Revista Coamo - Fevereiro de 2026
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revista coamo Desempenho consolidado ano 52 edição 565 fevereiro/2026
revista
www.coamo.com.br
Sobras
fevereiro/2026
Expansão
Coamo adquire
quatro unidades no
Norte do Paraná
Valor distribuído aos
cooperados somam
R$ 716,3 milhões
ano 52 edição 565
Desempenho consolidado
Com resultados aprovados em assembleia, a Coamo registra receita global de
R$ 28,7 bilhões e sobra líquida acima de R$ 2 bilhões, fortalecendo sua atuação
cooperativista e ampliando investimentos, produção e presença regional nos
estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul
Órgão de divulgação da Coamo
ano 52 | edição 565 | fevereiro 2026
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO
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Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos
Reportagens: Ana Paula Bento Pelissari Smith, Antonio Marcio dos Santos, Guilherme Augusto Boller,
Ilivaldo Duarte de Campos, Ruthielle Borsuk da Silva Granado e Wilson Bibiano Lima
Designer gráfico: Aline Aristides Bazan, Marcos Gabriel Batista dos Santos e Raquel Sumie Eishima
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Coamo Agroindustrial Cooperativa
É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte.
Os artigos assinados ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.
COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA
SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Jonathan Henrique Welz Negri,
Joaquim Peres Montans, Ricardo Accioly Calderari, Emilio Magne Guerreiro Junior, Wilson Pereira de Godoy, João Marco Nicaretta e Igor Eduardo de Mello Schreiner.
CONSELHO FISCAL: Alessandro Gaspar Colombo, Pedro Augusto Brunetta Borgo e João Mignoso (Membros Efetivos); João Luiz Ferri, Helen Karolyne da Cruz Paschoeto e Renato
Bravin Piccolo (Membros Suplentes).
DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.
Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.
índice
Entrevista
10
Engenheiro agrônomo Claudio Rizzatto relembra sua trajetória, destaca marcos do cooperativismo
e analisa como a Coamo impulsionou o desenvolvimento técnico, produtivo e social dos cooperados
AGO
14
Coamo tem receita global de R$ 28,716 bilhões e sobra líquida de R$ 2,019 bilhões. Desempenho
da cooperativa foi apresentado e aprovado pelos cooperados em Assembleia Geral Ordinária
22
Sobras
Valor distribuído ultrapassa R$ 716,3 milhões. Cada cooperado recebe na
proporção da sua movimentação com a cooperativa na entrega de produtos
agrícolas e aquisição de insumos
Expansão
36
Coamo oficializou a aquisição de quatro unidades de armazenagem e instalações agrícolas
estrategicamente localizadas em Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do Paraíso, no Norte do PR
fevereiro/2026 revista
5
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governança
Desafios superados e bons resultados em 2025
Com grande satisfação apresentamos
aos cooperados no dia
5 de fevereiro na Assembleia
Geral (AGO), o relatório de atividades
da Coamo e a prestação de contas referente
ao exercício 2025. Mais uma
vez, finalizamos o ano com a certeza
de que o nosso maior patrimônio é a
cooperação, e em cada safra, conquistamos
bons resultados, fruto da utilização
da tecnologia, do conhecimento,
da dedicação e da confiança dos cooperados,
clientes, funcionários, fornecedores,
instituições financeiras em
nossa forma de trabalhar.
Geramos renda aos cooperados
e promovemos o desenvolvimento
sustentável do agronegócio,
e, portanto, cumprimos a missão da
Coamo presente nas suas Diretrizes
Corporativas, e apresentamos resultados
expressivos.
Na Assembleia Geral, os cooperados
aprovaram o balanço que registrou
uma receita global de R$ 28,7
bilhões e uma sobra líquida de mais
de R$ 2 bilhões. O valor das sobras
distribuídas somou mais de R$ 700 milhões,
dos quais R$ 200 milhões foram
antecipados em dezembro de 2025.
E já no dia seguinte à AGO, os cooperados
comemoraram o recebimento
deste benefício importante em todas
as unidades da cooperativa em dezenas
de regiões produtoras no Paraná,
Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Entre os indicadores do
exercício, alcançamos um patrimônio
líquido de R$ 13,4 bilhões, com
crescimento de 11,5% em relação
ao exercício anterior, e um ativo total
de R$ 22,4 bilhões. Refletindo a
boa saúde econômico-financeira,
a Coamo tem liquidez corrente de
2,74, liquidez geral de 1,64 e um
grau de endividamento de 40,33%.
Nos últimos anos temos
convivido com efeitos climáticos
que têm sido decisivos na produtividade
das lavouras, que somada a
queda nos preços das commodities
tem impactado diretamente na rentabilidade
dos produtores.
A comercialização da soja e
do milho foram afetadas pelo excesso
de estoques mundiais e retração
nas compras pela China. Além disso,
a política de taxa sobre a importação
dos Estados Unidos contribuiu
para a instabilidade no mercado.
Com uma sólida política adotada,
principalmente no que se refere
à capitalização constante e na manutenção
da solidez financeira, a Coamo
conseguiu superar os desafios ao longo
do exercício do ano passado.
O recebimento da safra
ocorreu em 118 unidades e atingiu
9,6 milhões de toneladas de produtos,
representando 2,7% da produção
brasileira de grãos. No tocante
à exportação, a Coamo exportou 3,8
milhões de toneladas de commodities
e produtos alimentícios, por
meio dos portos de Paranaguá (PR)
e São Francisco do Sul (SC), gerando
um faturamento de US$ 1,47 bilhão.
Com esses bons resultados,
manifestamos os nossos agradecimentos
a Deus, que nos guiou
e fortaleceu ao longo deste ano,
permitindo-nos superar desafios
e alcançar importantes resultados.
Nossos agradecimentos aos cooperados,
aos membros dos Conselhos
de Administração e Fiscal, bem como
à diretoria executiva, cuja atuação
comprometida e estrategicamente
planejada foi determinante para o
êxito de nossas iniciativas e para o
contínuo desenvolvimento de nossa
cooperativa. A todos os funcionários
pelo empenho e dedicação diária,
essencial para concretizarmos os
nossos objetivos, e aos nossos familiares
pelo apoio constante.
Agradecemos a confiança e
parceria dos nossos clientes, fornecedores,
consumidores, instituições
financeiras e entidades que acreditarem
na nossa missão e fortaleceram
nossa trajetória. Reiteramos nosso
muito obrigado e o compromisso de
seguirmos juntos construindo um futuro
ainda mais promissor.
ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI
Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo
fevereiro/2026 revista
7
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Treinamentos em
tecnologia de
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gestão
A expansão como fator de relevância dos nossos negócios
Em nome da nossa diretoria executiva agradecemos
o apoio e a confiança do Conselho de
Administração e Fiscal às nossas atividades no
exercício 2025, e reconhecemos a dedicação, profissionalismo
e comprometimento dos nossos mais de
10 mil funcionários, que contribuíram para o sucesso
e os bons resultados da nossa cooperativa.
Como a Coamo não pode parar de crescer,
na Assembleia Geral foram apresentados os resultados
do ano passado e os cooperados aprovaram
para o novo exercício o plano de atividades visando
o aperfeiçoamento contínuo da gestão e investimento
em várias áreas como nos sistemas de informatização
e infraestrutura de processamento de dados,
bem como no sistema de comunicação e segurança.
Continuaremos investindo nos parques industriais
para agregar valor à produção dos cooperados
com a conclusão neste ano das obras da
indústria de etanol, a ampliação e modernização da
indústria de Paranaguá, e o início da instalação da
indústria de biodiesel em nosso terminal portuário.
Os investimentos serão constantes em infraestrutura,
quer seja de armazenagem, de fluxo
de recebimento, de novos sistemas de secagem de
produto, de novas tecnologias de beneficiamento
dos produtos recebidos, como também em logística
e transporte. Para a satisfação dos cooperados,
entregaremos, oficialmente em breve, o moderno e
completo entreposto de Campina da Lagoa, no Paraná,
inclusive com agência da Credicoamo, e para
a safra de inverno, mais três novos postos de recebimentos
ligados aos entrepostos dos municípios de
Sidrolândia, Amambai e Dourados, no Mato Grosso
do Sul.
Durante a Assembleia Geral a diretoria apresentou
a aquisição de quatro novas unidades localizadas
em Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do
Paraíso, no Norte do Paraná, que passam a integrar a
estrutura operacional da Coamo. Essas novas unidades
foram adquiridas do Fundo Pátria, que estavam
alugadas desde 2020 à empresa Belagrícola.
Trata-se de uma oportunidade de expansão
de área da Coamo e vem ao encontro da política de
crescimento da cooperativa em realizar bons negócios
aos cooperados e manter a sua relevância no
mercado. Por isso, quando falamos que a Coamo é a
maior cooperativa do Brasil e primeira empresa do
Paraná, não se trata de uma questão de ser grande,
mas por ser relevantes nos negócios que faz.
Quando a cooperativa tem essa posição ela
pode ter alta competitividade no mercado e buscar
os melhores negócios aos seus mais de 32 mil cooperados,
que sozinhos, jamais conseguiriam todos
esses benefícios e com a força da união e da solidez
da Coamo isso tem sido possível, e assim somos relevantes
nos negócios.
Então, os produtores dessas novas unidades
terão acesso de forma gradual e contínua aos serviços
e produtos que oferecemos nas outras regiões
do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, e
iremos aumentar a movimentação de grãos e o volume
dos nossos negócios para agregar valor aos
nossos cooperados.
AIRTON GALINARI
Presidente Executivo da Coamo
fevereiro/2026 revista
9
entrevista
CLAUDIO FRANCISCO BIANCHI RIZZATTO
Vice-presidente do Conselho de Administração da Coamo
“Com a Coamo veio a assistência técnica, o desenvolvimento agronômico
e sustentável, e a melhoria da qualidade de vida dos cooperados”
Com uma trajetória que
se confunde com a
própria história da Coamo,
o engenheiro agrônomo
Claudio Francisco Bianchi Rizzatto
relembra sua chegada a
Campo Mourão, em 1974, os
primeiros passos no cooperativismo
e as transformações vividas
pela cooperativa e pelos
produtores ao longo de mais
de cinco décadas. Gaúcho de
Jaguari, formado pela Universidade
Federal de Santa Maria,
Rizzatto acompanhou de perto
a implantação da assistência
técnica, a organização dos cooperados,
a expansão das áreas
de atuação e a consolidação
da comunicação com o quadro
social. Nesta entrevista à Revista
Coamo, ele relata passagens
marcantes da sua carreira, destaca
decisões estratégicas que
impulsionaram o desenvolvimento
agronômico e sustentável
e analisa como a cooperativa
contribuiu para a evolução
produtiva, econômica e social
das famílias associadas.
Revista Coamo: Como foi sua história
na Coamo, desde a sua chegada
em 1974 em Campo Mourão?
Claudio Francisco Bianchi Rizzatto:
Eu sou gaúcho de Jaguari,
onde conclui o curso primário. Fiz
Colégio Agrícola na Universidade
Santa Maria, onde depois prestei
vestibular para agronomia e me
graduei na turma de 1973. Formando,
saí do Rio Grande do Sul e
vim para Curitiba e fiz um concurso
e fui aprovado para trabalhar
na Acarpa – empresa de extensão
rural. Lá estudei cooperativismo
e fui escolhido para trabalhar em
Curitiba, mas não era o que eu
queria, pois queria vir para o interior.
Então, fiz uma troca com um
colega para trabalhar em Campo
Mourão. Não conhecia Campo
Mourão, e nem lavouras de café e
algodão, e alguns falavam: “Você
está louco Claudio, trocar a capital
pelo interior? Mas aceitei o desafio
e cheguei em Campo Mourão em
março de 1974 e fiquei impressionado
com as condições da cidade.
Comecei a trabalhar na área de
cooperativismo em um convênio
firmado entre Coamo e Acarpa, e
no segundo semestre 1974 criamos
os comitês educativos da
Coamo em comunidades tradicionais
como Ivailândia, Campina do
Amoral, Peabiru, Luiziana e Farol.
Em 1975, realizamos as primeiras
reuniões com os cooperados.
RC: A entrada na Coamo mudou a
vida do senhor?
Rizzatto: Foi muito bacana, atendi
o convite do então gerente na
época, Dr. Aroldo, e fui admitido
como funcionário em 1 de fevereiro
de 1975, e minha vida mudou.
Fui o quarto agrônomo a entrar na
cooperativa, e atuei na área técnica
dos serviços de assistência técnica,
crédito rural e repasse, daí fui convidado
e aceitei o convite para assumir
a gerência de insumos, que
era responsável por compra, venda
e distribuição de insumos. Na época,
com visão de futuro, a diretoria
resolveu criar a superintendência
técnica e o meu nome foi escolhido
em 1978. Fiquei nesse cargo
até janeiro de 2008, quando em
fevereiro na Assembleia Geral as-
10 revista
fevereiro/2026
sumi como vice-presidente, após
aposentadoria do seu Sérgio Luiz
Panceri, que foi secretário e vice-
-presidente durante 33 anos na diretoria.
Aceitei esses convites com
satisfação sabendo que teríamos
os grandes desafios e conquistas
pela frente. Graças a Deus e
a muito trabalho e determinação,
suplantamos desafios e comemoramos
muitas conquistas.
Engenheiro agrônomo formado em 1973 na Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande
do Sul. Chegou em Campo Mourão no ano de 1974 para atuar como extensionista na Acarpa, que
depois mudou o nome para Emater. Foi admitido na Coamo em fevereiro de 1975, sendo o quarto
agrônomo na cooperativa. Foi criador e editor do primeiro jornal impresso da cooperativa e gerente
de Insumos. Posteriormente, em 1978, assumiu como superintendente Técnico até 2008, quando
com a aposentadoria do vice-presidente Sérgio Luiz Panceri, aceitou como cooperado convite do
Dr. Aroldo para ser eleito como vice-presidente do Conselho de Administração na Assembleia Geral
Ordinária, em fevereiro de 2008, cargo que ocupa atualmente. Integrou e participou ativamente
de várias diretorias da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão, tendo sido
presidente na 11ª diretoria na gestão 1993/1995.
RC: Cite um fato que o senhor participou
e foi muito importante?
Rizzatto: Lembro com satisfação
de uma viagem que fizemos para
Brasília visando obter o credenciamento
junto ao Banco Central
do Brasil (Bacen) para operar
com crédito rural, e a Coamo foi
a primeira cooperativa do país a
conseguir essa conquista. Outro
destaque foi o que a Coamo propiciou
para o desenvolvimento do
agricultor. A transformação que
eles tiveram nessas mais de cinco
décadas foi algo incrível. A Coamo
chegou em regiões que estavam
muito atrasadas, aonde não chegava
assistência técnica. E isso a
Coamo fez e muito bem, sendo um
exemplo para todo o país, com o
investimento e desenvolvimento
da área técnica. Junto com o desenvolvimento
agronômico, veio o
desenvolvimento sustentável, que
melhorou a qualidade de vida do
produtor.
RC: O senhor teve uma participação
direta na primeira publicação
impressa aos cooperados, na época,
como assessor de Cooperativis-
fevereiro/2026 revista 11
entrevista
"A COAMO CHEGOU A REGIÕES ONDE NÃO EXISTIA ASSISTÊNCIA TÉCNICA E
CONTRIBUIU DIRETAMENTE PARA ORGANIZAR A PRODUÇÃO E O COOPERADO."
mo no convênio Coamo/Acarpa foi
o primeiro editor. Conte um pouco
sobre isso.
Rizzatto: Precisávamos nos comunicar
com os cooperados, por isso,
tivemos a ideia de um jornal (Informativo
Coamo) para mostrar a
cooperativa. Eu tirava fotos, escrevia
e diagramava a edição, depois
levava à gráfica, que fazia tudo,
letrinha por letrinha no sistema de
tipografia onde a composição das
páginas era manual. As fotos, por
exemplo, eram no sistema clichê.
A gráfica imprimia uma provinha
para revisão e quando o gráfico errava,
eu corrigia e ele tinha que imprimir
de novo. Foi um bom início
e em agosto de 1975, com a edição
número 10, o informativo mudou
de nome, para Jornal Coamo.
RC: O senhor lembra das primeiras
matérias da edição histórica em
novembro de 1974?
Rizzatto: Sim, foi em novembro
de 1974, quando circulou pela
primeira vez o Informativo Coamo,
que foi o início da comunicação
impressa da cooperativa. Escrevemos
que o nome não importava,
mas, sim a mensagem que chegaria
até os produtores, e que o impresso
seria o elo entre a Coamo
e os cooperados. Lembro que a
capa da primeira edição apresentou
uma foto aérea de armazéns
da cooperativa, uma matéria contendo
informações da comercialização
da soja safra 1974/75, o
balancete das contas encerradas
em 30 de setembro de 1974, algumas
dicas da cultura da soja e uma
matéria sobre o título de Cidadão
Honorário ao então presidente
da Coamo, Fioravante João Ferri,
por ocasião do 27º aniversário de
Campo Mourão.
RC: Qual a importância da comunicação
e do relacionamento direto
da diretoria com os cooperados e
a comunidade?
Rizzatto: Passados 51 anos da
primeira edição impressa e quase
50 anos da veiculação do primeiro
programa de rádio que estreou
em 1978, penso que a comunicação
e o relacionamento são muito
importantes e um grande desafio a
cada dia, diante da tecnologia, redes
sociais e diversas plataformas,
onde tudo é muito veloz, e temos
que tomar cuidado com o que não
é verdadeiro. A Coamo vem mantendo
e cumprindo o seu objetivo
como elo entre a cooperativa e os
cooperados. Nesse sentido evoluiu
e vem evoluindo, se adequando a
modernidade mostrando boas histórias
e exemplos, e assuntos de
interesse dos cooperados. Então
desta maneira, eles ficam por dentro
do que acontece na Coamo e
no agronegócio, com confiança,
transparência e qualidade.”
Claudio Francisco Bianchi Rizzatto recebeu homenagem pelos serviços prestados à cooperativa
RC: Como analisa os avanços dos
produtores associados da Coamo
com o apoio da cooperativa?
Rizzatto: Como melhorou a produção,
tecnologia e a qualidade
de vida do produtor. Isso não tem
preço, e dentro disso existe uma
empresa que começou pequenininha
lá no início dos anos 1970
e passados 55 anos a gente vê
12 revista
fevereiro/2026
produtores colhendo muito mais
do que 200 sacas de soja por alqueire,
bem diferente das 60, 70
sacas há mais de cinco décadas.
Me orgulha ver que a Coamo
cresceu e se transformou na maior
empresa do Paraná, e o que mais
me emociona é que essa mesma
Coamo hoje é do tamanho que
ela é e continua com aqueles mesmos
princípios e valores do início,
de quando tinha 300 associados,
quando eu cheguei em 1974. Os
cooperados continuam sendo tratados
pelo nome e não como um
número, não importando a área
de terra, se pequeno, médio ou
grande produtor.
RC: Qual o sentimento de ter vivido
e testemunhado essa transformação?
Rizzatto: É um grande orgulho e
felicidade, porque quando cheguei
como extensionista e engenheiro
agrônomo para trabalhar
na Coamo ela tinha apenas quatro
anos (em 1974) e então tenho
mais de 50 anos de Coamo. É um
orgulho muito grande, porque eu
vi, presenciei e participei de todo
esse desenvolvimento, de toda a
cadeira produtiva, é muito bom e
significativo o que ela propiciou
no desenvolvimento de várias gerações
de agricultores que cresceram
com a Coamo nesses 55 anos.
Nesse ciclo destaco também o
grande trabalho e suporte de todos
os funcionários para atender
e muito bem milhares de cooperados
e participarem dessa transformação
para uma agricultura
sustentável, exemplo para o país.
A Coamo sempre foi muito bem
administrada, capitalizada e nunca
teve qualquer tipo de crises,
mas sempre teve bons resultados,
atendendo todos os cooperados
com respeito e valorização ao ser
humano. Por isso, falo com orgulho,
emoção e felicidade, que
tudo deu certo e todo dia é dia
de Coamo, a Coamo é todo dia na
vida da gente.
“Ao longo de mais
de cinco décadas,
acompanhei de perto
a transformação
tecnológica, produtiva
e social vivida
pelos agricultores
associados.”
RC: Então, a confiança também faz
toda a diferença na relação com os
produtores?
Rizzatto: Sem dúvida, temos inúmeros
exemplos de avanços de
como os cooperados da Coamo
evoluíram como pessoas e empreendedores
rurais buscando o
máximo de tecnologia e com foco
no gerenciamento das atividades
com o apoio da Coamo por meio
da assistência técnica e de diversos
programas voltados para toda
a família cooperativista. Mas desde
o início a visão do Dr. Aroldo
e o modo, o jeito com que trata
e trabalha com os cooperados é
elogiável e incomparável, pois
a confiança é tudo, e é um valor
inegociável, ou seja, a Coamo é
forte porque a harmonia e o relacionamento
entre cooperados e
diretoria é muito forte e sólido, e
exemplo para o cooperativismo e
área empresarial do país.
RC: Qual é o futuro da Coamo e
sua mensagem aos leitores?
Rizzatto: A Coamo tem ética, honestidade
de princípios, essência
e transparência, sempre com muita
segurança, responsabilidade
e solidez, focada no cooperado
com muita qualidade e inovação.
Então, a Coamo assim como o
agronegócio não pode parar, e
ela está crescendo de forma organizada
e tem muito mais para crescer.
É uma cooperativa, uma empresa
construída sob a liderança
do nosso grande líder Dr. Aroldo,
para uma vida inteira, para várias
gerações. Isso é uma grande coisa
e nos orgulha, porque completamos
os 55 anos da cooperativa
com uma governança muito bem
estruturada e conduzida, aceita
com confiança pelos cooperados
e é elogiada pelos clientes, parceiros
e comunidade. A Coamo
é infinita e não tem limite, pois a
Coamo vai ser cada vez melhor,
como empresa inovadora e admirada,
sem perder sua essência,
visando colher produtividades satisfatórias,
obter renda e praticar
uma agricultura sustentável.
fevereiro/2026 revista 13
desempenho
Na Assembleia Geral o quadro social aprovou as contas do exercício 2025, novos investimentos e a distribuição de sobras
COAMO TEM RECEITA GLOBAL DE R$ 28,716 BILHÕES
E SOBRA LÍQUIDA DE R$ 2,019 BILHÕES
A
Coamo Agroindustrial Cooperativa registrou
em 2025 receita global de R$ 28,716 bilhões.
A sobra líquida atingiu o montante de R$
2,019 bilhões. Deste valor, após a dedução estatutária,
foram distribuídos mais de R$ 716,3 milhões
aos mais de 32,7 mil cooperados no Paraná, Santa
Catarina e Mato Grosso do Sul. Os números foram
aprovados pelo quadro social no dia 05 de fevereiro
em Assembleia Geral Ordinária realizada em Campo
Mourão (Centro-Oeste do Paraná).
O Patrimônio Líquido alcançou R$ 13,376 bilhões,
representando um crescimento de 11,5% em
relação ao exercício anterior, e o Ativo Total atingiu o
montante de R$ 22,415 bilhões. O EBITDA (sobra antes
de juros, impostos, depreciação e amortização),
alcançou o montante de R$ 2,009 bilhões. Os principais
indicadores financeiros refletem a boa saúde
econômico-financeira da cooperativa: liquidez corrente
de 2,74; liquidez geral de 1,64; margem de
garantia de 247,98% e o grau de endividamento de
40,33%. Além disso, foram gerados e recolhidos R$
1,012 bilhão em impostos, taxas e contribuições.
14 revista
fevereiro/2026
Participação dos cooperados é um dos pilares do sucesso da cooperativa
Durante a assembleia, a diretoria apresentou
os benefícios disponibilizados no exercício de
2025 aos cooperados da Coamo. Além das sobras
distribuídas de R$ 716 milhões, foram devolvidos
mais de R$ 26 milhões de capital social aos cooperados
com 65 anos ou mais e que completaram dez
anos de permanência na Coamo e R$ 14,5 milhões
em ICMS. Também mais R$ 66,3 milhões do programa
Fideliza em créditos para aquisição de insumos
agrícolas, máquinas, peças e produtos veterinários.
Com todo um grande trabalho e participação dos
cooperados o montante dos benefícios somam mais
de R$ 823 milhões.
De acordo com o presidente do Conselho
de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini,
nos últimos anos, houve efeitos climáticos que
têm sido decisivos na produtividade das lavouras
implantadas, que somada à queda nos preços das
commodities, tem impactado diretamente na rentabilidade
dos cooperados. “A comercialização da
soja e do milho foram afetadas pelo excesso de estoques
mundiais e retração nas compras pela China.
Além disso, a política de taxas sobre importação dos
Estados Unidos contribuiu para a instabilidade do
mercado”, comenta.
Ao longo do ano, a Coamo desenvolveu
uma série de programas e iniciativas que contribuíram
significativamente para a melhoria da qualidade
de vida da família cooperada. Além das ações vol-
José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo
fevereiro/2026 revista 15
desempenho
tadas à capacitação e ao fortalecimento da gestão
nas propriedades, destacam-se os planos e ações
de fornecimento e a concessão de crédito disponibilizados
aos cooperados.
Gallassini lembra que a Coamo tem investido
em indústrias, sendo as mais recentes a de etanol
de milho e biodiesel. “Essas iniciativas fortalecem a
cadeia produtiva, diversificam as fontes de receita e
promovem o desenvolvimento, gerando benefícios
diretos aos cooperados. Mediante a sólida política
adotada pela Coamo, principalmente no que se refere
à capitalização constante e na manutenção da
solidez financeira, os desafios enfrentados ao longo
do exercício foram superados.”
O presidente destaca que os resultados alcançados
refletem o trabalho conjunto dos cooperados,
dos conselhos de Administração e Fiscal e da
diretoria Executiva, cuja atuação contribui para o desenvolvimento
contínuo da cooperativa. O presidente
também reconhece o empenho dos funcionários,
essencial para a execução das atividades e o alcance
dos objetivos. “Agradecemos, ainda, a confiança e
a parceria de nossos clientes, fornecedores, consumidores,
instituições financeiras e demais entidades
que, ao acreditarem em nossa missão, fortaleceram
nossa trajetória e ampliaram nosso impacto. A todos
que, de forma direta ou indireta, contribuíram para
mais um ciclo de realizações, reiteramos nosso muito
obrigado e o compromisso de seguirmos juntos,
construindo um futuro ainda mais promissor.”
CONSELHO FISCAL – GESTÃO 2026
Membros Efetivos
Alessandro Gaspar Colombo
Campo Mourão
Pedro Augusto Brunetta Borgo
Mamborê
João Mignoso
Campo Mourão
Membros Suplentes
João Luiz Ferri
Campo Mourão
Helen Karolyne da Cruz Paschoeto
Campo Mourão
Renato Bravin Piccolo
Engenheiro Beltrão
EXERCÍCIO
2025
RELATÓRIO DA
GESTÃO
Para acessar a versão completa das demonstrações financeiras
da cooperativa no exercício de 2025 aponte o leitor de QR
Code na imagem ao lado ou visite o site da Coamo
Há sempre algo a compartilhar.
É assim que a gente cresce!
SEDE:
Rua Fioravante João
Ferri, 99 – Jd. Alvorada
Campo Mourão, Paraná
CONTATO:
+55 44 3599 8000
coamo@coamo.com.br
coamo.com.br
16 revista
fevereiro/2026
Benefícios aos
COOPERADOS
exercício 2025
Sobras por
produtos
Aveia
R$ 0,95
Soja
Café
beneficiado
Milho
Café
em coco
Trigo
R$ 3,50 R$ 1,30 R$ 1,30
R$ 8,00
R$ 2,67
Bens de
fornecimento
3,80%
fevereiro/2026 revista 17
desempenho
airton galinari, presidente executivo da coamo,
reforça o papel da cooperativa na condução de
um modelo de negócios baseado na participação
dos cooperados e no desenvolvimento das atividades
no campo. Segundo ele, a responsabilidade da
administração é garantir que a cooperativa continue
praticando o cooperativismo de forma estruturada,
levando crescimento, modernidade e novas oportunidades
aos cooperados.
Galinari destaca que os resultados só são
possíveis com a atuação conjunta entre cooperativa
e cooperados. “Fazer juntos àquilo que sozinho é difícil
de fazer depende totalmente da participação do
cooperado na sua cooperativa”, afirma.
Ele lembra que a cooperativa conta atualmente
com cerca de 10.500 funcionários diretos e,
em média, outros 1.500 indiretos ao longo do ano.
Para ele, esse quadro representa um compromisso
assumido com tranquilidade, sustentado pelo engajamento
e pela confiança mútua entre cooperativa,
cooperados e funcionários. Galinari ressalta que alcançar
resultados expressivos em um ano considerado
desafiador reflete um trabalho coletivo. Para ele,
o desempenho apresentado é resultado da soma de
esforços dos cooperados, dos funcionários, da diretoria
e dos parceiros que integram o ecossistema da
cooperativa.
Para o presidente os números confirmam
que a cooperativa segue no caminho definido desde
sua fundação. Segundo ele, ao longo de 55 anos,
a Coamo manteve o foco em ser uma cooperativa de
resultado, pautada pela seriedade, pela simplicidade
e pelo respeito aos princípios cooperativistas. “O
segredo é fazer o simples, com honestidade, com as
Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo
pessoas certas e com foco no desenvolvimento da
atividade do produtor”, afirma.
alcir josé goldoni, presidente executivo da
credicoamo, destaca que os resultados alcançados
pela Coamo são fruto direto do trabalho e da
confiança dos cooperados. Segundo ele, não há
resultado sem a participação efetiva do associado,
responsável por gerar uma receita superior a R$
28 bilhões.
Goldoni ressalta que a cooperativa conseguiu
fornecer insumos a preços de mercado, gerar
competitividade e ainda alcançar sobras superiores
a R$ 2 bilhões, sem transferir custos adicionais aos
cooperados. Para ele, esse desempenho decorre do
ganho de escala e da soma de esforços coletivos.
“Isso não saiu da rentabilidade do cooperado, mas
da força do trabalho conjunto”, afirma.
Ele destaca ainda que o protagonismo dos
ELIANE CRISTINA MANDOTTI
Brasilândia do Sul (PR)
"Saber das sobras e do faturamento da cooperativa,
mesmo em um ano difícil, reforça a
confiança que temos na Coamo. O valor das sobras,
que é tão importante para o produtor, foi
significativo. Esse reconhecimento nos deixa
contentes e motivados a continuar participando
da cooperativa."
RICARDO CUNHA ANDRADE
Caarapó (MS)
"Os números positivos apresentados pela Coamo
representam a segurança e força do cooperativismo.
Mesmo em um ano difícil, a cooperativa
consegue trazer resultados nas operações que
acabam nos ajudando também. É um esforço coletivo
que beneficia tanto a Coamo quanto nós,
cooperados."
18 revista
fevereiro/2026
Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo
cooperados precisa ser valorizado, pois é ele que sustenta
o modelo de cooperativa de resultados. Ele cita
como exemplo a aprovação de mais de R$ 1 bilhão
em investimentos, resultado de um processo coletivo
que avalia se as decisões atendem à maioria dos associados.
Goldoni também aborda a atuação integrada
das cooperativas, citando a Coamo como braço
da produção e a Credicoamo como braço financeiro.
“Essa sinergia fortalece o desenvolvimento das propriedades,
das famílias e dos municípios”, frisa.
josé roberto ricken, presidente do sistema
ocepar, afirma ser motivo de orgulho participar da
assembleia da Coamo, que é a maior cooperativa
agroindustrial da América do Sul e a maior empresa
privada do Estado do Paraná. Segundo ele, a solidez
e a capitalização da cooperativa refletem um modelo
de gestão baseado em planejamento, profissionalismo
e governança.
Ricken destaca a importância do papel dos
conselhos de Administração e Fiscal, além do comprometimento
dos cooperados. Ele lembra que
o cooperativismo paranaense reúne mais de 200
cooperativas, com cerca de 4,5 milhões de pessoas
associadas, movimentando receitas expressivas e reinvestindo
resultados tanto nos cooperados quanto
nas próprias cooperativas.
Para o presidente do Sistema Ocepar, a assembleia
é o momento que simboliza a participação
efetiva do associado. “A assembleia é a coroação
do cooperativismo, é onde o cooperado exerce sua
participação”, afirma. Segundo ele, os investimentos
realizados pelas cooperativas geram impacto direto
nas comunidades, por meio da geração de renda,
impostos e desenvolvimento regional.
dalva caramalac, superintendente do sistema
ocb/ms, afirma que participar da assembleia
permitiu dimensionar, de forma ainda mais clara, a
atuação da Coamo. “A cooperativa é um exemplo
de crescimento aliado à preservação da essência
cooperativista.” Para a superintendente, a assembleia
representa o momento central da cooperativa,
José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar
Dalva Caramalac, superintendente do Sistema OCB/MS
fevereiro/2026 revista 19
desempenho
Antonio Carlos Cardoso, presidente da Unimed Campo Mourão
Douglas Fabrício, prefeito de Campo Mourão
no qual o associado exerce plenamente o direito de
voz e voto. “Ver a participação dos cooperados e a
confiança na administração é algo que nos fortalece
como sistema”, afirma. Segundo ela, a Coamo contribuiu
para organizar, orientar e profissionalizar a
produção agrícola no Estado, promovendo ganhos
operacionais e desenvolvimento regional.
antonio carlos cardoso, presidente da unimed
campo mourão, ressalta a parceria de mais de 23
anos entre as duas cooperativas. “O intercooperativismo
vivido em Campo Mourão representa uma
experiência consolidada dentro do sistema cooperativista
brasileiro.” Cardoso afirma que, enquanto a
Unimed atua no cuidado com a saúde dos cooperados,
a Coamo responde pelo suporte à atividade
produtiva, oferecendo estrutura, insumos, credibilidade
e segurança financeira. Segundo ele, essa
atuação conjunta entre grandes cooperativas fortalece
os associados e demonstra, na prática, o valor
da cooperação.
douglas fabrício, prefeito de campo mourão,
afirma sentir orgulho ao participar da assembleia,
lembrando sua trajetória profissional ligada à Coamo.
Para ele, o evento representa um espaço de
aprendizado sobre transparência, seriedade e gestão.
O prefeito destaca que o volume de sobras a ser
distribuído aos cooperados é comparável ao orçamento
anual do município, o que evidencia a dimensão
econômica da cooperativa. “Os investimentos
anunciados reforçam a solidez da Coamo, que, ao
longo de 55 anos, consolidou uma atuação baseada
na responsabilidade, na organização e na transparência,
com reflexos diretos para os cooperados, os
funcionários e a comunidade.”
EDSON LUIZ TONELLO
Xanxerê (SC)
"Ver a diretoria apresentando tantos resultados
positivos, mesmo em um ano desafiador como
2025, reforça o quanto a cooperativa é sólida e
bem conduzida. Eu considero a Coamo uma verdadeira
escola. Acompanho sua trajetória, desde
o surgimento até o modelo de gestão que ela
mantém hoje, e levo isso como um exemplo."
JOÃO ROMERO SANCHES
Campina da Lagoa (PR)
"A chegada da Coamo na nossa região trouxe
conforto, comodidade e lucro, pela proximidade e
segurança que oferece. Entregar nossa produção e
poder escolher o momento ideal para vender, sem
depender de boatos ou incertezas, é uma tranquilidade
enorme. É gratificante ver a felicidade da
comunidade inteira com essa conquista."
20 revista
fevereiro/2026
Investimento superior a R$ 1,03 bilhão
A Assembleia Geral Ordinária aprovou um
plano de investimentos superior a R$ 1,03 bilhão,
voltado à modernização e ampliação da infraestrutura
da cooperativa em suas áreas de atuação. O
planejamento contempla melhorias em estruturas
de recebimento, beneficiamento, armazenagem e
expedição de produtos agrícolas, além de adequações
em armazéns, áreas de convívio, sistemas de
despoeiramento e segurança nos entrepostos.
Entre as iniciativas previstas estão investimentos
na indústria de óleo em Paranaguá, melhorias
nas unidades industriais de Campo Mourão
e Dourados, além de aportes em logística e transporte.
O conjunto de ações integra um plano que
envolve todas as áreas da cooperativa, com foco na
ampliação da capacidade operacional e na adequação
das estruturas ao volume crescente de produção
entregue pelos cooperados.
O presidente do Conselho de Administração
da Coamo, José Aroldo Gallassini, destaca que
os investimentos fazem parte de uma trajetória contínua
desde a fundação da cooperativa. “Os cooperados
que acompanharam o desenvolvimento
da Coamo desde a fundação são testemunhas dos
investimentos constantes em infraestrutura, seja na
armazenagem, no fluxo de recebimento, em novos
sistemas de secagem de produtos, em tecnologias
de beneficiamento, bem como em logística, transporte,
armazenamento de insumos, atendimento
nas lojas de peças, processos industriais, atualização
em tecnologia da informação e implantação de
novas indústrias, sempre com o objetivo de agregar
valor à produção dos cooperados”, afirma.
Gallassini ressalta que, apesar da Coamo
contar com capacidade de armazenagem de 6,3 milhões
de toneladas — a maior entre as empresas brasileiras
—, o crescimento do volume recebido exige
a continuidade dos investimentos. A previsão para
a safra 2025/2026 é de recebimento de aproximadamente
10,2 milhões de toneladas de grãos. “Levando
em consideração o volume de produtos recebidos
nos últimos anos e a previsão para a próxima
safra, é necessário continuar investindo em infraestrutura
de recebimento e armazenamento”, explica.
O presidente também apontou fatores que impactam
diretamente a logística da cooperativa, como a
cadência de fixação dos produtos pelos cooperados
e o aumento da velocidade da colheita, impulsionado
pelo uso de máquinas com maior capacidade operacional.
Esse cenário, segundo ele, intensifica a pressão
sobre o fluxo de recebimento nas unidades. “Como
alternativa em alguns momentos, temos utilizado o
sistema de silos bag, que não é a solução ideal para
armazenagem e conservação dos produtos”, pontua.
Gallassini explica que o plano de investimentos
foi estruturado após a análise desses fatores,
abrangendo adequações, ampliações e a implementação
de novas ações em todas as áreas da
cooperativa, incluindo o aumento da capacidade
industrial e a implantação de novas indústrias. Ele
também enfatiza que a execução dos investimentos
seguirá uma cadência definida, levando em conta
tanto a disponibilidade de recursos quanto a capacidade
de execução dos projetos previstos.
fevereiro/2026 revista 21
desempenho
Cooperados recebem mais
de R$ 716 milhões em sobras
Sobras foram distribuídas aos cooperados com base nas fixações de produtos
agrícolas e no valor dos bens de fornecimento repassados durante o exercício
Cooperados de Maracaju (MS) com a diretoria da Coamo: Aquiles Dias, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica, José Aroldo Gallassini,
Jovenal de Oliveira Dias, Agostinho Francisco Ludwig, Daison Rafael Villani, Celso Luiz Villani, Fábio Alves, gerente da Coamo em Maracaju,
Danilo Kudies, Airton Galinari, presidente Executivo, e Aristides Anastacio Neto, gerente da Coamo em Campo Mourão
O montante das sobras distribuídas, após
aprovação em assembleia, foi de R$ 716,4 milhões aos
mais de 32,7 mil cooperados com movimentação nas
unidades da cooperativa em 76 municípios do Paraná,
Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. As sobras foram
com base nas fixações de produtos agrícolas e no
valor dos bens de fornecimento repassados durante
o exercício, nos seguintes valores: soja (saca 60
Kg) R$ 3,50; milho (saca 60 Kg) R$ 1,30; trigo (saca
60 Kg) R$ 1,30; aveia (saca 60 Kg) R$ 0,95; café em
coco (saca 40 Kg) R$ 2,67; café beneficiado (saca 60
Kg) R$ 8,00; bens de fornecimento (percentual sobre
o fornecimento) 3,80%.
O pagamento das sobras é uma tradição
da Coamo e um benefício muito aguardado pelos
cooperados. “Significa muito para nós receber essas
sobras, principalmente pela situação que está o
mercado para nós que vivemos da agricultura. Então
22 revista
fevereiro/2026
Cooperado fundador da Coamo, Martin Kaiser
João Luiz Ferri, de Campo Mourão (PR)
para mim a Coamo foi uma cooperativa que muito
me ajudou. Quando cheguei em Maracaju em 1988,
e não tinha a Coamo, sentimos uma evolução muito
grande depois que a cooperativa chegou. É um valor
que nos permite começar o ano com mais tranquilidade”,
avalia o cooperado Jovenal de Oliveira
Dias, de Maracaju, no Mato Grosso do Sul.
Outro cooperado que destaca os bons resultados
da Coamo é João Luiz Ferri, de Campo Mourão,
no Paraná. “É um grande resultado. É a prova de toda
resiliência que a cooperativa tem e vem esse fruto
para o quadro social de um trabalho sério, onde todo
mundo puxa para o mesmo lado, com o mesmo foco
e objetivo, cooperados, funcionários e diretoria. Apesar
de 2025 ter sido difícil, mesmo assim, a Coamo
entrega um resultado fantástico que vem num momento
muito oportuno para nós cooperados.”
Cooperado fundador da Coamo, Martin
Kaiser, fala com propriedade sobre esse benefício.
Do cheque ao pix, são 55 anos recebendo as
sobras. “É sempre uma boa, pois ganhamos mais
uma ‘gaitinha’ para gastar”, brinca. Ele ainda ressalta
que, “isso prova que a Coamo vai bem e nós
cooperados também.”
Segundo o presidente do Conselho de
Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini,
as sobras são o que diferenciam a cooperativa de
uma empresa. “Se ele participar fora da sua cooperativa
os resultados podem ir até para fora do Brasil,
se for uma multinacional. Então, é muito importante
ter essa participação. Temos uma Coamo muito
grande com mais de 32.700 cooperados que têm o
luxo de ter uma cooperativa de crédito, a Credicoamo
e tudo que ele precisa para poder plantar. É um
trabalho simplificado e de segurança, algo que faz
toda a diferença, pois já vimos nesses anos todos
muitas empresas que quebraram e deram prejuízo
aos produtores."
fevereiro/2026 revista 23
desempenho
Assistência Técnica
Bens de Fornecimento
A Coamo tem oferecido
aos cooperados um robusto serviço
de assistência técnica agronômica
e veterinária, composto
por 410 profissionais especializados.
Ao longo do ano, os cooperados
participaram de eventos
técnicos, como os Dias de Campo
e os Encontros nas Fazendas
Experimentais da cooperativa,
em Campo Mourão (PR) e Dourados
(MS), que são referências
em pesquisa e desenvolvimento
agropecuário.
O ano de 2025 foi um período de importantes avanços
para a Coamo no fornecimento de insumos agrícolas.
Em um cenário desafiador, caracterizado por uma “crise de
confiança” no setor, a Coamo, com 55 anos de história, reafirmou
o compromisso com a credibilidade, a transparência e
a confiança junto ao quadro social. No primeiro semestre, foi
realizado o Plano de Fornecimento de Insumos para a safra
de verão 2025/2026. A adesão dos cooperados foi expressiva,
refletindo a confiança na cooperativa, que lhes ofereceu
condições vantajosas, garantindo preços competitivos e um
excelente custo de produção.
Já no segundo semestre, mesmo diante de um
mercado volátil, os cooperados demonstraram atenção e
estratégia ao antecipar a aquisição de boa parte dos fertilizantes
e sementes destinados ao plantio de milho 2ª safra
2026/2026.
Além dos tradicionais planos safras, ao longo do
ano, a Coamo promoveu diversas ações comerciais voltadas
24 revista
fevereiro/2026
ao fornecimento de bens por meio das lojas de peças
e veterinária. Destaca-se, também, a realização
da Feira de Negócios, um evento estratégico que
proporcionou oportunidades comerciais diferenciadas,
acesso a novas tecnologias e condições especiais
de pagamento.
Mesmo diante de um cenário desafiador no
mercado de insumos agrícolas no Brasil, marcado
por ajustes e incertezas que impactam diretamente
os produtores, esta área demonstrou solidez e protagonismo.
Em 2025 gerou uma receita líquida de
R$ 8,932 bilhões.
O Programa Fideliza, que fortalece o vínculo
com os cooperados e oferece vantagens econômicas
reais, propiciou aos cooperados R$ 66,256 milhões
em créditos para aquisição de insumos agrícolas,
máquinas, peças e produtos veterinários.
R$ 66,256 milhões
foram propiciados aos cooperados em créditos
para aquisição de insumos agrícolas, máquinas,
peças e produtos veterinários.
fevereiro/2026 revista 25
desempenho
Recebimento de Produtos Agrícolas
A safra de soja 2024/25 iniciou com bom desenvolvimento.
Porém, a estiagem a partir de dezembro/2024, afetou regiões
como o sul do Mato Grosso do Sul e o oeste do Paraná, reduzindo
a produtividade em algumas áreas para menos de 20 sacas
por hectare. Já em regiões com plantio mais tardio, como Centro-
-Norte, Centro-Sul e Sul do Paraná, as chuvas favoreceram produtividade
acima da média.
A comercialização lenta afetou a capacidade inicial de armazenagem,
exigindo o uso de silos bolsa e armazéns de terceiros.
O milho safra verão, concentrado no Centro-Sul e Sul do
Paraná, apresentou excelente desempenho, com produtividades
recordes e boa qualidade. A segunda safra de milho teve clima favorável
e plantio dentro da melhor janela, resultando em alta produtividade
e proporcionando o atingimento de recorde de recebimento.
A safra do trigo apresentou boa qualidade do produto e
produtividade satisfatória.
O recebimento da safra ocorreu em 118 unidades e atingiu
9,617 milhões de toneladas de produtos, representando 2,7% da
produção brasileira de grãos.
118
unidades de
recebimento
9,617
milhões toneladas
de produtos
2,7% da produção nacional
Logística
A Coamo investiu na modernização
da infraestrutura e dos processos,
visando garantir mais eficiência e qualidade
no atendimento às necessidades
dos cooperados. A verticalização dos
armazéns superou 222 mil posições
para paletes, com destaque para dois
armazéns autoportantes de sementes
no Mato Grosso do Sul, cada um com
capacidade para 10.600 Big Bags e estrutura
completa.
Para a movimentação de produtos,
contou com uma frota própria de
1.090 caminhões, uma frota dedicada
de 635 caminhões e aproximadamente
650 caminhões por dia terceirizados.
26 revista
fevereiro/2026
Industrialização
O parque industrial da Coamo é composto
por 12 unidades industriais, estrategicamente localizadas
em Campo Mourão, Dourados e Paranaguá,
sendo constituído por três indústrias de esmagamento
de soja, uma indústria de margarinas, uma
de gorduras vegetais, duas refinarias e envase de
óleo de soja, dois moinhos de trigo, uma torrefação
e moagem de café, uma indústria de rações e uma
fiação de algodão.
As indústrias de processamento de soja processaram
um total de 2,612 milhões de toneladas. A
torrefação e moagem de café produziu 2,869 mil toneladas
do grão torrado e moído; os moinhos de trigo
211,796 mil toneladas de farinhas e farelo; a fiação de
algodão 4,069 mil toneladas de fios; e a fábrica de ração
121,364 mil toneladas de rações.
Commodities e Exportação
O mercado da soja em 2025 apresentou pequenas
variações de preço, sem grandes sobressaltos,
consequência dos estoques elevados em nível
mundial, com preços de balcão em torno da média
de R$ 118 por saca. Foram quatro safras seguidas
com produção maior que o consumo, o que inibiu
qualquer reação dos preços.
A demanda interna contribuiu positivamente,
com o aumento da adição de biodiesel ao óleo
diesel para 15%, ocorrendo a valorização do óleo de
soja. Em consequência, o farelo ficou relativamente
mais barato, beneficiando o setor de carnes.
O milho enfrentou escassez na entressafra,
com preços elevados, em função da boa demanda
interna e do ritmo das exportações, melhor do que
o esperado. A colheita do milho 2ª safra, com boas
produtividades, estabilizou os preços em função dos
excedentes exportáveis.
Por fim, o trigo apresentou preços melhores
na entressafra, mas, com a entrada da safra, foi necessário
se ajustar à realidade do mercado internacional,
sofrendo com a valorização do real e com boas colheitas
nos principais países produtores. A Coamo foi
a única cooperativa do Paraná e Santa Catarina que
conseguiu atender os cooperados que desejaram
participar do Leilão PEP, viabilizando o pagamento
do preço mínimo, o que representou um acréscimo
de 12% em relação ao último preço praticado.
A Coamo exportou 3,763 milhões de toneladas
de commodities e produtos alimentícios, por meio
dos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul
(SC), gerando um faturamento de US$ 1,469 bilhão.
fevereiro/2026 revista 27
desempenho
Alimentos
Os produtos alimentícios da Coamo estão presentes
em todos os Estados brasileiros, com mais destaque nas regiões
Sul e Sudeste, além de serem exportados para diversos
países. Segundo matéria publicada na Revista Varejo, de setembro
de 2025, em parceria com a Scanntech Brasil, o óleo
de soja Coamo é a terceira marca mais vendida no Brasil e líder
de mercado na região Sul. Já a farinha de trigo Coamo ocupa a
quarta posição no Centro-Oeste e a quinta no Sul, evidenciando
a força da marca e a preferência dos consumidores.
Com esse desempenho, essa área atingiu uma receita
líquida de R$ 3,364 bilhões, representando um crescimento
de 15,3% em relação a ano anterior.
Investimentos
Durante o exercício, foram realizados investimentos
que somaram R$ 1,932 bilhão, com foco
na expansão da capacidade produtiva e na modernização
da infraestrutura. Entre as principais ações,
destacam-se a ampliação e modernização de entrepostos,
incluindo o controle de emissões poluentes
e de segurança do trabalho, bem como a construção
do Centro de Distribuição Regional em Ivaiporã
(PR) visando otimizar a logística. Também foram
promovidas melhorias e ampliações nas Unidades
de Beneficiamento de Sementes, com o objetivo de
aumento da capacidade operacional e elevar os padrões
de qualidade dos produtos.
Na área industrial, houve avanços importantes
com a expansão das unidades fabris e das
áreas de apoio, contribuindo para a verticalização
da produção e o fortalecimento da competitividade.
Um marco relevante foi o início da implantação da
Indústria de etanol de milho em Campo Mourão (PR)
e de biodiesel em Paranaguá (PR), iniciativas que representam
um passo estratégico na diversificação
da matriz produtiva e energética.
Além disso, o novo entreposto em Campina
da Lagoa (PR), ampliou a presença territorial da cooperativa.
No estado do Mato Grosso do Sul, iniciou
a construção de três Postos de Recebimento de Produtos,
sendo Amambai II em Amambai, Itahum em
Dourados e Sidrolândia II em Sidrolândia, reforçando
a estratégia de expansão geográfica e de atendimento
regional.
28 revista
fevereiro/2026
Prêmios e Reconhecimentos
1º lugar
categoria
Cooperativa
53ª Brasil
4ª Sul
1ª Paraná
Selo Ouro
Certificação
ODS
A Coamo novamente foi reconhecida por sua atuação,
recebendo importantes premiações, como a Melhor do
Agronegócio, da Revisa Globo Rural, na categoria “Cooperativas”.
Também recebeu o Prêmio 100+ Inovadoras no uso
de TI no Brasil, em pesquisa realizada anualmente pelo IT
Fórum e divulgada em 2025.
Pelo segundo ano consecutivo, a Coamo foi agraciada
com o Selo ODS Ouro (Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável), reconhecimento que destaca 17 projetos da
cooperativa por sua contribuição efetiva aos ODS da ONU.
O ranking da 25ª edição do Anuário Valor 1000 –
Edição 2025, destaca que a Coamo é a primeira empresa do
Estado do Paraná, a quarta maior na Região Sul e a 53ª do
Brasil, entre as empresas públicas, privadas e multinacionais.
Governança Corporativa
A Coamo deu passos importantes na consolidação
do seu Programa ESG, que integra ações nas
áreas ambiental, social e de governança. Para promover
a educação cooperativista e disseminar os princípios
do cooperativismo, foram realizadas as tradicionais
Reuniões de Campo com a Diretoria, totalizando
21 encontros presenciais e uma reunião on-line com
seis mil participantes.
Os 57 Comitês Educativos, compostos por 1.152
cooperados, cumpriram a importante função como elo
entre a administração da cooperativa e os cooperados.
Também foi realizado o 2º Encontro desses Comitês,
que contou com a participação de 475 cooperados.
Com o objetivo de integrar e ampliar a participação
feminina, estão estruturados 32 Núcleos Femininos,
com 843 integrantes, que participaram de 38 palestras
voltadas ao fortalecimento do papel da mulher
no cooperativismo.
fevereiro/2026 revista 29
desempenho
Fatos Relevantes
O ano passado marcou o cinquentenário de
um dos marcos mais significativos da trajetória da
Coamo: o início do processo de industrialização, com
a implantação, em 1975, do primeiro moinho de trigo.
A Feira e Convenção de Supermercados, realizada
em abril, foi o cenário para o lançamento da linha
Originale, nova marca dos alimentos Coamo.
Em maio, a Coamo recebeu, das mãos do
governador do Estado do Paraná, Carlos Massa Ratinho
Junior, a Licença de Instalação para a construção
da indústria de etanol de milho em Campo
Mourão.
O projeto do novo porto da Coamo, em Itapoá
(SC), encontra-se na fase de obtenção das licenças
necessárias, com previsão de início das obras
em janeiro de 2027.
Comemoração dos 50 anos de agroindustrialização
Coamo em feiras supermercadistas
Novo Porto da Coamo em Itapoá (SC)
Entrega da licença da indústria de etanol de milho
Projeto da indústria de etanol de milho, em Campo Mourão (PR)
30 revista
fevereiro/2026
Sustentabilidade e Rastreabilidade
A sustentabilidade é um valor fundamental e inegociável
para a Coamo e faz parte do compromisso de promover uma agricultura
cada vez mais responsável, eficiente e alinhada aos desafios
globais. Entre os destaques do ano, as Palestras de Boas Práticas
em Sustentabilidade e ESG – Ambiental, Social e Governança
- reuniram mais de 700 cooperados e equipes técnicas em dez encontros
estratégicos.
Outro avanço relevante foi a seleção da cooperativa no Projeto
Bayer Impulsiona+, iniciativa voltada à geração de créditos de biocombustíveis
a partir do etanol de milho, utilizando dados primários.
Complementando esse esforço, a Coamo realizou o cálculo
da pegada de carbono na cadeia do farelo de soja, ampliando a
transparência e o controle das emissões de gases de efeito estufa,
especialmente, junto aos clientes europeus.
Durante a Semana do Meio Ambiente 2025, a Coamo mobilizou
suas comunidades com ações concretas, onde foram distribuídas
34 mil mudas de espécies nativas, realizadas atividades educativas
com 2.300 crianças e promovidos treinamentos voltados à
sustentabilidade para mais de 500 funcionários.
Quadro Social
32.736
Cooperados
271
Ações de Desenvolvimento
13.244
Participações em eventos
A Coamo encerrou o ano de 2025 com um
total de 32.736 cooperados. Como forma de reconhecimento
e respeito à trajetória dos associados,
foram devolvidos R$ 26,079 milhões do Capital
Social aos cooperados com 65 anos ou mais e que
completaram 10 anos de permanência na Coamo.
Além disso, foram repassados R$ 14,532 milhões em
ICMS aos cooperados.
Ao longo de 2025, foram realizadas 271
ações de desenvolvimento, envolvendo 13.244 participantes
em atividades voltadas à capacitação, à liderança
e à integração, promovendo o crescimento
pessoal e profissional dos associados e familiares,
bem como o fortalecimento dos vínculos cooperativista.
Foi realizada a 17ª edição da Copa Coamo, que
é um evento esportivo e de integração que fortalece o
relacionamento entre diretoria, cooperados, familiares e
fevereiro/2026 revista 31
desempenho
funcionários, reunindo 7.500 atletas e dirigentes e um
público estimado em cerca de 50 mil pessoas.
O Programa Jovens Líderes, premiado pela
OCB como destaque em "Educação e Gestão Cooperativista",
concluiu a formação da sua 29ª turma.
Trinta e oito cooperados participaram de uma jornada
de aprendizado voltada ao desenvolvimento de
competências de liderança e gestão.
A Coamo manteve iniciativas voltadas ao público
jovem com os programas sociais Coamo Kids e
FuturoCoop. Foram distribuídas 40 mil revistas educativas
para crianças e realizados 47 eventos do FuturoCoop,
que envolveram 1.275 adolescentes.
Com o propósito de fortalecer o protagonismo
feminino no campo, valorizar a trajetória de cada
mulher ligada ao cooperativismo e promover o fortalecimento
da família, a Coamo realizou o ciclo de
Encontros Regionais das Mulheres Cooperativistas,
que reuniu milhares de participantes em toda área
de ação da cooperativa.
26,079
milhões (R$)
Devolução de Capital Social
14,532
milhões (R$)
ICMS aos cooperados
32 revista
fevereiro/2026
10.521
Funcionários Efetivos
3.776
Ações de Desenvolvimento
440
Homenageados
Tempo de Casa
Gestão de Pessoas e
Desenvolvimento Profissional
A cooperativa encerrou o ano com um quadro de 10.521
funcionários efetivos, dos quais 1.594 foram promovidos para novos
cargos, refletindo o reconhecimento ao desempenho e à dedicação
desses profissionais. Além disso, foi mantida uma média mensal de
1.568 funcionários temporários e terceirizados. Foram realizadas
3.776 ações de desenvolvimento, que somaram 66.953 participações.
Cerca de 90% dos funcionários participaram de pelo menos uma ação
de aprendizagem, demonstrando forte engajamento com a cultura
de aprimoramento contínuo. Parte desses treinamentos contou com
o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo
(Sescoop).
Como forma de reconhecer e valorizar a dedicação dos funcionários
à construção da história da cooperativa, a Coamo realizou
mais uma etapa do Programa Tempo de Casa, homenageando 440
funcionários que completaram 10, 20, 30, 40 e 50 anos de trabalho.
Comunidade
A Coamo mantém um forte compromisso
com o desenvolvimento social e a solidariedade. Ao
longo do ano, funcionários e cooperados participaram
ativamente do Dia “C” de Cooperar, promovendo
diversas ações sociais voltadas à comunidade.
Em Campo Mourão, um dos destaques deste
programa foi a ação realizada em parceria com a
Casa das Fraldas São José, que reuniu funcionários
e familiares em uma grande oficina solidária, na qual
foram produzidas 4.400 fraldas geriátricas destinadas
a instituições filantrópicas da região.
Em 2025, a Coamo reafirmou o compromis-
fevereiro/2026 revista 33
desempenho
so com o desenvolvimento social e a inclusão ao
direcionar R$ 4,550 milhões por meio da Lei de Incentivos
Fiscais, para iniciativas de alto impacto comunitário.
Esses recursos foram aplicados em diversas
frentes, beneficiando diretamente públicos em
situação de vulnerabilidade e promovendo o acesso
à cultura, ao esporte e à saúde especializada.
Entre os principais destinos das doações,
destacam-se os Fundos dos Direitos da Criança e
do Adolescente, os Fundos dos Direitos da Pessoa
Idosa e os Fundos ligados a Lei Rouanet. Além disso,
foram contemplados programas voltados à saúde,
como os de Atenção Oncológica e de Saúde da Pessoa
com Deficiência.
Encerrando o ano com espírito cooperativista,
foi realizado o tradicional Natal de Luzes, com o
tema “Há sempre algo a compartilhar! É assim que a
gente cresce!”.
Assista aos vídeos com a reportagem, resultados e relatório da gestão em 2025
Reportagem
da semana
Vídeo
resultados
Relatório
da gestão
Os vídeos estão no
canal da Coamo no
YouTube
34 revista
fevereiro/2026
homenagem
Dalva Caramalac, 40 anos de
cooperativismo no MS
Dalva Caramalac recebeu
homenagem durante
assembleia da Coamo em
Campo Mourão (PR)
A
superintendente do Sistema OCB/MS, Dalva
Caramalac, representou o sistema cooperativista
sul-mato-grossense na Assembleia
Geral da Coamo, realizada dia 5 de fevereiro
em Campo Mourão. Após usar da palavra, ela foi
surpreendida com uma homenagem da diretoria
da cooperativa pelos 40 anos de atuação no cooperativismo
com a entrega de uma placa comemorativa
pelo presidente do Conselho de Administração
da Coamo, José Aroldo Gallassini, presidentes
executivos da Coamo e Credicoamo, Airton Galinari
e Alcir José Goldoni, e o presidente do Sistema
Ocepar, José Roberto Ricken.
“A trajetória da dona Dalva Caramalac na
OCB/MS e seu compromisso com a cooperativismo
nesses 40 anos, sempre foi motivo de inspiração
e fortalecimento do espírito cooperativista.
Ela é um orgulho para o cooperativismo brasileiro
e, por isso, agradecemos seu apoio desde a chegada
da Coamo em 2004 no Mato Grosso do Sul.
Ela se aposentará a partir de abril desse ano, e fazemos
questão de apresentar este singelo reconhecimento”,
afirma Gallassini.
Davla Caramalac começou em 1985, como
executiva do Sistema OCB/MS e imediatamente se
identificou com os princípios e valores do cooperativismo
fortemente embasados em valores éticos, a
começar pelo foco nas pessoas e no bem comum,
onde o desenvolvimento econômico está em equilíbrio
com o desenvolvimento social.
“Agradeço a Coamo por esta linda e surpreendente
homenagem. É uma grande alegria e
honra estar pela primeira vez em uma assembleia
da Coamo e testemunhar sua grandeza que a gente
vê lá no nosso estado, acreditando sempre no Mato
Grosso do Sul. Eu sou testemunha disso, desse desenvolvimento
da Coamo há 40 anos. Parabenizo o
seu Aroldo, a quem eu dedico a nossa admiração
e respeito pela liderança que ele tem na Coamo e
no cooperativismo brasileiro. Ele dirige um modelo
de cooperativa que nos orgulha, porque o grande
diferencial da Coamo, é que ela cresceu, expandiu
grandemente, sem nunca perder a essência do cooperativismo”,
elogia a homenageada.
fevereiro/2026 revista 35
expansão
Coamo expande atuação no Norte do PR
com aquisição de quatro unidades
Cooperativa incorpora estruturas em Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do
Paraíso, adicionando 220 mil toneladas à sua malha operacional
A
Coamo oficializou, no final de janeiro, a aquisição
de quatro unidades de armazenagem
e instalações agrícolas estrategicamente localizadas
no Norte do Paraná — nos municípios de
Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do Paraíso — iniciando
uma nova fase de expansão e fortalecendo
a atuação junto aos cooperados e produtores rurais
dessa importante região produtiva do Estado.
A operação, concluída em 27 de janeiro de
2026, envolve um investimento de R$ 136 milhões.
As unidades pertenciam ao Fundo Pátria Logística
Agro (PLAG11) e estavam arrendadas à empresa Belagrícola,
atualmente em processo de recuperação
extrajudicial. Com a aquisição, a Coamo assume o
controle definitivo das estruturas e incorpora cerca
de 220 mil toneladas de capacidade de armazenagem
à sua malha operacional.
De acordo com o presidente Executivo da
Coamo, Airton Galinari, o movimento integra a estratégia
de crescimento sustentável e de fortalecimento
operacional, alinhada ao plano de ampliar a
presença em áreas onde historicamente a cooperativa
tinha menor atuação. A decisão de investir nessas
instalações decorre de estudos técnicos e da oportunidade
gerada pela devolução dos ativos pelo
Fundo Pátria.
Galinari destaca que a história da cooperativa
sempre foi marcada por expansões por meio de
incorporações e aquisições, modelo que contribuiu
para consolidar sua presença em diversas regiões,
36 revista
fevereiro/2026
especialmente em áreas onde a
proximidade com os produtores
amplia a capacidade de atendimento
e suporte. “A Coamo sempre
cresceu se expandindo por
incorporações, em sua grande
maioria de empresas e cooperativas.
Esse é o modelo que adotamos
também em outras regiões
ao longo dos anos”, afirma.
Segundo o presidente
Executivo, a negociação com o
Fundo Pátria foi relativamente rápida,
concluída em cerca de 30
dias. A proposta da Coamo foi
considerada a mais atrativa entre
as apresentadas por eventuais interessados,
resultando no fechamento
do negócio.
A estratégia de integração
dessas unidades à rede
Coamo envolve não apenas a
ampliação da capacidade de
armazenagem, mas também a
criação de entrepostos dinâmicos
para atendimento dos cooperados.
Nessas estruturas, a
cooperativa oferecerá serviços
completos de recebimento de
grãos, comercialização de insumos
agrícolas, assistência técnica
especializada com agrônomos
e veterinários, fornecimento
de peças e equipamentos, além
de apoio financeiro por meio da
Credicoamo.
Galinari ressalta que esse
conjunto de produtos e serviços
tem o objetivo de levar a filosofia
cooperativista da Coamo a uma
área em que havia menor presença
direta da cooperativa, reforçando
o compromisso com os
cooperados. “Já iniciamos o processo
de transição e as adequações
operacionais necessárias
para integrar as novas unidades
ao nosso sistema de trabalho. As
áreas adquiridas estão prontas
para atender a safra, com capacidade
e suporte adequados aos
produtores da região”, afirma.
Com a conclusão da
aquisição, a Coamo intensificou
o contato com os produtores locais
com reuniões nas cidades
onde as unidades foram incorporadas
para apresentar a filosofia
de atuação da cooperativa,
suas diretrizes e os produtos e
serviços que passarão a ser disponibilizados
aos cooperados.
“Essas interações iniciais fazem
parte de um processo mais amplo
de integração e reforço do
papel da Coamo como parceira
estratégica dos agricultores no
Norte do Paraná, uma área com
grande potencial produtivo e relevância
no cenário do agronegócio
estadual e nacional”, destaca
Galinari.
Diretoria da Coamo em visita às novas unidades no Norte do Paraná
Confira na próxima edição da
Revista Coamo reportagem
completa sobre as novas instalações
da Coamo no Norte do Paraná e
cobertura das reuniões realizadas
pela diretoria da cooperativa com
produtores rurais da região.
fevereiro/2026 revista 37
credicoamo
Confiança que ampara,
praticidade que facilita
O
associado Reinaldo Leme da Silva e família plantam
nos municípios de Peabiru e Campo Mourão.
Fez o custeio da soja, milho 2ª safra e prepara-se
para o plantio do trigo. Elogia a agilidade e a praticidade
da Credicoamo, pois, ao financiar a produção, sempre faz
o seguro agrícola, o que, inclusive, minimizou os efeitos
do granizo ocorrido no final de 2025 e que deixou estragos
em sua lavoura de soja.
Associado há vários anos, seu Reinaldo não se limita
ao custeio. Com muita alegria e confiança, ele aproveita
os produtos e serviços que a Credicoamo disponibiliza.
Financiou, recentemente, um caminhão, vital para
sua atividade. “Eu chego aqui e todo mundo é amigo, é
tão bom isso”, salientando o quanto se sente em casa em
sua agência de Campo Mourão (PR).
Reinaldo Leme da Silva, associado da Credicoamo em Campo Mourão
Custeio do milho
Após elaboração do projeto,
a Credicoamo inicia o processo
de contratação da operação de crédito.
As taxas de juros são oficiais,
ou seja, o associado estará enquadrado
nas condições do crédito rural
do Plano Safra 25/26. No Pronaf,
a taxa de juro é de 3 a 6,5% ao ano
(milho); Pronamp, 10% ao ano e
Demais Produtores, 14% ao ano.
O seguro agrícola é um
dos principais diferenciais da Credicoamo,
pois seu custo é financiado
junto da operação. “O as-
38 revista
fevereiro/2026
NOVIDADES E LEMBRETES
Bônus de seguro: O Conselho de Administração
da Credicoamo aprovou a destinação de
recursos na ordem de mais de R$7 milhões
para contemplar com bônus as renovações que
ocorrerem em 2026 dos seguros contratados em
2025. Os primeiros estão sendo pagos neste mês
de fevereiro para os associados/segurados que
renovaram suas apólices de seguros em janeiro,
nos ramos contemplados (veículos, máquinas e
equipamentos e agrícola).
Dilmar Antônio Peri, diretor de Negócios da Credicoamo
sociado não precisa, neste momento, tirar
recurso do bolso para fazer o pagamento
do seguro”, garante o diretor de Negócios
Dilmar Antônio Peri, que também afirmou
que o associado poderá contar com as
subvenções estadual e federal no seguro.
O produto está disponível a todos os associados
e cooperados Coamo. “Respeitando
a produtividade própria e coberturas
de sinistro por talhão”.
Dilmar lembra ainda da agilidade
a partir da Abertura de Garantia para
Crédito Rotativo (AGCR). “A facilidade é
um diferencial para quem tem este tipo
de garantia constituída com a cooperativa”.
Já o atendimento personalizado nas
agências gera confiança e traz segurança
ao associado.
Consórcio: Lançado em novembro de 2025,
está tendo ótima aceitação pelo associado,
que tem comparecido em sua agência para
mais informações ou aquisição. Os principais
benefícios do consórcio são: pagamento alinhado
à capacidade de geração de receita; não tem
juros, apenas a taxa de administração pelo período
contratado; possibilidade de renovar/ampliar
o patrimônio; atendimento personalizado nas
agências, com a credibilidade da Credicoamo.
1ª Franquia Isenta: Benefício para o associado,
conquistado pela Credicoamo junto a seguradoras
parceiras, somente sobre o casco do veículo, não
contemplando os demais itens da apólice. Os
danos do veículo segurado precisam ultrapassar
o valor da franquia contratada inicialmente na
apólice, para que seja possível o acionamento e
consequentemente não haja cobrança da franquia.
Reforçando que no caso de dois sinistros na
mesma vigência da apólice, a franquia será isenta
somente no primeiro sinistro indenizável.
fevereiro/2026 revista 39
safra de verão
Colheita avança com bons resultados
e reforça a confiança dos cooperados
Safra de verão evidencia produtividades consistentes em diferentes
regiões, boas decisões técnicas adotadas no campo e a estrutura da Coamo
preparada para receber a produção dos cooperados
40 revista
fevereiro/2026
Em Toledo (PR), o cooperado Antenório Possamai registra resultados acima do observado em safras anteriores
A
colheita da safra de verão avança na área
de ação da Coamo, com destaque para o
desempenho da soja e para a estrutura da
cooperativa preparada para receber e dar destino
à produção dos cooperados. O andamento da colheita
reflete decisões técnicas adotadas desde o
plantio, manejo adequado das lavouras e condições
climáticas que favoreceram o desenvolvimento da
cultura ao longo do ciclo.
Em Toledo, no Oeste do Paraná, o cooperado
Antenório Possamai registrou resultados acima
do observado em safras anteriores. A produtividade
oscilou entre 190 e 200 sacas por alqueire. “Eu planto
desde os anos 1970 e nunca tive uma safra assim”,
afirma. Segundo o cooperado, o desempenho está
ligado a um conjunto de práticas adotadas desde o
preparo da área até o manejo da lavoura. Ele destaca
a adubação de base, o uso de adubo de cobertura,
a aplicação de calcário e o manejo fitossanitário,
Engenheiro agrônomo da Coamo em Toledo, Marcos
Joel Marcolin, com o cooperado Antenório Possamai
fevereiro/2026 revista 41
safra de verão
Família Lengert, de Bragantina (PR): Márcio, Paulo, Edemar, Edvino e Gian
com três aplicações de fungicida e adubo foliar.
O plantio ocorreu dentro da janela considerada
adequada, com início em 14 de setembro.
Após um curto período sem chuvas logo depois
da semeadura, as precipitações retornaram no início
de outubro, favorecendo o estabelecimento
das plantas.
Na comparação com a safra anterior, quando
a média foi de 156 sacas por alqueire, o aumento
de produtividade é significativo. Possamai também
destaca a escolha de uma nova cultivar, com resistência
a nematoides, problema registrado em áreas
da propriedade em ciclos anteriores. Atualmente,
ele cultiva 138 alqueires de soja. Apesar dos bons
números, o cooperado observa que o cenário de
preços exige cautela. “A produtividade ajuda. Se não
fosse isso, a situação ficaria mais complicada”, frisa.
O engenheiro agrônomo da Coamo em Toledo,
Marcos Joel Marcolin, confirma que, de forma
geral, a safra tem superado as expectativas iniciais
na região. O início do ciclo foi marcado por bons
volumes de chuvas e temperaturas mais amenas, o
que retardou o desenvolvimento inicial da cultura.
Ao longo do ciclo, no entanto, a regularidade das
precipitações favoreceu a recuperação das lavouras.
“A soja demorou um pouco para arrancar no início,
mas depois, com chuvas adequadas, se desenvolveu
bem e chegou à colheita em condições adequadas”,
explica.
Em relação à produtividade, Marcolin afirma
que os números desta safra superam os do ano
passado, que já havia registrado bons resultados.
“As produtividades estão muito boas e, em muitos
casos, acima do que esperávamos”, destaca.
Além do clima, o agrônomo aponta o nível
de investimento e o manejo adotado pelos cooperados
como fatores determinantes. O controle de
plantas daninhas, o posicionamento adequado de
42 revista
fevereiro/2026
herbicidas, a antecipação das aplicações de fungicidas
e o monitoramento de pragas contribuíram para
a sanidade das lavouras. “Houve um bom cuidado
desde o início do ciclo, com aplicações feitas no momento
correto, o que ajudou a chegar a esses números
no final”, avalia.
As produtividades na região de Toledo variam
entre áreas, com registros de 130 até 230 e 240
sacas por alqueire. De forma geral, a média regional
tem oscilado em 190 sacas, com possibilidade de
pequenas variações em áreas mais tardias, em função
da restrição hídrica recente.
Em Bragantina, a colheita na propriedade
da família Lengert também apresentou produtividades
dentro de bons patamares na maioria das áreas.
O cooperado Gian Carlos Lengert relata o desenvolvimento
satisfatório das lavouras, associado à regularidade
das chuvas ao longo do ciclo e ao manejo
adotado. “Não tivemos falta de chuva, a soja se desenvolveu
bem e estamos tendo uma boa rentabilidade”,
afirma.
As primeiras áreas colhidas registram média
próxima de 190 sacas por alqueire. Segundo
Lengert, o resultado é consequência da combinação
entre manejo já consolidado em anos anteriores,
com atenção à adubação e ao uso de produtos
adequados, e as condições climáticas favoráveis. “A
gente sempre faz um manejo bem-feito, com boa
adubação. Mas, para produzir tem que ter chuva, e
este ano choveu bem na região”, explica.
Na safra passada, a média da propriedade
foi de 176 sacas por alqueire, com áreas acima de
200 sacas. No entanto, houve locais com menor rendimento
em função da falta de chuva. Neste ciclo,
a distribuição das precipitações foi mais uniforme e
contribuiu para reduzir as diferenças entre áreas.
Lengert aponta que cada safra apresenta desafios
específicos. Neste ano, o principal foi o manejo
de plantas daninhas, especialmente o picão-preto
resistente e o caruru, que exigiram mais atenção ao
longo do ciclo. “Foi mais o controle do mato. O picão
resistente e o caruru deram trabalho. Em relação
a pragas como o percevejo, foi mais tranquilo”, relata.
O cooperado afirma que os resultados obtidos
servem como base para o planejamento das próximas
safras, com manutenção do manejo adotado e
ajustes pontuais conforme a necessidade.
O engenheiro agrônomo da Coamo em
Bragantina, Alfeu Luiz Fachim, destaca a variação de
produtividade entre propriedades e áreas, em função
de fatores climáticos e estruturais. Segundo ele,
algumas regiões enfrentaram excesso de chuvas no
início do ciclo, associado a temperaturas mais baixas,
o que impactou o desenvolvimento das plantas.
Em outras áreas, a distribuição mais equilibrada das
precipitações permitiu melhor desempenho da cultura.
“Essas diferenças de clima e de solo explicam
a variação de produtividade entre regiões e propriedades”,
explica.
De acordo com Fachim, há áreas com colheitas
que alcançaram até 206 sacas por alqueire,
enquanto outras registram médias em torno de 120
sacas, principalmente onde ocorreram problemas
no início do ciclo. Na avaliação do agrônomo, um
dos principais desafios da safra está relacionado à
estrutura do solo. Ele aponta que o uso contínuo
de culturas em sucessão, aliado ao tráfego de máquinas
pesadas, pode resultar em compactação,
interferindo no desenvolvimento das lavouras. “A
estrutura do solo é um dos grandes desafios, principalmente
com o uso de máquinas cada vez mais
pesadas”, avalia.
Raul Rodrigues dos Santos, gerente da Coamo, Gian Carlos
Lengert, cooperado, e Alfeu Luiz Fachim, engenheiro agrônomo
fevereiro/2026 revista 43
safra de verão
Planejamento e estrutura garantem
o recebimento da safra de verão
Com investimentos contínuos, integração entre áreas e equipes
preparadas, a cooperativa assegura agilidade e confiança aos
cooperados durante a colheita da nova safra
Com a intensificação da colheita
da safra de verão, o
movimento de máquinas
no campo passa a marcar o cotidiano
das regiões de atuação da
Coamo no Paraná, Santa Catarina
e Mato Grosso do Sul. Para acompanhar
o avanço da produção, a
cooperativa entra em mais um
ciclo de recebimento apoiada
por planejamento antecipado,
investimentos contínuos e uma
estrutura preparada para atender
grandes volumes de grãos.
Segundo o gerente de
Produtos Agrícolas da Coamo,
José Carlos de Andrade, o trabalho
para garantir o recebimento
da safra começa muito antes da
colheita. O planejamento da safra
de verão inicia logo após o
encerramento da safra de milho,
envolvendo diversas áreas da
cooperativa. “Quando o cooperado
começa a colher e chega
aos nossos armazéns, existe todo
um trabalho prévio de planejamento
para receber grandes volumes
de produção”, explica.
A gerência de Produtos
Agrícolas atua diretamente no
recebimento da safra, mas o processo
envolve uma estrutura integrada.
Áreas como transporte,
assistência técnica, comercialização,
indústria e logística formam
uma cadeia conectada, que assegura
o fluxo da produção desde
a entrega nas unidades até
o destino. “É uma corrente, uma
área ligada a outra, que garante
espaço e destino à produção do
cooperado”, afirma Andrade.
Para esta safra, a cooperativa
ampliou e modernizou sua
capacidade de armazenagem
e operação. Os investimentos,
segundo o gerente, vêm sendo
realizados de forma contínua nos
últimos anos. “A diretoria vem
investindo em melhorias estruturais,
como secadores, silos,
graneleiros, maquinários, pátios
e obras físicas em diversas unidades”,
destaca.
De acordo com Andrade,
safras de grande volume não
representam entrave para a cooperativa,
justamente pelo planejamento
antecipado e pela ampliação
constante da estrutura.
“A Coamo se planeja com antecedência,
amplia sua capacidade
de recebimento e de escoamento
e segue aumentando os volumes
e as regiões de atuação”,
afirma.
Outro ponto destacado
é a preparação das equipes. Ao
longo do ano, os funcionários passam
por capacitação para atuar
no período de colheita, quando a
demanda por agilidade é maior.
“O cooperado quer rapidez. Ele
precisa descarregar e, se possível,
fazer várias viagens no mesmo dia.
Trabalhamos para que isso aconteça”,
observa Andrade.
A previsão de recebimento
para a safra de verão 2025/26
é de mais de seis milhões de toneladas
de soja e cerca de 300
mil toneladas de milho verão. O
recebimento deve se concentrar
até meados de março, com fluxo
de cargas se estendendo até abril
em algumas regiões. Segundo
44 revista
fevereiro/2026
Andrade, o curto período de colheita
exige ainda mais preparo das unidades.
“O volume diário de entrada
é muito grande, por isso precisamos
de espaço, estrutura adequada e logística
eficiente”, afirma.
Mesmo quando uma unidade
atinge sua capacidade momentânea,
a cooperativa mantém o
fluxo por meio do remanejamento
da produção. O produto pode ser
direcionado para outras unidades,
para a indústria, para terceiros ou
para a exportação, garantindo espaço
para novos recebimentos. “Existe
uma grande equipe trabalhando
nos bastidores. O cooperado nem
imagina quantas gerências e quantos
destinos essa produção pode
ter. É uma sinergia que torna a cooperativa
competitiva e preparada
para atender todos os cooperados”,
conclui Andrade.
José Carlos de Andrade, gerente
de Produtos Agrícolas da Coamo
fevereiro/2026 revista 45
46 revista
fevereiro/2026
investimento
Novas unidades ampliam
recebimento da safra no MS
Com a entrada em operação de Amambai II e Itahum, a Coamo aumenta
a capacidade, reduz distâncias e melhora a logística para os cooperados
Unidades Amambai II e Itahum, no Mato Grosso do Sul, entraram em operação no início da colheita da safra de verão, ampliando a
capacidade de recebimento, reduzindo distâncias e reforçando o atendimento aos cooperados em regiões com forte concentração agrícola
O
início do recebimento da safra de verão em
duas novas estruturas da Coamo, nos municípios
de Amambai e no distrito de Itahum,
em Dourados, marca uma nova etapa da atuação da
cooperativa no Sul do Mato Grosso do Sul. As unidades
Amambai II e Itahum entraram em operação
no início da colheita da safra de verão, ampliando
a capacidade de recebimento, reduzindo distâncias
e reforçando o atendimento aos cooperados em regiões
com forte concentração agrícola. As estruturas
foram projetadas com foco na logística, na agilidade
operacional e na proximidade com as áreas produtivas,
alinhadas à demanda do quadro social.
Segundo o presidente Executivo da Coamo,
Airton Galinari, a Coamo está sempre investindo em
infraestrutura e na promoção do desenvolvimento
regional dos municípios onde atua. “As inaugurações
de Itahum e Amambai II reforçam a nossa missão
de oferecer um atendimento próximo, estruturas
modernas e soluções que proporcionem mais eficiência
e segurança aos cooperados. Esses investimentos
representam o compromisso da cooperativa
fevereiro/2026 revista 47
investimento
Primeira carga de soja em Amambai II foi entregue pelo cooperado Edson Zanin
com o futuro da produção agrícola do Mato Grosso
do Sul e com cada família cooperativista que confia
seu trabalho à Coamo.”
A unidade Amambai II iniciou as atividades
com capacidade estática de 43,6 mil toneladas. Implantada
para atender áreas com elevado volume
de produção, a estrutura foi planejada para melhorar
o fluxo de recebimento e reduzir o deslocamento
dos produtores durante a colheita. Além de Amambai,
a unidade atende cooperados de municípios vizinhos,
como Caarapó e Laguna Carapã, ampliando
a abrangência do atendimento regional.
Segundo o gerente da Coamo em Amambai,
Delvanei Droppa, a entrada em funcionamento da
nova unidade responde a uma demanda antiga dos
cooperados. “É um pedido do quadro social para
melhorar o fluxo de recebimento da região”, afirma.
As obras começaram em janeiro de 2025 e foram
concluídas em aproximadamente um ano, com a
inauguração ocorrendo em um período de avanço
da colheita. “As primeiras áreas colhidas apresentam
resultados dentro do esperado, e a unidade entra
em funcionamento justamente no período de maior
volume de entrega”, explica. Ele lembra que Amambai
foi o primeiro município sul-mato-grossense
a receber uma unidade da Coamo, há mais de 20
anos, e que, desde então, a cooperativa ampliou a
presença no estado.
A primeira carga de soja foi entregue pelo
cooperado Edson Zanin. “É uma unidade que a gente
esperava há bastante tempo e que vai facilitar para
toda a região. O local escolhido facilita o acesso e reduz
o deslocamento. Isso ajuda no ritmo da colheita”,
afirma. Para Zanin, o início das atividades ocorreu em
um momento decisivo da safra. “A colheita começou
com a unidade em funcionando. Chegou no tempo
certo para atender a região”, conclui.
A nova unidade no distrito de Itahum, integra
a gerência regional de Dourados. De acordo
com o gerente, Renato Dziubate, a unidade é totalmente
automatizada e conta com capacidade estática
aproximada de 750 mil sacas. “No dia 02 de fevereiro
iniciamos o recebimento na unidade do distrito
de Itahum, onde a Coamo realizou investimentos em
48 revista
fevereiro/2026
Primeiro cooperado a entregar grãos na nova unidade de Itahum foi João Azambuja
uma estrutura automatizada, com capacidade estática
em torno de 750 mil sacas, trazendo benefícios
aos cooperados da região”, afirma.
Localizada a cerca de 60 quilômetros da sede
do município de Dourados, a nova unidade passa a
ser uma alternativa para produtores que, até então,
não dispunham de um posto de recebimento próximo.
Segundo Dziubate, a estrutura amplia o atendimento
e proporciona mais agilidade no escoamento
da produção. “A unidade traz facilidade e agilidade
para cooperados de uma região que não contava
com um posto de recebimento da Coamo”, destaca.
A área de abrangência da unidade de
Itahum inclui, além de Dourados, produtores de
municípios como Ponta Porã, Maracaju e Itaporã.
A região é caracterizada por uma forte atividade
agrícola, com lavouras de soja no verão e milho
na segunda safra. Segundo o gerente, os investimentos
em novas estruturas fazem parte de uma
estratégia de fortalecimento do quadro social. “O
investimento em novas unidades oferece mais comodidade
e melhores condições de atendimento
aos cooperados”, ressalta. De acordo com ele, a
implantação da unidade também cria condições
para aproximar novos produtores. “Agricultores
que, devido à distância, ainda não entregavam sua
produção à Coamo agora passam a contar com
uma unidade mais próxima”, explica.
O primeiro cooperado a entregar grãos
na nova unidade foi João Azambuja, proprietário
da Fazenda Três Padrões, localizada no distrito de
Itahum. Cooperado da Coamo desde o início das
atividades da cooperativa em Dourados, ele cultiva
nesta safra 215 hectares de soja. “Com a instalação
da nova unidade, a distância para entrega da produção
foi reduzida pela metade, passando de 70
para 35 quilômetros, em comparação com a unidade
da sede”, relata.
Segundo Azambuja, a redução da distância
impacta diretamente a rotina dos produtores
da região, especialmente no período de colheita.
“É uma grande satisfação ser o primeiro cooperado
a entregar a safra na nova unidade de Itahum.
A unidade favorecerá todos os cooperados de
Itahum e contribuirá para o desenvolvimento da
nossa região”, conclui.
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eventos técnicos
Dias de Campo levam tecnologia para
realidade do cooperado nas unidades
Encontros fortalecem a tomada de decisão e apresentam as
cultivares, práticas e manejos às particularidades de cada região
Quinta do Sol (PR)
Levar informação confiável, aplicável e alinhada
às particularidades de cada área de atuação
é um compromisso permanente da Coamo.
É com esse propósito que os Dias de Campo ganham
força nas unidades da cooperativa, pois são
eventos técnicos que aproximam o cooperado de
novas cultivares, práticas de manejo, e das soluções
em fertilidade e tecnologias capazes de melhorar a
produtividade e a sustentabilidade das lavouras. Ao
promover este tipo de evento, a Coamo oferece aos
produtores um ambiente onde eles podem observar
resultados, esclarecer dúvidas e planejar as próximas
safras com mais segurança.
A dinâmica dos encontros segue uma lógica
essencial para a agricultura: cada região tem suas
variáveis, como solo, altitude, microclima e calendário
agrícola. Por isso, os conteúdos apresentados
nas unidades são pensados para a realidade local,
permitindo que o produtor compare materiais e tecnologias
em condições semelhantes às da própria
propriedade. O resultado é um aprendizado prático,
com impacto direto na tomada de decisão.
Em Quinta do Sol, na região do Vale do Ivaí,
no Paraná, o Dia de Campo destacou o papel da unidade
como ponte entre as informações macro, observadas
em eventos como os que são promovidos
50 revista
fevereiro/2026
Araruna (PR)
pela Fazenda Experimental. O gerente Edilson Duarte
de Aquino explicou que o encontro local permitiu
aos cooperados compararem materiais e definirem
estratégias com base em condições específicas do
município. “Aqui em Quinta do Sol, nós tivemos a
apresentação de 10 cultivares no nosso Dia de Campo.
É a oportunidade de o cooperado local ver na
prática o desempenho e resultado dessas tecnologias,
além de tirar dúvidas com o corpo técnico da
unidade e com os representantes de nossas empresas
parceiras”, explica o gerente.
Além da parte técnica, a unidade reforçou
o caráter integrador do evento. Realizado na manhã
de um sábado, o Dia de Campo contou com presença
expressiva e de toda a família cooperativista,
incluindo as mulheres e crianças, valorizando o papel
da família nas decisões da propriedade. “Os Dias
de Campo são muito importantes, porque toda a família
cooperada participa da tomada de decisão na
propriedade”, complementa Aquino.
A percepção dos cooperados confirma o
valor do encontro como ferramenta de escolha e de
evolução técnica. O cooperado Lucas Mendonça,
de Quinta do Sol, avaliou que ver as alternativas na
realidade local amplia a assertividade do produtor.
“Aqui a gente pode ver os materiais na realidade das
nossas áreas e ter uma troca de informações com os
técnicos, com os agrônomos e com os produtores
que cultivam pela região. Esses encontros nos dão a
oportunidade de estar sempre evoluindo com conhecimento
para as próximas safras”, ressalta Mendonça.
Já em Araruna, no Centro-Oeste do Paraná,
o Dia de Campo mostrou como a regionalização do
conteúdo fortalece a adoção de práticas direcionadas.
O supervisor técnico da unidade, Waltemberg
Machado de Lima, destacou que o trabalho é planejado
com antecedência e tem despertado grande
interesse do quadro social, justamente por apresentar
soluções aplicadas e pensadas para as demandas
locais. “O Dia de Campo traz bastante conhecimento
e a participação dos cooperados tem sido muito
boa. É aqui onde eles veem uma tecnologia diferente
aplicada, conhecem variedades novas e aprendem
sempre um pouquinho mais, levando conhecimento
e desenvolvimento para suas atividades.”
O encontro em Araruna também evidenciou
o esforço contínuo da unidade em construir
fertilidade e sustentabilidade no sistema produti-
fevereiro/2026 revista 51
ENERGIA CERTA
PARA GARANTIR ALTAS
PRODUTIVIDADES
52 revista
fevereiro/2026
eventos técnicos
vo. Segundo Waltemberg, a programação técnica
foi direcionada para práticas que vêm sendo trabalhadas
na região, com destaque para rotação
de culturas e novas ferramentas biológicas. “Em
especial para Araruna, a gente está trabalhando
há algum tempo a fertilidade do solo. Trouxemos
aqui apresentações relacionadas à rotação de cultura
com braquiária e com mix de outras plantas.
Colocamos também a parte de inoculadores, para
eles utilizarem essa tecnologia a partir de agora”,
explica Waltemberg.
O cooperado Pedro Furlaneto, de Araruna, resumiu
o sentimento de quem participa para se atualizar
e decidir com base em informação prática. Para ele,
a oportunidade de observar materiais e tecnologias,
além de conhecer novidades do portfólio, contribui
diretamente para o planejamento da propriedade. “O
Dia de Campo tem uma importância muito grande pra
gente poder ter o conhecimento de variedades novas,
máquinas, todo o portfólio da Coamo, o que nos ajuda
a tomar as decisões e levar essas informações para
dentro da nossa propriedade.”
A força dos Dias de Campo também está
na participação ampla e no envolvimento das famílias,
que transformam o evento em um momento
de aprendizado coletivo, com impacto inclusive
na sucessão rural. O supervisor técnico descreveu
um cenário que se repete a cada edição: diferentes
gerações lado a lado, acompanhando as estações
e construindo conhecimento. “A gente vê aqui os
avós, os pais, os netos... Temos crianças a partir dos
12 anos já participando de eventos deste tipo. Então
são encontros bem familiares mesmo, que reforçam
a continuidade deste trabalho desenvolvido no
campo e fortalecem os laços cooperativistas entre
os participantes”, conclui.
Laguna Carapã (MS)
Ivaiporã (PR)
Luiziana (PR)
Manoel Ribas (PR)
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torta
dePÊSSEGO
INGREDIENTES
PARA O RECHEIO:
12 pêssegos grandes e maduros
½ xícara (chá) de açúcar
Água (o suficiente para o cozimento)
Canela em pó a gosto
PARA A MASSA:
2 colheres (sopa) de Margarina Originale
2 ½ xícaras (chá) de Farinha de Trigo Originale
2 xícaras (chá) de açúcar
1 ½ xícara (chá) de leite
1 colher (sopa) de fermento em pó
Canela em pó (opcional para a massa)
Uma receita por @janis_castaldo
ANÚNCIO
Lave bem os pêssegos, seque-os e corte em cubos
MODO DE PREPARO
médios. Em uma panela, leve ao fogo os pêssegos
com o açúcar e um pouco de água. Deixe cozinhar
até ficarem macios. Desligue o fogo, adicione uma
pitada de canela e reserve.
Para a base, coloque a Margarina Originale
diretamente na travessa ou forma que irá ao forno.
Leve ao fogo médio apenas até derreter e reserve a
travessa.
Para a massa, coloque na batedeira, 1 ½ xícara de
Farinha de Trigo Originale, o açúcar e o leite. Bata
até obter uma mistura homogênea. Adicione o
restante da farinha (1 xícara) para dar o ponto ideal
e, se desejar, acrescente uma pitada de canela. Por
último, misture o fermento delicadamente.
Despeje a massa sobre a margarina derretida na
travessa. Distribua os pêssegos cozidos por cima e
finalize com mais uma pitada de canela. Asse em
forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente
40 minutos ou até dourar.
MARGARINA ORIGINALE
FARINHA ORIGINALE
Para a volta às aulas, corte em quadradinhos e coloque na lancheira: é energia garantida para
os pequenos. Se for servir em casa, uma bola de sorvete de creme acompanha perfeitamente
essa torta quentinha. Uma receita prática para a lancheira ou para o sobremesa em família!
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