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Industrial_281Dupla OPS

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ENTREVISTA: empresário José Antônio Baggio conta como teve início a maior empresa de pisos do país

INOVAÇÃO EM PROJETOS,

PROCESSOS E MÁQUINAS

OITO DÉCADAS COMO REFERÊNCIA NA

FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA

BENEFICIAMENTO DE MADEIRA

INNOVATION IN DESIGNS,

PROCESSES, AND MACHINES

EIGHT DECADES AS A BENCHMARK IN THE

MANUFACTURE OF WOOD PROCESSING EQUIPMENT


1956-2026

Com orgulho de suas raízes brasileiras, a Mendes Máquinas levou sua tecnologia, conhecimento

e capacidade industrial além das fronteiras. A atuação internacional é resultado de uma

trajetória construída com investimento contínuo, evolução tecnológica e confiança mútua,

refletindo o reconhecimento da qualidade e da consistência de suas soluções em diferentes

mercados ao redor do mundo.

AMÉRICA DO NORTE

Estados Unidos

AMÉRICA CENTRAL

México

Guatemala

AMÉRICA DO SUL

Venezuela

Peru

Bolívia

Chile

Uruguai

Curitibanos - SC

OCEANIA

Austrália

Argentina

Nova Zelândia

De uma pequena oficina dedicada à manutenção de máquinas,

fundada em 11 de janeiro 1956, à posição de líder absoluta em

tecnologia e soluções turn-key para serrarias na américa latina, a

trajetória da Mendes Máquinas é marcada por trabalho, dedicação.

Em 2026, celebramos 70 anos de história, um marco que conecta passado e presente, evidenciando a evolução

de uma empresa familiar, hoje em sua terceira geração, que soube crescer preservando sua identidade.

Ao longo desse caminho, cada desafio enfrentado trouxe aprendizados que moldaram nossa forma de atuar e

de nos relacionar com o mercado. A humildade para aprender, a honestidade nas relações, o compromisso

com a qualidade e a construção da confiança tornaram-se princípios inegociáveis da Mendes Máquinas. Esses

valores sustentam nossas decisões, orientam nossos processos e fortalecem a credibilidade construída ao

longo do tempo.

Expressamos nosso mais sincero agradecimento a todos os clientes, fornecedores, colaboradores e

parceiros que acreditam em nossa missão e contribuem diariamente para o fortalecimento da família

Mendes Máquinas. Essa trajetória não seria possível sem o empenho coletivo, a confiança e o

comprometimento de todos que fazem parte dessa história.

Juntos, seguimos construindo um legado de excelência, confiança e inovação para os próximos anos,

honrando o passado, fortalecendo o presente e projetando o futuro de uma empresa que há 70 anos

cresce com responsabilidade, propósito e visão.

mendesmaquinas.com.br + 55 49 3241.0066 /maquinasmendes /mendesmaquinas /mendesmaquinas

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integração ao ambiente existente e reduz a complexidade operacional.



SUMÁRIO

INDUSTRIAL

2026

40

46

64

52

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

MADEIRA

SUMÁRIO

08

ABB Wood Brazil 33

Aimex 57

Arte Diamante 76

Contraco 27

CPM 31

DRV Ferramentas 23

EHW do Brasil 15

Engecass 61

ForMóbile 37

Gaidzinski 49

Impacto Máquinas 75

Incomac 67

J de Souza 71

Lignum Latin America 2026 73

Máquinas Águia 29

Mendes Máquinas 02

Minimax 17

Mion & Mosole 13

MSM Química 25

Omil 39

Pika Retech 19

Pika Retech 35

Plantag do Brasil 69

Pole Cola 55

Rotteng 04

Springer 09

SVJD Robotics 06

Taiwan Trade Center 63

Timbermaq 11

Top Solid 21

Woodflow 51

referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

10 Editorial

12 Cartas

14 Bastidores

16 Notas

26 Aplicação

28 Frases

30 Entrevista

40 Principal 80 anos de evolução

46 Mercado

52 Marcenaria

58 Feira

64 Artigo

72 Agenda

74 Espaço Aberto

Toras

Madeira

serrada

Sawbox

Automação

www.springer.eu

Robótica

Serviços

técnicos



EDITORIAL

PRODUÇÃO

QUE ATRAVESSA

GERAÇÕES

A

busca de soluções e de mercados é o

caminho seguido pelas empresas para se

manter na atividade e evoluir. A trajetória

de 80 anos da Máquinas OMIL, reportagem

de capa da primeira edição de 2026 da

revista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL, é mais um

exemplo que temos o orgulho de trazer para nossos leitores.

Reconhecida no setor madeireiro pelo desempenho

de suas máquinas, a empresa segue em constante

atualização integrando tecnologias e mantendo contato

próximo com seus clientes. Na editoria de Entrevista,

o empresário José Antônio Baggio, conta a história de

fundação da Indusparquet, empresa nacional referência

internacional na produção de pisos de madeira. Em

outra matéria especial, reportamos a evolução do Grupo

Benevides que assumiu a fábrica da Tramontina em

Belém (PA) e os preparativos para a ForMóbile 2026. Desejamos

a todos uma ótima leitura e um ano novo cheio

de conquistas!

PRODUCTION THAT

SPANS GENERATIONS

T

he search for solutions and markets is the

path that companies follow to stay in business

and evolve. The 80-year history of

Máquinas OMIL, the subject of the cover

story in the first 2026 issue of REFERÊNCIA

Madeira Industrial, is another example we are proud to

share with our readers. Recognized in the woodworking

industry for the performance of its machines, the Company

continues to update its technology and maintain

close contact with its customers. In the Interview Section,

businessman José Antonio Baggio recounts the

founding of Indusparquet, a Brazilian company that has

become an international benchmark in the production

of wood flooring. In another special article, we report on

the Benevides Group’s takeover of the Tramontina Belém

(PA) factory, and the preparations for ForMóbile. We wish

everyone pleasant reading and a new year full of achievements!

10 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

NA CAPA

A CAPA DESTA EDIÇÃO

DESTACA OS 80 ANOS DA

MÁQUINAS OMIL, REFERÊNCIA

NO SETOR MADEIREIRO

EXPEDIENTE

ANO XXVIII - EDIÇÃO 281 - FEVEREIRO 2026

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

ASSINATURAS

0800 600 2038

Periodicidade Advertising

GARANTIDA GARANTEED

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº281 • Fevereiro 2026

ENTREVISTA: empresário José Antônio Baggio conta como teve início a maior empresa de pisos do país

INOVAÇÃO EM PROJETOS,

PROCESSOS E MÁQUINAS

OITO DÉCADAS COMO REFERÊNCIA NA

FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA

BENEFICIAMENTO DE MADEIRA

Redação / Writing

Gisele Rossi

jornalismo@revistareferencia.com.br

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Aime Cristine Lim

Letícia Stefanello

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

José A. Ferreira

(41) 99203-2091

INNOVATION IN DESIGNS,

PROCESSES, AND MACHINES

EIGHT DECADES AS A BENCHMARK IN THE

MANUFACTURE OF WOOD PROCESSING EQUIPMENT

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.



ENTREVISTA: Patrick Afornali, premiado no Salão Design, destaca importância das madeiras alternativas

CARTAS

CARTAS

CAPACITAÇÃO

Por Claúdio dos Santos –

Mafra (PR)

CAPA DA EDIÇÃO 280 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE DEZEMBRO DE 2025

PRINCIPAL

Por César Batistela –

São Paulo (SP)

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVII • Nº280 • Dezembro 2025

A ATUAÇÃO DA ABIMCI

FRENTE AOS DESAFIOS

DE 2025

EM UM ANO DE BARREIRAS COMERCIAIS, TAXAÇÕES E

REGULAÇÕES, A ABIMCI CONDUZIU AÇÕES TÉCNICAS E

INSTITUCIONAIS PARA APOIAR A INDÚSTRIA MADEIREIRA

ABIMCI’S RESPONSE TO

THE CHALLENGES OF 2025

IN A YEAR MARKED BY TRADE BARRIERS, TAXES, AND

REGULATIONS, ABIMCI TAKES TECHNICAL AND INSTITUTIONAL

ACTIONS TO SUPPORT THE TIMBER INDUSTRY

A Abimci tem sido incansável na defesa do setor.

Parabéns pela reportagem que descreveu as

dificuldades enfrentadas no último ano.

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produção no setor. Com

certeza, quem participou

do curso saiu sabendo

muito mais.

Foto: divulgação/Connect Serrarias

TARIFAS,

INVESTIGAÇÕES

E MEDIDAS PROTECIONISTAS:

COMO 2025 DESAFIOU O

SETOR DE MADEIRA BRASILEIRO

ABIMCI INTENSIFICOU

A ATUAÇÃO NA DEFESA DE

INTERESSES E REFORÇOU

PROGRAMAS DE CERTIFICAÇÃO

PARA MANTER A COMPETITIVIDADE

DO PRODUTO NACIONAL.

TARIFAS INÉDITAS,

PROCESSOS E

INVESTIGAÇÕES

INTERNACIONAIS

COLOCARAM EM RISCO O ACESSO

AOS PRINCIPAIS MERCADOS DO

SETOR MADEIREIRO BRASILEIRO,

EXIGINDO UMA AMPLA MOBILIZAÇÃO

TÉCNICA E INSTITUCIONAL DA

ABIMCI PARA A MANUTENÇÃO

DA COMPETITIVIDADE

Foto: divulgação

Foto: Emaneol Caldeira

Foto: Victória Lopes/Ascom SES

MARCENARIA

Por Margareth Bastos –

Criciúma (SC)

PRÊMIO REFERÊNCIA

MELHORES DO ANO!

Realmente a marcenaria

é uma atividade

transformadora. Considero

uma importante iniciativa

para a sociedade a

produção de produtos por

apenados.

Por Marcondes da Costa

– Cuiabá (MT)

Parabéns aos vencedores e à Revista

REFERÊNCIA pela idealização do prêmio. É

um importante incentivo para o setor.

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

12 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

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que olha para o futuro.



BASTIDORES

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BASTIDORES

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A REVISTA REFERÊNCIA ATRAVÉS DO COMERCIAL GERSON PENKAL E

DO DIRETOR COMERCIAL FÁBIO MACHADO, ESTIVERAM EM RIO DO SUL

(SC) VISITANDO A EMPRESA H BREMER, DA DIRETORA LILIAN BREMER E

DO MARKETING BRENDA VIEIRA. NA OPORTUNIDADE, A REUNIÃO FOI DE

PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DE MARKETING EM COMEMORAÇÃO AOS

80 ANOS DA H BREMER.

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RECEBEMOS NA JOTA EDITORA A EQUIPE DA EMPRESA SVJD

ROBOTICS, QUE PARTICIPARAM DO PODCAST REFERÊNCIA ESPECIAL

SOBRE A INCLUSÃO DE ROBÔS EM SERRARIAS. EM BREVE NO

CANAL DO YOUTUBE DA REVISTA REFERÊNCIA.

Foto: divulgação

PRESENTE EM MAIS DE 20 PAÍSES, 4 CONTINENTES

CRESCE MOVIMENTO NOS

PORTOS DO RIO GRANDE DO

SUL

JUROS SÃO O PRINCIPAL

PROBLEMA

ALTA

14 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

Os portos públicos do Rio Grande

do Sul, localizados nas cidades de

Rio Grande (RS), Pelotas (RS) e Porto

Alegre (RS) movimentaram, entre

janeiro e novembro de 2025, um

total de 42.373.432 toneladas. Trata-

-se do maior volume registrado desde

2021, com crescimento de 3,01%

em relação ao mesmo período de

2024 e de 2,30% frente a 2023. A

consolidação dos dados destaca

o papel da infraestrutura portuária

gaúcha no suporte à produção

agrícola, industrial e à exportação

de commodities. Entre os produtos

que registraram crescimento estão

a celulose, com 3,8 milhões de toneladas

e alta de 13,67%.

BAIXA

Oito em cada dez empresas

industriais que enfrentaram

dificuldades para obter crédito

apontam os juros elevados

como o principal obstáculo.

É o que mostra a Sondagem

Especial número 98 – Condições

de Acesso ao Crédito

em 2025, pesquisa realizada

pela CNI (Confederação

Nacional da Indústria) com o

apoio da ABDE (Associação

Brasileira de Desenvolvimento).

Segundo a pesquisa,

80% dos empresários que

afirmaram ter dificuldade na

obtenção de crédito de curto

ou médio prazo apontam os

juros altos como o maior entrave

para o financiamento.

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NOTAS

PODCAST REFERÊNCIA

O Podcast REFERÊNCIA começou

sua temporada 2026 com a qualidade

que já marca os seus dois anos de

trajetória. O convidado recebido nesse

primeiro episódio foi Daniel Woiski

(foto ao lado), CEO da Solida Brasil

Madeiras, empresa de Rio Negrinho

(SC). Daniel é engenheiro elétrico

formado pela UTFPR (Universidade

Federal Tecnológica do Paraná), pós-

-graduado Administração industrial em

pela UFPR (Universidade Federal do

Paraná) e MBA em gestão empresarial

pela PGV (Fundação Getúlio Vargas).

O programa comprou com o apoio da

Dallabona Máquinas e Lion&Mosole.

Daniel abre o programa contando

como chegou ao segmento industrial

da madeira de forma até surpreendente,

em um convite, por sua experiência

em engenharia, para a construção de

uma serraria. “Um headhunter me convidou

para fazer todo o projeto dessa

fábrica em Rio Negrinho (SC) e como

um desafio dessa magnitude eu topei.

Foram dias de muita luta, a cidade era

muito menor há 26 anos, muitas dificuldades,

mas foi uma grande experiência”,

relata Daniel.

Daniel atua como coordenador do

comitê de madeira serrada na Abimci

(Associação Brasileira da Indústria da

Madeira Processada Mecanicamente)

e destaca o crescimento dos desafios

e das demandas trazidas pela

associação. “Tínhamos muitas dificuldades

pela falta de união do setor

de molduras que é parte importante

da indústria madeireira e agora, com

muito trabalho, conseguimos aproximas as empresas, manter uma parceria com respeito e competividade, acima de

tudo, lutando pelo setor”, aponta Daniel.

No bloco: Isso é REFERÊNCIA pra você; Daniel compartilhou sua paixão por vinhos, que se tornou uma paixão

ao longo dos anos e começou, da melhor forma, com cerveja. “Aprendi a fazer e entender de cerveja e depois

passei para o vinho. É uma bebida com história, com regionalidade, origem e que marca momentos diferentes. Já

tenho cursos na área e se a madeira deixar de dar certo, já sei para onde ir”, brinca Daniel.

Foto: REFERÊNCIA

MXOne

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-15° a +55°C

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Pressão de operação: 4 a 16 bar

Potência da hélice: 12,5 kW

a 2.910 rpm

Os episódios completos o Leitor pode conferir no

canal do youtube da Revista REFERÊNCIA:

16 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



NOTAS

SINDUSMAD EMPOSSA

DIRETORIA PARA O BIÊNIO 2025-2027

No mês de dezembro, o Sindusmad (Sindicato das Indústrias

Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso)

realizou a assembleia geral e a solenidade de posse da

nova diretoria para o biênio 2025-2027. O evento reuniu

associados, lideranças do setor florestal e representantes

de entidades, como a FIEMT (Federação das Indústrias de

Mato Grosso), o Cipem (Centro das Indústrias Produtoras

e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso) e

a Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente). Durante

a assembleia, foram apresentadas a proposta orçamentária

para 2026 e a retrospectiva das ações realizadas pelo

Sindusmad durante o ano. Além disso, foram apresentados

os resultados da pesquisa de satisfação, aplicada nas

visitas técnicas aos empresários. A nova diretoria, liderada

pelo presidente reeleito Felipe Antoniolli, foi empossada

oficialmente pelo presidente da FIEMT, Silvio Rangel. O

presidente reeleito do Sindusmad, Felipe Antoniolli, destacou

a responsabilidade de liderar a entidade e o compromisso

com os associados. “É uma alegria muito grande,

mas também uma grande responsabilidade. O Sindusmad,

com cerca de 190 associados e 29 municípios em sua base

territorial, exige de nós o compromisso de atender particularidades,

gerar benefícios e oferecer suporte real. Com

uma diretoria participativa, com sabedoria individual aplicada

ao coletivo, temos tranquilidade de que o trabalho

será honroso”, afirmou.

ReJIT

Sistema de emulsão de nano-parafina

Rejit é a única tecnologia que permite internalizar sua

produção e reduzir significativamente o consumo de

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nosso produto final, a nano-emulsão, terá uma vida útil

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Fotos: divulgação Fluir Fotos

18 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



NOTAS

RIO BONITO DO IGUAÇU

GANHA CASAS DO SISTEMA WOOD FRAME

Após um tornado destruir cerca de 90% de Rio Bonito do Iguaçu (PR), no Centro-Sul do Paraná, e

levar com ele centenas de residências, o Governo do Estado contratou a construção de 320 casas

do modelo construtivo light wood frame. O sistema garante um processo construtivo mais rápido,

utilizando painéis pré-fabricados para formar a estrutura das paredes, pois as peças são produzidas

e transportadas prontas para montagem no local, garantindo rapidez, alta precisão e menor

desperdício. Também oferece conforto térmico/acústico, melhorando a sensação térmica tanto em

períodos de frio quanto de calor. Até o início de janeiro, passados dois meses do tornado, já haviam

sido entregues 15 casas para famílias que ficaram desabrigadas na cidade. Os moradores que são

proprietários de terrenos adequados estão ganhando um novo teto no mesmo local. Aqueles que

não possuem uma área própria terão suas moradias instaladas em uma região doada pela prefeitura

e que ainda está sendo preparada. A área de cada unidade tem três variações: 45 m², 48 m² e 50 m²

(metros quadrados). As casas contam com sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço. O

prazo para a Tecverde, empresa contratada para realizar os serviços entregar as 320 unidades, é de

180 dias. O investimento é de R$ 44 milhões.

Fotos: divulgação Cohapar

20 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



NOTAS

EMPRESA ANUNCIA EXPANSÃO

DE FLORESTAS PLANTADAS PARA ATENDER INDÚSTRIAS

A Sada Reflorestamento, empresa do Grupo Sada dedicada

à recuperação florestal e à produção sustentável de

madeira e derivados, anunciou a expansão das áreas de

florestas plantadas em Minas Gerais e Goiás. Até 2024, a

empresa mantinha 10.307 ha (hectares) de área cultivada.

Com as novas aquisições de terrenos, o total chega a

14.730 ha. Em Minas Gerais, o foco é o plantio de eucalipto,

dedicado às indústrias de energia e celulose. Já em

Goiás, predominam cedro e mogno africano, destinados

à indústria moveleira. “A expansão reafirma nosso compromisso

com o desenvolvimento sustentável e com o

crescimento das regiões onde atuamos. Além do impacto

ambiental positivo, as aquisições vão ampliar nossa capacidade

de geração de empregos. Nosso compromisso

é crescer junto com as regiões onde estamos presentes,

contribuindo para o fortalecimento da economia e da

qualidade de vida da população”, destaca Luisa Medioli,

diretora de Sustentabilidade do Grupo Sada. Fundada em

2003 em Minas Gerais, a empresa se destaca pela capacidade

de inovar e fornecer produtos de qualidade para

diversos setores. A sede central está localizada em Carbonita

(MG), na região do Vale do Jequitinhonha, com unidades

operacionais em Itamarandiba (MG), Montes Claros

(MG), Sete Lagoas (MG) e Taiobeiras (MG). Em Goiás, a

operação está localizada no município de Jussara (GO), no

noroeste do Estado.

Fotos: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



NOTAS

MOVERGS

COM NOVA DIREÇÃO

O empresário Vitor Agostini é o novo presidente da Movergs (Associação das Indústrias

de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul) para o biênio 2027 - 2027, sucedendo

Euclides Longhi, que liderou entre 2023 e 2025. A nova diretoria iniciou a

gestão em janeiro de 2026. Pelos próximos dois anos, os trabalhos dos diretores e da

equipe técnica da Movergs ocorrerão em sinergia para apoiar e impulsionar as mais

de 2.600 empresas moveleiras gaúchas, indústrias de diferentes portes e nichos que,

juntas, empregam quase 35 mil profissionais e movimentam mais de R$ 12 bilhões

anualmente. “Me sinto pronto e grato pela confiança dos empresários. Minhas experiências

deram base e me prepararam para assumir a presidência desta entidade

pela qual tenho muito carinho e admiração. Para essa nova gestão, o compromisso

é dar continuidade aos projetos que ajudam a tornar as indústrias de móveis do Rio

Grande do Sul mais fortes e competitivas. Chegamos com novos olhares e vontade

de fazer a diferença, assim como nossos antecessores”, destacou Vitor em seu pronunciamento.

AVALIAÇÃO 10

CUPIM SUBTERRÂNEO

NORMA ASTM D:3345-74 (1999)

• Líder no tratamento inseticida de painéis de

madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e

outros) por adição à cola e tratamento

superficial;

• Indicadores: EC 257-842-9 /

CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;

• Compatível com resinas de última geração;

• Formulado líquido de emulsão concentrada a

base d’água, não contendo Hidrocarbonetos

aromáticos;

• Fácil diluição em água, para tratamentos por

imersão de madeiras serradas.

Foto: divulgação Movergs

CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e

tratamento superficial, posteriormente estes painéis foram submetidos ao ataque de

CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999) (Stabd Test Method

for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to

Termites obtendo resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o

ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo assim, a Norma de Preservação de

Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).

24 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

(41) 9.9971-9116

(41) 3347-8282 / Dep. Técnico

www.msmquimica.ind.br msm@msmquimica.ind.br

Rua Cyro Correia Pereira, 3209 • CIC • Curitiba (PR)



APLICAÇÃO

BRINQUEDOTECA

COM MDF

Foto: Rafael Renzo

Historicamente, quartos infantis são os ambientes

mais modificados da casa, acompanhando

o crescimento da criança com trocas

de mobiliário e layout. Esta mudança pode

ser pensada com soluções adaptáveis, como

móveis evolutivos, estruturas reposicionáveis

e materiais de alta durabilidade. Um exemplo

é a brinquedoteca Mini Metrópole, desenvolvida

pela arquiteta Sophia Abraham

com painéis de MDF da Duratex em diversas

cores. Eles foram reinterpretados como blocos

de construção que remetem à infância e

ampliam a durabilidade do espaço, criando

cenários que acompanham diferentes fases

da infância.

CONSCIÊNCIA

AMBIENTAL

O uso de material certificado, produzido

com madeira de reflorestamento,

como os painéis da Duratex também

podem ser ferramenta de educação

ambiental na infância. “A madeira é

um material vivo, que aquece os ambientes,

melhora o conforto acústico e

ainda conecta as crianças à natureza.

Quando usada no design infantil, traduz

não apenas aconchego e funcionalidade,

mas também um compromisso

ambiental, já que nossos painéis são

produzidos a partir de florestas 100%

plantadas e certificadas”, reforça Patrícia

Cisternas, gerente de marketing

da Duratex.

Foto: Rafael Renzo

26 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



FRASES

“O ACORDO MERCOSUL/UNIÃO EUROPEIA É A DECISÃO

COMERCIAL MAIS IMPORTANTE PARA A INDÚSTRIA BRASILEIRA

EM DÉCADAS. ELE GARANTE ACESSO IMEDIATO AO MERCADO

EUROPEU, ASSEGURA TEMPO DE ADAPTAÇÃO PARA A INDÚSTRIA

NACIONAL E REPOSICIONA O BRASIL EM UM CONTEXTO DE

DIVERSIFICAÇÃO DE PARCEIROS, CRIANDO TAMBÉM UM INCENTIVO

PARA AVANÇAR NA AGENDA DE COMPETI-TIVIDADE ESTRUTURAL”

São José dos Pinhais

RICARDO ALBAN, PRESIDENTE DA CNI (CONFEDERAÇÃO

NACIONAL DA INDÚSTRIA)

“QUANTO

MAIS O TEMPO

PASSA SEM

INDÍCIOS REAIS

DE AVANÇO NAS

NEGOCIAÇÕES

ENTRE OS GOVERNOS

DO BRASIL E DOS

EUA (ESTADOS

UNIDOS DA AMÉRICA)

PARA QUE AS TARIFAS

SEJAM READEQUADAS,

MAIOR O RISCO DE OS

PRODUTOS BRASILEIROS

SEREM GRADATIVAMENTE

SUBSTITUÍDOS NO MERCADO

NORTE-AMERICANO. A FALTA DE

PROGRESSO NAS NEGOCIAÇÕES

ESTÁ COMPROMETENDO UM RELACI-

ONAMENTO COMERCIAL CONSTRUÍDO

AO LONGO DE DÉCADAS E UM

IMPORTANTE SHARE DE PARTICIPAÇÃO

NAQUELE MERCADO”

PAULO PUPO,

SUPERINTENDENTE

DA ABIMCI

28 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

“MATO GROSSO É GIGANTE E NOSSO SETOR ESTÁ

BEM DISTRIBUÍDO E ORGANIZADO. O SINDUSMAD É

UM GRANDE SINDICATO, MUITO ATUANTE, MUITO

RESPONSÁVEL, QUE GERA E ENVIA MUITAS BOAS

DEMANDAS PARA O CIPEM. MUITAS DAS SOLUÇÕES

IMPORTANTES SURGIRAM AQUI”

Foto: Emanoel Caldeira

EDNEI BLASIUS, PRESIDENTE DO CIPEM, NA POSSE

DA NOVA GESTÃO DO SINDUSMAD

“‘É NECESSÁRIO REDUZIR A

PERCEPÇÃO DE RISCO DO PAÍS. A

RIGIDEZ DO ORÇAMENTO PÚBLICO E A

DIFICULDADE DE GERAR SUPERÁVITS

PRIMÁRIOS TÊM ABALADO A

CONFIANÇA NO ARCABOUÇO FISCAL,

TORNANDO-SE URGENTE AVANÇAR

NA APROVAÇÃO DE UMA REFORMA

ADMINISTRATIVA QUE AUMENTE A

EFICIÊNCIA DO SETOR PÚBLICO”

JONATHAS GOULART,

ECONOMISTA-CHEFE DA FIRJAN

(FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO

ESTADO DO RIO DE JANEIRO)

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ENTREVISTA

TRADIÇÃO EM

PISOS DE MADEIRA

Direct Drive

Precisão para a

indústria de biomassa.

TRADITION IN

WOOD FLOORING

S

ócio-fundador da Indusparquet, empresa 100%

brasileira que é referência global na fabricação de

pisos e revestimentos de madeira tropical, a entrevista

desta edição da Revista REFERÊNCIA MADEI-

RA INDUSTRIAL é com o empresário José Antônio

Baggio. Ele foi um dos convidados do Podcast REFERÊNCIA,

quando contou a trajetória da indústria que hoje está presente

em mais de 46 países. A empresa foi uma das vencedoras

do Prêmio REFERÊNCIA 2025. Atualmente o grupo reúne

duas marcas em seu portfólio: a Indusparquet líder mundial

na fabricação de pisos de madeira sólidos e Masterpiso,

referência na produção de pisos de madeira engenheirada.

Conselheiro e diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do

Estado de São Paulo) há mais de 20 anos, nesta entrevista o

empresário conta sua trajetória no setor.

ENTREVISTA

H

e is the founding partner of Indusparquet, a 100%

Brazilian company that is a global benchmark in

the manufacture of tropical wood flooring and

finishings. This issue of REFERÊNCIA Madeira

Industrial features an interview with businessman

José Antônio Baggio. He was a guest on the REFERÊNCIA podcast,

where he recounted the Company’s history, which is now

present in more than 46 countries. Indusparquet was one of the

winners of the REFERÊNCIA 2025 Award. The Group currently has

two brands in its portfolio: Indusparquet, the world leader in solid

wood flooring, and Masterpiso, a leader in engineered wood flooring.

Baggio has been an Advisor and Director of the Federation

of Industries of the State of São Paulo (FIESP) for over 20 years. In

this interview, he recounts his career in the Sector.

JOSÉ ANTÔNIO BAGGIO

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

PELA FKB (FACULDADE FUNDAÇÃO KARNIG BAZARIAN)

CARGO: DIRETOR ADMINISTRATIVO DA INDUSPARQUET

Peletizadora de

alta perfomance

Foto: divulgação

PROFESSIONAL EDUCATION: BUSINESS ADMINISTRATION FROM THE

FUNDAÇÃO KARNIG BAZARIAN (FKB)

FUNCTION: ADMINISTRATIVE DIRECTOR OF INDUSPARQUET

SAIBA MAIS

30 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



ENTREVISTA

DE QUE FORMA SURGIU A INDUSPARQUET?

Trabalhei por uns 6 anos como office boy, escriturário

e contador em uma empresa de madeira, de parentes,

e fui adquirindo experiência. Naquela época a empresa

fabricava esquadrias de madeira, portas, janelas, batentes.

Atendia os clientes e tinha muita demanda de piso

de madeira. E lá fabricava alguma coisa de piso. Então

falei com meu primo (Luiz Francisco Fávero Uliana) para

montarmos uma fábrica de piso de madeira porque tinha

demanda. Era 1970, tive que ser emancipado, porque

tinha 20 anos, e precisava ter 21 para abrir a empresa.

Assim começamos a fabricar nós dois os pisos, não tinha

nenhum funcionário. Na época começou a moda do parquet.

(piso de madeira maciça). A gente fabricava durante

a semana e no final da semana ia instalar nas casas. Então

a gente sabe um pouco de tudo da empresa hoje. Depois

de um mês colocamos um funcionário e foi crescendo.

O INÍCIO DA EMPRESA FOI MODESTO?

Começamos em um galpão de 150 m² (metros quadrados)

em Tietê (SP). Depois de uns 3 anos, compramos

um terreno, fizemos uma fábrica, um imóvel já de 6 mil

m². Fomos construindo devagarinho, isso em 1973. Depois

em 1989, este lugar não tinha mais espaço, compramos

outro imóvel. Atualmente temos uma fábrica nova,

com uma área de 40 mil m² construída. Fomos crescendo

sem previsão. Hoje a gente conta com o Grupo Indusparquet

que engloba a empresa Indusparquet, que fabrica

piso maciço, sólido engenheirado, revestimento. Em

Curitiba (PR) temos a Masterpiso, que adquirimos em

2011 e temos também a Skania com produtos para acabamento

de pisos de madeira. Temos também uma serraria

no Mato Grosso e uma fábrica de lâmina em Teixeira

Soares (PR), além de uma filial em Miami (EUA) e parceria

na França. Temos loja de varejo também em cidade de

Piracicaba (SP), Campinas (SP), São Paulo (SP), e João

Pessoa (PB). E além das 110 revendas no Brasil todo.

A OPERAÇÃO TAMBÉM FOI DELICADA?

Tínhamos pouco dinheiro. Compramos uma plaina

quatro faces usada. Depois um tio me ajudou a fazer

máquina serra circular manual. Começamos com uma

plaina, uma serra circular, depois uma torqueadeira, tudo

serra comum. Lembro que quando compramos a primeira

serra de videa foi um sucesso. E devagarinho, a gente

com bastante gás, entusiasmo, foi crescendo. E estávamos

em uma cidade com bastante indústria madeireira,

que é Tietê. Indústrias pequenas, de marcenaria, móveis.

Então tinha a empresa do meu tio e acabavam indicando

a gente. Devagar fomos adquirindo clientela. O grande

impulso foi de 2000 a 2006, com a exportação. Exportava

tudo. De 1970 até 2000 o trabalho foi árduo. Agora temos

maquinário adequado para produção.

QUAIS ESPÉCIES DE MADEIRAS SÃO USADAS NA

FABRICAÇÃO DOS PISOS?

32 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

HOW DID INDUSPARQUET COME ABOUT?

I worked for about 6 years as an office boy, clerk, and

accountant at a family-owned woodworking company,

gaining valuable experience. At that time, the Company

manufactured wood frames, doors, windows, and door

frames. I served customers and noticed strong demand

for wood flooring. They manufactured some flooring

there. I talked to my cousin, Luiz Francisco Fávero Uliana,

about setting up a wood flooring factory to meet the

demand. In 1970, I had to become emancipated because

I was 20 years old, but I needed to be 21 to start a company.

The two of us started manufacturing flooring, and

we had no employees. At the time, parquet flooring was

becoming fashionable (solid wood flooring). We manufactured

it during the week and installed it in homes on the

weekend. So, we got to know a little bit about everything

in the Company. After a month, we hired an employee,

and the business grew.

WERE THE COMPANY’S BEGINNINGS MODEST?

We started in a 1,615 ft2 warehouse in Tietê, São

Paulo. About 3 years later, we bought a property and built

a 6,000 m² factory. Construction began in 1973. Then,

in 1989, we ran out of space, so we purchased another

property. Our new factory has a constructed area o f

40,000 m². Our growth was unplanned. Today, we have

the Indusparquet Group, which includes Indusparquet, a

manufacturer of solid and engineered wood flooring and

coatings. In Curitiba, Paraná, we have Masterpiso, which

we acquired in 2011. We also have Skania, which offers

products for finishing wood floors. We also have a sawmill

in Mato Grosso, a veneer factory in Teixeira Soares,

Paraná, a branch in Miami, Florida, and a partnership in

France. Furthermore, we have retail stores in Piracicaba,

Campinas, São Paulo, and João Pessoa. In addition, we

have 110 resellers throughout Brazil.

WAS THE OPERATION DELICATE AS WELL?

We had limited funds. We bought a used four-sided

planer. Then, with the help of an uncle, I made a manual

circular saw machine. We started with a planer and a

circular saw, then added an impact tool; they were simple

tools. I remember when we bought our vitrified saw

blade; it was a success. Slowly, with a lot of energy and

enthusiasm, we grew. We were in Tietê, a city with many

woodworking companies. There were small companies,

carpenters, and furniture makers. There was my uncle’s

company, which ended up referring business to us.

Slowly, we built up a clientele. The big boost came from

2000 to 2006, driven by exports. We exported everything.

From 1970 to 2000, the work was hard. Now, we have the

right machinery for production.

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WHAT TYPES OF WOOD ARE USED IN FLOO-

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ENTREVISTA

A matéria-prima, nos primeiros anos, era oriunda

do Paraná, região de Alto Paraná (PR), Cafelândia (PR),

Cascavel (PR). Usava ipê, pau-marfim e peroba rosa.

Depois foi acabando no Paraná, fomos buscar madeira

no Mato Grosso, Paraguai e hoje buscamos mais da região

Amazônica, dos Estados do Acre, Rondônia, Mato

Grosso, Pará e um pouco do Amazonas. Temos parceria

na região de Alta Floresta (MT) que fornece madeira de

floresta plantada e de manejo de floresta nativa. Para fazer

piso tem que ser madeira dura, estável e resistente a

intempéries. Usamos espécies como jatobá, ipê, cumaru,

sucupira, teca, eucalipto, pinus. Usamos 15 espécies, entre

as 50 comercialmente viáveis. No momento, o tauari

é o carro-chefe. O cumaru era líder de mercado até uns

2 anos atrás e ainda é a segunda espécie que mais se

vende no Brasil.

PARA SE PRODUZIR PISOS, UM DOS GRANDES

DESAFIOS É A SECAGEM DA MADEIRA?

No início, até 1976, secávamos a madeira no tempo,

ao ar livre. Deixava secar e a gente usava. Funcionava,

mas não se compara à secagem na estufa. Porque a

madeira no tempo, seca por fora. Por dentro, por uns

2 anos, o meio ainda tem umidade. Com a estufa é o

contrário. No começo da secagem, joga bastante vapor

e retira a primeira umidade dentro do meio da madeira,

depois de fora, para não trincar. Então seca tudo igual,

se medir a umidade dentro e fora, fica igual. E para evitar

movimentação, quando seca no tempo, pode ficar 2 a

3 anos úmida por dentro. Logo, na estufa, além de tirar

a umidade, tira o tensionamento da madeira também.

Na estufa, geralmente deixa de 10 a 15 dias para secar,

depois lá se vão dois ou três dias para ajustar a umidade

interna e a tensionamento na madeira.

CONTE-NOS SOBRE O PROCESSO DE FABRICA-

ÇÃO DE PISOS.

O piso de madeira tem muitas vantagens, acústica,

térmica. E para fazer piso, a tendência é usar pouca madeira.

Antigamente fazia tudo piso maciço. Por exemplo,

um piso de madeira tinha 20 mm (milímetros) de espessura.

Agora produzimos o piso, vai todo envernizado,

pronto para uso. Qual a vantagem do piso envernizado?

O consumidor tem um custo menor. Só para se ter uma

ideia, uma linha de produção enverniza 3000m de piso

por dia. Um profissional para lixar e passar verniz em uma

raná Region, specifically the Alto Paraná area, Cafelândia,

and Cascavel. We used Brazilian walnut, ivory wood, and

peroba. When those sources ran out, we started getting

wood from Mato Grosso, Paraguay, and the Amazon Region,

including the States of Acre, Rondônia, Mato Grosso,

and Pará. We have a partnership in the Alta Floresta

Region of Mato Grosso that supplies wood from planted

forests and managed native forests. The wood used for

flooring must be hard, stable, and weather-resistant. We

use species such as Brazilian cherry, Brazilian walnut, Brazilian

teak, sucupira, teak, eucalyptus, and pine. Out of

the 50 commercially viable species, we use 15. Currently,

couratari is our flagship species. Brazilian cherry was the

market leader until about two years ago and remains the

second-best-selling species in Brazil.

IS DRYING THE WOOD ONE OF THE BIGGEST

CHALLENGES WHEN PRODUCING FLOORING?

Initially, until 1976, we dried the wood outdoors, exposing

it to the elements. Then, we would use it after it

had dried. This method worked, but it is not comparable

to kiln drying. When wood is exposed to the elements, it

only dries on the outside. The center still contains moisture

for about two years. With the kiln, it is the opposite. At

the beginning of the process, steam is applied to remove

moisture from the inside of the wood, then from the outside

to prevent cracking. Then, everything dries evenly.

If you measure the moisture inside and outside, it is the

same. To prevent movement during drying in the open

air, it can remain moist inside for 2 to 3 years. Therefore,

in addition to removing moisture, the kiln also removes

tension from the wood. In the kiln, drying usually takes

10 to 15 days, followed by 2 to 3 days to adjust internal

moisture and tension.

DESCRIBE THE FLOORING MANUFACTURING

PROCESS.

Wood flooring has many advantages, including

its acoustic and thermal properties. When it comes to

flooring, the trend is to use less wood. In the past, all

flooring was solid. For example, wood flooring used to

be 20 millimeters thick. Now, we produce fully varnished

flooring that is ready to use. What are the advantages of

varnished flooring? The consumer pays less. For example,

a production line can varnish 3,000 m2 of flooring per

day. It takes a professional 15 days to sand and varnish

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PRODUZIMOS UM POUCO DE CASA PRÉ-FABRICADA PARA A FRANÇA.

MAS O FORTE MESMO É O PISO E REVESTIMENTO. NO BRASIL SOMOS LÍDERES

NA FABRICAÇÃO DE PISO DE MADEIRA

34 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



ENTREVISTA

casa, para fazer 100m, demora 15 dias. O piso de madeira

feito direto na casa ele não tem tanta resistência como

feito na fábrica. Na fábrica, no nosso caso, usamos nove

camadas de produto entre isolante, selador, tem óxido

de alumínio, que é uma nanopartícula, nanotecnologia,

que usamos na penúltima camada para dar resistência. É

um piso para alto tráfego, usado em shopping centers,

por exemplo. E é o mesmo que se usa para casas. Na

realidade, fazemos desde o ano 1997. Até hoje, nenhuma

casa com piso de madeira nosso teve que ser lixada de

novo. Não acaba nunca o verniz. Pode pôr cachorro, correr

gato que não estraga, é bem resistente.

100 m2 of flooring in a home. Wood flooring finished in a

home is not as durable as factory-finished flooring. In our

factory, we apply nine layers of product, including insulation,

sealant, and aluminum oxide. Aluminum oxide is a

nanoparticle used in nanotechnology in the penultimate

layer to provide resistance. This flooring is designed for

high-traffic areas, such as shopping malls. It is the same

flooring used for homes. We have been doing this since

1997. To date, no home with our wood flooring has needed

to be resanded, and the varnish never wears off. You

can have dogs and cats running around on it; it will not

be damaged because it is very resistant.

QUAIS A NOVIDADES LANÇADAS EM PISO?

O que tem novidade, foi desenvolvido na Europa já

há uns 30 anos, que é o piso engenheirado. É um piso

que usa uma base de compensado, de eucalipto ou

pinus, e coloca a madeira em cima. Quando pega um assoalho

em madeira fina, logo se percebe, que a parte de

cima é a útil, e a parte de baixo, a base. Então o assoalho,

por exemplo, de 20 mm, 18 mm, tem lá 5 mm de útil,

embaixo é só a base. Então o piso engenheirado é feito

com a base de pinus, em que se coloca uma lâmina em

cima de 3 mm a 6 mm. Sendo assim, se economiza de

50% a 80% de madeira nativa. Hoje usamos muito menos

de madeira nativa do que usávamos antigamente, usamos

só na parte superior. E com a grande vantagem, que

ele é mais econômico, mais estável no chão, pois não

entorta. Se precisar um dia lixar, ele vai ficar linear.

COMEÇARAM COM O PISO DE MADEIRA, MAS

AGORA OFERECE UM LEQUE DE PRODUTOS?

Sim. Fazemos revestimento, forro, parede. Fazemos

um pouco de casa pré-fabricada para a França. Fazemos

revestimento interno e externo. Mas o forte mesmo é

o piso e revestimento. No Brasil somos líderes na fabricação

de piso de madeira. Até 2008 o Brasil teve uma

indústria forte na área de piso. Éramos em 30 empresas

fabricantes. Naquela época fundamos a ANPM (Associação

Nacional dos Pinos de Madeira). A gente exportava

naquela época 80% da produção mas nunca abandonamos

o mercado interno. Quando houve a mudança no

mercado externo em 2009, 2010, expandimos o mercado

nacional. Atualmente vendemos mais aqui no Brasil do

que fora. O mercado externo tem as suas turbulências.

É VERDADE QUE A INDUSPARQUET TEM PISOS

DE MADEIRA NO VATICANO?

Verdade, isso acho que foi nosso ápice. Tínhamos um

cliente lá em Roma e cada vez que ia para Itália, ele arrumava

uma credencial para conhecer por dentro o Vaticano,

Jardins do Vaticano, Rádio do Vaticano. E lá tive o privilégio

de conhecer o arquiteto do Vaticano. Aproveitei a

oportunidade e o questionei: “Você precisa pôr piso nosso

aqui, do Brasil”. Ele falou que não podia, pois tudo lá

só podia ser restaurado. E quando foram construir a casa

WHAT ARE THE LATEST INNOVATIONS IN FLO-

ORING?

Engineered flooring, developed in Europe about 30

years ago, is the latest innovation. Engineered flooring

uses a plywood base made of eucalyptus or pine with a

wood layer on top. With thin wood flooring, the top layer

is the useful part, and the bottom layer is the base. For

example, flooring that is 20 or 18 mm thick has 5 mm of

useful wood on the base. Engineered flooring has a pine

base with a 3-6 mm layer on top. This saves 50% to 80%

of native wood. Today, we use much less native wood; we

only use it for the top layer. There is also the great advantage

that it is more economical and stable, as it does not

warp. If you ever need to sand it, it will remain straight.

DID YOU START WITH WOOD FLOORING BUT

NOW OFFER A RANGE OF PRODUCTS?

Yes. We make flooring, ceiling panels, and wall panels.

We have also built some prefabricated houses for

France. We also make interior and exterior cladding.

However, our real strengths are flooring and cladding. In

Brazil, we are the leading manufacturer of wood flooring.

Until 2008, Brazil had a robust flooring industry. There

were 30 manufacturing companies. It was then that we

founded the National Association of Wood Flooring

(ANPM). We exported 80% of our production, but we

never abandoned the domestic market. When the foreign

market changed in 2009 and 2010, we expanded the domestic

market. Currently, we sell more in Brazil than abroad.

The foreign market has its ups and downs.

IS IT TRUE THAT THE VATICAN HAS WOOD FLO-

ORS FROM INDUSPARQUET?

Yes, I think that was our peak. We had a client in

Rome, and each time I traveled to Italy, he arranged for

me to tour the Vatican, the Vatican Gardens, and Vatican

Radio. There, I had the privilege of meeting the Vatican

architect. I took the opportunity to tell him, “You need to

use our flooring here, from Brazil.” He said he could not

because everything there could only be restored. However,

when they built the Santa Marta residence, where

the late Pope Francis lived, they installed our flooring. It

uses our Brazilian teak flooring. They installed 2,000 m2

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36 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



ENTREVISTA

Santa Marta, onde o falecido Papa Francisco morava, aí

colocaram. É tudo piso nosso de cumaru. Foram 2000 m 2

de piso para pequenos apartamentos onde os cardeais

se hospedam. Foi um orgulho para todos, pois se trata

de um lugar sagrado para nós. Fizemos outros lugares

famosos também como o showroom da Ferrari, em Maranello,

na Itália. Fizemos para casa do Bill Gates, para lojas

da Louis Vuitton, Chanel, bastante lojas famosas, espaços

públicos. No Brasil também, mas muitos não querem que

divulguemos.

CITOU QUE HOUVE A AQUISIÇÃO DA MASTERPI-

SO. COMO ISSO OCORREU?

A Masterpiso era um parceiro nosso. Tínhamos cliente

nos EUA (Estados Unidos da América), que comprava

piso maciço nosso e o piso engenheirado da Masterpiso.

Esse cliente quebrou e assumimos a operação nos EUA.

Eles iam fechar a empresa aqui e precisávamos do piso

engenheirado. Acabamos comprando a fábrica para garantir

o produto. Se fóssemos fabricar, até montar tudo

ia demorar. Pegamos a fábrica funcionando, com a mão

de obra muito boa, e tudo que precisamos de infraestrutura

tem em Curitiba (PR) como fornecedor de de cola,

de verniz, equipamento, etc. Dessa forma, passamos a

fabricar os pisos engenheirados. O Estado do Paraná é o

nosso segundo maior mercado, atrás só de São Paulo, e

claro, sem contar as exportações.

E ACERCA DO CENÁRIO GLOBAL, O QUE PROJE-

TAR DO MERCADO FUTURO DE PISOs de madeira?

Olha, crise está sempre tendo. No Brasil teve uma

crise grande em 1980, depois de 1986 o Plano Cruzado.

Depois na década de 90, em 1994 o Plano Real. Em 2008,

a crise da bolha imobiliária americana, que foi mundial.

Nos acostumamos tanto com crise que vamos aprendendo.

Então, acho que essa turbulência sempre tem,

principalmente agora, tem um homem turbulento, um

problema nos EUA, que está mexendo com a economia

mundial. Se não vendermos para os EUA, entramos em

outro mercado. É tudo muito controlado, muitas exigências

em alguns mercados, o que favorece o mercado interno.

Somos obrigados a fazer bem feito por conta das

exigências de certificação, de origem. O Brasil tem uma

representatividade grande, mas a gente sabe que a luta

é diária.

of flooring in the small apartments where the cardinals

stay. Everyone was proud because it is a sacred place for

us. We have also worked on other famous places, such as

the Ferrari showroom in Maranello, Italy. We have worked

on Bill Gates’s house and stores like Louis Vuitton and

Chanel, as well as many other famous stores and public

spaces. Furthermore, we have worked in Brazil as well,

but many clients prefer that we not publicize it.

YOU MENTIONED THE ACQUISITION OF MAS-

TERPISO. HOW DID THAT COME ABOUT?

Masterpiso was one of our partners. We had a customer

in the United States who bought our solid flooring

and Masterpiso’s engineered flooring. When that customer

went bankrupt, we took over the US operation. The

company was going to close here, but we needed the

engineered flooring. Ultimately, we bought the factory to

ensure the continued supply of the product. If we were

to manufacture it ourselves, it would take a long time

to set up production. However, we took over an operational

factory with a strong workforce, and Curitiba has

everything we need in terms of infrastructure, including

suppliers of glue, varnish, and equipment. So, we started

manufacturing engineered flooring. The State of Paraná

is our second-largest market, behind only São Paulo, not

counting exports.

WHAT IS THE OUTLOOK FOR THE FUTURE

MARKET FOR WOOD FLOORING IN THE GLOBAL

SCENARIO?

Well, there are always crises. Brazil experienced a

major crisis in 1980, followed by the Cruzado Plan in

1986. Then, in the 1990s, the Real Plan was introduced in

1994. In 2008, the global financial crisis began with the

collapse of the US real estate market. We have become

so accustomed to crises that we have learned to deal with

them. I think there will always be turbulence, especially

now with the current situation in the US affecting the

global economy. If we cannot sell to the US, we can sell

to another market. In some markets, everything is very

controlled, with many requirements, which favors the domestic

market. We have to do things properly because of

certification and origin requirements. Brazil has a strong

presence, but we know that it is an ongoing struggle.

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ONDE OS CARDEAIS SE HOSPEDAM. ESSE É O LUGAR SAGRADO PARA NÓSA

38 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

desengrosso

beneficiar

ROBUSTEZ

Plainas



PRINCIPAL

80 ANOS

DE EVOLUÇÃO

CONSOLIDADA NO SETOR MADEIREIRO,

EMPRESA CRESCEU COM INOVAÇÃO

EM PROJETOS, PROCESSOS E

MÁQUINAS GARANTINDO EFICIÊNCIA

NO DESEMPENHO DOS EQUIPAMENTOS

PARA BENEFICIAMENTO DA MADEIRA

Fotos: Júlia Santos/@juliasantors.ph

EIGHTY YEARS OF EVOLUTION

A WELL-ESTABLISHED COMPANY IN THE WOODWORKING INDUSTRY,

MÁQUINAS OMIL HAS GROWN THROUGH INNOVATION IN

DESIGN, PROCESSES, AND MACHINERY, ENSURING THE EFFICIENT

PERFORMANCE OF WOODWORKING EQUIPMENT

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FEVEREIRO 2026 41



PRINCIPAL

Ao longo de oito décadas, a Máquinas OMIL se

consolidou como referência no Brasil na fabricação

de equipamentos para beneficiamento

de madeira. As plainas moldureiras, serras

múltiplas, alimentadores e descarregadores

produzidos pela empresa se tornaram presentes em madeireiras

de diferentes portes, oferecendo estabilidade, precisão

e desempenho compatíveis com as exigências do setor.

Fundada em 21 de janeiro de 1946, em Ibirama (SC),

com o nome Oficina Mecânica Ibirama, a OMIL iniciou suas

atividades atuando também com compra e venda de automóveis,

caminhões e acessórios. Um almoço festivo, com

música e entrega de brindes, marcou as celebrações de 80

anos da empresa no último dia 21 de janeiro.

Situada em uma região de atividade madeireira, logo

os sócios identificaram as demandas emergentes no setor

e em 1947 ampliaram o escopo para oferecer artefatos metálicos

usados por serrarias. Era o início de uma transição

estratégica. O mercado buscava equipamentos confiáveis e

com produção nacional, e essa necessidade impulsionou o

desenvolvimento de peças para serras tipo americana, serra

fita, serra circular e desempenadeiras. Em 1948, foi instalada

uma fundição de ferro, o que consolidou a base industrial da

empresa e abriu caminho para a produção própria de componentes,

permitindo maior controle técnico e autonomia

nos processos. Com o tempo, a OMIL ampliou o portfólio,

fortaleceu as operações de usinagem e fundição, evoluiu

os processos incorporando automação, conectividade e

controle técnico que modernizaram a estrutura industrial.

“Hoje nossos equipamentos são reconhecidos pela

robustez, desempenho e confiabilidade, resultado de nossa

experiência e constante melhoria nas máquinas para garantir

O

ver the past eight decades, Máquinas OMIL

has become a leading manufacturer of wood-processing

equipment in Brazil. Its molding

planers, multiple saws, feeders, and unloaders

are now found in sawmills of all sizes, offering

stability, precision, and performance that meet the Sector’s

demands.

OMIL was founded on January 21, 1946, in Ibirama, Santa

Catarina, as Oficina Mecânica Ibirama. Initially, the Company

also engaged in the purchase and sale of cars, trucks, and

accessories. A festive lunch with music and gifts marked the

Company’s 80th anniversary on January 21.

Located in a timber-rich region, the partners soon identified

emerging demands in the Sector. In 1947, they expanded

their scope to offer metal artifacts used by sawmills. This

marked the beginning of a strategic transition. The market

demanded reliable, domestically produced equipment, driving

the development of parts for American-style saws, band

saws, circular saws, and planers. In 1948, OMIL established

a steel foundry, consolidating its industrial base and paving

the way for in-house component production. This allowed

for greater technical control and autonomy in the processes.

Over time, OMIL expanded its portfolio, strengthened its

machining and foundry operations, and modernized its industrial

infrastructure by adopting automation, connectivity,

and advanced controls.

“Our equipment is recognized today for its robustness,

performance, and reliability. These qualities are the result

of our experience and our constant efforts to improve our

machines and ensure efficiency,” says Maikon Adolfo dos

Santos Koelbel, OMIL’s General Manager and the third generation

of his family to be involved in the business.

eficiência”, assegura Maikon Adolfo dos Santos Koelbel,

gerente geral da OMIL, que representa a terceira geração

da família no negócio.

INOVAÇÃO GUIADA

Em sua trajetória a empresa adotou um modelo de

inovação contínua que combina experiência, análises técnicas

e proximidade com o cliente. As melhorias surgem de

interações comerciais, visitas às madeireiras, pós-venda e

avaliações de desempenho em operação. Cada sugestão,

demanda ou desafio é analisado pela equipe técnica que

mede impacto, viabilidade e ganhos para o processo produtivo.

Essa metodologia permite que os equipamentos

evoluam com precisão, aprimorando o desempenho, ampliando

a funcionalidade, reforçando a segurança e entregando

soluções adequadas para quem opera as máquinas.

A fundição própria, as equipes de usinagem e montagem,

e os laboratórios internos ampliam a capacidade de

inovação. Análises químicas, térmicas, mecânicas e metalográficas

garantem controle técnico em todo o processo

produtivo, permitindo que a empresa entregue máquinas

com estabilidade, precisão dimensional e alto nível de

acabamento. Essa integração entre engenharia e produção

contribuiu para que a OMIL chegasse aos 80 anos com um

portfólio robusto, alinhada às tendências da Indústria 4.0

e preparada para atender fabricantes de diferentes perfis.

HOJE NOSSOS

EQUIPAMENTOS SÃO

RECONHECIDOS PELA ROBUSTEZ,

DESEMPENHO E CONFIABILIDADE,

RESULTADO DE NOSSA

EXPERIÊNCIA E CONSTANTE

MELHORIA NAS MÁQUINAS PARA

GARANTIR EFICIÊNCIA

MAIKON KOELBEL, GERENTE GERAL DA OMIL

COMERCIAL DE VENDA DE MÁQUINAS

GUIDED INNOVATION

Throughout its history, the Company has adopted a

model of continuous innovation that combines experience,

technical analysis, and customer proximity. Improvements

arise from commercial interactions, visits to sawmills, after-

-sales service, and operational performance evaluations.

The technical team analyzes each suggestion, demand,

or challenge, assessing its impact, feasibility, and benefits

to the production process. This methodology enables the

equipment to evolve precisely, improving performance,

expanding functionality, reinforcing safety, and delivering

appropriate solutions for those operating the machines.

The Company’s foundry, machining, and assembly teams,

as well as its internal laboratories, expand its capacity for

innovation. Chemical, thermal, mechanical, and metallographic

analyses ensure technical control throughout the

production process. This allows OMIL to deliver machines

that are stable, dimensionally accurate, and have a high level

of finish. The integration of engineering and production has

enabled OMIL to reach its 80th anniversary with a robust

portfolio aligned with Industry 4.0 trends, positioning the

Company to serve manufacturers of various profiles.

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FEVEREIRO 2026 43



PRINCIPAL

TRANSFORMAÇÕES TECNOLÓGICAS

Nos últimos anos, a empresa avançou ainda mais ao integrar

tecnologias digitais, conectividade e monitoramento

inteligente promovendo a atualização de equipamentos

tradicionais do seu portfólio.

Um exemplo é a atualização da Plaina Moldureira Plus

Advance – PLUS-200, que incluiu tela ampliada; multimedidor

de energia com análise diária, semanal e mensal; contador

de produção que registra métricas lineares, quadradas

e cúbicas; layout atualizado e possibilidade de automação

total por CLP e IHM, entre outras melhorias.

Além da evolução da PLUS-200, houve o relançamento

da Plaina Moldureira Compacta – PMC-200. O modelo,

historicamente reconhecido por atender pequenas e médias

madeireiras, foi atualizado com recursos técnicos que

ampliam a produtividade e reforçam o desempenho em

madeiras de reflorestamento.

“Os modelos são atualizados periodicamente, incorporando

melhorias de engenharia que refletem transformações

do setor e exigências de competitividade. Nosso foco é

acompanhar a evolução do setor. É o que garante a nossa

sobrevivência”, ressalta Maikon.

FÁBRICA ESTRUTURADA

A estrutura fabril da Máquinas OMIL ocupa uma área de

12 mil m². Foi desenvolvida para sustentar um fluxo produtivo

que integra desenvolvimento de projetos, usinagem

e montagem de equipamentos. O parque industrial reúne

TECHNOLOGICAL TRANSFORMATIONS

In recent years, the Company has made further progress

by integrating digital technologies, connectivity, and smart

monitoring to upgrade its traditional equipment.

For instance, the Plus Advance Molding Planer — PLUS-

200 — was upgraded to include an enlarged screen, a

power multimeter with daily, weekly, and monthly analysis,

a production counter that records linear, square, and cubic

metrics, an updated layout, and the ability to be fully automated

via PLC and HMI.

Along with the evolution of the PLUS-200 came the

relaunch of the Compact Molding Planer — the PMC-200.

Historically recognized for serving small and medium-sized

sawmills, the model has been updated with technical features

that increase productivity and enhance performance

with reforested wood.

“The models are updated periodically, incorporating engineering

improvements that reflect changes in the industry

and competitiveness requirements. Our focus is to keep up

with industry evolution. That is what ensures our survival,”

Koelbel emphasizes.

STRUCTURED FACTORY

Máquinas OMI’s manufacturing structure occupies 12,000

m². It was designed to support an integrated production

flow of project development, machining, and equipment

assembly. The industrial park comprises areas dedicated to

manufacturing molding planers, multiple saws, feeders, and

unloaders. It also includes sectors responsible for adjusting,

testing, and validating each machine’s technical specifications

before delivery.

áreas dedicadas à fabricação de plainas moldureiras, serras

múltiplas, alimentadores e descarregadores, além dos

setores responsáveis por ajustes, testes e validação técnica

de cada máquina antes da entrega.

A operação conta com equipes especializadas, processos

padronizados e investimentos contínuos em automação,

o que garante precisão, estabilidade e confiabilidade no

aplainamento e no corte de madeira. Laboratórios internos

realizam análises e aferições essenciais para o controle técnico

das peças usinadas dentro da própria unidade. Essa

organização permite que a Máquinas OMIL mantenha excelência

na fabricação de seus equipamentos, assegurando

que cada projeto saia da linha de produção com desempenho

compatível às exigências do mercado madeireiro e às

especificações de cada cliente.

REPOSIÇÃO DE PEÇAS ORIGINAIS

A empresa também se destaca pela oferta de peças

originais e suporte técnico especializado. O abastecimento

regular de componentes garante que cada máquina mantenha

o desempenho projetado em fábrica, com encaixes

precisos e compatibilidade total com os sistemas mecânicos

e eletrônicos. O estoque permanente de itens genuínos

permite respostas rápidas para substituições e manutenções

programadas, preservando a estabilidade da linha de

produção e evitando interrupções desnecessárias.

Com base sólida e uma visão de longo prazo, a OMIL

segue em constante atualização. “A integração de tecnologias

digitais tende a ampliar ainda mais o potencial das

máquinas, permitindo novos níveis de monitoramento,

previsibilidade e controle técnico. A empresa mantém o

compromisso de desenvolver equipamentos e peças que

atendam às demandas de um mercado cada vez mais

exigente e competitivo. A proximidade com os clientes

continuará sendo um dos nossos principais motores de

inovação, alinhada ao domínio técnico conquistado ao

longo de oito décadas, reforçando a importância de unir

tradição, atualização constante e visão estratégica”, garante

Maikon Koelbel.

The operation relies on specialized teams, standardized

processes, and continuous investments in automation to

ensure precision, stability, and reliability in wood planing and

cutting. Internal laboratories perform essential analyses and

measurements to support the technical control of machined

parts within the unit. This organizational structure enables

Máquinas OMIL to consistently produce high-quality equipment

that meets the requirements of the wood market and

each customer’s specifications.

REPLACEMENT OF ORIGINAL PARTS

The Company also stands out for offering original parts

and specialized technical support. A regular supply of components

ensures each machine maintains its factory-designed

performance with precise fittings and full compatibility

with mechanical and electronic systems. OMIL’s permanent

stock of genuine parts enables quick replacements and

scheduled maintenance, preserving the stability of the

production line and avoiding unnecessary interruptions.

With a solid foundation and long-term vision, OMIL is

constantly updating itself. “The integration of digital technologies

expands the potential of machines, enabling new

levels of monitoring, predictability, and technical control.

The Company is committed to developing equipment and

parts that meet the demands of an increasingly competitive

market. Proximity to customers will continue to be one of

our main drivers of innovation, aligned with the technical

expertise gained over eight decades. This combination of

tradition, constant updating, and strategic vision is what

makes us strong,” says Koelbel.

44 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

GERENTES - DIRETORES E GESTOR GERAL

45



MERCADO

AQUISIÇÃO

NA INDÚSTRIA DA MADEIRA

Foto: divulgação FIEPA

BENEVIDES EVOLUI PARA AVIDES

E AMPLIA ATUAÇÃO INDUSTRIAL

COM A AQUISIÇÃO DA

UNIDADE INDUSTRIAL DA

TRAMONTINA BELÉM

Fotos: divulgação Tramontina

Foto: divulgação FIEPA

O

ano de 2026 começou diferente para o Grupo

Benevides Madeiras, um dos vencedores

do Prêmio REFERÊNCIA Melhores do ano

2025. Em uma ação estruturada e planejada

ao longo do ano passado, a empresa

iniciou o novo ano responsável pela unidade industrial

da Tramontina Belém (PA). Após 39 anos de atividades

com a unidade fabril em Belém, a Tramontina definiu pelo

encerramento da atividade com o setor da madeira após

realizar uma revisão estratégica de seu portfólio industrial

e decidiu concentrar seus investimentos em outros segmentos.

“Nesse contexto, identificou na Avides, antiga Benevides

Madeiras, uma empresa com solidez técnica,

governança robusta e aderência aos mais altos padrões

de sustentabilidade para dar continuidade à operação. A

transação ocorreu de maneira transparente, com foco na

continuidade operacional e no desenvolvimento de longo

prazo da unidade”, explica o advogado Ian Pimentel, do

escritório responsável pela reestruturação societária da

Tramontina Belém e transição do Grupo Benevides.

46 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

FEVEREIRO 2026 47



MERCADO

COM A AQUISIÇÃO, A

AVIDES INCORPORA UMA

NOVA FRENTE DE ATUAÇÃO,

AMPLIANDO SEU PORTFÓLIO

INDUSTRIAL DE FORMA PLANEJADA

E COERENTE COM SUA ESTRATÉGIA

DE VERTICALIZAÇÃO

IAN PIMENTEL,

ADVOGADO

RELACIONAMENTO COMERCIAL

A Avides, então Benevides Madeiras, já mantinha

relacionamento comercial com o Grupo Tramontina há

bastante tempo, atuando como fornecedora de madeira.

Uma relação que foi construída com base em confiança,

qualidade, regularidade de fornecimento e compromisso

com práticas sustentáveis. Esse histórico positivo contribuiu

para que a empresa fosse reconhecida como preparada

para assumir a operação da unidade industrial.

“Com a aquisição, a Avides incorpora uma nova frente

de atuação, ampliando seu portfólio industrial de forma

planejada e coerente com sua estratégia de verticalização.

Essa evolução permite agregar valor à matéria-prima,

otimizar a cadeia produtiva e ampliar a atuação em mercados

nacionais e internacionais”, comenta Ian.

A unidade é uma fábrica de móveis e artefatos de

madeira, e a Avides dará continuidade à produção desses

produtos, conforme disse o advogado. “A empresa vai

seguir fornecendo à Tramontina todos os produtos de

madeira que já eram fabricados na unidade, assegurando

continuidade, qualidade e regularidade no fornecimento”,

assegura. Ainda segundo o advogado, trata-se de

uma operação inigualável. “A aquisição representa um

marco estratégico para a Avides. Além de ampliar a capacidade

industrial e gerar sinergias logísticas e produtivas,

a operação permite diversificar sua oferta, incorporando

novos tipos de produtos ao portfólio de forma estruturada

e alinhada à sua estratégia de verticalização. Ao

assumir a planta, a empresa fortalece sua posição como

uma companhia 100% integrada, com controle de toda a

cadeia da madeira, e amplia sua capacidade de atender

diferentes mercados com elevados padrões de qualidade,

sustentabilidade e governança”, pontua Ian Pimentel.

Os valores da transação não foram divulgados. O

grupo paraense afirma que “trata-se de um investimento

consistente, alinhado à estratégia de crescimento sustentável

e de longo prazo da Avides”.

REESTRUTURAÇÃO FEITA

A reestruturação envolve a integração da unidade

adquirida aos sistemas de gestão da empresa, a modernização

de processos, o reforço dos controles operacionais,

ambientais e de segurança e ganhos de eficiência

produtiva, movimento que faz parte de um projeto mais

amplo de crescimento e amadurecimento da companhia.

“Nesse contexto, a Benevides Madeiras evoluiu e passou

a se chamar Avides. O novo nome preserva a essência

construída ao longo da trajetória da empresa, com raízes

na tradição do manejo florestal responsável, e projeta a

organização para o futuro, com propósito renovado, foco

em transformação e compromisso com a madeira legal, o

cuidado com o meio ambiente e o desenvolvimento das

pessoas e dos territórios onde atua. O rebranding acompanha

a evolução da governança, da escala operacional

e da atuação industrial da empresa, consolidando uma

identidade alinhada à sua estratégia de longo prazo”,

pondera Ian.

A mudança de denominação já foi concluída. A unidade

anteriormente conhecida como Tramontina Belém

passou a operar neste início de 2026 sob a marca Avides,

em linha com o processo de rebranding da companhia. A

transição foi realizada de forma organizada, sem impacto

na continuidade das operações, mantendo equipes, contratos

e compromissos comerciais.

48 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



Foto: divulgação FIEPA

MERCADO

A TRANSAÇÃO

OCORREU

DE MANEIRA TRANSPARENTE,

COM FOCO NA CONTINUIDADE

OPERACIONAL E NO

DESENVOLVIMENTO DE

LONGO PRAZO DA UNIDADE

IAN PIMENTEL, ADVOGADO

LINHA TRAMONTINA

O anúncio da Tramontina pegou o mercado de surpresa.

No último mês de novembro a linha Tramontina

Hospitality ampliou seu portfólio de móveis em madeira

voltados ao setor que abrange hotéis, bares, restaurantes

e demais estabelecimentos, com o lançamento de três

coleções exclusivas: Mediterrâneo, Beira e a cadeira Kiu,

assinadas por nomes relevantes do design nacional.

Com 42 mil m2 (metros quadrados) de área construída,

a fábrica de Belém foi inaugurada em 1986 com

foco na transformação de madeira e no fornecimento de

matéria-prima para a indústria de móveis. Após análises

internas, a Tramontina, que em 2026 completa 115 anos

de operação, optou por descontinuar a produção direta

de itens com madeira na planta e concentrar sua atuação

fabril em outras unidades do grupo, concentrando seus

esforços industriais nos segmentos de aço, alumínio, porcelana

e plástico.

Em nota enviada para Revista REFERÊNCIA MADEIRA

INDUSTRIAL, a Tramontina informa que conforme acordado

entre as empresas, todas as atividades produtivas

e operacionais da planta terão continuidade sob a nova

gestão, que passa a atuar como fornecedora estratégica

da Tramontina. Os produtos de madeira - móveis, tábuas

e cabos - permanecem no portfólio e seguirão sendo comercializados

com a marca Tramontina.

A companhia reforça que a Avides Madeiras dará continuidade

ao trabalho desenvolvido ao

longo dos 39 anos de operação da unidade, mantendo

a parceria estratégica com o grupo. As demais estruturas

da Tramontina em Belém, como o Centro de Distribuição

(CD Norte) e a T store no Boulevard Shopping,

seguem com suas atividades normalmente, sob a gestão

do grupo.

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50 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



MARCENARIA

APENADOS DO RIO GRANDE

DO SUL PRODUZEM

BRINQUEDOS DE MADEIRA

MARCENARIA INSTALADA EM UNIDADE PRISIONAL ADMINISTRADA

PELO GOVERNO GAÚCHO PRODUZ BRINQUEDOS PARA EQUIPAR

SALAS DE ESPERA DE UNIDADES PRISIONAIS

Fotos: divulgação/Arthur Plácido/Ascom SSPS

52 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

FEVEREIRO 2026 53



MARCENARIA

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e corrigir o que for necessário para

melhorar a sua linha de produção.

O

sistema prisional do Rio Grande do Sul

vem adequando os espaços frequentados

por crianças nos dias de visitas em

unidades penitenciárias. Essa é uma

das ações desenvolvidas no escopo do

Programa Primeira Infância no Contexto Prisional do

Estado.

E é com mão de obra de pessoas privadas de liberdade

da PMEM (Penitenciária Modulada Estadual

de Montenegro), que os brinquedos que equipam essas

salas estão sendo confeccionados. São três apenados

que estão produzindo 450 carrinhos, casas de

bonecas, cavalinhos balanços e quadros pedagógicos

para equipar as salas de espera.

O programa do governo do Estado é coordenado

pela SSPS (Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo),

por meio do DPP (Departamento de Políticas

Penais) e do DPT (Departamento de Tratamento Penal)

da Polícia Penal. A ação ainda tem a participação

da Sedes (Secretaria de Desenvolvimento Social), da

Secretaria da Saúde e o apoio do gabinete do vice-

-governador.

MARCENARIA DA PMEM

A produção na marcenaria da PMEM não fica

restrita a produções pontuais. De lá também saem os

beliches usados nas 15 instituições de regime semiaberto

no Estado. Por mês, a Modulada chega a fabricar

50 camas do tipo. Há, igualmente, pedidos por

outros móveis, como armários e estantes.

Vice-diretor da PMEM, Alexandre Chaves, conta

que há demandas externas também. “Às vezes, fazemos

parcerias com prefeituras. Já produzimos mesinhas

e cadeirinhas para uma creche e, na enchente,

camas, roupeiros e outros móveis para quem perdeu

tudo”, exemplifica.

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54 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



MARCENARIA

O TRABALHO PRISIONAL E AS POLÍTICAS DE HUMANIZAÇÃO NO

SISTEMA PRISIONAL SÃO INSTRUMENTOS ESSENCIAIS DE

RESSOCIALIZAÇÃO E PROMOÇÃO DA CIDADANIA, COM ACESSO AO

DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES E A NOVAS PERSPECTIVAS DE VIDA

A madeira para ações como a do Projeto Primeira

Infância no Contexto Prisional foi adquirida pela Polícia

Penal, mas alguns projetos são executados com

insumos doados. “No caso dos móveis fabricados na

enchente, recebemos madeira de um sindicato ligado

ao setor. Aceitamos doação de equipamentos para a

marcenaria, o que pode ser feito por termo de doação.

No momento, precisamos de uma furadeira de

bancada e de uma serra fita”, acrescenta Chaves.

POLÍTICA PÚBLICA

A produção na PMEM é uma continuidade de

atividades que já são executadas para equipar as salas

de espera de unidades penitenciárias de regime

fechado. No Presídio Estadual Feminino de Lajeado

(RS), detentas confeccionaram 140 ursos em crochê

ou tricô. Na Pecs (Penitenciária Estadual de Caxias do

Sul), apenados fabricaram 100 nichos decorativos de

FORA DO CRIME

JORGE POZZOBOM, SECRETÁRIO DA SSPS

madeira e, na Penitenciária Estadual Modulada de Ijuí

(RS), foram feitos moldes para a pintura de calçadas

lúdicas.

Para o secretário do SSPS, Jorge Pozzobom, a

ação na PMEM reafirma o compromisso do Estado

com a proteção integral da infância e com uma política

penal que reconhece o caráter social, preventivo

e transformador da inclusão. “O trabalho prisional e

as políticas de humanização no sistema prisional são

instrumentos essenciais de ressocialização e promoção

da cidadania, com acesso ao desenvolvimento

de habilidades e a novas perspectivas de vida fora do

crime”, ressalta.

As iniciativas passaram a ser implementadas depois

da realização do estudo: Primeira infância no

contexto prisional - crianças de zero a 6 anos em famílias

do sistema penitenciário do Rio Grande do Sul;

apresentado pelo governo do Estado, em 2023.

Um ano de

confiança e

crescimento

para o setor

florestal

O ano de 2026 aponta para um cenário de novas

oportunidades para o setor florestal do Pará, com

expansão das exportações e maior valorização da

madeira amazônica produzida com responsabilidade

ambiental. A exigência crescente por produtos

sustentáveis reforça o protagonismo do estado no

mercado internacional.

Agência EKO

A Aimex representa indústrias comprometidas

com o manejo florestal sustentável, a legalidade

e o desenvolvimento econômico da Amazônia.

56 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

aimex.com.br @aimex__brasil aimexbrasil



FEIRA

FORMÓBILE

2026

A CONTAGEM REGRESSIVA PARA O MAIOR ENCONTRO

DA INDÚSTRIA MOVELEIRA JÁ COMEÇOU

Fotos: divulgação

AXI edição da ForMóbile, programada

para acontecer entre 30 de junho e

3 de julho de 2026, já demonstra um

sucesso extraordinário antes mesmo

de abrir seus portões. As vendas de

espaços na feira estão superando todas as expectativas,

com praticamente todos os estandes

comercializados e apenas algumas áreas ainda disponíveis.

Em alguns setores, como a área destinada

ao Espaço Madeira, todos os espaços já foram

vendidos, reforçando o aquecimento do mercado

e o entusiasmo da indústria moveleira brasileira.

“Essa comercialização antecipada é inédita e

reflete o quanto o setor está aquecido e confiante”,

destaca Tatiano Segalin, business manager da

ForMóbile. Os números confirmam esse cenário

positivo: mais de 80% dos expositores de 2024 já

garantiram sua participação na próxima edição, e

mais de 50 novas empresas se juntam ao evento,

que espera receber pelo menos 10% mais visitantes

do que a edição anterior, quando 52 mil profissionais

passaram pelo São Paulo Expo.

58 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

FEVEREIRO 2026 59



FEIRA

A COMERCIALIZAÇÃO

ANTECIPADA É INÉDITA

E REFLETE O QUANTO O

SETOR ESTÁ AQUECIDO

E CONFIANTE

TATIANO SEGALIN,

BUSINESS MANAGER

DA FORMÓBILE

NOVIDADES DA EDIÇÃO

Além disso, a área expositiva foi ampliada em

15%, não apenas para atender à alta demanda,

mas também para acompanhar as transformações

do setor. Entre as novidades para 2026, destaca-

-se o Concierge, um serviço criado para atender

às necessidades dos expositores. “Identificamos

que muitas empresas, especialmente as menores,

enfrentavam dificuldades para encontrar fornecedores

confiáveis para montagem de estandes e

outros serviços. O Concierge veio para solucionar

essa questão”, explica Segalin.

No campo digital, as ferramentas Leadster

e Leadster Plus ganharam recursos que prometem

mudar a forma como expositores captam e

qualificam leads. A integração com a plataforma

ForMóbile Xperience cria um ecossistema onde

o networking começa antes da feira e se estende

muito além dos quatro dias de evento. Já a Fabi,

inteligência artificial da ForMóbile, continua aprendendo

e oferecendo insights personalizados para

cada perfil de participante.

Já o Espaço Madeira, que chega à sua quarta

edição em parceria com a Revista REFERÊNCIA,

consolidou-se como ponto de encontro obrigatório

para quem trabalha com madeira maciça. Nomes

como Kanefusa, Revista Referência, Teak Brazil,

Fagus-Grecon, Arte Diamante, CCB Coatings,

Arminius, Plantag, Borroz, Bonardi Compensados

já confirmaram presença, transformando o hub em

vitrine das tecnologias e soluções mais avançadas

para o segmento madeireiro.

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60 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



FEIRA

IDENTIFICAMOS QUE

MUITAS EMPRESAS

ENFRENTAVAM DIFICULDADES

PARA ENCONTRAR

FORNECEDORES CONFIÁVEIS

PARA MONTAGEM DE ESTANDES

E OUTROS SERVIÇOS. O

CONCIERGE VEIO PARA

SOLUCIONAR ESSA QUESTÃO

TATIANO SEGALIN,

BUSINESS MANAGER DA FORMÓBILE

Além da ampla exposição, o evento oferece

programação de conteúdo de alto nível, incluindo

o “Palco ForMóbile”, com palestras e painéis

sobre tendências, design, arquitetura moveleira,

marcenaria moderna, indústria 4.0, cenário econômico,

manufatura avançada e novas tecnologias;

e o “Espaço Maker”, com demonstrações práticas

de técnicas e processos por youtubers e influenciadores

do setor.

Com credenciamentos já abertos e a expectativa

crescendo a cada dia, a ForMóbile 2026 se

desenha como muito mais que uma feira de negócios.

Este ano, o São Paulo Expo volta a reunir

toda a cadeia produtiva do setor moveleiro em um

ambiente onde inovação, tradição e propósito caminham

lado a lado. Para quem atua no segmento,

estar presente não é apenas uma oportunidade

de fechar negócios, mas de entender para onde

caminha uma indústria que movimenta bilhões e

emprega milhares de brasileiros.

FORMÓBILE

XI Edição - 30 de Junho a 03 de Julho de 2026

Horário: 10h às 19h

Local: São Paulo Expo - Rod. dos Imigrantes - KM 1,5

Acesse o site pelo QR Code ao lado:

62 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



ARTIGO

RESISTÊNCIA

E RIGIDEZ

AO ROLLING SHEAR DE ELEMENTOS DE

MLCC PRODUZIDOS COM MADEIRA DE

MARUPÁ, SIMAROUBA AMARA

Fotos: divulgação

TAYLA CASTILHO CRIADO

ANTONIO JOSÉ SANTOS JUNIOR

RESUMO

UFSCAR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS)

JOÃO VÍTOR FELIPPE SILVA

ULAVAL (UNIVERSIDADE LAVAL – CANADÁ)

MARIA FERNANDA FELIPPE SILVA

UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)

UFSCAR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS)

ANDRÉ LUIS CHRISTOFORO

UFSCAR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS)

JULIO CESAR MOLINA

USP (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)

E

ste estudo investigou a fvt (resistência) e

a Gvt (rigidez) ao cisalhamento transversal

(rolling shear) de elementos de MLCC

(madeira lamelada colada cruzada) produzidos

com madeira nativa brasileira de

Marupá (Simarouba amara). Para isso, foram adotadas

abordagens numérica e experimental, além

do desenvolvimento de uma equação analítica para

avaliar a rigidez (Gvt) das camadas transversais de

painéis com três camadas de mesma espessura por

meio de ensaios de flexão. Durante a etapa experimental,

foram feitos ensaios de cisalhamento em

dois modelos de corpos de prova (vertical e inclinado),

além de ensaios de flexão em vigas e em painéis.

A modelagem numérica baseou-se no método

dos elementos finitos, utilizando-se o software Abaqus

para a avaliação das amostras. Os valores do Gvt

foram de duas a seis vezes superiores aos valores de

referência, enquanto a resistência (fvt) foi de duas a

três vezes superior. A equação analítica desenvolvida

mostrou-se adequada para a determinação da

rigidez ao rolling shear (Gvt) por meio de ensaios de

flexão. A modelagem numérica indicou que as falhas

ocorreram predominantemente na camada central

das amostras de MLCC, em razão da concentração

de tensões de cisalhamento, com contribuição de

tensões normais de compressão (nos ensaios de

cisalhamento) e de tração (nos ensaios de flexão).

O método de ensaio com corpo de prova inclinado

demonstrou ser o mais apropriado para determinar

as propriedades relacionadas ao cisalhamento transversal

(rolling shear).

64 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

FEVEREIRO 2026 65



ARTIGO

AS ESTRUTURAS DE

MLCC CONSOMEM

SIGNIFICATIVAMENTE MENOS

CARBONO EM SUA PRODUÇÃO

DO QUE ESTRUTURAS EM

CONCRETO ARMADO

INTRODUÇÃO

A MLCC é um produto de madeira industrializada

na forma de painéis pré-fabricados, compostos por

camadas de lamelas dispostas em ângulos cruzados,

tipicamente a 90 o (graus), coladas com adesivos estruturais.

Os painéis são formados por um número

ímpar de camadas, com larguras que variam de 60

cm (centímetros) a 3m (metros), comprimentos de

até 18m e espessuras de até 508 mm (milímetros).

Em configurações especiais, podem apresentar ângulos

de cruzamento distintos, como 45 o , ou camadas

adjacentes coladas na mesma direção, de modo

a atender propriedades estruturais específicas.

O uso crescente da MLCC, especialmente no

Brasil, decorre de suas vantagens ambientais, elevada

relação resistência/peso, rapidez construtiva e

apelo estético. As estruturas de MLCC consomem

significativamente menos carbono em sua produção

do que estruturas em concreto armado, e seu

método industrializado reduz o tempo de construção

em até 30% quando comparado aos métodos

tradicionais. Em termos de desempenho, oferece

flexibilidade de projeto, isolamento térmico e acústico,

bom comportamento em sismos, podendo ainda

ser aplicada em diversas soluções estruturais, como

paredes e lajes.

Inicialmente, foram realizados ensaios de flexão

utilizando os painéis. Um dos painéis foi levado à

ruptura (P-1), enquanto o outro foi ensaiado no regime

elástico linear (P-2) com a força máxima aplicada

igual a 40% da força última obtida no ensaio do primeiro

painel, para evitar deformações plásticas nos

elementos.

Para o desenvolvimento deste estudo, foram

utilizados os seguintes materiais: madeira nativa

brasileira da espécie Marupá, pertencente ao grupo

das folhosas, com densidade média de 410 kg/m 3 .

A madeira foi previamente caracterizada de acordo

com a norma NBR 7190-3, para determinar suas

propriedades mecânicas. Também foi empregado o

adesivo estrutural Cascophen RS 216-M, com catalisador

em pó preparado na proporção de 5:1, com

uma gramatura de 300 g/m 2 . As madeiras nativas são

geralmente de média a alta densidade e apresentam

menos defeitos em comparação às madeiras de florestas

plantadas (pinus e eucaliptos), que necessitam

de classificação mecânica e visual. O uso do Marupá,

madeira nativa e de média densidade, é considerado

vantajoso devido à sua menor quantidade de defeitos

naturais. No entanto, ao se utilizar uma combinação

diferente de espécie e adesivo dos habituais,

empregada em produtos industrializados, deve-se

realizar uma análise cuidadosa das juntas coladas.

Esta análise pode ser feita por meio de ensaios de

delaminação e resistência ao cisalhamento das linhas

de cola conforme ABNT NBR 7190-7.

MATERIAIS E MÉTODOS

Para a caracterização das propriedades relacionadas

ao cisalhamento transversal (rolling shear) dos

elementos de MLCC, foram realizados dois tipos

principais de ensaios experimentais: ensaios de

cisalhamento (em corpos de prova verticais e inclinados)

e ensaios de flexão (em painéis e em vigas

de MLCC). Nos ensaios de cisalhamento, o objetivo

foi obter a resistência (fvt) e a rigidez (Gvt) ao rolling

shear de camadas transversais isoladas, enquanto

nos ensaios de flexão buscou-se avaliar essas propriedades

no comportamento global dos elementos

estruturais. Além disso, as amostras de cisalhamento

foram testadas nos dois modelos (vertical e inclinado),

com variações de espessura de camada. Nos

ensaios de flexão, foram utilizados dois painéis de

MLCC (P-1 e P-2), sendo que o painel P-2 foi posteriormente

seccionado longitudinalmente, originando

três vigas de MLCC (B-1, B-2 e B-3), que também

foram ensaiadas em flexão, para avaliar o comportamento

dos diferentes formatos de amostras em

relação à rigidez ao cisalhamento.

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66 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

FEVEREIRO 2026 67



ARTIGO

Marupá,

Simarouba amara

MLCC

O método de ensaio influenciou significativamente

as propriedades rolling shear (fvt e Gvt). O

ensaio de cisalhamento vertical apresentou a maior

resistência (2,79 MPa), enquanto o ensaio de flexão

em vigas resultou na menor (1,76 MPa), com diferença

de até 58% entre os valores máximos. Quanto à

rigidez ao rolling shear (Gvt), o ensaio de flexão em

painéis registrou o maior valor (610 MPa), e o ensaio

de cisalhamento inclinado, o menor (138 MPa), com

diferença de 342%.

Os corpos de prova com camadas mais finas

apresentaram maiores valores de resistência (fvt) e

rigidez (Gvt) ao rolling shear, indicando influência

significativa da espessura da camada nessas propriedades.

Os corpos de prova apresentaram dois modos de

falha: rolling shear e separação das camadas ao longo

da linha de cola. Esses modos d e ruptura influenciaram

a rigidez (Gvt), sendo menores nas amostras

que apresentaram delaminação.

FABRICAÇÃO DAS AMOSTRAS

Os corpos de prova foram fabricados por meio

da colagem das lamelas de madeira com adesivo estrutural.

Na aplicação do adesivo, buscou-se utilizar a

gramatura recomendada pelo fabricante, realizando

a pesagem da quantidade a ser aplicada. O espalhamento

do adesivo foi feito em ambas as faces

de contato das lamelas com o uso de pincéis, sem

colagem lateral das bordas, estando a madeira com

umidade de 12% (+/– 1%). A pressão de colagem

adotada foi de 1,20 MPa, conforme especificado na

NBR 7190-1.

Para garantir a homogeneidade na aplicação

da pressão de colagem, no processo de fabricação

das amostras para os ensaios de cisalhamento e de

flexão, utilizou-se uma prensa mecânica, específica

para essa finalidade, com controle de pressão. A

prensa aplica uma pressão em toda a superfície de

colagem. Os corpos de prova para os ensaios de

cisalhamento foram retirados de parte das amostras

preparadas para os ensaios de flexão.

CONCLUSÕES

As propriedades relacionadas ao cisalhamento

transversal rolling shear (fvt e Gvt) foram superiores

aos valores indicados na literatura. A rigidez (Gvt) foi

de duas a seis vezes maior, enquanto a resistência

(fvt) foi aproximadamente de duas a três vezes superior.

O USO DO MARUPÁ,

MADEIRA NATIVA E

DE MÉDIA DENSIDADE, É

CONSIDERADO VANTAJOSO

DEVIDO À SUA MENOR

QUANTIDADE DE DEFEITOS

NATURAIS. NO ENTANTO, AO SE

UTILIZAR UMA COMBINAÇÃO

DIFERENTE DE ESPÉCIE E

ADESIVO DOS HABITUAIS,

EMPREGADA EM PRODUTOS

INDUSTRIALIZADOS, DEVE-SE

REALIZAR UMA ANÁLISE

CUIDADOSA DAS JUNTAS

COLADAS

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FEVEREIRO 2026 69



ARTIGO

Os resultados numéricos justificaram os modos

de ruptura experimentais dos modelos analisados.

Nos ensaios de cisalhamento, as tensões normais

(S33) foram inferiores às tensões de cisalhamento no

plano radial/tangencial (S23); já nos ensaios de flexão,

as tensões normais (S22) foram próximas às tensões

de cisalhamento (S23). Assim, a falha ocorreu

por rolling shear, com tensões máximas nas regiões

de ruptura dos ensaios experimentais.

A execução do ensaio de cisalhamento vertical

apresentou maior complexidade em comparação ao

ensaio inclinado, devido à necessidade de contenção

lateral.

A rigidez ao rolling shear (Gvt) obtida nos ensaios

de flexão foi, em geral, superior à dos ensaios de cisalhamento,

com maior variabilidade nos valores.

O ensaio de cisalhamento inclinado mostrou-se

mais adequado para determinar as propriedades do

rolling shear, por apresentar resultados mais próximos

da resistência dos corpos de prova submetidos

à flexão e por não ser influenciado pelo atrito lateral

entre o corpo de prova e o sistema de contenção.

Os estados de tensão variaram conforme o tipo

de ensaio: nos ensaios de cisalhamento, as tensões

normais (S33) representaram compressão perpendicular

às fibras; nos ensaios de flexão, indicaram tração

perpendicular às fibras. Em ambos os casos, as

tensões de cisalhamento no plano radial-tangencial

(S23) foram determinantes para a ruptura.

A rigidez ao rolling shear (Gvt) dos painéis foi superior

à das vigas, pois os painéis de MLCC possuem

rigidez em ambas as direções, enquanto as vigas

apresentam maior rigidez apenas na direção longitudinal

do elemento.

A equação analítica desenvolvida mostrou-se

adequada para o cálculo da rigidez ao rolling shear

(Gvt) a partir da rigidez ao cisalhamento do painel.

Para trabalhos futuros, recomenda-se o desenvolvimento

de modelos numéricos que considerem

o deslizamento entre as camadas do painel, incorporando

comportamento não linear e critérios de

falha mais realistas para a adequada representação

da ruptura. Sugere-se, ainda, a realização de ensaios

experimentais em painéis com cinco e sete camadas,

contemplando combinações assimétricas de

espessuras, além da aplicação de técnicas avançadas

de medição de deslocamentos, como a correlação

de imagens digitais (DIC), para comparação com os

resultados obtidos por transdutores lineares de deslocamento

(LVDT). Também é importante aprofundar

IMPLEMENTOS PARA

PÁ CARREGADEIRA:

a caracterização completa das propriedades elásticas

da madeira, visando aprimorar os dados de entrada

dos modelos numéricos.

Propõe-se investigar as dimensões ideais dos

corpos de prova para ensaios de cisalhamento inclinado

e desenvolver equações analíticas para painéis

com diferentes números e espessuras de camadas.

Outra forma de dar continuidade a esta linha de

pesquisa consiste na avaliação experimental da

qualidade da colagem em diversas combinações de

espécies e adesivos. Por fim, recomenda-se a investigação

do efeito de configurações reais empregadas

em obras, ampliando a aplicabilidade prática dos

resultados obtidos e promovendo maior fidelidade

entre as análises laboratoriais e as condições reais

de uso.

Essa é uma versão parcial desse

conteúdo, o texto completo pode

ser acessado pelo QR Code ao lado:

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70 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

FEVEREIRO 2026 71



AGENDA

AGENDA

2026

JUNHO 2026

2 A 4

CARREFOUR INTERNATIONAL

DU BOIS 2026

LOCAL: NANTES (FRANÇA)

INFORMAÇÕES:

HTTPS://WWW.TIMBERSHOW.COM/

JUNHO 2026

30/06 A 03/07

FORMÓBILE

LOCAL: SÃO PAULO (SP)

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

FORMOBILE.COM.BR/PT/HOME.HTML

AGOSTO 2026

17 A 20

MOVELSUL

LOCAL: BENTO GONÇALVES (RS)

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

SINDMOVEIS.COM.BR/

WOOD TAIWAN

23 A 26 DE ABRIL DE 2026

LOCAL: TAIPEI (TAIWAN)

INFORMAÇÕES:

HTTPS://WWW.WOODTAIWAN.COM/

EN/INDEX.HTML

A TAIWAN INTERNATIONAL WOODWORKING

INDUSTRY & FURNITURE MANUFACTURING SHOW,

SERÁ REALIZADA NO TAIPEI NANGANG EXHIBITION

CENTER HALL 1, REUNINDO EMPRESAS DE TODO O

MUNDO. COM O TEMA: CRAFT SMART!; A EXPOSIÇÃO

DESTACARÁ A MARCENARIA INTELIGENTE E O

ARTESANATO SUSTENTÁVEL, INCLUINDO TEMAS

COMO FABRICAÇÃO INTELIGENTE E SOLUÇÕES DE IA, FABRICAÇÃO DE MÓVEIS E ESTRUTURAS DE MADEIRA, MÁQUINAS E

EQUIPAMENTOS, ACESSÓRIOS E PAINÉIS DE HARDWARE, E FERRAMENTAS MANUAIS E DIY.

Imagem: reprodução

72 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026



ESPAÇO ABERTO

COMO MEDIR

O PROGRESSO SUSTENTÁVEL?

OS VERDADEIROS AVANÇOS

OCORREM QUANDO AS

RESTRIÇÕES DA INFRAESTRUTURA SÃO

SUPERADAS, OS FLUXOS DE DADOS

PREDITIVOS PERMITEM A OTIMIZAÇÃO

EM TEMPO REAL E A COLABORAÇÃO

ENTRE CLUSTERS INDUSTRIAIS

POTENCIALIZA ECONOMIAS

74 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2026

POR

LISA WEE

HEAD GLOBAL DE

SUSTENTABILIDADE

DA AVEVA

Todos os anos, a história sobre sustentabilidade

se repete: novas promessas, avanços notáveis e a

mesma conclusão incômoda de que o progresso

está estagnado. Mas e se esse diagnóstico estiver

errado? E se o problema não for a falta de progresso,

mas sim o fato de estarmos procurando nos lugares

errados?

Enquanto o mundo aguarda soluções milagrosas, avanços

reais já estão acontecendo na reestruturação das redes elétricas,

na ascensão de polos industriais digitais e nas discretas

transformações de infraestrutura que raramente chegam às

manchetes. Não nos falta progresso. Só precisamos de uma

perspectiva diferente para medir.

A COP30 do Brasil não foi como as outras. Realizada em

Belém (PR), na orla da Amazônia, a cúpula mudou o foco das

promessas para a comprovação e da ambição para a execução.

O foco está na construção de infraestrutura que não

apenas descarbonize, mas também se adapte e perdure. O

apelo do Brasil por um mutirão, um esforço coletivo, reflete o

que estamos vendo em toda a indústria: progresso estrutural,

não simbólico, sustentado por uma colaboração radical.

Nesse contexto, a verdadeira limitação não é a inovação,

mas sim a capacidade da infraestrutura de acompanhar seu

ritmo. E isso fica ainda mais evidente na rede elétrica: quando

a infraestrutura se torna o gargalo, os avanços não se

restringem às ampliações, mas às conexões, que precisam ser

mais inteligentes.

Globalmente, os operadores de redes elétricas estão sob

pressão para gerenciar o aumento da carga de energias renováveis,

equilibrando a demanda em tempo real, para evitar

o desperdício da energia limpa gerada. Ao mesmo tempo,

o aumento do preço da energia restringe o crescimento industrial

em muitas áreas. E a exigência por mais eletricidade

intensifica a pressão sobre a infraestrutura existente. A boa

notícia é que as ferramentas digitais estão ajudando a enfrentar

ambos os desafios, e um exemplo vem daqui mesmo.

Com a ajuda da tecnologia, o ONS (Operador Nacional

do Sistema), integrou uma plataforma de gestão energética

para recuperar 211 mil MW/h (mega watts por hora) de

energia renovável. Isso é suficiente para abastecer aproximadamente

20 mil residências por um ano, considerando o

consumo médio de eletricidade por domicílio. A maior visibilidade

também ajudou a evitar perdas de US$ 11,4 milhões,

maximizando a utilização de energia limpa.

Isso mostra que a sustentabilidade está sendo incorporada

às operações das empresas, e não adicionada posteriormente.

E como esse momentum se reflete em capacidade e

não apenas em reduções de emissões, as métricas tradicionais

não conseguem registrá-lo. Sustentabilidade não segue

uma linha reta e muitas das métricas atuais ainda a medem

como se seguisse.

Indicadores ESG tradicionais dependem muito de totais

anuais e linhas de base estáticas, em vez de capturar o dinamismo

em tempo real. Entretanto, os verdadeiros avanços

ocorrem quando as restrições da infraestrutura são superadas,

os fluxos de dados preditivos permitem a otimização

em tempo real e a colaboração entre clusters industriais potencializa

economias. Essas mudanças criam transformações

abruptas, não tendências lineares.

Elas também introduzem complexidade, dificultando a

coordenação em uma economia interconectada e orientada

por dados. É por isso que a digitalização se torna tão essencial,

sendo a base para uma economia industrial conectada.

Reconhecer esse progresso exige mudar a perspectiva

com que analisamos o problema. Precisamos de uma lente

que acompanhe a evolução dos sistemas, e não apenas a

redução das emissões. Caso contrário, corremos o risco de

confundir um progresso real com uma desaceleração e de ignorar

as lições que podem ser replicadas em setores inteiros.

O desafio agora é enxergá-las. Os avanços que estão

remodelando os setores de energia, manufatura e cadeias

de suprimentos raramente chegam às manchetes, mas estão

acontecendo. Clusters digitais, coordenação de redes elétricas

e compartilhamento de dados operacionais estão silenciosamente

impulsionando mudanças em diversos setores. A

sustentabilidade não está perdendo força. Ela está passando

da intenção para a infraestrutura, das manchetes para a implementação

prática, da ambição para a execução.

Foto: Lisa Wee



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