04.03.2026 Visualizações

Florestal_282 OPS

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DESTAQUE

Entrevista: Igor Dutra de Souza destaca importância da mecanização na silvicultura do país

FORÇA, RESISTÊNCIA

E EFICIÊNCIA

IMPLEMENTOS LEVES QUE CARREGAM

MAIS MADEIRA, REDUZEM CUSTOS

OPERACIONAIS E MAXIMIZAM

RESULTADOS

STRENGTH, ENDURANCE

AND EFFICIENCY

LIGHTWEIGHT IMPLEMENTS THAT CARRY

MORE WOOD REDUCE OPERATING

COSTS AND MAXIMIZE RESULTS




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FLORESTAL NO BRASIL

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SUMÁRIO

MARÇO 2026

38

FORÇA

EM AÇO

08 Editorial

10 Cartas

12 Bastidores

14 Notas

26 Frases

28 Entrevista

36 Coluna

38 Principal

44 Transporte

50 Sustentabilidade

54 Economia

58 Artigo

64 Agenda

66 Espaço Aberto

44

54

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

09 BKT

13 Bruno

15 Carrocerias Bachiega

65 Composhow 2026

57 D’Antonio Equipamentos

17 Denis Cimaf

02 Dinagro

19 DRV Ferramentas

33 Duffatto Viveiro Florestal

35 Engeforest

68 Envimat

07 Envu

47 ExpoMinas 2026

31 Francio Soluções Florestais

04 Himev

29 J de Souza

49 Lignum Latin America 2026

27 Máquina Solo

61 Motocana

67 Prêmio REFERÊNCIA 2026

63 RDC Agrotec

23 Rodovale

11 Rotary-Ax

37 Sergomel

21 Sparta Brasil

25 Unifertil

06 www.referenciaflorestal.com.br



EDITORIAL

Raízes do

crescimento

Planejar é semear o futuro. No setor de base florestal, cada decisão

estratégica define não apenas a produtividade, mas também a

sustentabilidade das operações. O crescimento das florestas plantadas

depende de escolhas bem estruturadas, que envolvem, desde a

seleção das espécies, até o manejo responsável e a logística eficiente.

Assim como uma árvore precisa de raízes firmes para alcançar altura,

o setor florestal precisa de planejamento sólido para expandir com

segurança e gerar resultados consistentes. O equilíbrio entre técnica,

inovação e visão de longo prazo garante que o crescimento florestal

seja contínuo, sustentável e capaz de fortalecer a economia verde,

criando valor para produtores, comunidades e para o meio ambiente.

Nessa edição, conheça as soluções de implementos para transporte

da Sergomel, informações sobre carbono na silvicultura, balanço

econômico de nossas florestas, as discussões sobre logística florestal

ao redor do mundo e uma entrevista com Igor Dutra de Souza, diretor

florestal da Reflorestar, que trata sobre a importância da mecanização

da silvicultura. Excelente leitura!

ROOTS OF GROWTH

Planning is sowing the future. In the Forest-based Sector, strategic

decisions define not only productivity but also the sustainability of operations.

The growth of planted forests hinges on well-structured choices

ranging from species selection to responsible management and efficient

logistics. Just as a tree needs strong roots to reach its full height, the

Forest-based Sector needs solid planning to expand safely and achieve

consistent results. Balancing technique, innovation, and long-term vision

ensures continuous, sustainable forest growth that strengthens

the green economy and creates value for producers, communities, and

the environment. In this edition, learn about Sergomel’s transportation

equipment solutions, carbon in forestry, the economic balance of forests,

forestry logistics worldwide, and an interview with Igor Dutra de

Souza, Director of Forestry at Reflorestar, who discusses the importance

of forestry mechanization. Pleasant reading!

EXPEDIENTE

ANO XXVIII - EDIÇÃO 282 - MARÇO 2026

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Vinicius Santos

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Gabriel Dalla Costa Berger

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Aime Cristine Lima

Letícia Stefanello

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

José A. Ferreira

(41) 99203-2091

2

Entrevista com Igor

Dutra de Souza,

diretor florestal da

Reflorestar

ASSINATURAS

0800 600 2038

Periodicidade Advertising

GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

1

Na capa dessa edição a

Sergomel, com implementos

que melhoram e aceleram o

transporte florestal

Estudo em floresta de pinus vai fazer o

balanço dos gases de efeito estufa

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXVIII • Nº282 • Março 2026

DESTAQUE

Entrevista: Igor Dutra de Souza destaca importância da mecanização na silvicultura do país

FORÇA, RESISTÊNCIA

E EFICIÊNCIA

IMPLEMENTOS LEVES QUE CARREGAM

MAIS MADEIRA, REDUZEM CUSTOS

OPERACIONAIS E MAXIMIZAM

RESULTADOS

STRENGTH, ENDURANCE

AND EFFICIENCY

LIGHTWEIGHT IMPLEMENTS THAT CARRY

MORE WOOD REDUCE OPERATING

COSTS AND MAXIMIZE RESULTS

3

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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em condições de solo mais severas. Mas há mais: a sua carcaça de poliéster com múltiplas camadas e a parede lateral reforçada

foram concebidas para resistir às duras condições da exploração florestal e aos solos mais difíceis. O pneu apresenta um ombro

aberto robusto que proporciona a melhor tração e estabilidade, mesmo em terrenos acidentados e irregulares. A combinação da

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08 www.referenciaflorestal.com.br



CARTAS

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

DESTAQUE Entrevista: Fernando Castanheira Neto apresenta um panorama da silvicultura no Brasil

DO BRASIL

Capa da Edição 281 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de fevereiro de 2026

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXVIII • Nº281 • Fevereiro 2026

MAIS

CONTROLE,

MENOS PERDAS

INSETICIDA CHEGA COM FOCO

EM EFICÁCIA, MANEJO SIMPLES

E PROTEÇÃO PROLONGADA

MORE CONTROL,

FEWER LOSSES

THIS INSECTICIDE ARRIVES WITH A FOCUS ON

EFFECTIVENESS, SIMPLE HANDLING,

AND LONG-LASTING PROTECTION

PARA O MUNDO

PRINCIPAL

Por Emanuel Borges, Três Lagoas (MS)

As soluções para combate as infestações florestais estão cada vez melhores.

Que isso seja mais uma ajuda para a indústria.

ENTREVISTA

Foto: divulgação

Por Renan Castro Batista, Vitória da Conquista (BA)

Um profissional do mais alto gabarito e que representa o nosso segmento

merece toda atenção sobre suas posições e trabalho. Sucesso nessa

empreitada.

MULHERES

Por Mariana Oliveira, São Paulo (SP)

As mulheres ganham espaço no setor e mostram que através de suas

capacidades conquistam um ambiente historicamente masculino.

Foto: divulgacão

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10 www.referenciaflorestal.com.br

Revista Referência Florestal

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E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

jornalismo@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL

ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.

rotaryax

rotaryaxoficial



BASTIDORES

Revista

PESAR

A Revista REFERÊNCIA FLORESTAL

lamenta muito pelo falecimento do

empresário Ezidio Felippi, diretor da

Felipe Diesel, parceira comercial da

Revista há anos. Nossos sentimentos

a toda família Felippi por essa perda

irreparável.

Foto: REFERÊNCIA

12 www.referenciaflorestal.com.br

ALTA

ALÍVIO NO TRANSPORTE

Os preços do diesel iniciaram fevereiro com movimento

de queda e trouxeram certo alívio para

caminhoneiros e frotistas. Segundo o IPTL (Índice

de Preços Edenred Ticket Log), o diesel comum

registrou retração de 0,32% na primeira quinzena

do mês, alcançando média nacional de R$ 6,23. Todavia,

o S-10 recuou 0,16%, comercializado por R$

6,26. De acordo com Renato Mascarenhas, diretor

de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade,

o comportamento indica um mercado mais ajustado.

“O início de fevereiro trouxe um alívio para o

bolso dos caminhoneiros. Os preços do diesel comum

e S-10 apresentaram queda, influenciada por

ajustes pontuais de mercado e diferenças regionais

de oferta”, afirma Renato.

MARÇO 2026

INDÚSTRIA DESCONFIADA

O Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial)

recuou 0,3 ponto em fevereiro, passando

de 48,5 para 48,2, segundo a CNI. O resultado

mantém os empresários há 14 meses sem confiança,

abaixo da linha de 50 pontos. A queda ocorre

após o BC (Banco Central) manter a Selic em 15%,

segunda maior taxa real de juros do mundo. O

nível elevado encarece o crédito para empresas

e consumidores, reduzindo atividade e afetando

expectativas. Para Larissa Nocko, especialista da

CNI, a política monetária mais restritiva leva os empresários

a projetar enfraquecimento da economia

e menor demanda futura.

BAIXA

Quando mobilidade é um requisito decisivo, o Thunder se destaca. Desenvolvido

para unir compactação, robustez e desempenho, é um picador que impressiona

no campo e entrega resultados consistentes, sendo a escolha ideal para operações

em florestas de pinus e eucalipto.

Equipado com motor Volvo de 469 HP, o Thunder surpreende pela capacidade

de adaptação a diferentes tipos de terreno, mantendo altos níveis de produtividade,

mesmo nas condições mais desafiadoras. Ele se destaca pela qualidade do

cavaco produzido com granulometria uniforme e baixo índices de Over e finos,

atendendo assim as demandas mais exigentes dos mercado de biomassa.

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NOTAS

Podcast REFERÊNCIA

O Podcast REFERÊNCIA contou com presenças ilustres e de

grande valor para o segmento florestal em fevereiro de 2026. No

primeiro episódio do mês estavam presentes Igor Dutra de Souza e

Humberto Godinho, respectivamente diretor florestal e proprietário

da Reflorestar, empresa se serviços florestais de Minas Gerais. O

segundo episódio teve a presença do time da SVJD Robotics empresa

focada em automação para a indústria de madeira serrada, formado

por Adir Eliseu Dias, Samuel José Dias e Arno Murara. Os programas

contaram com o apoio de Envimat, Roder, Rotary-Ax e SVJD Robotics.

Humberto Godinho começou sua participação comentando

com o início do Grupo Emília Cordeiro, que a Reflorestar faz parte.

Dando os primeiros passos no ramo da cerâmica, que tem tradição

em Minas Gerais, o consumo de lenha é muito importante e assim

começou o contato com o florestal. “Fazíamos a limpeza de áreas de

silvicultura para utilizar esse resíduo para alimentar o fogo. Passamos

a plantar eucalipto, para suprir nossas demandas de lenha

e com o tempo chegamos na Reflorestar, que através do trabalho

que começou de forma experimental e se tornou uma liderança no

grupo”, relatou Humberto

Igor de Souza chegou anos depois na Reflorestar já quando a

empresa estava estabelecida, mas trouxe com sua experiência em

gestão de pessoas uma visão focada na mecanização completa da

estrutura de operação florestal. “Ajustamos posicionamento, reestruturamos

a marca e, com o conhecimento que adquiri no trabalho em

uma multinacional, adaptei todos os padrões utilizados lá para a Reflorestar,

o que nos coloca em um patamar de controle de processos

que garante ao nosso cliente excelência em cada ação”, explicou Igor.

No outro programa, Adir Dias contou a fagulha que acendeu dentro

dele para criar a SVJD. Com 20 anos de experiência na indústria

automotiva, Adir entrou num galpão de uma indústria madeireira e

perceber todas as demandas de automação poderia resolver. “Trabalhei

com grandes empresas no mercado nacional e internacional

no automobilismo, e para a madeireira convidei o Arno para trazer a

visão dele de mercado para que as soluções sejam desenvolvidas de

acordo com demandas reais de mercado”, contou Adir.

Sobre a parte comercial da empresa Arno percebeu que a indústria

madeireira nacional está atrasada em relação aos grandes players

do mundo. “Temos mão de obra qualificada, mas muitas vezes

não temos equipamentos que atendam esse profissional”, ressalta

Arno. “O sistema robotizado garante precisão total de acordo om o

que foi pedido. Esses dados geram valor, pois evitam desperdícios na

serraria e dão controle maior de toda operação”, concluiu Samuel.

Igor Dutra de Souza, diretor florestal

da Reflorestar

Adir Eliseu Dias, da SVJD Robotics

Humberto Godinho, proprietário

da Reflorestar

Samuel José Dias, da SVJD Robotics

Os episódios completos o Leitor pode conferir

no canal do youtube da Revista REFERÊNCIA:

Arno Murara, da SVJD Robotics

Fotos: REFERÊNCIA

14 www.referenciaflorestal.com.br



NOTAS

Logística otimizada

A concessão da Rota da Celulose em Campo Grande (MS) representa um marco para os modelos rodoviários no Brasil, ao

introduzir tecnologia, flexibilidade contratual e capacidade de resposta rápida às demandas logísticas. O projeto, que abrange

seis rodovias estratégicas, surge em meio à expansão industrial impulsionada pelo setor de celulose e pelo agronegócio, reforçando

a importância da infraestrutura para o desenvolvimento regional.

Com duração de 30 anos, o contrato prevê investimentos superiores a R$ 10 bilhões, destinados principalmente à modernização

da malha viária. Diferente dos modelos tradicionais, a concessão aposta no monitoramento contínuo do tráfego,

permitindo que obras de duplicação, terceiras faixas e ampliações sejam realizadas conforme o crescimento real da circulação

de veículos, garantindo maior eficiência e competitividade.

Dados da licitação mostram que a BR-262 registrou, em março de 2023, um fluxo médio diário de 3.419 veículos, sendo

60% carros de passeio e 40% comerciais. Apesar da intensidade, apenas 101,73 km serão duplicados entre Campo Grande e

Ribas do Rio Pardo, com obras previstas para ocorrer entre 2027 e 2028, dentro do Programa de Investimentos da concessão. O

trecho duplicado terá início em frente à fábrica da Suzano, em Ribas, e seguirá até o Anel Rodoviário de Campo Grande, conectando-se

à BR-163. Como parte da extensão já é duplicada, a concessionária deverá readequar a pista, garantindo maior fluidez

e segurança ao escoamento da produção florestal e agrícola da região.

Esse modelo de concessão sinaliza uma nova etapa para a infraestrutura rodoviária brasileira, ao alinhar inovação tecnológica,

sustentabilidade e competitividade. A Rota da Celulose não apenas atende às necessidades imediatas da logística, mas

também projeta um futuro de maior integração entre indústria, agronegócio e transporte, consolidando Mato Grosso do Sul

como polo estratégico no cenário nacional e internacional.

Campo Grande

Três Lagoas

Nova Alvorada do Sul

Santa Rita do Pardo

Bataguassu

Foto: divulgação

16 www.referenciaflorestal.com.br



NOTAS

Padrão europeu

A Romênia avançou de forma significativa na digitalização do setor ambiental ao implantar um Sistema Informático

Integrado para supervisão e monitoramento de suas florestas. A iniciativa, conduzida pelo Ministério do

Ambiente, Águas e Florestas, integra o Plano Nacional de Recuperação e Resiliência, representa um investimento

estratégico na modernização da governança florestal. Com cerca de 70 mil km² de território florestal mapeados,

o país passa a contar com uma infraestrutura tecnológica capaz de fornecer dados precisos sobre cobertura

vegetal, exploração madeireira e regeneração natural, substituindo estimativas limitadas por informações concretas.

O sistema foi concebido como modelo replicável para entidades públicas e privadas, transformando a forma

de acompanhar os recursos florestais. A proposta é reduzir irregularidades e ampliar a transparência, criando

uma base sólida para políticas ambientais mais eficazes. O desenvolvimento tecnológico ficou a cargo de um consórcio

liderado pela empresa polonesa Dephos Group, que estruturou a arquitetura técnica da plataforma. O núcleo

do sistema está na coleta intensiva de dados geoespaciais por sensores LiDAR, capazes de gerar nuvens de

pontos tridimensionais detalhadas e construir um modelo 3D abrangente de todo o território florestal romeno.

O processamento dessas informações ocorre em infraestrutura de nuvem escalável, com uso de GPUs

(Unidade de Processamento Gráfico) e ferramentas como Kubernetes, Apache Spark e bibliotecas Cuda (Compute

Unified Device Architecture). Essa arquitetura permite análises distribuídas em grande escala, reduzindo o

tempo entre coleta e disponibilização dos resultados. O software automatiza tarefas que antes exigiam meses

de trabalho manual, como importação, limpeza, classificação e análise das nuvens de pontos. A partir disso, gera

modelos digitais de terreno e superfície, calcula altura das árvores, identifica áreas regeneradas ou desmatadas e

estima parâmetros estruturais das florestas.

Além de análises agregadas por polígonos florestais, o sistema fornece métricas detalhadas para cada árvore

individualmente, como altura, diâmetro, volume estimado e delimitação de copas. Também produz estatísticas

sobre área, altura média e máxima, volume de estoque e indicadores de produtividade. Com isso, a Romênia

inaugura uma nova era na gestão florestal, combinando inovação tecnológica, precisão científica e transparência

institucional. O projeto reforça o papel das florestas na economia e na sustentabilidade, posicionando o país

como referência em governança ambiental digital.

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NOTAS

Foto: divulgação

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Contra o fogo

A Apre Florestas (Associação Paranaense de Empresas

de Base Florestal) deu início aos preparativos para a

V edição da Campanha de Prevenção e Combate aos Incêndios

Florestais. Idealizada pela entidade desde 2022,

a iniciativa é realizada em parceria com instituições públicas

e privadas e tem como foco a redução de riscos, a

proteção das áreas florestais e o fortalecimento de uma

cultura permanente de prevenção.

A reunião inicial do GT (Grupo de Trabalho), ocorrida

no início de fevereiro, congregou as principais lideranças

que integram a campanha e teve como pauta central

o balanço das ações desenvolvidas em 2025, além da

definição dos próximos passos para a campanha de

2026. O encontro também destacou a importância do

planejamento contínuo, da capacitação técnica e do

monitoramento ambiental como pilares para enfrentar

um cenário cada vez mais desafiador. Durante a apresentação

técnica, o Professor doutor Alexandre França Tetto,

da UFPR (Universidade Federal do Paraná), especialista

em prevenção e combate a incêndios florestais, trouxe

dados históricos sobre o comportamento dos incêndios

florestais no Brasil e no Paraná, nos últimos 2 anos.

Segundo ele, 2024 foi considerado um ano atípico e

alarmante, com aumento expressivo da área queimada

em praticamente todos os biomas brasileiros, inclusive

em áreas florestais que historicamente não figuravam

entre as mais afetadas. Entre janeiro e dezembro daquele

ano, mais de 30,8 milhões de ha (hectares) foram

queimados no país, um crescimento de 79% em relação

a 2023, conforme dados do MapBiomas.

Já em 2025, os números indicaram uma melhora no

cenário nacional. De acordo com dados oficiais apresentados,

o Brasil registrou queda de 65,8% nas áreas queimadas

no primeiro semestre, passando de 3,1 milhões

de ha em 2024 para cerca de 1 milhão de ha no mesmo

período de 2025. Apesar da redução, o professor ressaltou

que os dados não permitem acomodação e reforçam

a necessidade de vigilância permanente.

A campanha também deve estimular o treinamento

e capacitação de equipes, avaliação sistemática das

ações realizadas, prontidão operacional e sensibilização

das comunidades. “O fogo é um bom servo, mas um

péssimo mestre”, destacou Tetto, ao citar um provérbio

finlandês utilizado para reforçar a importância do conhecimento

técnico e do uso responsável do fogo como

prática de preservação dos meios rural e florestal.

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NOTAS

Reunião estratégica

O governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, da reunião do Conselho

Deliberativo da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). Durante o encontro,

destacou sua admiração pela indústria de árvores cultivadas e apresentou

alguns dos principais eixos de sua gestão. Mais de 120 lideranças acompanharam

a reunião, que abordou temas como investimentos em infraestrutura,

revisão de gastos tributários e iniciativas em educação, assistência

social, segurança e saúde pública.

Na abertura do evento, Paulo Hartung, presidente executivo da Ibá,

apresentou o governador aos participantes. “O governador aprendeu com

uma velocidade impressionante e isso é uma unanimidade entre analistas

políticos e jornalistas”, afirmou Paulo. A fala reforçou a rápida adaptação

de Tarcísio ao cenário político e sua capacidade de diálogo com diferentes

setores.

O presidente do Conselho da Ibá, Horacio Lafer Piva, fez uma breve

apresentação sobre o setor florestal brasileiro e ressaltou sua relevância

econômica, social e ambiental. “O senhor já nos conhece, somos 50

empresas, nove entidades florestais, atuamos na bioeconomia, oferecendo

soluções sustentáveis. Somos um setor sem agenda oculta, plantamos 1,8

milhão de árvores por dia, empregamos mais de 2 milhões de pessoas, e

conservamos mais de 7 milhões de hectares de mata nativa. Temos muito

orgulho de fazer parte dessa indústria”, destacou.

Em sua fala, Tarcísio Freitas mencionou a relação construída com Paulo

Hartung. “Tive a oportunidade de tratar várias questões com Paulo e

pude construir com ele um laço importante”, disse. O governador também

enfatizou a atuação do setor de árvores cultivadas e ressaltou sua dimensão

social e ambiental, reconhecendo o papel estratégico da indústria na

economia e na sustentabilidade do país.

Fotos: divulgação

22 www.referenciaflorestal.com.br



NOTAS

INFORME

Tecnologia no transporte

A BKT, líder na fabricação de pneus Off-Highway, reforça seu papel estratégico no setor agrícola ao

oferecer soluções que acompanham a modernização e a evolução tecnológica das máquinas. A agricultura

é a base histórica da empresa e continua sendo o segmento em que tecnologia e mecânica avançam mais

rapidamente.

Com forte investimento em pesquisa e desenvolvimento, a BKT vê a evolução dos equipamentos

agrícolas como oportunidade para criar pneus inteligentes, integrados a sistemas de IA e agricultura de

precisão. Modelos como “AGRIMAX V-FLECTO”, “RIDEMAX IT 696” e “AGRIMAX FORCE” foram desenvolvidos

para atender às exigências dos tratores modernos, oferecendo desempenho em aplicações que vão

da lavoura em declive variável à gestão automatizada do campo. “Na nova paisagem agrícola, estamos

a assistir ao aparecimento de novas normas cada vez mais exigentes”, afirmou Piero Torassa, Diretor de

Engenharia de Campo da BKT Europe.

O “AGRIMAX V-FLECTO” combina tecnologia VF para suportar 40% mais carga com a mesma pressão

ou reduzir significativamente a pressão de enchimento, minimizando a compactação do solo e melhorando

tração e conforto. Já o “RIDEMAX IT 696” responde à necessidade de máxima estabilidade, reduzindo deformações

laterais e garantindo pegada uniforme em terrenos inclinados. Sua baixa resistência ao rolamento

diminui consumo de combustível e emissões, atendendo às prioridades atuais de eficiência energética.

Por fim, o “AGRIMAX FORCE” com tecnologia IF assegura robustez e integração, resistindo a ciclos

variáveis de carga e apoiando operações automatizadas. A estabilidade estrutural favorece sistemas de

visão por computador e IA, essenciais em operações semi-autônomas. Nesse contexto, os pneus tornam-

-se elo fundamental entre tecnologia e solo, consolidando a BKT como referência em soluções que unem

inovação, previsibilidade e eficiência.

Mais que fertilizantes,

cultivamos parcerias

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AGRIMAX V-FLECTO 4

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Fotos: divulgação BKT

24 www.referenciaflorestal.com.br



FRASES

Foto: divulgação

A decisão do TRF 4 (Tribunal Regional

Federal) vem em uma hora excelente,

porque o Estado continua sofrendo os

problemas do tarifaço imposto pelos

EUA (Estados Unidos da América)

e isso não foi resolvido ainda.

Assim ganhamos mais força para

enfrentar essa dificuldade e vemos

novamente o Paraná na vanguarda

do desenvolvimento da produção

florestal

Fabio Brun, presidente da Apre (Associação

Paranaense de Empresas de Base Florestal),

sobre decisão que manteve a autoridade do

Código Florestal no Paraná

“Após a regularização, o

proprietário comprova que

cumpre a legislação ambiental,

com áreas de preservação

permanente e remanescentes

nativos. A partir do momento

em que a análise é finalizada, o

imóvel passa a ter o status de

regularidade ambiental. Caso

exista algum passivo, o CAR

(Cadastro Ambiental Rural) indica

o que precisa ser regularizado”

“Precisamos

transformar a riqueza

natural da Amazônia

em oportunidades

sustentáveis para a nossa

população, com ciência,

tecnologia e inclusão

social”

Mauro Murara, diretor-executivo da ACR

(Associação Paranaense de Empresas Florestais),

sobre análise do CAR (Cadastro Ambiental Rural)

Helder Barbalho, governador do Pará, em seu

Tedex sobre a importância de utilizar as riquezas

brasileiras para o próprio desenvolvimento

26 www.referenciaflorestal.com.br



ENTREVISTA

Mecanização

SUSTENTÁVEL

Sustainable mechanization

Foto: Marlon Fernandes

Foto: Marlon Fernandes

LINHA DE

SILVICULTURA J DE SOUZA

SUBSOLAGEM PARA QUALQUER TERRENO, ENLEIRAMENTO

EFICIENTE, REBAIXAMENTO DE TOCOS, ELIMINAÇÃO DE

ARBUSTOS E ROÇADA PESADA.

ENTREVISTA

O

setor florestal brasileiro vive um momento de

transformação marcado pela mecanização,

pela busca por eficiência e pela crescente exigência

de sustentabilidade. Operações antes

limitadas pela topografia ou pela escassez de mão de obra

passaram a contar com soluções técnicas capazes de ampliar

escala, reduzir riscos e garantir previsibilidade. Nessa toada,

Igor Dutra de Souza, diretor florestal da Reflorestar, compartilha

sua trajetória e visão sobre os desafios e oportunidades

que moldam o futuro dos serviços florestais no país.

Igor Dutra

de Souza

ANCINHO PARA

PÁS-CARREGADEIRAS

ROÇADEIRA

TRITURADORA

FRONTAL

MULTIFUNÇÃO

T

he Brazilian Forestry Sector is undergoing a period

of transformation marked by mechanization and

the pursuit of efficiency and sustainability. Operations

that were once limited by topography or

labor shortages now depend on technical solutions

that can be scaled up, reduce risks, and ensure predictability.

In this evolving scenario, Igor Dutra de Souza, the Director of

Forestry at Reflorestar, discusses his career path and his vision

for the challenges and opportunities that will shape the future

of forestry services in Brazil.

Formado em Engenharia Agronômica e com MBA em Gestão

Empresarial pela FGV (Fundação Getulio Vargas), Igor Souza

acumula mais de 20 anos de trajetória sólida no setor florestal.

Ao longo da carreira, combinou expertise técnica com visão estratégica

para liderar operações florestais com foco em eficiência

e inovação. Possui especializações em Coaching, Inteligência

Emocional e PNL (Programação Neurolinguistica), aplicadas ao

desenvolvimento de líderes e equipes de alta performance.

Graduated in Agronomic Engineering and holding an MBA in

Business Management from FGV (Fundação Getulio Vargas),

Igor Souza has built a solid career of more than 20 years in

the Forestry Sector. Throughout his professional journey, he

has combined technical expertise with strategic vision to lead

forestry operations focused on efficiency and innovation. He also

holds specializations in Coaching, Emotional Intelligence, and

Neuro-Linguistic Programming (NLP), which he applies to the

development of leaders and high-performance teams.

SUBSOLADOR PARA

ESCAVADEIRA

MATRIZ

J de Souza Indústria Metalúrgica LTDA

BR 116 - Nº 5828, KM 247

Área Industrial

+55 49 3226 0511 I +55 49 3226 0722

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BR 116 - S/Nº, KM 247 - Área Industrial

CENTRO DE DESENVOLVIMENTO

E TESTES

SÃO JOSÉ DO CERRITO - SC

Localidade de Bom Jesus

SUBSOLADOR PARA

TRATOR AGRÍCOLA

28 www.referenciaflorestal.com.br



ENTREVISTA

>> Como se deu o início de sua carreira no setor florestal e

quais foram os maiores desafios ao virar diretor florestal da

Reflorestar?

Minha carreira no setor florestal começou no campo, muito

próxima da operação e das pessoas. Atuei inicialmente no

segmento de produção de carvão vegetal, no Vale do Jequitinhonha,

em Minas Gerais, uma região que ensina, na prática,

o valor da disciplina operacional, da eficiência e, principalmente,

do respeito à realidade de quem executa. Quando assumi

a diretoria florestal da Reflorestar, enfrentei um desafio

importante: vinha de uma visão histórica de cliente e passei a

enxergar o negócio pelo olhar de quem presta serviços. Essa

mudança ampliou minha percepção sobre gestão, riscos e

responsabilidade operacional. O maior desafio tem sido transformar

uma empresa com reputação técnica sólida e operação

robusta em uma plataforma estruturada de crescimento

sustentável, conectando estratégia, pessoas, tecnologia,

sustentabilidade e resultados. Isso exigiu amadurecimento de

governança, padronização de processos, investimentos consistentes

em mecanização e desenvolvimento humano, além

de uma evolução cultural orientada à excelência, sem perder

a essência humana do negócio.

>> E sobre as principais tendências do mercado de serviços

florestais no Brasil, especialmente em Minas Gerais e Bahia?

O mercado de serviços florestais vive uma transição clara para

operações mais mecanizadas, integradas e orientadas por

dados. Em Estados como Minas Gerais e Bahia, esse movimento

é ainda mais acelerado pela escassez de mão de obra,

pela complexidade topográfica e pela exigência crescente

dos grandes clientes por previsibilidade, segurança e sustentabilidade.

Outra tendência evidente é a busca por soluções

completas. O prestador de serviços deixa de ser apenas um

executor de atividades e passa a atuar como parceiro estratégico,

responsável por produtividade, indicadores de segurança,

compliance ambiental e estabilidade operacional ao longo

de contratos cada vez mais complexos.

>> A mecanização melhorou a eficiência e a sustentabilidade

no plantio e na colheita da Reflorestar?

A mecanização foi um divisor de águas para a Reflorestar. Ela

elevou significativamente a eficiência operacional, reduziu

a variabilidade dos processos e trouxe maior controle sobre

custos, prazos e qualidade técnica. Foi a mecanização que

viabilizou nosso ganho de escala e a expansão geográfica das

operações. Sob a ótica da sustentabilidade, os avanços são

igualmente relevantes. A mecanização reduz a exposição humana

a riscos, melhora o uso de insumos, aumenta a precisão

operacional e permite maior rastreabilidade ambiental. O

resultado são operações mais seguras, previsíveis e alinhadas

às práticas ESG exigidas pelo mercado.

>> Lembra de um case específico da Reflorestar que a mecanização

resolveu de forma impactante?

Um dos maiores desafios foi viabilizar operações mecanizadas

How did you begin your career in forestry, and what

were the biggest challenges when you became the Director

of Forestry at Reflorestar?

My career in forestry began in the field, close to the operations

and people. I initially worked in charcoal production

in the Jequitinhonha Valley, State of Minas Gerais. This

Region taught me the value of operational discipline,

efficiency, and, above all, respect for those who execute.

When I became Director of Forestry at Reflorestar, I was

faced with an important challenge. I transitioned from

a historical customer perspective to seeing the business

through the eyes of service providers. This change

broadened my perception of management, risks, and

operational responsibility. The biggest challenge has been

transforming a company with a solid technical reputation

and robust operations into a structured platform for sustainable

growth that connects strategy, people, technology,

sustainability, and results. This required maturing

governance, standardizing processes, making consistent

investments in mechanization and human development,

and fostering a cultural evolution oriented toward excellence

without losing the human essence of the business.

What are the main trends in the forestry services market

in Brazil, especially in the States of Minas Gerais and

Bahia?

The forestry services market is clearly transitioning toward

more mechanized, integrated, and data-driven operations.

In states such as Minas Gerais and Bahia, labor shortages,

topographical complexity, and the growing demand from

large customers for predictability, safety, and sustainability

are further accelerating this movement. Another clear

trend is the search for comprehensive solutions. Service

providers are no longer merely executors of activities; they

now act as strategic partners responsible for productivity,

safety indicators, environmental compliance, and operational

stability throughout increasingly complex contracts.

Has mechanization improved efficiency and sustainability

in Reflorestar’s planting and harvesting?

Mechanization was a game-changer for Reflorestar. It

significantly increased operational efficiency, reduced

process variability, and provided greater control over

costs, deadlines, and technical quality. Mechanization

enabled our gains in scale and the geographic expansion

of our operations. From a sustainability perspective, the

advances are equally relevant. It reduces human exposure

to risks, improves the use of inputs, increases operational

precision, and allows for greater environmental traceability.

The result is safer, more predictable operations aligned

with the ESG practices required by the market.

Can you recall a specific case at Reflorestar where mechanization

had a significant impact?

One of the biggest challenges was enabling mechanized

20

26

04 06

AGOSTO

30 www.referenciaflorestal.com.br



ENTREVISTA

em áreas antes consideradas críticas, seja pela declividade,

seja pela baixa disponibilidade de mão de obra. A adoção de

soluções integradas de preparo de solo, plantio, irrigação e

roçada mecanizada permitiu reduzir riscos e manter padrão

técnico mesmo em cenários extremamente desafiadores.

Mais do que resolver um problema pontual, a mecanização

trouxe escala, repetibilidade e confiabilidade às operações.

Ainda existem desafios importantes, especialmente em terrenos

declivosos, mas hoje conseguimos operar com muito mais

segurança e previsibilidade do que no passado.

>> Qual o maior obstáculo atualmente no mercado de serviços

florestais e como a Reflorestar enfrenta esse gargalo?

A escassez de mão de obra qualificada é, atualmente, o

principal gargalo do setor. A isso se soma o aumento dos

custos operacionais e a crescente complexidade regulatória.

Na Reflorestar, enfrentamos esse cenário com três pilares

bem definidos: mecanização inteligente, formação contínua

das pessoas e gestão orientada por indicadores. Investimos

fortemente em tecnologia embarcada, capacitação técnica e

comportamental e em uma cultura de disciplina operacional,

garantindo produtividade com segurança e sustentabilidade.

>> Como a mecanização permite plantar em áreas íngremes,

como na Serra da Mantiqueira, e qual foi o papel da empresa

nesse contexto?

A mecanização moderna possibilita operar em áreas íngremes

por meio de equipamentos projetados para estabilidade,

tração e controle, sempre associados a um planejamento técnico

rigoroso. A Reflorestar teve papel ativo nesse avanço ao

adaptar soluções mecanizadas à realidade topográfica brasileira,

especialmente em regiões desafiadoras como a Serra da

Mantiqueira, no Vale do Paraíba, em São Paulo. Fomos além

do que estava disponível no mercado nacional, buscando tecnologias

fora do Brasil e reforçando nosso DNA de inovação

e de busca constante por mecanização inteligente. Esse movimento

ampliou a fronteira operacional do setor, mantendo

elevados padrões de segurança e eficiência.

>> A tecnologia tem papel fundamental na busca por soluções

operacionais. Quais foram as maiores transformações

nos últimos anos?

As maiores transformações vieram da integração entre máquinas

de alta performance, automação e uso inteligente de

dados. Equipamentos multifuncionais de plantio e soluções

avançadas de roçada mecanizada mudaram completamente

a realidade das operações, permitindo acesso a áreas antes

consideradas inaptas para o plantio florestal sustentável.

Hoje, não se trata apenas de mecanizar, mas de mecanizar de

forma inteligente, sustentável e confiável, elevando o nível

das operações e da gestão no setor florestal como um todo.

>> A demanda de grandes clientes está mudando o mercado

de serviços florestais e qual estratégia a Reflorestar usa para

se destacar?

32 www.referenciaflorestal.com.br

operations in areas that were previously considered critical

due to steep slopes or low labor availability. Adopting

integrated solutions for soil preparation, planting, irrigation,

and mechanized mowing reduced risks and maintained

technical standards, even in extremely challenging

scenarios. Mechanization not only solved a specific problem

but also brought scale, repeatability, and reliability to

operations. There are still significant challenges, especially

on sloping terrain, but today, we can operate much more

safely and predictably than in the past.

What is the biggest obstacle in the forestry services

market right now, and how does Reflorestar address this

issue?

The shortage of skilled labor is the main bottleneck in

the Sector. Added to this are rising operating costs and

increasing regulatory complexity. At Reflorestar, we

address these issues with three pillars: smart mechanization,

continuous employee training, and indicator-driven

management. We invest heavily in embedded technology,

technical and behavioral training, and a culture of

operational discipline to ensure productivity, safety, and

sustainability.

How does mechanization enable planting in steep areas

such as the Mantiqueira Mountains, and what role did

the Company play in this process?

Modern mechanization enables operation on steep areas

with equipment designed for stability, traction, and

control. This is always associated with rigorous technical

planning. Reflorestar played an active role in this advancement

by adapting mechanized solutions to Brazilian

topography, particularly in challenging regions like the

Mantiqueira Mountains in the Paraíba Valley of the State

of São Paulo. We sought technologies outside Brazil to

go beyond what was available in the domestic market,

reinforcing our DNA of innovation and constant search for

intelligent mechanization. This expansion of the Sector’s

operational frontier maintains high standards of safety

and efficiency.

Technology plays a key role in finding operational solutions.

What are the biggest changes that have occurred

in recent years?

The most significant changes have come from integrating

high-performance machines, automation, and the intelligent

use of data. Multifunctional planting equipment and

advanced mechanized mowing solutions have transformed

operations by enabling access to areas previously

deemed unsuitable for sustainable forest planting. Today,

mechanization is not just about using machines; it is about

using them in an intelligent, sustainable, and reliable way.

This raises the overall level of Forestry Sector operations

and management.

MUDAS DE

Pinus taeda

TEMOS TAMBÉM

• Araucária Enxertada

Produção precoce de pinhão

• Nativas spp.

• Eucalyptus spp.

• Erva-Mate

viveiro_florestal_duffatto

BOM RETIRO - MONTE CASTELO/SC



ENTREVISTA

Os grandes clientes passaram a exigir muito mais do que execução.

Governança, previsibilidade, segurança, compliance

e visão de longo prazo se tornaram requisitos básicos. Isso

elevou o nível de exigência e profissionalização do mercado.

A estratégia da Reflorestar é se posicionar como um parceiro

confiável, com forte capacidade técnica, disciplina operacional

e investimentos consistentes. Nosso diferencial está na combinação

entre pessoas bem-preparadas, tecnologia adequada

e gestão profissional, sempre orientada à sustentabilidade do

negócio, tanto para o cliente quanto para a empresa.

>> Com o investimento de pelo menos R$ 40 milhões em

mecanização planejado para 2026, qual crescimento e quais

metas a Reflorestar espera atingir?

Esse ciclo de investimento está diretamente conectado à

nossa estratégia de crescimento estruturado. A expectativa

é ampliar a capacidade operacional, diversificar o portfólio

de soluções mecanizadas e elevar ainda mais os indicadores

de eficiência, segurança e rentabilidade. Mais do que crescer

em faturamento, nossa meta é crescer com consistência e

sustentabilidade financeira, fortalecendo contratos de longo

prazo, aumentando produtividade por ativo e consolidando a

Reflorestar como referência nacional em soluções florestais

mecanizadas.

>> Qual conselho daria para um jovem profissional que quer

entrar no setor florestal e se especializar em operações mecanizadas?

É simples: comece pelo campo, respeite as pessoas e os

processos, construa uma base técnica sólida e nunca pare

de aprender. O setor florestal precisa de profissionais disciplinados,

curiosos e abertos à tecnologia. A mecanização abre

grandes oportunidades, mas exige responsabilidade, preparo

e visão sistêmica. Quem conseguir unir conhecimento técnico,

atitude ética e compromisso com sustentabilidade terá um

futuro sólido e relevante no setor.

Demand from large customers is changing the forestry

services market. What strategy does Reflorestar use to

stand out?

Large customers now demand much more than just execution.

Governance, predictability, security, compliance, and

long-term vision have become basic requirements. These

demands have raised professionalism in the market. Reflorestar’s

strategy is to position itself as a reliable partner

with strong technical capabilities, operational discipline,

and consistent investments. Our competitive advantage

lies in our combination of well-trained personnel, appropriate

technology, and professional management, all

focused on business sustainability for both the client and

the Company.

With a planned investment of at least R$40 million in

mechanization for 2025, what growth and goals does

Reflorestar hope to achieve?

This investment cycle is directly connected to our structured

growth strategy. We expect to expand our operational

capacity, diversify our portfolio of mechanized solutions,

and increase our efficiency, safety, and profitability

indicators. Our goal is not just to grow in revenue, but to

grow consistently and sustainably. We plan to strengthen

long-term contracts, increase productivity per asset, and

consolidate Reflorestar as a national benchmark in mechanized

forestry solutions.

What advice would you give to a young professional

who wants to enter the Forestry Sector and specialize in

mechanized operations?

It is simple: Start in the field, respect people and processes,

build a solid technical foundation, and never stop

learning. The Forestry Sector needs professionals who are

disciplined, curious, and open to technology. Mechanization

opens up great opportunities, but it requires responsibility,

preparation, and a systemic vision. Those who

can combine technical knowledge, an ethical attitude,

and a commitment to sustainability will have a solid and

relevant future in the Sector.

O setor florestal precisa de profissionais disciplinados,

curiosos e abertos à tecnologia. A mecanização abre

grandes oportunidades, mas exige responsabilidade,

preparo e visão sistêmica

34 www.referenciaflorestal.com.br



COLUNA

Motores 2T:

desempenho em campo

Gabriel Berger

GB Manejo de Árvores – Educação Profissional

e Corporativa

Engenheiro Florestal e Segurança do Trabalho

gbmanejodearvores.com.br

gabriel@gbmanejodearvores.com.br

Foto: divulgação

Entenda como a escolha correta do óleo 2T e o preparo adequado da mistura

impactam diretamente a vida útil e a eficiência das máquinas

ABASE INVISÍVEL DO DESEMPENHO

NO CAMPO

Nas operações florestais e de manejo da

vegetação, máquinas com motores dois

tempos fazem parte da rotina diária. Motosserras,

motopodas, motorroçadoras e sopradores

são máquinas indispensáveis, e seu desempenho está

diretamente ligado a um fator que nem sempre recebe a

devida atenção: o óleo lubrificante 2T.

Diferentemente dos motores quatro tempos, onde

o óleo permanece em um reservatório separado, nos

motores dois tempos a lubrificação ocorre por meio da

mistura com a gasolina. Isso faz com que o lubrificante

exerça um papel fundamental e multifuncional, atuando

na redução do atrito entre os componentes internos, na

dissipação de calor e na limpeza do motor, evitando o

acúmulo de resíduos e depósitos.

NEM TODO ÓLEO 2T É IGUAL

Outro ponto importante é que os óleos 2T não são

todos iguais. Eles podem ser classificados, de forma

geral, em três tipos: mineral, semissintético e sintético.

Os óleos minerais costumam ser mais simples e indicados

para aplicações menos exigentes ou máquinas mais

antigas. Já os semissintéticos representam um equilíbrio

entre custo e desempenho, enquanto os sintéticos oferecem

maior estabilidade térmica, melhor capacidade de

lubrificação e menor formação de resíduos, sendo amplamente

utilizados em máquinas e operações mais severas.

A escolha de um óleo de qualidade adequada influencia

diretamente a eficiência e a durabilidade das

máquinas. Lubrificantes de baixa qualidade ou fora da especificação

podem provocar aumento do desgaste, perda

de potência, formação excessiva de carbonização e até

falhas prematuras do motor. Por isso, é fundamental utilizar

produtos recomendados e seguir as orientações do

fabricante do óleo, garantindo que o lubrificante atenda

às exigências de desempenho da aplicação.

adequada. Conhecer a especificação correta de cada

máquina é fundamental para evitar falhas e garantir o

melhor desempenho.

Além da proporção, o armazenamento também merece

atenção. Combustível misturado tem vida útil limitada

e pode perder suas propriedades com o tempo, especialmente

quando exposto ao calor ou à luz. Preparar

apenas a quantidade necessária para o uso e utilizar recipientes

limpos, identificados e homologados são práticas

simples que ajudam a evitar problemas operacionais.

PADRONIZAÇÃO E ORIENTAÇÃO EVITAM FALHAS

No dia a dia das equipes, muitas falhas mecânicas

atribuídas ao “desgaste natural” estão, na verdade, relacionadas

a falhas na lubrificação ou no preparo do combustível.

Por isso, a padronização de procedimentos e a

orientação dos operadores são medidas de baixo custo

que trazem impacto direto na confiabilidade das máquinas

e na produtividade das atividades.

Mais do que um insumo, o óleo 2T deve ser visto

como parte integrante da estratégia de manutenção e

desempenho operacional. Quando utilizado corretamente,

contribui para reduzir custos com reparos, minimizar

paradas não programadas e aumentar a vida útil dos

motores.

Em resumo, cuidar da lubrificação é cuidar da máquina.

Em motores dois tempos, onde tudo acontece de

forma mais intensa e simultânea, a qualidade do óleo e

as boas práticas de uso fazem toda a diferença entre uma

operação eficiente e problemas recorrentes em campo.

A PROPORÇÃO CORRETA FAZ DIFERENÇA

Outro aspecto essencial está no preparo correto da

mistura. As duas recomendações mais utilizadas são as

proporções 1:50, que corresponde a aproximadamente

20 ml de óleo para cada litro de gasolina, e 1:25, equivalente

a cerca de 40 ml por litro, exigindo maior quantidade

de óleo na mistura para garantir a lubrificação

Foto: divulgação

36 www.referenciaflorestal.com.br



PRINCIPAL

Força

em aço

Equipamentos leves e resistentes que

fortalecem o transporte florestal no Brasil

Fotos: divulgação

Strength

in Steel

Lightweight and durable

equipment that strengthens

forestry transportation in Brazil

38 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 39



PRINCIPAL

N

a década de 1970, o Brasil vivia um momento

de transformação industrial impulsionado

pelo Proálcool (Programa Nacional do Álcool).

A iniciativa governamental financiava a construção

de destilarias e a modernização de

usinas, criando um ambiente favorável para o surgimento de

empresas locais que atendiam às demandas do setor sucroalcooleiro.

Esse movimento estimulou a criação de indústrias de

serviços e equipamentos, que rapidamente ganharam espaço

no mercado nacional e internacional. Sertãozinho, interior de

São Paulo, tornou-se um polo industrial de referência, abrigando

empresas que nasceram da união entre capital de usineiros

e o conhecimento técnico de trabalhadores especializados.

Foi nesse contexto que surgiu a Sergomel Mecânica

Industrial, fundada em 1975 por Oswaldo Ilceu Gomes. A

empresa iniciou suas atividades com reformas de trucks e

adaptações de carrocerias e reboques canavieiros, atendendo

diretamente às necessidades do setor sucroalcooleiro. Com o

passar dos anos, a Sergomel ampliou sua atuação e, em 2000,

fabricou e homologou seu primeiro equipamento de transporte

canavieiro, conquistando cadastro junto à Anfir (Associação

Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários). Esse

marco consolidou a empresa como fornecedora de soluções

inovadoras e confiáveis.

Em 2004, a SSAB, siderúrgica sueca especializada em aços

de alta resistência, apresentou à Sergomel um material capaz

de superar os padrões até então utilizados no transporte de

cargas pesadas. A parceria, indicada pelo Centro de Tecnologia

Canavieira, resultou na fabricação da primeira carroceria

de cana picada com esse aço, entregue à Usina Santa Adélia

I

n the 1970s, Brazil underwent a period of industrial

transformation driven by the National Alcohol Program

(Proálcool). This Government initiative financed

the construction of distilleries and the modernization

of mills, creating a favorable environment for local

companies to emerge and meet the demands of the Sugar and

Alcohol Sector. This movement stimulated the creation of service

and equipment industries that quickly gained ground in domestic

and international markets. Sertãozinho, located in the interior of

São Paulo, became a leading industrial hub, home to companies

born from the collaboration between mill owners’ capital and

skilled workers’ technical knowledge.

Sergomel Mecânica Industrial emerged in this context, founded

in 1975 by Oswaldo Ilceu Gomes. The Company started by

renovating and adapting truck bodies and trailers for sugarcane

carriers, directly meeting the needs of the Sugar and Alcohol

Sector. Over the years, Sergomel expanded its operations. In

2000, the Company manufactured and approved its first sugarcane

transport equipment and registered with the National

Association of Road Equipment Manufacturers (Anfir). This

milestone established Sergomel as a supplier of innovative and

reliable solutions.

In 2004, SSAB, a Swedish steel company specializing in high-strength

steel, presented Sergomel with a material that exceeded

previous standards for heavy cargo transport. Recommended

by the Sugarcane Technology Center, the partnership resulted

em 2005. Esse projeto marcou a entrada da empresa como

pioneira na aplicação de aços de alta resistência no setor

sucroenergético brasileiro.

A partir desse desenvolvimento, a Sergomel consolidou

sua reputação como referência em equipamentos da chamada

Linha Leve, caracterizados por alta resistência e baixo

peso. Atualmente, a fábrica está localizada em Sertãozinho,

com capacidade produtiva de 12 unidades de implementos

florestais por dia, o equivalente a 6 Bitrens diariamente. A

empresa conta com uma equipe comercial distribuída em

todo o território nacional, oferecendo soluções completas

para o mercado florestal, incluindo treinamentos, serviços,

peças e implementos. Essa trajetória reflete a capacidade da

Sergomel de unir tradição e inovação, mantendo-se fiel ao

compromisso de fornecer equipamentos robustos e eficientes.

MERCADO FLORESTAL

Em dezembro de 2014, uma empresa do setor florestal

procurou a Sergomel em busca de um projeto capaz de otimizar

a relação entre custo e carga no transporte de toras até

as unidades de processamento. O desafio era desenvolver um

equipamento leve e resistente, características já comprovadas

pela empresa em soluções anteriores para o setor canavieiro.

A Sergomel aceitou a proposta e adaptou o conceito do

Tritrem Linha Leve, que já havia sido testado e aprovado em

operações agrícolas.

No início de 2015, o protótipo foi concluído e submetido

a testes em campo. O desempenho superou as expectativas

e, em apenas seis meses de utilização, já havia 95 unidades

comercializadas. Esse resultado marcou a entrada definitiva

da Sergomel no setor florestal, com o lançamento oficial do

equipamento na Feira Três Lagoas Florestal. O Tritrem Linha

Leve apresentou um PBTC de 12,5 toneladas, oferecendo

melhor custo-benefício e alta confiabilidade.

O sucesso do projeto consolidou a imagem da Sergomel

como fornecedora de soluções inovadoras para o transporte

florestal. A empresa passou a ser reconhecida por sua capacidade

de desenvolver equipamentos personalizados, que aliam

leveza e resistência, atendendo às necessidades específicas de

clientes e fortalecendo sua posição no mercado. Essa entrada

“Entre as configurações estão

semirreboques de 4º eixo,

bitrens, tritrens e projetos

desafiadores como pentatrem

e hexatrem florestal. Todos os

produtos são fabricados com

materiais de alta resistência,

garantindo leveza e robustez”

Vagner Gomes, diretor comercial

da Sergomel

in the manufacture of the first chopped-cane body made from

this steel, which was delivered to the Santa Adélia Plant in 2005.

This project marked Sergomel’s entry as a pioneer in applying

high-strength steels in the Brazilian Sugar and Energy Sector.

Sergomel has since consolidated its reputation as a leader

in Light Line equipment, which is characterized by high strength

and low weight. The factory is currently located in Sertãozinho

and has a production capacity of 12 forestry implements per

day, equivalent to 6 double-trailer s. Sergomel has a sales team

distributed throughout Brazil, offering complete solutions for

the forestry market, including training, services, parts, and

equipment. Sergomel’s trajectory reflects its ability to combine

tradition and innovation while remaining faithful to its commitment

to providing robust and efficient equipment.

40 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 41



PRINCIPAL

estratégica ampliou o portfólio da Sergomel e reforçou sua

vocação para atuar em segmentos que demandam eficiência

e sustentabilidade.

A experiência acumulada no setor sucroalcooleiro foi

fundamental para garantir a qualidade e a confiabilidade

dos novos equipamentos. A empresa soube transferir seu

conhecimento para o setor florestal, criando soluções que

rapidamente se tornaram referência no transporte de toras

em todo o país. Esse movimento representou uma expansão

Essa entrada estratégica

ampliou o portfólio da

Sergomel e reforçou

sua vocação para atuar

em segmentos que

demandam eficiência e

sustentabilidade

FORESTRY MARKET

In December 2014, a forestry company approached Sergomel

seeking a project that could optimize the cost-to-load

ratio for transporting logs to processing units. The challenge

was to develop lightweight yet durable equipment, a concept

the Company had already proven successful in previous

solutions for the sugarcane industry. Sergomel accepted the

proposal and adapted the Triple Trailer Light Line concept,

which had already been tested and approved for agricultural

operations.

In early 2015, the prototype was completed and subjected

to field tests. The equipment’s performance exceeded expectations,

and 95 units were sold in just six months. This marked

Sergomel’s definitive entry into the Forestry Sector with the

official launch of the equipment at the Três Lagoas Florestal

Fair. The Triple Trailer Light Line has a Total Combined Gross

Weight (TCGW) of 12.5 tons and offers high reliability and

cost-effectiveness.

The project’s success consolidated Sergomel’s image

as a supplier of innovative forestry transport solutions. The

Company became recognized for its ability to develop customized

equipment that combines lightness and strength to

meet customers’ specific needs, thereby strengthening its

position in the market. This strategic expansion of its portfolio

reinforced Sergomel’s commitment to operating in segments

demanding efficiency and sustainability.

The experience accumulated in the Sugar and Alcohol

Sector was fundamental to ensuring the quality and reliability

of the new equipment. Sergomel transferred its knowledge

to the Forestry Sector, creating solutions that quickly beca-

de mercado e a consolidação da Sergomel como protagonista

em segmentos estratégicos da economia brasileira.

AS TENDÊNCIAS DO SETOR FLORESTAL

O ano de 2026 apresenta um cenário desafiador para o

setor de florestas plantadas no Brasil. Apesar da competitividade

global, as empresas devem enfrentar margens mais

estreitas e uma crescente exigência por eficiência operacional,

transparência e sustentabilidade. Projeções econômicas indicam

crescimento moderado, com avanço de cerca de 1,6%

na economia brasileira, em meio a juros elevados e câmbio

próximo de R$ 5,70 por dólar.

Nesse contexto, a Sergomel mantém uma perspectiva

positiva de expansão. Grandes projetos em andamento reforçam

a relevância estratégica da indústria florestal no país.

Entre os investimentos previstos estão o Projeto Sucuriú da

Arauco, em Inocência (MS), com aporte de R$ 25 bilhões; a

consolidação do Projeto Cerrado da Suzano, em Ribas do Rio

Pardo (MS), com investimento de R$ 22,2 bilhões; a nova

fábrica da Bracell em Bataguassu (MS), estimada em US$ 4

bilhões; a expansão da CMPC no Rio Grande do Sul, com R$

27 bilhões até 2029; e a segunda linha da Eldorado Brasil em

Três Lagoas (MS), avaliada em R$ 25 bilhões.

Segundo Vagner Gomes, diretor comercial da Sergomel,

a meta de crescimento para 2026 é de 14%, sustentada pela

consolidação do portfólio de equipamentos para transporte

florestal. “Entre as configurações estão semirreboques de 4º

eixo, bitrens, tritrens e projetos desafiadores como pentatrem

e hexatrem florestal. Todos os produtos são fabricados com

materiais de alta resistência, garantindo leveza e robustez”,

aponta Vagner.

A estrutura dos equipamentos é projetada em aço de

alta resistência, com chassi em perfil “I” e fueiros no mesmo

material, assegurando durabilidade e menor custo de manutenção.

O sistema de freio conta com ABS/Tubeless, “S-Came”

com duas linhas de alimentação e spring-brake em um dos

eixos, oferecendo maior segurança. Essa combinação de tecnologia

e inovação reafirma o compromisso da Sergomel em

fornecer soluções que acompanham as tendências do setor e

contribuem para o fortalecimento da base florestal brasileira.

me a benchmark for log transport throughout the Country.

This represented market expansion and the consolidation of

Sergomel as a leader in strategic segments of the Brazilian

economy.

TRENDS IN THE FORESTRY SECTOR

A challenging scenario awaits the Brazilian Planted

Forest Sector in 2026. Despite their global competitiveness,

companies will likely face narrower profit margins and increasing

demands for operational efficiency, transparency,

and sustainability. Economic projections indicate moderate

growth of around 1.6% for the Brazilian economy amid high

interest rates and an exchange rate near R$5.70 per dollar.

In this context, Sergomel remains optimistic about

expansion. Major ongoing projects reinforce the strategic

importance of the forestry industry in Brazil. Planned investments

include Arauco’s Sucuriú Project in Inocência (MS),

valued at R$ 25 billion; Suzano’s consolidation of the Cerrado

Project in Ribas do Rio Pardo (MS), valued at R$ 22.2 billion;

Bracell’s new factory in Bataguassu (MS), estimated at US$ 4

billion; CMPC’s expansion in Rio Grande do Sul, valued at R$

27 billion by 2029; and Eldorado Brasil’s second line in Três

Lagoas (MS), valued at R$ 25 billion.

According to Vagner Gomes, Sergomel’s Commercial

Director, the growth target for 2026 is 14%, sustained by the

consolidation of the forestry transport equipment portfolio.

“These include 4th axle semi-trailer, double trailer, triple

trailer, and challenging projects such as forestry quintuple

trailer and sextuple trailer carriers. All products are manufactured

with high-strength materials to ensure lightness and

robustness,” Gomes points out.

The equipment’s structure is made of high-strength

steel with an “I” profile chassis and stanchions made of the

same material to ensure durability and lower maintenance

costs. The brake system features ABS/tubeless technology,

an “S-cam” with two feed lines, and spring brakes on one

axle for greater safety. This combination of technology and

innovation reaffirms Sergomel’s commitment to providing

solutions that keep pace with industry trends and strengthen

the Brazilian Forestry Sector.

42 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 43



TRANSPORTE

Tecnologia e

EFICIÊNCIA

FLORESTAL

Digitalização e inovação estão transformando

o transporte de madeira tropical em

eficiência e sustentabilidade

Fotos: divulgação

44 www.referenciaflorestal.com.br

Março 2026 45



TRANSPORTE

Adigitalização, a adoção de tecnologias e o transporte

sustentável são elementos centrais para

melhorar a eficiência das cadeias de suprimento

de madeira tropical. Essa foi a avaliação apresentada

por uma acadêmica da Universidade

Kasetsart durante um recente webinar promovido pela Itto

(Organização Internacional de Madeiras Tropicais).

No evento, a professora associada da Faculdade de

Silvicultura da Kasetsart, Nopparat Kaakkurivaara, apresentou

uma análise detalhada sobre o transporte de madeira

tropical, explorando desafios e soluções para o setor. Sua

exposição incluiu estudos de caso e práticas de referência

adotadas em outros países, oferecendo uma visão abrangente

sobre como a inovação pode transformar a logística

florestal. O webinar integrou a VI edição de uma série

dedicada ao tema da teca, criada para ampliar o compartilhamento

de conhecimento e a colaboração internacional

entre especialistas. Essa série faz parte da segunda fase

de um projeto estratégico da Itto voltado à promoção da

produção de teca e outras espécies valiosas em sistemas de

pequenos produtores e comunidades na Ásia-Pacífico e na

África Ocidental.

Em países como a Tailândia, até 90% do transporte de

madeira ocorre por rodovias, com carregamento e descarregamento

realizados de forma manual e pouco produtiva.

Esse modelo gera tempos de operação mais longos, cargas

inconsistentes, uso frequente de estradas não pavimentadas

e emissões elevadas de veículos. Embora o transporte

ferroviário e hidroviário seja utilizado em outros mercados,

na Tailândia essas alternativas são raras, sendo o transporte

por água restrito a produtos destinados à exportação. Essa

realidade mostra como a logística florestal pode impactar

diretamente custos e competitividade.

O transporte de madeira é um elo intermediário da

cadeia de suprimentos que pode representar entre 30% e

50% do custo final do produto. Ineficiências ligadas a fatores

operacionais, de infraestrutura, regulação, economia e

meio ambiente elevam os preços de mercado e afetam a di-

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TRANSPORTE

nâmica de oferta e demanda. A professora Nopparat destacou

que mesmo ganhos modestos de eficiência podem gerar

economias significativas para produtores e plantações.

As soluções apresentadas seguiram um eixo comum:

aplicar inovação e boas práticas para aumentar a eficiência

e reduzir custos. Tecnologias digitais para pesagem, planejamento

e monitoramento foram destaque nas recomendações.

Exemplos da Suécia e da Finlândia mostraram como

empresas florestais utilizam tecnologias inteligentes para

ampliar cargas úteis, simplificar processos de carregamento

e reduzir impactos ambientais.

Sistemas de rastreabilidade, como os implementados

pela Itto no Panamá, permitem medir volumes com maior

precisão por meio de dispositivos móveis e tecnologia de

escaneamento. Ferramentas como o Calibrated Route Finder

ajudam a identificar rotas mais eficientes, diminuindo

distâncias, tempo de condução, consumo de combustível e

custos de manutenção. Outras soluções desenvolvidas por

organizações como Raute e Timber Transport Forum também

foram citadas como exemplos de inovação aplicada ao

transporte florestal.

A apresentação reforçou que o transporte de madeira

não deve ser visto apenas como uma questão técnica, mas

como um componente estratégico da cadeia de suprimentos,

com impacto direto em custos, competitividade e sustentabilidade.

A mensagem final foi otimista: O futuro do

transporte é inteligente, sustentável e projetado para gerar

menos desperdício, custo e impacto ambiental.

Durante o webinar, o professor Yongyut Trisurat, também

da Universidade Kasetsart, compartilhou os principais

pontos discutidos na V Conferência Mundial da Teca, rea-

lizada em setembro de 2025 em Kerala, na Índia. Ele destacou

a relevância global da teca, cultivada em cerca de 80

países, e apresentou um panorama dos temas debatidos. O

projeto de teca da Itto, apoiado pelo governo da Alemanha

e implementado em países como Camboja, Índia, Indonésia,

Tailândia, Togo e Vietnã, teve papel de destaque nas

sessões iniciais da conferência.

Entre os resultados, foram relatadas conquistas dos

países participantes e reforçada a importância da teca

para o empoderamento comunitário e o desenvolvimento

sustentável. Outros tópicos incluíram o uso de inteligência

artificial em inventários florestais, modelos inovadores de

gestão para pequenos produtores, desafios relacionados ao

conhecimento limitado de silvicultura e as contribuições da

teca para proteção ambiental, conservação da biodiversidade

e restauração de paisagens florestais.

A inovação foi novamente central nas discussões, com

destaque para a produção de mudas de alta qualidade por

meio de cultura de tecidos, diversificação de plantações

monoculturais, uso de inteligência artificial em levantamentos

florestais e fortalecimento da capacidade técnica de

comunidades locais. Essas iniciativas reforçam o papel da

tecnologia como motor de transformação do setor.

Os palestrantes também ressaltaram como a produção

de teca contribui para o bem-estar comunitário, geração de

empregos, conservação da biodiversidade e mitigação das

mudanças climáticas.

A Itto segue ampliando oportunidades para que pequenos

produtores e comunidades tenham acesso a tecnologias

e inovações que aumentem a produtividade, reduzam

custos e apoiem a produção de teca de alta qualidade.

O webinar, em inglês, pode ser

acessado através do QR Code:

48 www.referenciaflorestal.com.br



SUSTENTABILIDADE

Emissões

AVALIADAS

Estudo em floresta de pinus vai fazer o balanço

dos GEE (gases de efeito estufa)

Fotos: divulgação

O

DDPA (Departamento de Diagnóstico e Pesquisa

Agropecuária) da Seapi (Secretaria da

Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável

e Irrigação) iniciou um estudo em uma área

de pinus no município de Mostardas (RS), na

região sul do Estado, para avaliar os efeitos dos GEE (gases

do efeito estufa). “O objetivo deste estudo é avaliar o impacto

das plantações de Pinus elliottii sobre os estoques de

carbono do solo e os fluxos de gases em solos arenosos no

subtrópico brasileiro. A realização deste trabalho visa gerar

dados específicos para as condições do Rio Grande do Sul”,

destaca o engenheiro florestal e pesquisador do DDPA, Jackson

Brilhante.

Segundo ele, a pesquisa será conduzida ao longo de um

ano e incluirá coletas mensais de GEE, carbono do solo e

produção de madeira. “Com esses dados, será possível estimar

o carbono armazenado no solo e na madeira, obtendo

assim o balanço de GEE no sistema de produção do pinus”,

garante Jackson.

O pesquisador do DDPA Bruno Lisboa, que faz parte do

grupo de pesquisa, afirma que esta região tem o solo arenoso,

bastante diferente da região norte do Estado, onde

também há o cultivo do pinus. “Dentro de algum tempo,

provavelmente um ano, vamos ter resultados específicos daquela

região a respeito do potencial da cultura do pinus em

estocar carbono, na madeira e no solo, e determinar o quanto

de equivalente em CO2 está sendo emitido pela floresta,

e o quanto está sendo armazenado no solo e nas árvores, e

então calcular o balanço de carbono no sistema”, avalia Bruno.

O estudo é similar ao que está sendo desenvolvido com

a erva-mate, no polo ervateiro da região do Vale do Alto

Taquari, mas em outra espécie florestal.

50 www.referenciaflorestal.com.br

Março 2026

51



SUSTENTABILIDADE

O presidente da Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas

Florestais), Daniel Chies, afirma que esta pesquisa

é fundamental para melhor compreensão da dinâmica de

emissão de GEE nas atividades produtivas. “Compreendemos

que pesquisas como esta permitirão demonstrar na

prática os números positivos do setor de florestas plantadas

na relação entre emissões e remoções de GEE”, destaca Daniel.

Segundo ele, outro aspecto importante é que a pesquisa

ajudará na conscientização da população, demonstrando

como a atividade produtiva de árvores cultivadas é sustentável

e renovável, desmistificando velhas e ultrapassadas

narrativas.

A pesquisa será feita em duas áreas de pinus, sendo

uma mais jovem, com cerca de 6 anos, e uma área que está

no ponto de corte, com cerca de 20 anos, além de uma área

de campo nativo para fazer a comparação entre as áreas. O

equipamento portátil utilizado para medição é o analisador

dos GEEs. As florestas plantadas são uma das tecnologias

incluídas no Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de

Carbono na Agropecuária (Plano ABC+). Até 2030, a expansão

dessas florestas no território nacional poderá contribuir

para a redução de cerca de 500 milhões de toneladas de CO2

equivalente.

O objetivo deste estudo é avaliar

o impacto das plantações de

Pinus elliottii sobre os estoques

de carbono do solo e os fluxos

de gases em solos arenosos

no subtrópico brasileiro. A

realização deste trabalho visa

gerar dados específicos para as

condições do Rio Grande do Sul

Jackson Brilhante,

pesquisador do DDPA

Compreendemos que pesquisas

como esta permitirão demonstrar

na prática os números positivos

do setor de florestas plantadas

na relação entre emissões e

remoções de GEE

Daniel Chies,

presidente da Ageflor

SILVICULTURA E

CRÉDITOS DE CARBONO

A silvicultura atua como um pilar central na geração de

créditos de carbono, capturando o carbono atmosférico por

meio do plantio de árvores e do manejo florestal sustentável.

Projetos de reflorestamento e conservação transformam

esse carbono fixado na biomassa e no solo em créditos comercializáveis,

cada um equivalente a uma tonelada de CO₂,

criando uma fonte adicional de receita para produtores e

financiando práticas de preservação.

Entre os principais mecanismos de geração de créditos

estão o Aflorestamento/Reflorestamento e o REDD+ (Redução

de Emissões por Desmatamento e Degradação). O Brasil

ocupa posição estratégica nesse cenário, com potencial para

responder por cerca de 15% dos novos créditos globais. Projetos

de manejo sustentável e recuperação de áreas degradadas,

inclusive em concessões florestais federais, utilizam

os créditos como receita complementar, unindo conservação

e retorno econômico.

O mercado regulado brasileiro ganhou força com a Lei

número 15.042/2024, que instituiu o SBCE (Sistema Brasileiro

de Comércio de Emissões). Esse sistema oficializou

o modelo cap-and-trade, em que os créditos de carbono

se tornam essenciais para compensações e para o cumprimento

de metas de redução de emissões. A confiabilidade

desses créditos depende de critérios como adicionalidade

e de monitoramento rigoroso, que assegura permanência e

integridade ambiental.

Além do sequestro de carbono, a silvicultura sustentável

gera benefícios adicionais, como a redução da pressão sobre

florestas nativas e a melhoria da biodiversidade. A certificação

de projetos é fundamental para garantir que os créditos

representem remoções reais e verificáveis, fortalecendo a

credibilidade do setor florestal no combate às mudanças climáticas.

Dessa forma, a silvicultura se posiciona como uma

atividade capaz de unir produtividade, conservação e inovação,

ampliando o papel das florestas plantadas na transição

para uma economia de baixo carbono.

52 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 53



ECONOMIA

Dados

CONSOLIDADOS

Florestas de Mato Grosso movimentaram

R$ 1,6 bilhão em 2024 e revelam potencial

de expansão da silvicultura

Fotos: divulgação

As florestas nativas e plantadas de Mato Grosso

movimentaram aproximadamente R$ 1,6 bilhão

em 2024, consolidando o setor florestal como

um dos pilares da economia verde estadual. O

Relatório da Produção Florestal de Mato Grosso,

elaborado pelo Data Hub da Sedec-MT (Secretaria de Estado

de Desenvolvimento Econômico) com base em dados do Ibge

(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que

64% desse valor vieram da extração vegetal de florestas nativas

e 36% da silvicultura. No cenário nacional, a silvicultura

responde por 84,1% da produção florestal, que somou R$

44,3 bilhões em 2024, com crescimento de 16,7% em relação

ao ano anterior. Esses números revelam a importância estratégica

do setor para o desenvolvimento econômico e ambiental

do país, além de evidenciar o papel de Mato Grosso como

protagonista na produção florestal.

A silvicultura em Mato Grosso apresentou expansão signi-

ficativa desde 2020, quando iniciou um ciclo de crescimento

que triplicou sua produção até 2023, alcançando R$ 758 milhões

e 5,45 milhões de m3 (metros cúbicos) de madeira. Em

2024, o setor registrou retração de 34%, fechando em R$ 593

milhões e 3,83 milhões de m3. A produção é composta principalmente

por lenha de eucalipto, que representa 88% do

valor, seguida por madeira em tora de outras espécies (7%),

lenha de outras espécies (4%) e madeira em tora de eucalipto

para outras finalidades (1%). Com esses números, Mato Grosso

ocupa a 11ª posição nacional em produção de florestas

plantadas. A área de florestas cultivadas chegou a 284 mil ha

(hectares), colocando o estado na oitava posição em extensão,

com 72% de eucalipto e 28% de outras espécies. Esse

cenário reforça o potencial de ampliação da base produtiva

da silvicultura nos próximos anos, especialmente diante da

crescente demanda por biomassa e madeira para diferentes

usos industriais.

54 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 55



ECONOMIA

A diversificação de mercados

e produtos pode ampliar ainda

mais a competitividade do

estado, consolidando sua posição

como fornecedor estratégico

de madeira e derivados para

diferentes regiões do mundo

Camila Bez Batti Souza,

secretária adjunta de Agronegócios,

Crédito e Energia em exercício

da Sedec

DADOS FLORESTAIS (2024-2025)

• Área cultivada: 284 mil hectares

• 72% são áreas de eucalipto

• Extração vegetal: R$ 1,04 bilhão

• Mato Grosso representa 14,36% da

produção nacional

• Exportação madereira gerou US$ 100,44

milhões

• Principal exportado: madeira teca

• Principais destinos: Índia, EUA e China

O futuro da produção florestal em Mato Grosso dependerá

da capacidade de equilibrar o uso das florestas nativas com

a expansão sustentável das áreas plantadas. A silvicultura, ao

crescer de forma planejada, pode reduzir a pressão sobre os

recursos naturais e oferecer alternativas econômicas de longo

prazo. A integração entre políticas públicas, investimentos

privados e inovação tecnológica será fundamental para que o

estado avance em direção a uma economia florestal moderna,

capaz de gerar riqueza, empregos e benefícios ambientais. O

desafio está em transformar o potencial já identificado em resultados

consistentes, ampliando a participação da silvicultura

sem comprometer a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos

das florestas nativas.

A extração vegetal de florestas nativas atingiu R$ 1,04

bilhão em 2024, posicionando Mato Grosso como o segundo

maior Estado do país nesse segmento, com 14,36% do total

nacional, atrás apenas do Pará. A madeira em tora concentrou

R$ 754 milhões, equivalente a 72% do total, seguida pela

lenha com R$ 259 milhões (25%), carvão vegetal com R$ 17

milhões (1,6%) e castanha-do-pará com R$ 10,5 milhões (1%).

Produtos como pequi, copaíba, açaí, látex, palmito e poaia

completam a pauta extrativista. Esse desempenho evidencia

que a produção baseada em áreas nativas ainda supera em

quase o dobro o valor gerado pela silvicultura no Estado, demonstrando

a força do extrativismo vegetal na economia regional.

Além da relevância econômica, a extração vegetal também

sustenta cadeias produtivas tradicionais e comunidades

que dependem diretamente da floresta para sua subsistência.

A secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia

em exercício da Sedec, Camila Bez Batti Souza, destacou que

os números reforçam a relevância atual do setor florestal e a

necessidade de ampliar a silvicultura em Mato Grosso. Para

ela, a expansão das florestas plantadas representa oportunidade

concreta de agregar valor, gerar empregos, fortalecer a

economia verde e dar mais segurança jurídica e ambiental aos

investimentos. A avaliação aponta para um caminho de equilíbrio

entre a exploração sustentável das florestas nativas e o

avanço da silvicultura, criando condições para que o Estado

se torne referência em práticas produtivas alinhadas às demandas

ambientais e sociais. Esse movimento pode contribuir

para reduzir pressões sobre áreas nativas, ao mesmo tempo

em que amplia a oferta de madeira certificada e de origem

controlada.

No comércio exterior, a exportação de madeira alcançou

US$ 100,44 milhões. A teca liderou com 58% do valor, seguida

por madeiras tropicais perfiladas (32%), outras madeiras tropicais

serradas (9%) e madeiras não coníferas perfiladas (1%).

A Índia foi o principal destino, com 43,5% de participação,

seguida pelos EUA (Estados Unidos da América, 13,67%) e

pela China (10,84%), considerando o período de janeiro a novembro

de 2025. Esses números reforçam a relevância internacional

da produção florestal mato-grossense e demonstram

o potencial de expansão da pauta exportadora.

“A diversificação de mercados e produtos pode ampliar

ainda mais a competitividade do estado, consolidando sua

posição como fornecedor estratégico de madeira e derivados

para diferentes regiões do mundo. Além disso, a presença de

Mato Grosso em mercados exigentes como os EUA (Estados

Unidos da América) e China mostra que o setor florestal estadual

tem condições de atender padrões elevados de qualidade

e sustentabilidade”, contemplou Camila.

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Março 2026 57

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ARTIGO

Desempenho de modelos de

afilamento na estimativa de

SORTIMENTOS DE

MOGNO AFRICANO

em Minas Gerais

Fotos: divulgação

ANNE GIOVANA ROCHA BARROS

UFMG (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS)

STANLEY SCHETTINO

UFMG (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS)

ADRIANA LEANDRA DE ASSIS

UFMG (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS)

CHRISTIAN DIAS CABACINHA

UFMG (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS)

ORESUMO

presente trabalho consistiu na análise

do desempenho de três modelos de

afilamento para estimativa dos sortimentos

de madeira para um plantio de

mogno-africano (Khaya spp.) no norte de

Minas Gerais. Os resultados gerados por meio do ajuste

dos modelos foram comparados através de estatística

não paramétrica com a finalidade de definir se havia diferença

estatística significativa entre eles. Os resultados

foram analisados considerando três classes de capacida-

de produtiva e duas idades de corte. A base de cubagem

indireta utilizada nos ajustes foi submetida a modelagem

dos diâmetros acima da altura comercial por meio do

modelo de Ormerod. Não houve diferenças estatísticas

entre os resultados gerados pelos modelos de Hradetzky

e Schöepfer para nenhum dos sítios em nenhuma das

idades. Já o modelo de Kozak divergiu dos demais modelos

em quase todos os cenários, com exceção do modelo

de Schöepfer em um comparativo no sítio menos produtivo

aos 20 anos.

58 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 59



ARTIGO

As funções de afilamento estão presentes em trabalhos

que realizam análise econômica e produtiva de

diversas culturas florestais. Costa et al., (2016) obteve

estatísticas de precisão satisfatórias ao ajustar diferentes

modelos de taper para um povoamento nativo de Araucaria

angustifolia (Bertol.) Kuntze. Já Schikowski et al., (2017)

comparou estimativas de sortimento e volume geradas por

RNAs (redes neurais artificias) e os modelos de Hradetzky

e Garay, alcançando resultados muito semelhantes entre

os dois métodos. Cerqueira et al., (2018) testou se os modelos

de Garay, Schöpfer, Max e Burkhart, Bi e Perez eram

adequados para emprego na estimativa de sortimento de

madeira advinda de plantios de eucalipto consorciados

com culturas agrícolas e criação animal, obtendo resultados

mais positivos a partir das equações de forma variável.

Esses trabalhos mostram a flexibilidade desse tipo de função

para serem aplicadas em diversas culturas e sistemas

produtivos, se mantendo atual frente a novas tecnologias

de mensuração.

Corinto (MG)

INTRODUÇÃO

O cenário florestal contemporâneo apresenta o Brasil

como um grande competidor no mercado de produtos

florestais, esse cenário se dá em parte pelas características

propícias de clima e solo, mas também pelo desenvolvimento

tecnológico dos setores de manejo e silvicultura

(Moreira et al., 2017). A competitividade aliada à contínua

expansão, faz com que o setor veja cada vez mais seus

investidores optando pelo plantio de madeiras comercialmente

mais valorizadas. Entre elas se destaca o mogno

africano (Khaya spp.).

As funções de afilamento ou taper são modelos matemáticos

que permitem conhecer o perfil longitudinal do

fuste de uma árvore, e, quando integralizados permitem o

cálculo do volume total ou parcial desses indivíduos. Dessa

maneira, as funções de afilamento podem ser empregadas

para os sortimentos da madeira em múltiplos produtos.

Os modelos diferem entre si pela complexidade de implementação,

quantidade de parâmetros e pela flexibilidade.

Dentre eles, se destacam os modelos de Schöepfer (1966),

Kozak et al. (1969) e Hradetzky (1976).

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60 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 61



ARTIGO

MATERIAIS E MÉTODOS

A área estudada está localizada na zona rural da cidade

de Corinto (MG), sendo um local de clima tropical com estação

seca e chuvosa bem definidas. A temperatura média

anual varia em 22°C até 28°C (graus Celsius), enquanto as

precipitações ficam entre 800 mm e 1200 mm (milímetros)

por ano.

A Fazenda Bom Retiro, propriedade onde se encontra

a área de estudo conta com uma extensão territorial de

245,96 ha, sendo 172,97 ha destinados a produção de

mogno africano. A área de produção definida para a amostragem

foi dividida em nove talhões com diferentes idades

e espaçamentos. O plantio foi submetido a medições de

IFC (Inventário Florestal Contínuo) nos anos de 2018, 2019,

2020 e 2021. Para o inventário, foram implantadas 38

parcelas circulares com 1.018 m² (metros quadrados), adotando-se

um modelo de distribuição sistemática com uma

distância de 212m entre parcelas. Durante as medições,

foram medidos o DAP de todas as árvores com auxílio de

uma fita métrica. Quanto as alturas totais, houve medição

somente das árvores das duas fileiras centrais de cada parcela

utilizando dendrômetro Criterion RD 1000.

A versão completa desse artigo

pode ser acessada em:

Comumente, a escolha do modelo a ser empregado

para o sortimento se dá por meio da comparação de

parâmetros de qualidade dos ajustes. No entanto, não é

comum o comparativo dos produtos gerados pela aplicação

dos diferentes modelos, restringindo a escolha apenas

a qualidade dos parâmetros ajustados. Essa metodologia

pode levar a escolhas equivocadas, já que não considera

uma análise estatística da quantidade de três produtos

adquiridos após a aplicação e nem a complexidade operacional

de implementação de um modelo.

Dessa maneira, o presente trabalho objetivou comparar

os produtos gerados por três modelos de afilamento

não segmentados, sendo eles o modelo de Schöepfer,

Kozak e Hradetzky em um plantio de mogno africano no

norte de Minas Gerais, a fim de determinar se há diferenças

significativas nas estimativas e de escolher o melhor

modelo para estimar o sortimento.

Esses trabalhos mostram a

flexibilidade desse tipo de função

para serem aplicadas em diversas

culturas e sistemas produtivos,

se mantendo atual frente a novas

tecnologias de mensuração

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AGENDA

AGENDA 2026

Imagem: reprodução

MARÇO

2026

JUN

2026

II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE

SENSORIAMENTO REMOTO APLICADO À

MENSURAÇÃO FLORESTAL

Expoforest Bolivia

Data: 25 a 29

Local: Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)

Informações: https://www.fexpocruz.

com.bo/feria/expoforest

MAIO

2026

O II Seminário Internacional de Sensoriamento Remoto

aplicado à Mensuração Florestal acontecerá entre 9 e 12 de

junho de 2026, no Teatro Universitário da Ufes, em Vitória

(ES), reunindo especialistas de seis países. O evento integra o

Remote Forest Brazil e terá mais de 20h (horas) de conteúdo,

com 14 palestras de universidades e empresas que discutem

metodologias inovadoras para inventários florestais apoiados

pelo sensoriamento remoto. A programação busca fortalecer

a pesquisa aplicada, promover intercâmbio científico e

ampliar o uso de tecnologias avançadas na mensuração

florestal, contribuindo para maior precisão, sustentabilidade e

competitividade do setor dos melhores trabalhos.

feira brasileira

de compostagem

Piracicaba (SP)

Local: Instituto Pecege

V Encontro Brasileiro de Segurança

Florestal

Data: 18 e 19

Local: Sete Lagoas (MG)

Informações: https://expominasflorestal.

com.br/encontrodeseguranca/

Imagem: reprodução

Mais informações:

www.composhow.com.br

Expo Minas Florestal

Data: 19 a 21

Local: Sete Lagoas (MG)

Informações:

https://expominasflorestal.com.br/

MAIO

2026

SET

2026

LIGNUM

A Lignum Latin America consolidou-se, ao longo do tempo,

como importante na transformação, beneficiamento,

preservação, energia, biomassa, uso da madeira e manejo

florestal. O evento tornou-se ponto de encontro do setor

e auge dentro da Semana Internacional da Madeira. Na

edição de 2024, a feira superou expectativas ao reunir

mais de 12 mil visitantes qualificados, vindos de 21

Estados brasileiros e 22 países, além de 165 expositores.

Os números recordes reforçaram sua relevância para

o mercado e confirmaram seu papel como espaço de

negócios e inovação.

Organização:

Divulgação:

REVISTA

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Foto: divulgação

ESPAÇO ABERTO

O papel

DO LÍDER

Por Ítalo Oliveira, bacharel em

Design, tem especializações

em gestão de projetos e

metodologias. Atua como gerente de

transformação digital da Stefanini

Brasil, empresa de consultoria.

Gestão de Projetos

em 2026: tendências,

desafios e o novo

papel do líder

Agestão de projetos nunca foi tão desafiadora e ao mesmo tempo

tão estratégica. Em 2026, não falamos mais apenas de prazos,

escopo e orçamento. Falamos de valor real, adaptação contínua,

liderança humana e decisões orientadas por dados.Projetos

deixaram de ser apenas iniciativas temporárias e passaram a ser

instrumentos centrais de transformação organizacional. E isso exige uma nova

postura de quem lidera.

1. O fim da gestão de projetos engessada

Modelos excessivamente rígidos já não acompanham a velocidade do

mercado. Em 2026, o que se consolida é a gestão adaptativa, que combina:

Práticas ágeis (Scrum, Kanban, Lean); Governança suficiente (sem burocracia

excessiva); Foco contínuo em valor e resultados de negócio. Não se trata

de escolher entre ágil ou tradicional, mas de aplicar o modelo certo para o

problema certo. O projeto não fracassa por falta de método, mas por falta de

adaptação.

2. Projetos orientados a valor (e não apenas a entregas)

Em 2026, entregar tudo o que foi planejado não é mais sinônimo de sucesso.

O verdadeiro sucesso está em responder perguntas como: Este projeto

gerou impacto real no negócio? Resolveu o problema do cliente? Trouxe

aprendizado para a organização? Cada entrega precisa estar conectada a um

resultado mensurável: aumento de receita, redução de custos, mitigação de

riscos ou melhoria da experiência. Projetos sem propósito claro tendem a

consumir energia, orçamento e pessoas — sem retorno proporcional.

3. Dados como aliados da tomada de decisão

Ferramentas de TI, dashboards em tempo real e métricas preditivas deixam

de ser diferenciais e passam a ser pré-requisitos. O gestor de projetos de

2026: Usa dados para antecipar riscos; Monitora fluxo, capacidade e gargalos;

baseia decisões em evidências, não apenas em percepção. Métricas como

lead time, throughput, previsibilidade e valor entregue ganham mais relevância

do que status reports extensos.

4. Liderança de projetos: menos controle, mais influência

O papel do gerente de projetos evoluiu. Hoje, liderar projetos é: Facilitar

decisões; promover alinhamento entre áreas; criar segurança psicológica; desenvolver

pessoas.

A autoridade não vem mais do cargo, mas da capacidade de conectar estratégia,

pessoas e execução. Em 2026, líderes de projetos que não desenvolvem

habilidades comportamentais ficam para trás.

5. Times multidisciplinares e colaboração real

Projetos bem-sucedidos não dependem de heróis individuais, mas de

times colaborativos e diversos. Isso envolve: Clareza de papéis e responsabilidades;

Comunicação transparente; Decisões compartilhadas; Diversidade

de perspectivas. Ambientes seguros produzem mais inovação, engajamento e

resultados sustentáveis.

6. O futuro da gestão de projetos já começou

A grande pergunta não é se a gestão de projetos vai mudar — ela já mudou.

A pergunta é: Você está liderando projetos para cumprir planos ou para

gerar impacto? Organizações que entendem projetos como motores de valor

saem na frente. Profissionais que se adaptam, aprendem continuamente e

colocam pessoas no centro se tornam indispensáveis

Conclusão

Gestão de projetos em 2026 é sobre equilíbrio: Estrutura e flexibilidade,

dados e sensibilidade humana, e planejamento e adaptação. Quem domina

esse equilíbrio não apenas entrega projetos — constrói futuro.

VEM AÍ!

30 de novembro - CURITIBA (PR)

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