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Revista Newslab Ed. 192

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Editorial

revista

Encerramos o ano de 2025 com o sentimento

de missão cumprida e o olhar voltado

para o futuro da Medicina Diagnóstica.

Cada edição da Revista Newslab reflete o

esforço coletivo de pesquisadores, docentes,

profissionais de laboratório e empresas

que acreditam, assim como nós, no poder

transformador do conhecimento aplicado.

Nesta última edição do ano, reunimos temas

de alta relevância científica e prática. Em

nossos artigos científicos, exploramos

questões essenciais da atualidade: É confiável

usar a creatinina urinária em avaliações

clínicas de suplementação com creatina? – um

debate que ganha força à medida que cresce

o interesse por suplementação esportiva e

performance; Infecção por HPV e suas consequências

no desenvolvimento do câncer do

colo do útero – um alerta contínuo à prevenção

e ao diagnóstico precoce; e Interações

medicamentosas em pacientes com câncer

de mama – uma revisão de literatura que

aprofunda um aspecto crítico do tratamento

oncológico e sua segurança terapêutica.

Trazemos também estreias e reestreias

que marcam este fechamento de ciclo. A

Dra. Alice Sampaio Del Colletto inaugura

a coluna Diagnóstico Veterinário, um espaço

que amplia o olhar da Newslab para a medicina

animal e sua interface com a ciência

diagnóstica. Já o Grupo FIDI, referência

nacional em diagnóstico por imagem e

maior prestador de serviços do SUS, assume

a coluna Diagnóstico por Imagem, reafirmando

nosso compromisso com a excelência

técnica e o atendimento humanizado.

Entre as reflexões que instigam o leitor, o

Dr. Gabriel Miranda aborda um tema que

tem despertado atenção e controvérsias:

Hipervitaminose – o perigo silencioso da moda

das vitaminas. Um alerta necessário sobre os

excessos de uma tendência que, embora bem-

-intencionada, pode gerar sérios riscos à saúde.

E, com o brilhantismo de sempre, Andreza

Martins analisa a nova diretriz da Sociedade

Brasileira de Cardiologia em Avaliação do

Risco Cardiovascular em Pacientes Hipertensos:

Análise Crítica do Lipidograma e Novos

Biomarcadores Segundo a DBHA 2025. Um

texto que redefine a forma de interpretar

o risco cardiovascular, integrando ciência,

prática clínica e inovação.

Ao encerrarmos este ciclo, registramos

nossa sincera gratidão a todos os anunciantes,

parceiros, colunistas e amigos

que caminharam conosco em 2025, fortalecendo

a Revista Newslab como referência

nacional em difusão de conhecimento

técnico e científico. A confiança, o apoio e

o entusiasmo de cada um de vocês tornam

possível a continuidade deste projeto

que há mais de três décadas une ciência,

inovação e prática profissional. Nosso agradecimento

se estende também aos leitores,

cuja presença constante e engajada é o que

dá sentido ao nosso trabalho.

A Revista Newslab encerra 2025 reafirmando

sua vocação: ser ponte entre o conhecimento

e a prática, entre a pesquisa e o cuidado.

Que esta edição inspire reflexões, desperte

novas ideias e fortaleça a convicção de que

Luciene Almeida

Editora – Revista Newslab

Ano 32 - Edição 192 - Novembro 2025

a ciência diagnóstica é, acima de tudo, um

compromisso com a vida.

Desejamos a todos os nossos leitores,

colunistas, parceiros e anunciantes um

novo ano de grandes descobertas, conquistas

e conexões.

Boa leitura e até breve,

Luciene Almeida

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,

acessem nossas redes sociais:

/revistanewslab

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/revistanewslab

@revista_newslab

EXPEDIENTE

Realização: FUTURLAB

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@futurlab.com.br

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@futurlab.com.br

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@futurlab.com.br

Comercial: Daniele Nogueira (11) 98140-8900 | comercial3@futurlab.com.br

Diagramação e Arte: FC Design | contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica Forma Certa | Periodiciade: Bimestral

2

Ano 32 - Número 192 - Novembro 2025

ISSN 0104 - 8384

Newslab - Tel.: (11) 98357-9843

www.newslab.com.br - david.kernbaum@futurlab.com.br


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Normas de Publicação

para artigos e informes de mercado

revista

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Ano 32 - Edição 192 - Novembro 2025

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab

publica editoriais, artigos originais, revisões,

casos educacionais, resumos de

teses etc. Os editores levarão em consideração

para publicação toda e qualquer

contribuição que possua correlação

com a medicina diagnóstica.

Todas as contribuições serão revisadas

e analisadas pelos revisores. Os autores

deverão informar todo e qualquer

conflito de interesse existente, em particular

aqueles de natureza financeira

relativo a companhias interessadas ou

envolvidas em produtos ou processos

que estejam relacionados com a contribuição

e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo

de compromisso assinado por todos

os autores, atestando a originalidade

do artigo, bem como a participação de

todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em

português, mas com Abstract detalhado

em inglês. O Resumo e o Abstract

deverão conter as palavras-chave e

keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente

ser enviadas na forma original,

para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail,

pedimos que a resolução do escaneamento

seja de 300 dpi’s, com extensão

em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados

e enviados por e-mail, ordenados em

título, nome e sobrenomes completos

dos autores e nome da instituição onde

o estudo foi realizado. Além disso, o

nome do autor correspondente, com

endereço completo fone/fax e e-mail

também deverão constar. Seguidos

por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais

e Métodos, Parte Experimental,

Resultados e Discussão, Conclusão)

agradecimentos, referências bibliográficas,

tabelas e legendas.

As referências deverão constar no texto

com o sobrenome do devido autor,

seguido pelo ano da publicação, segundo

norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada

referência citadas no texto devem vir

listadas no fim, com o sobrenome do

autor em primeiro lugar seguido pela

sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas

dos prenomes. Título: subtítulo do artigo.

Título do livro/periódico, volume,

fascículo, página inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências.

Referências de contribuições ainda não

publicadas deverão ser mencionadas

como “no prelo” ou “in press”.

Os trabalhos deverão ser enviados para:

Luciene Almeida – Redação

E-mail: redacao@futurlab.com.br

Contato

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

REDAÇÃO: Rua Doutor Guilherme Bannitz, 126, 8º Andar - Conj. 81

CV: 10543 Itaim Bibi, São Paulo, SP, 04532-060.

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Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país.

Os artigos e informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Newslab.

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4

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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revista

Ano 32 - Edição 192 - Novembro 2025

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.

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ALFA 31

ALIFAX 47

APPARAT 08-09

AUTOBIO 55

BECKMAN COULTER 161

BINDINGSITE 1ª CAPA | 49

BIOCON 15

BIOSYSTEMS 45

CELER 57

CELLAVISION 77

CLOT 13

CRAL 29 | 35

DASA 2ª CAPA | 79

DB APOIO

4ª CAPA

DESCARPACK 99

DYMIND 17 | 153

EBRAM 73

ERBA 53

FIRSTLAB 81

GREINER 85

GRUPO STRA 37

HAMILTON 123

IBMP 91

JMORAES 43

KALLABMED 95

LABMARKETPLACE 155

LABOR HEALTH SUPPLY 71

LABOR LINE 103

LABREDE 149

LIFOTRONIC 23

MEDIX 05

MEDTEST 39

MH LAB 119 | 147

NACH BRASIL 03 | 151

NIHON KOHDEN 19 | 66-67

NOVA BIOMEDICAL 109

PERFECTA 27

PNCQ 121

QUALLYX 107

SARSTEDT 111

SBAC 137

SNIBE 113

SYSMEX 89

VEOLIA 125

WIENER 25

ZYBIO 133

Conselho Editorial

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa

da Universidade de São Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da

Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela

USP/SP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério

– Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto

de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de

Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

Humberto Façanha; Fábia Bezerra; Jorge Luiz Silva Araújo-Filho; Helena Varela de Araújo; Rafaele Loureiro; Bruna Garcia; Fernanda Vitelli Lins; Délio J. Ciriaco de Oliveira; Waldirene Nicioli; Silvânia Ramalho; Luiz Arthur

Calheiros Leite; Alice Sampaio Dell Colletto; André Virtos; Mitiko Sugiyama; Odair Virtos; Maria Clara da Silva Mesquita Silveira; Catherine Bueno Domingueti; Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues; Flávio Henrique dos Santos

Nascimento; Gabriel Miranda; Emilly Galvão Tenório de Brito; Grazielle Martins Grangeiro; José Jorge Sol Posto dos Santos e Rafael Euzébio;

6

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


ÍNDICE

revista

Ano 32 - Edição 192 - Novembro 2025

11

ARTIGO CIENTÍFICO I

É CONFIÁVEL USAR A CREATININA

URINÁRIA EM AVALIAÇÕES

CLÍNICAS DE SUPLEMENTAÇÃO

COM CREATINA?

Autor: Marco Machado.

MATÉRIA DE CAPA

58

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SITE NO DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO

DE GAMOPATIAS MONOCLONAIS E DO

MIELOMA MÚLTIPLO.

10 - Agenda

76 - Auditoria e Qualidade

80 - LABNEWS

88 - Minuto Laboratório

94 - Biossegurança I

98 - Biossegurança II

102 - Citometria de Fluxo

106 - Direito e Saúde

114 - Biomedicina e Oncologia

116 - Bancada e Gestão

120 - Diagnóstico por imagem

126 - Diagnóstico Veterinário

128 - OFAC Brasil

138 - Microrganismos e Saúde

144 - Hematologia

146 - Informes de Mercado

20

ARTIGO CIENTÍFICO II

INFECÇÃO POR HPV E

SUAS CONSEQUÊNCIAS NO

DESENVOLVIMENTO DO

CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

34

ARTIGO CIENTÍFICO III

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

EM PACIENTES COM CÂNCER

DE MAMA - UMA REVISÃO DE

LITERATURA

64

GESTÃO LABORATORIAL

GESTÃO ECONÔMICA DE VANGUARDA

PARA LABORATÓRIOS CLÍNICOS

VOLUME 13: LABORATÓRIOS – GESTÃO

PELA QUALIDADE TOTAL (GQT / TQC):

GESTÃO ESTRATÉGICA DE LONGO

PRAZO – INOVAÇÃO - EFICÁCIA

132

PARASITOLOGIA CLÍNICA

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

DAS PARASITOSES EMERGENTES:

DESAFIOS E INOVAÇÕES

Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia

Galdino Schiavetti, Dra. Paula Gabriele Fernandes

Quaresma Bergonsi.

Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel

Wolf, Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.

Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.

Autor: Rafael Euzébio.


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suas pesquisas e análises, proporcionando insights

valiosos.

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Nossa equipe de biomédicos treinados está

disponível para oferecer suporte técnico

especializado. Se surgirem dúvidas ou dificuldades,

estamos prontos para ajudá-lo, fornecendo

orientações claras e soluções eficazes. Sua

satisfação e sucesso são nossas principais

prioridades.

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AGENDA

AGENDA DE EVENTOS 2026

FEIRA HOSPITALAR 2026

19 A 22 DE MAIO DE 2026 | DAS 11H ÀS 20H

SÃO PAULO EXPO

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.HOSPITALAR.COM/PT/HOME.HTML

FCE PHARMA | FCE COSMETIQUE 2026

1 A 3 DE JUNHO DE 2026 | DAS 11H ÀS 19H

SÃO PAULO EXPO

INFORMAÇÕES: HTTPS://FCEPHARMA.COM.BR/

51º CONGRESSO BRASILEIRO DE ANÁLISES CLÍNICAS (CBAC)

28 DE JUNHO A 1º DE JULHO DE 2026

PAVILHÃO 3 | RIOCENTRO, RIO DE JANEIRO

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.SBAC.ORG.BR/CBAC/

CONGRESSO SUL MINEIRO DE LABORATÓRIOS CLÍNICOS - XII EDIÇÃO

13 A 15 DE AGOSTO DE 2026

CENTRO DE CONVENÇÕES DO HOTEL GUANABARA

AVENIDA DR, GETÚLIO VARGAS, 423 - CENTRO - SÃO LOURENÇO/MG

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.CONGRESSOSULMINEIRO.COM.BR/

58º CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL (CBPCML)

SETEMBRO DE 2026

FLORIANÓPOLIS, SC

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.SBPC.ORG.BR/PT/

10

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


É CONFIÁVEL USAR A CREATININA

URINÁRIA EM AVALIAÇÕES CLÍNICAS DE

SUPLEMENTAÇÃO COM CREATINA?

ARTIGO CIENTÍFICO I

Autor: Marco Machado

Fundação Universitária de Itaperuna (FUNITA), Itaperuna, RJ, Brasil

* Imagem ilustrativa

Resumo

A creatinina urinária é amplamente utilizada como marcador

da função renal, mas sua validade em pacientes que fazem

suplementação com creatina é questionável. A literatura

demonstra que a suplementação eleva os níveis de creatinina

na urina, o que pode levar a interpretações equivocadas por

parte de profissionais de saúde. Este artigo discute as limitações

do uso da creatinina urinária como indicador isolado da

função renal em indivíduos suplementados, apresentando

evidências que sustentam a segurança da creatina e destacando

a necessidade de avaliações clínicas mais criteriosas para

evitar diagnósticos errôneos e prejuízos terapêuticos.

Palavras-chaves: Creatina; Creatinina urinária; Função renal;

Suplementação alimentar; Diagnóstico clínico.

Abstract

Urinary creatinine is widely used as a marker of kidney

function, but its validity in individuals supplemented

with creatine is questionable. The literature shows that

supplementation increases urinary creatinine levels,

which can lead to misinterpretation by healthcare professionals.

This article discusses the limitations of using

urinary creatinine as a sole indicator of renal function in

supplemented individuals, presenting evidence supporting

the safety of creatine and highlighting the need for

more rigorous clinical assessments to avoid misdiagnoses

and therapeutic setbacks.

Keywords: Creatine; Urinary creatinine; Renal function;

Dietary supplementation; Clinical diagnosis.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 11


Autor: Marco Machado.

ARTIGO CIENTÍFICO I

A creatinina urinária (ou

a depuração urinária

concentrações de creatinina

no sangue e na

em pacientes suplementados

com creatina,

ou estimativas da taxa

urina podem ser usadas

à luz das evidências

de filtração glomerular

para calcular a depura-

científicas disponíveis.

– TFG – baseadas em

ção da creatinina, que

creatinina) tem sido

guarda uma correlação

Entretanto, já foi demons-

recomendada

como

aproximada com a TFG

trado que o aumento na

instrumento de avalia-

(Vanmassenhove et al,

concentração plasmática

ção da saúde renal. A

2013). No entanto, em

de creatina, que acom-

taxa quase constante

indivíduos que fazem

panha a suplementação,

de conversão da crea-

uso de suplementação

eleva a taxa de excreção,

tina em creatinina em

com creatina, este mar-

o que pode confundir

indivíduos

saudáveis

cador pode gerar inter-

muitos profissionais na

permite um teste rápi-

pretações equivocadas,

avaliação da condição

do e de baixo custo que

levantando

dúvidas

renal de seus pacientes

auxilia o profissional

sobre sua adequação

(Franz et al, 2021; Willis

na avaliação da fun-

como parâmetro iso-

et al, 2010). Franz et al.

ção renal do paciente

lado de avaliação da

(2021) mostraram que

(Vanmassenhove et al,

função renal nesse con-

a suplementação com

2013). A creatinina é

texto específico.

creatina (CrS) por 7 dias

removida do sangue

resultou em valores

pelos rins, principal-

O objetivo deste artigo

médios de 22,5 mg de

mente por filtração glo-

é discutir criticamente a

creatinina/dl de urina,

merular, mas também

confiabilidade da creati-

enquanto o grupo contro-

por secreção tubular

nina urinária como indi-

le (sem suplementação)

proximal. Assim, as

cador de função renal

apresentou 11,6 mg/dl.

12

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



Autor: Marco Machado.

ARTIGO CIENTÍFICO I

Para compreender os

possíveis equívocos na

po de literatura, ainda

há considerável debate

esquelético (Antonio

et al, 2021). A creatina

avaliação da função

sobre a segurança da

desempenha um papel

renal de usuários de

suplementação

com

fundamental no funcio-

creatina, é necessário

creatina (CrS). As preo-

namento do músculo

revisar brevemente a

cupações com a segu-

esquelético e cardíaco,

função metabólica da

rança parecem estar

dos neurônios e de mui-

creatina, sua segurança

associadas a estudos

tos outros tecidos com

e sua ampla utilização

de caso mal interpreta-

alta demanda energé-

clínica. A creatina é

dos, relatos anedóticos

tica no corpo. A defici-

um dos suplementos

(Antonio et al, 2021)

ência de creatina, bem

dietéticos mais estu-

e/ou

desinformação

como doenças relacio-

dados. Uma busca no

(Kreider et al, 2025a).

nadas ao transporte e/

PubMed.gov com o

ou síntese de creatina,

termo “suplementação

A creatina é um com-

têm sérias implicações

de creatina” (realiza-

posto

nitrogenado

negativas para a saúde,

da em 17 de junho de

orgânico que pode ser

como atrasos mentais

2025) retornou um

sintetizado endogena-

e no desenvolvimento

total de 3062 resumos.

mente ou obtido por

(Antonio et al, 2021;

Em comparação “suple-

meio do consumo de

Kreider et al, 2025b).

mentação de cafeína”

carne, peixe e aves. Ela

e “suplementação de

é armazenada nas for-

Dada a importância da

Whey Protein” retorna-

mas livre e fosforilada

creatina na produção

ram 919 e 1318 resu-

(fosfocreatina, CrP) em

de energia e a limitada

mos

respectivamente.

vários tecidos, mas prin-

capacidade de síntese

Apesar do extenso cor-

cipalmente no músculo

endógena, a suplemen-

14

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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Um

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Autor: Marco Machado.

ARTIGO CIENTÍFICO I

tação tem promovido

melhorias no desempe-

loesclerose segmentar e

focal e síndrome nefró-

doenças (Machado,

2021; Kreider et al,

nho muscular e pare-

tica recorrente iniciou

2025b) — e mesmo

ce ser um adjuvante

a suplementação com

quando há plausibilida-

eficaz no tratamento

creatina, o que aumen-

de fisiológica e raciona-

de doenças neurode-

tou seus níveis de creati-

lidade para sua utiliza-

generativas, miopatias,

nina e foi incorretamente

ção intradialítica (Van

diabetes e em idosos,

interpretado como dete-

der Veen et al, 2021) —

especialmente quando

rioração da função renal

precisamos prestar mais

combinada com exercí-

(Antonio et al, 2021). Exis-

atenção aos métodos

cios físicos (Antonio et

tem centenas de estudos

de avaliação da função

al, 2021; Kreider 2025b).

publicados nas últimas

renal de pessoas que

duas décadas que suge-

fazem uso da creatina.

Desde o surgimento da

rem que a creatina,

Atitudes preconceituo-

suplementação com cre-

quando administrada em

sas podem impedir que

atina, surgiram dúvidas

doses recomendadas, é

os pacientes se bene-

quanto a efeitos colate-

segura (Almeida et al,

ficiem plenamente de

rais e eventos adversos. As

2020; Almeida et al, 2022;

seus tratamentos.

principais preocupações

Machado et al, 2022).

começaram a surgir em

Como explicado ante-

1997, quando três mor-

No momento atual, em

riormente, já ocorre-

tes foram erroneamente

que a suplementação

ram

interpretações

associadas à suplementa-

com creatina é propos-

equivocadas que indu-

ção pela mídia. Em 1998,

ta como tratamento

ziram opiniões precon-

um jovem com glomeru-

adjuvante para diversas

ceituosas de médicos e

16

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



ARTIGO CIENTÍFICO I

nutricionistas quanto

à segurança da suplementação

com creatina

(Willis et al, 2010;

Antonio et al, 2021).

Diversos estudos

demonstram que essa

suplementação não

apenas é segura, como

útil no tratamento de

várias enfermidades.

Diante das evidências

atuais, é desejável que

sociedades científicas e

órgãos reguladores avaliem

a necessidade de

revisão das orientações

clínicas sobre o uso da

creatinina urinária como

parâmetro isolado, especialmente

em pacientes

em uso de creatina, já

que não há consenso

normativo explícito

sobre essa situação.

O uso isolado da creatinina

urinária como

marcador da função

renal em indivíduos

suplementados

com

creatina pode induzir a

diagnósticos errôneos e

interferir negativamente

em condutas clínicas.

É fundamental que os

profissionais da saúde

estejam atentos às particularidades

bioquímicas

da suplementação e utilizem

múltiplos parâmetros

de avaliação. Recomendam-se

diretrizes

clínicas mais claras sobre

essa questão, especialmente

em um contexto

de crescente uso terapêutico

da creatina.

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Declaração de Conflito de Interesses

O autor declara não haver conflito de interesse com qualquer organização

financeira em relação ao material discutido no manuscrito.

18

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



ARTIGO CIENTÍFICO II

INFECÇÃO POR HPV E SUAS CONSEQUÊNCIAS

NO DESENVOLVIMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

Autoras:

Franciele Casusa Silva

Maria Julia Galdino Schiavetti

Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi

FAM - FACULDADE DE AMERICANA

Fonte: Sedicias, 2024

Resumo

O Papilomavírus Humano (HPV) é uma infecção sexualmente

transmissível e está associada à ocorrência de câncer do colo

do útero, bem como de outras doenças genitais. A vacinação

contra o HPV tem um papel crucial na prevenção dessas

doenças, especialmente quando é administrada antes do

início da atividade sexual. As vacinas contra o HPV são efetivas

em prevenir contra as cepas virais de alto risco, como as

de genótipos 16 e 18, que são responsáveis por uma grande

porção dos casos de câncer cervical. A imunização precoce

proporciona vantagens significativas, uma vez que diminui

o risco de contrair o HPV e, consequentemente, o risco de

contrair o câncer de colo do útero. Essa ação preventiva é

fundamentada em estudos que comprovam a eficácia e a

segurança das vacinas contra o HPV. Sendo assim, a vacinação

é uma estratégia indispensável na saúde pública, contribuindo

para a diminuição da incidência de câncer de colo do

útero e melhorando a qualidade de vida das mulheres.

Abstract

The Human Papillomavirus (HPV) is a virus that is

transmitted mainly through sex and is linked to the

emergence of cervical cancer, as well as other genital

diseases. HPV vaccination plays a crucial role in preventing

these diseases, especially when it is administered

before the start of sexual activity. HPV vaccines

are effective in preventing high-risk viral strains, such

as character 16 and 18, which are responsible for a

large portion of cervical cancer cases. Early immunization

provides significant advantages, as it reduces

the risk of contracting HPV and, consequently, the risk

of contracting cervical cancer. This preventive action

is based on studies that prove the effectiveness and

safety of HPV vaccines. Therefore, vaccination is an

essential public health strategy, contributing to reducing

the incidence of cervical cancer and improving

women's quality of life.

Palavras-chaves: Vacinação; HPV; Câncer do colo do útero.

Keywords: Vaccination; HPV; Cervical cancer.

20

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Introdução

Em face do cenário atual,

o câncer do colo de útero

é um dos tipos mais

comuns de câncer entre

as mulheres. ‘’...Segundo

o instituto nacional de

câncer, estima-se que

entre os anos 2023-2025

ocorram 17.010 novos

casos por ano sendo a

taxa bruta de incidência

de 15,38 casos por 100

mil mulheres’’ (INCA,

2022) é uma doença

com um histórico natural

conhecido de evolução

lenta, pois representa

um problema de saúde

pública significativo

devido à sua alta prevalência,

transmissão

e impacto na saúde. A

importância da detecção

precoce é fundamental

para reduzir a incidência

e mortalidade associada

a essa doença (Ferreira

et. al.,2022).

A transmissão do vírus

ocorre por contato direto

com pele ou mucosas

infectadas. A principal forma

de contágio é por meio

da atividade sexual, que

pode envolver contato

oral-genital, genital-genital

ou até manual-genital.

Dessa forma, a infecção

pelo HPV (Papilomavírus

Humano) pode ser

transmitida mesmo na

ausência de penetração

vaginal. Além disso, durante

o parto, o vírus pode ser

transmitido da mãe para

o recém-nascido, o que

pode resultar na formação

de lesões cutaneomucosas

ou papilomatose recorrente

da laringe (Bazzo,2021).

Estudos epidemiológicos

do tipo caso-controle indicam

que a presença do

HPV, especialmente dos

genótipos 16 e 18, está

ARTIGO CIENTÍFICO II

Fonte: Corrêa, 2017. Fonte: Corrêa, 2017.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 21


Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,

Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.

ARTIGO CIENTÍFICO II

associada a um aumento

significativo no risco de

desenvolvimento do câncer

de colo do útero. Esses

dois tipos virais, classificados

como de alto risco, são

responsáveis por cerca de

70% dos casos dessa neoplasia

(Aldrighi,2006).

Fonte: Corrêa, 2017.

Fonte: Corrêa, 2017.

O HPV pode ser evitado

através da vacinação,

oferecendo proteção ao

longo prazo ajudando a

prevenir a infecção pelo

vírus ao decorrer da vida

adulta, assim reduzindo a

incidência do câncer e as

taxas de mortalidade. Em

2023, o Brasil registrou a

aplicação de 6,1 milhões

(2,80%) de doses da vacina

contra o HPV (Brasil,2023).

A vacina recebe o nome

de Quadrivalente contra

o Papiloma Vírus Humano

(HPV) e é encontrada

na rede pública do SUS

(Sistema único de saúde)

gratuita para crianças.

Diferente para adultos que

está disponível apenas na

rede privada com exceção

para pacientes imunossuprimidos

e transplantados.

Portanto, é fundamental

implementar práticas

educativas para aumentar

o conhecimento

sobre a importância do

HPV e da vacina entre

adolescentes e seus responsáveis.

O objetivo é

reduzir as taxas de mortalidade

e a transmissão

do vírus do HPV.

22

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,

Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Metodologia

Este trabalho buscou

descrever os principais

achados relacionados

ao impacto da infecção

por HPV no desenvolvimento

do câncer do colo

do útero. Para isso, foi

realizada uma revisão de

literatura com enfoque

narrativo. As fontes de

informação foram obtidas

nas bases de dados

SciELO, PubMed e Google

Acadêmico, onde

foram selecionados artigos

científicos e outros

recursos relevantes,

incluindo vídeos educacionais.

Utilizamos descritores

em português e

inglês, como 'vacinação

contra HPV', 'prevenção

do câncer do colo do

útero', 'eficácia da vacina

HPV' e 'HPV cervical cancer

prevention'.

Visão pelo espéculo

Fonte: Dot.Lib,2023

Após a triagem inicial,

os artigos selecionados

foram submetidos a uma

análise detalhada e organizados

a eficácia da vacinação,

taxas de prevenção, recomendações

de políticas

de saúde e seus efeitos

conforme sua na incidência do câncer

relevância e rigor metodológico.A

do colo do útero.

análise dos

dados foi realizada por

meio de uma abordagem

qualitativa, focando nos

principais achados sobre

Desenvolvimento

A infecção pelo Papilomavírus

Humano (HPV)

configura-se como uma

24

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,

Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.

ARTIGO CIENTÍFICO II

das Infecções Sexualmente

Transmissíveis (ISTs)

são responsáveis por

cerca de 70% dos casos

do útero, alcançando o

paramétrio, porém sem

mais prevalentes mun-

(Campaner, 2020).

atingir a parede pélvica.

dialmente, acometendo

No estádio III, observa-se

tanto homens quanto

O estadiamento clínico

comprometimento

da

mulheres. No entanto,

do câncer do colo ute-

parte inferior da vagina

suas implicações clínicas

rino é uma ferramenta

ou envolvimento do

são mais graves no sexo

fundamental para o pla-

assoalho pélvico, poden-

feminino, especialmente

nejamento terapêutico e

do ocasionar obstruções

por sua forte associação

para a avaliação do prog-

ureterais.

Finalmente,

com o desenvolvimento

nóstico da paciente. O

o estádio IV representa

do câncer do colo do úte-

sistema de estadiamento

o grau mais avançado,

ro (OMS,2023).

classifica a doença de

com disseminação da

0 a IV, conforme o grau

neoplasia para além do

O câncer do colo do

de invasão do tumor. No

trato genital, afetando

útero é uma neoplasia

estádio 0, o carcinoma

órgãos como bexiga,

maligna que se desen-

ainda está confinado à

reto, pulmões ou fígado

volve a partir de altera-

camada superficial de

(Pfaffenzeller, Franciosi &

ções celulares no epi-

células do epitélio cer-

Cardoso, 2021).

télio do colo uterino a

vical. Já no estádio I, há

principal causa é a infec-

invasão do estroma cer-

O diagnóstico precoce do

ção persistente pelo

vical, porém ainda sem

câncer do colo do útero é

Papilomavírus Humano

disseminação para outras

fundamental para a redu-

(HPV),

especialmente

estruturas. À medida que

ção da morbimortalidade

pelos tipos oncogênicos

a doença progride, o

associada à doença. No

de alto risco, como os

estádio II envolve a exten-

Brasil, o principal méto-

subtipos 16 e 18, que

são do tumor para além

do de rastreamento é o

26

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,

Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.

ARTIGO CIENTÍFICO II

exame

citopatológico,

O tratamento do câncer

A combinação de radiote-

conhecido como Papa-

do colo do útero depen-

rapia externa e braquite-

nicolau. Esse exame con-

de

fundamentalmente

rapia (radioterapia inter-

siste na coleta de células

do estádio clínico da

na) com quimioterapia

do colo uterino durante

doença, além da idade,

concomitante é o padrão

a consulta ginecológica,

estado geral de saúde

estabelecido

(Alvarenga

possibilitando a identifi-

e desejo reprodutivo

et al., 2022).

cação de alterações celu-

da paciente. As opções

lares indicativas de lesões

terapêuticas

disponíveis

A vacinação contra o

pré-cancerígenas ou can-

incluem cirurgia, radio-

Papilomavírus

Humano

cerígenas (SBCO, 2022).

terapia,

quimioterapia,

(HPV) representa uma das

Durante o atendimento

braquiterapia e, mais

estratégias mais eficazes

clínico, o profissional

recentemente, imunote-

na prevenção do câncer

também avalia sinais

rapia. Em estágios iniciais

do colo do útero e de

e sintomas visíveis,

da doença, a cirurgia é a

outras neoplasias relacio-

como verrugas genitais

abordagem preferencial,

nadas ao vírus. As vacinas

ou outras lesões que

com o objetivo de remo-

disponíveis são desenvol-

possam sugerir infec-

ver completamente o

vidas por meio de técnicas

ção por HPV, principal

tecido afetado. Nos casos

biotecnológicas

avança-

agente etiológico do

mais avançados, especial-

das, utilizando partículas

câncer cervical. Além

mente quando o tumor

semelhantes ao vírus

do Papanicolau, outros

apresenta diâmetro igual

(VLPs – virus-like particles),

exames

complemen-

ou superior a 4 cm ou já

que imitam sua estrutura

tares são empregados

invadiu tecidos pélvicos

sem conter material gené-

para um diagnóstico

e linfonodos, a estratégia

tico, tornando-as seguras

mais preciso, como a

terapêutica requer uma

e eficazes. Essas partículas

colposcopia e a biópsia.

abordagem multimodal.

são produzidas a partir do

28

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,

Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.

ARTIGO CIENTÍFICO II

gene viral L1, inserido em

O Programa Nacional

redução da transmissão

sistemas como células de

de Imunizações (PNI),

do vírus na população

insetos ou leveduras, sen-

por meio do SUS, reco-

(Butantan, 2023).

do posteriormente purifi-

menda a aplicação da

cadas e combinadas com

vacina

quadrivalente

Discussão

adjuvantes para aplicação

para meninas de 9 a 14

Em virtude dos fatos

(Bray et al., 2018).

anos e meninos de 11 a

mencionados, a infecção

14 anos, com duas doses

pelo HPV é, sem dúvida,

Desde o lançamento

administradas em um

a principal causa do cân-

das primeiras vacinas

intervalo de seis meses.

cer cervical, sendo sua

em 2006, diferentes

A vacinação é mais eficaz

persistência e evolução

formulações

foram

quando realizada antes

para lesões precursoras

desenvolvidas e classifi-

do início da vida sexual,

um fator determinante

cadas de acordo com a

momento em que ainda

no

desenvolvimento

quantidade de subtipos

não houve exposição ao

de neoplasias intrae-

virais que protegem:

vírus (Brasil, 2024).

piteliais que, quando

bivalente, quadrivalen-

não tratadas adequada-

te e nonavalente. No

Além da prevenção do

mente, podem resultar

Brasil, estão disponíveis

câncer cervical, a vaci-

em câncer invasivo. A

as vacinas bivalente

nação também oferece

prevenção, por meio da

(Cervarix®), que prote-

proteção contra outros

educação, exames perió-

ge contra os tipos 16 e

tipos de cânceres rela-

dicos e, principalmente,

18, e a quadrivalente

cionados ao HPV, como

da vacinação, é funda-

(Gardasil®), que também

os de ânus, pênis e oro-

mental para reduzir a

abrange os tipos 6 e 11,

faringe,

especialmente

incidência dessa patolo-

causadores de verrugas

em meninos, contri-

gia e melhorar a saúde

genitais (Coelho, 2023).

buindo ainda para a

das mulheres.

30

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



Autoras: Franciele Casusa Silva, Maria Julia Galdino Schiavetti,

Dra. Paula Gabriele Fernandes Quaresma Bergonsi.

ARTIGO CIENTÍFICO II

A vacinação contra o

segura, capaz de reduzir

cia e orientações, que

HPV tem mostrado resul-

significativamente

os

foram essenciais para o

tados promissores na

casos de câncer do colo

desenvolvimento

deste

diminuição das lesões

do útero. Este trabalho

trabalho.

Estendemos

precursoras e, conse-

tem como

finalidade

nossos agradecimentos a

quentemente, na redu-

ressaltar a importância

todos os professores que

ção do risco de câncer

da imunização. Destaca-

contribuíram significati-

cervical,

especialmente

-se que facilitar o acesso

vamente para nossa for-

quando

administrada

à vacina e promover a

mação ao longo do curso,

antes da exposição aos

informação da população

em especial aos professo-

tipos virais de maior

são ações fundamentais

res, Dr. Luiz Antonio Apa-

risco. Portanto, a imple-

para o enfrentamento

recido e Dr. Luis Antonio

mentação de políticas

dessa enfermidade.

Peroni, que integraram

públicas eficazes e aces-

a banca avaliadora do

síveis é essencial para

Agradecimento

TCC e cujas contribui-

alcançar um impacto

Agradecemos aos nossos

ções foram essenciais

significativo na saúde

familiares, pelo apoio,

para o aprimoramento

coletiva e contribuir para

incentivo e compreen-

deste trabalho. Por fim,

a diminuição da carga do

são ao longo de toda a

agradecemos à FAM –

câncer cervical em nossa

nossa trajetória acadê-

Faculdade de Americana,

sociedade.

mica. À nossa orienta-

pela estrutura oferecida e

dora Dra. Paula Gabriele

pelo compromisso com

Conclusão

Fernandes

Quaresma

a qualidade do ensino,

Conclui-se que a vacina-

Bergonsi,

expressamos

que possibilitaram a rea-

ção contra o HPV é uma

profunda gratidão por

lização deste Trabalho de

medida preventiva e

sua dedicação, paciên-

Conclusão de Curso.

32

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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oncologiabrasil.com.br/novas-imunoterapias-para-

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se%20tornarem%20c%C3%A2ncer. Acesso em: 26

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Brasil%2C%20por%20meio%20do,e%20v%C3%A-

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papilomavírus humano em adultos: impacto, oportunidades

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Acesso em: 15 maio 2024.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 33


ARTIGO CIENTÍFICO III

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS EM

PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA - UMA REVISÃO DE LITERATURA

DRUG INTERACTIONS IN BREAST CANCER PATIENTS - A LITERATURE REVIEW

Autores:

Pamela Fagundes Wolf 1 ,

Ana Clara Michel Wolf 2-3 ,

Lucas Michel Wolf 4 ,

Jonas Michel Wolf 5-7

1 - Pontifícia Universidade Católica, Porto Alegre, RS, Brasil

2 - Serviço de oncologia, Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS, Brasil

3 - Curso de enfermagem, Universidade La Salle, Canoas, RS, Brasil

4 - Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, RS, Brasil

5 - Escritório de gestão da prática clínica, Hospital Moinhos de Vento,

Porto Alegre, RS, Brasil

6 - Núcleo de Apoio à Pesquisa, Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS, Brasil

7 - Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS, Brasil

* Imagem ilustrativa

Resumo

Introdução: As taxas de incidência para câncer de mama têm

aumentado em países de baixo e médio desenvolvimento,

inclusive no Brasil. O uso de vários medicamentos pode

aumentar a ocorrência de interações medicamentosas,

podendo aumentar a toxicidade do tratamento ou diminuir

a sua eficácia. Objetivo: Nesse contexto, o objetivo desta

pesquisa foi o de revisar os estudos que analisaram as interações

medicamentosas em pacientes que estão em tratamento

oncológico para o câncer de mama e descrever as interações

clinicamente relevantes. Métodos: Esse estudo foi elaborado a

partir de uma revisão da literatura nas bases de dados: Cochrane,

Scielo, Pubmed no período de 2018 a 2023. As palavras-chave

utilizadas foram “drug-drug interactions”, “chemotherapy” e

“breast cancer”. Foram selecionados 5 estudos para análise.

Os estudos demonstraram uma alta frequência de interações

medicamentosas. Resultados: A gravidade da interação mais

frequente foi a moderada, os métodos de triagem utilizados

com maior frequência foram MedscapeTM, MicromedexTM

e Drugs.comTM. A ciclofosfamida foi o medicamento que

mais causou interações medicamentosas nos pacientes

avaliados nos estudos. Os pacientes utilizavam entre 5 e

15 medicamentos concomitantemente à quimioterapia.

Conclusão: A prática clínica deve incluir a revisão regular

da lista de medicamentos dos pacientes que fazem uso no

seu domicílio, ou durante a internação e a verificação de

potenciais interações medicamentosas ao prescrever novos

medicamentos ou por meio de uma consulta farmacêutica.

Palavras-chaves: Interações medicamentosas, quimioterapia,

câncer de mama.

Abstract

Introduction: Breast cancer incidence rates have been

increasing in low- and middle-income countries,

including Brazil. The use of multiple medications can

increase the occurrence of drug-drug interactions,

potentially enhancing treatment toxicity or reducing its

effectiveness. Objective: In this context, the objective

of this research was to review studies that analyzed

drug-drug interactions in patients undergoing cancer

treatment for breast cancer and to describe clinically

relevant interactions. Methods: This study was conducted

through a literature review using the databases Cochrane,

Scielo, and PubMed from 2018 to 2023. The keywords

used were “drug-drug interactions,” “chemotherapy,” and

“breast cancer.” Five studies were selected for analysis.

The studies demonstrated a high frequency of drugdrug

interactions. Results: The most frequent interaction

severity was moderate, and the most commonly used

screening methods were Medscape, Micromedex,

and Drugs.com. Cyclophosphamide was the drug

most associated with interactions among the evaluated

patients. Patients used between 5 and 15 medications

concomitantly with chemotherapy. Conclusion: Clinical

practice should include regular reviews of patients’

medication lists, whether for home use or during

hospitalization, and the assessment of potential drug

interactions when prescribing new medications or

through a pharmaceutical consultation.

Keywords: Drug-drug interactions, chemotherapy, breast

cancer.

34

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,

Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.

ARTIGO CIENTÍFICO III

Introdução

As taxas de incidência

de câncer de mama têm

Os fatores de risco mais

comuns para o câncer

de mama incluem idade

medicamentos simultaneamente.

Além do

tratamento oncológico,

aumentado em países

avançada, sexo feminino,

elas também fazem uso

de baixa e média renda,

menarca precoce, meno-

de medicamentos de

incluindo o Brasil. Esse

pausa tardia, nuliparida-

suporte para reduzir

aumento pode estar

de, ausência de amamen-

os efeitos adversos da

associado ao envelhe-

tação, histórico familiar,

quimioterapia. O uso de

cimento da população,

tecido mamário denso e

múltiplos

medicamen-

aos fatores relacionados

histórico de radioterapia

tos pode aumentar a

ao estilo de vida e ao

torácica. As principais

ocorrência de interações

maior uso de exames de

opções terapêuticas para

medicamentosas, poten-

rastreamento do câncer

o tratamento do câncer

cialmente ampliando a

de mama, os quais são

de mama são a cirurgia do

toxicidade do tratamen-

recomendados

pelo

tumor primário, a avalia-

to ou reduzindo sua efi-

Ministério da Saúde do

ção do comprometimen-

cácia.⁵,⁶ Outros fatores,

Brasil para mulheres

to axilar e a radioterapia

como idade avançada,

com idades entre 50

como tratamento local,

sexo, variações gené-

e 69 anos. 1,2 O câncer

além da terapia medica-

ticas e comorbidades,

de mama é a principal

mentosa sistêmica, que

também aumentam o

causa de morte relacio-

inclui quimioterapia e

risco de interações medi-

nada ao câncer entre

hormonioterapia.⁴

camentosas.

Pacientes

as mulheres. Em 2020,

oncológicos com mais

foram registradas apro-

Pacientes com câncer de

de 60 anos apresentam

ximadamente 12 mortes

mama

frequentemen-

maior prevalência de

por 100.000 mulheres.³

te utilizam múltiplos

doenças como hiper-

36

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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ARTIGO CIENTÍFICO III

tensão e diabetes, o que

pode exigir o uso de múltiplos

medicamentos.

Portanto, a polifarmácia,

um fator que pode contribuir

para as interações

medicamentosas, é uma

questão comum enfrentada

pelos pacientes

com câncer durante o

tratamento.⁷,⁸

medicamentos foram

associados a esses eventos

adversos fatais.⁹

Embora o risco de interações

medicamentosas

seja bem conhecido,

sua prevalência entre

pacientes com câncer

continua elevada. Em

muitas situações, os sistemas

de saúde não dis-

Nesse contexto, o objetivo

desta pesquisa foi

revisar estudos que

analisaram interações

medicamentosas em

pacientes em tratamento

oncológico para

câncer de mama e descrever

interações clinicamente

relevantes.

Métodos

Um estudo relatou

ponibilizam às equipes

Este estudo foi realizado

uma alta incidência de

médicas um prontuário

por meio de uma revisão

eventos adversos fatais

eletrônico

integrado

da literatura utilizan-

associados ao uso de

que centralize todas as

do as bases de dados

medicamentos, com

18,2% da amostra de

pacientes evoluindo

para óbito. Neste estudo,

os pacientes utilizaram

em média 12 ou

mais medicamentos nas

suas últimas horas de

vida. Idade avançada,

polifarmácia, comorbidades

e prescrição

ou uso inadequado de

informações sobre o

uso de medicamentos

pelos pacientes oncológicos.

Além disso, os

médicos e farmacêuticos

da atenção primária

e ambulatorial podem

não estar totalmente

cientes das potenciais

interações medicamentosas

envolvendo agentes

antineoplásicos. 10,11

Cochrane, SciELO e

PubMed, no período de

2018 a 2023. As palavras-

-chave utilizadas foram

“drug-drug interactions”,

“chemotherapy” e “breast

cancer”, juntamente

com seus correspondentes

em português:

“interações medicamentosas”,

“quimioterapia” e

“câncer de mama”.

38

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,

Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.

ARTIGO CIENTÍFICO III

Os critérios de inclusão

foram: estudos observacionais

envolvendo

quando os efeitos de um

medicamento são alterados

pela presença de

(toxicidade ou perda de

eficácia), na gravidade

clínica do efeito (leve,

pacientes com câncer

outro fármaco, alimento

moderado ou grave) e na

de mama que relataram

ou exposição ambien-

probabilidade de que o

a prevalência de intera-

tal. 13 Às interações

desfecho adverso esteja

ções

medicamentosas

medicamentosas

em

relacionado à interação.

em um ou mais grupos

pacientes

oncológicos

Essas interações podem

de pacientes submeti-

podem levar à falha do

ser classificadas como

dos a tratamento onco-

tratamento ou a reações

improváveis,

possíveis,

lógico para câncer de

adversas aos medica-

suspeitas, prováveis ou

mama. Os critérios de

mentos. Alguns estudos

estabelecidas.

Intera-

exclusão incluíram arti-

indicam que as intera-

ções

medicamentosas

gos com foco em estu-

ções

medicamentosas

menores ou leves geral-

dos de medicamentos

são responsáveis por 5%

mente não requerem

in vivo e in vitro.

a 30% das reações adver-

modificações na terapia,

sas a medicamentos e

pois suas consequências

Referencial Teórico

por

aproximadamente

clínicas são limitadas.

Pacientes com câncer são

4% dos óbitos entre

Interações

moderadas

submetidos a regimes

pacientes com câncer. 14,15

frequentemente reque-

terapêuticos complexos,

rem ajustes na dosagem

que incluem agentes

As interações medica-

ou aumento do monito-

quimioterápicos e múl-

mentosas são geralmen-

ramento. Interações gra-

tiplos medicamentos, o

te descritas com base

ves devem ser evitadas

que aumenta o risco de

nos medicamentos ou

sempre que possível,

interações medicamen-

classes

farmacológicas

pois podem resultar em

tosas. 12 Uma interação

envolvidas, no mecanis-

toxicidade

potencial-

medicamentosa

ocorre

mo ou efeito resultante

mente séria.. 16

40

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Os mecanismos de

interações medicamentosas

podem ser

sentam polifarmácia,

especialmente os idosos

com câncer em estágio

lismo de medicamentos,

desempenhando

um papel crítico no

ARTIGO CIENTÍFICO III

classificados em duas

avançado. O risco de inte-

metabolismo de agen-

categorias

principais:

rações medicamentosas

tes

quimioterápicos

farmacodinâmicos

e

clinicamente

significati-

devido às potenciais

farmacocinéticos.

Uma

vas aumenta à medida

toxicidades

associa-

interação farmacodinâ-

que cresce o número de

das. Estas enzimas são

mica ocorre quando um

medicamentos adminis-

fundamentais na fase

medicamento interfere

trados simultaneamente.

1 do metabolismo dos

em outro no local de

Um estudo de Guthrie

medicamentos,

prin-

ação ou altera a resposta

et al. (2015)¹⁸ constatou

cipalmente através de

esperada. Essa interação

que o risco de interações

reações de oxidação-

pode resultar em poten-

medicamentosas clinica-

-redução, e contribuem

cialização, sinergia ou

mente relevantes aumen-

para a depuração de

redução do efeito tera-

tou cinco vezes quando

aproximadamente 75%

pêutico desejado. Um

pelo menos cinco medi-

dos medicamentos atu-

exemplo de interação

camentos foram utiliza-

almente disponíveis. 19

farmacodinâmica é a

dos simultaneamente e

Além disso, um único

combinação de dois ou

doze vezes quando pelo

medicamento pode ser

mais agentes antimicro-

menos dez medicamen-

metabolizado por uma

bianos para tratar um

tos foram administrados

ou mais enzimas CYP.

microrganismo resisten-

concomitantemente.

Por exemplo, a dexame-

te, resultando em um

tasona é metabolizada

efeito sinérgico. 17

As enzimas do cito-

pela CYP3A4, enquanto

cromo P450 (CYP) são

o letrozol é metabo-

Pacientes com câncer

uma família de enzimas

lizado pelas enzimas

frequentemente

apre-

envolvidas no metabo-

CYP3A4 e CYP2A6. 20

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 41


Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,

Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.

ARTIGO CIENTÍFICO III

Embora a maioria das enzimas

CYP seja encontrada

no fígado, elas também

ses medicamentos causarem

toxicidades graves.

O metabolismo media-

lizados, mas também de

diversos outros fatores,

incluindo a saúde geral

estão presentes em diver-

do pelas enzimas CYP

do paciente, idade,

sos órgãos, como intesti-

desempenha um papel

presença de comorbi-

nos, cérebro, rins e pele.

crucial na determinação

dades, possível disfun-

Entre as mais de cinquenta

do perfil farmacocinético

ção orgânica, a estreita

isoformas da enzima CYP

desses agentes, influen-

janela terapêutica dos

em humanos, as CYP3A4,

ciando a manutenção de

medicamentos envolvi-

CYP2D6 e CYP2C9 desem-

níveis sanguíneos ótimos

dos e fatores genéticos

penham papéis signifi-

e a depuração adequada

específicos do pacien-

cativos,

metabolizando

dos medicamentos. Se a

te. 23 Outros fatores que

aproximadamente 27%,

depuração do medica-

podem

desencadear

13% e 10% dos medica-

mento for muito lenta,

interações medicamen-

mentos, respectivamente.

pode ocorrer acúmulo

tosas incluem o uso de

Esse padrão também se

e toxicidade. Por outro

medicamentos de ven-

aplica aos agentes qui-

lado, se a depuração for

da livre (OTC), suple-

mioterápicos, nos quais

muito rápida, a terapia

mentos herbais e doses

a maior parte do meta-

pode ser ineficaz devido

elevadas de vitaminas

bolismo é mediada pelas

à concentração insufi-

durante o tratamento

enzimas CYP3A4, CYP2D6

ciente do medicamento

do câncer. 24-27

ou CYP2C9. 19,21

no local do tumor. 22

Resultados

Compreender o metabo-

As potenciais consequ-

A pesquisa resultou em

lismo dos agentes qui-

ências clínicas das inte-

30 artigos. Entretanto,

mioterápicos é essencial

rações medicamentosas

apenas cinco foram sele-

devido à complexidade do

dependem não apenas

cionados para análise,

câncer e ao potencial des-

dos medicamentos uti-

pois atenderam a todos

42

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,

Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.

ARTIGO CIENTÍFICO III

os critérios de inclusão.

Esses artigos focaram

em estudos envolvendo

pacientes com câncer

de mama e relataram a

prevalência, frequência

e gravidade das interações

medicamentosas

nessas populações.

Foram excluídos os artigos

que não descreviam

os medicamentos utilizados

pelos pacientes

durante o tratamento

do câncer. Observou-

-se que a maioria dos

estudos identificou uma

prevalência significativa

de interações medicamentosas

em pacientes

com câncer de mama.

Os resultados dos estudos

estão apresentados

na Tabela 1.

É importante destacar

que os estudos que

avaliaram interações

medicamentosas entre

Tabela 1. Estudos que avaliaram potenciais interações medicamentosas

durante o tratamento do câncer de mama.

Autores

Desenho do

estudo

Método de

triagem

Número médio

de

medicamentos

em uso

Amostra

Número de interações

encontradas

Resultados

BIBI et al., Transversal Micromedex TM 7 150 437 Leves (12,4%)

(2021) 28 e Medscape TM Moderadas (24,3%)

Graves (62,2%)

9 77 Pacientes ≥

DOMÍNG Coorte Medscape TM e

(2021) 29 UEZ et al.,

Drugs.com TM 70 anos

RASSY et Coorte Claude Bernard

(2022) 30 padrão)

al.,

(Conjunto

DEGU &

KEBEDE,

(2021) 31 Transversal Medscape e

WebMD

Online e as

diretrizes da

Sociedade

Europeia de

Oncologia

Médica para

câncer de mama

15 (a) Tamoxifeno:

Entre

5 e 9

3670

Inibidores da

aromatase:

7437

≥ 18 anos

107 pacientes

≥ 18 anos

MAHFOU Transversal Lexicomp TM ,

5 40 pacientes ≥

(2023) 32 Drugs.com TM Z et al.,

Micromedex TM ,

18 anos

719 Leves (18,0%)

Moderadas (74,0%)

Graves (8,0%)

Início do estudo (b) :

Tamoxifeno: 497

Inibidores da aromatase:

592

Tamoxifeno:

Leves (2,8%)

Moderadas (51,1%)

Graves (45,7%)

Contraindicadas (0,4%)

Inibidores da aromatase

Leve (0.0%)

Moderada (99,3%)

Grave (0,3%)

Contraindicada (0,3%)

18 Leves (8,0%)

Moderadas (11,2%)

Graves (2,0%)

Lexicomp TM : 14

Drugs.com TM : 22

Micromedex TM : 15

C (57,2%)

X (42,8%)

Drugs.com: Moderada

(86,4%)

Grave (9,1%)

Micromedex: Moderada

(46,7%)

Grave (53,3%)

(a) A maioria dos pacientes utilizou mais de 15 medicamentos (30,5%

dos pacientes na coorte de tamoxifeno e 33,5% na coorte de inibidores

da aromatase).

(b) A tabela mostra apenas os resultados equivalentes ao início do

estudo, para fins demonstrativos. O estudo revelou o número de

pacientes que apresentaram alguma interação medicamentosa, e não

o número de interações encontradas, ao contrário do que foi demonstrado

em outros estudos.

(c) C = moderada; X = contraindicada

44

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,

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ARTIGO CIENTÍFICO III

ciclofosfamida e hidroclorotiazida,

assim como

entre ciclofosfamida e

alopurinol, podem estar

desatualizados devido

à data de publicação,

conforme descrito na

Tabela 2. Portanto, são

necessários mais estudos

para avaliar a ocorrência

dessas interações

em pacientes com

câncer. Um estudo mais

recente, de Hsu et al.

(2019)³³, avaliou pacientes

que receberam

ciclofosfamida durante

o tratamento do câncer

de mama e fizeram uso

simultâneo de hidroclorotiazida.

A análise

de dois grupos, aqueles

que receberam hidroclorotiazida

juntamente

com ciclofosfamida e

aqueles que não utilizaram

hidroclorotiazida,

não revelou diferenças

estatisticamente significativas

nas taxas de hos-

Tabela 2. Interações relevantes descritas nos estudos

Interações

medicamentosas

Ciclofosfamida

+

Hidroclorotiazi

da

Ciclofosfamida

+ Alopurinol

Tamoxifeno +

fluoxetina ou

paroxetina ou

fluoxetina

Docetaxel ou

Paclitaxel +

Atorvastatina

ou Sinvastatina

pitalização e interrupção

do tratamento entre

os grupos expostos e

não expostos. Assim,

estudos atualizados são

essenciais para fornecer

suporte sólido às equipes

de saúde e auxiliar

na prática clínica.

Discussão

Autores

Bibi et al. (2021)28

conduziram um estudo

incluindo 150 pacientes

com câncer de mama

em tratamento padrão.

O estudo revelou que a

Mecanismo de ação

BIBI et al., (2021) 28 ;

DOMÍNGUEZ et al., A combinação pode causar aumento do risco de

2021; DEGU A & mielossupressão.

KEBEDE K.,

(2021). 31

O alopurinol pode aumentar os níveis de ciclofosfamida,

DEGU A &

KEBEDE K.,

(2023) 32

(2021) 31 ;

elevando o risco de mielossupressão.

MAHFOUZ et al.,

RASSY et al.,

(2022) 30 Inibidores da recaptação de serotonina podem inibir a

enzima CYP2D6, que converte o tamoxifeno em

endoxifeno, seu metabólito ativo.

DOMÍNGUEZ et al.,

(2021) 29 O uso de paclitaxel ou docetaxel concomitantemente com

atorvastatina pode aumentar o risco de neuropatia, que é

um efeito adverso destes medicamentos.

média de medicamentos

utilizados por paciente

foi de sete. A análise das

interações medicamentosas

foi realizada através

das ferramentas Micromedex

e Medscape,

identificando potenciais

interações em 92% dos

pacientes. Ao considerar

os grupos de medicamentos,

32% das interações

ocorreram entre

medicamentos

antineoplásicos,

62,9% entre

medicamentos antineoplásicos

e de suporte e

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Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



Autores: Pamela Fagundes Wolf, Ana Clara Michel Wolf,

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ARTIGO CIENTÍFICO III

5% entre medicamentos

antineoplásicos e medicamentos

utilizados

Em uma coorte que avaliou

77 pacientes idosos

com câncer de mama

tratados com tamoxifeno

e aqueles tratados com

inibidores da aromatase.

para tratar comorbida-

com 70 anos ou mais,

Na coorte de tamoxi-

des. Interações maiores

observou-se uma media-

feno, foram relatadas

foram observadas em

na de seis medicamentos

interações

medicamen-

62,2% dos pacientes,

por paciente. A avaliação

tosas em 497 dos 3.670

enquanto 25,3% tiveram

das interações medica-

pacientes (13,5%) no

interações

moderadas.

mentosas foi realizada

início do estudo. Dentre

Notavelmente, as inte-

nas bases de dados

eles, 254 (51,1%) tiveram

rações mais frequentes

Medscape e Drugs.

interações moderadas e

envolveram

doxorrubi-

com. Este estudo iden-

227 (45,7%) tiveram inte-

cina + dexametasona e

tificou 719 interações

rações graves. À medida

ciclofosfamida + doxor-

medicamentosas, sendo

que o estudo avançava,

rubicina.

Identificou-se

74% classificadas como

as interações medica-

que a presença de

interações

moderadas

mentosas

continuaram

comorbidades, o núme-

e 8% como interações

a ser observadas em um

ro de medicamentos

maiores. A interação

número significativo de

utilizados e a seleção do

mais frequente observa-

pacientes: 42,4% no ano

protocolo de tratamen-

da foi entre paclitaxel e

1, 41,0% no ano 2, 40,9%

to do câncer de mama

trastuzumabe. 29

no ano 3, 35,5% no ano

estavam relacionados ao

4 e 33,9% no ano 5. A

número de interações.

Um estudo baseado em

predominância

dessas

O protocolo com maior

duas coortes avaliou as

interações foi modera-

número de interações

interações

medicamen-

da, passando de 60,4%

envolveu taxanos, doxor-

tosas ao longo de cinco

no ano 1 para 80,6% no

rubicina e ciclofosfamida.

anos entre pacientes

ano 5. Por outro lado, a

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Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



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Lucas Michel Wolf, Jonas Michel Wolf.

ARTIGO CIENTÍFICO III

ocorrência de interações

medicamentosas graves

diminuiu constantemen-

Medscape e WebMD,

além das diretrizes da

Sociedade Europeia

e doxorrubicina (1,9%),

que causaram interações

leves. No entanto,

te ao longo do tempo,

de Oncologia Médica

a ciclofosfamida e a

de 37,3% no ano 1 para

(ESMO) para o câncer de

hidroclorotiazida foram

16,9% no ano 5. Ao ana-

mama. Foi identificada

responsáveis por 1,9%

lisar os medicamentos

a prevalência de intera-

das interações medica-

mais

frequentemente

ções

medicamentosas

mentosas graves. 31

causadores dessas inte-

em 18 pacientes (16,8%).

rações, destacaram-se os

A maioria das pacientes

Um estudo observa-

inibidores seletivos da

utilizava entre cinco e

cional

retrospectivo

recaptação da serotonina

nove

medicamentos

incluiu 40 pacientes

(ISRS), como a paroxetina,

(84,0%). As interações

com câncer de mama.

ou fluoxetina e a duloxe-

moderadas foram as

A mediana do número

tina, além dos antiácidos

mais frequentes (11,0%),

de medicamentos utili-

contendo

bicarbonato

enquanto 8% das par-

zados por paciente foi

de sódio e diosmectita. 30

ticipantes do estudo

cinco. As análises de

apresentaram interações

interação medicamen-

Foi realizada uma revisão

medicamentosas

leves.

tosa foram realizadas

dos prontuários médi-

No entanto, aproxima-

utilizando três bancos

cos de 107 pacientes

damente 2,0% tiveram

de dados: Lexicomp,

com câncer de mama

interações medicamen-

Drugs.com e Micro-

em tratamento. Neste

tosas graves. Os medica-

medex. De acordo

estudo, as interações

mentos com interações

com o banco de dados

medicamentosas foram

mais frequentes foram

Lexicomp, 12 pacien-

avaliadas

utilizando

cimetidina e prometa-

tes (30,0%) com câncer

as ferramentas online

zina (2,8%) e cimetidina

de mama tiveram 14

50

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


interações medicamentosas

potenciais

(Categoria C = 57,2%,

interação entre doxorrubicina

e fluoxetina foi

detectada duas vezes

grupo de pacientes, que

utilizam uma variedade

de medicamentos,

ARTIGO CIENTÍFICO III

Categoria X = 42,8%).

e foi classificada como

incluindo

quimiotera-

De acordo com Drugs.

Categoria X, moderada

pia, terapia hormonal,

com, 15 pacientes

e maior pelas bases de

terapias de suporte e

(37,5%) tiveram 22 inte-

dados Lexicomp, Drugs.

medicamentos

para

rações medicamentosas

com e Micromedex,

tratamento de comorbi-

potenciais (moderada =

respectivamente.

A

dades. Essa relação entre

86,4%, grave = 9,1%).

gravidade da interação

polifarmácia e interações

De acordo com Micro-

foi classificada de forma

medicamentosas

tam-

medex, 13 pacientes

diferente dependendo da

bém foi observada em

(32,5%) tiveram 15 inte-

base de dados utilizada. 32

outros estudos. 18,34

rações medicamentosas

potenciais (moderada =

Os estudos demonstra-

O estudo de Bibi et al.

46,7%; grave = 53,3%).

ram que os pacientes

(2021)28 revelaram que

A interação mais fre-

faziam uso de pelo

92% dos pacientes apre-

quente

encontrada

menos cinco medica-

sentavam potenciais inte-

no estudo foi entre

mentos simultaneamen-

rações medicamentosas,

ciclofosfamida e hidro-

te, enquanto o estudo de

das quais 62,2% foram

clorotiazida. Interações

Rassy et al. (2022)30 mos-

classificadas como graves

entre doxorrubicina e

traram maior percentual

de acordo com os méto-

captopril foram detec-

de pacientes em uso de

dos de triagem utilizados.

tadas três vezes, clas-

15 ou mais medicamen-

Entretanto, a maioria das

sificadas como graves

tos concomitantemente.

interações

medicamen-

apenas pela base de

Isso sugere que a poli-

tosas encontradas nos

dados Micromedex. A

farmácia é comum nesse

estudos descritos nesta

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 51


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ARTIGO CIENTÍFICO III

revisão foram classificadas

como moderadas,

concordando com acha-

de interações medicamentosas

com o tamoxifeno,

um medicamento

com tamoxifeno envolveram

antidepressivos

(escitalopram, venlafaxina

dos de outros estudos

amplamente utilizado no

e quetiapina).

que também avaliaram

tratamento do câncer de

interações

medicamen-

mama. A fluoxetina e a

Pacientes com câncer

tosas em pacientes com

paroxetina inibem forte-

submetidos à quimiote-

outros tipos de cân-

mente a enzima CYP2D6,

rapia também enfrentam

cer. 14,35 Interações graves

responsável pela conver-

um risco aumentado de

em pacientes com câncer

são do tamoxifeno em

distúrbios

eletrolíticos,

podem resultar em danos

endoxifeno, seu metabó-

levando ao prolonga-

irreversíveis, levando à

lito ativo. Estas interações

mento do intervalo QT

falha terapêutica ou à

podem afetar a eficácia

corrigido (QTc). Entre as

toxicidade.

Interações

do tamoxifeno, portanto

classes de medicamentos

moderadas

geralmente

essas combinações devem

comumente co adminis-

requerem ajustes posoló-

ser evitadas. 36,37 Liang et

tradas com maior poten-

gicos ou monitoramento

al., (2020)38 avaliaram a

cial de prolongamento

mais próximo, o que

prevalência de interações

do intervalo QT estão os

pode aumentar a carga

medicamentosas

em

antidepressivos, antipsi-

de trabalho das equipes

pacientes submetidos a

cóticos, antimicrobianos,

médica e farmacêutica.

quimioterapia oral ou tera-

altas doses de lopera-

pia hormonal. Cerca de

mida, analgésicos como

Inibidores seletivos da

metade dos pacientes no

metadona e tramadol

recaptação da serotonina

estudo tinham diagnósti-

e certos antieméticos.

(ISRS), como a paroxetina

co de câncer de mama. As

Finalmente, os medica-

e a fluoxetina, foram iden-

interações mais frequen-

mentos que inibem o

tificados como causadores

tes durante o tratamento

metabolismo das terapias

52

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



ARTIGO CIENTÍFICO III

antineoplásicas administradas

por via oral, como

os antidepressivos que

domiciliar e a verificação

de potenciais interações

medicamentosas

desempenhar um papel

crucial na melhoria da

qualidade de vida e da

inibem o metabolismo

na prescrição de novos

segurança dos pacientes

do tamoxifeno, podem

medicamentos ou por

com cancro da mama.

aumentar a probabilidade

de prolongamento do

intervalo QT. 39

Conclusão

Embora o presente estudo

não aborda aspectos

relacionados à adesão

ao tratamento, as reações

adversas decorrentes

de interações medicamentosas

podem ser

um fator adicional na

redução da adesão do

paciente ao tratamento,

principalmente no contexto

do atendimento

ambulatorial. A prática

clínica deve incluir a

revisão regular das listas

de medicamentos

dos pacientes para uso

meio de consulta farmacêutica.

A prevalência de

interações medicamentosas

pode aumentar de

acordo com o número

e os mecanismos de

ação dos medicamentos

utilizados pelos pacientes.

Portanto, é importante

enfatizar que as

estratégias de manejo

da farmacoterapia são

essenciais para melhorar

a qualidade do atendimento

e os resultados

do tratamento para

pacientes com câncer

de mama. Uma abordagem

multidisciplinar e

a utilização de registos

médicos eletrônicos

centralizados podem

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CONTRIBUIÇÕES DOS AUTORES

Pamela F. Wolf e Jonas M. Wolf escreveram o primeiro rascunho do

manuscrito e contribuíram para a revisão da literatura e discussão

dos resultados. Ambos os autores contribuíram e aprovaram o

manuscrito final.

AGRADECIMENTOS

Este estudo não recebeu nenhum subsídio específico de agências de

financiamento dos setores público, comercial ou sem fins lucrativos.

CONFLITOS DE INTERESSE

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

32. Mahfouz M, Alkhalid ZN, Birand N.

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56

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DOENÇAS INFECCIOSAS:

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Influenza A/B (RMS: 80537410078)

Combo: Influenza + COVID-19 (RMS: 80537410105)

FERTILIDADE:

Beta-HCG (RMS: 80537410121)

Amnioquick (RMS:808686360283)

Premaquick (RMS:808686360305)

PARASITOLÓGICO

Adenovírus/Rotavírus

Rotavírus (RMS: 80537410127)

CARDÍACO:

(RMS: 80537410130)

INFECÇÕES SEXUALMENTE

TRANSMISSÍVEIS:

Gonorreia (RMS: 80537410143)

HCV (RMS:80537410138)

Combo: HIV-HCV-HBsAg-Sífilis (RMS: 80537410136)

HIV 1/2 (RMS: 80537410134)

HBsAg (RMS: 80537410142)

Sífilis (RMS: 80537410137)

Clamídia (RMS: 80537410149)

MARCADOR TUMORAL:

Sangue oculto nas fezes (RMS: 80537410081)

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MATÉRIA DE CAPA

CONHEÇA O SISTEMA EXENT®

Novo salto tecnológico da Binding Site no diagnóstico

e monitoramento de Gamopatias Monoclonais e do

Mieloma Múltiplo.

A tecnologia diagnóstica é fundamental para

melhorar a eficiência na detecção de doenças

hematológicas, como os diversos tipos de

Gamopatias Monoclonais e seu agravamento:

o Mieloma Múltiplo.

De tempos em tempos, surge uma

nova ferramenta capaz de elevar o

patamar diagnóstico, oferecendo

simplicidade, ainda mais precisão

e segurança aos resultados.

É o que a Binding Site, empresa

do grupo Thermo Fisher Scientific,

líder mundial em serviços

científicos, tem conquistado com

o EXENT®, sistema de identificação

e medição de proteínas especiais

no soro cuja tecnologia base

é a espectrometria de massas.

Tudo de forma 100% automatizada,

oferecendo um diagnóstico

ainda mais rápido e preciso,

impactando positivamente a

rotina laboratorial e clínica, tornando

o diagnóstico ainda mais

precoce – e salvando vidas.

58 Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


COMO FUNCIONA O EXENT®

Para se chegar aos resultados, o Sistema culas já conhecidas. O grande desafio solucionado

pela Binding Site foi aplicar este conceito

EXENT® utiliza a tecnologia de espectrometria

de massas MALDI-ToF (em português, em Hematologia, permitindo a identificação

Ionização por Dessorção a Laser Assistida por das Proteínas Monoclonais (Proteína M) dos

Matriz – Tempo de Vôo), técnica já utilizada pacientes sem a existência de uma biblioteca

para identificar moléculas grandes, como peptídeos

e proteínas. Em microbiologia clínica, produz uma imunoglobulina única, resultando

de amostras, já que cada célula plasmática

a identificação destas moléculas é realizada em uma Proteína M com grande variabilidade

comparando-as com uma biblioteca de molé-

de paciente para paciente.

MATÉRIA DE CAPA

Os processos de identificação da Proteína

M pelo sistema EXENT® incluem

imunopurificação, desassociação das

cadeias pesadas e leves das imunoglobulinas

e da Proteína M, e, finalmente,

ionização da amostra, que permite a

formação de um espectro específico

para cada paciente. Pacientes sem

Gamopatias possuem 3 espectros

(referentes às cadeias leves policlonais

lambda, cadeias leves policlonais kappa

e cadeias leves policlonais “kappa

pesada”), enquanto pacientes com

Gamopatias Monoclonais apresentam,

ainda, um espectro adicional, que indica

a presença da Proteína M, ou seja,

imunoglobulinas monoclonais.

Além da identificação da Proteína M, a integração

do Sistema EXENT® com a Plataforma Optilite®

da Binding Site também permite a quantificação

desta proteína e das imunoglobulinas

policlonais do paciente. Outras características

incluem a diferenciação de imunoterápicos que

estão sendo utilizados no tratamento e a identificação

de características da proteína M que

podem ser associadas a fatores prognósticos,

como a glicosilação.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025

59


MATÉRIA DE CAPA

BENEFÍCIOS PARA PROFISSIONAIS DE

SAÚDE E PACIENTES

O EXENT® reúne uma série de vantagens que impactam a prática clínica e

o cuidado ao paciente.

Maior sensibilidade: é capaz de detectar a presença

de proteína M no soro em concentrações

extremamente baixas, possibilitando um diagnóstico

precoce e preciso do Mieloma Múltiplo.

Monitoramento aprimorado: o monitoramento

da doença é feito em nível molecular, dando mais

precisão e segurança à avaliação de resposta ao

tratamento e reduzindo a necessidade de biópsias

invasivas da medula óssea.

Tomada de decisão aprimorada: diferencia com

precisão a proteína M de outros elementos, otimizando

a escolha terapêutica.

Abordagem proativa: possíveis recaídas são

detectadas precocemente, permitindo ajustes

mais rápidos e personalizados no tratamento.

Diferenciação entre as doenças: o EXENT® facilita

a distinção entre as Gamopatias Monoclonais

de Significado Indeterminado (MGUS), o

Mieloma Múltiplo e outras doenças, ajudando

a evitar diagnósticos inconclusivos e exames

adicionais desnecessários.

Automatização: reduz a carga de trabalho

manual e dá mais eficiência operacional aos

laboratórios, diminuindo o tempo demandado

a todo o processo.

Exames tradicionais como a imunofixação e a eletroforese

de proteínas não são automatizados e

não tem a quantificação como base, pois requerem

uma análise visual e passível de subjetividade do

hematologista. Ou seja, a imprecisão é muito maior.

“A grande sensibilidade do EXENT® possibilita

quantificar e monitorar mesmo níveis muito baixos

de proteína M, o que é fundamental para se

diagnosticar e monitorar o Mieloma Múltiplo”, e

com a vantagem da utilização de amostras de

soro, explica a diretora científica da Binding Site

Brasil, Dra. Elyara Soares.

VANTAGENS DO EXENT®

Conheça os principais benefícios da nova solução da Binding Site

Maior sensibilidade

Comparado a métodos convencionais como eletroforese de proteínas ou imunofixação, o EXENT®

permite detectar proteínas monoclonais em níveis muito mais baixos.

Automatização

Redução de etapas manuais no preparo das amostras, o que melhora consistência e throughput.

Identificação específica

Como se baseia na massa molecular específica da cadeia leve (ou pesada) da imunoglobulina, permite

“rastrear” o pico monoclonal ao longo do tempo.

Doença residual

Permite melhor monitoramento de pacientes que alcançaram níveis muito baixos de doença residual

— ou seja, onde técnicas clássicas deixam de detectar.

60 Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


EXENT® E OPTILITE®:

TECNOLOGIAS QUE SE COMPLETAM PARA MELHORAR O DIAGNÓSTICO

!

Tanto o EXENT® quanto o Optilite® são tecnologias avançadas da Binding Site

para o diagnóstico e monitoramento de doenças hematológicas como o

Mieloma Múltiplo e outras Gamopatias Monoclonais.

MATÉRIA DE CAPA

Trata-se, no entanto, de técnicas e metodologias

diferentes que, justamente por isso, são complementares.

Uma não chegou para substituir

a outra – e sim para se avançar ainda mais na

precisão diagnóstica.

Enquanto o EXENT® é extremamente sensível

para detectar a mais diminuta quantidade de

imunoglobulina, por meio da razão massa-carga

da amostra, o Optilite® foca em concentrações

maiores e mais abrangentes.

Tanto que no laudo final do exame, são integrados

os valores obtidos em ambos os equipamentos.

Solução

De acordo com a International Myeloma Foundation

(IMF), mais de 176 mil novos casos de Mieloma

Múltiplo são registrados por ano em todo o mundo.

O avanço no tratamento alcançado nos últimos

anos está fazendo com que muitos pacientes

atinjam concentrações de proteína M abaixo dos

limites detectáveis pelas técnicas convencionais.

Por isso, o EXENT® não chega para substituir o

Optilite®, e sim para detalhar ainda mais a análise.

Porém, mesmo dentro deste grupo, persistem

diferenças significativas na progressão da doença

– o que sugere que as tecnologias atuais

não estão conseguindo identificar a

doença residual.

O Sistema EXENT® foi pensado e criado

justamente para atender essa necessidade

clínica até então não suprida, oferecendo

métodos de análise ainda mais

sensíveis, que auxiliam a diferenciar

subgrupos de pacientes.

Dessa maneira, a chegada do Sistema

EXENT® oferece mais recursos para que

o diagnóstico e o monitoramento do

Mieloma Múltiplo e outras Gamopatias

Monoclonais sejam os mais minuciosos

possíveis. É a tecnologia a favor da vida!

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025

61


MATÉRIA DE CAPA

CONHEÇA ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE O EXENT® E O OPTILITE®

Tecnologia utilizada

Optilite®: tem como base tecnológica a turbidimetria

para a quantificação de proteínas

especiais, como as cadeias leves livres kappa e

lambda no soro.

EXENT®: baseia-se na espectrometria de

massa (MALDI-ToF), possibilitando uma

identificação ainda mais detalhada da proteína

M e suas alterações.

Sensibilidade e especificidade

Optilite®: altamente sensível na quantificação

de proteínas.

EXENT®: altamente sensível na quantificação

de proteínas e maior especificidade na identificação

de subtipos de proteínas M e de pequenas

variações estruturais.

Aplicação clínica

Optilite®: quantificação precisa das imunoglobulinas

e das cadeias leves livres (kappa e

lambda), utilizado no diagnóstico e monitoramento

de MGUS e do Mieloma Múltiplo.

EXENT®: especializado na detecção e caracterização

da proteína M, diferenciando entre clones

monoclonais e policlonais. Identifica ainda modificações

pós-traducionais e clones secundários.

Quando o EXENT® e o Optilite® são utilizados em conjunto, é possível se fazer tanto uma medição

quantitativa de imunoglobulinas IgG, IgA e IgM, quanto qualitativa de IgG, IgA, IgM, kappa

total e lambda total.

EXENT: INÍCIO DE UMA NOVA FASE NA

PRECISÃO DIAGNÓSTICA

À partir de agora, o EXENT® será o novo coração

da operação da Binding Site, marcando o início

de uma trajetória decisiva da empresa. Essa tecnologia

representa uma inovação de ruptura,

capaz de transformar profundamente a prática

clínica e elevar o padrão de monitoramento dos

pacientes, oferecendo precisão e sensibilidade

sem precedentes.

Os pacientes brasileiros logo terão acesso a uma

tecnologia que já começa a redefinir a medicina

laboratorial na Europa e Estados Unidos – e que

simboliza a vanguarda da Binding Site no diagnóstico

de precisão.

Para sustentar essa nova era, estamos estruturando

uma equipe dedicada, unindo expertise científica

e força comercial, e conduzindo negociações

para instalar o primeiro Sistema EXENT® no país.

Entre em contato:

E-mail: tbs-info.bra@thermofisher.com

Site: www.freelite.com.br

62 Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Utilização do Ensaio GAM EXENT ®* :

Guia passo a passo

Liberação Revisão Medição Solicitação

Não

Se uma amostra basal não estiver disponível,

recomenda-se restabelecer a linha de base do

paciente utilizando o Ensaio GAM EXENT para

identificar a proteína M e sua massa molecular

única, que pode ser usada para monitoramento.

Medir amostras seriais por

IFE e o ensaio GAM EXENT

Confirmar a proteína M do paciente. Isso pode

ser feito utilizando duas amostras de soro

coletadas com intervalo de um a três meses.

Um pico identificado pelo Ensaio GAM EXENT

que é persistente (mesma massa molecular)

em vários pontos no tempo e corresponde

ao isotipo do IFE pode ser considerado

como a proteína M do paciente.

Você tem

amostras de

soro basais?

Revisar os resultados do Ensaio

GAM EXENT e relatar clone(s)

relevante(s)/persistente(s)

Sim

As amostras de soro basais são essenciais

para identificar a proteína M de um paciente,

juntamente com sua massa molecular única.

Isso pode ser usado para monitorar com precisão

a proteína M específica em pontos no tempo

subsequentes durante o tratamento.

Medir as amostras de acompanhamento

utilizando o Ensaio GAM EXENT

Monitorar a proteína M do paciente usando

a massa molecular única com uma precisão

de ±4 m/z. O aumento da especificidade

ajuda a resolver os desafios de interpretação

de bandas oligoclonais e interferência

de anticorpos terapêuticos.

Revisar e registrar a proteína M do paciente para análise e rastreamento futuros. Outros picos oligoclonais (transientes)

podem ser incluídos como comentário, pois a importância clínica dos picos oligoclonais não é bem compreendida.

1. Relatar os resultados finais ao médico

solicitante ou ao laboratório.

2. Salvar os resultados do paciente no banco

de dados para análises futuras.

Amostra de soro basal

Momento 1 Momento 2 Momento 3 Momento 4

PIDXXX

PIDXXX

IgG total

IgA total

IgM total

MATÉRIA DE CAPA

Resumo

Ao utilizar o Ensaio GAM EXENT, é útil uma linha de base ou amostras de soro de pré-tratamento para determinar a proteína M

do paciente. Isso pode ser usado para monitorar a doença do paciente durante o tratamento. No entanto, amostras basais nem

sempre estão disponíveis. Este fluxograma explica como gerar resultados significativos, esteja ou não disponível uma amostra

basal. Consulte o seu MSL local do EXENT para obter informações adicionais ou esclarecer dúvidas sobre o estabelecimento

da linha de base dos pacientes utilizando o Ensaio GAM EXENT.

Descubra como seu laboratório pode se beneficiar

visitando thermofisher.com/bindingsite

*O Ensaio GAM EXENT refere-se ao Isotipo de Imunoglobulina (GAM) para o Analisador EXENT®.

EXENT é uma marca registrada da The Binding Site Group Limited (Birmingham, UK) em certos países.

A disponibilidade do produto está sujeita a análise regulatória específica do país. Não disponível para uso nos EUA ou na China.

JUNHO DE 2025 | BAT009_0525

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025

63


GESTÃO LABORATORIAL

GESTÃO ECONÔMICA DE VANGUARDA PARA

LABORATÓRIOS CLÍNICOS

VOLUME 13: LABORATÓRIOS – GESTÃO PELA QUALIDADE TOTAL

(GQT / TQC): GESTÃO ESTRATÉGICA DE LONGO PRAZO –

INOVAÇÃO - EFICÁCIA

Por Humberto Façanha da Costa Filho

Introdução geral

Em 2025, a Unidos Consultoria

e Treinamento

completou 25 anos de

existência, cumprindo

fielmente a sua razão

de existir: fazer o possível

para socializar tudo

que conhecemos sobre

gestão de laboratórios

clínicos, pois acreditamos

firmemente que a divisão

do conhecimento é na

verdade, a multiplicação

das oportunidades para

todos, resultando em

uma sociedade mais justa

e um País melhor. Criamos

o PROGELAB – Programa

Nacional para Profissionalização

da Gestão

Laboratorial, cujo macro

OBJETIVO é disponibilizar

uma solução prática em

gestão econômica profissional,

com fundamento

científico e em exemplos

reais advindos da rotina

do dia a dia dos laboratórios

clínicos, para os

gestores cuja formação

não é administração,

acessível não somente

aos grandes, mas também

aos pequenos e médios

laboratórios. A VISÃO do

PROGELAB é aumentar a

competitividade e reduzir

o risco de insolvência dos

laboratórios clínicos do

País, proporcionando a

manutenção dos empregos

e uma justa remuneração

aos seus acionistas.

Volume 13: Laboratórios

– Gestão pela Qualidade

Total (GQT/TQC):

Gestão Estratégica de

Longo Prazo – Inovação

– Eficácia

• Resumo dos volumes

anteriores da Coleção

Foram identificados

os fatores determinantes

para o sucesso

64

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


dos investimentos em

se refere a dimensão da

inerentes aos negócios

GESTÃO LABORATORIAL

laboratórios

clínicos.

importância do merca-

nas análises clínicas.

Destes vamos estudar

do, no que tange para

Permanecendo

no

de forma permanente

definir o sucesso ou fra-

assunto, estudamos o

o fator que dá o título

casso dos investimen-

mais importante dos

para a Coleção: Gestão

tos em laboratórios

riscos, que é a insol-

Econômica de Vanguar-

clínicos. Passo seguinte

vência (falência; que-

da para Laboratórios

tratamos do futuro que

bra) dos laboratórios e

Clínicos. Iniciamos a

o mercado nos reserva

apresentamos a “Teoria

análise do “Mercado”,

e da Matriz das Pers-

da Operação Ótima”, por

identificado como um

pectivas Empresariais,

nós desenvolvida, que

fator decisivo para o

que relaciona a ges-

visa reduzir os riscos

sucesso dos empreen-

tão econômica com o

mantendo ainda, um

dimentos nas análises

mercado. Na sequência

padrão ético de ope-

clínicas. Apresentamos

finalizamos o tema do

ração. Passo seguinte

o conceito da primeira

mercado, com uma

iniciamos o macro fun-

e da segunda disrupção

análise para onde vão

damento do PROGELAB,

no mercado. Continua-

os laboratórios clínicos

que é a GQT/TQC e o SIG

mos debatendo o tema

(“Quo vadis”). Em con-

com conceitos gerais e

abordando as grandes

tinuidade

iniciamos

controle de processos.

tendências que deter-

outro importante fator

Neste eBook continua-

minaram novos tempos

determinante para o

mos tratando do assun-

para os laboratórios.

sucesso dos investi-

to com o tema da ges-

Após abordamos uma

mentos em laborató-

tão estratégica de longo

questão definitiva que

rios: a gestão dos riscos

prazo, inovação e eficácia.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 65


GRUPO BLISTER


MADE IN TOMIOKA

JAPAN


GESTÃO LABORATORIAL

• Gestão estratégica de

longo prazo – Inovação

(Deming Prize, Malcolm

Baldrige National Qua-

um modelo sistêmico

de gestão adotado por

– Eficácia

lity Award, European

inúmeras organizações

No eBook anterior abor-

Quality Prize, Prêmio

de classe mundial. São

damos o conceito do

Nacional da Qualidade

construídos sobre uma

controle de processos

e Prêmio Ibero-Ameri-

base de conceitos fun-

na Gestão pela Qualida-

cano da Qualidade) não

damentais,

essenciais

de Total (GQT) ou Con-

é significativa, porque

à obtenção da excelên-

trole Total da Qualidade

existe quase que um

cia do desempenho. O

(TQC em inglês). Agora

“consenso” entre eles.

Modelo de Excelência

um tema também de

Estes prêmios se asse-

da Gestão® (MEG), em

muita relevância: a

melham muito devido

razão de sua flexibilida-

gestão estratégica de

ao fato de serem inspira-

de e – principalmente

longo prazo, caminho

dos e até mesmo basea-

– por não prescrever

indispensável para a

dos uns nos outros,

ferramentas e práticas

inovação dos laborató-

com diferenças quanto

de gestão específicas,

rios. Não conhecemos

ao enfoque principal,

pode ser útil para a ava-

outro meio para alcan-

ou quanto à área de

liação, ao diagnóstico e

çar este objetivo a não

atuação. Vamos anali-

ao desenvolvimento do

ser através dos requi-

sar o vigente no Brasil:

sistema de gestão de

sitos presentes nos

Prêmio Nacional da

qualquer tipo de orga-

prêmios de qualidade.

Qualidade (PNQ), orga-

nização. O MEG está

A variação das exigên-

nizado pela Fundação

alicerçado sobre um

cias entre os principais

Nacional da Qualidade

conjunto de conceitos

prêmios mundiais da

(FNQ). Seus Critérios de

fundamentais da exce-

excelência em gestão

Excelência

constituem

lência da gestão. Estes

68

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


conceitos originaram os

Fundamentos da Excelência,

os quais, por sua

vez, são a base dos Critérios

de Excelência da

FNQ. Estes Fundamentos

são os seguintes:

1. Pensamento sistêmico;

2. Aprendizado organizacional;

3. Cultura de inovação;

4. Liderança e constância

de propósitos;

5. Orientação por processos

e informações;

6. Visão de futuro;

7. Geração de valor;

8. Valorização das pessoas;

9. Conhecimento sobre

o cliente e o mercado;

10. Desenvolvimento

de parcerias;

11. Responsabilidade

social.

Para os laboratórios

clínicos (caso do nosso

programa PROGELAB) é

muito importante o fundamento

de número “5”

(Orientação por processos

e informações), cujo

conceito é: “Compreensão

e segmentação do conjunto

das atividades e dos

processos da organização

que agregam valor para

as partes interessadas,

sendo que a tomada de

decisões e a execução de

ações devem ter como

base a medição e a análise

do desempenho, levando-se

em consideração as

informações disponíveis,

além de incluírem-se os

riscos identificados”.

Modelo de Excelência da Gestão®.

Fonte: Critérios de Excelência 2010,2009,pg.19.

GESTÃO LABORATORIAL

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 69


GESTÃO LABORATORIAL

O Modelo de Excelência

da Gestão® (MEG) é

a organização considerada

como um sistema

resultados quantitativos

decorrentes do sistema

baseado em onze Funda-

orgânico e adaptável

de gestão, observan-

mentos da Excelência e

ao ambiente externo. O

do-se pelo menos três

colocado em prática por

critério de número “5”

períodos consecutivos,

meio de oito Critérios

(Informações e Conhe-

coerentes com ciclos de

(2010):

cimento) é a envoltória

planejamento e de aná-

1. Liderança;

dos demais, exatamente

lise do desempenho na

2. Estratégias e Planos;

pela sua característica

organização;

3. Clientes;

de fundamentar as deci-

4. Sociedade;

sões baseadas em dados

2- Níveis de desempe-

5. Informações e Conhe-

e fatos conduzindo ao

nho esperados – asso-

cimento;

critério “8” (Resultados),

ciados aos principais

6. Pessoas;

onde todas as repercus-

requisitos de partes

7. Processos;

sões são quantificadas.

interessadas – para os

8. Resultados.

resultados que os expres-

As informações que

sam a fim de permitir

O Modelo de Excelên-

seguem são requeridas

avaliar se esses requisitos

cia da Gestão® (MEG) é

para a sua construção

foram atendidos;

representado pela figura

(Critério 8 – Resultados):

mostrada a seguir, suge-

1- Séries históricas de

3- Referenciais com-

rindo uma visão sistêmica

resultados

relevantes

parativos

pertinentes

da gestão organizacional:

que permitam analisar

– para os resultados

a sua tendência recente.

da organização que

Esta figura, representa-

Para tanto, é requeri-

são comparáveis – no

tiva do MEG, simboliza

da a apresentação de

mercado ou no setor

70

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Somos

Somos

GPTW

Receber a certificação GPTW é o

reconhecimento de um trabalho feito

com propósito, respeito e dedicação,

valores que nos movem todos os dias.

Essa conquista reflete não apenas o

cuidado com as pessoas que fazem parte

da Labor, mas também o compromisso

que temos com nossos clientes: oferecer

sempre o melhor, com qualidade,

confiança e responsabilidade.

Somos Labor.

Somos Great

Place to Work.

OUT 2025-OUT 2026

Brasil

loja.laborhs.com.br

blog


GESTÃO LABORATORIAL

de atuação, na sua

região de atuação ou

O Programa Nacional

para Profissionalização

• Conclusão

Fica evidente que o GES-

mundialmente a fim de

da Gestão Laboratorial

TÃO ESTRATÉGICA DE

permitir avaliar o nível

– PROGELAB, desenvol-

LONGO PRAZO é uma

de competitividade dos

vido pela Unidos Con-

etapa determinante para

resultados

alcançados

sultoria e Treinamento

um controle prático efi-

pela organização.

é composto por um

ciente e eficaz de qual-

conjunto de Sistemas

quer organização, dentre

Os indicadores de

de TI, cujos indicadores

as quais se incluem os

desempenho de um

de desempenho (ID’s)

laboratórios clínicos. É

laboratório de análises

têm suas metas estabe-

um dos fundamentos da

clínicas que mensuram

lecidas por um proces-

GQT/TQC, portanto, do

os resultados alcan-

so de benchmarking

SIG e do PROGELAB. Nes-

çados, devem estar

competitivo, de âmbito

te, os Limites de Especifi-

alinhados no “Balan-

nacional, se tornando

cação Superior e Inferior

ced Scorecard” (BSC),

um programa inédi-

(LSE; LIE) são determina-

integrante do Plane-

to no Brasil, quiçá no

dos pelos gestores dos

jamento

Estratégico,

mundo, que avalia

laboratórios

(“clientes

onde todas as partes

competitividade e ris-

dos processos a serem

interessadas

dispõem

co de insolvência dos

controlados”) e, em últi-

de indicadores nas

laboratórios. A sua

ma análise, decorrem

perspectivas pertinen-

especialidade é a gestão

de um processo de ben-

tes, viabilizando uma

econômica dessas orga-

chmarking competitivo

avaliação completa de

nizações, sendo acessí-

com âmbito nacional.

todos os principais pro-

vel para empresas dos

São as metas de todos

cessos da organização.

mais diversos portes.

os processos econômi-

72

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



GESTÃO LABORATORIAL

cos monitorados por um

conjunto de indicadores

É neste contexto que se

insere a proposta desta

próprio SIG.

de desempenho (Itens de

Coleção: uma pequena

A Unidos Consultoria

controle e de verificação

colaboração para ajudar

e Treinamento desen-

– Outcomes e drivers).

os gestores laboratoriais

volveu o PROGELAB

Estas metas decorrem

enfrentarem este grande

– Programa Nacional

do valor médio e do

desafio presente e futuro,

para

Profissionalização

benchmark do banco de

não só da sobrevivência,

da Gestão Laboratorial,

dados da Unidos Consul-

mas de tornarem suas

composto pelos segmen-

toria e Treinamento. Pelo

organizações competiti-

tos de “CAPACITAÇÃO” e

exposto, fica claro que

vas e rentáveis! Esta é a

de “GESTÃO APLICADA”.

atualmente não basta

nossa seara. No próximo

Nestes são disponibiliza-

simplesmente se formar

eBook da Coleção, iremos

dos diversos cursos bem

e abrir um novo laborató-

continuar com a aborda-

como vários produtos

rio. Não existe mais espa-

gem do Programa Nacio-

de tecnologia da infor-

ço para a aventura, para

nal para Profissionaliza-

mação, dentre os quais,

o amadorismo na gestão

ção da Gestão Laborato-

destacamos o Sistema de

destes negócios. Há sim,

rial – PROGELAB, parte

Apoio à Decisão – Ges-

a imperiosa necessidade

integrante de um SIG

tão de Riscos – Ranking

de gestões profissionais

– Sistema Integrado de

Nacional da Compe-

nos laboratórios. Se não

Gestão, baseado na GQT

tência Gerencial (SAD-

formos

competitivos,

– Gestão pela Qualidade

-GR-RNCG). Nunca o

não

sobreviveremos

Total (TQC em inglês),

apoio às decisões foi tão

como empreendedores!

abordando o tema do

simples, completo, cien-

74

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


tífico e acessível: identificação

de problemas

de pequeno e médio

porte. A utilização de

petitiva, para decidir de

forma inteligente. Boa

GESTÃO LABORATORIAL

(diagnóstico) e análise de

um Sistema de Apoio à

leitura, melhor proveito.

causas, proporcionando

Decisão (SAD) decorre,

Esperando termos con-

a visualização das ações

fundamentalmente,

da

tribuído para a gestão

corretivas e preventivas

competição cada vez

na área das análises clí-

(soluções).

Finalmente,

maior entre as organi-

nicas, nos despedimos

este sistema contempla

algo único em termos

de gestão econômica

para laboratórios, inédito

mesmo mundialmente: o

RANKING NACIONAL DA

zações, bem como da

necessidade de obter de

forma rápida, informações

cruciais para o processo

decisório. Um SAD

é responsável por captar

até a próxima edição da

revista NewsLab.

Humberto Façanha

Diretor da Unidos Consultoria e Treinamento

Telefone e WhatsApp: 51-9.9841-5153

humberto@unidosconsultoria.com.br

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COMPETÊNCIA

GEREN-

e elaborar informações

CIAL! Tudo implantado

contidas em uma base de

à distância, via internet,

dados,

transformando-

acessível aos laboratórios

-os em vantagem com-

Humberto Façanha da Costa Filho

Engenheiro, professor, escritor e articulista. Atualmente é consultor financeiro

da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), professor das seguintes

Instituições de Ensino: UNISBAC – Universidade Corporativa da SBAC; Instituto

Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA), curso de Pós-Graduação

em Análises Clínicas e da Faculdade de Tecnologia GAP, curso de Especialização

em MBA Gestão Laboratorial. CEO da Unidos Consultoria e Treinamento.

www.unidosconsultoria.com.br

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 75


AUDITORIA E QUALIDADE

PEQUENAS GRANDES MUDANÇAS:

AJUSTES SIMPLES QUE GERAM GRANDES

IMPACTOS NA QUALIDADE

Por Waldirene Nicioli

Muitas vezes, quando

falamos em melhoria

da qualidade, logo

pensamos em grandes

investimentos, novas

tecnologias ou mudanças

estruturais profundas.

Mas a experiência

mostra que, no cotidiano

laboratorial, são os

pequenos ajustes que,

somados, constroem

resultados consistentes

e sustentáveis. A excelência,

afinal, é mais consequência

da constância do

que da grandiosidade.

Quem trabalha em laboratório

sabe: cada detalhe

importa. Um simples

ajuste no fluxo de amostras

pode reduzir retra-

balhos, uma revisão na

comunicação interna

pode evitar atrasos, e

uma orientação mais

clara ao paciente pode

diminuir a necessidade

de recoletas. Pequenas

ações, quando bem

pensadas, eliminam gargalos

silenciosos e fortalecem

a confiabilidade

dos resultados.

A melhoria contínua se

alimenta dessas percepções

sutis, de observar

o que ninguém vê, de

questionar o que sempre

foi feito do mesmo jeito.

O profissional atento

percebe que a qualidade

não está apenas

nos indicadores ou nos

relatórios, mas nos gestos

diários de cuidado e

atenção. São as pequenas

decisões, tomadas

com responsabilidade e

propósito, que moldam

a cultura da qualidade

de uma instituição.

Um dos grandes diferenciais

de um sistema de

gestão maduro é justamente

essa capacidade

de enxergar oportunidades

de aprimoramento

no dia a dia. Isso inclui

desde revisar formulários

que se tornaram complexos

demais até repensar

o posicionamento

de uma bancada para

otimizar a ergonomia

da equipe. Essas peque-

76

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Inteligência artificial em hematologia

para laboratórios de todos os tamanhos

CellaVision® DC-1

O analisador DC-1 pode ser

implementado em laboratórios de

pequeno volume de amostras ou

conectado a uma rede de laboratórios.

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CellaVision® DM9600

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de médio e grande volume de amostras:

de grande volume de amostras:

Capacidade: 12 lâminas

Capacidade: 96 lâminas, com

Rendimento: 20 lâminas/hora*

acesso contínuo

Rendimento: 30 lâminas/hora*

*O tempo de processamento pode variar, a depender da qualidade do esfregaço, concentração de leucócitos e número de não leucócitos

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AUDITORIA E QUALIDADE

nas melhorias, muitas

vezes invisíveis aos olhos

externos, têm impacto

aprender com os resultados,

mesmo quando eles

não saem exatamente

equipamentos novos,

mas se constroem com

disciplina e propósito.

direto na produtividade,

como o planejado.

na segurança e no clima

A excelência, portanto,

organizacional.

Nas auditorias, é

não está apenas nas

comum

identificar

grandes conquistas, mas

Vale lembrar que toda

laboratórios que, mes-

nas pequenas decisões

grande

transformação

mo sem grandes recur-

diárias que mantêm o

começa com um primeiro

sos, alcançam níveis

laboratório em evolução

passo. Ninguém precisa

altíssimos de desempe-

constante. Porque qua-

revolucionar o labora-

nho justamente porque

lidade não é um projeto

tório de um dia para o

investem em atitudes

com data para acabar, é

outro. Pelo contrário, o

simples: revisar perio-

um hábito. E quando esse

segredo está em criar

dicamente seus proces-

hábito se enraíza, cada

um ambiente em que a

sos, escutar suas equi-

pequena mudança deixa

mudança seja natural,

pes e aprender com as

de ser detalhe para se

bem-vinda e contínua.

não

conformidades.

tornar parte da essência

Um espaço onde as pes-

Essa maturidade se

do que fazemos: garan-

soas se sintam à vontade

traduz em eficiência e

tir resultados confiáveis

para sugerir melhorias,

confiança, valores que

e cuidado genuíno em

testar novas ideias e

não se compram com

cada etapa do processo.

Autora:

Waldirene Nicioli

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Especialista em Farmacologia Clínica, Proprietária Examinare Análises

Clínicas, Proprietária Laboratório Prime Inovare, Auditora líder Sistema Nacional de Acreditação - SNA/DICQ, Membro fundadora da Central de

Negócios do Grupo ACB - Análises Clínicas Brasil e ABRALAB - Associação Brasileira de Laboratórios, Membro do Grupo Técnico de Trabalho em

Análises Clínicas do CRF/PR, Uma das fundadoras da OFAC Brasil - Organização Feminina de Análises Clínicas.

78

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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LABNEWS

AVALIAÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR

EM PACIENTES HIPERTENSOS: ANÁLISE CRÍTICA DO LIPIDOGRAMA

E NOVOS BIOMARCADORES SEGUNDO A DBHA 2025

A nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia redefine a forma como medimos o

risco cardiovascular — do lipidograma básico à era dos biomarcadores preditivos.

Por: Andreza Martins

Introdução

A Diretriz Brasileira de

Hipertensão Arterial –

2025 (DBHA 2025) marca

um ponto de inflexão

na abordagem clínica da

hipertensão no Brasil.

Elaborada em conjunto

pela Sociedade Brasileira

de Cardiologia

(SBC), Sociedade Brasileira

de Hipertensão

(SBH) e Sociedade Brasileira

de Nefrologia

(SBN), a nova diretriz

consolida avanços científicos

e atualiza condutas

que refletem uma

visão mais integrada,

preventiva e personalizada

do cuidado com o

paciente hipertenso.

Mais do que uma atualização

técnica, o documento

propõe uma

mudança de paradigma:

a hipertensão deixa

de ser vista apenas como

uma elevação numérica

da pressão arterial para

ser compreendida como

um distúrbio sistêmico

e multifatorial, com

impactos vasculares,

metabólicos e inflamatórios

que se estendem

por todo o organismo.

Com 154 páginas e

mais de 30% de recomendações

inéditas

em relação à edição

anterior, a DBHA 2025

reforça a necessidade

de um olhar ampliado

sobre o paciente — da

detecção precoce ao

monitoramento contínuo,

passando por uma

estratificação de risco

cada vez mais precisa.

Entre os destaques,

estão a inclusão do

escore PREVENT¹ como

ferramenta de referência

para estimativa do

¹ PREVENT (Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events): escore de risco cardiovascular desenvolvido a partir de coortes norte-americanas contemporâneas e validado para aplicação na população brasileira. Utiliza variáveis

como idade, sexo, pressão arterial sistólica, colesterol total, HDL, diabetes, tabagismo e uso de anti-hipertensivos para estimar a probabilidade de eventos cardiovasculares em 10 anos. A DBHA 2025 recomenda sua adoção progressiva

em substituição ao escore de Framingham, por apresentar melhor desempenho preditivo em faixas etárias intermediárias e em pacientes com múltiplos fatores de risco.

80

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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Inovação e pioneirismo

na coleta domiciliar.

Quais os benefícios de contar com

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Agilidade:

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processamento das amostras.

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e interferentes analíticos.

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LABNEWS

risco global, o reconhecimento

da pré-hipertensão

como categoria

clínica ativa, e a incorporação

de novos biomarcadores

e métodos

de imagem na avaliação

cardiovascular.

Essas mudanças apontam

para o futuro da

medicina cardiovascular:

uma prática orientada

por dados, predição

e personalização.

Dentro desse novo cenário,

o presente artigo

analisa um dos eixos

mais relevantes da diretriz

— a avaliação do

risco cardiovascular

em pacientes hipertensos,

com foco especial

no lipidograma e nos

biomarcadores emergentes

que estão transformando

a forma de

prever e prevenir eventos

cardiovasculares.

O Papel do Lipidograma

na Avaliação Complementar

do Paciente

Hipertenso

A solicitação do lipidograma

de rotina continua

sendo uma prática

inegociável em todos

os pacientes com hipertensão

arterial (HA),

idealmente na primeira

consulta e, no mínimo,

uma vez ao ano.

“O lipidograma deixou de

ser um painel numérico para

se tornar um espelho metabólico.

Cada fração lipídica

conta uma parte da história

do risco cardiovascular.”

A DBHA 2025 mantém

os quatro parâmetros

fundamentais para a

quantificação do risco

dislipidêmico:

82

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


A diretriz recomenda

dar maior ênfase ao

Dislipidemia como Fator

de Risco Cardiovascular

medida laboratorial, mas

uma ação preventiva de

LABNEWS

colesterol

não-HDL,

(FRCV) Independente

alto impacto clínico.

por refletir de forma

mais ampla o conteúdo

A DBHA 2025 reafirma

que a dislipidemia é um

Rumo a uma Estratifi-

de lipoproteínas atero-

FRCV

independente

cação de Risco Perso-

gênicas — especialmente

útil em pacientes com

hipertrigliceridemia,

e modificável, cuja

detecção requer intervenção

terapêutica e

nalizada: O Papel dos

Novos Biomarcadores

Um dos pontos mais

síndrome

metabólica

educacional imediata.

inovadores da DBHA

ou diabetes mellitus.

2025 é a incorporação

A coexistência entre

de

biomarcadores

O LDLc, embora continue

central, deve ser

interpretado no con-

hipertensão e dislipidemia

é um sinergismo

deletério, em que a

emergentes e métodos

de imagem avançados

à estratificação do risco

texto clínico global. A

agressão

hemodinâ-

cardiovascular.

fórmula de Friedewald

(CT – [HDL + TG/5])

ainda é válida, mas sua

confiabilidade se limita

a triglicerídeos < 400

mica da HA acelera o

transporte lipídico para

o endotélio, perpetuando

a inflamação e a

disfunção vascular.

A diretriz reconhece

que a avaliação clássica

(lipidograma, glicemia,

função renal) deve ser

mg/dL. Acima disso,

complementada

por

recomenda-se método

Assim, identificar e tratar

marcadores

prediti-

direto de dosagem.

a dislipidemia não é uma

vos, capazes de refinar

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 83


LABNEWS

o prognóstico, especialmente

em pacientes de

liar de DAC precoce,

risco alto sem causa

disfunção

assintomática.

ventricular

risco intermediário

aparente ou resposta

subótima a terapia

• Ajudam a diferenciar

Entre os biomarcado-

hipolipemiante.

remodelamento fisioló-

res destacados estão:

gico de cardiomiopatia

Lipoproteína(a) [Lp(a)]

Troponina ultrassensível

hipertensiva incipiente.

• Determinada genetica-

(Tn-us)

mente, atua como mar-

• Detecta lesão miocár-

• Escore de cálcio coro-

cador de risco residual

dica subclínica e ajuda a

nariano (CAC)

e não é influenciada por

identificar pacientes com

• Método de imagem não

dieta ou estatinas.

risco de insuficiência

invasivo que quantifica

cardíaca mesmo antes

o depósito de cálcio nas

• Concentrações ele-

da manifestação clínica.

artérias coronárias.

vadas (≥ 50 mg/dL)

associam-se a doença

• Sua elevação discreta

• Um escore >100 Agats-

coronariana

precoce,

em hipertensos pode

ton aumenta significati-

estenose aórtica calci-

sinalizar

microlesão

vamente a probabilidade

ficada e eventos cardiovasculares

recorrentes.

• Sua dosagem é indicada

em pacientes

com histórico fami-

endotelial persistente.

• Peptídeos natriuréticos

(BNP e NT-proBNP)

• Indicados em hipertensos

com suspeita de

de eventos coronarianos

em 10 anos, mesmo com

LDL normal.

Esses parâmetros, conforme

destaca a dire-

84

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



LABNEWS

triz, não substituem

o lipidograma, mas

o contextualizam —

transformando a estratificação

de risco em um

processo mais preciso e

personalizado.

Da Estratificação à

Prevenção Preditiva

A DBHA 2025 propõe uma

transição importante: da

estratificação tradicional

para a prevenção

personalizada baseada

em risco global.

“Estamos saindo da era

do tratamento uniforme

para a era da vigilância

personalizada.”

Essa abordagem é coerente

com o movimento

mundial de medicina

cardiovascular de precisão,

em que algoritmos

de risco, genética e biomarcadores

convergem

para decisões terapêuticas

individualizadas.

O laboratório diante

da nova rotina da

hipertensão

Marcadores como Lipoproteína(a),

troponina

ultrassensível, peptídeos

natriuréticos (BNP/

NT-proBNP) e o escore

de cálcio coronariano

já eram reconhecidos

como preditores de risco

cardiovascular.

Com a nova diretriz, passam

a integrar de forma

mais sistemática os protocolos

de avaliação de

pacientes hipertensos,

especialmente na estratificação

de risco intermediário

ou incerto.

O uso integrado do

escore PREVENT, lipidograma

expandido, Lp(a)

e marcadores cardíacos

permite intervenções

proativas — antes que

A Diretriz Brasileira de

Hipertensão Arterial –

2025 (DBHA 2025) não

apresenta novos biomarcadores,

mas redefine

a frequência e a

abrangência com que

Essa atualização amplia a

responsabilidade técnica

dos laboratórios clínicos,

que deverão garantir

métodos de alta sensibilidade,

padronização

interlaboratorial e

o dano vascular se manifeste

clinicamente.

devem ser utilizados

na prática clínica.

interpretação consistente

dos resultados.

86

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


A migração desses exames

do contexto especia-

avaliação passa a exigir

painéis mais amplos e

estratificação do risco

cardiovascular baseada

LABNEWS

lizado para a rotina assis-

interpretados em con-

em evidências.

tencial demanda ajustes

junto com os demais

operacionais, capacitação

indicadores de risco.

Quer

acompanhar

de equipes e integração

outras análises sobre

com sistemas de apoio à

Os marcadores são

diretrizes, biomarcado-

decisão clínica.

conhecidos, mas seu

res e tendências na área

uso passa a ser manda-

laboratorial e médica?

O principal ponto de

tário.

Convido você a me

atenção não é a novi-

Na prática, isso repre-

acompanhar no LinkedIn,

dade tecnológica, mas

senta uma mudança de

onde compartilho con-

a incorporação efetiva

escala. O desafio para o

teúdos técnicos e refle-

desses parâmetros à

setor laboratorial é asse-

xões sobre inovação em

rotina de avaliação.

gurar acesso, qualidade

saúde:

linkedin.com/in/

analítica e comunica-

andrezapatriciamartins

Com a DBHA 2025, o

lipidograma isolado

deixa de ser suficiente: a

ção técnica eficiente

com o corpo clínico, consolidando

seu papel na

Referência

Brandão AA, Rodrigues CIS, Bortolotto LA,

Armstrong AC, Mulinari RA, Feitosa ADM, et al.

Diretriz Brasileira de Hipertensão

Arterial – 2025. Arq Bras Cardiol.

2025;122(9):e20250624. DOI: 10.36660/

abc.20250624

Autora:

Andreza Martins

Biomédica (UNIRIO), mestre em Bioquímica Médica (UFRJ) e MBA em Marketing Digital (IBRA). Atua há mais de 20 anos na interface entre

ciência, educação e inovação em saúde. Especialista em conteúdo médico e educação digital, é sócia fundadora da Cúbica, estúdio

especializado em conteúdo técnico e soluções educacionais digitais para o setor da saúde.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 87


MINUTO LABORATÓRIO

IMERSÃO NO MAPA GLOBAL DA QUALIDADE:

DESAFIOS E CONQUISTAS

Por Fábia Bezerra

A Sociedade Internacional

da Qualidade

(ISQua) foi fundada em

1985 com o objetivo de

promover melhorias na

qualidade e segurança

da Qualidade que aconteceu

pela segunda vez em

sua história, aqui no Brasil.

Nem preciso dizer o quanto

participar deste evento

demonstra um enorme

A partir dos desafios e

experiências bem-sucedidas

de outros países,

me inteirei melhor a

como adaptar soluções

inovadoras a nossa rea-

dos cuidados em saúde

comprometimento

com

lidade, como por exem-

em nível global. Possui

conexão com mais de

70 países e é a responsável

por avaliar e reco-

a excelência profissional e

agrega valor ao currículo

de qualquer profissional

da saúde. Onde temos a

plo, os treinamentos

corporativos. Sabemos

o quão desafiador é

repetir ano após ano os

nhecer a competência

chance de interagir com

treinamentos

padrões

das instituições que realizam

acreditações na

área da saúde, inclusive

em nosso país.

Tive a oportunidade de

participar este ano da 41º

Conferência Internacional

líderes globais, representantes

de organizações

como WHO, JCI, IHI, ANVI-

SA, IBES, ONA e outras

acreditadoras. O que fortalece

conexões e abre

portas para colaborações

internacionais.

e garantir a adesão das

equipes. E desta experiência,

me inteirei sobre

a Gamificação.

O modelo de Gamificação

é uma abordagem

que utiliza elementos

88

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


O tempo é ouro

para os rins!

Migrar da proteinúria para albuminúria é evolução

A ciência evoluiu: a albuminúria é o novo padrão para

detectar precocemente a Doença Renal Crônica 1 .

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UC-3500

Urinálise • Hematologia • Hemostasia • Citometria de Fluxo

1

NAH, E. H. et al. Screening of chronic kidney disease in

primary health. Ann. Public Health Rep., v. 1, n. 1, p. 1–10, 2021.


MINUTO LABORATÓRIO

de jogos — como pontos,

desafios, recompensas

e rankings — para

tornar o aprendizado

mais envolvente, eficaz

e motivador. Essa metodologia

tem ganhado

destaque por transformar

conteúdos técnicos

e obrigatórios em

experiências interativas

e prazerosas, especialmente

em ambientes

hospitalares e institucionais

onde o treinamento

contínuo é essencial.

Podemos envolver nosso

time, e buscar a criatividade

de cada um,

para planejar treinamentos

mais estimulantes

e capazes de causarem

mais efeitos de retenção

do conhecimento. Esta

manobra gera senso de

pertencimento e aumenta

o comprometimento.

Um bom exemplo, é o

treinamento de lavagem

de mãos: podemos

realizar Quizzes interativos

com perguntas

sobre técnica, tempo

de fricção, uso de produtos

e momentos adequados

para higienização.

Podemos também,

pensar em um sistema

de recompensas como:

90

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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MINUTO LABORATÓRIO

pontos entre equipes,

ranking do mês, certi-

rativa, foi sobre Comunicação

Efetiva: formamos

e receptor do plantão

e o ambiente se tornou

ficações do tipo: líder

grupos de quatro pes-

tão barulhento que foi

que mais mobilizou sua

soas onde simulamos

difícil para o receptor

equipe, setor com maior

que: A primeira pessoa

conseguir entender o

adesão, melhor desem-

era o enfermeiro res-

emissor. Após a pas-

penho coletivo etc.

ponsável pela passa-

sagem do plantão, o

gem de plantão dentro

observador

apontou

Associe o sucesso do

de um ambiente muito

que o emissor por mais

treinamento

gamifica-

barulhento, a segunda

que estivesse concen-

do a indicadores estratégicos,

como redução

pessoa era o profissional

que estava receben-

trado na passagem das

informações, estas não

de infecções hospita-

do o plantão, a terceira

estavam

obedecendo

lares ou melhoria nos

resultados de auditorias.

Evidenciando à

todos que o plano não é

apenas “divertido”, mas

também alinhado aos

objetivos da Instituição.

Outra aula que participei

– inclusive bem inte-

pessoa era um observador

e a quarta, o advogado

do paciente que

assistia a tudo. Os organizadores

desta dinâmica

colocaram som alto,

ficaram interrompendo

a fala de todos os grupos,

fizeram de tudo

para distrair o emissor

uma ordem de dados de

cada paciente, às vezes

começava pela pressão,

outras pela diurese e

alguns casos iniciava a

passagem falando do

acompanhante, o emissor,

embora estivesse

com uma ficha de passagem

nas mãos, não

92

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


seguia uma sequência.

Com isso, se perdia nas

de gravidade e que toda

informação repassada,

que nos ajuda a adaptar

soluções inovadoras

MINUTO LABORATÓRIO

informações recebidas.

fosse realizada um rea-

à realidade local. É um

dback ao ser registrada

espaço para comparti-

O Advogado do pacien-

– especialmente dados

lhar desafios e descobrir

te que também estava

críticos. Com estas

novas abordagens para

observando,

sugeriu

pequenas

manobras,

superá-los. E estas foram

algumas manobras: a

primeira é que seguissem

uma ordem padrão

de informações, onde

fizessem a passagem do

plantão seguindo tópicos,

de preferência que

começassem pelo grau

em outra rodada de

dinâmica, conseguimos

atingir 100% de Meta 2.

A conferência promove

conexões com instituições

do mundo todo,

nos trazendo ideias

só algumas das aulas

desta imersão incrível

que esta conferência

nos proporcionou. No

próximo ano, a Conferência

será em Dublin e

espero que a gente se

encontre por lá!

Autora:

Fábia Bezerra

Biomédica, pós-graduada em Gestão da Qualidade e Auditoria em Saúde.

Gerente Nacional de Qualidade da Hapvida Diagnóstico.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 93


BIOSSEGURANÇA I

RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA:

O DESAFIO DA BIOSSEGURANÇA NA SAÚDE

CONTEMPORÂNEA

Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Aryanne Mendes Pereira, Gabriela Pontual Dornellas Camara, Maitê Dias Dino

A biossegurança constitui

A abordagem Saúde

O uso inadequado de

um elemento essencial

Única, que reconhece a

antimicrobianos

em

para prevenir a exposi-

interdependência

entre

hospitais e comunidades

ção a agentes biológicos

seres humanos, animais

favorece a seleção de bac-

e limitar a dissemina-

e ecossistemas, oferece

térias

multirresistentes,

ção de microrganismos

resistentes. A resistência

antimicrobiana (RAM) é

uma estrutura para compreender

os impactos

da RAM e implementar

como Klebsiella pneumoniae

e Acinetobacter

baumannii, aumentando

reconhecida como uma

medidas de biossegu-

a

morbimortalidade,

das principais ameaças

globais, emergindo de

práticas inadequadas em

rança de forma integrada,

incluindo o uso correto

de equipamentos

prolongando o tempo

de internação e sobrecarregando

os sistemas

hospitais,

laboratórios

de proteção individual

de saúde. Além disso, a

e na produção agropecuária,

comprometendo

a eficácia terapêutica e

aumentando os riscos

(EPIs), higienização das

mãos, descarte seguro

de resíduos biológicos

e monitoramento

exposição a microrganismos

resistentes pode

gerar impactos indiretos,

como a necessidade de

ocupacionais e ambien-

ambiental

constante

tratamentos mais agres-

tais (Silva et al., 2025).

(Ajose et al., 2024).

sivos, aumento da toxici-

94

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



BIOSSEGURANÇA I

dade medicamentosa e

complicações secundárias

decorrentes da hos-

Estudos brasileiros

identificaram cepas

resistentes de Escheri-

-adquiridos, vacinação

adequada, monitoramento

sanitário contí-

pitalização

prolongada

chia coli e Salmonella

nuo e manejo correto

(Fernández Salgueiro et

spp. em suínos, aves

de dejetos, reduzindo a

al., 2024). Protocolos de

e bovinos, incluindo

circulação de microrga-

biossegurança, incluindo

resistência a antimi-

nismos resistentes e pro-

isolamento de pacientes

crobianos críticos para

tegendo a saúde coletiva

infectados,

monitora-

humanos (Ferreira et

(Silva et al., 2025).

mento

microbiológico

al., 2025). Os impac-

contínuo,

treinamento

tos indiretos na saúde

Sabemos que o ambien-

periódico das equipes e

incluem maior vulnera-

te atua como reservató-

programas de uso racio-

bilidade dos animais a

rio de genes de resistên-

nal de antimicrobianos,

infecções oportunistas,

cia, sendo influenciado

são fundamentais para

necessidade de tera-

por resíduos hospitala-

mitigar esses efeitos

pias combinadas mais

res, efluentes urbanos

(WHO, 2023).

complexas e risco de

e agroindustriais que

transmissão de pató-

transportam microrga-

O uso de antimicro-

genos resistentes para

nismos resistentes para

bianos para preven-

trabalhadores e consu-

rios, solos e vegetação,

ção ou promoção de

midores. Medidas de

facilitando a transferên-

crescimento

contribui

biossegurança eficazes

cia horizontal de resis-

para a disseminação

nesse contexto envol-

tência e a exposição de

de resistência, afetan-

vem controle de acesso

comunidades humanas

do a produtividade e

a instalações, quaren-

e animais (La Rosa et

a segurança alimentar.

tena de animais recém-

al., 2025). Os impactos

96

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


indiretos incluem contaminação

de recursos

hídricos, comprometi-

cação comunitária, são

cruciais para minimizar

riscos biológicos e

(Ferreira et al., 2025).

Apesar dos desafios de

comunicação entre seto-

BIOSSEGURANÇA I

mento de ecossistemas

preservar a integridade

res e lacunas na capaci-

e aumento da circu-

ambiental (Rhouma et

tação profissional (Ajose

lação de patógenos

al., 2023).

et al., 2024; WHO, 2023),

multirresistentes

em

investir em educação

populações

vulnerá-

Concluímos que a imple-

continuada,

protocolos

veis. Estratégias de

mentação da aborda-

padronizados e moni-

biossegurança ambien-

gem Saúde Única no

toramento

ambiental

tal, como tratamento

Brasil é essencial para

reforça a biossegurança

adequado de efluen-

enfrentar a resistência

como elemento central

tes, monitoramento de

antimicrobiana,

inte-

de prevenção e controle

antimicrobianos

em

grando vigilância labo-

da RAM, promovendo

água e solo, planeja-

ratorial, redução do uso

impactos positivos na

mento seguro de áreas

de antimicrobianos na

saúde humana, animal

de descarte de resíduos

agropecuária e incentivo

e ambiental (Silva et al.,

agropecuários e edu-

a práticas sustentáveis

2025; Ajose et al., 2024).

Autores:

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

(@dr.biossegurança)

Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;

palestrante e consultor em biossegurança.

Contato: drbiosseguranca@gmail.com

Aryanne Mendes Pereira

Acadêmica de Medicina, Uninassau

Gabriela Pontual Dornellas Camara

Acadêmica de Medicina, Uninassau

Maitê Dias Dino

Acadêmico de Medicina, Uninassau

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 97


BIOSSEGURANÇA II

SUSTENTABILIDADE & BIOSSEGURANÇA:

O DESAFIO PARA O EQUILÍBRIO ENTRE O DESCARTE

SEGURO E A RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Rhayane Mirelli Maria Queiroz do Nascimento, Allany Mikaelly da Silva

A biossegurança conta

com normas para pre-

contaminação cruzada.

Contudo, o tratamen-

Analisar a importância

da biossegurança no

venir

contaminações

to também traz riscos

manejo de resíduos

dos trabalhadores e do

ambiente, o que consiste

em uma prática sustentável

até certo nível,

uma vez que o excesso

de cuidados voltados

à contaminação gera o

aumento de resíduos,

e torna-se um impasse

voltado à responsabilidade

ambiental. (Penna,

et al., 2020).

Em 2021, 39% dos hospitais

não dispunham

de serviços de gestão de

resíduos. Isso implica no

indiretos à saúde ao

liberar agentes tóxicos

no meio ambiente, se

não houver manuseio

correto. (OMS, 2021)

O desequilíbrio das

atividades de saúde

gera prejuízo ambiental,

prova disso é que

o setor de saúde é responsável

por 4,6% das

emissões de gases do

efeito estufa. É necessário

analisar possíveis

atividades para o

equilíbrar a segurança

hospitalares, destacando

os desafios de conciliar

a segurança biológica

dos profissionais

com práticas ambientalmente

sustentáveis.

No Ambiente hospitalar,

a biossegurança é

essencial no manejo dos

Resíduos de Serviços de

Saúde (RSS), que envolvem

materiais potencialmente

contaminantes e

podem causar acidentes

e disseminação de

patógenos, ao exigir os

descarte incorreto de

biológica e a ambien-

princípios:

precaução,

materiais e na possível

tal (Tee, et al., 2024).

responsabilidade e hie-

98

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Não é só um coletor.

É Descarpack.


BIOSSEGURANÇA II

rarquização dos riscos

(Garcia; Zanetti-Ramos,

2004; Penna et al., 2010).

O PGRSS deve estar

disponível para consulta

da equipe por

clagem de materiais,

otimização de rotas e

diminuição do volume

detalhar as etapas

total de resíduos. Sua

Além disso, a biossegu-

do resíduo, desde a

efetividade

depende

rança protege a saúde

segregação, ao sepa-

do conhecimento e

do trabalhador. Entre

rar conforme risco e

capacitação

contínua

2018 e 2022, o Ministé-

tipo, como infectantes,

da equipe (Almeida;

rio da Saúde registrou

químicos e perfurocor-

Reinert Junior, 2022;

329.176 acidentes de

tantes, o acondiciona-

Penna et al., 2010).

trabalho com exposição

mento em recipientes

a material biológico no

apropriados,

coleta

A disposição final dos

Brasil, sendo 179.225

e transporte interno,

RSS,

normalmente

(54,4%) com profissio-

armazenamento

tem-

envolve aterros sani-

nais da enfermagem,

porário e tratamen-

tários, aterros de resí-

principalmente

técni-

to, até a disposição

duos controlados de

cos e auxiliares. Esses

ambientalmente

cor-

classe I, aterros contro-

acidentes, se causados

reta (Almeida; Reinert

lado, lixão e valas. Atu-

por

perfurocortantes,

Junior, 2022).

almente há o aumento

são vias importantes de

exacerbado dos RSS,

transmissão de hepatite

Além de garantir segu-

acredita-se que a

B, C e HIV, o que exige o

rança, o PGRSS contribui

melhor forma de dimi-

uso de EPIs, capacitação

para a sustentabilidade

nuir esses excessos é a

periódica e monitora-

institucional, ao propor

reinserção do material

mento de protocolos

redução de plásticos,

na cadeia produtiva.

(BRASIL, 2023).

reutilização ou reci-

(Nery; Georges, 2024).

100

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


É necessário a análise

com segurança de como

diminuir o descarte de

que a área da saúde

ignora, por vezes, o prejuízo

ambiental causado

e a aplicação rigorosa

de protocolos evitam

acidentes e contamina-

BIOSSEGURANÇA II

lixo hospitalar, o material

(Borowy, 2020).

ções, mas fornece risco

descartado pode ser útil

ambiental, consideran-

para uso posterior, o que

O PGRSS organiza todas

do que o setor de saúde

contribui para a redução

as etapas do manejo

causa uma parcela rele-

do aumento de resídu-

de resíduos e fornece

vante das emissões de

os no meio ambiente.

diretrizes que reduzem

gases do efeito estufa e

Os resíduos de saúde

riscos

ocupacionais

do descarte de resíduos

podem vir a impactar de

e promovem práticas

sólidos. Conclui-se que

forma médica, sanitária,

sustentáveis.

conciliar

biosseguran-

ambiental e econômica,

ça e sustentabilidade

por isso, é útil equilibrar

A capacitação contí-

requer planejamento e

esses campos, uma vez

nua dos profissionais

ações integradas.

Autores:

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

(@dr.biossegurança)

Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;

palestrante e consultor em biossegurança.

Contato: drbiosseguranca@gmail.com

Rhayane Mirelli Maria Queiroz do

Nascimento

Acadêmica de Medicina, Uninassau

Allany Mikaelly da Silva

Acadêmica de Medicina, Uninassau

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 101


CITOMETRIA DE FLUXO

AUTOMAÇÃO EM CITOMETRIA DE FLUXO

Por Fernanda Vitelli Lins, Rafaele Loureiro de Azevedo, Bruna Garcia Nogueira e Helena Varela de Araújo

A automação de processos

em laboratórios

clínicos não é um tema

recente, uma vez que os

primeiros analisadores

automatizados de bioquímica

foram lançados

em 1956. No entanto,

testes que demandam

processamento especializado,

como a citometria

de fluxo, ainda

representam um desafio

significativo para a

implementação de soluções

automatizadas.

De modo geral, a automação

laboratorial tem

como principal vantagem

o aumento da eficiência.

Nos processos

manuais tradicionais,

além do alto consumo de

tempo dos profissionais,

há sempre o risco associado

a erros humanos.

A citometria de fluxo clínica

exige um processo

meticuloso de preparo

das amostras biológicas,

que inclui marcação

com anticorpos, lavagens,

centrifugação,

incubação e, em alguns

casos, etapas adicionais,

como a desagregação

manual de tecidos para

obtenção de células em

suspensão. Além disso,

a análise dos dados

adquiridos no citômetro

requer treinamento

especializado e demanda

considerável de tempo.

Dessa forma, erros

podem ocorrer em qualquer

uma dessas etapas.

As soluções de automação

em citometria de fluxo

podem ser classificadas

em algumas categorias

principais, que visam otimizar

etapas específicas

da rotina laboratorial:

Preparação de Amostras

• Dissociação de Tecidos

Na rotina de um laboratório

clínico de citome-

102

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


CENTRÍFUGAS LABORLINE

ROTOR HORIZONTAL

OUTRAS CENTRÍFUGAS

ROTOR ÂNGULO FIXO

Durante a centrifugação, o tubo fica

na posição horizontal.

Qualidade das amostras, pois a

separação do coágulo se torna

eficaz, ficando no fundo do tubo;

Maior capacidade de tubos por

Rotor.

Durante a centrifugação, o tubo fica

na posição diagonal.

Separação do coágulo

parcialmente na parede

lateral do tubo;

Uso de poucos tubos por Rotor.


CITOMETRIA DE FLUXO

tria de fluxo, é comum o

recebimento de tecidos,

especialmente linfono-

dos, com mínima interação

do profissional

com a amostra, aumen-

mizados, otimizando

o tempo e reduzindo

variabilidade.

dos, para avaliação de

tam a biossegurança,

neoplasias

hematológi-

especialmente

em

Exemplos: PS-10 (Sys-

cas. Existem no mercado

testes realizados em

mex), FACSDuet (BD

sistemas capazes de

pacientes HIV positi-

Biosciences) e CellMek

automatizar a dissociação

vos. Exemplo: Aquios

(Beckman Coulter).

desses tecidos, conver-

CL (Beckman Coulter).

tendo-os em suspensões

Análise de Dados

celulares. O processo

• Sistemas Automati-

Tradicionalmente, a aná-

manual, além de demo-

zados de Preparação

lise e interpretação de

rado, expõe o citome-

de Amostras

dados de citometria de

trista a possíveis agentes

Nos últimos anos, esses

fluxo multicolor são reali-

infecciosos. Assim, a

sistemas vêm ganhando

zadas por meio da inspe-

automação dessa etapa

destaque. Eles permitem

ção visual de histogramas

não apenas aumenta a

o processamento auto-

e gráficos bivariados. Essa

eficiência, como também

matizado de amostras

abordagem, que inclui o

aprimora a biosseguran-

para diferentes tipos

uso de estratégias como

ça da equipe. Exemplo:

de testes, desde subpo-

gating hierárquico e boo-

MACS Tissue Dissociation

pulações

linfocitárias

lean, reconhecimento de

(Miltenyi Biotec).

até imunofenotipagem

padrões e back gating,

voltada ao diagnóstico

tem servido bem aos labo-

• Sistemas Automati-

onco-hematológico.

ratórios clínicos ao longo

zados para Subpopu-

Além disso, são capazes

dos anos, sendo uma

lações Linfocitárias

de preparar coquetéis

ferramenta valiosa para

Equipamentos

fecha-

de anticorpos custo-

cientistas e patologistas.

104

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Entretanto, o gating

manual depende de decisões

subjetivas, o que

Analisar manualmente

conjuntos de dados de

alta dimensionalidade

em inteligência artificial

têm se tornado grandes

aliados do citometrista.

CITOMETRIA DE FLUXO

limita a reprodutibilida-

e avaliar simultanea-

Essas tecnologias são

de. Com o aumento do

mente a expressão de

particularmente úteis em

número de marcadores e

múltiplos

marcadores

análises de pesquisa de

fluorocromos utilizados

em cada célula é uma

doença residual mensu-

em diagnósticos clínicos,

tarefa

extremamente

rável (DRM), nas quais é

o número de possíveis

complexa — em muitos

necessário examinar um

combinações de gráficos

casos, impraticável.

número muito elevado

cresce exponencialmen-

de eventos.

te — complexidade que

se torna ainda maior

com a introdução da

citometria espectral.

Por isso, o desenvolvimento

de algoritmos

de clustering e o uso de

ferramentas baseadas

Referências

Insuasti-Beltran, G., & Al-Attar, A. (2024).

Automation in flow cytometry. Clinics in Laboratory

Medicine, 44(3), 455–463. https://doi.

org/10.1016/j.cll.2024.04.007

Al-Attar, A., Kumar, K. R., Untersee, D., O'Driscoll, M.,

Ventura, M. F. S., & Lin, L. (2024). Automation in flow

cytometry: Guidelines and review of systems. Cytometry

Part B: Clinical Cytometry, 106(4), 308–320.

https://doi.org/10.1002/cyto.b.22125

Autoras:

Helena Varela de Araújo

Biomédica graduada pela UFRN e pela University of Kent

(Inglaterra). Especialista em Hematologia pelo Hospital

Albert Einstein. Tem MBA em Gestão de Saúde pelo Centro

Universitário São Camilo. Aluna de cursos na área de Marketing

na ESPM. Foi assistente técnica do laboratório de citometria de

fluxo do Whitehead Institute, MIT. Atualmente é supervisora

do laboratório de citometria clínica do Beth Israel Deaconess

- Harvard Medical School. Fundadora do @HemoFlow, maior

página de ensino em citometria de fluxo do Instagram.

Rafaele Loureiro de Azevedo

Bióloga graduada pela Universidade Estácio de Sá,

CRBio/RJ 121828/02-D. Especialista em hematologia

pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em

Imunobiológicos por BioManguinhos/Fundação Oswaldo

Cruz. Atualmente é analista de inovação e operações

farmacêuticas da Fiocruz/RJ. Tem experiência em

Controle de Qualidade, Citometria de Fluxo e expressão de

anticorpos monoclonais in vitro. É criadora de conteúdo e

professora do @HemoFlow.

Bruna Garcia Nogueira

Farmacêutica graduada pela UnB, CRF/SP 95286.

Especialista em Hematologia pelo Hospital Albert

Einstein, com aperfeiçoamento em Citometria de

Fluxo pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Analista

especializada em citometria de fluxo no Hospital

Albert Einstein. Criadora de conteúdo e professora

do @HemoFlow

Fernanda Vitelli Lins

Formada em Biomedicina pela Universidade

Católica de Brasília, Mestre em Patologia Molecular

pela Universidade de Brasília. Atualmente Flow

Cytometry Senior Specialist no Children's Research

Institute at UT Southwestern Medical Center.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 105


DIREITO E SAÚDE

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA)

NO ATENDIMENTO DOS LABORATÓRIOS

E OS DESAFIOS LEGAIS

Por Délio Ciriaco

Prezado(a) Leitor(a),

seja bem, vindo(a) a esta

análise jurídica!

Nos últimos anos, a

inteligência artificial (IA)

deixou de ser uma promessa

distante para se

tornar uma ferramenta

concreta e transformadora

em diversas áreas,

incluindo o setor da saúde.

Nos laboratórios de

análises clínicas, a aplicação

da IA tem ganhado

destaque, especialmente

no atendimento ao

paciente laboratorial. A

capacidade de fornecer

respostas rápidas, precisas

e padronizadas tem

impactado positivamente

tanto a experiência do

paciente quanto a eficiência

operacional das

unidades laboratoriais.

O desafio do atendimento

em laboratórios:

Laboratórios de análises

clínicas enfrentam

um volume crescente

de pacientes e exames,

o que exige agilidade e

organização no atendimento,

gestão e cada vez

mais obediência jurídica

as normas e regulamentações

do setor.

Além disso, os pacientes

têm se tornado cada vez

mais exigentes: desejam

informações rápidas,

claras e personalizadas

sobre seus exames, prazos

de entrega, orientações

para coleta, entre

outros, todas estas questões

que facilmente transitam

entre áreas: técnica,

gestão e mais uma vez

nossa área jurídica. Isto é

um fato e não mais uma

tendência de mercado.

Tradicionalmente, esse

atendimento é realizado

por profissionais administrativos,

via telefone,

e-mail ou presencialmente.

Porém, esse modelo

tende a gerar filas, atrasos

e, muitas vezes, sobrecarga

nas equipes. É nesse

cenário que a inteligência

artificial surge como

uma aliada estratégica,

desde que seja um espelho

fiel e impecável da

segurança jurídica que o

Laboratório necessita.

Como a IA atua no

atendimento em linhas

gerais:

A principal aplicação da

IA no atendimento ao

paciente em laboratórios

106

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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DIREITO E SAÚDE

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virtuais (chatbots) e

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um retorno por e-mail.

A qualquer hora, mesmo

estratégicas, como identificar

dúvidas recorrentes,

avaliar a performance dos

de resposta, que conse-

fora do horário comer-

serviços e mapear oportu-

guem compreender per-

cial, o paciente pode tirar

nidades de melhoria.

guntas feitas em lingua-

dúvidas ou obter instru-

gem natural e fornecer

ções com apenas alguns

MAS E A SEGURANÇA

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toques no celular.

JURÍDICA?

horas por dia, o que certamente

ajuda na operação,

Para o laboratório, a

Cuidados e limitações

atrai clientes e dá dinamis-

IA reduz significativa-

jurídicas:

mo para o Laboratório.

mente o volume de

Embora a IA traga inú-

atendimentos manuais,

meros benefícios, é

Esses sistemas podem

permitindo que a equi-

importante ressaltar que

responder desde dúvidas

pe humana foque em

ela não substitui com-

simples — como horário

casos mais complexos e

pletamente o contato

de funcionamento, locali-

em tarefas que exigem

humano e ao meu sentir,

zação e orientações para

empatia ou julgamento

não substituirá tão cedo,

jejum — até consultas

clínico. Isso resulta em

ainda mais no setor da

mais específicas, como o

maior

produtividade,

saúde, onde olhos nos

status de exames, prazos

redução de custos ope-

olhos, um aperto de mão

previstos de liberação de

racionais e aumento na

importa, faz a diferença!

resultados e informações

satisfação dos pacien-

sobre convênios.

tes, o que também con-

Questões delicadas ou que

tribui para a fidelização.

envolvam

interpretação

Benefícios para o pacien-

médica devem ser encami-

te e para o Laboratório:

Além disso, os sistemas

nhadas para profissionais

Para o paciente, o prin-

baseados em IA registram

qualificados, sem dúvidas.

cipal benefício é a agi-

e analisam os atendimen-

Não cabe ao Laboratório

lidade na obtenção de

tos realizados, gerando

clinicar, apenas liberar os

informações. Não é mais

dados valiosos para a

dados contidos nos laudos

necessário esperar na

tomada de decisões

para a clínica médica.

108

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Todos os medidores hospitalares de glicose

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DIREITO E SAÚDE

Mas para muito além

disso, é essencial garantir

a segurança dos dados

para o melhor resultado

da IA e atendimento

as normas jurídicas do

lidade em expansão. À

medida que a tecnologia

avança e se torna mais

dos pacientes, obede-

setor laboratorial.

acessível, é esperado que

cendo à Lei Geral de Pro-

cada vez mais labora-

teção de Dados (LGPD).

Outro ponto importante

tórios adotem soluções

é o aperfeiçoamento

inteligentes para apri-

Riscos e desafios que

contínuo desses siste-

morar sua comunicação

exigem supervisão:

mas. A IA precisa ser

com o paciente.

Apesar das vantagens,

alimentada com informa-

há riscos significativos

ções corretas, atualizadas

Mais do que uma ques-

que tornam a supervisão

e adaptadas a legislação

tão de inovação, investir

humana indispensável

continuamente,

para

em IA no atendimento é

É difícil determinar a res-

espelhar a realidade da

uma estratégia para ofe-

ponsabilidade por um

legislação e à realidade

recer mais qualidade,

erro da IA. A responsabi-

do Laboratório. Sem isso,

segurança e eficiência,

lidade é do provedor de

há o risco de repassar

colocando o paciente no

saúde, do desenvolvedor

orientações erradas ou

centro do cuidado, sem

da IA ou do Laboratório?

desatualizadas, o que

perder a humanização

pode comprometer a

que tanto caracteriza a

Para tanto, é necessário

confiança do paciente e

área da saúde.

um arcabouço legal cla-

violar a norma jurídica.

ro para garantir a segu-

A discussão busca equi-

rança dos pacientes, não

Um caminho sem volta:

librar inovação com

basta mais um contrato

O uso da inteligência

a garantia de direitos

de prestação de servi-

artificial no atendimento

e segurança para os

ços, mas sim, um termo

ao paciente em laborató-

pacientes.

de conduta a ser elabo-

rios de análises clínicas

rado juridicamente e

não é mais uma tendên-

A forma correta de usar

gerido entre as partes

cia futura, mas uma rea-

a IA:

110

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



DIREITO E SAÚDE

A abordagem ideal para

um laboratório de análi-

a perguntas não clínicas,

liberando a equipe para

ger os dados do paciente,

sobretudo os dados

ses clínicas é um modelo

focar no paciente;

sensíveis dos pacientes.

híbrido, no qual a IA atua

como uma ferramenta

II. Não pode a IA fornecer

Por fim, ressaltamos que

de apoio, nunca dispen-

a interpretação de resul-

um mercado tão compe-

sando a figura humana.

tados e a comunicação

titivo e regulado, contar

de informações clínicas

com uma assessoria jurí-

Desta forma, ao meu

aos pacientes, apenas

dica laboratorial qualifi-

sentir, devemos usar a

uma comunicação ini-

cada é um investimento

IA de uma forma juridi-

cial, administrativa e

estratégico e imprescin-

camente corrente e de

operacional, não técnica;

dível para o sucesso e sus-

maneira ainda, bem,

tentabilidade do negócio.

cautelosa,

sugerindo

III. Mantenha a transpa-

os seguintes itens de

rência com o paciente,

Proteção jurídica ao

cuidados e atenção por

informando-o quando a IA

seu laboratório! Está

parte do Laboratório:

é utilizada no processo;

em nosso DNA está

luta!

I. Use a IA para automati-

IV. Adote protocolos

zar tarefas administrativas

rigorosos de privacidade

Obrigado e um grande

(operacionas) e responder

e segurança para prote-

abraço a todos!

Autor:

Délio J. Ciriaco de Oliveira

(OAB/SP 298.538) - Advogado em São Paulo, Professor e Palestrante, sócio do escritório CIRIACO ADVOGADOS, localizado em São Paulo – Capital,

atuando na ASSESSORIA JURÍDICA E DEFESA de Laboratórios de Análises Clínicas em todo o Brasil.

@ciriacoadvogados

112

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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BIOMEDICINA E ONCOLOGIA:

CIÊNCIA EM FOCO

CÂNCER DE MAMA HER2+:

T-DM1 DISPONÍVEL NO SUS

Por Dra. Alice Sampaio Del Colletto

Introdução: A incorporação

do trastuzumab-emtansina

(T-DM1,

ado-trastuzumab emtansine)

ao rol terapêutico

representa um marco no

tratamento do câncer

de mama HER2-positivo

no Brasil. Com evidência

clínica robusta — especialmente

em pacientes

com doença residual

após tratamento neoadjuvante

— T-DM1 oferece

uma alternativa que

reduz recidiva e melhora

desfechos em subgrupos

de alto risco.

Evidência clínica e

impacto

Estudos randomizados e

análises de seguimento

mostraram que T-DM1

reduz a taxa de recidiva

em pacientes com doença

residual pós-neoadjuvância

em comparação

com o manejo padrão

anterior. Esses dados

sustentam seu uso adjuvante

em pacientes que

não alcançaram resposta

patológica completa,

mudando o padrão

terapêutico para esse

grupo (1,3). Além disso,

registros do “mundo

real” confirmam eficácia

e perfis de segurança

compatíveis com os

ensaios clínicos (4,5).

Benefícios para o SUS

No contexto do SUS, a

disponibilidade de T-DM1

traz benefícios potenciais

importantes: redução

de recidivas que pode

diminuir necessidade de

tratamentos posteriores

mais intensos, possível

melhoria na sobrevida

a médio e longo prazo

e impacto positivo na

qualidade de vida das

pacientes ao oferecer

terapia dirigida com

perfil comprovado (6). A

incorporação também

alinha o Brasil às diretrizes

internacionais que

recomendam T-DM1 para

pacientes com doença

residual de alto risco.

Desafios de implementação

A ampliação do acesso

exige atenção a barreiras

logísticas e financeiras

— custo do medicamento,

planejamento

orçamentário das secretarias

de saúde, cadeia

114

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


de frio, capacitação para

administração e monitorização.

É essencial

(2) criação de centros

referenciais regionais

para administração e

lacional é indispensável

planejamento orçamentário,

protocolos clínicos

BIOMEDICINA E ONCOLOGIA:

CIÊNCIA EM FOCO

estruturar

protocolos

seguimento;

bem definidos e sistemas

locais de seleção de

(3) protocolos de moni-

de monitorização que

pacientes,

vigilância

torização

laboratoriais

garantam acesso seguro,

de eventos adversos

e clínicos padronizados;

racional e equitativo.

(principalmente hepatotoxicidade,

trombocitopenia

e toxicidades

relacionadas ao fígado) e

integração com equipes

multidisciplinares (7,8).

Recomendações práticas

Para implementação

segura e equitativa no

SUS recomendamos:

(1) critérios claros de elegibilidade

baseados em

evidência (doença residual

pós-neoadjuvância);

(4) programas de educação

contínua para equipes

e pacientes;

(5) avaliação contínua

de custo-efetividade

com dados nacionais.

Conclusão

A chegada do trastuzumab-emtansina

ao SUS

é um avanço terapêutico

relevante para mulheres

com câncer de mama

HER2-positivo de alto risco.

Para traduzir benefício

clínico em ganho popu-

Referências

1. von Minckwitz G, Huang CS, Mano MS, et al.

Trastuzumab Emtansine for Residual Invasive

HER2-Positive Breast Cancer. N Engl J Med.

2019;380(7):617–28.

2. Hurvitz SA, Martin M, Symmans WF, et al.

Neoadjuvant trastuzumab emtansine vs trastuzumab

plus taxane in HER2-positive breast

cancer (KRISTINE): final analysis. J Clin Oncol.

2022;40(8):930–40.

3. Geyer CE Jr, Loibl S, Rastogi P, et al. Long-Term

Follow-Up of KATHERINE Trial: Adjuvant T-DM1

vs Trastuzumab in Residual HER2-Positive Breast

Cancer. Lancet Oncol. 2025;26(3):215–27.

4. Montemurro F, Guarneri V, Park YH, et al. Trastuzumab

emtansine in routine clinical practice

for HER2-positive advanced breast cancer: real-

-world data. Breast. 2024;72:118–25.

5. Emens LA, Esteva FJ, Bermejo B, et al. Safety

and efficacy of ado-trastuzumab emtansine in

clinical practice: a real-world analysis. Breast

Cancer Res Treat. 2023;189(2):327–37.

6. Modi S, Saura C, Yamashita T, et al. Trastuzumab

Deruxtecan versus Trastuzumab Emtansine

in HER2-Positive Metastatic Breast Cancer. N

Engl J Med. 2022;387(1):9–20.

7. Ministério da Saúde (Brasil). CONITEC. Incorporação

do Trastuzumabe Entansina (T-DM1)

no SUS para câncer de mama HER2-positivo

residual. Brasília: 2024.

8. Cardoso F, Senkus E, Costa A, et al. ESMO

Clinical Practice Guidelines: HER2-positive early

breast cancer. Ann Oncol. 2023;34(4):259–76.

Autora:

Dra. Alice Sampaio Del Colletto

Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo -USP, biomédica com habilitação em histotecnologia clínica e anatomia. Atua como

coordenadora dos cursos de Biomedicina e Medicina Veterinária no Centro Universitário Estácio de Santo André. Pró-Reitora de Pesquisa, Extensão

e Internacionalização Centro Universitário Estácio de Santo André. Pesquisadora associada ao Laboratório de Biotecnologia e Bioengenharia Celular

e Molecular da UFABC. Suas áreas de atuação envolvem anatomia comparada, histotecnologia, imuno-histoquímica, oncologia, biotecnologia e

pesquisa translacional em saúde.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 115


BANCADA E GESTÃO

HIPERVITAMINOSE:

O PERIGO SILENCIOSO DA MODA DAS VITAMINAS

Por Gabriel Miranda

Nos últimos tempos,

parece que descobrimos

a nova fonte da juventude:

soros milagrosos,

coquetéis de vitaminas

vendidos como se fossem

café para “dar um up”, exames

em pacotes prontos

como se saúde fosse um

combo de fast food. A

promessa? Energia instantânea,

imunidade de

super-herói e bem-estar

em cápsulas ou agulhas.

A realidade? Estamos

flertando com um problema

sério: a hipervitaminose.

A lógica por trás desse

modismo é perigosa e

simplista: “se vitamina

faz bem, mais vitamina

deve fazer melhor”.

Nada poderia estar mais

distante da verdade.

Vitaminas em excesso

também intoxicam.

Vitaminas lipossolúveis

como: A, D, E e K, acabam

acumulando silenciosamente

no organismo

e, com o tempo,

podem causar danos

hepáticos, renais e neurológicos.

Mesmo as

hidrossolúveis, quando

usadas em megadoses

constantes, desregulam

processos metabólicos

e geram efeitos colaterais

importantes.

O excesso de vitamina

A, por exemplo, pode

levar à sobrecarga hepática,

aumento da pressão

intracraniana, alterações

cutâneas e ósseas, com

risco de osteopenia

associada à maior reabsorção

óssea estimulada

pelo retinol. No caso da

vitamina D, a intoxicação

provoca hipercalcemia,

com repercussões renais

importantes, como nefrocalcinose

e insuficiência

renal, além de arritmias

cardíacas. A vitamina E,

em altas doses, interfere

na coagulação e pode

aumentar o risco de sangramentos

por antagonismo

à vitamina K. Mesmo

esta última, embora

menos associada à toxicidade,

pode desequilibrar

a ação de anticoagulantes

orais quando utilizada

sem controle.

116

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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BANCADA E GESTÃO

Falando das vitaminas

hidrossolúveis, temos a

alterações enzimáticas e

distúrbios no equilíbrio

tério e responsabilidade.

Vitaminas são fundamen-

vitamina C, que quando

hidroeletrolítico.

tais em doses adequadas,

consumida em excesso,

mas em excesso podem

pode provocar distúr-

Como profissionais da

se tornar venenos silen-

bios

gastrointestinais,

saúde e gestores labora-

ciosos. Ignorar essa rea-

aumentar o risco de

toriais, precisamos assu-

lidade é fechar os olhos

cálculos renais por oxa-

mir nossa responsabilida-

para um problema que

lato de cálcio e interferir

de nesse processo. Não

já está acontecendo de

em testes laboratoriais,

é porque uma vitamina

forma crescente nos con-

gerando

resultados

está “na moda” que deve

sultórios e laboratórios. É

falsos. O uso contínuo

ser suplementada, e nem

hora de questionar práti-

e indiscriminado de

toda queixa do pacien-

cas automatizadas, edu-

complexos

vitamínicos

te requer um coquetel

car pacientes e colegas,

em altas doses sobre-

intravenoso. Saúde não

e devolver às decisões

carrega vias metabóli-

se resume a números em

clínicas o espaço que per-

cas hepáticas e renais,

um laudo, nem a tendên-

tence à medicina basea-

podendo

desencadear

cias de mercado. Ela se

da em evidências, não às

respostas inflamatórias,

constrói com ciência, cri-

modas passageiras.

Autor:

Gabriel Miranda

Biomédico, Pós-graduado em Análises Clínicas, Pós-graduado em Hematologia – INML, Auditor Interno – Norma PALC 2021

Sócio-proprietário do Laboratório Dovalle.

118

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Faabrricaadoo

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Teeveeeeeccccccnnnnn ooooiboolllooooibooggreiiiirlrpaaaaas rlrpaaaaávrlrpaaaannnnn çrlrpaaaa dddddrlrpaaaaas ppprlrpaaaaróoarrrrrlrpaaaaas dddddreiiiirlrpaaaa ggnnnnn tósssoisssttatttreiiiiccccccooooiboosssoisssas pppróoarrrreeveeeeeccccccreiiiisssoisssooooiboosssoisss,as ccccccooooiboommas rlrpaaaalll

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DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

O IMPACTO DAS DOENÇAS

CARDIOVASCULARES NA SAÚDE DOS HOMENS

Por Dr. Harley De Nicola

As doenças cardiovasculares

estão entre as principais

causas de morte

em homens em todo

o mundo. Problemas

como infarto, derrame

(AVC), insuficiência cardíaca

e pressão alta não

apenas encurtam a vida,

mas também reduzem a

qualidade do dia a dia,

trazendo limitações físicas

e emocionais.

Por que os homens têm

mais risco?

Os homens apresentam

maior probabilidade de

desenvolver doenças

cardiovasculares em

idades mais jovens do

que as mulheres. Isso

ocorre por uma combinação

de fatores. Do

ponto de vista biológico,

eles não contam com

a proteção hormonal

que o estrogênio oferece

às mulheres antes

da menopausa. Além

disso, a pressão arterial

e o colesterol costumam

se alterar mais cedo no

sexo masculino.

No entanto, a questão

não se limita à biologia. O

estilo de vida tem enorme

impacto. Hábitos como

fumar, beber em excesso,

manter uma alimentação

rica em gordura e açúcar

e não praticar atividade

física são mais comuns

entre os homens. O

estresse relacionado ao

trabalho e às responsabilidades

também aumentam

o risco de pressão

alta e infartos.

A resistência em procurar

ajuda

Um ponto crítico é que os

homens, em geral, procuram

menos os serviços

de saúde. Muitos evitam

consultas de rotina e só

marcam exames quando

já apresentam sintomas

graves. Isso faz com que

doenças silenciosas,

como hipertensão e diabetes,

avancem por anos

sem diagnóstico. Quando

finalmente descobertas,

120

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

muitas vezes já evoluíram

para situações mais

graves, como um infarto,

sociedade. Internações,

uso contínuo de medicamentos

e procedimentos

o funcionamento das

válvulas e a presença de

derrames pericárdicos.

um derrame, problemas

complexos, como cirur-

É amplamente empre-

renais e até de visão.

gias de revascularização,

gada na insuficiência

geram altos custos.

cardíaca, valvopatias e

Consequências além do

cardiopatias congênitas.

corpo

Papel do diagnóstico

As doenças cardiovascu-

por imagem nas doen-

• A tomografia cardíaca,

lares não afetam apenas

ças cardiovasculares.

especialmente com múl-

o coração e o cérebro.

Diagnósticos por imagem

tiplos detectores, oferece

Após um evento grave, é

mais precisos, ajudam a

imagens detalhadas das

comum que os homens

escolher o melhor trata-

artérias coronárias, sendo

enfrentem

ansiedade,

mento e prevenir com-

útil na avaliação da ate-

medo, disfunção erétil e

plicações. Eles permitem

rosclerose e na detecção

até depressão. As limita-

ver como o coração está

precoce de doença arte-

ções físicas podem difi-

funcionando e detectar

rial coronariana. O escore

cultar o trabalho, a vida

problemas antes que

de cálcio coronariano e

sexual e a convivência

causem sintomas graves.

a angiotomografia coro-

social, impactando dire-

nária são ferramentas

tamente a autoestima e

• A ecocardiografia é fre-

importantes para estrati-

o bem-estar.

quentemente o primei-

ficação de risco.

ro exame utilizado na

Além disso, essas doen-

avaliação cardíaca. Por

• A ressonância magné-

ças representam um

meio de ultrassom, per-

tica do coração é con-

grande peso econômico,

mite analisar o tamanho

siderada

padrão-ouro

tanto para os sistemas

das cavidades, a função

para análise da função

de saúde quanto para a

sistólica e diastólica,

e da morfologia cardía-

122

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Microlab Prep: Pipetador para PCR,

Diluições, Clean-UP, Reformatação

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DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

ca, além de caracterizar

o tecido miocárdico. É

fundamental em cardiomiopatias,

miocardites,

fibrose miocárdica e

viabilidade miocárdica

pós-infarto.

• Exames como cintilografia

miocárdica e PET-CT

avaliam a perfusão e a

viabilidade do miocárdio.

cardíaca ou cardiomegalia,

bem como no

monitoramento de dispositivos

implantáveis.

O poder da prevenção

Apesar da gravidade, o

cenário pode ser mudado.

A adoção de hábitos

saudáveis é a melhor forma

de prevenir doenças

cardiovasculares: manter

Conclusão

As doenças cardiovasculares

são um grande

desafio para a saúde dos

homens, afetando não

apenas a expectativa de

vida, mas também a vida

emocional, social e econômica.

No entanto, com

informação, prevenção e

acompanhamento médi-

São úteis na investigação

uma alimentação equili-

co, é possível reduzir os

de isquemia, infarto e resposta

ao tratamento de

revascularização.

brada, praticar exercícios

regularmente, parar de

fumar, reduzir o consumo

riscos e conquistar um

futuro mais saudável.

• Apesar de mais simples,

a radiografia de

tórax ainda tem papel

relevante na avaliação

de álcool e controlar o

peso. Consultas médicas

periódicas também são

fundamentais para identificar

fatores de risco

Referências

1. World Health Organization (WHO). Cardiovascular

diseases (CVDs). Disponível em: https://

www.who.int.

2. Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Diretrizes de Prevenção Cardiovascular. Arq.

Bras. Cardiol., 2022.

inicial de pacientes com

suspeita de insuficiência

antes que se transformem

em doenças graves.

3. Benjamin EJ, Muntner P, Alonso A, et al. Heart

Disease and Stroke Statistics—2019 Update.

Circulation. 2019;139(10):e56–e528.

Autor:

Dr. Harley De Nicola

Médico, Professor Doutor do Depto. de Radiologia da Unifesp-Escola Paulista de Medicina e Superintende médico da FIDI.

124

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO

BIÓPSIA LÍQUIDA: REVOLUÇÃO NO

DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO DE CÂNCER

Por Dra. Alice Sampaio Del Colletto

Introdução: A biópsia

líquida surge como uma

ferramenta inovadora no

diagnóstico precoce de

câncer em cães. Diferente

das biopsias tradicionais,

este exame analisa fragmentos

de DNA tumoral

no sangue, oferecendo

uma alternativa não invasiva

e mais segura. Pesquisas

recentes mostram

que essa abordagem permite

detectar tumores

ainda em estágio inicial

e acompanhar a progressão

da doença, abrindo

novas possibilidades de

tratamento eficaz.

O que é a biópsia líquida

A biópsia líquida identifica

fragmentos de DNA

tumoral circulante no sangue,

reduzindo a necessidade

de procedimentos

invasivos e estressantes.

Estudos clínicos com cães

mostraram que a técnica

consegue detectar

diversos tipos de câncer

com alta sensibilidade e

especificidade (Chibuk et

al., 2023). Além disso, o

exame pode ser repetido

com facilidade, permitindo

monitoramento contínuo

sem risco adicional

ao animal.

Benefícios no diagnóstico

precoce

A detecção precoce do

câncer é fundamental

para aumentar as chances

de sucesso do tratamento.

Estudos mostram

que a biópsia líquida

pode identificar tumores

antes do surgimento de

sinais clínicos, permitindo

intervenções mais

rápidas e precisas (Chibuk

et al., 2023; Reams et

al., 2023). Esse avanço é

especialmente relevante

para cães, cujos sintomas

iniciais frequentemente

passam despercebidos

pelos tutores.

Monitoramento e

recorrência

Além do diagnóstico inicial,

a biópsia líquida permite

acompanhar a resposta

ao tratamento e

detectar recidivas precocemente.

Estudos demonstram

que a técnica é eficaz

para monitoramento

de doença residual, ofere-

126

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


cendo informações valiosas

para oncologistas

• Capacitar as equipes

veterinárias para inter-

quisas, espera-se que

essa tecnologia se torne

DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO

ajustarem terapias e pla-

pretar os resultados e

uma ferramenta rotineira

nejarem

seguimentos

orientar os tutores sobre

nas clínicas veterinárias,

individualizados

(Chi-

as implicações clínicas.

promovendo um cuida-

buk et al., 2023; Reams

do mais humanizado e

et al., 2024).

Conclusão:

resultados significativa-

A biópsia líquida repre-

mente melhores para

Implementação na prá-

senta um avanço trans-

cães com câncer.

tica veterinária

formador na oncologia

Para aproveitar plenamente

os benefícios da biópsia

líquida, recomenda-se:

• Integrar o exame aos

protocolos de triagem de

câncer em cães de risco;

veterinária. Ao detectar

fragmentos de DNA

tumoral de forma precisa

e segura, o exame possibilita

diagnósticos mais

rápidos e tratamentos

mais eficazes, ao mesmo

Referências

1. Chibuk J, Reams R, et al. Clinical Validation of a

Blood-Based Liquid Biopsy Test Integrating Cell-

-Free DNA Quantification and Next-Generation

Sequencing for Cancer Screening in Dogs.

2. Reams R, Chibuk J, et al. Clinical Experience with

Next-Generation Sequencing-Based Liquid Biopsy

Testing for Cancer Detection in Dogs: A Review of

1,500 Consecutive Clinical Cases.

• Padronizar a coleta e

tempo que reduz procedimentos

invasivos e

3. Chibuk J, Reams R, et al. Next-Generation

Sequencing-Based Liquid Biopsy May Be Used for

Detection of Residual Disease and Cancer Recur-

o processamento das

amostras;

o estresse dos animais.

Com o avanço das pes-

rence Monitoring in Dogs.

4. Reams R, Chibuk J, et al. Noninvasive Blood-Based

Cancer Detection in Veterinary Medicine.

Autora:

Dra. Alice Sampaio Del Colletto

Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo -USP, biomédica com habilitação em histotecnologia clínica e anatomia. Atua como

coordenadora dos cursos de Biomedicina e Medicina Veterinária no Centro Universitário Estácio de Santo André. Pró-Reitora de Pesquisa, Extensão

e Internacionalização Centro Universitário Estácio de Santo André. Pesquisadora associada ao Laboratório de Biotecnologia e Bioengenharia Celular

e Molecular da UFABC. Suas áreas de atuação envolvem anatomia comparada, histotecnologia, imuno-histoquímica, oncologia, biotecnologia e

pesquisa translacional em saúde.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 127


OFAC BRASIL

SAIR DA BANCADA NÃO É O FIM

MAS PODE SER O COMEÇO.

Por Daniela Helena Bini Gouvea de Paula

De 1.000 exames por

mês a mais de 15.000. De

três pessoas para uma

equipe com dez profissionais.

De um laboratório

manual fundado

pelo pai para uma sede

automatizada, moderna

e estratégica. Conheça

a história inspiradora de

Daniela Bini e Roberto

Marcos Gouvêa de Paula,

que transformaram o

Laboratório São Rafael,

em Iturama (MG), com

base em pilares que

qualquer gestor de

laboratório pode adotar

para crescer.

Uma das maiores dificuldades

de um gestor

de laboratório é sair

da bancada e assumir

a visão estratégica da

empresa. A história do

Laboratório São Rafael

mostra que essa virada

é possível quando

guiada por pilares

sólidos como mentalidade,

planejamento,

capacitação, confiança

e investimento.

128

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


OFAC BRASIL

A trajetória começou

com um legado: o laboratório

criado há mais

de 30 anos pelo pai de

Daniela Bini, o biomédico

Ítalo Rafael Bini. No início,

Daniela atuava na recepção,

Roberto na coleta, e

o pai assumia os exames

e a gestão. Era um laboratório

100% manual, com

Ao identificarem as

na cidade como Rafael e

pouco controle financei-

limitações da estrutura

ao arcanjo da saúde.

ro, nenhuma automação

antiga e sonharem com

e nem mesmo compu-

um futuro mais promis-

O primeiro pilar foi a

tador. Os exames eram

sor, Daniela e Roberto

mentalidade. Eles sabiam

liberados em máquina de

decidiram pedir ao

onde queriam chegar e

datilografar, e o controle

pai a oportunidade de

começaram a se prepa-

de atendimento era feito

assumir o laboratório e

rar para isso. O segundo

em cadernos. Mesmo

recomeçar com a própria

passo foi o planejamento.

assim, a cartela de clien-

identidade. Assim nas-

Como não havia caixa para

tes conquistada naquela

ceu o Laboratório São

grandes

investimentos,

época seria a base do

Rafael, uma homenagem

organizaram prioridades,

novo laboratório.

ao pai que era conhecido

metas e prazos. Esse hábi-

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 129


OFAC BRASIL

to se mantém até hoje,

O quarto pilar foi a con-

dos, automatizaram o

com revisões trimestrais

fiança. Daniela treinou

laboratório, adquiriram

e planejamentos estraté-

pessoalmente as biomé-

novos equipamentos e

gicos anuais conduzidos

dicas por dois anos antes

sistemas como o Unilab

com apoio de consulto-

de delegar completa-

e o Acredits, e constru-

rias especializadas.

mente a bancada. Hoje,

íram uma sede própria

o laboratório é tecnica-

com salas temáticas

O terceiro pilar foi a capa-

mente independente da

para crianças, pacien-

citação. Daniela come-

presença dos gestores.

tes em jejum e um

çou estudando sozinha,

Roberto ainda atua em

ambiente pensado para

fez cursos técnicos e de

algumas coletas, espe-

acolher com conforto.

gestão, participou de

cialmente de pacientes

congressos e buscou con-

antigos que confiam em

Além disso, entenderam

sultorias. Em uma dessas

seu atendimento, mas

que crescer exige visibili-

jornadas, conheceu a

também está em pro-

dade. O marketing come-

OFAC Brasil. A proximida-

cesso de transição para

çou de forma simples, feito

de com a comunidade e

dedicar-se

exclusiva-

por Daniela, e evoluiu para

o acesso a treinamentos

mente à gestão.

um trabalho estruturado

atualizados fizeram tanta

com assessoria, tráfego

diferença que, em 2025,

O quinto pilar foi o

pago, ações com influen-

ela investiu em um plano

investimento.

Com

ciadores, presença em

de educação continuada

processos claros e indi-

redes sociais e estratégias

para toda a equipe.

cadores bem defini-

criativas para engajamen-

130

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


to local. Um exemplo foi

• Treinamento e capaci-

lidade de crescimento,

OFAC BRASIL

o uso de brindes perso-

tação: investir continua-

vontade de aprender,

nalizados — como copos

mente em aprendizado.

disciplina para planejar

de café — em troca de

e coragem para confiar

avaliações no Google. O

• Confiança: delegar e

na equipe, Daniela Bini e

resultado: mais de 350

formar uma equipe forte

Roberto transformaram

avaliações com média

e segura.

um laboratório manual e

altíssima de satisfação.

familiar em uma referên-

• Investimento: crescer

cia regional com mais de

Os pilares do São Rafael:

com base em dados e

15.000 exames por mês.

• Visão: saber onde se

processos.

Como a própria Daniela

quer chegar, mesmo com

diz: “Todo mundo que

poucos recursos.

A história do São Rafael

hoje é grande, um dia

é a prova de que não é

foi pequeno. O segredo é

• Planejamento: agir

preciso começar grande

começar e manter os pés

com metas claras e estra-

para alcançar grandes

no chão, mas com a cabe-

tégias definidas.

resultados. Com menta-

ça no futuro.”

Autor:

Daniela Helena Bini Gouvea de Paula

Biomédica, formada há 17 anos! Responsável pela Gestão da Garantia da Qualidade no Laboratório São Rafael há 9 anos.

Pós Graduada na área de Auditoria.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 131


PARASITOLOGIA

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DAS

PARASITOSES EMERGENTES:

DESAFIOS E INOVAÇÕES

Por Rafael Euzébio

Caros leitores, dando continuidade

à nossa jornada

pela Parasitologia, esta

edição da propõe um olhar

atento sobre os bastidores

do diagnóstico laboratorial.

Diante da crescente

circulação de parasitas

emergentes e reemergentes,

como Angiostrongylus

cantonensis, Trypanosoma

cruzi, Plasmodium vivax

e Leishmania infantum,

os laboratórios clínicos

assumem papel central na

vigilância epidemiológica

e no controle de surtos.

Mais do que identificar

o agente etiológico,

diagnosticar parasitoses

hoje significa integrar

conhecimento técnico,

tecnologia e pensamento

crítico, transformando

o laboratório em um verdadeiro

posto avançado

de vigilância em saúde.

O diagnóstico como

barreira estratégica

O diagnóstico parasitológico

não é apenas um

procedimento técnico, é

uma ferramenta estratégica

de saúde pública.

A detecção precoce de

casos suspeitos permite

interromper cadeias de

transmissão e orientar

medidas de controle em

tempo real.

Porém, esse processo

enfrenta obstáculos:

heterogeneidade de protocolos

entre laboratórios,

falta de padronização nas

coletas, subnotificação

e redução da formação

prática em parasitologia

diagnóstica.

A realidade é que, diante

da expansão de áreas

endêmicas e da globalização

de vetores, o

laboratório deve estar

preparado para encontrar

o que antes era considerado

raro.

Métodos clássicos: a

base que sustenta a

confiabilidade

Apesar dos avanços

tecnológicos, os métodos

parasitológicos

clássicos permanecem

insubstituíveis. O exame

parasitológico de fezes

(EPF) continua sendo o

principal instrumento

na rotina, especialmente

quando executado

com técnicas de concentração

(Hoffman, Faust,

Ritchie) que aumentam

a sensibilidade.

132

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



PARASITOLOGIA

Da mesma forma, gota

Sorologia e imuno-

Contudo, o profissional

espessa e esfregaço

delgado seguem como

padrão-ouro para malária,

permitindo não só a

detecção, mas também

a quantificação e identificação

de espécies.

No entanto, o que diferencia

um resultado confiável

de um erro diagnóstico

é a qualificação

do profissional, a padronização

dos procedimentos

operacionais (POPs)

e a qualidade do microscópio

e das lâminas. A

automação e a digitalização

vêm surgindo como

aliadas, mas a acuidade

do olhar treinado ainda é

indispensável.

diagnóstico: a era dos

testes rápidos e de alta

sensibilidade

A sorologia revolucionou

o diagnóstico indireto

de parasitoses. Técnicas

como ELISA, IFI e imunocromatografia

rápida

têm ampliado a capacidade

de rastreio, especialmente

para infecções

crônicas ou de difícil

visualização direta.

Nos últimos anos, kits

comerciais para doença

de Chagas, leishmaniose

visceral e toxoplasmose

evoluíram em

sensibilidade, e alguns

já apresentam validação

para uso automatizado

em plataformas multiparamétricas.

deve estar atento às limitações:

reação cruzada

com outros agentes,

persistência de IgG após

cura e baixa especificidade

em áreas endêmicas.

Por isso, a interpretação

integrada dos resultados,

combinando achados

laboratoriais, dados

clínicos e contexto

epidemiológico, é uma

competência essencial

para o biomédico e

demais analistas clínicos.

Biologia molecular:

precisão e rastreabilidade

A introdução da biologia

molecular trouxe um

salto de sensibilidade e

especificidade sem precedentes.

Técnicas como

134

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


PCR, qPCR e LAMP vêm

O desafio, contudo, é

imagens microscópicas

PARASITOLOGIA

sendo aplicadas tanto

em pesquisa quanto

em rotina diagnóstica

para detecção de DNA

parasitário em sangue,

líquor, tecidos e fezes.

tornar essas metodologias

acessíveis. Ainda há

uma lacuna significativa

entre os centros de referência

e os laboratórios

de rotina, especialmen-

sejam analisadas remotamente

por especialistas.

Plataformas baseadas

em inteligência

artificial já são capazes

de identificar formas

• Na doença de Chagas,

a PCR tem sido crucial

para identificar infecções

congênitas e monitorar

falhas terapêuticas.

te no setor público. A

ampliação de redes

regionais de referência

molecular e o compartilhamento

de protocolos

validados são passos

parasitárias em lâminas

digitalizadas com alta

acurácia, uma inovação

promissora para regiões

com escassez de profissionais

experientes.

• Em malária, a qPCR permite

diferenciar espécies

e detectar coinfecções

que passariam despercebidas

ao microscópio.

urgentes para democratizar

o acesso à biologia

molecular aplicada à

parasitologia.

Inovação diagnóstica:

Outra tendência é o

uso de biossensores e

microchips de detecção

rápida, integrando nanotecnologia

e imunodiag-

• Para leishmaniose

visceral, o DNA do parasita

pode ser identifica-

o papel das novas tecnologias

A teleparasitologia e o

nóstico para resultados

em minutos. Essas tecnologias

apontam para

do em medula óssea,

diagnóstico digital têm

um futuro em que a

sangue periférico e aspirado

esplênico com alta

sensibilidade.

ganhado força como

soluções de suporte

técnico, permitindo que

vigilância parasitológica

poderá ser descentralizada,

com testes realizados

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 135


PARASITOLOGIA

diretamente em campo,

mas com a mesma confiabilidade

dos laboratórios

centrais.

Box Técnico – Métodos e Aplicações no Diagnóstico de Parasitoses Emergentes

Nota prática para profissionais

de saúde

A qualidade do diagnóstico

depende de três

pilares: capacitação técnica,

padronização de

processos e comunicação

com a equipe clínica.

O biomédico precisa

atuar não apenas como

executor, mas como

intérprete do dado laboratorial,

correlacionando

achados com o contexto

epidemiológico e contribuindo

ativamente com

a vigilância em saúde.

Um olhar para o futuro

O futuro do diagnóstico

parasitológico será

integrativo e preditivo.

A combinação de dados

laboratoriais, ferramentas

moleculares e vigilância

digital permitirá

identificar surtos antes

mesmo de sua manifestação

clínica.

Entretanto, o sucesso

dessa revolução depende

da valorização dos

profissionais de análises

clínicas e do investimen-

to contínuo em treinamento,

infraestrutura e

pesquisa aplicada.

Na próxima edição da

NewsLab, exploraremos

as novas terapias antiparasitárias

e o panorama

da resistência emergente,

um tema que promete

transformar novamente

a fronteira da Parasitologia

no Brasil.

Autor:

Rafael Euzébio

Biomédico habilitado em Análises Clínicas e Citologia Oncótica, Mestrando em Ensino em Ciências da Saúde, MBA em Auditoria, Acreditação e

Qualidade dos Serviços de Saúde. Especialista em Análises Clínicas, Fundador e Consultor da Raeusi Biomed (@raeusibiomed), Coord. das Pós-

Graduações Diagnóstico Laboratorial e Análises Clínicas, e Hematologia e Imuno-hematologia do UBM.

136

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



MICRORGANISMOS E SAÚDE

O ENVOLVIMENTO DA ESCHERICHIA COLI

NA PATOGÊNESE DA SEPSE:

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL E DESAFIOS TERAPÊUTICOS

Por Dra. Gleiciere Maia Silva, Gabriel Luiz de Sousa Santos, Laura Santos Gonçalves, Rebeca Linhares dos Santos, Renatta Queiroz Gomes Lopes

A sepse é definida como

uma disfunção orgânica

com risco de vida

causada por uma resposta

desregulada do

hospedeiro a infecção

(Singer et al., 2016). A

sua rápida progressão

para choque séptico

gerando uma falência

de múltiplos órgãos torna

o reconhecimento

precoce e o tratamento

adequado absolutamente

fundamentais.

Quanto ao estudo da

sepse, diversos agentes

podem ocasionar esta

disfunção, contudo as

bactérias Gram-negativas,

entre as quais Escherichia

coli, desempenham

papel substancial.

A compreensão de como

E. coli contribui para a

patogênese da sepse,

bem como de como o

diagnóstico laboratorial

e as opções terapêuticas

enfrentam desafios

específicos, constitui

tema de grande relevância

para a prática

clínica e pesquisa.

A E. coli é um patógeno

frequentemente

implicado em diversas

infecções, destacando-se

as do trato

urinário, as intra-abdominais

e as bacteremias,

podendo evoluir

para quadros graves

de sepse e choque

séptico. Evidências

clínicas apontam que

a detecção exclusiva

de E. coli em hemoculturas

está fortemente

relacionada a um pior

prognóstico, refletido

em maior necessidade

de internação em

unidades de terapia

intensiva, uso de ventilação

mecânica e

elevação das taxas de

mortalidade.

138

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Um estudo realiza-

Na pesquisa de sepse

(LPS), um componente

MICRORGANISMOS E SAÚDE

do em Medellín, na

murina foram avaliados

estrutural da membrana

Colômbia, envolvendo

84 isolados ST131 e

externa das bactérias

458 pacientes, obser-

observaram que o sta-

Gram-negativas

que

vou que a E. coli isolada

tus molecular de ExPEC

atua como um potente

apenas em amostras

foi o preditor mais con-

desencadeador da res-

sanguíneas apresenta-

sistente da gravidade,

posta imune do hospe-

ram mortalidade sig-

superando dessa forma

deiro. Essa endotoxina

nificativamente supe-

a simples presença dos

ativa de forma intensa

rior em comparação

genes de virulência indi-

o sistema imunológico

as detectadas apenas

viduais. Os achados des-

inato, promovendo a

em culturas de urina.

se experimento sugere

liberação de mediado-

(Reyes et al., 2019).

que a determinação do

res inflamatórios e o

Outros fatores tam-

perfil ExPEC/UPEC é cru-

desencadeamento

de

bém influenciam na

cial para compreender

complexas cascatas de

virulência desse pató-

a severidade da sepse

citocinas. Como conse-

genos, estudos expe-

causada por E.coli.

quência, ocorre ativação

rimentais demonstra-

(Murino et al., 2020).

da coagulação, disfun-

ram que o potencial de

ção endotelial e lesão

virulência das linha-

A patogênese da sepse

tecidual difusa, eventos

gens da E. coli podem

causada por Escherichia

que, em conjunto, con-

variar de acordo com

coli está intimamente

tribuem para o colapso

perfil molecular do

relacionada à liberação

hemodinâmico caracte-

tipo de patógeno.

do

lipopolissacarídeo

rístico da sepse grave.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 139


MICRORGANISMOS E SAÚDE

Estudos experimentais,

tanto em modelos de

manece como o método

padrão-ouro para

Além disso, o uso prévio

de antimicrobianos

endotoxemia

quanto

o diagnóstico das

pode reduzir ainda mais

em infecções sistê-

infecções de corren-

a taxa de detecção bac-

micas por E. coli viva,

te sanguínea, sendo,

teriana, comprometen-

demonstram que cito-

portanto, essencial na

do a acurácia do exame.

cinas pró-inflamatórias

determinação

etioló-

como o fator de necrose

gica da sepse. Apesar

No caso específico de

tumoral alfa (TNF-α), a

de sua importância,

infecções causadas por

interleucina-1 (IL-1) e

esse método apresenta

E. coli, a identificação

a interleucina-6 (IL-6)

limitações significativas

precisa da espécie e a

desempenham

papel

que impactam direta-

determinação do perfil

central na progressão

mente a conduta clínica.

de suscetibilidade anti-

da resposta inflamatória

Entre elas, destacam-se

microbiana são etapas

para falência múltipla

o tempo prolongado

cruciais para orientar

de órgãos. Esses acha-

de processamento, que

uma terapia eficaz. Con-

dos reforçam o papel

pode ultrapassar 48 a 72

tudo, o atraso inerente

crucial do desequilíbrio

horas até a detecção e

aos métodos conven-

entre os mecanismos

identificação do micror-

cionais pode limitar o

pró e anti-inflamatórios

ganismo, e a baixa sen-

sucesso do tratamento

na gravidade e desfe-

sibilidade

diagnóstica,

empírico inicial, espe-

cho da sepse por E. coli.

apenas cerca de 40%

cialmente em cenários

(KAECH et at., 2006).

dos pacientes sépticos

clínicos críticos, onde a

apresentam

culturas

rapidez na instituição

A hemocultura per-

sanguíneas

positivas.

da terapia adequada

140

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


é determinante para o

prognóstico do pacien-

De acordo com a revisão

“Laboratory Evaluation

zada e precisa no manejo

da sepse por E. coli

MICRORGANISMOS E SAÚDE

te (Duncan et al., 2021).

of Sepsis”, esses parâ-

(FULTON II et al., 2023).

metros

laboratoriais

Os

biomarcadores

constituem

elementos

Em países de baixa e

desempenham um papel

essenciais para a ava-

média renda, os desafios

fundamental no diag-

liação da gravidade e

relacionados ao manejo

nóstico, monitoramento

evolução do quadro

da sepse são ainda mais

e estratificação de risco

séptico. No entanto,

pronunciados. A indis-

em pacientes com sepse,

persistem

limitações

ponibilidade ou o atraso

embora nenhum deles

importantes, tanto na

na realização de exames

apresente

especificida-

capacidade de identifi-

microbiológicos, a res-

de para infecções por E.

car o agente etiológico

trição no acesso a anti-

coli. Entre os parâmetros

de forma precoce quan-

microbianos de última

mais empregados na

to na determinação do

geração e a ausência de

prática clínica, desta-

momento ideal para a

programas estruturados

cam-se a contagem de

intervenção

terapêuti-

de stewardship antimi-

leucócitos, a proteína

ca. Essas lacunas refor-

crobiano

configuram

C-reativa (PCR), a pro-

çam a necessidade de

barreiras

significativas

calcitonina (PCT) e o

avanços

diagnósticos

à condução adequada

lactato sérico, além de

que integrem biomar-

dos casos. Além disso,

outros marcadores bio-

cadores moleculares e

a alta prevalência de

químicos

associados

dados clínicos, permi-

infecções graves e de

à disfunção orgânica

tindo uma abordagem

sepse, frequentemente

(DUNCAN et al., 2021).

mais rápida, individuali-

documentada em revi-

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 141


MICRORGANISMOS E SAÚDE

sões sobre sepse pediátrica

e global, reflete

de fortalecimento dos

sistemas de diagnóstico,

senta uma condição

de alta complexidade

o impacto desigual dos

vigilância e uso racional

e risco elevado. Nesse

recursos

diagnósticos

de antimicrobianos em

contexto, fatores como

e terapêuticos entre os

países com recursos

mecanismos de virulên-

diferentes

contextos

limitados (WOOLDRID-

cia bacteriana, resposta

socioeconômicos.

GE et al., 2021).

inflamatória exacerbada

do hospedeiro e resis-

Essas limitações têm

A sepse causada por

tência

antimicrobiana

efeitos diretos sobre o

E. coli configura um

progressiva

interagem

manejo das infecções

importante

desafio

de maneira sinérgica,

por E. coli. Atrasos na

clínico e laboratorial,

agravando o prognós-

identificação do agente

demandando

uma

tico e dificultando o

etiológico, falhas na insti-

abordagem

integrada

manejo clínico.

tuição de terapia empíri-

que considere simulta-

ca eficaz e a propagação

neamente os aspectos

Do ponto de vista

de clones bacterianos

microbiológicos,

imu-

diagnóstico,

persistem

multirresistentes

tor-

nológicos e terapêuti-

limitações expressivas:

nam-se eventos mais

cos. Embora a bactéria

a lentidão dos méto-

comuns nesses cenários.

seja amplamente reco-

dos convencionais de

Consequentemente, há

nhecida como agente

hemocultura, a ausên-

um aumento na morbi-

de infecções comuni-

cia de biomarcadores

mortalidade

associada

tárias menos graves,

específicos capazes de

à sepse, evidenciando

sua participação em

identificar o agente

a necessidade urgente

quadros sépticos repre-

etiológico e a sensibili-

142

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


dade ainda imperfeita

das técnicas moleculares

rápidas. Já no campo

terapêutico, o avanço

da resistência antimicrobiana,

especialmente

entre cepas produtoras

de β-lactamases

de espectro estendido

(ESBL) e carbapenemases,

restringe as opções

de tratamento empírico

e está fortemente associado

ao aumento da

mortalidade.

Essa convergência de

fatores evidencia a

necessidade de estratégias

diagnósticas mais

ágeis, protocolos terapêuticos

baseados em

vigilância local de resistência

e investimentos

contínuos em pesquisa

translacional, visando

melhorar o desfecho clínico

dos pacientes com

sepse por E. coli.

REFERÊNCIAS:

REYES, Camilo A.; BERNAL, Elisa; ASCUNTAR-

-TELLO, Johana; JAIMES, Fabián. Sepse grave

e choque séptico por Escherichia coli: análise

clínica e microbiológica em Medellín, Colômbia.

Revista Chilena de Infectología, Santiago, v. 36,

n. 4, p. 447–454, ago. 2019.

SINGER M, DEUTSCHMAN CS, SEYMOUR CW, et

al. The Third International Consensus Definitions

for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3) J Am

Med Assoc. 2016;315:801–810. doi: 10.1001/

jama.2016.0287. - DOI - PMC - PubMed

KAECH, Chloé; BOCHUD, Pierre-Yves; CALAN-

DRA, Thierry. Cytokines and Escherichia coli

sepsis. EcoSal Plus, v. 2, n. 1, p. 1-11, 2006.

DUNCAN, C. F.; YOUNGSTEIN, T.; KIRRANE, M. D.;

LONSDALE, D. O. Diagnostic challenges in sepsis.

Current Infectious Disease Reports, v. 23, n. 12,

p. 22, 2021.

FULTON II, Matthew R.; ZUBAIR, Muhammad;

TAGHAVI, Sharven. Laboratory Evaluation of

Sepsis. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island

(FL): StatPearls Publishing; 2025 Jan. 27 Aug.

2023.

WOOLDRIDGE, G. et al. Challenges of implementing

the Paediatric Surviving Sepsis Campaign

International Guidelines 2020 in resource-limited

settings: A real-world view beyond the

academia. Andes Pediatr., v. 92, n. 6, 2021. DOI:

10.32641/andespediatr.v92i6.4030.

MERINO, Irene et al. Molecularly defined extraintestinal

pathogenic Escherichia coli status predicts

virulence in a murine sepsis model better

than does virotype, individual virulence genes,

or clonal subset among E. coli ST131 isolates.

Virulence, v. 11, n. 1, p. 327–336, 31 dez. 2020.

MICRORGANISMOS E SAÚDE

Autores:

Gabriel Luiz

Acadêmicas do curso de Biomedicina-

-UNINASSAU campus Petrolina

Laura Santos Gonçalves

Acadêmicas do curso de Biomedicina-

-UNINASSAU campus Petrolina

Rebeca Linhares dos Santos

Acadêmicas do curso de Biomedicina-

-UNINASSAU campus Petrolina

Renatta Queiroz Gomes Lopes

Acadêmicas do curso de Biomedicina-

-UNINASSAU campus Petrolina

Dra. Gleiciere Maia Silva

Docente do curso de Biomedicina e

Doutora em Medicina Tropical

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 143


HEMATOLOGIA

O QUE É LEUCEMIA DE MASTÓCITO?

Por Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite

A leucemia de mastócito

é uma forma extremamente

rara e agressiva

de neoplasia hematológica

caracterizada pela

proliferação maligna de

mastócitos — células

do sistema imunológico

envolvidas em respostas

alérgicas e inflamatórias.

Diferente da mastocitose

sistêmica, que pode ter

curso indolente, a leucemia

de mastócito apresenta

rápida progressão

e mau prognóstico.

Características Clínicas

Os principais sinais e

sintomas incluem:

- Febre persistente

- Perda de peso

- Fadiga intensa

- Hepatoesplenomegalia

(aumento do fígado e

baço)

- Síndrome de ativação

mastocitária (rubor, hipotensão,

anafilaxia)

Créditos das imagens: Cellavision.

A doença pode se manifestar com infiltração

de mastócitos em medula óssea,

fígado, baço, linfonodos e pele, embora a

pele nem sempre esteja envolvida.

144

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Diagnóstico

O diagnóstico é feito

por meio de:

- Exame de medula

óssea com identificação

de mastócitos atípicos

Tratamento

Devido à sua agressividade,

o tratamento é

desafiador e inclui:

- Quimioterapia intensiva

casos. A detecção precoce

e o tratamento agressivo

podem melhorar

a sobrevida em alguns

pacientes.

HEMATOLOGIA

- Imunofenotipagem

(CD117, CD25, CD2)

- Mutação no gene KIT

- Inibidores de tirosina quinase

(como midostaurina)

- Transplante de medula

óssea em casos sele-

Considerações Finais

A leucemia de mastócito

é uma condição rara

que exige diagnóstico

(especialmente D816V)

cionados

preciso e abordagem

- Critérios da Organização

Mundial da Saúde

(OMS) para mastocitose

sistêmica

- O manejo também envolve

suporte clínico para

controlar os sintomas de

ativação mastocitária.

terapêutica especializada.

O avanço na

compreensão genética

e molecular da doença

tem aberto novas

- A morfologia dos mastócitos

no sangue periférico

exibe células com grânulos

metacromáticos, escu-

Prognóstico

O prognóstico é geralmente

reservado, com

sobrevida média infe-

possibilidades de tratamento,

embora ainda

haja muito a ser descoberto

sobre sua fisiopa-

ros e grandes, figura 1.

rior a um ano em muitos

tologia e manejo ideal.

Autor

Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite, Ph.D.

Professor de Hematologia, Mestrado e Doutorado em Hematologia e Bioquímica, UNIFESP e UFPE.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 145


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Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


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INFORME INFORME DE MERCADO

DE MERCADO

No laboratório clínico,

a incorporação de

técnicas, como o

sequenciamento

de nova geração

(NGS) e ferramentas

de bioinformática

tem sido essencial

para ampliar

a capacidade

diagnóstica

Exames genéticos no laboratório clínico

O aumento do conhecimento sobre os genes e

suas funções, bem como a ampliação do uso das

ciências “ômicas” com custos mais acessíveis vem

revolucionando e mudando as perspectivas dos

laboratórios clínicos, trazendo novas possibilidades

para aplicação da medicina preventiva e personalizada.

Essa abordagem personalizada possibilita, por

exemplo, identificar predisposições genéticas para

diversas doenças, tais como cardiovasculares e

cânceres hereditários, antes mesmo dos sintomas se

manifestarem.

No laboratório clínico, a incorporação de técnicas,

como o sequenciamento de nova geração (NGS) e

ferramentas de bioinformática tem sido essencial para

ampliar a capacidade diagnóstica. Análise do exoma e

do genoma exemplificam opções de exames baseados

na técnica NGS. A complementação dos achados

patogênicos desses exames com técnicas bioquímicas

e análise do transcriptoma dos genes alterados é outro

ponto de inovação na área, propiciando em um único

exame a investigação total da variante encontrada

com seus potenciais efeitos ao organismo.

Outra inovação na genômica é a possibilidade da

investigação pré-natal a partir da amostra fetal

circulante no sangue materno, o teste de triagem prénatal

não invasiva (NIPT). Sem risco ao bebê é possível

triar alterações nos números de cópias cromossômicas,

e a versão ampliada inclui microdeleções específicas.

Ao identificar risco aumentado para uma determinada

alteração genética de maneira precoce, pode ser

possível implementar estratégias de prevenção,

monitoramento e tratamento personalizadas.

Com base nos resultados dos exames genéticos o

acompanhamento clínico pode ser mais efetivo e,

em muitos casos, precoce, direcionado mais para

prevenção do que para o tratamento. Para o laboratório

clínico, esse cenário representa não só ampliação

técnica, mas também uma oportunidade de reforçar

seu papel como parceiro na promoção da saúde e

na prevenção de doenças, oferecendo um cuidado

diferenciado e cada vez mais eficiente ao paciente.

Assessoria Científica Lab Rede

Mais informações:

(31) 2519-7500

148

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Exoma

Lab Rede:

mais completo para seu

cliente, mais vantajoso

para seu laboratório.

sigla

Em um único exame,

a possibilidade da

investigação completa

de variantes.

Quem faz parte da nossa Rede sabe que não medimos esforços para estar

cada vez mais perto e oferecer vantagens para nossos clientes.

Nosso exame Exoma é um exemplo. Com

ele são investigadas as regiões codificantes

dos mais de 20.000 genes e, além da análise

de número de cópias gênicas (CNVs) e

análise do DNA mitocondrial, há a opção de

fazê-lo com complementação bioquímica.

Isso significa que, se encontrada uma ou

mais variantes patogênicas que justifique

a suspeita clínica, análises de atividade

enzimática e/ou análise de biomarcadores

metabólicos para essas variantes já poderão

ser realizadas, desde que disponíveis no

portfólio bioquímico.

Certificações:

Para oferecer mais essa vantagem para seus clientes ou obter mais

informações, entre em contato com nossos consultores comerciais:

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INFORME DE MERCADO

A15 S – AUTOMAÇÃO E PRECISÃO NAS ANÁLISES FECAIS

A BioSystems apresenta o A15S, um

analisador automático desenvolvido

especialmente para otimizar as

análises fecais em laboratórios de

diferentes portes. Compacto, confiável

e de fácil operação, o equipamento

alia automação completa,

precisão analítica e eficiência operacional,

tornando-se um grande

aliado na rotina laboratorial.

Com tecnologia fotométrica e

capacidade para múltiplos testes, o

A15 Stool elimina etapas manuais

e reduz significativamente o risco

de erros, proporcionando maior

padronização e segurança nos

resultados. Seu design inteligente

e interface intuitiva permitem uma

integração fluida com o fluxo de

trabalho do laboratório, otimizando

tempo e recursos.

O equipamento oferece alta reprodutibilidade,

baixo consumo de

reagentes e um desempenho consistente,

atendendo às exigências

de qualidade e confiabilidade que

o mercado demanda. O A15 Stool é

ideal para laboratórios que buscam

automatizar processos e elevar a

eficiência sem comprometer a simplicidade

no uso.

Na BioSystems, o cliente também

encontra uma linha completa de

reagentes e soluções dedicadas

a diferentes áreas da bioquímica

clínica, incluindo o kit de D-Dímero,

desenvolvido para medições rápidas

e precisas, fundamentais na avaliação

de distúrbios tromboembólicos.

Com tradição e tecnologia reconhecida

mundialmente, a BioSystems

reforça seu compromisso em oferecer

soluções integradas e inovadoras,

que agregam valor e confiabilidade

às análises laboratoriais.

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150

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



INFORME DE MERCADO

QUALLYX LANÇA LINHA DE CONTROLES

HEMATOLÓGICOS PARA USO HUMANO E VETERINÁRIO

A Quallyx Diagnóstica anuncia o

lançamento da nova linha Quallyx

HematoControl, desenvolvida para

garantir precisão, rastreabilidade

e padronização nos resultados de

analisadores hematológicos em

laboratórios clínicos e veterinários.

Com formulação estável e desempenho

compatível com diferentes

plataformas analíticas, os controles

HematoControl foram projetados

para atender às exigências de

qualidade interna (IQC) e acompanhamento

de tendências analíticas,

assegurando resultados confiáveis

e comparáveis entre equipamentos

e períodos.

A linha está disponível em diferentes

níveis de concentração,

simulando condições fisiológicas

normais e patológicas, e conta com

embalagens práticas, longo prazo

de estabilidade e compatibilidade

universal — características que

reforçam o compromisso da Quallyx

com a segurança analítica e o controle

de qualidade laboratorial.

Com o lançamento do Quallyx

HematoControl, a empresa amplia

sua atuação no segmento de diagnóstico

in vitro, consolidando-se

como uma marca nacional de

referência em tecnologia, inovação

e educação científica para laboratórios

humanos e veterinários em

todo o país.

“Nosso objetivo é promover uma

cultura de qualidade e fornecer

soluções que auxiliem os laboratórios

a alcançar excelência diagnóstica”,

destaca a equipe técnica da

Quallyx Diagnóstica.

Quallyx Diagnóstica – Tecnologia

e confiança a serviço da qualidade

laboratorial.

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152

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SOLUÇÃO ALIFAX PARA DIAGNÓSTICOS RÁPIDOS E

PRECISOS: TRIAGEM DE ORGANISMOS MULTIRRESISTENTES

As infecções por MDRO representam um problema

de saúde global crescente, intensificado nos últimos

anos pela pandemia, que devido a uma emergência

imprevisível aumentou a pressão seletiva e diminuiu

a vigilância ativa no ambiente hospitalar.

INFORME DE MERCADO

Aumento alarmante de infecções resistentes durante

internação de 2019 a 2020*

Enterobactérias resistentes a carbapenêmicos - 35%

Enterobactérias produtoras de ESBL - 32%

Enterococos resistentes à vancomicina - 14%

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Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 153


INFORME DE MERCADO

MEIOS CROMOGÊNICOS: PRECISÃO E PRATICIDADE NO

DIAGNÓSTICO MICROBIOLÓGICO

Os meios de cultura cromogênicos

têm se destacado como ferramentas

valiosas na microbiologia diagnóstica,

permitindo a identificação

rápida e precisa de microrganismos

por meio de reações enzimáticas

que geram colorações distintas

nas colônias. Isso reduz etapas adicionais

e aumenta a eficiência dos

fluxos laboratoriais.

A Advagen disponibiliza uma linha

completa de meios cromogênicos

prontos para uso, desenvolvidos

para atender às principais demandas

do setor. Entre os destaques estão:

Ágar Cromogênico ESBL

Ideal para triagem de enterobactérias

produtoras de β-lactamase de

espectro estendido (ESBL).

Ágar Cromogênico KPC

Desenvolvido para o isolamento de

espécies bacterianas gram negativas

produtoras de KPC (Klebsiella pneumoniae

carbapenemase) que confere

resistência a carbapenêmicos,

sem pré-enriquecimento seletivo.

Ágar Cromogênico MRSA

Permite o isolamento seletivo de

Staphylococcus aureus resistente à

meticilina (MRSA).

Ágar Cromogênico Urina

Meio cromogênico para detecção

de patógenos urinários com diferenciação

visual por espécie. Ideal para

triagens rápidas de uroculturas.

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registros ANVISA.

154

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



INFORME DE MERCADO

LINFOMA DE CÉLULAS DO MANTO

Descrição

Paciente de 70 anos de idade,

sexo masculino, deu entrada no

pronto-socorro com dor abdominal,

perda de apetite, febre,

No software de Revisão Remota

CellaVision® (CellaVision® Remote

Review Software), o analista confirmou

que os números de neutrófilos

e linfócitos estavam baixos. Foi

sudorese noturna, linfadenopatia

observada uma grande população

cervical, esplenomegalia

de células blastóides de tamanho

médio a grande, com núcleo um

e dor nas costas. Ele foi imediatamente

hospitalizado e foram

tanto pleomórfico, cromatina pontilhada

e com um ou mais nucléolos

colhidas amostras de sangue.

grandes e claramente visíveis. Essas

células foram pré-classificadas pelo

CellaVision® como Blastos, mas

foram reclassificadas pelo técnico

como Linfócitos Anormais. O

diferencial foi enviado a um hematopatologista

para consulta.

Discussão

O Linfoma de Células do Manto

(LCM) é uma forma rara e agressiva

de Linfoma Não-Hodgkin de

células B (LNH). Ele se origina

da zona do manto dos folículos

linfoides. A zona do manto faz

parte do nódulo linfoide secundário,

circunda o centro germinativo

central e normalmente

contém pequenos linfócitos B

maduros. [1][2] O LCM é responsável

por 3-10% dos linfomas de

células B em todo o mundo. A

idade média de diagnóstico é de

68-69 anos, sendo mais comum

na população masculina. [1]

O contador de células sinalizou a

presença de Blastos/Linfócitos

Anormais. Um esfregaço de sangue

foi preparado e digitalizado em

um analisador CellaVision® DC-1.

Diagnóstico

Linfoma Não-Hodgkin, Linfoma

de Células do Manto (LCM)

Dados da Citometria de Fluxo:

Células com Restrição de Cadeia

Lambda, CD5+, CD19+ (brilhante),

CD20+, CD22+, CD38 variável,

CD71+, HLA-DR+, CD10-, CD34-

Não se sabe exatamente o que

causa o LCM, mas cerca de 85%

dos pacientes diagnosticados

apresentam uma translocação

entre os cromossomos 11 e 14.

[1][3] O LCM expressa marcadores

pan-células B – CD19, CD20, CD22

e CD79a. CD5, FMC7 e CD43 são

Análise do Esfregaço no Cella-

Vision® DC-1:

156

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


geralmente positivos, enquanto

CD10 ou BCL6 são frequentemente

negativos, mas podem ser positivos

em variantes agressivas. [1] O LCM

geralmente envolve os linfonodos,

mas também o trato gastrointestinal,

o baço, a medula óssea e o

Anel de Waldeyer (anel tonsilar

[4]). Outros órgãos que podem ser

envolvidos incluem a pele, as glândulas

endócrinas, os pulmões e o

SNC (Sistema Nervoso Central), mas

estes são mais comuns em casos de

recidiva da doença. [1]

INFORME DE MERCADO

Em muitos pacientes, não veremos

nenhuma anormalidade no sangue

periférico. A doença pode

entrar em uma fase leucêmica

onde as células do linfoma serão

encontradas no sangue. As células

geralmente variam de tamanho

pequeno a médio e grande. São

frequentemente pleomórficas -

irregulares, angulares com núcleos

fendidos (clefted nuclei), e muitas

vezes apresentam nucléolos

proeminentes. A medula óssea é

infiltrada na maioria dos pacientes

diagnosticados. [5]

Um hematopatologista/analista

de laboratório experiente pode

determinar se o LCM é do tipo

comum ou de uma variante

blastóide mais rara, onde as

células são maiores e crescem

mais rapidamente. Este tipo é

mais agressivo e mais difícil de

tratar. Esta variante blastóide

pode estar presente no diagnóstico

ou surgir com o tempo. [3] O

LCM costumava ser considerado

incurável, mas com novas abordagens

terapêuticas, a sobrevida

global mediana aumentou de 3

anos para 5-10 anos. A avaliação

de uma variedade de diferentes

marcadores prognósticos para o

LCM convencional foi realizada e,

no futuro, com novos tratamentos,

alguns pacientes poderão

potencialmente ser curados. [1]

Referência:

[1] Klapper, W., Ferry. JA., Hermine. O., Li, S., Lossos.

IS., Medeiros LJ., Naresh. KN., Rosenquist. R., Rule.

S., Stilgenbauer. S. Mantle cell lymphoma. In: WHO

Classification of Tumors series, 5th ed.; vol 11, IARC

publications, https://publications. Iarc.who.int/637.

2024. p. 446-452.

[2] Standring, S. Gray's Anatomy: The Anatomical

Basis of Clinical Practice. Gray's Anatomy Series:

Elsevier Limited, 2016

[3] O’Connor, O.A. The Leukemia & Lymphoma

Society, (2014) Mantle Cell Lymphoma Facts,

https://www.lls.org/sites/default/files/file_assets/

mantlecelllymphoma… (accessed 2025-03-24)

[4] NIH, National Cancer Institute, NCI's Dictionary

of Cancer Terms https://www.cancer.gov/publica-

tions/dictionaries/cancer-terms/def/waldeyers-

-ring (accessed 2025-03-24)

[5] Bain. B.J., Clark. D.M., Wilkins. B.S. Bone Marrow

Pathology, 4th ed, Wiley-Blackwell, ISBN 978-1-

4051-6825-0. 2010, p. 338-342.

Saiba mais em www.cellavision.com/pt-BR

Contato: Contato: Wagner Miyaura, Regional

Manager, Latin America

wagner.miyaura@cellavision.com

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 157


INFORME DE MERCADO

RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO:

O BRASIL AVANÇA, O GRUPO STRA JÁ ESTÁ PREPARADO.

O Ministério da Saúde, oficializou

a nova diretriz nacional para o

rastreamento do câncer do colo

do útero, incorporando o teste

molecular de detecção de DNA-

-HPV oncogênico como método

primário para mulheres com idade

entre 25 a 64 anos.

milhões

de amostras

+ 6

+

processadas

no Brasil

Líder de Citologia

em Meio Líquido

no Brasil

Presença Global

5

Continentes

+ 14

Países

A medida alinha o Brasil às recomendações

da Organização Mundial

da Saúde (OMS), American

Cancer Society (ACS) e Diretrizes

Europeias, que já reconhecem o

rastreamento baseado em HPV

como o método de maior sensibilidade

e acurácia diagnóstica para

detecção precoce.

GP-100

Processador Automatizado

para Citologia em Meio Líquido

Solução para

Conservação Celular

É o meio ideal de preservação e

transporte de amostras coletadas

para testes de DNA-HPV, IST e

É exames citológicos.

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Biologia Molecular PoCT

Testes de DNA-HPV, IST e outros.

Com atuação pautada em inovação,

evidência científica e compromisso

com resultados clínicos,

o Grupo Stra® antecipa-se a essa

mudança e conta em seu portfólio,

com uma solução integrada

completa, contemplando todas

as etapas da nova conduta:

• Coleta em meio líquido com o

Kit GynoPrep®, que assegura a

estabilidade e a fixação adequada

da amostra.

• Teste molecular para HPV 13+2

genótipos de alto risco, com identificação

individual dos subtipos 16 e

18 e detecção em grupo dos demais

13 genótipos, realizado com o equipamento

iPonatic II (Sansure®).

• Citologia em meio líquido reflexa,

com a mesma amostra, processada

pelo GynoPrep® GP-100, otimizando

tempo e recursos laboratoriais.

O rastreamento do câncer do colo

do útero entra em uma nova era,

mais precisa, tecnológica e efetiva.

E o Grupo Stra reafirma sua posição

como parceiro de confiança para

os laboratórios e profissionais que

lideram essa transformação.

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bem-estar, pensou Stra.

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Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



INFORME DE MERCADO

OFERECENDO SUPORTE MAIS PRECISO PARA A TOMADA

DE DECISÕES CLÍNICAS: TRÊS RAZÕES PRINCIPAIS PARA

ESCOLHER ANALISADORES HEMATOLÓGICOS DE SEIS

PARTES COM TECNOLOGIA DE FLUORESCÊNCIA

1. Maior capacidade de diferenciação

celular

Os analisadores de 3 partes classificam

leucócitos em três categorias:

linfócitos, granulócitos e células

médianas, enquanto os analisadores

de 5 partes podem diferenciar

ainda mais neutrófilos, eosinófilos,

basófilos, linfócitos e monócitos,

mas ainda têm limitações na identificação

de células anormais.

Os analisadores hematológicos de

6 partes, utilizando a tecnologia

de coloração por fluorescência,

podem identificar e classificar as

células com maior precisão, distinguindo

até mesmo populações de

células anormais, como granulócitos

imaturos (IG), glóbulos vermelhos

nucleados (NRBCs), células

blásticas ou linfócitos atípicos.

2. Detecção mais precisa

A tecnologia de fluorescência

utiliza corantes fluorescentes

específicos que se ligam aos ácidos

nucleicos dentro das células, proporcionando

uma visão mais clara

das informações sobre os ácidos

nucleicos celulares. Essa capacidade

reduz significativamente a

interferência de substâncias como

partículas lipídicas, micrócitos,

hemácias fragmentadas e plaquetas

grandes, garantindo maior precisão

nas medições de leucócitos,

hemácias e plaquetas.

3. Maior nível de automação e

inteligência

As plataformas com tecnologia de

fluorescência são frequentemente

integradas com algoritmos avançados

que identificam e sinalizam

automaticamente células anormais

e geram relatórios confiáveis.

Isso reduz a carga de trabalho da

equipe do laboratório, ao mesmo

tempo em que melhora a consistência

e a precisão dos resultados.

160

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



INFORME DE MERCADO

D-DIMER TURBITEST AA WIENER LAB.

A trombose representa uma das

principais causas de mortalidade

cardiovascular e pode originar-se

por alterações em diferentes etapas

do sistema hemostático. Sua

avaliação requer um diagnóstico

preciso, que contemple tanto

os mecanismos de coagulação

quanto os de fibrinólise e o dano

tecidual associado.

A doença é condicionada pela

rápida formação de coágulos ou

trombos que interrompem o fluxo

sanguíneo nas veias ou artérias.

Trata-se de uma urgência médica

que precisa ser diagnosticada e

tratada imediatamente. Silenciosa e

potencialmente fatal, é responsável

por milhares de casos graves todos

os anos no Brasil, sendo que no

primeiro semestre de 2025 já foram

registrados 36 mil novos casos.

Na Wiener lab., desenvolvemos

soluções analíticas que integram

essas dimensões do estudo trombótico,

oferecendo ferramentas

confiáveis para a detecção, o monitoramento

e a avaliação do risco.

O kit D-Dimer Turbitest AA Wiener

lab. é um marcador sensível de

degradação da fibrina, fundamental

para a exclusão de tromboembolismos

(TEV e TVP) e para o estudo

de processos fibrinolíticos. Quando

realizado no analisador automático

COR 50 o resultado do teste é liberado

em poucos minutos.

Para mais informações sobre a

linha de Hemostasia Wiener lab

consulte nosso site:

www.wiener-lab.com

162

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


CLOT: DUAS DÉCADAS DE INOVAÇÃO E PARCERIA CONTÍNUA

Há mais de 20 anos, assumimos o

compromisso de inovar nossa participação

no mercado de produtos

O CLOTimer Neo reafirma nosso

compromisso em oferecer tecnologia

de ponta ao mercado

brasileiro. Com design e recursos

para coagulação. Como único

comparáveis aos melhores equipamentos

fabricante nacional de coagulômetros,

assumimos o compromisso

do mundo, ele vai além

das funcionalidades do CLOTimer

de ampliar o nosso portfólio,

Nano, trazendo uma inovação

desenvolvendo Kits de coagulação

líquidos- LIQUID PHASE - prontos

Clotimer NEO

exclusiva: 10 canais de incubação

(5+5) com temporizador de start

automático, que proporcionam

para uso, com qualidade e desempenho

Em paralelo às inovações em

um controle rigoroso e individualizado

à altura dos melhores do

mundo. Hoje, essa inovação já

é realidade para laboratórios e

fabricantes em todo o Brasil.

reagentes, buscamos constantemente

evoluir a tecnologia dos

nossos coagulômetros — o mais

vendido do Brasil, com mais de

do tempo de incubação de

cada amostra, garantindo ainda

mais precisão, confiabilidade e

eficiência nos testes laboratoriais.

INFORME DE MERCADO

7 mil unidades fabricadas. Hoje,

Para ampliar a confiança em nossos

produtos nosso próximo passo foi

introduzir uma linha de Controle de

apresentamos a terceira geração

dos equipamentos: o CLOTimer

Nano e CLOTimer Neo

Qualidade, plasma controle de coagulação

importado — desenvolvido

com reconhecida excelência

norte-americana — assegurando

ainda mais precisão e confiabilidade

aos nossos produtos.

• KIT - TP CLOT

• KIT - TTPA CLOT

• KIT - CONTROL CLOT NORMAL

• KIT - CONTROL CLOT ANORMAL

• KIT – CONTROL CLOT NORMAL e

ANORMAL (no mesmo kit).

O CLOTimer Nano, moderno e

compacto, com entrada de rede que

facilita o interfaceamento com os

principais programas laboratoriais,

além de conexão USB para periféricos

como leitor de código de barras

e teclado. Seu grande diferencial

está nos dois canais de leitura, que

permitem realizar simultaneamente

os testes de TP e TTPA, trazendo ainda

mais agilidade e confiabilidade

para a rotina laboratorial.

Equipamento de hemostasia

Clotimer NANO

Mais informações:

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Vila Fiori - Sorocaba/SP

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 163


INFORME DE MERCADO

PERSPECTIVAS 2026: LABORATÓRIOS MAIS PROTEGIDOS

COM MEDIX BRASIL

Medix: a parceira de confiança para equipar o seu laboratório neste inverno

a transformar rotinas em processos

mais O seguros, inverno eficientes se aproxima e alinhados e, com ele,

às boas surge práticas a temporada de biossegurança. de exames

para gripe e outras doenças

Com a chegada de 2026, é hora de

sazonais. É imprescindível que

olhar para o futuro, refletir sobre os

seu laboratório esteja plenamente

desafios que virão e se preparar para

novas equipado oportunidades. para oferecer Pensando qualidade nisso,

a Medix e diagnósticos preparou precisos. um checklist A Medix, de

proteção, proporciona reunindo confiabilidade tudo o que e não está

pode sempre faltar na presente rotina laboratorial para auxiliar para

manter laboratórios equipes seguras em todo e operações o Brasil.

sem riscos.

Conheça alguns destaques de

Limpeza: A primeira etapa de

nossa linha de produtos:

qualquer processo laboratorial exige

atenção máxima. O Pano Multiuso

Antibac Luva com Nitrilo ação Antimicrobiana

antibacteriana

mantém AMG: a assepsia Desenvolvida diária, para reduzindo

significativamente proporcionar máxima o risco proteção, de contaminação

Luva AMG cruzada conta e com garante tecnologia que

a

cada avançada ambiente esteja para eliminar limpo, seguro até e

pronto para novas coletas.

99,99% das bactérias e vírus,

garantindo uma rotina de trabalho

mais segura.

164

Garanta proteção

e diagnósticos precisos

na temporada de inverno

Durante todo o ano, a Medix Brasil

se destaca como parceira dos laboratórios

de todo o país. Referência

nacional em proteção, a marca ajuda

EPIs: Essenciais para a proteção de

profissionais e pacientes, eles garantem

segurança e conformidade com

normas obrigatórias. A Luva para

Procedimento Não Cirúrgico de

Látex Máscaras com Pó, Tripla a Luva Proteção: Antimicrobiana

Sinônimo de Nitrilo de conforto AMG e e a segurança,

Máscara

Tripla Descartável atendem à rotina

as Máscaras Tripla Proteção

laboratorial mais exigente, oferecendo

máxima proteção sem abrir mão

Medix possuem três camadas,

incluindo um filtro com mais de

do conforto.

95% de eficiência contra vírus,

Dispositivos partículas e de bactérias. coleta: A Disponíveis

coleta é

uma em etapa quatro que cores, exige precisão ajudam a e segurança.

prevenir A Medix a propagação Brasil disponibiliza de doenças

soluções respiratórias, que minimizam protegendo riscos de acidentes,

profissionais

como o Scalp

e pacientes.

para Coleta de

Sangue a Vácuo com Dispositivo de

Segurança e a Agulha para Coleta

Linha MedixLab: Da fase

de Sangue a Vácuo com Dispositivo

de Segurança. pré-analítica Estes à analítica, dispositivos a Linha são

projetados MedixLab para assegura garantir o precisão máximo e de

proteção confiança em cada em cada punção. resultado.

Equipada com dispositivos de

Pós-coleta: e diagnóstico O Coletor de Perfurocortante

geração, Premium nossa garante linha promove descarte

última

correto de agulhas e scalps, cum-

uma experiência completa e para

todas as etapas do processo

laboratorial.

prindo integralmente as normas

de biossegurança e protegendo os

profissionais de qualquer risco após

o procedimento.

Com Deseja um fortalecer portfólio completo as medidas de EPIs de e

dispositivos proteção e precisão que acompanham em seu todas

as etapas do processo laboratorial,

laboratório? Entre em contato

do pré-analítico ao analítico, a Medix

através do e-mail:

oferece aos profissionais a certeza de

gestor.lab@medixbrasil.com.br

que estão trabalhando com a marca

que e conheça lidera o nosso mercado. portfólio

completo de produtos.

Para saber mais e elevar o padrão do

seu laboratório em 2026, entre em

contato com o gestor comercial pelo

e-mail: gestor.lab@medixbrasil.com.br

Proteção

Sempre

Presente

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


CHEGA AO BRASIL O SYSMEX XN-10 COM MODO BANCO DE

SANGUE, ÚNICO ANALISADOR DO MERCADO QUE COMBINA

HEMOGRAMA E ANÁLISE DE HEMOCOMPONENTES

Tecnologia exclusiva traz mais segurança e eficiência para hemocentros e bancos de sangue

INFORME DE MERCADO

Chegou ao mercado brasileiro o Sysmex

XN-10 com modo Banco de Sangue,

o único analisador hoje capaz de

unir hemograma completo e análise

de hemocomponentes na mesma

plataforma. A solução foi desenvolvida

especialmente para hemocentros

e bancos de sangue que buscam

mais confiabilidade, rapidez e eficiência

em processos críticos.

Diferentemente do hemograma

completo, voltado para avaliar a

saúde geral do doador por meio

da análise de células sanguíneas

em sangue total, a análise de

hemocomponentes foca nos produtos

sanguíneos, como hemácias,

plaquetas e leucócitos residuais,

garantindo que estejam dentro dos

padrões de qualidade e segurança

antes de uma transfusão.

O XN-10 com modo Banco de

Sangue é aprovado pelo FDA,

agência regulatória dos Estados

Unidos, o que reforça sua credibilidade

internacional.

Com tecnologia baseada em citometria

de fluxo fluorescente, o

equipamento assegura resultados

altamente confiáveis, reduzindo

processos manuais, padronizando

e proporcionando maior segurança

para as transfusões.

O equipamento também oferece

alta produtividade, com resultados

entregues de 1 a 3 minutos

dependendo do tipo de análise.

Isso traz mais rapidez às etapas

críticas que antecedem a libera-

ção das transfusões, melhorando

o fluxo de trabalho dentro dos

bancos de sangue e hemocentros.

Outro diferencial é a praticidade.

O analisador aspira apenas 150

μL de concentrados de hemácias

e 205 μL de plaquetas, com flexibilidade

para trabalhar com tubo

fechado, aberto ou microtubo,

adaptando-se às necessidades de

cada rotina.

A confiabilidade dos resultados é

reforçada pelo conjunto completo

de controles de qualidade, incluindo

XN CHECK, Platelet CHECK e XN

CHECK BF. Esses recursos facilitam

a geração de evidências para o Sistema

de Gestão da Qualidade do

laboratório, fortalecendo a rastreabilidade

e a conformidade regulatória.

“O XN-10 com modo Banco de

Sangue representa um avanço sem

precedentes para hemocentros e

bancos de sangue. Ser o único analisador

com essa funcionalidade do

mercado reforça nosso compromisso

em entregar soluções que unem

tecnologia de ponta, segurança e

eficiência em processos que impactam

diretamente a vida de milhares

de pessoas”, pontua Mariana Silva,

gerente de marketing da Sysmex.

Para saber mais sobre o XN-10 com

modo Banco de Sangue e outros

analisadores hematológicos automatizados,

visite www.sysmex.com

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 165


INFORME DE MERCADO

GREINER BIO-ONE PROJETA UM 2026 PAUTADO EM

INOVAÇÃO, CUIDADO E EXPANSÃO COMERCIAL NA

AMÉRICA LATINA

Com essa visão, a Greiner Bio-One

Brasil encerra 2025 reafirmando

seu compromisso em impulsionar

o avanço da saúde por meio de

soluções que unem tecnologia,

precisão e confiança.

Durante o último ano, a empresa

fortaleceu parcerias estratégicas,

expandiu iniciativas voltadas à

qualidade diagnóstica e consolidou

sua presença como uma das

principais referências em produtos

para coleta e análise de amostras

biológicas. Cada conquista reflete

um propósito claro: transformar a

ciência em bem-estar e contribuir

para um futuro mais saudável.

Nosso papel vai além de fornecer

soluções laboratoriais. Fazemos

parte da jornada de quem está na

linha de frente do diagnóstico e,

consequentemente, da vida. É essa

responsabilidade que nos inspira a

inovar constantemente.

O objetivo é fortalecer a presença

regional, levando a expertise e a

qualidade das soluções Greiner

Bio-One para novos mercados,

estreitando parcerias e compartilhando

conhecimento técnico e

científico.

Além da expansão, a Greiner Bio-

-One Brasil seguirá investindo em

tecnologia, sustentabilidade e educação

científica, pilares que sustentam

sua atuação global e orientam

suas iniciativas locais. A meta é continuar

fazendo a diferença onde a

vida começa: no diagnóstico.

em três áreas de atuação: a Greiner

Packaging produz embalagens

plásticas para os setores alimentícios,

de higiene e limpeza e

muitos outros. A NEVEON é líder

global na produção de espumas

integradas e flexíveis, compostas

de poliuretano com uma ampla

gama de aplicações, desde assentos

de carros, aviões até colchões.

A Greiner Bio-One é parceira mundial

das áreas de biotecnologia,

dispositivos médicos, institutos

de pesquisa e life science.

Com o olhar voltado para 2026,

a empresa projeta um novo ciclo

de crescimento sustentado pela

inovação e pela expansão comercial

em países da América Latina.

Greiner Bio-One

A Greiner AG, sediada em Kremsmünster,

Áustria, é mundialmente

reconhecida pelas suas soluções

em plástico e espuma. Divide-se

Para mais informações:

Departamento de Marketing

T: +55 19 3468 9600

E-Mail: info@br.gbo.com

166

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


DB PATOLOGIA IMPLEMENTA SOLUÇÕES DE ÚLTIMA GERAÇÃO

NO SETOR DE IMUNO-HISTOQUÍMICA

Nova ferramenta automatizada traz mais precisão, padronização e sustentabilidade para os exames.

INFORME DE MERCADO

Na anatomia patológica, trabalhar

com precisão e eficiência é fundamental

e, em um cenário de alta

complexidade, a automação se

apresenta como diferencial técnico

e estratégico. Nesse contexto,

o setor de Imuno-Histoquímica do

DB Patologia anuncia a chegada

ao Brasil do primeiro equipamento

Ventana BenchMark ULTRA

PLUS, da Roche, ampliando ainda

mais a capacidade diagnóstica e

operacional do laboratório.

Com a nova plataforma de coloração

totalmente automatizada

para imuno-histoquímica e hibridização

in situ, os laboratórios que

enviam suas amostras para o DB

passam a contar com tecnologia

de última geração, com aplicação

direta em testes diagnósticos de

suporte à medicina personalizada.

Entre os principais benefícios da

nova aquisição, está a redução

do tempo de processamento,

com resultados disponíveis em

até 4 horas, além da padronização

técnica, qualidade uniforme

e rastreabilidade digital dos

processos. A arquitetura de fluxo

contínuo e o acesso personalizado

da plataforma eliminam a

rigidez dos testes tradicionais,

reduzindo significativamente a

variabilidade nos resultados.

Para o coordenador médico do setor

de Imuno-Histoquímica do DB, Dr.

Éber Emanuel Mayoral (CRM-SP:

156047), os protocolos pré-validados

do ULTRA PLUS garantem uma

padronização importante para exames

como HER-2, PDL-1, ALK (D5F3),

ROS-1 e hibridização in situ, fundamentais

para decisões terapêuticas

na medicina de precisão. “Com foco

em otimização de processos técnicos

com precisão e sustentabilidade,

o ULTRA PLUS tem como diferencial

uma redução significativa no tempo

de processamento, além de melhor

uso de reagentes, diminuição de resíduos

químicos e menor consumo de

água e energia, contribuindo para

práticas laboratoriais sustentáveis.

Tecnologia que se alinha à missão

do DB, que é entregar diagnósticos

de excelência com responsabilidade

técnica, humana e ambiental”, afirma

o médico.

O setor de Imuno-Histoquímica

do DB Patologia já conta com

uma estrutura robusta e preparada

para atender a diferentes

demandas laboratoriais. São mais

de 200 anticorpos disponíveis no

portfólio, com uma área 100%

automatizada, fluxos de qualidade

bem estabelecidos e monitorados,

controle interno rigoroso

em cada reação realizada, além

de médicos especializados em

diversas áreas da patologia,

garantindo suporte técnico de

alto nível aos parceiros laboratoriais

em todo o país.

Com a chegada do Ventana

BenchMark ULTRA PLUS, o DB

Patologia reafirma seu compromisso

com a inovação, a sustentabilidade

e a excelência em

diagnósticos, que contribuem

diretamente para decisões clínicas

mais seguras e para a jornada

de tratamento dos pacientes.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 167


INFORME DE MERCADO

LABORATÓRIO DE CURITIBA REDUZ EM 90% AS

RECOLETAS E AUMENTA ATENDIMENTOS DOMICILIARES

COM CENTRÍFUGA VEICULAR

Equipamento fornecido pela FirstLab oferece ganho operacional de até 20%

A centrífuga veicular vem

ganhando espaço como uma aliada

na coleta domiciliar de exames

laboratoriais. O equipamento

permite realizar a centrifugação

do sangue diretamente nos veículos

de atendimento, garantindo

agilidade no processamento

das amostras e contribuindo

para resultados mais precisos.

Na Unimed Laboratório Curitiba

a implementação da tecnologia

tem ajudado a superar desafios

relacionados à estabilidade das

amostras e ao cumprimento do

prazo ideal de centrifugação das

amostras em até duas horas após

a coleta, conforme as boas práticas

laboratoriais.

De acordo com Daiane Cristina

Gallo, responsável pela Gestão

de Produção daUnimed Laboratório,

a demora nesse processo

pode favorecer a ocorrência de

interferentes pré-analíticos, como

a hemólise. “A movimentação do

veículo somada ao tempo elevado

de centrifugação pode causar

lise celular — ruptura ou destruição

da membrana de uma célula

— comprometendo a integridade

da amostra, elevando as taxas de

recoleta e impactando diretamente

na confiabilidade dos resultados

laboratoriais. Superar esse

desafio foi essencial para assegurar

a qualidade diagnóstica e a

segurança do paciente”, comenta.

Após a implementação da centrífuga

na frota de coleta domiciliar, que

iniciou em 2025, os resultados foram

expressivos. “A análise dos indicadores,

especialmente os de recoletas,

revelou uma redução de aproximadamente

90% nas reconvocações de

pacientes por hemólise e confirmação

de resultados — ambos diretamente

relacionados a interferentes

pré-analíticos”, destaca Daiane.

O ganho operacional também foi

importante. “Com a implantação

da centrífuga veicular, foi identificado

um ganho operacional de

20%, equivalente ao impacto que

seria gerado pela adição de dois

novos veículos à frota. Esse avanço

se deve à eliminação da necessidade

de deslocamento até unidades

fixas para realizar a centrifugação

entre os atendimentos domiciliares,

permitindo maior agilidade,

melhor aproveitamento da equipe

e ampliação da capacidade de

atendimento”, explica Daiane.

Este projeto de validação da centrífuga

veicular foi inscrito no

Congresso Brasileiro de Patologia

Clínica e Medicina Laboratorial

(CBPC), um dos maiores eventos

do Brasil para profissionais da

área. O projeto ganhou prêmio

como destaque de inovação.

Atualmente, a frota da Unimed

Laboratório tem dez veículos equipados

com centrífugas veiculares,

operando em Curitiba e Região

Metropolitana. “Essa ampliação visa

não apenas aumentar a capacidade

operacional, mas também reforçar o

compromisso com a excelência nos

processos laboratoriais, assegurando

resultados confiáveis e promovendo

uma experiência mais humanizada

para quem escolhe o cuidado

no conforto de casa”, completa.

168

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Equipamento

Atenta às necessidades dos clientes

e com a oportunidade desta

demanda a FirstLab, referência na

mais confiáveis, possibilitando

um tratamento mais ágil, além de

impactar na sustentabilidade e

maior conforto do paciente, ao

segurança, inovação e tecnologia

nas rotinas laboratoriais sempre

pensando na sustentabilidade e

atuando com responsabilidade.

INFORME DE MERCADO

fabricação de produtos para aná-

reduzir deslocamentos, recoletas,

lises clínicas, foi responsável por

tempo de resposta e custos asso-

Mais informações:

importar e disponibilizar no Brasil

ciados ao transporte de amostras”,

https://firstlab.ind.br/

a centrífuga veicular E8 desen-

complementa Amanda Scalon,

volvida pela norte-americana LW

Supervisora Comercial, da FirstLab.

Scientific, líder mundial em equipamentos

laboratoriais. O equi-

Sobre a FirstLab

pamento é certificado pelo FDA e

A FirstLab faz parte de um grupo

ISO 13485:2016.

sólido de empresas que trabalham

pela vida, com mais de 25

“Para o setor, a chegada do equipa-

anos de atuação e grande conhe-

mento representa um avanço em

eficiência operacional e de garantia

na qualidade, trazendo benefícios

para os pacientes e resultados

cimento no mercado da saúde.

Desenvolve e fabrica produtos e

equipamentos para Laboratórios

de Análises Clínicas, promovendo

Fale com a FirstLab:

0800 710 0888

atendimento@firstlab.ind.br

portal.firstlab.ind.br

HPV RAPID TEST BIOCON

Teste rápido imunocromatográfico

qualitativo para detecção do

antígeno Papilomavírus humano

(HPV) em amostras de swab

cervical. Esse teste é utilizado no

auxílio do diagnóstico presuntivo

de infecção pelo Papilomavírus

humano (HPV), fornecendo apenas

um resultado preliminar. O

HPV Rapid Test detecta os antígenos

HPV-16 e HPV-18.

• Resultado em 15 minutos

• Amostra: Swab cervical

• Apenas para uso profissional em

diagnóstico in vitro.

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Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 169


INFORME DE MERCADO

NOVAS DIRETRIZES MÉDICAS DE MCDONALD: DIAGNÓSTICO

MAIS RÁPIDO E PRECISO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Os novos critérios médicos de McDonald, de 2024,

modernizaram ainda mais o diagnóstico da Esclerose

Múltipla – incorporando novos biomarcadores e avanços

de imagem para detectar a doença de forma ainda

mais precoce e com maior precisão.

Entre as principais mudanças, destacam-se: a inclusão

do nervo óptico como quinto local válido para

demonstrar a disseminação no espaço (DIS); aceitação

de lesões com sinal de veia central (CVS) e borda paramagnética

na ressonância; e principalmente a inclusão

do índice kappa como marcador laboratorial complementar

ao exame de bandas oligoclonais no líquor.

O índice kappa, calculado a partir das cadeias leves livres

(CLL) kappa no líquor e no soro, indica a produção local

de imunoglobulinas e permite confirmar a atividade

inflamatória intratecal típica da Esclerose Múltipla. As

novas diretrizes McDonald determinam indicativo para

a doença quando o valor do índice kappa é igual ou

superior a 6,1.

A sua inclusão nos novos critérios oferece grandes vantagens:

maior sensibilidade, resultados quantitativos e

a possibilidade de um diagnóstico precoce, antes que

a doença se agrave.

Nesse contexto, o exame Freelite® Mx da Binding Site

é essencial. Automatizado e quantitativo, ele mede as

CLL kappa de forma rápida e padronizada, permitindo

o cálculo preciso do índice kappa.

Trata-se de um apoio importante, que auxilia o neurologista

a estabelecer um diagnóstico precoce, seguro

e confiável – um avanço significativo para que o tratamento

comece ainda mais cedo, com melhores resultados

clínicos e mais qualidade de vida ao paciente.

170

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


NOVIDADE CRAL - MICROSCÓPIOS DE ÓPTICA

INFINITA CRALTECH®.

INFORME DE MERCADO

Desde 1977, a CRAL é referência em

tradição, compromisso e inovação.

Reconhecida pela excelência no

atendimento e pela força de sua

indústria, a empresa construiu ao

longo das décadas parcerias sólidas

com marcas de prestígio internacional,

consolidando-se como referência

no segmento médico-hospitalar.

Reforçando seu posicionamento

de vanguarda, a CRAL apresenta ao

mercado a nova linha de microscópios

de óptica infinita CRALTECH®,

equipamentos de alta qualidade,

perfeito para rotinas laboratoriais.

Os novos microscópios CRALTE-

CH® combinam tecnologia avançada,

durabilidade e qualidade

de imagem, representando um

avanço significativo na rotina de

profissionais que buscam resultados

confiáveis e consistentes. O

sistema de óptica infinita proporciona

visualizações mais nítidas

e detalhadas, minimizando aberrações

e ampliando a precisão em

análises de alta complexidade.

Com design ergonômico, iluminação

LED de alta eficiência e

modularidade ampliada, os equipamentos

se adaptam a diversas

aplicações — do uso educacional à

pesquisa e ao diagnóstico avançado.

Cada microscópio passa por testes

de desempenho e controle de

qualidade, contando ainda com 12

meses de garantia contra defeitos

de fabricação.

Mais do que acompanhar tendências,

a CRAL está sempre atenta

às necessidades do mercado,

oferecendo soluções que unem

tecnologia, praticidade e confiabilidade

— reafirmando seu

compromisso com a inovação e a

excelência que marcam sua trajetória

há quase 50 anos.

CRAL – SUA PARCEIRA DE NEGÓCIOS

CRAL - Suprindo a saúde com qualidade e

inovação desde 1977

Empresa certificada

ISO 9001:2015 / ISO 13485:2016

Contatos:

(11) 3454-7000 ou (11) 2712-7000

e-mail: contato@cralplast.com.br

Site: www.cralplast.com.br

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 171


INFORME DE MERCADO

INDICADORES DE DESEMPENHO: FERRAMENTA

OBRIGATÓRIA PARA MONITORAR A EFETIVIDADE DA GESTÃO

DO CONTROLE DE QUALIDADE, NO PNCQ É GRATUITA!

A RDC 978:2025 da ANVISA determina

que todos os laboratórios

devem assegurar a confiabilidade

dos seus exames com a implementação

de um Programa de

Gestão da Qualidade que deve

contemplar:

• o gerenciamento das tecnologias;

• o gerenciamento dos riscos inerentes;

• a gestão de documentos;

• a gestão de pessoal e de educação

permanente dos profissionais;

• o gerenciamento dos Processos

Operacionais; e

• a Gestão do Controle da Qualidade

(GCQ).

meio de Indicadores de Desempenho.

Além disso, os laboratórios

devem comparar os resultados de

seus ID por meio de programas.

Como atender a legislação?

Com a ferramenta “Indicadores

de Desempenho” que o PNCQ

oferece gratuitamente a todos

os Laboratórios Participantes!

O Programa Nacional de Controle

de Qualidade (PNCQ), patrocinado

pela Sociedade Brasileira

de Análises Clínicas (SBAC) oferece

muito mais do que amostras-controle

dos programas

PRO-EX e PRO-IN.

Nossos Associados contam também

com o PNCQ Gestor – software

e curso de implantação do

Sistema de Gestão da Qualidade.

Associe-se ao maior Provedor de

Ensaios de Proficiência da América

Latina, com mais de 6.400

Laboratórios Participantes!

Siga o PNCQ nas redes

sociais e fique por dentro

das novidades!

A GCQ deve ser documentada

e ter sua efetividade monitorada

pelo Responsável Técnico por

172

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


PRODUÇÃO HOMOLOGADA PERFECTA (PHP): A NOVA

FRONTEIRA DA CONFIABILIDADE LABORATORIAL

Conectar fabricantes internacionais a laboratórios brasileiros exige mais do que logística: é um exercício contínuo

de controle, certificação e compatibilidade. A Perfecta atua para transformar a curadoria de seus fabricantes

em sinônimo de segurança diagnóstica.

Por Redação Perfecta

INFORME DE MERCADO

À medida que o diagnóstico

clínico e o Life Science avançam

rumo à automação total, cresce

a importância de algo que raramente

ganha destaque: a origem

e a confiabilidade dos insumos.

Em tempos de integração entre

equipamentos, IA e dados, tubos,

lâminas, placas, membranas e

utensílios laboratoriais tornaram-

-se peças-chave para assegurar

resultados consistentes.

Nesse cenário, o modelo de Produção

Homologada (PH) assume

papel estratégico. Ele permite

que distribuidores especializados

como a Perfecta conectem fabricantes

globais de alta tecnologia a

laboratórios brasileiros, garantindo

qualidade internacional com certificações,

rastreabilidade e suporte

local. Cada item do portfólio da

Perfecta — de tubos criogênicos

a filtros e utensílios em PTFE —

passa por rigorosos critérios técnicos

antes de chegar ao cliente,

assegurando compatibilidade com

plataformas automatizadas e protocolos

de alto desempenho.

A estratégia de PH (Produção

Homologada) também responde

a um desafio logístico crescente:

a imprevisibilidade das cadeias

globais. Ao manter estoques

nacionais e prever demandas

críticas, a Perfecta reduz tempos

de reposição e assegura a continuidade

das rotinas laboratoriais

mesmo em períodos de ruptura.

Essa combinação de agilidade

logística e controle técnico é o

que hoje diferencia os distribuidores

de confiança.

Mais do que uma relação comercial,

a Produção Homologada se tornou

um elo técnico entre o laboratório e

a indústria. Por isso, a Perfecta vem

ampliando parcerias com centros de

pesquisa e universidades para comparar

o desempenho dos insumos

homologados pela Perfecta com os

importados premium, fortalecendo

a transparência e o embasamento

científico do mercado.

Na prática, cada tubo, cada placa

e cada filtro que passa pelo crivo

técnico da Perfecta carrega uma

mensagem clara: o diagnóstico

moderno depende tanto da tecnologia

quanto da confiança nos

detalhes invisíveis do processo.

E é justamente nesse ponto que a

curadoria e homologação de fabricantes

parceiros se transformam em

vantagem estratégica num mercado

em que a precisão é mandatória.

Para mais informações:

www.perfectalab.com.br

WhatsApp: +55 11 2965-6722

vendas@perfectalab.com.br

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 173


INFORME DE MERCADO

LANÇAMENTO | TURB HBA1C - HEMOGLOBINA GLICADA

A dosagem da Hemoglobina contendo anticorpos anti-HbA1c, facilmente disponível no laboratório.

Glicada (HbA1c) é considerada

o padrão ouro no diagnóstico e

é adicionado, formando complexos

que promovem aglutinação. A A função da água é provocar

uma diferença osmótica, fazendo

acompanhamento do diabetes intensidade da turvação é proporcional

com que as hemácias absorvem

mellitus, permitindo avaliar o controle

glicêmico nos últimos 2 a 3

meses, período que corresponde

ao ciclo de vida das hemácias,

diferentemente da glicemia sérica,

que sofre variações rápidas

após a alimentação.

à concentração de HbA1c e

medida por absorbância.

A grande vantagem, além de ser

uma técnica precisa e confiável,

é que não exige equipamentos

dedicados, pode ser utilizado em

qualquer analisador bioquímico e

água, incham e se rompem, liberando

a hemoglobina contida no

interior das células, que estará

então pronta para a análise.

Um diferencial que faz a diferença

está no custo por teste, reconhecido

como o mais competitivo

Ao longo dos anos, diversas metodologias

turbidimétrico, facilitando o uso por do mercado. Isso permite ao

foram desenvolvidas para

a determinação da HbA1c, como

HPLC, imunoensaios e métodos

enzimáticos, cada uma com suas

particularidades em relação à precisão,

custo e aplicabilidade.

A Ebram está lançando um kit

para dosagem de HbA1c pelo

qualquer laboratório, sem investimentos

adicionais em infraestrutura.

O kit possui apenas 2 reagentes,

líquidos e prontos para uso, eliminando

a necessidade de preparo

adicional, o que economiza tempo

da equipe técnica e garante

maior estabilidade dos reagentes.

laboratório otimizar recursos sem

comprometer a precisão e a confiabilidade

dos resultados.

Apresentação dos produtos:

• Reagentes : R1: 1 x 30 mL I R2:

1 x 10 mL

• Calibrador (cód. 1059): 4 níveis

método imunoturbidimétrico,

x 0,5 mL

uma alternativa confiável, segura

e com excelente custo-benefício,

ideal para laboratórios que desejam

reduzir custos sem abrir mão

da precisão e da confiabilidade

dos resultados.

Conheça as vantagens do kit Turb

HbA1c - Hemoglobina Glicada.

Na metodologia de imunoturbidimetria,

a HbA1c presente na

amostra se liga a partículas de

látex contidas no reagente. Em

seguida, um segundo reagente,

A calibração é realizada com apenas

quatro níveis de calibradores,

simplificando a rotina sem comprometer

a confiabilidade dos

resultados. Além disso, o kit de

controle contém 2 níveis, sendo

normal e patológico, que permitem

monitorar o desempenho

analítico de forma mais completa.

O kit não acompanha hemolisante,

pois o preparo das amostras pode

ser realizado apenas com água

deionizada ou destilada, recurso

Controle (cód. 1060): 2 x 0,5 mL

(nível I e nível II)

Para mais informações sobre este

lançamentos e suas aplicações,

entre em contato:

SAC: 0800 500 2424

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174

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


PSA POR FLUORESCÊNCIA NO PONTO DE CUIDADO.

Resultado em minutos, com precisão laboratorial.

Novembro Azul é um movimento

mundial dedicado à conscientização

sobre a saúde masculina,

com foco especial na prevenção

e diagnóstico precoce do câncer

de próstata. No Brasil, essa

é a neoplasia mais comum entre

os homens, excluindo os tumores

de pele não melanoma. Segundo

o INCA, estima-se mais de 71 mil

novos casos por ano, número

que reforça a importância de ações

contínuas de detecção precoce.

INFORME DE MERCADO

Um dos marcadores mais utilizados

no acompanhamento e triagem é

o PSA (Antígeno Prostático Específico).

Porém, em muitos serviços

de saúde, o acesso ao exame ainda

pode ser lento, centralizado ou

depender de envio a laboratórios

externos, o que dificulta o acompanhamento

e a tomada de decisão

em tempo adequado.

É nesse cenário que o diagnóstico

próximo ao paciente (POCT

– Point of Care Testing) se torna

um aliado fundamental. A possibilidade

de realizar o teste de

PSA de forma rápida, segura e

com resultado em poucos minutos,

diretamente no ambiente

assistencial, contribui para:

• Acesso ampliado ao exame em regiões

com menor cobertura laboratorial

• Fluxo clínico mais ágil, reduzindo

etapas e deslocamentos

• Monitoramento contínuo e

mais próximo do paciente

• Tomada de decisão imediata

por parte de médicos e equipes

multiprofissionais

A Celer, comprometida com a disseminação

do diagnóstico acessível,

disponibiliza soluções POCT

para PSA que combinam tecnologia

de fluorescência, precisão

analítica e operação simplificada,

facilitando a rotina de unidades

básicas, ambulatórios, clínicas

e hospitais.

No Novembro Azul, reforçamos

um compromisso que vai além

da campanha: promover cuidado

contínuo, prevenção e saúde

masculina com agilidade e qualidade

diagnóstica.

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 175


INFORME DE MERCADO

JMORAES SOLUÇÃO EM LOGÍSTICA INTERNACIONAL

Crescendo junto com o diagnóstico brasileiro

Há mais de três décadas, a JMoraes

Solução em Logística Internacional

dedica-se a um propósito claro:

conectar o mundo à saúde brasileira.

Especializada no desembaraço

aduaneiro de produtos para

saúde e ciências da vida, tornou-

-se referência no atendimento a

demandas altamente reguladas

e sensíveis, contribuindo para

que tecnologias inovadoras cheguem

aos laboratórios, hospitais e

pacientes com segurança, transparência

e agilidade.

Inovação e automação que trazem

segurança e velocidade

A JMoraes vem digitalizando e automatizando

suas operações para

garantir padronização, redução de

risco e ainda mais previsibilidade.

Hoje, o cliente acompanha cada etapa

da importação em tempo real:

do pré-embarque ao armazenamento,

da fiscalização à entrega.

A operação se tornou mais rápida. A

tomada de decisão, mais confiável.

O que começou em 1992 como

um sonho familiar transformou-

-se em uma parceira estratégica

da cadeia do diagnóstico, sempre

atuando com confiabilidade,

rigor técnico e foco absoluto nas

necessidades do cliente.

Logística inteligente a serviço

da vida

Quando se fala em saúde, cada minuto

conta. Por isso, a JMoraes trabalha

para que as liberações aconteçam

sem surpresas, sem interrupções e

sem burocracia paralisante.

Cada carga representa responsabilidade

com vidas e esse é o norte

de cada processo.

E os dados, protegidos e certificados

pela fundação Vanzolini através da

ISO 27001:2022, conquistado no primeiro

semestre deste ano de 2025.

Conhecimento que reduz custos

e abre caminhos

Além da expertise logística e

regulatória, a JMoraes oferece

inteligência estratégica para

importações de equipamentos e

soluções de alta tecnologia.

João Gomes de Moraes, fundador

e referência técnica da empresa,

é especialista em Ex-Tarifário, um

mecanismo essencial para o setor

de diagnóstico, pois viabiliza

redução de Imposto de Importação

para bens de capital e tecnologias

sem similar nacional.

Essa atuação consultiva gera

benefícios concretos aos clientes:

• economia significativa em projetos

de expansão e modernização

• maior competitividade no acesso

a tecnologias de ponta

• planejamento tributário alinhado

ao propósito da saúde

Conhecer profundamente a legislação

é o que permite transformar

desafios em oportunidades.

176

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


Uma parceira que impulsiona a

inovação na saúde

A JMoraes participa do acesso a

soluções essenciais, como:

• plataformas de biologia molecular

• equipamentos automatizados para

laboratórios

Alinhada ao futuro do diagnóstico

A empresa segue presente nas

discussões que moldam o comércio

exterior da saúde, contribuindo

para um ambiente regulatório

mais moderno, previsível e conectado

às necessidades do mercado.

INFORME DE MERCADO

• reagentes e insumos sensíveis

de cadeia fria

• produtos para oncologia, genômica

e doenças raras

Cada carga liberada representa

mais precisão diagnóstica disponível

no Brasil.

Crescemos para que o diagnóstico

avance.

Evoluímos para que a vida não espere.

Entre em contato

A JMoraes está pronta para apoiar

seu próximo projeto de importação

na área da saúde.

SOMOS LABOR. SOMOS GREAT PLACE TO WORK.

A Labor Health Supply tem o orgulho

de compartilhar uma conquista

muito especial: pela primeira vez,

fomos oficialmente certificados

como uma empresa Great Place to

Work (GPTW).

Essa certificação, concedida às

organizações que se destacam por

suas boas práticas de gestão de

pessoas e cultura organizacional, é

o reflexo de um ambiente construído

com base em respeito, confiança

e colaboração.

Para a Labor, ser um Great Place to

Work vai além do reconhecimento,

é a confirmação de que estamos no

caminho certo, valorizando quem

faz parte da nossa história e mantendo

o compromisso que temos

com nossos clientes: atuar com ética,

qualidade e propósito em tudo

o que fazemos.

Esse resultado é fruto de um time

engajado, que acredita no propósito

de levar saúde, segurança e bem-

-estar através de produtos e soluções

de excelência. Um ambiente

saudável, positivo e acolhedor

reflete diretamente na qualidade

das nossas entregas e no relacionamento

com nossos parceiros.

Mais do que um selo, o GPTW é

uma conquista coletiva, construída

dia após dia, por cada pessoa que

veste a camisa da Labor e ajuda a

fortalecer uma cultura que inspira,

cuida e evolui junto.

Entre em contato para saber mais!

(11) 3652 - 2525

loja.laborhs.com.br

laborhs.com.br

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 177


INFORME DE MERCADO

LABORATÓRIOS SUSTENTÁVEIS: TRANSFORMANDO

DESAFIOS EM OPORTUNIDADES COM A VEOLIA

1. O Dilema: Inovação vs. Impacto

Ambiental

Laboratórios são centros de inovação,

mas seu custo ambiental é

altíssimo: consomem até 10 vezes

mais energia e 4 vezes mais água

que escritórios. A sustentabilidade

tornou-se crucial para equilibrar

a pesquisa de ponta com a

responsabilidade ecológica.

2. Os Principais Desafios

Ambientais

• Alto Consumo de Recursos:

Dependência intensiva de água

(resfriamento, limpeza) e energia

(ventilação, equipamentos).

• Geração de Resíduos: Uso massivo

de produtos químicos e plásticos

descartáveis, que geram resíduos

perigosos e poluição.

3. Os Riscos de Ignorar a Sustentabilidade

• Custos Crescentes: Uso ineficiente

de recursos eleva as contas

e impacta o orçamento.

• Não Conformidade Regulatória:

Normas ambientais mais rígidas

podem levar a multas e interrupção

das atividades.

• Danos à Reputação: Práticas

insustentáveis afastam talentos,

investidores e clientes, minando a

confiança na instituição.

4. Metas Estratégicas para um

Futuro Sustentável

Para mitigar esses riscos, os laboratórios

devem focar em:

• Otimizar o Uso de Água e Químicos:

Implementar sistemas de

tratamento e recirculação.

• Reduzir a Pegada Energética:

Adotar equipamentos eficientes e

otimizar a climatização.

• Aumentar a Vida Útil dos Ativos:

Investir em manutenção preditiva

e tecnologias de ponta.

• Monitorar e Reduzir Emissões:

Medir a pegada de carbono para

implementar ações de redução.

5. Como a Veolia Pode Ajudar: A

Solução Integrada

A Veolia é sua parceira estratégica

para transformar seu laboratório,

oferecendo:

• Consultoria Personalizada:

Desenvolvemos um plano de sustentabilidade

customizado, alinhado

aos seus objetivos.

• Tecnologias Avançadas: Fornecemos

soluções como osmose reversa

e desinfecção UV, que reduzem drasticamente

o consumo de recursos.

• Otimização de Processos: Identificamos

ineficiências para reduzir

custos, aumentar a confiabilidade e

minimizar o impacto ambiental.

• Suporte Contínuo: Garantimos

a máxima eficiência dos sistemas

com manutenção preventiva e

suporte técnico especializado.

Conclusão:

Trabalhar com a Veolia não apenas

reduz custos e riscos, mas posiciona

seu laboratório como um líder

em inovação sustentável, fortalecendo

sua reputação e contribuindo

para um futuro mais verde.

Email: watertech.marcom.latam@veoolia.com

Site: www.latam.veoliawatertechnologies.com/pt

Linkedin: @VeoliaWaterTechLATAM

178

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


VITRINE

AGILIZE SUA

PESQUISA COM

O MICROLAB

PURIFY: CLEANUP

AUTOMATIZADO

DE ÁCIDOS

NUCLEICOS

PARA NGS E PCR

INFORME DE MERCADO

Cansado de cleanups manuais e trabalhosos

para a preparação de bibliotecas NGS?

O Microlab PuriFY, da Hamilton (https://

www.hamiltoncompany.com/microlab-

-purify), oferece uma solução compacta e

independente para cleanup automatizado

por beads magnéticas. Este sistema inovador

agiliza etapas trabalhosas, permitindo

que os usuários se concentrem na liberação

rápida de resultados.

Apresentando o Microlab PuriFY: uma

solução compacta e sustentável

O Microlab PuriFY possui tecnologia

patenteada com insumos próprios,

garantindo consistência e rendimento.

Seu design compacto e sustentável reduz

significativamente o desperdício

de plástico, alinhando-se com práticas

laboratoriais econômicas e ecologicamente

corretas. Projetado para atender

às diversas necessidades dos laboratórios

modernos, o Microlab PuriFY é ideal

para todos os laboratórios.

Colha os benefícios da automação:

› Operação fácil: a interface intuitiva

simplifica a operação e fornece monitoramento

detalhado, desde o status da

execução em tempo real até o registro

automatizado, garantindo transparência

e confiabilidade em cada etapa.

› Resultados consistentes: a automação

elimina a variabilidade do usuário, oferecendo

resultados consistentes e reproduzíveis,

reduzindo o trabalho repetitivo,

diminuindo custos e aumentando a produtividade

geral do laboratório.

› Tempo livre: foco no que importa! Liberte-se

de tarefas repetitivas de pipetagem.

› Otimização do espaço: o design compacto

integra-se perfeitamente em

qualquer configuração de laboratório,

otimizando o espaço na bancada.

› Sustentabilidade: reduza o consumo

de plástico em até 80% com tecnologia

inovadora, minimizando o impacto ambiental

e apoiando práticas econômicas.

Chega de ponteiras!

Purificação automatizada com beads

magnéticas: como funciona

O Microlab PuriFY possui fluxo de

trabalho simplificado e automatizado:

› Selecione o protocolo: escolha seus

parâmetros de cleanup através da interface

touchscreen.

› Carregue amostras e tampões: carregue

sua suspensão de magnetic beads/

amostra nas Strips Microlab PuriFY,

insira as placas de processamento e os

tampões necessários.

› Verificações de carregamento: o

sistema verifica automaticamente os

níveis de líquido, garantindo a capacidade

suficiente de tampão e resíduos, e

detecta as Strips Microlab PuriFY e as

placas antes da execução do protocolo.

› Execute o protocolo: inicie o processo

automatizado com o toque de um botão.

› Recupere amostras purificadas: colete

suas amostras purificadas.

Software e hardware: projetados para a

simplicidade

O software do Microlab PuriFY foi

projetado para facilitar o uso, apresentando

uma Interface Grafica intuitiva, animações

de carregamento, LEDs iluminados,

luzes de status e progresso e alertas audíveis.

Esses recursos minimizam o risco

de erros e garantem uma operação perfeita.

Os protocolos de cleanup agora são tão

simples quanto plug-and-play.

Explore o sistema Microlab PuriFY

O Microlab PuriFY é a solução ideal

para laboratórios que buscam agilidade,

precisão e sustentabilidade no cleanup

de ácidos nucleicos.

Chegando em breve: não perca a

oportunidade de transformar seus fluxos

de trabalho de laboratório. Entre na

lista de espera e baixe a brochura para

obter mais informações sobre o Microlab

PuriFY e como ele pode revolucionar

seu laboratório. Entre em contato

com a Hamilton hoje mesmo para discutir

suas necessidades específicas.

Vídeo: https://www.youtube.com

watch?v=-6-sH0exM7c&t=8s

joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com

DIVULGAÇÃO/HAMILTON

74

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 179


INFORME DE MERCADO

RG DIAGNÓSTICOS, ENZIPHARMA E NIHON KOHDEN:

UMA ALIANÇA PELA VIDA E PELA INOVAÇÃO

Em 2025, a Nihon Kohden celebra

com orgulho os 10 anos de

atuação do seu Departamento de

Diagnóstico In Vitro (IVD) no Brasil.

Uma jornada marcada por avanços

tecnológicos, parcerias estratégicas

e, acima de tudo, pela missão de

oferecer soluções que salvam vidas.

Desde sua chegada ao país, o IVD

da Nihon Kohden tem se dedicado

a transformar o cenário laboratorial

brasileiro, trazendo equipamentos

de alta precisão, confiabilidade e

inovação. Ao longo dessa década,

foram inúmeros os marcos que

consolidaram a presença da marca

em hospitais, laboratórios e centros

de diagnóstico de referência.

Tecnologia que transforma: Com

foco em hematologia, os equipamentos

da Nihon Kohden têm contribuído

para diagnósticos mais rápidos

e seguros, elevando o padrão de

qualidade dos serviços de saúde. A

confiança dos profissionais da área

é reflexo direto do compromisso da

empresa com a excelência e com o

suporte técnico especializado.

Parcerias que fazem a diferença:

Nada disso seria possível

sem o apoio de nossos parceiros

e clientes satisfeitos, que acreditaram

na proposta da Nihon

Kohden e caminharam conosco

nessa trajetória. Um exemplo

inspirador é o depoimento do

Dr. José Renato Alvim, fundador

do RG Diagnósticos:

180

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025


“Desde a sua fundação, sob

INFORME DE MERCADO

a direção do Dr. José Renato

Alvim e da Dra. Glaucia Alvim (in

memoriam), o RG Diagnósticos

tem apresentado um crescimento

constante, sempre marcado por

determinação e profissionalismo.

Ao longo dessa trajetória, a instituição

celebrou importantes avanços.

Foram inúmeros os resultados

que impulsionaram seu progresso,

fruto de empenho, investimentos e

colaborações estratégicas.

Um marco relevante foi o contato

com a Nihon Kohden – a tecnologia

que salva vidas, durante um

congresso em Belo Horizonte. A

partir desse encontro, a área de

hematologia do Laboratório foi

significativamente aprimorada,

ampliando sua credibilidade junto

a médicos e pacientes. Atualmente,

o RG Diagnósticos opera com quatro

equipamentos da marca.

Nosso agradecimento especial vai

para Fábio Jesus e Vanessa Santinato,

cuja competência e dedicação possibilitaram

essa aproximação com a

Nihon Kohden – hoje, uma importante

aliada em nossa jornada.”

Que venham os próximos 10

anos, com ainda mais inovação,

parcerias sólidas e vidas transformadas

pela tecnologia.

NIHON KOHDEN

Alameda Júpiter, 634

American Park Empresarial Nr, Indaiatuba – SP

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br

Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas

as novidades!

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025 181


INFORME DE MERCADO

KAL LAB: INOVAÇÃO EM MEDICINA LABORATORIAL COM

FÁBRICA NO BRASIL

A inovação mais

perto de você.

Por que escolher a Kal Lab?

Fábrica própria no Brasil: mais

agilidade e preços competitivos.

Bioquímica

ISE

incluso

Parceria exclusiva com a Dirui no Brasil.

Certificações internacionais que

garantem qualidade e confiabilidade.

CS-T240Plus

CS-480/680

CS-1200

Uroanálise

Gasometria

VHS

CS-1300B CS-1600 CS-2000

FUS-3000 Plus

Kal Lab i15

Sclavo-SED10

Hematologia

Reagentes

BF-6900

BF-7200 Plus

Analisador de

6 partes com

reticulócitos

BSP-800

Processador

automático

de lâminas de

hematologia

Reagentes dedicados

LANÇAMENTO

creatinina e ureia

monoreagente

A Kal Lab está redefinindo os

padrões da bioquímica laboratorial

com tecnologia de ponta, precisão

e agilidade. Com uma fábrica própria

no Brasil, oferecemos soluções

inovadoras que garantem mais

eficiência e economia para laboratórios

de todo o país.

Tecnologia e Precisão para seu

Laboratório

Nossos equipamentos contam

com módulo ISE para análises

exatas de Sódio, Potássio e Cloro,

além de reagentes dedicados que

elevam a qualidade dos exames.

Com a parceria exclusiva com a

Dirui no Brasil, asseguramos um

portfólio completo e confiável.

Por que Escolher a Kal Lab?

Produção nacional: mais rapidez

e preços competitivos.

Parceria exclusiva Dirui: tecnologia

reconhecida mundialmente.

Certificações internacionais:

garantia de precisão e confiabilidade.

Novidade no mercado: creatinina

e ureia monorreagente.

Presença Confirmada no

CBAC 2025

A Kal Lab estará presente no 50º

CBAC – Congresso Brasileiro de

Análises Clínicas, de 15 a 18 de

junho de 2025, no Expo Dom

Pedro, em Campinas/SP. Venha

nos visitar e conhecer de perto

nossas soluções que estão transformando

a medicina laboratorial.

Linha Completa de Produtos

Apresentamos equipamentos de

última geração, como CS-480,

CS-680 e CS-T240Plus, além de reagentes

dedicados que garantem

resultados consistentes e seguros.

Otimize sua rotina laboratorial

com a qualidade e inovação da

Kal Lab. Acesse nosso site e descubra

como podemos transformar

sua operação.

Acesse: kallab.com.br

182

Revista NewsLab Edição 192 | Novembro 2025



O programa de benefícios do

DB Diagnósticos feito para você, com

vantagens incríveis e oportunidades

que vão surpreendê-lo!

O PontuAh! é uma novidade do DB Diagnósticos que reconhece e

valoriza nossos parceiros com benefícios exclusivos. Uma forma de

retribuir, com recompensas, a parceria de quem caminha com a gente.

COMECE AGORA A SUA

JOGADA E GANHE UM NOVO

IMPULSO PARA O SEU

CRESCIMENTO!

Quer saber mais sobre o PontuAh!?

Nossa equipe comercial está pronta para ajudá-lo.

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