Florestal_280Dupla OPS
16,18,20,22,24,26,28,32,34,36,38,40,42,45,46,47,48,49,51,52,54,56,58,61,62,83,84,86,90,92,96
16,18,20,22,24,26,28,32,34,36,38,40,42,45,46,47,48,49,51,52,54,56,58,61,62,83,84,86,90,92,96
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DESTAQUE
Entrevista: Rogério Salamuni e as perspectivas sobre gestão na direção florestal da BrasPine
OLHOS
NO FUTURO
EDUCAÇÃO ESTRATÉGICA
FORMA ESPECIALISTAS
PARA SUPRIR A CRESCENTE
DEMANDA DO MERCADO DE
CARBONO
EYES ON THE FUTURE
STRATEGIC EDUCATION TRAINS
SPECIALISTS TO MEET
THE CARBON MARKET'S
GROWING DEMAND
A presença da Himev na COP30, em Belém, marcou um dos momentos mais importantes da trajetória
da empresa. Durante o evento, apresentamos soluções que regeneram o solo, reduzem emissões e
promovem produtividade sustentável, tecnologias brasileiras que chamaram atenção de visitantes,
produtores, pesquisadores e lideranças ambientais.
Presença de especialistas nacionais reforçando credibilidade.
Destaque para o papel do agro regenerativo no futuro do Brasil.
Demonstração da tecnologia que transforma biomassa em adubo natural.
Evidência de como a mecanização sustentável reduz impactos e recupera áreas degradadas,
fortalecendo a missão da Himev após a COP30.
Da limpeza de áreas à regeneração do solo. A Himev
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com tecnologia europeia e robustez brasileira.
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SUMÁRIO
DEZEMBRO 2025
44
APAGÃO DE
TALENTOS
NA ERA DO
CARBONO?
08 Editorial
10 Cartas
12 Bastidores
14 Notas
30 Frases
32 Entrevista
42 Coluna
44 Principal
50 Silvicultura
56 Legislação
60 Compostagem
64 Prêmio REFERÊNCIA
82 Manejo
88 Artigo
94 Agenda
96 Espaço Aberto
50
64
ANUNCIANTES DA EDIÇÃO
09 BKT
13 Bruno
15 Carrocerias Bachiega
85 D’Antonio Equipamentos
21 Denis Cimaf
02 Dinagro
37 DRV Ferramentas
59 Duffatto Viveiro Florestal
71 Engeforest
17 Envimat
63 Envimat
100 Envimat
07 Envu
69 Equilíbrio Florestal
94 ExpoMinas 2026
73 Feldermann Forest
93 Felipe Diesel
79 Francio Soluções Florestais
41 Grupo Hidrau Torque
04 Himev
19 J de Souza
97 Lignum Latin America 2026
31 Máquina Solo
87 Motocana
77 Neutraliza
75 Planflora
81 REFERÊNCIA Compostagem
29 Rodovale
11 Rotary-Ax
27 Rotor Equipamentos
53 Sergomel
98 Sparta Brasil
25 Tecmater
55 Unibrás
33 Unifértil
43 Universidade do Carbono
57 Vale do Tibagi
91 Valfer Ferramentas
23 Vantec
35 Watanabe
39 WDS Pneumática
06 www.referenciaflorestal.com.br
EDITORIAL
Até mais
Chegamos ao fim de mais um ciclo, marcado por desafios e
conquistas que reforçam a força do setor florestal. Este ano foi
de aprendizado, inovação e união em prol de uma base sustentável
que garante futuro às próximas gerações. Agradecemos aos
leitores, parceiros e profissionais que caminharam conosco, fortalecendo
cada edição. Que o próximo ano traga novas oportunidades,
crescimento responsável e inspiração para seguirmos juntos
na construção de um setor cada vez mais resiliente. Nessa edição
conheça detalhes sobre a Universidade do Carbono, que prepara
profissionais para um mercado em expansão, a cobertura completa
do Prêmio REFERÊNCIA Melhores do Ano 2025, as novidades
sobre silvicultura no Rio de Janeiro, restauração florestal, manejo
sustentável e uma entrevista exclusiva com Rogério Salamuni,
novo diretor florestal da BrasPine, que compartilha sua experiência
e seus objetivos. Agradecemos imensamente por mais um ano
e excelente leitura!
2
1
Na capa dessa edição a
Universidade do Carbono, que
forma os profissionais que vão
liderar o mercado de carbono
A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product
www.referenciaflorestal.com.br
Ano XXVII • Nº280 • Dezembro 2025
DESTAQUE
Entrevista: Rogério Salamuni e as perspectivas sobre gestão na direção florestal da BrasPine
OLHOS
NO FUTURO
EDUCAÇÃO ESTRATÉGICA
FORMA ESPECIALISTAS
PARA SUPRIR A CRESCENTE
DEMANDA DO MERCADO DE
CARBONO
EYES ON THE FUTURE
STRATEGIC EDUCATION TRAINS
SPECIALISTS TO MEET
THE CARBON MARKET'S
GROWING DEMAND
A LONG WAY
TOGETHER
SEE YOU SOON!
Another cycle has come to a close, one marked by challenges
and achievements that have strengthened the Forestry Sector.
This year was one of learning, innovation, and unity in favor of
building a sustainable foundation that will guarantee a future for
future generations. We thank our readers, partners, and professionals
who have supported us, making each issue stronger. May
the coming year bring new opportunities, responsible growth, and
inspiration to continue building a more resilient Sector together.
In this issue, learn more about the University of Carbon, which
prepares professionals for a growing market. Get complete coverage
of the REFERÊNCIA Best of the Year 2025 Award. Read news
about forestry in Rio de Janeiro, forest restoration, and sustainable
management. Enjoy an exclusive interview with Rogério Salamuni,
BrasPine’s new Director of Forestry. He shares his experience
and goals. We are very grateful for another year and wish you
pleasant reading!
EXPEDIENTE
ANO XXVII - EDIÇÃO 280 - DEZEMBRO 2025
Diretor Comercial / Commercial Director
Fábio Alexandre Machado
fabiomachado@revistareferencia.com.br
Diretor Executivo / Executive Director
Pedro Bartoski Jr
bartoski@revistareferencia.com.br
Redação / Writing
Vinicius Santos
jornalismo@revistareferencia.com.br
Colunista
Gabriel Dalla Costa Berger
Depto. de Criação / Graphic Design
Fabiana Tokarski - Supervisão
Aime Cristine Lima
Letícia Stefanello
criacao@revistareferencia.com.br
Tradução / Translation
John Wood Moore
Depto. Comercial / Sales Departament
Gerson Penkal
comercial@revistareferencia.com.br
fone: +55 (41) 3333-1023
Depto. de Assinaturas / Subscription
assinatura@revistareferencia.com.br
José A. Ferreira
(41) 99203-2091
Entrevista exclusiva com
Rogério Salamuni, novo
diretor florestal da BrasPine
ASSINATURAS
0800 600 2038
Periodicidade Advertising
GARANTIDA GARANTEED
Veículo filiado a:
Produção de adubo ôrganico
3
A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,
dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,
instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,
ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente
ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor
Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em
matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais
de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,
armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos
textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são
terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos
direitos autorais, exceto para fins didáticos.
Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication
directed at the producers and consumers of the good and services of the
lumberz industry, research institutions, university students, governmental
agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked
to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself
responsible for the concepts contained in the material, articles or columns
signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,
themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage
under any form or means of the texts, photographs and other intellectual
property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited
without the written authorization of the holders of the authorial rights.
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CARTAS
DESTAQUE
PRÊMIO REFERÊNCIA: conheça os vencedores da maior festa do segmento de base florestal
rotaryax
rotaryaxoficial
Capa da Edição 279 da
Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,
mês de novembro de 2025
A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product
www.referenciaflorestal.com.br
A FORÇA
DA GENÉTICA
VIVEIROS TRANSFORMAM
SEMENTES APRIMORADAS
EM SUCESSO REAL PARA
O PRODUTOR
Ano XXVII • Nº279 • Novembro 2025
THE POWER
OF GENETICS
NURSERIES TRANSFORM
IMPROVED SEEDS INTO REAL
SUCCESS FOR THE PRODUCER
ENTREVISTA
PRINCIPAL
Por Claudio Almeida, Vitória da Conquista (BA)
Quem vê árvores frondosas e plantios que tomam o horizonte deve
valorizar muito o trabalho dos viveiros. É onde tudo começa e facilita o
desenvolvimento do plantio.
Foto: Emanoel Caldeira
Até o Papai Noel já sabe, a escolha certa para
material de corte mecanizado é a Rotary-AX.
em qualquer época do ano, o material de corte com
alta resistência rotary-ax é sempre a melhor escolha!
Por Emanoel de Castro, Goiânia (GO)
A participação do poder público é importante para auxiliar e facilitar as
operações da iniciativa privada. Muito sucesso à gestão.
agradecemos a parceria e confiança
em nós depositada durante esse ano.
Que 2026 seja um ano repleto de
alegrias e novas realizações.
COMPOSHOW
Por Sérgio Siqueira, Castro (PR)
Esse evento abre portas para um mercado que ainda engatinha no segmento
florestal, mas pode ser chave para um futuro mais sustentável.
Foto: Emanoel Caldeira
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010 www.referenciaflorestal.com.br
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BASTIDORES
Revista
TITAN: A POTÊNCIA QUE
LIDERA A AMÉRICA LATINA
Foto: REFERÊNCIA
PODCAST
A Reflorestar Soluções Florestais, através do
diretor geral Igor Dutra de Souza e do sócio-diretor
do Grupo Emília Cordeiro, Humberto Godinho,
participaram do Podcast REFERÊNCIA, junto com
os diretores da REFERÊNCIA FLORESTAL, Fábio
Machado e Pedro Bartoski Jr.
Foto: REFERÊNCIA
PARCERIA
A parceria entre a DRV e a Revista REFERÊNCIA já
ultrapassou uma década, e novamente estará ativa em
2026, nas Revistas FLORESTAL, INDUSTRIAL, BIOMAIS
e CELULOSE & PAPEL. A renovação foi acordada entre
o gestor de marketing da DRV, Fabiano Mendes e Fábio
Machado, diretor comercial da Revista.
Em um mundo onde os desafios operacionais
se tornam cada vez mais exigentes quem
conta com um TITAN está sempre um passo à
frente. Com engenharia especializada e aprimoramentos
contínuos, o Titan reúne robustez
estrutural, modernidade tecnológica e
inovação real que o consolidam como o
maior e mais potente picador da América
Latina.
12 www.referenciaflorestal.com.br
ALTA
MARCADO EM EXPANSÃO
DEZEMBRO 2025
AINDA É POUCO
Pesquisadores brasileiros lançaram o RDM (Mecanismo
de Reversão de Desmatamento, em inglês), iniciativa que
O Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial)
coloca as florestas tropicais no centro das estratégias
avançou 1,1 ponto em novembro, alcançando 48,3 pontos,
segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).
contra as mudanças climáticas. O projeto busca tornar a
restauração florestal uma alternativa prática e lucrativa à
É a terceira alta seguida, amenizando parte das perdas
agricultura e pecuária, ao valorizar a captura de carbono.
acumuladas ao longo do ano. Para Larissa Nocko, especialista
em Políticas e Indústria da CNI, ainda é prematuro
Juliano Assunção, do CPI/PUC-Rio, defende reenquadrar
o papel das florestas na agenda climática. Estudos com
falar em retomada da confiança, pois persistem entraves
Lars Peter Hansen e José Alexandre Scheinkman calcularam
que US$ 50 por tonelada de carbono tornariam
como carga tributária elevada, juros altos, demanda
interna fraca e escassez de mão de obra qualificada.
o reflorestamento competitivo. Com dados de satélite,
Apesar da melhora recente, o Icei segue abaixo de 50
foram mapeadas 91 florestas tropicais; Brasil, Indonésia
pontos há 11 meses, refletindo pessimismo empresarial
e RDC concentram maior potencial, podendo capturar até
contínuo.
49 gigatoneladas de carbono em áreas restauradas, com
valores que chegam a US$ 270 por tonelada.
BAIXA
Equipado com um motor Volvo de 1000 HP, o Titan entrega uma força impressionante,
garantindo eficiência mesmo nas operações florestais mais pesadas. Essa
potência, combinada ao seu sistema avançado de corte e à construção reforçada,
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NOTAS
Podcast REFERÊNCIA
O mês de novembro trouxe debates estratégicos ao
Podcast REFERÊNCIA, abordando desde a inteligência de
mercado e desafios do suprimento florestal até a evolução
e normatização da indústria de pallets. O primeiro convidado
foi Jefferson Mendes (foto de cima), engenheiro florestal
e diretor da BM2C Consultoria em Gestão e Negócios, empresa
focada em inteligência estratégica e alianças globais.
O segundo convidado foi Marcelo Canozo (foto de baixo),
diretor comercial e sócio-fundador da Fort Paletes, indústria
que atua com foco em madeira reflorestada, automação e
gestão de embalagens. Os episódios contaram com o apoio
da Porto Sul COMEX e da Rotteng.
Jefferson Mendes revisitou sua vasta trajetória no
setor, passando pela fundação da Silviconsult e sua atuação
na Pöyry, até a criação da BM2C em 2017. Ele destacou a
mudança no perfil da consultoria moderna, que deixou de
apenas vender dados para oferecer inteligência de mercado,
atuando através da Global Consulting Alliance. Jefferson
também fez um alerta contundente sobre o cenário atual
das florestas plantadas e a demanda industrial. “O grande
desafio hoje é o suprimento de madeira. Há um risco
grande de déficit nas indústrias. Abomino o termo ‘apagão
florestal’, pois apagão é quando se fica no escuro, mas o suprimento
vai virar uma barreira. Novos projetos industriais
vão ser complicados sem essa garantia”, analisou Jefferson,
enfatizando a necessidade de planejamento estratégico
frente às mudanças climáticas e à competição por terras.
Marcelo Canozo, natural de Catanduva (SP), narrou
a transição da tradição familiar da antiga Canoso Madeira,
que trabalhava com nativas, para a fundação da Fort
Paletes em 1998, em Itararé (SP), já com foco total em
pinus e eucalipto. Ao longo do podcast, Marcelo detalhou a
modernização da empresa, que hoje conta com quase 200
colaboradores e certificações internacionais, e abordou sua
atuação na GE (Gestão Eficiente de Embalagens). O ponto
central da conversa foi a urgência da normatização do setor
de pallets no Brasil, visando qualidade e rastreabilidade.
“O benefício é muito mais para o consumidor. Hoje, se
acontecer de quebrar um pallet, você não consegue rastrear
o responsável. Então, eu acho que esse benefício da
normatização é imensurável, principalmente na questão de
segurança em grandes armazenagens”, concluiu Marcelo.
Os episódios completos o Leitor pode conferir
no canal do youtube da Revista REFERÊNCIA:
Fotos: REFERÊNCIA
14 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Gestão definida
FONE: (16) 2121-0865
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A Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas Florestais) realizou Assembleia Geral Ordinária no dia 19 de novembro no Hotel
Intercity em Porto Alegre (RS) para eleição de diretoria e conselho na gestão 2026/2027, aprovação de orçamento do próximo
período e assuntos gerais. Daniel Chies foi reeleito presidente, tendo como vice-presidentes Ruter Disarz (Adjunto), Augusto
Fernando Robert Schwerter (Comunicação e Relações Institucionais), José Carlos Haas Junior (Produção Industrial e Arranjos
Produtivos), Lucas Pasetto (Mercado e Certificação), Tatiana Souza Müller (Administração e Finanças), Diogo Carlos Leuck (Cadeia
Produtiva da Acácia), Vitório Slompo (Cadeia Produtiva de Eucalipto) e Cassiano de Zorzi (Cadeia Produtiva de Pinus).
A assembleia marcou também a despedida do presidente do Conselho e ex-presidente da Ageflor na gestão 2022-2023, Luiz
Augusto Alves, que presidiu a sessão secretariado por Lucas Pasetto. Luiz Augusto fez um registro de sua trajetória na associação
e de desafios do período. Ele também agradeceu a entidade e a todos que com ela contribuem, em especial na sua gestão.
A vice-presidente de Administração e Finanças, Tatiana Müller, apresentou o orçamento para 2026, sendo este aprovado
pelos presentes. Em assuntos gerais, destaque para a notícia de aprovação na Assembleia Legislativa do PL 332/2025, que moderniza
e desburocratiza a atividade florestal ao isentá-la do licenciamento ambiental, alinhando a legislação gaúcha às normas
federais.
Presente na ocasião, o deputado estadual autor do projeto e presidente da Frente Parlamentar da Silvicultura no Rio Grande
do Sul, Carlos Búrigo, apontou que esta era uma demanda do setor e que com a aprovação do PL 332/2025, o Estado passa a
se adequar à Lei Federal 14.876/24, que retirou a silvicultura da lista de atividades potencialmente poluidoras, e à Lei Federal
15.190/25 — a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental.
A assembleia foi seguida de uma reunião-almoço com palestra abordando o cenário econômico global, desafios internos,
perspectivas regionais e uma análise das cadeias produtivas florestais. Quem apresentou foi Giovani Baggio, Economista-Chefe da
Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul).
DIRETORIA
Presidente: Daniel Chies (Madem S/A. Ind. e Com. de Embalagens)
Vice-presidente adjunto: Ruter Disarz (RDK Logs Ltda.)
Vice-presidente de comunicação e relações institucionais: Augusto Fernando Robert Schwerter (CMPC)
Vice-presidente de produção industrial e arranjos produtivos: José Carlos Haas Junior (Haas Madeiras Ltda.)
Vice-presidente de mercado e certificação: Lucas Pasetto (F&W Forestry Brazil)
Vice-presidente de administração e finanças: Tatiana Souza Müller (Arpel Plus Negócios Florestais e Industriais Ltda.)
Vice-presidente da cadeia produtiva da acácia: Diogo Carlos Leuck (Seta S/A – Extrativa Tanino de Acácia)
Vice-presidente da cadeia produtiva de eucalipto: Vitório Slompo (Duratex Florestal Ltda.)
Vice-presidente da cadeia produtiva de pinus: Cassiano de Zorzi (Reflorestadores Unidos S/A)
MANIPULADOR FLORESTAL É
Fotos: divulgação Ageflor
16 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Representando o setor
A Abaf (Associação Baiana das Empresas de Base Florestal) esteve presente na XXXIV edição da maior feira de agronegócio do
Norte-Nordeste, a Fenagro, que foi realizada entre 29 de novembro e 7 de dezembro, no Parque de Exposições de Salvador (BA),
sob liderança do jornal A Tarde em parceria com a Seagri (Secretaria de Agricultura da Bahia). A Abaf contou com um estande no
Setor de Cadeias Produtivas, no pavilhão institucional do governo do Estado da Bahia, para divulgar as vantagens econômicas,
sociais e ambientais do setor florestal e seus principais projetos.
Além disso, durante o evento, no Gabinete da Seagri, realizou a assinatura do convênio entre a Secretaria e a Abaf referente
ao sistema ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) e, depois, promoveu o plantio simbólico de 200 árvores (no Parque de
Exposições). No mesmo dia, às 16h, reuniu representantes do IF Baiano (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano
– Campus Teixeira de Freitas), no estande da Abaf, para o anúncio do novo curso de Engenharia Florestal do IFBaiano. Também
promoveu, às 18h no Salão Internacional, um encontro florestal para lançar seu relatório setorial Bahia Florestal 2025, prestar homenagem
à Finlândia pela cooperação na indústria madeireira mundial e pela sua data nacional no dia 6 de dezembro, e celebrar o
Dia da Silvicultura, no dia seguinte.
“Com a parceria com a Seagri promovemos ações do nosso programa: Plantar para não Faltar; nos diversos consórcios municipais
em 2026. O objetivo foi incentivar o pequeno e médio produtor rural a investir no plantio e manejo de florestas comerciais
para usos múltiplos, no ILPF e divulgar o Programa ABC. Ao mesmo tempo, o programa pretendeu comprometer os outros dois
vértices desse triângulo produtivo: os processadores de madeira (serrarias, construtoras e fábricas de móveis etc.) e os usuários
dos produtos finais de madeira (revendedoras de materiais de construção e sindicatos)”, explicou o diretor-executivo da Abaf,
Wilson Andrade.
A Bahia ainda não produzia (e processava) madeira plantada suficiente para atender à demanda do Estado e muito disso se
dava pela falta de conhecimento da rentabilidade e sustentabilidade do setor. “Propusemos um modelo para a verticalização do
setor de madeira na Bahia. Este setor poderia ser mais abrangente e inclusivo, pois tinha uma grande diversidade de uso. A ideia
foi produzir na Bahia toda a madeira de que precisávamos, visando o atendimento da demanda também para outros segmentos
importantes, como o de móveis, construção civil e geração de energia. Com isso geramos ainda mais emprego e renda”, acrescentou
Andrade.
Novo curso de Engenharia Florestal do IF Baiano – O Projeto Pedagógico do Curso -, contou com a participação de engenheiros
florestais das empresas de base florestal, a exemplo da Suzano, o que reforçou o compromisso do IF Baiano em formar profissionais
alinhados às reais demandas do setor produtivo. Esse curso visou atender a uma demanda histórica da sociedade e do setor,
em uma região estratégica para a economia florestal e para a conservação ambiental. Nosso objetivo principal foi formar profissionais
capacitados para planejar e gerenciar recursos florestais, utilizando sólida base científica na solução de problemas do setor, de
forma racional e sustentável”, destacou Elen Duarte Rosa, diretora-geral do IF Baiano.
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NOTAS
Contra o fogo
A Amif (Associação Mineira da Indústria Florestal) reforçou mais uma vez seu papel estratégico no enfrentamento
aos incêndios florestais ao participar da cerimônia de assinatura do Protocolo de Intenções que une esforços entre
poder público, setor agropecuário e entidades ambientais e florestais. A iniciativa consolida compromissos institucionais
e expande as frentes de ação para proteger o meio rural mineiro.
O protocolo foi assinado pela Amif em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o Sistema
Faemg Senar, a Seapa (Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o Sistema OCEMG (Sindicato e
Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais), a Siamig (Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar
de Minas Gerais) Bioenergia, a Emater/MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural). A cerimônia contou
com a presença da presidente da Amif, Adriana Maugeri, e da engenheira florestal Fernanda Ribeiro. “Precisamos
cuidar com atenção das nossas florestas e agir de forma conjunta e preventiva. O fogo por si só não é nosso inimigo,
mas o fogo descontrolado é sim um risco que combatemos com orientação, união e planejamento”, destacou Adriana.
Na ocasião, a presidente também anunciou o lançamento do PAM (Plano de Auxílio Mútuo) do setor florestal
mineiro, uma iniciativa que busca fortalecer ainda mais as ações integradas de prevenção e combate aos incêndios.
Durante o evento, Adriana Maugeri aproveitou para anunciar oficialmente o lançamento do PAM (Plano de Auxílio
Mútuo) do setor florestal mineiro: um instrumento inovador que busca estruturar a cooperação entre instituições
públicas e privadas para que as ações preventivas e de combate sejam mais eficazes e integradas. “Lançamos o Plano
de Auxílio Mútuo do setor florestal mineiro, que busca parcerias com diversas instituições para que possamos atuar
de forma eficaz e colaborativa na prevenção e combate aos incêndios florestais”, ressaltou Adriana. O PAM deverá
servir como engrenagem normativa e de mobilização técnica, reunindo recursos humanos, equipamentos e protocolos
compartilhados para enfrentar os desafios dos períodos secos e da vulnerabilidade rural.
Os impactos das queimadas no Estado são expressivos: entre julho e setembro de 2024, incêndios rurais atingiram
mais de 305 mil ha (hectares) e geraram prejuízos estimados em R$ 1,2 bilhão, sobretudo em pastagens, lavouras
e áreas florestadas. Esse cenário reforça a necessidade de atuação conjunta e preventiva, não apenas reativa. Em
Minas Gerais, há ainda o contexto do período crítico de incêndios, tempo em que as ocorrências tendem a se intensificar
devido à seca e ao aumento da suscetibilidade das áreas vegetadas. Além disso, o governo estadual já opera
programas como o “Minas Contra o Fogo”, que articula municípios, brigadas e órgãos ambientais na defesa contra
queimadas.
Foto: divulgação
20 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Identificando necessidades
Um novo relatório produzido pelo Forestry Natural Capital Project destacou a relevância da natureza nos processos
de tomada de decisão financeira. O projeto, do qual a IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) participa, reúne 18 organizações
florestais de 38 países e busca fortalecer a integração entre economia e sustentabilidade.
Intitulado Forests and the Future Bioeconomy (Florestas e o Futuro da Bioeconomia, em inglês), o documento apresenta
sete serviços ecossistêmicos prioritários que podem servir de base para mensurar e valorar as contribuições das
árvores plantadas para a sociedade, a economia e o planeta.
A iniciativa é liderada pela ISFC (International Sustainable Forestry Coalition) e pela TNFC (Capitals Coalition, com
apoio da Taskforce on Nature-related Financial Disclosures). O objetivo é tornar a natureza visível nas decisões financeiras
e aproximar o setor florestal das práticas corporativas de reporte e gestão estratégica.
O relatório resulta da primeira fase do projeto Forestry Natural Capital, que envolveu workshops, pesquisas e análises
alinhadas ao TNFD LEAP Approach e ao Natural Capital Protocol. Nesse processo, foram identificados e priorizados
os sete serviços ecossistêmicos mais relevantes das árvores cultivadas para a prosperidade global. O projeto terá
duração total de 18 meses.
Entre os serviços destacados estão o fornecimento sustentável de madeira e fibra, a regulação da quantidade e
qualidade da água, o sequestro de carbono, a preservação da biodiversidade, a melhoria da qualidade do ar e as atividades
recreativas e culturais. “O setor de árvores cultivadas está mostrando como o valor da natureza pode avançar do
conceito para a ação e para o reporte corporativo”, afirmou Mark Gough, CEO da Capitals Coalition.
Foto: divulgação
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NOTAS
Exportações
comprometidas
As exportações brasileiras de produtos madeireiros
para os EUA (Estados Unidos da América) registraram
queda média de 55% nos primeiros três meses de vigência
da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos,
conforme análise da Abimci (Associação Brasileira da
Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) a
partir dos dados da Secex/MDIC, divulgados no início
de novembro. De acordo com o levantamento, entre
agosto e outubro, houve quedas significativas nos
volumes destinados aos EUA, principal mercado para
muitos dos produtos brasileiros de madeira, como
molduras, compensado, madeira serrada, portas e
pisos.
Os dados demonstram a progressão em cadeia dos
impactos gerados pela taxação: sem o mercado americano,
as empresas necessitam reduzir ou até paralisar
a produção. Com os parques fabris produzindo abaixo
da capacidade, há milhares de funcionários em férias
coletivas, layoff, além de demissões que já ocorreram.
O mercado acumula quatro meses de retração
contínua, que começou em julho, com o anúncio da
taxação e agravamento ao longo do período seguinte,
de três meses.
O superintendente da Abimci, Paulo Pupo, avalia
que, sem avanços concretos nas tratativas envolvendo
as taxas, a tendência é de piora desse cenário. “A única
solução passa pelo avanço efetivo nas negociações
entre os governos do Brasil e dos EUA para que as
tarifas sejam readequadas e o comércio entre os dois
países se normalize. No entanto, o que temos assistido
é a falta de ações práticas e de agendas eficazes nessas
tão necessárias negociações”, argumenta.
Pupo ressalta que, além de todo esse cenário,
há outro fator preocupante para o setor de madeira
processada brasileira. “Quanto mais o tempo passa
sem indícios reais de avanço nas negociações, maior o
risco de os produtos brasileiros serem gradativamente
substituídos no mercado norte-americano. Os clientes
e importadores começam, naturalmente, a buscar
suprimento e fornecedores em países com taxas menores,
e o Brasil está muito exposto nesse movimento,
pois tem hoje a maior taxa nominal do mundo. A falta
de progresso nas negociações está comprometendo
um relacionamento comercial construído ao longo
de décadas e um importante share de participação
naquele mercado”, assinala.
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NOTAS
Visita técnica
A Oregon Tool abriu as portas de sua operação em Curitiba (PR) para receber profissionais de imprensa em
uma visita especial realizada em novembro. Líder mundial na produção de correntes e barras para motosserras, a
empresa mostrou de perto como funciona a única fábrica do Hemisfério Sul dedicada à fabricação de correntes, um
polo estratégico que abastece clientes na América Latina, EUA (Estados Unidos da América), Europa, África e Ásia.
Logo na chegada, os visitantes tiveram contato com a relevância da unidade brasileira dentro da estrutura global da
companhia.
Durante o tour técnico, os jornalistas percorreram diferentes etapas do processo produtivo, observando desde o
trabalho de engenharia até a precisão industrial que garante o desempenho das correntes e demais componentes.
A equipe da Oregon Tool também apresentou detalhes sobre a trajetória da empresa no Brasil, onde está presente
desde o final da década de 1970, e reforçou porque o país é considerado peça-chave no setor florestal internacional,
especialmente pelo potencial de crescimento das árvores em comparação com regiões de clima frio.
Além da parte institucional e técnica, a visita trouxe a oportunidade de conhecer o ambiente interno da fábrica
e entender como a operação é organizada no dia a dia. Os profissionais puderam acompanhar linhas de produção
em funcionamento, ver máquinas em operação e tirar dúvidas diretamente com especialistas, o que ajudou a traduzir
em detalhes o nível de tecnologia que sustenta o padrão de qualidade da marca.
No encerramento, a experiência ficou ainda mais dinâmica com a etapa prática. Os visitantes testaram uma motosserra
equipada com as correntes produzidas na planta de Curitiba (PR) e experimentaram também um cortador
de grama que utiliza a nova tecnologia da Oregon Tool, desenvolvida para garantir maior resistência ao fio de corte.
A atividade permitiu vivenciar, na prática, a performance dos produtos e reforçou o compromisso da empresa em
inovação e excelência.
Fotos: divulgação OREGON
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NOTAS
Inovação florestal em risco
Com o avanço das mudanças climáticas, o desempenho das florestas plantadas no Brasil já sofre impactos, e as prioridades
de inovação no setor de papel e celulose estão sendo redefinidas. O aumento das temperaturas, a irregularidade das
chuvas e a maior frequência de vendavais comprometem o crescimento do eucalipto, favorecem a proliferação de pragas e
ampliam as perdas de madeira, uma preocupação crescente, segundo a agrônoma Josileia Zanatta, pesquisadora da EMBRA-
PA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Florestas.
Um estudo da instituição aponta que as oscilações climáticas devem afetar o cultivo do eucalipto em todas as regiões do
país, com exceção do Sul. “Com a mudança do clima batendo à porta, se nada for feito, teremos, de fato, redução na produtividade”,
alerta Adriano Scarpa, gerente de sustentabilidade e políticas florestais da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores).
Para o gerente, a saída está na inovação. “O setor vem avançando em pesquisas voltadas à resiliência climática”, acrescenta
Adriano.
A adaptação passa por iniciativas que combinam melhoramento genético, projeções climáticas e novas tecnologias de
monitoramento. Bioinsumos em desenvolvimento também despontam como alternativa. De acordo com pesquisa da IBÁ, o
melhoramento genético concentrou 26% dos R$ 372 milhões investidos em pesquisa e inovação pelo setor no último ano. O
objetivo é selecionar árvores mais produtivas e resistentes. “Busca-se, por exemplo, cruzar materiais genéticos de uma espécie
de alta produtividade com outra de maior tolerância à seca ou a altas temperaturas, para agregar volume e adaptação”,
explica Cristiane Reis, engenheira florestal e pesquisadora da Embrapa Florestas.
Em um movimento raro, empresas concorrentes decidiram unir forças. Klabin, Suzano e Eldorado Brasil participam de um
estudo conduzido pelo IPEF (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais) para avaliar o desempenho de clones de eucalipto
em diferentes regiões do país. “Com o programa, conseguimos saber com precisão quanto cada material genético cresce
em distintas condições de precipitação”, afirma Darlon Orlamunder, diretor de estratégia e planejamento florestal da Klabin.
Segundo Darlon, os resultados permitem, por exemplo, verificar se um clone hoje resistente à seca no Nordeste poderá futuramente
ser cultivado no Mato Grosso do Sul. “Caso o ambiente se torne mais seco e as temperaturas aumentem, conseguimos
selecionar o material mais adequado à nova condição climática”, completa Darlon.
Foto: divulgação
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FRASES
Foto: divulgação
As concessões florestais
organizam o uso das florestas
públicas, dão previsibilidade
ao investidor e garantem
salvaguardas socioambientais.
É um caminho para reduzir
emissões, recuperar
áreas degradadas e gerar
desenvolvimento com base na
nossa biodiversidade”
Garo Batmanian, presidente do SFB (Serviço
Florestal Brasileiro), sobre a gestão de
concessões florestais
"Mato Grosso é um grande
produtor de madeira
sustentável, o manejo não só
preserva, como recupera a
floresta. Precisamos continuar
utilizando práticas como
esta, para monetizar aquilo
que nós temos na natureza,
preservando e gerando
emprego e renda"
"Proposta da Conabio
(Comissão Nacional de
Biodiversidade) destrói
cadeia da tilápia e os
plantios de eucalipto e
pinus"
Senador Luis Carlos Heiza, sobre a proposta que
poderia colocar pinus e eucalipto como espécies
invasoras no Brasil
César Miranda, secretário de Estado de
Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso,
sobre as práticas de manejo no Estado
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ENTREVISTA
Gestão
VERDE
Green management
Foto: divulgação
ENTREVISTA
O
setor florestal vive um momento de forte
transformação, marcado pela crescente demanda
por madeira de qualidade, práticas sustentáveis
e integração com cadeias globais de
valor. Nesse cenário, a BrasPine assume papel estratégico ao
buscar eficiência produtiva sem abrir mão da responsabilidade
ambiental. À frente desse desafio está Rogério Salamuni, seu
novo diretor florestal, que conduz a empresa em direção a um
modelo de expansão sustentável, capaz de atender ao mercado
interno e externo com produtos de alto valor agregado,
alinhando inovação, competitividade e compromisso com o
futuro das florestas
T
he Forestry Sector is undergoing a period of
significant transformation, marked by a growing
demand for high-quality wood and sustainable
practices, as well as integration with global value
chains. BrasPine plays a strategic role in this
scenario by seeking production efficiency without compromising
environmental responsibility. Rogério Salamuni, the new
Director of Forestry,, is leading this effort by steering the Company
toward a model of sustainable expansion. This model will
enable BrasPine to serve domestic and foreign markets with
high-value products while promoting innovation, competitiveness,
and a commitment to the future of forests.
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Rogério Salamuni
FORMAÇÃO/ ACTIVITY:
Engenheiro Florestal formado em 1988 pela UFPR (Universidade Federal
do Paraná), que teve o privilégio de ser diplomado pelo próprio
pai, professor PhD. Riad Salamuni (Departamento de Geociências) –
Primeiro Reitor Eleito das Universidade Federais do Brasil. Apresenta
também especialização em Gerenciamento Ambiental em 2006 pela
USP/Esalq (Universidade de São Paulo/Escola Superior de Agronomia
Luis de Querioz) e MBA em Gestão Empresarial em 2013 pela FGV
(Fundação Getúlio Vargas). Atuou na Ripasa SA Papel e Celulose;
Conpacel – Consórcio Paulista de Papel e Celulose SA; Suzano Celulose
e Papel SA; Florestal Vale do Corisco SA (Consórcio da Klabin com a
Arauco); Klabin SA e BrasPine. Ele liderou iniciativas que combinaram
produção de madeira com preservação ambiental, integrando atividades
industriais e florestais.
Forest Engineer, graduated from the Federal University of Paraná
(UFPR) in 1988. Had the privilege of being awarded his diploma by
his father, a Ph.D. Professor Riad Salamuni, from the Department of
Geosciences, was the first elected Rector of the Federal Universities
of Brazil. The Forest Engineer also holds a specialization in Environmental
Management from the University of São Paulo/Luiz de Queiroz
School of Agronomy (USP/Esalq), earned in 2006, as well as an MBA
in Business Administration from the Getulio Vargas Foundation (FGV),
earned in 2013. He has worked at Ripasa S.A. Papel e Celulose, Consórcio
Paulista de Papel e Celulose S.A. (Conpacel), Suzano Celulose
e Papel S.A., Florestal Vale do Corisco S.A. (a Klabin consortium with
Arauco), Klabin S.A., and, now, BrasPine. He has led initiatives that
combine wood production with environmental preservation by integrating
industrial and forestry activities.
Mais que fertilizantes,
cultivamos parcerias
de valor
Nutrição Personalizada para reflorestar o futuro
unifertil.com.br | @unifertilfertilizantes
ENTREVISTA
>> O que o atraiu para o setor florestal madeireiro?
O que sempre me atraiu para o setor florestal e de
madeira é o fato dele ser o pilar da bioeconomia e ter
uma conexão intrínseca com a sustentabilidade. É um
setor que não só produz riquezas e gera milhares de
empregos, mas o faz a partir de um recurso renovável
e que atua diretamente no sequestro de carbono. É um
negócio que, por natureza, é de longo prazo e que exige
um planejamento muito afinado, com o crescimento
industrial. Minha experiência anterior nas demais empresas,
principalmente do setor de celulose e papel, me
preparou de maneira única para este novo desafio na
BrasPine, que é focada em madeira sólida e produtos
de alto valor agregado como molduras e pellets.
>> Como sua experiência anterior o preparou para a
direção da BrasPine?
Trago uma base muito sólida em gestão de grandes
ativos florestais. As empresas que passei me deram a
escala e a disciplina para gerenciar ativos florestais vastos,
garantindo o melhor retorno sobre o investimento,
a saúde da floresta e a certificação. Isso é crucial para
a expansão da base florestal da BrasPine. A excelência
operacional e produtividade são essenciais. No setor de
celulose, por exemplo, cada metro cúbico e cada ciclo
de colheita são otimizados ao máximo. Vou aplicar essa
mesma mentalidade de excelência para otimizar o manejo
florestal e garantir a qualidade da matéria-prima
que a BrasPine precisa para seus produtos premium. Visão
de cadeia de valor, embora os produtos finais sejam
diferentes, a base é a mesma: madeira de Pinus spp.
Minha experiência me permite ver o manejo florestal
não apenas como um custo, mas como uma etapa crítica
de agregação de valor, onde definimos a qualidade
do produto final, seja uma moldura de exportação ou
um pellet de energia.
>> Na prática, quais as mudanças mais significativas
que identificou na silvicultura desde o início de sua
carreira?
Quando comecei, a floresta plantada era mais artesanal,
dependente de trabalho manual, com menor
produtividade por hectare e menos exigência de automação.
Hoje, cada etapa — do viveiro à colheita — está
impregnada de tecnologia, monitoramento, drones,
genética, e há uma consciência muito maior da função
ambiental da floresta. Mas a complexidade aumentou
também, agora não basta plantar rápido, é preciso
plantar certo, acompanhar dados, assegurar sustentabilidade,
atender normas ambientais e trabalhistas mais
rígidas, além de garantir logística eficiente. Concluindo,
o desenvolvimento tecnológico, manejo do solo, projetos
de fertilizações e melhoramento genético, potencializaram
o aumento da produtividade, ao longo destes
35 anos que estou atuando no setor florestal.
What attracted you to the Forestry Sector?
I have always been attracted to this Sector because
it is the pillar of the bioeconomy and has an intrinsic
connection with sustainability. It is an industry that
produces wealth and generates thousands of jobs
from a renewable resource that contributes to carbon
sequestration. By its nature, it is a long-term business
that requires careful planning in line with industrial
growth. My previous experience at other companies,
mainly in the Pulp and Paper Sector, has uniquely prepared
me for this new challenge at BrasPine, which
focuses on solid wood and high-value products, such
as moldings and pellets.
How has your previous experience prepared you for
managing BrasPine?
I have a solid foundation in managing significant
forest assets. The companies I have worked for have
given me the experience necessary to manage vast
forest assets and ensure the best return on investment,
forest health, and certification. This is crucial
for expanding BrasPine’s forest base. Operational
excellence and productivity are essential. In the Pulp
Sector, for instance, every cubic meter and harvest
cycle is maximized. I will apply this same mindset to
optimize forest management and ensure the quality
of the raw material BrasPine needs for its premium
products. Although the end products are different,
the base is the same: Pinus spp. wood. My experience
enables me to view Forest Management as more
than just a cost; it is a critical stage in adding value,
where we determine the quality of the final product,
whether it is an export frame or an energy pellet.
What are the most significant changes you have
seen in forestry since the beginning of your career?
When I started, planted forests relied more on
manual labor and had lower productivity per hectare
and less demand for automation. Today, every
stage—from the nursery to harvesting—is steeped in
technology, monitoring, drones, and genetics. There
is also a much greater awareness of forests’ environmental
function. However, complexity has also
increased. It is no longer enough to plant quickly; you
must also plant correctly, track data, ensure sustainability,
comply with stricter environmental and labor
standards, and provide efficient logistics. In conclusion,
technological development, soil management,
fertilization projects, and genetic improvement have
boosted productivity during my 35 years working in
the Forestry Sector.
What is your primary mission in this new cycle?
My primary mission in taking over the management
of BrasPine is to ensure the Company’s continued,
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ENTREVISTA
>> Qual sua principal missão neste novo ciclo?
Minha principal missão ao assumir a direção da BrasPine
é assegurar que a empresa continue crescendo de
forma sólida e responsável, consolidando-se como referência
em sustentabilidade no setor madeireiro. Nosso
primeiro grande objetivo é fortalecer a integração entre
eficiência produtiva e responsabilidade ambiental, ampliando
o uso de práticas e tecnologias que reduzam
impactos e promovam o aproveitamento sustentável
dos recursos florestais, permitindo que a empresa seja
o mais autossuficiente em madeira. Também queremos
aprofundar o relacionamento com nossos colaboradores,
parceiros e comunidades, reforçando o compromisso
da BrasPine com a geração de valor compartilhado
— econômico, social e ambiental. Acredito que o futuro
do nosso setor depende da capacidade de inovar sem
perder de vista o equilíbrio com o meio ambiente. É
com essa visão que pretendo conduzir a empresa neste
novo ciclo.
>> E acerca de manter a cultura e os valores da empresa?
A cultura da BrasPine é um dos maiores patrimônios,
construída ao longo dos anos com base em valores
sólidos, como ética, respeito, segurança e valorização
das pessoas. Pretendo fortalecer essa cultura por meio
do diálogo constante, da transparência e do reconhecimento
do papel essencial de cada colaborador para
o sucesso da empresa. Nosso objetivo é criar um ambiente
cada vez mais participativo, onde as pessoas se
sintam ouvidas, motivadas e alinhadas com nossos propósitos
de sustentabilidade e excelência. Vamos investir
em programas de desenvolvimento humano, segurança
e qualidade de vida, reforçando o compromisso de que
o crescimento da BrasPine deve caminhar junto com
o bem-estar e o desenvolvimento de todos que fazem
parte desta história bonita, idealizada por três grandes
protagonistas.
solid, and responsible growth, establishing it as a
sustainability benchmark in the Forestry Sector. Our
first primary goal is to strengthen the integration of
production efficiency and environmental responsibility
by expanding the use of practices and technologies
that reduce impacts and promote the sustainable use
of forest resources. This will allow the Company to
be as self-sufficient as possible in terms of wood. We
also want to strengthen our relationships with our
employees, customers, and communities, reinforcing
BrasPine’s commitment to creating shared economic,
social, and environmental value. I believe the future
of our industry depends on our ability to innovate
while balancing ecological impacts. With this vision, I
will lead the Company in this new cycle.
What about maintaining the Company’s culture and
values?
BrasPine’s culture is one of its greatest assets. It
has been built over the years on solid values such as
ethics, respect, safety, and valuing people. I plan to
reinforce this culture by promoting constant dialogue,
transparency, and acknowledging the vital role each
employee plays in the Company’s success. Our goal is
to create an increasingly participatory environment
where people feel heard, motivated, and aligned with
our sustainability and excellence goals. We will invest
in programs that develop our employees, promote
safety, and improve quality of life, reinforcing our
commitment that BrasPine’s growth must go hand
in hand with the well-being and development of
everyone who is part of this beautiful story conceived
by three great protagonists.
What is your vision for expanding and sustaining
BrasPine’s forest assets in the coming years?
Our goal is to consolidate an increasingly sustainable
Boas
Festas!
Formar novos líderes significa garantir que cada colaborador
tenha oportunidades reais de crescimento, fortalecendo o
engajamento e a retenção de pessoas que compartilham
nossos princípios
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ENTREVISTA
>> Qual a sua visão para a expansão e a sustentabilidade
dos ativos florestais próprios da BrasPine nos
próximos anos?
É consolidar uma base florestal cada vez mais sustentável,
produtiva e integrada ao nosso modelo industrial.
A expansão dos ativos florestais próprios da BrasPine
será guiada por critérios técnicos, ambientais e sociais
rigorosos, garantindo o manejo responsável e o uso eficiente
dos recursos naturais. Buscamos fortalecer práticas
de silvicultura sustentável, adquirindo espécies mais
adaptadas com a indústria, materiais geneticamente
melhorados e tecnologia para aumentar produtividade.
Mais do que ampliar área plantada, queremos gerar
valor de forma equilibrada — preservando a biodiversidade,
promovendo o desenvolvimento das comunidades
locais e assegurando a perenidade do negócio. Essa
é a base que sustenta o futuro da BrasPine e o nosso
compromisso com o meio ambiente e com as próximas
gerações.
>> Tem planos para melhorar a produtividade e a qualidade
das florestas para os próximos anos?
A BrasPine tem uma estratégia clara para elevar a produtividade
e a qualidade de suas florestas, combinando
tecnologia, pesquisa e manejo responsável. Com aquisição
das mudas de Pinus spp. melhoradas geneticamente,
uso de dados e monitoramento por sensoriamento
remoto, o que permite planejar de forma mais precisa
e sustentável cada etapa do ciclo florestal. Também
buscamos aprimorar as práticas silviculturais, com foco
em solo, nutrição e sanidade florestal, garantindo maior
rendimento por hectare e madeira de melhor qualidade.
Além disso, valorizamos o conhecimento técnico
das nossas equipes e parcerias com instituições de pesquisa,
fortalecendo a inovação contínua. O objetivo é
produzir florestas mais produtivas, resilientes e alinhadas
aos mais altos padrões ambientais e de qualidade
exigidos pelo mercado.
>> Que estratégias usará para garantir o abastecimento
contínuo e a longevidade da matéria-prima, considerando
a demanda crescente?
Garantir o abastecimento contínuo e sustentável da
matéria-prima é uma prioridade estratégica para a
BrasPine. Nossa principal diretriz é o manejo florestal
responsável, baseado em planejamento de longo prazo
e uso eficiente dos recursos disponíveis. Estamos ampliando
nossos ativos florestais próprios e fortalecendo
parcerias com produtores integrados e fornecedores
certificados, assegurando rastreabilidade e qualidade
da madeira em toda a cadeia. Assegurando as certificações
exigidas pelo mercado de madeira beneficiada,
como FSC (Conselho de Manejo Florestal) e EUDR (Regulamento
da União Europeia sobre Produtos Livres de
Desmatamento). Além disso, investimos em tecnologia
e inovação para otimizar o rendimento industrial e o
and productive forest-based system integrated with
our industrial model. The expansion of our forest
assets will be guided by rigorous technical, environmental,
and social criteria to ensure responsible
management and the efficient use of natural resources.
We will strengthen sustainable forestry practices
by acquiring species better suited to the industry,
genetically improved materials, and technology to
increase productivity. Our goal is to generate value in
a balanced way, preserving biodiversity, promoting
the development of local communities, and ensuring
the continuity of the business, not just expanding
the planted area. This foundation sustains BrasPine’s
future and our commitment to the environment and
future generations.
What are your plans to improve forest productivity
and quality in the coming years?
BrasPine has a clear strategy to improve the productivity
and quality of its forests by combining
technology, research, and responsible management.
Through the acquisition of genetically improved Pinus
spp. seedlings, data analysis, and remote sensing
monitoring, we can plan each stage of the forest
cycle more accurately and sustainably. We also aim
to enhance silvicultural practices by focusing on soil,
nutrition, and forest health to ensure higher yields
per hectare and higher-quality wood. Additionally, we
value the technical knowledge of our teams and our
partnerships with research institutions to strengthen
continuous innovation. Our goal is to produce forests
that are more productive and resilient and that align
with the highest environmental and quality standards
required by the market.
What strategies will you use to ensure the continuous
supply and longevity of raw materials, considering
the growing demand?
Ensuring the continuous and sustainable supply of
raw materials is a strategic priority for BrasPine. Our
main guideline is responsible forest management
based on long-term planning and the efficient use
of available resources. We are expanding our forest
assets and strengthening our partnerships with
integrated producers and certified suppliers to ensure
the traceability and quality of wood throughout the
supply chain. We obtain the certifications required by
the processed wood market, such as from the Forest
Stewardship Council (FSC) and the European Union
Regulation on Deforestation-Free Products (EUDR).
Additionally, we invest in technology and innovation
to optimize industrial yield and fully utilize raw
materials, thereby reducing waste and adding value
at every stage of the process. This combination of
technical management, sustainability, and integration
between forests and industry ensures BrasPine’s
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ENTREVISTA
aproveitamento integral da matéria-prima, reduzindo
desperdícios e agregando valor em cada etapa do processo.
Essa combinação de gestão técnica, sustentabilidade
e integração entre florestas e indústria é o que
garantirá à BrasPine segurança no suprimento e perenidade
do negócio, mesmo diante de uma demanda
crescente e de novos desafios de mercado.
>> O que pensa sobre a importância do desenvolvimento
de novos líderes?
É fundamental para assegurar a continuidade dos valores,
da cultura e da visão de longo prazo da BrasPine.
Acreditamos que liderança se constrói com propósito,
conhecimento e exemplo, e por isso investimos em
identificar e preparar talentos que possam conduzir
a empresa de forma ética, inovadora e sustentável.
Formar novos líderes significa garantir que cada colaborador
tenha oportunidades reais de crescimento,
fortalecendo o engajamento e a retenção de pessoas
que compartilham nossos princípios. É dessa forma que
asseguramos o futuro da BrasPine: com uma liderança
sólida, preparada para os desafios do setor e comprometida
com o desenvolvimento humano, a sustentabilidade
e a excelência em tudo o que fazemos.
>> Em termos de futuro, espera construir na BrasPine
uma gestão florestal impactante?
Desejo construir na BrasPine uma gestão florestal
reconhecida pela responsabilidade, inovação e compromisso
genuíno com a sustentabilidade. Quero que
a empresa seja vista como uma referência em manejo
florestal responsável — uma organização que alia eficiência
produtiva, preservação ambiental e desenvolvimento
social. Nosso objetivo é deixar um impacto positivo
e duradouro no setor, mostrando que é possível
crescer com equilíbrio, respeitando o meio ambiente e
valorizando as pessoas que fazem parte dessa cadeia.
Formando sucessores para manter este legado sempre
aceso, como fiz nas demais empresas que passei. Espero
que, no futuro, a BrasPine continue sendo exemplo
de empresa que pensa além do presente, que planta
hoje não apenas florestas, mas também oportunidades,
conhecimento e confiança para as próximas gerações.
supply security and business continuity, even amid
growing demand and new market challenges.
What is your opinion on the importance of developing
new leaders?
It is essential to ensure the continuity of BrasPine’s
values, culture, and long-term vision. We believe
leadership is built on purpose, knowledge, and example.
That is why we invest in identifying and preparing
talent to lead the Company in an ethical, innovative,
and sustainable manner. Training new leaders ensures
that every employee has real opportunities for
growth and strengthens the engagement and retention
of people who share our principles. This is how
we ensure BrasPine’s future: with solid leadership
prepared for the Sector’s challenges and committed
to human development, sustainability, and excellence
in all that we do.
In terms of the future, do you hope to establish
effective forest management at BrasPine?
I want to build a Forest Management system at
BrasPine that is recognized for its responsibility, innovation,
and genuine commitment to sustainability. I
want the Company to be seen as a benchmark in responsible
Forest Management—an organization that
combines productivity, environmental preservation,
and social development. Our goal is to leave a positive,
lasting impact on the Sector by demonstrating
that balanced growth is possible while respecting the
environment and valuing the people who are part of
this chain. I plan to train successors to keep this legacy
alive, as I did in my previous positions. I hope that
BrasPine will continue to be an example of a company
that thinks beyond the present by planting not only
forests today but also opportunities, knowledge, and
trust for future generations.
Acredito que o futuro do nosso setor depende da capacidade
de inovar sem perder de vista o equilíbrio com o meio
ambiente
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COLUNA
Sabre e corrente: uma
decisão estratégica
Gabriel Berger
GB Manejo de Árvores – Educação Profissional
e Corporativa
Engenheiro Florestal e Segurança do Trabalho
gbmanejodearvores.com.br
gabriel@gbmanejodearvores.com.br
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MBA
Soluções Baseadas na Natureza:
Mercado & Projetos
Escolher corretamente sabre e corrente é essencial para garantir segurança,
controle e eficiência no corte de árvores em qualquer operação
de Carbono
POR QUE A ESCOLHA CORRETA IMPORTA?
O manejo de árvores exige análise técnica,
leitura do ambiente e conhecimento aprofundado
da motosserra. Entre seus componentes,
dois influenciam diretamente a segurança, a
precisão e o desempenho: o sabre e a corrente. A escolha
adequada evita falhas, reduz esforço físico e aumenta a
eficiência da operação.
SABRES CURTOS OU LONGOS: QUANDO USAR
CADA UM?
Sabres curtos, entre 12” e 16” (polegadas), oferecem
maior controle e menor fadiga. São ideais para podas,
desgalhamento e trabalhos em espaços reduzidos, onde
estabilidade e movimentos precisos são fundamentais. Já
sabres longos, de 18” a 28” ou mais, são necessários em
árvores de grande diâmetro, pois permitem cortes profundos
e reduzem a necessidade de múltiplas aberturas.
Porém, aumentam peso, vibração e risco de retrocesso,
exigindo técnica e experiência.
A CORRENTE CERTA FAZ TODA A DIFERENÇA
A corrente deve ser compatível com o comprimento do
sabre e com a potência da motosserra. Passo, espessura
e formato do dente influenciam na velocidade, agressividade
e estabilidade do corte. Correntes mais agressivas
removem material rapidamente, mas exigem maior controle.
Correntes mais suaves proporcionam operação mais
estável e segura, adequadas para podas, cortes precisos e
operadores iniciantes.
ENTENDA A MADEIRA ANTES DE ESCOLHER
O tipo e a densidade da madeira influenciam diretamente
no comportamento do sabre e da corrente. Madeiras
duras exigem motores potentes, correntes robustas e
afiação rigorosa. Madeiras mais macias permitem cortes
rápidos com menor esforço. Uma combinação inadequada
sobrecarrega o equipamento, aumenta o consumo de
combustível e reduz a vida útil das peças.
CONTEXTO DA OPERAÇÃO E HABILIDADE DO
OPERADOR
Cada cenário demanda uma configuração específica.
Em áreas urbanas, com obstáculos e circulação de pessoas,
sabres curtos e correntes menos agressivas oferecem
maior controle. Em supressões de grande porte realizadas
em áreas amplas, sabres longos e correntes robustas são
mais eficazes, desde que operados por profissionais experientes
e devidamente treinados.
SEGURANÇA ALÉM DO EQUIPAMENTO
A escolha técnica do sabre e da corrente não substitui
EPIs (equipamentos de proteção individuais), procedimentos,
planejamento e técnica do operador. No manejo
de vegetação em redes elétricas, qualquer falha pode
comprometer a integridade da equipe e a continuidade do
serviço. A seleção dos componentes deve estar alinhada
ao objetivo da operação e às condições do ambiente.
SABRE E CORRENTE COMO DECISÃO ESTRATÉGICA
A escolha do sabre e da corrente impacta diretamente
no controle, qualidade do corte, tempo de execução, consumo
de energia e vida útil dos equipamentos. Quando
adequada ao objetivo da tarefa e ao nível de habilidade do
operador, essa decisão torna as atividades mais seguras,
produtivas e previsíveis. No manejo profissional de vegetação,
escolher bem não é detalhe: é estratégia.
O mercado de carbono está em expansão
e exige profissionais capacitados
Garanta sua vaga e seja protagonista na nova economia!
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DESEMPENHO
Corrente sem manutenção compromete a segurança
e a eficiência. Afiação correta, tensão adequada e lubrificação
constante evitam travamentos, superaquecimento e
desgaste prematuro. Uma corrente mal ajustada desvia o
corte, perde rendimento e pode causar acidentes graves.
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Formando líderes
da nova economia
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PRINCIPAL
Apagão de talentos
NA ERA DO CARBONO?
Brasil lidera a demanda global por soluções
baseadas na natureza, mas enfrenta
carência de especialistas
Fotos: divulgação
O
Brasil vive um paradoxo em sua agenda de desenvolvimento
sustentável. De um lado, o país se
consolida como a grande potência global da economia
verde, impulsionado por uma combinação
de características naturais e o avanço recente das
políticas climáticas e dos mercados de carbono. Do outro, empresas,
desenvolvedoras de projetos e o próprio governo enfrentam
um gargalo crítico: a escassez de capital humano especializado
capaz de lidar com a complexidade técnica, jurídica e operacional
que o novo mercado de carbono exige.
O crescimento da demanda por NBS (Soluções Baseadas
na Natureza, em inglês) não é mais uma aposta futura; é uma
realidade imposta pela nova arquitetura econômica global. A
recente sanção da Lei número 15.042/2024, que criou o SBCE
(Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito
Estufa), foi o divisor de águas definitivo. O Brasil deixou de ter
apenas um mercado voluntário para instituir um sistema regulado
(Cap-and-Trade), obrigando empresas que emitem acima de 25
mil tCO2e por ano a monitorarem suas emissões e cumprirem
metas de redução.
Simultaneamente, o cenário internacional começou a destravar
as engrenagens que faltavam. Na COP29, em Baku, os países
concluíram o conjunto de regras do Artigo 6 do Acordo de Paris,
operacionalizando os mercados internacionais de carbono sob a
ONU (Organização das Nações Unidas) e dando mais segurança
jurídica para a troca de créditos entre países. Em 2025, na Cúpula
do Clima de Belém, às vésperas da COP30, o Brasil lançou a
Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono, inicialmente
com 11 membros (entre eles a União Europeia, a China e o Reino
Unido), que durante a própria COP30 já passou a reunir cerca de
18 países comprometidos em aproximar e integrar seus sistemas
de comércio de emissões.
COMPLEXIDADE EXIGE EXCELÊNCIA
Segundo estudos da consultoria McKinsey, 15% do potencial
global de compensação de carbono via NBS está no Brasil, em
um mercado projetado para crescer cerca de 100 vezes até 2050.
Contudo, aproveitar essa janela histórica exige mais do que terras
férteis e cobertura florestal. O mercado voluntário passou por uma
forte revisão de integridade em 2024 e 2025, com metodologias
sendo atualizadas e projetos reavaliados. A fase de expansão
acelerada dos anos anteriores deu lugar a critérios muito mais
rigorosos, guiados pelas referências do ICVCM (Integrity Council
for the Voluntary Carbon Market).
É exatamente nesse ponto que o gargalo aparece. Projetos de
conservação florestal (REDD+), ARR (restauração ecológica, em
inglês) e ALM (manejo agrícola de baixas emissões, em inglês)
exigem uma combinação rara de competências. Trata-se de um
campo que integra ecologia aplicada, mensuração de carbono,
sensoriamento remoto, modelagem espacial, regularização
fundiária, direito ambiental e agrário, governança socioambiental,
finanças climáticas e gestão de riscos. Poucos profissionais
chegam ao mercado com essa formação multidisciplinar. “Tenho
observado uma alta carência de profissionais capacitados para
atuar no mercado de carbono. Ao mesmo tempo, estudantes e
profissionais sentem falta de um curso que realmente os prepare
Is there a talent
shortage in the
carbon era?
Brazil is leading global demand for naturebased
solutions, but faces a shortage of
specialists
T
he Country is experiencing a paradox in its sustainable
development agenda. The Country is consolidating
its position as a significant global power
in the green economy, driven by a combination of
natural characteristics and recent advances in climate
policies and carbon markets. On the other hand, companies,
project developers, and the government itself are facing a critical
bottleneck: a shortage of specialized human capital capable of
addressing the technical, legal, and operational complexities of
the new carbon market.
The growth in demand for nature-based solutions (NBS) is
not just a future possibility; it is a reality imposed by the new
global economic architecture. The recent enactment of Law No.
15,042/2024, which established the Brazilian Greenhouse Gas
Emissions Trading System (SBCE), marked a definitive turning
point. Brazil has transitioned from a voluntary market to a regulated
system (cap-and-trade), requiring companies that emit
over 25,000 tons CO2eq annually to monitor their emissions and
meet reduction targets.
Meanwhile, the international community began to fill in the
gaps. At COP29 in Baku, countries finalized the rules for Article 6
of the Paris Agreement. This set of regulations operationalizes the
United Nations' international carbon markets and provides greater
legal certainty for the exchange of credits between countries. In
2025, at the Belém Climate Summit, on the eve of COP30, Brazil
launched the Open Coalition of Regulated Carbon Markets. Initially,
the coalition included 11 members, including the European
Union, China, and the United Kingdom. By the time of COP30, the
coalition had grown to include about 18 countries committed to
integrating their emissions trading systems.
COMPLEXITY DEMANDS EXCELLENCE
According to McKinsey & Company studies, Brazil has 15%
of the global potential for carbon offsetting via NBS, in a market
projected to grow 100-fold by 2050. However, taking advantage
of this historic opportunity requires more than just fertile land
and forest cover. The voluntary market underwent a key integrity
review in 2024 and 2025, during which time methodologies were
updated, and projects were reassessed. The rapid expansion
phase of previous years gave way to stricter criteria guided by
the Integrity Council for the Voluntary Carbon Market (ICVCM)
benchmarks.
44 www.referenciaflorestal.com.br
Dezembro 2025
45
PRINCIPAL
para esse universo complexo”, afirma doutor Danilo Almeida,
engenheiro florestal e diretor da Universidade do Carbono.
Danilo, que também é pesquisador acadêmico, sócio da
Bioflore e ex-membro da diretoria da Aliança Brasil NBS, aponta
que o modus operandi do setor tem sido a contratação de recém-
-formados ou pós-graduados em áreas ambientais, que precisam
ser treinados do zero dentro das companhias, um processo lento
e custoso diante da urgência do mercado. “Nossa sociedade vive
um momento crítico. A aceleração do mercado de carbono exige
uma força de trabalho não apenas numerosa, mas profundamente
qualificada, capaz de assegurar a qualidade, a integridade e a
viabilidade econômica dos projetos”, completa Danilo.
UMA SOLUÇÃO NATURAL
Para responder a essa demanda latente, a brCarbon, desenvolvedora
de projetos de carbono, uniu forças com o Instituto Pecege
(Instituto de Pesquisas e Educação Continuada em Economia e
Gestão de Empresas) para criar a Universidade do Carbono. O
fruto dessa parceria é o MBA: Soluções Baseadas na Natureza -
Mercado e Projetos de Carbono; um programa desenhado para
ser a ponte definitiva entre a academia e o mercado.
Com uma carga horária superior a 360h (horas) distribuídas ao
longo de 18 meses, o curso vai muito além da teoria. O conteúdo
programático percorre toda a jornada da descarbonização, dos
fundamentos das mudanças climáticas à gestão prática de projetos
de REDD+, ARR, ALM e outras tipologias. O objetivo é formar
profissionais capazes de planejar, implementar e acompanhar
estratégias que conciliem produção, conservação e recuperação,
em um contexto em que metade do PIB mundial depende
diretamente da natureza, segundo o Fórum Econômico Mundial.
This is precisely where the bottleneck appears. Reducing
emissions from deforestation and forest degradation (REDD+),
afforestation, reforestation, and revegetation (ARR), and low-emission
agricultural management (ALM) projects require a rare
combination of skills. These projects integrate applied ecology,
carbon measurement, remote sensing, spatial modeling, land
regulation, environmental and agrarian law, socio-environmental
governance, climate finance, and risk management. Few professionals
enter the market with this background. “I have observed
a severe shortage of professionals trained to work in the carbon
market. At the same time, students and professionals feel the lack
of a course that truly prepares them for this complex universe,”
says Dr. Danilo Almeida, a Forest Engineer, Director of the University
of Carbon (Universidade do Carbono), and academic scientist.
Dr. Almeida, who is also an academic scientist, a partner at
Bioflore, and a former member of the Aliança Brasil NBS board,
points out that the Sector’s modus operandi has been to hire recent
graduates or postgraduates in environmental fields. These new
hires need to be trained from scratch within companies, which
is a slow and costly process given the market's urgency. “Our
society is at a critical moment. The acceleration of the carbon
market requires a large and highly qualified workforce capable of
ensuring the quality, integrity, and economic viability of projects,”
Dr. Almeida adds.
A NATURAL SOLUTION
To respond to this latent demand, brCarbon, a carbon project
developer, joined forces with the Institute for Research and
Continuing Education in Economics and Business Management
(Pecege Institute) to create the University of Carbon. The result
Francisco Bernardes, aluno e profissional da Ecovale, destaca
a abrangência do curso. “O programa se diferencia por unir teoria
e prática em um formato abrangente, que conecta ciência,
mercado e políticas públicas. O MBA consegue integrar, de forma
completa e estruturada, os principais conhecimentos disponíveis
na literatura sobre o tema”, elogia Francisco.
REFERÊNCIAS GLOBAIS
O grande diferencial do MBA está na curadoria do corpo docente.
O programa reúne mais de 30 doutores e 15 mestres, totalizando
cerca de 75 ministrantes que são referências globais. Entre
eles estão nomes de peso da ciência, como doutor Carlos Cerri,
professor titular da Esalq/USP (Escola Superior de Agronomia Luiz
de Queiroz/Universidade de São Paulo) e diretor do Ccarbon/USP
(Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical/ Universidade
de São Paulo), que se dedica ao sequestro de carbono no
solo e ao mercado de créditos de carbono; doutor Jean Ometto,
pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
e coordenador científico do AdaptaBrasil; e os pesquisadores
Ricardo Rodrigues e Pedro Brancalion, professores titulares da
Esalq/USP e fundadores da re.green. “Brinco que gostaria de ter
tido essa oportunidade quando era recém-formado, ou ainda na
graduação, o que teria facilitado muito a minha vida profissional”,
enaltece Ricardo Rodrigues, que acumula mais de 35 anos de
experiência em restauração florestal.
A grade curricular também traz a visão de quem está na trincheira
do mercado, com profissionais como Bruno Brazil (COO da
brCarbon), Janaína Dallan (CEO da Carbonext), Julie Messias (Diretora-executiva
da Aliança Brasil NBS) e Carolina Lisboa (Verra).
of this partnership is the MBA: Nature-Based Solutions — Carbon
Market and Projects. This program is designed to bridge the gap
between academia and the market.
Spanning 18 months and over 360 hours, the course goes far
beyond theory. The syllabus covers the entire decarbonization
process, from the basics of climate change to the practical management
of REDD+, ARR, ALM, and other project types. The goal
is to train professionals who can plan, implement, and monitor
strategies reconciling production, conservation, and recovery.
According to the World Economic Forum, half of the world’s GDP
depends directly on nature.
Francisco Bernardes, a student and professional at Ecovale,
highlights the breadth of the course. “The program stands out for
combining theory and practice in a comprehensive format that
connects science, the market, and public policy. The MBA successfully
integrates the primary knowledge available in literature on
the subject in a complete and structured way,” Bernardes praises.
GLOBAL REFERENCES
The MBA’s greatest strength lies in its faculty selection. The
program brings together more than 30 PhD and 15 Master’s
degree holders, totaling about 75 lecturers who are global references.
These leading names in science include Dr. Carlos Cerri,
a full professor at the Luiz de Queiroz School of Agronomy at the
University of São Paulo (ESALQ/USP) and the Director of the Center
for Carbon Studies in Tropical Agriculture at the University of São
Paulo (Ccarbon/USP). Dr. Cerri is dedicated to soil carbon sequestration
and the carbon credit market. Other leading names include
Dr. Jean Ometto, a scientist at the National Institute for Space
46 www.referenciaflorestal.com.br
Dezembro 2025
47
PRINCIPAL
Essa mistura garante que o aluno não apenas entenda a ciência
por trás do carbono, mas saiba como estruturar um projeto que
pare de pé financeiramente e passe pelo crivo das certificadoras
internacionais.
Pedro Brancalion, um dos pesquisadores mais influentes do
mundo na área de restauração, reforça o caráter estratégico da
formação. Para ele, a restauração florestal no século XXI é equivalente
à exploração do petróleo no século passado em termos
de potencial econômico. “É uma demanda latente, a área de
projetos de carbono é uma área emergente, carente de bons
profissionais. Esse curso certamente contribui para que esses
profissionais sejam formados e o mercado possa cada vez mais
contar com profissionais brilhantes e bem capacitados para o
desenvolvimento do setor”, avalia Pedro.
FORMAÇÃO E NETWORKING
Atualmente com três turmas em andamento e a primeira
prevista para se formar no início de 2026, a Universidade do
Carbono já colhe os frutos de sua metodologia. O perfil dos mais
de 200 alunos é variado, indo de novatos que buscam transição
de carreira a advogados e executivos do mercado financeiro que
precisam incorporar a variável climática em suas análises, bem
como profissionais da área ambiental que já atuam no mercado e
sentem a necessidade de se manterem atualizados e aprofundar
conhecimentos.
Para Jéssica Monteiro, embaixadora da One Young World, a
experiência vai além do conteúdo técnico; é uma ferramenta de
posicionamento profissional. Ela descreve o curso como “uma
oportunidade única de conectar a experiência no mercado
financeiro com as pautas da agenda climática”, permitindo um
aprofundamento nos detalhes estratégicos das NBS.
Tenho observado uma alta
carência de profissionais
capacitados para atuar no
mercado de carbono. Ao
mesmo tempo, estudantes e
profissionais sentem falta de um
curso que realmente os prepare
para esse universo complexo
Danilo Almeida, engenheiro florestal e
diretor da Universidade do Carbono
Research (INPE) and the Scientific Coordinator of AdaptaBrasil, as
well as scientists Ricardo Rodrigues and Pedro Brancalion. These
individuals are full professors at ESALQ/USP and the founders of
re.green. “I joke that I wish I had had this opportunity when I was
a recent graduate or even an undergraduate, as it would have
made my professional life much easier,” says Rodrigues, who has
over 35 years of experience in forest restoration.
The curriculum incorporates the insights of market leaders,
including Bruno Brazil (COO of brCarbon), Janaína Dallan (CEO
of Carbonext), Julie Messias (Executive Director of Aliança Brasil
NBS), and Carolina Lisboa (Verra). This diverse lineup ensures
students understand the science of carbon and know how to
structure financially viable projects that meet international certification
standards.
Pedro Brancalion, one of the world’s most influential researchers
in restoration, reinforces the program’s strategic nature. He
believes that forest restoration in the 21st century has the same
economic potential as oil exploration did in the last century. “There
is latent demand. The area of carbon projects is an emerging field
in need of qualified professionals. This course certainly contributes
to training these professionals, and the market can increasingly
count on brilliant, well-trained professionals to develop the Sector,”
Brancalion says.
TRAINING AND NETWORKING
With three classes currently in progress and the first cohort
scheduled to graduate in early 2026, the University of Carbon is
already reaping the rewards of its methodology. The student body
of over 200 students is diverse, ranging from individuals seeking
career transitions to lawyers and financial market executives who
need to incorporate climate variables into their analyses, as well
Outro aspecto forte apontado pelos participantes é o networking
qualificado. Pedro Pacheco, da Ambitus Global, ressalta
a qualidade das trocas. “Um time extremamente competente,
profissionais da área que trazem um alto nível de relevância
técnica, em aulas extremamente produtivas”, valoriza Pedro,
que enfatiza, ainda, a conexão com colegas e especialistas que se
estende para além das aulas virtuais, fortalecida em encontros e
eventos exclusivos promovidos pelo MBA.
FUTURO VERDE E QUALIFICADO
O Brasil possui aproximadamente 500 milhões de ha (hectares)
de florestas nativas – cerca de 40% das florestas tropicais
do mundo – e detém o maior potencial de restauração do planeta,
capaz de capturar 16,7 GtCO2e, de acordo com o estudo:
O protagonismo das florestas brasileiras na agenda climática
global. No agronegócio, a transição para modelos regenerativos
e a recuperação de pastagens degradadas abrem fronteiras para
projetos de carbono em solo. O dinheiro está na mesa, as regras
estão postas e o mundo olha para o Brasil à espera de soluções.
O que a Universidade do Carbono propõe é garantir que não
falte o elemento principal dessa equação: a inteligência humana.
Como resume Danilo Almeida: “Nosso compromisso é preparar
profissionais com excelência técnica e visão estratégica para liderar
projetos de descarbonização, com foco em Soluções Baseadas
na Natureza, como conservação e restauração florestal, agricultura
e pecuária regenerativas”, sublinha Danilo.
Ao formar especialistas capazes de desenhar projetos robustos,
dialogar com comunidades, entender regulamentações e
acessar mecanismos de financiamento, o MBA Soluções Baseadas
na Natureza: Mercado e Projetos de Carbono se posiciona como
um dos pilares dessa transição. Não se trata apenas de preencher
vagas em um mercado em expansão, mas de preparar uma
geração que vai liderar, na prática, a transformação de paisagens
— das florestas tropicais às pastagens degradadas — em ativos
ambientais, sociais e econômicos para o Brasil e para o mundo.
as environmental professionals already working in the field who
feel the need to stay up to date and deepen their knowledge.
For Jessica Monteiro, an ambassador for One Young World,
the experience goes beyond the technical content. She describes
it as a professional positioning tool. She describes the course
as “a unique opportunity to connect experience in the financial
market with climate agenda issues,” which allows for a deeper
understanding of NBS’s strategic details.
Another highlight for participants is the high-quality networking
opportunities. Pedro Pacheco from Ambitus Global highlights
the quality of the exchanges. “The team is extremely competent,
and the professionals bring a high level of technical relevance to
extremely productive classes,” says Pacheco. He also emphasizes
that the connection with colleagues and experts extends beyond
virtual classes and is strengthened by exclusive meetings and
events promoted by the MBA.
A GREEN AND QUALIFIED FUTURE
Brazil has approximately 500 million hectares of native forests—about
40% of the world’s tropical forests—and the most
significant restoration potential on the planet. According to the
study, Brazil is capable of capturing 16.7 GtCO2eq—the Role of
Brazilian Forests in the Global Climate Agenda. In agribusiness, the
transition to regenerative models and the recovery of degraded
pastures create opportunities for soil carbon projects. The money
is available, the rules are in place, and the world is looking to
Brazil for solutions.
The University of Carbon aims to ensure that human intelligence
is not left out of this equation. As Dr. Almeida summarizes,
“We are committed to preparing professionals with technical
excellence and strategic vision to lead decarbonization projects
focusing on nature-based solutions, such as forest conservation
and restoration, regenerative agriculture, and livestock farming.”
By training specialists who can design robust projects, engage
with communities, understand regulations, and access financing
mechanisms, the MBA in Nature-Based Solutions: Carbon Market
and Projects position the University as a pillar of this transition. It is
not just about filling job openings in a growing market; it is about
preparing a generation to practically transform landscapes—from
tropical forests to degraded pastures—into environmental, social,
and economic assets for Brazil and the world.
Dezembro 2025
49
SILVICULTURA
Silvicultura
IMPULSIONA
desenvolvimento
Acordo reforça sustentabilidade e
acelera economia verde fluminense
Fotos: divulgação
O
Palácio Guanabara foi palco da assinatura
de um Acordo de Cooperação Técnica entre
o governo do Estado do Rio de Janeiro
e o PNUD (Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento). O evento marcou
um passo decisivo na consolidação de políticas públicas
voltadas à restauração ambiental e ao fortalecimento
da bioeconomia. Na ocasião, o presidente em exercício
da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro),
Carlos Erane de Aguiar, destacou o papel estratégico da
silvicultura como vetor de desenvolvimento sustentável
e defendeu a simplificação do licenciamento ambiental
para o setor florestal.
O acordo firmado estabelece a execução do Projeto
BRA/25/011 - Gestão Integrada das Paisagens da Mata
Atlântica no Estado do Rio de Janeiro: conhecimento, restauração,
bioeconomia e geração de créditos de carbono.
Financiado pelo Fecam (Fundo Estadual de Conservação
Ambiental e Desenvolvimento Urbano), o projeto contará
com investimento de aproximadamente R$ 8,4 milhões
e terá vigência até março de 2029. A iniciativa reforça
o compromisso do Estado com a restauração de ecossistemas,
o desenvolvimento sustentável e a criação de
novas oportunidades econômicas baseadas na floresta,
colocando o Rio de Janeiro em posição de destaque no
cenário nacional e internacional.
Carlos Erane lembrou que, mesmo antes da publicação
da Política Estadual de Desenvolvimento Florestal,
em 2023, a Firjan já reconhecia a importância estratégica
da silvicultura para diversificar a economia fluminense.
“Por mais de 8 anos, a Firjan colaborou com técnicos do
Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e com a Seas (Secretaria
de Estado do Ambiente e Sustentabilidade) para
que o Rio de Janeiro conquistasse uma política pública
que se tornasse instrumento de desenvolvimento social e
econômico”, lembrou Carlos.
De acordo com estudos da Firjan, a silvicultura tem
potencial para atrair cerca de R$ 11 bilhões em investimentos
e gerar até 960 mil empregos diretos e indiretos
nos próximos 5 anos, por meio do plantio e da instalação
de novas indústrias de base florestal. “O Rio de Janeiro
não pode abrir mão desses números”, reforçou Carlos,
50 www.referenciaflorestal.com.br Dezembro 2025 51
SILVICULTURA
defendendo a agilização do licenciamento ambiental dos
cinco distritos florestais previstos na política estadual.
Para ele, concluir ao menos um desses processos até o
fim de 2025 seria um passo concreto e simbólico do comprometimento
do poder público com a agenda verde.
O presidente em exercício sugeriu ainda que o Inea
institua a chamada Licença Ambiental Comunicada como
instrumento de licenciamento para as atividades de silvicultura
no Estado. Segundo ele, essa medida colocaria
o Rio de Janeiro em patamar de igualdade com outras
unidades da federação que já simplificaram seus processos,
tornando o ambiente de negócios mais competitivo
e atrativo.
O governo estadual também ressaltou que, com o
acordo, o Rio de Janeiro se posiciona como um dos estados
pioneiros na integração entre conservação ambiental,
inovação tecnológica e geração de valor sustentável.
“Essa parceria simboliza tirar do papel as boas ideias e
transformá-las em políticas públicas efetivas. Hoje é um
dia de celebração, em que mostramos que desenvolvimento
econômico e meio ambiente são aliados”, comemorou
Bernardo Rossi, secretário de Estado do Ambiente
e Sustentabilidade. Ele destacou que o acordo deve
impulsionar a silvicultura e a economia verde especialmente
nas regiões norte e noroeste do Estado, áreas com
grande potencial de expansão.
O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
doutor Flávio Ferreira, reforçou a importância da integração
entre produção agropecuária e conservação ambiental.
“Estamos mostrando que é possível produzir sem
desmatar e, ao mesmo tempo, reflorestar. O produtor
O Rio de Janeiro está sendo
pioneiro ao unir bioeconomia,
restauração florestal e
desenvolvimento sustentável
Cláudio Providas,
representante do PNUD no Brasil
52 www.referenciaflorestal.com.br
SILVICULTURA
Estamos mostrando que é
possível produzir sem desmatar
e, ao mesmo tempo, reflorestar.
O produtor fluminense está
aprendendo que é possível gerar
alimento e preservar as nossas
florestas
Doutor Flávio Ferreira,
secretário de Agricultura,
Pecuária e Abastecimento
fluminense está aprendendo que é possível gerar alimento
e preservar as nossas florestas”, alertou. Ele defendeu
o trabalho conjunto com a Seas e com instituições de
ensino e pesquisa, como a Universidade de Vassouras e
a Emater-Rio (Empresa de Assistência Técnica e Extensão
Rural do Rio de Janeiro), na orientação técnica a produtores
rurais. Entre as ações já em andamento, citou o
programa de agricultura social, desenvolvido em parceria
com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos
Humanos, que distribui mudas nativas da Mata Atlântica
e estufas a pequenos produtores, fortalecendo a agricultura
familiar e promovendo o reflorestamento.
O representante residente do PNUD no Brasil, Cláudio
Providas, também exaltou a relevância da parceria.
Para ele, o acordo representa um marco internacional e
um exemplo de política pública inteligente e inovadora.
“Esta parceria é um passo muito importante e inteligente.
O Rio de Janeiro está sendo pioneiro ao unir bioeconomia,
restauração florestal e desenvolvimento sustentável.
Trata-se de uma plataforma com enorme potencial
para atrair novos recursos nacionais e internacionais”,
afirmou.
Cláudio revelou, ainda, que o acordo está alinhado
ao Marco Global de Biodiversidade (Global Biodiversity
Framework), aprovado em âmbito internacional. “Este
projeto coloca o Rio de Janeiro em uma posição de
destaque nas discussões globais sobre biodiversidade e
sustentabilidade. Ele demonstra que é possível integrar
a conservação da natureza com o desenvolvimento econômico”,
completou. O representante do PNUD registrou
também a importância do uso de fundos de compensação
ambiental como instrumentos de financiamento
inovadores, reforçando que o modelo adotado pelo
Estado pode servir de referência para outras unidades
federativas e países.
Além disso, Cláudio lembrou o histórico de cooperação
entre o PNUD e o Brasil em diversas frentes de
desenvolvimento, enalteceu o papel do país na adoção
de soluções sustentáveis e eficazes em políticas públicas.
Para ele, o Rio de Janeiro dá um exemplo de como unir
esforços locais e internacionais em prol de uma agenda
que combina crescimento econômico, inclusão social e
preservação ambiental.
Com a assinatura do acordo, o Rio de Janeiro reafirma
sua posição de liderança na agenda da economia verde
e da bioeconomia, demonstrando que o setor florestal
pode ser motor de inovação, geração de empregos e
atração de investimentos. A silvicultura, antes vista apenas
como atividade complementar, ganha protagonismo
como estratégia de desenvolvimento sustentável, capaz
de transformar paisagens degradadas em oportunidades
econômicas e sociais.
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LEGISLAÇÃO
Mudança
de RISCO
Projeto de lei amplia
responsabilidades e ameaça
previsibilidade no
ambiente de negócios
Fotos: divulgação
O
diretor Jurídico da CNI (Confederação Nacional
da Indústria), Alexandre Vitorino,
cita que o Projeto de Lei 04/2025, que
altera o Código Civil, pode trazer imprevisibilidade
e insegurança jurídica ao ambiente
de negócios brasileiro. A declaração foi feita durante o
evento Diálogos Brasil: a reforma do Código Civil e os impactos
para a sociedade, apoiado pela CNI e que reuniu juristas,
representantes do setor produtivo e parlamentares,
entre eles os senadores Efraim Filho (União-PB) e Rodrigo
Pacheco (PSD-MG), autor da proposta.
Segundo Alexandre, o país já dispõe de códigos suficientes,
sendo necessárias apenas mudanças pontuais.
Ele destacou a relevância dos microssistemas, como o Código
de Defesa do Consumidor, para garantir estabilidade
jurídica. “A melhor forma de alterar o Código Civil é com
o minimalismo. Recomendamos ao Congresso Nacional
que adote uma postura minimalista em relação a essas
modificações”, afirmou Alexandre. O diretor lembrou que
o projeto altera mais de 900 artigos e cria outros 300 dispositivos,
incluindo o novo livro Direito Civil Digital. Para
ele, tais mudanças podem fragilizar contratos e ampliar a
intervenção judicial, prejudicando o ambiente de negócios.
56 www.referenciaflorestal.com.br
LEGISLAÇÃO
A professora Juliana Cordeiro, da UFMG (Universidade
Federal de Minas Gerais), também criticou o texto, apontando
incoerências. “A responsabilidade civil é a campainha
de um alarme e o novo livro faz soar um alarme que
não pode ser ignorado, sobretudo para quem investe,
produz e contrata”, apontou Juliana. O jurista Paulo Roque,
do IDP (Instituto de Democracia Popular), reforçou que o
Código Civil permanece atual e não deve substituir legislações
específicas como o Código de Defesa do Consumidor:
“O Código Civil é por onde o mercado respira. Não podemos
tirar oxigênio do mercado”, alertou Paulo.
A gerente de Consultoria da CNI, Fabiola Pasini, destacou
que o uso ampliado de cláusulas gerais, como função
social e boa-fé, e de conceitos indeterminados, como
ordem pública, pode afetar a forma como agentes econômicos
atribuem riscos. Ela chamou atenção para a ruptura
no Título de Responsabilidade Civil, que desloca a centralidade
da culpa para o grau de risco e abre espaço para
indenizações punitivas e pedagógicas. “O projeto agrava a
análise de risco das empresas e atrai insegurança e imprevisibilidade
para os negócios”, defendeu Fabiola.
Entre os pontos críticos levantados pela CNI estão:
• Sobreposição normativa: o PL regula contratos de
seguro, sobrepondo-se à Lei 15.040/2024, além de alterar
novamente o artigo 389, já modificado em 2024. Isso gera
conflitos e insegurança jurídica.
• Indenização sem ato ilícito (artigo 927-A): cria responsabilidade
preventiva, mesmo sem culpa ou dano materializado,
expondo empresas a interpretações subjetivas
do judiciário.
• Responsabilidade objetiva como regra (artigo 927-
B): amplia o dever de reparar independentemente de culpa,
em atividades consideradas de risco.
• Danos indiretos e futuros (artigo 944-B e 948, III):
inclui efeitos econômicos e reputacionais como passíveis
de indenização, expandindo o nexo causal.
• Risco especial e diferenciado: sem definição clara,
empresas podem ser responsabilizadas objetivamente, desestabilizando
a lógica securitária.
• Indenização punitiva (artigo 944-A, §3º): prevê multiplicação
de até quatro vezes o valor do dano, aumentando
custos e incertezas.
• Responsabilidade por omissão preventiva (artigo
927-A): amplia o dever de indenizar por não adoção de
medidas preventivas, mesmo sem ocorrência de dano, gerando
judicialização sobre critérios de razoabilidade.
Para a CNI, o projeto, ao criar sobreposição normativa
e ampliar conceitos vagos, pode resultar em antinomias,
contradições e custos adicionais para o setor produtivo. O
consenso entre especialistas é que a proposta, da forma
como está, compromete a previsibilidade e a segurança
jurídica, pilares fundamentais para o desenvolvimento
econômico.
MUDAS DE
Pinus taeda
TEMOS TAMBÉM
• Araucária Enxertada
Produção precoce de pinhão
• Nativas spp.
• Eucalyptus spp.
• Erva-Mate
A melhor forma de alterar
o Código Civil é com o
minimalismo. Recomendamos
ao Congresso Nacional
que adote uma postura
minimalista em relação a
essas modificações
Alexandre Vitorino,
diretor jurídico da CNI
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LODOS INDUSTRIAIS, RESÍDUOS ORGÂNICOS, COMPOST BARN E ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO
PRODUÇÃO DE ADUBO ORGÂNICO
como bioinsumo para a
agricultura regenerativa
Fotos: divulgação
Aagricultura regenerativa tem ganhado
destaque mundial como uma abordagem
inovadora que visa restaurar ecossistemas
agrícolas, promovendo a saúde do solo,
aumento da biodiversidade e a captura de
carbono. Nesse contexto, a produção de adubo orgânico
como bioinsumo desempenha papel central, pois
contribui diretamente para a fertilidade do solo, reduz
a dependência de insumos químicos e favorece práticas
agrícolas sustentáveis.
BIOINSUMOS NA
AGRICULTURA REGENERATIVA
Bioinsumos são produtos, processos ou tecnologias
de origem biológica utilizados na produção agrícola. Eles
englobam microrganismos, extratos vegetais e compostos
orgânicos que promovem o crescimento das plantas
e a saúde do solo. O uso de adubo orgânico como bioinsumo
está alinhado aos princípios da agricultura regenerativa,
pois contribui para a reciclagem de nutrientes,
estimula a vida microbiana e fortalece a resiliência dos
agroecossistemas.
O QUE É ADUBO ORGÂNICO?
É todo material de origem biológica utilizado para
melhorar as propriedades físicas, químicas e biológicas
do solo. Os principais tipos incluem esterco animal,
composto, húmus de minhoca, restos vegetais e resíduos
agroindustriais. Ao contrário dos fertilizantes sintéticos,
os adubos orgânicos liberam nutrientes de forma
gradual, promovendo o equilíbrio natural dos sistemas
agrícolas.
PROCESSOS DE PRODUÇÃO
DE ADUBO ORGÂNICO
• Compostagem: processo aeróbio que transforma
resíduos orgânicos em composto estável, rico em nutrientes
e matéria orgânica. Pode ser feita em pilhas,
leiras ou sistemas fechados;
• Vermicompostagem: utilização de minhocas para
decompor resíduos orgânicos, gerando húmus de alta
qualidade;
• Fermentação anaeróbica: produção de biofertilizantes
líquidos a partir da fermentação de esterco e resíduos
vegetais em ambientes sem oxigênio;
60 www.referenciaflorestal.com.br Dezembro 2025 61
COMPOSTAGEM
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MANIPULADORES
FLORESTAIS
A matéria orgânica é um
componente central tanto
na agricultura orgânica
quanto na regenerativa,
pois atua como fonte de
nutrientes essenciais e
melhora as propriedades
físicas, químicas e
biológicas do solo
• Reciclagem de resíduos agroindustriais: aproveitamento
de subprodutos, como bagaço de cana-de-açúcar,
casca de café e resíduos de frutas para produção de
adubo.
Apesar dos inúmeros benefícios, a produção de
adubo orgânico enfrenta desafios como a padronização
da qualidade, controle de contaminantes e logística de
coleta de resíduos. É importante investir em capacitação,
infraestrutura e políticas públicas que incentivem a adoção
de bioinsumos na agricultura regenerativa.
A produção de adubo orgânico como bioinsumo é
uma estratégia fundamental para fortalecer a agricultura
regenerativa, promovendo sistemas agrícolas mais
resilientes, produtivos e sustentáveis. O incentivo à
compostagem, vermicompostagem e reciclagem de resíduos
orgânicos representa um caminho promissor para a
transformação do modelo agrícola brasileiro e global.
A matéria orgânica produzida por meio da compostagem
desempenha papel fundamental na agricultura
regenerativa. Esse insumo contribui para restaurar a fertilidade
do solo, aumentar sua capacidade de retenção de
água e estimular a biodiversidade microbiana, elementos
essenciais para manter o equilíbrio ecológico e promover
sistemas agrícolas resilientes.
Ao incorporar o composto ao solo, agricultores conseguem
reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos
e agrotóxicos, promovendo práticas que regeneram os
recursos naturais e favorecem ciclos produtivos mais sustentáveis.
Dessa forma, a compostagem fortalece a base
da agricultura regenerativa, incentivando a recuperação
de áreas degradadas e a produção de alimentos de forma
responsável.
A matéria orgânica é um componente central tanto
na agricultura orgânica quanto na regenerativa, pois
atua como fonte de nutrientes essenciais e melhora as
propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Na
agricultura orgânica, a adição de composto orgânico
contribui para o equilíbrio nutricional das plantas, sem
recorrer a insumos sintéticos, favorecendo a produção
de alimentos mais saudáveis e com menor impacto ambiental.
Já na agricultura regenerativa, a matéria orgânica é
fundamental para restaurar solos degradados, aumentar
a biodiversidade e fortalecer os ciclos naturais de produção.
Ela estimula a atividade dos microrganismos benéficos,
melhora a estrutura do solo e amplia sua capacidade
de retenção de água, tornando os sistemas agrícolas
mais resilientes às mudanças climáticas e às adversidades
ambientais. Assim, a valorização da matéria orgânica
é indispensável para práticas agrícolas que buscam a sustentabilidade
e a regeneração dos ecossistemas.
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PRÊMIO REFERÊNCIA 2025
Noite cheia de emoção e homenagens foi marcada
pela celebração dos grandes destaques do setor de
base florestal madeireira
Fotos: Emanuel Caldeira
Avigésima terceira edição do Prêmio REFE-
RÊNCIA contemplou dez empresas que se
destacaram no segmento de base madeireira
florestal. O evento realizado no Restaurante
Porta Romana é organizado pela JOTA
Editora, responsável pela publicação das revistas: REFE-
RÊNCIA FLORESTAL, REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL,
REFERÊNCIA CELULOSE&PAPEL, REFERÊNCIA PRODUTOS
DE MADEIRA E REFERÊNCIA BIOMAIS. A premiação é
uma das grandes tradições do segmento e tem atraído
cada vez mais interesse do público em relação as empresas
vencedoras.
A escolha dos vencedores ocorre por meio de um
processo rigoroso, pautado pelos mais altos padrões de
indicação, pesquisa, levantamento e análise. Desde o recebimento
das indicações, enviadas por leitores, clientes
e parceiros, até a análise detalhada realizada pelos membros
da organização, cada etapa é conduzida com critério
e transparência. O prêmio tem como propósito destacar
aqueles que mais contribuíram para o fortalecimento
e o desenvolvimento da indústria madeireira de base
florestal. O Prêmio REFERÊNCIA representa um reconhecimento
especial concedido a empresas, associações ou
personalidades que, ao longo do ano, desempenharam
papel decisivo na consolidação de um dos setores mais
relevantes e em expansão da economia nacional.
64 www.referenciaflorestal.com.br Dezembro 2025 65
PRÊMIO REFERÊNCIA 2025
A edição 2025 da premiação contou com o apoio da
Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira
Processada Mecanicamente) e os patrocínios de: Acimderj
(Associação do Comércio e Indústria de Madeiras e
Derivados do Estado do Rio de Janeiro), Aimex (Associação
das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado
do Pará), Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras
de Madeira do Estado de Mato Grosso), CPM,
DRV Ferramentas, Envimat, Formóbile, Himev, Montana
Química, MSM Química e Rotteng.
Fábio Machado, diretor comercial da JOTA Editora,
celebrou a realização do prêmio e destacou a valorização
dedicada a cada empresa durante a cerimônia. “Talvez
tenha sido a edição mais desafiadora que promovemos
em mais de duas décadas. Vivemos momentos de muito
conhecimento, valorização do setor e encerramos o ano
do segmento florestal em alto nível”, defendeu Fábio. O
Prêmio REFERÊNCIA Melhores do Ano reuniu cerca de
100 participantes no evento presencial e também contou
com milhares de pessoas conectadas na transmissão simultânea
pelo canal da Revista REFERÊNCIA no youtube.
O vídeo completo da cerimônia pode ser assistido por
meio do QR Code disponível na página.
PALESTRA E REPRESENTAÇÃO
A abertura da noite especial contou com a palestra
de Fernando Castanheira Neto, com o tema: Panorama
do Setor Florestal em 2025 – Cenário Atual e Perspectivas.
Fernando destacou em sua apresentação a capacidade
produtiva do Brasil, plantadas ou manejadas, os
principais destaques relacionados a produção e como
avalia o futuro da produção florestal nacional. “Vendo
os números podemos afirmar que o Brasil produz muito,
produz muito bem e produz utilizando áreas bem reduzidas
em relação a áreas produtivas. Temos um cenário de
crescimento potencial, mas o segmento está sob ataque,
seja de sanções internacionais ou de propostas legais de
entidades nacionais que podem colocar toda a cadeia
produtiva em risco”, alertou Fernando.
Após a participação de Fernando, Paulo Pupo, superintendente
da Abimci, foi convidado a comentar sobre
as grandes lutas do segmento florestas e como a entidade
que ele representa teve que trabalhar incansavelmente
para proteger as empresas nacionais nos últimos tempos.
“Desde março, quando a taxação de 25% chegou, es-
tamos trabalhando continuamente para tentar derrubar
essas sanções. Podemos afirmar com toda certeza de que
todos os produtos que passaram a ser isentos são frutos
de entidades empresariais, pois se fossemos esperar por
ações de governo, teríamos segmentos inteiros com as
portas fechadas”, relatou Paulo.
Após a entregas das premiações da noite, Fábio
Machado aproveitou para anunciar as novidades da
JOTA Editora para 2026. “Teremos a partir de fevereiro a
chegada da terceira temporada do Podcast REFERÊNCIA
e uma publicação nova: a REFERÊNCIA Compostagem.
É um passo de coragem e de muita ousadia, que me faz
lembrar o começo da editora há 26 anos. Contamos com
vocês para continuar contando as grandes histórias do
segmento de base florestal”, conclamou Fábio.
Os interessados podem assistir ao
vídeo completo da transmissão por
meio do QR Code ao lado.
66 www.referenciaflorestal.com.br Dezembro 2025 67
PRÊMIO REFERÊNCIA 2025
ABB WOOD
Símbolo de excelência, a primeira vencedora da noite, uniu
produtividade, rigor técnico e modelos eficientes de transformação
de resíduos florestais em pellets de alto valor agregado.
Almir José de Borba, diretor técnico da Ima Ferramentas, representou
a ABB Wood Brasil na premiação, valorizou o reconhecimento
da empresa. “É uma honra estar aqui para receber
este prêmio em nome de Yogesh e de Jean Pascal. A ABB Wood
é uma referência no que faz e este reconhecimento é resultado
do trabalho, da parceria e da confiança de cada um de seus
colaboradores, parceiros, clientes e fornecedores”, valorizou
Almir.
Paulo Pupo entregando o Prêmio REFERÊNCIA para
Almir de Borba, da ABB Wood
BENEVIDES MADEIRAS
Benevides Madeiras é referência nacional em manejo florestal
sustentável na Amazônia, unindo desenvolvimento econômico,
preservação ambiental e respeito social. Leony Ribeiro,
assessor jurídico da Benevides, lembrou que a trajetória da
Benevides foi construída com muito trabalho, empenho e compromisso.
“É com imenso prazer que recebo esta premiação em
nome da empresa Benevides Madeiras. Sabemos que esse prêmio
é o resultado do trabalho diário, da busca pela excelência
e responsabilidade que temos em todas as nossas atividades”,
celebrou Leony.
Fabiana Tokarski entregando o Prêmio REFERÊNCIA para
Leony Ribeiro, da Benevides Madeiras
FORESTOKEN
“A Forestoken nasceu para transformar florestas em dados
e dados em negócios”, resumiu Rodrigo de Almeida, diretor da
Forestoken. A empresa recebeu o prêmio por sua inovação ao
integrar blockchain e geointeligência, garantindo rastreabilidade,
segurança e liquidez no mercado florestal. Marcelo Schmid,
diretor da Forestoken, apontou que a empresa nasceu para inovar
e fazer transformação no mercado florestal. “Trabalhamos
para aproximar a floresta do mercado financeiro e construir um
mercado futuro para nossas florestas. Ficamos muito gratos
por, em pouco tempo, já receber um reconhecimento como
esse prêmio”, ressaltou Marcelo.
Rosilda Ribeiro entregando o Prêmio REFERÊNCIA para Rodrigo de Almeida
(à esquerda) e Marcelo Schmid (à direita), da Forestoken
68 www.referenciaflorestal.com.br
PRÊMIO REFERÊNCIA 2025
GBF
A GBF Madeiras Comércio e Exportação recebeu o Prêmio
REFERÊNCIA 2025 por sua trajetória de excelência no setor
de florestas plantadas. A empresa atua de forma verticalizada,
desde o cultivo até a exportação de produtos de teca, sempre
com foco na sustentabilidade e no desenvolvimento responsável.
Gabriel Marques, diretor industrial da GBF, valorizou o
esforço da família Di Biasi na implementação e manutenção da
indústria na região sul do Pará. “São 8 anos que estou nessa
família e posso ver o sucesso e os frutos do trabalho de todos
para o desenvolvimento da região. Agradeço a Revista REFE-
RÊNCIA por esse reconhecimento, que mostra que estamos
fazendo a coisa certa”, salientou Gabriel.
Pedro Bartoski Jr. entregando o Prêmio REFERÊNCIA para
Gabriel Marques, da GBF
INDUSPARQUET
Pioneira no uso de estufas computadorizadas, a empresa
garante qualidade e durabilidade, seguindo critérios rigorosos
de ESG e sustentabilidade. Essa trajetória de inovação e responsabilidade
socioambiental levou o grupo a conquistar o Prêmio
REFERÊNCIA Melhores do Ano. José Antonio Baggio, fundador
da Indusparquet, valorizou as mais de cinco décadas da empresa
e o reconhecimento recebido. “Passamos por muitos desafios,
em décadas diferentes e continuamos trabalhando e hoje
recebemos esse tão importante prêmio. Agradecemos a todos
os nossos funcionários, em todas as áreas de nossa atuação”,
enalteceu José.
Valeria Brizola entregando o Prêmio REFERÊNCIA para
José Antonio Baggio, da Indusparquet
LD CELULOSE
LD Celulose se consolida por reciclar cerca de 99% dos resíduos
sólidos em sua própria usina de compostagem. Esse projeto
de economia circular transforma resíduos em fertilizantes
e corretivos de solo usados no manejo das florestas, garantindo
um ciclo completo e sustentável que reforça seu compromisso
ambiental. Pedro Augusto Cardoso, coordenador de compostagem
da LD Celulose, representou a empresa na celebração
do Prêmio Melhores do Ano. “A LD celulose investe muito em
sustentabilidade com seriedade, empenho e pioneirismo, transformando
resíduos em produtos úteis para o plantio. Agradeço
a todos que acreditam no trabalho da LD Celulose”, exaltou
Pedro.
Gerson Penkal entregando o Prêmio REFERÊNCIA para
Pedro Augusto Cardoso, da LD Celulose
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PRÊMIO REFERÊNCIA 2025
LIGNUM BIOMASSA
A Lignum Biomassa foi agraciada com o Prêmio REFERÊN-
CIA 2025 por promover a industrialização sustentável do cavaco
de madeira nativa no Mato Grosso. Sua atuação em economia
circular reaproveita resíduos florestais como combustível, reduz
emissões e gera impactos socioambientais relevantes. Wander
Hoeger, diretor da Lignum, contou sobre como esse prêmio é
a realização de um sonho. “Receber esse prêmio é lembrar de
quando ainda estava na faculdade e lia a Revista REFERÊNCIA.
Estar sendo homenageado aqui hoje tem um significado sem
tamanho para mim”, comemorou Wander.
Diego Vieira entregando o Prêmio REFERÊNCIA para Wander Hoeger
(centro) e Alexandre Vian (direita), da Lignum Biomassa
MADIMUNE
Com foco no tratamento e preservação de madeiras, a
Madimune se destaca pelo uso do eucalipto em instalações
rurais, construção civil e paisagismo. Equipada com autoclave
de última geração, alia tecnologia de ponta à responsabilidade
ambiental, garantindo produtos duráveis, seguros e de alta
qualidade, além de promover práticas éticas e sustentáveis.
William Mohana, diretor da Madimune, comentou com muito
orgulho sobre o prêmio. “Estamos em Coxim, interior do Mato
Grosso, e poder levar até nosso cantinho um prêmio que é referência
nacional é um motivo de muito orgulho para mim e para
todos da Madimune”, celebrou William.
Everson Stelle entregando o Prêmio REFERÊNCIA para
William Mohana, da Madimune
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PRÊMIO REFERÊNCIA 2025
REFLORESTAR
“Esse prêmio é um reconhecimento de tudo aquilo que
estamos fazendo há mais de 20 anos”, discursou Humberto
Godinho, sócio-diretor do Grupo Emília Cordeiro, que engloba
a Reflorestar. A Reflorestar Soluções Florestais investiu em
tecnologia de ponta e mecanização, introduzindo a primeira
máquina de roçada em áreas de alta declividade no Brasil. Além
de ganhos em produtividade e segurança, a empresa se destaca
pela responsabilidade ambiental, neutralizando integralmente
as emissões de carbono em todos os contratos e reafirmando
seu compromisso com a agenda ESG (ambiental, social e governança).
Rodrigo Demetrio entregando o Prêmio REFERÊNCIA para
Humberto Godinho, da Reflorestar
UNIVERSIDADE DO CARBONO
A Universidade do Carbono é pioneira na formação de
profissionais para liderar a transição rumo à economia de baixo
carbono. Com programas de excelência, promove práticas de
conservação, restauração florestal e agricultura regenerativa,
preparando líderes para o mercado global. Roqueline Lins,
assistente de coordenação, destacou a importância do prêmio
para a iniciativa da Universidade do Carbono. “Esse prêmio
simboliza a importância de unir floresta, clima e mercado. O
mercado de carbono já deixou de ser algo distante e hoje estamos
formando profissionais que vão liderar esse segmento”,
sublinhou Roqueline.
Fábio Machado entregando o Prêmio REFERÊNCIA para
Roqueline Lins, da Universidade do Carbono
O clone de Eucalyptus grandis
Planflora GPC23 tem excelente
desempenho na industrialização
de móveis, esquadrias, molduras,
painéis, compensados e usos na
construção civil.
+tecnologia
+genética
Talvez tenha sido a edição mais desafiadora que
promovemos em mais de duas décadas. Vivemos
momentos de muito conhecimento, valorização do setor
e encerramos o ano do segmento florestal em alto nível
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MANEJO
Licenciamento florestal
SUSTENTÁVEL
Amazonas fortalece manejo legal e amplia
controle ambiental responsável
Fotos: divulgação
O
Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental
do Amazonas) anunciou, em outubro,
um marco importante para a gestão sustentável
dos recursos naturais do estado.
Foram licenciados seis PMFS (Planos de
Manejo Florestal Sustentável) e nove indústrias madeireiras
distribuídas entre os municípios de Parintins (AM),
Lábrea (AM), Novo Aripuanã (AM), Silves (AM), Maués
(AM), Manicoré (AM) e Manaus (AM). No total, o volume
autorizado para uso e processamento legal alcançou
300.239,66 m 3 (metros cúbicos) de madeira em tora, consolidando
o compromisso do Estado com a exploração
responsável e transparente.
Esse montante será destinado à produção de móveis,
esquadrias, decks e outros artigos derivados da madeira,
atendendo tanto ao mercado local quanto ao nacional.
Entre os empreendimentos licenciados estão depósitos
de madeira, serrarias, indústrias de desdobro primário e
secundário, além dos próprios PMFS, que são instrumentos
centrais para garantir que a exploração ocorra sem
comprometer a regeneração natural da floresta.
82 www.referenciaflorestal.com.br
Dezembro 2025
83
MANEJO
Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo
Picanço, todas as atividades seguem rigorosamente os
critérios ambientais e legais estabelecidos. Ele destacou
que os empreendimentos estão registrados no Sinaflor
(Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos
Florestais), que permite rastrear a origem e a destinação
da madeira. “O processo garante transparência, segurança
e legalidade no uso dos recursos florestais”, afirmou
Gustavo.
Os seis PMFS licenciados estão distribuídos entre
Itacoatiara (AM), Silves, Canutama (AM), Humaitá (AM),
Itapiranga (AM) e São Sebastião do Uatumã (AM). Cada
plano define técnicas e limites para a retirada de madeira,
respeitando o ciclo de crescimento das espécies e assegurando
o equilíbrio ecológico. Além de gerar emprego
e renda, o manejo sustentável contribui para reduzir a
exploração ilegal e fortalecer a economia florestal do
Amazonas.
A gerente de controle florestal do Ipaam, Crystianne
Ferreira, ressaltou que o licenciamento é uma ferramenta
essencial para o desenvolvimento sustentável. “As autorizações
concedidas em outubro contemplam empreendimentos
de diferentes portes e regiões do Estado. Cada
processo é analisado com base em critérios técnicos e
ambientais, assegurando que a exploração florestal ocorra
de forma responsável e dentro dos parâmetros legais”,
explicou Crystianne.
Disco de corte para Feller
REGRAS E PENALIDADES
O Ipaam reforça que o uso, transporte ou comercialização
de madeira sem autorização pode resultar em
multas que variam de R$ 50 a R$ 50 milhões, conforme a
Lei número 9.605/1998 e o Decreto número 6.514/2008.
Em casos de desmatamento em APP (Áreas de Preservação
Permanente), as penalidades podem chegar a R$
50 mil por ha (hectare). Já a venda de madeira sem DOF
(Documento de Origem Florestal) pode gerar multa de
R$ 300 por m 3 ou unidade, dependendo da gravidade da
infração e do impacto ambiental.
Usinagem
O processo garante
transparência,
segurança e legalidade
no uso dos recursos
florestais
• Disco de Corte para Feller
conforme modelo ou amostra,
fabricado em aço de alta
qualidade;
• Discos com encaixe para
utilização de até 20
ferramentas, conforme
diâmetro externo do disco;
• Diâmetro externo e encaixe
central de acordo com
padrão do cabeçote;
•Discos especiais;
Caldeiraria
Gustavo Picanço,
diretor-presidente do Ipaam
Detalhe de encaixe para
ferramentas de 4 lados
Soldagem
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Dezembro 2025 85
MANEJO
ESTRUTURA DE CONTROLE
A GECF (Gerência de Controle Florestal) é responsável
por licenciar, monitorar e controlar as atividades
de base florestal no Amazonas. Entre suas atribuições
estão a análise de solicitações de licenças e autorizações,
o acompanhamento dos sistemas de controle florestal
(DOF e Sinaflor) e a avaliação de planos e projetos de manejo.
O setor também elabora normas técnicas e operacionais
voltadas ao licenciamento e participa de câmaras
técnicas, conselhos e grupos de estudo relacionados à
temática florestal.
Empreendedores interessados em solicitar licenças
ambientais podem consultar os requisitos administrativos
e técnicos diretamente no site do Ipaam (www.
ipaam.am.gov.br). No portal, basta acessar a aba Serviços,
selecionar Solicitação de Licença Ambiental e verificar
os Requisitos Administrativos/Técnicos.
Entre os itens disponíveis, estão códigos específicos
para atividades de base florestal, como: 0701 – Desdobro
primário da madeira serraria; 0702 – Desdobro
primário da madeira serraria com beneficiamento de
madeira; 0704 – Desdobro primário da madeira fábrica
de compensado; 0713 – Desdobro secundário da madeira
fabricação de esquadrias de madeira e peças para
uso industrial e comercial; 0717 – Depósito de madeira;
0801 – Marcenaria e fabricação de móveis e artigos do
mobiliário; 3405 – PMFS de menor impacto de colheita; e
3406 – PMFS de maior impacto de colheita.
Cada processo é analisado
com base em critérios
técnicos e ambientais,
assegurando que a exploração
florestal ocorra de forma
responsável e dentro dos
parâmetros legais
Crystianne Ferreira,
gerente de controle florestal do Ipaam
COMPROMISSO COM
A SUSTENTABILIDADE
O avanço do licenciamento florestal no Amazonas
demonstra que é possível conciliar desenvolvimento
econômico com preservação ambiental. Ao autorizar empreendimentos
e planos de manejo dentro de parâmetros
técnicos e legais, o estado fortalece sua economia,
gera empregos e garante que a exploração da madeira
ocorra de forma transparente e rastreável.
O modelo adotado pelo Ipaam e pela GECF pode
servir de referência para outras unidades da federação,
mostrando que a floresta pode ser utilizada de maneira
racional, sem comprometer sua integridade. Mais do que
números, o licenciamento representa uma estratégia de
longo prazo para transformar o patrimônio natural do
Amazonas em oportunidades sustentáveis, equilibrando
conservação e desenvolvimento.
MOT_AN_CM50FL_2025_OUT.pdf 1 14/10/2025 14:52:09
GRUA FLORESTAL
CM50FL
MOMENTO DE CARGA: 5.000 KG.M
ALCANCE HORIZONTAL - 4,90 M
ALCANCE VERTICAL - 6,00 M
ÂNGULO DE GIRO: 360°
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
SE O DESAFIO É FLORESTAL,
A RESPOSTA É MOTOCANA.
86 www.referenciaflorestal.com.br Dezembro 2025 87
ARTIGO
MODELAGEM DOS
EFEITOS SILVICULTURAIS
sobre a produtividade em plantios
de Pinus maximinoi
Fotos: divulgação
YAGO GUEDES MARTINS
UFLA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS)
OTAVIO CAMARGO CAMPOE
UFLA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS)
FERNANDA LEITE CUNHA
UFLA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS)
JOSIANA JUSSARA NAZARÉ BASÍLIO
UFLA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS)
JAMES STAHL
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ALINE APARECIDA LUDVICHAK
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Dezembro 2025
89
ARTIGO
RESUMO
E
ste trabalho avaliou o efeito do preparo do
solo, adubação e controle de matocompetição
sobre a produtividade de Pinus maximinoi,
utilizando modelos lineares mistos
como ferramenta estatística. A modelagem
foi realizada separadamente para as idades de 37, 50 e
88 meses, considerando o bloco como efeito aleatório.
Os resultados indicaram que o preparo do solo e o controle
de plantas daninhas foram determinantes para o
aumento da área basal ao longo do tempo. Interações
significativas entre preparo e adubação foram observadas
nas idades iniciais, mas perderam efeito aos 88 meses.
A abordagem estatística adotada permitiu detalhar
a dinâmica dos tratos silviculturais ao longo do ciclo.
INTRODUÇÃO
A produtividade florestal em plantios de espécies
do gênero pinus é fortemente influenciada pelas práticas
silviculturais, como o preparo do solo, a adubação
e o controle de plantas daninhas (Fox et al., 2007). A
compreensão dos efeitos isolados e combinados dessas
práticas é essencial para o aprimoramento do manejo
florestal e para o aumento da eficiência produtiva ao
longo do ciclo de crescimento.
Neste contexto, a área basal é amplamente utilizada
como indicador da produtividade florestal, pois
reflete o acúmulo de crescimento em função das condições
do sítio e da intensidade dos tratos culturais (Pereira
et al., 2022). No entanto, a variabilidade dos dados
longitudinais, comum em experimentos com diferentes
idades de avaliação, demanda abordagens estatísticas
capazes de considerar sua estrutura hierárquica.
90 www.referenciaflorestal.com.br Dezembro 2025 91
ARTIGO
A compreensão dos efeitos
isolados e combinados
dessas práticas é essencial
para o aprimoramento do
manejo florestal e para
o aumento da eficiência
produtiva ao longo do ciclo
de crescimento
MATERIAL E MÉTODOS
Descrição do experimento
O sítio experimental está localizado no município de
Telêmaco Borba (PR). Os talhões foram implantados no
ano de 2015, com mudas da espécie Pinus maximinoi,
seguindo um espaçamento de 3,3m (metros) entre
linhas e 1,8m entre plantas. As parcelas mensuradas
possuem área de 0,038 ha (hectare), compostas por 64
árvores. O experimento foi conduzido em delineamento
de blocos casualizados (DBC) em parcelas subdivididas,
com três repetições por tratamento. Eles consistiram
em preparo do solo, fertilização e adubação, sendo que
o preparo do solo foi realizado em três níveis: PP (preparo
profundo), PS (preparo superficial) e CM (cultivo
mínimo). A fertilização consistiu em uma adubação
fosfatada (10 kg ha-1de N, 101 kg ha-1de P2O5e14 kg
ha-1de K2O) nas parcelas adubadas (A) e nenhuma
adubação nas parcelas não adubadas (NA). E o controle
de plantas daninhas seguiu o mesmo padrão: 100% de
controle químico (CCM) e sem controle (SCM). Dessa
forma, a combinação dos fatores resultou em doze
tratamentos, permitindo avaliar as interações entre os
tratos silviculturais.
Essa é uma versão parcial do material,
a versão completa pode ser acessada
pelo QR Code ao lado:
Dentre essas abordagens, destacam-se os modelos
lineares mistos, que permitem incorporar efeitos fixos
e efeitos aleatórios, oferecendo maior robustez na
análise e interpretação dos efeitos silviculturais sobre
a produtividade. Essa metodologia é especialmente
relevante para espécies como o Pinus maximinoi, que,
embora apresente elevado potencial produtivo e ampla
aplicabilidade comercial no Brasil, ainda carece de
informações técnicas sobre o manejo silvicultural ideal
(Aguiar et al., 2011). Assim, este trabalho tem como objetivo
avaliar o efeito do preparo do solo, da fertilização
e do controle de mato competição sobre a produtividade
de Pinus maximinoi, por meio de modelos lineares
mistos.
92 www.referenciaflorestal.com.br Dezembro 2025 93
AGENDA
AGENDA 2026
Imagem: reprodução
Curso de Silvicultura – Ipef
Data: 01/03 a 31/05
Local: online
Informações: https://www.ipef.br/
eventos/evento.aspx?id=590
MARÇO
2026
MAR
2026
CURSO DE SILVICULTURA – IPEF
O Curso de Silvicultura - Aprendendo com a prática é uma
excelente oportunidade de aperfeiçoamento técnico e
operacional para profissionais, recém-formados, estudantes
de graduação e pós-graduação, fornecedores de insumos e
serviços, e demais interessados na área florestal. O curso,
que conta com a experiência de professores e profissionais
renomados e o vasto conhecimento técnico-científico de 30
anos acumulado pelo PTSM (Programa Técnico de Silvicultura
Mecanizada) e seus parceiros, visa capacitar os participantes
com o que há de mais atual na silvicultura. Oferecido na
modalidade online com aulas ao vivo realizadas às terças-feiras.
MARÇO
2026
Florestas Tchê
Data: 20 e 21
Local: Porto Alegre (RS)
Informações:
https://www.florestastche.com.br/
Imagem: reprodução
Expo Minas Florestal
Data: 19 a 21
Local: Sete Lagoas (MG)
Informações:
https://expominasflorestal.com.br/
MAIO
2026
MAI
2026
EXPO MINAS FLORESTAL
A Expo Minas Florestal, Feira Mineira da Indústria Florestal,
será realizada na cidade de Sete Lagoas, no Parque de
Exposições de Sete Lagoas, que fica a aproximadamente
uma hora de carro do aeroporto de Confins e uma hora e
vinte minutos de Belo Horizonte. A feira será entre os dias
19 e 21 de maio e já começou a ter espaços comercializados
com empresas interessadas em mostrar novidades
em soluções para os segmentos de árvores plantadas,
siderurgia verde e tudo mais que envolve essa gigantesca
indústria do Estado de Minas Gerais.
94 www.referenciaflorestal.com.br
ESPAÇO ABERTO
Transformações aceleradas e complexas impulsionadas por fatores como
avanços tecnológicos, mudanças sociais, crises climáticas, novas dinâmicas
geopolíticas e incertezas econômicas vem trazendo novos desafios
aos negócios. Nesse contexto, os modelos tradicionais de planejamento
estratégico, baseados apenas em projeções lineares e históricos passados,
ou metas óbvias seguidas por ações mensuráveis, tornaram-se insuficientes para
lidar com cenários imprevisíveis. Foresight Estratégico, a arte de mapear mudanças,
explorar possibilidades e entender o que está moldando a próxima realidade se torna
um diferencial competitivo essencial para organizações que desejam manter relevância
e prosperar em 2026 e além. Planejamentos para 2030 não serão o suficiente para
garantir permanências ou crescimento no mercado.
Foto: divulgação
O futuro
É AGORA
FORESIGHT NO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
Foresight combina análise de tendências, cenários, sinais fracos e drivers de mudança
para antecipar futuros possíveis e construir estratégias adaptáveis. Não se trata
de prever o futuro, mas de criar capacidade organizacional para lidar com múltiplos
cenários e responder de forma mais ágil e inteligente. Já para o próximo ano, permite
que líderes identifiquem tendências emergentes antes da concorrência, cada vez menos
óbvia; reconheçam sinais fracos que podem se transformar em rupturas, e saiam
da avalanche da moda das tendências; visualizem diferentes futuros e preparem
respostas estratégicas para mais de um contexto; reinventem modelos de negócio
para contextos de alta incerteza, antes de pensar em novos produtos apenas; alinhem
propósito, inovação e sustentabilidade em um plano robusto de curto e longo prazo
alinhados.
Por Jaqueline Weigel,
pedagoga formada pela
Unisc (Universidade de Santa
Cruz do Sul) e tem várias
especializações em gestão,
administração e futurismo.
Atua como consultora de
Foresight na W Futurismo
Planejar como sempre
ou incluir exploração de
futuros no planejamento
de 2026?
96 www.referenciaflorestal.com.br
A MAIORIA DAS EMPRESAS ESTÁ PERDENDO PARA O FUTURO
Um estudo global com 400 executivos da Forbes Global 2000 revela um paradoxo
preocupante, 81% usam as prospecções apenas para metas operacionais, e não para
estratégias futuras. Apenas 42% possuem unidades dedicadas à prospectiva, um
ínfimo 1,2% olham para além de 10 anos, prazo mínimo para quem estuda futuros.
A ironia é que Foresight funciona. Quando bem aplicada 98% relatam melhor compreensão
do cliente, 99% afirmam que ela revela novos segmentos de mercado, 91%
destacam que reduz o risco em P&D.
O DILEMA CORPORATIVO: PLANEJAR OU ANTECIPAR?
A maioria das multinacionais ainda confunde planejamento estratégico com foresight
estratégico. Enquanto o primeiro costuma se apoiar em dados históricos e projeções
lineares. O segundo busca identificar sinais fracos, mapear tendências, explorar
cenários disruptivos e desafiar suposições. O resultado? Empresas presas ao presente,
gastando energia para otimizar o hoje, enquanto negligenciam as possibilidades
de amanhã. Organizações que prosperam no Século 21 serão aquelas que integram
inteligência de futuros em suas decisões de alto nível, criam estratégias adaptativas
que respondem a diferentes cenários, desenvolvem competências de antecipação
para agir antes da disrupção.
O CHAMADO À AÇÃO EM 2026
O futuro não será definido por quem inova ou prevê o futuro, mas por quem
agir primeiro. Em um ambiente de volatilidade crescente, a diferença entre as organizações
que sobrevivem e aquelas que lideram está na capacidade de transformar
incerteza em vantagem competitiva. As empresas que quiserem liderar mercados precisarão:
Assumir o foresight como competência organizacional central; criar estruturas
dedicadas para explorar futuros possíveis; usar os insights para influenciar setores
inteiros, e não apenas reagir. Em 2026, não bastará jogar o jogo. As empresas vencedoras
serão aquelas que moldam as regras e projetam o futuro que desejam liderar.
O PROBLEMA
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