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REVISTA PÓS-VENDA 127

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N.º127

Abril 2026 - 2€

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SILVA MAGALHÃES

A Auto Silva Acessórios chegou aos 50 anos,

sustentando a sua existência na proximidade

aos clientes e na especialização técnica

ATUALIDADE

A Berner está a

comemorar as bodas

de prata em Portugal,

num ano em que irá

mais que duplicar a sua

capacidade logística

MERCADO

Através dos equipamentos

da Rodrisystem fomos

conhecer um pouco

melhor a realidade dos

Tesla Approved Body

Shop em Portugal

DOSSIER

Não existe oficina que

não use pelo menos

uma chave de impacto,

pelo que trazemos um

levantamento da oferta

disponível no nosso país

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5

PROPRIETÁRIA E EDITORA

ORMP Pós-Venda Media, Lda

Estrada de Polima

Centro Industrial da Abóboda nº 1007

2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

Nº Contribuinte: 513 634 398

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Paulo Homem

Anabela Machado

CAPITAL SOCIAL DA ORMP

Bettencourt & Mendes, Lda - 50%

Paulofimedia Unipessoal, Lda - 50%

CONTACTOS

Telefone: +351 218 068 949

Telemóvel: +351 939 995 128

E.mail: geral@posvenda.pt

www.posvenda.pt

f /revistaposvenda

i /company/revista-pós-venda

DIRETOR

Paulo Homem

paulo.homem@posvenda.pt

REDAÇÃO

Nádia Conceição

nadia.conceicao@posvenda.pt

DIRETORA COMERCIAL

Anabela Machado

anabela.machado@posvenda.pt

GESTOR COMERCIAL

João Abreu

joao.abreu@posvenda.pt

ADMINISTRATIVA

Anabela Rodrigues

anabela.rodrigues@posvenda.pt

FOTOGRAFIA

Micaela Neto

PAGINAÇÃO

Marta Moita

paginacao@posvenda.pt

SEDE DE REDAÇÃO

Estrada de Polima

Centro Industrial da Abóboda nº 1007

2º andar, Escritório I

2785-543 São Domingos de Rana

TIRAGEM

10.000 Exemplares

ISSN

2183-6647

Nº REGISTO ERC

126724

DEPÓSITO LEGAL

399246/15

PERIODICIDADE

Mensal

IMPRESSÃO

DPS – Digital Printing Solutions MLP,

Quinta do Grajal – Venda Seca, 2739-511

Agualva Cacém – Tel: 214337000

N.º127

Abril 2026

www.posvenda.pt

f revistaposvenda i company/revista-pos-venda l RevistaPOSVENDA

Sumário

S

Editorial .........................................................................................P.03

Tome Nota ..................................................................................P.04

Notícias ...........................................................................................P.06

Viver Elétrico

Elétricos Usados Valem? ..............................................................P.14

Atualidade

60 anos S.José Logística de Pneus ..........................................P.16

Axalta Irus Mix / Caetano Colisão .........................................P.18

Tec Alliance / Tips4y .......................................................................P.20

Berner 25 anos ....................................................................................P.24

CLEPA .......................................................................................................P.28

Seminário Bolas / Beta ..................................................................P.32

Norauto Prevensys 5 .......................................................................P.34

Mercado

JDEUS ........................................................................................................P.36

Rodrisystem / Equipamentos para Tesla ..........................P.38

Internacional

Magneti Marelli Checkstar ..........................................................P.36

Oficina do mês

Auto Valério ..........................................................................................P.44

Personalidade do mês

Maria Helena Silva Magalhães,

Auto Silva Acessórios ......................................................................P.46

Dossier

Chaves de impacto ...........................................................................P.52

Tech Tips

Diagnóstico de sistemas EGR .....................................................P.63

Gestão

ActionCoach ..........................................................................................P.64

Técnica

Electrão – Técnica na Mobilidade Elétrica .........................P.65

Formação

Mecânica do dia-a-dia by Car Academy .............................P.66

E

Editorial

Pós-venda mais tecnológico

Estamos a viver uma época sem

precedentes no que diz respeito à

digitalização das operações, com

a enorme desvantagem que não

conseguimos acompanhar o ritmo a

que as coisas estão a suceder. Sempre

que achamos que estamos “por dentro”

das novidades digitais que estão a

aparecer, existe sempre mais uma

coisa que nos surpreende. É assim

todos os dias, pelo menos comigo.

E o que é interessante é que existem

sempre profissionais envolvidos na

transformação digital que estão a

ver as coisas muito mais à frente que

todos nós (por vezes até demasiado à

frente) e, muitos deles, estão a olhar

pela primeira vez para o setor do pósvenda

automóvel ou nele entraram há

poucos anos.

Com a inteligência artificial (que já

disse aqui que vai ter um enorme

impacto no pós-venda automóvel) e

com a eletrificação, estão a chegar ao

nosso setor uma enorme quantidade

de profissionais que não querem saber

propriamente do automóvel, como

nós o conhecemos, mas olham para

este setor como um alvo tecnológico.

O que já se conhece ao nível da

inteligência artificial no pós-venda,

vai permitir uma enorme especialização

no negócio de peças e na área oficinal,

que necessariamente vai mudar

a forma como as empresas

trabalham, nomeadamente

no B2B.

Paulo Homem

DIRETOR

paulo.homem@posvenda.pt

ESTATUTO EDITORIAL

Disponível em www.posvenda.pt

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Pav. 5 - Stands 5 B 09 e 5 C 06

29 a 31 de Maio - EXPONOR

O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR

O AFTERMARKET NUM SÓ LUGAR


4

WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

FROTAS CADA VEZ

MAIS ELETRIFICADAS

O Car Policy Benchmark 2025, promovido

pela Ayvens, revela que a

percentagem de veículos de passageiros

eletrificados (100% elétricos e

híbridos plug-in) triplicou no que às

frotas diz respeito, passando de 13%

em 2022 para 40% em 2025. Este valor

significa que, dos cerca de 10 mil

veículos de passageiros analisados

no estudo, num universo total de 12

mil veículos, aproximadamente 4 mil

já são eletrificados.

Nos veículos de mercadorias, a evolução

também é significativa, de 1%

em 2022 para 10% em 2025. Os resultados

evidenciam uma evolução

significativa na maturidade das políticas

de frota, com maior foco em métricas

económicas, como o custo total

de utilização (TCO), e uma crescente

padronização das práticas de gestão.

FÓRUM “PARA QUEM MOVE O AFTERMARKET”

A DPAI, mesa da ACAP dedicada ao Pós-

-venda Automóvel Independente, vai realizar

no próximo dia 29 de maio de 2026 o

seu habitual Fórum, integrado este ano no

âmbito da Expomecânica.

O evento será dedicado em exclusivo ao

sector do pós-venda automóvel independente

e a organização pretende repetir o

sucesso das edições anteriores, voltando

a reunir operadores do sector, nomeadamente

oficinas, retalhistas, distribuidores,

fabricantes de peças e pneus, bem como

parceiros estratégicos e órgãos de comunicação

social. O programa desta edição

centra-se em dois temas fundamentais

para a competitividade do aftermarket:

micas de negócio e as estratégias que estão

a criar valor e eficiência nas empresas;

2 - Liderar o futuro: talento, competências

e novas gerações - Uma reflexão sobre

um dos maiores desafios atuais: atrair,

qualificar e reter talento num sector em

mudança.

Através deste código QR poderá inscrever-

-se, mas também ficar a conhecer todos os

intervenientes deste evento.

CÓDIGO QR:

Tome

Nota

1 - O novo pós-venda: oportunidades, tecnologia

e rentabilidade - Um debate sobre

a transformação do sector, as novas dinâ-

TCO COMO PRINCIPAL CRITÉRIO DE DECISÃO DE POLÍTICAS DE FROTA

Segundo, o Car Policy Benchmark 2025,

promovido pela Ayvens, entre 2022 e 2025,

registou-se um crescimento significativo na

utilização do TCO como critério de decisão

nas políticas de frota, passando de 73% para

83% das empresas. A adoção desta metodologia

é mais expressiva em frotas de maior

dimensão, embora 80% das frotas mais pequenas

já recorram ao TCO. No que diz respeito

aos procedimentos e responsabilidades

dos colaboradores, observa-se uma tendência

crescente de corresponsabilização nos

custos com seguros, com o índice a aumentar

de 29% em 2022 para 33% em 2025.

CONDUTORES DE CARROS DE FROTA

CADA VEZ MAIS “ELETRIFICADOS”

O inquérito a condutores, feito no âmbito do Car Policy

Benchmark 2025 da Ayvens, contou com a participação

de mais de 3 mil colaboradores, que percorrem,

em média, menos de 28 mil quilómetros por ano.

Atualmente, 38% já conduzem veículos eletrificados

(face a 17% em 2022), dos quais 25% são 100% elétricos

e 13% híbridos plug-in. Os principais obstáculos

apontados à transição incluem a autonomia dos veículos

elétricos (31%), a insuficiência da rede pública

de carregamento (26%), a necessidade de maior planeamento

de viagens longas (23%) e o investimento

inicial mais elevado (14%). Apesar dos desafios identificados,

50% dos condutores afirma estar disponível

para transitar já para veículos 100% elétricos, e 25%

para híbridos plug-in, o que representa um potencial

de transição adicional de quase 40%.

CONTRATOS DE GESTÃO

DE FROTAS AUMENTAM DURAÇÃO

No estudo Car Policy Benchmark 2025 da

Ayvens, verifica-se que ao nível da utilização

dos veículos, a duração média dos contratos

aumentou para 51 meses, face aos 47 meses

registados em 2022. A contratação de prazos

mais longos permite às empresas aceder a

rendas mais competitivas, sendo que 31% das

organizações já contratam por cinco anos ou

mais, face a apenas 9% em 2022. O renting

continua a alargar o conjunto de serviços incluídos.

Desde 2022, a concentração média

de serviços aumentou de 78% para 81%, com

destaque para a subscrição de veículos de

substituição, seguros e seguros de recondicionamento.



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WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

Notícias

N

COOPERAÇÃO PORTUGAL–CHINA E TRANSFORMAÇÃO

TECNOLÓGICA MARCAM CONFERÊNCIA DA ARAN

Novos rumos e

novos caminhos

A aceleração tecnológica no setor automóvel e o reforço da cooperação

económica entre Portugal e a China estiveram no centro da conferência

internacional “Juntos, Criamos Futuro – Together, Leading the Way”,

organizada pela ARAN, que reuniu perto de 300 profissionais no Hilton

Porto Gaia.

A

sessão de abertura contou com

Rodrigo Ferreira da Silva,

Presidente da ARAN, seguido

das intervenções de Yang

Yirui, Embaixador da China

em Portugal, e de Fernando Machado,

Vereador da Câmara Municipal de Vila

Nova de Gaia, que destacou a relevância da

cidade como palco de eventos estratégicos

para a economia e inovação nacionais.

O encerramento oficial esteve a cargo

do Ministro da Economia e da Coesão

Territorial, Castro Almeida, que salientou

o papel estruturante do setor automóvel na

competitividade nacional. “O nosso papel

não é limitar a capacidade das empresas,

mas criar condições para que prosperem.

Combater a burocracia, garantir previsibilidade

regulatória e reforçar a competitividade

é essencial para apoiar um setor

que é central na economia portuguesa”,

afirmou o Ministro, realçando ainda os

investimentos recentes na cadeia de valor

automóvel em Portugal.

Um dos momentos mais aguardados foi

a intervenção do Embaixador da China,

que, a partir da análise do desenvolvimento

industrial do seu país, reforçou

o potencial de cooperação bilateral. No

seu discurso, Yang Yirui, Embaixador

da China em Portugal, considerou que

“a China e Portugal têm muito potencial

para colaborar na área da construção

automóvel”, sublinhando que “Portugal

possui vantagens únicas na produção de

peças e energias renováveis, enquanto a

China reúne experiência sólida em veículos

completos, baterias e sistemas inteligentes”,

concluindo que existe “um futuro brilhante

para a cooperação entre os dois países”.

Ao longo do evento houve uma série de

painéis com um alargado conjunto de

especialistas do setor automóvel e afins,

que falaram sobre as tendências, sendo que

o maior destaque foi para a Lucía Bonilla,

fundadora e presidente da MotorMind.

Esta profissional do setor pós-venda defende

que a inteligência artificial pode ajudar

a resolver um dos maiores problemas

atuais do pós-venda automóvel: a falta de

técnicos qualificados e a dificuldade em

gerir o conhecimento técnico num setor

cada vez mais complexo.

Com mais de duas décadas de experiência

no setor e proveniente de uma empresa familiar

ligada ao retalho automóvel, Bonilla

falou sobre a plataforma MotorMind,

desenvolvida com base nas necessidades

reais de oficinas, mecânicos e responsáveis

de pós-venda. A solução criada pela

MotorMind, e apresentada neste evento,

utiliza inteligência artificial para apoiar o

diagnóstico e o trabalho das oficinas. Foi

explicado o funcionamento desta plataforma

e apresentados dados concretos dos

benefícios da mesma para todos os que

trabalham na área das oficinas.

Para o Presidente da ARAN, a conferência

demonstrou a capacidade do setor em

se unir para enfrentar uma das maiores

transições da sua história.

“O setor automóvel vive uma transformação

profunda. Reunir especialistas com

visões diversas foi essencial para criar

uma reflexão alargada sobre os desafios e

as oportunidades que temos pela frente.

Só juntos podemos preparar o futuro”,

conclui Rodrigo Ferreira da Silva.


7

Novo verniz de

secagem rápida PPG

A PPG anunciou a incorporação de um novo

verniz versátil de secagem rápida na sua linha

PPG Deltron, destinada ao mercado de repintura

automóvel na Europa, Médio Oriente e África.

O produto, designado Low Energy D8178, integra

uma nova tecnologia de secagem com a qual a

marca indica que as oficinas conseguem reduzir

de forma significativa o tempo e o consumo

energético face aos métodos tradicionais.

O verniz foi desenvolvido para se adaptar a

diferentes contextos de oficina, com várias

opções de secagem: cinco minutos a 50 graus

Celsius, dez minutos a 40 graus Celsius ou

quinze minutos a 20 graus Celsius, ficando livre

de pó e podendo ser polido após 45 minutos.

Em modo de secagem ao ar, a 20 graus Celsius,

a poupança energética pode atingir 60% em

comparação com um verniz convencional seco

durante 20 minutos a 60 graus Celsius.

AAG Iberia reforça Napa Auto Parts

A

AAG Iberia anunciou o reforço da

marca Napa Auto Parts como elemento

central da sua estratégia de

integração e desenvolvimento na Península

Ibérica.

A empresa pretende consolidar a sua operação

através da introdução progressiva desta

marca global como eixo unificador das suas

atividades no território ibérico.

O projeto registou uma evolução significativa

desde janeiro de 2023, chegando a mais

de 21 milhões de euros de vendas anuais

em peças de substituição. Este crescimento

assenta numa proposta comum baseada

na qualidade, disponibilidade e fiabilidade,

partilhada por todas as equipas e marcas do

grupo.

Nacho Pernas, diretor geral da AAG Iberia,

afirmou que “quando uma organização

cresce e o mercado responde, é o momento

de estruturar esse crescimento e prepará-lo

para o futuro”, sublinhando a importância

desta reorganização estratégica.

A empresa esclarece que a implementação

da Napa Auto Parts não representa uma

rutura com o modelo atual, mantendo-se a

distribuição de marcas premium e a diversidade

de gama. No entanto, a nova marca

passa a assumir maior visibilidade e a suportar

uma estrutura comum de operação, com

o objetivo de harmonizar o nível de serviço

em toda a Península Ibérica.

O plano inclui também um reforço da presença

da marca no mercado, com iniciativas

como eventos próprios e ações de visibilidade.

Nos próximos meses, 96 centros

e mais de 500 veículos serão adaptados à

identidade Napa Auto Parts, refletindo a

evolução em curso.

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WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

N

NOTÍCIAS

FARE recomenda revisão

das mangueiras de refrigeração

Kroftools apresenta

novas referências de

kits de sincronização

Com a chegada da primavera e o

maior uso do veículo, o sistema de

refrigeração volta a trabalhar em

plena capacidade. A FARE, empresa especializada

nesta tipologia de produto,

recomenda aos mecânicos uma atenta

revisão das mangueiras de refrigeração.

Uma revisão preventiva pode evitar

fugas, sobreaquecimentos e avarias dispendiosas

precisamente no momento

em que o veículo é mais utilizado para

trajetos prolongados. As mangueiras

estão sujeitas a ciclos térmicos contínuos.

Com o tempo, a borracha pode endurecer,

gretar ou perder elasticidade.

Recomenda-se inspecionar gretas ou

fissuras na superfície, inchaços causados

por enfraquecimento interno, perda de

flexibilidade (sinal claro de envelhecimento)

e resíduos de refrigerante seco

em uniões e abraçadeiras.

Por outro lado, uma percentagem elevada

das fugas tem origem num mau

assentamento dos pontos de união. É

fundamental verificar se as abraçadei-

Hengst Filtration lança

tampas da cabeça do motor

ras mantêm a pressão correta, se não

existem deformações nas bocas ou

ligações e se não há corrosão nas zonas

metálicas associadas.

Substituir uma abraçadeira em mau

estado pode prolongar significativamente

a vida útil da mangueira e evitar

perdas de refrigerante por microfugas.

Além da inspeção externa, é

recomendável realizar um teste de

pressão do circuito, assegurando que

não existem quedas anómalas, uma

verificação do estado interno do líquido

(pois a sua degradação acelera o

desgaste das mangueiras) e fazer a valiação

da rigidez interna (já que uma

mangueira deteriorada pode colapsar

sob depressão e dificultar a circulação

do refrigerante).

A FARE dispõe de mais de 2.400

referências de mangueiras de refrigeração,

cobrindo mais de 80.000 aplicações

que abrangem uma grande diversidade

de modelos e motorizações

do parque circulante.

A Kroftools anunciou o reforço da sua gama de

equipamentos com a introdução de novos kits

de sincronização e componentes destinados a

diferentes marcas e modelos automóveis.

Entre as novidades apresentadas encontra-se

o jogo de sincronização 1740, desenvolvido para

o Opel Astra K de 2019, equipado com motor

1.2 Turbo, abrangendo os códigos F12SHL,

F12SHT e F12SHR. Já o modelo 1741 destina-se

aos motores Ford EcoBoost de 2.0 e 2.3 litros,

com aplicações em veículos como Focus, Galaxy,

Mondeo e S-Max, produzidos entre 2010 e

2018, incluindo uma ampla lista de códigos de

motor compatíveis.

A empresa introduziu ainda o kit de distribuição

1746 para motores MG 1.5 a gasolina,

aplicável aos modelos MG3 e MG ZS, produzidos

entre 2013 e 2022, com referência a

códigos OEM específicos. Por fim, o kit tensor

da correia auxiliar 1747 foi desenvolvido para

uma vasta gama de marcas, incluindo Citroën,

Ford, Mazda, Mini, Peugeot, Toyota e Volvo,

cobrindo múltiplas motorizações e modelos.

Delphi lança pastilhas de

travão Professional+

para comerciais ligeiros

A

Hengst Filtration anunciou o alargamento

do seu portfólio, com a

introdução de tampas da cabeça do

motor.

A marca lembra que as tampas de cabeça

do motor são componentes complexos

que integram funções críticas, como siste-

Num minuto...

A Alliance Automotive Group Iberia lançou

a nova gama de pinças de travão NAPA,

reforçando dessa forma a sua estratégia de

crescimento no mercado do aftermarket.

mas de ventilação ou sensores de eixo de

comando. Devido a esta complexidade,

a Hengst defende a substituição completa

da unidade em vez de reparações

isoladas, uma vez que a simples troca de

uma vedação raramente resolve problemas

de fadiga de material ou defeitos

nos componentes integrados.

A gama inicial conta com 22 referências

para automóveis ligeiros, abrangendo

mais de 2000 modelos de veículos europeus.

Muitas destas tampas incluem

separadores de névoa de óleo integrados,

essenciais para manter as condições

de pressão e estanqueidade do motor.

A ANECRA vai promover o 19.º Encontro

Nacional da Reparação Automóvel

no dia 18 de abril de 2026, no Hotel

Solverde Spa & Wellness Center.

A Delphi lançou uma nova gama de pastilhas

de travão Professional+ desenvolvida

para veículos comerciais ligeiros, com o objetivo

de responder às exigências de utilização

intensiva em frotas.

A nova gama é composta por 58 referências,

cuja disponibilização será feita de

forma faseada ao longo de 2026, abrangendo

aplicações de elevada procura como

Mercedes-Benz Sprinter e Vito, Ford Transit,

Volkswagen Transporter, Fiat Ducato e Iveco

Daily, cobrindo cerca de 70% do parque europeu

de veículos comerciais ligeiros.

A marca indica que a principal característica

diferenciadora das pastilhas Professional+

é a durabilidade. O produto recorre a um

material de fricção de elevada resistência,

permitindo uma vida útil média 40% superior

face às pastilhas convencionais do mercado

de substituição.


9

Spies Hecker Hi-FLX

chega a Portugal

A Axalta anunciou o lançamento da Spies Hecker

Hi-FLX, uma nova base bicamada à base de água

destinada a clientes de repintura na Europa.

A marca indica que a solução foi concebida para

proporcionar um desempenho de cor elevado através

de um processo de aplicação molhado sobre molhado,

simples de utilizar, por forma a garantir simultaneamente

uma relação qualidade/preço otimizada e maior

eficiência nos processos de repintura.

A Axalta adianta ainda que o Spies Hecker Hi-

FLX permite uma cobertura total com 2,5 demãos,

apresentando uma mistura facilitada e controlo eficaz

de manchas. Adequada a uma ampla variedade de

reparações, refere que a sua fórmula aquosa assegura

resultados consistentes e contribui para práticas de

repintura mais sustentáveis. Quando utilizada em

conjunto com o sistema digital de gestão de cor Axalta

Irus, a solução possibilita uma correspondência de cor

precisa, suportada por uma base de dados com mais

de 100 000 fórmulas de cores lisas e de efeito.

CONSELHOS OFICINAIS

BY GTAVA

A Organização oficinal

Ordem de Reparação (VII)

Garantia de Reparação

Sem prejuízo de outras garantias aplicáveis

a um veículo, a garantia de reparação

automóvel e os defeitos associados têm

um regime específico de empreitada, sendo

por isso, reguladas pelos artigos 1218º e

seguintes do Código Civil.

Segundo a diretiva CNQ 18 no seu ponto

10.1 “A oficina deve efectuar a reparação

sem defeitos que excluam ou reduzam o

seu valor, ou a aptidão do veículo para o

seu uso ordinário, tanto no que respeita

as peças utilizadas, como à qualidade do

serviço prestado.”

No ponto 10.2 “Para além desta garantia

genérica, decorrente da lei, a oficina pode

atribuir garantias específicas a determinadas

reparações, desde que não restrinja os direitos

legalmente consagrados do cliente.”

Embora universalmente negligenciada a garantia

de reparação existe e deve ser levada a sério

pelos reparadores, não só pela sua legalidade

como meio de satisfação cliente.

Claro que o seguro sobre as reparações tem

um custo, mas compensa largamente os custos

diretos e indiretos de litígios e de processos

judiciais sempre que um cliente mais informado

exige a aplicação dos seus direitos.

É com alguma frequência que um veículo volta

a entrar na oficina com o mesmo incidente e a

mesma causa, sem que o reparador assuma a

garantia de reparação ou que o cliente a reclame.

O pagamento pelo cliente de várias reparações

sobre o mesmo incidente e a mesma peça causa

são quase norma, sendo que as desculpas e

a manipulação dessas razões ou causas são

demasiado frequentes, substituindo-se peças

“sem fim”.

A aplicação da garantia de reparação, satisfaz

os clientes e acima de tudo, fideliza-os ao

reparador em causa.

É fundamental a aplicação da garantia

de reparação por todas as oficinas,

independentemente do ramo profissional em

que se presta este tipo de serviços.

Paulo Quaresma

GTAVA.PT

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Pasta para Montagem de Escapes (Ref. 3342)

PROBLEMA

Os sistemas de escape com pequenos furos ou

fissuras podem provocar leituras erradas da sonda

lambda e levar à reprovação na Inspeção Periódica

Obrigatória (IPO).

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e montar sistemas de escape de forma fácil,

rápida e resistente ao calor, evitando desgaste e

permitindo desmontagens futuras sem danos. A

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(Ref. 3342), garante uma montagem estanque

e segura em tubos e flanges, assegurando ótima

vedação e facilitando a desmontagem quando

necessário. É ideal para a montagem dos sistemas

de escape impermeáveis ao gás, orifícios do tubo

de escape, junções aparafusadas e bujões e anéis

de chama.

Vantagens

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• Aplicação fácil

• Elevada impermeabilidade aos gases

• Sem necessidade de desmontagem

• Excelente resistência ao calor

Dica Ambiental by

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LAVAGEM DE VEÍCULOS EM OFICINAS:

ENTRE A EFICIÊNCIA E AS OBRIGAÇÕES

AMBIENTAIS

A lavagem de veículos em oficinas automóveis é

uma das atividades mais comuns no dia a dia das

oficinas automóveis, assumindo um papel importante

na manutenção, conservação e valorização

do automóvel. Com a aproximação dos meses de

primavera e verão, em que o número de lavagens

de automóveis aumenta significativamente, torna-se

essencial garantir que esta atividade decorre de

forma legal, organizada, eficiente e segura.

Do ponto de vista legal, as oficinas que realizem

lavagens ou operações que originem efluentes

contaminados com hidrocarbonetos e que encaminhem

os mesmos para o coletor municipal ou solo/

ribeiras, devem obter uma autorização de descarga

junta da entidade competente mais adequada, seja

o município ou a Agência Portuguesa do Ambiente.

Esta autorização dependerá diretamente da implementação

prévia de sistemas de tratamento

que assegurem o cumprimento dos parâmetros

de qualidade definidos pela entidade competente.

Adicionalmente, as licenças obrigam à realização

de monitorizações periódicas, cujos resultados

devem ser comunicados às entidades, sendo que

o incumprimento destas obrigações pode resultar

em coimas elevadas, que podem atingir valores

bastantes significativos.

Em termos operacionais, é fundamental que a área

de lavagem esteja devidamente separada das zonas

de reparação mecânica, evitando a contaminação

da água com óleos, gorduras e outras substâncias.

Considerando que a água resultante das lavagens

contem frequentemente poluentes, é indispensável

a existência de sistemas adequados de recolha e

tratamento de efluentes. Entre estes, destaca-se

o uso de separadores de hidrocarbonetos e filtros

de sedimentos, que permitem remover partículas

sólidas e substâncias menos densas, como gorduras

e espumas, assegurando uma drenagem controlada.

A instalação destes equipamentos deve ser

dimensionada de acordo com a atividade prevista.

Do ponto de vista ambiental, é igualmente importante

reduzir o consumo de água através de

soluções sustentáveis que representem mais valias

do ponto de vista ambiental e económico, como

sistemas de recirculação, aproveitamento de águas

pluviais ou técnicas de lavagem a seco. A escolha

de detergentes biodegradáveis e certificados é

essencial para minimizar o impacto ambiental,

devendo também ser evitado o uso excessivo de

produtos químicos e de equipamento de alta pressão

sem controlo adequado.

Igualmente, a organização da zona de lavagens não

deve ser descurada. Os produtos de limpeza devem

ser armazenados em locais próprios ventiladas e

devidamente sinalizados, mantendo na área de

lavagem apenas os produtos essenciais e corretamente

identificados. Esta prática reduz riscos de

acidentes e facilita a gestão operacional da oficina.

Em síntese, a lavagem de veículos nas oficinas

exige uma abordagem responsável e estruturada,

que vá além das simples limpezas. O cumprimento

das normas legais, aliado à adoção de boas práticas

ambientais e operacionais, não só garante

a qualidade do serviço prestado, como reforça a

imagem da oficina junto dos clientes e contribui

para a proteção do meio ambiente.

Caso necessite apoio neste ou outros

temas não hesite, contacte-nos!

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www.eco-partner.pt

Óleo de Motor em destaque

O Top Tec 6600 0W20 (Ref. 21411) está

em destaque. Mesmo sob cargas extremas,

garante uma lubrificação ideal, uma excelente

estabilidade da película lubrificante, assim com

um desgaste e depósitos mínimos. Excelente para

motores com o sistema start/stop e uma garantia

de performance máxima com um baixo consumo

de combustível. Especialmente desenvolvido para

veículos a gasolina e diesel que exigem normas

ACEA C5/C6 e para as marcas BMW, Mercedes-

Benz, Opel, entre outros.

FICHAS TÉCNICAS E MODO DE UTILIZAÇÃO EM

www.liqui-moly.com

RUPES centraliza reparações oficiais

Como parte do seu compromisso contínuo

em melhorar a eficiência do serviço

e garantir o mais elevado nível de apoio

técnico aos seus clientes, a RUPES decidiu

centralizar as reparações oficiais em Portugal através

de um único centro de serviço autorizado.

Assim, a RUPES acaba de informar que a

4Core Solutions passará a ser o Serviço Técnico

Num minuto...

A Michelin apresentou duas novas

gamas de pneus de verão premium,

Michelin Primacy 5 energy e

Michelin Pilot Sport 5 energy.

Oficial em Portugal. Consequentemente,

a Segmenbase deixará de operar como

Serviço Técnico Oficial da RUPES a partir

do dia 1 de maio.

O Centro de Serviço Oficial (a 4Core Solutions)

está localizado na Rua do Barroco

214 I, em Leça do Balio, através do contato

229 510 239.

A Nexus Automotive International

anunciou a nomeação de Palle

Willumsen para o cargo de Senior Vice

President de Business Development.

INFORMAÇÕES

info.iberia@liqui-moly.com


11

Lubrificantes Cepsa

agora são Moeve

Os lubrificantes da Cepsa passaram a ter uma

designação através da marca Moeve. A recente

reunião de distribuidores serviu precisamente para

apresentar a nova imagem dos lubrificantes Moeve,

assinalando uma nova etapa na evolução e posicionamento

da marca neste segmento.

A convenção teve ainda como objetivo aprofundar

a colaboração com os distribuidores, promover a

troca de experiências e apresentar a visão de futuro

da Moeve para o negócio de lubrificantes, num

setor em constante evolução. Durante o evento

foram também partilhadas novas estratégias

comerciais e o posicionamento da marca, reforçando

o compromisso com a inovação, a proximidade e

o crescimento conjunto.

Com esta Convenção, a Moeve reforça o seu

compromisso em trabalhar lado a lado com os

seus parceiros, promovendo uma relação próxima e

preparando o futuro da distribuição de lubrificantes

com ambição, inovação e visão estratégica.

I-TRAining estabelece

parceria com o bilstein group

O

bilstein group e o Centro de Formação

I-TRAining estabeleceram

uma parceria para o ano corrente,

com o objetivo de criar uma colaboração de

valor acrescentado para ambas as entidades,

e reforçando a componente técnica e a formação

no setor da reparação automóvel.

Para o bilstein group, esta parceria pretende

aumentar a presença técnica contínua no

mercado, reforçar a autoridade técnica das

suas marcas e influenciar diretamente a

decisão das oficinas. A iniciativa visa ainda

destacar a diferenciação dos produtos,

contribuir para a redução de erros técnicos e

proteger a reputação das marcas. Estes objetivos

serão alcançados através da experiência

e do know-how técnico proporcionados pelo

Centro de Formação I-TRAining.

O Centro de Formação I-TRAining, com

a chancela da Oficina Tiagorochauto, é um

espaço dedicado à formação na área da reparação

automóvel, direcionado a profissionais

do setor. O centro dispõe de instalações

preparadas para acolher várias ações de formação.

A visão e os objetivos comuns de ambas as

entidades deram origem a esta parceria, que

concede exclusividade às marcas do bilstein

group no âmbito do projeto do Centro de

Formação I-TRAining. O acordo permitirá

reforçar o posicionamento das marcas do

grupo junto das oficinas e apoiar o investimento

contínuo do centro de formação na

capacitação de profissionais do setor.

A parceria irá materializar-se em várias iniciativas,

incluindo a presença das marcas do

bilstein group na aplicação I-Training, na

plataforma de formação online I-Training

Play e nas ações de formação presenciais,

com recurso a peças das marcas febi, SWAG

e Blue Print. O acordo prevê ainda a presença

das marcas na decoração do espaço

técnico de formação, no fardamento da equipa

do centro, nas redes sociais e no podcast

técnico Podcars, entre outras ações de

comunicação.

PUB

Gestão integral de centros

de abate automóvel

Processos de abate VFV

Processo de despoluição

Desmantelamento

Gestão de stocks

Faturação / Gestão documental

Referências OE e compatibilidades

Módulo de resíduos

Módulo de encomendas

Integração com Marketplaces

Integrados com:


12

WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

N

NOTÍCIAS

Hella dinamiza lança campanha

“Temporada Clima 2026”

A

Hella lançou a campanha “Temporada

Clima 2026”, uma iniciativa

dirigida ao mercado de

pós-venda automóvel, que decorre entre

1 de março e 30 de setembro de 2026.

Sob o conceito “Volta o especialista em

Termocontrolo”, a iniciativa pretende

promover a oferta da marca nas áreas de

climatização e refrigeração, ao mesmo

tempo que procura reforçar a rentabili-

LIQUI MOLY dá nome ao

Campeonato de Portugal de Drift

No terceiro ano de parceria, a LIQUI

MOLY tornou-se em 2026 “naming

partner” do Campeonato de

Portugal de Drift, reforçando assim a

sua presença no desporto automóvel em

Portugal.

Após duas épocas bem-sucedidas com

o estatuto de “main sponsor”, a marca

premium alemã de lubrificantes, aditivos

e produtos químicos intensifica o

seu compromisso com uma das modalidades

mais entusiasmantes do desporto

automóvel nacional ao tornar-se “naming

partner” da competição.

Num minuto...

A Euromaster pretende em 2026 continuar

a introduzir novas oficinas franqueadas

na sua rede, depois de um ano de 2025

no qual a empresa antigiu cerca de 80

milhões de euros de faturação.

dade dos distribuidores e a eficiência das

oficinas. A estratégia baseia-se também

no posicionamento técnico da Hella em

gestão térmica, transferindo para o mercado

de pós-venda a experiência previamente

consolidada neste domínio.

Entre os produtos disponibilizados para

a campanha encontram-se compressores,

condensadores e ventiladores de habitáculo,

aos quais se juntam válvulas de

expansão, filtros secadores, resistências

e reguladores de ventiladores interiores,

bem como permutadores de calor interiores.

Na área da refrigeração incluem-se

ainda radiadores, intercoolers e ventiladores

de radiador, entre outros componentes.

No total, a oferta já ultrapassa

as 2.400 referências disponíveis para o

mercado ibérico.

O novo “CP Drift LIQUI MOLY” traça

uma nova era no leque de ativações da

LIQUI MOLY Iberia em Portugal e da

competição promovida por Daniel Azevedo,

que será naturalmente aproveitada

pela LIQUI MOLY para continuar a promover

o seu leque de produtos e soluções

entre consumidores finais e profissionais.

Além de estrear novos materiais de comunicação

no paddock de cada evento, a

LIQUI MOLY ocupará um lugar de destaque

no pódio e em todos os materiais

promocionais de todas as rondas da competição,

incluindo o programa, o horário

e o cartazes oficiais.

A marca reforçará ainda um vínculo

muito especial com os pilotos e equipas

nos bastidores e durante as cerimónias de

pódio, bem como com os aficionados que

se deslocarem a cada circuito.

Com seis provas oficiais e uma Taça

de Portugal, a temporada de 2026 do

CP Drift LIQUI MOLY arranca no

fim-de-semana de 28 e 29 de março em

Montemor. Seguem-se, depois, as passagens

por Campia, Sever do Vouga,

Viseu e Pinhel antes da finalíssima em

Lousada, no derradeiro fim-de-semana

de setembro. A visita a Sever do Vouga

para a Taça de Portugal decorrerá entre

17 e 18 de outubro.

A KYB Corporation anunciou um

patrocínio ao programa de corridas de

endurance da BMW M Motorsport,

aumentando assim a presença da

empresa no automobilismo.

Olipes lança novo

lubrificante Averoil

para motores Stellantis

A Olipes acaba de apresentar o novo

lubrificante sintético Averoil 5W-30 FPW3,

desenvolvido especificamente para motores do

grupo Stellantis, encontrando-se em processo

de homologação oficial segundo a norma FPW

9.55535/03.

O novo produto incorpora tecnologia Low

SAPS, caracterizada por um baixo teor de

cinzas sulfatadas, fósforo e enxofre, essencial

para a proteção dos filtros de partículas. A

marca indica que concebido para reduzir o

desgaste e prolongar a vida útil dos sistemas

de controlo de emissões em motores diesel e

a gasolina da Stellantis, assegurando elevados

níveis de desempenho e proteção mecânica.

O Averoil 5W-30 FPW3 foi otimizado para

motores que exigem elevada capacidade

antidesgaste, com destaque para os motores

diesel 1.5 BlueHDi da série DV5R e os motores

a gasolina 1.2 turbo PureTech EB2, utilizados

em várias marcas do grupo.

De acordo com a Olipes, o produto inclui

aditivos detergentes e dispersantes específicos

que contribuem para a limpeza interna do

motor, garantindo estabilidade térmica e resistência

à degradação química. O lançamento

inicial contempla embalagens de 5 litros e

bidões de 200 litros.

TMD Friction inaugura

novo armazém em

Valência

A TMD Friction inaugurou um novo armazém

em Valência, em Espanha, aumentando

assim a presença da empresa no mercado do

pós-venda automóvel e ampliando a capacidade

logística na região ibérica.

A nova infraestrutura foi inaugurada a 10 de

março e representa um passo para a empresa

alinhar as operações logísticas com

as necessidades do mercado, permitindo

maior flexibilidade e uma resposta mais

rápida aos clientes em todo o país.

Com o novo armazém, a TMD Friction

passa a dispor de maior flexibilidade na

distribuição e melhora a disponibilidade

global dos seus produtos de travagem para

veículos ligeiros comercializados sob a

marca premium Textar, reconhecida internacionalmente.

A empresa pretende, desta

forma, reforçar a competitividade e ampliar

o apoio aos clientes no mercado ibérico.


13

Contentor SaCon apoia modelo

circular de panos Mewa

A Mewa desenvolveu um contentor de segurança

destinado a reforçar a proteção no armazenamento

e transporte de panos de limpeza contaminados

com óleos, massas lubrificantes ou solventes,

o Mewa SaCon.

Este contentor integra o sistema de panos reutilizáveis

da empresa e foi concebida para reduzir

riscos de incêndio em fábricas e oficinas, para

assegurar simultaneamente o transporte seguro

dos têxteis para lavagem.

A Mewa lembra que em ambientes oficinais

é frequente acumularem-se panos de limpeza

impregnados com substâncias inflamáveis. Em

determinadas condições, estes materiais podem

aquecer ou inflamar-se espontaneamente, o que

representa um risco muitas vezes subestimado.

Para responder a este desafio, o contentor SaCon

permite guardar panos e mantas de recolha de

óleo reutilizáveis nas instalações dos clientes até

à sua recolha para processamento.

Os contentores possuem fecho hermético, são

empilháveis e compatíveis com paletes, permitindo

uma utilização prática no dia a dia das empresas.

Equipados com rodas, podem ser deslocados

dentro das instalações. São fabricados em plástico

HDPE, um material resistente e considerado particularmente

seguro para este tipo de aplicação.

A utilização deste material permite também

reduzir o peso em comparação com contentores

metálicos, por forma a tornar o manuseamento

mais ergonómico.

Metalcaucho reforça caixa

de termóstato com novo

design em alumínio

ZF Aftermarket expande gama de kits de

mudança de óleo para transmissões

A

ZF Aftermarket anunciou a expansão

da sua gama de kits de mudança

de óleo de transmissão, com novas

referências destinadas a veículos com motor

de combustão, elétricos e híbridos.

A ampliação do portefólio inclui não apenas

transmissões da própria marca, mas

também sistemas de outros fabricantes,

permitindo às oficinas realizar operações de

manutenção de forma mais eficiente e adaptada

a cada modelo de veículo.

O óleo de transmissão está sujeito a envelhecimento

natural e desgaste ao longo do

tempo, tal como outros componentes de um

veículo. A empresa sublinha que a realização

regular de mudanças de óleo contribui para

prevenir danos ou avarias associadas ao desgaste,

garantindo o correto funcionamen-

PCC lança nova gama de

estações A/C da marca IWS

to das transmissões automáticas, de dupla

embraiagem e CVT. Estas transmissões

exigem que o óleo mantenha propriedades

específicas, uma vez que desempenha várias

funções para além da lubrificação, incluindo

refrigeração, proteção contra contaminação

e transmissão de comandos de controlo.

Para facilitar este processo, a ZF Aftermarket

disponibiliza kits específicos para cada aplicação,

que incluem a quantidade adequada

de óleo e as peças necessárias para efetuar

a mudança. As oficinas que já possuem o

óleo em stock podem optar por versões dos

kits que contêm apenas os componentes de

substituição. A empresa disponibiliza ainda

manuais de reparação e formação técnica

para apoiar oficinas independentes na especialização

em transmissões.

A marca Metalcaucho apresentou uma melhoria

na caixa de termóstato 03233, onde a nova

versão passa a utilizar alumínio em substituição

do plástico originalmente utilizado, com o objetivo

de aumentar a resistência da peça e reduzir falhas

associadas ao material anterior.

O componente é amplamente utilizado em aplicações

de veículos Citroën e Peugeot e, com esta

atualização, passa também a abranger um maior

número de modelos. A nova configuração permite

consolidar seis códigos OE numa única peçla de

substituição, aumentando a eficiência da peça e

alargando a cobertura de veículos.

O novo kit inclui ainda acessórios adicionais

que ampliam a compatibilidade com diferentes

referências OE. Entre os elementos incluídos

encontram-se sondas de temperatura, tampões,

juntas tóricas e clipes de segurança. A versão mais

recente integra também três flanges de termóstato

diferentes, permitindo alcançar compatibilidade com

seis códigos OE e substituir eficazmente uma gama

mais ampla de componentes. No total, esta solução

pode abranger cerca de 1,7 milhões de veículos.

A

PCC apresentou a nova gama de estações

de ar condicionado automóvel da

marca IWS. A nova geração de equipamentos

foi concebida para permitir operações

de recuperação, vácuo e recarga de refrigerante

de forma totalmente automática, assegurando

intervenções rápidas, seguras e consistentes na

manutenção dos sistemas de ar condicionado

dos veículos.

Entre as principais características destacam-se

a operação 100% automática, recuperação de

refrigerante superior a 95%, bombas de vácuo

de alto rendimento com capacidade até 180 L/

min, sistemas de limpeza interna de elevada

eficiência e uma base de dados com mais de

20.000 veículos, facilitando o trabalho diário

das oficinas.

A nova linha integra vários modelos desenvolvidos

para responder às diferentes necessidades

do setor automóvel. O modelo IWS-3000

destina-se a sistemas com refrigerante R134a.

O IWS-4000 foi desenvolvido para o refrigerante

HFO-1234yf. O modelo IWS-Dual é

compatível com ambos os refrigerantes, R134a

e HFO-1234yf. Já o IWS-BusPro foi concebido

para aplicação em autocarros e veículos

pesados.

A nova gama de estações de ar condicionado já

se encontra disponível para encomenda e conta

com condições especiais de lançamento destinadas

aos profissionais do setor automóvel.


WWW.POSVENDA.PT NOVEMBRO DEZEMBRO ABRIL 2024 2025 2026

WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

14

VIVER ELÉTRICO PRO

VIVER ELÉTRICO PRO

04/12 12/12 1/12 série 334

Elétricos Usados Valem?

Metas desafiantes com a

chegada Formação de 2025 em

04/12 O mercado série 4 de veículos elétricos usados está a ganhar tração, mas

ainda levanta dúvidas entre profissionais e consumidores. Serão uma

Elétricos Usados Valem?

mobilidade

A oportunidade União Europeia sólida estabeleceu ou um risco metas escondido? ambiciosas

elétrica

A resposta de redução está de menos na

O emissões perceção…

mercado de de e mais

veículos CO na tecnologia.

elétricos usados está a ganhar tração, mas

ainda TEXTO levanta RODRIGO AMOÊDO dúvidas PINTO entre (rodrigo.pinto@world-shopper.com)

profissionais e consumidores. Serão uma

oportunidade

no após-venda

2

, exigindo que veículos comerciais ligeiros vendidos

a partir de 2025 reduzam as emissões em pelo menos 15% em relação

aos níveis de sólida 2021. ou Estas um risco metas, escondido? embora A essenciais resposta está para menos enfrentar na os

perceção… desafios e das mais alterações na tecnologia. climáticas, colocam uma pressão significativa

TEXTO sobre RODRIGO os AMOÊDO construtores PINTO (rodrigo.pinto@world-shopper.com)

automóveis.

é crucial

TEXTO RODRIGO AMOÊDO PINTO

Caso estas metas não sejam cumpridas,

os fabricantes enfrentam pesadas multas

Equipas bem preparadas não só aumentam

vendas de BEV, como também ajudam a posicion

o mercado para cumprir os objetivos de emissõ

A mobilidade elétrica não se vende apenas — vive-se. Por isso, é

de 95 euros por cada grama de CO₂

essencial excedente, que as multiplicadas equipas de pelo após-venda número estejam preparadas para

esclarecer de veículos dúvidas, vendidos. desmistificar mitos Pós-venda e apoiar também os clientes deve entrar numa na equação nova

Neste realidade. contexto, O a curso capacidade Viver dos importadores Elétrico abraçou de O Pós-venda este desafio. desempenha um papel essencial

veículos comerciais de alinhar as vendas aos objetivos

TEXTO de descarbonização RODRIGO AMOÊDO torna-se PINTO (rodrigo.pinto@world-shopper.com)

crucial. Caso o mix fonte confiável de conhecimento sobre as su

promoção dos VCL BEV, destacando-se com

de emissões de determinado mercado ultrapasse os vantagens face aos modelos ICE. Estas equip

limites, os construtores podem ser forçados a tomar podem evidenciar benefícios como custos de man

medidas drásticas, como reduzir ou mesmo cortar tenção mais baixos, intervalos de serviço alargad

a Para entrega de veículos que a com mobilidade motor de elétrica combustão se afirme

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mais

do chegar escrutinado.

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A


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Atualidade

A

S. JOSÉ PNEUS

60 anos a

construir o futuro

A celebração dos 60 anos da S. José Pneus ficou marcada pelo

lançamento da primeira pedra de uma nova plataforma logística e pelo

anúncio de um novo armazém em Madrid.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Foi junto de mais de 500 convidados,

entre parceiros nacionais e

internacionais, clientes e entidades

oficiais, que a S. José Pneus

celebrou o seu 60.º aniversário,

nas suas instalações em Cantanhede,

no passado mês de março. A história

da José Aniceto & Irmão começou em

1966, quando o fundador, José Abrantes

Aniceto, criou o seu próprio negócio de

reconstrução de pneus. Durante o evento,

José Aniceto, sócio-gerente da empresa,

recordou que a S. José Pneus enfrentou

momentos desafiantes, mas que a entrada

da segunda geração, com os seus irmãos

Luís e Helena Aniceto, trouxe uma nova

dinâmica. Em 1989, os três sócios investiram

no seu primeiro autoclave para recauchutagem

a frio e, em 2005, expandiram

para a distribuição multimarca com a S.

José Logística de Pneus. José Aniceto lembrou

também que a parceria com a BKT

foi decisiva, “tornando a empresa líder

ibérica no setor agrícola e impulsionando

a abertura para o mercado espanhol”.

O evento destacou que o sucesso da S.

José Pneus assenta nas pessoas, com Luís

Almeida, CFO da empresa há 27 anos, a

partilhar uma visão sobre a evolução da

organização e a importância da cultura

interna. “Chegamos aos 60 anos com a

sabedoria que só a experiência pode dar,

e também com a energia, a ambição e a

vontade de continuar a crescer. Vi equipas


17

LUÍS ANICETO – SÓCIO-GERENTE, S. JOSÉ PNEUS

À PÓS-VENDA, Luís Aniceto expressou

a sua gratidão pelo reconhecimento dos

colaboradores e a confiança no futuro

da organização. “Estamos muito gratos

e muito felizes por este momento. A

empresa está com uma dinâmica muito

forte, temos uma equipa muito dedicada

ao projeto, que é o mais importante que

podemos ter. Perspetivamos um grande

futuro, sobretudo com a terceira geração

a assumir o compromisso de seguir com

a empresa”. Sobre o novo espaço físico,

Luís Aniceto detalhou: “Queremos sempre

que o crescimento seja sustentado. É

assim que temos evoluído na empresa, é

assim que temos vindo a singrar ao longo

dos tempos. A S. José Pneus afirma-se

cada vez mais como uma empresa de

identidade ibérica e é por aí o caminho.

Neste sentido, o novo armazém vai ser

fundamental, a par do espaço que vamos

constituir também em Madrid”.

NOVO ESPAÇO EM CANTANHEDE

NOVO ARMAZÉM EM MADRID

O evento serviu também de palco para a S.

José Pneus anunciar um novo passo no seu

percurso: a consolidação da sua presença

física em Espanha, com a abertura de um

armazém em Madrid. “A par da expansão

em Portugal, a empresa irá estabelecer uma

base logística na capital espanhola. A S. José

Pneus afirma-se cada vez mais como uma

empresa de identidade ibérica. Estamos a

iniciar a distribuição multimarca de pneus

ligeiros e de camião em Espanha, e a criação

do armazém em Madrid é fundamental neste

sentido. Mais uma vez, saímos da nossa

zona de conforto, confirmando a dimensão

ibérica da empresa”, afirmou Luís Aniceto.

“Estes novos investimentos surgem após

um período de crescimento exponencial,

tornando o espaço atual de 25.000 m² insuficiente

para as necessidades logísticas”.

Um dos momentos mais solenes da tarde

foi o lançamento da primeira pedra da

nova ampliação logística nas instalações

de Cantanhede. Este novo projeto nasce

num lote unificado de 60.000 m², com uma

crescerem, superarem-se e mostrarem que o

verdadeiro motor de qualquer organização é

a força humana que existe dentro dela. Não

foram apenas anos de trabalho, foram décadas

de aprendizagem, crescimento, e muitos

momentos de conquistas partilhadas”. Luís

Aniceto reforçou que “celebrar 60 anos é olhar

para trás com gratidão, mas é sobretudo olhar

para a frente com responsabilidade. Se mantivermos

os nossos valores, se preservarmos a

nossa humildade e se continuarmos unidos,

capacidade construtiva total de 36.000 m²,

sendo que a primeira fase terá aproximadamente

13.765 m². “Voltamos a fazer história

ao lançar a primeira pedra da expansão

da plataforma logística da S. José Pneus.

Esta expansão será fundamental e mais

um marco para a evolução da empresa”,

afirmou Luís Aniceto. Em seguida, Helena

Aniceto reforçou o valor simbólico do ato

para a continuidade do legado familiar,

seguindo-se a plantação de uma Ginkgo

Biloba, escolhida pelos sócios da empresa

pela sua resiliência histórica. “Tal como

a árvore, a empresa é feita de gerações

unidas pela mesma raiz, e estamos muito

tranquilos com a integração da terceira

geração na gestão”, afirmou José Aniceto.

não tenho dúvidas: o melhor ainda está por

vir”. José Aniceto concluiu, afirmando que

“as empresas crescem com estratégia, mas

perduram com valores, e a confiança absoluta

continuará a ser o lema orientador da empresa,

independentemente da escala que atinja”. A

projeção ibérica e o prestígio da S. José Pneus

foram celebrados com a presença de parceiros

como a BKT e a Goodride, que sublinharam

a confiança mútua e a importância estratégica

das suas parcerias.


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A

PINTURA

IRUS MIX NA RECEÇÃO DA OFICINA

Uma forma diferente

de comunicar

A digitalização do setor da chapa e pintura está curso. O Irus Mix já não é uma novidade,

mas a forma como este equipamento foi instalado na Caetano Colisão, em Vila Nova de

Gaia, merece destaque. Saiba porquê!!!

TEXTO PAULO HOMEM

Em 2023 a Axalta apresentou o

equipamento Irus Mix. Trata-se

de um novo sistema de leitura,

identificação e mistura de cor para

as oficinas de repintura, com tecnologia

patenteada.

O Irus Mix baseia-se em quatro pilares

fundamentais: vantagens em termos de

tempo, sendo a máquina de mistura mais

rápida e totalmente automática do mercado

e permitindo, segundo testes da marca,

poupanças superiores a 60% no tempo de

trabalho face à mistura manual; otimização

do trabalho, já que é simples de utilizar e

não necessita de um técnico qualificado,

possibilitando aos pintores realizarem outras

tarefas enquanto a mistura decorre

automaticamente; vantagens de consumo,

uma vez que foi concebida para funcionar

com o sistema de garrafas originais

da Axalta, eliminando a necessidade de

reenchimento ou decantação e contando

com tampas doseadoras precisas que evitam

desperdício; e, por último, consciência

ambiental, com garrafas produzidas a partir

de 50% de plástico reciclado e equipadas

com sistemas de dosagem que minimizam

perdas, estando disponíveis para utilização

com bases bicamada premium como o

Spies Hecker Permahyd Hi-TEC usado

na Caetano Colisão em Vila Nova de Gaia.

Novidade

O Irus Mix, representa por si só um conceito

inovador, mas a Caetano Colisão

em Vila Nova de Gaia foi mais longe, ao

integrar este moderno processo de preparação

de cor junto à receção da oficina

(aos olhos do cliente final), permitindo

dessa forma maior transparência para o

cliente, mas ao mesmo tempo transmitir

uma noção (real) de modernidade e até de

inovação, que é tão necessário trazer para

o mercado, numa altura em que existem

falta de recursos humanos para trabalhar

nestas áreas.

Segundo os responsáveis da Axalta e da

Caetano Colisão, o sucesso da implementação

deste tipo de equipamento depende

da adaptação das oficinas a novos métodos

de trabalho e da especialização dos técnicos,

sendo este um passo importante na

modernização da área de pintura automóvel,

tradicionalmente vista como menos

tecnológica dentro da reparação.

Trata-se da primeira Irus Mix em Portugal a

ser instalada numa receção de uma oficina,

retirando-a da Paint Box para estar bem

visível na receção, o que marca uma nova

visão do pós-venda associado ao setor da

repintura.

Com mais de sete máquinas Irus Mix

instaladas em Portugal, algumas delas já

em oficinais independentes, a Axalta vai

reforçar até ao final da 2026 o parque de

máquinas a funcionar em Portugal.


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20

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A

DIGITALIZAÇÃO

TECALLIANCE & TIPS4Y - DRIVING PARTS DAY

Tecnologia e dados no

novo aftermarket

O Driving Parts Day reuniu distribuidores e oficinas num debate que destacou o papel

fundamental dos dados, da identificação precisa de peças e das soluções digitais na

eficiência e rentabilidade das empresas.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

Dezenas de players do pós-venda

automóvel reuniram-se no

Driving Parts Day, evento organizado

pela Tips4Y em parceria

com a TecAlliance, onde foram

discutidos os desafios do mercado oficinal.

A digitalização e a qualidade da informação

técnica evidenciaram-se como fundamentais

para oficinas e distribuidores aumentarem

a eficiência das suas operações. Pedro

Barros, Co-fundador da Tips4Y, abriu o

evento, destacando a crescente exigência

do mercado. “O aftermarket enfrenta hoje

uma pressão sem precedentes: as margens

são reduzidas, a competitividade é feroz e

a complexidade das referências de peças

disparou. Os dados, a informação técnica

e as soluções digitais são, claramente, uma

mais-valia”, afirmou, sublinhando que o

objetivo da Tips4Y é o de gerar confiança

na identificação de peças e apoio à reparação.

Eric González Canova, Commercial

Director Europe South da TecAlliance,

reforçou esta visão, definindo-se a empresa

como focada no “regresso ao básico: os

dados”, acrescentando que “a estratégia da

TecAlliance para os próximos anos passa por

melhorar drasticamente os dados das peças

e os processos de reparação, aproveitando a

parceria com a Tips4Y para entregar valor a

toda a cadeia, desde o fabricante até à oficina”.

A parceria estratégica entre a Tips4Y e a

TecAlliance foi apresentada como o alicerce

fundamental para navegar na volatilidade

do mercado atual. Eric González Canova

sublinhou que a combinação entre a liderança

em soluções digitais da Tips4Y e a

vastidão de dados técnicos da TecAlliance

cria um valor único para todos os intervenientes

da cadeia. “Este ecossistema permite

que os fabricantes identifiquem lacunas de

cobertura e potencial de mercado, que os

distribuidores otimizem a gestão de stock e

reduzam erros de identificação, e que as oficinas

ganhem uma capacidade de resposta

equiparável aos serviços oficiais. No fundo,

este esforço conjunto visa garantir que a

tecnologia funcione como um facilitador


21

para que a peça certa chegue ao veículo certo no

momento exato, independentemente da complexidade

dos sistemas eletrónicos modernos”.

Parque circulante

Lucas Nunes, Business Consultant da Tips4Y,

apresentou um retrato detalhado do parque

circulante em Portugal, revelando que a idade

média dos veículos está entre os 14 e os 15

anos, com disparidades regionais acentuadas.

“Em Aveiro, por exemplo, a média de idade

chega aos 18 anos”, e lembrou que a evolução

tecnológica trouxe um aumento exponencial

da complexidade, exemplificando com o caso

do VW Golf 6, modelo que tem 53 versões

diferentes e, para os discos de travão, o mercado

independente oferece mais de 9.541 referências,

de 173 marcas diferentes. “Perante este cenário, a

destreza digital e as ferramentas de identificação

tornam-se mais cruciais do que o conhecimento

de cor das referências”.

distribuição e os fabricantes”. A visão estratégica

apresentada por José Antonio Tercero para os

próximos cinco a seis anos assenta na transição

definitiva do conceito de peça tradicional para

o de “tecnorecâmbio”. O responsável afirmou

que este novo paradigma reflete a realidade de

componentes eletrónicos que já não podem ser

vendidos isoladamente, exigindo um ecossistema

obrigatório de dados, documentação técnica e suporte

especializado para a sua instalação. “O foco

da TecAlliance passará por garantir a identificação

inequívoca não apenas da peça, mas de todo o

processo de substituição associado, procurando

também colmatar lacunas de cobertura face ao

surgimento de novos intervenientes, como os

veículos asiáticos, que trazem desafios adicionais

ao catálogo do mercado independente”.

Qualidade dos dados

José Antonio Tercero, Commercial Business

Owner para o mercado ibérico na TecAlliance,

adiantou que “a identificação assertiva do veículo

é o maior desafio atual. A TecAlliance está a

implementar o conceito KType+, que adiciona

novos atributos aos veículos, como tipo de transmissão

ou sistemas de emissões, para reduzir as

opções de peças e evitar erros”, com o objetivo de

“acertar sempre à primeira, uma forma de reduzir

as taxas de devolução que tanto prejudicam a

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22

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A

DIGITALIZAÇÃO

Qual a importância do Verified Repairs

para os distribuidores?

A importância é enorme e, para a

compreender, temos de olhar primeiro

para o impacto na oficina. O Verified

Repairs atua em três pontos críticos:

reduz o tempo de reparação, aumenta

a eficiência e dispara a produtividade.

Ao contrário da informação técnica

genérica, aqui entregamos soluções

contrastadas e certezas baseadas em

experiências reais de diagnóstico. Para

o distribuidor, isto muda tudo. Ao disponibilizar

esta ferramenta, deixa de ser

um simples fornecedor de peças para

passar a ser parte ativa da solução. No

mercado atual, já não vendemos apenas

recâmbios; vendemos “tecnorecâmbios”.

Isto significa que o distribuidor deve

vender o componente juntamente com

todos os serviços e conhecimentos

necessários para que ele seja instalado

corretamente à primeira. Existem três

benefícios diretos para o distribuidor:

redução drástica de devoluções: Ao

garantir que o diagnóstico e a instalação

estão corretos, um dos maiores

problemas financeiros da distribuição, a

devolução de peças, cai drasticamente;

aumento do volume de vendas: Uma

oficina mais eficiente recupera tempo.

FRANCESCO CREUS - TECALLIANCE

Se um mecânico deixa de perder horas em

diagnósticos por “tentativa e erro”, tem

disponibilidade para fazer mais reparações,

o que resulta em mais encomendas

de peças ao distribuidor; e rentabilidade

comprovada. Estudos que realizámos

em Espanha mostram que uma oficina

média, com dois profissionais, pode ter um

impacto positivo superior a 12.900 euros

anuais apenas ao recuperar duas horas

não faturáveis por semana graças a esta

ferramenta. Em suma, se o distribuidor

ajudar a oficina a ser mais rentável e

menos stressada, o seu próprio modelo de

negócio torna-se muito mais consistente

e valioso.

Como se podem garantir níveis de capacitação

adequados nas oficinas e qual o

papel dos distribuidores?

A aliança tecnológica entre a oficina e o

distribuidor deve basear-se no conceito

de “win-win”, um oferece ferramentas

que fazem o outro ganhar dinheiro para

que também possa ganhar dinheiro com o

parceiro. Na Autotecnic, estamos a transformar

o modelo de formação, apostando

fortemente em formatos online e streaming

para que o mecânico não precise de sair

da oficina para se atualizar. Somos uma

helpline especial, não admitimos utilizadores

que não se formem connosco,

pois precisamos da garantia de que o

mecânico sabe executar os processos

propostos. Esta é a única forma de

garantir que a interação resulte num

dado de qualidade e em certezas verificadas,

em vez de meras hipóteses.

Relativamente à Inteligência Artificial,

é fundamental distinguir o marketing

da realidade técnica. Considero uma

“barbaridade” a ideia de que as oficinas

possam reparar carros usando o

ChatGPT. As IAs genéricas, baseadas

em recursos da internet, muitas vezes

“alucinam” e inventam soluções porque

não foram programadas para o rigor

técnico automóvel. O nosso diferencial

é uma IA que se nutre exclusivamente

de um recurso único no mundo, com

uma base documental com a rastreabilidade

de mais de 480 mil avarias

documentadas desde 2013. Enquanto

a IA da internet oferece incertezas, a

nossa oferece soluções baseadas em

dados contrastados. O papel do distribuidor

é ser o rosto desta tecnologia,

deixando de ser um simples vendedor

de peças para se tornar num parceiro

que fornece o “tecnorecâmbio”, a peça

acompanhada de todo o conhecimento

necessário para a sua instalação correta.

Livro de Manutenção Digital

Outro tema central foi o Livro de

Manutenção Digital. Fabio Vecchio e

Gabriel Del Rio, da área comercial da

TecAlliance, demonstraram como a solução

da empresa centraliza o acesso a mais de 22

marcas num único portal. “Isto elimina a

necessidade de as oficinas gerirem dezenas

de passwords e URLs diferentes para registar

intervenções, garantindo que a garantia

do fabricante é mantida e valorizando a

imagem da oficina perante o cliente final”,

indicou Fabio Vecchio.

Verified Repairs

Em seguida, Francesco Creus, fundador

da Autotecnic, agora parte da TecAlliance,

apresentou o Verified Repairs, uma ferramenta

que vai além da informação técnica

genérica. “Trata-se de uma base de dados

com mais de 250 mil códigos de avaria e

soluções verificadas por peritos, baseadas

em diagnósticos reais”. Francesco Creus

descreveu a solução como “microcápsulas de

conhecimento”, entregues ao mecânico no

momento exato da necessidade, incluindo

vídeos tutoriais que explicam como realizar

medições e testes específicos. “Para além

do suporte puramente técnico, a adoção

destas ferramentas digitais tem um impacto

mensurável na rentabilidade e na qualidade

de vida dos profissionais do setor. Estima-se

que uma oficina de média dimensão, com

dois técnicos, possa gerar um benefício

económico superior a 12.900 euros por ano,

apenas ao converter duas horas semanais de

tempo anteriormente não faturável em trabalho

produtivo. Este responsável explicou

aos presentes que o objetivo da tecnologia

é permitir que os mecânicos trabalhem

com maior comodidade e menos stress,

revertendo a frustração de enfrentar avarias

complexas sem os recursos adequados. “Ao

integrar estas soluções no dia a dia, a oficina

deixa de estar dependente de tentativas e

erros, focando-se numa gestão baseada em

certezas que valoriza o tempo e a vocação do

reparador, garantindo que a tecnologia dita

as regras para um negócio mais saudável”.

Interatividade

O programa do Driving Parts Day destacou-se

também pela sua forte componente

de interatividade. O evento

incentivou a participação direta dos

profissionais através de um quiz interativo

e da criação de pequenos grupos de

trabalho por mesa, que promoveu a troca

de experiências sobre os desafios reais

do mercado. O evento culminou com

demonstrações ao vivo das ferramentas

Data Drive e da solução WebShop com

Intelligent Call Center, permitindo aos

participantes observar como a integração

de tecnologia avançada e dados de

qualidade se materializa em soluções

pensadas para otimizar o atendimento

ao cliente e a rentabilidade do negócio

no imediato.



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A

CONSUMÍVEIS

BERNER: 30 ANOS EM PORTUGAL

Crescimento do armazém

é a melhor prenda

A Berner celebra três décadas de atividade em Portugal. Com um modelo baseado na

proximidade ao cliente, a empresa consolidou (e até reforçou) a sua presença no setor auto e

prepara agora uma nova fase de crescimento, com investimento em logística, especialização

comercial e soluções digitais para oficinas.

TEXTO PAULO HOMEM

Trinta anos depois de iniciar atividade

em Portugal, a Berner

apresenta-se como uma empresa

consolidada, com um

crescimento consistente e uma

presença cada vez mais forte no setor automóvel.

A estratégia passa por estar próxima

do mercado, especializar equipas e oferecer

não apenas produtos, mas soluções que

facilitem a gestão das oficinas.

Em entrevista, Nuno Banha, diretor-geral

da Berner Portugal, destaca o crescimento

da divisão automóvel, a aposta na digitalização

e a importância das pessoas num negócio

que, apesar da evolução tecnológica,

continua a ser profundamente relacional.

Trinta anos são, por si só, um marco

importante para qualquer empresa.

No caso da Berner em Portugal, representam

sobretudo a consolidação

de um projeto que tem evoluído de

forma consistente...

Se estamos aqui ao fim de 30 anos é

porque o projeto teve sucesso. Mas mais

do que isso, tem sido um crescimento

consistente, sustentado, sem grandes

oscilações. Tivemos naturalmente períodos

mais difíceis, como aconteceu

na altura da troika e da pandemia, mas

mesmo nesses momentos conseguimos

manter uma lógica de desenvolvimento

de longo prazo.

A empresa atua em áreas particularmente

sensíveis ao ciclo económico. Por um lado,

o setor automóvel, com forte ligação ao

parque circulante; por outro, a construção,

também muito dependente da evolução da

economia. Apesar dessas condicionantes,

conseguimos manter uma trajetória de crescimento

praticamente contínua. Isso resulta

de uma estratégia pensada para o longo

prazo e não para resultados imediatos.

Qual é neste momento a dimensão da

Berner em Portugal?

Em termos de dimensão, a operação

portuguesa da Berner atingiu uma escala

significativa. Vamos fechar o exercício,


25

que terminou a 30 de março, com um volume

de negócios superior a 35 milhões de euros. A

área automóvel representa atualmente cerca de

50% desse valor.

O setor automóvel é também aquele que apresenta

maior dinâmica de crescimento. Nos

últimos anos, a empresa avançou para uma

estratégia de maior especialização, adaptando

a sua abordagem às diferentes realidades do

mercado.

Chegámos à conclusão de que não existe uma

solução igual para todos. Cada cliente tem

necessidades e expectativas diferentes. Por isso

segmentámos a nossa atividade em que cada

cliente é um cliente e precisa de uma solução

especifica para o seu negócio.

Como é que a Berner atualmente olha para

o negócio automóvel?

Hoje, a divisão automóvel da Berner está organizada

em três grandes áreas:

→ Oficinas independentes de veículos ligeiros,

que continuam a representar a base do mercado;

→ Veículos industriais e transportes, incluindo

camiões, autocarros, maquinaria e equipamentos

agrícolas;

→ Rede oficial e concessionários, que apresentam

exigências operacionais distintas.

Cada um destes segmentos tem hoje equipas

comerciais dedicadas. No passado a nossa organização

era sobretudo geográfica, mas hoje

temos equipas especializadas que trabalham

exclusivamente determinados segmentos. Essa

especialização tem sido um dos fatores que explicam

o crescimento recente da área automóvel.

Destas três áreas do setor automóvel qual

apresenta maior potencial de crescimento?

Entre os segmentos em expansão, o dos veículos

industriais destaca-se pela intensidade

de consumo e pela exigência operacional. Um

camião não pode parar e, por isso, a manutenção

preventiva é muito mais valorizada e qualquer

falha tem impacto direto no negócio do cliente.

Ao contrário do mercado de veículos ligeiros,

onde muitas vezes as decisões se centram no

preço, no setor dos pesados o foco está mais

na fiabilidade e no custo global de operação.

Este segmento inclui também setores como a

agricultura ou a maquinaria de construção, que

continuam a ter grande relevância em várias

regiões do país.

A transição tecnologia no automóvel gera

novos desafios?

A evolução tecnológica do parque automóvel

é um tema inevitável. Apesar da crescente

eletrificação, tenho reservas sobre o ritmo da

mudança. Hoje o parque automóvel tem cerca

de 3% de veículos totalmente elétricos. É um

número ainda muito reduzido, mas obviamente

estamos atentos e temos já portefólio direcionado

para este tipo de veículos.

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26

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A

CONSUMÍVEIS

Falou da especialização da vossa atividade.

Que soluções fornecem para tornar

as oficinas mais eficientes?

Além da comercialização de produtos,

a Berner tem vindo a apostar cada vez

mais em soluções que ajudam os clientes

a otimizar processos. Um exemplo recente

é o sistema Bera Matic Scale, uma solução

automatizada de gestão de consumíveis.

Trata-se de um equipamento com balanças

de alta precisão que permite controlar

exatamente o que é consumido na oficina.

Cada colaborador pode utilizar um cartão

e o sistema regista automaticamente os

materiais utilizados.

Esta solução permite controlar consumos,

gerir stocks e associar custos a centros de

trabalho. O objetivo é simples: facilitar

a vida ao cliente e eliminar tarefas administrativas

que não acrescentam valor.

Para além do Bera Matic Scale temos

outras soluções, sendo que algumas delas

estão a ser desenvolvidas, mas sempre

com a mesma ideia de tornar as oficinas

mais eficientes.

Que investimentos a empresa tem feito

ao nível da digitalização?

A digitalização tem sido outra área de

forte investimento na Berner. Nos últimos

anos, a empresa desenvolveu diferentes

ferramentas que permitem automatizar

encomendas e simplificar processos logísticos.

Um exemplo, é o sistema de scanner

que permite ao cliente registar consumos

diretamente e gerar automaticamente

pedidos de reposição. São soluções que

reduzem tarefas repetitivas e permitem

às equipas focarem-se no que realmente

importa.

Essa evolução digital reflete-se também

no crescimento das encomendas online?

Há alguns anos representavam menos de

10% das encomendas. Em fevereiro passado

ultrapassaram os 30%. Apesar disso,

o papel das equipas comerciais continua

a ser central. O nosso modelo assenta

muito nas pessoas. O cliente precisa de

aconselhamento técnico e de alguém que

o ajude a encontrar a melhor solução. A

tecnologia complementa esse trabalho,

não o substitui.

Quantas pessoas tem a Berner em

Portugal dedicadas ao setor automóvel?

Atualmente, a Berner Portugal conta com

mais de 300 colaboradores. Na área automóvel

trabalham cerca de 110 profissionais,

sobretudo na área comercial.

Apesar da evolução tecnológica a base

do sucesso da empresa continua a ser

humana. O nosso negócio, na essência,

continua a ser relativamente simples, pois

é um negócio de pessoas.

Uma das novidades para breve é o crescimento

do armazém?

Para suportar a expansão futura, a empresa

está a investir num novo projeto logístico

que irá aumentar significativamente a

capacidade de armazenamento.

Vamos mais do que duplicar a capacidade

atual. Isso permitirá aumentar o número

de referências disponíveis para entrega

imediata entre 40% e 50%.

O investimento inclui também a automatização

de processos logísticos.

Num mercado cada vez mais exigente em

termos de prazos de entrega, a logística

tornou-se um fator decisivo.

Hoje em dia, mais do que um negócio

de produtos, é quase um negócio

logístico?

Os clientes não querem esperar e também

não querem ter stock. Isso transfere essa

responsabilidade para os fornecedores.

Nos últimos anos, a empresa também

renovou a sua identidade visual, num

processo que inicialmente gerou alguma

estranheza, mas que acabou por ser

bem recebido pelo mercado...

Passámos por aquele momento de adaptação

natural quando se muda algo que

é conhecido há muitos anos. Mas hoje

é claro que foi uma decisão acertada: a

nova imagem trouxe maior visibilidade

e reforçou o posicionamento da marca.

Conseguimos dar um salto na perceção da

marca. Hoje a Berner é reconhecida não

apenas pelos clientes diretos, mas também

de forma mais alargada no mercado.

Com uma operação consolidada, uma

nova infraestrutura logística em desenvolvimento

e uma aposta crescente

em digitalização e serviços, a Berner

prepara-se para uma nova fase de crescimento?

A nossa ambição é continuar a evoluir,

oferecendo cada vez mais soluções integradas

aos clientes. Vamos manter a

aposta em inovação, sobretudo nas soluções

químicas e nos serviços que ajudam

as oficinas a trabalhar melhor.

Mas, independentemente das mudanças

tecnológicas, há algo que não deverá

mudar: No fim do dia, continuará a ser

um negócio de pessoas.

Qual a mensagem que gostaria de deixar

à equipa e aos clientes?

Há muitas pessoas que fizeram um percurso

longo dentro da empresa e foram

fundamentais para chegar até aqui. Sem

o compromisso e a dedicação das nossas

equipas não estaríamos a celebrar estes 30

anos. Para os clientes, a promessa é a continuidade

da mesma filosofia de trabalho.

Queremos continuar a ser reconhecidos

pela transparência, pela proximidade e

pela capacidade de cumprir aquilo que

prometemos.



28

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A

CONFERÊNCIA

FRANK SCHLEHUBER, CLEPA

“O acesso aos dados

significa acesso ao negócio”

A 17.ª edição da CLEPA Aftermarket Conference debateu os principais desafios do

aftermarket automóvel, com destaque para o acesso aos dados, cibersegurança, regulação

europeia, eletrificação e transformação do mercado.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

A

CLEPA alertou, durante

a 17.ª edição da CLEPA

Aftermarket Conference,

que decorreu em março, em

Bruxelas, e que contou com

mais de 200 participantes, incluindo representantes

da Comissão Europeia, para

os desafios associados à rápida transformação

do mercado europeu de pós-venda

automóvel. À margem da conferência,

entrevistámos Frank Schlehuber, Senior

Consultant Market Affairs da CLEPA,

para analisar os principais temas em

debate e o seu impacto no aftermarket.

Quais os temas que marcaram esta edição

da CLEPA Aftermarket Conference e

que terão maior impacto no mercado?

A conferência cruzou temas habituais com

novos desenvolvimentos tecnológicos, refletindo

a crescente interligação entre inovação

e regulação. Entre os dados apresentados,

destacou-se o facto de os operadores independentes

já adquirirem entre 25% e

30% do volume de peças através dos canais

autorizados. Este valor evidencia o aumento

das peças de fornecimento exclusivo, o que

limita o acesso dos independentes e reforça

a sua dependência das marcas.

Frank Schlehuber

Senior Consultant Market Affairs, CLEPA


29

O Data Act

veio alargar o

enquadramento

do acesso aos

dados gerados

pelos veículos

conectados, mas

persistem desafios

de interpretação e

aplicação.

Entre os temas em debate na conferência

esteve a cibersegurança. Que impacto está

a ter no acesso à reparação?

A cibersegurança assume um papel cada vez

mais relevante e está diretamente ligada à

regulação. Um novo ato delegado deverá permitir

aos OEM restringir o acesso aos dados

de diagnóstico via OBD, passando a exigir

autenticação. Na prática, deixa de existir acesso

livre: apenas empresas autenticadas poderão

aceder. O acesso em si não terá custos, mas

serviços adicionais, como atualizações de software

ou ativação de componentes, poderão

implicar encargos definidos pelos OEM. Como

esses custos não são regulados, poderão criar

dificuldades, sobretudo para oficinas de menor

dimensão, o que poderá reforçar o controlo

dos OEM sobre o acesso à reparação.

O Data Act foi outro dos temas em debate.

De que forma poderá mudar o acesso aos

dados dos veículos?

Durante a conferência, foram apresentados

resultados do Connected Vehicle Field Test

5.0, que evidenciam dificuldades práticas na

aplicação do Data Act, nomeadamente diferenças

na quantidade de dados disponibilizados

pelos fabricantes e falta de uniformização. O

Data Act, já em vigor, veio alargar o enquadramento

do acesso aos dados gerados pelos

veículos conectados, mas persistem desafios de

interpretação e aplicação. Cada OEM aplica a

legislação de forma distinta, com níveis muito

diferentes de acesso aos dados. Em alguns casos,

os custos associados podem atingir cerca de 30

euros por veículo/mês, o que compromete a

viabilidade económica de muitos serviços. Os

principais obstáculos são claros: custos elevados

e falta de uniformização. Para muitos operadores,

a viabilidade económica só será possível

com custos significativamente mais baixos, na

ordem de 1 a 2 euros por veículo/mês. Neste

contexto, o acesso aos dados assume-se como

um dos principais fatores de transformação

do aftermarket. O acesso aos dados significa

acesso ao negócio. Mesmo com o Data Act, os

OEM continuam no centro do ecossistema,

controlando software, credenciais, requisitos

técnicos e custos, o que aumenta a dependência

dos operadores independentes e reforça o poder

dos fabricantes.

Outro tema abordado no evento foram as

plataformas e o ecossistema de dados. Que

papel desempenham atualmente?

As plataformas de dados assumem hoje um

papel central no desenvolvimento de novos

serviços no aftermarket, funcionando como

intermediárias no acesso e tratamento da informação

gerada pelos veículos. Neste contexto,

houve também uma clarificação importante:

a CLEPA e a Caruso deixaram de estar numa

lógica de competição. A CLEPA atua sobretudo

como associação e orientadora do setor,

enquanto a Caruso se posiciona como uma

plataforma de dados que permite o desenvolvimento

de serviços, sem competir diretamente

com outros intervenientes nesse espaço. Esta

distinção contribui para uma maior clareza

no mercado.

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30

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A

CONFERÊNCIA

Como avalia a atuação da Comissão

Europeia nesta área?

A Comissão Europeia tem vindo a emitir

orientações, mas estas não são vinculativas,

o que permite interpretações

divergentes e acentua a fragmentação do

mercado. Torna-se, por isso, necessária

uma regulação específica e obrigatória

para o setor, com regras claras e harmonizadas.

Que conclusões saíram da discussão

sobre concorrência e regulação?

Este tema ganhou particular relevância

na conferência, com destaque para a necessidade

de adaptação futura do Motor

Vehicle Block Exemption Regulation, que

expira em 2028, face às novas dinâmicas

do mercado. Existe um consenso quanto à

sua prorrogação. O objetivo central passa

por garantir condições de concorrência no

aftermarket. Com o aumento das peças

de fornecimento exclusivo, cresce o risco

de concentração do mercado nas mãos

dos OEM. Neste contexto, é fundamental

assegurar que os fornecedores possam

comercializar livremente os seus produtos.

Houve outras inovações tecnológicas

em destaque?

Sim, nomeadamente na área da logística.

Foi apresentado o conceito de “digital

twin”, que permite simular e otimizar

redes logísticas antes da implementação

As plataformas de

dados assumem

hoje um papel

central no

desenvolvimento

de novos serviços

no aftermarket.

física. Este conceito permite desenhar

operações mais eficientes e adaptadas às

necessidades reais, sendo relevante tanto

para distribuidores como fornecedores.

A eletrificação foi um dos temas centrais?

Sim. Há uma mudança clara: alguns serviços

vão desaparecer, outros vão surgir.

A questão agora é como monetizar esses

novos serviços. No entanto, muitas oficinas

ainda não estão preparadas. Há cerca

de 300 mil oficinas na Europa, muitas

pequenas e sem estratégia clara para o

futuro. As baterias são um dos maiores

desafios. Ainda não está claro qual será

a solução dominante: reparação, remanufactura

ou reciclagem. A tecnologia

evolui rapidamente e as baterias antigas

deixam de estar disponíveis. Nem todas

são reparáveis, e há limitações técnicas

na combinação de componentes. Existe

também trabalho legislativo em curso

para permitir novas soluções, mas o caminho

ainda não é claro. Do lado das

oficinas, existe muita incerteza. Não

sabem qual será a solução dominante

nem se o investimento irá compensar.

Algumas estão a preparar-se, mas muitas

optam por manter-se nos veículos

tradicionais até ao fim do seu ciclo de

atividade. Outras desaparecem, criando

espaço para operadores mais proativos.

Nem todas as

oficinas precisam

de dominar

tudo, podem

especializar-se e

colaborar.

Que impacto terá isso nas oficinas

independentes?

As muito pequenas terão mais dificuldade

em sobreviver, enquanto oficinas

maiores, com equipas mais estruturadas,

terão melhores condições. Podem

especializar-se, integrar redes ou focar-se

em determinadas marcas. A formação

e o desenvolvimento de competências

serão decisivos.

As oficinas devem preocupar-se com

estes novos requisitos técnicos e de

acesso?

Não necessariamente, mas terão de se

adaptar. Existem soluções que permitem

cumprir os requisitos, nomeadamente

através de equipamentos de diagnóstico

multimarca com sistemas de autenticação

integrados. Os requisitos base são

relativamente simples: ser um reparador

registado e dispor de seguro de responsabilidade

civil. Já para operações mais

avançadas, como alterações de software,

será necessário um nível adicional de

autenticação associado ao técnico.

As redes oficinais vão ganhar importância?

Podem ajudar, sobretudo na formação e

partilha de competências. Por exemplo,

nem todas as oficinas precisam de dominar

tudo, podem especializar-se e colaborar.

Vejo duas estratégias principais:

integração em redes ou especialização

por marca ou tecnologia.



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A

FERRAMENTAS

BOLAS ORGANIZA SEMINÁRIO NACIONAL DE REVENDEDORES BETA

Beta continua a crescer

em Portugal

Depois de um ano de interregno, a Bolas voltou a organizar o Seminário Nacional de

Revendedores da marca de ferramentas Beta. A aposta nos serviços de apoio ao cliente,

levam a que a Bolas e a marca Beta esteja ainda mais próxima dos clientes.

TEXTO PAULO HOMEM

Perante mais de 100 profissionais

do setor dos equipamentos, em

representação de mais de 50

revendedores Beta espalhados

por todo o país, a Bolas voltou

a organizar, desta feita em Évora (pelo

facto de ter feito 60 anos em 2025),

o tradicional Seminário Nacional de

Revendedores.

É sempre um momento especial para a

empresa de Évora, até pela forte adesão

que tem a esta iniciativa, pois o momento

é aproveitado sempre para fazer um

balanço da sua atividade, relacionando-o

com a emblemática marca Beta e que

serve para apresentar novidades e divulgar

a sua estratégia, que continua a ser de

crescimento consolidado.

“O nosso crescimento resulta, sobretudo,

da solidez da rede de distribuidores, do

seu profissionalismo e das relações de

longa duração construídas ao longo dos

anos”, começou por dizer Rui Bolas,

Administrador da Bolas.

Este encontro foi apresentado como um

momento-chave para reunir os principais

intervenientes do mercado e alinhar estratégias,

com três objetivos centrais: fazer o

ponto de situação da empresa e da marca

Beta em Portugal, apresentar novidades

e apresentar os planos para 2026, mas

também identificar novas oportunidades

de negócio conjuntas.

Entre as principais iniciativas anunciadas

por Rui Bolas num passado recente,

destaca-se o desenvolvimento do portal


33

de e-commerce, “concebido para simplificar

processos e facilitar o trabalho dos parceiros”,

permitindo desde a consulta de produtos até

ao acompanhamento de encomendas e as reparações.

Paralelamente, a empresa reforçou

significativamente o nível de stock (incremento

de 6% em 2025), garantindo maior disponibilidade

e rapidez de entrega de produto, ajustando

essa estratégia à redução dos prazos de entrega

que os distribuidores têm para os seus clientes.

Assistência técnica

A modernização do centro de assistência técnica

“surge também como um eixo central da nossa

estratégia”, disse Rui Bolas, acrescentando que

“não fizemos apenas um investimento ao nível

das infraestruturas e dos equipamentos, mas

sobretudo reforçamos a equipa e continuamos a

apostar na formação da mesma”. A Bolas dispõe

de 8 técnicos (seis em Évora e dois no Porto),

mais cinco administrativos associados às reparações

e a coordenação dos serviços técnicos.

A implementação de novas ferramentas digitais

permitiu melhorar o controlo e a priorização

das reparações, aumentando a eficiência e reduzindo

tempos de resposta para os clientes.

“Hoje temos maior controlo dos processos e

isso permite reduzir uma vez mais tempos de

resposta nas reparações e melhorar a experiência

do cliente”, garante Rui Bolas.

Racionalização do portfólio

Possuindo uma extensa lista de representações,

Rui Bolas revelou que, do ponto de vista da

estratégia, “a empresa continua a apostar no

reforço e racionalização do portefólio de marcas,

procurando equilibrar diversidade com

eficiência de gestão, continuando a oferecer

marcas sólidas e credíveis”. Ainda no entender

de Rui Bolas, o objetivo continua a passar por

oferecer uma “gama profissional completa e criar

valor para os nossos distribuidores. Sobre este

assunto, muito em breve também contamos ter

algumas novidades, através de possíveis novas

linhas de produtos, mas também de alguma

racionalização das existentes, porque gerir uma

carteira de representações, que atualmente é de

27 marcas, também tem alguma complexidade

e um desses objetivos também é reduzir alguma

dessa complexidade no processo”.

Segundo os dados apresentados pelo

Adminsitrador da Bolas, a evolução do volume

de negócios confirma uma trajetória de

crescimento sustentado desde 2012, com 2025

a afirmar-se como o melhor ano de sempre,

mesmo num contexto marcado por desafios

globais. Apesar do crescimento, “os resultados

de 2025 ficaram ligeiramente abaixo dos objetivos

definidos, pressionados pela redução de

margens e pelo aumento dos custos operacionais.

Ainda assim, a empresa manteve a sua solidez

financeira e reforçou o investimento estratégico,

evidenciando um claro foco no longo prazo”.

Beta

Depois da análise feita por Rui Bolas face à

evolução da sua empresa, seguiu-se o balanço

sobre a marca Beta. Começou por dizer Rui

Bolas que “a inovação Beta surge como um dos

pilares centrais desta empresa italiana, onde se

destaca o investimento contínuo em investigação

e desenvolvimento, que se traduz no lançamento

de centenas de novos produtos e no reflexo de

uma dinâmica competitiva e orientada para o

futuro”. Rui Bolas disse também que se registam

melhorias nos níveis de serviço da Bolas com a

marca Beta, nomeadamente ao nível do stock

(mais 3% em 2025 face a 2024) e dos prazos

de entrega, reforçando assim a capacidade de

resposta ao mercado e à rede de distribuição.

“A rapidez de entrega é um fator competitivo e

nós continuamos a trabalhar para mostrar que

os resultados, também a este nível, tem sido

muito bons”, explica Rui Bolas.

Os dados revelados mostram um equilíbrio

consistente entre referências vendidas (7.463)

e referências disponíveis em stock (7627) em

2025, bem como uma distribuição diversificada

das vendas por categorias de produto, com

destaque para mobiliário de oficina, ferramentas

manuais e soluções específicas. Foram ainda

evidenciados os produtos mais vendidos, tanto

em valor como em quantidade, ilustrando tendências

de mercado e preferências dos clientes.

Diga-se que em 2025, a Beta lançou mais de

260 novos produtos, sendo que as linhas de

produto mais vendidas foram o mobiliário,

as chaves de aperto, a linha Worker e ainda as

chaves de caixa / acessórios.

No final do Seminário, foi apresentada a estratégia

para os próximos anos, baseada em oito

pilares fundamentais: crescimento sustentado

com foco no valor e não no preço; reforço e

complementaridade do portefólio; desenvolvimento

do negócio com os parceiros atuais;

consolidação de uma rede de distribuição mais

forte e especializada; manutenção de uma política

comercial estável e transparente; melhoria

contínua do nível de serviço; dinamização das

marcas através de ações comerciais e formação;

e aposta em relações duradouras baseadas na

confiança.

No mesmo evento, onde foram cantados os

parabéns pelos 60 anos da Bolas, foram ainda

apresentadas uma série de novidades na gama

Beta, que estão disponíveis e que podem ser

consultadas no site da Bolas (bolas.pt), nomeadamente

no catálogo Beta Action, como

também foram apresentadas as novas campanhas

comerciais e promoções para 2026.


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A

PNEUS

NORAUTO APRESENTA QUINTA GERAÇÃO DO PREVENSYS

Durabilidade

como argumento

O Prevensys 5 é a quinta geração de pneus de marca branca da Norauto que agora está

disponível no mercado com novos argumentos, como a durabilidade e uma garantia de

50.000 quilómetros.

TEXTO PAULO HOMEM

Depois de três anos de desenvolvimento

interno, a Norauto mandou

produzir a um fabricante

europeu premium de pneus, a

quinta geração do seu conhecido

Prevensys.

Em Portugal, onde cerca de 95% do mercado

é dominado por pneus de verão, este

novo produto Prevensys 5, assume particular

relevância estratégica. Posicionado

como um pneu premium com uma forte

relação qualidade/preço (até 30% menos

de preço face a um pneu premium

semelhante), o modelo integra tecnologias

avançadas e beneficia da experiência

acumulada pela Norauto ao longo de 30

anos e após 11 lançamentos de pneus de

marca própria.

Em cima da mesa, no desenvolvimento

deste pneu, estiveram argumentos técnicos

que depois levaram a novos argumentos

comerciais e de marketing que, segundo

os responsáveis da Norauto, são inéditos

em Portugal.

Um dos principais argumentos da Norauto

para o seu Prevensys 5 são os 50.000 kms

(30.000 no caso dos veículos elétricos) de

garantia ou 5 anos. Quer isto dizer que

a Norauto quer arriscar, mas também

quer dar aos consumidores a confiança

necessária para o adquirirem, pelo que o

argumento da durabilidade do pneu é o

principal alvo de comunicação estratégica

para este pneu... mas não é o único.

Um segundo argumento é que, após desenvolvido,

o pneu foi testado pela credível

Dekra, que o aprovou como tendo um

desempenho premium.

Num momento em que as vendas anuais

de veículos elétricos estão a crescer, o

Prevensys 5 é um produto designado

por “EV Ready”, o mesmo é dizer que é

compatível com veículos elétricos e eletrificados,

até porque o seu desenvolvimento

técnico previu uma otimização do consumo

de combustível ou de eletricidade (o

Prevensys 5 possui classificação A ou B em

função dos modelos no que ao consumo

de combustível / eletricidade diz respeito).

Outro grande argumento, a que nem

sempre o consumidor é sensível, mas que

é muitíssimo importante num pneu, tem

a ver com a classificação (na etiqueta) em

molhado. Um dos melhores atestados à

segurança e qualidade do pneu deriva

precisamente desta classificação, onde o

Prevensys 5 cconsegue classificação A, o

que é um argumento muito importante.

Face à geração anterior, segundo dados

da Norauto, o Prevensys 5 apresenta uma

melhoria de cerca de 14% na resistência

ao rolamento e um aumento de 20% na

durabilidade.

Sérgio Vitorino, responsável pela oferta

de pneus da Norauto em Portugal, referiu

que “a evolução tecnológica dos pneus

continua a acompanhar as exigências das

viaturas modernas, em particular dos veículos

elétricos, onde fatores como o peso e o

binário assumem um papel determinante.

Neste contexto, a combinação entre desgaste

e resistência ao rolamento torna-se

crucial, uma vez que influencia diretamente

a energia necessária para colocar o veículo

em movimento. O pneu Prevensys 5 surge

precisamente como resposta a estes desafios.

A sua conceção assenta numa distribuição

uniforme do peso da viatura sobre a superfície

de contacto, permitindo reduzir o atrito

com o solo sem comprometer a aderência.

Este equilíbrio, aparentemente contraditório,

resulta de um trabalho avançado ao

nível do design e dos materiais utilizados”.

Refira-se que nesta fase de lançamento o

Prevensys 5 está disponível em cerca de

70 referências, que permitem uma elevada

cobertura do parque circulante.



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Mercado

M

JDEUS

Rigor OE no

aftermarket

Com mais de 100 anos de atividade, a JDEUS mantém uma posição de

relevo no setor automóvel, onde alia a experiência como fabricante OE à

estratégia aplicada no aftermarket.

TEXTO: NÁDIA CONCEIÇÃO

Fundada em 1914 por João de Deus,

a JDEUS é um fabricante com

raízes profundas em Portugal, que

evoluiu de uma pequena oficina

de reparação de radiadores em

Lisboa para um dos principais fabricantes

mundiais de componentes térmicos. “A

paixão original mantém-se viva durante

mais de 100 anos e continua a inspirar a

todos que façam parte da empresa. Todos

esses colaboradores que contribuíram

com que hoje a JDEUS integre um dos

principais fabricantes de peças para o

setor automóvel a nível mundial”, explicou

à PÓS-VENDA Aníbal Ezquerra,

Aftermarket Manager da JDEUS, que

adianta que esta longevidade é acompanhada

por uma evolução visual constante.

“Em 2024, a marca deu um novo passo

com o conceito “Energizar”, em que o novo

tom de vermelho serve para energizar e

ressaltar a nossa paixão. Isso mostra ao

cliente que somos dinâmicos, refletindo

essa paixão que nos impulsiona a reforçar

os nossos valores e a elevar a nossa visão

estratégica”.


37

Modelo de negócio

Em 2021, o modelo de negócio da JDEUS no

aftermarket sofreu uma alteração profunda para

se alinhar com a dimensão global da empresa

como fornecedora de Primeiro Equipamento,

quando a empresa descontinuou o modelo de

subsidiárias próprias para centralizar a operação.

“Fizemos uma transformação estrutural

profunda. Descontinuámos a atividade através

das nossas quatro subsidiárias e centralizámos

a logística do aftermarket em Samora Correia

e no Porto”, afirmou Aníbal Ezquerra. “Com

esta mudança redefinimos o nosso modelo de

acesso ao mercado e calibrámos também a nossa

definição de cliente-chave, em que passaram a

ser os distribuidores nacionais e os principais

retalhistas que têm alcance nacional e regional.

Foi a maior transformação que fizemos nas

últimas décadas”.

Experiência OE

Embora o negócio OE represente a maior fatia

do volume de faturação e tenha registado um

crescimento exponencial nos últimos anos, o

Aníbal Ezquerra afirmou que o aftermarket

continua a ser um complemento sólido na

estratégia da empresa. “A grande vantagem

competitiva reside na transposição do rigor da

fábrica para as peças de substituição. O nosso

compromisso com a qualidade é inegociável. O

know-how OE da JDEUS reflete-se diretamente

na qualidade do produto. O desenvolvimento

e a avaliação dos produtos estão centrados na

qualidade. O desenvolvimento com padrões

OE permite-nos alcançar níveis de fiabilidade

bastante altos. O nosso compromisso é proporcionar

total confiança aos nossos clientes, nos

produtos que estão a utilizar no aftermarket”.

Competitividade

Num mercado onde a pressão sobre o preço é

constante, a JDEUS defende que a competitividade

não deve comprometer a excelência

técnica. Para o Aftermarket Manager, o foco

excessivo no custo imediato pode ser uma

armadilha: “O know-how permite-nos manter

a competitividade sem comprometer a qualidade.

Há empresas que estão obcecadas pelo

preço, ou têm uma gestão pouco estruturada,

e acabam por tomar decisões que prejudicam

a qualidade. Os nossos clientes vão encontrar

condições muito competitivas, não somos os

mais baratos, mas conseguimos oferecer condições

sem comprometer os fatores fundamentais:

qualidade, disponibilidade e cobertura”.

Investimento

Aníbal Ezquerra lembrou que a diversidade do

parque automóvel em circulação, que inclui desde

veículos antigos até às mais recentes tecnologias,

exige um investimento constante em gama e

stock. “A JDEUS foca-se em oferecer soluções

rápidas e fiáveis para todas estas variações”. Para

o futuro, a mensagem do responsável para o

aftermarket é de parceria e alinhamento de valores.

“Às oficinas, recomendo trabalharem com

Aníbal Ezquerra

distribuidores que promovem a JDEUS como

marca de referência. Isso garante-lhes fiabilidade e

a confiança de saber que o distribuidor privilegia

soluções profissionais. Quanto aos distribuidores,

não pretendemos trabalhar com todos, mas

sim com aqueles que se alinham com os nossos

valores: qualidade, profissionalismo e evolução”.

Além disso, a empresa mantém uma aposta clara

no suporte humano: “Cada vez o negócio é mais

digital, mas nós continuamos a apostar num forte

apoio ao cliente, comercial e técnico”.

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Não há atalhos. Com a Bendix, não fazemos

concessões nas especificações, nos materiais

ou na qualidade de fabrico. Garantimos um

desempenho de travagem de excelência. Sempre.


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A

COLISÃO

RODRISYSTEM APRESENTA EQUIPAMENTOS APROVADOS PELA TESLA

Cumprir com elevados

padrões de serviço

A Rodrisystem, empresa especializada em equipamentos para o setor da colisão, fez uma

apresentação para todas as oficinas Tesla Approved Body Shop que existem em Portugal,

dos equipamentos aprovados por esta marca de carros elétricos.

TEXTO PAULO HOMEM

A

Tesla não possui uma operação

própria ao nível das

operações de carroçaria em

Portugal. Em vez disso, desenvolveu

um programa de

certificação destinado a oficinas independentes

e multimarca que pretendam

integrar a sua rede oficial de reparação.

Para obter essa certificação, as oficinas

têm de cumprir um conjunto rigoroso

de requisitos técnicos, nomeadamente a

utilização de equipamentos específicos

aprovados pela marca, junto dos fornecedores

desses equipamentos. Entre

esses, destacam-se quatro equipamentos

essenciais, fundamentais para garantir

que os processos de reparação seguem

os padrões exigidos pela Tesla em termos

de qualidade, segurança e precisão.

Estes equipamentos asseguram que as

intervenções estruturais e de carroçaria

são realizadas de acordo com as especificações

do fabricante, preservando

a integridade dos veículos e mantendo

os níveis de desempenho e segurança

definidos pela Tesla.

Em Portugal, alguns desses equipamentos

são representados por determinados

distribuidores nacionais, como é o caso

da Rodrisystem, empresa de Alhandra,

especializada nesta área. No conjunto dos

equipamentos aprovados pela Tesla para

reparação de colisão, destacam-se vários

equipamentos essenciais para garantir a

tal qualidade e precisão dos processos,

que são representados pela Rodrisystem.

Um dos equipamentos é o MEC 600, da

fabricante alemã Wiedlander. Trata-se de

uma ferramenta concebida para o corte da

chapa exterior da carroçaria, permitindo

uma intervenção controlada sem afetar a

estrutura interior do veículo (um aspeto

crítico nas reparações modernas).

Ao nível da soldadura, encontramos

duas máquinas da GYS: os modelos P3

e M3. Ambas são máquinas de soldar,

mas com diferenças ao nível da tecnologia

de pulsação, sendo a M3 mais avançada


39

e, consequentemente, mais dispendiosa. Esta

tecnologia permite maior controlo e qualidade

nas uniões, fator determinante na reparação

de veículos com estruturas complexas.

Outro equipamento relevante é o X-Press

800, também da Wiedlander. Esta máquina,

referenciada pela Tesla, destaca-se pela sua

capacidade de preparação e conformação de

materiais, reduzindo significativamente a necessidade

de retrabalho. Na prática, permite

que as peças fiquem prontas de imediato, sem

necessidade de retificação adicional, o que

melhora não só a eficiência como a consistência

do processo.

Por fim, a PTI Genius, igualmente da GYS, é

uma máquina de soldadura por pontos de elevada

performance. Este tipo de equipamento é

essencial para garantir ligações seguras, especialmente

tendo em conta a utilização crescente de

aços de alta resistência na construção automóvel.

No seu conjunto, estes equipamentos contribuem

para um processo de reparação mais

rápido, preciso e consistente, assegurando que

os padrões de qualidade exigidos pela Tesla são

cumpridos. Além disso, permitem reduzir o

esforço manual, minimizar erros e melhorar

significativamente o resultado final das intervenções.

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M

COLISÃO

Tesla

A acompanhar este evento esteve Ivan

Torres, responsável pela rede de colisão

da marca na região ibérica, que explicou a

exigência que existe ao nível dos equipamentos.

“Trabalhamos diretamente com

fabricantes de equipamentos de referência

para o setor da colisão, cujos produtos são

testados e validados. Só depois passam a

integrar a lista oficial de equipamentos

autorizados para a reparação de veículos

Tesla”, explica Ivan Torres.

A colaboração com fabricantes e distribuidores

locais dos equipamentos assume

um papel fundamental no entender

do responsável da Tesla. Para além de

fornecerem equipamentos certificados,

“estas entidades apoiam a realização de

eventos técnicos, onde são demonstradas

boas práticas e a correta utilização das

ferramentas. Estes encontros permitem

também aproximar a marca das oficinas

e identificar novos parceiros em regiões

onde existe carência de cobertura. Apesar

de não existir uma relação comercial direta

formalizada, a Tesla reconhece o contributo

destes distribuidores na dinamização

do ecossistema. É uma colaboração muito

produtiva, que permite à rede conhecer

melhor a marca e vice-versa”, sublinha o

responsável.

Para integrar o programa Tesla Approved

Body Shop, as oficinas devem cumprir

um conjunto de requisitos obrigatórios,

nomeadamente a posse de equipamentos

específicos homologados, como bancos de

ensaio, sistemas de medição, máquinas

de soldadura e ferramentas de rebitagem.

Além disso, devem dispor de áreas

dedicadas ao trabalho com alumínio,

devidamente isoladas, bem como sistemas

de extração de partículas, essenciais

para garantir a segurança e qualidade das

intervenções.

“A formação técnica é outro pilar central.

As oficinas certificadas devem seguir rigorosamente

os métodos de reparação

definidos pela Tesla, garantindo que os

veículos mantêm os padrões de segurança

originais após a intervenção”, refere Ivan

Torres.

Rede em crescimento

Aproveitando a presença de Ivan Torres

neste evento, o responsável pelo crescimento

da rede de oficinas de colisão Tesla

em Portugal, referiu que “a Tesla conta

com cerca de 15 oficinas certificadas em

Portugal, número que deverá aumentar

ao longo de 2026. A estratégia passa por

reforçar a presença no interior do país,

com particular atenção a cidades como

Viseu, Évora, Aveiro, Coimbra e Braga”.

A aposta será essencialmente em oficinas

independentes, “muitas vezes de caráter

familiar, valorizando a agilidade e o

compromisso com os elevados padrões

exigidos. Embora existam casos pontuais

de oficinas dedicadas exclusivamente à

Tesla, o modelo base mantém-se assente

na lógica multimarca”, refere o mesmo

responsável.

Um dos desafios frequentemente apontados

ao setor dos veículos elétricos prende-se

com a disponibilidade de peças.

No caso da Tesla, segundo Ivan Torres, a

operação logística para a Península Ibérica

está centralizada em Toledo, permitindo

prazos de entrega entre 48 e 72 horas, o

que “consideramos adequado para o ritmo

das reparações de carroçaria que temos”.

Refira-se ainda que a marca Tesla procura

controlar o custo médio das reparações,

nomeadamente através de uma política

de preços competitiva nas peças, fator

relevante para as seguradoras e para o

custo total de utilização dos veículos.

A estratégia da Tesla assenta muito nesta

área da colisão e vai além da venda do

automóvel, privilegiando muito o conceito

de baixo custo total de propriedade. Com

menores necessidades de manutenção face

aos veículos tradicionais a combustão,

o impacto das reparações e dos seguros

torna-se ainda mais relevante para uma

marca como a Tesla. Neste contexto,

diz Ivan Torres, “a qualidade do serviço

pós-venda e a satisfação do cliente são

monitorizadas de perto, sendo critérios

determinantes para a permanência das

oficinas na rede certificada”.



42

WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

Internacional

I

MAGNETI MARELLI

A força da

rede oficinal

A Magneti Marelli continua a reforçar a sua presença no aftermarket

através do desenvolvimento da rede oficinal Checkstar, apostando no

apoio técnico e na eficiência logística.

TEXTO: NÁDIA CONCEIÇÃO

A

Magneti Marelli nasceu em

1919, em Itália, e construiu

ao longo de mais de um século

uma posição relevante

no setor automóvel. Desde os

primeiros geradores elétricos até à criação

de uma rede internacional de oficinas, a

empresa tem desenvolvido soluções para

o mercado automóvel e apostado no reforço

da sua presença em Portugal através

da rede oficinal Checkstar e da parceria

com a Bombóleo. “Durante vários anos, a

empresa dedicou-se apenas à produção de

geradores elétricos, até que, nos anos 50,

ocorreu uma compra parcial por parte do

grupo Fiat”, refere Alberto Ruiz, Manager

Technical Services and Equipment na

empresa. “A partir dessa ligação com a

Fiat, a empresa passou também a produzir

acumuladores de bateria e componentes de

ignição para automóveis, alargando progressivamente

o seu portefólio. A expansão

tornou-se particularmente significativa

a partir da década de 1980, período em

que a empresa cresceu a nível europeu e

mundial, e em que adquiriu fábricas de

iluminação e criou a primeira rede de

oficinas autorizadas da marca em Itália”.


43

ALBA GONZALEZ

Marketing & Trade Marketing Manager Spain & Portugal - Magneti Marelli

Magneti Marelli Checkstar

Um dos elementos mais relevantes da estratégia

da Magneti Marelli é a rede de oficinas

Checkstar, construída com base no conhecimento

técnico desenvolvido ao longo da sua história.

“No contexto europeu, as redes diretamente

ligadas a fabricantes de primeiro equipamento

são poucas, e essa é uma forma importante de

diferenciação da rede”, lembra Paulo Marques,

Diretor da Bombóleo. “A origem destas redes está

associada à especialização técnica das marcas. A

rede associada à Marelli surgiu da experiência

na área elétrica, nomeadamente na reparação de

motores de arranque e alternadores. Este enquadramento

técnico continua a ser um dos pilares

da rede Checkstar, que fornece às oficinas apoio

técnico, informação especializada e soluções para

responder às exigências do mercado automóvel”,

acrescenta. “A proposta da Magneti Marelli para

as oficinas baseia-se numa oferta abrangente que

inclui produtos, equipamentos, assistência técnica

e a utilização de uma marca com longa tradição

no setor automóvel. Temos uma oferta 360

graus. Fornecemos maquinaria, equipamentos

oficinais, um leque enorme de produtos. Além

disso, oferecemos uma marca exclusiva de um

fabricante centenário, algo que confere à oficina

um estatuto único”, afirma Alberto Ruiz. “Outro

elemento valorizado pelas oficinas é a capacidade

de resposta técnica em situações concretas do dia

a dia. Às vezes não é só a formação, mas o facto

de, ao surgir um problema técnico a determinado

Que investimentos e estratégias está a

vossa empresa a planear implementar em

2026 e em que áreas?

Em 2026, estamos a reforçar a nossa estratégia

de apoio e fortalecimento da rede

Magneti Marelli Checkstar, a nossa rede

centenária de oficinas pioneira no setor,

confiando que uma rede bem preparada

momento numa oficina, nós termos a capacidade

de, rapidamente, ajudar a resolver o problema

do veículo” refere Paulo Marques.

Bombóleo

Em Portugal, a Magneti Marelli conta com o

grupo Bombóleo como principal parceiro de

distribuição. “Em Portugal, temos a sorte de

contar com um dos melhores distribuidores, que

praticamente trabalha com todos os produtos que

a Magneti Marelli coloca no mercado”, avança

Alberto Ruiz. Entre os produtos disponíveis

encontram-se sistemas de iluminação, baterias,

lubrificantes, componentes eletrónicos e outros

elementos que foram sendo integrados no portefólio

da empresa ao longo dos anos, como filtros,

pastilhas e discos e outros artigos de elevada

rotação. “A Bombóleo assume também um papel

importante no apoio técnico às oficinas, recebendo

da marca formação, informação e recursos

que são posteriormente transmitidos à rede”.

garante a continuidade e a competitividade

do setor pós-venda multimarcas. Este

apoio implica apostar na sua evolução e

adaptação às novas exigências do mercado,

fornecendo a formação mais avançada,

ferramentas digitais e de gestão diária para

a manutenção e reparação dos modelos

mais recentes. Desta forma, garantimos que

a nossa estratégia se consolida e fortalece,

superando o desafio que representa a

crescente capacidade tecnológica das redes

dos fabricantes e assegurando o futuro

dos nossos clientes no setor. Na linha da

digitalização, na Magneti Marelli Parts &

Services continuamos a implementar o

“Project 5.0 – The Digital Wave” em todos

os nossos processos da empresa, especialmente

aqueles relacionados com a gestão

de clientes, para facilitar a interação diária

e poder relacionar-nos com eles de uma

forma mais digital e eficiente.

Portugal

Tanto Alberto Ruiz como Paulo Marques consideram

que existe ainda um elevado potencial de

crescimento para a rede Checkstar em Portugal,

“sobretudo porque muitas oficinas ainda não

pertencem a estruturas organizadas de marca.

Hoje em dia, são ainda uma minoria as oficinas

que pertencem a redes, por isso a possibilidade

de crescimento é enorme” indica Paulo Marques.

“A integração numa rede permite às oficinas

acompanhar mais facilmente a evolução tecnológica

do setor automóvel, incluindo áreas como

a eletrificação e a conectividade dos veículos.

Qualquer atualização ou avanço que surja, estando

integradas numa rede como a nossa, torna-se

muito mais fácil ultrapassar os obstáculos que

possam aparecer”, conclui Alexandre Gomes,

da área comercial da empresa.


44

WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2025

Oficina

O

AUTO VALÉRIO

Uma história que

vem de longe

Com seis décadas de história no setor automóvel, a Auto Valério é hoje

muito mais do que um stand de automóveis. A oficina, aberta ao público

há oito anos, assume-se como uma estrutura autónoma, com identidade

própria, que se foca nos valores da qualidade de serviço que a empresa

granjeou ao longo da sua existência.

TEXTO PAULO HOMEM

Profissional com 35 anos de casa,

Luís Vicente começou ligado à

área comercial e assumiu posteriormente

a responsabilidade

pelo pós-venda e pela oficina.

Inicialmente, a oficina funcionava sobretudo

como apoio ao stand, assegurando

garantias e a preparação das viaturas

vendidas. Com a mudança para as atuais

instalações oficinais e o aumento da procura,

a realidade alterou-se.

“Hoje continuamos a fazer as garantias,

como é lógico, mas a oficina é um negócio

independente, aberto ao público, com

acordos e parcerias próprias”, revela Luís

Vicente, assegurando que a ligação ao

stand mantém-se como uma mais-valia

competitiva para a Auto Valério: “quem

compra um carro na Auto Valério sabe

que tem acompanhamento posterior, com

preparação rigorosa antes da entrega e

um serviço de proximidade. O cliente

tem apoio, tem acompanhamento e isso

faz a diferença.”

Atualmente, a oficina enfrenta um desafio

que muitos empresários do setor

reconhecem: excesso de trabalho!!! “Há

tanto serviço que temos de aprender a

dizer não. Às vezes é tão importante dizer

não como dizer sim”, diz Luís Vicente,

revelando que “com a idade média do

parque automóvel a aumentar, as in-


PUB

FICHA DA OFICINA

tervenções tornaram-se mais complexas e

demoradas. Muitas vezes, aquilo que parece

uma reparação simples transforma-se num

trabalho exigente e pouco rentável em termos

de horas investidas. Há serviços muito demorados

e nem sempre conseguimos cobrar todas

as horas que realmente gastamos”.

Por isso, a oficina tem vindo a selecionar

melhor o tipo de trabalhos que aceita, privilegiando

intervenções que se enquadrem na

sua estrutura e capacidade.

A evolução tecnológica dos veículos trouxe

também novos desafios. Sensores, módulos

eletrónicos e sistemas interligados aumentaram

significativamente o custo médio das

reparações. “Hoje um sensor pode custar

500 ou 600 euros. Às vezes, em duas peças,

quase se atinge o valor de mil euros. É difícil

explicar isso ao cliente”, diz o responsável da

NOME: Auto Valério

DATA DE CONSTITUIÇÃO: 1965

MORADA: Sintra

Nº DE EMPREGADOS: 11

REDE OFICINAL: Eurorepar Car Service

SITE: www.autovalerio.com

SERVIÇOS: Mecânica, colisão, pneus

LEMA: Proximidade, rigor técnico e

compromisso com o cliente

oficina, que garante que a aposta passa pela

transparência total. Sempre que possível,

os relatórios de diagnóstico são impressos e

explicados ao cliente.

A Auto Valério está associada a uma rede

(Eurorepar Car Service) desde a abertura da

oficina, sobretudo para facilitar o acesso a parcerias

e fornecedores. No entanto, Luís Vicente

reconhece que o verdadeiro fator diferenciador

não está tanto no preço das peças, mas no

serviço. “Hoje as marcas de peças são todas

semelhantes em qualidade e preço. O que faz a

diferença é o serviço de entrega das peças”, diz

Luís Vicente que revela que a empresa também

trabalha muito com a Drive360. A oficina

privilegia fornecedores com entregas rápidas

e frota própria, algo que considera essencial

para manter os elevadores a trabalhar e evitar

tempos mortos. Em termos de marcas de peças

LIGAÇÃO

SEGURA EM

TODOS OS

MOMENTOS.

Fita espiral

do airbag para

transmissão de

sinal fiável.

e colisão, a política

é clara: apostar em

qualidade reconhecida,

tanto na mecânica como

na pintura (aqui trabalha

com a Standox).

Outra opção, a que cada vez mais

recorre esta oficina, são as peças

usadas, nomeadamente através das plataformas

como a B-Parts. “Compramos

muitas peça nessas plataformas, não só de

carroçaria, mas também outro tipo de peças,

como módulos eletrónicos. Em muitos casos é

melhor e mais barato que trabalhar com peças

novas”, revela Luís Vicente que considera que

“as peças usadas são uma excelente opção neste

momento, até porque o parque circulante,

como disse, está cada vez mais envelhecido”.

Na colisão a Auto Valério é oficina recomendada

por várias companhias de seguros. Para

Luís Vicente, trata-se de um “bem necessário.

Garante volume de trabalho e regularidade.

Talvez a margem seja um pouco menor, mas

o volume constante de trabalho compensa”.

Além disso, muitos clientes da Auto Valério

chegam através das seguradoras e acabam por

manter-se após a primeira experiência.

Apesar de haver muito trabalho, não se coloca

a hipótese de mudar de instalações, até

porque uma das grandes dificuldades deste

setor, segundo Luís Vicente é a dificuldade em

recrutar mão de obra qualificada. “Não é fácil

arranjar mecânicos e, sobretudo, bate-chapas.

É um problema grave no setor.”

A oficina conta atualmente com 11 pessoas:

rececionista, mecânicos, pintores, bate-chapas e

apoio à preparação das viaturas. “Podia crescer

arranjando outro espaço. Mas sem pessoas

não faz sentido”, assume Luís Vicente que

diz que o setor precisa de maior valorização

das profissões técnicas e de planos de carreira

atrativos para os jovens.

Apesar de atento à evolução do mercado, Luís

Vicente considera que ainda não se justifica

investir fortemente nos veículos elétricos. “O

parque elétrico ainda representa uma percentagem

muito reduzida. Exige espaço, ferramentas

e técnicos específicos. Para já, não sentimos

necessidade”, garante o gestor oficinal, que

mesmo assim diz que “estamos sempre a investir

em equipamentos novos e sempre a tentar

melhorar o serviço. Gostava de investir mais

em formação da equipa, mas nesta fase não

é possível como nós queriamos, mas vamos

sempre fazendo formação para evoluir a qualidade

do serviço. O desafio é arranjar tempo

para tudo”, conclui Luís Vicente.


WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

Personalidade

O que hoje

somos é

o reflexo

do espírito

empreendedor

do meu pai

MARIA HELENA SILVA MAGALHÃES – ADMINISTRADORA AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A.

Empresa de fortes valores familiares, passados de pai para filha, a Auto Silva

Acessórios, S.A. chega aos 50 anos de existência, com o seu rumo sustentado

na proximidade ao cliente que sempre foi um dos seus pontos fortes e vai

continuar a ser.

P

ENTREVISTA PAULO HOMEM E NÁDIA CONCEIÇÃO

Ao completar meio século

de atividade em Portugal, a

Auto Silva Acessórios continua

a afirmar-se como uma

empresa independente e

familiar que soube adaptar-se às sucessivas

transformações do aftermarket automóvel

em Portugal. Fundada em 1976

(12 de março), a empresa construiu uma

trajetória marcada pela proximidade ao

cliente, pela especialização técnica –

sobretudo na área das peças de motor

para veículos ligeiros – e por uma cultura

empresarial fortemente enraizada

nos valores transmitidos pelo fundador

António da Silva.

À frente da empresa está hoje Maria

Helena Silva Magalhães, filha dos fundadores,

que acompanha o negócio

praticamente desde o primeiro dia.



48

WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

P

PERSONALIDADE

Estão a celebrar os 50 anos da empresa.

Atualmente como é que a Auto Silva

Acessórios se define como empresa, no

contexto que vivemos do aftermarket em

Portugal?

O que hoje somos é o reflexo do espírito

empreendedor do meu pai e do conhecimento

que ele tinha das peças para automóveis,

sobretudo na área do motor.

Desde o início, a empresa posicionou-se

simultaneamente como importador e distribuidor,

consolidando a sua presença no

mercado e construindo assim uma rede de

clientes revendedores muito fiel. A empresa

sempre se manteve independente, preservando

uma estrutura societária familiar.

Tudo começou numa pequena loja...

Sim, na Rua da Alegria no Porto. Só depois,

em 1998, viemos para as atuais instalações

na zona industrial do Porto.

Abrimos uma loja em Lisboa em 1996, nas

Olaias, pois já começávamos a ter muitos

clientes nessa região, para depois, no ano

de 2000 passarmos para um armazém na

Bobadela.

Já existia a visão de servir o cliente de

uma forma mais rápida?

Essa era a visão do meu pai: queria ir mais

longe e estar cada vez mais próximo do cliente.

Ao mesmo tempo foi reforçando a equipa,

admitindo colaboradores. No início

éramos apenas três - o meu pai, a minha

mãe e eu, mais tarde também o meu irmão.

Desde cedo existia essa ambição de ir mais

além daquele primeiro espaço no Porto, na

Rua da Alegria. A razão era simples, a empresa

começava a ser conhecida em todo o

país. Por isso, em 1996, surgiu a oportunidade

de abrir uma loja em Lisboa. Foi uma

decisão muito ligada à proximidade com o

mercado.

Quais são no seu entender os principais

valores que explicam a longevidade da

empresa?

A longevidade da empresa explica-se sobretudo

por três fatores: proximidade ao

cliente, cultura de equipa e uma forte componente

humana no negócio.

O meu pai fez a carteira de clientes estando

sempre no meio deles. Era uma pessoa

muito próxima e transmitiu isso a todos

os colaboradores. Essa filosofia continua a

marcar a cultura da empresa. Muitos colaboradores

têm décadas de casa e absorveram

os valores dos fundadores. O cliente é tratado

como único e não como parte de um

grupo. A forma como trabalhamos é quase

como fazer “um fato à medida” para cada

cliente.

Além disso, a empresa promove regularmente

iniciativas que reforçam essa proximidade

entre colaboradores, clientes e

fornecedores, desde formações técnicas a

eventos de convívio.

Uma empresa com 50 anos de história,

teve que ter também uma enorme capacidade

de adaptação às circunstâncias

de mercado...

Como qualquer empresa com uma

história longa, a Auto Silva Acessórios

enfrentou momentos mais difíceis, mas

considero que a nossa capacidade de

adaptação às constantes mudanças de

mercado foi sempre um fator decisivo

para a nossa evolução. O mundo mudou

muito nestes 50 anos e o setor automóvel

também. A empresa adaptou-se sempre

a essas transformações. A evolução

tecnológica, as mudanças no parque automóvel

e as transformações na cadeia de

distribuição obrigaram a empresa a ajustar

constantemente a sua estratégia.

Quais foram os momentos mais decisivos

na longa história da Auto Silva

Acessórios?

Entre os momentos mais importantes da

trajetória da empresa destacam-se algumas

decisões estratégicas que marcaram

o seu crescimento. Um dos primeiros

marcos, como já disse, foi a abertura de

um ponto de distribuição em Lisboa em

1996, numa estratégia clara de aproximação

ao mercado da capital.

Pouco tempo depois, em 1998, a empresa

mudou-se para as atuais instalações

na zona industrial do Porto, com um

armazém significativamente maior, permitindo

aumentar a capacidade de armazenamento

e melhorar a logística. Já em

2000, a operação de Lisboa foi transferida

para novas instalações na Bobadela. Mais

recentemente, em outubro de 2025, foi

criado um novo ponto de distribuição no

Algarve, a AutoSstock, com o objetivo de

reforçar a presença no sul do país.

Num setor onde a margem é cada vez

mais pressionada, qual é hoje o principal

fator diferenciador da empresa?

Assumimos que o preço não é o nosso

principal argumento. A estratégia passa

antes por oferecer um serviço personalizado

e soluções adaptadas às necessidades

de cada cliente. O tal “fato à medida do

cliente”! A nossa preocupação é resolver

os problemas do cliente e ajudá-lo a ter

sucesso.

O sucesso do nosso cliente é o nosso

sucesso!

Terá sido a política de produto (estabilidade

nas marcas comercializadas)

que também tem contribuído para esta

longevidade? Isto é, o sucesso também

se constrói na relação com os fornecedores?

Sem dúvida. A Auto Silva Acessórios

mantém há décadas parcerias com várias

marcas, algumas entraram connosco no

mercado português. Quer isso dizer que

somos muito fiéis às marcas que trabalhamos.

Apesar dessa estabilidade com os

fornecedores, a empresa continua aberta

à introdução de novas marcas e produtos,

sobretudo quando surgem novas necessidades

do mercado.

Aliás, um passo estratégico recente foi a

entrada da empresa no grupo internacional

Temot, uma rede de distribuição independente

presente em vários países.

O que motivou essa decisão e como tem

sido a experiência de integrar a Temot?

Hoje o mercado está muito organizado

em torno de grupos e, nesse contexto,

também era importante para nós fazer

parte de uma estrutura desse tipo, mantendo

sempre a nossa autonomia. No nosso

caso, continuamos a ser nós a decidir e

a gerir a empresa. O grupo é composto,

na sua maioria, por empresas familiares,

tal como a nossa.

Esta integração permitiu melhorar as

condições de compra e reforçar a competitividade,

mantendo, no entanto, a

autonomia da empresa.

Dois anos depois, a avaliação é positiva?

Sim, é muito positiva. Tem sido uma experiência

muito interessante e há várias

iniciativas dentro do grupo que ainda

estão em desenvolvimento. Estamos satisfeitos

com o caminho que tomámos e

queremos continuar a aprofundar essa

participação na Temot.

A especialização em componentes

de motor continua a ser um dos fatores

diferenciadores da Auto Silva

Acessórios?

Diria que isso está no nosso ADN. Este é

um segmento exigente, com milhares de

referências e identificação técnica complexa,

que exige conhecimento profundo

por parte das equipas. É uma área muito

Ao contrário

do que muitas

vezes se diz

no mercado,

a reparação

de motores

continua a

ter bastante

procura


49

especializada e não é fácil de trabalhar e exige

um esforço financeiro em stock, mas nós temos

colaboradores com grande experiência nessa

área que fazem toda a diferença.

Têm vindo a notar alguma estabilização

na procura de componentes de motor? Há

mais ou menos oficinas a reparar motores?

Ao contrário do que muitas vezes se diz no

mercado, a reparação de motores continua a

ter bastante procura. Durante algum tempo

criou-se a ideia de que esta área iria diminuir

significativamente, mas aquilo que temos

observado é precisamente o contrário. Uma

das principais razões é o envelhecimento do

parque automóvel em Portugal. Comparando

com outros países europeus, temos veículos

cada vez mais antigos em circulação e muitas

pessoas não têm capacidade para comprar

carros novos, sejam híbridos ou elétricos.

Além disso, os veículos que vão para abate já

têm idades muito elevadas, muitas vezes entre

os 23 e os 24 anos. Isso significa que os

automóveis permanecem muito mais tempo

em circulação, o que naturalmente aumenta a

necessidade de reparação. Por essa razão, a reparação

de motores continua a ser uma solução

bastante procurada, desde que seja feita por

profissionais especializados e com materiais de

qualidade.

Aliás, temos notado que até alguns fornecedores

que, há alguns anos, pareciam estar a afastar-se

deste segmento estão agora a regressar.

Muitas empresas seguiram a narrativa de que o

motor a combustão iria perder importância no

aftermarket, mas perceberam entretanto que

ainda existe um mercado muito significativo

nesta área.

Um passo

estratégico recente

foi a entrada da

empresa no grupo

internacional

Temot

Esse movimento também é visível nas retificadoras,

onde a atividade continua bastante

forte. Outro indicador vem também dos

próprios fornecedores. Como somos importadores,

recebemos regularmente informações

deles, e muitos referem que existe atualmente

alguma indefinição na indústria automóvel,

sobretudo no que diz respeito à produção de

veículos novos eletrificados. Nesse contexto,

várias empresas estão novamente a apostar

com mais força no aftermarket, particularmente

nos componentes associados aos motores

de combustão.

Para além da especialização em peças de

motor, a Auto Silva Acessórios fez também

uma forte aposta no material de desgaste?

Assumimos que somos especialistas em material

de motor, mas temos sem dúvida uma

forte presença no material de desgaste, trabalhando

há muitos anos marcas que hoje

são uma referência no mercado, algumas das

quais fomos nós os primeiros a trabalhar.

Em outubro de 2025 abriram um novo

ponto de distribuição no Algarve, com a

designação AutoSstock. O que motivou

essa decisão?

A principal razão foi a proximidade ao cliente

naquela região. A distância entre Lisboa,

onde temos um dos nossos armazéns de

distribuição, e o Algarve ainda é significativa,

e isso condiciona os tempos de resposta.

A abertura deste ponto de distribuição permite-nos

estar mais próximos do mercado

local e responder de forma mais rápida às

necessidades dos clientes.

A nossa atividade continua muito centrada

na revenda, porque trabalhamos sobretudo

como grossistas. No entanto, naquela zona

geográfica também acabamos por ter contacto

com outros tipos de clientes, e a ideia

é conseguir servi-los bem, mantendo a mesma

filosofia de proximidade e qualidade de

serviço.

Sabemos que existem já vários operadores e

grandes grupos na região, mas acreditamos

que com o nosso material que é diferenciado,

com a nossa forma de trabalhar e com

a nossa filosofia de proximidade ao cliente,

podemos servir bem essa zona geográfica

indo ao encontro das necessidades do mercado.

Qual a razão de lhe terem dado um nome

distinto?

O facto de termos optado por um nome diferente

também tem a ver com essa estratégia.

A AutoSstock tem uma lógica muito associada

à operação naquela zona geográfica

e quisemos evitar qualquer confusão com a

estrutura principal da empresa.


50

WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

P

PERSONALIDADE

Considera que atualmente o negócio

de peças é acima de tudo um negócio

logístico?

No aftermarket moderno, a logística tornou-se

um fator crítico. A rapidez com

que se distribui a peça é hoje fundamental.

No entanto, a identificação correta

das peças continua a ser um dos maiores

desafios do setor. Erros na identificação

podem gerar devoluções, custos adicionais

e perda de eficiência.

O que é que a Auto Silva Acessórios

tem vindo a fazer a esse nível?

Para reduzir os problemas que antes referi

e melhorar a qualidade do serviço, a Auto

Silva Acessórios tem apostado continuamente

em formação.

As ações de formação são dirigidas tanto

a colaboradores como a clientes, na maior

parte das vezes em parceria com fornecedores.

É fundamental que todos estejam

atualizados. A tecnologia evolui constantemente.

Estas formações são realizadas

em grupos relativamente pequenos, para

permitir maior interação e transmissão de

conhecimento.

Foram uma das primeiras empresas do

setor a lançar uma plataforma de vendas

B2B. A digitalização sempre fez

parte da vossa estratégia?

Sim, sempre foi uma preocupação nossa

acompanhar a evolução tecnológica. Na

altura em que lançámos a plataforma

B2B ainda quase não se falava deste tipo

de soluções no setor, mas percebemos que

era um caminho inevitável para tornar os

processos mais rápidos e eficientes.

A plataforma B2B foi lançada em 2007

e, desde então, temos vindo a evoluir

continuamente nessa área. A digitalização

permite-nos identificar peças com mais

rapidez, facilitar o acesso dos clientes ao

nosso catálogo e tornar todo o processo

de encomenda mais ágil.

Internamente também temos procurado

acompanhar essa transformação. Houve

A proximidade

é um valor

essencial

para nós:

com clientes,

fornecedores e

colaboradores

uma altura em que criámos um pequeno

grupo dentro da empresa - do qual eu

própria fiz parte - para aprofundar conhecimentos

nesta área e perceber melhor

todas as tecnologias associadas à transformação

digital que poderiam ter impacto

no nosso negócio, além da cibersegurança,

outras ferramentas digitais. O

objetivo foi sempre estarmos preparados

para o futuro e para as mudanças que estão

a acontecer no setor.

Existem vários projetos em desenvolvimento

que ainda não podemos divulgar,

mas que vão no sentido de tornar a empresa

cada vez mais eficiente do ponto de

vista tecnológico.

É o caso da Inteligência Artificial...

A inteligência artificial, por exemplo, é

um tema que acompanhamos com interesse,

embora com alguma cautela. Sabemos

que tem um grande potencial, mas

também levanta alguns desafios que ainda

precisam de ser bem compreendidos.

Para já, a nossa prioridade passa sobretudo

por implementar ferramentas que nos

permitam prestar um serviço melhor aos

clientes, melhorar a gestão da informação

e fazer uma análise de dados mais eficaz,

nomeadamente na análise da procura e na

gestão de stocks.

A eletrificação é uma ameaça ou oportunidade?

Para nós, a eletrificação do parque automóvel

não é, neste momento, uma

preocupação significativa.

Historicamente, a nossa empresa sempre

se adaptou às mudanças. O meu

pai transmitiu a todos na empresa uma

cultura de adaptação constante. Hoje seguimos

a mesma filosofia: antecipamos e

ajustamos a nossa oferta às necessidades

reais dos clientes.

Quais são as perspetivas de futuro para

a Auto Silva Acessórios no contexto

atual de fusões, guerras económicas e

consolidação do mercado?

Olhamos para os próximos anos com

realismo e otimismo. Nos últimos cinco

anos, muitas projeções que se ouviam

sobre o mercado falharam porque

o aftermarket muda rapidamente, mas

nós mantemos o foco nas questões do

presente e na adaptação às mudanças.

Somos uma empresa que sempre se

adaptou às transformações. A tecnologia

teve um grande impacto, mas conseguimos

acompanhar todas as mudanças

sem perder a nossa identidade. O nosso

compromisso é continuar a adaptar

a empresa de forma estratégica, como

fizemos ao longo destes 50 anos.

Que mensagem gostaria de deixar a

clientes, fornecedores e à sua equipa

nestes 50 anos?

Gostaria de deixar uma mensagem de

agradecimento. Temos muitos clientes

fiéis e também fornecedores que acompanham

o nosso projeto há décadas.

Sem eles, não seria possível crescer nem

manter a qualidade do serviço. Os colaboradores

são igualmente fundamentais:

um líder sozinho não consegue

nada, mas um grupo coeso, dedicado e

comprometido consegue grandes resultados.

A proximidade é um valor essencial para

nós: com clientes, fornecedores e colaboradores.

Sinto-me orgulhosa deste projeto

que lidero, construído com muita

paixão e espírito de sacrifício pelos meus

pais, e consolidado com sucesso por

toda a equipa. É com vigor, resiliência

e espírito de grupo que encaramos com

grande entusiasmo os próximos capítulos

da nossa história.


Posventa de Automoción


52

WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

Dossier

D

CHAVES DE IMPACTO

Potência, precisão

e mobilidade nas

oficinas

A evolução tecnológica tem trazido chaves de impacto mais compactas,

potentes e, sobretudo, soluções a bateria que aumentam a mobilidade e

a produtividade no trabalho das oficinas.

TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO

As chaves de impacto são das

ferramentas que mais contribuem

para a rapidez e a

produtividade na execução

das operações diárias das oficinas.

Utilizadas diariamente em múltiplas

tarefas, desde a remoção de rodas até

à montagem de diversos componentes mecânicos,

têm uma capacidade de aplicar

elevados níveis de torque de forma rápida

e consistente que as torna fundamentais

no ambiente oficinal. Nos últimos anos,

este segmento tem registado uma evolução

significativa, impulsionado sobretudo

pelo desenvolvimento de tecnologias a

bateria, motores mais eficientes e designs

cada vez mais compactos e ergonómicos.

Ao mesmo tempo, os fabricantes têm investido

na melhoria do desempenho e da

durabilidade dos equipamentos, através da

introdução de motores brushless, baterias

de maior autonomia e sistemas de regulação

mais precisos. Têm surgido também

mecanismos que reduzem necessidades de

manutenção ou aumentam o controlo do

utilizador sobre o processo de aperto e desaperto.

Neste dossier, reunimos a visão de

vários distribuidores e fabricantes presentes

no mercado português, que analisam

as principais tendências tecnológicas das

chaves de impacto, apresentam as soluções

disponíveis e explicam que critérios

devem as oficinas considerar na escolha

desta ferramenta.


53

MIGHTY SEVEN

KING TONY

Pedro Costa e Hugues Gobin

www.kingtonyeurope.com

“A Mighty Seven, é uma marca presente no

mercado português há já alguns anos e, que

para além da gama pneumática bem conhecida

na área da mecânica automóvel e indústria,

agora, apresenta um novo segmento

de máquinas a bateria, as powertools. Em

termos de novidade, entre outras, podemos

destacar a nossa máquina mais compacta

(DW404K), com uma potência de 900 Nm

e que por ser mais curta que as máquinas

tradicionais, permite uma utilização mais

diversificada nos desafios quotidianos. Em

toda a gama de máquinas a bateria, oferecemos

3 anos de Garantia a contar da data de

compra. Não é necessário qualquer registo ou

preenchimento de formulários. O centro de

assistência atualmente é em Espanha e todo

o procedimento é tratado por nós”, indicam

Pedro Costa e Hugues Gobin.

EINHELL

Tiago Rodrigues

www.einhell.pt

Tiago Rodrigues indica que, na Einhell, uma

das novidades mais recentes é o desenvolvimento

de modelos compactos, que oferecem

maior torque, motores mais eficientes e um

design mais pequeno e leve, facilitando o trabalho

em espaços reduzidos”. Explica também

que a comercialização de chaves de impacto

está normalmente associada a vários serviços

de pós-venda, que garantem o suporte

ao cliente e a manutenção do equipamento.

“No caso da Einhell, esses serviços incluem

assistência técnica, reparação das ferramentas,

disponibilidade de peças de substituição

e garantia extensível até 10 anos nos motores

sem escovas através de registo online”.

SNAP-ON / SATA

FMF FERRAMENTAS

João Calado

fmf-ferramentas.com

As chaves de impacto comercializadas

pela Fonseca, Matos & Ferreira Lda são

das marcas Snap-On e SATA, do grupo

APEX. “A Snap-On tem uma gama

a bateria CT825K2 e CT861K2 com

quadrados de ¼” e 3/8” respetivamente.

As opções pneumáticas desta marca

são bastante variadas desde 1” com forças

de trabalho de 1.800 Nm até 3.900

Nm PT1800A e PT2500. A Snap-On

BETA / METABO

BOLAS

Davide Mira

www.bolas.pt

Dentro do portefólio da Bolas estão as marcas

Beta e Metabo. “A Beta é uma referência

no mercado e tem uma gama muito completa

de ferramentas manuais e pneumáticas,

e destaca-se pela sua linha de chaves

de impacto pneumáticas. A Metabo é a

nossa marca de ferramentas elétricas, que

também inclui na sua gama algumas ferramentas

pneumáticas. No entanto, esta

marca é mais conhecida pela sua linha de

chaves de impacto a bateria, que é bastante

completa, onde não só a potência como

também a garantia de qualidade das máquinas

e baterias são bastante conhecidas”,

refere Davide Mira. O responsável avança

que, na Beta, há várias novidades em termos

de chaves de impacto, “mas a que tem

merecido mais atenção por parte do mercado

é a 1927OLS. Trata-se de uma chave

de impacto de ½”, com um binário elevadíssimo

de 1750 Nm e com um inovador

mecanismo de impacto OIL-LESS, totalpara

quadrados de ¾” e ½” tem diversas

opções com forças de aperto até 1.694

Nm e com canhões de várias dimensões.

Na medida de ½” é disponibilizada

uma chave compacta para trabalhos

em zonas de acesso limitado com uma

força de trabalho de 678 Nm. Na marca

SATA, de momento para o mercado

Europeu apenas está disponível a opção

pneumática com adaptadores de ½”, ¾” e

1”com forças de trabalho até 1.500 Nm.

A maior novidade prende-se com o aumento

de potência face ao caudal de ar

necessário e à redução das dimensões e

peso do equipamento. A principal novidade

são as opções a bateria da Snap-

On, em linha com a indústria 5.0, na

medida em que dispensam uma ligação

por cabo ou tubo, o que flexibiliza bastante

o manuseamento e operação das

ferramentas. Os serviços de pós-venda

são designadamente a manutenção periódica

dos equipamentos e a substituição

de alguns componentes de desgaste

previstos”, avança João Calado.

mente concebido, desenvolvido e desenhado

pela Beta. Não necessitando de lubrificação

periódica, esta ferramenta ainda apresenta

uma vida útil 4 vezes superior à tecnologia

convencional. Além desta novidade, houve

recentemente um complemento de gama

para as aplicações mais delicadas, com 2

novos modelos de baixo binário, em compósito

e com um preço muito competitivo.

São os modelos Beta 1927E e Beta 1927C.

No que se refere à Metabo e a máquinas

a bateria, destacamos a novidade SSW 18

LTX 550 BL, que apresenta um binário

máximo de 550 Nm de aperto e 840 Nm

de desaperto. É uma chave extremamente

compacta para este nível de potência. Esta

máquina permite a seleção de 12 níveis

de ajuste, o que lhe confere uma enorme

versatilidade e diversidade de aplicações.

Vem ainda equipada com as novas baterias

de lítio LiHD e tecnologia Brushless.

Disponibilizamos, a nível nacional, todos

os serviços necessários de apoio pré e pós-

-venda para toda a gama de ferramentas

que comercializamos. A Bolas possui um

serviço de assistência técnica especializado,

apto a fazer toda a reparação e manutenção

necessária às nossas chaves de impacto.

Adicionalmente, dispomos de um serviço

de aconselhamento de produto e demonstração,

para que cada ferramenta seja perfeitamente

adequada ao serviço a efetuar. O

acesso a estes serviços é extremamente fácil

pois, para além da nossa sede em Évora e

delegações em Alverca e Freixieiro, a nossa

rede de revendedores especializados cobre

todo o território nacional e ilhas”.


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CHAVES DE IMPACTO

Que critérios técnicos devem as oficinas considerar na escolha de uma chave de impacto?

GONÇALTEAM, António Gonçalves

O principal critério é a funcionalidade

e a ergonomia, seguido da relação

qualidade-preço.

FMF FERRAMENTAS, João Calado

Os principais critérios a ter em

conta devem ser a resistência, a

flexibilidade, a potência e a dimensão

do equipamento para aceder à área de

trabalho.

EINHELL, Tiago Rodrigues

Na escolha de uma chave de impacto,

o fator mais importante é, obviamente,

o torque, que indica a força de

aperto e desaperto, no nosso caso

encontramo-nos compreendidos entre

os 230 e os 750 Newton-metros de

aperto e conseguimos chegar até aos

1000 Newton-metros em desapertos.

Também devem ser considerados

fatores como a mobilidade, o peso

e a ergonomia da ferramenta. As

soluções a bateria, como as da nossa

plataforma Power X-Change da

marca, permitem maior liberdade de

movimentos e eliminam a necessidade

de cabos ou compressores,

contribuindo também para menores

níveis de ruído e vibração.

BOLAS, Davide Mira

Devem ponderar o que melhor se

adequa à empresa de acordo com

os equipamentos instalados e as

necessidades futuras, e avaliar se

será mais vantajoso ter chaves de

impacto pneumáticas ou a bateria. No

caso das pneumáticas, na altura de

escolher deverá ter-se em conta, não

só a potência ideal para o trabalho a

desenvolver, mas também a questão

da manutenção, daí a importância da

novidade da Beta, a 1927OLS, que

não precisa de lubrificação. No caso

de chaves de impacto a bateria, além

da máquina adequada ao tipo de

trabalho, deverá prestar-se especial

atenção às baterias, que deverão ser

de boa qualidade e com garantias

dadas para o mercado profissional. A

Metabo disponibiliza garantia total

de 3 anos para as suas baterias,

além da compatibilidade com todas

as ferramentas Metabo de 18V e

não só. Existem mais 45 marcas de

ferramentas sem fio que também

utilizam as baterias da Metabo.

MAKITA, Rui Garrido

O nosso departamento de

acompanhamento ao cliente realiza

um estudo técnico para recomendar

a solução mais adequada,

considerando fatores como: torque

necessário (Nm) impactos por

minuto; velocidade de rotação; tipo

de encaixe (3/8”, 1/2”, 3/4”, 1”);

ergonomia e peso do equipamento;

espaço disponível para operação.

BERNER, Nuno Costa

As oficinas devem considerar vários

elementos técnicos que influenciam

diretamente a produtividade:

Potência real de aperto e desaperto;

Tipo de alimentação (pneumática

ou bateria), adaptada ao volume

de trabalho; Peso e ergonomia,

fundamentais para reduzir

fadiga em trabalhos repetitivos;

Durabilidade do mecanismo interno,

como sistemas Twin Hammer,

Jumbo Hammer ou Pinless Hammer;

Consumo de ar, no caso das

ferramentas pneumáticas, para

assegurar compatibilidade com o

compressor; Controlo de velocidade,

modos de potência e precisão;

Compatibilidade com acessórios,

nomeadamente chaves de caixa e

acrescentos adequados ao tipo de

intervenção.

QUCAAN, Bruno Costa

As oficinas devem considerar

um conjunto de critérios técnicos

que impactam diretamente a

produtividade e a experiência de

utilização, nomeadamente: Binário

máximo: essencial para aplicações

exigentes, como aperto e desaperto

de rodas; Tecnologia do motor

(preferencialmente brushless):

garante maior eficiência, menor

desgaste e maior durabilidade;

Capacidade e voltagem da bateria

(Ah / V): determinam a autonomia e

a potência disponível; Ergonomia e

peso: fatores críticos para utilização

intensiva ao longo do dia; Modos

de operação e controlo eletrónico:

permitem adaptar a ferramenta

a diferentes tipos de trabalho;

Robustez e qualidade construtiva:

fundamentais para ambientes

exigentes; Compatibilidade com

outros equipamentos da mesma

plataforma de baterias: fator cada

vez mais valorizado na gestão de

custos e eficiência.

TECNIVERCA, Júlia Andrade

A escolha deve basear-se em

critérios tais como: torque máximo

e torque de desaperto, sistema

de impacto (mecanismos como o

twin hammer garantem maior eficiência

e durabilidade), peso e ergonomia

(para redução da fadiga do operador

em utilização intensiva) e nível de

ruído e vibração. No caso da AIRCAT,

a tecnologia de escape silencioso é

um fator diferenciador importante,

permitindo trabalhar com menos ruído

mantendo elevado torque.

LUSILECTRA

As oficinas devem analisar, sobretudo,

a quadra, o torque de trabalho,

o mecanismo de impacto, o peso

da máquina, o nível de ruído e de

vibração produzida pela mesma. A

grande vantagem da Jonnesway é

disponibilizar soluções para diferentes

níveis de exigência, desde modelos mais

compactos até modelos mais potentes

para serviços intensivos.

CENTROCOR, André Vieira

Os principais critérios técnicos passam

pela análise do binário de desaperto

e do consumo de ar, assegurando a

compatibilidade com o compressor

da oficina sem comprometer a força

necessária. Além disso, o peso e a

ergonomia são fundamentais para reduzir

a fadiga do operador, devendo ainda

valorizar-se a qualidade dos mecanismos

internos que facilitam a lubrificação e a

assistência técnica.

MEMODERIVA, Luís Santos

Na nossa perspetiva, a principal questão

que uma oficina deve colocar é: qual o

nível de torque necessário para o tipo de

trabalho a realizar. Este é o fator mais

determinante na escolha. Em seguida,

é importante avaliar a intensidade de

utilização: se a ferramenta for para

uso contínuo e intensivo, a solução

pneumática continua a ser uma escolha

muito sólida; para maior mobilidade

e versatilidade, as soluções elétricas

são cada vez mais relevantes. Outros

critérios importantes incluem a

ergonomia e peso da ferramenta, a

existência de níveis de controlo de

potência, bem como a robustez dos

materiais. Por fim, a disponibilidade

de assistência pós-venda e peças

de substituição deve ser sempre

considerada, garantindo um investimento

seguro e duradouro.

NEOPARTS, Filipe Ferreira

A escolha de uma chave de impacto

pneumática deve basear-se em critérios

técnicos claros, garantindo a adequação

à aplicação. O torque é um dos fatores

mais importantes e deve ser ajustado



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D

CHAVES DE IMPACTO

AIRCAT

TECNIVERCA

Júlia Andrade

www.tecniverca.pt

A Tecniverca comercializa chaves de impacto

das marcas Aircat, Universal Tool

e Laser Tools. “A gama Aircat destaca-

-se pela combinação entre elevado torque e

tecnologia de redução de ruído, permitindo

ferramentas mais silenciosas sem comprometer

a potência. Uma novidade na

nossa oferta é a AirCat 1150 (1/2”), uma

chave de impacto que se destaca pelo elevado

torque de desaperto, grande potência,

conforto de utilização e níveis sonoros

inferiores aos das ferramentas pneumáticas

tradicionais. Esta ferramenta é interessante

para oficinas que utilizam ferramentas de

impacto de forma intensiva. Já a Universal

Tool complementa a oferta com ferramentas

pneumáticas robustas e competitivas, muito

valorizadas pela sua fiabilidade e excelente

relação qualidade-preço. No segmento das

ferramentas sem fios, trabalhamos também

com a Laser Tools, sendo uma das novi-

dades recentes a chave de impacto a bateria

(1/2”), ref. 40158013. Este modelo

integra motor brushless, que garante

maior eficiência, durabilidade e menor

necessidade de manutenção e beneficia

ainda de 3 anos de garantia, refletindo

o posicionamento da marca em soluções

modernas e fiáveis para o trabalho diário

em oficina. A Tecniverca acompanha a

comercialização destas ferramentas com

aconselhamento técnico especializado,

disponibilidade de peças de substituição

e apoio técnico sempre que necessário.

Este suporte é importante em ferramentas

pneumáticas de utilização intensiva,

garantindo maior longevidade do equipamento

e reduzindo tempos de paragem

nas oficinas”, adianta Júlia Andrade.

GEDORE

NEOPARTS

Salvador Pereira Coutinho

neoparts.pt

Salvador Pereira Coutinho indica que a

Neoparts comercializa soluções de aperto

controlado e acessórios, destacando-se

a chave dinamométrica Gedore

Torcofix SE e os adaptadores de encai-

xe SE 14x18, concebidos para uso profissional

em oficinas e indústria. A Torcofix

SE (séries 4100 a 4301) cobre o intervalo

mais comum de 5 a 400 N·m (3,7 a 300

lbf·ft), sendo uma ferramenta regulável e

robusta, com mecanismo de desbloqueio

e encabadouro retangular, adequada a

utilização intensiva. “Um dos principais

diferenciais é o sistema de mudança rápida,

com fixação por pino, que permite

substituir rapidamente os adaptadores e

trabalhar com maior flexibilidade, inclusive

em espaços de difícil acesso, possibilitando

aplicações frontais ou laterais com

diferentes acessórios. A ferramenta cumpre

a norma DIN EN ISO 6789:2003 Tipo

II Classe A, inclui certificado de fábrica e

apresenta precisão de ±3% ou melhor. A

construção combina tubo de aço cromado

acetinado, encabadouro zincado (9x12 mm

ou 14x18 mm) e componentes plásticos

de elevada qualidade. Inclui punho ergonómico

com auxiliar de calibragem,

escala dupla (N·m e lbf·ft) com efeito

lupa e escala micrométrica para ajuste

fino. O mecanismo de disparo fornece

sinal táctil e acústico quando o binário

é atingido. O calibre de pontas calibrado

de fábrica (17,5 mm ou 25 mm)

exige o uso de adaptadores compatíveis

para garantir precisão. A gama inclui

vários intervalos de binário, entre 5 e

400 N·m, permitindo adequação a diferentes

aplicações. A Neoparts disponibiliza

ainda adaptadores SE 14x18,

como chaves de boca 7118 e chaves de

luneta 7218, forjadas em aço cromo-vanádio

com acabamento cromado mate

e fixação por pino, garantindo resistência

e rápida substituição”.

ROTAKE

QUCAAN

Bruno Costa

qucaan.com

Bruno Costa, da QUCAAN, destaca a marca

Rotake como uma das marcas estratégicas

no segmento das chaves de impacto. “A

aposta da Rotake centra-se numa nova geração

de ferramentas sem fios, concebidas

para responder às exigências das oficinas

modernas, onde a mobilidade, a rapidez

de operação e a eficiência são fatores críticos.

A marca tem vindo a afirmar-se com

uma proposta sólida, aliando desempenho

elevado a uma excelente relação qualidade/

preço. Ao nível das mais recentes novidades,

destacam-se as chaves de impacto a bateria

de última geração (modelo T1, T2, T3,

T4, T5, T6 e T9), equipadas com motores

brushless, maior densidade energética nas

baterias e sistemas eletrónicos de controlo

que permitem ajustar o binário e otimizar o

desempenho em diferentes aplicações. Estes

equipamentos oferecem níveis de potência

comparáveis aos sistemas tradicionais, mas

com a vantagem da mobilidade e facilidade

de utilização. Adicionalmente, importa sublinhar

a elevada qualidade construtiva e o

nível de performance atingido pelos modelos

mais recentes da Rotake. Com binários

elevados, resposta imediata ao acionamento

e uma excelente relação peso/potência, estas

ferramentas foram desenvolvidas para

contextos de utilização intensiva, onde a

fiabilidade e consistência são determinantes.

Neste enquadramento, merece especial

destaque o modelo T9, que combina níveis

de potência excecionais com um peso surpreendentemente

reduzido, uma das chaves

de impacto mais potentes e leves do

mercado. Disponibilizamos um conjunto

de serviços orientados para garantir a máxima

fiabilidade e continuidade operacional:

assistência técnica especializada e própria,

com capacidade de diagnóstico e reparação

de ferramentas e componentes eletrónicos;

disponibilidade de peças de substituição,

permitindo prolongar o ciclo de vida dos

equipamentos; apoio técnico e aconselhamento,

para correta utilização, carregamento

e manutenção dos equipamentos; resposta

rápida em situações de avaria, minimizando

o impacto na operação das oficinas”.


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para evitar apertos excessivos ou

insuficientes. O tamanho do encaixe

também é determinante: 1/4” e 3/8”

são indicados para precisão e espaços

reduzidos, 1/2” para uso geral automóvel

e 3/4” e 1” para aplicações mais

exigentes e industriais. A ergonomia, o

peso, o ruído e a vibração influenciam

diretamente o conforto e a saúde do

utilizador, sobretudo em uso prolongado.

Nas ferramentas pneumáticas, a

compatibilidade com o compressor é

essencial para garantir desempenho; nas

versões sem fios, devem considerarse

a autonomia, o tipo de bateria e os

modos de controlo. A durabilidade, a

assistência técnica e a verificação final

do aperto com chave dinamométrica

são igualmente relevantes. Uma

escolha adequada aumenta a eficiência,

reduz erros e prolonga a vida útil do

equipamento.

KING TONY, Pedro Costa e Hugues

Gobin

Deverão ter sempre em conta a

fiabilidade da marca e essencialmente

o serviço pós-venda. No nosso caso,

garantimos peças para todos os modelos

de máquinas, contamos com um vasto

stock que nos permite responder e

satisfazer com rapidez as necessidades

dos clientes.

EUROCOFEMA, Jorge Barbosa

É importante ter alguns cuidados

essenciais para garantir que o

equipamento seja seguro, duradouro e

adequado às necessidades da oficina:

escolher a marca e modelo certos,

optar por marcas reconhecidas, como

a nossa ECF, ou novidades como a

Rotake para ferramentas a bateria;

verificar especificações técnicas,

torque, velocidade, tipo de alimentação

e compatibilidade com os serviços

realizados; testar ergonomia e peso,

ferramentas confortáveis reduzem

fadiga e melhoram a produtividade;

conferir suporte e assistência pós-venda,

essencial para manutenção e resolução

de problemas; analisar durabilidade e

qualidade de construção, materiais e

componentes robustos prolongam a vida

útil; garantir facilidade de manutenção,

peças de reposição acessíveis e

assistência técnica confiável; segurança

no uso, verificar proteções, ajustes de

torque e instruções de utilização claras.

COMETIL, José Gonçalves

A escolha deve ser realista e adequada

às necessidades das tarefas a

desempenhar na oficina. A utilização

que vai ser realmente dada às chaves

de impacto, por exemplo, pode ser

determinante no momento da escolha

de uma variante mais robusta, ainda

que com menos binário de desaperto, se

os utilizadores não tiverem cuidado no

manuseio da ferramenta, ou, se o espaço

de trabalho disponível para executar a

tarefa for demasiado exíguo, o que pode

levar à escolha de uma variante mais

compacta. Estes são alguns aspetos

que demonstram e reforçam a ideia da

importância de um correto levantamento

das necessidades, com o apoio da nossa

equipa. A Cometil apoia os seus clientes

na integração destes equipamentos no

fluxo de trabalho da oficina, bem como

na preparação dos recursos humanos

para que estejam aptos a tirar o máximo

proveito destes equipamentos.

KROFTOOLS, Micaela Fernandes

Na escolha de uma chave de impacto,

as oficinas devem considerar vários

critérios técnicos que influenciam

diretamente o desempenho e a

eficiência do equipamento. Entre os mais

importantes destacamos o torque, o tipo

de alimentação e o número de rotações

por minuto, uma vez que são fatores que

determinam a potência, a versatilidade

e a eficiência da chave de impacto. Para

além destes, é essencial considerar

o peso, a ergonomia e o tamanho do

equipamento.

ORIGINALFLEX, Iolanda Dias

A escolha de uma chave de impacto

não deve basear-se apenas no binário

máximo indicado, mas na adequação

ao tipo de trabalho e à frequência de

uso. É essencial avaliar o torque real

de aperto e desaperto e a possibilidade

de regulação com controlo progressivo,

garantindo força quando necessário e

precisão em aplicações mais delicadas.

O tipo de encaixe define o campo de

utilização, sendo o 1/2” indicado para

veículos ligeiros e o 3/4” para aplicações

mais exigentes. A ergonomia, o peso e o

equilíbrio são determinantes para reduzir

a fadiga e manter a produtividade, tal

como o número de impactos por minuto,

que influencia a eficácia no desaperto.

O controlo eletrónico, com funções

como níveis de velocidade ou Auto-Stop,

melhora a segurança e a versatilidade.

Nas versões sem fios, a qualidade

da bateria, incluindo autonomia,

estabilidade e compatibilidade com a

gama, é igualmente crítica. Em suma,

mais do que potência, importa garantir

controlo, durabilidade e eficiência no

trabalho.


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D

CHAVES DE IMPACTO

MAKITA

Rui Garrido

www.makita.pt

A fabricante Makita comercializa chaves

de impacto da sua própria marca, disponibilizando

cerca de 24 modelos, para diversas

aplicações. A gama inclui também

soluções com controlo de torque. Entre

as inovações mais recentes, Rui Garrido

destaca a TW010 – XGT 40V, uma chave

de impacto de alto torque com encaixe de

1 polegada; a DTL300 – LXT 18V, uma

have de impacto angular com encaixe de

FASANO TOOLS

MEMODERIVA

Luís Santos

www.memoderiva.pt

A Memoderiva comercializa as chaves de

impacto da marca italiana Fasano Tools.

“Dispomos de uma gama completa de

chaves de impacto pneumáticas, reconhecidas

pela sua robustez, elevado torque

e elevada durabilidade, com diferentes

encaixes e soluções de manutenção,

incluindo kits de reparação. Oferecemos

também chaves de impacto elétricas com

1/2”, “ideal para zonas de difícil acesso.

Também a DFL302F – Gama Industrial,

uma chave angular compacta de alta velocidade

com encaixe de 3/8”, direcionada

para aplicações industriais. A nossa equipa

técnica apoia o cliente na seleção do

equipamento mais adequado. A rapidez

de resposta a consultas e a realização de

testes de produto fazem parte da nossa

abordagem. Uma correta prescrição de

equipamento contribui para aumentar

a fiabilidade das operações, reduzir incidentes

e reforçar a confiança na marca.

O nosso serviço técnico nacional conta

com 8 técnicos especializados, sediados

no centro técnico de Alverca do Ribatejo.

Durante este ano iremos também lançar

Pick-up Points a nível nacional, que

permitirá facilitar a recolha e entrega de

equipamentos para assistência técnica”,

acrescenta Rui Garrido.

baterias de lítio de última geração e motores

brushless, que garantem maior eficiência,

autonomia e fiabilidade. Em 2026 o

foco passa pela consolidação da qualidade

e performance da gama existente”, indica

Luís Santos, que adianta que, no caso das

chaves de impacto pneumáticas, a empresa

tem modelos como o FG 312 com

1085 NM de torque máximo e regulador

de potência. “No caso das chaves de impacto

elétricas temos destaque para a FG

315/LT2 que tem Torque máximo para

aparafusar de 950 NM e para desaparafusar

consegue ir até 1800 NM de torque.

A Fasano Tools disponibiliza um serviço

de assistência pós-venda de elevado nível,

complementado pelo acompanhamento

da Memoderiva. Destacamos a disponibilidade

de peças de substituição e kits

de reparação, que permitem uma manutenção

eficaz e prolongam a vida útil das

ferramentas”.

ECF

EUROCOFEMA

Jorge Barbosa

www.eurocofema.pt

As marcas de ferramentas de impacto

que a Eurocofema mais comercializa

são da sua marca própria

ECF. Adicionalmente, Jorge Barbosa

destaca a recente comercialização da

marca Rotake em Portugal, “que

representa uma novidade no nosso

portefólio, especialmente na área

das máquinas de impacto a bateria,

oferecendo soluções modernas, eficientes

e alinhadas com as exigências

atuais do mercado. Relativamente ao

serviço pós-venda, no caso da marca

ECF o mesmo é totalmente assegurado

pela nossa equipa técnica, garantindo

acompanhamento, assistência

e suporte sempre que necessário.

Desta forma, asseguramos uma resposta

rápida e eficaz às necessidades

dos nossos clientes”.

JONNESWAY

LUSILECTRA

www.jonnesway.pt

KROFTOOLS

Micaela Fernandes

www.kroftools.com

A Kroftools comercializa produtos da

sua marca própria, Kroftools Professional

Tools, dispondo de diversos modelos de

chaves de impacto, cada uma com carac-

terísticas específicas, “de forma a responder

de forma eficaz às necessidades do mercado.

Procedemos a uma atualização no design

dos modelos existentes, melhorando a ergonomia

e o conforto de utilização, sem

comprometer a potência e a fiabilidade. A

Kroftools assegura um serviço de pós-venda

que proporciona suporte e confiança

aos clientes. Este serviço inclui a garantia

do produto, assistência e reparação técnica

especializada, e disponibilidade de peças

e acessórios de reposição”, indica Micaela

Fernandes Desta forma, a responsável indica

que a empresa assegura que cada ferramenta

mantém a sua performance e durabilidade

ao longo do tempo.

A Lusilectra comercializa a marca

Jonnesway, uma referência no setor

profissional, reconhecida pela sua

fiabilidade, robustez e durabilidade.

A empresa destaca o modelo JAI-

1124, como uma solução compacta

e leve, com um desempenho acima

da média. Ao nível do serviço pós-

-venda, a Jonnesway oferece disponibilidade

imediata de kits de reparação

por referência, para facilitar a

manutenção e prolongar a vida útil

da ferramenta, bem como garantia

para uso profissional e assistência

técnica especializada.


USADOS

BY PÓS-VENDA

BREVEMENTE


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WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

D

CHAVES DE IMPACTO

GONÇALTEAM, António Gonçalves

A tendência é em eletrificar os equipamentos

com cada vez melhores e mais leves baterias

e também que as mesmas sejam compatíveis

com diversos equipamentos, de forma a agilizar

as trocas e as utilizações.

FMF FERRAMENTAS, João Calado

Em nosso parecer a evolução das chaves de

impacto tende a ter em conta a redução das

suas dimensões e o aumento da potência de

aperto, considerando uma maior autonomia

do tempo de trabalho com a bateria. Também

poderá considerar-se uma tendência que vise

a inclusão de um mecanismo de regulação

da força de trabalho a aplicar ao elemento de

aperto.

EINHELL, Tiago Rodrigues

As principais tendências tecnológicas neste tipo

de ferramenta incluem a utilização de motores

brushless, que são mais eficientes, duráveis e

exigem menos manutenção. Paralelamente, os

fabricantes têm apostado em equipamentos

mais compactos, leves e ergonómicos,

mantendo elevados níveis de potência. Outra

tendência importante é a crescente utilização

de ferramentas a bateria, que oferecem

maior mobilidade e flexibilidade de utilização,

características que estão presentes na atual

gama da Einhell.

BOLAS, Davide Mira

A principal tendência a que se assiste no

mercado é o crescimento das máquinas a

bateria em detrimento das pneumáticas.

A questão da liberdade que o sem fio

proporciona ao utilizador, a autonomia que

as baterias têm atualmente, as garantias

associadas às mesmas, bem como gamas

bastante desenvolvidas e completas, dotadas

de tecnologias que não é possível ter nas

pneumáticas, acabam por ser argumentos

muito fortes que suportam esta tendência.

Deixo a título de exemplo a tecnologia

Automatic Power Shift da Metabo, que deteta

quando o parafuso/perno se solta e reduz as

rotações da máquina para o mínimo de forma a

que o mesmo desenrosque de forma controlada

para a mão do utilizador, ou até mesmo a

regulação da chave de impacto Metabo em 12

posições diferentes, para um ajuste perfeito de

acordo com o tipo de trabalho a realizar.

MAKITA, Rui Garrido

A evolução tecnológica aponta para motores

mais potentes e compactos, com crescente

adoção de equipamentos a bateria em

substituição das soluções pneumáticas.

Acreditamos que o futuro passa por

plataformas de bateria 40V XGT capazes

de alimentar múltiplos equipamentos,

proporcionando maior eficiência e flexibilidade

ao utilizador. Os nossos engenheiros no Japão

Quais as principais tendências, em termos tecnológicos, das chaves de impacto?

continuam a desenvolver novas soluções

sempre a pensar nas necessidades do

utilizador. Quanto à Makita Portugal, ainda

durante este ano será lançado um software que

permitirá múltiplas opções de controlo.

BERNER, Nuno Costa

Entre as principais tendências destacam

se: Transição para ferramentas a bateria, a

autonomia das baterias aumentou de forma

significativa e os motores sem escovas

permitem elevar o binário, aproximando o

desempenho ao das máquinas pneumáticas. A

mobilidade e a redução de mangueiras tornam

estas soluções cada vez mais populares.

Ferramentas inteligentes, ergonomia e redução

de vibração, a introdução de novos compósitos

e mecanismos internos otimizados, permite

reduzir peso, ruído e vibração, diminuindo o

desgaste do utilizador. Maior precisão em

apertos sensíveis, modos eletrónicos específicos

ajudam a evitar apertos excessivos, prevenindo

danos em componentes modernos, cada vez

mais sensíveis e leves. No que às chaves

pneumáticas diz respeito, destaque para o

sistema Pinless Hammer que permite excelente

transmissão de força em trabalhos pesados,

por não ter pinos, existe menor dispersão de

energia na transferência do impacto.

QUCAAN, Bruno Costa

Entre as principais tendências, destacam-se a

substituição progressiva de sistemas com cabo

ou pneumáticos por soluções a bateria, graças

ao aumento da potência disponível e da sua

durabilidade, bem como a utilização de motores

brushless mais eficientes, que aumentam

a longevidade e reduzem as necessidades

de manutenção. Verifica-se também o

desenvolvimento de baterias com maior

capacidade e densidade energética, permitindo

mais autonomia com menor peso, assim como

a integração de sistemas inteligentes de gestão

eletrónica, com controlo de binário, proteção

contra sobrecarga e otimização do desempenho.

Paralelamente, há uma redução significativa

do peso e uma melhoria ergonómica,

aumentando o conforto do utilizador, bem

como a integração em plataformas de bateria

comuns, que permitem utilizar a mesma bateria

em múltiplas ferramentas. Por fim, destacase

o foco na rapidez e na produtividade, com

ferramentas mais rápidas, potentes e intuitivas.

TECNIVERCA, Júlia Andrade

Há cada vez mais uma preocupação crescente

com a eficiência energética e otimização

do consumo de ar, permitindo obter mais

desempenho com menor esforço do sistema

de ar comprimido da oficina. Outra evolução

importante passa pela redução de ruído,

com sistemas de escape e silenciamento

mais eficientes que melhoram o ambiente

de trabalho sem reduzir potência. Por fim,

verifica-se uma preocupação com melhoria

da ergonomia, uso de materiais compósitos e

design mais equilibrado para reduzir vibração

e fadiga do operador. Estas tendências são

visíveis nas gamas da Aircat e Universal Tool,

que procuram combinar potência, durabilidade

e conforto de utilização para aplicações

profissionais.

LUSILECTRA

As principais tendências passam por máquinas

cada vez mais compactas e leves, com corpo

em compósito e mecanismo de dois percutores,

garantindo melhor ergonomia, mais potência e

maior durabilidade. A Jonnesway acompanha

esta evolução, oferecendo torques cada vez

mais elevados em máquinas cada vez mais

compactas, leves, menos ruidosas e com

baixos níveis de vibração.

CENTROCOR, André Vieira

A tendência mais marcante no mercado é a

transição para equipamentos a bateria, que

oferecem maior mobilidade e eliminam a

dependência de mangueiras de ar. O futuro

destas ferramentas passa pela integração de

sistemas de controlo eletrónico de binário e

gestão inteligente de energia, assegurando

uma precisão superior e reduzindo o desgaste

físico do operador através de designs cada vez

mais leves e ergonómicos.

MEMODERIVA, Luís Santos

Ao nível das chaves de impacto elétricas, as

principais tendências passam pelo aumento

da autonomia e da potência, impulsionado

por baterias de lítio mais evoluídas e pela

utilização crescente de motores brushless,

que oferecem maior eficiência e maior vida

útil. No caso da Fasano Tools, esta aposta é

clara, com soluções de 18V e 5Ah, equipadas

com sistemas de proteção das baterias que

aumentam a durabilidade e garantem um

desempenho consistente. Relativamente ao

futuro das chaves de impacto pneumáticas,

estas continuarão a ter um papel muito

relevante, especialmente em ambientes de

uso intensivo. A sua simplicidade mecânica,

elevada fiabilidade e capacidade de trabalho

contínuo tornam-nas difíceis de substituir em

muitas oficinas. A evolução passará sobretudo

por melhorias na eficiência, ergonomia e

redução de consumo de ar, mantendo-se como

uma solução de referência para aplicações

mais exigentes.

NEOPARTS, Filipe Ferreira

As chaves de impacto estão a evoluir para

responder às exigências das oficinas modernas,

com maior foco na ergonomia, segurança e

fiabilidade. Embora as soluções pneumáticas

continuem a dominar aplicações mais

pesadas, verifica-se uma transição consistente

para ferramentas a bateria, cada vez mais


61

BERNER

Nuno Costa

shop.berner.eu

A Berner dispõe de uma linha alargada de

chaves de impacto pneumáticas e a bateria

de marca própria, “com dois níveis de

KS TOOLS

CENTROCOR

André Vieira

www.centrocor.pt

A Centrocor fornece chaves de impacto

da Beta Tools e da KS Tools. “A nossa

mais recente novidade é a chave de

HAZET

COMETIL

José Gonçalves

www.cometil.pt

A Cometil é representante da Hazet, marca

que tem produção própria de chaves de

impacto na Alemanha. “Recentemente, foi

alargada, ainda mais, a oferta de variantes

qualidade, standard com uma boa relação

preço/qualidade, e uma linha premium,

desenvolvida especificamente para utilização

profissional intensiva, com foco em

durabilidade, binário elevado, ergonomia

e performance. Inicialmente temos um

período de garantia contra defeitos de fabrico

de um ano. Também temos parcerias

com reparadores autorizados para reparação,

utilizando apenas peças originais ou

peças autorizadas pela fábrica. Podemos

também proceder à rápida substituição da

ferramenta em caso de necessidade de forma

a reduzir o tempo de espera do cliente.

Este acompanhamento próximo é crucial

para reduzir paragens, prolongar a vida útil

das ferramentas e aumentar a eficiência nas

oficinas”, avança Nuno Costa.

Impacto The Devil de 3/4” da KS Tools,

um equipamento de alto rendimento

que se destaca pelo seu impressionante

binário de desaperto de 4250 Nm.

Além da sua potência extrema, oferece

um elevado conforto de utilização

graças ao punho antiderrapante com

isolamento térmico e aos três níveis de

ajuste de binário, garantindo precisão

e máxima eficiência em qualquer intervenção.

Ao nível do acompanhamento

pós-venda, asseguramos um suporte

completo que engloba a cobertura de

garantias, planos de manutenção e a

disponibilidade constante de peças de

reposição originais, tudo isto complementado

por uma equipa técnica qualificada

e preparada para intervir nestas

máquinas de alta performance”, afirma

André Vieira.

elétricas, com bateria, e pneumáticas de chaves

de impacto, desde soluções bastante compactas

para trabalhos onde o espaço de acesso

está fortemente condicionado, até soluções

com elevados valores de binário de desaperto.

Em situações pontuais, dependendo dos requisitos

específicos dos nossos clientes e para

termos ainda melhor cobertura de gama, comercializamos

também outras marcas amplamente

reconhecidas no mercado. Tal como as

nossas outras representadas, asseguramos aos

nossos clientes o devido acompanhamento e

apoio técnico no desenvolvimento do seu negócio,

de forma a melhor selecionar os equipamentos/ferramentas

e respetivos acessórios

e consumíveis que mais se adequam aos serviços

que pretendem prestar aos seus clientes.

Asseguramos aos nossos clientes a assistência

pós-venda esperada de um representante de

uma marca, em todas as linhas de produto”,

explica José Gonçalves.

potentes e autónomas, impulsionadas pela

evolução das baterias. O design mais compacto e

ergonómico reduz a fadiga do utilizador, enquanto

funcionalidades como modos automáticos, controlo

de velocidade e iluminação integrada aumentam

a eficiência e facilitam o trabalho, eliminando

a dependência de compressores e mangueiras.

Paralelamente, a utilização de novos materiais,

sistemas antivibração e acessórios de proteção

reforça a durabilidade e a segurança. Neste

contexto, a adoção de boas práticas, como o uso

de EPI, a verificação regular das ferramentas e

o correto manuseamento, mantém-se essencial,

acompanhando uma evolução orientada para maior

eficiência, segurança e sustentabilidade operacional.

KING TONY, Pedro Costa e Hugues Gobin

As tendências tecnológicas são sempre

imprevisíveis. No entanto, a principal melhoria no

futuro virá da capacidade das baterias; teremos

modelos cada vez mais potentes e com maior

duração, que oferecerão um melhor desempenho

em toda a gama, sem exceção.

EUROCOFEMA, Jorge Barbosa

As principais tendências tecnológicas nas chaves

de impacto passam, sobretudo, pela evolução para

soluções mais eficientes, autónomas e inteligentes,

destacando-se: crescimento das ferramentas a

bateria, com maior autonomia, potência e rapidez

de carregamento, permitindo maior mobilidade

na oficina; motores brushless, que garantem

maior durabilidade, menor manutenção e melhor

eficiência energética; controlo eletrónico de torque

e velocidade, proporcionando maior precisão e

segurança nas operações; redução de peso e

melhoria ergonómica, aumentando o conforto

e produtividade do utilizador; maior robustez e

resistência, com materiais mais duráveis para uso

intensivo; integração de tecnologia inteligente,

como modos de trabalho programáveis e, em

alguns casos, conectividade para monitorização e

controlo. Estas tendências refletem a necessidade

crescente de equipamentos mais versáteis, fiáveis e

adaptados às exigências atuais das oficinas.

COMETIL, José Gonçalves

A Hazet permite dotar o profissional de uma

solução adequada quer para ambiente de

instalações oficinais com rede de ar comprimido,

quer para uma utilização autónoma e móvel

na variante elétrica. Tendo desenvolvimento e

produção própria, para além de ser fabricante OEM,

bem como tendo parcerias estratégicas com outros

produtores, a Hazet tem aprimorado e desenvolvido

pormenores construtivos nas suas chaves

de impacto, que se refletem na performance,

fiabilidade e durabilidade reconhecidas pelos

profissionais. Desta forma, o desenvolvimento

tecnológico levará à criação de ofertas, quer na

gama pneumática, quer na gama elétrica, que

apresentem quase um paralelo de soluções, para

os constrangimentos e necessidades detetados, de

chaves de impacto cada vez mais leves, potentes,

compactas e robustas, qualquer que seja o local de

utilização e da tarefa a executar.


62

WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

D

CHAVES DE IMPACTO

PCL / SKIL

NEOPARTS

Filipe Ferreira

neoparts.pt

Filipe Ferreira avança que a PCL se posiciona

no segmento das chaves de impacto

pneumáticas com uma gama focada na

durabilidade, potência e facilidade de utilização.

“Entre os modelos mais relevantes

destaca-se a APP210S – Prestige TURBO

(1/2”), com motor de alto desempenho

capaz de atingir 1.400 Nm de torque e

7.000 RPM, equipada com mecanismo

twin hammer que assegura impactos consistentes

e um design ergonómico para

uso prolongado. A APP220S – Prestige

Stubby (1/2”) surge como solução compacta

e versátil, ideal para espaços reduzidos

e operações como manutenção de

travões, transmissões e reparações gerais.

Já as APP271 e APP271S – Prestige (1”)

atingem até 2.712 Nm de torque, sendo

indicadas para oficinas de pneus e veículos

industriais, com boa relação peso/potência

e maior controlo através de pega lateral.

Ao nível do pós-venda, a PCL valoriza a

longevidade dos equipamentos, recomendando

práticas como lubrificação regular,

utilização de ar comprimido limpo e seco,

inspeção de mangueiras e limpeza após uso,

de forma a prevenir desgaste e falhas. O

uso de acessórios adequados, como chaves

de caixa de impacto, é igualmente essencial.

A marca complementa estas práticas

com soluções como lubrificadores em linha

e mangueiras anti-chicote, reforçando

a segurança e a durabilidade. No caso da

SKIL, a marca destaca-se pelo investimento

em inovação e fiabilidade. A chave de

impacto SKIL 3285JA introduz funcionalidades

como o modo de controlo em

reverso, que interrompe automaticamente

a rotação ao desapertar, evitando a queda

de peças, e iluminação LED 360°, que

melhora a visibilidade em zonas de difícil

acesso. O suporte pós-venda inclui garantia,

rede de reparação, peças de substituição

e apoio técnico. Importa ainda ajustar

a ferramenta à aplicação: modelos de alto

torque são indicados para rodas, enquanto

soluções compactas, como a SKIL 3265JA,

são mais adequadas a trabalhos de precisão,

contribuindo para reduzir tempos de

paragem e garantir consistência operacional”,

refere Filipe Ferreira.

KROFTOOLS, Micaela Fernandes

O desenvolvimento de baterias é o nosso

foco atual em termos tecnológicos que

privilegiam uma maior longevidade em

ciclos de utilização, aliada a elevados

níveis de resistência, variações térmicas,

vibrações e regimes de carga intensos.

O foco no futuro continua a incidir

na eficiência energética e na vida útil

significativamente prolongada.

ORIGINALFLEX, Iolanda Dias

O mercado das chaves de impacto está

a evoluir para além do foco no binário

máximo, privilegiando soluções mais

eficientes, inteligentes e orientadas para o

uso profissional. Destaca-se a consolidação

dos motores Brushless, que oferecem

maior rendimento, menor desgaste, menos

manutenção e melhor comportamento

térmico. Paralelamente, cresce a integração

de funções eletrónicas, como o Auto-

Stop, que evitam apertos excessivos,

protegem componentes e reduzem o erro

humano. Verifica-se também uma aposta

em designs mais compactos sem perda

de potência, facilitando o acesso a zonas

difíceis e melhorando a eficiência. As

plataformas de bateria continuam a evoluir,

com maior autonomia, melhor gestão

térmica e desempenho estável. Por fim, a

ergonomia ganha relevância, com sistemas

anti-vibração e melhor distribuição de peso.

FLEX TOOLS

ORIGINALFLEX

Iolanda Dias

www.flex-tools.pt

A OriginalFlex representa em exclusivo em

Portugal a FLEX Elektrowerkzeuge, fabricante

alemão de referência em ferramentas

elétricas profissionais. No segmento das

chaves de impacto, a marca posiciona-se

num patamar profissional, com soluções

para uso intensivo em oficinas. Entre as

novidades destaca-se a FLEX IW 3/4”

1600 18-EC C, uma chave de impacto

sem fios de 18 V concebida para aplicações

pesadas, combinando elevado binário

com controlo e ergonomia. O motor sem

escovas assegura maior eficiência, menor

desgaste, menos aquecimento e maior

durabilidade, sendo complementado por

uma construção robusta com cabeça em

alumínio fundido, adequada a ambientes

exigentes. O sistema Auto-Stop interrompe

o funcionamento no momento certo

em aperto e desaperto, aumentando a segurança

e evitando excessos de torque ou

quedas abruptas, o que é particularmente

relevante em aplicações sensíveis. A ferramenta

dispõe de três níveis de binário

e velocidade, permitindo adaptação a diferentes

aplicações. Em termos técnicos,

apresenta 18 V de tensão, baterias de 2,5

/ 5,0 / 8,0 Ah, binário máximo de 1600

Nm em aperto e 2100 Nm em desaperto,

velocidades até 1900 rpm, até 2350 impactos

por minuto, encaixe 3/4” e peso de 3,1

kg sem bateria. Integra ainda iluminação

LED ajustável, travão eletrónico, gatilho

progressivo com bloqueio, indicador de

carga e pega ergonómica com amortecimento

de vibrações. No plano do pós-

-venda, a OriginalFlex assegura garantia

de 3 anos, assistência técnica certificada

em Portugal e disponibilidade de peças

originais, incluindo apoio na escolha e

utilização, diagnóstico técnico e manutenção.

Este suporte é determinante para

reduzir tempos de paragem e prolongar a

vida útil do equipamento.

DINO PAOLI / DEWALT

GONÇALTEAM

António Gonçalves

goncalteam.pt

Na Gonçalteam, é comercializada a marca

Dino Paoli, “número um no mundo desportivo

automóvel, bem como outras marcas,

tais como Dewalt, Metabo, Ingerssol

Rand, Vessel etc. As tendências atuais são

para eletrificar esta função, pelo que contamos

com algumas novidades e promoções

destinadas a sensibilizar os clientes para a

mudança do sistema. A nível do pós-venda,

estão associados à comercialização das

chaves de impacto: demonstração, assistência

técnica e reposição de peças”, indica

António Gonçalves.


PUB

T

TECH TIPS

DIAGNÓSTICO DE SISTEMAS EGR

TEXTO Alexandre Filipe (Engenheiro Mecânico)

A

introdução da norma Euro

6 trouxe maior complexidade

aos sistemas EGR,

com a incorporação de um

circuito de baixa pressão e

novos sensores e atuadores de controlo.

Os circuitos EGR ( Exhaust Gas Recirculation

) reduzem as emissões de

NOx recirculando parte dos gases de

escape para a admissão, diminuindo a

temperatura de combustão. Nos motores

atuais coexistem dois circuitos:

EGR de alta pressão, que recircula

gases diretamente do coletor de escape

para a admissão, e EGR de baixa

pressão, que utiliza gases após o filtro

de partículas e os reintroduz antes do

turbocompressor.

Como abordar avarias?

Erros de fluxo EGR de alta pressão

O fluxo de gases de escape recirculados

na (convencional) EGR de alta pressão

é avaliado pelo sensor de massa de ar

“MAF”. Durante funcionamento em

carga parcial , a abertura da EGR reduz

a quantidade de oxigénio disponível. A

fim de manter o binário solicitado, podemos

observar através dos parâmetros

do equipamento de diagnóstico:

• Queda do valor MAF medido em

5-30%;

• Ligeiro aumento da quantidade de

combustível injetada.

Se estes parâmetros não se alterarem

de forma coerente, devemos verificar

o correto funcionamento da válvula e

contaminação no circuito.

Dica: Em desaceleração, muitas estratégias

de gestão comandam a abertura

da EGR e devemos observar uma queda

significativa do valor MAF . Se este

não for verificado, é provável que exista

um fluxo EGR insuficiente. Uma fuga

nas tubagens de admissão pode provocar

erros de fluxo EGR insuficiente

se os valores MAF (real vs. medido)

apresentarem valores plausíveis, mas a

pressão de sobrealimentação não atinge

o esperado.

Avaria mecânica de uma das válvulas

Na presença de uma avaria relacionada

com a posição EGR, podemos verificar

a posição solicitada vs. posição real

da válvula EGR. Movimentos lentos,

instáveis ou discrepâncias persistentes

entre posição pedida e real podem ser

sinónimo de contaminação ou avaria

do atuador.

Erros no circuito EGR de baixa pressão

Nos sistemas de EGR de baixa pressão,

a avaliação do fluxo é normalmente

feita através de um sensor de pressão

no circuito. Com a válvula LP-EGR

fechada, a pressão no circuito tende

a aproximar-se da pressão ambiente.

Quando a válvula abre, devemos observar

uma queda de 20–80 mbar. Na

presença de um erro de fluxo, uma das

causas mais comuns é a obstrução de

um dos filtros presentes no circuito.

Dica: Fluxo EGR insuficiente (sem códigos

de erro) causam uma combustão

com mais oxigénio e maior temperatura

podendo resultar em regenerações

do DPF demasiado frequentes e/ou

aumento do consumo de AdBlue, já

que o sistema SCR precisa compensar

o aumento das emissões de NOx.


64

WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

G

GESTÃO ACTIONCOACH

O COMPORTAMENTO COMO FATOR CRÍTICO DE DESEMPENHO

O que não está a medir está

a custar-lhe resultados?

Na maioria das empresas do setor pós-venda - oficinas, distribuidores de peças ou centros de

serviço - os indicadores estão definidos: faturação, produtividade, tempos de entrega, taxa de

erro. Tudo parece controlado. Há, contudo, uma dimensão invisível que explica grande parte

dos desvios: o comportamento operacional das equipas.

TEXTO Susana Costa – susanacosta@actioncoach.comcorrer

“Os resultados são sempre a última consequência.

O comportamento operacional

é onde tudo começa.”

Os resultados são o fim da linha, não

o ponto de partida

Quando os números ficam aquém, a

tendência é pressionar os indicadores - a

reação é sempre a mesma:

PROBLEMA

Menos faturação

↓ Mais pressão comercial

PROBLEMA

Mais erros

↓ Mais controlo

PROBLEMA

Atrasos

↓ Mais urgência

Mas raramente se coloca a questão certa:

que comportamentos estão a acontecer

para gerar este resultado? Se um cliente

não aprova o orçamento, quantos contactos

foram feitos? Se os erros se repetem,

que procedimentos não estão cumpridos?

A infraestrutura invisível do negócio

Tal como uma oficina tem equipamentos

e processos definidos, existe uma infraestrutura

menos visível — mas igualmente

crítica: a infraestrutura comportamental.

É ela que determina como as decisões são

tomadas, como os clientes são acompanhados

e como a equipa se organiza em

pico de trabalho. Duas oficinas com os

mesmos recursos podem ter resultados

completamente diferentes. A diferença

está na forma como as pessoas atuam.

O erro mais comum: medir o resultado

e ignorar o processo

O que se mede:

• Faturação mensal

• Número de reclamações

• Tempo de reparação

O que se ignora:

• Taxa de conversão por consultor

• Cumprimento dos checklists

• Rapidez de início da intervenção

Sem medir comportamento, a gestão

corrige sintomas sem atuar nas causas.

Com indicadores comportamentais, a

conversa muda: deixa-se de falar em atitude

e passa-se a falar em ações mensuráveis

- quantos contactos foram feitos, quantos

orçamentos ficaram sem resposta, quanto

tempo entre receção e diagnóstico.

Conhecer o perfil para desenvolver o

comportamento

Cada pessoa tem tendências naturais que

influenciam a forma como age. Quem

decide rápido e lidera - pode saltar etapas.

Quem comunica bem e fideliza clientes

- pode evitar dar más notícias. Quem é metódico

e consistente - pode adiar decisões

difíceis. Quem é rigoroso e analítico - pode

bloquear quando é preciso agir depressa.

Estas tendências não são defeitos - são

pontos de partida. O trabalho de quem

lidera é reconhecê-las e desenvolver os

comportamentos que cada função exige,

com base no que cada pessoa tem de

melhor.

Como implementar

1. Identificar 3 comportamentos críticos por

função (receção, técnico, comercial, gestão)

2. Transformá-los em indicadores observáveis

e registáveis

3. Acompanhar semanalmente em reunião

curta de equipa

4. Ajustar com base na realidade, não

nas intenções

Conclusão

Um negócio pós-venda cresce com consistência

- e a consistência nasce do comportamento

operacional. Enquanto a gestão

medir apenas resultados, continuará a

reagir. Quando medir o que está por trás,

passa a liderar com controlo e previsibilidade.

A questão não é se o seu negócio tem

comportamentos instalados. A questão

é: são os comportamentos certos?

Se este tema lhe faz sentido, podemos conversar

- analisar a sua operação e identificar

os primeiros passos para estruturar o comportamento

da sua equipa em 2026.

Agende aqui: https://bit.ly/4t1ZSks

Ou no QR Code abaixo:


65

T

TÉCNICA ELETRÃO

TESLA E A ELETRIFICAÇÃO

A Tesla e a integração avançada dos

sistemas de controlo em veículos elétricos

Quer se goste ou não, a Tesla revolucionou a indústria automóvel não apenas com design

disruptivo e desempenho, mas sobretudo com uma arquitetura eletrónica profundamente integrada,

onde hardware e software evoluem em conjunto através de atualizações over-the-air (OTA).

Enquanto quase todos os fabricantes

depende de fornecedores externos

para componentes críticos, a Tesla

desenvolve internamente o Battery

Management System (BMS), o

On-Board Charger (OBC), o sistema de

controlo térmico e os inversores de potência,

criando um ecossistema proprietário

otimizado para eficiência, segurança e

longevidade.

O coração de qualquer Tesla é o Battery

Management System (BMS). Utilizando

uma arquitetura master-slave com múltiplas

placas eletrónicas, o BMS monitoriza individualmente

milhares de células cilíndricas

(2170, 4680 ou LFP). Em 2026, os packs

com células 4680 estruturais (structural

battery pack) já equipam alguns Model

Y e o Cybertruck, eliminando módulos

tradicionais e transformando a bateria num

elemento estrutural do chassis.

O sistema mantém diferenças de tensão

entre células abaixo de 10 mV, um valor

preciso onde o controlo da temperatura é

realizada com a precisão de ±3 °C, processando

dezenas de milhares de medições por

segundo. Algoritmos preditivos e controlo

ativo de arrefecimento permitem sessões

de carregamento ultrarrápido com mínima

degradação. Dados reais de frota em

2025/2026 mostram que Teslas mantêm,

em média, mais de 75% de State of Health

(SoH) após 200.000 km.

O On-Board Charger (OBC) varia conforme

o modelo: 11,5 kW (48 A a 240 V) nos

Model 3 Long Range, Model Y Performance,

Model S, Model X e Cybertruck, permitindo

que carregue a bateria em AC completa em

8-12 horas. O Model 3 base fica nos 7,7 kW.

No Cybertruck, o OBC suporta carregamento

bidirecional (PowerShare ou Vehicle to

Grid) até 11,5 kW, transformando o veículo

num gerador móvel útil para ferramentas ou

V2H. A integração com a rede Supercharger

permite picos de 250-350 kW em DC, com

o BMS a pré-condicionar a bateria para

maximizar a velocidade de carregamento.

O sistema de controlo térmico destaca-se

pela sofisticação. Em vez de um único circuito,

a Tesla emprega múltiplos loops de

líquido independentes (bateria, motor/

inversor e cabina), geridos por válvulas

eletrónicas inteligentes (como a Octovalve).

Recupera calor residual dos motores e inversores

para aquecer a bateria ou o habitáculo,

melhorando a eficiência em climas

frios. Mantém a bateria na faixa ideal de

20-45 °C mesmo em condução agressiva

ou carregamento rápido.

O Vehicle Control Unit (VCU) e os inversores

de potência (com tecnologia SiC em

vários modelos) fecham a cadeia. O software

de controlo de tração ajusta o binário em

milissegundos, otimizando regeneração,

dinâmica e segurança. Tudo evolui continuamente

via OTA.

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Teste e Certificado

para Baterias

de veículos Elétricos e Plug-in

www.lusilectra.com


66

WWW.POSVENDA.PT ABRIL 2026

F

FORMAÇÃO

MECÂNICA

do dia-a-dia

by

AUDI A4 B9 2.0 TDI

Este mês o nosso relatório relata uma avaria num Audi A4 B9 equipado com motorização 2.0

TDI, relacionada com o sistema de injeção de combustível, mais concretamente com o sensor

de pressão do rail.

Figura 1 Audi A4 b9

Este sensor é responsável por monitorizar

em tempo real a pressão de combustível

no rail comum, fornecendo

essa informação à unidade de controlo

do motor (ECU), que ajusta a quantidade

de combustível injetado em função

das condições de funcionamento.

EFEITO CLIENTE:

▶ Dificuldade no arranque, sobretudo

com o motor quente

▶ Perda de potência em aceleração

▶ Funcionamento irregular em carga

▶ Luz de avaria do motor acesa no

painel de instrumentos

CÓDIGOS DE AVARIA:

▶ P0191 – Sensor de pressão do rail –

sinal implausível

ABORDAGEM:

O técnico deve começar por:

▶ Confirmar a queixa do cliente através

de teste de estrada, verificando

dificuldades no arranque e comportamento

em carga

▶ Proceder à leitura de códigos de avaria

com equipamento de diagnóstico

▶ Monitorizar parâmetros em tempo

real, nomeadamente:

• Pressão de rail solicitada

• Pressão de rail real

▶ Comparar os valores de pressão

durante diferentes regimes de funcionamento

(ralenti, aceleração e carga)

▶ Verificar alimentação elétrica do

sensor:

• Tensão de referência (tipicamente

5V)

• Sinal de retorno

• Massa

▶ Realizar testes com multímetro e,

preferencialmente, osciloscópio para

análise do sinal

CONCLUSÕES DO DIAGNÓSTICO:

▶ Verifica-se discrepância entre a

pressão de rail solicitada e a pressão

efetivamente medida

▶ O sinal do sensor apresenta variações

erráticas e inconsistentes, especialmente

sob carga

▶ Não se verificam anomalias na alimentação

elétrica nem na cablagem

▶ Sistema de alta pressão (bomba e injetores)

apresenta funcionamento dentro

dos parâmetros

CAUSAS POSSÍVEIS:

▶ Defeito interno no sensor de pressão

do rail

▶ Contaminação do sensor por partículas

no combustível

▶ Desgaste interno devido a ciclos

térmicos e pressão elevada

CAUSA:

▶ Após análise detalhada, concluiu-se

que o sensor de pressão do rail apresenta

degradação interna, originando leitura

incorreta dos valores de pressão

Figura 2 Sensor de pressão da régua

▶ Esta leitura errada induz a ECU em

erro, resultando numa gestão inadequada

da injeção de combustível

SOLUÇÃO:

▶ Substituição do sensor de pressão do

rail por componente conforme especificação

OEM

▶ Verificação do estado do conector e

limpeza, se necessário

▶ Eliminação dos códigos de avaria

▶ Realização de teste de estrada para

validação da reparação

▶ Confirmação dos valores de pressão

de rail em tempo real após intervenção

NOTAS E RECOMENDAÇÕES

ADICIONAIS:

▶ Sempre que se verifiquem códigos

relacionados com pressão de rail, deve

ser feita distinção entre falha mecânica

(bomba/injetores) e falha de leitura

(sensor)

▶ A utilização de osciloscópio permite

identificar falhas intermitentes que

não são visíveis apenas com leitura de

parâmetros

▶ Recomenda-se verificação da qualidade

do combustível e do filtro de

combustível para evitar contaminação

do sistema



30 ANOS

BERNER:

UMA HISTÓRIA

FEITA DE PESSOAS

A história começa em 1957, quando Albert Berner,

com 21 anos, decidiu arriscar. Com 3.000 marcos

e um carro carregado de produtos, lançou um

negócio que cresceu muito além do previsto.

Ao longo das décadas, tornou-se um grupo

internacional, assente na proximidade ao cliente

e numa abordagem prática ao negócio. O que a

distingue não é a dimensão, mas a cultura.

A BERNER nunca foi apenas sobre produtos, mas

sobre pessoas.

Em Portugal, essa cultura traduz-se em ação.

Presente desde 1996, a BERNER Portugal

consolidou a sua presença no mercado nacional

com base na proximidade ao cliente e numa

equipa dedicada, ativa nos setores da mobilidade,

construção e indústria. Mais do que fornecer

produtos, trabalha lado a lado com os profissionais,

compreende os seus desafios e entrega soluções

concretas no terreno.

Celebrar 30 anos é reconhecer o percurso e

reforçar o que sempre esteve na base: confiança,

proximidade e ambição.

Queres revolucionar

o teu negócio?

Envia-nos email para

servicos@berner.pt

Para saber mais acede

www.berner.pt

Segue-nos nas redes

sociais @BERNER_PT

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