21.11.2025 Visualizações

edição de 24 de novembro de 2025

Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!

Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.

propmark.com.br ANO 61 - Nº 3.069 - 24 de novembro de 2025 R$ 20,00

Mercado cria operações 360º cada

vez mais robustas para Black Friday

A Black Friday de 2025 ocorre em um cenário de consumo mais racional, decisões antecipadas e forte comparação de preços. Pesquisas do Google, Offerwise e Rcell

mostram que o público planeja mais, busca descontos efetivos e concentra escolhas em itens de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, o avanço das remessas

internacionais aumenta a competição e pressiona varejistas locais. Do ponto de vista publicitário, anunciantes e agências compartilham a leitura de que a data —

neste ano, no dia 28 de novembro — deixou de ser um pico isolado e se tornou um período prolongado que exige preparação antecipada, operações multicanais e

estratégias que combinem construção de marca, performance e benefícios concretos para disputar um consumidor mais seletivo. Projeção da CNC (Confederação

Nacional do Comércio) é de movimentação de R$ 5,40 bilhões em vendas nesta Black Friday, com alta de 2,4% em relação ao ano passado. pág. 30

Eletromidia Ads atinge

R$ 3 milhões em compra

Divulgação

Freepik

Empresa de OOH celebra marco em sua plataforma de compra

de mídia por audiência. Para o diretor de produto e growth Heitor

Estrela, o sucesso prova a eficiência da ferramenta. pág. 39

Africa Creative sedia

mais um Portfolio Night

Alê Oliveira

A Africa recebeu o Portfolio Night, projeto do The One Club, em

que jovens se reúnem com criativos de agências para mostrar

suas pastas. A VP Carla Guimarães foi a anfitriã. pág. 52

Dados guiam estratégia

da Cogna Educação

Divulgação

Rodrigo Cavalcanti,

sócio, VP de

marketing e revenue

office, detalha a

evolução do grupo

em frentes como a

expansão do EAD,

interiorização do

presencial e área

de relacionamento

com alunos, além do

alinhamento de estratégia

para mais de

60 marcas. pág. 20

Globo divulga os

primeiros cotistas

da Fórmula 1 em 2026

Chevrolet, Heineken e Santander são as marcas já confirmadas

no projeto comercial da Globo para a Fórmula 1 em

2026. Os pacotes são avaliados em cerca de R$ 125 milhões

cada — totalizando aproximadamente R$ 750 milhões.

Grade inclui 24 corridas, seis sprints, 24 classificatórios e

60 treinos livres. A Globo segue em negociação para as

cotas restantes. pág. 40

Prêmio Melhores do

propmark 2025 reúne

destaques do ano

Com 20 categorias e uma votação acirrada, a edição destacou

performances de DPZ, BETC Havas, Hands e Record,

por exemplo, além de cases como ‘Pedigree Caramelo’, da

AlmapBBDO. O reconhecimento reúne alguns dos principais

profissionais, empresas e projetos que definiram o ritmo

da indústria, incluindo anunciantes, lideranças e novas

frentes como plataformas e entidades. pág. 24








editorial

Armando Ferrentini

Entrou para a história

Criar uma propaganda memorável é para poucos e bons. Poucas agências de

publicidade conseguem o feito de ter uma campanha na ‘boca do povo’. É

como entrar para a história. Graças ao talento dos publicitários brasileiros, o

país tem algumas campanhas memoráveis para colecionar, que se tornaram bordão

e parte da cultura.

É verdade que diminuíram as campanhas famosas como ‘Não é assim uma Brastemp’

(criação histórica da Talent nos anos 1990) ou ‘Bonita camisa, Fernandinho’

(também da Talent para USTop, de 1984), bordão usado até hoje para elogiar o visual

de alguém, por exemplo.

Em compensação, os filmes publicitários atuais têm um impacto em termos de produção

e força da ideia imbatíveis. Do ponto de vista de produção, muito graças aos novos

recursos e tecnologias como a polêmica inteligência artificial.

O que falar, por exemplo, da comoção gerada pelo comercial da Volks em que Elis

Regina (morta em 1982), recriada digitalmente por meio de IA, aparece cantando

com sua filha e também cantora Maria Rita? Lançado em 2023, o comercial para

celebrar os 70 anos da Volkswagen no Brasil criado pela AlmapBBDO teve uma repercussão

estrondosa - polêmica até por usar a imagem de uma pessoa falecida

dessa forma - e é lembrado até hoje.

A mesma Almap acaba de dar mais um gol de placa com a campanha ‘Pedigree Caramelo’,

que ganhou nada mais nada menos do que o Titanium no Cannes Lions deste ano e

arrematou vários outros prêmios do mercado mundial e nacional. Os criativos da agência

conseguiram ‘simplesmente’ captar o Zeitgeist e colocaram de forma poderosa o

cachorro vira-lata caramelo como símbolo do ‘patrimônio cultural brasileiro’.

A campanha foi também a mais votada pelo mercado e venceu o Prêmio Melhores do

propmark 2025. Teve 7.346 votos, à frente da indicada e também incrível ‘The Amazon

greenventory’, da Africa Creative para Natura, que utilizou inteligência artificial e drones

para mapear a biodiversidade da Amazônia e recebeu o Grand Prix de Sustainable

Development Goals (SDG) no Cannes Lions 2025, com 5.196 votos.

De acordo com a IA do Google, o projeto ‘foi premiado pelo seu impacto socioambiental,

conectando a tecnologia ao desenvolvimento sustentável e à geração de renda para as

comunidades locais’. É isso, agora a propaganda tem impacto social nunca antes visto.

Parabéns a todos os vencedores do Prêmio Melhores do propmark. Entre os destaques

principais está a DPZ, agência que se reinventou - e mostra sua força com campanhas

para grandes clientes - e foi duplamente premiada nesta edição: em Agência de Publicidade

e Liderança de Agência, na figura do seu presidente Benjamin Yung.

A Record também ganhou em duas categorias: TV aberta e Profissional de Veículo para

Fabiano Freitas, bem como a BETC Havas, que teve duas profissionais reconhecidas pelo

mercado, com Sophie Schonburg como a melhor Profissional de Criação e Flavia Braga,

eleita a Profissional de Atendimento & Negócios.

Após quatro semanas de votação, o Melhores do propmark contou com 16.273 votos.

Nesta edição, o jornal revela o número de votos recebidos por cada um dos 60 indicados

nas 20 categorias. O processo foi marcado por resultados acirrados. O que só comprova

como a propaganda brasileira é competitiva.

Frase: “A mente é o que você possui de mais precioso” (do livro ‘O poder do subconsciente’,

do Dr. Joseph Murphy).

8 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


SÓ ELA

CARREGA

NO AGACHAMENTO

E 37 MARCAS

NA AGÊNCIA

O NOME FORTE

DA MÍDIA

BRASILEIRA.


índice

Agências montam

estruturas para

monitorar Black Friday

Equipes acompanham ações

em tempo real para analisar

o desempenho de vendas,

identificar oportunidades e

ajustar a rota de estratégias

em uma das principais datas

do varejo, que neste ano

ocorre em 28 de novembro.

30

Freepik

Fotos: Divulgação

propmark

propmark.com.br

Jor na lis ta res pon sá vel

Ar man do Fer ren ti ni

Publisher

Tiago Ferrentini

Editora-chefe

Kelly Dores

Editores

Janaina Langsdorff

Paulo Macedo

Editora-assistente

Adrieny Magalhães

Repórteres

Bruna Nunes

Vitor Kadooka

Editor de fotografia

Alê Oliveira

Editor de arte

Lucas Boccatto

Revisão

José Carlos Boanerges

Publicidade

Gerente de contas

Mel Floriano

mel@propmark.com.br

tel. (11) 2065 0748

ESPM planeja curso cocriado com

entidades da comunicação em 2026

Fernando Cesário, CMO da ESPM, apresenta o

movimento ‘Marketing & Advertising Review’,

articulado com entidades do setor de comunicação

para ampliar o debate sobre o futuro do marketing

no Brasil. Iniciativa prevê curso para o primeiro

semestre de 2026. Regulação e IA ética são temas em

pauta. pág. 44

FutureBrand anuncia criação de

núcleo de consumer behavior

Time de consumer behavior montado pela FutureBrand

desenvolverá estudos de tendências comportamentais

capazes de abastecer as marcas com insights e análises

personalizadas de movimentos sociais e culturais.

Metodologias clássicas e proprietárias ajudarão a

compor planos estratégicos de comunicação adaptados

ao contexto de cada empresa. pág. 46

Assinaturas

www.propmark.com.br/signup

assinaturas@propmark.com.br

tel. (11) 2065 0737

Redação

Rua François Coty, 228

01524-030 - São Paulo – SP

tel. (11) 2065 0772 / 0766

redacao@propmark.com.br

@propmark

propmark

propmark

As ma té rias as si na das não re pre sen tam

ne ces sa ria men te a opi nião des te jor nal,

po den do até mes mo ser con trá rias a ela.

Editorial .............................................................................8

Conexões ...........................................................................12

Curtas .................................................................................13

Quem Fez ...........................................................................16

ESG no MKT ........................................................................18

Entrevista ..........................................................................20

Melhores do propmark .....................................................24

Agências ............................................................................26

Out of Home ......................................................................27

Especial Black Friday ........................................................30

Mídia ..................................................................................39

Marcas ...............................................................................42

Mercado .............................................................................44

Inspiração ..........................................................................47

Conexão Ásia .....................................................................48

Opinião...............................................................................50

Click do Alê ........................................................................52

Última Página ....................................................................54

The Co-Company

chega ao mercado

com promessa

completa de negócios

Mel Harden, Lara Azevedo

e Fabi Castro lideram a The

Co-Company, que chega ao

mercado com a proposta de

transformar parcerias entre

marcas em uma plataforma

completa de negócios, com

estratégia, marketing, narrativa

e execução. Projetos já foram

realizados para Tinder, Comfort,

Renner, Ala e Brilhante. pág. 44

10 24 de novembro de 2025 - jornal propmark



conexões

última hora

Instagram

Post: Cake Llaguno, da AlmapBB-

DO, fala sobre o case ‘Caramelo’ no

El Ojo

Brabo!

Lucas Gonçalves

Post: Marcello Serpa lança livros sobre

sua vida e obra

Alegria estampada no rosto e Paulinho

Serpa tirando onda!

Watson Narrativas

LinkedIn

iA

O Google apresentou o Gemini 3, nova versão de seu modelo de inteligência artificial

generativa. Segundo a empresa, o sistema traz avanços no raciocínio, na análise de

informações e no uso combinado de texto, imagem e outros formatos. O modelo inclui o

modo Deep Think, criado para lidar com tarefas mais complexas. A big tech afirma que o

Gemini 3 Pro apresenta desempenho superior ao da geração anterior em testes de IA e

consegue processar volumes maiores de informação ao mesmo tempo.

iA 2

A tecnologia também passa a estar disponível em diferentes produtos. Usuários podem

acessar o modelo no aplicativo Gemini e no modo de IA da busca. Para desenvolvedores e

empresas, o Gemini 3 chega ao Google AI Studio, ao Vertex AI e ao novo ambiente de agentes

Google Antigravity. Para o mercado de comunicação e marketing, a atualização amplia

possibilidades de uso da IA em criação, automação e desenvolvimento de experiências digitais.

Post: Canva lança campanha ‘Faz

Bonito’ no Brasil com Xuxa

Adoro campanhas assim!

STA/ Amanda Lucas

Post: Fórmula 1 fica fora do Top 10 de

esportes mais apostados no Brasil

Quem fica em tigrinho não assiste F1.

Mas a Globo quer fazer com que comecem

a apostar na F1!

Daniel Abreu

Duailibi Essencial

Post: Isabella Polay é a nova VP

sênior de vendas da Icaro Media

Group no Brasil

Sucesso!

Andrea Cheunamann

Post: 404 reforça liderança da área

de product

Thayssa Szymanskyj, sortudos aqueles

que têm você por perto!

Floriana Striker

“Seus clientes mais insatisfeitos são a maior fonte de aprendizado” (Bill Gates).

dorinho

HERinG

A Hering apresentou sua campanha de Natal de 2025 com uma releitura de ‘O descobridor

dos sete mares’, clássico de Tim Maia, interpretada por Bruna Marquezine, embaixadora

da marca, e por Seu Jorge. A ação, com planejamento da Out Of Office e criação da 302

Studio, tem o objetivo de recriar a assinatura ‘Ícone do Brasil. Ícone do Natal’ e aposta

na combinação entre moda e cultura para fortalecer a presença da marca na data mais

simbólica do varejo. “A Hering, a música brasileira, a Bruna e o Seu Jorge são ícones do Brasil,

cada um à sua maneira. Reunir esses símbolos em um mesmo projeto, especialmente

no Natal, reforça o que já sentimos: a Hering é um ícone do Brasil e um ícone do Natal

brasileiro”, afirma Fernando Porto, chief creative officer da Hering.

novo sócio

A Kindle oficializou a entrada de Fábio

Barreto (foto) em seu quadro societário.

O profissional, que integrou a equipe da

agência entre 2009 e 2012 como diretor de

criação, retorna agora como sócio ao lado de

Bruno Magalhães e Bruno Chamma. “Sempre

mantive um vínculo afetivo com a Kindle. Os

Brunos são grandes amigos e a agência vem

construindo uma história que admiro muito.

Agora, surgiu o momento ideal de unirmos

novamente nossas trajetórias. Então, com

muito orgulho e empolgação, volto a ser um

inflamável”, diz Barreto. Prestes a completar

20 anos, a Kindle atende marcas como TIM,

Tele-Rio, Chatuba e RioSul Shopping Center.

12 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


curtas

Divulgação

ação do WHEXT 2025 mosTra quE ‘Criar é

Humano. o fuTuro da produção Também’

A oitava edição do Whext 2025, que será realizado pela Associação Brasileira da Produção de Obras

Audiovisuais (Apro) no Masp, em São Paulo, no dia 8 de dezembro, das 9h às 22h, apresenta campanha

(foto) com o mote ‘Criar é humano. O futuro da produção também’, que coloca luz no tema do evento,

centrado em reflexões sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de produção publicitária.

“A grande provocação da campanha é mostrar que a criatividade humana é impromptável”,

comenta Marcelo Rizério, cofundador e CCO da Euphoria Creative, autora da campanha produzida pela

Vetor Zero/Lobo, com direção de Gabriel Nóbrega e som da DaHouse Audio. Organizado por meio da

plataforma internacional FilmBrazil e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos

(Apex- Brasil), o evento terá painéis, discussões, oficinas, espaço para networking e rodadas

de negócios estruturados com curadoria do D&AD. O headliner é Arif Haq, director of brand learning da

TwentyFirst- CenturyBrand, que comandará o painel ‘AI has no taste. So what does creative excellence

look like in a world flooded with AI-slop?’. “Reforçamos o nosso compromisso em manter a produção

brasileira na vanguarda da inovação sem perder a essência da criatividade que nos move”, diz Marianna

Souza, presidente-executiva da Apro e gerente-executiva da FilmBrazil. Os vencedores do prêmio

Whext 2025 também serão anunciados. A presidência do júri é de Andrea Siqueira, CCO da Ampfy.

Campanha alerta para uso raCional da água

Divulgação

CnBC faz Balanço de um ano

Divulgação

Peça que simula um aquário foi instalada na altura do número 500 da Avenida Paulista

Canal de jornalismo de negócios atraiu mais de 120 anunciantes e 42 milhões de telespectadores

O governo de São Paulo instalou um ‘aquário’ na altura do número 500 da Avenida Paulista

para conscientizar a população sobre o uso racional da água. A iniciativa faz parte da

campanha ‘Gota por gota. Todos por todos’, desenvolvida para a Secretaria de Comunicação

do Estado (Secom SP) pela Lew’Lara\TBWA. Nas telas, um dispenser de água de reuso

exibe o impacto de torneiras mal fechadas, chuveiros gotejando e escovar os dentes com

a água correndo. Ponto de ônibus na mesma região também recebeu peças da campanha,

expostas até dia 28 de novembro. Plano de mídia integra veiculação em TV, rádio, digital e

formatos out of home em aeroportos, edifícios, shoppings e transporte público, por meio

da Eletromidia.

Jornalismo ao vivo com 5,4 mil horas de entrevistas, análises, reportagens e breaking news no

Brasil e no exterior; 900 horas de conteúdo exclusivo; 74.460 reportagens e posts no site e redes

sociais; 1,3 mil entrevistas com lideranças e autoridades; e 42 milhões de telespectadores. Esse é

o balanço de um ano do Times Brasil | CNBC, disponível em mais de 366 milhões de lares, hotéis

e edifícios comerciais em 154 países. Com sinal distribuído para mais de 83 milhões de lares ou

aparelhos conectados, o canal atraiu mais de 120 anunciantes com “projetos inovadores”, garante

o vice-presidente comercial Thomaz Naves. “A equipe está preparada para impulsionar o jornalismo

de negócios no Brasil”, promete Douglas Tavolaro, presidente e fundador da emissora, que vai

comemorar a data na Bracken House, sede do Financial Times, em Londres, no dia 26 de novembro.

allianz arreCada r$ 240 mi em 11 anos

pague menos Contrata alexandre spínola

terra transmitirá o prêmio Kwai 2025

Divulgação

Divulgação

Divulgação

Recorde de público foi no show de Taylor Swift, em 2023

O Allianz Parque, administrado pela WTorre e casa do Palmeiras,

completou 11 anos no dia 19 de novembro com saldo de 254

shows, incluindo Taylor Swift, que registrou o maior público

da arena, com 49.596 espectadores, no dia 26 de novembro de

2023. Justin Bieber, Ivete Sangalo, Dua Lipa, Gilberto Gil e Red Hot

Chilli Peppers também estão na lista. Com 15 patrocinadores

entre naming rights, sector rights e exclusividades comerciais, o

complexo arrecadou mais de R$ 240 milhões, sem contar a bilheteria

dos jogos do Palmeiras, integralmente destinada ao clube,

que disputou 340 jogos oficiais no estádio. Mais de 17 milhões

de pessoas passaram pelo local, que abriga três restaurantes,

espaços corporativos com capacidade para até duas mil pessoas,

barbearia e estúdios de tatuagem, além de 160 camarotes.

Jornalista atuará como gerente de marketing da rede de farmácias

O novo gerente de marketing da Pague Menos é o jornalista

Alexandre Spínola. Ex-sócio e diretor-executivo da

agência de PR 4in.ag (do Grupo REF), o executivo atuará

para fortalecer o posicionamento, reputação e relacionamento

da rede de farmácias, integrando PR, marketing de

influência, redes sociais e conteúdo de marca. O objetivo

é conectar os públicos por meio de “conteúdos relevantes,

inspiradores e que reforcem o propósito da rede de cuidar

de todos os brasileiros”, declara Spínola, que tem mais de

20 anos de carreira. Ele se reportará ao gerente-executivo

de marketing da Pague Menos, Marcio Holanda, que integra

a vice-presidência de clientes liderada por Renato Camargo.

Spínola já trabalhou também no Havas e Ideal Axicom.

Prêmio Kwai 2024, que foi realizado no Teatro Vibra São Paulo

O Terra & Vivo Ads, com mais de cem milhões de conexões em

sua base, transmitirá o Prêmio Kwai 2025 no dia 26 de novembro,

a partir das 20h. A cerimônia ocorrerá no Teatro Santander,

em São Paulo, com transmissão ao vivo também pelo perfil oficial

do Kwai. Os apresentadores Otaviano Costa e Thaynara OG

comandarão a noite de premiação, que reconhece talentos e

criadores do aplicativo. Pelo terceiro ano consecutivo, o evento

reunirá influenciadores, personalidades e artistas para exaltar

a comunidade do Kwai, que soma mais de 60 milhões de

usuários no Brasil. “Com nossa força em mídia e inteligência

de dados, vamos ampliar a visibilidade da premiação e gerar

conexões estratégicas entre conteúdo e audiência”, destaca

Júlio Tortorello, head de negócios no Terra & Vivo Ads.

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 13



A ESPM E O MERCADO

APRESENTAM:

MARKETING

& ADVERTISING

REVIEW

As principais lideranças do setor, capitaneadas pela ESPM,

estão lançando um conjunto de cursos e programas, oportunos

e necessários, para todos aqueles que querem manter esta

indústria vibrante e participar dela com preponderância.

Marketing & Advertising Review resgata o jeito como a ESPM

começou: trabalhando com o mercado, pelo mercado.

Os cursos do programa têm a excelência ESPM

e o peso do diploma de uma das melhores escolas

de marketing e comunicação do mundo.

SAIBA MAIS:

Realização:

Parcerias:


quem fez

Kelly Dores

interina

kelly@propmark.com.br

AfricA creAtive

BRF

Fotos Divulgação

Título: ‘Gosto de Qualy é cuidar do meio ambiente’

Co-CCO: mariana Sá

ECD: Rodrigo Barbosa

Head de design: Hugo aranha

Criação: Bernardo Silveira, Robson Santos e mateus martins

CEO: márcio Santoro

Atendimento: michelle Zeger, Jéssica dalla Torre e Eduardo Freitas

Produtora: Pródigo Filmes

Para celebrar o Dia do Reciclador e da Reciclagem de Lixo, comemorado em 22

de novembro, a agência criou para a marca a campanha protagonizada pela

atleta olímpica Rebeca Andrade. A iniciativa conta com criação de um ponto

de coleta de embalagens em formato de pote de margarina gigante, no Parque

Villa-Lobos (SP). O objetivo é incentivar o descarte de potes plásticos.

Betc HAvAS

lEaPmoToR

Título: ‘i feel good’

CCO: Erh Ray

VP de criação: Sophie Schönburg

Diretor de criação executivo: marcelo Ribeiro

Criação: maria Cardão, Stefano azzellini, leonardo Telles

e matheus matsumoto

Produtora: Vetor Zero

A chegada da marca de automóveis chinesa ao Brasil foi

marcada por um filme que apresenta o modelo C10 Ultra-

-Híbrido, ao som de James Brown. Com um tom de humor,

a peça tem um cachorro como personagem principal. A

comunicação reforça o diferencial da tecnologia REEV, que

oferece tração 100% elétrica e autonomia estendida.

LeW’LArA\tBWA

TuRma do Jiló

Título: ‘Florescer’

Direção executiva de criação: Rodrigo Tortima

Direção de criação: Fernando lyra

Direção de arte: Raphú oliveira e Gabriel Carcavalli

Redação: lucas madu

CBO: maria Pirajá

Produtora: lado animation

Sob o conceito ‘Abrindo a cabeça, cabe todo mundo’, a campanha celebra

os dez anos da instituição dedicada à inclusão e à diversidade, reforçando

o propósito da Turma do Jiló de construir um mundo para todos. A animação

usa a metáfora do florescer para representar as oportunidades que

permitem que cada pessoa cresça e revele seu potencial.

16 24 de novembro de 2025 - jornal propmark



esg no mkt

Alê Oliveira

Os oito skills

de uma nova era

A IA pode ampliar capacidades, mas não pode

substituir o nosso olhar crítico e sensibilidade

Alexis Thuller Pagliarini

O

termo brain rot — “cérebro podre” — foi eleito o

termo do ano de 2024 pelo Dicionário Oxford. Ele

descreve a deterioração das capacidades intelectuais

provocada pelo consumo excessivo de conteúdos

superficiais, rápidos e fragmentados, como os vídeos

curtos e estímulos incessantes que hoje moldam o

comportamento digital.

À medida que a atenção humana se torna mais dispersa,

cresce de forma acelerada o uso de ferramentas

de IA capazes de pensar, sintetizar e decidir por nós.

A combinação desses dois fatores gera uma preocupação

legítima: se delegarmos à tecnologia as tarefas

cognitivas que antes nos exigiam esforço, estaremos,

aos poucos, atrofiando o próprio cérebro?

Entre os jovens da gen Z, sinais dessa mudança já são

perceptíveis: dificuldade de sustentação da atenção,

impaciência para conteúdos longos, baixa tolerância à

complexidade e tendência a aceitar respostas instantâneas

— sem questionamento.

A IA, por sua vez, aprofunda essa dinâmica ao oferecer

soluções rápidas, aparentemente prontas e corretas.

Esse cenário cria uma ilusão perigosa: a sensação de

que pensar profundamente é dispensável.

Mas pensar nunca foi tão necessário quanto agora.

Diante desse contexto, começam a emergir novos skills

que, longe de serem apenas competências profissionais,

se tornam verdadeiros pilares da condição humana

diante da era da automação cognitiva.

O primeiro deles é a empatia (1), acompanhada da

inteligência emocional, a capacidade de compreender

pessoas, reconhecer emoções, criar confiança e construir

relações genuínas.

Outro skill vital é o pensamento crítico (2), aliado à

curadoria de informação. Em vez de aceitar respostas

prontas da IA, torna-se essencial questionar, avaliar fontes,

separar o que faz sentido do que é ruído e refinar

soluções antes de adotá-las. O valor do profissional não

estará mais em produzir conteúdo bruto, mas em qualificar

decisões com profundidade intelectual.

A criatividade e a capacidade de inovação (3) também

ganham protagonismo. A IA é excelente em combinar

informações já existentes, mas não em imaginar

o que ainda não existe. O impulso criativo e a coragem

de arriscar continuam sendo atributos exclusivamente

humanos.

Complementando isso, surge a tomada de decisão

ética e responsável (4): cabe ao humano avaliar consequências

sociais, ambientais e morais de suas decisões.

A adaptabilidade, associada ao aprendizado contínuo

(5), é outro skill que será decisivo. Em um ambiente em

transformação acelerada, quem não se atualiza fica para

trás. O profissional do futuro será um aprendiz permanente,

alguém disposto a desaprender e reaprender.

Da mesma forma, ganha importância a comunicação

avançada (6), capaz de dialogar não apenas com

pessoas, mas também com máquinas — afinal, a escrita

de bons prompts se torna uma linguagem essencial do

novo mundo do trabalho.

Também será fundamental desenvolver colaboração

e inteligência coletiva (7). Times diversos, fortalecidos

por relações saudáveis, que conectam talentos e diferentes

perspectivas, continuarão produzindo resultados

que nenhuma tecnologia alcança sozinha.

Esses skills se completam com a visão consciente e a

atitude ESG (8), que permitem entender impactos mais

amplos nas cadeias de valor e nas comunidades, e com o

protagonismo responsável, marcado por iniciativa, autonomia,

senso de dono e atitude para transformar ideias

em realidade.

Alexis Thuller Pagliarini

é sócio-fundador da ESG4

alexis@criativista.com.br

Nenhuma IA é capaz de sentir empatia real; ela apenas

simula padrões linguísticos. O mundo corporativo

dependerá cada vez mais desse traço profundamente

humano.

Se o brain rot simboliza o risco de um mundo que

superficializa o pensamento, esses novos skills representam

o caminho para proteger aquilo que nos torna

humanos.

A IA pode ampliar capacidades e acelerar soluções,

mas não pode substituir o nosso olhar crítico, nossa sensibilidade

ética, nossa empatia e nossa criatividade.

18 24 de novembro de 2025 - jornal propmark



entrevista

RodRigo CavalCanti

Sócio, VP de marketing e revenue office da Cogna Educação

‘O humor sempre é mais efetivo’

Ao iniciar sua jornada na Anhanguera antes

mesmo da fusão com a Cogna Educação,

Rodrigo Cavalcanti acompanhou, ao longo

de 14 anos, algumas das transformações

mais importantes do grupo, que reúne

instituições de ensino superior, idiomas,

além de editoras e selos. Hoje sócio, VP

de marketing e revenue office, ele lidera

a plataforma responsável pela gestão

unificada de receita, conectando dados,

inteligência de mercado e estratégia para

mais de 60 marcas. Sua trajetória inclui a

expansão da rede de polos EAD e a criação

da área de experiência e sucesso do aluno,

que levou a empresa a dobrar o NPS (Net

Promoter Score). Cavalcanti afirma que,

para a comunicação das marcas, a Cogna

adota uma linguagem informal e bemhumorada,

“o que favorece na construção

do engajamento”, principalmente entre os

mais jovens.

Bruna Nunes

Conte mais sobre seu trabalho na Cogna?

Atualmente lidero a Plataforma Revenue Office, responsável pela gestão unificada de

receita da Cogna ao conectar dados, inteligência de mercado e estratégia. Acompanhamos

o ciclo de todos os nossos alunos, da educação básica ao lifelong learning e

incluindo graduação e pós-graduação, para impulsionar o crescimento sustentável de

nossas marcas. Em apoio às marcas comerciais, nossa estrutura define a estratégia e

o posicionamento de mais de 60 marcas, é responsável por campanhas de comunicação,

dá previsibilidade às decisões comerciais, faz a gestão de todo o investimento em

mídia - assegurando um CAC rentável para o negócio -, organiza o funil de conversão,

define a precificação, antecipa riscos de evasão e otimiza todo o ciclo de receita até o

recebimento e eventual cobrança de inadimplentes, promovendo valor por meio da

melhoria contínua da experiência do estudante.

Como você definiria a missão do setor de marketing para o grupo?

Marketing, para nós, é a ponte entre o valor que geramos e a percepção que construímos.

Por isso, atuamos com clareza de posicionamento, dados de comportamento e

uma lógica centrada em gerar resultado com relevância. Trabalhamos para transformar

a marca em ativo estratégico. Isso significa traduzir o compromisso das nossas instituições

de ensino e editoras, como por exemplo, a Anhanguera e a Unopar, no ensino

Divulgação

superior; Red Balloon, Wings e Skies Learning em Idiomas; as Editoras Ática, Saraiva e

Scipione; e selos como Anglo, Pitágoras, Phibonacci, PH e Amplia, entre muitos outros.

O setor de educação vem passando por transformações, com novos

hábitos e modelos de aprendizagem. Como a Cogna tem reposicionado

sua estratégia?

Nossas estratégias partem da compreensão de um Brasil real, em que estudar é um

projeto de transformação, e não um atalho. Usamos dados e tecnologia para personalizar

canais, linguagem e conteúdos com base em comportamento e contexto. Para

isso, implantamos a Customer Data Platform (CDP) e um arsenal de ferramentas de

ponta, que viabilizam, sobretudo, tomada de decisão e personalização em tempo real

com integração inbound to outbound instantânea, o que nos permitiu integrar dados

de fontes distintas e criar perfis/target altamente precisos que podem ser facilmente

acessados e utilizados em qualquer canal de forma 100% orquestrada, de acordo com a

preferência do usuário. Além disso, construímos criativos dinâmicos utilizando IA, o que

dá velocidade e customização para cada um.

Quais são os próximos passos?

A previsão para 2026 é de produzirmos cerca de 200 mil criativos distintos para cada

uma das marcas de ensino superior. Com isso, conseguimos agir com mais precisão,

testando e ajustando em tempo real. Ao mesmo tempo, trabalhamos com narrativas

consistentes, que reconhecem os desafios do nosso público e posicionam a educação

20 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


“Marketing, para nós, é a ponte

entre o valor que geramos e a

percepção que construímos”

como escolha sólida de futuro e não como promessa imediatista. Esse equilíbrio entre

relevância e disciplina tem sido central na nossa evolução.

Como trabalhar a comunicação de cada frente?

Trabalhamos com uma arquitetura que garante coerência do ecossistema de marcas

enquanto posiciona, de forma distinta, cada marca comercial em seu território específico.

A estratégia é centralizada para definir diretrizes, governança e métricas, mas a

execução é personalizada por marca, com linguagem, proposta de valor e campanhas

calibradas para cada público, sempre orientadas por dados e consistentes com a essência

do grupo. Esse equilíbrio entre consistência e personalização exige disciplina, clareza

de posicionamento e muita escuta ativa. Atuamos para garantir que nossas marcas

sejam percebidas de forma relevante e conectadas ao seu propósito, respeitando o

perfil de cada público.

A Anhanguera é um case marcante de evolução no grupo. O que foi

fundamental para esse feito?

A criação do modelo BEP (Brand Equity Performance) permitiu mensurar com precisão

o impacto de atributos de marca sobre os resultados de negócio. Com ele, identificamos

que a preferência pela Anhanguera aumentou em +18 pontos percentuais, a reputação

cresceu em +10 p.p., e a conexão emocional avançou +15 p.p., com impacto direto

em conversão e ROI. Esse case foi reconhecido no livro ‘Essentials of modern marketing’,

de Philip Kotler, como exemplo de como o marketing pode operar como vetor de geração

de receita. Outro marco importante foi a parceria com o Google, em que aplicamos

um Score de IA para otimizar as campanhas de performance max, refinando a lógica

de audiência, criativo e alocação. Esse movimento resultou em um aumento de +78%

no lucro e +30% em ROAS. Essa jornada de evolução agora serve como referência para

outras marcas do grupo, com estrutura, método e foco em impacto real.

Quais aprendizados foram essenciais?

É fundamental reforçar e lembrar que a construção de uma marca vai muito além dos

esforços de comunicação e mídia. Ao longo dos últimos cinco anos, passamos por mudanças

muito profundas e investimentos para lá de robustos em três pilares: tecnologia

do core, produto e experiência, nesta ordem. Por tecnologia do core, nos referimos

à substituição de 100% do parque tecnológico que “atende” aos alunos: sistema de

secretaria, ambiente virtual de aprendizagem, sistema de gestão acadêmica, sistema

de atendimento, O2C e cobrança, entre outros. Reformulamos 100% dos conteúdos acadêmicos

e reformulamos todos os processos de atendimento e contato dos alunos,

saindo de um NPS negativo para um NPS positivo, atualmente em zona de qualidade.

Quais métricas e indicadores medem o sucesso de uma campanha

no setor?

Hoje, mais do que olhar apenas para métricas de custo por matrícula ou inscrição, o

foco está em entender o impacto na receita gerada, ou seja, o ROL sobre CAC ou o ROI/

ROMI. Isso significa acompanhar indicadores que mostrem não só a eficiência operacional

(como CPA ou CAC), mas o quanto a campanha realmente contribui para o crescimento

da receita do negócio.

As novas gerações têm outras expectativas. Qual abordagem tem

funcionado melhor para conectar com esse público?

Essas gerações buscam marcas que tragam identificação, agilidade e experiências que

façam sentido no seu tempo. Dessa forma, nossas redes sociais têm um papel crucial:

aliar a dinâmica e a versatilidade comum nesses ambientes com profundidade de informação,

sempre tendo como objetivo ajudar o estudante a tomar a melhor decisão

possível para o seu futuro. Temos adotado uma linguagem informal e bem-humorada,

o que favorece a construção do engajamento. Os conteúdos são feitos para terem uma

abordagem leve e em tom de conversa e/ou narrativa (storytelling). O que temos notado

é que o humor sempre é mais efetivo do que algo sério e formal.

A competição com edtechs e plataformas digitais trouxe novos

desafios?

A entrada de edtechs ampliou a competição e mudou a régua de avaliação do aluno,

que hoje compara propostas educacionais sob uma lógica mais digital, imediata e centrada

na experiência. Isso nos levou a revisar processos, reposicionar marcas e ampliar

o uso de tecnologia para entregar jornadas mais fluídas, personalizadas e com menos

atrito. Uma das respostas foi intensificar o uso de dados para entender e antecipar

comportamentos.

Como e por que intensificar o uso de dados?

Aprofundamos o trabalho com SEO, performance e segmentação, mas sempre com o

foco em diferenciação. Exemplos como a atuação omnichannel — com canais como

WhatsApp, atendimento por vídeo e experiências digitais integradas — mostram que

podemos competir oferecendo valor real, e não apenas preço. A escala da Cogna, aliada

à nossa capacidade de gerar conexão com propósito, tem sido o diferencial. Outro

ponto importante é a pressão dos preços das edtechs, que são baseadas em modelos

de negócios de menor custo operacional, o que exige um posicionamento de clara comunicação

de valor. Nosso foco é tangibilizar e comunicar os diferenciais competitivos

frente a essa concorrência, como credibilidade, reputação do corpo docente, empregabilidade

comprovada e as demais plataformas que oferecemos.

Como equilibrar valores com a necessidade de performance e conversão?

Acreditamos que propósito e performance se reforçam mutuamente. Quando o discurso

está conectado a uma entrega real de valor, ele gera identificação, engajamento e

conversão. Um exemplo concreto é o Emprega.AI, nosso hub de empregabilidade. Mais

do que comunicar, entregamos ferramentas que de fato aumentam as chances de inserção

no mercado — com IA para revisão de currículo, simulador de entrevista, radar

de vagas com mais de 500 mil oportunidades e recomendações de cursos para fechar

gaps de habilidades. Outro diferencial são as certificações em curto prazo, entregues

aos estudantes a cada 4 ou 6 meses durante o curso, que atestam que o aluno já pode

aplicar habilidades adquiridas no mercado de trabalho. Esse tipo de solução conecta

diretamente com o que o aluno valoriza: perspectiva de futuro. E conseguimos provar,

com dados, que isso se traduz em resultado. O modelo de mensuração que usamos

mostra que conteúdos e experiências ligados à empregabilidade elevam a percepção

de valor, aumentam o ROI das campanhas e ampliam a conversão qualificada.

A Cogna Educação trabalha em parceria com agências ou tem in-

-house?

Nos últimos anos nós internalizamos diversas frentes do marketing, mais relacionadas

à operação. Atualmente, a agência Suno United Creators é nossa parceira no âmbito

estratégico relacionado a arquitetura, posicionamento e campanhas para algumas das

nossas marcas.

Quais são, na sua visão, os grandes desafios e oportunidades do

marketing educacional no Brasil nos próximos anos?

O grande desafio é manter relevância em um mercado cada vez mais competitivo, fragmentado

e pressionado por preço. O aluno está mais exigente, mais amadurecido em

relação à categoria, mais informado e com menos tempo — ele espera que a marca

resolva, oriente e se conecte com a sua realidade de forma clara, útil e personalizada.

Isso exige menos discurso genérico e mais entrega concreta de valor, tanto na comunicação

quanto na jornada. Por outro lado, temos uma grande oportunidade de evoluir

o marketing educacional para um papel mais estratégico dentro das organizações. O

avanço das ferramentas de dados, IA e personalização permite tomar decisões com

mais precisão e criar experiências mais consistentes.

Quais canais e plataformas têm se mostrado mais eficazes nas

campanhas?

Temos uma operação de performance sólida, mas que não se limita a métricas de curto

prazo ou ao last click, e essa lógica se aplica também ao conceito de canal. A comunicação

que tradicionalmente era muito orientada ao fundo do funil (cerca de 20%

no topo e 80% no fundo) se transformou e, hoje, temos cerca de 50% de dedicação

em marketing de consideração. Essa mudança também se reflete no mix de canais,

que hoje é mais diverso e estratégico. Além dos canais tradicionais de performance,

passamos a explorar formatos e plataformas que atuam em diferentes momentos da

jornada do aluno. Essa foi a grande virada na nossa operação. Esse modelo mais equilibrado

tem mostrado resultados consistentes, reforçando que performance e branding

caminham juntos quando o foco é gerar receita de forma sustentável.

“Equilíbrio entre relevância

e disciplina tem sido central

na nossa evolução”

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 21




Em sua sétima edição, o Prêmio

Melhores do propmark apresenta

os vencedores de 2025. A seleção

contou com 16.273 votos distribuídos ao

longo de 20 categorias.

Com uma lista de 10 categorias até

dois anos atrás, a premiação amplia

o escopo neste ano para acompanhar

tendências do mercado. Foram criadas

as categorias Plataforma de Streaming,

Plataforma de Publicidade, Entidade do

Mercado, Profissional de Veículo e TV

Fechada, totalizando 60 indicados. Os nomes

foram selecionados por jornalistas e

integrantes do propmark, com base em

suas atuações durante o ano.

Os critérios considerados incluíram

desempenho criativo em premiações

como o Cannes Lions, performance em

negócios e contribuição dos profissionais

para o desenvolvimento de estratégias

criativas e comprovadamente eficazes.

Após quatro semanas de votação,

o processo foi marcado por resultados

acirrados, com categorias definidas por

margens muito próximas.

Os vencedores serão reconhecidos

em matérias publicadas com o perfil de

cada um na edição de 1º de dezembro. A

entrega das placas comemorativas aos

ganhadores será anunciada em breve.

A DPZ venceu duas categorias: Agência

de Publicidade e Liderança de Agência,

com seu presidente Benjamin Yung.

A campanha vencedora foi ‘Pedigree

Caramelo’, criada pela AlmapBBDO para a

Pedigree, que conquistou um dos principais

prêmios do Cannes Lions, o The Dan

Wieden Titanium.

Em Agência de Live Marketing, a

Hands.ag, comandada pelo CEO Marcelo

Lenhard, ficou com o primeiro lugar, repetindo

a conquista de 2023. Em TV Fechada,

a vencedora foi a CNN Brasil.

Nas categorias de plataformas, a

Netflix venceu em Plataforma de Streaming.

Em Plataforma de Publicidade, a

ganhadora foi a Amazon Ads. Já o Instagram,

vencedor em 2023 e agora novamente

em 2025, foi o campeão da catemelhores

do propmark

Conheça os nomes

mais votados do

mercado em 2025

Com 16.273 votos distribuídos em 20

categorias, DPZ, BETC Havas e Record

garantem duas categorias cada

goria Plataforma de Conteúdo.

O Itaú é o Anunciante do Ano pelo

quarto ano consecutivo. A Eletromidia

venceu como Empresa de OOH pela terceira

vez seguida.

Profissionais

Entre os profissionais, Sophie Schonburg,

da BETC Havas, foi escolhida como

Profissional de Criação. Em PR, Paula Ganem,

do Publicis Groupe Brasil, encabeçou

a disputa definida por poucos votos.

O Profissional de Veículo de 2025 é

Fabiano Freitas, da Record, que também

liderou a categoria TV Aberta. Em mais

uma vitória da BETC Havas, Flavia Braga

foi a escolhida na categoria Profissional

de Atendimento & Negócios.

Vencedor no ano passado como Profissional

de Marketing, quando atuava no

Itaú, André Scaciota — hoje na WMcCann

— levou a categoria Profissional de Mídia.

Na área de Marketing, Nathalia Garcia,

do Bradesco, garantiu o título em uma

votação acirrada.

Em Empresa de OOH Especializada, a

vencedora foi a RZK. Como Entidade do

Ano, a ABA ficou em primeiro lugar.

Na categoria Destaque do Ano — que

passou por reformulação e deixou de

premiar um profissional para reconhecer

um movimento institucional — o

vencedor foi o Mercado Livre, que teve

protagonismo no Cannes Lions como

patrocinador do festival com o Mercado

Ads e com a campanha ‘Caça ao Neymar’,

criada pela GUT São Paulo.

O trabalho foi premiado no Entertainment

Lions for Gaming com Grand Prix e

nas subcategorias Use of Gaming/Streaming

Platforms.

Prêmios Passados

Na edição de 2024, alguns dos destaques

do Prêmio Melhores do propmark

foram Africa Creative como Agência do

Ano; Aline Velha, do Nubank, como Destaque

do Ano; e Itaú como Anunciante do

Ano. Além de BFerraz como Agência de

Live Marketing.

prêmio melhores do propmark 2025

categoriaS indicadoS VotoS VencedoreS

AlmapBBDO 4.591

Agência de

BETC Havas 5.126

Publicidade

DPZ 6.290

dPZ

BFerraz 5.072

Agência de

Hands 6.619

Live Marketing

Sherpa42 4.281

Hands

Betano 2.068

Anunciante Itaú 9.163 itaú

TIM 4.774

Eletromidia 6.852

Empresa de OOH NEOOH 5.209 eletromidia

OOH Brasil 3.927

Instagram 6.216

Plataforma de

UOL 3.961

Conteúdo

YouTube 5.833

instagram

Globo 5.379

TV Aberta Record 5.979 record

SBT 4.647

CNN Brasil 5.969

TV Fechada Jovem Pan News 5.666 cnn Brasil

Times Brasil | CNBC 4.365

Globoplay 3.431

Plataforma de

Netflix 7.216

Streaming

Prime Video 5.368

netflix

Amazon Ads 6.045

Plataforma de

Mercado Ads 5.508

Publicidade

Samsung Ads 4.430

amazon ads

Campanha

‘Feito’ (Galeria/Itaú) 3.463

‘Pedigree

‘Pedigree Caramelo’ (AlmapBBDO/Pedigree) 7.346

caramelo’

‘The Amazon greenventory’ (Africa Creative/Natura) 5.196

Profissional

de Criação

Profissional

de Marketing

Profissional

de Veículo

Liderança

de Agência

Profissional de

Atendimento &

Negócios

Profissional

de Mídia

Profissional

de PR

Empresa de OOH

Especializada

Entidade do

mercado

Destaque do Ano

Aaron Sutton (Africa Creative) 5.800

Sophie Schonburg (BETC Havas) 6.810

Vinicius Stanzione (Leo) 3.370

Marina Daineze (Vivo) 5.320

Nathalia Garcia (Bradesco) 5.447

Tannia Fukuda (Seara) 5.209

Andréa Sanches (Globo) 4.821

Fabiano Freitas (RecordTV) 6.065

Priscila Stoliar (SBT) 5.085

Antonio Fadiga (Artplan) 4.233

Benjamin Yung (DPZ) 6.178

Marcia Esteves (Lew'Lara\TBWA) 5.551

Bruno Panico (Dentsu) 3.709

Flavia Braga (BETC Havas) 6.529

Isabel Julianelli (DM9) 5.910

Ana Paula Sanchez (Publicis) 5.267

André Scaciota (WMcCann) 6.005

Gabriela Amato (VML) 4.706

Kerena Neves (WMcCann) 4.872

Paula Ganem (Publicis Groupe Brasil) 5.587

Sandra Azedo (David) 5.523

Action 5.390

Mude 4.728

RZK 5.874

ABA 5.495

Abap 5.480

Cenp 4.989

Estadão 150 Anos 5.445

Mercado Livre 7.705

Propeg 60 anos 2.847

Sophie

Schonburg

Nathalia

Garcia

Fabiano

Freitas

Benjamin

Yung

Flavia Braga

André

Scaciota

Paula ganem

rZK

ABA

Mercado

Livre

24 24 de novembro de 2025 - jornal propmark



agências

TV1 assina projeto de experiência para

a GWM no Salão do Automóvel 2025

Ação criada e executada pela TV1 Live, braço de live marketing do

grupo, reforça portfólio e conexão da marca chinesa com o brasileiro

O

Grupo TV1 assina projeto de

brand experience da montadora

chinesa GWM no Salão do Automóvel

2025, que ocorrerá entre os

dias 22 e 30 de novembro no Distrito

Anhembi, em São Paulo. A criação e

execução é da TV1 Live, empresa do

grupo voltada para o mercado de live

marketing.

A experiência transforma o estande

da marca em uma jornada sensorial

embalada pelo conceito ‘Hello,

tomorrow’. Representa ainda a diversidade

de ofertas, que engloba veículos

elétricos, híbridos, a combustão e

a diesel.

Portfólio e conexão

“O estande foi pensado para refletir

a força do nosso portfólio e a

conexão com o consumidor brasileiro,

que busca tecnologia, design e

Patricia Gerard (TV1), Leandro Ramos (GWM), Lucas Coelho (GWM) e Cassio Motta (TV1)

Divulgação

versatilidade. Cada detalhe foi criado

para entregar uma experiência marcante

e reforçar o compromisso da

GWM com o país”, conta Lucas Coelho,

diretor de marketing da GWM Brasil.

Logo na entrada do espaço, o visitante

é recebido pela Immersive Wall,

uma tela que simula profundidade e

transforma os conteúdos audiovisuais

em um espetáculo visual.

“A proposta foi traduzir, por

meio do estande, a visão global da

GWM sobre o futuro da mobilidade:

inteligente, sustentável e centrada

nas pessoas. Criamos uma jornada

imersiva que conecta tecnologia

de ponta, inovação e experiência

sensorial, reforçando o papel da

marca como protagonista dessa

transformação”, complementa Patricia

Gerard, chief business officer

do Grupo TV1.

Thiago Bispo presidirá BR Media Group e

Raphael Vignola conduzirá a agência Farol

Nova estrutura de lideranças passa a valer a partir de janeiro, apoiando

crescimento de mais de 60% da empresa pertencente ao Publicis Groupe

A

holding de influência BR Media

Group, do Publicis Groupe,

apresenta nova estrutura

de lideranças a partir de janeiro.

Thiago Bispo assume a presidência

da empresa; e Raphael Vignola

comandará a agência de casting de

influência Farol - responsável pela

carreira de mais de 250 criadores,

influenciadores, artistas e celebridades

-, e parte do grupo formado

ainda pela plataforma de micro e

nanoinfluenciadores MIS - com 200

mil creators registrados e mais de

60 mil conteúdos publicados em

2025. Os fundadores Celso Ribeiro

e Danilo Basso passam a atuar,

respectivamente, como executive

chairman e talent partnerships &

board member.

Celso Ribeiro e Danilo Basso (sentados); Raphael Vignola e Thiago Bispo (em pé)

Divulgação

“O Bispo e o Vignola já lideravam

nossas frentes de relacionamento e

crescimento, e agora ampliam suas

responsabilidades na gestão das operações”,

diz Celso Ribeiro, cofundador

da holding. O movimento acompanha

a expansão da companhia, que cresceu

mais de 60% nos três primeiros

trimestres de 2025, em relação ao

mesmo período do ano anterior.

Thiago Bispo passou por Kwai,

Yahoo, Globo, Verizon Media e Teads

TV, e está na BR Media desde 2023, liderando

iniciativas que ampliaram o

alcance comercial e fortaleceram o relacionamento

com clientes estratégicos.

Já Raphael Vignola, que soma oito

anos de trajetória no grupo, teve papel

fundamental no crescimento contínuo

da BR Media no mercado brasileiro.

26 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


Out of Home

A MÍDIA QUE MAIS CRESCE NO BRASIL

Mude ativa nova edição da Rio Academia

com YoPro e marcas parceiras na praia

Empresa transformará a orla de Ipanema em um ponto de experiências

de bem-estar e ações de marca durante o verão; atividades são gratuitas

A

Mude apresenta a nova edição da

Rio Academia YoPro 2025-2026,

iniciativa que transforma o Posto

10, em Ipanema (RJ), em um ponto de

experiências de bem-estar e ações de

marca durante o verão.

Criado e operado pela empresa desde

1999, o projeto volta à orla com YoPro

como patrocinadora master e ativações

de Kibon (Unilever), Neutrogena (Kenvue),

Estácio e Dorflex.

A temporada começa em 29 de novembro

e terá programação especial de

abertura com influenciadores e atletas.

Segundo a Mude, a edição anterior

somou 35 mil check-ins no aplicativo, 4

mil horas de aulas e 6.500 menções nas

redes sociais. Este ano, o projeto oferece

mais de 15 modalidades, entre pilates,

ioga, funcional, boxe, vôlei e power dance

ballet, além de área de spa e banheira

de gelo para recuperação. As atividades

são gratuitas.

A escolha de Ipanema acompanha dados

do turismo do estado, que estimam

mais de 3 milhões de pessoas circulando

pela orla no verão, sendo 2,7 milhões praticantes

de atividade física.

Concebida por Marcus Moraes, atualmente

CEO da Mude, a Rio Academia

nasceu com a instalação da primeira

estrutura fixa de musculação na praia e

se consolidou como plataforma de ativações

entre marcas, esporte e cidade.

“O projeto é único, conecta pessoas e

marcas através da saúde, esporte e bem-

-estar em um dos pontos mais icônicos

do verão brasileiro”, afirma Sandro Moretti,

CRO da Mude.

Para Moraes, a Rio Academia é um

projeto que une marcas, esporte e cidade

em um formato inovador e inspirador.

“Cada edição reforça que é possível gerar

impacto real, promover saúde e ainda

criar conexões genuínas com o público.”

Projeto se consolida como plataforma de ativações entre marcas e esportes; atividades ao ar livre envolvem ioga, pilates e boxe

Fotos: Divulgação

patrocínio

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 27


Comecei na publicidade aos

20 anos, deixando para trás

o sonho de ser jogador de

futebol, sem imaginar que

estava escolhendo o caminho que

definiria minha vida.

São 27 anos de estratégia, insights e uma

jornada 100% hands-on.

Vivi momentos que moldaram minha

carreira: projetos como o “Quer pagar

quanto?”, fusões, aquisições e expansão

de negócios.

Mas nada se compara ao que vivi nos

últimos dois anos da minha trajetória.

E tudo começou quando Leonardo

Chebly, CEO da NEOOH, confiou em

mim e abriu a porta que mudou meu

caminho.

Foi um período de transformação

profunda, de negócios e de gente.

Aceleramos inovação, ampliamos

presença nacional, expandimos verticais

e consolidamos a NEOOH como

referência do OOH brasileiro.

E o verdadeiro motor dessa evolução foi,

e sempre será, a equipe.

Tenho paixão por desenvolver talentos,

compartilhar conhecimento, formar

novos profissionais e liderar com

presença e propósito.

Ver esse time crescer e entregar além do

esperado é o capítulo mais inspirador da

minha carreira.

Hoje, lidero uma equipe de alta

performance e celebramos conquistas

históricas, como o maior ativo privado

do OOH no país: o Aeroporto

de Congonhas.

Um marco que simboliza força,

relevância e expansão com propósito.

Mas, acima dos números, o que me move

são as pessoas: os talentos que inspiram,

os amigos de jornada e quem acreditou

nessa construção.

E, claro, minha família, meu alicerce.

Renata e Gabi dão sentido a cada passo.

Ganhar o Caboré seria mais que um

reconhecimento. Seria a consolidação

de uma jornada construída

com verdade, liderança e

paixão pelo que fazemos

todos os dias.

GUSTAVO SILVA

CSO, NEOOH.



especial black friday

Unsplash

Consumidores se planejam cada vez

mais cedo para fazer compra racional

Google e Rcell mostram

antecipação de compras

e maior comparação

de preços; CNC projeta

movimentação de R$ 5,40 bi

Segundo a Confederação Nacional do Comércio, a Black Friday de 2025 terá crescimento de 2,4% no faturamento em relação ao ano passado

Adrieny Magalhães

e Bruna Nunes

Consumidores brasileiros aguardam

a chegada da Black Friday para ir às

compras com preços mais baixos.

Marcada para 28 de novembro, a data

deve movimentar R$ 5,40 bilhões, segundo

projeção da Confederação Nacional

do Comércio (CNC).

Apesar do crescimento de 2,4% sobre

2024, do ponto de vista macroeconômico,

o ambiente combina estímulos e

restrições. Os setores de hiper e supermercados

(R$ 1,32 bi), eletroeletrônicos e

utilidades domésticas (R$ 1,24 bi) e móveis

e eletrodomésticos (R$ 1,15 bi) concentrarão

68% do faturamento previsto.

Também ganham relevância vestuário

e acessórios (R$ 0,95 bi) e perfumaria e

cosméticos (R$ 0,38 bi).

Outro ponto destacado pela CNC é o

aumento contínuo das remessas internacionais

ao Brasil, mesmo após a implementação

da alíquota de 20% para

compras de até US$ 50 do Programa de

Remessa Conforme — medida que ficou

conhecida como ‘taxa das blusinhas’, em

referência ao grande volume de itens de

vestuário e pequenos acessórios importados

por plataformas como Shein, Shopee

e AliExpress. O volume segue em alta

e amplia a competição com varejistas nacionais

em categorias como eletrônicos,

vestuário e acessórios, especialmente

em datas com forte apelo promocional.

A facilidade de comparação de preços

e o dinamismo dos marketplaces

internacionais aumentam essa pressão,

avalia a CNC.

O cOnsumidOr

Do lado do consumidor, a pesquisa

do Google com a Offerwise aponta que

60% dos brasileiros pretendem comprar

na Black Friday e planejam adquirir, em

média, 5,8 categorias. A data reforça o

movimento de ‘autopresente’: 79% das

compras serão para uso próprio. Além disso,

38% afirmam que pretendem comprar

mais itens do que no ano passado, indicando

um aumento no volume de consumo

planejado. Em tecnologia, celulares

lideram a intenção de compra (31%), seguidos

de TVs (22%). A decisão é cada vez

mais antecipada e madura: 72% dos compradores

de celulares e 70% dos de eletrodomésticos

iniciam a busca com mais

de um mês de antecedência. Boa parte já

chega decidida — 53% dos compradores

de celulares já definiram a marca, e 31%

sabem o modelo. Em TVs, 45% também

têm marca definida previamente.

Em categorias de casa e cozinha, a

intenção é de 30% tanto para eletroportáteis

quanto para eletrodomésticos. A

64% das

empresas

projetam faturar

acima de

R$ 10 milhões

30 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


air fryer lidera entre os eletroportáteis

(51%). A busca se concentra em micro-

-ondas (43%), ar-condicionado (37%) e

geladeiras (36%). Em beleza e cuidados

pessoais, 77% compram para si, e perfumes

ficam no topo (79%), com 41% já decididos

sobre a marca.

Em moda e vestuário, 38% pretendem

comprar, mas apenas 24% já têm marca

definida, o que evidencia potencial

competitivo da categoria. Frete grátis

é o gatilho de decisão mais importante

(37%), à frente de preço (36%). A categoria

de viagens tem intenção de 12%, com

grande foco em hospedagem (59%). Em

alimentação, 40% priorizam qualidade, e

78% já sabem exatamente o produto ou

modelo desejado.

Os meios de pagamento refletem

comportamento híbrido: Pix é a opção

preferida por 67%, enquanto o cartão parcelado,

cuja preferência cresceu na comparação

com 2024, será utilizado por 60%.

Além disso, 40% dos consumidores afirmam

que devem gastar mais do que no

ano anterior, e 48% já estão pesquisando

preços e ofertas antecipadamente.

As empresAs

A pesquisa da Rcell, realizada com

varejistas de médio e grande porte nos

setores de eletrônicos, informática,

eletrodomésticos e móveis, reforça a

leitura de uma Black Friday cada vez

mais estruturada. 64% das empresas

projetam faturamento acima de R$ 10

milhões, e 36% esperam crescimento

superior a 15%. No ano passado, 56%

das vendas ficaram na faixa de R$ 501 a

R$ 1.500; para 2025, 36% dos varejistas

já trabalham com ticket médio entre

R$ 1.501 e R$ 2.500, indicando uma migração

para bens de maior valor agregado.

As categorias mais promissoras

são eletrodomésticos (36%), smartphones

(28%) e eletroeletrônicos (24%).

O planejamento também se antecipa:

48% iniciaram a preparação dois meses

antes, e 36% começaram quatro meses

antes. A definição de produtos em

promoção é guiada principalmente pela

demanda do consumidor (28%), seguida

por planejamento estratégico próprio

(24%) e orientações dos distribuidores

(20%). Em relação a descontos, 72% pre-

60% dos

brasileiros

pretendem

comprar na

Black Friday

tendem trabalhar entre 11% e 30%. Para

divulgação, Instagram (88%), sites próprios

(80%) e Facebook (68%) lideram. O

TikTok Shop, apesar do crescimento em

2025, será utilizado por 52%.

O perfil do consumidor, segundo os

varejistas, é majoritariamente adulto:

56% entre 35 e 50 anos, e 36% entre 25

e 34. A experiência presencial ainda é

preferida, enquanto os canais digitais,

especialmente sites e marketplaces,

representam 28% das vendas.

Redes sociais atuam mais como

influência do que como canal de conversão

direta. O WhatsApp é central

no relacionamento: 72% usam o canal

no pós-venda, e o CRM já é adotado

por 52% das empresas. Entre as mudanças

de comportamento previstas

para 2025, 84% dos varejistas esperam

maior busca por descontos agressivos,

60% apontam comparação intensa de

preços e 68% percebem aumento da

exigência por prazos menores de entrega.

Itens mais caros devem ganhar espaço,

com 48% projetando foco maior

em produtos de valor agregado.

Freepik

O Pix é o método

de pagamento

preferido por

67%

O pagamento

no cartão parcelado

cresceu em preferência:

será usado por

60%

79% dos brasileiros

farão compras para si

38% têm intenção de

comprar mais itens do

que no ano passado

40% têm

intenção de

gastar mais

do que em

2024

60% dos

consumidores

pretendem

comprar na

2025

Black Friday

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 31




especial black friday

Mercado reforça presença multicanal

para ganhar a ‘disputa de novembro’

Data exige campanhas antecipadas, integração e equilíbrio entre ações

criativas e de performance em período que se estende até dezembro

Freepik

A Black Friday já faz parte do calendário de comunicação das marcas e é planejada com antecedência, levando agências e anunciantes a intensificar operações no período

Adrieny Magalhães

e Bruna Nunes

A

Black Friday, que neste ano cai no dia 28 de novembro,

já está consolidada no mercado nacional

e internacional, mas deixou de ocupar apenas

uma sexta-feira no calendário do varejo e se tornou

um período prolongado que envolve planejamento antecipado

e integração total entre áreas — inclusive na

publicidade. Para as agências, isso implica campanhas

antecipadas, maior integração entre criação e performance

e operações intensificadas que se antecipam e

se estendem depois da data.

Na GUT, Alessandra Visintainer, managing director,

afirma que a data evoluiu muito e de forma rápida, deixando

de ser um momento isolado para se transformar

em um ciclo que “começa no fim de outubro e vai até

dezembro”. Ela explica que o trabalho envolve todas as

áreas da agência na mesma intensidade.

No entanto, a executiva destaca a conexão entre mídia

e criação. “A Black Friday já faz parte do calendário de

comunicação das marcas e é planejada com antecedência,

pois tem uma importância estratégica para a marca

e para o negócio. Na Gut, operacionalmente, o trabalho

envolve todas as áreas, na mesma intensidade. Um grande

diferencial nosso é a conexão profunda entre mídia e

criação”, detalha.

O comportamento é semelhante na Lew’Lara\TBWA.

Andreia Abud, vice-presidente de mídia, aponta que a

data “deixou de ser uma ação tática e virou um pilar estratégico

de negócio”. Segundo ela, o mercado migrou

para jornadas mais estendidas e uma lógica full funnel

orientada por dados. “Hoje, a performance depende muito

da sinergia entre mídia, comercial, CRM, e-commerce

e operações. Sem esse alinhamento, perdemos potencial

de conversão”, afirma.

Na DM9, o entendimento também mudou. A CCO Yuri

Mussoly acredita que a Black Friday, mais do que uma

data de liquidação, se tornou um ecossistema de oportunidades.

Ela reforça que o consumidor está mais racional

“É uma operação que

exige integração total

entre atendimento,

criação, produção,

mídia e cliente”

34 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


Alê Oliveira

Divulgação

Yuri Mussoly: “É sobre propósito, não apenas preço”

Alessandra Visintainer: “Dá para fazer campanha criativa”

Andreia Abud: “Deixou de ser ação tática e virou pilar”

e planejado, o que exige transparência e consistência

das marcas. “Não é mais uma conversa sobre preço, mas

sobre experiência, confiança e propósito”, diz.

A diretora de criação da Bullet, Aline Noya, explica

que antes a Black Friday era “um único dia de promoções

agressivas”, mas hoje se tornou “uma temporada

de oportunidades”, baseada em comunicação 360, personalização

e integração de dados. Segundo ela, são meses

desenvolvendo estratégias que traduzam valores de

marca e necessidades dos consumidores. Atualmente,

os anunciantes têm apostado no “Black November”.

A evolução da data também impulsionou novos formatos

e canais. Alessandra fala que a Black Friday não é mais

só sobre venda, o que exige consistência de mensagem

independentemente do meio. Na Lew’Lara\TBWA, Andreia

observa que o retail media ganha relevância ao conectar

mídia e intenção concreta de consumo, inclusive apostando

na creator economy. “O retail media ganha relevância

ao conectar diretamente a mídia à intenção concreta de

consumo; os influenciadores se destacam por romper a

saturação dos formatos tradicionais, trazendo contexto,

credibilidade e conversa; e a lógica de performance full

funnel integra força de marca e conversão”, explica.

Yuri compartilha a visão e reforça que o retail media

“Operamos full

funnel, sem

sacrificar branding

pelo desconto”

A DM9 assina as ações de Black Friday 2025 para o KFC, que apostou em memes para divulgar promoções

Divulgação

“se consolidou como protagonista”, enquanto o marketing

de influência entrega autenticidade. Para ela, live

commerce e social commerce seguem crescendo por

oferecer experiência e conversão imediata. “A mídia de

performance continua sendo a espinha dorsal”, aponta.

Aline Noya reforça a importância de uma jornada

conectada e afirma que a consistência ao longo das

semanas de campanha é o que sustenta proximidade,

credibilidade e resultado. Para a diretora, estruturação

do funil é essencial para “falar com o público certo, no

tempo certo e no tom certo”, garantindo que marca e

performance caminhem juntas.

A CCO da DM9 entende que o caminho das operações

está na narrativa. Para ela, o trabalho não pode se limitar

ao preço, mesmo quando o objetivo é a conversão,

como no caso de datas especiais como a Black Friday.

“Operamos em full funnel, sem sacrificar branding em

nome do desconto”, explica a executiva, que também vê

a IA generativa como ferramenta estratégica ao permitir

personalização e ganho de eficiência. “É sobre propósito,

não apenas preço”, resume.

A ideia de que a data exige simultaneamente construção

de marca e performance é consenso entre as

agências entrevistadas. Para Alessandra Visintainer,

a resposta passa por integração e planejamento de

longo prazo. Ela lembra que a data permite criar campanhas

que deixam rastro e fortalecem atributos importantes,

mesmo em um ambiente promocional. “É

fundamental implementar estratégias que atendam a

ambos os objetivos. Dá para criar campanhas criativas

que deixem legado, memória e até expectativas para

o próximo ano sem perder de vista o objetivo real do

negócio”, diz a executiva.

Andreia Abud também defende a combinação

entre força de marca e estímulos de compra, mas

ressalta o papel da jornada. Ela observa que a eficiência

vem da forma como o funil é estruturado e de

como as verbas são distribuídas entre construção e

conversão. Além disso, reforça que “mesmo nas ativações

de oferta, é importante manter identidade e

diferenciação”, e que métricas como recall e intenção

de compra ajudam a mensurar esse impacto de maneira

mais completa.

Os cases entregues também refletem essa dinâmica

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 35


Fotos: Divulgação

Aline Noya: “Virou uma temporada de oportunidades”

Ana Paula Duarte, do iFood Ads: multicategorias e dados

Renato Camargo, da Pague Menos: ação antecipada

integrada. Na GUT, o período envolve um conjunto amplo

de marcas, incluindo Mercado Livre, Mercado Pago,

Zé Delivery, Consul e Brastemp, cada um com estratégias

próprias dentro da lógica de ‘Black November’.

A Lew’Lara\TBWA reúne projetos para Nissan, Pague

Menos e Swift. Na DM9, as campanhas são para Decolar,

KFC e Pizza Hut. Já a Bullet concentra operações em diversas

frentes, e entregou 31 merchans na Rede Globo,

22 filmes de ofertas para TV e digital e OOH em todo o

território nacional. “A complexidade está em operar uma

campanha viva, com atualizações constantes, ajustes de

ofertas e múltiplas versões de peças. É uma operação

que exige integração total entre atendimento, criação,

produção, mídia e cliente, além de processos muito bem

estruturados para que tudo vá ao ar no tempo certo,

com impacto e relevância”, enfatiza Aline Noya.

ANUNCIANTES

A data ganhou novas camadas de complexidade

para os anunciantes. O que antes era um pico pontual

de consumo se transformou em um período mais

longo, competitivo e que exige coordenação entre

operação, comunicação, dados e canais. Nas grandes

marcas, a data passou a influenciar desde o calendário

promocional até modelos de relacionamento e fidelização.

Pague Menos, Mercado Livre, Americanas, iFood e

TIM mostram, cada uma à sua maneira, como o planejamento

se sofisticou — e como o consumidor força uma

revisão contínua das estratégias.

No varejo farmacêutico, a Black Friday assumiu peso

central. Para Renato Camargo, VP de Clientes da Pague

Menos, a data ultrapassou o próprio aniversário da

marca em relevância. “A Black Friday virou praticamente

a data mais importante do ano”, afirma. Mesmo em

um setor com consumo contínuo e recorrente, a companhia

observou que o público passou a se programar

especificamente para novembro — e, cada vez mais,

para antes dele. A rede adotou uma estratégia alargada,

transformando o mês inteiro em período promocional e,

em 2025, antecipando ofertas para a última semana de

outubro. A decisão, segundo Camargo, respondeu diretamente

ao comportamento do público, que concentra

compras no fim do mês e busca economizar mais.

A operação acompanha essa mudança. Por lidar com

“Black Friday é o

maior evento do

varejo brasileiro”

categorias distintas — de medicamentos a dermocosméticos

e fraldas —, a Pague Menos estruturou uma lógica

omnicanal que se ajusta por região e perfil de consumo.

Aplicativo e site ganham força em itens de maior volume,

como fraldas; televendas despontam em mercados

específicos; e lojas físicas seguem importantes para categorias

que exigem orientação ou receita. Para garantir

a entrega, a empresa montou uma operação ampliada

com reforço de entregadores, transportadoras e atendimento.

“É fundamental garantir que, se o cliente comprar,

especialmente nos canais digitais, ele receba no

horário prometido”, diz Camargo. O cuidado pós-venda,

avalia, é determinante para fidelização.

No comércio eletrônico, o Mercado Livre trata a Black

Friday como o principal momento de demonstração

da força de seu ecossistema. “A Black Friday é o maior

evento do varejo brasileiro e segue sendo a data mais

importante do nosso calendário”, diz Cesar Hiraoka, diretor

sênior de marketing. Para 2025, a empresa destinou

R$ 100 milhões em cupons, um aumento de 150% em relação

ao ano anterior, ampliou o frete grátis e reforçou

o parcelamento em até 24 vezes sem juros. A campanha

começou em outubro, acompanhando um consumidor

mais racional e planejado, que compara preços, anteci-

Black Friday da Pague Menos une antecipação de campanha, operação reforçada e estratégia omnicanal

36 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


Gustavo Lacerda/Americanas

Fotos: Divulgação

“Nossa estratégia

da Black Friday foi

redesenhada para

fugir do óbvio”

Washington Theotonio, Americanas: omnichannel

pa compras e valoriza benefícios tangíveis como cupons,

que foram apontados como decisivos por 76% dos entrevistados

em levantamento feito pela empresa.

A estratégia de mídia do Mercado Livre se consolidou

em formato 360°, combinando TV, social media,

OOH, creators, CRM e parcerias com plataformas de

conteúdo e realities. O social commerce e o programa

de afiliados se tornaram pilares de conversão, com

crescimento significativo no número de criadores de

conteúdo impulsionando tráfego qualificado. O braço

de publicidade Mercado Ads integra marcas parceiras

às campanhas próprias, permitindo que elas aproveitem

o volume de tráfego concentrado no ecossistema

durante o período. Para Hiraoka, a integração entre

benefícios e narrativas culturais — com personalidades

como Marcos Mion, Neymar Jr. e Ana Castela — ajuda a

transformar incentivo em conexão.

Na Americanas, a Black Friday divide protagonismo

com Páscoa e Natal, mas ganha contornos específicos

em 2025, especialmente por marcar um ciclo de renovação

da companhia. “A Black Friday está entre os três

grandes eventos da Americanas no ano”, afirma Washington

Theotonio, CMO. A empresa ampliou a duração

das ofertas, criou quatro sextas-feiras com descontos

Americanas investe em campanha com Paulo Vieira

Black Friday da TIM aposta em narrativa provocativa, forte presença digital e criadores para ampliar alcance

Marcos Lacerda, da TIM: mote provocativo e digital-first

agressivos e investiu em uma comunicação estrelada

por Paulo Vieira. A estratégia combina humor, proximidade

e uma presença simultânea em TV, rádio, digital e,

sobretudo, lojas físicas — que seguem como o centro do

modelo omnichannel da marca.

A Americanas também reforçou o pilar de fidelização

com o programa “Cliente a”, lançado às vésperas

da Black Friday. A ideia é transformar o pico de novembro

em recorrência, com benefícios personalizados,

missões e recompensas. O aprendizado das últimas

edições mostra que o consumidor busca preço, mas

valoriza experiência, disponibilidade e facilidades de

pagamento, que este ano incluem parcelamento em

até 24 vezes para quem utiliza o cartão vinculado ao

programa de fidelidade. A companhia também intensificou

o uso de micro e nanoinfluenciadores e deu

maior protagonismo a colaboradores que criam conteúdo

diretamente das lojas.

No setor de alimentação e serviços, o iFood usa

a Black Friday para consolidar sua atuação em multicategorias

e fortalecer o iFood Ads, vertical de publicidade

da empresa. Para Ana Paula Duarte, diretora

sênior da área, a campanha ‘Novembro absurdo’ é um

ponto-chave do calendário. “Ela é um componente estruturante

do nosso calendário, servindo como acelerador

estratégico”, afirma. O foco está em conversão

e descoberta, especialmente em Mercado e Farmácia,

categorias que devem crescer 50% e 86%, respectivamente,

durante o mês.

A estratégia responde ao comportamento observado

em 2024, quando consumidores utilizaram plataformas

digitais como principal ambiente de comparação e experimentação.

Para maximizar descoberta e conversão,

o iFood criou páginas temáticas e investiu em live commerce,

com destaque para a ação com o PodDelas, realizada

dentro do app. Dados da empresa mostram que

73% dos consumidores que experimentam uma marca

pela primeira vez no iFood voltam a comprar nos meses

seguintes — o que reforça o uso do período como porta

de entrada para fidelização.

Entre as empresas de telecomunicações, a TIM aposta

na disputa pela atenção. Segundo Marcos Lacerda, VP

de marca e comunicação, a estratégia da Black Friday foi

redesenhada para fugir do óbvio, com uma campanha

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 37


Fotos: Divulgação

Cesar Hiraoka, do Mercado Livre: benefícios, campanha antecipada e estratégia 360º

Divulgação do Mercado Livre aposta em benefícios ampliados e ofertas antecipadas

“provocante e simples”, ancorada no mote ‘Indecente’.

A empresa desenvolveu narrativas contínuas e uma

abordagem digital-first que mistura suspense, influenciadores

e presença de nomes como Cauã Reymond, Iza

e Ivete Sangalo. O ator liderou uma hotlist exclusiva no

Instagram para divulgar ofertas, estratégia que ampliou

alcance orgânico.

“Essa campanha marca uma nova fase da comunicação

da TIM. Buscamos construir narrativas sequenciais,

que misturam diversas mídias e engajam o público.

Trabalhamos em parceria com a nossa agência, que é a

BETC Havas, e desenvolvemos uma abordagem ousada

para reforçar que nossas ofertas são tão boas que chegam

a ser ‘indecentes’”, conta Lacerda.

Em diferentes setores, uma mesma leitura se impõe:

a Black Friday deixou de ser apenas uma data de descontos

e se tornou um ambiente estratégico de aquisição,

engajamento e fidelização. Os anunciantes reorganizam

calendários, antecipam campanhas, ampliam presença

multicanais e combinam performance e construção de

marca. Em um contexto de consumidores mais informados

e seletivos, a disputa de novembro é menos sobre

preço e mais sobre relevância — e é nela que cada marca

tenta afirmar seu lugar.

Emissoras estruturam projetos e aceleram

entregas digitais para a Black Friday

Alarico Naves, da Record: formatos variados e cluster

Alê Oliveira

“A Black Friday exige

visibilidade qualificada e

formatos diferenciados”

A

Black Friday consolidou-se como uma das datas

mais relevantes do calendário comercial das

emissoras, ocupando espaço semelhante ao de

períodos tradicionais como Dia das Mães, Dia dos Pais

e Natal. Tanto SBT quanto Record estruturaram estratégias

específicas para novembro, acompanhando a

evolução do varejo e do e-commerce e a antecipação

das decisões de mídia por parte dos anunciantes.

Para Marcos Kotait, diretor de negócios multiplataforma

do SBT, a data deixou de ser uma ação pontual.

“A Black Friday já faz parte do calendário do anunciante

brasileiro nos últimos anos, especialmente por conta do

crescimento do e-commerce”, afirma. Ele explica que a

procura por mídia agora se estende ao mês inteiro, exigindo

planos que integrem TV aberta, streaming, YouTube

e redes sociais. “Ela virou uma data que movimenta

todo o mês de novembro”, explica.

Na Record, o movimento é semelhante. Alarico Naves,

superintendente-comercial multiplataforma, destaca

que a data alcançou status estratégico. “A Black

Friday tornou-se uma data estrategicamente importante

para o mercado”, afirma. A emissora tem investido

em projetos e soluções que reforçam diferenciação e

performance, cocriando entregas multiplataforma com

as marcas. Ele observa que a demanda se antecipa ano

após ano, impulsionada pela busca por formatos de

maior impacto. “A Black Friday exige visibilidade qualificada

e formatos =diferenciados”, diz.

A oferta de ações especiais é outro ponto de convergência

entre as emissoras. No SBT, o destaque é o Black

Friday Live Show, que retorna em 26 de novembro com

Celso Portiolli e a personagem Webe, unindo entretenimento,

game show e ativações comerciais. A programação

inclui ainda lives no YouTube, exibidas em looping

para ampliar frequência e alcance. Já a Record aposta

em chamadas customizadas com ofertas em tempo real,

integrações em programas ao vivo, lives simultâneas

em TV e digital e ações com e-commerces que permitem

mensurar tráfego e conversão.

Lourival Ribeiro/SBT

Marcos Kotait, do SBT: integração TV + digital e lives

A tecnologia e a segmentação de audiência também

ganharam protagonismo nas negociações. “Os anunciantes

buscam planos com formatos integrados entre

TV e digital”, afirma Kotait. Na Record, a diversificação é

crescente: “Hoje os anunciantes buscam entregas mais

precisas por cluster, ampliando sua presença em diferentes

canais”, diz Naves, que cita o avanço do Record-

Plus e a preparação para a TV 3.0.

As projeções para 2025 seguem positivas. No SBT,

Kotait afirma que “a expectativa é sempre maior do que

a do último ano”, apoiada pelo pagamento da primeira

parcela do décimo terceiro. A Record prevê um aumento

entre 10% e 15% em novembro na comparação com

2024, reforçando a competitividade entre as marcas

até o Natal.

AM e BN

38 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


mídia

Eletromidia movimenta R$ 3 milhões

em plataforma de compra por audiência

Ferramenta aplica

mesma inteligência

de dados do digital

em ativos físicos

Divulgação

A

Eletromidia celebra o marco histórico de R$ 3 milhões

em sua plataforma proprietária de gerenciamento

de mídia, o Eletromidia Ads. De acordo

com a líder em out of home no Brasil, o valor é reflexo

da adesão de grandes anunciantes à ferramenta, como

99Food, McDonald’s e Itaú, consolidando a nova lógica

de compra por audiência no mercado OOH e aplicando

a mesma inteligência de dados do universo digital às

campanhas em ativos físicos.

“Esse marco é prova prática da eficiência da plataforma:

ao contrário de outras plataformas, ela torna

simples a compra por audiência, porque já mapeia

onde está o público-alvo e otimiza o investimento

com dados reais. Nosso objetivo é ser parceiro estratégico

de marcas e agências, conectando criatividade

e tecnologia para transformar alcance em impacto,

seja por diversão, informação ou serviço de utilidade

pública”, destaca Heitor Estrela, diretor de produto e

growth na Eletromidia.

Para a empresa, o Eletromidia Ads representa um

passo decisivo na sofisticação do OOH, terceiro meio em

participação no bolo publicitário brasileiro, segundo o

Cenp-Meios. A Eletromidia afirma que a plataforma tem

resolvido um desafio histórico do setor ao permitir que

agências de publicidade e anunciantes planejem campanhas

de forma autônoma, com segmentações por

filtros demográficos e comportamentais, e recebam

sugestões de ativos baseadas em métricas de alcance,

C

impacto e afinidade para otimizar a verba.

M

Além do planejamento, o Ads permite o upload e validação

de materiais criativos, e conta com a seção de Y

analytics, que possibilita acompanhar campanhas em

CM

veiculação ou já finalizadas.

MY

A fim de acelerar a adoção da nova tecnologia, a

CY

companhia revela que desenvolveu o Programa de

CMY

Embaixadores do Ads, que capacita profissionais estratégicos

para disseminar o conhecimento da ferra-

K

menta dentro das agências. A iniciativa já inclui talentos

de agências de ponta, como AlmapBBDO, Africa

Creative, DPZ, LePub, Talent, Publicis, Leo, Ampfy, Galeria,

Altermark e CP+B.

“Periodicamente, a Eletromidia promove encontros

com esses embaixadores a fim de reforçar a plataforma

como ferramenta de valor que facilita o dia a dia e passa

a fazer parte da cultura de mídia das agências e anunciantes”,

completa Estrela.

Na visão da empresa, o engajamento dos profissionais

e a geração de resultados posicionam o Eletromidia

Ads como um pilar na evolução do planejamento de

mídia no país, reforçando que o futuro do OOH é digital.

Heitor Estrela: Anuncio “Plataforma GrandesNomes já mapeia Preto 14,5x16.pdf onde está 1 31/07/2024 o público-alvo 21:25:23 e otimiza o investimento com dados reais”

EXISTEM VÁRIOS JEITOS

DE VOCÊ ASSISTIR AOS

GRANDES NOMES

DA PROPAGANDA,

O CANAL

É UM DELES

AOS SÁBADOS 18H30 E REPRISE

AOS DOMINGOS ÀS 15:40

E ÀS SEGUNDAS 14:30

NOTÍCIAS DIARIAMENTE NO PORTAL E NO SITE

GRANDESNOMESDAPROPAGANDA.COM.BR

VOCÊ ASSITE AO

CANAL MARKKET NA:

CANAL 692

CANAL 611

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 39


mídia

Novabrasil expande operação e chega

a João Pessoa (PB) com grade local

Sintonizada no dial 102.5 FM, rádio terá conteúdo retransmitido

e programação feita por equipe de jornalismo dedicada à região

A

rádio Novabrasil, do Grupo

Thathi, acaba de chegar a

João Pessoa (PB). Pode ser

sintonizada no dial 102.5 FM, com

parte do conteúdo retransmitido,

além de produção local, exibida no

período da manhã. A equipe de jornalismo

será dedicada à região.

O comando será de Rosângela

Rocha, que tem mais de 30 anos

voltados à comunicação. Ela já foi

apresentadora, locutora, repórter,

produtora e editora da BandNews,

Cidade, Ceará Agora, Rádio Câmara

FM, Nova Tambaú, Tabajara, Manaíra

e Rádio Constelação FM.

Polo do Nordeste

“A Paraíba é um polo importantíssimo

de cultura, assim como João

Pessoa é uma capital pujante em

negócios e entretenimento. Como

O plano de expansão da Novabrasil, do Grupo Thathi, inclui mais de 600 cidades

Divulgação

referência em brasilidade, mas

tendo um enorme olhar local e

mais próximo dos ouvintes, era natural

termos uma presença física

também nessa região, ampliando

ainda mais nossa rede e nossa

conexão com a audiência”, explica

Fauze Kanbour, diretor-executivo

do Grupo Thathi de Comunicação.

O plano de expansão da Novabrasil

inclui mais de 600 cidades.

Entre elas, estão São Paulo, Campinas,

Ribeirão Preto, Araçatuba e

São José dos Campos, em São Paulo;

e as capitais Rio de Janeiro (RJ),

Brasília (DF), Recife (PE), Salvador

(BA) e Vitória (ES). João Pessoa e

região metropolitana (PB) passam

a integrar a rede ao lado das

afiliadas em Fortaleza (CE), Aracaju

(SE), Maceió (AL) e Sul de Minas

Gerais (MG).

Chevrolet, Heineken e Santander são as

primeiras cotistas da F1 na Globo em 2026

Pacotes comerciais são avaliados em cerca de R$ 125 milhões

cada, somando o montante de aproximadamente R$ 750 milhões

Chevrolet, Heineken e Santander

são as primeiras marcas

confirmadas no projeto comercial

da Globo para a Fórmula

1 em 2026. Em outubro, foram

divulgadas as cotas comerciais,

avaliadas em cerca de R$ 125 milhões

cada — totalizando aproximadamente

R$ 750 milhões.

Como parte da comunicação,

uma réplica de carro de Fórmula

1 adesivada com as marcas está

exposta na sede da Globo, em São

Paulo, abrindo a contagem para a

nova temporada.

Pacote

Segundo a empresa, o pacote

prevê a presença das marcas

em todos os pontos de contato.

Programação da Globo inclui 24 corridas, seis sprints, 24 classificatórios e 60 treinos livres

Freepik

No SporTV, serão transmitidas

ao vivo as 24 corridas, incluindo

seis sprints, 24 classificatórios e

60 treinos livres. Na TV Globo, a

grade abrange 15 GPs ao vivo e

nove compactos e inserções nos

principais telejornais e programas

esportivos.

A emissora também prepara

um programa nas noites de sexta-feira,

que antecede cada etapa.

No digital, o ge.globo será o

destino de estatísticas, análises,

bastidores e entrevistas, enquanto

o Globoplay exibirá todas as

corridas ao vivo e sob demanda.

As entregas ainda integram ativações

nas redes sociais. A Globo

segue em negociação para as cotas

restantes.

40 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


O primeiro prêmio de

lifestyle de luxo do brasil

ELEITO

O MELHOR

VEÍCULO DO

SEGMENTO

Para celebrar seus 30 anos, o Grupo GoWhere, maior grife editorial

do Brasil, realizou o The Best of Lefestyle Awards 2025,

uma premiação inédita para reconhecer as marcas,

empresas e personalidades que são referência

do lifestyle de luxo no Brasil e no mundo.

Os campeões em 25 categorias foram eleitos

por meio de um júri especializado com notáveis do mercado

e da seleta audiência da GoWhere e da Jovem Pan.

Confira os

vencedores:

Prêmio Veículos de Comunicação,

do GRUPO PROPMARK


marcas

Itaú convida brasileiro a aplicar capital

com powerhouse de investimentos

Campanha criada pela Galeria é a primeira a apresentar marcas e

negócios que compõem o ecossistema de investimentos do banco

‘A

powerhouse de investimentos

do Brasil’ é o nome da primeira

campanha criada pela Galeria

para apresentar o posicionamento das

marcas e negócios que compõem o

ecossistema de investimentos do Itaú.

IBBA (banco de atacado do Itaú Unibanco),

Itaú Asset (gestora privada de

recursos), Avenue (opera no modelo B2C

e B2B, com foco no varejo e varejo alta

renda), Kinea (empresas de investimento)

e Itaú Corretora (com mais de dois milhões

de clientes cadastrados) compõem

as linhas de negócios do banco, que

ultrapassaram a cifra de R$ 3,5 trilhões

em ativos sob gestão e administração ao

fim do terceiro trimestre de 2025 - alta

de 10,4% em relação ao mesmo período

no ano anterior e de 3,1% ante o segundo

trimestre deste ano.

Investidores aplicam, em média, cerca

de R$ 6 bilhões diariamente por meio das

Xamã valoriza a cultura urbana em

campanha para o serviço Uber Moto

Rapper faz releitura da cantiga infantil ‘Se essa rua fosse minha’ na ação

que reforça o movimento ‘A cidade no seu ritmo’, criado pela W+K SP

O

rapper Xamã interpreta uma

releitura da cantiga infantil ‘Se

essa rua fosse minha’ em videoclipe

para Uber Moto. A ação é parte

do movimento ‘A cidade no seu ritmo’,

criado pela Wieden+Kennedy. “Trazer

uma cantiga que todo mundo conhece

e misturar com elementos da

nossa cultura popular, como a Carreta

Furacão, é mostrar que a rua é viva”,

declara em nota Xamã.

O artista destaca histórias reais de superação

e resiliência que refletem a luta

do dia a dia, colocando as ruas como um

local de encontros, sonhos e batalhas.

“Esse novo desdobramento reforça e amplia

a presença de Uber Moto na cultura

urbana”, aponta Pedro Thompson, head

de marketing da Uber no Brasil.

Veiculada na TV aberta, mídia exterior,

digital, redes sociais e influen-

Linhas de negócios do banco ultrapassaram o montante de R$ 3,5 trilhões em ativos

O rapper Xamã em campanha criada pela Wieden+Kennedy SP para Uber Moto

Divulgação

Divulgação

plataformas do banco. O Itaú responde

pela distribuição de 23% dos ativos sob

custódia do mercado doméstico de pessoa

física, incluindo varejo, alta renda e private.

Os clientes também mantêm cerca de

R$ 250 bilhões investidos no exterior por

meio das diferentes empresas do banco.

“O Itaú é hoje a marca mais valiosa da

América Latina e reconhecido pelos mais

diversos públicos como uma das maiores

instituições financeiras do mundo. Nessa

campanha, queremos reforçar que somos

não só um banco, mas também uma potência

na oferta de produtos e serviços de

investimentos, ressaltando as credenciais

de excelência de cada negócio nos quais

atuamos”, diz Juliana Cury, chief marketing

officer do Itaú Unibanco. A campanha

“combina dados concretos e factuais de

maneira a reunir credenciais e autoridade

para impactar o público”, emenda Phil Daijó,

diretor-executivo de criação da Galeria.

ciadores, a campanha utilizou estética

cinematográfica e narrativa sensorial

para reproduzir a atmosfera das ruas e

das comunidades urbanas.

“’Se essa rua fosse minha’ fala sobre

se sentir dono do próprio caminho. O Uber

Moto representa uma forma mais acessível

e prática de chegar onde você quiser”,

finaliza Pedro Gabbay, diretor de criação

da Wieden+Kennedy São Paulo. O movimento

reafirma o compromisso de Uber

Moto em representar as múltiplas vozes

que constroem o ritmo das cidades.

Lei

Uber e 99 acabam de anunciar o retorno

do transporte por motos na cidade de

São Paulo, que começa a vigorar em 11 de

dezembro. A batalha contra a Prefeitura

de São Paulo para a regulamentação do

serviço é travada desde o início do ano.

42 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


marcas

Honda busca atrair público mais jovem

em nova campanha para o WR-V 2026

Com ‘Hey ho, let’s go’ , dos Ramones, comunicação criada pela

TheDream, núcleo dedicado da Publicis Brasil, promove rotina leve

A

Honda lançou a nova campanha

do WR-V, que apresenta

o SUV como um convite para

‘sair do modo automático’ e encarar

a rotina com mais leveza.

Ao som de ‘Hey ho, let’s go’, dos Ramones,

o filme aposta em cenas dinâmicas

que aproximam o modelo de um público

mais jovem e associam o carro a pequenas

aventuras do dia a dia.

A peça se conecta ao conceito criado

para a comunicação: viver cada momento

do começo ao fim de semana como se

fosse único. A criação é da TheDream, núcleo

exclusivo de atendimento Honda na

Publicis Brasil. “O WR-V 2026 chega para

elevar o patamar e reforçar o line up

da Honda Automóveis, com a missão de

O filme que apresenta o carro convida o público a ‘sair do modo automático’

Divulgação

atrair um perfil de público mais jovem e,

ao longo do caminho, fidelizá-lo à marca.

A nova campanha publicitária ajuda a reforçar

esse posicionamento do produto”,

diz Ariel Mógor, gerente de marketing da

Honda Automóveis.

A comunicação conta com um plano

de mídia que abrange televisão, revistas

especializadas, conteúdo digital,

performance, concessionárias e CRM.

“A irreverência está presente em todos

os detalhes desta campanha. E não é por

acaso: ela mostra um novo momento da

marca, com uma linguagem mais jovem,

dinâmica e interativa, trazendo o cliente

ao centro da comunicação”, afirma Fabio

Astolpho, VP de operações e criação da

TheDream.

O P O D E R D A I N F O R M A Ç Ã O

Vamos falar

sobre presença

estratégica

de valor?

O Brazil Economy traz o conteúdo global qualificado da revista

FORTUNE em português! ANUNCIAR AQUI é para quem reconhece o

poder da presença nos canais certos, com informação de alto nível.

Anuncie já!

www.brazileconomy.com.br

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 43


mercado

Novo movimento da ESPM discute futuro

do marketing e da publicidade no Brasil

Iniciativa reúne entidades do setor para debater desafios, ética,

IA e novas tendências, além de cocriar curso previsto para 2026

A

ESPM apresentou o movimento

‘Marketing & Advertising

Review’, iniciativa que pretende

ampliar o debate sobre o futuro

do marketing e da comunicação no

Brasil. A proposta envolve entidades

como Associação Brasileira de Anunciantes

(ABA), Associação Brasileira

de Agências de Publicidade (Abap),

Associação Brasileira de Marketing de

Dados (ABEMD), Associação Brasileira

de Empresas de Pesquisa (Abep), Associação

de Marketing Promocional

(Ampro), Associação de Professores

de Comunicação e Marketing (APCM),

Associação dos Profissionais de Propaganda

(APP), Conselho Nacional de

Autorregulamentação Publicitária

(Conar), Fórum da Autorregulação do

Mercado Publicitário (Cenp) e Fundação

Brasileira de Marketing (FBM) em

uma atuação conjunta para discutir

Fernando Cesário, CMO da ESPM: regulação, protagonismo, IA ética e diversidade

Divulgação

dilemas atuais, antecipar tendências

e aproximar academia e mercado.

O movimento nasce com foco na

revisão crítica dos fundamentos da

publicidade e do marketing diante de

transformações sociais, políticas e tecnológicas

que têm alterado o setor. O

primeiro desdobramento será um curso

cocriado entre a ESPM e organizações

participantes, previsto para o primeiro

semestre de 2026.

Fernando Cesário, CMO da ESPM, explica

que o movimento busca dar voz ao

setor. “Associar-se ao ‘Marketing & Advertising

Review’ é assumir protagonismo

em um ambiente de transformações

aceleradas, participando da construção

de respostas para temas centrais como a

regulação da comunicação em períodos

eleitorais, o combate à desinformação, o

uso ético da Inteligência Artificial e a valorização

da diversidade”, completa.

The Co-Company estreia com foco em

parcerias como estratégia de negócios

Nova operação liderada por Fabi Castro, Lara Azevedo e Mel Harden

aposta em modelo modular para criar e executar parcerias estratégicas

A

The Co-Company chega ao mercado

com a proposta de transformar

parcerias entre marcas em uma

plataforma completa de negócios. A

operação, liderada por Fabi Castro, Lara

Azevedo e Mel Harden, combina competências

de estratégia, marketing,

narrativa e execução para desenvolver

projetos cocriados que ampliem resultados

comerciais e criativos.

Com metodologia própria, a empresa

atua em toda a jornada de uma collab: da

leitura dos objetivos de negócio à construção

de storytelling, passando pela

identificação de marcas compatíveis,

negociação e desdobramentos operacionais.

O modelo permite atender anunciantes

diretamente ou complementar o

trabalho de agências.

Fabi Castro, head de parcerias, conta

Divulgação

Mel Harden, Lara Azevedo e Fabi Castro: liderança da nova operação The Co-Company

que o propósito da empresa é usar colaborações

como ferramenta estratégica.

“Nascemos para ajudar as marcas a realizar

seus objetivos de negócio criando

histórias únicas por meio de parcerias

que façam sentido e gerem resultados”,

afirma. Ela destaca que os projetos podem

se estender a campanhas, licenciamentos,

novos produtos e ações que

ampliem alcance e vendas.

Na estrutura criativa, Lara Azevedo

assume a área de marketing com experiência

em marcas como Beck’s, Melissa

e Corona. Já Mel Harden, produtora criativa

com trajetória nos setores de moda e

branding, responde pela operação e pela

gestão dos projetos. Mesmo na fase inicial,

a The Co-Company já conduziu iniciativas

para marcas como Tinder, Comfort,

Renner, Ala e Brilhante.

44 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


INSCRIÇÕES ABERTAS!

Seja o próximo destaque acadêmico da publicidade!


mercado

FutureBrand cria núcleo para estudo de

comportamento e análises personalizadas

Movimentos sociais e culturais, pesquisas qualitativas e quantitativas

estão entre as entregas da área, formada por uma gama de especialistas

A

FutureBrand acaba de montar o núcleo de consumer

behavior, que organizará estudos de tendências

comportamentais capazes de abastecer as

marcas com insights e análises personalizadas.

“Ajudaremos cada vez mais empresas a criar, com uma

base sólida de informações, novas oportunidades para

construir narrativas mais autênticas com seus públicos de

interesse e potenciais consumidores”, explica a socióloga

Estela Brunhara, que comandará uma equipe formada por

estrategistas e pesquisadores especializados em análise

de dados, programação, estatística, psicologia, economia,

sociologia, antropologia, jornalismo e publicidade.

Divulgação

EntrEgas

Movimentos sociais e culturais, pesquisas qualitativas

e quantitativas estão entre as principais entregas. Os

projetos utilizam metodologias clássicas e proprietárias

da FutureBrand, passando por investigação para entender

hábitos e motivações de consumo, mapeamento da

imagem da marca e da concorrência, acompanhamento

da percepção da marca a longo prazo e desenvolvimento

de planos estratégicos de comunicação adaptados ao

contexto de cada empresa.

A nova área da FutureBrand também materializa

alguns dos principais dados e insights coletados sobre

tendências e comportamento do consumidor. Aberto ao

Estela Brunhara (acima, à esquerda) e o time de consumer behavior montado pela FutureBrand: solidez de dados

público e com linguagem própria, o material pode ser

acessado na editoria “Make sense of the nonsense”, no

Instagram da operação e na newsletter “Brand behavior”,

no LinkedIn.

O núcleo ainda desenvolverá estudos proprietários. O

primeiro trabalho, ‘Tá quente, Brasil 2025’, que mapeou

as contradições comportamentais dos brasileiros, acaba

de ser lançado.

Havas e WPP podem negociar acordo,

diz jornal britânico The Times of London

Suposto movimento aventado pela publicação

envolveria o WPP Media ou a compra de

participação que permitiria assento no conselho

Reprodução

Uma suposta negociação entre o grupo francês

Havas e a holding britânica WPP pode estar em

curso, segundo apuração do The Times of London.

O movimento ocorre em um momento de pressão para

o WPP, que perdeu valor de mercado e corre o risco de

sair do índice FTSE 100, da Bolsa de Londres.

De acordo com o jornal, a Havas considera cenários

que incluem o interesse na WPP Media, braço de mídia

da holding, ou a compra de uma participação relevante

que permitiria buscar um assento no conselho.

O The Times of London também relata que os fundos

de private equity Apollo Global Management e KKR analisaram

ativos do WPP, embora as conversas não tenham

evoluído para propostas formais.

rEorganização

A cobrança sobre a holding britânica cresce em um

contexto de reorganização global do setor. A fusão entre

Omnicom e IPG, com conclusão prevista para o dia 24 de

novembro, deve criar um novo competidor. Potenciais

movimentos do Havas acontecem enquanto grupos

avaliam ajustes estratégicos diante de um cenário mais

concentrado.

Hoje, o WPP vale cerca de £3 bilhões, distante do pico

de £24 bilhões registrado em 2017. Uma eventual saída

do FTSE 100 levaria fundos que seguem o índice a vender

automaticamente as ações da companhia, ampliando a

pressão sobre os papéis. Procurado pelo jornal britânico,

o WPP afirmou que “não comenta especulações”.

Possível transação entre Havas e WPP culminaria em nova

movimentação internacional

46 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


inspiração

A inspiração mora

no caos organizado

Divulgação

A inspiração, para mim, não é um momento. É um estado. Tenho pastas

com tudo, cor, tipografia, textura, performance, acabamento, palco e som

Gustavo Michelucci

Especial para o propmark

Sempre me considerei um acumulador de referências. Tudo o que vejo, escuto ou

leio acaba virando material para algum projeto, mesmo que eu não saiba quando

ou como. Às vezes é uma imagem perdida num clipe antigo, um frame de um

anime, um detalhe de luz num show, um erro bonito na pós. Guardo tudo. E, quando

percebo, já estou conectando esses fragmentos em algo novo.

A inspiração, para mim, não é um momento. É um estado. Na Dead Pixel, costumo

começar qualquer projeto mergulhando em referências. Tenho pastas com tudo, cor, tipografia,

textura, performance, acabamento, palco e som. É um processo quase obsessivo,

mas que me permite encontrar caminhos onde antes só havia ruído, e também expandir

do óbvio para outras camadas de interpretação.

Acho que esse olhar nasceu lá atrás, quando eu fazia parte do Embolex, um coletivo

de projeção, com trabalhos desenvolvidos em todo o Brasil, e em vários outros países

do mundo. Fazíamos desde performances audiovisuais autorais, cenário para grandes

bandas e festivais, desfiles de moda até novas formas de narrativas audiovisuais, como

o conceito de cinema ao vivo - o que mais me interessou nos anos que eu estive lá -,

apresentado no Festival de Cinema do Rio, em 2007.

A gente misturava vídeo, som, performance e narrativa num formato que nunca se

repetia, era uma experiência 100% sensorial. Era uma época em que ainda não existia

YouTube como conhecemos. Cada exibição era uma nova história, às vezes linear, às vezes

completamente caótica, mas sempre viva. Esse jeito de criar, de pensar imagem como

fluxo, moldou meu olhar para sempre. Com o tempo, percebi que minha linguagem visual

vem dessa mistura: do cinema experimental dos anos 1920, do videoclipe dos anos 2000,

da cultura de internet e de um certo improviso controlado que vem do VJ set, da narrativa

subjetiva do cinema ao vivo. E foi justamente essa bagagem que levei para o palco do The

Town 2025, no show de 30 anos do CPM 22.

Ali, a projeção não era só uma tela piscando, era uma narrativa visual construída com

camadas, símbolos e memórias. Algumas referências só eu e os fãs mais antigos iríamos

reconhecer. Mas não era sobre isso. Era sobre provocar sensações. Sobre o impacto visual

que acompanha o som e amplifica a emoção.

Depois de 20 anos criando projeções para bandas, desfiles e espetáculos, a inteligência

artificial abriu uma nova janela. Pela primeira vez, pude gerar imagens e pequenas

histórias em um ritmo compatível com a velocidade da ideia. A IA não substitui o olhar,

ela potencializa o tempo, libera o criador para pensar mais e produzir melhor. E talvez

esse seja o grande aprendizado de tudo isso: a inspiração não está no que a gente vê,

mas no que a gente permite misturar. Ela vive nesse espaço entre a técnica e o instinto,

entre o digital e o humano, entre o controle e o improviso. E isso, para mim, vale desde a

publicidade até o meu trabalho artístico pessoal. No fundo, criar é isso, organizar o caos

sem nunca deixá-lo morrer.

Gustavo Michelucci, fundador e diretor do Estúdio Dead Pixel

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 47


conexão ásia

Mirela Tavares

mirela@conexaoasia.com.br

RogéRio FeRnandes de Macedo

é fundador da Associação Sunbin de Wushu e Cultura Chinesa de São Paulo

‘A arte da guerra’ como

inspiração para líderes de paz

Há quem encare as artes marciais

apenas como técnicas de autodefesa

e livros como ‘A arte da guerra’

apenas como manuais de combate

a adversários. Porém, tanto a prática

quanto o clássico milenar do

pensamento estratégico chinês revelam

não um convite ao confronto, mas um

repertório profundo sobre disciplina,

tomada de decisão e inteligência

situacional. É sobre essas competências

indispensáveis a qualquer liderança

estratégica responsável, que o sinólogo

Rogério Fernandes de Macedo,

fundador da Associação Sunbin de

Wushu e Cultura Chinesa de São Paulo,

fala na entrevista a seguir.

Divulgação

Mirela Tavares

Especial para o propmark

Você é um dos poucos sinólogos brasileiros

membro do World Sinology Center

(Centro Mundial de Sinologia), além de

ter outros certificados, como o do International

Confucian Association (ICA),

na China. Qual é a importância desses

reconhecimentos?

O Centro Mundial de Sinologia é focado em pesquisas

sobre a China. Em 2024, quando foram celebrados os 50

anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a República

Popular da China, foi fundado o Conselho Brasileiro

de Sinologia como parte do Conselho Mundial de Sinologia.

E eu fui convidado como integrante, junto de outros

professores e pesquisadores do Brasil. Já o ICA foi criado

para falar do confucionismo e todos os membros-fundadores

são parentes do próprio Confúcio. Um deles é

Kong Deli, professor da Universidade Beijing Jiaotong, na

China, onde eu estava fazendo meu doutorado sobre a

sinologia chinesa, e tive o privilégio de ser apresentado

a ele por meio do Instituto Confúcio da Unicamp.

Sua pesquisa é sobre sinologia comparada.

Isso significa estudar como os chineses

estudam a China, certo?

Minha questão veio do livro que traduzi na graduação

e depois no doutorado – tema da minha pesquisa – do

linguista chinês Wang Li, ‘A história da linguística chinesa’.

No quarto capítulo, ele fala dos sinólogos ocidentais

e da relação deles com o chinês, mas o material é feito

para ensinar os chineses sobre a história da língua. Foi

aí que percebi que ele estava explicando o que é sinologia

na China (Han Xue, estudos dos clássicos Han) e

fui pesquisar. No texto, Wang Li cita política e filosofia

como objetos de estudo da sinologia chinesa. Enquanto

a sinologia ocidental pesquisa tudo, na China, estudam

política e filosofia – o que, claro, abre outros leques. Desde

o período imperial, a própria filosofia produz política,

produz teorias que funcionam como leis; essas leis são

oficializadas e se tornam política.

E como surgiu seu interesse pela China?

Eu comecei a estudar chinês na adolescência, na própria

comunidade chinesa na década de 1990.

O interesse veio pelas artes marciais?

Na verdade, eu me interessava pelo modo como os

chineses resolviam as coisas. Eu via televisão, lia livros

sobre artes marciais, mas o modo como resolviam os

problemas é que me chamava a atenção. E só usavam

“A arte marcial serviu

como porta de entrada

para a cultura chinesa”

a arte marcial em último caso, ainda assim para se defender.

A arte marcial serviu como porta de entrada para

a cultura chinesa. Escrevi um artigo publicado na China

sobre isso. Quando a arte marcial é ensinada de maneira

consistente, ligada à cultura, dança, vestimenta e história

das armas, tudo se amplia; não fica só na luta, vira um

contexto cultural.

A arte marcial funciona como um elo cultural...

Para os brasileiros, seguramente é essa porta. Muitos

chegam querendo “praticar”, depois dizem que é “pela

saúde”, e só mais tarde percebem: “A cultura chinesa

48 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


“Não se pode ler um livro como ‘A arte da guerra’ como uma receita

de bolo, porque ele não vai funcionar igual para todos”

me atrai”. Mesmo quando se chega pela luta, existe um

contexto cultural antigo: guerras, textos militares, ‘A Arte

da Guerra’ de Sun Zi (popularmente conhecido como Sun

Tzu), o período de Guan Gong (Guan Yu, na verdade, pois

Guan Gong é a referência para Duque Guan), respeitado

nas artes marciais. Entender a história dele (período dos

Três Reinos) mostra que a justiça era primordial na arte

marcial. Saber ser justo e entender o contexto. Por que

lutar? Para quem lutar? Qual o propósito?

Você destaca muito a índole de quem luta.

Por que ela é tão importante para entender

o que é arte marcial?

A índole é algo nato. Por isso é importante observar o

comportamento do aluno: quando ele luta, como luta,

qual é o seu limite? Ele busca melhorar sua performance,

mas tem autocontrole, luta para si mesmo? É isso que se

estuda e se pratica nesse contexto. Não se trata de selecionar

quem é bom ou ruim; trata-se de fazer com que o

aluno – e isso é Confúcio – entenda a si mesmo.

Ou seja, as artes marciais estão calcadas em

uma base filosófica.

Dos valores! Valores éticos, morais, de conduta. Confúcio

falava da condição de “jun zi”, a pessoa exemplar. Isso se

estendia à realeza: se o imperador não tinha boa conduta,

o povo o tirava do poder. Existem, por exemplo, armas

marciais ligadas ao povo camponês. O povo, no tempo

antigo, não tinha acesso à cultura. Quem estudava eram

os membros da corte, do império. O povo trabalhava nos

feudos. Wang Li fala sobre isso: o feudalismo na China. O

imperador dava um pedaço de terra para o camponês trabalhar

e este pagava impostos. Quando ele tinha um filho

homem, mandava para o Exército para trabalhar, para lutar.

Kong Deli fala no livro dele que o império antigo – período

que está relacionado com a história da arte marcial,

com a história da luta – precisava ter um Exército forte e

uma agricultura forte. Esse era o modelo social. Um Exército

forte para defender o império e para anexar outros impérios

e uma agricultura forte para alimentar o Exército e

o reinado. Os camponeses ficavam com as migalhas. Quem

promoveu o ensino, a educação e a cultura foi Confúcio.

Por isso que ele é considerado até hoje o pai da educação.

Mas por que ele tinha essa preocupação

com a educação do povo, uma vez que isso

fazia parte de uma forma de controle?

Isso está nos ‘Analectos’. Um povo educado entenderia

as leis. Entendendo as leis, agiria de acordo com elas e

contribuiria para o fortalecimento imperial. As leis eram

anunciadas por emissários que chegavam no campo e

abriam a carta do imperador. Quem entendia ou não,

pouco importava, era lei. A ideia de Confúcio era que,

com estudo, o povo saberia: “essa lei é boa para nós”.

Retomando o início do seu interesse por

essa forma chinesa de “resolver as coisas”,

levou-o exatamente às artes marciais?

Quando percebi como eles resolviam os problemas,

fui atrás para aprender e encontrei as artes marciais.

Na década de 1960, elas se propagaram no Brasil, com

referências como os filmes de Bruce Lee. Os primeiros

chineses vieram ao Brasil para ensinar sobre o chá, por

volta de 1912. Anos depois, vieram comerciantes que

abriram suas lojas, mas também começaram a ensinar

artes marciais. Em 1995 ou 1996, eu já falava chinês e um

amigo que estava treinando com um mestre chinês me

perguntou se eu não queria conhecê-lo.

Ele também era comerciante?

Não, era professor mesmo, o Mestre Wei (Wei Changqing).

Inclusive esse era o diferencial: ele veio ao Brasil especificamente

para ensinar kung-fu. Primeiro veio como juiz

de campeonato, gostou do Brasil e depois voltou trazendo

a família. Inicialmente ele dava aula em uma academia

na Liberdade e treinava alguns alunos no quintal de

casa. Treinei até entrar na faculdade, quando precisei

parar um tempo. Mas já havíamos fundado o Centro de

Cultura Chinesa, que era escola de artes marciais e espaço

cultural – exposições de espadas, que o mestre Wei

adorava, porque o pai dele era mestre do estilo Sun Bin.

Falando em Sun Bin, neto do Sun Zi, qual é

a importância dele na mentalidade estratégica

chinesa?

Ambos falavam de estratégia e tática militar. Sun Zi foi

anterior: escreveu 13 capítulos de ‘A arte da guerra’, muito

focado, na minha percepção, na geografia, domínio de

território. Sun Bin destacava a parte social, a pessoa. Aí

entra o “wu de”, a ética marcial – muito forte nele. Seus

títulos, nos 36 capítulos (sem contar os perdidos), deixam

isso claro. Pesquisadores dizem que Guiguzi, mestre

de Sun Bin, escreveu 72 capítulos sobre estratégia, política,

diplomacia… E Guiguzi era taoísta...

Por que isso é importante?

Isso é fundamental. Mas antes é preciso entender o que

é Tai chi – as leis que governam a natureza, o yin e o yang

em constante troca, em busca da harmonia. Estratégias

estão totalmente ligadas ao yin e yang.

Mas isso não tem relação com aquela visão

de masculino forte e feminino fraco, certo?

Não. Isso é um equívoco comum. É mais fácil explicar

isso pelas teorias da física – polaridades. A corrente elétrica

alternada precisa das duas forças para produzir luz,

criar energia elétrica.

E como isso ajuda no pensamento estratégico?

Identificando as polaridades, entende-se o conflito e

como controlá-lo. Pense numa empresa: se houver conflito

e você for yang (força) também, só alimenta o problema.

Ser só yin (passivo) não resolve. ‘A arte da guerra’

diz: tire a lenha da fogueira. Se algo está muito yang, é

preciso “reduzir o fogo”. Isso é buscar equilíbrio.

E para isso não basta decorar as leis da ‘Arte

da guerra’...

Não. Tanto Sun Zi quanto Sun Bin diziam: alguns vão entender

muito, outros pouco, outros nada. Tem de haver

alguém explicando isso também.

Esses estrategistas viveram em uma época

de instabilidade profunda, o chamado

período dos Estados Combatentes. Poderia

comentar como essas explicações eram buscadas

por meio da filosofia?

Sim. Era a época das “Cem escolas de filosofia”. O contexto

filosófico sempre foi importante, tanto que isso era

objeto dos sinólogos na China: coletar os filósofos e seus

conteúdos. Para quê? No início era para instruir as crianças

do império. Para construir o quê? Bons ministros,

bons conselheiros..., porque as leis imperiais eram severas.

Errar uma prova imperial poderia significar a morte.

A premiação era grande: podia-se tornar conselheiro,

ministro; mas a punição por falhas também.

Retomando a questão do yin e yang, como

um estrategista atual pode olhar para colaboradores

sem reduzi-los a yin ou yang,

bons ou ruins, fortes ou fracos...?

Como Guiguzi ensinava: veja o contexto como um tabuleiro

e saiba usar as peças de acordo com a qualidade

delas. Conhecer o outro e a si mesmo é princípio para

vencer uma “guerra”. Do mais inteligente ao mais ignorante,

todos podem ser aproveitados.

Mas então quando a liderança desqualifica

ou imputa a responsabilidade para um dos

seus “guerreiros”, o erro ao final é dele por

não saber enxergar as qualidades das peças

no tabuleiro?

Sim. Sun Bin via: esse aqui é muito inteligente, esse

aqui é muito corajoso, vai para frente do campo de

batalha. Ou, a depender da situação, vai o mais medroso

mesmo, porque na hora que ele correr e tentar

voltar, vai trazer o inimigo exatamente para onde ele

será derrotado. Tudo isso são estratégias. Não se pode

ler um livro como ‘A arte da guerra’ como uma receita

de bolo, porque ele não vai funcionar igual para todos.

Por isso, é fundamental que um líder estrategista se

conheça bem e conheça suas peças, que considere as

fontes de onde beberam: a filosofia, o comportamento

pessoal, questões psicológicas, escolas diplomáticas.

‘A arte da guerra’ desconectada do professor, do

Guigozi é um grão de areia, porque só vai carregar o

contexto marcial, de ver as coisas conflituosas. É preciso

pensar de uma maneira mais ampla, mais diplomática,

tentar resolver os conflitos, buscar a paz.

Como diz o próprio Sun Zi no livro: ‘O verdadeiro

objetivo da guerra é a paz’...

Aprender para derrotar, aprender para ser poderoso,

lutar em causa própria, isso é um pensamento típico

ocidental. E arte marcial não é isso! A arte marcial, que

visa a autocontrole, disciplina, perseverança, vencer obstáculos

e vencer problemas, é outra coisa. Se eu consigo

fazer acrobacias, saltos, golpes, domino uma técnica

complicada, difícil, eu me lapidei como ser humano em

todos os sentidos: psicológico, mental, físico... É o “jun zi”,

o conceito da pessoa exemplar, a ponto de utilizar isso

para o todo, não só para si, mas para a sociedade, para o

benefício de outras pessoas.

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 49


opinião

Divulgação

Quando a marca

escolhe o palco certo

Lisandro Lopez

Acredito que nem toda parceria depende só de números

e planilhas. Apesar de vivermos na era dos

dados, continuo achando importante mesclar saberes

e ouvir a intuição.

Foi assim quando a Datagro nos apresentou há alguns

anos, na XP, a ideia de transformar o Global Agribusiness

Forum em algo muito maior: um festival que

colocasse o agro brasileiro no centro das discussões

globais do setor.

Lembro da reunião como se fosse hoje: Luiz Felipe

Nastari, diretor da Datagro, começou a apresentar os

primeiros slides e, em poucos minutos, já estava claro

para mim que aquilo não era apenas um evento. Era uma

plataforma de posicionamento.

Entendi e vi o que precisava para concluir que a parceria

de marca valia a pena: um propósito compartilhado

— o agro, no caso —, timing perfeito e o potencial de

fazermos uma execução impecável.

O projeto tinha tudo isso. O agronegócio representa

cerca de 30% do PIB brasileiro e está em plena evolução,

de setor tradicional para ecossistema completo, movido

por inovação, tecnologia, sustentabilidade e finanças.

Apoiar o GAFFFF não era apenas sobre visibilidade.

Era sobre estar presente em um dos setores que o Brasil

mais se reinventou — e continua se reinventando —, com

total protagonismo.

Nesse ponto, havia algo simbólico também: a XP é

uma marca brasileira. E o agro é o Brasil que deu certo.

Exporta produtividade, tecnologia e, cada vez mais,

inovação.

O país tem um dos agronegócios mais respeitados

do mundo, e é impossível não sentir orgulho em ver

uma empresa nascida do empreendedorismo nacional

lado a lado com um dos motores que mais fazem o país

crescer.

Entretanto, como CMO, sei que esse tipo de decisão

sempre carrega uma dose de risco. Um evento pode ser

grandioso, mas, se a marca não se conecta de forma autêntica,

a ação pode fracassar.

No caso do GAFFFF, a XP encontrou um espaço que reflete

uma de suas facetas mais importantes: a de agente

de conexão entre o campo e o mercado financeiro,

entre quem produz e quem investe.

O festival se tornou o ponto de encontro perfeito

entre propósito e performance. O resultado foi imediato

e mensurável. Só na edição deste ano, o evento reuniu

mais de 30 mil pessoas de 23 países.

Mas o que mais nos marcou foi o tipo de retorno qualitativo

que só boas decisões de marca entregam: credibilidade

e pertencimento. O agro passou a enxergar a XP

como uma parceira legítima, verdadeiramente próxima

da realidade do campo.

Para o nosso marketing, o GAFFFF se tornou um case

de sucesso. Primeiro, porque mostrou que a consistência

constrói relevância. Não se trata de aparecer, mas de estar

onde faz sentido estar, ano após ano.

Segundo, porque reforçou que experiência é o novo

awareness: mais do que anúncios, são os ambientes de

troca e conteúdo que constroem percepção de marca de

forma duradoura.

E terceiro, porque comprovou que branding e negócios

estão na mesma mesa. A partir da presença no evento,

criamos relacionamentos comerciais, ampliamos o alcance

da marca em regiões estratégicas e vimos crescer

o engajamento com produtos voltados ao setor.

O GAFFFF não é apenas uma ação de marketing. Quando

olho o Allianz Parque com milhares de pessoas discutindo

o futuro do agro, penso que a decisão que tomamos

anos atrás não foi apenas sobre branding.

Foi sobre entender que a força de uma marca está

em escolher o palco certo, na hora certa, com as pessoas

certas. E quando isso acontece, o resultado vai muito

além da visibilidade — vira valor de marca, de negócio e,

por que não, de país.

Lisandro Lopez

é CMO da XP Inc.

“O agro passou a

enxergar a XP como

uma parceira legítima,

verdadeiramente

próxima da realidade

do campo”

50 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


opinião

Divulgação

Investimento

mais bem aplicado

Pedro Martins Silva

Se contar com um ambiente de negócios transparente

no mercado publicitário e exercer as melhores

práticas na compra de mídia são importantes

no seu dia a dia, leia esse texto até o final. Você não

vai se arrepender. Além disso, caso seja gestor de marketing,

a reflexão compartilhada pode ser ainda mais

profunda. Afinal, sua marca tem posição responsável

ao controlar se os recursos publicitários estão sendo

bem direcionados? Faço questão de alinhar expectativas

sobre este artigo desde o início. Como vai perceber

até o final do texto, isso é mais do que importante para

definir rumos quando algo não sai como o previsto.

O foco aqui é o monitoramento das campanhas contratadas

seja em display, mídia out of home (OOH) ou

streaming, abrangendo a efetiva comprovação da entrega

e os desdobramentos do acordo comercial feito entre

as partes envolvidas. Antes de tudo, quando falamos em

prova de entrega, é preciso que isso venha de uma parte

independente, para efeito de transparência nas informações.

Sempre que temos uma evolução consistente em

um meio que ganha presença mais intensa de grandes

anunciantes e, consequentemente, maior participação

no share do bolo publicitário, temos aumento na demanda

por indicadores confiáveis. Esse movimento vem

ganhando tração tanto na mídia display quanto no OOH e

streaming, que apresentaram crescimento robusto nos

últimos anos.

Porém, o avanço dos meios digitais é acompanhado,

na mesma medida, pelo aumento nos riscos de fraude,

entrega para audiência inadequada ou de exposição

para um consumo não humano. No OOH, também há

problemas de entrega por uma série de fatores. Nesse

sentido, tão importante quanto saber a audiência de um

meio é ter certeza de que as entregas contratadas para

determinada campanha foram devidamente executadas

para assegurar mais efetividade no uso dos investimentos.

Em uma analogia simplificada, é algo que acontece

em qualquer empresa de outro segmento. Quando ela

faz uma compra e o produto chega, alguém vai e confere

se a entrega está de acordo com as especificações da

compra. Se estiver como a empresa queria, o pagamento

é confirmado e o negócio é concluído.

No mercado publicitário, precisa haver um mecanismo

similar, porém, a complexidade é diferente. Quando

uma campanha é planejada e a mídia é comprada, deve

existir um plano para ter a segurança de que a veiculação

foi feita de acordo com o que era desejado. Se por

qualquer motivo isso não aconteceu, é preciso recorrer

às cláusulas previstas no acordo realizado para resolver

as diferenças entre o contratado e o recebido. A vivência

que tenho à frente do IVC mostra que não conformidades

são mais comuns do que se imagina. Dentro do

OOH, por exemplo, uma pesquisa nossa com campanhas

auditadas no ano passado mostra que cerca de 10% das

entregas contratadas não são concretizadas. Já na web,

há estimativas de que entre 10% e 25% de toda compra

publicitária não é efetivamente entregue de acordo com

a especificação.

Isso torna a verificação independente imprescindível.

A auditoria de campanhas, por exemplo, pode trazer três

benefícios diretos a partir do seu fluxo. O primeiro é o

acordo prévio existente entre veículo auditado com a

agência e anunciante que estão comprando mídia. Todas

as partes reconhecem o órgão auditor. Além disso,

qualquer ponto de dúvida sobre não conformidade é

dirimido previamente com o publisher, que chancela o

resultado da auditoria. Esse benefício primário incide

diretamente no segundo aspecto positivo, que é simplificar

as relações comerciais entre as partes. Sempre

que as partes estão pré-acordadas, a compensação de

diferenças entre o contratado e o recebido acontece

mais facilmente. Essa é a força mais do que tangível do

alinhamento ao qual me referi no começo do texto.

Contar com uma boa auditoria de campanhas traz,

ainda, uma terceira vantagem bastante importante, que

reside na possibilidade de acompanhamento diário. Isso

permite tomar decisões rápidas e, em caso de lançamentos,

por exemplo, traz condições ideais para ter um

detalhamento mais forte da performance no começo

da veiculação, momento mais crítico ao apresentar um

novo produto aos consumidores. No fim do dia, o mercado

deseja negócios com maior transparência para investimentos

mais eficientes. Dessa forma, o checking de

campanhas em display, streaming ou OOH se torna mais

determinante. Os processos em torno dessa verificação

ficaram mais complexos e tecnológicos. Porém, se estiverem

previamente alinhados, compradores e vendedores

saem ganhando com possibilidade de ações mais

rápidas, melhor execução e, quando necessário, medidas

corretivas simplificadas.

Pedro Martins Silva

é presidente do Instituto

Verificador de Comunicação (IVC)

“Sempre que temos uma

evolução consistente em

um meio, temos aumento

na demanda por

indicadores confiáveis”

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 51


click do alê

Alê Oliveira

aleoliveira@propmark.com.br

Fotos: Alê Oliveira

Líderes de importantes agências do país receberam mais de cem jovens criativos

Rogério Chaves (Africa Creative)

Laura Esteves (LePub) e Thiago Lins (DPZ)

Mellina Fontoura (GUT)

Angerson Vieira (Africa Creative)

Luís Figueiredo (Publicis)

Lucas Menegotto (Africa Creative)

52 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


Rick Garcia (Africa Creative)

Paula Zebrak (DPZ)

Francis Alan (AlmapBBDO)

Bruno Anibal (Africa Creative)

Fabio Natan (David)

Rafa Freire (Africa Creative)

Marcelo Ribeiro (BETC Havas)

Pedro Rosa (Artplan)

Ana Alvarenga (Artplan)

Africa Creative sedia Portfolio Night 2025

A agência Africa, liderada por Sergio Gordilho e Márcio

Santoro, recebeu pelo terceiro ano consecutivo e quarta

vez em sua história o Portfolio Night no Brasil. A 14ª

edição brasileira do evento global promovido pela The

One Club for Creativity foi realizada no último dia 17, na

sede da agência, em São Paulo. A iniciativa promoveu o

networking de mais de cem jovens criativos com líderes

de importantes agências do país, como Africa Creative,

BETC Havas, GUT, AlmapBBDO, David, Artplan, Talent, DPZ,

Le Pub e Publicis, entre outras.

Portfolio Night 2025 na sede da Africa Creative

Carla Guimarães, VP de pessoas e comunicação da Africa Creative, anfitriã da noite da criatividade

jornal propmark - 24 de novembro de 2025 53


última página

Divulgação

Flavio Waiteman

é sócio e CCO da Tech&Soul

flavio.waiteman@techandsoul.com.br

Big Crunch

Flavio Waiteman

O

telescópio James Webb, no macro; e o Laboratório

Cern, na estrutura atômica, testam as teorias do

aparecimento e expansão do universo. A mais famosa

e ainda válida é o Big Bang, a grande explosão. Nesse

cenário as galáxias se engolem enquanto avançam,

rompendo o tecido do universo a velocidades altíssimas

e desafiando aquela que pode ser a única realidade até

mesmo aceita pelos negacionistas: a lei da gravidade.

Seja na ciência ou nos negócios, todo plano incrível

de crescimento e expansão acaba enfrentando essa lei

incômoda. Os teóricos apontam que, depois de muito expandir,

o universo sofrerá o Big Crunch, o grande colapso,

que pode acontecer quando a gravidade for mais forte

do que a energia que impulsiona. A esse fenômeno se

dá o nome de Big Crunch, ou o encolhimento rápido e

violento do universo, até que ele volte a ter densidade

e temperatura extremamente altas, semelhantes à singularidade

inicial.

Quando isso ocorrer, um observador vai olhar para

o céu estrelado todos os dias e ver o céu se apagando

ponto a ponto até chegar a hora de o nosso sol se colapsar.

É ciência. Essa coisa de expandir em tudo e produzir

rapidamente em grande escala qualquer coisa, ainda

vai nos colocar em apuros. Existem lugares, disciplinas

e segmentos que não deveriam crescer tanto assim. Ou

permanecer independentes, sem aglutinação. O universo

da publicidade é um deles.

A natureza do universo publicitário é navegar sobre

a expansão dos seus clientes. É uma engrenagem, não

o negócio em si. Criatividade e estratégia são atividades

comerciais baseadas em artes, insights e instinto com o

auxílio luxuoso dos dados. A “escala” do nosso negócio

precisa ser limitada, pois nossa profissão é muito técnica,

mas envolve coisas intangíveis, como alma.

Quem precisa ter escala são nossos clientes. A

nós basta sermos muito bem remunerados. Quando

a criatividade vira finanças, lembra preço, preço lembra

precarização, que lembra volume, que nos traz à

mente a pressa que é o fim da coisa boa. Muitas marcas

de agências têm sucumbido a esse raciocínio. A

tecnologia retirou muito da fricção do nosso negócio.

Melhorou muito a vida como ferramenta. Eu uso intensamente

a IA desde 2022, porém a comunicação

que faz a diferença ainda é feita por gente. E gente

tem tempo limitado.

Então, o que é melhor custa mais. O Brasil é o único

país no mundo que tem o benefício de possuir um modelo

que permite um pouco de ganho de escala. A mídia

e a criatividade estão juntas. Um sonho para os donos de

agências independentes dos Estados Unidos e Europa,

por exemplo. Com isso é possível pagar salários melhores

e atrair mais talentos. Mas na essência a criatividade

é um trabalho para alfaiates, ou chefes de cozinha, ou

publicitários.

E daí é química de gente em meio a processos. Os

processos podem ser os melhores, as ferramentas idem,

mas a diferença sempre será a pessoa. A interlocução.

Ao ver grandes grupos de comunicação se juntando

a grandes grupos e ampliando suas capacidades a partir

da lógica financeira, vejo que eles se parecem mais com

bancos do que grupos de comunicação. Bem diferente

de grupos independentes de comunicação que se organizam

em parcerias e sinergias para competir.

Parece-me que o mercado ainda está no processo do

Big Bang, estendendo ao máximo os limites do crescer.

Porém, a melhor ideia de uma agência de publicidade

não pode ser a economia de seus processos e a preocupação

com as ações na Bolsa. A gravidade uma hora

chega e é uma lei implacável que vale para todos.

“A natureza

do universo

publicitário é

navegar sobre

a expansão dos

seus clientes”

54 24 de novembro de 2025 - jornal propmark


Caras sempre foi uma

referência. Agora,

mais do que nunca.

Referência, a nova gráfica de Caras, garantia de boa

impressão pra quem anuncia e pra quem lê.

EDIÇÃO 1671 - ANO 32 - N o 47 - 21/11/2025

www.caras.com.br

01671

9770104 396002

R$ 35,00 - 21/11/2025

FESTA DO AMOR

TELETON 2025 REÚNE

IRMÃS ABRAVANEL

Em sua 28ª edição, a campanha solidária em prol da AACD

bate recorde de arrecadação, que chega a R$ 37,2 milhões,

e mostra a força da união das herdeiras de Silvio Santos

,ff

LUIZA ROSA, DE TRÊS GRAÇAS:

“EU TINHA MEDO DA REJEIÇÃO”

CASSIO SCAPIN: FINITUDE, SEXUALIDADE E LIBERDADE

F1 MOBILIZA AMANTES DO AUTOMOBILISMO EM SP

A VIAGEM TRANSFORMADORA DA

ESTRELA FABIANA KARLA À ÍNDIA

CAPA.indd 1

11/13/25 5:20 PM

referencia-ge.com.br


O ÚLTIMO CASE

DE SUCESSO DA DPZ

É A PRÓPRIA DPZ.

FECHAMOS O ANO

COM DUAS CHAVES

DE OURO:

A DPZ, AGÊNCIA DO ANO,

E BENJAMIN YUNG, LIDERANÇA

DE AGÊNCIA DO ANO NO PRÊMIO

MELHORES DO PROPMARK 2025.

De virada é mais gostoso.

E, mais que superar outras agências,

a DPZ se superou. Como vem fazendo

desde 1968, se reinventou de novo

para mudar o jogo. Reencontrar

o legado por trás das 3 letras icônicas

foi um trabalho de time,

com muito esforço, muitas ideias

e muitos resultados para os clientes.

Uma reconstrução que nos enche

de orgulho, como esse prêmio.

Porque, quando o trabalho é coletivo,

o reconhecimento também é.

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!