Industrial_282 OPS
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ENTREVISTA: Felipe Antoniolli, presidente do Sindusmad (MT), destaca a importância do manejo florestal
INOVAÇÕES E
TENDÊNCIAS
FEIRA SE CONSOLIDA COMO VITRINE DAS
PRINCIPAIS NOVIDADES PARA INDÚSTRIA DE
MÓVEIS E MADEIRA, E COM ESPAÇO
DIFERENCIADO PARA MADEIRA MACIÇA
INNOVATIONS AND TRENDS
THE FAIR IS ESTABLISHING ITSELF AS A SHOWCASE FOR THE
MAIN INNOVATIONS IN THE FURNITURE AND WOOD
INDUSTRY, WITH A DEDICATED SPACE FOR SOLID WOOD
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2026
46
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SEGURANÇA.
62
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ANUNCIANTES DA EDIÇÃO
MADEIRA
SUMÁRIO
ABB Wood Brazil 33
Arte Diamante 76
Bonardi Química 41
Bruno 19
Contraco 31
DRV Ferramentas 25
Engecass 43
Feicon 57
ForMóbile 45
H Bremer 13
Imalpal Group 21
Impacto Máquinas 75
Indumec 37
J de Souza 71
Lignum Latin America 2026 55
Máquinas Águia 35
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Mion & Mosole 11
Montana Química 07
MSM Química 29
Omil 27
Pika Retech 17
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SVJD Robotics 23
Timbermaq 09
08 Editorial
10 Cartas
12 Bastidores
14 Notas
32 Aplicação
34 Frases
36 Entrevista
46 Principal Novidades em móveis e madeira
52 Levantamento
58 Marcenaria
62 Balanço
66 Artigo
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06
referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
EDITORIAL
NOVIDADES
À VISTA
A
realização da XI edição da ForMóbile,
maior feira do setor de móveis e madeira
da América Latina, é o tema central
desta edição da Revista REFERÊNCIA
MADEIRA INDUSTRIAL. O evento
acontece em São Paulo (SP) e conta com mais de 500
marcas expositoras confirmadas. O Espaço Madeira,
voltado para o segmento de madeira maciça, é uma
das atrações diferenciadas da feira, que apresentará
as principais novidades do setor para os visitantes. Na
editoria Entrevista trazemos a trajetória de Felipe Antoniolli,
empresário do ramo da madeira nativa e presidente
do maior sindicato de madeireiros do setor.
Em outras matérias destaca-se a representatividade
da indústria de produtos madeireiros em Santa Catarina,
a movimentação da indústria de madeira nativa
na região Amazônica, lançamentos de equipamentos
para o segmento, entre outras reportagens de interesse
para o setor. Desejamos uma ótima leitura!
NA CAPA
A MOVIMENTAÇÃO DA
FORMÓBILE É O DESTAQUE
DA CAPA DESTA EDIÇÃO
EXPEDIENTE
ANO XXVIII - EDIÇÃO 282 - MARÇO 2026
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº282 • Março 2026
ENTREVISTA: Felipe Antoniolli, presidente do Sindusmad (MT), destaca a importância do manejo florestal
INOVAÇÕES E
TENDÊNCIAS
FEIRA SE CONSOLIDA COMO VITRINE DAS
PRINCIPAIS NOVIDADES PARA INDÚSTRIA DE
MÓVEIS E MADEIRA, E COM ESPAÇO
DIFERENCIADO PARA MADEIRA MACIÇA
INNOVATIONS AND TRENDS
THE FAIR IS ESTABLISHING ITSELF AS A SHOWCASE FOR THE
MAIN INNOVATIONS IN THE FURNITURE AND WOOD
INDUSTRY, WITH A DEDICATED SPACE FOR SOLID WOOD
Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado
fabiomachado@revistareferencia.com.br
Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.
bartoski@revistareferencia.com.br
08
HIGHLIGHTED NEWS
T
he 11th ForMóbile Trade Fair, Latin America’s
largest furniture and wood industry
trade show, is the central theme of this
issue of REFERÊNCIA Madeira Industrial.
The event, which will take place in São
Paulo, has more than 500 confirmed exhibitors. Espaço
Madeira, an event specializing in solid wood, is
one of the Fair’s unique attractions, showcasing the
latest innovations in the Sector. In the Interview Section,
we feature the career of Felipe Antoniolli, a businessman
in the native wood industry and President
of the largest timber business syndicate in the Sector.
Other articles in this issue include an in-depth look
at the forest products industry in the State of Santa
Catarina, a discussion of the recent shifts in the native
wood industry in the Amazon region, and an analysis
of the latest equipment launches in this Sector. Pleasant
reading!
referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
ASSINATURAS
0800 600 2038
Periodicidade Advertising
GARANTIDA GARANTEED
Redação / Writing
Gisele Rossi
jornalismo@revistareferencia.com.br
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Fabiana Tokarski / Supervisão
Aime Cristine Lima
Letícia Stefanello
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Depto. Comercial / Sales Departament
Gerson Penkal
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Tradução / Translation - John Wood Moore
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assinatura@revistareferencia.com.br
José A. Ferreira
(41) 99203-2091
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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e
consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos
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segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por
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exceto para fins didáticos.
Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and
consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,
governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based
segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,
articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The
use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs
and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without
the written authorization of the holders of the authorial rights.
ENTREVISTA: empresário José Antônio Baggio conta como teve início a maior empresa de pisos do país
CARTAS
CARTAS
MERCADO
Por João de Lima –
Curitiba (PR)
Sucesso para o grupo
Benevides Madeiras,
agora Avides, com a
unidade industrial da
Tramontina. Uma decisão
que reflete anos de
trabalho do grupo.
CAPA DA EDIÇÃO 281 DA
REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE FEVEREIRO DE 2026
PRINCIPAL
Por Maria Paula Nereu –
Blumenau (SC)
OITO DÉCADAS COMO REFERÊNCIA NA
FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA
BENEFICIAMENTO DE MADEIRA
Parabéns pela matéria sobre a Máquinas Omil.
Realmente é uma empresa que se destaca no
setor com equipamentos robustos.
A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product www.referenciaindustrial.com.br Ano XXVIII • Nº281 • Fevereiro 2026
INOVAÇÃO EM PROJETOS,
PROCESSOS E MÁQUINAS
INNOVATION IN DESIGNS,
PROCESSES, AND MACHINES
EIGHT DECADES AS A BENCHMARK IN THE
MANUFACTURE OF WOOD PROCESSING EQUIPMENT
Estamos presentes em mais de 40 países, com mais de 4.000
projetos concluídos, levando nossa experiência, qualidade e
tecnologia italiana para cada cliente.
Foto: divulgação
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ENTREVISTA
Por Gilberto Barroso –
Itapecerica da Serra (SP)
É sempre enriquecedor
conhecer melhor a história
de grandes empresas do
setor. Adorei a entrevista
com o senhor José
Antônio Baggio.
FEIRA
Por Mônica Valdez –
Campo Grande (MS)
Já estou na expectativa para a ForMóbile
2026. É sempre uma feira que apresenta
tendências e novidades.
Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os
e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.
As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é
fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.
10 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:
jornalismo@revistareferencia.com.br
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Para a indústria moveleira
que olha para o futuro.
BASTIDORES
BASTIDORES
VISITA
O DIRETOR COMERCIAL DA REFERÊNCIA INDUSTRIAL
VISITOU A NOVA SEDE DA MÁQUINAS ÁGUIA EM SÃO
JOSÉ DOS PINHAIS (PR), DO DIRETOR WILSON WUICIK.
Foto: divulgação
ALTA
PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE
SANTA CATARINA CRESCEU
EM 2025
A produção industrial de Santa
Catarina avançou 3,2% em 2025,
registrando desempenho superior
ao recuo de 0,2% da indústria
brasileira, segundo dados da Pim
(Produção Industrial Mensal Regional),
medida pelo Ibge (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para o economista da Fiesc
(Federação das Indústrias de Santa
Catarina), Pablo Bittencourt, o
crescimento da produção industrial
mesmo em um cenário mais adverso
foi sustentado pela diversidade
da indústria do Estado e a presença
de segmentos menos sensíveis
ao ciclo econômico.
BAIXA
DESACELERAÇÃO NA
CADEIA DE MÓVEIS
A combinação entre um ambiente
doméstico menos favorável
e menor previsibilidade
no ambiente externo reduziu
o fluxo de pedidos e levou a
indústria brasileira de móveis
e colchões a ajustes operacionais
na reta final de 2025, é o
que indica o estudo: Conjuntura
de Móveis – Edição Janeiro
2026; da Abimóvel (Associação
Brasileira das Indústrias do
Mobiliário). No acumulado de
janeiro a novembro, o indicador
registrou recuo de 0,9%
na comparação com o mesmo
período de 2024; em 12 meses,
acumulou -0,4%.
79
12 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
NOTAS
PODCAST REFERÊNCIA
O Podcast REFERÊNCIA contou com presenças ilustres e de
grande valor para o segmento florestal em fevereiro de 2026. No
primeiro episódio do mês estavam presentes Igor Dutra de Souza
e Humberto Godinho, respectivamente diretor florestal e proprietário
da Reflorestar, empresa se serviços florestais de Minas Gerais.
O segundo episódio teve a presença do time da SVJD Robotics
empresa focada em automação para a indústria de madeira serrada,
formado por Adir Eliseu Dias, Samuel José Dias e Arno Murara. Os
programas contaram com o apoio de Envimat, Roder, Rotary-Ax e
SVJD Robotics.
Humberto Godinho começou sua participação comentando
com o início do Grupo Emília Cordeiro, que a Reflorestar faz parte.
Dando os primeiros passos no ramo da cerâmica, que tem tradição
em Minas Gerais, o consumo de lenha é muito importante e assim
começou o contato com o florestal. “Fazíamos a limpeza de áreas
de silvicultura para utilizar esse resíduo para alimentar o fogo. Passamos
a plantar eucalipto, para suprir nossas demandas de lenha
e com o tempo chegamos na Reflorestar, que através do trabalho
que começou de forma experimental e se tornou uma liderança no
grupo”, relatou Humberto
Igor de Souza chegou anos depois na Reflorestar já quando a
empresa estava estabelecida, mas trouxe com sua experiência em
gestão de pessoas uma visão focada na mecanização completa
da estrutura de operação florestal. “Ajustamos posicionamento,
reestruturamos a marca e, com o conhecimento que adquiri no trabalho
em uma multinacional, adaptei todos os padrões utilizados lá
para a Reflorestar, o que nos coloca em um patamar de controle de
processos que garante ao nosso cliente excelência em cada ação”,
explicou Igor.
No outro programa, Adir Dias contou a fagulha que acendeu
dentro dele para criar a SVJD. Com 20 anos de experiência na
indústria automotiva, Adir entrou num galpão de uma indústria
madeireira e perceber todas as demandas de automação poderia
resolver. “Trabalhei com grandes empresas no mercado nacional
e internacional no automobilismo, e para a madeireira convidei
o Arno para trazer a visão dele de mercado para que as soluções
sejam desenvolvidas de acordo com demandas reais de mercado”,
contou Adir.
Sobre a parte comercial da empresa Arno percebeu que a
indústria madeireira nacional está atrasada em relação aos grandes
players do mundo. “Temos mão de obra qualificada, mas muitas
vezes não temos equipamentos que atendam esse profissional”,
ressalta Arno. “O sistema robotizado garante precisão total de
acordo om o que foi pedido. Esses dados geram valor, pois evitam
desperdícios na serraria e dão controle maior de toda operação”,
concluiu Samuel.
Os episódios completos o Leitor
pode conferir no canal do youtube
da Revista REFERÊNCIA:
Igor Dutra de Souza, diretor florestal
da Reflorestar
Adir Eliseu Dias, da SVJD Robotics
Humberto Godinho, proprietário
da Reflorestar
Samuel José Dias, da SVJD Robotics
Foto: REFERÊNCIA
PUBLICAÇÃO DESTACA USO
DE MADEIRA EM CONSTRUÇÕES
A Ibá (Indústria Brasileira de Árvores) publicou um documento onde aborda as principais vantagens
sobre o uso da madeira em construções. “As árvores cultivadas e a madeira na construção civil” é um
infográfico, disponível no site da Ibá, que traz informações sobre os benefícios que o uso da madeira
proporciona para o meio ambiente e as principais tecnologias desenvolvidas que estão ampliando
seu uso na construção civil, incluindo prédios inteiros de madeira. O documento apresenta de forma
simples os tipos de madeira, os sistemas mais usados em construções, as espécies mais populares,
os tipos de utilização e aplicações na construção civil. Os benefícios ambientais e de conforto para o
ambiente também são destacados. O infográfico vem fortalecer o movimento do setor de madeira industrializada
que tem incentivado o uso de novos sistemas construtivos e a qualificação e valorização
da mão de obra, considerando que os sistemas de madeira geram vagas de emprego que vão além
do canteiro de construção, como, por exemplo, na fabricação dos componentes de elementos e no
campo. A agilidade no tempo de construção é outra vantagem que pode reduzir o déficit habitacional,
por meio de benefícios sociais, com habitações que valorizam o trabalhador e que são ambientalmente
corretas desde seu processo de construção até suas funcionalidades.
14 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
MARÇO 2026 15
NOTAS
NOVO PADRÃO
EM SECAGEM DE MADEIRA
Por ocasião da feira Eurobois 2026, a IDG (Italian Drying Group) apresentou oficialmente o novo mac EVO, a última
geração de máquinas de condensação com a assinatura Incomac. Não se trata só de uma atualização técnica, mas
do primeiro grande projeto nascido da nova identidade de IDG como Società Benefit, status que compromete
legalmente a empresa a perseguir os fins de benefício ambiental e social. O novo equipamento apresenta uma
tecnologia que respeita o ambiente com redução de 60% de emissões. O coração tecnológico do mac EVO reside
na transição para o gás refrigerante R513A. Graças a uma pesquisa atenta de engenharia, a IDG conseguiu reduzir
o GWP (Global Warming Potential) em 60%, em relação aos sistemas tradicionais que utilizam o gás R134a. Uma
escolha não só ética, mas estratégica, que torna o investimento future-proof, em relação às normativas europeias
sobre o ambiente, sempre mais restritivas. Mas, a verdadeira inovação é nos componentes do sistema. O mac EVO
integra um compressor Emerson Scroll, ventiladores CE, de alta eficiência Ziehl-Abegg, e um sistema de controle
inteligente Carel que regula automaticamente os parâmetros de funcionamento com base nas condições de trabalho.
Isto permite uma redução dos consumos energéticos até 30%, um controle mais preciso dos ciclos e uma
maior duração dos componentes no tempo. E ainda, a instalação certificada PED é dotada de tratamento anticorrosão
e é predisposta à filtragem na entrada, para garantir prestações constantes mesmo nas condições operativas
mais exigentes. “Com mac EVO, quisemos transformar a nossa histórica tecnologia de condensação em um
instrumento digital e sustentável”, declara Livio Torresan, diretor executivo da IDG. “É o resultado de 51 anos de
know-how, Made in Italy, aplicados às necessidades concretas do mercado global: velocidade, qualidade final da
madeira e custos energéticos reduzidos”, destacou.
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Rejit é a única tecnologia que permite internalizar sua
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16 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
NOTAS
DESCARBONIZAÇÃO
PASSA A SER REQUISITO NA UE
Desde o início do ano entrou em vigor o Cbam (Carbon Border
Adjustment Mechanism) que redefine critérios de acesso
ao mercado europeu e reforça a agenda de descarbonização
industrial. O mecanismo adotado na UE (União Europeia) visa
evitar a chamada fuga de carbono e estimular práticas produtivas
mais sustentáveis no comércio internacional. O Cbam prevê
a aplicação de uma taxa sobre produtos importados de países
que não adotam padrões equivalentes de precificação ou controle
de emissões de GEE (gases de efeito estufa). Na prática, o
mecanismo exige que empresas exportadoras comprovem a pegada
de carbono de seus produtos, especialmente em setores
intensivos em energia e emissões. Embora o Cbam represente
um novo desafio regulatório, ele também funciona como um
sinal claro de transformação do comércio global, explica a presidente
da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc (Federação
das Indústrias do Estado de Santa Catarina), Maitê Bustamante.
“Para a indústria, o tema deixa de ser uma discussão de longo
prazo e passa a exigir preparação imediata, com investimentos
em mensuração de emissões, eficiência energética e estratégias
de descarbonização”, pontua. O mecanismo tende a valorizar
empresas que já adotam práticas sustentáveis, aumentando a
competitividade de produtos com menor intensidade de carbono
e ampliando o acesso a mercados mais exigentes. Também
planejamento estratégico e acesso a informações qualificadas”,
frisou Maitê Bustamante em reunião na Fiesc.
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A cada tonelada de cavaco produzida a partir de madeira reciclada, até seis árvores
são preservadas. Com o sistema para produção de biomassa da Bruno, resíduos
deixam de ser custo e passam a ser uma fonte real de receita.
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são processados com alta eficiência, dando origem a uma biomassa de madeira
reciclada, livre de contaminantes e com elevado poder calorífico. Um insumo
estratégico para quem busca reduzir custos operacionais, gerar energia limpa e
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NOTAS
NOVA
DIRETORIA
A ABPM (Associação Brasileira de Preservadores de Madeira) elegeu, em Assembleia Geral Ordinária
realizada no fim de 2025, a nova diretoria, que corresponde à 28ª gestão da entidade, fundada há 56
anos. Para o biênio 2026-2027 a presidência passa a ser exercida por Zenóbio Shotten, representante da
Zenóbio Madeiras. A vice-presidência ficará a cargo de Flavio Geraldo, da Montana Química. A diretoria
é composta ainda por Raimundo Souza (ST Wood), na Secretaria; Elcio Lana (Arxada), na Diretoria Financeira;
Thulio Linhares (Lua Madeiras), como suplente da Diretoria Financeira; e Felipe Icimoto (Urbem),
como suplente da Secretaria. Na área de Relações Institucionais e Eventos, permanece Humberto Tufolo,
da HTN – Gestão Empresarial, nomeado pela diretoria eleita. Já a Coordenadoria Técnica segue sob responsabilidade
de Tamarah Láuar, da CBI Madeiras, que assume a função mais uma vez. De acordo com o
vice-presidente Flavio Geraldo, o planejamento estratégico da ABPM para o biênio 2026–2027 contempla
diversas iniciativas, entre elas o fortalecimento da comunicação institucional, a ampliação do quadro
associativo, o desenvolvimento de ferramentas de gestão de custos e preços, além da criação de um
produto ABPM voltado às Usinas de Tratamento de Madeira. O plano inclui ainda a realização de cursos,
treinamentos e a participação e promoção de eventos relevantes do setor, com destaque para a Lignum
Latin America 2026 e a IV edição do Wood Protection. “A entidade também manterá como prioridade o
aprimoramento do Programa de Regulação Setorial Qualitrat®, voltado à promoção da melhoria contínua
da qualidade no setor, contribuindo diretamente para o fortalecimento e a valorização do mercado de
madeira tratada”, explica Flavio Geraldo.
Moinhos
flocadores
Anéis de
facas
Foto: divulgação ABPM
MÁXIMA QUALIDADE DE FLOCAGEM
COM MÍNIMO DESPERDÍCIO
Máquina de
lavar anéis
A Globus otimiza a produção e minimiza o desperdício ao inovar
em seus moinhos e desafiar os padrões do mercado. Diferente
dos concorrentes, que adicionam mais facas para aumentar a
produtividade, a Globus projeta flocadores com um número preciso
de facas, garantindo a geometria de corte ideal.
O resultado? A mesma capacidade de produção, mas com uma
qualidade de produto significativamente superior.
Sala de
afiação auto
Foto: divulgação
20 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
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NOTAS
CNI E SFB FIRMAM ACORDO
PARA PREMIAÇÃO SOBRE MERCADO FLORESTAL
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) e o SFB (Serviço Florestal Brasileiro) fortaleceram
o Acordo de Cooperação para a realização conjunta do Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em
Estudos de Economia e Mercado Florestal. A parceria, que já vem desde as primeiras edições
do concurso, foi formalizada na sede da CNI, em Brasília (DF). O documento foi assinado
pelo diretor-geral do SFB, Garo Batmanian, e pelo diretor de Relações Institucionais da CNI,
Roberto Muniz. “A assinatura deste acordo é fundamental para garantir a continuidade do
prêmio e ampliar sua contribuição para a indústria. Com essa cooperação entre governo, academia
e setor produtivo, asseguramos que pesquisas de excelência sigam criando soluções
que fortalecem a competitividade e impulsionam empregos. Juntos, podemos transformar
desafios em oportunidades e garantir um futuro em que nossas florestas sejam sinônimo de
desenvolvimento e qualidade de vida, gerando riqueza e oportunidades para os brasileiros
e para a indústria no Brasil”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.
Pelo acordo, o SFB e a CNI unem esforços para organizar as próximas edições do prêmio, de
forma articulada com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico),
responsável pela chamada pública e pela seleção das pesquisas. O plano de trabalho
prevê um concurso de abrangência nacional, aberto a estudantes e graduados de todas as
regiões do país, estimulando a produção de estudos aplicados em economia e mercado florestal
e o intercâmbio entre academia, setor produtivo e governo.
Gradeador de madeira
supercompacto High Speed
Modelo SVJ HS
Foto: divulgação
Capacidade: até 200 metros cúbicos por turno;
Comprimento das peças: 1900 a 2700 mm;
Espessuras e larguras: 15 a 110 mm / 75 a 150 mm;
Dimensões do gradeador: (CxLxH) 7 m x 5 m x 3 m (sem as plataformas);
Acionamento do garfo: servo motor, carro sobre guias acionados por fuso de esferas;
Acionamento do Elevador: moto freio com resistor de frenagem com fuso de esferas
(sistema CNC com mais segurança, precisão, velocidade e suavidade na movimentação);
Elevador: sobre guias prismáticas e patins com roller de pré-carga;
Somente três cilindros pneumáticos pequenos em todo o sistema;
Encabeçador de madeira com regulagem automática;
Sistema totalmente controlado por CLP central.
Melhor custo benefício do mercado, sistema automatizado, simples, baixa manutenção
e eficiente. Equipamento montado sobre chassis, facilitando o transporte e instalação.
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NOTAS
EMPRESÁRIO INDUSTRIAL
ESTÁ HÁ 14 MESES SEM CONFIANÇA NA ECONOMIA
O Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) caiu 0,3 ponto em fevereiro, passando de 48,5
pontos para 48,2 pontos, conforme mostra levantamento divulgado pela CNI (Confederação Nacional
da Indústria) em fevereiro. Com o resultado, os empresários completaram 14 meses sem confiança.
O primeiro resultado negativo do ano ocorre após o BC (Banco Central) manter a taxa básica
de juros, a Selic, em 15%, patamar que coloca o Brasil no segundo lugar do ranking de países com
os maiores juros reais do mundo. “O patamar elevado das taxas de juros afeta a atividade industrial
de algumas formas. Uma delas é por meio do encarecimento do crédito, tanto para empresários
quanto para os consumidores. Isso desacelera a atividade econômica. Outra é por meio da formação
de expectativas. Diante de uma política monetária mais apertada, os empresários tendem a
projetar o enfraquecimento da economia lá na frente, impactando a projeção de demanda deles”,
alerta Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
Foto: divulgação
24 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
NOTAS
PROTAGONISMO
FEMININO
A diretora comercial da Montana Química S.A., Elaine
Guedes, é uma das executivas da indústria de tintas
que participa do livro: Elas na Construção; Descubra
até onde as mulheres podem chegar quando constroem
os próprios caminhos. A obra foi organizada por
Keila Rodrigues, gerente comercial do Grupo Vellore,
com foco em gestão humanizada e desenvolvimento
de equipes, e reúne textos de autoria de executivas de
indústrias de tintas, de grandes distribuidoras de tintas,
influenciadoras e executivas da Abrart (Associação
Brasileira dos Revendedores de Tintas). “Fazer parte
desta obra significa muito para mim. É um momento
de fortes reflexões, gratidão e a certeza de que o
melhor projeto da vida de um profissional é o legado
que se constrói, e melhor ainda quando ele pode ser
traduzido em um dos capítulos de um livro tão especial”,
declara Elaine Guedes. Além de Elaine e Keila,
o livro também traz textos assinados por Carla Jaffar,
Daiane Panazzolo, Daniela Carvalho, Flávia Sá, Iza
Valadão, Joice Ildefonso, Joice Oliveira, Patricia Lima,
Sinara Sales, Siomara Damasceno, Teresa Mesquita e
Valquiria Teixeira. A obra editada pela Provérbios Editora
será lançada no próximo mês de abril, durante a
Feicon (Feira Internacional da Construção Civil), no dia
8 de abril às 13h (horas), no Palco dos Influencers. O
lançamento oficial está previsto para o dia 6 de abril,
às 18h30, na Livraria Drummond, em São Paulo (SP).
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NOTAS
AVALIAÇÃO 10
CUPIM SUBTERRÂNEO
NORMA ASTM D:3345-74 (1999)
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
REGISTRA CRESCIMENTO
O setor de máquinas e equipamentos encerrou 2025 com receita de R$ 298,9 bilhões, um crescimento de
7,3%. Com recorde histórico em importações e foco em modernização tecnológica, a indústria projeta
investir R$ 10 bilhões em 2026, conforme balanço da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas
e Equipamentos). O grande motor do bom desempenho foi o mercado doméstico. Mesmo com a
pressão da política monetária sobre os investimentos, a receita interna somou R$ 221,68 bilhões em 2025,
valor 8,4% superior ao de 2024. O avanço foi impulsionado principalmente pelos setores: agrícola; indústrias
extrativas e obras de infraestrutura. Já as exportações atingiram US$ 13,82 bilhões no ano, uma alta
de 5,0%. Embora as vendas para os EUA (Estados Unidos da América) tenham recuado 9,1% devido ao
aumento de alíquotas de importação, o crescimento nas vendas para a Argentina, Singapura e Chile compensou
as perdas. Nas importações o setor alcançou um novo recorde histórico com US$ 32,17 bilhões em
máquinas importadas, um salto de 8,3% em relação a 2024. O setor encerrou o ano empregando 414,3 mil
pessoas, o que representa a criação de mais de 15,5 mil novos postos de trabalho em relação a 2024.
Foto: divulgação
• Líder no tratamento inseticida de painéis de
madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e
outros) por adição à cola e tratamento
superficial;
• Indicadores: EC 257-842-9 /
CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;
• Compatível com resinas de última geração;
• Formulado líquido de emulsão concentrada a
base d’água, não contendo Hidrocarbonetos
aromáticos;
• Fácil diluição em água, para tratamentos por
imersão de madeiras serradas.
CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e
tratamento superficial, posteriormente estes painéis foram submetidos ao ataque de
CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999) (Stabd Test Method
for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to
Termites obtendo resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o
ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo assim, a Norma de Preservação de
Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).
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NOTAS
LIDERANÇAS ENTREGAM MANIFESTO
PELA MODERNIZAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, e lideranças de setores produtivos
entregaram ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, um manifesto pela modernização da jornada
de trabalho no Brasil. O documento é assinado por mais de 100 instituições que representam diversos segmentos,
incluindo indústria, agrone-gócio, transportes, comércio e serviços, entre outros. O presidente do
Senado disse que dará continuidade ao diálogo em torno do tema e que a Casa fará uma avaliação técnica e
de impactos econômicos da redução da jornada de trabalho antes de colocar o tema em votação. “O que estamos
defendendo aqui é responsabilidade. É trabalharmos juntos para que essa discussão seja transparente
e efetiva. Entendemos que qualquer ação do setor produtivo precisa ser pensada de forma conjunta, voltada
para a sociedade e para o que é melhor
para o país”, afirmou Ricardo Alban. Levantamento
da CNI indica que a proposta
de redução da jornada semanal de trabalho
de 44 para 40h (horas) semanais pode
elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os
custos com empregados formais na economia,
o equivalente a um acréscimo de
até 7% na folha de pagamentos.
Foto: Gabriel Pinheiro/CNI
Foto: divulgação
30 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
APLICAÇÃO
GUIA PARA
INDÚSTRIAS DO MOBILIÁRIO
A Abimóvel (Associação Brasileira
das Indústrias do Mobiliário) lançou o
Guia Setorial das Indústrias do Mobiliário,
uma publicação técnica e informativa
que reúne dados econômicos,
análises de mercado, orientações
regulatórias e conteúdos estratégicos
sobre a cadeia produtiva do setor.
Disponível gratuitamente em formato
e-book, o guia foi desenvolvido para
apoiar a tomada de decisão empresarial,
fortalecer a competitividade na
indústria e ampliar o acesso qualificado
à inteligência setorial.
Foto: divulgação Abimóvel
MADEIRA SERRADA PARA PALETES
Produção personalizada: Peças conforme suas especificações
Entrega confiável: Respeitamos prazos e garantimos disponibilidade
Alta capacidade: Operação 24h por dia, com capacidade para secar até
28 mil m³ por mês e processar cerca de 380 mil m³ por ano
Classificação de qualidade automatizada com
scanner 3D com capacidade de até 60 metros por minuto
Certificação comprovada: Madeira com selo FSC e PEFC
Economia e Sustentabilidade: Aproveitamento
máximo da matéria-prima para paletes
FOCO NO
AMBIENTE REGULATÓRIO
Um dos grandes diferenciais do Guia
Setorial é o espaço dedicado ao ambiente
regulatório e institucional. O
documento reúne e organiza os principais
marcos legais, normas técnicas
e exigências de conformidade que
impactam a atividade industrial do setor,
oferecendo às empresas uma visão
clara dos seus deveres, riscos e oportunidades.
Entre outros temas, aborda
também o CDC (Código de Defesa do
Consumidor), a legislação trabalhista
e as NRs (Normas Regulamentadoras)
aplicáveis à indústria moveleira,
requisitos de segurança em máquinas
e equipamentos, certificação de produtos,
normalização técnica e normas
específicas para diferentes categorias
de móveis.
Foto: divulgação
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FRASES
“SER CENTENÁRIO NÃO NOS COLOCA ACIMA DO APRENDIZADO,
MUITO PELO CONTRÁRIO. NÓS TEMOS A OBRIGAÇÃO DE SEGUIR
EM FRENTE COMO UM ETERNO APRENDIZ, COMO ETERNOS
EMPRESÁRIOS, CRIANDO, DO NADA UMA STARTUP DE 102 ANOS”
São José dos Pinhais
DAVID FEFFER, PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA
SUZANO PAPEL & CELULOSE, QUE COMPLETOU 102 ANOS
“A CHINA
É O MAIOR
CONSUMIDOR
MUNDIAL DE
PRODUTOS
FLORESTAIS.
ENTENDER SUAS
TENDÊNCIAS,
SUA CULTURA E
SUAS DEMANDAS
SÃO ESSENCIAIS
PARA QUE O SETOR
FLORESTAL BRASILEIRO
SE POSICIONE
COMO PARCEIRO
ESTRATÉGICO E NÃO
APENAS FORNECEDOR DE
COMMODITIES”
ADRIANA MAUGERI,
PRESIDENTE DA
AMIF (ASSOCIAÇÃO
MINEIRA DA
INDÚSTRIA
FLORESTAL) SOBRE
MISSÃO AO PAÍS
ASIÁTICO
34 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
“Q UALQUER MUDANÇA NA LEGISLAÇÃO
TRABALHISTA DEVE CONSIDERAR A DIVERSIDADE
DE REALIDADES PRODUTIVAS DO PAÍS, OS
EFEITOS SOBRE OS SETORES ECONÔMICOS E
EMPRESAS DE DIFERENTES PORTES, ALÉM DAS
DISPARIDADES REGIONAIS E DO IMPACTO SOBRE
A COMPETITIVIDADE E A CRIAÇÃO DE EMPREGOS
FORMAIS”
Foto: divulgação AMIF
RICARDO ALBAN, PRESIDENTE DA CNI (CONFEDERAÇÃO NACIONAL
DA INDÚSTRIA) SOBRE A PROPOSTA PARA FIM DA ESCALA 6X1
“O MUNDO VIVE O FIM DO
SISTEMA DE REGRAS QUE ORIENTOU
O COMÉRCIO INTERNACIONAL NOS
ÚLTIMOS 80 ANOS. NESSE CONTEXTO,
PAÍSES COMO O BRASIL, ENFRENTAM
IMPACTOS E PRECISAM ATUAR
DE FORMA ARTICULADA PARA
DEFENDER INTERESSES E APROVEITAR
OPORTUNIDADES”
EMBAIXADOR ROBERTO AZEVÊDO, PRESIDENTE
DO COSCEX (CONSELHO SUPERIOR DE
COMÉRCIO EXTERIOR) DA FIESP (FEDERAÇÃO
DAS INDÚSTRIAS DE SÃO PAULO)
-PROJETOS SOB MEDIDA
-LINHA COMPLETA PARA SERRARIAS
-PRECISÃO E AUTOMAÇÃO
-EQUIPAMENTOS PARA DIVERSOS SETORES
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ENTREVISTA
INDÚSTRIA
LEGAL E SUSTENTÁVEL
PRENSAS PARA PORTAS
Tecnologia, Precisão e Tradição há mais de 60 anos
LEGAL AND
SUSTAINABLE
INDUSTRY
O
setor de madeira nativa resultante do manejo
florestal sustentável é uma mola propulsora na
economia do Estado de Mato Grosso. Em 2025 o
mercado da madeira movimentou R$ 3,17 bilhões
no Estado, registrando crescimento de 2,86% em
relação a 2024. Nesta edição, trazemos a trajetória de Felipe
Antoniolli, empresário do setor e presidente do Sindusmad
(Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de
Mato Grosso). Na segunda gestão à frente do sindicato, Felipe
é sócio-fundador da Feviam Agroflorestal serraria que trabalha
com desdobramento de madeira nativa bruta na região de
Sinop (MT). Felipe foi um dos convidados do Podcast REFE-
RÊNCIA e trazemos sua trajetória para os leitores da Revista
REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL.
ENTREVISTA
The Native Timber Sector, a result of Sustainable Forest
Management, is a driving force in the State of Mato
Grosso’s economy. In 2025, the timber market generated
R$ 3.17 billion in the State, up 2.86% from 2024. In
this issue, we present the profile of Felipe Antoniolli, an
entrepreneur in the Sector and the President of the Union of Timber
Producers of Northern Mato Grosso State (Sindusmad). Antoniolli
is also a partner in Feviam Agroflorestal, a sawmill that processes
raw native wood in the Sinop (MT) Region. Antoniolli was a
guest on the Referência Podcast, and we are pleased to share his
journey with the readers of REFERÊNCIA Madeira Industrial.
Foto: divulgação-Sindusmad
FELIPE ANTONIOLLI
FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ADMINISTRAÇÃO PELA UNEMAT
(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MATO GROSSO) E DIREITO PELA
FACULDADE UNIC
CARGO: PRESIDENTE DO SINDUSMAD (SINDICATO DAS
INDÚSTRIAS MADEIREIRAS DO NORTE DO ESTADO DE MATO
GROSSO), SÓCIO-FUNDADOR DA FEVIAM AGROFLORESTAL
PROFESSIONAL EDUCATION: FELIPE ANTONIOLLI HOLDS A BACHELOR’S DEGREE
IN BUSINESS ADMINISTRATION FROM THE STATE UNIVERSITY OF MATO GROSSO
(UNEMAT) AND LAW FROM THE UNIC FACULDADE.
FUNCTION: HE IS THE PRESIDENT OF THE UNION OF TIMBER PRODUCERS OF
NORTHERN MATO GROSSO STATE (SINDUSMAD) AND A FOUNDING PARTNER OF
FEVIAM AGROFLORESTAL.
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portas, com tecnologia e precisão em cada detalhe. Nossas prensas contam com sistema
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compensado a ser prensado, garantindo assim eficiência e alto desempenho produtivo.
Com atendimento personalizado, desenvolvemos soluções sob medida para atender às
necessidades específicas de cada cliente. Uma empresa familiar consolidada há mais de
60 anos no mercado, que produz máquinas e equipamentos completos para o setor da
madeira: da prensagem à secagem, linhas de acabamento e transportadores industriais.
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ENTREVISTA
A MADEIRA SEMPRE CORREU POR SUAS
VEIAS?
Sou a terceira geração de madeireiros. Nunca tive
interesse em me tornar madeireiro porque todo mundo
falava que tinha acabado a madeira. Montamos
uma pequena indústria de serraria em 2008 desacreditados.
Hoje tenho plena convicção que estou fazendo
um bem e quero que meus filhos façam parte desse
negócio, pois tenho certeza, com o MFS (manejo florestal
sustentável), sei que vai ter matéria-prima para
continuidade do trabalho. Fiz sete vestibulares, tudo
em áreas diferentes, optei e me identifiquei com a área
de Direito. Passei em concurso do MP (Ministério Público),
trabalhei por 2 anos e gostei, me encantei e gostaria
de seguir a carreira de promotor. Mas, chegou no
final do curso meu pai falou: “por que não abre uma
pequena madeireira com seu irmão? Temos a matéria-
-prima para fornecer e vocês começam a mexer com
isso.” Era 2008, estava terminando o curso de Direito.
Demorou 1 ano para conseguir as licenças e fomos
aprendendo a lidar com o setor. Quando saiu as licenças
foi uma vitória, uma sensação de guerra vencida e
a gente foi se apaixonando pelo ramo. Começamos a
serrar com uma pequena pica-pau, era uma espécie só,
cupiúba. Vendia 100% para um cliente em São Paulo.
Depois de seis meses montamos mais uma pica-pau, e
já era 24h (horas) tocando. Até que chegou a necessidade
de serrar outras essências, e fomos obrigados a
aumentar a produção. Colocamos uma serra fita, outra
fita, agora temos uma fita em pé, e uma fita deitada
também para dar continuidade.
O QUE A FEVIAM PRODUZ AGORA?
Produzimos madeira serrada bruta, vigas, vigotes,
caibros, sarrafos, pranchas, blocos. Começamos a
trabalhar com madeira beneficiada, deck, forro, mas é
pouco porque não está compensando trabalhar com a
madeira beneficiada. Trabalhamos também com o cavaco
da lenha da indústria madeireira, fornecendo para
cerâmicas, armazéns, usinas de etanol. Nosso volume
hoje é de 1 mil m³ de tora mês.
E ATUALMENTE, ATINGEM QUAL MERCADO?
Atendemos mercado interno, 100%. Atendemos
principalmente Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso
do Sul, São Paulo. Meu pai sempre trabalhou com
mercado externo. Estamos vislumbrando essa possibilidade,
mas ainda não vi vantagens econômicas. Temos
potencial enorme de exportação no Brasil, mas demanda
muita burocracia, gasta muita energia com isso
e sem tanto retorno financeiro.
ALGUM DESAFIO MAIS MARCANTE?
Eles são diários. São desafios ambientais, trabalhistas,
tributários. Nosso ramo não tem muita tecnologia
HAVE YOU ALWAYS HAD A STRONG CONNECTION TO
THE TIMBER INDUSTRY?
I hail from a family with a long-standing tradition in the forest-based
industry, and I am the third generation. I never considered
pursuing a career as a harvester because of the common
perception that the timber industry was in decline. Despite initial
skepticism, we established a modest sawmill industry in 2008. I
am confident that my efforts are contributing to a positive impact,
and I am eager for my children to be involved in this initiative. I
believe that sustainable forest management will ensure a steady
supply of raw materials, thereby sustaining our operations. I took
seven entrance exams, all in different areas, and I chose and
identified with the field of law. I passed the Public Prosecutor’s
Office exam, worked for 2 years, and found it rewarding. I found
the profession to be captivating and aspired to pursue a career as
a prosecutor. However, at the conclusion of the course, my father
proposed a business venture: opening a small lumberyard with my
brother. “We have the raw materials to supply you, and you can
get started with that.” In 2008, I was nearing completion of my
law degree. Obtaining the necessary licenses required a year of
preparation, during which we familiarized ourselves with industry
standards. When the licenses were granted, it was a significant victory,
akin to winning a crucial battle, and we developed a strong
passion for the business. We initiated the sawing process with a
small wheel-driven horizontal saw, using a single type of wood,
cupiúba. We successfully sold the entire order to a customer in
São Paulo. After six months, we set up another wheel-driven saw,
and it was already running 24 hours a day. Subsequently, demand
for sawing other types of wood increased, leading to an escalation
in production. We have upgraded our equipment to include
a vertical band saw and a horizontal band saw to meet increased
demand.
WHAT PRODUCTS DOES FEVIAM CURRENTLY MANU-
FACTURE?
Our Company specializes in producing rough-sawn timber,
including beams, joists, rafters, battens, planks, and blocks. Initially,
we explored using processed wood, decking, and lining,
but these materials proved unsuitable for our purposes. We also
process wood chips from the timber industry, supplying ceramics,
warehouses, and ethanol plants. Our current volume is 1,000 cubic
meters of logs per month.
COULD YOU PLEASE SPECIFY WHICH MARKET YOU
CURRENTLY SERVE?
We are dedicated to serving the domestic market with unwavering
commitment. Our primary service areas include the States
of Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, and São Paulo.
My father’s professional background was in international markets.
We are currently exploring this possibility, but thus far, I have not
identified any significant economic advantages. In Brazil, we have
significant export potential, but navigating the bureaucracy is
cumbersome, requiring considerable time and energy, and offering
limited financial return.
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ENTREVISTA
ainda para madeira nativa. É uma indústria ainda precária
em tecnologia. Temos que estar diariamente na
empresa. A questão de recebimentos é complicada
no setor, ainda trabalha muito com cheque. São vários
desafios que vamos aprimorando e tentando vencer no
dia a dia. O apaixonante da madeira também é isso, os
desafios diários.
ALÉM DA MADEIRA, A REGIÃO TEM MUITA DE-
MANDA POR BIOMASSA?
Sinop é outra cidade depois que chegaram as
usinas de etanol. São três e uma é a maior do planeta,
a Inpasa. Elas consomem muita biomassa. As madeireiras
da região que não conseguiam ser limpas, organizadas,
hoje são todas limpas. Usam tudo. Hoje tem
grandes picadores florestais que limpam a área e gera
renda, é um ativo ambiental. Houve uma ascensão
enorme de picadores florestais. A região nossa está começando
a replantar eucalipto pensando em produção
de cavaco. Quando viajamos para Sinop, vemos dois
caminhões de cavaco e um de tora. Em 2010 era só caminhão
de tora. Mas ainda vale mais serrar a madeira.
A biomassa é só a sobra da madeira, galhada, pequenas
árvores que estão sendo usadas. Só na Inpasa são
400 caminhões dias de cavaco.
JÁ SOFREU PRECONCEITO POR SER MADEIREI-
RO?
Principalmente dos amigos, que ficam falando
‘você está acabando com a Amazônia’. A gente tem
que ir falando com cada um, tentando mostrar nossa
realidade, a forma que a gente trabalha, estamos fazendo
um bem para a economia, para o social. É um
trabalho lento, mas precisa de fato mudar a visão que
as pessoas têm da base florestal. Mostrar a boa prática
do manejo florestal sustentável. Precisamos informar as
pessoas sobre o bem que é feito com o manejo florestal
sustentável. Nosso trabalho na frente do Sindusmad
é ir às feiras, é levar a informação, explicar como é feito
o manejo, como é legal e sustentável. Existe muita desinformação.
O manejo florestal sustentável é a única
ferramenta capaz de unir conservação com desenvolvimento
segurando a floresta em pé e gerando lucro.
Tem o inventário 100% florestal, que identifica as árvores
maduras, elas são inventariadas 100% para fazer a
colheita. Hoje quando uma árvore é colhida é feita a
seccão dela, vai os diâmetros dela, as coordenadas de
HAVE THERE BEEN ANY NOTABLE CHALLENGES?
These are faced daily. These challenges are related to environmental,
labor, and tax considerations. Our industry currently
lacks significant technological advancements in native wood. The
industry continues to face challenges due to its underdeveloped
technological base. We are required to be on the Company
premises every day. Payments in the Sector are complicated, as
checks are still widely used. We are committed to addressing and
overcoming the challenges we face daily. Wood’s unique qualities,
which make it such a fascinating material, are its ability to offer
new challenges with each project.
IN ADDITION TO WOOD, IS THERE A SIGNIFICANT DE-
MAND FOR BIOMASS IN THE REGION?
Sinop is another city that has undergone significant changes
since the arrival of ethanol plants. There are three of these
facilities, one of which, Inpasa, is the largest in the world. These
companies consume substantial amounts of biomass. The forest-
-based companies in the Region that were unable to be cleaned
up and organized are now all in order. They utilize a wide range of
resources. Today, large forest chippers are employed to clean up
the area and generate income, making it an environmental asset.
There has been a significant increase in the use of forest chippers.
Our Region is beginning to replant eucalyptus with wood chip
production in mind. During our visits to Sinop, we observed two
trucks transporting wood chips and one transporting logs. In 2010,
the only vehicles on the road were trucks carrying logs. However,
it is more financially advantageous to consider the long-term implications.
Biomass is the residual wood, branches, and small trees
that are utilized. At Inpasa, the wood chip output is significant,
with 400 truckloads processed daily.
HAVE YOU EVER BEEN SUBJECTED TO PREJUDICE DUE
TO YOUR INVOLVEMENT WITH FORESTS?
This concern primarily originates from acquaintances who
have expressed their dismay at the potential impact on the Amazon.
We must engage in dialogue with each individual to demonstrate
our reality, how we operate, and the positive impact we have
on the economy and society. It is a slow process, but we must
alter people’s perceptions of the forest-based industry. We must
demonstrate optimal Sustainable Forest Management practices.
Furthermore, it is essential to educate the public on the positive
impact of Sustainable Forest Management. At Sindusmad, our
primary responsibility is to attend trade shows, where we provide
detailed information about forest management, emphasizing its
legal and sustainable aspects. There is significant misinformation.
Sustainable Forest Management is the only approach that can
SOU A TERCEIRA GERAÇÃO DE MADEIREIROS E TENHO PLENA
CONVICÇÃO QUE ESTOU FAZENDO UM BEM E QUERO QUE MEUS
FILHOS FAÇAM PARTE DESSE NEGÓCIO
A Bonardi está preparada para atender
diversos segmentos da madeira:
Compensados, MDP e MDF. Estrutura
fabril com grande capacidade produtiva.
Pensando em sempre melhorar, ampliamos
a capacidade em planta de formol e
resinas garantindo expansão no mercado
de painéis.
40 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
ENTREVISTA
onde saiu, QR Code na tora. Aquela viga vai destinada
ao beneficiamento e vai ter todo ciclo, toda rastreabilidade
legal que dá segurança para o consumidor
final. Além do carbono neutro que fica armazenado,
sequestrado na madeira. Quando a àrvore morre na
floresta, quando não é cortada, ela libera o carbono.
As pessoas têm que entender que uma árvore cresce,
reproduz, envelhece e morre. A madeira proveniente
de MFS vai toda identificada, a questão legal, qual proprietário,
qual localização com coordenada geográfica
e temos que externar isso porque muitos não sabem
ainda como é feita nossa extração no manejo florestal
sustentável.
COMO FOI O INÍCIO DA ATUAÇÃO NO SIN-
DUSMAD?
Em 2010, tinha acabado de montar a empresa e então
José Eduardo Pinto presidente, me convidou para
fazer parte da diretoria do Sindusmad. Me surpreendi
com o convite, porque tinha uma empresa pequena,
mas era interesse deles chamar pequenos industriais.
Meu pai também participava. Então de 2010 a 2020
estive na diretoria. Em 2018 fui tesoureiro e fui aprendendo
o que era o Sindusmad. Fui vice-presidente em
2021. Presidente no biênio 2023-2025 e reeleito para o
biênio 2025-2027. Sou a terceira geração de madeireiros,
vivemos disso. O primeiro presidente foi meu tio e
estamos tentando dar continuidade a todo esse legado.
Um trabalho onde estou aprendendo muito, tendo
oportunidade, conhecendo novas pessoas e tenho
uma diretoria pujante. Não sou só eu, os executivos
também vestem a camisa do setor. É gratificante.
AGORA ESTÁ NO SEU SEGUNDO MANDATO.
QUAL EXPECTATIVA?
Coloquei o cargo à disposição, mas ninguém se
candidatou. A gestão é de 2 em 2 anos, então montamos
uma chapa e colocamos nosso nome de novo
à disposição. São 188 associados, de 29 municípios. É
o maior sindicato de base florestal de madeira nativa
do Brasil. Temos vasta extensão territorial. Cada associado
tem uma necessidade diferente, conseguimos
entender essas necessidades e tentamos dar o suporte
necessário a cada associado. Suporte tributário, ambiental,
de conversa com secretaria de Estado sobre o
manejo. Passaram-se 2 anos e achei que ia ser muito
tempo, mas demora até entender como funciona o
Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras
de Madeira do Estado do Mato Grosso), e a Fiemt
(Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso),
com quem temos feito parceria para qualificação dos
trabalhadores. Ter o segundo mandato dá oportunidade
para dar continuidade aos projetos. Queremos levar
os associados para feiras, não só a diretoria, para eles
entenderem a magnitude de todo sistema. Na região
effectively balance conservation with development, ensuring the
continued health of forests while generating profit. A comprehensive
forest inventory is conducted, identifying mature trees and
documenting their status for harvesting. Today, when a tree is
harvested, it is cut, and its diameter is measured. The coordinates
of its origin are recorded, and a QR code is placed on the log.
The log is then sent for processing, undergoing a complete cycle
and ensuring full legal traceability, providing security for the end
consumer. In addition to the carbon stored and sequestered in the
wood, there are other benefits to consider. In the absence of human
intervention, such as forest harvesting, a tree’s death in a forest
releases carbon. Individuals must comprehend that a tree undergoes
the processes of growth, reproduction, aging, and death.
All wood from Sustainable Forest Management is identified with
a comprehensive record that includes the legal issue, the owner,
and the location with geographic coordinates. This is essential
information that many people are unaware of, as there is a lack of
understanding of how our extraction is carried out in accordance
with Sustainable Forest Management practices.
COULD YOU PLEASE ELABORATE ON HOW YOU CAME
TO BE WORKING AT SINDUSMAD?
In 2010, shortly after the Company’s establishment, José Eduardo
Pinto, then President, invited me to serve on the Sindusmad
Board. I was taken aback by the invitation, given the modest size
of my Company. However, they expressed a keen interest in engaging
with small industrialists. My father was also involved. From
2010 to 2020, I served on the board. In 2018, I served as treasurer
and gained a comprehensive understanding of Sindusmad’s
operations and objectives. In 2021, I served as Vice-President. He
was elected President for the 2023-2025 term and reelected for
the 2025-2027 term. I hail from a family of forest-based activities,
and we have built our livelihoods around this tradition. My uncle
founded the Company, and we are committed to building upon
his legacy. This role offers a wealth of learning opportunities, networking
prospects, and the chance to collaborate with a dedicated
board of directors. This commitment is not just my own, but is
shared by the executives. The experience is gratifying.
YOU ARE CURRENTLY SERVING YOUR SECOND TERM.
WHAT ARE YOUR EXPECTATIONS FOR THIS PROJECT?
I advertised the position, but unfortunately, no applications
were received. The term is every two years, so we put together
a slate and made our names available again. The members
comprise 188 companies from 29 municipalities. It is the largest
native wood forestry union in Brazil. Our coverage extends to a
significant geographical area. Recognizing that each member
has unique needs, we strive to understand them and provide the
support they need. This includes tax and environmental support,
as well as discussions with the State Secretariat about management.
It has been two years since we first began working with the
Center for Wood Producing and Exporting Industries of the State
of Mato Grosso (Cipem) and the Federation of Industries of the
State of Mato Grosso (Fiemt), and we have since partnered with
them to train workers. Securing another term presents a valuable
42 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
ENTREVISTA
do Sindusmad deve ter umas 210 empresas. Estamos
buscando também essas empresas que ainda não se
associaram.
O SINDUSMAD REALIZA AÇÕES ANUALMENTE
PARA DIVULGAR O MANEJO FLORESTAL SUSTEN-
TÁVEL?
Creio que a ação mais importante é o Dia da Floresta,
em que levamos as pessoas para conhecerem
como se faz o manejo, para entender na prática como
é feito o manejamento. O que já foi manejado há 5
anos, o que será manejado. É para as pessoas verem
in loco. São juízes, embaixadores, arquitetos, promotores,
empresários convidados para verem e entenderem
o processo. No Estado de Mato Grosso, em muitas
cidades ao norte, a atividade principal é a madeira. Se
acabar a madeira acaba a cidade, então tem que levar
dignidade para essas pessoas, e o manejo florestal sustentável
é uma forma. O brasileiro é detentor da maior
floresta tropical do planeta e não somos valorizados.
Representamos 70% da floresta mundial e ainda falam
que somos os desmatadores. Precisamos colocar isso
para as pessoas entenderem. O Sindusmad fez 40 anos
em 2024. O setor madeireiro é a mola propulsora da
região. Sinop contempla outros setores, mas o madeireiro
é muito forte. São mais de 15 mil empregos diretos
e 100 mil indiretos.
E SOBRE AS METAS PARA O SEGUNDO MAN-
DATO?
Disseminar informação, ter conhecimento sobre
o manejo florestal sustentável, dar o suporte necessário
para os associados, continuar com os cursos de
qualificação profissional. Precisamos dar continuidade
em todo trabalho já feito pelos diretores. E também
o trabalho a nível social com escolas em Sinop, onde
levamos informações para os pequenos cidadãos, informando
como é feito o manejo florestal sustentável.
Afinal estamos em uma região madeireira. Há vários
jovens na nova diretoria, dando continuidade no setor.
Antigamente muitos não queriam que os filhos continuassem
no negócio, mas hoje vejo que é fundamental
continuar.
opportunity to maintain our ongoing commitment to the ongoing
projects. We aim to take our members to trade fairs, not just the
board, to help them understand the full scope of the system. The
Sindusmad Region is home to approximately 210 companies. We
are actively seeking to engage with companies that have not yet
joined.
PLEASE CLARIFY WHETHER SINDUSMAD CONDUCTS
ANNUAL INITIATIVES TO PROMOTE SUSTAINABLE FOREST
MANAGEMENT.
I believe that the most significant activity is Forest Day, when
we take people to observe how management is carried out. This
allows them to understand management in practice. For the past
five years, we have successfully managed what is now ready to be
managed. It is for people to see in loco. Judges, ambassadors,
architects, prosecutors, and businesspeople are invited to observe
and comprehend the process. In the State of Mato Grosso,
numerous cities in the Northern Region are primarily engaged in
timber production. If the timber supply is depleted, the Region
will suffer as well. Therefore, it is essential to ensure that these
communities have access to sustainable livelihoods, and sustainable
forest management is a key component of this approach. The
Brazilian Amazon is the largest tropical forest in the world, yet its
significance is often overlooked. We represent 70% of the world’s
forests, yet we continue to be accused of deforestation. We must
educate the public on this matter. In 2024, Sindusmad celebrated
its 40th anniversary. The Forest-based Sector is the driving force of
the region. Sinop boasts a diverse economic landscape, with a robust
Forest-based Sector contributing significantly to its economic
profile. It accounts for more than 15,000 direct jobs and 100,000
indirect jobs.
WHAT ARE THE OBJECTIVES FOR THE SECOND TERM?
Disseminate information, learn about Sustainable Forest
Management, provide the necessary support to members, and
continue with professional training courses. We must maintain the
momentum of the work initiated by the Directors. In addition, we
are engaged in social work with schools in Sinop. In this capacity,
we disseminate information to young citizens, providing them with
insights into the principles and practices of Sustainable Forest
Management. Given our location in a timber forest region, this is
a valid concern. The new board includes several young professionals
who are starting their careers in the Sector. Historically, many
parents have expressed reluctance regarding their children’s involvement
in the family business. However, I now recognize the pivotal
role that the next generation plays in ensuring the continuity
and success of our enterprise.
A ForMóbile é o ponto de
encontro de quem lidera a
transformação do setor moveleiro.
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AS PESSOAS TÊM QUE ENTENDER QUE UMA ÁRVORE CRESCE, REPRODUZ,
ENVELHECE E MORRE. A MADEIRA PROVENIENTE DE MANEJO FLORESTAL
SUSTENTÁVEL VAI TODA IDENTIFICADA, E TEMOS QUE EXTERNAR ISSO PORQUE
MUITOS NÃO SABEM AINDA COMO É FEITA NOSSA EXTRAÇÃO
44 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
PRINCIPAL
NOVIDADES
EM MÓVEIS E MADEIRA
ESPAÇO MADEIRA É UMA DAS
ATRAÇÕES DIFERENCIADAS DA
FORMÓBILE 2026, APRESENTANDO
AS NOVIDADES NO SEGMENTO DE
MADEIRA MACIÇA
Fotos: divulgação
FURNITURE AND
WOOD NEWS
ONE OF THE UNIQUE ATTRACTIONS AT FORMÓBILE 2026 IS ESPAÇO MADEIRA,
WHICH PRESENTS THE LATEST INNOVATIONS IN THE SOLID WOOD SEGMENT
46 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
MARÇO 2026 47
PRINCIPAL
A Revista REFERÊNCIA é parceira na realização do
espaço, conforme conta o diretor comercial da Revista,
Fábio Machado. “O Espaço Madeira surgiu da ideia de
trazer soluções da indústria da madeira para o mercado
moveleiro. Durante esses anos, o espaço foi ganhando destaque
e atraindo mais empresas interessadas em expor. É
um canal importante para introduzir o produto de madeira
maciça, soluções da indústria madeireira, para o mercado
moveleiro e à indústria de marcenaria”, valoriza Fábio.
Ao longo dos anos, a ForMóbile tem reafirmado sua
relevância no mercado e se consolidado como o encontro
empresarial mais importante do ramo, sendo o Espaço
Madeira dedicado para apresentar as novidades e realizar
negócios no setor de madeira maciça. Nesta edição, já
estão confirmadas no Espaço a participação das marcas
Teak Brazil, Fagus-Grecon, Arte Diamante, CCB Coatings,
Arminius, Plantag, Borroz, Kanefusa, IOT e Bonardi
Compensados. “O Espaço Madeira traz para aqueles que
trabalham com móveis, uma solução a mais para os seus
projetos. A introdução da madeira maciça em projetos
mobiliários já é uma realidade, e o espaço dentro da feira
faz com que novas soluções sejam apresentadas ao mercado”,
destaca o diretor.
According to Fábio Machado, Commercial Director,
Revista REFERÊNCIA is a partner in creating the space.
“The idea behind Espaço Madeira was to bring solutions
from the wood industry to the furniture market. Over the
years, the space has gained prominence and attracted
more companies interested in exhibiting. It is an important
channel for introducing solid wood products and
solutions from the wood industry to the furniture and
carpentry markets,” says Machado.
Over the years, ForMóbile has reaffirmed its relevance
in the market, consolidating itself as the industry’s
most important business meeting. Espaço Madeira is
dedicated to presenting the latest developments and
conducting business in the Solid Wood Sector. This Fair
will feature the participation of Teak Brazil, Fagus-Grecon,
Arte Diamante, CCB Coatings, Arminius, Plantag,
Borroz, Kanefusa, IOT, and Bonardi Compensados.
“Espaço Madeira offers furniture professionals another
solution for their projects. The use of solid wood
in furniture projects is already commonplace, and the
Space at the fair allows us to present new solutions to
the market,” says the Commercial Director.
It is a unique space that values and strengthens the
C
om aumento de 15% na área expositiva, a XI
edição da ForMóbile, maior feira do setor na
América Latina, promete superar o sucesso
de edições anteriores. A venda de espaços
está praticamente esgotada e 80% dos expositores
participaram da edição de 2024, o que comprova
o sucesso da feira que atrai visitantes de todo continente
para ver de perto as inovações e tendências para o setor
de móveis e madeira.
A ForMóbile acontece no São Paulo Expo, entre 30
de junho e 03 de julho de 2026. A última edição contou
com mais de 52 mil visitantes e 550 marcas expositoras.
“Para 2026, temos mais 50 novas empresas que vão estar
presentes. Estamos estimando um aumento de pelo menos
10% no número de visitantes”, comenta Tatiano Segalin,
business manager da ForMóbile.
MADEIRA EM DESTAQUE
O Espaço Madeira, dedicado para expositores de
madeira maciça e produtos relacionados, está na quarta
edição dentro da feira e se tornou um ponto de encontro
obrigatório para quem trabalha com madeira maciça.
W
ith a 15% increase in exhibition space,
the 11th ForMóbile -- the largest
trade fair in the Sector in Latin America
-- promises to surpass previous
fairs. Stand space is practically sold
out, with 80% of exhibitors having participated in the
2024 fair. This proves the Fair’s success, as it attracts
visitors from across the continent to see the latest innovations
and trends in the Furniture and Wood Sector.
ForMóbile will take place at the São Paulo Expo
from June 30 to July 3, 2026. The last fair had more than
52,000 visitors and 550 exhibiting brands. “For 2026, we
have 50 new companies that will be present. We are
estimating an increase of at least 10% in the number
of visitors,” said Tatiano Segalin, Business Manager for
ForMóbile.
WOOD IN THE SPOTLIGHT
Now in its fourth fair, Espaço Madeira (Wood Space)
is dedicated to exhibitors of solid wood and related products
and has become a must-see for anyone working
with solid wood.
PARA 2026, TEMOS MAIS 50
NOVAS EMPRESAS QUE VÃO
ESTAR PRESENTES. ESTAMOS ESTIMANDO
UM AUMENTO DE PELO MENOS 10% NO
NÚMERO DE VISITANTES
TATIANO SEGALIN,
BUSINESS MANAGER DA FORMÓBILE
48 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
MARÇO 2026 49
PRINCIPAL
Trata-se de um espaço diferenciado que valoriza e
fortalece o segmento. “Temos o objetivo de levar ainda
mais conhecimento e soluções para o mercado moveleiro,
principalmente porque a indústria da madeira está sempre
em evolução, apresentando novos produtos e novas
soluções”, almeja Fábio Machado.
NOVIDADES NA FEIRA
A edição deste ano também traz novidades no campo
digital, as ferramentas Leadster e Leadster Plus ganharam
recursos que prometem mudar a forma como expositores
captam e qualificam leads. A integração com a plataforma
ForMóbile Xperience, que une e fortalece a indústria moveleira
todos os dias do ano, cria um ecossistema onde o
networking começa antes da feira e se estende além dos
quatro dias de evento. Já a Fabi, inteligência artificial da
segment. “Our goal is to provide the furniture market
with more knowledge and solutions, mainly because the
wood industry is constantly evolving and introducing
new products and solutions,” also says Machado.
WHAT IS NEW AT THE FAIR?
This year’s Fair brings updates in the digital field. The
Leadster and Leadster Plus tools have gained features
that promise to transform how exhibitors capture and
qualify leads. Integration with the ForMóbile Xperience
platform unites and strengthens the furniture industry
year-round, creating an ecosystem where networking
begins before the fair and extends beyond its four
days. Fabi, ForMóbile’s artificial intelligence, continues
to learn and provide personalized insights for each
participant.
TEMOS O OBJETIVO DE LEVAR AINDA MAIS CONHECIMENTO E
SOLUÇÕES PARA O MERCADO MOVELEIRO, PRINCIPALMENTE
PORQUE A INDÚSTRIA DA MADEIRA ESTÁ SEMPRE EM EVOLUÇÃO,
APRESENTANDO NOVOS PRODUTOS E NOVAS SOLUÇÕES
O ESPAÇO MADEIRA
SURGIU DA IDEIA
DE TRAZER SOLUÇÕES DA
INDÚSTRIA DA MADEIRA
PARA O MERCADO
MOVELEIRO. É UM CANAL
IMPORTANTE PARA
INTRODUZIR O PRODUTO DE
MADEIRA MACIÇA, SOLUÇÕES
DA INDÚSTRIA MADEIREIRA,
PARA O MERCADO
MOVELEIRO E À INDÚSTRIA
DE MARCENARIA
FÁBIO MACHADO,
DIRETOR COMERCIAL DA
REVISTA REFERÊNCIA
ForMóbile, continua aprendendo e oferecendo insights
personalizados para cada perfil de participante.
Além da ampla exposição para as marcas participantes,
o evento oferece programação de conteúdo de alto nível,
incluindo o Palco ForMóbile, com palestras e painéis sobre
tendências, design, arquitetura moveleira, marcenaria
moderna, indústria 4.0, cenário econômico, manufatura
avançada e novas tecnologias. O Espaço Maker é outra
atração da feira, com demonstrações práticas de técnicas
e processos por youtubers e influenciadores do setor.
Ainda entre as novidades para 2026, destaca-se o serviço
de Concierge, criado para atender às necessidades
dos expositores. “Identificamos que muitas empresas,
especialmente as menores, enfrentavam dificuldades para
encontrar fornecedores confiáveis para montagem de estandes
e outros serviços. O Concierge veio para solucionar
essa questão”, explica Tatiano Segalin.
Com credenciamento aberto, a feira já está em contagem
regressiva e expectativa crescente a cada dia, diante
de uma edição que se desenha como muito mais que uma
feira de negócios. A ForMóbile 2026 volta a reunir toda
a cadeia produtiva do setor moveleiro em um ambiente
onde inovação, tradição e propósito caminham lado a lado.
FÁBIO MACHADO,
DIRETOR COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA
The event offers extensive exposure for participating
brands and high-level content programming.
This includes the Palco ForMóbile (ForMóbile Stage),
which features lectures and panels on trends, design,
furniture architecture, modern carpentry, Industry 4.0,
the economic scenario, advanced manufacturing, and
new technologies. Another attraction at the Fair is the
Espaço Maker, which features practical demonstrations
of techniques and processes by YouTubers and influencers
in the Sector.
Another new feature for 2026 is the concierge service,
which was created to meet exhibitors’ needs. “We
identified that many companies, especially smaller ones,
were having difficulty finding reliable suppliers for stand
assembly and other services. The Concierge service was
created to solve this issue,” explains Segalin.
Registration is now open, and anticipation is growing
as the fair approaches—this year’s fair promises to be
much more than just a trade show. ForMóbile 2026 will
once again bring together the entire furniture industry
supply chain in an environment where innovation, tradition,
and purpose go hand in hand.
50 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
MARÇO 2026 51
LEVANTAMENTO
AMAZÔNIA LEGAL
MOVIMENTA
6,57 MILHÕES
DE M³ DE TORA
INSTITUTO DIVULGOU BALANÇO COM NÚMEROS
CONSOLIDADOS DO ANO DE 2024 E DESTACA
IMPORTÂNCIA DAS CONCESSÕES FLORESTAIS
Fotos: divulgação
O
Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação
Florestal e Agrícola), por meio da
Plataforma Timberflow, lançou no final
do ano passado o Anuário da Madeira
2025, um raio-X da transação de madeira
nativa na Amazônia Legal com números consolidados
de 2024. O estudo organizou dados públicos
oficiais e apresenta séries comparáveis por estado,
município, espécies, produtos e rotas, traduzindo informação
em evidência para monitoramentos, compras
responsáveis e formulação de políticas.
Em 2024, a região transacionou 6.571.030,88
m³ (metros cúbicos) de madeira em tora, o que
representa uma leve queda de 0,32% ante 2023. O
Estado do Pará segue na dianteira, com 2.629.560,51
m³ (40,02% do total regional) e forte concentração
em municípios-polo. Mato Grosso recuou para
1.624.147,02 m³ (–31,03% em comparação com 2023),
enquanto Amapá e Acre registram saltos proporcionais
(+62,82% e +63,81%, respectivamente), redesenhando
prioridades de monitoramento, logística e
compras responsáveis.
PARA COMPRADORES
E INVESTIDORES, O
RECORTE 4D (UF/MUNICÍPIO/
ESPÉCIE/PRODUTO) E A TRILHA
DOCUMENTAL TORA SERRADA
- DESTINO TORNAM-SE
ALIADOS PRAGMÁTICOS DE
COMPLIANCE
LEONARDO SOBRAL,
DIRETOR DE FLORESTAS E
RESTAURAÇÃO DO IMAFLORA
52 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
MARÇO 2026 53
LEVANTAMENTO
POLOS MUNICIPAIS
EM EVIDÊNCIA
O mapa da transação madeireira mostra Portel
(PA) com 483.776,01 m³ (+64,62%), Prainha
(PA) com 309.107,15 m³ (+70,37%), Colniza (MT)
com 244.300,35 m³ (–37,13%) e Mazagão (AP) com
227.221,57 m³ (+40,01%). São polos que funcionam
como nós logísticos e regulatórios, úteis para orientar
planejamento de infraestrutura, alocação de fiscalização
e due diligence de compradores.
As CFFs (Concessões Florestais Federais) transacionaram
379.626,55 m³ de tora em 2024; o Pará
responde por 79% (300.442,01 m³). A estabilidade
do bloco e a rastreabilidade documental reforçam
seu papel como referência para compliance, compras
responsáveis e políticas de manejo. Entre as
florestas nacionais, destacam-se as variações entre
2023 e 2024 em Saracá-Taquera (–10,38%), Altamira
(+3,59%), Caxiuanã (+9,29%), Crepori (–39,18%), e,
em Rondônia, Jamari (+15,04%) e Jacundá (+20,98%).
PRODUTOS, ESPÉCIES
E DESTINOS
A madeira serrada é o principal manufaturado da
região (2.474.970 m³), com Mato Grosso, Pará e Rondônia
à frente. No mix de espécies transacionadas
em tora em 2024 se destacam maçaranduba, angelim,
cupiúba e cumaru, que concentram cerca de ¼
do volume (1.461.796,25 m³), informação considerada
central pelo instituto para elaboração de políticas de
oferta por espécie e critérios de compras.
No mercado interno, São Paulo é o maior destino
de madeira (352.801,78 m³). Já nas exportações,
o agregado regional somou 203.274,55 m³, com os
EUA (Estados Unidos da América) como principal
destino.
AS SÉRIES FORAM CONSTRUÍDAS A PARTIR DOS DADOS ABERTOS
DOF (IBAMA) E SISFLORA (SEMA/PA E SEMA/MT),
COM TRILHAS DE RASTREABILIDADE E CRITÉRIOS DE DUPLICAÇÃO
E HARMONIZAÇÃO
FELIPE JACOB PIRES, COORDENADOR DE PROJETOS E SERVIÇOS DO IMAFLORA
54 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
LEVANTAMENTO
A MADEIRA
SERRADA É O
PRINCIPAL MANUFATURADO
DA REGIÃO COM MATO
GROSSO, PARÁ E RONDÔNIA
À FRENTE
A FEICON é a principal feira de construção civil e
arquitetura da América Latina, que dá início ao
calendário do setor no Brasil e conecta profissionais e
marcas em negócios nos segmentos de:
ACABAMENTOS INSTALAÇÕES ESTRUTURAS EXTERNOS
56 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
O material utilizado no estudo consolida e padroniza
DOF (Documento de Origem Florestal) do
Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis) e Guias Florestais das
Secretarias estaduais do Meio Ambiente (Sema/PA
e Sema/MT), priorizando registros com status “recebido
e similares”, o que significa que são transações
efetivamente concluídas, aplicando processos de
duplicação, harmonização e validação que permitem
reprodutibilidade e auditoria. Isso representa que
transparência deixa de ser obrigação e vira vantagem
competitiva.
De acordo com Leonardo Sobral, diretor de Florestas
e Restauração do Imaflora, a recomposição
do “mapa da madeira” - com ganhos proporcionais
em Amapá e Acre e ajuste de base em Mato Grosso
- pede foco territorial e rotas de escoamento
nas ações de monitoramento. “Para compradores
e investidores, o recorte 4D (UF/município/espécie/
produto) e a trilha documental tora - serrada - destino
tornam-se aliados pragmáticos de compliance”,
destaca. E, para políticas públicas, as Concessões
Florestais oferecem uma linha de base com regra,
escala e previsibilidade.
Felipe Jacob Pires, coordenador de projetos e
serviços do Imaflora, explica que as estatísticas se
referem a 2024 e consideram transações com status
“recebido e similares”. “As séries foram construídas
a partir dos dados abertos DOF (Ibama) e Sisflora
(Sema/PA e Sema/MT), com trilhas de rastreabilidade
e critérios de duplicação e harmonização. Atualizações
posteriores nas bases públicas podem gerar
ajustes”, assegura.
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Organização
e Promoção:
MARCENARIA
BANCADAS
DE MADEIRA
ESCOLHA VERSÁTIL PARA ÁREAS GOURMET, AS BANCADAS DE
MADEIRA SE ENCAIXAM EM QUALQUER ESTILO DE DECORAÇÃO
GARANTINDO RESISTÊNCIA E UM TOQUE DE ACONCHEGO
Fotos: divulgação
58 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
MARÇO 2026 59
MARCENARIA
MATERIAL COM DURABILIDADE
Uma boa opção para fazer bancadas é utilizar o
compensado naval, que pode ser usado praticamente
para montar uma cozinha completa. O acabamento
com verniz hidrorrepelente vai garantir a conservação
da peça.
Também é possível fazer uma bancada simples com
madeira pinus. Para proteger e garantir durabilidade
use tinta na base para impressionar e deixar a bancada
colorida, em harmonia com o ambiente. Uma opção
também é envernizar corretamente para manter a bancada
bem conservada, com aspecto natural.
PENSAR NO PROJETO
Antes de instalar a bancada, é importante pensar
no projeto e qual utilidade que ela terá no local, pois
além de servir para refeições rápidas, são também
ponto de encontro das famílias, podem integrar ambientes
e amparar a agilidade da vida moderna. Por
isso deve ser considerada a área de circulação, altura,
medidas para cadeiras ou banquetas, para melhor
aproveitamento nas situações do dia a dia.
Fácil de combinar, a bancada de madeira é uma escolha
que proporciona versatilidade na composição de
ambientes, ajuda a manter o espaço organizado, além
de ser resistente.
As bancadas são sinônimas de praticidade
na vida dos moradores. Localizadas na
cozinha, simplificam a rotina no café da
manhã antes de sair de casa ou o jantar
em família.
Feita sob medida ou no método faça você mesmo,
uma bancada de madeira na cozinha, ou áreas gourmet,
pode transformar o ambiente, servindo como
ponto de apoio, espaço para refeições e também
como local para deixar tudo à mostra com itens e
utensílios do dia a dia. Apesar de não ser a opção mais
usual para bancadas, a madeira pode surpreender na
cozinha.
As opções são muitas, podendo ser de tábuas, madeira
maciça, compensado, MDF, madeira teca, pinus,
madeira de demolição, combinando com a decoração
do ambiente. Pode ser misturada com outros materiais
como ferro, vidro, cimento queimado.
Além de trazer um toque de aconchego, a madeira
é um material resistente, fácil de combinar e perfeita
para quem deseja um ar rústico. Apropriada para apartamentos,
residências, casa de praia, ou campo, sendo
a madeira bem cuidada, não há limite para seu uso em
espaços gourmet, podendo também dividir espaço
com pia, cooktop, desde que haja área disponível.
FEITA SOB MEDIDA OU NO
MÉTODO FAÇA VOCÊ
MESMO, UMA BANCADA DE MADEIRA
NA COZINHA, OU ÁREAS GOURMET,
PODE TRANSFORMAR O AMBIENTE
60 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
MARÇO 2026 61
BALANÇO
A INDÚSTRIA DA
MADEIRA MOVIMENTA
SANTA
CATARINA
ESTUDO REALIZADO PELA FIESC APONTA A FORÇA
DO SETOR NA ECONOMIA GERANDO EMPREGO,
RENDA E EXPORTAÇÕES
Fotos: divulgação FIESC
Foto: Plinio Bordin
Levantamento realizado pelo Observatório Nacional
da Indústria, conduzido pelo Observatório
FIESC (Federação das Indústrias do Estado
de Santa Catarina), revelou a força da indústria
catarinense, sua inserção no mercado internacional
e a participação do segmento da madeira e móveis
na economia do estado. São atividades que geram renda
e empregos diretos e indiretos, combinando tradição produtiva,
disponibilidade de recursos naturais e capacidade
de inovação.
O estudo mapeou as concentrações produtivas estratégicas
e elencou 14 polos principais contemplando sete
segmentos: madeira e móveis; papel e celulose; veículos,
embarcações e aeronaves; máquinas e equipamentos;
equipamentos elétricos; alimentos e bebidas e minerais
não metálicos.
A indústria de madeira e móveis é a que tem a maior
inserção no exterior.
Para o coordenador do estudo, Marcelo de Albuquerque,
os polos industriais impulsionam a diversificação
econômica. “Eles ampliam a competitividade regional,
estimulam a inovação e a formação de profissionais qualificados
e criam conexões estratégicas com o mercado
global”, afirma. Confira os cinco polos regionais onde a
indústria madeireira tem forte presença:
OESTE DE SANTA CATARINA
Na mesorregião oeste de Santa Catarina, que engloba
municípios como Caçador (SC), Chapecó (SC), Xanxerê
(SC), o polo de madeira e móveis reúne 1.263 estabelecimentos
e emprega cerca de 21 mil trabalhadores. As
exportações do segmento alcançaram US$ 385,9 milhões
em 2024, impulsionadas principalmente por obras de carpintaria
(US$ 146,5 milhões), móveis (US$ 83,3 milhões) e
madeira em forma (US$ 54,9 milhões). Os EUA (Estados
Unidos da América) foram o principal mercado comprador,
com US$ 240,5 milhões, seguidos por Reino Unido (US$
17,4 milhões) e França (US$ 15,9 milhões).
Empresário do ramo, o presidente da Fiesc, Gilberto
Seleme, destaca os diferenciais da produção regional. “A
indústria de móveis e madeira do oeste é tecnológica e
sua produção é sustentável, com processos que reaproveitam
toda a madeira usada como insumo. A proximidade
com o setor florestal é um diferencial competitivo importante”,
afirma o presidente.
Destacam-se entre as exportadoras do segmento de
madeira empresas como a Frameport, a Guararapes (unidade
de Caçador) e a Adami. A Frameport destaca-se na
exportação de portas.
A Adami conta com clientes em mais de 25 países,
entre eles nos EUA, Canadá, Europa, África, Israel e Arábia
Saudita. A unidade da Guararapes em Caçador é a maior
produtora de MDF das Américas, com três linhas de produção.
62 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
MARÇO 2026 63
BALANÇO
Entre as moveleiras o protagonismo fica com empresas
como a Móveis Henn, que exporta móveis populares. A
Temasa, que tem entre seus clientes de móveis de madeira
maciça a descolada Ikea. A Sollos, fabricante de móveis
de alto padrão de Princesa, tem 120 prêmios de design,
muitos protagonizados por Jader Almeida, designer reconhecido
internacionalmente.
PRESENÇA NO SUL
Na mesorregião sul do Estado, os produtos de madeira
também têm forte apelo internacional, que pode ser
conferido pelas vendas externas do polo de produtos de
madeira que alcançou US$ 54,3 milhões em 2024. “Esta
é uma região que cresceu impulsionada pela história do
carvão e que carrega uma cultura produtiva muito sólida”,
aponta Gilberto Seleme. “O sul soube transformar tradição
em competitividade global. O setor de produtos de
madeira demonstra capacidade de expansão internacional”,
destaca o presidente lembrando também que o setor
cerâmico da região é referência nacional há décadas.
Entre os produtos de madeira exportados destaque
para pallets, madeira em forma e outros artigos de madeira,
como molduras. O polo de molduras está centrado em
Braço do Norte (SC), em empresas como Moldurarte e Sul
America, entre outras. Os EUA absorvem 39,3% das exportações
desses produtos, seguidos por Chile e Colômbia. O
polo emprega 4,5 mil pessoas, em 540 empresas.
REGIÃO DA SERRA
Na Serra Catarinense, segmentos baseados em produtos
florestais são destaque nas exportações. A região se
consolidou como polo exportador de produtos de base
florestal combinando tradição produtiva, disponibilidade
de recursos naturais e capacidade de inovação. Esses fatores
explicam a presença de dois polos industriais com
inserção internacional na região, madeira e móveis e celulose
e papel, setores com cadeias robustas e altamente
competitivas no mercado global. Em 2024, somente o
polo de madeira e móveis exportou US$ 381,8 milhões,
enquanto o de celulose e papel registrou vendas externas
US$ 166,5 milhões, evidenciando a vocação da região para
o comércio exterior.
Na mesorregião serrana, o polo de madeira e móveis
reúne 485 estabelecimentos e 9,8 mil trabalhadores, que
exportam principalmente madeira serrada, painéis de madeira
e MDF. Já o polo de celulose e papel concentra 27
empresas que empregam 4,4 mil pessoas, com foco em
papel kraft e recipientes de papel.
OS POLOS
INDUSTRIAIS
AMPLIAM A COMPETITIVIDADE
REGIONAL, ESTIMULAM A
INOVAÇÃO E A FORMAÇÃO DE
PROFISSIONAIS QUALIFICADOS
E CRIAM CONEXÕES
ESTRATÉGICAS COM O
MERCADO GLOBAL
MARCELO DE ALBUQUERQUE,
COORDENADOR DO ESTUDO
Foto: Marcelo Scandaroli
A INDÚSTRIA DE
MÓVEIS E MADEIRA
DO OESTE DE SANTA CATARINA
É TECNOLÓGICA E SUA
PRODUÇÃO É SUSTENTÁVEL,
COM PROCESSOS QUE
REAPROVEITAM TODA A
MADEIRA USADA COMO
INSUMO. A PROXIMIDADE COM
O SETOR FLORESTAL É UM
DIFERENCIAL COMPETITIVO
IMPORTANTE
GILBERTO SELEME,
PRESIDENTE DA FIESC
Foto: divulgação
VALE DO ITAJAÍ
A mesorregião do Vale do Itajaí também tem forte presença
da indústria de madeira, com inserção internacional.
São chapas de compensado, peças de carpintaria e portas
que lideram a produção com destino aos mercados externos.
Em 2024, as exportações do segmento de madeira
e móveis da região do Vale do Itajaí somaram US$ 413,75
milhões.
Características de clima e relevo estão entre os principais
fatores para o desenvolvimento dos polos exportadores
do Vale do Itajaí, avalia o coordenador do estudo,
Marcelo de Albuquerque. A proximidade com a matéria
prima, no caso do setor de madeira e móveis, é um dos
diferenciais.
Entre as empresas que se destacam na exportação de
produtos de madeira estão a Rohden, fabricante de portas
de Salete, a NM Compensados e a Madeiras Schlindwein
(MSL), de Presidente Getúlio (SC), entre outras.
NORTE DE SANTA CATARINA
Fatores históricos, estruturais e econômicos aceleraram
a industrialização da região norte do Estado catarinense, e
permitiram o desenvolvimento de cadeias produtivas complexas
e diversificadas. Esses componentes contribuem
para explicar a elevada internacionalização das indústrias
da região, evidenciada pelos quatro polos industriais de
inserção internacional nos segmentos de: equipamentos
elétricos; máquinas e equipamentos; madeira e móveis e
papel e celulose.
Jaraguá do Sul (SC), Joinville (SC) e São Bento do Sul
(SC) são as cidades com maior concentração de indústrias
na região. São Bento do Sul, Campo Alegre (SC) e Rio
Negrinho (SC) configuram o maior polo exportador de
móveis do país.
Apesar da situação conjuntural do tarifaço dos EUA
ainda se manter sobre alguns produtos brasileiros, indústrias
como Três Irmãos e Móveis Katzer estão entre as
maiores exportadoras de móveis do país. A Três Irmãos
produz para 20 marcas globais, incluindo a Ikea. A Katzer
atende mais de 15 países na Europa, Ásia, América do
Norte e América do Sul.
“O polo moveleiro de São Bento do Sul conquistou o
mercado internacional com investimentos permanentes
em tecnologia e processos para melhorar sua eficiência e
ganhar competitividade. A sustentabilidade, a inovação e
o cuidado no trabalho com a madeira completam os diferenciais
que fazem do polo o maior exportador de móveis
do Brasil”, enaltece o presidente do Sindusmobil (Sindicato
das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São
Bento do Sul), Luiz Carlos Pimentel.
Ainda na região, o destaque do setor de papel e celulose
é a fábrica de papel da Smurfit Westrock Brasil, maior
produtora de papel kraftliner da América Latina, localizada
em Três Barras (SC) e que abastece, além do mercado nacional,
clientes no Paraguai, Argentina, Chile, Equador e
África do Sul.
64 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
MARÇO 2026 65
ARTIGO
COEFICIENTE DE
RENDIMENTO
VOLUMÉTRICO:
A CHAVE PARA REGULAR OS CRÉDITOS VIRTUAIS
DA MADEIRA DA AMAZÔNIA
Fotos: divulgação
KAUANNA DOMINGUES CABRAL DE ANDRADE
INPA (INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA)
ANA PAULA FERREIRA DOS SANTOS
INPA (INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA)
JOAQUIM DOS SANTOS
INPA (INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA)
NIRO HIGUCHI
INPA (INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA)
ADRIANO JOSÉ NOGUEIRA LIMA
INPA (INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA)
FABIANO EMERT
UFRA (UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA)
RESUMO
N
o Brasil, todo o transporte e armazenamento
de produtos e subprodutos florestais
nativos deve ser registrado no sistema
DOF (Documento de Origem Florestal).
Essa plataforma informatizada existe
para auxiliar os órgãos de fiscalização na redução da
comercialização de produtos florestais obtidos ilegalmente.
Contudo, essa ferramenta ainda apresenta resultados
modestos no cumprimento de seus objetivos,
visto que lacunas no sistema permitem a aquisição de
madeira ilegal e sua entrada no sistema como madeira
legal. O objetivo deste estudo foi verificar se o CRV
(coeficiente de rendimento volumétrico) de uma serraria
em escala industrial corresponde aos 35% estabelecidos
pela legislação brasileira. O foco foi direcionado
a uma brecha que permite o acúmulo de créditos virtuais
no sistema DOF pela transformação de toras em
madeira serrada. Para tanto, estimamos o CRV da serraria
e o percentual médio de rendimento de 19 espécies
comerciais utilizadas por uma empresa madeireira
na Amazônia brasileira, com uma amostra de 90 toras.
O CRV estimado foi de 24,6 ± 2,4, apresentando 9,9%
de incerteza. O valor médio de CRV diferiu de forma
altamente significativa (p < 0,001) daquele proposto
pelo DOF, com uma diferença de 10,35%. Com base
nesses resultados, a diferença entre a produção observada
e a proposta pela legislação pode gerar o acúmulo
de créditos virtuais de toras. Com esse acúmulo, os
gestores encontram dificuldades na obtenção de novas
licenças de exploração florestal e, consequentemente,
não conseguem atender à demanda real de toras na
capacidade da serraria.
66 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
MARÇO 2026 67
ARTIGO
INTRODUÇÃO
A Amazônia brasileira é uma das principais produtoras
mundiais de madeira tropical em tora. A produção
entre 2019 e 2020 foi superior a 29,2 milhões de m³
(metros cúbicos), tornando-a a quarta maior produtora
global, depois da Indonésia, Índia e Vietnã, com produções
respectivas de mais de 80, 48 e 36 milhões de
m³ de toras no mesmo período (Itto 2021). Os países
do Sudeste Asiático têm sido os principais produtores
e exportadores, mas seu domínio no mercado internacional
está ameaçado, uma vez que suas áreas de florestas
maduras estão sendo exploradas e desmatadas
de forma rápida e intensiva, sinalizando um colapso
de suas reservas madeireiras em um futuro próximo
(Higuchi et al. 2006; Shearman et al. 2012; Itto, 2021).
Assim, o redirecionamento da demanda internacional
por produtos e serviços florestais para a Amazônia
pode se tornar uma oportunidade para o desenvolvimento
sustentável. A Amazônia possui um enorme
potencial madeireiro, mas existem diversos obstáculos
à implementação de um programa de manejo florestal
sustentável. Um desses obstáculos envolve o baixo
aproveitamento volumétrico pelas serrarias, o que
dificulta a maximização do potencial volumétrico das
toras extraídas da floresta e constitui uma importante
barreira ao desenvolvimento regional do manejo florestal
sustentável (Clement e Higuchi, 2006). O manejo
florestal e os métodos de processamento da madeira
devem estar tecnologicamente alinhados para melhorar
a utilização das matérias-primas ao longo de toda a
cadeia produtiva.
MATERIAIS E MÉTODOS
O estudo foi realizado na serraria da empresa madeireira
Mil Madeiras Preciosas Ltda., localizada a 227
km (quilômetros) a leste de Manaus, capital do Estado
do Amazonas, no município de Itacoatiara (AM). A
serraria é abastecida com toras provenientes de uma
área total de 202.104 ha de floresta tropical de planície,
localizada nos municípios de Itacoatiara, Silves e Itapiranga,
pertencente à empresa e manejada de forma
sustentável. A serraria possui cinco linhas de processamento,
com capacidade total de processamento
de toras superior a 100 m³/dia. Os produtos finais são
acabados ou semiacabados, sendo a maioria destinada
ao mercado internacional. Os resíduos de madeira gerados
pela serraria são utilizados como matéria-prima
para geração de energia elétrica em uma usina termelétrica
em Itacoatiara.
O MANEJO
FLORESTAL E OS
MÉTODOS DE
PROCESSAMENTO DA
MADEIRA DEVEM ESTAR
TECNOLOGICAMENTE
ALINHADOS PARA MELHORAR
A UTILIZAÇÃO DAS MATÉRIAS-
PRIMAS AO LONGO DE TODA A
CADEIA PRODUTIVA
68 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
MARÇO 2026 69
ARTIGO
Uma análise de 71 centros de processamento de
madeira concentrados na Amazônia brasileira estimou
um CRV médio de 41,1% no geral e de 39,2% para as
indústrias do Amazonas, abaixo da média da região
amazônica (Pereira e outros 2010). Outros autores obtiveram
valores de CRV mais baixos para espécies de
madeira exploradas na região do que os estimados por
Pereira et al. (2010) - por exemplo, Gerwing 2001; Nascimento
2006; Danielli 2016.
CONCLUSÕES
O coeficiente de rendimento volumétrico da serraria
estudada foi inferior ao previsto na Resolução Conama
número 474/2016. Um estudo técnico específico
para determinar o CRV médio e sua incerteza associada
para cada setor de processamento de madeira reduziria
a possibilidade de acúmulo de créditos virtuais
no sistema, o que possibilita fraudes relacionadas ao
comércio ilegal de madeira. A sustentabilidade do manejo
florestal exige a adoção de princípios gerais e recursos
técnicos para o uso adequado da matéria-prima
colhida, incluindo maiores investimentos em pesquisa
em tecnologia da madeira, melhor aproveitamento de
resíduos madeireiros e aprimoramento das técnicas de
serragem para espécies amazônicas.
Essa é uma versão parcial
desse conteúdo, acesse o
texto completo pelo QR Code:
RESULTADOS
Seguindo a recomendação da Resolução Conama
número 411/2009, o presente estudo abrangeu 52,7%
das espécies processadas pela empresa em 2015, correspondendo
a 19 espécies e uma amostra total de
90 toras. O diâmetro dos troncos variou de 26,5 cm a
107 cm (centímetros) no topo e de 43 cm a 121 cm na
base. O comprimento dos troncos variou de 4,94m a
18,25m (metros). O volume total dos troncos medidos
foi de 295,09 m³, com uma média de 3,30 ± 0,29 m³
(média ± erro padrão) por tronco. O volume total de
madeira serrada foi de 76,5 m³, com uma média de
0,85 ± 0,13 m³ por tronco. O valor CRV foi de 24,65% ±
2,44% (média ± erro padrão), correspondendo a uma
incerteza de 9,89% ( n = 90; IC 95%), ligeiramente abaixo
do limite de variação de 10% permitido por lei para
o cálculo do CRV da madeira serrada a partir de toras
(Conama 2009). A incerteza foi calculada com base na
variância dos valores médios de CRV obtidos a partir
das 90 toras serradas. O CRV médio de 24,65% obtido
em nossa amostra diferiu significativamente (p < 0,001)
do CRV de 35% proposto na Resolução Conama número
497/2020; portanto, a hipótese nula de igualdade foi
rejeitada. O CRV médio medido mostrou que 75,35 ±
2,44% (média ± erro padrão) de uma tora se transformam
em resíduos de madeira, correspondendo a mais
de 2,48 m³ por tora ou 222 m³ das toras amostradas.
DISCUSSÃO
O coeficiente médio de rendimento volumétrico
obtido neste estudo ficou abaixo dos 35% propostos
pela Resolução Conama nº 497/2020. A produção de
material serrado foi próxima dos 27% descritos por
referência omitida (Lima et al. 2005) para serrarias no
Estado do Amazonas, mas abaixo dos 30% estimados
por Clement e Higuchi (2006). Em outro estudo realizado
no Estado do Amazonas, o CRV médio para 20 espécies
de madeira variou de 41,9% a 61,8%, com uma
média geral de 52,9% (Iwakiri 1990). No entanto, vale
ressaltar que o último estudo foi conduzido em condições
ótimas e controladas, com o objetivo de maximizar
o número de peças por tora. Na prática, a indústria
madeireira da Amazônia utiliza equipamentos de baixa
tecnologia em suas serrarias e gera uma quantidade
considerável de resíduos de madeira que são descartados.
As serrarias precisam atender à demanda dos
pedidos de seus compradores para se manterem competitivas
no mercado (Mendonza e outros 2017).
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72 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
ESPAÇO ABERTO
A VULNERABILIDADE
COMO NOVA FORÇA DA LIDERANÇA CORPORATIVA
D
urante muito tempo, ser líder significou
ser inabalável. O modelo tradicional
valorizava a autoridade, o controle
e a certeza, como se demonstrar
fragilidade fosse um risco. Mas, em
um mundo cada vez mais complexo e humano, a
vulnerabilidade se tornou uma das principais forças
da liderança moderna.
Empresas inovadoras já entenderam que liderar
não é saber tudo, mas criar ambientes onde as pessoas
se sintam seguras para aprender, errar e crescer.
Essa é a visão defendida por Annmarie Neal,
Chief People Officer oficial da Zendesk. Para ela,
o papel do RH (recursos humanos) e da liderança
é cultivar confiança para que os gestores possam
ser autênticos, empáticos e, sobretudo, humanos.
“Precisamos criar uma cultura em que os líderes
se sintam à vontade para mostrar suas vulnerabilidades.
Isso leva tempo, mas faz toda a diferença”,
afirma Annmarie.
Assumir vulnerabilidade não é sinal de fraqueza,
é um ato de coragem. Expor dúvidas, pedir ajuda
e reconhecer limitações são atitudes que aproximam
líderes e equipes, fortalecendo o senso de
propósito coletivo. Quando um líder se permite ser
real, ele convida os outros a fazerem o mesmo. E é
nesse espaço de confiança que surgem as melhores
ideias, as colaborações mais genuínas e os times
de alta performance.
Essa mudança de mentalidade exige uma nova
forma de pensar o desenvolvimento das lideranças.
EXPOR DÚVIDAS, PEDIR
AJUDA E RECONHECER
LIMITAÇÕES SÃO ATITUDES QUE
APROXIMAM LÍDERES E EQUIPES,
FORTALECENDO O SENSO DE
PROPÓSITO COLETIVO
74 referenciaindustrial.com.br MARÇO 2026
POR
JULIANA DIMÁRIO
DIRETORA DE PESSOAS
E CULTURA DA CBYK
Em vez de programas voltados apenas à técnica e
à performance, as empresas precisam investir em
competências emocionais — como empatia, escuta
ativa e autoconhecimento.
A Zendesk, por exemplo, tem apostado em
programas de soft skills voltados à autenticidade
e à gestão emocional, conectando a formação de
líderes à construção de uma cultura organizacional
mais saudável. A mensagem é clara: não há performance
sustentável sem bem-estar e confiança.
Em um ambiente de trabalho híbrido e cada vez
mais digital, a vulnerabilidade também atua como
elo entre pessoas e propósito. Ao admitir que não
têm todas as respostas, líderes abrem espaço para
a inteligência coletiva e o resultado é uma equipe
mais criativa, engajada e comprometida com o sucesso
do negócio.
O desafio está em desconstruir o antigo ideal
do líder perfeito. O futuro pertence àqueles que
compreendem que liderar é, antes de tudo, um ato
humano.
Como resume Annmarie Neal: “Basta uma
pessoa não estar disposta a ser vulnerável para
o ambiente se desestabilizar. Mas quando existe
confiança, as relações se tornam mais verdadeiras e
produtivas.”
No fim, a vulnerabilidade é o que sustenta a
liderança com propósito. Ela transforma autoridade
em influência, controle em colaboração e medo em
coragem. E é justamente essa coragem de ser autêntico
que diferencia os líderes que inspiram dos
que apenas comandam.
Foto: divulgação