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Revista Lobos #12

Edição 12 - janeiro/fevereiro 2026

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EDIÇÃO 12 janeiro/fevereiro 2026


REVISTA LOBOS

FICHA TÉCNICA

Diretor Geral

Joel Pinho

Paginação

André Nogueira

Redação

André Nogueira

Maria Canha

Tiago Pinho

NOME DO ARTIGO


#12

Revisão

André Nogueira

Contacto

comunicacao@fcarouca.eu

Ilustração

André Nogueira

Fotografia

Pedro Fontes

3


REVISTA LOBOS

FOTO DO MÊS

História feita no Municipal de Arouca,

com o clube a conseguir virar o 0-2 do intervalo

para uma vitória épica frente ao Vitória SC (3-2)

FOTO DO MÊS


#12

5


REVISTA LOBOS

Índice

08

Entrevista

de Arruabarrena

24

Mercado

de Inverno

34

Espaço

Parceiro

42

Entrevista

Kiko Mendes

58

Chuta daí,

que tu chutas bem

62

Eleições

FC Arouca

ÍNDICE



REVISTA LOBOS

“QUANDO

SURGIU A

OPORTUNIDADE

DE VOLTAR,

NÃO DUVIDEI

NEM POR UM

SEGUNDO”

DIZEM POR AÍ


#12

9


REVISTA LOBOS

Ignacio de Arruabarrena ou Nacho,

29 anos, conta-nos sobre a sua carreira

desde o futebol uruguaio até ao

recente regresso ao Futebol Clube de

Arouca. Uma paixão pelo futebol que

começou desde muito cedo por influência

familiar, "As minhas recordações

são de quando era pequeno e jogava

futebol com os meus amigos na escola.

Supostamente, os meus pais dizem

que antes de saber andar, já gostava

de andar sempre com uma bola. Mas a

primeira memória de ver futebol ao vivo

são de ir ao estádio com a minha avó,

uma rotina que fiz durante muitos anos".

O seu primeiro contacto com o futebol

federado é feito através do Montevideo

Wanderers Fútbol Club, um clube que o

acompanhou desde os primeiros tempos

de formação até ao futebol profissional.

Por esse motivo, será sempre o clube pelo

qual guardará eternamente um carinho

especial, "A verdade é que é um emblema

que me representa muito. Estive lá muitos

anos, fazendo toda a formação e depois

a passar muito tempo, também, com a

equipa principal. Ainda hoje os sinto e vejo

como mais uma família. Acompanho-os

desde sempre. Sinto como se fosse o lugar

onde eu pertenço no Mundo do Futebol e

isso é muito especial. Sempre que posso,

tento ver os jogos, senão estou sempre

a par dos seus resultados e hoje sinto-

-me como mais um adepto da equipa".

O dia 23 de janeiro de 2017, na Bolívia,

é uma data que diz muito a Ignacio de

Arruabarrena, "Foi um dia muito lindo.

Estreei-me pela equipa na qual cresci ao

longo de toda a vida. O treinador decidiu

apostar em mim nesse jogo, num estádio

muito complicado devido à altura em que

são jogadas as partidas na Bolívia. Foi em

Sucre, creio que a 2000 metros de altura…

DIZEM POR AÍ


#12

11



#12

Perdemos 3-2 mas a eliminatória ficou

em aberta para o jogo da segunda mão.

E a verdade é que acabamos mesmo por

ganhar esse segundo jogo, que nos permitiu

passar à fase seguinte que, para uma

equipa como o Montevideo Wanderers

Fútbol Club era algo muito importante.

É certo que estou muito contente por

ter tido essa oportunidade de jogar pelo

clube de meu coração, quando ainda

era tão novo, e numa competição tão

importante como é a Copa Libertadores".

Da evolução no clube, surgiu a oportunidade

de representar o seu país nos

escalões jovens da seleção do Uruguai,

"Representar o meu país era algo que eu

já sonhava desde criança. Em todos os

escalões da seleção uruguaia, esperava

sempre pela convocatória a ver se estava

e, quando me chamaram para o torneio

pré-olímpico, a verdade é que senti muito

orgulho e muita satisfação de ter conseguido

alcançar algo que tanto sonhava.

Qualquer jogador profissional sonha um ia

alcançar este momento e, quando acontece,

é muito complicado de descrever

a sensação quase de alívio de alcançar

algo que há tanto tempo persegues".

Foi com o estatuto de internacional jovem

que o guarda-redes Ignacio de Arruabarrena

se mudou pela primeira vez para

fora do seu país, rumo ao continente europeu.

Apesar do amor ao clube da capital,

era uma mudança que fazia sentido para

a sua carreira, "Era algo que eu também

almejava. Sentia-me cómodo no Montevideo

Wanderers Fútbol Club e no plantel,

porque foram muitos anos e muitos jogos,

mas queria dar o salto. Queria sair. E,

quando me chegou a proposta do Futebol

Clube de Arouca, de vir para a Europa,

não hesitei nem um segundo. Era algo

que queria. Queria ver que nível é que

Quando me chegou a

proposta do

Futebol Clube de Arouca,

de vir para a Europa,

não hesitei nem

um segundo

podia alcançar na Europa… ou se tinha

sequer nível para jogar cá. Mas ter esse

reconhecimento europeu também foi

algo que me deu muito orgulho e fiquei

muito feliz pela oportunidade".

Um primeiro contacto que surgiu de forma

peculiar, considerando ter sido a forma

que se encontrou para que o negócio se

concretizasse, "O primeiro contacto com

o Futebol Clube de Arouca foi através do

diretor geral Joel Pinho. Na altura, escreveu-me

através da rede social Instagram,

a apresentar-se e a dizer que tinham interesse

em falar comigo e chegamos a um

acordo rapidamente. Foi uma abordagem

curiosa e a possível, provavelmente, mas

ainda bem que assim aconteceu, senão

não teria tido a oportunidade de experienciar

tudo aquilo que eu e a minha

família já passamos aqui em Arouca.

Depois, quando chegou a proposta e

reparei que já se estava tudo a encaminhar

para que o negócio ficasse fechado,

falei com o Manuel Ugarte que, nesse

momento, não me recordo se estava no

Famalicão ou no Sporting Clube de Portugal

mas penso que já estaria no Sporting

Clube de Portugal, e perguntei-lhe que tal

era a Primeira Liga e o que achava do Futebol

Clube de Arouca. Falamos um pouco e,

em pouco tempo, deu-me logo boas referências

e deixou-me confiante e seguro

para me lançar a esta oportunidade".

13


REVISTA LOBOS

A chegada de Ignacio de Arruabarrena,

ou Nacho como é apelidado, a Portugal

é desde logo destacada por declarações

prematuras à imprensa sul-americana,

onde referia uma possível qualificação

para as competições europeias como

objetivo principal. O Futebol Clube de

Arouca partia para a segunda temporada

consecutiva na Primeira Liga, depois de

ter garantido a permanência na penúltima

jornada da temporada anterior.

Para muitos, era um objetivo ainda visto

como irrealista mas que o guarda-redes

uruguaio sempre acreditou, "Sim, na verdade

sempre acreditei que poderia ser

possível, daí ter feito essas declarações.

Quando cheguei, várias pessoas viram o

que disse como se estivesse um pouco

maluco porque ia ser muito difícil... mas

o clube já tinha estado nas competições

europeias alguns anos antes. A verdade

é que, quando me contactaram, também

me transmitiram que esse era o objetivo

para essa temporada e acreditavam que

podia ser possível. Obviamente que aqui

me indicaram que a melhor estratégia

seria não expôr objetivos tão altos e trabalhar

em silêncio. Então comecei a sonhar

e a trabalhar para tornar esse objetivo

real e, quando o campeonato começou

e os resultados começaram a aparecer,

vimos que era algo que estava ao nosso

alcance e, por sorte, conseguimos esse

quinto lugar, que foi algo muito lindo".

Quando cheguei, várias

pessoas viram o que disse

como se estivesse um

pouco maluco porque ia

ser muito difícil mas (...)

por sorte, conseguimos

DIZEM POR AÍ


#12

15


REVISTA LOBOS

Da loucura das primeiras declarações a

ser um elemento de destaque da equipa

sensação da temporada de 2022-2023.

Todas as memórias desse balneário e

desse ano são positivas para o guarda-

-redes uruguaio, "A verdade é que é uma

memória muito bonita. No meu primeiro

ano na Europa, conseguir ter alcançado

esta continuidade de minutos, a

jogar a titular, que era o que procurava,

principalmente. Era a minha forma de

mostrar a minha qualidade na Europa.

Depois conseguimos um ano de muito

êxito pessoal e coletivo. No balneário, os

jogadores sempre me receberam muito

bem, estávamos muito unidos, tanto

os jogadores como a equipa técnica.

Sinto que foi o ano em que mais cresci

profissionalmente. Sem dúvida que,

quando os resultados acompanham, o

ano seja mais memorável para todos".

O ano ficaria ainda marcado pelo número

de grandes penalidades defendidas,

igualando o recorde da Primeira Liga de

Cláudio Ramos, com sete, sendo reconhecido

como especialista das bolas paradas

e recebendo um prémio de guarda-redes

do mês, entregue pela Liga Portugal, "Ter

sido reconhecido como guarda-redes do

mês foi também um prémio muito lindo,

que também foi muito influenciado pelo

que estávamos a fazer como equipa.

As grandes penalidades defendidas simplesmente

aconteceram assim... por sorte.

Serviu para ser um pouco mais reconhecido

em Portugal e na nossa Liga, mas

não era algo com que estava muito preocupado.

Não era algo que estivesse com

muita atenção ou que considerasse muito

importante. Foram-me falando desse

recorde de defesas numa temporada e o

número simplesmente foi aumentando,

nunca persegui esse registo, obviamente".

Ficamos com o dissabor

de que poderíamos ter

feito mais. Devíamos ter

jogado melhor e passado

essa eliminatória

na Noruega

Com o quinto lugar da temporada anterior,

teve a oportunidade de representar a vila

de Arouca nas competições europeias,

"Sinto que tínhamos muitas expetativas,

não só a vila e a equipa, como cada um

de nós pessoalmente. Penso que o sorteio

nos deu uma eliminatória que estava

ao nosso alcance. Doeu-nos muito ficar

fora. Obviamente que serviu como uma

experiência muito bonita para todos que

tiveram a oportunidade de a experienciar

e de jogar. Mas acho que ficamos um

pouco com o dissabor de que poderíamos

ter feito mais. Devíamos ter jogado melhor

e passado essa eliminatória na Noruega".

A temporada passada foi de duas novas

experiências: primeiro na Arábia Saudita

e, de seguida, no Equador, "Na Arábia Saudita

a experiência não foi o que esperava

em termos de organização. Estou muito

agradecido ao Al Wehda Club porque

apostou em mim, mas não foi o que esperava.

Nunca me senti totalmente cômodo.

Acabo por ter uma lesão no joelho logo no

início do campeonato. Ainda jogo os dois

jogos seguintes estando lesionado, mas

depois acabo mesmo por precisar de ser

operado. Então acabei por nunca jogar

estando saudável e ali nunca consegui

mostrar o meu nível. Depois acabo por sair

por decisão mútua: minha e da Direção.

Não era o que eu ou a equipa esperávamos,

mas serviu como experiência.

DIZEM POR AÍ


#12

17


REVISTA LOBOS

DIZEM POR AÍ


#12

Depois vou para o Equador para representar

o Barcelona Sporting Club, a

maior equipa do país. Um clube muito

grande e com muitos adeptos. Foi uma

experiência muito linda também por ter

jogado quase todos os jogos com estádio

praticamente completo. E sentíamos

uma pressão necessária, que é o que procura

qualquer jogador que queira crescer.

Mas depois, quando a temporada estava

a terminar, passaram-se algumas coisas

com a Direção… muitas coisas que acabaram

por me fazer tomar outra decisão.

Eu e a minha família gostávamos da

cidade, mas, atualmente, passa por

um momento bastante perigoso. Mas,

focando apenas no futebol jogado, foi

uma experiência muito boa que era o que

eu também andava a procurar experienciar.

Jogar num clube grande do seu país.

Mas depois, quando surgiu a chamada

do Futebol Clube de Arouca, tinha muita

vontade de regressar à Europa. Quando

apareceu a oportunidade de regressar a

um lugar onde já me conhecem e que eu

também já conheço, onde posso demonstrar

toda a minha qualidade, num clube que

é muito cómodo para jogar e que me dava

a tranquilidade da população que sempre

tratou bem a minha família e nos deixou

muito felizes de termos vivido cá. Quando

surgiu a oportunidade de voltar a ser feliz

aqui, não duvidei nem por um segundo

e fiz de tudo para conseguir regressar".

Com o regresso do guarda-redes uruguaio,

tal como também pode ler mais

adiante nesta edição da Revista Lobos,

a equipa alcançou quatro vitórias

nos primeiros seis jogos da segunda

volta, com três jogos sem sofrer, "Sinto

que, para o que podemos fazer como

equipa, temos de terminar muito

mais acima na tabela classificativa.

Mas a realidade diz-nos que ainda estamos

próximos dos lugares abaixo e que

temos de nos afastar deles rapidamente,

para terminarmos esta temporada o

mais acima possível, que é o lugar onde

merece estar o clube e este plantel.

Para já, o objetivo passa por sairmos

da metade inferior para

podermos sonhar ainda mais acima".

Nesta edição da Primeira Liga, são doze

os jogadores uruguaios nela, sendo que

cinco representam o Futebol Clube de

Arouca, "O balneário mudou muito desde

a minha última passagem até agora.

Quando cheguei, acho que tínhamos três

jogadores que falavam espanhol e hoje

está cheio de espanhóis e uruguaios e

obviamente que isso, para nós, nos facilita

a entrosar na equipa. O que eu acho

que destaca os jogadores uruguaios são

a garra, a vontade e a fome de mostrar

do que é capaz. Todos nós sabemos das

várias dificuldades que passamos nos

escalões inferiores do Uruguai e, mesmo

na primeira equipa também, mas isso

torna-nos mais fortes na adaptação à

mudança. A estabilidade que aqui temos

torna-se bastante fácil para nos estabilizarmos,

daí existirem vários jogadores

uruguaios em todo o Mundo, ao longo

dos melhores campeonatos, apesar

de sermos um país muito pequeno".

Antes de terminar, foi dada a oportunidade

de deixar uma mensagem aos adeptos

para o que resta do campeonato, "Em primeiro

lugar, quero agradecer todo o apoio

que têm dado à equipa e a mim, pessoalmente,

desde que cheguei. Prometer que

iremos dar o máximo em campo, por isso

continuem a vir aos jogos, a apoiar-nos

e a confiar em nós porque temos um

plantel com muita qualidade e muita vontade

de terminar o mais acima possível".

19



#12

CITAÇÃO DO MÊS

“Desde que fiz o primeiro golo,

ganhei mais confiança.

O treinador e os meus

companheiros também me

apoiam e estou muito contente

por continuar a marcar”

Barbero

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REVISTA LOBOS

2022-2023

Na segunda temporada após o regresso à Primeira Liga, o Futebol Clube

de Arouca marca presença na Final-Four na Taça da Liga e iguala a melhor

classificação de sempre, sendo 5.º classificado no campeonato.

Jogo mais memorável: Moreirense FC 1-2 FC Arouca

Primeiro golo: Rafa Mujica (vs Gil Vicente)

CAMISOLAS COM HISTÓRIA


#12

23


REVISTA LOBOS

MERCADO

DE

INVERNO

Bas Kuipers, Javi Sánchez, Yellu Santiago, de Arruabarrena,

Fally Mayulu e José Silva foram as últimas adições ao plantel do

Futebol Clube de Arouca, num mercado que viu sair Alex Pinto,

David Simão, Nico Mantl, Arnau Solà e Romualdas Jansonas

MERCADO DE INVERNO


#12

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REVISTA LOBOS

MERCADO DE INVERNO


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REVISTA LOBOS

MERCADO DE INVERNO


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REVISTA LOBOS

MERCADO DE INVERNO


#12

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REVISTA LOBOS

ENTRADAS:

Bas Kuipers

Emprestado pelo FC Twente

Javi Sánchez

Contratado ao Real Valladolid

Yellu Santiago

Emprestado pelo Hellas Verona

de Arruabarrena

Contratado a custo zero

Fally Mayulu

Contratado ao Bristol City

José Silva

Emprestado pelo Sporting CP

SAÍDAS:

Alex Pinto

Rescisão Amigável

David Simão

Rescisão Amigável

Nico Mantl

Emprestado ao FC Blau-Weiss Linz

Arnau Solà

Emprestado ao UD Ibiza-Eivissa

Romualdas Jansonas

Emprestado ao CF «Os Belenenses»

MERCADO DE INVERNO


#12

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REVISTA LOBOS

TECNOLOGIA

APRIMORADA

PARA UM

FUTEBOL DE

QUALIDADE

Brian Mansilla, Naïs Djouahra, Arnau Solà, Tiago Esgaio, Matías Rocha e

Lee Hyunju visitaram as instalações da Castro Electrónica em mais uma

colaboração de marcas com os equipamentos a serem prefilados

ESPAÇO PARCEIRO


#12

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REVISTA LOBOS

ESPAÇO PARCEIRO


#12

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REVISTA LOBOS

ESPAÇO PARCEIRO


#12

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REVISTA LOBOS

60 SEGUNDOS COM...

DIOGO MONTEIRO

Um super poder?

Viajar no tempo

Bebida preferida?

Iced Tea de Limão

Comida favorita?

Francesinha

Série preferida?

Criada

Cantor preferido?

Beéle

Animal preferido?

Cão

Viagem de sonho?

Maldivas

Jogador preferido na infância?

Pepe

Jogador do plantel que se veste pior?

Jakub Vinarcik

Jogador com o melhor cabelo?

Naïs Djouahra

Jogador mais engraçado da equipa?

Barbero

60 SEGUNDOS COM


#12

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REVISTA LOBOS

NO FUTURO


#12

NO FUTURO

“AINDA TENHO

MUITO CAMINHO

PELA FRENTE E

MUITO PARA

EVOLUIR”

A Revista Lobos falou com Kiko Mendes, guarda-redes do

escalão de sub-19 e estudante de Fisioterapia no Ensino Superior,

onde nos relata toda a formação e como conjuga o futebol com os estudos

43



#12

Francisco Mendes, ou apenas Kiko

Mendes, vive hoje o seu último ano

do futebol de formação, memórias

positivas que lhe permitem fazer uma

retrospetiva de todos os momentos vividos,

"Fazer este percurso de seis anos na

formação do clube foi, sem dúvida, uma

experiência muito marcante para mim.

Sinto que evoluí bastante, não só como

jogador, mas também como pessoa. Ao

longo destes anos aprendi muito dentro

de campo — tecnicamente, taticamente

e mentalmente — e fui crescendo a cada

treino e a cada jogo. Para além disso, foi

aqui que comecei a descobrir verdadeiramente

a minha identidade, a perceber

o tipo de jogador que sou e os valores

que quero levar comigo dentro e fora de

campo. Este clube ajudou-me a moldar a

minha forma de estar, a minha disciplina

e o meu espírito de equipa. Dentro destes

valores, saliento a união que criámos

enquanto equipa. Existiram momentos

difíceis, derrotas, lesões e fases menos

boas, mas foi precisamente nessas alturas

que nos unimos ainda mais. Aprendemos

a apoiar-nos uns aos outros, a não baixar

os braços e a ultrapassar as dificuldades

juntos. Essa ligação que construímos vai

muito além do futebol e é algo que levo

comigo para a vida. No final, o balanço é

muito positivo e sinto-me orgulhoso por

ter feito parte deste percurso".

Desde a entrada no Futebol Clube de

Arouca na temporada de 2020-2021 até

à atual temporada de 2025-2026, Kiko

Mendes consegue encontrar várias diferenças,

sinais do crescimento sofrido, "De

facto, a primeira vez que entrei no campo

a serviço deste clube, era um jogador com

muita vontade de aprender e crescer, mas

ainda numa fase de adaptação, tanto

dentro como fora de campo.

Era mais tímido, menos confiante e

ainda estava a perceber o que era

realmente fazer parte de uma equipa

com exigência e responsabilidade.

Hoje, sinto-me muito mais preparado.

Dentro de campo evoluí de forma progressiva,

estou mais confiante nas

minhas decisões e feliz por sentir que

consigo contribuir para a equipa e para

com os meus colegas da melhor forma

possível. Tornei-me mais disciplinado,

mais focado e mais consciente da importância

do trabalho diário. Ganhei valores

como responsabilidade, compromisso

e espírito de sacrifício, que foram fundamentais

para a minha evolução. No

entanto, tenho plena consciência de que

ainda tenho muito caminho pela frente

e muito para evoluir. Quero continuar a

trabalhar todos os dias para melhorar,

aprender e alcançar novos objetivos".

Tenho plena consciência

de que ainda tenho

muito caminho

pela frente e

muito para evoluir

Em termos de objetivos para a temporada,

o guarda-redes Kiko Mendes

tem em mente um desafio em comum:

alcançar a permanência. Além disso,

aponta os objetivos pessoais como ferramenta

para alcançar esse sucesso

coletivo, "A nível individual, o meu principal

objetivo passa, obviamente, por

tentar alcançar a minha melhor forma e

continuar a evoluir todos os dias, dando

sempre o meu máximo em cada treino

e em cada jogo, de forma a contribuir

para a equipa da melhor forma possível.

45


REVISTA LOBOS

Numa visão mais coletiva, o objetivo

principal tem de passar sempre por

assegurar a permanência. Porém, claro

que, querendo ser mais ambicioso, acho

que somos perfeitamente capazes de

terminar este campeonato em primeiro

lugar da fase de permanência e tenho a

certeza que juntos vamos trabalhar para

alcançarmos este objetivo. Temos noção

de que será uma tarefa árdua, principalmente

pelo posto que ocupamos na fase

regular, mas a evolução tem sido notória e

a equipa tem dado todos os motivos para

ainda sonharmos e acreditarmos nisso".

Da solitária posição entre os postes das

balizas arouquenses, o guarda-redes Kiko

Mendes reflete sobre toda a sua carreira e

como começou de forma completamente

oposta, "Na verdade, não posso dizer que

pensava ou que queria ser guarda-redes,

desde o meu começo futebolístico.

Quando era mais novo, comecei a jogar

como avançado. No entanto, devido a

uma lesão, acabei por ser um pouco forçado

a ir para a baliza. No começo não foi

algo que tivesse apreciado muito, porque

não era aquilo a que estava habituado.

Mas, com o tempo, fui começando a

gostar cada vez mais da posição e a

perceber a sua importância dentro da

equipa. Hoje, sinceramente, não me

imagino a fazer outra coisa. Ser guarda-

-redes é uma posição muito específica e

exigente. Para mim, o mais difícil é lidar

com a parte mental, especialmente com

a confiança. Um golo sofrido pode mudar

muito aquilo que é a nossa confiança ou

concentração para o resto do jogo. Trabalho

diariamente para que assim não

seja. Depois de um treino ou jogo que não

corre tão bem, que é algo normal e que

pode acontecer, é preciso saber reagir e

não deixar que isso nos afete demasiado.

Por outro lado, também é complicado

lidar com o sentimento de culpa quando

sofremos um golo, mesmo sabendo que

nem sempre a responsabilidade é nossa.

É uma posição onde o erro se nota muito

mais. E claro, não posso esquecer as chamadas

boladas que às vezes levamos,

que fazem parte da posição. Mas tudo

isso acaba por fazer parte do desafio e

é também isso que torna a posição tão

especial. Saber que não é qualquer um

que consegue aguentar a pressão de estar

nesta difícil posição, também um desafio

que tenho gostado muito de encarar".

Além de atleta na formação do Futebol

Clube de Arouca, Kiko é também estudante

no Ensino Superior, uma tarefa

sempre complicada de conciliar, "Conciliar

os estudos no Ensino Superior com

o futebol não é fácil. Nem sempre consigo

estar presente em todos os treinos, e,

sendo guarda-redes, isso ainda se torna

mais exigente. Apesar de conseguir trabalhar

a parte física fora dos treinos,

acaba por faltar aquela relação com a

bola e com a equipa, que é fundamental

na minha posição. Mesmo assim, com

organização e algum esforço extra, acho

que tenho conseguido conciliar bem as

duas coisas. Tento levar tanto os estudos

como o futebol com a máxima seriedade

e responsabilidade, porque sei que ambos

são importantes para o meu futuro.

Nesse sentido, o Futebol Clube de Arouca

também é um clube especial porque

nunca trancou as portas para que os seus

jogadores pudessem progredir nos estudos,

até o contrário. Desde o primeiro dia

que me ensinaram que os estudos têm de

estar sempre em primeiro lugar porque

o futebol, por vezes, é um momento e

este clube, para além de atletas, preocupa-se

em formar homens para o futuro".

NO FUTURO


#12

47


REVISTA LOBOS

Apesar do gosto pelo desporto, foi a

influência familiar que levou Kiko Mendes

a entrar no mundo do futebol, "Desde

pequeno que sempre gostei muito de

jogar e assistir a partidas de futebol.

Era algo que já fazia parte do meu dia

a dia e que me despertava uma grande

paixão. Com a influência dos meus pais

e do restante da minha família para iniciar

uma modalidade, não pensei duas

vezes em aceitar este desafio. O futebol

acabou por ser a escolha certa, e é

algo que hoje faz parte de quem eu sou".

Depois desse início, o jovem Kiko foi

crescendo no Centro Juvenil Salesiano

de Arouca até chegar à formação do

Futebol Clube de Arouca. Das várias

memórias positivas já vividas, consegue

destacar aquelas com que guarda mais

carinho, "Ao longo destes anos vivi vários

momentos marcantes, mas dou sempre

mais valor aos momentos coletivos.

Destaco especialmente uma subida

de divisão, que foi um momento de

grande alegria e recompensa por

todo o trabalho da equipa. Também

não posso esquecer de que, em pelo

menos duas temporadas, assegurámos

a permanência no último jogo.

Foram momentos de muita pressão, mas

também de enorme união e superação.

Toda aquela pressão que sentes antes

do jogo, até hoje, felizmente, tem sido

transformada em alegria no pós-jogo.

E, de facto, conseguir atingir o objetivo

nessas circunstâncias teve um sabor

ainda mais especial. São experiências

que ficam para sempre, porque mostram

a força do grupo e a importância

de nunca desistir até ao fim. Além disso,

todos os plantéis têm-me dado amigos e

isso será também das coisas mais positivas

que posso dizer que o futebol me deu".

Além dos companheiros de equipa, Kiko

Mendes conheceu também muitos treinadores,

embora não consigo destacar

nenhum em detrimento de outro, "Não

consigo dizer que um treinador me

tenha marcado mais que outro, porque

com certeza aprendi muito com todos

os treinadores ao longo destes anos.

Cada um deixou ensinamentos importantes

que contribuíram para a minha

evolução. Mas, claro, que há alguns

com quem criamos uma ligação maior,

principalmente com os treinadores de

guarda-redes, com quem passamos a

maior parte do tempo. Com eles aprendi

detalhes específicos da posição, a lidar

com os desafios do dia a dia e a crescer

tanto dentro como fora de campo".

O João Valido é sempre

uma referência a ter

em conta. É alguém que

acompannho de perto

desde que chegou

ao clube

Também na sua posição não destaca

apenas treinadores mas também

jogadores que o inspiram, "Há muitos

guarda-redes com características específicas

que admiro e que me dão muito

prazer ver jogar, porque cada um tem qualidades

diferentes com as quais podemos

aprender. Destaco o Diogo Costa, que tem

feito um trabalho incrível na Seleção Portuguesa

e é um exemplo pela sua qualidade,

personalidade e segurança em campo.

E não posso deixar de referir o João Valido,

da equipa sénior do clube onde jogo, que

é sempre uma referência a ter em conta.

NO FUTURO


#12

49


REVISTA LOBOS

É alguém que acompanho de perto

desde que chegou ao clube e que admiro

pelo seu profissionalismo e dedicação".

Além de João Valido, o guarda-redes Kiko

Mendes tenta também acompanhar de

perto todos os jogos do Futebol Clube

de Arouca, não só para aprender com

os jogadores do Lobos de Arouca mas

também com os adversários, que competem

no principal patamar do futebol

português, "Sinto que é uma oportunidade

única poder jogar num clube como

o Futebol Clube de Arouca e ter um clube

assim tão perto de casa, que nos dá

tantas oportunidades de crescer e evoluir.

Por isso sim, sempre que consigo,

tento acompanhar os jogos da equipa

principal. Não só para apoiar e torcer

pela equipa, mas também para aprender

ao máximo com estes jogadores, observar

como se comportam em diferentes

situações e aplicar essas aprendizagens

no meu próprio desenvolvimento".

Conhecendo o clube há vários, sendo

inclusive um dos capitães da equipa e

tendo o irmão também a representar

os escalões de formação do clube, Kiko

Mendes foi proposto a caracterizar a formação

do Futebol Clube de Arouca em

apenas três palavras, "É difícil escolher

apenas três palavras pois há tanto para

dizer. São já cinco temporadas ao serviço

do Futebol Clube de Arouca e os sentimentos

de vestir esta camisola são muitos.

Mas acho que diria evolução que todos

os jogadores procuram obter sempre

que entram para qualquer uma das

equipas; a união que é sentida em cada

balneário e a união que sentia por cada

um que procura defender este emblema

até ao fim; e sobretudo, a disciplina que

é necessária para que todo o trabalho

realizado venha a colher os seus frutos".

NO FUTURO


#12

51








REVISTA LOBOS

GOLOS


#12

CHUTA dAÍ,

QUE TU CHUTAS BEM

A segunda volta do campeonato foi de mudança para o

Futebol Clube de Arouca, com os golos a saírem com maior

frequência, tornando o clube a terceira equipa mais

concretizadora dos primeiros dois meses do ano.

59


REVISTA LOBOS

Apesar do início de temporada menos conseguido em termos de resultados,

o começo da segunda volta do campeonato da Primeira Liga tem sido francamente

mais positivo, à imagem do já realizado nas últimas temporadas.

Até ao último jogo em casa, na vitória por 3-0 frente ao Clube Desportivo Nacional,

o Futebol Clube de Arouca era o sexto clube com mais pontos (doze pontos em seis

jogos) e o terceiro com mais golos marcados, com treze golos, tal como o Sport Lisboa

e Benfica, apenas atrás de Sporting Clube de Braga e Grupo Desportivo Estoril Praia.

Em comparação com as primeiras seis jornadas do campeonato, o Futebol Clube de

Arouca regista mais quatro pontos, mais quatro golos marcados e menos sete golos

sofridos. Para este último parâmetro, reforça-se a importância dos três jogos sem

sofrer, algo que só aconteceu pela primeira vez na jornada 14 (!), na vitória, no Estádio

Municipal de Arouca, por 1-0, frente ao Futebol Clube de Alverca.

Para esse aumento no número de golos, têm-se

destacado quatro elementos ofensivos: Barbero,

na imagem ao lado, não conseguiu

encontrar o caminho com os golos durante

uma volta completa, para, depois, marcar

quatro golos nas primeiras cinco jornadas

da segunda volta, com influência direta

no auto-golo do Rio Ave Futebol Clube

(0-3), na única partida onde não apontou

um golo. Uma mudança que trouxe

mais confiança ao avançado espanhol.

Por outro lado, Alfo Trezza continua a

aumentar os registos da sua melhor temporada

na carreira. O extremo uruguaio conta,

até ao final do mês de fevereiro, com oito

golos apontados e quatro assistências,

tornando-o o melhor marcador do

plantel desta temporada. Em

jeito de comparação, os

últimos dois anos

em Arouca,

GOLOS


#12

totalizaram sete golos pelo Futebol Clube de Arouca, depois de doze no

Uruguai em quatro temporadas ao serviço do Club Nacional de Football.

Do lado oposto surge Naïs Djouahra, reforço dos Lobos de Arouca para o início

desta temporada, chegando com um palmarés de dois títulos de campeão nas

últimas duas temporadas, ao serviço do Club Deportivo Leganés, de Espanha,

e do Hrvatski Nogometni Klub Rijeka, da Croácia. O franco-argelino desde cedo

mostrou serviço, com um golo apontado na jornada inaugural, acumulando,

até ao momento, um total de seis golos e duas assistências.

Desde o centro surge outro reforço para esta temporada:

Lee Hyunju. O internacional A sul coreano, proveninente do

gigante alemão do Fussball Club Bayern München, tem

dominado a manobra ofensiva arouquense desde o centro

do terreno, com três golos marcados e uma assistência efetuada

nos últimos quatro jogos que disputou, sendo que

todos eles valeram a vitória para a formação dos Lobos.

Desde o começo do segundo turno do campeonato da

Primeira Liga, estes quatro elementos mais ofensivos

foram responsáveis por nove dos treze golos apontados, um

registo ainda suportado por dois auto-golos adversários, um

golo de Tiago Esgaio e um do avançado Dylan Nandín.

Este aumento no número de golos poderá também trazer

outro registo para os livros de recordes do clube.

Sob a orientação do treinador Vasco Seabra,

presente na imagem ao lado, em quase

meia centena de jogos, o Futebol Clube de

Arouca somava 61 golos marcados até ao

fecho da jornada 23. O recorde de golos

do clube na Primeira Liga continua a ser

de Lito Vidigal, com 68 golos marcados

em 55 jogos, seguido de Armando

Evangelista, com 66 golos em 68 jogos.

Em termos de média, Vasco Seabra

alcança, atualmente, uma média de 1,27

golos por jogo, valores superiores aos

1,23 golos de Lito Vidigal e aos 0,97 golos

por jogo de Armando Evangelista. Com

golos em todos os jogos já disputados da

segunda volta, esse recorde poderá, este

ano, passar para as mãos do técnico

natural de Paços de Ferreira, algo que só

o tempo dirá e que a ofensiva dos Lobos

de Arouca poderá ajudar, caso os registos

se mantenham para o resto do campeonato.

61


REVISTA LOBOS

ELEIÇÕES


#12

ELEIÇÕES

NOVO

VOTO DE

CONFIANÇA

Fevereiro foi mês de Eleições dos Corpos Sóciais

do Futebol Clube de Arouca, com o

Presidente Carlos Pinho a renovar o mandato

por mais quatro anos

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REVISTA LOBOS

Foi de forma unânime que a Lista A, encabeçada por Carlos Pinho, presidente

do Futebol Clube de Arouca desde o ano de 2006, venceu as

novas eleições que estavam marcadas para fevereiro de 2026. Um dia

depois da vitória caseiro por 3-0 frente ao Clube Desportivo Nacional, assistiu

a nova goleada com 342 votos a favor, zero nulos e zero em branco.

Esta nova prova de confiança por parte dos associados segue para o nono

mandato com um historial de fazer invejar vários outros clubes. Em apenas

duas décadas à frente do Futebol Clube de Arouca elevou o nome do

clube das provas distritais às competições europeias... por duas ocasiões.

Num trajeto iniciado na temporada de 2006-2007, na Primeira Divisão distrital de Aveiro,

o Futebol Clube de Arouca mostrou desde cedo o seu domínio, sagrando-se campeão

com treze pontos de avanço do segundo classificado, o Futebol Clube Cesarense. No ano

seguinte, a mesma receita. Na III Divisão (equivalente ao quarto patamar da pirâmide do

futebol nacional), novo título de campeão, sem qualquer derrota na fase de promoção.

Pela primeira vez nas competições nacionais, o Futebol Clube de Arouca garantiu

a manutenção na primeira experiência, falhando a fase de promoção por

apenas dois pontos, para, na temporada de 2009-2010, sair vitorioso por cima de

todos os adversários, vencendo, não só a sua Série, como a fase de promoção.

Três anos de Segunda Liga foram suficientes para a pequena vila do distrito de

Aveiro chegar à elite do futebol nacional. E, uma vez mais, três anos foram suficientes

para os Lobos de Arouca sonharem ainda mais alto. Sendo quinto classificado

na Primeira Liga, reservou o seu lugar na UEFA Europa League, tornando o Futebol

Clube de Arouca um dos apenas 27 emblemas portugueses a terem participado

em qualquer fase de qualquer prova europeia de futebol. Em 2022-2023 alterou esse

registo para duas participações, tornando número nacional reduzido a 20 emblemas.

Fico contente em ver que os sócios reconhecem

aquilo que estamos a fazer.

Estamos num bom caminho.

Com o espírito de todos, temos muita força

para levar este difícil trabalho

por mais quatro anos muito felizes

Foi num ambiente de união entre sócios e Direção que se celebrou a renovação de um

trabalho que, como referido anteriormente, tem sido de elevado sucesso. Em declarações

após a vitória, o presidente reeleito Carlos Pinho reconheceu que se seguirião

mais 'quatro anos de trabalho difícil', para um clube 'pequeno em dimensão mas

reconhecido ao longo de todo o país, pelos seus feitos e por todo o trabalho realizado

até hoje'. Reconheceu, ainda, o orgulho de ser presidente do clube da sua terra e a

felicidade que sente em ver a população feliz com tudo o que tem sido conquistado,

destacando a primeira promoção à Primeira Liga como o momento mais simbólico.

ELEIÇÕES


#12

65




REVISTA LOBOS

FUTSAL


#12

FUTSAL

“A FINAL FOUR

DA TAÇA É UM

DOS GRANDES

OBJETIVOS DA

TEMPORADA”

A Revista Lobos falou com Dany, guarda-redes do

Futebol Clube de Arouca na modalidade de Futsal,

contando os desafios que sente e as conquistas que ainda quer alcançar

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REVISTA LOBOS

FUTSAL


#12

Daniel Silva, ou simplesmente

Dany, como é conhecido, 28 anos,

mudou-se da Terceira Divisão

nacional para rapidamente se tornar o

guarda-redes titular do Futebol Clube

de Arouca. O jogador que representava

o Associação Desportiva e Cultural de

São Mateus era titular ocasional e a

busca por mais minutos foi um dos motivos

para fazer a viagem de Vila Nova de

Famalicão até à vila de Arouca, "Quando

cheguei aqui, tinha a expetativa de jogar

com mais regularidade do que na temporada

passada e, com isso, ganhar

mais confiança. Também estava a tentar

encontrar uma equipa que lutasse, não

só pela subida, como também pela conquista

taça, neste caso, distrital. O Futebol

Clube de Arouca tem sido um bom par

para alcançar essas condições, apesar

de ter noção da dificuldade extrema que

esta temporada já vai apresentando em

termos de subida de divisão. Para já,

temos de segurar a segunda posição na

tabela classificativa mas sempre com

os olhos para cima, na esperança de

ainda ser possível alcançar, caso existam

deslizes dos nossos adversários".

Apesar de, em termos de estrutura de

divisões ter descido um patamar revê o

mesmo tipo de dificuldades nesta nova

realidade, o Campeonato Grande Hotel

Luso, "Este campeonato também é muito

exigente e talvez, até, mais equilibrado.

Todos os jogos são de tripla, como se

costuma dizer na gíria, e faz com que a

equipa tenha que estar sempre no seu

máximo para chegar à vitória. Acho que

nenhuma equipa entra para um qualquer

jogo a achar que já está ganho

ou, no sentido inverso, que já está perdido.

Acho que, neste momento, todos

têm a mesma probabilidade de vencer".

71


REVISTA LOBOS

Uma aventura que não começou da

melhor forma mas o trajeto tem sido corrigido

ao longo do tempo, "Nos primeiros

jogos não conseguimos os resultados

desejados e que devíamos ter conseguido.

A equipa ainda se estava a entrosar

e conhecer e sofremos muito com a fase

inicial. Obviamente que ainda estamos a

sofrer com essas dores de crescimento

inicial, mas acho que, a partir da quinta

jornada, a equipa já esteve muito bem

e conseguimos chegar às nove vitórias

consecutivas, inclusive. Olhamos para

os jogos seguintes como oportunidades

para acumularmos mais pontos e deixamos

que aquela fase inicial nos atrase

ainda mais. O que passou já passou,

trabalhamos para o que ainda há de vir.

Ainda há muito campeonato e muitos

jogos e acredito que ainda podemos ter

um final de temporada muito positivo".

Desse final de temporada positivo, destaca-se

a possibilidade da equipa ainda

poder levantar um troféu no final do ano:

a taça distrital, "Sem dúvida que acredito

que podemos conquistar a taça. Teremos

o jogo dos quartos de final na nossa casa,

com a possibilidade de carimbar a ida à

Final Four, que é um dos grandes objetivos

da temporada. Temos noção que vamos

defrontar a Associação Desportiva Couto

Mineiro, um adversário que já derrotamos

esta temporada mas, nesta competição,

um jogo decide tudo. Não interessa dizermos

que vencemos para o campeonato

uma, duas ou várias vezes. Na taça temos

apenas uma oportunidade e o nosso objetivo

será sempre não desperdiçar essa

oportunidade. A Final Four poderá ser um

marco muito importante para o Futebol

Clube de Arouca e teria muito orgulho em

ter o meu nome associado a esse feito".

FUTSAL


#12

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REVISTA LOBOS

Em termos de objetivos, Dany, como

guarda-redes, reforça a importância

do individual para o sucesso coletivo,

"A nível individual espero sofrer menos

golos do que na primeira volta e tentar

que ainda tenhamos a melhor defesa do

campeonato. O ditado diz que o ataque

ganha jogos e a defesa campeonatos.

É nisso que me concentro. Quanto

menos golos sofrer, mais próximos

estamos de não perder. Depois confio

nos meus colegas para continuarem

a fazer golos como têm feito até aqui,

de forma a que as vitórias apareçam.

A nível coletivo penso que seja o desejo de

todos. Passa por ganhar os jogos todos

que faltam até ao fim do campeonato

e lutar para conseguirmos conquistar a

taça distrital. Sei a qualidade que temos

aqui no plantel e não desejaria isso

se não acreditasse. Confio nos meus

companheiros e sei que ainda podemos

ser muito felizes esta temporada".

Representar um clube como o Futebol

Clube de Arouca é algo que enche Dany

de muito orgulho e de muita responsabilidade,

"Significa muito represente este

clube. Não só pelo nome, pelo símbolo

que carregamos ao peito e pela história

que o clube já tem, mas também pelas

pessoas que estão envolvidas na modalidade.

Temos perfeita noção que o foco

principal está no futebol, que está no

topo do futebol português, a representar

uma vila para um país inteiro, mas

tenho muito respeito que também nunca

tenham deixado cair a modalidade.

Nesse sentido, tento sempre dar o meu

máximo em cada treino e em cada jogo,

para retribuir o que eles fazem por nós. Um

clube como o Futebol Clube de Arouca

também merece crescer na modalidade

e estar entre os melhores do país".

Um clube que já marcou o seu historial,

apesar de só ter conhecido a vila este ano,

"Apesar da distância ser muito grande e

cansativa, principalmente pelo facto dos

nossos treinos serem de noite e a viagem

ser sempre cansativa por esse motivo,

imagino-me aqui por mais alguns anos. É

o símbolo de uma vila muito bonita e aconchegante.

Quem é de fora, provavelmente,

não tem noção do que encontrar aqui mas

gostei desde logo da tranquilidade da vila

e da simpatia de toda a sua população".

Com toda a formação em futebol, a

mudança para o futsal sénior não se deu

de forma natural. Com poucos minutos no

futebol de formação, decidiu tentar a sorte

noutra modalidade, no qual percebeu

que se relacionava ainda mais, "Sempre

joguei futebol de 11, mas, no meu último

ano de júnior, decidi experimentar o futsal

e não quis mais sair desta modalidade

fantástica. Foi uma paixão instantânea".

Ainda assim, prevê uma evolução ainda

maior para uma modalidade que só

começou a ganhar maior atenção desde

o princípio do século XXI, "Para existir

uma verdadeira evolução da modalidade

em Portugal, o primeiro passo passará

sempre por profissionalizar as equipas

da Primeira Liga, para assim dar mais

competitividade e não olharmos só para o

Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube

de Portugal. Será importante os clubes da

Primeira Liga de futebol também entrarem

no futsal para trazerem mais adeptos

dos outros desportos. O futsal, bem

praticado, é um desporto muito bonito,

extremamente interessante e bastante

dinâmico também. Peço que a população

portuguesa ainda se irá aperceber que

tem no seu país alguns dos melhores atletas

na modalidade que mais se aproxima

com o desporto que eles acompanham".

FUTSAL


#12

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REVISTA LOBOS

FUTSAL


#12

Não só a nível de clubes essa evolução

tem sido sentida, com Dany a reforçar

a importância que o nosso país já tem

no futsal atualmente, "Temos de entender

que somos das melhores seleções

do Mundo e o futsal merecia ser visto

de uma forma melhor. Temos jogadores

que já foram os premiados como

melhores jogadores do Mundo, um dos

melhores jogdaores de sempre, o Ricardinho,

é português e temos uma seleção

que foi duas vezes campeã da Europa e

uma vez campeã do Mundo. É difícil os

atletas da modalidade mostrarem muito

mais do que já estão a mostrar, tem de

partir das pessoas isto de entenderem

que este é o melhor momento para

entenderem o que é verdadeiramente o

futsal porque o nível praticado no nosso

país é muito elevado e praticamente

todos os jogadores do Mundo gostariam

de estar no nosso campeonato".

Como despedida, foi dada a oportunidade

de Dany deixar uma última mensagem

aos adeptos e a todos que leem a Revista

Lobos, aproveitando para reforçar a

necessidade de apoio para uma reta final

que poderá ser de glória, "Acima de tudo,

peço que nos venham apoiar porque,

sem dúvida, que são uma mais valia.

Diria que, em especial, no jogo dos

quartos de final, dia 4 de abril, que

encham o pavilhão para conseguirmos

o tão desejado apuramento para

a Final Four da taça de futsal de Aveiro.

Estamos focados em terminar o campeonato

e, a temporada em geral, de forma

muito positiva e gostávamos de sentir

que não estamos sozinhos nesta luta que

será muito árdua. Não dependemos só

de nós para o sucesso no campeonato

mas dependemos só de nós para não

deixarmos fugir mais nenhum jogo até ao

final. E será nisso que nos vamos focar".

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REVISTA LOBOS

OLDBOYS

NIKOLAJ STEEN | 2009 | 100 MINS | DINAMARCA

A comédia dramática dinamarquesa, que recebeu o prémio do Público no Festival

Internacional de Cinema de Karlovy Vary, na Chéquia, em 2010, conta a história de

Vagn Bendtsen (Kristian Halken), um homem solitário que, jogando num campeonato

de 'veteranos', é esquecido num posto de combustível, numa deslocação a mais uma

partida fora de casa, na Suécia. A partir daí, já à boleia de um jovem criminoso (Robert

Hansen), uma série de acontecimentos inesperados acabam por ocorrer, criando uma

aventura memorável na tentativa de chegar a tempo ao local do jogo.

Esta filme separa os momentos de comédia de drama, quando apresenta as cenas

focadas na equipa de futebol e drama puro que é vivido pela personagem principal,

tornando o filme humano, com uma química ímpar entre as personagens.

FILME DO MÊS



REVISTA LOBOS

Leap of Faith

Bruce Springsteen

My Love Will Not Let You Down

Bruce Springsteen

Downbound Train

Bruce Springsteen

When The Lights Go Out

Bruce Springsteen

Jersey Girl

Bruce Springsteen

Leave Out All the Rest

Linkin Park

A Paixão

Rui Veloso

TOP 7



REVISTA LOBOS

QUIZ DO MÊS

ENCONTRA AS 7 DIFERENÇAS

QUIZ DO MÊS


#12

BAS

JAVI

MONTEIRO

VALIDO

FALLY

JOSE

NACHO

YELLU

SOLUÇÕES

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REVISTA LOBOS

RECEITA RÁPIDA

PELA NUTRICIONISTA MARIA CANHA

FRITTATA DE CURGETE E ATUM

Leve, nutritiva e perfeita para uma refeição simples mas completa. Há receitas que

parecem básicas — e são exatamente essas que funcionam melhor no dia a dia. Esta

frittata combina proteína de elevada qualidade, legumes ricos em fibra e gordura saudável

na medida certa. Resultado? Uma refeição saciante, equilibrada e fácil de digerir.

Ideal para almoço leve, jantar rápido ou até para levar na marmita.

Destaques Nutricionais:

* Elevado teor de proteína completa (ovos + atum) — ajuda na manutenção da massa

muscular e promove saciedade

* Fonte natural de ómega-3 — apoio cardiovascular e efeito anti-inflamatório

* Baixo teor de hidratos refinados

* Boa densidade nutricional com poucas calorias

* Sementes de abóbora ricas em magnésio e zincoo

Tempo de preparação: 10 minutos

Tempo de confeção: 15 minutos

RECEITA RÁPIDA


#12

Ingredientes:

- 2 ovos inteiros

- ½ lata de atum em água, escorrido

- ½ curgete média

- 2 cebolas pequenas

- 2 colheres de chá de azeite

- 2 colheres de chá de sementes de abóbora

- ½ maçã

- 1 dente de alho (opcional)

- Salsa fresca q.b.

- Sal e pimenta preta q.b.

Modo de preparação:

1. Pré-aquecer o forno a 200°C (ou 180°C com ventilação).

2. Lavar a curgete e cortar em rodelas finas. Picar as cebolinhas e escorrer bem

o atum.

3. Aquecer uma frigideira própria para forno com o azeite, em lume médio. Juntar

o alho picado (se utilizar), a curgete e as cebolinhas. Saltear durante cerca de 5 minutos

até ficarem macios. Temperar com sal e pimenta.

4. Bater os 2 ovos com a salsa picada e ajustar o tempero.

5. Distribuir o atum por cima dos legumes e verter a mistura de ovos sobre o preparado.

Deixar cozinhar alguns minutos em lume médio até a base começar a firmar.

6. Levar a frigideira ao forno durante cerca de 5 minutos, até o topo estar completamente

cozinhado.

7. Retirar, polvilhar com as sementes de abóbora e servir com a meia maçã fresca

ao lado.

Sugestão:

Pode acompanhar com uma salada verde simples ou consumir isoladamente para

uma refeição mais leve. Também é ótima fria, no dia seguinte.

Equilibrada, prática e cheia de sabor — porque comer bem não tem de ser complicado.:

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REVISTA LOBOS

FC AROUCA 3-2 FC PORTO

FOI HÁ 2 ANOS...

Foi a 12 de fevereiro de 2024 que

o Futebol Clube de Arouca recebeu

o Futebol Clube do Porto,

numa partida que poderia registar um

recorde inédito de quatro jogos consecutivos

a ganhar na Primeira Liga.

A verdade é que, apesar do bom momento

de forma dos Lobos de Arouca, eram

poucas as pessoas que esperavam

aquele início de jogo. Com a bola a passar

pelos onze elementos em campo, Rafa

Mujica abriu o marcador aos 36 segundos,

antes sequer de qualquer jogador

adversário conseguir tocar na bola. O

resultado ainda seria alterado por duas

ocasiões antes do intervalo, através de

duas grandes penalidades. Primeiro por

Evanilson, ao minuto 9, e na meia hora

de jogo, Cristo González a restablecer a

vantagem ao Futebol Clube de Arouca.

A segunda parte, apesar de um aumento

do número de oportunidades do Futebol

Clube de Arouca, constantemente negadas

pelo guarda-redes de Arruabarrena,

mostrou o mesmo que a primeira parte

já havia feito: um novo golo da formação

da casa. Num contra ataque rápido,

Jason trocou as voltas ao central Fábio

Cardoso e, de pé esquerdo, colocou a

bola sem hipótese para Diogo Costa.

O trio espanhol ofensivo voltava a fazer

das suas, com um golo de cada um.

Até final, haveria espaço ainda para

Francisco Conceição aproveitar uma

bola caída na grande área para reduzir

o marcador mas não para alterar o vencedor.

Com quatro jogos consecutivos a

vencer, o Futebol Clube de Arouca derrotava,

também pela primeira vez, o Futebol

Clube do Porto no Municipal de Arouca.

MEMÓRIA FC AROUCA


#12

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#12

O MEU FC AROUCA

POR MANUEL SOUSA

Há uma coisa que sempre me incomodou... e muito: os fins-de-semana

em que o Futebol Clube de Arouca perde. Pedimos ao nosso clube que

faça, por ele e por nós, sócios ou adeptos, o impossível – que ganhe

sempre. É este o lado tão apaixonante quanto irracional da tribo do futebol,

mas é também o afeto genuíno de quem deseja sempre o melhor quer aos

heróis que sobem ao relvado quer àqueles que deles cuidam, para felicidade

deles e dos que assistem na bancada de cores amarela e azul, obviamente.

Gostar do Futebol Clube de Arouca é um tipo de gostar especial, sem cortes nem intermitências.

Não podia nem pode ser de outra maneira. É gostar dos tempos mornos e

dos tempos audaciosos. É gostar dessas lutas outrora travadas em palcos distritais

de terra batida, é gostar ainda mais do tempo em que o clube foi capaz da proeza de

ascender pela primeira vez a um campeonato nacional (Terceira Divisão) pela mão

do antigo presidente Alberto Camisão e o ter voltado a repetir a façanha no tempo

do presidente José Carlos Mendes. É gostar do virar de página, a incomensurável

coragem que foi a épica escalada idealizada pelo presidente Carlos Pinho, uma epopeia

trabalhada da base distrital até à Segunda Divisão Nacional, depois ao futebol

profissional da Segunda Liga, da Primeira Liga e da UEFA Europa League. Mais de

setenta anos de uma história feita de altos e baixos, de muitíssimos mais altos do

que de baixos nas últimas duas décadas, as de Carlos Pinho. Contudo, porque é

justo reconhecer, também uma história septuagenária feita por muitas gerações

de diretores, jogadores, técnicos, staffs e adeptos que mantiveram vivo o clube.

Um preservar de raízes e sentimentos associados ao clube que a atual positividade

da medida diretiva de garantir portas abertas aos jovens estudantes

arouquenses trata hoje em dia de prolongar e ampliar. Para ver os Lobos. Sim,

porque, nacionais ou estrangeiros, os jogadores do Futebol Clube de Arouca

vestem hoje a força da simbologia que a comunicação do clube um dia ousou

instaurar: são agora manifestos a alma e o poder dos Lobos, instinto identitário

talhado para a mediática mitologia das brigas contra poderosos leões,

águias ou dragões, gansos ou galos, e muitos outros que lhes saem ao caminho.

A história do Futebol Clube de Arouca a partir de certa altura mais parece um conto

de fadas nas páginas que compõem a narrativa do futebol português. Sobre o antes

e o durante esse conto muito, mas mesmo muito, já redigi, e também comentei, na

comunicação social local. Escritas e vozes à parte, continuo a aborrecer-me quando

o Futebol Clube de Arouca perde. Nada de zangas nem amuos ao ponto de partir

tudo e todos nas redes socias. Quero que ganhe sempre, aquele poderoso afecto

ao clube que vem de longe, que guardo carinhosamente recordando a memória

do meu pai Afonso Sousa, diretor, ou a do meu sogro David Maia, dedicadíssimo

dirigente, outrora também presidente da Assembleia Geral. Enquanto sócio, o meu

muito obrigado ao Futebol Clube de Arouca e à Revista Lobos pelo convite e pela

oportunidade que me concedeu de me dirigir respeitosamente ao nosso emblema.

Aproveito ainda para endereçar os votos de muito sucesso para os Corpos Sociais

recentemente eleitos para dirigirem os desígnios do clube nos próximos quatro anos.

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