
integrada
manejo clínico.
tuição de terapia empíri-
que considere simulta-
ca eficaz e a propagação
neamente os aspectos
Do ponto de vista
de clones bacterianos
microbiológicos,
imu-
diagnóstico,
persistem
multirresistentes
tor-
nológicos e terapêuti-
limitações expressivas:
nam-se eventos mais
cos. Embora a bactéria
a lentidão dos méto-
comuns nesses cenários.
seja amplamente reco-
dos convencionais de
Consequentemente, há
nhecida como agente
hemocultura, a ausên-
um aumento na morbi-
de infecções comuni-
cia de biomarcadores
mortalidade
associada
tárias menos graves,
específicos capazes de
à sepse, evidenciando
sua participação em
identificar o agente
a necessidade urgente
quadros sépticos repre-
etiológico e a sensibili-
142
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
dade ainda imperfeita
das técnicas moleculares
rápidas. Já no campo
terapêutico, o avanço
da resistência antimicrobiana,
especialmente
entre cepas produtoras
de β-lactamases
de espectro estendido
(ESBL) e carbapenemases,
restringe as opções
de tratamento empírico
e está fortemente associado
ao aumento da
mortalidade.
Essa convergência de
fatores evidencia a
necessidade de estratégias
diagnósticas mais
ágeis, protocolos terapêuticos
baseados em
vigilância local de resistência
e investimentos
contínuos em pesquisa
translacional, visando
melhorar o desfecho clínico
dos pacientes com
sepse por E. coli.
REFERÊNCIAS:
REYES, Camilo A.; BERNAL, Elisa; ASCUNTAR-
-TELLO, Johana; JAIMES, Fabián. Sepse grave
e choque séptico por Escherichia coli: análise
clínica e microbiológica em Medellín, Colômbia.
Revista Chilena de Infectología, Santiago, v. 36,
n. 4, p. 447–454, ago. 2019.
SINGER M, DEUTSCHMAN CS, SEYMOUR CW, et
al. The Third International Consensus Definitions
for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3) J Am
Med Assoc. 2016;315:801–810. doi: 10.1001/
jama.2016.0287. - DOI - PMC - PubMed
KAECH, Chloé; BOCHUD, Pierre-Yves; CALAN-
DRA, Thierry. Cytokines and Escherichia coli
sepsis. EcoSal Plus, v. 2, n. 1, p. 1-11, 2006.
DUNCAN, C. F.; YOUNGSTEIN, T.; KIRRANE, M. D.;
LONSDALE, D. O. Diagnostic challenges in sepsis.
Current Infectious Disease Reports, v. 23, n. 12,
p. 22, 2021.
FULTON II, Matthew R.; ZUBAIR, Muhammad;
TAGHAVI, Sharven. Laboratory Evaluation of
Sepsis. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island
(FL): StatPearls Publishing; 2025 Jan. 27 Aug.
2023.
WOOLDRIDGE, G. et al. Challenges of implementing
the Paediatric Surviving Sepsis Campaign
International Guidelines 2020 in resource-limited
settings: A real-world view beyond the
academia. Andes Pediatr., v. 92, n. 6, 2021. DOI:
10.32641/andespediatr.v92i6.4030.
MERINO, Irene et al. Molecularly defined extraintestinal
pathogenic Escherichia coli status predicts
virulence in a murine sepsis model better
than does virotype, individual virulence genes,
or clonal subset among E. coli ST131 isolates.
Virulence, v. 11, n. 1, p. 327–336, 31 dez. 2020.
MICRORGANISMOS E SAÚDE
Autores:
Gabriel Luiz
Acadêmicas do curso de Biomedicina-
-UNINASSAU campus Petrolina
Laura Santos Gonçalves
Acadêmicas do curso de Biomedicina-
-UNINASSAU campus Petrolina
Rebeca Linhares dos Santos
Acadêmicas do curso de Biomedicina-
-UNINASSAU campus Petrolina
Renatta Queiroz Gomes Lopes
Acadêmicas do curso de Biomedicina-
-UNINASSAU campus Petrolina
Dra. Gleiciere Maia Silva
Docente do curso de Biomedicina e
Doutora em Medicina Tropical
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 143
HEMATOLOGIA
O QUE É LEUCEMIA DE MASTÓCITO?
Por Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite
A leucemia de mastócito
é uma forma extremamente
rara e agressiva
de neoplasia hematológica
caracterizada pela
proliferação maligna de
mastócitos — células
do sistema imunológico
envolvidas em respostas
alérgicas e inflamatórias.
Diferente da mastocitose
sistêmica, que pode ter
curso indolente, a leucemia
de mastócito apresenta
rápida progressão
e mau prognóstico.
Características Clínicas
Os principais sinais e
sintomas incluem:
- Febre persistente
- Perda de peso
- Fadiga intensa
- Hepatoesplenomegalia
(aumento do fígado e
baço)
- Síndrome de ativação
mastocitária (rubor, hipotensão,
anafilaxia)
Créditos das imagens: Cellavision.
A doença pode se manifestar com infiltração
de mastócitos em medula óssea,
fígado, baço, linfonodos e pele, embora a
pele nem sempre esteja envolvida.
144
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Diagnóstico
O diagnóstico é feito
por meio de:
- Exame de medula
óssea com identificação
de mastócitos atípicos
Tratamento
Devido à sua agressividade,
o tratamento é
desafiador e inclui:
- Quimioterapia intensiva
casos. A detecção precoce
e o tratamento agressivo
podem melhorar
a sobrevida em alguns
pacientes.
HEMATOLOGIA
- Imunofenotipagem
(CD117, CD25, CD2)
- Mutação no gene KIT
- Inibidores de tirosina quinase
(como midostaurina)
- Transplante de medula
óssea em casos sele-
Considerações Finais
A leucemia de mastócito
é uma condição rara
que exige diagnóstico
(especialmente D816V)
cionados
preciso e abordagem
- Critérios da Organização
Mundial da Saúde
(OMS) para mastocitose
sistêmica
- O manejo também envolve
suporte clínico para
controlar os sintomas de
ativação mastocitária.
terapêutica especializada.
O avanço na
compreensão genética
e molecular da doença
tem aberto novas
- A morfologia dos mastócitos
no sangue periférico
exibe células com grânulos
metacromáticos, escu-
Prognóstico
O prognóstico é geralmente
reservado, com
sobrevida média infe-
possibilidades de tratamento,
embora ainda
haja muito a ser descoberto
sobre sua fisiopa-
ros e grandes, figura 1.
rior a um ano em muitos
tologia e manejo ideal.
Autor
Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite, Ph.D.
Professor de Hematologia, Mestrado e Doutorado em Hematologia e Bioquímica, UNIFESP e UFPE.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 145
INFORMES DE MERCADO
Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação
dos produtos e lançamentos do setor.
Área exclusiva para colaboradores anunciantes.
Mais informações: comercial@newslab.com.br
A MEDTEST ANUNCIA O INÍCIO DE UMA NOVA PARCERIA COM
A EQUIP DIAGNÓSTICA PARA A LINHA DE HEMOSTASIA, COM
O NOVO APARELHO AUTOMATIZADO ECD - 1200
O ECD-1200 é um analisador
automático de coagulação de alta
performance, desenvolvido para
garantir precisão e confiabilidade
nos resultados laboratoriais. Com
tecnologia avançada, ele combina
metodologias ópticas e mecânicas
integradas, assegurando
uma análise completa e eficiente.
Ideal para laboratórios que buscam
otimização no fluxo de trabalho, o
ECD-1200 conta com um design
inteligente, tela ajustável e iluminação
interna, proporcionando uma
experiência intuitiva e produtiva.
Além disso, seu sistema LIS bidirecional
facilita a integração com
outros processos laboratoriais.
Aprimore a eficiência do seu
laboratório com o ECD-1200.
Para mais informações sobre essa e outras soluções, entre em
contato: comercial@medtest.com.br ou fale com um especialista pelo
WhatsApp: +55 71 999085535
146
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
AAAAAAtttttttté 555000% mmmmmmeeeeeeeennnnnnoooooooosssssss
ccccccoooooooonnnnnnsssssssuuuuuummmmmmoooooooo
33333333000
ddddddeeeeeeee
rrrrrrrreeeeeeeeaaaaaaaa gggggeeeeeeeennnnnntttttttteeeeeeeesssssss
tttttttteeeeeeeessssssstttttttteeeeeeeesssssss////hhhoooooooorrrrrrrraaaaaaaa
ccccccoooooooonnnnnnsssssssttttttttaaaaaaaannnnnntttttttteeeeeeee2
(5554000 TT////HH ccccccoooooooommmmmm IIIIIISSSSSSEEEEE))
PPrrrrrrrreeeeeeeecccccciiiiiisssssssãããã oooooooo
mmmmmmááxxiiiiiimmmmmmaaaaaaaa
ccccccoooooooommmmmm ssssssseeeeeeeerrrrrrrriiiiiinnnnnngggggaaaaaaaa ddddddeeeeeeee
cccccceeeeeeeerrrrrrrr
mmmmmmiiiiiiccccccaaaaaaaa
BBaaaaaaaaiiiiiixxoooooooo ccccccoooooooonnnnnnsssssssuuuuuummmmmmoooooooo ddddddeeeeeeee
áá ggggguuuuuuaaaaaaaa:: ≤11555 LLL ////hhh
RRReeeeeeeeffrrrrrrrriiiiiigggggeeeeeeeerrrrrrrraaaaaaaa ççççãããã oooooooo
ccccccoooooooonnnnnnttttttttínnnnnnuuuuuuaaaaaaaa j4hhh (j d
8 ºCCCC))
SSSSSSiiiiiissssssstttttttteeeeeeeemmmmmmaaaaaaaa aaaaaaaa eeeeeeeerrrrrrrr ttttttttoooooooo ddddddeeeeeeee
rrrrrrrreeeeeeeeaaaaaaaa gggggeeeeeeeennnnnntttttttteeeeeeeesssssss
iiiiiinnnnnntttttttteeeeeeeerrrrrrrrffaaaaaaaa cccccceeeeeeee
SSSSSSeeeeeeeeggggguuuuuurrrrrrrraaaaaaaannnnnnççççaaaaaaaa ttttttttoooooooottttttttaaaaaaaalll:: prrrrrrrrooooooootttttttteeeeeeeeççççãããã oooooooo ddddddaaaaaaaa
aaaaaaaa ggggguuuuuulllhhhaaaaaaaa + ddddddeeeeeeeetttttttteeeeeeeeccccccççççãããã oooooooo ddddddeeeeeeee lllíquuuuuuiiiiiiddddddoooooooo
eeeeeeee
LLLIIIIIISSSSSS////HHIIIIIISSSSSS
Faabrricaadoo
EEEEELLLEEEEEVVEEEEE OOOOOSSSSSS PPAAAAAADDRRRÕEEEEESSSSSS
DDAAAAAA
poorr:
BBIIIIIIOOOOOQUUÍMMIIIIIICCCCAAAAAA
CCCCOOOOOMM OOOOO NOOOOOVVO
UURRRIIIIIITT
CCCCAAAAAA-3333333311AAAAAA
O URIT CAA-33331AA rrrrrrrreeeeeeeepppprrrrrrrreeeeeeeesssssssseeeeeeeennnnnnnnttttttttaaaaaaaa
uuuummmmmmmmaaaaaaaa nnnnnnnnoooooooovvvvaaaaaaaa gggeeeeeeeerrrrrrrraaaaaaaaçãoooooooo dddddddeeeeeeee
aaaaaaaannnnnnnnaaaaaaaallllliiiiiiiissssssssaaaaaaaadddddddoooooooorrrrrrrreeeeeeeessssssss bbbiiiiiiiiooooooooqquuuuímmmmmmmmiiiiiiiicccccoooooooossssssss: mmmmmmmmaaaaaaaaiiiiiiiissssssss
iiiiiiiinnnnnnnntttttttteeeeeeeellllliiiiiiiigggeeeeeeeennnnnnnntttttttteeeeeeee,, mmmmmmmmaaaaaaaaiiiiiiiissssssss eeeeeeeecccccoooooooonnnnnnnnômmmmmmmmiiiiiiiicccccoooooooo eeeeeeee
ppppeeeeeeeennnnnnnnssssssssaaaaaaaadddddddoooooooo ppppaaaaaaaarrrrrrrraaaaaaaa dddddddeeeeeeeevvvvoooooooolllllvvvveeeeeeeerrrrrrrr
rrrrrrrreeeeeeeennnnnnnnttttttttaaaaaaaabbbiiiiiiiillllliiiiiiiidddddddaaaaaaaadddddddeeeeeeee aaaaaaaaoooooooo sssssssseeeeeeeeuuuu lllllaaaaaaaabbboooooooorrrrrrrraaaaaaaattttttttórrrrrrrriiiiiiiioooooooo.
% # # # # # #
% # # " " $ É È " ! Ç "
Æ ÇÄ Ã Ç $ ÂÇ É # " Ç $ Å Ä " Æ ÇÄ Á #
% # # À % #
7 F ? 3 9 D 5 8 4 2 =9 5 1 9 D 5 =? 2 =? 5 0 B 5 8 B =? / 9 D . B ,,
aaaaaaaa mmmmmmmm pppp lllll iiiiiiii aaaaaaaa nnnnnnnn ddddddd oooooooo ssssssss uuuu aaaaaaaa mmmmmmmm aaaaaaaa rrrrrrrrggg eeeeeeee mmmmmmmm ddddddd eeeeeeee lllll uuuu ccccc rrrrrrrroooooooo.
l ^\ n g f j \ c e T c o i f b c Ta _ W T j b j T n _T c
Yb X a\ d U h ] Z d k S m P ` d ON R M L Q K R [ d R N I H N I J I d
[ H N OJ G Q [ K J Q I V
l s ž ‰ x z ’ Ÿ œ ‘ ‚ ‰ Ž š z Ÿ Ž zœ ddddddd eeeeeeee aaaaaaaa tttttttt˜
– – ‡ ‘ zœ š zœ š „ ƒ ‰ žŸ › “ € cccccoooooooo mmmmmmmm Š — } { ,, ssssssss eeeeeeee mmmmmmmm
aaaaaaaa bbb rrrrrrrr iiiiiiii rrrrrrrr mmmmmmmm ã oooooooo ddddddd aaaaaaaa ssssssss eeeeeeee ggg uuuu rrrrrrrraaaaaaaa nnnnnnnn ç aaaaaaaa eeeeeeee ddddddd aaaaaaaa
aaaaaaaa uuuu ttttttttoooooooo mmmmmmmm aaaaaaaa ç ã oooooooo ttttttttoooooooo tttttttt aaaaaaaa lllll .
© ³ §¬ · µ » ¸ ® ³ ± ³ · « ¾ ¼ ¬ · ¹ ³ ½ ª ¯ ¨ ´
° ¦ ¨ ¥ ¤ £ ª ² ¢ ¨ ´ ¡ ¢ ½ ´ ½ ¦ º ¢ ¨ ´
¡ ¢ º ¨ ¥ ½ ¢
Ý mmmmmmmm Õ Ú ÒØ× Ö Û Ú Å × Ò ÛË eeeeeeee ssssssss tttttttt rrrrrrrraaaaaaaa tttttttt˜ ggg iiiiiiii ccccc oooooooo qq uuuu eeeeeeee
tttttttt rrrrrrrraaaaaaaa nnnnnnnn ssssssss Âoooooooo rrrrrrrr mmmmmmmm aaaaaaaa Õ × Ð Ë Ò Ë Å Ú À eeeeeeee mmmmmmmm vvvvaaaaaaaa nnnnnnnn tttttttt aaaaaaaa ggg eeeeeeee mmmmmmmm
ccccc oooooooo mmmmmmmm pppp eeeeeeee tttttttt iiiiiiii tttttttt iiiiiiii vvvvaaaaaaaa Á
INFORME INFORME DE MERCADO
DE MERCADO
No laboratório clínico,
a incorporação de
técnicas, como o
sequenciamento
de nova geração
(NGS) e ferramentas
de bioinformática
tem sido essencial
para ampliar
a capacidade
diagnóstica
Exames genéticos no laboratório clínico
O aumento do conhecimento sobre os genes e
suas funções, bem como a ampliação do uso das
ciências “ômicas” com custos mais acessíveis vem
revolucionando e mudando as perspectivas dos
laboratórios clínicos, trazendo novas possibilidades
para aplicação da medicina preventiva e personalizada.
Essa abordagem personalizada possibilita, por
exemplo, identificar predisposições genéticas para
diversas doenças, tais como cardiovasculares e
cânceres hereditários, antes mesmo dos sintomas se
manifestarem.
No laboratório clínico, a incorporação de técnicas,
como o sequenciamento de nova geração (NGS) e
ferramentas de bioinformática tem sido essencial para
ampliar a capacidade diagnóstica. Análise do exoma e
do genoma exemplificam opções de exames baseados
na técnica NGS. A complementação dos achados
patogênicos desses exames com técnicas bioquímicas
e análise do transcriptoma dos genes alterados é outro
ponto de inovação na área, propiciando em um único
exame a investigação total da variante encontrada
com seus potenciais efeitos ao organismo.
Outra inovação na genômica é a possibilidade da
investigação pré-natal a partir da amostra fetal
circulante no sangue materno, o teste de triagem prénatal
não invasiva (NIPT). Sem risco ao bebê é possível
triar alterações nos números de cópias cromossômicas,
e a versão ampliada inclui microdeleções específicas.
Ao identificar risco aumentado para uma determinada
alteração genética de maneira precoce, pode ser
possível implementar estratégias de prevenção,
monitoramento e tratamento personalizadas.
Com base nos resultados dos exames genéticos o
acompanhamento clínico pode ser mais efetivo e,
em muitos casos, precoce, direcionado mais para
prevenção do que para o tratamento. Para o laboratório
clínico, esse cenário representa não só ampliação
técnica, mas também uma oportunidade de reforçar
seu papel como parceiro na promoção da saúde e
na prevenção de doenças, oferecendo um cuidado
diferenciado e cada vez mais eficiente ao paciente.
Assessoria Científica Lab Rede
Mais informações:
(31) 2519-7500
148
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Exoma
Lab Rede:
mais completo para seu
cliente, mais vantajoso
para seu laboratório.
sigla
Em um único exame,
a possibilidade da
investigação completa
de variantes.
Quem faz parte da nossa Rede sabe que não medimos esforços para estar
cada vez mais perto e oferecer vantagens para nossos clientes.
Nosso exame Exoma é um exemplo. Com
ele são investigadas as regiões codificantes
dos mais de 20.000 genes e, além da análise
de número de cópias gênicas (CNVs) e
análise do DNA mitocondrial, há a opção de
fazê-lo com complementação bioquímica.
Isso significa que, se encontrada uma ou
mais variantes patogênicas que justifique
a suspeita clínica, análises de atividade
enzimática e/ou análise de biomarcadores
metabólicos para essas variantes já poderão
ser realizadas, desde que disponíveis no
portfólio bioquímico.
Certificações:
Para oferecer mais essa vantagem para seus clientes ou obter mais
informações, entre em contato com nossos consultores comerciais:
(31) 2519-7500
labrede.oficial
oficial.labrede
company/labrede
contato@labrede.com.br
INFORME DE MERCADO
A15 S – AUTOMAÇÃO E PRECISÃO NAS ANÁLISES FECAIS
A BioSystems apresenta o A15S, um
analisador automático desenvolvido
especialmente para otimizar as
análises fecais em laboratórios de
diferentes portes. Compacto, confiável
e de fácil operação, o equipamento
alia automação completa,
precisão analítica e eficiência operacional,
tornando-se um grande
aliado na rotina laboratorial.
Com tecnologia fotométrica e
capacidade para múltiplos testes, o
A15 Stool elimina etapas manuais
e reduz significativamente o risco
de erros, proporcionando maior
padronização e segurança nos
resultados. Seu design inteligente
e interface intuitiva permitem uma
integração fluida com o fluxo de
trabalho do laboratório, otimizando
tempo e recursos.
O equipamento oferece alta reprodutibilidade,
baixo consumo de
reagentes e um desempenho consistente,
atendendo às exigências
de qualidade e confiabilidade que
o mercado demanda. O A15 Stool é
ideal para laboratórios que buscam
automatizar processos e elevar a
eficiência sem comprometer a simplicidade
no uso.
Na BioSystems, o cliente também
encontra uma linha completa de
reagentes e soluções dedicadas
a diferentes áreas da bioquímica
clínica, incluindo o kit de D-Dímero,
desenvolvido para medições rápidas
e precisas, fundamentais na avaliação
de distúrbios tromboembólicos.
Com tradição e tecnologia reconhecida
mundialmente, a BioSystems
reforça seu compromisso em oferecer
soluções integradas e inovadoras,
que agregam valor e confiabilidade
às análises laboratoriais.
Mais automação. Mais qualidade.
Mais BioSystems.
Contato:
(81) 2127 6969 | (81) 9 9789 9090
E-mail: vendedores@biosystemsne.com.br
www.biosystemsne.com.br
150
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
INFORME DE MERCADO
QUALLYX LANÇA LINHA DE CONTROLES
HEMATOLÓGICOS PARA USO HUMANO E VETERINÁRIO
A Quallyx Diagnóstica anuncia o
lançamento da nova linha Quallyx
HematoControl, desenvolvida para
garantir precisão, rastreabilidade
e padronização nos resultados de
analisadores hematológicos em
laboratórios clínicos e veterinários.
Com formulação estável e desempenho
compatível com diferentes
plataformas analíticas, os controles
HematoControl foram projetados
para atender às exigências de
qualidade interna (IQC) e acompanhamento
de tendências analíticas,
assegurando resultados confiáveis
e comparáveis entre equipamentos
e períodos.
A linha está disponível em diferentes
níveis de concentração,
simulando condições fisiológicas
normais e patológicas, e conta com
embalagens práticas, longo prazo
de estabilidade e compatibilidade
universal — características que
reforçam o compromisso da Quallyx
com a segurança analítica e o controle
de qualidade laboratorial.
Com o lançamento do Quallyx
HematoControl, a empresa amplia
sua atuação no segmento de diagnóstico
in vitro, consolidando-se
como uma marca nacional de
referência em tecnologia, inovação
e educação científica para laboratórios
humanos e veterinários em
todo o país.
“Nosso objetivo é promover uma
cultura de qualidade e fornecer
soluções que auxiliem os laboratórios
a alcançar excelência diagnóstica”,
destaca a equipe técnica da
Quallyx Diagnóstica.
Quallyx Diagnóstica – Tecnologia
e confiança a serviço da qualidade
laboratorial.
www.quallyx.com.br
contato@quallyx.com.br
vendas@quallyx.com.br
(11) 91025-3913
152
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
SOLUÇÃO ALIFAX PARA DIAGNÓSTICOS RÁPIDOS E
PRECISOS: TRIAGEM DE ORGANISMOS MULTIRRESISTENTES
As infecções por MDRO representam um problema
de saúde global crescente, intensificado nos últimos
anos pela pandemia, que devido a uma emergência
imprevisível aumentou a pressão seletiva e diminuiu
a vigilância ativa no ambiente hospitalar.
INFORME DE MERCADO
Aumento alarmante de infecções resistentes durante
internação de 2019 a 2020*
Enterobactérias resistentes a carbapenêmicos - 35%
Enterobactérias produtoras de ESBL - 32%
Enterococos resistentes à vancomicina - 14%
Aureus resistente à meticilino - 13%
ALIFAX BRASIL
Tel. +55 11 5533 9069
E-mail: info.brasil@alifax.com
www.alifax.com
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 153
INFORME DE MERCADO
MEIOS CROMOGÊNICOS: PRECISÃO E PRATICIDADE NO
DIAGNÓSTICO MICROBIOLÓGICO
Os meios de cultura cromogênicos
têm se destacado como ferramentas
valiosas na microbiologia diagnóstica,
permitindo a identificação
rápida e precisa de microrganismos
por meio de reações enzimáticas
que geram colorações distintas
nas colônias. Isso reduz etapas adicionais
e aumenta a eficiência dos
fluxos laboratoriais.
A Advagen disponibiliza uma linha
completa de meios cromogênicos
prontos para uso, desenvolvidos
para atender às principais demandas
do setor. Entre os destaques estão:
Ágar Cromogênico ESBL
Ideal para triagem de enterobactérias
produtoras de β-lactamase de
espectro estendido (ESBL).
Ágar Cromogênico KPC
Desenvolvido para o isolamento de
espécies bacterianas gram negativas
produtoras de KPC (Klebsiella pneumoniae
carbapenemase) que confere
resistência a carbapenêmicos,
sem pré-enriquecimento seletivo.
Ágar Cromogênico MRSA
Permite o isolamento seletivo de
Staphylococcus aureus resistente à
meticilina (MRSA).
Ágar Cromogênico Urina
Meio cromogênico para detecção
de patógenos urinários com diferenciação
visual por espécie. Ideal para
triagens rápidas de uroculturas.
Invista em soluções inovadoras
para elevar a qualidade do seu
laboratório. Fale com a Advagen!
www.advagen.com.br
(11) 4013-1476
comercial@advagen.com.br
Consulte o site para verificar os
registros ANVISA.
154
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
INFORME DE MERCADO
LINFOMA DE CÉLULAS DO MANTO
Descrição
Paciente de 70 anos de idade,
sexo masculino, deu entrada no
pronto-socorro com dor abdominal,
perda de apetite, febre,
No software de Revisão Remota
CellaVision® (CellaVision® Remote
Review Software), o analista confirmou
que os números de neutrófilos
e linfócitos estavam baixos. Foi
sudorese noturna, linfadenopatia
observada uma grande população
cervical, esplenomegalia
de células blastóides de tamanho
médio a grande, com núcleo um
e dor nas costas. Ele foi imediatamente
hospitalizado e foram
tanto pleomórfico, cromatina pontilhada
e com um ou mais nucléolos
colhidas amostras de sangue.
grandes e claramente visíveis. Essas
células foram pré-classificadas pelo
CellaVision® como Blastos, mas
foram reclassificadas pelo técnico
como Linfócitos Anormais. O
diferencial foi enviado a um hematopatologista
para consulta.
Discussão
O Linfoma de Células do Manto
(LCM) é uma forma rara e agressiva
de Linfoma Não-Hodgkin de
células B (LNH). Ele se origina
da zona do manto dos folículos
linfoides. A zona do manto faz
parte do nódulo linfoide secundário,
circunda o centro germinativo
central e normalmente
contém pequenos linfócitos B
maduros. [1][2] O LCM é responsável
por 3-10% dos linfomas de
células B em todo o mundo. A
idade média de diagnóstico é de
68-69 anos, sendo mais comum
na população masculina. [1]
O contador de células sinalizou a
presença de Blastos/Linfócitos
Anormais. Um esfregaço de sangue
foi preparado e digitalizado em
um analisador CellaVision® DC-1.
Diagnóstico
Linfoma Não-Hodgkin, Linfoma
de Células do Manto (LCM)
Dados da Citometria de Fluxo:
Células com Restrição de Cadeia
Lambda, CD5+, CD19+ (brilhante),
CD20+, CD22+, CD38 variável,
CD71+, HLA-DR+, CD10-, CD34-
Não se sabe exatamente o que
causa o LCM, mas cerca de 85%
dos pacientes diagnosticados
apresentam uma translocação
entre os cromossomos 11 e 14.
[1][3] O LCM expressa marcadores
pan-células B – CD19, CD20, CD22
e CD79a. CD5, FMC7 e CD43 são
Análise do Esfregaço no Cella-
Vision® DC-1:
156
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
geralmente positivos, enquanto
CD10 ou BCL6 são frequentemente
negativos, mas podem ser positivos
em variantes agressivas. [1] O LCM
geralmente envolve os linfonodos,
mas também o trato gastrointestinal,
o baço, a medula óssea e o
Anel de Waldeyer (anel tonsilar
[4]). Outros órgãos que podem ser
envolvidos incluem a pele, as glândulas
endócrinas, os pulmões e o
SNC (Sistema Nervoso Central), mas
estes são mais comuns em casos de
recidiva da doença. [1]
INFORME DE MERCADO
Em muitos pacientes, não veremos
nenhuma anormalidade no sangue
periférico. A doença pode
entrar em uma fase leucêmica
onde as células do linfoma serão
encontradas no sangue. As células
geralmente variam de tamanho
pequeno a médio e grande. São
frequentemente pleomórficas -
irregulares, angulares com núcleos
fendidos (clefted nuclei), e muitas
vezes apresentam nucléolos
proeminentes. A medula óssea é
infiltrada na maioria dos pacientes
diagnosticados. [5]
Um hematopatologista/analista
de laboratório experiente pode
determinar se o LCM é do tipo
comum ou de uma variante
blastóide mais rara, onde as
células são maiores e crescem
mais rapidamente. Este tipo é
mais agressivo e mais difícil de
tratar. Esta variante blastóide
pode estar presente no diagnóstico
ou surgir com o tempo. [3] O
LCM costumava ser considerado
incurável, mas com novas abordagens
terapêuticas, a sobrevida
global mediana aumentou de 3
anos para 5-10 anos. A avaliação
de uma variedade de diferentes
marcadores prognósticos para o
LCM convencional foi realizada e,
no futuro, com novos tratamentos,
alguns pacientes poderão
potencialmente ser curados. [1]
Referência:
[1] Klapper, W., Ferry. JA., Hermine. O., Li, S., Lossos.
IS., Medeiros LJ., Naresh. KN., Rosenquist. R., Rule.
S., Stilgenbauer. S. Mantle cell lymphoma. In: WHO
Classification of Tumors series, 5th ed.; vol 11, IARC
publications, https://publications. Iarc.who.int/637.
2024. p. 446-452.
[2] Standring, S. Gray's Anatomy: The Anatomical
Basis of Clinical Practice. Gray's Anatomy Series:
Elsevier Limited, 2016
[3] O’Connor, O.A. The Leukemia & Lymphoma
Society, (2014) Mantle Cell Lymphoma Facts,
https://www.lls.org/sites/default/files/file_assets/
mantlecelllymphoma… (accessed 2025-03-24)
[4] NIH, National Cancer Institute, NCI's Dictionary
of Cancer Terms https://www.cancer.gov/publica-
tions/dictionaries/cancer-terms/def/waldeyers-
-ring (accessed 2025-03-24)
[5] Bain. B.J., Clark. D.M., Wilkins. B.S. Bone Marrow
Pathology, 4th ed, Wiley-Blackwell, ISBN 978-1-
4051-6825-0. 2010, p. 338-342.
Saiba mais em www.cellavision.com/pt-BR
Contato: Contato: Wagner Miyaura, Regional
Manager, Latin America
wagner.miyaura@cellavision.com
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 157
INFORME DE MERCADO
RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO:
O BRASIL AVANÇA, O GRUPO STRA JÁ ESTÁ PREPARADO.
O Ministério da Saúde, oficializou
a nova diretriz nacional para o
rastreamento do câncer do colo
do útero, incorporando o teste
molecular de detecção de DNA-
-HPV oncogênico como método
primário para mulheres com idade
entre 25 a 64 anos.
milhões
de amostras
+ 6
+
processadas
no Brasil
Líder de Citologia
em Meio Líquido
no Brasil
Presença Global
5
Continentes
+ 14
Países
A medida alinha o Brasil às recomendações
da Organização Mundial
da Saúde (OMS), American
Cancer Society (ACS) e Diretrizes
Europeias, que já reconhecem o
rastreamento baseado em HPV
como o método de maior sensibilidade
e acurácia diagnóstica para
detecção precoce.
GP-100
Processador Automatizado
para Citologia em Meio Líquido
Solução para
Conservação Celular
É o meio ideal de preservação e
transporte de amostras coletadas
para testes de DNA-HPV, IST e
É exames citológicos.
iPonatic II
Biologia Molecular PoCT
Testes de DNA-HPV, IST e outros.
Com atuação pautada em inovação,
evidência científica e compromisso
com resultados clínicos,
o Grupo Stra® antecipa-se a essa
mudança e conta em seu portfólio,
com uma solução integrada
completa, contemplando todas
as etapas da nova conduta:
• Coleta em meio líquido com o
Kit GynoPrep®, que assegura a
estabilidade e a fixação adequada
da amostra.
• Teste molecular para HPV 13+2
genótipos de alto risco, com identificação
individual dos subtipos 16 e
18 e detecção em grupo dos demais
13 genótipos, realizado com o equipamento
iPonatic II (Sansure®).
• Citologia em meio líquido reflexa,
com a mesma amostra, processada
pelo GynoPrep® GP-100, otimizando
tempo e recursos laboratoriais.
O rastreamento do câncer do colo
do útero entra em uma nova era,
mais precisa, tecnológica e efetiva.
E o Grupo Stra reafirma sua posição
como parceiro de confiança para
os laboratórios e profissionais que
lideram essa transformação.
Pensou tecnologia em saúde e
bem-estar, pensou Stra.
Tel.: (47) 3183-8200
grupostra.com.br
contato@grupostra.com.br
(ig) grupo_stra (fb) grupostra
158
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
INFORME DE MERCADO
OFERECENDO SUPORTE MAIS PRECISO PARA A TOMADA
DE DECISÕES CLÍNICAS: TRÊS RAZÕES PRINCIPAIS PARA
ESCOLHER ANALISADORES HEMATOLÓGICOS DE SEIS
PARTES COM TECNOLOGIA DE FLUORESCÊNCIA
1. Maior capacidade de diferenciação
celular
Os analisadores de 3 partes classificam
leucócitos em três categorias:
linfócitos, granulócitos e células
médianas, enquanto os analisadores
de 5 partes podem diferenciar
ainda mais neutrófilos, eosinófilos,
basófilos, linfócitos e monócitos,
mas ainda têm limitações na identificação
de células anormais.
Os analisadores hematológicos de
6 partes, utilizando a tecnologia
de coloração por fluorescência,
podem identificar e classificar as
células com maior precisão, distinguindo
até mesmo populações de
células anormais, como granulócitos
imaturos (IG), glóbulos vermelhos
nucleados (NRBCs), células
blásticas ou linfócitos atípicos.
2. Detecção mais precisa
A tecnologia de fluorescência
utiliza corantes fluorescentes
específicos que se ligam aos ácidos
nucleicos dentro das células, proporcionando
uma visão mais clara
das informações sobre os ácidos
nucleicos celulares. Essa capacidade
reduz significativamente a
interferência de substâncias como
partículas lipídicas, micrócitos,
hemácias fragmentadas e plaquetas
grandes, garantindo maior precisão
nas medições de leucócitos,
hemácias e plaquetas.
3. Maior nível de automação e
inteligência
As plataformas com tecnologia de
fluorescência são frequentemente
integradas com algoritmos avançados
que identificam e sinalizam
automaticamente células anormais
e geram relatórios confiáveis.
Isso reduz a carga de trabalho da
equipe do laboratório, ao mesmo
tempo em que melhora a consistência
e a precisão dos resultados.
160
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
INFORME DE MERCADO
D-DIMER TURBITEST AA WIENER LAB.
A trombose representa uma das
principais causas de mortalidade
cardiovascular e pode originar-se
por alterações em diferentes etapas
do sistema hemostático. Sua
avaliação requer um diagnóstico
preciso, que contemple tanto
os mecanismos de coagulação
quanto os de fibrinólise e o dano
tecidual associado.
A doença é condicionada pela
rápida formação de coágulos ou
trombos que interrompem o fluxo
sanguíneo nas veias ou artérias.
Trata-se de uma urgência médica
que precisa ser diagnosticada e
tratada imediatamente. Silenciosa e
potencialmente fatal, é responsável
por milhares de casos graves todos
os anos no Brasil, sendo que no
primeiro semestre de 2025 já foram
registrados 36 mil novos casos.
Na Wiener lab., desenvolvemos
soluções analíticas que integram
essas dimensões do estudo trombótico,
oferecendo ferramentas
confiáveis para a detecção, o monitoramento
e a avaliação do risco.
O kit D-Dimer Turbitest AA Wiener
lab. é um marcador sensível de
degradação da fibrina, fundamental
para a exclusão de tromboembolismos
(TEV e TVP) e para o estudo
de processos fibrinolíticos. Quando
realizado no analisador automático
COR 50 o resultado do teste é liberado
em poucos minutos.
Para mais informações sobre a
linha de Hemostasia Wiener lab
consulte nosso site:
www.wiener-lab.com
162
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
CLOT: DUAS DÉCADAS DE INOVAÇÃO E PARCERIA CONTÍNUA
Há mais de 20 anos, assumimos o
compromisso de inovar nossa participação
no mercado de produtos
O CLOTimer Neo reafirma nosso
compromisso em oferecer tecnologia
de ponta ao mercado
brasileiro. Com design e recursos
para coagulação. Como único
comparáveis aos melhores equipamentos
fabricante nacional de coagulômetros,
assumimos o compromisso
do mundo, ele vai além
das funcionalidades do CLOTimer
de ampliar o nosso portfólio,
Nano, trazendo uma inovação
desenvolvendo Kits de coagulação
líquidos- LIQUID PHASE - prontos
Clotimer NEO
exclusiva: 10 canais de incubação
(5+5) com temporizador de start
automático, que proporcionam
para uso, com qualidade e desempenho
Em paralelo às inovações em
um controle rigoroso e individualizado
à altura dos melhores do
mundo. Hoje, essa inovação já
é realidade para laboratórios e
fabricantes em todo o Brasil.
reagentes, buscamos constantemente
evoluir a tecnologia dos
nossos coagulômetros — o mais
vendido do Brasil, com mais de
do tempo de incubação de
cada amostra, garantindo ainda
mais precisão, confiabilidade e
eficiência nos testes laboratoriais.
INFORME DE MERCADO
7 mil unidades fabricadas. Hoje,
Para ampliar a confiança em nossos
produtos nosso próximo passo foi
introduzir uma linha de Controle de
apresentamos a terceira geração
dos equipamentos: o CLOTimer
Nano e CLOTimer Neo
Qualidade, plasma controle de coagulação
importado — desenvolvido
com reconhecida excelência
norte-americana — assegurando
ainda mais precisão e confiabilidade
aos nossos produtos.
• KIT - TP CLOT
• KIT - TTPA CLOT
• KIT - CONTROL CLOT NORMAL
• KIT - CONTROL CLOT ANORMAL
• KIT – CONTROL CLOT NORMAL e
ANORMAL (no mesmo kit).
O CLOTimer Nano, moderno e
compacto, com entrada de rede que
facilita o interfaceamento com os
principais programas laboratoriais,
além de conexão USB para periféricos
como leitor de código de barras
e teclado. Seu grande diferencial
está nos dois canais de leitura, que
permitem realizar simultaneamente
os testes de TP e TTPA, trazendo ainda
mais agilidade e confiabilidade
para a rotina laboratorial.
Equipamento de hemostasia
Clotimer NANO
Mais informações:
(15) 3233-3800
sac@clot.com.br
www.clot.com.br
Rua Leão Brasil, 243
Vila Fiori - Sorocaba/SP
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 163
INFORME DE MERCADO
PERSPECTIVAS 2026: LABORATÓRIOS MAIS PROTEGIDOS
COM MEDIX BRASIL
Medix: a parceira de confiança para equipar o seu laboratório neste inverno
a transformar rotinas em processos
mais O seguros, inverno eficientes se aproxima e alinhados e, com ele,
às boas surge práticas a temporada de biossegurança. de exames
para gripe e outras doenças
Com a chegada de 2026, é hora de
sazonais. É imprescindível que
olhar para o futuro, refletir sobre os
seu laboratório esteja plenamente
desafios que virão e se preparar para
novas equipado oportunidades. para oferecer Pensando qualidade nisso,
a Medix e diagnósticos preparou precisos. um checklist A Medix, de
proteção, proporciona reunindo confiabilidade tudo o que e não está
pode sempre faltar na presente rotina laboratorial para auxiliar para
manter laboratórios equipes seguras em todo e operações o Brasil.
sem riscos.
Conheça alguns destaques de
Limpeza: A primeira etapa de
nossa linha de produtos:
qualquer processo laboratorial exige
atenção máxima. O Pano Multiuso
Antibac Luva com Nitrilo ação Antimicrobiana
antibacteriana
mantém AMG: a assepsia Desenvolvida diária, para reduzindo
significativamente proporcionar máxima o risco proteção, de contaminação
Luva AMG cruzada conta e com garante tecnologia que
a
cada avançada ambiente esteja para eliminar limpo, seguro até e
pronto para novas coletas.
99,99% das bactérias e vírus,
garantindo uma rotina de trabalho
mais segura.
164
Garanta proteção
e diagnósticos precisos
na temporada de inverno
Durante todo o ano, a Medix Brasil
se destaca como parceira dos laboratórios
de todo o país. Referência
nacional em proteção, a marca ajuda
EPIs: Essenciais para a proteção de
profissionais e pacientes, eles garantem
segurança e conformidade com
normas obrigatórias. A Luva para
Procedimento Não Cirúrgico de
Látex Máscaras com Pó, Tripla a Luva Proteção: Antimicrobiana
Sinônimo de Nitrilo de conforto AMG e e a segurança,
Máscara
Tripla Descartável atendem à rotina
as Máscaras Tripla Proteção
laboratorial mais exigente, oferecendo
máxima proteção sem abrir mão
Medix possuem três camadas,
incluindo um filtro com mais de
do conforto.
95% de eficiência contra vírus,
Dispositivos partículas e de bactérias. coleta: A Disponíveis
coleta é
uma em etapa quatro que cores, exige precisão ajudam a e segurança.
prevenir A Medix a propagação Brasil disponibiliza de doenças
soluções respiratórias, que minimizam protegendo riscos de acidentes,
profissionais
como o Scalp
e pacientes.
para Coleta de
Sangue a Vácuo com Dispositivo de
Segurança e a Agulha para Coleta
Linha MedixLab: Da fase
de Sangue a Vácuo com Dispositivo
de Segurança. pré-analítica Estes à analítica, dispositivos a Linha são
projetados MedixLab para assegura garantir o precisão máximo e de
proteção confiança em cada em cada punção. resultado.
Equipada com dispositivos de
Pós-coleta: e diagnóstico O Coletor de Perfurocortante
geração, Premium nossa garante linha promove descarte
última
correto de agulhas e scalps, cum-
uma experiência completa e para
todas as etapas do processo
laboratorial.
prindo integralmente as normas
de biossegurança e protegendo os
profissionais de qualquer risco após
o procedimento.
Com Deseja um fortalecer portfólio completo as medidas de EPIs de e
dispositivos proteção e precisão que acompanham em seu todas
as etapas do processo laboratorial,
laboratório? Entre em contato
do pré-analítico ao analítico, a Medix
através do e-mail:
oferece aos profissionais a certeza de
gestor.lab@medixbrasil.com.br
que estão trabalhando com a marca
que e conheça lidera o nosso mercado. portfólio
completo de produtos.
Para saber mais e elevar o padrão do
seu laboratório em 2026, entre em
contato com o gestor comercial pelo
e-mail: gestor.lab@medixbrasil.com.br
Proteção
Sempre
Presente
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
CHEGA AO BRASIL O SYSMEX XN-10 COM MODO BANCO DE
SANGUE, ÚNICO ANALISADOR DO MERCADO QUE COMBINA
HEMOGRAMA E ANÁLISE DE HEMOCOMPONENTES
Tecnologia exclusiva traz mais segurança e eficiência para hemocentros e bancos de sangue
INFORME DE MERCADO
Chegou ao mercado brasileiro o Sysmex
XN-10 com modo Banco de Sangue,
o único analisador hoje capaz de
unir hemograma completo e análise
de hemocomponentes na mesma
plataforma. A solução foi desenvolvida
especialmente para hemocentros
e bancos de sangue que buscam
mais confiabilidade, rapidez e eficiência
em processos críticos.
Diferentemente do hemograma
completo, voltado para avaliar a
saúde geral do doador por meio
da análise de células sanguíneas
em sangue total, a análise de
hemocomponentes foca nos produtos
sanguíneos, como hemácias,
plaquetas e leucócitos residuais,
garantindo que estejam dentro dos
padrões de qualidade e segurança
antes de uma transfusão.
O XN-10 com modo Banco de
Sangue é aprovado pelo FDA,
agência regulatória dos Estados
Unidos, o que reforça sua credibilidade
internacional.
Com tecnologia baseada em citometria
de fluxo fluorescente, o
equipamento assegura resultados
altamente confiáveis, reduzindo
processos manuais, padronizando
e proporcionando maior segurança
para as transfusões.
O equipamento também oferece
alta produtividade, com resultados
entregues de 1 a 3 minutos
dependendo do tipo de análise.
Isso traz mais rapidez às etapas
críticas que antecedem a libera-
ção das transfusões, melhorando
o fluxo de trabalho dentro dos
bancos de sangue e hemocentros.
Outro diferencial é a praticidade.
O analisador aspira apenas 150
μL de concentrados de hemácias
e 205 μL de plaquetas, com flexibilidade
para trabalhar com tubo
fechado, aberto ou microtubo,
adaptando-se às necessidades de
cada rotina.
A confiabilidade dos resultados é
reforçada pelo conjunto completo
de controles de qualidade, incluindo
XN CHECK, Platelet CHECK e XN
CHECK BF. Esses recursos facilitam
a geração de evidências para o Sistema
de Gestão da Qualidade do
laboratório, fortalecendo a rastreabilidade
e a conformidade regulatória.
“O XN-10 com modo Banco de
Sangue representa um avanço sem
precedentes para hemocentros e
bancos de sangue. Ser o único analisador
com essa funcionalidade do
mercado reforça nosso compromisso
em entregar soluções que unem
tecnologia de ponta, segurança e
eficiência em processos que impactam
diretamente a vida de milhares
de pessoas”, pontua Mariana Silva,
gerente de marketing da Sysmex.
Para saber mais sobre o XN-10 com
modo Banco de Sangue e outros
analisadores hematológicos automatizados,
visite www.sysmex.com
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 165
INFORME DE MERCADO
GREINER BIO-ONE PROJETA UM 2026 PAUTADO EM
INOVAÇÃO, CUIDADO E EXPANSÃO COMERCIAL NA
AMÉRICA LATINA
Com essa visão, a Greiner Bio-One
Brasil encerra 2025 reafirmando
seu compromisso em impulsionar
o avanço da saúde por meio de
soluções que unem tecnologia,
precisão e confiança.
Durante o último ano, a empresa
fortaleceu parcerias estratégicas,
expandiu iniciativas voltadas à
qualidade diagnóstica e consolidou
sua presença como uma das
principais referências em produtos
para coleta e análise de amostras
biológicas. Cada conquista reflete
um propósito claro: transformar a
ciência em bem-estar e contribuir
para um futuro mais saudável.
Nosso papel vai além de fornecer
soluções laboratoriais. Fazemos
parte da jornada de quem está na
linha de frente do diagnóstico e,
consequentemente, da vida. É essa
responsabilidade que nos inspira a
inovar constantemente.
O objetivo é fortalecer a presença
regional, levando a expertise e a
qualidade das soluções Greiner
Bio-One para novos mercados,
estreitando parcerias e compartilhando
conhecimento técnico e
científico.
Além da expansão, a Greiner Bio-
-One Brasil seguirá investindo em
tecnologia, sustentabilidade e educação
científica, pilares que sustentam
sua atuação global e orientam
suas iniciativas locais. A meta é continuar
fazendo a diferença onde a
vida começa: no diagnóstico.
em três áreas de atuação: a Greiner
Packaging produz embalagens
plásticas para os setores alimentícios,
de higiene e limpeza e
muitos outros. A NEVEON é líder
global na produção de espumas
integradas e flexíveis, compostas
de poliuretano com uma ampla
gama de aplicações, desde assentos
de carros, aviões até colchões.
A Greiner Bio-One é parceira mundial
das áreas de biotecnologia,
dispositivos médicos, institutos
de pesquisa e life science.
Com o olhar voltado para 2026,
a empresa projeta um novo ciclo
de crescimento sustentado pela
inovação e pela expansão comercial
em países da América Latina.
Greiner Bio-One
A Greiner AG, sediada em Kremsmünster,
Áustria, é mundialmente
reconhecida pelas suas soluções
em plástico e espuma. Divide-se
Para mais informações:
Departamento de Marketing
T: +55 19 3468 9600
E-Mail: info@br.gbo.com
166
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
DB PATOLOGIA IMPLEMENTA SOLUÇÕES DE ÚLTIMA GERAÇÃO
NO SETOR DE IMUNO-HISTOQUÍMICA
Nova ferramenta automatizada traz mais precisão, padronização e sustentabilidade para os exames.
INFORME DE MERCADO
Na anatomia patológica, trabalhar
com precisão e eficiência é fundamental
e, em um cenário de alta
complexidade, a automação se
apresenta como diferencial técnico
e estratégico. Nesse contexto,
o setor de Imuno-Histoquímica do
DB Patologia anuncia a chegada
ao Brasil do primeiro equipamento
Ventana BenchMark ULTRA
PLUS, da Roche, ampliando ainda
mais a capacidade diagnóstica e
operacional do laboratório.
Com a nova plataforma de coloração
totalmente automatizada
para imuno-histoquímica e hibridização
in situ, os laboratórios que
enviam suas amostras para o DB
passam a contar com tecnologia
de última geração, com aplicação
direta em testes diagnósticos de
suporte à medicina personalizada.
Entre os principais benefícios da
nova aquisição, está a redução
do tempo de processamento,
com resultados disponíveis em
até 4 horas, além da padronização
técnica, qualidade uniforme
e rastreabilidade digital dos
processos. A arquitetura de fluxo
contínuo e o acesso personalizado
da plataforma eliminam a
rigidez dos testes tradicionais,
reduzindo significativamente a
variabilidade nos resultados.
Para o coordenador médico do setor
de Imuno-Histoquímica do DB, Dr.
Éber Emanuel Mayoral (CRM-SP:
156047), os protocolos pré-validados
do ULTRA PLUS garantem uma
padronização importante para exames
como HER-2, PDL-1, ALK (D5F3),
ROS-1 e hibridização in situ, fundamentais
para decisões terapêuticas
na medicina de precisão. “Com foco
em otimização de processos técnicos
com precisão e sustentabilidade,
o ULTRA PLUS tem como diferencial
uma redução significativa no tempo
de processamento, além de melhor
uso de reagentes, diminuição de resíduos
químicos e menor consumo de
água e energia, contribuindo para
práticas laboratoriais sustentáveis.
Tecnologia que se alinha à missão
do DB, que é entregar diagnósticos
de excelência com responsabilidade
técnica, humana e ambiental”, afirma
o médico.
O setor de Imuno-Histoquímica
do DB Patologia já conta com
uma estrutura robusta e preparada
para atender a diferentes
demandas laboratoriais. São mais
de 200 anticorpos disponíveis no
portfólio, com uma área 100%
automatizada, fluxos de qualidade
bem estabelecidos e monitorados,
controle interno rigoroso
em cada reação realizada, além
de médicos especializados em
diversas áreas da patologia,
garantindo suporte técnico de
alto nível aos parceiros laboratoriais
em todo o país.
Com a chegada do Ventana
BenchMark ULTRA PLUS, o DB
Patologia reafirma seu compromisso
com a inovação, a sustentabilidade
e a excelência em
diagnósticos, que contribuem
diretamente para decisões clínicas
mais seguras e para a jornada
de tratamento dos pacientes.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 167
INFORME DE MERCADO
LABORATÓRIO DE CURITIBA REDUZ EM 90% AS
RECOLETAS E AUMENTA ATENDIMENTOS DOMICILIARES
COM CENTRÍFUGA VEICULAR
Equipamento fornecido pela FirstLab oferece ganho operacional de até 20%
A centrífuga veicular vem
ganhando espaço como uma aliada
na coleta domiciliar de exames
laboratoriais. O equipamento
permite realizar a centrifugação
do sangue diretamente nos veículos
de atendimento, garantindo
agilidade no processamento
das amostras e contribuindo
para resultados mais precisos.
Na Unimed Laboratório Curitiba
a implementação da tecnologia
tem ajudado a superar desafios
relacionados à estabilidade das
amostras e ao cumprimento do
prazo ideal de centrifugação das
amostras em até duas horas após
a coleta, conforme as boas práticas
laboratoriais.
De acordo com Daiane Cristina
Gallo, responsável pela Gestão
de Produção daUnimed Laboratório,
a demora nesse processo
pode favorecer a ocorrência de
interferentes pré-analíticos, como
a hemólise. “A movimentação do
veículo somada ao tempo elevado
de centrifugação pode causar
lise celular — ruptura ou destruição
da membrana de uma célula
— comprometendo a integridade
da amostra, elevando as taxas de
recoleta e impactando diretamente
na confiabilidade dos resultados
laboratoriais. Superar esse
desafio foi essencial para assegurar
a qualidade diagnóstica e a
segurança do paciente”, comenta.
Após a implementação da centrífuga
na frota de coleta domiciliar, que
iniciou em 2025, os resultados foram
expressivos. “A análise dos indicadores,
especialmente os de recoletas,
revelou uma redução de aproximadamente
90% nas reconvocações de
pacientes por hemólise e confirmação
de resultados — ambos diretamente
relacionados a interferentes
pré-analíticos”, destaca Daiane.
O ganho operacional também foi
importante. “Com a implantação
da centrífuga veicular, foi identificado
um ganho operacional de
20%, equivalente ao impacto que
seria gerado pela adição de dois
novos veículos à frota. Esse avanço
se deve à eliminação da necessidade
de deslocamento até unidades
fixas para realizar a centrifugação
entre os atendimentos domiciliares,
permitindo maior agilidade,
melhor aproveitamento da equipe
e ampliação da capacidade de
atendimento”, explica Daiane.
Este projeto de validação da centrífuga
veicular foi inscrito no
Congresso Brasileiro de Patologia
Clínica e Medicina Laboratorial
(CBPC), um dos maiores eventos
do Brasil para profissionais da
área. O projeto ganhou prêmio
como destaque de inovação.
Atualmente, a frota da Unimed
Laboratório tem dez veículos equipados
com centrífugas veiculares,
operando em Curitiba e Região
Metropolitana. “Essa ampliação visa
não apenas aumentar a capacidade
operacional, mas também reforçar o
compromisso com a excelência nos
processos laboratoriais, assegurando
resultados confiáveis e promovendo
uma experiência mais humanizada
para quem escolhe o cuidado
no conforto de casa”, completa.
168
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Equipamento
Atenta às necessidades dos clientes
e com a oportunidade desta
demanda a FirstLab, referência na
mais confiáveis, possibilitando
um tratamento mais ágil, além de
impactar na sustentabilidade e
maior conforto do paciente, ao
segurança, inovação e tecnologia
nas rotinas laboratoriais sempre
pensando na sustentabilidade e
atuando com responsabilidade.
INFORME DE MERCADO
fabricação de produtos para aná-
reduzir deslocamentos, recoletas,
lises clínicas, foi responsável por
tempo de resposta e custos asso-
Mais informações:
importar e disponibilizar no Brasil
ciados ao transporte de amostras”,
https://firstlab.ind.br/
a centrífuga veicular E8 desen-
complementa Amanda Scalon,
volvida pela norte-americana LW
Supervisora Comercial, da FirstLab.
Scientific, líder mundial em equipamentos
laboratoriais. O equi-
Sobre a FirstLab
pamento é certificado pelo FDA e
A FirstLab faz parte de um grupo
ISO 13485:2016.
sólido de empresas que trabalham
pela vida, com mais de 25
“Para o setor, a chegada do equipa-
anos de atuação e grande conhe-
mento representa um avanço em
eficiência operacional e de garantia
na qualidade, trazendo benefícios
para os pacientes e resultados
cimento no mercado da saúde.
Desenvolve e fabrica produtos e
equipamentos para Laboratórios
de Análises Clínicas, promovendo
Fale com a FirstLab:
0800 710 0888
atendimento@firstlab.ind.br
portal.firstlab.ind.br
HPV RAPID TEST BIOCON
Teste rápido imunocromatográfico
qualitativo para detecção do
antígeno Papilomavírus humano
(HPV) em amostras de swab
cervical. Esse teste é utilizado no
auxílio do diagnóstico presuntivo
de infecção pelo Papilomavírus
humano (HPV), fornecendo apenas
um resultado preliminar. O
HPV Rapid Test detecta os antígenos
HPV-16 e HPV-18.
• Resultado em 15 minutos
• Amostra: Swab cervical
• Apenas para uso profissional em
diagnóstico in vitro.
DADOS DE CONTATO:
comercial@biocondiagnosticos.com.br
(31)3547-3550
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 169
INFORME DE MERCADO
NOVAS DIRETRIZES MÉDICAS DE MCDONALD: DIAGNÓSTICO
MAIS RÁPIDO E PRECISO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA
Os novos critérios médicos de McDonald, de 2024,
modernizaram ainda mais o diagnóstico da Esclerose
Múltipla – incorporando novos biomarcadores e avanços
de imagem para detectar a doença de forma ainda
mais precoce e com maior precisão.
Entre as principais mudanças, destacam-se: a inclusão
do nervo óptico como quinto local válido para
demonstrar a disseminação no espaço (DIS); aceitação
de lesões com sinal de veia central (CVS) e borda paramagnética
na ressonância; e principalmente a inclusão
do índice kappa como marcador laboratorial complementar
ao exame de bandas oligoclonais no líquor.
O índice kappa, calculado a partir das cadeias leves livres
(CLL) kappa no líquor e no soro, indica a produção local
de imunoglobulinas e permite confirmar a atividade
inflamatória intratecal típica da Esclerose Múltipla. As
novas diretrizes McDonald determinam indicativo para
a doença quando o valor do índice kappa é igual ou
superior a 6,1.
A sua inclusão nos novos critérios oferece grandes vantagens:
maior sensibilidade, resultados quantitativos e
a possibilidade de um diagnóstico precoce, antes que
a doença se agrave.
Nesse contexto, o exame Freelite® Mx da Binding Site
é essencial. Automatizado e quantitativo, ele mede as
CLL kappa de forma rápida e padronizada, permitindo
o cálculo preciso do índice kappa.
Trata-se de um apoio importante, que auxilia o neurologista
a estabelecer um diagnóstico precoce, seguro
e confiável – um avanço significativo para que o tratamento
comece ainda mais cedo, com melhores resultados
clínicos e mais qualidade de vida ao paciente.
170
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
NOVIDADE CRAL - MICROSCÓPIOS DE ÓPTICA
INFINITA CRALTECH®.
INFORME DE MERCADO
Desde 1977, a CRAL é referência em
tradição, compromisso e inovação.
Reconhecida pela excelência no
atendimento e pela força de sua
indústria, a empresa construiu ao
longo das décadas parcerias sólidas
com marcas de prestígio internacional,
consolidando-se como referência
no segmento médico-hospitalar.
Reforçando seu posicionamento
de vanguarda, a CRAL apresenta ao
mercado a nova linha de microscópios
de óptica infinita CRALTECH®,
equipamentos de alta qualidade,
perfeito para rotinas laboratoriais.
Os novos microscópios CRALTE-
CH® combinam tecnologia avançada,
durabilidade e qualidade
de imagem, representando um
avanço significativo na rotina de
profissionais que buscam resultados
confiáveis e consistentes. O
sistema de óptica infinita proporciona
visualizações mais nítidas
e detalhadas, minimizando aberrações
e ampliando a precisão em
análises de alta complexidade.
Com design ergonômico, iluminação
LED de alta eficiência e
modularidade ampliada, os equipamentos
se adaptam a diversas
aplicações — do uso educacional à
pesquisa e ao diagnóstico avançado.
Cada microscópio passa por testes
de desempenho e controle de
qualidade, contando ainda com 12
meses de garantia contra defeitos
de fabricação.
Mais do que acompanhar tendências,
a CRAL está sempre atenta
às necessidades do mercado,
oferecendo soluções que unem
tecnologia, praticidade e confiabilidade
— reafirmando seu
compromisso com a inovação e a
excelência que marcam sua trajetória
há quase 50 anos.
CRAL – SUA PARCEIRA DE NEGÓCIOS
CRAL - Suprindo a saúde com qualidade e
inovação desde 1977
Empresa certificada
ISO 9001:2015 / ISO 13485:2016
Contatos:
(11) 3454-7000 ou (11) 2712-7000
e-mail: contato@cralplast.com.br
Site: www.cralplast.com.br
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 171
INFORME DE MERCADO
INDICADORES DE DESEMPENHO: FERRAMENTA
OBRIGATÓRIA PARA MONITORAR A EFETIVIDADE DA GESTÃO
DO CONTROLE DE QUALIDADE, NO PNCQ É GRATUITA!
A RDC 978:2025 da ANVISA determina
que todos os laboratórios
devem assegurar a confiabilidade
dos seus exames com a implementação
de um Programa de
Gestão da Qualidade que deve
contemplar:
• o gerenciamento das tecnologias;
• o gerenciamento dos riscos inerentes;
• a gestão de documentos;
• a gestão de pessoal e de educação
permanente dos profissionais;
• o gerenciamento dos Processos
Operacionais; e
• a Gestão do Controle da Qualidade
(GCQ).
meio de Indicadores de Desempenho.
Além disso, os laboratórios
devem comparar os resultados de
seus ID por meio de programas.
Como atender a legislação?
Com a ferramenta “Indicadores
de Desempenho” que o PNCQ
oferece gratuitamente a todos
os Laboratórios Participantes!
O Programa Nacional de Controle
de Qualidade (PNCQ), patrocinado
pela Sociedade Brasileira
de Análises Clínicas (SBAC) oferece
muito mais do que amostras-controle
dos programas
PRO-EX e PRO-IN.
Nossos Associados contam também
com o PNCQ Gestor – software
e curso de implantação do
Sistema de Gestão da Qualidade.
Associe-se ao maior Provedor de
Ensaios de Proficiência da América
Latina, com mais de 6.400
Laboratórios Participantes!
Siga o PNCQ nas redes
sociais e fique por dentro
das novidades!
A GCQ deve ser documentada
e ter sua efetividade monitorada
pelo Responsável Técnico por
172
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
PRODUÇÃO HOMOLOGADA PERFECTA (PHP): A NOVA
FRONTEIRA DA CONFIABILIDADE LABORATORIAL
Conectar fabricantes internacionais a laboratórios brasileiros exige mais do que logística: é um exercício contínuo
de controle, certificação e compatibilidade. A Perfecta atua para transformar a curadoria de seus fabricantes
em sinônimo de segurança diagnóstica.
Por Redação Perfecta
INFORME DE MERCADO
À medida que o diagnóstico
clínico e o Life Science avançam
rumo à automação total, cresce
a importância de algo que raramente
ganha destaque: a origem
e a confiabilidade dos insumos.
Em tempos de integração entre
equipamentos, IA e dados, tubos,
lâminas, placas, membranas e
utensílios laboratoriais tornaram-
-se peças-chave para assegurar
resultados consistentes.
Nesse cenário, o modelo de Produção
Homologada (PH) assume
papel estratégico. Ele permite
que distribuidores especializados
como a Perfecta conectem fabricantes
globais de alta tecnologia a
laboratórios brasileiros, garantindo
qualidade internacional com certificações,
rastreabilidade e suporte
local. Cada item do portfólio da
Perfecta — de tubos criogênicos
a filtros e utensílios em PTFE —
passa por rigorosos critérios técnicos
antes de chegar ao cliente,
assegurando compatibilidade com
plataformas automatizadas e protocolos
de alto desempenho.
A estratégia de PH (Produção
Homologada) também responde
a um desafio logístico crescente:
a imprevisibilidade das cadeias
globais. Ao manter estoques
nacionais e prever demandas
críticas, a Perfecta reduz tempos
de reposição e assegura a continuidade
das rotinas laboratoriais
mesmo em períodos de ruptura.
Essa combinação de agilidade
logística e controle técnico é o
que hoje diferencia os distribuidores
de confiança.
Mais do que uma relação comercial,
a Produção Homologada se tornou
um elo técnico entre o laboratório e
a indústria. Por isso, a Perfecta vem
ampliando parcerias com centros de
pesquisa e universidades para comparar
o desempenho dos insumos
homologados pela Perfecta com os
importados premium, fortalecendo
a transparência e o embasamento
científico do mercado.
Na prática, cada tubo, cada placa
e cada filtro que passa pelo crivo
técnico da Perfecta carrega uma
mensagem clara: o diagnóstico
moderno depende tanto da tecnologia
quanto da confiança nos
detalhes invisíveis do processo.
E é justamente nesse ponto que a
curadoria e homologação de fabricantes
parceiros se transformam em
vantagem estratégica num mercado
em que a precisão é mandatória.
Para mais informações:
www.perfectalab.com.br
WhatsApp: +55 11 2965-6722
vendas@perfectalab.com.br
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 173
INFORME DE MERCADO
LANÇAMENTO | TURB HBA1C - HEMOGLOBINA GLICADA
A dosagem da Hemoglobina contendo anticorpos anti-HbA1c, facilmente disponível no laboratório.
Glicada (HbA1c) é considerada
o padrão ouro no diagnóstico e
é adicionado, formando complexos
que promovem aglutinação. A A função da água é provocar
uma diferença osmótica, fazendo
acompanhamento do diabetes intensidade da turvação é proporcional
com que as hemácias absorvem
mellitus, permitindo avaliar o controle
glicêmico nos últimos 2 a 3
meses, período que corresponde
ao ciclo de vida das hemácias,
diferentemente da glicemia sérica,
que sofre variações rápidas
após a alimentação.
à concentração de HbA1c e
medida por absorbância.
A grande vantagem, além de ser
uma técnica precisa e confiável,
é que não exige equipamentos
dedicados, pode ser utilizado em
qualquer analisador bioquímico e
água, incham e se rompem, liberando
a hemoglobina contida no
interior das células, que estará
então pronta para a análise.
Um diferencial que faz a diferença
está no custo por teste, reconhecido
como o mais competitivo
Ao longo dos anos, diversas metodologias
turbidimétrico, facilitando o uso por do mercado. Isso permite ao
foram desenvolvidas para
a determinação da HbA1c, como
HPLC, imunoensaios e métodos
enzimáticos, cada uma com suas
particularidades em relação à precisão,
custo e aplicabilidade.
A Ebram está lançando um kit
para dosagem de HbA1c pelo
qualquer laboratório, sem investimentos
adicionais em infraestrutura.
O kit possui apenas 2 reagentes,
líquidos e prontos para uso, eliminando
a necessidade de preparo
adicional, o que economiza tempo
da equipe técnica e garante
maior estabilidade dos reagentes.
laboratório otimizar recursos sem
comprometer a precisão e a confiabilidade
dos resultados.
Apresentação dos produtos:
• Reagentes : R1: 1 x 30 mL I R2:
1 x 10 mL
• Calibrador (cód. 1059): 4 níveis
método imunoturbidimétrico,
x 0,5 mL
uma alternativa confiável, segura
e com excelente custo-benefício,
ideal para laboratórios que desejam
reduzir custos sem abrir mão
da precisão e da confiabilidade
dos resultados.
Conheça as vantagens do kit Turb
HbA1c - Hemoglobina Glicada.
Na metodologia de imunoturbidimetria,
a HbA1c presente na
amostra se liga a partículas de
látex contidas no reagente. Em
seguida, um segundo reagente,
A calibração é realizada com apenas
quatro níveis de calibradores,
simplificando a rotina sem comprometer
a confiabilidade dos
resultados. Além disso, o kit de
controle contém 2 níveis, sendo
normal e patológico, que permitem
monitorar o desempenho
analítico de forma mais completa.
O kit não acompanha hemolisante,
pois o preparo das amostras pode
ser realizado apenas com água
deionizada ou destilada, recurso
Controle (cód. 1060): 2 x 0,5 mL
(nível I e nível II)
Para mais informações sobre este
lançamentos e suas aplicações,
entre em contato:
SAC: 0800 500 2424
sac@ebram.com
Comercial: 11 2291-2811
vendas@ebram.com
174
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
PSA POR FLUORESCÊNCIA NO PONTO DE CUIDADO.
Resultado em minutos, com precisão laboratorial.
Novembro Azul é um movimento
mundial dedicado à conscientização
sobre a saúde masculina,
com foco especial na prevenção
e diagnóstico precoce do câncer
de próstata. No Brasil, essa
é a neoplasia mais comum entre
os homens, excluindo os tumores
de pele não melanoma. Segundo
o INCA, estima-se mais de 71 mil
novos casos por ano, número
que reforça a importância de ações
contínuas de detecção precoce.
INFORME DE MERCADO
Um dos marcadores mais utilizados
no acompanhamento e triagem é
o PSA (Antígeno Prostático Específico).
Porém, em muitos serviços
de saúde, o acesso ao exame ainda
pode ser lento, centralizado ou
depender de envio a laboratórios
externos, o que dificulta o acompanhamento
e a tomada de decisão
em tempo adequado.
É nesse cenário que o diagnóstico
próximo ao paciente (POCT
– Point of Care Testing) se torna
um aliado fundamental. A possibilidade
de realizar o teste de
PSA de forma rápida, segura e
com resultado em poucos minutos,
diretamente no ambiente
assistencial, contribui para:
• Acesso ampliado ao exame em regiões
com menor cobertura laboratorial
• Fluxo clínico mais ágil, reduzindo
etapas e deslocamentos
• Monitoramento contínuo e
mais próximo do paciente
• Tomada de decisão imediata
por parte de médicos e equipes
multiprofissionais
A Celer, comprometida com a disseminação
do diagnóstico acessível,
disponibiliza soluções POCT
para PSA que combinam tecnologia
de fluorescência, precisão
analítica e operação simplificada,
facilitando a rotina de unidades
básicas, ambulatórios, clínicas
e hospitais.
No Novembro Azul, reforçamos
um compromisso que vai além
da campanha: promover cuidado
contínuo, prevenção e saúde
masculina com agilidade e qualidade
diagnóstica.
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 175
INFORME DE MERCADO
JMORAES SOLUÇÃO EM LOGÍSTICA INTERNACIONAL
Crescendo junto com o diagnóstico brasileiro
Há mais de três décadas, a JMoraes
Solução em Logística Internacional
dedica-se a um propósito claro:
conectar o mundo à saúde brasileira.
Especializada no desembaraço
aduaneiro de produtos para
saúde e ciências da vida, tornou-
-se referência no atendimento a
demandas altamente reguladas
e sensíveis, contribuindo para
que tecnologias inovadoras cheguem
aos laboratórios, hospitais e
pacientes com segurança, transparência
e agilidade.
Inovação e automação que trazem
segurança e velocidade
A JMoraes vem digitalizando e automatizando
suas operações para
garantir padronização, redução de
risco e ainda mais previsibilidade.
Hoje, o cliente acompanha cada etapa
da importação em tempo real:
do pré-embarque ao armazenamento,
da fiscalização à entrega.
A operação se tornou mais rápida. A
tomada de decisão, mais confiável.
O que começou em 1992 como
um sonho familiar transformou-
-se em uma parceira estratégica
da cadeia do diagnóstico, sempre
atuando com confiabilidade,
rigor técnico e foco absoluto nas
necessidades do cliente.
Logística inteligente a serviço
da vida
Quando se fala em saúde, cada minuto
conta. Por isso, a JMoraes trabalha
para que as liberações aconteçam
sem surpresas, sem interrupções e
sem burocracia paralisante.
Cada carga representa responsabilidade
com vidas e esse é o norte
de cada processo.
E os dados, protegidos e certificados
pela fundação Vanzolini através da
ISO 27001:2022, conquistado no primeiro
semestre deste ano de 2025.
Conhecimento que reduz custos
e abre caminhos
Além da expertise logística e
regulatória, a JMoraes oferece
inteligência estratégica para
importações de equipamentos e
soluções de alta tecnologia.
João Gomes de Moraes, fundador
e referência técnica da empresa,
é especialista em Ex-Tarifário, um
mecanismo essencial para o setor
de diagnóstico, pois viabiliza
redução de Imposto de Importação
para bens de capital e tecnologias
sem similar nacional.
Essa atuação consultiva gera
benefícios concretos aos clientes:
• economia significativa em projetos
de expansão e modernização
• maior competitividade no acesso
a tecnologias de ponta
• planejamento tributário alinhado
ao propósito da saúde
Conhecer profundamente a legislação
é o que permite transformar
desafios em oportunidades.
176
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
Uma parceira que impulsiona a
inovação na saúde
A JMoraes participa do acesso a
soluções essenciais, como:
• plataformas de biologia molecular
• equipamentos automatizados para
laboratórios
Alinhada ao futuro do diagnóstico
A empresa segue presente nas
discussões que moldam o comércio
exterior da saúde, contribuindo
para um ambiente regulatório
mais moderno, previsível e conectado
às necessidades do mercado.
INFORME DE MERCADO
• reagentes e insumos sensíveis
de cadeia fria
• produtos para oncologia, genômica
e doenças raras
Cada carga liberada representa
mais precisão diagnóstica disponível
no Brasil.
Crescemos para que o diagnóstico
avance.
Evoluímos para que a vida não espere.
Entre em contato
A JMoraes está pronta para apoiar
seu próximo projeto de importação
na área da saúde.
SOMOS LABOR. SOMOS GREAT PLACE TO WORK.
A Labor Health Supply tem o orgulho
de compartilhar uma conquista
muito especial: pela primeira vez,
fomos oficialmente certificados
como uma empresa Great Place to
Work (GPTW).
Essa certificação, concedida às
organizações que se destacam por
suas boas práticas de gestão de
pessoas e cultura organizacional, é
o reflexo de um ambiente construído
com base em respeito, confiança
e colaboração.
Para a Labor, ser um Great Place to
Work vai além do reconhecimento,
é a confirmação de que estamos no
caminho certo, valorizando quem
faz parte da nossa história e mantendo
o compromisso que temos
com nossos clientes: atuar com ética,
qualidade e propósito em tudo
o que fazemos.
Esse resultado é fruto de um time
engajado, que acredita no propósito
de levar saúde, segurança e bem-
-estar através de produtos e soluções
de excelência. Um ambiente
saudável, positivo e acolhedor
reflete diretamente na qualidade
das nossas entregas e no relacionamento
com nossos parceiros.
Mais do que um selo, o GPTW é
uma conquista coletiva, construída
dia após dia, por cada pessoa que
veste a camisa da Labor e ajuda a
fortalecer uma cultura que inspira,
cuida e evolui junto.
Entre em contato para saber mais!
(11) 3652 - 2525
loja.laborhs.com.br
laborhs.com.br
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 177
INFORME DE MERCADO
LABORATÓRIOS SUSTENTÁVEIS: TRANSFORMANDO
DESAFIOS EM OPORTUNIDADES COM A VEOLIA
1. O Dilema: Inovação vs. Impacto
Ambiental
Laboratórios são centros de inovação,
mas seu custo ambiental é
altíssimo: consomem até 10 vezes
mais energia e 4 vezes mais água
que escritórios. A sustentabilidade
tornou-se crucial para equilibrar
a pesquisa de ponta com a
responsabilidade ecológica.
2. Os Principais Desafios
Ambientais
• Alto Consumo de Recursos:
Dependência intensiva de água
(resfriamento, limpeza) e energia
(ventilação, equipamentos).
• Geração de Resíduos: Uso massivo
de produtos químicos e plásticos
descartáveis, que geram resíduos
perigosos e poluição.
3. Os Riscos de Ignorar a Sustentabilidade
• Custos Crescentes: Uso ineficiente
de recursos eleva as contas
e impacta o orçamento.
• Não Conformidade Regulatória:
Normas ambientais mais rígidas
podem levar a multas e interrupção
das atividades.
• Danos à Reputação: Práticas
insustentáveis afastam talentos,
investidores e clientes, minando a
confiança na instituição.
4. Metas Estratégicas para um
Futuro Sustentável
Para mitigar esses riscos, os laboratórios
devem focar em:
• Otimizar o Uso de Água e Químicos:
Implementar sistemas de
tratamento e recirculação.
• Reduzir a Pegada Energética:
Adotar equipamentos eficientes e
otimizar a climatização.
• Aumentar a Vida Útil dos Ativos:
Investir em manutenção preditiva
e tecnologias de ponta.
• Monitorar e Reduzir Emissões:
Medir a pegada de carbono para
implementar ações de redução.
5. Como a Veolia Pode Ajudar: A
Solução Integrada
A Veolia é sua parceira estratégica
para transformar seu laboratório,
oferecendo:
• Consultoria Personalizada:
Desenvolvemos um plano de sustentabilidade
customizado, alinhado
aos seus objetivos.
• Tecnologias Avançadas: Fornecemos
soluções como osmose reversa
e desinfecção UV, que reduzem drasticamente
o consumo de recursos.
• Otimização de Processos: Identificamos
ineficiências para reduzir
custos, aumentar a confiabilidade e
minimizar o impacto ambiental.
• Suporte Contínuo: Garantimos
a máxima eficiência dos sistemas
com manutenção preventiva e
suporte técnico especializado.
Conclusão:
Trabalhar com a Veolia não apenas
reduz custos e riscos, mas posiciona
seu laboratório como um líder
em inovação sustentável, fortalecendo
sua reputação e contribuindo
para um futuro mais verde.
Email: watertech.marcom.latam@veoolia.com
Site: www.latam.veoliawatertechnologies.com/pt
Linkedin: @VeoliaWaterTechLATAM
178
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
VITRINE
AGILIZE SUA
PESQUISA COM
O MICROLAB
PURIFY: CLEANUP
AUTOMATIZADO
DE ÁCIDOS
NUCLEICOS
PARA NGS E PCR
INFORME DE MERCADO
Cansado de cleanups manuais e trabalhosos
para a preparação de bibliotecas NGS?
O Microlab PuriFY, da Hamilton (https://
www.hamiltoncompany.com/microlab-
-purify), oferece uma solução compacta e
independente para cleanup automatizado
por beads magnéticas. Este sistema inovador
agiliza etapas trabalhosas, permitindo
que os usuários se concentrem na liberação
rápida de resultados.
Apresentando o Microlab PuriFY: uma
solução compacta e sustentável
O Microlab PuriFY possui tecnologia
patenteada com insumos próprios,
garantindo consistência e rendimento.
Seu design compacto e sustentável reduz
significativamente o desperdício
de plástico, alinhando-se com práticas
laboratoriais econômicas e ecologicamente
corretas. Projetado para atender
às diversas necessidades dos laboratórios
modernos, o Microlab PuriFY é ideal
para todos os laboratórios.
Colha os benefícios da automação:
› Operação fácil: a interface intuitiva
simplifica a operação e fornece monitoramento
detalhado, desde o status da
execução em tempo real até o registro
automatizado, garantindo transparência
e confiabilidade em cada etapa.
› Resultados consistentes: a automação
elimina a variabilidade do usuário, oferecendo
resultados consistentes e reproduzíveis,
reduzindo o trabalho repetitivo,
diminuindo custos e aumentando a produtividade
geral do laboratório.
› Tempo livre: foco no que importa! Liberte-se
de tarefas repetitivas de pipetagem.
› Otimização do espaço: o design compacto
integra-se perfeitamente em
qualquer configuração de laboratório,
otimizando o espaço na bancada.
› Sustentabilidade: reduza o consumo
de plástico em até 80% com tecnologia
inovadora, minimizando o impacto ambiental
e apoiando práticas econômicas.
Chega de ponteiras!
Purificação automatizada com beads
magnéticas: como funciona
O Microlab PuriFY possui fluxo de
trabalho simplificado e automatizado:
› Selecione o protocolo: escolha seus
parâmetros de cleanup através da interface
touchscreen.
› Carregue amostras e tampões: carregue
sua suspensão de magnetic beads/
amostra nas Strips Microlab PuriFY,
insira as placas de processamento e os
tampões necessários.
› Verificações de carregamento: o
sistema verifica automaticamente os
níveis de líquido, garantindo a capacidade
suficiente de tampão e resíduos, e
detecta as Strips Microlab PuriFY e as
placas antes da execução do protocolo.
› Execute o protocolo: inicie o processo
automatizado com o toque de um botão.
› Recupere amostras purificadas: colete
suas amostras purificadas.
Software e hardware: projetados para a
simplicidade
O software do Microlab PuriFY foi
projetado para facilitar o uso, apresentando
uma Interface Grafica intuitiva, animações
de carregamento, LEDs iluminados,
luzes de status e progresso e alertas audíveis.
Esses recursos minimizam o risco
de erros e garantem uma operação perfeita.
Os protocolos de cleanup agora são tão
simples quanto plug-and-play.
Explore o sistema Microlab PuriFY
O Microlab PuriFY é a solução ideal
para laboratórios que buscam agilidade,
precisão e sustentabilidade no cleanup
de ácidos nucleicos.
Chegando em breve: não perca a
oportunidade de transformar seus fluxos
de trabalho de laboratório. Entre na
lista de espera e baixe a brochura para
obter mais informações sobre o Microlab
PuriFY e como ele pode revolucionar
seu laboratório. Entre em contato
com a Hamilton hoje mesmo para discutir
suas necessidades específicas.
Vídeo: https://www.youtube.com
watch?v=-6-sH0exM7c&t=8s
joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com
DIVULGAÇÃO/HAMILTON
74
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 179
INFORME DE MERCADO
RG DIAGNÓSTICOS, ENZIPHARMA E NIHON KOHDEN:
UMA ALIANÇA PELA VIDA E PELA INOVAÇÃO
Em 2025, a Nihon Kohden celebra
com orgulho os 10 anos de
atuação do seu Departamento de
Diagnóstico In Vitro (IVD) no Brasil.
Uma jornada marcada por avanços
tecnológicos, parcerias estratégicas
e, acima de tudo, pela missão de
oferecer soluções que salvam vidas.
Desde sua chegada ao país, o IVD
da Nihon Kohden tem se dedicado
a transformar o cenário laboratorial
brasileiro, trazendo equipamentos
de alta precisão, confiabilidade e
inovação. Ao longo dessa década,
foram inúmeros os marcos que
consolidaram a presença da marca
em hospitais, laboratórios e centros
de diagnóstico de referência.
Tecnologia que transforma: Com
foco em hematologia, os equipamentos
da Nihon Kohden têm contribuído
para diagnósticos mais rápidos
e seguros, elevando o padrão de
qualidade dos serviços de saúde. A
confiança dos profissionais da área
é reflexo direto do compromisso da
empresa com a excelência e com o
suporte técnico especializado.
Parcerias que fazem a diferença:
Nada disso seria possível
sem o apoio de nossos parceiros
e clientes satisfeitos, que acreditaram
na proposta da Nihon
Kohden e caminharam conosco
nessa trajetória. Um exemplo
inspirador é o depoimento do
Dr. José Renato Alvim, fundador
do RG Diagnósticos:
180
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
“Desde a sua fundação, sob
INFORME DE MERCADO
a direção do Dr. José Renato
Alvim e da Dra. Glaucia Alvim (in
memoriam), o RG Diagnósticos
tem apresentado um crescimento
constante, sempre marcado por
determinação e profissionalismo.
Ao longo dessa trajetória, a instituição
celebrou importantes avanços.
Foram inúmeros os resultados
que impulsionaram seu progresso,
fruto de empenho, investimentos e
colaborações estratégicas.
Um marco relevante foi o contato
com a Nihon Kohden – a tecnologia
que salva vidas, durante um
congresso em Belo Horizonte. A
partir desse encontro, a área de
hematologia do Laboratório foi
significativamente aprimorada,
ampliando sua credibilidade junto
a médicos e pacientes. Atualmente,
o RG Diagnósticos opera com quatro
equipamentos da marca.
Nosso agradecimento especial vai
para Fábio Jesus e Vanessa Santinato,
cuja competência e dedicação possibilitaram
essa aproximação com a
Nihon Kohden – hoje, uma importante
aliada em nossa jornada.”
Que venham os próximos 10
anos, com ainda mais inovação,
parcerias sólidas e vidas transformadas
pela tecnologia.
NIHON KOHDEN
Alameda Júpiter, 634
American Park Empresarial Nr, Indaiatuba – SP
Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463
E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br
Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas
as novidades!
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 181
INFORME DE MERCADO
KAL LAB: INOVAÇÃO EM MEDICINA LABORATORIAL COM
FÁBRICA NO BRASIL
A inovação mais
perto de você.
Por que escolher a Kal Lab?
Fábrica própria no Brasil: mais
agilidade e preços competitivos.
Bioquímica
ISE
incluso
Parceria exclusiva com a Dirui no Brasil.
Certificações internacionais que
garantem qualidade e confiabilidade.
CS-T240Plus
CS-480/680
CS-1200
Uroanálise
Gasometria
VHS
CS-1300B CS-1600 CS-2000
FUS-3000 Plus
Kal Lab i15
Sclavo-SED10
Hematologia
Reagentes
BF-6900
BF-7200 Plus
Analisador de
6 partes com
reticulócitos
BSP-800
Processador
automático
de lâminas de
hematologia
Reagentes dedicados
LANÇAMENTO
creatinina e ureia
monoreagente
A Kal Lab está redefinindo os
padrões da bioquímica laboratorial
com tecnologia de ponta, precisão
e agilidade. Com uma fábrica própria
no Brasil, oferecemos soluções
inovadoras que garantem mais
eficiência e economia para laboratórios
de todo o país.
Tecnologia e Precisão para seu
Laboratório
Nossos equipamentos contam
com módulo ISE para análises
exatas de Sódio, Potássio e Cloro,
além de reagentes dedicados que
elevam a qualidade dos exames.
Com a parceria exclusiva com a
Dirui no Brasil, asseguramos um
portfólio completo e confiável.
Por que Escolher a Kal Lab?
Produção nacional: mais rapidez
e preços competitivos.
Parceria exclusiva Dirui: tecnologia
reconhecida mundialmente.
Certificações internacionais:
garantia de precisão e confiabilidade.
Novidade no mercado: creatinina
e ureia monorreagente.
Presença Confirmada no
CBAC 2025
A Kal Lab estará presente no 50º
CBAC – Congresso Brasileiro de
Análises Clínicas, de 15 a 18 de
junho de 2025, no Expo Dom
Pedro, em Campinas/SP. Venha
nos visitar e conhecer de perto
nossas soluções que estão transformando
a medicina laboratorial.
Linha Completa de Produtos
Apresentamos equipamentos de
última geração, como CS-480,
CS-680 e CS-T240Plus, além de reagentes
dedicados que garantem
resultados consistentes e seguros.
Otimize sua rotina laboratorial
com a qualidade e inovação da
Kal Lab. Acesse nosso site e descubra
como podemos transformar
sua operação.
Acesse: kallab.com.br
182
Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025
O programa de benefícios do
DB Diagnósticos feito para você, com
vantagens incríveis e oportunidades
que vão surpreendê-lo!
O PontuAh! é uma novidade do DB Diagnósticos que reconhece e
valoriza nossos parceiros com benefícios exclusivos. Uma forma de
retribuir, com recompensas, a parceria de quem caminha com a gente.
COMECE AGORA A SUA
JOGADA E GANHE UM NOVO
IMPULSO PARA O SEU
CRESCIMENTO!
Quer saber mais sobre o PontuAh!?
Nossa equipe comercial está pronta para ajudá-lo.