edição de 26 de janeiro de 2026
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propmark.com.br ANO 61 - Nº 3.076 - 26 de janeiro de 2026 R$ 20,00
Aos 472 anos, São Paulo amplia
o impacto econômico e cultural
Entre os marcos culturais da paisagem paulistana, a escultura ‘Mão’ (foto), de Oscar Niemeyer, no Memorial da América Latina, integra o cenário de uma cidade
que chega aos 472 anos, em 25 de janeiro, em trajetória de crescimento. Segundo a SPTuris, o turismo movimentou R$ 22,9 bilhões em 2024 e manteve alta ao
longo de 2025, ainda sem números consolidados. No Índice Mensal de Atividade do Turismo, a capital alcançou 113 pontos no último ano, o maior patamar da série
histórica iniciada em 2020. Matéria especial reúne visões de NEOOH, Propeg, Fibra.ag, Batux, OOH Brasil, Kallas Mídia e Central de Outdoor para analisar como rankings
internacionais, a mídia exterior e o avanço do live marketing posicionam São Paulo em um território estratégico para marcas e comunicação urbana. pág.18
Uso de IA no processo
de luto acende alerta
Rodrigo Pirim/Divulgação Africa Creative
Alê Oliveira
Uma pesquisa da ESPM indica que 25% dos brasileiros aceitariam
conversar com avatares realistas de entes falecidos.
Para Ana Cester, CDTO da Africa Creative, “marcas não podem
assumir papéis que não são delas”. pág. 30
GDB mira métricas de
atenção em programática
Divulgação
Diretora de negócios da GDB, Fernanda Massa afirma que o
mercado demanda métricas de atenção qualificadas, como
tempo de exposição, audibilidade e viewability confirmada.
Segundo ela, 2025 foi o melhor ano para a adtech. pág. 12
Fusão de Omnicom e IPG
gera reações distintas
Profissionais lamentam a extinção de agências que ajudaram
a construir a história da propaganda. Por outro lado,
exaltam a chance de aquecer negócios independentes. A
certeza é de que o impasse é financeiro, e não uma crise de
credibilidade do setor. pág. 28
editorial
Armando Ferrentini
Meca das oportunidades
Locomotiva do país, São Paulo completa 472 anos neste 25 de janeiro. Maior metrópole
da América Latina, com cerca de 12 milhões de habitantes, a cidade é uma
espécie de capital de tendências. Tudo acontece nela primeiro, desde os principais
megashows internacionais, exposições a manifestações culturais. É, também, onde se
concentram as sedes de grandes marcas e, por consequência, os maiores negócios.
Com um orçamento geral de R$ 137,4 bilhões para 2026, os números do município não
param de crescer, comprovando que não há saturação no seu potencial econômico.
No primeiro semestre de 2025, a cidade registrou aumento de 59% nas atividades
culturais e de lazer, em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 3.928 atividades
cadastradas a mais, entre festivais, shows e feiras, entre outros formatos.
A selva de pedra também passou a atrair turistas. Dados da SPTuris indicam crescimento
contínuo do faturamento do turismo na cidade nos últimos anos. Após somar
R$ 5,5 bilhões em 2020, o setor avançou para R$ 5,9 bilhões em 2021 e deu um salto
em 2022, quando alcançou R$ 13 bilhões. Em 2023, o faturamento chegou a R$ 19,7
bilhões e manteve trajetória de alta em 2024, com R$ 22,9 bilhões.
A novidade mais recente é o destaque de Sampa em rankings internacionais sendo
eleita a 18ª melhor cidade do mundo no World’s Best Cities 2026, elaborado pela consultoria
global Resonance. Também no mesmo ranking, foi considerada a melhor cidade
em vida noturna. Já a publicação britânica Time Out classificou o bairro paulistano da
Barra Funda como o 3º mais cool do mundo.
Para a publicidade, isso se traduz em mais oportunidades de negócios, de eventos, de
ativações de marcas e de expansão do out of home em São Paulo. Vanguardista ao implementar
a Lei Cidade Limpa (nº 14.223/2006), agora o município discute uma revisão
da legislação, com o avanço do Projeto de Lei nº 239/2023, que propõe alterações nas
normas. A ampliação de anúncios indicativos e permissão de áreas especiais de mídia
estão entre as principais mudanças. Porém, o PL não define critérios claros de fiscalização
e contrapartidas, o que tem gerado resistência de urbanistas e entidades do setor.
Na visão de Conrado Kallas, vice-presidente e sócio da Kallas Mídia OOH, o reconhecimento
internacional de São Paulo reforça a cidade como prioridade nos planos de mídia,
independente do imbróglio e do desafio das métricas. “Nem todo impacto do OOH
é imediato ou transacional. Em muitos casos, o valor está na construção de presença,
memória e conversa ao longo do tempo”, analisa.
Outras lideranças do OOH também dão depoimento em reportagem de capa desta
edição, que ouviu ainda executivos do live marketing, um segmento que aproveita o
destaque internacional de São Paulo para fortalecer a vocação da cidade em sediar
megaeventos e servir como cenário de experiências de marcas, especialmente em um
contexto de alta circulação.
Fim de agências históricas
Matéria da editora Janaína Langsdorff nesta edição capta um misto de sentimentos do
mercado em relação ao fim da DM9, Lew’Lara, DDB e FCB, resultado da fusão do Omnicom
com o IPG. Embora o movimento não seja novo, outras marcas históricas da propaganda
também foram encerradas no passado, a fusão recente fortalece o retorno de um
mercado local de agências independentes com estruturas leves e decisões mais
rápidas, as chamadas agências de ‘dono’, conduzidas por publicitários de formação.
Mas há indignação, pela forma como os acontecimentos se desenrolaram. “Não deixa
de ser contraditório e triste ver a publicidade, especialista em construção de marcas,
tratando tantas marcas icônicas de agências com tamanho descaso e pouco cuidado”,
desabafa Mario D’Andrea, CEO e sócio-fundador da D’OM Soluções Improváveis.
Guilherme Jahara, sócio e co-CCO da Dark Kitchen Creatives, também lamentou “ver
marcas históricas da propaganda brasileira sendo desmontadas e profissionais
extremamente qualificados sendo descartados como se fossem apenas linhas de
planilha”.
Frase: “Nada jamais continua, tudo vai recomeçar!” (Mario Quintana).
as Mais lidas da seMana no propMark.coM.br
1ª
2ª
‘Bridgerton’: confira as collabs
com a série da Netflix
Com a estreia da nova temporada, marcas como Comfort, Tônica Antarctica,
Risqué, Paixão e Pandora apostam em colaborações inspiradas no universo
da produção da Netflix no Brasil.
3ª
Em meio ao encerramento da DM9, Grupo
Dreamers lança a agência YouDare
Nova operação do Grupo Dreamers estreia com clientes como iFood, Decolar,
Pizza Hut e MRV, reforçando a movimentação do mercado após mudanças
estruturais no setor.
Beto Carrero World transforma
legado familiar em estratégia
Em entrevista ao propmark, Alex Murad fala sobre a consolidação do
Beto Carrero World como o maior parque temático da América Latina, a
expansão por meio de parcerias globais e os planos para os 34 anos do
empreendimento.
4ª
Levantamento da HAPU mapeia mudanças culturais ligadas a consumo,
comportamento e construção de relevância entre jovens, com impacto
direto nas estratégias de comunicação.
5ª
Cinco movimentos da geração Z que devem
orientar estratégias de marca em 2026
Menzinho estimula uso da nota do Enem
em campanha da Anhanguera
A Anhanguera aposta em linguagem bem-humorada para discutir escolhas
de longo prazo e divulgar bolsas de estudo atreladas ao desempenho no
Enem.
4 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
índice
Cresce relevância de São Paulo para out of home e live marketing
Capital paulista, que faz 472 anos neste 25 de janeiro, tem índices crescentes
no turismo e foi destacada em rankings internacionais. Reconhecimento
reforça potencial para megaeventos e ativações de marcas.
Alê Oliveira
18
Fotos: Divulgação
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Jor na lis ta res pon sá vel
Ar man do Fer ren ti ni
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Central de Outdoor reformula sua
tradicional convenção nacional
O OOH Summit Brasil 2026, novo formato da
convenção nacional da Central de Outdoor, será
realizado de 17 a 19 de março de 2026, no Villa Blue
Tree, em São Paulo. Evento foi ampliado para oferecer
mais oportunidades de trocas e negócios. pág. 33
Marcas ampliam ações de marketing
durante o verão em todo o Brasil
Na alta temporada, empresas de diferentes segmentos
marcam presença em pontos de maior circulação
e lazer, com lançamentos de portfólio, ações de
experimentação e planos de mídia que incluem digital,
OOH e ativações em destinos turísticos. pág. 24
propmark
propmark
As ma té rias as si na das não re pre sen tam
ne ces sa ria men te a opi nião des te jor nal,
po den do até mes mo ser con trá rias a ela.
Editorial .............................................................................4
Conexões ...........................................................................8
Curtas .................................................................................10
Entrevista ..........................................................................12
Quem Fez ...........................................................................14
ESG no MKT ........................................................................16
Mercado .............................................................................18
Marcas ...............................................................................24
Agências ............................................................................28
Digital ................................................................................30
Out of Home ......................................................................33
Negócios & Sustentabilidade ...........................................34
Inspiração ..........................................................................35
Opinião...............................................................................36
Click do Alê ........................................................................37
Última Página ....................................................................38
Flavio Ferrari classifica
algoritmos como ‘sexto
poder’ do mercado
Autor do recém-lançado livro
‘O sexto poder – algoritmos,
inteligências artificiais e reputação
digital’, especialista escreve sobre o
poder informal que não emana de
atores humanos. “Sua natureza é
algorítmica, sua escala é planetária
e sua operação é opaca”. pág. 36
jornal propmark - 26 de janeiro de 2026 5
A infância é o
tempo certo pra
descobrir o mundo
fora das telas.
Apoio
Saiba mais
Realização
conexões
última hora
Post: Dodô de Pauli é a nova diretora
geral da operação da Nestlé na
WMcCann
Brilha demais!
Thaís Lapastini
Um baita desafio, à tua altura
Mariana Dulac
WPP ProducTion
O WPP anunciou o lançamento da WPP Production, nova estrutura global que reúne a Hogarth
e as demais capacidades de produção do grupo em uma única plataforma. A iniciativa
consolida equipes, recursos e expertises de produção criativa distribuídas pela rede da
holding. A operação será liderada por Richard Glasson, atual CEO global da Hogarth, que passa
a comandar a nova unidade. Segundo a companhia, a reorganização busca simplificar o
acesso dos clientes às capacidades de produção do grupo em um cenário marcado pelo uso
crescente de IA e pela demanda por maior volume e velocidade na entrega de conteúdo.
WPP ProducTion 2
Com a nova estrutura, o WPP passa a concentrar produtores criativos das agências e da área
de produção em um time global integrado, operando em uma única plataforma tecnológica.
A proposta inclui o uso de ferramentas proprietárias do grupo, como a WPP Open, além
da aplicação de tecnologias de IA generativa, produção virtual e fluxos híbridos. A WPP
Production também incorpora um modelo de estúdios voltados à produção de conteúdo
em alta escala, combinando produção e mídia, com foco em otimização em tempo real e
adaptação para diferentes canais e públicos.
Essa é braba demais
Renato Simon
Post: Em meio ao encerramento
da DM9, Grupo Dreamers lança a
agência YouDare
Welcome guys
Antônio Fadiga
Avante!
Cabral José Williams
Post: O Boticário apresenta ‘Chefe
dos Descontinuados’ como nova
Duailibi Essencial
estratégia de escuta
Estratégia genial!
Ariana Russi Deschamps
Arrasam demais, mais uma vez!
Kelli Gatti
Post: Iconoclast Brasil anuncia Malaika
no time de produção executiva
Maravilhosa! Sucesso!
Adressa Miyasato
“Não é que eles não veem a solução. É que eles não veem o problema” (Grover
Cleveland).
dorinho
Threads
A Meta inicia a comercialização de anúncios no Threads para o mercado brasileiro. A compra
de espaços passa a valer a partir desta semana globalmente. Os testes começaram no início
de 2025. A expansão dos anúncios na plataforma para todos os usuários será feita de forma
gradual, ao longo dos próximos meses. Lançado em 2023, o Threads reúne hoje mais de 400
milhões de pessoas mensalmente. De acordo com a companhia, anunciantes poderão contar
com novos formatos de peças, gestão de contas simplificada e verificação por terceiros para
garantir segurança e adequação de marca. A promessa é facilitar a ampliação de campanhas
já existentes nas plataformas da Meta.
comunidades
A OpenAI continua a ampliar o time na
América Latina. Depois do anúncio neste
mês da sua nova head de marketing
Latam, Maria Clara Fleury Osorio, agora a
dona do ChatGPT divulga a chegada de
Christian Rôças para liderar as frentes de
comunidade, criadores e talentos na região.
Com passagens por Facebook e Instagram,
ele assume como head da área para
fortalecer o ecossistema de criadores e
comunidades ligadas à inteligência artificial.
A empresa informa que o Brasil será o
ponto de partida da estratégia, por ser um
mercado prioritário para a empresa, com
mais de 50 milhões de pessoas no ChatGPT.
8 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
A Mude domina as orlas, parques e
conecta sua marca a grandes fluxos,
onde a audiência está. De verdade.
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Divulgação/Cinemascópio
‘O Agente SeCretO’ SOMA quAtrO indiCAçõeS nO OSCAr 2026
O filme ‘O Agente Secreto’, de Kleber Mendonça Filho, pode levar o Oscar
2026 nas categorias Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Filme Internacional
e Melhor Elenco. As indicações foram anunciadas no dia 22 de janeiro
e os donos das estatuetas serão conhecidos em cerimônia no dia 15
de março, em Los Angeles (EUA). Em 2025, ‘Ainda Estou Aqui’, de Walter
Salles, ganhou como Melhor Filme Internacional. Havia sido indicado
também nas categorias Melhor Filme e Melhor Atriz, pela atuação de
Fernanda Torres. Desta vez, a esperança é com Wagner Moura (foto),
que já foi reconhecido como Melhor Ator no Festival de Cannes do ano
passado. Kleber Mendonça Filho levou o prêmio de Melhor Diretor. O
longa ainda foi eleito Melhor Filme em Língua Não Inglesa no Globo de
Ouro, que também escolheu Moura como Melhor Ator em Filme de Drama
- conquistas inéditas para o cinema brasileiro. Escolhida como Melhor
Filme Internacional também no Critics Choice Awards, a obra já totaliza
57 prêmios. Tem patrocínio da Petrobras, produção da Cinemascópio,
coprodução da francesa MK2 Films, a alemã One Two Films e a holandesa
Lemming. A distribuição no Brasil é realizada pela Vitrine Filmes.
Divulgação
agenda do SXSW 2026 fala de Ia e coneXõeS
Festival de inovação será realizado entre os dias 12 e 18 de março no Texas (EUA)
O South by Southwest (SXSW) 2026, que será realizado entre os dias 12 e 18 de março em Austin,
no Texas (EUA), acaba de confirmar a participação da cientista de inteligência artificial e
empreendedora Rana el Kaliouby e do jornalista Bob Safian no painel ‘Why the future of AI must
be human centric’. “Estamos trazendo alguns dos mais brilhantes pensadores para explorar
como é possível inovar com intenção e construir conexões mais profundas e significativas em
todos os setores”, comenta em nota Greg Rosenbaum, vice-presidente sênior de programação
do festival. A nova leva de conferencistas ainda destaca o artista Tom Sachs na sessão ‘Show
the work, tell the story’. O painel de abertura será conduzido pela cientista social Kasley Killam.
O Vox Media Podcast Stage, patrocinado pela empresa de software de gestão empresarial Odoo,
retornará ao SXSW 2026, no Hilton Austin, de 13 a 15 de março.
Divulgação
renato caMargo aSSuMe MarKetIng do bradeSco
Executivo substitui Nathália Garcia, que assumirá outras
atribuições na instituição
O Bradesco anunciou Renato
Camargo como diretor de
marketing, em substituição a
Nathália Garcia, que assumirá
outras funções no banco.
Camargo deixou o cargo de
vice-presidente de clientes
das redes de farmácias
Pague Menos e Extrafarma.
Ao longo de sua carreira,
acumulou passagens por Gol
Linhas Aéreas, Accor e Grupo
Pão de Açúcar. À frente do
marketing até então, Nathália
Garcia foi reconhecida em
2025 como Profissional de
Marketing do Ano no Prêmio
Melhores do propmark, após
um período marcado por
iniciativas de integração
entre marketing, tecnologia e
negócios. A executiva seguirá
na instituição e dará suporte
ao novo diretor ao longo do
processo de transição.
WMccann defIne líder de MídIa da neStlé aKM volta a atender natura ProPeg aMPlIa eScoPo de MídIa do rJ
Divulgação
Divulgação
R. Faissal/Divulgação
Dodô de Pauli: estratégia, dados, tecnologia e criatividade
Dodô de Pauli foi escolhida pela WMcCann como diretora-geral
da conta de mídia da Nestlé. Ela será responsável pela gestão da
central de mídia, a Hive. A expectativa é “transformar planejamento
e operação em motor de negócio”, comenta o chief media
& data officer André Scaciota. A executiva pretende unir “estratégia,
dados, tecnologia e criatividade para gerar impacto real nos
resultados, com escala, eficiência e consistência”. Ela tem mais
de 25 anos de experiência e acumula passagens por GUT, DPZ&T,
Live The Agency e Paim Comunicação, com atuação em contas
globais e regionais. O escopo de mídia da Nestlé foi centralizado
na WMcCann no ano passado. A agência já atua nas contas de
mídia de Nescafé Dolce Gusto, na operação full service de Nestlé
Purina e no canal direto ao consumidor (D2C) da empresa.
Marca de beleza ganha reforço com trabalho da agência
Após concorrência, a AKM atenderá a conta de conteúdo de
vendas da Natura & Avon. Será responsável pelo desenvolvimento
de estratégias, conteúdos e ferramentas, contemplando
formatos digitais e físicos ao longo de 2026. A conta de
conteúdo segue na VML. “Atendemos a Natura por sete anos e,
depois, a Avon por mais dois, construindo uma relação de confiança.
Voltar a trabalhar juntos depois de dois anos reforça
que deixamos um legado positivo e que existe uma conexão
verdadeira entre a marca e a agência”, comenta Juliana
Pileggi Suplicy, CEO da AKM. Segundo a executiva, o trabalho
“segue a mentalidade on, off and beyond, criando experiências
que acompanham o consumidor antes, durante e depois
da interação”. O time será totalmente feminino.
Sarah, Angela, Filipe, Jeiza e Gustavo: soluções integradas
Jeiza Machado (gerente de mídia), Angela Cardoso e Sarah
Duarte (supervisoras de mídia) e Gustavo Constantino e Filipe
Lins (executivos de mídia) acabam de ser contratados pela
Propeg. Eles vão atuar na mídia da agência no Rio de Janeiro.
Petrobras, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Universidade
Veiga de Almeida (UVA) e Rio Galeão estão entre os clientes.
“A mídia é uma área cada vez mais estratégica para a Propeg,
tanto na leitura de dados quanto na construção de soluções
integradas para os clientes. Ampliar o time no Rio é garantir
profundidade técnica, proximidade com as contas e uma
entrega mais consistente em um cenário de comunicação
cada vez mais complexo”, declara Felipe Arruda, head de mídia
da Propeg.
10 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
entrevista
Fernanda Massa
diretora de negócios da GDB
“Há uma grande demanda
por métricas de atenção”
Divulgação
Posicionada como líder em mídia programática no Brasil, a GDB declara que 2025 foi
o melhor ano da história da adtech. “Crescemos em clientes estratégicos, tecnologias
proprietárias e inteligência em dados. Fortalecemos a equipe e as parcerias, trazendo
ainda mais inovação e robustez às nossas entregas”, afirma a diretora de negócios da
GDB, Fernanda Massa. A executiva explica que os desafios para este ano envolvem
padronização de métricas, mas que “a projeção é de mais crescimento, com novas
parcerias, mais tecnologia e diferentes soluções e formatos”. Em tempos de audiência
fragmentada, ela também joga luz às chamadas métricas de atenção qualificadas, como
tempo de exposição, audibilidade e viewability confirmada, que garantam não só alcance
das campanhas, mas engajamento real e impacto para as marcas.
12 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
Kelly Dores
Qual é o posicionamento da GDB no mercado?
A GDB se posiciona como líder em mídia programática no Brasil. Somos uma adtech
que tem foco em qualificação na entrega de resultados e insights para as marcas e
agências através do uso de tecnologias e metodologias proprietárias. Temos soluções
que combinam criatividade e inteligência em otimização e inovação na entrega de performance
em mídia.
Que soluções oferecem aos clientes?
Oferecemos uma gama completa de soluções para mídia digital, desde planejamento,
compra e otimização de inventário até análise avançada de dados e mensuração de
resultados. Trabalhamos com formatos dinâmicos como vídeo, display, TV conectada
e áudio, além de soluções de audience data, brand safety e métricas de atenção, tudo
integrado para potencializar a performance das campanhas.
Quais são as principais demandas atuais dos clientes?
Hoje, nossos clientes buscam principalmente por eficiência no investimento em mídia,
transparência nos resultados e insights que ajudem a tomar decisões mais rápidas.
Também há uma grande demanda por métricas de atenção e soluções que garantam
não só alcance, mas engajamento real e impacto para as marcas.
Qual é o perfil de cliente da GDB? Pode citar algumas soluções?
Temos muita força no segmento de CPG (Produtos de Consumo), tech & telco, auto
e finance. A atuação do time está direcionada para anunciantes globais e nacionais,
com dupla cobertura: clientes diretos e suas respectivas agências. Atendemos grandes
anunciantes de diferentes tamanhos que buscam soluções em mídia digital e escala
na compra programática com qualificação. Entre soluções proprietárias que aplicamos
atualmente, temos o GDB Creative AI, que auxilia no desenvolvimento de uma série
de opções de criativos totalmente alinhadas aos objetivos das marcas, gerando três
vezes mais tráfego e resultados; a elaboração de benchmarks específicos de categoria
e estudos de métricas de atenção para otimizar a comunicação diante da concorrência;
atuação mobile para coleta e inteligência na utilização de dados, apoiando a marca na
melhora do relacionamento com os usuários e a presença always on da marca com
geração de aprendizados e otimizações recorrentes ao longo do ano, melhorando significativamente
a eficiência em mídia.
Em que estágio de maturidade está a coleta e organização de dados
na publicidade?
Avançamos muito nos últimos anos, mas ainda há desafios de integração de bases e padronização
de métricas. Infelizmente, há muita coisa represada em ambientes digitais
fechados, os chamados ‘walled gardens’, que dificulta a atuação de forma estratégica,
ética e transparente, ainda atrasando a maximização dos resultados, experiência do
usuário e exploração de todo o potencial do assunto.
Quais são as métricas de atenção que utilizam para medir o real
impacto das campanhas?
Além dos KPIs tradicionais, como visualizações e cliques, utilizamos métricas de atenção
qualificadas: tempo de exposição, audibilidade, viewability confirmada, interação,
scroll depth e até engajamento em vídeos. Ferramentas parceiras que são referência
internacional, como a Adelaide, trazem metodologias proprietárias de attention score,
garantindo uma visão mais profunda do impacto real da campanha. Hoje, inclusive, somos
preferred partner da Adelaide na América Latina e temos como missão evoluir a
métrica de atenção como um novo e importante KPI dentro das estratégias das marcas.
O que é exatamente a chamada ‘programática moderna’?
É a evolução da compra automatizada de mídia, combinando inteligência de dados,
machine learning, otimização em tempo real e foco em atenção. Na ‘programática moderna’,
dado e criatividade trabalham juntos para personalizar a mensagem, melhorar
a experiência do usuário e gerar resultados superiores — tudo em um ambiente seguro
e transparente.
O vídeo continua sendo o formato de maior impacto para o programático?
Por quê?
Sem dúvida. O vídeo consegue combinar storytelling, engajamento visual e emocional,
além de gerar retenção da mensagem. Com as novas tecnologias, a segmentação e
mensuração ficam ainda mais precisas no vídeo, potencializando o impacto e o retorno
de cada impressão veiculada.
O algoritmo das redes é algo que ajuda ou atrapalha o trabalho de
adtechs como a GDB? Por quê?
Depende. Os algoritmos podem potencializar a entrega ao identificar o público certo,
mas, ao mesmo tempo, trazem desafios de transparência e controle, especialmente
em plataformas fechadas. O fundamental é encontrar parceiros que tenham acesso a
dados de qualidade e consigam otimizar de verdade a segmentação sem perder visibilidade
sobre o processo.
Por que se fala pouco do lado positivo dos algoritmos?
A pauta dos riscos, como bolhas ou perda de controle, virou prioridade. Mas é importante
lembrar que os algoritmos são grandes aliados na personalização e eficiência de
campanhas, ajudando marcas a serem mais relevantes para seus públicos e potencializando
insights criativos.
Em tempos de atenção fragmentada, como a mídia programática
pode ser mais eficiente para o ecossistema?
A mídia programática permite entregar a mensagem certa, para a pessoa certa, no momento
e contexto mais propícios. Com dados, personalização e métricas de atenção,
conseguimos otimizar a experiência mesmo diante da fragmentação, garantindo eficiência
e impacto até em jornadas mais complexas e multiplataforma.
Como agências e marcas podem encontrar o equilíbrio ideal entre
performance, criatividade e tecnologia?
O segredo é não abrir mão de nenhum desses pilares. A melhor campanha une dados
acionáveis, criatividade relevante e tecnologia robusta. Agências e marcas que trazem
esses três elementos para o centro da estratégia constroem resultados sustentáveis,
inovam e criam conexões reais com os consumidores. Empresas como a nossa conseguem
atuar nestas três frentes e equilibrar, através de soluções, os resultados de mídia,
criativos adaptados para os contextos e territórios de mídia e otimizações real time
através do auxílio de tecnologia proprietária.
Já tem resultados práticos das parcerias fechadas recentemente
com a Compliant e a Adelaide? O que esses acordos agregaram à
GDB?
Nossas parcerias trouxeram ganhos concretos: o Compliant ampliou a segurança e
transparência das entregas, reforçando o nosso compromisso com um futuro mais ético.
Temos cases globais e locais, como por exemplo a Reckitt, que implementou essa
métrica em todas as suas marcas e hoje, além das otimizações de performance, direciona
suas campanhas para publishers mais responsáveis. Já com a Adelaide, conseguimos
analisar campanhas com métricas diferenciadas de atenção, o que aumentou a assertividade
das otimizações e elevou o padrão de mensuração de impacto para nossos
clientes. Os níveis de atenção em nossas campanhas para clientes como a PepsiCo, por
exemplo, já são bem acima dos benchmarks de toda a indústria.
Que balanço faz de 2025?
2025 foi o melhor ano da nossa história. Foi um ano de consolidação de todo o trabalho
feito nos anos anteriores: crescemos em clientes estratégicos, tecnologias proprietárias
e inteligência em dados. Fortalecemos a equipe e as parcerias, trazendo ainda mais
inovação e robustez às nossas entregas. Elevamos o patamar de entrega em todos os
nossos projetos e ficamos muito satisfeitos com o resultado final.
Quais são as expectativas de negócios para 2026?
A projeção é de mais crescimento, com novas parcerias, mais tecnologia e diferentes
soluções e formatos. Estamos otimistas com o avanço das métricas de atenção e com a
abertura de oportunidades em mercados complementares, sempre mantendo a obsessão
por resultados e a busca por impacto positivo para marcas e consumidores. Consolidamos
nosso posicionamento como um parceiro estratégico de negócio para marcas
e o objetivo é expandirmos esta percepção no Brasil e também em outros mercados.
“O vídeo consegue combinar storytelling, engajamento
visual e emocional, além de gerar retenção da mensagem”
jornal propmark - 26 de janeiro de 2026 13
quem fez
Kelly Dores
interina
kelly@propmark.com.br
betc havas
peugeot
Fotos: Divulgação
Título: ‘pinball’
VP de Criação: sophie schönburg
ECD: Marcelo ribeiro
Diretores de Criação: Diego Ferrite e rafael Ávila
Criação: Maria Cardão, stefano Azzellini e Cadu Bussad
Conteúdo: Fernanda grams, renata randall, Vivian Freitas,
Bruna Monteiro e Mariana gonçalves
Produtora: Delicatessen Filmes
Campanha transforma ruas de São Paulo em um jogo de fliperama para representar
o prazer de dirigir os novos híbridos da marca. À medida que o carro
passa pelas vias, luzes e elementos se acendem e emitem som, como um
boost elétrico. “O resultado é uma narrativa lúdica que tangibiliza os diferenciais
dos modelos híbridos”, diz Fabiana Figueiredo, head da marca Peugeot.
caLIa
CAixA
Título: ‘Aniversário Caixa 165 anos’
Direção Geral de Criação: geisa lopes
Direção de Criação: Cícero Fraga, Maurício oliveira,
Alexandre Ferro
Redação: Eve portilho e Filipe Fontes
Direção de arte: Bruno lima, Alexsander Junior e Bruno Jefter
Produtora de vídeo: Maria Quitéria
Filme celebra a trajetória de 165 anos do banco como uma
instituição que abre caminhos para as conquistas da população
brasileira. “Nosso desafio criativo foi transformar
uma data institucional em uma celebração coletiva. A campanha
parte da ideia de que a história da Caixa se confunde
com a história do Brasil”, afirma José Augusto, VP da Calia.
WMccaNN
grupo petrópolis
Título: ‘o Carnaval não acaba’
CCO: Dani ribeiro
ECD: Alessandra sadock
Direção de criação: guilherme Aché
Produtora de imagem: signo Filmes
Produtora de som: Comando s Áudio
Puxando o bloco de Carnaval de Itaipava, a embaixadora da marca
Ivete Sangalo reinterpreta a música ‘Me Abraça, Me Beija’, agora
com o refrão ‘Itaipava na Mesa’. Com sua alegria e irreverência
características, a cantora reforça o convite para que cada folião
celebre o orgulho de suas escolhas: “Folia boa é aquela na qual
você banca sua sede de Itaipava com orgulho”.
14 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
O estudo que viaja pela força
das marcas brasileiras
Um estudo inédito, que
mapeia marcas brasileiras,
revelando como constroem
vínculos distintos com
os seus públicos e como
influenciam culturalmente
e economicamente na
construção do País.
Descubra
mais aqui:
esg no mkt
Alê Oliveira
Um “novo” ESG?
O ponto principal é contextualizar ESG mais
como ferramenta de gestão de empresas
Alexis Thuller Pagliarini
Tendo como base o contexto internacional conturbado
desses dias atuais, tem gente propondo um
novo significado para a sigla ESG. Ela seria agora
Economia, Segurança e Geopolítica.
A reflexão é interessante, se pensarmos em termos
mais institucionais e estratégicos, no campo macro, de
gestão governamental.
Analisando o proposto novo E, de Economia, de fato,
os fatores econômicos são – e sempre serão – de grande
relevância em qualquer contexto, e nunca foram desconsiderados
no ESG original.
Mas não há como levar para um segundo plano as
questões ambientais do E original (Environmental),
quando permanecemos sob riscos climáticos de enorme
importância.
As ameaças climáticas continuam presentes, demandando
atitudes concretas de governantes, gestores de
empresas e das pessoas, de um modo geral.
E a gestão ambiental consciente e a consequente
transição energética representam também um oceano
azul de oportunidades de desenvolvimento econômico.
Então não devemos dissociar o E, de Environmental
do E, de Economia. Cabe ainda a reflexão do E, de Energia,
devido sua importância estratégica nesse mundo de
onipresença da IA.
Podemos dizer que o E, de ESG, ficou gigante no contexto
atual, isso sim.
A mudança do S, de Social, para Segurança é até pertinente
quando analisamos o quadro de instabilidade institucional
generalizado, mas como não continuar com o
olhar sobre as questões sociais, num mundo onde mais
de 700 milhões de pessoas passam fome e que o abismo
social só fica mais profundo, com os ricos concentrando
cada vez mais riqueza e os mais pobres subjugados a
uma vida medíocre de subsistência?
E a discussão do impacto da IA sobre a vida das pessoas?
Sem falar nos aspectos de DE&I, tão relevantes
para as questões de justiça social. E finalmente, temos
o novo G, de Geopolítica, versus o G original, de Governança.
Se pensarmos em Governança de uma maneira
mais holística, vemos que ela está presente em todas
as questões, inclusive na geopolítica. Como lidar com os
arroubos autoritários do governante da maior economia
mundial e as reações de defesa e contraposição, à qual
são impelidas as demais potências?
Sim, a Geopolítica ganha enorme importância nos
dias atuais, exigindo uma Governança estratégica muito
mais assertiva.
Mas o ponto principal, na minha avaliação, é contextualizar
ESG mais como ferramenta de gestão de empresas,
focando mais as ações sob seu controle, mas tendo,
logicamente, um olhar nas variáveis incontroláveis, em
âmbito macro.
Sob esse ponto de vista, as empresas devem continuar
inserindo no seu planejamento estratégico as variáveis
ambientais – uso de recursos naturais, tais como energia
e água; gestão de resíduos; pegada de carbono, entre outras
–, as sociais – DE&I; gestão de talentos; filantropia – e
as de governança – gestão transparente; código ético de
conduta; relacionamento empático com stakeholders.
Essas variáveis, independente de quão hype possa
estar o conceito ESG, estão sendo incorporadas naturalmente
na administração moderna.
Não devemos encarar ESG necessariamente como
uma certificação a ser obtida (é até bom que seja), mas
um conjunto de critérios a ser considerado durante o
planejamento estratégico da empresa.
A pergunta-chave que as empresas devem se fazer é:
‘Qual o impacto da nossa operação?’.
O desafio é buscar um impacto sempre positivo, de
redução de uso de recursos naturais, de circularidade, de
respeito social, de ética e transparência.
As empresas em estágio de maior maturidade ESG já
não encaram seus princípios como uma obrigação, mas
como um modelo eficaz de administração.
E há exemplos de sobra que esse modelo torna as
empresas mais produtivas e rentáveis. Esse é o ESG que
queremos!
Alexis Thuller Pagliarini
é sócio-fundador da ESG4
alexis@criativista.com.br
16 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
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mercado
Aê Oliveira
Aniversário de São Paulo destaca força
econômica e usos da cidade como mídia
Eventos, turismo, rankings internacionais, OOH e live marketing ajudam
a dimensionar como a capital transforma datas simbólicas em ativos
O lago do Parque Ibirapuera é um dos cartões-postais de São Paulo e abriga formatos de comunicação em mobiliário vinculado ao modelo de gestão concessionada do parque
Vitor Kadooka
Entre os adjetivos frequentemente
usados para definir a cidade de
São Paulo estão “pulsante”, “contemporânea”
e “cosmopolita”. Ainda
assim, qualquer tentativa de resumir
a capital paulista — a maior cidade da
América Latina em termos de economia
e população — esbarra na complexidade
de seu tamanho, diversidade e
dinâmica urbana.
Palco de megaeventos nacionais e
internacionais, São Paulo foi eleita a 18ª
melhor cidade do mundo no ranking
World’s Best Cities 2026, elaborado pela
consultoria global Resonance. A classificação
avaliou cem cidades com mais de 1
milhão de habitantes e cruza indicadores
de desempenho urbano com a percepção
internacional, a partir de entrevistas
realizadas com mais de 21 mil pessoas.
A capital paulista também aparece
com destaque em outros rankings globais.
Eleita a melhor cidade do mundo
em vida noturna, São Paulo viu ainda
bairros como a Barra Funda, na zona oeste,
ganharem projeção internacional. A
publicação britânica Time Out classificou
o bairro como o 3º mais cool do mundo,
em uma lista que avaliou 39 bairros a
partir de pesquisa com especialistas e
editores da revista.
Para Alexandre Salvador, coordenador
do eixo de marketing e professor de branding
e marketing da ESPM, o reconhecimento
simbólico das cidades também se
conecta ao papel cultural exercido pelas
marcas. “Na sociedade atual, marcas não
apenas influenciam o consumo, mas
também a forma como pensamos, nos
expressamos e nos relacionamos com a
cultura urbana. Datas especiais e o calendário
da cidade funcionam como pano de
fundo para conectar mensagens de marca
ao pulsar da cidade”, afirma.
Com 11.451.999 habitantes, segundo
o último Censo (2022), a cidade que acelerou
seu desenvolvimento econômico
ainda no século XIX, durante a República
Velha, período marcado pela política do
café com leite, completa 472 anos neste
domingo (25). Para a data, a Prefeitura de
São Paulo preparou um calendário especial
de eventos.
Antes mesmo da semana de aniversário,
por meio da Secretaria Municipal
de Turismo, São Paulo promove a ação
‘472 Anos de Turismo’ durante os dias 19
e 25. A iniciativa ocupa o chamado Triângulo
Histórico — que reúne marcos
como o Largo São Bento, o Pateo do
Collegio e o Largo São Francisco — com
intervenções visuais em pontos emblemáticos
do centro da cidade.
No Viaduto do Chá, em frente ao Edifício
Matarazzo, sede da Prefeitura, haverá
um bolo de aniversário de LED, em
que serão exibidas imagens de pontos
turísticos da capital como a Avenida
Paulista, Minhocão, Farol Santander e
Parque Ibirapuera.
No próprio dia 25, data do aniversário,
está prevista a ativação ‘SP Memória de
um Resgate: 472 Anos em Imagem’, no
Pateo do Collegio, que resultará na produção
de um mural assinado pelo artista
Marcelo Zuffo. Já a Entourage Conteúdo
Município planeja
um orçamento
geral de R$ 137,4
bi para 2026
Artístico e a Gaz Events realizam dois
shows gratuitos nos Parques do Carmo,
na zona leste, e do Povo, na zona oeste,
com Vintage Culture à frente do projeto,
convidando os artistas ANNA e Mochakk.
IMPACTO ECONÔMICO
Em 2025, o município planejou um orçamento
geral de R$ 137,4 bilhões para o
ano vigente. Esse investimento destrincha
diversas frentes, entre elas, o de eventos.
Entre os destaques do último ano esteve
a realização da segunda partida da National
Football League (NFL) na capital, que,
segundo estimativas da SPTuris, órgão da
18 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
Alê Oliveira
O Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, visto a partir do Viaduto do Chá. O local integra a programação oficial do aniversário de 472 anos da cidade
Prefeitura voltado ao fomento do turismo,
movimentou cerca de R$ 330 milhões em
diferentes setores da economia.
Os investimentos para sediar grandes
eventos também se refletem em obras
de infraestrutura. Cerca de R$ 415 milhões
foram destinados à modernização
do Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos,
para receber festivais musicais
como Lollapalooza e The Town, além de
eventos automobilísticos, como a Fórmula
1, com o Grande Prêmio de São Paulo.
No recorte do primeiro semestre
de 2025, a cidade registrou crescimento
nas atividades culturais e de lazer.
Foram 3.928 atividades cadastradas a
mais, entre festivais, shows e feiras,
entre outros formatos, representando
um aumento de 59% em relação ao
mesmo período de 2024.
Com esse avanço, apenas o setor de
eventos movimentou R$ 12,8 bilhões
entre janeiro e junho, volume 12,83% superior
ao registrado nos seis primeiros
meses de 2024. O turismo, por sua vez, foi
responsável por R$ 638 milhões em arrecadação
de ISS (Imposto sobre Serviços),
além de uma alta de 8% no número de
empregos no setor.
A gastronomia aparece como um dos
destaques, com crescimento de 135% no
número de eventos entre 2024 e 2025.
Dados da SPTuris indicam ainda um
crescimento contínuo do faturamento
“São Paulo não é
mais a cidade de
2007. Regular não
precisa significar
proibir”
do turismo na cidade ao longo dos últimos
anos. Após somar R$ 5,5 bilhões
em 2020, o setor avançou para R$ 5,9 bilhões
em 2021 e deu um salto em 2022,
quando alcançou R$ 13 bilhões, acompanhando
a retomada das atividades
presenciais e do fluxo de visitantes. Em
2023, o faturamento chegou a R$ 19,7 bilhões
e manteve trajetória de alta em
2024, com R$ 22,9 bilhões.
No índice mais recente de atividade
turística, divulgado mensalmente pelo
Observatório de Turismo e Eventos, São
Paulo atingiu 123,1 pontos em novembro
de 2025, o maior patamar do ano. Entre os
indicadores que compõem o índice, o faturamento
do turismo aparece como prin-
Fotos: Divulgação
Felipe Davis, da OOH Brasil e da Central de Outdoor Alexandre Salvador, da ESPM: conectar mensagens Leonardo Chebly, CEO da NEOOH: mais integrado
jornal propmark - 26 de janeiro de 2026 19
Fotos: Divulgação
Chris Bradley, CEO da Batux: capacidade de transformar
Conrado Kallas, da Kallas Mídia: construção de presença
Andrea Pitta, CEO da Fibra.ag: convívio urbano
cipal vetor de crescimento. A média diária
de R$ 76,4 milhões no mês representa
avanço mensal de 13,7% e alta anual de
5,2%, indicando não apenas maior volume
de visitantes, mas também aumento do
ticket médio e da circulação de recursos
em áreas como hospedagem, alimentação,
transporte e entretenimento.
OUT OF HOME
Ponto central de discussão na cidade,
a mídia exterior atravessou debates
legislativos com a implementação da
Lei Cidade Limpa (nº 14.223/2006), que
passou a ordenar a paisagem urbana ao
proibir outdoors e regulamentar anúncios
em edifícios e veículos, permitindo
publicidade apenas em mobiliário urbano.
A defesa da legislação se apoia na
busca por uma cidade visualmente mais
harmônica e segura.
Salvador, da ESPM, descreve que a
comunicação urbana carrega um dilema
estrutural entre competição e interesse
público. “Em um ambiente altamente
competitivo é difícil que as marcas se
autorregulem sem algum tipo de legislação.
A lei surge justamente para
estabelecer limites formais, garantindo
que os objetivos das marcas não prejudiquem
a vida na cidade”, afirma. Para
o professor, projetos como distritos de
mídia ou espaços patrocinados não são,
por definição, positivos ou negativos.
“Eles precisam ser estudados com cuidado
para preservar o patrimônio cultural,
garantir segurança, bem-estar e gerar
contrapartidas reais para a cidade”, diz.
Na visão de Felipe Davis, CEO da OOH
Brasil e diretor da Central de Outdoor,
a lei teve mérito histórico ao colocar a
paisagem urbana no centro do debate
público, mas acabou cristalizada em um
modelo que não acompanhou a transformação
de São Paulo. “Ela respondeu a
um momento específico da cidade, marcado
por desordem visual e ausência de
critérios claros. O problema é que esse
modelo foi mantido enquanto a cidade
continuou mudando”, defende.
Para Davis, há hoje um paradoxo entre
o posicionamento internacional da
capital e as limitações impostas à comunicação
urbana. “Cidades que lideram
rankings globais tratam o OOH como infraestrutura
urbana regulada, integrada
à mobilidade, à informação e à economia
local. Não se trata de permissividade,
mas de governança”, diz.
Segundo o executivo, revisar a legislação
só faz sentido se houver critérios
técnicos claros, contrapartidas e fiscalização
efetiva. “São Paulo não é mais
a cidade de 2007. Regular não precisa
significar proibir.”
Do ponto de vista operacional, Leonardo
Chebly, CEO da NEOOH, avalia que
a legislação redefiniu estruturalmente o
mercado ao deslocar o foco do volume
para a qualificação dos ativos. “O OOH
evoluiu para um modelo mais integrado
ao cotidiano das pessoas, alinhado
às suas jornadas e aos ambientes onde
a vida acontece”, relata. Para ele, esse
cenário impulsionou naturalmente a
integração do meio com experiências,
ativações e formatos especiais, transformando
a mídia em uma plataforma de
relacionamento entre marcas e público.
Chebly ressalta que essa mudança
também alterou a lógica de decisão das
marcas. “As escolhas deixaram de ser apenas
de cobertura e passaram a considerar
jornada, ambiente e experiência”, diz.
Já Felipe Arruda, head de mídia da Propeg,
destaca que as restrições impostas
pela legislação provocaram um “reset”
no ecossistema. “A escassez forçou a
sofisticação, tecnologia e criatividade.
Como não era mais possível competir
pela repetição massiva, o mercado
aprendeu a gerar relevância por meio de
experiências e eventos”, diz.
É neste cenário, para ele, que o OOH
“não compete com a cidade, ele dialoga
com ela. A lógica deixou de ser ocupação
de espaço e passou a ser construção de
contexto, algo que exige leitura urbana,
narrativa e relevância cultural”.
O debate sobre o futuro do OOH ga-
Alê Oliveira
Felipe Arruda, da Propeg: escassez forçou a sofisticação
A fachada de um bar na Barra Funda, bairro da zona oeste que ganhou projeção mundial, ilustra o passado da cidade
20 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
Inaugurada 20260107_APP_Propmark_Anuncio_V03.pdf em 2022, a Roda Rico, maior roda-gigante 1 07/01/2026 da 14:25:20 América Latina, é um dos equipamentos urbanos da capital paulista
Alê Oliveira
nhou tração novamente com o avanço do
Projeto de Lei nº 239/2023, que propõe
alterações na Lei Cidade Limpa. Entre as
principais mudanças, estão a ampliação
de anúncios indicativos e permissão de
áreas especiais de mídia, mas não define
critérios claros de fiscalização e contrapartidas,
o que tem gerado resistência
de urbanistas e entidades do setor.
Para o mercado, a discussão coloca em
tensão a preservação da paisagem urbana
e a necessidade de atualização regulatória
diante de novas tecnologias, formatos e
modelos de ocupação do espaço público.
A convergência entre as diferentes visões
aponta para um consenso: qualquer mudança
precisa ser guiada por critérios técnicos,
governança clara e benefício público
mensurável, evitando tanto o retrocesso
quanto a flexibilização indiscriminada.
Salvador também destaca que os
investimentos em out of home podem
cumprir funções distintas. “Algumas
ações têm caráter mais tático, voltadas
a resultados imediatos, como vendas ou
fluxo em loja. Outras são estratégicas, focadas
na construção de brand equity, e
devem ser avaliadas por indicadores de
saúde de marca, como lembrança e associações”,
afirma.
Concomitante às discussões regulatórias
advém uma demanda do mercado
C
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jornal propmark - 26 de janeiro de 2026 21
Fotos: Alê Oliveira
Edifícios em destaque na Avenida Francisco Matarazzo chamados de CEAB-SP (Centro Empresarial Água Branca)
cada vez mais complexa de lidar: a métrica
de retorno dos pontos instalados.
Para Conrado Kallas, vice-presidente
e sócio da Kallas Mídia OOH, o reconhecimento
internacional de São Paulo reforça
a cidade como prioridade nos planos
de mídia, mesmo com o imbróglio das
métricas. “Nem todo impacto do OOH
é imediato ou transacional. Em muitos
casos, o valor está na construção de presença,
memória e conversa ao longo do
tempo”, analisa.
LIVE MARKETING
Se no OOH a discussão passa pela
regulação da paisagem urbana, no live
marketing o foco recai sobre a ocupação
temporária da cidade como experiência,
especialmente em um contexto de alta
circulação e agenda intensa de eventos.
Para Andrea Pitta, CEO da Fibra.ag, o
reconhecimento internacional de São
Paulo reforça um movimento que já
acontece na prática. “A cidade reúne fatores
como cultura, economia, diversidade
e vida noturna que a colocam como
um habitat natural para eventos e experiências
presenciais”, elenca. Segundo
ela, figurar entre as melhores cidades do
mundo funciona como um selo de validação
que amplia a segurança dos investimentos.
“Esse tipo de reconhecimento
ilumina o potencial da cidade e ajuda a
atrair novos projetos”, diz.
Na avaliação da executiva, a Lei Cidade
Limpa teve papel relevante ao
reorganizar os espaços de atuação do
marketing na cidade. “Quando uma via se
fecha, outras linguagens se abrem. Esse
deslocamento exige mais criatividade e
favorece formatos presenciais que dialoguem
com o convívio urbano”, comenta.
Para Andrea, a retomada do contato físico
após o período de isolamento acelerou
esse movimento. “Depois de muito
tempo online, o desejo por experiências
ao vivo se intensificou. O presencial ganhou
força, especialmente quando incorpora
arte, performance e interação,
gerando também desdobramentos orgânicos
nas redes sociais.”
Visão semelhante aparece na fala de
Chris Bradley, CEO da Batux, que aponta
São Paulo como um território estratégico
para ações que buscam escala e amplificação.
“A cidade lidera naturalmente
em volume de público, mas o diferencial
está na capacidade de transformar ativações
em conversa”, diz.
Projetos que combinam experiência
presencial com mobilidade, creators e
relações públicas tendem a ampliar o alcance
das ações, mesmo quando a mensuração
direta é mais complexa.
Na Batux, Bradley adianta que “já
vimos esse efeito em projetos que
combinaram ativação com mídia em
mobilidade, como ações especiais de
envelopamento de trem, que chamaram
atenção e ampliaram o alcance da experiência,
mesmo quando a mensuração
direta é mais complexa.”
Sobre a Lei Cidade Limpa, Bradley
avalia que contribuiu para reorganizar a
disputa pela atenção. “Com menos excesso
de comunicação visual, experiências,
eventos temporários e ativações presenciais
passaram a ter mais valor, desde que
façam sentido para o contexto urbano”,
afirma. Para a executiva, a diversidade de
territórios da cidade amplia o leque criativo,
mas exige leitura de cenário e planejamento.
“Projetos bem contextualizados
geram mais relevância, desdobramento
em conteúdo e impacto real, mesmo dentro
das restrições operacionais.”
Salvador resume que a adequação
ao contexto urbano é o principal critério
para uma comunicação responsável. “A
comunicação deve respeitar a vocação
de cada território para potencializar a
cidade, e não desfigurá-la”, conclui.
O Parque Ibirapuera concentra formatos de mídia exterior operados pela NEOOH
Relógio de rua com comunicação integrada ao mobiliário urbano de vias públicas
22 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
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marcas
Verão concentra ativações, experiências
e investimentos em mídia pelo Brasil
Estação favorece ações em praias, festivais e centros urbanos, com
foco em experiência e presença nos territórios de maior circulação
Divulgação/Mude
No verão, a Neutrogena integrou a Rio Academia YoPro, projeto da Mude Wellness Media, no Rio de Janeiro, com uma ativação voltada à conscientização sobre proteção solar
Adrieny Magalhães
Impulsionado pelo avanço do turismo,
pelo aumento do fluxo de pessoas
em deslocamento e por uma agenda
intensa de eventos culturais, esportivos
e musicais, o verão 2025/2026 consolida-se
como um dos períodos mais
estratégicos para marcas de diferentes
setores. Uma projeção da Confederação
Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo (CNC) indica que a
alta temporada deve movimentar R$
218,77 bilhões entre novembro de 2025
e fevereiro de 2026, crescimento de
3,7% em relação ao ciclo anterior. O período
responde por cerca de 44% do faturamento
anual do turismo brasileiro,
reforçando seu peso no desempenho
econômico do setor.
O cenário é sustentado, sobretudo,
pela retomada consistente das viagens,
pela ampliação da malha aérea e pelo
aumento do turismo internacional. Dados
da Embratur mostram que, entre janeiro
e outubro de 2025, o Brasil recebeu
7,68 milhões de turistas estrangeiros,
alta de 42,2% na comparação anual, com
impacto direto na receita do setor, que
alcançou US$ 6,04 bilhões no período. A
CNC estima ainda a criação de 87,6 mil vagas
formais temporárias, o maior volume
desde 2014, concentradas principalmente
em serviços, comércio, alimentação,
transporte e entretenimento.
Esse contexto de maior circulação,
permanência prolongada fora de casa
e intensificação do consumo ligado ao
lazer tem orientado o planejamento das
marcas para o verão. Em vez de ações isoladas
ou pontuais, o período passa a ser
tratado como uma plataforma estratégica
de marketing, capaz de concentrar investimentos
relevantes, testar formatos,
ampliar experimentação e gerar impacto
de marca que se estende para além da
sazonalidade.
ALIMENTOS E BEBIDAS
Na alta temporada, marcas de alimentos
e bebidas ampliam presença em
pontos de circulação e lazer, combinando
lançamentos de portfólio, ações de
experimentação e planos de mídia que
incluem digital, OOH e ativações presenciais
em destinos turísticos.
A Dengo, por exemplo, lança sua campanha
de verão com o conceito ‘Verão
com sabor de Dengo’ e apresenta uma
versão “to go” de de seus produtos. A
campanha inclui ainda acessórios em edição
especial, como bonés com as mensagens
‘Feito de Brasil’ e ‘Chocólatra’.
Já a Sprite dá início à campanha ‘É Verão.
Refresca aí!’ com um calendário de
ações em praias e participação em even-
O verão passa a
ser tratado como
uma plataforma
estratégica de
marketing
24 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
Fotos: Divulgação
A marca Chás Leão levou sua campanha comemorativa de 125 anos para o verão
Em nova campanha, Nespresso destaca blends desenvolvidos para preparo com gelo
tos. Entre os destaques, a marca retoma
os chuveirões em cidades como Rio de
Janeiro, Guarujá, Caraguatatuba, Fortaleza,
Xangri-lá, Balneário Camboriú, Recife,
Bertioga, Matinhos e Vila Velha, com distribuição
de produtos e experiências no
litoral. Ainda no ecossistema Coca-Cola,
a marca Chás Leão lança a campanha
‘Leão: sua pausa sabor praia há 125 anos’,
que inclui filme publicitário, embalagens
comemorativas e um plano de ativações
presenciais ao longo de 2026.
A Nespresso apresenta a campanha
‘Summer 2026’, com foco em cafés para
preparo com gelo, além de máquinas e
acessórios em edição limitada. A Sadia
mantém a comunicação sazonal ‘Seu
Verão Pede Frios Sadia’, com filmes para
TV aberta e desdobramentos em digital,
streaming e OOH em cidades litorâneas e
grandes centros. A campanha foi desenvolvida
pela Africa Creative.
A Kibon, da The Magnum Ice Cream
Company, organiza o verão sob a campanha
‘Loucos por Kibon’, que reúne
lançamentos, promoções e ativações. A
temporada começou com o Sorvetaço no
Parque Ibirapuera, em São Paulo, e inclui
ações como a promoção ‘Ki Loucura de
Kibon’, o Palito Premiado em praias de
16 estados e lançamentos como o retorno
do Cornetto Choco Mix, além de itens
com apelo regional e nostálgico.
Mídia
A Billboard Brasil, em parceria com o
Camarote Salvador, promove no dia 12 de
fevereiro um show inédito que integra
a programação de verão do camarote
e inicia a estreia da marca no Carnaval
UOL no Verão
reúne atividades
esportivas e
ações de bemestar
de Salvador. A apresentação reúne BaianaSystem
e Lazzo Matumbi, além de convidados
que ainda serão anunciados, e
inclui também um show do Olodum.
Já o UOL dá sequência à sua estratégia
de presença física com a 8ª edição do UOL
no Verão, que ocupa a Riviera de São Lourenço,
no litoral paulista, entre 20 de dezembro
de 2025 e 18 de fevereiro de 2026.
O projeto reúne atividades esportivas,
ações de bem-estar, produção de conteúdo
e ativações de marcas. A programação
inclui modalidades como beach tennis,
futevôlei e frescobol, além de aulas funcionais
e experiências ligadas a saúde e lifestyle.
A iniciativa integra também as verticais
editoriais do portal, como Universa,
VivaBem, Splash e Nossa, que produzem
conteúdos especiais em vídeo e reportagens
a partir da experiência presencial,
conectando cobertura editorial e ativação
de marca. Entre os parceiros desta edição
estão Gol Linhas Aéreas, La Roche-Posay,
SBP e Wellhub, que participam com ações
distribuídas ao longo da temporada.
O Terra também aposta em um projeto
proprietário para o período com o
‘Terra Verão 2026: o Verão se Vive Junto’,
realizado no Parque Burle Marx, em São
Paulo. Com entrada gratuita, o evento
reúne atividades de saúde, bem-estar e
entretenimento ao ar livre, com programação
pensada para diferentes públicos
e faixas etárias.
Shop2gether levou campanha para São Miguel dos Milagres
A Riachuelo inaugurou uma loja pop-up em São Paulo
Vestuário e beleza
A Riachuelo inaugura uma loja pop-
-up na Rua dos Pinheiros, em São Paulo,
como parte de sua estratégia de transformação
do varejo físico. Concebida
como um ambiente de experiência, a
pop-up adota um modelo modular, com
atualizações de layout e coleções a cada
quinze dias, além de ativações regulares.
O projeto conecta o ponto de venda às
origens da marca e à identidade brasileira,
com referências arquitetônicas, trilha
sonora composta por artistas nacionais
e elementos que remetem à história da
indústria têxtil.
jornal propmark - 26 de janeiro de 2026 25
Fotos: Divulgação
Já a C&A levou sua atuação para a orla
carioca com a ativação proprietária ‘Samba
Do Bloco Ao Baile’, realizada no dia 15
de janeiro, na Praia do Leme, no Rio de
Janeiro. O evento reuniu DJ, roda de samba
e um cortejo com passistas e músicos
da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense,
promovendo um encontro entre
moda, música e cultura popular.
No litoral baiano, a Reserva Praia reforça
sua presença em Trancoso com a
renovação da parceria com o beach club
Almar Trancoso. A colaboração, que entra
em sua segunda temporada, amplia
a programação de atividades esportivas
gratuitas na praia, como beach tennis,
futevôlei, frescobol, caiaque e stand up
paddle. A iniciativa também inclui benefícios
cruzados entre marca e beach club,
além do lançamento de uma identidade
visual inédita inspirada no local.
A Shop2gether levou seu projeto Summer
Spot para São Miguel dos Milagres
(AL) durante o Réveillon, em parceria
com o C6 Bank. Entre 26 de dezembro e
1º de janeiro, o e-commerce de moda de
luxo ocupou o destino com lounge exclusivo,
sunset party, instalação voltada
à produção de conteúdo e uma collab
especial assinada Endless Summer Club.
No segmento de proteção solar, a
Australian Gold aposta em uma estratégia
de presença em hotéis e pousadas de
destinos turísticos entre janeiro e março.
A marca leva seus produtos para regiões
como Bahia, Pernambuco, Alagoas, Rio
de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. A
iniciativa está alinhada à campanha ‘2x
mais vida lá fora’.
O Boticário amplia sua presença sazonal
com ativações ligadas ao lançamento
de Egeo Dolce Illusion, com destaque
para uma ação de out of home especial
no Morumbi Shopping, em São Paulo,
onde uma geladeira cenográfica gigante
convida o público à experimentação
sensorial da fragrância. A campanha se
A Ollie estreou no verão carioca com a ativação de um quiosque exclusivo na orla de Ipanema, no Rio de Janeiro
desdobra em mais de 600 instalações
pela cidade, além de ativações em loja.
Paralelamente, a marca dá início à Boti
Promo de Verão, com descontos de até
50% em mais de 300 produtos, disponível
em lojas físicas, e-commerce e aplicativo.
A Victorio & Lucchino insere a sustentabilidade
como eixo central de sua
atuação de verão ao realizar, em parceria
com a ONG Limpeza de Praia, uma ação
ambiental no Rio de Janeiro que resultou
na retirada de mais de uma tonelada de
resíduos de praias e lagoas. A iniciativa
dialoga com o lançamento da coleção
Águas Esenciales e se soma a outras
ações ESG da marca realizadas ao longo
do ano.
Já a Ollie estreia no verão carioca
com um quiosque exclusivo na Praia de
Ipanema, transformando o tradicional
Quiosque Pôr do Sol em um espaço de-
dicado à marca durante toda a estação.
A ativação funciona como ponto de experimentação,
convivência e pausa para
moradores e turistas. Em São Paulo, a
marca também envelopa a banca Bankiro,
que passa a operar como ponto físico
temporário da Ollie, com venda, experimentação
e ativações pensadas para o
verão urbano.
A Coty, por meio da marca Cenoura &
Bronze, lança uma campanha nacional
de verão com ativações em praias e parques
e um truck itinerante que percorre
cidades de São Paulo, Santa Catarina,
Pernambuco, Ceará e Bahia. A ação inclui
sampling, brindes, experimentação do
portfólio e apresentação de novos produtos,
reforçando a presença da marca
nos locais onde o cuidado com a pele se
intensifica durante a estação.
Por fim, a Neutrogena marca presen-
ça em eventos e ativações estratégicas
do verão, como o Bloco Amigos da Onça,
no Rio de Janeiro, os beach clubs Playa
Brava e P12, em Santa Catarina, e o Camarote
Salvador, na Bahia. As ações incluem
photopoints, distribuição gratuita de
produtos e presença de promotores ao
longo dos eventos, ampliando a visibilidade
da marca em territórios ligados ao
Carnaval, à praia e ao entretenimento.
Saúde e bem-eStar
A SBP, em parceria com a CUFA, dá continuidade
à ação ‘Juntos Contra o Mosquito’,
que chega à sua terceira edição com
atuação direta nas favelas da Brasilândia
e de Paraisópolis, em São Paulo. Realizada
entre janeiro e março, a iniciativa tem
foco em prevenção à dengue, educação
sanitária e mobilização comunitária em
territórios considerados críticos
Yasmim Barros
A SBP realizou mais uma edição da ação ‘Juntos Contra o Mosquito’ com a Cufa
Decolar lançou sua campanha de verão com condições especiais para hospedagens
26 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
Fotos: Divulgação
A Vivo lançou sua campanha de verão com foco em experiências conectadas
Campanha da 99Food, criada pela Kallas, usou mobiliário urbano em Recife e Salvador
No varejo farmacêutico, a Pague Menos
lança sua campanha nacional de
verão ‘Se o verão é mais, Pague Menos’,
estrelada por Juliette e Dona Fátima. Assinada
pela Lew’Lara\TBWA, a comunicação
parte da observação de que, durante
a alta temporada, o aumento das temperaturas,
das viagens e da exposição ao
sol intensifica a demanda por cuidados
com a saúde. A campanha destaca ofertas
de até 60% e ações promocionais
em 380 lojas localizadas em regiões que
compõem a chamada Rota do Sol, com
ambientação especial em 15 unidades.
Já a Sensodyne, marca do portfólio da
Haleon, aposta em uma ativação urbana
para aproximar saúde bucal e lifestyle.
Em parceria com a gelateria Mooi Mooi,
a marca realiza uma ação gratuita nos
dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, no
Itaim, em São Paulo, com distribuição de
sorvetes exclusivos desenvolvidos especialmente
para a campanha.
OPERADORAS
A Claro mantém sua tradição de atuação
no verão gaúcho com uma série
de experiências em Atlântida, no litoral
norte do Rio Grande do Sul. Em 2026, a
operadora amplia sua presença ao se
conectar às comemorações dos 30 anos
do Planeta Atlântida, por meio de uma
promoção realizada em parceria com a
JBL, que oferece ingressos para o festival
a clientes que adquirirem produtos da
marca em lojas participantes.
Já a TIM aposta em uma abordagem
que combina música, tecnologia, creator
economy e entretenimento televisivo ao
assumir, pelo quarto ano consecutivo, a
posição de patrocinadora master do Festival
de Verão Salvador. A principal novidade
da operadora é a Casa Creators, um
hub de produção de conteúdo instalado
no meio do evento, que funciona como
estúdio profissional para gravação de vídeos
e criação para redes sociais.
A Vivo, por sua vez, lança uma campanha
nacional para celebrar a estação.
Criada pela Galeria.ag, a comunicação
A Pague Menos estreou sua campanha de verão ‘Se o verão é mais, Pague Menos’
traz cenas cotidianas que traduzem experiências
típicas do verão brasileiro,
com a assinatura ‘Líder em 5G no Brasil,
de verão a verão’.
SERviçOS
O Nubank patrocina o Move Verão
2026 por meio da Lei Federal de Incentivo
ao Esporte, transformando o mecanismo
fiscal em uma plataforma de promoção
ao bem-estar, acesso ao esporte e impacto
social. O projeto acontece entre 24
de janeiro e 25 de fevereiro de 2026, no
Sea Club, em Ilhabela, e reúne uma programação
voltada à prática esportiva, ao
autocuidado e à convivência coletiva em
contato com a natureza.
Já a Porto Serviço aposta no período
de férias para estimular a prevenção e a
segurança veicular. Com a campanha ‘‘De
férias com a Porto’, a companhia oferece,
até 31 de janeiro, check-up visual gratuito
nos Centros Automotivos da marca, aberto
a clientes e não clientes. A avaliação
contempla itens como motor, freios,
suspensão, iluminação, fluidos e bateria,
acompanhando o aumento dos deslocamentos
rodoviários típico da estação.
No turismo, a Decolar lança uma campanha
de verão focada em estimular
viagens pelo Brasil, com descontos de
até 30% em hospedagens nacionais e um
game interativo no aplicativo que oferece
até R$ 100 OFF. A iniciativa integra a
campanha Partiu Decolar, estrelada por
81% das pessoas
notam sempre ou
quase sempre a
publicidade em
OOH durante o
verão
Heloísa e Luísa Périssé, e busca reforçar
o posicionamento da empresa durante
um dos períodos mais relevantes do calendário
turístico.
Out Of hOmE
No verão, o out of home ganha ainda
mais relevância com a intensificação da
circulação de pessoas em destinos turísticos,
áreas de lazer e corredores de
mobilidade.
Para Rodrigo Moreira Kallas, CEO da
Kallas, o período concentra iniciativas desenhadas
para marcas que buscam presença
em regiões de alto fluxo. “Durante
o período de verão, desenvolvemos e lançamos
no mercado planos comerciais especiais
de Verão e Carnaval, estruturados
para atender marcas que buscam alta
visibilidade em regiões de grande fluxo
turístico e sazonal”, afirma.
Entre os cases recentes, a Kallas destaca
ativações em aeroportos, como a
campanha da Cachaça 51 no Aeroporto
Santos Dumont, além de ações para Pitu
e Carvalheira no Aeroporto do Recife, integrando
experiências contextualizadas
ao verão e ao Carnaval. Em mobiliário urbano,
entram projetos para marcas como
99, Vivo, Unifig e Sprite, em praças como
Recife, Salvador, Lauro de Freitas, Rio de
Janeiro, Maceió, Vitória e Florianópolis.
A estratégia acompanha um movimento
mais amplo do mercado. De acordo
com pesquisas da Datafolha em parceria
com a JCDecaux, 81% das pessoas
dizem notar sempre ou quase sempre a
publicidade em ativos de OOH durante
o verão, enquanto 72% afirmam ter conhecido
produtos ou serviços por esse
meio e 78% declaram sentir vontade de
comprar o que foi divulgado. A empresa
concentra sua atuação em geolocalização
e presença nos pontos onde as decisões
de lazer e consumo acontecem,
como orlas, aeroportos e sistemas de
transporte urbano.
Outro vetor de crescimento vem da
tecnologia. A integração de painéis digitais
a dados contextuais — como clima
e horário — permite adaptar mensagens
em tempo real, exibindo anúncios de protetor
solar em dias quentes ou hidratantes
quando a temperatura cai.
Além da mídia tradicional, o OOH
também se conecta a experiências presenciais.
A Mude, por meio de projetos
como a Rio Academia YoPro, levou ativações
para praias e orlas do Rio de Janeiro,
reunindo mais de 15 mil pessoas
em aulas esportivas e ações de marcas
como YoPro, Neutrogena, Kibon, Estácio
e Dorflex. No ambiente urbano, a empresa
também promoveu experiências
em São Paulo, em parceria com a Riachuelo,
conectando wellness, conteúdo
e presença física.
Com o aumento do tempo passado
fora de casa e a concentração de viagens
e lazer no verão, o OOH se consolida como
um dos principais meios para marcas estarem
presentes no momento da decisão
de consumo, especialmente em categorias
como bebidas, moda e serviços.
jornal propmark - 26 de janeiro de 2026 27
agências
Entre expectativas e cautela, fusão
de Omnicom e IPG divide o mercado
Sentimentos vão do desrespeito às redes que ajudaram a construir a história
da propaganda ao entusiasmo com o avanço de negócios independentes
Janaina Langsdorff
Uma onda de sentimentos diversos
tomou conta do mercado
após a fusão do Grupo Omnicom
e IPG extinguir agências que ajudaram
a construir a história da propaganda. O
acordo encerrou as operações da DM9 e
Lew’Lara\TBWA, absorvidas pela nova
Lola\TBWA. A iD\TBWA mantém autonomia.
As mudanças provocaram uma
debandada de lideranças da Lew´Lara\
TBWA, que estaria ligada à falta de
transparência nas decisões. Antes, a
fusão já havia decretado o fim da DDB
e da FCB.
Para entender a nova dinâmica do
mercado é preciso voltar aos anos 1990,
quando a publicidade brasileira era dominada
por agências nacionais, geridas
por seus donos. “Eram lideradas por publicitários
de formação tanto da área de
atendimento e negócios como da área
de criação. Mas todos eram publicitários
por ofício”, atenta Mario D’Andrea,
CEO e sócio-fundador da D’OM Soluções
Improváveis. Aí chegaram as holdings,
já presentes mundo afora desde a década
anterior. Bem recebidas, elas profissionalizaram
a administração, centralizaram
políticas de recursos humanos,
trouxeram ferramentas e tecnologias.
Porém, o crescimento abrupto e a
compra desenfreada de agências locais
logo trouxeram problemas. “Muitas
dessas holdings se tornaram vítimas
do próprio gigantismo e ficaram reféns
de uma política interna que se tornou
mais importante do que o sucesso dos
próprios clientes”, avalia D’Andrea. A
pressão de acionistas por resultados
culminou em um ambiente massacrante.
Principal produto de uma agência, a
qualidade do trabalho foi escanteada.
Inevitável, a perda de identidade e a
comoditização do serviço cavaram o
prenúncio das adversidades.
A digitalização da comunicação agravou
o cenário, pois exigiu investimento
em equipe, derrubando as margens das
agências, enquanto a área de compras
impunha eficiência financeira. “Tudo isso
levou as holdings a um caminho sem
volta: a redução de estruturas”, constata
Descaso com redes icônicas e novas oportunidades com agências de dono provocam reações distintas entre lideranças do setor
D’Andrea. A insegurança deflagrada pela
troca constante de profissionais mostra
“o quanto clientes e suas marcas sofrem
com esses movimentos drásticos”,
emenda D’Andrea.
“Esse movimento é consequência direta
de um modelo que, há anos, prioriza
escala financeira, eficiência de custo
e consolidação, muitas vezes, acima de
pessoas, ideias e relevância criativa”, corrobora
Guilherme Jahara, sócio e co-CCO
da Dark Kitchen Creatives (DKC).
Continuidade, consistência de times,
memória estratégica e compromisso de
longo prazo estão entre os principais
receios dos clientes. “Quando alguém
decide acabar com um negócio que é
fundamental para você, você se questiona
se vai precisar começar tudo de novo,
se vão ter pessoas diferentes que herdaram
um compromisso que não é delas”,
aponta Flavio Waiteman, sócio e CCO da
Tech&Soul.
Geraldo Rocha Azevedo, CEO da Execution,
não se surpreende. “Ao longo dos
anos, várias marcas que fizeram história
na propaganda desapareceram por motivos
diferentes: MPM, F/Nazca, Neogama,
Giovanni, Salles, só para citar algumas.
Isso é um movimento natural e, aqueles
profissionais competentes e reconhecidos,
não terão dificuldade em se recolocar”,
situa.
Criatividade e talento permanecem
intocados. O impasse é mesmo financeiro.
“Esses movimentos expõem uma realidade
que já vinha se desenhando: margens
pressionadas, custos operacionais
elevados e modelos de negócio cada vez
mais desafiadores”, ratifica Álvaro Rodrigues,
sócio e CEO da Made Brasil.
Desabafos
Egresso da DM9, Rodrigues expressa
o seu respeito a uma agência que ajudou
a desenvolver o mercado. “Ver o
encerramento de uma marca com esse
peso histórico naturalmente provoca
Freepik
um sentimento pessoal de nostalgia e
reconhecimento”, certifica.
Embora polêmica, a fusão de Omnicom
e IPG embala o possível retorno
de um mercado local de agências independentes
com estruturas leves e decisões
mais rápidas, conduzidas por publicitários
de formação “e não apenas
por executivos de qualquer atividade”,
critica D’Andrea. “Estamos vendo um
crescimento consistente das agências
de dono”, reitera o executivo.
Gustavo Bastos, CEO e CCO da Onzevinteum,
concorda. “Esse movimento favorece
muito as agências independentes,
mostra o quanto uma operação indie
pode absorver grandes contas e operá-
-las com mais criatividade e agilidade.
Mostra ainda como os clientes de todos
os tamanhos podem tomar essa mesma
atitude, de migrar para as independentes,
sem medo”, convida Bastos. “Um movimento
como esse oxigena o mercado,
faz a turma se mexer”, observa.
28 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
Fotos: Divulgação
Mario D’Andrea, da D’OM: publicitários por ofício e não executivos de qualquer atividade
Guilherme Jahara, da DKC: profissionais descartados como se fossem linhas de planilha
Uma das maiores redes independentes
de comunicação e entretenimento do
Brasil, o Grupo Dreamers acaba de lançar
a YouDare, com ex-lideranças da DM9.
Cleber Paradela e Stephanie Campbell
atuarão como vice-presidente de conteúdo
e CSO, respectivamente.
iFood, Decolar, Pizza Hut e MRV (que
estavam na carteira da DM9) estão entre
os clientes da agência, que começa
a operar em fevereiro. “A indústria tem
mostrado que as agências independentes
ganham força não por tendência, mas
pela capacidade de entrega. Acompanhamos
essas transformações e investimos
em modelos que conectam talento, autonomia
e produção”, comenta em nota
Rodolfo Medina, presidente-executivo do
Grupo Dreamers.
A atuação desvinculada das decisões
das holdings é uma das fortalezas das
independentes. “Na grande maioria das
vezes, tais decisões são tomadas de
forma global, impactando diretamente
mercados de menor relevância como o
Brasil, que não chega a representar 5%
da receita desses grandes grupos”, calcula
Geraldo Rocha Azevedo, da Execution.
A proximidade com os clientes é outra
característica alvissareira, ao lado da eficiência
garantida por formatos enxutos e
maior equilíbrio entre criatividade, custo
e resultado. “É a volta às origens, onde as
relações de confiança tinham peso muito
maior”, compara D´Andrea.
Ainda assim, ele admite o desconforto.
“Não deixa de ser contraditório e
triste ver a publicidade, especialista em
construção de marcas, tratando tantas
marcas icônicas de agências com tamanho
descaso e pouco cuidado”, desabafa.
Guilherme Jahara, da DKC, também
lamenta “ver marcas históricas da propaganda
brasileira sendo desmontadas
e profissionais qualificados sendo descartados
como se fossem apenas linhas
de planilha”, explica. “Pessoas que
trabalham em agências incríveis e que
são extintas se engajaram na cultura,
intronizaram valores e, de repente, por
uma questão contábil, ficam no vácuo. É
claro que abre espaço para as indies, mas
nem todo mundo tem espírito empreendedor”,
pondera Waiteman, da Tech&Soul.
Jahara deixa outra ressalva. “Não é a
publicidade que perde credibilidade. O
que perde força é um modelo específico
de negócio. A confiança hoje está muito
mais relacionada às pessoas que estão
intimamente ligadas à construção da
marca, à qualidade da entrega e à capacidade
real de gerar impacto. Clientes confiam
menos em logos gigantes e mais
em times que pensam junto e que respondem
rápido às mudanças”, diferencia.
A escolha por parceiros confiáveis
permanece como prerrogativa dos clientes.
“Cabe a eles aproveitar essa oportunidade
para repensar o modelo de
agência que querem ter”, indica Geraldo
Rocha Azevedo, da Execution.
O caminho está aberto, inclusive para
profissionais que estão fora das grandes
redes. “A DKC é um exemplo desse movimento.
São modelos em que os sócios
estão no dia a dia, próximos das decisões,
do cliente e da criação, com menos
camadas, menos burocracia e mais responsabilidade
direta sobre o que é entregue”,
afirma Jahara.
Agências de estratégia e criativas, for-
madas por times internos de clientes e
até por veículos e players de mídia pipocam
em todo o mundo. Saber lidar com a
concorrência, no entanto, será essencial.
“No médio e longo prazo, algumas também
ficarão pelo caminho. Isso faz parte
de um mercado em transformação e
amadurecimento”, prevê Jahara.
A evolução do modelo pressupõe
geração de valor para clientes e sustentabilidade
financeira para as agências,
não apenas por meio da compra de mídia
- por muito tempo o sustentáculo do
crescimento do mercado brasileiro. “O futuro
passa por cobrar bem pela relevância
estratégica, criativa e de execução.
Quem conseguir fazer isso de maneira
consistente vai construir relações mais
sólidas e negócios mais duradouros”,
conclui Jahara.
Álvaro Rodrigues, da Made Brasil,
acrescenta responsabilidade, investimento
em pessoas, cultura e criatividade
aplicada ao negócio. “A publicidade brasileira
sempre foi grande quando soube
se reinventar. Este parece ser mais um
desses momentos”, sinaliza.
Gustavo Bastos, da Onzevinteum: sem medo de migrar
Geraldo Rocha Azevedo, da Execution: repensar modelo
Álvaro Rodrigues, da Made: nostalgia e reconhecimento
jornal propmark - 26 de janeiro de 2026 29
digital
Tecnologias que recriam entes falecidos
acendem alerta sobre uso de IA no luto
Uso de aplicativos para simular presença amplia dilemas éticos e riscos;
especialistas debatem impacto e deveres do mercado neste contexto
Bruna Nunes
Em 2013, o primeiro episódio da segunda
temporada de Black Mirror,
‘Be Right Back’ (Já Volto), causou
estranheza ao retratar a história de
uma viúva que ‘recriou’ seu falecido marido
usando um avatar digital. Refutar a
ideia de que a vida imita a arte nunca
fez tanto sentido, e assim como avaliou
Oscar Wilde “a vida imita a arte mais do
que a arte imita a vida”. À época, o enredo
que parecia bizarro, se tornou realidade
em 2026: as pessoas estão usando
inteligência artificial para recriar entes
falecidos.
Já na reta final de 2025, uma tendência
um tanto mórbida conquistou a
internet e pessoas têm recorrido a ferramentas
que prometem simular conversas
e interações com quem já morreu,
com recursos visuais, vale destacar. Um
dos exemplos que entrou no radar é o
2Wai, aplicativo que usa IA para criar ‘HoloAvatars’
e permite interações ao vivo
com um avatar digital. Disponível, por
enquanto, apenas nos Estados Unidos, o
app pede que o usuário grave um vídeo
diretamente na plataforma, por cerca de
três minutos, para então gerar o avatar.
Quando a pessoa já faleceu, o sistema
só pode ser criado se houver um vídeo
gravado antes da morte, com a pessoa
falando e se movimentando.
O fenômeno não se limita à curiosidade
tecnológica. Uma pesquisa da ESPM
indica que 25% dos brasileiros aceitariam
conversar com avatares realistas de entes
falecidos, e o mesmo percentual afirma
que se sentiria confortável com essa
experiência. O levantamento, conduzido
pelo Centro de Estudos Aplicados de Marketing
(CEAM), ouviu 267 participantes
que perderam entes queridos recentemente
(nos últimos dois anos) e buscou
entender como o emprego da IA começa
a integrar processos de despedida,
memória e conforto emocional. Quase
40% consideram que os thanabots - serviços
que simulam conversas a partir de
dados, imagens e registros de voz, têm
realismo suficiente para promover interações
simbólicas e críveis; 25% veem
benefícios emocionais na prática.
Uma pesquisa da ESPM indica que 25% dos brasileiros aceitariam conversar com avatares realistas de entes falecidos
Flávio Santino Bizarrias, pesquisador
do estudo e coordenador do CEAM,
observa que o levantamento sugere a
expansão de uma ‘tecnologia emocional’
no imaginário do público. Ao mesmo
tempo, um terço dos participantes ainda
se sente assustado com a ideia da morte,
indicando que a abertura à inovação e
o desconforto com a finitude convivem.
“A pesquisa mostra que os brasileiros
estão mais dispostos a discutir temas
que antes eram evitados e a incorporar
a inovação de forma mais humana. Essa
abertura revela um novo campo de reflexão”,
explicou.
A neurocientista Carol Garrafa aponta
que a procura por IA em situações de fragilidade
não começa pela tecnologia, e
que a busca por conforto emocional em
ferramentas de IA “não é uma busca por
tecnologia, é uma busca por presença,
escuta e cura emocional”. Ela afirma que,
em momentos de dor, perda ou fragilidade,
a previsibilidade da resposta acaba
virando um fator de alívio imediato.
Executivos do ecossistema de comunicação
e dados também apontam
elementos que ajudam a explicar a
formação rápida de vínculos. Mauro Rabello,
VP de business e development na
Innocean Brasil, fala que a chave está na
forma como interpretamos consistência
e linguagem. “Primeiro, vale separar
tecnologia de consciência. IA não pensa,
Freepik
não sente, não tem intenção. Ela apenas
calcula. Opera em cima de padrões estatísticos
de linguagem e nos devolve respostas
com fluidez e coerência”, diz ele,
que no caso de avatares de entes queridos,
acrescenta: “Não estamos falando
de tecnologia, mas de carência. O que a IA
devolve não é a pessoa – mas fragmentos
narrativos, vocabulário, entonações,
lembranças organizadas num ‘jeitão’
que o cérebro reconhece. E, quando isso
encontra saudade, o resto é preenchido
automaticamente.”
Do lado mais técnico, Denys Fehr, CEO
da Just a Little Data, consultoria de Data
Intelligence do ecossistema Biosphera.
ntwk, afirma que o vínculo nasce da ex-
30 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
Rodrigo Pirim/Divulgação Africa Creative
Fotos: Divulgação
Ana Cester: “As marcas têm um papel relevante na produção de sentido”
Carol Garrafa: “Essa relação, embora reconfortante, não é sustentada na realidade”
periência de interação, não de ‘emoção
da máquina’. “Do ponto de vista técnico,
a rápida criação de vínculo emocional
com ferramentas de IA está muito mais
relacionada à experiência cognitiva de
interação do que a qualquer forma de
emoção real da máquina”, explica. Ele
aponta fatores como ‘redução de fricção
emocional’ e previsibilidade. “A IA não
julga, não interrompe, não demonstra
impaciência e está sempre disponível.
Tecnicamente, isso cria um ambiente de
interação previsível, seguro e responsivo”,
detalha.
Fabricio Takahashi, fundador e CEO da
Ruler Studio, também parte do princípio
de que o vínculo antecede a tecnologia.
“A busca pela criação de vínculos emocionais
é constante, pois eles funcionam
como mecanismos que proporcionam segurança,
pertencimento, regulação emocional
e redução da ansiedade”, aponta.
Dindi Coelho, VP de produto da Mutato,
chama atenção para a combinação entre
necessidade humana e contexto de acesso.
“A disposição das pessoas em criar
vínculos emocionais com ferramentas
de IA reflete uma necessidade humana
profunda de conexão e de lidar com
emoções complexas, como o luto, a solidão
ou a busca por compreensão”, alerta.
Ela acrescenta o recorte social à discussão.
“Em contextos como o Brasil, onde
o acesso a terapia e suporte emocional
pode ser limitado, a IA acaba sendo vista
como uma alternativa acessível e prática.
No ‘off’, as pessoas já estão utilizando
essas ferramentas, mesmo que não sejam
especializadas, como uma forma de
apoio emocional”, reflete.
“Não é uma busca
por tecnologia,
é uma busca por
presença”
Dentro Do mercaDo
À medida que essas ferramentas ganham
força, o debate deixa de ser apenas
sobre comportamento individual e
passa a envolver produto, plataformas
e comunicação. Afinal, a mesma IA que
hoje media conversas íntimas também
sustenta chatbots, assistentes e experiências
de marca.
Para Carol Garrafa, o ponto crítico está
na sustentação dessa relação. “O principal
risco é que essa relação, embora
reconfortante, não é sustentada na realidade.
Trata-se de uma construção fictícia
que se organiza a partir do próprio desejo
da pessoa”, alerta.
Rabello, da Innocean, concorda ao
afirmar que o maior risco é confundir simulação
e realidade. “A IA não entende
sofrimento, ambiguidade ou silêncio. Ela
apenas calcula a resposta mais provável
para manter o fluxo da conversa. Quando
marcas posicionam esse tipo de sistema
como ouvinte, conselheiro ou presença
emocional, acabam entrando numa
retratosjmag.julia/Divulgação Mutato
Mauro Rabello: “Vale separar tecnologia de consciência. IA não pensa, não sente”
Dindi Coelho: “A disposição reflete uma necessidade humana profunda de conexão”
jornal propmark - 26 de janeiro de 2026 31
zona cinzenta perigosa.” Dentro do contexto
publicitário, Denys Fehr aproveita
a discussão para reforçar a importância
de impor limites em ações que promovem
interação humana e tecnológica.
“Quando uma marca posiciona a IA como
alguém que ‘escuta’, ‘aconselha’ ou ‘entende’,
ela corre o risco de gerar expectativas
incompatíveis com a real capacidade
do sistema”, ressalta.
A reflexão é compartilhada por Ana
Cester, CDTO da Africa Creative, que acrescenta:
“As marcas têm um papel relevante
na produção de sentido e de cultura,
e devem fazer parte deste território de
tecnologia, mas não podem assumir papéis
que não são delas.”
No campo da comunicação, esse risco
se intensifica quando a IA deixa de
ser apresentada como ferramenta e cria
expectativa ou estabelece vínculos simbólicos.
“Diferente de uma campanha
tradicional, experiências mediadas por
IA não ‘terminam’ quando vão ao ar. Elas
evoluem, aprendem e geram respostas
em tempo real”, relembra Denys.
Fernando Takey, head de dados & insights
da VML, reforça esse ponto. “Quando
uma marca sugere que a IA ‘entende
você’ ou ‘está aqui para te apoiar’, eleva
expectativas em um território sensível,
em que qualquer resposta inadequada
em momento de vulnerabilidade pode
gerar um dano reputacional muito maior
do que um simples erro funcional”, disserta
ele, que ainda cita risco ético, risco
de viés e desinformação, além do risco
regulatório ligado a transparência, dados
e limites.
Para Takahashi, da Ruler Studio, essas
iniciativas “exigem uma atuação
responsável, orientada por pesquisas,
boas práticas e avaliação de riscos, com
o compromisso de não causar danos às
pessoas”. Ele defende que experiências
devem ser integradas a uma rede humana:
“Cabem às agências desenharem
experiências em que a IA atue de forma
integrada a uma rede de profissionais
humanos qualificados, capazes de acompanhar,
intervir e dar suporte em situações
emocionalmente sensíveis”, diz o
executivo.
Na Mutato, Dindi Coelho também
enfatiza a supervisão e educação sobre
limites. “As agências têm a responsabilidade
de garantir que a IA seja usada
como ferramenta complementar, sempre
com supervisão humana para validar
e interpretar interações, ainda mais em
contextos sensíveis.” Ela acrescenta a
importância de “consentimento explícito
para o uso de dados” e de colaboração
com especialistas em saúde mental e
ética.
Fernando Takey: “Eleva expectativas em um território sensível”
Já Flavio Waiteman, fundador e CCO
da Tech & Soul, coloca o tema em uma
lógica de maturação e percepção pública,
com pêndulo de aceitação. Para ele, o
momento é positivo, mas o risco de tornar
a relação entre anunciante e cliente
‘impessoal’, pode aparecer com um movimento
‘anti-IA’. “O risco é se distanciar
das pessoas que fazem parte de todo o
processo. Virar uma marca impessoal.
Toda inovação tem um pêndulo de aceitação,
estamos no momento de euforia e
o pêndulo está de um lado. O tempo vai
dizer como a IA vai evoluir e a anti-IA vai
aparecer com certeza, levando o pêndulo
para o lado oposto”, explica.
“É difícil medir as consequências,
principalmente a longo prazo, dessas
mediações emocionais por meio da IA.
Mas a responsabilidade, transparência e
confiabilidade são necessárias em todos
os trabalhos, seja os que trazem a IA para
Denys Fehr: “Está muito mais relacionada à experiência”
“O acesso a
terapia e suporte
emocional pode
ser limitado, a
IA acaba sendo
vista como uma
alternativa”
Flavio Waiteman: “Virar uma marca impessoal”
Fotos: Divulgação
esse contexto ou não”, finaliza Waiteman.
As plAtAformAs
Enquanto tendências e produtos
testam fronteiras emocionais, cresce
também a pressão para que plataformas
estabeleçam um ambiente digital
mais seguro para os usuários. No fim
de 2025, a OpenAI anunciou ajustes no
ChatGPT para lidar com conversas sensíveis,
após colaborar com especialistas
em saúde mental, reforçando respostas
empáticas, estímulos à busca por apoio
no mundo real e limites para interações
que possam gerar dependência emocional.
Segundo a empresa, a iniciativa
inclui critérios mais rígidos de identificação
de risco, protocolos de resposta em
contextos de vulnerabilidade e diretrizes
voltadas a reduzir a transferência de funções
de cuidado para sistemas automatizados.
Edu Vieira/Studio Aram/divulgação Ruler Studio
Fabricio Takahashi: “Eles funcionam como mecanismos”
32 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
Out of Home
A MÍDIA QUE MAIS CRESCE NO BRASIL
Central de Outdoor realiza OOH Summit
Brasil 2026 entre 17 e 19 de março em SP
Pela primeira vez, entidade faz esse formato de evento, que substitui
sua tradicional convenção nacional para ampliar oportunidades ao setor
Fabi Soriano e Halisson Pontarolla lideram a realização do OOH Summit Brasil 2026
Alê Oliveira
O
OOH Summit Brasil 2026, novo formato
da tradicional convenção nacional
da Central de Outdoor, será
realizado de 17 a 19 de março de 2026, no
Villa Blue Tree, em São Paulo. O evento
reunirá lideranças, especialistas e profissionais
do setor em três dias dedicados
à troca de conhecimento, debates
estratégicos, apresentação de cases e
momentos de networking, conectando
diferentes visões sobre o futuro da mídia
exterior no país.
Halisson Pontarolla, presidente da
Central de Outdoor, afirma que a realização
do evento em São Paulo e a escolha
do formato summit representam um movimento
importante para o fortalecimento
do mercado. “Ao levar o evento para
São Paulo, ampliamos as oportunidades
de troca, inovação e negócios, conectando
ainda mais os principais players
do setor. A mídia OOH vive um momento
de transformação e crescimento, e o
OOH Summit Brasil chega para consolidar
esse cenário, reafirmando o papel da mídia
exterior no ecossistema da comunicação”,
afirma.
Segundo Fabi Soriano, diretora-executiva
da Central de Outdoor, o OOH Summit
reforça o compromisso da entidade em
preparar o out of home para os próximos
desafios.
“A mídia exterior passa por uma evolução
contínua, cada vez mais integrada
a dados, tecnologia e novas dinâmicas de
consumo. O OOH Summit será um espaço
para refletirmos sobre essas transformações
e avançarmos juntos na construção
de um mercado mais estruturado e relevante”,
destaca ela.
Com ação elaborada pela WBP, Prevent
Sênior adesiva táxis no Rio de Janeiro
A estratégia também contou com 250 placas de rua distribuídas
em pontos de grande circulação e a adesivação do VLT da cidade
A
agência de marketing digital
WBP amplia atuação e realiza sua
primeira ativação out of home,
inaugurando frente de publicidade e
propaganda. O trabalho foi criado para
a Prevent Sênior no Rio de Janeiro.
O objetivo da marca era continuar
com o seu crescimento na região, aumentando
a visibilidade e reforçando
o seu posicionamento de liderança. “A
meta estabelecida com a Prevent Sênior
foi fortalecer a presença e a participação
no estado, impulsionando o funil de
aquisição e a lembrança da marca”, diz a
sócia-diretora da WBP, Beatrice de Castro.
Para atingir a meta, 550 táxis foram
adesivados interna e externamente.
patrocínio
O plano incluiu a adesivação interna e externa de 550 táxis que circulam no estado
Divulgação
Além disso, 250 placas de rua foram
distribuídas em pontos de grande circulação,
bairros estratégicos e vias de alto
fluxo. “Também envelopamos o VLT da
cidade, transformando o transporte em
uma experiência sensorial, onde cada
porta representava um ambiente do hospital,
fazendo com que o passageiro se
sentisse dentro de um espaço da Prevent
Sênior”, destaca a executiva.
A ativação para o plano de saúde no
Rio de Janeiro marca o reposicionamento
de mercado da WBP, que tem 16 anos
de história e passa a operar como uma
agência de comunicação integrada, oferecendo
serviços para criar, produzir e
veicular campanhas on e offline.
jornal propmark - 26 de janeiro de 2026 33
negócios &
sustentabilidade
Alê Oliveira
Marketing verde sem
voto não para em pé
Ricardo Esturaro
é escritor, administrador de empresas
e especialista em marketing, estratégia
e sustentabilidade
ricardo@esturaro.com
Ricardo Esturaro
Até pouco tempo, a Suécia era a referência global
da agenda climática. Porém, uma reportagem
recente da Bloomberg Green expôs uma virada
improvável: o país está recuando de suas ambições
ambientais. Esse movimento não é apenas um fracasso
de política pública, ele expõe uma falha estrutural
de engajamento e comunicação: a incapacidade do
ambientalismo de se conectar com a vida real das pessoas
comuns.
A imagem é simbólica. Seis anos atrás, a praça em
frente ao Parlamento sueco fervilhava com manifestantes
liderados por Greta Thunberg, pressionando por
ações concretas. Hoje, restam dois ativistas, um cartaz
de papelão e quase nenhuma atenção pública. A energia
se dissipou, levando com ela a tração social.
O movimento verde se fortaleceu dominando debates
públicos e fóruns internacionais, mas ignorou um
princípio básico da democracia e do marketing: discurso
que não vira voto não sustenta política pública e produto
que não gera valor percebido não engaja o cliente.
Na Suécia — país rico, com energia limpa barata e infraestrutura
sólida — essa desconexão cobrou seu preço.
As emissões voltaram a subir e ‘unicórnios’ verdes, como
a fabricante de baterias Northvolt, colapsaram sem resgate
estatal. O resultado é a insegurança dos investidores
e o recuo dos políticos, temerosos diante do custo
eleitoral da agenda ambiental.
Criou-se um vácuo rapidamente ocupado por narrativas
conservadoras e populistas. Enquanto o discurso verde
falava em sacrifício, custo e restrição, os opositores
prometiam proteger o bolso do cidadão. O ambientalismo
falou para convertidos, criou uma bolha de consenso
ético, mas perdeu a batalha da persuasão de massa.
Essa miopia também contamina o mundo corporativo,
exemplificada na eterna discussão sobre os ODS da ONU.
Trata-se de um leque amplo, genérico e pouco hierarquizado
de metas. Funcionam bem como mapa conceitual,
mas são frágeis como agenda de ação. Para o cidadão
comum e para o consumidor são uma sopa de letrinhas.
Para muitas empresas, viraram um checklist de comunicação,
não um plano estratégico. O problema não é aderir
aos ODS, é tentar abraçar tudo sem foco. Quando tudo
é prioridade, nada é.
Sustentabilidade exige escolhas difíceis e contexto
local. No Brasil, avanços reais em saneamento básico,
gestão de lixo, educação e acesso à água produziriam
impactos muito mais profundos do que metas abstratas.
Isso melhoraria a saúde pública, protegeria ecossistemas
e elevaria a qualidade de vida de milhões. A equação
é implacável: discurso verde não se converte em
voto; onde não há voto, não há sustentação política. Sem
sustentação, a segurança jurídica evapora e o capital privado
foge. A transição verde exige trilhões e riscos que
o mercado não assume sozinho. Mas o Estado só banca
essa conta se houver respaldo e pressão nas urnas.
Isso coloca o ano de 2026 sob os holofotes. Será um
divisor de águas geopolítico, com eleições gerais no Brasil
e midterms nos EUA. Se a pauta sustentável chegar
às urnas apenas como sinônimo de “custo de vida mais
alto”, sofrerá derrotas que atrasarão a agenda em décadas.
O ambientalismo confundiu relevância cultural
(hype) com capital político real. Ganhou manchetes,
mas perdeu a disputa pelo senso comum. Se quiser sobreviver,
o movimento precisa mudar a chave: menos
catequese, mais pragmatismo; menos abstração global,
mais benefício local; menos culpa, mais conveniência.
Sustentabilidade só vira política pública quando melhora
a vida agora. No próximo artigo, vamos analisar
como esse mesmo erro de miopia está custando caro
para marcas e empresas e como transformar o discurso
sustentável em valor real para o consumidor.
“Sustentabilidade só
vira política pública
quando melhora a
vida agora”
34 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
inspiração
Lições do jiu-jitsu
para os negócios
Há quem diga que aprendemos errando, mas, no meu caso,
as maiores lições vieram do tatame
Edson Alves
Especial para o PROPMARK
Empreender exige determinação, mas aprendi ao longo da minha trajetória
empreendedora que tão importante quanto, é manter a paciência e saber o
momento certo de tomar decisões.
Há quem diga que aprendemos errando, mas, no meu caso, as maiores lições
vieram do tatame. Luto jiu-jitsu há quatro anos e é ali, no chão do tatame, que
recebo os aprendizados mais valiosos para os negócios.
Mas eu não aprendi isso logo “de cara”. Quando decidi empreender, imaginei
que a jornada seria feita, a princípio, apenas de coragem. Foi depois de algum tempo
que eu encontrei na luta as respostas que eu precisava para agir dentro dos
negócios.
Entre quedas, ajustes e respirações profundas, a disciplina dessa arte suave
carrega princípios universais que moldaram minha forma de liderar, decidir e perseverar.
Neste artigo quero compartilhar algumas lições de como o jiu-jitsu me ajuda a
vencer como empreendedor todos os dias.
Resiliência: aprender a levantar todas as vezes que for preciso. No jiu-jitsu, cair,
ser finalizado e, principalmente, levantar, fazem parte da prática. No empreendedorismo,
não é diferente. A cada obstáculo, percebi que não era o impacto da queda
que determinava meu futuro, mas sim minha capacidade de reorganizar o pensamento,
respirar e tentar novamente.
O tatame me ensinou a lidar as frustrações com mais resiliência e a transformar
cada erro em informação, não em derrota.
Agir no tempo certo: atacar, recuar ou apenas esperar. Uma das grandes lições
do jiu-jitsu é o timing. Você pode conhecer as técnicas, ter força e preparo, mas se
atacar no momento errado, a oportunidade se perde e às vezes você se expõe mais
do que deveria.
No empreendedorismo, entendi que não existe vitória na pressa, mas sim no
entendimento do contexto.
Há momentos de expansão, de observação e de ajuste silencioso para se preparar.
Paciência nos ensina a saber a hora certa de agir e, assim, se tornar um empreendedor
que sabe diferenciar um movimento eficiente de uma decisão precipitada.
Tenha calma sob pressão: o poder de respirar quando tudo aperta. Quem já ficou
encurralado em uma luta sabe que a pior coisa a se fazer é entrar em pânico.
Nessas horas, o controle emocional é o que abre espaço para pensar, encontrar
brechas e virar o jogo. Crises chegam para todo tipo de negócio. O jiu-jitsu me ensinou
que manter a calma é a estratégia mais valiosa, pois é a habilidade de proteger
a própria ação, analisar cenários e tomar decisões mais assertivas.
Evolução contínua: ser melhor a cada dia. No tatame, ninguém escala a faixa
da noite para o dia. A evolução que parece lenta é, na verdade, uma construção
constante ancorada em disciplina e perseverança. E o que seria empreender se não
acreditar nos pequenos avanços, valorizar os aprendizados diários e adquirir a consciência
de que excelência é uma prática contínua?
Respeito e humildade: as bases de qualquer jornada. A luta ensina respeito ao
professor, ao parceiro de treino, ao iniciante e ao mais experiente.
No mundo dos negócios, isso se traduz em conexões genuínas, na escuta ativa
e na humildade necessária para aprender sempre, até mesmo - e arrisco a dizer
principalmente - com quem acabou de começar.
Finalizo dizendo que o jiu-jitsu não transformou apenas meu corpo, transformou
minha mentalidade. Foi no tatame que aprendi a cair sem medo, atacar com intenção,
esperar com sabedoria e caminhar com disciplina.
Hoje, minha jornada no empreendedorismo - e no jiu-jitsu - continuam em processo
de evolução, levo as lições do tatame para os negócios com a convicção de
que os maiores triunfos acontecem quando a mente está afiada e o coração está
firme, mesmo sob pressão.
Edson Alves, CEO da Ikatec
Fotos: Unsplash e Divulgação
jornal propmark - 26 de janeiro de 2026 35
opinião
Divulgação
O sexto poder -
a comunicação na
era dos algoritmos
Flavio Ferrari
é fundador do hub SocialData,
professor na ESPM e autor do livro ‘O
sexto poder – algoritmos, inteligências
artificiais e reputação digital’
Flavio Ferrari
No século XXI, o “código” é a lei. Nossa identidade
e influência são cada vez mais mediadas por plataformas
digitais, e a reputação — um dos ativos
mais antigos e valiosos da humanidade — migrou do pátio
da aldeia para o infinito espaço cibernético.
Qualquer análise contemporânea sobre comunicação
será fundamentalmente incompleta caso ignore essa
nova e formidável força que rege nosso ecossistema de
informação.
Os algoritmos formam uma infraestrutura invisível
que hoje organiza a informação, atuando como mediadora
das interações sociais e, em última análise, governando
a visibilidade e o valor no mundo digital.
Mas por que o sexto poder?
Temos os três poderes fundamentais da democracia,
postulados por Montesquieu, em ‘O Espírito das
Leis’(1748): Executivo, Legislativo e Judiciário.
A imprensa foi introduzida como o quarto poder por
Edmund Burke no século XVIII, que capturou o papel da
mídia como uma força externa de vigilância dos três poderes
formais.
Mais recentemente, com a popularização da internet
e das redes sociais, surgiu o quinto poder, também
informal: a própria opinião pública, agora digitalmente
amplificada e organizada, um conceito desenvolvido
por William H. Dutton e pesquisadores do Oxford
Internet Institute.
No cenário global de crises e reconfigurações sociais
e geopolíticas, aparece o sexto poder: os algoritmos e,
mais especificamente, as inteligências artificiais (IAs)
conversacionais.
Diferente dos cinco anteriores, este poder informal
não emana de atores humanos. Sua natureza é algorítmica,
sua escala é planetária e sua operação é, em grande
medida, opaca.
Por um lado, ao sintetizar vastas quantidades de informações
produzidas pela humanidade e apresentá-las de
forma reflexiva, as IAs podem ser uma poderosa ferramenta
para conectar saberes e instigar o pensamento crítico.
Por outro lado, essa mesma capacidade de síntese as
torna, potencialmente, um vetor sem precedentes para
a manipulação social, preocupação que vem sendo alvo
de infindáveis discussões por todo o planeta.
A relação paradoxal com o quarto poder é um ponto
curioso desse novo cenário.
Ao elegerem, por critérios técnicos de confiabilidade
e verificabilidade, os veículos de imprensa tradicionais
como fontes primárias para suas respostas, os algoritmos
estão, de fato, reafirmando a autoridade, a credibilidade
e a relevância do jornalismo profissional.
Entretanto, ao entregarem uma resposta direta e
sintetizada, a partir da consulta dessas fontes, desestimulam
a visita direta aos sites-fonte.
Num futuro muito próximo, já em curso, as IAs serão os
principais agentes de construção da reputação das marcas.
A era das IAs conversacionais prioriza a qualidade, a
autoridade e a confiança, um retorno aos princípios mais
fundamentais do branding que foram temporariamente
eclipsados pela promessa de resultados imediatos.
Num futuro muito
próximo, já em curso, as
IAs serão os principais
agentes de construção
da reputação das marcas
36 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
click do alê
Alê Oliveira
aleoliveira@propmark.com.br
Alê Oliveira
Bandeiras da cidade de
São Paulo, do Brasil e do
estado de São Paulo
Parabéns, São Paulo!
No dia 25 de janeiro, a capital brasileira da publicidade comemora 472 anos. São Paulo é reconhecida como o coração da publicidade no Brasil, sendo o centro de negócios onde
se originaram as primeiras escolas do setor e onde estão grandes talentos, marcas, agências e alguns dos eventos mais importantes e lucrativos do país. Isso cria um caldeirão
multicultural que inspira o mercado da comunicação.
Fotos: Divulgação
Luiza Cabral, Alessandra Azevedo, Erika da Silva Moura, Andrey Eduardo Oliveira
Conceição, Rafaela Alegria, Alvaro Aoas (CBB), Kerline Farias Cardoso Leite, Rubens
Neto (Grupo Boticário), Leonardo Gomes Venâncio e Iamonike Helena Silva
Álvaro Aoas (Camarote Bar Brahma) e Rubens Neto, gerente de marketing regional
do Grupo Boticário, com Thelminha e Simone Sampaio, respectivamente madrinha e
porta-voz do Camarote Bar Brahma 2026
Camarote Bar Brahma promove esquenta pré-Carnaval
O Camarote Bar Brahma (CBB), maior camarote carnavalesco de São Paulo, realizou, no último sábado (17), seu tradicional Esquenta CBB, reunindo convidados, imprensa, parceiros
e personalidades em uma tarde marcada por música, gastronomia e celebração. O evento aconteceu no icônico Bar Brahma, na esquina das avenidas São João e Ipiranga,
no centro da capital, antecipando o clima do Carnaval 2026. A ocasião também marcou o anúncio de uma parceria inédita com O Boticário, que, pela primeira vez, patrocina um
camarote de Carnaval em São Paulo e estreia como marca parceira do CBB, reforçando a conexão entre beleza, cultura e entretenimento. “O Esquenta é sempre um momento
muito especial para nós, porque marca o início do que estamos construindo para o próximo Carnaval. É quando conseguimos dividir com parceiros, imprensa e convidados um
pouco da visão e do cuidado que colocamos em cada edição. Anunciar uma parceria inédita com O Boticário reforça esse movimento constante de evolução do CBB, que busca se
reinventar a cada ano sem perder sua essência e sua conexão com o público”, afirma Caire Aoas, sócio da Diverti, empresa do Grupo DVT responsável pelo evento. Rubens Neto,
gerente de comunicação regional do Grupo Boticário, destaca o Carnaval como um território cultural consolidado em São Paulo. “Há alguns anos, O Boticário constrói uma presença
consistente no Carnaval paulista, e a participação no Camarote Bar Brahma é parte desse movimento contínuo, que fortalece uma conexão já reconhecida pelo consumidor.
Estar nesse território é reforçar um vínculo genuíno com os paulistanos, valorizando experiências que despertam emoção, proximidade e identificação em um momento tão
simbólico”, comenta o executivo.
jornal propmark - 26 de janeiro de 2026 37
última página
Alê Oliveira
A era das antigas
inovações
Stalimir Vieira
é diretor da Base de Marketing
stalimircom@gmail.com
Stalimir Vieira
O
olhar do rapaz é radiante, sua voz entusiasmada
e segura, ele faz pausas misteriosas, sem abandonar
o sorriso de dentes muitos alvos e bem
alinhados. O discurso escala para uma espécie de apoteose.
Antes de falarmos sobre o job (eita palavrinha que ficou
difícil de usar hoje em dia) para que fui contratado, ele
resolveu me mostrar uma “inovação desenvolvida e adotada
pela agência, uma metodologia própria, inédita, verdadeira
revolução das relações entre agência e cliente”.
Está tomado pelo êxtase de liderar o time que desenvolveu
a ferramenta e sente-se entrando para a história
da publicidade brasileira, passando a compor o panteão
dos deuses do negócio.
Eu gostaria de estar sendo mais político (afinal, a remuneração
é bastante boa), e acenar positivamente a
cabeça, abrir um sorriso admirado ou, pelo menos, torcer
a boca e erguer as sobrancelhas, com ar de surpresa.
Mas estou travado e cada argumento dele para suportar
a força de novidade do que expõe, faz os meus
maxilares parecem fundir-se e meus lábios, anestesiarem,
o que me impede de criar, convenientemente, as
minhas próprias feições.
Ele deve ter pressentido algo e seu olhar desvia para
os demais. Eu, provavelmente, estava com uma cara
assustadoramente neutra, imagino. Uma neutralidade
honesta, mas imprópria para o momento.
Ele agora fala para os outros. Mas não é a mesma coisa:
os outros são colegas da própria agência, entusiastas
ideológicos do “recurso inédito desenvolvido”. Quando,
de fato, queria demonstrar para o antigo profissional (a
quem sempre admirou, me disse na chegada), que as
coisas mudaram, que hoje as exigências são diferentes
e que as agências à frente do seu tempo precisam ter
modelos proprietários para trabalhar.
Fico aliviado quando a apresentação termina, nos
despedimos e continuo por lá, agora tratando da minha
tarefa. Enfim, o que eu gostaria de registrar aqui, narrada
essa experiência ficcional, é que estou com a sensação
de que existe um gap intergeracional na publicidade.
É como se, em algum momento do processo contínuo
e evolutivo da atividade, um elo tenha se rompido e, com
isso, um tanto de memória se perdido.
Por exemplo, a palavra “imersão”, tão popular nos
anos 1990. De repente, é citada, como se nunca houvesse
sido pronunciada antes, em ambientes não afeitos a
mergulhadores.
E surpreendentemente (para quem tem mais tempo
de profissão) anunciada como inovação. Nada contra
ressuscitá-la, caso esteja em desuso, mas seria saudável
que a adoção fosse tratada como um resgate necessário
e apropriado ao momento.
O que se torna assustador é o convencimento coletivo
de que a proposta está sendo apresentada pela primeira
vez. O que cria um paradoxo existencial estranho,
entre representantes de duas gerações: os que sabem
que não há nada de novo e os que não sabem.
Curioso, ainda, é que toda a cadeia de interesses envolvidos,
em muitos casos mesmo sabendo que não há
nenhuma originalidade em pauta, compra o discurso, sem
compromisso com a história, mesmo sendo a história de
alguém de tamanha respeitabilidade, como Bill Bernbach.
“Estou com a
sensação de que
existe um gap
intergeracional na
publicidade”
38 26 de janeiro de 2026 - jornal propmark
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