edição de 16 de março de 2026
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propmark.com.br ANO 61 - Nº 3.082 - 16 de março de 2026 R$ 20,00
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Agentes de IA influenciam marcas
a disputar a atenção dos algoritmos
O avanço dos agentes de inteligência artificial já tem impacto na jornada de consumo online. Segundo estimativa da McKinsey, o comércio mediado por IA
pode movimentar cerca de US$ 5 trilhões globalmente até 2030. Nesse modelo, sistemas automatizados passam a pesquisar, comparar e até executar compras
em nome dos usuários. No novo cenário, anunciantes não competem apenas pela atenção do consumidor, mas passam também a disputar espaço nos
sistemas que recomendam essas decisões. Para especialistas, o chamado agentic commerce inaugura uma fase em que intenção e delegação substituem
parte da navegação tradicional. Ou seja, se o consumidor passa a descrever o que precisa e delega a escolha, o desafio das marcas passa a ser outro: garantir
que seus produtos sejam interpretados e recomendados por algoritmos. pág. 16
Divulgação
IAB Brasil realiza summit
de IA pela primeira vez
A CEO Denise Porto
afirma que a entidade
elegeu a inteligência
artificial como o tema
transversal mais impactante
para a publicidade
digital. A entidade
realiza no próximo dia
27 o IAB IA Summit, em
São Paulo, para tratar
da transformação provocada
pela IA sobre os
negócios. pág. 12
Entre campanhas e
ativações, 45 marcas
ocupam autódromo
com o Lollapalooza
Na 13ª edição do festival no Brasil, o Autódromo
de Interlagos retorna como uma vitrine
para estratégias de marketing. Marcas
como Budweiser, Flying Fish, Sadia, Fiat e
Vivo participam com campanhas, ativações
e ações de brand experience. As iniciativas
incluem lançamentos de produtos, collabs,
conteúdo para redes sociais e atividades
com influenciadores. pág. 36
BetMGM define Full House,
da BBDO, como sua agência
A BBDO anuncia a Full
House, operação que
nasce para atender a
conta da BetMGM no
Brasil, conquistada
após um processo de
concorrência. Loreta
Caporrino, executiva
do anunciante, vai
atuar em conjunto
com Aldo Pini, responsável
pela operação da
agência. pág. 25
Divulgação
editorial
Armando Ferrentini
Agentes de IA
A
inteligência artificial parece um tema inesgotável. O mercado ainda vai
sentir e discutir seus impactos por um bom tempo. Engana-se quem pensa
que o assunto está saturado. A bola da vez agora são os agentes de IA. Uma
espécie de assistentes dos humanos, eles vão revolucionar também a maneira
como os consumidores fazem suas compras online.
Matéria de capa desta edição traz dados da McKinsey que indicam que o comércio
conduzido por agentes de inteligência artificial pode movimentar cerca de
US$ 5 trilhões globalmente até 2030. Com isso, a lógica da jornada de consumo
digital se desloca de eixo, uma vez que esses sistemas de IA passam a pesquisar,
comparar e executar compras no lugar dos consumidores.
Um dos experimentos mais comentados nos últimos meses é o Moltbook, rede
social lançada no fim de janeiro e criada para que apenas agentes de inteligência
artificial interajam entre si. Os humanos conseguem observar a plataforma, mas
não podem participar das discussões.
É um cenário de Matrix, em que o marketing também precisa começar a ser trabalhado
de outra forma. Já que parte do comércio eletrônico será ‘ditado’ pelos
agentes de IA, as recomendações feitas por eles acrescentam uma nova camada
de complexidade à jornada digital.
Com isso, agora não basta ‘apenas’ focar na construção das marcas, mas envolve
também estruturar conteúdos capazes de ser interpretados por humanos e
máquinas, com descrições detalhadas de produtos, respostas diretas às dúvidas
dos consumidores e bases consistentes de avaliações.
Especialistas explicam que os agentes consomem diferentes formatos para
montar suas recomendações, sendo assim, a marca precisa estar presente em
todos eles.
“Nesse mundo em que grande parte das nossas decisões passa a ser delegada
para esse sistema de IA, marcas terão mais dificuldade de preservar a relevância
delas junto ao consumidor final, uma vez que a decisão passará a ser feita pela
máquina”, analisa Marco Aurélio Rodrigues, da ESPM.
Apesar desse cenário inicialmente assustador, o South by Southwest 2026
faz um contraponto. Na sessão de abertura do festival de inovação global,
que ocorre em Austin, no Texas, até o dia 18 de março, o vice-presidente sênior
de programação do SXSW, Greg Rosenbaum, disse que o conteúdo gerado
pelo evento deve reafirmar a centralidade humana acima do impacto da inteligência
artificial.
A próxima edição do propmark vai trazer uma cobertura abrangente com os
principais insights do festival, que começou no último dia 12. Neste ano, mais
uma vez, a delegação brasileira é uma das maiores do evento. Também marcam
presença com ativações marcas e empresas nacionais como a Globo, que terá um
painel na SPHouse, hub de inovação do governo de São Paulo, que funciona como
uma vitrine do Brasil no SXSW, pelo terceiro ano consecutivo.
Apostas
Matéria nesta edição mostra as principais apostas da programação das emissoras
para 2026. Além das novidades de praxe que apresentam todos os anos, Band,
Globo, Record e SBT investem na distribuição de conteúdo multiplataforma e em
parcerias estratégicas com players internacionais, como o SBT fez com a Disney+
e a NBCUniversal; e a Band com a HBO Max, para produções em collab.
Em ano de Copa do Mundo e eleições, outro foco são as transmissões e conteúdos
esportivos, bem como o investimento em programas de jornalismo.
Frase: “Mais do que máquinas precisamos de humanidade” (Charles Chaplin).
as Mais lidas da seMana no propMark.coM.br
1ª
2ª
Head de marketing da Unlimitail afirma que o setor entra em
fase de consolidação. Segundo pesquisa da MMA, quase 70%
dos anunciantes pretendem investir no canal até o fim do ano.
3ª
‘Retail media não é só venda
de mídia’, afirma Thiago Stelle
IA generativa acelera crescimento
da creator economy, aponta Adobe
Levantamento mostra que 86% dos criadores já utilizam IA criativa
e 76% relatam crescimento em audiência ou negócio. Ferramentas
passam a automatizar tarefas e ampliam escala de produção.
Mudanças em agências, mídia
e marcas indicam novas frentes
de crescimento no setor
Reforço de lideranças, ajustes em estruturas de agências e novos projetos
editoriais marcam os principais movimentos da semana. O período também
registra iniciativas voltadas a inovação, entretenimento e expansão de
negócios para o mercado no início de março.
4ª
Chief strategy officer da WMcCann relata como mentoria
e autoconhecimento influenciaram sua trajetória e discute
o papel da diversidade e da influência na liderança.
5ª
Agatha Kim enaltece a força da
diversidade para tomada de decisão
Ilustração entra no radar como
tendência visual na propaganda
Uso de ilustrações ganha espaço em campanhas como alternativa a foto
e vídeo. Especialistas apontam o recurso como estratégia visual capaz de
reforçar identidade e memória de marca.
jornal propmark - 16 de março de 2026 3
índice
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propmark.com.br
Crescimento do agentic
commerce redesenha
o consumo online
Agentes de IA podem
movimentar até US$
5 trilhões até 2030 no
comércio digital, aponta
a McKinsey. Especialistas
avaliam o impacto desses
sistemas para a estratégia
dos anunciantes.
16
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Paulo Macedo
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Editor de arte
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WMcCann Agro inicia operação com
a gigante americana John Deere
A WMcCann Agro é a uma nova vertical criada pela
WMcCann, da CEO Renata Bokel, para ampliar e
organizar sua atuação no agronegócio. Alê Braga
comanda a operação que tem como cliente a
executiva Cibele Romão. pág. 23
OOH Summit debate o papel das
lideranças femininas com a ABA
Sandra Martinelli (ABA) e Fabi Soriano (Central de
Outdoor) reforçam a parceria entre as entidades,
ampliando o diálogo entre exibidores e anunciantes
e valorizando o protagonismo feminino nas decisões
estratégicas do setor. pág. 35
Redação
Rua François Coty, 228
01524-030 - São Paulo – SP
tel. (11) 2065 0772 / 0766
redacao@propmark.com.br
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As ma té rias as si na das não re pre sen tam
ne ces sa ria men te a opi nião des te jor nal,
po den do até mes mo ser con trá rias a ela.
Editorial .............................................................................3
Conexões ...........................................................................6
Curtas .................................................................................8
Quem Fez ...........................................................................9
Entrevista ..........................................................................12
ESG no MKT ........................................................................14
Digital ................................................................................16
Agências ............................................................................23
Prêmios..............................................................................28
Marcas ...............................................................................29
Mídia ..................................................................................30
Mercado .............................................................................36
SXSW ...................................................................................39
Produtoras ........................................................................40
Inspiração ..........................................................................41
Opinião...............................................................................42
Out of Home ......................................................................44
Click do Alê ........................................................................45
Última Página ....................................................................46
ARK Entertainment é a
novidade do portfólio
da holding FSB
A nova operação é liderada
por Mariana Ricciardi, executiva
responsável por sucessos como
‘Impuros’ e ‘Minha irmã e eu’. A ARK
já inicia suas atividades com mais de
10 projetos em desenvolvimento,
incluindo coproduções
internacionais. pág. 40
4 16 de março de 2026 - jornal propmark
conexões
última hora
Post: Podpah anuncia a criação da
Podpah Records
A história sendo escrita!
Ricardo Schwarz
TIMES SQUARE
A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) aprovou no dia 11 de março o projeto que
prevê a instalação de painéis digitais de grande formato no cruzamento das avenidas Ipiranga
e São João, no centro de São Paulo. A iniciativa, apelidada de ‘Times Square paulistana’
(foto acima), integra o Boulevard São João e prevê a instalação de quatro painéis de LED
em fachadas de edifícios da região central. A proposta foi aprovada por oito votos a seis no
colegiado responsável pela aplicação da Lei Cidade Limpa na capital. Em fevereiro, a Prefeitura
de São Paulo havia informado ao propmark que o projeto de requalificação urbana previsto
para a região não previa a venda de publicidade comercial nos painéis digitais. Na ocasião, a
administração municipal afirmou que os conteúdos exibidos deveriam priorizar programação
cultural, institucional e de utilidade pública. No entanto, pelo modelo aprovado, 70% do tempo
de exibição deverá ser destinado a conteúdos culturais, institucionais ou de utilidade pública,
enquanto os 30% restantes poderão ser ocupados por publicidade.
Post: Bruno Lunardon: ‘Parece que
já estamos na metade do ano’
Excelente a entrevista! Parabéns, Brunão!
Victor Afonso
Post: Agência Frat tem movimentações
Grande time, muito orgulho de fazer
parte ao lado de talentos tão gigantes!
Fernanda Souza
Post: Susana Hernández combina
visão global e cultura colaborativa
Muito obrigada, propmark,
pela oportunidade de trazer
meu ponto de vista sobre liderança
Duailibi Essencial
“Não há como parar o futuro” (Yogi Berra).
feminina em uma data tão significativa
como o Dia Internacional das
Mulheres. Foi uma honra fazê-lo ao
lado de mulheres que admiro profundamente
e que inspiram tantas outras
todos os dias.
Susana Hernández
É um orgulho muito grande poder trabalhar
com você. Uma mulher que se
destaca profissionalmente. Obrigada
por poder caminhar ao seu lado.
Rita Avelar
dorinho
SXSW
O estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-
MG), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Invest Minas,
desembarca em Austin, nos Estados Unidos, para marcar presença no maior festival de
inovação do mundo, o SXSW (South by Southwest). O projeto envolve o Minas Day e a Casa
Minas, que conectam o ecossistema de inovação mineiro ao mercado global – posicionandose,
assim, como um polo cultural e de inovação para temas estratégicos da nova economia.
A iniciativa (foto acima) conta com patrocínio de Codemge, Cemig, CBMM e FDG; apoio do
Sebrae-MG; e realização do governo mineiro. A ação tem a assinatura da agência Sherpa42.
PLANEJAMENTO
Sabrina Guzzon e Martin Montoya,
sócios na consultoria estratégica Truths
(foto à esquerda), lançam o livro ‘Qual
é a sua verdade? – A corrida do ouro
do planejamento de marca’ (Editora
Labrador). O lançamento ocorre no dia
18, a partir das 18h30, na Livraria da
Vila – Unidade Vila Madalena. O evento
contará com sessão de autógrafos e
nova edição da Strategy Talks, encontros
de discussão com importantes nomes
do mercado publicitário, promovidos
pelo Grupo de Planejamento (GP), que
apoia institucionalmente o lançamento
do livro.
6 16 de março de 2026 - jornal propmark
curtas
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A cúpulA é tAlk show de experiênciAs
liderAdo pelo influencer felipe titto
O comunicador e empresário Felipe Titto (foto) embarca no projeto A Cúpula, que leva
entretenimento por meio de entrevistas e conversas “para público que busca algo a
mais, conteudo inteligente e conversas que vão além”, nas palavras do âncora, que define
a atração como um ecossistema de experiências. A primeira temporada está programada
para ser lançada neste mês de março e terá dez episódios no YouTube. “Acredito muito
no poder da comunicação e das relações. Com o lançamento da Cúpula estou tirando do
papel um dos meus grandes sonhos, levar ao público histórias engraçadas, irreverência e
diversão com conteúdo. Cada detalhe foi criado com muito cuidado e dedicação. A curadoria
de convidados é extremamente democrática, mas também ligada a perfis em que
acredito e admiro”, explica Titto, lembrando que A Cúpula nasce como um projeto multiplataforma,
escalável e altamente conectável, onde entretenimento, propósito e impacto
caminham juntos. “O programa parte da premissa de que boas histórias não precisam de
formalidade, e que grandes aprendizados podem nascer dos lugares mais improváveis.”
DENTSU PROMOVE RICARDO DINIZ
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ShOPEE MARCA NO ‘EM fAMIlIA’ DE ElIANA
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Diniz passa a ser o head das áreas de criatividade e de experiência com foco em integração Estratégia de mídia teve a coordenação da We: acompanhar talentos com apelo emocional
A Dentsu Brasil está anunciando a promoção de Ricardo Diniz a head of creative and
experience. Com perfil que integra criatividade, tecnologia e foco no consumidor, ele
passa a liderar a área de criação em uma fase mais conectada a dados, mídia e CX, voltada
ao desenvolvimento de soluções alinhadas aos negócios das marcas. A movimentação reforça
a estratégia do grupo de ampliar o uso de novas tecnologias e conectar áreas para
acelerar o crescimento dos clientes. Carioca e botafoguense, Diniz tem 23 anos de atuação
no mercado, sendo mais da metade na Dentsu. “Acredito que criatividade integrada gera
ideias mais relevantes, capazes de proporcionar valor real para as marcas”, resume Diniz.
A Shopee será uma das marcas presentes no programa ‘Em Família com Eliana’, nova
atração dominical da TV Globo, que estreia neste domingo, dia 15. A data tem um significado
especial para a plataforma, que além das tradicionais datas duplas (como 4/4, 5/5,
7/7 etc.) adota o 15/3 (Dia do Consumidor) como a data mais importante do primeiro
semestre. A estratégia de mídia é da agência We. A decisão reflete uma estratégia clara:
acompanhar talentos que possuem forte conexão emocional com o público e alta credibilidade
junto às famílias brasileiras. Ao longo de mais de duas décadas nos domingos da TV
aberta, Eliana construiu uma relação de confiança com o público feminino.
ASIA TEM DOIS NOVOS líDERES NA CRIAçãO DROGA5 APRESENTA GUIA DE INClUSãO EUPhORIA CREATIVE ASSINA ‘AbSOlUT CINEMA’
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Ricardo Dolla e Pedro Reis, co-CCOs, com Vico Benevides
A Asia divulga Ricardo Dolla e Pedro Reis como novos
co-CCOs. A movimentação ocorre em um momento de
expansão da agência e busca fortalecer sua estrutura
criativa. A dupla responderá diretamente a Vico Benevides,
cofundador, sócio e CCO da empresa. Com mais de duas
décadas de experiência, Dolla passou por agências como
Artplan, Africa Creative e Talent Marcel. Pedro Reis, diretor
de arte por formação, iniciou a carreira em Belo Horizonte
e acumula cerca de 20 anos de atuação no mercado. Em
sua trajetória, passou por agências como Africa Creative,
DPZ e AlmapBBDO. Antes de chegar à Asia, atuava como
global creative director na Grey. Fundada em 2022 por
Benevides e Sérgio Brandão, a Asia integra o Grupo Unah.
Agência usa a métrica DE&I como premissa para a criatividade
A agência Droga5 desenvolveu um guia interno de inclusão
voltado aos seus colaboradores. O material, chamado de
Guia Prático de Inclusão, reúne mais de 200 páginas de
conteúdos voltados a orientar interações e ampliar o conhecimento
sobre diversidade, equidade e inclusão (DE&I)
no ambiente de trabalho. O projeto foi elaborado pelo time
de Cultura e Comunicação da agência em parceria com
os grupos de afinidade internos. A iniciativa faz parte das
ações da empresa voltadas à formação e ao letramento
de profissionais em temas relacionados aos recortes
prioritários de diversidade. Segundo a agência, o conteúdo
foi construído a partir de pesquisas e da experiência de
colaboradores envolvidos nos grupos de afinidade.
Insight vem da expressão presente nos debates sobre cinema
Na semana do Oscar, realizada neste domingo (15), a
vodka Absolut apresenta a campanha ‘Absolut Cinema’,
criada pela Euphoria Creative. A iniciativa, de acordo com
a agência, “nasce de um insight cultural da internet e
ganha forma física por meio de uma garrafa colecionável,
metalizada em prata, feita para eternizar o momento histórico
do cinema nacional e conectar a marca às conversas
que tomam conta das redes sociais durante a temporada
de premiações”. A campanha usa a expressão viral
‘Absolute Cinema’, presente globalmente nas discussões
sobre cinema e usada para comentar algo épico. Criação
de Marcelo Rizério, Ricardo Alonso, Bianca Fratus, Paulo
Henrique Falcão, Lara Ignezli e Enzo Carozzi.
8 16 de março de 2026 - jornal propmark
quem fez
Paulo Macedo
paulo@propmark.com.br
INNOCEAN BrAsIl
Hyundai Motor Brasil
Fotos Divulgação
Título: ‘Hyundai a caminho da Copa’
Diretor de criação: luiz Bagatin
Criação: Fernando Morais, eduardo Fischer, Mariana lima e Mariana
albano
Planejamento estratégico: aina Fuentes, Paula teofilo e Bianca Perrella
Experience: Mariana Herrero, Camila Pereira, Josie lopes e Gustavo rangel
Aprovação: Chris lee, ebru semizer, Cristiano Mineiro, Patricia Morales,
Guilherme Moreira, lucas Zuccoli, dominique silva, robson Cavalcante,
Felipe Baeta, Giulianna Montoya, larissa simão, Juliana Ferradosa
e Murilo orlando
Montadora lança filme e convida brasileiros a realizarem test-drive. Quem
fizer um ou mais test-drive até 13 de maio nas concessionárias da rede poderá
concorrer a uma das seis vagas para viajar à Copa com acompanhante,
passagens, hospedagem, alimentação, ingressos e traslados pagos.
CCCArAmElO
WellHuB
Título: ‘iguais, mas diferentes’
Diretores de criação: andré Pallu e Bruno Zampoli
Criação: luis Gustavo, Juliana souza, Maria eduarda Guimarães e
Guilherme Moura
Diretor de cena: thiago espeche
Aprovação: leandro Caldeira
Campanha parte de uma observação do cotidiano: grupos tendem a
replicar comportamentos, gostos, hábitos e até estilos. A narrativa
explora essa dinâmica para mostrar que, embora possam parecer
iguais, cada pessoa tem necessidades específicas. As peças reforçam
que o Wellhub desenvolveu 12 planos diferentes para se encaixar
na rotina, no estilo de vida e no bolso de cada pessoa.
EUPHOrIA
HellMann’s
Título: ‘Hellmann’s + NBA’
VP criativo: ricardo ‘Big’ Passos
VP executivo: nelson alves neto
Diretor: Fernando sanches
Gerente de projeto: tatiane Henrique
Coordenador técnico: anderson Vinho
Coordenador-geral: daniel Barbieri
Patrocinadora oficial da NBA (National Basketball Association) no Brasil, a
Hellmann’s inicia a ativação do patrocínio desta temporada com uma campanha
promocional que convida os consumidores a acumularem ‘cestas de pontos’
que podem ser trocados por Funkos colecionáveis da liga, uma petisqueira
temática, além de sorteios semanais da NBA House.
jornal propmark - 16 de março de 2026 9
FORMAÇÃO PARA
LÍDERES
GLOBAIS
A ESPM LIDE Corporate Academy vai formar líderes no setor privado,
unindo a excelência acadêmica da ESPM ao acesso direto aos maiores
líderes empresariais do país, por meio do LIDE.
O resultado são programas para alta liderança, voltados a C-levels,
empresários e executivos em ascensão.
Saiba mais:
Programas:
OS QUE DECIDEM, TRANSFORMAM O FUTURO
entrevista
denise porto
CEO do IAB Brasil
IA como tema transversal
Em seu segundo ano à frente do IAB
Brasil (Interactive Advertising Bureau), a
executiva Denise Porto afirma que, dentre
as temáticas que a entidade elegeu como
principais, a inteligência artificial é a que está
sendo tratada como tema transversal mais
impactante para a publicidade digital. “No
nosso próximo evento, o IAB IA Summit, em
27 de março, vamos tratar exatamente sobre
essa transformação”. A instituição também
está de olho nas mudanças do mercado
surgidas com as bets e nas discussões sobre
padronização das métricas, tanto que neste
ano criou dois comitês específicos para os
assuntos. De acordo com ela, o maior desafio
é “equilibrar inovação, como IA e novos
formatos de mídia, com padrões técnicos,
métricas confiáveis e diálogo regulatório
qualificado”. A internet faturou R$ 11,7
bilhões em 2025 e lidera com 40,6% do share
publicitário no Brasil, segundo o Cenp-Meios.
Kelly Dores
Qual o balanço que você faz da sua gestão no IAB?
Gestão de muita escuta ativa para entender as demandas do mercado e como o
IAB precisa se organizar para responder a essas necessidades. 2025 foi um excelente
ano para o IAB: recebemos muitos novos associados e conseguimos estreitar
o relacionamento e a parceria com diversos players relevantes do mercado
de publicidade digital no Brasil.
O que pretende mudar neste ano?
Não é necessariamente uma mudança, mas este ano estamos explorando ainda
mais a temática de IA. Faremos pela primeira vez, em março, o IAB IA Summit, no
dia 27, em São Paulo. Dados os impactos na publicidade digital, a ideia é compartilhar
como as lideranças se preparam estrategicamente para evoluir neste novo
contexto. Este ano vamos também explorar melhor outras regiões, buscando fazer
eventos fora de São Paulo. Nossa intenção é amplificar as conversas para
outras praças, respondendo às demandas do mercado. No ano passado, fizemos o
primeiro Fórum de Políticas Públicas, em Brasília. Dado o sucesso, vamos repetir
este ano. Também lançamos dois novos comitês: o de Jogos e Apostas e o de Mensuração.
Entendemos a importância dessas temáticas e precisamos olhar para
elas com toda a profundidade que um comitê e os grupos de trabalho permitem.
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Quais são os seus principais desafios à frente da entidade?
Nosso principal desafio é equilibrar inovação, como IA e novos formatos de mídia,
com padrões técnicos, métricas confiáveis e diálogo regulatório qualificado.
Como parte de uma rede global (o IAB está presente em mais de 45 países), precisamos
traduzir e integrar boas práticas internacionais à realidade brasileira,
mantendo a neutralidade, sempre com escuta ativa e relevância para todo o
ecossistema da publicidade digital.
Em relação aos novos comitês da entidade, por que foram criados?
Como disse, este ano criamos dois novos comitês, o de Jogos e Apostas e o de
Mensuração. Essas entregas vêm da escuta ativa com nossos associados respondendo
às demandas que eles nos fazem. E também do nosso mapeamento do
mercado em relação a temas atuais e mais urgentes, que precisam de um espaço
seguro e neutro para serem discutidos e evoluírem.
Qual é o papel dos comitês, fóruns de trabalho e eventos do
IAB?
No IAB, temos dois tipos de fóruns de discussão: primeiramente, os comitês, que
são reuniões periódicas exclusivas para os nossos associados e lideradas por
especialistas de mercado eleitos também entre os associados. Essas lideran-
12 16 de março de 2026 - jornal propmark
“As tendências para 2026 refletem
um mercado em busca
de maturidade e integração”
ças conduzem, ao lado do nosso time, essas conversas, que promovem painéis
e debates super-ricos em termos de conteúdo. Desses encontros, saem fóruns
menores, que são os Grupos de Trabalho. Os associados também se inscrevem
para participar e estes grupos se reúnem para produzir materiais educativos ao
mercado na forma de papers, infográficos, guias, palestras, pesquisas etc. Já os
eventos do IAB são abertos ao público em geral e pensados rigorosamente em
todos os detalhes para entregar o que há de melhor e mais bem elaborado, inclusive
dentro das reuniões dos nossos comitês. Trazemos os principais nomes do
nosso mercado de publicidade digital para falar sobre os assuntos vigentes e as
pautas mais relevantes dentro do escopo de atuação do IAB.
O que esperar da publicidade digital em 2026? Quais são as
previsões? E como foi no ano passado?
Esses números estão sendo consolidados neste momento. No mês de abril, nós
divulgaremos o nosso Adspend 2026 (ano base 2025), em parceria com a Kantar
Ibope Media, com os dados consolidados do último ano. É um estudo que fornece
um panorama abrangente do mercado, revelando como os recursos foram distribuídos
entre diferentes formatos, canais e categorias, além de apontar tendências
relevantes para o setor.
Por que ainda há tantas divergências de métricas no mercado?
Essa divergência de métricas acaba refletindo o resultado de um ecossistema
que cresceu mais rápido do que a sua capacidade de padronização. Dessa forma,
ainda encontramos metodologias de atribuição distintas, diferentes janelas de
conversão e diferentes formas de contabilização de uma visualização, por exemplo.
Essa assimetria de informação prejudica a visão holística da jornada do consumidor.
Para ajudar nesta frente, o IAB está lançando este ano, como comentei,
o comitê de mensuração. Precisamos de padrões e ninguém melhor que o IAB
para defini-los.
Por que IA, bets e influenciadores são considerados os três
grandes desafios do marketing digital?
IA, bets e influenciadores não são apenas tendências, eles mudaram as regras
do jogo como até então esse jogo era “jogado”. São tópicos desafiadores porque
surgiram e ganharam escala em uma velocidade que o nosso arcabouço legal
ainda tenta acompanhar. Estamos em um momento decisivo de educação e construção.
Sendo assim, temos muito a trabalhar nessas frentes quando olhamos
para educação e até mesmo construção de políticas públicas que possam trazer
segurança jurídica sem sufocar a inovação nem afastar investimentos no país. O
desafio não é necessariamente a tecnologia ou o formato em si, mas sim como
criar as balizas para que eles operem de forma sustentável e ética no Brasil.
E os desafios regulatórios se inserem no cenário de que forma?
Os desafios regulatórios entram como parte inevitável desse cenário de transformação
tecnológica. À medida que o mercado evolui mais rápido do que a elaboração
das leis, cresce a necessidade de diálogo, equilíbrio e clareza de como
enfrentar da melhor forma os desafios que se apresentam. O papel da regulação
é trazer segurança jurídica, como disse antes, sem sufocar a inovação nem afastar
investimentos no país.
O que a Lei nº 15.325/2026, que reconhece o ‘profissional multimídia’,
muda para o marketing de influência?
Enquanto IAB, ainda estamos analisando o que a Lei nº 15.325/2026, que reconhece
o “profissional multimídia”, muda nas relações entre as partes no marketing
de influência. Isso porque, em sua essência, essa lei não foi concebida para regular
influenciadores digitais. Para nós, no IAB, há uma preocupação hoje mais
direcionada a outros debates, como a autorregulamentação, a transparência nas
relações entre criadores e audiência e a responsabilidade compartilhada entre
marcas, agências, plataformas e influenciadores, especialmente em categorias
sensíveis. O objetivo é criar um ambiente de segurança jurídica que proteja o
consumidor e, ao mesmo tempo, preserve a autenticidade e a liberdade criativa
que tornam esse canal tão potente.
Como é a atuação do IAB em questões de regulamentação,
como no caso da IA?
A atuação do IAB Brasil no campo regulatório é técnica, propositiva e orientada
pelo diálogo institucional. Nós acompanhamos de forma permanente a agenda
regulatória, produzindo estudos, guias e dados qualificados, promovendo debates
de alto nível e contribuindo com autoridades públicas para a construção de
marcos regulatórios equilibrados, capazes de proteger direitos, estimular a inovação
e assegurar segurança jurídica ao mercado.
O que mudou para o mercado após a regulamentação das bets?
A regulamentação das bets trouxe previsibilidade e maior clareza ao mercado,
uma vez que estabelece parâmetros objetivos de atuação. Houve avanços relevantes
em questões de compliance e responsabilidade na comunicação, com
impactos diretos na proteção do consumidor e no fortalecimento da segurança
jurídica das marcas. O desafio, agora, é consolidar as boas práticas, aprimorar a
mensuração e manter um diálogo contínuo e qualificado com os reguladores.
Como a IA pode transformar ainda mais o ecossistema digital?
Como IAB, nós acompanhamos essa transformação diariamente e ela é enorme,
estrutural. Por isso mesmo, neste ano, entre as temáticas que elegemos como as
principais (creator economy, retail media, DOOH, vídeo digital, áudio digital, jogos
e apostas, mensuração, relações jurídicas e governamentais e IA), a IA é a que estamos
tratando como o tema transversal mais impactante no mercado. No nosso
próximo evento, o IAB IA Summit, em 27 de março, em São Paulo, vamos tratar exatamente
sobre essa transformação e o impacto nos negócios de publicidade digital.
De que forma o IAB atua para auxiliar profissionais do mercado
a se atualizarem?
O IAB tem uma frente de conteúdo e educação bastante presente e atuante.
Lançamos, praticamente todos os meses, novos materiais educativos gratuitos
(todos disponíveis para download em nosso site), como pesquisas, guias, infográficos
etc. Estes materiais são de extrema importância para a atualização dos
profissionais do nosso mercado. Além disso, o IAB tem um cronograma de cursos,
que vão dos mais básicos até os mais avançados, oferecidos por professores experientes
e atualizados, que também atuam no mercado.
Como a fragmentação dos canais impacta o mercado?
A fragmentação dos canais impacta o mercado ao pulverizar a atenção do consumidor,
transformando a jornada de compra em um processo não linear e altamente
complexo. Esse cenário impõe às marcas o enorme desafio da mensuração
cross-media, exigindo que o planejamento de mídia deixe de ser estático
para se tornar uma estratégia de dados integrada, capaz de conectar os pontos
em um ecossistema onde o público está em todos os lugares ao mesmo tempo.
E como está a discussão sobre brand safety e segurança digital
para crianças e adolescentes?
A discussão do brand safety e da segurança digital para crianças e adolescentes
é um tema central para o IAB Brasil. Atuamos para promover padrões responsáveis,
a partir das boas práticas internacionais e da manutenção de um diálogo
técnico constante com o mercado, os reguladores e a sociedade, equilibrando
proteção, transparência e liberdade de expressão, com foco em ambientes digitais
mais seguros e confiáveis.
Quais são as principais tendências do marketing digital em
2026?
As tendências para 2026 refletem um mercado em busca de maturidade e integração.
A inteligência artificial deixa de ser vista como uma ferramenta operacional
para se tornar o motor estratégico das decisões de negócio. Esse movimento
é acompanhado por uma evolução na mensuração, com o estabelecimento de
novos padrões que possam contribuir para uma visão e uma análise cross-media,
de fato. Paralelamente, vemos o amadurecimento da creator economy, que se
consolida como um pilar de influência profissionalizado, e a expansão do retail
media para o conceito de commerce media, extrapolando o varejo para transformar
diversos outros setores em potências de dados e conversão.
jornal propmark - 16 de março de 2026 13
esg no mkt
Alê Oliveira
Humanização está on
“Nesse cenário, a criatividade emerge
como o valor humano por excelência”
Alexis Thuller Pagliarini
No ano passado, tive a chance de contribuir com
o evento Enapro, que reuniu publicitários na
Bahia, sob organização do Sinapro/BA. Fiz a
curadoria de conteúdo do evento e também atuei
como palestrante. O tema adotado para o evento foi
‘De humanos para humanos’.
A ideia era fazer um contraponto ao tsunami
digital e de inteligência artificial que invadiu nossas
vidas. O evento foi um sucesso! Noto agora que
o SXSW, que rolou na semana passada em Austin
– EUA, e também o Rio2C, que será realizado em
abril, no Rio, estão adotando essa pegada humanista
também. Interpreto essa sintonia humanista
como uma reação natural dos humanos frente à
onda imparável da IA e da automação nos negócios
e na vida mesmo.
Essa overdose de automação, imagens fabricadas
pela IA, robotização e tecnologia, parece
esgarçar o fio do pêndulo das tendências que, numa
reação natural, provoca uma ação contrária, valorizando
o que é real, humano de verdade. Imagens
mais toscas, com menos recursos, passam a ser
vistas como expressões humanas e ganham valor.
Em outra frente, a humanização ganha força na
administração de empresas, que começam a entender
que, por trás das máquinas, dos algoritmos,
existem seres humanos, dos quais continuamos
a depender para formatar estratégias, comandar
prompts adequados e, principalmente, julgar as soluções
geradas pela IA e aplicá-las com eficiência.
Não se trata, portanto, de negar a evolução ou resistir
à inovação da IA, mas, isso sim, de dar o devido
valor à atuação humana no processo. É nesse contexto
que o ESG ganha um novo e poderoso aliado:
a humanização.
Durante anos, o ESG foi tratado pelas empresas
como uma pauta de conformidade, um conjunto de
métricas a cumprir para satisfazer investidores e reguladores.
Mas o momento atual exige mais. Exige
que o “S” de Social deixe de ser uma coluna de relatório
e passe a ser uma prática viva, sentida por colaboradores,
clientes e comunidades. Humanizar é,
em essência, tornar o ESG verdadeiro. Empresas que
investem genuinamente em diversidade, em saúde
mental, em ambientes de trabalho que respeitam o
tempo e a dignidade das pessoas, estão, na prática,
aplicando a humanização como estratégia de negócio.
E os resultados aparecem: maior engajamento,
menor rotatividade, mais inovação.
Não por acaso, pesquisas recentes apontam que
organizações com alta pontuação no pilar social do
ESG tendem a apresentar desempenho superior em
períodos de crise. O humano, bem tratado, performa
melhor — inclusive diante das máquinas. Nesse cenário,
a criatividade emerge como o valor humano
por excelência. Se há uma fronteira que a inteligência
artificial ainda não cruzou com autonomia genuína,
é a da criação com propósito emocional. A IA
pode combinar, recombinar, otimizar e surpreender
— mas parte sempre de um repertório alimentado
por humanos. A centelha original, a metáfora inesperada,
a campanha que toca a alma de uma geração:
isso ainda nasce de mentes humanas, formadas
por experiências, afetos, contradições e história. A
criatividade não é apenas um talento artístico. É
uma competência estratégica.
No universo da comunicação, do design, do
marketing e da gestão, criar soluções novas para
problemas antigos — ou perceber problemas que
ainda não foram nomeados — é o que diferencia
empresas vivas de empresas apenas operacionais.
E cultivar ambientes criativos exige, antes de tudo,
humanização: escuta, confiança, espaço para o erro,
valorização da diversidade de perspectivas. O pêndulo,
portanto, não oscila contra a tecnologia. Oscila
em direção ao equilíbrio. A IA e a automação são
ferramentas extraordinárias nas mãos de pessoas
extraordinárias. O que o Enapro, o SXSW e o Rio2C parecem
anunciar em uníssono é que o próximo ciclo
de inovação não será protagonizado por algoritmos
mais rápidos, mas por organizações mais humanas
— capazes de usar a tecnologia sem perder a alma.
Humanização está on.
Alexis Thuller Pagliarini
é sócio-fundador da ESG4
alexis@criativista.com.br
14 16 de março de 2026 - jornal propmark
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digital
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Agentes de IA avançam no comércio
e redefinem a estratégia de consumo
Com sistemas que pesquisam e compram por usuários, empresas
disputam não só a atenção, mas a recomendação dos algoritmos
Bruna Nunes
O
comércio conduzido por agentes
de inteligência artificial pode
movimentar até US$ 5 trilhões
globalmente até 2030, segundo estimativa
da McKinsey. Nesse modelo,
sistemas de IA passam a pesquisar,
comparar e executar compras em nome
dos consumidores, o que automaticamente
altera a lógica da jornada
de consumo digital.
A mesma análise aponta que o
avanço do comércio mediado por IA
pode pressionar receitas baseadas
em anúncios, especialmente em
ambientes como redes de mídia de
varejo. Em resumo, a proliferação de
agentes de IA faz com que marcas e
empresas não direcionem seus esforços
apenas para a atenção do consumidor,
mas também para a recomendação
dos algoritmos.
Para se ter um exemplo dessa
dimensão, algumas iniciativas experimentais
já começaram a explorar
novas formas de interação entre
agentes digitais. Uma delas é o Moltbook,
rede social lançada no fim
de janeiro e criada para que apenas
agentes de inteligência artificial interajam
entre si. A plataforma foi criada
por Matt Schlicht, CEO da Octane AI,
e se apresenta como um espaço no
qual humanos são bem-vindos para
observar, mas não podem participar
das discussões.
Agentes de IA são programas capazes
de executar tarefas automaticamente,
como realizar compras,
reservar restaurantes ou comparar
produtos, sem intervenção humana
direta. No Moltbook, esses agentes
podem publicar, comentar e criar
comunidades chamadas submolts,
referência direta aos subreddits do
Reddit. Segundo a plataforma, em
apenas cinco dias de funcionamento,
mais de 1,5 milhão de agentes de IA se
registraram e cerca de 60 mil publicações
foram criadas. As discussões
variam de trocas de estratégias de
otimização entre bots até debates
curiosos, como tentativas de alguns
agentes de fundar uma “religião da
inteligência artificial”.
O experimento provocou debates
sobre autonomia algorítmica, governança
e novos modelos de interação
entre esses sistemas inteligentes.
Qual é a relação do público com a inteligência
artificial? Quais são os limites
dos serviços oferecidos?
Um relatório da Twilio sobre IA
conversacional mostra que a América
Latina lidera a implementação dessas
soluções. Os resultados mostram que
31% das empresas da região já concluíram
o desenvolvimento e a adoção da
tecnologia, acima da média global de
28%. No Brasil, o índice chega a 44%.
No entanto, a adoção ainda convive
com desafios. Enquanto 92% das
organizações latino-americanas afirmam
que seus clientes estão satisfeitos
com experiências de IA conversacional,
apenas 61% dos consumidores
concordam com essa avaliação. No
Brasil, a diferença é ainda maior: 96%
das empresas acreditam oferecer
uma experiência eficaz, mas apenas
66% dos usuários relatam satisfação.
O estudo também aponta que consumidores
valorizam principalmente
resoluções rápidas e eficazes, e a
disposição de interagir com agentes
automatizados depende diretamente
“O comércio
conduzido por
agentes de
inteligência
artificial pode
movimentar
US$ 5 trilhões
até 2030”
16 16 de março de 2026 - jornal propmark
Fotos: Divulgação
Déa Fernandes: “Saímos da disputa por atenção” Marco Aurélio: “Disseminação de algoritmos” Janaina Reimberg: “Assistente faz o trabalho de bastidor”
do desempenho dessas ferramentas.
A exigência por parte de quem consome
também aparece no CX Trends
2026, estudo global da Zendesk com
recortes para Brasil e América Latina.
O relatório reforça que a inteligência
artificial chega a 2026 consolidada
como infraestrutura estratégica.
Se nos últimos anos a discussão esteve
centrada em produtividade e
automação, agora o foco se desloca
para experiência, posicionamento e
governança.
Os dados indicam que 75% dos consumidores
latino-americanos já esperam
interações sofisticadas e personalizadas.
No Brasil, 80% consideram
personalização e contexto uma exigência
básica na relação com marcas.
Ao mesmo tempo, 82% afirmam sentir
frustração ao ter de repetir informações
durante um atendimento.
Em entrevista recente ao propmark,
Fernando Migrone, vice-presidente
de marketing da Zendesk para a
América Latina, afirma que 2026 marca
uma virada no papel estratégico da
inteligência artificial. “A inteligência
artificial evolui de uma ferramenta
meramente operacional para um motor
essencial do posicionamento e da
diferenciação das marcas”, disse.
Segundo ele, a combinação entre
dados históricos e contexto em tempo
real permite experiências mais sofisticadas
e alinhadas ao que o consumidor
espera. “A personalização profunda
transforma o relacionamento, indo
além do atendimento reativo para um
modelo proativo e preditivo, que entrega
valor e resolve problemas antes
mesmo que o cliente perceba”. A mudança,
na visão do executivo, vai além
da eficiência operacional. Marcas que
conseguem dominar essa inteligência
contextual passam a oferecer experiências
contínuas, omnichannel e multimodais,
com impacto não apenas
sobre satisfação, mas também sobre
retenção e redução de churn.
Comportamento
Embora a tecnologia seja nova, o
comportamento que ela estimula já
vem sendo observado há algum tempo.
Para Marco Aurélio Rodrigues, professor
do programa de pós-graduação
em economia criativa, estratégia e
inovação da ESPM, os agentes de IA
representam uma evolução de tendências
que já estavam presentes no
ambiente digital. “O principal impacto
dessa difusão de sistemas de IA e,
mais recentemente, de agentes de IA,
a gente já vem observando de forma
mais tímida há algum tempo, muito
em função da disseminação de algoritmos
de recomendação e dos próprios
assistentes digitais”, explica ele.
Segundo o professor, a adoção
dessas ferramentas revela um movimento
crescente de delegação de decisões
por parte dos consumidores, e
essa dinâmica tende a se intensificar
à medida que sistemas mais sofisticados
entram em operação.
“Nesse mundo onde grande parte
das nossas decisões passam a ser
delegadas para esses sistemas de IA,
marcas terão mais dificuldade de preservar
a relevância delas junto ao consumidor
final, uma vez que a decisão
passará a ser feita pela máquina”, observa
ele, que alerta para categorias
“As marcas agora
também brigam
pelo ranking de
recomendação”
mais comoditizadas. “Quanto mais
comoditizado for aquilo que estiver
sendo transacionado, maior o risco de
a marca perder relevância”, diz.
Do ponto de vista mais técnico, a
principal diferença entre esses sistemas
e as soluções de automação anteriores,
como os já comuns chatbots,
está justamente no nível de autonomia.
Marcos Facó, CMO da FGV, aponta
que a mudança representa uma
transição estrutural na forma como
a inteligência artificial participa das
decisões de consumo.
“Um chatbot tradicional ‘conversa’
e entrega informação; um agente
planeja, decide e atua para cumprir
uma meta (‘encontre o melhor plano’,
‘compare opções’, ‘faça a compra’),
muitas vezes com múltiplas etapas
e múltiplas ferramentas no meio do
caminho”, lembra.
Segundo ele, esses sistemas operam
com capacidades que ampliam
significativamente seu papel na jornada
digital, como orquestração de
tarefas, acesso a ferramentas e sistemas
externos, memória persistente e
diferentes níveis de autonomia operacional.
“O resultado é uma transição
do conversational commerce para o
agentic commerce: o usuário passa
a dizer o que quer, e não necessariamente
como fazê-lo.”
Na prática, isso significa que parte
das etapas tradicionalmente executadas
pelos consumidores, como pesquisar,
comparar preços, ler avaliações
ou verificar disponibilidade, pode
ser realizada por agentes digitais em
questão de segundos.
Para as empresas de comunicação
e marketing, o avanço dos agentes de
IA reconfigura o ponto central da competição
entre marcas. Se durante décadas
a disputa esteve concentrada
na visibilidade, seja na mídia ou nas
prateleiras, o novo cenário desloca
parte dessa dinâmica para a capacidade
de ser interpretado e recomendado
por sistemas automatizados.
Na avaliação de Vinícius Canola,
data & tech lead na WPP Media Services,
os agentes tendem a assumir um
papel cada vez mais ativo na jornada
de compra. “Acredito que os agentes
de IA tenham potencial para transformar
profundamente a jornada de
compra, porque passam a assumir um
papel mais ativo na busca, comparação
e até na recomendação de produtos
e serviços”, afirma.
Nesse ambiente, ele explica, apenas
estar presente no ambiente digital
deixa de ser suficiente, pois “será
fundamental garantir que produtos,
jornal propmark - 16 de março de 2026 17
Fotos: Divulgação
Marcos Facó: “Transição do conversational commerce para o agentic commerce”
Adam Singolda: “Estamos vendo a ascensão de conversas de alto valor”
serviços e informações estejam estruturados
de forma clara e confiável
para que esses sistemas consigam
interpretá-los e recomendá-los.”
A mudança também altera o lugar
onde a decisão acontece e, como
pontua Déa Fernandes, chief revenue
and growth officer do Publicis Groupe
Brasil, o avanço do chamado “agentic
commerce” “não é apenas uma evolução
do e-commerce. É uma mudança
em relação a onde a decisão ocorre”.
Segundo ela, se o comércio digital
foi estruturado em torno da navegação
e da comparação manual entre
opções, os agentes inauguram uma
lógica baseada em delegação de intenção.
“Em vez de navegar e escolher
manualmente, consumidores passam
a delegar intenções a sistemas que
descobrem, filtram e recomendam
produtos em seu nome.”
Esse processo também tende a
comprimir etapas da jornada de compra.
Para Janaina Reimberg, CTO do
Omnicom Media Group Brasil e managing
director da Flywheel Digital para
América Latina, o consumidor passa
a interagir menos com interfaces e
mais com resultados. “Em vez de abrir
várias abas para comparar preços e
avaliações, ela descreve a necessidade
e o assistente faz o trabalho de
bastidor”, reforça. Nesse contexto, explica
a executiva, a lógica da escolha
muda. “Para um agente, marca forte
ajuda, mas o que pesa é a soma de
sinais: informação correta, conteúdo
consistente, reputação, preço coerente
e entrega sem atrito.”
Gustavo Braid, head da Havas
Market, acredita que essa transformação
adiciona uma nova camada de
complexidade a uma jornada que já
vinha se tornando menos linear. Isso
porque, comenta ele, os agentes deixam
de atuar apenas como ferramentas
de apoio e passam a agir efetivamente
em nome do usuário. “Além da
briga pelas gôndolas físicas e digitais,
as marcas agora também brigam pelo
ranking de recomendação dos serviços
de IA generativa.”
Essa dinâmica também começa a
provocar adaptações nas estratégias
de marketing e conteúdo. Nos Estados
Unidos, explica Braid, surgem disciplinas
voltadas a otimizar a presença
das marcas dentro dos sistemas de
IA. “Estamos vendo o surgimento do
GEO (Generative Engine Optimization)
ou AEO (Answer Engine Optimization),
disciplinas complementares ao SEO
tradicional que buscam otimizar a visibilidade
das marcas dentro dos sistemas
de IA generativa.”
Na prática, isso envolve estruturar
conteúdos capazes de ser interpretados
por humanos e máquinas, com
descrições detalhadas de produtos,
respostas diretas às dúvidas dos consumidores
e bases consistentes de
avaliações. “Os agentes consomem
diferentes formatos e estruturas
para montar suas recomendações, e
a marca precisa estar presente em
todos eles”, alerta.
Dentro da Havas, por exemplo, a
adaptação ocorre em duas frentes:
capacitação interna e desenvolvimento
de ferramentas próprias.
“Criamos o Brand Insights AI, uma
“Com agentes de
IA, a jornada de
compra passa
a ter pouco ou
quase nada
do tradicional
‘buscar e clicar’”
ferramenta que analisa o posicionamento
das marcas e de seus concorrentes
em plataformas de IA generativa
como ChatGPT, Perplexity, Claude,
Gemini, Grok e DeepSeek”, detalha o
executivo.
agentic commerce
Para Herman Bessler, CEO e fundador
do Grupo Templo, a ascensão do
chamado agentic commerce altera
profundamente o ponto de contato
entre consumidores e empresas. “O
peso da avaliação do consumidor tende
a modificar drasticamente. Com os
agentes de IA em um estágio avançado,
a jornada de compra passa a ter
Um relatório da Twilio sobre IA conversacional mostra que a América Latina lidera a implementação
18 16 de março de 2026 - jornal propmark
Fotos: Divulgação
Fernando Migrone: “Motor essencial do posicionamento e da diferenciação”
Gustavo Braid: “Buscam otimizar a visibilidade das marcas dentro dos sistemas”
pouco ou quase nada do tradicional
‘buscar e clicar’”, afirma.
Segundo ele, os sistemas passam
a executar grande parte das etapas
da jornada de consumo e, com isso,
as marcas podem acabar se deslocando.
“Se o agente filtra as opções
antes mesmo de o consumidor ver um
anúncio, o papel da marca deixa de ser
o de persuasora no ponto de venda e
passa a ser o de provedora de dados
estruturados e confiança”, alerta ele,
que destaca a alteração nos critérios
que influenciam a decisão de compra.
“Quando um robô decide a compra, ele
não se importa com o storytelling do
comercial de TV, ele busca provas e
de soluções de inteligência artificial
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especificações técnicas verificáveis.”
A mudança também se reflete na
própria engenharia da tecnologia.
A evolução de chatbots tradicionais
para agentes de IA autônomos é apontada
como uma das principais transformações
em curso no ecossistema
de experiência do cliente.
Apesar das mudanças na jornada
de compra, a necessidade de informação
confiável continua sendo um
fator decisivo no processo de decisão.
Adam Singolda, fundador e CEO da Taboola,
explica que a ascensão da IA
generativa também cria oportunidades
para publishers e produtores de
conteúdo.
“Estamos vendo a ascensão de
conversas de alto valor em modelos
de linguagem que reescrevem a jornada
de compra”, comenta. E, embora
muitas dessas interações sejam
voltadas a perguntas simples, uma
parcela significativa envolve decisões
mais complexas. “Estima-se que 10%
a 20% desses chats sejam de alto valor:
planejamento de viagens, saúde,
comércio e consultoria financeira”,
reflete ele.
Esse ponto ajuda a relativizar a
ideia de que a mediação algorítmica
elimina o papel do conteúdo editorial
ou das fontes confiáveis. Em vez disso,
ela reposiciona sua importância. Se os
agentes passam a resumir, comparar
e recomendar, a qualidade do material
que alimenta essas interpretações
se torna ainda mais estratégica.
Ou seja, a disputa por relevância também
passa por produzir informações e
produtos consistentes, verificáveis e
“Quando um robô
decide a compra,
ele não se
importa com
o storytelling”
úteis tanto para pessoas quanto para
sistemas.
O tradiciOnal funciOna
Mesmo com a ascensão de assistentes
inteligentes e agentes automatizados,
a busca tradicional ainda
mantém seu papel relevante na
jornada de consumo. É o que avalia
o estudo ‘O mapa da busca no Brasil
2026’, realizado pela consultoria Optimiza
em parceria com a AB Pesquisas
& Insights.
Segundo o levantamento, o Google
permanece como principal ponto de
partida da busca por produtos e serviços
no país. Quando questionados
sobre qual plataforma vem primeiro à
mente ao buscar informações online,
64% dos entrevistados citaram espontaneamente
o buscador.
O estudo mostra que o Google não
atua de forma isolada, mas como âncora
do processo. Para 72,4% dos respondentes,
o buscador funciona como
referência central, enquanto outras
plataformas como YouTube, marketplaces,
Instagram e ferramentas de
inteligência artificial atuam em etapas
complementares de aprofundamento,
comparação ou validação.
Se a jornada se distribui por múltiplos
pontos de contato, existir de forma
consistente, confiável e coerente
em diferentes ambientes passa a ser
tão importante quanto disputar visibilidade
em um canal específico.
Se no ambiente corporativo os
agentes já analisam dados, tomam
decisões e executam ações dentro de
CRMs e plataformas de atendimento,
jornal propmark - 16 de março de 2026 19
Fotos: Divulgação
Vinícius Canola: “Assumem um papel mais ativo na busca e comparação”
Herman Bessler: “Passa a ser provedora de dados estruturados e confiança”
experiências como a Moltbook levam
essa lógica a outro patamar ao criar
ecossistemas próprios de troca entre
sistemas.
Esse movimento dialoga com o
avanço observado no mercado brasileiro.
Segundo pesquisa Ipsos realizada
a pedido do Google, 79% dos
brasileiros já utilizam IA como apoio
ao aprendizado e 71% afirmam ter
usado chatbots de IA. Quanto maior
a familiaridade com essas interfaces,
maior tende a ser a naturalização da
presença de agentes em diferentes
momentos da vida cotidiana.
À medida que os agentes de IA ganham
espaço na mediação das interações
digitais, a disputa entre marcas
tende a migrar para um novo terreno:
a capacidade de serem reconhecidas,
interpretadas e recomendadas por
sistemas automatizados. Isso não
elimina a importância da construção
de marca, mas amplia o escopo das
estratégias necessárias para manter
relevância em um ambiente cada vez
mais mediado por algoritmos. Nesse
cenário, empresas passam a disputar
simultaneamente dois níveis de
atenção: a dos consumidores e a das
inteligências artificiais que operam
em seu nome.
Déa Fernandes resume a mudança
de eixo que começa a se formar no
mercado. Para a executiva, “saímos
da disputa por atenção e entramos
na disputa pela interpretação da intenção”.
Para as marcas, isso altera
inclusive a pergunta estratégica que
orienta suas decisões. “A pergunta
passa a ser ‘sou recomendável?’ —
inclusive para as IAs que passam a
mediar cada vez mais decisões de
consumo”, pondera ela. A transformação
também adiciona novas camadas
ao trabalho de construção de marca.
Para Gustavo Braid, a inteligência artificial
amplia a complexidade de uma
jornada que já vinha se tornando menos
linear. “A IA adiciona uma camada
de complexidade nessa adaptação
de jornada, em que as marcas têm de
conquistar a atenção do consumidor e
também dos algoritmos.”
Nesse cenário, ele avalia que vínculos
construídos com o público continuam
tendo peso relevante. “Definitivamente
construir marcas fortes ainda
“A preferência
não desaparece
— ela só fica mais
‘auditável’”
é a melhor solução para manter a relevância
e a preferência dos consumidores.”
Isso porque, segundo ele, “as
IAs ainda não conseguem sintetizar
o sentimento de pessoas que criam
vínculos com as marcas”.
A visão é compartilhada por Vinícius
Canola, que não entende a presença
de assistentes digitais como
um empecilho para o papel da marca
na decisão final. “Mesmo com a mediação
de assistentes digitais, acredito
que a construção de marca continua
sendo central”, reafirma.
“A preferência não desaparece —
ela só fica mais ‘auditável’”, sintetiza
Janaina Reimberg.
Moltbook é uma rede social lançada no fim de janeiro e criada para que apenas agentes de inteligência artificial interajam entre si
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20 16 de março de 2026 - jornal propmark
ulher
Mais do que Inspiradoras,
somos a mente por trás da ideia.
Por muito tempo na publicidade, as mulheres foram vistas apenas como o rosto da
campanha ou o público-alvo no final do funil. Mas a verdadeira transformação acontece
nos bastidores, nas mesas de aprovação. A APP Brasil tem o orgulho de ser guiada por
uma força majoritariamente feminina: mais de 50% da nossa Diretoria e Conselho é
formada por mulheres. Essas mulheres não estão apenas preenchendo vagas, são elas
que estão mudando os rumos da profissão e do nosso mercado. Quando a liderança
reflete a pluralidade das mulheres, a propaganda inteira ganha.
Um brinde a todas as profissionais que fazem o mercado acontecer.
Feliz dia da Mulher!
uma homenagem
ulher
às mulheres do mercado de comunicação
digital
Aos 16 anos, AliExpress cresce com live
streaming, compras coletivas e jogos
Plataforma chinesa atendida pela BETC Havas investe em inovações
capazes de transformar experiência de compra em entretenimento
Janaina Langsdorff
Live streaming, gamificação e o
retorno das compras em grupo
devem traçar as próximas fronteiras
de expansão do varejo digital.
A categoria de ofertas coletivas foi
popularizada em meados de 2010,
mas sofreu com margens baixas e má
qualidade dos serviços em estabelecimentos
muitas vezes lotados de caçadores
de descontos. Groupon e Peixe
Urbano são expoentes dessa época.
Mas a plataforma chinesa AliExpress
confia na renovação do modelo.
Em 2025, lançou o Group buy em ação
do 11.11, que colocou os ex-lutadores
Popó (boxe) e Wanderlei Silva (artes
marciais mistas) como ‘Aliados por
desconto’. A ação foi criada pela BETC
Havas, que conquistou a conta um
mês antes. A agência assina nova
campanha, em comemoração ao aniversário
de 16 anos da marca, que
deve ser lançada nos próximos dias.
Pertencente ao grupo Alibaba, o
AliExpress opera em 200 países. De
investimentos globais, como o patrocínio
aos Jogos Olímpicos, a marca
aterrissa no Brasil com “ações que as
pessoas queiram ver, que vão além
dos filmes de 30 segundos”, sublinha
a diretora-geral Briza Bueno.
A comunicação envolve branding,
redes sociais e influenciadores - esse
último pilar integra o projeto Ali Experts,
de fomento ao trabalho dos
creators. “Ajudamos a transformar os
influenciadores em bons vendedores”,
conta. Criadores de conteúdo já foram
desafiados a sobreviver com itens do
AliExpress no mato. “É algo que você
tem vontade de assistir. Sempre tinha
um item engraçado”, lembra.
Briza Bueno: marca trabalha “ações que as pessoas queiram ver” no mercado brasileiro
Novas soluções
A retomada da compra coletiva
surge na esteira do garimpo por inovação.
“A experiência de compra evoluiu
pouco no mercado”, situa Briza.
Embora reconheça a evolução das entregas
e das recomendações, ela reitera
que as propostas permanecem
muito parecidas.
Da China veio o live streaming, uma
das promessas mais alvissareiras.
“Tem até agricultor contando a trajetória
de plantio do produto”, atesta.
Projeções da consultoria Data Bridge
Market Research indicam que esse
modelo pode chegar a mais de US$ 1
trilhão até 2032, com expansão anual
superior a 28%.
“Vemos o live streaming como uma
evolução do TV shopping, mas com a
diferença de interagir com a pessoa”,
observa. A meta é ir além de simplesmente
entrar no catálogo, buscar,
comprar e pagar o produto.
Da febre dos cupons e datas duplas,
o AliExpress avança com jogos
“A experiência
de compra
evoluiu pouco
no mercado”
Divulgação
e moedas. A gamificação diverte os
usuários. O ‘Mestre do jogo’ é um
exemplo. “Esses esforços transformam
a experiência de compra em entretenimento”,
ressalta.
Já a personalização ajuda a alcançar
os consumidores, mas é vital
analisar os gatilhos que instigam
mudanças de comportamento. “É o
entendimento do consumo humano.
Se uma mulher compra fraldas não
quer dizer que está grávida. Pode estar
comprando um presente”, explica.
Criatividade
Certa da conexão que promove
com usuários e fornecedores, a plataforma
tem hoje uma malha logística
impensável há alguns anos. “É possível
vender ou comprar de qualquer
lugar do mundo sem intermediários”,
certifica Briza.
Em compras internacionais, a encomenda
chega ao Brasil e segue direto
para a casa do consumidor, sem
passar por um centro de distribuição.
“Antes demorava tanto que a gente
até esquecia da compra. Tem todo o
trânsito na China e no Brasil. Entregamos
em cinco dias para São Paulo.
Produtos que estão aqui localmente
são recebidos no mesmo dia”, atenta.
A frente de comércio local engloba
vendedores, como o Magalu, que operam
itens a partir de seu armazém,
assim como outros parceiros. A velocidade
de entrega responde à intolerância
por atrasos. Rapidez, e não só
preço, virou diferencial em um setor
acirrado, mas ainda novo. “No Brasil,
15% do varejo é digitalizado. Na China,
mais de 50%”, compara.
Qualidade é outra exigência. Passou
a época em que produtos chineses
eram sinônimo de itens deficitários.
Fenômeno na forma de conceber e
executar negócios, a China adota tecnologias
de maneira ágil, alavancando
um crescimento agressivo. “Para competir
em um mercado com 1,41 bilhão
de consumidores pragmáticos precisa
ser muito criativo”, diz Briza.
22 16 de março de 2026 - jornal propmark
agências
WMcCann Agro chega ao mercado com
a marca John Deere no seu portfólio
Segmento de maior impacto no PIB brasileiro, o agronegócio entra no
foco, ampliando o que a agência faz para GM, Banco do Brasil e BNDES
O
grupo Omnicom formaliza a
criação da WMcCann Agro, nova
vertical que une expertise em
marketing, comunicação, dados e
criatividade para apoiar o crescimento
das marcas do agronegócio e
já entra em operação com a gigante
americana John Deere, com 185 anos
de atividades, referência global em
tecnologia para o campo com portfólio
que inclui colheitadeiras, tratores
agrícolas, pulverizadores, veículos utilitários,
peças, serviços, plantadeiras
e semeadoras.
O agro tem impacto de um quarto
no PIB do país, que já é líder mundial
em exportação de café, açúcar, suco
de laranja, soja e carnes (bovina, suína
e de frango). A empresa está entre
as cem marcas mais valiosas do mundo,
segundo a Interbrand, reforçando
o posicionamento da WMcCann Agro
na interseção entre agro, tecnologia
e comunicação.
O agro, na explicação da agência,
“é um ecossistema em constante evolução,
que reúne produção, tecnologia,
crédito, logística, sustentabilidade e
inovação; que, ao longo dos anos, vem
construindo uma comunicação cada
vez mais consistente, sofisticada e
conectada com a sociedade”. O comunicado
prossegue: “A WMcCann Agro
nasce para somar a esse movimento,
trazendo a experiência da agência em
construção de marcas, dados, criatividade
e cultura para apoiar o desenvolvimento
contínuo do setor”.
A proposta, de acordo com o comunicado,
“é reunir profissionais com experiência
no setor e da comunicação
com diferentes especialidades em
uma mesma estrutura, combinando
conhecimento técnico, inteligência
de dados e criatividade para ajudar
as marcas a se conectarem de forma
cada vez mais relevante com seus
públicos e a impulsionarem seus negócios”.
A agência explica que já mantém
“uma relação sólida no agro com GM,
Banco do Brasil e BNDES, dialogando
Renata Bokel, CEO da agência; Cibele Romão (John Deere) e Alê Braga, que será o responsável pela nova vertical para o agronegócio
diretamente com um público ligado
ao campo. Agora, essa experiência
passa a ser estruturada em uma operação
dedicada, que estreia com este
novo e importante cliente. A chegada
da John Deere marca a convergência
entre a visão da agência para o agronegócio
e os desafios de comunicação
de uma empresa que atua na interseção
entre tecnologia, inovação e
campo”.
“Já vínhamos atuando nesse território
e acreditamos que podemos
contribuir de forma ainda mais consistente
em um setor que é enorme
e que segue evoluindo em todos os
aspectos. A ideia é unir pessoas experientes
no agro com outros talentos
da comunicação para ajudar as
“Chegamos ao
agro com muito
respeito por
tudo o que já foi
construído”
Divulgação
marcas a crescerem”, afirma Renata
Bokel, CEO da agência.
A liderança da operação fica a cargo
de Alê Braga, CPO da agência. O profissional
tem mais de três décadas de
atuação em marketing, comunicação
e branded entertainment, como detalha
o comunicado. “Chegamos ao agro
com muito respeito por tudo o que já
foi construído”, diz Alê Braga.
Como parte do lançamento, segundo
informa o comunicado oficial, a
agência também está desenvolvendo
o estudo ‘A verdade do agro’, uma pesquisa
proprietária que será apresentada
aos players do mercado e que
busca ouvir produtores para mapear
percepções, expectativas e oportunidades
de comunicação no setor.
jornal propmark - 16 de março de 2026 23
agências
Artplan e Convert assumem marketing
e publicidade da marca Melitta no Brasil
Empresas do Grupo Dreamers serão responsáveis pela estratégia
do anunciante em criatividade, conteúdo, mídia e performance
Ganhar novos negócios traz fôlego
novo às operações das agências.
Por isso mesmo, a Artplan
e a Convert celebram a escolha das
agências para conduzirem a estratégia
de marketing e publicidade da
marca Melitta no mercado brasileiro,
como informa o comunicado oficial
do Grupo Dreamers, controlador das
novas fornecedoras desses serviços
ao anunciante.
“As duas agências passam a atuar
de forma complementar como uma
única frente, unindo estratégia, criação,
conteúdo, mídia e performance,
com foco em fortalecer o posicionamento
da marca e ampliar a eficiência
dos investimentos em comunicação”,
detalha o Dreamers.
A Artplan será a responsável pelo
planejamento estratégico da marca
e pelo desenvolvimento criativo das
campanhas institucionais. Já a Convert
lidera a parte digital, contemplando
dados, criação, conteúdo e
planejamento de mídia, além de ficar
à frente das redes sociais da marca.
“Em um mercado de alta penetração,
com presença em mais de 95%
dos lares brasileiros e marcado pela
atuação de marcas fortes e relevantes,
o objetivo das agências será equilibrar
construção de marca, presença
institucional e geração de valor, reforçando
diferenciais como qualidade,
tradição e proximidade com o consumidor”,
esclarece o comunicado encaminhado
à imprensa.
“Estamos estruturando um modelo
de comunicação mais integrado
e orientado a resultados, que combina
construção de marca e eficiência.
A atuação complementar da Artplan
e da Convert nos permite conectar
estratégia, criatividade, dados e performance,
garantindo consistência
na comunicação da Melitta e maior
capacidade de responder a um mercado
cada vez mais dinâmico e competitivo”,
afirma o executivo Jonatas
Rocha, diretor de marketing da Melitta
no Brasil.
Jonatas Rocha (Melitta), Lívia Marquez (Convert), Antonio Fadiga (sócio da Artplan) e a executiva Gláucia Montanha (Artplan)
“Assumir a comunicação da Melitta
significa trabalhar uma marca que faz
parte da vida das pessoas há gerações.
Nosso papel é evoluir esse legado,
fortalecendo o posicionamento e
garantindo consistência em todos os
pontos de contato, para que a marca
siga relevante culturalmente e, ao
mesmo tempo, cada vez mais estratégica
para o negócio”, destaca Gláucia
Montanha, que ocupa a posição de
CEO da Artplan, também por meio do
documento que informa a conquista
do negócio pelo Dreamers.
A operação, como detalha a Artplan
e a Convert, contará com times
de profissionais dedicados e um modelo
flexível, capaz de evoluir conforme
as necessidades do negócio e os
“A operação
contará com times
de profissionais
dedicados e
modelo flexível”
Divulgação
objetivos estratégicos da Melitta, que
estava na carteira de clientes da Fbiz
desde 2024, que antes fazia parte da
carteira da Ampfy.
“Na Convert, nossa atuação conecta
conteúdo, mídia e performance
a uma lógica de negócio orientada
por dados. O trabalho para Melitta
parte do entendimento profundo da
jornada do consumidor para transformar
presença digital em geração
real de demanda, otimizando cada
ponto de contato e tornando o investimento
mais eficiente ao longo de
todo o funil”, conclui a executiva Lívia
Marquez, chief managing director
da Convert, no comunicado oficial da
absorção do negócio pelas agências
do Dreamers.
24 16 de março de 2026 - jornal propmark
agências
BBDO amplia operação no Brasil com
criação da Full House para a BetMGM
Casa de apostas chega à marca da holding Omnicom por meio de
concorrência com lideraça do chief transformation officer Aldo Pini
Segmento que teve R$ 1,4 bilhão em
investimentos em publicidade no
Brasil em 2025 nas TVs pagas, por
assinatura, streamings, OOH e rádio,
sem mencionar patrocínios e outras
modalidades mercadológicas, as bets
avançam no mercado anunciante e
buscam a contribuição das principais
agências do país para o gerenciamento
da sua comunicação. Uma das mais ativas
é a BetMGM que, a partir de agora,
terá como fornecedora de serviços de
comunicação criativa para interagir
com consumidores a agência Full House,
nova operação da rede BBDO, que
nasce para atender a conta, conquistada
após um processo de concorrência.
Segundo o comunicado, a nova
agência será 100% dedicada e sob medida
para o cliente, com integração de
dados, criatividade, creators, mídia,
performance e produção. A missão, de
acordo com o comunicado, é apoiar a
marca na consolidação e na ampliação
de seu negócio no mercado brasileiro.
“Ao iniciarmos o segundo ano de
regulação das apostas no país, o foco
da BetMGM é consolidar sua presença
no mercado. A parceria com a Full
House une criatividade, dados e cultura
para estreitarmos o laço com o
público brasileiro, trazendo para cá
toda a energia e o entretenimento
que tornam Las Vegas uma referência
mundial”, comenta a executiva Loreta
Caporrino, head of brand & creative da
BetMGM Brasil.
A nova operação marca a expansão
estratégica do ecossistema da BBDO
no país. “A Full House nasce com a ambição
de ser mais do que uma agência
dedicada. Estamos combinando especialização
com visão de negócio, em
um modelo que responde à velocidade
e à complexidade desse mercado”,
destaca Aldo Pini, CTO (chief transformation
officer) da BBDO, que deixou
recentemente a operação da agência
LePub, do Publicis Groupe.
A Full House, na explicação do comunicado,
“reúne a tecnologia, os
dados e as ferramentas da holding
A executiva Loreta Caporrino é head of brand & creative da BetMGM no Brasil
Divulgação
“A parceria com
a Full House une
criatividade,
dados e cultura”
Omnicom, a criatividade e a reconhecida
eficácia da BBDO, ampliando o
repertório estratégico e de execução
da Full House. A parceria permite integrar
diferentes disciplinas em uma
estrutura mais ágil e orientada a resultados”,
afirma.
Aldo Pini acrescenta: “O projeto foi
pensado desde o início para ser uma
operação com identidade própria,
mas conectada à força da BBDO e ao
ecossistema global do grupo. É um
modelo que traduz a visão de crescimento
de nossos negócios no Brasil
por meio de criatividade e eficácia”.
A BetMGM concentra junto com
suas concorrentes Betano e Bet Nacional
62% do investimento em ações
de publicidade do segmento, de acordo
com o relatório ‘Investimentos
bets 2025 – Análise estratégica do
setor de apostas esportivas’, da Tunad,
com base no período de janeiro a
dezembro de 2025.
No primeiro semestre do ano passado,
a verba de mídia da BetMGM,
ainda segundo a Tunad, foi de R$ 18,5
milhões no primeiro trimestre de
2025; R$ 102,8 milhões entre abril e
junho; e no terceiro trimestre alocou
nos canais mais de R$ 83 milhões. Ou
seja, a BetMGM foi o maior anunciante
do setor, com mais de R$ 203 milhões
de orçamento para propaganda.
A Tunad utiliza valores brutos das
tabelas de preço dos veículos, a mesma
métrica usada pelo Ibope Monitor.
Além da publicidade, as bets ganham
com as buscas no Google. A líder nos
primeiros três trimestres foi a Betano,
com volume de R$ 377,8 milhões;
a Bet365 ocupa o segundo lugar, com
R$ 220 milhões; a Betnacional, em terceiro,
com R$ 91,7 milhões; em quarto
a Superbet, com R$ 5,8 milhões; e em
quinto a BetMGM, com R$ 532,3 mil.
De acordo com o relatório da Tunad,
o digital é um grande desafio
para as casas de apostas. Mas é uma
missão para as suas agências. Outro
vetor de investimento do segmento
são os patrocínios. O levantamento da
Tunad identifica o destino, mas sem
quantificar:
Betano — Flamengo, Campeonato
Brasileiro e Copa do Brasil;
Superbet — São Paulo e Fluminense;
Kings League Brasil; ativações no
Carnaval, Lollapalooza e festivais regionais;
Betnacional — Sport Recife e a
Copa do Brasil, Maratona do Rio, ‘Big
Brother Brasil’ e eventos de corrida;
Bet365 — UEFA Champions League,
Campeonato Paulista e Allianz Parque;
BetMGM — Festa do Peão de Barretos,
festivais e circuitos de rodeio.
Sportingbet — Palmeiras (com
naming rights), NBA Brasil, parcerias
com o ‘BBB 2025’ e eventos esportivos
e culturais diversos.
jornal propmark - 16 de março de 2026 25
agências
Interior paulista é laboratório para as
marcas testarem formatos e estratégias
Faro.ag integra grupo omnichannel de comunicação já com 19 anos
de atividades e atendimento a marcas como McDonald’s e Ambev
Paulo Macedo
Especializada em brand experience,
live marketing, ativações,
eventos e parte de um complexo
multidisciplinar de comunicação, a
Faro.ag celebra 19 anos de atividades.
Ela realiza mais de 200 ativações por
ano, com criação e execução de cases
como ‘Skol Meet & Greet’, com Calvin
Harris; projeto ‘Méqui 1000’, com fachada
de verão na Av. Paulista; ativação
inspirada em ‘Stranger things’, para
Spaten Fight Night; live de ‘Beck’s
com Vintage Culture’, que exigiu guindastes
a 125 metros de altura na Ponte
Estaiada, zona sul de São Paulo; e
o PR Stunt de Budweiser no The Countdown
to Tomorrowland, com Alok e a
Orquestra Sinfônica da Bélgica.
“A agência faz parte do ecossistema
Faro, que reúne projetos de entretenimento,
eventos e experiências de
marca, criando uma conexão direta
entre marcas, cultura e o público.
Essa proximidade com o universo do
entretenimento amplia o repertório
criativo, o conhecimento de público
e a capacidade de execução, permitindo
transformar estratégias de
marca em experiências relevantes,
memoráveis e mensuráveis”, destaca
Fauze Abdouch, CEO e sócio-diretor da
faro.ag.
“A atuação cobre todo o ciclo dos
projetos, com entregas que incluem
estratégia, conceito criativo, produção,
execução e mensuração de resultados.
Os projetos são desenvolvidos
em colaboração com clientes e outras
agências, somando visão estratégica,
criatividade e excelência operacional.
O portfólio inclui ativações de marca,
eventos proprietários, feiras, festivais,
retail experiences, convenções,
encontros de liderança, campanhas
internas e jornadas de cultura organizacional”,
acrescenta Abdouch.
A combinação entre estratégia,
criação e capacidade de produção, na
expressão de Abdouch, é o diferencial
proposto pela Faro.ag. “Essa conexão
Com base no interior de São Paulo, a Faro.ag atende clientes de atuação nacional como a rede McDonald’s e a cerveja Beck’s
Victor Brentegani, Fauze Abdouch e Guilherme Stucchi, sócios e executivos do grupo
amplia repertório criativo e permite
desenvolver projetos de grande
impacto para marcas como Ambev,
McDonald’s, Red Bull, Cielo, Nutrata e
Arcor, entre outras. Essa capacidade
de conectar estratégia, criatividade e
execução faz com que muitas empresas
e agências busquem o grupo para
projetos de alta complexidade e grande
impacto”, explica o CEO da Faro.ag.
A Faro.ag nasceu no interior de São
Paulo, que é uma região com forte
Fotos: Divulgação
“Proximidade
com o universo do
entretenimento
amplia repertório
criativo”
tradição em entretenimento e eventos,
especialmente no eixo composto
pelas cidades de Campinas e Ribeirão
Preto, de acordo com Abdouch. “Esse
ambiente contribuiu para a formação
de uma cultura muito sólida de produção,
criatividade e proximidade com
o público. Em muitos casos, a região
também funciona como um laboratório
para grandes marcas testarem
formatos e estratégias antes de
ampliar para outros mercados, como
aconteceu com redes como o Oxxo. Ao
mesmo tempo, nossa atuação não se
limita ao interior”, finaliza o executivo,
lembrando que a Copa do Mundo
e as eleições deste ano vão contribuir
porque são eventos que concentram
atenção, emoção e interação social.
26 16 de março de 2026 - jornal propmark
agências
Ogilvy destaca território do esporte
na campanha para Nescau Protein
‘Recarrega e volta pro jogo’ é o tema da narrativa para o produto
que deseja ser um segundo momento da rotina do público jovem
Desenvolvida pela Ogilvy Brasil, Nescau Protein
lança campanha publicitária com foco na extensão
do portfólio da marca e na ampliação
da sua presença nos territórios de energia e esporte.
A comunicação, como esclarece o comunicado
da agência, mira em um momento crucial do dia: o
intervalo entre compromissos para uma recarga rápida
que permita manter o ritmo.
Com o conceito ‘Recarrega e volta pro jogo’, a
ação posiciona o produto como o energético ideal
para o lanche da tarde e no pós-atividade, batizando
esse período de segundo tempo.
A narrativa criativa foi construída para reforçar o
esporte como um território da marca, em um formato
nativo digital, com uma linguagem de conteúdo
criada especificamente para o target.
“Nescau é a energia que dá jogo no começo do
dia, e Nescau Protein chega para ocupar um se-
20260107_APP_Propmark_Anuncio_V03.pdf 1 07/01/2026 14:25:20
Se em esportes como o basquete há o segundo tempo, Nescau Protein é opção para renovar as energias
gundo momento da rotina jovem, trazendo energia
para voltar pro jogo. E, para criar uma conexão
mais genuína com o público, desenvolvemos
filmes com menos cara de campanha e mais cara
Divulgação
de conteúdo, com histórias que começam como
vídeos do feed e ganham uma virada quando o
produto entra em cena”, explica Thais Boaventura,
ECD da agência.
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
Quem faz
história na
propaganda
merece ser visto.
E no Canal Markket,
(Vivo 611 e Claro 692) você encontra
mais um jeito de assistir ao Grandes
Nomes da Propaganda, conteúdo feito
para quem não só acompanha o
mercado, mas ajuda a transformá-lo.
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Reprise domingos, 15h40
e segundas, 14h30.
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jornal propmark - 16 de março de 2026 27
prêmios
Brasil aparece com seis campanhas no
ranking Creative 100 da pesquisa Warc
‘One second Ads’, da Africa Creative para a Budweiser, e ‘Thanks for
Coke-creating’, da VML para Coca-Cola, estão nas campanhas listadas
Vitor Kadooka
O case ‘One second Ads’ venceu o Grand Prix em Audio & Radio e um Leão de Ouro na mesma categoria no Cannes Lions 2025
A campanha ‘Pedigree Caramelo’, criada pela AlmapBBDO para Mars Pet Nutrition
“A campanha
mais premiada
foi ‘Three words’,
criada pela
Publicis Conseil”
Fotos: Divulgação
A
WARC divulgou, no dia 10 de março,
mais uma edição do ranking
Creative 100, levantamento anual
que reúne as campanhas e agências
mais premiadas do mundo com base
no desempenho em festivais internacionais
de criatividade.
A campanha brasileira mais bem
posicionada na lista é ‘One second
Ads’, criada pela Africa Creative para
a Budweiser, que aparece na 35ª posição.
O trabalho conquistou o Grand
Prix em Audio & Radio no Festival Internacional
de Criatividade de Cannes
Lions, mas também gerou críticas de
parte da indústria musical sobre o
pagamento de royalties. À época, a
Ambev informou que estava trabalhando
para resolver a questão junto
aos artistas.
Na sequência aparece ‘Thanks for
Coke-creating’, da VML para a Coca-
-Cola, na 48ª posição. O projeto contou
com colaboração entre escritórios da
rede em Nova York, Kansas, México e
São Paulo.
Outras duas campanhas brasileiras
aparecem na lista: ‘The heaviest
Jersey’, da Le Pub para a New Balance,
em 59º lugar; e ‘Prize on the bone’, da
DM9 para o KFC, na 63ª posição.
A AlmapBBDO também aparece
duas vezes no ranking. A campanha
‘Caramelo’, criada para a Pedigree e
vencedora do prêmio Melhores do
propmark, ocupa a 85ª colocação.
Já ‘Menopause mode’, desenvolvida
para a LG Electronics, aparece na 89ª
posição.
No recorte de agências, o Brasil
também aparece com presença relevante
no ranking. A Africa Creative é
a latino-americana mais bem posicionada,
em 9º lugar. Na sequência, aparecem
DM9, em 15º, e AlmapBBDO, em
20º. Também figuram na lista Le Pub,
em 44º lugar, e GUT, em 45º.
No ranking geral por países, o Brasil
subiu uma posição em relação ao
ano anterior e aparece em terceiro lugar,
atrás apenas do Reino Unido e dos
Estados Unidos, que lideram a lista.
Entre as marcas, a mais premiada
da edição foi Heineken, que assumiu
o primeiro lugar no ranking, ultrapassando
a Apple, líder na edição anterior.
Já no recorte de anunciantes, a Unilever
aparece como a empresa com melhor
desempenho criativo.
Globalmente, a campanha mais
premiada foi ‘Three words’, criada
pela Publicis Conseil, de Paris, para
a seguradora AXA. A iniciativa consistiu
em adicionar três palavras: “e
violência doméstica” às apólices de
seguro residencial na França, permitindo
que as vítimas desse tipo de
violência tenham acesso imediato à
cobertura para realocação, incluída
na própria apólice.
Marco Venturelli, CEO e CCO da
Publicis Conseil, global CEO da Leo e
CCO da Publicis France, afirmou que o
impacto da campanha está na combinação
entre simplicidade e alcance
da ideia. Segundo ele, ao incluir
apenas três palavras nas apólices
de seguro residencial, a empresa
conseguiu tornar milhões de contratos
mais inclusivos ao reconhecer
um risco que afeta mulheres com
maior frequência do que incêndios
ou enchentes.
Entre os líderes globais do ranking,
a LePub, de Milão, foi eleita a agência
do ano em Criatividade. Já a Serviceplan,
de Munique, liderou como Agência
Independente Mais Criativa e também
como Rede Independente Mais
Criativa. No recorte de redes globais,
a Ogilvy ficou em primeiro lugar,
com 15 campanhas entre as 100 mais
premiadas e contribuições de escritórios
em cidades como Nova York,
Singapura, Mumbai e Lima. Entre os
grupos de comunicação, a liderança
ficou com o WPP.
28 16 de março de 2026 - jornal propmark
marcas
Itaú Live é a plataforma proprietária
do banco dedicada ao entretenimento
De acordo com a CMO Juliana Cury, plano é trazer os clientes para o
centro da jornada com benefícios e relacionamento de longo prazo
Paulo Macedo
Acostumado a marcar presença
em grandes espetáculos nacionais
e internacionais, o banco
Itaú formalizou na semana passada,
no Auditório do Masp (Museu de Arte
de São Paulo), o lançamento da sua
plataforma dedicada ao entretenimento:
Itaú Live.
O banco ingressa fortemente no
mercado musical, responsável pela
geração de mais de R$ 300 bilhões por
ano, equivalente a 4% do PIB brasileiro.
O país é o segundo mercado para a
indústria global de artes e espetáculos
e entrou no radar dos empresários
das estrelas globais da música. Não
se trata mais de aproveitamento sazonal,
mas de interesse nas agendas
das turnês oficiais, não só para festivais
como The Town, Rock in Rio e
Lollapalooza.
O Itaú Live terá a participação estratégica
da 30e, do empresário Pepeu
Correa, que já comercializou mais
de 5 milhões de ingressos nos eventos
que organizou desde a criação da
empresa, há cinco anos. São cerca de
200 shows por ano. É a maior empresa
do segmento no país. “Queremos entregar
o Brasil de verdade. O Itaú tem
70 milhões de clientes muito ligados
à música”, frisa. Entre as atrações
estão Rush, com ‘Fifty something
South American tour’; Xuxa, com ‘O último
voo da nave’; e Zeca Pagodinho,
Alcione e Jorge Aragão, com ‘O maior
encontro do samba’.
O evento foi aberto por Sergio Farjeman,
VP de pessoas, marketing e comunicação
corporativa, que enfatiza
que a música e a cultura são partes da
essência da instituição financeira.
Ele disse que a escolha do Masp
para a apresentação do Itaú Live é
simbólica para marcar esse momento.
“É uma casa da cultura”, resume o
executivo.
A música é o elemento principal
do Itaú Live. O banco já liderou patrocínios
do Rock in Rio e espetáculos
Pepeu Correa, CEO da 30e; Juliana Cury, CMO do Itaú; e Rodrigo Montesano, superintendente de experiência e conexões do banco
como a apresentação da cantora Madonna
no Rio de Janeiro, um dos marcos
da celebração do seu centenário.
Juliana Cury disse que a plataforma
Itaú Live se tangibiliza de várias formas.
Em sua opinião, no centro do Itaú
Live está o fã brasileiro.
“As pessoas ficaram mais conectadas
e mais plurais. Nossa obrigação
é oferecer soluções para uma vida financeira
construtiva, mas com outras
ofertas. Tanto para pessoas jurídicas
quanto para pessoas físicas. Trabalhamos
a marca em vários territórios
como esporte, educação, cultura e
agora o Itaú Live. A cultura é elemento
de transformação e de geração de
conexão emocional. Os brasileiros têm
olhos bem contemporâneos e é uma
“A música é um
pilar importante
nesses 40 anos
de Itaú Cultural”
Paulo Macedo
oportunidade para trabalharmos a
marca. O cliente é a antena do mundo.
A música é um pilar importante nesses
40 anos do Itaú Cultural.”
A plataforma conta com a 30e, que,
nas palavras de Rodrigo Montesano,
superintendente de experiência e conexões
de marca do Itaú Unibanco, vai
garantir consistência à iniciativa.
“A parceria foi desenhada para
transformar o patrocínio em uma atuação
contínua, conectando produção,
curadoria e experiência a uma lógica
de relacionamento e benefício para
o cliente. Ao unir a expertise da 30e
na operação de grandes turnês com
o Itaú como banco oficial, o Itaú Live
estrutura uma presença que dialoga
com diferentes fandoms.”
jornal propmark - 16 de março de 2026 29
mídia
Emissoras apostam em distribuição
multiplataforma e acordos estratégicos
Band, Globo, Record e SBT investem no fortalecimento da grade, novos
formatos e muito conteúdo esportivo em ano de Copa do Mundo
Kelly Dores
Parcerias estratégicas com grandes
grupos de mídia internacionais
e ter no elenco nomes brasileiros
famosos da TV em transmissões
esportivas e de entretenimento. Fortalecer
a estratégia de multidistribuição,
com um foco especial nos vídeos verticais
e nos microdramas desenvolvidos
para consumo social e mobile first. Fortalecimento
do conteúdo esportivo, do
entretenimento e investimento em
jornalismo de qualidade. Continuar investindo
na grade e consolidar acordos
com players do mercado audiovisual.
As apostas de programação das
principais emissoras de TV no país
para 2026 têm alguns pontos em comum
e, ao mesmo tempo, reforçam a
tendência de distribuição de conteúdo
multiplataforma e dos acordos dos
canais brasileiros com plataformas
globais de mídia e streaming, como
o SBT fez com a NBCUniversal e a Disney+
ou a Band com a HBO Max.
Hoje, por exemplo, uma atriz famosa
está no ar, ao mesmo tempo, em
duas novelas diferentes (e não é ‘Vale
a pena ver de novo’) em dois canais
abertos concorrentes. Esse era um
cenário impensável – e impossível –
pouco tempo atrás. E isso ocorre agora
graças ao streaming e às parcerias
estratégicas com grandes grupos de
mídia internacionais.
O telespectador pode escolher
ver, se quiser, simultaneamente, Grazi
Massafera como protagonista da
novela global ‘Três Graças’ e também
como a heroína de ‘Dona Beja’, que é
transmitida por streaming na HBO
Max e pela Band (que tem acordo com
a HBO) na TV aberta.
Com um consumidor cada vez mais
propenso a trocar de canal e atração,
Globo, Record, SBT e Band investem
no fortalecimento da grade, em contratação
de grandes nomes para o
elenco, em tecnologia, novos formatos
(como vídeos verticais e microdramas)
e muito conteúdo esportivo,
David Júnior, Grazi Massafera e André Luiz Miranda são os protagonistas de ‘Dona Beja’, no ar na Band e HBO Max
projetos proprietários especiais e cobertura
jornalística, afinal, 2026 é ano
de Copa do Mundo – e eleições.
O SBT informa que, desde janeiro,
vem renovando sua grade com estreias
e novos projetos, reafirmando
o compromisso de oferecer uma programação
que combine entretenimento
para toda a família com conteúdo
relevante e atual. “O objetivo é ser
o palco de talentos que têm a mesma
origem do nosso público e, ao mesmo
tempo, contar histórias de superação
e sucesso que reforcem que sonhar
grande é legítimo e possível”, afirmou
o diretor artístico Mauro Lissoni.
Para ampliar a proposta, o SBT
firmou parcerias estratégicas com
players internacionais, como a NBC-
Universal e a Disney+, e trouxe para o
elenco nomes consagrados, como os
ex-globais Galvão Bueno, Tiago Leifert
e Ana Furtado.
“O objetivo é ser o
palco de talentos
que têm a mesma
origem do nosso
público”
Divulgação HBO Max
O ano começou com a estreia da
segunda temporada do reality show
de culinária ‘Love taste – Receita para
o amor’, produzido em parceria com a
NBCUniversal e apresentado por Milene
Uehara e Carlos Bertolazzi. Em janeiro,
também passou a integrar o horário
nobre a novela inédita ‘Presente
de amor’, produção da Televisa. Já o
‘Galvão FC’ marca a chegada de Galvão
Bueno ao canal. A atração reúne um
time de peso, com Mauro Naves, Vampeta
e Mauro Beting.
Ainda no primeiro semestre, estreia
a nova temporada de ‘Fábrica de
casamentos’, agora em parceria com
a Disney+ e apresentada por Ana Furtado,
além do retorno do icônico programa
de auditório ‘Viva a noite’.
E o SBT informa que já está em preparação
para a cobertura da Copa do
Mundo, em parceria com a NSports,
com um time de narradores e comen-
30 16 de março de 2026 - jornal propmark
taristas de destaque. No segundo semestre,
está prevista a nova temporada
do ‘The voice Brasil’, reforçando a
estratégia de fortalecer o portfólio de
entretenimento.
“Com essas iniciativas, o SBT consolida
seu posicionamento como uma
emissora próxima, plural e competitiva,
preparada para dialogar com um
público cada vez mais exigente e conectado”,
ressaltou Lissoni.
O executivo destaca que as apostas
de programação preservam a
essência que consolidou o SBT como
a TV mais querida do Brasil. “São conteúdos
de entretenimento pensados
para toda a família, com a alegria e
a espontaneidade que fazem parte
do DNA do brasileiro. Seja por meio de
produções próprias, seja em parceria
com grandes players do mercado,
buscamos entregar atrações de qualidade,
incluindo reality shows, novelas
e programas ao vivo que geram identificação
genuína com o público.”
Ao mesmo tempo, os grandes sucessos
da casa seguem como pilares
estratégicos da grade, com investimentos
relevantes previstos para
2026. Permanecem como carros-chefe
atrações como o ‘Programa Silvio Santos’,
com Patricia Abravanel; ‘Programa
do Ratinho’; ‘Domingo Legal’, com Celso
Portiolli; ‘Fofocalizando’; ‘SBT Brasil’,
com Cesar Filho; e ‘The Noite’, com Danilo
Gentili. Outra aposta são as transmissões
da Copa Sul-Americana, da
Champions League, da Copa Nordeste e
o jornalismo diário.
“Essa combinação entre renovação
e fortalecimento dos formatos consagrados
garante equilíbrio, consistência
de audiência e solidez comercial,
mantendo o SBT competitivo, próximo
do público e fiel à sua identidade”, enfatizou
o diretor artístico.
Sobre a venda de cotas de patrocínio,
a emissora sinaliza que recebeu
um retorno positivo e encorajador do
mercado. “Há um interesse significativo
de marcas que buscam se associar
a um conteúdo que ressoa profundamente
com a família brasileira
e estamos aptos a atender às
necessidades dos clientes”,
pontuou Daniel Abravanel,
diretor estratégico de negócios
e rede do SBT.
Segundo o executivo, a
estratégia comercial está
alinhada com as tendências
mais amplas do mercado, com
ofertas em formatos diversos, de
Mauro Lissoni: “SBT se consolida como emissora próxima”
O reality de culinária ‘Love taste’ é produzido em parceria com a NBCUniversal
Daniel Abravanel: “Temos soluções integradas”
Maurício Fidalgo_Movioca/Divulgação SBT
“Há um interesse
significativo
de marcas”
‘Galvão FC’ marca a chegada
de Galvão Bueno ao SBT
Fotos: Rogerio Pallatta/Divulgação SBT
acordo com as características de cada
programa e as demandas específicas
de cada marca.
“Temos soluções integradas para
as nossas diversas plataformas (SBT
News, +SBT, SBT Kids, canais no You-
Tube, canais FAST e redes sociais do
SBT) e outras extensões digitais para
garantir o sucesso da campanha e
entregar valor ao cliente. Alguns patrocínios
fechados são: duas cotas do
‘Galvão FC’; duas cotas do ‘Fábrica de
casamentos’ e oito cotas de Copa do
Mundo”, informou Abravanel.
Na Globo, a aposta é ampliar a
influência das histórias contadas e
fortalecer a estratégia de multidistribuição
para alcançar os brasileiros
dentro e fora de casa. Diretora de
negócios, Manzar Feres afirma que
2026 começou mostrando a potência
do conteúdo e das transmissões da
emissora em um ano que será marcado
por grandes eventos e inovação.
“Acompanhamos, juntos, a conquista
da nossa primeira medalha de Ouro
nas Olimpíadas de Inverno em uma
cobertura que uniu emoção, tecnologia
e alcance na TV Globo, no sporTV e
na ge TV. O ‘BBB’ reafirmou sua força
de engajamento em uma edição com
performance expressiva de audiência
na TV Globo, no Multishow e com
números históricos de consumo no
Globoplay. Já ‘Três Graças’ se tornou a
novela mais comentada da história da
Globo nas redes sociais, reforçando a
capacidade da dramaturgia de gerar
conversa nacional e conexão cultural
em tempo real.”
Um foco especial está nos vídeos
verticais e nos microdramas criados
jornal propmark - 16 de março de 2026 31
para consumo social e mobile first.
A proposta é encerrar 2026 com 50
títulos lançados no Globoplay. No
jornalismo e em ano de eleição, os
vídeos verticais também são destaques
no g1. No esporte, a estratégia
de multidistribuição mostra resultados:
a cobertura dos Jogos Olímpicos
de Inverno alcançou 84,5 milhões de
pessoas entre 6 e 22 de fevereiro (TV
Globo, sporTV, ge TV e Globoplay).
Os realities seguem se destacando
na circulação entre telas e plataformas,
informa Manzar. “O ‘BBB26’ teve
45,2 milhões de menções espontâneas
no primeiro mês (458% acima de
2025) e alcançou 93 milhões de pessoas
na TV Globo e no Multishow. O gênero
seguirá forte com novas temporadas
de ‘Chef de alto nível’, ‘Estrela da
casa’ e ‘No fogo com bronze’”, revelou.
A executiva adianta que, na música,
a Globo continuará com transmissões
em todas as plataformas, “de
janeiro a janeiro”, incluindo ‘Todo mundo
no Rio’, Lollapalooza, Rock in Rio,
Circuito Sertanejo, São João do Nordeste,
Motoweek e Natal em Gramado.
“Essa presença gera relevância e
conexão, atributos transmitidos para
as marcas que se associam aos conteúdos
da Globo por meio de projetos
de patrocínio, ações de conteúdo e em
nossos intervalos comerciais. E que se
transformam em conversa, gerando
reconhecimento, conversão e impacto
real nos negócios.”
Em ano de Copa do Mundo, a Globo
garante que vai além da transmissão
dos jogos e levará uma experiência
reinventada para o telespectador. “TV
Globo, sporTV e ge TV exibirão todos
os jogos do Brasil, metade das demais
partidas, além da final e da disputa
pelo terceiro lugar, em uma cobertura
integrada, multiplataforma e centrada
nas pessoas”, destaca Manzar. Ainda
no esporte, a volta da Fórmula 1 para a
emissora traz uma cobertura alinhada
à evolução tecnológica da categoria e
ao novo perfil de consumo do público.
“Na TV Globo, teremos um estúdio
imersivo em LED para as transmissões
e também para o ‘Grid da Globo’,
que vai ao ar nas sextas pré-GP, com
apresentação de Alessandro Jodar e
participação dos pilotos Caio Castro e
Antonella Bassani; no sporTV, todas as
corridas em transmissões em 4K; e no
digital, uma presença ampliada, com
corridas ao vivo e sob demanda no
Globoplay e conteúdos pensados para
uma audiência mais jovem.”
Manzar Feres: “O mercado recebeu muito bem as novidades”
O ator Cauã Reymond está em ‘Jogada de risco’
Equipe de comentaristas e apresentadores da Fórmula 1, que retornou para a grade da Globo neste ano
Na dramaturgia, março marca a
estreia de ‘A nobreza do amor’, nova
novela das seis, enquanto ‘Quem ama
cuida’, de Walcyr Carrasco, já está em
produção para a faixa das nove. No
entretenimento, chega ‘Em família
com Eliana’, projeto “verdadeiramente
multiplataforma”, com presença na
TV Globo, no GNT, no gshow, nas redes
sociais e uma experiência completa
no Globoplay.
O Globoplay segue como um dos
grandes motores desse ecossistema,
com um ano repleto de estreias,
entre comédias e dramas inéditos
como ‘Juntas & separadas’, ‘Jogada de
“‘Três Graças’ se
tornou a novela
mais comentada
da Globo nas
redes sociais”
Fotos: Raul Seixas/Divulgação Globo
risco’ e ‘Emergência 53’. A diretora de
negócios da Globo afirma que na dramaturgia
o ano começou com recorde
histórico de marcas em uma novela
das sete com ‘Coração acelerado’ (até
o momento, são 50 ações no conteúdo
para oito marcas diferentes).
“E nossas novelinhas verticais, formato
novo e já de grande sucesso, estrearam
com patrocínio, olhando para
as produções inéditas da TV Globo e do
Globoplay. Com estreias importantes
para o ano, outros produtos seguem
na esteira de negociação ou com planos
comerciais em desenvolvimento,
todos com o diferencial de ampliar as
32 16 de março de 2026 - jornal propmark
oportunidades para que as marcas se
apropriem do potencial de influência da
Globo. Com formatos inovadores, multiplataforma
e cada vez mais assertivos,
com retorno expressivo para os negócios
dos anunciantes”, enfatizou ela.
No ‘BBB26’, são 18 marcas entre
patrocinadores e anunciantes. No
Esporte, o projeto Futebol Nacional
tem 16 marcas atreladas à exibição
do Campeonato Brasileiro e da Copa
do Brasil. Com a volta da F-1 à Globo,
cinco patrocinadores fecharam presença
na cobertura e o pacote da
Copa do Mundo da FIFA já contabiliza
oito patrocinadores, três meses antes
do início da competição. “O mercado
recebeu muito bem as novidades e
os projetos comerciais da Globo para
2026”, frisou Manzar Feres.
Fotos: Edu Moraes/Divulgação Record
PILARES DE CONTEÚDO
A Record iniciou 2026 com uma
grade de estreias robusta e estrategicamente
alinhada ao fortalecimento
de seus pilares de conteúdo, sintetiza
Alarico Naves, superintendente-comercial
multiplataforma. Um calendário
esportivo intenso e o apelo emocional
das novelas turcas são algumas
das apostas da emissora.
“Entre as novidades, destacam-se
a transmissão da Copa São Paulo de
Futebol Júnior, a Copinha, tradicional
competição de base que inaugura o
calendário esportivo nacional. A dramaturgia
ganhou protagonismo com
a estreia da novela turca ‘Mãe’ (Anne/
Mother), reconhecida internacionalmente
por sua qualidade narrativa e
forte repercussão junto ao público.
Seguem em exibição ‘Chamas do destino’
(Alev Alev), também de origem
turca, e, mais recentemente, ‘Coração
de mãe’ (Sandık Kokusu), ampliando o
portfólio de histórias de relevância e
apelo emocional”, detalhou Naves.
No entretenimento, após o sucesso
de ‘Acerte ou caia!’, o próximo
destaque é a estreia de ‘Boom!’, novo
game show também apresentado por
Tom Cavalcante, que estreou no dia
8 de março. Em abril, o reality ‘Casa
do patrão’, idealizado pelo ex-global
Boninho, será exibido na Record, uma
excelente oportunidade comercial
com alto potencial de ativações de
branded content.
“Entre as principais apostas da Record
para 2026 estão o fortalecimento
do conteúdo esportivo, do entretenimento
e o investimento em jornalismo
de qualidade. A emissora transmitiu a
Alarico Naves: “O cenário é positivo e dentro do planejado”
O novo game show ‘Boom!’, apresentado por Tom Cavalcante
A dramaturgia ganhou protagonismo na Record com a estreia da novela turca ‘Coração de mãe’ , reconhecida internacionalmente
fase final do Paulistão e de diversos
campeonatos regionais em nossas afiliadas
e emissoras próprias. O Brasileirão
também integra a grade ao longo
de todo o ano, consolidando o posicionamento
da Record na cobertura
esportiva nacional”, contou o superintendente-comercial
multiplataforma.
Para a Copa do Mundo, a emissora
preparou conteúdos proprietários e
projetos multiplataforma, “assegurando
presença qualificada, criando
oportunidades estratégicas com
entregas integradas para marcas
que desejam se associar ao principal
evento esportivo global”.
“Temos observado
excelente
receptividade
do mercado”
No entretenimento, a programação
contará com o já anunciado ‘Casa
do patrão’ e com uma nova temporada
de ‘A fazenda’, apresentada por
Adriane Galisteu, reafirmando o compromisso
da emissora com produções
de grande relevância e alto engajamento.
“Paralelamente, a Record
mantém investimentos consistentes
em seus núcleos de jornalismo e entretenimento,
assegurando diversidade
de conteúdos, competitividade e
alinhamento às demandas atuais da
audiência e do mercado”, disse Naves.
Segundo o executivo, a comercialização
de cotas de patrocínio está evo-
jornal propmark - 16 de março de 2026 33
luindo de forma consistente. “Em todos
os nossos produtos, temos observado
excelente receptividade do mercado,
com marcas já posicionadas e outras
em fase avançada de negociação”. Naves
informa que o interesse tem sido
puxado principalmente pelos projetos
de maior visibilidade no início do ano,
como o futebol, o que tem acelerado
conversas estratégicas. “Ainda estamos
em processo de fechamento de
algumas frentes, mas o cenário é positivo
e dentro do planejado”, ressaltou.
Fotos: Acervo pessoal
PARCERIAS ESTRATÉGICAS
Emissora que tem o reality show
de culinária mais bem-sucedido da
TV aberta brasileira e é a casa dos
debates eleitorais entre candidatos,
a Band segue investindo na grade de
programação e fortalecendo as parcerias
estratégicas com players do
mercado audiovisual.
Em maio, entra no ar a nova temporada
do ‘Masterchef Brasil’, com
cozinheiros amadores. Também com
estreia prevista para o mesmo mês, a
Band promete um programa de auditório
para os domingos.
“No mês de fevereiro, a Band lançou
a quinta temporada de ‘Pesadelo na
cozinha’, comandada pelo chef Erick
Jacquin. Também estreamos um novo
horário para o ‘Apito final’, apresentado
pelo craque Neto. O programa, que
era exibido no início das noites de domingo,
agora ocupa a faixa das 22h30
às segundas-feiras”, destacou Guillermo
Pendino, diretor-geral da Band.
Para março, a aposta é na exibição
da novela ‘Dona Beja’, uma produção
com o selo Max Original. A trama estrelada
pela atriz Grazi Massafera
ocupa a faixa das 23h às quintas e
sextas-feiras desde o dia 5. “No dia 16,
lançamos a novela turca ‘Guerras das
rosas’ na faixa das 20h30, logo após o
‘Jornal da Band’”.
Pendino complementa que ainda
em março a emissora começou a
transmitir a Fórmula Indy no primeiro
domingo do mês e exibirá com exclusividade
na TV aberta o Grande Prêmio
do Brasil de MotoGP, que acontecerá
no dia 22 no Autódromo Internacional
Ayrton Senna, em Goiânia (GO).
A Band também já deu a largada
na cobertura das Eleições 2026 e,
“como manda a tradição, realizará o
primeiro debate entre os candidatos
à Presidência da República no mês de
setembro (data a definir)”, reforçou o
diretor-geral.
Giselle Estefano: “A venda dos pacotes é sempre customizada”
Guillermo Pendino: “Fortalecimento de acordos estratégicos”
O chef Erick Jacquin e os participantes do programa ‘Pesadelo na cozinha’, que a Band lançou a quinta temporada em fevereiro
“Cocriamos os
projetos com a
meta de atingir
os objetivos de
comunicação
da marca”
Renato Pizzutto/Band
Giselle Estefano, superintendente-
-executiva do Grupo Bandeirantes de
Comunicação, destaca que a venda
dos pacotes comerciais é sempre customizada
às necessidades dos clientes
e das agências.
“Cocriamos os projetos sempre
com a meta de atingir os objetivos de
comunicação da marca. Um exemplo
recente de formato diferenciado é o
‘Jogo aberto’, que em 15 de janeiro passou
a ser chamado ‘Jogo aberto Novibet’.
Foi a primeira vez que a atração
comandada pela Renata Fan cedeu
seus naming rights para uma marca.
Esse tipo de parceria intensifica a relação
com os espectadores, fortalece
a presença multiplataforma e potencializa
a experiência dentro e fora da
TV”, ressaltou a executiva.
Dentre os projetos do primeiro
semestre, ela também destacou a
cobertura do Carnaval, com o Band
Folia, “que superou os resultados
comerciais de 2025 com 10 marcas
patrocinadoras este ano”. O segundo
projeto de destaque é o Grande Prêmio
do Brasil de MotoGP, que acontecerá
no dia 22 no Autódromo Internacional
Ayrton Senna, em Goiânia (GO),
que já tem cinco cotas comerciais
negociadas.
34 16 de março de 2026 - jornal propmark
mídia
Central de Outdoor e ABA destacam
as lideranças femininas no OOH Summit
Painel terá executivas do Carrefour, Nubank, Samsung, Stellantis
e Unilever para discutir o OOH na conexão com consumidores
Fotos: Divulgação
Sandra Martinelli: “Destacar a mídia exterior como ferramenta de construção de marca”
Fabi Soriano: “A mídia exterior representa 11,8% do investimento publicitário no Brasil”
Paulo Macedo
Neste mês dedicado à mulher,
a Central de Outdoor trouxe à
pauta do OOH Summit Brasil
2026, que tem início nesta quarta-
-feira (18) e encerramento na quinta-
-feira (19) no Villa Blue Tree, em São
Paulo, o protagonismo das lideranças
femininas nas decisões estratégicas
das marcas e no diálogo que mantém
com os exibidores de mídia exterior. O
painel une a entidade com a ABA (Associação
Brasileira de Anunciantes) e
terá a presença de Alessandra Souza,
diretora da ABA e CMO da Stellantis;
Aline Velha, vice-presidente do Comitê
de Mídia da ABA e media director do
Nubank; Daniela Pereira, conselheira
da ABA e diretora de mídia Brasil e Latam
em home care da Unilever; e Lucia
Bittar, conselheira da ABA e diretora
de marketing, channel marketing e PR
da Samsung Brasil. A moderação do
‘Lideranças femininas discutem OOH
como plataforma de conexão’ será de
Nelcina Tropardi, presidente da ABA e
VP da área jurídica, ESG e de assuntos
corporativos do Carrefour.
“Promover um painel com lideranças
femininas de anunciantes, debatendo
sobre OOH, é reconhecer o
protagonismo das mulheres nas decisões
estratégicas de marketing e, ao
mesmo tempo, destacar a evolução
da mídia exterior como ferramenta
de construção de marca e geração
de valor. A ABA acredita que debates
qualificados fortalecem o mercado e
ampliam nossa capacidade de inovar
com responsabilidade”, afirma Sandra
Martinelli, CEO da ABA.
Além do painel organizado pela
ABA, o evento terá a presença de
Michel Alcoforado, antropólogo e
Ph.D. em antropologia do consumo. O
tema que ele escolheu para debater
é sobre a relação da mídia OOH com a
economia da atenção, afinal comprar
o tempo do consumidor é o maior
desafio do marketing nos dias de
hoje. Outra presença confirmada é a
de Tom Goddard, presidente da World
Out of Home Organization (WOO) - organização
global dedicada ao setor,
que representa anunciantes, agências
e proprietários de mídia em mais
de 40 países e atua na promoção de
boas práticas, no desenvolvimento de
padrões internacionais e na articulação
de iniciativas que impulsionam a
inovação e o crescimento do OOH no
mundo, detalha o comunicado da Central
de Outdoor.
O OOH chega a 2026, na expressão
de Fabi Soriano, diretora-executiva da
“Pautas como a
autorregulação
seguirão cada vez
mais presentes”
Central de Outdoor, “em um momento
de transformações importantes, com
desafios que acompanham o próprio
crescimento e a evolução do setor.
Nos últimos anos, a mídia exterior
consolidou sua retomada e, como
já observamos em outras ocasiões,
hoje representa cerca de 11,8% do
investimento publicitário no Brasil,
mantendo-se como o terceiro maior
meio do país, atrás apenas da TV e da
internet”.
“O fortalecimento da autorregulação
e da conscientização de todos os
players do mercado sobre o papel da
mídia exterior serve como agente de
transformação da paisagem urbana”,
enfatiza Fabi Soriano.
O assunto é polêmico e a Central de
Outdoor traz para esse debate o exe-
cutivo Tom Goddard, que já esteve no
Brasil em 2025 para falar sobre o convívio
entre a publicidade e a paisagem
urbana. São Paulo tem em vigor a Lei
Cidade Limpa há mais de 18 anos. Goddard
é crítico das limitações legais
para o uso dos recursos da era digital
nas cidades.
A Central de Outdoor ressalta que
o ano de 2026 traz muitas oportunidades
para aproveitamento dos exibidores.
“No Brasil, a expectativa é que
a Copa do Mundo impulsione o crescimento
nos investimentos publicitários,
com projeções de cerca de 9,1%
no Ad Spend em 2026, estimulados
tanto pela Copa quanto pelo calendário
político do país. Essa combinação
de grandes eventos favorece a mídia
OOH e DOOH, colocando o meio como
peça importante no mix de mídia para
marcas que buscam visibilidade ampliada
no ano do maior evento esportivo
global. Nesse contexto, também
ganha força a diversidade de formatos
e mercados do OOH em todo o país,
com soluções que vão de grandes formatos
a diferentes ativos espalhados
pelas cidades. Além disso, pautas
importantes como a autorregulação
seguirão cada vez mais presentes na
agenda da Central de Outdoor ao longo
de 2026.”
jornal propmark - 16 de março de 2026 35
mercado
Lollapalooza deste ano conta com 45
marcas parceiras em sua realização
Com ativações, lançamentos e campanhas, patrocinadores apostam em
brand experience e cultura de comunidades para fortalecer conexão
Vitor Kadooka
O
Lollapalooza Brasil, que está em
sua 13ª edição e ocorre nos dias
20, 21 e 22 de março, recebe os fãs
no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos,
na zona sul de São Paulo. Entre
os nomes aguardados pelo público,
artistas como Doechii, Lorde, Sabrina
Carpenter e Addison Rae sobem aos
palcos patrocinados por marcas como
Samsung Galaxy, Perry’s by Fiat, Flying
Fish e Budweiser.
Além da programação musical, o
evento também se consolidou como
um espaço relevante para ativações
de marca, fenômeno que se fortaleceu
ao longo dos anos com a expansão dos
grandes e pequenos festivais no país.
Neste ano, 24 anunciantes parceiros
participam do evento. Como patrocinadores
máster estão Budweiser
e Flying Fish, ambas da Ambev, além
de Fiat e Samsung Galaxy. Nas cotas
de patrocínio estão McDonald’s, Sadia,
Vivo, Coca-Cola e Johnnie Walker. Já na
categoria de apoio aparecem ChatGPT,
Olla, Airbnb, Hellmann’s, Tic Tac, Risqué,
Cielo, Universal, Neve, Casal Garcia,
Kiko Milano, Sabesp, Tinder e Carmed.
Entre os parceiros do festival estão
Movida, Maminfo, Squad, Metrô de São
Paulo, Comerc Energia, Abix e Accenture.
O apoio institucional é da Prefeitura
de São Paulo. Como media partners,
TV Globo, Globoplay, Multishow, Eletromidia,
Rádio Rock e Rádio Mix. Os parceiros
editoriais são Tracklist, TMDQA,
Popline, PapelPop, Music Non Stop, Capricho
e Noize. A produção de conteúdo
fica a cargo da Billboard Brasil.
Pelo décimo ano consecutivo, a Budweiser
é a cerveja oficial do festival,
parceria que a marca mantém com
o Lollapalooza há 35 anos no mundo.
Desta vez, divide o espaço com a Flying
Fish, cerveja sul-africana criada em
2014 e lançada no Brasil no fim de 2025.
“Nossa presença no Lollapalooza
Brasil é construída ano após ano, lado
a lado com o público. A gente escuta os
fãs, entende o que eles querem viver
Estande da Fiat, marca presente pelo segundo ano, tem 175 m² e reúne quatro ativações, além de mezanino para convidados
Budweiser, cerveja oficial do festival há 10 anos, retorna ao lado de Flying Fish, cerveja premium do portfolio da Ambev
dentro do festival e transforma isso
em experiência”, afirma Mariana Santos,
diretora de marketing de Budweiser
no Brasil.
Para esta edição, a Budweiser prepara
um espaço de 750 m². Cabines
chamadas de Bud Mixtape Factory oferecerão
ao público gravações de mensagens
curtas em minigravadores que
remetem à estética das fitas cassete.
O espaço também inclui a arquibancada
Bud com vista para o Palco
Budweiser, além de bares e uma seção
de autoatendimento com 12 torneiras.
O Palco Bud Zero retorna com apresentações
de DJs nos intervalos dos
shows. Fora do Autódromo, a marca
também aposta em bares parceiros na
cidade com promoções e brindes aos
consumidores.
A experiência da Budweiser no
festival foi criada pela BFerraz, com
comunicação da Africa, PR da InPress
e amplificação com influenciadores via
BR Media.
Já a Flying Fish, que estreia no festival
como cerveja premium saborizada,
contará com um palco proprietário. Entre
18 e 22 de março, a marca promove
sideshows em casas de shows de São
Paulo e também realizará ações de
experimentação em pontos de venda
próximos às principais estações de
metrô e no trajeto até o Autódromo.
Durante o festival, a ativação inclui
uma estrutura em formato de piscina,
com DJs e espaços voltados à degustação
da bebida.
No universo automotivo, a Fiat participa
pelo segundo ano consecutivo
Fotos: Divulgação
e lança uma edição especial do Pulse
inspirada no festival.
Alessandra Souza, vice-presidente
de marketing e comunicação da
Stellantis para a América do Sul, faz
um balanço da última participação.
“Participar do Lollapalooza Brasil 2025
foi um marco. Estar presente em um
dos maiores festivais de música do
país nos permitiu conectar a marca
com um público vibrante, criativo e
apaixonado por experiências. Para
2026, renovamos essa parceria e voltamos
com ainda mais força e novidades,
com o Fiat Pulse como o carro oficial do
festival”, comenta.
A Score Agency, agência de brand
e shopper experience do ecossistema
Biosphera.ntwk, é responsável por
toda a ativação da montadora no fes-
36 16 de março de 2026 - jornal propmark
Fotos: Divulgação
Brinde tem visual do Lek Trek, mascote da Sadia
Gravadores serão entregues a visitantes pela Budweiser
tival. A operação inclui três espaços,
entre eles um no Lolla Lounge e um
serviço exclusivo de shuttle interno
até o palco Perry’s.
Com o conceito ‘No Lollapalooza
2026, o palco é o agora. E o agora é
de quem se joga com a Fiat!’, a ativação
parte do insight ‘Ser palco para
quem é fã’. O estande principal da marca
terá 175 m² e reunirá quatro ativações,
além de um mezanino dedicado
a convidados.
Em sua quinta participação consecutiva,
a Sadia leva o conceito ‘Linha
Sadia popstars — A atração principal
na hora da fome’. Idealizada pela Africa
Creative, a estratégia se estrutura em
dois pilares: de um lado, a operação de
alimentos e a apresentação da linha
Pop Sadia; de outro, uma frente voltada
à música, fandoms, experiência e
conteúdo, desenhada para gerar engajamento
e conversas nas redes sociais.
A marca contará com uma instalação
de 100 m² envelopada em LED.
Um dos destaques será uma maquete
Idealizada pela Africa Creative, Sadia leva o conceito ‘Linha Sadia popstars — A atração principal na hora da fome’
Um dos brindes distribuídos pela Flying Fish será uma minicâmera
No estande principal, Vivo oferece a ativação com realidade virtual Exagerados VR Tour
gigante do mascote Lek Trek em tamanho
ampliado, posicionada como ponto
de encontro para o público.
A ativação será dividida em dois andares.
No piso inferior, a programação
inclui DJs, degustação de produtos e
espaços para photo opportunity. Já o
andar superior será dedicado à produção
de conteúdo por influenciadores e
celebridades convidados pela marca.
Ao sair da experiência, os participantes
recebem um leque do mascote
Lek Trek como brinde. Nos pontos de
alimentação, o público poderá adqui-
rir o Balde Crocantudo, um bowl em
formato da cabeça do personagem recheado
com produtos da linha Pop Sadia,
item que, segundo a empresa, foi
destaque de vendas na edição de 2025.
A estratégia de comunicação se
estende durante todo o mês de março,
com foco em mídias digitais, conteúdos
exclusivos para redes sociais e
marketing de influência. A campanha
também inclui presença em mídia
out of home, com formatos digitais
de grande impacto, além de envelopamento
de trens da Linha Esmeralda
da CPTM, relógios de rua e abrigos de
ônibus na cidade de São Paulo.
Para esta edição, a Vivo apresenta
a campanha ‘Exagerados’, que celebra
a intensidade da relação entre fãs brasileiros
e artistas. A narrativa foi criada
pela Africa Creative e se desdobra
em três filmes ambientados no quarto
de um fã.
Em São Paulo, duas lojas da operadora,
nos shoppings Eldorado e Interlagos,
recebem ambientações especiais
inspiradas na campanha.
Durante o festival, as ativações ficam
a cargo da Spark. No evento, a Musicalize,
unidade do Grupo Dreamers,
concebe e executa os estandes. Em
seu ponto principal, o público poderá
participar do Exagerados VR Tour, experiência
em realidade virtual que simula
um percurso pelos bastidores do
festival até a chegada ao palco principal,
com três trajetos inspirados nos
universos dos headliners.
No segundo andar do estande, o
Exagerados Lounge oferece aos clientes
da operadora um ambiente com
transmissão dos shows, cenários para
fotos, área de beleza e estações de
carregamento. A marca também marca
presença no Lolla Lounge by Vivo.
jornal propmark - 16 de março de 2026 37
mercado
Ademicon investe R$ 95 mi no ‘BBB’ e
recall sobe de 13% para 31% desde 2022
Acesso ao site da empresa de consórcios dobrou e volume de
simulações cresceu 45% desde o início da edição deste ano
Janaina Langsdorff
A
lembrança de marca da administradora de
consórcios paranaense Ademicon aumentou
de 13% em 2022 para 31% em 2025 com o patrocínio
da marca ao reality ‘Big Brother Brasil’, da
Globo. Em 2021, antes do início das ações, o recall era
de apenas 5%. O investimento soma mais de R$ 95
milhões, sem contar o aporte despendido na produção
de provas e premiações. A agência parceira da
Ademicon na concepção das provas é a GPAC Comunicação
Integrada.
“A nossa decisão se deu, principalmente, pensando
no ‘BBB’ como uma estratégia para construção
de marca no longo prazo. A Ademicon evoluiu a sua
comunicação no reality, que saiu de um foco inicial
em awareness para um trabalho também voltado à
educação financeira por meio do consórcio”, explica
a CEO Tatiana Schuchovsky Reichmann.
A empresa participa da edição de 2026 com
a cota ‘Top de 5’. Entre as contrapartidas, estão
ativações, incluindo dinâmicas em provas e ação
luxo, além de inserções comerciais distribuídas ao
longo da temporada. O intuito é evidenciar os atributos
exclusivos da companhia. Segundo dados do
Banco Central de setembro de 2025 citados por Tatiana,
a Ademicon é a “empresa de consórcios que
mais cresce no Brasil”.
Desde o início do ‘BBB’, em janeiro, os acessos ao
site dobraram e o volume de simulações cresceu
45% em relação ao mesmo período do ano passado.
Com participações ainda previstas, a expectativa é
expandir a divulgação do produto e seus benefícios,
reforçando a cultura do planejamento financeiro. Os
dados consolidados serão mensurados após o término
da temporada, quando será possível avaliar os
resultados de forma precisa.
A companhia encara o ‘BBB’ como uma das mais
eficazes plataformas de exposição de marca do
país, capaz de gerar conversas, influenciar comportamentos
e conectar as empresas aos brasileiros
em tempo real. “Estar no programa, pelo quinto ano
consecutivo, amplia a nossa visibilidade e contribui
para que o consórcio seja cada vez mais visto como
uma solução inteligente para quem planeja o futuro,
levando em consideração o aspecto educacional do
produto”, atesta a executiva.
A estratégia é reavaliada anualmente. “Temos a
intenção de permanecer no ‘BBB’, pois o programa
segue sendo um dos poucos espaços capazes de
explicar, com tempo e alcance, como funciona o consórcio”,
diz Tatiana. Diferentemente de campanhas
Participantes do ‘BBB’ em prova do Anjo patrocinada pela marca de consórcios Ademicon na edição do ano passado
Tatiana Schuchovsky Reichmann: plano é ficar no ‘BBB’
“A Ademicon saiu de
awareness para trabalho
também voltado à
educação financeira”
voltadas para performance, a presença no ‘BBB’ possibilita
construir entendimento sobre o produto.
Situações adversas, temas sensíveis e polêmicas
são monitoradas e debatidas com responsabilidade
e atenção. “Temos como um dos pilares da nossa cultura
a Corrente do bem, e desaprovamos qualquer
Fotos: Divulgação
tipo de conduta que, de forma física ou verbal, esteja
associada a assédio moral ou sexual, racismo,
homofobia, intolerância religiosa e violência”, avisa.
A Ademicon utiliza a visibilidade e a audiência
do ‘BBB’ para fortalecer e consolidar sua atuação
em âmbito nacional, firmando o reconhecimento da
marca e do consórcio. Momento memorável para a
empresa ocorreu durante uma prova do líder, em
2022, que simulava um jogo de tabuleiro, e foi vencida
por Paulo André Camilo. “A comemoração dele,
pulando na piscina, foi muito marcante”, lembra Tatiana.
Foram entregues dois prêmios de R$ 100 mil à
época. “A prova foi uma ação que alcançou mais de
56 mil scans no QR code que levava para a home do
site”, lembra Tatiana.
A executiva acredita que o entendimento do brasileiro
sobre o funcionamento dos consórcios ficou
mais claro a partir da presença da Ademicon no ‘BBB’.
Em um cenário de juros elevados e maior conscientização
sobre o uso responsável do dinheiro, o produto
surge como alternativa para conquistas sem sustos.
A adesão acelera entre os jovens devido à dificuldade
de acesso ao crédito tradicional, o avanço
da educação financeira e a flexibilidade do modelo.
“Conseguimos atingir um público maior e mais jovem
que, às vezes, não sabe que o consórcio é uma
ferramenta de planejamento financeiro que cabe
no seu orçamento”, certifica Tatiana. A estratégia
reforça o compromisso em manter o diálogo com
o público brasileiro, posicionando o consórcio como
uma alternativa segura, flexível e planejada para a
conquista de bens e investimentos. “Os brasileiros
estão mais atentos”, observa.
38 16 de março de 2026 - jornal propmark
sxsw
Festival integra, pela primeira vez, as
agendas de Music, Film & TV e Innovation
A 40ª edição, que vai até o dia 18 de março, em Austin, no Texas (EUA),
incentiva visitantes a circular entre diferentes comunidades criativas
Janaina Langsdorff
Hands.ag leva TakeOff para o South by
Southwest pelo terceiro ano consecutivo
Painel de discussões organizado pela agência será realizado na
SPHouse, em Austin, com a presença de nomes do marketing brasileiro
A
Hands.ag leva pelo terceiro ano
consecutivo o TakeOff ao maior
festival de inovação global. O
painel de discussões que reúne nomes
de peso do marketing brasileiro
será realizado nesta segunda-feira
(16), a partir das 14h15, na SPHouse, em
Austin, no Texas. O objetivo do evento
é analisar as tendências apresentadas
no SXSW 2026 e definir dez diretrizes
fundamentais que devem guiar o
mercado no Brasil ao longo do ano.
O TakeOff traz neste ano Guilherme
Martins (CMO da Diageo), Tannia
Fukuda (diretora de marketing da
Seara), Ricardo Longo (diretor de
marketing da Avenue) e Fernanda Antonelli
(diretora-comercial da Globo),
com moderação conduzida por Marcelo
Lenhard, CEO da Hands.ag.
O TakeOff será realizado na SPHouse, em Austin, assim como na última edição
Divulgação
O
vice-presidente sênior de programação
do South by Southwest
(SXSW), Greg Rosenbaum,
abriu o evento no dia 12 de março
repetindo o que a comunidade global
de criatividade vem reiterando desde
que a inteligência artificial mostrou
o seu potencial em, supostamente,
sequestrar capacidades intrinsecamente
humanas. O conteúdo gerado
pelo festival deve reafirmar a “centralidade
humana acima do impacto
da inteligência artificial”, disse o executivo,
que assumiu o comando da
agenda do evento em 2025 no lugar
de Hugh Forrest.
O SXSW ocorre em Austin, no Texas,
até o dia 18 de março, com mais de
600 painéis. Nesta 40ª edição, preten- Greg Rosenbaum: Austin como vila criativa integrada sob o conceito ‘All together now’
Divulgação
de transformar Austin em uma “vila
criativa”. O convite é para que os visitantes
descubram experiências além
de suas expertises profissionais.
“Neste ano de 2026, pela primeira
vez, o festival integra todas as suas
frentes”, frisa Rosenbaum. Com o conceito
‘All together now’, o evento integrou
as programações dos festivais
Music, Film & TV e Innovation, estimulando
os participantes a circular entre
diferentes áreas e comunidades criativas,
em vez de acompanhar apenas
um segmento. Para além das sessões
de tecnologia e inovação, estreias de
filmes e séries, shows e showcases
musicais, a expectativa é guiar marcas,
criativos e artistas rumo às novas
fronteiras do comportamento, confrontando
conexões humanas com o
paradoxo do isolamento digital.
Pela primeira vez, o processo de
curadoria do TakeOff está sendo
gerido por inteligência artificial.
Utilizando ferramentas como Gemini,
NotebookLM e Claude, o TakeOff
iniciou três semanas antes do início
do festival o monitoramento de
todas as tracks do SXSW relacionadas
ao marketing global. O objetivo
final é a entrega do tradicional “Output
TakeOff” com a definição das
dez diretrizes.
“O TakeOff nasceu para transformar
o volume colossal de informações
do SXSW em estratégia acionável para
o nosso mercado. Em 2026, damos um
salto ao unir o olhar crítico e humano
de grandes líderes à capacidade de
síntese e escala das IAs generativas”,
afirma Marcelo Lenhard.
jornal propmark - 16 de março de 2026 39
produtoras
ARK Entertainment é a aposta da FSB
Holding no segmento de audiovisual
Grupo já conta na sua estrutura com a Santeria e a Aurora, que atuam
na área de publicidade; operação nasce com Funcine de R$ 50 milhões
A
FSB Holding anuncia o lançamento
da ARK Entertainment,
uma produtora de entretenimento
com DNA de estúdio dedicada
à realização de produções de grande
porte para cinema, plataformas de
streaming, TV e demais janelas narrativas
e de produção de conteúdo. Com
capital 100% próprio e sob o comando
da executiva Mariana Ricciardi, a nova
operação marca a consolidação da
vertical de audiovisual do ecossistema
FSB Holding, que já conta com as
produtoras Santeria e Aurora no segmento
publicitário.
“Diferentemente do modelo tradicional
de prestação de serviço, a ARK
nasce focada na criação e retenção
de Propriedade Intelectual (PI). Estruturada
para atuar no alto escalão de
negócios do setor, a empresa une o vigor
criativo à robustez financeira, com
Mariana Ricciardi é a head da operação da Ark, produtora de cinema da FSB Holding
Exportação de obras publicitárias feitas
no país chega a US$ 84,7 mi em 2025
Dado recorde divulgado na semana passada pela Apro representa
aumento de 52% em relação a 2024; SP lidera com 30% do volume
Divulgação
Alê Oliveira
No ano passado, a produção de
obras publicitárias atingiu um
recorde de US$ 84,7 milhões
em exportações, segundo a Apro (Associação
Brasileira da Produção de
Obras Audiovisuais) e a FilmBrazil. O
valor representa uma alta de 52% em
relação a 2024.
A força da produção nacional
também se refletiu nos números da
Ancine, que contabilizou 36.704 projetos
no último ano. O total não inclui
obras veiculadas exclusivamente na
internet.
Entre os estados com maior produção
publicitária no Brasil, São Paulo
permanece como o principal polo
de produção do país, concentrando
30% dos registros, seguido por Para- Marianna Souza é presidente-executiva da Associação das Produtoras de Audiovisual
a projeção de estruturar um Fundo de
Financiamento da Indústria Cinematográfica
(Funcine) de R$ 50 milhões
no primeiro ano”, explica o comunicado
da FSB Holding.
À frente da operação, Mariana
Ricciardi traz a experiência de quem
liderou projetos de fenômeno de
público e crítica, como os filmes
‘Minha irmã e eu’ (com 2,5 milhões
de espectadores, recorde de bilheteria
pós-pandemia) e ‘Infância
clandestina’ (estreia em Cannes e
pré-indicação ao Oscar), além da
série ‘Impuros’ (duas indicações ao
International Emmy, case de sucesso
em licenciamento de longa duração).
“Estou muito feliz em integrar
um grupo economicamente forte.
Graças a esse lastro da FSB Holding,
conseguimos nascer com um Funcine
expressivo”, ela esclarece.
ná (13%), Santa Catarina (10%) e Rio
Grande do Sul (7%).
“2025 foi um ano de mudanças
estruturais com o uso mais intensificado
de IA nas produções, somado
ao protagonismo do audiovisual brasileiro
no mundo. No que tange ao
mercado nacional, o ano foi desafiador,
embora tenha apresentado um
salto de 9% nos investimentos em
mídia, chegando a R$ 19,4 bilhões,
com o digital consolidando sua liderança.
Também vimos a presença
dos filmes nas mídias tradicionais
reduzir. Por outro lado, observamos
o audiovisual brasileiro se destacando
no mercado internacional”,
afirma Marianna Souza, presidente-
-executiva da Apro.
40 16 de março de 2026 - jornal propmark
inspiração
Legado da arte vira experiência
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Em um mercado orientado pela efemeridade, a ideia do pensar em
‘continuidade viva’ ganha força na intenção de dar novos destinos
Andrea Pita
Especial para o propmark
A
sustentabilidade deixou de ser um discurso paralelo para tornar-se parte central
na forma como as marcas constroem reputação, presença e relevância
cultural.
Consequentemente, não é à toa que um dos movimentos mais assertivos dos últimos
tempos tenha seguido a ideia original do conceito ESG: expandir além do relatório:
considerar como base do impulso criativo a visão de integração/interrelação
entre as partes, sejam áreas do mercado, seja entre diferentes conceitos culturais,
entre ideias e meio ambiente ou, mesmo, traduções de linguagens cênicas, e assim
por diante. Uma visão fundamental, que resulta em participação estendida e amplia o
próprio mercado de comunicação.
Recentemente, a Fibra.ag teve oportunidade de receber e preservar em sua sede
plantas nativas do cerrado, que faziam parte da obra apresentada na 36ª Bienal de São
Paulo, assinada pela americana Precious Okoyomon. Após o encerramento da exposição,
esse conjunto vivo ganha continuidade em um jardim permanente, aqui em casa.
A ação nos fez refletir sobre como o setor criativo pode assumir papel mais ativo
na preservação de legados, no cuidado com o espaço urbano e na construção de ambientes
que expressam e inspiram valores cruciais no convívio futuro de nossa cidade.
Em um mercado historicamente orientado pela efemeridade, a ideia de pensar
em “continuidade viva” ganha força na intenção de dar novos destinos ao material
cenográfico usado. O gesto aponta para uma tendência maior, na qual experiências
continuam a ressoar além do término do evento, proporcionam marcas permanentes,
geram interrelações entre as partes e ativam condições para novos mercados, além de
produzir impacto simbólico-cultural e ambiental.
No universo do live marketing e do brand experience, essa discussão é especialmente
relevante. Estamos vivendo um momento no qual marcas buscam não apenas
visibilidade e presença como, também, consistência coerente e propósito expandido.
Outro aspecto importante é a forma como os ambientes corporativos vêm sendo
ressignificados. A presença de elementos naturais em espaços de trabalho, conceito
conhecido como biofilia, tem sido associada a bem-estar, criatividade e facilitadora na
interconexão humana.
Contudo, no nosso caso é ainda mais especial: trata-se de um jardim que oxigena
história, origem e mensagem. Estabelece em novo espaço um cenário de encontros,
conversas e novos projetos - partes integradas na mesma conversa sobre futuro, cidade,
interrelações e responsabilidade com as próximas gerações.
No setor de comunicação, temos falado muito sobre narrativas sustentáveis. Talvez
o próximo passo seja pensar em estruturas sustentáveis, formas de o mercado criativo
reduzir/evitar desperdícios.
Isso significa reaproveitar legados, valorizar o que permanece e construir ações que
não sejam apenas campanhas isoladas, mas, sim, compromissos com o conjunto que
formamos.
Receber esse jardim foi, acima de tudo, um convite à reflexão. Afinal, um mercado
que cria experiências para milhões de pessoas também pode pensar em experiências
com sentido evolutivo para o mundo, que continua a girar.
Tenho claro ser essa uma das visões mais potentes para os próximos anos: quando
a criatividade não se limita ao impacto fechado no imediato, mas, sim, compromete-se
com o cuidado na continuidade da evolução cultural.
Parafraseando Victor Hugo, “Não há nada como um bom sonho para criar um ótimo
futuro”.
Andrea Pita, CEO da Fibra.ag.
jornal propmark - 16 de março de 2026 41
opinião
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Semana do Consumidor
Eduardo de Barros
A
Semana do Consumidor não é “apenas” um momento
promocional (de enormes proporções,
diga-se de passagem). Ela é um teste de fogo
para as marcas: põe à prova a maturidade de dados,
relacionamentos e experiência.
A verdade nua e crua é que quem vende nesta
data pensando só no desconto, perde margem. Mas
quem constrói relacionamento, ganha crescimento
a longo prazo. Por isso, é tão essencial entender que
retenção, personalização, IA e integração de canais
são os novos motores do varejo. E que todas as empresas,
especialmente as pequenas e médias, deveriam
aplicar essas táticas desde já:
1) Não prepare campanhas. Prepare relacionamentos.
O custo de investimento para atrair novos clientes
está mais alto a cada ano. Dados da Bain & Company
mostram que conquistar um novo cliente pode
custar de 5 a 25 vezes mais do que reter um atual.
Pior: entre 2023 e 2025, o CAC (Custo de Aquisição
de Clientes) subiu 40% no varejo brasileiro, segundo
levantamento da NRF 2026. O lucro vem de forma
menos dolorosa quando a marca trabalha a retenção
da sua carteira de clientes. Por isso, o Customer
Relationship Management (CRM) e o Lifetime Value
(métrica que estima a receita total que um cliente
gera para uma empresa durante todo o seu período
de relacionamento) são prioridades estratégicas
para quem busca um crescimento sustentável. E
uma dica valiosa para colocar essa teoria em prática
é, antes da Semana do Consumidor, segmentar sua
base em 3 grupos:
• Clientes ativos (últimos 90 dias): foco em upgrade
e recompra;
• Clientes mornos (90–180 dias): reativação com
incentivo leve;
• Clientes inativos: oferta forte + urgência.
2) Personalização não é luxo. É uma expectativa
básica.
Personalização em tempo real não é mais diferencial:
é expectativa. Segundo a McKinsey, 71% dos
clientes esperam interações personalizadas e 76%
se frustram quando recebem ofertas genéricas. No
Brasil, dados da CNDL mostram que 68% dos consumidores
afirmam que a personalização influencia
significativamente sua decisão de compra. E o impacto
financeiro é direto: empresas que personalizam
podem reduzir custos de aquisição em até
50% e aumentar receitas entre 5% e 15%, segundo a
mesma consultoria. O melhor é que você não precisa
ficar mudando o texto na “unha” como era no passado.
Tem um monte de ferramentas de IA que podem
fazer recomendações sob medida. Então em vez de
enviar uma “campanha geral”, que tal oferecer:
• Descontos por categoria comprada;
• Comunicação por comportamento (quem clicou,
quem abandonou carrinho);
• Recomendação baseada em histórico.
3) A experiência omnichannel precisa funcionar
de verdade.
O consumidor não enxerga canais. Ele enxerga a
marca. E os números comprovam: segundo pesquisa
CNDL/SPC Brasil, 95% dos consumidores preferem
canais digitais para compras, mas 82% ainda compram
em lojas físicas. Não é digital ou físico. É digital
e físico integrados. Por isso, 65% dos varejistas brasileiros
já estão implementando estratégias omnichannel,
segundo a Ken Research, e o mercado de
plataformas omnichannel no Brasil deve saltar de
US$ 18,7 bilhões em 2025 para US$ 64,2 bilhões em
2032. Por isso, quem integra loja física, digital, logística
e comunicação converte mais e cria fidelidade.
Apesar do nome pomposo, “omnichannel” não é tecnologia.
É pura coerência. E, na prática, você deve
garantir que:
• O mesmo preço para um produto em todos os
canais;
• Estoque sincronizado;
• Comunicação integrada (e-mail + WhatsApp +
mídia + loja);
• Jornada contínua (comprar online, retirar na loja,
trocar sem fricção);
4) Use IA para escalar relacionamento, não só automação.
Para a surpresa de zero pessoas, a inteligência
artificial já deixou de ser promessa e virou realidade
no varejo. O mercado global de CRM deve crescer de
US$ 112,91 bilhões em 2025 para US$ 262,74 bilhões
em 2032, segundo a Fortune Business Insights. No
Brasil, a IA no varejo deve saltar de US$ 446,6 milhões
para US$ 1,66 bilhão até 2030. E os resultados
já aparecem: análises do varejo de moda e cosméticos
mostram que, com IA aliada a mecânicas de
reativação, a taxa de retorno de clientes inativos
pode chegar a 15% em menos de 30 dias. Use essa
tecnologia como um suporte de vendas, ganhe tração
nos relacionamentos com ela, mas jamais deixe
que ela seja o único ponto de contato da sua marca
com o cliente. Porque relacionamento ainda vence
algoritmo. Faça um teste e comece a aplicar IA em:
• Segmentação automática de clientes;
• Recomendações de produtos;
• Gatilhos preditivos (quem vai comprar, quem vai
“churnar”, deixar de comprar);
• Atendimento rápido e inteligente.
Eduardo de Barros
Co-CEO da IDK
eduardo@idkbrasil.com
“Não é digital ou
físico. É digital e
físico integrados.
Por isso, 65%
dos varejistas
brasileiros já estão
implementando
estratégias
omnichannel”
42 16 de março de 2026 - jornal propmark
opinião
A sociedade do vazio
Flavio Ferrari
é sócio da SocialData
flavio.ferrari@unit34.com.br
Flavio Ferrari
Em 2025, a OMS (Organização Mundial da Saúde)
reconheceu a solidão como uma epidemia global
e criou uma Comissão Internacional para
Conexão Social, publicando um extenso relatório
sobre o assunto (https://www.who.int/groups/
commission-on-social-connection/report).
Nunca estivemos tão conectados tecnologicamente
e, ao mesmo tempo, tão sozinhos.
Esse isolamento é sintoma de uma transformação
civilizacional profunda que merece nossa atenção.
Nas últimas décadas, fomos alimentados pela
promessa sedutora de que o paraíso na Terra seria
possível. Felicidade plena, corpo perfeito, sucesso
absoluto, liberdade total, em uma sociedade harmônica,
diversa, acolhedora e protetora – tudo isso
seria possível.
Quando internalizamos a ideia de que podemos
ter tudo, algo fundamental se perde: a capacidade
de aceitar limites, de fazer escolhas, de amadurecer.
É a juvenilização de que nos fala Edgar Morin. Recusamos
as limitações que nos definem como humanos.
E nessa recusa, o outro – que antes era reconhecido
como parte essencial de nossa humanidade – passa
a ser visto como obstáculo, ameaçando nosso projeto
individual de felicidade.
Freud já nos alertava sobre o mal-estar inerente
à civilização: viver em sociedade exige renúncias
que geram sofrimento. O que ele descrevia era uma
cultura neurótica – marcada pelo conflito entre desejo
e lei, entre impulso e norma social.
Jean-Pierre Lebrun, psiquiatra e psicanalista belga,
argumenta que a erosão das referências simbólicas
tradicionais (pai, lei, tradição, autoridade) está
produzindo subjetividades mais próximas da estrutura
psicótica.
Não sofremos mais porque internalizamos proibições;
sofremos porque nos faltam os anteparos
necessários para nos constituirmos como sujeitos.
O paradoxo brutal é que justamente quando mais
precisamos do outro, nossa cultura nos leva a vilanizá-lo.
As comunidades tradicionais não ofereciam apenas
companhia. Eram os lugares onde aprendíamos
quem somos em relação aos outros, onde internalizávamos
limites e possibilidades, onde encontrávamos
sentido compartilhado.
O resgate da vida comunitária, portanto, é uma
necessidade estrutural para a recomposição do tecido
simbólico sem o qual nos aproximamos cada vez
mais da desintegração.
Pesquisas recentes indicam uma tendência de
redução do tempo dedicado a redes sociais amplas
(Instagram, TikTok), e um aumento de interesse por
microcomunidades temáticas (https://www.pluxee.
com.br/press/pesquisa-da-pluxee-aponta-tenden-
cia-de-desconexao-digital-entre-consumidores-
-brasileiros/).
Ou seja, mesmo sem qualquer exercício intelectual
mais profundo, nasce a percepção de que
entre o vazio existencial da promessa narcísica e
a plenitude do encontro genuíno, há um caminho:
reaprender a viver junto. Ainda que o outro “atrapalhe
o meu paraíso”, é a única porta de saída do
inferno da solidão.
As comunidades são o futuro regenerativo, e vale
a pena estar atento a esse movimento que começa
a nascer.
“Pesquisas
recentes indicam
uma tendência de
redução do tempo
dedicado a redes
sociais amplas
(Instagram, TikTok)”
jornal propmark - 16 de março de 2026 43
Out of Home
A MÍDIA QUE MAIS CRESCE NO BRASIL
JCDecaux, Eletromidia e Bossa Media
exibem ação da WMcCann para Allegra
Antialérgico do portfólio adulto da Opella traz para a mídia exterior o
reajuste de preço para tornar mais acessível o tratamento de alergias
Fotos: Divulgação
Em terra de preço alto, redução de custo é bem-vinda e o consumidor agradece
Allegra usa midia out of home para destacar a estratégia de seu antialérgico
Paulo Macedo
Sob o conceito ‘Tem reajuste que
Allegra’, o produto do laboratório
Opella traz para a sua comunicação
o projeto de redução de preço de
30% para o antialérgico. Esse protagonismo
foi destacado pela equipe
criativa da WMcCann, que trouxe o
apelo para a mídia OOH em São Paulo
e Rio de Janeiro, além da presença do
influenciador Zanq nas redes. Segundo
a empresa, a baixa de preço não compromete
a base do medicamento que
atua em alergias e rinites.
Vitória Hernandes, líder da marca no
mercado brasileiro, esclarece que a estratégia
está alinhada com o PMC (Preço
Máximo ao Consumidor). “Essa redução
reflete o nosso compromisso em garantir
que mais pessoas possam ter acesso
melhor ao tratamento de alergias. Essa
mudança mostra nossa ambição de ampliar
o acesso. A promoção é válida até o
dia 23 de março.”
O bolso do consumidor não está
acostumado com redução de preço. Vitória
explica: “Enquanto reajustes costumam
estar associados a aumentos e
à frustração, este movimento vem para
alegrar, ao facilitar a continuidade do
tratamento de alergias com uma marca
reconhecida por sua eficácia e segurança.
A comunicação apresenta a redução
de preço como protagonista, reforçando
que não se trata de uma ação promocional
pontual, mas sim de um novo
patamar de preços. Essa mudança está
alinhada ao compromisso da Opella de
colocar a saúde nas mãos das pessoas
e fortalecer o autocuidado”.
A exibição no OOH está sob a responsabilidade
da JCDecaux, Eletromidia e
Bossa Media. “O OOH desempenha um
papel fundamental na estratégia de comunicação.
O início da comunicação se
deu justamente com formatos especiais
de OOH na Av. Paulista, em São Paulo, e
em uma empena em Copacabana, no Rio
de Janeiro, trazendo ampla cobertura e
forte impacto visual, permitindo que a
mensagem chegasse de forma clara a
diferentes perfis de consumidores ao
longo do dia e na jornada do shopper. Ao
casar locais de alto fluxo com lugares
de decisão de compra, conseguimos ser
estratégicos na execução, reforçando a
mensagem do novo preço num momento
em que o consumidor está mais propenso
à conversão. Em resumo, OOH é
uma peça-chave no nosso ecossistema
integrado de comunicação, trabalhando
em conjunto com digital, ponto de
venda e outras mídias para maximizar
o alcance e garantir consistência na jornada
do consumidor.”
Disponível nas redes de varejo de
fármacos, Allegra aproveita a sinergia
para explorar o retail media. “Trabalhamos
de forma integrada para garantir
que a mensagem dos novos preços esteja
presente em todos os touchpoints
da jornada. Por isso, o retail é parte
central da nossa comunicação, uma vez
que é onde o consumidor tem maiores
chances de conversão, seja em uma loja
física, seja no e-commerce do varejo”,
coloca a executiva, afirma.
“No ambiente físico, reforçamos a
comunicação com materiais de PDV,
além de telas em lojas-chave e treinamento
das equipes. Já no e-commerce,
priorizamos comunicação clara na vitrine
digital, banners, landing pages e
ajustes de arquitetura de informação
que ajudem o consumidor a reconhecer
rapidamente os novos preços”, detalha
Vitória.
“O CRM nos permite conversar de
forma mais direta com quem queremos
atingir. Esse trabalho amplia o entendimento
da mudança de preço e reforça
o papel da marca na jornada de cada
consumidor. Adotamos uma abordagem
cross channel, conectando loja física e
e-commerce. Isso significa criar uma experiência
fluida: o consumidor pode descobrir
o novo preço no digital, validar a
informação no PDV ou, ao contrário, ver
a comunicação em loja e finalizar a compra
online. Essa integração aumenta a
consistência e maximiza o alcance da
mensagem, independentemente do canal
escolhido pelo shopper”, finaliza.
patrocínio
44 16 de março de 2026 - jornal propmark
click do alê
Alê Oliveira
aleoliveira@propmark.com.br
Divulgação
Carlão Busato, da ABDC
Marianna Souza, presidente-executiva da Apro
Marcia Esteves, presidente da ABAP Nacional
Apro apresenta Guia de Boas Práticas
Com o apoio da Abap (Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema Publicitário) e da ABDC (Associação Brasileira dos Diretores de Cena), a Apro (Associação Brasileira da
Produção Audiovisual) lançou o ‘Guia de boas práticas para a concorrência no mercado de produções audiovisuais publicitárias’, que tem como objetivo promover um ambiente
mais transparente e livre de concorrências desleais. O documento funciona como um compilado de recomendações fundamentadas nos princípios de ética, transparência,
equidade e defesa da propriedade intelectual. Segundo Marianna Souza, presidente-executiva da Apro, a iniciativa é vital para garantir processos mais equilibrados: “O Guia é
um passo para o amadurecimento do nosso ecossistema; não se trata apenas de criar regras, mas de estabelecer um compromisso real com a transparência e a ética. Nosso
objetivo é que cada concorrência seja uma oportunidade de fortalecer a confiança entre agências, produtoras e anunciantes, assegurando um mercado saudável, em que a
propriedade intelectual seja respeitada e o esforço criativo, devidamente valorizado”.
Mateus Basso, diretor jurídico da Apro
Doutor Paulo Gomes, da Paulo Gomes Advogados Associados
Paulo Schmidt, da Academia de Filmes
Francesco Civita, da Pródigo Filmes
jornal propmark - 16 de março de 2026 45
última página
Alê Oliveira
A salada e a tacada
Stalimir Vieira
é diretor da Base de Marketing
stalimircom@gmail.com
Stalimir Vieira
Imaginem que o Todd Boehly, dono do Chelsea,
chegasse no Brasil e comprasse o Corinthians, o
Flamengo, o Palmeiras, o Vasco, o Cruzeiro e o Internacional.
E depois resolvesse dar uma enxugada
nos custos e transformar todos eles em apenas um
clube, digamos o Cormengo.
E ainda agregasse o nome de seu primeiro time
ao nome do novo. Então, teríamos o Chelsea/Cormengo.
Escolheria alguns jogadores de cada um dos
clubes incorporados e contrataria um técnico sueco.
Faria uma grande festa de lançamento e na semana
seguinte a equipe estaria em campo para jogar
algum campeonato.
Tudo assim, sem pensar no entrosamento dos jogadores
entre si e com o técnico, no comportamento
das torcidas diante de algo tão inusitado, nem no interesse
dos patrocinadores. Com o detalhe impressionante
de que tudo teria sido feito com absoluta
discrição com relação a todos os atores envolvidos e
anunciado sem claquete.
Qual a chance de um negócio desses dar certo, tamanha
a quantidade de potenciais pontos de atrito?
No entanto, é mais ou menos o que está acontecendo
com parcela significativa da propaganda por
aqui, depois da reformulação promovida pelo grupo
Omnicom.
Houve um tamanho desmantelamento da estrutura
historicamente vencedora e que ajudou a construir,
ao longo dos anos, a reputação da publicidade brasileira,
que o futuro virou uma formidável incógnita.
Em que pese o definhamento do nosso processo
criativo, devido às transformações recentes do negócio,
mal ou bem, as agências mais representativas
ainda sustentavam certa personalidade própria.
A qualidade de suas histórias servia sempre de
indicativo do padrão de expectativa que se tinha
por parte dos colaboradores e dos clientes, atuais
e potenciais.
Esse golpe fulminante na cabeça do modelo
desenhado e construído em décadas por mentes
brilhantes, praticamente nos desliga de toda referência
anterior. Antes, sabíamos, por exemplo,
por que as agências carregavam certas siglas em
seus nomes.
Eram indicativos de que havia algo a ser respeitado,
resultado de dedicação, resiliência e desejo de
alguém em fazer das agências de publicidade, ambientes
de fervor criativo e prazer em exercermos
nossas melhores habilidades.
Atualmente, se trocarem as letras por números,
isso não fará a menor diferença. As marcas deixaram
de expressar conceitos e se tornaram meras
consequências de atos administrativos.
Nesse deserto de motivos de orgulho, sobra
espaço para uma sensação de falta de caminho a
seguir.
Como tudo é novo, ninguém sabe o que vai
acontecer, abrindo espaço para uma ansiosa expectativa.
Daí, portanto, a nervosa e cruel exigência de uma
grande tacada, uma tacada que consiga fazer em
alguns dias, o que a publicidade brasileira levou muitos
anos para construir.
A diferença é que, antes, o trabalho fluía com naturalidade
– matar um leão por dia, inclusive –, pela
confiança que cada um era estimulado a ter em seu
próprio taco. Ou seja, dar uma grande tacada não era
um desafio, mas uma prática.
Ninguém precisava ouvir. Ninguém precisava pedir.
“ Como tudo é novo,
ninguém sabe o
que vai acontecer,
abrindo espaço
para uma ansiosa
expectativa”
46 16 de março de 2026 - jornal propmark
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