18.02.2026 Visualizações

Revista Coamo - Fevereiro de 2026

  • Nenhuma tag encontrada…

Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!

Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.

revista coamo Desempenho consolidado ano 52 edição 565 fevereiro/2026

revista

www.coamo.com.br

Sobras

fevereiro/2026

Expansão

Coamo adquire

quatro unidades no

Norte do Paraná

Valor distribuído aos

cooperados somam

R$ 716,3 milhões

ano 52 edição 565

Desempenho consolidado

Com resultados aprovados em assembleia, a Coamo registra receita global de

R$ 28,7 bilhões e sobra líquida acima de R$ 2 bilhões, fortalecendo sua atuação

cooperativista e ampliando investimentos, produção e presença regional nos

estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul



Órgão de divulgação da Coamo

ano 52 | edição 565 | fevereiro 2026

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Contato: comunicacao@coamo.com.br (44) 3599-8129 WhatsApp (44) 9 9957-5951

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens: Ana Paula Bento Pelissari Smith, Antonio Marcio dos Santos, Guilherme Augusto Boller,

Ilivaldo Duarte de Campos, Ruthielle Borsuk da Silva Granado e Wilson Bibiano Lima

Designer gráfico: Aline Aristides Bazan, Marcos Gabriel Batista dos Santos e Raquel Sumie Eishima

Contato publicitário

- Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários. Contato: (11) 5092-3305

- Guerreiro Agromarketing. Contato: (44) 99180-4450

Coamo Agroindustrial Cooperativa

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte.

Os artigos assinados ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Jonathan Henrique Welz Negri,

Joaquim Peres Montans, Ricardo Accioly Calderari, Emilio Magne Guerreiro Junior, Wilson Pereira de Godoy, João Marco Nicaretta e Igor Eduardo de Mello Schreiner.

CONSELHO FISCAL: Alessandro Gaspar Colombo, Pedro Augusto Brunetta Borgo e João Mignoso (Membros Efetivos); João Luiz Ferri, Helen Karolyne da Cruz Paschoeto e Renato

Bravin Piccolo (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.



índice

Entrevista

10

Engenheiro agrônomo Claudio Rizzatto relembra sua trajetória, destaca marcos do cooperativismo

e analisa como a Coamo impulsionou o desenvolvimento técnico, produtivo e social dos cooperados

AGO

14

Coamo tem receita global de R$ 28,716 bilhões e sobra líquida de R$ 2,019 bilhões. Desempenho

da cooperativa foi apresentado e aprovado pelos cooperados em Assembleia Geral Ordinária

22

Sobras

Valor distribuído ultrapassa R$ 716,3 milhões. Cada cooperado recebe na

proporção da sua movimentação com a cooperativa na entrega de produtos

agrícolas e aquisição de insumos

Expansão

36

Coamo oficializou a aquisição de quatro unidades de armazenagem e instalações agrícolas

estrategicamente localizadas em Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do Paraíso, no Norte do PR

fevereiro/2026 revista

5


3656-210 Anúncio - Revista Coamo_21x28cm.pdf 1 16/01/2026 09:48:44

Liberte-se com o herbicida

ihara.com.br

As daninhas esgotam a energia da soja e a sua também. Livre-se da matocompetição

e atinja o máximo potencial produtivo com o controle pré-emergente de Yamato.

NOVA TECNOLOGIA: indispensável no

manejo da resistência, com o melhor controle

das principais plantas daninhas.

MAIOR PERÍODO DE CONTROLE: lavoura no

limpo por mais tempo e maior produtividade.

C

M

Y

CM

ALTA SELETIVIDADE: sem afetar a

cultura subsequente.

MY

CY

MY

K

Acesse e saiba mais

para uma lavoura livre

de plantas daninhas:

YAMATO E AXEEV TECHNOLOGY SÃO MARCAS REGISTRADAS PELA KUMIAI.

ATENÇÃO

ESTE PRODUTO É PERIGOSO À SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AO MEIO

AMBIENTE; USO AGRÍCOLA; VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO;

CONSULTE SEMPRE UM AGRÔNOMO; INFORME-SE E REALIZE O MANEJO INTEGRADO DE

PRAGAS; DESCARTE CORRETAMENTE AS EMBALAGENS E OS RESTOS DOS PRODUTOS; LEIA

ATENTAMENTE E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO, NA BULA E NA RECEITA;

E UTILIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL.


governança

Desafios superados e bons resultados em 2025

Com grande satisfação apresentamos

aos cooperados no dia

5 de fevereiro na Assembleia

Geral (AGO), o relatório de atividades

da Coamo e a prestação de contas referente

ao exercício 2025. Mais uma

vez, finalizamos o ano com a certeza

de que o nosso maior patrimônio é a

cooperação, e em cada safra, conquistamos

bons resultados, fruto da utilização

da tecnologia, do conhecimento,

da dedicação e da confiança dos cooperados,

clientes, funcionários, fornecedores,

instituições financeiras em

nossa forma de trabalhar.

Geramos renda aos cooperados

e promovemos o desenvolvimento

sustentável do agronegócio,

e, portanto, cumprimos a missão da

Coamo presente nas suas Diretrizes

Corporativas, e apresentamos resultados

expressivos.

Na Assembleia Geral, os cooperados

aprovaram o balanço que registrou

uma receita global de R$ 28,7

bilhões e uma sobra líquida de mais

de R$ 2 bilhões. O valor das sobras

distribuídas somou mais de R$ 700 milhões,

dos quais R$ 200 milhões foram

antecipados em dezembro de 2025.

E já no dia seguinte à AGO, os cooperados

comemoraram o recebimento

deste benefício importante em todas

as unidades da cooperativa em dezenas

de regiões produtoras no Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Entre os indicadores do

exercício, alcançamos um patrimônio

líquido de R$ 13,4 bilhões, com

crescimento de 11,5% em relação

ao exercício anterior, e um ativo total

de R$ 22,4 bilhões. Refletindo a

boa saúde econômico-financeira,

a Coamo tem liquidez corrente de

2,74, liquidez geral de 1,64 e um

grau de endividamento de 40,33%.

Nos últimos anos temos

convivido com efeitos climáticos

que têm sido decisivos na produtividade

das lavouras, que somada a

queda nos preços das commodities

tem impactado diretamente na rentabilidade

dos produtores.

A comercialização da soja e

do milho foram afetadas pelo excesso

de estoques mundiais e retração

nas compras pela China. Além disso,

a política de taxa sobre a importação

dos Estados Unidos contribuiu

para a instabilidade no mercado.

Com uma sólida política adotada,

principalmente no que se refere

à capitalização constante e na manutenção

da solidez financeira, a Coamo

conseguiu superar os desafios ao longo

do exercício do ano passado.

O recebimento da safra

ocorreu em 118 unidades e atingiu

9,6 milhões de toneladas de produtos,

representando 2,7% da produção

brasileira de grãos. No tocante

à exportação, a Coamo exportou 3,8

milhões de toneladas de commodities

e produtos alimentícios, por

meio dos portos de Paranaguá (PR)

e São Francisco do Sul (SC), gerando

um faturamento de US$ 1,47 bilhão.

Com esses bons resultados,

manifestamos os nossos agradecimentos

a Deus, que nos guiou

e fortaleceu ao longo deste ano,

permitindo-nos superar desafios

e alcançar importantes resultados.

Nossos agradecimentos aos cooperados,

aos membros dos Conselhos

de Administração e Fiscal, bem como

à diretoria executiva, cuja atuação

comprometida e estrategicamente

planejada foi determinante para o

êxito de nossas iniciativas e para o

contínuo desenvolvimento de nossa

cooperativa. A todos os funcionários

pelo empenho e dedicação diária,

essencial para concretizarmos os

nossos objetivos, e aos nossos familiares

pelo apoio constante.

Agradecemos a confiança e

parceria dos nossos clientes, fornecedores,

consumidores, instituições

financeiras e entidades que acreditarem

na nossa missão e fortaleceram

nossa trajetória. Reiteramos nosso

muito obrigado e o compromisso de

seguirmos juntos construindo um futuro

ainda mais promissor.

ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

fevereiro/2026 revista

7


Especialista na Redução do Estresse Vegetal

PRODUTOS E SERVIÇOS

QUE TRANSFORMAM

SUA LAVOURA

Diagnóstico

completo de

pulverizadores

Treinamentos em

tecnologia de

aplicação


gestão

A expansão como fator de relevância dos nossos negócios

Em nome da nossa diretoria executiva agradecemos

o apoio e a confiança do Conselho de

Administração e Fiscal às nossas atividades no

exercício 2025, e reconhecemos a dedicação, profissionalismo

e comprometimento dos nossos mais de

10 mil funcionários, que contribuíram para o sucesso

e os bons resultados da nossa cooperativa.

Como a Coamo não pode parar de crescer,

na Assembleia Geral foram apresentados os resultados

do ano passado e os cooperados aprovaram

para o novo exercício o plano de atividades visando

o aperfeiçoamento contínuo da gestão e investimento

em várias áreas como nos sistemas de informatização

e infraestrutura de processamento de dados,

bem como no sistema de comunicação e segurança.

Continuaremos investindo nos parques industriais

para agregar valor à produção dos cooperados

com a conclusão neste ano das obras da

indústria de etanol, a ampliação e modernização da

indústria de Paranaguá, e o início da instalação da

indústria de biodiesel em nosso terminal portuário.

Os investimentos serão constantes em infraestrutura,

quer seja de armazenagem, de fluxo

de recebimento, de novos sistemas de secagem de

produto, de novas tecnologias de beneficiamento

dos produtos recebidos, como também em logística

e transporte. Para a satisfação dos cooperados,

entregaremos, oficialmente em breve, o moderno e

completo entreposto de Campina da Lagoa, no Paraná,

inclusive com agência da Credicoamo, e para

a safra de inverno, mais três novos postos de recebimentos

ligados aos entrepostos dos municípios de

Sidrolândia, Amambai e Dourados, no Mato Grosso

do Sul.

Durante a Assembleia Geral a diretoria apresentou

a aquisição de quatro novas unidades localizadas

em Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do

Paraíso, no Norte do Paraná, que passam a integrar a

estrutura operacional da Coamo. Essas novas unidades

foram adquiridas do Fundo Pátria, que estavam

alugadas desde 2020 à empresa Belagrícola.

Trata-se de uma oportunidade de expansão

de área da Coamo e vem ao encontro da política de

crescimento da cooperativa em realizar bons negócios

aos cooperados e manter a sua relevância no

mercado. Por isso, quando falamos que a Coamo é a

maior cooperativa do Brasil e primeira empresa do

Paraná, não se trata de uma questão de ser grande,

mas por ser relevantes nos negócios que faz.

Quando a cooperativa tem essa posição ela

pode ter alta competitividade no mercado e buscar

os melhores negócios aos seus mais de 32 mil cooperados,

que sozinhos, jamais conseguiriam todos

esses benefícios e com a força da união e da solidez

da Coamo isso tem sido possível, e assim somos relevantes

nos negócios.

Então, os produtores dessas novas unidades

terão acesso de forma gradual e contínua aos serviços

e produtos que oferecemos nas outras regiões

do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, e

iremos aumentar a movimentação de grãos e o volume

dos nossos negócios para agregar valor aos

nossos cooperados.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

fevereiro/2026 revista

9


entrevista

CLAUDIO FRANCISCO BIANCHI RIZZATTO

Vice-presidente do Conselho de Administração da Coamo

“Com a Coamo veio a assistência técnica, o desenvolvimento agronômico

e sustentável, e a melhoria da qualidade de vida dos cooperados”

Com uma trajetória que

se confunde com a

própria história da Coamo,

o engenheiro agrônomo

Claudio Francisco Bianchi Rizzatto

relembra sua chegada a

Campo Mourão, em 1974, os

primeiros passos no cooperativismo

e as transformações vividas

pela cooperativa e pelos

produtores ao longo de mais

de cinco décadas. Gaúcho de

Jaguari, formado pela Universidade

Federal de Santa Maria,

Rizzatto acompanhou de perto

a implantação da assistência

técnica, a organização dos cooperados,

a expansão das áreas

de atuação e a consolidação

da comunicação com o quadro

social. Nesta entrevista à Revista

Coamo, ele relata passagens

marcantes da sua carreira, destaca

decisões estratégicas que

impulsionaram o desenvolvimento

agronômico e sustentável

e analisa como a cooperativa

contribuiu para a evolução

produtiva, econômica e social

das famílias associadas.

Revista Coamo: Como foi sua história

na Coamo, desde a sua chegada

em 1974 em Campo Mourão?

Claudio Francisco Bianchi Rizzatto:

Eu sou gaúcho de Jaguari,

onde conclui o curso primário. Fiz

Colégio Agrícola na Universidade

Santa Maria, onde depois prestei

vestibular para agronomia e me

graduei na turma de 1973. Formando,

saí do Rio Grande do Sul e

vim para Curitiba e fiz um concurso

e fui aprovado para trabalhar

na Acarpa – empresa de extensão

rural. Lá estudei cooperativismo

e fui escolhido para trabalhar em

Curitiba, mas não era o que eu

queria, pois queria vir para o interior.

Então, fiz uma troca com um

colega para trabalhar em Campo

Mourão. Não conhecia Campo

Mourão, e nem lavouras de café e

algodão, e alguns falavam: “Você

está louco Claudio, trocar a capital

pelo interior? Mas aceitei o desafio

e cheguei em Campo Mourão em

março de 1974 e fiquei impressionado

com as condições da cidade.

Comecei a trabalhar na área de

cooperativismo em um convênio

firmado entre Coamo e Acarpa, e

no segundo semestre 1974 criamos

os comitês educativos da

Coamo em comunidades tradicionais

como Ivailândia, Campina do

Amoral, Peabiru, Luiziana e Farol.

Em 1975, realizamos as primeiras

reuniões com os cooperados.

RC: A entrada na Coamo mudou a

vida do senhor?

Rizzatto: Foi muito bacana, atendi

o convite do então gerente na

época, Dr. Aroldo, e fui admitido

como funcionário em 1 de fevereiro

de 1975, e minha vida mudou.

Fui o quarto agrônomo a entrar na

cooperativa, e atuei na área técnica

dos serviços de assistência técnica,

crédito rural e repasse, daí fui convidado

e aceitei o convite para assumir

a gerência de insumos, que

era responsável por compra, venda

e distribuição de insumos. Na época,

com visão de futuro, a diretoria

resolveu criar a superintendência

técnica e o meu nome foi escolhido

em 1978. Fiquei nesse cargo

até janeiro de 2008, quando em

fevereiro na Assembleia Geral as-

10 revista

fevereiro/2026


sumi como vice-presidente, após

aposentadoria do seu Sérgio Luiz

Panceri, que foi secretário e vice-

-presidente durante 33 anos na diretoria.

Aceitei esses convites com

satisfação sabendo que teríamos

os grandes desafios e conquistas

pela frente. Graças a Deus e

a muito trabalho e determinação,

suplantamos desafios e comemoramos

muitas conquistas.

Engenheiro agrônomo formado em 1973 na Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande

do Sul. Chegou em Campo Mourão no ano de 1974 para atuar como extensionista na Acarpa, que

depois mudou o nome para Emater. Foi admitido na Coamo em fevereiro de 1975, sendo o quarto

agrônomo na cooperativa. Foi criador e editor do primeiro jornal impresso da cooperativa e gerente

de Insumos. Posteriormente, em 1978, assumiu como superintendente Técnico até 2008, quando

com a aposentadoria do vice-presidente Sérgio Luiz Panceri, aceitou como cooperado convite do

Dr. Aroldo para ser eleito como vice-presidente do Conselho de Administração na Assembleia Geral

Ordinária, em fevereiro de 2008, cargo que ocupa atualmente. Integrou e participou ativamente

de várias diretorias da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão, tendo sido

presidente na 11ª diretoria na gestão 1993/1995.

RC: Cite um fato que o senhor participou

e foi muito importante?

Rizzatto: Lembro com satisfação

de uma viagem que fizemos para

Brasília visando obter o credenciamento

junto ao Banco Central

do Brasil (Bacen) para operar

com crédito rural, e a Coamo foi

a primeira cooperativa do país a

conseguir essa conquista. Outro

destaque foi o que a Coamo propiciou

para o desenvolvimento do

agricultor. A transformação que

eles tiveram nessas mais de cinco

décadas foi algo incrível. A Coamo

chegou em regiões que estavam

muito atrasadas, aonde não chegava

assistência técnica. E isso a

Coamo fez e muito bem, sendo um

exemplo para todo o país, com o

investimento e desenvolvimento

da área técnica. Junto com o desenvolvimento

agronômico, veio o

desenvolvimento sustentável, que

melhorou a qualidade de vida do

produtor.

RC: O senhor teve uma participação

direta na primeira publicação

impressa aos cooperados, na época,

como assessor de Cooperativis-

fevereiro/2026 revista 11


entrevista

"A COAMO CHEGOU A REGIÕES ONDE NÃO EXISTIA ASSISTÊNCIA TÉCNICA E

CONTRIBUIU DIRETAMENTE PARA ORGANIZAR A PRODUÇÃO E O COOPERADO."

mo no convênio Coamo/Acarpa foi

o primeiro editor. Conte um pouco

sobre isso.

Rizzatto: Precisávamos nos comunicar

com os cooperados, por isso,

tivemos a ideia de um jornal (Informativo

Coamo) para mostrar a

cooperativa. Eu tirava fotos, escrevia

e diagramava a edição, depois

levava à gráfica, que fazia tudo,

letrinha por letrinha no sistema de

tipografia onde a composição das

páginas era manual. As fotos, por

exemplo, eram no sistema clichê.

A gráfica imprimia uma provinha

para revisão e quando o gráfico errava,

eu corrigia e ele tinha que imprimir

de novo. Foi um bom início

e em agosto de 1975, com a edição

número 10, o informativo mudou

de nome, para Jornal Coamo.

RC: O senhor lembra das primeiras

matérias da edição histórica em

novembro de 1974?

Rizzatto: Sim, foi em novembro

de 1974, quando circulou pela

primeira vez o Informativo Coamo,

que foi o início da comunicação

impressa da cooperativa. Escrevemos

que o nome não importava,

mas, sim a mensagem que chegaria

até os produtores, e que o impresso

seria o elo entre a Coamo

e os cooperados. Lembro que a

capa da primeira edição apresentou

uma foto aérea de armazéns

da cooperativa, uma matéria contendo

informações da comercialização

da soja safra 1974/75, o

balancete das contas encerradas

em 30 de setembro de 1974, algumas

dicas da cultura da soja e uma

matéria sobre o título de Cidadão

Honorário ao então presidente

da Coamo, Fioravante João Ferri,

por ocasião do 27º aniversário de

Campo Mourão.

RC: Qual a importância da comunicação

e do relacionamento direto

da diretoria com os cooperados e

a comunidade?

Rizzatto: Passados 51 anos da

primeira edição impressa e quase

50 anos da veiculação do primeiro

programa de rádio que estreou

em 1978, penso que a comunicação

e o relacionamento são muito

importantes e um grande desafio a

cada dia, diante da tecnologia, redes

sociais e diversas plataformas,

onde tudo é muito veloz, e temos

que tomar cuidado com o que não

é verdadeiro. A Coamo vem mantendo

e cumprindo o seu objetivo

como elo entre a cooperativa e os

cooperados. Nesse sentido evoluiu

e vem evoluindo, se adequando a

modernidade mostrando boas histórias

e exemplos, e assuntos de

interesse dos cooperados. Então

desta maneira, eles ficam por dentro

do que acontece na Coamo e

no agronegócio, com confiança,

transparência e qualidade.”

Claudio Francisco Bianchi Rizzatto recebeu homenagem pelos serviços prestados à cooperativa

RC: Como analisa os avanços dos

produtores associados da Coamo

com o apoio da cooperativa?

Rizzatto: Como melhorou a produção,

tecnologia e a qualidade

de vida do produtor. Isso não tem

preço, e dentro disso existe uma

empresa que começou pequenininha

lá no início dos anos 1970

e passados 55 anos a gente vê

12 revista

fevereiro/2026


produtores colhendo muito mais

do que 200 sacas de soja por alqueire,

bem diferente das 60, 70

sacas há mais de cinco décadas.

Me orgulha ver que a Coamo

cresceu e se transformou na maior

empresa do Paraná, e o que mais

me emociona é que essa mesma

Coamo hoje é do tamanho que

ela é e continua com aqueles mesmos

princípios e valores do início,

de quando tinha 300 associados,

quando eu cheguei em 1974. Os

cooperados continuam sendo tratados

pelo nome e não como um

número, não importando a área

de terra, se pequeno, médio ou

grande produtor.

RC: Qual o sentimento de ter vivido

e testemunhado essa transformação?

Rizzatto: É um grande orgulho e

felicidade, porque quando cheguei

como extensionista e engenheiro

agrônomo para trabalhar

na Coamo ela tinha apenas quatro

anos (em 1974) e então tenho

mais de 50 anos de Coamo. É um

orgulho muito grande, porque eu

vi, presenciei e participei de todo

esse desenvolvimento, de toda a

cadeira produtiva, é muito bom e

significativo o que ela propiciou

no desenvolvimento de várias gerações

de agricultores que cresceram

com a Coamo nesses 55 anos.

Nesse ciclo destaco também o

grande trabalho e suporte de todos

os funcionários para atender

e muito bem milhares de cooperados

e participarem dessa transformação

para uma agricultura

sustentável, exemplo para o país.

A Coamo sempre foi muito bem

administrada, capitalizada e nunca

teve qualquer tipo de crises,

mas sempre teve bons resultados,

atendendo todos os cooperados

com respeito e valorização ao ser

humano. Por isso, falo com orgulho,

emoção e felicidade, que

tudo deu certo e todo dia é dia

de Coamo, a Coamo é todo dia na

vida da gente.

“Ao longo de mais

de cinco décadas,

acompanhei de perto

a transformação

tecnológica, produtiva

e social vivida

pelos agricultores

associados.”

RC: Então, a confiança também faz

toda a diferença na relação com os

produtores?

Rizzatto: Sem dúvida, temos inúmeros

exemplos de avanços de

como os cooperados da Coamo

evoluíram como pessoas e empreendedores

rurais buscando o

máximo de tecnologia e com foco

no gerenciamento das atividades

com o apoio da Coamo por meio

da assistência técnica e de diversos

programas voltados para toda

a família cooperativista. Mas desde

o início a visão do Dr. Aroldo

e o modo, o jeito com que trata

e trabalha com os cooperados é

elogiável e incomparável, pois

a confiança é tudo, e é um valor

inegociável, ou seja, a Coamo é

forte porque a harmonia e o relacionamento

entre cooperados e

diretoria é muito forte e sólido, e

exemplo para o cooperativismo e

área empresarial do país.

RC: Qual é o futuro da Coamo e

sua mensagem aos leitores?

Rizzatto: A Coamo tem ética, honestidade

de princípios, essência

e transparência, sempre com muita

segurança, responsabilidade

e solidez, focada no cooperado

com muita qualidade e inovação.

Então, a Coamo assim como o

agronegócio não pode parar, e

ela está crescendo de forma organizada

e tem muito mais para crescer.

É uma cooperativa, uma empresa

construída sob a liderança

do nosso grande líder Dr. Aroldo,

para uma vida inteira, para várias

gerações. Isso é uma grande coisa

e nos orgulha, porque completamos

os 55 anos da cooperativa

com uma governança muito bem

estruturada e conduzida, aceita

com confiança pelos cooperados

e é elogiada pelos clientes, parceiros

e comunidade. A Coamo

é infinita e não tem limite, pois a

Coamo vai ser cada vez melhor,

como empresa inovadora e admirada,

sem perder sua essência,

visando colher produtividades satisfatórias,

obter renda e praticar

uma agricultura sustentável.

fevereiro/2026 revista 13


desempenho

Na Assembleia Geral o quadro social aprovou as contas do exercício 2025, novos investimentos e a distribuição de sobras

COAMO TEM RECEITA GLOBAL DE R$ 28,716 BILHÕES

E SOBRA LÍQUIDA DE R$ 2,019 BILHÕES

A

Coamo Agroindustrial Cooperativa registrou

em 2025 receita global de R$ 28,716 bilhões.

A sobra líquida atingiu o montante de R$

2,019 bilhões. Deste valor, após a dedução estatutária,

foram distribuídos mais de R$ 716,3 milhões

aos mais de 32,7 mil cooperados no Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul. Os números foram

aprovados pelo quadro social no dia 05 de fevereiro

em Assembleia Geral Ordinária realizada em Campo

Mourão (Centro-Oeste do Paraná).

O Patrimônio Líquido alcançou R$ 13,376 bilhões,

representando um crescimento de 11,5% em

relação ao exercício anterior, e o Ativo Total atingiu o

montante de R$ 22,415 bilhões. O EBITDA (sobra antes

de juros, impostos, depreciação e amortização),

alcançou o montante de R$ 2,009 bilhões. Os principais

indicadores financeiros refletem a boa saúde

econômico-financeira da cooperativa: liquidez corrente

de 2,74; liquidez geral de 1,64; margem de

garantia de 247,98% e o grau de endividamento de

40,33%. Além disso, foram gerados e recolhidos R$

1,012 bilhão em impostos, taxas e contribuições.

14 revista

fevereiro/2026


Participação dos cooperados é um dos pilares do sucesso da cooperativa

Durante a assembleia, a diretoria apresentou

os benefícios disponibilizados no exercício de

2025 aos cooperados da Coamo. Além das sobras

distribuídas de R$ 716 milhões, foram devolvidos

mais de R$ 26 milhões de capital social aos cooperados

com 65 anos ou mais e que completaram dez

anos de permanência na Coamo e R$ 14,5 milhões

em ICMS. Também mais R$ 66,3 milhões do programa

Fideliza em créditos para aquisição de insumos

agrícolas, máquinas, peças e produtos veterinários.

Com todo um grande trabalho e participação dos

cooperados o montante dos benefícios somam mais

de R$ 823 milhões.

De acordo com o presidente do Conselho

de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini,

nos últimos anos, houve efeitos climáticos que

têm sido decisivos na produtividade das lavouras

implantadas, que somada à queda nos preços das

commodities, tem impactado diretamente na rentabilidade

dos cooperados. “A comercialização da

soja e do milho foram afetadas pelo excesso de estoques

mundiais e retração nas compras pela China.

Além disso, a política de taxas sobre importação dos

Estados Unidos contribuiu para a instabilidade do

mercado”, comenta.

Ao longo do ano, a Coamo desenvolveu

uma série de programas e iniciativas que contribuíram

significativamente para a melhoria da qualidade

de vida da família cooperada. Além das ações vol-

José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo

fevereiro/2026 revista 15


desempenho

tadas à capacitação e ao fortalecimento da gestão

nas propriedades, destacam-se os planos e ações

de fornecimento e a concessão de crédito disponibilizados

aos cooperados.

Gallassini lembra que a Coamo tem investido

em indústrias, sendo as mais recentes a de etanol

de milho e biodiesel. “Essas iniciativas fortalecem a

cadeia produtiva, diversificam as fontes de receita e

promovem o desenvolvimento, gerando benefícios

diretos aos cooperados. Mediante a sólida política

adotada pela Coamo, principalmente no que se refere

à capitalização constante e na manutenção da

solidez financeira, os desafios enfrentados ao longo

do exercício foram superados.”

O presidente destaca que os resultados alcançados

refletem o trabalho conjunto dos cooperados,

dos conselhos de Administração e Fiscal e da

diretoria Executiva, cuja atuação contribui para o desenvolvimento

contínuo da cooperativa. O presidente

também reconhece o empenho dos funcionários,

essencial para a execução das atividades e o alcance

dos objetivos. “Agradecemos, ainda, a confiança e

a parceria de nossos clientes, fornecedores, consumidores,

instituições financeiras e demais entidades

que, ao acreditarem em nossa missão, fortaleceram

nossa trajetória e ampliaram nosso impacto. A todos

que, de forma direta ou indireta, contribuíram para

mais um ciclo de realizações, reiteramos nosso muito

obrigado e o compromisso de seguirmos juntos,

construindo um futuro ainda mais promissor.”

CONSELHO FISCAL – GESTÃO 2026

Membros Efetivos

Alessandro Gaspar Colombo

Campo Mourão

Pedro Augusto Brunetta Borgo

Mamborê

João Mignoso

Campo Mourão

Membros Suplentes

João Luiz Ferri

Campo Mourão

Helen Karolyne da Cruz Paschoeto

Campo Mourão

Renato Bravin Piccolo

Engenheiro Beltrão

EXERCÍCIO

2025

RELATÓRIO DA

GESTÃO

Para acessar a versão completa das demonstrações financeiras

da cooperativa no exercício de 2025 aponte o leitor de QR

Code na imagem ao lado ou visite o site da Coamo

Há sempre algo a compartilhar.

É assim que a gente cresce!

SEDE:

Rua Fioravante João

Ferri, 99 – Jd. Alvorada

Campo Mourão, Paraná

CONTATO:

+55 44 3599 8000

coamo@coamo.com.br

coamo.com.br

16 revista

fevereiro/2026


Benefícios aos

COOPERADOS

exercício 2025

Sobras por

produtos

Aveia

R$ 0,95

Soja

Café

beneficiado

Milho

Café

em coco

Trigo

R$ 3,50 R$ 1,30 R$ 1,30

R$ 8,00

R$ 2,67

Bens de

fornecimento

3,80%

fevereiro/2026 revista 17


desempenho

airton galinari, presidente executivo da coamo,

reforça o papel da cooperativa na condução de

um modelo de negócios baseado na participação

dos cooperados e no desenvolvimento das atividades

no campo. Segundo ele, a responsabilidade da

administração é garantir que a cooperativa continue

praticando o cooperativismo de forma estruturada,

levando crescimento, modernidade e novas oportunidades

aos cooperados.

Galinari destaca que os resultados só são

possíveis com a atuação conjunta entre cooperativa

e cooperados. “Fazer juntos àquilo que sozinho é difícil

de fazer depende totalmente da participação do

cooperado na sua cooperativa”, afirma.

Ele lembra que a cooperativa conta atualmente

com cerca de 10.500 funcionários diretos e,

em média, outros 1.500 indiretos ao longo do ano.

Para ele, esse quadro representa um compromisso

assumido com tranquilidade, sustentado pelo engajamento

e pela confiança mútua entre cooperativa,

cooperados e funcionários. Galinari ressalta que alcançar

resultados expressivos em um ano considerado

desafiador reflete um trabalho coletivo. Para ele,

o desempenho apresentado é resultado da soma de

esforços dos cooperados, dos funcionários, da diretoria

e dos parceiros que integram o ecossistema da

cooperativa.

Para o presidente os números confirmam

que a cooperativa segue no caminho definido desde

sua fundação. Segundo ele, ao longo de 55 anos,

a Coamo manteve o foco em ser uma cooperativa de

resultado, pautada pela seriedade, pela simplicidade

e pelo respeito aos princípios cooperativistas. “O

segredo é fazer o simples, com honestidade, com as

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo

pessoas certas e com foco no desenvolvimento da

atividade do produtor”, afirma.

alcir josé goldoni, presidente executivo da

credicoamo, destaca que os resultados alcançados

pela Coamo são fruto direto do trabalho e da

confiança dos cooperados. Segundo ele, não há

resultado sem a participação efetiva do associado,

responsável por gerar uma receita superior a R$

28 bilhões.

Goldoni ressalta que a cooperativa conseguiu

fornecer insumos a preços de mercado, gerar

competitividade e ainda alcançar sobras superiores

a R$ 2 bilhões, sem transferir custos adicionais aos

cooperados. Para ele, esse desempenho decorre do

ganho de escala e da soma de esforços coletivos.

“Isso não saiu da rentabilidade do cooperado, mas

da força do trabalho conjunto”, afirma.

Ele destaca ainda que o protagonismo dos

ELIANE CRISTINA MANDOTTI

Brasilândia do Sul (PR)

"Saber das sobras e do faturamento da cooperativa,

mesmo em um ano difícil, reforça a

confiança que temos na Coamo. O valor das sobras,

que é tão importante para o produtor, foi

significativo. Esse reconhecimento nos deixa

contentes e motivados a continuar participando

da cooperativa."

RICARDO CUNHA ANDRADE

Caarapó (MS)

"Os números positivos apresentados pela Coamo

representam a segurança e força do cooperativismo.

Mesmo em um ano difícil, a cooperativa

consegue trazer resultados nas operações que

acabam nos ajudando também. É um esforço coletivo

que beneficia tanto a Coamo quanto nós,

cooperados."

18 revista

fevereiro/2026


Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo

cooperados precisa ser valorizado, pois é ele que sustenta

o modelo de cooperativa de resultados. Ele cita

como exemplo a aprovação de mais de R$ 1 bilhão

em investimentos, resultado de um processo coletivo

que avalia se as decisões atendem à maioria dos associados.

Goldoni também aborda a atuação integrada

das cooperativas, citando a Coamo como braço

da produção e a Credicoamo como braço financeiro.

“Essa sinergia fortalece o desenvolvimento das propriedades,

das famílias e dos municípios”, frisa.

josé roberto ricken, presidente do sistema

ocepar, afirma ser motivo de orgulho participar da

assembleia da Coamo, que é a maior cooperativa

agroindustrial da América do Sul e a maior empresa

privada do Estado do Paraná. Segundo ele, a solidez

e a capitalização da cooperativa refletem um modelo

de gestão baseado em planejamento, profissionalismo

e governança.

Ricken destaca a importância do papel dos

conselhos de Administração e Fiscal, além do comprometimento

dos cooperados. Ele lembra que

o cooperativismo paranaense reúne mais de 200

cooperativas, com cerca de 4,5 milhões de pessoas

associadas, movimentando receitas expressivas e reinvestindo

resultados tanto nos cooperados quanto

nas próprias cooperativas.

Para o presidente do Sistema Ocepar, a assembleia

é o momento que simboliza a participação

efetiva do associado. “A assembleia é a coroação

do cooperativismo, é onde o cooperado exerce sua

participação”, afirma. Segundo ele, os investimentos

realizados pelas cooperativas geram impacto direto

nas comunidades, por meio da geração de renda,

impostos e desenvolvimento regional.

dalva caramalac, superintendente do sistema

ocb/ms, afirma que participar da assembleia

permitiu dimensionar, de forma ainda mais clara, a

atuação da Coamo. “A cooperativa é um exemplo

de crescimento aliado à preservação da essência

cooperativista.” Para a superintendente, a assembleia

representa o momento central da cooperativa,

José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar

Dalva Caramalac, superintendente do Sistema OCB/MS

fevereiro/2026 revista 19


desempenho

Antonio Carlos Cardoso, presidente da Unimed Campo Mourão

Douglas Fabrício, prefeito de Campo Mourão

no qual o associado exerce plenamente o direito de

voz e voto. “Ver a participação dos cooperados e a

confiança na administração é algo que nos fortalece

como sistema”, afirma. Segundo ela, a Coamo contribuiu

para organizar, orientar e profissionalizar a

produção agrícola no Estado, promovendo ganhos

operacionais e desenvolvimento regional.

antonio carlos cardoso, presidente da unimed

campo mourão, ressalta a parceria de mais de 23

anos entre as duas cooperativas. “O intercooperativismo

vivido em Campo Mourão representa uma

experiência consolidada dentro do sistema cooperativista

brasileiro.” Cardoso afirma que, enquanto a

Unimed atua no cuidado com a saúde dos cooperados,

a Coamo responde pelo suporte à atividade

produtiva, oferecendo estrutura, insumos, credibilidade

e segurança financeira. Segundo ele, essa

atuação conjunta entre grandes cooperativas fortalece

os associados e demonstra, na prática, o valor

da cooperação.

douglas fabrício, prefeito de campo mourão,

afirma sentir orgulho ao participar da assembleia,

lembrando sua trajetória profissional ligada à Coamo.

Para ele, o evento representa um espaço de

aprendizado sobre transparência, seriedade e gestão.

O prefeito destaca que o volume de sobras a ser

distribuído aos cooperados é comparável ao orçamento

anual do município, o que evidencia a dimensão

econômica da cooperativa. “Os investimentos

anunciados reforçam a solidez da Coamo, que, ao

longo de 55 anos, consolidou uma atuação baseada

na responsabilidade, na organização e na transparência,

com reflexos diretos para os cooperados, os

funcionários e a comunidade.”

EDSON LUIZ TONELLO

Xanxerê (SC)

"Ver a diretoria apresentando tantos resultados

positivos, mesmo em um ano desafiador como

2025, reforça o quanto a cooperativa é sólida e

bem conduzida. Eu considero a Coamo uma verdadeira

escola. Acompanho sua trajetória, desde

o surgimento até o modelo de gestão que ela

mantém hoje, e levo isso como um exemplo."

JOÃO ROMERO SANCHES

Campina da Lagoa (PR)

"A chegada da Coamo na nossa região trouxe

conforto, comodidade e lucro, pela proximidade e

segurança que oferece. Entregar nossa produção e

poder escolher o momento ideal para vender, sem

depender de boatos ou incertezas, é uma tranquilidade

enorme. É gratificante ver a felicidade da

comunidade inteira com essa conquista."

20 revista

fevereiro/2026


Investimento superior a R$ 1,03 bilhão

A Assembleia Geral Ordinária aprovou um

plano de investimentos superior a R$ 1,03 bilhão,

voltado à modernização e ampliação da infraestrutura

da cooperativa em suas áreas de atuação. O

planejamento contempla melhorias em estruturas

de recebimento, beneficiamento, armazenagem e

expedição de produtos agrícolas, além de adequações

em armazéns, áreas de convívio, sistemas de

despoeiramento e segurança nos entrepostos.

Entre as iniciativas previstas estão investimentos

na indústria de óleo em Paranaguá, melhorias

nas unidades industriais de Campo Mourão

e Dourados, além de aportes em logística e transporte.

O conjunto de ações integra um plano que

envolve todas as áreas da cooperativa, com foco na

ampliação da capacidade operacional e na adequação

das estruturas ao volume crescente de produção

entregue pelos cooperados.

O presidente do Conselho de Administração

da Coamo, José Aroldo Gallassini, destaca que

os investimentos fazem parte de uma trajetória contínua

desde a fundação da cooperativa. “Os cooperados

que acompanharam o desenvolvimento

da Coamo desde a fundação são testemunhas dos

investimentos constantes em infraestrutura, seja na

armazenagem, no fluxo de recebimento, em novos

sistemas de secagem de produtos, em tecnologias

de beneficiamento, bem como em logística, transporte,

armazenamento de insumos, atendimento

nas lojas de peças, processos industriais, atualização

em tecnologia da informação e implantação de

novas indústrias, sempre com o objetivo de agregar

valor à produção dos cooperados”, afirma.

Gallassini ressalta que, apesar da Coamo

contar com capacidade de armazenagem de 6,3 milhões

de toneladas — a maior entre as empresas brasileiras

—, o crescimento do volume recebido exige

a continuidade dos investimentos. A previsão para

a safra 2025/2026 é de recebimento de aproximadamente

10,2 milhões de toneladas de grãos. “Levando

em consideração o volume de produtos recebidos

nos últimos anos e a previsão para a próxima

safra, é necessário continuar investindo em infraestrutura

de recebimento e armazenamento”, explica.

O presidente também apontou fatores que impactam

diretamente a logística da cooperativa, como a

cadência de fixação dos produtos pelos cooperados

e o aumento da velocidade da colheita, impulsionado

pelo uso de máquinas com maior capacidade operacional.

Esse cenário, segundo ele, intensifica a pressão

sobre o fluxo de recebimento nas unidades. “Como

alternativa em alguns momentos, temos utilizado o

sistema de silos bag, que não é a solução ideal para

armazenagem e conservação dos produtos”, pontua.

Gallassini explica que o plano de investimentos

foi estruturado após a análise desses fatores,

abrangendo adequações, ampliações e a implementação

de novas ações em todas as áreas da

cooperativa, incluindo o aumento da capacidade

industrial e a implantação de novas indústrias. Ele

também enfatiza que a execução dos investimentos

seguirá uma cadência definida, levando em conta

tanto a disponibilidade de recursos quanto a capacidade

de execução dos projetos previstos.

fevereiro/2026 revista 21


desempenho

Cooperados recebem mais

de R$ 716 milhões em sobras

Sobras foram distribuídas aos cooperados com base nas fixações de produtos

agrícolas e no valor dos bens de fornecimento repassados durante o exercício

Cooperados de Maracaju (MS) com a diretoria da Coamo: Aquiles Dias, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica, José Aroldo Gallassini,

Jovenal de Oliveira Dias, Agostinho Francisco Ludwig, Daison Rafael Villani, Celso Luiz Villani, Fábio Alves, gerente da Coamo em Maracaju,

Danilo Kudies, Airton Galinari, presidente Executivo, e Aristides Anastacio Neto, gerente da Coamo em Campo Mourão

O montante das sobras distribuídas, após

aprovação em assembleia, foi de R$ 716,4 milhões aos

mais de 32,7 mil cooperados com movimentação nas

unidades da cooperativa em 76 municípios do Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. As sobras foram

com base nas fixações de produtos agrícolas e no

valor dos bens de fornecimento repassados durante

o exercício, nos seguintes valores: soja (saca 60

Kg) R$ 3,50; milho (saca 60 Kg) R$ 1,30; trigo (saca

60 Kg) R$ 1,30; aveia (saca 60 Kg) R$ 0,95; café em

coco (saca 40 Kg) R$ 2,67; café beneficiado (saca 60

Kg) R$ 8,00; bens de fornecimento (percentual sobre

o fornecimento) 3,80%.

O pagamento das sobras é uma tradição

da Coamo e um benefício muito aguardado pelos

cooperados. “Significa muito para nós receber essas

sobras, principalmente pela situação que está o

mercado para nós que vivemos da agricultura. Então

22 revista

fevereiro/2026


Cooperado fundador da Coamo, Martin Kaiser

João Luiz Ferri, de Campo Mourão (PR)

para mim a Coamo foi uma cooperativa que muito

me ajudou. Quando cheguei em Maracaju em 1988,

e não tinha a Coamo, sentimos uma evolução muito

grande depois que a cooperativa chegou. É um valor

que nos permite começar o ano com mais tranquilidade”,

avalia o cooperado Jovenal de Oliveira

Dias, de Maracaju, no Mato Grosso do Sul.

Outro cooperado que destaca os bons resultados

da Coamo é João Luiz Ferri, de Campo Mourão,

no Paraná. “É um grande resultado. É a prova de toda

resiliência que a cooperativa tem e vem esse fruto

para o quadro social de um trabalho sério, onde todo

mundo puxa para o mesmo lado, com o mesmo foco

e objetivo, cooperados, funcionários e diretoria. Apesar

de 2025 ter sido difícil, mesmo assim, a Coamo

entrega um resultado fantástico que vem num momento

muito oportuno para nós cooperados.”

Cooperado fundador da Coamo, Martin

Kaiser, fala com propriedade sobre esse benefício.

Do cheque ao pix, são 55 anos recebendo as

sobras. “É sempre uma boa, pois ganhamos mais

uma ‘gaitinha’ para gastar”, brinca. Ele ainda ressalta

que, “isso prova que a Coamo vai bem e nós

cooperados também.”

Segundo o presidente do Conselho de

Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini,

as sobras são o que diferenciam a cooperativa de

uma empresa. “Se ele participar fora da sua cooperativa

os resultados podem ir até para fora do Brasil,

se for uma multinacional. Então, é muito importante

ter essa participação. Temos uma Coamo muito

grande com mais de 32.700 cooperados que têm o

luxo de ter uma cooperativa de crédito, a Credicoamo

e tudo que ele precisa para poder plantar. É um

trabalho simplificado e de segurança, algo que faz

toda a diferença, pois já vimos nesses anos todos

muitas empresas que quebraram e deram prejuízo

aos produtores."

fevereiro/2026 revista 23


desempenho

Assistência Técnica

Bens de Fornecimento

A Coamo tem oferecido

aos cooperados um robusto serviço

de assistência técnica agronômica

e veterinária, composto

por 410 profissionais especializados.

Ao longo do ano, os cooperados

participaram de eventos

técnicos, como os Dias de Campo

e os Encontros nas Fazendas

Experimentais da cooperativa,

em Campo Mourão (PR) e Dourados

(MS), que são referências

em pesquisa e desenvolvimento

agropecuário.

O ano de 2025 foi um período de importantes avanços

para a Coamo no fornecimento de insumos agrícolas.

Em um cenário desafiador, caracterizado por uma “crise de

confiança” no setor, a Coamo, com 55 anos de história, reafirmou

o compromisso com a credibilidade, a transparência e

a confiança junto ao quadro social. No primeiro semestre, foi

realizado o Plano de Fornecimento de Insumos para a safra

de verão 2025/2026. A adesão dos cooperados foi expressiva,

refletindo a confiança na cooperativa, que lhes ofereceu

condições vantajosas, garantindo preços competitivos e um

excelente custo de produção.

Já no segundo semestre, mesmo diante de um

mercado volátil, os cooperados demonstraram atenção e

estratégia ao antecipar a aquisição de boa parte dos fertilizantes

e sementes destinados ao plantio de milho 2ª safra

2026/2026.

Além dos tradicionais planos safras, ao longo do

ano, a Coamo promoveu diversas ações comerciais voltadas

24 revista

fevereiro/2026


ao fornecimento de bens por meio das lojas de peças

e veterinária. Destaca-se, também, a realização

da Feira de Negócios, um evento estratégico que

proporcionou oportunidades comerciais diferenciadas,

acesso a novas tecnologias e condições especiais

de pagamento.

Mesmo diante de um cenário desafiador no

mercado de insumos agrícolas no Brasil, marcado

por ajustes e incertezas que impactam diretamente

os produtores, esta área demonstrou solidez e protagonismo.

Em 2025 gerou uma receita líquida de

R$ 8,932 bilhões.

O Programa Fideliza, que fortalece o vínculo

com os cooperados e oferece vantagens econômicas

reais, propiciou aos cooperados R$ 66,256 milhões

em créditos para aquisição de insumos agrícolas,

máquinas, peças e produtos veterinários.

R$ 66,256 milhões

foram propiciados aos cooperados em créditos

para aquisição de insumos agrícolas, máquinas,

peças e produtos veterinários.

fevereiro/2026 revista 25


desempenho

Recebimento de Produtos Agrícolas

A safra de soja 2024/25 iniciou com bom desenvolvimento.

Porém, a estiagem a partir de dezembro/2024, afetou regiões

como o sul do Mato Grosso do Sul e o oeste do Paraná, reduzindo

a produtividade em algumas áreas para menos de 20 sacas

por hectare. Já em regiões com plantio mais tardio, como Centro-

-Norte, Centro-Sul e Sul do Paraná, as chuvas favoreceram produtividade

acima da média.

A comercialização lenta afetou a capacidade inicial de armazenagem,

exigindo o uso de silos bolsa e armazéns de terceiros.

O milho safra verão, concentrado no Centro-Sul e Sul do

Paraná, apresentou excelente desempenho, com produtividades

recordes e boa qualidade. A segunda safra de milho teve clima favorável

e plantio dentro da melhor janela, resultando em alta produtividade

e proporcionando o atingimento de recorde de recebimento.

A safra do trigo apresentou boa qualidade do produto e

produtividade satisfatória.

O recebimento da safra ocorreu em 118 unidades e atingiu

9,617 milhões de toneladas de produtos, representando 2,7% da

produção brasileira de grãos.

118

unidades de

recebimento

9,617

milhões toneladas

de produtos

2,7% da produção nacional

Logística

A Coamo investiu na modernização

da infraestrutura e dos processos,

visando garantir mais eficiência e qualidade

no atendimento às necessidades

dos cooperados. A verticalização dos

armazéns superou 222 mil posições

para paletes, com destaque para dois

armazéns autoportantes de sementes

no Mato Grosso do Sul, cada um com

capacidade para 10.600 Big Bags e estrutura

completa.

Para a movimentação de produtos,

contou com uma frota própria de

1.090 caminhões, uma frota dedicada

de 635 caminhões e aproximadamente

650 caminhões por dia terceirizados.

26 revista

fevereiro/2026


Industrialização

O parque industrial da Coamo é composto

por 12 unidades industriais, estrategicamente localizadas

em Campo Mourão, Dourados e Paranaguá,

sendo constituído por três indústrias de esmagamento

de soja, uma indústria de margarinas, uma

de gorduras vegetais, duas refinarias e envase de

óleo de soja, dois moinhos de trigo, uma torrefação

e moagem de café, uma indústria de rações e uma

fiação de algodão.

As indústrias de processamento de soja processaram

um total de 2,612 milhões de toneladas. A

torrefação e moagem de café produziu 2,869 mil toneladas

do grão torrado e moído; os moinhos de trigo

211,796 mil toneladas de farinhas e farelo; a fiação de

algodão 4,069 mil toneladas de fios; e a fábrica de ração

121,364 mil toneladas de rações.

Commodities e Exportação

O mercado da soja em 2025 apresentou pequenas

variações de preço, sem grandes sobressaltos,

consequência dos estoques elevados em nível

mundial, com preços de balcão em torno da média

de R$ 118 por saca. Foram quatro safras seguidas

com produção maior que o consumo, o que inibiu

qualquer reação dos preços.

A demanda interna contribuiu positivamente,

com o aumento da adição de biodiesel ao óleo

diesel para 15%, ocorrendo a valorização do óleo de

soja. Em consequência, o farelo ficou relativamente

mais barato, beneficiando o setor de carnes.

O milho enfrentou escassez na entressafra,

com preços elevados, em função da boa demanda

interna e do ritmo das exportações, melhor do que

o esperado. A colheita do milho 2ª safra, com boas

produtividades, estabilizou os preços em função dos

excedentes exportáveis.

Por fim, o trigo apresentou preços melhores

na entressafra, mas, com a entrada da safra, foi necessário

se ajustar à realidade do mercado internacional,

sofrendo com a valorização do real e com boas colheitas

nos principais países produtores. A Coamo foi

a única cooperativa do Paraná e Santa Catarina que

conseguiu atender os cooperados que desejaram

participar do Leilão PEP, viabilizando o pagamento

do preço mínimo, o que representou um acréscimo

de 12% em relação ao último preço praticado.

A Coamo exportou 3,763 milhões de toneladas

de commodities e produtos alimentícios, por meio

dos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul

(SC), gerando um faturamento de US$ 1,469 bilhão.

fevereiro/2026 revista 27


desempenho

Alimentos

Os produtos alimentícios da Coamo estão presentes

em todos os Estados brasileiros, com mais destaque nas regiões

Sul e Sudeste, além de serem exportados para diversos

países. Segundo matéria publicada na Revista Varejo, de setembro

de 2025, em parceria com a Scanntech Brasil, o óleo

de soja Coamo é a terceira marca mais vendida no Brasil e líder

de mercado na região Sul. Já a farinha de trigo Coamo ocupa a

quarta posição no Centro-Oeste e a quinta no Sul, evidenciando

a força da marca e a preferência dos consumidores.

Com esse desempenho, essa área atingiu uma receita

líquida de R$ 3,364 bilhões, representando um crescimento

de 15,3% em relação a ano anterior.

Investimentos

Durante o exercício, foram realizados investimentos

que somaram R$ 1,932 bilhão, com foco

na expansão da capacidade produtiva e na modernização

da infraestrutura. Entre as principais ações,

destacam-se a ampliação e modernização de entrepostos,

incluindo o controle de emissões poluentes

e de segurança do trabalho, bem como a construção

do Centro de Distribuição Regional em Ivaiporã

(PR) visando otimizar a logística. Também foram

promovidas melhorias e ampliações nas Unidades

de Beneficiamento de Sementes, com o objetivo de

aumento da capacidade operacional e elevar os padrões

de qualidade dos produtos.

Na área industrial, houve avanços importantes

com a expansão das unidades fabris e das

áreas de apoio, contribuindo para a verticalização

da produção e o fortalecimento da competitividade.

Um marco relevante foi o início da implantação da

Indústria de etanol de milho em Campo Mourão (PR)

e de biodiesel em Paranaguá (PR), iniciativas que representam

um passo estratégico na diversificação

da matriz produtiva e energética.

Além disso, o novo entreposto em Campina

da Lagoa (PR), ampliou a presença territorial da cooperativa.

No estado do Mato Grosso do Sul, iniciou

a construção de três Postos de Recebimento de Produtos,

sendo Amambai II em Amambai, Itahum em

Dourados e Sidrolândia II em Sidrolândia, reforçando

a estratégia de expansão geográfica e de atendimento

regional.

28 revista

fevereiro/2026


Prêmios e Reconhecimentos

1º lugar

categoria

Cooperativa

53ª Brasil

4ª Sul

1ª Paraná

Selo Ouro

Certificação

ODS

A Coamo novamente foi reconhecida por sua atuação,

recebendo importantes premiações, como a Melhor do

Agronegócio, da Revisa Globo Rural, na categoria “Cooperativas”.

Também recebeu o Prêmio 100+ Inovadoras no uso

de TI no Brasil, em pesquisa realizada anualmente pelo IT

Fórum e divulgada em 2025.

Pelo segundo ano consecutivo, a Coamo foi agraciada

com o Selo ODS Ouro (Objetivos de Desenvolvimento

Sustentável), reconhecimento que destaca 17 projetos da

cooperativa por sua contribuição efetiva aos ODS da ONU.

O ranking da 25ª edição do Anuário Valor 1000 –

Edição 2025, destaca que a Coamo é a primeira empresa do

Estado do Paraná, a quarta maior na Região Sul e a 53ª do

Brasil, entre as empresas públicas, privadas e multinacionais.

Governança Corporativa

A Coamo deu passos importantes na consolidação

do seu Programa ESG, que integra ações nas

áreas ambiental, social e de governança. Para promover

a educação cooperativista e disseminar os princípios

do cooperativismo, foram realizadas as tradicionais

Reuniões de Campo com a Diretoria, totalizando

21 encontros presenciais e uma reunião on-line com

seis mil participantes.

Os 57 Comitês Educativos, compostos por 1.152

cooperados, cumpriram a importante função como elo

entre a administração da cooperativa e os cooperados.

Também foi realizado o 2º Encontro desses Comitês,

que contou com a participação de 475 cooperados.

Com o objetivo de integrar e ampliar a participação

feminina, estão estruturados 32 Núcleos Femininos,

com 843 integrantes, que participaram de 38 palestras

voltadas ao fortalecimento do papel da mulher

no cooperativismo.

fevereiro/2026 revista 29


desempenho

Fatos Relevantes

O ano passado marcou o cinquentenário de

um dos marcos mais significativos da trajetória da

Coamo: o início do processo de industrialização, com

a implantação, em 1975, do primeiro moinho de trigo.

A Feira e Convenção de Supermercados, realizada

em abril, foi o cenário para o lançamento da linha

Originale, nova marca dos alimentos Coamo.

Em maio, a Coamo recebeu, das mãos do

governador do Estado do Paraná, Carlos Massa Ratinho

Junior, a Licença de Instalação para a construção

da indústria de etanol de milho em Campo

Mourão.

O projeto do novo porto da Coamo, em Itapoá

(SC), encontra-se na fase de obtenção das licenças

necessárias, com previsão de início das obras

em janeiro de 2027.

Comemoração dos 50 anos de agroindustrialização

Coamo em feiras supermercadistas

Novo Porto da Coamo em Itapoá (SC)

Entrega da licença da indústria de etanol de milho

Projeto da indústria de etanol de milho, em Campo Mourão (PR)

30 revista

fevereiro/2026


Sustentabilidade e Rastreabilidade

A sustentabilidade é um valor fundamental e inegociável

para a Coamo e faz parte do compromisso de promover uma agricultura

cada vez mais responsável, eficiente e alinhada aos desafios

globais. Entre os destaques do ano, as Palestras de Boas Práticas

em Sustentabilidade e ESG – Ambiental, Social e Governança

- reuniram mais de 700 cooperados e equipes técnicas em dez encontros

estratégicos.

Outro avanço relevante foi a seleção da cooperativa no Projeto

Bayer Impulsiona+, iniciativa voltada à geração de créditos de biocombustíveis

a partir do etanol de milho, utilizando dados primários.

Complementando esse esforço, a Coamo realizou o cálculo

da pegada de carbono na cadeia do farelo de soja, ampliando a

transparência e o controle das emissões de gases de efeito estufa,

especialmente, junto aos clientes europeus.

Durante a Semana do Meio Ambiente 2025, a Coamo mobilizou

suas comunidades com ações concretas, onde foram distribuídas

34 mil mudas de espécies nativas, realizadas atividades educativas

com 2.300 crianças e promovidos treinamentos voltados à

sustentabilidade para mais de 500 funcionários.

Quadro Social

32.736

Cooperados

271

Ações de Desenvolvimento

13.244

Participações em eventos

A Coamo encerrou o ano de 2025 com um

total de 32.736 cooperados. Como forma de reconhecimento

e respeito à trajetória dos associados,

foram devolvidos R$ 26,079 milhões do Capital

Social aos cooperados com 65 anos ou mais e que

completaram 10 anos de permanência na Coamo.

Além disso, foram repassados R$ 14,532 milhões em

ICMS aos cooperados.

Ao longo de 2025, foram realizadas 271

ações de desenvolvimento, envolvendo 13.244 participantes

em atividades voltadas à capacitação, à liderança

e à integração, promovendo o crescimento

pessoal e profissional dos associados e familiares,

bem como o fortalecimento dos vínculos cooperativista.

Foi realizada a 17ª edição da Copa Coamo, que

é um evento esportivo e de integração que fortalece o

relacionamento entre diretoria, cooperados, familiares e

fevereiro/2026 revista 31


desempenho

funcionários, reunindo 7.500 atletas e dirigentes e um

público estimado em cerca de 50 mil pessoas.

O Programa Jovens Líderes, premiado pela

OCB como destaque em "Educação e Gestão Cooperativista",

concluiu a formação da sua 29ª turma.

Trinta e oito cooperados participaram de uma jornada

de aprendizado voltada ao desenvolvimento de

competências de liderança e gestão.

A Coamo manteve iniciativas voltadas ao público

jovem com os programas sociais Coamo Kids e

FuturoCoop. Foram distribuídas 40 mil revistas educativas

para crianças e realizados 47 eventos do FuturoCoop,

que envolveram 1.275 adolescentes.

Com o propósito de fortalecer o protagonismo

feminino no campo, valorizar a trajetória de cada

mulher ligada ao cooperativismo e promover o fortalecimento

da família, a Coamo realizou o ciclo de

Encontros Regionais das Mulheres Cooperativistas,

que reuniu milhares de participantes em toda área

de ação da cooperativa.

26,079

milhões (R$)

Devolução de Capital Social

14,532

milhões (R$)

ICMS aos cooperados

32 revista

fevereiro/2026


10.521

Funcionários Efetivos

3.776

Ações de Desenvolvimento

440

Homenageados

Tempo de Casa

Gestão de Pessoas e

Desenvolvimento Profissional

A cooperativa encerrou o ano com um quadro de 10.521

funcionários efetivos, dos quais 1.594 foram promovidos para novos

cargos, refletindo o reconhecimento ao desempenho e à dedicação

desses profissionais. Além disso, foi mantida uma média mensal de

1.568 funcionários temporários e terceirizados. Foram realizadas

3.776 ações de desenvolvimento, que somaram 66.953 participações.

Cerca de 90% dos funcionários participaram de pelo menos uma ação

de aprendizagem, demonstrando forte engajamento com a cultura

de aprimoramento contínuo. Parte desses treinamentos contou com

o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo

(Sescoop).

Como forma de reconhecer e valorizar a dedicação dos funcionários

à construção da história da cooperativa, a Coamo realizou

mais uma etapa do Programa Tempo de Casa, homenageando 440

funcionários que completaram 10, 20, 30, 40 e 50 anos de trabalho.

Comunidade

A Coamo mantém um forte compromisso

com o desenvolvimento social e a solidariedade. Ao

longo do ano, funcionários e cooperados participaram

ativamente do Dia “C” de Cooperar, promovendo

diversas ações sociais voltadas à comunidade.

Em Campo Mourão, um dos destaques deste

programa foi a ação realizada em parceria com a

Casa das Fraldas São José, que reuniu funcionários

e familiares em uma grande oficina solidária, na qual

foram produzidas 4.400 fraldas geriátricas destinadas

a instituições filantrópicas da região.

Em 2025, a Coamo reafirmou o compromis-

fevereiro/2026 revista 33


desempenho

so com o desenvolvimento social e a inclusão ao

direcionar R$ 4,550 milhões por meio da Lei de Incentivos

Fiscais, para iniciativas de alto impacto comunitário.

Esses recursos foram aplicados em diversas

frentes, beneficiando diretamente públicos em

situação de vulnerabilidade e promovendo o acesso

à cultura, ao esporte e à saúde especializada.

Entre os principais destinos das doações,

destacam-se os Fundos dos Direitos da Criança e

do Adolescente, os Fundos dos Direitos da Pessoa

Idosa e os Fundos ligados a Lei Rouanet. Além disso,

foram contemplados programas voltados à saúde,

como os de Atenção Oncológica e de Saúde da Pessoa

com Deficiência.

Encerrando o ano com espírito cooperativista,

foi realizado o tradicional Natal de Luzes, com o

tema “Há sempre algo a compartilhar! É assim que a

gente cresce!”.

Assista aos vídeos com a reportagem, resultados e relatório da gestão em 2025

Reportagem

da semana

Vídeo

resultados

Relatório

da gestão

Os vídeos estão no

canal da Coamo no

YouTube

34 revista

fevereiro/2026


homenagem

Dalva Caramalac, 40 anos de

cooperativismo no MS

Dalva Caramalac recebeu

homenagem durante

assembleia da Coamo em

Campo Mourão (PR)

A

superintendente do Sistema OCB/MS, Dalva

Caramalac, representou o sistema cooperativista

sul-mato-grossense na Assembleia

Geral da Coamo, realizada dia 5 de fevereiro

em Campo Mourão. Após usar da palavra, ela foi

surpreendida com uma homenagem da diretoria

da cooperativa pelos 40 anos de atuação no cooperativismo

com a entrega de uma placa comemorativa

pelo presidente do Conselho de Administração

da Coamo, José Aroldo Gallassini, presidentes

executivos da Coamo e Credicoamo, Airton Galinari

e Alcir José Goldoni, e o presidente do Sistema

Ocepar, José Roberto Ricken.

“A trajetória da dona Dalva Caramalac na

OCB/MS e seu compromisso com a cooperativismo

nesses 40 anos, sempre foi motivo de inspiração

e fortalecimento do espírito cooperativista.

Ela é um orgulho para o cooperativismo brasileiro

e, por isso, agradecemos seu apoio desde a chegada

da Coamo em 2004 no Mato Grosso do Sul.

Ela se aposentará a partir de abril desse ano, e fazemos

questão de apresentar este singelo reconhecimento”,

afirma Gallassini.

Davla Caramalac começou em 1985, como

executiva do Sistema OCB/MS e imediatamente se

identificou com os princípios e valores do cooperativismo

fortemente embasados em valores éticos, a

começar pelo foco nas pessoas e no bem comum,

onde o desenvolvimento econômico está em equilíbrio

com o desenvolvimento social.

“Agradeço a Coamo por esta linda e surpreendente

homenagem. É uma grande alegria e

honra estar pela primeira vez em uma assembleia

da Coamo e testemunhar sua grandeza que a gente

vê lá no nosso estado, acreditando sempre no Mato

Grosso do Sul. Eu sou testemunha disso, desse desenvolvimento

da Coamo há 40 anos. Parabenizo o

seu Aroldo, a quem eu dedico a nossa admiração

e respeito pela liderança que ele tem na Coamo e

no cooperativismo brasileiro. Ele dirige um modelo

de cooperativa que nos orgulha, porque o grande

diferencial da Coamo, é que ela cresceu, expandiu

grandemente, sem nunca perder a essência do cooperativismo”,

elogia a homenageada.

fevereiro/2026 revista 35


expansão

Coamo expande atuação no Norte do PR

com aquisição de quatro unidades

Cooperativa incorpora estruturas em Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do

Paraíso, adicionando 220 mil toneladas à sua malha operacional

A

Coamo oficializou, no final de janeiro, a aquisição

de quatro unidades de armazenagem

e instalações agrícolas estrategicamente localizadas

no Norte do Paraná — nos municípios de

Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do Paraíso — iniciando

uma nova fase de expansão e fortalecendo

a atuação junto aos cooperados e produtores rurais

dessa importante região produtiva do Estado.

A operação, concluída em 27 de janeiro de

2026, envolve um investimento de R$ 136 milhões.

As unidades pertenciam ao Fundo Pátria Logística

Agro (PLAG11) e estavam arrendadas à empresa Belagrícola,

atualmente em processo de recuperação

extrajudicial. Com a aquisição, a Coamo assume o

controle definitivo das estruturas e incorpora cerca

de 220 mil toneladas de capacidade de armazenagem

à sua malha operacional.

De acordo com o presidente Executivo da

Coamo, Airton Galinari, o movimento integra a estratégia

de crescimento sustentável e de fortalecimento

operacional, alinhada ao plano de ampliar a

presença em áreas onde historicamente a cooperativa

tinha menor atuação. A decisão de investir nessas

instalações decorre de estudos técnicos e da oportunidade

gerada pela devolução dos ativos pelo

Fundo Pátria.

Galinari destaca que a história da cooperativa

sempre foi marcada por expansões por meio de

incorporações e aquisições, modelo que contribuiu

para consolidar sua presença em diversas regiões,

36 revista

fevereiro/2026


especialmente em áreas onde a

proximidade com os produtores

amplia a capacidade de atendimento

e suporte. “A Coamo sempre

cresceu se expandindo por

incorporações, em sua grande

maioria de empresas e cooperativas.

Esse é o modelo que adotamos

também em outras regiões

ao longo dos anos”, afirma.

Segundo o presidente

Executivo, a negociação com o

Fundo Pátria foi relativamente rápida,

concluída em cerca de 30

dias. A proposta da Coamo foi

considerada a mais atrativa entre

as apresentadas por eventuais interessados,

resultando no fechamento

do negócio.

A estratégia de integração

dessas unidades à rede

Coamo envolve não apenas a

ampliação da capacidade de

armazenagem, mas também a

criação de entrepostos dinâmicos

para atendimento dos cooperados.

Nessas estruturas, a

cooperativa oferecerá serviços

completos de recebimento de

grãos, comercialização de insumos

agrícolas, assistência técnica

especializada com agrônomos

e veterinários, fornecimento

de peças e equipamentos, além

de apoio financeiro por meio da

Credicoamo.

Galinari ressalta que esse

conjunto de produtos e serviços

tem o objetivo de levar a filosofia

cooperativista da Coamo a uma

área em que havia menor presença

direta da cooperativa, reforçando

o compromisso com os

cooperados. “Já iniciamos o processo

de transição e as adequações

operacionais necessárias

para integrar as novas unidades

ao nosso sistema de trabalho. As

áreas adquiridas estão prontas

para atender a safra, com capacidade

e suporte adequados aos

produtores da região”, afirma.

Com a conclusão da

aquisição, a Coamo intensificou

o contato com os produtores locais

com reuniões nas cidades

onde as unidades foram incorporadas

para apresentar a filosofia

de atuação da cooperativa,

suas diretrizes e os produtos e

serviços que passarão a ser disponibilizados

aos cooperados.

“Essas interações iniciais fazem

parte de um processo mais amplo

de integração e reforço do

papel da Coamo como parceira

estratégica dos agricultores no

Norte do Paraná, uma área com

grande potencial produtivo e relevância

no cenário do agronegócio

estadual e nacional”, destaca

Galinari.

Diretoria da Coamo em visita às novas unidades no Norte do Paraná

Confira na próxima edição da

Revista Coamo reportagem

completa sobre as novas instalações

da Coamo no Norte do Paraná e

cobertura das reuniões realizadas

pela diretoria da cooperativa com

produtores rurais da região.

fevereiro/2026 revista 37


credicoamo

Confiança que ampara,

praticidade que facilita

O

associado Reinaldo Leme da Silva e família plantam

nos municípios de Peabiru e Campo Mourão.

Fez o custeio da soja, milho 2ª safra e prepara-se

para o plantio do trigo. Elogia a agilidade e a praticidade

da Credicoamo, pois, ao financiar a produção, sempre faz

o seguro agrícola, o que, inclusive, minimizou os efeitos

do granizo ocorrido no final de 2025 e que deixou estragos

em sua lavoura de soja.

Associado há vários anos, seu Reinaldo não se limita

ao custeio. Com muita alegria e confiança, ele aproveita

os produtos e serviços que a Credicoamo disponibiliza.

Financiou, recentemente, um caminhão, vital para

sua atividade. “Eu chego aqui e todo mundo é amigo, é

tão bom isso”, salientando o quanto se sente em casa em

sua agência de Campo Mourão (PR).

Reinaldo Leme da Silva, associado da Credicoamo em Campo Mourão

Custeio do milho

Após elaboração do projeto,

a Credicoamo inicia o processo

de contratação da operação de crédito.

As taxas de juros são oficiais,

ou seja, o associado estará enquadrado

nas condições do crédito rural

do Plano Safra 25/26. No Pronaf,

a taxa de juro é de 3 a 6,5% ao ano

(milho); Pronamp, 10% ao ano e

Demais Produtores, 14% ao ano.

O seguro agrícola é um

dos principais diferenciais da Credicoamo,

pois seu custo é financiado

junto da operação. “O as-

38 revista

fevereiro/2026


NOVIDADES E LEMBRETES

Bônus de seguro: O Conselho de Administração

da Credicoamo aprovou a destinação de

recursos na ordem de mais de R$7 milhões

para contemplar com bônus as renovações que

ocorrerem em 2026 dos seguros contratados em

2025. Os primeiros estão sendo pagos neste mês

de fevereiro para os associados/segurados que

renovaram suas apólices de seguros em janeiro,

nos ramos contemplados (veículos, máquinas e

equipamentos e agrícola).

Dilmar Antônio Peri, diretor de Negócios da Credicoamo

sociado não precisa, neste momento, tirar

recurso do bolso para fazer o pagamento

do seguro”, garante o diretor de Negócios

Dilmar Antônio Peri, que também afirmou

que o associado poderá contar com as

subvenções estadual e federal no seguro.

O produto está disponível a todos os associados

e cooperados Coamo. “Respeitando

a produtividade própria e coberturas

de sinistro por talhão”.

Dilmar lembra ainda da agilidade

a partir da Abertura de Garantia para

Crédito Rotativo (AGCR). “A facilidade é

um diferencial para quem tem este tipo

de garantia constituída com a cooperativa”.

Já o atendimento personalizado nas

agências gera confiança e traz segurança

ao associado.

Consórcio: Lançado em novembro de 2025,

está tendo ótima aceitação pelo associado,

que tem comparecido em sua agência para

mais informações ou aquisição. Os principais

benefícios do consórcio são: pagamento alinhado

à capacidade de geração de receita; não tem

juros, apenas a taxa de administração pelo período

contratado; possibilidade de renovar/ampliar

o patrimônio; atendimento personalizado nas

agências, com a credibilidade da Credicoamo.

1ª Franquia Isenta: Benefício para o associado,

conquistado pela Credicoamo junto a seguradoras

parceiras, somente sobre o casco do veículo, não

contemplando os demais itens da apólice. Os

danos do veículo segurado precisam ultrapassar

o valor da franquia contratada inicialmente na

apólice, para que seja possível o acionamento e

consequentemente não haja cobrança da franquia.

Reforçando que no caso de dois sinistros na

mesma vigência da apólice, a franquia será isenta

somente no primeiro sinistro indenizável.

fevereiro/2026 revista 39


safra de verão

Colheita avança com bons resultados

e reforça a confiança dos cooperados

Safra de verão evidencia produtividades consistentes em diferentes

regiões, boas decisões técnicas adotadas no campo e a estrutura da Coamo

preparada para receber a produção dos cooperados

40 revista

fevereiro/2026


Em Toledo (PR), o cooperado Antenório Possamai registra resultados acima do observado em safras anteriores

A

colheita da safra de verão avança na área

de ação da Coamo, com destaque para o

desempenho da soja e para a estrutura da

cooperativa preparada para receber e dar destino

à produção dos cooperados. O andamento da colheita

reflete decisões técnicas adotadas desde o

plantio, manejo adequado das lavouras e condições

climáticas que favoreceram o desenvolvimento da

cultura ao longo do ciclo.

Em Toledo, no Oeste do Paraná, o cooperado

Antenório Possamai registrou resultados acima

do observado em safras anteriores. A produtividade

oscilou entre 190 e 200 sacas por alqueire. “Eu planto

desde os anos 1970 e nunca tive uma safra assim”,

afirma. Segundo o cooperado, o desempenho está

ligado a um conjunto de práticas adotadas desde o

preparo da área até o manejo da lavoura. Ele destaca

a adubação de base, o uso de adubo de cobertura,

a aplicação de calcário e o manejo fitossanitário,

Engenheiro agrônomo da Coamo em Toledo, Marcos

Joel Marcolin, com o cooperado Antenório Possamai

fevereiro/2026 revista 41


safra de verão

Família Lengert, de Bragantina (PR): Márcio, Paulo, Edemar, Edvino e Gian

com três aplicações de fungicida e adubo foliar.

O plantio ocorreu dentro da janela considerada

adequada, com início em 14 de setembro.

Após um curto período sem chuvas logo depois

da semeadura, as precipitações retornaram no início

de outubro, favorecendo o estabelecimento

das plantas.

Na comparação com a safra anterior, quando

a média foi de 156 sacas por alqueire, o aumento

de produtividade é significativo. Possamai também

destaca a escolha de uma nova cultivar, com resistência

a nematoides, problema registrado em áreas

da propriedade em ciclos anteriores. Atualmente,

ele cultiva 138 alqueires de soja. Apesar dos bons

números, o cooperado observa que o cenário de

preços exige cautela. “A produtividade ajuda. Se não

fosse isso, a situação ficaria mais complicada”, frisa.

O engenheiro agrônomo da Coamo em Toledo,

Marcos Joel Marcolin, confirma que, de forma

geral, a safra tem superado as expectativas iniciais

na região. O início do ciclo foi marcado por bons

volumes de chuvas e temperaturas mais amenas, o

que retardou o desenvolvimento inicial da cultura.

Ao longo do ciclo, no entanto, a regularidade das

precipitações favoreceu a recuperação das lavouras.

“A soja demorou um pouco para arrancar no início,

mas depois, com chuvas adequadas, se desenvolveu

bem e chegou à colheita em condições adequadas”,

explica.

Em relação à produtividade, Marcolin afirma

que os números desta safra superam os do ano

passado, que já havia registrado bons resultados.

“As produtividades estão muito boas e, em muitos

casos, acima do que esperávamos”, destaca.

Além do clima, o agrônomo aponta o nível

de investimento e o manejo adotado pelos cooperados

como fatores determinantes. O controle de

plantas daninhas, o posicionamento adequado de

42 revista

fevereiro/2026


herbicidas, a antecipação das aplicações de fungicidas

e o monitoramento de pragas contribuíram para

a sanidade das lavouras. “Houve um bom cuidado

desde o início do ciclo, com aplicações feitas no momento

correto, o que ajudou a chegar a esses números

no final”, avalia.

As produtividades na região de Toledo variam

entre áreas, com registros de 130 até 230 e 240

sacas por alqueire. De forma geral, a média regional

tem oscilado em 190 sacas, com possibilidade de

pequenas variações em áreas mais tardias, em função

da restrição hídrica recente.

Em Bragantina, a colheita na propriedade

da família Lengert também apresentou produtividades

dentro de bons patamares na maioria das áreas.

O cooperado Gian Carlos Lengert relata o desenvolvimento

satisfatório das lavouras, associado à regularidade

das chuvas ao longo do ciclo e ao manejo

adotado. “Não tivemos falta de chuva, a soja se desenvolveu

bem e estamos tendo uma boa rentabilidade”,

afirma.

As primeiras áreas colhidas registram média

próxima de 190 sacas por alqueire. Segundo

Lengert, o resultado é consequência da combinação

entre manejo já consolidado em anos anteriores,

com atenção à adubação e ao uso de produtos

adequados, e as condições climáticas favoráveis. “A

gente sempre faz um manejo bem-feito, com boa

adubação. Mas, para produzir tem que ter chuva, e

este ano choveu bem na região”, explica.

Na safra passada, a média da propriedade

foi de 176 sacas por alqueire, com áreas acima de

200 sacas. No entanto, houve locais com menor rendimento

em função da falta de chuva. Neste ciclo,

a distribuição das precipitações foi mais uniforme e

contribuiu para reduzir as diferenças entre áreas.

Lengert aponta que cada safra apresenta desafios

específicos. Neste ano, o principal foi o manejo

de plantas daninhas, especialmente o picão-preto

resistente e o caruru, que exigiram mais atenção ao

longo do ciclo. “Foi mais o controle do mato. O picão

resistente e o caruru deram trabalho. Em relação

a pragas como o percevejo, foi mais tranquilo”, relata.

O cooperado afirma que os resultados obtidos

servem como base para o planejamento das próximas

safras, com manutenção do manejo adotado e

ajustes pontuais conforme a necessidade.

O engenheiro agrônomo da Coamo em

Bragantina, Alfeu Luiz Fachim, destaca a variação de

produtividade entre propriedades e áreas, em função

de fatores climáticos e estruturais. Segundo ele,

algumas regiões enfrentaram excesso de chuvas no

início do ciclo, associado a temperaturas mais baixas,

o que impactou o desenvolvimento das plantas.

Em outras áreas, a distribuição mais equilibrada das

precipitações permitiu melhor desempenho da cultura.

“Essas diferenças de clima e de solo explicam

a variação de produtividade entre regiões e propriedades”,

explica.

De acordo com Fachim, há áreas com colheitas

que alcançaram até 206 sacas por alqueire,

enquanto outras registram médias em torno de 120

sacas, principalmente onde ocorreram problemas

no início do ciclo. Na avaliação do agrônomo, um

dos principais desafios da safra está relacionado à

estrutura do solo. Ele aponta que o uso contínuo

de culturas em sucessão, aliado ao tráfego de máquinas

pesadas, pode resultar em compactação,

interferindo no desenvolvimento das lavouras. “A

estrutura do solo é um dos grandes desafios, principalmente

com o uso de máquinas cada vez mais

pesadas”, avalia.

Raul Rodrigues dos Santos, gerente da Coamo, Gian Carlos

Lengert, cooperado, e Alfeu Luiz Fachim, engenheiro agrônomo

fevereiro/2026 revista 43


safra de verão

Planejamento e estrutura garantem

o recebimento da safra de verão

Com investimentos contínuos, integração entre áreas e equipes

preparadas, a cooperativa assegura agilidade e confiança aos

cooperados durante a colheita da nova safra

Com a intensificação da colheita

da safra de verão, o

movimento de máquinas

no campo passa a marcar o cotidiano

das regiões de atuação da

Coamo no Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul. Para acompanhar

o avanço da produção, a

cooperativa entra em mais um

ciclo de recebimento apoiada

por planejamento antecipado,

investimentos contínuos e uma

estrutura preparada para atender

grandes volumes de grãos.

Segundo o gerente de

Produtos Agrícolas da Coamo,

José Carlos de Andrade, o trabalho

para garantir o recebimento

da safra começa muito antes da

colheita. O planejamento da safra

de verão inicia logo após o

encerramento da safra de milho,

envolvendo diversas áreas da

cooperativa. “Quando o cooperado

começa a colher e chega

aos nossos armazéns, existe todo

um trabalho prévio de planejamento

para receber grandes volumes

de produção”, explica.

A gerência de Produtos

Agrícolas atua diretamente no

recebimento da safra, mas o processo

envolve uma estrutura integrada.

Áreas como transporte,

assistência técnica, comercialização,

indústria e logística formam

uma cadeia conectada, que assegura

o fluxo da produção desde

a entrega nas unidades até

o destino. “É uma corrente, uma

área ligada a outra, que garante

espaço e destino à produção do

cooperado”, afirma Andrade.

Para esta safra, a cooperativa

ampliou e modernizou sua

capacidade de armazenagem

e operação. Os investimentos,

segundo o gerente, vêm sendo

realizados de forma contínua nos

últimos anos. “A diretoria vem

investindo em melhorias estruturais,

como secadores, silos,

graneleiros, maquinários, pátios

e obras físicas em diversas unidades”,

destaca.

De acordo com Andrade,

safras de grande volume não

representam entrave para a cooperativa,

justamente pelo planejamento

antecipado e pela ampliação

constante da estrutura.

“A Coamo se planeja com antecedência,

amplia sua capacidade

de recebimento e de escoamento

e segue aumentando os volumes

e as regiões de atuação”,

afirma.

Outro ponto destacado

é a preparação das equipes. Ao

longo do ano, os funcionários passam

por capacitação para atuar

no período de colheita, quando a

demanda por agilidade é maior.

“O cooperado quer rapidez. Ele

precisa descarregar e, se possível,

fazer várias viagens no mesmo dia.

Trabalhamos para que isso aconteça”,

observa Andrade.

A previsão de recebimento

para a safra de verão 2025/26

é de mais de seis milhões de toneladas

de soja e cerca de 300

mil toneladas de milho verão. O

recebimento deve se concentrar

até meados de março, com fluxo

de cargas se estendendo até abril

em algumas regiões. Segundo

44 revista

fevereiro/2026


Andrade, o curto período de colheita

exige ainda mais preparo das unidades.

“O volume diário de entrada

é muito grande, por isso precisamos

de espaço, estrutura adequada e logística

eficiente”, afirma.

Mesmo quando uma unidade

atinge sua capacidade momentânea,

a cooperativa mantém o

fluxo por meio do remanejamento

da produção. O produto pode ser

direcionado para outras unidades,

para a indústria, para terceiros ou

para a exportação, garantindo espaço

para novos recebimentos. “Existe

uma grande equipe trabalhando

nos bastidores. O cooperado nem

imagina quantas gerências e quantos

destinos essa produção pode

ter. É uma sinergia que torna a cooperativa

competitiva e preparada

para atender todos os cooperados”,

conclui Andrade.

José Carlos de Andrade, gerente

de Produtos Agrícolas da Coamo

fevereiro/2026 revista 45


46 revista

fevereiro/2026


investimento

Novas unidades ampliam

recebimento da safra no MS

Com a entrada em operação de Amambai II e Itahum, a Coamo aumenta

a capacidade, reduz distâncias e melhora a logística para os cooperados

Unidades Amambai II e Itahum, no Mato Grosso do Sul, entraram em operação no início da colheita da safra de verão, ampliando a

capacidade de recebimento, reduzindo distâncias e reforçando o atendimento aos cooperados em regiões com forte concentração agrícola

O

início do recebimento da safra de verão em

duas novas estruturas da Coamo, nos municípios

de Amambai e no distrito de Itahum,

em Dourados, marca uma nova etapa da atuação da

cooperativa no Sul do Mato Grosso do Sul. As unidades

Amambai II e Itahum entraram em operação

no início da colheita da safra de verão, ampliando

a capacidade de recebimento, reduzindo distâncias

e reforçando o atendimento aos cooperados em regiões

com forte concentração agrícola. As estruturas

foram projetadas com foco na logística, na agilidade

operacional e na proximidade com as áreas produtivas,

alinhadas à demanda do quadro social.

Segundo o presidente Executivo da Coamo,

Airton Galinari, a Coamo está sempre investindo em

infraestrutura e na promoção do desenvolvimento

regional dos municípios onde atua. “As inaugurações

de Itahum e Amambai II reforçam a nossa missão

de oferecer um atendimento próximo, estruturas

modernas e soluções que proporcionem mais eficiência

e segurança aos cooperados. Esses investimentos

representam o compromisso da cooperativa

fevereiro/2026 revista 47


investimento

Primeira carga de soja em Amambai II foi entregue pelo cooperado Edson Zanin

com o futuro da produção agrícola do Mato Grosso

do Sul e com cada família cooperativista que confia

seu trabalho à Coamo.”

A unidade Amambai II iniciou as atividades

com capacidade estática de 43,6 mil toneladas. Implantada

para atender áreas com elevado volume

de produção, a estrutura foi planejada para melhorar

o fluxo de recebimento e reduzir o deslocamento

dos produtores durante a colheita. Além de Amambai,

a unidade atende cooperados de municípios vizinhos,

como Caarapó e Laguna Carapã, ampliando

a abrangência do atendimento regional.

Segundo o gerente da Coamo em Amambai,

Delvanei Droppa, a entrada em funcionamento da

nova unidade responde a uma demanda antiga dos

cooperados. “É um pedido do quadro social para

melhorar o fluxo de recebimento da região”, afirma.

As obras começaram em janeiro de 2025 e foram

concluídas em aproximadamente um ano, com a

inauguração ocorrendo em um período de avanço

da colheita. “As primeiras áreas colhidas apresentam

resultados dentro do esperado, e a unidade entra

em funcionamento justamente no período de maior

volume de entrega”, explica. Ele lembra que Amambai

foi o primeiro município sul-mato-grossense

a receber uma unidade da Coamo, há mais de 20

anos, e que, desde então, a cooperativa ampliou a

presença no estado.

A primeira carga de soja foi entregue pelo

cooperado Edson Zanin. “É uma unidade que a gente

esperava há bastante tempo e que vai facilitar para

toda a região. O local escolhido facilita o acesso e reduz

o deslocamento. Isso ajuda no ritmo da colheita”,

afirma. Para Zanin, o início das atividades ocorreu em

um momento decisivo da safra. “A colheita começou

com a unidade em funcionando. Chegou no tempo

certo para atender a região”, conclui.

A nova unidade no distrito de Itahum, integra

a gerência regional de Dourados. De acordo

com o gerente, Renato Dziubate, a unidade é totalmente

automatizada e conta com capacidade estática

aproximada de 750 mil sacas. “No dia 02 de fevereiro

iniciamos o recebimento na unidade do distrito

de Itahum, onde a Coamo realizou investimentos em

48 revista

fevereiro/2026


Primeiro cooperado a entregar grãos na nova unidade de Itahum foi João Azambuja

uma estrutura automatizada, com capacidade estática

em torno de 750 mil sacas, trazendo benefícios

aos cooperados da região”, afirma.

Localizada a cerca de 60 quilômetros da sede

do município de Dourados, a nova unidade passa a

ser uma alternativa para produtores que, até então,

não dispunham de um posto de recebimento próximo.

Segundo Dziubate, a estrutura amplia o atendimento

e proporciona mais agilidade no escoamento

da produção. “A unidade traz facilidade e agilidade

para cooperados de uma região que não contava

com um posto de recebimento da Coamo”, destaca.

A área de abrangência da unidade de

Itahum inclui, além de Dourados, produtores de

municípios como Ponta Porã, Maracaju e Itaporã.

A região é caracterizada por uma forte atividade

agrícola, com lavouras de soja no verão e milho

na segunda safra. Segundo o gerente, os investimentos

em novas estruturas fazem parte de uma

estratégia de fortalecimento do quadro social. “O

investimento em novas unidades oferece mais comodidade

e melhores condições de atendimento

aos cooperados”, ressalta. De acordo com ele, a

implantação da unidade também cria condições

para aproximar novos produtores. “Agricultores

que, devido à distância, ainda não entregavam sua

produção à Coamo agora passam a contar com

uma unidade mais próxima”, explica.

O primeiro cooperado a entregar grãos

na nova unidade foi João Azambuja, proprietário

da Fazenda Três Padrões, localizada no distrito de

Itahum. Cooperado da Coamo desde o início das

atividades da cooperativa em Dourados, ele cultiva

nesta safra 215 hectares de soja. “Com a instalação

da nova unidade, a distância para entrega da produção

foi reduzida pela metade, passando de 70

para 35 quilômetros, em comparação com a unidade

da sede”, relata.

Segundo Azambuja, a redução da distância

impacta diretamente a rotina dos produtores

da região, especialmente no período de colheita.

“É uma grande satisfação ser o primeiro cooperado

a entregar a safra na nova unidade de Itahum.

A unidade favorecerá todos os cooperados de

Itahum e contribuirá para o desenvolvimento da

nossa região”, conclui.

fevereiro/2026 revista 49


eventos técnicos

Dias de Campo levam tecnologia para

realidade do cooperado nas unidades

Encontros fortalecem a tomada de decisão e apresentam as

cultivares, práticas e manejos às particularidades de cada região

Quinta do Sol (PR)

Levar informação confiável, aplicável e alinhada

às particularidades de cada área de atuação

é um compromisso permanente da Coamo.

É com esse propósito que os Dias de Campo ganham

força nas unidades da cooperativa, pois são

eventos técnicos que aproximam o cooperado de

novas cultivares, práticas de manejo, e das soluções

em fertilidade e tecnologias capazes de melhorar a

produtividade e a sustentabilidade das lavouras. Ao

promover este tipo de evento, a Coamo oferece aos

produtores um ambiente onde eles podem observar

resultados, esclarecer dúvidas e planejar as próximas

safras com mais segurança.

A dinâmica dos encontros segue uma lógica

essencial para a agricultura: cada região tem suas

variáveis, como solo, altitude, microclima e calendário

agrícola. Por isso, os conteúdos apresentados

nas unidades são pensados para a realidade local,

permitindo que o produtor compare materiais e tecnologias

em condições semelhantes às da própria

propriedade. O resultado é um aprendizado prático,

com impacto direto na tomada de decisão.

Em Quinta do Sol, na região do Vale do Ivaí,

no Paraná, o Dia de Campo destacou o papel da unidade

como ponte entre as informações macro, observadas

em eventos como os que são promovidos

50 revista

fevereiro/2026


Araruna (PR)

pela Fazenda Experimental. O gerente Edilson Duarte

de Aquino explicou que o encontro local permitiu

aos cooperados compararem materiais e definirem

estratégias com base em condições específicas do

município. “Aqui em Quinta do Sol, nós tivemos a

apresentação de 10 cultivares no nosso Dia de Campo.

É a oportunidade de o cooperado local ver na

prática o desempenho e resultado dessas tecnologias,

além de tirar dúvidas com o corpo técnico da

unidade e com os representantes de nossas empresas

parceiras”, explica o gerente.

Além da parte técnica, a unidade reforçou

o caráter integrador do evento. Realizado na manhã

de um sábado, o Dia de Campo contou com presença

expressiva e de toda a família cooperativista,

incluindo as mulheres e crianças, valorizando o papel

da família nas decisões da propriedade. “Os Dias

de Campo são muito importantes, porque toda a família

cooperada participa da tomada de decisão na

propriedade”, complementa Aquino.

A percepção dos cooperados confirma o

valor do encontro como ferramenta de escolha e de

evolução técnica. O cooperado Lucas Mendonça,

de Quinta do Sol, avaliou que ver as alternativas na

realidade local amplia a assertividade do produtor.

“Aqui a gente pode ver os materiais na realidade das

nossas áreas e ter uma troca de informações com os

técnicos, com os agrônomos e com os produtores

que cultivam pela região. Esses encontros nos dão a

oportunidade de estar sempre evoluindo com conhecimento

para as próximas safras”, ressalta Mendonça.

Já em Araruna, no Centro-Oeste do Paraná,

o Dia de Campo mostrou como a regionalização do

conteúdo fortalece a adoção de práticas direcionadas.

O supervisor técnico da unidade, Waltemberg

Machado de Lima, destacou que o trabalho é planejado

com antecedência e tem despertado grande

interesse do quadro social, justamente por apresentar

soluções aplicadas e pensadas para as demandas

locais. “O Dia de Campo traz bastante conhecimento

e a participação dos cooperados tem sido muito

boa. É aqui onde eles veem uma tecnologia diferente

aplicada, conhecem variedades novas e aprendem

sempre um pouquinho mais, levando conhecimento

e desenvolvimento para suas atividades.”

O encontro em Araruna também evidenciou

o esforço contínuo da unidade em construir

fertilidade e sustentabilidade no sistema produti-

fevereiro/2026 revista 51


ENERGIA CERTA

PARA GARANTIR ALTAS

PRODUTIVIDADES

52 revista

fevereiro/2026


eventos técnicos

vo. Segundo Waltemberg, a programação técnica

foi direcionada para práticas que vêm sendo trabalhadas

na região, com destaque para rotação

de culturas e novas ferramentas biológicas. “Em

especial para Araruna, a gente está trabalhando

há algum tempo a fertilidade do solo. Trouxemos

aqui apresentações relacionadas à rotação de cultura

com braquiária e com mix de outras plantas.

Colocamos também a parte de inoculadores, para

eles utilizarem essa tecnologia a partir de agora”,

explica Waltemberg.

O cooperado Pedro Furlaneto, de Araruna, resumiu

o sentimento de quem participa para se atualizar

e decidir com base em informação prática. Para ele,

a oportunidade de observar materiais e tecnologias,

além de conhecer novidades do portfólio, contribui

diretamente para o planejamento da propriedade. “O

Dia de Campo tem uma importância muito grande pra

gente poder ter o conhecimento de variedades novas,

máquinas, todo o portfólio da Coamo, o que nos ajuda

a tomar as decisões e levar essas informações para

dentro da nossa propriedade.”

A força dos Dias de Campo também está

na participação ampla e no envolvimento das famílias,

que transformam o evento em um momento

de aprendizado coletivo, com impacto inclusive

na sucessão rural. O supervisor técnico descreveu

um cenário que se repete a cada edição: diferentes

gerações lado a lado, acompanhando as estações

e construindo conhecimento. “A gente vê aqui os

avós, os pais, os netos... Temos crianças a partir dos

12 anos já participando de eventos deste tipo. Então

são encontros bem familiares mesmo, que reforçam

a continuidade deste trabalho desenvolvido no

campo e fortalecem os laços cooperativistas entre

os participantes”, conclui.

Laguna Carapã (MS)

Ivaiporã (PR)

Luiziana (PR)

Manoel Ribas (PR)

fevereiro/2026 revista 53


torta

dePÊSSEGO

INGREDIENTES

PARA O RECHEIO:

12 pêssegos grandes e maduros

½ xícara (chá) de açúcar

Água (o suficiente para o cozimento)

Canela em pó a gosto

PARA A MASSA:

2 colheres (sopa) de Margarina Originale

2 ½ xícaras (chá) de Farinha de Trigo Originale

2 xícaras (chá) de açúcar

1 ½ xícara (chá) de leite

1 colher (sopa) de fermento em pó

Canela em pó (opcional para a massa)

Uma receita por @janis_castaldo

ANÚNCIO

Lave bem os pêssegos, seque-os e corte em cubos

MODO DE PREPARO

médios. Em uma panela, leve ao fogo os pêssegos

com o açúcar e um pouco de água. Deixe cozinhar

até ficarem macios. Desligue o fogo, adicione uma

pitada de canela e reserve.

Para a base, coloque a Margarina Originale

diretamente na travessa ou forma que irá ao forno.

Leve ao fogo médio apenas até derreter e reserve a

travessa.

Para a massa, coloque na batedeira, 1 ½ xícara de

Farinha de Trigo Originale, o açúcar e o leite. Bata

até obter uma mistura homogênea. Adicione o

restante da farinha (1 xícara) para dar o ponto ideal

e, se desejar, acrescente uma pitada de canela. Por

último, misture o fermento delicadamente.

Despeje a massa sobre a margarina derretida na

travessa. Distribua os pêssegos cozidos por cima e

finalize com mais uma pitada de canela. Asse em

forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente

40 minutos ou até dourar.

MARGARINA ORIGINALE

FARINHA ORIGINALE

Para a volta às aulas, corte em quadradinhos e coloque na lancheira: é energia garantida para

os pequenos. Se for servir em casa, uma bola de sorvete de creme acompanha perfeitamente

essa torta quentinha. Uma receita prática para a lancheira ou para o sobremesa em família!

Veja essa

e outras

receitas

imperdíveis.

coamoalimentos.com.br

CoamoAlimentos



Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!