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Compostagem_01

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Ano I • Nº01

Fevereiro 2026

COMPOSTAGEM

EM ESCALA INDUSTRIAL

Tecnologia transforma passivos

ambientais em insumos agrícolas

de alto desempenho

ENTREVISTA - José Luiz Tomita compartilha sua visão e

experiência no setor de compostagem




S U M Á R I O

12

06 | EDITORIAL

08 | NOTAS

12 | ENTREVISTA

16 | PRINCIPAL

08

20 | SUSTENTABILIDADE

24 | RESULTADOS

30 | ARTIGO

34 | AGENDA

20

16

24

04

www.referenciacompostagem.com.br



Ano I • Nº01

Fevereiro 2026

E D I T O R I A L

Na capa dessa

edição a Sutil

Máquinas, com

soluções completas

para compostagem

em grande escala.

COMPOSTAGEM

EM ESCALA INDUSTRIAL

Tecnologia transforma passivos

ambientais em insumos agrícolas

de alto desempenho

ENTREVISTA - José Luiz Tomita compartilha sua visão e

experiência no setor de compostagem

EXPEDIENTE

ANO I - EDIÇÃO 01 - FEVEREIRO 2026

Diretor Comercial

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo

Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação

Vinicius Santos

jornalismo@revistareferencia.com.br

Depto. de Criação

Fabiana Tokarski - Supervisão

Aime Cristine Lima

Letícia Stefanello

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial

Gerson Penkal

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fone: +55 (41) 3333-1023

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assinatura@revistareferencia.com.br

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Assinaturas Eventos

José A. Ferreira

(41) 99203-2091

A Revista REFERÊNCIA COMPOSTAGEM

é uma publicação da JOTA Editora

Rua Maranhão, 502 - Água Verde

CEP 80610-000 - Curitiba (PR) - Brasil

Fone/Fax: +55 (41) 3333-1023

A ENVIMAT REPRESENTA EMPRESAS LÍDERES EM SEUS SEGMENTOS E ATUA DE FORMA

CONSTANTE NA BUSCA POR TECNOLOGIAS E INOVAÇÕES, SEJA EM COMPOSTAGEM,

BIOMASSA OU PROCESSAMENTO DE RESÍDUOS. OFERECEMOS SOLUÇÕES ALINHADAS ÀS

MAIS ALTAS EXIGÊNCIAS DO MERCADO, INDEPENDENTEMENTE DA SUA NECESSIDADE.

PRIMEIROS

PASSOS

Todo começo carrega a força da transformação. Assim

como na compostagem, onde resíduos se tornam

vida renovada, esta primeira edição nasce para dar

voz a um setor que constrói futuro a partir do que

parecia fim. Iniciamos nossa jornada celebrando a capacidade

humana de reinventar ciclos, valorizando práticas que

convertem matéria orgânica em fertilizantes e esperança. A

compostagem nos ensina que cada início é também continuidade,

aproveitando o que se descarta, se transformando em

sendo base para algo maior. A Revista REFERÊNCIA COM-

POSTAGEM surge com o propósito de acompanhar e inspirar

esse movimento, mostrando que a inovação está enraizada

na simplicidade dos processos naturais. Este é o primeiro

passo de uma caminhada que, como a compostagem, se

fortalece a cada ciclo concluído e a cada nova semente

lançada. Nessa edição, o Leitor fica por dentro das soluções

da Sutil Máquinas para compostagem, a importância da

análise do composto orgânico, as ações de desenvolvimento

da compostagem pelo Brasil e uma entrevista com José Luiz

Tomita, sumidade nacional com reconhecido internacional no

segmento da compostagem. Fica aqui a nossa gratidão pelo

apoio prévio do mercado e das principais entidades obtidos

em nossa pesquisa, o que nos impulsionou ao lançamento do

mais novo produto da Revista REFERÊNCIA. Excelente leitura

a todos!

A Revista REFERÊNCIA COMPOSTAGEM - é uma publicação bimestral e

independente, dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em

madeira e compostagem, instituições de pesquisa, estudantes universitários,

orgãos governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos,

direta e/ou indiretamente ligados ao segmento de compostagem. A Revista

REFERÊNCIA COMPOSTAGEM não se responsabiliza por conceitos emitidos

em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes

materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução,

apropriação, armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou

meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA

COMPOSTAGEM são terminantemente proibidos sem autorização escrita

dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins didáticos.

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N O T A S

Foto: divulgação

UEAP produz bioplástico a

partir do amido de milho

Para enfrentar a poluição promovida pelo plástico, que

afeta diretamente a poluição do meio ambiente, um professor

e estudantes da UEAP (Universidade do Estado do

Amapá) do curso de Engenharia Ambiental, produziram

bioplásticos, em laboratório, a partir do amido de milho e

da laranja. O projeto liderado pelo professor William Xavier,

e composto também pela aluna Rita Santana e o monitor

e aluno André Fernandes, surgiu a partir da observação de

outros trabalhos acadêmicos que tratavam do tema. Assim,

a equipe resolveu desenvolver esses bioplásticos e testá-los

em composteiras. O projeto de iniciação científica já dura

1 ano e, segundo os pesquisadores, já nos primeiros 20 dias

os primeiros resultados foram observados. E ao contrário

dos plásticos convencionais, o bioplástico de amido de

milho demorou 28 dias e do albedo da laranja (parte de cor

branca localizada entre os gomos e a casca) levou apenas

15 dias para ser decomposto por completo na composteira.

A iniciativa também buscou utilizar a matéria-prima, por causar menos impactado ao meio ambiente, em

comparação a utilizada para fazer os plásticos convencionais.

Compostagem em festa

A UTMB (Usina de Tratamento Mecânico-Biológico) localizada

em Ceilândia (DF), completa 40 anos como referência

nacional na produção de composto orgânico a partir de

resíduos sólidos urbanos. Desde sua inauguração em 1986, a

unidade contribui para reduzir o volume destinado ao aterro,

fortalecer a agricultura familiar e gerar trabalho e renda.

Junto à UTMB da Asa Sul, processou nos últimos 10 anos

mais de 2,7 milhões de toneladas de resíduos, cerca de 40%

do lixo domiciliar do Distrito Federal. Entre 2015 e 2025, as

usinas produziram mais de 720 mil toneladas de composto

orgânico cru, das quais 185 mil foram doadas principalmente

à agricultura familiar da região. Esse trabalho poupou quase

1 ano de vida útil ao Aterro Sanitário de Brasília. A UTMB

recebe resíduos de diversas cidades do Distrito Federal e

realiza triagem com cooperativas de catadores, enquanto a

fração orgânica é compostada em cerca de 100 dias, transformando

resíduos em insumo agrícola sustentável.

Foto: divulgação

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xN xO T A S

Guia informativo

Foto: divulgação

A Abrema (Associação Brasileira de Resíduos e Meio

Ambiente) lançou oficialmente o Panorama dos Resíduos

Sólidos no Brasil 2025. A publicação, que completa

duas décadas de tradição, consolida dados, análises e

tendências fundamentais para o avanço da gestão de

resíduos no país. O evento reuniu os principais associados

da Abrema, lideranças empresariais, especialistas

do setor e autoridades. O ministro das Cidades, Jader

Filho, prestigiou o lançamento e recebeu homenagem

especial da entidade em reconhecimento aos esforços

para consolidar uma agenda de avanços para o setor

de resíduos em parceria com Estados e municípios. “O

Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025 se apresenta

como um chamado à responsabilidade compartilhada

entre poder público, setor privado e sociedade.

Os dados reforçam que o Brasil possui bases técnicas

e institucionais para construir uma gestão moderna e

eficiente de resíduos, mas carece da velocidade necessária

para transformar potencial em realidade”, afirma

o presidente da Abrema, Pedro Maranhão.

Panorama nacional

De acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos,

o Brasil gera cerca de 800 milhões de toneladas

de resíduos orgânicos por ano, o equivalente a aproximadamente

2,2 milhões de toneladas por dia. Esse

volume, que já chama atenção por si só, torna-se

ainda mais preocupante quando se analisa o destino

dado a todo esse material. Dados da Embrapa (Empresa

Brasileira de Pesquisa Agropecuária) indicam

que menos de 2% dessa massa é encaminhada

para destinação adequada. Na prática, isso significa

que cerca de 780 milhões de toneladas de resíduos

orgânicos acabam em aterros sanitários, onde,

misturados a outros tipos de lixo, perdem a possibilidade

de reaproveitamento por meio de processos

como a compostagem. O impacto desse cenário vai

muito além do desperdício de um recurso que poderia

retornar ao solo como insumo. A decomposição

descontrolada da matéria orgânica nos aterros gera GEE (gases de efeito estufa), como o metano, além da produção

de chorume, um líquido altamente poluente capaz de contaminar o solo, os recursos hídricos e contribuir

para a degradação ambiental em larga escala.

Foto: divulgação

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xE xN T R E V I S T A

JOSÉ LUIZ

CHOITI TOMITA

ATIVIDADE:

Gestor ambiental formado pelo

Centro Universitário de Santo André,

com MBA em Gestão e Tecnologias

Ambientais pela USP. Atua como

consultor e docente convidado em

pós-graduação, na área de resíduos

sólidos e tratamento de orgânicos.

Possui experiência em agronomia,

extensão rural e compostagem, com

foco em solo vivo, agricultura natural

e manejo de resíduos em áreas

rurais e urbanas, além de projetos de

pesquisa voltados à sustentabilidade

e economia circular.

Foto: divulgação

Voz da

experiência

Acompostagem ocupa papel estratégico

na economia circular, transformando

resíduos em valor ambiental

e econômico. É um campo que exige

conhecimento técnico, prática de campo

e visão integrada de sustentabilidade. Nesta

entrevista, José Luiz Choiti Tomita, gestor

ambiental com MBA em Gestão e Tecnologias

Ambientais pela USP (Universidade de

São Paulo) e ampla experiência em consultoria

e docência, compartilha sua trajetória

e reflexões sobre os desafios e perspectivas

da compostagem no Brasil.

COMO SE DEU SUA FORMAÇÃO E O

INÍCIO DA SUA ATUAÇÃO PROFISSIO

NAL NA ÁREA AMBIENTAL, ATÉ A ESPE-

CIALIZAÇÃO EM COMPOSTAGEM?

Comecei minha trajetória estudando

sobre agricultura natural e agroecologia

no Japão. No início era com foco agrícola

e ambiental a compostagem, mas com o

tempo passou a ser um objetivo totalmente

ambiental. Os estudos nestas áreas, iniciaram

no nível técnico no Japão e voltando

para o Brasil passou a ser na graduação e

na pós-graduação também.

QUAIS FATORES TÉCNICOS E PRÁTI-

COS O LEVARAM A ESCOLHER A COM-

POSTAGEM COMO FOCO PRINCIPAL DA

SUA CARREIRA?

Não tenho um fator técnico específico

que me levou a escolher a compostagem,

mas acredito que os desafios e a deficiência

técnica de informação no Brasil me incentivaram

a aprofundar o assunto. Mas como

sou um pesquisador e gosto de trabalhos

no campo os fatores práticos foi o principal

alvo.

AO LONGO DA SUA EXPERIÊNCIA

COMO CONSULTOR E PALESTRANTE,

QUAIS APRENDIZADOS CONSIDERA MAIS

RELEVANTES PARA A CONSOLIDAÇÃO

DE PROJETOS DE COMPOSTAGEM NO

BRASIL?

A necessidade de informação séria, com

dados concretos e de gostar de dar aulas

e ensinar foram muito importantes para

que seguisse com paciência e persistência

no assunto. Tem muita gente com pouca

experiência de campo falando muita bobagem

no assunto da compostagem e isso me

incomoda e me irrita muito. A falta de profissionalismo

de algumas pessoas levando

a prejuízos de quem precisa da informação

séria me incentivaram a me tornar o que

sou hoje.

DO PONTO DE VISTA TÉCNICO-OPE-

RACIONAL, QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS

ENTRAVES PARA A AMPLIAÇÃO DA

COMPOSTAGEM EM ESCALA URBANA E

EMPRESARIAL NO PAÍS?

A falta de conhecimento técnico dos

órgãos ambientais atrapalha muito. Temos

muitos bons profissionais neste setor e

conheço alguns, mas tem muita gente que

não admite sua limitação e inventa leis que

não existe prejudicando o empreendedor

que busca aplicar as soluções na área.

ALÉM DA QUESTÃO TÉCNICA, QUE

DESAFIOS DE GESTÃO, CAPACITAÇÃO E

CULTURA AINDA LIMITAM A ADOÇÃO DA

COMPOSTAGEM NO BRASIL?

Acho que são vários fatores, mas posso

adiantar que todas as citadas limitam a

prática da compostagem. O problema da

gestão é a falta de capacidade de liderança,

a falta de capacitação ou admitir que

desconhece ou tem limite de conhecimento

sobre compostagem e a falta de cultura

sobre a possibilidade de tratar os resíduos

através da compostagem dificulta muito o

crescimento da compostagem no Brasil.

A ATUAL LEGISLAÇÃO BRASILEIRA DE

RESÍDUOS SÓLIDOS CRIA UM AMBIENTE

FAVORÁVEL AO AVANÇO DA COMPOSTA-

GEM OU AINDA APRESENTA LACUNAS E

INSEGURANÇAS REGULATÓRIAS?

Nossa legislação federal acompanha

o limite do incentivo a compostagem no

Brasil. Precisamos de leis que incentivem

e não as que travam o crescimento do

assunto. Já nos Estados e municípios temos

leis que liberam ou são rígidas ao extremo

e atrapalham o crescimento. Precisamos de

mais seriedade do setor e uniformidade nas

exigências técnicas. Os setores públicos que

geram informações para publicação da lei

precisam conversar mais com os especialistas

do mercado para ajudá-los a fazerem

leis justas.

O orgânico tem

papel fundamental

para a reciclagem

do inorgânico,

tem potencial

de gerar renda

no recebimento

do resíduo e na

venda do resíduo

transformado

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Janeiro 2026 13



xE xN T R E V I S T A

QUAL É O PAPEL ESTRATÉGICO DA

COMPOSTAGEM DENTRO DAS POLÍTICAS

DE ECONOMIA CIRCULAR, DESVIO DE

RESÍDUOS DE ATERROS E MITIGAÇÃO DE

IMPACTOS AMBIENTAIS?

Tratar o resíduo orgânico é estratégico

de valoração dos resíduos inorgânicos para

a economia circular. Se a separação for

feita adequadamente o resíduo que contamina

o inorgânico é justamente o orgânico.

Se as pessoas entenderem que separar as

frações corretamente todos os resíduos

têm um valor agregado a acrescentar. O

orgânico tem papel fundamental para a

reciclagem do inorgânico, tem potencial de

gerar renda no recebimento do resíduo e na

venda do resíduo transformado. Mas a falta

de conhecimento do papel de cada resíduo

atrapalha esses fatores citados. Mas falta

incentivos para o crescimento da reciclagem

e crescimento da economia circular. Só

o interesse econômico não é suficiente.

CONSIDERANDO OS PRÓXIMOS ANOS,

QUAIS SÃO AS PERSPECTIVAS PARA O

SETOR DE COMPOSTAGEM NO BRASIL E

QUE PERFIL PROFISSIONAL SERÁ CADA

VEZ MAIS DEMANDADO?

Nos meus 35 anos de compostagem que

completo neste ano, posso dizer que 2025

houve um grande crescimento no interesse

da compostagem e muita procura para

novos projetos em compostagem. Claro

aumentaram muitos oportunistas em atuar

na consultoria do assunto e prejudicaram os

empreendedores com formação de projeto

errados aumentando os custos de investimentos.

Com o erro é necessário refazer

e corrigir o projeto. Mas tenho recebido

consultas de empreendedores em levar a

solução de tratar os resíduos orgânicos das

áreas urbanos, agroindústria e rural através

da compostagem. Particularmente estou

muito animado para 2026 ser um ano de

crescimento da compostagem no Brasil.

O perfil do profissional da compostagem

Os setores

públicos

que geram

informações

para publicação

da lei precisam

conversar

mais com os

especialistas

do mercado

para ajudá-los a

fazerem leis justas

demandado será a que tem mais experiência

prática vivida no campo como é o meu

caso. Teóricos nos já temos muitos e esses

causam muitos prejuízos para o empreendedor.

Mas outro ponto é a falta da preparação

no meio acadêmico com informações

de resultados de pesquisas que ajudem

os trabalhos de campo da compostagem.

Falta professores preparados no assunto no

meio acadêmico também. Sem um professor

preparado não haverá como termos

profissionais preparados vindos deste ambiente

tão importante.

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P R I N C I P A L

Acompostagem consolidou-se como um dos

pilares da economia circular e da agricultura

regenerativa. No Brasil, esse movimento ganha

força com empresas que transformam

resíduos em insumos de alto valor agronômico. Entre

elas, a Sutil Máquinas ocupa posição de destaque. Há

mais de duas décadas, a companhia desenvolve soluções

completas que conectam a compostagem à

produção de fertilizantes organominerais, oferecendo

ao mercado equipamentos robustos, engenharia

aplicada e resultados consistentes.

A Sutil Máquinas nasceu com a missão de transformar

passivos ambientais em ativos produtivos.

Sua atuação vai além da fabricação de máquinas. A

empresa entrega sistemas integrados que permitem

ao cliente transformar resíduos orgânicos e lodos industriais

em fertilizantes granulados ou pelletizados

de alta qualidade. Essa visão estratégica coloca a

compostagem no centro de um processo industrial

moderno, capaz de gerar sustentabilidade, eficiência

operacional e rentabilidade.

A planta metalmecânica da Sutil, com mais de

9500 m² (metros quadrados), é um reflexo da capacidade

de inovação e da estrutura necessária para

Hoje, a companhia

fornece plantas

completas de

granulação e

pelletização,

atendendo

diferentes

formulações

e capacidades

produtivas

Inovação

no resíduo

Fotos: divulgação

PROCESSOS COMPLETOS

QUE UNEM COMPOSTAGEM

E GRANULAÇÃO PARA

FERTILIZANTES MODERNOS

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P R I N C I P A L

atender demandas complexas. Com engenharia própria

e projetos sob medida, a empresa se tornou referência

nacional em biodigestores, secadores de digestato

e lodos industriais, peneiramento de resíduos

e granulação de fertilizantes organominerais. Cada

solução é pensada para agregar valor a materiais

que antes eram descartados sem aproveitamento, reforçando

o papel da compostagem como elo fundamental

da economia circular.

No campo da compostagem, a Sutil Máquinas

oferece um portfólio amplo e versátil. Suas peneiras

rotativas garantem a classificação precisa dos resíduos

orgânicos, assegurando padronização e eficiência

nos processos subsequentes. Os secadores de lodo e

digestato reduzem a umidade de forma controlada,

viabilizando a transformação desses materiais em insumos

agrícolas prontos para granulação. Essa etapa

é crucial para que o composto atinja características

ideais de fluidez e resistência mecânica, atributos indispensáveis

para fertilizantes de alto desempenho.

Os revolvedores de compostagem desenvolvidos

pela Sutil são outro diferencial. A empresa disponibiliza

dois modelos complementares. O primeiro atua

na fase ativa da compostagem, promovendo homogeneização,

aeração e controle biológico. O segundo

é voltado ao acabamento do composto, garantindo

estabilidade, uniformidade e qualidade final. Esse

conjunto de equipamentos proporciona maior produtividade,

redução do tempo de processo e padronização

do produto final, aspectos valorizados por quem

atua em larga escala.

O pioneirismo da Sutil Máquinas é reconhecido

em todo o setor. Foi a primeira empresa brasileira a

desenvolver uma planta de granulação de fertilizantes

organominerais. Essa conquista consolidou sua

liderança e abriu caminho para a expansão do portfólio.

Hoje, a companhia fornece plantas completas

de granulação e pelletização, atendendo diferentes

formulações e capacidades produtivas. Essa flexibilidade

permite que clientes de diversos segmentos encontrem

soluções adequadas às suas necessidades,

sempre com foco em eficiência e sustentabilidade.

Resíduos que

antes eram

considerados

passivos

ambientais

passam a

ser insumos

agrícolas de alto

desempenho

A granulação é um dos pontos altos da tecnologia

da Sutil. O processo pode se iniciar diretamente

a partir de lodos, digestatos ou resíduos orgânicos.

Após etapas de secagem, preparo e mistura, esses

materiais se transformam em fertilizantes granulados

ou pelletizados com excelente fluidez e alto valor

agronômico. Essa abordagem elimina gargalos e amplia

as possibilidades de aproveitamento de resíduos,

reforçando a compostagem como base de uma cadeia

produtiva moderna.

Com plantas em operação em grandes grupos

do agronegócio e da indústria, a Sutil Máquinas demonstra

sua capacidade de atender demandas de

alta complexidade. Cada projeto é desenvolvido para

maximizar resultados, aumentar a competitividade

dos clientes e promover soluções sustentáveis para o

futuro do setor. A empresa não entrega apenas máquinas.

Entrega engenharia aplicada, confiabilidade

operacional e parceria de longo prazo.

A compostagem, quando aliada à tecnologia da

Sutil, deixa de ser apenas um processo biológico de

transformação de resíduos. Torna-se parte de uma

estratégia industrial que conecta sustentabilidade e

produtividade. O composto final, padronizado e de

qualidade superior, ganha valor agregado e se transforma

em fertilizante organomineral capaz de atender

às exigências do agronegócio moderno.

O impacto da Sutil Máquinas vai além da esfera

técnica. Ao oferecer soluções completas, a empresa

contribui para a consolidação da economia circular

no Brasil. Resíduos que antes eram considerados passivos

ambientais passam a ser insumos agrícolas de

alto desempenho. Esse movimento fortalece a agricultura

sustentável, reduz impactos ambientais e gera

novas oportunidades de negócio.

A trajetória da Sutil Máquinas é marcada por inovação

e compromisso com o futuro. A empresa se

posiciona como parceira estratégica de quem busca

transformar compostagem em fertilizantes de alto

valor. Com equipamentos de ponta, engenharia própria

e visão de longo prazo, a Sutil reafirma seu papel

como protagonista na integração entre resíduos e

produtividade agrícola.

Em um cenário em que a compostagem ganha

relevância crescente, a Sutil Máquinas mostra que

tecnologia e sustentabilidade podem caminhar juntas.

Seu trabalho é prova de que resíduos orgânicos e

lodos industriais podem ser convertidos em soluções

de alto impacto para o agronegócio. A empresa não

apenas acompanha as tendências do setor. Ela as

antecipa, oferecendo ao mercado ferramentas que

elevam a compostagem a um novo patamar de excelência.

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xS xU S T E N T A B I L I D A D E

Sustentabilidade e

energia limpa

Compostagem na indústria de papel e celulose abre portas

para aproveitamento total de matérias-primas

Fotos: divulgação Máquina Solo

Aindústria brasileira de papel e celulose

tem avançado significativamente em

práticas de sustentabilidade ao adotar a

compostagem como ferramenta estratégica

para transformar resíduos em fertilizantes

orgânicos. O que antes era um passivo ambiental

agora retorna ao solo como insumo agrícola,

fortalecendo a economia circular e diminuindo a

dependência de fertilizantes minerais importados.

Para atender esse mercado de grande potencial,

quem oferece soluções completas é a Máquina

Solo. A empresa, com mais de 27 anos de

trajetória e quase 800 equipamentos distribuídos

em todo o Brasil, consolidou-se como parceira

estratégica dos setores agroflorestal, de reciclagem

e da indústria de papel e celulose. Atuando

na conexão entre tecnologias globais e os desafios

locais, a empresa oferece soluções completas para

trituração de madeira, processos de compostagem

e produção de biomassa. Mais do que equipamentos,

a Máquina Solo entrega inovação e sustentabilidade,

reforçando a visão de que resíduos podem

se transformar em insumos de alto valor. Com

isso, contribui para aumentar a produtividade e a

lucratividade de seus clientes, ao mesmo tempo

em que fortalece a economia circular e a respon-

sabilidade ambiental em segmentos fundamentais

para o país.

Um exemplo que se sobressai das soluções

da Máquina Solo para a compostagem vem da

LD Celulose, referência na produção de celulose

solúvel. A companhia desenvolveu um sistema de

compostagem em larga escala que utiliza lodos,

sobras de madeira e materiais alcalinos para

produzir fertilizantes capazes de corrigir a acidez

típica dos solos tropicais. Os resíduos passam por

etapas de mistura, tombamento e aeração em pátios

de compostagem, ocupando uma área de 60

mil m² (metros quadrados), dos quais 20 mil m² são

cobertos. Essa infraestrutura conta com 18 máquinas

e uma equipe de 35 profissionais. Projetada

para receber até 144 mil toneladas de resíduos

por ano, a unidade atualmente processa cerca

de 120 mil toneladas anuais. Só em 2024, foram

produzidas 43 mil toneladas de corretivo de solo e

22 mil toneladas de fertilizante orgânico, que além

de impulsionar o crescimento dos eucaliptus da

própria LD Celulose, também beneficiam culturas

externas como café, alho e soja. Ensaios em campo

comprovaram aumentos médios de produtividade

de 6% na horticultura e de até 4 sacas por

ha (hectare) na soja.

20 www.referenciacompostagem.com.br

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S U S T E N T A B I L I D A D E

O triturador fornece o

material estruturante e

a fonte de carbono

necessários, enquanto

os revolvedores

garantem

homogeneização e

oxigenação das leiras

Maycon Pereira,

CEO da Máquina Solo

DESAFIOS E GANHOS ECONÔMICOS

Ao falar sobre a implantação do projeto, Pedro

destaca que o maior desafio foi desenvolver

um processo confiável para o uso agronômico,

substituindo a antiga percepção dos resíduos

como simples descarte. “Hoje, esses materiais são

reconhecidos como insumos valiosos, comparáveis

a produtos já consolidados no mercado, o que

garante confiança tanto para uso interno quanto

para clientes externos”, sublinha Pedro. Além da

contribuição ambiental, a iniciativa também trouxe

benefícios financeiros.

A redução de custos com transporte e destinação

final de resíduos, somada ao aproveitamento

nas florestas e no mercado, fortaleceu a sustentabilidade

do negócio e garantiu retorno econômico

consistente.

Além da contribuição ambiental, a iniciativa

também trouxe benefícios financeiros. A redução

de custos com transporte e destinação final de

resíduos, somada ao aproveitamento nas florestas

e no mercado, fortaleceu a sustentabilidade do

negócio e garantiu retorno econômico consistente.

Outro ponto de destaque foi a regularização do

processo de pós-venda da Máquina Solo, com a

adoção de um contrato de manutenção preventiva

que trouxe previsibilidade e eficiência à operação.

“A gente teve a grata surpresa de regularizar o nosso

processo de pós-venda de manutenção, a qual

fechamos um contrato de manutenção preventiva.

Isso nos atende muito bem e a gente eliminou

aquelas surpresas indesejadas que a gente tem

dentro do processo. E hoje a máquina roda muito

bem”, comemora Pedro Cardoso.

A parceria com a Máquina Solo e a fabricante

Menart também garantiu um estoque adequado

de peças, facilitando a reposição imediata em

caso de necessidade. “Em qualquer peça que

estrague, a gente terá reposição com facilidade. E

também a SP50, ela possui uma facilidade de manutenção.

O que dentro de um processo de tratamento

de resíduos é de suma importância quando

se vê a questão de custo. A minha operação tem

um custo bem tranquilo quando se fala nos processos

de revolvedores da Menart”, complementa

Pedro Cardoso.

Pedro Cardoso, coordenador de compostagem

na LD Celulose, destaca o impacto dessa

iniciativa. “A celulose, dentro da indústria, é um

produto altamente sustentável e de fácil reposição,

porque vem de uma fonte renovável. No processo

de compostagem, reaproveitamos resíduos de

diferentes etapas industriais para produzir fertilizantes

e condicionadores de solo aplicados ao

manejo agrícola. Utilizamos revolvedores de leiras

no processo de aeração, garantindo melhor metabolismo

microbiano. Quando os equipamentos são

robustos, suportam o ritmo operacional diário com

mais eficiência, o que reduz custos e aumenta a

disponibilidade da operação”, assegura Pedro.

TECNOLOGIAS APLICADAS

Para tornar essa operação viável, a LD Celulose

conta com equipamentos fornecidos pela Máquina

Solo, como o Menart SP-50 e o TANA Shark.

Na compostagem industrial, é essencial dispor de

máquinas capazes de enfrentar desafios diários e

assegurar a continuidade da operação.

O triturador TANA Shark, considerado um dos

mais versáteis do mercado, consegue processar

até 12 tipos de resíduos, incluindo cascas, galha-

das, tocos, raízes e madeira. Sua capacidade varia

entre 5 e 50 toneladas por hora, disponível em

versões móveis ou estacionárias, movidas a diesel

ou energia elétrica. Essa versatilidade garante biomassa

homogênea, acelerando a decomposição.

Já o Menart SP-50 é referência internacional em

revolvimento de leiras, proporcionando aeração

e homogeneização adequadas para acelerar a

decomposição e alcançar compostos de qualidade.

Com produtividade entre 1 mil e 4 mil toneladas

por hora, o equipamento otimiza a gestão de

resíduos e transforma subprodutos, como lodos

e cascas, em fertilizantes orgânicos de alto valor

agregado.

Maycon Pereira, CEO da Máquina Solo, explica

o papel desses equipamentos no processo. “Trituradores

e revolvedores são fundamentais na compostagem.

O triturador fornece o material estruturante

e a fonte de carbono necessários, enquanto

os revolvedores garantem homogeneização e

oxigenação das leiras. Quem faz a compostagem

são as bactérias; as máquinas criam as condições

ideais para que elas trabalhem. Dessa forma, aceleramos

o processo e aumentamos a eficiência na

produção de fertilizantes”, pontua Maycon.

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Janeiro 2026 23



R E S U L T A D O S

Vermicompostagem

Estudos apontam

ganhos expressivos no

crescimento vegetal

Fotos: divulgação

Avermicompostagem deixou de ser apenas

uma prática alternativa de manejo de resíduos

orgânicos para se consolidar como

uma tecnologia agrícola de alto impacto.

Pesquisadores demonstraram que pequenas doses

de vermicomposto podem transformar significativamente

o desempenho das plantas, aumentando

taxas de germinação, altura, biomassa e

velocidade de crescimento. O estudo, conduzido

em condições controladas, reforça o papel das

minhocas como agentes de transformação e abre

espaço para reflexões sobre a aplicação prática

em jardins, hortas e sistemas agrícolas de maior

escala.

O experimento utilizou a minhoca californiana

Eisenia andrei Bouche, reconhecida mundialmente

pela eficiência na decomposição de resíduos

orgânicos. Durante oito meses, os cientistas produziram

vermicomposto em recipientes simples,

semelhantes aos usados em sistemas domésticos,

sob rigoroso controle de laboratório. As minhocas

foram alimentadas com restos triturados de frutas,

legumes e outros resíduos comuns, como banana,

cenoura, casca de beterraba, abóbora, chá e café.

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R E S U L T A D O S

As condições ambientais foram mantidas ideais:

temperatura entre 20°C e 22°C (graus Celsius),

umidade próxima a 89% e aeração constante

para evitar ambientes anaeróbicos. Esse cuidado

garantiu que o processo biológico ocorresse de

forma plena, resultando em um vermicomposto

rico em nutrientes e matéria orgânica estabilizada.

Após a maturação, o material foi incorporado aos

10 cm (centímetros) superiores do solo, na proporção

de 500 g/m2 (gramas por metro quadrado), e

comparado com plantas cultivadas em solo sem

tratamento.

Os resultados foram notáveis. As plantas de

rúcula cultivadas com vermicomposto cresceram

38% mais altas, desenvolveram folhas 49%

maiores e acumularam 80% mais biomassa total

em relação às plantas em solo comum. Além

disso, o crescimento foi duas vezes mais rápido,

demonstrando que o vermicomposto melhora a

estrutura do solo e acelera o ciclo vegetativo. A

taxa de germinação também apresentou aumento

expressivo, entre 1,5 e 2 vezes, confirmando que o

material favorece o início do desenvolvimento das

sementes.

Ao transformar

resíduos em insumos

de alto valor, a

vermicompostagem

contribui para a redução

de passivos ambientais,

fortalece a economia

circular e oferece

soluções práticas

para agricultores e

jardineiros

Exemplos de alimentos dados às minhocas

Os pesquisadores sugerem que o sucesso está

ligado ao elevado teor de matéria orgânica e nutrientes

presentes no vermicomposto. No entanto,

estudos complementares apontam que o verdadeiro

diferencial está na liberação lenta e contínua

desses nutrientes, associada à capacidade de estimular

comunidades microbianas benéficas. Essa

combinação cria um ambiente mais equilibrado,

onde as plantas encontram condições ideais para

crescer de forma saudável e vigorosa.

Embora o estudo tenha se concentrado em

uma única espécie vegetal, a rúcula, os resultados

dialogam com pesquisas anteriores que demonstram

benefícios semelhantes em outras culturas.

Feijão e tomate, por exemplo, já apresentaram

desempenho superior quando cultivados com vermicomposto

em comparação ao uso de compostos

tradicionais. Essa consistência reforça a ideia

de que a vermicompostagem pode ser aplicada

em diferentes contextos agrícolas, desde hortas urbanas,

até sistemas de produção em larga escala.

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R E S U L T A D O S

Para jardineiros e agricultores, algumas lições

práticas emergem do estudo. A primeira é que

não há necessidade de equipamentos sofisticados

para produzir vermicomposto. Recipientes simples,

como caixas plásticas adaptadas, podem ser suficientes

para iniciar o processo. A segunda é que

não é preciso investir em grande quantidade de

minhocas, já que elas se multiplicam naturalmente

ao longo do tempo. No experimento, o número de

minhocas aumentou quinze vezes durante o período

de observação, demonstrando a capacidade

de reprodução e expansão da colônia.

Outro ponto importante é a dosagem. Os pesquisadores

alertam que o excesso de vermicomposto

pode gerar resultados negativos, reforçando

a ideia de que pequenas quantidades já são capazes

de promover grandes melhorias. Essa observação

é especialmente relevante para quem cultiva

em vasos ou pequenas áreas, onde o equilíbrio

entre nutrientes e substrato é mais delicado.

O estudo também mostra que não é necessário

manter condições laboratoriais perfeitas

para obter bons resultados. Minhocas adaptadas

ao ambiente local podem sobreviver a variações

de temperatura e umidade, desde que recebam

cuidados básicos. Isso abre espaço para que a

vermicompostagem seja praticada em diferentes

regiões e climas, ampliando seu alcance como

ferramenta de sustentabilidade.

Em síntese, a pesquisa confirma que o vermicomposto

é mais do que um simples fertilizante

orgânico. Ele representa uma tecnologia natural

capaz de unir eficiência agronômica e sustentabilidade

ambiental. Ao transformar resíduos em insumos

de alto valor, a vermicompostagem contribui

para a redução de passivos ambientais, fortalece a

economia circular e oferece soluções práticas para

agricultores e jardineiros.

O paralelo entre ciência e prática cotidiana é

claro: o que foi demonstrado em laboratório pode

ser replicado em quintais, hortas comunitárias e

propriedades rurais. A mensagem central é que o

vermicomposto, mesmo em pequenas doses, tem

o poder de transformar o solo e impulsionar o

crescimento vegetal. Trata-se de uma ferramenta

acessível, eficiente e alinhada às demandas de um

futuro agrícola mais sustentável.

As plantas de rúcula cultivadas com vermicomposto

cresceram 38% mais altas, desenvolveram folhas

49% maiores e acumularam 80% mais biomassa

total em relação às plantas em solo comum

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xA xR T I G O

Análise comparativa

dos biofertilizantes

formados pelos métodos de

compostagem e biodigestão

anaeróbia e seu potencial fitotóxico

Fotos: divulgação

Emanueli de Lima Ribeiro

IFC (Instituto Federal Catarinense)

Felipe Silva Souza

IFC (Instituto Federal Catarinense)

Maria Eduarda Höring Fernandes

IFC (Instituto Federal Catarinense)

Viviane Furtado Velho

IFC (Instituto Federal Catarinense)

RESUMO

Oaumento da produção de RSU (resíduos

sólidos urbanos) ocorre, principalmente,

pelo crescimento econômico, que amplia

o poder de compra. Em sua composição,

cerca de 45,3% correspondem a RSO

(resíduos sólidos orgânicos). O descarte inadequado

desses resíduos pode gerar sérios impactos

ambientais e riscos à saúde pública. Para minimizar

esses problemas, dois métodos de tratamento

podem ser aplicados: a compostagem e a biodigestão

anaeróbia. A compostagem, em condições

aeróbias, e a biodigestão, em condições anaeró-

bias, promovem a decomposição da matéria

orgânica por meio da ação de microrganismos.

Nesse contexto, esta pesquisa tem como objetivo

analisar comparativamente esses métodos no

tratamento dos resíduos orgânicos produzidos no

restaurante acadêmico do IFC (Instituto Federal

Catarinense), campus Camboriú (SC). Os resultados

preliminares indicam que, na compostagem,

a temperatura permaneceu abaixo do ideal para

o início do processo. Já na biodigestão anaeróbia,

foi necessária a adição de alcalinizante para

manter a estabilidade do processo.

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Janeiro 2026 31



xA xR T I G O

INTRODUÇÃO

De acordo com o Panorama de Resíduos

Sólidos no Brasil (Abrema - Associação Brasileira

de Resíduos e Meio Ambiente -, 2024), obteve-

-se uma geração anual de aproximadamente 81

milhões de toneladas de RSU no país apenas no

ano de 2023, o que representa uma média de 382

kg (quilogramas) por habitante. A maior parte dos

resíduos sólidos é composta por matéria orgânica

representando 45,3% dos resíduos totais, seguido

por 16% de plásticos e 14% de rejeitos, sendo que

apenas 1% dos RSO é reaproveitado de maneira

correta.

Nos últimos anos, ao aumento da produção de

resíduos tem se dado principalmente pelo crescimento

econômico que desencadeia a ampliação

do poder de compra resultando no consumismo

desenfreado, além do descarte incorreto que é

muito presente no Brasil, devido a falta de conscientização

da população que resulta na dificuldade

de implementação de políticas públicas de

coleta seletiva. Segundo a Abrema (2024), mais de

41% dos resíduos urbanos não tiveram a destinação

adequada, tendo como destino final os lixões

a céu aberto. O descarte incorreto pode ainda

resultar na contaminação do solo de lençóis

freáticos.

Além disso, formas incorretas de descarte ou

disposição final como a queima de resíduos na

propriedade, podem ocasionar o aumento da

poluição atmosférica através da liberação de

gases, entre outros impactos ambientais. Em um

contexto contemporâneo, onde o reaproveitamento

dos resíduos não é muito explorado, é de

suma importância o tratamento e o reaproveitamento

dos resíduos sólidos. A fim de mitigar esta

situação, a PNRS (Política Nacional de Resíduos

Sólidos) estabelece diretrizes para a gestão

adequada dos resíduos orgânicos no Brasil (Brasil,

2010) através de métodos que têm como objetivo

realizar a decomposição da matéria orgânica de

forma eficiente.

Em um contexto contemporâneo, onde o

reaproveitamento dos resíduos não é muito

explorado, é de suma importância o

tratamento e o reaproveitamento

dos resíduos sólidos

De acordo com Oliveira (2004), a compostagem

trata-se de um processo de fermentação

onde a presença do ar na massa em decomposição

é indispensável. Sua eficiência colabora para

o aproveitamento de resíduos orgânicos em sua

quase totalidade, evitando assim o descarte destes

em locais impróprios. Diminui problemas com

relação aos patógenos e sementes de plantas

que poderiam estar presentes no meio e sendo

repassados pela matéria orgânica não decomposta

(Penteado, 2019). Conforme Valente et al.

(2008), a eficiência do processo de compostagem

depende de fatores fundamentais, como temperatura,

umidade, pH, aeração e relação carbono/

nitrogênio (Valente et al., 2008; Kiehl, 1985), que

proporcionam um ótimo ambiente para as atividades

dos microrganismos aeróbios, responsáveis

pela decomposição da matéria orgânica.

Dessa forma, além de representar uma solução

viável para o tratamento de resíduos orgânicos,

a biodigestão anaeróbia, e a compostagem

também se destacam pelos benefícios ambientais

e econômicos associados ao aproveitamento

do biogás e biofertilizante gerado. Segundo a

Instrução Normativa número 61 do Mapa (Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), é

considerado biofertilizante, o produto que contém

princípio ativo ou agente orgânico, isento de

substâncias agrotóxicas, capaz de atuar, direta ou

indiretamente, sobre o todo ou parte das plantas

cultivadas. O biofertilizante tem expressivo potencial

de uso como adubo orgânico, pois proporciona

melhorias no solo, assim como contribui para o

desenvolvimento das culturas agrícolas

A versão completa desse artigo

pode ser acessada pelo QR

Code ao lado:

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A G E N D A

MAR26

Waste Fermentation Day &

GGG Technical Seminar

O Waste Fermentation Day & GGG Technical Seminar está programado

para ocorrer de 3 a 5 de março de 2026. O evento tem como foco a

reciclagem de resíduos orgânicos, os marcos legais e aspectos técnicos

como gestão de odores e metanação, abordando temas relacionados

à produção de biometano, e-metanol e sustentabilidade. A programação

contempla tanto aspectos práticos quanto jurídicos.

Data: 3 a 5

Local: Mannheim-Ladenburg, (Alemanha)

Informações: https://www.compostnetwork.info/

MAR26

Congresso Técnico-Científico de Agricultura Orgânica

Primeiro congresso do gênero a se realizar no Brasil. O objetivo principal

do evento é reunir e apresentar o maior número possível de trabalhos

científicos e técnicos produzidos pela Embrapa (Empresa Brasileira

de Pesquisa Agropecuária), pelos institutos estaduais de pesquisa,

pelas universidades e por técnicos do setor orgânico, que possibilitam

o desenvolvimento de toda a cadeia de orgânicos, da produção à

comercialização. Os dados técnicos reunidos serão editados e distribuídos

para produtores rurais de todo o país.

Data: 17 a 19

Local: Campinas (SP)

Informações: https://institutobrasilorganico.org/

feira brasileira

de compostagem

Piracicaba (SP)

Local: Instituto Pecege

MAI26

Waste Management Europe

Durante três dias, na V edição, o Waste Management Europe reunirá

novamente formuladores de políticas, líderes da indústria, startups,

investidores e instituições, criando um ecossistema de colaboração e

inovação para enfrentar alguns dos maiores desafios ambientais do

mundo. De tecnologias de reciclagem de ponta a projetos de gestão de

resíduos em larga escala e iniciativas de Waste-to-Energy, o WME 2026

acelera mudanças positivas, fomenta parcerias estratégicas e apresenta

soluções inovadoras que moldam o futuro da gestão sustentável de

recursos.

Data: 19 a 21

Local: Bolonha (Itália)

Informações: https://www.cewep.eu/waste-management-europe/

Mais informações:

www.composhow.com.br

AGO26

Composhow 2026

A Composhow é a primeira feira brasileira dedicada exclusivamente à

compostagem, realizada em Piracicaba (SP). O evento reúne especialistas,

empresas e gestores públicos para debater soluções técnicas,

regulatórias e práticas voltadas ao tratamento de resíduos orgânicos.

Com palestras, demonstrações e exposição de equipamentos, a feira

promove inovação, troca de conhecimento e fortalecimento da economia

circular, destacando a compostagem como estratégia essencial

para sustentabilidade e valorização dos resíduos.

Data: 18 a 20

Local: Piracicaba (SP)

Informações: https://composhow.com.br/

Organização:

Divulgação:

REVISTA

+55 (16) 98111-6988

+55 (16) 99777-5940

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