10.12.2025 Visualizações

Industrial_280Dupla OPS

20,22,24,26,28,30,32,34,38,40,42,44,46,48,52,53,54,55,56,57,60,61,62,78,79,82,83,84,87,88,91,92,94,98

20,22,24,26,28,30,32,34,38,40,42,44,46,48,52,53,54,55,56,57,60,61,62,78,79,82,83,84,87,88,91,92,94,98

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ENTREVISTA: Patrick Afornali, premiado no Salão Design, destaca importância das madeiras alternativas

A ATUAÇÃO DA ABIMCI

FRENTE AOS DESAFIOS

DE 2025

EM UM ANO DE BARREIRAS COMERCIAIS, TAXAÇÕES E

REGULAÇÕES, A ABIMCI CONDUZIU AÇÕES TÉCNICAS E

INSTITUCIONAIS PARA APOIAR A INDÚSTRIA MADEIREIRA

ABIMCI’S RESPONSE TO

THE CHALLENGES OF 2025

IN A YEAR MARKED BY TRADE BARRIERS, TAXES, AND

REGULATIONS, ABIMCI TAKES TECHNICAL AND INSTITUTIONAL

ACTIONS TO SUPPORT THE TIMBER INDUSTRY

9 772359 465120 0 0 2 8 0




1977

2013

2025

2026

2027

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da nossa história.

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Avançamos

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50 anos

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século de parceria

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Cada ano reforça o que

sempre nos guiou:

confiança e continuidade.

A cada ano, reforçamos nosso

compromisso de construir um mundo

melhor. 2025 foi mais um capítulo

importante dessa trajetória, e queremos

agradecer pela parceria, confiança e

presença constante. Seguimos

perseverando, evoluindo e entregando

tecnologia nacional com a mesma

dedicação e entusiasmo que nos move há

quase 50 anos. Estaremos sempre aqui,

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IVIDADE

SUMÁRIO

INDUSTRIAL

2025

50

58

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ESCOLHA OSMOSE K33C (CCA): DURABILIDADE, RESISTÊNCIA E

SEGURANÇA.

80

64

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

MADEIRA

SUMÁRIO

ABB Wood Brazil 45

Abimci 49

Acimderj 73

Aimex 63

Arte Diamante 100

Bruno 15

Contraco 33

DRV Ferramentas 29

EHW do Brasil 19

ForMóbile 47

Franzoi Ferramentas 08

Impacto Máquinas 99

Indumec 41

J de Souza 95

Lignum Latin America 2026 77

Máquinas Águia 35

Máquinas Aliança 93

Mendes Máquinas 02

Microtec 13

Mill Indústrias 27

Minimax 25

Mion & Mosole 21

Miruna 83

Montana Química 11

MSM Química 31

Omil 43

Pika Retech 23

Pika Retech 39

Plantag do Brasil 89

Referência Compostagem 75

Rotteng 04

SVJD Robotics 06

Timbermaq 17

Top Solid 85

Vantec 37

12 Editorial

14 Cartas

16 Bastidores

18 Notas

34 Aplicação

36 Frases

38 Entrevista

50 Informe Publicitário

58 Marcenaria

62 Tendência

64 Prêmio REFERÊNCIA

78 Química na Madeira

80 Capacitação

86 Tratamento

90 Artigo

96 Agenda

98 Espaço Aberto

• Maior durabilidade;

• Alta fixação;

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• Possui alto poder de fixação e protege a

madeira dos ataques de organismos xilófagos.

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REDES SOCIAS

10 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



EDITORIAL

ANO

DESAFIADOR

C

om dumping na UE (União Europeia) e taxação

de 50% nos EUA (Estados Unidos da América),

o setor madeireiro teve um ano mais que desafiador

em 2025. A reportagem de capa desta

última edição do ano da Revista REFERÊNCIA

MADEIRA INDUSTRIAL destaca as ações da Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente)

na defesa do setor e as negociações em diferentes

esferas para evitar maiores danos ao segmento. Nas

outras editorias mostramos os avanços que vêm ocorrendo

e os ganhadores do Prêmio REFERÊNCIA Melhores do Ano

2025. Na editoria Entrevista, conversamos com o designer

paranaense, vencedor do prêmio Salão Design, na categoria

Madeiras Alternativas, Patrick Afornali que enaltece a

importância de se conhecer outras madeiras para produção

industrial. A evolução das serrarias e de produtos para conservação

da madeira são temas de reportagens especiais

da edição. Desejamos um ano novo de prosperidade e com

ótimas notícias. Adeus ano velho!

IT HAS BEEN A

CHALLENGING YEAR

W

ith dumping charges in the EU and a 50%

tariff in the US, the Forest Product Sector

faced significant challenges in 2025. This

latest issue of REFERÊNCIA Madeira Industrial

features a cover story highlighting

the actions taken by the Brazilian Association of the Mechanically

Processed Wood Industry (Abimci) to defend the

Sector, as well as its negotiations in different spheres to prevent

further damage to the segment. Other articles showcase

advances and the winners of the REFERÊNCIA Best of

the Year 2025 Award. In the Interview Section, we speak with

Patrick Afornali, a Paraná-based designer and winner of the

Salão Design award in the Alternative Woods category. He

emphasizes the importance of learning about other woods

for industrial production. This issue features special reports

on the evolution of sawmills and wood preservation products.

We wish you a prosperous new year with great news.

Goodbye to the old year!

12 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

NA CAPA

NA CAPA DESTA EDIÇÃO

DESTACAMOS O TRABALHO

REALIZADO PELA ABIMCI

NA DEFESA DO SETOR

MADEIREIRO

EXPEDIENTE

ANO XXVII - EDIÇÃO 280 - DEZEMBRO 2025

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

ASSINATURAS

0800 600 2038

Periodicidade Advertising

GARANTIDA GARANTEED

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVII • Nº280 • Dezembro 2025

ENTREVISTA: Patrick Afornali, premiado no Salão Design, destaca importância das madeiras alternativas

A ATUAÇÃO DA ABIMCI

FRENTE AOS DESAFIOS

DE 2025

EM UM ANO DE BARREIRAS COMERCIAIS, TAXAÇÕES E

REGULAÇÕES, A ABIMCI CONDUZIU AÇÕES TÉCNICAS E

INSTITUCIONAIS PARA APOIAR A INDÚSTRIA MADEIREIRA

ABIMCI’S RESPONSE TO

THE CHALLENGES OF 2025

IN A YEAR MARKED BY TRADE BARRIERS, TAXES, AND

REGULATIONS, ABIMCI TAKES TECHNICAL AND INSTITUTIONAL

ACTIONS TO SUPPORT THE TIMBER INDUSTRY

Redação / Writing

Gisele Rossi

jornalismo@revistareferencia.com.br

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Aime Cristine Lima

Letícia Stefanello

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

José A. Ferreira

(41) 99203-2091

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.

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THE TIMBER INDUSTRY DELIVERS A

ENTREVISTA: contador Laudelino Jochem, aborda o início da transição no sistema tributário em 2026

CARTAS

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 279 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE NOVEMBRO DE 2025

PRINCIPAL

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVII • Nº279 • Novembro 2025

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PRODUTOS

Por Janete Marcondes –

Irati (PR)

Por Jorge de Melo –

Aquidauana (MS)

As serrarias hoje em dia estão cada vez mais

automatizadas. Muito interessante a estrutura da

Águia montada no Pará.

Lindas as tábuas com

resíduos de madeira da

Amazônia. Valoriza a

cultura nacional.

Foto: Emanoel Caldeira

Foto: divulgação

Foto: divulgação

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ENTREVISTA

INICIATIVA

Por Marcelo Gouveia –

Eunápolis (BA)

Importante a iniciativa de se criar uma

metodologia de certificação para madeira

engenheirada no Brasil. Dá mais segurança

para o mercado.

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

14 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

CURTA NOSSAS PÁGINAS

E INSCREVA-SE NO NOSSO

CANAL NO YOUTUBE

Por Rodolfo Santa Rosa –

Guarulhos (SP)

O entrevistado Laudelino

Jochem foi didático.

Vamos ver como vai

funcionar na prática a

reforma tributária.

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

Referência Madeira Industrial

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BASTIDORES

VISITA

EM VISITA NA EMPRESA BENECKE NA CIDADE DE TIMBÓ (SC), A

EQUIPE DA REFERÊNCIA INDUSTRIAL REPRESENTADA POR GERSON

PENKAL E FÁBIO MACHADO, FORAM MUITO BEM RECEBIDOS PELOS

DIRETORES KURT BENECKE E KURT BENECKE JR.

Foto: divulgação

PARCERIA

A CONFIANÇA APROXIMA MAIS UM ANO DE PARCERIA ENTRE A

MENDES MÁQUINAS E A REFERÊNCIA INDUSTRIAL PARA 2026. O

NOSSO DIRETOR FÁBIO MACHADO E O NOSSO COMERCIAL GERSON

PENKAL, ESTIVERAM EM CURITIBANOS (SC) JUNTO COM OS DIRETORES

DA MENDES MÁQUINAS, DÉBORA FABRIS E RODRIGO MENDES PARA

REAFIRMAR A CONTINUIDADE DA PARCERIA.

Foto: divulgação

ALTA

PRESERVAÇÃO EM ALTA

Reconhecida pelo desenvolvimento

sustentável, a Klabin

preserva uma área de vegetação

nativa em seu patrimônio

ambiental quatro vezes

maior do que o território

de Curitiba (PR). Enquanto

a companhia mantém mais

de 1.500 km² (quilômetros

quadrados), a área territorial

da capital paranaense tem

cerca de 432 km². A informação

foi divulgada no Resumo

Público 2025 das operações

florestais da Klabin no Paraná

e São Paulo. Dentro do escopo

de certificação da Klabin,

a empresa possuí 379 mil ha

(hectares) em 57 municípios.

BAIXA

DEMANDA EM QUEDA

O índice de expectativa de

demanda por produtos industriais

recuou 1,2 ponto,

em novembro, passando de

52,5 pontos para 51,3 pontos.

Trata-se do pior resultado

para o mês desde 2016,

conforme revela a Sondagem

Industrial divulgada pela CNI

(Confederação Nacional da

Indústria). Os índices de expectativa

de número de empregados

e de quantidade

exportada também pioraram

em novembro, o que mostra

a percepção dos empresários

de queda na quantidade de

postos de trabalho e exportações.

16 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



NOTAS

PODCAST REFERÊNCIA

O mês de novembro trouxe debates estratégicos ao

Podcast REFERÊNCIA, abordando desde a inteligência de

mercado e desafios do suprimento florestal até a evolução

e normatização da indústria de pallets. O primeiro convidado

foi Jefferson Mendes (foto de cima), engenheiro florestal

e diretor da BM2C Consultoria em Gestão e Negócios,

empresa focada em inteligência estratégica e alianças

globais. O segundo convidado foi Marcelo Canozo (foto de

baixo), diretor comercial e sócio-fundador da Fort Paletes,

indústria que atua com foco em madeira reflorestada, automação

e gestão de embalagens. Os episódios contaram

com o apoio da Porto Sul COMEX e da Rotteng.

Jefferson Mendes revisitou sua vasta trajetória no

setor, passando pela fundação da Silviconsult e sua atuação

na Pöyry, até a criação da BM2C em 2017. Ele destacou

a mudança no perfil da consultoria moderna, que deixou

de apenas vender dados para oferecer inteligência de

mercado, atuando através da Global Consulting Alliance.

Jefferson também fez um alerta contundente sobre o cenário

atual das florestas plantadas e a demanda industrial.

“O grande desafio hoje é o suprimento de madeira. Há um

risco grande de déficit nas indústrias. Abomino o termo

‘apagão florestal’, pois apagão é quando se fica no escuro,

mas o suprimento vai virar uma barreira. Novos projetos

industriais vão ser complicados sem essa garantia”, analisou

Jefferson, enfatizando a necessidade de planejamento

estratégico frente às mudanças climáticas e à competição

por terras.

Marcelo Canozo, natural de Catanduva (SP), narrou

a transição da tradição familiar da antiga Canoso Madeira,

que trabalhava com nativas, para a fundação da Fort Paletes

em 1998, em Itararé (SP), já com foco total em pinus

e eucalipto. Ao longo do podcast, Marcelo detalhou a

modernização da empresa, que hoje conta com quase 200

colaboradores e certificações internacionais, e abordou sua

atuação na GE (Gestão Eficiente de Embalagens). O ponto

central da conversa foi a urgência da normatização do

setor de pallets no Brasil, visando qualidade e rastreabilidade.

“O benefício é muito mais para o consumidor. Hoje,

se acontecer de quebrar um pallet, você não consegue rastrear

o responsável. Então, eu acho que esse benefício da

normatização é imensurável, principalmente na questão de

segurança em grandes armazenagens”, concluiu Marcelo.

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Os episódios completos o Leitor pode conferir no

canal do youtube da Revista REFERÊNCIA:

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NOTAS

EXPORTAÇÕES DE MADEIRA DO PARÁ

CRESCEM

O setor madeireiro paraense registrou em setembro o melhor desempenho mensal de exportações

em 2025, movimentando US$ 28,9 milhões e embarcando mais de 25 mil toneladas de

produtos e subprodutos de madeira. Os dados foram divulgados pela Aimex (Associação das Indústrias

Exportadoras de Madeira do Estado do Pará), com base no sistema Comex Stat, do MDIC

(Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços). No comparativo com agosto, o aumento foi

expressivo: alta de 97,69% em valor e 43,52% em volume. O preço médio da tonelada exportada

ficou em US$ 1.125,44, o maior do ano. No acumulado de janeiro a setembro, o Pará exportou US$

163,9 milhões e 203,6 mil toneladas, crescimento de 0,43% em valor e 7,43% em quantidade na

comparação com o mesmo período de 2024. Entre os produtos mais comercializados estão madeira

perfilada (pisos, decks, tacos e frisos) e madeira serrada, que juntas responderam por 82% das

exportações do estado no período. O desempenho colocou o Pará como quarto maior exportador

de madeira do país, atrás apenas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Os EUA (Estados

Unidos da América) seguem como o principal destino das exportações paraenses, com US$ 67 milhões

e 26,6 mil toneladas embarcadas entre janeiro e setembro.

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NOTAS

MARINGÁ INOVA

COM LEI DE CONSTRUÇÃO

CARBONO NEGATIVA

A cidade de Maringá (PR) sediou uma audiência pública

para discutir um projeto de lei que prevê benefícios urbanísticos

para edifícios multifamiliares verticais que adotarem

técnicas construtivas sustentáveis, como o uso da

madeira engenheirada. A proposta busca reduzir o impacto

ambiental da construção civil e posiciona o município

como referência em inovação e sustentabilidade. O projeto

prevê incentivos urbanísticos, como pavimentos adicionais

sem outorga onerosa, para empreendimentos que

utilizarem materiais sustentáveis. A madeira engenheirada

substitui o concreto e o aço, permitindo construções mais

rápidas, seguras e de menor impacto ambiental. Além do

debate legislativo, a prefeitura de Maringá está implementando

uma política de carbono neutro em obras públicas,

em parceria com a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da

Construção) e a Fiep (Federação das Indústrias do Estado

do Paraná). O primeiro empreendimento será a nova sede

do Corpo de Bombeiros, com 2 mil m 2 (metros quadrados),

que será construída com madeira engenheirada.

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22 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



NOTAS

CONEXÃO

NORTE E NORDESTE

Evento organizado pelo Sebrae Mato Grosso e promovido pelo FNBF (Fórum Nacional das Atividades

Florestais) e o Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato

Grosso) reuniu 49 empresas com atuação em diferentes regiões do país e mais de 20 empresários e

industriais mato-grossenses no auditório da Fieb (Federação das Indústrias do Estado da Bahia). Foi a

segunda Rodada de Negócios da Madeira, que abriu a programação da quinta edição do Madeira Sustentável

– O Futuro do Mercado, desta vez em Salvador (BA). Para o presidente do Cipem, Ednei Blasius,

a construção de resultados depende da soma de esforços. “Eventos como este só acontecem porque

muitas mãos trabalham na mesma direção. Quando as indústrias e empresários atuam juntos, fortalecem

o setor e ampliam o alcance da madeira nativa de Mato Grosso. Esse é o nosso objetivo”. O evento

agradou também os possíveis compradores, como Andrea Machado, proprietária da We Do Revestimentos

Sustentáveis, que avaliou positivamente o evento e vê de forma muito positiva a aproximação com

fornecedores de Mato Grosso. “A madeira representa 70% dos nossos produtos. Eventos assim aproximam,

geram confiança e ajudam o mercado a valorizar matéria-prima de manejo florestal, com rastreabilidade

e sustentabilidade”, defendeu.

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-15° a +55°C

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Potência da hélice: 12,5 kW

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24 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



NOTAS

NA COP 30,

INDÚSTRIA REFORÇA PAPEL DA RASTREABILIDADE

A Jornada COP+, movimento multissetorial liderado pela Fiepa (Federação das Indústrias do Estado do Pará) durante

a COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), promoveu painel sobre como a rastreabilidade

pode ser uma ferramenta estratégica para garantir transparência, responsabilidade e sustentabilidade nas

cadeias produtivas da Amazônia. O painel foi moderado por Deryck Martins, coordenador técnico da Jornada COP+

e presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da Fiepa. Deryck ressaltou que a rastreabilidade é fundamental

para a transparência em toda a cadeia. “Ela representa integridade das informações. É ela que vai garantir que o

produto que você está adquirindo não venha de uma atividade degradante, desmatamento, ilegalidade ou qualquer

tipo de contaminação”, afirmou. O diretor florestal do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola)

Leonardo Sobral, destacou que a história do setor florestal se cruza com a certificação florestal para a madeira. “Temos

dois órgãos internacionais que fazem a certificação aqui no Brasil e a rastreabilidade é um requisito. Então ao longo

dos últimos anos o setor florestal madeireiro aqui no Pará teve um avanço muito grande em relação à rastreabilidade”.

De acordo com o diretor, metade da produção da madeira da Amazônia está no Pará, mas um dos desafios é implementação

de políticas de rastreabilidade para o setor.

Fotos: divulgação FIEPA

26 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



NOTAS

SEGURO PARA

FLORESTAS

E CRÉDITOS DE

CARBONO

Boas

Festas!

A seguradora Mapfre anunciou, durante a

sua participação na COP30, realizada em

Belém (PA), um novo modelo de seguro

ambiental, criado para proteger projetos

florestais e garantir a estabilidade de programas

de créditos de carbono no Brasil.

A nova solução, inédita no mercado de

seguros, protege áreas de restauração e

reflorestamento contra incêndios, assegurando

a recomposição da vegetação

nativa e a manutenção da capacidade de

sequestro de carbono pelas árvores, um

instrumento considerado estratégico para

dar confiança ao avanço da bioeconomia e

do mercado de carbono no país. Batizada

de Biosseguro, a novidade foi idealizada

pelo programa interno de inovação da

seguradora no Brasil, que conecta equipes

técnicas, especialistas ambientais e executivos

de negócios. O principal diferencial

do produto é o foco no valor ambiental da

floresta, e não no potencial de exploração

econômica da madeira, como ocorre no

seguro florestal tradicional, garantindo que

projetos de restauração sem finalidade

comercial possam se reerguer após eventos

extremos e manter sua capacidade de

gerar créditos de carbono. A cobertura

inclui, desde custos de replantio, até a

recuperação da função ecológica da área,

com atenção aos critérios técnicos e legais

ligados à certificação de créditos.

Foto: divulgação

28 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



NOTAS

SETOR DE BASE FLORESTAL

MARCA PRESENÇA

NA EXPOIND

O setor de base florestal de Mato Grosso participou da

primeira feira multissetorial, a Expoind, evento organizado

pela Fiemt (Federação das Indústrias do Estado de

Mato Grosso), que aconteceu em novembro, em Cuiabá

(MT). A participação do setor foi uma ação conjunta do

Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras

de Madeira de Mato Grosso) e do FNBF (Fórum Nacional

das Atividades de Base Florestal), em parceria com os sindicatos,

do presidente do Sindusmad/MT (Sindicato das

Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso),

Felipe Antoniolli (foto lado à esq.), que representam

as indústrias madeireiras das diferentes regiões do estado.

O estande reuniu informações técnicas, produtos de madeira

nativa resultantes do manejo florestal, dados sobre

o potencial econômico do setor e conteúdos que reforçaram

o papel da atividade na manutenção da floresta em

pé. Atualmente, mais de 90% da madeira produzida legalmente

em Mato Grosso é proveniente de áreas submetidas

ao manejo autorizado, com planos aprovados, monitoramento

e rastreabilidade. O governador do Estado,

Mauro Mendes, foi recebido pelo presidente do Cipem no

estande, Ednei Blasius (foto abaixo à dir.), acompanhado

de associados e representantes dos sindicatos das indústrias

de base florestal.

AVALIAÇÃO 10

CUPIM SUBTERRÂNEO

NORMA ASTM D:3345-74 (1999)

• Líder no tratamento inseticida de painéis de

madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e

outros) por adição à cola e tratamento

superficial;

• Indicadores: EC 257-842-9 /

CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;

• Compatível com resinas de última geração;

• Formulado líquido de emulsão concentrada a

base d’água, não contendo Hidrocarbonetos

aromáticos;

• Fácil diluição em água, para tratamentos por

imersão de madeiras serradas.

30 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

Fotos: divulgação Expoind

CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e

tratamento superficial, posteriormente estes painéis foram submetidos ao ataque de

CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999) (Stabd Test Method

for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to

Termites obtendo resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o

ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo assim, a Norma de Preservação de

Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).

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NOTAS

CAPACITAÇÃO

DE MÃO DE OBRA

O Sindusmad (Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso)

concluiu em novembro mais uma etapa de capacitação profissional para 21 colaboradores

das indústrias madeireiras no curso de Operador de Pá Carregadeira. As aulas teóricas foram

realizadas em Sinop (MT), na sede do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial),

enquanto as práticas ocorreram na madeireira IM Lopes Laminados, em Santa Carmem (MT).

Foi a segunda turma formada neste curso, o que representa um marco para a qualificação

de trabalhadores, abrangendo desde profissionais experientes e iniciantes no manuseio do

maquinário. O instrutor do curso, Rafael Barroso dos Santos, destacou como conduziu a turma

e o equilíbrio entre teoria e prática. “O curso foi bem dinâmico e conseguimos chegar

no nosso objetivo, que é a conscientização e o controle emocional”, afirmou. O diretor Gilberto

Luiz Atoatti, que representou o presidente do Sindusmad, Felipe Antoniolli, reforçou o

impacto positivo do curso para a região. “É muito importante por estar aprimorando os funcionários

das madeireiras da região. Para a diretoria do Sindusmad é gratificante entregar os

certificados para esses profissionais que concluíram o curso. Já eram operadores, mas hoje

são qualificados pelo Senai”, destacou.

Fotos: Assessoria Sindusmad

32 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



APLICAÇÃO

ARQUITETURA

SUSTENTÁVEL

São José dos Pinhais

A mostra: Extremos - Arquiteturas para

um Mundo Quente; realizada durante

a XIV Bienal Internacional de Arquitetura

de São Paulo (SP) contou com um

protótipo do Módulo Tecnoíndia. Inspirado

nas casas indígenas brasileiras,

o protótipo modular de madeira foi

desenvolvido pelo arquiteto e professor

da UFMT (Universidade Federal do

Mato Grosso), José Afonso Portocarrero,

com apoio do Cipem (Centro das

Indústrias Produtoras e Exportadoras

de Madeira do Estado de Mato Grosso).

O projeto foi exposto no Pavilhão

da Oca, no Parque Ibirapuera.

Foto: divulgação IABsp/ André Scarpa

AUTOMAÇÃO ROBUSTA,

PRODUÇÃO CERTEIRA

TRADIÇÃO QUE GERA CONFIANÇA

Foto: divulgação IABsp/ André Scarpa

MADEIRA

PARA HABITAÇÃO

34 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

A estrutura, com 4m (metros) de altura e 6m de

largura, combina saberes tradicionais e técnicas

construtivas modernas, oferecendo soluções

adaptadas ao clima tropical e às demandas urbanas.

O Módulo Tecnoíndia surgiu a partir de mais

de 41 anos de estudo sobre habitações indígenas,

explorando a sabedoria ancestral e a funcionalidade

dessas construções. “O projeto reconhece

o valor das casas indígenas, que têm uma

tecnologia própria, onde parede e cobertura são

uma única estrutura. Elas funcionam como farmácia,

quarto e cozinha ao mesmo tempo, reunindo

antropologia, história e arquitetura”, afirma José

Afonso Portocarrero, responsável pelo projeto.

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FRASES

“O MUNDO MOVIMENTA CERCA DE US$ 300 BILHÕES EM

PRODUTOS COMPATÍVEIS COM A FLORESTA. O BRASIL, QUE TEM A

MAIOR FLORESTA TROPICAL DO PLANETA, PARTICIPA COM APENAS

1% DESSE TOTAL. ISSO MOSTRA O TAMANHO DA OPORTUNIDADE

QUE TEMOS”

“TEMOS

DIFICULDADES

GRAVES

NA NOSSA

INFRAESTRUTURA,

PORQUE NÃO HÁ

CONFIANÇA. E SEM

CONFIANÇA NINGUÉM

INVESTE, O QUE ACABA

CONTRIBUINDO PARA O

CUSTO BRASIL”

ANTÔNIO

ANASTASIA,

MINISTRO DO

TCU (TRIBUNAL

DE CONTAS

DA UNIÃO) EM

PALESTRA NA FIESP

(FEDERAÇÃO DAS

INDÚSTRIAS DO

ESTADO DE SÃO

PAULO)

JORGE VIANA, PRESIDENTE DA APEX (AGÊNCIA BRASILEIRA DE PROMOÇÃO

DE EXPORTAÇÕES E INVESTIMENTOS) AO COMENTAR ESTUDO FEITO PELA

AGÊNCIA SOBRE ECONOMIA NA AMAZÔNIA

“OS TESTES COM A CONSTRUÇÃO EM MADEIRA

AVANÇAM PELO MUNDO. A MADEIRA É MAIS

PREVISÍVEL DO QUE O CONCRETO E PODE SER

IMPERMEABILIZADA PARA FOGO E ÁGUA. ALÉM DISSO,

AMBIENTES CONSTRUÍDOS COM MADEIRA PODEM

AUMENTAR A SENSAÇÃO DE BEM-ESTAR PARA QUEM

TRANSITA PELO LOCAL”

Foto: Everton Amaro/Fiesp

MATHEUS BARROS, SECRETÁRIO DE URBANISMO E HABITAÇÃO DE

MARINGÁ (PR), EM AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE CONSTRUÇÕES

SUSTENTÁVEIS

“PARA 2026, NÃO HAVERÁ NOVOS

GASTOS PÚBLICOS. MESMO ASSIM,

PRECISAMOS AVANÇAR COM O CORTE

LINEAR DOS GASTOS TRIBUTÁRIOS.

E PRECISAMOS ENFRENTAR, EM

UM DEBATE PÚBLICO SAUDÁVEL, O

AUMENTO DOS GASTOS PÚBLICOS SEM

A DEVIDA COMPENSAÇÃO FISCAL. O

BRASIL PRECISA PARAR DE SER O PAÍS

DO IMPROVISO, DO JEITINHO”

SIMONE TEBET, MINISTRA DO

PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO, NO

ALMOÇO ANUAL PROMOVIDO PELA

FEBRABAN (FEDERAÇÃO BRASILEIRA

DE BANCOS)

2025

foi mais um capítulo de

superação e muita parceria.

Cada máquina entregue, cada projeto implantado e cada visita

técnica realizada, fortaleceu algo maior: a certeza de que o setor

industrial cresce quando caminhamos lado a lado.

Que 2026 traga novas oportunidades,

inovação contínua e conquistas ainda maiores.

36 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



ENTREVISTA

MADEIRAS

ALTERNATIVAS

USING ALTERNATIVE

WOODS

ENTREVISTA

Premiado na categoria Madeiras Alternativas no Salão

Design 2025 com o Banco Gruta, produzido com angelim

amargoso (Vatairea sp), o designer de produtos

Patrick Afornali utiliza madeiras alternativas na fabricação

de suas peças. Natural de Curitiba (PR), em 2025

Patrick passou a se dividir entre o trabalho na marcenaria de sua

marca autoral e a gerência industrial na Artesian Móveis. Nesta

entrevista para a Revista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL em

parceria com o Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário

de Bento Gonçalves), ele conta sobre o processo de trabalho, o

prêmio que recebeu que lhe deu o direito a visitar o SFB (Serviço

Florestal Brasileiro) - que apoia a premiação na categoria que

propõem olhar para espécies menos utilizadas no setor moveleiro

-, além de sua paixão pela madeira e a importância do uso sustentável.

Product designer Patrick Afornali was awarded first place

for his Banco Gruta stool in the Alternative Woods category

at the Salão Design 2025, made from Bitter Angelim

(Vatairea sp.). He uses alternative woods in the manufacture

of his pieces. Afornali was born in Curitiba (PR) and,

in 2025, began dividing his time between working in the carpentry

shop of his own brand and industrial management at Artesian Móveis.

In this interview with REFERÊNCIA Madeira Industrial, in partnership

with the Union of Furniture Industries of Bento Gonçalves (Sindmóveis),

he discusses his creative process. This award granted him the

opportunity to visit the Brazilian Forest Service (SFB), which sponsors

the award recognizing the use of lesser-known species in furniture

production, and to highlight his passion for wood and the importance

of sustainable practices.

PATRICK AFORNALI

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: BIOLOGIA E DESIGN PELA PUC-PR

(PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ)

CARGO: DESIGNER DE PRODUTOS, PREMIADO NA CATEGORIA

MADEIRAS ALTERNATIVAS NO SALÃO DESIGN 2025, GERENTE

INDUSTRIAL NA ARTESIAN MÓVEIS

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Foto: divulgação

PROFESSIONAL EDUCATION: BIOLOGY AND DESIGN FROM THE PONTIFICAL

CATHOLIC UNIVERSITY OF PARANÁ (PUC-PR)

FUNCTION: PRODUCT DESIGNER; WINNER OF THE ALTERNATIVE WOODS

CATEGORY AT SALÃO DESIGN 2025; INDUSTRIAL MANAGER AT ARTESIAN

MÓVEIS

38 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



ENTREVISTA

CONTE-NOS SUA TRAJETÓRIA ANTES DE RE-

CEBER O PRÊMIO MADEIRAS ALTERNATIVAS.

Sou filho de marceneiro e cresci em meio a uma oficina.

Me formei bacharel em Biologia (2011) e Design

(2024) pela PUC (PR) e atualmente curso mestrado em

Design pela UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Em 2015, comecei a atuar como designer de mobiliário

e desenvolvedor de produtos com ênfase na funcionalidade.

Em 2019, decidi lançar minha própria marca e

desenvolver produtos que tivessem a natureza como

fonte de inspiração, unindo minha primeira formação

(em biologia) através da biomimética, buscando traduzir

as estratégias e soluções da natureza em design.

Nas minhas criações, sempre existe o design tátil,

peças que convidam para uma experiência. A madeira

é minha zona de conforto. Cresci trabalhando com madeira.

Já trabalhei com ferro, alumínio, mas a madeira

é onde me especializo.

ESTE FOI SEU PRIMEIRO PRÊMIO?

Já conquistei diversas premiações de design, como

Prêmio Museu da Casa Brasileira, Prêmio de Mobiliário

do Mercado Arte e Design e, mais recentemente,

Prêmio Salão Design Madeiras Alternativas. Também

ganhei premiações internacionais, como o italiano

Isola Design Award e o Architecture Design Collection

Awards, além de integrar exposições no Brasil e pelo

mundo, como MADE, Paris Design Week, Salone del

Mobile e Fuori Salone, em Milão. A premiação dá notoriedade,

consegue mostrar que o trabalho é mesmo

importante, tira do anonimato, mostra que é um trabalho

legal e sai de dentro da oficina. Minha primeira

peça foi muito premiada e me ajudou muito. No caso

do prêmio em Madeiras Alternativas foi o biólogo comemorando.

Pelo cuidado com a espécie de madeira,

a certificação, sempre penso nisso no meu processo de

criação. Foi bem importante.

COMO É SEU PROCESSO DE TRABALHO?

Não tenho produção grande, trabalho sozinho.

Vendo o que faço. É um processo de menos quantidade

e mais qualidade. Às vezes demoro a produção.

Sou sozinho por opção de escolha. Já na Artesian

TELL US ABOUT YOUR CAREER BEFO-

RE RECEIVING THE ALTERNATIVE WOODS

AWARD.

I am the son of a carpenter and grew up in a

workshop. I graduated with bachelor’s degrees

in biology and design from PUC (PR) in 2011 and

2024, respectively, and I am currently pursuing

a Master’s degree in design at UFPR (Federal

University of Paraná). In 2015, I began working

as a furniture designer and product developer,

emphasizing functionality. In 2019, I launched my

own brand, developing products inspired by nature.

I combine my biology degree with biomimicry

to translate nature’s strategies and solutions into

design. My creations always feature tactile designs—pieces

that invite you to experience them.

Wood is my comfort zone. I grew up working with

wood. I have worked with iron and aluminum, but

I specialize in wood.

WAS THIS YOUR FIRST AWARD?

I have won several design awards, including

the Museu da Casa Brasileira Award, the Mobiliário

do Mercado Arte e Design Award, and, most

recently, the Salão Design Madeiras Alternativas

Award. I have also won international awards,

including the Italian Isola Design Award and the

Architecture Design Collection Award. I have participated

in exhibitions in Brazil and around the

world, such as MADE, Paris Design Week, Salone

del Mobile, and Fuori Salone in Milan. Winning an

award brings notoriety and shows that the work is

essential. It takes the work out of anonymity and

shows that it is noteworthy. It also gets the work

out of the workshop. My first piece won many

awards and helped me a lot. In the Alternative

Woods award, it was the biologist who won. Because

of the care taken with the wood species

and certification, I always consider this in my creative

process. It was very important.

WHAT IS YOUR WORK PROCESS LIKE?

I do not produce much, work alone, and sell

Tradição, inovação e

qualidade superior.

PRENSAS TERMO HIDRÁULICAS

Maior qualidade e tecnologia de

prensagem

Estrutura desenvolvida com

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ENTREVISTA

tenho 200 pessoas para gerenciar. Meu público-alvo

principal são pessoas que colecionam design, pessoas

que consomem arte e entendem o processo, sendo

90% de São Paulo, bastante para Minas Gerais e algo

para Curitiba (PR). Estou em uma fase de trabalhar com

araucária, tem algumas de corte seletivo. Procuro dar

essa sobrevida, compro das madeireiras. É uma fase

mais clean. Tinha entrado na fase de pau-ferro mas tive

alergia, descobri que tem uma resina na madeira que

quando inalada pode dar uma reação alérgica e fui um

dos felizardos. Tinha conseguido um pedaço de laminação,

mas me deu reação alérgica.

E ACERCA DE SEU CONCEITO SOBRE MADEI-

RA ALTERNATIVA?

São as madeiras que não estão no mainstream no

mobiliário, que poderiam ser utilizados para fabricação

de móveis, mas por certo desconhecimento acabam

não sendo tão empregadas no mobiliário. A gente tem

essas fases de madeira. Já teve a fase da imbuia, no

sul tem muito a questão da araucária. Agora estamos

na tendência do freijó. Qual madeira pode substituir

na questão de durabilidade para construção civil?

Quando não se tem mais o freijó, aparecem mais dez

espécies com a mesma densidade, a mesma característica,

a mesma questão de tração. O SFB (Serviço Florestal

Brasileiro) faz testes físicos de quanto a madeira

aguenta. Testes com cola, com verniz, sem verniz, para

poderem trazer opções para as pessoas. Trabalhando

com madeira alternativa damos fôlego para as espécies

e mantém a floresta em pé.

QUAL SUA RELAÇÃO COM O USO DE MADEI-

RAS ALTERNATIVAS NO DESIGN DE MOBILIÁRIO?

Sempre tento utilizar a matéria-prima nova para

poder me destacar, tentar sair da mesma bolha que

muita gente, dessa forma posso me tornar um destaque

entre as outras peças. Tento sempre trabalhar com

esse viés. Trabalhar com alguma madeira nova, é uma

tendência sempre nas minhas coleções. O trabalho de

marcenaria, design vem a valorizar essas madeiras.

POR QUE USOU A ESPÉCIE ANGELIM AMAR-

GOSO NO BANCO GRUTA?

No caso do Banco Gruta, não foi muito a questão

da escolha da espécie, por ela ser alternativa. Foi

como uma bonificação, por ela ser uma madeira diferente

das convencionais. O Banco Gruta em si foi por

uma dor mais específica quando ia fazer a compra de

madeiras, para fazer outros projetos. Sempre vi essas

madeiras jogadas lá, como lenha, às vezes jogada em

caçamba, então tinha muita sobra de madeira, porque

essa madeira (angelim pedra e angelim amargoso, no

modo geral), o pessoal usa para fazer estrutura, porque

ela tem um valor não tão alto, e é uma madeira muiwhat

I make. I prioritize quality over quantity. Sometimes

production takes a while. I work alone

by choice. At Artesian, I manage 200 people. My

primary target audience is design collectors who

understand the artistic process. Ninety percent

of them are from São Paulo, and quite a few are

from Minas Gerais and Curitiba. I am currently

working with Araucaria wood, some of which is

selectively cut. I try to give it a new lease on life.

I buy it from lumberyards. It’s a cleaner phase. I

entered the Pau-ferro wood phase but had an allergic

reaction. I discovered that there is a resin in

the wood that can cause an allergic reaction when

inhaled. I was one of the unlucky ones. I bought a

piece of plywood, but it also gave me an allergic

reaction.

WHAT ABOUT YOUR CONCEPT OF ALTER-

NATIVE WOODS?

These are types of wood that are not commonly

used in furniture manufacturing. Due to a

lack of knowledge, they are not used as much as

they could be. There are phases of these woods.

First, there was the imbuia phase. Now, in the

South, there is a lot of Araucaria. Now, we are in

the Freijó trend. What wood can replace it in terms

of durability for building construction? When

Freijó is no longer available, ten other species

with the same density, characteristics, and traction

appear. The Brazilian Forest Service (SFB)

conducts physical tests to determine the wood’s

maximum capacity. They perform tests with glue

and varnish to offer people options. Working with

alternative woods gives the species a break and

keeps the forest standing.

WHAT IS YOUR RELATIONSHIP WITH THE

USE OF ALTERNATIVE WOODS IN FURNITU-

RE DESIGN?

I always try to use new raw materials to stand

out and avoid the sameness that many people fall

into. I always try to work with this bias. Using new

wood is always a trend in my collections. Carpentry

and design enhance the value of these woods.

WHY DID YOU CHOOSE BITTER ANGELIM

WOOD FOR BANCO GRUTA?

In this case, it was not so much a question of

choosing an alternative species. It was more of a

bonus because it is different from conventional

woods. Banco Gruta itself was a specific concern

when I was buying wood for other projects. I always

saw this wood thrown around like firewood or

in dumpsters. There was a lot left over because

people use stone angelim and bitter angelim

42 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



ENTREVISTA

to boa para área externa. Fazem pergolados, decks,

enfim, estruturas de construção civil de madeira. Eles

pegam uma viga de 3m (metros) e quando tem um

pedido com 2,5m, por exemplo, eles cortavam e sempre

sobravam esses tocos. É normal ter essas sobras

em um plano de corte. A partir dessas sobras fui selecionando

vários tamanhos e medidas, mas dentro da

mesma madeira, porque era a que mais tinha ali, para

poder fazer e desenvolver esse banco. A peça é, na

verdade, uma parte mais sustentável do reuso de uma

matéria-prima tão nobre que seria descartada. Desenvolvi

esse banco para transformar essas madeiras em

uma peça que tem uma longevidade maior, para dar

sobrevida a essa matéria-prima.

TEM PREFERÊNCIA POR ALGUMA MADEIRA?

Gosto do angelim amargoso. É uma madeira um

pouco ruim de trabalhar porque dá um amargo na

língua, mas tem uma coloração muito bonita. É uma

madeira alternativa que usa muito para telhado, para

estrutura, mais bonita que o cambará. Acabam cortando

muito e sobra muito. As serrarias ficam cheias de

toco. É um material muito nobre para ser descartado, e

a ideia foi usar. Porém, no sul, não temos muito madeiras

alternativas, as serrarias têm mais o que já sabem

que vende. Às vezes do nada, chego em uma serraria e

encontro alguma coisa diferente. Já em Rondônia, por

exemplo, tem muita madeira alternativa.

UM DOS PRÊMIOS DO SALÃO DESIGN FOI

UMA IMERSÃO NO SFB (SERVIÇO FLORESTAL

BRASILEIRO). COMO FOI ESSA EXPERIÊNCIA?

A primeira parada foi em Brasília (DF), uma parte

mais científica. Foram dois dias de vivência nos laboratórios

do SFB. Eles têm serviços lá que descrevem as

madeiras, desde a densidade, padronização de como

verificar aquela espécie, coloração, uso. É um trabalho

muito sério que eles têm com a madeira e também

envolve oferecer madeiras alternativas para parte da

indústria, como o uso na construção civil no modo

geral, para a gente não ficar refém de uma espécie só.

Porque quando o Brasil inteiro fica refém de uma ou

duas espécies de madeira, a tendência é que a matéria-prima

acabe. Depois de Brasília teve uma parada

em Rondônia.

to build structures, as they are inexpensive and

suitable for outdoor use. They use it for pergolas,

decks, and other wooden structures in building

construction. They take a three-meter beam and,

when they receive an order for two-and-a-half

meters, for example, cut it, leaving behind the

rest as waste. It is normal to have these leftovers

in a cutting plan. From these leftovers, I selected

various sizes and measurements within the same

type of wood, since that was what I had the most

of, to make this bench. This piece is a sustainable

use of a noble raw material that would otherwise

be discarded. I developed this bench to transform

the wood into a piece with a longer life and give

the raw material a new lease on life.

DO YOU HAVE A PREFERENCE FOR A

PARTICULAR TYPE OF WOOD?

I like Bitter Angelim. It is challenging to work

with, as it leaves a bitter taste in the mouth, but

it is an excellent color. It is an alternative wood

often used for roofing and structural work, and I

think it is more attractive than Cambará. A lot of it

is cut down, and there is plenty left over. The sawmills

are full of left over pieces. It is too valuable a

material to discard, so we came up with the idea

of using it. However, in the South, we do not have

many alternative woods; the sawmills stock what

they know will sell. Occasionally, I will arrive at a

sawmill unexpectedly and find something different.

In Rondônia, for example, there is plenty of

alternative wood.

ONE OF THE PRIZES AT THE DESIGN

SHOW WAS AN INTERNSHIP WITH THE BRA-

ZILIAN FOREST SERVICE (SFB). WHAT WAS

THAT EXPERIENCE LIKE?

The first stop was Brasília (DF), which is more

scientific. We spent two days at the SFB laboratories.

They have services there that describe the

woods in terms of density, standardization, how

to verify species, coloring, and use. They conduct

serious research into wood and also offer alternative

wood species to the industry for general building

construction, so we are not dependent on a

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máximo da matéria-prima para paletes

O USO DA MADEIRA ALTERNATIVA, COM O NÍVEL DA INDÚSTRIA QUE

TEMOS, É QUASE UMA OBRIGAÇÃO. NÓS, COMO PROFISSIONAIS, TEMOS

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ENTREVISTA

E COMO FOI NO NORTE DO BRASIL?

Foram dois a três dias bem intensos. Fomos para a

floresta de Jacundá, que é uma concessão. Uma flona

(floresta nacional) de Jacundá, onde a Madeflona tem

direito de concessão para fazer a exploração da área.

Naquele momento que fui (agosto de 2025), eles estavam

fazendo a extração de madeira, o corte, o arraste,

todo o processo. Fui na Jacundá e depois na Jamari.

Na primeira, observei como é feita a seleção das madeiras

pelo plano de manejo florestal. Acho que esse

tipo de concessão que vi lá é o único jeito de deixar

a floresta em pé quando se faz esse manejo. Tem um

trabalho anterior a todo esse processo de corte, que é

com o pessoal de engenharia florestal. Eles fazem um

inventário florístico de toda a área de concessão, então

sabem, geograficamente, onde está cada espécie de

árvore, qual delas pode ser cortada, qual não pode,

quais são as imunes a corte, quais estão próximas a

essa imune à corte. É um trabalho bem sério também

de escolher, dentro desses hectares que eles têm a

concessão, quais unidades e quais árvores vão sair.

Eles têm um cuidado também de para qual lado derrubar,

para poder agredir o mínimo possível, porque uma

das partes da concessão florestal é você não tirar uma

cobertura vegetal tão grande.

O QUE CHAMOU SUA ATENÇÃO NESSA IMER-

SÃO?

Na sede do SFB em Porto Velho (RO) eles também

têm essa questão de ficar mapeando, fazendo essas

verificações nas áreas de concessão, então eles usam

drones para fazer esse monitoramento das espécies

que são cortadas, fazem o monitoramento da flora que

está sendo explorada nas concessões. Eles têm todos

esses parâmetros para poder analisar se a Madeflona

está realmente cumprindo o contrato, fazendo o que

deve ser feito, se está protegendo e conservando a floresta.

O SFB de Rondônia também vai sempre fazendo

observações de desenvolvimento de garimpo, mantém

conversas com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de

Conservação da Biodiversidade), então tem todo um

parâmetro por trás para eles fazerem esse desenvolvimento,

inclusive com laboratórios bem técnicos e

responsáveis para poder sempre fazer a conservação

da flora local.

ACREDITA QUE ESSAS EXPERIÊNCIAS REFLE-

TIRÃO NA SUA ATUAÇÃO COMO DESIGNER DE

MÓVEIS?

Com certeza absoluta! Às vezes a pessoa que consome

madeira sabe que vem da floresta, é tão óbvio,

mas não sabe como essa árvore foi retirada, qual o

dano disso, como que impacta na vida. Depois acaba

olhando a matéria-prima de uma maneira mais delicada

ainda, no sentido de algo mais raro. Eles fizeram

single species. If the whole of Brazil relies on one

or two species of wood, there is a risk of running

out of raw materials. After Brasília, we stopped in

Rondônia.

HOW WAS IT IN NORTHERN BRAZIL?

It was two or three very intense days. We went

to the Jacundá Forest, which is a concession area.

It is a National Forest in Jacundá where Madeflona

has the rights to exploit the area. When I went

in August 2025, they were cutting and extracting

wood. I went to Jacundá and then to Jamari. In

the first, I observed how the wood is selected in

accordance with the Forest Management Plan.

I think this type of concession is the only way to

maintain the forest while managing it. Forestry

engineers do work that precedes the entire

cutting process. They create a floristic inventory

of the concession as a whole area to determine

where each tree species is located and which can

or cannot be cut. It is also earnest work to choose

which units and trees will be removed within the

concession area. They also decide which side to

cut down to cause the least possible damage, because

one aspect of the Forest Management Plan

is to avoid removing too much vegetation.

WHAT CAUGHT YOUR ATTENTION DU-

RING THIS VISIT?

At the SFB headquarters in Porto Velho (RO),

they also handle mapping and conducting checks

in concession areas. They use drones to monitor

species that are being harvested and the flora

being exploited in concessions. They have all

these parameters to analyze whether Madeflona

is complying with the contract and protecting

and conserving the forest. The SFB in Rondônia

constantly monitors mining development and

maintains conversations with the Chico Mendes

Institute for Biodiversity Conservation (ICMBio).

There is a whole set of parameters behind this development,

including highly technical and responsible

laboratories that ensure the conservation of

local flora.

DO YOU THINK THESE EXPERIENCES

WILL INFLUENCE YOUR WORK AS A FURNI-

TURE DESIGNER?

Absolutely! People who use wood sometimes

know that it comes from the forest — it’s obvious

— but they do not see how the tree was cut down

or the impact it has on life. You end up looking at

the raw material more delicately because it is rare.

They made two cuts from a Muiracatiara and a

Pink Jequitibá. It was a big tree, indeed, three or

Conectando inovação,

tecnologia e oportunidades

A ForMóbile é o ponto de

encontro para profissionais da

indústria madeireira, moveleira

e marcenaria que buscam

otimizar processos, aumentar

produtividade e descobrir as

tecnologias que estão

revolucionando o setor.

Credenciamento

gratuito para

profissionais

do setor!

46 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



ENTREVISTA

dois cortes lá, de uma muiracatiara e de um jequitibá

rosa. Uma árvore grandona, que tinha com certeza três

vezes ou quatro vezes a minha idade, então ela estava

no mundo antes de mim. Tem um pouco desse apelo,

mais sentimental, mas quando se olha o todo, compara

com áreas que não têm concessão, entende que é

necessário a concessão, porque precisamos da matéria-prima.

A gente não consegue viver sem a madeira,

ela está difundida na sociedade. Se for precisar dessa

matéria-prima, que seja dessa maneira de concessão.

Outra questão para mim, como designer é trabalhar,

talvez, com as madeiras que tenham realmente um

DOF (documento de origem florestal) bem estruturado,

ou que tem algum certificado de alguma questão

sustentável. Acho que é um mínimo que nós, designers,

temos que utilizar.

QUAL SUA MENSAGEM PARA INSPIRAR OU-

TROS PROFISSIONAIS A UTILIZAREM MADEIRAS

ALTERNATIVAS EM SEUS PROJETOS?

O uso da madeira alternativa, com o nível da

indústria que temos, é quase uma obrigação. Nós,

como profissionais, temos que mostrar que existe esse

potencial no uso de madeiras alternativas para trazer

produtos que são tão belos e funcionais quanto os

tradicionais. Existem madeiras diferentes que vão dar

um aspecto às vezes até melhor do que as tradicionais,

então, fugir um pouco da casinha e das zonas de conforto,

é ótimo. Não ter medo de experimentar. Procurar

informações mais técnicas para evitar uma questão

mais funcional nos produtos, às vezes usar uma espécie

que se adapte bem ao uso da cola, entender se

aquela espécie pode ser utilizada para colar, parafusar.

Entender um pouquinho disso vai fazer sermos mais

assertivos na escolha. Acho que madeiras alternativas

são o nosso futuro. Cada vez mais a gente vai ter mais

opções de madeira e isso vai deixar com que outras

espécies, que estão sendo super exploradas por uma

questão mais de tendência estética, continuem existindo

no planeta.

four times my age. It was in the world before me.

There is a sentimental appeal to it, but when you

look at the big picture and compare it with areas

without concessions, you understand that concessions

are necessary because we need the raw

material. We cannot live without wood. It is widespread

in society. If we need this raw material,

then let it come from concessions. As a designer,

another issue for me is working with woods that

have a well-structured forest origin document or

some sustainability certification. I think that is the

least we designers can do.

WHAT MESSAGE WOULD YOU LIKE

TO SHARE WITH OTHER PROFESSIONALS

TO INSPIRE THEM TO USE ALTERNATIVE

WOODS IN THEIR PROJECTS?

Given the level of our industry, using alternative

woods is almost obligatory. As professionals,

we must demonstrate the potential of alternative

woods to create products that are as beautiful

and functional as traditional ones. Some alternative

woods look even better than traditional

ones, so it is great to think outside the box and

step outside your comfort zone. Do not be afraid

to experiment. Look for technical information to

avoid functional issues with products. Sometimes,

use a species that adapts well to glue and determine

whether it can be used with glue or requires

screws. Knowing this will help us make more informed

choices. I believe that alternative woods

are our future. As we have more wood options,

other species that are overexploited for aesthetic

reasons will be able to continue existing on the

planet.

SET 2026

Curitiba (PR)

Junto à Lignum Latin America na

Semana Internacional da Madeira

ACHO QUE MADEIRAS ALTERNATIVAS SÃO O NOSSO FUTURO. CADA

VEZ MAIS A GENTE VAI TER MAIS OPÇÕES DE MADEIRA E ISSO VAI

DEIXAR COM QUE OUTRAS ESPÉCIES, QUE ESTÃO SENDO SUPER EXPLORADAS POR

UMA QUESTÃO MAIS DE TENDÊNCIA ESTÉTICA, CONTINUEM EXISTINDO NO

PLANETA

Participe do principal

evento da cadeia

produtiva da porta!

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48 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



INFORME PUBLICITÁRIO

TARIFAS,

INVESTIGAÇÕES

E MEDIDAS PROTECIONISTAS:

COMO 2025 DESAFIOU O

SETOR DE MADEIRA BRASILEIRO

TARIFAS INÉDITAS,

PROCESSOS E

INVESTIGAÇÕES

INTERNACIONAIS

COLOCARAM EM RISCO O ACESSO

AOS PRINCIPAIS MERCADOS DO

SETOR MADEIREIRO BRASILEIRO,

EXIGINDO UMA AMPLA MOBILIZAÇÃO

TÉCNICA E INSTITUCIONAL DA

ABIMCI PARA A MANUTENÇÃO

DA COMPETITIVIDADE

ABIMCI INTENSIFICOU

A ATUAÇÃO NA DEFESA DE

INTERESSES E REFORÇOU

PROGRAMAS DE CERTIFICAÇÃO

PARA MANTER A COMPETITIVIDADE

DO PRODUTO NACIONAL.

50 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

DEZEMBRO 2025 51



PRINCIPAL

INFORME PUBLICITÁRIO

Risco que o setor continua correndo, pois, de

acordo com a ordem executiva emitida pelo governo

estadunidense em 20 de novembro, uma gama de

itens brasileiros foi contemplada com a isenção das

tarifas, mas o setor da madeira ficou entre os 22%

dos produtos da balança comercial que ainda

permanecem sobretaxados. “A medida é positiva,

mas continuamos com a mesma tarifa desde o início

das taxações, o que compromete a competitividade

e a sustentabilidade do setor nesse mercado norte-

-americano”, afirma o superintendente da Abimci.

A Abimci, junto com as empresas associadas

fabricantes do produto, acompanhou de perto todo o

processo, fornecendo dados técnicos e apoiando a

estruturação da defesa em dois eixos principais:

frente à investigação de Dano, que buscou demonstrar

que a indústria brasileira não gera prejuízos à

indústria europeia de compensados; e na investigação

de Dumping, com as quatro empresas exportadoras

investigadas, focou em comprovar a inexistência

de subsídios ou práticas desleais de mercado.

Osetor brasileiro de madeira processada

atravessou em 2025 um dos períodos

mais turbulentos de sua história recente.

O ano foi marcado por mudanças

abruptas nas regras do mercado

internacional, conduzidas principalmente

pelos Estados Unidos e União

Europeia, dois dos principais destinos da produção

nacional. Um conjunto sem precedentes de medidas

protecionistas, que afetaram a competitividade da

madeira brasileira no mercado internacional.

O primeiro movimento ocorreu ainda em fevereiro,

quando o presidente norte-americano Donald

Trump anunciou que taxaria produtos brasileiros em

25%. Em seguida, no início de março, publicou uma

Ordem Executiva com base na Seção 232 do Trade

Expansion Act, alegando que as exportações do

Brasil representariam ameaça à segurança nacional

dos Estados Unidos.

Em 2 de abril, o governo norte-americano oficializou

a chamada “tarifa recíproca”, fixando inicialmente

10% sobre produtos brasileiros. Quatro meses

depois, em 29 de julho, uma nova Ordem Executiva

elevou o percentual para 40%, totalizando uma

taxação de 50%, a partir de 6 de agosto — com

exceção, naquele momento, dos produtos que já

estavam em investigação pela Seção 232. A medida

impactou diretamente o mercado de madeira

brasileiro, que destina aos Estados Unidos, em

média, aproximadamente metade da sua produção,

chegando a ser quase 100% em alguns segmentos

de produtos. Também em julho, dia 15, foi anunciada

mais uma medida que atingia o setor: a abertura da

investigação da Seção 301, pelo Escritório do Representante

de Comércio dos Estados Unidos (USTR),

estabelecida na Lei de Comércio de 1974, que investiga

práticas comerciais consideradas desleais ou

discriminatórias. No caso do Brasil, entre os temas

em análise estavam os relacionados ao desmatamento

ilegal e que impactavam diretamente o setor.

EXPORTAÇÕES IMPACTADAS:

COMPETITIVIDADE E EMPREGOS EM RISCO

No Brasil, o setor de madeira processada emprega

em torno de 180 mil pessoas, sendo que aproximadamente

90% da capacidade industrial instalada se

concentra na Região Sul do país, principalmente em

pequenos municípios, cuja economia gira em torno

dessa cadeia produtiva, que acabou sendo extremamente

afetada pelas taxações. “Quanto mais o tempo

foi passando, ao longo do ano, sem avanços efetivos

nas negociações, houve cancelamentos de contratos.

Com os estoques parados as empresas precisaram

reduzir ou até paralisar a produção”, assinala Paulo

Pupo, superintendente da Associação Brasileira da

Indústria de Madeira Processada Mecanicamente

(Abimci).

Com isso, o setor acumulou meses de retração, as

exportações brasileiras ao mercado americano caíram,

em média, 55% nos três primeiros meses de vigência da

tarifa norte-americana. Contudo, a entidade se mobilizou

em defesa do setor e atuou para mostrar a importância

da indústria madeireira para o Brasil e para os

mercados compradores, na tentativa de restabelecer a

competitividade do produto nacional. “A cada dia que

se arrasta essa negociação, nós vamos perdendo

participação no mercado americano tão duramente

conquistada, e uma relação comercial que foi construída

há décadas”, salienta Paulo Pupo, superintendente

da Abimci.

Enquanto acompanham os desdobramentos das

negociações entre o governo do Brasil e as autoridades

norte-americanas, as empresas brasileiras do

setor da madeira vêm tentando proteger os empregos,

adiando possíveis cortes de postos de trabalho.

Férias coletivas e layoffs têm sido as alternativas para

manter os quadros operacionais. “O setor tenta

evitar demissões, mas há um limite econômico e

matemático. Com 50% de tarifa, praticamente não

existe comércio”, salienta Pupo.

UNIÃO EUROPEIA: DANO E DUMPING

Além das mudanças tarifárias nos EUA, o setor se

viu diante de outro grande desafio em 2025. Em 6 de

março, a União Europeia abriu um processo de

investigação de Dano e Dumping contra o compensado

de pinus brasileiro. A defesa do processo

requereu a contratação de várias bancas jurídicas e

de empresas de assessoria especializada no tema,

tanto no Brasil como na Europa. Após longos meses

de intenso trabalho de defesa, o resultado provisório

da investigação foi publicado em novembro, com o

anúncio da taxa de 5,4% a ser aplicada a todos os

exportadores do produto para a União Europeia,

com exceção de apenas uma empresa exportadora,

que recebeu tarifa zero.

PROCESSO DE DUMPING: CRONOGRAMA

DA INVESTIGAÇÃO

21 de março de 2025: início da investigação

pela Comissão Europeia.

14 de abril de 2025: protocolada a petição

inicial da defesa do Dano.

24 de abril de 2025: protocolados os questionários

com dados das empresas investigadas no

processo de Dumping.

02 de maio de 2025: protocoladas as defesas no

processo de Dumping junto às autoridades da UE.

Maio e junho: realizadas auditorias presenciais

pela autoridade europeia nas empresas investigadas

no processo de Dumping.

7 de outubro de 2025: publicação do pré-disclosure,

relatório que apresentou a margem prévia

de Dumping de 6,2% para a maioria dos exportadores

brasileiros de compensados de madeira, e uma

empresa com 0%.

5 de novembro de 2025: publicação do disclosure,

com a cobrança a partir de 5 de novembro, e os

direitos antidumping provisórios sobre as importações,

passando dos 6,2% determinados na margem

prévia, para 5,4%.

23 de janeiro de 2026: publicação do parecer

final do processo (pode incluir decisão sobre aplicação

retroativa).

4 de maio de 2026: finalização da investigação e

imposição das medidas definitivas.

LEI EUROPEIA DE ANTIDESMATAMENTO

O período também foi marcado pela iminente

entrada em vigor da Lei Antidesmatamento da União

Europeia (EUDR) que estabelece requisitos obrigatórios

de rastreabilidade, comprovação de origem legal

e livre de desmatamento para produtos e derivados

comercializados no mercado europeu. Previsto para

entrar em vigor a partir de 30 de dezembro de 2025, o

regulamento abrange sete commodities, incluindo a

madeira, e classifica o Brasil como país de risco

médio.

45

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DEZEMBRO 2025 53



INFORME PUBLICITÁRIO

CERTIFICAÇÕES E

PROGRAMAS DE QUALIDADE COMO

FERRAMENTAS DE ACESSO A MERCADOS

Diante desse cenário com tantos desafios

e variáveis, a Abimci intensificou agendas

com o governo federal, Ministério

do Desenvolvimento, Indústria e

Comércio (MDIC), Ministério das

Relações Exteriores (MRE), frentes

parlamentares, governos estaduais,

entidades internacionais e federações da indústria,

buscando a defesa técnica e econômica do setor.

Paralelamente, reforçou programas de qualidade e

de certificações que possibilitam o acesso a mercados,

ajudando na competitividade das empresas

brasileiras.

Em novembro, a associação foi novamente aprovada

em auditoria junto à BM Certification, órgão certificador

para países do mercado europeu e do Reino

Unido, e parceiro da entidade na cooperação

técnica para a gestão das certificações internacionais

CE e UKCA. Há mais de 20 anos, a Abimci atua como

gestora do processo de certificação para esses mercados,

e a parceria com a BM Certification reforça ainda

mais seu compromisso e experiência na área de certificações

internacionais e no atendimento às exigências

de mercados externos.

A Abimci oferece esses programas de certificações

aos seus associados, dando suporte e propiciando um

melhor entendimento das normas técnicas, colocando

à disposição a equipe técnica, oferecendo estrutura,

auxílio na gestão da certificação, metodologias e

ferramentas para preparar as empresas para atingirem

os objetivos.

Além das certificações internacionais, a entidade

atua com os Programas Setoriais de Qualidade (PSQ),

voltados ao mercado nacional: o PSQ-PME para portas

de madeira e o PSQ do Compensado Plastificado.

Estão em desenvolvimento ainda programas específicos

para paletes e pellets, programados para serem

lançados em 2026.

Como suporte a todas essas ações técnicas, a

Abimci disponibiliza o Programa Nacional de Qualidade

da Madeira (PNQM), ferramenta de gestão da

qualidade desenvolvida há mais 20 anos pela entidade,

que é constantemente atualizada para acompanhar as

inovações e modernizações dos processos industriais.

A Abimci também é gestora nacional do Comitê

Brasileiro de Madeira (ABNT/CB-031), da Associação

Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), formado por 16

Comissões de Estudos (CE), responsáveis pelo desenvolvimento

e revisão das Normas Brasileiras para

produtos de madeira. As normas são utilizadas para

padronizar os produtos, métodos de ensaios e definir

um padrão de qualidade.

Diante de todos esses desafios sucessivos enfrentados

ao longo de 2025, a Abimci faz uma reflexão do

momento. “Esperamos que as relações bilaterais com

os EUA sejam restabelecidas o mais rápido possível,

por meio de negociações efetivas que permitam

retomar o nosso share naquele mercado e que, assim,

possamos competir em condições isonômicas globalmente.

O setor madeireiro brasileiro está preparado

tecnicamente e com capacidade de suprimento para

atender às principais demandas existentes ao redor do

mundo”, diz Pupo.

DIANTE DO CENÁRIO

DESAFIADOR, A ABIMCI

REFORÇOU PROGRAMAS DE

QUALIDADE E CERTIFICAÇÕES

QUE POSSIBILITAM O ACESSO

A MERCADOS, AJUDANDO

NA COMPETITIVIDADE DAS

EMPRESAS BRASILEIRAS

PROCESSO SEÇÃO 232 -

TRADE EXPANSION ACT

Com a abertura do processo investigativo da Seção

232, a Abimci mobilizou seus associados para estruturar

uma estratégia de defesa e contratou os escritórios

jurídicos, Hogan Lovells, de Washington, para suporte

técnico. Em 1º de abril, foram protocoladas as defesas

técnicas dos segmentos de madeira serrada, molduras,

portas e compensados, com o objetivo principal de

evitar a aplicação de tarifas adicionais aos 10% já anunciados

pelos Estados Unidos no dia 2 de abril. Essa

defesa foi determinante para impedir a aplicação de

tarifas extras.

Em 29 de setembro, a Casa Branca publicou o

documento final da investigação, propondo ajustes

tarifários sobre alguns produtos importados, entre eles:

itens de madeira serrada, produtos estofados de madeira,

armários e pias de cozinha completos, além de partes

desses itens. Esses produtos, que foram julgados dentro

da seção 232 - investigação de abrangência mundial,

passam a ser comercializados com as tarifas definidas no

processo, sem incidência das demais taxas. Porém, os

produtos do Brasil permanecem taxados com os 10% da

reciprocidade e os 40% adicionais, totalizando 50%.

PROCESSO SEÇÃO 301 -

LEI DE COMÉRCIO DOS EUA DE 1974

Com relação à investigação da Seção 301, a Abimci

novamente tomou a frente para defender o setor

madeireiro e protocolou uma defesa no dia 18 de

agosto, demonstrando que os produtos madeireiros

brasileiros são originários de florestas plantadas e de

manejos sustentáveis, em conformidade com a legislação

nacional vigente e com as melhores práticas de

controle e regulação. A defesa foi elaborada em parceria

com as empresas associadas e o escritório jurídico

Hogan Lovells, de Washington, o mesmo que representou

o setor nas ações envolvendo a Seção 232.

Uma das ações mais importantes da Abimci foi a

participação presencial, em setembro, na audiência

pública do USTR, o Escritório do Representante Comercial

dos Estados Unidos. Na defesa técnica oral

apresentada, a entidade enfatizou a excelência e a

solidez do setor brasileiro de madeira processada,

reforçando que a relação comercial com os Estados

Unidos foi construída ao longo de décadas com base

em confiança, qualidade e conformidade com os

padrões técnicos exigidos.

Ressaltou ainda que todos os produtos têm origem

em florestas plantadas e manejos sustentáveis,

atendendo à legislação ambiental nacional e a rigorosos

sistemas de rastreabilidade. Do ponto de vista

econômico, deixou claro que os produtos brasileiros

não competem com a indústria norte-americana, mas

complementam e fortalecem suas cadeias produtivas,

gerando valor para a economia de ambos os países.

54 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

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45



PRINCIPAL

INFORME PUBLICITÁRIO

A ATUAÇÃO

DA ABIMCI E ATUALIZAÇÕES NA

REGULAMENTAÇÃO EUROPEIA

NEGOCIAÇÕES E PRAZOS DE

APLICAÇÃO DA EUDR

O Parlamento Europeu votou no dia 26 de

novembro a proposta do pedido de adiamento da

aplicação e de simplificação do Regulamento de

Desmatamento da União Europeia (EUDR). O texto

foi aprovado por 402 votos a favor, 250 votos contra e

8 abstenções.

No dia 4 de dezembro, negociadores do Parlamento

e do Conselho chegaram a um acordo político

provisório sobre o adiamento por um ano do EUDR,

além de soluções específicas para facilitar e simplificar

a implementação.

Próximos passos:

O Parlamento votará o acordo durante a sua

sessão plenária de 15 a 18 de dezembro de 2025.

O texto acordado deverá ser aprovado pelo Parlamento

e pelo Conselho e, em seguida, publicado no

Jornal Oficial da UE antes do final de 2025 para que

as alterações entrem em vigor.

AÇÕES E PARTICIPAÇÕES DA ABIMCI

A Abimci representa o Brasil na Coalition on

Sustainable Timber, grupo que reúne alguns dos

principais países produtores de madeira do mundo,

responsável por acompanhar e discutir os impactos

do EUDR. A participação da Abimci garante que o

setor brasileiro esteja representado nas discussões

internacionais, contribuindo com dados, análises e

posicionamentos que defendem condições equilibradas

de acesso ao mercado europeu para os

produtos de madeira processada do Brasil.

56 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

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MARCENARIA

NOVOS MÓVEIS

COM MÃO DE OBRA DE APENADOS

HOSPITAIS PÚBLICOS DE SANTA CATARINA GANHAM NOVO

MOBILIÁRIO POR MEIO DE PROJETO DE MARCENARIA

Fotos: Victória Lopes/Ascom SES

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DEZEMBRO 2025 59



MARCENARIA

U

ma parceria entre a SES (Secretaria de

Estado da Saúde) e a Sejuri (Secretaria

de Justiça e Reintegração Social) de Santa

Catarina (SC) está renovando o mobiliário

de hospitais públicos do Estado. Na

marcenaria da Colônia Agroindustrial de Palhoça (SC),

apenados estão transformando madeiras danificadas

ou sem uso em peças novas que equipam unidades de

saúde da rede catarinense. Até o mês de novembro já

foram entregues 230 móveis.

O projeto utiliza materiais fornecidos pela Gepat

(Gerência de Patrimônio) da SES e por meio de doações.

Os internos da Colônia, que abriga detentos do

regime semiaberto da grande Florianópolis, recebem

capacitação e atuam na recuperação dos itens que

seriam descartados. Do trabalho manual nascem armários,

trocadores de fraldas, estantes, balcões, painéis,

nichos e até urnas funerárias.

A INICIATIVA TRAZ

BENEFÍCIOS NÃO APENAS

PARA OS DETENTOS, MAS TAMBÉM

PARA A POPULAÇÃO, JÁ QUE OS MÓVEIS

SÃO ENVIADOS AOS HOSPITAIS

PÚBLICOS DO ESTADO, AJUDANDO A

RECUPERAR ESTRUTURAS QUE HÁ

TEMPOS CARECIAM DE ATENÇÃO

DIOGO DEMARCHI,

SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SANTA CATARINA

BENEFÍCIO PARA

A SOCIEDADE

Instituições como o Hospital Regional de São José,

o Hospital Infantil Joana de Gusmão, a Maternidade

Carmela Dutra e o Instituto de Cardiologia já foram

beneficiados. Por enquanto, a iniciativa atende unidades

da região, mas a intenção é expandir para outras

localidades.

“Essa cooperação visa oportunizar aos apenados

uma atividade laboral que contribua para sua capacitação

e reintegração à sociedade. A iniciativa traz

benefícios não apenas para os detentos, mas também

para a população, já que os móveis são enviados aos

hospitais públicos do Estado, ajudando a recuperar

estruturas que há tempos careciam de atenção. A

proposta é ampliar essa parceria com a Sejuri, gerando

resultados positivos para todos, principalmente à

sociedade”, destacou o secretário da Saúde de Santa

Catarina, Diogo Demarchi.

O projeto, desenvolvido desde 2024, já resultou

na produção de cerca de 230 móveis entregues a entidades

públicas. Todo o serviço é realizado sem custos

para o governo de Santa Catarina. Além de modernizar

as unidades de saúde, a ação contribui para a ressocialização

dos participantes.

“Essa parceria ganhou proporção de uma política

pública de Estado. Ganha a sociedade, ganha o sistema

prisional, com o preso agora trabalhando de forma

remunerada e profissional. E, principalmente, ganha a

Secretaria de Saúde, que pode proporcionar aos hospitais

o retorno desses móveis em condições ideais,

um hospital bem estruturado, com conforto e qualidade

para os nossos pacientes”, salientou a secretária

de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle

Amorim Silva.

ESSA PARCERIA GANHOU

PROPORÇÃO DE UMA

POLÍTICA PÚBLICA DE ESTADO.

GANHAM OS APENADOS E A

SECRETARIA DE SAÚDE, QUE PODE

PROPORCIONAR AOS HOSPITAIS O

RETORNO DOS MÓVEIS EM CONDIÇÕES

IDEAIS, UM HOSPITAL BEM

ESTRUTURADO, COM CONFORTO E

QUALIDADE PARA OS PACIENTES

DANIELLE AMORIM SILVA,

SECRETÁRIA DE ESTADO DE JUSTIÇA

E REINTEGRAÇÃO SOCIAL

A parceria entre a SES e a Sejuri vai além da marcenaria.

Detentos também colaboram na reforma dos

hospitais, executando trabalhos de pintura, carpintaria,

limpeza de áreas externas e outras tarefas. Unidades

de Joinville (SC), Lages (SC) e Florianópolis (SC) estão

entre as beneficiadas com os outros serviços.

Empresas e pessoas interessadas em contribuir

com doações de materiais ou equipamentos de marcenaria

podem entrar em contato com a administração

da Colônia Agroindustrial de Palhoça, pelo telefone

(48) 3664-5580.

60 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

DEZEMBRO 2025 61



TENDÊNCIA

O USO DA IA NO MORAR

EMPRESA APRESENTOU ESTUDO ONDE INVESTIGOU COMPORTAMENTO E

TECNOLOGIA PARA EMBARCAR NOS PRODUTOS

Pioneira na fabricação de painéis de fibra de

madeira, a Duratex foi também a primeira

empresa no Brasil a oferecer proteção antibacteriana

em painéis de madeira revestidos

e pisos laminados. Com o crescente uso de

tecnologia nas casas, a empresa agora está estudando

a melhor forma de aplicar a IA (inteligência artificial) em

seus produtos.

O tema foi abordado em um evento realizado em

Curitiba (PR), no último mês de outubro, onde foi apresentado

o estudo AIX - Ambientes Inteligentes Ilimitados,

realizado pelo Design Office da Dexco, companhia

que engloba a Duratex. Curitiba foi a quarta cidade a

receber o evento que já aconteceu em Brasília (DF), Belo

Horizonte (MG) e São Paulo (SP), e tem uma edição prevista

para acontecer ainda este ano em Fortaleza (CE),

reunindo arquitetos, designers e interessados.

Com mais de 70 anos de trajetória, a Duratex tem

a inovação como um dos seus pilares. Foi a primeira

empresa da América do Sul a conquistar o selo FSC®

(Forest Stewardship Council®) de Manejo Florestal. Em

2021, o grupo passou a se chamar Dexco, abarcando

todas as unidades fabris da empresa passando pela área

de madeira, louças sanitárias e floresta plantada. O estudo

apresenta como a IA está transformando a arquitetura

e o design, apontando novas possibilidades para um

viver mais conectado, inspirador e inovador.

ESTUDO DE TENDÊNCIA

O estrategista sênior em design e inovação do Design

Office da Dexco, Jonny Macali, que soma mais de

25 anos de experiência em marketing, design e neuro-

Fotos: divulgação

A TECNOLOGIA TEM QUE

FAZER SENTIDO. NADA

SUBSTITUI O HUMANO, E É

IMPORTANTE PONTUAR ISSO

JONNY MACALI,

ESTRATEGISTA SÊNIOR EM DESIGN E

INOVAÇÃO DO DESIGN OFFICE DA DEXCO

ciência, apresentou o estudo realizado pelo escritório

sob sua coordenação. “O estudo foi feito para planejar

soluções da Dexco adequadas ao mercado. O brasileiro

gosta de tecnologia e estamos estudando como, de

fato, a IA vai ter relevância no morar. A intenção é colocar

IA embarcada nos produtos”, adianta o profissional.

“Uma nova arquitetura está nascendo da IA. 2025 tem

sido um ano de mudanças exponenciais. Neste estudo

detectamos uma mudança global em seis meses, em

especial na Ásia e Oriente Médio. Procuramos identificar

o que tem relevância para o mercado brasileiro”, completa

Jonny.

O estudo foi dividido em quatro tópicos: O design

expandido pela IA, onde aborda o uso da ferramenta

para potencializar o trabalho; A nova consciência do habitar,

que aprofunda como embarcar a IA nos produtos e

prevê a explosão de tecnologias nas casas; Design para

todos, trata do planejamento sobre a utilidade da casa,

incorporando sensores, a questão da longevidade, a

inclusão de neurodivergentes, os lares multigeracionais,

entre outros aspectos; e Inclusão ética e consciência

coletiva, onde considerou as questões de sustentabilidade

no habitar. “Os ambientes do futuro serão para o

viver de uma forma inteligente e resiliente”, comenta o

profissional. “A tecnologia tem que fazer sentido. Nada

substitui o humano, e é importante pontuar isso”, alerta

Jonny Macali.

Além de produtos inovadores a Dexco também disponibiliza

simuladores digitais que auxiliam no trabalho

de arquitetos e designers.

Madeira com origem

e rastreabilidade

A Aimex adotou o VTO - Verificação da Transparência de

Origem - um sistema que permite a verificação de todos

os elos da cadeia produtiva da madeira, desde a origem,

passando pela industrialização, beneficiamento até o

consumidor final.

A verificação é realizada por uma empresa independente,

através de multicamadas de análise: documental,

verificação por satélite, em plataformas e visitas

em campo. Essas verificações garantem confiança e

transparência a todo o processo.

Nossa madeira é rastreável,

legalizada e sustentável.

Aimex – Nosso negócio é a

floresta em pé!

Saiba mais

Agência EKO

62 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



PRÊMIO REFERÊNCIA 2025

NOITE CHEIA DE EMOÇÃO E HOMENAGENS FOI

MARCADA PELA CELEBRAÇÃO DOS GRANDES DESTAQUES

DO SETOR DE BASE FLORESTAL MADEIREIRA

Fotos: Emanuel Caldeira

Avigésima terceira edição do Prêmio

REFERÊNCIA contemplou dez empresas

que se destacaram no segmento

de base madeireira florestal. O evento

realizado no Restaurante Porta Romana

é organizado pela JOTA Editora, responsável pela

publicação das revistas: REFERÊNCIA FLORESTAL,

REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL, REFERÊNCIA

CELULOSE&PAPEL, REFERÊNCIA PRODUTOS DE

MADEIRA E REFERÊNCIA BIOMAIS. A premiação é

uma das grandes tradições do segmento e tem atraído

cada vez mais interesse do público em relação as

empresas vencedoras.

A escolha dos vencedores ocorre por meio de

um processo rigoroso, pautado pelos mais altos padrões

de indicação, pesquisa, levantamento e análise.

Desde o recebimento das indicações, enviadas por

leitores, clientes e parceiros, até a análise detalhada

realizada pelos membros da organização, cada etapa

é conduzida com critério e transparência. O prêmio

tem como propósito destacar aqueles que mais contribuíram

para o fortalecimento e o desenvolvimento

da indústria madeireira de base florestal. O Prêmio

REFERÊNCIA representa um reconhecimento especial

concedido a empresas, associações ou personalidades

que, ao longo do ano, desempenharam papel

decisivo na consolidação de um dos setores mais

relevantes e em expansão da economia nacional.

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DEZEMBRO 2025 65



PRÊMIO REFERÊNCIA 2025

A edição 2025 da premiação contou com o apoio

da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente) e os patrocínios

de: Acimderj (Associação do Comércio e Indústria

de Madeiras e Derivados do Estado do Rio de Janeiro),

Aimex (Associação das Indústrias Exportadoras

de Madeira do Estado do Pará), Cipem (Centro das

Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do

Estado de Mato Grosso), CPM, DRV Ferramentas,

Envimat, Formóbile, Himev, Montana Química, MSM

Química e Rotteng.

Fábio Machado, diretor comercial da JOTA Editora,

celebrou a realização do prêmio e destacou a

valorização dedicada a cada empresa durante a cerimônia.

“Talvez tenha sido a edição mais desafiadora

que promovemos em mais de duas décadas. Vivemos

momentos de muito conhecimento, valorização do

setor e encerramos o ano do segmento florestal em

alto nível”, defendeu Fábio. O Prêmio REFERÊNCIA

Melhores do Ano reuniu cerca de 100 participantes

no evento presencial e também contou com milhares

de pessoas conectadas na transmissão simultânea

pelo canal da Revista REFERÊNCIA no youtube. O

vídeo completo da cerimônia pode ser assistido por

meio do QR Code disponível na página.

PALESTRA E REPRESENTAÇÃO

A abertura da noite especial contou com a palestra

de Fernando Castanheira Neto, com o tema:

Panorama do Setor Florestal em 2025 – Cenário Atual

e Perspectivas. Fernando destacou em sua apresentação

a capacidade produtiva do Brasil, plantadas

ou manejadas, os principais destaques relacionados

a produção e como avalia o futuro da produção

florestal nacional. “Vendo os números podemos afirmar

que o Brasil produz muito, produz muito bem e

produz utilizando áreas bem reduzidas em relação a

áreas produtivas. Temos um cenário de crescimento

potencial, mas o segmento está sob ataque, seja de

sanções internacionais ou de propostas legais de entidades

nacionais que podem colocar toda a cadeia

produtiva em risco”, alertou Fernando.

Após a participação de Fernando, Paulo Pupo,

superintendente da Abimci, foi convidado a comentar

sobre as grandes lutas do segmento florestas e como

a entidade que ele representa teve que trabalhar incansavelmente

para proteger as empresas nacionais

nos últimos tempos. “Desde março, quando a taxação

de 25% chegou, estamos trabalhando continua-

mente para tentar derrubar essas sanções. Podemos

afirmar com toda certeza de que todos os produtos

que passaram a ser isentos são frutos de entidades

empresariais, pois se fossemos esperar por ações de

governo, teríamos segmentos inteiros com as portas

fechadas”, relatou Paulo.

Após a entregas das premiações da noite, Fábio

Machado aproveitou para anunciar as novidades da

JOTA Editora para 2026. “Teremos a partir de fevereiro

a chegada da terceira temporada do Podcast

REFERÊNCIA e uma publicação nova: a REFERÊNCIA

Compostagem. É um passo de coragem e de muita

ousadia, que me faz lembrar o começo da editora há

26 anos. Contamos com vocês para continuar contando

as grandes histórias do segmento de base florestal”,

conclamou Fábio.

Os interessados podem assistir ao

vídeo completo da transmissão por

meio do QR Code ao lado.

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PRÊMIO REFERÊNCIA 2025

ABB WOOD

Símbolo de excelência, a primeira vencedora da noite,

uniu produtividade, rigor técnico e modelos eficientes de

transformação de resíduos florestais em pellets de alto

valor agregado. Almir José de Borba, diretor técnico da

Ima Ferramentas, representou a ABB Wood Brasil na premiação,

valorizou o reconhecimento da empresa. “É uma

honra estar aqui para receber este prêmio em nome de

Yogesh e de Jean Pascal. A ABB Wood é uma referência

no que faz e este reconhecimento é resultado do trabalho,

da parceria e da confiança de cada um de seus colaboradores,

parceiros, clientes e fornecedores”, valorizou

Almir.

GBF

A GBF Madeiras Comércio e Exportação recebeu o

Prêmio Referência 2025 por sua trajetória de excelência

no setor de florestas plantadas. A empresa atua de forma

verticalizada, desde o cultivo até a exportação de produtos

de teca, sempre com foco na sustentabilidade e no

desenvolvimento responsável. Gabriel Marques, diretor

industrial da GBF, valorizou o esforço da família Di Biasi

na implementação e manutenção da indústria na região

sul do Pará. “São 8 anos que estou nessa família e posso

ver o sucesso e os frutos do trabalho de todos para o desenvolvimento

da região. Agradeço a Revista REFERÊN-

CIA por esse reconhecimento, que mostra que estamos

fazendo a coisa certa”, salientou Gabriel.

Paulo Pupo entregando o Prêmio REFERÊNCIA para

Almir de Borba, da ABB Wood

Pedro Bartoski Jr. entregando o Prêmio REFERÊNCIA

para Gabriel Marques, da GBF

BENEVIDES MADEIRAS

Benevides Madeiras é referência nacional em manejo

florestal sustentável na Amazônia, unindo desenvolvimento

econômico, preservação ambiental e respeito social.

Leony Ribeiro, assessor jurídico da Benevides, lembrou

que a trajetória da Benevides foi construída com muito

trabalho, empenho e compromisso. “É com imenso prazer

que recebo esta premiação em nome da empresa

Benevides Madeiras. Sabemos que esse prêmio é o resultado

do trabalho diário, da busca pela excelência e responsabilidade

que temos em todas as nossas atividades”,

celebrou Leony.

INDUSPARQUET

Pioneira no uso de estufas computadorizadas, a empresa

garante qualidade e durabilidade, seguindo critérios

rigorosos de ESG e sustentabilidade. Essa trajetória

de inovação e responsabilidade socioambiental levou o

grupo a conquistar o Prêmio REFERÊNCIA Melhores do

Ano. José Antonio Baggio, fundador da Indusparquet,

valorizou as mais de cinco décadas da empresa e o reconhecimento

recebido. “Passamos por muitos desafios,

em décadas diferentes e continuamos trabalhando e hoje

recebemos esse tão importante prêmio. Agradecemos a

todos os nossos funcionários, em todas as áreas de nossa

atuação”, enalteceu José.

Fabiana Tokarski entregando o Prêmio REFERÊNCIA para

Leony Ribeiro, da Benevides Madeiras

Valeria Brizola entregando o Prêmio REFERÊNCIA para

José Antonio Baggio, da Indusparquet

Rosilda Ribeiro entregando o Prêmio REFERÊNCIA para Rodrigo

de Almeida (à esquerda) e Marcelo Schmid (à direita),

da Forestoken

FORESTOKEN

“A Forestoken nasceu para transformar florestas em

dados e dados em negócios”, resumiu Rodrigo de Almeida,

diretor da Forestoken. A empresa recebeu o prêmio

por sua inovação ao integrar blockchain e geointeligência,

garantindo rastreabilidade, segurança e liquidez no

mercado florestal. Marcelo Schmid, diretor da Forestoken,

apontou que a empresa nasceu para inovar e fazer

transformação no mercado florestal. “Trabalhamos para

aproximar a floresta do mercado financeiro e construir um

mercado futuro para nossas florestas. Ficamos muito gratos

por, em pouco tempo, já receber um reconhecimento

como esse prêmio”, ressaltou Marcelo.

Gerson Penkal entregando o Prêmio REFERÊNCIA para

Pedro Augusto Cardoso, da LD Celulose

LD CELULOSE

LD Celulose se consolida por reciclar cerca de 99%

dos resíduos sólidos em sua própria usina de compostagem.

Esse projeto de economia circular transforma

resíduos em fertilizantes e corretivos de solo usados no

manejo das florestas, garantindo um ciclo completo e sustentável

que reforça seu compromisso ambiental. Pedro

Augusto Cardoso, coordenador de compostagem da LD

Celulose, representou a empresa na celebração do Prêmio

Melhores do Ano. “A LD celulose investe muito em

sustentabilidade com seriedade, empenho e pioneirismo,

transformando resíduos em produtos úteis para o plantio.

Agradeço a todos que acreditam no trabalho da LD Celulose”,

exaltou Pedro.

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DEZEMBRO 2025 69



PRÊMIO REFERÊNCIA 2025

LIGNUM BIOMASSA

A Lignum Biomassa foi agraciada com o Prêmio Referência

2025 por promover a industrialização sustentável

do cavaco de madeira nativa no Mato Grosso. Sua atuação

em economia circular reaproveita resíduos florestais

como combustível, reduz emissões e gera impactos

socioambientais relevantes. Wander Hoeger, diretor da

Lignum, contou sobre como esse prêmio é a realização de

um sonho. “Receber esse prêmio é lembrar de quando

ainda estava na faculdade e lia a Revista REFERÊNCIA.

Estar sendo homenageado aqui hoje tem um significado

sem tamanho para mim”, comemorou Wander.

REFLORESTAR

“Esse prêmio é um reconhecimento de tudo aquilo

que estamos fazendo há mais de 20 anos”, discursou

Humberto Godinho, sócio-diretor do Grupo Emília Cordeiro,

que engloba a Reflorestar. A Reflorestar Soluções

Florestais investiu em tecnologia de ponta e mecanização,

introduzindo a primeira máquina de roçada em

áreas de alta declividade no Brasil. Além de ganhos em

produtividade e segurança, a empresa se destaca pela

responsabilidade ambiental, neutralizando integralmente

as emissões de carbono em todos os contratos e reafirmando

seu compromisso com a agenda ESG (ambiental,

social e governança).

Diego Vieira entregando o Prêmio REFERÊNCIA para Wander

Hoeger (centro) e Alexandre Vian (direita),

da Lignum Biomassa

Rodrigo Demetrio entregando o Prêmio REFERÊNCIA

para Humberto Godinho, da Reflorestar

MADIMUNE

Com foco no tratamento e preservação de madeiras,

a Madimune se destaca pelo uso do eucalipto em instalações

rurais, construção civil e paisagismo. Equipada com

autoclave de última geração, alia tecnologia de ponta

à responsabilidade ambiental, garantindo produtos duráveis,

seguros e de alta qualidade, além de promover

práticas éticas e sustentáveis. William Mohana, diretor da

Madimune, comentou com muito orgulho sobre o prêmio.

“Estamos em Coxim, interior do Mato Grosso, e poder

levar até nosso cantinho um prêmio que é referência

nacional é um motivo de muito orgulho para mim e para

todos da Madimune”, celebrou William.

UNIVERSIDADE DO CARBONO

A Universidade do Carbono é pioneira na formação

de profissionais para liderar a transição rumo à economia

de baixo carbono. Com programas de excelência,

promove práticas de conservação, restauração florestal

e agricultura regenerativa, preparando líderes para o

mercado global. Roqueline Lins, assistente de coordenação,

destacou a importância do prêmio para a iniciativa

da Universidade do Carbono. “Esse prêmio simboliza a

importância de unir floresta, clima e mercado. O mercado

de carbono já deixou de ser algo distante e hoje estamos

formando profissionais que vão liderar esse segmento”,

sublinhou Roqueline.

Everson Stelle entregando o Prêmio REFERÊNCIA para

William Mohana, da Madimune

Fábio Machado entregando o Prêmio REFERÊNCIA para

Roqueline Lins, da Universidade do Carbono

TALVEZ TENHA SIDO A EDIÇÃO MAIS DESAFIADORA

QUE PROMOVEMOS EM MAIS DE DUAS DÉCADAS. VIVEMOS

MOMENTOS DE MUITO CONHECIMENTO, VALORIZAÇÃO DO

SETOR E ENCERRAMOS O ANO DO SEGMENTO FLORESTAL EM

ALTO NÍVEL

FÁBIO MACHADO, DIRETOR COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA

70 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

DEZEMBRO 2025 71



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LODOS INDUSTRIAIS, RESÍDUOS ORGÂNICOS, COMPOST BARN E ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO

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QUÍMICA NA MADEIRA

ESPECIALISTAS LISTAM OS

ERROS MAIS COMUNS NO

TRATAMENTO DE MADEIRA

E EXPLICAM COMO EVITÁ-LOS

Fotos: divulgação

O

tratamento preservativo da madeira é um dos

pilares da durabilidade, segurança e sustentabilidade

das estruturas e produtos feitos a

partir desse material. Mesmo com o avanço

das tecnologias e dos preservativos industriais,

ainda é comum observar falhas no processo, que comprometem

o desempenho esperado, tanto em aplicações estruturais

quanto decorativas. Identificar esses erros e adotar

práticas corretas é essencial para garantir a longevidade da

madeira e o uso eficiente dos produtos preservantes.

1. Período de secagem

Madeiras recém-cortadas, ou verdes, altamente úmidas

e ainda ricas em extrativos quando submetidas a qualquer

tratamento preservativo tal condição impede a penetração

e a distribuição do produto, ocasionando falhas graves no

tratamento e a contaminação da solução preservativa. Garantir

o teor de umidade abaixo do ponto de saturação das

fibras, ou seja, abaixo de 30% é uma prática segura para

aplicação de tais produtos.

A secagem artificial quando conduzida à temperatura

excessiva pode promover trincas, empenamento, encanoamento

e mesmo o colapso celular. Neste caso o controle

da taxa de secagem, principalmente nas fases iniciais, pode

minimizar estes impactos.

Secagem natural quando realizada em ambientes abertos,

em contato com vegetação, expostas diretamente ao

sol, vento nos topos e a chuva podem sofrer empenamentos,

trincas, rachaduras e reabsorção da umidade. Locais

cobertos e ventilados serão sempre mais apropriados a este

procedimento.

Em madeira serrada a falta de espaçadores entre as

tábuas e ou sarrafos, dificultam a secagem e favorecem o

desenvolvimento de fungos. A utilização de espaçadores

adequados e devidamente alinhados promovem a melhor

ventilação, reduzindo o risco de desenvolvimento de organismos

biodeterioradores.

A utilização de medidores de umidade, tornam os processos

mais seguros e confiáveis para uma boa condução

do processo de preservação das madeiras.

2. Uso incorreto do preservativo

O uso inadequado dos produtos preservativos para

madeira pode ocasionar em baixa durabilidade e proteção

contra fungos e insetos. Seguir instruções normativas e

recomendações dos fabricantes garantem a durabilidade

e proteção exigida para atendimento da categoria de uso

requerida.

Contaminação cruzada pode promover desbalanceamento

do produto bem como a redução de sua eficiência.

A limpeza e manutenção dos equipamentos minimizam potenciais

riscos de contaminação.

O armazenamento inadequado, pode promover uma

degradação acelerada comprometendo a estabilidade e o

desempenho do produto. Manter produtos em locais abrigados

e ventilados reduzem tal risco.

A aplicação em condições inadequadas como umidade

alta, sob sol e ou chuva podem conduzir em falhas de aplicação,

manchamento e mesmo redução da durabilidade.

Locais abrigados com boa ventilação promovem melhor

uniformidade da aplicação do produto.

A falta de preparo prévio da madeira, ou seja, aplicações

em superfícies sujas, com resinas, mofadas ou ainda com

cascas comprometem a aplicação do produto preservativo

reduzindo a retenção e sua fixação. Ao iniciar o tratamento

é importante que a superfície esteja limpa e isenta de qualquer

material que possa comprometer a sua aplicação.

O uso inadequado do equipamento, tempos de imersão

insuficientes, e o não respeitar o tempo de cura entre demãos

para aplicações a pincel, comprometem diretamente

a durabilidade e desempenho do produto. Seguir as orientações

do fabricante minimizam possíveis problemas de

aplicação.

A instalação de madeiras recém-tratadas, sem que o

tempo de cura seja respeitado, podem incorrer em lixiviação

do produto, impactando a durabilidade da madeira

tratada e potencial contaminação ambiental.

A DURABILIDADE DA

MADEIRA TRATADA

DEPENDE NÃO APENAS DO

PRODUTO UTILIZADO, MAS

TAMBÉM DO AMBIENTE EM QUE

SERÁ EMPREGADA

3. Falta de manutenção preventiva

A falta de regularidade de uma manutenção preventiva

pode provocar a incidência de pequenas rachaduras ou fendilhamentos,

que podem servir de acesso aos organismos

biodeterioradores. Programas de manutenção preventiva

evitam a substituição precoce de partes ou das estruturas

de madeira.

A falta de uma reaplicação periódica dos produtos,

de acordo com a orientação dos fabricantes, possibilita o

ataque de fungos e cupins, ocasionando em substituições

precoces. O correto regime de reaplicação de produtos garante

a longevidade das estruturas.

O corte ou qualquer perfuração da madeira na obra requer

cuidados. Para que se evite o ataque dos organismos

biodeterioradores, recomenda-se a reaplicação dos preser-

vativos na região de corte e principalmente, que a madeira

seja tratada em sua configuração final de uso.

4. Desconsiderar o ambiente de uso

A durabilidade da madeira tratada depende não apenas

do produto utilizado, mas também do ambiente em que

será empregada. Instalações em áreas úmidas, rurais, industriais

ou marítimas requerem níveis de proteção diferenciados.

Desconsiderar essas condições pode levar ao subdimensionamento

do tratamento e favorecer o surgimento

precoce de danos. Antes de iniciar o processo, é importante

definir se a madeira será usada em ambiente interno, externo,

enterrado ou em contato direto com o solo ou água corrente.

Instruções normativas orientam na escolha correta do

preservativo e da concentração ideal de aplicação, fatores

esses decisivos para o desempenho a longo prazo.

5. Considerações

O tratamento preservativo da madeira é um investimento

em durabilidade, segurança e sustentabilidade. Evitar erros

operacionais e escolher corretamente o tipo de produto

são passos fundamentais para garantir o desempenho esperado.

Soluções como Osmose K33 C, MOQ OX50, Osmotox

Plus, Osmose TI20 e Pentox, desenvolvidas pela Montana

Química, representam o resultado de décadas de pesquisa

voltadas à proteção eficiente da madeira contra fungos, insetos

e agentes de degradação.

A aplicação correta e o respeito aos processos técnicos

é o que transforma um simples tratamento em uma barreira

real contra o tempo, assegurando que a madeira mantenha

sua integridade, beleza e resistência por muitos anos.

JACKSON VIDAL

Químico Pesquisador da Montana Química, é graduado em

Química pela UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa),

possui MBA em Gestão Estratégica Empresarial, e Mestrado em

Ciências - Tecnologia de Produtos Florestais pela ESALQ/USP

(Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz)

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DEZEMBRO 2025 79



CAPACITAÇÃO

TRANSFORMANDO

A MADEIRA

CURSO ABORDOU O PROCESSO DE TRABALHO DENTRO

DAS SERRARIAS COM USO DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Fotos: divulgação / Connect Serrarias

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CAPACITAÇÃO

Aautomação e a transformação das serrarias

foi o tema abordado pelo CEO

da Mendes Máquinas, Rodrigo Mendes

Fabris, durante curso no Connect Serrarias.

Voltado para profissionais do setor,

o evento promovido pela plataforma Connect Base,

que busca proporcionar aprendizado contínuo e fortalecer

o networking entre empresas e profissionais,

encerrou a programação de cursos.

Com mais de 25 anos de experiência no setor

madeireiro, Rodrigo abordou tópicos para melhor

funcionamento de serrarias. Com mais de 4 mil equipamentos

produzidos e prestes a completar 70 anos

em 2026, a Mendes Máquinas tem uma história de

inovação e soluções eficientes para o setor.

TECNOLOGIA APLICADA

Engenheiro mecânico por formação, em sua apresentação

Rodrigo destacou a importância do uso de

tecnologia desde o início do processo. “O trabalho

começa com a classificação das toras. Algumas toras,

muitas vezes têm bom diâmetro mas é torta. O

primeiro corte vai determinar o sucesso da tora. É no

setor primário que está o maior ganho, no corte”,

pontuou Rodrigo. “Hoje tem a classificação por tecnologia

de imagem, mais moderna, lê trincas, bolsa

de resinas. A tecnologia por imagem é o presente

hoje. Na Ligna Hannover foi o que mais vimos”, completou.

Conforme pontuou, a classificação bem feita garante

ganho de produtividade, redução na quantida-

ESTE EVENTO É UMA

INICIATIVA

IMPORTANTE PARA O SETOR,

de de produtos fora do padrão e maior disponibilidade,

com menos paradas na linha de produção. Após

a classificação e o primeiro tratamento, com o corte

em semi-bloco, acontece a transformação secundária,

a linha de refilo otimizada com scanner, a linha desdobro,

a linha de classificação de tábuas, que pode

ser manual ou automatizada. Durante este processo,

Rodrigo abordou também a linha de resíduos, com

classificação e processamento do material residual,

garantindo melhor aproveitamento e redução de desperdícios.

Tudo com máquinas operando de forma

automatizada, o que reduz a necessidade de mão de

obra e garante mais segurança no processo.

SERRARIAS OTIMIZADAS

A evolução dos equipamentos foi outro ponto

relatado, com breve histórico sobre as primeiras

máquinas de serras de fita, produzidas por norte-americanos

por volta de 1880. A primeira serra de fita

da Mendes foi construída em 1960. “As serras de fitas

evoluíram e com a tecnologia aplicada hoje temos as

serras de baixa ou alta tensão, a velocidade do corte,

sistemas de tensionamento. É importante medir.

O TRABALHO COMEÇA

COM A CLASSIFICAÇÃO

DAS TORAS. O PRIMEIRO CORTE VAI

DETERMINAR O SUCESSO DA TORA.

É NO SETOR PRIMÁRIO QUE ESTÁ O

MAIOR GANHO, NO CORTE

RODRIGO MENDES,

ENGENHEIRO MECÂNICO E CEO DA MENDES

MÁQUINAS

PARA TROCA DE EXPERIÊNCIAS,

PARA PODER DIVIDIR O

CONHECIMENTO

RODRIGO MENDES,

ENGENHEIRO MECÂNICO E

CEO DA MENDES MÁQUINAS

Tecnologia alemã para soluções inovadoras na

Indústria da Madeira

Desde 1951 a Miruna traz inovação, tecnologia e confiabilidade para o setor madeireiro,

oferecendo seus sistemas completos de fixação com pregos, grampos, arames e ferramentas

pneumáticas.

As soluções modulares das ferramentas BeA, renomada empresa centenária alemã, atendem a

demanda crescente por fixação automatizada de alta produtividade da indústria de pallets,

serrarias, fabricantes de painéis e casas, como wood frame, moveleiros, dentre outros.

www.miruna.com.br

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Rua Howard Archibald Acheson Jr, 295, cep 06711-280, Cotia - SP.

DEZEMBRO 2025 83



CAPACITAÇÃO

HOJE TEM A

CLASSIFICAÇÃO

POR TECNOLOGIA DE

IMAGEM, MAIS MODERNA,

LÊ TRINCAS, BOLSA DE

RESINAS. A TECNOLOGIA

POR IMAGEM É O

PRESENTE HOJE

RODRIGO MENDES,

ENGENHEIRO MECÂNICO E

CEO DA MENDES MÁQUINAS

Aquilo que você não mede, você não controla, não

gerencia”, comparou o palestrante.

O carro porta tora, as serras circulares, as máquinas

descascadoras, os picadores também foram abordados,

assim como a afiação. “A afiação é o coração

da nossa indústria. Tão importante quanto a máquina

bem mantenida é a afiação. Toda fita corta madeira,

mas como? Com qual velocidade?”, provocou.

O dimensionamento de projetos e a aplicação de

engenharia e tecnologias embarcadas como scanners

e sensores também foram destacados. Ainda durante

a palestra, Rodrigo compartilhou alguns estudos

práticos de projetos já realizados pela Mendes, como

na Frameport, fábrica de portas em Caçador (SC) e

na serraria Laharrague Chodorge, na Argentina, que

otimizou sua planta, entre outros projetos como para

BrasPine, Todesmade, Wood Pack e AB Laminados.

O engenheiro de controle e automação da Mendes,

Thiago Sampaio Röper, complementou o curso

abordando a importância da automação, os problemas

e soluções dos sistemas elétricos nas serrarias e

o desenvolvimento de softwares da empresa.

TREINAMENTO PARA O SETOR

Os participantes do Connect Serrarias ainda tiveram

a oportunidade de ver em funcionamento as máquinas

da Mendes na Frameport e na AB Laminados,

durante visita técnica incluída no curso.

Além de Rodrigo Mendes, o evento teve como

palestrantes Luis Trajano, gerente industrial da ABB

Wood; Thiago Focht, coordenador de desenvolvimento

da Berneck; Cleyton Leite, diretor proprietário

da Elevare; Rafael Lessa, consultor de projetos da

Elevare e Rui Marri, professor da UFPR (Universidade

Federal do Paraná). Realizado no Cifloma (Centro de

Ciências Florestais e Madeira) da UFPR (Universidade

Federal do Paraná), este foi o primeiro evento da

Connect Base voltado para serrarias.

“É uma iniciativa importante para o setor, para

troca de experiências, para poder dividir o conhecimento”,

destacou Rodrigo Mendes.

84 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

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TRATAMENTO

PROTEÇÃO APROVADA

E O MEIO AMBIENTE AGRADECE

TESTE CONFIRMOU QUALIDADE DE PRIMER

PROTETIVO PARA MADEIRA

Fotos: divulgação

C

om cinco proteções simultâneas

para madeira; combate fungos,

cupins e brocas, intempéries e raios

ultravioleta, e ainda é fogo retardante.

Natureline NAT PUR 210, da

Plantag do Brasil, destaca-se por obter nota

máxima, classe A, em teste realizado conforme

a norma técnica ABNT NBR 9442:2019. A classificação

dentro dos parâmetros da norma brasileira

atestou o que já havia sido comprovado no

mercado europeu, anos atrás.

A norma verifica três características: se o

produto em teste pega fogo e se pegar qual a

velocidade de propagação da chama; a geração

de calor e a geração de fumaça. “Durante o ensaio,

verificou-se que não ocorreu propagação

de chama nos corpos de prova. Ocorreu carbonização

e pouca liberação de fumaça”, conforme

consta no documento da Lenco – Centro de

Controle Tecnológico; responsável pela realização

da ensaio. O teste foi realizado em uma

amostra de madeira Morcegueira (Trattinnickia

Burserifolia Mart.) tratada com NAT PUR 210.

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DEZEMBRO 2025 87



TRATAMENTO

“O teste confirma a viabilidade do produto.

O resultado foi excelente, confirmando a aceitação

na Europa, onde já foi testado e aprovado.

É um produto 100% ecológico, que não gera

passível ambiental na madeira tratada. Pode

ser usado, por exemplo, em cocho para cavalos

ou gado, em caixas de madeira para abelhas

sem afetá-las. É uma alternativa para tratar a

madeira na construção civil”, explica Paulo Vicente

Jorge, gerente de negócios da Plantag

do Brasil.

TECNOLOGIA ECOLÓGICA

Conforme Paulo, o Natureline NAT PUR

210, é um primer protetivo para madeira, feito a

base de sais inorgânicos que impregnam a fibra

da madeira, à base de água, ou seja, com 0%

de VOC (sem solvente nem produtos agressivos

ao meio ambiente), que pode ser aplicado em

qualquer tipo de madeira, em ambiente externo

ou interno.

“O produto pode ser aplicado em qualquer

madeira, seja processada ou nativa, por pincel,

rolo, pistola de pressão, imersão e/ou autoclave.

Tem na versão incolor, que destaca os veios

da madeira, também em cores básicas. É uma

tecnologia alemã que estamos disponibilizando

no Brasil. Atualmente estamos trabalhando com

projetos para aplicação na construção de casas

de madeira no Paraná, Mato Grosso e Pará”,

conta Paulo.

“O NAT PUR 210 tem sua eficiência aprovada

nos laboratórios mais rígidos da Europa.

Uma alternativa no mercado brasileiro, neste

período de ênfase para a proteção do meio

ambiente. Ampliando a utilização de madeira

tratada em projetos arquitetônicos”, destaca o

gerente.

EMPRESA FAMILIAR

Fundada em 1953 a Plantag Coatings Group

é uma empresa familiar que está na terceira

geração sem perder o foco na sustentabilidade

da sua atividade e dos seus produtos, presente

em 13 países, incluindo a filial no Brasil sediada

no Paraná. A intenção é expandir a presença no

continente americano.

Entre outras empresas, Plantag Group engloba

a marca Jordanª Lacke, empresa alemã

com mais de 125 anos de atividade no desenvolvimento

de vernizes para madeiras e móveis.

Visite o site pelo

Qr Code ao lado:

O RESULTADO FOI EXCELENTE, JÁ ESPERÁVAMOS PORQUE

NA EUROPA O PRODUTO JÁ É ATESTADO E APROVADO.

É UM PRODUTO 100% ECOLÓGICO, QUE NÃO GERA PASSÍVEL

AMBIENTAL NA MADEIRA TRATADA

PAULO VICENTE JORGE, GERENTE DE NEGÓCIOS DA PLANTAG DO BRASIL

Produtos e soluções para madeira

Uma marca de PLANTAG Coatings GmbH

www.plantag.de

p.jorge@plantag.de

(41) 9 9932 4440

Plantag do Brasil Ltda

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DEZEMBRO 2025 89



ARTIGO

PEGADA DE CO 2

DA MADEIRA NATIVA DESTINADA À

CONSTRUÇÃO CIVIL PROVENIENTE DE

DIFERENTES TIPOS DE EXPLORAÇÃO FLORESTAL

Fotos: divulgação

CÁSSIO GOMES DE OLIVEIRA

UNILA (UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO

LATINO-AMERICANA)

KATIA REGINA GARCIA PUNHAGUI

UNILA (UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO

LATINO-AMERICANA)

LIDIANE SANTANA OLIVEIRA

USP (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)

FERNANDA BELIZÁRIO SILVA

IPT (INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS DO

ESTADO DE SÃO PAULO)

INTRODUÇÃO

Amudança climática tem causado cada

vez mais desastres, tais como enchentes

e deslizamentos, que afetam principalmente

a parcela mais vulnerável da

população, inclusive no Brasil. O IPCC

(Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas)

recomenda que as emissões líquidas globais de

CO 2

, que é o principal gás de efeito estufa, sejam

reduzidas a zero (net-zero) até o ano de 2050 para

limitar o aquecimento global e seus efeitos adversos

(IPCC, 2022). Descarbonizar a construção é essencial

para atingir esta meta, pois este setor contribui

com aproximadamente 37% das emissões globais

de CO 2

, considerando a produção dos materiais, a

construção e a operação dos edifícios (Unep, 2022).

O uso da madeira é frequentemente apontado

como uma estratégia para descarbonizar a construção

(Churkina et al., 2020), uma vez que as árvores

absorvem carbono da atmosfera pela fotossíntese.

A madeira de construção pode ser proveniente tanto

de florestas plantadas especificamente para esta

finalidade, quanto de florestas nativas. Enquanto as

florestas plantadas usualmente são monoculturas

(por exemplo, pinus e eucalipto), as florestas nativas

preservam a biodiversidade, o que também é essencial

para garantir o equilíbrio natural e a segurança

alimentar para o futuro (Unep, 2020).

Entretanto, o quão sustentável é a madeira nativa

depende da forma como a floresta é explorada,

uma vez que a intensidade de extração de biomassa

impacta na capacidade de recuperação da floresta

e nos seus estoques de carbono. Sendo assim, é

primordial avaliar o impacto das diferentes formas

de exploração florestal sobre a pegada de carbobo

da madeira nativa, ou seja, as emissões de gás carbônico,

que ocorrem durante o seu ciclo de vida,

desde a sua extração na floresta, passando pelo

seu beneficiamento e transporte. O conhecimento

da pegada de CO 2

da madeira nativa permite que

profissionais e consumidores possam tomar decisões

mais bem embasadas, bem como fortalecer

melhores práticas e implementar políticas públicas

de fomento às cadeias com maior potencial de produção

sustentável.

90 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

DEZEMBRO 2025 91



ARTIGO

FORMAS DE EXPLORAÇÃO

DE FLORESTAS NATIVAS

A indústria da construção utiliza a madeira nativa,

de origem majoritariamente amazônica, em

diversas aplicações duradouras e provisórias (Sobral

et al., 2002). A especificação de madeiras nativas se

deve tanto a questões estéticas - por exemplo, a

preferência de arquitetos pela aparência de certas

espécies - quanto por questões técnicas, uma vez

que espécies nativas apresentam alta densidade,

resistência e, dependendo da espécie, durabilidade

natural contra biodeterioração (Zenid, 2009). O uso

de madeira nativa pode também contribuir para o

desempenho ambiental dos edifícios; entretanto,

isso depende da forma como é feita a exploração

florestal. Neste trabalho, são consideradas três formas

principais de exploração florestal: extração seletiva

convencional, manejo convencional e manejo

sustentável.

MÉTODO

A quantificação da pegada de CO 2

dos produtos

de madeira nativa está baseada no método

Adac (Avaliação do Desempenho Ambiental da

Construção) (Belizario-Silva, 2022). Trata-se de uma

abordagem simplificada da ACV (Avaliação do Ciclo

de Vida), que quantifica os fluxos de massa e de

energia que ocorrem nos processos que compõem

o ciclo de vida de um determinado produto. Os

fluxos inventariados podem ser fluxos elementares,

que são originários de ou destinados à natureza diretamente

(por exemplo, uma emissão atmosférica),

ou fluxos de produto, que são originários de ou destinados

a outros processos antrópicos (por exemplo,

a energia elétrica). Estes fluxos são então convertidos

em indicadores de desempenho ambiental, que

são expressos em relação a uma unidade declarada

de produto.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A baixa pegada de CO 2

da madeira de manejo

sustentável ocorre porque este tipo de exploração

florestal permite considerar que a biomassa seja

totalmente renovável (neutra em carbono), de modo

que não se atribuem emissões do gás aos resíduos

desta biomassa, mas apenas aos fluxos energéticos

(combustíveis e eletricidade) envolvidos nos diversos

processos de exploração florestal, beneficiamento

e transporte da madeira. Neste caso, a principal

fonte emissora é o transporte das toras até a

serraria (33% das emissões em média), seguido pelo

consumo de diesel em equipamentos utilizados na

exploração florestal (28%) e na serraria (24%).

O USO DE MADEIRA

NATIVA PODE CONTRIBUIR

PARA O DESEMPENHO AMBIENTAL

DOS EDIFÍCIOS; ENTRETANTO, ISSO

DEPENDE DA FORMA COMO É FEITA

A EXPLORAÇÃO FLORESTAL

AFIADOR DE SERRA FITA

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ARTIGO

CONCLUSÕES

A pegada de CO 2

da madeira nativa serrada

bruta varia entre 25 e 19.860 kgCO2/m 3 , a depender

do tipo de extração florestal. Além disso, apenas

as madeiras de manejo funcionam como estoque

temporário de carbono biogênico, com um estoque

de 353 kgC/m 3 de madeira serrada bruta seca ao ar.

Os resultados consideram as emissões desde a exploração

florestal até o término do beneficiamento

na serraria e apenas os fluxos de carbono acima do

solo. Indica-se, para futuros trabalhos, que equitativamente

se contabilize a variação do estoque de

carbono abaixo do solo, tornando mais completa a

análise da pegada de CO 2

dos produtos de madeira

nativa destinados à construção. No entanto, ressalta-se

a importância da adoção de uma metodologia

estruturada e transparente que permita o cálculo

das emissões de gás carbônico abaixo do solo de

modo inteligível, condizente com a realidade e facilmente

reprodutível.

A exploração florestal é a fase em que mais

contribui para a pegada de CO 2

da madeira nativa

proveniente de extração seletiva convencional e

de manejo convencional, devido à alta produção

de resíduos (2,44 m 3 resíduos/m 3 tora) resultantes

da retirada de galhos e folhas e da destruição da

biomassa florestal para abertura de vias de acesso e

pátios de armazenagem. No caso da extração seletiva

convencional, como esta não propicia a recuperação

da biomassa destruída, todo resíduo, queimado

ou decomposto, é contabilizado como emissão. Já

no caso do manejo convencional, a intensidade de

exploração atualmente preconizada pela legislação

ambiental brasileira permite apenas a recomposição

parcial da biomassa florestal, sendo que a parcela

não recomposta atua como fonte emissora de CO 2

.

Garantir a rastreabilidade ao longo da cadeia

produtiva e incentivar o uso de madeira de manejo

sustentável, com exploração de baixa intensidade

(menor que 15 m 3 /ha), tem o potencial de reduzir

quase na totalidade a pegada de CO 2

da madeira nativa.

Isto porque toda a biomassa florestal suprimida

se recupera dentro do período entre ciclos de cortes,

fazendo com que o balanço de carbono ao longo do

ciclo de vida do produto seja igual a zero (nulo). Além

disso, a madeira nativa proveniente de manejo sustentável

aumenta o estoque temporário de carbono

na biomassa renovável contida em produtos de construção.

Ademais, o manejo sustentável colabora com

a manutenção dos serviços ambientais prestados pela

floresta, preservando a biodiversidade e evitando

ações ilegais de invasão, queimadas e desmatamento

pela exploração comercial sustentável da floresta.

Este estudo mostra a importância de conhecer a

origem da madeira nativa para a pegada de CO 2

de

produtos de madeira. Espera-se que estes resultados

contribuam para que a cadeia de valor da construção

civil exija a rastreabilidade efetiva da madeira nativa e

solicite informações sobre o desempenho ambiental

de produtos à base de madeira, para tomar decisões

conscientes e fomentar e fortalecer as boas práticas

de manejo de florestas nativas no Brasil destinadas à

produção de madeira para a construção civil.

Essa é uma versão parcial

desse conteúdo, acesse o

texto completo pelo

QR Code ao lado:

A QUANTIFICAÇÃO DA PEGADA DE CO 2

DOS PRODUTOS DE

MADEIRA NATIVA ESTÁ BASEADA NO MÉTODO ADAC

(AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO AMBIENTAL DA CONSTRUÇÃO)

IMPLEMENTOS PARA

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E TESTES

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Localidade de Bom Jesus

94 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025

DEZEMBRO 2025 95



AGENDA

AGENDA

2026

JUNHO 2026

2 A 4

CARREFOUR INTERNATIONAL

DU BOIS 2026

LOCAL: NANTES (FRANÇA)

INFORMAÇÕES:

HTTPS://WWW.TIMBERSHOW.COM/

JUNHO 2026

30/06 A 03/07

FORMÓBILE

LOCAL: SÃO PAULO (SP)

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

FORMOBILE.COM.BR/PT/HOME.HTML

AGOSTO 2026

17 A 20

MOVELSUL

LOCAL: BENTO GONÇALVES (RS)

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

SINDMOVEIS.COM.BR/

WOOD TAIWAN

23 A 26 DE ABRIL DE 2026

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A TAIWAN INTERNATIONAL WOODWORKING

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Imagem: reprodução

96 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



ESPAÇO ABERTO

A FORÇA DA INDÚSTRIA NACIONAL

E O PAPEL DA AUTOMAÇÃO INTELIGENTE

O BRASIL POSSUI UM

POTENCIAL INDUSTRIAL

EXTRAORDINÁRIO. MAS

PRECISAMOS RECONHECER QUE

TEM SIDO MAL APROVEITADO. O

EMPRESÁRIO BRASILEIRO

ENFRENTA JUROS ALTÍSSIMOS,

CARGA TRIBUTÁRIA SUFOCANTE E

UM GOVERNO QUE POUCO

INCENTIVA QUEM PRODUZ

POR

ETI GALVANI

ULIANO

CEO E FUNDADOR DA

UNESA MÁQUINAS,

INVENTOR E

AUTODIDATA

Aindústria brasileira vive um período de

transformação profunda. A busca por produtividade

e qualidade tem levado empresas

de todos os segmentos a repensar seus

processos e incorporar novas tecnologias.

Nesse cenário, a automação inteligente, impulsionada

pela IA (inteligência artificial), se consolida como um dos

principais pilares do futuro da produção.

Mais do que uma tendência, a automação tornou-se

essencial para quem deseja crescer e se manter competitivo.

Indústrias que investem em tecnologia, conectividade

e análise de dados conseguem otimizar recursos,

elevar o padrão de qualidade e responder com agilidade

às mudanças do mercado.

Aquelas que demoram a inovar acabam ficando à

margem de um setor cada vez mais moderno e exigente.

Na Unesa Máquinas, acreditamos que o futuro da

produção passa pela união entre automação e inteligência.

Nossas soluções estão cada vez mais conectadas,

capazes de analisar dados em tempo real e ajustar parâmetros

automaticamente, resultados diretos da aplicação

de recursos de IA e aprendizado de máquina.

Essa evolução representa mais do que inovação tecnológica:

é uma verdadeira mudança de mentalidade

dentro da indústria.

A tecnologia, quando bem aplicada, humaniza o processo

produtivo. Ela libera o operador de tarefas repetitivas,

permite decisões mais rápidas e precisas e abre

espaço para que o capital humano se concentre onde

realmente importa: na criação, no controle e no aprimoramento

constante.

O Brasil possui um potencial industrial extraordinário.

Temos capacidade técnica, criatividade e uma base

produtiva em expansão. Mas também precisamos reconhecer

que esse potencial tem sido mal aproveitado.

O empresário brasileiro enfrenta juros altíssimos, carga

tributária sufocante e um governo que, pouco incentiva

quem produz. O resultado é uma nação que desestimula

o estudo e a formação técnica, enquanto alimenta uma

cultura rasa, imediatista e acomodada. O brasileiro é

talentoso, mas tem sido malconduzido. Faltam políticas

sérias que estimulem o trabalho, o mérito e a inovação.

Se nada mudar, veremos grande parte das nossas

indústrias se transformando em meras representantes de

produtos importados, principalmente da China. Esse é

o risco de um país que consome mais do que cria, que

prefere importar a desenvolver e que não valoriza sua

própria inteligência produtiva. Perder nossa capacidade

de desenvolver e produzir internamente seria abrir mão

de um dos maiores patrimônios de um país: sua autonomia

industrial.

Na Unesa, seguimos firmes em nosso propósito de

desenvolver tecnologia nacional, oferecendo soluções

que unem automação, conectividade e inteligência.

Acreditamos que o Brasil só vai se tornar protagonista

quando voltar a investir em quem faz, em quem cria e

em quem estuda. Nosso compromisso é fortalecer a indústria

brasileira, mantendo-a competitiva, sustentável e

protagonista em seu próprio mercado.

O futuro da indústria não é apenas automatizado. É

inteligente, humano e brasileiro.

Foto: divulgação

98 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2025



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