Industrial_281Dupla OPS
18,20,22,24,26,30,32,34,36,38,42,43,44,47,48,50,54,56,61,62,65,66,68,70,74
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ENTREVISTA: empresário José Antônio Baggio conta como teve início a maior empresa de pisos do país
INOVAÇÃO EM PROJETOS,
PROCESSOS E MÁQUINAS
OITO DÉCADAS COMO REFERÊNCIA NA
FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA
BENEFICIAMENTO DE MADEIRA
INNOVATION IN DESIGNS,
PROCESSES, AND MACHINES
EIGHT DECADES AS A BENCHMARK IN THE
MANUFACTURE OF WOOD PROCESSING EQUIPMENT
1956-2026
Com orgulho de suas raízes brasileiras, a Mendes Máquinas levou sua tecnologia, conhecimento
e capacidade industrial além das fronteiras. A atuação internacional é resultado de uma
trajetória construída com investimento contínuo, evolução tecnológica e confiança mútua,
refletindo o reconhecimento da qualidade e da consistência de suas soluções em diferentes
mercados ao redor do mundo.
AMÉRICA DO NORTE
Estados Unidos
AMÉRICA CENTRAL
México
Guatemala
AMÉRICA DO SUL
Venezuela
Peru
Bolívia
Chile
Uruguai
Curitibanos - SC
OCEANIA
Austrália
Argentina
Nova Zelândia
De uma pequena oficina dedicada à manutenção de máquinas,
fundada em 11 de janeiro 1956, à posição de líder absoluta em
tecnologia e soluções turn-key para serrarias na américa latina, a
trajetória da Mendes Máquinas é marcada por trabalho, dedicação.
Em 2026, celebramos 70 anos de história, um marco que conecta passado e presente, evidenciando a evolução
de uma empresa familiar, hoje em sua terceira geração, que soube crescer preservando sua identidade.
Ao longo desse caminho, cada desafio enfrentado trouxe aprendizados que moldaram nossa forma de atuar e
de nos relacionar com o mercado. A humildade para aprender, a honestidade nas relações, o compromisso
com a qualidade e a construção da confiança tornaram-se princípios inegociáveis da Mendes Máquinas. Esses
valores sustentam nossas decisões, orientam nossos processos e fortalecem a credibilidade construída ao
longo do tempo.
Expressamos nosso mais sincero agradecimento a todos os clientes, fornecedores, colaboradores e
parceiros que acreditam em nossa missão e contribuem diariamente para o fortalecimento da família
Mendes Máquinas. Essa trajetória não seria possível sem o empenho coletivo, a confiança e o
comprometimento de todos que fazem parte dessa história.
Juntos, seguimos construindo um legado de excelência, confiança e inovação para os próximos anos,
honrando o passado, fortalecendo o presente e projetando o futuro de uma empresa que há 70 anos
cresce com responsabilidade, propósito e visão.
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SUMÁRIO
INDUSTRIAL
2026
40
46
64
52
ANUNCIANTES DA EDIÇÃO
MADEIRA
SUMÁRIO
08
ABB Wood Brazil 33
Aimex 57
Arte Diamante 76
Contraco 27
CPM 31
DRV Ferramentas 23
EHW do Brasil 15
Engecass 61
ForMóbile 37
Gaidzinski 49
Impacto Máquinas 75
Incomac 67
J de Souza 71
Lignum Latin America 2026 73
Máquinas Águia 29
Mendes Máquinas 02
Minimax 17
Mion & Mosole 13
MSM Química 25
Omil 39
Pika Retech 19
Pika Retech 35
Plantag do Brasil 69
Pole Cola 55
Rotteng 04
Springer 09
SVJD Robotics 06
Taiwan Trade Center 63
Timbermaq 11
Top Solid 21
Woodflow 51
referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
10 Editorial
12 Cartas
14 Bastidores
16 Notas
26 Aplicação
28 Frases
30 Entrevista
40 Principal 80 anos de evolução
46 Mercado
52 Marcenaria
58 Feira
64 Artigo
72 Agenda
74 Espaço Aberto
Toras
Madeira
serrada
Sawbox
Automação
www.springer.eu
Robótica
Serviços
técnicos
EDITORIAL
PRODUÇÃO
QUE ATRAVESSA
GERAÇÕES
A
busca de soluções e de mercados é o
caminho seguido pelas empresas para se
manter na atividade e evoluir. A trajetória
de 80 anos da Máquinas OMIL, reportagem
de capa da primeira edição de 2026 da
revista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL, é mais um
exemplo que temos o orgulho de trazer para nossos leitores.
Reconhecida no setor madeireiro pelo desempenho
de suas máquinas, a empresa segue em constante
atualização integrando tecnologias e mantendo contato
próximo com seus clientes. Na editoria de Entrevista,
o empresário José Antônio Baggio, conta a história de
fundação da Indusparquet, empresa nacional referência
internacional na produção de pisos de madeira. Em
outra matéria especial, reportamos a evolução do Grupo
Benevides que assumiu a fábrica da Tramontina em
Belém (PA) e os preparativos para a ForMóbile 2026. Desejamos
a todos uma ótima leitura e um ano novo cheio
de conquistas!
PRODUCTION THAT
SPANS GENERATIONS
T
he search for solutions and markets is the
path that companies follow to stay in business
and evolve. The 80-year history of
Máquinas OMIL, the subject of the cover
story in the first 2026 issue of REFERÊNCIA
Madeira Industrial, is another example we are proud to
share with our readers. Recognized in the woodworking
industry for the performance of its machines, the Company
continues to update its technology and maintain
close contact with its customers. In the Interview Section,
businessman José Antonio Baggio recounts the
founding of Indusparquet, a Brazilian company that has
become an international benchmark in the production
of wood flooring. In another special article, we report on
the Benevides Group’s takeover of the Tramontina Belém
(PA) factory, and the preparations for ForMóbile. We wish
everyone pleasant reading and a new year full of achievements!
10 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
NA CAPA
A CAPA DESTA EDIÇÃO
DESTACA OS 80 ANOS DA
MÁQUINAS OMIL, REFERÊNCIA
NO SETOR MADEIREIRO
EXPEDIENTE
ANO XXVIII - EDIÇÃO 281 - FEVEREIRO 2026
Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado
fabiomachado@revistareferencia.com.br
Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.
bartoski@revistareferencia.com.br
ASSINATURAS
0800 600 2038
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GARANTIDA GARANTEED
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº281 • Fevereiro 2026
ENTREVISTA: empresário José Antônio Baggio conta como teve início a maior empresa de pisos do país
INOVAÇÃO EM PROJETOS,
PROCESSOS E MÁQUINAS
OITO DÉCADAS COMO REFERÊNCIA NA
FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA
BENEFICIAMENTO DE MADEIRA
Redação / Writing
Gisele Rossi
jornalismo@revistareferencia.com.br
Depto. de Criação / Graphic Design
Fabiana Tokarski / Supervisão
Aime Cristine Lim
Letícia Stefanello
criacao@revistareferencia.com.br
Depto. Comercial / Sales Departament
Gerson Penkal
comercial@revistareferencia.com.br
fone: +55 (41) 3333-1023
Tradução / Translation - John Wood Moore
Depto. de Assinaturas / Subscription
assinatura@revistareferencia.com.br
José A. Ferreira
(41) 99203-2091
INNOVATION IN DESIGNS,
PROCESSES, AND MACHINES
EIGHT DECADES AS A BENCHMARK IN THE
MANUFACTURE OF WOOD PROCESSING EQUIPMENT
Veículo filiado a:
A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e
consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos
governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao
segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por
conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de
responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco
de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-
FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,
exceto para fins didáticos.
Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and
consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,
governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based
segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,
articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The
use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs
and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without
the written authorization of the holders of the authorial rights.
ENTREVISTA: Patrick Afornali, premiado no Salão Design, destaca importância das madeiras alternativas
CARTAS
CARTAS
CAPACITAÇÃO
Por Claúdio dos Santos –
Mafra (PR)
CAPA DA EDIÇÃO 280 DA
REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE DEZEMBRO DE 2025
PRINCIPAL
Por César Batistela –
São Paulo (SP)
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVII • Nº280 • Dezembro 2025
A ATUAÇÃO DA ABIMCI
FRENTE AOS DESAFIOS
DE 2025
EM UM ANO DE BARREIRAS COMERCIAIS, TAXAÇÕES E
REGULAÇÕES, A ABIMCI CONDUZIU AÇÕES TÉCNICAS E
INSTITUCIONAIS PARA APOIAR A INDÚSTRIA MADEIREIRA
ABIMCI’S RESPONSE TO
THE CHALLENGES OF 2025
IN A YEAR MARKED BY TRADE BARRIERS, TAXES, AND
REGULATIONS, ABIMCI TAKES TECHNICAL AND INSTITUTIONAL
ACTIONS TO SUPPORT THE TIMBER INDUSTRY
A Abimci tem sido incansável na defesa do setor.
Parabéns pela reportagem que descreveu as
dificuldades enfrentadas no último ano.
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produção no setor. Com
certeza, quem participou
do curso saiu sabendo
muito mais.
Foto: divulgação/Connect Serrarias
TARIFAS,
INVESTIGAÇÕES
E MEDIDAS PROTECIONISTAS:
COMO 2025 DESAFIOU O
SETOR DE MADEIRA BRASILEIRO
ABIMCI INTENSIFICOU
A ATUAÇÃO NA DEFESA DE
INTERESSES E REFORÇOU
PROGRAMAS DE CERTIFICAÇÃO
PARA MANTER A COMPETITIVIDADE
DO PRODUTO NACIONAL.
TARIFAS INÉDITAS,
PROCESSOS E
INVESTIGAÇÕES
INTERNACIONAIS
COLOCARAM EM RISCO O ACESSO
AOS PRINCIPAIS MERCADOS DO
SETOR MADEIREIRO BRASILEIRO,
EXIGINDO UMA AMPLA MOBILIZAÇÃO
TÉCNICA E INSTITUCIONAL DA
ABIMCI PARA A MANUTENÇÃO
DA COMPETITIVIDADE
Foto: divulgação
Foto: Emaneol Caldeira
Foto: Victória Lopes/Ascom SES
MARCENARIA
Por Margareth Bastos –
Criciúma (SC)
PRÊMIO REFERÊNCIA
MELHORES DO ANO!
Realmente a marcenaria
é uma atividade
transformadora. Considero
uma importante iniciativa
para a sociedade a
produção de produtos por
apenados.
Por Marcondes da Costa
– Cuiabá (MT)
Parabéns aos vencedores e à Revista
REFERÊNCIA pela idealização do prêmio. É
um importante incentivo para o setor.
Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os
e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.
As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é
fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.
12 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:
jornalismo@revistareferencia.com.br
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A REVISTA REFERÊNCIA ATRAVÉS DO COMERCIAL GERSON PENKAL E
DO DIRETOR COMERCIAL FÁBIO MACHADO, ESTIVERAM EM RIO DO SUL
(SC) VISITANDO A EMPRESA H BREMER, DA DIRETORA LILIAN BREMER E
DO MARKETING BRENDA VIEIRA. NA OPORTUNIDADE, A REUNIÃO FOI DE
PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DE MARKETING EM COMEMORAÇÃO AOS
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RECEBEMOS NA JOTA EDITORA A EQUIPE DA EMPRESA SVJD
ROBOTICS, QUE PARTICIPARAM DO PODCAST REFERÊNCIA ESPECIAL
SOBRE A INCLUSÃO DE ROBÔS EM SERRARIAS. EM BREVE NO
CANAL DO YOUTUBE DA REVISTA REFERÊNCIA.
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PRESENTE EM MAIS DE 20 PAÍSES, 4 CONTINENTES
CRESCE MOVIMENTO NOS
PORTOS DO RIO GRANDE DO
SUL
JUROS SÃO O PRINCIPAL
PROBLEMA
ALTA
14 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
Os portos públicos do Rio Grande
do Sul, localizados nas cidades de
Rio Grande (RS), Pelotas (RS) e Porto
Alegre (RS) movimentaram, entre
janeiro e novembro de 2025, um
total de 42.373.432 toneladas. Trata-
-se do maior volume registrado desde
2021, com crescimento de 3,01%
em relação ao mesmo período de
2024 e de 2,30% frente a 2023. A
consolidação dos dados destaca
o papel da infraestrutura portuária
gaúcha no suporte à produção
agrícola, industrial e à exportação
de commodities. Entre os produtos
que registraram crescimento estão
a celulose, com 3,8 milhões de toneladas
e alta de 13,67%.
BAIXA
Oito em cada dez empresas
industriais que enfrentaram
dificuldades para obter crédito
apontam os juros elevados
como o principal obstáculo.
É o que mostra a Sondagem
Especial número 98 – Condições
de Acesso ao Crédito
em 2025, pesquisa realizada
pela CNI (Confederação
Nacional da Indústria) com o
apoio da ABDE (Associação
Brasileira de Desenvolvimento).
Segundo a pesquisa,
80% dos empresários que
afirmaram ter dificuldade na
obtenção de crédito de curto
ou médio prazo apontam os
juros altos como o maior entrave
para o financiamento.
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NOTAS
PODCAST REFERÊNCIA
O Podcast REFERÊNCIA começou
sua temporada 2026 com a qualidade
que já marca os seus dois anos de
trajetória. O convidado recebido nesse
primeiro episódio foi Daniel Woiski
(foto ao lado), CEO da Solida Brasil
Madeiras, empresa de Rio Negrinho
(SC). Daniel é engenheiro elétrico
formado pela UTFPR (Universidade
Federal Tecnológica do Paraná), pós-
-graduado Administração industrial em
pela UFPR (Universidade Federal do
Paraná) e MBA em gestão empresarial
pela PGV (Fundação Getúlio Vargas).
O programa comprou com o apoio da
Dallabona Máquinas e Lion&Mosole.
Daniel abre o programa contando
como chegou ao segmento industrial
da madeira de forma até surpreendente,
em um convite, por sua experiência
em engenharia, para a construção de
uma serraria. “Um headhunter me convidou
para fazer todo o projeto dessa
fábrica em Rio Negrinho (SC) e como
um desafio dessa magnitude eu topei.
Foram dias de muita luta, a cidade era
muito menor há 26 anos, muitas dificuldades,
mas foi uma grande experiência”,
relata Daniel.
Daniel atua como coordenador do
comitê de madeira serrada na Abimci
(Associação Brasileira da Indústria da
Madeira Processada Mecanicamente)
e destaca o crescimento dos desafios
e das demandas trazidas pela
associação. “Tínhamos muitas dificuldades
pela falta de união do setor
de molduras que é parte importante
da indústria madeireira e agora, com
muito trabalho, conseguimos aproximas as empresas, manter uma parceria com respeito e competividade, acima de
tudo, lutando pelo setor”, aponta Daniel.
No bloco: Isso é REFERÊNCIA pra você; Daniel compartilhou sua paixão por vinhos, que se tornou uma paixão
ao longo dos anos e começou, da melhor forma, com cerveja. “Aprendi a fazer e entender de cerveja e depois
passei para o vinho. É uma bebida com história, com regionalidade, origem e que marca momentos diferentes. Já
tenho cursos na área e se a madeira deixar de dar certo, já sei para onde ir”, brinca Daniel.
Foto: REFERÊNCIA
MXOne
Turbina Extintora de Alto Desempenho
Informações técnicas sobre a
turbina extintora de alto
desempenho MXOne:
Conexão de energia:
480 V / 60 Hz
Corrente máxima nominal: 27 A
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Controle: totalmente automático ou
manualmente via controle remoto
Peso: 945 kg
Iluminação LED: 2 x 3.000 lúmens
Operação no verão e no inverno:
-15° a +55°C
Ângulo de inclinação: -19° a +43°
Ângulo de rotação: 360°
Conexão de água: 5 polegadas
(DN 125)
Pressão de operação: 4 a 16 bar
Potência da hélice: 12,5 kW
a 2.910 rpm
Os episódios completos o Leitor pode conferir no
canal do youtube da Revista REFERÊNCIA:
16 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
NOTAS
SINDUSMAD EMPOSSA
DIRETORIA PARA O BIÊNIO 2025-2027
No mês de dezembro, o Sindusmad (Sindicato das Indústrias
Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso)
realizou a assembleia geral e a solenidade de posse da
nova diretoria para o biênio 2025-2027. O evento reuniu
associados, lideranças do setor florestal e representantes
de entidades, como a FIEMT (Federação das Indústrias de
Mato Grosso), o Cipem (Centro das Indústrias Produtoras
e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso) e
a Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente). Durante
a assembleia, foram apresentadas a proposta orçamentária
para 2026 e a retrospectiva das ações realizadas pelo
Sindusmad durante o ano. Além disso, foram apresentados
os resultados da pesquisa de satisfação, aplicada nas
visitas técnicas aos empresários. A nova diretoria, liderada
pelo presidente reeleito Felipe Antoniolli, foi empossada
oficialmente pelo presidente da FIEMT, Silvio Rangel. O
presidente reeleito do Sindusmad, Felipe Antoniolli, destacou
a responsabilidade de liderar a entidade e o compromisso
com os associados. “É uma alegria muito grande,
mas também uma grande responsabilidade. O Sindusmad,
com cerca de 190 associados e 29 municípios em sua base
territorial, exige de nós o compromisso de atender particularidades,
gerar benefícios e oferecer suporte real. Com
uma diretoria participativa, com sabedoria individual aplicada
ao coletivo, temos tranquilidade de que o trabalho
será honroso”, afirmou.
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produção e reduzir significativamente o consumo de
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18 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
NOTAS
RIO BONITO DO IGUAÇU
GANHA CASAS DO SISTEMA WOOD FRAME
Após um tornado destruir cerca de 90% de Rio Bonito do Iguaçu (PR), no Centro-Sul do Paraná, e
levar com ele centenas de residências, o Governo do Estado contratou a construção de 320 casas
do modelo construtivo light wood frame. O sistema garante um processo construtivo mais rápido,
utilizando painéis pré-fabricados para formar a estrutura das paredes, pois as peças são produzidas
e transportadas prontas para montagem no local, garantindo rapidez, alta precisão e menor
desperdício. Também oferece conforto térmico/acústico, melhorando a sensação térmica tanto em
períodos de frio quanto de calor. Até o início de janeiro, passados dois meses do tornado, já haviam
sido entregues 15 casas para famílias que ficaram desabrigadas na cidade. Os moradores que são
proprietários de terrenos adequados estão ganhando um novo teto no mesmo local. Aqueles que
não possuem uma área própria terão suas moradias instaladas em uma região doada pela prefeitura
e que ainda está sendo preparada. A área de cada unidade tem três variações: 45 m², 48 m² e 50 m²
(metros quadrados). As casas contam com sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço. O
prazo para a Tecverde, empresa contratada para realizar os serviços entregar as 320 unidades, é de
180 dias. O investimento é de R$ 44 milhões.
Fotos: divulgação Cohapar
20 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
NOTAS
EMPRESA ANUNCIA EXPANSÃO
DE FLORESTAS PLANTADAS PARA ATENDER INDÚSTRIAS
A Sada Reflorestamento, empresa do Grupo Sada dedicada
à recuperação florestal e à produção sustentável de
madeira e derivados, anunciou a expansão das áreas de
florestas plantadas em Minas Gerais e Goiás. Até 2024, a
empresa mantinha 10.307 ha (hectares) de área cultivada.
Com as novas aquisições de terrenos, o total chega a
14.730 ha. Em Minas Gerais, o foco é o plantio de eucalipto,
dedicado às indústrias de energia e celulose. Já em
Goiás, predominam cedro e mogno africano, destinados
à indústria moveleira. “A expansão reafirma nosso compromisso
com o desenvolvimento sustentável e com o
crescimento das regiões onde atuamos. Além do impacto
ambiental positivo, as aquisições vão ampliar nossa capacidade
de geração de empregos. Nosso compromisso
é crescer junto com as regiões onde estamos presentes,
contribuindo para o fortalecimento da economia e da
qualidade de vida da população”, destaca Luisa Medioli,
diretora de Sustentabilidade do Grupo Sada. Fundada em
2003 em Minas Gerais, a empresa se destaca pela capacidade
de inovar e fornecer produtos de qualidade para
diversos setores. A sede central está localizada em Carbonita
(MG), na região do Vale do Jequitinhonha, com unidades
operacionais em Itamarandiba (MG), Montes Claros
(MG), Sete Lagoas (MG) e Taiobeiras (MG). Em Goiás, a
operação está localizada no município de Jussara (GO), no
noroeste do Estado.
Fotos: divulgação
22 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
NOTAS
MOVERGS
COM NOVA DIREÇÃO
O empresário Vitor Agostini é o novo presidente da Movergs (Associação das Indústrias
de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul) para o biênio 2027 - 2027, sucedendo
Euclides Longhi, que liderou entre 2023 e 2025. A nova diretoria iniciou a
gestão em janeiro de 2026. Pelos próximos dois anos, os trabalhos dos diretores e da
equipe técnica da Movergs ocorrerão em sinergia para apoiar e impulsionar as mais
de 2.600 empresas moveleiras gaúchas, indústrias de diferentes portes e nichos que,
juntas, empregam quase 35 mil profissionais e movimentam mais de R$ 12 bilhões
anualmente. “Me sinto pronto e grato pela confiança dos empresários. Minhas experiências
deram base e me prepararam para assumir a presidência desta entidade
pela qual tenho muito carinho e admiração. Para essa nova gestão, o compromisso
é dar continuidade aos projetos que ajudam a tornar as indústrias de móveis do Rio
Grande do Sul mais fortes e competitivas. Chegamos com novos olhares e vontade
de fazer a diferença, assim como nossos antecessores”, destacou Vitor em seu pronunciamento.
AVALIAÇÃO 10
CUPIM SUBTERRÂNEO
NORMA ASTM D:3345-74 (1999)
• Líder no tratamento inseticida de painéis de
madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e
outros) por adição à cola e tratamento
superficial;
• Indicadores: EC 257-842-9 /
CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;
• Compatível com resinas de última geração;
• Formulado líquido de emulsão concentrada a
base d’água, não contendo Hidrocarbonetos
aromáticos;
• Fácil diluição em água, para tratamentos por
imersão de madeiras serradas.
Foto: divulgação Movergs
CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e
tratamento superficial, posteriormente estes painéis foram submetidos ao ataque de
CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999) (Stabd Test Method
for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to
Termites obtendo resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o
ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo assim, a Norma de Preservação de
Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).
24 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
(41) 9.9971-9116
(41) 3347-8282 / Dep. Técnico
www.msmquimica.ind.br msm@msmquimica.ind.br
Rua Cyro Correia Pereira, 3209 • CIC • Curitiba (PR)
APLICAÇÃO
BRINQUEDOTECA
COM MDF
Foto: Rafael Renzo
Historicamente, quartos infantis são os ambientes
mais modificados da casa, acompanhando
o crescimento da criança com trocas
de mobiliário e layout. Esta mudança pode
ser pensada com soluções adaptáveis, como
móveis evolutivos, estruturas reposicionáveis
e materiais de alta durabilidade. Um exemplo
é a brinquedoteca Mini Metrópole, desenvolvida
pela arquiteta Sophia Abraham
com painéis de MDF da Duratex em diversas
cores. Eles foram reinterpretados como blocos
de construção que remetem à infância e
ampliam a durabilidade do espaço, criando
cenários que acompanham diferentes fases
da infância.
CONSCIÊNCIA
AMBIENTAL
O uso de material certificado, produzido
com madeira de reflorestamento,
como os painéis da Duratex também
podem ser ferramenta de educação
ambiental na infância. “A madeira é
um material vivo, que aquece os ambientes,
melhora o conforto acústico e
ainda conecta as crianças à natureza.
Quando usada no design infantil, traduz
não apenas aconchego e funcionalidade,
mas também um compromisso
ambiental, já que nossos painéis são
produzidos a partir de florestas 100%
plantadas e certificadas”, reforça Patrícia
Cisternas, gerente de marketing
da Duratex.
Foto: Rafael Renzo
26 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
FRASES
“O ACORDO MERCOSUL/UNIÃO EUROPEIA É A DECISÃO
COMERCIAL MAIS IMPORTANTE PARA A INDÚSTRIA BRASILEIRA
EM DÉCADAS. ELE GARANTE ACESSO IMEDIATO AO MERCADO
EUROPEU, ASSEGURA TEMPO DE ADAPTAÇÃO PARA A INDÚSTRIA
NACIONAL E REPOSICIONA O BRASIL EM UM CONTEXTO DE
DIVERSIFICAÇÃO DE PARCEIROS, CRIANDO TAMBÉM UM INCENTIVO
PARA AVANÇAR NA AGENDA DE COMPETI-TIVIDADE ESTRUTURAL”
São José dos Pinhais
RICARDO ALBAN, PRESIDENTE DA CNI (CONFEDERAÇÃO
NACIONAL DA INDÚSTRIA)
“QUANTO
MAIS O TEMPO
PASSA SEM
INDÍCIOS REAIS
DE AVANÇO NAS
NEGOCIAÇÕES
ENTRE OS GOVERNOS
DO BRASIL E DOS
EUA (ESTADOS
UNIDOS DA AMÉRICA)
PARA QUE AS TARIFAS
SEJAM READEQUADAS,
MAIOR O RISCO DE OS
PRODUTOS BRASILEIROS
SEREM GRADATIVAMENTE
SUBSTITUÍDOS NO MERCADO
NORTE-AMERICANO. A FALTA DE
PROGRESSO NAS NEGOCIAÇÕES
ESTÁ COMPROMETENDO UM RELACI-
ONAMENTO COMERCIAL CONSTRUÍDO
AO LONGO DE DÉCADAS E UM
IMPORTANTE SHARE DE PARTICIPAÇÃO
NAQUELE MERCADO”
PAULO PUPO,
SUPERINTENDENTE
DA ABIMCI
28 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
“MATO GROSSO É GIGANTE E NOSSO SETOR ESTÁ
BEM DISTRIBUÍDO E ORGANIZADO. O SINDUSMAD É
UM GRANDE SINDICATO, MUITO ATUANTE, MUITO
RESPONSÁVEL, QUE GERA E ENVIA MUITAS BOAS
DEMANDAS PARA O CIPEM. MUITAS DAS SOLUÇÕES
IMPORTANTES SURGIRAM AQUI”
Foto: Emanoel Caldeira
EDNEI BLASIUS, PRESIDENTE DO CIPEM, NA POSSE
DA NOVA GESTÃO DO SINDUSMAD
“‘É NECESSÁRIO REDUZIR A
PERCEPÇÃO DE RISCO DO PAÍS. A
RIGIDEZ DO ORÇAMENTO PÚBLICO E A
DIFICULDADE DE GERAR SUPERÁVITS
PRIMÁRIOS TÊM ABALADO A
CONFIANÇA NO ARCABOUÇO FISCAL,
TORNANDO-SE URGENTE AVANÇAR
NA APROVAÇÃO DE UMA REFORMA
ADMINISTRATIVA QUE AUMENTE A
EFICIÊNCIA DO SETOR PÚBLICO”
JONATHAS GOULART,
ECONOMISTA-CHEFE DA FIRJAN
(FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO)
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ENTREVISTA
TRADIÇÃO EM
PISOS DE MADEIRA
Direct Drive
Precisão para a
indústria de biomassa.
TRADITION IN
WOOD FLOORING
S
ócio-fundador da Indusparquet, empresa 100%
brasileira que é referência global na fabricação de
pisos e revestimentos de madeira tropical, a entrevista
desta edição da Revista REFERÊNCIA MADEI-
RA INDUSTRIAL é com o empresário José Antônio
Baggio. Ele foi um dos convidados do Podcast REFERÊNCIA,
quando contou a trajetória da indústria que hoje está presente
em mais de 46 países. A empresa foi uma das vencedoras
do Prêmio REFERÊNCIA 2025. Atualmente o grupo reúne
duas marcas em seu portfólio: a Indusparquet líder mundial
na fabricação de pisos de madeira sólidos e Masterpiso,
referência na produção de pisos de madeira engenheirada.
Conselheiro e diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do
Estado de São Paulo) há mais de 20 anos, nesta entrevista o
empresário conta sua trajetória no setor.
ENTREVISTA
H
e is the founding partner of Indusparquet, a 100%
Brazilian company that is a global benchmark in
the manufacture of tropical wood flooring and
finishings. This issue of REFERÊNCIA Madeira
Industrial features an interview with businessman
José Antônio Baggio. He was a guest on the REFERÊNCIA podcast,
where he recounted the Company’s history, which is now
present in more than 46 countries. Indusparquet was one of the
winners of the REFERÊNCIA 2025 Award. The Group currently has
two brands in its portfolio: Indusparquet, the world leader in solid
wood flooring, and Masterpiso, a leader in engineered wood flooring.
Baggio has been an Advisor and Director of the Federation
of Industries of the State of São Paulo (FIESP) for over 20 years. In
this interview, he recounts his career in the Sector.
JOSÉ ANTÔNIO BAGGIO
FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
PELA FKB (FACULDADE FUNDAÇÃO KARNIG BAZARIAN)
CARGO: DIRETOR ADMINISTRATIVO DA INDUSPARQUET
Peletizadora de
alta perfomance
Foto: divulgação
PROFESSIONAL EDUCATION: BUSINESS ADMINISTRATION FROM THE
FUNDAÇÃO KARNIG BAZARIAN (FKB)
FUNCTION: ADMINISTRATIVE DIRECTOR OF INDUSPARQUET
SAIBA MAIS
30 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
ENTREVISTA
DE QUE FORMA SURGIU A INDUSPARQUET?
Trabalhei por uns 6 anos como office boy, escriturário
e contador em uma empresa de madeira, de parentes,
e fui adquirindo experiência. Naquela época a empresa
fabricava esquadrias de madeira, portas, janelas, batentes.
Atendia os clientes e tinha muita demanda de piso
de madeira. E lá fabricava alguma coisa de piso. Então
falei com meu primo (Luiz Francisco Fávero Uliana) para
montarmos uma fábrica de piso de madeira porque tinha
demanda. Era 1970, tive que ser emancipado, porque
tinha 20 anos, e precisava ter 21 para abrir a empresa.
Assim começamos a fabricar nós dois os pisos, não tinha
nenhum funcionário. Na época começou a moda do parquet.
(piso de madeira maciça). A gente fabricava durante
a semana e no final da semana ia instalar nas casas. Então
a gente sabe um pouco de tudo da empresa hoje. Depois
de um mês colocamos um funcionário e foi crescendo.
O INÍCIO DA EMPRESA FOI MODESTO?
Começamos em um galpão de 150 m² (metros quadrados)
em Tietê (SP). Depois de uns 3 anos, compramos
um terreno, fizemos uma fábrica, um imóvel já de 6 mil
m². Fomos construindo devagarinho, isso em 1973. Depois
em 1989, este lugar não tinha mais espaço, compramos
outro imóvel. Atualmente temos uma fábrica nova,
com uma área de 40 mil m² construída. Fomos crescendo
sem previsão. Hoje a gente conta com o Grupo Indusparquet
que engloba a empresa Indusparquet, que fabrica
piso maciço, sólido engenheirado, revestimento. Em
Curitiba (PR) temos a Masterpiso, que adquirimos em
2011 e temos também a Skania com produtos para acabamento
de pisos de madeira. Temos também uma serraria
no Mato Grosso e uma fábrica de lâmina em Teixeira
Soares (PR), além de uma filial em Miami (EUA) e parceria
na França. Temos loja de varejo também em cidade de
Piracicaba (SP), Campinas (SP), São Paulo (SP), e João
Pessoa (PB). E além das 110 revendas no Brasil todo.
A OPERAÇÃO TAMBÉM FOI DELICADA?
Tínhamos pouco dinheiro. Compramos uma plaina
quatro faces usada. Depois um tio me ajudou a fazer
máquina serra circular manual. Começamos com uma
plaina, uma serra circular, depois uma torqueadeira, tudo
serra comum. Lembro que quando compramos a primeira
serra de videa foi um sucesso. E devagarinho, a gente
com bastante gás, entusiasmo, foi crescendo. E estávamos
em uma cidade com bastante indústria madeireira,
que é Tietê. Indústrias pequenas, de marcenaria, móveis.
Então tinha a empresa do meu tio e acabavam indicando
a gente. Devagar fomos adquirindo clientela. O grande
impulso foi de 2000 a 2006, com a exportação. Exportava
tudo. De 1970 até 2000 o trabalho foi árduo. Agora temos
maquinário adequado para produção.
QUAIS ESPÉCIES DE MADEIRAS SÃO USADAS NA
FABRICAÇÃO DOS PISOS?
32 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
HOW DID INDUSPARQUET COME ABOUT?
I worked for about 6 years as an office boy, clerk, and
accountant at a family-owned woodworking company,
gaining valuable experience. At that time, the Company
manufactured wood frames, doors, windows, and door
frames. I served customers and noticed strong demand
for wood flooring. They manufactured some flooring
there. I talked to my cousin, Luiz Francisco Fávero Uliana,
about setting up a wood flooring factory to meet the
demand. In 1970, I had to become emancipated because
I was 20 years old, but I needed to be 21 to start a company.
The two of us started manufacturing flooring, and
we had no employees. At the time, parquet flooring was
becoming fashionable (solid wood flooring). We manufactured
it during the week and installed it in homes on the
weekend. So, we got to know a little bit about everything
in the Company. After a month, we hired an employee,
and the business grew.
WERE THE COMPANY’S BEGINNINGS MODEST?
We started in a 1,615 ft2 warehouse in Tietê, São
Paulo. About 3 years later, we bought a property and built
a 6,000 m² factory. Construction began in 1973. Then,
in 1989, we ran out of space, so we purchased another
property. Our new factory has a constructed area o f
40,000 m². Our growth was unplanned. Today, we have
the Indusparquet Group, which includes Indusparquet, a
manufacturer of solid and engineered wood flooring and
coatings. In Curitiba, Paraná, we have Masterpiso, which
we acquired in 2011. We also have Skania, which offers
products for finishing wood floors. We also have a sawmill
in Mato Grosso, a veneer factory in Teixeira Soares,
Paraná, a branch in Miami, Florida, and a partnership in
France. Furthermore, we have retail stores in Piracicaba,
Campinas, São Paulo, and João Pessoa. In addition, we
have 110 resellers throughout Brazil.
WAS THE OPERATION DELICATE AS WELL?
We had limited funds. We bought a used four-sided
planer. Then, with the help of an uncle, I made a manual
circular saw machine. We started with a planer and a
circular saw, then added an impact tool; they were simple
tools. I remember when we bought our vitrified saw
blade; it was a success. Slowly, with a lot of energy and
enthusiasm, we grew. We were in Tietê, a city with many
woodworking companies. There were small companies,
carpenters, and furniture makers. There was my uncle’s
company, which ended up referring business to us.
Slowly, we built up a clientele. The big boost came from
2000 to 2006, driven by exports. We exported everything.
From 1970 to 2000, the work was hard. Now, we have the
right machinery for production.
MADEIRA SERRADA PARA PALETES
Produção personalizada: Peças conforme suas especificações
Entrega confiável: Respeitamos prazos e garantimos disponibilidade
Alta capacidade: Operação 24h por dia, com capacidade para secar até
28 mil m³ por mês e processar cerca de 380 mil m³ por ano
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máximo da matéria-prima para paletes
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ENTREVISTA
A matéria-prima, nos primeiros anos, era oriunda
do Paraná, região de Alto Paraná (PR), Cafelândia (PR),
Cascavel (PR). Usava ipê, pau-marfim e peroba rosa.
Depois foi acabando no Paraná, fomos buscar madeira
no Mato Grosso, Paraguai e hoje buscamos mais da região
Amazônica, dos Estados do Acre, Rondônia, Mato
Grosso, Pará e um pouco do Amazonas. Temos parceria
na região de Alta Floresta (MT) que fornece madeira de
floresta plantada e de manejo de floresta nativa. Para fazer
piso tem que ser madeira dura, estável e resistente a
intempéries. Usamos espécies como jatobá, ipê, cumaru,
sucupira, teca, eucalipto, pinus. Usamos 15 espécies, entre
as 50 comercialmente viáveis. No momento, o tauari
é o carro-chefe. O cumaru era líder de mercado até uns
2 anos atrás e ainda é a segunda espécie que mais se
vende no Brasil.
PARA SE PRODUZIR PISOS, UM DOS GRANDES
DESAFIOS É A SECAGEM DA MADEIRA?
No início, até 1976, secávamos a madeira no tempo,
ao ar livre. Deixava secar e a gente usava. Funcionava,
mas não se compara à secagem na estufa. Porque a
madeira no tempo, seca por fora. Por dentro, por uns
2 anos, o meio ainda tem umidade. Com a estufa é o
contrário. No começo da secagem, joga bastante vapor
e retira a primeira umidade dentro do meio da madeira,
depois de fora, para não trincar. Então seca tudo igual,
se medir a umidade dentro e fora, fica igual. E para evitar
movimentação, quando seca no tempo, pode ficar 2 a
3 anos úmida por dentro. Logo, na estufa, além de tirar
a umidade, tira o tensionamento da madeira também.
Na estufa, geralmente deixa de 10 a 15 dias para secar,
depois lá se vão dois ou três dias para ajustar a umidade
interna e a tensionamento na madeira.
CONTE-NOS SOBRE O PROCESSO DE FABRICA-
ÇÃO DE PISOS.
O piso de madeira tem muitas vantagens, acústica,
térmica. E para fazer piso, a tendência é usar pouca madeira.
Antigamente fazia tudo piso maciço. Por exemplo,
um piso de madeira tinha 20 mm (milímetros) de espessura.
Agora produzimos o piso, vai todo envernizado,
pronto para uso. Qual a vantagem do piso envernizado?
O consumidor tem um custo menor. Só para se ter uma
ideia, uma linha de produção enverniza 3000m de piso
por dia. Um profissional para lixar e passar verniz em uma
raná Region, specifically the Alto Paraná area, Cafelândia,
and Cascavel. We used Brazilian walnut, ivory wood, and
peroba. When those sources ran out, we started getting
wood from Mato Grosso, Paraguay, and the Amazon Region,
including the States of Acre, Rondônia, Mato Grosso,
and Pará. We have a partnership in the Alta Floresta
Region of Mato Grosso that supplies wood from planted
forests and managed native forests. The wood used for
flooring must be hard, stable, and weather-resistant. We
use species such as Brazilian cherry, Brazilian walnut, Brazilian
teak, sucupira, teak, eucalyptus, and pine. Out of
the 50 commercially viable species, we use 15. Currently,
couratari is our flagship species. Brazilian cherry was the
market leader until about two years ago and remains the
second-best-selling species in Brazil.
IS DRYING THE WOOD ONE OF THE BIGGEST
CHALLENGES WHEN PRODUCING FLOORING?
Initially, until 1976, we dried the wood outdoors, exposing
it to the elements. Then, we would use it after it
had dried. This method worked, but it is not comparable
to kiln drying. When wood is exposed to the elements, it
only dries on the outside. The center still contains moisture
for about two years. With the kiln, it is the opposite. At
the beginning of the process, steam is applied to remove
moisture from the inside of the wood, then from the outside
to prevent cracking. Then, everything dries evenly.
If you measure the moisture inside and outside, it is the
same. To prevent movement during drying in the open
air, it can remain moist inside for 2 to 3 years. Therefore,
in addition to removing moisture, the kiln also removes
tension from the wood. In the kiln, drying usually takes
10 to 15 days, followed by 2 to 3 days to adjust internal
moisture and tension.
DESCRIBE THE FLOORING MANUFACTURING
PROCESS.
Wood flooring has many advantages, including
its acoustic and thermal properties. When it comes to
flooring, the trend is to use less wood. In the past, all
flooring was solid. For example, wood flooring used to
be 20 millimeters thick. Now, we produce fully varnished
flooring that is ready to use. What are the advantages of
varnished flooring? The consumer pays less. For example,
a production line can varnish 3,000 m2 of flooring per
day. It takes a professional 15 days to sand and varnish
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ATUALMENTE FAZEMOS REVESTIMENTO, FORRO, PAREDE.
PRODUZIMOS UM POUCO DE CASA PRÉ-FABRICADA PARA A FRANÇA.
MAS O FORTE MESMO É O PISO E REVESTIMENTO. NO BRASIL SOMOS LÍDERES
NA FABRICAÇÃO DE PISO DE MADEIRA
34 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
ENTREVISTA
casa, para fazer 100m, demora 15 dias. O piso de madeira
feito direto na casa ele não tem tanta resistência como
feito na fábrica. Na fábrica, no nosso caso, usamos nove
camadas de produto entre isolante, selador, tem óxido
de alumínio, que é uma nanopartícula, nanotecnologia,
que usamos na penúltima camada para dar resistência. É
um piso para alto tráfego, usado em shopping centers,
por exemplo. E é o mesmo que se usa para casas. Na
realidade, fazemos desde o ano 1997. Até hoje, nenhuma
casa com piso de madeira nosso teve que ser lixada de
novo. Não acaba nunca o verniz. Pode pôr cachorro, correr
gato que não estraga, é bem resistente.
100 m2 of flooring in a home. Wood flooring finished in a
home is not as durable as factory-finished flooring. In our
factory, we apply nine layers of product, including insulation,
sealant, and aluminum oxide. Aluminum oxide is a
nanoparticle used in nanotechnology in the penultimate
layer to provide resistance. This flooring is designed for
high-traffic areas, such as shopping malls. It is the same
flooring used for homes. We have been doing this since
1997. To date, no home with our wood flooring has needed
to be resanded, and the varnish never wears off. You
can have dogs and cats running around on it; it will not
be damaged because it is very resistant.
QUAIS A NOVIDADES LANÇADAS EM PISO?
O que tem novidade, foi desenvolvido na Europa já
há uns 30 anos, que é o piso engenheirado. É um piso
que usa uma base de compensado, de eucalipto ou
pinus, e coloca a madeira em cima. Quando pega um assoalho
em madeira fina, logo se percebe, que a parte de
cima é a útil, e a parte de baixo, a base. Então o assoalho,
por exemplo, de 20 mm, 18 mm, tem lá 5 mm de útil,
embaixo é só a base. Então o piso engenheirado é feito
com a base de pinus, em que se coloca uma lâmina em
cima de 3 mm a 6 mm. Sendo assim, se economiza de
50% a 80% de madeira nativa. Hoje usamos muito menos
de madeira nativa do que usávamos antigamente, usamos
só na parte superior. E com a grande vantagem, que
ele é mais econômico, mais estável no chão, pois não
entorta. Se precisar um dia lixar, ele vai ficar linear.
COMEÇARAM COM O PISO DE MADEIRA, MAS
AGORA OFERECE UM LEQUE DE PRODUTOS?
Sim. Fazemos revestimento, forro, parede. Fazemos
um pouco de casa pré-fabricada para a França. Fazemos
revestimento interno e externo. Mas o forte mesmo é
o piso e revestimento. No Brasil somos líderes na fabricação
de piso de madeira. Até 2008 o Brasil teve uma
indústria forte na área de piso. Éramos em 30 empresas
fabricantes. Naquela época fundamos a ANPM (Associação
Nacional dos Pinos de Madeira). A gente exportava
naquela época 80% da produção mas nunca abandonamos
o mercado interno. Quando houve a mudança no
mercado externo em 2009, 2010, expandimos o mercado
nacional. Atualmente vendemos mais aqui no Brasil do
que fora. O mercado externo tem as suas turbulências.
É VERDADE QUE A INDUSPARQUET TEM PISOS
DE MADEIRA NO VATICANO?
Verdade, isso acho que foi nosso ápice. Tínhamos um
cliente lá em Roma e cada vez que ia para Itália, ele arrumava
uma credencial para conhecer por dentro o Vaticano,
Jardins do Vaticano, Rádio do Vaticano. E lá tive o privilégio
de conhecer o arquiteto do Vaticano. Aproveitei a
oportunidade e o questionei: “Você precisa pôr piso nosso
aqui, do Brasil”. Ele falou que não podia, pois tudo lá
só podia ser restaurado. E quando foram construir a casa
WHAT ARE THE LATEST INNOVATIONS IN FLO-
ORING?
Engineered flooring, developed in Europe about 30
years ago, is the latest innovation. Engineered flooring
uses a plywood base made of eucalyptus or pine with a
wood layer on top. With thin wood flooring, the top layer
is the useful part, and the bottom layer is the base. For
example, flooring that is 20 or 18 mm thick has 5 mm of
useful wood on the base. Engineered flooring has a pine
base with a 3-6 mm layer on top. This saves 50% to 80%
of native wood. Today, we use much less native wood; we
only use it for the top layer. There is also the great advantage
that it is more economical and stable, as it does not
warp. If you ever need to sand it, it will remain straight.
DID YOU START WITH WOOD FLOORING BUT
NOW OFFER A RANGE OF PRODUCTS?
Yes. We make flooring, ceiling panels, and wall panels.
We have also built some prefabricated houses for
France. We also make interior and exterior cladding.
However, our real strengths are flooring and cladding. In
Brazil, we are the leading manufacturer of wood flooring.
Until 2008, Brazil had a robust flooring industry. There
were 30 manufacturing companies. It was then that we
founded the National Association of Wood Flooring
(ANPM). We exported 80% of our production, but we
never abandoned the domestic market. When the foreign
market changed in 2009 and 2010, we expanded the domestic
market. Currently, we sell more in Brazil than abroad.
The foreign market has its ups and downs.
IS IT TRUE THAT THE VATICAN HAS WOOD FLO-
ORS FROM INDUSPARQUET?
Yes, I think that was our peak. We had a client in
Rome, and each time I traveled to Italy, he arranged for
me to tour the Vatican, the Vatican Gardens, and Vatican
Radio. There, I had the privilege of meeting the Vatican
architect. I took the opportunity to tell him, “You need to
use our flooring here, from Brazil.” He said he could not
because everything there could only be restored. However,
when they built the Santa Marta residence, where
the late Pope Francis lived, they installed our flooring. It
uses our Brazilian teak flooring. They installed 2,000 m2
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36 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
ENTREVISTA
Santa Marta, onde o falecido Papa Francisco morava, aí
colocaram. É tudo piso nosso de cumaru. Foram 2000 m 2
de piso para pequenos apartamentos onde os cardeais
se hospedam. Foi um orgulho para todos, pois se trata
de um lugar sagrado para nós. Fizemos outros lugares
famosos também como o showroom da Ferrari, em Maranello,
na Itália. Fizemos para casa do Bill Gates, para lojas
da Louis Vuitton, Chanel, bastante lojas famosas, espaços
públicos. No Brasil também, mas muitos não querem que
divulguemos.
CITOU QUE HOUVE A AQUISIÇÃO DA MASTERPI-
SO. COMO ISSO OCORREU?
A Masterpiso era um parceiro nosso. Tínhamos cliente
nos EUA (Estados Unidos da América), que comprava
piso maciço nosso e o piso engenheirado da Masterpiso.
Esse cliente quebrou e assumimos a operação nos EUA.
Eles iam fechar a empresa aqui e precisávamos do piso
engenheirado. Acabamos comprando a fábrica para garantir
o produto. Se fóssemos fabricar, até montar tudo
ia demorar. Pegamos a fábrica funcionando, com a mão
de obra muito boa, e tudo que precisamos de infraestrutura
tem em Curitiba (PR) como fornecedor de de cola,
de verniz, equipamento, etc. Dessa forma, passamos a
fabricar os pisos engenheirados. O Estado do Paraná é o
nosso segundo maior mercado, atrás só de São Paulo, e
claro, sem contar as exportações.
E ACERCA DO CENÁRIO GLOBAL, O QUE PROJE-
TAR DO MERCADO FUTURO DE PISOs de madeira?
Olha, crise está sempre tendo. No Brasil teve uma
crise grande em 1980, depois de 1986 o Plano Cruzado.
Depois na década de 90, em 1994 o Plano Real. Em 2008,
a crise da bolha imobiliária americana, que foi mundial.
Nos acostumamos tanto com crise que vamos aprendendo.
Então, acho que essa turbulência sempre tem,
principalmente agora, tem um homem turbulento, um
problema nos EUA, que está mexendo com a economia
mundial. Se não vendermos para os EUA, entramos em
outro mercado. É tudo muito controlado, muitas exigências
em alguns mercados, o que favorece o mercado interno.
Somos obrigados a fazer bem feito por conta das
exigências de certificação, de origem. O Brasil tem uma
representatividade grande, mas a gente sabe que a luta
é diária.
of flooring in the small apartments where the cardinals
stay. Everyone was proud because it is a sacred place for
us. We have also worked on other famous places, such as
the Ferrari showroom in Maranello, Italy. We have worked
on Bill Gates’s house and stores like Louis Vuitton and
Chanel, as well as many other famous stores and public
spaces. Furthermore, we have worked in Brazil as well,
but many clients prefer that we not publicize it.
YOU MENTIONED THE ACQUISITION OF MAS-
TERPISO. HOW DID THAT COME ABOUT?
Masterpiso was one of our partners. We had a customer
in the United States who bought our solid flooring
and Masterpiso’s engineered flooring. When that customer
went bankrupt, we took over the US operation. The
company was going to close here, but we needed the
engineered flooring. Ultimately, we bought the factory to
ensure the continued supply of the product. If we were
to manufacture it ourselves, it would take a long time
to set up production. However, we took over an operational
factory with a strong workforce, and Curitiba has
everything we need in terms of infrastructure, including
suppliers of glue, varnish, and equipment. So, we started
manufacturing engineered flooring. The State of Paraná
is our second-largest market, behind only São Paulo, not
counting exports.
WHAT IS THE OUTLOOK FOR THE FUTURE
MARKET FOR WOOD FLOORING IN THE GLOBAL
SCENARIO?
Well, there are always crises. Brazil experienced a
major crisis in 1980, followed by the Cruzado Plan in
1986. Then, in the 1990s, the Real Plan was introduced in
1994. In 2008, the global financial crisis began with the
collapse of the US real estate market. We have become
so accustomed to crises that we have learned to deal with
them. I think there will always be turbulence, especially
now with the current situation in the US affecting the
global economy. If we cannot sell to the US, we can sell
to another market. In some markets, everything is very
controlled, with many requirements, which favors the domestic
market. We have to do things properly because of
certification and origin requirements. Brazil has a strong
presence, but we know that it is an ongoing struggle.
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ONDE OS CARDEAIS SE HOSPEDAM. ESSE É O LUGAR SAGRADO PARA NÓSA
38 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
desengrosso
beneficiar
ROBUSTEZ
Plainas
PRINCIPAL
80 ANOS
DE EVOLUÇÃO
CONSOLIDADA NO SETOR MADEIREIRO,
EMPRESA CRESCEU COM INOVAÇÃO
EM PROJETOS, PROCESSOS E
MÁQUINAS GARANTINDO EFICIÊNCIA
NO DESEMPENHO DOS EQUIPAMENTOS
PARA BENEFICIAMENTO DA MADEIRA
Fotos: Júlia Santos/@juliasantors.ph
EIGHTY YEARS OF EVOLUTION
A WELL-ESTABLISHED COMPANY IN THE WOODWORKING INDUSTRY,
MÁQUINAS OMIL HAS GROWN THROUGH INNOVATION IN
DESIGN, PROCESSES, AND MACHINERY, ENSURING THE EFFICIENT
PERFORMANCE OF WOODWORKING EQUIPMENT
40 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
FEVEREIRO 2026 41
PRINCIPAL
Ao longo de oito décadas, a Máquinas OMIL se
consolidou como referência no Brasil na fabricação
de equipamentos para beneficiamento
de madeira. As plainas moldureiras, serras
múltiplas, alimentadores e descarregadores
produzidos pela empresa se tornaram presentes em madeireiras
de diferentes portes, oferecendo estabilidade, precisão
e desempenho compatíveis com as exigências do setor.
Fundada em 21 de janeiro de 1946, em Ibirama (SC),
com o nome Oficina Mecânica Ibirama, a OMIL iniciou suas
atividades atuando também com compra e venda de automóveis,
caminhões e acessórios. Um almoço festivo, com
música e entrega de brindes, marcou as celebrações de 80
anos da empresa no último dia 21 de janeiro.
Situada em uma região de atividade madeireira, logo
os sócios identificaram as demandas emergentes no setor
e em 1947 ampliaram o escopo para oferecer artefatos metálicos
usados por serrarias. Era o início de uma transição
estratégica. O mercado buscava equipamentos confiáveis e
com produção nacional, e essa necessidade impulsionou o
desenvolvimento de peças para serras tipo americana, serra
fita, serra circular e desempenadeiras. Em 1948, foi instalada
uma fundição de ferro, o que consolidou a base industrial da
empresa e abriu caminho para a produção própria de componentes,
permitindo maior controle técnico e autonomia
nos processos. Com o tempo, a OMIL ampliou o portfólio,
fortaleceu as operações de usinagem e fundição, evoluiu
os processos incorporando automação, conectividade e
controle técnico que modernizaram a estrutura industrial.
“Hoje nossos equipamentos são reconhecidos pela
robustez, desempenho e confiabilidade, resultado de nossa
experiência e constante melhoria nas máquinas para garantir
O
ver the past eight decades, Máquinas OMIL
has become a leading manufacturer of wood-processing
equipment in Brazil. Its molding
planers, multiple saws, feeders, and unloaders
are now found in sawmills of all sizes, offering
stability, precision, and performance that meet the Sector’s
demands.
OMIL was founded on January 21, 1946, in Ibirama, Santa
Catarina, as Oficina Mecânica Ibirama. Initially, the Company
also engaged in the purchase and sale of cars, trucks, and
accessories. A festive lunch with music and gifts marked the
Company’s 80th anniversary on January 21.
Located in a timber-rich region, the partners soon identified
emerging demands in the Sector. In 1947, they expanded
their scope to offer metal artifacts used by sawmills. This
marked the beginning of a strategic transition. The market
demanded reliable, domestically produced equipment, driving
the development of parts for American-style saws, band
saws, circular saws, and planers. In 1948, OMIL established
a steel foundry, consolidating its industrial base and paving
the way for in-house component production. This allowed
for greater technical control and autonomy in the processes.
Over time, OMIL expanded its portfolio, strengthened its
machining and foundry operations, and modernized its industrial
infrastructure by adopting automation, connectivity,
and advanced controls.
“Our equipment is recognized today for its robustness,
performance, and reliability. These qualities are the result
of our experience and our constant efforts to improve our
machines and ensure efficiency,” says Maikon Adolfo dos
Santos Koelbel, OMIL’s General Manager and the third generation
of his family to be involved in the business.
eficiência”, assegura Maikon Adolfo dos Santos Koelbel,
gerente geral da OMIL, que representa a terceira geração
da família no negócio.
INOVAÇÃO GUIADA
Em sua trajetória a empresa adotou um modelo de
inovação contínua que combina experiência, análises técnicas
e proximidade com o cliente. As melhorias surgem de
interações comerciais, visitas às madeireiras, pós-venda e
avaliações de desempenho em operação. Cada sugestão,
demanda ou desafio é analisado pela equipe técnica que
mede impacto, viabilidade e ganhos para o processo produtivo.
Essa metodologia permite que os equipamentos
evoluam com precisão, aprimorando o desempenho, ampliando
a funcionalidade, reforçando a segurança e entregando
soluções adequadas para quem opera as máquinas.
A fundição própria, as equipes de usinagem e montagem,
e os laboratórios internos ampliam a capacidade de
inovação. Análises químicas, térmicas, mecânicas e metalográficas
garantem controle técnico em todo o processo
produtivo, permitindo que a empresa entregue máquinas
com estabilidade, precisão dimensional e alto nível de
acabamento. Essa integração entre engenharia e produção
contribuiu para que a OMIL chegasse aos 80 anos com um
portfólio robusto, alinhada às tendências da Indústria 4.0
e preparada para atender fabricantes de diferentes perfis.
HOJE NOSSOS
EQUIPAMENTOS SÃO
RECONHECIDOS PELA ROBUSTEZ,
DESEMPENHO E CONFIABILIDADE,
RESULTADO DE NOSSA
EXPERIÊNCIA E CONSTANTE
MELHORIA NAS MÁQUINAS PARA
GARANTIR EFICIÊNCIA
MAIKON KOELBEL, GERENTE GERAL DA OMIL
COMERCIAL DE VENDA DE MÁQUINAS
GUIDED INNOVATION
Throughout its history, the Company has adopted a
model of continuous innovation that combines experience,
technical analysis, and customer proximity. Improvements
arise from commercial interactions, visits to sawmills, after-
-sales service, and operational performance evaluations.
The technical team analyzes each suggestion, demand,
or challenge, assessing its impact, feasibility, and benefits
to the production process. This methodology enables the
equipment to evolve precisely, improving performance,
expanding functionality, reinforcing safety, and delivering
appropriate solutions for those operating the machines.
The Company’s foundry, machining, and assembly teams,
as well as its internal laboratories, expand its capacity for
innovation. Chemical, thermal, mechanical, and metallographic
analyses ensure technical control throughout the
production process. This allows OMIL to deliver machines
that are stable, dimensionally accurate, and have a high level
of finish. The integration of engineering and production has
enabled OMIL to reach its 80th anniversary with a robust
portfolio aligned with Industry 4.0 trends, positioning the
Company to serve manufacturers of various profiles.
42 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
FEVEREIRO 2026 43
PRINCIPAL
TRANSFORMAÇÕES TECNOLÓGICAS
Nos últimos anos, a empresa avançou ainda mais ao integrar
tecnologias digitais, conectividade e monitoramento
inteligente promovendo a atualização de equipamentos
tradicionais do seu portfólio.
Um exemplo é a atualização da Plaina Moldureira Plus
Advance – PLUS-200, que incluiu tela ampliada; multimedidor
de energia com análise diária, semanal e mensal; contador
de produção que registra métricas lineares, quadradas
e cúbicas; layout atualizado e possibilidade de automação
total por CLP e IHM, entre outras melhorias.
Além da evolução da PLUS-200, houve o relançamento
da Plaina Moldureira Compacta – PMC-200. O modelo,
historicamente reconhecido por atender pequenas e médias
madeireiras, foi atualizado com recursos técnicos que
ampliam a produtividade e reforçam o desempenho em
madeiras de reflorestamento.
“Os modelos são atualizados periodicamente, incorporando
melhorias de engenharia que refletem transformações
do setor e exigências de competitividade. Nosso foco é
acompanhar a evolução do setor. É o que garante a nossa
sobrevivência”, ressalta Maikon.
FÁBRICA ESTRUTURADA
A estrutura fabril da Máquinas OMIL ocupa uma área de
12 mil m². Foi desenvolvida para sustentar um fluxo produtivo
que integra desenvolvimento de projetos, usinagem
e montagem de equipamentos. O parque industrial reúne
TECHNOLOGICAL TRANSFORMATIONS
In recent years, the Company has made further progress
by integrating digital technologies, connectivity, and smart
monitoring to upgrade its traditional equipment.
For instance, the Plus Advance Molding Planer — PLUS-
200 — was upgraded to include an enlarged screen, a
power multimeter with daily, weekly, and monthly analysis,
a production counter that records linear, square, and cubic
metrics, an updated layout, and the ability to be fully automated
via PLC and HMI.
Along with the evolution of the PLUS-200 came the
relaunch of the Compact Molding Planer — the PMC-200.
Historically recognized for serving small and medium-sized
sawmills, the model has been updated with technical features
that increase productivity and enhance performance
with reforested wood.
“The models are updated periodically, incorporating engineering
improvements that reflect changes in the industry
and competitiveness requirements. Our focus is to keep up
with industry evolution. That is what ensures our survival,”
Koelbel emphasizes.
STRUCTURED FACTORY
Máquinas OMI’s manufacturing structure occupies 12,000
m². It was designed to support an integrated production
flow of project development, machining, and equipment
assembly. The industrial park comprises areas dedicated to
manufacturing molding planers, multiple saws, feeders, and
unloaders. It also includes sectors responsible for adjusting,
testing, and validating each machine’s technical specifications
before delivery.
áreas dedicadas à fabricação de plainas moldureiras, serras
múltiplas, alimentadores e descarregadores, além dos
setores responsáveis por ajustes, testes e validação técnica
de cada máquina antes da entrega.
A operação conta com equipes especializadas, processos
padronizados e investimentos contínuos em automação,
o que garante precisão, estabilidade e confiabilidade no
aplainamento e no corte de madeira. Laboratórios internos
realizam análises e aferições essenciais para o controle técnico
das peças usinadas dentro da própria unidade. Essa
organização permite que a Máquinas OMIL mantenha excelência
na fabricação de seus equipamentos, assegurando
que cada projeto saia da linha de produção com desempenho
compatível às exigências do mercado madeireiro e às
especificações de cada cliente.
REPOSIÇÃO DE PEÇAS ORIGINAIS
A empresa também se destaca pela oferta de peças
originais e suporte técnico especializado. O abastecimento
regular de componentes garante que cada máquina mantenha
o desempenho projetado em fábrica, com encaixes
precisos e compatibilidade total com os sistemas mecânicos
e eletrônicos. O estoque permanente de itens genuínos
permite respostas rápidas para substituições e manutenções
programadas, preservando a estabilidade da linha de
produção e evitando interrupções desnecessárias.
Com base sólida e uma visão de longo prazo, a OMIL
segue em constante atualização. “A integração de tecnologias
digitais tende a ampliar ainda mais o potencial das
máquinas, permitindo novos níveis de monitoramento,
previsibilidade e controle técnico. A empresa mantém o
compromisso de desenvolver equipamentos e peças que
atendam às demandas de um mercado cada vez mais
exigente e competitivo. A proximidade com os clientes
continuará sendo um dos nossos principais motores de
inovação, alinhada ao domínio técnico conquistado ao
longo de oito décadas, reforçando a importância de unir
tradição, atualização constante e visão estratégica”, garante
Maikon Koelbel.
The operation relies on specialized teams, standardized
processes, and continuous investments in automation to
ensure precision, stability, and reliability in wood planing and
cutting. Internal laboratories perform essential analyses and
measurements to support the technical control of machined
parts within the unit. This organizational structure enables
Máquinas OMIL to consistently produce high-quality equipment
that meets the requirements of the wood market and
each customer’s specifications.
REPLACEMENT OF ORIGINAL PARTS
The Company also stands out for offering original parts
and specialized technical support. A regular supply of components
ensures each machine maintains its factory-designed
performance with precise fittings and full compatibility
with mechanical and electronic systems. OMIL’s permanent
stock of genuine parts enables quick replacements and
scheduled maintenance, preserving the stability of the
production line and avoiding unnecessary interruptions.
With a solid foundation and long-term vision, OMIL is
constantly updating itself. “The integration of digital technologies
expands the potential of machines, enabling new
levels of monitoring, predictability, and technical control.
The Company is committed to developing equipment and
parts that meet the demands of an increasingly competitive
market. Proximity to customers will continue to be one of
our main drivers of innovation, aligned with the technical
expertise gained over eight decades. This combination of
tradition, constant updating, and strategic vision is what
makes us strong,” says Koelbel.
44 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
GERENTES - DIRETORES E GESTOR GERAL
45
MERCADO
AQUISIÇÃO
NA INDÚSTRIA DA MADEIRA
Foto: divulgação FIEPA
BENEVIDES EVOLUI PARA AVIDES
E AMPLIA ATUAÇÃO INDUSTRIAL
COM A AQUISIÇÃO DA
UNIDADE INDUSTRIAL DA
TRAMONTINA BELÉM
Fotos: divulgação Tramontina
Foto: divulgação FIEPA
O
ano de 2026 começou diferente para o Grupo
Benevides Madeiras, um dos vencedores
do Prêmio REFERÊNCIA Melhores do ano
2025. Em uma ação estruturada e planejada
ao longo do ano passado, a empresa
iniciou o novo ano responsável pela unidade industrial
da Tramontina Belém (PA). Após 39 anos de atividades
com a unidade fabril em Belém, a Tramontina definiu pelo
encerramento da atividade com o setor da madeira após
realizar uma revisão estratégica de seu portfólio industrial
e decidiu concentrar seus investimentos em outros segmentos.
“Nesse contexto, identificou na Avides, antiga Benevides
Madeiras, uma empresa com solidez técnica,
governança robusta e aderência aos mais altos padrões
de sustentabilidade para dar continuidade à operação. A
transação ocorreu de maneira transparente, com foco na
continuidade operacional e no desenvolvimento de longo
prazo da unidade”, explica o advogado Ian Pimentel, do
escritório responsável pela reestruturação societária da
Tramontina Belém e transição do Grupo Benevides.
46 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
FEVEREIRO 2026 47
MERCADO
COM A AQUISIÇÃO, A
AVIDES INCORPORA UMA
NOVA FRENTE DE ATUAÇÃO,
AMPLIANDO SEU PORTFÓLIO
INDUSTRIAL DE FORMA PLANEJADA
E COERENTE COM SUA ESTRATÉGIA
DE VERTICALIZAÇÃO
IAN PIMENTEL,
ADVOGADO
RELACIONAMENTO COMERCIAL
A Avides, então Benevides Madeiras, já mantinha
relacionamento comercial com o Grupo Tramontina há
bastante tempo, atuando como fornecedora de madeira.
Uma relação que foi construída com base em confiança,
qualidade, regularidade de fornecimento e compromisso
com práticas sustentáveis. Esse histórico positivo contribuiu
para que a empresa fosse reconhecida como preparada
para assumir a operação da unidade industrial.
“Com a aquisição, a Avides incorpora uma nova frente
de atuação, ampliando seu portfólio industrial de forma
planejada e coerente com sua estratégia de verticalização.
Essa evolução permite agregar valor à matéria-prima,
otimizar a cadeia produtiva e ampliar a atuação em mercados
nacionais e internacionais”, comenta Ian.
A unidade é uma fábrica de móveis e artefatos de
madeira, e a Avides dará continuidade à produção desses
produtos, conforme disse o advogado. “A empresa vai
seguir fornecendo à Tramontina todos os produtos de
madeira que já eram fabricados na unidade, assegurando
continuidade, qualidade e regularidade no fornecimento”,
assegura. Ainda segundo o advogado, trata-se de
uma operação inigualável. “A aquisição representa um
marco estratégico para a Avides. Além de ampliar a capacidade
industrial e gerar sinergias logísticas e produtivas,
a operação permite diversificar sua oferta, incorporando
novos tipos de produtos ao portfólio de forma estruturada
e alinhada à sua estratégia de verticalização. Ao
assumir a planta, a empresa fortalece sua posição como
uma companhia 100% integrada, com controle de toda a
cadeia da madeira, e amplia sua capacidade de atender
diferentes mercados com elevados padrões de qualidade,
sustentabilidade e governança”, pontua Ian Pimentel.
Os valores da transação não foram divulgados. O
grupo paraense afirma que “trata-se de um investimento
consistente, alinhado à estratégia de crescimento sustentável
e de longo prazo da Avides”.
REESTRUTURAÇÃO FEITA
A reestruturação envolve a integração da unidade
adquirida aos sistemas de gestão da empresa, a modernização
de processos, o reforço dos controles operacionais,
ambientais e de segurança e ganhos de eficiência
produtiva, movimento que faz parte de um projeto mais
amplo de crescimento e amadurecimento da companhia.
“Nesse contexto, a Benevides Madeiras evoluiu e passou
a se chamar Avides. O novo nome preserva a essência
construída ao longo da trajetória da empresa, com raízes
na tradição do manejo florestal responsável, e projeta a
organização para o futuro, com propósito renovado, foco
em transformação e compromisso com a madeira legal, o
cuidado com o meio ambiente e o desenvolvimento das
pessoas e dos territórios onde atua. O rebranding acompanha
a evolução da governança, da escala operacional
e da atuação industrial da empresa, consolidando uma
identidade alinhada à sua estratégia de longo prazo”,
pondera Ian.
A mudança de denominação já foi concluída. A unidade
anteriormente conhecida como Tramontina Belém
passou a operar neste início de 2026 sob a marca Avides,
em linha com o processo de rebranding da companhia. A
transição foi realizada de forma organizada, sem impacto
na continuidade das operações, mantendo equipes, contratos
e compromissos comerciais.
48 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
Foto: divulgação FIEPA
MERCADO
A TRANSAÇÃO
OCORREU
DE MANEIRA TRANSPARENTE,
COM FOCO NA CONTINUIDADE
OPERACIONAL E NO
DESENVOLVIMENTO DE
LONGO PRAZO DA UNIDADE
IAN PIMENTEL, ADVOGADO
LINHA TRAMONTINA
O anúncio da Tramontina pegou o mercado de surpresa.
No último mês de novembro a linha Tramontina
Hospitality ampliou seu portfólio de móveis em madeira
voltados ao setor que abrange hotéis, bares, restaurantes
e demais estabelecimentos, com o lançamento de três
coleções exclusivas: Mediterrâneo, Beira e a cadeira Kiu,
assinadas por nomes relevantes do design nacional.
Com 42 mil m2 (metros quadrados) de área construída,
a fábrica de Belém foi inaugurada em 1986 com
foco na transformação de madeira e no fornecimento de
matéria-prima para a indústria de móveis. Após análises
internas, a Tramontina, que em 2026 completa 115 anos
de operação, optou por descontinuar a produção direta
de itens com madeira na planta e concentrar sua atuação
fabril em outras unidades do grupo, concentrando seus
esforços industriais nos segmentos de aço, alumínio, porcelana
e plástico.
Em nota enviada para Revista REFERÊNCIA MADEIRA
INDUSTRIAL, a Tramontina informa que conforme acordado
entre as empresas, todas as atividades produtivas
e operacionais da planta terão continuidade sob a nova
gestão, que passa a atuar como fornecedora estratégica
da Tramontina. Os produtos de madeira - móveis, tábuas
e cabos - permanecem no portfólio e seguirão sendo comercializados
com a marca Tramontina.
A companhia reforça que a Avides Madeiras dará continuidade
ao trabalho desenvolvido ao
longo dos 39 anos de operação da unidade, mantendo
a parceria estratégica com o grupo. As demais estruturas
da Tramontina em Belém, como o Centro de Distribuição
(CD Norte) e a T store no Boulevard Shopping,
seguem com suas atividades normalmente, sob a gestão
do grupo.
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50 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
MARCENARIA
APENADOS DO RIO GRANDE
DO SUL PRODUZEM
BRINQUEDOS DE MADEIRA
MARCENARIA INSTALADA EM UNIDADE PRISIONAL ADMINISTRADA
PELO GOVERNO GAÚCHO PRODUZ BRINQUEDOS PARA EQUIPAR
SALAS DE ESPERA DE UNIDADES PRISIONAIS
Fotos: divulgação/Arthur Plácido/Ascom SSPS
52 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
FEVEREIRO 2026 53
MARCENARIA
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O
sistema prisional do Rio Grande do Sul
vem adequando os espaços frequentados
por crianças nos dias de visitas em
unidades penitenciárias. Essa é uma
das ações desenvolvidas no escopo do
Programa Primeira Infância no Contexto Prisional do
Estado.
E é com mão de obra de pessoas privadas de liberdade
da PMEM (Penitenciária Modulada Estadual
de Montenegro), que os brinquedos que equipam essas
salas estão sendo confeccionados. São três apenados
que estão produzindo 450 carrinhos, casas de
bonecas, cavalinhos balanços e quadros pedagógicos
para equipar as salas de espera.
O programa do governo do Estado é coordenado
pela SSPS (Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo),
por meio do DPP (Departamento de Políticas
Penais) e do DPT (Departamento de Tratamento Penal)
da Polícia Penal. A ação ainda tem a participação
da Sedes (Secretaria de Desenvolvimento Social), da
Secretaria da Saúde e o apoio do gabinete do vice-
-governador.
MARCENARIA DA PMEM
A produção na marcenaria da PMEM não fica
restrita a produções pontuais. De lá também saem os
beliches usados nas 15 instituições de regime semiaberto
no Estado. Por mês, a Modulada chega a fabricar
50 camas do tipo. Há, igualmente, pedidos por
outros móveis, como armários e estantes.
Vice-diretor da PMEM, Alexandre Chaves, conta
que há demandas externas também. “Às vezes, fazemos
parcerias com prefeituras. Já produzimos mesinhas
e cadeirinhas para uma creche e, na enchente,
camas, roupeiros e outros móveis para quem perdeu
tudo”, exemplifica.
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54 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
MARCENARIA
O TRABALHO PRISIONAL E AS POLÍTICAS DE HUMANIZAÇÃO NO
SISTEMA PRISIONAL SÃO INSTRUMENTOS ESSENCIAIS DE
RESSOCIALIZAÇÃO E PROMOÇÃO DA CIDADANIA, COM ACESSO AO
DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES E A NOVAS PERSPECTIVAS DE VIDA
A madeira para ações como a do Projeto Primeira
Infância no Contexto Prisional foi adquirida pela Polícia
Penal, mas alguns projetos são executados com
insumos doados. “No caso dos móveis fabricados na
enchente, recebemos madeira de um sindicato ligado
ao setor. Aceitamos doação de equipamentos para a
marcenaria, o que pode ser feito por termo de doação.
No momento, precisamos de uma furadeira de
bancada e de uma serra fita”, acrescenta Chaves.
POLÍTICA PÚBLICA
A produção na PMEM é uma continuidade de
atividades que já são executadas para equipar as salas
de espera de unidades penitenciárias de regime
fechado. No Presídio Estadual Feminino de Lajeado
(RS), detentas confeccionaram 140 ursos em crochê
ou tricô. Na Pecs (Penitenciária Estadual de Caxias do
Sul), apenados fabricaram 100 nichos decorativos de
FORA DO CRIME
JORGE POZZOBOM, SECRETÁRIO DA SSPS
madeira e, na Penitenciária Estadual Modulada de Ijuí
(RS), foram feitos moldes para a pintura de calçadas
lúdicas.
Para o secretário do SSPS, Jorge Pozzobom, a
ação na PMEM reafirma o compromisso do Estado
com a proteção integral da infância e com uma política
penal que reconhece o caráter social, preventivo
e transformador da inclusão. “O trabalho prisional e
as políticas de humanização no sistema prisional são
instrumentos essenciais de ressocialização e promoção
da cidadania, com acesso ao desenvolvimento
de habilidades e a novas perspectivas de vida fora do
crime”, ressalta.
As iniciativas passaram a ser implementadas depois
da realização do estudo: Primeira infância no
contexto prisional - crianças de zero a 6 anos em famílias
do sistema penitenciário do Rio Grande do Sul;
apresentado pelo governo do Estado, em 2023.
Um ano de
confiança e
crescimento
para o setor
florestal
O ano de 2026 aponta para um cenário de novas
oportunidades para o setor florestal do Pará, com
expansão das exportações e maior valorização da
madeira amazônica produzida com responsabilidade
ambiental. A exigência crescente por produtos
sustentáveis reforça o protagonismo do estado no
mercado internacional.
Agência EKO
A Aimex representa indústrias comprometidas
com o manejo florestal sustentável, a legalidade
e o desenvolvimento econômico da Amazônia.
56 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
aimex.com.br @aimex__brasil aimexbrasil
FEIRA
FORMÓBILE
2026
A CONTAGEM REGRESSIVA PARA O MAIOR ENCONTRO
DA INDÚSTRIA MOVELEIRA JÁ COMEÇOU
Fotos: divulgação
AXI edição da ForMóbile, programada
para acontecer entre 30 de junho e
3 de julho de 2026, já demonstra um
sucesso extraordinário antes mesmo
de abrir seus portões. As vendas de
espaços na feira estão superando todas as expectativas,
com praticamente todos os estandes
comercializados e apenas algumas áreas ainda disponíveis.
Em alguns setores, como a área destinada
ao Espaço Madeira, todos os espaços já foram
vendidos, reforçando o aquecimento do mercado
e o entusiasmo da indústria moveleira brasileira.
“Essa comercialização antecipada é inédita e
reflete o quanto o setor está aquecido e confiante”,
destaca Tatiano Segalin, business manager da
ForMóbile. Os números confirmam esse cenário
positivo: mais de 80% dos expositores de 2024 já
garantiram sua participação na próxima edição, e
mais de 50 novas empresas se juntam ao evento,
que espera receber pelo menos 10% mais visitantes
do que a edição anterior, quando 52 mil profissionais
passaram pelo São Paulo Expo.
58 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
FEVEREIRO 2026 59
FEIRA
A COMERCIALIZAÇÃO
ANTECIPADA É INÉDITA
E REFLETE O QUANTO O
SETOR ESTÁ AQUECIDO
E CONFIANTE
TATIANO SEGALIN,
BUSINESS MANAGER
DA FORMÓBILE
NOVIDADES DA EDIÇÃO
Além disso, a área expositiva foi ampliada em
15%, não apenas para atender à alta demanda,
mas também para acompanhar as transformações
do setor. Entre as novidades para 2026, destaca-
-se o Concierge, um serviço criado para atender
às necessidades dos expositores. “Identificamos
que muitas empresas, especialmente as menores,
enfrentavam dificuldades para encontrar fornecedores
confiáveis para montagem de estandes e
outros serviços. O Concierge veio para solucionar
essa questão”, explica Segalin.
No campo digital, as ferramentas Leadster
e Leadster Plus ganharam recursos que prometem
mudar a forma como expositores captam e
qualificam leads. A integração com a plataforma
ForMóbile Xperience cria um ecossistema onde
o networking começa antes da feira e se estende
muito além dos quatro dias de evento. Já a Fabi,
inteligência artificial da ForMóbile, continua aprendendo
e oferecendo insights personalizados para
cada perfil de participante.
Já o Espaço Madeira, que chega à sua quarta
edição em parceria com a Revista REFERÊNCIA,
consolidou-se como ponto de encontro obrigatório
para quem trabalha com madeira maciça. Nomes
como Kanefusa, Revista Referência, Teak Brazil,
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60 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
FEIRA
IDENTIFICAMOS QUE
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TATIANO SEGALIN,
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Além da ampla exposição, o evento oferece
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marcenaria moderna, indústria 4.0, cenário econômico,
manufatura avançada e novas tecnologias;
e o “Espaço Maker”, com demonstrações práticas
de técnicas e processos por youtubers e influenciadores
do setor.
Com credenciamentos já abertos e a expectativa
crescendo a cada dia, a ForMóbile 2026 se
desenha como muito mais que uma feira de negócios.
Este ano, o São Paulo Expo volta a reunir
toda a cadeia produtiva do setor moveleiro em um
ambiente onde inovação, tradição e propósito caminham
lado a lado. Para quem atua no segmento,
estar presente não é apenas uma oportunidade
de fechar negócios, mas de entender para onde
caminha uma indústria que movimenta bilhões e
emprega milhares de brasileiros.
FORMÓBILE
XI Edição - 30 de Junho a 03 de Julho de 2026
Horário: 10h às 19h
Local: São Paulo Expo - Rod. dos Imigrantes - KM 1,5
Acesse o site pelo QR Code ao lado:
62 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
ARTIGO
RESISTÊNCIA
E RIGIDEZ
AO ROLLING SHEAR DE ELEMENTOS DE
MLCC PRODUZIDOS COM MADEIRA DE
MARUPÁ, SIMAROUBA AMARA
Fotos: divulgação
TAYLA CASTILHO CRIADO
ANTONIO JOSÉ SANTOS JUNIOR
RESUMO
UFSCAR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS)
JOÃO VÍTOR FELIPPE SILVA
ULAVAL (UNIVERSIDADE LAVAL – CANADÁ)
MARIA FERNANDA FELIPPE SILVA
UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)
UFSCAR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS)
ANDRÉ LUIS CHRISTOFORO
UFSCAR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS)
JULIO CESAR MOLINA
USP (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)
E
ste estudo investigou a fvt (resistência) e
a Gvt (rigidez) ao cisalhamento transversal
(rolling shear) de elementos de MLCC
(madeira lamelada colada cruzada) produzidos
com madeira nativa brasileira de
Marupá (Simarouba amara). Para isso, foram adotadas
abordagens numérica e experimental, além
do desenvolvimento de uma equação analítica para
avaliar a rigidez (Gvt) das camadas transversais de
painéis com três camadas de mesma espessura por
meio de ensaios de flexão. Durante a etapa experimental,
foram feitos ensaios de cisalhamento em
dois modelos de corpos de prova (vertical e inclinado),
além de ensaios de flexão em vigas e em painéis.
A modelagem numérica baseou-se no método
dos elementos finitos, utilizando-se o software Abaqus
para a avaliação das amostras. Os valores do Gvt
foram de duas a seis vezes superiores aos valores de
referência, enquanto a resistência (fvt) foi de duas a
três vezes superior. A equação analítica desenvolvida
mostrou-se adequada para a determinação da
rigidez ao rolling shear (Gvt) por meio de ensaios de
flexão. A modelagem numérica indicou que as falhas
ocorreram predominantemente na camada central
das amostras de MLCC, em razão da concentração
de tensões de cisalhamento, com contribuição de
tensões normais de compressão (nos ensaios de
cisalhamento) e de tração (nos ensaios de flexão).
O método de ensaio com corpo de prova inclinado
demonstrou ser o mais apropriado para determinar
as propriedades relacionadas ao cisalhamento transversal
(rolling shear).
64 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
FEVEREIRO 2026 65
ARTIGO
AS ESTRUTURAS DE
MLCC CONSOMEM
SIGNIFICATIVAMENTE MENOS
CARBONO EM SUA PRODUÇÃO
DO QUE ESTRUTURAS EM
CONCRETO ARMADO
INTRODUÇÃO
A MLCC é um produto de madeira industrializada
na forma de painéis pré-fabricados, compostos por
camadas de lamelas dispostas em ângulos cruzados,
tipicamente a 90 o (graus), coladas com adesivos estruturais.
Os painéis são formados por um número
ímpar de camadas, com larguras que variam de 60
cm (centímetros) a 3m (metros), comprimentos de
até 18m e espessuras de até 508 mm (milímetros).
Em configurações especiais, podem apresentar ângulos
de cruzamento distintos, como 45 o , ou camadas
adjacentes coladas na mesma direção, de modo
a atender propriedades estruturais específicas.
O uso crescente da MLCC, especialmente no
Brasil, decorre de suas vantagens ambientais, elevada
relação resistência/peso, rapidez construtiva e
apelo estético. As estruturas de MLCC consomem
significativamente menos carbono em sua produção
do que estruturas em concreto armado, e seu
método industrializado reduz o tempo de construção
em até 30% quando comparado aos métodos
tradicionais. Em termos de desempenho, oferece
flexibilidade de projeto, isolamento térmico e acústico,
bom comportamento em sismos, podendo ainda
ser aplicada em diversas soluções estruturais, como
paredes e lajes.
Inicialmente, foram realizados ensaios de flexão
utilizando os painéis. Um dos painéis foi levado à
ruptura (P-1), enquanto o outro foi ensaiado no regime
elástico linear (P-2) com a força máxima aplicada
igual a 40% da força última obtida no ensaio do primeiro
painel, para evitar deformações plásticas nos
elementos.
Para o desenvolvimento deste estudo, foram
utilizados os seguintes materiais: madeira nativa
brasileira da espécie Marupá, pertencente ao grupo
das folhosas, com densidade média de 410 kg/m 3 .
A madeira foi previamente caracterizada de acordo
com a norma NBR 7190-3, para determinar suas
propriedades mecânicas. Também foi empregado o
adesivo estrutural Cascophen RS 216-M, com catalisador
em pó preparado na proporção de 5:1, com
uma gramatura de 300 g/m 2 . As madeiras nativas são
geralmente de média a alta densidade e apresentam
menos defeitos em comparação às madeiras de florestas
plantadas (pinus e eucaliptos), que necessitam
de classificação mecânica e visual. O uso do Marupá,
madeira nativa e de média densidade, é considerado
vantajoso devido à sua menor quantidade de defeitos
naturais. No entanto, ao se utilizar uma combinação
diferente de espécie e adesivo dos habituais,
empregada em produtos industrializados, deve-se
realizar uma análise cuidadosa das juntas coladas.
Esta análise pode ser feita por meio de ensaios de
delaminação e resistência ao cisalhamento das linhas
de cola conforme ABNT NBR 7190-7.
MATERIAIS E MÉTODOS
Para a caracterização das propriedades relacionadas
ao cisalhamento transversal (rolling shear) dos
elementos de MLCC, foram realizados dois tipos
principais de ensaios experimentais: ensaios de
cisalhamento (em corpos de prova verticais e inclinados)
e ensaios de flexão (em painéis e em vigas
de MLCC). Nos ensaios de cisalhamento, o objetivo
foi obter a resistência (fvt) e a rigidez (Gvt) ao rolling
shear de camadas transversais isoladas, enquanto
nos ensaios de flexão buscou-se avaliar essas propriedades
no comportamento global dos elementos
estruturais. Além disso, as amostras de cisalhamento
foram testadas nos dois modelos (vertical e inclinado),
com variações de espessura de camada. Nos
ensaios de flexão, foram utilizados dois painéis de
MLCC (P-1 e P-2), sendo que o painel P-2 foi posteriormente
seccionado longitudinalmente, originando
três vigas de MLCC (B-1, B-2 e B-3), que também
foram ensaiadas em flexão, para avaliar o comportamento
dos diferentes formatos de amostras em
relação à rigidez ao cisalhamento.
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FEVEREIRO 2026 67
ARTIGO
Marupá,
Simarouba amara
MLCC
O método de ensaio influenciou significativamente
as propriedades rolling shear (fvt e Gvt). O
ensaio de cisalhamento vertical apresentou a maior
resistência (2,79 MPa), enquanto o ensaio de flexão
em vigas resultou na menor (1,76 MPa), com diferença
de até 58% entre os valores máximos. Quanto à
rigidez ao rolling shear (Gvt), o ensaio de flexão em
painéis registrou o maior valor (610 MPa), e o ensaio
de cisalhamento inclinado, o menor (138 MPa), com
diferença de 342%.
Os corpos de prova com camadas mais finas
apresentaram maiores valores de resistência (fvt) e
rigidez (Gvt) ao rolling shear, indicando influência
significativa da espessura da camada nessas propriedades.
Os corpos de prova apresentaram dois modos de
falha: rolling shear e separação das camadas ao longo
da linha de cola. Esses modos d e ruptura influenciaram
a rigidez (Gvt), sendo menores nas amostras
que apresentaram delaminação.
FABRICAÇÃO DAS AMOSTRAS
Os corpos de prova foram fabricados por meio
da colagem das lamelas de madeira com adesivo estrutural.
Na aplicação do adesivo, buscou-se utilizar a
gramatura recomendada pelo fabricante, realizando
a pesagem da quantidade a ser aplicada. O espalhamento
do adesivo foi feito em ambas as faces
de contato das lamelas com o uso de pincéis, sem
colagem lateral das bordas, estando a madeira com
umidade de 12% (+/– 1%). A pressão de colagem
adotada foi de 1,20 MPa, conforme especificado na
NBR 7190-1.
Para garantir a homogeneidade na aplicação
da pressão de colagem, no processo de fabricação
das amostras para os ensaios de cisalhamento e de
flexão, utilizou-se uma prensa mecânica, específica
para essa finalidade, com controle de pressão. A
prensa aplica uma pressão em toda a superfície de
colagem. Os corpos de prova para os ensaios de
cisalhamento foram retirados de parte das amostras
preparadas para os ensaios de flexão.
CONCLUSÕES
As propriedades relacionadas ao cisalhamento
transversal rolling shear (fvt e Gvt) foram superiores
aos valores indicados na literatura. A rigidez (Gvt) foi
de duas a seis vezes maior, enquanto a resistência
(fvt) foi aproximadamente de duas a três vezes superior.
O USO DO MARUPÁ,
MADEIRA NATIVA E
DE MÉDIA DENSIDADE, É
CONSIDERADO VANTAJOSO
DEVIDO À SUA MENOR
QUANTIDADE DE DEFEITOS
NATURAIS. NO ENTANTO, AO SE
UTILIZAR UMA COMBINAÇÃO
DIFERENTE DE ESPÉCIE E
ADESIVO DOS HABITUAIS,
EMPREGADA EM PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS, DEVE-SE
REALIZAR UMA ANÁLISE
CUIDADOSA DAS JUNTAS
COLADAS
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FEVEREIRO 2026 69
ARTIGO
Os resultados numéricos justificaram os modos
de ruptura experimentais dos modelos analisados.
Nos ensaios de cisalhamento, as tensões normais
(S33) foram inferiores às tensões de cisalhamento no
plano radial/tangencial (S23); já nos ensaios de flexão,
as tensões normais (S22) foram próximas às tensões
de cisalhamento (S23). Assim, a falha ocorreu
por rolling shear, com tensões máximas nas regiões
de ruptura dos ensaios experimentais.
A execução do ensaio de cisalhamento vertical
apresentou maior complexidade em comparação ao
ensaio inclinado, devido à necessidade de contenção
lateral.
A rigidez ao rolling shear (Gvt) obtida nos ensaios
de flexão foi, em geral, superior à dos ensaios de cisalhamento,
com maior variabilidade nos valores.
O ensaio de cisalhamento inclinado mostrou-se
mais adequado para determinar as propriedades do
rolling shear, por apresentar resultados mais próximos
da resistência dos corpos de prova submetidos
à flexão e por não ser influenciado pelo atrito lateral
entre o corpo de prova e o sistema de contenção.
Os estados de tensão variaram conforme o tipo
de ensaio: nos ensaios de cisalhamento, as tensões
normais (S33) representaram compressão perpendicular
às fibras; nos ensaios de flexão, indicaram tração
perpendicular às fibras. Em ambos os casos, as
tensões de cisalhamento no plano radial-tangencial
(S23) foram determinantes para a ruptura.
A rigidez ao rolling shear (Gvt) dos painéis foi superior
à das vigas, pois os painéis de MLCC possuem
rigidez em ambas as direções, enquanto as vigas
apresentam maior rigidez apenas na direção longitudinal
do elemento.
A equação analítica desenvolvida mostrou-se
adequada para o cálculo da rigidez ao rolling shear
(Gvt) a partir da rigidez ao cisalhamento do painel.
Para trabalhos futuros, recomenda-se o desenvolvimento
de modelos numéricos que considerem
o deslizamento entre as camadas do painel, incorporando
comportamento não linear e critérios de
falha mais realistas para a adequada representação
da ruptura. Sugere-se, ainda, a realização de ensaios
experimentais em painéis com cinco e sete camadas,
contemplando combinações assimétricas de
espessuras, além da aplicação de técnicas avançadas
de medição de deslocamentos, como a correlação
de imagens digitais (DIC), para comparação com os
resultados obtidos por transdutores lineares de deslocamento
(LVDT). Também é importante aprofundar
IMPLEMENTOS PARA
PÁ CARREGADEIRA:
a caracterização completa das propriedades elásticas
da madeira, visando aprimorar os dados de entrada
dos modelos numéricos.
Propõe-se investigar as dimensões ideais dos
corpos de prova para ensaios de cisalhamento inclinado
e desenvolver equações analíticas para painéis
com diferentes números e espessuras de camadas.
Outra forma de dar continuidade a esta linha de
pesquisa consiste na avaliação experimental da
qualidade da colagem em diversas combinações de
espécies e adesivos. Por fim, recomenda-se a investigação
do efeito de configurações reais empregadas
em obras, ampliando a aplicabilidade prática dos
resultados obtidos e promovendo maior fidelidade
entre as análises laboratoriais e as condições reais
de uso.
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FEVEREIRO 2026 71
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AGENDA
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JUNHO 2026
2 A 4
CARREFOUR INTERNATIONAL
DU BOIS 2026
LOCAL: NANTES (FRANÇA)
INFORMAÇÕES:
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JUNHO 2026
30/06 A 03/07
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AGOSTO 2026
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MOVELSUL
LOCAL: BENTO GONÇALVES (RS)
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23 A 26 DE ABRIL DE 2026
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72 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
ESPAÇO ABERTO
COMO MEDIR
O PROGRESSO SUSTENTÁVEL?
OS VERDADEIROS AVANÇOS
OCORREM QUANDO AS
RESTRIÇÕES DA INFRAESTRUTURA SÃO
SUPERADAS, OS FLUXOS DE DADOS
PREDITIVOS PERMITEM A OTIMIZAÇÃO
EM TEMPO REAL E A COLABORAÇÃO
ENTRE CLUSTERS INDUSTRIAIS
POTENCIALIZA ECONOMIAS
74 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026
POR
LISA WEE
HEAD GLOBAL DE
SUSTENTABILIDADE
DA AVEVA
Todos os anos, a história sobre sustentabilidade
se repete: novas promessas, avanços notáveis e a
mesma conclusão incômoda de que o progresso
está estagnado. Mas e se esse diagnóstico estiver
errado? E se o problema não for a falta de progresso,
mas sim o fato de estarmos procurando nos lugares
errados?
Enquanto o mundo aguarda soluções milagrosas, avanços
reais já estão acontecendo na reestruturação das redes elétricas,
na ascensão de polos industriais digitais e nas discretas
transformações de infraestrutura que raramente chegam às
manchetes. Não nos falta progresso. Só precisamos de uma
perspectiva diferente para medir.
A COP30 do Brasil não foi como as outras. Realizada em
Belém (PR), na orla da Amazônia, a cúpula mudou o foco das
promessas para a comprovação e da ambição para a execução.
O foco está na construção de infraestrutura que não
apenas descarbonize, mas também se adapte e perdure. O
apelo do Brasil por um mutirão, um esforço coletivo, reflete o
que estamos vendo em toda a indústria: progresso estrutural,
não simbólico, sustentado por uma colaboração radical.
Nesse contexto, a verdadeira limitação não é a inovação,
mas sim a capacidade da infraestrutura de acompanhar seu
ritmo. E isso fica ainda mais evidente na rede elétrica: quando
a infraestrutura se torna o gargalo, os avanços não se
restringem às ampliações, mas às conexões, que precisam ser
mais inteligentes.
Globalmente, os operadores de redes elétricas estão sob
pressão para gerenciar o aumento da carga de energias renováveis,
equilibrando a demanda em tempo real, para evitar
o desperdício da energia limpa gerada. Ao mesmo tempo,
o aumento do preço da energia restringe o crescimento industrial
em muitas áreas. E a exigência por mais eletricidade
intensifica a pressão sobre a infraestrutura existente. A boa
notícia é que as ferramentas digitais estão ajudando a enfrentar
ambos os desafios, e um exemplo vem daqui mesmo.
Com a ajuda da tecnologia, o ONS (Operador Nacional
do Sistema), integrou uma plataforma de gestão energética
para recuperar 211 mil MW/h (mega watts por hora) de
energia renovável. Isso é suficiente para abastecer aproximadamente
20 mil residências por um ano, considerando o
consumo médio de eletricidade por domicílio. A maior visibilidade
também ajudou a evitar perdas de US$ 11,4 milhões,
maximizando a utilização de energia limpa.
Isso mostra que a sustentabilidade está sendo incorporada
às operações das empresas, e não adicionada posteriormente.
E como esse momentum se reflete em capacidade e
não apenas em reduções de emissões, as métricas tradicionais
não conseguem registrá-lo. Sustentabilidade não segue
uma linha reta e muitas das métricas atuais ainda a medem
como se seguisse.
Indicadores ESG tradicionais dependem muito de totais
anuais e linhas de base estáticas, em vez de capturar o dinamismo
em tempo real. Entretanto, os verdadeiros avanços
ocorrem quando as restrições da infraestrutura são superadas,
os fluxos de dados preditivos permitem a otimização
em tempo real e a colaboração entre clusters industriais potencializa
economias. Essas mudanças criam transformações
abruptas, não tendências lineares.
Elas também introduzem complexidade, dificultando a
coordenação em uma economia interconectada e orientada
por dados. É por isso que a digitalização se torna tão essencial,
sendo a base para uma economia industrial conectada.
Reconhecer esse progresso exige mudar a perspectiva
com que analisamos o problema. Precisamos de uma lente
que acompanhe a evolução dos sistemas, e não apenas a
redução das emissões. Caso contrário, corremos o risco de
confundir um progresso real com uma desaceleração e de ignorar
as lições que podem ser replicadas em setores inteiros.
O desafio agora é enxergá-las. Os avanços que estão
remodelando os setores de energia, manufatura e cadeias
de suprimentos raramente chegam às manchetes, mas estão
acontecendo. Clusters digitais, coordenação de redes elétricas
e compartilhamento de dados operacionais estão silenciosamente
impulsionando mudanças em diversos setores. A
sustentabilidade não está perdendo força. Ela está passando
da intenção para a infraestrutura, das manchetes para a implementação
prática, da ambição para a execução.
Foto: Lisa Wee