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Revista Coamo - Março de 2026

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revista coamo Produção com contrastes ano 52 edição 566 março/2026

revista

www.coamo.com.br

Expansão

março/2026

Credicoamo

Assembleia apresenta

bons resultados para

os associados

Diretoria realiza

reuniões no Norte

do PR para reforçar

o cooperativismo

ano 52 edição 566

Produção com contrastes

Colheita da safra de verão mostra cenários variados de produção,

presença da Coamo junto aos cooperados e serviços que

acompanham todas as etapas do ciclo produtivo

Cooperados Renato e Volmir

Marin, de São Domingos (SC)


Saiba mais

somos.coop.br


Órgão de divulgação da Coamo

ano 52 | edição 566 | março 2026

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Contato: comunicacao@coamo.com.br (44) 3599-8129 WhatsApp (44) 9 9957-5951

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens: Ana Paula Bento Pelissari Smith, Antonio Marcio dos Santos, Guilherme Augusto Boller,

Ilivaldo Duarte de Campos, Ruthielle Borsuk da Silva Granado e Wilson Bibiano Lima

Designer gráfico: Aline Aristides Bazan, Marcos Gabriel Batista dos Santos e Raquel Sumie Eishima

Contato publicitário

- Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários. Contato: (11) 5092-3305

- Guerreiro Agromarketing. Contato: (44) 99180-4450

Coamo Agroindustrial Cooperativa

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte.

Os artigos assinados ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Jonathan Henrique Welz Negri,

Joaquim Peres Montans, Ricardo Accioly Calderari, Emilio Magne Guerreiro Junior, Wilson Pereira de Godoy, João Marco Nicaretta e Igor Eduardo de Mello Schreiner.

CONSELHO FISCAL: Alessandro Gaspar Colombo, Pedro Augusto Brunetta Borgo e João Mignoso (Membros Efetivos); João Luiz Ferri, Helen Karolyne da Cruz Paschoeto e Renato

Bravin Piccolo (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.



índice

Entrevista

10

Samara Araujo aborda os avanços da comunicação no cooperativismo, os desafios para ampliar o

entendimento do modelo e o papel das estratégias digitais na conexão com cooperados e sociedade

Safra de verão

14

Colheita evidencia contrastes de produtividade entre regiões, com cenários distintos ao longo do

ciclo e diferenças no desempenho das lavouras diante das variações climáticas registradas

28

Credicoamo

Cooperativa apresentou resultados positivos com crescimento nas sobras,

aumento no quadro de associados e ampliação de produtos e programas.

Assembleia aprovou números e destacou benefícios financeiros, capitalização

e ações de desenvolvimento aos associados

Expansão

32

Reuniões no Norte do Paraná aproximam produtores da Coamo, apresentam serviços, detalham o

modelo de cooperativismo e reforçam segurança na comercialização e assistência técnica

março/2026 revista

5


Y

Y

Acesse e saiba mais para uma lavoura

livre de plantas daninhas

YAMATO E AXEEV TECHNOLOGY SÃO MARCAS REGISTRADAS PELA KUMIAI.

ATENÇÃO

ESTE PRODUTO É PERIGOSO À SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AO MEIO

AMBIENTE; USO AGRÍCOLA; VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO;

CONSULTE SEMPRE UM AGRÔNOMO; INFORME-SE E REALIZE O MANEJO INTEGRADO DE

PRAGAS; DESCARTE CORRETAMENTE AS EMBALAGENS E OS RESTOS DOS PRODUTOS;

LEIA ATENTAMENTE E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO, NA BULA E NA RECEITA;

E UTILIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL.


governança

Crescimento sólido que gera valor, confiança e futuro

Os resultados alcançados

pela Credicoamo em

2025 refletem, acima

de tudo, a força do cooperativismo

construído diariamente por

milhares de associados. Com

ativos que atingiram R$ 4,890

bilhões e um patrimônio líquido

de R$ 1,732 bilhão, reafirmamos

um modelo sólido, sustentável e

comprometido com o desenvolvimento

econômico e social de

nossos cooperados.

Esse patrimônio não é

apenas um número, representa

a confiança, a participação e o

compromisso de cada associado.

É a riqueza construída coletivamente,

formada pelo capital

social, pelos fundos fortalecidos

ao longo dos anos e pelas sobras

geradas pela atividade cooperativa.

Em 2025, as sobras totalizaram

R$ 270,212 milhões,

com crescimento de 16,63% em

relação ao ano anterior, evidenciando

a consistência da nossa

gestão e a eficiência de nossas

operações.

Mais importante do que

gerar resultados é compartilhá-

-los. Do montante apurado, R$

127,268 milhões retornam diretamente

aos associados, entre

remuneração do capital social

e distribuição das sobras. Esse

movimento traduz, na prática, o

diferencial do cooperativismo: o

resultado pertence a quem constrói

a cooperativa.

Além disso, os benefícios

gerados aos associados alcançaram

R$ 444,290 milhões, com

destaque para a redução de custos

financeiros e tarifas. Trata-se

de um impacto direto na competitividade

e na sustentabilidade

das atividades dos nossos cooperados,

fortalecendo suas operações

e contribuindo para a qualidade

de vida de suas famílias.

A expressiva participação

na Assembleia Geral Ordinária

em março deste ano demonstra

o engajamento e a confiança

dos associados. Mais do que um

momento de prestação de contas,

a assembleia reafirma a transparência

e a governança que

orientam nossas decisões.

Seguimos avançando

também em inovação e soluções

financeiras. Os lançamentos de

novos produtos, como o programa

Bônus Seguro e o consórcio,

ampliam as oportunidades de

planejamento, proteção e formação

de patrimônio. Paralelamente,

iniciativas como o programa

Futuro Coop e a plataforma de

Educação Financeira reforçam

nosso compromisso com a formação

das próximas gerações e

com a inclusão financeira.

O crescimento no número

de associados, que já ultrapassa

30 mil cooperados, e

a expansão da nossa estrutura

evidenciam que estamos no caminho

certo: próximos, presentes

e preparados para atender às

necessidades de cada associado.

Em um cenário desafiador,

marcado por oscilações climáticas

e de mercado, a Credicoamo

manteve-se firme ao lado

do cooperado, oferecendo soluções,

apoio e segurança. Essa

presença constante dá sentido

ao nosso propósito e fortalece o

vínculo que nos une.

Seguimos com gratidão

e responsabilidade, certos de

que cada resultado alcançado

é fruto da confiança depositada

em nosso trabalho. Continuaremos

evoluindo, investindo e

inovando, sempre com o compromisso

de estar ao lado do associado

— hoje e no futuro.

ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

março/2026 revista

7


FALE JÁ COM SEU REPRESENTANTE!


gestão

Novo ciclo de crescimento com estratégia, logística e confiança

A

Coamo inicia um novo e importante capítulo

da história ao expandir as operações para a

região Norte do Paraná. Trata-se de um movimento

estratégico, construído com responsabilidade

e visão de longo prazo, que representa a maior

ampliação geográfica da cooperativa em um único

momento desde sua fundação.

A entrada em uma região onde ainda não

atuávamos reforça nosso compromisso de estar

cada vez mais próximos dos produtores rurais, oferecendo

não apenas estrutura física, mas também

confiança, assistência técnica e um modelo cooperativista

sólido. A aquisição de unidades operacionais

e a ampliação da presença por meio de contratos

de prestação de serviços nos permitem chegar de

forma estruturada, com capacidade para atender e

crescer junto com os produtores locais.

Esse avanço também está diretamente alinhado

à nossa estratégia logística. A localização

das novas unidades, especialmente em Cambé,

abre uma oportunidade concreta de integração

entre os modais rodoviário e ferroviário, com potencial

para a criação de um hub de transbordo de

grãos. Essa iniciativa otimizará o escoamento da

produção, reduzirá custos e aumentará a competitividade

dos nossos cooperados, conectando de

forma mais eficiente as regiões produtoras aos portos

de exportação.

Mais do que crescimento territorial, este movimento

representa evolução estratégica. A ampliação

da capacidade de armazenagem e a presença

em novos polos produtivos fortalecem nossa atuação

na originação de grãos e consolidam a Coamo

como uma cooperativa cada vez mais integrada às

cadeias logísticas do agronegócio brasileiro.

Outro ponto que merece destaque é o contexto

em que essa expansão ocorre. A região Norte

do Paraná carrega um histórico de desafios no setor,

o que reforça ainda mais o valor da confiança

no relacionamento com o produtor. Temos clareza

de que nosso papel vai além da operação: é garantir

segurança, previsibilidade e parceria duradoura.

Esse é um dos pilares que sustentam a credibilidade

construída pela Coamo ao longo de sua trajetória.

Seguimos firmes em nosso propósito de

gerar valor aos cooperados, investindo em infraestrutura,

tecnologia e, principalmente, em relações

sólidas. A integração entre novas unidades, projetos

logísticos e investimentos portuários sinaliza um

novo ciclo de crescimento — mais conectado, mais

eficiente e preparado para os desafios do futuro.

A Coamo avança, mais uma vez, com a convicção

de que crescer com responsabilidade é o caminho

para fortalecer o cooperativismo e impulsionar

o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

março/2026 revista

9


entrevista

SAMARA ARAUJO

Gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB

“Comunicar o propósito e os valores do cooperativismo ajuda a

ampliar e fortalecer o sistema e o entendimento da sociedade”

A

comunicação e o posicionamento

do cooperativismo

brasileiro, os

desafios para ampliar a participação

feminina em cargos de

liderança e o papel das estratégias

digitais no relacionamento

com diferentes públicos estão

entre os temas abordados por

Samara Araujo, gestora de marketing

e comunicação do Sistema

OCB. A entrevista também

trata da evolução do marketing

no setor, das iniciativas para

fortalecer a imagem das cooperativas

e das ações voltadas

à construção de narrativas que

ampliem o entendimento da

sociedade sobre o modelo cooperativista.

Samara analisa ainda

o uso de tecnologias, como a

inteligência artificial, no contexto

da comunicação e destaca a

importância de alinhar discurso,

identidade e propósito. Ao final,

apresenta uma avaliação sobre a

atuação da Coamo, considerando

sua presença em diferentes

mídias e o relacionamento com

cooperados e comunidades.

Revista Coamo: Quando ingressou

no cooperativismo?

Samara Araujo: Sou nascida em

Belo Horizonte, onde cresci e me

formei como comunicadora e designer.

Antes de me mudar para

Brasília e atuar diretamente com o

cooperativismo, construí minha trajetória

profissional em agências de

Belo Horizonte, São Paulo e Rio de

Janeiro. O cooperativismo entrou na

minha vida quando me mudei para

Brasília e comecei a trabalhar em

uma agência que atendia o Sistema

OCB. Entre os projetos que acompanhei,

participei da criação do movimento

SomosCoop. Aos poucos,

fui me aproximando cada vez mais

desse universo, até receber o convite

para integrar o Sistema OCB.

RC: Como define esta trajetória?

Samara: O que mais me marca é

poder direcionar minha energia e

experiência para um movimento

que me inspira diariamente. Saber

que o resultado do nosso trabalho

contribui para fortalecer um modelo

de negócio que gera impacto positivo

em tantas comunidades é extremamente

gratificante. O cooperativismo

é feito de pessoas e carrega

valores muito fortes, como colaboração,

participação democrática e

desenvolvimento local. É motivador

contribuir para um movimento tão

relevante para o Brasil. Como já destacou

a ONU em duas ocasiões, e

eu concordo, as cooperativas constroem

um mundo melhor!

RC: Quais são os desafios da participação

feminina quanto a gestão,

crescimento pessoal e profissional?

Samara: As mulheres têm um papel

cada vez mais relevante no cooperativismo

brasileiro. Atualmente,

representam cerca de 42% dos

cooperados e 52% dos empregados

das cooperativas. Já nos cargos

de liderança ainda há espaço para

avançar: elas ocupam aproximadamente

23% das posições de alta

gestão e 22% dos cargos dirigentes.

Esses números indicam que vivemos

um momento de transição.

No Brasil, por exemplo, as mulheres

representam cerca de 51,5% da população,

segundo o IBGE. Entre os

principais desafios apontados em

10 revista

março/2026


pesquisas estão a desigualdade

salarial, a limitação de oportunidades

para ascensão profissional e

a conciliação entre carreira e vida

pessoal. Felizmente, o cooperativismo

tem um ambiente propício

para ampliar a participação feminina

nos espaços de liderança. O

Sistema OCB e muitas cooperativas

têm investido em programas

como o “Elas pelo Coop” que visa

aumentar a participação feminina

na gestão e governança das cooperativas,

promovendo formações

e redes de troca de experiências.

Samara Araujo é gestora da área de Marketing e Comunicação no Sistema OCB. Ela é graduada em

Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Desenho Industrial pela

Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG). Tem MBA em Marketing e Inteligência de Negócios

Digitais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É mestre em Educação em Artes Visuais pela Universidade

Nacional de Brasília (UnB) e é especialista em Inovação no Cooperativismo pelo ISAE/FGV. Por mais de

15 anos trabalhou em agências em BH, RJ, SP e Brasília, atendendo clientes como Natura, Rio 2016,

Coca-Cola, Caixa Econômica, TAM, Unimed, P&G e Sistema OCB. Participou de projetos premiados

como as marcas Olímpica e Paralímpica Rio 2016, embalagens Natura Sou e movimento SomosCoop.

RC: O cooperativismo se comunica

bem? Como a comunidade vê o

cooperativismo?

Samara: Nos últimos anos, houve

uma evolução significativa na comunicação

das cooperativas brasileiras.

Comunicar bem é fundamental

para fortalecer o negócio,

no entanto, essa prática ainda não

está presente de forma uniforme

em todo o sistema. Em diversos

casos, a comunicação das cooperativas

se concentra nos produtos

e serviços oferecidos, mas nem

sempre destaca os diferenciais

do modelo cooperativista. Esse é

um ponto importante, pois comunicar

o propósito e os valores do

cooperativismo ajuda a ampliar o

entendimento da sociedade. As

pesquisas comprovam que o conhecimento

sobre as cooperativas

melhorou nos últimos anos, mas

muitas pessoas ainda desconhecem

ou não compreendem claramente

o que diferencia uma cooperativa

de outros modelos.

março/2026 revista 11


entrevista

RC: Então, há uma evolução na comunicação

e marketing do cooperativismo

brasileiro?

Samara: De forma geral, a percepção

sobre as cooperativas é positiva.

No entanto, ainda há um desafio

relevante: ampliar o entendimento

de que cooperativas também são

negócios competitivos. Esse desafio

é ainda maior nos grandes centros

urbanos e entre as novas gerações.

A comunicação e o marketing

no cooperativismo brasileiro evoluíram

significativamente nos últimos

anos. O Sistema OCB realizou uma

pesquisa de imagem do cooperativismo

em 2018 e outra em 2023, e

a comparação entre os resultados

mostra um avanço importante no

nível de conhecimento sobre as

cooperativas. Esse progresso está

diretamente relacionado aos investimentos

realizados pelo Sistema

OCB e por diversas cooperativas na

profissionalização da comunicação.

Algumas cooperativas já apresentam

elevado nível de maturidade

nesse campo, tornando-se referências

regionais e até nacionais em

comunicação e posicionamento de

marca.

RC: Como observa a conexão com

as histórias e relações com cooperados,

familiares e comunidade?

Samara: As cooperativas possuem

histórias reais de impacto na vida

das pessoas e mantêm uma relação

muito próxima com cooperados, famílias

e comunidades. Isso cria um

enorme potencial para desenvolver

uma comunicação autêntica, baseada

em histórias de transformação,

empreendedorismo coletivo e desenvolvimento

regional. Alguns ramos

avançaram mais rapidamente

na profissionalização da comunicação,

especialmente os do Agropecuário,

Crédito e Saúde, em grande

parte porque atuam em mercados

Algumas mulheres no Sistema OCB (esquerda para direita): Fernanda Belisário (gerente de Eventos e Logística),

Samara Araujo (gerente de Comunicação e Marketing), Tania Zanella (presidente executiva do Sistema OCB),

Clara Maffia (gerente geral de Negócios), Fabíola Nader Motta (superintendente do Sistema OCB)

altamente competitivos. O desafio

para todos os ramos é comunicar

o cooperativismo sem perder sua

identidade. As cooperativas contam

com diferenciais que oferecem

narrativas fortes e verdadeiras.

RC: Quais estratégias e ações o

Sistema OCB tem feito para fortalecido

a imagem do cooperativismo?

Samara: Uma das principais iniciativas

foi o lançamento do movimento

SomosCoop, criado para

ampliar a visibilidade do cooperativismo

brasileiro e fortalecer o orgulho

de pertencer ao movimento.

A estratégia envolve campanhas

de comunicação e o uso do carimbo

SomosCoop pelas cooperativas

em produtos e serviços. Outra

ação relevante foi a realização da

Semana de Competitividade 2025,

evento coordenado pelo Sistema

OCB, que reuniu comunicadores

de cooperativas de todo o país. O

objetivo foi fortalecer o marketing

e a comunicação do setor, alinhar

narrativas e estimular o senso de

pertencimento entre os profissionais

da área. Durante o evento foram

promovidas palestras, oficinas

e lançamentos importantes, como

o livro Comunicação e marketing

no cooperativismo e uma trilha de

cursos gratuitos na plataforma CapacitaCoop.

Essas estratégias tiveram

como objetivo profissionalizar

e impulsionar os times das coops.

A criação da rede Comunica Coop,

uma rede de Whatsapp que conecta

comunicadores de cooperativas

das 27 unidades federativas,

foi mais uma ação estratégica para

12 revista

março/2026


"UM DOS PRINCIPAIS DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO NO COOPERATIVISMO É APRESENTAR

O MODELO DE FORMA SIMPLES, ACESSÍVEL E CONECTADA À REALIDADE DAS PESSOAS."

a intercooperação e disseminação

de boas práticas. Por fim, o trabalho

sistêmico do Sistema OCB com

as Organizações Estaduais.

RC: O Sistema OCB criou o SomosCoop.

Qual a avaliação deste

movimento?

Samara: O movimento Somos-

Coop foi criado para ampliar a

visibilidade do cooperativismo

brasileiro e mostrar à sociedade

o impacto positivo das cooperativas

na economia e na vida das

pessoas. A iniciativa surgiu da necessidade

de construir uma narrativa

mais clara e unificada para

o cooperativismo, conectando

diferentes ramos e cooperativas

sob uma identidade comum. Por

meio do carimbo SomosCoop,

as cooperativas podem identificar

seus produtos e serviços,

reforçando esse diferencial para

o consumidor. Paralelamente, o

Sistema OCB tem desenvolvido

campanhas publicitárias, parcerias

com influenciadores digitais,

a websérie SomosCoop na Estrada

e o podcast Pod Cooperar,

entre outras ações de divulgação.

Hoje o movimento já se consolidou

como uma estratégia nacional

de valorização do cooperativismo

e a mais recente pesquisa

indica que uma em cada quatro

pessoa no Brasil já teve contato

com a marca SomosCoop.

RC: Com relação as redes sociais,

qual é situação atual para agilizar

a conexão com os diversos públicos?

Samara: As redes sociais se tornaram

um espaço estratégico de

conexão entre cooperativas e seus

públicos. Muitas organizações já

perceberam que esses canais vão

além da divulgação institucional e

podem fortalecer relacionamento,

educação e engajamento. Cooperativas

de diferentes ramos vêm

investindo cada vez mais em estratégias

digitais. O momento atual

é de amadurecimento dessas iniciativas,

com maior produção de

conteúdo relevante, uso de dados

e integração com outras ações de

marketing. A inteligência artificial é

outra ferramenta que já começa a

fazer parte da rotina de muitas organizações,

incluindo cooperativas.

Ela pode apoiar desde a análise de

dados e a tomada de decisões até

a personalização da comunicação

e o atendimento aos cooperados.

Na área de marketing e comunicação,

a IA abre novas possibilidades

para criação de conteúdo, análise

de comportamento do público e

otimização de campanhas. Mas é

fundamental utilizar essa tecnologia

com responsabilidade. Transparência,

ética, proteção de dados e

preservação da autenticidade das

marcas são aspectos essenciais

para que a inteligência artificial seja

uma aliada, e não um risco para a

reputação das organizações. Também

é importante lembrar que o

cooperativismo é, antes de tudo,

um movimento de pessoas. Por

isso, mesmo com o avanço da tecnologia,

é essencial preservar histórias

reais, narrativas verdadeiras

e imagens que representem quem

está por trás do trabalho realizado

nas cooperativas.

RC: Qual a sua percepção sobre

a Coamo no cooperativismo por

meio da sua comunicação e marketing?

Samara: A Coamo é uma referência

no cooperativismo brasileiro

e internacional. Sua trajetória demonstra

como uma cooperativa

pode crescer de forma sólida e eficiente,

mantendo, ao mesmo tempo,

os princípios cooperativistas.

Além da relevância econômica, a

Coamo possui uma atuação consistente

na comunicação com seus

cooperados e com a sociedade. A

presença regular em diferentes mídias

e a valorização de seu legado

e das histórias do campo ajudam a

fortalecer a marca da cooperativa

e a imagem do cooperativismo. A

Coamo mostra que é possível unir

competitividade, inovação e compromisso

com o desenvolvimento

das pessoas e das comunidades

— um dos grandes diferenciais do

modelo cooperativista.

março/2026 revista 13


colheita de verão

O RETRATO

DA SAFRA

Resultados no campo evidenciam

contrastes regionais, com impacto

das condições climáticas e respostas

distintas das lavouras ao longo do

ciclo produtivo

Cooperado, Claudio Spartaco

Beretta, de Sidrolândia (MS)

14 revista

março/2026


março/2026 revista 15


colheita de verão

Nas lavouras, o som das colheitadeiras

marca o encerramento de

um ciclo que começou meses antes,

ainda no planejamento das áreas, na

escolha das sementes e na preparação do

solo. A colheita da safra de verão mobiliza

cooperados da Coamo em diferentes

regiões e representa o momento em que

todo o trabalho realizado ao longo do ciclo

produtivo se transforma em resultado

no campo. A retirada da soja e do milho

revela números que refletem a combinação

entre manejo, tecnologia, assistência

técnica e condições climáticas.

Em algumas regiões, o clima favoreceu

o desenvolvimento das culturas

e permitiu produtividades elevadas. Em

outras, períodos de estiagem e temperaturas

mais altas limitaram o potencial das

lavouras. Mesmo assim, o período de colheita

mantém o ritmo intenso nas áreas

agrícolas e marca o início de uma nova

etapa do sistema produtivo, com o plantio

das culturas de segunda safra.

Em São Domingos, no Oeste de

Santa Catarina, o cooperado Volmir Luiz

Fornari Marin, comenta que os resultados

foram marcados por variações climáticas

durante o desenvolvimento das lavouras.

Segundo ele, as primeiras semanas após

o plantio registraram temperaturas mais

baixas, situação que interferiu no ritmo

inicial de crescimento das plantas. Com

o avanço do ciclo, no entanto, as condições

climáticas se tornaram mais favoráveis,

permitindo que a cultura retomasse

o desenvolvimento. “Com a melhora do

clima, as plantas voltaram a crescer bem

e conseguiram expressar o potencial produtivo”,

relata.

Marin destaca que o resultado da

safra está ligado ao conjunto de práticas

adotadas no manejo da propriedade. O

acompanhamento constante das áreas e

a adoção de tecnologias voltadas ao manejo

do solo fazem parte da estratégia utilizada

pela família. Entre essas ferramentas

está o uso de agricultura de precisão,

com análises periódicas de solo. “As análises

mostram onde precisamos corrigir.

Isso ajuda a utilizar melhor os insumos e

manter a produtividade das áreas ao longo

do tempo”, explica.

O acompanhamento da safra envolve

a participação da nova geração da

família. Renato Marin, filho de seu Volmir,

observa que os resultados registrados

neste ciclo se destacam em relação

aos anos anteriores. Em algumas áreas

da propriedade, a produtividade média

ultrapassou 90 sacas por hectare. Para

ele, o resultado é consequência de um

processo constante de avaliação das

práticas adotadas na lavoura. “A gente

sempre procura aprender com cada safra.

Avaliamos o que funcionou, o que

pode melhorar e fazemos os ajustes para

o próximo ciclo.”

Renato também destaca a importância

do acompanhamento técnico

realizado pela equipe da cooperativa. Segundo

ele, a troca de informações com os

agrônomos contribui para orientar decisões

relacionadas ao manejo da lavoura.

16 revista

março/2026


Renato com o pai Volmir Fornari Marin, cooperados em São Domingos (SC)

O engenheiro agrônomo, Mário Mezzari, da Coamo

em São Domingos, ressalta que o comportamento

do clima influenciou o desenvolvimento das lavouras

da região. “O início do plantio ocorreu em um

período com volumes elevados de chuva, principalmente

durante o mês de outubro. Em algumas

áreas, a implantação das lavouras ocorreu em condições

de alta umidade e menor incidência de radiação

solar, fatores que retardaram o crescimento

inicial das plantas. O excesso de umidade também

favoreceu o aparecimento de doenças em determinados

talhões.”

Mesmo assim, lavouras com histórico consistente

de manejo apresentaram comportamento

mais estável ao longo do ciclo produtivo. “Áreas

com boa fertilidade e estrutura de solo conseguem

responder melhor às variações do clima”, explica o

agrônomo.

Engenheiro agrônomo, Mário Mezzari, com os cooperados Renato e Volmir Marin

março/2026 revista 17


colheita de verão

além da soja, o milho de verão

ocupa espaço importante nas

propriedades e faz parte da organização

do sistema produtivo

dos cooperados. Em Ouro Verde,

também no Oeste de Santa

Catarina, o cooperado Alsir Antonio

Barreta revela que na propriedade

da família, o cereal teve

um bom resultado. Para ele, os

números registrados colocam a

safra atual entre as mais produtivas

dos últimos anos. “Se analisarmos

o histórico das safras,

esta é mais uma que ficará marcada

pela produtividade. O milho

apresentou um desempenho

muito bom”, afirma.

Segundo o cooperado, o

resultado está relacionado a uma

combinação de fatores que envolve

tanto as condições climáticas

quanto o manejo adotado ao

longo do tempo. Ele recorda que

o início do ciclo foi marcado por

temperaturas mais baixas e com

mais umidade, especialmente durante

o mês de outubro. “Com o

aumento das temperaturas nas semanas

seguintes, as plantas retomaram

o desenvolvimento e avançaram

no ciclo produtivo”, frisa.

Para o cooperado, o desempenho

das lavouras reflete

um trabalho construído ao longo

de décadas na propriedade. A

área cultivada integra um sistema

produtivo conduzido pela família

há cerca de 38 anos. Nesse período,

práticas como conservação

do solo, rotação de culturas

e uso de plantas de cobertura

passaram a fazer parte da rotina

da propriedade.

A rotação de culturas, segundo

Baretta, é um dos pilares

desse sistema. A área agrícola é

dividida em três partes, permitindo

alternar as culturas ao longo

dos anos e retornar com o milho

ao mesmo local a cada dois anos.

“O primeiro mandamento para

mim é a rotação de culturas. Dividimos

a área e organizamos o

plantio para manter o equilíbrio”,

pondera.

Ainda de acordo com

Alsir Antonio Barreta, cooperado em Ouro Verde (SC)

18 revista

março/2026


Alsir Baretta com a engenheira agrônoma, Caroline

Pontes de Souza, da Coamo em Ouro Verde (SC)

ele, a alternância entre culturas contribui para reduzir

a pressão de pragas, doenças e plantas daninhas,

além de melhorar as condições físicas do solo. “Culturas

diferentes apresentam sistemas radiculares

distintos, o que favorece a formação de porosidade

no solo e melhora a infiltração de água. Esse processo

cria um ambiente mais adequado para o desenvolvimento

das plantas cultivadas na sequência.”

A engenheira agrônoma, Caroline Pontes de

Souza, da Coamo em Ouro Verde, reitera que o início

da safra foi marcado por temperaturas mais baixas

entre setembro e outubro. Com o avanço do ciclo e

a elevação das temperaturas, as lavouras evoluíram

dentro do esperado. Em dezembro, algumas localidades

registraram períodos de estiagem, o que exigiu

atenção dos produtores. Segundo a agrônoma,

áreas com histórico de rotação de culturas tendem

a apresentar mais estabilidade de produtividade. “A

rotação contribui para melhorar a estrutura do solo

e redução de pragas e doenças.”

em honório serpa, no Sudoeste do Paraná, o cooperado

Gilmar Luiz Fiorentin, conta que o trabalho

no campo começou meses antes do plantio, com a

preparação das áreas e a implantação de cobertura

vegetal. Conforme o produtor, essa etapa inicial é

considerada fundamental para manter a estrutura do

solo e criar condições adequadas para o desenvolvimento

das culturas implantadas ao longo do ciclo

agrícola. O preparo das áreas envolve o planejamento

do manejo, a avaliação das condições do solo e a

definição das práticas que serão adotadas durante a

safra. “Com a chegada da janela de plantio, iniciamos

a implantação da soja e passamos a acompanhar o

comportamento das lavouras ao longo das diferentes

fases do desenvolvimento da cultura.”

Ele recorda que durante o período inicial de

crescimento das plantas, parte da área foi atingida

por uma chuva de granizo. Apesar do impacto inicial,

Fiorentin relata que o acompanhamento técnico

e os manejos realizados permitiram a recuperação

das áreas atingidas. “Depois do granizo fizemos os

tratamentos necessários e seguimos monitorando a

lavoura para avaliar a recuperação das plantas”, relata.

Ao longo do ciclo, a propriedade também

enfrentou períodos de irregularidade na distribuição

das chuvas. Em algumas áreas houve intervalos

mais prolongados sem precipitação. “Mesmo diante

dessas variações climáticas, determinados talhões

apresentaram desenvolvimento considerado estável

ao longo do ciclo produtivo. Em alguns talhões da

propriedade, a produtividade registrada ultrapassa

83 sacas por hectare.”

Para Fiorentin, o desempenho das lavouras

está relacionado a decisões tomadas ao longo de

todo o ciclo produtivo. Entre essas decisões estão

ajustes no manejo da fertilidade do solo, investimentos

em adubação e reforço nas estratégias de

manejo fitossanitário. Nesta safra, segundo ele, foi

realizado mais investimento na adubação das áreas

cultivadas e ampliado o monitoramento das lavouras

para identificar precocemente possíveis problemas

relacionados a doenças. “O desafio é sempre

buscar mais produtividade. A gente analisa cada safra

e tenta melhorar os resultados”, afirma.

O engenheiro agrônomo Roberto Luiz Ely,

da Coamo em Honório Serpa, comenta que o início

do plantio da soja ocorreu em um período com chuvas

frequentes, condição que acabou prolongando

o calendário de implantação das lavouras em algumas

propriedades. Durante o ciclo produtivo, a região

também registrou intervalos prolongados sem

chuva em determinados momentos da safra. “Mes-

março/2026 revista 19


colheita de verão

Família Fiorentin, de Honório Serpa (PR): Marcio e o filho Murilo, Gilmar com a esposa Irene e a filha Bianka e Marcelo com o filho Felipe

mo com essas variações de clima, as produtividades

registradas nas propriedades têm se mantido dentro

de níveis considerados positivos.”

Segundo ele, o investimento contínuo realizado

pelos cooperados na construção da fertilidade

e da estrutura do solo contribuiu para que as lavouras

consigam enfrentar melhor situações de estresse

climático. “Solos bem manejados apresentam mais

capacidade de retenção de água e favorecem o desenvolvimento

das raízes”, explica.

na região oeste do paraná, a produtividade da

soja surpreendeu e reforça a importância do manejo

no campo, com índices de produtividade acima do

esperado em diversas áreas. O cooperado Ademir

Maltauro, de São Pedro do Iguaçu, destaca o bom

desempenho da lavoura, mesmo em talhões que inicialmente

apresentavam dificuldades.

Segundo ele, as áreas que chegaram a

Marcelo, Gilmar e Marcio com o engenheiro agrônomo

Roberto Luiz Ely, da Coamo em Honório Serpa (PR)

20 revista

março/2026


preocupar no início do ciclo, devido

ao excesso de chuvas e ao

desenvolvimento irregular das

plantas, acabaram reagindo de

forma positiva ao longo da safra.

“Teve área que eu até acionei o

seguro, de tão feia que estava no

começo, mas depois surpreendeu,

passando de 91 sacas por

hectare”, afirma.

No geral, a média da

propriedade em duas áreas com

75 hectares ficou em 80 sacas

por hectare, um resultado considerado

expressivo e acima das

expectativas iniciais. “Já em outras

áreas mais favoráveis, a produção

passou de 91 sacas por

hectare, algo que nunca tinha

colhido. Só não foi maior porque

faltou chuva no final do desenvolvimento

das plantas, pois a

última ocorreu dia 10 de janeiro”,

comemora.

O bom desempenho é

atribuído a uma combinação de

fatores. De um lado o clima, que

apesar de atípico e com períodos

de chuva intensa na região,

contribuiu positivamente ao longo

do ciclo da soja. Além das

condições climáticas, Maltauro

destaca como fundamental o trabalho

da assistência técnica e o

planejamento agrícola. “O apoio

recebido, aliado ao uso de sementes

de qualidade, adubação

adequada e aplicação de tecnologias

como agricultura de precisão,

foram determinantes para os

resultados alcançados”, destaca.

O uso da tecnologia e as

boas práticas de manejo ao longo

do ciclo colaboraram para o

aumento das produtividades nas

lavouras do produtor no Oeste

do Paraná. “O manejo correto

durante a safra também foi decisivo.

Com destaque para o plantio

realizado na época adequada,

a correção e preparo do solo, o

controle eficiente de plantas daninhas

e pragas, e aplicação de

fungicidas no momento correto,

com uso de produtos protetivos”,

informa o engenheiro agrônomo

Giovani Sérgio Romani, da Coamo

em São Pedro do Iguaçu.

Outro fator enfatizado

pelo técnico foi a qualidade das

Cooperado Ademir Maltauro com o engenheiro agrônomo, Giovani Sérgio Romani, da Coamo em São Pedro do Iguaçu (PR)

março/2026 revista 21


colheita de verão

aplicações. Realizar pulverizações

em condições climáticas

ideais, evitando vento excessivo

e horários inadequados, garantiu

mais eficiência dos produtos utilizados.

“Não adianta ter um bom

produto e aplicar errado. A qualidade

da aplicação faz toda a diferença

no resultado”, ressalta.

do sul do país para o Centro-

-Oeste, o avanço da colheita da

soja revela cenários distintos de

clima e desempenho produtivo.

No município de Sidrolândia,

Centro-Norte do Mato Grosso do

Sul, na propriedade do cooperado

Claudio Spartaco Beretta,

as colheitadeiras avançam sobre

os talhões enquanto ele observa

os resultados de mais um

ciclo agrícola. Ele lembra que o

ciclo foi marcado por resultados

considerados os mais baixos já

registrados na propriedade. As

primeiras áreas apresentaram

produtividade média próxima de

50 sacas por hectare. Esse resultado

supera a média registrada

na safra anterior, quando a produtividade

final da propriedade

ficou em torno de 43 sacas por

hectare.

De acordo com o cooperado,

a irregularidade das

chuvas durante o mês de janeiro

foi o principal fator que limitou o

desempenho das lavouras. Esse

período coincidiu com a fase de

enchimento de grãos da soja,

etapa considerada decisiva para

a definição da produtividade.

“Além da redução no volume de

precipitações, as lavouras também

enfrentaram temperaturas

elevadas, condição que intensificou

os efeitos do déficit hídrico

sobre as plantas.” Outro aspecto

observado por Beretta está relacionado

ao comportamento das

diferentes cultivares utilizadas na

propriedade. “Algumas variedades

apresentaram menos adaptação

às condições climáticas

registradas nesta safra”, frisa.

Apesar dessas limitações

nas áreas de sequeiro, a proprie-

Cooperado, Claudio Spartaco Beretta, de Sidrolândia (MS) com o engenheiro agrônomo, Bruno Henrique Souza

22 revista

março/2026


dade também possui uma área equipada com sistema

de irrigação por pivô central. Embora represente

parcela menor da área total cultivada, esse sistema

permitiu observar diferenças importantes no desempenho

das lavouras. Na área irrigada foram cultivadas

duas variedades de soja, que apresentaram

produtividades superiores às registradas nas áreas

dependentes exclusivamente da chuva. Os resultados

obtidos nessas áreas ficaram entre 89 e 94 sacas

por hectare. “A irrigação demonstra potencial para

reduzir os impactos das variações climáticas sobre a

produção agrícola. Porém, a ampliação desse sistema

exige planejamento e investimentos graduais ao longo

do tempo.”

O acompanhamento das lavouras da região

também é realizado pela equipe técnica da Coamo.

O engenheiro agrônomo, Bruno Henrique Souza, da

Coamo em Sidrolândia, explica que o ciclo da cultura

foi marcado por condições climáticas distintas

em diferentes fases do desenvolvimento da soja. Segundo

ele, o início do plantio ocorreu em condições

consideradas favoráveis na maior parte da região,

permitindo que as lavouras fossem implantadas

com umidade adequada no solo. Em algumas áreas,

no entanto, houve atraso devido à irregularidade

das chuvas. “Durante a fase vegetativa da cultura, as

lavouras receberam volumes de chuva considerados

adequados, o que permitiu bom desenvolvimento

das plantas e formação de estrutura vegetativa satisfatória.

Esse período contribuiu para estabelecer

o potencial produtivo das lavouras.”

As dificuldades surgiram posteriormente,

principalmente durante o mês de janeiro, quando a

região enfrentou um período de estiagem associado

a temperaturas elevadas. De acordo com Souza,

o intervalo sem chuva variou entre 15 e 25 dias em

diferentes áreas do município. “A combinação entre

déficit hídrico e temperaturas elevadas afetou

o desempenho de parte das lavouras, reduzindo o

potencial produtivo em determinadas áreas”, frisa.

Mesmo com essas dificuldades, o agrônomo avalia

que os resultados da safra atual apresentam desempenho

superior ao registrado no ciclo anterior

em diversas propriedades da região. “A variação de

Cooperado, Neri Irineo Scherer Kliemann, e o engenheiro agrônomo,

Marcelo Fortunato Pereira, da Coamo em São Gabriel do Oeste (MS)

produtividade entre as áreas reflete as diferenças de

manejo, de época de plantio e de distribuição das

chuvas durante o desenvolvimento das lavouras”,

acrescenta.

As primeiras áreas colhidas foram as que mais

sentiram os efeitos da estiagem registrada no período

de enchimento de grãos. “Nessas lavouras, as produtividades

iniciais variaram entre 35 e 50 sacas por

hectare. Nas áreas implantadas posteriormente, os

resultados foram superiores. Em algumas propriedades,

fecharam entre 60 e 70 sacas por hectare.”

em são gabriel do oeste, Norte do Mato Grosso

do Sul, os cooperados acompanham os resultados

de uma safra marcada por irregularidade na distribuição

das chuvas ao longo do ciclo da cultura. Na

propriedade do cooperado Neri Irineo Scherer Kliemann,

o plantio da soja iniciou no dia 15 de outubro

e foi concluído no começo de novembro. Segundo

Kliemann, as primeiras áreas foram implantadas

após o registro de cerca de 30 milímetros de precipitação,

volume considerado suficiente para garantir

a germinação das sementes. Nos dias seguintes,

o plantio avançou com precipitações menores,

variando entre cinco e 15 milímetros. “Mesmo com

esse cenário, as lavouras apresentaram emergência

considerada uniforme e não houve necessidade de

replantio nas áreas cultivadas. Ao longo do ciclo, po-

março/2026 revista 23


colheita de verão

Neri Irineo Scherer Kliemann, em São Gabriel do Oeste (MS)

rém, a irregularidade das chuvas

voltou a influenciar o desenvolvimento

da cultura.”

Segundo o cooperado,

a falta de precipitação coincidiu

com fases importantes do desenvolvimento

da soja, especialmente

durante o período de formação

e enchimento de grãos. Essa

condição acabou reduzindo o

potencial produtivo das lavouras.

Em áreas onde na safra anterior

foram colhidas produtividades

próximas de 86 sacas por hectare,

o resultado atual ficou em torno

de 61 sacas. Em outros talhões da

propriedade, as produtividades

registradas variaram entre 50 e 68

sacas por hectare. Além da redução

no volume de chuvas, o produtor

também aponta o registro

de temperaturas elevadas como

fator que contribuiu para o estresse

das plantas. “O calor foi muito

forte em alguns períodos. Quando

falta água e as temperaturas

estão altas, a planta sente mais.”

Kliemann observa que

cada safra traz aprendizados

importantes para o manejo das

lavouras. Entre os pontos analisados

para os próximos ciclos

está a possibilidade de antecipar

determinadas práticas de manejo,

como aplicações iniciais de

fungicidas em estágios mais precoces

da cultura. Outro aspecto

avaliado envolve a definição da

época de plantio. “Cada safra

apresenta condições diferentes

e as decisões relacionadas ao

calendário agrícola dependem

de diversos fatores. Os custos

de produção vêm aumentando,

especialmente no que se refere

aos preços de fertilizantes e outros

insumos utilizados no manejo

das lavouras. A gente espera

que o preço do grão acompanhe

esse movimento”, afirma.

O engenheiro agrônomo,

Marcelo Fortunato Pereira,

da Coamo em São Gabriel do

Oeste, explica que o comportamento

climático registrado na

propriedade foi semelhante ao

observado em outras áreas do

município. Durante o final do

mês de dezembro, algumas localidades

registraram um período

24 revista

março/2026


de veranico com cerca de 20 dias

sem ocorrência de chuva. Esse

intervalo coincidiu com fases

sensíveis do desenvolvimento da

soja, como o florescimento e o

enchimento de grãos. “Contudo,

tivemos um impacto moderado

sobre a produtividade média das

lavouras. Os levantamentos realizados

pela assistência técnica,

mostram produtividades entre

60 e 65 sacas por hectare.”

em caarapó, Sul do Mato Grosso

do Sul, o ciclo produtivo da

soja também foi marcado por

variações climáticas que influenciaram

o desenvolvimento das

lavouras ao longo da safra. Entre

os cooperados da Coamo que

acompanharam esse cenário

está Marcos Nunes Zafalão, que

cultiva soja em áreas localizadas

nos municípios de Caarapó e

Amambai.

A área total cultivada somou

2.350 hectares. Segundo

Zafalão, a área colhida em Caarapó

apresentou produtividade

média de 69 sacas por hectare.

Em Amambai, no entanto, parte

das lavouras foi afetada por

eventos climáticos ocorridos no

início do ciclo da cultura. “Na primeira

área plantada tivemos uma

chuva de pedra que atingiu cerca

de 460 hectares. Foi necessário

fazer o replantio dessa área”, relata

o cooperado.

Além do impacto provocado

pelo granizo, a região enfrentou

um período de estiagem

durante o mês de janeiro. Essa

condição coincidiu com fases importantes

do desenvolvimento

das plantas e reduziu o potencial

produtivo das áreas replantadas.

De acordo com o cooperado,

a produtividade nessas áreas

foi de aproximadamente 30 sacas

por hectare. Mesmo com essas variações,

ele avalia que o resultado

obtido nas lavouras de Caarapó

foi satisfatório dentro das condições

registradas durante a safra.

“Nos últimos três anos, essa foi a

melhor safra que tivemos”, afirma.

Marcos Nunes Zafalão, de Caarapó (MS)

março/2026 revista 25


26 revista

março/2026


colheita de verão

Segundo Zafalão, a irregularidade das chuvas

tem sido um dos principais desafios enfrentados

pelos produtores da região. Em algumas situações,

as precipitações ocorrem de forma localizada, criando

diferenças significativas de produtividade entre

áreas próximas. “Às vezes chove em uma parte da

fazenda e em outra não. Isso faz muita diferença no

resultado da lavoura”, observa.

A realidade observada na propriedade também

reflete o cenário enfrentado por outros cooperados

atendidos pela unidade da Coamo em Caarapó.

De acordo com o engenheiro agrônomo Mateus Martinez

Giurizzatto, a área de atuação da cooperativa na

região soma aproximadamente 190 mil hectares cultivados

com soja. Essa área inclui lavouras localizadas

não apenas em Caarapó, mas também em municípios

próximos, como Juti, Amambai e Laguna Carapã.

Segundo o agrônomo, as lavouras implantadas

no início da janela de plantio apresentaram desempenho

superior em relação às áreas semeadas

posteriormente. “As primeiras áreas sofreram menos

com a falta de chuva e conseguiram manter produtividade

maior”, explica.

Já as lavouras plantadas entre o meio de outubro

e o início de novembro foram mais afetadas

pela estiagem registrada durante o mês de janeiro,

período em que as plantas estavam em fase de

enchimento de grãos. Mesmo com essas variações

climáticas, Giurizzatto observa que o resultado desta

safra está dentro da média histórica da região e

representa uma recuperação em relação a anos anteriores,

quando a estiagem reduziu de forma mais

significativa a produtividade das lavouras.

Marcos Nunes Zafalão com o engenheiro agrônomo,

Mateus Martinez Giurizzatto, da Coamo em Caarapó (MS)

março/2026 revista 27


desempenho

Credicoamo apresenta crescimento das sobras e mais

de R$444 milhões em benefícios gerados ao associado

Assembleia contou com a presença de mais de 500 associados, diretoria, conselheiros e funcionários

Sobras encerraram o ano em

R$270,212 milhões, representando

um crescimento de 16,63%. Desse

montante, foram creditados aos

associados R$ 127,268 milhões,

referente à remuneração do capital

social e às sobras

A

Credicoamo registrou em 2025 um ativo

de R$ 4,890 bilhões. O patrimônio líquido

encerrou o exercício com R$1,732 bilhão,

sendo composto pelo Capital Social do associado,

pelos Fundos que fortaleceram a cooperativa

ao longo dos anos e pelas sobras, ou seja, é a riqueza

gerada pelo associado, é o patrimônio construído

por todos! As sobras encerraram o ano em

R$270,212 milhões, representando um crescimento

de 16,63% em relação ao ano anterior. Desse

montante, foram creditados ao associado o valor

de R$ 127,268 milhões, referente à remuneração

do capital social e às sobras.

28 revista

março/2026


Presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo Gallassini, destaca o bom desempenho da cooperativa

Os números foram aprovados pelos associados

no dia 11 de março, na 36ª Assembleia Geral Ordinária

realizada em Campo Mourão (PR). Também foram demonstrados

os benefícios gerados aos associados, no

montante de R$444,290 milhões, com destaque para a

redução dos custos financeiros e de tarifas.

A assembleia contou com a presença de

mais de 500 associados, diretoria, conselheiros

e funcionários. Também participaram o Superintendente

Adjunto do Sindicato e Organização das

Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Nelson

Costa, o Presidente da Unimed Regional de Campo

Mourão, Antônio Carlos Cardoso, e o Presidente da

Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão,

Francisco Viúdes.

RECONHECIMENTO E GRATIDÃO

O presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

destacou o sucesso de público na assembleia.

Conforme o presidente, o crescimento da Credicoamo

é sustentado por produtos e serviços modernos,

alinhados a objetivos estratégicos que garantem a

continuidade das atividades do associado e promovem

qualidade de vida para sua família. Assim, o crescimento

é sólido, impulsionando pessoas e comunidades.

“Graças à capitalização, a Credicoamo esteve

presente em todos os momentos desafiadores, dando

vida ao nosso slogan – Junto com você, sempre”.

“A crescente movimentação financeira dos

senhores demonstra a importância que a Credicoamo

vem obtendo na participação do crescimento de

todos”, agradeceu o presidente Executivo da Credicoamo,

Alcir José Goldoni, que também destacou a

Conselho fiscal 2026/2028: Carlos Eduardo Esteves Ferreira,

Marcia Regina Ferri, Nery José Thomé e Humberto Vonsowski

março/2026 revista 29


desempenho

capitalização, que capacita a cooperativa para um

atendimento diferenciado e personalizado. “Possibilitando

se fazer presente nas operações de

renegociação de valores não liquidados devido

a impactos na receita por fatores climáticos e de

mercado”.

O associado Marcos André Paludo, da agência de

São Domingos (SC), está sempre presente nas assembleias

e percebe, a cada ano, mais crescimento

e inovações. “É uma cooperativa que nos devolve

muitos benefícios, sem contar com a confiança que

nos transmite, sendo muito bem conduzida há anos”.

Marcos André Paludo, de São Domingos (SC)

Além das sobras divulgadas na assembleia, o associado

de Campo Mourão (PR), Gilmar Luis Guadagnim,

recebeu recentemente o bônus seguro.

“Fiz um seguro de um trator e ainda ganhei um

bônus seguro. Fui bem atendido e orientado”.

ASSOCIADOS E FUNCIONÁRIOS

Em 2025, foram admitidos 2.543 associados,

o que elevou o quadro para 30.658 associados,

crescimento de 6,58%. O ano encerrou com

532 funcionários na Administração Central e 51

agências. Em parceria com a Coamo, foram promovidos

treinamentos e palestras para associados,

familiares e funcionários, além de eventos

de desenvolvimento profissional e social voltados

para associados e familiares.

NOVOS PRODUTOS

Em novembro de 2025, foi lançado o

programa de relacionamento Bônus Seguro, que

concede bônus a quem renovar seu seguro (agrícola,

máquinas e equipamentos e veículos). No

mesmo período, a Credicoamo lançou o consórcio,

produto voltado a aquisição de bens móveis

e imóveis que oferece planejamento e a conquista

de patrimônio, com economia e segurança.

Gilmar Luis Guadagnim, de Campo Mourão (PR)

EDUCAÇÃO E INCLUSÃO FINANCEIRA

O programa Futuro Coop, para filhos e

netos de associados entre 10 e 17 anos, já conta

com mais de 650 jovens. Além disso, em novembro

de 2025, no aniversário da Credicoamo, foi

lançado o programa de Educação Financeira,

com plataforma de conteúdos educativos voltados

para diversas faixas etárias de associados e

para toda a sociedade.

30 revista

março/2026


Presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini, e presidente Executivo da

Credicoamo, Alcir José Goldoni, acompanhando o recebimento das sobras junto a associados, na agência de Campo Mourão (PR)

SOBRAS

No dia 13 de março, os associados

da Credicoamo amanheceram com o

depósito das sobras do exercício em suas

contas, resultado da participação na cooperativa.

O valor das sobras é distribuído

aos associados com base na sua movimentação

e parte é destinada aos fundos

constituídos.

Além deste importante benefício,

no dia 16 de março, a Credicoamo creditou

o Bônus Seguro na conta dos segurados

que renovaram suas apólices no mês

de fevereiro. Por enquanto, o bônus engloba

as modalidades agrícola, veículos

e de máquinas e equipamentos.

Assista a reportagem em vídeo

no canal da Coamo no YouTube

março/2026 revista 31


expansão

Diretoria da Coamo se reúne com

produtores do Norte do Paraná

Encontros foram realizados em Assaí, Bela Vista do Paraíso, Cambé e Sabáudia,

onde a cooperativa passou a atuar após adquirir unidades na região

Nos encontros, a diretoria apresentou um panorama das atividades da Coamo, incluindo assistência técnica,

fornecimento de insumos, recebimento de produção, comercialização e as soluções financeiras oferecidas pela Credicoamo

A

diretoria da Coamo realizou

uma série de reuniões

com produtores rurais

da região Norte do Paraná para

apresentar a cooperativa, os produtos,

serviços e a forma de atuação

baseada no cooperativismo.

Os encontros ocorreram nos municípios

de Bela Vista do Paraíso,

Cambé, Assaí e Sabáudia, onde a

Coamo passou a atuar após adquirir

unidades na região. Cada

reunião reuniu cerca de 200 produtores,

interessados em conhecer

o funcionamento e as possibilidades

de relacionamento

com a cooperativa.

Durante os encontros, a

diretoria apresentou um panorama

das atividades da Coamo,

incluindo assistência técnica,

fornecimento de insumos, recebimento

de produção, comercialização

e as soluções financeiras

32 revista

março/2026


oferecidas pela Credicoamo. Também foram abordados

aspectos do modelo cooperativista adotado

pela instituição e a estrutura disponível nas unidades

adquiridas, que já estão atendendo os produtores

locais.

O presidente do Conselho de Administração

da Coamo, José Aroldo Gallassini, afirma que as

reuniões demonstraram uma recepção positiva dos

produtores. Ele reforça que os encontros tiveram o

objetivo de apresentar a cooperativa e explicar o

funcionamento do sistema de trabalho. “Fizemos

um apanhado geral, falamos de cooperativismo e

de todas as áreas da Coamo. O objetivo foi mostrar

a cooperativa e como ela trabalha”, diz.

Gallassini observa que a região apresenta

forte atividade agrícola, com grande presença de lavouras.

“É uma região muito produtiva e isso faz com

que o nosso sistema de trabalho tenha boa aceitação

entre os produtores”, afirma. Ele acrescenta que

a cooperativa chega à região com estrutura e capacidade

de atendimento. “Entramos com força total,

com condições de prestar serviços desde a assistência

técnica até a introdução de novas tecnologias e

o recebimento da produção. As instalações adquiridas

permitem fazer um bom trabalho.”

O presidente Executivo da Coamo, Airton

Galinari, relata que a cooperativa já percebia interesse

dos produtores desde o anúncio da aquisição

das unidades. Segundo ele, agricultores procuraram

a cooperativa em Campo Mourão em busca de in-

Ângela D’Agostini, de Sabáudia

César da Silva, de Bela Vista do Paraíso

Assaí

Bela Vista do Paraíso

março/2026 revista 33


expansão

formações sobre associação e entrega de produção.

De acordo com Galinari, a participação nas reuniões

confirmou essa expectativa. “Logo de início vimos

uma participação muito grande dos produtores locais.

Eles ouviram da diretoria a forma como a Coamo

trabalha, com abertura e transparência. Nossa

expectativa foi superada.”

Entre os produtores presentes nas reuniões,

a chegada da cooperativa é vista como uma nova

alternativa de relacionamento cooperativista. A produtora

rural Ângela D’Agostini, de Sabáudia, afirma

que acompanha a trajetória da cooperativa e considera

positiva a presença da Coamo na região. “A

gente conhece um pouco da história da cooperativa

e espera que traga mais conhecimento e oportunidades

de negócio”, diz.

Segundo ela, a atuação de uma cooperativa

também tem reflexos para além da atividade agrícola.

“A cooperativa não abrange apenas o agronegócio,

mas a comunidade como um todo. O município

tem a ganhar com isso”, afirma.

Em Bela Vista do Paraíso, o agricultor Cesar

da Silva comenta que a presença da cooperativa

amplia as possibilidades para os produtores da região.

Segundo ele, a chegada da Coamo ocorre em

um período em que o produtor enfrenta desafios na

atividade. “A Coamo vem para somar e trazer mais

tranquilidade”, frisa.

Para ele, a atuação da cooperativa envol-

Danilo Marques Bordini, de Cambé

Júlio Akira Koyama, de Assaí

Cambé

Sabáudia

34 revista

março/2026


Assaí

Bela Vista do Paraíso

ve diferentes áreas de apoio. “A

Coamo oferece insumos, assistência

técnica, crédito e apoio

na comercialização. Isso ajuda o

produtor a ter mais opções e organização

na atividade”, diz.

O produtor rural Danilo

Marques Bordini, de Cambé,

também participou das reuniões

e avalia que a presença

da cooperativa amplia as alternativas

para o setor. Ele observa

que a atividade agrícola tem

enfrentado momentos de instabilidade.

“A chegada da Coamo

traz mais uma opção para entregar

a produção e adquirir insumos”,

afirma.

Bordini tem relação antiga

com a cooperativa. Médico

veterinário de formação, ele

trabalhou anteriormente em

unidades da Coamo e agora

acompanha a chegada da cooperativa

à região como produtor

rural. “Conheço a cooperativa

e a forma como ela trabalha.

Agora, como produtor, espero

continuar essa relação”, diz. Ele

destaca ainda o conjunto de

serviços oferecidos aos cooperados.

“Não é apenas a entrega

da produção. Existe assistência

técnica, programas e todo um

sistema de apoio.”

Em Assaí, o produtor

Júlio Akira Koyama destaca a

importância do cooperativismo

para a atividade agrícola. Segundo

ele, a experiência com cooperativas

faz parte de sua trajetória

no campo. “O produtor precisa

de uma cooperativa. O cooperativismo

é do produtor”, afirma.

Koyama relata que, ao longo dos

anos, produtores da região enfrentaram

dificuldades em negociações

com empresas privadas.

Para ele, o modelo cooperativista

oferece outra forma de organização.

“Quando o produtor entrega

a produção em uma cooperativa,

ele participa do processo. Isso

faz diferença para quem produz.”

O gerente da Coamo em

Cambé, Waldeci Schinemann,

ressalta que a cooperativa intensificou

o diálogo com produtores

desde o anúncio da chegada à

região. “Estamos trabalhando de

forma intensa nesse contato inicial”,

afirma. Ele acrescenta que

muitos produtores da região já

conheciam a Coamo por meio

de propriedades localizadas em

outras áreas de atuação da coo-

março/2026 revista 35


expansão

perativa. “Temos produtores

que moram na região e já são

cooperados porque possuem

propriedades em áreas onde a

Coamo atua. Isso ajuda a ampliar

o conhecimento sobre o

trabalho da cooperativa.”

Autoridades municipais

também acompanharam os encontros.

O prefeito de Bela Vista

do Paraíso, Fabrício Pastore,

afirma que a chegada da cooperativa

representa uma nova

fase para o município. Segundo

ele, o setor agrícola tem papel

central na economia local, especialmente

na produção de soja

e milho. “O produtor precisa

de segurança na comercialização

e na compra de insumos. A

chegada da cooperativa amplia

essas possibilidades”, afirma.

Pastore também destaca que

a presença da Coamo gera impactos

na economia local, com

geração de empregos e movimentação

econômica.

Em Sabáudia, o prefeito

Edson Hugo Manueira, também

avalia que a presença da

cooperativa fortalece a atividade

agrícola no município. Ele

observa que a economia local

tem forte ligação com o campo

e que a chegada da cooperativa

amplia o suporte aos produtores.

“Nosso município é agrícola

e a cooperativa vem para fortalecer

essa atividade. Estamos à

disposição para trabalhar em

conjunto e apoiar o desenvolvimento

da atividade agrícola.”

Cambé

Sabáudia

Assista a reportagem em vídeo

no canal da Coamo no YouTube

36 revista

março/2026


Coamo efetivou a aquisição de uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), em Tamarana

Novos investimentos

A

Coamo anunciou a formalização de um acordo

com a Belagrícola para a prestação de

serviços a produtores rurais em municípios

do Norte e dos Campos Gerais do Paraná, incluindo

Alvorada do Sul, Primeiro de Maio, Sertanópolis,

Ibiporã, Irerê (distrito de Londrina), Tamarana, Mauá

da Serra, Tibagi, Imbituva e Teixeira Soares. Em outra

negociação, a cooperativa efetivou a aquisição de

uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS)

em Tamarana. A iniciativa integra o planejamento de

expansão da cooperativa, com foco no fortalecimento

operacional e na ampliação do atendimento aos

cooperados.

O presidente Executivo da Coamo, Airton

Galinari, afirma que a entrada em novas áreas de

atuação marca um momento relevante na trajetória

da cooperativa, caracterizado pela ampliação da

presença geográfica em uma única etapa. “Iniciamos

uma nova fase, com a expansão para uma região

onde ainda não atuávamos, em um movimento

planejado e alinhado à visão de longo prazo da cooperativa”,

diz.

Segundo Galinari, a estratégia contempla

não apenas a instalação de estruturas, mas a consolidação

de um modelo de atendimento baseado na

proximidade com o produtor. “A proposta envolve

oferecer suporte técnico, segurança nas operações

e um sistema cooperativista estruturado, permitindo

que a Coamo atue de forma consistente junto aos

produtores locais”, afirma.

A ampliação da presença ocorre por meio

da incorporação de unidades operacionais e da formalização

de contratos de prestação de serviços, o

que, conforme Galinari, possibilita uma atuação organizada

e com capacidade de crescimento. “Esse

formato permite iniciar as atividades de maneira

estruturada, acompanhando o desenvolvimento da

produção nas regiões atendidas”, explica.

Outro aspecto considerado pela Coamo

é o histórico da região Norte do Paraná, que apresenta

desafios no setor agrícola. Nesse contexto, a

cooperativa aponta a importância da construção de

relações baseadas em confiança e previsibilidade.

“Nosso papel envolve garantir estabilidade nas operações

e estabelecer parcerias de longo prazo com

os produtores”, diz o presidente Executivo.

março/2026 revista 37


expansão

Agricultor, Paulo Chiconatto, com o engenheiro agrônomo da Coamo em Cambé, Andrew Akihito Ouchita Gomes

Um novo ciclo no campo

Chegada da Coamo ao Norte do Paraná amplia acesso a serviços, reforça a

segurança na comercialização da produção e insere os produtores em um

modelo de cooperativismo baseado em resultado e assistência técnica contínua

A

colheita da safra de soja no Norte do Paraná

marca também o início efetivo das operações

da Coamo na região, com recebimento

de produção, atendimento técnico e estrutura voltada

à comercialização já em funcionamento. A presença

da cooperativa passa a integrar a rotina dos

produtores, que iniciam o relacionamento em meio

ao período mais intenso do calendário agrícola, enquanto

avaliam, na prática, os serviços oferecidos.

O agricultor Paulo Chiconatto, de Cambé,

38 revista

março/2026


Paulo Chiconatto, de Cambé

relata que a chegada da cooperativa

era aguardada há anos na

região. Segundo ele, a decisão

de iniciar o relacionamento ocorre

a partir da reputação construída

pela Coamo em outras

regiões. “A expectativa é de ser

uma cooperativa boa para trabalhar,

com credibilidade. A gente

espera bons preços, confiança

na entrega e nas negociações,

além do retorno das sobras no

fim do ano”, afirma. O produtor

já iniciou os primeiros contatos,

realizou entregas para avaliação

e encaminhou a documentação

para associação. “A gente começou

a trabalhar para ir conhecendo.

A tendência é aumentar essa

movimentação com o tempo”,

completa.

A atual safra, no entanto,

apresenta variações de produtividade

em função das condições

climáticas. Em algumas

áreas, os rendimentos alcançam

cerca de 66 sacas por hectare,

enquanto em outras ficam próximos

de 45. “A seca de janeiro foi

determinante. Choveu pouco no

período mais importante, o que

afetou bastante o resultado”, explica.

Nesse cenário, a expectativa

em relação à assistência técnica

ganha relevância. “Hoje falta

acompanhamento em algumas

situações. A gente espera que a

Coamo esteja presente no campo,

orientando. Isso pode fazer

diferença no resultado”, diz.

O engenheiro agrônomo

da Coamo em Cambé, Andrew

Akihito Ouchita Gomes, afirma

que a chegada da cooperativa

tem sido acompanhada por interesse

dos produtores, mesmo em

um momento de alta demanda

no campo. “Existe uma receptivi-

março/2026 revista 39


expansão

Guy Mitsuyuki Tsumanuma, de Assaí

dade grande. Muitos já ouviram

falar da Coamo, mas ainda estão

conhecendo de perto como

funciona o trabalho”, explica.

Segundo ele, a operação já está

estruturada para atender à safra.

“Estamos com equipe técnica,

operacional e administrativa preparada.

Já recebemos um volume

significativo de soja desde o

início das atividades”, informa.

O processo de associação

também está em andamento.

“Temos uma quantidade relevante

de propostas de produtores

interessados. É um movimento

que tende a crescer após a colheita,

quando o produtor terá

mais tempo para avaliar e formalizar

a entrada na cooperativa”,

observa. A expectativa, segundo

Gomes, é de intensificação do

trabalho nos próximos meses,

com foco na assistência técnica

e no planejamento das próximas

safras. “O trabalho inicial foi de

aproximação e apresentação.

Agora, vamos avançar para um

acompanhamento mais detalhado

nas propriedades”, afirma.

Em Assaí, o produtor Guy

Mitsuyuki Tsumanuma destaca a

chegada da cooperativa como

uma alternativa em um cenário de

incertezas na agricultura. “A gente

esperava por essa estrutura. É

uma cooperativa grande, sólida,

e isso traz segurança para o produtor”,

afirma. Parte da produção

já está sendo destinada à Coamo.

“É importante cumprir o que foi

acordado, mas também buscar

segurança para o futuro. Saber

onde entregar e que vai receber

depois faz diferença”, diz.

40 revista

março/2026


Guy Mitsuyuki Tsumanuma com a equipe da Coamo em Assaí: Marcelo Santana, supervisor Técnico, Douglas Cardoso

Peinado, supervisor de Fornecimento de Insumos Agrícolas, e Marco Aurélio Marques da Silva, gerente do entreposto

Para ele, a assistência técnica é um dos pontos

centrais da parceria. “Hoje existe muita informação

disponível, mas nem sempre com qualidade. O

acompanhamento técnico consistente é essencial

para tomar decisões melhores e alcançar bons resultados”,

avalia. Sobre a safra atual, o produtor relata

um ciclo marcado por irregularidade climática.

“Tivemos excesso de chuva no início, depois um período

seco em janeiro, que é decisivo para o enchimento

de grãos. Isso impactou bastante a produtividade”,

explica.

O engenheiro agrônomo, Marcelo Santana,

da Coamo em Assaí, afirma que o trabalho inicial

está concentrado no contato com produtores e na

apresentação dos serviços da cooperativa. “Nosso

foco é mostrar as fortalezas da Coamo, principalmente

na assistência técnica, que é uma demanda

identificada na região”, destaca. Segundo ele, a receptividade

tem sido positiva. “Os produtores demonstram

interesse e reconhecem a seriedade da

cooperativa na condução da produção”, afirma.

A unidade já iniciou o recebimento da safra

de soja, com as primeiras cargas registradas na segunda

quinzena de fevereiro. “A colheita começou

um pouco mais tarde em relação a outras regiões,

mas já estamos recebendo e esse volume tende a

crescer”, explica. Paralelamente, o trabalho acompanha

a implantação da segunda safra. “O milho

safrinha já está sendo plantado, e a presença da

Coamo nesse momento é importante para fortalecer

o acompanhamento técnico e a relação com o

produtor”, diz.

março/2026 revista 41


42 revista

março/2026


investimento

Coamo inaugura novo entreposto e agência

da Credicoamo em Campina da Lagoa

Investimento reforça a

presença da cooperativa na

região e aproxima ainda mais

os serviços dos cooperados

A

Coamo avança em seu plano de expansão

com a inauguração de um novo entreposto

em Campina da Lagoa (Centro-Oeste do

Paraná). Na mesma ocasião, foi inaugurada uma

agência da Credicoamo, ampliando o atendimento

financeiro aos cooperados da região. O evento reuniu

mais de 250 pessoas, entre cooperados, autoridades

e lideranças.

A nova estrutura conta com escritório de

1.200 metros quadrados, e foi projetada para oferecer

um atendimento completo ao produtor rural,

com recebimento de grãos (seis silos com capacidade

estática de dez mil toneladas cada), loja de peças

e insumos agrícolas, loja veterinária e assistência

técnica especializada, além do suporte financeiro

com a Credicoamo. De acordo com o presidente

dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo,

José Aroldo Gallassini, o investimento reforça

a presença da cooperativa na região e aproxima

ainda mais os serviços dos cooperados.

Gallassini classificou a inauguração como

um marco para a região. “É um dia de alegria. Estamos

entregando um entreposto moderno, completo,

com atendimento técnico e uma agência da

Credicoamo para melhor atender o cooperado”. Ele

lembrou que a unidade atende a uma demanda antiga.

“Campina da Lagoa reivindicava essa estrutura

há muitos anos. Agora é uma realidade que vai fortalecer

ainda mais a parceria com os produtores.”

O presidente Executivo da Coamo, Airton

março/2026 revista 43


investimento

Inauguração da agência

da Credicoamo

Galinari, conta que o novo entreposto foi sonhado

e construído junto com os agricultores de Campina

da Lagoa. “Estamos entregando uma estrutura com

tudo o que há de mais moderno, com nível de segurança

altíssimo, e instalações automatizadas, entre

outros. Em um lugar só, a Coamo oferece inúmeros

benefícios e tudo o que os cooperados da região

precisam. A cooperativa só faz sentido, se ela fizer

sentido para o produtor. O produtor confia na Coamo,

porque entregamos e cumprimos nosso papel.

Não são só as instalações, mas as pessoas que acolhem

e levam aos cooperados tudo aquilo que foi

conquistado ao longo dos mais de 55 anos de história

da Coamo.”

Alcir José Goldoni, presidente Executivo

da Credicoamo, comemora a inauguração da 52ª

agência da cooperativa de crédito. “Nós somos

uma cooperativa, não só uma instituição financeira,

aonde o resultado retorna para o dono, que é

o associado. Temos um atendimento humanizado,

que busca olhar o cooperado em primeiro plano. A

sinergia entre as duas cooperativas Coamo e Credicoamo,

só traz prosperidade, alegria e bem-estar. É

uma alegria compartilhar esse momento com todo

quadro social.”

Paulo Ferreira Muniz é um dos cooperados

que se associou ao novo entreposto. Ele destaca a

importância do investimento para os produtores locais.

“Não é só um entreposto. É uma unidade completa,

com atendimento técnico, insumos, veterinária

e toda uma estrutura que leva conhecimento e

apoio ao produtor rural”, afirma.

O prefeito de Campina da Lagoa, Padre

Gianny José Gracioso Bento, enfatiza o impacto

econômico da obra, com investimento que já ultrapassou

R$ 100 milhões. “É um investimento robusto,

que fortalece a parceria com os cooperados e traz

desenvolvimento para o município e toda a região.

Gera emprego, renda, movimenta o comércio e traz

progresso. Ganha o produtor e ganha o município”.

Os benefícios da nova unidade também se

estendem a municípios vizinhos. O cooperado Marcos

Aurélio Abramoski, de Altamira do Paraná, destaca

melhorias na logística. Para ele, o a localização

44 revista

março/2026


do novo entreposto contribuiu

para redução de filas e agilidade

no recebimento da produção em

outras unidades. “Com esse entreposto

aqui, desafogou Altamira,

por exemplo. A descarga ficou

mais rápida e melhorou muito

o fluxo de caminhões. Agora temos

peças e insumos mais perto.

Isso facilita muito para o produtor”,

comemora o cooperado.

Para o gerente da nova

unidade, Elerson Reis Tiburcio, a

presença da Coamo é vista com

muita satisfação pelos produtores

da região. “Chegamos em

2024 em Campina da Lagoa, e

fizemos diversas visitas a cooperados

e a produtores que não

conheciam a cooperativa. Hoje

temos mais de 270 cooperados.

A maioria de unidades da região,

mas temos também mais de 70

novos associados, que, com a

vinda da Coamo, nos procuraram

para fazer parte do quadro social.

Os produtores tinham muita

dificuldade para descarregar a

produção, e hoje, estão satisfeitos

com a agilidade da cooperativa,

e querendo participar cada

vez mais”, afirma.

Cooperado Marcos Aurélio Abramoski

Inauguração com a presença da diretoria, cooperados, funcionários e autoridades

Cooperado Paulo Ferreira Muniz

março/2026 revista 45


Especialista na Redução do Estresse Vegetal

46 revista março/2026


unidades

Coamo, dois anos em Sonora, no MS

Cooperados destacam segurança na comercialização,

assistência técnica e acesso aos serviços da cooperativa

A

presença da Coamo em Sonora, no norte

de Mato Grosso do Sul, completa dois

anos com crescimento na participação dos

produtores e ampliação do relacionamento com o

cooperativismo. Nesse período, a cooperativa passou

a oferecer um conjunto de serviços que inclui

recebimento de grãos, assistência técnica, fornecimento

de insumos e suporte à gestão da atividade

rural. Para os cooperados, a chegada da Coamo

trouxe mais segurança na entrega da produção,

centralização das operações e acesso aos benefícios

do modelo cooperativista.

Entre os produtores que acompanham essa

trajetória está o cooperado Eder Cristian Queiroz Serrou

da Silva, que trabalha com o pai, Edson, em um

sistema de integração lavoura-pecuária. A proprie-

março/2026 revista 47


unidades

Eder Cristian Queiroz e

o pai Edson, cooperados

trabalham com a Coamo

desde a chegada da

cooperativa na região

dade cultiva soja e utiliza braquiária após a colheita

para manejo do gado, com foco na produtividade da

lavoura e na manutenção da cobertura do solo.

Segundo ele, a família iniciou na agricultura há

cinco anos e busca adotar práticas de manejo que contribuam

para a sustentabilidade do sistema produtivo.

Nesse processo, destaca o apoio recebido da cooperativa.

“A Coamo tem todo um conjunto de tecnologias

que somam na propriedade, seja em insumos, assistência

técnica ou estrutura de armazenagem. Esse conjunto

oferece segurança para trabalhar”, afirma Silva.

O cooperado também destaca a facilidade

de concentrar as operações em um único local. Antes,

os produtores precisavam adquirir insumos em

empresas diferentes e entregar a produção em outros

armazéns. Com a presença da cooperativa em

Sonora, a rotina passou a ser centralizada. “Concentramos

tudo na cooperativa. A gente sabe que os

produtos vão ser entregues, que a soja será bem armazenada

e que existe liquidez. Isso facilita também

a gestão da propriedade”, explica.

Médico veterinário, Eder acompanha de

perto o trabalho da assistência técnica. Ele relata

que o engenheiro agrônomo da unidade visita a

propriedade com frequência e discute os manejos

adotados na lavoura. “A gente conversa sobre as

possibilidades de manejo e busca alinhar o melhor

caminho para a lavoura, junto com a consultoria que

já utilizamos”, diz.

Na avaliação da família, a parceria com a

cooperativa tem contribuído para dar mais estabilidade

ao negócio agrícola. “Trabalhar com a Coamo

tem sido uma ferramenta importante. Segurança

hoje é um fator essencial para desenvolver um bom

trabalho no campo”, afirma.

Outro cooperado da unidade é João Marcelo

Pretel Basso, que já mantinha vínculo com a

Coamo em São Gabriel do Oeste antes da instalação

da unidade em Sonora. Ele relata que, até então,

precisava transportar a produção por cerca de 200

quilômetros para entregar. Com a estrutura mais

próxima da propriedade, o processo se tornou mais

simples. “Facilitou muito. Tinha que ir até São Gabriel

do Oeste, e agora está praticamente dentro de

casa. Isso reduz o frete e evita que a gente precise se

afastar da rotina da fazenda”, relata.

48 revista

março/2026


Elvis Cavalcante da Costa, engenheiro agrônomo, Eder e Edson,

cooperados, e Laércio Stabille Junior, gerente da Coamo em Sonora

João Marcelo Pretel Basso: "A presença da Coamo traz assistência

técnica e outra forma de relacionamento com o cooperado"

A ligação da família com a cooperativa também

vem de gerações anteriores. Os avós do produtor

foram cooperados na região de Campo Mourão,

no Paraná. “Minha família é de perto de Campo

Mourão e sempre teve ligação com a Coamo. A gente

conhece a cooperativa há muito tempo e sabe da responsabilidade

que tem com os produtores”, afirma.

Para ele, além da logística, o modelo cooperativista

amplia as opções de atendimento aos

produtores da região. “Antes da chegada das cooperativas

havia basicamente revendas. A presença

da Coamo traz assistência técnica e outra forma de

relacionamento com o cooperado”, diz.

O gerente da Coamo em Sonora, Laércio

Stabille Junior, acompanha a implantação da cooperativa

na região desde o início das operações.

Segundo ele, o principal desafio foi apresentar aos

produtores o modelo de trabalho da cooperativa e

a cultura do cooperativismo. “Quando a Coamo chega

em uma região nova, é preciso apresentar a cooperativa

ao produtor e mostrar o que pode oferecer.

Esse foi o principal desafio inicial”, explica.

De acordo com o gerente, ao longo dos dois

primeiros anos a cooperativa registrou adesão crescente

dos produtores. “Os produtores começaram a

entender melhor o pacote de serviços que a Coamo

oferece e a participação foi aumentando ao longo

do tempo”, afirma.

A unidade opera atualmente com capacidade

de recebimento de 37,2 mil toneladas e conta

com 25 funcionários. Parte da estrutura ainda

funciona em instalações arrendadas, enquanto novos

investimentos seguem em avaliação pela diretoria

da cooperativa. Para o gerente, a evolução da

participação dos cooperados já demonstra a consolidação

da presença da cooperativa na região.

“O produtor percebeu que a Coamo pode atender

as necessidades da fazenda com um conjunto completo

de serviços. Muitos já ampliaram a participação

e outros estão avançando gradualmente nesse

processo”, afirma.

Segundo ele, o retorno dos cooperados tem

sido positivo, principalmente em relação ao modelo

de atendimento da cooperativa. “Os produtores entenderam

que a cooperativa tem um perfil diferente

e que esse modelo atende de forma mais ampla o

produtor. Esse tem sido o principal retorno que recebemos

deles”, conclui.

março/2026 revista 49


centenário

Seu Raimundo, 102 anos: uma

vida de trabalho com fé e superação

Antonio Cezar Gomes, gerente

da Coamo em São Pedro do

Iguaçu, seu Raimundo e o

filho José Pereira

Em meio às lavouras do Oeste do Paraná, uma

história chama atenção não apenas pela longevidade,

mas pela força, valores e a trajetória

construída ao longo de mais de um século. Aos 102

anos, seu Raimundo Pereira Silva é um exemplo vivo

de determinação, trabalho e fé — princípios que marcaram

cada etapa de sua vida. Ele é o cooperado

mais longevo da Coamo.

Ao lado do filho, José Pereira, 75, seu Raimundo

relembra uma caminhada que começou no

Ceará, onde ainda jovem já carregava um sonho claro:

conquistar segurança para a família e nunca permitir

que faltassem alimento ou dignidade dentro

de casa. Foi esse propósito que o motivou a deixar

sua terra natal e buscar novas oportunidades.

A jornada do cearense começou com a mudança

para o interior de São Paulo, onde iniciou sua

vida na agricultura. Entre desafios e aprendizados,

seu Raimundo foi construindo, passo a passo, sua

experiência no campo. Com esforço, adquiriu terras,

investiu em equipamentos e ampliou a produção,

sempre com cautela e responsabilidade.

Mais tarde, a família seguiu para o Norte do

Paraná, na região de Sertanópolis, onde inclusive com

o filho participou do 1º Curso de soja-trigo promovido

pela Acarpa e a prefeitura, e que tinha como instrutor o

engenheiro agrônomo Nei Leocádio Cesconetto, que

anos mais tarde viria para à Coamo, onde durante muitos

anos foi gerente de Assistência Técnica.

Mas, foi na região de São Pedro do Iguaçu,

que seu Raimundo encontrou um cenário ainda em

formação, com muitas áreas de mata e pouca infraestrutura.

Foi ali que recomeçou mais uma vez,

dedicando-se inicialmente ao cultivo de algodão,

atividade que dominava.

Um dos momentos mais marcantes de sua

50 revista

março/2026


trajetória foi a introdução da soja em sua propriedade,

quando a cultura ainda era novidade na região.

Mesmo diante de incertezas, decidiu apostar.

O resultado surpreendeu: uma produtividade expressiva

que não apenas garantiu retorno financeiro,

mas também despertou o interesse de outros

produtores.

A partir daí, a propriedade evoluiu. Com

organização, parcerias e muito trabalho, a família

ampliou as atividades, diversificou culturas e consolidou

a presença na agricultura regional. A história

de seu Raimundo se mistura, assim, com o próprio

desenvolvimento do campo no Paraná.

Outro fator fundamental do sucesso da

sua jornada foi o cooperativismo. Desde cedo, seu

Raimundo encontrou nesse modelo a segurança,

o apoio e as condições mais justas para produzir

e comercializar. A chegada da Coamo à região em

1995, reforçou ainda mais a confiança. Para ele, a

cooperativa representa estabilidade e credibilidade.

“É uma maravilha”, resume, ao reforçar a importância

de ter a cooperativa ao seu lado, especialmente

em momentos desafiadores.

Essa percepção é compartilhada pelo filho,

que destaca ganhos concretos. “Aqui a gente

tem uma assistência completa e tem segurança nas

negociações, temos agilidade nos pagamentos e

nos benefícios financeiros, e isso é uma coisa muito

positiva que valoriza o cooperativismo e nos deixa

muito felizes”, assegura José Pereira.

O legado de seu Raimundo está nos valores

e na sua persistência sem nunca desistir dos seus

objetivos. O filho José resume com simplicidade a

integridade do pai. “Ao longo da vida, ele fez questão

de agir com honestidade, ajudar quem precisava

e construir relações baseadas na confiança. Ele

trabalhou a vida inteira e nunca enganou ninguém.”

Questionado sobre o segredo para chegar

aos 102 anos com lucidez e disposição, seu Raimundo

não fala de fórmulas ou receitas. Para ele,

o essencial está na forma de viver: manter a mente

tranquila, evitar pensamentos negativos e ajudar o

próximo sempre que possível. “Se pode ajudar, ajude.

Se não pode, seja sincero”, ensina.

Certificado de participação do primeiro curso de

soja-trigo promovido pela Acarpa, em Sertanópolis (PR)

Seu Raimundo, 102 anos de idade, e um vida dedica à agricultura

março/2026 revista 51


reconhecimento

Coamo conquista Selo Clima Paraná

Equipe da Coamo da gerência

Organizacional de Qualidade e

Sustentabilidade

A

Coamo recebeu o Prêmio na Categoria

A – Mercado Interno da Certificação

Selo Clima Paraná. Essa certificação

tem como propósito reconhecer

as boas práticas ESG adotadas pelas organizações

paranaenses, bem como acompanhar

os resultados do monitoramento e das

ações de mitigação de gases de efeito estufa.

Os projetos da Coamo foram vinculados

aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

– ODS.

O Selo Clima Paraná é realizado desde

2015, e corresponde ao Registro Público

Estadual de Emissões de Gases de Efeito Estufa,

previsto na Política Estadual de Mudanças

Climáticas (Lei Estadual nº 17.133/2012)

e regulamentado pela Resolução nº 54/2025.

Essa é uma iniciativa que envolve

empresas privadas, instituições públicas e

municípios. A avaliação dos participantes é

baseada nos resultados alcançados nos 12

meses anteriores a inscrição e considera critérios

como uso de energia renovável, compensação

das emissões de gases de efeito

estufa, implementação de programas sociais

e boas práticas de governança e inovação

tecnológica. Em 2025, no grupo dos laureados

foram 21 entidades públicas; 254 entidades

privadas; e 33 na categoria Cidades,

totalizando 308 organizações.

Para o supervisor de Sustentabilidade

Ambiental, Maycon Rodrigues Gozer,

“o prêmio reconhece as boas práticas ESG

(ambiental, social, governança) que estão no

DNA da Coamo, nos inspirando a fazer mais

e melhor. A Sustentabilidade é uma condição

indispensável no cenário atual e futuro,

e estamos no caminho certo, aprimorando

processos e cuidando do meio ambiente e

das pessoas.”

De acordo com o gerente Organizacional,

de Qualidade e Sustentabilidade,

Mario Lino Arantes, ações de ESG fazem

parte da estratégia da Coamo e esse prêmio

confirma o trabalho praticado desde a origem

da cooperativa. "É um reconhecimento

que consolida a Coamo como empresa

responsável e sustentável. Nosso foco é dar

continuidade a esse trabalho em alinha-

-mento com os negócios da Coamo."

52 revista

março/2026


sistema ocepar

Coamo e Credicoamo sediam pré-assembleia

do Núcleo Noroeste da Ocepar

Todos os anos, após a realização das assembleias

das cooperativas do Estado do Paraná, a Ocepar

realiza os Encontros de Núcleos regionais.

Neste ano, o evento das regiões Norte e Noroeste foi

em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Estado, na

sede das cooperativas anfitriãs, Coamo e Credicoamo.

O quarto e último encontro reuniu mais de 100

participantes de 22 cooperativas de seis ramos.

Segundo o presidente do Sistema Ocepar,

José Roberto Ricken, as pré-assembleias são importantes

para o planejamento. “Sempre trazemos

um assunto novo. Dessa vez, trouxemos a diretoria

da Copel para tratar da questão de energia, pois

a distribuição está com problemas de oscilação e

apagão, em algumas regiões. Então foi muito importante

isso, pois estamos tratando do assunto para

melhorar a qualidade da energia, para que o cooperado

seja mais bem atendido.”

Ricken também destacou a mudança estatutária

que será proposta na assembleia da Ocepar.

“Na prática estamos nos adaptando ao que as cooperativas

já estão fazendo, e a Coamo é um exemplo

disso. Hoje a cooperativa tem um conselho de administração

e uma diretoria executiva. O conselho de

administração serve para que o cooperado não perca

o comando da cooperativa, e a diretoria executiva

para realizar aquilo que é o desejo dos cooperados,

desempenhando as operações e toda a movimentação

econômica e financeira”, ressalta.

O presidente dos Conselhos de Administração

das cooperativas anfitriãs, Coamo e Credicoamo,

José Aroldo Gallassini, falou da relevância e do

papel da Ocepar para o cooperativismo. “É muito

importante esse trabalho com a questão política das

cooperativas, levando nossas reivindicações de forma

organizada junto ao governo. Um trabalho que,

sem dúvidas, fortalece a nossa atuação em todos os

ramos do cooperativismo.”

Gallassini destacou a mudança na forma de

gestão da Ocepar e outras pautas do evento. “Já foi

feita uma reforma estatuária na Organização das

Cooperativas Brasileira (OCB). Isso, em termos de

sucessão traz mais segurança para todas as cooperativas.

Então é um dia de trabalho muito importante

que temos para discutir, onde cada presidente de

cooperativa se posiciona e fala da sua realidade.

Sem contar, que é satisfatório reunir dirigentes de

outras cooperativas. É uma oportunidade ímpar de

trazer debates promissores que tem feito toda a diferença

para o crescimento do cooperativismo.”

março/2026 revista 53


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