Florestal_282 OPS
16,18,20,22,24,28,30,32,34,36,40,41,42,43,46,48,51,52,53,55,56,59,60,62,66
16,18,20,22,24,28,30,32,34,36,40,41,42,43,46,48,51,52,53,55,56,59,60,62,66
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DESTAQUE
Entrevista: Igor Dutra de Souza destaca importância da mecanização na silvicultura do país
FORÇA, RESISTÊNCIA
E EFICIÊNCIA
IMPLEMENTOS LEVES QUE CARREGAM
MAIS MADEIRA, REDUZEM CUSTOS
OPERACIONAIS E MAXIMIZAM
RESULTADOS
STRENGTH, ENDURANCE
AND EFFICIENCY
LIGHTWEIGHT IMPLEMENTS THAT CARRY
MORE WOOD REDUCE OPERATING
COSTS AND MAXIMIZE RESULTS
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FLORESTAL NO BRASIL
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SUMÁRIO
MARÇO 2026
38
FORÇA
EM AÇO
08 Editorial
10 Cartas
12 Bastidores
14 Notas
26 Frases
28 Entrevista
36 Coluna
38 Principal
44 Transporte
50 Sustentabilidade
54 Economia
58 Artigo
64 Agenda
66 Espaço Aberto
44
54
ANUNCIANTES DA EDIÇÃO
09 BKT
13 Bruno
15 Carrocerias Bachiega
65 Composhow 2026
57 D’Antonio Equipamentos
17 Denis Cimaf
02 Dinagro
19 DRV Ferramentas
33 Duffatto Viveiro Florestal
35 Engeforest
68 Envimat
07 Envu
47 ExpoMinas 2026
31 Francio Soluções Florestais
04 Himev
29 J de Souza
49 Lignum Latin America 2026
27 Máquina Solo
61 Motocana
67 Prêmio REFERÊNCIA 2026
63 RDC Agrotec
23 Rodovale
11 Rotary-Ax
37 Sergomel
21 Sparta Brasil
25 Unifertil
06 www.referenciaflorestal.com.br
EDITORIAL
Raízes do
crescimento
Planejar é semear o futuro. No setor de base florestal, cada decisão
estratégica define não apenas a produtividade, mas também a
sustentabilidade das operações. O crescimento das florestas plantadas
depende de escolhas bem estruturadas, que envolvem, desde a
seleção das espécies, até o manejo responsável e a logística eficiente.
Assim como uma árvore precisa de raízes firmes para alcançar altura,
o setor florestal precisa de planejamento sólido para expandir com
segurança e gerar resultados consistentes. O equilíbrio entre técnica,
inovação e visão de longo prazo garante que o crescimento florestal
seja contínuo, sustentável e capaz de fortalecer a economia verde,
criando valor para produtores, comunidades e para o meio ambiente.
Nessa edição, conheça as soluções de implementos para transporte
da Sergomel, informações sobre carbono na silvicultura, balanço
econômico de nossas florestas, as discussões sobre logística florestal
ao redor do mundo e uma entrevista com Igor Dutra de Souza, diretor
florestal da Reflorestar, que trata sobre a importância da mecanização
da silvicultura. Excelente leitura!
ROOTS OF GROWTH
Planning is sowing the future. In the Forest-based Sector, strategic
decisions define not only productivity but also the sustainability of operations.
The growth of planted forests hinges on well-structured choices
ranging from species selection to responsible management and efficient
logistics. Just as a tree needs strong roots to reach its full height, the
Forest-based Sector needs solid planning to expand safely and achieve
consistent results. Balancing technique, innovation, and long-term vision
ensures continuous, sustainable forest growth that strengthens
the green economy and creates value for producers, communities, and
the environment. In this edition, learn about Sergomel’s transportation
equipment solutions, carbon in forestry, the economic balance of forests,
forestry logistics worldwide, and an interview with Igor Dutra de
Souza, Director of Forestry at Reflorestar, who discusses the importance
of forestry mechanization. Pleasant reading!
EXPEDIENTE
ANO XXVIII - EDIÇÃO 282 - MARÇO 2026
Diretor Comercial / Commercial Director
Fábio Alexandre Machado
fabiomachado@revistareferencia.com.br
Diretor Executivo / Executive Director
Pedro Bartoski Jr
bartoski@revistareferencia.com.br
Redação / Writing
Vinicius Santos
jornalismo@revistareferencia.com.br
Colunista
Gabriel Dalla Costa Berger
Depto. de Criação / Graphic Design
Fabiana Tokarski - Supervisão
Aime Cristine Lima
Letícia Stefanello
criacao@revistareferencia.com.br
Tradução / Translation
John Wood Moore
Depto. Comercial / Sales Departament
Gerson Penkal
comercial@revistareferencia.com.br
fone: +55 (41) 3333-1023
Depto. de Assinaturas / Subscription
assinatura@revistareferencia.com.br
José A. Ferreira
(41) 99203-2091
2
Entrevista com Igor
Dutra de Souza,
diretor florestal da
Reflorestar
ASSINATURAS
0800 600 2038
Periodicidade Advertising
GARANTIDA GARANTEED
Veículo filiado a:
1
Na capa dessa edição a
Sergomel, com implementos
que melhoram e aceleram o
transporte florestal
Estudo em floresta de pinus vai fazer o
balanço dos gases de efeito estufa
A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product
www.referenciaflorestal.com.br
Ano XXVIII • Nº282 • Março 2026
DESTAQUE
Entrevista: Igor Dutra de Souza destaca importância da mecanização na silvicultura do país
FORÇA, RESISTÊNCIA
E EFICIÊNCIA
IMPLEMENTOS LEVES QUE CARREGAM
MAIS MADEIRA, REDUZEM CUSTOS
OPERACIONAIS E MAXIMIZAM
RESULTADOS
STRENGTH, ENDURANCE
AND EFFICIENCY
LIGHTWEIGHT IMPLEMENTS THAT CARRY
MORE WOOD REDUCE OPERATING
COSTS AND MAXIMIZE RESULTS
3
A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,
dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,
instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,
ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente
ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor
Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em
matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais
de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,
armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos
textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são
terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos
direitos autorais, exceto para fins didáticos.
Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication
directed at the producers and consumers of the good and services of the
lumberz industry, research institutions, university students, governmental
agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked
to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself
responsible for the concepts contained in the material, articles or columns
signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,
themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage
under any form or means of the texts, photographs and other intellectual
property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited
without the written authorization of the holders of the authorial rights.
FORESTMAX
FORESTMAX é o novo pneu radial da BKT para tratores, especialmente concebido para utilização na exploração florestal, mas
também pode ser utilizado em alguma soperações agrícolas específicas como triturar o solo e partir pedra. O composto do piso é
resistente a cortes e lacerações e a estrutura com cintas de aço minimiza significativamente o risco de perfurações na floresta ou
em condições de solo mais severas. Mas há mais: a sua carcaça de poliéster com múltiplas camadas e a parede lateral reforçada
foram concebidas para resistir às duras condições da exploração florestal e aos solos mais difíceis. O pneu apresenta um ombro
aberto robusto que proporciona a melhor tração e estabilidade, mesmo em terrenos acidentados e irregulares. A combinação da
resistência do piso e o design particular do ombro proporcionam excelentes propriedades de autolimpeza, além de uma longa vida
útil do pneu, fazendo do FORESTMAX o seu parceiro ideal na floresta. Escolha FORESTMAX, escolha BKT.
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Balkrishna Industries Ltd, India
Email: chetang@bkt-tires.com
Mobile: +917021000031
08 www.referenciaflorestal.com.br
CARTAS
A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product
DESTAQUE Entrevista: Fernando Castanheira Neto apresenta um panorama da silvicultura no Brasil
DO BRASIL
Capa da Edição 281 da
Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,
mês de fevereiro de 2026
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Ano XXVIII • Nº281 • Fevereiro 2026
MAIS
CONTROLE,
MENOS PERDAS
INSETICIDA CHEGA COM FOCO
EM EFICÁCIA, MANEJO SIMPLES
E PROTEÇÃO PROLONGADA
MORE CONTROL,
FEWER LOSSES
THIS INSECTICIDE ARRIVES WITH A FOCUS ON
EFFECTIVENESS, SIMPLE HANDLING,
AND LONG-LASTING PROTECTION
PARA O MUNDO
PRINCIPAL
Por Emanuel Borges, Três Lagoas (MS)
As soluções para combate as infestações florestais estão cada vez melhores.
Que isso seja mais uma ajuda para a indústria.
ENTREVISTA
Foto: divulgação
Por Renan Castro Batista, Vitória da Conquista (BA)
Um profissional do mais alto gabarito e que representa o nosso segmento
merece toda atenção sobre suas posições e trabalho. Sucesso nessa
empreitada.
MULHERES
Por Mariana Oliveira, São Paulo (SP)
As mulheres ganham espaço no setor e mostram que através de suas
capacidades conquistam um ambiente historicamente masculino.
Foto: divulgacão
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E-mails, críticas e sugestões podem ser
enviados também para redação
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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.
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BASTIDORES
Revista
PESAR
A Revista REFERÊNCIA FLORESTAL
lamenta muito pelo falecimento do
empresário Ezidio Felippi, diretor da
Felipe Diesel, parceira comercial da
Revista há anos. Nossos sentimentos
a toda família Felippi por essa perda
irreparável.
Foto: REFERÊNCIA
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ALTA
ALÍVIO NO TRANSPORTE
Os preços do diesel iniciaram fevereiro com movimento
de queda e trouxeram certo alívio para
caminhoneiros e frotistas. Segundo o IPTL (Índice
de Preços Edenred Ticket Log), o diesel comum
registrou retração de 0,32% na primeira quinzena
do mês, alcançando média nacional de R$ 6,23. Todavia,
o S-10 recuou 0,16%, comercializado por R$
6,26. De acordo com Renato Mascarenhas, diretor
de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade,
o comportamento indica um mercado mais ajustado.
“O início de fevereiro trouxe um alívio para o
bolso dos caminhoneiros. Os preços do diesel comum
e S-10 apresentaram queda, influenciada por
ajustes pontuais de mercado e diferenças regionais
de oferta”, afirma Renato.
MARÇO 2026
INDÚSTRIA DESCONFIADA
O Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial)
recuou 0,3 ponto em fevereiro, passando
de 48,5 para 48,2, segundo a CNI. O resultado
mantém os empresários há 14 meses sem confiança,
abaixo da linha de 50 pontos. A queda ocorre
após o BC (Banco Central) manter a Selic em 15%,
segunda maior taxa real de juros do mundo. O
nível elevado encarece o crédito para empresas
e consumidores, reduzindo atividade e afetando
expectativas. Para Larissa Nocko, especialista da
CNI, a política monetária mais restritiva leva os empresários
a projetar enfraquecimento da economia
e menor demanda futura.
BAIXA
Quando mobilidade é um requisito decisivo, o Thunder se destaca. Desenvolvido
para unir compactação, robustez e desempenho, é um picador que impressiona
no campo e entrega resultados consistentes, sendo a escolha ideal para operações
em florestas de pinus e eucalipto.
Equipado com motor Volvo de 469 HP, o Thunder surpreende pela capacidade
de adaptação a diferentes tipos de terreno, mantendo altos níveis de produtividade,
mesmo nas condições mais desafiadoras. Ele se destaca pela qualidade do
cavaco produzido com granulometria uniforme e baixo índices de Over e finos,
atendendo assim as demandas mais exigentes dos mercado de biomassa.
Capacidade
Produtiva
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NOTAS
Podcast REFERÊNCIA
O Podcast REFERÊNCIA contou com presenças ilustres e de
grande valor para o segmento florestal em fevereiro de 2026. No
primeiro episódio do mês estavam presentes Igor Dutra de Souza e
Humberto Godinho, respectivamente diretor florestal e proprietário
da Reflorestar, empresa se serviços florestais de Minas Gerais. O
segundo episódio teve a presença do time da SVJD Robotics empresa
focada em automação para a indústria de madeira serrada, formado
por Adir Eliseu Dias, Samuel José Dias e Arno Murara. Os programas
contaram com o apoio de Envimat, Roder, Rotary-Ax e SVJD Robotics.
Humberto Godinho começou sua participação comentando
com o início do Grupo Emília Cordeiro, que a Reflorestar faz parte.
Dando os primeiros passos no ramo da cerâmica, que tem tradição
em Minas Gerais, o consumo de lenha é muito importante e assim
começou o contato com o florestal. “Fazíamos a limpeza de áreas de
silvicultura para utilizar esse resíduo para alimentar o fogo. Passamos
a plantar eucalipto, para suprir nossas demandas de lenha
e com o tempo chegamos na Reflorestar, que através do trabalho
que começou de forma experimental e se tornou uma liderança no
grupo”, relatou Humberto
Igor de Souza chegou anos depois na Reflorestar já quando a
empresa estava estabelecida, mas trouxe com sua experiência em
gestão de pessoas uma visão focada na mecanização completa da
estrutura de operação florestal. “Ajustamos posicionamento, reestruturamos
a marca e, com o conhecimento que adquiri no trabalho em
uma multinacional, adaptei todos os padrões utilizados lá para a Reflorestar,
o que nos coloca em um patamar de controle de processos
que garante ao nosso cliente excelência em cada ação”, explicou Igor.
No outro programa, Adir Dias contou a fagulha que acendeu dentro
dele para criar a SVJD. Com 20 anos de experiência na indústria
automotiva, Adir entrou num galpão de uma indústria madeireira e
perceber todas as demandas de automação poderia resolver. “Trabalhei
com grandes empresas no mercado nacional e internacional
no automobilismo, e para a madeireira convidei o Arno para trazer a
visão dele de mercado para que as soluções sejam desenvolvidas de
acordo com demandas reais de mercado”, contou Adir.
Sobre a parte comercial da empresa Arno percebeu que a indústria
madeireira nacional está atrasada em relação aos grandes players
do mundo. “Temos mão de obra qualificada, mas muitas vezes
não temos equipamentos que atendam esse profissional”, ressalta
Arno. “O sistema robotizado garante precisão total de acordo om o
que foi pedido. Esses dados geram valor, pois evitam desperdícios na
serraria e dão controle maior de toda operação”, concluiu Samuel.
Igor Dutra de Souza, diretor florestal
da Reflorestar
Adir Eliseu Dias, da SVJD Robotics
Humberto Godinho, proprietário
da Reflorestar
Samuel José Dias, da SVJD Robotics
Os episódios completos o Leitor pode conferir
no canal do youtube da Revista REFERÊNCIA:
Arno Murara, da SVJD Robotics
Fotos: REFERÊNCIA
14 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Logística otimizada
A concessão da Rota da Celulose em Campo Grande (MS) representa um marco para os modelos rodoviários no Brasil, ao
introduzir tecnologia, flexibilidade contratual e capacidade de resposta rápida às demandas logísticas. O projeto, que abrange
seis rodovias estratégicas, surge em meio à expansão industrial impulsionada pelo setor de celulose e pelo agronegócio, reforçando
a importância da infraestrutura para o desenvolvimento regional.
Com duração de 30 anos, o contrato prevê investimentos superiores a R$ 10 bilhões, destinados principalmente à modernização
da malha viária. Diferente dos modelos tradicionais, a concessão aposta no monitoramento contínuo do tráfego,
permitindo que obras de duplicação, terceiras faixas e ampliações sejam realizadas conforme o crescimento real da circulação
de veículos, garantindo maior eficiência e competitividade.
Dados da licitação mostram que a BR-262 registrou, em março de 2023, um fluxo médio diário de 3.419 veículos, sendo
60% carros de passeio e 40% comerciais. Apesar da intensidade, apenas 101,73 km serão duplicados entre Campo Grande e
Ribas do Rio Pardo, com obras previstas para ocorrer entre 2027 e 2028, dentro do Programa de Investimentos da concessão. O
trecho duplicado terá início em frente à fábrica da Suzano, em Ribas, e seguirá até o Anel Rodoviário de Campo Grande, conectando-se
à BR-163. Como parte da extensão já é duplicada, a concessionária deverá readequar a pista, garantindo maior fluidez
e segurança ao escoamento da produção florestal e agrícola da região.
Esse modelo de concessão sinaliza uma nova etapa para a infraestrutura rodoviária brasileira, ao alinhar inovação tecnológica,
sustentabilidade e competitividade. A Rota da Celulose não apenas atende às necessidades imediatas da logística, mas
também projeta um futuro de maior integração entre indústria, agronegócio e transporte, consolidando Mato Grosso do Sul
como polo estratégico no cenário nacional e internacional.
Campo Grande
Três Lagoas
Nova Alvorada do Sul
Santa Rita do Pardo
Bataguassu
Foto: divulgação
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NOTAS
Padrão europeu
A Romênia avançou de forma significativa na digitalização do setor ambiental ao implantar um Sistema Informático
Integrado para supervisão e monitoramento de suas florestas. A iniciativa, conduzida pelo Ministério do
Ambiente, Águas e Florestas, integra o Plano Nacional de Recuperação e Resiliência, representa um investimento
estratégico na modernização da governança florestal. Com cerca de 70 mil km² de território florestal mapeados,
o país passa a contar com uma infraestrutura tecnológica capaz de fornecer dados precisos sobre cobertura
vegetal, exploração madeireira e regeneração natural, substituindo estimativas limitadas por informações concretas.
O sistema foi concebido como modelo replicável para entidades públicas e privadas, transformando a forma
de acompanhar os recursos florestais. A proposta é reduzir irregularidades e ampliar a transparência, criando
uma base sólida para políticas ambientais mais eficazes. O desenvolvimento tecnológico ficou a cargo de um consórcio
liderado pela empresa polonesa Dephos Group, que estruturou a arquitetura técnica da plataforma. O núcleo
do sistema está na coleta intensiva de dados geoespaciais por sensores LiDAR, capazes de gerar nuvens de
pontos tridimensionais detalhadas e construir um modelo 3D abrangente de todo o território florestal romeno.
O processamento dessas informações ocorre em infraestrutura de nuvem escalável, com uso de GPUs
(Unidade de Processamento Gráfico) e ferramentas como Kubernetes, Apache Spark e bibliotecas Cuda (Compute
Unified Device Architecture). Essa arquitetura permite análises distribuídas em grande escala, reduzindo o
tempo entre coleta e disponibilização dos resultados. O software automatiza tarefas que antes exigiam meses
de trabalho manual, como importação, limpeza, classificação e análise das nuvens de pontos. A partir disso, gera
modelos digitais de terreno e superfície, calcula altura das árvores, identifica áreas regeneradas ou desmatadas e
estima parâmetros estruturais das florestas.
Além de análises agregadas por polígonos florestais, o sistema fornece métricas detalhadas para cada árvore
individualmente, como altura, diâmetro, volume estimado e delimitação de copas. Também produz estatísticas
sobre área, altura média e máxima, volume de estoque e indicadores de produtividade. Com isso, a Romênia
inaugura uma nova era na gestão florestal, combinando inovação tecnológica, precisão científica e transparência
institucional. O projeto reforça o papel das florestas na economia e na sustentabilidade, posicionando o país
como referência em governança ambiental digital.
As Facas Suprema foram
projetadas para oferecer
máxima performance.
Fabricadas com aço de
ligas especiais, garantem
durabilidade, precisão e
alta produtividade para
o trabalho no campo.
SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS
Foto: divulgação
Abrindo caminho
para um horizonte
de produtividade
sem limites!
18 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
Foto: divulgação
20 www.referenciaflorestal.com.br
Contra o fogo
A Apre Florestas (Associação Paranaense de Empresas
de Base Florestal) deu início aos preparativos para a
V edição da Campanha de Prevenção e Combate aos Incêndios
Florestais. Idealizada pela entidade desde 2022,
a iniciativa é realizada em parceria com instituições públicas
e privadas e tem como foco a redução de riscos, a
proteção das áreas florestais e o fortalecimento de uma
cultura permanente de prevenção.
A reunião inicial do GT (Grupo de Trabalho), ocorrida
no início de fevereiro, congregou as principais lideranças
que integram a campanha e teve como pauta central
o balanço das ações desenvolvidas em 2025, além da
definição dos próximos passos para a campanha de
2026. O encontro também destacou a importância do
planejamento contínuo, da capacitação técnica e do
monitoramento ambiental como pilares para enfrentar
um cenário cada vez mais desafiador. Durante a apresentação
técnica, o Professor doutor Alexandre França Tetto,
da UFPR (Universidade Federal do Paraná), especialista
em prevenção e combate a incêndios florestais, trouxe
dados históricos sobre o comportamento dos incêndios
florestais no Brasil e no Paraná, nos últimos 2 anos.
Segundo ele, 2024 foi considerado um ano atípico e
alarmante, com aumento expressivo da área queimada
em praticamente todos os biomas brasileiros, inclusive
em áreas florestais que historicamente não figuravam
entre as mais afetadas. Entre janeiro e dezembro daquele
ano, mais de 30,8 milhões de ha (hectares) foram
queimados no país, um crescimento de 79% em relação
a 2023, conforme dados do MapBiomas.
Já em 2025, os números indicaram uma melhora no
cenário nacional. De acordo com dados oficiais apresentados,
o Brasil registrou queda de 65,8% nas áreas queimadas
no primeiro semestre, passando de 3,1 milhões
de ha em 2024 para cerca de 1 milhão de ha no mesmo
período de 2025. Apesar da redução, o professor ressaltou
que os dados não permitem acomodação e reforçam
a necessidade de vigilância permanente.
A campanha também deve estimular o treinamento
e capacitação de equipes, avaliação sistemática das
ações realizadas, prontidão operacional e sensibilização
das comunidades. “O fogo é um bom servo, mas um
péssimo mestre”, destacou Tetto, ao citar um provérbio
finlandês utilizado para reforçar a importância do conhecimento
técnico e do uso responsável do fogo como
prática de preservação dos meios rural e florestal.
ROBUSTEZ COM A
MELHOR EQUIPE.
BRASIL
Excelência em Trituração Florestal
S P A R T A B R . C O M
M550e-1300
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Facas ou Martelos
Discos delimitadores de corte
Dois sistemas de rotores
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NOTAS
Reunião estratégica
O governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, da reunião do Conselho
Deliberativo da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). Durante o encontro,
destacou sua admiração pela indústria de árvores cultivadas e apresentou
alguns dos principais eixos de sua gestão. Mais de 120 lideranças acompanharam
a reunião, que abordou temas como investimentos em infraestrutura,
revisão de gastos tributários e iniciativas em educação, assistência
social, segurança e saúde pública.
Na abertura do evento, Paulo Hartung, presidente executivo da Ibá,
apresentou o governador aos participantes. “O governador aprendeu com
uma velocidade impressionante e isso é uma unanimidade entre analistas
políticos e jornalistas”, afirmou Paulo. A fala reforçou a rápida adaptação
de Tarcísio ao cenário político e sua capacidade de diálogo com diferentes
setores.
O presidente do Conselho da Ibá, Horacio Lafer Piva, fez uma breve
apresentação sobre o setor florestal brasileiro e ressaltou sua relevância
econômica, social e ambiental. “O senhor já nos conhece, somos 50
empresas, nove entidades florestais, atuamos na bioeconomia, oferecendo
soluções sustentáveis. Somos um setor sem agenda oculta, plantamos 1,8
milhão de árvores por dia, empregamos mais de 2 milhões de pessoas, e
conservamos mais de 7 milhões de hectares de mata nativa. Temos muito
orgulho de fazer parte dessa indústria”, destacou.
Em sua fala, Tarcísio Freitas mencionou a relação construída com Paulo
Hartung. “Tive a oportunidade de tratar várias questões com Paulo e
pude construir com ele um laço importante”, disse. O governador também
enfatizou a atuação do setor de árvores cultivadas e ressaltou sua dimensão
social e ambiental, reconhecendo o papel estratégico da indústria na
economia e na sustentabilidade do país.
Fotos: divulgação
22 www.referenciaflorestal.com.br
NOTAS
INFORME
Tecnologia no transporte
A BKT, líder na fabricação de pneus Off-Highway, reforça seu papel estratégico no setor agrícola ao
oferecer soluções que acompanham a modernização e a evolução tecnológica das máquinas. A agricultura
é a base histórica da empresa e continua sendo o segmento em que tecnologia e mecânica avançam mais
rapidamente.
Com forte investimento em pesquisa e desenvolvimento, a BKT vê a evolução dos equipamentos
agrícolas como oportunidade para criar pneus inteligentes, integrados a sistemas de IA e agricultura de
precisão. Modelos como “AGRIMAX V-FLECTO”, “RIDEMAX IT 696” e “AGRIMAX FORCE” foram desenvolvidos
para atender às exigências dos tratores modernos, oferecendo desempenho em aplicações que vão
da lavoura em declive variável à gestão automatizada do campo. “Na nova paisagem agrícola, estamos
a assistir ao aparecimento de novas normas cada vez mais exigentes”, afirmou Piero Torassa, Diretor de
Engenharia de Campo da BKT Europe.
O “AGRIMAX V-FLECTO” combina tecnologia VF para suportar 40% mais carga com a mesma pressão
ou reduzir significativamente a pressão de enchimento, minimizando a compactação do solo e melhorando
tração e conforto. Já o “RIDEMAX IT 696” responde à necessidade de máxima estabilidade, reduzindo deformações
laterais e garantindo pegada uniforme em terrenos inclinados. Sua baixa resistência ao rolamento
diminui consumo de combustível e emissões, atendendo às prioridades atuais de eficiência energética.
Por fim, o “AGRIMAX FORCE” com tecnologia IF assegura robustez e integração, resistindo a ciclos
variáveis de carga e apoiando operações automatizadas. A estabilidade estrutural favorece sistemas de
visão por computador e IA, essenciais em operações semi-autônomas. Nesse contexto, os pneus tornam-
-se elo fundamental entre tecnologia e solo, consolidando a BKT como referência em soluções que unem
inovação, previsibilidade e eficiência.
Mais que fertilizantes,
cultivamos parcerias
de valor
AGRIMAX FORCE 8
AGRIMAX V-FLECTO 4
Nutrição Personalizada para reflorestar o futuro
unifertil.com.br | @unifertilfertilizantes
Fotos: divulgação BKT
24 www.referenciaflorestal.com.br
FRASES
Foto: divulgação
A decisão do TRF 4 (Tribunal Regional
Federal) vem em uma hora excelente,
porque o Estado continua sofrendo os
problemas do tarifaço imposto pelos
EUA (Estados Unidos da América)
e isso não foi resolvido ainda.
Assim ganhamos mais força para
enfrentar essa dificuldade e vemos
novamente o Paraná na vanguarda
do desenvolvimento da produção
florestal
Fabio Brun, presidente da Apre (Associação
Paranaense de Empresas de Base Florestal),
sobre decisão que manteve a autoridade do
Código Florestal no Paraná
“Após a regularização, o
proprietário comprova que
cumpre a legislação ambiental,
com áreas de preservação
permanente e remanescentes
nativos. A partir do momento
em que a análise é finalizada, o
imóvel passa a ter o status de
regularidade ambiental. Caso
exista algum passivo, o CAR
(Cadastro Ambiental Rural) indica
o que precisa ser regularizado”
“Precisamos
transformar a riqueza
natural da Amazônia
em oportunidades
sustentáveis para a nossa
população, com ciência,
tecnologia e inclusão
social”
Mauro Murara, diretor-executivo da ACR
(Associação Paranaense de Empresas Florestais),
sobre análise do CAR (Cadastro Ambiental Rural)
Helder Barbalho, governador do Pará, em seu
Tedex sobre a importância de utilizar as riquezas
brasileiras para o próprio desenvolvimento
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ENTREVISTA
Mecanização
SUSTENTÁVEL
Sustainable mechanization
Foto: Marlon Fernandes
Foto: Marlon Fernandes
LINHA DE
SILVICULTURA J DE SOUZA
SUBSOLAGEM PARA QUALQUER TERRENO, ENLEIRAMENTO
EFICIENTE, REBAIXAMENTO DE TOCOS, ELIMINAÇÃO DE
ARBUSTOS E ROÇADA PESADA.
ENTREVISTA
O
setor florestal brasileiro vive um momento de
transformação marcado pela mecanização,
pela busca por eficiência e pela crescente exigência
de sustentabilidade. Operações antes
limitadas pela topografia ou pela escassez de mão de obra
passaram a contar com soluções técnicas capazes de ampliar
escala, reduzir riscos e garantir previsibilidade. Nessa toada,
Igor Dutra de Souza, diretor florestal da Reflorestar, compartilha
sua trajetória e visão sobre os desafios e oportunidades
que moldam o futuro dos serviços florestais no país.
Igor Dutra
de Souza
ANCINHO PARA
PÁS-CARREGADEIRAS
ROÇADEIRA
TRITURADORA
FRONTAL
MULTIFUNÇÃO
T
he Brazilian Forestry Sector is undergoing a period
of transformation marked by mechanization and
the pursuit of efficiency and sustainability. Operations
that were once limited by topography or
labor shortages now depend on technical solutions
that can be scaled up, reduce risks, and ensure predictability.
In this evolving scenario, Igor Dutra de Souza, the Director of
Forestry at Reflorestar, discusses his career path and his vision
for the challenges and opportunities that will shape the future
of forestry services in Brazil.
Formado em Engenharia Agronômica e com MBA em Gestão
Empresarial pela FGV (Fundação Getulio Vargas), Igor Souza
acumula mais de 20 anos de trajetória sólida no setor florestal.
Ao longo da carreira, combinou expertise técnica com visão estratégica
para liderar operações florestais com foco em eficiência
e inovação. Possui especializações em Coaching, Inteligência
Emocional e PNL (Programação Neurolinguistica), aplicadas ao
desenvolvimento de líderes e equipes de alta performance.
Graduated in Agronomic Engineering and holding an MBA in
Business Management from FGV (Fundação Getulio Vargas),
Igor Souza has built a solid career of more than 20 years in
the Forestry Sector. Throughout his professional journey, he
has combined technical expertise with strategic vision to lead
forestry operations focused on efficiency and innovation. He also
holds specializations in Coaching, Emotional Intelligence, and
Neuro-Linguistic Programming (NLP), which he applies to the
development of leaders and high-performance teams.
SUBSOLADOR PARA
ESCAVADEIRA
MATRIZ
J de Souza Indústria Metalúrgica LTDA
BR 116 - Nº 5828, KM 247
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28 www.referenciaflorestal.com.br
ENTREVISTA
>> Como se deu o início de sua carreira no setor florestal e
quais foram os maiores desafios ao virar diretor florestal da
Reflorestar?
Minha carreira no setor florestal começou no campo, muito
próxima da operação e das pessoas. Atuei inicialmente no
segmento de produção de carvão vegetal, no Vale do Jequitinhonha,
em Minas Gerais, uma região que ensina, na prática,
o valor da disciplina operacional, da eficiência e, principalmente,
do respeito à realidade de quem executa. Quando assumi
a diretoria florestal da Reflorestar, enfrentei um desafio
importante: vinha de uma visão histórica de cliente e passei a
enxergar o negócio pelo olhar de quem presta serviços. Essa
mudança ampliou minha percepção sobre gestão, riscos e
responsabilidade operacional. O maior desafio tem sido transformar
uma empresa com reputação técnica sólida e operação
robusta em uma plataforma estruturada de crescimento
sustentável, conectando estratégia, pessoas, tecnologia,
sustentabilidade e resultados. Isso exigiu amadurecimento de
governança, padronização de processos, investimentos consistentes
em mecanização e desenvolvimento humano, além
de uma evolução cultural orientada à excelência, sem perder
a essência humana do negócio.
>> E sobre as principais tendências do mercado de serviços
florestais no Brasil, especialmente em Minas Gerais e Bahia?
O mercado de serviços florestais vive uma transição clara para
operações mais mecanizadas, integradas e orientadas por
dados. Em Estados como Minas Gerais e Bahia, esse movimento
é ainda mais acelerado pela escassez de mão de obra,
pela complexidade topográfica e pela exigência crescente
dos grandes clientes por previsibilidade, segurança e sustentabilidade.
Outra tendência evidente é a busca por soluções
completas. O prestador de serviços deixa de ser apenas um
executor de atividades e passa a atuar como parceiro estratégico,
responsável por produtividade, indicadores de segurança,
compliance ambiental e estabilidade operacional ao longo
de contratos cada vez mais complexos.
>> A mecanização melhorou a eficiência e a sustentabilidade
no plantio e na colheita da Reflorestar?
A mecanização foi um divisor de águas para a Reflorestar. Ela
elevou significativamente a eficiência operacional, reduziu
a variabilidade dos processos e trouxe maior controle sobre
custos, prazos e qualidade técnica. Foi a mecanização que
viabilizou nosso ganho de escala e a expansão geográfica das
operações. Sob a ótica da sustentabilidade, os avanços são
igualmente relevantes. A mecanização reduz a exposição humana
a riscos, melhora o uso de insumos, aumenta a precisão
operacional e permite maior rastreabilidade ambiental. O
resultado são operações mais seguras, previsíveis e alinhadas
às práticas ESG exigidas pelo mercado.
>> Lembra de um case específico da Reflorestar que a mecanização
resolveu de forma impactante?
Um dos maiores desafios foi viabilizar operações mecanizadas
How did you begin your career in forestry, and what
were the biggest challenges when you became the Director
of Forestry at Reflorestar?
My career in forestry began in the field, close to the operations
and people. I initially worked in charcoal production
in the Jequitinhonha Valley, State of Minas Gerais. This
Region taught me the value of operational discipline,
efficiency, and, above all, respect for those who execute.
When I became Director of Forestry at Reflorestar, I was
faced with an important challenge. I transitioned from
a historical customer perspective to seeing the business
through the eyes of service providers. This change
broadened my perception of management, risks, and
operational responsibility. The biggest challenge has been
transforming a company with a solid technical reputation
and robust operations into a structured platform for sustainable
growth that connects strategy, people, technology,
sustainability, and results. This required maturing
governance, standardizing processes, making consistent
investments in mechanization and human development,
and fostering a cultural evolution oriented toward excellence
without losing the human essence of the business.
What are the main trends in the forestry services market
in Brazil, especially in the States of Minas Gerais and
Bahia?
The forestry services market is clearly transitioning toward
more mechanized, integrated, and data-driven operations.
In states such as Minas Gerais and Bahia, labor shortages,
topographical complexity, and the growing demand from
large customers for predictability, safety, and sustainability
are further accelerating this movement. Another clear
trend is the search for comprehensive solutions. Service
providers are no longer merely executors of activities; they
now act as strategic partners responsible for productivity,
safety indicators, environmental compliance, and operational
stability throughout increasingly complex contracts.
Has mechanization improved efficiency and sustainability
in Reflorestar’s planting and harvesting?
Mechanization was a game-changer for Reflorestar. It
significantly increased operational efficiency, reduced
process variability, and provided greater control over
costs, deadlines, and technical quality. Mechanization
enabled our gains in scale and the geographic expansion
of our operations. From a sustainability perspective, the
advances are equally relevant. It reduces human exposure
to risks, improves the use of inputs, increases operational
precision, and allows for greater environmental traceability.
The result is safer, more predictable operations aligned
with the ESG practices required by the market.
Can you recall a specific case at Reflorestar where mechanization
had a significant impact?
One of the biggest challenges was enabling mechanized
20
26
04 06
AGOSTO
30 www.referenciaflorestal.com.br
ENTREVISTA
em áreas antes consideradas críticas, seja pela declividade,
seja pela baixa disponibilidade de mão de obra. A adoção de
soluções integradas de preparo de solo, plantio, irrigação e
roçada mecanizada permitiu reduzir riscos e manter padrão
técnico mesmo em cenários extremamente desafiadores.
Mais do que resolver um problema pontual, a mecanização
trouxe escala, repetibilidade e confiabilidade às operações.
Ainda existem desafios importantes, especialmente em terrenos
declivosos, mas hoje conseguimos operar com muito mais
segurança e previsibilidade do que no passado.
>> Qual o maior obstáculo atualmente no mercado de serviços
florestais e como a Reflorestar enfrenta esse gargalo?
A escassez de mão de obra qualificada é, atualmente, o
principal gargalo do setor. A isso se soma o aumento dos
custos operacionais e a crescente complexidade regulatória.
Na Reflorestar, enfrentamos esse cenário com três pilares
bem definidos: mecanização inteligente, formação contínua
das pessoas e gestão orientada por indicadores. Investimos
fortemente em tecnologia embarcada, capacitação técnica e
comportamental e em uma cultura de disciplina operacional,
garantindo produtividade com segurança e sustentabilidade.
>> Como a mecanização permite plantar em áreas íngremes,
como na Serra da Mantiqueira, e qual foi o papel da empresa
nesse contexto?
A mecanização moderna possibilita operar em áreas íngremes
por meio de equipamentos projetados para estabilidade,
tração e controle, sempre associados a um planejamento técnico
rigoroso. A Reflorestar teve papel ativo nesse avanço ao
adaptar soluções mecanizadas à realidade topográfica brasileira,
especialmente em regiões desafiadoras como a Serra da
Mantiqueira, no Vale do Paraíba, em São Paulo. Fomos além
do que estava disponível no mercado nacional, buscando tecnologias
fora do Brasil e reforçando nosso DNA de inovação
e de busca constante por mecanização inteligente. Esse movimento
ampliou a fronteira operacional do setor, mantendo
elevados padrões de segurança e eficiência.
>> A tecnologia tem papel fundamental na busca por soluções
operacionais. Quais foram as maiores transformações
nos últimos anos?
As maiores transformações vieram da integração entre máquinas
de alta performance, automação e uso inteligente de
dados. Equipamentos multifuncionais de plantio e soluções
avançadas de roçada mecanizada mudaram completamente
a realidade das operações, permitindo acesso a áreas antes
consideradas inaptas para o plantio florestal sustentável.
Hoje, não se trata apenas de mecanizar, mas de mecanizar de
forma inteligente, sustentável e confiável, elevando o nível
das operações e da gestão no setor florestal como um todo.
>> A demanda de grandes clientes está mudando o mercado
de serviços florestais e qual estratégia a Reflorestar usa para
se destacar?
32 www.referenciaflorestal.com.br
operations in areas that were previously considered critical
due to steep slopes or low labor availability. Adopting
integrated solutions for soil preparation, planting, irrigation,
and mechanized mowing reduced risks and maintained
technical standards, even in extremely challenging
scenarios. Mechanization not only solved a specific problem
but also brought scale, repeatability, and reliability to
operations. There are still significant challenges, especially
on sloping terrain, but today, we can operate much more
safely and predictably than in the past.
What is the biggest obstacle in the forestry services
market right now, and how does Reflorestar address this
issue?
The shortage of skilled labor is the main bottleneck in
the Sector. Added to this are rising operating costs and
increasing regulatory complexity. At Reflorestar, we
address these issues with three pillars: smart mechanization,
continuous employee training, and indicator-driven
management. We invest heavily in embedded technology,
technical and behavioral training, and a culture of
operational discipline to ensure productivity, safety, and
sustainability.
How does mechanization enable planting in steep areas
such as the Mantiqueira Mountains, and what role did
the Company play in this process?
Modern mechanization enables operation on steep areas
with equipment designed for stability, traction, and
control. This is always associated with rigorous technical
planning. Reflorestar played an active role in this advancement
by adapting mechanized solutions to Brazilian
topography, particularly in challenging regions like the
Mantiqueira Mountains in the Paraíba Valley of the State
of São Paulo. We sought technologies outside Brazil to
go beyond what was available in the domestic market,
reinforcing our DNA of innovation and constant search for
intelligent mechanization. This expansion of the Sector’s
operational frontier maintains high standards of safety
and efficiency.
Technology plays a key role in finding operational solutions.
What are the biggest changes that have occurred
in recent years?
The most significant changes have come from integrating
high-performance machines, automation, and the intelligent
use of data. Multifunctional planting equipment and
advanced mechanized mowing solutions have transformed
operations by enabling access to areas previously
deemed unsuitable for sustainable forest planting. Today,
mechanization is not just about using machines; it is about
using them in an intelligent, sustainable, and reliable way.
This raises the overall level of Forestry Sector operations
and management.
MUDAS DE
Pinus taeda
TEMOS TAMBÉM
• Araucária Enxertada
Produção precoce de pinhão
• Nativas spp.
• Eucalyptus spp.
• Erva-Mate
viveiro_florestal_duffatto
BOM RETIRO - MONTE CASTELO/SC
ENTREVISTA
Os grandes clientes passaram a exigir muito mais do que execução.
Governança, previsibilidade, segurança, compliance
e visão de longo prazo se tornaram requisitos básicos. Isso
elevou o nível de exigência e profissionalização do mercado.
A estratégia da Reflorestar é se posicionar como um parceiro
confiável, com forte capacidade técnica, disciplina operacional
e investimentos consistentes. Nosso diferencial está na combinação
entre pessoas bem-preparadas, tecnologia adequada
e gestão profissional, sempre orientada à sustentabilidade do
negócio, tanto para o cliente quanto para a empresa.
>> Com o investimento de pelo menos R$ 40 milhões em
mecanização planejado para 2026, qual crescimento e quais
metas a Reflorestar espera atingir?
Esse ciclo de investimento está diretamente conectado à
nossa estratégia de crescimento estruturado. A expectativa
é ampliar a capacidade operacional, diversificar o portfólio
de soluções mecanizadas e elevar ainda mais os indicadores
de eficiência, segurança e rentabilidade. Mais do que crescer
em faturamento, nossa meta é crescer com consistência e
sustentabilidade financeira, fortalecendo contratos de longo
prazo, aumentando produtividade por ativo e consolidando a
Reflorestar como referência nacional em soluções florestais
mecanizadas.
>> Qual conselho daria para um jovem profissional que quer
entrar no setor florestal e se especializar em operações mecanizadas?
É simples: comece pelo campo, respeite as pessoas e os
processos, construa uma base técnica sólida e nunca pare
de aprender. O setor florestal precisa de profissionais disciplinados,
curiosos e abertos à tecnologia. A mecanização abre
grandes oportunidades, mas exige responsabilidade, preparo
e visão sistêmica. Quem conseguir unir conhecimento técnico,
atitude ética e compromisso com sustentabilidade terá um
futuro sólido e relevante no setor.
Demand from large customers is changing the forestry
services market. What strategy does Reflorestar use to
stand out?
Large customers now demand much more than just execution.
Governance, predictability, security, compliance, and
long-term vision have become basic requirements. These
demands have raised professionalism in the market. Reflorestar’s
strategy is to position itself as a reliable partner
with strong technical capabilities, operational discipline,
and consistent investments. Our competitive advantage
lies in our combination of well-trained personnel, appropriate
technology, and professional management, all
focused on business sustainability for both the client and
the Company.
With a planned investment of at least R$40 million in
mechanization for 2025, what growth and goals does
Reflorestar hope to achieve?
This investment cycle is directly connected to our structured
growth strategy. We expect to expand our operational
capacity, diversify our portfolio of mechanized solutions,
and increase our efficiency, safety, and profitability
indicators. Our goal is not just to grow in revenue, but to
grow consistently and sustainably. We plan to strengthen
long-term contracts, increase productivity per asset, and
consolidate Reflorestar as a national benchmark in mechanized
forestry solutions.
What advice would you give to a young professional
who wants to enter the Forestry Sector and specialize in
mechanized operations?
It is simple: Start in the field, respect people and processes,
build a solid technical foundation, and never stop
learning. The Forestry Sector needs professionals who are
disciplined, curious, and open to technology. Mechanization
opens up great opportunities, but it requires responsibility,
preparation, and a systemic vision. Those who
can combine technical knowledge, an ethical attitude,
and a commitment to sustainability will have a solid and
relevant future in the Sector.
O setor florestal precisa de profissionais disciplinados,
curiosos e abertos à tecnologia. A mecanização abre
grandes oportunidades, mas exige responsabilidade,
preparo e visão sistêmica
34 www.referenciaflorestal.com.br
COLUNA
Motores 2T:
desempenho em campo
Gabriel Berger
GB Manejo de Árvores – Educação Profissional
e Corporativa
Engenheiro Florestal e Segurança do Trabalho
gbmanejodearvores.com.br
gabriel@gbmanejodearvores.com.br
Foto: divulgação
Entenda como a escolha correta do óleo 2T e o preparo adequado da mistura
impactam diretamente a vida útil e a eficiência das máquinas
ABASE INVISÍVEL DO DESEMPENHO
NO CAMPO
Nas operações florestais e de manejo da
vegetação, máquinas com motores dois
tempos fazem parte da rotina diária. Motosserras,
motopodas, motorroçadoras e sopradores
são máquinas indispensáveis, e seu desempenho está
diretamente ligado a um fator que nem sempre recebe a
devida atenção: o óleo lubrificante 2T.
Diferentemente dos motores quatro tempos, onde
o óleo permanece em um reservatório separado, nos
motores dois tempos a lubrificação ocorre por meio da
mistura com a gasolina. Isso faz com que o lubrificante
exerça um papel fundamental e multifuncional, atuando
na redução do atrito entre os componentes internos, na
dissipação de calor e na limpeza do motor, evitando o
acúmulo de resíduos e depósitos.
NEM TODO ÓLEO 2T É IGUAL
Outro ponto importante é que os óleos 2T não são
todos iguais. Eles podem ser classificados, de forma
geral, em três tipos: mineral, semissintético e sintético.
Os óleos minerais costumam ser mais simples e indicados
para aplicações menos exigentes ou máquinas mais
antigas. Já os semissintéticos representam um equilíbrio
entre custo e desempenho, enquanto os sintéticos oferecem
maior estabilidade térmica, melhor capacidade de
lubrificação e menor formação de resíduos, sendo amplamente
utilizados em máquinas e operações mais severas.
A escolha de um óleo de qualidade adequada influencia
diretamente a eficiência e a durabilidade das
máquinas. Lubrificantes de baixa qualidade ou fora da especificação
podem provocar aumento do desgaste, perda
de potência, formação excessiva de carbonização e até
falhas prematuras do motor. Por isso, é fundamental utilizar
produtos recomendados e seguir as orientações do
fabricante do óleo, garantindo que o lubrificante atenda
às exigências de desempenho da aplicação.
adequada. Conhecer a especificação correta de cada
máquina é fundamental para evitar falhas e garantir o
melhor desempenho.
Além da proporção, o armazenamento também merece
atenção. Combustível misturado tem vida útil limitada
e pode perder suas propriedades com o tempo, especialmente
quando exposto ao calor ou à luz. Preparar
apenas a quantidade necessária para o uso e utilizar recipientes
limpos, identificados e homologados são práticas
simples que ajudam a evitar problemas operacionais.
PADRONIZAÇÃO E ORIENTAÇÃO EVITAM FALHAS
No dia a dia das equipes, muitas falhas mecânicas
atribuídas ao “desgaste natural” estão, na verdade, relacionadas
a falhas na lubrificação ou no preparo do combustível.
Por isso, a padronização de procedimentos e a
orientação dos operadores são medidas de baixo custo
que trazem impacto direto na confiabilidade das máquinas
e na produtividade das atividades.
Mais do que um insumo, o óleo 2T deve ser visto
como parte integrante da estratégia de manutenção e
desempenho operacional. Quando utilizado corretamente,
contribui para reduzir custos com reparos, minimizar
paradas não programadas e aumentar a vida útil dos
motores.
Em resumo, cuidar da lubrificação é cuidar da máquina.
Em motores dois tempos, onde tudo acontece de
forma mais intensa e simultânea, a qualidade do óleo e
as boas práticas de uso fazem toda a diferença entre uma
operação eficiente e problemas recorrentes em campo.
A PROPORÇÃO CORRETA FAZ DIFERENÇA
Outro aspecto essencial está no preparo correto da
mistura. As duas recomendações mais utilizadas são as
proporções 1:50, que corresponde a aproximadamente
20 ml de óleo para cada litro de gasolina, e 1:25, equivalente
a cerca de 40 ml por litro, exigindo maior quantidade
de óleo na mistura para garantir a lubrificação
Foto: divulgação
36 www.referenciaflorestal.com.br
PRINCIPAL
Força
em aço
Equipamentos leves e resistentes que
fortalecem o transporte florestal no Brasil
Fotos: divulgação
Strength
in Steel
Lightweight and durable
equipment that strengthens
forestry transportation in Brazil
38 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 39
PRINCIPAL
N
a década de 1970, o Brasil vivia um momento
de transformação industrial impulsionado
pelo Proálcool (Programa Nacional do Álcool).
A iniciativa governamental financiava a construção
de destilarias e a modernização de
usinas, criando um ambiente favorável para o surgimento de
empresas locais que atendiam às demandas do setor sucroalcooleiro.
Esse movimento estimulou a criação de indústrias de
serviços e equipamentos, que rapidamente ganharam espaço
no mercado nacional e internacional. Sertãozinho, interior de
São Paulo, tornou-se um polo industrial de referência, abrigando
empresas que nasceram da união entre capital de usineiros
e o conhecimento técnico de trabalhadores especializados.
Foi nesse contexto que surgiu a Sergomel Mecânica
Industrial, fundada em 1975 por Oswaldo Ilceu Gomes. A
empresa iniciou suas atividades com reformas de trucks e
adaptações de carrocerias e reboques canavieiros, atendendo
diretamente às necessidades do setor sucroalcooleiro. Com o
passar dos anos, a Sergomel ampliou sua atuação e, em 2000,
fabricou e homologou seu primeiro equipamento de transporte
canavieiro, conquistando cadastro junto à Anfir (Associação
Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários). Esse
marco consolidou a empresa como fornecedora de soluções
inovadoras e confiáveis.
Em 2004, a SSAB, siderúrgica sueca especializada em aços
de alta resistência, apresentou à Sergomel um material capaz
de superar os padrões até então utilizados no transporte de
cargas pesadas. A parceria, indicada pelo Centro de Tecnologia
Canavieira, resultou na fabricação da primeira carroceria
de cana picada com esse aço, entregue à Usina Santa Adélia
I
n the 1970s, Brazil underwent a period of industrial
transformation driven by the National Alcohol Program
(Proálcool). This Government initiative financed
the construction of distilleries and the modernization
of mills, creating a favorable environment for local
companies to emerge and meet the demands of the Sugar and
Alcohol Sector. This movement stimulated the creation of service
and equipment industries that quickly gained ground in domestic
and international markets. Sertãozinho, located in the interior of
São Paulo, became a leading industrial hub, home to companies
born from the collaboration between mill owners’ capital and
skilled workers’ technical knowledge.
Sergomel Mecânica Industrial emerged in this context, founded
in 1975 by Oswaldo Ilceu Gomes. The Company started by
renovating and adapting truck bodies and trailers for sugarcane
carriers, directly meeting the needs of the Sugar and Alcohol
Sector. Over the years, Sergomel expanded its operations. In
2000, the Company manufactured and approved its first sugarcane
transport equipment and registered with the National
Association of Road Equipment Manufacturers (Anfir). This
milestone established Sergomel as a supplier of innovative and
reliable solutions.
In 2004, SSAB, a Swedish steel company specializing in high-strength
steel, presented Sergomel with a material that exceeded
previous standards for heavy cargo transport. Recommended
by the Sugarcane Technology Center, the partnership resulted
em 2005. Esse projeto marcou a entrada da empresa como
pioneira na aplicação de aços de alta resistência no setor
sucroenergético brasileiro.
A partir desse desenvolvimento, a Sergomel consolidou
sua reputação como referência em equipamentos da chamada
Linha Leve, caracterizados por alta resistência e baixo
peso. Atualmente, a fábrica está localizada em Sertãozinho,
com capacidade produtiva de 12 unidades de implementos
florestais por dia, o equivalente a 6 Bitrens diariamente. A
empresa conta com uma equipe comercial distribuída em
todo o território nacional, oferecendo soluções completas
para o mercado florestal, incluindo treinamentos, serviços,
peças e implementos. Essa trajetória reflete a capacidade da
Sergomel de unir tradição e inovação, mantendo-se fiel ao
compromisso de fornecer equipamentos robustos e eficientes.
MERCADO FLORESTAL
Em dezembro de 2014, uma empresa do setor florestal
procurou a Sergomel em busca de um projeto capaz de otimizar
a relação entre custo e carga no transporte de toras até
as unidades de processamento. O desafio era desenvolver um
equipamento leve e resistente, características já comprovadas
pela empresa em soluções anteriores para o setor canavieiro.
A Sergomel aceitou a proposta e adaptou o conceito do
Tritrem Linha Leve, que já havia sido testado e aprovado em
operações agrícolas.
No início de 2015, o protótipo foi concluído e submetido
a testes em campo. O desempenho superou as expectativas
e, em apenas seis meses de utilização, já havia 95 unidades
comercializadas. Esse resultado marcou a entrada definitiva
da Sergomel no setor florestal, com o lançamento oficial do
equipamento na Feira Três Lagoas Florestal. O Tritrem Linha
Leve apresentou um PBTC de 12,5 toneladas, oferecendo
melhor custo-benefício e alta confiabilidade.
O sucesso do projeto consolidou a imagem da Sergomel
como fornecedora de soluções inovadoras para o transporte
florestal. A empresa passou a ser reconhecida por sua capacidade
de desenvolver equipamentos personalizados, que aliam
leveza e resistência, atendendo às necessidades específicas de
clientes e fortalecendo sua posição no mercado. Essa entrada
“Entre as configurações estão
semirreboques de 4º eixo,
bitrens, tritrens e projetos
desafiadores como pentatrem
e hexatrem florestal. Todos os
produtos são fabricados com
materiais de alta resistência,
garantindo leveza e robustez”
Vagner Gomes, diretor comercial
da Sergomel
in the manufacture of the first chopped-cane body made from
this steel, which was delivered to the Santa Adélia Plant in 2005.
This project marked Sergomel’s entry as a pioneer in applying
high-strength steels in the Brazilian Sugar and Energy Sector.
Sergomel has since consolidated its reputation as a leader
in Light Line equipment, which is characterized by high strength
and low weight. The factory is currently located in Sertãozinho
and has a production capacity of 12 forestry implements per
day, equivalent to 6 double-trailer s. Sergomel has a sales team
distributed throughout Brazil, offering complete solutions for
the forestry market, including training, services, parts, and
equipment. Sergomel’s trajectory reflects its ability to combine
tradition and innovation while remaining faithful to its commitment
to providing robust and efficient equipment.
40 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 41
PRINCIPAL
estratégica ampliou o portfólio da Sergomel e reforçou sua
vocação para atuar em segmentos que demandam eficiência
e sustentabilidade.
A experiência acumulada no setor sucroalcooleiro foi
fundamental para garantir a qualidade e a confiabilidade
dos novos equipamentos. A empresa soube transferir seu
conhecimento para o setor florestal, criando soluções que
rapidamente se tornaram referência no transporte de toras
em todo o país. Esse movimento representou uma expansão
Essa entrada estratégica
ampliou o portfólio da
Sergomel e reforçou
sua vocação para atuar
em segmentos que
demandam eficiência e
sustentabilidade
FORESTRY MARKET
In December 2014, a forestry company approached Sergomel
seeking a project that could optimize the cost-to-load
ratio for transporting logs to processing units. The challenge
was to develop lightweight yet durable equipment, a concept
the Company had already proven successful in previous
solutions for the sugarcane industry. Sergomel accepted the
proposal and adapted the Triple Trailer Light Line concept,
which had already been tested and approved for agricultural
operations.
In early 2015, the prototype was completed and subjected
to field tests. The equipment’s performance exceeded expectations,
and 95 units were sold in just six months. This marked
Sergomel’s definitive entry into the Forestry Sector with the
official launch of the equipment at the Três Lagoas Florestal
Fair. The Triple Trailer Light Line has a Total Combined Gross
Weight (TCGW) of 12.5 tons and offers high reliability and
cost-effectiveness.
The project’s success consolidated Sergomel’s image
as a supplier of innovative forestry transport solutions. The
Company became recognized for its ability to develop customized
equipment that combines lightness and strength to
meet customers’ specific needs, thereby strengthening its
position in the market. This strategic expansion of its portfolio
reinforced Sergomel’s commitment to operating in segments
demanding efficiency and sustainability.
The experience accumulated in the Sugar and Alcohol
Sector was fundamental to ensuring the quality and reliability
of the new equipment. Sergomel transferred its knowledge
to the Forestry Sector, creating solutions that quickly beca-
de mercado e a consolidação da Sergomel como protagonista
em segmentos estratégicos da economia brasileira.
AS TENDÊNCIAS DO SETOR FLORESTAL
O ano de 2026 apresenta um cenário desafiador para o
setor de florestas plantadas no Brasil. Apesar da competitividade
global, as empresas devem enfrentar margens mais
estreitas e uma crescente exigência por eficiência operacional,
transparência e sustentabilidade. Projeções econômicas indicam
crescimento moderado, com avanço de cerca de 1,6%
na economia brasileira, em meio a juros elevados e câmbio
próximo de R$ 5,70 por dólar.
Nesse contexto, a Sergomel mantém uma perspectiva
positiva de expansão. Grandes projetos em andamento reforçam
a relevância estratégica da indústria florestal no país.
Entre os investimentos previstos estão o Projeto Sucuriú da
Arauco, em Inocência (MS), com aporte de R$ 25 bilhões; a
consolidação do Projeto Cerrado da Suzano, em Ribas do Rio
Pardo (MS), com investimento de R$ 22,2 bilhões; a nova
fábrica da Bracell em Bataguassu (MS), estimada em US$ 4
bilhões; a expansão da CMPC no Rio Grande do Sul, com R$
27 bilhões até 2029; e a segunda linha da Eldorado Brasil em
Três Lagoas (MS), avaliada em R$ 25 bilhões.
Segundo Vagner Gomes, diretor comercial da Sergomel,
a meta de crescimento para 2026 é de 14%, sustentada pela
consolidação do portfólio de equipamentos para transporte
florestal. “Entre as configurações estão semirreboques de 4º
eixo, bitrens, tritrens e projetos desafiadores como pentatrem
e hexatrem florestal. Todos os produtos são fabricados com
materiais de alta resistência, garantindo leveza e robustez”,
aponta Vagner.
A estrutura dos equipamentos é projetada em aço de
alta resistência, com chassi em perfil “I” e fueiros no mesmo
material, assegurando durabilidade e menor custo de manutenção.
O sistema de freio conta com ABS/Tubeless, “S-Came”
com duas linhas de alimentação e spring-brake em um dos
eixos, oferecendo maior segurança. Essa combinação de tecnologia
e inovação reafirma o compromisso da Sergomel em
fornecer soluções que acompanham as tendências do setor e
contribuem para o fortalecimento da base florestal brasileira.
me a benchmark for log transport throughout the Country.
This represented market expansion and the consolidation of
Sergomel as a leader in strategic segments of the Brazilian
economy.
TRENDS IN THE FORESTRY SECTOR
A challenging scenario awaits the Brazilian Planted
Forest Sector in 2026. Despite their global competitiveness,
companies will likely face narrower profit margins and increasing
demands for operational efficiency, transparency,
and sustainability. Economic projections indicate moderate
growth of around 1.6% for the Brazilian economy amid high
interest rates and an exchange rate near R$5.70 per dollar.
In this context, Sergomel remains optimistic about
expansion. Major ongoing projects reinforce the strategic
importance of the forestry industry in Brazil. Planned investments
include Arauco’s Sucuriú Project in Inocência (MS),
valued at R$ 25 billion; Suzano’s consolidation of the Cerrado
Project in Ribas do Rio Pardo (MS), valued at R$ 22.2 billion;
Bracell’s new factory in Bataguassu (MS), estimated at US$ 4
billion; CMPC’s expansion in Rio Grande do Sul, valued at R$
27 billion by 2029; and Eldorado Brasil’s second line in Três
Lagoas (MS), valued at R$ 25 billion.
According to Vagner Gomes, Sergomel’s Commercial
Director, the growth target for 2026 is 14%, sustained by the
consolidation of the forestry transport equipment portfolio.
“These include 4th axle semi-trailer, double trailer, triple
trailer, and challenging projects such as forestry quintuple
trailer and sextuple trailer carriers. All products are manufactured
with high-strength materials to ensure lightness and
robustness,” Gomes points out.
The equipment’s structure is made of high-strength
steel with an “I” profile chassis and stanchions made of the
same material to ensure durability and lower maintenance
costs. The brake system features ABS/tubeless technology,
an “S-cam” with two feed lines, and spring brakes on one
axle for greater safety. This combination of technology and
innovation reaffirms Sergomel’s commitment to providing
solutions that keep pace with industry trends and strengthen
the Brazilian Forestry Sector.
42 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 43
TRANSPORTE
Tecnologia e
EFICIÊNCIA
FLORESTAL
Digitalização e inovação estão transformando
o transporte de madeira tropical em
eficiência e sustentabilidade
Fotos: divulgação
44 www.referenciaflorestal.com.br
Março 2026 45
TRANSPORTE
Adigitalização, a adoção de tecnologias e o transporte
sustentável são elementos centrais para
melhorar a eficiência das cadeias de suprimento
de madeira tropical. Essa foi a avaliação apresentada
por uma acadêmica da Universidade
Kasetsart durante um recente webinar promovido pela Itto
(Organização Internacional de Madeiras Tropicais).
No evento, a professora associada da Faculdade de
Silvicultura da Kasetsart, Nopparat Kaakkurivaara, apresentou
uma análise detalhada sobre o transporte de madeira
tropical, explorando desafios e soluções para o setor. Sua
exposição incluiu estudos de caso e práticas de referência
adotadas em outros países, oferecendo uma visão abrangente
sobre como a inovação pode transformar a logística
florestal. O webinar integrou a VI edição de uma série
dedicada ao tema da teca, criada para ampliar o compartilhamento
de conhecimento e a colaboração internacional
entre especialistas. Essa série faz parte da segunda fase
de um projeto estratégico da Itto voltado à promoção da
produção de teca e outras espécies valiosas em sistemas de
pequenos produtores e comunidades na Ásia-Pacífico e na
África Ocidental.
Em países como a Tailândia, até 90% do transporte de
madeira ocorre por rodovias, com carregamento e descarregamento
realizados de forma manual e pouco produtiva.
Esse modelo gera tempos de operação mais longos, cargas
inconsistentes, uso frequente de estradas não pavimentadas
e emissões elevadas de veículos. Embora o transporte
ferroviário e hidroviário seja utilizado em outros mercados,
na Tailândia essas alternativas são raras, sendo o transporte
por água restrito a produtos destinados à exportação. Essa
realidade mostra como a logística florestal pode impactar
diretamente custos e competitividade.
O transporte de madeira é um elo intermediário da
cadeia de suprimentos que pode representar entre 30% e
50% do custo final do produto. Ineficiências ligadas a fatores
operacionais, de infraestrutura, regulação, economia e
meio ambiente elevam os preços de mercado e afetam a di-
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46 www.referenciaflorestal.com.br
TRANSPORTE
nâmica de oferta e demanda. A professora Nopparat destacou
que mesmo ganhos modestos de eficiência podem gerar
economias significativas para produtores e plantações.
As soluções apresentadas seguiram um eixo comum:
aplicar inovação e boas práticas para aumentar a eficiência
e reduzir custos. Tecnologias digitais para pesagem, planejamento
e monitoramento foram destaque nas recomendações.
Exemplos da Suécia e da Finlândia mostraram como
empresas florestais utilizam tecnologias inteligentes para
ampliar cargas úteis, simplificar processos de carregamento
e reduzir impactos ambientais.
Sistemas de rastreabilidade, como os implementados
pela Itto no Panamá, permitem medir volumes com maior
precisão por meio de dispositivos móveis e tecnologia de
escaneamento. Ferramentas como o Calibrated Route Finder
ajudam a identificar rotas mais eficientes, diminuindo
distâncias, tempo de condução, consumo de combustível e
custos de manutenção. Outras soluções desenvolvidas por
organizações como Raute e Timber Transport Forum também
foram citadas como exemplos de inovação aplicada ao
transporte florestal.
A apresentação reforçou que o transporte de madeira
não deve ser visto apenas como uma questão técnica, mas
como um componente estratégico da cadeia de suprimentos,
com impacto direto em custos, competitividade e sustentabilidade.
A mensagem final foi otimista: O futuro do
transporte é inteligente, sustentável e projetado para gerar
menos desperdício, custo e impacto ambiental.
Durante o webinar, o professor Yongyut Trisurat, também
da Universidade Kasetsart, compartilhou os principais
pontos discutidos na V Conferência Mundial da Teca, rea-
lizada em setembro de 2025 em Kerala, na Índia. Ele destacou
a relevância global da teca, cultivada em cerca de 80
países, e apresentou um panorama dos temas debatidos. O
projeto de teca da Itto, apoiado pelo governo da Alemanha
e implementado em países como Camboja, Índia, Indonésia,
Tailândia, Togo e Vietnã, teve papel de destaque nas
sessões iniciais da conferência.
Entre os resultados, foram relatadas conquistas dos
países participantes e reforçada a importância da teca
para o empoderamento comunitário e o desenvolvimento
sustentável. Outros tópicos incluíram o uso de inteligência
artificial em inventários florestais, modelos inovadores de
gestão para pequenos produtores, desafios relacionados ao
conhecimento limitado de silvicultura e as contribuições da
teca para proteção ambiental, conservação da biodiversidade
e restauração de paisagens florestais.
A inovação foi novamente central nas discussões, com
destaque para a produção de mudas de alta qualidade por
meio de cultura de tecidos, diversificação de plantações
monoculturais, uso de inteligência artificial em levantamentos
florestais e fortalecimento da capacidade técnica de
comunidades locais. Essas iniciativas reforçam o papel da
tecnologia como motor de transformação do setor.
Os palestrantes também ressaltaram como a produção
de teca contribui para o bem-estar comunitário, geração de
empregos, conservação da biodiversidade e mitigação das
mudanças climáticas.
A Itto segue ampliando oportunidades para que pequenos
produtores e comunidades tenham acesso a tecnologias
e inovações que aumentem a produtividade, reduzam
custos e apoiem a produção de teca de alta qualidade.
O webinar, em inglês, pode ser
acessado através do QR Code:
48 www.referenciaflorestal.com.br
SUSTENTABILIDADE
Emissões
AVALIADAS
Estudo em floresta de pinus vai fazer o balanço
dos GEE (gases de efeito estufa)
Fotos: divulgação
O
DDPA (Departamento de Diagnóstico e Pesquisa
Agropecuária) da Seapi (Secretaria da
Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável
e Irrigação) iniciou um estudo em uma área
de pinus no município de Mostardas (RS), na
região sul do Estado, para avaliar os efeitos dos GEE (gases
do efeito estufa). “O objetivo deste estudo é avaliar o impacto
das plantações de Pinus elliottii sobre os estoques de
carbono do solo e os fluxos de gases em solos arenosos no
subtrópico brasileiro. A realização deste trabalho visa gerar
dados específicos para as condições do Rio Grande do Sul”,
destaca o engenheiro florestal e pesquisador do DDPA, Jackson
Brilhante.
Segundo ele, a pesquisa será conduzida ao longo de um
ano e incluirá coletas mensais de GEE, carbono do solo e
produção de madeira. “Com esses dados, será possível estimar
o carbono armazenado no solo e na madeira, obtendo
assim o balanço de GEE no sistema de produção do pinus”,
garante Jackson.
O pesquisador do DDPA Bruno Lisboa, que faz parte do
grupo de pesquisa, afirma que esta região tem o solo arenoso,
bastante diferente da região norte do Estado, onde
também há o cultivo do pinus. “Dentro de algum tempo,
provavelmente um ano, vamos ter resultados específicos daquela
região a respeito do potencial da cultura do pinus em
estocar carbono, na madeira e no solo, e determinar o quanto
de equivalente em CO2 está sendo emitido pela floresta,
e o quanto está sendo armazenado no solo e nas árvores, e
então calcular o balanço de carbono no sistema”, avalia Bruno.
O estudo é similar ao que está sendo desenvolvido com
a erva-mate, no polo ervateiro da região do Vale do Alto
Taquari, mas em outra espécie florestal.
50 www.referenciaflorestal.com.br
Março 2026
51
SUSTENTABILIDADE
O presidente da Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas
Florestais), Daniel Chies, afirma que esta pesquisa
é fundamental para melhor compreensão da dinâmica de
emissão de GEE nas atividades produtivas. “Compreendemos
que pesquisas como esta permitirão demonstrar na
prática os números positivos do setor de florestas plantadas
na relação entre emissões e remoções de GEE”, destaca Daniel.
Segundo ele, outro aspecto importante é que a pesquisa
ajudará na conscientização da população, demonstrando
como a atividade produtiva de árvores cultivadas é sustentável
e renovável, desmistificando velhas e ultrapassadas
narrativas.
A pesquisa será feita em duas áreas de pinus, sendo
uma mais jovem, com cerca de 6 anos, e uma área que está
no ponto de corte, com cerca de 20 anos, além de uma área
de campo nativo para fazer a comparação entre as áreas. O
equipamento portátil utilizado para medição é o analisador
dos GEEs. As florestas plantadas são uma das tecnologias
incluídas no Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de
Carbono na Agropecuária (Plano ABC+). Até 2030, a expansão
dessas florestas no território nacional poderá contribuir
para a redução de cerca de 500 milhões de toneladas de CO2
equivalente.
O objetivo deste estudo é avaliar
o impacto das plantações de
Pinus elliottii sobre os estoques
de carbono do solo e os fluxos
de gases em solos arenosos
no subtrópico brasileiro. A
realização deste trabalho visa
gerar dados específicos para as
condições do Rio Grande do Sul
Jackson Brilhante,
pesquisador do DDPA
Compreendemos que pesquisas
como esta permitirão demonstrar
na prática os números positivos
do setor de florestas plantadas
na relação entre emissões e
remoções de GEE
Daniel Chies,
presidente da Ageflor
SILVICULTURA E
CRÉDITOS DE CARBONO
A silvicultura atua como um pilar central na geração de
créditos de carbono, capturando o carbono atmosférico por
meio do plantio de árvores e do manejo florestal sustentável.
Projetos de reflorestamento e conservação transformam
esse carbono fixado na biomassa e no solo em créditos comercializáveis,
cada um equivalente a uma tonelada de CO₂,
criando uma fonte adicional de receita para produtores e
financiando práticas de preservação.
Entre os principais mecanismos de geração de créditos
estão o Aflorestamento/Reflorestamento e o REDD+ (Redução
de Emissões por Desmatamento e Degradação). O Brasil
ocupa posição estratégica nesse cenário, com potencial para
responder por cerca de 15% dos novos créditos globais. Projetos
de manejo sustentável e recuperação de áreas degradadas,
inclusive em concessões florestais federais, utilizam
os créditos como receita complementar, unindo conservação
e retorno econômico.
O mercado regulado brasileiro ganhou força com a Lei
número 15.042/2024, que instituiu o SBCE (Sistema Brasileiro
de Comércio de Emissões). Esse sistema oficializou
o modelo cap-and-trade, em que os créditos de carbono
se tornam essenciais para compensações e para o cumprimento
de metas de redução de emissões. A confiabilidade
desses créditos depende de critérios como adicionalidade
e de monitoramento rigoroso, que assegura permanência e
integridade ambiental.
Além do sequestro de carbono, a silvicultura sustentável
gera benefícios adicionais, como a redução da pressão sobre
florestas nativas e a melhoria da biodiversidade. A certificação
de projetos é fundamental para garantir que os créditos
representem remoções reais e verificáveis, fortalecendo a
credibilidade do setor florestal no combate às mudanças climáticas.
Dessa forma, a silvicultura se posiciona como uma
atividade capaz de unir produtividade, conservação e inovação,
ampliando o papel das florestas plantadas na transição
para uma economia de baixo carbono.
52 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 53
ECONOMIA
Dados
CONSOLIDADOS
Florestas de Mato Grosso movimentaram
R$ 1,6 bilhão em 2024 e revelam potencial
de expansão da silvicultura
Fotos: divulgação
As florestas nativas e plantadas de Mato Grosso
movimentaram aproximadamente R$ 1,6 bilhão
em 2024, consolidando o setor florestal como
um dos pilares da economia verde estadual. O
Relatório da Produção Florestal de Mato Grosso,
elaborado pelo Data Hub da Sedec-MT (Secretaria de Estado
de Desenvolvimento Econômico) com base em dados do Ibge
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que
64% desse valor vieram da extração vegetal de florestas nativas
e 36% da silvicultura. No cenário nacional, a silvicultura
responde por 84,1% da produção florestal, que somou R$
44,3 bilhões em 2024, com crescimento de 16,7% em relação
ao ano anterior. Esses números revelam a importância estratégica
do setor para o desenvolvimento econômico e ambiental
do país, além de evidenciar o papel de Mato Grosso como
protagonista na produção florestal.
A silvicultura em Mato Grosso apresentou expansão signi-
ficativa desde 2020, quando iniciou um ciclo de crescimento
que triplicou sua produção até 2023, alcançando R$ 758 milhões
e 5,45 milhões de m3 (metros cúbicos) de madeira. Em
2024, o setor registrou retração de 34%, fechando em R$ 593
milhões e 3,83 milhões de m3. A produção é composta principalmente
por lenha de eucalipto, que representa 88% do
valor, seguida por madeira em tora de outras espécies (7%),
lenha de outras espécies (4%) e madeira em tora de eucalipto
para outras finalidades (1%). Com esses números, Mato Grosso
ocupa a 11ª posição nacional em produção de florestas
plantadas. A área de florestas cultivadas chegou a 284 mil ha
(hectares), colocando o estado na oitava posição em extensão,
com 72% de eucalipto e 28% de outras espécies. Esse
cenário reforça o potencial de ampliação da base produtiva
da silvicultura nos próximos anos, especialmente diante da
crescente demanda por biomassa e madeira para diferentes
usos industriais.
54 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 55
ECONOMIA
A diversificação de mercados
e produtos pode ampliar ainda
mais a competitividade do
estado, consolidando sua posição
como fornecedor estratégico
de madeira e derivados para
diferentes regiões do mundo
Camila Bez Batti Souza,
secretária adjunta de Agronegócios,
Crédito e Energia em exercício
da Sedec
DADOS FLORESTAIS (2024-2025)
• Área cultivada: 284 mil hectares
• 72% são áreas de eucalipto
• Extração vegetal: R$ 1,04 bilhão
• Mato Grosso representa 14,36% da
produção nacional
• Exportação madereira gerou US$ 100,44
milhões
• Principal exportado: madeira teca
• Principais destinos: Índia, EUA e China
O futuro da produção florestal em Mato Grosso dependerá
da capacidade de equilibrar o uso das florestas nativas com
a expansão sustentável das áreas plantadas. A silvicultura, ao
crescer de forma planejada, pode reduzir a pressão sobre os
recursos naturais e oferecer alternativas econômicas de longo
prazo. A integração entre políticas públicas, investimentos
privados e inovação tecnológica será fundamental para que o
estado avance em direção a uma economia florestal moderna,
capaz de gerar riqueza, empregos e benefícios ambientais. O
desafio está em transformar o potencial já identificado em resultados
consistentes, ampliando a participação da silvicultura
sem comprometer a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos
das florestas nativas.
A extração vegetal de florestas nativas atingiu R$ 1,04
bilhão em 2024, posicionando Mato Grosso como o segundo
maior Estado do país nesse segmento, com 14,36% do total
nacional, atrás apenas do Pará. A madeira em tora concentrou
R$ 754 milhões, equivalente a 72% do total, seguida pela
lenha com R$ 259 milhões (25%), carvão vegetal com R$ 17
milhões (1,6%) e castanha-do-pará com R$ 10,5 milhões (1%).
Produtos como pequi, copaíba, açaí, látex, palmito e poaia
completam a pauta extrativista. Esse desempenho evidencia
que a produção baseada em áreas nativas ainda supera em
quase o dobro o valor gerado pela silvicultura no Estado, demonstrando
a força do extrativismo vegetal na economia regional.
Além da relevância econômica, a extração vegetal também
sustenta cadeias produtivas tradicionais e comunidades
que dependem diretamente da floresta para sua subsistência.
A secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia
em exercício da Sedec, Camila Bez Batti Souza, destacou que
os números reforçam a relevância atual do setor florestal e a
necessidade de ampliar a silvicultura em Mato Grosso. Para
ela, a expansão das florestas plantadas representa oportunidade
concreta de agregar valor, gerar empregos, fortalecer a
economia verde e dar mais segurança jurídica e ambiental aos
investimentos. A avaliação aponta para um caminho de equilíbrio
entre a exploração sustentável das florestas nativas e o
avanço da silvicultura, criando condições para que o Estado
se torne referência em práticas produtivas alinhadas às demandas
ambientais e sociais. Esse movimento pode contribuir
para reduzir pressões sobre áreas nativas, ao mesmo tempo
em que amplia a oferta de madeira certificada e de origem
controlada.
No comércio exterior, a exportação de madeira alcançou
US$ 100,44 milhões. A teca liderou com 58% do valor, seguida
por madeiras tropicais perfiladas (32%), outras madeiras tropicais
serradas (9%) e madeiras não coníferas perfiladas (1%).
A Índia foi o principal destino, com 43,5% de participação,
seguida pelos EUA (Estados Unidos da América, 13,67%) e
pela China (10,84%), considerando o período de janeiro a novembro
de 2025. Esses números reforçam a relevância internacional
da produção florestal mato-grossense e demonstram
o potencial de expansão da pauta exportadora.
“A diversificação de mercados e produtos pode ampliar
ainda mais a competitividade do estado, consolidando sua
posição como fornecedor estratégico de madeira e derivados
para diferentes regiões do mundo. Além disso, a presença de
Mato Grosso em mercados exigentes como os EUA (Estados
Unidos da América) e China mostra que o setor florestal estadual
tem condições de atender padrões elevados de qualidade
e sustentabilidade”, contemplou Camila.
Disco de corte para Feller
• Disco de Corte para Feller
conforme modelo ou amostra,
fabricado em aço de alta
qualidade;
• Discos com encaixe para
utilização de até 20
ferramentas, conforme
diâmetro externo do disco;
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central de acordo com
padrão do cabeçote;
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Março 2026 57
Usinagem
Caldeiraria
Soldagem
ARTIGO
Desempenho de modelos de
afilamento na estimativa de
SORTIMENTOS DE
MOGNO AFRICANO
em Minas Gerais
Fotos: divulgação
ANNE GIOVANA ROCHA BARROS
UFMG (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS)
STANLEY SCHETTINO
UFMG (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS)
ADRIANA LEANDRA DE ASSIS
UFMG (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS)
CHRISTIAN DIAS CABACINHA
UFMG (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS)
ORESUMO
presente trabalho consistiu na análise
do desempenho de três modelos de
afilamento para estimativa dos sortimentos
de madeira para um plantio de
mogno-africano (Khaya spp.) no norte de
Minas Gerais. Os resultados gerados por meio do ajuste
dos modelos foram comparados através de estatística
não paramétrica com a finalidade de definir se havia diferença
estatística significativa entre eles. Os resultados
foram analisados considerando três classes de capacida-
de produtiva e duas idades de corte. A base de cubagem
indireta utilizada nos ajustes foi submetida a modelagem
dos diâmetros acima da altura comercial por meio do
modelo de Ormerod. Não houve diferenças estatísticas
entre os resultados gerados pelos modelos de Hradetzky
e Schöepfer para nenhum dos sítios em nenhuma das
idades. Já o modelo de Kozak divergiu dos demais modelos
em quase todos os cenários, com exceção do modelo
de Schöepfer em um comparativo no sítio menos produtivo
aos 20 anos.
58 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 59
ARTIGO
As funções de afilamento estão presentes em trabalhos
que realizam análise econômica e produtiva de
diversas culturas florestais. Costa et al., (2016) obteve
estatísticas de precisão satisfatórias ao ajustar diferentes
modelos de taper para um povoamento nativo de Araucaria
angustifolia (Bertol.) Kuntze. Já Schikowski et al., (2017)
comparou estimativas de sortimento e volume geradas por
RNAs (redes neurais artificias) e os modelos de Hradetzky
e Garay, alcançando resultados muito semelhantes entre
os dois métodos. Cerqueira et al., (2018) testou se os modelos
de Garay, Schöpfer, Max e Burkhart, Bi e Perez eram
adequados para emprego na estimativa de sortimento de
madeira advinda de plantios de eucalipto consorciados
com culturas agrícolas e criação animal, obtendo resultados
mais positivos a partir das equações de forma variável.
Esses trabalhos mostram a flexibilidade desse tipo de função
para serem aplicadas em diversas culturas e sistemas
produtivos, se mantendo atual frente a novas tecnologias
de mensuração.
Corinto (MG)
INTRODUÇÃO
O cenário florestal contemporâneo apresenta o Brasil
como um grande competidor no mercado de produtos
florestais, esse cenário se dá em parte pelas características
propícias de clima e solo, mas também pelo desenvolvimento
tecnológico dos setores de manejo e silvicultura
(Moreira et al., 2017). A competitividade aliada à contínua
expansão, faz com que o setor veja cada vez mais seus
investidores optando pelo plantio de madeiras comercialmente
mais valorizadas. Entre elas se destaca o mogno
africano (Khaya spp.).
As funções de afilamento ou taper são modelos matemáticos
que permitem conhecer o perfil longitudinal do
fuste de uma árvore, e, quando integralizados permitem o
cálculo do volume total ou parcial desses indivíduos. Dessa
maneira, as funções de afilamento podem ser empregadas
para os sortimentos da madeira em múltiplos produtos.
Os modelos diferem entre si pela complexidade de implementação,
quantidade de parâmetros e pela flexibilidade.
Dentre eles, se destacam os modelos de Schöepfer (1966),
Kozak et al. (1969) e Hradetzky (1976).
AUTOCARREGÁVEL
MKF 8075
FORÇA, ALCANCE E CONTROLE PARA
OPERAÇÕES FLORESTAIS EXIGENTES.
GIRO CONTÍNUO DE 360°
ALCANCE VERTICALL 10,0 M
ALCANCE HORIZONTALL 7,5 M
MOMENTO DE CARGAA 8.000 KGF.M
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VERSÁTIL E COM APLICAÇÃO EM
CAMINHÃO, TRATOR OU BASE FIXA.
SAIBA MAISS
MKF 8075
SE O DESAFIO É FLORESTAL, A RESPOSTA É MOTOCANA.
60 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 61
ARTIGO
MATERIAIS E MÉTODOS
A área estudada está localizada na zona rural da cidade
de Corinto (MG), sendo um local de clima tropical com estação
seca e chuvosa bem definidas. A temperatura média
anual varia em 22°C até 28°C (graus Celsius), enquanto as
precipitações ficam entre 800 mm e 1200 mm (milímetros)
por ano.
A Fazenda Bom Retiro, propriedade onde se encontra
a área de estudo conta com uma extensão territorial de
245,96 ha, sendo 172,97 ha destinados a produção de
mogno africano. A área de produção definida para a amostragem
foi dividida em nove talhões com diferentes idades
e espaçamentos. O plantio foi submetido a medições de
IFC (Inventário Florestal Contínuo) nos anos de 2018, 2019,
2020 e 2021. Para o inventário, foram implantadas 38
parcelas circulares com 1.018 m² (metros quadrados), adotando-se
um modelo de distribuição sistemática com uma
distância de 212m entre parcelas. Durante as medições,
foram medidos o DAP de todas as árvores com auxílio de
uma fita métrica. Quanto as alturas totais, houve medição
somente das árvores das duas fileiras centrais de cada parcela
utilizando dendrômetro Criterion RD 1000.
A versão completa desse artigo
pode ser acessada em:
Comumente, a escolha do modelo a ser empregado
para o sortimento se dá por meio da comparação de
parâmetros de qualidade dos ajustes. No entanto, não é
comum o comparativo dos produtos gerados pela aplicação
dos diferentes modelos, restringindo a escolha apenas
a qualidade dos parâmetros ajustados. Essa metodologia
pode levar a escolhas equivocadas, já que não considera
uma análise estatística da quantidade de três produtos
adquiridos após a aplicação e nem a complexidade operacional
de implementação de um modelo.
Dessa maneira, o presente trabalho objetivou comparar
os produtos gerados por três modelos de afilamento
não segmentados, sendo eles o modelo de Schöepfer,
Kozak e Hradetzky em um plantio de mogno africano no
norte de Minas Gerais, a fim de determinar se há diferenças
significativas nas estimativas e de escolher o melhor
modelo para estimar o sortimento.
Esses trabalhos mostram a
flexibilidade desse tipo de função
para serem aplicadas em diversas
culturas e sistemas produtivos,
se mantendo atual frente a novas
tecnologias de mensuração
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62 www.referenciaflorestal.com.br Março 2026 63
AGENDA
AGENDA 2026
Imagem: reprodução
MARÇO
2026
JUN
2026
II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE
SENSORIAMENTO REMOTO APLICADO À
MENSURAÇÃO FLORESTAL
Expoforest Bolivia
Data: 25 a 29
Local: Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)
Informações: https://www.fexpocruz.
com.bo/feria/expoforest
MAIO
2026
O II Seminário Internacional de Sensoriamento Remoto
aplicado à Mensuração Florestal acontecerá entre 9 e 12 de
junho de 2026, no Teatro Universitário da Ufes, em Vitória
(ES), reunindo especialistas de seis países. O evento integra o
Remote Forest Brazil e terá mais de 20h (horas) de conteúdo,
com 14 palestras de universidades e empresas que discutem
metodologias inovadoras para inventários florestais apoiados
pelo sensoriamento remoto. A programação busca fortalecer
a pesquisa aplicada, promover intercâmbio científico e
ampliar o uso de tecnologias avançadas na mensuração
florestal, contribuindo para maior precisão, sustentabilidade e
competitividade do setor dos melhores trabalhos.
feira brasileira
de compostagem
Piracicaba (SP)
Local: Instituto Pecege
V Encontro Brasileiro de Segurança
Florestal
Data: 18 e 19
Local: Sete Lagoas (MG)
Informações: https://expominasflorestal.
com.br/encontrodeseguranca/
Imagem: reprodução
Mais informações:
www.composhow.com.br
Expo Minas Florestal
Data: 19 a 21
Local: Sete Lagoas (MG)
Informações:
https://expominasflorestal.com.br/
MAIO
2026
SET
2026
LIGNUM
A Lignum Latin America consolidou-se, ao longo do tempo,
como importante na transformação, beneficiamento,
preservação, energia, biomassa, uso da madeira e manejo
florestal. O evento tornou-se ponto de encontro do setor
e auge dentro da Semana Internacional da Madeira. Na
edição de 2024, a feira superou expectativas ao reunir
mais de 12 mil visitantes qualificados, vindos de 21
Estados brasileiros e 22 países, além de 165 expositores.
Os números recordes reforçaram sua relevância para
o mercado e confirmaram seu papel como espaço de
negócios e inovação.
Organização:
Divulgação:
REVISTA
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ESPAÇO ABERTO
O papel
DO LÍDER
Por Ítalo Oliveira, bacharel em
Design, tem especializações
em gestão de projetos e
metodologias. Atua como gerente de
transformação digital da Stefanini
Brasil, empresa de consultoria.
Gestão de Projetos
em 2026: tendências,
desafios e o novo
papel do líder
Agestão de projetos nunca foi tão desafiadora e ao mesmo tempo
tão estratégica. Em 2026, não falamos mais apenas de prazos,
escopo e orçamento. Falamos de valor real, adaptação contínua,
liderança humana e decisões orientadas por dados.Projetos
deixaram de ser apenas iniciativas temporárias e passaram a ser
instrumentos centrais de transformação organizacional. E isso exige uma nova
postura de quem lidera.
1. O fim da gestão de projetos engessada
Modelos excessivamente rígidos já não acompanham a velocidade do
mercado. Em 2026, o que se consolida é a gestão adaptativa, que combina:
Práticas ágeis (Scrum, Kanban, Lean); Governança suficiente (sem burocracia
excessiva); Foco contínuo em valor e resultados de negócio. Não se trata
de escolher entre ágil ou tradicional, mas de aplicar o modelo certo para o
problema certo. O projeto não fracassa por falta de método, mas por falta de
adaptação.
2. Projetos orientados a valor (e não apenas a entregas)
Em 2026, entregar tudo o que foi planejado não é mais sinônimo de sucesso.
O verdadeiro sucesso está em responder perguntas como: Este projeto
gerou impacto real no negócio? Resolveu o problema do cliente? Trouxe
aprendizado para a organização? Cada entrega precisa estar conectada a um
resultado mensurável: aumento de receita, redução de custos, mitigação de
riscos ou melhoria da experiência. Projetos sem propósito claro tendem a
consumir energia, orçamento e pessoas — sem retorno proporcional.
3. Dados como aliados da tomada de decisão
Ferramentas de TI, dashboards em tempo real e métricas preditivas deixam
de ser diferenciais e passam a ser pré-requisitos. O gestor de projetos de
2026: Usa dados para antecipar riscos; Monitora fluxo, capacidade e gargalos;
baseia decisões em evidências, não apenas em percepção. Métricas como
lead time, throughput, previsibilidade e valor entregue ganham mais relevância
do que status reports extensos.
4. Liderança de projetos: menos controle, mais influência
O papel do gerente de projetos evoluiu. Hoje, liderar projetos é: Facilitar
decisões; promover alinhamento entre áreas; criar segurança psicológica; desenvolver
pessoas.
A autoridade não vem mais do cargo, mas da capacidade de conectar estratégia,
pessoas e execução. Em 2026, líderes de projetos que não desenvolvem
habilidades comportamentais ficam para trás.
5. Times multidisciplinares e colaboração real
Projetos bem-sucedidos não dependem de heróis individuais, mas de
times colaborativos e diversos. Isso envolve: Clareza de papéis e responsabilidades;
Comunicação transparente; Decisões compartilhadas; Diversidade
de perspectivas. Ambientes seguros produzem mais inovação, engajamento e
resultados sustentáveis.
6. O futuro da gestão de projetos já começou
A grande pergunta não é se a gestão de projetos vai mudar — ela já mudou.
A pergunta é: Você está liderando projetos para cumprir planos ou para
gerar impacto? Organizações que entendem projetos como motores de valor
saem na frente. Profissionais que se adaptam, aprendem continuamente e
colocam pessoas no centro se tornam indispensáveis
Conclusão
Gestão de projetos em 2026 é sobre equilíbrio: Estrutura e flexibilidade,
dados e sensibilidade humana, e planejamento e adaptação. Quem domina
esse equilíbrio não apenas entrega projetos — constrói futuro.
VEM AÍ!
30 de novembro - CURITIBA (PR)
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