Revista Newslab Ed. 194 - Março 2026
Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!
Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.
A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial
NewsLab Ed. 194 | Março 2026
R$ 25,00
Referência nacional em
proteção, a Medix Brasil é
sinônimo de qualidade e
confiança para laboratórios
Confira na matéria de capa
Proteção
Sempre
Presente
Inovação e gestão
completa para
laboratórios modernos.
• Gestão completa do laboratório
Suporte em pessoas, financeiro,
jurídico e administração.
• Marketing estratégico
Compartilhado campanhas, redes
sociais com auxilio de inteligencia
artificial.
• Técnologia e inovação
Sistemas modernos
e atendimento com suporte
de inteligencia artificial.
• Treinamento continuo
Universidade corporativa e
programas de desenvolvimento
profissional.
• Central de compras
Redução de custos e ganho
de escala operacional.
• Qualidade certificada
Suporte para acreditação na DICQ
e certificação na ISO 9001.
• NTO próprio.
Garantia de agilidade e segurança
nos resultados e entregas de
exames.
Contato:
platano.marketing1@gmail.com
Editorial
revista
Ano 33 - Edição 194 - Março 2026
A ciência laboratorial vive um momento de transformação
profunda. O avanço acelerado das tecnologias
biomédicas, a incorporação crescente de ferramentas
digitais e de inteligência artificial, o fortalecimento das
estruturas regulatórias e o surgimento de novos desafios
epidemiológicos têm redefinido o papel dos laboratórios
clínicos dentro dos sistemas de saúde contemporâneos.
Nesse contexto, o laboratório deixa de ser visto
apenas como um centro de realização de exames e
passa a ocupar uma posição estratégica na produção
de conhecimento científico, na geração de evidências
clínicas e na sustentação de decisões médicas cada
vez mais baseadas em dados. A precisão diagnóstica,
a rastreabilidade dos processos e a confiabilidade
analítica tornam-se elementos fundamentais para a
qualidade da assistência em saúde.
A edição 194 da Revista NewsLab reúne contribuições
que refletem a complexidade e a diversidade desse
cenário. Os artigos desta edição abordam temas que
transitam desde os avanços da biotecnologia e da
medicina de precisão até questões relacionadas à
biossegurança, à gestão da qualidade, à governança
técnica e aos impactos regulatórios que moldam o
presente e o futuro das análises clínicas.
Entre os temas científicos discutidos, destacam-se
as pesquisas relacionadas à imunologia, aos
biomarcadores e às novas estratégias terapêuticas
baseadas em biotecnologia. Esses avanços
ampliam as possibilidades de diagnóstico e
tratamento de doenças complexas e reforçam o
papel da pesquisa translacional na aproximação
entre ciência básica e prática clínica.
Outro tema de grande relevância é o enfrentamento
da resistência antimicrobiana, hoje reconhecida
como uma das maiores ameaças à saúde
pública global. A emergência de microrganismos
multirresistentes impõe novos desafios para a
medicina moderna e exige investimentos contínuos
em vigilância microbiológica, inovação terapêutica e
uso racional de antibióticos.
A biossegurança também assume papel central nesta
edição. Em um ambiente laboratorial onde a manipulação
de agentes infecciosos e amostras biológicas sensíveis
faz parte da rotina, a adoção rigorosa de protocolos
de segurança, a correta utilização de equipamentos de
proteção e a manutenção de estruturas laboratoriais
adequadas são medidas indispensáveis para a proteção
dos profissionais e da sociedade.
Paralelamente, a incorporação de tecnologias emergentes,
como sistemas baseados em inteligência artificial,
começa a transformar a forma como os serviços
laboratoriais gerenciam qualidade, rastreabilidade e
conformidade regulatória. Essas ferramentas permitem
monitoramento contínuo de processos, geração
estruturada de evidências operacionais e suporte mais
robusto à tomada de decisões estratégicas.
No campo regulatório e institucional, novas normas
sanitárias reforçam a importância da governança
técnica e da responsabilidade profissional na condução
dos serviços de análises clínicas. A valorização do papel
do responsável técnico e da supervisão qualificada
das atividades laboratoriais evidencia que segurança
diagnóstica e liderança científica caminham juntas na
construção de serviços confiáveis e sustentáveis.
A edição também traz reflexões importantes sobre o
uso racional das tecnologias diagnósticas. O aumento
da sensibilidade dos métodos analíticos ampliou significativamente
a capacidade de detecção de alterações
biológicas. No entanto, essa evolução exige cautela e
discernimento clínico para evitar interpretações equivocadas
e intervenções desnecessárias. Detectar não
significa necessariamente diagnosticar, e reconhecer
os limites do rastreamento constitui parte essencial de
uma medicina responsável e baseada em evidências.
Carlos Eduardo R. Costa
Editor – Revista Newslab
Além dos avanços científicos e tecnológicos, esta edição
destaca um aspecto frequentemente negligenciado,
mas essencial para a excelência laboratorial: a cultura da
qualidade. A melhoria contínua dos processos, o engajamento
das equipes e a valorização do capital humano são
fatores determinantes para a construção de organizações
resilientes e comprometidas com a segurança do paciente.
Ao reunir ciência, inovação, gestão e reflexão crítica, a
Revista NewsLab reafirma seu compromisso histórico
com a disseminação de conhecimento qualificado e
com o fortalecimento das áreas de diagnóstico laboratorial,
biomedicina e ciências da saúde.
Agradecemos aos parceiros, anunciantes, autores, colaboradores
e, especialmente, aos leitores que confiam
na NewsLab como fonte de conhecimento, reflexão e
direcionamento estratégico.
Boa leitura!
Carlos Eduardo R. Costa
Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,
acessem nossas redes sociais:
/revistanewslab
/revistanewslab
/revistanewslab
@revista_newslab
EXPEDIENTE
Realização: FUTURLAB
Jornalista Responsável: Carlos Eduardo R. Costa | redacao@futurlab.com.br
Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@futurlab.com.br
Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@futurlab.com.br
Comercial: Daniele Nogueira (11) 98140-8900 | comercial3@futurlab.com.br
Diagramação e Arte: FC Design | contato@fcdesign.com.br
Impressão: Gráfica Forma Certa | Periodiciade: Bimestral
1
Ano 33 - Número 194 - Março 2025
ISSN 0104 - 8384
Newslab - Tel.: (11) 98357-9843
www.newslab.com.br - david.kernbaum@futurlab.com.br
Normas de Publicação
para artigos e informes de mercado
A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para
publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.
revista
Ano 33 - Edição 194 - Março 2026
Informações aos autores
Bimestralmente, a Revista NewsLab
publica editoriais, artigos originais, revisões,
casos educacionais, resumos de
teses etc. Os editores levarão em consideração
para publicação toda e qualquer
contribuição que possua correlação
com a medicina diagnóstica.
Todas as contribuições serão revisadas
e analisadas pelos revisores. Os autores
deverão informar todo e qualquer
conflito de interesse existente, em particular
aqueles de natureza financeira
relativo a companhias interessadas ou
envolvidas em produtos ou processos
que estejam relacionados com a contribuição
e o manuscrito apresentado.
Acompanhando o artigo deve vir o termo
de compromisso assinado por todos
os autores, atestando a originalidade
do artigo, bem como a participação de
todos os envolvidos.
Os manuscritos deverão ser escritos em
português, mas com Abstract detalhado
em inglês. O Resumo e o Abstract
deverão conter as palavras-chave e
keywords, respectivamente.
As fotos e ilustrações devem preferencialmente
ser enviadas na forma original,
para uma perfeita reprodução.
Se o autor preferir mandá-las por e-mail,
pedimos que a resolução do escaneamento
seja de 300 dpi’s, com extensão
em TIF ou JPG.
Os manuscritos deverão estar digitados
e enviados por e-mail, ordenados em
título, nome e sobrenomes completos
dos autores e nome da instituição onde
o estudo foi realizado. Além disso, o
nome do autor correspondente, com
endereço completo fone/fax e e-mail
também deverão constar. Seguidos
por resumo, palavras-chave, abstract,
keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais
e Métodos, Parte Experimental,
Resultados e Discussão, Conclusão)
agradecimentos, referências bibliográficas,
tabelas e legendas.
As referências deverão constar no texto
com o sobrenome do devido autor,
seguido pelo ano da publicação, segundo
norma ABNT 10520.
As identificações completas de cada
referência citadas no texto devem vir
listadas no fim, com o sobrenome do
autor em primeiro lugar seguido pela
sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas
dos prenomes. Título: subtítulo do artigo.
Título do livro/periódico, volume,
fascículo, página inicial e ano.
Evite utilizar abstracts como referências.
Referências de contribuições ainda não
publicadas deverão ser mencionadas
como “no prelo” ou “in press”.
Os trabalhos deverão ser enviados para:
Carlos Eduardo R. Costa – Redação
E-mail: redacao@futurlab.com.br
A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial
NewsLab Ed. 194 | Março 2026
Contato
A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos
vários canais de comunicação para você, nosso leitor.
REDAÇÃO: Rua Doutor Guilherme Bannitz, 126, 8º Andar - Conj. 81
CV: 10543 Itaim Bibi, São Paulo, SP, 04532-060.
WhatsApp: (11) 98357-9856
E-mail: redacao@futurlab.com.br.
Acesse nosso site: www.newslab.com.br
Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa, acessem nossas redes sociais:
Referência nacional em
proteção, a Medix Brasil é
sinônimo de qualidade e
confiança para laboratórios
/revistanewslab
/revistanewslab
/revistanewslab
@revista_newslab
Confira na matéria de capa
Proteção
Sempre
Presente
Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país.
Os artigos e informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Newslab.
Filiado à:
2
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Índice remissivo de
anunciantes
ordem alfabética
revista
Ano 33 - Edição 194 - Março 2026
ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.
ALFA 57
APPARAT 106-107
AUTOBIO 41
BIOCON 21
BIOSYSTEMS 49
CELER 17
CELLAVISION 37
CLOT 45
CONGIPLAB 61
CONGRALAP 157
CORIS BIOCONCEPT/NANOSENS 120-121
CRAL 33
DB APOIO
4ª CAPA
DYMIND 95 | 161
EBRAM 125
ERBA 13
FIRSTLAB 115
GREINER 137
GRUPO STRA 59
HAMILTON 93
INVITRO 69
IPOG 11
JMORAES 99
KALLABMED 117
KHAYRÓS DIAGNÓSTICA 111
LABORATÓRIO PLÁTANO
2ª CAPA
LABREDE 153
MEDIX
CAPA
MEDTEST 65
NIHON KOHDEN 84-85 | 97
PERFECTA 53
PNCQ 91
PRÓ REGULA LAB 03
QUALLYX 29
SARSTEDT 81
SBAC 147
SNIBE 89
SYXMEX 3ª CAPA | 103
TERATEC 127
VALLEN DIAGNÓSTICA 08-09
VEOLIA 101
WE REGISTER - ENZYTEC 25
WIENER 73
ZYBIO 05
Conselho Editorial
Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição
humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa
da Universidade de São Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da
Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela
USP/SP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério
– Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto
de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de
Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.
Colaboraram nesta Edição:
Humberto Façanha; Fábia Bezerra; Jorge Luiz Silva Araújo-Filho; Helena Varela de Araújo; Rafaele Loureiro; Bruna Garcia; Fernanda Vitelli Lins; Délio J. Ciriaco de Oliveira; Waldirene Nicioli; Silvânia Ramalho; Luiz Arthur
Calheiros Leite; Alice Sampaio Dell Colletto; André Virtos; Mitiko Sugiyama; Odair Virtos; Maria Clara da Silva Mesquita Silveira; Catherine Bueno Domingueti; Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues; Flávio Henrique dos Santos
Nascimento; Gabriel Miranda; Emilly Galvão Tenório de Brito; Grazielle Martins Grangeiro; José Jorge Sol Posto dos Santos e Rafael Euzébio;
4
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
ÍNDICE
ídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial
revista
NewsLab Ed. 194 | Março 2026
Ano 33 - Edição 194 - Março 2026
Referência nacional em
proteção, a Medix Brasil é
sinônimo de qualidade e
confiança para laboratórios
Confira na matéria de capa
74
12
ARTIGO CIENTÍFICO I
TERAPIAS AVANÇADAS –
VETORES VIRAIS E CÉLULAS CAR-T
EM PRODUTOS DE TERAPIAS
GÊNICAS E O USO DE SISTEMAS
DE ISOLADORES E RABS NO
PROCESSAMENTO ASSÉPTICO
Autora: Rachel Siqueira de Queiroz Simões.
MATÉRIA DE CAPA
Proteção
Sempre
Presente
MEDIX
PROTEÇÃO DA COLETA À ANÁLISE
conforto para o paciente
precisão para resultados
eficiência dos dispositivos de segurança
32
ARTIGO CIENTÍFICO II
EFICÁCIA DE INTERVENÇÕES
TERAPÊUTICAS NA DOENÇA
DE BEHÇET ASSOCIADA À
TROMBOSE VENOSA: REVISÃO
SISTEMÁTICA E METANÁLISE
DE ESTUDOS PUBLICADOS
ENTRE 2000 E 2025
Autores: Vivian Buarque; Beatriz Arruda;
Natália Amaral; Letícia Lourenço; Guilherme Kendy;
Agnaldo Bonaldi; Noemy Sousa; Marcelo Oliveira.
07 - Agenda
10 - Publieditorial - IPOG
88 - Hematologia
92 - Microrganismos e Saúde
108 - Biomedicina e Oncologia: Ciência em Foco
112 - Auditoria e Qualidade
114 - Minuto Laboratório
122 - Biossegurança I
128 - Biossegurança II
132 - Direito e Saúde
136 - Papo de Bancada
144 - Logística e Inteligência Artificial na Saúde
148 - Diagnóstico Veterinário
150 - Informes de Mercado
60
ARTIGO CIENTÍFICO III
EXPLORANDO A INTERFACE
ENTRE INFLAMAÇÃO NO
SISTEMA NERVOSO CENTRAL E
BIOMARCADORES SANGUÍNEOS
NA ESCLEROSE MÚLTIPLA
79
GESTÃO LABORATORIAL
GESTÃO ECONÔMICA DE VANGUARDA
PARA LABORATÓRIOS CLÍNICOS
VOLUME 15: SISTEMA INTEGRADO
DE GESTÃO – SIG:
MÉTODO DE IMPLANTAÇÃO
Autoras: Ingrid Rodrigues Cruz Pereira,
Naiara Chaves Silva.
Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
AGENDA DE EVENTOS 2026
AGENDA
III CONGRESSO NORTE DE QUALIDADE E SEGURANÇA DO PACIENTE
17 E 18 DE ABRIL DE 2026
MANAUS/AM
INFORMAÇÕES: HTTPS://DOITY.COM.BR/
IIICONGRESSONORTEDEQUALIDADEESEGURANCADOPACIENTE
VII CONGIPLAB – CONGRESSO BRASILEIRO DE LABORATÓRIOS
24 E 25 DE ABRIL DE 2026
CAMPINAS/SP
INFORMAÇÕES: (11) 99213-8835 | WWW.GIPLAB.COM.BR
JPR 2026 – JORNADA PAULISTA DE RADIOLOGIA
30 DE ABRIL A 3 DE MAIO DE 2026
TRANSAMERICA EXPO CENTER
SÃO PAULO, SP
INFORMAÇÕES: HTTPS://JPR2026.ORG.BR
VII CONGRESSO BRASILEIRO DE HEMATOLOGIA LABORATORIAL
(CBHL 2026)
18 A 21 DE MAIO DE 2026
EVENTO ONLINE
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.CBHL.COM.BR
FEIRA HOSPITALAR 2026
19 A 22 DE MAIO DE 2026 | DAS 11H ÀS 20H
SÃO PAULO EXPO
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.HOSPITALAR.COM/PT/HOME.HTML
FCE PHARMA | FCE COSMETIQUE 2026
1 A 3 DE JUNHO DE 2026 | DAS 11H ÀS 19H
SÃO PAULO EXPO
INFORMAÇÕES: HTTPS://FCEPHARMA.COM.BR/
51º CONGRESSO BRASILEIRO DE ANÁLISES CLÍNICAS (CBAC)
28 DE JUNHO A 1º DE JULHO DE 2026
PAVILHÃO 3 | RIOCENTRO, RIO DE JANEIRO
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.SBAC.ORG.BR/CBAC/
35º CONGRESSO BRASILEIRO DE PATOLOGIA
28º CONGRESSO BRASILEIRO DE CITOPATOLOGIA
12 E 15 DE AGOSTO DE 2026
SALVADOR, BA
INFORMAÇÕES: HTTPS://CONGRESSODEPATOLOGIA.ORG.BR
CONGRESSO SUL MINEIRO DE LABORATÓRIOS CLÍNICOS - XII EDIÇÃO
13 A 15 DE AGOSTO DE 2026
CENTRO DE CONVENÇÕES DO HOTEL GUANABARA
AVENIDA DR, GETÚLIO VARGAS, 423 - CENTRO - SÃO LOURENÇO/MG
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.CONGRESSOSULMINEIRO.COM.BR/
XXXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE GENÉTICA MÉDICA E
GENÔMICA (CBGM 2026)
2 A 5 DE SETEMBRO DE 2026
SÃO LUÍS, MA
INFORMAÇÕES: HTTPS://CBGM2026.COM.BR
58º CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA
CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL (CBPCML)
SETEMBRO DE 2026
FLORIANÓPOLIS, SC
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.SBPC.ORG.BR/PT/
CONGRESSO BRASILEIRO DE MICROBIOLOGIA (CBM)
ORGANIZAÇÃO: SOCIEDADE BRASILEIRA DE MICROBIOLOGIA
25 A 28 DE OUTUBRO DE 2025
CENTRO DE CONVENÇÕES AM MALLS
ARACAJU, SE
INFORMAÇÕES: HTTPS://SBMICROBIOLOGIA.ORG.BR/33CBM2025/
CONGRESSO BRASILEIRO DE HEMATOLOGIA, HEMOTERAPIA E
TERAPIA CELULAR – HEMO 2026
28 A 31 DE OUTUBRO DE 2026
RIOCENTRO CONVENTION & EVENT CENTER
RIO DE JANEIRO, RJ
INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.HEMO.ORG.BR
CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTROLE DE INFECÇÃO E
EPIDEMIOLOGIA HOSPITALAR
18 A 21 DE NOVEMBRO DE 2026
EXPORIO - RIO DE JANEIRO
INFORMAÇÕES: HTTPS://CIH2026.COM.BR
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
7
Mais de 200
equipamentos
Point of Care
instalados no
Mato Grosso e
fornecimento
de insumos
para 21 Estados.
Diagnóstico rápido,
preciso e acessível
onde a saúde acontece
Tecnologia POCT ao seu alcance!
(Point of Care Testing)
Conheça nosso portfólio:
(65) 3055-0007 @vallendiagnostica
R. Domingos Jorge Velho, 12 - Jardim Universitario, Cuiabá - MT, 78075-140
PUBLIEDITORIAL
IPOG LAB LANÇA ECOSSISTEMA TECNOLÓGICO
EASY E CITOVIEW® POSICIONAM O IPOG LAB NA LINHA DE FRENTE DO
NOVO MODELO DE RASTREIO DO CÂNCER CERVICAL NO BRASIL
O Brasil vive uma mudança
importante na prevenção do
câncer do colo do útero. Com a
incorporação do teste de DNA-
-HPV como método primário de
rastreio, cresce a necessidade
de fluxos laboratoriais capazes
de garantir seguimento estruturado,
agilidade operacional e
segurança diagnóstica. É nesse
contexto que o IPOG Lab lança
um ecossistema tecnológico
próprio, desenvolvido para
integrar sistemas, automatizar
a citologia reflexa e incorporar
citologia digital (Citoview®) de
ultra resolução ao processo.
O Easy, criado internamente
pelo gestor de TI e desenvolvedor
do IPOG, Marcelo Evangelista,
atua como integrador universal,
conectando diferentes
sistemas laboratoriais e identificando
automaticamente resultados
positivos para HPV, com
sinalização específica dos casos
de alto risco. A partir da autorização
do cliente, a citologia
reflexa é registrada de forma
automática no fluxo interno,
reduzindo etapas manuais,
inconsistências cadastrais e riscos
no seguimento.
A plataforma Citoview® favorece
a colaboração entre patologistas,
permitindo o compartilhamento
seguro e imediato das
imagens para segunda opinião
ou avaliação complementar,
sem transporte físico do material.
Isso agiliza casos complexos
e reduz o tempo de resposta.
Juntas, as duas plataformas
criam uma cadeia contínua
entre diagnóstico molecular e
avaliação citológica, oferecendo
mais eficiência, rastreabilidade,
previsibilidade e escala. Assim,
o IPOG Lab se posiciona na linha
de frente do novo modelo de rastreio
do câncer cervical no Brasil,
estabelecido pelo Ministério da
Saúde, transformando diretriz
em prática diagnóstica consistente.
Assim, reforça a conexão
entre resultado, seguimento
clínico e decisão médica. O IPOG
Lab sai mais uma vez na frente,
com tecnologia e alta qualidade
a favor da Saúde Feminina.
IPOG LAB – Biologia Molecular
Whatsapp: 1195323-4641
e-mail: atc@ipog.com.br
10 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Centro de Excelência em Alta
Demanda de Exames para HPV
IPOG
LAB
O que muitos estão começando agora, o
IPOG Lab já estava fazendo há anos.
Fomos pioneiros em trazer o exame de
HPV para o Brasil e hoje somos um dos
principais centros de processamento
especializados em Biologia Molecular e
Saúde da Mulher do país.
POR QUE SER PARCEIRO
IPOG LAB?
O FUTURO JÁ É REALIDADE
A nova diretriz da CONITEC apenas
confirma o que sempre defendemos:
o futuro do rastreio é o DNA-HPV, e
esse futuro o IPOG Lab já entrega há
anos.
PRONTOS PARA O BRASIL
Os exames de genotipagem de DNA-
HPV chancelados pelo Ministério da
Saúde são exatamente os que o IPOG
Lab já realiza com excelência.
Temos estrutura, escala e expertise
para atender a demanda nacional.
IPOG LAB, ONDE A CIÊNCIA ENCONTRA A HISTÓRIA. E A HISTÓRIA ENCONTRA O FUTURO.
Fale conosco
Visite nosso website
11 95323-4641 www.ipog.com.br
ARTIGO CIENTÍFICO I
TERAPIAS AVANÇADAS – VETORES VIRAIS E CÉLULAS
CAR-T EM PRODUTOS DE TERAPIAS GÊNICAS E
O USO DE SISTEMAS DE ISOLADORES E RABS NO
PROCESSAMENTO ASSÉPTICO
Autora:
Rachel Siqueira de Queiroz Simões
1 - Department of Health and Medical Sciences,
Santa Úrsula University, Fernando Ferrari, 75 –
Botafogo, Rio de Janeiro, Brazil.
2 - PhD Tropical Medicine, Oswaldo Cruz
Foundation, Avenida Brazil 4.365 – Manguinhos,
Rio de Janeiro, Brazil.
Autor correspondente: rachelsqsimoes@gmail.com
Figura 1: Diagrama esquemático sobre o processamento asséptico em terapias gênicas (imagem gerada por IA).
Resumo
No processamento asséptico, os sistemas de barreiras com acessos
restritos (RABs), apresentam barreiras rígidas translúcidas que
confinam e separam a área de operação asséptica do ambiente de
sala limpa circundante em um ambiente de grau A. Assim como os
isoladores são essenciais na produção de terapia gênica criando
ambientes hermeticamente fechados e estéreis com filtros HEPA para
proteger os produtos de contaminação microbiológica. Nesse sentido,
os isoladores são cruciais para a manipulação de células e vetores
virais, permitindo a produção asséptica de terapias avançadas como
as baseadas em células T associadas ao receptor antígeno quimérico
(CAR) na terapia gênica ex vivo e vetores virais na terapia gênica in
vivo. Tanto para isoladores quanto para RABS os materiais usados nos
sistemas de luvas devem ser definidos por meio do controle estratégico
de contaminação. Assim, os isoladores e RABs atuam como ponte
entre a pesquisa e a aplicação clínica sendo fundamentais para a
manipulação de vetores com vírus modificados geneticamente que
entregam os genes terapêuticos às células alvos garantindo a qualidade
pelas boas práticas de fabricação e comprovação da eficácia
dos tratamentos mais avançados. Esses processos de terapias gênicas
requerem o uso de isoladores para garantir um processo asséptico
com descontaminação microbiológica sendo considerado ideal para
a produção em pequena escala com lotes menores e personalizados
de terapias avançadas. Em síntese, os isoladores e RABs são a espinha
dorsal da produção segura e eficiente de terapias gênicas, garantindo
que as inovações transformadoras cheguem aos pacientes sem riscos
e livre de contaminantes.
Palavras-chaves: CAR-T, isoladores, processo asséptico, terapia gênica,
vetores virais.
Abstract
In aseptic processing, restricted access barrier systems (RABs)
feature rigid, translucent barriers that confine and separate
the aseptic operating area from the surrounding cleanroom
environment in a Grade A environment. Similarly, isolators are
essential in gene therapy production, creating hermetically
sealed and sterile environments with HEPA filters to protect
products from microbiological contamination. In this sense,
isolators are crucial for the manipulation of cells and viral
vectors, enabling the aseptic production of advanced therapies
such as those based on chimeric antigen receptor (CAR) T cells
(ex vivo gene therapy) and viral vectors (in vivo gene therapy).
For both isolators and RABs, the materials used in glove systems
must be defined through strategic contamination control.
Thus, isolators and RABs act as a bridge between research and
clinical application, being fundamental for the manipulation
of vectors with genetically modified viruses that deliver therapeutic
genes to target cells, ensuring quality through good
manufacturing practices and proving the efficacy of the most
advanced treatments. These gene therapy processes require the
use of isolators to guarantee an aseptic process with microbiological
decontamination, being considered ideal for small-scale
production with smaller and customized batches of advanced
therapies. In short, isolators and RABs are the backbone of the
safe and efficient production of gene therapies, ensuring that
transformative innovations reach patients without risks and
free of contaminants.
Keywords: chimeric antigen receptor T cells, isolators, aseptic process,
gene therapy, viral vectors.
12 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Autora: Rachel Siqueira de Queiroz Simões
ARTIGO CIENTÍFICO I
Introdução
Atualmente existem oito
neurológico,
muscular,
hematológico, oftalmo-
A manipulação de células
e vetores virais, exige
produtos
avançados
lógico e oncológico [1].
a produção asséptica
para o uso em terapias
avançadas no Brasil do
qual utilizam mecanismos
de ação em vetores
virais e o uso de células
CAR-T. O objetivo deste
As terapias avançadas
envolvem (i) terapia
celular com a administração
de células
inteiras, células-tronco,
de terapias avançadas
como a terapia gênica
ex vivo com base em
células CAR-T e a terapia
gênica in vivo por meio
de vetores modificados
estudo é mapear um
para o tratamento alvo;
geneticamente.
Esses
cenário sobre a ação dos
vírus como vetores de
entrega e a importância
das células modificadas
(ii) terapia gênica no
qual prevê a injeção de
material genético (DNA
ou RNA) a fim de induzir,
processos de terapias
gênicas requerem o uso
de isoladores e RABs
para garantir um pro-
in vitro para estabele-
bloquear ou substituir
cessamento
asséptico
cimento dos pacientes
um gene de interesse e
livre de contaminação
em condições laborato-
(iii) engenharia tecidual
microbiológica
sendo
riais assépticas. Neste
contexto, aborda estratégias
terapêuticas que
utilizam vetores recombinantes
rAAV em diversas
patologias de cunho
a partir do desenvolvimento
de tecidos artificiais
para uso em humanos
(alternativa para
obtenção de órgãos
para transplantes) [1].
considerado ideal para
a produção de pequenas
bateladas em lotes
menores personalizados
para uso em terapias
avançadas.
14 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Vetores Virais
As abordagens experi-
de proteínas precoces e
tardias, montagem e libe-
dos ensaios clínicos
de terapia gênica em
ARTIGO CIENTÍFICO I
mentais em terapia gêni-
ração por exocitose, bro-
humanos é a produção
ca comumente utilizam
tamento viral, lise celular
de um vetor terapêu-
vírus como vetores para
ou mesmo formação de
tico, que pode ser um
inserir o material gené-
sincícios. Os vetores atu-
vírus da família Retrovi-
tico na célula. Aplica-se
almente utilizados em
ridae, como o lentivírus
o conhecimento sobre
terapia gênica humana
quimérico Moloney-Hu-
a complexa interação
sofrem de uma série de
mano (protótipo HIV-1).
entre um vírus e uma
limitações com relação
Além disso, adenovírus,
célula hospedeira, que
à segurança e reprodu-
vírus adeno-associados
inclui diversas etapas.
tibilidade por meio do
(AAV), AAV quimérico e
Estas incluem interações
uso de modelos animais,
vírus vaccinia são outros
com receptores da mem-
toxicologia e estudos de
tipos de vetores biológi-
brana celular (adsorção),
distribuição [2].
cos possíveis [2].
entrada viral na célula
(penetração), denudação
Os vetores virais para
Vale salientar que os
parcial ou total do capsí-
terapia gênica podem
Adenovírus compreen-
deo viral e liberação do
ser envelopados, como
dem segundo a classi-
ácido nucleico viral para
lentivírus e não enve-
ficação de Baltimore,
replicação dentro da
lopados, como adeno-
genoma DNA de dupla
célula, bem como síntese
vírus. O ponto-chave
fita (DNA±) agrupa-
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
15
Autora: Rachel Siqueira de Queiroz Simões
ARTIGO CIENTÍFICO I
dos na Classe I. O DNA
genômico desta classe
Vírus Adeno-Associado
(AAV)
sos tecidos, incluindo o
sistema nervoso central
de vírus é internalizado
A terapia gênica com
possibilitando a correção
no núcleo das células e
Vírus
Adeno-Associado
de doenças genéticas ao
é transcrito em RNAm
para a posterior tradução
das proteínas
(AAV) baseia-se na substituição
do genoma viral
DNA para um gene tera-
substituir ou complementar
um gene defeituoso.
Todavia, ainda enfrenta
virais.
Posteriormente,
pêutico a fim de gerar um
desafios como baixa
durante a replicação
vírus modificado como
imunogenicidade
em
viral, as proteínas estruturais
são sintetizadas e
reunidas para a montagem
e brotamento das
partículas virais. São
vírus não envelopados
de simetria icosaédrica,
com um diâmetro entre
70 e 100 nm. São formados
por 252 capsôme-
vetor para entregar genes
de interesse às células. O
vetor AAV, com o novo
gene inserido, infecta as
células-alvo e entrega o
gene funcional, que inicia
a produção da proteína
ausente ou defeituosa.
Esse processo de transdução
celular do vetor
comparação com outros
vírus e a produção em
larga escala bem como
a expansão para alvos
celulares em potencial
como astrócitos ou micróglia.
Para uma expressão
gênica mais rápida e eficiente,
está sendo testada
o modelo de fita dupla
ros, dos quais 240 são
viral AAV é considerado
AAV
autocomplementar
hexâmeros e 12 pentâmeros
nos vértices [3].
seguro e eficaz com capacidade
de atingir diver-
(sc AAV). Dentre as doenças
tratadas podem ser
16 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
UCARE 6000
PRECISÃO E AGILIDADE
NA ANÁLISE DE GASES SANGUÍNEOS
Gases, Eletrólitos, Metabólicos e Hematócrito
TELA TOUCH 10"
Interface intuitiva
34 PARÂMETROS
em um único teste
BATERIA INTEGRADA
6h de operação contínua
IMPRESSORA INTEGRADA
Resultados em tempo real
TECNOLOGIA QUE SIMPLIFICA A ROTINA CLÍNICA
Carregamento de amostra e leitura de código em 1 etapa
QC Inteligente e Autoverificação
Sem necessidade de refrigeração
Soluções para 300 testes
Saiba mais
https://celer.ind.br/
comercial@celer.ind.br
(31) 3413-0814
Autora: Rachel Siqueira de Queiroz Simões
ARTIGO CIENTÍFICO I
citadas: Atrofia Muscular
Espinhal (AME), Hemofilia
Luxturna®
Voretigeno
neparvoveque (AAV2)
cópia funcional do gene
RPE65 diretamente às
B, doenças hereditárias da
O Luxturna é um produ-
células da retina. O vore-
retina, Distrofia Muscular
to de terapia avançada
tigeno neparvoveque é
de Duchenne, Doença
indicado para pacientes
um vetor de transferência
de Parkinson, Doença de
adultos e pediátricos com
gênica que utiliza um
Huntington, entre outras.
perda de visão devido a
capsídeo de vetor viral
Atualmente,
existem
uma distrofia hereditária
adenoassociado sorotipo
terapias baseadas em
AAV aprovadas, e o Brasil
oferece algumas dessas
inovações, embora com
custos muito elevados [4].
A seguir estão listados
alguns produtos terapêuticos
e suas res-
da retina (DHR) causada
por mutações bialélicas
no gene RPE65. Mutações
nesse gene prejudicam
a produção de uma proteína
essencial para o
ciclo visual, resultando
em perda progressiva da
visão, que pode começar
2 (Adeno-Associated Viral
Vector Serotype 2 - AAV2)
como veículo de transporte.
Voretigene neparvovec
é derivado do AAV2
wild-type usando técnicas
de DNA recombinante.
Esse vetor carrega o DNA
complementar (cDNA) da
pectivas
características
na infância e evoluir para
proteína do epitélio pig-
aprovados pela agência
reguladora que utilizam
o mecanismo de ação de
vetores virais:
cegueira completa. O tratamento
com Luxturna
visa manter ou restaurar
a visão, entregando uma
mentado retiniano humano
de 65 kDa (hRPE65)
para as células da retina.
O procedimento envolve
18 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
uma injeção subretiniana
(sob a retina) realizada
inovadora utilizada para
tratar a Atrofia Muscular
controle muscular, dificuldades
de movimento,
ARTIGO CIENTÍFICO I
cirurgicamente.
Uma
Espinhal (AME), uma
deglutição e respiração.
vez dentro das células, o
doença
neuromuscular
O tratamento é indicado
gene funcional começa a
produzir a proteína RPE65
que estava ausente ou disfuncional,
resgatando a
função dos fotorreceptores
e melhorando a visão
do paciente. Esse produto
terapêutico foi aprovado
pela FDA (EUA) em 2017
e, posteriormente, pela
ANVISA em agosto de
2020 [5].
rara e grave. É administrado
em dose única e,
no Brasil, está disponível
através do Sistema
Único de Saúde (SUS).
O Zolgensma® é um
medicamento de terapia
gênica desenvolvido
para combater a causa
subjacente da AME, que
é a mutação no gene
SMN1, responsável pela
produção da proteína de
para pacientes pediátricos
com AME com mutações
bialélicas no gene
SMN1. O medicamento
já possui registro da FDA
desde maio de 2019 e foi
aprovado para crianças
menores de dois anos de
idade. O medicamento
funciona através de um
vetor viral (AAV9), que é
um vírus não replicante e
autocomplementar. Este
Zolgensma®
Onasem-
sobrevivência do neurô-
vetor é utilizado para
nogeno
abeparvove-
nio motor. Com a ausên-
transportar uma cópia
que (AAV9)
O Zolgensma® (onasem-
cia dessa proteína, os
neurônios motores mor-
funcional do gene SMN1
humano para as células
nogeno abeparvoveque)
rem
progressivamente,
do paciente, substituin-
é uma terapia gênica
levando à perda de
do o gene defeituoso [6].
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
19
Autora: Rachel Siqueira de Queiroz Simões
ARTIGO CIENTÍFICO I
Upstaza® Eladocageno
exuparvoveque (AAV2)
insuficiente ou ausente
da enzima AADC. Essa
de Vigilância Sanitária
(Anvisa), em outubro
O Eladocageno exupar-
enzima é essencial para
de 2024, para pacientes
voveque (AAV2), com
a produção de neuro-
pediátricos de 18 meses
nome comercial Upsta-
transmissores
vitais,
a 18 anos com diagnós-
za® na União Europeia
e no Brasil, e Kebilidi
nos EUA, é uma terapia
genética inovadora e
como a dopamina e a
serotonina, cujas deficiências
causam sintomas
graves, incluindo atraso
tico confirmado de deficiência
de AADC com
fenótipo grave [7].
de uso único, indicada
no
desenvolvimento
Roctavian® Valoctoco-
para o tratamento da
deficiência grave da
motor e cognitivo, crises
oculogíricas (movimen-
geno roxaparvoveque
(AAV5)
descarboxilase de L-a-
tos involuntários dos
O
Valoctocogene
minoácidos aromáticos
olhos) e baixo tônus
roxaparvovec
(AAV5)
(AADC). A deficiência
de AADC é uma doença
genética muito rara,
crônica, debilitante e
muscular (hipotonia). O
medicamento utiliza um
vetor viral recombinante
de sorotipo 2 (AAV2)
é uma terapia gênica
inovadora indicada para
o tratamento de Hemofilia
A grave em adultos,
potencialmente
fatal,
que contém uma cópia
usando um vetor de
causada por mutações
funcional do gene DDC
Vírus
Adeno-Associado
no gene DDC, que resultam
em uma produção
humano. Foi aprovado
pela Agência Nacional
tipo 5 (AAV5) para entregar
um gene funcional
20 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Autora: Rachel Siqueira de Queiroz Simões
ARTIGO CIENTÍFICO I
do Fator VIII (FVIII) ao
fígado, permitindo a
vírus (AAV5) modificado
geneticamente para car-
ao laboratório. Um vetor
viral entrega o gene que
produção endógena da
regar o DNA para o Fator
codifica o receptor de
proteína e reduzindo ou
VIII humano. Após infu-
antígeno quimérico do
eliminando a necessida-
são intravenosa, o vetor
inglês chimeric antigen
de de infusões regulares,
AAV5 entrega o gene aos
receptor (CAR) nas célu-
aprovado na União Euro-
hepatócitos. O fígado,
las T. Essas células após
peia e EUA sob o nome
inicia a produção de sua
expressarem o novo
comercial Roctavian. É
própria proteína FVIII,
receptor em suas super-
administrado por dose
que é liberada na corren-
fícies
denominadas
única, em adultos com
hemofilia A grave sem
te sanguínea, corrigindo
a deficiência [4,5].
CAR-T serão cultivadas
no laboratório para sua
anticorpos
pré-existentes
contra AAV5. O medi-
Células CAR-T
proliferação e posteriormente
serem refundidas
camento
apresentou
O isolamento das célu-
no paciente. Uma vez
eficácia comprovada e
las T do paciente após
inserida no organismo
segurança
duradouras,
sua coleta refere-se ao
do paciente são capazes
com efeitos colaterais
comuns sendo elevações
transitórias das enzimas
hepáticas (ALT). O vetor
AAV5 compreende um
termo denominado leucaférese
no qual ocorre
a separação do restante
das outras células do
sangue que são enviadas
de identificar as células
cancerígenas com os
antígenos alvos para
induzir a morte celular
tumoral. Esse processo
22 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
de terapia gênica ex
vivo requer o uso de
Kymriah®
Tisagenlecleucel
posto por um fragmento
murino anti-CD19
ARTIGO CIENTÍFICO I
isoladores para garantir
um processo asséptico
É uma terapia celular
CAR-T inovadora, perso-
variável de cadeia única
(scFv) ligado ao domínio
com
descontaminação
nalizada, que modifica
co-estimulador humano
microbiológica
sendo
geneticamente as células
4-1BB (CD137) e ao domí-
considerado ideal para a
produção em pequena
escala com lotes menores
e personalizados de
T do próprio paciente
para que o mesmo as utilize
a fim de combater cânceres
do sangue, como
nio sinalizador CD3-zeta
da cadeia de sinalização
intracelular por meio
de um espaçador CD8
terapias avançadas [1].
Leucemia
Linfoblástica
humano e uma região
Aguda (LLA) em jovens
transmembranar [8].
A seguir estão listados
alguns produtos terapêuticos
e suas res-
até 25 anos e Linfoma
Difuso de Grandes Células
B (LDGCB) e Linfoma
Tisagenlecleucel é uma
terapia genética e celu-
pectivas
características
Folicular (FL) em adultos,
lar avançada, do tipo
aprovados pela agência
reguladora que utilizam
o mecanismo de ação
das células T associadas
ao receptor antigênico
quando outros tratamentos
falharam. Essa terapia
utiliza um vetor lentiviral,
que expressa um receptor
antigênico quimérico
receptor de antígeno
quimérico de células T
(CAR-T), aprovada para
o tratamento de certos
tipos de cânceres hema-
quimérico (CAR-T):
(CAR) anti-CD19 com-
tológicos.
Tisagenle-
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
23
Autora: Rachel Siqueira de Queiroz Simões
ARTIGO CIENTÍFICO I
cleucel, comercializado
sob o nome de marca
seletivamente as células
cancerígenas que pos-
difuso de grandes células
B (LDGCB) em adultos
Kymriah, é um trata-
suem o marcador CD19
que falharam em duas
mento
personalizado
em sua superfície [8].
ou mais linhas de terapia
que utiliza as próprias
sistêmica anteriores [8].
células do paciente
para combater o câncer.
O Kymriah (tisagenlecleucel)
é aprovado por
Yescarta® Axicabtage-
O processo envolve a
agências
regulatórias,
ne ciloleucel
coleta de células T (um
como a Food and Drug
Axicabtagene ciloleucel
tipo de glóbulo branco)
Administration
(FDA)
(nome comercial Yescar-
do paciente, que são
nos Estados Unidos e
ta) é uma imunoterapia
então
geneticamente
a Agência Europeia de
avançada de células
modificadas em labora-
Medicamentos
(EMA),
CAR-T anti-CD19, usada
tório para reconhecer e
para tratar: Leucemia
para tratar cânceres de
atacar as células cance-
linfoblástica
aguda
células B, como Linfoma
rígenas que expressam
o antígeno CD19. Essas
células modificadas são,
então, reinfundidas de
(LLA) de células B em
pacientes pediátricos e
jovens adultos (até 25
anos de idade) que tive-
de Grandes Células B
(LGCB) refratário, que
não respondem a tratamentos
convencionais,
volta ao paciente. As
ram recaída ou que não
modificando
genetica-
células T modificadas
identificam e destroem
responderam a outros
tratamentos e Linfoma
mente as células T do
próprio paciente para
24 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Distribuidor e Importador
de Produtos para a Saúde:
Detenha seus próprios
registros na Anvisa.
Importe com independência e acesse
o mercado com maior competitividade.
O registro de produtos é um
elemento-chave para a competitividade
da sua empresa. A condução rápida
e objetiva de todo o processo
representa um diferencial estratégico,
acelerando o time-to-market e
garantindo que seus produtos
cheguem ao mercado alinhados às
demandas reais de seus clientes.
Nossa equipe de especialistas está
preparada para conduzi-lo com
agilidade e segurança em seus
processos regulatórios, a começar
pela correta identificação de suas
necessidades e desafios.
Entre em contato e conheça mais
sobre nossos serviços.
Rua Desembargador Jorge Fontana, 80
Salas 1007/1008 - Belvedere
Belo Horizonte - MG - Brasil
30320-670
+55 (31) 3658-6703
info@weregister.com.br
contato@enzytec.com
www.weregister.com.br
Autora: Rachel Siqueira de Queiroz Simões
ARTIGO CIENTÍFICO I
atacar o câncer, sendo
um tratamento de alta
-CD19 ligado ao domínio
coestimulador CD28
antigênico
quimérico
(CAR-T) autóloga,
complexidade com ris-
e ao domínio sinalizador
geneticamente
modi-
cos como a Síndrome de
Liberação de Citocinas
(SLC). É uma imunoterapia
com células T autó-
CD3-zeta. As células T
CAR anti-CD19 positivas
viáveis são expandidas
em garrafas de cultura
ficada, aprovada para
tratar certos tipos de
cânceres do sangue
em adultos. O brexu-
logas
geneticamente
de células, frascos ou
cabtagene autoleucel
modificadas
dirigidas
biorreatores, e perfundi-
é aprovado para o tra-
para o CD19. Assim as
células T do próprio
paciente são colhidas
e geneticamente
modificadas ex vivo por
das no doador doente,
onde podem reconhecer
e eliminar as células-alvo
que expressem
CD19 [9].
tamento de pacientes
adultos com Linfoma
de células do manto
(LCM) recidivado ou
refratário após duas ou
transdução
retroviral
mais linhas de terapia
para expressarem um
Tecartus® Brexucabta-
sistémica,
incluindo
receptor
antigênico
gene autoleucel
um inibidor da tirosina
quimérico
(Chimeric
Brexucabtagene auto-
cinase de Bruton (BTK)
Antigen Receptor, CAR)
composto por um fragmento
murino variável
de cadeia única anti-
leucel (marca: Tecartus)
é uma terapia
avançada de células
T com receptor de
e Leucemia linfoblástica
aguda (LLA) de precursores
de células B recidivada
ou refratária [10].
26 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Carvykti®
Ciltacabtagene
autoleucel
menos três terapias
anteriores
(incluindo
inclui dois anticorpos de
domínio único ligados
ARTIGO CIENTÍFICO I
É uma imunoterapia
imunomoduladores, ini-
a um domínio coesti-
avançada para tratar o
bidores de proteassoma
mulador 4-1BB e a um
mieloma múltiplo (MM)
e anticorpos anti-CD38)
domínio de sinalização
usando as próprias célu-
e progrediram. Trata-se
CD3-zeta [11].
las T do paciente, modi-
de um medicamento
ficadas para reconhecer
autólogo à base de
Papel dos Isoladores e
e destruir células can-
células
geneticamente
RABs na Terapia Gênica
cerígenas que expressam
o antígeno BCMA,
sendo uma opção para
pacientes que não
modificadas, contendo
células T transduzidas ex
vivo utilizando um vetor
lentiviral não replicati-
Isoladores são cruciais
na produção de terapia
gênica, criando um
ambiente asséptico (livre
responderam a trata-
vo/replicante, que codi-
de
microrganismos),
mentos anteriores. Esse
tratamento é indicado
para pacientes adultos
com mieloma múltiplo
recidivado ou refratário
(MMRR) e pacientes
que já receberam pelo
fica um receptor antigênico
quimérico (chimeric
antigen receptor, CAR)
contra o antigênico de
maturação das células
B (B cell maturation
antigen, BCMA), que
estéreis e contidos (filtros
HEPA avançados, com
portas-luvas e fluxo de
ar controlado, pressão,
filtragem) essencial para
o controle do processo
asséptico. Com isso ao
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
27
Autora: Rachel Siqueira de Queiroz Simões
ARTIGO CIENTÍFICO I
manipular vetores virais
e células geneticamente
rígidas translúcidas que
confinam e separam a
de de tratamento de ar
(AHU) independente e
modificadas, é possível
área de operação assép-
própria. Há ainda RABS
prevenir o produto da
tica do ambiente de sala
aberto ativo e passivo
contaminação
cruza-
limpa circundante em
e RABS completamente
da, além de proteger a
um ambiente de grau A.
fechado. Esse último
segurança do operador
O operador não possui a
denominado
Sistema
de substâncias perigosas
e altamente potentes,
separando-o do ambiente
externo garantindo a
segurança e a eficácia na
produção de produtos
terapêuticos.
No processamento asséptico,
o sistema de barreira
necessidade de adentrar
na área asséptica uma
vez que utilizam portas
para luvas instaladas na
barreira rígida. Existem
diferentes tipos de RABS:
passivo e ativo. O passivo
refere-se à filtração de ar
e ventilação por meio de
filtros HEPA integrados
de Barreira Fechada de
Acesso Restrito (cRABS)
é uma solução de processamento
asséptico de
última geração que cria
um ambiente fechado
e altamente controlado
para proteger a produção
de produtos estéreis
e pode ser equipado com
com acesso restrito do
ao teto da sala limpa e o
sistema
automatizado
inglês, Restritec Access
Barrier Systems – RABS,
ativo refere-se à filtração
de ar adicional e ventila-
de biodescontaminação,
como o vapor de peróxi-
apresentam
barreiras
ção por meio de unida-
do de hidrogênio [1,7].
28 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Autora: Rachel Siqueira de Queiroz Simões
ARTIGO CIENTÍFICO I
Adicionando ainda o
RABS que compõe um
auxiliares. Tanto para
isoladores quanto para
utilizado como agente
bactericida, fungicida e
sistema fechado, mas
RABS os materiais usa-
esporicida em isolado-
não totalmente selado
dos nos sistemas de
res e RABS.
em relação ao ambiente
luvas devem ser defini-
externo, há os isoladores
dos no Controle Estraté-
Considerações Finais
capaz de proporcionar
gico de Contaminação,
Os isoladores permitem
um isolamento contí-
do inglês Contamination
a manipulação de cultu-
nuo e íntegro do interior
Control Strategy – CCS.
ras celulares num con-
em relação ao ambiente
Para garantir a integri-
texto farmacêutico em
externo no qual as por-
dade da barreira esté-
conformidade com as
tas são trancadas duran-
ril em ambientes de
diretrizes das Boas Prá-
te o processo asséptico.
produção asséptica, as
ticas de Fabricação, do
Nestes também são
Boas Práticas de Utiliza-
inglês Good Manufactu-
divididos em abertos
ção de Luvas em RABS e
ring Practice – GMP pro-
e fechados conforme
Isoladores com Tecno-
porcionando
aumento
ocorrem a transferência
de material para dentro
e para fora por meio
logia avançada devem
ser consideradas, uma
vez que o Vapor de
da esterilidade através
da redução dos riscos
de contaminação com
de conexões assépti-
Peróxido de Hidrogênio
aplicabilidade
para
cas com equipamentos
(VHP) é amplamente
terapia celular e gené-
30 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
tica no qual requerem
um elevado rendimento
avançada com uso de
vetores virais, etapas
pêuticos às células alvos
garantindo a qualidade
ARTIGO CIENTÍFICO I
como parte da garantia
laboratoriais tais como
pelas boas práticas de
de qualidade que asse-
amplificação de veto-
fabricação e comprova-
gura que os produtos
res, transfecção celular,
ção da eficácia dos trata-
sejam consistentemen-
transdução, purificação,
mentos mais avançados.
te produzidos e controlados,
com padrões de
qualidade adequados
ao uso de interesse.
A otimização da farmacocinética
e farmacodinâmica
dos vetores
virais recombinantes
compreende um dos
pontos cruciais a serem
desafiados quanto a
sua eficácia e aplicabilidade
nos tratamentos
em uso. Na terapia
microfiltração/ultrafiltração
e transferência
devem ser monitoradas
para garantir as boas
práticas no processamento
asséptico. Neste
contexto, os isoladores
e RABs atuam como
ponte entre a pesquisa
e a aplicação clínica sendo
fundamentais para a
manipulação de vetores
com vírus modificados
geneticamente que
entregam os genes tera-
Referências Bibliográficas
[1] João Batista Silva Junior, Marília Rodrigues
Mendes Takao Renata Miranda Parca. 2018.
Advanced Therapy Medicinal Products: an
introduction to risk management. https://doi.
org/10.22239/2317-269x.01073
[2] de Queiroz Simões, Rachel Siqueira; Ferreira,
Mariana Simões; Dumas de Paula, Nathalia;
Machado, Thamires Rocco; Pascutti, Pedro Geraldo.
Computational Modeling in Virus Infections
and Virtual Screening, Docking, and Molecular
Dynamics in Drug Design. Computational Biology.
2ed.: Springer International Publishing, 2020, v. p.
301-337.
[3] Simões, R.S.Q. Virologia Humana e Veterinária.
1ª. Ed. Thieme Revinter, 298p.
[4] Słyk, Z.; Stachowiak, N.; ˙ Małecki, M. Recombinant
Adeno-Associated Virus Vectors for Gene
Therapy of the Central Nervous System: Delivery
Routes and Clinical Aspects. Biomedicines 2024,
12, 1523. https://doi.org/10.3390/ biomedicines12071523
[5] E.C. https://ec.europa.eu/health/documents/
community-register/2024/20240429162191/
anx_162191_pt.pdf. Acesso em 07 de janeiro de 2026.
[6] EC. https://ec.europa.eu/health/documents/
community-register/2020/20200810148650/
anx_148650_pt.pdf Acesso em 07 de janeiro de 2026.
[7] M.C. Ozelo, J. Mahlangu, K.J. Pasi, A. Giermasz,
A.D. Leavitt, M. Laffan, E. Symington, D.V. Quon,
J.-D. Wang, K. Peerlinck, S.W. Pipe, B. Madan,
N.S. Key, G.F. Pierce, B. O’Mahony, R. Kaczmarek,
J. Henshaw, A. Lawal, K. Jayaram, M. Huang,
X. Yang, W.Y. Wong, and B. Kim. N Engl J Med
2022;386:1013-25. DOI: 10.1056/NEJMoa2113708
[8] E.C. https://ec.europa.eu/health/documents/
community-register/2023/20230426158738/
anx_158738_pt.pdf. Acesso em 07 de janeiro de 2026.
[9] https://ec.europa.eu/health/documents/community-register/2020/20200113146766/anx_146766_
pt.pdf Acesso em 07 de janeiro de 2026.
[10] SantosD. O., CalasansH. C. M., MarquesM. de
O., PradoA. B. L. F., CarvalhoA. L. M. F. de, SantosA.
E. O. dos, JesusY. H. A. de, MeloB. S., SantanaK. L.,
& AndradeJ. P. F. (2025). O uso do Brexucabtagene
Autoleucel no tratamento de Linfoma de Células
do Manto em pacientes Recidivados/refratários.
Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25(6), e20837.
https://doi.org/10.25248/reas.e20837.2025
[11] https://ec.europa.eu/health/documents/
community-register/2022/20220525155688/
anx_155688_pt.pdf Acesso em 07 de janeiro de 2026.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
31
ARTIGO CIENTÍFICO II
EFICÁCIA DE INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS
NA DOENÇA DE BEHÇET ASSOCIADA À
TROMBOSE VENOSA: REVISÃO SISTEMÁTICA E
METANÁLISE DE ESTUDOS PUBLICADOS ENTRE 2000 E 2025
Autores:
1*
Vivian Buarque;
1*
Beatriz Arruda;
1
Natália Amaral;
1
Letícia Lourenço;
1
Guilherme Kendy;
1
Agnaldo Bonaldi;
1
Noemy Sousa;
1
Marcelo Oliveira.
1 - Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), SP, Brasil.
*Co-autoria.
* Imagem ilustrativa
Resumo
A Doença de Behçet (DB) é uma vasculite sistêmica rara, crônica e
recidivante, manifestando-se com úlceras orais/genitais, uveíte e,
frequentemente, trombose venosa (TV), que afeta de 5% a 30% dos
pacientes. Mais prevalente na "Rota da Seda", seu diagnóstico tem
crescido no Brasil. A TV na DB, mais comum em homens e com alto
risco de recorrência, possui uma fisiopatologia distinta baseada em
inflamação vascular e hipercoagulabilidade, sendo a trombose venosa
profunda e de veia cava as formas mais comuns. As opções terapêuticas,
incluindo imunossupressores, anti-TNF e anticoagulantes,
têm eficácia controversa, especialmente quanto à recorrência. Para
avaliar essa questão, foi conduzida uma revisão sistemática com
meta-análise, registrada no PROSPERO e seguindo as diretrizes PRIS-
MA, que comparou intervenções isoladas ou combinadas para a TV na
DB, focando nos desfechos de remissão e recorrência. Foram incluídos
16 estudos observacionais e ensaios clínicos publicados entre 2000 e
2025, rastreados em bases de dados como PubMed, Embase e Semantic
Scholar, a partir de 2.346 estudos iniciais. A análise estatística,
realizada no software R, indicou uma taxa global de remissão de 78%
(IC95%: 0,57-0,86). O achado principal demonstrou a superioridade
das terapias-alvo: inibidores de JAK alcançaram 88,24% de remissão,
e anti-IL-6R, 85,71%. A terapia combinada de imunossupressores e
anticoagulantes também apresentou uma taxa robusta de 66,83% de
remissão, reforçando a estratégia de tratar simultaneamente a vasculite
e a consequência trombótica. Por outro lado, imunossupressores
isolados (53,51%) e, principalmente, a intervenção cirúrgica isolada
(45,45%) mostraram resultados menos expressivos. A elevada heterogeneidade
entre os estudos (I² = 97,6%) justificou o uso de um modelo
de efeitos aleatórios. Em suma, esta revisão sugere que o manejo ideal
da trombose venosa na Doença de Behçet deve priorizar o controle
direcionado da inflamação sistêmica, com as terapias-alvo emergentes
e a abordagem combinada como as estratégias mais sólidas
baseadas nas evidências atuais.
Abstract
Behçet's Disease (BD) is a rare, chronic, and relapsing systemic vasculitis characterized
by varied manifestations including oral/genital ulcers, uveitis, skin
lesions, and severe venous thrombosis (VT). While historically prevalent along
the "Silk Road," its diagnosis is increasing in Brazil. Venous thrombosis affects
5% to 30% of patients, is more common in men, and carries a higher risk of
recurrence than other thromboses. The thrombotic pathophysiology in BD
involves vascular inflammation and hypercoagulability, distinguishing it from
classic mechanisms. Deep vein thrombosis is the most frequent vascular manifestation,
followed by vena cava thrombosis. Diverse therapeutic approaches
have been proposed, such as immunosuppressants, anti-TNF agents, and anticoagulants,
yet their comparative efficacy, especially concerning recurrence,
remains controversial. Therefore, a systematic review and meta-analysis was
conducted to evaluate therapeutic efficacy in BD patients with thrombosis,
comparing different interventions, alone or combined, with remission and
recurrence as primary outcomes. The protocol was prospectively registered on
the PROSPERO platform, adhering to PRISMA guidelines. The analysis included
observational studies and clinical trials published between January 2000
and January 2025, sourced from PubMed, Embase, and Semantic Scholar,
using the descriptors “Behçet’s Disease” AND “thrombosis” AND “treatment”.
Following independent screening, 16 out of 2,346 initially identified studies met
the eligibility criteria. Statistical analysis was performed using the R software
(version 4.5.1). The overall remission rate was 78% (95% CI: 0.57-0.86). The key
finding was the high efficacy of specific targeted therapies, with JAK inhibitors
showing 88.24% remission and anti-IL-6R agents achieving 85.71% remission.
Combined therapy (immunosuppressor + anticoagulants) also exhibited
a robust remission rate of 66.83%, supporting a synergistic approach that
suppresses underlying vasculitis while treating the immediate thrombotic
consequence. Conversely, less expressive results were associated with isolated
immunosuppressants (53.51% remission), immunomodulators (47.5%), and
particularly, isolated surgical intervention (45.45% remission), serving as an
important cautionary signal. The high heterogeneity (I² = 97.6%) justified the
use of a random-effects model, reflecting the diversity among the included
studies. In conclusion, this review suggests that the management of venous
thrombosis in BD should be guided by targeted control of systemic inflammation,
with emerging targeted therapies and combined therapy representing the
strongest strategies in the current evidence base.
32 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
Introdução
A Doença de Behçet (DB)
é uma vasculite sistêmi-
permanece desafiador,
uma vez que não existem
marcadores labo-
25–30% dos pacientes
desenvolvam lesões
vasculares durante a
ca crônica, recorrente e
ratoriais
específicos.
evolução da doença,
remitente, de etiologia
Assim, baseia-se essen-
sendo o acometimento
ainda
desconhecida,
cialmente em critérios
venoso responsável por
descrita pela primeira
clínicos, como a pre-
até 85% dos casos, prin-
vez pelo dermatologis-
sença de úlceras orais
cipalmente
trombose
ta turco Hulusi Behçet
e genitais recorrentes,
venosa profunda (TVP)
em 1931 [1]. Apresenta
lesões cutâneas, uveíte
de membros inferiores,
amplo espectro clínico,
e artrite [4]. A doença
que corresponde a cer-
afetando
diferentes
pode afetar ambos os
ca de 69% dos eventos
órgãos e sistemas,
sexos, geralmente com
trombóticos [6]. Já as
incluindo olhos, pele,
início entre 25 e 30 anos,
manifestações
arte-
articulações, trato gas-
embora homens jovens
riais, menos frequentes
trointestinal e sistema
de origem asiática apre-
(5–10%), incluem trom-
nervoso central [2].
sentam maior risco de
boses, oclusões e aneu-
formas graves [4].
rismas,
especialmente
Embora não apresente
em artérias pulmonares,
distribuição geográfica
Entre as manifesta-
aorta e membros infe-
restrita, sua prevalên-
ções sistêmicas, o
riores [7].
cia é maior em países
envolvimento
vascular
localizados ao longo da
representa uma das
Em relação à fisiopatolo-
antiga “Rota da Seda”,
complicações mais gra-
gia da Doença de Behçet
abrangendo regiões da
ves, associada a elevada
(DB), ela ainda não é
Ásia até o Mediterrâneo
morbidade e mortali-
bem definida; no entan-
[3]. O diagnóstico da DB
dade [5]. Estima-se que
to, sabe-se que é de
34 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
natureza autoimune, em
que há o envolvimento
dos antígenos HLA-B51
relacionados à tríade de
Virchow (lesão endotelial,
estase venosa e
ciclosporina A são a base
do tratamento, podendo
ser associados a antico-
ARTIGO CIENTÍFICO II
e HLA-B27 e interação
hipercoagulabilidade)
agulantes em situações
entre fatores genéticos e
[8]. Esses mecanismos
específicas.
Contudo,
ambientais. Nesse senti-
contribuem para a ati-
essa conduta permanece
do, acredita-se que haja
vação plaquetária e o
controversa, pela escas-
um processo imunopa-
recrutamento de leu-
sez de ensaios clínicos
tológico anormal capaz
cócitos, favorecendo a
robustos e pelo risco
de lesionar e inflamar
formação e recorrência
de sangramento [9,10].
o sistema vascular, o
de trombos.
Recentemente, agentes
que leva a oclusões na
biológicos, como infli-
circulação e aneurismas
Em relação ao tratamen-
ximabe,
adalimumabe
[15]. Essa inflamação
to, deve ser individuali-
e interferon alfa, vêm
vascular,
característica
zado conforme a gravi-
sendo investigados em
da DB, também está inti-
dade e a localização das
estudos
multicêntricos,
mamente
relacionada
lesões. Para aneurismas
mostrando
resultados
ao desenvolvimento de
arteriais, recomenda-se
promissores em casos
trombose, cuja a fisio-
a combinação de ciclo-
refratários [11].
patologia da trombose
fosfamida e corticoste-
na DB é multifatorial,
roides, visando induzir
Apesar dos avanços
envolvendo inflamação
remissão e reduzir o
terapêuticos, a hetero-
endotelial, ativação de
risco de ruptura [9]. No
geneidade clínica da DB
células T e citocinas pró-
caso da TVP aguda, imu-
e a ausência de ensaios
-inflamatórias como IL-6,
nossupressores
como
clínicos de grande porte
IL-17 e TNF-α, além de
corticosteroides, azatio-
dificultam a formulação
estados pró-trombóticos
prina, ciclofosfamida e
de diretrizes padroni-
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
35
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
zadas [12]. Registros de
recorrência trombótica
na Doença de Behçet,
com ênfase nas aborda-
ção de remissão, prevenção
de recorrências trom-
mesmo após períodos
gens terapêuticas atu-
bóticas, segurança dos
de remissão clínica refor-
almente
empregadas,
medicamentos utilizados
çam as limitações das
discutindo seus meca-
e qualidade de vida dos
abordagens atuais e a
nismos fisiopatológicos,
pacientes em tratamento.
necessidade de novas
apontando lacunas no
investigações [10,12]. No
manejo clínico e suge-
Objetivos Específicos
Brasil, embora os estudos
rindo perspectivas para
1. Sistematizar e caracte-
sejam mais escassos,
estratégias terapêuticas
rizar as principais abor-
relatos de casos e séries
mais eficazes e seguras.
dagens
terapêuticas
clínicas publicados em
empregadas no manejo
revistas nacionais, como
Objetivo Geral
da Doença de Behçet
a Revista Brasileira de Reu-
Avaliar, por meio de
com trombose venosa.
matologia e o Jornal Vas-
revisão sistemática e
cular Brasileiro, destacam
meta-análise, a eficácia
2. Comparar a eficácia das
a relevância do tema no
das diferentes linhas de
diferentes linhas terapêu-
contexto local, eviden-
tratamento
utilizadas
ticas implementadas no
ciando a importância de
na Doença de Behçet
tratamento da Doença
ampliar a produção cien-
associada à trombose
de Behçet associada à
tífica nacional [13,14].
venosa,
contemplando
trombose venosa.
estratégias
terapêuticas
Diante desse cenário,
baseadas em imunossu-
3. Avaliar desfechos clínicos
o presente estudo tem
pressores, anticoagulan-
ligados à remissão, recidiva
como objetivo analisar
tes e agentes biológicos,
e qualidade de vida dos
o envolvimento vascular
tendo como foco à indu-
pacientes tratados.
36 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Inteligência artificial em hematologia
para laboratórios de todos os tamanhos
CellaVision® DC-1
O analisador DC-1 pode ser
implementado em laboratórios de
pequeno volume de amostras ou
conectado a uma rede de laboratórios.
Capacidade: 1 lâmina
Rendimento: 10 lâminas/hora*
CellaVision® DM1200
CellaVision® DM9600
O DM1200 é adequado para laboratórios O DM9600 é ideal para laboratórios
de médio e grande volume de amostras:
de grande volume de amostras:
Capacidade: 12 lâminas
Capacidade: 96 lâminas, com
Rendimento: 20 lâminas/hora*
acesso contínuo
Rendimento: 30 lâminas/hora*
*O tempo de processamento pode variar, a depender da qualidade do esfregaço, concentração de leucócitos e número de não leucócitos
EVOLVING MICROSCOPY | ELEVATING HEALTHCARE
VISITE NOSSO
WEBSITE
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
Justificativa
A Doença de Behçet (DB)
é uma vasculite sistêmi-
regiões da Ásia e do
Oriente Médio, enquanto
na América do Sul os
biológicos. A baixa prevalência
da DB, somada
à diversidade de manifes-
ca rara e multissistêmica
relatos indicam preva-
tações clínicas e à com-
de caráter inflamató-
lências muito menores,
plexidade do seu manejo,
rio, caracterizada por
embora faltando dados
contribui para lacunas
manifestações
clínicas
consolidados [16]. No
importantes nas diretrizes
heterogêneas, sendo a
Brasil, por exemplo, um
atuais, que muitas vezes
trombose venosa uma
estudo realizado em
são baseadas em séries de
de suas complicações
Salvador (Bahia) com
casos ou em estudos com
mais graves e associadas
pacientes
portadores
amostras reduzidas.
a elevado risco de morbi-
de ulceração aftosa
mortalidade, com maior
recorrente
encontrou
Nesse contexto, a rea-
incidência em indivíduos
que aproximadamente
lização de uma revisão
do sexo masculino, além
2% desses indivíduos
sistemática com meta-
de comprometer signifi-
preenchiam os critérios
-análise se justifica por
cativamente a qualidade
internacionais
para
permitir a consolidação
de vida dos pacientes
Doença de Behçet [17].
e a análise crítica das evi-
devido às complicações
dências disponíveis. Essa
a longo prazo.
Apesar da sua relevância
abordagem possibilita a
clínica, não existe um
comparação da eficácia
Estudos
internacionais
consenso
estabelecido
de diferentes estratégias
apontam
prevalências
sobre a conduta terapêu-
terapêuticas, fornecendo
global da doença varia
tica ideal, especialmente
evidências robustas para
entre 1 e 10 casos a
no que se refere ao uso de
a tomada de decisões na
cada 100 mil habitantes,
imunossupressores, anti-
prática clínica. Adicional-
com maiores taxas em
coagulantes e agentes
mente, o estudo pode
38 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
contribuir para a formulação
de diretrizes terapêuticas
futuras, adaptadas à
realidade brasileira.
Para a área da Biomedicina,
esta investigação
Doença de Behçet permite
avaliar a eficácia
e a segurança de novas
terapias, fomentando
avanços no tratamento.
Por fim, na biotecnologia
aplicada, o biomédi-
Materiais e Métodos
O presente estudo configura-se
como uma
revisão sistemática com
meta-análise, conduzida
de acordo com as diretrizes
PRISMA 2020 [18],
conforme o fluxograma
ARTIGO CIENTÍFICO II
é de grande relevância,
co tem papel estratégi-
abaixo (Figura 1). O pro-
já que abrange diferentes
campos de atuação
do biomédico. No diagnóstico
laboratorial,
o profissional pode
contribuir para a iden-
co no desenvolvimento
de agentes biológicos e
terapias-alvo que busquem
maior eficácia no
manejo da doença e na
prevenção de complica-
tocolo será registrado
prospectivamente na
plataforma International
Prospective Register
of Systematic Reviews
(PROSPERO)[19], a fim de
garantir transparência e
tificação de biomarca-
ções trombóticas.
reduzir vieses.
dores inflamatórios e
autoimunes que auxiliam
tanto na detecção
da doença quanto no
monitoramento
da
resposta
terapêutica.
Na pesquisa clínica, a
análise de dados de
estudos envolvendo a
Figura 1: Fluxograma da metodologia da revisão sistemática e meta-análise
sobre intervenções na Doença de Behçet associada à trombose venosa, elaborado
conforme o protocolo PRISMA.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
39
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
Critérios de Elegibilidade
Serão incluídos estudos
remissão ou recorrência,
além de complicações
congresso sem texto
completo, duplicatas
que envolvam pacien-
associadas e mortalida-
e trabalhos realizados
tes
diagnosticados
de. Serão considerados
exclusivamente
em
com Doença de Behçet
elegíveis artigos publi-
modelos experimentais
associada à trombose
cados entre janeiro de
ou veterinários.
venosa, segundo critérios
2000 e janeiro de 2025,
diagnósticos
interna-
nos idiomas inglês e por-
Estratégia de Busca
cionais. As intervenções
tuguês. Os desenhos de
A busca será realizada nas
de interesse englobarão
estudo aceitos incluirão
bases de dados PubMed,
terapias farmacológicas,
ensaios clínicos rando-
Embase e Semantic Scho-
como
corticosteroides,
mizados, coortes e estu-
lar. Os termos utilizados
azatioprina,
ciclofosfa-
dos caso-controle.
no PubMed incluirão:
mida, agentes anti-TNF e
“Behçet’s Disease”, “throm-
outros imunossupresso-
Revisões sistemáticas e
bosis” AND “treatment”,
res. Como comparadores,
documentos oficiais de
“Vasculitis”,
“Venous
serão considerados o uso
órgãos de saúde pode-
Thrombosis”, “Immunosu-
de placebo, terapias alter-
rão ser consultados para
ppressive Agents”, AND
nativas ou grupos sem a
auxiliar na identificação
“Tumor Necrosis Factor
intervenção proposta.
de estudos primários,
Inhibitors” sendo feitas
mas não serão incor-
adaptações similares nas
Os desfechos avaliados
porados
diretamente
demais plataformas, tan-
compreenderão a eficá-
na síntese quantitativa.
to em português quanto
cia do tratamento, medi-
Serão excluídos artigos
em inglês. Além disso,
da pela ocorrência de
de opinião, resumos de
as referências dos estu-
40 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
dos incluídos e revisões
previamente publicadas
plando informações
sobre as característi-
evidências será posteriormente
graduada segun-
serão examinadas para a
cas dos participantes,
do o sistema Grading
identificação de artigos
intervenções aplicadas,
of
Recommendations
adicionais potencialmen-
desfechos
clínicos
Assessment,
Develop-
te relevantes.
observados, tempo de
ment and Evaluation
acompanhamento
e
(GRADE) [21], o que per-
Seleção e Extração de
variáveis metodológicas
mitirá classificar a força
Dados
necessárias para avalia-
das recomendações e a
A seleção dos estudos
ção da qualidade dos
confiança nos resultados.
seguirá três etapas: tria-
estudos e cálculo dos
gem de títulos e resu-
efeitos combinados.
Análises Estatísticas
mos, leitura dos textos
As análises estatísticas
completos e definição
Avaliação do Risco de
serão conduzidas no
final da inclusão. Todo
Viés e Qualidade da
software R, utilizando os
o processo será condu-
Evidência
pacotes metafor e meta.
zido de forma indepen-
A análise do risco de viés
Para desfechos dicotômi-
dente por dois revisores,
será realizada por meio
cos serão calculados o ris-
de maneira cega, sendo
da ferramenta RoB 2 da
co relativo (RR) ou o odds
eventuais divergências
Cochrane para ensaios
ratio (OR), enquanto para
solucionadas por um
clínicos
randomizados
desfechos tempo-depen-
terceiro avaliador. A
e pela escala Newcas-
dentes será empregado
extração dos dados será
tle-Ottawa [20] para
o hazard ratio (HR), todos
realizada em planilha
estudos observacionais.
acompanhados de inter-
padronizada,
contem-
A qualidade global das
valos de confiança de 95%.
42 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
A heterogeneidade entre
os estudos será medida
forest plots e diamond
plots, possibilitando
do tratamento, com base
em estudos publicados
ARTIGO CIENTÍFICO II
pelo teste I², e o modelo
uma visualização clara
entre 2000 e 2025.
de efeitos aleatórios será
dos efeitos combina-
adotado sempre que o
dos. Todos os códigos e
Panorama dos estu-
valor for igual ou superior
dados utilizados na aná-
dos incluídos
a 50%. Nos casos em que
lise serão disponibiliza-
A busca sistemática nas
a heterogeneidade se
dos em repositório de
bases de dados PubMed,
mostrar substancial, aná-
acesso aberto, garantin-
Embase e Semantic
lises de subgrupos serão
do reprodutibilidade e
Scholar resultou na iden-
realizadas de acordo com
transparência científica.
tificação inicial de 2.346
o tipo de intervenção ou
registros. Após a remoção
o perfil dos pacientes, e
Resultados
de 60 duplicatas, 2.286
análises de sensibilidade
A presente revisão sis-
registros foram submeti-
serão conduzidas com
temática e meta-análise
dos à triagem por título
a exclusão dos estudos
teve como objetivo sinte-
e resumo. Destes, 2.153
classificados como de
tizar as evidências dispo-
foram excluídos por não
alto risco de viés.
níveis sobre a eficácia de
atenderem aos critérios
intervenções
terapêuti-
de elegibilidade, sendo
O viés de publicação será
cas na Doença de Behçet
os principais motivos a
investigado por meio de
(DB) associada à trombo-
natureza de revisão lite-
funnel plots e pelo teste
se venosa. Foram anali-
rária (n = 430), relatos de
de Egger [22]. Os resul-
sados desfechos como
caso (n = 757) ou o foco
tados da meta-análise
remissão,
recorrência
em outras doenças (n =
serão apresentados em
trombótica e segurança
939). Cento e trinta e três
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
43
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
(133) estudos foram selecionados
para avaliação
em texto completo. Desses,
117 foram excluídos,
principalmente por se
tratarem de revisões (n =
40), por não abordarem
o tratamento (n = 34) ou
por outros motivos (n =
26). Ao final, 16 estudos
preencheram todos os
critérios de inclusão e
foram incorporados à
revisão sistemática e à
meta-análise. O fluxograma
de seleção (Figura 2)
detalha esse processo de
acordo com as diretrizes
PRISMA [18].
de participantes variou
de 7 a mais de 400 indivíduos,
a doença pode se manifestar
desde a infância
evidenciando até a terceira idade. A
a escassez de grandes distribuição por sexo
coortes sobre o tema. mostrou predominância
A idade dos pacientes
apresentou ampla
variação de 6 meses a 79
anos, o que reforça que
do sexo masculino,
variando entre 28,6% e
82,5% dos participantes
nas diferentes amostras.
PRISMA 2020 flow diagram for new systematic reviews which included searches of databases and registe
A análise dos 16 artigos
[23 à 38] incluídos
revelou um panorama
abrangente sobre a
DB com envolvimento
trombótico. O número
Figura 2: Fluxograma PRISMA da seleção dos estudos incluídos na revisão
sistemática e meta-análise. O diagrama apresenta o processo de identificação,
triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos, de acordo com as recomendações
do PRISMA 2020.
*Consider, if feasible to do so, reporting the number of records identified from each database or register searched (rath
total number across all databases/registers).
**If automation tools were used, indicate how many records were excluded by a human and how many were excluded b
automation tools.
44 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
Eficácia comparativa
das intervenções
Em relação às terapias
utilizadas, foi
observada grande
diversidade farmacológica.
Os tratamentos
mais frequentemente
empregados incluíram
corticoides, colchicina,
azatioprina e ciclofosfamida,
seguidos por
outros imunossupressores
(como ciclosporina,
metotrexato,
micofenolato mofetil,
leflunomida e tacrolimo)
e agentes biológicos
(anti-TNF, interferon-alfa,
baricitinibe e
tocilizumabe). Ao todo,
17 medicamentos distintos
foram descritos
nos estudos revisados
(Tabela 1), o que reflete
tanto a complexidade
do manejo clínico da
doença quanto a busca
contínua por estratégias
mais eficazes
frente a casos graves
ou refratários.
Assim, a Tabela 2 apresenta
os desfechos
terapêuticos
conforme
o tipo de intervenção,
evidenciando diferenças
relevantes entre as estratégias
avaliadas. O inibidor
de JAK destacou-se
como a intervenção com
maior taxa de remissão
(88,24%), seguido pelo
anti-IL-6R (85,71%),
ambos associados a
controle clínico mais
consistente e menor taxa
de recorrência. A combinação
de imunossupressores
e anti coagulantes
apresentou uma taxa
de remissão de 66,83%,
configurando-se
como
abordagem eficaz especialmente
em casos mais
complexos ou refratários.
Tabela 1: Características demográficas e terapêuticas dos pacientes com Doença de Behçet
incluídos nos estudos revisados. A tabela resume o número de pacientes avaliados, a
proporção de homens, a idade média e os principais fármacos utilizados em cada estudo.
Autor, ano
Albuquerque, 2002
[23]
Nº de
Paciente
s
Sexo Masc (%) Idade Média Medicamento
7 2 (28,6%)
8 anos (variando de
Corticoides, talidomida, colchicina, dapsona
6m a 13a)
Demir, 2019 [24] 12 5 (41,7%) 13 anos Colchicina, metilprednisolona, azatioprina, anticoagulação
Fatma, 2022 [25] 291 228 (78,4%) 29 Imunossupressores, corticoides, azatioprina, ciclofosfamida, anticoagulação
Aksoy, 2021 [26] 205 167 (81,5%) 29 (11-48) Corticoides, azatioprina, ciclofosfamida, colchicina, ciclosporina, infliximabe
Zhu, 2012 [27] 405 260 (64,2%) 32 Prednisona/corticosteroides, ciclofosfamida, ciclosporina, anticoagulação
Lee, 2020 [28] 34 17 (50%) 51
Daoud, 2021 [29] 130 93 (71,4%) 34
Ait Ben Haddou,
2011 [30]
40 24 (62%) 34
Mastrolia, 2024 [31] 111 68 (61,3%) 12
Pier Luigi Meroni,
2018 [32]
70 37 (52,9%) 48
Erol, 2024 [33] 40 33 (82,5%) 15-47
J. Oumerzouk, 2022
[34]
24
Houve predominância
masculina, mas o artigo
não fornece número
exato
30-40
Imunossupressores: prednisolona, colchicina, ciclofosfamida, azatioprina,
metotrexato. anticoagulantes: varfarina. antiplaquetário: aspirina
Colchicina, corticoides (prednisona/prednisolona), imunossupressores (azatioprina,
ciclofosfamida, metotrexato, anticoagulantes
Corticosteroides: metilprednisolona intravenosa, prednisona oral. Imunossupressor:
ciclofosfamida. Colchicina: administrada a todos os pacientes
Tratamento imunomodulador (colchicina, corticosteroides, azatioprina,
ciclofosfamida, anti-TNF, micofenolato, ciclosporina A, metotrexato).
Anticoagulantes e antiagregantes plaquetários.
DMARDs: azatioprina, ciclosporina, ciclofosfamida, metotrexato. Adalimumabe:
monoterapia em 27 pacientes; adalimumabe + DMARDs em 8 pacientes
32 Pacientes receberam glicocorticoide + pelo menos um imunossupressor
(azatioprina, ciclofosfamida ou anti-TNF). 5 receberam monoterapia com azatioprina.
1 recebeu monoterapia com glicocorticoide. 1 recebeu monoterapia com
ciclofosfamida.
22 pacientes receberam anticoagulação em diferentes períodos
Todos os pacientes receberam tratamento antitrombótico (heparina seguida de
antagonista da vitamina K por 2 anos). Corticosteroides (prednisolona) em 6 casos de
CVT superficial.
Imunossupressor ciclofosfamida em casos de CVT profundo.
46 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Por outro lado, a cirurgia
isolada demonstrou
desempenho terapêutico
inferior, com remissão
de apenas 45,45% e
alta taxa de recorrência
(54,54%), sugerindo
benefício limitado
quando não acompanhada
por modulação
imunológica concomitante.
Já os anti-TNF
e imunossupressores
isolados apresentaram
eficácia intermediária,
com taxas de remissão
de 64,46% e 53,51%,
respectivamente.
Adicionalmente, a meta-
-análise dos estudos
revelou uma proporção
global de remissão de
0,73 (IC95%: 0,57–0,86)
sob o modelo de efeitos
aleatórios, conforme
Tabela 2: Proporções de remissão e recorrência trombótica de acordo com a intervenção
terapêutica empregada. A tabela compara a resposta clínica entre os diferentes tipos de
tratamento utilizados na DB associada à trombose venosa.
Tratamento N_pacientes Remissões Recorrências % Remissão % Recorrência
Anti-TNF 242 156 86 64,46280992 35,53719008
Imunossupressor 613 328 285 53,50734095 46,49265905
Inibidor de JAK 17 15 2 88,23529412 11,76470588
Anti-IL-6R 7 6 1 85,71428571 14,28571429
Anticoagulantes 146 119 27 81,50684932 18,49315068
Imunossupressor + Anticoagulantes 621 415 206 66,82769726 33,17230274
Anti-inflamatório 130 130 0 100 0
Imunomodelador 40 19 21 47,5 52,5
Cirurgia 11 5 6 45,45454545 54,54545455
Figura 3: Forest plot das estimativas de efeito das diferentes intervenções terapêuticas.
Utilizado o pacote metafor no software R [49,40]. O gráfico apresenta as proporções de
remissão e seus respectivos intervalos de confiança (IC95%), evidenciando a variabilidade
entre os estudos e a eficácia relativa de cada intervenção.
demonstrado na Figura 3,
indicando resposta satisfatória
na maioria dos
casos analisados. Contudo,
observou-se heterogeneidade
estatística
significativa (I² = 97,6%;
p < 0,0001), refletindo
a variabilidade entre os
delineamentos metodológicos
e as populações
investigadas.
Entre as intervenções
com maior efetividade
e precisão estimativa,
destacaram-se:
• Anti-inflamatório: 1,00
(IC95%: 0,99–1,00)
• Inibidores de JAK: 0,88
(IC95%: 0,68–1,00)
• Anticoagulantes: 0,82
(IC95%: 0,75–0,87)
• Imunossupressor +
Anticoagulantes: 0,67
(IC95%: 0,63–0,70)
ARTIGO CIENTÍFICO II
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
47
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
Em continuidade à
análise, observa-se na
dos resultados e sugere
necessidade de investi-
tiu identificar rapidamente
as terapias com
que as intervenções
gações adicionais para
maior eficácia e aquelas
com menor efetividade
confirmação de sua efi-
com menor consistên-
foram a cirurgia isolada
cácia terapêutica.
cia estatística. Os anti-
(0,45; IC95%: 0,17–0,76)
-inflamatórios apresen-
e o imunomodulador
Para facilitar a interpre-
taram a maior taxa de
(0,48; IC95%: 0,32–0,63),
tação comparativa, foi
resposta (1,00; IC95%:
ambas
apresentando
elaborado um heatmap
0,99–1,00), enquanto
amplos intervalos de
confiança, o que reflete
integrando as proporções
de resposta e seus
imunomoduladores
(0,48; IC95%: 0,32–0,63)
limitações
amostrais
intervalos de confiança
e cirurgia (0,45; IC95%:
e maior incerteza nas
estimativas.
(Figura 4). Essa representação
visual permi-
0,17–0,76) mostraram
os menores valores.
Por sua vez, o anti-IL-6R
(0,86; IC95%: 0,48–1,00),
Figura 4: Heatmap das proporções de resposta terapêutica por categoria de tratamento.
A intensidade de cor reflete a magnitude das taxas de remissão, permitindo visualizar o
desempenho relativo de cada intervenção de forma integrada.
embora demonstre estimativa
pontual favorável,
exibe variabilidade
considerável em função
do pequeno tamanho
amostral (n = 7), o que
restringe a precisão
48 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
Esses achados estão sintetizados
graficamente
na Figura 5 abaixo, que
compara as taxas de
remissão e recorrência e
apresenta um mapa visual
da eficácia das intervenções
terapêuticas.
Figura 5: Comparação das taxas de remissão e recorrência por tipo de intervenção terapêutica
em pacientes com Doença de Behçet associada à trombose venosa.
De forma geral, os resultados
indicam que intervenções
farmacológicas
direcionadas, particularmente
anti-inflamatórios,
inibidores de JAK
e terapias combinadas
como imunossupressores
associados a anticoagulantes,
demonstram
os melhores perfis de
efetividade para induzir
remissão na Doença de
Behçet com trombose
venosa. Entretanto, a alta
heterogeneidade entre
os estudos (I² = 97,6%)
reforça a necessidade de
cautela na generalização
dos achados, visto que as
diferenças em desenho
metodológico, tamanhos
amostrais variados
e regimes terapêuticos
distintos influenciam
substancialmente as
estimativas de efeito.
Discussão
A presente revisão sistemática
e meta-análise
buscou consolidar as
evidências sobre a eficácia
das intervenções
terapêuticas na Doença
de Behçet (DB) com
envolvimento tromboembólico
venoso,
um dos aspectos mais
graves e desafiadores
desta vasculite sistêmica.
A interpretação
dos resultados obtidos
revela um cenário heterogêneo
e complexo,
em que coexistem
avanços terapêuticos
relevantes e lacunas de
conhecimento significativas,
reflexo direto da
raridade e da natureza
multifatorial da doença.
50 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
O principal achado deste
estudo foi a elevada
eficácia de terapias-al-
direcionado da inflamação
vascular parece ser,
portanto, uma estraté-
Contudo, a literatura
ainda diverge quanto
ao uso rotineiro de anti-
ARTIGO CIENTÍFICO II
vo específicas, como
gia fundamental.
coagulantes.
Enquanto
os inibidores de JAK
alguns estudos indicam
(88,24% de remissão) e
A terapia combinada
benefícios
adicionais,
os anti-II-6R (85,71% de
com imunossupressor
outros, como Hatemi et al.
remissão), embora estes
+ anticoagulantes
[45], destacam a ausência
resultados devam ser
apresentou uma taxa
de ensaios clínicos rando-
interpretados com cau-
de remissão robusta
mizados que comprovem
tela devido ao pequeno
de 66,83%, reforçando
seu efeito independente
número de pacientes
a abordagem sinérgi-
na prevenção de recidivas.
nesses grupos (N=17 e
ca que visa suprimir a
Além disso, há preocupa-
N=7, respectivamente).
vasculite
subjacente
ção com o risco de sangra-
Esses dados sugerem
enquanto trata a con-
mento,
principalmente
um potencial promissor
sequência
trombótica
em casos com aneurismas
para intervenções que
imediata. Este resultado
arteriais ou envolvimento
atuam em vias imuno-
está alinhado com estu-
pulmonar, nos quais a
lógicas específicas, cor-
dos de Saadoun et al.
anticoagulação pode ser
roborando a hipótese
[43] e Desbois et al. [44],
contraindicada [46]. Esta
fisiopatológica de que
que também observa-
controvérsia expõe uma
a trombose na DB é um
ram benefícios com o
lacuna importante no
fenômeno predominan-
controle
imunológico
manejo clínico: a falta de
temente
inflamatório-
agressivo.
Diretrizes
biomarcadores ou esco-
-imunomediado, e não
internacionais, como as
res de risco confiáveis que
exclusivamente trombó-
da EULAR [45], reforçam
permitam individualizar a
tico [41, 42]. O controle
esta premissa.
decisão terapêutica.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
51
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
A eficácia do anti-inflamatório
isolado (100%
são) reforça seu papel
como opções eficazes
opção de última linha
[50]. Esta disparidade
de remissão, N=130) foi
em casos refratários aos
socioeconômica
gera
notável, mas a ausência
imunossupressores con-
um abismo na prática
total de recorrências e o
vencionais [47, 48]. Estes
clínica real.
contexto clínico especí-
fármacos agem direta-
fico deste subgrupo exi-
mente sobre citocinas
Por outro lado, os resul-
gem investigação mais
inflamatórias
chave,
tados menos expressivos
aprofundada para deter-
como o TNF-α, reduzin-
associados a imunos-
minar a generalização
do a ativação endotelial
supressores
isolados
deste resultado. A alta
e a resposta inflamatória
(53,51% de remissão),
taxa de remissão com
vascular, eventos funda-
imunomoduladores
anticoagulantes isolados
mentais na patogênese
(47,5%) e, principalmen-
(81,51%) também mere-
da DB [49]. No entanto,
te, à intervenção cirúr-
ce destaque, sugerindo
a divergência surge na
gica isolada (45,45% de
um papel importante no
hierarquização terapêu-
remissão) servem como
manejo, embora prova-
tica. Enquanto em países
um alerta importante.
velmente menos eficaz
com maior acesso a estes
Estes dados reforçam
que as combinações ou
fármacos eles têm sido
o consenso de que a
terapias-alvo em cená-
utilizados mais preco-
cirurgia na DB vascular
rios de doença imunoló-
cemente, em contextos
deve ser vista como um
gica ativa.
como o brasileiro, seu
recurso paliativo para
custo elevado e as res-
complicações
mecâ-
A eficácia intermediária
trições dos sistemas de
nicas imediatas, mas
observada com os anti-
saúde
frequentemente
nunca como tratamento
-TNF (64,46% de remis-
os posicionam como
curativo [51]. A alta taxa
52 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Consumíveis de alto desempenho para
cromatografia em análises clínicas
A evolução das metodologias cromatográficas nas análises clínicas exige consumíveis tecnicamente
consistentes, com elevado controle de qualidade e reprodutibilidade interlote.
A Perfecta atua como fornecedora estratégica de vials, filtros, membranas e placas multipoços para
o preparo automatizado de amostras, atendendo a aplicações como LC-MS/MS, HPLC e UHPLC em
ambientes clínicos de alta complexidade.
Perfecta. Tecnologia, qualidade e precisão a serviço do diagnóstico.
Descubra todas
as soluções
Perfecta
Rua Ibitinga, 538 - CEP: 03186 020 - São Paulo - SP - Tel.:
@perfecta.lab
(11) 2965 6722 - perfectalab.com.br
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
de recorrência pós-cirúrgica
(54,54%) é um
testemunho da natureza
sistêmica e inflamatória
da doença, que não é
modificada pela correção
anatômica local. A
cirurgia deve, portanto,
ser sempre precedida e
seguida por terapia imunossupressora
agressiva.
A elevada heterogeneidade
estatística (I² =
97,6%) encontrada na
meta-análise não é um
detalhe metodológico,
mas sim o reflexo quantitativo
das limitações
do campo de estudo.
Ela decorre da inclusão
inevitável de estudos
observacionais, com
populações pequenas e
heterogêneas, critérios
de desfecho variáveis e
diferentes durações de
acompanhamento [52].
Esta fragilidade é inerente
ao estudo de doenças
raras e dificulta a extrapolação
de conclusões
definitivas. A escassez de
ensaios clínicos randomizados
de alta qualidade
é a principal barreira
para a medicina baseada
em evidências na DB.
Viés de Publicação
Para avaliar a presença
de viés de publicação
entre os estudos incluídos
na meta-análise, foi
construído um funnel
plot (Figura 6). Com isso,
podemos examinar a distribuição
dos estudos em
função do erro padrão e
do efeito do tratamento,
possibilitando
verificar
Figura 6: Funnel plot para avaliação de viés de publicação entre os estudos incluídos na
meta-análise. Cada ponto representa um estudo individual, plotado de acordo com o erro
padrão do logaritmo da razão de chances (log OR) em função do efeito do tratamento. A
simetria do gráfico em relação à linha pontilhada central indica ausência de viés de publicação
significativo.
54 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
se há tendência de publicação
seletiva de resulta-
tela com o tratamento
dos pacientes afetados,
remissão e recorrência
foram avaliados. No
ARTIGO CIENTÍFICO II
dos positivos. No gráfico,
uma vez que não existe
entanto, a avaliação
cada ponto representa
linha terapêutica exata
robusta da qualidade de
um estudo individual,
para tratamento. Além
vida e do perfil de segu-
sendo esperada uma dis-
de suas diversas mani-
rança dos medicamentos
tribuição simétrica em
festações,
observamos
foi limitada pela carência
torno da linha de efeito
que pode ocorrer desde
de relatos consistentes
médio na ausência de
a infância até a terceira
sobre estes desfechos na
viés. A simetria obser-
idade com predominân-
literatura incluída, apon-
vada sugere que não há
cia no sexo masculino.
tando uma importante
evidências relevantes de
lacuna a ser preenchida
viés de publicação nos
Alinhando os achados
por pesquisas futuras.
dados analisados.
com os objetivos do
estudo, conclui-se que
Diante deste cenário de
Conclusão
foi possível sistematizar
incertezas e desafios,
Diante dos resultados
as abordagens terapêu-
qual seria uma solução
apresentados, a trom-
ticas e comparar sua
possível? A solução
bose venosa vem como
eficácia relativa, identi-
não reside em buscar
uma das principais mani-
ficando as terapias-alvo
um tratamento único
festações e mais grave
(inibidores de JAK, anti-
e universal, mas em
quando falamos de
-II-GR) e a terapia com-
fomentar uma mudan-
Doença de Behçet, tendo
binada como as mais
ça de paradigma na
seu manejo clínico incer-
promissoras. Da mesma
pesquisa e no cuidado
to e exigindo muita cau-
forma, os desfechos de
da DB. É imperativo:
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
55
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
• Promover estudos
multicêntricos interna-
• Desenvolver e implementar
ensaios clínicos
direcionado da inflamação
sistêmica, com
cionais
colaborativos:
adaptativos: Desenhos
as terapias-alvo emer-
Para superar o problema
de estudo mais flexíveis
gentes e a terapia com-
do pequeno número de
pacientes, esforços como
a criação de registros
globais prospectivos são
essenciais para reunir
dados em grande escala
e em tempo real.
poderiam testar sequências
ou combinações
de terapias de maneira
mais eficiente.
• Incluir desfechos
centrados no paciente:
binada representando
as estratégias mais
sólidas nas evidências
atuais. No entanto, as
significativas divergências,
limitações e
o pequeno tamanho
• Investir em pesquisa
translacional para
identificar biomarcadores:
A busca por
marcadores sorológicos,
genéticos ou de imagem
que possam prever
Estudos futuros devem
incorporar sistematicamente
métricas de qualidade
de vida e segurança
a longo prazo, que
são decisivas para as
escolhas terapêuticas.
amostral de algumas
intervenções
promissoras
exigem cautela
na interpretação e
destacam a urgência
de investimentos em
pesquisas
robustas
o risco trombótico, a
e colaborativas para
resposta terapêutica e
Em conclusão, esta
finalmente
transladar
a segurança da anticoa-
revisão sugere que o
as descobertas fisiopa-
gulação é fundamental
manejo da trombose
tológicas em benefícios
para permitir uma medi-
venosa na DB deve ser
concretos e seguros
cina personalizada.
pautado pelo controle
para todos os pacientes.
Referências
56 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Autores: Vivian Buarque, Beatriz Arruda, Natália Amaral, Letícia Lourenço, Guilherme Kendy,
Agnaldo Bonaldi, Noemy Sousa, Marcelo Oliveira.
ARTIGO CIENTÍFICO II
1. BEÇA, S.; ESPINOSA, G. Doença de Behçet: atualização
clínica. Revista Brasileira de Reumatologia,
v. 61, n. 2, p. 180–188, 2021.
2. LAVALLE, C.; RODRÍGUEZ-PLA, A.; ESPINOSA, G.
Behçet’s syndrome: an update on diagnosis, current
therapeutic strategies, and future perspectives.
Clinical Rheumatology, v. 43, n. 1, p. 45–56, 2024.
3. SAKANE, T.; TAKENO, M.; SUZUKI, N.; INABA, G.
Behçet’s disease. New England Journal of Medicine,
v. 341, n. 17, p. 1284–1291, 1999.
4. NEVES, F. S.; GONÇALVES, C. R. Critérios de diagnóstico
da doença de Behçet. Revista Brasileira de
Reumatologia, v. 46, n. 2, p. 83–89, 2006.
5. SAADOUN, D.; WECHSLER, B. Behçet’s disease. Orphanet
Journal of Rare Diseases, v. 14, n. 1, p. 1–16, 2019.
6. KERR, C.; KIM, N. Vascular involvement in Behçet’s
disease. Current Opinion in Rheumatology, v.
22, n. 1, p. 47–52, 2010.
7. KURAL-SEYAHI, E. et al. The long-term mortality
and morbidity of Behçet syndrome: a 2-decade
outcome survey of 387 patients followed at a
dedicated center. Medicine (Baltimore), v. 82, n. 1,
p. 60–76, 2003.
8. ALIBAZ-ONER, F.; DIRESKENELI, H. Update on
the epidemiology, risk factors and disease outcomes
of Behçet’s disease. Best Practice & Research
Clinical Rheumatology, v. 36, n. 6, p. 101792, 2022.
9. HATEMI, G. et al. 2018 update of the EULAR
recommendations for the management of Behçet’s
syndrome. Annals of the Rheumatic Diseases,
v. 77, n. 6, p. 808–818, 2018.
10. DESBOIS, A. C. et al. Long-term outcome of
arterial lesions in Behçet disease. Arthritis & Rheumatism,
v. 64, n. 9, p. 2748–2756, 2012.
11. EMMI, G. et al. New insights into pathogenesis and
therapy of Behçet’s syndrome. International Journal
of Molecular Sciences, v. 25, n. 2, p. 764, 2024.
12. SEYAHI, E. Behçet’s disease: How to diagnose
and treat vascular involvement. Best Practice &
Research Clinical Rheumatology, v. 30, n. 2, p.
279–295, 2016.
13. FRANÇA, M. et al. Doença de Behçet com
manifestações vasculares: relato de caso e revisão
da literatura. Jornal Vascular Brasileiro, v. 18, p.
e20180091, 2019.
14. SANTIAGO, M. B.; AZEVEDO, V. F.; CARVALHO,
M. A. P. Doença de Behçet: aspectos clínicos e
terapêuticos. Revista Brasileira de Reumatologia,
v. 52, n. 3, p. 436–446, 2012.
15. Dumont LS, Cunha RRO, Cardoso TCA, et
al. Tratamento endovascular na doença de
Behçet: uma revisão integrativa. J Vasc Bras.
2022;21:e20220013.
https://doi.org/10.1590/1677-5449.202200131
16. Doença de Behçet. Disponível em: <https://
www.emmanuelfranca.com.br/doenca sdermatologicas/s%C3%ADndrome-de-beh%
C3%A7et?utm.
Acesso em: 20 set. 2025.
17. TUNES, R. S. Prevalência da síndrome de behçet
em pacientes portadores de ulceração aftosa
recorrente no Brasil. Disponível em: <https://
pesquisa.bvsalud.org/fiocruz/resource/ pt/arc-
-34857?utm. Acesso em: 20 set. 2025.
18. PRISMA. Preferred Reporting Items for Systematic
reviews and Meta-Analyses (PRISMA). Disponível
em: <https://www.prisma-statement.org/>.
19. NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE
RESEARCH. PROSPERO. Disponível em: <https://
www.crd.york.ac.uk/PROSPERO/>.
20. WELLS, G. et al. The Newcastle-Ottawa Scale (NOS)
for assessing the quality of nonrandomised studies in
meta-analyses. Disponível em: <https://www.ohri.ca/
programs/clinical_epide miology/oxford.asp>.
21. PIGGOTT, T. et al. Grading of Recommendations
Assessment, Development, and Evaluations (GRA-
DE) notes: extremely serious, GRADE’s terminology
for rating down by three levels. Journal of Clinical
Epidemiology, v. 120, p. 116–120, abr. 2020.
22. Viés de Publicação | HTANALYZE. Disponível
em: <https://www.htanalyze.com/metanalise/
vies-d e-publicacao/>.
23. ALBUQUERQUE, P. R. DE et al. Doença
de Behçet na infância. Jornal de Pediatria, v. 78, p.
128–132, 1 abr. 2002.
24. DEMIR, S. et al. Paediatric Behçet’s disease with
sinus venous thrombosis: experience from three
centres in Turkey. Clinical and experimental rheumatology,
v. 37 Suppl 121, n. 6, p. 147–151, 2019.
25. FATMA ALIBAZ-ONER et al. Vascular Behçet’s
disease: a comparative study from Turkey and France.
Clinical and Experimental Rheumatology, 20 jul. 2021.
26. AKSOY, A. et al. Predictors for the risk and
severity of post-thrombotic syndrome in vascular
Behçet’s disease. Journal of Vascular Surgery:
Venous and Lymphatic Disorders, fev. 2021.
27. ZHU, Y-L. et al. The clinical characteristics and
outcome of intracardiac thrombus and aortic valvular
involvement in Behçet’s disease: an analysis
of 20 cases. Clinical and experimental rheumatology,
v. 30, n. 3 Suppl 72, p. S40-5, 2012.
28. LEE, N. H. et al. Characterization of Venous
Involvement in Vasculo-Behçet Disease. The Korean
journal of thoracic and cardiovascular surgery,
v. 53, n. 6, p. 381–386, maio 2020.
29. DAOUD, F. et al. Epidemiological, clinical, and
therapeutic characteristics of Behçet’s disease:
a monocentric study in Tunisia. The Pan African
Medical Journal, v. 40, p. 13, 2021.
30. AIT BEN HADDOU, E. H. et al. Neurological
manifestations of Behçet’s disease: Evaluation of
40 patients treated by cyclophosphamide. Revue
Neurologique, v. 168, n. 4, p. 344–349, 30 nov. 2011.
31. MASTROLIA, M. V. et al. Thrombotic manifestations
in pediatric Behcet syndrome: A multicenter
comparative study from the EUROFEVER registry.
Seminars in Arthritis and Rheumatism, v. 66, p.
152454, 23 abr. 2024.
32. PIER LUIGI MERONI et al. Adalimumab-Based
Treatment Versus Disease-Modifying Antirheumatic
Drugs for Venous Thrombosis in Behçet’s
Syndrome. v. 70, n. 9, p. 1500–1507, 1 set. 2018.
33. EROL, S. et al. Does anticoagulation in combination
with immunosuppressive therapy prevent
recurrent thrombosis in Behçet’s disease? Journal
of investigative medicine : the official publication
of the American Federation for Clinical Research,
v. 72, n. 4, p. 387–391, abr. 2024.
34. J. OUMERZOUK et al. Cerebral venous thrombosis
in Behcet’s disease. A report on 24 cases.
Revue Neurologique, v. 178, n. 3, p. 213–218, 1
mar. 2022.
35. OZDEDE, A. et al. Tocilizumab may not be a good
option for vascular involvement due to Behçet’s
syndrome. Clinical and experimental rheumatology,
v. 42, n. 10, p. 2057–2064, out. 2024.
36. BEKTAŞ, M.; ÖZER, M. D.; OĞUZ, E. The safety and
efficacy of TNF inhibitors in patients with Behçet’s
disease: Retrospective study from eastern Turkey.
Clinical Immunology, v. 264, p. 110239, 9 maio 2024.
37. HATEMI, G. et al. Infliximab for vascular involvement
in Behçet’s syndrome. Clinical immunology
(Orlando, Fla.), v. 253, p. 109682, ago. 2023.
38. WANG, Z. et al. Baricitinib for the treatment
of refractory vascular Behçet’s disease. Clinical
Immunology, v. 250, p. 109298, maio 2023.
39. Viechtbauer W. Conducting meta-analyses
in R with the metafor package. J Stat Softw.
2010;36(3):1-48.
40. Balduzzi S, Rücker G, Schwarzer G. How to perform
a meta-analysis with R: a practical tutorial.
Evid Based Ment Health. 2019;22(4):153-160.
41. Seyahi E. Behçet’s disease: How to diagnose
and treat vascular involvement. Best Pract Res Clin
Rheumatol. 2016;30(2):279-95.
42. Alibaz-Oner F, Direskeneli H. Update on the
epidemiology, risk factors and disease outcomes
of Behçet’s disease. Best Pract Res Clin Rheumatol.
2022;36(6):101792.
43. Saadoun D, Wechsler B, Desseaux K, Le Thi
Huong D, Amoura Z, Resche-Rigon M, et al.
Mortality in Behçet’s disease. Arthritis Rheum.
2010;62(9):2806-12.
44. Desbois AC, Wechsler B, Resche-Rigon M, Piette JC,
Huong Dle T, Amoura Z, et al. Immunosuppressants
reduce venous thrombosis relapse in Behçet’s disease.
Arthritis Rheum. 2012;64(9):2753-60.
45. Hatemi G, Christensen R, Bang D, Bodaghi
B, Celik AF, Fortune F, et al. 2018 update of the
EULAR recommendations for the management
of Behçet’s syndrome. Ann Rheum Dis.
2018;77(6):808-18.
46. Kerr C, Kim N. Vascular involvement in Behçet’s
disease. Curr Opin Rheumatol. 2010;22(1):47-52.
47. Emmi G, Silvestri E, Camarile M, Fabiani C,
Lopalco G, Prisco D, et al. New insights into pathogenesis
and therapy of Behçet’s syndrome. Int J
Mol Sci. 2024;25(2):764.
48. Lavalle C, Rodríguez-Pla A, Espinosa G. Behçet's
syndrome: an update on diagnosis, current
therapeutic strategies, and future perspectives.
Clin Rheumatol. 2024;43(1):45-56.
49. Saadoun D, Wechsler B. Behçet’s disease.
Orphanet J Rare Dis. 2019;14(1):1-16.
50. Santiago MB, Azevedo VF, Carvalho MAP.
Doença de Behçet: aspectos clínicos e terapêuticos.
Rev Bras Reumatol. 2012;52(3):436-46.
51. França M, Azevedo P, Borges I, Menezes F,
Lopes A, Rocha C. Doença de Behçet com manifestações
vasculares: relato de caso e revisão da
literatura. J Vasc Bras. 2019;18:e20180091.
52. Sterne JAC, Savović J, Page MJ, Elbers RG,
Blencowe NS, Boutron I, et al. RoB 2: a revised tool
for assessing risk of bias in randomised trials. BMJ.
2019;366:l4898.
58 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Solução completa
para rastreamento do
câncer do colo do útero
COOL IDEAS
GP-100
Processador Automatizado
para Citologia em Meio Líquido
iPonatic II
Biologia Molecular PoCT
Testes de DNA-HPV, IST e outros.
Solução para
Conservação Celular
É o meio ideal de preservação e
transporte de amostras coletadas
para testes de DNA-HPV, IST e
exames citológicos.
+ 6
+
milhões
de amostras
processadas
no Brasil
Líder de Citologia
em Meio Líquido
no Brasil
Presença Global
5
Continentes
+ 14
Países
Internalize o portfólio completo para saúde da mulher em seu laboratório!
47 3183-8200
grupostra.com.br
contato@grupostra.com.br
grupo_stra grupostra
Catálogo Digital
ARTIGO CIENTÍFICO III
EXPLORANDO A INTERFACE ENTRE
INFLAMAÇÃO NO SISTEMA NERVOSO
CENTRAL E BIOMARCADORES SANGUÍNEOS
NA ESCLEROSE MÚLTIPLA
Autoras:
Ingrid Rodrigues Cruz Pereira1
Naiara Chaves Silva 2
1 - Graduanda em Biomedicina. Universidade Edson Antônio Vellano
– UNIFENAS, Varginha, MG. Brasil.
2 - Farmacêutica. Doutora em Ciências Farmacêuticas. Docente do
Curso de Biomedicina da Universidade Edson Antônio Vellano –
UNIFENAS, Varginha, MG.
* Imagem ilustrativa
Resumo
O sistema imunológico desempenha um papel crucial na
proteção do corpo contra agentes infecciosos, mas em casos
de disfunção, pode atacar tecidos saudáveis, resultando em
doenças autoimunes como a Esclerose Múltipla (EM). A doença
é caracterizada por ataques autoimunes à mielina, a bainha
protetora dos nervos no sistema nervoso central. É influenciada
por fatores genéticos, ambientais e hormonais. Os biomarcadores
são importantes na identificação e monitoramento da
Esclerose Múltipla. No líquido cefalorraquidiano, a citocina
pró-inflamatória conhecida como fator de necrose tumoral
alfa (TNF-α) e o interferon gama (IFN-γ) são encontrados em
quantidades aumentadas durante a inflamação, contribuindo
para a desmielinização e neurodegeneração. Outras citocinas,
como a interleucina (IL), também desempenham um papel
na resposta inflamatória. Este estudo objetiva explorar a
relação dos biomarcadores inflamatórios na Esclerose Múltipla
através de uma revisão bibliográfica, desenvolvida a partir do
levantamento de dados, em que foram incluídos os principais
estudos realizados nos últimos vinte anos (2000 a 2020) acerca
do tema, sendo que foram adquiridos em plataformas e anais
científicos. Dessa forma, apesar dos avanços na compreensão
dos mecanismos subjacentes à Esclerose Múltipla e no
desenvolvimento de tratamentos para controlar a inflamação
e reduzir a progressão da doença, ainda há muito a ser
descoberto sobre essa condição complexa. A pesquisa contínua
é fundamental para desenvolver estratégias de diagnósticos
precoces e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Palavras-chaves: Esclerose Múltipla, Biomarcadores e
Inflamação.
Abstract
The immune system plays a crucial role in protecting
the body against infectious agents, but in cases of
dysfunction, it can attack healthy tissues, resulting in
autoimmune diseases such as Multiple Sclerosis (MS).
The disease is characterized by autoimmune attacks on
myelin, the protective nerve sheath in the central nervous
system. It is influenced by genetic, environmental and
hormonal factors. Biomarkers are important in identifying
and monitoring Multiple Sclerosis. In cerebrospinal fluid,
the pro-inflammatory cytokine known as tumor necrosis
factor alpha (TNF-α) and interferon gamma (IFN-γ)
are found in increased amounts during inflammation,
contributing to demyelination and neurodegeneration.
Other cytokines, such as interleukin (IL), also play a role
in the inflammatory response. This study aims to explore
the relationship between inflammatory biomarkers
in Multiple Sclerosis through a bibliographic review,
developed from data collection, which included the main
studies carried out in the last twenty years (2000 to 2020)
on the topic, which were acquired on scientific platforms
and annals. Therefore, despite advances in understanding
the mechanisms underlying Multiple Sclerosis and in
the development of treatments to control inflammation
and reduce disease progression, there is still much to be
discovered about this complex condition. Continuous
research is essential to develop early diagnostic strategies
and improve patients' quality of life.
Keywords: Multiple Sclerosis, Biomarkers, and
Inflammation.
60 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Autoras: Ingrid Rodrigues Cruz Pereira, Naiara Chaves Silva.
ARTIGO CIENTÍFICO III
Introdução
O sistema imunológico
inato atua como a primeira
linha de defesa
contra patógenos,
combatendo antígenos
e mantendo a homeostase.
Ele é composto
por diversas células
que reconhecem patógenos
por meio de seus
receptores e liberam
citocinas, coordenando
a ação de várias células
ao mesmo tempo.
Para um entendimento
abrangente do sistema
imunológico, é crucial
estudar todos os seus
componentes, incluindo
elementos específicos
como linfócitos B e
A esclerose múltipla
(EM) é uma doença
inflamatória autoimune
crônica que provoca
a desmielinização dos
neurônios no sistema
nervoso central. A EM
pode ser classificada
em três formas: remitente-recessiva
(RR),
primária progressiva
(PP) e secundária progressiva
(SP). De acordo
com Weiner Howard,
aproximadamente
87% dos pacientes são
inicialmente diagnosticados
com a forma
RR, caracterizada por
surtos agudos seguidos
de remissões, com recuperação
total ou parcial
das sequelas. Pacientes
surtos por um período
de quase 10 anos. A
forma PP afeta cerca de
10% dos pacientes e é
caracterizada por uma
piora constante dos
sintomas (NOQUEIRA et
al., 2021).
Diversos estudos foram
conduzidos para entender
as causas da esclerose
múltipla, com maior foco
nas células adaptativas
do sistema imunológico.
Pesquisas indicam que
linfócitos T reativos específicos
da bainha de mielina,
que secretam fator
de necrose tumoral alfa
(TNF-α), interferon gama
(IFN-γ), e Iinterleucinas,
são liberados por moti-
T, pois isso é fundamen-
com EM-RR (Esclerose
vos ainda desconhecidos
tal para compreender
múltipla
remitente-re-
e migram para o sistema
o reconhecimento e a
cessiva) podem evoluir
nervoso central, causan-
memória imunológica
(GANDHI et al.,2010).
para a fase SP, onde
ocorre uma pausa nos
do desmielinização e
subsequente incapaci-
62 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
dade neurológica. Neste
artigo, discutiremos a
função do sistema imu-
volvida a partir do
levantamento de
dados, onde foram
dados significativos e
fidedignos através de
um levantamento, sen-
ARTIGO CIENTÍFICO III
nológico na progressão
incluídos os principais
do este muito impor-
da EM, com ênfase nas
estudos realizados nos
tante para atualização
citocinas presentes que
últimos vinte e quatro
e interpretação dos
podem atuar como bio-
anos (2000 a 2024)
dados acerca das infla-
marcadores (GANDHI et
acerca do tema, os
mações provocadas na
al.,2010).
quais foram adquiridos
Esclerose Múltipla.
em plataformas e anais
Métodos
científicos que obtive-
Resultados e Discus-
Foi realizada uma pes-
ram valores e resulta-
são Esclerose Múltipla
quisa descritiva e lon-
dos expressivos acerca
A EM é uma doença
gitudinal onde foram
desse tipo de estudo,
autoimune com a inci-
expostos, comparados e
como as revistas Pro-
dência entre adultos
discutidos artigos cien-
gress in Neurobiology,
de 20 e 40 anos, sendo
tíficos acerca do assunto
Journal of Neural Trans-
o sexo mais afetado o
pertinente a esse estu-
mission, etc.
feminino, a Organiza-
do: interface entre a
ção Mundial da Saúde
inflamação no sistema
Ponderou-se nos resul-
(OMS), estima um por-
nervoso central e bio-
tados e discussões a
centual que cerca de
marcadores sanguíneos
relação dessas pes-
2,1 milhão de pessoas
na esclerose múltipla.
quisas quanto à área
possui a doença. As
geográfica,
diferente
doenças
autoimunes
O trabalho tem como
atuação e origem, sem-
são identificadas por
base uma revisão
pre visando um olhar
distúrbios do sistema
bibliográfica,
desen-
crítico que agregue
imune, seja por células
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
63
Autoras: Ingrid Rodrigues Cruz Pereira, Naiara Chaves Silva.
ARTIGO CIENTÍFICO III
de antígenos, anticorpos
ou outros mecanismos
desconhecidos.
A EM é caracterizada por
áreas de inflamação na
substância cinzenta do
Existem quatro formas
no qual a doença pode
se expressar e critérios
Células T reguladoras
sistema nervoso central
a ser considerados para
conhecidas como célu-
(SNC), marcada princi-
diagnosticar. A Esclero-
las treg apresentam
palmente pela desmieli-
se Múltipla surto-remi-
ações supressoras e o
nização das bainhas de
tente é caracterizada
surgimento de doen-
mielina dos neurônios.
por surtos com duração
ças pode estar ligado
Acontece uma infiltração
de uma semana con-
ao
desaparecimento
de perivenosa de linfóci-
tendo sintomas como
ou deficiência de célu-
tos e plasmócitos para o
formigamento e visão
las Treg, entanto elas
SNC e a partir daí começa
embaçada, após uma
podem estabelecer um
a inflamação aguda onde
semana os sintomas
controle na patologia.
ocorre perda de oligoden-
cessão e ficam em fase
As células Treg pos-
drócitos e astrócitos, uma
dormente.
Esclerose
suem a capacidade de
remielinização pode ocor-
Múltipla
progressiva-
provocar a anulação
rer de forma incompleta
-primária tem sua dura-
de células T efetoras
se o tratamento for feito
ção mais longa na fase
que estão presente
ainda na fase aguda da
aguda, sendo a mais
em grande escala e
doença, podendo rever-
perigosa nos pacien-
tendem a provocar
ter os impactos clínicos
tes, sua fase aguda de
a autoimunidade. O
causados, se a doença
inflamação pode levar a
surgimento e origem
progredir causando lesão
sequelas graves, ela não
de doenças autoimune
axônica as causas são irre-
contém a fase dormen-
ainda é algo descom-
versíveis, resultando em
te, assim o tratamento
preendido
(FERREIRA
uma incapacidade crôni-
pode ser bastante
et al 2018).
ca (BERTOTTI et al, 2011).
complexo podendo não
64 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Conheça à Medtest.
Temos a SOLUÇÃO ideal para o
seu laboratório.
Hematologia
Conheça à Medtest.
Temos a SOLUÇÃO ideal para o
seu laboratório.
Bioquímica
Hematologia
point of care
Bioquímica
pré-analítico
point of care
Microbiologia
pré-analítico
quimioluminescência
Microbiologia
Coagulação quimioluminescência
e Uroanálise
Coagulação e Uroanálise
Nossa logística
Utilizamos recursos Nossa de logística tecnologia de
dispositivos eletronicos, qualificando
a nossa entrega.
Utilizamos recursos de tecnologia de
dispositivos eletronicos, qualificando
a nossa entrega.
medtest.com.br
71 2108.4020
comercial@medtest.com.br
Serviço
Dispomos Serviçode um time técnico e cientifico,
100% Dispomos capacitado de um time por técnico nossos e cientifico, parceiros, a
100% capacitado por nossos parceiros, a
disposição para atendê-los a qualquer
disposição para atendê-los a qualquer
momento.
Soluções integradas em diagnóstico
medtest.com.br
comercial@medtest.com.br
momento.
Soluções integradas em diagnóstico
www.medtest.com.br
A Medtest está nos principais
canais digitais, para melhor
atendê-lo.
www.medtest.com.br
A Medtest está nos principais
canais digitais, para melhor
atendê-lo.
Autoras: Ingrid Rodrigues Cruz Pereira, Naiara Chaves Silva.
ARTIGO CIENTÍFICO III
ter resultado. Esclerose
Múltipla progressiva-
-secundaria contém
tórias agudas que são
associadas à ocorrência
de placas esclerosadas,
ações, essas células
podem aumentar a
secreção de citocinas
surtos leves quase
que se compõem de um
pro-inflamatórias e do
imperceptíveis, sua fase
acumulado de células
TNF, contribuindo para
dormente pode durar
e citocinas de origem
a infiltração de leucóci-
anos, se por algum fator
inflamatória,
afetando
tos através dos capilares
a inflamação voltar
a área periventricular,
sanguíneos inflamados
pode causar danos irre-
ponte e medula espi-
(SILVA., 2010; AGLIOZZI
versíveis. A última fase
nhal. Segundos estudos,
et al.,2019).
é a mais comum entre
a EM é uma doença
os pacientes sendo a
autoimune mediada por
Os linfócitos T sofrem
remitente-recorrente,
linfócitos T reativos na
maturação e se rearran-
apresentando sintomas
mielina, os quais podem
jam para serem expres-
desde seu aparecimen-
ser observados em indi-
sores específicos con-
to, contém tratamento
víduos normais, porém
tendo co-receptores de
que pode ou não mos-
em pacientes com EM,
CD4 TH1 e TH2 ou CD8,
trar alguma melhoria
os níveis desses, são
podendo haver desequi-
podendo conter cessão
mais altos. As células
líbrio e levando a doen-
da inflamação por um
B também são relevan-
ças. O linfócito CD4 TH1
breve período (BERTOT-
tes porque produzem
produz citocinas como o
TI et al 2011).
citocinas, anticorpos e
interferon -Y (IFN-y) e os
outros mediadores infla-
linfócitos TH2 produz as
Inflamação
matórios,
semelhantes
Interleucinas (IL) 4, 5, 13 e
A Esclerose Múltipla (EM)
ao que ocorre em outras
14, estudos apontam que
é mediada por ocorrên-
doenças
inflamatórias
essas citocinas pró-infla-
cia de lesões inflama-
crônicas. Nessas situ-
matórias estão envolvi-
66 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
das na desmielinização
da mielina, enquanto as
anti-inflamatórias como a
papel exato dos linfócitos
T na EM, sabe-se que suas
citocinas podem causar
IL-13). Estudos dizem que
NK tem efeitos benéficos
na EM mesmo estando
ARTIGO CIENTÍFICO III
IL-10 ajuda na redução da
morte celular mediada
presentes em lesões
resposta inflamatória que
por receptores especí-
desmielinizantes,
pois
ocorre durantes os surtos
ficos, enquanto o IFN-γ
acontece uma diminui-
da EM (SILVA, 2010).
aumenta a neurotoxici-
ção em fases recidivas e
dade. Outros componen-
desempenha papel regu-
A barreira hematoen-
tes inflamatórios podem
lador de células T através
cefálica
normalmente
danificar diretamente as
da produção de citocinas
apresenta alta resistência
membranas
celulares,
e citotoxicidade direta
à migração de linfócitos
levando à redução da
(GANDHI et al, 2010).
para o SNC. No entanto,
energia celular e a danos
essa migração pode
axonais e neurais (COR-
Fator de necrose
ocorrer após a ativação
REALE et al.,2011).
tumoral alfa (TNFα) e
inflamatória do endotélio
Interferon (IFN)
e a expressão de molécu-
As células Natural Killer
No líquido cefalorra-
las de adesão. A ativação
(NK) contribuem para
quidiano (LCR), o fator
das
metaloproteinases
função reguladoras do
de necrose tumoral alfa
facilita a migração dos
sistema imune inato,
(TNF-α) é uma citocina
linfócitos, que são então
elas também contêm a
pró-inflamatória utiliza-
ativados por células da
capacidade de secretar
da como biomarcador
imunidade inata presen-
diferentes citocinas. Pode
na esclerose múltipla
tes no SNC, como macró-
ser classificada de acordo
(EM),
especialmente
fagos, células dendríticas
com suas citocinas como
em casos de inflamação
e micróglias. Embora haja
NK1(secreta IFN-y e IL-10)
meníngea. O interferon
controvérsias sobre o
e NK2 (secreta IL-5 e
gama (IFN-γ) atua em
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
67
Autoras: Ingrid Rodrigues Cruz Pereira, Naiara Chaves Silva.
ARTIGO CIENTÍFICO III
conjunto com o TNF-α
para aumentar a apoptose
e regular positiva-
aumentados de proteínas
no LCR. Pacientes
com EM frequentemen-
inflamatório, diminuem
a produção de IFN-γ e
aumentam a expressão
mente a expressão des-
te apresentam níveis
de IL-20, resultando
te fator. Essas citocinas
elevados de TNF-α, que
em uma redução de
formam uma família
é uma citocina chave na
imunoglobulinas e um
de proteínas com pro-
desmielinização, recru-
aumento de células e
priedades antivirais e
tando leucócitos para o
citocinas
inflamatórias
imunomoduladoras,
sítio inflamatório (SAN-
e fagocitárias. O IFN-β
sendo encontradas em
TOS et al., 2007).
é amplamente utilizado
lesões ativas de EM e
na formulação de medi-
liberadas por células NK
O IFN-γ possui potentes
camentos para a EM
(Natural Killer) e astró-
propriedades pró-infla-
(BRANDÃO et al, 2005).
citos (MAGLIOZZI, R. et
matórias, podendo indu-
al., 2019).
zir a produção de outras
Interleucina (ILs)
citocinas ou moléculas,
As interleucinas (ILs)
Pesquisas indicam que
como imunoglobulinas,
são tipos de citocinas
linfócitos T CD4+ e
especialmente
IgG,
inflamatórias liberadas
CD8+ expressam IFN-
exacerbando a inflama-
principalmente
por
-γ, enquanto células
ção crônica. Embora os
macrófagos e linfócitos
mieloides
produzem
interferons beta (IFN-β)
T. Na EM várias inter-
TNF em pacientes com
sejam menos estuda-
leucinas desempenham
EM. A expressão desses
dos, eles desempenham
papéis críticos na
biomarcadores é ele-
um papel importante
modulação da respos-
vada em casos de EM
após a estimulação ini-
ta imunológica e na
primária
progressiva,
cial. Os IFN-β migram
progressão da doença
juntamente com níveis
linfócitos T para o sítio
(TUZUM. E., 2018).
68 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
NOVOS PARÂMETROS DE PESQUISA
O hemograma evoluiu.
Novos índices que ampliam o valor do diagnóstico.
Índice de Mentzer
RDWI
MLR
Analisador Hematológico Automatizado
Apoio à diferenciação de anemia ferropriva e talassemia e indicadores
prognósticos em inflamações, infecções e doenças cardiovasculares.
Uma solução hoje.
Uma família mais completa, amanhã.
Autoras: Ingrid Rodrigues Cruz Pereira, Naiara Chaves Silva.
ARTIGO CIENTÍFICO III
A IL-10 é uma citocina
imunossupressora que,
quando expressa de
picas sendo observadas
entre os pacientes, indicando
uma correlação
e na micróglia, sendo
extremamente importante
na EM. Níveis
forma anormal, pode
com a progressão da
elevados de IL-6 sérica
prejudicar e aumentar
doença (SILVA, 2010).
estão
correlacionados
a resposta inflamatória.
com a frequência de
Embora
normalmente
A IL-6 é uma citoci-
surtos em mulheres
ajude a controlar a
na chave no início e
(TANABE, 2018).
inflamação e a prevenir
progressão de muitas
doenças
inflamatórias
inflamações. Ela induz
A IL-2 é crucial para a imu-
autoimunes, sua disfun-
a resposta de fase agu-
nidade inata e adaptativa,
ção pode resultar em
da no fígado, atua em
pois induz a inflamação
imunopatologia exacer-
células B e T, e tem um
e acelera a proliferação
bada e dano tecidual.
papel crítico na home-
de linfócitos T. As células
Em contextos patogê-
ostase normal do tecido
NK ativadas pela IL-2
nicos,
microrganismos
neural. A ausência de
aumentam a produção
podem explorar a IL-10
IL-6 pode reduzir a ati-
de IFN-y, promovendo
para diminuir a resposta
vação da glia em lesões
efeitos citotóxicos nas
imune do hospedeiro.
cerebrais traumáticas e
lesões causadas pela EM.
Portanto, identificar as
alterar comportamentos
A IL-12 é similar pois é
células que liberam essa
relacionados ao sono.
uma citocina indutora
citocina é crucial para
Contudo, sua produção
de IFN-y que possui um
combater a inflamação.
exacerbada no cérebro
efeito danoso de desmie-
Na EM a produção de
pode levar à neurode-
linização (TANABE, 2018).
IL-10 está associada à
generação. O receptor
gravidade da doença,
de IL-6 é encontrado em
Avaliação laboratorial
com variações genotí-
leucócitos, hepatócitos
A uma lista de biomar-
70 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
cadores que podem ser
usados para o controle
da EM, porém todos vão
assim a diferenciação
dos biomarcadores e
suas ações é essencial
Uma pesquisa com
pacientes diagnostica-
ARTIGO CIENTÍFICO III
depender do estado clí-
para a pesquisa da doen-
dos com EM foi feita com
nico do paciente. Primei-
ça (CASTLE et al, 2019).
o objetivo de pesquisar
ramente os biomarcado-
os biomarcadores pre-
res devem ser testados
Para a pesquisa de
sentes,
investigando
in vitro para validar sua
biomarcadores o teste
31 candidatos, para a
sensibilidade,
reprodu-
mais usado é o ELISA,
amostra foi utilizado o
ção, durabilidade em
muito utilizado para
soro e LCR o ensaio de
diferentes métodos. Um
diagnósticos de doen-
maior uso foi o ELISA.
método não especifico
ças autoimunes, além
Os resultados mostram
podem levar a falsos
de ser usado em doen-
que no soro e LCR IFNy,
positivos, logo, deve ser
ças infecciosas e alérgi-
TNFα, IL-6 foram dados
estudado a sensibilida-
cas. A base do teste é a
como pouco indetec-
de e especificidade em
interação antígeno-an-
tável no LCR e soro na
diferentes ocasiões da
ticorpo, que contêm a
maioria das amostras,
doença. É importante
relação específica dire-
IL-10 eram indetec-
associar os biomarcado-
tamente ou indireta-
táveis no LCR, porém
res com a situação que
mente. A enzima realiza
utilizada no soro. Na
será usado, sendo para
a interação com o subs-
discussão foi pontuada
prever um surto ou para
trato que se positivo há
que as interleucinas
acompanhar o avanço
uma mudança de cor,
combinadas de outros
da EM estudos não apon-
usando um marcador
biomarcadores do estu-
tam um biomarcador
para a interpretação
do foi a de maior repre-
para todos os aspectos e
dos resultados (FRAN-
sentatividade na EM
prognósticos da doença
CO et al, 2021).
(KODASAKI et al, 2024).
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
71
Autoras: Ingrid Rodrigues Cruz Pereira, Naiara Chaves Silva.
ARTIGO CIENTÍFICO III
Conclusão
A Esclerose Múltipla é
mediada principalmente
por linfócitos T que
desempenha um papel
importante desde o surgimento
como na remissão,
liberando citocinas
pró-inflamatórias como
TNF-α e IFN-γ, provocando
danos teciduais,
sendo associados a gravidade
da doença, onde as
IL-10, IL-6 e IL-2 apresentam
funções específicas,
as interleucinas são as
citocinas mais expressivas
da EM. Destaques
importantes relacionam
a IL-10, uma citocina
imunossupressora, que
pode, quando disfuncional,
causar danos inflamatórios,
a IL-6, que é
fundamental no início da
inflamação, e a IL-2, que é
crucial para a indução e
proliferação de linfócitos
T e a ativação de células
NK. A compreensão detalhada
das reações causadas
pelas citocinas na
EM pode abrir caminhos
para novas estratégias
terapêuticas, focadas em
restaurar a homeostase
imunológica e prevenir
os danos neurológicos
associados a esta doença
debilitante.
Referências
GANDHI, Roopali; LARONI, Alice; WEINER, Howard
L., Role of the innate immune system in the
pathogenesis of multiple sclerosis, Journal of
Neuroimmunology, v. 221, n. 1-2, p. 7–14, 2010.
CORREALE, J. et al. Progressive Multiple Sclerosis:
from Pathogenic Mechanisms to Treatment. Brain: a
Journal of Neurology, v. 140, n. 3, p. 527–546, 2011.
NOGUEIRA, Raquel Araujo; MARQUES, Celia
Barros de Sousa; GOMES, Ana Clara Correia; et
al. A vitamina D e desempenho imunológico:
uma perspectiva dentro da esclerose múltipla.
Research, Society and Development, v. 10, n. 15,
p. e246101522575–e246101522575, 2021.
BSIBSI, M. et al. Demyelination during multiple sclerosis
is associated with combined activation of microglia/macrophages
by IFN-γ and alpha B-crystallin.
Acta Neuropathologica, v. 128, n. 2, p. 215–229, 2014.
SILVA, F. V. G. Esclerose múltipla = produção de
citocinas pelos linfócitos Th17 e Th1 de pacientes
tratados ou não com interferon beta e quantificação
das células dentífricas plasmocitóides no
líquido cefalorraquiano. Dissertação (mestrado)
- Universidade Estadual de Campinas, Faculdade
de Ciências Médica, Campinas, São Paulo, 2010.
THEREZA QUIRICO-SANTOS; VIJAYAPRAKASH
SUPPIAH; HEGGARTY, Shirley; et al. Study of
polymorphisms in the interleukin-4 and IL-4
receptor genes in a population of Brazilian
patients with multiple sclerosis. Arquivos de
Neuro-Psiquiatria, v. 65, n. 1, p. 15–19, 2007.
DOMINGUES, R. B. et al. The cerebrospinal fluid
in multiple sclerosis: far beyond the bands. Einstein
(São Paulo), v. 15, n. 1, p. 100–104, 2017.
DUPERRAY, A. et al. Inflammatory response
of endothelial cells to a human endogenous
retrovirus associated with multiple sclerosis is
mediated by TLR4. International Immunology, v.
27, n. 11, p. 545–553, 2015.
HOWARD, J.; TREVICK, S.; YOUNGER, D. S. Epidemiology
of Multiple Sclerosis. Neurologic
Clinics, v. 34, n. 4, p. 919–939, 2016.
MAGLIOZZI, R. et al. Meningeal inflammation
changes the balance of TNF signalling in cortical
grey matter in multiple sclerosis. Journal of
Neuroinflammation, v. 16, n. 1, p. 259, 2019.
SAMPAIO‐BARROS, M. M. et al. Baixos níveis séricos
de vitamina D na esclerose sistêmica difusa:
correlação com pior qualidade de vida e alterações
capilaroscópicas graves. Revista Brasileira
de Reumatologia, v. 56, n. 4, p. 337–344, 2016.
SCAZZONE, C. et al. Vitamin D and Genetic
Susceptibility to Multiple Sclerosis. Biochemical
Genetics, v. 59, n. 1, p. 1–30, 2020.
TANABE, S.; YAMASHITA, T. The role of immune
cells in brain development and neurodevelopmental
diseases. International Immunology, v.
30, n. 10, p. 437–444, 2018.
ZAMORA-OBANDO, H. et al. BIOMARCADORES
MOLECULARES DE DOENÇAS HUMANAS: CONCEI-
TOS FUNDAMENTAIS, MODELOS DE ESTUDO E APLI-
CAÇÕES CLÍNICAS. Química Nova, v. 45, n. 9, 2022.
ZIEMANN, U. et al. Development of biomarkers
for multiple sclerosis as a neurodegenerative
disorder. Progress in Neurobiology, v. 95, n. 4,
p. 670–685, 2011.
BRANDÃO, Carlos Otávio; RUOCCO, Heloísa
Helena; FARIAS, Alessandro dos Santos; et al.
Citocinas e síntese intratecal de IgG em pacientes
com esclerose múltipla durante remissão
clínica. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 63, p.
914–919, 2005.
BERTOTTI, Ana Paula; LENZI, Maria Celina
Ribeiro; PORTES, João Rodrigo Maciel, O portador
de Esclerose Múltipla e suas formas de
enfrentamento frente à doença, Barbaroi, n. 34,
p. 101–124, 2011.
MOREIRA, MARCOS AURÉLIO et al, Esclerose
múltipla: estudo descritivo de suas formas
clínicas em 302 casos, Arquivos de Neuro-Psiquiatria,
v. 58, n. 2B, p. 460–466, 2000.
QUEIROZ, André Luiz Guimarães de et al, Plasma
exchange in inflammatory demyelinating disorders
of the central nervous system: reasonable
use in the clinical practice, Arquivos de Neuro-
-Psiquiatria, v. 81, n. 03, p. 296–307, 2023.
KODOSAKI, E. et al, Combination protein biomarkers
predict multiple sclerosis diagnosis
and outcomes, Journal of neuroinflammation,
v. 21, n. 1, 2024.
SILVA, Ana Margarida Ferreira da et al, Esclerose
Múltipla: duas apresentações clínicas, uma só
doença!, Revista Brasileira de Medicina de Família
e Comunidade, v. 9, n. 33, p. 365–370, 2014
FERREIRA, Janaína dos Santos et al, O sistema
imunológico e a autoimunidade, Revista Científica
do UBM, v. 20, p. 40–58, 2018.
TUZUN, Erdem, Immunopathological factors
associated with disability in multiple sclerosis,
Archives of Neuropsychiatry, v. 55, n. 26-30, 2018.
CASTLE, Daniel et al, Using biomarkers to
predict clinical outcomes in multiple sclerosis,
Practical Neurology, v. 19, n. 4, p. 342–349, 2019.
FRANCO, Victor Luiz de Matos et al, A técnica
de elisa e a sua importância para o diagnóstico
clínico / The elisa technique and its importance
for clinical diagnosis, Brazilian Journal of Development,
v. 7, n. 9, p. 89877–89885, 2021.
72 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Analisadores de Imunoensaios
Quimioluminescentes Wiener lab.
Conheça a linha CLIA Series de analisadores automáticos de Imunoensaios
Quimioluminescentes Wiener lab.
São equipamentos desenvolvidos para atender as pequenas, médias e grandes rotina
com produtividades que variam de 180 a 240 testes/hora.
Todos os modelos permitem acesso randômico de amostras e alimentação contínua de
reagentes e insumos sem paralisar a rotina, permitindo mais agilidade e rapidez na
liberação dos resultados.
Mais de 60 parâmetros de imunoensaios divididos em perfil tireoidiano, perfil reprodutivo,
marcadores tumorais, marcadores cardíacos, marcadores ósseos, marcadores de
anemia, diabetes, eixo adrenal, inflamação e doenças infecciosas.
Um destes modelos
tem a dimensão
certa para o seu
laboratório
(+55) 11-2162-0200
wlbrasil@wiener-lab.com
Wiener lab. Brasil @Wienerlabgroup Wiener lab. Brasil
www.wiener-lab.com
MATÉRIA DE CAPA
Proteção da coleta
à análise
conforto para o paciente
precisão para resultados
eficiência dos dispositivos
de segurança
74
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
MATÉRIA DE CAPA
integridade e qualidade
rastreabilidade
esterilidade
resultados mais precisos
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
75
MATÉRIA DE CAPA
Gigante na proteção
laboratorial
Atualmente, com um portfólio de aproximadamente 1000 SKUs, a
Medix é reconhecida por sua constante evolução e expansão de
mercado, reafirmando o seu maior propósito: fazer parte da vida
de milhares de pessoas, oferecendo a proteção, o cuidado e o
bem-estar que elas merecem.
“A Medix Brasil é uma marca consolidada, sinônimo de qualidade
e confiança para laboratórios. Investimos continuamente em
inovação para atender às crescentes demandas do mercado,
garantindo segurança, precisão
e padronização em cada
procedimento. Mais do que
fornecer EPI's, entregamos
confiabilidade para
profissionais, pacientes e
negócios todos os dias."
Proteção
Sempre
Presente
Mayco Miotto
Diretor na Medix Brasil
76
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Agora ou no futuro,
proteção sempre presente
nos laboratórios de todo Brasil
Acesse o QRCode
e conheça a nossa
infraestrutura
MATÉRIA DE CAPA
Centro de Distribuição
Garuva/SC
17.800m²
20.000 posições pallet
CD Climatizado
Certificado -
Boas Práticas de
Distribuição e Armazenamento
Matriz
Cascavel/PR
Sede Administrativa,
unidade de Vendas Internas,
Contábil e RH
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
77
MATÉRIA DE CAPA
Proteção que eleva a performance
no seu laboratório
EPIs de alta qualidade para quem
exige o melhor
78
Proteção
Sempre
Presente
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Acesse e conheça
nosso portfólio
completo
GESTÃO ECONÔMICA DE VANGUARDA PARA
LABORATÓRIOS CLÍNICOS
VOLUME 15: SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO
– SIG: MÉTODO DE IMPLANTAÇÃO
GESTÃO LABORATORIAL
Por Humberto Façanha da Costa Filho
Introdução geral
Em 2026, a Unidos Consultoria
e Treinamento
completou 26 anos de
existência, cumprindo
fielmente a sua razão
de existir: fazer o possível
para socializar tudo
que conhecemos sobre
gestão de laboratórios
clínicos, pois acreditamos
firmemente que
a divisão do conhecimento
é na verdade,
a multiplicação das
oportunidades para
todos, resultando em
uma sociedade mais
justa e um País melhor.
Criamos o PROGELAB
– Programa Nacional
para Profissionalização
da Gestão Laboratorial,
cujo macro OBJE-
TIVO é disponibilizar
uma solução prática
em gestão econômica
profissional, com
fundamento científico
e em exemplos reais
advindos da rotina do
dia a dia dos laboratórios
clínicos, para os
gestores cuja formação
não é administração,
acessível não somente
aos grandes, mas também
aos pequenos e
médios laboratórios. A
VISÃO do PROGELAB é
aumentar a competitividade
e reduzir o risco
de insolvência dos
laboratórios clínicos do
País, proporcionando a
manutenção dos empregos
e uma justa remuneração
aos seus acionistas.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
79
GESTÃO LABORATORIAL
Volume 15: Sistema
Integrado de Gestão
– SIG: MÉTODO DE
o tema abordando as
grandes tendências que
determinaram novos
para o sucesso dos investimentos
em laboratórios:
a gestão dos riscos
IMPLANTAÇÃO
tempos para os labora-
inerentes aos negócios
• Resumo dos volumes
tórios. Após abordamos
nas análises clínicas. Per-
anteriores da Coleção
uma questão definitiva
manecendo no assunto,
Foram identificados os
que se refere a dimensão
estudamos o mais impor-
fatores
determinantes
da importância do mer-
tante dos riscos, que é
para o sucesso dos inves-
cado, no que tange para
a insolvência (falência;
timentos em laboratórios
definir o sucesso ou fra-
quebra) dos laboratórios
clínicos. Destes vamos
casso dos investimentos
e apresentamos a “Teoria
estudar de forma perma-
em laboratórios clínicos.
da Operação Ótima”, por
nente o fator que dá o
Passo seguinte tratamos
nós desenvolvida, que
título para a Coleção: Ges-
do futuro que o mercado
visa reduzir os riscos man-
tão Econômica de Van-
nos reserva e da Matriz
tendo ainda, um padrão
guarda para Laboratórios
das Perspectivas Empre-
ético de operação. Passo
Clínicos. Iniciamos a aná-
sariais, que relaciona a
seguinte iniciamos o
lise do “Mercado”, iden-
gestão econômica com
macro fundamento do
tificado como um fator
o mercado. Na sequência
PROGELAB, que é a GQT/
decisivo para o sucesso
finalizamos o tema do
TQC e o SIG com concei-
dos
empreendimentos
mercado, com uma análi-
tos gerais e controle de
nas análises clínicas.
se para onde vão os labo-
processos. Continuamos
Apresentamos o conceito
ratórios clínicos (“Quo
tratando do assunto com
da primeira e da segunda
vadis”). Em continuidade
o tema da gestão estraté-
disrupção no mercado.
iniciamos outro impor-
gica de longo prazo, ino-
Continuamos debatendo
tante fator determinante
vação e eficácia. Come-
80 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
GESTÃO LABORATORIAL
çamos a abordagem do
Sistema Integrado de
Gestão – SIG através de
tão estratégica de longo
prazo, que se vincula
à inovação e à eficácia
com acreditação ou
certificação de terceira
parte e, em um plano
conceitos gerais e agora
e envolve as empresas
estratégico, estão ope-
neste eBook apresenta-
com a aplicação dos
rando no nível tático. O
remos um método de
critérios de excelência
terceiro nível de gestão
implantação.
de prêmios nacionais,
se vincula ao objetivo
por exemplo, o Prêmio
da empresa em dispor
• Sistema Integrado de
Nacional da Qualida-
de processos produti-
Gestão – SIG. Método
de (PNQ). O segundo
vos com capabilidade
de implantação
nível contempla aque-
adequada, sendo com-
O SIG é composto por
las organizações que
petente para fornecer
três níveis de gestão,
empregam o ciclo PDCA
resultados exatos e
com exigências diferen-
de forma habitual para
precisos ao caracterizar
tes, mas que convergem
promover a melhoria
a eficiência destes pro-
para a chamada “Garan-
contínua do sistema
cessos produtivos e, em
tia da qualidade” defi-
de gestão, havendo
um plano estratégico,
nida pela competência
registros dos resultados
estão trabalhando no
dos laboratórios clínicos
dos processos, ações
nível operacional. Labo-
em produzir resultados
preventivas, corretivas,
ratórios nesta condição,
tecnicamente
válidos
planos de ação, análi-
por exemplo, são os
para a sociedade, sem,
ses críticas, auditorias
acreditados via Socie-
entretanto, deixar de
e atualização sistemá-
dades Científicas (SBAC
assegurar a competiti-
tica da documentação
– Sistema Nacional de
vidade da organização.
decorrente do giro do
Acreditação – DICQ;
O primeiro nível é a ges-
PDCA. São as empresas
SBPC – Programa de
82 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Acreditação de Laboratórios
Clínicos – PALC)
e, como os anteriores,
também promovem a
melhoria contínua do
sistema de gestão. Um
método bastante efetivo
empregado pelas
organizações na busca
do SIG é o chamado
CA – PDCA, demonstrado
de forma sintética
e autoexplicativa, pela
figura a seguir, onde
todas as etapas estão
evidenciadas.
• Conclusão
Pode-se observar claramente
o encadeamento
lógico, dedutível, na
sequência: GQT (TQC)
→ SIG → PLANEJA-
MENTO ESTRATÉGICO
→ BSC → PROGELAB
→ PRODUTOS DE TI da
Unidos Consultoria e
Treinamento. Nestes, a
utilização do método de
controle dos processos,
PDCA, método de gestão
do 3º milênio, está
presente de forma permanente.
Pelo exposto,
fica claro que atualmente
não basta simplesmente
se formar e abrir
um novo laboratório.
Não existe mais espaço
para a aventura, para o
amadorismo na gestão
destes negócios. Há sim,
a imperiosa necessidade
de gestões profissionais
nos laboratórios. Se não
formos competitivos,
não sobreviveremos
como empreendedores!
É neste contexto que se
insere a proposta desta
Coleção: uma pequena
colaboração para ajudar
os gestores laboratoriais
enfrentarem este
grande desafio presente
e futuro, não só da
GESTÃO LABORATORIAL
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
83
GRUPO BLISTER
MADE IN TOMIOKA
JAPAN
GESTÃO LABORATORIAL
sobrevivência, mas de
tornarem suas organizações
competitivas e
rentáveis! Esta é a nossa
seara. No próximo eBook
da Coleção, iremos continuar
abordando o SIG,
agora no que tange ao
detalhamento do método
de implantação.
DETALHAMENTO DO MÉTODO DE IMPLANTAÇÃO DO SIG
A Unidos Consultoria
e Treinamento desenvolveu
o Programa
Nacional para Profissionalização
da Gestão
Laboratorial – PROGE-
LAB, composto pelos
segmentos de “CAPA-
CITAÇÃO” e de “GESTÃO
APLICADA”. Nestes
são disponibilizados
diversos cursos bem
como vários produtos
de tecnologia da informação,
dentre os quais,
destacamos o Sistema
de Apoio à Decisão
– Gestão de Riscos –
Ranking Nacional da
Competência Gerencial
(SAD-GR-RNCG).
Nunca o apoio às decisões
foi tão simples,
completo, científico
e acessível: identificação
de problemas
(diagnóstico) e análise
86 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
de causas, proporcionando
a visualização
das ações corretivas e
porte. A utilização de
um Sistema de Apoio à
Decisão (SAD) decorre,
para decidir de forma
inteligente. Boa leitura,
melhor proveito.
GESTÃO LABORATORIAL
preventivas (soluções).
fundamentalmente, da
Esperando termos con-
Finalmente, este sis-
competição cada vez
tribuído para a gestão
tema contempla algo
maior entre as organi-
na área das análises clí-
único em termos de
zações, bem como da
nicas, nos despedimos
gestão econômica para
necessidade de obter
até a próxima edição
laboratórios,
inédito
de forma rápida, infor-
da revista NewsLab.
mesmo mundialmente:
o RANKING NACIO-
NAL DA COMPETÊN-
CIA GERENCIAL! Tudo
implantado à distância,
via internet, acessí-
mações cruciais para
o processo decisório.
Um SAD é responsável
por captar e elaborar
informações contidas
em uma base de dados,
Humberto Façanha
Diretor da Unidos Consultoria e
Treinamento
Telefone e WhatsApp: 51-9.9841-5153
humberto@unidosconsultoria.com.br
www.unidosconsultoria.com.br
vel aos laboratórios
transformando-os
em
de pequeno e médio
vantagem competitiva,
Humberto Façanha da Costa Filho
Engenheiro, professor, escritor e articulista. Atualmente é consultor financeiro
da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), professor das seguintes
Instituições de Ensino: UNISBAC – Universidade Corporativa da SBAC; Instituto
Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA), curso de Pós-Graduação
em Análises Clínicas e da Faculdade de Tecnologia GAP, curso de Especialização
em MBA Gestão Laboratorial. CEO da Unidos Consultoria e Treinamento.
www.unidosconsultoria.com.br
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
87
HEMATOLOGIA
A CONTAGEM DE BASTÕES
AINDA SERVE?
Por Dr. Luiz Arthur Calheiros, PhD e consultor em Hematologia
O hemograma é um
exame central na prática
clínica e, historicamente,
a contagem
de neutrófilos em bastão
foi utilizada como
marcador de resposta
inflamatória, sendo o
aumento dessas células
conhecido como desvio
à esquerda.
Entretanto, evidências
recentes demonstram
que a contagem de
bastões passou a ser
considerada sem valor
preditivo confiável para
infecções bacterianas,
inflamações e até sepse.
Isso ocorre porque os
equipamentos hematológicos
modernos
não realizam a contagem
de bastões e os
analistas humanos não
conseguem reproduzir
com exatidão essas
contagens, tornando o
parâmetro pouco útil e
com tendência a desaparecer
dos laudos de
hemogramas.
Em contrapartida, o surgimento
do índice de
granulócitos imaturos
(IG%) trouxe uma medida
mais precisa e reprodutível.
O IG% inclui não
apenas os bastões, mas
também promielócitos,
mielócitos e metamielócitos,
refletindo de forma
mais abrangente a
resposta medular frente
a estímulos inflamatórios
e infecciosos.
Estudos internacionais
demonstram que o IG%
é um marcador sensível
e precoce de sepse,
correlacionando-se com
parâmetros clínicos e
88 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
HEMATOLOGIA
laboratoriais e oferecendo
maior valor prognóstico
do que a contagem
manual de bastões
(Briggs et al., Critical
Care, 2020; Buoro et al.,
Int J Lab Hematol, 2016;
Thomas et al., Clin Chem
Lab Med, 2019).
Dessa forma, há uma
grande tendência de
substituição da contagem
de bastões pelo
IG% nos hemogramas,
com a expectativa de
que este parâmetro
seja incorporado de
forma rotineira nos laudos
laboratoriais como
marcador confiável
de sepse e inflamação
sistêmica. A transição
representa um avanço
importante na hematologia
laboratorial, alinhando
a prática clínica
às tecnologias modernas
e às necessidades
de precisão diagnóstica.
Referências
• Briggs C, Kimber S, Green L. Immature granulocytes:
clinical relevance and measurement. Critical
Care. 2020;24(1):103. PMID: [32183848]
• Buoro S, Seghezzi M, Manenti B, et al. Clinical relevance
of immature granulocytes in sepsis: comparison
between manual and automated counts. Int J
Lab Hematol. 2016;38(5):491–497. PMID: [26834018]
• Thomas L, Müller R, Schuff-Werner P. The immature
granulocyte count in clinical practice. Clin Chem
Lab Med. 2019;57(9):1293–1302. PMID: [31125288]
Autor
Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite, Ph.D.
Professor de Hematologia, Mestrado e Doutorado em Hematologia e Bioquímica, UNIFESP e UFPE.
90 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
MICRORGANISMOS E SAÚDE
DESAFIOS E INOVAÇÕES TERAPEUTICAS PERANTE
A CRISE DOS ANTIBIÓTICOS E A EMERGÊNCIA DE
ESCHERICHIA COLI MULTIRESISTENTE
Por Dra. Gleiciere Maia Silva, Taysa Rebeka Costa Siqueira, Ester Geovanna Ramos Leal
Resumo: A crise global
da resistência antimicrobiana
representa
uma das maiores ameaças
à medicina moderna,
comprometendo a
eficácia de tratamentos
convencionais e aumentando
a mortalidade por
infecções comuns. Este
artigo analisa a emergência
da Escherichia
coli multirresistente,
um patógeno oportunista
e variável que tem
demonstrado elevados
índices de resistência as
cefalosporinas de terceira
geração e quinolonas.
Através de uma
revisão fundamentada
em dados recentes da
Organização Mundial
da Saúde (OMS)
e literatura científica,
discutem-se os mecanismos
biológicos de
resistência, incluindo
a produção de enzimas
beta-lactamases
de espectro estendido
(ESBL) e carbapenemases
(KPC, NDM), além da
formação de biofilmes e
transferência horizontal
de genes. O estudo destaca
que o uso indevido
de antibióticos acelera
esse processo natural,
exigindo uma transição
para estratégias terapêuticas
inovadoras.
Entre as soluções emergentes,
evidenciam-se
a edição genômica via
CRISPR-Cas9, a fagoterapia
(uso de bacteriófagos)
e a aplicação de
nanopartículas metálicas.
Conclui-se que o
enfrentamento à E. coli
multirresistente requer
altos investimentos em
biotecnologia e vigilância
epidemiológica para
garantir a continuidade
dos avanços na saúde
pública mundial.
Palavras-Chaves: Escherichia
coli. Resistência Bacteriana.
Antibióticos. Biotecnologia.
Saúde Pública
92 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Microlab Prep: Pipetador para PCR,
Diluições, Clean-UP, Reformatação
Microlab Prep: Pipetador para
Diluições, Clean-UP, Reformatação
Diluições, Clean-UP, Reforma
de Amostras e mais
de Amostras e mais
de Amostras e mais
+55 11 9 5914 5000 ou joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com
https://www.hamiltoncompany.com/hamilton-prep-cap
+55 11 9 5914 5000 ou joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com
https://www.hamiltoncompany.com/hamilton-prep-cap
MICRORGANISMOS E SAÚDE
Introdução
A resistência microbiana
pode ocorrer de forma
fundamentais, como
cirurgias, cesarianas e
quimioterapias, elevan-
e 2023, a resistência aos
fármacos monitorados
subiu mais de 40%,
intrínseca, quando a
do a probabilidade de
com um crescimento
bactéria possui carac-
disseminação de doen-
médio anual entre 5% e
terísticas
genéticas
ças graves e o índice de
15% (OMS, 2025). Ade-
protetoras, ou adquiri-
óbitos. Por esse motivo,
mais, estima-se que a
da ou em grande parte
a resistência bacteriana
resistência
bacteriana
adquirida, quando o
configura-se como uma
tenha sido diretamente
microrganismo
obtém
das maiores preocu-
responsável por 1,27
traços de resistência por
pações de autoridades
milhão de mortes glo-
meio de mutações ou da
de saúde globais, pois
bais em 2019 e con-
transferência horizontal
coloca em risco os
tribuído para outros
de genes via elementos
avanços da medicina
4,95 milhões de óbitos,
genéticos móveis, como
moderna
(ORGANIZA-
posicionando-se
entre
plasmídeos,
transpo-
ÇÃO MUNDIAL DA SAÚ-
as dez principais causas
sons e integrons (COR-
DE [OMS], 2023).
de morte no mundo
RÊA et al., 2022).
(OMS, 2023).
Dados de um novo rela-
Como
consequência,
tório da OMS, apresen-
A resistência antimicro-
verifica-se na pratica clí-
tado em 13 de novem-
biana é um processo
nica a ineficácia medi-
bro de 2025, revelam
natural que ocorre por
camentosa em usos
que, em 2023, uma
alterações
genéticas
posteriores,
tornando
em cada seis infecções
nos patógenos, porém,
as infecções complexas
bacterianas
confirma-
seu surgimento e dis-
ou, em casos extremos,
das
laboratorialmente
seminação são seve-
intratáveis. Esse cenário
demonstrou resistência
ramente
acelerados
compromete a seguran-
aos tratamentos con-
pela atividade humana
ça de procedimentos
vencionais. Entre 2018
(OMS, 2023). Tal agra-
94 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Analisador Automático de Hematologia
PLT-S: Tecnologia de ponta para plaquetas
Detecção inteligente de VHS — Resultados rápidos
em uma única etapa
Diagrama de dispersão V/HC de hemácias para
classificação visual de anemia
Análise de leucócitos baseada em IA — Nova era na
detecção de glóbulos brancos
200 PT/h 400 PT/h
Método duplo com qualidade garantida
Teste de 4 fatores de coagulação
Garantia de qualidade dos resultados em todo o processo.
Aumento multidimensional da eficiência, reduzindo o
tempo de resposta.
Redução de custos e eliminação de desperdícios.
Reagente multicomponente N+1
Integrar métodos ópticos e mecânicos
Suporta tanto reagente em frasco quanto cartucho
de uso único.
Atenda a diversas necessidades de teste, equilibrando
eficiência e benefícios incrementais.
MICRORGANISMOS E SAÚDE
vamento deve-se, em
grande parte, à propagação
de informações
Objetivo
Este artigo tem como
objetivo revisar e ana-
ficas sobre os mecanismos
de resistência
da Escherichia coli e as
equivocadas.
Parcela
lisar a emergência da
potencialidades da bio-
considerável da popu-
Escherichia coli multirre-
logia molecular como
lação desconhece que
sistente no contexto da
ferramenta diagnóstica
antibacterianos
agem
crise global de antibió-
e terapêutica.
exclusivamente
contra
ticos, investigando seus
bactérias, utilizando-os
mecanismos biológicos
A coleta de dados foi
precipitadamente
em
de resistência, como a
realizada em bases de
viroses simples, como
produção de enzimas
dados internacionais e
gripes, ou até como
ESBL e carbapenemases.
nacionais, com ênfase
analgésicos para alívio
Além disso, busca dis-
no PubMed, abrangen-
de dores e inflamações.
cutir o impacto do uso
do estudos publicados
indevido de fármacos
entre 2004 e 2026.
Somam-se a isso a utili-
na saúde pública e ava-
Foram utilizados descri-
zação por períodos ina-
liar inovações terapêu-
tores em português e
dequados, o consumo de
ticas promissoras, como
inglês, incluindo termos
medicamentos não reco-
CRISPR-Cas9,
fagotera-
como: "Escherichia coli",
mendados por profissio-
pia e nanopartículas,
"Antimicrobial
Resistan-
nais habilitados (médicos,
para o enfrentamento
ce", "ESBL", "Molecular
dentistas ou enfermeiros),
de superbactérias.
Biology". Também foram
a automedicação com
selecionados
estudos
sobras de tratamentos
Metodologia
observacionais, revisões
anteriores e a interrupção
Esta revisão narrativa
sistemáticas e ensaios
precoce da terapia após
da literatura, foi desen-
moleculares que apre-
a remissão dos sintomas
volvida com o objetivo
sentassem
evidências
(SANTOS; BAIENSE, 2024;
de investigar e integrar
diretas sobre os meca-
BRASIL, 2018).
as evidências cientí-
nismos da E. coli.
96 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
MICRORGANISMOS E SAÚDE
Os artigos selecionados
foram analisados de forma
crítica, permitindo a
a Escherichia coli emerge
como um dos patógenos
mais preocupantes
em recém-nascidos e
pneumonia. A E. coli
também é identificada
identificação de pontos
devido às altas taxas de
livremente no ambien-
de convergência, diver-
resistência. Embora esse
te, como em superfícies
gência e lacunas na lite-
bacilo Gram-negativo seja
hospitalares e instala-
ratura atual. A síntese
comumente encontrado
ções de cuidados de
das informações buscou
na microbiota intestinal
longa duração, sendo
não apenas descrever
humana e animal saudá-
o principal agente
os dados isolados, mas
vel, auxiliando na produ-
etiológico de infec-
oferecer uma visão inte-
ção de vitaminas e na pro-
ções transmitidas por
grada que relacione a
teção contra patógenos,
alimentos
(MUELLER;
pressão seletiva do uso
contraditoriamente, pode
RAUSCH-PHUNG; TAIN-
incorreto de fármacos
desenvolver
quadros
TER, 2025; VILLALOBOS
com a capacidade de
graves por meio da pato-
et al., 2024).
mutação genômica da
genicidade
oportunista
Escherichia coli, desta-
(VILLALOBOS et al., 2024).
Mecanismos de Resis-
cando a biologia mole-
tência Molecular
cular como o caminho
Ademais, a patogenici-
Uma das formas mais
para a mitigação desta
dade manifesta-se por
comuns de resistência
ameaça à saúde pública.
meio de cepas especí-
da E. coli é a produção de
ficas, responsáveis por
enzimas
denominadas
Resultados e Discussão
diversas infecções em
betalactamases de espec-
Entre as bactérias estu-
humanos, como diar-
tro estendido (ESBL). Tais
dadas pelas autoridades
reia, infecção urinária,
enzimas neutralizam a
e profissionais da saúde,
septicemia,
meningite
ação de vários antibióticos
98 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
MICRORGANISMOS E SAÚDE
da classe dos betalactâmicos,
como penicilinas,
cefalosporinas de terceira
pia de primeira linha.
Em regiões da África, os
índices de resistência
mase), NDM (New Delhi
metallo-beta-lactamase)
e OXA-48 (oxacilinase).
geração e o aztreonam,
ultrapassam 70%, tor-
Essas enzimas destroem
comumente aplicados no
nando o controle dessas
a eficácia de antibióticos
tratamento de infecções
infecções um desafio crí-
anteriormente
resoluti-
por Gram-negativas. Os
tico para a saúde pública
vos (ARAÚJO et al., 2024).
genes que codificam essa
(OMS, 2025).
produção, como blaC-
O tratamento de infec-
TX-M, blaTEM e blaSHV,
Desafios Terapêuticos
ções causadas por essas
encontram-se
normal-
e Carbapenêmicos
cepas envolve, frequen-
mente em plasmídeos, o
Em casos graves, torna-
temente, o uso da colis-
que facilita a transmissão
-se necessário o uso de
tina, fármaco de alta
horizontal entre diferen-
antibióticos da classe dos
toxicidade e janela tera-
tes bactérias via conju-
carbapenêmicos,
como
pêutica estreita, em que
gação, favorecendo a dis-
imipenem e meropenem,
variações mínimas na
seminação da resistência
considerados opções de
dosagem podem acar-
(ARAÚJO et al., 2024).
última linha. Todavia, o
retar falhas terapêuticas
emprego excessivo des-
ou efeitos colaterais gra-
No cenário atual, esti-
ses fármacos resultou
ves. A resistência aos car-
ma-se que mais de 40%
no surgimento de cepas
bapenêmicos,
outrora
das infecções globais
resistentes,
mediado
rara, apresenta crescente
por E. coli manifestem
principalmente pela pro-
prevalência,
forçando
resistência às cefalospo-
dução de carbapenema-
o recurso a antibióticos
rinas de terceira geração,
ses, como KPC (Klebsiella
de reserva (OMS, 2025;
empregadas como tera-
pneumoniae carbapene-
VILLALOBOS et al., 2024).
100 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
MICRORGANISMOS E SAÚDE
Outros mecanismos
relevantes incluem a
resistência às quinolonas,
Perspectivas e Inovações
Biotecnológicas
Diante da gravidade,
Entre as novas abordagens,
evidenciam-se:
• Edição Genômica via
amplamente
utilizadas
a E. coli foi incluída
CRISPR-Cas9:
Funcio-
em infecções urinárias
e gastrointestinais. Esta
ocorre por alterações
genéticas nas enzimas
alvo, especificamente a
DNA girase e a topoisomerase
IV, que reduzem a
capacidade de ligação do
fármaco (ARAÚJO et al.,
2024). Destacam-se ainda
a superexpressão de
bombas de efluxo (como
pela OMS, em 2014, na
lista de microrganismos
prioritários para
vigilância. Segundo
Tedros Adhanom Ghebreyesus,
diretor-geral
da OMS, a resistência
antimicrobiana avança
mais rapidamente que
os progressos da medicina
moderna.
na como uma "tesoura
molecular" de precisão,
permitindo a deleção
ou inativação de genes
de resistência e a eliminação
de plasmídeos
(ANSORI et al., 2023).
• Fagoterapia: Utiliza bacteriófagos
engenheirados
para lisar células bacterianas
específicas, preservando
a microbiota saudável
a AcrAB-TolC), reguladas
por proteínas como a
MarA, e a formação de
biofilmes, que encapsulam
as bactérias em uma
matriz extracelular, protegendo-as
do sistema
Assim, é indispensável
a aplicação de estratégias
que transcendam
as intervenções convencionais,
exigindo
investimentos em pes-
(KANEKO; LOWELL, 2024;
KHAN; HAABER, 2021).
• Nanopartículas Metálicas:
Oferecem mecanismos
físicos e químicos
para romper a parede
celular e entregar anti-
imune e de concentra-
quisas e técnicas bio-
bióticos diretamente no
ções letais de fármacos
moleculares avançadas
sítio da infecção (ISLAM;
(ARAÚJO et al., 2024).
(OMS, 2025).
BILLAH; RAHMAN, 2025).
102 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Gram-negativa ou
Gram-positiva?
O laser azul responde
Quantifique bactérias na urina com segurança
e ganhe tempo nos casos de ITUs.
A citometria de fluxo fluorescente Sysmex quantifica
e classifica bactérias em minutos, diferenciando
Gram-positivas de Gram-negativas com alto nível
de precisão. É tecnologia que agiliza o diagnóstico
de infecções do trato urinário (ITU), otimiza a
urocultura e melhora a produtividade do laboratório,
entregando confiança e resultados consistentes.
Visite www.sysmex.com.br
UF-1500
UF-5000
Urinálise • Hematologia • Hemostasia • Citometria de Fluxo
MICRORGANISMOS E SAÚDE
Compreender esses
mecanismos é, portanto,
essencial para o desen-
tiplicidade de variáveis
interconectadas, que
vão desde a produção
ração desse impasse
exige a ultrapassagem
do modelo exclusivo
volvimento de novas
de enzimas como ESBL
de
antibioticoterapia
estratégias terapêuticas e
de controle (VILLALOBOS
et al., 2024).
Considerações Finais
A revisão realizada
e carbapenemases até a
disseminação acelerada
de genes por transferência
horizontal (ARAÚJO
et al., 2024; OMS, 2025).
convencional. O investimento
em biotecnologia,
focado em inovações
como a edição
gênica via CRISPR-Cas9,
a fagoterapia e as nano-
reforça que a crise da
O estudo evidencia que o
partículas
metálicas,
resistência
bacteriana,
comportamento humano,
apresenta-se não apenas
especificamente
no
através do uso indevido
como uma alternativa,
caso da Escherichia coli
é uma causa que compromete
a segurança
da medicina moderna.
de fármacos, atua como
um acelerador desse processo
seletivo, tornando
tratamentos de primeira
mas como uma necessidade
urgente para
garantir a sobrevivência
de pacientes com infec-
Os dados indicam que a
linha obsoletos (SANTOS;
ções
multirresistentes
evolução deste microrganismo
para uma cepa
multirresistente é o
resultado de uma mul-
BAIENSE, 2024).
Diante deste cenário,
conclui-se que a supe-
(ANSORI et al., 2023;
ISLAM et al., 2025). Portanto,
o enfrentamento
eficaz à E. coli requer uma
104 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
abordagem
integrada
que combine vigilância
epidemiológica rigorosa,
conscientização social e
o desenvolvimento acelerado
de terapias moleculares
de precisão.
Referências
KHAN, S. et al. Emergence of resistance to CRIS-
PR-Cas gene drive antimicrobials. International
Journal of Antimicrobial Agents, [s. l.], v. 58, n. 4, p.
106413, out. 2021.
BACTERIOPHAGE.ORG. ACD Pharma: Constructing
the world’s large-scale phage production plant. [S.
l.], 15 nov. 2019.
KANEKO, K. N.; LOWELL, A. N. Recent advances in
the use of bacteriophages to treat infectious diseases.
Journal of Leukocyte Biology, [s. l.], v. 115, n. 1,
p. 104–114, jan. 2024.
ISLAM, M. A.; BILLAH, M. M.; RAHMAN, M. M. Metal
nanoparticles: A promising arsenal against antimicrobial
resistance. International Journal of Antimicrobial
Agents, [s. l.], v. 65, n. 4, p. 107474, abr. 2025.
ANSORI, A. N. M. et al. CRISPR-Cas9 Gene Editing: A
Transforming Technology in Bio-Medicine. Cureus,
[s. l.], v. 16, n. 2, p. e55660, fev. 2024.
VILLALOBOS, C. A. et al. Antimicrobial resistance in
the hospital setting: a challenge for public health.
Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 40, n.
1, p. e00123424, 2024.
MUELLER, M.; RAUSCH-PHUNG, E.; TAINTER, C. R.
Escherichia Coli. Treasure Island (FL): StatPearls
Publishing, 2025.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa). Uso incorreto de antibiótico estimula
superbactérias. Brasília, DF: Anvisa, 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Resistência aos Antimicrobianos
(RAM). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa). Plano de Ação Nacional de Prevenção e
Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à
Saúde e Resistência aos Antimicrobianos (PAN-Serviços
de Saúde) 2023-2027. Brasília, DF: Anvisa, 2023.
MURRAY, C. J. L. et al. Global burden of bacterial
antimicrobial resistance in 2019: a systematic
analysis. The Lancet, [s. l.], v. 399, n. 10325, p.
629–655, fev. 2022.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE
(OPAS). OMS adverte sobre resistência generalizada
em todo o mundo a antibióticos de uso comum.
[S. l.]: OPAS/OMS, 13 out. 2025.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Antimicrobial
resistance. Genebra: WHO, 2024.
ARAÚJO, L. S. et al. Principais mecanismos de resistência
bacteriana em Escherichia coli e implicações
terapêuticas. Revista Ibero-Americana de Humanidades,
Ciências e Educação, São Paulo, v. 10, n. 5, p.
1198-1210, maio 2024.
MELLADO, E.; CUENCA-ESTRELLA, M. Determinantes
Genéticos de la Resistencia a los Antimicrobianos.
In: ASSEF, A. P. D. (org.). Resistência aos Antimicrobianos:
uma visão integrada sob a perspectiva
de "Saúde Única". Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ,
2024. p. 45-62.
SILVA, S. D. et al. Novos fármacos e o desafio da resistência
bacteriana: a contribuição da química. Química
Nova, São Paulo, v. 45, n. 4, p. 438-452, 2022.
MARTÍNEZ, J. L. The role of natural environments in
the evolution and resistance of antibiotics. Proceedings
of the Royal Society B: Biological Sciences, [s.
l.], v. 275, n. 1635, p. 653–662, mar. 2008.
DENAMUR, E. et al. The biology of Escherichia coli.
Nature Reviews Microbiology, [s. l.], v. 23, n. 1, p.
15-32, jan. 2025.
HUTCHINGS, M. I.; TRUJILLO, M. E.; GENILLOUD, O.
New antibiotics and new treatments. Nature Reviews
Microbiology, [s. l.], v. 23, n. 1, p. 1-14, jan. 2025.
BROCKHURST, M. A. et al. The evolution of antibiotic
resistance. Nature Reviews Microbiology, [s. l.], v.
23, n. 1, p. 33-48, jan. 2025.
BLAIR, J. M. A. et al. Mechanisms of antibiotic resistance.
Nature Reviews Microbiology, [s. l.], v. 23, n.
2, p. 110-128, fev. 2025.
SILVA, L. S. et al. Perfil de resistência de Escherichia
coli isoladas em ambiente hospitalar: uma revisão
de literatura. Research, Society and Development,
[s. l.], v. 10, n. 17, p. e535101724280, 2021.
MENEZES, R. P. et al. Perfil de sensibilidade de Escherichia
coli isoladas de infecções do trato urinário em
pacientes atendidos em um hospital universitário.
RBAC, Rio de Janeiro, v. 52, n. 3, p. 250-255, 2020.
ARAÚJO, L. S. et al. Principais mecanismos de resistência
bacteriana em Escherichia coli e implicações
terapêuticas. Revista Ibero-Americana de Humanidades,
Ciências e Educação, São Paulo, v. 10, n. 5, p.
1198-1210, maio 2024.
MICRORGANISMOS E SAÚDE
Autoras:
Taysa Rebeka Costa Siqueira
Acadêmicas do curso de Biomedicina-
-UNINASSAU campus Petrolina
Ester Geovanna Ramos Leal
Acadêmicas do curso de Biomedicina-
-UNINASSAU campus Petrolina
Dra. Gleiciere Maia Silva
Docente do curso de Biomedicina e
Doutora em Medicina Tropical
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
105
Pureza impecável
Utilizamos métodos de purificação avançados para
garantir que nossos reagentes sejam totalmente
livres de impurezas. Dessa forma, evitamos
qualquer interferência indesejada nos resultados,
proporcionando maior precisão e confiabilidade.
Consistência garantida
Nossa produção segue rigorosos padrões de
qualidade para garantir consistência entre lotes.
Isso significa que você pode contar com a mesma
qualidade e desempenho excepcionais em cada
reagente adquirido, proporcionando resultados
consistentes ao longo do tempo.
Sensibilidade excepcional
Nossos reagentes são altamente sensíveis,
permitindo a detecção precisa de alvos
bioquímicos mesmo em concentrações
extremamente baixas. Isso amplia o escopo de
suas pesquisas e análises, proporcionando insights
valiosos.
Suporte técnico especializado
Nossa equipe de biomédicos treinados está
disponível para oferecer suporte técnico
especializado. Se surgirem dúvidas ou dificuldades,
estamos prontos para ajudá-lo, fornecendo
orientações claras e soluções eficazes. Sua
satisfação e sucesso são nossas principais
prioridades.
Resultados altamente precisos
Nossos reagentes são projetados para fornecer
resultados altamente precisos e confiáveis. Isso
permite que você tenha plena confiança nos dados
obtidos, baseando suas conclusões em informações
sólidas e fundamentadas.
Facilidade e eficiência
Desenvolvemos protocolos simples e de fácil
entendimento para garantir que você possa utilizar
nossos reagentes com conveniência e eficiência.
Queremos simplificar seu trabalho, para que você possa
focar no que realmente importa: suas descobertas e
resultados.
linha
completa
de reagentes
Nossa prioridade é garantir que nossos reagentes
sejam produzidos em conformidade com os mais
altos padrões de qualidade. Isso nos permite
fornecer resultados confiáveis e consistentes em
todas as aplicações.
equipdiagnostica.com.br
BIOMEDICINA E ONCOLOGIA:
CIÊNCIA EM FOCO
RASTREAR NÃO É DIAGNOSTICAR:
OS LIMITES DO SCREENING ONCOLÓGICO
Por Dra. Alice Sampaio Del Colletto
A promessa do rastreamento
O rastreamento do câncer
tem como objetivo
identificar a doença em
estágios iniciais, antes do
surgimento de sintomas.
Quando bem indicado,
pode reduzir mortali-
Overdiagnosis:
quan-
Esses achados levam a
dade e ampliar opções
terapêuticas. No entanto,
do detectar não significa
salvar
tratamentos que não
trazem benefício real,
a ampliação indiscrimi-
O overdiagnosis ocorre
expondo
indivíduos
nada de exames trans-
quando tumores bio-
a riscos físicos e emo-
formou o screening, em
logicamente
indolen-
cionais sem ganho em
muitos contextos, em
fonte de diagnósticos
desnecessários e intervenções
evitáveis.
tes são identificados,
mas jamais causariam
impacto clínico ao longo
da vida do paciente.
sobrevida. Esse fenômeno
é amplamente descrito
em câncer de próstata,
mama e tireoide.
108 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Achados incidentais e
BIOMEDICINA E ONCOLOGIA:
CIÊNCIA EM FOCO
a cascata diagnóstica
Exames de imagem
cada vez mais sensíveis
aumentaram a detecção
de achados incidentais,
alterações sem significado
patológico definido.
Embora
tecnicamente
sistema de saúde. Resul-
Rastrear não é diag-
corretos, esses achados
tados inconclusivos ou
nosticar
iniciam cascatas diagnós-
falso-positivos
geram
Rastreamento é uma
ticas com novos exames,
biópsias e procedimentos
ansiedade significativa,
afastamento laboral e
estratégia populacional;
diagnóstico é um proces-
invasivos, muitas vezes
medicalização
preco-
so individual. O primeiro
culminando em interven-
ce. Do ponto de vista
identifica risco, o segun-
ções desnecessárias.
econômico,
ampliam
do confirma doença.
custos diretos e indire-
Confundir esses concei-
Ansiedade, custo e
tos,
comprometendo
tos leva à interpretação
iatrogenia
O impacto do excesso
a sustentabilidade dos
programas de rastrea-
equivocada de resultados
e à antecipação de
de exames vai além do
mento populacional.
condutas
terapêuticas
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
109
BIOMEDICINA E ONCOLOGIA:
CIÊNCIA EM FOCO
sem confirmação histo-
mes, mas indicar melhor,
promover uma oncolo-
patológica ou correlação
comunicar riscos e res-
gia mais ética, racional e
clínica adequada.
peitar a individualidade
centrada no paciente.
O papel da indicação
baseada em evidência
Diretrizes internacionais
reforçam que programas
de rastreamento devem
ser baseados em evidências
robustas de redução
de mortalidade e balanceamento
entre benefícios
e danos. O desafio
atual não é ampliar exa-
do paciente.
O avanço tecnológico
ampliou a capacidade
de detectar alterações
mínimas, mas nem toda
detecção representa
doença. Reconhecer
os limites do screening
oncológico é essencial
para evitar overdiagnosis,
reduzir danos e
Referências
1. Glasziou PP, Jones MA, Pathirana T, et al.
Estimating the magnitude of cancer overdiagnosis
in population screening programs:
a systematic review. BMJ. 2023;383:e076242.
doi:10.1136/bmj-2023-076242.
2. Carter JL, Coletti RJ, Harris RP. Quantifying
and monitoring overdiagnosis in cancer
screening: a systematic review of methods.
Ann Intern Med. 2024;177(2):205–214.
doi:10.7326/M23-1789.
3. Nickel B, Moynihan R, Barratt A, et al.
Renaming overdiagnosis to reduce harm
from unnecessary cancer screening. Lancet
Oncol. 2023;24(10):e472–e480. doi:10.1016/
S1470-2045(23)00401-2.
4. Hofmann B. Ethical issues with cancer
screening: overdiagnosis, overtreatment
and shared decision-making. Curr Opin
Oncol. 2024;36(1):55–61. doi:10.1097/
CCO.0000000000001012.
5. Welch HG, Kramer BS, Black WC. Epidemiologic
signatures in cancer screening: implications
for overdiagnosis. J Natl Cancer Inst.
2023;115(9):1035–1042. doi:10.1093/jnci/djad093.
Autora:
Dra. Alice Sampaio Del Colletto
Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo -USP, biomédica com habilitação em histotecnologia clínica e anatomia. Atua como
coordenadora dos cursos de Biomedicina e Medicina Veterinária no Centro Universitário Estácio de Santo André. Pró-Reitora de Pesquisa, Extensão
e Internacionalização Centro Universitário Estácio de Santo André. Pesquisadora associada ao Laboratório de Biotecnologia e Bioengenharia Celular
e Molecular da UFABC. Suas áreas de atuação envolvem anatomia comparada, histotecnologia, imuno-histoquímica, oncologia, biotecnologia e
pesquisa translacional em saúde.
110 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
AUDITORIA E QUALIDADE
PEQUENAS MUDANÇAS, GRANDES
RESULTADOS: QUANDO A QUALIDADE MORA
NOS DETALHES
Por Waldirene Nicioli
Quando se fala em
melhoria da qualidade
nos laboratórios clínicos,
é comum imaginar
grandes projetos, aquisição
de equipamentos
modernos ou reestruturações
complexas. No
entanto, a prática mostra
que a evolução mais consistente
raramente nasce
de mudanças grandiosas.
Ela surge, na maioria das
vezes, de pequenos ajustes
realizados de forma
contínua e consciente no
cotidiano operacional.
A rotina laboratorial é
composta por processos
repetitivos, interdependentes
e altamente
sensíveis a variações.
Nesse cenário, detalhes
aparentemente simples
exercem impacto
direto na segurança do
paciente, na eficiência
das equipes e na confiabilidade
dos resultados.
Um fluxo de atendimento
reorganizado, uma
instrução revisada para
maior clareza ou um
treinamento direcionado
podem reduzir falhas
silenciosas que, ao longo
do tempo, representam
perdas significativas.
A melhoria contínua,
tão presente nos sistemas
de gestão da qualidade,
não se sustenta
apenas em grandes planos
estratégicos, mas na
capacidade de observar
o dia a dia com olhar
crítico e curioso. Questionar
práticas antigas,
ouvir sugestões da
equipe e analisar indicadores
com atenção são
atitudes que permitem
identificar oportunidades
de aprimoramento
antes que se tornem
problemas reais.
Em auditorias, é frequente
perceber que laboratórios
com alto desempenho
não são necessariamente
aqueles com maior estrutura,
mas os que cultivam
uma cultura de ajustes
112 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
constantes. Pequenas
mudanças, quando alinhadas
ao propósito
boradores percebem
que suas sugestões
resultam em melhorias
sição permanente para
aprender e adaptar-se.
AUDITORIA E QUALIDADE
organizacional,
fortale-
reais, a qualidade deixa
Ao final, compreender
cem processos e aumen-
de ser responsabilidade
o valor das pequenas
tam a maturidade do
exclusiva da gestão e
mudanças transforma a
sistema de gestão. Essa
passa a fazer parte da
forma como enxergamos
evolução gradual cria
identidade coletiva.
a qualidade. Ela deixa de
ambientes mais seguros,
ser um objetivo distante
organizados e resilientes.
Isso não significa minimi-
e passa a se manifestar
zar grandes projetos ou
nas escolhas rotineiras,
Outro aspecto impor-
inovações
tecnológicas,
nos cuidados discretos
tante é o engajamento
mas reconhecer que eles
e nas melhorias quase
das pessoas. Mudanças
só produzem resultados
imperceptíveis
que,
pequenas tendem a
sustentáveis
quando
somadas,
constroem
gerar menor resistência
apoiados por processos
resultados
extraordiná-
e maior participação das
sólidos e bem ajustados.
rios. Porque, na essência,
equipes, pois são perce-
A base da excelência está
a excelência não aconte-
bidas como alcançáveis
na consistência das ações
ce de uma vez só, ela é
e conectadas à realida-
diárias, na padronização
construída todos os dias,
de prática. Quando cola-
bem aplicada e na dispo-
detalhe por detalhe.
Autora:
Waldirene Nicioli
Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Especialista em Farmacologia Clínica, Proprietária Examinare Análises
Clínicas, Proprietária Laboratório Prime Inovare, Auditora líder Sistema Nacional de Acreditação - SNA/DICQ, Membro fundadora da Central de
Negócios do Grupo ACB - Análises Clínicas Brasil e ABRALAB - Associação Brasileira de Laboratórios, Membro do Grupo Técnico de Trabalho em
Análises Clínicas do CRF/PR, Uma das fundadoras da OFAC Brasil - Organização Feminina de Análises Clínicas.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
113
MINUTO LABORATÓRIO
QUALIDADE: MUITO ALÉM DA CONFORMIDADE
– UMA ESTRATÉGIA PARA CRIAR VALOR E
ENGAJAR PESSOAS
Por Fábia Bezerra
Qual é o verdadeiro significado
de trabalhar com
Qualidade para você?
não está fazendo isso,
será que está realmente
imerso na Qualidade?
ela influencia decisões,
orienta investimentos e
sustenta o crescimento
Espero que sua resposta
Há algum tempo elevamos
sustentável.
Empresas
vá além de simplesmente
a régua: Qualidade não é
que tratam a Qualidade
“assegurar
conformida-
apenas garantir conformi-
como diferencial não
des”. Essa visão limitada
transmite a ideia de um
executor de processos
burocráticos, sem agregar
valor estratégico.
dade — é criar valor, reduzir
riscos, aumentar eficiência,
melhorar a experiência
do cliente e transformar
indicadores em vantagem
competitiva.
apenas sobrevivem, mas
lideram mercados.
Nosso foco é desenvolvimento,
pensamento inovador
e compreensão da
Qualidade não é papel,
cultura
organizacional.
é atitude. É transformar,
desafiar e melhorar
continuamente. Se você
A Qualidade estratégica
vai muito além de
auditorias e normas:
Qualidade não se constrói
sozinha: exige adesão,
parcerias e engajamento.
114 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
NOVIDADE!
NOVAS
NAVALHAS
PARA MICRÓTOMO
Qualidade que se traduz em precisão.
Perfil Alto / Perfil Baixo
(FL19-35PAN) (FL19-34PBN)
Desenvolvidas para garantir
cortes sequenciais e em fita,
com alto desempenho em
amostras rígidas e macias.
• Aço inoxidável de alta liga
• Ângulo de corte de 35°
• Perfil alto e perfil baixo
• Disponíveis a pronta entrega
Fale com um de
nossos consultores e
Conheça nossa linha de
produtos para seu laboratório.
Acesse: portal.firstlab.ind.br
Produtos não passíveis de registro ANVISA.
41 3888 0888 | 0800 710 0888
atendimento@firstlab.ind.br
MINUTO LABORATÓRIO
Escrever um Procedimen-
corporativos, divulgados
treinamentos estão ali-
to Operacional Padrão é
sempre no último mês do
nhados ao nosso progra-
fácil; difícil é engajar as
ano, para que as equipes
ma de Auditoria Interna e
pessoas para que façam o
se organizem com ante-
são Requisitos Críticos. Se
que escrevem e escrevam
cedência. Antes disso,
não houver pelo menos
o que realmente fazem,
consultamos os colabora-
90% de participação, o
seguindo os padrões que
dores para identificarmos
padrão inteiro é zerado
sustentam a operação.
os temas que eles mais
— mesmo que nove entre
possuem interesse em se
dez itens estejam confor-
Como estratégia, sugi-
aprofundarem,
soman-
mes, um único item crí-
ro ouvir as áreas, visitar
setores, conversar com as
pessoas, promover reuniões
e encontros regulares.
A Qualidade precisa
ser acessível e aliada, não
temida ou evitada.
do-os aos que consideramos
necessários reforçar.
Assim, construímos uma
estratégia sólida, sem ser
cansativa ou engessada.
E como garantir adesão?
Além do interesse natu-
tico não conforme anula
todos os demais. Isso
reforça a responsabilidade
compartilhada.
Outro desafio comum é
lidar com inadequações
do Controle de Quali-
Planejo
cronogramas
ral (afinal, eles escolhem
dade Externo. Muitas
anuais de treinamentos
a maioria dos temas), os
instituições respondem
116 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
MINUTO LABORATÓRIO
de forma superficial ou
tem feito para se desen-
treinamentos,
convide
usam o “Erro Aleatório”
como a justificativa mais
comum. O que falta, na
verdade, é um estudo
de causa raiz robusto.
Não é preciso ser espe-
volver e desenvolver os
colaboradores ?
Se você ainda não conseguiu
se encontrar dentro
da Qualidade, comece
especialistas da sua instituição
para dar aula, seja
um facilitador, a Qualidade
precisa ser uma área
Neutra, sem favoritismo,
capaz de estruturar
cialista: ferramentas sim-
criando uma Governan-
indicadores
confiáveis,
ples, como os 5 Porquês,
ça, institua um comitê
monitorar
experiências
resolvem grande parte
dos problemas. Mas para
ou time com metas claras
e bem definidas. Fixe
e segurança do paciente
com acolhimento e res-
isso, é essencial capaci-
reuniões
minimamente
peito, deve auditar sem
tar os times para enxer-
semanal com estas pes-
preconceitos,
sobretu-
gar além do óbvio.
Então, volto à pergunta:
você apenas exerce uma
função na área ou é realmente
um profissional
da Qualidade? O que
soas, se inteire das atividades
de cada um, seu
papel é dividir as metas e
prazos e não ficar pajeando
colaborador. Mapeie
os processos e riscos,
desenhe cronograma de
do, garantir que os processos
agreguem valor
e não custo. Se uma ferramenta
é cara demais
para ser adquirida por
sua empresa, escolha
outra alternativa, seja
118 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
criativo, o mundo cor-
lidade com formação
nho da estrutura mais
MINUTO LABORATÓRIO
porativo já está inflado
especializada na área
de um profissional por
demais com os intole-
– além do Gestor, ana-
local: Especialistas em
rantes e arrogantes.
listas capazes de real-
documentações,
BI,
mente construir e iden-
Controle de Qualidade,
Se sua empresa for
tificar oportunidades de
do pré aos pós analíti-
pequena: 1 Gestor da
melhorias, especialistas
co, auditores internos e
Qualidade e 1 ou 2 Ana-
em documentos e que
Educação continuada.
listas podem se dividir
todos possuam algum
em operacional ( vali-
curso de formação em
Trabalhem com quem vis-
dações, Controles de
auditoria -que vai variar
ta a camisa de verdade. O
Qualidade e inspeções)
de acordo com a área de
nosso Mercado de Traba-
e Administrativo ( Docu-
atuação. Já para gran-
lho parece grande, mas é
mentos,
indicadores,
des Empresas, é neces-
pequeno, quando o seu
auditorias,
treinamen-
sário - além de todos
olhar para o negócio for
tos); Se for uma empresa
os requisitos anteriores,
como se fosse o de dono,
de médio porte e pos-
ter um time com tarefas
acredite: você está no
suir unidades, é válido
delegadas por região e
caminho certo e o Suces-
ter profissionais da Qua-
dependendo do tama-
so, mais certo ainda!
Autora:
Fábia Bezerra
Biomédica, pós-graduada em Gestão da Qualidade e Auditoria em Saúde.
Gerente Nacional de Qualidade da Hapvida Diagnóstico.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
119
BIOSSEGURANÇA I
TECNOLOGIAS EMERGENTES NA ÁREA
DA BIOSSEGURANÇA
Por Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Fernanda de Meira Lins, Jaqueline de Oliveira Lima
Convergência entre
Tecnologias Emergentes
e Biossegurança
A biossegurança compreende
o conjunto de
medidas destinadas a
prevenir a introdução de
patógenos (bioexclusão) e
a reduzir sua disseminação
(biocontenção). Em uma
perspectiva ampliada,
constitui uma abordagem
estratégica e integrada
voltada à gestão de riscos
que impactam a saúde
humana, animal e ambiental,
abrangendo desde
surtos infecciosos até
ameaças relacionadas ao
bioterrorismo, à segurança
alimentar e ao uso de
organismos geneticamente
modificados (OGMs).
O conceito ganhou força
a partir da década de
1970, com o avanço da
engenharia genética.
A experiência pioneira
de inserção do gene
da insulina na bactéria
Escherichia coli, em
1973, desencadeou
debates globais sobre
riscos biológicos, culminando
na Conferência
de Asilomar (1974),
marco na discussão
sobre segurança em
pesquisas com DNA
recombinante. No Brasil,
a institucionalização da
biossegurança consolidou-se
a partir dos anos
1980, com capacitações
promovidas pela OMS
e pela FIOCRUZ, culminando
na criação da Lei
de Biossegurança (Lei nº
11.105/2005) e na estruturação
de instâncias
regulatórias no âmbito
do Ministério da Saúde.
Nas últimas décadas,
as ameaças à biossegurança
tornaram-se
mais complexas. A
pandemia de COVID-19
evidenciou fragilidades
nos sistemas globais
de vigilância e resposta
rápida. Paralelamente,
o avanço tecnológico
ampliou tanto as possibilidades
de proteção
quanto os riscos associados
ao uso indevido
de agentes biológicos.
Nesse cenário, tecnolo-
122 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
gias emergentes como
Inteligência Artificial
(IA), aprendizado de
máquina (Machine
Learning – ML), aprendizado
profundo (Deep
Learning – DL) e biologia
sintética assumem
papel central.
computacionais. Na
saúde, suas aplicações
vão desde o apoio diagnóstico
até a previsão
epidemiológica.
Durante a pandemia,
plataformas baseadas
em IA demonstraram
O Machine Learning,
subcampo da IA, permite
que sistemas aprendam a
partir de dados. Pode ser
classificado em aprendizado
supervisionado
(com dados rotulados),
não supervisionado (sem
rótulos) e por reforço
(baseado em tentativa e
BIOSSEGURANÇA I
potencial na detecção
erro com feedback). Na
Um algoritmo é um
conjunto estruturado
de instruções capaz de
resolver problemas ou
executar tarefas específicas.
Na IA, algoritmos
são utilizados para
reconhecer padrões em
precoce de surtos ao
analisar dados genômicos,
ambientais e epidemiológicos
em tempo
real. Modelos preditivos
identificaram padrões
de transmissão e auxiliaram
na formulação
medicina, o aprendizado
supervisionado é amplamente
utilizado na interpretação
automatizada
de eletrocardiogramas,
na detecção de nódulos
pulmonares e na estimativa
de risco cardiovascular.
Já o aprendizado não
grandes volumes de
de estratégias de con-
supervisionado
pode
dados e gerar modelos
preditivos. A Inteligência
Artificial, por sua
vez, é um campo da
ciência da computação
voltado à simulação de
capacidades cognitivas
humanas por sistemas
tenção. Ferramentas de
predição estrutural de
proteínas aceleraram a
compreensão de alvos
virais, contribuindo
para o desenvolvimento
mais rápido de vacinas
e terapias.
identificar padrões ocultos
em doenças heterogêneas,
contribuindo
para a medicina personalizada.
O aprendizado
por reforço tem sido
explorado no desenvolvimento
de sistemas de
apoio à decisão clínica.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
123
BIOSSEGURANÇA I
O Deep Learning diferencia-se
por utilizar
redes neurais artificiais
Paralelamente, a biologia
sintética tem revolucionado
a prevenção e o
essencial para identificar
mutações associadas
a doenças hereditárias e
com múltiplas camadas,
tratamento de doenças.
para detectar patóge-
capazes de processar
O desenvolvimento das
nos com rapidez e preci-
grandes volumes de
vacinas de mRNA contra
são. O sequenciamento
dados com elevada
a COVID-19 demonstrou
de genes como BRCA1
complexidade.
Essa
como avanços em modi-
e BRCA2 possibilita o
abordagem apresentou
ficação de nucleosídeos
rastreamento de risco
resultados promissores
e plataformas baseadas
para câncer hereditário,
no diagnóstico por ima-
em RNA podem reduzir
enquanto o sequencia-
gem, incluindo a detec-
drasticamente o tempo
mento de patógenos
ção de retinopatia dia-
de resposta a emergên-
auxilia na vigilância epi-
bética, câncer de mama
cias sanitárias. A biologia
demiológica e no moni-
e arritmias. Apesar do
sintética envolve tanto
toramento da resistên-
desempenho
frequen-
a criação de sistemas
cia antimicrobiana. A
temente
comparável
biológicos com compo-
edição genética, por sua
ou superior ao humano
nentes modulares quan-
vez, surge como estra-
em contextos específi-
to a síntese e edição de
tégia promissora para
cos, desafios persistem,
genomas,
permitindo
corrigir variantes pato-
como a necessidade de
aplicações que vão da
gênicas e tratar doenças
grandes bases de dados,
produção de biomate-
previamente considera-
validação externa robus-
riais à terapia gênica.
das incuráveis.
ta e maior transparência
dos modelos, frequen-
A tecnologia de sequen-
Apesar dos avanços, a
temente descritos como
ciamento
genético
incorporação
dessas
“caixas-pretas”.
tornou-se
ferramenta
tecnologias exige cau-
124 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
BIOSSEGURANÇA I
tela. A IA não substitui o
julgamento clínico, mas
pode atuar como fer-
A convergência entre
tecnologias emergentes
e biossegurança
ção de ameaças, mas na
integração inteligente
entre ciência, tecnolo-
ramenta
complemen-
representa,
portanto,
gia e compromisso éti-
tar, reduzindo erros,
um novo paradigma. Ao
co com a saúde global.
otimizando fluxos de
mesmo tempo em que
trabalho e ampliando a
capacidade analítica. A
amplia o potencial de
prevenção, detecção e
Referencias:
ALANAZI, A. Using machine learning for healthcare:
challenges and opportunities. Informatics in
adoção efetiva dessas
inovações depende de
resposta a riscos biológicos,
exige governan-
Medicine Unlocked, v. 30, p. 100924, 2022.
ALHEJAILY, A.-M. Artificial intelligence in healthcare
(Review). Biomedical Reports, v. 22, n. 1, 2024.
fatores regulatórios,
éticos, organizacionais
e culturais, além de
ça responsável, transparência
e cooperação
internacional. O futuro
AUNG, Y. Y. M.; WONG, D. C. S.; TING, D. S. W. The
promise of artificial intelligence: a review of the
opportunities and challenges of artificial intelligence
in healthcare. British Medical Bulletin, v.
139, n. 1, p. 4–15, 2021.
capacitação profissional
adequada.
da biossegurança não
está apenas na conten-
DE LIMA, R. C.; QUARESMA, J. A. S. Emerging
technologies transforming the future of global
biosecurity. Frontiers in Digital Health, v. 7, 2025.
Autores:
Jorge Luiz Silva Araújo-Filho
(@dr.biossegurança)
Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;
palestrante e consultor em biossegurança.
Contato: drbiosseguranca@gmail.com
Fernanda de Meira Lins
Nutricionista especialista em oncologia e
Acadêmica de Medicina, Uninassau
Jaqueline de Oliveira Lima
Acadêmica em Enfermagem; Técnica em
enfermagem, UNAMA.
126 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
BIOSSEGURANÇA
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
127
BIOSSEGURANÇA II
EFICÁCIA DOS EQUIPAMENTOS DE
PROTEÇÃO INDIVIDUAL NA CONTENÇÃO
DA MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS
MULTIRRESISTENTE EM AMBIENTE LABORATORIAL
Por Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Alícia Guimarães Mendes, Laura Beatriz de Oliveira Barros
A Tuberculose (TB) é uma
patologia infectocontagiosa
e transmissível,
provocada pelas bactérias
do complexo Mycobacterium
tuberculosis.
Embora acometa majoritariamente
os pulmões,
seu maior desafio atual
reside na forma Multirresistente
(TB-MDR), caracterizada
pela resistência
simultânea à Isoniazida
e à Rifampicina, fármacos
que constituem os
pilares do tratamento
convencional (SCIMAGO
INSTITUTIONS RANKIN-
GS, 2007).
A infecção pelo bacilo
não ocorre de forma
isolada, dependendo
estritamente da carga
bacilar exposta, do tempo
de contato com o
indivíduo contaminado,
da virulência da cepa e
de fatores ambientais
que influenciam a persistência
ou eliminação
das micobactérias no
ar. Diante desse risco de
contágio, especialmente
em ambientes laboratoriais
onde a manipulação
de amostras concentra
o patógeno, a principal
estratégia de prevenção
reside na aplicação
rigorosa das normas de
biossegurança.
Este artigo tem como
objetivo revisar a literatura
sobre a eficácia dos Equipamentos
de Proteção
Individual (EPIs) como barreira
de contenção contra
a TB-MDR, destacando a
importância da mitigação
dos riscos ocupacionais.
No laboratório, a vulnerabilidade
ao bacilo se
origina fundamentalmente
da geração de
aerossóis infectantes
128 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
durante o manejo das
última gota ou misturar
Individual (EPIs) torna-se
BIOSSEGURANÇA II
amostras. A centrifuga-
soluções por turbilhona-
a última e mais essencial
ção, por exemplo, é um
mento, rompe-se a ten-
barreira física.
ponto crítico de aten-
são superficial do líqui-
ção. A aplicação de alta
do, gerando os temidos
Dada a gravidade clínica
energia cinética sobre
núcleos de gotículas de
da TB-MDR e sua alta
tubos pode, em caso de
Wells. Estas partículas
transmissibilidade por via
microfissuras ou veda-
possuem o diâmetro
aérea, o bacilo é enqua-
ção ineficiente, liberar
exato para flutuar no ar
drado na Classe de Risco
densas nuvens de par-
por longos períodos.
3. Consequentemente,
tículas
microscópicas.
a manipulação de cultu-
Sem o uso de caçapas de
Outro risco técnico acen-
ras exige instalações de
segurança
herméticas
tuado ocorre no preparo
Nível de Biossegurança 3
(bio-buckets), essa carga
de esfregaços para baci-
(NB-3). Estes laboratórios
é liberada diretamente
loscopia: a fixação tér-
utilizam o conceito de
na zona respiratória do
mica de lâminas úmidas
contenção
secundária,
analista ao abrir a tampa
pode provocar a fervura
fundamentado na pres-
do equipamento.
explosiva e a crepitação
são negativa direcionada,
do material biológico,
garantindo um fluxo de
Simultaneamente,
pro-
lançando bacilos viáveis
ar contínuo das áreas
cedimentos como a pipe-
no ambiente. Nesse
"limpas" para as "conta-
tagem de suspensões
contexto, o uso correto
minadas". Todo o ar exau-
bacilares são igualmente
e sistemático dos Equi-
rido do laboratório, bem
perigosos. Ao expulsar a
pamentos de Proteção
como o ar processado nas
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
129
BIOSSEGURANÇA II
Cabines de Segurança
Biológica (CSB) Classe II,
onde a manipulação dire-
aerossolizada do bacilo,
a distinção entre os dispositivos
respiratórios é
criando possibilidades
de invalidar a segurança
do dispositivo (NIOSH,
ta ocorre, deve passar por
vital: enquanto a másca-
2017). Além da questão
filtragem absoluta (HEPA),
ra cirúrgica retém gotí-
anatômica, a integrida-
retendo 99,97% das par-
culas
macroscópicas,
de do equipamento é
tículas de 0,3 mícrons,
apenas os respiradores
um ponto de atenção
condição essencial para a
PFF2 ou N95 oferecem
constante: respiradores
segurança ocupacional.
a vedação e a filtragem
úmidos, amassados ou
(mínima de 94-95%)
com elásticos frouxos
No contexto da Tuber-
necessárias para impe-
perdem a capacidade de
culose Multirresistente,
dir a inalação dos núcle-
filtrar partículas de Myco-
a NR-32 fundamenta
os de Wells infectantes.
bacterium
tuberculosis,
as diretrizes de biosse-
tornando-se ineficazes.
gurança ao estabelecer
A eficácia dessa prote-
que o controle de enge-
ção, contudo, é indisso-
Cumpre destacar ain-
nharia e a infraestrutura
ciável do Fit Test (ensaio
da que, no manejo da
laboratorial (como a
de vedação), requisito
TB-MDR em ambientes
pressão negativa) pre-
crítico no manejo da
laboratoriais,
aventais
cedem o uso de Equi-
TB-MDR para garan-
impermeáveis e luvas
pamentos de Proteção
tir que o respirador se
atuam de forma com-
Individual (EPIs), que
ajuste à face do analista.
plementar na prevenção
operam como a barrei-
Fatores como a presença
da contaminação cruza-
ra final de contenção.
de pelos faciais compro-
da, protegendo pele e
Devido a natureza
metem esse selamento,
roupas contra respingos
130 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
e contato com material
biológico, enquanto a
técnica de luvas duplas
prevenção da exposição
ocupacional ao Mycobacterium
tuberculosis
cultura institucional de
segurança. Assim, proteger
os trabalhadores
BIOSSEGURANÇA II
e a higienização correta
multirresistente,
desde
de laboratório é medida
das mãos reduzem o ris-
que seu uso esteja vin-
indispensável para um
co de exposição durante
culado ao treinamento
controle ético, seguro e
a manipulação de amos-
contínuo, ao ajuste
sustentável da TB.
tras
potencialmente
adequado e à correta
contaminadas.
Diante do exposto,
conclui-se que os Equipamentos
de Proteção
Individual constituem
uma barreira eficaz na
adesão aos protocolos
de biossegurança. Sua
eficácia depende tanto
da qualidade e tecnologia
do equipamento
quanto da capacitação
do profissional e de uma
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de vigilância
epidemiológica da tuberculose. Brasília: Ministério
da Saúde, 2007.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma
Regulamentadora nº 32: segurança e saúde no
trabalho em serviços de saúde. Brasília, 2005.
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVEN-
TION. Guidelines for preventing the transmission
of Mycobacterium tuberculosis in health-care
settings. Atlanta: CDC, 2005.
NATIONAL INSTITUTE FOR OCCUPATIONAL SAFE-
TY AND HEALTH. Respiratory protective devices:
fit testing procedures. Cincinnati: NIOSH, 2017.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO consolidated
guidelines on tuberculosis: drug-resistant
tuberculosis treatment. Geneva: WHO, 2020.
Autores:
Jorge Luiz Silva Araújo-Filho
(@dr.biossegurança)
Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;
palestrante e consultor em biossegurança.
Contato: drbiosseguranca@gmail.com
Alícia Guimarães Mendes
Acadêmica de Medicina, Uninassau
Laura Beatriz de Oliveira Barros
Acadêmica de Medicina, Uninassau
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
131
DIREITO E SAÚDE
O IMPACTO DA LEI 15.153/2025:
O LABORATÓRIO COMO ELO ESTRATÉGICO NA
FORMAÇÃO DE CONDUTORES
Por Délio Ciriaco
Prezado(a) Leitor(a),
seja bem, vindo(a) a
esta análise jurídica!
A promulgação da Lei
15.153/2025 marca
uma das maiores transformações
recentes
no Código de Trânsito
Brasileiro (CTB). Originalmente
focada em
viabilizar a "CNH Social"
com recursos de multas,
a legislação ganhou
uma nova camada de
complexidade e oportunidade
para o setor de
análises clínicas: a obrigatoriedade
do exame
toxicológico de larga
janela de detecção para
novos condutores das
categorias A e B.
A Nova Realidade
das Autoescolas e a
oportunidade para os
Laboratórios
Até então, o exame toxicológico
era restrito aos
motoristas profissionais
(categorias C, D e E).
Com a nova regra (Lei
Federal 15.153/2025),
milhões de candidatos
que ingressam anualmente
nos Centros de
Formação de Condutores
(CFCs) precisarão, obrigatoriamente,
passar por
laboratórios credenciados
pela Senatran.
Essa mudança transforma
a relação entre a
autoescola e o laboratório.
O laboratório deixa
de ser um prestador de
serviços esporádico para
se tornar um parceiro
estratégico. Ao atuar
em conjunto, a autoescola
pode oferecer uma
jornada mais fluida ao
aluno, garantindo que o
exame — etapa essencial
e eliminatória — seja
realizado com agilidade
e confiabilidade técnica,
emergindo assim, ao
nosso sentir a parceria
entre a Autoescola/CFC
e o seu Laboratório de
Análises Clínicas, que
atualmente, já atua
“como um posto de
coleta” daqueles Laboratórios
Cadastrados junto
ao Senatran, no que tange
a exame toxicológico.
1 Lei 15 153 de 2025 - “(...) § 11. As clínicas médicas onde forem realizados os exames de aptidão física e mental poderão agregar às suas instalações, em ambiente físico próprio e segregado, a
atividade de posto de coleta laboratorial devidamente contratada por laboratório credenciado pelo órgão máximo executivo de trânsito da União para a realização do exame toxicológico previsto
no caput deste artigo (...)”. – acessado em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15153.htm aos 20.02.2025 - às 09:55hs
132 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
A parceria com as auto-
• Janeiro a Junho de
indicado ali garante um
DIREITO E SAÚDE
escolas (CFCs) -Clíni-
2026: Período de regula-
fluxo constante sem
cas médicas onde se
mentação pelo Contran e
gastos excessivos em
realizam os exames já
adaptação dos sistemas
marketing direto;
exigidos 1 , não é ape-
do Senatran e DETRANs.
nas uma conveniência,
• Fidelização Antecipa-
mas um divisor de
• 1º de Julho de 2026:
da: O jovem que faz o
águas no faturamento
Início da obrigatorieda-
toxicológico para a CNH
laboratorial. Com a Lei
de nacional para todos
B hoje é o potencial clien-
15.153/2025, o volume
os processos de Primei-
te de exames de rotina
de exames toxicológi-
ra Habilitação (Catego-
ou admissionais amanhã;
cos deve saltar entre
rias A e B).
30% e 50% em 2026, já
• Logística Otimizada:
que o público deixa de
• Nota 01: O candidato
Parcerias
permitem
ser apenas o motorista
deverá realizar o exame
criar "dias de coleta" ou
profissional para incluir
após os testes teóricos e
postos móveis próximos
o jovem que busca sua
antes de iniciar as aulas
aos CFCs, reduzindo
primeira habilitação.
práticas. A validade do
custos de deslocamento
laudo para o processo é
e otimizando a equipe
Cronograma de Exi-
de 90 dias.
de coleta.
gência
Quando o exame
Por que o laboratório
O Laboratório como
começa a ser exigido?
deve buscar a parceria
Parceiro de Valor para a
Embora a Lei tenha sido
decorrente da Lei?
Autoescola/Clínica
publicada em dezembro
• Captação Passiva de
Para a Autoescola/CFC
de 2025, a implementa-
Clientes: A autoescola
/ Clínica, ter o seu labo-
ção prática segue um cro-
é o primeiro ponto de
ratório como parceiro
nograma de adaptação:
contato do aluno. Estar
significa:
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
133
DIREITO E SAÚDE
• Redução da evasão:
Processos mais rápidos
evitam que o aluno
Risco de Responsabilidade
Solidária: Sem um
contrato que delimite as
laboratório, evitando
contestações de resultados
"falso-positivos" por
desista entre as etapas;
obrigações de cada um,
contaminação externa;
o laboratório pode ser
• Diferencial competi-
acionado judicialmente
• Proteção de Dados
tivo: Oferecer o agenda-
por falhas na orientação
(LGPD): É no contrato
mento direto ou postos
dada pela autoescola
que se define quem
de coleta conveniados
ao aluno (ex: prazos de
guarda o prontuário
que você irá ofertar na
janela de detecção ou
e como o resultado é
parceria;
jejum indevido).
comunicado ao aluno,
evitando que a auto-
• Segurança técnica:
Além de ser uma exi-
escola acesse dados
Garantia de que as
gência e conformidade
sensíveis de saúde sem
amostras (cabelo, pelos
legal, existem benefí-
autorização expressa.
ou unhas) seguem o
cios na da formaliza-
rigor da janela de 90
ção do contrato:
Itens de Segurança
dias exigida por lei.
• Segurança de Recebi-
Jurídica no Contrato
mento: Define se o paga-
de Parceria
A Importância do Con-
mento será feito pelo
Para que essa coopera-
trato Formalizado
aluno diretamente ao
ção seja sustentável e
Muitos
laboratórios
laboratório ou se haverá
livre de riscos legais, o
cometem o erro de
um faturamento mensal
contrato entre o labora-
manter parcerias base-
para a autoescola;
tório e a autoescola deve
adas apenas no "acordo
ser robusto. Aqui estão os
de cavalheiros". Em um
• Padronização do
pontos essenciais:
setor altamente regula-
Atendimento: O con-
do pelo Direito Sanitário
trato pode exigir que a
1. Independência de
e de Trânsito, o contrato
autoescola entregue um
Resultado e Ética Pro-
escrito é o escudo do
"guia de orientações pré-
fissional: O contrato
laboratório.
-exame" assinado pelo
deve deixar claro que
134 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
a autoescola não tem
qualquer influência
sobre os resultados dos
exames. O laboratório
mantém total autonomia
técnica, protegendo
ambas as partes contra-acusações
de fraude
ou favorecimento;
2. Conformidade com
a LGPD (Lei Geral de
Proteção de Dados): O
tráfego de dados sensíveis
(saúde e identificação
do candidato) exige
cláusulas específicas
sobre quem é o controlador
e o operador dos
dados, estabelecendo
protocolos rígidos para
evitar vazamentos;
3. Cláusula de exclusividade
e multa em caso
de rescisão antecipada:
Caso a parte da autoescola/clínica
queira romper
o contrato, o mesmo
deve prever cláusula
penal pela rescisão indevida,
vez que por parte
do laboratório inúmeros
investimentos são realizados
em cada parceria;
4. Delimitação de Responsabilidade
Civil:
Estabelecer claramente
as responsabilidades
por eventuais erros
na coleta, transporte
ou processamento da
amostra. Isso protege
a autoescola de danos
morais caso o erro ocorra
estritamente na fase
laboratorial;
5. Sigilo e Proteção de
Imagem: Cláusulas de
confidencialidade sobre
o volume de alunos e
estratégias comerciais,
além de regras sobre
o uso das marcas em
materiais de marketing
(como anúncios de "Parceria
Exclusiva").
Por fim, ressaltamos
que um mercado tão
competitivo e regulado,
contar com uma assessoria
jurídica laboratorial
qualificada é um
investimento estratégico
e imprescindível para
o sucesso e sustentabilidade
do negócio.
Proteção jurídica ao
seu laboratório! Está
em nosso DNA está
luta!
Obrigado e um grande
abraço a todos(as)!
DIREITO E SAÚDE
Autor:
Délio J. Ciriaco de Oliveira
(OAB/SP 298.538), Advogado em São Paulo, Professor e Palestrante, sócio do escritório CIRIACO ADVOGADOS, localizado em São Paulo – Capital,
atuando na ASSESSORIA JURÍDICA E DEFESA de Laboratórios de Análises Clínicas em todo o Brasil.
@ciriacoadvogados
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
135
PAPO DE BANCADA
GOVERNANÇA TÉCNICA EM FOCO:
O NOVO PAPEL DO ANALISTA CLÍNICO E
A OPORTUNIDADE DE FORTALECIMENTO
INSTITUCIONAL DAS ANÁLISES CLÍNICAS
Por Silvânia Ramalho
A publicação da Resolução
da Diretoria
Colegiada nº 978/2025
pela Agência Nacional
de Vigilância Sanitária
(ANVISA), em 10 de junho
de 2025, representou um
marco regulatório para
os serviços que executam
Exames de Análises
Clínicas (EAC) no Brasil.
Essa norma substituiu
integralmente a antiga
RDC 786/2023 e trouxe
ajustes importantes —
especialmente no que se
refere à liderança técnica
e à qualificação dos profissionais
envolvidos nos
processos laboratoriais.
No cerne da nova norma
está a figura do Responsável
Técnico (RT) — o
profissional legalmente
habilitado que assume
perante a vigilância sanitária
a responsabilidade
pelo serviço de EAC. A
RDC 978/2025 exige que
todo estabelecimento
que executa atividades
relacionadas a exames
de análises clínicas
mantenha um RT formalmente
designado e
registrado.
O RT tem atribuições
que vão além do mero
cumprimento formal da
legislação: ele é peça-
-chave na implementação
e monitoramento
dos Programas de
Garantia da Qualidade,
no desenvolvimento de
procedimentos operacionais
padronizados
(POP’s), e na condução
de uma cultura de segurança
e rastreabilidade
em todas as etapas —
do pré-analítico ao pós-
-analítico.
No impedimento de suas
atividades, o RT Substituto
legalmente habilitado
assume integralmente as
atribuições pactuadas,
136 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
making a difference
PAPO DE BANCADA
SUA PROTEÇÃO CONTRA A LUZ
AINDA É UM IMPROVISO?
LINHA ÂMBAR VACUETTE®
O uso de papel alumínio para proteger amostras fotossensíveis é um improviso
que gera resíduos desnecessários e oculta o material, elevando o risco de erros
operacionais. Com a linha de Tubos Âmbar VACUETTE®, fabricada no Brasil,
você garante uma barreira técnica contra a luz para analitos sensíveis, como
vitaminas e medicamentos, mantendo a total visibilidade e segurança da
amostra durante o transporte.
Acesse nosso site
www.gbo.com
Greiner Bio-One Brasil Produtos Medicos Hospitalares Ltda / Avenida Affonso Pansan / n° 1967 / Americana - São Paulo / Brasil
TELEFONE: (19) 3468-9600 / E-MAIL info@br.gbo.com
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
137
PAPO DE BANCADA
assegurando a continuidade
da governança
técnica e das diretrizes
conselho de classe), com
a missão de supervisionar
as atividades do pessoal
dimensionamento de
equipe e custos de pessoal,
sobretudo nos ser-
estabelecidas pelo Res-
técnico no dia a dia ope-
viços de menor porte.
ponsável Técnico.
racional dos serviços. Essa
presença física contínua
Importante notar que
Um dos principais pon-
visa garantir a qualidade
a mesma pessoa pode
tos de destaque da RDC
técnica, segurança e inte-
acumular as funções de
978/2025 — e que tem
gridade dos processos,
Responsável Técnico e
gerado intenso debate
especialmente em fases
Supervisor de Pesso-
no setor — é a exigência
críticas como a pré-analí-
al Técnico, desde que
presencial do Supervi-
tica e pós-analítica.
observadas as exigências
sor de Pessoal Técnico
de cada conselho profis-
durante todo o horário
A regra se aplica inclusi-
sional — uma flexibilida-
de funcionamento do
ve aos Postos de Coleta,
de que pode ser útil em
serviço. Marca de um
que, embora participem
unidades menores.
princípio sanitário: ati-
mais ativamente da
vidades que envolvem
fase pré-analítica, são
É legítimo discutir impac-
material biológico e
responsáveis por etapas
tos organizacionais e
impactam decisões clí-
essenciais como a coleta
financeiros,
sobretudo
nicas exigem supervisão
e o acondicionamento
em serviços de menor
qualificada contínua.
de material biológico.
porte. Contudo, é preciso
Essa exigência tem
ponderar que a ausência
Esse supervisor é definido
implicações
operacio-
de supervisão presencial
como profissional legal-
nais relevantes, pois
pode gerar custos maio-
mente habilitado (nível
exige reflexão sobre
res — clínicos, jurídicos e
superior e inscrito no
escalas de trabalho,
reputacionais.
138 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Outro aspecto que vem
ganhando força nas discussões
é a ênfase da
ciclos regulares de capacitação
baseados em risco
e novas tecnologias.
cia de liderança presencial,
educação contínua
e responsabilidade legal
PAPO DE BANCADA
norma em Profissional
clara — pilares essen-
Capacitado — termo
Essa abordagem refor-
ciais para a sustentabili-
que, conforme atua-
ça a importância de
dade e confiança.
lizações
legislativas
olhar o capital humano
correlatas, refere-se ao
como elemento cen-
A exigência regulatória
profissional que possui o
tral da qualidade nas
impõe desafios ope-
conhecimento técnico e
análises clínicas — não
racionais
relevantes,
habilidades
necessárias
apenas no plano formal
especialmente
para
para execução segura das
de habilitação, mas
pequenos e médios
atividades,
adquiridos
também no contínuo
laboratórios que estru-
por meio de treinamento
desenvolvimento
de
turaram sua expansão
e educação contínua.
competências que res-
assistencial em unida-
pondam às demandas
des de baixo volume de
A Resolução reforça que
crescentes de precisão e
exames, frequentemen-
o serviço deve manter
segurança diagnóstica.
te situadas em municí-
registros
atualizados
pios menores.
sobre a formação, qua-
A diferenciação entre
lificação e treinamentos
Responsável
Técnico,
Permanece a grande
da equipe, compatíveis
Supervisor de Pessoal
questão trazida desde a
com as funções desem-
Técnico e Profissio-
revisão da RDC 302 – “A
penhadas, e imple-
nal Capacitado reflete
norma pode inviabilizar
mentar Programa de
uma visão mais robusta
pequenos serviços?” E
Educação
Permanente
de autonomia técnica,
essa preocupação não
para toda a equipe, com
reforçando a importân-
deve ser ignorada.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
139
PAPO DE BANCADA
Por outro lado, a ANVISA
fundamenta a exigência
na própria natureza do
compatibilizar o risco
biológico inerente às
atividades laboratoriais
Agindo, assim, em defesa
da criação e manutenção
de postos de trabalho
risco sanitário envolvido.
com a necessidade de
com dignidade técnica e
A fase pré-analítica con-
segurança diagnóstica e
autonomia profissional.
centra parcela significa-
proteção ao paciente.
tiva dos erros laborato-
A exigência do super-
riais, como identificação
É nesse ponto que o
visor presencial, sob a
incorreta do paciente,
debate deixa de ser ape-
ótica do mercado de
acondicionamento
ina-
nas regulatório e passa a
trabalho,
representa
dequado de amostras e
ser também institucional.
potencial ampliação de
falhas na coleta.
postos de trabalho.
O Conselho não é órgão
Diante dessa perspec-
regulador sanitário —
Cada posto de coleta
tiva, o risco demanda
essa é atribuição da Anvi-
que necessite de super-
supervisão qualificada e
sa e das Vigilâncias Sani-
visão qualificada pode
contínua. Sem presença
tárias. Mas o Conselho
se tornar um novo espa-
profissional no local, a
tem papel fundamental
ço profissional.
detecção e a correção de
em defender o exercício
falhas tendem a ocorrer
profissional
qualificado,
Mas isso exige atuação
de forma tardia, aumen-
valorizar a responsabili-
estratégica do Conse-
tando o potencial de
dade técnica, fomentar
lho em três frentes:
impacto clínico.
oportunidades de traba-
1. Mediação Técnica:
lho compatíveis com a
Dialogar com vigilâncias
Do ponto de vista regula-
formação
farmacêutica,
e setor produtivo para
tório, portanto, a exigên-
dialogar com o setor
construção de prazos de
cia não se mostra des-
para garantir transições
adequação razoáveis e
proporcional. Ela busca
regulatórias sustentáveis.
orientações claras.
140 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
2. Qualificação Profissional:
Promover
formação direcionada à
tência do setor e tensionamento
institucional
se mal acompanhada.
rem de forma estratégica
em que a implantação
do Supervisor de Pessoal
PAPO DE BANCADA
supervisão de Exames de
A ampliação da pre-
Técnico não é apenas
Análises Clínicas, conso-
sença do profissional
um desafio econômico. É
lidando o protagonismo
habilitado em serviços
um teste de maturidade
no ambiente laborato-
laboratoriais, do ponto
do setor e da profissão.
rial, ampliando sua pro-
de vista macro, forta-
O desafio que se impõe
ximidade com a prática
lece a imagem como
é conciliar quatro com-
assistencial e potenciali-
líder técnico, consolida
promissos: preservar a
zando a segurança técni-
a supervisão como fun-
qualidade e a segurança
ca dos processos.
ção estratégica e não
sanitária, conduzir uma
acessória e valoriza o
transição regulatória sus-
3. Valorização salarial e
conhecimento científi-
tentável, ampliar postos
contratual: Garantir que
co aplicado.
de trabalho qualificados
a criação de novos postos
e impedir qualquer for-
não resulte em precariza-
A pergunta central deixa
ma de precarização da
ção ou contratos incom-
de ser:
responsabilidade técnica.
patíveis com a responsa-
“Quantos serviços terão
bilidade assumida.
dificuldade?”.
Regulação e valoriza-
E passa a ser:
ção profissional não são
A exigência pode for-
“Como transformar a
excludentes.
Quando
talecer o mercado de
exigência
regulatória
alinhadas,
tornam-se
trabalho, se orientada
em
fortalecimento
pilares de uma gover-
de forma correta. Entre-
profissional?”
nança sólida. Que a
tanto pode gerar resis-
Convido a todos a pensa-
Resolução se torne um
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
141
PAPO DE BANCADA
ponto de convergência
capaz de harmonizar
regulação, autoridade
a aplicação das novas
exigências regulatórias
seja acompanhada de
escopo de atuação é
mais restrito.
técnica e valorização
uma análise criteriosa
Ao reforçar a distin-
do exercício profissio-
quanto às diferentes
ção entre Responsável
nal. O avanço tecno-
realidades estruturais do
Técnico, Supervisor de
lógico elevou o grau
país. Serviços localizados
Pessoal Técnico e Pro-
de complexidade dos
em municípios de menor
fissional Capacitado, a
serviços
laboratoriais
porte, com baixo volume
RDC 978/2025 consoli-
e, consequentemente,
de exames e atuação em
da uma hierarquia clara
ampliou o espectro
áreas de menor com-
de atribuições: o RT
de riscos que exigem
plexidade,
apresentam
responde pelo sistema,
supervisão qualificada.
dinâmicas operacionais
o Supervisor assegura a
distintas dos grandes
execução qualificada e
A confiança social depo-
centros laboratoriais.
o Profissional Capacita-
sitada nos serviços de
do realiza as atividades
análises clínicas exige,
Em determinadas situa-
com competência com-
indiscutivelmente,
uma
ções, a estrutura passa a
provada. Trata-se de um
estrutura
compatível
contar simultaneamen-
modelo que fortalece
com sua relevância
te com três profissionais
o posicionamento téc-
assistencial. A segurança
legalmente habilitados
nico e reafirma que a
diagnóstica deve perma-
— Responsável Técnico,
segurança diagnóstica
necer como prioridade
Supervisor de Pessoal
não é automatizada —
absoluta em qualquer
Técnico e executores
ela é supervisionada
modelo organizacional e
também habilitados —
por profissionais habili-
não pode ser relativizada.
em unidades de peque-
tados e comprometidos
Contudo, é prudente que
no ou médio porte, cujo
cientificamente.
142 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Esse avanço regulatório,
viço e exigência orga-
gônicas. Quando har-
PAPO DE BANCADA
contudo, exige matu-
nizacional é essencial
monizadas,
tornam-se
ridade
institucional.
para que a qualidade
instrumentos de fortale-
Liderar
tecnicamente
assistencial caminhe de
cimento do setor. Que a
significa assumir res-
forma sustentável, sem
Resolução seja, portanto,
ponsabilidades
pro-
comprometer a conti-
um ponto de convergên-
porcionais ao risco
nuidade dos serviços e o
cia entre segurança sani-
sanitário, mas também
acesso da população ao
tária,
responsabilidade
defender uma imple-
diagnóstico laboratorial,
técnica e sustentabilida-
mentação
equilibrada,
especialmente em regi-
de institucional — con-
que considere as dife-
ões menores.
solidando uma cultura de
rentes realidades estru-
liderança técnica à altura
turais do país. A busca
Regulação, governança e
da confiança que a socie-
por
proporcionalidade
valorização
profissional
dade sempre depositou
entre risco, porte do ser-
não são dimensões anta-
nas Análises Clínicas.
Autora:
Silvânia Ramalho
Bioquímica farmacêutica com especialização em Análise de Custos e Formação de Preço de Venda, Gestão Comercial em Vendas e
membro do Grupo Técnico de Trabalhos de Análises Clínicas do CRF/MG.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
143
LOGÍSTICA E INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL NA SAÚDE
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E A
CONFORMIDADE REGULATÓRIA NA SAÚDE:
NOVAS POSSIBILIDADES DIANTE DA RDC 978
Por Dr. Cristhian Roiz
Founder – NurionHub Health Tech
Biomédico e Arquiteto de Fluxos de IA
Quando a ANVISA
de de rastreabilidade,
historicamente,
grande
publicou a RDC nº 978,
evidência
operacional
parte dessas atividades
de 6 de junho de 2025,
e governança sobre
ainda depende de plani-
estabelecendo
novos
processos críticos.
lhas, controles manuais e
requisitos técnico-sanitários
para o funcionamento
de serviços que
executam exames de
análises clínicas, o setor
percebeu rapidamente
que não se tratava apenas
de uma atualização
normativa. A resolução
reforçou um ponto central
para laboratórios,
clínicas e serviços diagnósticos:
a necessida-
Na prática, atender
à RDC 978 significa
garantir controle contínuo
sobre uma série de
rotinas operacionais:
calibração de equipamentos,
manutenção preventiva,
higienização de superfícies,
gestão documental,
controle de qualidade e
monitoramento de indicadores.
O desafio é que,
acompanhamento humano
constante.
Foi justamente nesse
ponto que começamos a
explorar, na NurionHub
Health Tech, como a inteligência
artificial poderia
apoiar instituições
de saúde a transformar
exigências regulatórias
em processos inteligentes
e auditáveis.
144 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Em vez de tratar a RDC
como uma obrigação
Outro caso relevante
envolve a gestão de
inteligência
artificial,
que monitora prazos
LOGÍSTICA E INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL NA SAÚDE
documental,
passamos
higienização de super-
de revisão, controla
a utilizá-la como um ver-
fícies e ambientes
versões e automatiza
dadeiro mapa operacio-
laboratoriais,
atividade
fluxos de atualização.
nal da qualidade.
essencial para segurança
e qualidade diagnóstica.
Em algumas implementações,
alcançamos
Em projetos conduzidos
pela NurionHub, estru-
Ao integrar agentes de IA
aos fluxos operacionais,
100% de automação
documental, reduzindo
turamos modelos de
tornou-se possível moni-
significativamente
os
automação baseados em
IA capazes de monitorar
continuamente processos
críticos exigidos pela norma.
Um exemplo claro é
o controle de calibração e
manutenção de equipamentos
laboratoriais. Sistemas
inteligentes passaram
a acompanhar prazos,
torar execução, periodicidade
e conformidade
das rotinas, gerando
dashboards em tempo
real e relatórios estruturados
para auditorias
internas e externas.
Talvez um dos avanços
mais expressivos esteja
riscos de não conformidades
durante inspeções
sanitárias ou processos
de acreditação.
Esse tipo de estrutura
também se mostrou
extremamente útil para
programas de qualidade
e acreditação, como
emitir alertas preventivos,
na gestão documen-
ONA
(Organização
registrar evidências e gerar
tal. Protocolos, POPs
Nacional de Acredita-
relatórios
automáticos
e manuais passaram a
ção) e PALC (Programa
prontos para auditorias.
ser acompanhados por
de Acreditação de
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
145
LOGÍSTICA E INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL NA SAÚDE
Laboratórios Clínicos),
que exigem rastreabilidade,
indicadores e evi-
setores, principalmente
pela otimização de equipes,
redução de retra-
em registrar processos,
mas em monitorá-los
continuamente, gerar
dências contínuas de
balho e eliminação de
evidências e transformar
controle operacional.
controles redundantes.
dados em decisões operacionais
mais seguras.
Além do ganho regula-
Mais do que uma ten-
tório, os impactos ope-
dência tecnológica, a
Nesse contexto, a IA
racionais são relevantes.
inteligência
artificial
deixa de ser apenas
Ao reorganizar fluxos de
trabalho com base em
dados estruturados e
começa a se consolidar
como uma verdadeira
infraestrutura de gover-
uma ferramenta de inovação
e passa a assumir
um papel estratégico:
automação
inteligente,
nança para serviços de
garantir que qualidade,
observamos em alguns
projetos reduções de até
37% nos custos operacionais
de determinados
saúde. Normas como a
RDC 978 deixam claro
que o futuro da conformidade
não está apenas
eficiência e conformidade
caminhem juntas
dentro das organizações
de saúde.
Autor:
Dr. Cristhian Roiz
Autor de vários artigos e um nome de referência no setor de transporte de cargas da saúde e regulamentações, é fundador do Programa de Qualificação do
Transporte para Saúde (PQTS), uma iniciativa que visa a melhoria contínua dos processos de transporte e armazenamento de produtos da saúde por meio da
capacitação, auditorias e consultorias especializadas, e do curso de Formação de Auditores Especialistas. Esse curso já capacitou profissionais em 11 estados
brasileiros e internacionalmente, consolidando-se como uma das principais formações para aqueles que buscam especialização em auditorias e consultorias
para o transporte de materiais biológicos e medicamentos.
146 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO
QUANDO O LABORATÓRIO ESTÁ CERTO
E O DIAGNÓSTICO ESTÁ ERRADO
Por Dra. Alice Sampaio Del Colletto
O mito do laudo infalível
No imaginário clínico, o
erro diagnóstico costuma
ser atribuído ao laboratório.
Entretanto, na
prática veterinária, muitos
equívocos ocorrem
não por falhas analíticas,
mas pela interpretação
inadequada de resultados
corretos. O laudo é
uma ferramenta técnica;
o diagnóstico é um processo
clínico integrado.
dentro de limites metodológicos
bem definidos.
Quando utilizados
fora do contexto clínico,
epidemiológico ou fisiopatológico
do paciente,
esses dados podem conduzir
a decisões erradas.
Valores de referência, por
exemplo, variam conforme
espécie, idade, manejo
e condição clínica.
A falha na solicitação do
exame
ratorial: a escolha inadequada
do exame. Solicitações
genéricas ou
desalinhadas à hipótese
clínica geram resultados
corretos, porém irrelevantes
para a tomada de
decisão. Diagnóstico não
é sinônimo de acumular
exames, mas de selecionar
os mais apropriados.
Interpretação isolada:
um risco silencioso
Resultados laboratoriais
não devem ser interpre-
Resultados
corretos,
Um dos erros mais fre-
tados de forma isolada.
decisões equivocadas
quentes ocorre antes
Alterações
hematológi-
Exames
laboratoriais
mesmo da análise labo-
cas, bioquímicas ou soro-
refletem dados objetivos
lógicas podem represen-
148 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
tar respostas fisiológicas
ca, tempo de evolução da
está no exame. Está no
DIAGNÓSTICO VETERINÁRIO
transitórias, e não neces-
doença e terapias em cur-
processo. O diagnóstico
sariamente doença. A
so impactam diretamen-
veterinário seguro exige
ausência de correlação
te a leitura do resultado.
integração, pensamento
com sinais clínicos leva
Quando esse diálogo
crítico e compreensão
à superinterpretação de
não ocorre, o laboratório
de que o laudo não
achados laboratoriais.
entrega dados corretos,
substitui o raciocínio clí-
mas o diagnóstico final
nico, ele o sustenta.
O papel do diálogo clínico-laboratorial
A comunicação entre
clínico e laboratório é
essencial para a segurança
diagnóstica. Informações
como suspeita clíni-
pode estar errado.
Considerações Finais
Quando o laboratório
está certo e o diagnóstico
está errado, o
problema raramente
Referências
Baral RM. How can we improve? Understanding
new clinical pathology paradigms for better
interpretation of results. N Z Vet J. 2025;73(5):305-
315. doi:10.1080/00480169.2025.2498136.
Daly S, Freeman KP, Graham PA. Comparative
testing of in-clinic, point-of-care hematology
analyzers with a commercial laboratory reference
analyzer. Vet Clin Pathol. 2025;54(2):95-105.
doi:10.1111/vcp.70023.
Neal SV, Rudmann DG, Corps KN, et al. Artificial
intelligence in veterinary clinical pathology—
an introduction and review. Vet Clin Pathol.
2025;54(Suppl 2):S13-S29. doi:10.1111/vcp.70012.
Piccione J, Anderson SF, Neal SV, Varvil MS.
Digital pathology in veterinary clinical pathology:
a review. Vet Pathol. 2025;62(5):631-645.
doi:10.1177/03009858251334340.
Autora:
Dra. Alice Sampaio Del Colletto
Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo -USP, biomédica com habilitação em histotecnologia clínica e anatomia. Atua como
coordenadora dos cursos de Biomedicina e Medicina Veterinária no Centro Universitário Estácio de Santo André. Pró-Reitora de Pesquisa, Extensão
e Internacionalização Centro Universitário Estácio de Santo André. Pesquisadora associada ao Laboratório de Biotecnologia e Bioengenharia Celular
e Molecular da UFABC. Suas áreas de atuação envolvem anatomia comparada, histotecnologia, imuno-histoquímica, oncologia, biotecnologia e
pesquisa translacional em saúde.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
149
INFORMES DE MERCADO
Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação
dos produtos e lançamentos do setor.
Área exclusiva para colaboradores anunciantes.
Mais informações: comercial@newslab.com.br
CM SERIES COM REAGENTES DEDICADOS
Avance para o próximo nível
com os Sistemas Integrados de
Química Clínica, Imunoturbidimetria
e ISE da Wiener lab.
Quatro modelos compõem esta
nova geração de analisadores
com capacidades produtivas
que variam de 150 a 420 testes/
hora: CM 160, CM 260, CM260i e
CM 320i, sendo o módulo ISE de
Na/K/Cl disponível nos modelos
CM 260i e CM 320i.
Todos estes analisadores compactos
possuem um eficiente
sistema de detecção de coágulo
oferecendo maior precisão analítica
e segurança na liberação dos
resultados. Permitem um controle
total do processo e maior rapidez
através do carregamento contínuo
de reagentes e amostras.
A linha dedicada de reagentes CM
SERIES com código de barras é
compatível com todos os modelos
e abrange um extenso portfólio de
55 parâmetros bioquímicos e ISE,
incluindo testes de especialidade.
Máxima economia com o baixo
volume de reagentes utilizados
nas reações e alta durabilidade
dos eletrodos.
Consulte o portfolio completo de
equipamentos e reagentes Wiener lab.
através do site www.wiener-lab.com
150 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
INFORME INFORME DE DE MERCADO
A PCR para
investigação
do HPV se destaca
por apresentar
alta sensibilidade,
elevada
especificidade
e excelente
reprodutibilidade.
Panorama laboratorial da detecção do HPV
em amostra do colo do útero
O Papiloma vírus humano (HPV) é o principal agente
etiológico do câncer do colo do útero, sendo responsável
por mais de 95% dos casos. Nesse contexto, métodos
diagnósticos de biologia molecular baseados na reação
em cadeia da polimerase (PCR) têm ganhado destaque
como ferramentas de alta sensibilidade e especificidade
para o rastreamento e manejo clínico da infecção pelo
HPV, como fortalecido pela portaria do Ministério da
Saúde (SECTICS/MS nº3/2024) e diretrizes internacionais
de rastreamento cervical.
A detecção do HPV por PCR baseia-se na amplificação
de regiões específicas do DNA viral, permitindo a
identificação direta do material genético do vírus,
mesmo em cargas virais baixíssimas e antes do início
de manifestações clínicas - o que possibilita a detecção
precoce e simultânea de múltiplos genótipos, incluindo
os de alto risco oncogênico, como os tipos de 16 e 18.
Estratégias de rastreamento baseadas primariamente em
testes de HPV molecular apresentam maior impacto na
redução da incidência e mortalidade por câncer do colo
do útero quando comparadas ao Papanicolau. Lembrando
que o exame citopatológico (Papanicolau) é amplamente
utilizado no rastreamento do câncer cervical desde os
anos de 1940-1950, apesar de apresentar limitações
inerentes ao método. O exame depende da qualidade
da coleta, da preparação da lâmina e da interpretação
do citopatologista, o que acarreta em uma sensibilidade
extremamente variável.
Mesmo comparado à captura híbrida, o outro método
molecular utilizado para investigação do HPV, a PCR
se destaca por apresentar alta sensibilidade, elevada
especificidade e excelente reprodutibilidade, reduzindo
significativamente a possibilidade de falsos negativos.
Uma vez que a captura híbrida detecta grupos de HPV
oncogênicos sem discriminação individual dos genótipos
e, além disso, não apresenta controles internos de
amplificação.
A investigação do HPV por PCR consolida-se como
método mais sensível e específico para o rastreamento
da infecção pelo HPV e prevenção do câncer do colo
do útero. Em comparação ao Papanicolau e à Captura
Híbrida, a PCR oferece vantagens em desempenho
analítico e valor clínico, representando um importante
avanço na medicina diagnóstica.
Assessoria Científica Lab Rede
Mais informações:
(31) 2519-7500
152 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
NO LAB REDE, COM
UMA ÚNICA AMOSTRA,
É POSSÍVEL REALIZAR
A PCR PARA HPV E O
EXAME DE CITOLOGIA
CERVICAL ONCÓTICA
EM MEIO LÍQUIDO.
APROVEITE!
No Lab Rede, seu laboratório conta com o exame
HPVPCR, realizado conforme a portaria do
Ministério da Saúde. Temos, também, uma opção
ainda mais completa: o HPVGEN. Trata-se de um
painel que permite a detecção de diferentes
tipos de HPV, de alto e baixo risco.
Além disso, é possível associar o exame de
Citologia Cervical Oncótica em Meio Líquido
(CITOHI) à investigação molecular. O exame
pode acontecer de forma simultânea ou em
até 30 dias após o cadastro da amostra para
HPVPCR ou HPVGEN, sem necessidade de
nova coleta.
INVESTIGAÇÃO DE HPV? TEMOS!
HPVPCR
HPV DETECÇÃO E GENOTIPAGEM DE ALTO
RISCO, PCR QUALITATIVO
HPVGEN
HPV ALTO E BAIXO RISCO, GENOTIPAGEM
POR PCR EM TEMPO REAL
Certificações:
Para mais informações, entre em
contato com nossos consultores comerciais.
(31) 2519-7500
labrede.com.br
labrede.oficial
oficial.labrede
company/labrede
labrede
INFORME DE MERCADO
UDI - INICIOU EM 1º MARÇO A TRANSMISSÃO COMPULSÓRIA DE
DADOS AO SISTEMA DE IDENTIFICAÇÃO ÚNICA DE DISPOSITIVOS
(SIUD) DA ANVISA
Márcio Lacerda, da WeRegister
Entra em funcionamento em março
o Sistema de Identificação Única de
Dispositivos da Anvisa. A Instrução
Normativa 426/2026, que regulamenta
o envio de informações
para o sistema, foi publicada em
13 de fevereiro, em cumprimento
à RDC nº 591/2021. Esta medida
alinha o Brasil ao padrão definido
pelo Fórum Internacional de Reguladores
de Dispositivos Médicos
(IMDRF), impactando diretamente
fabricantes, importadores e a cadeia
de distribuição. O objetivo é permitir
a identificação inequívoca de equipamentos
e materiais, ampliando a
segurança do paciente e facilitando
o monitoramento pós-mercado
(como recalls e eventos adversos).
A Identificação Única de Dispositivos
(UDI – Unique Device Identification)
utiliza um código alfanumérico
para a identificação exclusiva e
padronizada de dispositivos médicos
internacionalmente.
O código UDI é gerado por entidades
reconhecidas, citadas no Art.
11 da RDC 591/21 (GS1, HIBCC e
ICCBBA), que emitem os códigos
de barras e QR codes individualizados
para os produtos.
Já adotada em muitos países, a
identificação traz vantagens significativas,
incrementando a agilidade,
a segurança e a confiabilidade nos
atendimentos médicos, permitindo
rastreabilidade ágil e efetiva, e
transparência quanto à procedência
e aplicabilidade de insumos e
dispositivos. A padronização permitida
pela UDI favorece o acesso
a mercados externos e fortalece
a indústria nacional, alinhando os
produtos brasileiros às exigências
de compradores internacionais. Para
distribuidores e hospitais, permite
maior eficiência e transparência na
gestão de estoques e agilidade nas
compras, e facilita a identificação de
produtos em prontuários médicos.
Melhora a comunicação entre fabricantes
e reguladores, permitindo
ação imediata em caso de recalls. E,
em casos de extravio de mercadorias,
é possível rastreá-las individualmente,
inibindo-se práticas ilegais
com os produtos.
O código UDI identifica o produto e dados de sua fabricação,
indicando a unidade fabril e local de produção, número de série e de
lote, data de fabricação e prazo de validade. Além disso, identifica
as unidades em embalagens múltiplas. Por exemplo, onde há 10
seringas individuais, cada uma recebe uma identificação separada.
Quais os prazos para uso das
UDIs e para transmissão ao sistema
da ANVISA ?
A obrigatoriedade de utilização da
UDI aplica-se a todos os dispositivos
médicos e IVD (diagnóstico in
vitro) comercializados no Brasil, e
teve os prazos escalonados pela
RDC nº 591/2021 abaixo:
Obrigatoriedade (Marcação no
Rótulo/Embalagem):
• Classe IV (Máximo Risco)
– 10 de julho de 2025.
• Classe III (Alto Risco)
– 10 de janeiro de 2026
• Classe II (Médio Risco)
– 10 de janeiro de 2027
• Classe I (Baixo Risco)
– 10 de janeiro de 2028
É importante salientar que os
prazos para a transmissão compulsória
de dados ao Sistema de
Identificação Única de Dispositivos
(SIUD) são diferentes da marcação
física, e foram estabelecidos pela
IN nº 426/2026, em vigor desde 1º
de março:
• Classe IV (Máximo Risco)
– 1º de setembro de 2029
• Classe III (Alto Risco)
– 1º de março de 2030
• Classe II (Médio Risco)
– 1º de março de 2031
• Classe I (Baixo Risco)
– 1º de março de 2032
Para orientações sobre este assunto,
entre em contato conosco.
www.weregister.com.br
info@weregister.com.br
+55 (31) 3658-6703
154 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
INOVAÇÃO COM PROPÓSITO: A TRAJETÓRIA DA CELER
RUMO À EXPANSÃO
Entrevista | Denilson Rodrigues – Diretor Comercial da Celer
INFORME DE MERCADO
“Crescemos com ciência, propósito e confiança no Brasil”
Com mais de duas décadas de atuação
no setor de diagnóstico clínico,
a Celer se consolida como uma das
principais empresas nacionais no
desenvolvimento e produção de
soluções rápidas e acessíveis para a
Como a Celer começou e qual é
sua missão?
“A empresa surgiu em Minas Gerais
com o propósito de desenvolver
tecnologia própria e democratizar o
acesso ao diagnóstico de qualidade.
Crescemos investindo em pesquisa,
pessoas e inovação, sempre com
o foco de levar saúde a quem mais
precisa, com agilidade e precisão.”
Quais são os diferenciais da
Celer no mercado?
“Oferecemos soluções no conceito
point-of-care, ou seja, testes realizados
junto ao paciente, com resultados
rápidos e confiáveis. Além disso,
contamos com suporte técnico especializado,
rastreabilidade completa
e compromisso com a sustentabilidade
do sistema de saúde.”
saúde. Durante entrevista concedida
em evento oficial, o engenheiro
e fundador Denilson Rodrigues
falou sobre a trajetória da empresa
e os próximos passos.
Como está a atuação da empresa
hoje?
“Atendemos hospitais, postos de
saúde e serviços de urgência em
todo o Brasil, por meio de uma
ampla rede de distribuição. Nossos
produtos têm aplicação desde a
atenção primária até o suporte em
decisões clínicas críticas.”
E o que vem pela frente?
"Seguimos em expansão. Com a
unidade fabril em Montes Claros, a
Celer amplia sua capacidade produtiva,
avança em automação e dá
um passo concreto rumo às exportações
para a América Latina. Essa
nova fase reforça nosso propósito
de tornar o diagnóstico clínico mais
acessível, ágil e confiável, amplian-
do o impacto das soluções point-
-of-care e preparando a empresa
para novos mercados. Guiada pela
ciência, pelo compromisso com o
Brasil e pelo cuidado com a vida, a
trajetória da Celer é marcada pela
busca constante por inovação com
impacto social, contribuindo para
um sistema de saúde mais eficiente,
humano e sustentável."
Dados de contato:
Tel.: (31) 3413-0814|
E-mail: comunicacao@celer.ind.br
Site: https://celer.ind.br/
Localização: Belo Horizonte • MG
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
155
INFORME DE MERCADO
156 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
INFORME DE MERCADO
CONHEÇA A LINHA COMPLETA DE TUBOS PARA
COLETA MEDIX BRASIL
Medix: a parceira de confiança para equipar o seu laboratório neste inverno
Garanta proteção
e diagnósticos precisos
na temporada de inverno
O mercado de análises clínicas está
cada vez mais técnico e criterioso. Cada
etapa tem impacto direto na qualidade
do resultado e também na confiança
de quem aguarda um diagnóstico.
A Medix O inverno Brasil se está aproxima presente e, com em ele,
laboratórios surge a de temporada todo o país, de exames oferecendo
para um gripe portfólio e outras que doenças atende às
necessidades sazonais. reais É imprescindível do setor. Com que
dispositivos seu laboratório e EPI’s que esteja participam plenamente
de toda equipado a jornada para oferecer laboratorial, qualidade a
marca e diagnósticos contribui para precisos. uma A rotina Medix,
mais
proporciona
segura, organizada
confiabilidade
e alinhada
e está
sempre presente para auxiliar
aos mais altos padrões de qualidade.
laboratórios em todo o Brasil.
Para o Gestor da Divisão Diagnóstica,
Conheça alguns destaques de
Junior Borges, o objetivo é “proporcionar
ao mercado materiais de
nossa linha de produtos:
qualidade
que carreguem a marca Medix,
Luva Nitrilo Antimicrobiana
com uma equipe treinada e preparada
AMG: Desenvolvida para
para levar praticidade e benefícios.
proporcionar máxima proteção, a
Isso nos leva a estar entre os principais
Luva AMG conta com tecnologia
e maiores players do mercado de
avançada para eliminar até
saúde brasileiro e da América Latina.”
99,99% das bactérias e vírus,
garantindo uma rotina de trabalho
mais segura.
No portfólio, a linha completa de
Tubos para Coleta de Sangue a Vácuo
se destaca pela variedade e pela
capacidade de atender diferentes
demandas. Disponíveis em diversos
volumes Máscaras e com Tripla ampla Proteção: variedade
Sinônimo de conforto e segurança,
de aditivos (codificadas por cor),
as Máscaras Tripla Proteção
atendem desde exames de rotina
Medix possuem três camadas,
até incluindo análises específicas um filtro com que mais exigem de
protocolos 95% de próprios. eficiência contra vírus,
partículas e bactérias. Disponíveis
em quatro cores, ajudam a
São resistentes a vazamentos e
prevenir a propagação de doenças
desenvolvidos respiratórias, para protegendo preservar a integridade
profissionais da amostra, e pacientes.
um fator essencial
para garantir resultados confiáveis.
Linha MedixLab: Da fase
pré-analítica à analítica, a Linha
Conheça os tubos Medix Brasil:
MedixLab assegura precisão e
EDTA, confiança Fluoreto em de cada Sódio resultado. + EDTA,
Citrato Equipada Trissódico com (Simples dispositivos e Parede
Dupla), coleta Heparina e diagnóstico de Lítio,Ativador de última de
geração, nossa linha promove
Coágulo e Ativador de Coágulo + Gel.
uma experiência completa e para
todas as etapas do processo
laboratorial.
Contar com uma linha completa
também significa ter previsibilidade,
padronização e confiança no dia a
dia. Isso facilita o planejamento do
estoque, evita improvisos e permite
que Deseja a equipe fortalecer mantenha as medidas o foco de total
proteção e precisão em seu
no atendimento do paciente e na
laboratório? Entre em contato
qualidade de cada coleta.
através do e-mail:
gestor.lab@medixbrasil.com.br
Para e conheça mais nosso informações portfólio entre em
contato completo pelo de produtos.
gestor.lab@medixbrasil.com.br.
Proteção
Sempre
Presente
158 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
OFERECENDO SUPORTE MAIS PRECISO PARA A TOMADA
DE DECISÕES CLÍNICAS: TRÊS RAZÕES PRINCIPAIS PARA
ESCOLHER ANALISADORES HEMATOLÓGICOS DE SEIS
PARTES COM TECNOLOGIA DE FLUORESCÊNCIA
INFORME DE MERCADO
1. Maior capacidade de diferenciação
celular
Os analisadores de 3 partes classificam
leucócitos em três categorias:
linfócitos, granulócitos e células
médianas, enquanto os analisadores
de 5 partes podem diferenciar
ainda mais neutrófilos, eosinófilos,
basófilos, linfócitos e monócitos,
mas ainda têm limitações na identificação
de células anormais.
Os analisadores hematológicos de
6 partes, utilizando a tecnologia
de coloração por fluorescência,
podem identificar e classificar as
células com maior precisão, distinguindo
até mesmo populações de
células anormais, como granulócitos
imaturos (IG), glóbulos vermelhos
nucleados (NRBCs), células
blásticas ou linfócitos atípicos.
2. Detecção mais precisa
A tecnologia de fluorescência
utiliza corantes fluorescentes
específicos que se ligam aos ácidos
nucleicos dentro das células, proporcionando
uma visão mais clara
das informações sobre os ácidos
nucleicos celulares. Essa capacidade
reduz significativamente a
interferência de substâncias como
partículas lipídicas, micrócitos,
hemácias fragmentadas e plaquetas
grandes, garantindo maior precisão
nas medições de leucócitos,
hemácias e plaquetas.
3. Maior nível de automação e
inteligência
As plataformas com tecnologia de
fluorescência são frequentemente
integradas com algoritmos avançados
que identificam e sinalizam
automaticamente células anormais
e geram relatórios confiáveis.
Isso reduz a carga de trabalho da
equipe do laboratório, ao mesmo
tempo em que melhora a consistência
e a precisão dos resultados.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
159
INFORME DE MERCADO
O CUSTO INVISÍVEL DOS ERROS LABORATORIAIS,
E COMO EVITÁ-LOS
Os erros laboratoriais representam
um custo invisível que
impacta diretamente a sustentabilidade
dos serviços de
diagnóstico. Retrabalho, desperdício
de insumos, repetição de
exames e atrasos na entrega de
resultados reduzem a produtividade
e comprometem a confiança
médica, afetando a reputação
dos laboratórios.
Essas falhas, muitas vezes associadas
a processos manuais e à falta
de padronização, tornam evidente
a necessidade de automação,
integração de sistemas e rastreabilidade
completa das etapas
analíticas. Em um cenário de alta
demanda e recursos limitados,
eficiência e precisão deixaram
de ser diferenciais e tornaram-se
requisitos essenciais.
A BioSystems atua como parceira
estratégica dos laboratórios ao
oferecer soluções que reduzem
variabilidades, aumentam o controle
operacional e fortalecem a
confiabilidade dos resultados. Ao
investir em tecnologia e padronização,
os laboratórios diminuem
custos ocultos e ampliam sua
capacidade de oferecer diagnósticos
seguros e ágeis.
Mais automação. Mais qualidade.
Mais BioSystems.
Contato:
(81) 2127 6969 | (81) 9 9789 9090
E-mail: vendedores@biosystemsne.com.br
www.biosystemsne.com.br
160 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
EXC 400: EXCELÊNCIA EM DESEMPENHO PARA ANÁLISES
CLÍNICAS AVANÇADAS
O EXC 400/420 é um Analisador
INFORME DE MERCADO
Automático de Bioquímica que
define novos padrões de eficiência
para laboratórios. Capaz de realizar
400 testes por hora, este equipamento
robusto integra funcionalidades
avançadas que melhoram
a precisão dos testes e reduzem
custos operacionais.
Com 80 posições de reagentes
refrigerados e uma gestão otimizada
de amostras e reagentes, o EXC
400/420 é ideal para laboratórios
que buscam alta produtividade
sem comprometer a qualidade.
Para saber mais, visite
equipdiagnostica.com.br e conheça nossas soluções. Para mais informações
entre em contato pelo e-mail: vendas@equipdiagnostica.com.br ou chame
um especialista no WhatsApp +55 11 98936-4551.
Módulo de Química Seca
DP-H20 / DP-H20 Plus
Analisador Automático de Hematologia
Suporta 11 parâmetros, incluindo testes de função
hepática, função renal, lipídios (perfil lipídico), etc.,
de forma independente.
Reagente em embalagem única, fácil de usar
Sem caminho líquido, livre de manutenção
Módulo de Hematologia
CBC de 3 partes, 21 parâmetros
Suporta detecção conjunta com outros
módulos e testes independentes.
Metodologia tradicional de impedância para
fornecer resultados precisos
Módulo de Imunoensaio
Suporta 11 parâmetros, incluindo infecção,
marcador cardíaco, HbA1C, entre outros.
Suporta detecção conjunta e teste independente
para PCR/SAA.
Resultado estável com alta sensibilidade, alta
precisão e alta especificidade.
INFORME DE MERCADO
KIT PARA DOSAGEM DE COLINESTERASE
A colinesterase é uma enzima
essencial no organismo, desempenhando
um papel crucial na
degradação da acetilcolina, um
neurotransmissor fundamental
para a transmissão de impulsos
nervosos e o controle da contração
muscular. Sua principal função é
interromper os sinais nervosos logo
após sua transmissão, prevenindo
estímulos contínuos que poderiam
resultar em espasmos musculares
ou hiperatividade.
Os níveis normais de colinesterase
no organismo variam entre 4.000
e 12.600 U/L, sendo sua atividade
indispensável para o equilíbrio
neuromuscular.
Embora o exame de colinesterase
não seja amplamente realizado
como parte de rotinas laboratoriais,
ele é particularmente relevante
em regiões agrícolas. Sua principal
aplicação está no diagnóstico e
monitoramento de intoxicações
por agrotóxicos, especialmente
organofosforados. A dosagem de
colinesterase no sangue permite
avaliar o grau de exposição do
paciente a essas substâncias tóxicas,
contribuindo para a proteção
da saúde de trabalhadores rurais.
Essa avaliação é fundamental, já
que a exposição prolongada ou
excessiva a agrotóxicos pode levar
a sintomas graves e, em casos extremos,
até mesmo fatais.
Além de sua aplicação na área
agrícola, a dosagem de colinesterase
também é utilizada em outros
contextos clínicos. Por exemplo,
no acompanhamento de pacientes
submetidos à anestesia com
succinilcolina – um relaxante muscular
que interfere na atividade da
enzima – e no monitoramento da
função hepática. Uma atividade
reduzida de colinesterase está associada
a condições graves no fígado,
como hepatite severa ou cirrose.
Considerando a importância
dessa analise na rotina de
alguns laboratórios de análise
clínicas, a Ebram disponibiliza
em sua Linha de Bioquímica o kit
Quimicoli- Colinesterase, reagente
para análise de pseudocolinesterase
(colinesterase II) no soro e
plasma humanos
Veja abaixo algumas das características
do kit Quimicoli – Colinesterase
• Metodologia: Enzimática.
• Apresentação: R1 1x25mL + R2
1x5mL.
• Finalidade: Determinação quantitativa
da pseudocolinesterase
(colinesterase II) no soro e plasma
humanos.
• Determinação de pseudocolinesterase
– Existem duas classes
de colinesterase que podem
determinar a concentração da
colinesterase no soro, a Acetilcolinesterase
(AChE) e a pseudocolinesterase
(PChE). A metodologia
do kit optou por quantificar apenas
a pseudocolinesterase (PChE),
pois a acetilcolinesterase (AChE)
apresenta muita interferência em
amostras hemolisadas.
Tel.: 11 2291-2811
SAC 0800 500 2424
www.ebram.com
Instagram: @ebrambr
LinkedIn: /company/ebrambr
162 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
ADEUS AO PAPEL ALUMÍNIO: GREINER BIO-ONE REFORÇA A
SEGURANÇA DIAGNÓSTICA COM TUBOS QUE BLOQUEIAM
A LUZ E REDUZEM O LIXO LABORATORIAL.
INFORME DE MERCADO
Fabricada exclusivamente no
Brasil, a linha VACUETTE® Âmbar
elimina o improviso no transporte
de amostras fotossensíveis, garantindo
a estabilidade de vitaminas
e medicamentos sem a necessidade
de recoletas.
A fase pré-analítica é responsável
pela maioria dos erros laboratoriais,
e um fator frequentemente
negligenciado é a exposição à luz
durante o transporte das amostras.
Para combater a degradação silenciosa
de analitos vitais e eliminar o
improviso nas bancadas, a Greiner
Bio-One destaca sua linha de Tubos
Âmbar VACUETTE®.
A exposição à luz, mesmo que
breve, pode alterar a composição
de substâncias sensíveis como
bilirrubina, vitaminas (A, C, E, B1,
B6, B3), coenzimas e medicamentos
como o Clonazepam. O resultado
dessa degradação é a necessidade
de novas coletas, gerando
desconforto ao paciente e custos
duplicados para o laboratório.
Ciência contra o improviso: é
comum que laboratórios utilizem
papel alumínio para envolver
tubos tradicionais na tentativa de
protegê-los da luz. No entanto,
essa prática dificulta a visualização
da amostra, aumenta o risco
de erros de identificação e gera
resíduos desnecessários.
"Sustentabilidade no laboratório
não é apenas sobre intenção, é
sobre eficiência", destaca a Greiner
Bio-One. A linha Âmbar atua como
um escudo que bloqueia raios
nocivos, permitindo que a amostra
chegue ao analisador com a mesma
integridade do momento da coleta.
Eficiência Operacional: os tubos de
transporte da linha Âmbar são projetados
para amostras já coletadas
e processadas. Eles não possuem
aditivos, vácuo ou esterilidade,
servindo especificamente para
garantir a segurança no trajeto
entre a coleta e a análise técnica.
Ao adotar essa tecnologia, gestores
laboratoriais eliminam o uso de
tubos secundários desnecessários
e reduzem o consumo de luvas e
agulhas associado às recoletas.
Para mais informações sobre a
linha VACUETTE® Âmbar, visite
www.gbo.com
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
163
INFORME DE MERCADO
COMO NÃO ERRAR NA ORDEM DOS TUBOS NA HORA
DA COLETA?
Muitas vezes, detalhes aparentemente
simples, como a ordem dos
tubos de coleta, exercem um impacto
significativo na rotina laboratorial.
Mais do que um recipiente, o
tubo de coleta é um sistema químico
cuidadosamente desenvolvido
para preservar, ativar ou inibir
reações específicas no sangue.
Cada aditivo possui uma função
técnica definida e, justamente por
isso, a sequência de coleta precisa
ser rigorosamente respeitada.
Como não errar na ordem
dos tubos na hora da coleta?
Quando essa ordem não é seguida,
há risco de contaminação cruzada
por traços de aditivos transferidos
de um tubo para outro
durante a punção. Mesmo em
quantidades mínimas, essas substâncias
podem interferir em parâmetros
analíticos e comprometer
a confiabilidade dos resultados.
A lógica da sequência é clara: iniciar
com os tubos que apresentam menor
potencial de interferência química e
finalizar com aqueles cujos aditivos
possuem maior capacidade de alterar
o equilíbrio da amostra.
1. Tubo sem aditivo (tampa branca)
Aplicação:
• Sorologias específicas;
• Testes que exigem soro sem ativador;
• Protocolos com coagulação natural.
2. Tubo com ativador de coágulo
(tampa vermelha)
Aplicação:
• Bioquímica clínica;
• Hormônios;
• Marcadores tumorais;
• Sorologia;
• Imunologia.
3. Tubo com gel separador + ativador
(tampa amarela)
Aplicação:
• Bioquímica automatizada;
• Perfis hormonais;
• Marcadores metabólicos;
• Exames que exigem maior estabilidade
da amostra.
4. Tubos com EDTA
Aplicações:
• Hemograma;
• Contagem diferencial;
• Plaquetas;
• Hemoglobina glicada (HbA1c);
• Testes moleculares e genéticos.
5. Tubo com fluoreto de sódio +
EDTA
Aplicação:
• Glicemia;
• Curva glicêmica;
• Lactato;
• Monitoramento metabólico.
Respeitar a ordem de coleta não é
apenas seguir um protocolo, é proteger
a fase pré-analítica, responsável
por grande parte das não conformidades
laboratoriais. A qualidade
do resultado começa antes mesmo
da análise: começa na escolha e na
sequência correta dos tubos.
Na Firstlab, você encontra um
catálogo completo de insumos
para garantir mais segurança e
eficiência em coletas e análises
laboratoriais. Agulhas, tubos de
coleta, escalpes e muito mais,
desenvolvidos para atender às
exigências da rotina técnica.
Conheça o portfólio completo no
Portal do Cliente Firstlab ou entre
em contato com nossa equipe:
https://portal.firstlab.ind.br/
0800 710 0888
atendimento@firstlab.ind.br
164 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
GRÁFICO DE TENDÊNCIA E DRM – AVALIE O SEU
DESEMPENHO NO PRO-EX DIRETO NA TELA. É GRÁTIS!
Ser excelente é uma busca incessante
para os laboratórios de
análises clínicas. E para auxiliar
os laboratórios na análise de seu
desempenho, o PNCQ disponibiliza
GRATUITAMENTE para os
mais de 6.500 Laboratórios Participantes,
o Gráfico de Tendência
para análise do Desvio Relativo à
Média (DRM).
Mensalmente os laboratórios têm
acesso às Avaliações Mensais que
oferecem muito mais do que a
classificação B (Bom), A (Aceitável)
e I (Inaceitável). Ao acessar
o Gráfico de Tendências, podem
para acompanhar cada analito
avaliado no PRO-EX diretamente
na sua tela, sem a necessidade de
imprimir e com acesso aos dados
dos últimos 36 meses.
Para utilizar essa ferramenta,
basta acessar a sua Avaliação
Mensal (em pdf) e clicar no ícone
colorido ao lado do nome
do analito: o Gráfico aparecerá
automaticamente!
O ideal é que o seu DRM seja
igual ou muito próximo de 0
(zero). Para um resultado de até
1 Desvio Padrão (DP) incidirá o
conceito B; até 2 DP, receberá o
conceito A e, acima de 2DP, receberá
o conceito I. Um DRM positivo
significa que o DP está do lado
superior do gráfico e, um DRM
negativo, que o DP está do lado
inferior do gráfico.
Quando seu conceito for Inaceitável,
o gráfico facilita a identificação
do problema. Além disso,
pode observar perda de precisão,
de exatidão ou tendências e iniciar
ações preventivas para que
um resultado Bom ou Aceitável
não se torne Inaceitável. Dessa
forma, estará de forma preventiva
cuidando da qualidade dos
resultados que libera em sua rotina
diária para seus clientes.
A investigação das causas e as
ações tomadas também devem
ser registradas. A eficácia destas
ações deve ser verificada na avaliação
seguinte.
INFORME DE MERCADO
DESTAQUE: DENGUE NS1 TEST BIOCON
O Dengue NS1 Rapid Test é um
teste rápido imunocromatográfico
qualitativo para detecção do
antígeno NS1 em amostras de
sangue total, soro, plasma e punção
digital.
Somente para uso profissional em
diagnóstico IN VITRO.
Apresentação: kit com 20 testes
Armazenamento: 2 a 30° C
Resultados: 15 minutos
Registro Anvisa: 80638720213
DADOS DE CONTATO:
comercial@biocondiagnosticos.com.br
(31)3547-3550
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
165
INFORME DE MERCADO
MUDANÇAS DA ANVISA E A PARTICIPAÇÃO ATIVA
DA JMORAES NA CONSULTA DIRIGIDA
Modernização regulatória e fortalecimento
do setor de importação
para saúde
A atualização das normas sanitárias
brasileiras surge da necessidade
de modernizar processos,
reduzir burocracias e aumentar a
previsibilidade nas operações de
comércio exterior. Nesse contexto,
a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA) promoveu uma
revisão regulatória estratégica com
foco em eficiência, transparência e
alinhamento às melhores práticas
internacionais.
A consulta dirigida foi iniciada
em setembro de 2022, abrindo
espaço para contribuições técnicas
do setor regulado. Desde o início, a
JMoraes acompanhou atentamente
cada etapa do processo, mantendo
participação ativa na consulta
dirigida e contribuindo por
meio das associações que representam
as classes de importadores
de produtos para saúde.
Antecipando-se às mudanças, a JMoraes
já iniciou, desde 2025, a adequação
de seus fluxos internos às novas
diretrizes, reforçando seu compromisso
com conformidade, segurança
regulatória e excelência operacional.
A principal atualização: substituição
da RDC 81/2008
O ponto central dessa modernização
é a revisão da RDC 81/2008,
que será substituída por um novo
regulamento mais eficiente e atualizado
para o setor de saúde.
• Maior clareza nos fluxos de análise
• Integração com sistemas eletrônicos
• Regras mais proporcionais ao risco
sanitário
Essa atualização não reduz o rigor
sanitário — ao contrário, fortalece
o controle ao torná-lo mais inteligente,
ágil e alinhado à realidade
atual do comércio internacional.
Compromisso com o futuro
Desde a publicação da RDC nº 81,
em 2008, João Moraes, por meio
da CBDL – Câmara Brasileira de
Diagnóstico Laboratorial, criou um
grupo de trabalho com o objetivo
de propor a revisão desse regulamento,
uma vez que, à época, não
houve consulta pública.
Esse trabalho de revisão durou
cerca de oito meses e resultou
na publicação da RDC nº 48, em
2012, que trouxe avanços importantes
ao processo de importação
de dispositivos médicos, passando
a dispensar: a autorização
prévia de embarque para os dispositivos
médicos constantes no
Procedimento 4 da RDC nº 81;a
apresentação do comprovante de
armazenamento da carga, permitindo
assim a protocolização do
processo antes da chegada da
carga ao país; e a autorização do
trânsito aduaneiro para produtos
perecíveis, facilitando a logística
e reduzindo riscos operacionais
para esse tipo de mercadoria.
Mais do que acompanhar mudanças,
a JMoraes atua de forma
estratégica para garantir que seus
clientes estejam preparados para
um novo cenário regulatório mais
moderno, mais transparente e
mais sustentável.
A nova norma trará a substituição
de regras antigas por diretrizes
mais atualizadas e harmonizando
com outras normativas de outros
órgãos intervenientes, com:
• Simplificação de exigências documentais
A participação ativa da JMoraes na
consulta dirigida reforça seu posicionamento
como empresa comprometida
com a evolução regulatória e
com a construção de um ambiente
mais eficiente para a importação de
produtos para saúde.
166 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
INFORME DE MERCADO
RDC 978/2025 DA ANVISA PARA
LABORATÓRIOS DE ANÁLISES CLÍNICAS:
COMO SE ADEQUAR À NORMA?
Nos últimos meses, a Anvisa publicou novas regras que impactam diretamente
laboratórios, postos de coleta, consultórios e até farmácias. Essas mudanças vêm com
a RDC 978/2025, que aprimora a normativa anterior (RDC 786/2023). O prazo de 90
dias já está em curso.
INFORME DE MERCADO
AS NOVAS ADAPTAÇÕES PREVISTAS
As adaptações exigidas pela RDC 978/2025 são profundas
e vão além da documentação, focando em três pilares
essenciais para os laboratórios:
Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) Reforçado: A
norma exige a validação sistemática de todos os processos
analíticos e pré-analíticos. Isso significa que cada método
precisa de confiabilidade comprovada por evidências
documentadas.
Rastreabilidade e Monitoramento: É obrigatório o
monitoramento ininterrupto de temperatura e umidade
em ambientes de armazenamento e transporte, com
registros automáticos e auditáveis.
Definição Clara de Competências: A classificação em
Serviços Tipo I (ex.: farmácias), II e III (laboratórios clínicos)
foi mantida com limites mais rígidos. Exames de maior
complexidade ou que exijam interpretação clínica
especializada não podem ser realizados fora do ambiente
de um laboratório clínico (Tipo III), criando maior
segurança sanitária.
“A conformidade não é apenas
uma obrigação legal, mas um
selo de segurança e qualidade
para o paciente.”
POR QUE ISSO É POSITIVO?
Muitos gestores se perguntam sobre o impacto real dessas
mudanças. Na prática, elas visam trazer mais segurança
sanitária e confiança nos diagnósticos. Além disso, a
ideia é ampliar o acesso da população, oferecendo exames
com mais respaldo regulatório e atendimento das normas.
• Investimentos em infraestrutura e tecnologia.
• Treinamento intensivo das equipes.
• Ajustes rigorosos em processos de documentação e
rastreabilidade.
• Revisão de POPs, Manual de Boas Práticas e
Formulários de Registro.
CONCLUSÃO
A RDC 978/2025 representa um avanço importante para o
setor de análises clínicas no Brasil. A PRO-REGULA LAB é uma
aliada estratégica no atendimento às normas da Anvisa,
auxiliando os laboratórios com:
• Diagnóstico Inicial e Gerenciamento de Riscos.
• Elaboração de POPs e Manual de Boas Práticas.
• Adequação em conformidade com a RDC Anvisa.
• Segurança do Laboratório e Treinamento de Equipes.
Escaneie e
saiba mais
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
167
INFORME DE MERCADO
PRECISÃO ANALÍTICA QUE SUSTENTA DECISÕES CLÍNICAS
Na medicina laboratorial, a precisão
analítica é fundamental para
diagnósticos confiáveis e decisões
clínicas seguras. É a partir dessa
premissa que a Kal Lab desenvolve
soluções que combinam tecnologia,
estabilidade e rigor técnico,
acompanhando a evolução constante
do setor.
Linha HPLC: alta performance
para análises críticas
A linha HPLC da Kal Lab foi
desenvolvida para atender rotinas
que exigem alto desempenho
analítico, especialmente nas
análises de hemoglobina glicada
(HbA1c). Com analisadores e
reagentes de alta performance,
a linha assegura resultados precisos,
reprodutíveis e consistentes,
contribuindo diretamente
para a qualidade da informação
clínica e a segurança do diagnóstico.
O portfólio contempla
soluções para diferentes perfis
de laboratório, com sistemas
automatizados, operação intuitiva,
elevada estabilidade analítica
e conformidade com padrões
internacionais, garantindo eficiência
e confiabilidade mesmo
em rotinas de maior exigência.
Portfólio completo para a rotina
laboratorial
Além do HPLC, a Kal Lab oferece
soluções para bioquímica, hematologia,
uroanálise, gasometria e
VHS, com reagentes dedicados e
sistemas automatizados. Equipamentos
com módulo ISE e processos
padronizados reforçam a
eficiência, o controle analítico e a
confiabilidade dos exames.
Ao investir continuamente em
inovação, a Kal Lab contribui para
a evolução da medicina laboratorial,
transformando tecnologia em
confiança diagnóstica.
Para mais informações, entre em
contato conosco:
www.kallab.com.br
(11) 99217-8407
sac@kallab.com.br
168 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
CROMATOGRAFIA NO LABORATÓRIO CLÍNICO: O PAPEL
DOS CONSUMÍVEIS NA PERFORMANCE ANALÍTICA
A complexidade dos exames
laboratoriais tem impulsionado
a incorporação da cromatografia
líquida de alta eficiência (HPLC/
UHPLC), frequentemente acoplada
à espectrometria de massas
(LC-MS/MS), como técnica analítica
de referência em análises
clínicas. Essas metodologias são
amplamente empregadas em
aplicações como monitoramento
terapêutico de fármacos, toxicologia
clínica, dosagem de hormônios,
vitaminas, metabólitos e
biomarcadores, que exigem rigor
elevado nos processos pré-analíticos,
analíticos e pós-analíticos.
Nesse cenário, a qualidade dos
consumíveis laboratoriais exerce
impacto direto na confiabilidade
dos resultados. Para além dos
tradicionais vials, septos e filtros
de seringa, observa-se uma crescente
incorporação das placas
multipoços nos fluxos de preparo
de amostras, especialmente em
rotinas de precipitação proteica,
diluições seriadas, derivatização
e triagens em larga escala, o
que permite maior automação,
rastreabilidade e padronização
metodológica.
O uso das placas multipoços possibilita
o processamento simultâneo
de múltiplas amostras, a redução
da variabilidade operacional, o
aumento da produtividade analítica
e uma maior reprodutibilidade
interensaio, além de ampla
compatibilidade com plataformas
robóticas. Para atender às exigências
desses fluxos, esses consumíveis
devem apresentar elevado
controle dimensional, uniformidade
volumétrica entre poços e a
mínima liberação de interferentes,
assegurando estabilidade analítica
e a integridade dos resultados.
A Perfecta, por meio de seu portfólio
de consumíveis para cromatografia,
disponibiliza soluções integradas
que abrangem vials, filtros,
membranas e diferentes placas
multipoços de alta performance,
atendendo de forma consistente às
rigorosas demandas dos laboratórios
clínicos modernos.
Essa abordagem integrada contribui
para a otimização do fluxo
analítico, o aumento da robustez
metodológica e a melhora da
qualidade diagnóstica, posicionando
a Perfecta como fornecedora
estratégica de consumíveis
laboratoriais para análises clínicas
baseadas em cromatografia.
Para mais informações:
www.perfectalab.com.br
WhatsApp: +55 11 2965-6722
vendas@perfectalab.com.br
INFORME DE MERCADO
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
169
INFORME DE MERCADO
ESTUDO AVALIA DESEMPENHO DE ANALISADOR NA
TRIAGEM DE INFECÇÃO URINÁRIA E NA PREDIÇÃO DE
BACTÉRIAS GRAM NEGATIVAS
Tecnologia Sysmex reduz culturas desnecessárias e apoia a triagem laboratorial
As infecções do trato urinário
(ITU) estão entre as infecções mais
comuns em pacientes hospitalizados
e ambulatoriais. Como consequência,
a cultura de urina representa
uma parcela significativa da rotina
dos laboratórios de microbiologia.
Apesar de ser considerada o
padrão-ouro para o diagnóstico
laboratorial de ITU, a urocultura
é um método trabalhoso,
demorado e com tempo médio
de resposta inicial entre 18 e 24
Foto: UF-5000, Analisador de Partículas de Urina Totalmente Automatizado.
horas. Além disso, até 80% das
amostras enviadas ao laboratório
apresentam resultado negativo, o
que impacta o fluxo de trabalho e
os custos operacionais.
Nesse contexto, um estudo
publicado no periódico Clinica
Chimica Acta avaliou o desem-
penho do analisador Sysmex
UF-5000, baseado em citometria
de fluxo fluorescente com laser
azul de 488 nm, como ferramenta
de triagem para exclusão de
amostras negativas e para predição
de bactérias Gram negativas
em cultura.
Foram analisadas 2.719 amostras de
urina enviadas para cultura microbiológica.
Das amostras avaliadas,
70,7% tiveram cultura negativa para
ITU. Os outros 29,3% tiveram cultura
positiva, com a Escherichia coli sendo
o agente mais frequente, responsável
por quase 58% dos casos.
170 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
O UF-5000 se mostrou muito
eficaz em separar quais amos-
diagnóstica geral do equipamento,
onde 1,0 seria perfeição) foi de
A concordância com a cultura foi
de 99,8% nos casos com presença
INFORME DE MERCADO
tras precisavam ir para a cultura.
0,988 para esse grupo, contra 0,959
de bactérias Gram-negativas, e a
Utilizando os parâmetros de
para mulheres, diferença prova-
discordância real ficou em 0,2%.
contagem de bactérias e de
velmente relacionada, segundo o
células semelhantes a leveduras
estudo, a fatores anatômicos que
Os autores concluem que o
nos pontos de corte definidos, o
tornam a coleta feminina mais sus-
UF-5000 demonstrou alta acu-
equipamento apresentou sensi-
cetível a contaminações.
rácia diagnóstica na triagem de
bilidade de 99,4% como método
ITU, com taxa muito baixa de
de triagem para ITU, com valor
Além da triagem, o UF-5000 ofe-
falsos negativos e capacidade
preditivo negativo de 99,7%,
rece uma vantagem que vai além
consistente de prever bactérias
indicando alta confiabilidade na
de simplesmente dizer se há ou
Gram negativas, contribuindo
exclusão de infecção.
não infecção: ele pode antecipar
para maior eficiência no fluxo
o tipo de bactéria envolvida antes
laboratorial e suporte mais ágil à
A taxa de resultados falsos nega-
mesmo de a cultura ficar pronta.
decisão clínica.
tivos foi de apenas 0,6%, bem
abaixo do limite máximo de 2%
aceito pelas diretrizes internacio-
O alarme "Gram Neg?" pode indicar
se o agente causador perten-
Para mais informações, acesse
sysmex.com.br.
nais. Na prática, o UF-5000 evitou
culturas desnecessárias em 55,5%
ce ao grupo das Gram-negativas,
que inclui a E. coli e pode forne-
Referência
DE ROSA, R. et al. Evaluation of the new
Sysmex UF-5000 fluorescence flow cytome-
das amostras analisadas, mais da
metade do volume total.
cer uma indicação precoce sobre
o tipo de bactéria presente.
try analyser for ruling out bacterial urinary
tract infection and for prediction of Gram-
-negative bacteria in urine cultures. Clinica
Chimica Acta, v. 484, p. 171–178, 2018.
A precisão foi ainda maior em
Nos experimentos, o alarme foi
homens: a área sob a curva (uma
ativado em 493 amostras. Em
métrica que mede a capacidade
96,3% delas, a cultura foi positiva.
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
171
INFORME DE MERCADO
MICROSCÓPIO: COMO EXTRAIR O MELHOR DO SEU
EQUIPAMENTO
Para obter o melhor desempenho
de um microscópio é fundamental
conhecer os recursos disponíveis e
utilizá-los da maneira correta. Nesta
matéria iremos explorar algumas
boas práticas de microscopia que
ajudarão tanto na focalização como
na preservação do microscópio.
Preparo inicial:
Altura da Platina: utilizando o
macrométrico, posicione a platina
totalmente para baixo, isso facilita a
inserção e a centralização da lâmina.
Seleção da Objetiva: selecione a
objetiva de menor ampliação para
iniciar, facilitando a obtenção do
foco inicial.
Centralização da Amostra: coloque
a lâmina na platina e utilize o
charriot para centralizar a amostra
sob a objetiva.
Iluminação: ligue a iluminação do
microscópio e ajuste a intensidade
conforme necessário. Verifique se
há filtros selecionados ou algo obstruindo
a iluminação.
Condensador e Diafragma: verifique
se o condensador está posicionado
o mais próximo possível
da lâmina e ajuste o diafragma para
que esteja totalmente aberto.
Dioptria: Se o microscópio possuir
ajuste de dioptria, deixe-o na posição
intermediária, o ajuste será feito
depois. Este recurso tem o objetivo
de compensar a diferença de visão
entre os olhos.
Focalizando no microscópio:
Foco inicial: utilize o macrométrico
e micrométrico para focalizar
a amostra, comece observando
172 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
apenas pela ocular que não pos-
Selecionando as Objetivas: Para
lâmpada. Caso o microscópio seja
INFORME DE MERCADO
suir ajuste de dioptria. No caso de
observar a amostra com uma
compartilhado com outros usuá-
equipamentos com dois ajustes de
ampliação maior, utilize o revólver
rios, é recomendado que os ajustes
dioptria, priorize o olho dominante
para selecionar a próxima objetiva.
de interpupilar e dioptria retornem
para ajustar o foco.
Em seguida, use apenas o micrométrico
para ajustar o foco. Repita as
para as posições intermediárias.
Não se esqueça de remover a lâmi-
Ajuste de Dioptria: Ajuste a dioptria
para o outro olho, garantindo
que ambos os olhos estejam focados
duas etapas anteriores sempre que
mudar de objetiva.
Objetiva de 100 vezes e Óleo de
na e limpar o óleo de imersão da
objetiva caso tenha sido utilizado.
Seguindo essas etapas, você ajudará
a manter o microscópio em
corretamente. Este ajuste é realizado
Imersão: Após focalizar correta-
ótimas condições, garantindo seu
fechando o olho que foi priorizado
mente com as objetivas menores,
bom funcionamento e disponibili-
na etapa anterior, ajustando o foco
aplique uma pequena gota de óleo
dade para futuras análises.
agora apenas pela dioptria.
de imersão sobre a lâmina e troque
para a objetiva de 100 vezes. Utilize
Para mais informações sobre
Distância Interpupilar: Ajuste a
apenas o micrométrico para ajustar
microscopia, suporte técnico e
distância dos olhos até obter uma
o foco final. Observe se a objetiva é
manutenção para seu microscópio,
única imagem nítida.
preparada para uso de óleo.
entre em contato com a Teratec.
Intensidade de Iluminação: controle a
iluminação para encontrar a intensidade
correta que precisa para a amostra.
Cuidados após o uso:
Após finalizar o uso do microscópio,
abaixe totalmente a platina
e selecione a objetiva de menor
Diafragma de Íris: ajuste o diafrag-
ampliação. A intensidade da ilu-
ma para controlar a quantidade de
minação deve ser reduzida antes
iluminação, melhorando a defini-
de desligar o equipamento, com o
ção da imagem e o contraste.
objetivo de preservar a vida útil da
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
173
INFORME DE MERCADO
COM NOVA SEDE E FORTALECIMENTO OPERACIONAL,
VALLEN DIAGNÓSTICA AMPLIA PROTAGONISMO NO
CENTRO-OESTE
A Vallen Diagnóstica, empresa
mato-grossense fundada em 2017,
vem consolidando sua posição no
mercado de diagnóstico laboratorial
e hospitalar por meio de expansão
estruturada, investimento em
infraestrutura e fortalecimento técnico
de sua equipe. Com atuação
inicialmente concentrada no estado
de Mato Grosso, a empresa amplia
sua presença no cenário nacional,
Foto: Nova sede da Vallen Diagnóstica em Cuiabá (MT)
mantendo como pilares a qualidade
analítica, a ética comercial e o
suporte técnico especializado.
Investimento estratégico na
nova sede
Como parte do seu plano de
crescimento sustentável, a Vallen
Diagnóstica realizou um expressivo
investimento na construção de sua
nova sede. O projeto foi concebido
para atender às demandas logísticas
e técnicas de um mercado cada
vez mais exigente, especialmente
no que se refere à armazenagem
adequada de insumos diagnósticos,
controle de estoque, rastreabilidade
e suporte técnico.
A nova estrutura proporciona:
• Melhor organização logística e
agilidade na distribuição
• Condições adequadas de armazenamento,
garantindo estabilidade e
integridade dos produtos
• Espaço estruturado para treinamentos
técnicos e capacitação contínua
• Ampliação da capacidade operacional
e de atendimento regional
O investimento fortalece não
apenas a infraestrutura física
da empresa, mas também sua
capacidade de resposta às necessidades
dos laboratórios clínicos,
hospitais e serviços de saúde que
demandam soluções diagnósticas
precisas e rápidas.
Referência em tecnologia e
soluções POCT
A Vallen Diagnóstica destaca-se
na oferta de equipamentos e
insumos voltados ao diagnóstico
ágil e confiável, com ênfase em
tecnologias Point-of-Care Testing
(POCT), segmento que cresce de
forma consistente no Brasil em
função da descentralização dos
exames e da necessidade de decisões
clínicas mais rápidas.
174 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Na região Centro-Oeste, a empresa
tornou-se referência no fornecimento
dessas soluções, atuando
de maneira consultiva junto aos
clientes, orientando quanto à
implementação, validação e uso
adequado das tecnologias.
Equipe altamente treinada
como diferencial competitivo
Outro pilar fundamental da Vallen
Diagnóstica é seu capital humano.
A empresa investe continuamente
na capacitação técnica de seus
colaboradores, que passam por
treinamentos periódicos voltados a:
INFORME DE MERCADO
• Atualização tecnológica
Experiência diretiva e gestão
técnica
A condução estratégica da empresa
está sob a liderança dos diretores
Érico Diovan Stolf e Ceila Leite
Ribeiro, ambos profissionais biomédicos
com sólida experiência no
setor de diagnóstico laboratorial. A
vivência acumulada ao longo dos
anos permite uma gestão orientada
por conhecimento técnico, compreensão
das rotinas laboratoriais e
visão estratégica de mercado.
Essa experiência se traduz em decisões
assertivas, escolha criteriosa
de portfólio e compromisso com
parcerias que agregam valor tecnológico
aos clientes.
• Operação e suporte de equipamentos
• Boas práticas de armazenamento
e transporte
• Atendimento técnico especializado
Esse preparo garante não apenas
eficiência operacional, mas também
segurança e confiabilidade no suporte
prestado aos serviços de saúde.
Crescimento estruturado e
compromisso com o diagnóstico
de qualidade
Ao investir simultaneamente em
infraestrutura, tecnologia e qualificação
profissional, a Vallen Diagnóstica
consolida um modelo de
crescimento sustentável e tecnicamente
responsável. A nova sede
simboliza não apenas expansão
física, mas maturidade empresarial
Foto: Momento da inauguração reforça expansão
da empresa
e compromisso de longo prazo
com o desenvolvimento do setor
de diagnóstico na região Centro-
-Oeste e no Brasil.
Em um cenário onde precisão,
agilidade e suporte técnico são
determinantes para a qualidade
assistencial, a empresa reafirma
seu posicionamento como parceira
estratégica de laboratórios e hospitais
que buscam excelência operacional
e inovação diagnóstica.
Vallen Diagnóstica – Rua Domingos
Jorge Velho Nº 12, Bairro Jardim
Universitário, Cuiabá/MT
Telefone (65) 3055 - 0007
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
175
INFORME DE MERCADO
FAMÍLIA DE ANALISADORES DE BIOQUÍMICA B200,
B310 E B410: AUTOMAÇÃO, PRODUTIVIDADE E
VERSATILIDADE PARA LABORATÓRIOS CLÍNICOS.
A Quallyx Saúde apresenta ao
mercado brasileiro a família de
analisadores automáticos de bioquímica
B200, B310 e B410, desenvolvida
para atender laboratórios
clínicos que buscam eficiência,
precisão e alto desempenho em
suas rotinas analíticas.
Projetados para diferentes volumes
de exames, os equipamentos
oferecem automação completa,
operação intuitiva e excelente
performance no processamento
de testes bioquímicos, contribuindo
para maior agilidade, padronização
e confiabilidade dos resultados
laboratoriais.
A linha conta com recursos que
otimizam o fluxo de trabalho,
como sistema de reagentes com
refrigeração, diluição automática
de amostras e integração com
sistemas laboratoriais (LIS), garantindo
maior controle e rastreabilidade
dos processos.
Os modelos B310 e B410 também
contam com a opção de módulo
ISE, permitindo a realização de análises
de eletrólitos diretamente no
equipamento e ampliando a versatilidade
diagnóstica do laboratório.
Com soluções que combinam
automação, produtividade e flexibilidade,
a Quallyx Saúde reafirma
seu compromisso em oferecer
tecnologias confiáveis para apoiar a
modernização e o crescimento dos
laboratórios de análises clínicas.
176 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
VITRINE
AGILIZE SUA
PESQUISA COM
O MICROLAB
PURIFY: CLEANUP
AUTOMATIZADO
DE ÁCIDOS
NUCLEICOS
PARA NGS E PCR
INFORME DE MERCADO
Cansado de cleanups manuais e trabalhosos
para a preparação de bibliotecas NGS?
O Microlab PuriFY, da Hamilton (https://
www.hamiltoncompany.com/microlab-
-purify), oferece uma solução compacta e
independente para cleanup automatizado
por beads magnéticas. Este sistema inovador
agiliza etapas trabalhosas, permitindo
que os usuários se concentrem na liberação
rápida de resultados.
Apresentando o Microlab PuriFY: uma
solução compacta e sustentável
O Microlab PuriFY possui tecnologia
patenteada com insumos próprios,
garantindo consistência e rendimento.
Seu design compacto e sustentável reduz
significativamente o desperdício
de plástico, alinhando-se com práticas
laboratoriais econômicas e ecologicamente
corretas. Projetado para atender
às diversas necessidades dos laboratórios
modernos, o Microlab PuriFY é ideal
para todos os laboratórios.
Colha os benefícios da automação:
› Operação fácil: a interface intuitiva
simplifica a operação e fornece monitoramento
detalhado, desde o status da
execução em tempo real até o registro
automatizado, garantindo transparência
e confiabilidade em cada etapa.
› Resultados consistentes: a automação
elimina a variabilidade do usuário, oferecendo
resultados consistentes e reproduzíveis,
reduzindo o trabalho repetitivo,
diminuindo custos e aumentando a produtividade
geral do laboratório.
› Tempo livre: foco no que importa! Liberte-se
de tarefas repetitivas de pipetagem.
› Otimização do espaço: o design compacto
integra-se perfeitamente em
qualquer configuração de laboratório,
otimizando o espaço na bancada.
› Sustentabilidade: reduza o consumo
de plástico em até 80% com tecnologia
inovadora, minimizando o impacto ambiental
e apoiando práticas econômicas.
Chega de ponteiras!
Purificação automatizada com beads
magnéticas: como funciona
O Microlab PuriFY possui fluxo de
trabalho simplificado e automatizado:
› Selecione o protocolo: escolha seus
parâmetros de cleanup através da interface
touchscreen.
› Carregue amostras e tampões: carregue
sua suspensão de magnetic beads/
amostra nas Strips Microlab PuriFY,
insira as placas de processamento e os
tampões necessários.
› Verificações de carregamento: o
sistema verifica automaticamente os
níveis de líquido, garantindo a capacidade
suficiente de tampão e resíduos, e
detecta as Strips Microlab PuriFY e as
placas antes da execução do protocolo.
› Execute o protocolo: inicie o processo
automatizado com o toque de um botão.
› Recupere amostras purificadas: colete
suas amostras purificadas.
Software e hardware: projetados para a
simplicidade
O software do Microlab PuriFY foi
projetado para facilitar o uso, apresentando
uma Interface Grafica intuitiva, animações
de carregamento, LEDs iluminados,
luzes de status e progresso e alertas audíveis.
Esses recursos minimizam o risco
de erros e garantem uma operação perfeita.
Os protocolos de cleanup agora são tão
simples quanto plug-and-play.
Explore o sistema Microlab PuriFY
O Microlab PuriFY é a solução ideal
para laboratórios que buscam agilidade,
precisão e sustentabilidade no cleanup
de ácidos nucleicos.
Chegando em breve: não perca a
oportunidade de transformar seus fluxos
de trabalho de laboratório. Entre na
lista de espera e baixe a brochura para
obter mais informações sobre o Microlab
PuriFY e como ele pode revolucionar
seu laboratório. Entre em contato
com a Hamilton hoje mesmo para discutir
suas necessidades específicas.
Vídeo: https://www.youtube.com
watch?v=-6-sH0exM7c&t=8s
joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com
DIVULGAÇÃO/HAMILTON
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
74
177
INFORME DE MERCADO
RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO:
O BRASIL AVANÇA, O GRUPO STRA JÁ ESTÁ PREPARADO.
O Ministério da Saúde, oficializou
a nova diretriz nacional para o
rastreamento do câncer do colo
do útero, incorporando o teste
milhões
de amostras
+ 6
+
processadas
no Brasil
Líder de Citologia
em Meio Líquido
no Brasil
Presença Global
5
Continentes
+ 14
Países
molecular de detecção de DNA-
-HPV oncogênico como método
primário para mulheres com idade
entre 25 a 64 anos.
A medida alinha o Brasil às recomendações
da Organização Mundial
da Saúde (OMS), American
Cancer Society (ACS) e Diretrizes
Europeias, que já reconhecem o
rastreamento baseado em HPV
como o método de maior sensibilidade
e acurácia diagnóstica para
detecção precoce.
GP-100
Processador Automatizado
para Citologia em Meio Líquido
Solução para
Conservação Celular
É o meio ideal de preservação e
transporte de amostras coletadas
para testes de DNA-HPV, IST e
exames citológicos.
iPonatic II
Biologia Molecular PoCT
Testes de DNA-HPV, IST e outros.
Com atuação pautada em inovação,
evidência científica e compromisso
com resultados clínicos,
o Grupo Stra® antecipa-se a essa
mudança e conta em seu portfólio,
com uma solução integrada
completa, contemplando todas
as etapas da nova conduta:
• Coleta em meio líquido com o
Kit GynoPrep®, que assegura a
estabilidade e a fixação adequada
da amostra.
• Teste molecular para HPV 13+2
genótipos de alto risco, com identificação
individual dos subtipos 16 e
18 e detecção em grupo dos demais
13 genótipos, realizado com o equipamento
iPonatic II (Sansure®).
• Citologia em meio líquido reflexa,
com a mesma amostra, processada
pelo GynoPrep® GP-100, otimizando
tempo e recursos laboratoriais.
O rastreamento do câncer do colo
do útero entra em uma nova era,
mais precisa, tecnológica e efetiva.
E o Grupo Stra reafirma sua posição
como parceiro de confiança para
os laboratórios e profissionais que
lideram essa transformação.
Pensou tecnologia em saúde e
bem-estar, pensou Stra.
Tel.: (47) 3183-8200
grupostra.com.br
contato@grupostra.com.br
(ig) grupo_stra (fb) grupostra
178 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
EXISTEM MILHARES DE VARIÁVEIS NO SEU LABORATÓRIO.
A ESCOLHA DO SEU PARCEIRO NÃO DEVERIA SER UMA DELAS.
INFORME DE MERCADO
11 Marcas Fortes. Um Ecossistema
Integrado. A solução completa
para quem não pode parar.
A gestão de um laboratório moderno
é um desafio de precisão. Da
coleta de sangue à análise molecular,
cada etapa exige ferramentas
específicas, logística impecável e
garantia de qualidade.
a única indústria capaz de entregar
11 marcas proprietárias, cada
uma desenvolvida para garantir
performance máxima em sua etapa
da rotina:
Absorve • Bionaky • Copertina
• Cralclean • Cralplast • Craltech
• Peguepet • Pontura • Precision
• Sensitive • Vacuplast
engenharia do tubo conversa perfeitamente
com a da centrífuga,
que a logística é unificada e que o
padrão de qualidade é o mesmo.
Simplifique sua gestão. Potencialize
sua rotina. Escolha a Cral.
CRAL – SUA PARCEIRA DE NEGÓCIOS
Muitos parceiros ainda enfrentam
o risco da fragmentação: uma
"colcha de retalhos" de fornecedores
que não conversam entre
si, gerando incompatibilidades
técnicas e gargalos operacionais.
É aqui que a escolha se torna
óbvia.
A Cral construiu mais do que
um portfólio; construímos um
Ecossistema de Soluções. Somos
Essa integração permite que
grandes parceiros e profissionais
de saúde contem com um padrão
único de qualidade do início ao
fim do processo. Da coleta precisa
à análise microscópica, da proteção
individual à biossegurança.
Quando você escolhe o Ecossistema
Cral, você substitui a complexidade
pela segurança. Você ganha
a tranquilidade de saber que a
CRAL - Suprindo a saúde com qualidade e
inovação desde 1977
Empresa certificada
ISO 9001:2015 / ISO 13485:2016
Contatos:
(11) 3454-7000 ou (11) 2712-7000
e-mail: contato@cralplast.com.br
Site: www.cralplast.com.br
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
179
INFORME DE MERCADO
CDH DIAGNÓSTICA: EXCELÊNCIA QUE IMPULSIONA A
ROTINA LABORATORIAL
No competitivo mercado da saúde,
a CDH Diagnóstica consolida-se
como parceira estratégica
de laboratórios clínicos e veterinários
que buscam precisão,
eficiência e inovação. Com
sede em Natal/RN e uma trajetória
sólida, somos referência
nacional na oferta de soluções
completas e personalizadas para
o dia a dia laboratorial.
Portfólio abrangente – Do essencial
ao mais avançado, oferecemos
desde insumos básicos até equipamentos
de última geração.
Qualidade garantida – Reagentes
certificados e homologados asseguram
resultados confiáveis.
Equipe especializada – Assessores
altamente qualificados acompanham
cada etapa, proporcionando
segurança e tranquilidade.
Mais do que vender soluções,
disponibilizamos modalidades
flexíveis como aluguel e comodato,
permitindo que nossos clientes
se concentrem no que realmente
importa: a excelência no diagnóstico
e o crescimento sustentável
de seus negócios.
Na CDH Diagnóstica, tecnologia
de ponta caminha lado a lado com
um suporte dedicado, garantindo
a confiança que sua instituição de
saúde merece.
Contato:
• Telefone: (84) 3206-5702
• WhatsApp: (84) 98701-3664
Acesse nosso site oficial e descubra
como podemos transformar
sua rotina laboratorial
https://cdhdiagnostica.com.br/
NIHON KOHDEN
Alameda Júpiter, 634
American Park Empresarial Nr, Indaiatuba – SP
Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463
E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br
Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas
as novidades!
180 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
UMA PARCERIA QUE ELEVA A SAÚDE: NIHON KOHDEN
DO BRASIL & CDH DIAGNÓSTICA
A união entre a Nihon Kohden do
Brasil, líder mundial em tecnologia
médica, e a CDH Diagnóstica,
referência em soluções laboratoriais,
marca um novo capítulo na
busca por excelência em saúde no
Brasil. Há mais de 20 anos, a CDH
Diagnóstica se consolidou como
referência no mercado de diagnósticos
laboratoriais, construindo
uma trajetória marcada pela qualidade,
confiança e inovação. Com
atuação estratégica nos estados
do Rio Grande do Norte (RN),
Paraíba (PB) e Pernambuco (PE),
oferecendo suporte personalizado
e eficiente para cada necessidade.
Essa parceria estratégica nasce com
o objetivo de integrar inovação
tecnológica e suporte especializado,
oferecendo às instituições
de saúde equipamentos de última
geração aliados a um atendimento
próximo e personalizado. Combinando
a tradição e confiabilidade
da Nihon Kohden com a experiência
e flexibilidade da CDH Diagnóstica,
os profissionais da saúde
passam a contar com:
• Equipamentos de alta performance
reconhecidos internacionalmente.
• Soluções laboratoriais completas,
adaptadas às necessidades de
cada cliente.
• Modalidades flexíveis de aquisição
(venda, aluguel e comodato).
• Suporte técnico e consultoria
especializada, garantindo tranquilidade
e eficiência.
Mais do que uma parceria comercial,
essa união representa um
compromisso com a qualidade, a
inovação e o cuidado com a vida,
fortalecendo o ecossistema da saúde
e ampliando as possibilidades de
crescimento para clínicas, hospitais
e laboratórios em todo o país.
INFORME DE MERCADO
NIHON KOHDEN
Alameda Júpiter, 634
American Park Empresarial Nr, Indaiatuba – SP
Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463
E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br
Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas
as novidades!
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
181
INFORME DE MERCADO
BLOOD 5P INVISTAR
ANALISADOR HEMATOLÓGICO AUTOMATIZADO
O hemograma evoluiu. Hoje, além da
contagem celular tradicional, novos
índices hematológicos ampliam o
valor clínico do exame mais solicitado
da medicina laboratorial.
O Blood 5P InviSTAR é um analisador
hematológico automatizado com
diferencial leucocitário em 5 partes,
desenvolvido para oferecer precisão
analítica, eficiência operacional e
maior geração de informação clínica
para laboratórios modernos.
O equipamento utiliza tecnologias
consolidadas, como citometria de
fluxo a laser, impedância elétrica e
método colorimétrico para hemoglobina,
garantindo confiabilidade
nos resultados e otimização da
rotina laboratorial.
Além dos parâmetros hematológicos
tradicionais, o sistema permite
a análise de índices derivados que
ampliam a interpretação clínica do
hemograma:
• Índice de Mentzer – auxilia na
diferenciação entre anemia ferropriva
e talassemia
• RDWI – índice eritrocitário que
contribui para a avaliação de anemias
microcíticas
• MLR (Monocyte-to-Lymphocyte
Ratio) – associado a indicadores
prognósticos em inflamações, infecções
e doenças cardiovasculares
Esses parâmetros ampliam o papel
do hemograma como ferramenta
estratégica de triagem e apoio à
decisão clínica.
Com tecnologia avançada, fluxo
operacional otimizado e controle
de qualidade ampliado, o Blood
5P InviSTAR oferece aos laboratórios
mais informação clínica,
maior eficiência operacional e
maior valor diagnóstico.
suportecomercial@invitro.com.br
InviZap: (031) 99973-2098
Instagram: @invitro_
182 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
MEDTEST AMPLIA SEU PORTFÓLIO DE PRODUTOS COM A
LINHA LAURA /LAURA XL ERBA MANNHEIM
INFORME DE MERCADO
Sempre comprometida em trazer
as melhores tecnologias em análises
clínicas, a Medtest firmou uma
parceria com a ERBA MANNHEIN,
e agora passa a contar com a linha
LAURA / LAURA XL em seu Portfólio,
trazendo automação completa
para rotinas de Uroanálise, com um
sistema híbrido, compacto, e rápido,
capaz de analisar mais de 140
amostras por hora com alta precisão
e qualidade nos resultados.
Este mês, a MEDTEST fez a sua terceira
instalação de um sistema
LAURA, com a instalação em nosso
parceiro Laboratório ADOLF LUTZ,
em PERNAMBUCO, que agora conta
com a nossa tecnologia para auxílio
aos seus pacientes.
Conheça-nos, venha fazer parte!
Entre em contato pelos canais de
atendimento abaixo:
comercial@medtest.com.br
71 21084020
MEDTEST DIAGNOSTICA
R Itagi, 433, Pitangueiras,
Lauro de Freitas - BA
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
183
INFORME DE MERCADO
O HISTÓRICO AUSENTE
Uma mulher de 28 anos deu entrada
no pronto-socorro com um
histórico de uma semana de febre
intermitente e fadiga crescente.
Ela descreveu dor de cabeça, dificuldade
de concentração e uma
sensação geral de mal-estar. Os
sintomas flutuaram em intensidade
e foram parcialmente aliviados por
paracetamol. No exame físico, ela
parecia cansada, mas estava alerta
e orientada. Os sinais vitais estavam
estáveis, exceto por uma temperatura
de 38,2 °C. Não foi observada
linfadenopatia. O exame abdominal
foi inconclusivo, sem hepatoesplenomegalia
clara.
Achados no esfregaço sanguíneo
A avaliação clínica inicial sugeriu
uma doença febril inespecífica e
foram solicitados exames laboratoriais
de rotina.
Análise de pré-classificação do
esfregaço sanguíneo no
CellaVision DC-1
A morfologia dos glóbulos brancos
estava, em grande parte, dentro da
normalidade, com um leve desvio
à esquerda. No entanto, alterações
envolvendo os glóbulos vermelhos
foram notadas no plano de fundo
das imagens, o que motivou uma
revisão mais detalhada da visão
geral das hemácias.
Na visão geral das hemácias, os
eritrócitos parecem normocíticos e
normocrômicos. Não foi observada
anisocitose, poiquilocitose ou policromasia
significativa. Um achado
notável é a presença de numerosos
eritrócitos contendo pequenas
e delicadas estruturas intracelulares
em forma de anel. Elas são
184 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
observadas tanto como formas de
anel único quanto como inclusões
múltiplas em forma de anel dentro
da mesma hemácia. Após a revisão
do esfregaço de sangue periférico,
obteve-se um histórico adicional. A
paciente havia retornado há duas
semanas de uma viagem de férias a
Cabo Verde, onde circulou tanto em
áreas urbanas quanto pelo litoral.
Ela não relatou nenhuma doença
aguda durante a viagem e, inicialmente,
não mencionou o histórico
de viagem por não considerá-lo
relevante no momento do exame.
INFORME DE MERCADO
Diagnóstico: Malária por
Plasmodium falciparum.
Discussão
O Plasmodium falciparum é o parasita
da malária clinicamente mais significativo
em humanos e é responsável
pela maioria dos casos de malária
grave e com risco de vida em todo o
mundo. O parasita infecta eritrócitos
em todos os estágios de maturação,
o que explica por que as hemácias
frequentemente permanecem normocíticas
e normocrômicas, apesar
de uma alta parasitemia, particularmente
no início da doença [1,2].
Morfologicamente, o P. falciparum
é caracterizado em esfregaços de
sangue periférico por pequenas e
delicadas formas de anel, frequentemente
ocorrendo como parasitas
múltiplos dentro de um único eritrócito.
Estágios mais maduros do
parasita geralmente não são visíveis
no sangue periférico porque
as hemácias infectadas aderem aos
pequenos vasos sanguíneos. Como
resultado, o diagnóstico depende
fortemente do exame cuidadoso da
morfologia das hemácias [1,2].
Este caso ilustra como a malária por
P. falciparum pode se apresentar
com sintomas clínicos inespecíficos
e apenas pequenas alterações no
hemograma, podendo mimetizar
condições virais ou inflamatórias.
Consequentemente, o diagnóstico
pode ser retardado a menos que
a morfologia das hemácias seja
sistematicamente revisada. A morfologia
digital CellaVision torna
mais fácil detectar inclusões intracelulares
sutis, permitindo a revisão
eficiente de muitas hemácias e uma
avaliação mais próxima de características
anormais.
A transmissão da malária em Cabo
Verde é baixa, mas a infecção pelo
Plasmodium falciparum ainda pode
ocorrer. Os pacientes podem não
mencionar viagens recentes, a
menos que sejam especificamente
questionados, tornando o histórico
de viagens uma parte importante
da avaliação em casos de febre
inexplicada e achados anormais
no esfregaço sanguíneo. A comunicação
clara e oportuna entre o
laboratório e o clínico assistente é
essencial, pois o reconhecimento
tardio pode levar a uma rápida
deterioração clínica [2].
De acordo com as diretrizes da
OMS, a malária por P. falciparum
requer tratamento imediato.
Casos não complicados são tratados
com terapia combinada à base
de artemisinina (ACT), enquanto
casos graves ou pacientes
incapazes de ingerir medicação
oral devem receber artesunato
intravenoso, seguido por ACT oral
assim que estiverem clinicamente
estáveis. O diagnóstico precoce e
o tratamento oportuno são essenciais
para prevenir complicações e
reduzir a mortalidade [3].
Referências:
[1] Bain BJ. Blood cells: a practical guide. 6th ed.
Oxford: Wiley-Blackwell; 2020.
[2] World Health Organization. WHO guidelines for
malaria. Geneva: World Health Organization; 2023.
Available from: https://www.who.int/publications/i/
item/guidelines-for-malaria
[3]Centers for Disease Control and Prevention.
DPDx – laboratory identification of malaria parasites
[Internet]. Atlanta (GA): CDC; [accessed 2026 Jan].
Available from: https://www.cdc.gov/dpdx/malaria
Saiba mais em
www.cellavision.com/pt-BR
Contato: Wagner Miyaura,
Regional Manager, Latin America
wagner.miyaura@cellavision.com
Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
185
INFORME DE MERCADO
O DESAFIO DA GESTÃO DE IA NO LABORATÓRIO
CLÍNICO: DA PRECISÃO DIAGNÓSTICA A GUERRA DE
RESPONSABILIDADES
No mercado de análises clínicas
e medicina diagnóstica, as possibilidades
são transformadoras:
a radiologia e o diagnóstico por
imagem já lideram a adoção da
tecnologia, com 39% dos médicos
destacando o uso da IA para facilitar
a análise de exames e reduzir
erros. O laboratório clínico, mesmo
como coadjuvante nessa pauta, já
vive uma rotina onde essas inovações
garantem diagnósticos mais
rápidos e precisos, otimizando o
valioso tempo dos especialistas.
No entanto, a escalada dessas
tecnologias traz um desafio que
vai além da qualidade dos dados
e da segurança da informação:
um profundo desafio de governança
corporativa. E, como toda
vanguarda em gestão eficiente
no setor, essa é uma pauta que já
está sendo estrategicamente pensada
e discutida pelo Plátano. À
medida que a IA evolui de simples
ferramentas para sistemas autônomos
e "agentes" — capazes de
processar dados, cruzar históricos
e sugerir resultados —, surge uma
disputa por controle e poder nos
altos escalões das organizações.
A Harvard Business Review, na
publicação de Toby E. Stuart, classificou
esse fenômeno como uma
emergente "competição jurisdicional".
Afinal, quem deve ser o
gestor de um sistema autônomo
no laboratório?
As reivindicações de cada área são
múltiplas e todas possuem mérito.
A área de tecnologia enxerga a
IA como uma infraestrutura que
precisa ser integrada e protegida.
O setor de operações argumenta
que, se a IA executa o fluxo central
dos exames, trata-se de uma
questão puramente operacional.
O departamento financeiro alerta
para os impactos nos custos,
enquanto a área da qualidade que
orquestra os riscos no laboratório
se preocupa com a exposição legal
caso um algoritmo cometa falhas.
Os responsáveis pelos dados
reforçam que tudo depende do
controle das informações e de
como o algoritmo raciocina sobre
elas. Diferentemente de softwares
tradicionais, a IA "agente" apaga a
fronteira entre "a ferramenta" e
"o trabalho", atuando como uma
nova categoria de trabalhadores.
Tentar entregar a responsabilidade
exclusiva dessas iniciativas
a um único líder não funcionará,
pois os riscos são altos e o escopo
da tecnologia é muito amplo. Para
superar essa guerra de territórios,
a pergunta estratégica a ser feita
não é "quem é o dono da IA?", mas
sim "quem é o responsável por
quais decisões relacionadas à IA?".
A solução é criar um "mapa de
decisões" granular. Nele, a diretoria
juntamente com o setor de
operações define o que a IA deve
realizar; a área de tecnologia
garante a segurança do sistema; os
responsáveis pelos dados estabelecem
o acesso às informações; e a
área da qualidade dita os limites de
autonomia do algoritmo. Diante
dessa revolução irreversível, fica o
questionamento: como o seu laboratório
está estruturando essas
fronteiras? As lideranças estão
preparadas para compartilhar
decisões ou ainda estão presas
à disputa por territórios? É exatamente
para responder a essas
perguntas e desenhar uma governança
colaborativa que o Plátano
atua, garantindo que a inovação
em saúde seja não apenas rápida,
mas estruturada e segura."
186 Revista NewsLab Edição 194 | Março 2026
Gram-negativa ou
Gram-positiva?
O laser azul responde
Quantifique bactérias na urina com segurança
e ganhe tempo nos casos de ITUs.
A citometria de fluxo fluorescente Sysmex quantifica
e classifica bactérias em minutos, diferenciando
Gram-positivas de Gram-negativas com alto nível
de precisão. É tecnologia que agiliza o diagnóstico
de infecções do trato urinário (ITU), otimiza a
urocultura e melhora a produtividade do laboratório,
entregando confiança e resultados consistentes.
Visite www.sysmex.com.br
UF-1500
UF-5000
Urinálise • Hematologia • Hemostasia • Citometria de Fluxo
O programa de benefícios do
DB Diagnósticos feito para você, com
vantagens incríveis e oportunidades
que vão surpreendê-lo!
O PontuAh! é uma novidade do DB Diagnósticos que reconhece e
valoriza nossos parceiros com benefícios exclusivos. Uma forma de
retribuir, com recompensas, a parceria de quem caminha com a gente.
COMECE AGORA A SUA
JOGADA E GANHE UM NOVO
IMPULSO PARA O SEU
CRESCIMENTO!
Quer saber mais sobre o PontuAh!?
Nossa equipe comercial está pronta para ajudá-lo.