REVISTA PÓS-VENDA 127
- Nenhuma tag encontrada…
Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!
Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.
PUB
N.º127
Abril 2026 - 2€
PERIODICIDADE MENSAL
PUB
TUDO PARA MECATRÓNICA AUTOMÓVEL
WWW.SCCENTRALINAS.COM
PUB
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
PUB
A qualidade está no nosso adn
MARIA HELENA
SILVA MAGALHÃES
A Auto Silva Acessórios chegou aos 50 anos,
sustentando a sua existência na proximidade
aos clientes e na especialização técnica
ATUALIDADE
A Berner está a
comemorar as bodas
de prata em Portugal,
num ano em que irá
mais que duplicar a sua
capacidade logística
MERCADO
Através dos equipamentos
da Rodrisystem fomos
conhecer um pouco
melhor a realidade dos
Tesla Approved Body
Shop em Portugal
DOSSIER
Não existe oficina que
não use pelo menos
uma chave de impacto,
pelo que trazemos um
levantamento da oferta
disponível no nosso país
PUB
5
PROPRIETÁRIA E EDITORA
ORMP Pós-Venda Media, Lda
Estrada de Polima
Centro Industrial da Abóboda nº 1007
2º andar, Escritório I
2785-543 São Domingos de Rana
Nº Contribuinte: 513 634 398
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Paulo Homem
Anabela Machado
CAPITAL SOCIAL DA ORMP
Bettencourt & Mendes, Lda - 50%
Paulofimedia Unipessoal, Lda - 50%
CONTACTOS
Telefone: +351 218 068 949
Telemóvel: +351 939 995 128
E.mail: geral@posvenda.pt
www.posvenda.pt
f /revistaposvenda
i /company/revista-pós-venda
DIRETOR
Paulo Homem
paulo.homem@posvenda.pt
REDAÇÃO
Nádia Conceição
nadia.conceicao@posvenda.pt
DIRETORA COMERCIAL
Anabela Machado
anabela.machado@posvenda.pt
GESTOR COMERCIAL
João Abreu
joao.abreu@posvenda.pt
ADMINISTRATIVA
Anabela Rodrigues
anabela.rodrigues@posvenda.pt
FOTOGRAFIA
Micaela Neto
PAGINAÇÃO
Marta Moita
paginacao@posvenda.pt
SEDE DE REDAÇÃO
Estrada de Polima
Centro Industrial da Abóboda nº 1007
2º andar, Escritório I
2785-543 São Domingos de Rana
TIRAGEM
10.000 Exemplares
ISSN
2183-6647
Nº REGISTO ERC
126724
DEPÓSITO LEGAL
399246/15
PERIODICIDADE
Mensal
IMPRESSÃO
DPS – Digital Printing Solutions MLP,
Quinta do Grajal – Venda Seca, 2739-511
Agualva Cacém – Tel: 214337000
N.º127
Abril 2026
www.posvenda.pt
f revistaposvenda i company/revista-pos-venda l RevistaPOSVENDA
Sumário
S
Editorial .........................................................................................P.03
Tome Nota ..................................................................................P.04
Notícias ...........................................................................................P.06
Viver Elétrico
Elétricos Usados Valem? ..............................................................P.14
Atualidade
60 anos S.José Logística de Pneus ..........................................P.16
Axalta Irus Mix / Caetano Colisão .........................................P.18
Tec Alliance / Tips4y .......................................................................P.20
Berner 25 anos ....................................................................................P.24
CLEPA .......................................................................................................P.28
Seminário Bolas / Beta ..................................................................P.32
Norauto Prevensys 5 .......................................................................P.34
Mercado
JDEUS ........................................................................................................P.36
Rodrisystem / Equipamentos para Tesla ..........................P.38
Internacional
Magneti Marelli Checkstar ..........................................................P.36
Oficina do mês
Auto Valério ..........................................................................................P.44
Personalidade do mês
Maria Helena Silva Magalhães,
Auto Silva Acessórios ......................................................................P.46
Dossier
Chaves de impacto ...........................................................................P.52
Tech Tips
Diagnóstico de sistemas EGR .....................................................P.63
Gestão
ActionCoach ..........................................................................................P.64
Técnica
Electrão – Técnica na Mobilidade Elétrica .........................P.65
Formação
Mecânica do dia-a-dia by Car Academy .............................P.66
E
Editorial
Pós-venda mais tecnológico
Estamos a viver uma época sem
precedentes no que diz respeito à
digitalização das operações, com
a enorme desvantagem que não
conseguimos acompanhar o ritmo a
que as coisas estão a suceder. Sempre
que achamos que estamos “por dentro”
das novidades digitais que estão a
aparecer, existe sempre mais uma
coisa que nos surpreende. É assim
todos os dias, pelo menos comigo.
E o que é interessante é que existem
sempre profissionais envolvidos na
transformação digital que estão a
ver as coisas muito mais à frente que
todos nós (por vezes até demasiado à
frente) e, muitos deles, estão a olhar
pela primeira vez para o setor do pósvenda
automóvel ou nele entraram há
poucos anos.
Com a inteligência artificial (que já
disse aqui que vai ter um enorme
impacto no pós-venda automóvel) e
com a eletrificação, estão a chegar ao
nosso setor uma enorme quantidade
de profissionais que não querem saber
propriamente do automóvel, como
nós o conhecemos, mas olham para
este setor como um alvo tecnológico.
O que já se conhece ao nível da
inteligência artificial no pós-venda,
vai permitir uma enorme especialização
no negócio de peças e na área oficinal,
que necessariamente vai mudar
a forma como as empresas
trabalham, nomeadamente
no B2B.
Paulo Homem
DIRETOR
paulo.homem@posvenda.pt
ESTATUTO EDITORIAL
Disponível em www.posvenda.pt
PUB
Pav. 5 - Stands 5 B 09 e 5 C 06
29 a 31 de Maio - EXPONOR
O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR
O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR
4
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
FROTAS CADA VEZ
MAIS ELETRIFICADAS
O Car Policy Benchmark 2025, promovido
pela Ayvens, revela que a
percentagem de veículos de passageiros
eletrificados (100% elétricos e
híbridos plug-in) triplicou no que às
frotas diz respeito, passando de 13%
em 2022 para 40% em 2025. Este valor
significa que, dos cerca de 10 mil
veículos de passageiros analisados
no estudo, num universo total de 12
mil veículos, aproximadamente 4 mil
já são eletrificados.
Nos veículos de mercadorias, a evolução
também é significativa, de 1%
em 2022 para 10% em 2025. Os resultados
evidenciam uma evolução
significativa na maturidade das políticas
de frota, com maior foco em métricas
económicas, como o custo total
de utilização (TCO), e uma crescente
padronização das práticas de gestão.
FÓRUM “PARA QUEM MOVE O AFTERMARKET”
A DPAI, mesa da ACAP dedicada ao Pós-
-venda Automóvel Independente, vai realizar
no próximo dia 29 de maio de 2026 o
seu habitual Fórum, integrado este ano no
âmbito da Expomecânica.
O evento será dedicado em exclusivo ao
sector do pós-venda automóvel independente
e a organização pretende repetir o
sucesso das edições anteriores, voltando
a reunir operadores do sector, nomeadamente
oficinas, retalhistas, distribuidores,
fabricantes de peças e pneus, bem como
parceiros estratégicos e órgãos de comunicação
social. O programa desta edição
centra-se em dois temas fundamentais
para a competitividade do aftermarket:
micas de negócio e as estratégias que estão
a criar valor e eficiência nas empresas;
2 - Liderar o futuro: talento, competências
e novas gerações - Uma reflexão sobre
um dos maiores desafios atuais: atrair,
qualificar e reter talento num sector em
mudança.
Através deste código QR poderá inscrever-
-se, mas também ficar a conhecer todos os
intervenientes deste evento.
CÓDIGO QR:
Tome
Nota
1 - O novo pós-venda: oportunidades, tecnologia
e rentabilidade - Um debate sobre
a transformação do sector, as novas dinâ-
TCO COMO PRINCIPAL CRITÉRIO DE DECISÃO DE POLÍTICAS DE FROTA
Segundo, o Car Policy Benchmark 2025,
promovido pela Ayvens, entre 2022 e 2025,
registou-se um crescimento significativo na
utilização do TCO como critério de decisão
nas políticas de frota, passando de 73% para
83% das empresas. A adoção desta metodologia
é mais expressiva em frotas de maior
dimensão, embora 80% das frotas mais pequenas
já recorram ao TCO. No que diz respeito
aos procedimentos e responsabilidades
dos colaboradores, observa-se uma tendência
crescente de corresponsabilização nos
custos com seguros, com o índice a aumentar
de 29% em 2022 para 33% em 2025.
CONDUTORES DE CARROS DE FROTA
CADA VEZ MAIS “ELETRIFICADOS”
O inquérito a condutores, feito no âmbito do Car Policy
Benchmark 2025 da Ayvens, contou com a participação
de mais de 3 mil colaboradores, que percorrem,
em média, menos de 28 mil quilómetros por ano.
Atualmente, 38% já conduzem veículos eletrificados
(face a 17% em 2022), dos quais 25% são 100% elétricos
e 13% híbridos plug-in. Os principais obstáculos
apontados à transição incluem a autonomia dos veículos
elétricos (31%), a insuficiência da rede pública
de carregamento (26%), a necessidade de maior planeamento
de viagens longas (23%) e o investimento
inicial mais elevado (14%). Apesar dos desafios identificados,
50% dos condutores afirma estar disponível
para transitar já para veículos 100% elétricos, e 25%
para híbridos plug-in, o que representa um potencial
de transição adicional de quase 40%.
CONTRATOS DE GESTÃO
DE FROTAS AUMENTAM DURAÇÃO
No estudo Car Policy Benchmark 2025 da
Ayvens, verifica-se que ao nível da utilização
dos veículos, a duração média dos contratos
aumentou para 51 meses, face aos 47 meses
registados em 2022. A contratação de prazos
mais longos permite às empresas aceder a
rendas mais competitivas, sendo que 31% das
organizações já contratam por cinco anos ou
mais, face a apenas 9% em 2022. O renting
continua a alargar o conjunto de serviços incluídos.
Desde 2022, a concentração média
de serviços aumentou de 78% para 81%, com
destaque para a subscrição de veículos de
substituição, seguros e seguros de recondicionamento.
6
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
Notícias
N
COOPERAÇÃO PORTUGAL–CHINA E TRANSFORMAÇÃO
TECNOLÓGICA MARCAM CONFERÊNCIA DA ARAN
Novos rumos e
novos caminhos
A aceleração tecnológica no setor automóvel e o reforço da cooperação
económica entre Portugal e a China estiveram no centro da conferência
internacional “Juntos, Criamos Futuro – Together, Leading the Way”,
organizada pela ARAN, que reuniu perto de 300 profissionais no Hilton
Porto Gaia.
A
sessão de abertura contou com
Rodrigo Ferreira da Silva,
Presidente da ARAN, seguido
das intervenções de Yang
Yirui, Embaixador da China
em Portugal, e de Fernando Machado,
Vereador da Câmara Municipal de Vila
Nova de Gaia, que destacou a relevância da
cidade como palco de eventos estratégicos
para a economia e inovação nacionais.
O encerramento oficial esteve a cargo
do Ministro da Economia e da Coesão
Territorial, Castro Almeida, que salientou
o papel estruturante do setor automóvel na
competitividade nacional. “O nosso papel
não é limitar a capacidade das empresas,
mas criar condições para que prosperem.
Combater a burocracia, garantir previsibilidade
regulatória e reforçar a competitividade
é essencial para apoiar um setor
que é central na economia portuguesa”,
afirmou o Ministro, realçando ainda os
investimentos recentes na cadeia de valor
automóvel em Portugal.
Um dos momentos mais aguardados foi
a intervenção do Embaixador da China,
que, a partir da análise do desenvolvimento
industrial do seu país, reforçou
o potencial de cooperação bilateral. No
seu discurso, Yang Yirui, Embaixador
da China em Portugal, considerou que
“a China e Portugal têm muito potencial
para colaborar na área da construção
automóvel”, sublinhando que “Portugal
possui vantagens únicas na produção de
peças e energias renováveis, enquanto a
China reúne experiência sólida em veículos
completos, baterias e sistemas inteligentes”,
concluindo que existe “um futuro brilhante
para a cooperação entre os dois países”.
Ao longo do evento houve uma série de
painéis com um alargado conjunto de
especialistas do setor automóvel e afins,
que falaram sobre as tendências, sendo que
o maior destaque foi para a Lucía Bonilla,
fundadora e presidente da MotorMind.
Esta profissional do setor pós-venda defende
que a inteligência artificial pode ajudar
a resolver um dos maiores problemas
atuais do pós-venda automóvel: a falta de
técnicos qualificados e a dificuldade em
gerir o conhecimento técnico num setor
cada vez mais complexo.
Com mais de duas décadas de experiência
no setor e proveniente de uma empresa familiar
ligada ao retalho automóvel, Bonilla
falou sobre a plataforma MotorMind,
desenvolvida com base nas necessidades
reais de oficinas, mecânicos e responsáveis
de pós-venda. A solução criada pela
MotorMind, e apresentada neste evento,
utiliza inteligência artificial para apoiar o
diagnóstico e o trabalho das oficinas. Foi
explicado o funcionamento desta plataforma
e apresentados dados concretos dos
benefícios da mesma para todos os que
trabalham na área das oficinas.
Para o Presidente da ARAN, a conferência
demonstrou a capacidade do setor em
se unir para enfrentar uma das maiores
transições da sua história.
“O setor automóvel vive uma transformação
profunda. Reunir especialistas com
visões diversas foi essencial para criar
uma reflexão alargada sobre os desafios e
as oportunidades que temos pela frente.
Só juntos podemos preparar o futuro”,
conclui Rodrigo Ferreira da Silva.
7
Novo verniz de
secagem rápida PPG
A PPG anunciou a incorporação de um novo
verniz versátil de secagem rápida na sua linha
PPG Deltron, destinada ao mercado de repintura
automóvel na Europa, Médio Oriente e África.
O produto, designado Low Energy D8178, integra
uma nova tecnologia de secagem com a qual a
marca indica que as oficinas conseguem reduzir
de forma significativa o tempo e o consumo
energético face aos métodos tradicionais.
O verniz foi desenvolvido para se adaptar a
diferentes contextos de oficina, com várias
opções de secagem: cinco minutos a 50 graus
Celsius, dez minutos a 40 graus Celsius ou
quinze minutos a 20 graus Celsius, ficando livre
de pó e podendo ser polido após 45 minutos.
Em modo de secagem ao ar, a 20 graus Celsius,
a poupança energética pode atingir 60% em
comparação com um verniz convencional seco
durante 20 minutos a 60 graus Celsius.
AAG Iberia reforça Napa Auto Parts
A
AAG Iberia anunciou o reforço da
marca Napa Auto Parts como elemento
central da sua estratégia de
integração e desenvolvimento na Península
Ibérica.
A empresa pretende consolidar a sua operação
através da introdução progressiva desta
marca global como eixo unificador das suas
atividades no território ibérico.
O projeto registou uma evolução significativa
desde janeiro de 2023, chegando a mais
de 21 milhões de euros de vendas anuais
em peças de substituição. Este crescimento
assenta numa proposta comum baseada
na qualidade, disponibilidade e fiabilidade,
partilhada por todas as equipas e marcas do
grupo.
Nacho Pernas, diretor geral da AAG Iberia,
afirmou que “quando uma organização
cresce e o mercado responde, é o momento
de estruturar esse crescimento e prepará-lo
para o futuro”, sublinhando a importância
desta reorganização estratégica.
A empresa esclarece que a implementação
da Napa Auto Parts não representa uma
rutura com o modelo atual, mantendo-se a
distribuição de marcas premium e a diversidade
de gama. No entanto, a nova marca
passa a assumir maior visibilidade e a suportar
uma estrutura comum de operação, com
o objetivo de harmonizar o nível de serviço
em toda a Península Ibérica.
O plano inclui também um reforço da presença
da marca no mercado, com iniciativas
como eventos próprios e ações de visibilidade.
Nos próximos meses, 96 centros
e mais de 500 veículos serão adaptados à
identidade Napa Auto Parts, refletindo a
evolução em curso.
PUB
NOVO
DESCUBRA A NOSSA NOVA FERRAMENTA DE PESQUISA
VALEO FULLPACK TM
DMF FINDER
USANDO AS REFERÊNCIAS O.E.
IDENTIFICAR O
FULLPACK TM DMF
USANDO AS
REFERÊNCIAS O.E.
NUNCA FOI TÃO FÁCIL
SCANEAR QR
FullPack TM
DMF
Finder
8
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
N
NOTÍCIAS
FARE recomenda revisão
das mangueiras de refrigeração
Kroftools apresenta
novas referências de
kits de sincronização
Com a chegada da primavera e o
maior uso do veículo, o sistema de
refrigeração volta a trabalhar em
plena capacidade. A FARE, empresa especializada
nesta tipologia de produto,
recomenda aos mecânicos uma atenta
revisão das mangueiras de refrigeração.
Uma revisão preventiva pode evitar
fugas, sobreaquecimentos e avarias dispendiosas
precisamente no momento
em que o veículo é mais utilizado para
trajetos prolongados. As mangueiras
estão sujeitas a ciclos térmicos contínuos.
Com o tempo, a borracha pode endurecer,
gretar ou perder elasticidade.
Recomenda-se inspecionar gretas ou
fissuras na superfície, inchaços causados
por enfraquecimento interno, perda de
flexibilidade (sinal claro de envelhecimento)
e resíduos de refrigerante seco
em uniões e abraçadeiras.
Por outro lado, uma percentagem elevada
das fugas tem origem num mau
assentamento dos pontos de união. É
fundamental verificar se as abraçadei-
Hengst Filtration lança
tampas da cabeça do motor
ras mantêm a pressão correta, se não
existem deformações nas bocas ou
ligações e se não há corrosão nas zonas
metálicas associadas.
Substituir uma abraçadeira em mau
estado pode prolongar significativamente
a vida útil da mangueira e evitar
perdas de refrigerante por microfugas.
Além da inspeção externa, é
recomendável realizar um teste de
pressão do circuito, assegurando que
não existem quedas anómalas, uma
verificação do estado interno do líquido
(pois a sua degradação acelera o
desgaste das mangueiras) e fazer a valiação
da rigidez interna (já que uma
mangueira deteriorada pode colapsar
sob depressão e dificultar a circulação
do refrigerante).
A FARE dispõe de mais de 2.400
referências de mangueiras de refrigeração,
cobrindo mais de 80.000 aplicações
que abrangem uma grande diversidade
de modelos e motorizações
do parque circulante.
A Kroftools anunciou o reforço da sua gama de
equipamentos com a introdução de novos kits
de sincronização e componentes destinados a
diferentes marcas e modelos automóveis.
Entre as novidades apresentadas encontra-se
o jogo de sincronização 1740, desenvolvido para
o Opel Astra K de 2019, equipado com motor
1.2 Turbo, abrangendo os códigos F12SHL,
F12SHT e F12SHR. Já o modelo 1741 destina-se
aos motores Ford EcoBoost de 2.0 e 2.3 litros,
com aplicações em veículos como Focus, Galaxy,
Mondeo e S-Max, produzidos entre 2010 e
2018, incluindo uma ampla lista de códigos de
motor compatíveis.
A empresa introduziu ainda o kit de distribuição
1746 para motores MG 1.5 a gasolina,
aplicável aos modelos MG3 e MG ZS, produzidos
entre 2013 e 2022, com referência a
códigos OEM específicos. Por fim, o kit tensor
da correia auxiliar 1747 foi desenvolvido para
uma vasta gama de marcas, incluindo Citroën,
Ford, Mazda, Mini, Peugeot, Toyota e Volvo,
cobrindo múltiplas motorizações e modelos.
Delphi lança pastilhas de
travão Professional+
para comerciais ligeiros
A
Hengst Filtration anunciou o alargamento
do seu portfólio, com a
introdução de tampas da cabeça do
motor.
A marca lembra que as tampas de cabeça
do motor são componentes complexos
que integram funções críticas, como siste-
Num minuto...
A Alliance Automotive Group Iberia lançou
a nova gama de pinças de travão NAPA,
reforçando dessa forma a sua estratégia de
crescimento no mercado do aftermarket.
mas de ventilação ou sensores de eixo de
comando. Devido a esta complexidade,
a Hengst defende a substituição completa
da unidade em vez de reparações
isoladas, uma vez que a simples troca de
uma vedação raramente resolve problemas
de fadiga de material ou defeitos
nos componentes integrados.
A gama inicial conta com 22 referências
para automóveis ligeiros, abrangendo
mais de 2000 modelos de veículos europeus.
Muitas destas tampas incluem
separadores de névoa de óleo integrados,
essenciais para manter as condições
de pressão e estanqueidade do motor.
A ANECRA vai promover o 19.º Encontro
Nacional da Reparação Automóvel
no dia 18 de abril de 2026, no Hotel
Solverde Spa & Wellness Center.
A Delphi lançou uma nova gama de pastilhas
de travão Professional+ desenvolvida
para veículos comerciais ligeiros, com o objetivo
de responder às exigências de utilização
intensiva em frotas.
A nova gama é composta por 58 referências,
cuja disponibilização será feita de
forma faseada ao longo de 2026, abrangendo
aplicações de elevada procura como
Mercedes-Benz Sprinter e Vito, Ford Transit,
Volkswagen Transporter, Fiat Ducato e Iveco
Daily, cobrindo cerca de 70% do parque europeu
de veículos comerciais ligeiros.
A marca indica que a principal característica
diferenciadora das pastilhas Professional+
é a durabilidade. O produto recorre a um
material de fricção de elevada resistência,
permitindo uma vida útil média 40% superior
face às pastilhas convencionais do mercado
de substituição.
9
Spies Hecker Hi-FLX
chega a Portugal
A Axalta anunciou o lançamento da Spies Hecker
Hi-FLX, uma nova base bicamada à base de água
destinada a clientes de repintura na Europa.
A marca indica que a solução foi concebida para
proporcionar um desempenho de cor elevado através
de um processo de aplicação molhado sobre molhado,
simples de utilizar, por forma a garantir simultaneamente
uma relação qualidade/preço otimizada e maior
eficiência nos processos de repintura.
A Axalta adianta ainda que o Spies Hecker Hi-
FLX permite uma cobertura total com 2,5 demãos,
apresentando uma mistura facilitada e controlo eficaz
de manchas. Adequada a uma ampla variedade de
reparações, refere que a sua fórmula aquosa assegura
resultados consistentes e contribui para práticas de
repintura mais sustentáveis. Quando utilizada em
conjunto com o sistema digital de gestão de cor Axalta
Irus, a solução possibilita uma correspondência de cor
precisa, suportada por uma base de dados com mais
de 100 000 fórmulas de cores lisas e de efeito.
CONSELHOS OFICINAIS
BY GTAVA
A Organização oficinal
Ordem de Reparação (VII)
Garantia de Reparação
Sem prejuízo de outras garantias aplicáveis
a um veículo, a garantia de reparação
automóvel e os defeitos associados têm
um regime específico de empreitada, sendo
por isso, reguladas pelos artigos 1218º e
seguintes do Código Civil.
Segundo a diretiva CNQ 18 no seu ponto
10.1 “A oficina deve efectuar a reparação
sem defeitos que excluam ou reduzam o
seu valor, ou a aptidão do veículo para o
seu uso ordinário, tanto no que respeita
as peças utilizadas, como à qualidade do
serviço prestado.”
No ponto 10.2 “Para além desta garantia
genérica, decorrente da lei, a oficina pode
atribuir garantias específicas a determinadas
reparações, desde que não restrinja os direitos
legalmente consagrados do cliente.”
Embora universalmente negligenciada a garantia
de reparação existe e deve ser levada a sério
pelos reparadores, não só pela sua legalidade
como meio de satisfação cliente.
Claro que o seguro sobre as reparações tem
um custo, mas compensa largamente os custos
diretos e indiretos de litígios e de processos
judiciais sempre que um cliente mais informado
exige a aplicação dos seus direitos.
É com alguma frequência que um veículo volta
a entrar na oficina com o mesmo incidente e a
mesma causa, sem que o reparador assuma a
garantia de reparação ou que o cliente a reclame.
O pagamento pelo cliente de várias reparações
sobre o mesmo incidente e a mesma peça causa
são quase norma, sendo que as desculpas e
a manipulação dessas razões ou causas são
demasiado frequentes, substituindo-se peças
“sem fim”.
A aplicação da garantia de reparação, satisfaz
os clientes e acima de tudo, fideliza-os ao
reparador em causa.
É fundamental a aplicação da garantia
de reparação por todas as oficinas,
independentemente do ramo profissional em
que se presta este tipo de serviços.
Paulo Quaresma
GTAVA.PT
PUB
PUB
PRODUTOS DO MÊS
Pasta para Montagem de Escapes (Ref. 3342)
PROBLEMA
Os sistemas de escape com pequenos furos ou
fissuras podem provocar leituras erradas da sonda
lambda e levar à reprovação na Inspeção Periódica
Obrigatória (IPO).
SOLUÇÃO
A LIQUI MOLY oferece várias soluções para reparar
e montar sistemas de escape de forma fácil,
rápida e resistente ao calor, evitando desgaste e
permitindo desmontagens futuras sem danos. A
Pasta de Montagem para Sistemas de Escape
(Ref. 3342), garante uma montagem estanque
e segura em tubos e flanges, assegurando ótima
vedação e facilitando a desmontagem quando
necessário. É ideal para a montagem dos sistemas
de escape impermeáveis ao gás, orifícios do tubo
de escape, junções aparafusadas e bujões e anéis
de chama.
Vantagens
• Isento de amianto
• Aplicação fácil
• Elevada impermeabilidade aos gases
• Sem necessidade de desmontagem
• Excelente resistência ao calor
Dica Ambiental by
Eco -Partner
LAVAGEM DE VEÍCULOS EM OFICINAS:
ENTRE A EFICIÊNCIA E AS OBRIGAÇÕES
AMBIENTAIS
A lavagem de veículos em oficinas automóveis é
uma das atividades mais comuns no dia a dia das
oficinas automóveis, assumindo um papel importante
na manutenção, conservação e valorização
do automóvel. Com a aproximação dos meses de
primavera e verão, em que o número de lavagens
de automóveis aumenta significativamente, torna-se
essencial garantir que esta atividade decorre de
forma legal, organizada, eficiente e segura.
Do ponto de vista legal, as oficinas que realizem
lavagens ou operações que originem efluentes
contaminados com hidrocarbonetos e que encaminhem
os mesmos para o coletor municipal ou solo/
ribeiras, devem obter uma autorização de descarga
junta da entidade competente mais adequada, seja
o município ou a Agência Portuguesa do Ambiente.
Esta autorização dependerá diretamente da implementação
prévia de sistemas de tratamento
que assegurem o cumprimento dos parâmetros
de qualidade definidos pela entidade competente.
Adicionalmente, as licenças obrigam à realização
de monitorizações periódicas, cujos resultados
devem ser comunicados às entidades, sendo que
o incumprimento destas obrigações pode resultar
em coimas elevadas, que podem atingir valores
bastantes significativos.
Em termos operacionais, é fundamental que a área
de lavagem esteja devidamente separada das zonas
de reparação mecânica, evitando a contaminação
da água com óleos, gorduras e outras substâncias.
Considerando que a água resultante das lavagens
contem frequentemente poluentes, é indispensável
a existência de sistemas adequados de recolha e
tratamento de efluentes. Entre estes, destaca-se
o uso de separadores de hidrocarbonetos e filtros
de sedimentos, que permitem remover partículas
sólidas e substâncias menos densas, como gorduras
e espumas, assegurando uma drenagem controlada.
A instalação destes equipamentos deve ser
dimensionada de acordo com a atividade prevista.
Do ponto de vista ambiental, é igualmente importante
reduzir o consumo de água através de
soluções sustentáveis que representem mais valias
do ponto de vista ambiental e económico, como
sistemas de recirculação, aproveitamento de águas
pluviais ou técnicas de lavagem a seco. A escolha
de detergentes biodegradáveis e certificados é
essencial para minimizar o impacto ambiental,
devendo também ser evitado o uso excessivo de
produtos químicos e de equipamento de alta pressão
sem controlo adequado.
Igualmente, a organização da zona de lavagens não
deve ser descurada. Os produtos de limpeza devem
ser armazenados em locais próprios ventiladas e
devidamente sinalizados, mantendo na área de
lavagem apenas os produtos essenciais e corretamente
identificados. Esta prática reduz riscos de
acidentes e facilita a gestão operacional da oficina.
Em síntese, a lavagem de veículos nas oficinas
exige uma abordagem responsável e estruturada,
que vá além das simples limpezas. O cumprimento
das normas legais, aliado à adoção de boas práticas
ambientais e operacionais, não só garante
a qualidade do serviço prestado, como reforça a
imagem da oficina junto dos clientes e contribui
para a proteção do meio ambiente.
Caso necessite apoio neste ou outros
temas não hesite, contacte-nos!
Eco-Partner SA,
o seu parceiro no Ambiente…
www.eco-partner.pt
Óleo de Motor em destaque
O Top Tec 6600 0W20 (Ref. 21411) está
em destaque. Mesmo sob cargas extremas,
garante uma lubrificação ideal, uma excelente
estabilidade da película lubrificante, assim com
um desgaste e depósitos mínimos. Excelente para
motores com o sistema start/stop e uma garantia
de performance máxima com um baixo consumo
de combustível. Especialmente desenvolvido para
veículos a gasolina e diesel que exigem normas
ACEA C5/C6 e para as marcas BMW, Mercedes-
Benz, Opel, entre outros.
FICHAS TÉCNICAS E MODO DE UTILIZAÇÃO EM
www.liqui-moly.com
RUPES centraliza reparações oficiais
Como parte do seu compromisso contínuo
em melhorar a eficiência do serviço
e garantir o mais elevado nível de apoio
técnico aos seus clientes, a RUPES decidiu
centralizar as reparações oficiais em Portugal através
de um único centro de serviço autorizado.
Assim, a RUPES acaba de informar que a
4Core Solutions passará a ser o Serviço Técnico
Num minuto...
A Michelin apresentou duas novas
gamas de pneus de verão premium,
Michelin Primacy 5 energy e
Michelin Pilot Sport 5 energy.
Oficial em Portugal. Consequentemente,
a Segmenbase deixará de operar como
Serviço Técnico Oficial da RUPES a partir
do dia 1 de maio.
O Centro de Serviço Oficial (a 4Core Solutions)
está localizado na Rua do Barroco
214 I, em Leça do Balio, através do contato
229 510 239.
A Nexus Automotive International
anunciou a nomeação de Palle
Willumsen para o cargo de Senior Vice
President de Business Development.
INFORMAÇÕES
info.iberia@liqui-moly.com
11
Lubrificantes Cepsa
agora são Moeve
Os lubrificantes da Cepsa passaram a ter uma
designação através da marca Moeve. A recente
reunião de distribuidores serviu precisamente para
apresentar a nova imagem dos lubrificantes Moeve,
assinalando uma nova etapa na evolução e posicionamento
da marca neste segmento.
A convenção teve ainda como objetivo aprofundar
a colaboração com os distribuidores, promover a
troca de experiências e apresentar a visão de futuro
da Moeve para o negócio de lubrificantes, num
setor em constante evolução. Durante o evento
foram também partilhadas novas estratégias
comerciais e o posicionamento da marca, reforçando
o compromisso com a inovação, a proximidade e
o crescimento conjunto.
Com esta Convenção, a Moeve reforça o seu
compromisso em trabalhar lado a lado com os
seus parceiros, promovendo uma relação próxima e
preparando o futuro da distribuição de lubrificantes
com ambição, inovação e visão estratégica.
I-TRAining estabelece
parceria com o bilstein group
O
bilstein group e o Centro de Formação
I-TRAining estabeleceram
uma parceria para o ano corrente,
com o objetivo de criar uma colaboração de
valor acrescentado para ambas as entidades,
e reforçando a componente técnica e a formação
no setor da reparação automóvel.
Para o bilstein group, esta parceria pretende
aumentar a presença técnica contínua no
mercado, reforçar a autoridade técnica das
suas marcas e influenciar diretamente a
decisão das oficinas. A iniciativa visa ainda
destacar a diferenciação dos produtos,
contribuir para a redução de erros técnicos e
proteger a reputação das marcas. Estes objetivos
serão alcançados através da experiência
e do know-how técnico proporcionados pelo
Centro de Formação I-TRAining.
O Centro de Formação I-TRAining, com
a chancela da Oficina Tiagorochauto, é um
espaço dedicado à formação na área da reparação
automóvel, direcionado a profissionais
do setor. O centro dispõe de instalações
preparadas para acolher várias ações de formação.
A visão e os objetivos comuns de ambas as
entidades deram origem a esta parceria, que
concede exclusividade às marcas do bilstein
group no âmbito do projeto do Centro de
Formação I-TRAining. O acordo permitirá
reforçar o posicionamento das marcas do
grupo junto das oficinas e apoiar o investimento
contínuo do centro de formação na
capacitação de profissionais do setor.
A parceria irá materializar-se em várias iniciativas,
incluindo a presença das marcas do
bilstein group na aplicação I-Training, na
plataforma de formação online I-Training
Play e nas ações de formação presenciais,
com recurso a peças das marcas febi, SWAG
e Blue Print. O acordo prevê ainda a presença
das marcas na decoração do espaço
técnico de formação, no fardamento da equipa
do centro, nas redes sociais e no podcast
técnico Podcars, entre outras ações de
comunicação.
PUB
Gestão integral de centros
de abate automóvel
Processos de abate VFV
Processo de despoluição
Desmantelamento
Gestão de stocks
Faturação / Gestão documental
Referências OE e compatibilidades
Módulo de resíduos
Módulo de encomendas
Integração com Marketplaces
Integrados com:
12
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
N
NOTÍCIAS
Hella dinamiza lança campanha
“Temporada Clima 2026”
A
Hella lançou a campanha “Temporada
Clima 2026”, uma iniciativa
dirigida ao mercado de
pós-venda automóvel, que decorre entre
1 de março e 30 de setembro de 2026.
Sob o conceito “Volta o especialista em
Termocontrolo”, a iniciativa pretende
promover a oferta da marca nas áreas de
climatização e refrigeração, ao mesmo
tempo que procura reforçar a rentabili-
LIQUI MOLY dá nome ao
Campeonato de Portugal de Drift
No terceiro ano de parceria, a LIQUI
MOLY tornou-se em 2026 “naming
partner” do Campeonato de
Portugal de Drift, reforçando assim a
sua presença no desporto automóvel em
Portugal.
Após duas épocas bem-sucedidas com
o estatuto de “main sponsor”, a marca
premium alemã de lubrificantes, aditivos
e produtos químicos intensifica o
seu compromisso com uma das modalidades
mais entusiasmantes do desporto
automóvel nacional ao tornar-se “naming
partner” da competição.
Num minuto...
A Euromaster pretende em 2026 continuar
a introduzir novas oficinas franqueadas
na sua rede, depois de um ano de 2025
no qual a empresa antigiu cerca de 80
milhões de euros de faturação.
dade dos distribuidores e a eficiência das
oficinas. A estratégia baseia-se também
no posicionamento técnico da Hella em
gestão térmica, transferindo para o mercado
de pós-venda a experiência previamente
consolidada neste domínio.
Entre os produtos disponibilizados para
a campanha encontram-se compressores,
condensadores e ventiladores de habitáculo,
aos quais se juntam válvulas de
expansão, filtros secadores, resistências
e reguladores de ventiladores interiores,
bem como permutadores de calor interiores.
Na área da refrigeração incluem-se
ainda radiadores, intercoolers e ventiladores
de radiador, entre outros componentes.
No total, a oferta já ultrapassa
as 2.400 referências disponíveis para o
mercado ibérico.
O novo “CP Drift LIQUI MOLY” traça
uma nova era no leque de ativações da
LIQUI MOLY Iberia em Portugal e da
competição promovida por Daniel Azevedo,
que será naturalmente aproveitada
pela LIQUI MOLY para continuar a promover
o seu leque de produtos e soluções
entre consumidores finais e profissionais.
Além de estrear novos materiais de comunicação
no paddock de cada evento, a
LIQUI MOLY ocupará um lugar de destaque
no pódio e em todos os materiais
promocionais de todas as rondas da competição,
incluindo o programa, o horário
e o cartazes oficiais.
A marca reforçará ainda um vínculo
muito especial com os pilotos e equipas
nos bastidores e durante as cerimónias de
pódio, bem como com os aficionados que
se deslocarem a cada circuito.
Com seis provas oficiais e uma Taça
de Portugal, a temporada de 2026 do
CP Drift LIQUI MOLY arranca no
fim-de-semana de 28 e 29 de março em
Montemor. Seguem-se, depois, as passagens
por Campia, Sever do Vouga,
Viseu e Pinhel antes da finalíssima em
Lousada, no derradeiro fim-de-semana
de setembro. A visita a Sever do Vouga
para a Taça de Portugal decorrerá entre
17 e 18 de outubro.
A KYB Corporation anunciou um
patrocínio ao programa de corridas de
endurance da BMW M Motorsport,
aumentando assim a presença da
empresa no automobilismo.
Olipes lança novo
lubrificante Averoil
para motores Stellantis
A Olipes acaba de apresentar o novo
lubrificante sintético Averoil 5W-30 FPW3,
desenvolvido especificamente para motores do
grupo Stellantis, encontrando-se em processo
de homologação oficial segundo a norma FPW
9.55535/03.
O novo produto incorpora tecnologia Low
SAPS, caracterizada por um baixo teor de
cinzas sulfatadas, fósforo e enxofre, essencial
para a proteção dos filtros de partículas. A
marca indica que concebido para reduzir o
desgaste e prolongar a vida útil dos sistemas
de controlo de emissões em motores diesel e
a gasolina da Stellantis, assegurando elevados
níveis de desempenho e proteção mecânica.
O Averoil 5W-30 FPW3 foi otimizado para
motores que exigem elevada capacidade
antidesgaste, com destaque para os motores
diesel 1.5 BlueHDi da série DV5R e os motores
a gasolina 1.2 turbo PureTech EB2, utilizados
em várias marcas do grupo.
De acordo com a Olipes, o produto inclui
aditivos detergentes e dispersantes específicos
que contribuem para a limpeza interna do
motor, garantindo estabilidade térmica e resistência
à degradação química. O lançamento
inicial contempla embalagens de 5 litros e
bidões de 200 litros.
TMD Friction inaugura
novo armazém em
Valência
A TMD Friction inaugurou um novo armazém
em Valência, em Espanha, aumentando
assim a presença da empresa no mercado do
pós-venda automóvel e ampliando a capacidade
logística na região ibérica.
A nova infraestrutura foi inaugurada a 10 de
março e representa um passo para a empresa
alinhar as operações logísticas com
as necessidades do mercado, permitindo
maior flexibilidade e uma resposta mais
rápida aos clientes em todo o país.
Com o novo armazém, a TMD Friction
passa a dispor de maior flexibilidade na
distribuição e melhora a disponibilidade
global dos seus produtos de travagem para
veículos ligeiros comercializados sob a
marca premium Textar, reconhecida internacionalmente.
A empresa pretende, desta
forma, reforçar a competitividade e ampliar
o apoio aos clientes no mercado ibérico.
13
Contentor SaCon apoia modelo
circular de panos Mewa
A Mewa desenvolveu um contentor de segurança
destinado a reforçar a proteção no armazenamento
e transporte de panos de limpeza contaminados
com óleos, massas lubrificantes ou solventes,
o Mewa SaCon.
Este contentor integra o sistema de panos reutilizáveis
da empresa e foi concebida para reduzir
riscos de incêndio em fábricas e oficinas, para
assegurar simultaneamente o transporte seguro
dos têxteis para lavagem.
A Mewa lembra que em ambientes oficinais
é frequente acumularem-se panos de limpeza
impregnados com substâncias inflamáveis. Em
determinadas condições, estes materiais podem
aquecer ou inflamar-se espontaneamente, o que
representa um risco muitas vezes subestimado.
Para responder a este desafio, o contentor SaCon
permite guardar panos e mantas de recolha de
óleo reutilizáveis nas instalações dos clientes até
à sua recolha para processamento.
Os contentores possuem fecho hermético, são
empilháveis e compatíveis com paletes, permitindo
uma utilização prática no dia a dia das empresas.
Equipados com rodas, podem ser deslocados
dentro das instalações. São fabricados em plástico
HDPE, um material resistente e considerado particularmente
seguro para este tipo de aplicação.
A utilização deste material permite também
reduzir o peso em comparação com contentores
metálicos, por forma a tornar o manuseamento
mais ergonómico.
Metalcaucho reforça caixa
de termóstato com novo
design em alumínio
ZF Aftermarket expande gama de kits de
mudança de óleo para transmissões
A
ZF Aftermarket anunciou a expansão
da sua gama de kits de mudança
de óleo de transmissão, com novas
referências destinadas a veículos com motor
de combustão, elétricos e híbridos.
A ampliação do portefólio inclui não apenas
transmissões da própria marca, mas
também sistemas de outros fabricantes,
permitindo às oficinas realizar operações de
manutenção de forma mais eficiente e adaptada
a cada modelo de veículo.
O óleo de transmissão está sujeito a envelhecimento
natural e desgaste ao longo do
tempo, tal como outros componentes de um
veículo. A empresa sublinha que a realização
regular de mudanças de óleo contribui para
prevenir danos ou avarias associadas ao desgaste,
garantindo o correto funcionamen-
PCC lança nova gama de
estações A/C da marca IWS
to das transmissões automáticas, de dupla
embraiagem e CVT. Estas transmissões
exigem que o óleo mantenha propriedades
específicas, uma vez que desempenha várias
funções para além da lubrificação, incluindo
refrigeração, proteção contra contaminação
e transmissão de comandos de controlo.
Para facilitar este processo, a ZF Aftermarket
disponibiliza kits específicos para cada aplicação,
que incluem a quantidade adequada
de óleo e as peças necessárias para efetuar
a mudança. As oficinas que já possuem o
óleo em stock podem optar por versões dos
kits que contêm apenas os componentes de
substituição. A empresa disponibiliza ainda
manuais de reparação e formação técnica
para apoiar oficinas independentes na especialização
em transmissões.
A marca Metalcaucho apresentou uma melhoria
na caixa de termóstato 03233, onde a nova
versão passa a utilizar alumínio em substituição
do plástico originalmente utilizado, com o objetivo
de aumentar a resistência da peça e reduzir falhas
associadas ao material anterior.
O componente é amplamente utilizado em aplicações
de veículos Citroën e Peugeot e, com esta
atualização, passa também a abranger um maior
número de modelos. A nova configuração permite
consolidar seis códigos OE numa única peçla de
substituição, aumentando a eficiência da peça e
alargando a cobertura de veículos.
O novo kit inclui ainda acessórios adicionais
que ampliam a compatibilidade com diferentes
referências OE. Entre os elementos incluídos
encontram-se sondas de temperatura, tampões,
juntas tóricas e clipes de segurança. A versão mais
recente integra também três flanges de termóstato
diferentes, permitindo alcançar compatibilidade com
seis códigos OE e substituir eficazmente uma gama
mais ampla de componentes. No total, esta solução
pode abranger cerca de 1,7 milhões de veículos.
A
PCC apresentou a nova gama de estações
de ar condicionado automóvel da
marca IWS. A nova geração de equipamentos
foi concebida para permitir operações
de recuperação, vácuo e recarga de refrigerante
de forma totalmente automática, assegurando
intervenções rápidas, seguras e consistentes na
manutenção dos sistemas de ar condicionado
dos veículos.
Entre as principais características destacam-se
a operação 100% automática, recuperação de
refrigerante superior a 95%, bombas de vácuo
de alto rendimento com capacidade até 180 L/
min, sistemas de limpeza interna de elevada
eficiência e uma base de dados com mais de
20.000 veículos, facilitando o trabalho diário
das oficinas.
A nova linha integra vários modelos desenvolvidos
para responder às diferentes necessidades
do setor automóvel. O modelo IWS-3000
destina-se a sistemas com refrigerante R134a.
O IWS-4000 foi desenvolvido para o refrigerante
HFO-1234yf. O modelo IWS-Dual é
compatível com ambos os refrigerantes, R134a
e HFO-1234yf. Já o IWS-BusPro foi concebido
para aplicação em autocarros e veículos
pesados.
A nova gama de estações de ar condicionado já
se encontra disponível para encomenda e conta
com condições especiais de lançamento destinadas
aos profissionais do setor automóvel.
WWW.POSVENDA.PT NOVEMBRO DEZEMBRO ABRIL 2024 2025 2026
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
14
VIVER ELÉTRICO PRO
VIVER ELÉTRICO PRO
04/12 12/12 1/12 série 334
Elétricos Usados Valem?
Metas desafiantes com a
chegada Formação de 2025 em
04/12 O mercado série 4 de veículos elétricos usados está a ganhar tração, mas
ainda levanta dúvidas entre profissionais e consumidores. Serão uma
Elétricos Usados Valem?
mobilidade
A oportunidade União Europeia sólida estabeleceu ou um risco metas escondido? ambiciosas
elétrica
A resposta de redução está de menos na
O emissões perceção…
mercado de de e mais
veículos CO na tecnologia.
elétricos usados está a ganhar tração, mas
ainda TEXTO levanta RODRIGO AMOÊDO dúvidas PINTO entre (rodrigo.pinto@world-shopper.com)
profissionais e consumidores. Serão uma
oportunidade
no após-venda
2
, exigindo que veículos comerciais ligeiros vendidos
a partir de 2025 reduzam as emissões em pelo menos 15% em relação
aos níveis de sólida 2021. ou Estas um risco metas, escondido? embora A essenciais resposta está para menos enfrentar na os
perceção… desafios e das mais alterações na tecnologia. climáticas, colocam uma pressão significativa
TEXTO sobre RODRIGO os AMOÊDO construtores PINTO (rodrigo.pinto@world-shopper.com)
automóveis.
é crucial
TEXTO RODRIGO AMOÊDO PINTO
Caso estas metas não sejam cumpridas,
os fabricantes enfrentam pesadas multas
Equipas bem preparadas não só aumentam
vendas de BEV, como também ajudam a posicion
o mercado para cumprir os objetivos de emissõ
A mobilidade elétrica não se vende apenas — vive-se. Por isso, é
de 95 euros por cada grama de CO₂
essencial excedente, que as multiplicadas equipas de pelo após-venda número estejam preparadas para
esclarecer de veículos dúvidas, vendidos. desmistificar mitos Pós-venda e apoiar também os clientes deve entrar numa na equação nova
Neste realidade. contexto, O a curso capacidade Viver dos importadores Elétrico abraçou de O Pós-venda este desafio. desempenha um papel essencial
veículos comerciais de alinhar as vendas aos objetivos
TEXTO de descarbonização RODRIGO AMOÊDO torna-se PINTO (rodrigo.pinto@world-shopper.com)
crucial. Caso o mix fonte confiável de conhecimento sobre as su
promoção dos VCL BEV, destacando-se com
de emissões de determinado mercado ultrapasse os vantagens face aos modelos ICE. Estas equip
limites, os construtores podem ser forçados a tomar podem evidenciar benefícios como custos de man
medidas drásticas, como reduzir ou mesmo cortar tenção mais baixos, intervalos de serviço alargad
a Para entrega de veículos que a com mobilidade motor de elétrica combustão se afirme
A com resposta confiança, a este cenário os profissionais depende não muitas só tranquiliza vezes desconfiança. os clientes quanto à fiabilida
e maior falta de durabilidade respostas claras de componentes. gera frustração Este apo —
interna (ICE).
da capacidade do de setor mobilizar automóvel equipas precisam de vendas de dominar
acelerar não anos, a transição só a o discussão produto, para os mas em veículos torno todo transição disponíveis alargamento elétrica. contrariam da formação muitos às equipas dos de rece ap
e dos Foi BEV, neste mas contexto também que reforça sugerimos a confiança às marca
pós-venda Durante para
elétricos Durante (BEV). o dos ecossistema veículos anos, a elétricos envolvente. discussão usados em Se torno esse foi Consequências iniciais. -venda: mento mais rececionistas, As baterias escrutinado. e Oportunidades de assessores iões Contudo, de lítio, de serviço os especi para dad
conhecimento dominada dos é veículos vital por para elétricos uma as equipas ideia usados simples: de vendas,
Contexto é absolutamente o dominada Regulatório receio. anos, a discussão Receio por crucial uma e da em os para bateria, torno ideia Riscos as dos simples: equipas da de disponíveis du-
Os gestão o iniciais. importadores cliente. contrariam térmica As O baterias objetivo? que eficientes, muitos não de Torná-los iões investirem dos apresentam de receios lítio, verdadei na especi prepa tax
foi Importadores mente técnicos, disponíveis quando que contrariam são equipadas quem lida muitos com diretamente sistemas dos rece co
Durante O
Incumprimento
de após-venda, veículos rabilidade o receio. elétricos que Receio mantêm e usados da valor foi contacto bateria, domina-
futuro. da com iniciais. durabilidade
medida uma além Europeia ideia do que e momento simples: do o colocam parque valor o da receio. futuro. o circulante entrega. foco na mente No negativos por Os gestão quando conteúdos acaso térmica no equipadas que fornecimento abordam alguns eficientes, com construtores de sistemas veículos apresentam como de ICE, os oferece difere o tax q
No o ção de consultores mente As das degradação baterias suas quando equipas iões inferiores mobilidade equipadas podem lítio, ao enfrentar especial-
com esperado. elétrica. sistemas impac Não
As normas cliente entanto, muito da à por União
redução Foi cresce entanto, com progressiva e Receio a base à informação medida da nesta bateria, de que emissões, convicção se da o torna durabilidade parque estabelecendo mais que circulante nasceu acessível, e gestão o comprometeria garantias tes de térmica tipos degradação eficientes, que eletrificação, chegam a inferiores competitividade apresentam aos questões ao 8, esperado. 10 taxas anos relacionad mercad ou Não at
marcos curso começa cresce rigorosos: Viver e do a emergir valor informação Elétrico futuro. uma Pro, No se realidade entanto, torna há mais mais à diferente de medida
começa que o parque a emergir circulante uma cresce realidade e a informação diferente por - e acaso que alguns construtores oferecem
três acessível, anos, de - e degradação Por milhão com por outro acaso a autonomia, inferiores de lado, que quilómetros.
alguns que ao carregamentos, esperado. apostarem construtores Não na é formação as oferec viage
• 15% mais de o favorável. redução objetivo inicial até 2025 de (face capacitar às emissões vendedores.
adaptação Além as garantias baterias disso, poderão que a evolução tração chegam colher e do de aos benefícios mercado 128, volts, 10 anos significativ trouxe eventu
ma
se torna
mais
mais
favorável.
acessível, começa a emergir uma garantias
milhão
que chegam
de quilómetros.
aos 8, 10 anos ou até 1
2021) A Talvez ideia nos a VCL, surgiu principal o naturalmente, que vantagem significa um de após um limite dezenas automóvel médio de transparência. imprevistos, Hoje apoios, já é a possível descriminação avaliar positi o esta
realidade diferente - e mais favorável. milhão de quilómetros.
de Talvez a principal vantagem de um automóvel Além disso, a evolução do mercado trou
Talvez 124,95 eventos elétrico,
a principal gCO₂/km. em novo concessionários ou usado, esteja
vantagem de um
e feiras na sua
automóvel
dedicadas simplicidade
elétrico, mobilidade novo mecânica. novo financeiras ou elétrica, usado,
Além Conclusão de
disso,
entre saúde muitos da bateria
a evolução
outros. de forma rápida e acessív
do mercado trouxe
• elétrico, Penalizações à ou usado, Ao esteja elevadas contrário onde esteja
na percebemos sua que na de simplicidade
apesar com cidade mecânica. motor centenas de mecânica. bem de de preparados Ao combustão milhões contrário Ao contrário de para interna, de euros, um falar de dependendo veículo não do um produto, existem veículo o estado enfrenta minutos lizador, o de estado saúde um o e de custos da foco momento saúde bateria não relativamente da de está bateria crítico. forma apenas rápida de Os baixos, forma em importado e saber, permit rápid m
podem um sua veículo simpli-
ultrapassar
que, maior transparência. Testes Como maior a aproximação transparência. específicos, a formação Hoje já de com é é pensada Hoje
possível 2025, duração já o é
avaliar na setor possível média ótica automó do aval de u
do com número muitos elementos com motor motor profissionais de como combustão veículos de combustão embraiagem, excedentes. não interna, interna, sabiam não caixa existem responder não existem velocidades,
elementos fabricantes, sistema como básicas como embraiagem, a de solução do embraiagem, escape, cliente mais caixa injetores — eficiente caixa desde veloci-
ou de é o garan-
turbos veloci-
carre-
de 15 preparar minutos histórico um de 15 impacto minutos as e suas custos de utilização, equipas direto e relativamente custos na de vendas satisfação oferecendo relativamente baixos, e pós-venda do uma client baix bp
tir dades, que gamento e dades, por o sistema mix aí sistema adiante. de de vendas casa escape, de Esta à escape, em autonomia injetores redução cada injetores mercado ou significativa real, turbos ou passando se apro-
turbos permitem de acelerar objetiva na permitem redução conhecer a transição para conhecer de a a capacidade visitas decisão para a desnecessárias capacidade os atual BEV. compra.
Esta ba-
atual preparaç à oficin da b
acessível. a de conhecer em acessível. VCL Testes saber têm específicos, Testes a explicar. capacidade uma específicos, responsabilidade com E duração atual essa com capacidade média bateria duração acrescida e mé o tes
e
Para dúvidas
xima e por componentes e por das aí temas metas. aí adiante. como Assim, Esta traduz-se Esta regeneração redução países redução diretamente que significativa não ou significativa demonstrem garantias menos teria de
e não o Para É teria seu gratificante é apenas histórico e os o profissionais seu uma histórico de ver utilização, necessidade o interesse, de do utilização, setor oferecendo operacional; pós-venda, a participaç oferecen é um e
progressos bateria. manutenção componentes na eletrificação traduz-se e traduz-se menor diretamente probabilidade podem diretamente enfrentar em menos de em avarias. cortes menos uma estratégia base cenário ativa uma objetiva base e o representa para reconhecimento objetiva para garantir a decisão uma para que oportunidade a de os das decisão mercados compra. equipas de clara. nacion compr de apN
no fornecimento Ao Mesmo manutenção longo sistemas e destes menor e menor três modelos probabilidade tradicionalmente anos, probabilidade ICE, formámos aumentando de avarias. de milhares sujeitos avarias. Para a atingem os só -venda Para profissionais os comercialização as durante profissionais metas do as de setor formações. emissões pós-venda, do de setor usados, e evitam É pós-venda, um este mas sinal cortes tamb cla e
Mesmo
de a Mesmo desgaste, profissionais,
sistemas sistemas como tradicionalmente
numa tradicionalmente os travões, abordagem
sujeitos beneficiam prática sujeitos a cenário da e na cenário representa prestação representa uma serviços oportunidade uma de oportunidade diagnóstico, clara.
pressão para acelerar a adoção dos BEV. fornecimento de que de preparação veículos ICE. faz falta — acon e cla fa
desgaste,
a desgaste,
como os
como
travões,
os travões,
beneficiam
beneficiam
da própria
natureza do veículo elétrico. A travagem bém na prestação de serviços de diagnóstico,
Não
da
só
Não
na comercialização
só na comercialização
de usados,
de
mas
usados,
tam-
com própria linguagem natureza acessível, do veículo baseada elétrico. na experiência
real de de Vendas: assume
A travagem
própria regenerativa natureza assume veículo um elétrico. papel central A trava-
na
bém questão na prestação já não é apenas de serviços de elétricos diagnósti usad
Mais lhamento diferença. do que e nunca, manutenção as equipas especializada. de vendas mas e ta p
Equipas regenerativa
utilização.
um Catalisadores papel
Vivemos
central da com
na Mudança desaceleração,
transição elétricos desaceleração, gem regenerativa elétrica reduzindo todas reduzindo exige assume o que marcas, recurso as o um equipas recurso fazemos aos
veículos
aconselhamento -venda A mobilidade são e a manutenção ponte elétrica entre não
especializada. a regulação impõe e — o mercad conqu
A papel
travões de aos central vendas viagens travões A
na
questão Munidos são ta-se. aconselhamento
já um não E das essa risco. é apenas ferramentas conquista A verdadeira e
se
manutenção
os começa elétricos certas, questão terão com usados
especializada profission é: a capacida quem e
assumam de longas, desaceleração, fricção fricção um e, estudamos consequentemente, e, papel consequentemente, reduzindo ativo, continuamente tanto o recurso o na desgaste educação o e desgaste aos mantemos
travões dos são de um de preparado capazes A risco. educar, questão A verdadeira de informar já para inspirar não aproveitar é questão e confiança. apenas convencer, é: esta se quem os O oportunidadeo elétricos que Viver está será Elétri usad o fa
clientes pastilhas contacto pastilhas de fricção como e discos. direto e e, na discos. consequentemente, desmistificação com utilizadores. de o Esta mitos desgaste vivência associados
A coloca-nos A pastilhas experiência aos BEV. e de discos. numa Para condução de condução tal, posição é necessário também também privilegiada contribui que contribui estejam para e consolidar a preparado mudança. para um futuro aproveitar sustentável esta oportunidade e competiti
preparado de diferenciador já são deu para um esse aproveitar risco. passo. para A verdadeira cumprir esta E continuará oportunidade? metas, questão minimizar a acompanh é: quem risc e
motivados para formar para A a experiência a longevidade. e quem tenham de tem A condução entrega de A as entrega ferramentas responder linear também linear com potência,
e cia, para poderem a confiança.
a a ausência longevidade. identificar mudanças A os entrega potenciais e a e linear a tranquilidade clientes de potên-
das World-Shopper | Viver Elétrico
necessárias de contribui clareza potên-
para | Viver | Viver Elétrico
| Viver Pro
World-Shopper | Viver Elétrico | Viver Elétrico Pr
Pr
P
versões que Rapidamente, que cia, transmite a elétricas. ausência incentivam incentivam de percebemos mudanças uma uma condução que e a condução tranquilidade não mais bastava mais Formação Formação em mobilidade em mobilidade elétrica para elétrica para
suave, suave, que menos transmite menos agressiva incentivam agressiva para para os uma componentes
condução componentes mais profissionais Formação
profissionais e utilizadores em mobilidade utilizadores frotistas.
elétrica para
Isto formar significa que vendedores. as marcas devem Se as dúvidas apostar numa já existem formação
no mecânicos. momento específica Este e da eficiente. compra, fator, muitas Com elas essa intensificam-se
vezes consciência, negligen-
rodrigo.pinto@world-shopper.com
ciado, tem impacto direto na durabilidade
www.world-shopper.com/vivereletrico.html
rodrigo.pinto@world-shopper.com
frotistas.
profissionais e e utilizadores frotistas.
mecânicos. suave, menos Este fator, agressiva muitas para vezes os negligen-
componentes
rodrigo.pinto@world-shopper.com
o Viver após ciado, mecânicos. Elétrico a tem entrega. desenvolveu Este impacto fator, Por que direto muitas um razão curso na vezes durabilidade
de o formação carro negligenciado,
do tem veículo. impacto direto na durabilidade
i/rodrigoamoedopinto
Naturalmente,
não www.world-shopper.com/vivereletrico.html
global do veículo.
i/rodrigoamoedopinto
i/rodrigoamoedopinto
que global carrega trabalha mais tanto a bateria
depressa? na consciencialização, continua
O que
a ser
acontece
o como ele-
no se a www.world-shopper.com/vivereletricopro.html
bateria Naturalmente, global
mais
do chegar escrutinado.
veículo. aos a bateria 0%? desenvolvimento de ferramentas Contudo, Posso continua de os identificação usar dados a ser uma o elemento
mais escrutinado. Contudo, os dados
f /groups/vivereletrico
extensão?
Como se calcula a autonomia real?
www.world-shopper.com/vivereletricopro.html
f /groups/vivereletrico
f /groups/vivereletrico
Naturalmente, a bateria continua a ser o ele-
e argumentação.
A
NÃO É SÓ UM
ÓLEO!
O NOVO TOP TEC 6320 5W-30 É A ESCOLHA
CERTA PARA MODELOS STELLANTIS.
O Top Tec 6320 5W-30 foi desenvolvido
para veículos a gasolina e diesel das marcas
Citroën, DS, Fiat, Jeep, Opel, Peugeot e
Toyota com motores PSA. Compatível com as
especificações Stellantis FPW9.55535/03, PSA
B71 2290, PSA B71 2297, ACEA C3 e API SP, é a
escolha certa para muitos modelos no mercado.
Com esta novidade, ampliamos a gama para os
veículos do grupo Stellantis, garantindo sempre
o óleo ideal para cada motor.
Sejam lubrificantes, aditivos, produtos de
cuidado ou de serviço – temos a solução certa.
Mais de 4.000 produtos. Uma missão: manter
a mobilidade em movimento.
16
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
Atualidade
A
S. JOSÉ PNEUS
60 anos a
construir o futuro
A celebração dos 60 anos da S. José Pneus ficou marcada pelo
lançamento da primeira pedra de uma nova plataforma logística e pelo
anúncio de um novo armazém em Madrid.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Foi junto de mais de 500 convidados,
entre parceiros nacionais e
internacionais, clientes e entidades
oficiais, que a S. José Pneus
celebrou o seu 60.º aniversário,
nas suas instalações em Cantanhede,
no passado mês de março. A história
da José Aniceto & Irmão começou em
1966, quando o fundador, José Abrantes
Aniceto, criou o seu próprio negócio de
reconstrução de pneus. Durante o evento,
José Aniceto, sócio-gerente da empresa,
recordou que a S. José Pneus enfrentou
momentos desafiantes, mas que a entrada
da segunda geração, com os seus irmãos
Luís e Helena Aniceto, trouxe uma nova
dinâmica. Em 1989, os três sócios investiram
no seu primeiro autoclave para recauchutagem
a frio e, em 2005, expandiram
para a distribuição multimarca com a S.
José Logística de Pneus. José Aniceto lembrou
também que a parceria com a BKT
foi decisiva, “tornando a empresa líder
ibérica no setor agrícola e impulsionando
a abertura para o mercado espanhol”.
O evento destacou que o sucesso da S.
José Pneus assenta nas pessoas, com Luís
Almeida, CFO da empresa há 27 anos, a
partilhar uma visão sobre a evolução da
organização e a importância da cultura
interna. “Chegamos aos 60 anos com a
sabedoria que só a experiência pode dar,
e também com a energia, a ambição e a
vontade de continuar a crescer. Vi equipas
17
LUÍS ANICETO – SÓCIO-GERENTE, S. JOSÉ PNEUS
À PÓS-VENDA, Luís Aniceto expressou
a sua gratidão pelo reconhecimento dos
colaboradores e a confiança no futuro
da organização. “Estamos muito gratos
e muito felizes por este momento. A
empresa está com uma dinâmica muito
forte, temos uma equipa muito dedicada
ao projeto, que é o mais importante que
podemos ter. Perspetivamos um grande
futuro, sobretudo com a terceira geração
a assumir o compromisso de seguir com
a empresa”. Sobre o novo espaço físico,
Luís Aniceto detalhou: “Queremos sempre
que o crescimento seja sustentado. É
assim que temos evoluído na empresa, é
assim que temos vindo a singrar ao longo
dos tempos. A S. José Pneus afirma-se
cada vez mais como uma empresa de
identidade ibérica e é por aí o caminho.
Neste sentido, o novo armazém vai ser
fundamental, a par do espaço que vamos
constituir também em Madrid”.
NOVO ESPAÇO EM CANTANHEDE
NOVO ARMAZÉM EM MADRID
O evento serviu também de palco para a S.
José Pneus anunciar um novo passo no seu
percurso: a consolidação da sua presença
física em Espanha, com a abertura de um
armazém em Madrid. “A par da expansão
em Portugal, a empresa irá estabelecer uma
base logística na capital espanhola. A S. José
Pneus afirma-se cada vez mais como uma
empresa de identidade ibérica. Estamos a
iniciar a distribuição multimarca de pneus
ligeiros e de camião em Espanha, e a criação
do armazém em Madrid é fundamental neste
sentido. Mais uma vez, saímos da nossa
zona de conforto, confirmando a dimensão
ibérica da empresa”, afirmou Luís Aniceto.
“Estes novos investimentos surgem após
um período de crescimento exponencial,
tornando o espaço atual de 25.000 m² insuficiente
para as necessidades logísticas”.
Um dos momentos mais solenes da tarde
foi o lançamento da primeira pedra da
nova ampliação logística nas instalações
de Cantanhede. Este novo projeto nasce
num lote unificado de 60.000 m², com uma
crescerem, superarem-se e mostrarem que o
verdadeiro motor de qualquer organização é
a força humana que existe dentro dela. Não
foram apenas anos de trabalho, foram décadas
de aprendizagem, crescimento, e muitos
momentos de conquistas partilhadas”. Luís
Aniceto reforçou que “celebrar 60 anos é olhar
para trás com gratidão, mas é sobretudo olhar
para a frente com responsabilidade. Se mantivermos
os nossos valores, se preservarmos a
nossa humildade e se continuarmos unidos,
capacidade construtiva total de 36.000 m²,
sendo que a primeira fase terá aproximadamente
13.765 m². “Voltamos a fazer história
ao lançar a primeira pedra da expansão
da plataforma logística da S. José Pneus.
Esta expansão será fundamental e mais
um marco para a evolução da empresa”,
afirmou Luís Aniceto. Em seguida, Helena
Aniceto reforçou o valor simbólico do ato
para a continuidade do legado familiar,
seguindo-se a plantação de uma Ginkgo
Biloba, escolhida pelos sócios da empresa
pela sua resiliência histórica. “Tal como
a árvore, a empresa é feita de gerações
unidas pela mesma raiz, e estamos muito
tranquilos com a integração da terceira
geração na gestão”, afirmou José Aniceto.
não tenho dúvidas: o melhor ainda está por
vir”. José Aniceto concluiu, afirmando que
“as empresas crescem com estratégia, mas
perduram com valores, e a confiança absoluta
continuará a ser o lema orientador da empresa,
independentemente da escala que atinja”. A
projeção ibérica e o prestígio da S. José Pneus
foram celebrados com a presença de parceiros
como a BKT e a Goodride, que sublinharam
a confiança mútua e a importância estratégica
das suas parcerias.
18
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
A
PINTURA
IRUS MIX NA RECEÇÃO DA OFICINA
Uma forma diferente
de comunicar
A digitalização do setor da chapa e pintura está curso. O Irus Mix já não é uma novidade,
mas a forma como este equipamento foi instalado na Caetano Colisão, em Vila Nova de
Gaia, merece destaque. Saiba porquê!!!
TEXTO PAULO HOMEM
Em 2023 a Axalta apresentou o
equipamento Irus Mix. Trata-se
de um novo sistema de leitura,
identificação e mistura de cor para
as oficinas de repintura, com tecnologia
patenteada.
O Irus Mix baseia-se em quatro pilares
fundamentais: vantagens em termos de
tempo, sendo a máquina de mistura mais
rápida e totalmente automática do mercado
e permitindo, segundo testes da marca,
poupanças superiores a 60% no tempo de
trabalho face à mistura manual; otimização
do trabalho, já que é simples de utilizar e
não necessita de um técnico qualificado,
possibilitando aos pintores realizarem outras
tarefas enquanto a mistura decorre
automaticamente; vantagens de consumo,
uma vez que foi concebida para funcionar
com o sistema de garrafas originais
da Axalta, eliminando a necessidade de
reenchimento ou decantação e contando
com tampas doseadoras precisas que evitam
desperdício; e, por último, consciência
ambiental, com garrafas produzidas a partir
de 50% de plástico reciclado e equipadas
com sistemas de dosagem que minimizam
perdas, estando disponíveis para utilização
com bases bicamada premium como o
Spies Hecker Permahyd Hi-TEC usado
na Caetano Colisão em Vila Nova de Gaia.
Novidade
O Irus Mix, representa por si só um conceito
inovador, mas a Caetano Colisão
em Vila Nova de Gaia foi mais longe, ao
integrar este moderno processo de preparação
de cor junto à receção da oficina
(aos olhos do cliente final), permitindo
dessa forma maior transparência para o
cliente, mas ao mesmo tempo transmitir
uma noção (real) de modernidade e até de
inovação, que é tão necessário trazer para
o mercado, numa altura em que existem
falta de recursos humanos para trabalhar
nestas áreas.
Segundo os responsáveis da Axalta e da
Caetano Colisão, o sucesso da implementação
deste tipo de equipamento depende
da adaptação das oficinas a novos métodos
de trabalho e da especialização dos técnicos,
sendo este um passo importante na
modernização da área de pintura automóvel,
tradicionalmente vista como menos
tecnológica dentro da reparação.
Trata-se da primeira Irus Mix em Portugal a
ser instalada numa receção de uma oficina,
retirando-a da Paint Box para estar bem
visível na receção, o que marca uma nova
visão do pós-venda associado ao setor da
repintura.
Com mais de sete máquinas Irus Mix
instaladas em Portugal, algumas delas já
em oficinais independentes, a Axalta vai
reforçar até ao final da 2026 o parque de
máquinas a funcionar em Portugal.
SISTEMAS GLOBAIS DE ARMAZENAGEM
Sistemas Globais de Armazenagem
LISBOA
Trav. Sanguinho das Sebes, nº 8 - Bairro das Sesmarias
2710-094 SINTRA
Tel.: 219 150 189 / 219 156 710 - Fax: 219 150 101
Email: geral@endal.pt
PORTO
Tel.: 229 756 047
Email: porto@endal.pt
www.endal.pt
20
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
A
DIGITALIZAÇÃO
TECALLIANCE & TIPS4Y - DRIVING PARTS DAY
Tecnologia e dados no
novo aftermarket
O Driving Parts Day reuniu distribuidores e oficinas num debate que destacou o papel
fundamental dos dados, da identificação precisa de peças e das soluções digitais na
eficiência e rentabilidade das empresas.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Dezenas de players do pós-venda
automóvel reuniram-se no
Driving Parts Day, evento organizado
pela Tips4Y em parceria
com a TecAlliance, onde foram
discutidos os desafios do mercado oficinal.
A digitalização e a qualidade da informação
técnica evidenciaram-se como fundamentais
para oficinas e distribuidores aumentarem
a eficiência das suas operações. Pedro
Barros, Co-fundador da Tips4Y, abriu o
evento, destacando a crescente exigência
do mercado. “O aftermarket enfrenta hoje
uma pressão sem precedentes: as margens
são reduzidas, a competitividade é feroz e
a complexidade das referências de peças
disparou. Os dados, a informação técnica
e as soluções digitais são, claramente, uma
mais-valia”, afirmou, sublinhando que o
objetivo da Tips4Y é o de gerar confiança
na identificação de peças e apoio à reparação.
Eric González Canova, Commercial
Director Europe South da TecAlliance,
reforçou esta visão, definindo-se a empresa
como focada no “regresso ao básico: os
dados”, acrescentando que “a estratégia da
TecAlliance para os próximos anos passa por
melhorar drasticamente os dados das peças
e os processos de reparação, aproveitando a
parceria com a Tips4Y para entregar valor a
toda a cadeia, desde o fabricante até à oficina”.
A parceria estratégica entre a Tips4Y e a
TecAlliance foi apresentada como o alicerce
fundamental para navegar na volatilidade
do mercado atual. Eric González Canova
sublinhou que a combinação entre a liderança
em soluções digitais da Tips4Y e a
vastidão de dados técnicos da TecAlliance
cria um valor único para todos os intervenientes
da cadeia. “Este ecossistema permite
que os fabricantes identifiquem lacunas de
cobertura e potencial de mercado, que os
distribuidores otimizem a gestão de stock e
reduzam erros de identificação, e que as oficinas
ganhem uma capacidade de resposta
equiparável aos serviços oficiais. No fundo,
este esforço conjunto visa garantir que a
tecnologia funcione como um facilitador
21
para que a peça certa chegue ao veículo certo no
momento exato, independentemente da complexidade
dos sistemas eletrónicos modernos”.
Parque circulante
Lucas Nunes, Business Consultant da Tips4Y,
apresentou um retrato detalhado do parque
circulante em Portugal, revelando que a idade
média dos veículos está entre os 14 e os 15
anos, com disparidades regionais acentuadas.
“Em Aveiro, por exemplo, a média de idade
chega aos 18 anos”, e lembrou que a evolução
tecnológica trouxe um aumento exponencial
da complexidade, exemplificando com o caso
do VW Golf 6, modelo que tem 53 versões
diferentes e, para os discos de travão, o mercado
independente oferece mais de 9.541 referências,
de 173 marcas diferentes. “Perante este cenário, a
destreza digital e as ferramentas de identificação
tornam-se mais cruciais do que o conhecimento
de cor das referências”.
distribuição e os fabricantes”. A visão estratégica
apresentada por José Antonio Tercero para os
próximos cinco a seis anos assenta na transição
definitiva do conceito de peça tradicional para
o de “tecnorecâmbio”. O responsável afirmou
que este novo paradigma reflete a realidade de
componentes eletrónicos que já não podem ser
vendidos isoladamente, exigindo um ecossistema
obrigatório de dados, documentação técnica e suporte
especializado para a sua instalação. “O foco
da TecAlliance passará por garantir a identificação
inequívoca não apenas da peça, mas de todo o
processo de substituição associado, procurando
também colmatar lacunas de cobertura face ao
surgimento de novos intervenientes, como os
veículos asiáticos, que trazem desafios adicionais
ao catálogo do mercado independente”.
Qualidade dos dados
José Antonio Tercero, Commercial Business
Owner para o mercado ibérico na TecAlliance,
adiantou que “a identificação assertiva do veículo
é o maior desafio atual. A TecAlliance está a
implementar o conceito KType+, que adiciona
novos atributos aos veículos, como tipo de transmissão
ou sistemas de emissões, para reduzir as
opções de peças e evitar erros”, com o objetivo de
“acertar sempre à primeira, uma forma de reduzir
as taxas de devolução que tanto prejudicam a
PUB
Performance máxima
em 7 fatores críticos
Com Castrol EDGE, desbloqueie todo o potencial
do seu motor graças a uma performance superior
nos 7 fatores críticos que realmente fazem a diferença
no dia a dia. Seja em motores a gasolina, diesel ou
híbridos: Potência do motor, Resistência extrema,
Desempenho em altas temperaturas, Pressão avançada,
Proteção antidesgaste, Limpeza superior e Eficiência de
combustível.
Liberte puro desempenho
Saiba
mais em
Distribuidores autorizados Auto Castrol
*Esta nota aplica-se à visualização acima. Dentro do portfólio de óleos de motor Castrol, a Castrol EDGE apenas demonstra um nível máximo de performance ao superar os
limites das especificações OEM e da indústria nos 7 fatores críticos: potência do motor, resistência extrema, desempenho em altas temperaturas, pressão avançada, proteção
antidesgaste, limpeza superior e eficiência de combustível (mais de 80% dos produtos Castrol EDGE, com base no volume global de vendas do portfólio de 2024).
22
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
A
DIGITALIZAÇÃO
Qual a importância do Verified Repairs
para os distribuidores?
A importância é enorme e, para a
compreender, temos de olhar primeiro
para o impacto na oficina. O Verified
Repairs atua em três pontos críticos:
reduz o tempo de reparação, aumenta
a eficiência e dispara a produtividade.
Ao contrário da informação técnica
genérica, aqui entregamos soluções
contrastadas e certezas baseadas em
experiências reais de diagnóstico. Para
o distribuidor, isto muda tudo. Ao disponibilizar
esta ferramenta, deixa de ser
um simples fornecedor de peças para
passar a ser parte ativa da solução. No
mercado atual, já não vendemos apenas
recâmbios; vendemos “tecnorecâmbios”.
Isto significa que o distribuidor deve
vender o componente juntamente com
todos os serviços e conhecimentos
necessários para que ele seja instalado
corretamente à primeira. Existem três
benefícios diretos para o distribuidor:
redução drástica de devoluções: Ao
garantir que o diagnóstico e a instalação
estão corretos, um dos maiores
problemas financeiros da distribuição, a
devolução de peças, cai drasticamente;
aumento do volume de vendas: Uma
oficina mais eficiente recupera tempo.
FRANCESCO CREUS - TECALLIANCE
Se um mecânico deixa de perder horas em
diagnósticos por “tentativa e erro”, tem
disponibilidade para fazer mais reparações,
o que resulta em mais encomendas
de peças ao distribuidor; e rentabilidade
comprovada. Estudos que realizámos
em Espanha mostram que uma oficina
média, com dois profissionais, pode ter um
impacto positivo superior a 12.900 euros
anuais apenas ao recuperar duas horas
não faturáveis por semana graças a esta
ferramenta. Em suma, se o distribuidor
ajudar a oficina a ser mais rentável e
menos stressada, o seu próprio modelo de
negócio torna-se muito mais consistente
e valioso.
Como se podem garantir níveis de capacitação
adequados nas oficinas e qual o
papel dos distribuidores?
A aliança tecnológica entre a oficina e o
distribuidor deve basear-se no conceito
de “win-win”, um oferece ferramentas
que fazem o outro ganhar dinheiro para
que também possa ganhar dinheiro com o
parceiro. Na Autotecnic, estamos a transformar
o modelo de formação, apostando
fortemente em formatos online e streaming
para que o mecânico não precise de sair
da oficina para se atualizar. Somos uma
helpline especial, não admitimos utilizadores
que não se formem connosco,
pois precisamos da garantia de que o
mecânico sabe executar os processos
propostos. Esta é a única forma de
garantir que a interação resulte num
dado de qualidade e em certezas verificadas,
em vez de meras hipóteses.
Relativamente à Inteligência Artificial,
é fundamental distinguir o marketing
da realidade técnica. Considero uma
“barbaridade” a ideia de que as oficinas
possam reparar carros usando o
ChatGPT. As IAs genéricas, baseadas
em recursos da internet, muitas vezes
“alucinam” e inventam soluções porque
não foram programadas para o rigor
técnico automóvel. O nosso diferencial
é uma IA que se nutre exclusivamente
de um recurso único no mundo, com
uma base documental com a rastreabilidade
de mais de 480 mil avarias
documentadas desde 2013. Enquanto
a IA da internet oferece incertezas, a
nossa oferece soluções baseadas em
dados contrastados. O papel do distribuidor
é ser o rosto desta tecnologia,
deixando de ser um simples vendedor
de peças para se tornar num parceiro
que fornece o “tecnorecâmbio”, a peça
acompanhada de todo o conhecimento
necessário para a sua instalação correta.
Livro de Manutenção Digital
Outro tema central foi o Livro de
Manutenção Digital. Fabio Vecchio e
Gabriel Del Rio, da área comercial da
TecAlliance, demonstraram como a solução
da empresa centraliza o acesso a mais de 22
marcas num único portal. “Isto elimina a
necessidade de as oficinas gerirem dezenas
de passwords e URLs diferentes para registar
intervenções, garantindo que a garantia
do fabricante é mantida e valorizando a
imagem da oficina perante o cliente final”,
indicou Fabio Vecchio.
Verified Repairs
Em seguida, Francesco Creus, fundador
da Autotecnic, agora parte da TecAlliance,
apresentou o Verified Repairs, uma ferramenta
que vai além da informação técnica
genérica. “Trata-se de uma base de dados
com mais de 250 mil códigos de avaria e
soluções verificadas por peritos, baseadas
em diagnósticos reais”. Francesco Creus
descreveu a solução como “microcápsulas de
conhecimento”, entregues ao mecânico no
momento exato da necessidade, incluindo
vídeos tutoriais que explicam como realizar
medições e testes específicos. “Para além
do suporte puramente técnico, a adoção
destas ferramentas digitais tem um impacto
mensurável na rentabilidade e na qualidade
de vida dos profissionais do setor. Estima-se
que uma oficina de média dimensão, com
dois técnicos, possa gerar um benefício
económico superior a 12.900 euros por ano,
apenas ao converter duas horas semanais de
tempo anteriormente não faturável em trabalho
produtivo. Este responsável explicou
aos presentes que o objetivo da tecnologia
é permitir que os mecânicos trabalhem
com maior comodidade e menos stress,
revertendo a frustração de enfrentar avarias
complexas sem os recursos adequados. “Ao
integrar estas soluções no dia a dia, a oficina
deixa de estar dependente de tentativas e
erros, focando-se numa gestão baseada em
certezas que valoriza o tempo e a vocação do
reparador, garantindo que a tecnologia dita
as regras para um negócio mais saudável”.
Interatividade
O programa do Driving Parts Day destacou-se
também pela sua forte componente
de interatividade. O evento
incentivou a participação direta dos
profissionais através de um quiz interativo
e da criação de pequenos grupos de
trabalho por mesa, que promoveu a troca
de experiências sobre os desafios reais
do mercado. O evento culminou com
demonstrações ao vivo das ferramentas
Data Drive e da solução WebShop com
Intelligent Call Center, permitindo aos
participantes observar como a integração
de tecnologia avançada e dados de
qualidade se materializa em soluções
pensadas para otimizar o atendimento
ao cliente e a rentabilidade do negócio
no imediato.
24
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
A
CONSUMÍVEIS
BERNER: 30 ANOS EM PORTUGAL
Crescimento do armazém
é a melhor prenda
A Berner celebra três décadas de atividade em Portugal. Com um modelo baseado na
proximidade ao cliente, a empresa consolidou (e até reforçou) a sua presença no setor auto e
prepara agora uma nova fase de crescimento, com investimento em logística, especialização
comercial e soluções digitais para oficinas.
TEXTO PAULO HOMEM
Trinta anos depois de iniciar atividade
em Portugal, a Berner
apresenta-se como uma empresa
consolidada, com um
crescimento consistente e uma
presença cada vez mais forte no setor automóvel.
A estratégia passa por estar próxima
do mercado, especializar equipas e oferecer
não apenas produtos, mas soluções que
facilitem a gestão das oficinas.
Em entrevista, Nuno Banha, diretor-geral
da Berner Portugal, destaca o crescimento
da divisão automóvel, a aposta na digitalização
e a importância das pessoas num negócio
que, apesar da evolução tecnológica,
continua a ser profundamente relacional.
Trinta anos são, por si só, um marco
importante para qualquer empresa.
No caso da Berner em Portugal, representam
sobretudo a consolidação
de um projeto que tem evoluído de
forma consistente...
Se estamos aqui ao fim de 30 anos é
porque o projeto teve sucesso. Mas mais
do que isso, tem sido um crescimento
consistente, sustentado, sem grandes
oscilações. Tivemos naturalmente períodos
mais difíceis, como aconteceu
na altura da troika e da pandemia, mas
mesmo nesses momentos conseguimos
manter uma lógica de desenvolvimento
de longo prazo.
A empresa atua em áreas particularmente
sensíveis ao ciclo económico. Por um lado,
o setor automóvel, com forte ligação ao
parque circulante; por outro, a construção,
também muito dependente da evolução da
economia. Apesar dessas condicionantes,
conseguimos manter uma trajetória de crescimento
praticamente contínua. Isso resulta
de uma estratégia pensada para o longo
prazo e não para resultados imediatos.
Qual é neste momento a dimensão da
Berner em Portugal?
Em termos de dimensão, a operação
portuguesa da Berner atingiu uma escala
significativa. Vamos fechar o exercício,
25
que terminou a 30 de março, com um volume
de negócios superior a 35 milhões de euros. A
área automóvel representa atualmente cerca de
50% desse valor.
O setor automóvel é também aquele que apresenta
maior dinâmica de crescimento. Nos
últimos anos, a empresa avançou para uma
estratégia de maior especialização, adaptando
a sua abordagem às diferentes realidades do
mercado.
Chegámos à conclusão de que não existe uma
solução igual para todos. Cada cliente tem
necessidades e expectativas diferentes. Por isso
segmentámos a nossa atividade em que cada
cliente é um cliente e precisa de uma solução
especifica para o seu negócio.
Como é que a Berner atualmente olha para
o negócio automóvel?
Hoje, a divisão automóvel da Berner está organizada
em três grandes áreas:
→ Oficinas independentes de veículos ligeiros,
que continuam a representar a base do mercado;
→ Veículos industriais e transportes, incluindo
camiões, autocarros, maquinaria e equipamentos
agrícolas;
→ Rede oficial e concessionários, que apresentam
exigências operacionais distintas.
Cada um destes segmentos tem hoje equipas
comerciais dedicadas. No passado a nossa organização
era sobretudo geográfica, mas hoje
temos equipas especializadas que trabalham
exclusivamente determinados segmentos. Essa
especialização tem sido um dos fatores que explicam
o crescimento recente da área automóvel.
Destas três áreas do setor automóvel qual
apresenta maior potencial de crescimento?
Entre os segmentos em expansão, o dos veículos
industriais destaca-se pela intensidade
de consumo e pela exigência operacional. Um
camião não pode parar e, por isso, a manutenção
preventiva é muito mais valorizada e qualquer
falha tem impacto direto no negócio do cliente.
Ao contrário do mercado de veículos ligeiros,
onde muitas vezes as decisões se centram no
preço, no setor dos pesados o foco está mais
na fiabilidade e no custo global de operação.
Este segmento inclui também setores como a
agricultura ou a maquinaria de construção, que
continuam a ter grande relevância em várias
regiões do país.
A transição tecnologia no automóvel gera
novos desafios?
A evolução tecnológica do parque automóvel
é um tema inevitável. Apesar da crescente
eletrificação, tenho reservas sobre o ritmo da
mudança. Hoje o parque automóvel tem cerca
de 3% de veículos totalmente elétricos. É um
número ainda muito reduzido, mas obviamente
estamos atentos e temos já portefólio direcionado
para este tipo de veículos.
PUB
Mobil Boxx
A Escolha Inteligente
Menos Resíduos
Não Recicláveis*
Mais Conveniente
Maior Poupança
Mais inteligente, de qualquer ângulo.
Apresentamos a solução de embalagem inteligente e mais sustentável, melhor para a sua
oficina e melhor para o seu negócio. Para mais informações visite www.moovelub.pt
*A Mobil Boxx é uma solução de embalagem mais sustentável, pois contém 85% menos plástico do que um balde equivalente de 20 litros, o
que ajuda a reduzir a quantidade de resíduos produzidos.
Saiba Mais
26
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
A
CONSUMÍVEIS
Falou da especialização da vossa atividade.
Que soluções fornecem para tornar
as oficinas mais eficientes?
Além da comercialização de produtos,
a Berner tem vindo a apostar cada vez
mais em soluções que ajudam os clientes
a otimizar processos. Um exemplo recente
é o sistema Bera Matic Scale, uma solução
automatizada de gestão de consumíveis.
Trata-se de um equipamento com balanças
de alta precisão que permite controlar
exatamente o que é consumido na oficina.
Cada colaborador pode utilizar um cartão
e o sistema regista automaticamente os
materiais utilizados.
Esta solução permite controlar consumos,
gerir stocks e associar custos a centros de
trabalho. O objetivo é simples: facilitar
a vida ao cliente e eliminar tarefas administrativas
que não acrescentam valor.
Para além do Bera Matic Scale temos
outras soluções, sendo que algumas delas
estão a ser desenvolvidas, mas sempre
com a mesma ideia de tornar as oficinas
mais eficientes.
Que investimentos a empresa tem feito
ao nível da digitalização?
A digitalização tem sido outra área de
forte investimento na Berner. Nos últimos
anos, a empresa desenvolveu diferentes
ferramentas que permitem automatizar
encomendas e simplificar processos logísticos.
Um exemplo, é o sistema de scanner
que permite ao cliente registar consumos
diretamente e gerar automaticamente
pedidos de reposição. São soluções que
reduzem tarefas repetitivas e permitem
às equipas focarem-se no que realmente
importa.
Essa evolução digital reflete-se também
no crescimento das encomendas online?
Há alguns anos representavam menos de
10% das encomendas. Em fevereiro passado
ultrapassaram os 30%. Apesar disso,
o papel das equipas comerciais continua
a ser central. O nosso modelo assenta
muito nas pessoas. O cliente precisa de
aconselhamento técnico e de alguém que
o ajude a encontrar a melhor solução. A
tecnologia complementa esse trabalho,
não o substitui.
Quantas pessoas tem a Berner em
Portugal dedicadas ao setor automóvel?
Atualmente, a Berner Portugal conta com
mais de 300 colaboradores. Na área automóvel
trabalham cerca de 110 profissionais,
sobretudo na área comercial.
Apesar da evolução tecnológica a base
do sucesso da empresa continua a ser
humana. O nosso negócio, na essência,
continua a ser relativamente simples, pois
é um negócio de pessoas.
Uma das novidades para breve é o crescimento
do armazém?
Para suportar a expansão futura, a empresa
está a investir num novo projeto logístico
que irá aumentar significativamente a
capacidade de armazenamento.
Vamos mais do que duplicar a capacidade
atual. Isso permitirá aumentar o número
de referências disponíveis para entrega
imediata entre 40% e 50%.
O investimento inclui também a automatização
de processos logísticos.
Num mercado cada vez mais exigente em
termos de prazos de entrega, a logística
tornou-se um fator decisivo.
Hoje em dia, mais do que um negócio
de produtos, é quase um negócio
logístico?
Os clientes não querem esperar e também
não querem ter stock. Isso transfere essa
responsabilidade para os fornecedores.
Nos últimos anos, a empresa também
renovou a sua identidade visual, num
processo que inicialmente gerou alguma
estranheza, mas que acabou por ser
bem recebido pelo mercado...
Passámos por aquele momento de adaptação
natural quando se muda algo que
é conhecido há muitos anos. Mas hoje
é claro que foi uma decisão acertada: a
nova imagem trouxe maior visibilidade
e reforçou o posicionamento da marca.
Conseguimos dar um salto na perceção da
marca. Hoje a Berner é reconhecida não
apenas pelos clientes diretos, mas também
de forma mais alargada no mercado.
Com uma operação consolidada, uma
nova infraestrutura logística em desenvolvimento
e uma aposta crescente
em digitalização e serviços, a Berner
prepara-se para uma nova fase de crescimento?
A nossa ambição é continuar a evoluir,
oferecendo cada vez mais soluções integradas
aos clientes. Vamos manter a
aposta em inovação, sobretudo nas soluções
químicas e nos serviços que ajudam
as oficinas a trabalhar melhor.
Mas, independentemente das mudanças
tecnológicas, há algo que não deverá
mudar: No fim do dia, continuará a ser
um negócio de pessoas.
Qual a mensagem que gostaria de deixar
à equipa e aos clientes?
Há muitas pessoas que fizeram um percurso
longo dentro da empresa e foram
fundamentais para chegar até aqui. Sem
o compromisso e a dedicação das nossas
equipas não estaríamos a celebrar estes 30
anos. Para os clientes, a promessa é a continuidade
da mesma filosofia de trabalho.
Queremos continuar a ser reconhecidos
pela transparência, pela proximidade e
pela capacidade de cumprir aquilo que
prometemos.
28
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
A
CONFERÊNCIA
FRANK SCHLEHUBER, CLEPA
“O acesso aos dados
significa acesso ao negócio”
A 17.ª edição da CLEPA Aftermarket Conference debateu os principais desafios do
aftermarket automóvel, com destaque para o acesso aos dados, cibersegurança, regulação
europeia, eletrificação e transformação do mercado.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
A
CLEPA alertou, durante
a 17.ª edição da CLEPA
Aftermarket Conference,
que decorreu em março, em
Bruxelas, e que contou com
mais de 200 participantes, incluindo representantes
da Comissão Europeia, para
os desafios associados à rápida transformação
do mercado europeu de pós-venda
automóvel. À margem da conferência,
entrevistámos Frank Schlehuber, Senior
Consultant Market Affairs da CLEPA,
para analisar os principais temas em
debate e o seu impacto no aftermarket.
Quais os temas que marcaram esta edição
da CLEPA Aftermarket Conference e
que terão maior impacto no mercado?
A conferência cruzou temas habituais com
novos desenvolvimentos tecnológicos, refletindo
a crescente interligação entre inovação
e regulação. Entre os dados apresentados,
destacou-se o facto de os operadores independentes
já adquirirem entre 25% e
30% do volume de peças através dos canais
autorizados. Este valor evidencia o aumento
das peças de fornecimento exclusivo, o que
limita o acesso dos independentes e reforça
a sua dependência das marcas.
Frank Schlehuber
Senior Consultant Market Affairs, CLEPA
29
O Data Act
veio alargar o
enquadramento
do acesso aos
dados gerados
pelos veículos
conectados, mas
persistem desafios
de interpretação e
aplicação.
Entre os temas em debate na conferência
esteve a cibersegurança. Que impacto está
a ter no acesso à reparação?
A cibersegurança assume um papel cada vez
mais relevante e está diretamente ligada à
regulação. Um novo ato delegado deverá permitir
aos OEM restringir o acesso aos dados
de diagnóstico via OBD, passando a exigir
autenticação. Na prática, deixa de existir acesso
livre: apenas empresas autenticadas poderão
aceder. O acesso em si não terá custos, mas
serviços adicionais, como atualizações de software
ou ativação de componentes, poderão
implicar encargos definidos pelos OEM. Como
esses custos não são regulados, poderão criar
dificuldades, sobretudo para oficinas de menor
dimensão, o que poderá reforçar o controlo
dos OEM sobre o acesso à reparação.
O Data Act foi outro dos temas em debate.
De que forma poderá mudar o acesso aos
dados dos veículos?
Durante a conferência, foram apresentados
resultados do Connected Vehicle Field Test
5.0, que evidenciam dificuldades práticas na
aplicação do Data Act, nomeadamente diferenças
na quantidade de dados disponibilizados
pelos fabricantes e falta de uniformização. O
Data Act, já em vigor, veio alargar o enquadramento
do acesso aos dados gerados pelos
veículos conectados, mas persistem desafios de
interpretação e aplicação. Cada OEM aplica a
legislação de forma distinta, com níveis muito
diferentes de acesso aos dados. Em alguns casos,
os custos associados podem atingir cerca de 30
euros por veículo/mês, o que compromete a
viabilidade económica de muitos serviços. Os
principais obstáculos são claros: custos elevados
e falta de uniformização. Para muitos operadores,
a viabilidade económica só será possível
com custos significativamente mais baixos, na
ordem de 1 a 2 euros por veículo/mês. Neste
contexto, o acesso aos dados assume-se como
um dos principais fatores de transformação
do aftermarket. O acesso aos dados significa
acesso ao negócio. Mesmo com o Data Act, os
OEM continuam no centro do ecossistema,
controlando software, credenciais, requisitos
técnicos e custos, o que aumenta a dependência
dos operadores independentes e reforça o poder
dos fabricantes.
Outro tema abordado no evento foram as
plataformas e o ecossistema de dados. Que
papel desempenham atualmente?
As plataformas de dados assumem hoje um
papel central no desenvolvimento de novos
serviços no aftermarket, funcionando como
intermediárias no acesso e tratamento da informação
gerada pelos veículos. Neste contexto,
houve também uma clarificação importante:
a CLEPA e a Caruso deixaram de estar numa
lógica de competição. A CLEPA atua sobretudo
como associação e orientadora do setor,
enquanto a Caruso se posiciona como uma
plataforma de dados que permite o desenvolvimento
de serviços, sem competir diretamente
com outros intervenientes nesse espaço. Esta
distinção contribui para uma maior clareza
no mercado.
PUB
30
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
A
CONFERÊNCIA
Como avalia a atuação da Comissão
Europeia nesta área?
A Comissão Europeia tem vindo a emitir
orientações, mas estas não são vinculativas,
o que permite interpretações
divergentes e acentua a fragmentação do
mercado. Torna-se, por isso, necessária
uma regulação específica e obrigatória
para o setor, com regras claras e harmonizadas.
Que conclusões saíram da discussão
sobre concorrência e regulação?
Este tema ganhou particular relevância
na conferência, com destaque para a necessidade
de adaptação futura do Motor
Vehicle Block Exemption Regulation, que
expira em 2028, face às novas dinâmicas
do mercado. Existe um consenso quanto à
sua prorrogação. O objetivo central passa
por garantir condições de concorrência no
aftermarket. Com o aumento das peças
de fornecimento exclusivo, cresce o risco
de concentração do mercado nas mãos
dos OEM. Neste contexto, é fundamental
assegurar que os fornecedores possam
comercializar livremente os seus produtos.
Houve outras inovações tecnológicas
em destaque?
Sim, nomeadamente na área da logística.
Foi apresentado o conceito de “digital
twin”, que permite simular e otimizar
redes logísticas antes da implementação
As plataformas de
dados assumem
hoje um papel
central no
desenvolvimento
de novos serviços
no aftermarket.
física. Este conceito permite desenhar
operações mais eficientes e adaptadas às
necessidades reais, sendo relevante tanto
para distribuidores como fornecedores.
A eletrificação foi um dos temas centrais?
Sim. Há uma mudança clara: alguns serviços
vão desaparecer, outros vão surgir.
A questão agora é como monetizar esses
novos serviços. No entanto, muitas oficinas
ainda não estão preparadas. Há cerca
de 300 mil oficinas na Europa, muitas
pequenas e sem estratégia clara para o
futuro. As baterias são um dos maiores
desafios. Ainda não está claro qual será
a solução dominante: reparação, remanufactura
ou reciclagem. A tecnologia
evolui rapidamente e as baterias antigas
deixam de estar disponíveis. Nem todas
são reparáveis, e há limitações técnicas
na combinação de componentes. Existe
também trabalho legislativo em curso
para permitir novas soluções, mas o caminho
ainda não é claro. Do lado das
oficinas, existe muita incerteza. Não
sabem qual será a solução dominante
nem se o investimento irá compensar.
Algumas estão a preparar-se, mas muitas
optam por manter-se nos veículos
tradicionais até ao fim do seu ciclo de
atividade. Outras desaparecem, criando
espaço para operadores mais proativos.
Nem todas as
oficinas precisam
de dominar
tudo, podem
especializar-se e
colaborar.
Que impacto terá isso nas oficinas
independentes?
As muito pequenas terão mais dificuldade
em sobreviver, enquanto oficinas
maiores, com equipas mais estruturadas,
terão melhores condições. Podem
especializar-se, integrar redes ou focar-se
em determinadas marcas. A formação
e o desenvolvimento de competências
serão decisivos.
As oficinas devem preocupar-se com
estes novos requisitos técnicos e de
acesso?
Não necessariamente, mas terão de se
adaptar. Existem soluções que permitem
cumprir os requisitos, nomeadamente
através de equipamentos de diagnóstico
multimarca com sistemas de autenticação
integrados. Os requisitos base são
relativamente simples: ser um reparador
registado e dispor de seguro de responsabilidade
civil. Já para operações mais
avançadas, como alterações de software,
será necessário um nível adicional de
autenticação associado ao técnico.
As redes oficinais vão ganhar importância?
Podem ajudar, sobretudo na formação e
partilha de competências. Por exemplo,
nem todas as oficinas precisam de dominar
tudo, podem especializar-se e colaborar.
Vejo duas estratégias principais:
integração em redes ou especialização
por marca ou tecnologia.
32
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
A
FERRAMENTAS
BOLAS ORGANIZA SEMINÁRIO NACIONAL DE REVENDEDORES BETA
Beta continua a crescer
em Portugal
Depois de um ano de interregno, a Bolas voltou a organizar o Seminário Nacional de
Revendedores da marca de ferramentas Beta. A aposta nos serviços de apoio ao cliente,
levam a que a Bolas e a marca Beta esteja ainda mais próxima dos clientes.
TEXTO PAULO HOMEM
Perante mais de 100 profissionais
do setor dos equipamentos, em
representação de mais de 50
revendedores Beta espalhados
por todo o país, a Bolas voltou
a organizar, desta feita em Évora (pelo
facto de ter feito 60 anos em 2025),
o tradicional Seminário Nacional de
Revendedores.
É sempre um momento especial para a
empresa de Évora, até pela forte adesão
que tem a esta iniciativa, pois o momento
é aproveitado sempre para fazer um
balanço da sua atividade, relacionando-o
com a emblemática marca Beta e que
serve para apresentar novidades e divulgar
a sua estratégia, que continua a ser de
crescimento consolidado.
“O nosso crescimento resulta, sobretudo,
da solidez da rede de distribuidores, do
seu profissionalismo e das relações de
longa duração construídas ao longo dos
anos”, começou por dizer Rui Bolas,
Administrador da Bolas.
Este encontro foi apresentado como um
momento-chave para reunir os principais
intervenientes do mercado e alinhar estratégias,
com três objetivos centrais: fazer o
ponto de situação da empresa e da marca
Beta em Portugal, apresentar novidades
e apresentar os planos para 2026, mas
também identificar novas oportunidades
de negócio conjuntas.
Entre as principais iniciativas anunciadas
por Rui Bolas num passado recente,
destaca-se o desenvolvimento do portal
33
de e-commerce, “concebido para simplificar
processos e facilitar o trabalho dos parceiros”,
permitindo desde a consulta de produtos até
ao acompanhamento de encomendas e as reparações.
Paralelamente, a empresa reforçou
significativamente o nível de stock (incremento
de 6% em 2025), garantindo maior disponibilidade
e rapidez de entrega de produto, ajustando
essa estratégia à redução dos prazos de entrega
que os distribuidores têm para os seus clientes.
Assistência técnica
A modernização do centro de assistência técnica
“surge também como um eixo central da nossa
estratégia”, disse Rui Bolas, acrescentando que
“não fizemos apenas um investimento ao nível
das infraestruturas e dos equipamentos, mas
sobretudo reforçamos a equipa e continuamos a
apostar na formação da mesma”. A Bolas dispõe
de 8 técnicos (seis em Évora e dois no Porto),
mais cinco administrativos associados às reparações
e a coordenação dos serviços técnicos.
A implementação de novas ferramentas digitais
permitiu melhorar o controlo e a priorização
das reparações, aumentando a eficiência e reduzindo
tempos de resposta para os clientes.
“Hoje temos maior controlo dos processos e
isso permite reduzir uma vez mais tempos de
resposta nas reparações e melhorar a experiência
do cliente”, garante Rui Bolas.
Racionalização do portfólio
Possuindo uma extensa lista de representações,
Rui Bolas revelou que, do ponto de vista da
estratégia, “a empresa continua a apostar no
reforço e racionalização do portefólio de marcas,
procurando equilibrar diversidade com
eficiência de gestão, continuando a oferecer
marcas sólidas e credíveis”. Ainda no entender
de Rui Bolas, o objetivo continua a passar por
oferecer uma “gama profissional completa e criar
valor para os nossos distribuidores. Sobre este
assunto, muito em breve também contamos ter
algumas novidades, através de possíveis novas
linhas de produtos, mas também de alguma
racionalização das existentes, porque gerir uma
carteira de representações, que atualmente é de
27 marcas, também tem alguma complexidade
e um desses objetivos também é reduzir alguma
dessa complexidade no processo”.
Segundo os dados apresentados pelo
Adminsitrador da Bolas, a evolução do volume
de negócios confirma uma trajetória de
crescimento sustentado desde 2012, com 2025
a afirmar-se como o melhor ano de sempre,
mesmo num contexto marcado por desafios
globais. Apesar do crescimento, “os resultados
de 2025 ficaram ligeiramente abaixo dos objetivos
definidos, pressionados pela redução de
margens e pelo aumento dos custos operacionais.
Ainda assim, a empresa manteve a sua solidez
financeira e reforçou o investimento estratégico,
evidenciando um claro foco no longo prazo”.
Beta
Depois da análise feita por Rui Bolas face à
evolução da sua empresa, seguiu-se o balanço
sobre a marca Beta. Começou por dizer Rui
Bolas que “a inovação Beta surge como um dos
pilares centrais desta empresa italiana, onde se
destaca o investimento contínuo em investigação
e desenvolvimento, que se traduz no lançamento
de centenas de novos produtos e no reflexo de
uma dinâmica competitiva e orientada para o
futuro”. Rui Bolas disse também que se registam
melhorias nos níveis de serviço da Bolas com a
marca Beta, nomeadamente ao nível do stock
(mais 3% em 2025 face a 2024) e dos prazos
de entrega, reforçando assim a capacidade de
resposta ao mercado e à rede de distribuição.
“A rapidez de entrega é um fator competitivo e
nós continuamos a trabalhar para mostrar que
os resultados, também a este nível, tem sido
muito bons”, explica Rui Bolas.
Os dados revelados mostram um equilíbrio
consistente entre referências vendidas (7.463)
e referências disponíveis em stock (7627) em
2025, bem como uma distribuição diversificada
das vendas por categorias de produto, com
destaque para mobiliário de oficina, ferramentas
manuais e soluções específicas. Foram ainda
evidenciados os produtos mais vendidos, tanto
em valor como em quantidade, ilustrando tendências
de mercado e preferências dos clientes.
Diga-se que em 2025, a Beta lançou mais de
260 novos produtos, sendo que as linhas de
produto mais vendidas foram o mobiliário,
as chaves de aperto, a linha Worker e ainda as
chaves de caixa / acessórios.
No final do Seminário, foi apresentada a estratégia
para os próximos anos, baseada em oito
pilares fundamentais: crescimento sustentado
com foco no valor e não no preço; reforço e
complementaridade do portefólio; desenvolvimento
do negócio com os parceiros atuais;
consolidação de uma rede de distribuição mais
forte e especializada; manutenção de uma política
comercial estável e transparente; melhoria
contínua do nível de serviço; dinamização das
marcas através de ações comerciais e formação;
e aposta em relações duradouras baseadas na
confiança.
No mesmo evento, onde foram cantados os
parabéns pelos 60 anos da Bolas, foram ainda
apresentadas uma série de novidades na gama
Beta, que estão disponíveis e que podem ser
consultadas no site da Bolas (bolas.pt), nomeadamente
no catálogo Beta Action, como
também foram apresentadas as novas campanhas
comerciais e promoções para 2026.
34
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
A
PNEUS
NORAUTO APRESENTA QUINTA GERAÇÃO DO PREVENSYS
Durabilidade
como argumento
O Prevensys 5 é a quinta geração de pneus de marca branca da Norauto que agora está
disponível no mercado com novos argumentos, como a durabilidade e uma garantia de
50.000 quilómetros.
TEXTO PAULO HOMEM
Depois de três anos de desenvolvimento
interno, a Norauto mandou
produzir a um fabricante
europeu premium de pneus, a
quinta geração do seu conhecido
Prevensys.
Em Portugal, onde cerca de 95% do mercado
é dominado por pneus de verão, este
novo produto Prevensys 5, assume particular
relevância estratégica. Posicionado
como um pneu premium com uma forte
relação qualidade/preço (até 30% menos
de preço face a um pneu premium
semelhante), o modelo integra tecnologias
avançadas e beneficia da experiência
acumulada pela Norauto ao longo de 30
anos e após 11 lançamentos de pneus de
marca própria.
Em cima da mesa, no desenvolvimento
deste pneu, estiveram argumentos técnicos
que depois levaram a novos argumentos
comerciais e de marketing que, segundo
os responsáveis da Norauto, são inéditos
em Portugal.
Um dos principais argumentos da Norauto
para o seu Prevensys 5 são os 50.000 kms
(30.000 no caso dos veículos elétricos) de
garantia ou 5 anos. Quer isto dizer que
a Norauto quer arriscar, mas também
quer dar aos consumidores a confiança
necessária para o adquirirem, pelo que o
argumento da durabilidade do pneu é o
principal alvo de comunicação estratégica
para este pneu... mas não é o único.
Um segundo argumento é que, após desenvolvido,
o pneu foi testado pela credível
Dekra, que o aprovou como tendo um
desempenho premium.
Num momento em que as vendas anuais
de veículos elétricos estão a crescer, o
Prevensys 5 é um produto designado
por “EV Ready”, o mesmo é dizer que é
compatível com veículos elétricos e eletrificados,
até porque o seu desenvolvimento
técnico previu uma otimização do consumo
de combustível ou de eletricidade (o
Prevensys 5 possui classificação A ou B em
função dos modelos no que ao consumo
de combustível / eletricidade diz respeito).
Outro grande argumento, a que nem
sempre o consumidor é sensível, mas que
é muitíssimo importante num pneu, tem
a ver com a classificação (na etiqueta) em
molhado. Um dos melhores atestados à
segurança e qualidade do pneu deriva
precisamente desta classificação, onde o
Prevensys 5 cconsegue classificação A, o
que é um argumento muito importante.
Face à geração anterior, segundo dados
da Norauto, o Prevensys 5 apresenta uma
melhoria de cerca de 14% na resistência
ao rolamento e um aumento de 20% na
durabilidade.
Sérgio Vitorino, responsável pela oferta
de pneus da Norauto em Portugal, referiu
que “a evolução tecnológica dos pneus
continua a acompanhar as exigências das
viaturas modernas, em particular dos veículos
elétricos, onde fatores como o peso e o
binário assumem um papel determinante.
Neste contexto, a combinação entre desgaste
e resistência ao rolamento torna-se
crucial, uma vez que influencia diretamente
a energia necessária para colocar o veículo
em movimento. O pneu Prevensys 5 surge
precisamente como resposta a estes desafios.
A sua conceção assenta numa distribuição
uniforme do peso da viatura sobre a superfície
de contacto, permitindo reduzir o atrito
com o solo sem comprometer a aderência.
Este equilíbrio, aparentemente contraditório,
resulta de um trabalho avançado ao
nível do design e dos materiais utilizados”.
Refira-se que nesta fase de lançamento o
Prevensys 5 está disponível em cerca de
70 referências, que permitem uma elevada
cobertura do parque circulante.
36
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
Mercado
M
JDEUS
Rigor OE no
aftermarket
Com mais de 100 anos de atividade, a JDEUS mantém uma posição de
relevo no setor automóvel, onde alia a experiência como fabricante OE à
estratégia aplicada no aftermarket.
TEXTO: NÁDIA CONCEIÇÃO
Fundada em 1914 por João de Deus,
a JDEUS é um fabricante com
raízes profundas em Portugal, que
evoluiu de uma pequena oficina
de reparação de radiadores em
Lisboa para um dos principais fabricantes
mundiais de componentes térmicos. “A
paixão original mantém-se viva durante
mais de 100 anos e continua a inspirar a
todos que façam parte da empresa. Todos
esses colaboradores que contribuíram
com que hoje a JDEUS integre um dos
principais fabricantes de peças para o
setor automóvel a nível mundial”, explicou
à PÓS-VENDA Aníbal Ezquerra,
Aftermarket Manager da JDEUS, que
adianta que esta longevidade é acompanhada
por uma evolução visual constante.
“Em 2024, a marca deu um novo passo
com o conceito “Energizar”, em que o novo
tom de vermelho serve para energizar e
ressaltar a nossa paixão. Isso mostra ao
cliente que somos dinâmicos, refletindo
essa paixão que nos impulsiona a reforçar
os nossos valores e a elevar a nossa visão
estratégica”.
37
Modelo de negócio
Em 2021, o modelo de negócio da JDEUS no
aftermarket sofreu uma alteração profunda para
se alinhar com a dimensão global da empresa
como fornecedora de Primeiro Equipamento,
quando a empresa descontinuou o modelo de
subsidiárias próprias para centralizar a operação.
“Fizemos uma transformação estrutural
profunda. Descontinuámos a atividade através
das nossas quatro subsidiárias e centralizámos
a logística do aftermarket em Samora Correia
e no Porto”, afirmou Aníbal Ezquerra. “Com
esta mudança redefinimos o nosso modelo de
acesso ao mercado e calibrámos também a nossa
definição de cliente-chave, em que passaram a
ser os distribuidores nacionais e os principais
retalhistas que têm alcance nacional e regional.
Foi a maior transformação que fizemos nas
últimas décadas”.
Experiência OE
Embora o negócio OE represente a maior fatia
do volume de faturação e tenha registado um
crescimento exponencial nos últimos anos, o
Aníbal Ezquerra afirmou que o aftermarket
continua a ser um complemento sólido na
estratégia da empresa. “A grande vantagem
competitiva reside na transposição do rigor da
fábrica para as peças de substituição. O nosso
compromisso com a qualidade é inegociável. O
know-how OE da JDEUS reflete-se diretamente
na qualidade do produto. O desenvolvimento
e a avaliação dos produtos estão centrados na
qualidade. O desenvolvimento com padrões
OE permite-nos alcançar níveis de fiabilidade
bastante altos. O nosso compromisso é proporcionar
total confiança aos nossos clientes, nos
produtos que estão a utilizar no aftermarket”.
Competitividade
Num mercado onde a pressão sobre o preço é
constante, a JDEUS defende que a competitividade
não deve comprometer a excelência
técnica. Para o Aftermarket Manager, o foco
excessivo no custo imediato pode ser uma
armadilha: “O know-how permite-nos manter
a competitividade sem comprometer a qualidade.
Há empresas que estão obcecadas pelo
preço, ou têm uma gestão pouco estruturada,
e acabam por tomar decisões que prejudicam
a qualidade. Os nossos clientes vão encontrar
condições muito competitivas, não somos os
mais baratos, mas conseguimos oferecer condições
sem comprometer os fatores fundamentais:
qualidade, disponibilidade e cobertura”.
Investimento
Aníbal Ezquerra lembrou que a diversidade do
parque automóvel em circulação, que inclui desde
veículos antigos até às mais recentes tecnologias,
exige um investimento constante em gama e
stock. “A JDEUS foca-se em oferecer soluções
rápidas e fiáveis para todas estas variações”. Para
o futuro, a mensagem do responsável para o
aftermarket é de parceria e alinhamento de valores.
“Às oficinas, recomendo trabalharem com
Aníbal Ezquerra
distribuidores que promovem a JDEUS como
marca de referência. Isso garante-lhes fiabilidade e
a confiança de saber que o distribuidor privilegia
soluções profissionais. Quanto aos distribuidores,
não pretendemos trabalhar com todos, mas
sim com aqueles que se alinham com os nossos
valores: qualidade, profissionalismo e evolução”.
Além disso, a empresa mantém uma aposta clara
no suporte humano: “Cada vez o negócio é mais
digital, mas nós continuamos a apostar num forte
apoio ao cliente, comercial e técnico”.
PUB
Não há atalhos. Com a Bendix, não fazemos
concessões nas especificações, nos materiais
ou na qualidade de fabrico. Garantimos um
desempenho de travagem de excelência. Sempre.
38
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
A
COLISÃO
RODRISYSTEM APRESENTA EQUIPAMENTOS APROVADOS PELA TESLA
Cumprir com elevados
padrões de serviço
A Rodrisystem, empresa especializada em equipamentos para o setor da colisão, fez uma
apresentação para todas as oficinas Tesla Approved Body Shop que existem em Portugal,
dos equipamentos aprovados por esta marca de carros elétricos.
TEXTO PAULO HOMEM
A
Tesla não possui uma operação
própria ao nível das
operações de carroçaria em
Portugal. Em vez disso, desenvolveu
um programa de
certificação destinado a oficinas independentes
e multimarca que pretendam
integrar a sua rede oficial de reparação.
Para obter essa certificação, as oficinas
têm de cumprir um conjunto rigoroso
de requisitos técnicos, nomeadamente a
utilização de equipamentos específicos
aprovados pela marca, junto dos fornecedores
desses equipamentos. Entre
esses, destacam-se quatro equipamentos
essenciais, fundamentais para garantir
que os processos de reparação seguem
os padrões exigidos pela Tesla em termos
de qualidade, segurança e precisão.
Estes equipamentos asseguram que as
intervenções estruturais e de carroçaria
são realizadas de acordo com as especificações
do fabricante, preservando
a integridade dos veículos e mantendo
os níveis de desempenho e segurança
definidos pela Tesla.
Em Portugal, alguns desses equipamentos
são representados por determinados
distribuidores nacionais, como é o caso
da Rodrisystem, empresa de Alhandra,
especializada nesta área. No conjunto dos
equipamentos aprovados pela Tesla para
reparação de colisão, destacam-se vários
equipamentos essenciais para garantir a
tal qualidade e precisão dos processos,
que são representados pela Rodrisystem.
Um dos equipamentos é o MEC 600, da
fabricante alemã Wiedlander. Trata-se de
uma ferramenta concebida para o corte da
chapa exterior da carroçaria, permitindo
uma intervenção controlada sem afetar a
estrutura interior do veículo (um aspeto
crítico nas reparações modernas).
Ao nível da soldadura, encontramos
duas máquinas da GYS: os modelos P3
e M3. Ambas são máquinas de soldar,
mas com diferenças ao nível da tecnologia
de pulsação, sendo a M3 mais avançada
39
e, consequentemente, mais dispendiosa. Esta
tecnologia permite maior controlo e qualidade
nas uniões, fator determinante na reparação
de veículos com estruturas complexas.
Outro equipamento relevante é o X-Press
800, também da Wiedlander. Esta máquina,
referenciada pela Tesla, destaca-se pela sua
capacidade de preparação e conformação de
materiais, reduzindo significativamente a necessidade
de retrabalho. Na prática, permite
que as peças fiquem prontas de imediato, sem
necessidade de retificação adicional, o que
melhora não só a eficiência como a consistência
do processo.
Por fim, a PTI Genius, igualmente da GYS, é
uma máquina de soldadura por pontos de elevada
performance. Este tipo de equipamento é
essencial para garantir ligações seguras, especialmente
tendo em conta a utilização crescente de
aços de alta resistência na construção automóvel.
No seu conjunto, estes equipamentos contribuem
para um processo de reparação mais
rápido, preciso e consistente, assegurando que
os padrões de qualidade exigidos pela Tesla são
cumpridos. Além disso, permitem reduzir o
esforço manual, minimizar erros e melhorar
significativamente o resultado final das intervenções.
PUB
40
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
M
COLISÃO
Tesla
A acompanhar este evento esteve Ivan
Torres, responsável pela rede de colisão
da marca na região ibérica, que explicou a
exigência que existe ao nível dos equipamentos.
“Trabalhamos diretamente com
fabricantes de equipamentos de referência
para o setor da colisão, cujos produtos são
testados e validados. Só depois passam a
integrar a lista oficial de equipamentos
autorizados para a reparação de veículos
Tesla”, explica Ivan Torres.
A colaboração com fabricantes e distribuidores
locais dos equipamentos assume
um papel fundamental no entender
do responsável da Tesla. Para além de
fornecerem equipamentos certificados,
“estas entidades apoiam a realização de
eventos técnicos, onde são demonstradas
boas práticas e a correta utilização das
ferramentas. Estes encontros permitem
também aproximar a marca das oficinas
e identificar novos parceiros em regiões
onde existe carência de cobertura. Apesar
de não existir uma relação comercial direta
formalizada, a Tesla reconhece o contributo
destes distribuidores na dinamização
do ecossistema. É uma colaboração muito
produtiva, que permite à rede conhecer
melhor a marca e vice-versa”, sublinha o
responsável.
Para integrar o programa Tesla Approved
Body Shop, as oficinas devem cumprir
um conjunto de requisitos obrigatórios,
nomeadamente a posse de equipamentos
específicos homologados, como bancos de
ensaio, sistemas de medição, máquinas
de soldadura e ferramentas de rebitagem.
Além disso, devem dispor de áreas
dedicadas ao trabalho com alumínio,
devidamente isoladas, bem como sistemas
de extração de partículas, essenciais
para garantir a segurança e qualidade das
intervenções.
“A formação técnica é outro pilar central.
As oficinas certificadas devem seguir rigorosamente
os métodos de reparação
definidos pela Tesla, garantindo que os
veículos mantêm os padrões de segurança
originais após a intervenção”, refere Ivan
Torres.
Rede em crescimento
Aproveitando a presença de Ivan Torres
neste evento, o responsável pelo crescimento
da rede de oficinas de colisão Tesla
em Portugal, referiu que “a Tesla conta
com cerca de 15 oficinas certificadas em
Portugal, número que deverá aumentar
ao longo de 2026. A estratégia passa por
reforçar a presença no interior do país,
com particular atenção a cidades como
Viseu, Évora, Aveiro, Coimbra e Braga”.
A aposta será essencialmente em oficinas
independentes, “muitas vezes de caráter
familiar, valorizando a agilidade e o
compromisso com os elevados padrões
exigidos. Embora existam casos pontuais
de oficinas dedicadas exclusivamente à
Tesla, o modelo base mantém-se assente
na lógica multimarca”, refere o mesmo
responsável.
Um dos desafios frequentemente apontados
ao setor dos veículos elétricos prende-se
com a disponibilidade de peças.
No caso da Tesla, segundo Ivan Torres, a
operação logística para a Península Ibérica
está centralizada em Toledo, permitindo
prazos de entrega entre 48 e 72 horas, o
que “consideramos adequado para o ritmo
das reparações de carroçaria que temos”.
Refira-se ainda que a marca Tesla procura
controlar o custo médio das reparações,
nomeadamente através de uma política
de preços competitiva nas peças, fator
relevante para as seguradoras e para o
custo total de utilização dos veículos.
A estratégia da Tesla assenta muito nesta
área da colisão e vai além da venda do
automóvel, privilegiando muito o conceito
de baixo custo total de propriedade. Com
menores necessidades de manutenção face
aos veículos tradicionais a combustão,
o impacto das reparações e dos seguros
torna-se ainda mais relevante para uma
marca como a Tesla. Neste contexto,
diz Ivan Torres, “a qualidade do serviço
pós-venda e a satisfação do cliente são
monitorizadas de perto, sendo critérios
determinantes para a permanência das
oficinas na rede certificada”.
42
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
Internacional
I
MAGNETI MARELLI
A força da
rede oficinal
A Magneti Marelli continua a reforçar a sua presença no aftermarket
através do desenvolvimento da rede oficinal Checkstar, apostando no
apoio técnico e na eficiência logística.
TEXTO: NÁDIA CONCEIÇÃO
A
Magneti Marelli nasceu em
1919, em Itália, e construiu
ao longo de mais de um século
uma posição relevante
no setor automóvel. Desde os
primeiros geradores elétricos até à criação
de uma rede internacional de oficinas, a
empresa tem desenvolvido soluções para
o mercado automóvel e apostado no reforço
da sua presença em Portugal através
da rede oficinal Checkstar e da parceria
com a Bombóleo. “Durante vários anos, a
empresa dedicou-se apenas à produção de
geradores elétricos, até que, nos anos 50,
ocorreu uma compra parcial por parte do
grupo Fiat”, refere Alberto Ruiz, Manager
Technical Services and Equipment na
empresa. “A partir dessa ligação com a
Fiat, a empresa passou também a produzir
acumuladores de bateria e componentes de
ignição para automóveis, alargando progressivamente
o seu portefólio. A expansão
tornou-se particularmente significativa
a partir da década de 1980, período em
que a empresa cresceu a nível europeu e
mundial, e em que adquiriu fábricas de
iluminação e criou a primeira rede de
oficinas autorizadas da marca em Itália”.
43
ALBA GONZALEZ
Marketing & Trade Marketing Manager Spain & Portugal - Magneti Marelli
Magneti Marelli Checkstar
Um dos elementos mais relevantes da estratégia
da Magneti Marelli é a rede de oficinas
Checkstar, construída com base no conhecimento
técnico desenvolvido ao longo da sua história.
“No contexto europeu, as redes diretamente
ligadas a fabricantes de primeiro equipamento
são poucas, e essa é uma forma importante de
diferenciação da rede”, lembra Paulo Marques,
Diretor da Bombóleo. “A origem destas redes está
associada à especialização técnica das marcas. A
rede associada à Marelli surgiu da experiência
na área elétrica, nomeadamente na reparação de
motores de arranque e alternadores. Este enquadramento
técnico continua a ser um dos pilares
da rede Checkstar, que fornece às oficinas apoio
técnico, informação especializada e soluções para
responder às exigências do mercado automóvel”,
acrescenta. “A proposta da Magneti Marelli para
as oficinas baseia-se numa oferta abrangente que
inclui produtos, equipamentos, assistência técnica
e a utilização de uma marca com longa tradição
no setor automóvel. Temos uma oferta 360
graus. Fornecemos maquinaria, equipamentos
oficinais, um leque enorme de produtos. Além
disso, oferecemos uma marca exclusiva de um
fabricante centenário, algo que confere à oficina
um estatuto único”, afirma Alberto Ruiz. “Outro
elemento valorizado pelas oficinas é a capacidade
de resposta técnica em situações concretas do dia
a dia. Às vezes não é só a formação, mas o facto
de, ao surgir um problema técnico a determinado
Que investimentos e estratégias está a
vossa empresa a planear implementar em
2026 e em que áreas?
Em 2026, estamos a reforçar a nossa estratégia
de apoio e fortalecimento da rede
Magneti Marelli Checkstar, a nossa rede
centenária de oficinas pioneira no setor,
confiando que uma rede bem preparada
momento numa oficina, nós termos a capacidade
de, rapidamente, ajudar a resolver o problema
do veículo” refere Paulo Marques.
Bombóleo
Em Portugal, a Magneti Marelli conta com o
grupo Bombóleo como principal parceiro de
distribuição. “Em Portugal, temos a sorte de
contar com um dos melhores distribuidores, que
praticamente trabalha com todos os produtos que
a Magneti Marelli coloca no mercado”, avança
Alberto Ruiz. Entre os produtos disponíveis
encontram-se sistemas de iluminação, baterias,
lubrificantes, componentes eletrónicos e outros
elementos que foram sendo integrados no portefólio
da empresa ao longo dos anos, como filtros,
pastilhas e discos e outros artigos de elevada
rotação. “A Bombóleo assume também um papel
importante no apoio técnico às oficinas, recebendo
da marca formação, informação e recursos
que são posteriormente transmitidos à rede”.
garante a continuidade e a competitividade
do setor pós-venda multimarcas. Este
apoio implica apostar na sua evolução e
adaptação às novas exigências do mercado,
fornecendo a formação mais avançada,
ferramentas digitais e de gestão diária para
a manutenção e reparação dos modelos
mais recentes. Desta forma, garantimos que
a nossa estratégia se consolida e fortalece,
superando o desafio que representa a
crescente capacidade tecnológica das redes
dos fabricantes e assegurando o futuro
dos nossos clientes no setor. Na linha da
digitalização, na Magneti Marelli Parts &
Services continuamos a implementar o
“Project 5.0 – The Digital Wave” em todos
os nossos processos da empresa, especialmente
aqueles relacionados com a gestão
de clientes, para facilitar a interação diária
e poder relacionar-nos com eles de uma
forma mais digital e eficiente.
Portugal
Tanto Alberto Ruiz como Paulo Marques consideram
que existe ainda um elevado potencial de
crescimento para a rede Checkstar em Portugal,
“sobretudo porque muitas oficinas ainda não
pertencem a estruturas organizadas de marca.
Hoje em dia, são ainda uma minoria as oficinas
que pertencem a redes, por isso a possibilidade
de crescimento é enorme” indica Paulo Marques.
“A integração numa rede permite às oficinas
acompanhar mais facilmente a evolução tecnológica
do setor automóvel, incluindo áreas como
a eletrificação e a conectividade dos veículos.
Qualquer atualização ou avanço que surja, estando
integradas numa rede como a nossa, torna-se
muito mais fácil ultrapassar os obstáculos que
possam aparecer”, conclui Alexandre Gomes,
da área comercial da empresa.
44
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2025
Oficina
O
AUTO VALÉRIO
Uma história que
vem de longe
Com seis décadas de história no setor automóvel, a Auto Valério é hoje
muito mais do que um stand de automóveis. A oficina, aberta ao público
há oito anos, assume-se como uma estrutura autónoma, com identidade
própria, que se foca nos valores da qualidade de serviço que a empresa
granjeou ao longo da sua existência.
TEXTO PAULO HOMEM
Profissional com 35 anos de casa,
Luís Vicente começou ligado à
área comercial e assumiu posteriormente
a responsabilidade
pelo pós-venda e pela oficina.
Inicialmente, a oficina funcionava sobretudo
como apoio ao stand, assegurando
garantias e a preparação das viaturas
vendidas. Com a mudança para as atuais
instalações oficinais e o aumento da procura,
a realidade alterou-se.
“Hoje continuamos a fazer as garantias,
como é lógico, mas a oficina é um negócio
independente, aberto ao público, com
acordos e parcerias próprias”, revela Luís
Vicente, assegurando que a ligação ao
stand mantém-se como uma mais-valia
competitiva para a Auto Valério: “quem
compra um carro na Auto Valério sabe
que tem acompanhamento posterior, com
preparação rigorosa antes da entrega e
um serviço de proximidade. O cliente
tem apoio, tem acompanhamento e isso
faz a diferença.”
Atualmente, a oficina enfrenta um desafio
que muitos empresários do setor
reconhecem: excesso de trabalho!!! “Há
tanto serviço que temos de aprender a
dizer não. Às vezes é tão importante dizer
não como dizer sim”, diz Luís Vicente,
revelando que “com a idade média do
parque automóvel a aumentar, as in-
PUB
FICHA DA OFICINA
tervenções tornaram-se mais complexas e
demoradas. Muitas vezes, aquilo que parece
uma reparação simples transforma-se num
trabalho exigente e pouco rentável em termos
de horas investidas. Há serviços muito demorados
e nem sempre conseguimos cobrar todas
as horas que realmente gastamos”.
Por isso, a oficina tem vindo a selecionar
melhor o tipo de trabalhos que aceita, privilegiando
intervenções que se enquadrem na
sua estrutura e capacidade.
A evolução tecnológica dos veículos trouxe
também novos desafios. Sensores, módulos
eletrónicos e sistemas interligados aumentaram
significativamente o custo médio das
reparações. “Hoje um sensor pode custar
500 ou 600 euros. Às vezes, em duas peças,
quase se atinge o valor de mil euros. É difícil
explicar isso ao cliente”, diz o responsável da
NOME: Auto Valério
DATA DE CONSTITUIÇÃO: 1965
MORADA: Sintra
Nº DE EMPREGADOS: 11
REDE OFICINAL: Eurorepar Car Service
SITE: www.autovalerio.com
SERVIÇOS: Mecânica, colisão, pneus
LEMA: Proximidade, rigor técnico e
compromisso com o cliente
oficina, que garante que a aposta passa pela
transparência total. Sempre que possível,
os relatórios de diagnóstico são impressos e
explicados ao cliente.
A Auto Valério está associada a uma rede
(Eurorepar Car Service) desde a abertura da
oficina, sobretudo para facilitar o acesso a parcerias
e fornecedores. No entanto, Luís Vicente
reconhece que o verdadeiro fator diferenciador
não está tanto no preço das peças, mas no
serviço. “Hoje as marcas de peças são todas
semelhantes em qualidade e preço. O que faz a
diferença é o serviço de entrega das peças”, diz
Luís Vicente que revela que a empresa também
trabalha muito com a Drive360. A oficina
privilegia fornecedores com entregas rápidas
e frota própria, algo que considera essencial
para manter os elevadores a trabalhar e evitar
tempos mortos. Em termos de marcas de peças
LIGAÇÃO
SEGURA EM
TODOS OS
MOMENTOS.
Fita espiral
do airbag para
transmissão de
sinal fiável.
e colisão, a política
é clara: apostar em
qualidade reconhecida,
tanto na mecânica como
na pintura (aqui trabalha
com a Standox).
Outra opção, a que cada vez mais
recorre esta oficina, são as peças
usadas, nomeadamente através das plataformas
como a B-Parts. “Compramos
muitas peça nessas plataformas, não só de
carroçaria, mas também outro tipo de peças,
como módulos eletrónicos. Em muitos casos é
melhor e mais barato que trabalhar com peças
novas”, revela Luís Vicente que considera que
“as peças usadas são uma excelente opção neste
momento, até porque o parque circulante,
como disse, está cada vez mais envelhecido”.
Na colisão a Auto Valério é oficina recomendada
por várias companhias de seguros. Para
Luís Vicente, trata-se de um “bem necessário.
Garante volume de trabalho e regularidade.
Talvez a margem seja um pouco menor, mas
o volume constante de trabalho compensa”.
Além disso, muitos clientes da Auto Valério
chegam através das seguradoras e acabam por
manter-se após a primeira experiência.
Apesar de haver muito trabalho, não se coloca
a hipótese de mudar de instalações, até
porque uma das grandes dificuldades deste
setor, segundo Luís Vicente é a dificuldade em
recrutar mão de obra qualificada. “Não é fácil
arranjar mecânicos e, sobretudo, bate-chapas.
É um problema grave no setor.”
A oficina conta atualmente com 11 pessoas:
rececionista, mecânicos, pintores, bate-chapas e
apoio à preparação das viaturas. “Podia crescer
arranjando outro espaço. Mas sem pessoas
não faz sentido”, assume Luís Vicente que
diz que o setor precisa de maior valorização
das profissões técnicas e de planos de carreira
atrativos para os jovens.
Apesar de atento à evolução do mercado, Luís
Vicente considera que ainda não se justifica
investir fortemente nos veículos elétricos. “O
parque elétrico ainda representa uma percentagem
muito reduzida. Exige espaço, ferramentas
e técnicos específicos. Para já, não sentimos
necessidade”, garante o gestor oficinal, que
mesmo assim diz que “estamos sempre a investir
em equipamentos novos e sempre a tentar
melhorar o serviço. Gostava de investir mais
em formação da equipa, mas nesta fase não
é possível como nós queriamos, mas vamos
sempre fazendo formação para evoluir a qualidade
do serviço. O desafio é arranjar tempo
para tudo”, conclui Luís Vicente.
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
Personalidade
O que hoje
somos é
o reflexo
do espírito
empreendedor
do meu pai
MARIA HELENA SILVA MAGALHÃES – ADMINISTRADORA AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A.
Empresa de fortes valores familiares, passados de pai para filha, a Auto Silva
Acessórios, S.A. chega aos 50 anos de existência, com o seu rumo sustentado
na proximidade ao cliente que sempre foi um dos seus pontos fortes e vai
continuar a ser.
P
ENTREVISTA PAULO HOMEM E NÁDIA CONCEIÇÃO
Ao completar meio século
de atividade em Portugal, a
Auto Silva Acessórios continua
a afirmar-se como uma
empresa independente e
familiar que soube adaptar-se às sucessivas
transformações do aftermarket automóvel
em Portugal. Fundada em 1976
(12 de março), a empresa construiu uma
trajetória marcada pela proximidade ao
cliente, pela especialização técnica –
sobretudo na área das peças de motor
para veículos ligeiros – e por uma cultura
empresarial fortemente enraizada
nos valores transmitidos pelo fundador
António da Silva.
À frente da empresa está hoje Maria
Helena Silva Magalhães, filha dos fundadores,
que acompanha o negócio
praticamente desde o primeiro dia.
48
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
P
PERSONALIDADE
Estão a celebrar os 50 anos da empresa.
Atualmente como é que a Auto Silva
Acessórios se define como empresa, no
contexto que vivemos do aftermarket em
Portugal?
O que hoje somos é o reflexo do espírito
empreendedor do meu pai e do conhecimento
que ele tinha das peças para automóveis,
sobretudo na área do motor.
Desde o início, a empresa posicionou-se
simultaneamente como importador e distribuidor,
consolidando a sua presença no
mercado e construindo assim uma rede de
clientes revendedores muito fiel. A empresa
sempre se manteve independente, preservando
uma estrutura societária familiar.
Tudo começou numa pequena loja...
Sim, na Rua da Alegria no Porto. Só depois,
em 1998, viemos para as atuais instalações
na zona industrial do Porto.
Abrimos uma loja em Lisboa em 1996, nas
Olaias, pois já começávamos a ter muitos
clientes nessa região, para depois, no ano
de 2000 passarmos para um armazém na
Bobadela.
Já existia a visão de servir o cliente de
uma forma mais rápida?
Essa era a visão do meu pai: queria ir mais
longe e estar cada vez mais próximo do cliente.
Ao mesmo tempo foi reforçando a equipa,
admitindo colaboradores. No início
éramos apenas três - o meu pai, a minha
mãe e eu, mais tarde também o meu irmão.
Desde cedo existia essa ambição de ir mais
além daquele primeiro espaço no Porto, na
Rua da Alegria. A razão era simples, a empresa
começava a ser conhecida em todo o
país. Por isso, em 1996, surgiu a oportunidade
de abrir uma loja em Lisboa. Foi uma
decisão muito ligada à proximidade com o
mercado.
Quais são no seu entender os principais
valores que explicam a longevidade da
empresa?
A longevidade da empresa explica-se sobretudo
por três fatores: proximidade ao
cliente, cultura de equipa e uma forte componente
humana no negócio.
O meu pai fez a carteira de clientes estando
sempre no meio deles. Era uma pessoa
muito próxima e transmitiu isso a todos
os colaboradores. Essa filosofia continua a
marcar a cultura da empresa. Muitos colaboradores
têm décadas de casa e absorveram
os valores dos fundadores. O cliente é tratado
como único e não como parte de um
grupo. A forma como trabalhamos é quase
como fazer “um fato à medida” para cada
cliente.
Além disso, a empresa promove regularmente
iniciativas que reforçam essa proximidade
entre colaboradores, clientes e
fornecedores, desde formações técnicas a
eventos de convívio.
Uma empresa com 50 anos de história,
teve que ter também uma enorme capacidade
de adaptação às circunstâncias
de mercado...
Como qualquer empresa com uma
história longa, a Auto Silva Acessórios
enfrentou momentos mais difíceis, mas
considero que a nossa capacidade de
adaptação às constantes mudanças de
mercado foi sempre um fator decisivo
para a nossa evolução. O mundo mudou
muito nestes 50 anos e o setor automóvel
também. A empresa adaptou-se sempre
a essas transformações. A evolução
tecnológica, as mudanças no parque automóvel
e as transformações na cadeia de
distribuição obrigaram a empresa a ajustar
constantemente a sua estratégia.
Quais foram os momentos mais decisivos
na longa história da Auto Silva
Acessórios?
Entre os momentos mais importantes da
trajetória da empresa destacam-se algumas
decisões estratégicas que marcaram
o seu crescimento. Um dos primeiros
marcos, como já disse, foi a abertura de
um ponto de distribuição em Lisboa em
1996, numa estratégia clara de aproximação
ao mercado da capital.
Pouco tempo depois, em 1998, a empresa
mudou-se para as atuais instalações
na zona industrial do Porto, com um
armazém significativamente maior, permitindo
aumentar a capacidade de armazenamento
e melhorar a logística. Já em
2000, a operação de Lisboa foi transferida
para novas instalações na Bobadela. Mais
recentemente, em outubro de 2025, foi
criado um novo ponto de distribuição no
Algarve, a AutoSstock, com o objetivo de
reforçar a presença no sul do país.
Num setor onde a margem é cada vez
mais pressionada, qual é hoje o principal
fator diferenciador da empresa?
Assumimos que o preço não é o nosso
principal argumento. A estratégia passa
antes por oferecer um serviço personalizado
e soluções adaptadas às necessidades
de cada cliente. O tal “fato à medida do
cliente”! A nossa preocupação é resolver
os problemas do cliente e ajudá-lo a ter
sucesso.
O sucesso do nosso cliente é o nosso
sucesso!
Terá sido a política de produto (estabilidade
nas marcas comercializadas)
que também tem contribuído para esta
longevidade? Isto é, o sucesso também
se constrói na relação com os fornecedores?
Sem dúvida. A Auto Silva Acessórios
mantém há décadas parcerias com várias
marcas, algumas entraram connosco no
mercado português. Quer isso dizer que
somos muito fiéis às marcas que trabalhamos.
Apesar dessa estabilidade com os
fornecedores, a empresa continua aberta
à introdução de novas marcas e produtos,
sobretudo quando surgem novas necessidades
do mercado.
Aliás, um passo estratégico recente foi a
entrada da empresa no grupo internacional
Temot, uma rede de distribuição independente
presente em vários países.
O que motivou essa decisão e como tem
sido a experiência de integrar a Temot?
Hoje o mercado está muito organizado
em torno de grupos e, nesse contexto,
também era importante para nós fazer
parte de uma estrutura desse tipo, mantendo
sempre a nossa autonomia. No nosso
caso, continuamos a ser nós a decidir e
a gerir a empresa. O grupo é composto,
na sua maioria, por empresas familiares,
tal como a nossa.
Esta integração permitiu melhorar as
condições de compra e reforçar a competitividade,
mantendo, no entanto, a
autonomia da empresa.
Dois anos depois, a avaliação é positiva?
Sim, é muito positiva. Tem sido uma experiência
muito interessante e há várias
iniciativas dentro do grupo que ainda
estão em desenvolvimento. Estamos satisfeitos
com o caminho que tomámos e
queremos continuar a aprofundar essa
participação na Temot.
A especialização em componentes
de motor continua a ser um dos fatores
diferenciadores da Auto Silva
Acessórios?
Diria que isso está no nosso ADN. Este é
um segmento exigente, com milhares de
referências e identificação técnica complexa,
que exige conhecimento profundo
por parte das equipas. É uma área muito
Ao contrário
do que muitas
vezes se diz
no mercado,
a reparação
de motores
continua a
ter bastante
procura
49
especializada e não é fácil de trabalhar e exige
um esforço financeiro em stock, mas nós temos
colaboradores com grande experiência nessa
área que fazem toda a diferença.
Têm vindo a notar alguma estabilização
na procura de componentes de motor? Há
mais ou menos oficinas a reparar motores?
Ao contrário do que muitas vezes se diz no
mercado, a reparação de motores continua a
ter bastante procura. Durante algum tempo
criou-se a ideia de que esta área iria diminuir
significativamente, mas aquilo que temos
observado é precisamente o contrário. Uma
das principais razões é o envelhecimento do
parque automóvel em Portugal. Comparando
com outros países europeus, temos veículos
cada vez mais antigos em circulação e muitas
pessoas não têm capacidade para comprar
carros novos, sejam híbridos ou elétricos.
Além disso, os veículos que vão para abate já
têm idades muito elevadas, muitas vezes entre
os 23 e os 24 anos. Isso significa que os
automóveis permanecem muito mais tempo
em circulação, o que naturalmente aumenta a
necessidade de reparação. Por essa razão, a reparação
de motores continua a ser uma solução
bastante procurada, desde que seja feita por
profissionais especializados e com materiais de
qualidade.
Aliás, temos notado que até alguns fornecedores
que, há alguns anos, pareciam estar a afastar-se
deste segmento estão agora a regressar.
Muitas empresas seguiram a narrativa de que o
motor a combustão iria perder importância no
aftermarket, mas perceberam entretanto que
ainda existe um mercado muito significativo
nesta área.
Um passo
estratégico recente
foi a entrada da
empresa no grupo
internacional
Temot
Esse movimento também é visível nas retificadoras,
onde a atividade continua bastante
forte. Outro indicador vem também dos
próprios fornecedores. Como somos importadores,
recebemos regularmente informações
deles, e muitos referem que existe atualmente
alguma indefinição na indústria automóvel,
sobretudo no que diz respeito à produção de
veículos novos eletrificados. Nesse contexto,
várias empresas estão novamente a apostar
com mais força no aftermarket, particularmente
nos componentes associados aos motores
de combustão.
Para além da especialização em peças de
motor, a Auto Silva Acessórios fez também
uma forte aposta no material de desgaste?
Assumimos que somos especialistas em material
de motor, mas temos sem dúvida uma
forte presença no material de desgaste, trabalhando
há muitos anos marcas que hoje
são uma referência no mercado, algumas das
quais fomos nós os primeiros a trabalhar.
Em outubro de 2025 abriram um novo
ponto de distribuição no Algarve, com a
designação AutoSstock. O que motivou
essa decisão?
A principal razão foi a proximidade ao cliente
naquela região. A distância entre Lisboa,
onde temos um dos nossos armazéns de
distribuição, e o Algarve ainda é significativa,
e isso condiciona os tempos de resposta.
A abertura deste ponto de distribuição permite-nos
estar mais próximos do mercado
local e responder de forma mais rápida às
necessidades dos clientes.
A nossa atividade continua muito centrada
na revenda, porque trabalhamos sobretudo
como grossistas. No entanto, naquela zona
geográfica também acabamos por ter contacto
com outros tipos de clientes, e a ideia
é conseguir servi-los bem, mantendo a mesma
filosofia de proximidade e qualidade de
serviço.
Sabemos que existem já vários operadores e
grandes grupos na região, mas acreditamos
que com o nosso material que é diferenciado,
com a nossa forma de trabalhar e com
a nossa filosofia de proximidade ao cliente,
podemos servir bem essa zona geográfica
indo ao encontro das necessidades do mercado.
Qual a razão de lhe terem dado um nome
distinto?
O facto de termos optado por um nome diferente
também tem a ver com essa estratégia.
A AutoSstock tem uma lógica muito associada
à operação naquela zona geográfica
e quisemos evitar qualquer confusão com a
estrutura principal da empresa.
50
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
P
PERSONALIDADE
Considera que atualmente o negócio
de peças é acima de tudo um negócio
logístico?
No aftermarket moderno, a logística tornou-se
um fator crítico. A rapidez com
que se distribui a peça é hoje fundamental.
No entanto, a identificação correta
das peças continua a ser um dos maiores
desafios do setor. Erros na identificação
podem gerar devoluções, custos adicionais
e perda de eficiência.
O que é que a Auto Silva Acessórios
tem vindo a fazer a esse nível?
Para reduzir os problemas que antes referi
e melhorar a qualidade do serviço, a Auto
Silva Acessórios tem apostado continuamente
em formação.
As ações de formação são dirigidas tanto
a colaboradores como a clientes, na maior
parte das vezes em parceria com fornecedores.
É fundamental que todos estejam
atualizados. A tecnologia evolui constantemente.
Estas formações são realizadas
em grupos relativamente pequenos, para
permitir maior interação e transmissão de
conhecimento.
Foram uma das primeiras empresas do
setor a lançar uma plataforma de vendas
B2B. A digitalização sempre fez
parte da vossa estratégia?
Sim, sempre foi uma preocupação nossa
acompanhar a evolução tecnológica. Na
altura em que lançámos a plataforma
B2B ainda quase não se falava deste tipo
de soluções no setor, mas percebemos que
era um caminho inevitável para tornar os
processos mais rápidos e eficientes.
A plataforma B2B foi lançada em 2007
e, desde então, temos vindo a evoluir
continuamente nessa área. A digitalização
permite-nos identificar peças com mais
rapidez, facilitar o acesso dos clientes ao
nosso catálogo e tornar todo o processo
de encomenda mais ágil.
Internamente também temos procurado
acompanhar essa transformação. Houve
A proximidade
é um valor
essencial
para nós:
com clientes,
fornecedores e
colaboradores
uma altura em que criámos um pequeno
grupo dentro da empresa - do qual eu
própria fiz parte - para aprofundar conhecimentos
nesta área e perceber melhor
todas as tecnologias associadas à transformação
digital que poderiam ter impacto
no nosso negócio, além da cibersegurança,
outras ferramentas digitais. O
objetivo foi sempre estarmos preparados
para o futuro e para as mudanças que estão
a acontecer no setor.
Existem vários projetos em desenvolvimento
que ainda não podemos divulgar,
mas que vão no sentido de tornar a empresa
cada vez mais eficiente do ponto de
vista tecnológico.
É o caso da Inteligência Artificial...
A inteligência artificial, por exemplo, é
um tema que acompanhamos com interesse,
embora com alguma cautela. Sabemos
que tem um grande potencial, mas
também levanta alguns desafios que ainda
precisam de ser bem compreendidos.
Para já, a nossa prioridade passa sobretudo
por implementar ferramentas que nos
permitam prestar um serviço melhor aos
clientes, melhorar a gestão da informação
e fazer uma análise de dados mais eficaz,
nomeadamente na análise da procura e na
gestão de stocks.
A eletrificação é uma ameaça ou oportunidade?
Para nós, a eletrificação do parque automóvel
não é, neste momento, uma
preocupação significativa.
Historicamente, a nossa empresa sempre
se adaptou às mudanças. O meu
pai transmitiu a todos na empresa uma
cultura de adaptação constante. Hoje seguimos
a mesma filosofia: antecipamos e
ajustamos a nossa oferta às necessidades
reais dos clientes.
Quais são as perspetivas de futuro para
a Auto Silva Acessórios no contexto
atual de fusões, guerras económicas e
consolidação do mercado?
Olhamos para os próximos anos com
realismo e otimismo. Nos últimos cinco
anos, muitas projeções que se ouviam
sobre o mercado falharam porque
o aftermarket muda rapidamente, mas
nós mantemos o foco nas questões do
presente e na adaptação às mudanças.
Somos uma empresa que sempre se
adaptou às transformações. A tecnologia
teve um grande impacto, mas conseguimos
acompanhar todas as mudanças
sem perder a nossa identidade. O nosso
compromisso é continuar a adaptar
a empresa de forma estratégica, como
fizemos ao longo destes 50 anos.
Que mensagem gostaria de deixar a
clientes, fornecedores e à sua equipa
nestes 50 anos?
Gostaria de deixar uma mensagem de
agradecimento. Temos muitos clientes
fiéis e também fornecedores que acompanham
o nosso projeto há décadas.
Sem eles, não seria possível crescer nem
manter a qualidade do serviço. Os colaboradores
são igualmente fundamentais:
um líder sozinho não consegue
nada, mas um grupo coeso, dedicado e
comprometido consegue grandes resultados.
A proximidade é um valor essencial para
nós: com clientes, fornecedores e colaboradores.
Sinto-me orgulhosa deste projeto
que lidero, construído com muita
paixão e espírito de sacrifício pelos meus
pais, e consolidado com sucesso por
toda a equipa. É com vigor, resiliência
e espírito de grupo que encaramos com
grande entusiasmo os próximos capítulos
da nossa história.
Posventa de Automoción
52
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
Dossier
D
CHAVES DE IMPACTO
Potência, precisão
e mobilidade nas
oficinas
A evolução tecnológica tem trazido chaves de impacto mais compactas,
potentes e, sobretudo, soluções a bateria que aumentam a mobilidade e
a produtividade no trabalho das oficinas.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
As chaves de impacto são das
ferramentas que mais contribuem
para a rapidez e a
produtividade na execução
das operações diárias das oficinas.
Utilizadas diariamente em múltiplas
tarefas, desde a remoção de rodas até
à montagem de diversos componentes mecânicos,
têm uma capacidade de aplicar
elevados níveis de torque de forma rápida
e consistente que as torna fundamentais
no ambiente oficinal. Nos últimos anos,
este segmento tem registado uma evolução
significativa, impulsionado sobretudo
pelo desenvolvimento de tecnologias a
bateria, motores mais eficientes e designs
cada vez mais compactos e ergonómicos.
Ao mesmo tempo, os fabricantes têm investido
na melhoria do desempenho e da
durabilidade dos equipamentos, através da
introdução de motores brushless, baterias
de maior autonomia e sistemas de regulação
mais precisos. Têm surgido também
mecanismos que reduzem necessidades de
manutenção ou aumentam o controlo do
utilizador sobre o processo de aperto e desaperto.
Neste dossier, reunimos a visão de
vários distribuidores e fabricantes presentes
no mercado português, que analisam
as principais tendências tecnológicas das
chaves de impacto, apresentam as soluções
disponíveis e explicam que critérios
devem as oficinas considerar na escolha
desta ferramenta.
53
MIGHTY SEVEN
KING TONY
Pedro Costa e Hugues Gobin
www.kingtonyeurope.com
“A Mighty Seven, é uma marca presente no
mercado português há já alguns anos e, que
para além da gama pneumática bem conhecida
na área da mecânica automóvel e indústria,
agora, apresenta um novo segmento
de máquinas a bateria, as powertools. Em
termos de novidade, entre outras, podemos
destacar a nossa máquina mais compacta
(DW404K), com uma potência de 900 Nm
e que por ser mais curta que as máquinas
tradicionais, permite uma utilização mais
diversificada nos desafios quotidianos. Em
toda a gama de máquinas a bateria, oferecemos
3 anos de Garantia a contar da data de
compra. Não é necessário qualquer registo ou
preenchimento de formulários. O centro de
assistência atualmente é em Espanha e todo
o procedimento é tratado por nós”, indicam
Pedro Costa e Hugues Gobin.
EINHELL
Tiago Rodrigues
www.einhell.pt
Tiago Rodrigues indica que, na Einhell, uma
das novidades mais recentes é o desenvolvimento
de modelos compactos, que oferecem
maior torque, motores mais eficientes e um
design mais pequeno e leve, facilitando o trabalho
em espaços reduzidos”. Explica também
que a comercialização de chaves de impacto
está normalmente associada a vários serviços
de pós-venda, que garantem o suporte
ao cliente e a manutenção do equipamento.
“No caso da Einhell, esses serviços incluem
assistência técnica, reparação das ferramentas,
disponibilidade de peças de substituição
e garantia extensível até 10 anos nos motores
sem escovas através de registo online”.
SNAP-ON / SATA
FMF FERRAMENTAS
João Calado
fmf-ferramentas.com
As chaves de impacto comercializadas
pela Fonseca, Matos & Ferreira Lda são
das marcas Snap-On e SATA, do grupo
APEX. “A Snap-On tem uma gama
a bateria CT825K2 e CT861K2 com
quadrados de ¼” e 3/8” respetivamente.
As opções pneumáticas desta marca
são bastante variadas desde 1” com forças
de trabalho de 1.800 Nm até 3.900
Nm PT1800A e PT2500. A Snap-On
BETA / METABO
BOLAS
Davide Mira
www.bolas.pt
Dentro do portefólio da Bolas estão as marcas
Beta e Metabo. “A Beta é uma referência
no mercado e tem uma gama muito completa
de ferramentas manuais e pneumáticas,
e destaca-se pela sua linha de chaves
de impacto pneumáticas. A Metabo é a
nossa marca de ferramentas elétricas, que
também inclui na sua gama algumas ferramentas
pneumáticas. No entanto, esta
marca é mais conhecida pela sua linha de
chaves de impacto a bateria, que é bastante
completa, onde não só a potência como
também a garantia de qualidade das máquinas
e baterias são bastante conhecidas”,
refere Davide Mira. O responsável avança
que, na Beta, há várias novidades em termos
de chaves de impacto, “mas a que tem
merecido mais atenção por parte do mercado
é a 1927OLS. Trata-se de uma chave
de impacto de ½”, com um binário elevadíssimo
de 1750 Nm e com um inovador
mecanismo de impacto OIL-LESS, totalpara
quadrados de ¾” e ½” tem diversas
opções com forças de aperto até 1.694
Nm e com canhões de várias dimensões.
Na medida de ½” é disponibilizada
uma chave compacta para trabalhos
em zonas de acesso limitado com uma
força de trabalho de 678 Nm. Na marca
SATA, de momento para o mercado
Europeu apenas está disponível a opção
pneumática com adaptadores de ½”, ¾” e
1”com forças de trabalho até 1.500 Nm.
A maior novidade prende-se com o aumento
de potência face ao caudal de ar
necessário e à redução das dimensões e
peso do equipamento. A principal novidade
são as opções a bateria da Snap-
On, em linha com a indústria 5.0, na
medida em que dispensam uma ligação
por cabo ou tubo, o que flexibiliza bastante
o manuseamento e operação das
ferramentas. Os serviços de pós-venda
são designadamente a manutenção periódica
dos equipamentos e a substituição
de alguns componentes de desgaste
previstos”, avança João Calado.
mente concebido, desenvolvido e desenhado
pela Beta. Não necessitando de lubrificação
periódica, esta ferramenta ainda apresenta
uma vida útil 4 vezes superior à tecnologia
convencional. Além desta novidade, houve
recentemente um complemento de gama
para as aplicações mais delicadas, com 2
novos modelos de baixo binário, em compósito
e com um preço muito competitivo.
São os modelos Beta 1927E e Beta 1927C.
No que se refere à Metabo e a máquinas
a bateria, destacamos a novidade SSW 18
LTX 550 BL, que apresenta um binário
máximo de 550 Nm de aperto e 840 Nm
de desaperto. É uma chave extremamente
compacta para este nível de potência. Esta
máquina permite a seleção de 12 níveis
de ajuste, o que lhe confere uma enorme
versatilidade e diversidade de aplicações.
Vem ainda equipada com as novas baterias
de lítio LiHD e tecnologia Brushless.
Disponibilizamos, a nível nacional, todos
os serviços necessários de apoio pré e pós-
-venda para toda a gama de ferramentas
que comercializamos. A Bolas possui um
serviço de assistência técnica especializado,
apto a fazer toda a reparação e manutenção
necessária às nossas chaves de impacto.
Adicionalmente, dispomos de um serviço
de aconselhamento de produto e demonstração,
para que cada ferramenta seja perfeitamente
adequada ao serviço a efetuar. O
acesso a estes serviços é extremamente fácil
pois, para além da nossa sede em Évora e
delegações em Alverca e Freixieiro, a nossa
rede de revendedores especializados cobre
todo o território nacional e ilhas”.
54
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
D
CHAVES DE IMPACTO
Que critérios técnicos devem as oficinas considerar na escolha de uma chave de impacto?
GONÇALTEAM, António Gonçalves
O principal critério é a funcionalidade
e a ergonomia, seguido da relação
qualidade-preço.
FMF FERRAMENTAS, João Calado
Os principais critérios a ter em
conta devem ser a resistência, a
flexibilidade, a potência e a dimensão
do equipamento para aceder à área de
trabalho.
EINHELL, Tiago Rodrigues
Na escolha de uma chave de impacto,
o fator mais importante é, obviamente,
o torque, que indica a força de
aperto e desaperto, no nosso caso
encontramo-nos compreendidos entre
os 230 e os 750 Newton-metros de
aperto e conseguimos chegar até aos
1000 Newton-metros em desapertos.
Também devem ser considerados
fatores como a mobilidade, o peso
e a ergonomia da ferramenta. As
soluções a bateria, como as da nossa
plataforma Power X-Change da
marca, permitem maior liberdade de
movimentos e eliminam a necessidade
de cabos ou compressores,
contribuindo também para menores
níveis de ruído e vibração.
BOLAS, Davide Mira
Devem ponderar o que melhor se
adequa à empresa de acordo com
os equipamentos instalados e as
necessidades futuras, e avaliar se
será mais vantajoso ter chaves de
impacto pneumáticas ou a bateria. No
caso das pneumáticas, na altura de
escolher deverá ter-se em conta, não
só a potência ideal para o trabalho a
desenvolver, mas também a questão
da manutenção, daí a importância da
novidade da Beta, a 1927OLS, que
não precisa de lubrificação. No caso
de chaves de impacto a bateria, além
da máquina adequada ao tipo de
trabalho, deverá prestar-se especial
atenção às baterias, que deverão ser
de boa qualidade e com garantias
dadas para o mercado profissional. A
Metabo disponibiliza garantia total
de 3 anos para as suas baterias,
além da compatibilidade com todas
as ferramentas Metabo de 18V e
não só. Existem mais 45 marcas de
ferramentas sem fio que também
utilizam as baterias da Metabo.
MAKITA, Rui Garrido
O nosso departamento de
acompanhamento ao cliente realiza
um estudo técnico para recomendar
a solução mais adequada,
considerando fatores como: torque
necessário (Nm) impactos por
minuto; velocidade de rotação; tipo
de encaixe (3/8”, 1/2”, 3/4”, 1”);
ergonomia e peso do equipamento;
espaço disponível para operação.
BERNER, Nuno Costa
As oficinas devem considerar vários
elementos técnicos que influenciam
diretamente a produtividade:
Potência real de aperto e desaperto;
Tipo de alimentação (pneumática
ou bateria), adaptada ao volume
de trabalho; Peso e ergonomia,
fundamentais para reduzir
fadiga em trabalhos repetitivos;
Durabilidade do mecanismo interno,
como sistemas Twin Hammer,
Jumbo Hammer ou Pinless Hammer;
Consumo de ar, no caso das
ferramentas pneumáticas, para
assegurar compatibilidade com o
compressor; Controlo de velocidade,
modos de potência e precisão;
Compatibilidade com acessórios,
nomeadamente chaves de caixa e
acrescentos adequados ao tipo de
intervenção.
QUCAAN, Bruno Costa
As oficinas devem considerar
um conjunto de critérios técnicos
que impactam diretamente a
produtividade e a experiência de
utilização, nomeadamente: Binário
máximo: essencial para aplicações
exigentes, como aperto e desaperto
de rodas; Tecnologia do motor
(preferencialmente brushless):
garante maior eficiência, menor
desgaste e maior durabilidade;
Capacidade e voltagem da bateria
(Ah / V): determinam a autonomia e
a potência disponível; Ergonomia e
peso: fatores críticos para utilização
intensiva ao longo do dia; Modos
de operação e controlo eletrónico:
permitem adaptar a ferramenta
a diferentes tipos de trabalho;
Robustez e qualidade construtiva:
fundamentais para ambientes
exigentes; Compatibilidade com
outros equipamentos da mesma
plataforma de baterias: fator cada
vez mais valorizado na gestão de
custos e eficiência.
TECNIVERCA, Júlia Andrade
A escolha deve basear-se em
critérios tais como: torque máximo
e torque de desaperto, sistema
de impacto (mecanismos como o
twin hammer garantem maior eficiência
e durabilidade), peso e ergonomia
(para redução da fadiga do operador
em utilização intensiva) e nível de
ruído e vibração. No caso da AIRCAT,
a tecnologia de escape silencioso é
um fator diferenciador importante,
permitindo trabalhar com menos ruído
mantendo elevado torque.
LUSILECTRA
As oficinas devem analisar, sobretudo,
a quadra, o torque de trabalho,
o mecanismo de impacto, o peso
da máquina, o nível de ruído e de
vibração produzida pela mesma. A
grande vantagem da Jonnesway é
disponibilizar soluções para diferentes
níveis de exigência, desde modelos mais
compactos até modelos mais potentes
para serviços intensivos.
CENTROCOR, André Vieira
Os principais critérios técnicos passam
pela análise do binário de desaperto
e do consumo de ar, assegurando a
compatibilidade com o compressor
da oficina sem comprometer a força
necessária. Além disso, o peso e a
ergonomia são fundamentais para reduzir
a fadiga do operador, devendo ainda
valorizar-se a qualidade dos mecanismos
internos que facilitam a lubrificação e a
assistência técnica.
MEMODERIVA, Luís Santos
Na nossa perspetiva, a principal questão
que uma oficina deve colocar é: qual o
nível de torque necessário para o tipo de
trabalho a realizar. Este é o fator mais
determinante na escolha. Em seguida,
é importante avaliar a intensidade de
utilização: se a ferramenta for para
uso contínuo e intensivo, a solução
pneumática continua a ser uma escolha
muito sólida; para maior mobilidade
e versatilidade, as soluções elétricas
são cada vez mais relevantes. Outros
critérios importantes incluem a
ergonomia e peso da ferramenta, a
existência de níveis de controlo de
potência, bem como a robustez dos
materiais. Por fim, a disponibilidade
de assistência pós-venda e peças
de substituição deve ser sempre
considerada, garantindo um investimento
seguro e duradouro.
NEOPARTS, Filipe Ferreira
A escolha de uma chave de impacto
pneumática deve basear-se em critérios
técnicos claros, garantindo a adequação
à aplicação. O torque é um dos fatores
mais importantes e deve ser ajustado
56
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
D
CHAVES DE IMPACTO
AIRCAT
TECNIVERCA
Júlia Andrade
www.tecniverca.pt
A Tecniverca comercializa chaves de impacto
das marcas Aircat, Universal Tool
e Laser Tools. “A gama Aircat destaca-
-se pela combinação entre elevado torque e
tecnologia de redução de ruído, permitindo
ferramentas mais silenciosas sem comprometer
a potência. Uma novidade na
nossa oferta é a AirCat 1150 (1/2”), uma
chave de impacto que se destaca pelo elevado
torque de desaperto, grande potência,
conforto de utilização e níveis sonoros
inferiores aos das ferramentas pneumáticas
tradicionais. Esta ferramenta é interessante
para oficinas que utilizam ferramentas de
impacto de forma intensiva. Já a Universal
Tool complementa a oferta com ferramentas
pneumáticas robustas e competitivas, muito
valorizadas pela sua fiabilidade e excelente
relação qualidade-preço. No segmento das
ferramentas sem fios, trabalhamos também
com a Laser Tools, sendo uma das novi-
dades recentes a chave de impacto a bateria
(1/2”), ref. 40158013. Este modelo
integra motor brushless, que garante
maior eficiência, durabilidade e menor
necessidade de manutenção e beneficia
ainda de 3 anos de garantia, refletindo
o posicionamento da marca em soluções
modernas e fiáveis para o trabalho diário
em oficina. A Tecniverca acompanha a
comercialização destas ferramentas com
aconselhamento técnico especializado,
disponibilidade de peças de substituição
e apoio técnico sempre que necessário.
Este suporte é importante em ferramentas
pneumáticas de utilização intensiva,
garantindo maior longevidade do equipamento
e reduzindo tempos de paragem
nas oficinas”, adianta Júlia Andrade.
GEDORE
NEOPARTS
Salvador Pereira Coutinho
neoparts.pt
Salvador Pereira Coutinho indica que a
Neoparts comercializa soluções de aperto
controlado e acessórios, destacando-se
a chave dinamométrica Gedore
Torcofix SE e os adaptadores de encai-
xe SE 14x18, concebidos para uso profissional
em oficinas e indústria. A Torcofix
SE (séries 4100 a 4301) cobre o intervalo
mais comum de 5 a 400 N·m (3,7 a 300
lbf·ft), sendo uma ferramenta regulável e
robusta, com mecanismo de desbloqueio
e encabadouro retangular, adequada a
utilização intensiva. “Um dos principais
diferenciais é o sistema de mudança rápida,
com fixação por pino, que permite
substituir rapidamente os adaptadores e
trabalhar com maior flexibilidade, inclusive
em espaços de difícil acesso, possibilitando
aplicações frontais ou laterais com
diferentes acessórios. A ferramenta cumpre
a norma DIN EN ISO 6789:2003 Tipo
II Classe A, inclui certificado de fábrica e
apresenta precisão de ±3% ou melhor. A
construção combina tubo de aço cromado
acetinado, encabadouro zincado (9x12 mm
ou 14x18 mm) e componentes plásticos
de elevada qualidade. Inclui punho ergonómico
com auxiliar de calibragem,
escala dupla (N·m e lbf·ft) com efeito
lupa e escala micrométrica para ajuste
fino. O mecanismo de disparo fornece
sinal táctil e acústico quando o binário
é atingido. O calibre de pontas calibrado
de fábrica (17,5 mm ou 25 mm)
exige o uso de adaptadores compatíveis
para garantir precisão. A gama inclui
vários intervalos de binário, entre 5 e
400 N·m, permitindo adequação a diferentes
aplicações. A Neoparts disponibiliza
ainda adaptadores SE 14x18,
como chaves de boca 7118 e chaves de
luneta 7218, forjadas em aço cromo-vanádio
com acabamento cromado mate
e fixação por pino, garantindo resistência
e rápida substituição”.
ROTAKE
QUCAAN
Bruno Costa
qucaan.com
Bruno Costa, da QUCAAN, destaca a marca
Rotake como uma das marcas estratégicas
no segmento das chaves de impacto. “A
aposta da Rotake centra-se numa nova geração
de ferramentas sem fios, concebidas
para responder às exigências das oficinas
modernas, onde a mobilidade, a rapidez
de operação e a eficiência são fatores críticos.
A marca tem vindo a afirmar-se com
uma proposta sólida, aliando desempenho
elevado a uma excelente relação qualidade/
preço. Ao nível das mais recentes novidades,
destacam-se as chaves de impacto a bateria
de última geração (modelo T1, T2, T3,
T4, T5, T6 e T9), equipadas com motores
brushless, maior densidade energética nas
baterias e sistemas eletrónicos de controlo
que permitem ajustar o binário e otimizar o
desempenho em diferentes aplicações. Estes
equipamentos oferecem níveis de potência
comparáveis aos sistemas tradicionais, mas
com a vantagem da mobilidade e facilidade
de utilização. Adicionalmente, importa sublinhar
a elevada qualidade construtiva e o
nível de performance atingido pelos modelos
mais recentes da Rotake. Com binários
elevados, resposta imediata ao acionamento
e uma excelente relação peso/potência, estas
ferramentas foram desenvolvidas para
contextos de utilização intensiva, onde a
fiabilidade e consistência são determinantes.
Neste enquadramento, merece especial
destaque o modelo T9, que combina níveis
de potência excecionais com um peso surpreendentemente
reduzido, uma das chaves
de impacto mais potentes e leves do
mercado. Disponibilizamos um conjunto
de serviços orientados para garantir a máxima
fiabilidade e continuidade operacional:
assistência técnica especializada e própria,
com capacidade de diagnóstico e reparação
de ferramentas e componentes eletrónicos;
disponibilidade de peças de substituição,
permitindo prolongar o ciclo de vida dos
equipamentos; apoio técnico e aconselhamento,
para correta utilização, carregamento
e manutenção dos equipamentos; resposta
rápida em situações de avaria, minimizando
o impacto na operação das oficinas”.
PUB
para evitar apertos excessivos ou
insuficientes. O tamanho do encaixe
também é determinante: 1/4” e 3/8”
são indicados para precisão e espaços
reduzidos, 1/2” para uso geral automóvel
e 3/4” e 1” para aplicações mais
exigentes e industriais. A ergonomia, o
peso, o ruído e a vibração influenciam
diretamente o conforto e a saúde do
utilizador, sobretudo em uso prolongado.
Nas ferramentas pneumáticas, a
compatibilidade com o compressor é
essencial para garantir desempenho; nas
versões sem fios, devem considerarse
a autonomia, o tipo de bateria e os
modos de controlo. A durabilidade, a
assistência técnica e a verificação final
do aperto com chave dinamométrica
são igualmente relevantes. Uma
escolha adequada aumenta a eficiência,
reduz erros e prolonga a vida útil do
equipamento.
KING TONY, Pedro Costa e Hugues
Gobin
Deverão ter sempre em conta a
fiabilidade da marca e essencialmente
o serviço pós-venda. No nosso caso,
garantimos peças para todos os modelos
de máquinas, contamos com um vasto
stock que nos permite responder e
satisfazer com rapidez as necessidades
dos clientes.
EUROCOFEMA, Jorge Barbosa
É importante ter alguns cuidados
essenciais para garantir que o
equipamento seja seguro, duradouro e
adequado às necessidades da oficina:
escolher a marca e modelo certos,
optar por marcas reconhecidas, como
a nossa ECF, ou novidades como a
Rotake para ferramentas a bateria;
verificar especificações técnicas,
torque, velocidade, tipo de alimentação
e compatibilidade com os serviços
realizados; testar ergonomia e peso,
ferramentas confortáveis reduzem
fadiga e melhoram a produtividade;
conferir suporte e assistência pós-venda,
essencial para manutenção e resolução
de problemas; analisar durabilidade e
qualidade de construção, materiais e
componentes robustos prolongam a vida
útil; garantir facilidade de manutenção,
peças de reposição acessíveis e
assistência técnica confiável; segurança
no uso, verificar proteções, ajustes de
torque e instruções de utilização claras.
COMETIL, José Gonçalves
A escolha deve ser realista e adequada
às necessidades das tarefas a
desempenhar na oficina. A utilização
que vai ser realmente dada às chaves
de impacto, por exemplo, pode ser
determinante no momento da escolha
de uma variante mais robusta, ainda
que com menos binário de desaperto, se
os utilizadores não tiverem cuidado no
manuseio da ferramenta, ou, se o espaço
de trabalho disponível para executar a
tarefa for demasiado exíguo, o que pode
levar à escolha de uma variante mais
compacta. Estes são alguns aspetos
que demonstram e reforçam a ideia da
importância de um correto levantamento
das necessidades, com o apoio da nossa
equipa. A Cometil apoia os seus clientes
na integração destes equipamentos no
fluxo de trabalho da oficina, bem como
na preparação dos recursos humanos
para que estejam aptos a tirar o máximo
proveito destes equipamentos.
KROFTOOLS, Micaela Fernandes
Na escolha de uma chave de impacto,
as oficinas devem considerar vários
critérios técnicos que influenciam
diretamente o desempenho e a
eficiência do equipamento. Entre os mais
importantes destacamos o torque, o tipo
de alimentação e o número de rotações
por minuto, uma vez que são fatores que
determinam a potência, a versatilidade
e a eficiência da chave de impacto. Para
além destes, é essencial considerar
o peso, a ergonomia e o tamanho do
equipamento.
ORIGINALFLEX, Iolanda Dias
A escolha de uma chave de impacto
não deve basear-se apenas no binário
máximo indicado, mas na adequação
ao tipo de trabalho e à frequência de
uso. É essencial avaliar o torque real
de aperto e desaperto e a possibilidade
de regulação com controlo progressivo,
garantindo força quando necessário e
precisão em aplicações mais delicadas.
O tipo de encaixe define o campo de
utilização, sendo o 1/2” indicado para
veículos ligeiros e o 3/4” para aplicações
mais exigentes. A ergonomia, o peso e o
equilíbrio são determinantes para reduzir
a fadiga e manter a produtividade, tal
como o número de impactos por minuto,
que influencia a eficácia no desaperto.
O controlo eletrónico, com funções
como níveis de velocidade ou Auto-Stop,
melhora a segurança e a versatilidade.
Nas versões sem fios, a qualidade
da bateria, incluindo autonomia,
estabilidade e compatibilidade com a
gama, é igualmente crítica. Em suma,
mais do que potência, importa garantir
controlo, durabilidade e eficiência no
trabalho.
58
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
D
CHAVES DE IMPACTO
MAKITA
Rui Garrido
www.makita.pt
A fabricante Makita comercializa chaves
de impacto da sua própria marca, disponibilizando
cerca de 24 modelos, para diversas
aplicações. A gama inclui também
soluções com controlo de torque. Entre
as inovações mais recentes, Rui Garrido
destaca a TW010 – XGT 40V, uma chave
de impacto de alto torque com encaixe de
1 polegada; a DTL300 – LXT 18V, uma
have de impacto angular com encaixe de
FASANO TOOLS
MEMODERIVA
Luís Santos
www.memoderiva.pt
A Memoderiva comercializa as chaves de
impacto da marca italiana Fasano Tools.
“Dispomos de uma gama completa de
chaves de impacto pneumáticas, reconhecidas
pela sua robustez, elevado torque
e elevada durabilidade, com diferentes
encaixes e soluções de manutenção,
incluindo kits de reparação. Oferecemos
também chaves de impacto elétricas com
1/2”, “ideal para zonas de difícil acesso.
Também a DFL302F – Gama Industrial,
uma chave angular compacta de alta velocidade
com encaixe de 3/8”, direcionada
para aplicações industriais. A nossa equipa
técnica apoia o cliente na seleção do
equipamento mais adequado. A rapidez
de resposta a consultas e a realização de
testes de produto fazem parte da nossa
abordagem. Uma correta prescrição de
equipamento contribui para aumentar
a fiabilidade das operações, reduzir incidentes
e reforçar a confiança na marca.
O nosso serviço técnico nacional conta
com 8 técnicos especializados, sediados
no centro técnico de Alverca do Ribatejo.
Durante este ano iremos também lançar
Pick-up Points a nível nacional, que
permitirá facilitar a recolha e entrega de
equipamentos para assistência técnica”,
acrescenta Rui Garrido.
baterias de lítio de última geração e motores
brushless, que garantem maior eficiência,
autonomia e fiabilidade. Em 2026 o
foco passa pela consolidação da qualidade
e performance da gama existente”, indica
Luís Santos, que adianta que, no caso das
chaves de impacto pneumáticas, a empresa
tem modelos como o FG 312 com
1085 NM de torque máximo e regulador
de potência. “No caso das chaves de impacto
elétricas temos destaque para a FG
315/LT2 que tem Torque máximo para
aparafusar de 950 NM e para desaparafusar
consegue ir até 1800 NM de torque.
A Fasano Tools disponibiliza um serviço
de assistência pós-venda de elevado nível,
complementado pelo acompanhamento
da Memoderiva. Destacamos a disponibilidade
de peças de substituição e kits
de reparação, que permitem uma manutenção
eficaz e prolongam a vida útil das
ferramentas”.
ECF
EUROCOFEMA
Jorge Barbosa
www.eurocofema.pt
As marcas de ferramentas de impacto
que a Eurocofema mais comercializa
são da sua marca própria
ECF. Adicionalmente, Jorge Barbosa
destaca a recente comercialização da
marca Rotake em Portugal, “que
representa uma novidade no nosso
portefólio, especialmente na área
das máquinas de impacto a bateria,
oferecendo soluções modernas, eficientes
e alinhadas com as exigências
atuais do mercado. Relativamente ao
serviço pós-venda, no caso da marca
ECF o mesmo é totalmente assegurado
pela nossa equipa técnica, garantindo
acompanhamento, assistência
e suporte sempre que necessário.
Desta forma, asseguramos uma resposta
rápida e eficaz às necessidades
dos nossos clientes”.
JONNESWAY
LUSILECTRA
www.jonnesway.pt
KROFTOOLS
Micaela Fernandes
www.kroftools.com
A Kroftools comercializa produtos da
sua marca própria, Kroftools Professional
Tools, dispondo de diversos modelos de
chaves de impacto, cada uma com carac-
terísticas específicas, “de forma a responder
de forma eficaz às necessidades do mercado.
Procedemos a uma atualização no design
dos modelos existentes, melhorando a ergonomia
e o conforto de utilização, sem
comprometer a potência e a fiabilidade. A
Kroftools assegura um serviço de pós-venda
que proporciona suporte e confiança
aos clientes. Este serviço inclui a garantia
do produto, assistência e reparação técnica
especializada, e disponibilidade de peças
e acessórios de reposição”, indica Micaela
Fernandes Desta forma, a responsável indica
que a empresa assegura que cada ferramenta
mantém a sua performance e durabilidade
ao longo do tempo.
A Lusilectra comercializa a marca
Jonnesway, uma referência no setor
profissional, reconhecida pela sua
fiabilidade, robustez e durabilidade.
A empresa destaca o modelo JAI-
1124, como uma solução compacta
e leve, com um desempenho acima
da média. Ao nível do serviço pós-
-venda, a Jonnesway oferece disponibilidade
imediata de kits de reparação
por referência, para facilitar a
manutenção e prolongar a vida útil
da ferramenta, bem como garantia
para uso profissional e assistência
técnica especializada.
USADOS
BY PÓS-VENDA
BREVEMENTE
60
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
D
CHAVES DE IMPACTO
GONÇALTEAM, António Gonçalves
A tendência é em eletrificar os equipamentos
com cada vez melhores e mais leves baterias
e também que as mesmas sejam compatíveis
com diversos equipamentos, de forma a agilizar
as trocas e as utilizações.
FMF FERRAMENTAS, João Calado
Em nosso parecer a evolução das chaves de
impacto tende a ter em conta a redução das
suas dimensões e o aumento da potência de
aperto, considerando uma maior autonomia
do tempo de trabalho com a bateria. Também
poderá considerar-se uma tendência que vise
a inclusão de um mecanismo de regulação
da força de trabalho a aplicar ao elemento de
aperto.
EINHELL, Tiago Rodrigues
As principais tendências tecnológicas neste tipo
de ferramenta incluem a utilização de motores
brushless, que são mais eficientes, duráveis e
exigem menos manutenção. Paralelamente, os
fabricantes têm apostado em equipamentos
mais compactos, leves e ergonómicos,
mantendo elevados níveis de potência. Outra
tendência importante é a crescente utilização
de ferramentas a bateria, que oferecem
maior mobilidade e flexibilidade de utilização,
características que estão presentes na atual
gama da Einhell.
BOLAS, Davide Mira
A principal tendência a que se assiste no
mercado é o crescimento das máquinas a
bateria em detrimento das pneumáticas.
A questão da liberdade que o sem fio
proporciona ao utilizador, a autonomia que
as baterias têm atualmente, as garantias
associadas às mesmas, bem como gamas
bastante desenvolvidas e completas, dotadas
de tecnologias que não é possível ter nas
pneumáticas, acabam por ser argumentos
muito fortes que suportam esta tendência.
Deixo a título de exemplo a tecnologia
Automatic Power Shift da Metabo, que deteta
quando o parafuso/perno se solta e reduz as
rotações da máquina para o mínimo de forma a
que o mesmo desenrosque de forma controlada
para a mão do utilizador, ou até mesmo a
regulação da chave de impacto Metabo em 12
posições diferentes, para um ajuste perfeito de
acordo com o tipo de trabalho a realizar.
MAKITA, Rui Garrido
A evolução tecnológica aponta para motores
mais potentes e compactos, com crescente
adoção de equipamentos a bateria em
substituição das soluções pneumáticas.
Acreditamos que o futuro passa por
plataformas de bateria 40V XGT capazes
de alimentar múltiplos equipamentos,
proporcionando maior eficiência e flexibilidade
ao utilizador. Os nossos engenheiros no Japão
Quais as principais tendências, em termos tecnológicos, das chaves de impacto?
continuam a desenvolver novas soluções
sempre a pensar nas necessidades do
utilizador. Quanto à Makita Portugal, ainda
durante este ano será lançado um software que
permitirá múltiplas opções de controlo.
BERNER, Nuno Costa
Entre as principais tendências destacam
se: Transição para ferramentas a bateria, a
autonomia das baterias aumentou de forma
significativa e os motores sem escovas
permitem elevar o binário, aproximando o
desempenho ao das máquinas pneumáticas. A
mobilidade e a redução de mangueiras tornam
estas soluções cada vez mais populares.
Ferramentas inteligentes, ergonomia e redução
de vibração, a introdução de novos compósitos
e mecanismos internos otimizados, permite
reduzir peso, ruído e vibração, diminuindo o
desgaste do utilizador. Maior precisão em
apertos sensíveis, modos eletrónicos específicos
ajudam a evitar apertos excessivos, prevenindo
danos em componentes modernos, cada vez
mais sensíveis e leves. No que às chaves
pneumáticas diz respeito, destaque para o
sistema Pinless Hammer que permite excelente
transmissão de força em trabalhos pesados,
por não ter pinos, existe menor dispersão de
energia na transferência do impacto.
QUCAAN, Bruno Costa
Entre as principais tendências, destacam-se a
substituição progressiva de sistemas com cabo
ou pneumáticos por soluções a bateria, graças
ao aumento da potência disponível e da sua
durabilidade, bem como a utilização de motores
brushless mais eficientes, que aumentam
a longevidade e reduzem as necessidades
de manutenção. Verifica-se também o
desenvolvimento de baterias com maior
capacidade e densidade energética, permitindo
mais autonomia com menor peso, assim como
a integração de sistemas inteligentes de gestão
eletrónica, com controlo de binário, proteção
contra sobrecarga e otimização do desempenho.
Paralelamente, há uma redução significativa
do peso e uma melhoria ergonómica,
aumentando o conforto do utilizador, bem
como a integração em plataformas de bateria
comuns, que permitem utilizar a mesma bateria
em múltiplas ferramentas. Por fim, destacase
o foco na rapidez e na produtividade, com
ferramentas mais rápidas, potentes e intuitivas.
TECNIVERCA, Júlia Andrade
Há cada vez mais uma preocupação crescente
com a eficiência energética e otimização
do consumo de ar, permitindo obter mais
desempenho com menor esforço do sistema
de ar comprimido da oficina. Outra evolução
importante passa pela redução de ruído,
com sistemas de escape e silenciamento
mais eficientes que melhoram o ambiente
de trabalho sem reduzir potência. Por fim,
verifica-se uma preocupação com melhoria
da ergonomia, uso de materiais compósitos e
design mais equilibrado para reduzir vibração
e fadiga do operador. Estas tendências são
visíveis nas gamas da Aircat e Universal Tool,
que procuram combinar potência, durabilidade
e conforto de utilização para aplicações
profissionais.
LUSILECTRA
As principais tendências passam por máquinas
cada vez mais compactas e leves, com corpo
em compósito e mecanismo de dois percutores,
garantindo melhor ergonomia, mais potência e
maior durabilidade. A Jonnesway acompanha
esta evolução, oferecendo torques cada vez
mais elevados em máquinas cada vez mais
compactas, leves, menos ruidosas e com
baixos níveis de vibração.
CENTROCOR, André Vieira
A tendência mais marcante no mercado é a
transição para equipamentos a bateria, que
oferecem maior mobilidade e eliminam a
dependência de mangueiras de ar. O futuro
destas ferramentas passa pela integração de
sistemas de controlo eletrónico de binário e
gestão inteligente de energia, assegurando
uma precisão superior e reduzindo o desgaste
físico do operador através de designs cada vez
mais leves e ergonómicos.
MEMODERIVA, Luís Santos
Ao nível das chaves de impacto elétricas, as
principais tendências passam pelo aumento
da autonomia e da potência, impulsionado
por baterias de lítio mais evoluídas e pela
utilização crescente de motores brushless,
que oferecem maior eficiência e maior vida
útil. No caso da Fasano Tools, esta aposta é
clara, com soluções de 18V e 5Ah, equipadas
com sistemas de proteção das baterias que
aumentam a durabilidade e garantem um
desempenho consistente. Relativamente ao
futuro das chaves de impacto pneumáticas,
estas continuarão a ter um papel muito
relevante, especialmente em ambientes de
uso intensivo. A sua simplicidade mecânica,
elevada fiabilidade e capacidade de trabalho
contínuo tornam-nas difíceis de substituir em
muitas oficinas. A evolução passará sobretudo
por melhorias na eficiência, ergonomia e
redução de consumo de ar, mantendo-se como
uma solução de referência para aplicações
mais exigentes.
NEOPARTS, Filipe Ferreira
As chaves de impacto estão a evoluir para
responder às exigências das oficinas modernas,
com maior foco na ergonomia, segurança e
fiabilidade. Embora as soluções pneumáticas
continuem a dominar aplicações mais
pesadas, verifica-se uma transição consistente
para ferramentas a bateria, cada vez mais
61
BERNER
Nuno Costa
shop.berner.eu
A Berner dispõe de uma linha alargada de
chaves de impacto pneumáticas e a bateria
de marca própria, “com dois níveis de
KS TOOLS
CENTROCOR
André Vieira
www.centrocor.pt
A Centrocor fornece chaves de impacto
da Beta Tools e da KS Tools. “A nossa
mais recente novidade é a chave de
HAZET
COMETIL
José Gonçalves
www.cometil.pt
A Cometil é representante da Hazet, marca
que tem produção própria de chaves de
impacto na Alemanha. “Recentemente, foi
alargada, ainda mais, a oferta de variantes
qualidade, standard com uma boa relação
preço/qualidade, e uma linha premium,
desenvolvida especificamente para utilização
profissional intensiva, com foco em
durabilidade, binário elevado, ergonomia
e performance. Inicialmente temos um
período de garantia contra defeitos de fabrico
de um ano. Também temos parcerias
com reparadores autorizados para reparação,
utilizando apenas peças originais ou
peças autorizadas pela fábrica. Podemos
também proceder à rápida substituição da
ferramenta em caso de necessidade de forma
a reduzir o tempo de espera do cliente.
Este acompanhamento próximo é crucial
para reduzir paragens, prolongar a vida útil
das ferramentas e aumentar a eficiência nas
oficinas”, avança Nuno Costa.
Impacto The Devil de 3/4” da KS Tools,
um equipamento de alto rendimento
que se destaca pelo seu impressionante
binário de desaperto de 4250 Nm.
Além da sua potência extrema, oferece
um elevado conforto de utilização
graças ao punho antiderrapante com
isolamento térmico e aos três níveis de
ajuste de binário, garantindo precisão
e máxima eficiência em qualquer intervenção.
Ao nível do acompanhamento
pós-venda, asseguramos um suporte
completo que engloba a cobertura de
garantias, planos de manutenção e a
disponibilidade constante de peças de
reposição originais, tudo isto complementado
por uma equipa técnica qualificada
e preparada para intervir nestas
máquinas de alta performance”, afirma
André Vieira.
elétricas, com bateria, e pneumáticas de chaves
de impacto, desde soluções bastante compactas
para trabalhos onde o espaço de acesso
está fortemente condicionado, até soluções
com elevados valores de binário de desaperto.
Em situações pontuais, dependendo dos requisitos
específicos dos nossos clientes e para
termos ainda melhor cobertura de gama, comercializamos
também outras marcas amplamente
reconhecidas no mercado. Tal como as
nossas outras representadas, asseguramos aos
nossos clientes o devido acompanhamento e
apoio técnico no desenvolvimento do seu negócio,
de forma a melhor selecionar os equipamentos/ferramentas
e respetivos acessórios
e consumíveis que mais se adequam aos serviços
que pretendem prestar aos seus clientes.
Asseguramos aos nossos clientes a assistência
pós-venda esperada de um representante de
uma marca, em todas as linhas de produto”,
explica José Gonçalves.
potentes e autónomas, impulsionadas pela
evolução das baterias. O design mais compacto e
ergonómico reduz a fadiga do utilizador, enquanto
funcionalidades como modos automáticos, controlo
de velocidade e iluminação integrada aumentam
a eficiência e facilitam o trabalho, eliminando
a dependência de compressores e mangueiras.
Paralelamente, a utilização de novos materiais,
sistemas antivibração e acessórios de proteção
reforça a durabilidade e a segurança. Neste
contexto, a adoção de boas práticas, como o uso
de EPI, a verificação regular das ferramentas e
o correto manuseamento, mantém-se essencial,
acompanhando uma evolução orientada para maior
eficiência, segurança e sustentabilidade operacional.
KING TONY, Pedro Costa e Hugues Gobin
As tendências tecnológicas são sempre
imprevisíveis. No entanto, a principal melhoria no
futuro virá da capacidade das baterias; teremos
modelos cada vez mais potentes e com maior
duração, que oferecerão um melhor desempenho
em toda a gama, sem exceção.
EUROCOFEMA, Jorge Barbosa
As principais tendências tecnológicas nas chaves
de impacto passam, sobretudo, pela evolução para
soluções mais eficientes, autónomas e inteligentes,
destacando-se: crescimento das ferramentas a
bateria, com maior autonomia, potência e rapidez
de carregamento, permitindo maior mobilidade
na oficina; motores brushless, que garantem
maior durabilidade, menor manutenção e melhor
eficiência energética; controlo eletrónico de torque
e velocidade, proporcionando maior precisão e
segurança nas operações; redução de peso e
melhoria ergonómica, aumentando o conforto
e produtividade do utilizador; maior robustez e
resistência, com materiais mais duráveis para uso
intensivo; integração de tecnologia inteligente,
como modos de trabalho programáveis e, em
alguns casos, conectividade para monitorização e
controlo. Estas tendências refletem a necessidade
crescente de equipamentos mais versáteis, fiáveis e
adaptados às exigências atuais das oficinas.
COMETIL, José Gonçalves
A Hazet permite dotar o profissional de uma
solução adequada quer para ambiente de
instalações oficinais com rede de ar comprimido,
quer para uma utilização autónoma e móvel
na variante elétrica. Tendo desenvolvimento e
produção própria, para além de ser fabricante OEM,
bem como tendo parcerias estratégicas com outros
produtores, a Hazet tem aprimorado e desenvolvido
pormenores construtivos nas suas chaves
de impacto, que se refletem na performance,
fiabilidade e durabilidade reconhecidas pelos
profissionais. Desta forma, o desenvolvimento
tecnológico levará à criação de ofertas, quer na
gama pneumática, quer na gama elétrica, que
apresentem quase um paralelo de soluções, para
os constrangimentos e necessidades detetados, de
chaves de impacto cada vez mais leves, potentes,
compactas e robustas, qualquer que seja o local de
utilização e da tarefa a executar.
62
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
D
CHAVES DE IMPACTO
PCL / SKIL
NEOPARTS
Filipe Ferreira
neoparts.pt
Filipe Ferreira avança que a PCL se posiciona
no segmento das chaves de impacto
pneumáticas com uma gama focada na
durabilidade, potência e facilidade de utilização.
“Entre os modelos mais relevantes
destaca-se a APP210S – Prestige TURBO
(1/2”), com motor de alto desempenho
capaz de atingir 1.400 Nm de torque e
7.000 RPM, equipada com mecanismo
twin hammer que assegura impactos consistentes
e um design ergonómico para
uso prolongado. A APP220S – Prestige
Stubby (1/2”) surge como solução compacta
e versátil, ideal para espaços reduzidos
e operações como manutenção de
travões, transmissões e reparações gerais.
Já as APP271 e APP271S – Prestige (1”)
atingem até 2.712 Nm de torque, sendo
indicadas para oficinas de pneus e veículos
industriais, com boa relação peso/potência
e maior controlo através de pega lateral.
Ao nível do pós-venda, a PCL valoriza a
longevidade dos equipamentos, recomendando
práticas como lubrificação regular,
utilização de ar comprimido limpo e seco,
inspeção de mangueiras e limpeza após uso,
de forma a prevenir desgaste e falhas. O
uso de acessórios adequados, como chaves
de caixa de impacto, é igualmente essencial.
A marca complementa estas práticas
com soluções como lubrificadores em linha
e mangueiras anti-chicote, reforçando
a segurança e a durabilidade. No caso da
SKIL, a marca destaca-se pelo investimento
em inovação e fiabilidade. A chave de
impacto SKIL 3285JA introduz funcionalidades
como o modo de controlo em
reverso, que interrompe automaticamente
a rotação ao desapertar, evitando a queda
de peças, e iluminação LED 360°, que
melhora a visibilidade em zonas de difícil
acesso. O suporte pós-venda inclui garantia,
rede de reparação, peças de substituição
e apoio técnico. Importa ainda ajustar
a ferramenta à aplicação: modelos de alto
torque são indicados para rodas, enquanto
soluções compactas, como a SKIL 3265JA,
são mais adequadas a trabalhos de precisão,
contribuindo para reduzir tempos de
paragem e garantir consistência operacional”,
refere Filipe Ferreira.
KROFTOOLS, Micaela Fernandes
O desenvolvimento de baterias é o nosso
foco atual em termos tecnológicos que
privilegiam uma maior longevidade em
ciclos de utilização, aliada a elevados
níveis de resistência, variações térmicas,
vibrações e regimes de carga intensos.
O foco no futuro continua a incidir
na eficiência energética e na vida útil
significativamente prolongada.
ORIGINALFLEX, Iolanda Dias
O mercado das chaves de impacto está
a evoluir para além do foco no binário
máximo, privilegiando soluções mais
eficientes, inteligentes e orientadas para o
uso profissional. Destaca-se a consolidação
dos motores Brushless, que oferecem
maior rendimento, menor desgaste, menos
manutenção e melhor comportamento
térmico. Paralelamente, cresce a integração
de funções eletrónicas, como o Auto-
Stop, que evitam apertos excessivos,
protegem componentes e reduzem o erro
humano. Verifica-se também uma aposta
em designs mais compactos sem perda
de potência, facilitando o acesso a zonas
difíceis e melhorando a eficiência. As
plataformas de bateria continuam a evoluir,
com maior autonomia, melhor gestão
térmica e desempenho estável. Por fim, a
ergonomia ganha relevância, com sistemas
anti-vibração e melhor distribuição de peso.
FLEX TOOLS
ORIGINALFLEX
Iolanda Dias
www.flex-tools.pt
A OriginalFlex representa em exclusivo em
Portugal a FLEX Elektrowerkzeuge, fabricante
alemão de referência em ferramentas
elétricas profissionais. No segmento das
chaves de impacto, a marca posiciona-se
num patamar profissional, com soluções
para uso intensivo em oficinas. Entre as
novidades destaca-se a FLEX IW 3/4”
1600 18-EC C, uma chave de impacto
sem fios de 18 V concebida para aplicações
pesadas, combinando elevado binário
com controlo e ergonomia. O motor sem
escovas assegura maior eficiência, menor
desgaste, menos aquecimento e maior
durabilidade, sendo complementado por
uma construção robusta com cabeça em
alumínio fundido, adequada a ambientes
exigentes. O sistema Auto-Stop interrompe
o funcionamento no momento certo
em aperto e desaperto, aumentando a segurança
e evitando excessos de torque ou
quedas abruptas, o que é particularmente
relevante em aplicações sensíveis. A ferramenta
dispõe de três níveis de binário
e velocidade, permitindo adaptação a diferentes
aplicações. Em termos técnicos,
apresenta 18 V de tensão, baterias de 2,5
/ 5,0 / 8,0 Ah, binário máximo de 1600
Nm em aperto e 2100 Nm em desaperto,
velocidades até 1900 rpm, até 2350 impactos
por minuto, encaixe 3/4” e peso de 3,1
kg sem bateria. Integra ainda iluminação
LED ajustável, travão eletrónico, gatilho
progressivo com bloqueio, indicador de
carga e pega ergonómica com amortecimento
de vibrações. No plano do pós-
-venda, a OriginalFlex assegura garantia
de 3 anos, assistência técnica certificada
em Portugal e disponibilidade de peças
originais, incluindo apoio na escolha e
utilização, diagnóstico técnico e manutenção.
Este suporte é determinante para
reduzir tempos de paragem e prolongar a
vida útil do equipamento.
DINO PAOLI / DEWALT
GONÇALTEAM
António Gonçalves
goncalteam.pt
Na Gonçalteam, é comercializada a marca
Dino Paoli, “número um no mundo desportivo
automóvel, bem como outras marcas,
tais como Dewalt, Metabo, Ingerssol
Rand, Vessel etc. As tendências atuais são
para eletrificar esta função, pelo que contamos
com algumas novidades e promoções
destinadas a sensibilizar os clientes para a
mudança do sistema. A nível do pós-venda,
estão associados à comercialização das
chaves de impacto: demonstração, assistência
técnica e reposição de peças”, indica
António Gonçalves.
PUB
T
TECH TIPS
DIAGNÓSTICO DE SISTEMAS EGR
TEXTO Alexandre Filipe (Engenheiro Mecânico)
A
introdução da norma Euro
6 trouxe maior complexidade
aos sistemas EGR,
com a incorporação de um
circuito de baixa pressão e
novos sensores e atuadores de controlo.
Os circuitos EGR ( Exhaust Gas Recirculation
) reduzem as emissões de
NOx recirculando parte dos gases de
escape para a admissão, diminuindo a
temperatura de combustão. Nos motores
atuais coexistem dois circuitos:
EGR de alta pressão, que recircula
gases diretamente do coletor de escape
para a admissão, e EGR de baixa
pressão, que utiliza gases após o filtro
de partículas e os reintroduz antes do
turbocompressor.
Como abordar avarias?
Erros de fluxo EGR de alta pressão
O fluxo de gases de escape recirculados
na (convencional) EGR de alta pressão
é avaliado pelo sensor de massa de ar
“MAF”. Durante funcionamento em
carga parcial , a abertura da EGR reduz
a quantidade de oxigénio disponível. A
fim de manter o binário solicitado, podemos
observar através dos parâmetros
do equipamento de diagnóstico:
• Queda do valor MAF medido em
5-30%;
• Ligeiro aumento da quantidade de
combustível injetada.
Se estes parâmetros não se alterarem
de forma coerente, devemos verificar
o correto funcionamento da válvula e
contaminação no circuito.
Dica: Em desaceleração, muitas estratégias
de gestão comandam a abertura
da EGR e devemos observar uma queda
significativa do valor MAF . Se este
não for verificado, é provável que exista
um fluxo EGR insuficiente. Uma fuga
nas tubagens de admissão pode provocar
erros de fluxo EGR insuficiente
se os valores MAF (real vs. medido)
apresentarem valores plausíveis, mas a
pressão de sobrealimentação não atinge
o esperado.
Avaria mecânica de uma das válvulas
Na presença de uma avaria relacionada
com a posição EGR, podemos verificar
a posição solicitada vs. posição real
da válvula EGR. Movimentos lentos,
instáveis ou discrepâncias persistentes
entre posição pedida e real podem ser
sinónimo de contaminação ou avaria
do atuador.
Erros no circuito EGR de baixa pressão
Nos sistemas de EGR de baixa pressão,
a avaliação do fluxo é normalmente
feita através de um sensor de pressão
no circuito. Com a válvula LP-EGR
fechada, a pressão no circuito tende
a aproximar-se da pressão ambiente.
Quando a válvula abre, devemos observar
uma queda de 20–80 mbar. Na
presença de um erro de fluxo, uma das
causas mais comuns é a obstrução de
um dos filtros presentes no circuito.
Dica: Fluxo EGR insuficiente (sem códigos
de erro) causam uma combustão
com mais oxigénio e maior temperatura
podendo resultar em regenerações
do DPF demasiado frequentes e/ou
aumento do consumo de AdBlue, já
que o sistema SCR precisa compensar
o aumento das emissões de NOx.
64
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
G
GESTÃO ACTIONCOACH
O COMPORTAMENTO COMO FATOR CRÍTICO DE DESEMPENHO
O que não está a medir está
a custar-lhe resultados?
Na maioria das empresas do setor pós-venda - oficinas, distribuidores de peças ou centros de
serviço - os indicadores estão definidos: faturação, produtividade, tempos de entrega, taxa de
erro. Tudo parece controlado. Há, contudo, uma dimensão invisível que explica grande parte
dos desvios: o comportamento operacional das equipas.
TEXTO Susana Costa – susanacosta@actioncoach.comcorrer
“Os resultados são sempre a última consequência.
O comportamento operacional
é onde tudo começa.”
Os resultados são o fim da linha, não
o ponto de partida
Quando os números ficam aquém, a
tendência é pressionar os indicadores - a
reação é sempre a mesma:
PROBLEMA
Menos faturação
↓ Mais pressão comercial
PROBLEMA
Mais erros
↓ Mais controlo
PROBLEMA
Atrasos
↓ Mais urgência
Mas raramente se coloca a questão certa:
que comportamentos estão a acontecer
para gerar este resultado? Se um cliente
não aprova o orçamento, quantos contactos
foram feitos? Se os erros se repetem,
que procedimentos não estão cumpridos?
A infraestrutura invisível do negócio
Tal como uma oficina tem equipamentos
e processos definidos, existe uma infraestrutura
menos visível — mas igualmente
crítica: a infraestrutura comportamental.
É ela que determina como as decisões são
tomadas, como os clientes são acompanhados
e como a equipa se organiza em
pico de trabalho. Duas oficinas com os
mesmos recursos podem ter resultados
completamente diferentes. A diferença
está na forma como as pessoas atuam.
O erro mais comum: medir o resultado
e ignorar o processo
O que se mede:
• Faturação mensal
• Número de reclamações
• Tempo de reparação
O que se ignora:
• Taxa de conversão por consultor
• Cumprimento dos checklists
• Rapidez de início da intervenção
Sem medir comportamento, a gestão
corrige sintomas sem atuar nas causas.
Com indicadores comportamentais, a
conversa muda: deixa-se de falar em atitude
e passa-se a falar em ações mensuráveis
- quantos contactos foram feitos, quantos
orçamentos ficaram sem resposta, quanto
tempo entre receção e diagnóstico.
Conhecer o perfil para desenvolver o
comportamento
Cada pessoa tem tendências naturais que
influenciam a forma como age. Quem
decide rápido e lidera - pode saltar etapas.
Quem comunica bem e fideliza clientes
- pode evitar dar más notícias. Quem é metódico
e consistente - pode adiar decisões
difíceis. Quem é rigoroso e analítico - pode
bloquear quando é preciso agir depressa.
Estas tendências não são defeitos - são
pontos de partida. O trabalho de quem
lidera é reconhecê-las e desenvolver os
comportamentos que cada função exige,
com base no que cada pessoa tem de
melhor.
Como implementar
1. Identificar 3 comportamentos críticos por
função (receção, técnico, comercial, gestão)
2. Transformá-los em indicadores observáveis
e registáveis
3. Acompanhar semanalmente em reunião
curta de equipa
4. Ajustar com base na realidade, não
nas intenções
Conclusão
Um negócio pós-venda cresce com consistência
- e a consistência nasce do comportamento
operacional. Enquanto a gestão
medir apenas resultados, continuará a
reagir. Quando medir o que está por trás,
passa a liderar com controlo e previsibilidade.
A questão não é se o seu negócio tem
comportamentos instalados. A questão
é: são os comportamentos certos?
Se este tema lhe faz sentido, podemos conversar
- analisar a sua operação e identificar
os primeiros passos para estruturar o comportamento
da sua equipa em 2026.
Agende aqui: https://bit.ly/4t1ZSks
Ou no QR Code abaixo:
65
T
TÉCNICA ELETRÃO
TESLA E A ELETRIFICAÇÃO
A Tesla e a integração avançada dos
sistemas de controlo em veículos elétricos
Quer se goste ou não, a Tesla revolucionou a indústria automóvel não apenas com design
disruptivo e desempenho, mas sobretudo com uma arquitetura eletrónica profundamente integrada,
onde hardware e software evoluem em conjunto através de atualizações over-the-air (OTA).
Enquanto quase todos os fabricantes
depende de fornecedores externos
para componentes críticos, a Tesla
desenvolve internamente o Battery
Management System (BMS), o
On-Board Charger (OBC), o sistema de
controlo térmico e os inversores de potência,
criando um ecossistema proprietário
otimizado para eficiência, segurança e
longevidade.
O coração de qualquer Tesla é o Battery
Management System (BMS). Utilizando
uma arquitetura master-slave com múltiplas
placas eletrónicas, o BMS monitoriza individualmente
milhares de células cilíndricas
(2170, 4680 ou LFP). Em 2026, os packs
com células 4680 estruturais (structural
battery pack) já equipam alguns Model
Y e o Cybertruck, eliminando módulos
tradicionais e transformando a bateria num
elemento estrutural do chassis.
O sistema mantém diferenças de tensão
entre células abaixo de 10 mV, um valor
preciso onde o controlo da temperatura é
realizada com a precisão de ±3 °C, processando
dezenas de milhares de medições por
segundo. Algoritmos preditivos e controlo
ativo de arrefecimento permitem sessões
de carregamento ultrarrápido com mínima
degradação. Dados reais de frota em
2025/2026 mostram que Teslas mantêm,
em média, mais de 75% de State of Health
(SoH) após 200.000 km.
O On-Board Charger (OBC) varia conforme
o modelo: 11,5 kW (48 A a 240 V) nos
Model 3 Long Range, Model Y Performance,
Model S, Model X e Cybertruck, permitindo
que carregue a bateria em AC completa em
8-12 horas. O Model 3 base fica nos 7,7 kW.
No Cybertruck, o OBC suporta carregamento
bidirecional (PowerShare ou Vehicle to
Grid) até 11,5 kW, transformando o veículo
num gerador móvel útil para ferramentas ou
V2H. A integração com a rede Supercharger
permite picos de 250-350 kW em DC, com
o BMS a pré-condicionar a bateria para
maximizar a velocidade de carregamento.
O sistema de controlo térmico destaca-se
pela sofisticação. Em vez de um único circuito,
a Tesla emprega múltiplos loops de
líquido independentes (bateria, motor/
inversor e cabina), geridos por válvulas
eletrónicas inteligentes (como a Octovalve).
Recupera calor residual dos motores e inversores
para aquecer a bateria ou o habitáculo,
melhorando a eficiência em climas
frios. Mantém a bateria na faixa ideal de
20-45 °C mesmo em condução agressiva
ou carregamento rápido.
O Vehicle Control Unit (VCU) e os inversores
de potência (com tecnologia SiC em
vários modelos) fecham a cadeia. O software
de controlo de tração ajusta o binário em
milissegundos, otimizando regeneração,
dinâmica e segurança. Tudo evolui continuamente
via OTA.
PUB
Teste e Certificado
para Baterias
de veículos Elétricos e Plug-in
www.lusilectra.com
66
WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026
F
FORMAÇÃO
MECÂNICA
do dia-a-dia
by
AUDI A4 B9 2.0 TDI
Este mês o nosso relatório relata uma avaria num Audi A4 B9 equipado com motorização 2.0
TDI, relacionada com o sistema de injeção de combustível, mais concretamente com o sensor
de pressão do rail.
Figura 1 Audi A4 b9
Este sensor é responsável por monitorizar
em tempo real a pressão de combustível
no rail comum, fornecendo
essa informação à unidade de controlo
do motor (ECU), que ajusta a quantidade
de combustível injetado em função
das condições de funcionamento.
EFEITO CLIENTE:
▶ Dificuldade no arranque, sobretudo
com o motor quente
▶ Perda de potência em aceleração
▶ Funcionamento irregular em carga
▶ Luz de avaria do motor acesa no
painel de instrumentos
CÓDIGOS DE AVARIA:
▶ P0191 – Sensor de pressão do rail –
sinal implausível
ABORDAGEM:
O técnico deve começar por:
▶ Confirmar a queixa do cliente através
de teste de estrada, verificando
dificuldades no arranque e comportamento
em carga
▶ Proceder à leitura de códigos de avaria
com equipamento de diagnóstico
▶ Monitorizar parâmetros em tempo
real, nomeadamente:
• Pressão de rail solicitada
• Pressão de rail real
▶ Comparar os valores de pressão
durante diferentes regimes de funcionamento
(ralenti, aceleração e carga)
▶ Verificar alimentação elétrica do
sensor:
• Tensão de referência (tipicamente
5V)
• Sinal de retorno
• Massa
▶ Realizar testes com multímetro e,
preferencialmente, osciloscópio para
análise do sinal
CONCLUSÕES DO DIAGNÓSTICO:
▶ Verifica-se discrepância entre a
pressão de rail solicitada e a pressão
efetivamente medida
▶ O sinal do sensor apresenta variações
erráticas e inconsistentes, especialmente
sob carga
▶ Não se verificam anomalias na alimentação
elétrica nem na cablagem
▶ Sistema de alta pressão (bomba e injetores)
apresenta funcionamento dentro
dos parâmetros
CAUSAS POSSÍVEIS:
▶ Defeito interno no sensor de pressão
do rail
▶ Contaminação do sensor por partículas
no combustível
▶ Desgaste interno devido a ciclos
térmicos e pressão elevada
CAUSA:
▶ Após análise detalhada, concluiu-se
que o sensor de pressão do rail apresenta
degradação interna, originando leitura
incorreta dos valores de pressão
Figura 2 Sensor de pressão da régua
▶ Esta leitura errada induz a ECU em
erro, resultando numa gestão inadequada
da injeção de combustível
SOLUÇÃO:
▶ Substituição do sensor de pressão do
rail por componente conforme especificação
OEM
▶ Verificação do estado do conector e
limpeza, se necessário
▶ Eliminação dos códigos de avaria
▶ Realização de teste de estrada para
validação da reparação
▶ Confirmação dos valores de pressão
de rail em tempo real após intervenção
NOTAS E RECOMENDAÇÕES
ADICIONAIS:
▶ Sempre que se verifiquem códigos
relacionados com pressão de rail, deve
ser feita distinção entre falha mecânica
(bomba/injetores) e falha de leitura
(sensor)
▶ A utilização de osciloscópio permite
identificar falhas intermitentes que
não são visíveis apenas com leitura de
parâmetros
▶ Recomenda-se verificação da qualidade
do combustível e do filtro de
combustível para evitar contaminação
do sistema
30 ANOS
BERNER:
UMA HISTÓRIA
FEITA DE PESSOAS
A história começa em 1957, quando Albert Berner,
com 21 anos, decidiu arriscar. Com 3.000 marcos
e um carro carregado de produtos, lançou um
negócio que cresceu muito além do previsto.
Ao longo das décadas, tornou-se um grupo
internacional, assente na proximidade ao cliente
e numa abordagem prática ao negócio. O que a
distingue não é a dimensão, mas a cultura.
A BERNER nunca foi apenas sobre produtos, mas
sobre pessoas.
Em Portugal, essa cultura traduz-se em ação.
Presente desde 1996, a BERNER Portugal
consolidou a sua presença no mercado nacional
com base na proximidade ao cliente e numa
equipa dedicada, ativa nos setores da mobilidade,
construção e indústria. Mais do que fornecer
produtos, trabalha lado a lado com os profissionais,
compreende os seus desafios e entrega soluções
concretas no terreno.
Celebrar 30 anos é reconhecer o percurso e
reforçar o que sempre esteve na base: confiança,
proximidade e ambição.
Queres revolucionar
o teu negócio?
Envia-nos email para
servicos@berner.pt
Para saber mais acede
www.berner.pt
Segue-nos nas redes
sociais @BERNER_PT